News

Banca de QUALIFICAÇÃO: IGOR SILVA DE BARROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IGOR SILVA DE BARROS
DATA: 19/06/2019
HORA: 10:00
LOCAL: sal 01 PPGEDUC-CUNTINS
TÍTULO:

CURRÍCULO E SABERES CULTURAIS: AS PRÁTICAS CORPORAIS INDÍGENAS NA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO WARARAAWA ASSURINÍ DA ALDEIA TROCARÁ PENSADAS A PARTIR DA INTERCULTURALIDADE


PALAVRAS-CHAVES:

: Saberes Culturais; Currículo Intercultural; Práticas Corporais Indígenas.


PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

O presente estudo, intitulado Currículo e Saberes Culturais: as Práticas Corporais Indígenas na Escola Municipal de Ensino Wararaawa Assuriní da Aldeia Trocará Pensadas a Partir da Interculturalidade, tem como lócus a aldeia Assuriní do Trocará localizada à 14 km da cidade de Tucuruí, no Pará, objetiva compreender as relações existentes entre currículo e cultura, caminhando na direção da cultura corporal indígena a partir do currículo intercultural, na perspectiva de discutir as possibilidades de diálogo entre práticas corporais e o currículo intercultural indígenas, reconhecendo a cultura corporal como propulsora de emancipação, integração e construção do currículo na escola indígena. Neste sentido, o estudo aborda os problemas da educação escolar indígena e o seu cotidiano, visto que, muitas vezes os traços culturais desta população não são levados em consideração, deixando as diferenças passarem despercebidas, fazendo com que o currículo não contemple os anseios da educação escolar indígena. É preciso um currículo específico, diferenciado e bilíngue, um currículo intercultural, pois a interculturalidade é necessária nas escolas indígenas, principalmente, porque ainda estão enraizados projetos escolares que priorizam currículos descontextualizados e fragmentados da cultura indígena, ameaçando a autonomia dos povos indígenas. A educação escolar indígena precisa desconstruir a compreensão rígida, hierarquizante, disciplinar, normalizadora da diversidade cultural e adentrar em um campo flexível, fluido, polissêmico, ao mesmo tempo trágico e promissor da diferença, que se constitui nos variados campos e processos de diversos sujeitos e identidades socioculturais. As práticas corporais indígenas no cotidiano e na arte indígena, como os jogos e brincadeiras, o grafismo corporal pulsam neste sentido. Metodologicamente, inicialmente se realizou um levantamento bibliográfico a respeito de obras de autores que trabalham temáticas referentes: populações indígenas, cultura, currículo intercultural e práticas corporais, entre os quais destaca-se: GEERTZ (1989), LARAIA (2002), Almeida, GRANDO, MINTZ (2010), HALL (2006), QUEIROZ (1984), MURTA (2007), FERREIRA (2015), COHN (2001), KUHN, TENÓRIO, SILVA (2014), DAÓLIO (2003), entre outros que se dispõem discutir e compartilhar informações e experiências referentes a questão indígena, que constatam à ausência de um currículo intercultural que contemple a realidade dos indígenas evidenciando histórias e culturas de tais povos. Da mesma forma, também se realizou a pesquisa de campo na aldeia Assuriní do Trocará, onde se observou o dia-a-dia das aulas na escola Wararaawa Assuriní, as formas como os conteúdos eram ensinados, se os elementos culturais eram levados em consideração e se as práticas corporais indígenas eram incorporadas ao currículo intercultural. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa que objetiva compreender o lado subjetivo do objeto de estudo analisado a partir de experiências vividas individualmente, mediante a técnica de entrevista semiestruturada, por supor conversações continuadas entre entrevistados e pesquisador “que deve ser dirigida por este de acordo com seus objetivos” (Duarte, 2002). Dados preliminares da pesquisa apontam que o encontro de valores e significados entre sociedades indígenas e não indígenas faz emergir grandes contribuições para o avanço da valorização do currículo intercultural nas escolas indígenas, atravessamentos que reverberam diálogos entre as culturas e descartam qualquer tentativa de uma cultura de se sobrepor a outra, dando espaço às trocas de saberes tradicionais, novos conhecimentos, além do reconhecimento e valorização de identidades


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 159.587.918-85 - ANDREA SILVA DOMINGUES - PUC - SP
Presidente - 2524613 - BENEDITA CELESTE DE MORAES PINTO
Notícia cadastrada em: 05/06/2019 08:35
SIGAA | Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) - (91)3201-7793 | Copyright © 2006-2024 - UFPA - bacaba.ufpa.br.bacaba2