News

Banca de QUALIFICAÇÃO: NEUSIANE DE NAZARE COELHO DE MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NEUSIANE DE NAZARE COELHO DE MELO
DATA: 30/09/2016
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 001 - Campus Cametá
TÍTULO:

O CORPO AFRORRELIGIOSO: INSCRIÇÃO DE PODER E FORMAS DE RESISTÊNCIAS


PALAVRAS-CHAVES:

CORPO AFRORRELIGIOSO. PODER. RESISTÊNCIA. EDUCAÇÃO


PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Esse trabalho tem por objetivo analisar os regimes de dominação e exclusão direcionados aos corpos afrorreligiosos, buscando mostrar os discursos historicamente construídos que colocaram os corpos sob submissão ao longo da formação da sociedade brasileira, analisando os processos de discriminação ocasionados pelos discursos construídos, para em seguida tentar combater a discriminação dos corpos afrorreligiosos trazendo ao cenário educacional suas práticas religiosas/culturais para desmitificar a visão estereotipada engendrada na sociedade. A abordagem teórica-metodológica segue a perspectiva genealógica de Foucault, que por ser considerada como uma teoria de combate que luta pela insurreição de saberes dominados e efeitos de poder dos discursos teóricos dominantes nos permite analisar as condições históricas que construíram os discursos que subjulgaram os corpos afrorreligiosos sobre domínio, exclusão e restrição, mostrando como estes discursos estão impostos na sociedade para posteriormente travar o combate, considerando os próprios saberes das religiões afro-brasileiras que foram desconsideradas historicamente. Como campo empírico deste trabalho tem-se dois terreiros de matriz africana no município de Cametá, tendo como sujeitos da pesquisa o pai e a mãe de santo dos terreiros. Os resultados preliminares mostram que a intolerância recorrente contra os praticantes das religiões de matriz africana não são casos isolados de discriminação, mas construções tecidas historicamente por relações de poder que visavam o dominação, controle e exclusão de um grupo social. Dessa forma, esperamos que este estudo possa contribuir potencializando as formas de combate à discriminação através da inclusão dessas discussões na educação, pensando numa sociedade que valorize a diferença cultural do Brasil e coloque essa diferença como uma potencialidade, para que a raiz religiosa africana continue mantendo viva uma cultura que diz muito da nossa própria tradição e modo plural de ser brasileiro. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2298298 - GILCILENE DIAS DA COSTA
Presidente - 2299112 - JOSE VALDINEI ALBUQUERQUE MIRANDA
Notícia cadastrada em: 15/09/2016 11:09
SIGAA | Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) - (91)3201-7793 | Copyright © 2006-2024 - UFPA - jatoba.ufpa.br.jatoba2