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Banca de DEFESA: GILMA GUIMARÃES LISBOA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GILMA GUIMARÃES LISBOA
DATA: 27/03/2018
HORA: 15:00
LOCAL: SALA 001 PRÉDIO ORLANDO CACIQUE - Campus Cametá
TÍTULO:

PELAS MÃOS DE CLARICE: o desabrochar da experiência literária na sala de leitura Clarice Lispector.


PALAVRAS-CHAVES:

Leitura; Experiência; Literatura; Escola Básica; Clarice Lispector.


PÁGINAS: 125
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Currículo
RESUMO:

Nesta pesquisa o propósito principal foi analisar experiências de leitura literária com estudantes frequentadores da Sala de Leitura Clarice Lispector da Escola Estadual de Ensino Médio Simão Abraão Jatene, na cidade de Cametá-PA. Especificamente buscou-se construir pontes e experiências de sentidos entre os leitores e o universo literário; cartografar os processos das experiências de leituras literárias nas atividades leitoras dos alunos e analisar as ressonâncias da leitura do texto clariceano às experiências formativas desses leitores. Para o desenvolvimento deste estudo articulou-se, especialmente, os conceitos de leitura, experiência e sentido, a partir de Jorge Larrosa em “Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas” (2000), “Linguagem e educação depois de Babel” (2004) e “Tremores” (2015), entrelaçados ao universo literário clariceano. A pesquisa baseou-se nas pistas do método da cartografia na perspectiva de Deleuze e Guattari, por meio da obra “Mil Platôs” (1995), e de Passos, Kastrup, Tedesco e Escóssia por meio das obras “Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade” (2015) e “Pistas do método da cartografia: a experiência da pesquisa e o plano comum” (2016). Nesse processo teórico-prático, o resultado da investigação demonstrou que o encontro do leitor com a potência das obras de Clarice provocou uma abertura à palavra literária, por processos subjetivos e artísticos. As obras clariceanas ganharam vida ao serem lidas para e pelos alunos naquele espaço. Ao apresentar Clarice através de documentários, curta metragens, leituras de obras, apresentações teatrais, ensaios, performances e recitações de textos, a Sala de Leitura foi sendo povoada literariamente para além de sua função instrumental. Neste ínterim, as atividades realizadas neste cenário poético, entre outros propósitos, desenvolveram estratégias de ensino, de reflexão, de produção de subjetividades, que buscou um encontro da escritora com o leitor, da obra com a descoberta do mundo, que às vezes passa pelo despertar subjetivo conectado ao mundo exterior do aluno. Percebeu-se que as estratégias cartográficas da pesquisa - realizadas nos segundos semestres dos anos 2016 e 2017 -  propiciaram a exposição de temas que despertaram nos alunos o prazer pela leitura, o pensar, a descoberta do inusitado, o drama existencial que afeta qualquer ser humano. Na reflexão decorrente das atividades de leitura e interação por meio de conversas, os leitores destacaram um movimento vivo de dor, de alegria, de vivências pessoais que os remeteram a uma busca de sentidos de si mesmos em relação ao outro e ao mundo.  Clarice passou da estrangeira que apenas nomeava a sala de leitura a fazer parte do universo literário dos estudantes, compartilhando inquietudes, angústias, sonhos, ressonâncias poéticas, desejos e descobertas que provocaram no leitor sensações múltiplas e múltiplos pensares. O desafio das ações realizado na Sala de Leitura era permitir que a leitura literária ressoasse em cada leitor. Apresentar Clarice aos alunos foi instigador, pois mesmo existindo uma Sala de Leitura com nome dela, não era povoada poeticamente, assumindo apenas a função de um espaço para leituras esporádicas, consulta ou passatempo, não visava o desabrochar para a literatura.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2298298 - GILCILENE DIAS DA COSTA
Interno - 2299112 - JOSE VALDINEI ALBUQUERQUE MIRANDA
Externo ao Programa - 2190652 - LUIS HELENO MONTORIL DEL CASTILO
Externo à Instituição - JOSEBEL AKEL FARES
Notícia cadastrada em: 09/03/2018 11:37
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