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Banca de DEFESA: MIRIA DEISE CALDAS ALBUQUERQUE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MIRIA DEISE CALDAS ALBUQUERQUE
DATA: 31/08/2018
HORA: 10:00
LOCAL: campus cameta
TÍTULO:

A ESCOLA E SUAS PRÁTICAS EDUCATIVAS: UMA LEITURA DOS PROCESSOS FORMATIVOS E DAS RELAÇÕES DE CONHECIMENTOS VIVENCIADAS NO COTIDIANO DA SALA DE AULA.


PALAVRAS-CHAVES:

Conhecimentos, Ensino e Aprendizagem; Práticas Educativas


PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Ensino-Aprendizagem
RESUMO:

Reconhecendo as especificidades da escola enquanto lugar de ampliação das funções psicológicas superiores da criança (VIGOTSKI, 2007), portanto ambiente privilegiado para que estas possam apropriar-se dos conhecimentos historicamente produzidos, desenvolvendo as qualidades tipicamente humanas, o estudo tem por objetivo analisar a prática educativa e as relações que os alunos vivenciam com os conhecimentos escolares no cotidiano da sala de aula, e tem como lócus uma sala de aula do 4º ano do ensino fundamental de uma escola da rede municipal de ensino de Cametá, Pará. Como referencial teórico-metodológico recorremos em especial aos princípios da abordagem histórico-cultural desenvolvida por Vigotski e seus colaboradores, em suas perspectivas teóricas sobre o papel da escola, do ensino e das práticas de ensino na sala de aula diante da formação e desenvolvimento da criança, e as concepções de Charlot, ao discutir sobre as práticas educativas direcionando o olhar para a sala de aula e os processos educativos que ali são vivenciados, concebendo a educação como um triplo processo: um processo de humanização, de socialização, e de subjetivação/ singularização. Foram registrados um conjunto de eventos em seus momentos imediatos de acontecimentos, analisados e discutidos à luz do referencial teórico. Os resultados apontam que a escola, da forma em que ainda está organizada em suas práticas de ensino não favorece condições efetivas para que as crianças consigam avançar em seus estados de aprendizagem e desenvolvimento, apropriando-se assim das qualidades tipicamente humanas, a exemplo, a linguagem escrita. Que a forma mecanicista pela qual os conhecimentos são disponibilizados às crianças não produzem em níveis cada vez mais elaborados, o estabelecimento de relações significativas com os objetos que fazem parte cultura humana, isto é, com os conhecimentos historicamente elaborados, papel fundamental na humanização do sujeito, e que deveria favorecer o desenvolvimento de suas funções psíquicas. Que a escola resiste em atentar para as singularidades das crianças, concebendo-as de forma homogênea, idealizada e fora do contexto de suas relações sociais. E por fim, que uma educação humanizadora fundamentada na teoria histórico-cultural implica em uma ruptura com as práticas educativas que historicamente vem orientando o trabalho pedagógico nas escolas, isto é, uma educação que oriente os processos educativos nos quais as criança consigam ter acessos às significações sobre os objetos da realidade, vivenciando de tal forma, o triplo processo de sua formação humana: Homiziar-se /humanizar-se, singularizar-se/tornar-se sujeito único e socializar-se/reconhecer-se como membro de um grupo, de um coletivo (CHARLOT, 2000).


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1197833 - ELIANA DA SILVA FELIPE
Externo à Instituição - MARIA DAS GRAÇAS DA SILVA
Presidente - 2181917 - RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA FALABELO
Notícia cadastrada em: 22/08/2018 15:55
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