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Banca de QUALIFICAÇÃO: BENEDITO LELIO CALDAS COSTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BENEDITO LELIO CALDAS COSTA
DATA: 17/06/2019
HORA: 08:00
LOCAL: SALA 001 PPGEDUC-CUNTINS
TÍTULO:

MARI ERRÊ ARRÁ: MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS AFRO-BRASILEIRAS E SUA INTERFACE COM O ENSINO DE LINGUAGENS POÉTICAS NA EDUCAÇÃO ESCOLAR


PALAVRAS-CHAVES:

poéticas afro-brasileiras quilombolas; resistência com inteligência; educação para a diversidade.


PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Todo texto deveria ser uma espécie de conversa poética entre o escritor e o sujeito que se dispõe a lê-lo. Este nosso texto/conversa-poética é um tecido composto – pós-pesquisa de campo de cunho etnográfico – de ritos, cantos e palavras que dançam ao ritmo afro-brasileiro do Marierrê, manifestação cultural-religiosa do povo quilombola habitante da Vila de Carapajó, município de Cametá, região do Baixo-Tocantins- Pa, que, no exercício de sua religiosidade, produzem uma poética ímpar, rica em subjetividade, ternura, comunhão, beleza e teor de afirmação étnica e política, como polo oposto de uma sociedade preconceituosa, estigmatizadora, racista que busca homogeneizar tudo o que é cultural pelo prisma eurocêntrico branco e cristão. A problemática em torno da qual o texto caminha, nos levou a responder aos seguintes questionamentos: Como se expressa e o que significa para os sujeitos carapajoenses o rito/cortejo do Marierrê do Rosário? Quais linguagens orais, gestuais, musicais artístico/poéticas são desenvolvidos por esta comunidade de matriz negra? O que há de manifestação/movimento político neste festejo cultural afro-religioso e como ele se articula com os ritos de igreja Católica? As respostas que obtivemos fundamentam nossa conversa poética no intuito, primeiro, da desconstrução do discurso científico, hegemônico e etnocêntrico sobre as raças/etnias humanas, que deu origem ao racismo, principalmente contra o povo negro, e ao mito da superioridade do povo branco; depois, refletir o empoderamento de comunidades negras, ao reconhecermos a beleza, a inteligência, a coragem e a importância de homens e mulheres afro-brasileiras para a história de resistência social, cultural e religiosa deste país; adentrar o campo das comunidades quilombolas nortistas e compreender os caminhos que a religiosidade afro-brasileira aqui tomou; e, finalmente, chegar à feitoria educacional, onde, a nosso ver, a escola tradicional tem assumido, junto à população negra em geral e dos quilombos contemporâneos, o papel das senzalas de outrora. Para esta conversa contribuíram importantes teóricos das relações étnico-raciais como Todorov (1993), Skidmore (1976), Neuza Santos (1983), Frantz Fanon (2008) e Paul Gilroy (2001); celebres autores da Literatura Negra e do campo poético como Sergio Alberto Alves (2008), Edison Carneiro (1964), Castro Alves e Ana Maria Gonçalves (2006); e como aporte teórico-metodológico, nos ancoramos em Nunes (1978) e Becker (1993); autores que nos guiaram pelos caminhos da etnografia. Constatou-se que as comunidades quilombolas observadas produzem uma poética que subverte ritos religiosos, ideologias racistas e concepções sobre o ser negro na sociedade atual, em uma estratégia de resistência e afirmação na qual a inteligência é a única arma.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CANDIDA SOARES DA COSTA
Interno - 2299112 - JOSE VALDINEI ALBUQUERQUE MIRANDA
Presidente - 1740753 - VILMA APARECIDA DE PINHO
Notícia cadastrada em: 10/06/2019 12:31
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