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Banca de DEFESA: PATRICIA CRISTINA DE ARAÚJO RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRICIA CRISTINA DE ARAÚJO RODRIGUES
DATA: 31/12/2021
HORA: 15:00
LOCAL: meet.google.com/ezg-zsgs-mdc
TÍTULO:

DA COMUNIDADE SURDA À COMUNIDADE ESCOLAR: saberes sociais que constroem saberes experienciais na Amazônia Tocantina Paraense


PALAVRAS-CHAVES:

Saberes sociais. Comunidade surda. Comunidade escolar. Luta por direitos. Saberes experenciais.


PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
ESPECIALIDADE: Educação Especial
RESUMO:

A presente exposição se tece dentro na perspectiva dos saberes sociais presentes na comunidade surda da Escola Estadual de Ensino Médio Profª Osvaldina Muniz. Objetivada a analisar como os saberes sociais da comunidade surda mobilizaram a comunidade escolar na luta por direitos e a partir destas experiências compreender o que resultou, tem nos conduzido a busca por respostas para a questão central: Como a materialidade dos saberes sociais da comunidade surda no município de Cametá, possibilitou construir ou não, saberes experienciais na luta por direitos, na E.E.E.M. Professora Osvaldina Muniz? Para tanto, metodologicamente a pesquisa versa pelos caminhos da abordagem qualitativa crítica, ou seja, procurou-se ir além da pseudoconcreticidade (KOSIK,2002). Os procedimentos para coleta de informação foram: conversas informais, rodas de conversas, observações livres, que geraram anotações de campo, conforme Triviños (1987) e ainda levantamento de documentos, literaturas, entrevistas semiestruturadas. Para o tratamento dos dados levantados nos pautamos na análise de conteúdo de acordo com Bardin (1077) e Franco (2005). Desse modo, contamos com autores como: Marx (2004, 2008), Marx e Engels (2009), Gramsci (1977, 1984), Nogueira (1990), Weber (2006), Rodrigues (2012), Tardif (2014), Kosik (1976, 2002, 2012, Strobel (2008), Perlin e Miranda (2003), dentre outros, para o aprofundamento teórico da questão da pesquisa, nos permitindo, com isso, adentrar na vivência tanto da comunidade surda quanto da comunidade escolar. A investigação nos levou à conclusão de que, primeiramente em relação a dimensão - comunidades compreendeu-se que a formação histórica de comunidades é educativa, pois produz valores de uso para manter e reproduzir a
vida, mesmo quando se dá sob a negatividade das relações de classe existentes no capitalismo, que também não são naturais, mas obra dos seres humanos. E, ao mesmo tempo que constroem saberes coletivos, também por vezes os interesses pessoais se sobressaem, nos levando a crer que Comunidades, embora nos remeta a um ato de coletividade, ela vive em constante conflito e formação, precisando com isso da ação dos agentes externos que nem sempre contribuem para o fortalecimento da unidade. Segundo – na dimensão experiências –
chegou-se ao entendimento de que se trata de experiências como processos que são vividos, sentidos e modificados, portanto não são dados a homens e mulheres, mas construídos historicamente, principalmente em relações coletivas. Esta exposição, portanto, chegou à conclusão que experiências, com base em Thompson (1981) integrada as experiências da Comunidade escolar E.E.E.M. Profª Osvaldina Muniz e Comunidade Surda, ou seja, as vividas são o próprio cotidiano permeado de conflitos, as sentidas são o resultado do que esses conflitos produzem e, as modificadas são tudo o que se aprende, se forma a partir da construção das anteriores, mas em um processo histórico-dialético, isto é, o próprio movimento das relações humanas. Terceiro – na dimensão – saberes experienciais, isto é, aqueles saberes que baseados nas vivências do trabalho cotidiano e no conhecimento de seu meio, brotados da experiência são por ela validados. Resultando, portanto, em saberes que podem perpassar na ação profissional, mas também, para os propósitos desta investigação que os constatou em outras formas, a exemplo da própria vivencia e pratica da relação alunos-alunos surdos; ouvintes-alunos surdos; alunos surdos-intérpretes; dentre outras formas, como experiências concretas no chão da E.E.E.M. Profª Osvaldina Muniz. Portanto, a exposição demonstra que os caminhos da educação inclusiva exige educar para prática da liberdade, pois precisa caminhar para além dos saberes experienciais constatados, rumo a um projeto de escola objetivado a libertação das amarras do status quo, para isso, a ação coletiva é fundamental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2321894 - DORIEDSON DO SOCORRO RODRIGUES
Interno - 1269545 - JOAO PAULO DA CONCEICAO ALVES
Interno - 1769360 - MARIA SUELI CORREA DOS PRAZERES
Externo ao Programa - 1231638 - RAQUEL AMORIM DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 28/12/2021 10:54
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