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Banca de DEFESA: WARLLEN BARROS DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WARLLEN BARROS DE SOUZA
DATA: 31/08/2021
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de Defesa do PPGEDUC (plataforma virtual)
TÍTULO:

DEVIRES-TRAVESTIS NA EDUCAÇÃO: Montação cartográfica da arte queer como ato criador e político.


PALAVRAS-CHAVES:

Devires-travestis. Montação. Cartografia. Corpo queer. Arte queer. Educação.


PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
RESUMO:

Que pode uma multidão queer em devires-travestis na educação? A ideia-força deste estudo se movimenta por uma estrela bailarina, nascida do caos, a percorrer múltiplos territórios, tecendo nestes percursos móveis afetações com coletividades queer, onde se aprende a viver, a lutar, a amar e a agenciar as potências do corpo político e da arte queer na montação de uma educação travestilizada das diferenças. E onde cabe perguntar: que novos arranjos a arte queer é capaz de produzir na educação? Impulsionado pela potência do encontro com a filosofia da diferença, o movimento crítico deste trabalho é o de provocar rachaduras na imagem do patriarcado em seu poder reinante, dominador, e o movimento clínico, é o de produzir aberturas, tecer redes de conexões entre corpos e sexualidades que afirmem uma educação das multiplicidades. O traçado que seguimos nesta pesquisa é a Cartografia dos rizomas, na companhia de Deleuze & Guattari (2010); instigados por um filosofar da diferença com Nietzsche (2014); e os estudos queer de Butler (2003) e Preciado (2011), além das pesquisadoras transexuais e travestis na/da educação como Luma Andrade (2012); Thiffany Odara (2020); Sofia Favero (2020); Megg Oliveira (2020);  que “fazem de seu corpo um local discursivo, em toda sua plenitude retrata um texto explícito com signos femininos” (ODARA,2020), essas mulheres, transfeministas, também nos acompanham nas encruzilhadas destes caminhos, apresentando-nos diversas experiências e enfrentamentos nos espaços educativos para burlar os dispositivos de controle e experimentar o corpo/pensamento em um acontecimento que reverencia a ancestralidade e afirma positivamente a diferença queer na educação. Por isso, as forças feiticeiras que espreitamos em suas linhas de fuga denominamos devires-travestis e experimentamos uma pesquisa cartográfica investida da potência do conceito de devires-travestis para travestilizar a educação, para expandir as forças inventivas e subversivas do corpo queer nos circuitos acadêmicos, artísticos e políticos, sejam eles eventos juninos, carnavalescos ou afrorreligiosos, apostando na montação do corpo e da arte queer como ato criador e político na educação. Nestas linhas que se seguem estão expostas as marcas de resistências do corpo queer em uma “antimemória” (Deleuze, 2012) das lutas inscritas na linguagem do tempo rizomático, antilinear, que insurge no presente como modo inventivo e subversivo de experimentar a vida, travestilizando a educação no universo queer.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2298298 - GILCILENE DIAS DA COSTA
Interno - 2299112 - JOSE VALDINEI ALBUQUERQUE MIRANDA
Externo ao Programa - 1152667 - JOSENILDA MARIA MAUES DA SILVA
Externo à Instituição - LUMA NOGUEIRA DE ANDRADE
Notícia cadastrada em: 10/08/2021 20:52
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