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Banca de DEFESA: QUELVIA SOUZA TAVARES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: QUELVIA SOUZA TAVARES
DATA: 23/06/2020
HORA: 16:00
LOCAL: Cametá
TÍTULO:

Tensionamentos discursivos na construção da Escola Indígena Mẽ Akre Kôjakati da Comunidade Indígena Kỳikatêjê


PALAVRAS-CHAVES:

Povo Kỳikatêjê; Aldeia Kôjakati; Legislação educacional brasileira; Educação Escolar Indígena; Tensionamento discursivo.


PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Este trabalho investiga se a história-cultura do povo Kỳikatêjê e a instituição da educação escolar indígena produzem tensionamentos discursivos em torno da criação da escola Mẽ Akre Kôjakati, da comunidade indígena Kỳikatêjê, que vive na aldeia Kôjakati, localizada no km 16 da BR-222 – sentido Marabá-Bom Jesus do Tocantins – na Reserva Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, Pará, a fim de demonstrar como a escola indígena vem sendo idealizada e efetivada discursivamente e também como a história desse povo influenciou e influencia essa idealização. Para tanto, discutimos a história do povo Kỳikatêjê, seus deslocamentos e realocamentos, bem como as tentativas de “amansamentos” sofridas por eles. Paralelo a esses processos de “amansamentos” e às tentativas de inserção desse povo na sociedade não indígena, traçamos um histórico da Educação Escolar Indígena tentando mostrar como ela tem sido usada historicamente pelo Estado como um instrumento unificador, homogenizador de povos, raças, etnias, e de suas culturas, línguas e cosmovisões, de um modo geral. Assim, procuramos demonstrar que a Legislação sobre Educação representa o reconhecimento cultural de cada época, reconhecimento esse que se alcança por meio de muitas lutas das sociedades minoritárias. Por fim, discutimos como a história de luta e resistência dos povos minoritários, seja pelo direito de preservar sua identidade e cultura, seja pelo direito à educação, afeta discursivamente os sujeitos de modo a transparecer em sua fala os tensionamentos marcados, historicamente, entre a legislação e a legitimação da educação escolar indígena. Desse modo, analisamos o corpus dessa pesquisa a partir das contribuições da Análise do Discurso que permitem compreender os sentidos dos dizeres e, com isso, relacionar língua, história e sujeito. Portanto, esse estudo fundamenta-se teoricamente em autores que discutem a história e cultura do povo Kyikatêjê, no percurso histórico da Educação Escolar Indígena e nas contribuições da teoria da Análise do Discurso da corrente francesa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2341990 - JORGE DOMINGUES LOPES
Interno - 159.587.918-85 - ANDREA SILVA DOMINGUES - UFPA
Interno - 2524613 - BENEDITA CELESTE DE MORAES PINTO
Externo à Instituição - ANA SUELLY ARRUDA CAMARA CABRAL
Notícia cadastrada em: 10/06/2020 12:21
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