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Banca de DEFESA: LAERCIO FARIAS DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAERCIO FARIAS DA COSTA
DATA: 16/04/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 01 predio Orlando Cassique - Campus Cametá/UFPA
TÍTULO:

SABERES TRADICIONAIS, MEMÓRIA E DISPOSITIVOS JURÍDICOS: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS CULTURAIS DA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO ITACURUÇÁ (ABAETETUBA/PARÁ)


PALAVRAS-CHAVES:

memória, saberes tradicionais, dispositivos legais, identidade quilombola.


PÁGINAS: 160
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

A presente dissertação tem como objeto de estudo os saberes tradicionais da comunidade quilombola do Itacuruçá (Abaetetuba/Pará) com o intuito de compreender as formas de valorização e proteção desses saberes a partir da análise da efetivação do ordenamento jurídico brasileiro que dá base para a proteção dos povos tradicionais, na medida em que se identifica sua relação com as práticas culturais e formas de transmissão desses saberes de geração em geração por meio da memória coletiva e das histórias orais dos guardiões da memória da comunidade. Para empreender o trabalho iremos identificar a relação dos dispositivos legais e a valorização dos saberes na comunidade quilombola do Itacuruçá. Nesta ótica, o trabalho utilizará como suporte, dispositivos legais e tratados internacionais, são eles, a Constituição Federal do Brasil de 1988, com olhares atentos aos posteriores dispositivos que relacionam-se com a proteção dos saberes tradicionais. Assim, procuramos compreender a constituição do direito em nossa sociedade e o diálogo com as formas de organização educacional, politica e cultural do lócus de pesquisa na perspectiva da valorização dos saberes tradicionais. Desta forma, a pesquisa aponta que a comunidade coloca-se como detentora de uma gama de conhecimentos tradicionais, expressões culturais próprias, num repertório considerável de mitos, ritos e conhecimentos herdados de ancestrais, ligados às atividades produtivas que, para além dos procedimentos técnicos e agronômicos envolvidos, garantem em certa medida a produção, o consumo e uma maneira específica de se relacionar com a natureza e com o mundo; assumindo, paralelamente, a necessidade de rever as formas de implementação dos dispositivos jurídicos junto às comunidades tradicionais, pois em analise apresentam-se classificatória e conceitual por não compreenderem a complexidade e o significado das comunidades tradicionais em sua totalidade. E assim, efetivar estratégias que possibilitem a proteção desses saberes, uma vez que atribuem ao avanço da lógica capitalista e à influência midiática de universalização de uma cultura hegemônica, a visível descontinuidade de traços culturais próprios da comunidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 263.026.912-49 - MARA RITA DUARTE DE OLIVEIRA - UFC
Interno - 2524613 - BENEDITA CELESTE DE MORAES PINTO
Externo ao Programa - 2153593 - AFONSO WELLITON DE SOUSA NASCIMENTO
Externo à Instituição - FLAVIO BEZERRA BARROS
Notícia cadastrada em: 12/03/2019 11:09
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