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Banca de DEFESA: FABIO COELHO PINTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FABIO COELHO PINTO
DATA: 30/10/2020
HORA: 15:00
LOCAL: Webconferência PPGEDUC
TÍTULO:

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E OS SENTIDOS DE NEGRITUDE NA EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA DA EMEF ACHILLES RANIERI NA COMUNIDADE DE MATIAS NO MUNICÍPIO DE CAMETÁ-PA


PALAVRAS-CHAVES:

Negritude. Educação para as Relações Étnico-Raciais. Educação Escolar Quilombola. Prática Pedagógica.


PÁGINAS: 152
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
ESPECIALIDADE: Educação Permanente
RESUMO:

Esta pesquisa objetivou analisar as práticas pedagógicas e os sentidos de negritudes na EMEF Achilles Ranieri, situada na comunidade quilombola do Matias, município de Cametá-PA. A partir da compreensão dos aportes teóricos e metodológicos da educação para as relações ético-raciais brasileiras e da Educação Escolar Quilombola que prima por bases epistemológicas, pedagógicas, e didáticas de ensino que pautam nas populações negras, desenvolveu-se as seguintes perguntas de pesquisa: Quais sentidos de negritude se observa nas práticas pedagógicas dos professores da EMEF Achilles Ranieri? Quais conteúdos são ensinados nas práticas pedagógicas? Quais mecanismos se buscam para dar conta das necessidades dos alunos e alunas, em sua grande maioria negros e quilombolas do Matias, para que se desenvolva uma educação com equidade social? A partir de tais questionamentos, sustentou-se como hipótese que o ensino para a população negra promove práticas de ensino e aprendizagens a partir de processos de identificação étnico-raciais, ou seja, de afirmação de identidades fundamentadas nas ancestralidades negras, no território e nas memórias coletivas. Como objetivos específicos adotou-se: Investigar as práticas pedagógicas e os sentidos produzidos por elas na EMEF Achilles Ranieri levando em consideração as Diretrizes Nacionais para a Educação Escolar Quilombola; Analisar os conteúdos que pautam as práticas pedagógicas para negritude na escola quilombola da comunidade de Matias; Analisar as relações e as estratégias de práticas pedagógicas que promovam a equidade racial, cultural e social no contexto escolar quilombola. Em termos metodológicos, trabalhou-se com a pesquisa qualitativa que permite um diálogo com a realidade a partir de suas contradições. Também combinou-se o estudo bibliográfico, responsável pela definição do referencial teórico, autores como Munanga (1988); Domingues (2005) e Gadea (2013), para conceituar negritude; Banton (1997); Seyferth (2002); Todorov (1993) e Fanon (2008), para discutir o conceito de raça e racismo; Pinho (2004) e Guimarães (1999), para discutir as diferentes facetas do racismo no contexto brasileiro; Brandão (2005), Libâneo (2003), Pinto (1987), Banks (2006), Oliveira (2010), Oliveira e Sacramento (2011), Gonçalves (2016), para discutir a educação para as relações étnico-raciais; Domingues e Gomes (2013), Larchert (2013) e Miranda (2016), Rocha e Silva (2016), Maroun e Arutti (2010), Maroun e Oliveira (2013), para fazer uma panorama da educação escolar quilombola e seus sentidos, com o estudo de campo que se apoiou na observação-participante e entrevistas fechadas (DRP) e semiestruturadas com: a Diretora de Ensino da SEMED-Cametá, Técnica Pedagógica da Divisão de Educação do Campo, Diretor, Coordenadora Pedagógica, 07 professores das diferentes áreas do conhecimento da EMEF Achilles Ranieri. Constatou-se que há práticas pedagógicas de professores ressoam os sentidos de negritude pautados na ancestralidade, como levantado inicialmente pela hipótese, há aqueles que ainda se mostram muito presos aos conteúdos integrantes de suas disciplinas, a citar o professor de geografia. Ademais, percebeu-se que a escola enfrenta muitos desafios para que se possa promover de fato uma educação escolar quilombola tal como estabelecem as DCNEEQ, pois não dispõe de um currículo diferenciado, pautado nas relações étnico-raciais, não tem um PPP elaborado e implementado coletivamente que oriente os trabalhos pedagógicos na escola. Entende-se que tais condições não impedem a materialidade de uma prática pedagógica antirracista no contexto escolar. Contudo, dificulta que o trabalho coletivo em prol da educação para valorização do negro seja desenvolvido, pois as ações caminham muito para o plano individual e de maneira desarticulada.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1740753 - VILMA APARECIDA DE PINHO
Interno - 2541304 - FRANCILENE DE AGUIAR PARENTE
Interno - 2298298 - GILCILENE DIAS DA COSTA
Externo à Instituição - CANDIDA SOARES DA COSTA
Notícia cadastrada em: 13/10/2020 11:50
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