Dissertações/Teses

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2024
Descrição
  • MAYARA SABRINA LUZ MIRANDA
  • ANÁLISE DA EXPRESSÃO GÊNICA DOS FATORES DE TRANSCRIÇÃO T-BET, GATA-3, RORγt E FOXP3 RELACIONADOS À RESPOSTA IMUNOLÓGICA EM PACIENTES COM HEPATITE C.

  • Orientador : HELLEN THAIS FUZII
  • Data: 12/12/2024
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  • A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) representa um grave problema de saúde pública, afetando aproximadamente 2 a 3% da população global. A forma crônica da doença é desenvolvida por mais de 80% dos pacientes infectados, com 20% desses casos progredindo para cirrose hepática e carcinoma hepatocelular (CHC). As lesões hepáticas associadas à hepatite C são resultado da resposta imunológica do organismo, não diretamente causadas pelo vírus. O objetivo deste estudo foi avaliar a expressão gênica dos fatores de transcrição (FT e citocinas das respostas imunológicas Th1, Th2 e Treg em pacientes com hepatite C crônica nos diferentes graus de fibrose hepática. Os participantes foram recrutados no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foram coletadas amostras sanguíneas e dados clínicos de 81 pacientes, e as células linfomononucleares foram separadas utilizando o método do Ficoll. O RNA total foi extraído dessas células por meio do método do Trizol, e o cDNA foi sintetizado usando o kit SuperScript III (Invitrogen). A análise dos genes constitutivos β-actina e GAPDH, juntamente com os genes selecionados, foi conduzida no equipamento StepOneTM Real-time PCR System (Applied Biosystems), utilizando o kit GoTaq qPCR (Promega). A expressão gênica (EG) foi calculada pelo método 2-CT (CT=CTgene-CTconstitutivo). Dos 81 pacientes, 36 eram mulheres e 45 homens. Dentre os FTs e citocinas pesquisados GATA-3 e TNF-α apresentaram maior expressão, respectivamente. Os genótipos 1a, 1b e 3 foram mais prevalentes e, novamente houve maior expressão de GATA-3 e TNF-α. Na associação com os dados clínicos encontrou-se associação entre a diminuição de plaquetas e expressão elevada de TNF-α, expressão aumentada de FOXP3 em mulheres com taxas normais de TGO e maior expressão de IL-4 em mulheres com taxas normais de TGP. Encontrou-se correlação positiva em GATA-3 x T-BET, T-BET x FOXP3. Nas citocinas, houve correlação positiva entre IFN- x TNF-α, TNF-α x IL-10. Na correlação dos FTs com suas respectivas citocinas encontrou correlação positiva entre T-BET x TNF-α. Por fim, ao separarmos por estágio de fibrose, achou-se correlação entre T-BET x FOXP3 no estágio F3-F4. Por se tratar de uma infecção crônica, os dados deste estudo nos permitem inferir que há exaustão da resposta Th1 e aumento da Th2 e, nos casos mais avançados da doença há um aumento da resposta Treg.

  • MARGARETH NAOMI MIYAHARA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE AS PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES AGUDAS EXTRAPULMONARES E OS DESFECHOS CLÍNICOS EM ADULTOS HOSPITALIZADOS COM COVID-19

  • Orientador : HELLEN THAIS FUZII
  • Data: 30/04/2024
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  • A pandemia da covid-19 se tornou um dos maiores desafios da história atual, gerando graves impactos, não somente na área da saúde, mas também nas esferas econômica e social. Embora comprometam principalmente as vias respiratórias, a covid-19 também pode acometer outros órgãos e ter consequências sistêmicas com múltiplas lesões, principalmente nos pacientes graves, ocasionando hospitalização prolongada e aumento do risco de mortalidade. O presente estudo investigou as principais manifestações agudas extrapulmonares relacionadas à infecção pelo SARS-CoV-2 em pacientes internados e verificou a relação com a gravidade e o desfecho clínico. Foi realizado um estudo do tipo coorte retrospectiva por meio da coleta de dados clínicos, epidemiológicos e de exames laboratoriais, bem como de exames de imagem, de pacientes adultos e de ambos os sexos internados com diagnóstico confirmado de covid-19 em um hospital de referência na cidade de Belém do Pará. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de 57 anos e estavam levemente acima do peso ideal. As comorbidades mais encontradas foram HAS, DM e cardiopatia/DAC. As manifestações agudas extrapulmonares prevalentes foram cefaléia, diarreia e lesão renal aguda. Alterações nos exames laboratoriais também ocorreram com frequência, das quais se destaca leucocitose, linfopenia, anemia, hiperglicemia, elevação das enzimas hepáticas e alterações eletrolíticas. Um total de 44% dos pacientes evoluiu com gravidade e necessitou de cuidados em UTI e cerca de 22,5% apresentou o desfecho óbito. Os pacientes que evoluíram com gravidade tinham média de idade mais avançada e relataram com maior frequência HAS e DM como comorbidades. Esse grupo de pacientes apresentava ainda níveis de saturação periférica de oxigênio mais baixas e sintoma de dispneia com mais frequência. Alterações agudas extrapulmonares mais sérias também ocorreram com maior frequência no grupo de pacientes graves. Foram elas: arritmia, confusão mental e lesão renal aguda dialítica e não-dialítica. Anormalidades nos resultados de exames laboratoriais também foram prevalentes: anemia, leucocitose, linfopenia, plaquetopenia, hiperglicemia, hiper e hipocalemia, hipernatremia e hipocalcemia. Os níveis de marcadores de atividade inflamatória (PCRu, DHL e D-dímero) também foram mais elevados nesse grupo. Além de todas alterações anteriormente citadas, a ocorrência de vasoconstrição cerebral e de acidente vascular cerebral tiveram impacto significativo no desfecho morte

  • FABIO DOS SANTOS FERREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO DA DOR NA HANSENÍASE E SUAS REPERCUSSÕES NA CAPACIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA

  • Orientador : MARILIA BRASIL XAVIER
  • Data: 23/04/2024
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  • A Hanseníase é uma doença de caráter infectocontagioso crônico que afeta predominantemente a pele, mucosas e o sistema nervoso periférico. Se não tratada de forma correta, pode resultar em danos irreversíveis, causando impacto na capacidade funcional e qualidade de vida. A dor na Hanseníase está relacionada com diversos mecanismos fisiopatológicos ligados ao processo de dano neural gerado pela doença. A investigação da dor é de importância fundamental, em virtude da interligação frequente da descrição clínica com fenômenos sensoriais negativos. apenas recentemente, tem-se observado uma maior notificação de sinais e sintomas positivos, notadamente a dor, o que sugere que diferentes síndromes dolorosas, nociceptivas ou neuropáticas, ou até mesmo ambas, podem compor o quadro clínico hansênico. Portanto, este estudo teve como objetivo elucidar como o a dor nociceptiva e neuropática da Hanseníase repercutem na capacidade funcional e qualidade de vida. Trata-se de um estudo de caráter transversal analítico descritivo realizado no Ambulatório de Doenças Tropicais e Infecciosas do Núcleo de Medicina Tropical da Amazônia (NMT), da Universidade Federal do Pará, no período de maio a outubro de 2023. Contou com 52 pacientes hansenianos, os quais foram coletados os dados sociodemográficos, clínicos, sobre avaliação da dor, capacidade funcional e qualidade de vida. Os 52 pacientes foram divididos em três grupos de análise: pacientes que apresentaram dor nociceptiva (23,1%), dor neuropática (36,5%) e que não apresentaram dor (40,4%). A maioria dos pacientes eram multibacilares com presença de histórico reacional e neurite significativa. Os nervos mais afetados foram o ulnar e o tibial posterior, com o grupo de dor neuropática apresentando o maior quantitativo de afecção de nervos. não foi constatado diferença significativa entres os grupos de dor em relação a intensidade dolorosa, apesar dos pacientes de dor neuropática apresentarem níveis discretamente superiores. A capacidade funcional dos pacientes foi comprometida nos grupos com dor em relação ao grupo sem dor. No entanto, não foi observado diferenças relevantes entre os dois grupos de dor. Sobre a análise da qualidade de vida, verificou-se que no domínio físico houve também comprometimento nos grupos de dor quando comparados ao sem dor, porém novamente não houve diferenças relevantes entre os dois grupos de dor. No domínio mental não ocorreu diferença significativa entre os três grupos. A análise dos dados fornecidos foi considerável para aprofundar a compreensão da influência da dor na patologia.

  • LUANA WANESSA CRUZ ALMEIDA
  • ANÁLISE DO PERFIL DE TOLERÂNCIA A GLICOSE EM PACIENTES COM SÍNDROME PÓS-COVID-19 ATENDIDOS EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA NO NORTE DO BRASIL

  • Orientador : LUISA CARICIO MARTINS
  • Data: 21/03/2024
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  • Apesar das sequelas causadas pelo vírus SARS-CoV-2 serem distintas e abrangentes, há indícios crescentes propondo que o desequilíbrio nos parâmetros glicídico que podem causar a hiperglicemia e o diabetes, estejam entre os desfechos induzidos pela Síndrome Pós-COVID-19. OBJETIVO: Analisar o perfil de tolerância a glicose em pacientes com Síndrome Pós-COVID-19 atendidos em um ambulatório da região metropolitana de Belém, Norte do Brasil. METODOLOGIA: Este estudo transversal analítico avaliou 158 pacientes com Síndrome Pós-COVID-19 moradores da região metropolitana de Belém, com idade superior a 18 anos, com teste positivo para COVID-19 e que já estavam no mínimo com 4 semanas após doença aguda. As características sociodemográficas e clínicas e os sintomas autorrelatados foram apurados por meio de um questionário detalhado e para as análises foi aplicado o teste G. RESULTADOS: A população do estudo foi composta em sua maioria por mulheres, na faixa de 50-59 anos, com altos níveis de escolaridade, que estava em uma união estável ou casada, pardas, com baixa renda mensal, não eram tabagistas e nem elitistas. A prevalência de hiperglicemia foi de 66% e Diabetes 11%, as variáveis atividade física, e história familiar e HbA1C foram estatisticamente significativas quando comparado aos grupos com alteração glicídica e sem alteração glicídica. As complicações de saúde mais prevalentes foram a perda de memória, fadiga, perda de concentração, queda de cabelo, fraqueza, dor muscular, dor nas articulações, dor de cabeça, ansiedade e depressão. CONCLUSÃO: Os achados deste estudo, estão somando conhecimentos para aprimorar a organização e estruturação de serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares, no melhor direcionamento dos cuidados clínicos e adaptações de estratégia de saúde pública para era pós-pandemia.

  • ERIKA RODRIGUES GUIMARAES COSTA
  • Concentrações de primaquina e carboxiprimaquina em crianças com malária por Plasmodium vivax

  • Orientador : JOSE LUIZ FERNANDES VIEIRA
  • Data: 11/03/2024
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  • A malária é um grave problema de saúde pública no mundo, sendo uma das doenças de maior impacto na morbidade e na mortalidade em países situados nas regiões tropicais e subtropicais do planeta. Causada pelo parasita do gênero Plasmodium e transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles. A espécie predominante na Amazônia brasileira é o Plasmodium vivax, que apresenta formas evolutivas dormentes, os hipnozoítos, que podem levar ao reaparecimento de parasitas no sangue após a cura da infecção. Nas regiões endêmicas, a imunidade da população se desenvolve ao longo do tempo com a exposição repetida ao parasita. As crianças suportam a maior carga da doença, uma vez que não adquiriram imunidade clínica e as recaídas repetidas podem causar anemia e afetar o crescimento e o desenvolvimento. A cura radical refere-se ao tratamento de parasitas no sangue e os latentes no fígado evitando as recaídas. A primaquina é o medicamento que possui atividade esquizonticida em todas as espécies plasmodiais. É possível, que parte da carga da doença seja devida a falta de eficácia terapêutica da primaquina, resultante de fatores relacionados ao parasito e ao hospedeiro humano, como a exposição inadequada ao fármaco decorrente de subdosagem, falta de adesão ao tratamento e das variações farmacocinéticas do metabolismo do fármaco. Não há formulação pediátrica atualmente disponível. Dada a reduzida meia-vida biológica da primaquina e a ausência de atividade da carboxiprimaquina, há poucos estudos em áreas endêmicas descrevendo preditores de exposição ao fármaco, especialmente em áreas rurais remotas, como na Amazônia brasileira. Com o objetivo de determinar a dose administrada e as concentrações sanguíneas de primaquina e de carboxiprimaquina em crianças de diferentes faixas etárias com malária por P. vivax, foi realizado estudo longitudinal de casos de malária vivax não complicada, em 85 crianças de ambos os sexos, com idade entre 1 a 11 anos, atendidas no posto de atendimento de malária em Anajás/PA com exame da gota espessa positivo. Amostras de sangue foram coletadas para a mensuração da primaquina e carboxiprimaquina no D7 e analisadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), no Laboratório de Toxicologia /UFPA. Os resultados demonstraram que as doses totais estimadas foram 5.3mg/kg, 4.9mg/kg e 3.48mg/kg no sexo feminino e de 5.5 mg/kg, 4.5 mg/kg e 3.2mg/kg no sexo masculino nas faixas etária de 1-3, 4-8 e 9-11 anos, respectivamente. O uso de sub doses do fármaco variou de 6.9% nas crianças entre 4 e 8 anos e 16.52% naquelas entre 9 e 11 anos; as concentrações de primaquina variaram entre 91 ng/mL e 109 ng/mL e de 93 ng/mL a 112ng/mL e as de carboxiprimaquina de 362 ng/mL a 562 ng/mL e a relação entre metabólito:fármaco foi 3.96 a 5.79 e de 3.81 a 5.5, no sexo masculino e feminino. O sexo não influenciou na terapêutica, o peso dos pacientes não foi preditor significativo das concentrações sanguíneas de primaquina e a maioria dos pacientes recebeu doses adequadas do fármaco durante o tratamento.

  • ISAMERILIAM ROSAULEM PEREIRA DA SILVA
  • ESTADO NUTRICIONAL E AS CONCENTRAÇÕES DE PIRAZINAMIDA EM PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR MULTIRRESISTENTE

  • Orientador : JOSE LUIZ FERNANDES VIEIRA
  • Data: 06/03/2024
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  • A emergência do M. tuberculosis resistente aos medicamentos de primeira linha, configura-se um grave problema de saúde pública, principalmente pelo longo tempo de tratamento, aumento das taxas de abandono e consequente redução de cura da doença. É definida pela resistência a pelo menos dois fármacos, a rifampicina e a isoniazida. O tratamento tem duração mínima de dezoito meses, divididos em fase intensiva e de manutenção. A pirazinamida é um fármaco utilizado na fase intensiva da terapia e atua diretamente no bacilo, desempenhando importante ação esterilizante. O estado nutricional é um preditor das taxas de sucesso terapêutico. Entretanto, não há estudos associando o estado nutricional com as concentrações desse fármaco nesses pacientes. Avaliar a influência do estado nutricional sobre as concentrações sanguíneas de pirazinamida em pacientes com tuberculose multirresistente. Foi realizado o acompanhamento de pacientes com tuberculose multidrogarresistente, no primeiro, terceiro e sexto mês da fase intensiva do tratamento, de ambos os sexos, atendidos no ambulatório de referência do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) no estado do Pará, no período de outubro de 2020 a agosto de 2022. Foram realizadas coletas de sangue para dosagem do fármaco, aplicação de questionário de pesquisa sociodemográfico, epidemiológico, clínico e avaliação antropométrica para verificação do estado nutricional dos participantes do estudo.  Foram incluídos 48 pacientes, com esquema terapêutico de 18 meses, usando pirazinamida na fase intensiva do tratamento associada a outros fármacos. Foram excluídos 06 pacientes decorrentes de abandono do tratamento e óbito. Houve prevalência do sexo masculino (64,2%), 52,3% com a faixa etária entre 41 a 60 anos de idade, autodeclarados pardos (73,8%), com nível de escolaridade até o ensino médio (90,3%) e renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo (71,4%). Sobre o tipo de entrada 92,8% foram casos novos e 71,4% apresentaram desfecho para cura. O diabetes mellitus foi prevalente em 33,4% dos pacientes. Quanto ao estado nutricional, a maioria dos pacientes adultos eram eutróficos (88,1%), e 80% dos idosos estavam com excesso de peso. Artralgia e transtornos gastrintestinais foram as reações adversas mais frequentes. As concentrações de pirazinamida foram semelhantes nas três etapas de coleta do fármaco e não foram associadas ao sexo, entretanto, foi significativamente inferior nos pacientes com excesso de peso. A maioria dos pacientes foram do sexo masculino, adultos. A faixa etária entre 41 a 60 anos e escolaridade até o ensino médio foram predominantes. O estado nutricional para eutrofia prevaleceu, entretanto, casos de desnutrição e obesidade também foram encontrados. As concentrações de pirazinamida foram semelhantes nas diversas etapas de coleta do fármaco e não havendo relação com o sexo. O peso e o IMC não tiveram correlação com as concentrações do fármaco. Contudo, os pacientes com excesso de peso no sexto mês de coleta, demonstraram associação significativa com as concentrações séricas de pirazinamida.

  • SAMELA MIRANDA DA SILVA
  • Eficácia do extrato seco de Fonsecaea pedrosoi inativo na cicatrização de pele em modelos experimentais.

  • Orientador : CLAUDIO GUEDES SALGADO
  • Data: 23/02/2024
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  • Peptídeos antimicrobianos, assim como moléculas bioativas, têm sido amplamente utilizados em diferentes campos da ciência, sendo na prática médica uma estratégia potencial para cicatrização de lesões cutâneas. F pedrosoi é o principal agente etiológico da cromoblastomicose, uma micose que afeta tecidos cutâneos e/ou subcutâneos com a formação de tecido fibrótico granulomatoso. A partir desse achado histológico surgiu a hipótese de que moléculas bioativas desse fungo possam influenciar em alguma fase do processo de cicatrização, que envolve uma combinação sincronizada e coordenada de componentes da matriz extracelular (MEC), diferentes tipos celulares, fatores bioquímicos, incluindo proteases e inibidores de proteases, citocinas e fatores de crescimento. Ensaios in vitro foram realizados para avaliar toxicidade e eficácia proliferativa, além do modelo ex vivo de pele humana (cultura de explante de pele organotípica humana - hOSEC) para avaliar a eficácia da atividade na cicatrização cutânea e segurança das doses terapêuticas para a pele humana. Para isso, conídios foram isolados em solução salina, sonicados e liofilizados para formação do extrato seco do F. pedrosoi. Testes de cicatrização in vitro (scracth assay) e ex vivo (hOSEC) foram realizados utilizando concentrações de 250 ng/mL e 50 ng/mL do extrato e as análises foram feitas a partir de medidas no software ImageJ® de fotomicrografias. Análises estatísticas foram realizadas no software GraphPad Prism 6.0®, usando o teste Mann Whitney e estabelecendo o nível de significância p < 0,05. Os resultados apresentaram superioridade estatística do extrato nos processos avaliados; no scratch assay a concentração de 50 ng/ml promoveu maior taxa de migração/proliferação nos fibroblastos e queratinócitos, já o modelo ex vivo, por meio da histopatologia demostrou que o extrato fúngico acelera o crescimento da camada basal nos primeiros dias de interação. Estes resultados demonstram que moléculas bioativas presentes no extrato seco de F. pedrosoi apresentam potencial de propriedade cicatrizante no reparo de lesões.

  • HILMA SOLANGE LOPES SOUZA
  • RESISTÊNCIA MEDICAMENTOSA EM HANSENÍASE:ASPECTOS RELACIONADOS AO INDIVÍDUO, AFAMÍLIE E TRATAMENTOS REALIZADOS EM AMBIENTE DE EX-COLÔNIA.

  • Orientador : MARILIA BRASIL XAVIER
  • Data: 16/02/2024
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa contagiosa, que tem uma evolução lenta e variada, e cujas manifestações clínicas estão relacionadas à resposta imunológica do indivíduo ao patógeno. A sulfona, conhecida por dapsona foi o primeiro fármaco utilizado no tratamento da hanseníase, foi disponibilizado no final da década de 40 apresentando bons resultados, porém em meados dos anos 50 e 60 foram descritos os primeiros casos de resistência ao fármaco. A principal causa de resistência a dapsona ou rifampicina foi designada a monoterapia. O estudo é do tipo caso controle de abordagem quantitativa e aspectos descritivos e qualitativos tendo como unidades de análise dois grupos (com resistência e sem resistência). O objetivo foi analisar os fatores sócio demográficos, ambientais, clínicos e terapêuticos associados à resistência medicamentosa em hanseníase, apresentar de acordo com o território de abrangência a distribuição espacial dos dois grupos e representar através de genograma os casos de resistência no âmbito familiar até três gerações. Nos resultados encontrados, fatores sócio demográfico prevaleceram em uma faixa etária de 40 a 60 anos, gênero feminino, raça parda, ensino fundamental, casado/união estável, com características clínicas de recidiva, classificação operacional multibacilar, com predomínio da forma virchowiana seguido da dimorfa, grau de incapacidade I e II e reações hansênicas do tipo 1 e 2. O tratamento com a PQT realizado pela maioria teve como alta a cura, com tratamentos prévios de mais de 5 (cinco) tratamentos antes do diagnóstico para resistência e convívio com casos antigos entre 2 e 20 anos com contatos consanguíneos em uma relação de parentesco de primeiro grau, originários do próprio estado do Pará. Os casos que realizaram tratamento para resistência foram 5 (cinco) e fizeram uso de PQT Alternativo, nem todos concluíram tratamento; 2 (dois) casos estão em tratamento com ofloxacina na segunda fase em função de intercorrências. Entre os contatos de hanseníase resistentes, a consanguinidade foi predominante com parentesco de primeiro grau e convívio prolongado 7 (sete) casos foram identificados como resistência. Entre esses somente dois trataram com esquema alternativo porem um abandonou o tratamento. Os fatores ambientais refletiram uma melhoria das condições de moradia. Os domicílios estão distribuídos em cinco das 7 áreas do território com distribuição homogênea dos casos e mais de 90% de cobertura para atendimento das famílias. Os achados indicam fatores relevantes relacionados a raça parda, estado civil casado/união estável, convívio prolongado com casos antigos da doença; os fatores clínicos como recidivas, casos de resistência com tratamento inadequados ou sem tratamento para resistência devido ao acesso e retaguarda de serviços especializados.

  • STEFANIA DE MEDEIROS ARAUJO LUCENA
  • AVALIAÇÃO FARMACOTERAPÊUTICA DE PACIENTES COM TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTE EM TRATAMENTO COM LEVOFLOXACINO

  • Data: 14/02/2024
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  • O esquema terapêutico da tuberculose multirresistente deve ser constituído por, no mínimo, quatro fármacos. O levofloxacino é uma fluorquinolona utilizada nas duas fases da terapia e apresenta boa resposta terapêutica. A determinação das concentrações séricas deste fármaco no decorrer do tratamento é determinante para confirmar o seguimento correto da terapia e assegurar a exposição adequada ao medicamento. OBJETIVO: Realizar o acompanhamento e monitorização terapêutica de pacientes com tuberculose multirresistente em tratamento com levofloxacino, mensurando as concentrações séricas que o fármaco alcança após o uso de doses terapêuticas. Além de associá-las aos marcadores bioquímicos da função renal, hepática e à glicemia e avaliar se a incidência de reações adversas influencia na exposição do bacilo. METODOLOGIA: Foi feito um estudo prospectivo e analítico de casos, no qual foram incluídos pacientes adultos, de ambos os sexos, com diagnóstico confirmado de tuberculose multidrogarresistente, submetidos ao tratamento de 18 meses com levofloxacino. Dados sócio epidemiológicos e os relatos de reações adversas foram coletados em questionários e as concentrações séricas do levofloxacino foram determinadas por cromatografia líquida de alta eficiência. RESULTADOS: Dos 42 pacientes em acompanhamento, 64,2% são do sexo masculino. A doença foi mais prevalente em pessoas que se autoidentificaram pardas ou negras (88%), com nível de escolaridade até o ensino médio (90,3%) e renda familiar menor ou igual a um salário mínimo (71,4%). Além disso, 71,4% dos pacientes atingiu a cura da doença. A artralgia foi a principal reação adversa reportada tanto na fase intensiva quanto na manutenção do tratamento. As concentrações do levofloxacino foram semelhantes na fase intensiva e na manutenção. Não foi observada diferença significativa na função hepática, assim como não houve dano renal. CONCLUSÃO: É possível concluir a vulnerabilidade social da doença e que houve exposição adequada do levofloxacino nas duas fases de tratamento, além da predominância da cura quanto ao desfecho clínico.

  • VANESSA DE SOUZA GUIMARAES COSTA
  • PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) EM PACIENTES NOTIFICADOS NO ESTADO DO PARÁ, AMAZÔNIA ORIENTAL.

  • Orientador : EVANDER DE JESUS OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 15/01/2024
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  • A infecção pelo vírus da hepatite C (VHC) tem sido considerada uma importante pandemia oculta na região Norte, especialmente no Pará – Amazônia Oriental. Existe uma grande variação na prevalência da infecção de acordo com a região geográfica estudada, refletindo não só características epidemiológicas distintas entre as populações, mas diferenças nas metodologias utilizadas para a realização das estimativas. Dentro desse contexto, a utilização do sistema de informação geográfica (SIG) pode trazer novas abordagens ao processo-saúde da hepatite C no estado. O objetivo desse estudo foi compreender a epidemiologia molecular do VHC sobre o prisma da análise espacial nas seis mesorregiões do estado do Pará, permitindo a caracterização da distribuição geográfica dessa infecção, o perfil sociodemográfico e clínico da população infectada. Através do delineamento observacional, descritivo, do tipo ecológico de uma série histórica de casos com diagnóstico confirmado para infecção pelo VHC no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2020, a partir de informações do Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) do Laboratório Central de Saúde Pública do Pará (Lacen-PA) e das fichas de notificação para Hepatites Virais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação da Secretaria de Saúde Pública do Pará (SESPA), foi realizado a distribuição de frequências e cálculo das taxas médias de prevalência da infecção com uso de um banco de dados no programa Excel 7.0. Utilizou-se os testes estatísticos Quiquadrado, Teste G, Análise de variância e teste de Turkey para verificar associação ou comparação das variáveis sociodemográficas e clínicas no programa Bioestat 5.3 e com nível de significância de 5%. A distribuição espacial dos casos foi realizada no software Qgis 3.22.5 para criar o mapa coroplético de acordo com as mesorregiões do Pará. Do total de 1620 casos de infecção pelo VHC detectados pelo diagnóstico molecular no estado do Pará, predominaram homens (47,16%), faixa etária de 46 a 60 anos (47,16%), maioria com ensino fundamental (57,90%) e autodeclarados pardos (53,08%). Identificou-se 5,8% de coinfecções, sendo 3,64% casos de VHC/VHB e 2,16% de VHC/VHI. As prováveis fonte de infecção pelo VHC caracterizadas foram outro comportamento de risco (35,58), intervenção cirúrgica ou odontológica (17,20%), relação sexual (13,23%), transfusional (10,58%), uso de drogas injetáveis/inalatórias (7,73%), uso de medicamentos injetáveis (6,35%), tatuagem ou piercings (5,43%), hemodiálise (2,12%), acidente com material biológico (1,19%), transplante (0,59%) e um caso de transmissão vertical. A frequência de exposição a esses mecanismos de infecção pelo VHC foram mais fortemente associados a um gênero do que o outro. A análise espaço-temporal mostrou aglomerados de casos de hepatite C em todo o território paraense, sendo que a região Metropolitana de Belém respondeu pelas maiores taxas de prevalências no período estudado, com média de 3,6 casos a cada 100.000 habitantes. A frequência genotípica de VHC encontrada no Pará de 2018 a 2020 constituiu dos genótipos 1b,1a, 3, 2, 4, 1a/1b e 1a/3. Os genótipos 1b, 1a e 3 predominaram entre homens com idade superior a 46 anos e mulheres com idade superior a 31 anos. Os genótipos 1 e subitpos apresentaram os maiores valores de carga viral, independentemente da região em que foram diagnosticados. As análises desse estudo foram eficazes para construir cenários epidemiológicos da hepatite C, ressaltando a necessidade de expandir o controle das hepatites nas áreas estudadas.

2023
Descrição
  • DEBORAH ABEN ATHAR UNGER
  • IMUNOEXPRESSÃO TECIDUAL DO PERFIL CITOCÍNICO TH9 NA LOBOMICOSE E SEU PAPEL NA IMUNOPATOLOGIA DA DOENÇA

  • Data: 12/12/2023
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  • A Lobomicose é uma micose crônica granulomatosa rara, causada pela implantação do fungo Lacazia loboi nos tecidos cutâneo e subcutâneo, de grande relevância principalmente na região Amazônica, por ser a área de maior incidência no mundo. Na maioria dos casos, manifesta-se clinicamente por lesão queloidiana localizada especialmente nos membros inferiores de homens que exercem atividade agrícola. A variedade de formas clínicas parece estar relacionada ao tipo de resposta imune do hospedeiro, sendo que o perfil Th2 de citocinas parece ser o mais frequente, tendo como consequência a manutenção das lesões. No presente estudo, foram incluídos 16 pacientes com diagnóstico de Lobomicose, dos quais foram analisadas as características clínico-demográficas e feita avaliação da participação da resposta de um novo subtipo de linfócitos Th 0: Th9, nas lesões cutâneas através da expressão tecidual de citocinas, utilizando a marcação imuno-histoquímica para IL -9, IL-10, TGFβ e IL-4, comparando-as ao grupo controle. A totalidade dos pacientes estudados eram paraenses, sendo o gênero masculino o mais acometido, correspondendo a 81,25% dos casos; com faixa etária de 40-60 anos (81,25%), sendo os membros inferiores a localização mais frequente (43,75%). Na análise quantitativa, foram observadas diferenças estatísticas significativas na expressão de IL-4 e TGFβ em comparação ao grupo controle; além de aumento expressivo de IL-9, mais especialmente notado em células gigantes multinucleadas e nos granulomas. Quanto a IL-10, uma citocina conhecida por inibir fortemente a resposta microbicida dos macrófagos, sua expressão foi significativamente mais intensa na doença em comparação ao controle. O perfil Th2 de citocinas reduz a capacidade dos mecanismos responsáveis pela contenção do patógeno, favorecendo a infecção, sendo que o aumento de TGFβ e IL-10 e a expressão reduzida de TNF α e iNOS contribuem para patogênese da infecção, induzindo fibrose e inibindo a capacidade microbicida dos macrófagos. Apesar desses achados indicarem um possível mecanismo imunológico subjacente à Lobomicose, envolvendo a regulação diferencial das citocinas e a modulação da resposta dos macrófagos, mais estudos são necessários para melhor elucidação imunológica dessa doença, cujo tratamento é desafiador.

  • LAURO JOSE MENDES QUEIROZ
  • A PREVALÊNCIA DO HPV EM PACIENTES COM HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA E CÂNCER DE PRÓSTATA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL.

  • Data: 11/12/2023
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  • O câncer de próstata é o quinto tipo de câncer mais comum ao redor do mundo e o segundo tipo mais prevalente a afligir o homem. De acordo com as pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas, alguns aspectos que podem aumentar o risco de adquirir o câncer prostático são: (i) homens maiores de 50 anos; (ii) mutações genéticas; (iii) etnias diversas; e (iv) infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com relação às ISTs, as ocasionadas por vírus chamam a atenção, em particular a infecção causada pelo HPV, que já se sabe é o agente etiológico do câncer de colo uterino, principalmente os ditos de alto risco. A associação com o câncer de próstata ainda não está bem estabelecida, e os estudo são controversos. Sendo assim, este estudo avaliou a prevalência do HPV em câncer de próstata e hiperplasia prostática em associação aos fatores de risco e clínicos dos pacientes. Para isso, foi aplicado, aos 54 pacientes participantes do estudo, formulário clínico epidemiológico, questionário IPSS e coleta de biópsias de tecido prostático. O DNA das amostras foi extraído com kit ReliaPrep™ Blood gDNA Miniprep System (Promega). A detecção da presença do HPV foi realizada por PCR, utilizando o kit GoTaq Green (Promega) e os oligonucleotídeos iniciadores My9/11 e GP5/6. A prevalência da infecção pelo HPV foi de 62,96% no geral, sendo que, nos pacientes com hiperplasia de próstata, a prevalência foi de 58,06% e, para câncer de próstata, foi de 72,72%. Houve associação da infecção pelo HPV na piora dos sintomas urinários nos pacientes com câncer de próstata (p=0,0132).

  • JULIANA LASMAR AYRES DO AMARAL
  • INTERFERÊNCIA DA INFECÇÃO PELO PARVOVÍRUS B19 E VÍRUS EPSTEIN BARR NA EXPRESSÃO DAS INTERLEUCINAS 6 E TNF-α E SUA POSSÍVEL ASSOCIAÇÃO COM A REFRATARIEDADE CLÍNICA NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE ARTRITE REUMATOIDE.

  • Data: 06/12/2023
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  • Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória, sistêmica, autoimune e progressiva, caracterizada pela inflamação e dano estrutural das articulações sinoviais provocando deformidades. A sua associação, com determinados vírus, como Parvovírus B19 (PVB19) e Epstein Barr vírus (EBV), tem sido descrita na literatura. Acredita-se que a presença desses vírus, poderiam perpetuar o processo inflamatório na AR, além de aumentar interleucinas 6 (IL-6) e Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF- α). Porém, não há comprovação sobre essa relação na literatura. Objetivo: Analisar as implicações das infecções pelo PVB19 e EBV, na expressão de IL-6 e TNF- α, e sua possível associação com a refratariedade clínica no tratamento de pacientes com AR. Método: Estudo descritivo e analítico, do tipo transversal, com 116 pacientes, com AR, pertencentes ao ambulatório da reumatologia da Fundação da Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA). Essa amostra foi dividida em dois grupos maiores: pacientes tratatos de forma regular e pacientes não tratados. O grupo de pacientes, tratados de forma regular, foi dividido em dois subgrupos: pacientes refratários e os não refratários. Foi considerado paciente refratário, aquele que não respondeu ou falhou a pelo menos duas classes de medicação DMARD. A falha terapêutica foi avaliada durante a consulta pela clínica do paciente, associado aos valores do Disease Activity Score em 28 articulações (DAS28-ESR). Coletou-se dados em prontuário, aplicado questionário e feita coleta de sangue. Realizada extração de DNA, para detecção dos vírus, seguido de extração do RNA e sua quantificação. Através do RNA foi obtido Cdna, para expressão das citocinas inflamatórias, por Reação em Cadeia de Polimerase em tempo real (qPCR). Foi adotado o nível de significância menor que 0,05 (p<0,05). Resultados: A grande maioria da amostra era composta de mulheres acima de 46 anos ou mais. Foram encontrados 66 pacientes refratários, 24 não refratários e 26 não tratados. No grupo dos não tratados, houve uma maior expressão de IL-6, com maior significância estatística comparando-se com o grupo de pacientes não refratários e uma tendência ao aumento da expressão de TNF-α, principalmente nos pacientes não tratados e refratários, sem diferença estatística entre eles. Foi constatado aumento da expressão da IL-6 com o aumento do DAS28, mas não estatisticamente significante. Em pacientes não tratados e positivos para PVB19, houve aumento da expresão de IL-6, com significância estatística, quando comparados aos não refratários. Dentro do grupo de pacientes não tratados e comparando-se os infectados e não infectados intragrupo, para ambos os vírus, houve significância estatística para o aumento da expressão do TNF-α, na presença do PVB19. O mesmo não foi observado, para esse mesmo grupo, com a positividade do EBV. Conclusão: O perfil da amostra estudada, em sua maioria, foram pacientes do sexo feminino, de 46 anos ou mais, com tempo médio de doença maior que dez anos. A prevalência do PVB19 foi de 44,80% e de EBV foi de 43,37%. A IL-6 foi mais expressa nos pacientes com AR não tratados. O TNFα apresentou expressão semelhante entre os grupos. Os pacientes com AR não tratados e infectados por PVB19 ou por EBV apresentaram maior expressão de IL-6, comparados com os pacientes não refratários e infectados. O TNF-α foi mais expresso em pacientes com AR não tratados e infectados por PVB19, em relação aos pacientes com AR não tratados não infectados. Não houve diferença na expressão de IL-6 e TNF-α em relação à atividade inflamatória dos pacientes com AR.

  • ELIZAMA AZEVEDO DA FONSECA
  • A UTILIDADE DE CITOCINAS INFLAMATÓRIAS NA AVALIAÇÃO PROGNÓSTICA EM PACIENTES COM NEUTROPENIA FEBRIL PORTADORES DE NEOPLASIAS HEMATOLÓGICAS

  • Data: 05/12/2023
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  • A neutropenia febril segue como uma complicação frequente da quimioterapia em pacientes oncológicos, apesar dos avanços recentes na prevenção de infecções. O uso de diversos marcadores poderia ser uma ferramenta adicional para apoiar o uso de antibióticos e predizer um curso severo de neutropenia febril. Objetivos: Avaliar o comportamento das citocinas inflamatórias IL-6, IL-8, IL-10, IL-12p70, IL-1β e TNF-α na neutropenia febril em pacientes com diagnóstico de neoplasia hematológica atendidos no Hospital Ophir Loyola, bem como avaliar a utilidade das citocinas como fator prognóstico de gravidade. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, prospectivo, do tipo coorte, que avaliou as características clínico-laboratoriais de 16 paciente com neutropenia febril e doença onco-hematológica prévia, bem como a dosagem das citocinas IL-6, IL-8, IL-10, IL-12p70, IL-1β e TNF-α, e as comparou com um grupo controle de participantes saudáveis. Resultados: A neutropenia febril apresentou uma prevalência maior no sexo masculino (68%), com mediana de idade de 37,5 anos e mortalidade de 25%. As interleucinas IL-6 (p< 0,01), IL-8 (p< 0,01), e IL-10 (p= 0,03) foram significativamente maiores nos participantes neutropênicos febris em relação ao grupo controle. Observou-se correlação entre a evolução a óbito e as interleucinas: IL-6 (r= 0,46; p< 0,01), IL-8 (r= 0,51; p< 0,01) e IL-10 (r= 0,38; p< 0,01); não houve correlação com a idade (p= 0,47) ou com o sexo masculino (p=0,28). Os pontos de corte calculados para as IL-6, IL-8 e IL10 foram de 9,19 pg/dL, 15,23 pg/dL e 8,19 pg/dL, com as respectivas acurácias: 90,65%, 93,8% e 90,65%. A IL-8 apresentou diferença estatística em diferenciar os pacientes que evoluíram a óbito, com p= 0,02 e um ponto de corte de 107,07, com acurácia de 87,47%. Conclusão: As interleucinas IL-6, IL-8 e IL-10 podem ser ferramentas úteis na avaliação prognóstica na neutropenia febril. A IL-8 pode ser um marcador sensível para determinar uma maior agressividade no tratamento inicial do paciente neutropênico febril, no entanto, outros estudos clínicos prospectivos e randomizados, com um maior número de participantes devem realizados para comprovar a utilidade de tais biomarcadores

  • ANA CARLA GODINHO PINTO
  • "DINÂMICA TEMPORAL DA TUBERCULOSE PULMONAR FRENTE AOS GRANDES EMPREENDIMENTOS NO ESTADO DO PARÁ"

  • Data: 29/11/2023
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  • Tuberculose é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo contato interpessoal. Os determinantes sociais de saúde relacionados a doença são principalmente os fatores socioeconômicos, levando a alta incidência de casos em comunidades de baixa renda e que vive em precárias condições de saneamento básico, moradia e com déficit nutricional. OBJETIVO: Investigar a influência de grandes empreendimentos sobre a distribuição temporal dos casos de tuberculose entre os anos de 2005-2019 em municípios do estado do Pará. METODOLOGIA: Realizado caso-controle retrospectivo entre municípios em que estão instalados grandes empreendimentos industriais (casos) e municípios da mesma mesorregião e com o mesmo IDHM que mantiveram sua base econômica ao longo dos anos (controles). Analisou-se dados referentes aos casos de tuberculose, formas de entrada e desfecho, extensão da rede de saúde, acesso ao saneamento básico e a relação as alterações dos determinantes em saúde decorrentes do empreendimento. RESULTADOS: Todos os municípios apresentaram taxas crescentes de tuberculose no período, com a população de Altamira tendo maior risco de adoecimento. A principal forma de entrada foi casos novos e desfecho foi cura. Ao analisar os dados socioeconômicos, foi observado que todos os municípios tiveram crescimento populacional com o tempo, o que resultou em uma redução no acesso ao saneamento básico (sistema de esgoto, coleta de lixo e iluminação pública). A rede de saúde era principalmente constituída de Unidades Básicas de Saúde. CONCLUSÃO: Os achados indicam pouca influência dos empreendimentos na incidência de tuberculose pois as mudanças ocorridas nos municípios entram frequentemente semelhante entre os casos e os controles.

  • LUANA IZABEL DA SILVA NUNES
  • "SAÚDE MENTAL DOS FAMILIARES DE PACIENTES HOSPITALIZADOS POR COVID-19 EM HOSPITAL DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA AMAZÔNIA BRASILEIRA".

  • Data: 16/11/2023
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  • A pandemia da COVID-19 solidifica-se como uma das maiores emergências de saúde pública, afetando a todos, contudo com intensidades e formas diferentes. Neste estudo, buscou-se avaliar o nível de saúde dos familiares dos pacientes que estavam hospitalizados com COVID-19, em um hospital localizado no nordeste Paraense, considerando a influência dos fatores psicossociais desencadeados pela pandemia. Diante disso, questiona-se: como a hospitalização afetou a saúde mental dos familiares de pacientes hospitalizados? Para responder a problemática levantada, bem como alcançar o objetivo proposto, foi traçado um percurso metodológico de pesquisa bibliográfica e de campo. Na pesquisa bibliográfica foram utilizadas as fontes de leitura de artigos publicados na plataforma CAPES ênfase no portal da Comunidade Acadêmica Federada (CaFe), utilizando-se das seguintes palavras-chave: hospitalização; COVID-19; pandemia; família; cuidador; saúde mental. Ademais, utilizaram-se os artigos, livros e cartilhas da FIOCRUZ, visto que, a referida instituição tem sido pioneira nos estudos referentes à COVID-19 no Brasil, principalmente no que tange a saúde mental. No que se refere à pesquisa de campo foram utilizados dois instrumentos de pesquisa, sendo um qualitativo (quatro perguntas abertas que tratam sobre as vivências do período de hospitalização do familiar) que foi analisado a partir da análise de conteúdo de Bardin e outro quantitativo (Questionário de Saúde de Goldberg que trata sobre o nível de saúde geral) o qual foi avaliado a partir do teste qui-quadrado. Com isso, os principais achados referem-se à singularidade e à subjetividade do sujeito da Amazônia, enfatizando-se a presença massiva de mulheres nesse lugar de cuidado. Além disso, sintomas depressivos, ansiosos, distúrbios do sono, desejo de morte e fatores relacionados a emprego e renda foram predominantes nas narrativas. Posto isso, é contundente o aprofundamento dos aspectos relacionados à hospitalização por COVID-19, buscando assim criar parâmetros e protocolos para casos de saúde pública que perpassam a necessidade do isolamento, considerando ainda a subjetividade do sujeito da Amazônia

  • ROSILEIDE DE SOUZA TORRES
  • PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIA E SUA RELAÇÃO COM O POLIMORFISMO DO GENE APOE EM PESSOAS VIVENDO COM HIV

  • Data: 13/11/2023
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  • Durante as últimas décadas, o uso da TARV em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) levou à queda progressiva da mortalidade causada por doenças oportunistas e consequentemente aumento considerável da sobrevida destes pacientes. No entanto, uma grande preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a condição de vida dessas PVHIV, uma vez que apesar de maior tempo de sobrevida, o uso da TARV acarreta inúmeros efeitos colaterais, complicações e aumento da incidência de condições crônicas. Dentre os fatores de risco (FR) associados ao desenvolvimento das doenças cardiovasculares (DCV), destaca-se a dislipidemia. Dada a sua importância, estudos vêm sendo desenvolvidos visando conhecer as alterações que estão relacionadas com as modificações dos níveis lipídicos plasmáticos e suas implicações na gênese das DCV(SBC, 2017). Foi utilizada uma abordagem clínica e laboratorial abrangente para investigar a associação entre aspectos nutricionais, genéticos e risco cardiovascular em PVHIV. Dentre os fatores genéticos foi estudado o polimorfismo do gene na APOE (Cys112Arg) rs 429358 (CT) originando 3 principais isoformas desta proteína (APOE 2, 3 e 4) sendo esta última a menos eficiente no transporte de lipídeos.Objetivo: Investigar a correlação do polimorfismo do gene APOE com dislipidemia e com os fatores nutricionais, estilo de vida e perfil hemodinamico de pessoas vivendo com HIV(PVHIV). Métodos: Estudo do tipo prospectivo, observacional, transversal e analítico, amostra aleatória simples, composta por 305 adultos e idosos, de ambos gêneros, com pessoas vivendo com HIV (PHIV acompanhados no ambulatório do Serviço de Atendimento Especializado do Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará∕ EBSERH. Foram obtidos dados sócio econômico; antropometricos; estilo de vida; frequência alimentar; para os exames bioquímicos e perfil clínico foram obtidos do prontuário. Foi realizada a coleta de sangue e extração de DNA para realizar a genotipagem da APOE utilizando sontas Taqman. Os dados foram armazenados em banco de dados e analisados utilizando-se o software SPSS, versão 25. Na análise dos dados foram utilizados estatística descritiva e inferencial. Resultados: Constatou-se prevalência de obesidade, sobrepeso e dislipidemia com risco cardiovascular. Na genotipagem ocorreu prevalência do genótipo heterozigoto (CT) independente da presença de dislipidemia. Os resultados do estudo sugerem que PVHIV com genótipo CT tem maior probabilidae de desenvolver dislipidemia OR=1,99 ( 1,169-3,374; p= 0,011). Conclusão: A presença da isoforma APOE4 aumenta o risco de dislipidemia em PVHIV.

  • VIVIANE FERRAZ FERREIRA DE AGUIAR
  • TUBERCULOSE NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: ANÁLISE DA SÉRIE CRONOLÓGICA E GEOGRÁFICA DE CASOS NOVOS EM IDOSOS NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 07/11/2023
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  • O Brasil está entre os 20 países que apresentam alta incidência de tuberculose, sendo notificados na pessoa idosa 14.112(2019), 10.449 (2020), 11.469 (2021) e 13.225 (2022) casos novos da doença. No estado do Pará foram 675 (2019), 580 (2020), 675 (2021) e 779 (2022) casos. O idoso apresenta particularidades específicas e problemas de saúde, como a tuberculose. O aumento do número de casos evidencia a complexidade de monitoramento, por esta razão, estratégias têm sido utilizadas para o mapeamento das regiões como o georreferenciamento e geoprocessamento. Objetivo: Analisar a disposição cronológica e geográfica de casos novos de tuberculose e a relação espacial com os Determinantes Sociais em Saúde em idosos, entre 2010 a 2020, notificados no estado do Pará e nos Centros Regionais de Saúde. Material e métodos: Estudo descritivo e analítico, de caráter exploratório, do tipo ecológico, com abordagem quantitativa, realizada no estado e nos Centros Regionais de Saúde, sendo analisados 6.135 casos, registrados no Sistema de informação de Agravo de Notificação (SINAN), disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará. A análise espacial foi realizada por Índice de Moran Global e Local, modelagem espacial a partir da Regressão Linear Múltipla e Regressão Geograficamente Ponderada e varredura espacial e espaço-temporal, por meio do software SaTScan. Resultados: Identificou-se homens jovens, raça parda, ensino fundamental, residente da zona urbana, predominância da forma pulmonar, sorologia HIV negativa e ausência de Diabetes Mellitus, baciloscopia positiva, baixa adesão quanto a cultura de escarro, radiografia de tórax de caso suspeito, não realização do Tratamento Diretamente Observado e situação de encerramento do tratamento por cura. Na análise espacial os centros regionais de saúde com maior incidência foram o 9º, 4º e 11º CRS, presença de clusters alto-alto na região Sudoeste do Pará. Na modelagem de regressão espacial o 9º e 10º CRS com maior risco de TB em municípios com menor população ocupada vulnerável à pobreza que retorna diariamente ao trabalho. E o 9º CRS, 12º CRS, 13º CRS, 11º CRS, 7º CRS e 5º CRS apresentaram maiores riscos para TB, ainda que tenham baixo desflorestamento acumulado. Na varredura espacial identificou aglomerado de risco em Belém, Ananindeua e Marituba e no município de Barcarena e Jacareacanga. Na varredura espaço-temporal, verifica-se o município de Belém. Conclusão: As técnicas robustas de análise espacial utilizadas mostraram as regiões mais vulneráveis e expostas à TB em idosos, identificando os principais municípios e Centros Regionais de Saúde o que pode estar relacionado a fragilidade na rede assistencial, capacitações dos profissionais, municípios pobres, com baixa escolaridade, moradia inadequada e crescimento acelerado de algumas regiões. A identificação dos principais Centros Regionais e os Determinantes Sociais de Saúde pode fortalecer as ações de controle para estas regiões, sendo necessário um planejamento, monitoramento e avaliação no controle da TB em idosos

  • JOYCE SOUZA DA SILVA
  • EFENSINAS E SUA ASSOCIAÇÃO COM A INFECÇÃO PELO PAPILOMAVIRUS HUMANO EM LESÕES INTRAEPITELIAIS CERVICAIS E NO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

  • Data: 20/10/2023
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  • O câncer no colo do útero, que tem como agente etiológico o Papilomavirus Humano – HPV, vem mobilizando os órgãos de saúde pública pois, até o momento, é um dos cânceres que mais causam mortes em diversas regiões do país. O HPV faz parte das infecções sexualmente transmissíveis e embora ele seja o agente necessário na oncogênese cervical, a sua simples presença não é suficiente para a manifestação clínica. A persistência da infecção depende da interação de vários fatores, incluindo comportamento e imunidade dos hospedeiros. Nesse cenário, o entendimento da resposta imunológica inerente neste tipo de infecção é de extrema importância. A resposta imunológica mediada por células na infecção ocasionada pelo HPV já é bem conhecida, no entanto, é fundamental o estudo do papel de outros componentes do ambiente cervical que podem atuar na infecção evitando ou impulsionando a progressão para o câncer. Tendo em vista a magnitude e relevância desta patologia, o presente estudo busca correlacionar os diferentes graus de lesões no colo do útero com a expressão de -defensina -3 e -5 e de -defensinas-1 e -2 pois, esses peptídeos têm sido indicados como importantes na resposta imunológica inata e na resposta adaptativa devido ao seu potencial de quimioatração. Trata-se de um estudo transversal analítico, que será realizado no Laboratório de Imunopatologia do NMT-UFPA. Para isso, serão coletadas amostras de biopsias de lesão precursora e de câncer de colo uterino. Dessas amostras serão isolados tanto RNA quanto DNA. O DNA será utilizado para a detecção do DNA de HPV por nested -PCR, utilizando os oligonucleotídeos MY9/11 e GP5/6. O RNA será utilizado para quantificação relativa por qPCR de -defensina -3 e -5 e de -defensinas-1 e -2. Será correlacionado a quantificação das defensinas com as lesões neoplásicas no colo do útero e a detecção do HPV

  • YAMINE MAIA DE QUEIROZ
  • "ESTUDO DOS POLIMORFISMOS NOS GENES DE REPARO DO DNA XRCC1 E XRCC3 EM MULHERES COM CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

  • Data: 13/10/2023
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  • O Papilomavírus humano (HPV) é o principal agente infeccioso associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum e prevalente em mulheres. A estimativa do câncer do colo do útero no estado do Pará no ano de 2022 foi de 19,48/100 mil habitantes. As infecções pelo HPV e o avanço das lesões está associada, entre outros fatores, à persistência do DNA viral nas células infectadas, principalmente por tipos oncogênicos. Outro fator importante são as variações genéticas do hospedeiro que podem estar associados à suscetibilidade para o desenvolvimento desta neoplasia. Diversos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) em genes de reparo do DNA tem sido associado à persistência da infecção e ao desenvolvimento do câncer de colo do útero. Os genes XRCC1 (x-ray repair cross-complementing group 1) e XRCC3 (x-ray repair crosscomplementing group 3) são componentes importantes de várias vias do sistema de reparo do DNA, que desempenha um papel na proteção do genoma contra danos causados por agentes carcinogênicos sendo, dessa forma, essencial na preservação da estabilidade genômica. Sendo assim, o objetivo da pesquisa é determinar se existe associação entre os polimorfismos XRCC1 Arg399Gln (rs25487) e XRCC3 Thr241Met (rs861539) com o câncer do colo do útero. Foram incluídas neste estudo 368 amostras de pacientes com câncer invasor do colo do útero e 153 pacientes sem câncer como controle do estudo atendidas no serviço de ginecologia do Hospital Ophir Loyola. Foi realizada extração de DNA de células cervicais e, em seguida, para a detecção do HPV, foi utilizada a técnica de nested-PCR com os oligonucleotídeos iniciadores My9/11 e GP5/6; a genotipagem foi determinada com sondas TaqMan pelo método de discriminação alélica. Como resultado, não foi identificada nenhuma associação estatisticamente significante entre os SNPs de XRCC1 e XRCC3 com o câncer de colo do útero, com valores de p= 0,3761 e p= 0,2043, respectivamente. A frequência do alelo C de XRCC1 foi de 0,67, enquanto a do alelo T foi de 0,33. O genótipo mais frequente foi o homozigoto selvagem CC. Em relação ao XRCC3, a frequência do alelo G foi de 0,81, enquanto a do alelo A foi de 0,19. O genótipo mais comum foi o homozigoto selvagem GG. Os SNPs estudados não aumentam o risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero.

  • LOUISE DE SOUZA CANTO COVRE
  • INFECÇÃO POR HTLV EM CANDIDATOS A DOAÇÃO DE SANGUE E DOADORES DE REPETIÇÃO ATENDIDOS PELO NÚCLEO DE MEDICINA TROPICAL

  • Orientador : MAISA SILVA DE SOUSA
  • Data: 29/09/2023
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  • OO vírus linfotrópico-T humano 1 (HTLV-1) é um Deltaretrovírus que foi isolado pela primeira vez, em meados de 1970, a partir de uma amostra de sangue de paciente afro-americano com linfoma cutâneo de células T. O linfoma foi posteriormente classificado como leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL), doença severa que acomete os linfócitos T. Posteriormente, o vírus também foi associado à paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV (HAM/TSP), doença de caráter crônico e progressivo que causa danos, principalmente na medula espinhal torácica. A transfusão de sangue é considerada a via mais eficiente de transmissão do HTLV. Esforços para interromper a transmissão desse vírus têm sido realizados em vários países, incluindo rastreio em candidatos a doação de sangue. Esse rastreio foi implementado em 1986 no Japão, em 1988 nos Estados Unidos e na França e finalmente no Brasil em 1993. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil de candidatos à doação de sangue e doadores de repetição com infecção por HTLV. Para isto, foi realizada técnica de triagem, como a sorologia e de confirmação, como a PCR, para determinar o tipo de vírus nos participantes e suas genitoras, quando possível, atendidos no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará. Os resultados mostraram que até abril de 2023, já foram realizados 5601 exames de sorologia e PCR para o HTLV. Destes, 576 são de pessoas encaminhadas pela Fundação Hemopa. Dentre os 576 testes realizados em exdoadores encaminhados ao LBMC, 232 apresentaram sorologia reagente, sendo 185 confirmados com o DNA do próvirus. Destes, 9 eram doadores de repetição, tendo doado ao menos duas vezes na vida. A prevalência total de anticorpos anti-HTLV-1/2 neste estudo foi de 40,3% (232/576). Nenhum dos 9 doadores de repetição declarou ser ou já ter sido usuário de drogas endovenosas, 66,6% (6/9) declararam não usar preservativos nas relações sexuais e 66,6% (6/9) afirmaram ter sido amamentado com leite materno. Não foi possível determinar o tempo de janela imunológica dos doadores de repetição devido não ser possível o teste em suas genitoras

  • LUANA MOTA DA COSTA
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA EM MULHERES PROFISSIONAIS DO SEXO QUE ATUAM NO ESTADO DO PARÁ, NORTE DO BRASIL

  • Data: 13/09/2023
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  • Este estudo determinou a prevalência e os fatores associados à infecção pelo HIV-1 em Mulheres Profissionais do Sexo que atuam no Estado do Pará, norte do Brasil. Este estudo foi composto por amostras biológicas e informações de MPS que atuam à margem de rios e rodovias no Pará, norte do Brasil. Diversos métodos de amostragem foram utilizados. As informações foram coletadas por meio de entrevista face-a-face, utilizando um formulário estruturado. Todas as amostras foram testadas quanto à presença de anticorpos anti-HIV-1/2 por ELISA. As amostras sororreagentes foram testadas quanto à presença de cDNA-HIV-1 por PCR em tempo real. Os testes estatísticos Qui-quadrado, Odds Ratio e Regressões logísticas foram utilizados para estabelecer os fatores associados à infecção pelo HIV-1. No total, 549 MPS participaram deste estudo. A maioria das participantes relataram ter nascido no Estado do Pará (75%), a maioria se declarou solteira, heterossexual, não branca, apresentava idade média de aproximadamente 27 ± 7,5 anos (variação de 18 a 47 anos), reduzida escolaridade. Todas afirmaram que praticavam sexo oral, vaginal e anal, desde que o cliente pagasse pelos serviços sexuais, a maioria (70,4%) se reportava a uma renda mensal de aproximadamente um salário-mínimo, a renda mensal variou de 400 a 2100 reais, informaram que o valor do programa sexual custava entre R$ 20 e 150, com um preço médio de cerca de R$ 40,00. Em MPS, (16,06%) foram identificados com anticorpos anti-HIV-1/2. Todos as amostras sororreagentes apresentaram cDNA-HIV-1. Após a análise bivariada e multivariada, fatores foram associados à infecção pelo HIV: “uso de drogas ilícitas”, “dispensa de preservativo durante relação sexual”, “realização de sexo anal” “dispensa de preservativo se o cliente pagar mais (29,4%) e com clientes regulares (16,1%)”, “tempo de prostituição superior a sete anos (50,4%)”, e ter sofrido episódios de violência, 35 destas MPS sofreram desde violência física (60,0%), sexual ( 8 %) a violência no comércio sexual, e “não realização de consulta/exame de ginecológico periodicamente” e (19,2%) verbalizaram seu deslocamento de comunidades ribeirinhas dos municípios do Marajó Arquipélago a outros do estado do Pará, para oferecer serviços sexuais, especialmente durante as férias de verão e festas tradicionais nas cidades de Belém, Bragança, Breves, Marapanim (distrito de Marudá), Salinópolis e Soure. Em suma, este estudo identificou informações relevantes para o direcionamento de estratégias de controle, assistência e prevenção da infecção pelo HIV em mulheres profissionais do sexo que atuam no estado do Pará

  • RODRIGO COVRE VIEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO GENOTÍPICA DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO EM INFECÇÕES GENITAIS DE POPULAÇÃO UNIVERSITÁRIA

  • Data: 29/08/2023
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  • O papilomavírus humano (HPV) é o agente causador do câncer de cólo de útero (CCU), tipo de câncer relacionado ao HPV mais frequente no mundo. A vacinação contra o HPV, o rastreamento de lesões precursoras do câncer e o tratamento dos casos alterados são os principais instrumentos para a diminuição das taxas de mortalidade pelo CCU. A região Norte apresenta a maior taxa de mortalidade pelo CCU do Brasil. Todavia, apresenta baixa cobertura vacinal, vasta extensão territorial e falhas no rastreamento e tratamento do câncer. O conhecimento dos genótipos de HPV presentes nessa região é primordial para a vigilância epidemiológica após a recente introdução da vacina no Brasil. Objetivo: O objetivo do estudo foi realizar a caracterização genotípica do HPV em amostras de secreção vaginal de estudantes universitárias. Metodologia: A identificação do HPV foi obtida por reação em cadeia da polimerase (PCR) e Polimorfismo do Tamanho de Fragmentos de Restrição (RFLP) e a verificação dos fatores de risco para a infecção foi realizada a partir da análise estatística dos dados extraídos de questionário clínicoepidemiologico. Resultados: Os resultados citológicos foram em sua maioria normais. A prevalência geral da infecção por HPV foi de 32%, com um a alta diversidade de genótipos e de infecções de alto risco oncogênico. Os genótipos mais frequentes foram os HPV 16, HPV 58, HPV 66, HPV 61 e HPV 82. Houve diminuição da infecção por HPV 16 e HPV 18 entre estudantes vacinadas, todavia os HPV de alto risco não vacinais aumentaram entre estas estudantes. Foram encontrados oito fatores de risco associados com a infecção geral por HPV. Conclusões: O estudo mostrou uma alta prevalência e diversidade de genótipos de HPV entre universitárias com idade inferior a 25 anos, solteiras, de baixa renda, não fumantes, oriundas de escolas públicas e com amostras citológicas dentro dos limites da normalidade.

  • BARBARA LOPES PAIVA
  • APLICATIVO WARAOMEDI: PROPOSTA PARA AUTOGERENCIAMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE O SARAMPO DE REFUGIADOS INDÍGENAS WARAO EM BELÉM/PARÁ

  • Data: 14/08/2023
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  • Em 2020, 89,3 milhões de pessoas se deslocaram forçadamente pelo mundo, enquanto, em 2021, esse número mostrou surpreendente aumento para 100 milhões. Esse valor foi maior que 1% da população mundial. Nunca, na história, se registraram tão altos níveis de deslocamentos populacionais no planeta. Diante desse cenário, um grupo de refugiados – indígenas Warao – tem chamado atenção das autoridades públicas de saúde, em nível nacional brasileiro – mais especificamente em Belém do Pará – pelo alto quantitativo de migração desse grupo étnico, pelas suas singularidades culturais e pelo seu déficit de acesso à saúde que tiveram em seu país de origem, a Venezuela. Além disso, essas migrações desordenadas de grupos populacionais têm contribuído para o ressurgimento de doenças imunopreveníveis como o sarampo. No Brasil, em 2022, foram notificados 3.061 casos confirmados de sarampo, sendo que, no estado do Pará, foram notificados 225 casos. validar um aplicativo de celular para fortalecimento da vigilância em sarampo dos refugiados indígenas Warao. para desenvolver o aplicativo, escolheu-se o método Design Centrado no Ser Humano (HCD). O HCD é um processo de design de solução de empatia com o usuário, o qual tem prototipagem de um aplicativo em Saúde com interação rápida e sucessiva com o usuário. Esse método consiste em três etapas: Ouvir – Criar – Entregar. A etapa “Ouvir” examinou as necessidades dos indígenas Warao quanto ao uso do celular e gerenciamento de informações sobre vacina. A etapa “Criar” consistiu em aplicar técnicas de brainstorm, layout visual e síntese de declarações de necessidades para orientar a prototipagem rápida para obter feedback dos usuários finais. Na última fase, “Entregar”, foi aplicada a escala de System Usability Scale (SUS), que corresponde a uma escala de Likert para ajudar a realizar uma validação preliminar do aplicativo e, assim, contribuir para avaliar a efetividade, a eficiência e a satisfação do protótipo pelo usuário. Na primeira fase, chamada “Ouvir”, foram entrevistados 21 indígenas Warao. Identificouse que 91% (n=20) perderam o cartão de vacina e 91% (n=20) afirmaram que perderam o cartão de vacina mais de 3 vezes. 91% afirmaram que gostariam de um aplicativo para guardar suas informações de vacina. Após coletar informações sobre como eles gostariam o aplicativo, encaminhou-se para segunda fase – “Criar” – em que se criou toda a lógica do sistema do aplicativo e realizaram-se testes para evitar sua instabilidade. Depois disso, o aplicativo foi colocado no Play Store para ser realizada a testagem com escala de usabilidade que corresponde à terceira fase – “Entregar”. Obtido pelos participantes no SUS foi de 78,6 pontos. Sabe-se que essa pontuação no SUS é considerada excelente. Então o aplicativo teve usabilidade pelos participantes do estudo. O WaraomedI foi o primeiro aplicativo pensando para autogerenciamento de informações pelos indígenas Warao. Espera-se que o aplicativo WaraomedI 1.0 possa proporcionar autogerenciamento em saúde e conhecimento sobre o sarampo.

  • HELENIZE CATARINA MOREIRA COSTALAT
  • "PREVALÊNCIA DE AUTOANTICORPOS CONTRA ANTÍGENOS CELULARES EM INDIVÍDUOS INFECTADOS PELOS VÍRUS SARS-COV 2 NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM"

  • Data: 11/08/2023
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  • A infecção pelo Sars-cov 2 pode levar ao surgimento de doenças autoimunes, averiguadas nas pesquisas com pacientes graves que podem apresentar disfunção imunológica sistêmica, incluindo níveis anormais de diversos autoanticorpos específicos. Este estudo foi conduzido para avaliar a prevalência de autoanticorpos em indivíduos infectados pelo vírus Sars-cov 2 na região metropolitana de Belém durante os anos de 2020 e 2021. Para isso, foi realizada uma avaliação em uma coorte de 322 indivíduos, dos quais 208 eram pacientes com COVID-19 (3 assintomático, e os sintomáticos o grau de severidade englobaram: 60 leve, 73 moderados, e 72 com grave), enquanto 114 eram de pacientes sem Covid-19. Foram empregados ensaios de imunofluorescência indireta em células HEP-2 sensíveis na detecção anticorpos antinucleares (ANAs) com diluição de 1:80. Observou-se nos casos Covid-19 positivos 15% (31/208) com presença ANAs, e entre os negativo apenas 5,3% (6/115), demonstrando diferença significativa, (p=0,0047). Os padrões de ANAs detectados, foram dos seguintes tipos: 35,5% citoplasmático, 41,9% nuclear homogêneo, 19,4% nucleolar e 3,2% misto, sendo que não houve significância na distribuição desses padrões entre casos positivos e negativos para Covid-19. Tais padrões de ANAs também não diferiram em relação à progressão desta doença, destacando-se nos casos assintomáticos/leves, 9,68% citoplasmáticos, 6,45% nuclear e 3,23% nucleolar. Enquanto nos casos moderados/graves, 25,81% citoplasmático, 35,48% nuclear, 16,13% nucleolar e 3,23% misto. Assim, evidenciou-se uma prevalência três vezes maior de indivíduos infectados por Sars-cov 2com autoanticorpos, do que nos não infectados. Tais achados ressaltam uma falha nos mecanismos de tolerância na interação deste vírus com o hospedeiro, tendo como consequência clínica o desenvolvimento de diversas manifestações autoimunes entre pacientes com Covid-19 busca da produção de autoanticorpos na infecção por SARS-CoV- 2 na cidade de Belém, no estado do Pará.

  • RODNEY REZENDE DA CRUZ
  • ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM PACIENTES PORTADORES DO VÍRUS LINFOTRÓPICO DE CÉLULAS HUMANAS TIPO 1

  • Data: 10/08/2023
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  • O vírus linfotrópico de célula humana (HTLV-1) pode ocasionar a mielopatia associada ao HTLV ou paraparesia espástica tropical (PET/MAH) é considerada uma doença desmielinizante inflamatória do sistema nervoso central, e clinicamente prejudicando a disautonomia cardíaca observada pelas alteração da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) Objetivo: Avaliar a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em pacientes infectados por vírus linfotrópico de células T humana. Estudo quantitativo, observacional, transversal com grupo controle e não randomizado. Os participantes foram divididos em três grupos: portadores de HTLV-1 com sintomatologia de PET/MAH (GS); HTLV-1 sem a sintomatologia de PET/MAH (GA) e o pacientes controle, sem o vírus (GC). A captação da VFC foi feita pelo monitor de frequência cardíaca da marca POLAR®, modelo RS800cx. A distribuição da normalidade dos dados foi através do teste de Shapiro-Wilk. Já a comparação entre os grupos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, com nível de confiança de 5%. Foram avaliados 37 voluntários. O GC obteve maior média de idade e IMC. Na posição supina e deitada o GA apesentou maior valor médio de SDNN, RMSSD; assim como as variáveis: LF, SD1 e SD2; porém as comparações entre grupos não obtiveram diferença estatística. Já as variáveis não lineares observou-se médias proximas e sem diferença estatística. No presente estudo não houve diferença estatística na comparação entre grupos em relação as variáveis lineares e não lineares, tanto na posição supina quanto na posição sentada.

  • MARCIO VENICIUS QUADROS GONÇALVES
  • AVALIAÇÃO DO PAPEL DA INTERLEUCINA-6 E DO FATOR DE NECROSE TUMORAL ALFA (TNF- α) EM PACIENTES GESTANTES DIAGNOSTICADAS COM COVID-19”

  • Data: 19/07/2023
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  • Desde a identificação dos primeiros casos de COVID-19 causados pela infecção por SARS-COV-2 em Wuhan, China, em dezembro de 2019, o vírus se espalhou rapidamente pelo mundo. A doença possui um amplo espectro de características clínicas, podendo variar de assintomática a crítico. Desde o início, algumas questões surgiram sobre os efeitos da COVID19 em gestantes, principalmente em relação à susceptibilidade e ao agravamento da COVID-19 nessas pacientes. Como as grávidas apresentam uma resposta imunológica modificada e que citocinas como IL-6 e TNF-a são importantes para uma gestação saudável e importantes para o desfecho da COVID-19, este estudo avaliou o papel destas duas citocinas em grávidas infectadas por SARS-CoV-2. Para isso, foram coletados dados epidemiológicos e clínicos utilizando um formulário estruturado, bem como amostras de soro de mulheres grávidas com e sem COVID-19. A quantificação das citocinas IL-6 e TNF-α, foi realizada utilizando o sistema Bio-Plex (Bio-Rad) (tecnologia xMAP) com o kit Bio-Plex Pro™ Human Cytokine 17-plex Assay (Bio-Rad). Participaram deste estudo 78 pacientes, sendo 39 grávidas com COVID-19 e 39 grávidas sem COVID-19. As grávidas com COVID-19 apresentaram a quantificação de IL6 e TNF-α semelhantes. Já as grávidas sem COVID-19, a expressão de TNF-α foi significantemente maior. Comparando as grávidas com e sem COVID-19, as grávidas sem COVID-19 apresentaram maior quantificação de TNF-a. A quantificação de IL-6 foi semelhante entre os dois grupos. Em relação ao comprometimento pulmonar, tanto IL-6 como TNF-a apresentaram maior quantificação nas pacientes com maior comprometimento (50- 75%). O mesmo foi visto em relação à gravidade da doença. Houve maior quantificação de IL6 e TNF-a em pacientes com quadro grave. Porém, nas duas análises não houve significância estatística

  • JOSIANE MACEDO DE OLIVEIRA RUPF
  • DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO NAS MESORREGIÕES DO ESTADO PARÁ, BRASIL NO PERÍODO 2016 A 2021.

  • Data: 05/07/2023
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  • O câncer de colo do útero (CCU), também chamado câncer cervical, tem início no seu tecido de revestimento e se desenvolve lentamente, com algumas células normais que se tornam pré-cancerosas e, mais tarde, cancerosas. Acredita-se que analisar a distribuição geográfica e o perfil epidemiológico dos casos de CCU nas mesorregiões do estado do Pará, no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2021, poderá contribuir com informações para fortalecimento de prática e políticas públicas para melhoria das ações de prevenção e controle do câncer cervical no Estado Pará, visando minimizar a incidência de casos. Este estudo tem por objetivo analisar a distribuição geográfica e o perfil epidemiológico dos casos de Câncer de Colo de Útero nas mesorregiões do estado do Pará, no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2021. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado através de levantamento de dados secundários nos Registros Hospitalares de Câncer, instalados em Hospitais Oncológicos, concentrados no Sistema DATASUS, Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Será considerada no estudo a população feminina com idade de 25 a 64 anos portadoras de CCU do estado do Pará, envolvendo as seis mesorregiões (Baixo Amazonas, Marajó, Metropolitana de Belém, Nordeste Paraense, Sudoeste Paraense e Sudeste Paraense), no período de 2016 a 2021. Os resultados mostram que durante os anos de 2016 a 2021, foram notificados 2.408 casos de neoplasia maligna do colo de útero no estado do Pará. Dentre as mesorregiões investigadas, destacaram-se a Metropolitana de Belém (n:1160; 48,17%), Nordeste Paraense (n:479; 19,9%) e Sudeste Paraense (n:307; 12,7%). A mesorregião Baixo Amazonas alcançou em 2019 a maior taxa (11,33 casos/100 habitantes). A mesorregião de Marajó merece atenção especial, uma vez que a incidência dos casos da doença notificados foi crescente desde o ano de 2017. Em relação às mulheres acometidas pela neoplasia, prevaleceram as da faixa etária de 45 a 54 anos no Baixo Amazonas e em Marajó, as da faixa etária de 35 a 44 anos no Nordeste Paraense, Sudeste Paraense e Metropolitana de Belém. Foram realizados 736.505 exames de citologia do colo do útero durante o período investigado nas mesorregiões. Observou-se que a realização de exames notificados aumentou até 2019 e decaiu por quase a metade em 2020. Observou-se que o número de internações, óbitos e taxa de mortalidade se concentram na região Metropolitana de Belém (1785 internações, 391 óbitos e 22,47% de taxa de mortalidade). Conclui-se que a doença ainda representa importante problema de saúde pública nas mesorregiões, principalmente para Marajó onde sua incidência é crescente. Também, identificou-se uma queda na realização dos exames citopatológicos do Colo do útero, tornando-se indispensável propagandas informativas e utilização de estratégias acerca da importância desse exame para a população feminina, principalmente para a faixa etária alvo.

  • BENEDITO DE SOUZA GUIMARÃES JÚNIOR
  • AVALIAÇÃO DAS APOPROTEÍNAS A-1 E B-100 NAS INFECÇÕES POR Plasmodium vivax EM UMA ÁREA ENDÊMICA PARA MALÁRIA

  • Data: 27/06/2023
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  • A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, dentre este, o Plasmodium vivax. Diversas pesquisas demonstram que várias doenças infecciosas têm apresentado relevantes alterações no perfil lipídico dos pacientes, assim como as infecções maláricas, porém a maioria dos estudos não relaciona o comportamento das apoproteínas com a já descrita hipocolesterolemia. Avaliar as relações dos níveis séricos das apoproteínas com alterações lipídicas e hepáticas na malária causada pelo Plasmodium vivax. Estudo descritivo, longitudinal, controlado, tipo “antes e depois” em 30 pacientes diagnosticados com malária causada pelo Plasmodium vivax e 30 pacientes saudáveis para compor o grupo controle. Foi aplicado um formulário com perguntas fechadas para coleta de dados clínicos e epidemiológicos, seguido de duas coletas de sangue venoso em pré-tratamento (D0) e no sétimo dia (D7), com a parasitemia negativa, níveis de colesterol e frações, triglicerídeos, apoproteínas A-1 e B-100, transaminases, gama GT. Resultados: as médias de colesterol total, HDL e LDL apresentaram significância estatística, com valores menores na fase aguda, comparada a convalescência e grupo controle, o VLDL e triglicerídeos foram estatisticamente significativos nas comparações entre D0 e D7, e, D0 e controle com valores séricos maiores no pré-tratamento. As apoproteínas A1 foram estatisticamente significantes nas comparações, com resultados mais baixos no pré-tratamento em relação à convalescência e controle, no entanto, houve exceção na comparação D7 e controle, com correlação estatística positiva com o HDL e negativa com os Triglicerídeos no pré-tratamento. Os valores baixos das apoproteínas B100 em fase aguda apresentaram resultados estatisticamente significantes nas comparações entre os grupos pós-tratamento e controle, e correlação estatística positiva com o LDL. Quanto ao perfil hepático, a TGO apresentou significância estatística nas comparações D0 e D7, e, D0 e controle, a TGP só foi estatisticamente significante em D0 e controle, e a GGT não apresentou resultados estatisticamente significativos. Já a parasitemia oscilou entre 700 e 6000 parasitos Assexuados/mm³ e correlacionou negativamente apenas com o HDL. O estudo demonstrou que os valores séricos baixos de HDL na fase pré-tratamento são um reflexo dos níveis séricos das apoproteínas A1, assim como LDL são para apoproteínas B100. As correlações positivas entre Apo-A1 e HDL, Apo-B100 e LDL reafirmaram esse comportamento no pré-tratamento; os níveis séricos da TGO, TGP estavam mais elevados quando comparados ao grupo controle na fase pré-tratamento, no entanto, as transaminases não apresentaram correlação estatística com apoproteínas, a análise da parasitemia apontou correlação estatística negativa, apenas com o HDL, demonstrando que quanto maior a parasitemia assexuada, menores serão os níveis de HDL.

  • DIEGO VINICIUS DA COSTA NOVAIS
  • ALTERAÇÕES BIOMECÂNICAS, COM ÊNFASE EM FORÇA MUSCULAR E MOBILIDADE, EM MEMBROS INFERIORES DE PACIENTES HANSÊNICOS.

  • Data: 16/06/2023
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  • Apesar de ser uma das doenças mais antigas da humanidade (SANTOS, 2003), a hanseníase persiste como uma doença de importância de saúde global, sendo classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma das vinte Doenças Negligenciadas Tropicais (DTNs). A doença atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias, podendo apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, é passível de causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis. As alterações de força da e motricidade da hanseníase são pouco estudadas representando uma lacuna de conhecimento. Nesse contexto, este trabalho propôs-se a investigar alterações de força muscular de membros inferiores através de dinamômetro portátil e mobilidade através do teste Timed Up And Go Test (TUG) em pacientes hansênicos, relacionando-os com características demográficas e clínicas. Trata-se de um estudo transversal analítico em pacientes hansenianos, recrutados por conveniência, realizado no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará em Belém, Pará, Brasil. A avaliação da força muscular desses pacientes foi realizada através de dinamômetro portátil, com a medição de força de oito movimentos, em ambos os lados. O teste TUG então foi realizado com estes pacientes, com captura do teste através de sensores inerciais. Após montagem de banco de dados, estes foram analisados no programa Bioestat 5.3 para a geração de resultados estatísticos que comprovassem a associação de variáveis pertinentes ao estudo, considerando o intervalo de confiança (IC) 95% e nível α 5% (p-valor ≤ 0,05). Os resultados foram representados em tabelas e gráficos. Observou-se que para o movimento de adução de quadril, em ambos os lados, mais de 50% dos indivíduos apresentaram força abaixo da mediana. As médias e as medianas das forças musculares em membros inferiores, avaliadas por dinamometria, foram menores na presença de neurite, para todos os movimentos analisados, com significância estatística para flexão do quadril direito e esquerdo; extensão do quadril esquerdo e força do tibial posterior direito. As análises das relações entre força avaliada através da ficha simplificada e as variáveis clínico-demográficas permitiu observar significância estatística para a presença de neurite, no hálux direito e sensibilidade tátil para ambos os lados do dorsiflexor do pé. De forma geral os valores (escores-Z) da força através da dinamometria são menores quando a avaliação simplificada está alterada, com significância estatística para diversos movimentos. O tempo médio total do teste TUG (realizado para 18 pacientes) foi de 11,36, com 61,11% apresentando mobilidade reduzida (de 10 a 20 segundos) e 38,88% apresentando mobilidade normal (até 10 segundos), de acordo com a classificação padrão. A presença de neurite levou há maiores tempos do teste na amostra analisada. A hanseníase altera padrões de força e mobilidade nos pacientes e estratégias para prevenir essas alterações são necessárias

  • ARIADNE SIQUEIRA DE ARAÚJO GORDON
  • DIAGNÓSTICO SITUACIONAL E OPERACIONAL DAS AÇÕES DE CONTROLE DA HANSENÍASE EM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO DO MARANHÃO

  • Data: 16/06/2023
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  • Limitações para a adequada implementação das ações de controle da hanseníase (ACH) nos estados e municípios podem contribuir fortemente para a perpetuação da transmissão do Mycobacterium leprae em suas comunidades. Desta forma, o monitoramento constante dos programas locais de controle da hanseníase parece ser essencial para a identificação das fragilidades, desempenho e implementação de soluções. OBJETIVO: Realizar diagnóstico situacional e operacional das ações de controle da hanseníase em município hiperendêmico do Maranhão. Estudo exploratório, analítico, ecológico, com abordagem quali-quantitativa de investigação. Foi desenvolvido no município de Imperatriz, abrangendo as equipes da estratégia saúde da família (ESF), os profissionais ligados ao programa de controle da hanseníase e os indivíduos notificados como casos de hanseníase no período de 2001 a 2020. As ações de controle da hanseníase do município foram avaliadas por meio do Exercício de Monitoramento da Eliminação da Hanseníase (LEM). Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foram coletados e analisados. Os endereços residenciais dos casos notificados foram georreferenciados e analisados para identificação do padrão de distribuição espacial. Os territórios da ESF também foram georreferenciados para a produção de mapas digitais das áreas de cobertura. Esses resultados guiaram uma ação de busca ativa entre contatos dos casos índices e escolares de duas escolas da rede pública municipal. Após a avaliação das ACH no município por meio do LEM, foi identificado que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) não atuam conforme preconizado para a avaliação das pessoas acometidas pela doença, ocasionando dificuldades em realizar diagnóstico e iniciar o tratamento. No período de 2001 a 2020, foram notificados 6.726 casos no município de Imperatriz, 5.842 foram georreferenciados (90,8%). O padrão de distribuição espacial dos casos foi heterogêneo com formação de clusters estatisticamente significantes. A distribuição de casos por UBS identificou que 13,99% de todos os casos do período foram diagnosticados por uma UBS. Até o ano de 2020, o município de Imperatriz contava com 41 equipes de ESF na zona urbana do município, o que representava 60% de cobertura de ESF. As áreas de cobertura de 39 equipes (95%), foram georreferenciadas. A análise indicou que indivíduos residentes em áreas descobertas pela ESF têm 14% mais chances de serem diagnosticados como multibacilares (MB) (OR: 1,14; IC 95%:1,05-1,32; p=0,04) e 40% mais chances de ter GIF2 no diagnóstico se comparados aos diagnosticados com GIF0 (OR: 1,40; IC 95%: 1,07-1,84; p=0,01). Observou-se que com o passar dos anos aumentou a chance da ocorrência de casos MB, (ano 2002: OR: 1,67; IC 95%:1,14-2,44; p<0,001; ano 2019: OR: 8,06; IC 95%:4,86-13,36; p<0,001). A ação de busca ativa resultou em três (17,6%) diagnósticos de recidivas entre os casos-índices, 17 (25,3%) casos novos entre os seus contatos domiciliares e nove (12,3%) casos novos entre os escolares. Apesar do alto número de diagnósticos realizados pelo município, o presente estudo identificou fragilidades que resultam em relevante endemia oculta. O almejado controle da hanseníase como problema de saúde pública não será alcançado antes do efetivo diagnóstico e tratamento dos atuais casos ainda não identificados. A detecção de casos aumentaria significativamente se o combate à hanseníase fosse realizado de modo adequado pelo sistema de saúde.

  • GEOVANNA LEMOS LOPES
  • "DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE DEFICIÊNCIAS DE MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES EM PACIENTES COM NEUROPATIA HANSÊNICA”

  • Data: 15/06/2023
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  • A hanseníase é uma doença de acometimento principalmente dermatológico e neurológico, sendo que o comprometimento neural, chamado de neuropatia hansênica está intimamente ligado à causa do aparecimento de deficiências e incapacidades físicas, predominantemente em membros superiores e inferiores. A detecção precoce da neuropatia hansênica é fundamental para o controle dos agravos e prevenção de incapacidades na hanseníase e por isso, desenvolver instrumentos acurados com esta finalidade, é fundamental para a prática clínica. Diante disto, o objetivo deste estudo foi desenvolver e validar um instrumento de avaliação/diagnóstico de deficiência de membros superiores e inferiores em neuropatia hansênica, com base no modelo conceitual da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Para isso, foi realizado um estudo com desenvolvimento de tecnologia em saúde, dividido em quatro momentos: 1) Desenvolvimento e validação do instrumento, a partir de um painel de especialistas, através do método Delphi; 2) Avaliação da acurácia da ferramenta, através do estabelecimento da curva ROC (Receiver Operating Characteristic) e cálculo da sensibilidade, especifidade, valor preditivo positivo e negativo. Foi calculada também a concordância entre o instrumento proposto e o graus de incapacidade, considerado padrão-ouro neste estudo, através do coeficiente kappa. Para avaliação da acurácia e concordância, foi considerado a proporção de ponto de corte da CIF e também estimada, através do método de Liu. 3) Estudo transversal para investigar correlação da presença e gravidade de deficiências com limitações de atividades e restrição à participação 4) Estudo exploratório com descrição de dois casos. Para todo o estudo com inferência estaística foi considerado p≤0,05. Foi possível criar um instrumento de avaliação/diagnóstico em neuropatia hansênica multidimensional, do tipo índice clínico, validado pelos especialistas com seis domínios de avaliação: sem deficiência, leve, moderada, grave e completa. A performance do instrumento foi melhor para a pontuação de corte estimada pelo método de Liu do que pela CIF. Quando identifica deficiências em geral através da pontuação de corte de 10,75, ele é acurado e específico, porém com concordância fraca. O instrumento parece discriminar melhor deficiências leves, mas para as graves é pouco acurado. Ao desconsiderar as deficiências mais graves (GI 2), ele mostrou maior acurácia, senibilidade, especificidade e concordância moderada com o GI. Os dois casos estudados apresentaram GI 0, porém um com deficiência leve e outro com moderada. Foi observada correlação entre deficiências e limitações de atividade e o GI; mas não com restrição à participação. De forma geral, pode-se concluir que o instrumentado apresentado pode ser útil para a prática clínica, sobretudo para discriminar deficiências incipientes e mais discretas. No entanto, outros estudos são necessários para avaliar outras propriedades do instrumento, assim como calibrá-lo melhor para a identificação de deficiências graves

  • BRUNO VINICIUS DA SILVA PINHEIRO
  • ANÁLISE DE CONFORMIDADE DA INFORMAÇÃO E NÍVEL DE ATENÇÃO AO PACIENTE, A PARTIR DO PREENCHIMENTO DAS VARIÁVEIS CLÍNICAS DA FICHA DE NOTIFICAÇÃO DA HANSENÍASE, UTILIZANDO UM SISTEMA DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO

  • Data: 15/06/2023
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  • A hanseníase é classificada pela OMS como uma das vinte Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Os sistemas de informação em saúde congregam um conjunto de dados e informações para gerar conhecimento epidemiológico e operacional das doenças. Nesse contexto, os dados do SINAN NET foram explorados analisando a situação no estado do Pará, subdividido por suas Macrorregiões de Saúde, à luz de novos indicadores operacionais para sua vigilância em saúde, denominados nesse trabalho de: “Qualidade de Atenção ao paciente”, que classifica se integral ou parcial e “Qualidade de conformidade de dados clínicos da notificação”, que tem 10 critérios de relacionamento de dados estabelecidos. As análises foram construídas através do uso de técnicas e conceitos de Bussiness Intelligence, e visualização de dados em dashboard de informações em saúde construídos com software Power BI. Para discutir os indicadores foi realizado análises estatísticas por gráfico ou diagrama de Pareto, que evidenciaram a concentração dos indicadores de inconformidades mais incidentes: tipo 1, tipo9 e tipo 8. Também realizamos matrizes de correlação pelo teste de Pearson, pelas quais se identificou relação diretamente proporcional entre os indicadores, nos fazendo concluir que a detecção de casos e a realização da completude de serviços do cuidado assistencial, não é acompanhada pela atenção e assertividade no registro dos dados clínicos, fator que pode gerar danos a credibilidade do serviço, do tratamento e ao bem-estar do paciente. A vigilância contínua de indicadores considerados de qualidade, podem influenciar as práticas assistências, pois, toda falha poderá ser detectada, corrigida e seu desfecho transformado. A partir do método utilizado nesse trabalho, foi possível criar um instrumento baseado em técnicas de Business Intelligence, que a partir dos novos indicadores concebidos, pôde evidenciar que a detecção de casos não é acompanhada pela realização da integralidade dos serviços do cuidado assistencial, assim como, também há relevante inconformidade nos dados clínicos. Apontando a importância da incorporação dessas técnicas nas organizações de saúde pública e o quanto poderão ser traduzidas em uma melhor prevenção, promoção e vigilância em saúde.

  • CAROLINA NEVES GHAMMACHI
  • USO DE IVERMECTINA EM PACIENTES COM COVID-19



  • Data: 07/06/2023
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  • O reposicionamento de medicamentos foi uma estratégia usada para redução da morbidade e mortalidade atribuídas a COVID-19 e diversos medicamentos foram testados in vitro e em estudos clínicos, como a cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e nitazoxanida. Tais estudos usaram doses e frequência de tratamento variadas, alguns se mostraram inefetivos e outros causaram reações adversas graves. A ivermectina é de baixo custo e usada no tratamento de diversas parasitoses. Estudos in vitro caracterizaram a concentração inibitória mínima para o SARS-CoV-2, e o fármaco foi autoadministrado principalmente na profilaxia da infecção. Não foram seguidos protocolos clínicos padronizados de uso, assim como, não há estimativas oficiais de uso pela população. Neste sentido, o presente estudo objetivou investigar se as concentrações plasmáticas do fármaco estavam no intervalo daquelas observadas após uso de doses terapêuticas. Para tanto, foram recrutados pacientes oriundos do município de Altamira com diagnóstico positivo por teste molecular para COVID-19, coletados dados demográficos e amostras de sangue para mensuração de ivermectina por cromatografia líquida de alta eficiência. O total de 91 pacientes foram incluídos no estudo, destes 56% eram do sexo masculino. O uso profilático de medidas não farmacológicas foi elevado e similar entre os sexos. Já o uso profilático de ivermectina e de outros medicamentos foi maior nos homens. O número de pacientes com concentrações plasmáticas mensuráveis de ivermectina foi de 21 (23%). A mediana das concentrações foi de 57.1 ng/ml, variando de 20.77 ng/ml a 169.6 ng/ml. Nos pacientes do sexo masculino o total de amostras com concentrações plasmáticas mensuráveis foi de 17. A mediana das concentrações nos homens foi 65.41 (21.5-169) ng/ml e no sexo feminino 45.67 (20.7-100.3) ng/ml. Não houve diferença significativa nas concentrações do fármaco entre os sexos dos pacientes. As concentrações plasmáticas do fármaco foram semelhantes àquelas reportadas após seu uso terapêutico como antiparasitário na maioria dos pacientes, entretanto quatro pacientes apresentaram níveis elevados do fármaco. Portanto, não se pode afirmar que todos os pacientes usaram o fármaco de forma segura.

  • CARMEN DOLORES LARA COSTA
  • ASPECTOS CLÍNICOS E COMPLICAÇÕES DA INFECÇÃO PELO SARS- CoV -2 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE BELÉM -PA

  • Data: 06/06/2023
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  • A infecção em faixa etária infanto-juvenil pelo SARS- CoV -2 evolui na maioria das vezes com manifestações clinicas discretas ou de forma assintomática. A carga viral por sua vez, pode ser semelhante ou superior ao demonstrado em trato respiratório de adultos, resultando em uma taxa elevada de transmissão para grupos de risco explicando assim a progressiva disseminação geográfica da doença. Os estudos disponíveis envolvendo a faixa etária pediátrica ainda são escassos. O objetivo do presente estudo foi descrever as características clinico-laboratoriais e complicações causadas pelo SARS- CoV-2 em população menor de 18 anos atendidas em hospital terciário e de referência para casos graves em região metropolitana do Pará. Tratou-se de um estudo transversal, retrospectivo e analítico realizado no período compreendido entre março de 2020 a março de 2021. O trabalho foi realizado através de análise de prontuários médicos da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica da Fundação da Santa Casa de Misericórdia do Pará e incluídos pacientes que apresentaram curso clinico grave após a infecção pelo SARS- CoV-2. Os dados obtidos foram armazenados no software Microsoft Excel 2010 e as análises estatísticas foram realizadas pelo teste ANOVA one way e o pós-teste de Tukey. Os testes foram realizados no programa GraphPad Prism® 8.0 (GraphPad Inc., San Diego, CA, EUA) e o nível de significância foi p<0,05 com resultados descritivos e de inferências. As variáveis quantitativas foram representadas por média, desvio padrão, mediana e frequência. As inferências por sua vez foram representadas por correlação, associações estatísticas e agrupamento por categorias de análise. Foi considerado o intervalo de confiança de 95% com p-valor significativo <0,05. Os resultados revelaram, um aumento na taxa de internação hospitalar em menores de 4 anos (mediana 1,87 anos) provenientes principalmente de áreas circunvizinhas da região metropolitana de Belém, sem diferenças estatísticas entre os gêneros, com média de internação hospitalar de 11 dias. Dentre as principais comorbidades, as doenças pulmonares foram as mais prevalentes (p<0,5) e os sintomas respiratórios foram as manifestações clinicas mais observadas (>80%). As alterações hematológicas foram mais evidentes em menores de 4 anos de idade (p<0,0001) com prevalência de neutrofilia(p<0,0001) e linfopenia (p<0,05). As provas inflamatórias mostraram as maiores alterações nas faixas etárias mais jovens (0-4 anos de idade) quando comparadas as médias das demais faixas etárias (p<0,0001). Houve uma correlação alta entre as principais provas inflamatórias e diagnóstico pelo SARS- CoV -2 (p<0,01). As principais complicações observadas pós infecção pelo SARS-CoV -2 foram pneumonia e Síndrome Inflamatória Multissistêmica com diferenças estatísticas entre elas (p<0,001). A taxa de alta hospitalar foi de 84% e óbito em 13% das crianças. Conclui-se que as manifestações respiratórias causadas pelo SARS-CoV-2 associadas às alterações de provas inflamatórias são fundamentais para o diagnóstico e agravamento da infecção em crianças e adolescentes

  • AYMEE LOBATO BRITO
  •  USO DE UM SENSOR INERCIAL E DE UMA PLATAFORMA DE FORÇA PARA AVALIAR O EQUILÍBRIO ESTÁTICO EM PARTICIPANTES ACOMETIDOS POR HANSENÍASE MULTIBACILAR

     

  • Data: 24/05/2023
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  • A Amazônia brasileira figura como uma das regiões com a mais alta taxa de incidência da hanseníase, sendo considerada uma patologia de saúde pública, onde os indivíduos com o tipo multibacilar possuem maior risco de infecção pelo M. leprae, apresentando grande suscetibilidade a incapacidades físicas e morbidades que interferem diretamente na manutenção do equilíbrio. Dessa forma, há a necessidade de pesquisar sobre a associação do controle postural com o centro de pressão (COP) através da plataforma de força e achados dos sensores inerciais para avaliação do equilíbrio de forma confiável e portátil nos pacientes com Hanseníase. Avaliar o equilíbrio estático de participantes com Hanseníase multibacilar e de participantes saudáveis através da plataforma de força e do um sensor inercial e realizar validação clínica e concorrente do sensor inercial. Trata-se de um estudo observacional com delineamento transversal, no qual foram recrutados 30 participantes com Hanseníase e 30 participantes saudáveis para avaliar o equilíbrio estático por meio do uso de um sensor inercial e de uma plataforma de força. Os participantes realizaram a avaliação do equilíbrio por meio de 3 condições (Olhos abertos: OA, Olhos fechados: OF e apoio unipodal: UNI) e os dados da plataforma e do sensor foram processados por meio de rotina computacional Matlab, os quais foram quantificados através de 4 parâmetros: Deslocamento Total, Area, Deslocamento no eixo ântero posterior (APdisp) e Deslocamento no eixo médio-lateral (MLdisp). Os parâmetros avaliados obtiveram correlação classificada como muito grande entre a plataforma e o sensor.  Os dois instrumentos demonstraram diferença significativa entre a condição unipodal e as demais nos 4 parâmetros avaliados e em ambos os grupos. Os registros pela plataforma indicaram que a condição OF apresentou os valores de TD, AP e ML significativamente superiores ao grupo hansen quando comparados ao grupo controle e o mesmo ocorreu no parâmetro AP na condição OA. O sensor foi capaz de discriminar a maioria das diferenças entre grupos ou condições, exceto para o os parâmetros TD e ML. Os resultados obtidos demonstraram que nem todas as diferenças entre os grupos, encontradas nas medidas do COP, realizadas pela plataforma foram confirmadas pelas medidas do COM registradas pelo sensor inercial, onde o parâmetro APdisp foi o único que o sensor conseguiu detectar diferença entre os grupos nas condições OA e OF. Nas avaliações da plataforma de força, os participantes com hanseníase multibacilar apresentam oscilações maiores em todas as variáveis, em OA e OF, quando comparados ao grupo controle, exceto a Area e os parâmetros TD e MLdisp mostraram valores diferentes entre os grupos apenas quando mensurados com a plataforma de força. Conclusão: Esta pesquisa confirmou a validade concorrente do sensor inercial com a plataforma e sua validação clínica, demonstrando que este instrumento pode ser aplicado em ambientes clínicos por ser de baixo custo e fácil manuseio, e confirmou parcialmente a validação clínica. Os resultados encontrados podem contribuir para a saúde pública através da identificação de instrumentos do controle postural em pacientes com Hanseníase multibacilar.

  • PAULA CRISTINA RODRIGUES FRADE
  • INFLUÊNCIA DO VÍRUS LINFOTRÓPICO DE CÉLULAS T HUMANAS DO TIPO 1 NA AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA, CLÍNICA, LABORATORIAL E NA RESPOSTA IMUNOLÓGICA PERIFÉRICA DE PACIENTES COM HEPATITE C

  • Data: 10/05/2023
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  • O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1) e o vírus da hepatite C (HCV) compartilham formas similares de transmissão, tornando a ocorrência dessa coinfecção esperada. A infecção pelo HTLV-1 pode ter um impacto importante na história natural da infecção pelo HCV. Contudo, são escassos os trabalhos científicos sobre as consequências nos aspectos clínicos, laboratoriais e imunológicos da coinfecção HCV/HTLV-1. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar o impacto do HTLV-1 no perfil epidemiológico, nos parâmetros clínico-laboratoriais e na resposta imunológica periférica em pacientes infectados pelo HCV atendidos em uma unidade de referência em Belém, Estado do Pará. Pacientes atendidos durante o período de abril de 2020 a janeiro de 2022, que apresentavam diagnóstico de infecção por HCV ou HTLV-1, participaram da pesquisa. Amostras de sangue foram coletadas e testadas quanto à presença dos marcadores sorológicos para HCV e HTLV-1, detecção e tipagem do material genético do HCV e do HTLV-1, além da quantificação da carga viral do HCV. Exames bioquímicos e hematológicos foram realizados para identificar o perfil laboratorial. A dosagem de citocinas séricas foi feita por meio de imunoensaio multiplex pela metodologia Luminex. Adicionalmente, um formulário foi utilizado para identificação do perfil epidemiológico e consulta a prontuários e as fichas clínicas para obtenção de dados clínicos. Os grupos controles foram constituídos por 30 pacientes infectados pelo HCV e por 34 pacientes infectados pelo HTLV-1. O grupo coinfectado HCV/HTLV-1 foi formado por 14 pacientes, sendo a maioria do sexo feminino, com a faixa etária de 50 anos ou mais, solteira, ensino fundamental incompleto, renda mensal de até 1 salário-mínimo, residente na cidade de Belém, relatou apresentar tatuagem e/ou piercing e ter recebido transfusão de sangue. O genótipo 3 do HCV foi o mais prevalente no grupo HCV/HTLV-1 e não houve diferença estatística em relação à carga viral de HCV. AST e FAL mostraram-se mais elevadas no grupo HCV e não foram observadas diferenças nos parâmetros hematológicos. O grupo HCV/HTLV-1 apresentou menor grau de fibrose hepática e maior ocorrência de artralgia. As citocinas IL-1β, IL-2, IFN-γ, IL-10, IL-13, e MCP-1 estavam significativamente mais elevadas no grupo HCV/HTLV-1. Portanto, nossos achados sugerem que o HTLV-1 pode modular a resposta imunológica para maior tendência do perfil Th1, contrapondo o perfil Th2 estimulado pelo HCV, e assim interferir no curso clínico da doença hepática

  • SUELEN RAMOS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA REATIVIDADE ANTIGÊNICA DE AMASTIGOTA DE CULTURA AXÊNICA DE Leishmania (L.) amazonensis E Leishmania (V.) lainsoni NO SORODIAGNÓSTICO DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR PELA REAÇÃO DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA

  • Data: 14/03/2023
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  • A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crônica causada por cerca de quinze espécies de protozoários do gênero Leishmania, amplamente distribuídas na América Latina em três subgêneros: Leishmania, Viannia e Mundinia. No Brasil, são reconhecidas sete espécies agentes da doença, sendo seis no subgênero Viannia [L. braziliensis, L. guyanensis, L. lainsoni, L. shawi, L. naiffi e L. lindenbergi] e uma no subgênero Leishmania [L. amazonensis], as quais são responsáveis por um largo espectro clínico e imunopatológico representado por quatro formas clínicas: leishmaniose cutânea localizada (LCL), leishmaniose cutânea disseminada borderline (LCDB), leishmaniose cutâneo-mucosa ou leishmaniose mucosa LCM/LM e leishmaniose cutânea anérgica difusa (LCAD). A lesão cutânea ulcerada é a manifestação mais comum da forma LCL, que também é a forma clínica mais comum da LTA e que pode ser causada por qualquer das sete espécies conhecidas. Na forma LCDB, que também pode ser causada por qualquer das sete espécies conhecidas, o quadro infeccioso se dissemina a partir da lesão cutânea primária dando origem a dezenas ou centenas de lesões ulceradas do tipo ectimatóide ou lesões infiltradas. As formas LCM/LM e LCAD são as mais graves, causadas especificamente por L. (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis, respectivamente; a primeira, causa lesão mucosa nasobucofaríngea do tipo úlcero-granulomatosa e, a segunda, causa lesões cutâneas principalmente nódulo-infiltradas difusamente distribuídas no tegumento (poupando apenas o couro cabeludo, a palma das mãos e planta dos pés). A patogenia da doença é fortemente influenciada pelo sistema imune-genético do hospedeiro e pelos antígenos espécies-específicos dos parasitos dos subgêneros Viannia e Leishmania, tendo as espécies L. (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis as de maior potencial patogênico no Brasil. O diagnóstico laboratorial da doença se baseia principalmente no exame parasitológico direto de material coletado das lesões cutâneas e/ou mucosas, porém, a sua sensibilidade é baixa, 60% em média, enquanto o método molecular é muito dispendioso. Por essa razão, os métodos imunológicos, celular e humoral, são também aplicados, porém, aquele que era usado para investigar a resposta celular, a reação intradérmica de Montenegro (RIM), está fora de uso por razões técnicas, enquanto que os métodos que investigam a resposta humoral podem ser feitos principalmente por meio da reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e o ensaio imunoenzimático, ELISA. No presente trabalho utilizamos a RIFI-IgG para avaliar, comparativamente, a competência (reatividade) de dois antígenos brutos, estágio-específico, de amastigota de cultura axênica de L. (L.) amazonensis e L. (V.) lainsoni no sorodiagnóstico das quatro formas clínicas da LTA (LCL, LCDB, LCM/LM e LCAD); o primeiro, de L. (L.) amazonensis, já vinha sendo usado no laboratório de leishmanioses “Prof. Dr. Ralph Lainson” do Instituto Evandro Chagas (SVSA, MS) para atender ao Sistema Único de Saúde (SUS, MS), enquanto o segundo, de L. (V.) lainsoni, é uma proposta nova, objetivando ampliar o espectro da especificidade do sorodiagnóstico da LTA por meio da RIFI-IgG com um antígeno representando o subgênero Leishamnia [L. (L.) amazonensis] e outro representando o subgênero Viannia [L. (V.) lainsoni]. Para esse fim foram utilizadas 147 amostras de soro de pacientes atendidos no laboratório mencionado, cujo diagnóstico baseou-se somente no exame parasitológico, ou imunológico, os nos dois métodos associados: LCL (132), LCDB (11), LCM/LM (24) e LCAD (7). Os principais resultados encontrados foram os seguintes: 1) as taxas de reatividade dos antígenos de L. (L.) amazonensis e L. (V.) lainsoni apresentaram resultados similares (P> 0,05), 92% e 93,7%, respectivamente, indicando que ambos são equivalentes do ponto de vista antigênico; 2) reatividade de 100% no sorodiagnóstico das três formas clínicas, LCDB, LCM/LM e LCAD; entretanto, na forma clínica LCL a reatividade revelou resultados menos expressivos, de 89.4% com antígeno de L. (L.) amazonensis e de 91.6% com o de L. (V.) lainsoni; as médias dos títulos sorológicos dos antígenos nas 174 amostras de soro das quatro formas clínicas da doença revelaram valores também semelhantes (P> 0,05), de 386-IgG para o antígeno de L. (L.) amazonensis e 331-IgG para o antígeno de L. (V.) lainsoni; as médias dos títulos sorológicos no sorodiagnóstico de cada forma clínica da LTA apresentaram valores semelhantes (P> 0,05) em três das quatro formas clinicas: LCL (239 x 205), LCDB (960 x 1.105), e LCM/LM (603 607), enquanto na forma LCAD os valores observados (1.280 x 777) revelaram que a média dos títulos sorológicos do antígeno de L. (L.) amazonensis foi maior (P< 0,05) que a do antígeno de L. (V.) lainsoni; a anticorpogênese das formas LCAD, LCDB e LCM/LM apresentou-se mais reativa do que a da forma LCL, a forma LCL foi a que apresentou a menor anticorpogênese no espectro clínico e imunopatológico da LTA; as taxas de reatividade na forma clínica LCL diagnosticada somente pelo exame parasitológico, ou imunológico (RIM), ou pela associação desses métodos diagnósticos revelou que a reatividade dos antígenos independe do método de diagnóstico da forma LCL da LTA; por último, nem o tempo de doença e nem o número de lesões cutâneas interferiu na reatividade dos antígenos estudados. Com base nesses resultados, concluímos que tanto o antígeno de amastigota de cultura axênica de L. (L.) amazonensis como o de L. (V.) lainsoni podem ser usados no sorodiagnóstico da LTA.

  • NADIME SOFIA FRAIHA DO REGO
  • RESULTADOS INICIAIS DO USO DE UM PROTÓTIPO DE INSTRUMENTO PARA EXAME DE CONTATOS EM HANSENÍASE

  • Data: 27/02/2023
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  • A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, dermato-neurológica, causada pelos agentes Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis, bactérias intracelulares obrigatórias com afinidade pelos nervos periféricos e pele, e que pode, em razão do dano neural, evoluir para a incapacidade física. É considerada uma doença de grandes desafios para a saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento. O risco de transmissão chega a ser 14 vezes maior entre contatos domiciliares de pacientes de hanseníase com características multibacilares e duas vezes maior o risco de transmissão entre contatos de paucibacilares, em relação a população em geral. Desse modo, existe a necessidade de uma cobertura eficaz dessa população domiciliar e realização de ações voltadas ao exame de contatos a fim de reduzir a carga da doença. Elaborar o protótipo de um instrumento para auxiliar no diagnóstico clínico de contatos de pacientes com hanseníase. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, do tipo qualitativo, para aplicação de um protótipo de instrumento de exame de contatos, desenvolvido através de atendimentos ambulatoriais onde 25 pacientes foram analisados. Destes, foram separados os casos e os contatos para realizar diferenciações, desse modo, avaliando o que os casos apresentam de mais significativo em relação aos contatos. Resultados: Os principais achados clínicos foram manchas com alteração de sensibilidade, alterações de membros superiores ligadas ao nervo ulnar e membros inferiores relacionadas ao nervo fibular superficial, redução de força do quinto dedo e anestesia de córnea. A diferença do instrumento proposto para a Ficha de Avaliação Neurológica do Ministério da Saúde (MS) está exatamente nos itens de investigação, tendo em vista que, o instrumento deste estudo possui critérios para investigação que não são realizados pelo instrumento do MS, que não foi produzido com esta finalidade de examinar contatos.  Os achados clínicos apontam para a importância da implementação desse instrumento de avaliação, cuidado integral e atenção, que o profissional de saúde necessita ter durante a investigação, para que consiga, com êxito, identificar os aspectos clínicos que norteiam essa doença, permitindo que o tratamento seja implementado de forma adequada e, assim, diminuindo as chances de incapacidades físicas e, principalmente, diminuindo a cadeia de transmissão do bacilo

  • JESSICA ANTONIA NUNES GOMES
  • ESTUDO DA INTER-RELAÇÃO ENTRE OS PERFIS DE RESPOSTA IMUNOLÓGICA E O DESFECHO CLÍNICO DE PACIENTES INFECTADOS PELO HTLV-1

  • Data: 16/02/2023
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  • A Paraparesia Espástica Tropical/ Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH) é uma doença inflamatória crônica que causa espasticidade e/ou hiperreflexia das extremidades inferiores e sua fisiopatologia não foi completamente elucidada, mas sabe-se que há grande participação da resposta imunológica. Recentemente, observou-se a existência de um grupo intermediário entre os assintomáticos e os portadores de PET/MAH, que apresentam uma mielopatia incompleta. A confirmação desse novo grupo e o estudo da inter-relação dos diferentes perfis de resposta imunológica auxiliará na determinação de prognóstico e atendimento específico desses pacientes. Estudar a inter-relação entre a expressão gênica dos perfis de resposta imunológica Th1, Th2, Th17, Th9, Th22 e Treg com o desenvolvimento de sinais e sintomas neurológico em pacientes infectados pelo HTLV-1 e o desenvolvimento dos quadros clínicos. Estudo analítico do tipo transversal com avaliação clínica de pacientes Portadores Assintomáticos (PA), Mono/oligossitomático (MOS) e PET/MAH (PET), coleta de sangue, separação das células linfomononucleares, isolamento e quantificação do RNA, síntese de cDNA, quantificação das citocinas e dos fatores de transcrição para os perfis de resposta imunológica Th1, Th2, Th17, Th 9, Th22 e Treg e análise de dados com Linguagem de Programação R, para realização da Análise Fatorial de Dados Mistos (FAMD) e análise de conglomerados. Com a FAMD, das 41 variáveis, 22 são as mais importantes na separação dos três grupos PA, MOS e PET. PET se isola dos demais, com grande influência das variáveis, MOS se aproxima do grupo PA, mas apresentam diferenças. O grupo PA se separa do MOS por influência de reflexo, EDSS e diminuição de citocinas e fatores de transcrição. MOS se separa de PET pela alteração de força, marcha, EDSS e aumento de IRF4.Há um grupo distinto de pacientes infectados pelo HTLV-1 que não são assintomáticos, nem portadores de PET/MAH, distinguem-se pela clínica e expressão gênica de citocinas e fatores de transcrição.

  • IZABELA MENDONCA DE ASSIS
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UMA CARTILHA DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES PARA CONTRIBUIR NA PREVENÇÃO DE PERDAS FUNCIONAIS EM PESSOAS VIVENDO COM HTLV-1

  • Data: 02/02/2023
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  • As tecnologias de educação em saúde são um conjunto de conhecimentos que viabilizam a prevenção de doenças e reabilitação das pessoas, buscando melhorar sua qualidade de vida. Dentre as enfermidades que carecem de ações preventivas e educativas em saúde está a infecção pelo Vírus T-linfotrópico Humano 1 (HTLV-1), uma infecção sexualmente transmissível, com persistência silenciosa, de longa duração, que pode causar distúrbios neurológicos e motores. A presente pesquisa desenvolveu e validou uma cartilha de exercícios domiciliares para contribuir na prevenção de perdas funcionais em pessoas vivendo com HTLV-1, para o fomento da prática regular de exercícios físicos específicos, de maneira autônoma, consciente e responsável. Tratase de uma pesquisa de validação de tecnologia do tipo desenvolvimento metodológico. O estudo foi realizado em quatro etapas: primeiro, foi realizado um extenso levantamento bibliográfico para a produção da tecnologia; segundo, a produção da Versão I da tecnologia; terceiro, a validação da tecnologia com 2 grupos de juízes: Fisioterapeutas (GF) e Especialistas de demais áreas da saúde (GE) e 1 grupo de Público-alvo (GP); quarto, a produção da Versão Final da tecnologia e a análise de legibilidade textual. No processo de validação, cada um dos avaliadores julgou a tecnologia e pontuou suas considerações. Ao final, obtiveram-se os seguintes resultados para o Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e Índice de Validação de Semântica (IVS): IVC do GF: 94,3%, IVC do GE: 93,4%, IVS do GP: 95,7%. Embora alcançado índice suficiente para considerar a tecnologia validada, foram realizadas modificações na versão final da cartilha, considerando observações e sugestões dos juízes, as quais foram julgadas pertinentes. A tecnologia demonstrou ser válida para ser utilizada com o público alvo. Acredita-se que o desenvolvimento e a validação deste produto possam contribuir na prevenção de perdas funcionais de pessoas vivendo com HTLV-1; padronizar orientações dos profissionais da fisioterapia que acompanham esses sujeitos; dar início a programas de exercícios domiciliares voltados a outras comorbidades; abrir possiblidade de criação de outros produtos tecnológicos; aumentar a produção científica de Fisioterapia aplicada a uma população que sofre por uma doença negligenciada no país, contribuindo, assim, com a redução do sofrimento humano

  • IZABELA DE OLIVEIRA PINHEIRO
  • PERFIL DE CIRCULAÇÃO DE SARS-COV-2 NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DO PARÁ.

  • Data: 31/01/2023
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  • Os coronavírus são vírus zoonótico, de RNA, da ordem Nidovirales da família Coronaviridae. O coronavírus associado à síndrome respiratória aguda severa 2 (SARSCoV-2) foi identificado pela primeira vez na província de Wuhan, China, como o agente causador da pandemia da COVID-19. O objetivo estudo e descrever o perfil de circulação das linhagens do SARS-CoV-2 no Estado do Pará, no período de 2020 até fevereiro de 2022, visando identificar as variantes de interesse (VOI) e de preocupação (VOC) no período proposto. Foram processadas 178 amostras oriundas de secreções respiratórias - swab combinado (nariz e garganta) ou escarro, positivas para SARS-CoV-2, recebidas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios - LVR/IEC, provenientes do estado do Pará. A partir dessas amostras foi realizado, sequencialmente, o processo de extração do RNA viral pelo kit QIAamp® Viral RNA Mini Kit (Qiagen); a RT- qPCR com alvos específicos utilizando o kit SARS-CoV-2 (E/RP) - Bio-Manguinhos (Fiocruz); o sequenciamento em plataformas de nova geração (Ion e Illumina) e a análise de Bioinformática. Das 178 amostras verificou-se a presença de 6 clados (19B; 20A; 20B; 20J_Gamma_V3; 21J_Delta e 21K_omicron) e 18 variantes genéticas, incluindo as três VOCs da (Gamma e Delta e Omicron), e duas VOI anteriores (N.9; Zeta/P.2), além de duas variantes de importância nacional (B.1.1.28 e B.1.1.33). No ano de 2020 a linhagem B.1.1.28 estava presente em 34 amostras (19%); a linhagem P.2 (Zeta) em 39 amostras (21%) e a linhagem B.1.1.33 em 13 amostras (7%) analisadas. No ano de 2021 a linhagem de circulação predominante no Pará foi a P.1 (Gamma) com 40 (22,5%) amostras sequenciadas, ainda foi possível detectar a variante Delta em três amostras (AY.43; AY.99.2). No início de 2022, das 28 sequências analisadas, todas pertenciam a variante Omicron (BA.1 n=4; BA.1.1 n=8; BA.1.14 n= 1; BA.1.1.14 n=1; BA.1.14.1 n= 12; BA.1.22 n=2). As VOCs Gamma e suas antecessoras têm em comum a origem no Brasil e dentro do cenário nacional promoveram um grande impacto epidemiológico, sendo responsáveis pelo aumento significativo do número de casos de COVID-19 no Brasil em 2021. E notável também a circulação da Delta que possui uma significativa importância mundial sendo a VOC mais transmissível, representando um extenso número de infecções em 2021. Assim como no primeiro semestre de 2022 a predominância de circulação da Omicron classificada como uma VOC, responsável pela terceira onda da COVID-19 no mundo.

2022
Descrição
  • LAGERSON MAUAD FREITAS
  • IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID 19 NA MALÁRIA EM ALTAMIRA-PARÁ

  • Data: 22/12/2022
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  • A malária é uma doença infecciosa, aguda e febril que, no Brasil, ocorre preferencialmente na Amazônia, onde se concentram cerca de 99% dos casos, sendo a espécie de agente etiológico predominante o P.vivax. Nos últimos cinco anos ocorreu declínio importante do número de casos da doença em diversos municípios endêmicos da região, entretanto, a partir de 2020 o Brasil enfrentou a pandemia do SARS-CoV-2 e uma das preocupações das autoridades sanitárias foi acerca do impacto da pandemia sobre a estruturação e funcionamento dos serviços de diagnóstico e tratamento da malária, já que recursos materiais e humanos foram deslocados para a COVID-19. Nenhum estudo proveu informações adequadas da COVID-19 em áreas endêmicas de malária, o que pode contribuir para orientar as medidas de diagnóstico, tratamento e seguimento dos casos da doença. O objetivo do estudo foi investigar indicadores do impacto da pandemia de COVID-19 na ocorrência de malária no município de AltamiraPA. Trata-se de estudo analítico, descritivo, retrospecto e ecológico, numa abordagem quantitativa referente aos anos de 2019 a 2021. As fontes utilizadas foram as plataformas E SUS-VE, SIVEP –malária. Por fim, foram analisados indicadores de diagnóstico, tratamento e seguimento dos pacientes com malária por P. vivax. Os resultados permitiram inferir que a pandemia de COVID-19 alterou a estruturação dos serviços de malária, com redução da busca ativa dos casos e do seguimento do tratamento através das lâminas de verificação de cura. Conclui-se que a COVID-19 em áreas endêmicas de malária impactou de forma negativa as ações para redução e controle da doença

  • PEDRO SAVIO MACEDO ALMEIDA
  • IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 EM CIDADÃS BRASILEIRAS GRÁVIDAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL (2020-2021)

  • Data: 19/12/2022
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  • compreender através da aplicação de questionários variáveis desconhecidas, relacionadas a exposição de grávidas a pessoas infectadas pela Covid-19, observando seu impacto e relação com as características sociodemográficas dos indivíduos entrevistados. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, observacional do tipo transversal, de natureza exploratória com abordagem quali-quantitativa, realizada com mulheres grávidas no ano de 2021. A pesquisa foi realizada digitalmente por meio das redes sociais (Twitter, WhatsApp, Facebook, Instagram) e organizações profissionais. Participaram do estudo mulheres grávidas acima de 18 anos. Resultados: São Paulo (SP) foi o estado que apresentou o maior número de grávidas (n = 106). Sendo as regiões Sudeste (n = 175) e Sul (n = 119) as mais prevalentes. As faixas etárias mais comuns foram a de 30 a 39 anos (n = 175) e de 21 a 29 anos (n = 132). A maior parte (n = 272) declararam morar em casa com a família, seguido de apartamento (n = 51). As participantes afirmaram ter crianças e idoso em sua moradia. A maioria respondeu não precisar realizar o teste (n = 38) e que não o fez, porém gostaria de realizar (n = 35). Os sintomas mais relatados quando infectadas foram tosse seca, dor de cabeça e dor de garganta, contudo, muitas participantes declararam-se assintomáticas (n = 315). A maioria tem hipertensão (n = 49) como fator de risco para COVID-19, além do tabagismo (n = 42) e doença respiratória (n = 39) e diabetes. Os dados sobre saúde mental mostraram que, em 2020, a maioria das grávidas apontou a ansiedade (n = 90), abuso de tecnologia (n = 83) e o estresse (n = 69). A maioria estavam satisfeita com as medidas governamentais (n = 254) e respondentes a favor de um novo “lockdown”. A prevenção envolveu o uso máscara (n = 82 e 206), evitar aglomeração (n = 82 e 212) e fazer higiene das mãos (n = 77 e 197). Conclui-se que embora as grávidas durante a pandemia passaram por diversos momentos de estresse mental e emocional, sociais e de acesso aos serviços de saúde, e descontentamento com as medidas governamentais, foi possível observar medidas de prevenção importante quanto ao contato com pessoas infectadas e/ou não; demostrando um comportamento preventivo bem evidente

  • SAMUEL DA LUZ BORGES
  • MODELO ANIMAL DE ENCEFALITE AMEBIANA GRANULOMATOSA INDUZIDA EM RATOS DA LINHAGEM WISTAR PELA INSTILAÇÃO INTRANASAL DE Acanthamoeba castellanii GENÓTIPO T4.

  • Data: 16/12/2022
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  • Amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba são oportunistas e podem causar doenças humanas como a Encefalite Amebiana Granulomatosa (EAG), uma neuroinfecção geralmente fatal. Esse mau prognóstico é decorrente do desconhecimento sobre a patologia, da falta de ferramentas e pessoal preparado para diagnóstico, da ausência de um protocolo terapêutico definitivo e da carência de pesquisas na área, entre outros fatores. Por conta disso, vários aspectos relevantes das infecções por essas amebas, como a patogênese e o papel do sistema imune, ainda precisam ser elucidados. Os modelos animais de EAG, principalmente com camundongos, tem permitido avançar nesses e em outros aspectos da doença, possibilitando novas ferramentas diagnósticas, necessárias, mas não suficientes para mudança significativa no quadro geral da EAG nas últimas décadas. Na expectativa de contribuir para a melhoria do quadro geral de conhecimento sobre o tema, este trabalho testou a eficiência da infecção de ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus albinus), por instilação intranasal de uma cepa patogênica de Acanthamoeba castellanii com virulência reativada, como modelo animal para a EAG. Também buscou a implementação de técnicas laboratoriais para formação de um grupo profissional preparado para o diagnóstico de infecções causadas Acanthamoeba spp.. Para isso, 32 animais foram infectados intranasalmente com 1 x 106 trofozoítos de A. castellanii, genótipo T4, mantidos em meio de cultura PYG. Foram realizados testes de patogenicidade da cepa in vitro e in vivo; testes de recuperação das amebas em placas contendo ágar bacteriológico coberto com uma camada de Escherichia coli inativada pelo calor; ensaios de permeabilidade e extravasamento vascular com uso de azul de Evans; ensaios comportamentais pela RMCBS (Rapid murine coma and behavior scale ) e técnicas histopalógicas com coloração H/E. Os dados de quantificação do extravasamento vascular foram submetidos à análise de regressão linear para obtenção do coeficiente de correlação (r) entre as densidades ópticas e as concentrações do corante utilizado. Foram aplicados ainda o teste ANOVA one way e o teste de Tukey para verificação da distribuição e de diferenças estatísticas entre as médias dos grupos controle e experimentais. Os testes foram realizados no programa GraphPad Prism® 8.0 (GraphPad Inc., San Diego, CA, EUA) e o nível de significância foi p<0,05. Os resultados revelaram eficiência no processo de reativação da patogenicidade da cepa utilizada para a infecção; recuperação de amebas em placas contendo ágar bacteriológico e material proveniente dos pulmões, fígado e cérebro de animais infectados; extravasamento vascular encefálico significativo; alteração comportamental desses animais e alterações histopatológicas compatíveis com infecção por Acanthamoebas. Ao mesmo tempo, animais controle não apresentaram nenhuma dessas evidências. Assim, apoiados em todas as evidencias supramencionadas, confirmamos a viabilidade de utilização de ratos como modelo animal de EAG, auxiliando no avanço do conhecimento e combate dessa patologia

  • NAHIMA CASTELO DE ALBUQUERQUE
  • FATORES INTERFERENTES NA OCORRÊNCIA E MANEJO DE REAÇÕES HANSÊNICAS EM PACIENTES COINFECTADOS COM HANSENÍASE E HIV/AIDS

  • Data: 07/12/2022
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  • Este estudo objetivou investigar os fatores interferentes na ocorrência, gravidade, adesão ao tratamento e tempo de melhora clínica de reações hansênicas em coortes de pacientes hansenianos coinfectados pelo HIV e não coinfectados. Trata-se de uma pesquisa comparativa, longitudinal, entre duas coortes clínicas históricas de pacientes com hanseníase acompanhados no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, sendo a coorte 1 formada por 74 pacientes com hanseníase e coinfectados com o vírus HIV e a coorte 2 formada por 81 pacientes com hanseníase não infectados pelo vírus do HIV. Os resultados demonstraram homogeneidade entre os aspectos socioeconômicos em ambos os grupos, prevalecendo indivíduos do sexo masculino, faixa etária de 31 a 59 anos, procedentes da capital, solteiros(as), com ensino fundamental completo e renda familiar de até 1 salário-mínimo em ambos os grupos. Casos multibacilares prevaleceram nos dois grupos, no grupo 1 prevaleceu a forma boderline tuberculóide e no grupo 2 a maioria desenvolveu a forma boderline boderline. A ocorrência de reações hansênicas, no grupo 1, foi mais significativa em pacientes na faixa etária de 31 a 59 anos, com presença de neurites, usuários de drogas, tabagistas, que moravam sozinhos e sem rede de apoio familiar. No grupo 2, o desenvolvimento de reações foi significativo na faixa etária de 16 a 30 anos, na forma clínica BL e LL, nos multibacilares, com baciloscopia positiva, com presença de neurite e que negaram o uso de drogas e tabagismo. Os episódios reacionais de gravidade moderada prevaleceram em ambos os grupos. A adesão ao tratamento das reações hansênicas foi maior entre os indivíduos não coinfectados, enquanto no grupo 1 a não adesão esteve associada ao uso de drogas e a condição de morar sozinho. O maior tempo de melhora clínica no grupo 1 esteve associado ao tabagismo e em episódios reacionais mais prolongados. No grupo 2, o maior tempo para melhora clínica esteve associado aos casos que desenvolveram reações tipo I e II, com gravidade moderada e episódios reacionais mais duradouros. A duração das reações e o tempo de melhora clínica foi menor em pacientes coinfectados com hanseníase e HIV do que em não coinfectados. Este estudo demonstrou a importância do uso de drogas, tabagismo, morar sozinho e a ausência de rede de apoio familiar na ocorrência de reações hansênicas em pacientes coinfectados com Hanseníase/HIV, bem como na não adesão ao tratamento dos episódios reacionais.

  • CASSIA CRISTINE COSTA PEREIRA
  • "DESCRIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA TRANSMISSÃO INTRAFAMILIAR DO HTLV-1 EM REGIÃO ENDÊMICA DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL"

  • Data: 02/12/2022
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  • Estudos apontam que a prevalência da infecção pelo vírus T-linfotrópico humano do tipo 1 (HTLV-1) é 18 vezes maior em famílias que apresentam portadores do vírus do que na população geral, sendo as formas de transmissão sexual e vertical responsáveis pela disseminação intrafamiliar. A maioria dos estudos que investigam a transmissão do HTLV dentro de famílias utiliza dados epidemiológicos como base para a inferência das possíveis vias de transmissão intrafamiliar, todavia a ausência de informações moleculares virais impossibilita a confirmação dessas teorias. Assim, este estudo realizou uma análise dos dados epidemiológicos em conjunto com as sequências genômicas virais, objetivando elucidar os processos de transmissão que ocorrem dentro dessas famílias, além de conferir o grau de divergência entre as sequências obtidas de familiares e as depositadas no GenBank e realização de análises filogenéticas. A metodologia utilizada consistiu no levantamento de informações de pessoas atendidas em unidade de ensino universitário em saúde da Universidade Federal do Pará (UFPA), no período de outubro de 2015 a dezembro de 2019. Além disso, foi realizada coleta de amostra biológica para a realização de testes laboratoriais e posterior processamento das amostras para o sequenciamento genético. De posse das informações epidemiológicas e moleculares, foram inferidos os tipos de transmissão, a similaridade genética entre sequências da mesma família, entre famílias distintas e de sequências depositadas no GenBank, para elaboração de árvore filogenética. Para a análise de prevalência e estudo dos dados epidemiológicos, foram utilizados os dados das 1.802 pessoas atendidas no ambulatório e no Laboratório de Biologia Molecular e Celular (LBMC) do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da UFPA no período citado. Desses, 421 foram positivos para HTLV-1 onde foi encontrada diferença significativa (p=0,0001) da infecção em mulheres e pessoas acima dos 40 anos. Para a análise da transmissão intrafamiliar, dentre os 421 infectados só foram incluídos os portadores pertencentes a famílias, sendo divididas em famílias com apenas um infectado (129 famílias com 182 comunicantes) e com mais de um infectado (14 famílias com 72 comunicantes). Entre as famílias com apenas um infectado, também foi encontrada diferença significativa (p=0,0218) da ocorrência da infecção em pessoas acima dos 40 anos. E por fim, nas 14 famílias com mais de um infectado não foram encontradas diferenças significativas em nenhum dos dados epidemiológicos (p=0,9216). Foram utilizadas para as análises filogenéticas apenas as sequências de 22 comunicantes das 14 famílias com mais de um infectado. Com base nos dados moleculares obtidos a partir do sequenciamento, foi observada estabilidade genética entre familiares da mesma família, onde as sequências entre mãe e filhos amamentados permaneceram idênticas quando comparado a casais com transmissão sexual em que foram observados diferentes graus de polimorfismos, sugerindo uma tendência da perpetuação de sequências idênticas independente do tempo de aquisição da infecção, motivo pelo qual se pode justificar a eficácia da transmissão vertical como a principal via na manutenção da transmissão intrafamiliar. Assim, foi possível concluir que os dados epidemiológicos adquiridos corroboram os dados de outros estudos realizados no mundo, e especialmente, na mesma região. Além de que os dados moleculares confirmaram a transmissão intrafamiliar baseada nos dados epidemiológicos, sendo possível observar que nos casos de transmissão vertical houve ausência de polimorfismos entre as sequências dos familiares

  • ESTRELA BENOLIEL BARBOSA PALHETA
  • SÍNDROME METABÓLICA E SUA RELAÇÃO COM O QUADRO CLÍNICO EM PACIENTES INFECTADOS PELO COVID-19

  • Data: 22/11/2022
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  • O estudo se baseou no cenário de saúde pública vivenciado durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), causada pelo SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variado de infecção assintomática a quadros graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca 81% dos casos apresentam a doença leve ou moderada, 14% progridem para doença grave e 5% são críticos. Alguns importantes exemplos de comorbidades podem piorar o desenvolvimento da doença, e são componentes da SM, como a HAS, DM e a Obesidade, que podem aumentar significativamente o risco de hospitalização e mortalidade em pacientes com COVID-19. A pesquisa teve como objetivo avaliar a relação de SM com o quadro clínico na infecção pelo COVID-19. Trata-se de um estudo transversal-analítico, onde a existência de SM é a variável de exposição que foi relacionada com o desfecho clínico da COVID-19 (leve a moderado e grave), baseado nos dados da amostra (n=245) de indivíduos atendidos no Programa de Atenção Integral à Saúde de Pacientes Pós-Covid-19 da UEPA e no Projeto de Avaliação Epidemiológica, Clínica e Laboratorial de Pacientes Pós-Infecção pelo SARS-CoV-2 do NMT. Os resultados demostram que a associação da SM e o quadro clínico da COVID-19 evidenciam resultado significativo para o critério da NCEP com p < 0,02, sendo 34,9% dos pacientes com SM desenvolveram a COVID-19 na forma grave e 65,1% foram leve a moderado. Entretanto, para classificação da SM através do IDF os resultados não foram significativos (p->0,05). Na regressão logística múltipla, foi observado como variáveis que se associaram de forma independente com a gravidade do quadro clínico, o sexo masculino, idade (anos) e a SM de acordo com a classificação da NCEP. Os dados adquiridos e analisados permitiram concluir que os pacientes com a SM têm maior risco de desenvolver a COVID-19 na forma grave

  • THALITA BANDEIRA DANTAS E SILVA
  • INFLUÊNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA 3 SOBRE VALORES DE ÂNGULO DE FASE DE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS COM LIPODISTROFIA SECUNDÁRIA A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO.

  • Data: 07/11/2022
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  • A síndrome lipodistrófica é uma doença comum entre os portadores do vírus do HIV em TARV, promovendo redistribuição da gordura corporal e dislipidemias. O ângulo de fase (AF°) é uma medida linear obtida na bioimpedância elétrica, que permite a avaliação da integridade da membrana celular, desta forma o ômega 3, poderia desempenhar papel importante no aumento dos valores mensurados, devido a melhoria do potencial elétrico e massa celular corporal. O presente estudo, objetivou avaliar a efetividade da suplementação de ácidos graxos ômega 3 sobre o ângulo de fase, de pacientes vivendo com HIV/AIDS com Lipodistrofia secundária a TARV, atendidos em hospital de referência de Belém do Pará. Para tal, foi efetuado um estudo do tipo ensaio clínico, não cego, abrangendo 63 indivíduos de ambos os sexos, que realizavam acompanhamento clínico/ambulatorial, a amostra foi composta por dois grupos, suplementação (n=32) e grupo orientação (n=31), com avaliação do ângulo de fase entre os grupos, além de comparação no momento inicial a pesquisa (T0) e após a intervenção (T1), de cada grupo separadamente. Os resultados demonstraram prevalência do sexo masculino, com maioria ativa; predomínio da forma mista, com carga viral indetectável. Não foram identificadas diferenças significativas entre os grupos em TO, quanto as variáveis antropométricas e análise do consumo alimentar. O ângulo de fase médio identificado foi de 6,45°±1,06DP. O AF° no comparativo entre os grupos não foi significativo, assim como a avaliação em TO e T1 do grupo orientação, já em relação ao comparativo de T0 e T1 do grupo suplementação, houve aumento significativo do AF°. Já na análise da variação do AF por grupo, estratificado por sexo, o AF variou de forma significativa apenas no comparativo de T1 grupo orientação e T1 grupo suplementação, no sexo masculino. A variância no valor de AF nos dois momentos, por sexo, apresentou valores significativos entre TO e T1 grupo suplementação, em ambos os sexos. Na análise de composição corporal, nota-se que os pacientes do grupo suplementação obtiveram acréscimo de massa celular corporal em T1, em relação a T0, já no grupo orientação houve decréscimo de massa celular corporal de T1 em relação a T0, com p-valor significativo. Na análise do perfil lipídico no grupo suplementação T0 e T1, houveram diferenças significativas na redução do valor médio de VLDL e TG. O perfil inflamatório, no que diz respeito a ácido úrico e leucócitos, foi significativamente melhor após a suplementação com ômega 3. Pode-se concluir que o ômega 3, demonstrou modulação positiva do AF°, melhoria do perfil lipídico e inflamatório dos pacientes, porém ressaltamos a necessidade de outros estudos que possam solidificar o conhecimento acerca da dosagem e tempo de intervenção nesses pacientes.

  • FLAVIA MARQUES SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DE METALOPROTEINASE-2 E METALOPROTEINASE-9 EM PACIENTES COM REDUÇÃO DA DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM USO DE TERAPIA ANTIRRETROVIRAL

  • Data: 20/10/2022
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  • Com o advento da terapia antirretroviral (TARV) de alta potência, houve um aumento na expectativa de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA), e com isso aumento de patologias e complicações inerentes ao envelhecimento, aos efeitos colaterais da TARV e da própria ação do vírus. Dentre essas, são observadas várias alterações metabólicas, destacando-se as alterações no metabolismo ósseo. Portanto, este estudo avaliou atividade das metaloproteinases tipo 2 e 9 (MMP-2 e MMP-9) em PVHA em uso de TARV que apresentavam redução de densidade mineral óssea (DMO), comparando com PVHA sem alteração de DMO. Também foi avaliada expressão do inibidor tecidual TIMP-1 e estresse oxidativo. Este trabalho foi realizado no ambulatório de lipodistrofia do Hospital Jean Bitar, em pacientes do sexo masculino, portadores do vírus HIV, e que usavam TARV, com e sem redução de densidade mineral óssea, sendo estes submetidos à realização de um questionário, exames laboratoriais com bioquímica e dosagens hormonais, densitometria óssea e coleta de 1ml de plasma para avaliação das metaloproteinases, TIMP-1 e enzimas anti-oxidantes. Foi observado que 60,4% da amostra tinha redução de DMO, sendo a maioria osteopenia, com predominância de redução de coluna lombar. Em relação aos fatores de riscos tradicionais, não houve significância estatística, exceto quando foi avaliado idade associada à estratificação do hipogonadismo Não foi observada diferença estatística entre os grupos quanto à avaliação do estresse oxidativo. Observou-se aumento da MMP-2 e TIMP-1 no grupo estudo, com significância estatística, sendo considerados fatores de risco independentes em relação à redução de DMO. Quanto à MMP-9 não houve diferença entre os grupos. Portanto, ambas as condições, osteopenia/osteoporose, quanto à infecção pelo HIV e seu tratamento tem interferência no comportamento das metaloproteinases e TIMP-1, mas existem outros fatores que podem influenciar na osteogênese destes indivíduos

  • PRISCILA MATOS DE PINHO COSTA
  • SÍNDROME METABÓLICA E SUA RELAÇÃO COM POLIMORFISMO NO GENE SOD2, ESCORES DE RISCO CARDIOVASCULAR, BIOMARCADORES DE INFLAMAÇÃO E ASPECTOS NUTRICIONAIS EM PESSOAS VIVENDO COM HIV

  • Data: 17/10/2022
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  • A ativação imunológica permanente causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) se traduz em um processo inflamatório sistêmico e um elevado estresse oxidativo, com repercussão significativa em diversos órgãos e sistemas. Este desfecho está associado a um maior risco para síndrome metabólica (SM) e risco cardiovascular. Além disso, estudos sobre a presença de polimorfismos também podem indicar maior suscetibilidade a tais comorbidades. Objetivo: Investigar a relação da síndrome metabólica com polimorfismo no gene SOD2, escores de risco cardiovascular, biomarcadores de inflamação e aspectos nutricionais em pessoas vivendo com HIV. Métodos: Estudo do tipo prospectivo, observacional, transversal e analítico, com amostra foi aleatória simples, realizado com em pessoas vivendo com HIV (PVHIV), acompanhados no ambulatório do Serviço de Atendimento Especializado, o qual pertence ao Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará. Por meio de um formulário de pesquisa foi realizada a anamnese onde foram coletados dados referentes à identificação do paciente; ao perfil epidemiológico, sócio demográfico, sócio econômico; clínico, genético, antropométrico, bioquímico e ao consumo alimentar. Os mesmos foram convidados a participar da pesquisa de forma voluntária, respeitando os preceitos éticos de pesquisa. Foi aplicada análise descritiva e inferencial para estatística. Resultados: Foram avaliadas 305 PVHIV. Houve correção significativa entre a maioria das variáveis. Quanto à genotipagem, constatou-se elevada prevalência do genótipo GA, independente da presença de SM. Da mesma forma, em relação aos escores de risco cardiovascular, constatou-se maior escore de alimentos considerados promotores de risco cardiovascular, independente da presença de SM. E houve maior predominância de alto risco cardiovascular, segundo o escore de Framingham (ERF), em pacientes identificados com SM. A razão de chance que teve valor de p significativo estava relacionada ao maior risco cardiovascular, segundo o ERF, em PVHIV com genótipo mutante. Existem pelo menos três processos fisiopatológicos que atuam no agrupamento dos fatores de risco para SM e DCV, sendo fortemente carregados por um componente em comum: dislipidemia. Conclusão: Por fim, os resultados obtidos no presente estudo indicam que as PVHIV agregam inúmeros fatores de risco relacionados à SM e dano cardiovascular, o que agrava ainda mais o prognóstico de um paciente com esse vírus.

  • BRUNA LUANA OLIVEIRA TAVARES
  • ESTUDO DA QUANTIFICAÇÃO DAS QUIMIOCINAS IL-8, MCP-1 E MIP-1β EM MULHERES GRÁVIDAS COM COVID-19

  • Data: 14/10/2022
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  • O coronavírus tipo 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), surgiu no final de 2019, sendo o causador da doença coronavírus 2019 (covid-19) que possui um amplo espectro de expressão clínica, variando de doença assintomática a grave. O SARS-CoV-2 pode infectar indivíduos de qualquer faixa etária, mas as mulheres grávidas representam uma população susceptível por apresentarem alterações da resposta imunológica, a fim de não rejeitar o feto. No surto de SARS em 2003, e MERS em 2012, as mulheres grávidas apresentaram evolução pior em relação às não grávidas. A resposta imunológica na covid-19 é um ponto importante no desenvolvimento dos quadros graves da doença, principalmente relacionados à tempestade de citocinas. Citocinas como IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, e quimiocinas como CCL12, CCL13, CCL10, IP-10, MCP-1 e MIPs são altamente expressos em pacientes após a infecção por SARS-CoV-2. Focando nas quimiocinas, as quais são responsáveis pelo tráfego das células do sistema imunológico, seu papel na covid-19 ainda não está bem esclarecido, principalmente nas mulheres grávidas. Com isso, este estudo avaliou a importância das quimiocinas, em particular MCP-1, MIP-1β e IL-8, nos quadros clínicos de covid-19 em mulheres grávidas. Sendo assim, foi realizado um estudo do tipo transversal analítico na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e no Laboratório de Imunopatologia, do Núcleo de Medicina Tropical, da Universidade Federal do Pará. Foram coletados dados epidemiológicos e clínicos utilizando um formulário estruturado, bem como foi realizada coleta de sangue em tubo seco para separação de soro de mulheres grávidas com e sem covid-19. A quantificação das quimiocinas MCP-1, MIP-1β e IL-8 foi realizada utilizando o sistema BioPlex (Bio-Rad) (tecnologia xMAP) com o kit Bio-Plex Pro™ Human Cytokine 17-plex Assay (Bio-Rad). Participaram deste estudo 78 pacientes, sendo 39 grávidas com covid-19 e 39 grávidas sem covid-19. As grávidas com covid-19 apresentaram a maior quantificação para a MCP-1, com baixa quantificação para IL-8 e MIP-1β. Já as grávidas sem covid-19, a maior expressão foi de MIP-1β, com menor expressão de MCP-1, seguida de IL-8. MIP-1β apresentou maior quantificação no grupo controle, em relação ao grupo de grávidas com covid-19. Comparando a expressão de IL-8 nos 3 estágios de covid-19, verificou-se que sua expressão aumentava com o agravamento da doença. MCP-1 e MIP-1β não apresentaram diferenças de expressão nos diferentes estágios de covid-19. Em relação ao comprometimento pulmonar, o perfil de expressão das 3 quimiocinas foi semelhante no grupo com 0-25% de comprometimento e 50-75% de comprometimento. As expressões das 3 quimiocinas, IL-8, MCP-1 e MIP-1β, foram maiores no grupo com comprometimento pulmonar de 50-75%.

  • ALEX TADEU VIANA DA CRUZ JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO E PRESSÃO PLANTAR EM PACIENTES PORTADORES DE HANSENÍASE

  • Data: 13/10/2022
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  • A hanseníase teve seu bacilo patogênico descrito inicialmente pelo Dr. Gerhard Hansen em 1871, nomeado de mycobacterium leprae. Entre as principais repercussões clínicas da doença estão às afecções dos nervos periféricos dos olhos, mãos e pés, com alteração de sensibilidade, que podem acarretar alteração na descarga de peso plantar e, caso não tratado, levar as lesões cutâneas nos pés. Dentre as formas de avaliação estão a plataforma de força, que avalia o centro de pressão (COP) e a baropodometria, que avalia as regiões de maior pressão plantar, fornecendo dados quantitativos pra auxiliar na prevenção de lesões e orientação clínica dos pacientes com hanseníase. Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar o equilíbrio e pressão plantar em pacientes portadores de hanseníase. Materiais e métodos: Foram selecionados 39 sujeitos para a pesquisa, sendo 22 portadores de hanseníase e 17 não portadores para o grupo controle. Ambos foram submetidos à coleta de dados antropométricos e demográficos, sendo divididos em dois grupos posteriormente. O grupo Hansen realizou teste de monofilamentos, e após, os dois grupos foram submetidos à avaliação sobre a plataforma de pressão. Resultados: Na avaliação de sensibilidade plantar, 20 dos 22 pacientes portadores de hanseníase apresentaram alterações sensoriais ao teste de monofilamentos. Quanto a avaliação na plataforma de pressão, foi observado aumento da pressão plantar nas regiões do antepé em comparação ao grupo controle, além de aumento do deslocamento do COP nas direções AP e ML, que indica maiores oscilações comparados ao grupo controle. Discussão: As alterações sensoriais encontradas no grupo hanseníase podem influenciar nessas mudanças encontradas no estudo, que foram o aumento da pressão plantar nos pacientes portadores de hanseníase que pode predispor ao aparecimento de lesões cutâneas e deformidades. Além disso, também foi visualizado um maior deslocamento do COP, que pode aumentar o risco de queda desse grupo. Conclusão: Os portadores de hanseníase aumentam a pressão plantar nas regiões do antepé e deslocamento do COP mais acentuado. Dessa forma, esse grupo merece uma atenção especial, para que possa haver intervenção precoce e reduzir os riscos de lesões mais graves.

  • CAMILA CARLA DA SILVA COSTA
  • VÍRUS T-LINFOTRÓPICO HUMANO 1 E 2 ENTRE MULHERES PROFISSIONAIS DO SEXO QUE ATUAVAM EM MUNICÍPIOS E COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA REGIÃO AMAZÔNICA

  • Data: 11/10/2022
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  • O vírus Linfotrópico T Humano (HTLV) é um retrovírus com os subtipos HTLV1/2 mais prevalentes e associados à leucemia de células T do adulto e mielopatia onde a transmissão por relações sexuais desprotegidas destacam-se como um dos fatores de propagação viral. Desse modo, o presente estudo procurou avaliar a incidência de HTLV1/2 entre as profissionais do sexo em municipios da região amazônica. Este trabalho é baseado em estudo transversal com dados biológicos e sociocomportamentais de mulheres profissionais do sexo em 19 municípios e 18 comunidades ribeirinhas do estado do Pará. Como resultados, foi correlacionado que maioria das participantes são mulheres, solteiras, pretas ou pardas, heterossexuais, com baixa escolaridade e renda mensal. Identificadas 19 amostras com DNA proviral, onde 13 são de HTLV-, 1 cepa do subtipo 1a (Cosmopolitan), com 12 amostras classificadas no subgrupo A (Transcontinental) e 1 amostra no subgrupo B (Japonês), 06 amostras como HTLV-2 cepas (2b e 2c) e 06 obtiveram resultados positivos outros vírus, como: HIV, HBV, HCV. Conclui-se que o comportamento sexual de risco, contribui para a aquisição e disseminação do vírus e a ineficiência do sistema de saúde torna a necessidade da implementação de ações de politicas públicas voltadas a pessoas infectadas pelo HTLV

  • EVELEN DA CRUZ COELHO
  • "AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA, CLÍNICA E LABORATORIAL DE PACIENTES PÓS INFECÇÃO PELO SARS-COV-2 NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM".

  • Data: 10/10/2022
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  • Embora a maior parte dos indivíduos infectados com o SARS-CoV-2 se recupere da doença, uma parcela significativa continua apresentando sintomas após a doença aguda. Pacientes com síndrome Pós-COVID-19 experimentam inúmeras manifestações que podem ser físicas, mentais e psicológicas. OBJETIVO: Caracterizar o perfil epidemiológico, clínico e laboratorial de pacientes no período pós-COVID-19, para identificar sequelas advindas da infecção viral. METODOLOGIA: Foram avaliados 200 pacientes portadores da Síndrome Pós-COVID-19, moradores da região metropolitana de Belém, com idade superior a 18 anos, com teste positivo para COVID-19 e que já estavam no mínimo com 4 semanas após doença aguda. RESULTADOS: A população foi composta em sua maioria por mulheres (78,50%), idade média de 51 anos, com altos níveis de escolaridade (45,50%), viviam em união estável ou casadas (44,50%), pardas (61,00%) com baixa renda mensal (54,50%), não eram tabagistas (66,00%) e se declararam etilistas (67,00%). As comorbidades subjacentes prevalentes foram hipertensão arterial (32,00%), HCV (14,00%) e diabetes/pré diabetes (12,00%). Foram relatadas mais de 40 sequelas na fase ativa e pós-COVID-19 entre moradores da região metropolitana de Belém, sendo que no pós-COVID-19 as alterações neuro cognitivas como a perda de memória, perda de concentração, confusão mental foram mais prevalentes, somados a alterações dermatológicas como queda de cabelo e alterações psicológicos e social como o distúrbio do sono. Entre os sinais e sintomas da fase aguda da doença foram relatados tosse, fadiga, fraqueza, dor muscular, dor de cabeça, dor de garganta, falta de ar, perda de olfato, perda de paladar, dor articular, tontura, coriza, aperto no peito, entre outras. CONCLUSÃO: É necessário um monitoramento contínuo de pessoas acometidas com a COVID-longa, com atendimento integral, para avaliar, identificar, e interromper a longa progressão das sequelas persistentes na era pós pandemia.

  • KAREN LORENA NUNES BAIA
  • SÍFILIS E COINFECÇÕES COM HIV-1, HBV E HCV ENTRE PESSOAS QUE USAM CRACK NO NORTE DO BRASIL

  • Data: 30/09/2022
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  • A sífilis representa um importante problema em saúde pública, pois se trata de uma doença de caráter sistêmico, exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Esse patógeno é transmitido principalmente pelas vias sexual e vertical e sua dispersão é maior nos estágios iniciais da infecção. As taxas de transmissão dessa bactéria estão relacionadas a uma série de fatores sociais, biológicos, culturais e comportamentais que influenciam a ocorrência de infecções na população, dentre estes fatores, questões comportamentais, como o sexo desprotegido e o uso de drogas ilícitas, podem aumentar o risco para infecções sexualmente transmissíveis (IST). A taxa de sífilis e coinfecções virais entre pessoas que usam crack (PUC) foi avaliada neste estudo. Este estudo transversal baseou-se em dados biológicos e sociocomportamentais autorrelatados de uma amostra de conveniência composta por 990 PUC, oriundas de vinte e seis municípios dos estados do Amapá e Pará, norte do Brasil. Amostras de sangue foram coletadas para avaliar a presença da bactéria Treponema pallidum por meio do teste qualitativo rápido (TQR) e do Venereal Disease Research Laboratory (VDRL). Amostras reativas por TQR foram usadas para avaliar a presença de três vírus (HBV, HCV e HIV-1) usando ensaio imunoenzimático (EIA) e reação em cadeia pela polimerase (PCR). Modelos de regressão logística foram utilizados para determinar a associação das variáveis epidemiológicas com a sífilis. No total, 287 (29,0%) PUC da amostra tiveram resultados reagentes para sífilis. HBV (15,7%), HCV (5,9%) e HIV-1 (9,8%) foram detectados entre PUC com sífilis. Jovem, baixa renda mensal e escolaridade, longa tempo de uso de crack, sexo sem preservativo, múltiplos parceiros sexuais, e troca de sexo por dinheiro/drogas foram fatores associados à sífilis. O presente estudo forneceu informações únicas sobre o cenário epidemiológico da sífilis entre PUC no norte do Brasil, com múltiplas implicações para melhorar as intervenções direcionadas para diagnóstico, prevenção e tratamento.

  • MONIQUE ALLANA CHAGAS GARCIA
  • PERFIL NUTRICIONAL, CONSUMO ALIMENTAR E DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE INSEGURANÇA ALIMENTAR DE INDIVÍDUOS ATINGIDOS PELA HANSENÍASE EM UMA ÁREA HIPERENDÊMICA

  • Data: 29/09/2022
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  • A hanseníase continua sendo um problema de saúde pública no Brasil e em alguns outros países em desenvolvimento. A doença apresenta forte relação com a pobreza e faz parte da lista de doenças negligenciadas. O consumo alimentar saudável exerce um papel fundamental para a manutenção da homeostase do sistema imunológico, uma vez que está envolvido nas respostas inatas e adaptativas. A insegurança alimentar é um dos agentes causais subjacentes às alterações nutricionais nas doenças infecciosas. A ocorrência de insegurança alimentar aumentou no Brasil, fato que pode agravar a situação epidemiológica de diversas doenças infectocontagiosas no país, incluindo a hanseníase. Perfil nutricional, consumo alimentar e determinação do nível de insegurança alimentar de indivíduos atingidos pela hanseníase em uma área hiperendêmica. Trata-se de um estudo observacional do tipo transversal realizado na Unidade de Referência em Dermatologia Sanitária - URE Marcello Candia, Marituba-PA. Foi realizada anamnese nutricional e entrevista socioeconômica, seguido da aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, frequência alimentar, mensuração de medidas antropométricas (peso, altura, perimetrias corporais e dobras cutâneas) e coleta de amostra de sangue para a titulação de anticorpos IgM anti-PGL-I por meio de ELISA. Participaram do estudo um total de 71 pacientes, sendo 12 crianças e adolescentes, 48 adultos e 11 idosos. Identificamos que 58/71 (81,7%) dos pacientes vivenciaram a insegurança alimentar, 30/71 (42,3%) na sua forma grave (fome). O excesso de peso foi detectado em 7/12 (58,3%) das crianças e adolescentes, 24/48 (50,0%) dos adultos e 4/11 (36,4%) dos idosos. Por outro lado, 2/11 (18,2%) dos idosos estavam com baixo peso. A depleção muscular esquelética foi observada em 7/12 (58,3%) das crianças e adolescentes, 12/48 (25,0%) dos adultos e 5/11 (45,5%) dos idosos. Não houve correlação entre a sorologia anti-PGL-I e as categorias da EBIA. Os sujeitos relataram baixo consumo de frutas, legumes e verduras. Indivíduos com insegurança alimentar grave relataram maior frequência de ultraprocessados e menor ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados. Esses achados mostram a importância do acompanhamento nutricional e da implementação de políticas públicas que garantam a segurança alimentar dentro do programa de controle a hanseníase

  • FABIANA COSTA CARDOSO
  • BIOMARCADORES DE EXPOSIÇÃO PRÉ-NATAL AO MERCÚRIO E A ASSOCIAÇÃO COM O CONSUMO DE PEIXE, AÇAÍ E CASTANHA DO PARÁ, NA REGIÃO DO XINGU

  • Data: 05/09/2022
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  • Estudos recentes já demonstraram que a formação e desenvolvimento da criança no período da gravidez pode ser afetada por inúmeras variáveis, como a nutrição materna e a exposição às substâncias neurotóxicas. O objetivo desta pesquisa é verificar as correlações das concentrações de Hg Total em diferentes biomarcadores de exposição pré-natal e a associação desses com o consumo semanal de peixe, açaí e castanha do Pará, na região do Xingu. Este foi um estudo transversal descritivo e analítico, envolvendo parturientes que tiveram seus partos na maternidade localizada na região do Xingu atendidas no Hospital Geral de Altamira, São Rafael (HGASR), no município de Altamira-PA. A concentração total de mercúrio foi medida pela espectrofotometria de absorção atômica. Do total de parturientes que participara do estudo, 105 pares de mães e filhos, nenhum apresentou valores de mercúrio acima de 1 µg/g. A concentração média de HgTotal em cabelo foi de 0,314 µg/g, para a placenta os valores foram de 0,0795 µg/g e no cordão umbilical 0,0775 µg/g. Dentre as características demográficas das mães, 77,14% possuíam idade maior que 20 anos, a cor/raça parda foi predominante em 82,00% e a maioria das entrevistadas não possuía renda (34%). Dentre àquelas que consumiam pescado a maioria possuíam baixo consumo, e os níveis de mercúrio foram de 0,104 μg/g para placenta, 0,085 μg/g para o cabelo e 0,0302 μg/g para o cordão umbilical. Dentre àquelas que consumiam castanha a maioria possuía baixo consumo, e os níveis de mercúrio foram de 0,109 μg/g para placenta, 0,602 μg/g para o cabelo e 0,079 μg/g para o cordão umbilical. Dentre àquelas que consumiam açaí a maioria possuíam baixo consumo, e os níveis de mercúrio foram de 0,112 μg/g para placenta, 0,531 μg/g para o cabelo e 0,113 μg/g para o cordão umbilical. Os resultados mostram baixos níveis de HgTotal nos três bioindicadores estudados e não correlação das concentrações de HgTotal entre eles

  • KELLY HELORANY ALVES COSTA
  • "COMPARAÇÃO DO CONTROLE DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO EM PACIENTES INFECTADOS POR HTLV-1 COM DIFERENTES DIAGNÓSTICOS DE PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL"

  • Data: 02/09/2022
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  • A paraparesia espástica tropical associada ao vírus linfotrópico T humanos do tipo 1 (HTLV-1) é uma doença lenta crônica e progressiva que pode ocasionar alterações de equilíbrio e da marcha dos indivíduos infectados. Essas perdas são decorrentes de um processo de desmielinização da bainha de mielina ocasionando alterações sensitivas e motoras e recebe o nome de paraparesia espástica tropical ou mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH). O objetivo do presente estudo foi comparar o equilíbrio estático de pacientes infectados pelo HTLV-1 com diferentes diagnósticos de PET/MAH: definitivo e provável. Para isso, foi avaliado o equilíbrio estático através de uma plataforma de força durante 60 segundos nas condições de olhos abertos e olhos fechados. Foram descartados os primeiros cinco segundos, os outros 55 segundos foram divididos em três intervalos de tempo, período T1 (corresponde os 10 primeiros segundos após o corte dos cinco segundos iniciais); período T2 (dos 10 – 45 segundos); período T3 (dos 45 até 55 segundos). Os resultados mostraram aumento significativo da instabilidade postural nos pacientes com PET/MAH definitivo, com aumento significativo de variáveis estruturais (MD, distância média entre os picos; MP, amplitude média do pico), variáveis globais (amplitude RMS nos eixos anteroposterior e médio-lateral; área do estatocinesiograma; frequência mediana). Foi observado ainda que os valores estabilográficos do grupo PET/MAH provável se encontram em transição entre o grupo definitivo e o grupo controle. Dos parâmetros analisados, foi verificado que os períodos com maior frequência de perda de equilíbrio estático no grupo PET/MAH definitivo foram T1 e T2 na condição de olhos abertos, e com os olhos fechados verificamos que todos os intervalos de tempo mantiveram o mesmo padrão de equilíbrio. Conclui-se que a perda de equilíbrio está diretamente relacionada com o tipo de diagnóstico da PET/MAH em pacientes infectados por HTLV-1.

  • DINELMA DE JESUS MARTINS
  • "CARACTERÍSTICAS DA DIETA E SUA RELAÇÃO COM OS FATORES INDUTORES DA SÍNDROME METABÓLICA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA EXPOSTAS A CONTAMINAÇÃO PELO MERCÚRIO"

  • Data: 25/08/2022
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  • É crescente a preocupação dos efeitos tóxicos da exposição crônica ao metilmercúrio através do consumo de peixes em comunidades ribeirinhas da Amazônia impactadas pela intensa exploração de ouro e desmatamento na região. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi de avaliar as características da dieta em relação a síndrome metabólica (SMet) em comunidades expostas a contaminação crônica pelo metilmercúrio. Para tanto, um estudo epidemiológico, transversal, de caráter analítico-descritivo, foi realizado com 233 participantes das comunidades ribeirinhas de Barreiras (BAR) e São Luiz do Tapajós (SLT) localizadas na bacia do Tapajós. Aplicou-se um questionário semiestruturado para a identificação das características sóciodemográficas, epidemiológicas e determinação do perfil alimentar das populações estudadas. Amostras de cabelos foram coletadas da região occipital para a determinação do mercúrio total por meio da técnica de espectrofotometria de absorção atômica. A síndrome metabólica foi definida pelo critério da NCEP ATP III revisado, utilizando-se os dados bioquímicos, antropométricos e de pressão arterial dos participantes. A tabulação e análise dos dados foram efetuadas através do pacote estatístico IBM SPSS® versão 10.0.1, adotando-se um nível de significância de 5% (p-valor < 0,005). Na análise dos resultados foi identificado que a SMet apresentou uma prevalência global de 17% entre os participantes, com uma maior ocorrência em pessoas mais velhas e entre aqueles classificados nos quartis mais elevados de concentração de mercúrio, observando-se um predomínio de uma dieta com menor qualidade em ambos os grupos com e sem SMet. A comunidade de SLT apresentou uma maior exposição ao metilmercúrio associado com o consumo mais frequente de pescado e com a presença de hipertensão arterial. Renda, escolaridade, tabagismo contribuíram para uma dieta de menor qualidade nas comunidades pesquisadas e o maior consumo de alimentos ricos em fibras foi relacionado com menores níveis de mercúrio capilar. Esses achados reforçam a necessidade de um contínuo monitoramento da situação de saúde das comunidades do Tapajós em outras abordagens de estudos, a fim de confirmar a relação do mercúrio, qualidade da dieta, manifestação da SMet e demais comorbidades

  • AMANDA COSTA PIMENTEL
  • INVESTIGAÇÃO MOLECULAR DE FONTES ALIMENTARES SANGUÍNEAS E LEISHMANIA (Kinetoplastida: Trypanosomatidae) EM NYSSOMYIA ANTUNESI (Diptera: Psychodidae) ESPÉCIE POTENCIALMENTE ASSOCIADA À LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA) NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM (RMB), PARÁ, BRASIL

  • Data: 23/08/2022
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  • A natureza zoonótica das leishmanioses coloca a investigação de potenciais reservatórios na lista prioritária das estratégias de vigilância. Assim, identificar fontes de alimentação de sangue de flebotomíneos e tentar detectar o DNA de Leishmania pode ser uma forma alternativa de aprimorar nosso conhecimento sobre o assunto. O presente trabalho teve como objetivo identificar fontes hematófagas de fêmeas de Nyssomyia antunesi, vetoras suspeitas de Leishmania sp., de um parque no centro urbano de Belém, Pará, na Amazônia brasileira; A detecção de DNA de Leishmania também foi tentada. Amostras compreendidas de insetos inteiros e conteúdos intestinais de fêmeas ingurgitadas de Ny. antunesi, previamente capturadas em um parque urbano de Belém, Brasil, com armadilhas luminosas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e aspiração em bases de árvores, foram submetidas à detecção de Leishmania e de DNA de vertebrados através da amplificação do mini-exon de Leishmania e regiões do gene do citocromo b (cyt b) de vertebrados, respectivamente. A qualidade da extração de DNA de corpos inteiros foi assegurada através da amplificação da região cyt b de Diptera. Os amplicons cyt b de vertebrados foram sequenciados e comparados com os disponíveis no GenBank. Uma árvore filogenética de máxima verossimilhança foi construída para avaliar os padrões de agrupamento dessas sequências. O DNA de Leishmania não foi detectado. As sequências de 13 amplicons cyt b de vertebrados foram consideradas informativas e filogeneticamente sustentadas, exibindo similaridade/agrupamento com as seis espécies de vertebrados seguintes: Dasyprocta leporina (1), Cuniculus paca (1), Tamandua tetradactyla (4), Choloepus didactylus (4), Pteroglossus aracari  (2), Homo sapiens (1). As amostras de D. leporina e C. paca foram obtidas da copa do CDC, enquanto as demais foram por aspiração de bases de árvores. Os resultados revelaram o comportamento hematófago eclético e oportunista de Ny. antunesi, com aves e mamíferos, sendo que os últimos atuam como potenciais reservatórios para espécies de Leishmania, distribuídas ao longo dos estratos verticais da floresta

  • GLEYCE DE FATIMA SANTOS ROTTERDAM
  • "MARCADORES OXIDATIVOS E ANTIOXIDANTES NA INFECÇÃO PELO HPV E NAS ALTERAÇÕES CITOPATOLOGICAS"

  • Data: 22/08/2022
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  • O estudo teve como objetivo investigar a associação dos marcadores oxidativos e antioxidantes nas alterações escamosas e glandulares inespecíficas do colo uterino (ASCUS, AGUS) LSIL. Além de, associar níveis de MDA e GSH alterados com possíveis comorbidades relatadas, consumo ou não de frutas, frequência de atividade física, além da infecção pelo HPV. A pesquisa envolveu mulheres do município de Belém, com idade entre 18 e 65 anos, atendidas pelo Programa de Prevenção de Câncer Cérvico Uterino (PCCU) que faz parte de um Projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolvido no Núcleo de Medicina Tropical (NMT/UFPA). O estudo foi desenvolvido no período de 2021 a 2022. Para a quantificação dos marcadores antioxidantes foi aplicada a técnica de análise da glutationa reduzida (GSH). Assim como, para a quantificação do marcador oxidativo foi aplicada a medição do malonaldeído (MDA). As informações sociodemográficas, epidemiológicas, reprodutivas, alimentar e frequência de atividade física foram obtidas diretamente com a paciente utilizando o Formulário do PCCU do Ministério da saúde (MS) em entrevista prévia a coleta com as participantes. Apenas 12 (14,63%) das mulheres analisadas apresentaram alterações compatíveis com lesão intraepitelial escamosa ou de significado indeterminado. Cerca de, 20 (28,17%) apresentaram material compatível para algum tipo de HPV. As mulheres com alterações citopatologicas não tinham diferença quanto o seu grau de escolaridade, eram solteira e possuíam baixa renda. Além de, não realizar o PCCU de forma regular, também apresentavam fatores de riscos importantes para o surgimento de IST’s e infecção pelo HPV, tais como, não ter conhecimento sobre HPV e ter sangramentos espontâneos fora do período menstrual. As mulheres que foram diagnosticadas com alterações citopatologicas apresentaram níveis de MDA plasmático >3,54 µM. Foi observada também uma correlação significativa entre as mulheres com idade maior quem 48 anos e os níveis de MDA < 3,54. Quanto as mulheres testas para glutationa, as mulheres compativeis para DNA HPV, apresentam níveis equivalentes de >61,29.Entretanto, também não foi encontrada diferença estatistica significativa entre a idade das participantes e os níveis de GSH.Logo, acredita-se que o estrese oxidativo não está interferindo na evolução das alterações citopatologicas outros fatores de risco, já conhecidos, podem está contribuindo para o aparecimento de lesões precurcusoras do câncer de colo do útero.

  • ROBERTO DE SENA RODRIGUES JUNIOR
  • A INTEGRAÇÃO DOS PERFIS TH1, TH2 E TREG DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA PERIFÉRICA E SEU PAPEL NA CLÍNICA NEUROLÓGICA DE PACIENTES PORTADORES DO HTLV-1

  • Data: 05/07/2022
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  • O Vírus T Linfotrópico Humano do tipo 1 (HTLV-1) acomete cerca de 5 a 10 milhões de pessoas no mundo todo. Estima-se que no Brasil, aproximadamente, 2,5 milhões de indivíduos sejam portadores de HTLV-1. A infecção ocasionada pelo HTLV-1 permanece negligenciada, apesar da mesma estar associada a uma doença neuroinflamatória incapacitante, a Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH) e, também, a uma doença de caráter hematológico-neoplásico, a Leucemia/Linfoma de células T do adulto (LLcTA), além de outras doenças associadas. A neuropatogenia da PET/MAH continua não elucidada totalmente. Existem apenas teorias que sugerem que o sistema imunológico produz citocinas neuroinflamatórias (TNF- e IFN-) que causam danos ao sistema nervoso central. Nesse sentido a resposta imunológica atua de maneira substancial no desenrolar da PET/MAH. Com isso, o objetivo deste estudo foi o de avaliar a integração dos perfis Th1, Th2 e Treg da resposta imunológica periférica e seu papel na clínica neurológica de pacientes portadores do HTLV-1. Tratou-se de estudo transversal analítico, realizado no Laboratório de Clínica e Epidemiologia de Doenças Endêmicas e no Laboratório de Imunopatologia, ambos do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará. Foi realizada avaliação clínica neurológica: marcha, EDSS (Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke), reflexos de membro superior e inferior, tônus muscular de membro superior e inferior, sinais de Hoffman, Babinski e clônus de tornozelo. Por meio da avaliação clínica, o indivíduo foi classificado em 3 grupos: assintomático ou MOS (mono/oligossintomático) ou PET/MAH. Após a avaliação da clínica neurológica, foi realizada a coleta de sangue e separação do soro dos pacientes. A quantificação da resposta imunológica periférica foi realizada utilizando o sistema Bio-Plex (Bio-Rad). As citocinas estudadas foram: IL-2, IL-6, IFN-γ, TNF-α, IL-4, IL-10, IL-5, IL-13 e TGF-β1. A análise estatística respeitou a natureza das variáveis estudadas e foram utilizados os seguintes testes: teste G de contingência, Kruskal-Wallis, Mann Whitney e correlação de Spearman, adotou-se um p valor ≤ 0,05 como nível de significância. Participaram dessa pesquisa, 75 pacientes portadores de HTLV-1, sendo que 29 foram diagnosticados como assintomáticos, 17 MOS e 29 PET/MAH. A maioria do sexo feminino e com média de idade de 51,30 anos ± 10,60 anos. Com relação a resposta imunológica, TNF-α apresentou destaque no perfil Th1 nos 3 grupos estudados, assim como IL-5 para o perfil Th2. No grupo MOS, foram encontradas correlações positivas e significantes entre: IL-2 x EDSS, IL-2 x Reflexo de Membro Superior, IFN-γ x EDSS, IFN-γ x Reflexo de Membro Superior, TNF-α x EDSS, IL-6 x EDSS, IL-13 x EDSS, IL-13 x Reflexo de Membro Superior e IL-13 x Reflexo de Membro Inferior. Nesse mesmo grupo foram encontradas associações significantes entre IL-10 e Sinal de Babinski e TGF-β1 e sinal de Babinski. No grupo PET/MAH foram encontradas associações significantes entre IL-2 e sinal de Hoffman, TNF-α e sinal de Hoffman, IL-6 e sinal de Hoffman, IL-6 e tônus de membro superior, IL-4 e tônus de membro superior e IL-5 e tônus de membro superior. Com base nos resultados, percebeu-se que a resposta imunológica pode interferir na clínica neurológica de pacientes portadores de HTLV-1 e também na progressão para a PET/MAH

  • ANDREZA SOARES NOGUEIRA
  • “HIPERPIGMENTAÇÃO CUTÂNEA INDUZIDA PELA CLOFAZIMINA COMO FONTE DE ESTIGMA E NÃO-ADESÃO AO TRATAMENTO DA HANSENÍASE"

  • Data: 12/05/2022
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa crônica potencialmente estigmatizante. No Brasil, o tratamento é baseado no esquema de poliquimioterapia proposto pela Organização Mundial da Saúde (PQT-OMS). A hiperpigmentação cutânea é um dos principais efeitos adversos encontrados em pacientes com hanseníase que fazem uso da clofazimina. Tal efeito adverso já foi descrito como intolerável por revelar o diagnóstico e ser capaz de contribuir no estigma social afetando a autoestima e adesão ao tratamento. (1) Quantificar a variação da cor da pele na hiperpigmentação induzida pela clofazimina durante e após o tratamento; (2) Verificar o estigma relacionado à alteração da coloração cutânea e o impacto desse efeito adverso na adesão ao tratamento. O estudo observacional foi conduzido na Unidade de Referência Especializada – URE – Marcello Candia, localizada no município de Marituba, Pará, Brasil. Mensurações objetivas da hiperpigmentação foram feitas por meio de um espectrocolorímetro com sistema de cor CIELAB, analisadas pelo Ângulo de Tipologia Individual (ITAº). Também foram coletados registros fotográficos e entrevista com questionário estruturado em meio eletrônico, seguida da aplicação da Escala de Estigma para Pessoas Acometidas pela Hanseníase (EMIC-AP). O estudo foi composto por homens (25) e mulheres (26) maiores de 18 anos. A alteração de cor da pele induzida pela clofazimina não se dá de forma homogênea, enquanto em outros pacientes a hiperpigmentação parece seguir as lesões da doença. A área mais afetada foi a face. Os valores do ITAº evidenciam a hiperpigmentação (pele mais escura) assumindo valores mais negativos em áreas de lesões quando comparadas a áreas sem lesão, principalmente em áreas expostas ao sol. A média do escore geral da EMIC-AP foi de 18,8 pontos, o estigma da doença foi maior entre as mulheres e a alteração de cor causada pela clofazimina impactou negativamente na autoestima e relações interpessoais, provocando sentimento de tristeza nos voluntários do estudo. A hiperpigmentação cutânea induzida pela clofazimina foi um efeito adverso quantitativamente detectado em todos os pacientes do estudo e impactou fortemente o domínio social e a interseccionalidade do estigma doença e cor de pele, contribuindo para o isolamento social desses pacientes

  • WELLINGTON PINHEIRO DE OLIVEIRA
  • “INCERTEZA EPIDEMIOLÓGICA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: UM ESTUDO TRANSVERSAL SOBRE A SAÚDE MENTAL DE CIDADÃOS BRASILEIROS E ESTRANGEIROS (2020-2021)”.

  • Data: 06/05/2022
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  • Uma doença respiratória aguda de proporções pandêmicas abalou o mundo, tendo início em Wuhan-China em dezembro de 2019, causada por um novo coronavírus denominado SARSCoV-2, transmitido em gotículas por via respiratória, podendo desenvolver a COVID-19 de forma assintomática, sintomática leve, moderada ou grave, dependendo da carga viral e fatores individuais como comorbidades. Sem um tratamento ou medicamento efetivos, os esforços internacionais se concentraram em prevenir a transmissão, com medidas de isolamento ou de proteção individual como uso de máscaras, e o desenvolvimento de vacinas que foram aplicadas na população em dose única ou doses complementares e de reforço. Até fevereiro de 2022, foram confirmados 423.070.601 casos de COVID-19 no mundo e o Brasil se encontrava em 3º lugar com 28.167.587 casos acumulados. A pandemia afetou diretamente a saúde, a economia e segurança das pessoas, levando a efeitos na saúde mental de indivíduos e comunidades, com aumento nos casos de depressão, transtornos de ansiedade e estresse, levando ao abuso de álcool e drogas. Este estudo teve como objetivo investigar o cenário epidemiológico da pandemia no Brasil e experiência autoreferida da população brasileira e de estrangeiros no período de pandemia, com ênfase na saúde mental. As análises epidemiológicas foram coletadas no site Our World in Data no período de 25 de fevereiro de 2020 até 21 de agosto de 2021. Os dados sobre a saúde mental foram coletados de forma anônima com adultos, através do questionário Pesquisa Impacto COVID-19, no período de abril de 2020 a dezembro de 2021, divido em 6 sessões com 24 perguntas, distribuídas na Web, gerenciada pela plataforma Survey123. As análises estatísticas foram realizadas no programa R, para o cálculo das prevalências e associações entre variáveis. Foi observado o número de novos casos no Brasil ao longo do tempo, com destaque para 2 picos correspondentes a 1ª e 2ª onda epidemiológica, também observadas para o número de mortes em duas elevações mais significativas. O R0 apresentou um início elevado, estabilizando e reduzindo em seguida. O IE mostrou uma restrição de circulação abrupta, seguido de uma grande oscilação com tendência a queda. O número de vacinados com a 1ª dose mostrou um início lento seguida de uma crescente mais acentuada e constante, assim como para a 2ª dose, porém, com menor intensidade. Na relação entre o R0 e a aplicação da 1ª dose, apresentou um declínio sustentado, enquanto para a 2ª dose o R0 apresentou um declínio mais relevante e consistente. Na relação entre R0 e novos casos, observou-se que mesmo com R0 abaixo de 1,0 houve um grande número de casos novos, da mesma maneira para o número de mortes diárias. Quanto a relação do IE e o número de novos casos e mortes, apresentaram-se elevadas mesmo com um IE acima de 60%. Para a relação do IE e os vacinados com 1ª e 2ª doses, observou-se um declínio à medida que a vacinação avançava. Na relação entre R0 e IE, demostrou-se provável baixa relação entre a restrição de circulação de pessoas e a transmissibilidade da COVID-19 no Brasil. A prevalência de sintomas emocionais/comportamentais negativos (tristeza, ansiedade, estresse, solidão, etc.) foi bem maior que a de sintomas específicos e não específicos para COVID-19 (dificuldade para respirar, perda de olfato, tosse seca, dor de cabeça, febre,etc.). Não houve uma associação linear entre a ocorrência de sintomas emocionais/comportamentais negativos (tristeza, ansiedade, estresse, solidão, etc.) e a ocorrência de sintomas específicos e não específicos para COVID-19 (dificuldade para respirar, perda de olfato, tosse seca, dor de cabeça, febre,etc.), esta ausência de associação está presente em grandes amostras de diferentes populações (brasileira, alemã, espanhol e italiana). Podemos concluir que as análises epidemiológicas demonstraram um elevado número de casos e mortes diárias no Brasil em 2 ondas até o período estudado, com R0, IE, vacinação 1ª dose e completa e as relações entre elas seguindo a tendência mundial. A prevalência de sintomas emocionais/comportamentais negativos foi bem maior que a de sintomas específicos e não específicos para COVID-19, não apresentando uma associação linear entre eles, esta ausência de associação está presente em grandes amostras de diferentes populações brasileira e estrangeira, podendo estar relacionado a outros fatores, como o isolamento social e a frequente exposição a más notícias.

  • DIEGO LEITE GUIMARAES
  • PROPOSTA DE MÉTRICA PARA COMPARAÇÃO DE ESTUDOS DE EXPOSIÇÃO HUMANA AO MERCÚRIO

  • Data: 29/04/2022
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  • O mercúrio manifesta-se no ambiente em diversificadas espécies, sendo essas classificadas em orgânicas e inorgânicas. Entre os compostos inorgânicos associados ao mercúrio pode se destacar o íon mercúrico (Hg2+ ) como o mais recorrente, já na forma orgânica a espécie mais encontrada é o metilmercúrio (MeHg). Apesar da grande quantidade de estudos já realizados na Amazônia, questiona-se o quanto esses estudos são comparáveis, já que cada estudo tem características próprias e que os aproximam ou se distanciam uns dos outros. A estatística inferencial tradicional tem dificuldade de buscar relações em um contexto multidimensional e o uso de ferramentas de aprendizado de máquina que usam diferentes lógicas de programação podem ajudar a agrupar esses estudos quanto à similaridade ou diferenças das características desses estudos. Este trabalho tem como objetivo, descrever um método de agrupamento de dados extraídos de artigos que investigaram a exposição ao mercúrio total em humanos em bacias hidrográficas do Estado do Pará, Brasil. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica na literatura nos seguintes bancos de dados eletrônicos: PubMed, MEDLINE, Banco de dados de Literatura de Ciências da Saúde da América Latina e Caribe (LILACS), Scopus, Web of Science e Google Acadêmico. Foram procurados termos relacionados à exposição de mercúrio em populações humanas (Mercury and exposure and hair and concentration). Estudos citados em mais de um banco de dados contabilizaram-se apenas uma vez. Após a seleção dos estudos, se realizou uma busca manual na lista de referência de cada artigo, a fim de incluir estudos adicionais. Extraíram-se os seguintes dados dos artigos selecionados: Tamanho amostral, Tamanho amostras de população feminina, Tamanho amostral de população masculina, Tamanho amostral de população infantil ou adolescente, Tamanho de população adulta, Presença da média etária, Presença da informação do número de refeições diárias ou semanais, Profissão, Média da concentração de mercúrio total no cabelo, Presença de medidas de dispersão da concentração de mercúrio total no cabelo, Indicação do local de residência das populações estudadas, Indicação de alterações funcionais das populações estudadas, Indicação de seleção amostral das populações estudadas. Realizou-se um procedimento de cálculo de dissimilaridades entre observações de um conjunto de dados baseado em Kaufman e Rouseeuw (1990). Se utilizou um algoritmo para cálculo de dissimilaridades para variáveis do tipo misto, ou seja, que possam ser numéricas, binárias, ordinais e nominais. Para isso foi usado rotinas computacionais programadas em linguagem MATLAB R2020a. Inicialmente se usou uma função chamada daisy( ), a qual é parte integrante da biblioteca LIBRA para MATLAB (LIBrary for Robust Analysis) e para cálculo das distâncias de dissimilaridades foi usada a distância de Gower. Por fim, cada agrupamento de observações se descreveu tendo como base as características usadas em sua classificação. Foram selecionados 126 estudos, os quais estão listados no APÊNDICE A. Cada estudo recebeu um número para poder ser identificado posteriormente à classificação por aprendizado de máquina. Foram utilizados 7 diferentes métodos de medição de distâncias entre as características no algoritmo de agrupamento, e em para cada método foram os estudos classificados em 10 grupos, denominados genericamente de G1, G2, G3, G4, G5, G6, G7, G8, G9 e G10. Com o intuito de escolher o método de distanciamento que melhor divida os estudos em 10 grupos, foi avaliado o coeficiente de variação do número de estudos por grupo em cada condição de métrica de distanciamento trabalhada. Sendo assim, a métrica de distanciamento que mostrasse menor variabilidade no número de estudos em cada grupo iria apresentar o menor coeficiente de variabilidade e seria a métrica de distanciamento escolhida para seguir nas análises posteriores. A métrica de distanciamento de Ward foi aquela com menor valor de desvio-padrão no número de estudos por grupo e a que foi escolhida para a sequência das análises. Para avaliar qual dos grupos apresentou menor distanciamento entre os membros dos grupos, foi calculado o coeficiente de variação das distâncias dos elementos de cada grupo. Comparando entre os grupos foi viii observado que o grupo com menor distanciamento entre componentes foi o GRUPO 5, enquanto o GRUPO 6 foi o que apresentou maior distanciamento entre os elementos internos ao grupo. O grupo 1 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado em nenhum dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, todos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas todos os estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas em todos os estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, não foram informadas em metade dos estudos, enquanto que na outra metade dos estudos foram informadas. O grupo 2 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas todos os estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, não foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 3 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada na maioria dos estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas em metade dos estudos, enquanto que na outra metade dos estudos foram informadas, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, não foram informadas em metade dos estudos, enquanto que na outra metade dos estudos foram informadas. O grupo 4 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 5 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 6 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. É um grupo predominantemente adulto, pois dos 5 ix estudos elencados, ele apresenta o tamanho amostral de população adulta em 3 estudos. Não apresentou média etária em todos os estudos. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, todos os estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas todos os estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas em todos os estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, foram informadas em todos os estudos. O grupo 7 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. Apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 8 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. É um grupo majoritariamente adulto, pois dos 16 estudos elencados, ele apresenta o tamanho amostral de população adulta em 15 estudos. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, não foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 9 se caracterizou por na metade dos seus estudos apresentar e na outra metade dos estudos não apresentar informações ligadas ao sexo da população. É um grupo predominantemente infantil, pois dos 14 estudos elencados, ele apresenta o tamanho amostral de população infantil em 8 estudos. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio não foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas a maioria dos estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, não foram informadas na maioria dos estudos. O grupo 10 se caracterizou por em sua maioria dos estudos não apresentarem informações ligadas ao sexo da população. É um grupo predominantemente adulto, pois dos 18 estudos elencados, ele apresenta o tamanho amostral de população adulta em 12 estudos. Não apresentou média etária em sua maioria. O número de refeições semanais não foi informado na maioria dos estudos que compõem o grupo, em relação a profissão, a maioria dos estudos são compostos por ribeirinhos. A média de concentração de mercúrio total no cabelo foi informada em todos os estudos, já as medidas de dispersão de concentração de mercúrio foram informadas na maioria dos estudos, na variável local de residência das populações estudadas todos os estudos desse grupo ocorreram em áreas não urbanas. Alterações funcionais foram informadas na maioria dos estudos. Em relação a seleção amostral das populações estudadas, foram informadas na maioria dos estudos. Apesar de as características tamanho amostral dos adultos, média etária amostral x e método de seleção amostral terem sido as que apresentaram diferenças significativas entre os grupos, é importante ressaltar que a formação dos grupos já é um procedimento rigoroso de identificação de similaridades entre as amostras. A significância estatística encontrada para as características descritas acima pode indicar que elas têm maior importância nessa classificação encontrada no estudo. Esta tese inovou por mostrar um método de comparação de estudos bibliográficos aplicados ao estudo da exposição humana ao mercúrio na Amazônia Paraense que pode ser usada por cientistas e gestores que queiram maior rigor na comparação de resultados de estudos de interesse para a construção do conhecimento ou de criação de políticas públicas para a população exposta.

  • FELIPE ALEXANDRE VINAGRE DA SILVA
  • PREVALÊNCIA DE ENTEROPARASITOS E PERFIL DE COINFECÇÃO EM PACIENTES COM COVID-19

  • Data: 28/04/2022
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  • Alguns parasitos, embora intestinais, para que completem seu ciclo de vida, precisam realizar o ciclo pulmonar, podendo causar processos inflamatórios e danos no epitélio pulmonar. A COVID-19, por sua vez, é uma doença infecciosa viral de alta taxa de transmissão causada pelo Coronavírus 2 da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2), cujo o mecanismo patológico principal são lesões pulmonares agudas e inflamação. Então, a coinfecção do SARS-CoV-2 com enteroparasitos de ciclo pulmonar, representa uma possibilidade de agravamento do quadro clínico dos pacientes, haja visto que ambos os patógenos podem acometer nossos principais órgãos respiratórios. Este trabalho então se propôs a descrever a prevalência de parasitos intestinais em pacientes com COVID-19 atendidos em um hospital de campanha e comparar a evolução clínica e de parâmetros laboratoriais dos pacientes parasitados e não parasitados. A pesquisa, tipo transversal, foi realizada a partir de amostragem de conveniência no período de junho à dezembro de 2020, por meio de revisão a análise dos prontuários, dos quais foram coletados dados sobre a procedência, comorbidades, saturação de oxigênio, Razão Neutrófilo-Linfócito, perfil bioquímico e resultados de tomografia. Além disso, a coinfecção foi caracterizada pela identificação dos enteroparasitos em amostras fecais desses pacientes, onde as amostras foram processadas pelos métodos Direto e de Sedimentação espontânea para posterior análise microscópica. Os resultados sociodemográficos demonstraram que a média de idade da amostra populacional do estudo foi de 47,3 anos. Quanto a distribuição geográfica, foram atendidos pacientes de 24 municípios do estado do Pará, sendo Belém (60), Ananindeua (9) e Concórdia do Pará (9) os maiores representantes. A Prevalência de parasitas intestinais foi de 35,96% (41/114), onde os protozoários representaram 31,57% (36/41) desse total, sendo a Entamoeba histolytica/dispar a mais frequente entre os isolados (10,52%) e os helmintos representaram 4,39% (5/41). Este foi o primeiro estudo da região amazônica brasileira que avaliou a prevalência e a relação da coinfecção entre enteroparasitas e SARSCoV-2, onde tal condição não foi relacionada com a severidade da COVID-19.

  • JOSÉ MARIA FARAH COSTA JUNIOR
  • ALTERAÇÕES NEURO-MÚSCULO-ESQUELÉTICAS E CARDIORRESPIRATÓRIAS DE RIBEIRINHOS EXPOSTOS AO MERCÚRIO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA.

  • Data: 20/04/2022
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  • Dentre todos os sistemas biológicos, o sistema nervoso central é aquele mais prejudicado pela exposição ao mercúrio devido a sua alta toxicidade, principalmente, na sua forma orgânica de metilmercúrio. Este estudo investigou as alterações funcionais neuro-músculo-esqueléticas e cardiorrespiratória em ribeirinhos do Tapajós expostos ao mercúrio através da ingestão frequente de peixes na dieta, no período de 2017 a 2020. Foram incluídos homens e mulheres, maiores de 18 anos, residentes nas comunidades de Barreiras (BAR) e São Luiz do Tapajós (SLT), ambas pertencentes ao município de Itaituba/PA que concordaram em participar de todas as etapas. Foram coletadas amostras de cabelo para a determinação de mercúrio total (Hgtotal) e dados sóciodemográficos, alimentar e sintomatológicos para a determinação do perfil populacional. A avaliação do sistema neuromúsculo-esquelético em sua parte sensitiva foi realizada através de testes funcionais e a sua parte motora através da preensão palmar e a condição de equilíbrio cardiorrespiratório através de testes clínicos. Os resultados das análises de Hgtotal, realizadas no laboratório de Toxicologia Humana e Ambiental do NMT/UFPA através da espectrofotometria de absorção atômica pelo vapor quente foram expressos em µg/g. Participaram do estudo um total de 151 indivíduos, sendo 43 de SLT e 108 de BAR. Os níveis de Hgtotal variaram de 1,98 a 42,69µg/g, com média de 12,79±8,01µg/g em SLT. Em BAR, a variação dos níveis de mercúrio foi menor, de 0,18 a 17,93µg/g, com média de 4,65±3,37µg/g. Tanto em SLT quanto em BAR, a maioria, não possuía nenhuma alteração neuro-músculo-esquelética e cardiorrespiratória, estando nestes grupos os níveis médios de Hgtotal somente em SLT acima do considerado tolerável (6µg/g) pela OMS. As comunidades ribeirinhas do Tapajós apresentam baixos níveis de exposição ao mercúrio com um pequeno percentual da população apresentando alterações neuromusculares, as quais não se pode associar especificamente aos efeitos dessa exposição, entretanto, monitoramento clínico-toxicológico é recomendável considerando o hábito do consumo de peixe pela alimentação e pelas concentrações de Hgtotal encontradas em espécies frequentemente consumidas pelas comunidades.

  • ANA PAULA RODRIGUES GUIMARAES
  • "CITOCINAS DA IMUNIDADE INATA E SUA CORRELAÇÃO COM A LESÃOTECIDUAL HEPÁTICA E A CARGA VIRAL NA HEPATITE C CRÔNICA"

  • Data: 21/03/2022
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  • A Hepatite C, mediante as suas abrangências, ainda representa um grave problema de saúde pública, sobretudo no que diz respeito ao espectro epidemiológico que denota aspectos investigativos condizentes com as abordagens em torno de sua prevalência correlacionada à apresentação clínica, características sintomáticas, grau de persistência, envolvendo a extensão progressiva da lesão tecidual que influencia na cronicidade da doença e desencadeia os agravamentos do fígado. Por se tratar de um vírus que possui características genotípicas peculiares as quais modulam as estratégias lineares de defesa do hospedeiro que repercutem no arcabouço indutor de uma resposta virológica eficiente, a somatória de regulação da resposta inflamatória associada à progressão do grau de fibrose indicam que, em virtude da condução do estágio de latência e da vigilância imunológica, ambos os cenários impactam diretamente na definição de como a intervenção farmacológica pode ser estruturada a partir do avanço da relação patógeno-hospedeiro. Visando compreender a evolução clínica tão aguda de alguns pacientes e tão lenta de outros e de que maneira a atuação de citocinas pró e anti-inflamatórias e outros marcadores podem contribuir para o avanço e agravamento da fibrose hepática e de alterações hematológicas, investigou-se a expressão de IL-1β, IL-2, IL-5, IL-6, IL-7, IL-8, IL-12, IL-13, G-CSF, GM-CSF, MIP correlacionada ao grau de fibrose em pacientes com hepatite C crônica atendidos no Núcleo de Medicina Tropical (NMT/UFPA) de agosto de 2017 a dezembro de 2020, encaminhados de centros locais de hepatologia (UEPA E CESUPA). As amostras selecionadas foram submetidas a testes de biologia molecular para detecção do material genético e quantificação da carga viral, além da dosagem de citocinas utilizando o imunoensaio multiplex pela metodologia Luminex. Foram incluídos 36 pacientes no estudo. Destes, 10 foram do sexo femininoe 26 do sexo masculino. A idade da população analisada variou entre 31 e 75 anos. Na variável genótipo, o genótipo 1 foi o mais prevalente comparado a genótipo 3. Noque diz respeito à fibrose, dos 36 pacientes estudados, 15 foram classificados com grau de fibrose F1 (fibrose leve) e 15 classificados como F3/F4 (fibrose avançada). Apenas 6 foram classificados com grau de fibrose intermediário ou moderado (F2). Em pacientes com lesão grave tecidual (F3-F4), 93% tinham plaquetopenia, 93,3% evoluíram com TGO aumentadas de uma a duas vezes o valor normal e 93,3% apresentaram alteração com aumento de TGP, sendo que destes 80% de duas vezes acima do valor normal. Sobre análise quantitativa dos marcadores imunológicos, foi observada a variação de expressão de IL-1β, IL-2, IL-5, IL-6, IL-7, IL-8, IL-12, IL-13, G-CSF, GM-CSF, MIP conforme o grau de fibrose destacando de IL-6, IL-8, G-CSF e MIP. Nos diferentes graus de fibrose, principalmente em F3, foi observada a correlação negativa moderada ou intensa entre os marcadores imunológicos com a carga viral. Nos diferentes graus de fibrose foi observado sinergismo de resposta variado entre citocinas pró e anti-inflamatórias, como também com o MIP, MCP-1 GCSF e GM-CSF. A expressão de transaminases, quando observada mediante a matriz de correlação, mostrou-se negativa ou positiva analisada pelo padrão de escore FIB-4. Conforme o grau de fibrose vai progredindo, uma teia imunológica é construída a partir da matriz de correlação, associando a resposta de todos os marcadores imunológicos que contribuem para a formação dos mecanismos de lesão celular, estresse oxidativo, inflamação e fibrogênese.

  • LEONARDO VIANA DE MELO
  • "AVALIAÇÃO DA REATIVIDADE AO ANTÍGENO DA FORMA AMASTIGOTA DE CULTURA AXÊNICADE Leishmania (Viannia) lainsoni NO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA"

  • Data: 11/03/2022
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  • O diagnóstico laboratorial da leishmaniose tegumentar americana (LTA) precisa de uma ferramenta acessível à realidade epidemiológica da doença no Brasil. Considerando que a Leishmania (V.) lainsoni é uma espécie fortemente indutora de imunidade celular, com ampla distribuição na América Latina e de fácil cultivo em laboratório, decidimos avaliar o antígeno bruto, estágio-específico, da forma amastigota de cultura axênica de L. (V.) lainsoni no diagnóstico laboratorial da LTA por meio da reação intradérmica de Montenegro (RIM). Foram incluídos 31 pacientes com diagnóstico confirmado de LTA (exame clínico, parasitológico e/ou sorológico) na citada análise, vinte e quatro (24) com leishmaniose cutânea localizada (LCL) e sete (7) com leishmaniose mucosa (LM), atendidos no ambulatório do laboratório de leishmanioses “Prof. Dr. Ralph Lainson”, Instituto Evandro Chagas (IEC, SVS, MS), Ananindeua, Estado do Pará. Para avaliar a reatividade ao antígeno de amastigota de cultura axênica de L. (V.) lainsoni (MHOM/BR/81/M6426) [AMA], foi aplicado, simultaneamente, no antebraço oposto o antígeno bruto de promastigota de L. (V.) braziliensis (MHOM/BR/99/M17323) [PRO], o qual já vem sendo utilizado rotineiramente há duas décadas no diagnóstico da LTA nesse serviço. Foi observada maior reatividade ao antígeno de amastigota de cultura axênica de L. (V.) lainsoni (P< 0,001) quando comparada ao antígeno tradicionalmente utilizado de promastigota de L. (V.) braziliensis, com 100% de sensibilidade e especificidade. O valor da RIM (média ± desvio padrão) nos 31 pacientes com antígeno AMA (21,0 mm ± 8,5) foi maior (P< 0,001) que do antígeno PRO (11,8 mm ± 5,4). Quando a reatividade foi avaliada nas formas clínica da LTA, observamos que a média na forma LCL com antígeno AMA (20,8 mm ± 8,5) foi maior (P< 0,001) também que com antígeno PRO (11,6 mm ± 5,3). Quando avaliada a reatividade dos antígenos na forma LM, foi observado que a média com antígeno AMA (21,4 mm ± 8,6) foi maior (P< 0,001) novamente que com antígeno PRO (12,6 mm ± 5,4). Esses resultados demonstram, claramente, que o antígeno AMA de L. (V.) lainsoni foi mais imunogênico que o antígeno PRO de L. (V.) braziliensis. Assim, foi possível validar o antígeno AMA de L. (V.) lainsoni como componente antigênico da RIM no diagnóstico laboratorial da LTA. Esses resultados também indicam que o antígeno AMA representa uma ferramenta mais acurada, capaz de atender às necessidades básicas nas unidades de atendimento em regiões com tão pouco recurso laboratorial não só no Pará, mas também no Brasil, com alta incidência de LTA.

  • MANUELA MARIA DE LIMA CARVALHAL
  • COMPARAÇÃO ENTRE PARÂMETROS CLÍNICOS, NUTRICIONAIS E DE RISCO CARDIOVASCULAR DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM HEPATITES B E/OU C COM E SEM DIABETES MELLITUS TIPO 2

  • Data: 07/03/2022
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  • As hepatites virais podem contribuir com o desenvolvimento de doenças e agravos não transmissíveis, como Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) e Doenças Cardiovasculares (DCV’s), por exemplo, possivelmente devido aumento da gordura visceral e resistência à insulina, comumente observada nesses pacientes. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo comparar os parâmetros clínicos, nutricionais e de Risco Cardiovascular (RCV) dos pacientes com hepatite B e/ou C, com e sem DM2. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, realizado de agosto de 2020 a agosto de 2021, com pacientes com hepatites B e/ou C atendidos na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP). Foi aplicado o formulário de pesquisa contendo questões sobre os dados socioeconômicos e demográficos, estilo de vida, caracterização clínica e avaliação bioquímica. Posteriormente foi realizada a avaliação nutricional e estratificação do RCV, por meio dos parâmetros antropométricos, avaliação da composição corporal pela bioimpedância multifrequencial, consumo alimentar por meio de recordatório 24 horas, além da aplicação da escala The Eating Motivation Survey (TEMS). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FSCMP (parecer 4.946.840). Os dados foram analisados por meio do software Statistical Package for Social Science software, versão 21, considerando significância estatística p<0,05. Foram avaliados 145 indivíduos de ambos os sexos, com idade de 54,53±12,14 anos. Observou-se associação positiva entre ter DM2 e ter aumento em glicose (p=0,000), triglicerídeos (p=0,025), gama-GT (p=0,000) e creatinina (p=0,012). Houve associação positiva entre ter DM2 e ter força da preensão palmar (FPP) baixa (p=0,009), diagnóstico de obesidade pela prega cutânea subescapular (p=0,028) e pelo percentual de gordura corporal (p=0,001). Observou-se ainda associação positiva entre ter DM2 e ter RCV segundo a circunferência do pescoço (p=0,008), a circunferência abdominal (p=0,011) e a relação cintura/estatura (p=0,039). Verificou-se também associação entre ter DM2 e alto RCV de acordo com a estratificação (p=0,000). Foi encontrada ainda associação entre o DM2 e ter o consumo de proteínas acima (p=0,000) e de lipídios adequado (p=0,000) à recomendação. Ao comparar os escores das dimensões do TEMS, observou-se que os indivíduos sem DM2 apresentaram maiores escores para as dimensões hábitos (12,66 ± 2,12 vs 11,76 ± 2,48; p=0,033), preço (6,82 ± 3,47 vs 5,39 ± 3,16; p=0,027) e controle de emoções (4,36 ± 2,50 vs 3,71 ± 1,33; p=0,049). Apenas 39 participantes compareceram ao exame de bioimpedância. Foi encontrada correlação entre massa muscular e consumo de proteínas (g) (r²= 0,398; p=0,012), que foi mantida independentemente da idade, do tipo de hepatite e do IMC (B=0,427; IC 0,016; 0,133; p=0,014). Além disso, observou-se correlação entre a FPP e massa muscular (kg) (r²= 0,584; p=0,000), que foi mantida independente do consumo proteico, da idade e do IMC (B=0,622; IC 0,896; 2,626; p=0,000). A partir dos resultados observados, ressalta-se a importância de inserir os parâmetros utilizados nesta pesquisa, nos protocolos de atendimento nutricional de indivíduos com hepatites B e/ou C, uma vez que fornecem dados importantes para realização de orientações nutricionais individualizadas, além de contribuir com a prevenção da progressão da doença e com o desenvolvimento de complicações extra-hepáticas. Além disso, destaca-se a necessidade do estabelecimento de políticas públicas que incentivem as mudanças no estilo de vida de pessoas com hepatites virais, além do acompanhamento multiprofissional com monitoramento de exames bioquímicos e controle de outros fatores de risco que podem interferir no controle glicêmico e RCV.

  • EMANUELE CORDEIRO CHAVES
  • "USO DE LINKAGE PARA IDENTIFICAR SUBNOTIFICAÇÃO DE CASOS DE TUBERCULOSE EM UMA CIDADE DA AMAZÔNIA BRASILEIRA".

  • Data: 03/03/2022
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  • Objetivou-se analisar a subnotificação de casos de tuberculose em Belém-PA, no período de 2012 a 2016, a partir da aplicação da técnica de linkage entre o Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informação de Tratamentos Especiais de Tuberculose (SITETB) e Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). Trata-se de um estudo observacional, transversal e de base populacional, no qual as bases de dados foram relacionadas utilizando-se o método de linkage probabilístico de registros por meio do programa eletrônico OpenRecLink versão 3.1. Realizou-se seis passos de blocagem com revisão manual em todas as etapas. Evidenciou-se que houve subnotificação no SINAN em todos os anos analisados. O sistema que apresentou proporcionalmente os índices mais elevados de casos subnotificados no SINAN foi o SIM (47,36%, 305/644). Em relação ao tipo de entrada, houve predomínio de casos novos (42,79%, 273/638), e quanto à forma clínica, destacou-se a tuberculose exclusivamente pulmonar (93,66%, 576/615). Especificamente em relação ao SIM, identificou-se que a maioria dos casos nos quais a tuberculose foi considerada causa básica do óbito foram subnotificados no SINAN (54,54%, 210/385), enquanto os casos classificados como causa associada foram majoritariamente notificados (63,32%, 164/259), sendo essa diferença estatisticamente significativa (p<0,0001). Quanto ao coeficiente de incidência, verificou-se incremento importante de casos, com destaque para o ano de 2015, no qual a diferença observada foi de 12,30 casos/100 mil habitantes. Os resultados obtidos são pioneiros para uma cidade da Região Amazônica, tendo em vista que permitiram identificar e mensurar a subnotificação de casos de tuberculose no SINAN. A técnica de relacionamento de bases de dados consiste em uma importante estratégia para a qualificação dos sistemas de informação, e aponta para a existência de subnotificações no principal sistema de registros de casos de TB, sendo este um desafio a ser enfrentado de forma prioritária no município de Belém-PA, assim como apresenta a necessidade de se qualificar os profissionais de saúde e orientar os usuários quanto à importância do repasse de informações de qualidade. A subestimativa da situação epidemiológica da doença impacta diretamente no planejamento de insumos para diagnóstico e tratamento, podendo prejudicar também as estratégias de controle e de alocação de recursos, culminando em subfinanciamento das ações.

  • FRANCISCO LÚZIO DE PAULA RAMOS
  • AVALIAÇÃO DO HEMOGRAMA, DA VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VHS) E DA PROTEINA C REATIVA (PCR) COMO PREDITORES DIAGNÓSTICOS DA SÍNDROME FEBRIL DE CARÁTER INFECCIOSO.

  • Data: 22/02/2022
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  • A febre é o sinal/sintoma mais antigo e mais frequente em todo o âmbito da medicina. Está presente em todas as idades e abrange todas as especialidades médicas. São conhecidas mais de 200 causas de febre, sendo a etiologia infecciosa a mais presente. Ela pode se apresentar com curta duração – mais afeita à etiologia viral –, e com longa duração, mais frequentemente causada por bactérias, protozoários e fungos. Quando excessivamente prolongada está mais ligada a fatores estruturais, como as doenças autoimunes e as neoplasias. A extensão etiológica coloca a febre como um desafio na maioria das vezes. O hemograma, por sua vez, é o exame mais solicitado no dia a dia médico em virtude de sua abrangente utilidade, uma vez que, devido fornecer mais de 20 parâmetros para análises, possibilita fazer ampla avaliação clínica e acompanhar a evolução dos casos. Tem grande utilidade na avaliação da síndrome febril por mostrar estado reacional em resposta às doenças infecciosas, principalmente se agregado à avaliação de provas inflamatórias como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR). Este trabalho teve como objetivo avaliar a aplicação do hemograma, da VHS e da PCR aliados a fatores clinico-epidemiológicos e ao tempo de adoecimento como preditores diagnósticos da síndrome febril de caráter infeccioso. Foram avaliados 319 pacientes com síndrome febril de origem infecciosa, sendo 77 de causa bacteriana, 113 de causa viral, e 129 de etiologia parasitária, com faixa etária entre 18 e 60 anos de idade, no período de 02/2018 a 01/2020, captados no Setor de Atendimento Médico Unificado (SOAMU) do Instituto Evandro Chagas (IEC). Outros 213 indivíduos saudáveis foram incluídos no estudo como grupo controle. Para análise dos dados foram utilizados os softwares Microsoft Office Excel (2007), Bioestat 5.0 (2007), SPSS Statistcs 17.0 (2010), GraphPad Prism 9.0.0 Release Notes (2020) e Rv 3.5.2 (2018), empregando-se testes como Odds ratio para avaliar chances; Kruskal-Wallis para variância; Índice de Youden para ponto de corte entre variáveis; curva ROC (AUROC) para acurácia. Admitiu-se nível de significância para valores de p < 0,05. Os resultados revelaram que as doenças bacterianas têm como característica no hemograma a elevação do número de neutrófilos, que reflete no aumento numérico dos leucócitos; que as doenças virais, ao contrário das bacterianas, caracterizaram-se pela redução numérica dos linfócitos e principalmente dos neutrófilos, com reflexo sobre o número total de leucócitos definida como leucopenia; as doenças parasitárias assumiram um perfil intermediário entre as bacterianas e virais, marcado pela normalidade numérica dos glóbulos brancos, assemelhando-se, por isso, ao grupo controle. Mas a média dos linfócitos foi maior do que todas as outras doenças, inclusive do grupo controle. Nas doenças bacterianas, de modo geral, há aumento da VHS e principalmente da PCR, que também se encontram aumentados nas doenças parasitárias; porém, nas doenças virais essas provas tendem à normalidade numérica, assemelhando-se ao grupo controle neste aspecto. As provas inflamatórias, portanto, estão aumentadas nas doenças bacterianas e nas doenças parasitárias, mas principalmente nas primeiras, e se encontram normais nas doenças virais. Doenças como malária, leishmaniose visceral, febre tifoide e infecções pelo HIV e pelo EpsteinBarr vírus podem ser identificadas por achados peculiares a elas vistos no hemograma. Concluiu-se que valores numéricos do hemograma, bem como níveis da VHS e da PCR agregados a fatores clínico-epidemiológicos e ao tempo de adoecimento podem predizer grupos de doenças e predizer até mesmo doenças específicas causadoras de síndrome febril de caráter infeccioso.

  • MARIANA GARCIA BORGES DO NASCIMENTO
  • ANÁLISE TERMOGRÁFICA E ESTESIOMÉTRICA DO DANO NEURAL DE HANSENIANOS E SUA RELAÇÃO COM A DOR, QUEIXAS CLÍNICAS E GRAU DE INCAPACIDADE

     


  • Data: 16/02/2022
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa e crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que possui uma característica ímpar de penetrar as células de Schwann do sistema nervoso periférico. A presença do patógeno nos nervos pode desencadear um dano neural definido pela alteração da função sensitiva, motora e/ou autonômica, além de sequelas a longo prazo com a presença de sintomas neuropáticos. Esse dano associado a falta de autocuidado expõem o paciente a um elevado potencial incapacitante, que mantêm a doença em uma condição preocupante para a saúde pública. O diagnóstico e acompanhamento das condições neurais neste público é relevante para uma intervenção precoce e manejo adequado, por isso, percebe-se o esforço da comunidade científica para encontrar ferramentas que auxiliem neste processo. Tendo em vista, que a termografia infravermelha é uma técnica que vem sendo estudada ultimamente para o uso em neuropatias periféricas e condições dolorosas, e visando contribuir para o embasamento científico do uso da mesma como ferramenta auxiliar diagnóstica para o dano neural desses pacientes, principalmente sob as condições queixosas, de dor e incapacidades, o estudo buscou investigar o dano neural no hanseniano em uma abordagem termográfica e estesiométrica, além de estabelecer correlações com a ocorrência de dor neuropática, grau incapacidades e queixa clínica. Para isso, foi desenvolvido com 25 hansenianos um estudo do tipo transversal composto de quatro momentos de avaliação: (1) avaliação neurológica simplificada; (2) avaliação de sensibilidade tátil no trajeto dos nervos de membro superior (ulnar, mediano e radial); (3) Escala de dor DN4; e (4) Registro de imagem termográfica infravermelha. As variáveis clínicas de interesse foram analisadas segundo a ocorrência de dor, queixas clínicas e incapacidades, sendo utilizados os testes de Mann-Whitney e Correlação Linear de Pearson para estabelecer as correlações. E, para acurácia do uso da termografia, foram feitas curvas ROC (Receiver Operating Characteristic) para estabelecimento de pontos de corte e o screening test, além de análise de concordância com o teste estesiométrco. Os resultados apontaram que o dano neural esteve presente mais nas formas clínicas do pólo lepromatoso, sendo o nervo ulnar o mais afetado tanto para o teste de palpação, quanto para os de estesiometria ou termografia. A ocorrência de dor esteve associada a estágios de dano sensitivo mais avançado e temperaturas mais elevadas ao longo do trajeto dos nervos. A correlação do dano sensitivo com a temperatura no trajeto do nervo apresentou-se em um padrão diretamente proporcional, sendo influenciada principalmente pelos achados de antebraço. E o hanseniano com deformidade instalada apresentou um dano sensitivo consideravelmente maior que os demais, especialmente em mãos, além de temperatura mais baixa. Por fim, a acurácia da análise termográfica mostrou baixa sensibilidade e especificidade para trajeto do nervo e baixa concordância com o teste de estesiometria, que é padrão ouro para análise do dano neural sensitivo. De forma geral, pode-se concluir que o uso da termografia na hanseníase pode ser extremamente valioso como ferramenta auxiliar ao diagnóstico precoce, diagnóstico diferencial e manejo terapêutico da dor do paciente hanseniano. No entanto, mais estudos são necessários para o melhor entendimento de como as imagens infravermelhas se comportam diante da variabilidades das manifestações da doença.

  • GIZELE CRISTINA DA SILVA ALMEIDA
  • AJUSTES POSTURAIS EM PACIENTES INFECTADOS PELO HTLV DURANTE UMA PERTURBAÇÃO AUTO-INICIADA

  • Data: 07/02/2022
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  • O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1) é associado a Paraparesia Espástica Tropical (PET/MAH), entre outras condições clínicas. Essa mielopatia causa desordem neurológica, alteração sensorial, de tônus muscular, entre outras, que resulta em alteração da marcha, equilíbrio e controle postural. Para manutenção e restauração do equilíbrio frente a uma perturbação o sistema de controle motor utiliza mecanismos antecipatórios e compensatórios, através de recrutamento de músculos posturais e modificação da posição do centro de massa do corpo. Existem poucos estudos que investigam os mecanismos de controle postural e equilíbrio nesses pacientes e, além de raros, são essencialmente clínicos, utilizando escalas e questionários. Objetivo: investigar se há alteração nos ajustes posturais antecipatórios de indivíduos infectados pelo HTLV- 1, com e sem PET/MAH, durante uma tarefa de apontar na posição em pé. Método: Foi realizada a avaliação de 26 indivíduos, 13 saudáveis e 13 infectados pelo HTLV-1, posteriormente o grupo infectado passou por uma subdivisão para análise da influência de sintomas neurológicos nas respostas posturais. Os dados foram coletados utilizando um eletromiografo, um sistema de cinemetria com três câmeras e uma plataforma de força, durante a tarefa de apontar um LED o mais rápido quanto possível, assim que fosse aceso. Resultados: Os indivíduos infectados apresentam atraso no início do deslocamento e menor deslocamento no período APA, além de maior pico de deslocamento após o início da perturbação. A análise eletromiografica evidenciou atraso muscular do grupo infectado e menor porcentagem de trials com ativação antecipada. A presença de sintomas neurológicos parece influenciar esses achados. Conclusão: A infecção pelo HTLV- 1 parece influenciar nas respostas posturais do indivíduo, no entanto a presença de sintomas neurológico demonstrou ser significativamente mais decisiva nas alterações encontradas

  • MARIA NAZARÉ OLIVEIRA FREITAS
  • PRIMATA NÃO HUMANO DA ESPÉCIE Callithrix sp. COMO MODELO DE INFECÇÃO DO Vírus da febre amarela.

  • Data: 14/01/2022
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  • A febre amarela (FA) é uma doença infecciosa, febril hemorrágica, que se mantem endêmica e zoonótica nas florestas tropicais da África, América Central e do Sul, causando surtos isolados ou epidemias de maior ou menor impacto em saúde pública. Diante da necessidade de compreender melhor a patogênese dessa doença e os fatores envolvidos em sua transmissão e dispersão entre diferentes espécies de primatas não humanos (PNH), os quais servem de sentinelas para detectar a circulação precoce do Vírus da febre amarela (VFA), esse estudo propõe avaliar e caracterizar aspectos sobre a interação vírus-hospedeiro utilizando PNH do gênero Callithrix, a partir da infecção experimental com o VFA. Para tal, foram selecionados 7 PNH híbridos, através do cruzamento natural de Callithrix penicillata e Callithrix jacchus, que apresentavam bom estado de saúde e ausência de anticorpos para o VFA e outros arbovírus. Destes, 6 foram infectados com o VFA (9,7 x 106 PFU/mL) e 1 animal foi mantido como controle sentinela. O experimento foi realizado durante 30 dias, sendo os animais monitorados para observação de alterações clínicas e comportamentais, além da coleta de amostras biológicas (sangue, cérebro, fígado, pulmão e rim) no 1°ao 30° dias pós infecção (dpi), afim de ser realizada a detecção da carga viral por RT-qPCR; análise de parâmetros hematológicos e bioquímicos; detecção de anticorpos IgM por ELISA e anticorpos totais por Inibição da hemaglutinação. Os PNH não apresentaram sinais de doença, nem alteração comportamental, apenas uma discreta perda de peso corporal. A viremia foi detectada entre 1°-30° dpi e a detecção de anticorpos IgM e anticorpos totais entre 5°-30° dpi. O hemograma apresentou leucopenia em quase toda a cinética experimental com exceção do 10°dpi que apresentou leucocitose e linfocitose. No coagulograma foi evidenciado plaquetopenia no 5° e 10°dpi. Os níveis de AST, ALT e ureia aumentaram e a creatinina diminuiu entre 5°- 10° dpi. O genoma viral foi detectado no sangue, cérebro, fígado, rim e pulmão durante toda cinética, sendo que o fígado foi o órgão mais afetado com maior carga viral no 3°dpi no fígado (3,25 x 107 cópias do genoma/μL). Este estudo experimental demonstrou que os PNH do gênero Callithrix são susceptíveis a infecção pelo VFA, e que apesar de não desenvolverem doença, apresentam uma elevada carga viral no sangue e nos diversos órgãos estudados. Demonstrando assim, a importância desse gênero na transmissão do VFA, e na possível reurbanização dessa doença

2021
Descrição
  • ALEXANDRE FERREIRA DA SILVA
  • ESTRATÉGIA PARA A INSERÇÃO DO ENSINO DA RADIOLOGIA NA RESIDÊNCIA MÉDICA DE INFECTOLOGIA

  • Data: 22/12/2021
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  • Conhecimentos sobre radiologia são fundamentais à prática médica em infectologia, portanto a introdução do ensino da radiologia na residência médica dessa especialidade se faz necessária. A escolha inadequada dos exames complementares de diagnóstico é ponto crítico da formação médica, pois a má utilização dos métodos de diagnóstico por imagem tem forte impacto negativo para o cuidado do paciente e onera o sistema de saúde, seja público ou privado, além do que, a compreensão dos sinais radiológicos e dos textos dos laudos correspondentes também precisa ser trabalhada no curso da residência médica a fim de evitar interpretações errôneas. O desenvolvimento de uma estratégia de ensino para a radiologia é importante como instrumento útil para combater essas inadequações. Propõe-se pesquisa qualitativa, exploratória, com abordagem metodológica de estudo de caso, utilizando a entrevista semiestruturada como técnica de pesquisa e análise dos discursos dos residentes e preceptores de um programa de residência médica em infectologia, para subsidiar a elaboração de estratégia para a aprendizagem da radiologia dentro da matriz de treinamento dos médicos residentes. Como resultados, os problemas no entendimento do vocabulário usado em radiologia, o desenvolvimento de uma boa comunicação com o radiologista, a otimização do tempo dedicado à aprendizagem da radiologia, a deficiência na compreensão da correlação entre radiologia e anatomia patológica, bem como a ausência de sistematização do processo de ensino e aprendizagem são os pontos centrais a serem considerados. As conclusões apontam para a valorização do ensino entre pares e as discussões de casos, especialmente com o radiologista integrado à equipe da residência médica, como as medidas de maior potencial para promover o aprendizado.

  • ALESSANDRO CARDOSO RODRIGUES
  • PREFERÊNCIAS ALIMENTARES SANGUÍNEAS DE FLEBOTOMÍNEOS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA RELACIONADOS À LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA) E AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE CASOS DE LTA E DE ÁREA DESMATADA NO MUNICÍPIO DE ULIANÓPOLIS, ESTADO DO PARÁ, BRASIL.

  • Data: 15/12/2021
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  • A leishmaniose tegumentar é uma doença negligenciada de abrangência mundial, causada pelo protozoário Leishmania spp. O município de Ulianópolis, no Estado do Pará-Brasil, apresenta intensa redução das florestas primárias e crescimento de ocupações habitacionais, fato que impacta o padrão epidemiológico da incidência de casos de LTA. Portanto, faz-se necessário realizar análises sobre as preferências alimentares das espécies de flebotomíneos de importância médica circulantes no município em relação aos mamíferos e seres humanos, e averiguar a infecção pelo protozoário Leishmania spp. Ademais, é essencial investigar a incidência de LTA e os índices de áreas desmatadas no município. Os flebotomíneos foram capturados por meio de armadilhas luminosas do tipo CDC que foram instaladas dentro de três áreas do Assentamento Nova Vida. Somente as fêmeas das espécies de importância médica foram selecionadas para realização das etapas de extração e amplificação do DNA pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) do DNA do protozoário Leishmania spp. e o DNA de possíveis fontes sanguíneas. Os dados obtidos foram submetidos às análises estatísticas por meio do programa EpiInfo®. Os índices de desmatamento e área florestal por Km2 do município de Ulianópolis nos anos de 2000 e 2020 foram disponibilizados pelo INPE. A incidência de casos confirmados de LTA no município são dados secundários disponibilizados pelo SINAN. Posteriormente, foi gerado um mapa, por meio do programa QGSIS®. Foram capturados 1676 flebotomíneos, sendo 43,4% (728/1676) machos e 56,6% (948/1676) fêmeas em três áreas. As espécies de maiores abundâncias foram Ev. evandroi e Ny. whitmani, com 60,5% (1013/1676) e 36,6% (613/1676), respectivamente. Os resultados foram negativos em relação as preferências sanguíneas de mamíferos e infecção por Leishmania spp. É importante realizar mais pesquisas que visam analisar a infecção pelo protozoário e de preferências alimentares sanguíneas nos flebotomíneos de importância médica relacionados a transmissão de LTA, ampliando a análise para outros grupos de animais, incluindo aves. Foram notificados 894 casos de LTA no município de Ulianópolis, entre os anos de 2007 e 2019, havendo uma relação com a degradação de florestas, o qual apresentou 3622,2km2 de área desmatada nos anos de 2000 a 2020. Novos estudos são importantes para expandir as conclusões sobre as preferências alimentares de flebotomíneos e a relação de LTA com o desmatamento no município.

  • KAREN MARGARETE DA SILVA FRANCO
  • “AVALIAÇÃO DO PAPEL DA TOMOGRAFIA DE TÓRAX NA PNEUMONIA PELO NOVO CORONAVIRUS: UMA PROPOSTA COM APLICAÇÃO INICIAL DE ESCORE TOMOGRÁFICO PARA DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO EM PACIENTES ORIUNDOS DA AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA”.

  • Data: 01/12/2021
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  • Em dezembro de 2019, uma pneumonia desconhecida eclodiu na cidade de Wuhan, na China, definida em março de 2020 como uma pandemia pela OMS. O agente etiológico foi definido como SARS-CoV-2 e a doença nomeada COVID-19. Os principais sintomas descritos foram: febre, tosse seca, falta de ar e mialgia ou fadiga, o quadro clínico inicial pode evoluir para doença respiratória aguda grave. O diagnóstico foi definido por um teste RT-PCR positivopara o SARS-CoV-2, porém, podendo apresentar moderadas taxas de falso negativo. Achados de imagens típicos para COVID-19, foram descritos na TC de tórax, como opacidades em vidro fosco, envolvimento bilateral, distribuição periférica e multilobar. O exame de imagem também defini a extensão do comprometimento do parênquima pulmonar, sendo este considerado fator prognóstico independente para o agravamento da doença. Objetivos: O estudo avaliou o papel da tomografia de tórax, propondo um escore tomográfico para o prognóstico da pneumonia pelo SARS-CoV-2 com sua aplicação inicial em pacientes do Estado do Pará. Método: estudo caso-controle, retrospectivo, observacional, descritivo e analítico, que avaliou dados clínicos, epidemiológico, laboratoriais e as imagens de TC de tórax de pacientes confirmados com COVID-19, através de RT-PCR para SARS-CoV-2, atendidos em hospital de referência, no período de março a junho de 2020. Resultados e Discussão: A amostra foi composta por 211 pacientes, divididos em 2 grupos, óbito e sobrevida em 30 dias, com 32 (15%) dos pacientes no grupo óbito e 179 (85%) no grupo não óbito. Destes, 124 (59%) eram do sexo masculino e 87 (41%) do sexo feminino, com idade média de 52 anos. A média da idade dos pacientes foi cerca de 20 anos maior no grupo óbito. Os pacientes procuraram o atendimento médico com tempo médio de evolução dos sintomas entre 6 e 10 dias. Na imagem observou-se predomínio de opacidades em vidro fosco (83%), configuração arredondada das opacidades (72%), alterações bilaterais (71%) e basais (68%). O risco de óbito determinado a partir do ponto de corte no escore tomográfico foi estimado em 16, com chance de evoluir à óbito 5,5 vezes maior. Este dado foi corroborado pela curva de sobrevida, com 40% de óbitos no grupo com pontuação maior ou igual a 16. Em análise multivariada, o escore tomográfico se destacou como preditor de mortalidade. Conclusão: a associação das características de imagem no parênquima pulmonar, a extensão, marcadores cardiovasculares e esteatose hepática em formato de escore tomográfico nos pareceu uma possibilidade de modelo assertivo para estimar o prognóstico na COVID19.

  • PATRÍCIA FERREIRA NUNES
  • PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À COINFECÇÃO DE PEGIVIRUS HUMANO TIPO 1 (HPgV-1) E HEPATITE C EM PACIENTES ATENDIDOS NO NUCLEO DE MEDICINA TROPICAL – UFPA, BELÉM, PARÁ.

  • Data: 04/11/2021
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  • O Pegivírus Humano 1 (HPgV-1) é um vírus de RNA de fita simples, de sentido positivo, pertencente à família Flaviviridae, com evidência de causa-efeito limitada na causa de doenças humanas. Entretanto, estudos demonstraram um papel importante na progressão da infecção crônica bem como no desenvolvimento de resistência a medicamentos, quando coinfectados com os vírus VHB e VHC. A coinfecção do HPgV-1 com o vírus da hepatite C (VHC) é comum devido aos modos de transmissão compartilhados, com prevalência de viremia por HPgV-1 de aproximadamente 20% entre indivíduos com infecção crônica por VHC. Este estudo se torna relevante para fornecer novos dados e ampliar o conhecimento sobre o impacto do HPgV-1 nos casos de coinfecção com VHC no Norte do Brasil. Foram recrutados possíveis doadores atendidos no hemocentro do Estado do Pará, com sorologia reagente para o VHC encaminhados para o Núcleo de Medicina Tropical na Universidade Federal do Pará, para confirmação do diagnóstico e tratamento quando necessário. Colheram-se amostras de sangue e aplicou-se um formulário epidemiológico. A confirmação do diagnóstico foi feita através de teste sorológico para VHC e posteriormente as amostras positivas para foram submetidas a reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) com a finalidade de detectar material genético viral do VHC e do HPgV-1 e posteriormente foi realizada a genotipagem dos vírus. Um total de 147 amostras foram incluídas no estudo no período de 2015 a 2019: Entre os participantes 72,1% (106/147) eram monoinfectados pelo VHC, apresentando RNA viral do VHC detectável e 27,9% (41/147) coinfectados VHC/HPgV-1. Os genótipos frequentemente encontrados foram genótipos 1 e 2 do HPgV-1 (36,6% e 63,4%) respectivamente. Enquanto que para o VHC houve a predominância dos genótipos 1 e 3 (58,5% e 41,5%). Não foram encontradas diferenças significativas ao comparar quaisquer fatores de risco ou sócio demográficos entre os grupos. Bem como, não houve diferença estatisticamente significativa ao relacionar os genótipos virais de ambos agentes. Este estudo indicou que a prevalência da infecção pelo HPgV-1 é alta em portadores do VHC em Belém, Pará, e provavelmente não altera o curso clínico da infecção pelo VHC, entretanto, novos estudos ainda são necessários.

  • WARDIE ATALLAH DE MATTOS
  • "ACHADOS LABORATORIAIS EM PACIENTES DA AMAZÔNIA BRASILEIRA INFECTADOS PELO SARS-CoV-2"

  • Data: 03/11/2021
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  • Decorridos mais de um ano e meio da declaração da pandemia de covid-19 pela Organização Munidal da Saúde, a doença ainda continua fazendo vítimas em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos no conhecimento acerca da doença, como o desenvolvimento de várias vacinas, a adequação dos protocolos de tratamento e o fortalecimento das medidas de distanciamento social, vários aspectos fisiopatológicos da infecção pelo SARS-CoV-2 ainda não foram claramente elucidados. É importante identificar preditores de agravamento à admissão hospitalar pois cerca de 5% dos pacientes com covid-19 tornam-se gravemente doentes, geralmente, em curto intervalo de tempo. Neste sentido, este estudo objetiva investigar parâmetros laboratoriais em pacientes com diagnóstico positivo pelo exame da RT-PCR para SARS-CoV-2, levando-se em consideração o sexo e o desfecho dos casos. Para tanto, foram incluídos 50 pacientes que evoluíram a óbito e 75 pacientes para alta hospitalar, que estavam internados em uma unidade particular de saúde de Belém, Pa no período entre março de 2020 a março de 2021. Foram investigados por procedimentos laboratoriais validados o eritrograma, leucograma, contagem de plaquetas, D-dímero, Proteina C reativa, troponina, transaminases, lactato desidrogenase, glicemia, uréia e creatinina em dois momentos, na admissão e no desfecho do estudo. Os resultados mostraram que a maioria dos óbitos foi observado em pacientes de idade avançada. A saturação de oxigênio foi inferior a 95% SpO2 na maioria dos pacientes a inclusão ao estudo. A anemia foi um achado significativo nos pacientes que evoluíram a óbito, assim como, houve redução significativa das plaquetas nesse grupo. Houve aumento significativo do D-dímero na evolução clínica de todos os pacientes. O leucograma que precedeu o óbito e a alta hospitalar foram caracterizados por leucocitose acompanhada de neutrofilia, entretanto, a linfopenia variou em função do desfecho. Altos níveis de proteína C reativa e o diabetes foram associados a desfecho desfavorável. As alterações cardíacas, hepáticas e renais foram observadas em pequeno número de pacientes. A comparação de parâmetros laboratoriais na admissão ao estudo de acordo com o desfecho dos casos mostrou que a taxa diminuída de hemoglobina, uremia, glicemie e PCR elevados forma preditores significativos de evolução desfavorável em ambos os sexos

  • ANA MARIA ALMEIDA SOUZA
  • “INVESTIGAÇÃO DO GRAU DE CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE FIBROSE HEPÁTICA MEDIDO POR MÉTODOS NÃO INVASIVOS (TESTE ELF Enhanced Liver Fibrosis E ELASTOGRAFIA HEPÁTICA - FIBROSCAN®) E A GENOTIPAGEM VIRAL EM PACIENTES COM HEPATITE C”.

  • Data: 20/10/2021
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  • A Organização Mundial da Saúde estimou que em 2015, no mundo, 71 milhões de pessoas viviam com o vírus da Hepatite C (HCV), sendo 1,75 milhões de casos novos. O HCV causa tanto a hepatite aguda como a crônica, variando em gravidade desde uma doença leve com duração de algumas semanas até uma doença grave ao longo da vida, evoluindo para cirrose, fibrose e carcinoma hepatocelular. A fibrose hepática é uma das alterações estruturais e funcionais mais importantes, considerada um dos principais fatores de prognóstico, visto que nos permite avaliar a evolução do grau de gravidade e progressão da doença, assim como a escolha da terapêutica e sua eficácia. Objetivo: Determinar o grau de correlação entre o nível de fibrose hepática, medido por dois métodos não invasivos, e a genotipagem viral em pacientes com hepatite crônica. Material e Método: Estudo observacional analítico, transversal, cujos participantes foram pacientes com Hepatite C, atendidos no Serviço de Hepatologia da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, no período de abril de 2020 a agosto de 2021. Os participantes foram selecionados pelo médico assistente e encaminhados para a realização dos exames de Genotipagem e de avaliação do grau de fibrose hepática pelos métodos diagnósticos não invasivos: a Elastografia (FibroScan) e o Teste escore ELF (Enhance Liver Fibrosis). Os testes foram realizados antes do início do tratamento. Na determinação do genótipo, cada amostra foi utilizada duas vezes, sendo uma reação para AVA II e uma para RSA I, portanto cada amostra foi separada em dois tubos correspondentes. A análise dos dados foi realizada com auxílio do programa Graph Pad Prism 7. Resultados: Dos 88 pacientes selecionados para o trabalho, muitos não conseguiram dar continuidade na realização dos analitos, devido a deflagração da Pandemia de COVID19. Então, tivemos que reduzir o tamanho amostral e dos 56 participantes, que permaneceram no estudo, predominou o gênero feminino (55,4%), sendo a mediana de idade de 60 anos no gênero masculino e 62 anos o feminino. A maioria é procedente da região metropolitana de Belém (89,0%). Na média, os resultados dos dois métodos diferem pouco, sendo que Teste pareado de comparação dos valores de escores dos Testes FibroScan contra os do Teste ELF, sendo reproduzido graficamente pelo gráfico de boxplot, tendo a mediana (linha do meio), 1º quartil (borda de baixo da caixa), 3º quartil (borda de cima da caixa). As linhas verticais determinam os limites de normalidade, os quais permitem identificar os dois pontos mais extremos (outliers). Não foi evidenciado diferença estatística, o que permite dizer que os testes apresentam valores equivalentes. Para fins de comparação, uma vez que são escores em diferentes escalas de medida, os valores de kPa do FibroScan foram transformados em escores Z e, em seguida, equiparados aos valores dos escores do Teste ELF via transformação linear. O genótipo viral mais prevalente foi 1B (51,8%),1A (28,6%) e G3(14,3%). Conclusão: Os resultados encontrados neste trabalho estão em concordância com os encontrados na literatura. Assim, a partir da semelhança encontrada nos resultados dos testes não invasivos, pode-se inferir que estes podem ser utilizados na avaliação e acompanhamento da evolução da fibrose hepática de pacientes com hepatites crônicas, não tão somente, hepatite C.

  • PAULA DA SILVA TAVARES
  • "ESTUDO DE POLIMORFISMOS NAS POSIÇÕES -238 E -308 DO PROMOTOR DO GENE DO FATOR DE NECROSE TUMORAL ALFA E SUA ASSOCIAÇÃO COM O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO."

  • Data: 20/10/2021
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  • O Papilomavírus humano (HPV) é o principal agente infeccioso associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum e prevalente em mulheres. A estimativa do câncer do colo do útero no estado do Pará no ano de 2020 foi de 18,41/100 mil habitantes. As infecções pelo HPV e o avanço das lesões está associada, entre outros fatores, à persistência do DNA viral nas células infectadas, principalmente por tipos oncogênicos. Outro fator importante é a resposta imunológica, a qual pode sofrer alterações mediante a presença de polimorfismos em sequencias de citocinas como o TNF-a. Variações ou polimorfismos de um único nucleotídeo chamados SNP em genes específicos podem estar associados com o desenvolvimento do câncer. Com isso o objetivo da pesquisa é determinar se existe associação entre os polimorfismos do gene TNF-α -308 (rs1800629) e -238 (rs361525) com o câncer do colo do útero. Foram incluídas neste estudo 327 amostras de pacientes com câncer invasivo do colo do útero atendidas no serviço de ginecologia do Hospital Ophir Loyola. Também foram incluídas 274 amostras de paciente sem câncer e sem neoplasia intraepitelial cervical como controle do estudo. Foi realizada extração de DNA de células cervicais e, em seguida, para a detecção do HPV, foi utilizada a técnica de nested-PCR com os oligonucleotídeos iniciadores My9/11 e GP5/6; a genotipagem foi determinada com sondas TaqMan para TNF-238 e TNF-308 pelo método de discriminação alélica. Como resultado, foi observado que o SNP do TNF-238 quando avaliado isoladamente, não está associado ao câncer do colo do útero com o p=0,49 e a razão de chances foi de OR 1,22 (0,70-2,11). O SNP do TNF-308 mostrou associação com o câncer do colo do útero com o p=0,02, e mulheres com o genótipo GA tem chance 1,7 vezes maior de apresentar o câncer (1,09-2,6 p=0,02). Quando avaliados simultaneamente os dois SNPs tanto no grupo câncer como no grupo controle, observou-se que mulheres com o haplótipo TNF-α -238 (GA) e -308 (GG) tem chance 2,15 vezes maior de apresentar câncer do colo do útero em relação aos controles OR (1,05-4,42). A avaliação de outros haplótipos não apresentou associação com câncer do colo uterino

  • NIRLANDO IGOR FROES MIRANDA
  • "QUEIXAS DA PESSOA COM HANSENÍASE E SUAS RELAÇÕES COM AS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, SOCIODEMOGRÁFICAS E AVALIAÇÃO DO PROFISSIONAL"

  • Data: 30/09/2021
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  • A hanseníase é uma doença crônica, transmissível e altamente prevalente e apesar de possuir tratamento e cura, ainda persiste como problema de saúde pública no Brasil. Embora a doença não tenha significância nos índices de mortalidade, o comprometimento neural periférico é frequente, acompanhado por distúrbios sensitivos e alterações motoras, com consequentes quadros de parestesias, dores e possíveis deformidades, comprometendo severamente a qualidade de vida do indivíduo. O diagnóstico da hanseníase é estabelecido amplamente através das manifestações clínicas e epidemiologia do paciente. As queixas clínicas, que podem ser múltiplas e estarem presentes antes e após o tratamento, podem se tornar importantes ferramentas para o diagnóstico clínico precoce, impactando na promoção da qualidade de vida ao doente. Diante disto, o objetivo deste trabalho foi identificar as queixas de pacientes com hanseníase e comparar com os aspectos clínicos e sociodemográficos durante o tratamento medicamentoso padrão e pós alta. Foi realizado um estudo observacional, do tipo coorte retrospectiva, referente ao período de 2010 a 2020, envolvendo 95 pacientes com hanseníase examinados em diversas fases do tratamento por uma equipe multidisciplinar. Os resultados demostraram predomínio de pacientes do sexo masculino, com idade entre 15 e 30 anos, procedentes da região metropolitana de Belém, com ensino médio completo, renda de até 1 salário mínimo, cor parda e com emprego formal. A análise clínica demonstrou que a maioria da amostra era composta de pacientes tratados com esquema para casos multibacilares, de forma clínica MHD, com reações hansênicas durante o tratamento – predominantemente do tipo 1 – e sem comorbidades. Estes perfis se repetem no grupo de usuários que mantiveram queixas mesmo após a alta medicamentosa. Os resultados demostraram que todos os pacientes apresentavam alguma queixa no momento do diagnóstico e que a frequência destas diminuiu ao longo de todo o tratamento. Observou-se ainda que as queixas se apresentaram de forma heterogênea entre a equipe multidisciplinar, sendo as queixas neurológicas menos frequentes para os profissionais que realizam o primeiro atendimento (como médico e enfermeiro) em relação ao fisioterapeuta, enquanto queixas dermatológicas foram menos relatadas para este profissional. Verificou-se que no diagnóstico são mais comuns as queixas dermatológicas e durante o tratamento e pós-alta medicamentosa predominavam as neurológicas. Os pacientes de formas clínicas multibacilares e neural primária foram os que mais relataram queixas neurológicas e deformidades, inclusive após a alta. Dessa forma, conclui-se que a assistência multiprofissional é primordial durante todo o tratamento, especialmente no momento do diagnóstico. Além disso, o estudo demonstra que somente o adequado diagnóstico e tratamento muitas vezes não são suficientes para evitar o sofrimento físico e psíquico dos pacientes mesmo após a cura da doença, reafirmando a necessidade de diagnóstico precoce e a complexidade do seguimento de casos de hanseníase. A extensa variabilidade de queixas que podem ser apresentadas pelo doente reforça a necessidade da abordagem deste sob diferentes pontos de vista, a fim de obter maior acurácia na detecção de manifestações clínicas e queixas ao longo de todo o tratamento.

  • VANIA CRISTINA RIBEIRO BRILHANTE
  • O PERFIL DE CITOCINAS PRÓ E ANTINFLAMATÓRIAS E SUA CORRELAÇÃO NA EVOLUÇÃO CLÍNICA DA HEPATITE C CRÔNICA

  • Data: 27/09/2021
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  • A hepatite C é uma doença infecciosa causada por um Flavivirus de RNA que infecta primariamente hepatócitos e cuja evolução clínica decorre subjacente à lesão necroinflamatória das células residentes no parênquima hepático. O vírus da hepatite C (VHC) é um patógeno capaz de provocar infecção crônica em cerca de 60% dos indivíduos infectados, devido sua capacidade de alterar tanto imunidade inata quanto à adquirida. A fibrose observada em alguns pacientes é resultado de injúrias repetitivas causadas aos hepatócitos decorrente da infecção pelo VHC e das estratégias de evasão imune que levam a uma falha no processo regenerativo e deposição excessiva de matriz extracelular. Visando compreender a evolução clínica tão aguda de alguns pacientes e tão lenta de outros e de que maneira a atuação de citocinas pró e anti-inflamatórias podem contribuir para o avanço e agravamento da fibrose hepática e de alterações hematológicas, investigou-se o perfil de resposta citocínica correlacionada ao grau de fibrose em pacientes com hepatite C crônica atendidos no Núcleo de Medicina Tropical – UFPA-Pa de Janeiro de 2017 a Julho de 2019. As amostras selecionadas foram submetidas a testes de biologia molecular para detecção do material genético e quantificação da carga viral, além da dosagem de citocinas utilizando o imunoensaio multiplex pela metodologia Luminex. Foram incluídos 36 pacientes no estudo. Destes, 10 foram do sexo feminino, 26 do sexo masculino. A idade da população analisada variou entre 31 e 75 anos. Na variável genótipo, o genótipo 1 foi o mais prevalente comparado a genótipo 3. No que diz respeito à fibrose, dos 36 pacientes estudados, 15 foram classificados com grau de fibrose F1 (fibrose leve) e 15 classificados como F3/F4 (fibrose avançada). Apenas 6 foram classificados com grau de fibrose intermediário ou moderado (F2). Em pacientes com lesão grave tecidual (F3-F4), 93% tinham plaquetopenia, 93,3% evoluíram com TGO aumentadas de uma a duas vezes o valor normal e 93,3% apresentaram alteração com aumento de TGP, sendo que destes 80% de duas vezes acima do valor normal. Sobre análise quantitativa de citocinas pró e anti-inflamatória foi observada a variação de expressão de IFN-γ, TNF-α, IL-17 conforme o grau de fibrose destacando o seu predomínio perante a presença de IL-4 e IL-10. Na investigação associativa, descrevemos ocorrência e formação de uma rede integrativa entre citocinas pró e anti-inflamatória que contribui para a evolução do grau de fibrose resultante da organização de mecanismos que direcionam o ambiente tecidual para a lesão celular como também para uma compartimentalização adaptativa modulada pela fibrogênese na imunopatogenia da infecção pelo VHC.

  • THOMAZ XAVIER CARNEIRO
  • EPIDEMIOLOGIA, GEOEPIDEMIOLOGIA & ETNOEPIDEMIOLOLGIA DA COVID-19 EM POPULAÇÕES INDÍGENAS NO BRASIL.

  • Data: 02/08/2021
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  • As populações indígenas do Brasil são reconhecidamente vulneráveis à infecções respiratórias. A pandemia da COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2,e primariamente uma infecção respiratória, alterou os padrões de morbi-mortalidade da população mundial, evidenciando ainda mais tais vulnerabilidades. O objetivo deste estudo foi conhecer a situação epidemiológica da COVID-19 em populações indígenas no Brasil, sob uma perspectiva do território e das particularidades etnoculturais dessas populações. Trata-se de um estudo ecológico, observacional, de DSEIs (Distrito Sanitário Especial Indígenas) do Brasil, utilizando abordagens de epidemiologia descritiva clássica, geoepidemiologia e etnoepidemiologia. Foram incluídos os casos e óbitos por COVID-19 confirmados e registrados em indígenas atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS, desde o primeiro caso ocorrido no Brasil (01/04/2020, 14ª semana epidemiológica) até 20/03/2021 (11ª semana epidemiológica de 2021), extraídos dos boletins epidemiológicos publicados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena - SESAI. Foram calculadas as taxas de incidência, mortalidade, letalidade, número efetivo de reprodução tempo dependente - R(t) e efetivo (Re), taxa de crescimento e tempo de duplicação. Foram criados mapas cloropléticos para distribuição descritiva de casos e óbitos nos DSEIs e utilizou-se o índice de Getis e Ord (G) para testar a não aleatoriedade geográfica de casos e óbitos da doença e assim identificar áreas quentes e frias para a COVID 19 e a estatística Scan para identificar os conglomerados espaciais. A abordagem etnoepidemiológica foi utilizada para compreender os padrões e inter-relações entre os dados e características culturais e sociais que possam explicar os diferentes padrões de morbimortalidade. A Incidência, mortalidade e letalidade gerais da COVID-19 em indígenas foi inferior às da população geral brasileira, porém na análise de dados de forma desagregada, observa-se um quadro de múltiplas epidemias, com alguns DSEIs apresentando valores de incidência até 4,5 vezes maior do que o da população geral do país. Da mesma forma, disparidades em mortalidade e letalidade também foram encontradas. Os dados espaciais indicaram a presença de áreas quentes para incidência especialmente no estado do Pará e norte do Magro Grosso e para mortalidade, em todo o Mato Grosso. A estatística Scan encontrou 14 DSEIs com maior risco para incidência, e 28.693 indígenas com risco 4 vezes maior para doença. Para mortalidade, dois agrupamentos, somando uma população de 50.323 indígenas apresentaram maior risco. Os resultados demonstram "vulnerabilidades" dentro da "vulnerabilidade", e a pandemia como múltiplas epidemias, em tempos e espaços distintos, com ampla desigualdade entre diferentes grupos populacionais indigenas. Características do território, dificuldades logísticas, infraestrutura de atendimento à saúde das populações indígenas, assim como características culturais entre diferentes etnias tais como variadas densidades populacionais, distância entre domicílios, hábitos de eventos coletivos, inter-relações com não índios e periurbanização podem explicar etnoepidemiologicamente os padrões encontrados que devem ser melhor entendidos para o planejamento e realização de ações mais efetivas no controle da pandemia da COVID 19 nas populações indígenas do Brasi

  • RAILSON CRUZ SALOMÃO
  • ESPESSURA RETINIANA DE PACIENTES EM TRATAMENTO DE TUBERCULOSE

  • Data: 22/07/2021
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  • O tratamento medicamentoso contra a tuberculose pode ser tóxico ao sistema visual e a estrutura retiniana pode ser um indicador da toxicidade ao longo do tratamento. Esta tese objetiva mensurar a espessura de diferentes camadas retinianas 15 dias, 3 meses e 6 meses após o início do tratamento medicamentoso de pacientes com tubérculo e que não tinham queixas visuais e com acuidade visual normal. Foram avaliados pacientes entre 18 e 50 anos que estavam em tratamento no Hospital Universitário João de Barros Barreto. A espessura retiniana foi avaliada através de um tomógrafo de coerência óptica em 9 campos maculares de 10 camadas retinianas. Foi observado que após 15 dias após o início do tratamento, todas as camadas retinianas sofreram algum tipo de alteração estrutural significativa (p < 0,05) com destaque para as alterações apresentadas nas camadas internas da retina. Após 3 meses do início do tratamento, há uma tendência de normalização da estrutura retiniana, com exceção de um espessamento significativo (p < 0,05) do epitélio pigmentado retiniano. A região macular da retina pode ser informativa no acompanhamento da toxicidade retiniana ao longo do tratamento medicamentoso contra tuberculose.

  • WALDONIO DE BRITO VIEIRA
  • PADRÕES TOMOGRÁFICOS EM INDIVÍDUOS ATENDIDOS EM PRONTO SOCORRO DE REFERÊNCIA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NA AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA

  • Orientador : RITA CATARINA MEDEIROS SOUSA
  • Data: 14/07/2021
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  • Os primeiros casos de COVID-19 ocorreram em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China, com a doença se disseminando por outras cidades e países asiáticos e, posteriormente, por todos os continentes, levando a Organização Mundial da Saúde a decretá-la como pandemia em 11 de março de 2020. A pneumonia parece ser a manifestação grave da doença, caracterizada principalmente por febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem torácica. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma complicação importante em pacientes com doença grave e pode se manifestar logo após o início da dispnéia, ocorrendo em até 20-40% dos casos. Evidências recentes apontam para o uso da TC de tórax como ferramenta de de triagem e diagnóstico em pacientes com suspeita clíncia de COVID-19. Investigar os principais achados tomográficos do tórax em pacientes suspeitos para COVID-19, atendidos em pronto-socorro de hospital de referência de Belém-PA, segundo o resultado do RT-PCR para o SARS-Cov-2.Estudo retrospectivo, descrito e analítico, tipo caso-controle. Um total de 259 pacientes consecutivos, com suspeita clínica de COVID-19 foram incluídos no estudo. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi confirmada em 211 indivíduos (81,4%), sendo a maioria (59%) do sexo masculino. Tosse (94%), mialgia (81%), dispneia (80%), cefaleia (77%), febre (72%) e anosmia (73%) foram os principais sintomas. Os achados tomográficos mais frequentes, nos casos confirmados de COVID-19, foram: vidro fosco (83%), opacidades com formato arredondado (72%), sinal do vaso central (60%), espessamento septal (47%) e pavimentação em mosaico (46%), com distribuição bilateral (66%) e nos lobos inferiores (63%). Quando avaliado o escore tomográfico diagnóstico, encontrou-se uma média de 9 no grupo RTPCR positivo e 3 no RT-PCR negativo. A sensibilidade, especificidade e acurácia da tomografia de tórax para o diagnóstico de COVID-19, foram avaliadas utilizando a padronização CO-RADS, apresentando resultados, respectivos, de 84%, 50% e 78%, com um valor preditivo positivo de 88%. Uma categoria CO-RADS maior ou igual a 3 em estudo tomográfico apresenta uma razão de chance (odds ratio) estimada em 5,6 vezes para o diagnóstico de COVID-19, em comparação ao teste padrão ouro. Ao avaliarmos o melhor ponto de corte do escore diagnóstico tomográfico para COVID-19, em comparação com o padrão ouro, encontramos o valor de 8 pontos, com sensibilidade de 65,9%, especificidade de 66,7% e acurácia diagnóstica de 66% para COVID-19.  A tomografia de tórax apresenta alta sensibilidade, baixa especificidade, boa acurácia e alto valor preditivo positivo para o diagnóstico da COVID-19, utilizando a padronização CORADS. Escore de pontos para diagnóstico da COVID-19, na TC de tórax, apresenta sensibilidade, especicidade, acurácia de valor preditivo positivo aceitáveis, apresentando potencial para uso na prática clínica, merecendo estudos prospectivos e com maior número de pacientes para a sua validação.

  • ANITA MAUES DE LIMA
  • O USO DA TOXINA BOTULINICA TIPO A NO TRATAMENTO DA DOR NEUROPÁTICA HANSÊNICA CRÔNICA.

  • Data: 07/07/2021
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo M. leprae, de curso arrastado, que afeta células da pele e nervos periféricos, e que se não diagnosticada e tratada precocemente pode causar sequelas neurológicas importantes. É uma doença negligenciada, mais prevalente em países subdesenvolvidos, sendo o Brasil o segundo país do mundo em número de casos. Apesar de seu diagnóstico ser predominantemente clínico e o tratamento já estar padronizado e disponível na rede pública, os atrasos nesses dois aspectos podem levar a ocorrência de dor neuropática hansênica crônica e importantes limitações físicas, para os quais ainda não existe tratamento padronizado. O uso da toxina botulinica tipo A no tratamento de diversas desordens neurológicas álgicas vem sido bem tolerado. Para dor neuropática hansênica crônica essa intervenção tem obtido bons resultados e por isso faz-se necessário avaliar o seu uso clínico e seus efeitos a longo prazo quanto a melhora da dor e da qualidade de vida desses pacientes. A pesquisa foi realizada por meio de um estudo descritivo, transversal, constituído por análise quali/quantitativa de pacientes submetidos a aplicação da toxina botulínica no ensaio clínico de Sousa et al. (2014) e que foram reavaliados no estudo de Costa e Maués (2016). Foram utilizados como instrumento de análise prontuários dos pacientes, questionário próprio, EVA, DN4 e WHOQOL-bref. Todos os 12 pacientes já tinham diagnóstico de dor neuropática hansênica crônica, com PQT finalizada, a maioria com baciloscopia positiva, multibacilares e da forma MHD. Apenas 01 paciente não relatou melhora alguma da dor após a aplicação. O tempo médio de percepção da melhora da dor se deu em até 15 dias, sendo que este efeito benéfico durou em média até 04 meses. Concluiu-se que houve significativa diminuição da dor neuropática hansênica crônica nos pacientes após a aplicação da toxina botulínica tipo A nos dois momentos avaliados após a intervenção, de acordo com as escalas de avaliação de dor EVA e DN4. Já quanto a qualidade de vida, houve melhora significativa nos domínios psicológico e físico, e piora no domínio social. Nos domínios ambientais e físicos a melhora não foi estatisticamente relevante. Portanto, a aplicação da toxina botulínica tipo A melhora o quadro de dor neuropática hansênica crônica durante determinado período, que pode durar média de três a seis meses, sem muitos efeitos colaterais e, com benefícios quando comparados ao uso de medicações contínuas. Já quanto a qualidade de vida percebeu-se que a mesma não depende só da melhora da dor, mas também de outros aspectos relacionados a todos os domínios analisados pela WHOQOL-bref.

  • HIONE TAVARES DOS SANTOS
  • "EFEITO PROTETOR DO ÁCIDO FLUFENÂMICO CONTRA A CITOTOXICIDADE INDUZIDA POR CLOROQUINA EM CULTURA DE CÉLULAS GLIAIS DO TECIDO COCLEAR".

  • Data: 02/07/2021
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  • A perda auditiva é a forma mais comum de deficiência sensorial em humanos, afetando mais de 1,5 bilhões de pessoas em todo o mundo. Esta condição envolve mecanismos ainda pouco elucidados, mas que provavelmente estão relacionados a toxicidade de células cocleares, como neurônios ganglionares em espiral e células gliais. Dentro desse contexto, o presente trabalho procurou investigar alterações nas células gliais de Schwann da cóclea de camundongos com 1 a 3 dias de desenvolvimento pós-natal, após a exposição à cloroquina. Concomitante a isso, procurou-se avaliar o mecanismo protetor exercido pelo ácido flufenâmico nas células de Schwann frente a exposição ao xenobiótico. A redução na viabilidade celular (60%) após exposição a cloroquina comparada ao aumento na viabilidade (25%) após o pré-tratamento com ácido flufenâmico demonstrou que o ácido é capaz de proteger a célula contra danos citotóxicos induzidos pela droga. A análise da produção de EROs (Espécies Reativas de Oxigênio) pelas células que receberam tratamento somente com cloroquina ratificou o efeito nocivo do fármaco nas células de Schwann. E a proteção exercida pelo ácido flufenâmico através da diminuição na produção de EROs é sugestivo da ação antioxidante promovida pela ferramenta farmacológica. O presente trabalho demonstra ainda que os níveis de captação do neurotransmissor glutamato diminuiu (70%) após indução à cloroquina quando comparado ao aumento (20%) que obteve após o pré-tratamento com o ácido flufenâmico. Uma hipótese do mecanismo protetor exercido pelo ácido flufenâmico condiz com o bloqueio dos canais iônicos presentes na membrana celular da glia, favorecendo a redução da entrada de Ca2+ e do mecanismo citotóxico. Os dados apresentados visam a contribuição para estudos futuros e o desenvolvimento de novas terapias voltadas à prevenção de danos celulares.

  • ALISON RAMOS DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO DE RESISTÊNCIA MEDICAMENTOSA PARA HANSENÍASE EM ÁREA ENDÊMICA NO ESTADO DO PARÁ.

  • Data: 22/06/2021
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa e crônica, com potencial incapacitante pela degeneração dos troncos nervosos periféricos. Até a década de 1960 era obrigatório o isolamento de hansenianos em colônias ou leprosários, sendo um dos principais localizado na Vila Santo Antônio do Prata, em Igarapé-açu, Pará. Pesquisas identificaram cepas com resistência à poliquimioterapia para hanseníase nesta comunidade, caracterizando uma área potencial para transmissão endêmica de resistência. O presente trabalho objetivou caracterizar a transmissão de cepas resistentes à poliquimioterapia para hanseníase na Vila Santo Antônio do Prata, no período de 2009 a 2019. Foi realizado estudo transversal individualizado sobre os pacientes com diagnóstico confirmado para resistência medicamentosa e estudo ecológico para investigar a situação epidemiológica geral da hanseníase na comunidade, utilizando PCR de swab nasal para detecção de transmissão comunitária da hanseníase. O coeficiente de detecção apresentou diminuição ao longo do período observado, embora seja configurado como Hiperendêmico até o ano de 2018. Pacientes com idade maior de 40 anos apresentaram chances aproximadamente 5 vezes maiores de desenvolver resistência medicamentosa na população de estudo. A microárea de maior densidade populacional apresentou maior detecção de casos positivos para DNA de Mycobacterium leprae em casos novos e contatos intradomiciliares. Embora a hanseníase aparentemente se demonstre sobre controle quanto à detecção de casos novos, as condições socioambientais da comunidade ainda são consideradas de risco para perpetuação da cadeia epidemiológica da doença, necessitando de vigilância sanitária constante.

  • DILMA COSTA DE OLIVEIRA NEVES
  • SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA HANSENÍASE NO PARÁ SOB UMA PERSPECTIVA DOS TERRITÓRIOS E SUAS POPULAÇÕES NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS E SERVIÇOS DE SAÚDE: uma análise de microssimulação para o período de 2020 a 2050.

  • Data: 01/06/2021
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  • A efetividade das ações do programa de controle da hanseníase (PCH) está relacionada com os atributos da atenção primaria à saúde e as condições de vida em regiões de pobreza as quais contribuem para a manutenção da desigualdade social. Objetivo: estimar a situação epidemiológica da hanseníase no Pará sob uma perspectiva do território e das populações no contexto das políticas e dos serviços de saúde. Metodologia: estudo ecológico incluindo casos novos de hanseníase do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2000 a 2019, nos municípios agrupados em Centros Regionais de Saúde (CRS) do estado do Pará. As variáveis foram idade, ano diagnóstico, avaliação do grau de incapacidade (GI) no diagnóstico, contatos intradomiciliares, avaliação do GI na alta por cura, alta por cura e abandono de tratamento, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e cobertura da estratégia saúde da família (ESF). A predição das taxas de detecção, para o período de 2020 a 2050, foi realizada com o programa de simulação da tendência da Lepra (SIMCOLEP). Resultados: A média anual de casos foi 4.072 (IC95%1.726-6.418). Observa-se redução nas taxas de detecção na população menor de 15 anos de idade, mas sem impacto na detecção da população em geral. Em 2019, excetuando o 4⁰ e 9⁰, o GI no diagnóstico foi avaliado como bom nos demais CRS, enquanto o exame dos contatos no 1⁰ e 8⁰ CRS foi precário. Em 2018, a alta por cura foi precária; o GI na alta por cura foi regular em cinco CRS e precário nos demais, enquanto a alta por abandono foi bom em onze CRS. A alta por cura e por abandono tem tendência a reduzir na maioria dos CRS. Em geral, não houve correlação entre os indicadores operacionais do PCH com o IDHM e ESF. Para os CRS com maiores níveis de hiperendemicidade no ano de 2019 foi realizada a simulação das taxas de detecção de 2000 a 2050, sendo que, do ano de 2020 até 2050 as taxas foram preditas com base nas taxas observadas de 2000 a 2019, e o encontrado foi que a meta será alcançada no ano de 2042 no 5o CRS, em 2046 no 8o , em 2050 no 10o e após 2050 no 11o e no 12o CRS. Não foi observada diferença estatística significativa entre as taxas observadas e simuladas no período de 2000 a 2019 no 5o , 11o e 12o CRS. Conclusão: A expansão da cobertura da ESF e dos valores do IDHM, na maioria dos municípios paraenses, não impactou nos indicadores operacionais de avaliação e monitoramento do PCH, ou seja, a situação epidemiológica da hanseníase sob a perspectiva dos territórios e suas populações, no contexto das políticas e dos serviços de saúde nos municípios que compõem os CRS, no Pará, está relacionada com as características das populações que habitam essas regiões, mas, principalmente, com a fragilidade dos atributos da atenção primária em saúde, além da precária articulação intersetorial entre a política de saúde e as demais políticas públicas.

  • BRUNA EMANUELLE SANCHES BORGES
  • "AVALIAÇÃO DE CONSUMO ALIMENTAR POR MULHERES COM LSIL E HPV NO COLO DO ÚTERO E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO".

  • Data: 31/05/2021
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  • Objetivou-se avaliar o consumo alimentar das mulheres com Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LIEBG), no inglês Low-grade intraepitelial lesion (LSIL), e infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) e sua relação com os marcadores de estresse oxidativo. O estudo do tipo caso-controle, envolveu 78 mulheres, das quais 13 possuíam LSIL e HPV, e 65 formaram o grupo controle. Com idade entre 20 e 64 anos, atendidas pelo Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo do Útero (PNCCU), na capital do estado do Pará, Belém, no período de 2018 a 2020. Esfregaços cérvico-vaginais foram coletados, a fim de realizar os testes Papanicolaou e a Reação em Cadeia de Polimerase (PCR) para a detecção do DNA do HPV. Também foram colhidas amostras de sangue para a investigação do malondialdeído (MDA) e glutationa reduzida (GSH). Informações sociodemográficas, epidemiológicas, antropométricas e dietéticas foram obtidas durante entrevista previamente à coleta do exame Papanicolau. Maiores concentrações de MDA foram observadas nas mulheres com lesões no colo uterino, em relação ao grupo controle (p<0,0001). Ao passo, que os níveis de GSH foram similares entre essas mulheres (p>0,05). Houve relação inversa entre o consumo de feijão e castanha-do-Pará e a chance de ter LSIL e HPV (p<0,05). Maiores níveis de MDA foram observados nas mulheres com LSIL e infecção pelo HPV (p<0,05), independente da frequência e do tipo de alimento, sugerindo o aumento do estresse oxidativo na presença das lesões escamosas no colo uterino, e que o LSIL e o HPV tiveram maior influência do que os alimentos sobre o MDA. Níveis superiores de GSH foram notados naquelas do grupo controle que consumiam frutas, feijão e castanha-do-pará, no mínimo 5 dias da semana, em relação ao grupo de doentes (p<0,01). O consumo regular de frutas, feijão e castanha-do-Pará pareceu demonstrar efeito protetor frente à infecção pelo HPV e o desenvolvimento de LSIL, além de aumentar os níveis de antioxidantes. Assim, a inclusão destes alimentos na dieta alimentar pode ser um importante aliado na prevenção do câncer de colo de útero e na promoção da saúde

  • CAMILO FERREIRA RAMOS
  • BOLAS FÚNGICAS RENAIS EM NEONATOS: OCORRÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO ECOGRÁFICA

  • Data: 20/05/2021
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  • No contexto de infecção fúngica invasiva neonatal o envolvimento do sistema urinário
    é comum, por vezes cursando com complicações incomuns como massas intrarrenais
    obstrutivas de etiologia micótica (fungal balls), de baixa suspeição e que
    potencialmente agravam o quadro clínico por atraso diagnóstico. Investigou-se a
    ocorrência de bolas fúngicas no sistema urinário de neonatos internatos em terapia
    intensiva na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, no período de
    novembro de 2020 a janeiro de 2021, com uma casuística de 150 neonatos e
    lactentes. Foram selecionados neonatos com evidência laboratorial de infecção
    fúngica (candidemia e candidúria) e neles foi realizado exame de ultrassonografia do
    aparelho urinário em busca de complicações fúngicas. Identificou-se quatro casos de
    bolas fúngicas entre os pacientes, além de prevalência estimada em 4% de
    candidemia entre os pacientes estudados. O perfil mais comum da casuística foi: sexo
    masculino, muito baixo peso, prematuridade moderada e nascidos de parto cesariano.
    Pelo curto período estudado, destacou-se o elevado número de casos de bolas
    fúngicas encontrados, o mesmo quantitativo ou até superior em relação a estudos de
    longa duração em outros centros, o que exprime a necessidade de triagem dos
    pacientes e busca ativa por este diagnóstico, a fim de reduzir as complicações e a
    morbimortalidade associada, sugerindo-se ainda a elaboração de protocolos para tal
    finalidade com a utilização da ultrassonografia.

  • LUCIANA ABRANTES RODRIGUES
  • VALIDAÇÃO DE SENSORES INERCIAIS PARA AVALIAR O EQUILÍBRIO ESTÁTICO E APLICAÇÃO EM PACIENTE COM PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL

  • Data: 14/05/2021
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  • Existem várias maneiras de avaliação de equilíbrio, as mais comumente utilizadas na prática clínica são escalas e testes funcionais, no entanto, essas medições são subjetivas. Instrumentos mais precisos para avaliação de alterações posturais como a plataforma de força apresentam alto custo e tornam-se inviáveis para uso clínico. Com isso, celulares e dispositivos vestíveis têm sido usados como instrumentos de avaliação objetiva de equilíbrio. O estudo tem como objetivo validar sensores inerciais com intuito de avaliar o equilíbrio estático (Estudo 1) e realizar uma aplicação clínica dos sensores inerciais em um paciente com paraparesia espástica devido infecção por HTLV-1 (Estudo 2). O público-alvo da pesquisa foram 15 indivíduos saudáveis e um paciente infectado por HTLV-1 com quadro de PET/MAH. Foram avaliados por meio de plataforma de força, aplicativo de aparelho celular, acelerômetros WIT MOTION e mBient em 3 condições experimentais (olho aberto, olho fechado e apoio unipodal). Foram quantificados seis parâmetros (deslocamento total, área, RMS ântero-posterior, desvio-padrão ântero-posterior, RMS médio-lateral, desvio-padrão médio-lateral) e foi realizada a validação dos sinais inercias através de correlação linear deles com os dados de deslocamentos da plataforma de força (Estudo 1). Os sensores apresentaram correlação significativa (p < 0,05) com os dados da plataforma de força na maioria dos parâmetros avaliados e condições de teste, com maior número de correlação significativa para o aplicativo celular. Estudo 2. A perda de equilíbrio estático do paciente registrada pela plataforma de força no apoio unipodal não foi identificada usando os sensores inerciais. Este estudo fornece indicadores de que o aplicativo do aparelho de telefonia móvel e os sensores inerciais vestíveis podem ser uma ferramenta válida de avaliação do equilíbrio estático em indivíduos saudáveis e pode apresentar viabilidade na determinação da oscilação postural em pacientes que desenvolveram PET/MAH devido à infecção por HTLV-1. Novos estudos são necessários para expandir as conclusões para a aplicação clínica em doenças infecciosas.

  • LEONARDO MIRANDA DOS SANTOS
  • "PREVALÊNCIA E DIVERSIDADE GENOTÍPICA DE Chlamydia trachomatis EM INFECÇÃO SEXUAL EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIAS DO ESTADO DO PARÁ".

  • Data: 07/05/2021
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  • A Chlamydia trachomatis é a bactéria que causa infecção sexualmente transmissível (IST)
    mais prevalente no mundo. Aproximadamente 80% das mulheres infectadas são
    assintomáticas, embora essa infecção possa levar a complicações graves no trato reprodutivo
    feminino. Objetivo deste estudo foi descrever a prevalência e a distribuição de genótipos de
    C. trachomatis em infecções sexuais em estudantes universitárias de quatro municípios do
    estado do Pará. Foram incluídas 686 participantes no período de setembro de 2014 a
    novembro de 2019. As participantes preencheram um questionário sobre suas características
    sociais, epidemiológicas e de saúde reprodutiva. Realizamos extração de DNA genômico
    utilizando um kit padronizado seguindo as recomendações do fabricante. Para a identificação
    da infecção por C. trachomatis, realizou-se uma Nested-PCR, para a amplificação de 224pb
    do gene ompA. Para a identificação dos genótipos, realizou-se uma Nested-PCR, para a
    amplificação de 990pb do gene ompA, posteriormente as sequencias nucleotídicas foram
    comparadas com as depositadas no GenBank. Os dados foram analisados por meio do Odds
    Ratio, para verificar diferenças entre as prevalências identificadas em cada categoria de
    variáveis investigada. Foi considerado estatisticamente significativo o p-valor ≤ 0,05 para um
    Intervalo de Confiança de 95%. Este estudo verificou que a prevalência na população geral foi
    de 11,2% (77/686) da infecção sexual causada por C. trachomatis, sendo que a prevalência
    desta infecção foi significativamente maior em universitárias do interior (15,2%/ p-valor:
    0,0443). No geral, estudantes que relataram não usar preservativo durante as relações sexuais
    em algum momento da vida (17,8%/ p-valor &lt;0,0001) e aquelas que relataram ter sofrido
    aborto espontâneo (32%/ p-valor &lt;0,0001) apresentaram frequências significativas para esta
    infecção. A frequência dos genótipos seguiu com o genótipo J (24,3% [10/41]), seguido de
    genótipo E (21,9% [9/41]) e genótipo D (21,9% [9/41]), genótipo F (14.6% [6/41]), genótipo
    K (7,3% [3/41]), genótipo Ia (7,3% [3/41]), genótipo G (2,4% [1/41]). A alta prevalência de
    C. trachomatis em infecções sexuais de mulheres estudantes universitárias do estado do Pará,
    região amazônica do Brasil foi maior em universitárias do interior, àquelas que declararam
    não usar o preservativo nas relações sexuais e nas que relataram sofrer aborto espontâneo. Os
    genótipos de C. trachomatis apresentaram distribuição variada entre capital e interior, contudo
    os genótipos mais frequentes foram J, D, E e F. Foi encontrada uma alta frequência de C.
    trachomatis em estudantes do interior e a distribuição genotípica se mostrou semelhante de
    outras partes do mundo.

  • DALVA FRANCES COSTA
  • NÍVEIS DE LEPTINA E SUA RELAÇÃO COM ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM PACIENTES COM SÍNDROME LIPODISTRÓFICA SECUNDÁRIA À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL

  • Data: 06/05/2021
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  • A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ainda representa um grave problema de saúde pública mundial. Apesar do avanço no tratamento com o uso da terapia antirretroviral (TARV), estas drogas têm provocado vários efeitos colaterais, entre eles a Lipodistrofia (LD), que se constitui em uma redistribuição da gordura corporal de forma irregular, na maioria das vezes acompanhada de alterações metabólica. A descoberta do hormônio Leptina, relacionado com a obesidade, a saciedade e o balanço do gasto energético, tem incentivado a investigação de sua importância na etiologia da Lipodistrofia e das dislipidemias. Este é um estudo transversal-analítico, realizado em hospitais públicos e teve como objetivo analisar a associação do hormônio Leptina com a Lipodistrofia do HIV/AIDS e suas possíveis alterações metabólicas, A amostra foi composta por 86 pessoas vivendo com HIV/AIDS em tratamento com TARV, sendo 22 sem lipodistrofia, onde 63,6% eram do gênero masculino e 36,4% do feminino, com idade 39,4±9,4 e 64 com lipodistrofia, onde 67,2% do gênero masculino e 32,0% do feminino, com idade de 55,1 ± 9,4 anos. As formas clínicas mista da lipodistrofia em ambos os gêneros foi a mais frequente (65,6%). Das PVHA e lipodistrofia, os homens apresentaram maior expressão com 75% de hipertrigliceridemia na forma mista, 48,8% apresentaram alteração no perfil glicêmico e houve uma prevalência de síndrome metabólica 73,3% na lipodistrofia mista. Na avaliação da composição corporal, o gênero feminino apresentou mais massa gorda e o masculino, mais massa magra corporal. Os níveis de Leptina foram mais altos nas pessoas sem lipodistrofia (46,4). PVHA com lipohipertrofia associada à síndrome metabólica também apresentaram nível expressivo (36,7) em relação às outras formas de lipodistrofia. A coleta de dados foi feita por aplicação de questionário, entrevistas e realização de bioimpedância. O material biológico foi analisado utilizando reagentes do tipo ELISA para leptina, marca Invitrogen, no Laboratório de Patologia Clínica das Doenças Tropicais do NMT/UFPA.

  • LETÍCIA COSTA SIMÕES MARTINS
  • A ASSOCIAÇÃO ENTRE A DEPRESSÃO E A RESPOSTA IMUNOLÓGICA PERIFÉRICA NOS PACIENTES COM HTLV-1

  • Data: 22/04/2021
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  • Os pacientes com HTLV-1 podem desenvolver uma doença caracterizada por um processo inflamatório crônico, desmielinizante, lento e progressivo, que acomete a região baixa torácica da medula espinhal chamada PET/MAH. É caracterizada por quadro clínico de paraparesia espástica, de fraqueza crônica e progressiva dos membros inferiores. É uma doença que compromete a mobilidade, prejudicando as atividades de vida diária, podendo levar a perda de independência e da autonomia. Nesse cenário, o paciente pode desenvolver a depressão, já que a mudança é impactante e altera significantemente sua qualidade de vida. Além disso, o quadro inflamatório também pode influenciar as alterações psicológicas, pois vários estudos mostraram que algumas citocinas podem levar a manifestação de depressão. Sendo assim, este trabalho se destina a avaliar a correlação entre a depressão e a resposta imunológica periférica nos pacientes com HTLV-1 que desenvolveram ou não a PET/MAH. No presente estudo, avaliou-se 61 pacientes infectados, divididos em 3 grupos: 17 pacientes assintomáticos, 17 mono/oligossintomáticos e 27 com PET/MAH. Foram coletadas amostras de sangue periférico dos pacientes para a separação de células linfomononucleares, para posterior extração de RNA total, utilizando o reagente Trizol. Em seguida o mRNA foi submetido a transcrição reversa para obtenção do cDNA. A quantificação relativa das citocinas IFN-γ, IL-4, IL-5 e IL-10 para esses pacientes foi realizada pela técnica de PCR em tempo real no StepOnePlus (Applied Biosystem) com o kit GoTaq qPCR (Promega). A expressão gênica foi calcumada com a formula 2-ΔCT, onde ΔCT é CTgene – CTgene constitutivo, sendo os genes constitutivos utilizados o GAPDH e β-actina. Em relação à depressão, os pacientes assintomáticos apresentaram maior número de indivíduos acometidos pela depressão em relação aos outros dois grupos (p0,0001). Não houve diferença estatística de expressão gênica das citocinas IFN- e de IL-4 entre os grupos, ocorreu apenas uma tendência de maior expressão de IFN- nos pacientes assintomáticos. Na comparação entre as expressões de IFN- e IL-4 nos grupos foi comprovado que todos apresentaram maior expressão de IFN- em relação a IL-4, porém apenas nos pacientes assintomáticos foi de forma estatisticamente significante (p0,0001). Na análise entre a expressão de IFN- e IL-4 em relação à presença ou ausência da depressão nos 61 pacientes sem distinção de grupos evidenciou que houve uma tendência de maior expressão de IFN- nos pacientes com depressão em relação aos que não apresentavam depressão e a IL-4 não houve diferença na expressão. Na comparação entre IFN- e IL-4, notou-se que no grupo com depressão, a expressão de IFN- foi significantemente maior em relação à expressão de IL-4 (p0,0001), sendo que no grupo sem depressão a significância foi perdida, apesar de apresentar maior tendência de expressão de IFN-. Na correlação entre IFN- e IL-4 nos pacientes sem depressão houve correlação positiva forte e estatisticamente significante (r= 0.6615, p= 0.0003), evidenciando que há um equilíbrio entre IFN- (Th1) e IL-4 (Th2). O não ocorreu nos pacientes com depressão, diminuindo a correlação, perdendo a significância (r= 0.3303, p= 0.0925). Os resultados evidenciaram há o componente psicológico, principalmente nos pacientes assintomáticos com a perspectiva de desenvolver a PET/MAH, e da resposta inflamatória gerada pelo HTLV-1 pode ser um componente que propicie a manifestação da depressão.

  • APIO RICARDO NAZARETH DIAS
  • ALTERAÇÕES PULMONARES ASSOCIADAS AO VÍRUS LINFOTRÓPICO DE CÉLULAS T HUMANAS 1 (HTLV-1): UM ESTUDO DE COORTE.

  • Data: 26/02/2021
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  • O vírus linfotrópico de células T humanas 1 (HTLV-1) é o agente etiológico da paraparesia espástica tropical ou mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH). Complicações pulmonares como alveolite, bronquiectasias e bronquiolectasias e espssamento pleural podem ser encontradas nesses pacientes. Entretanto, existem poucos estudos de acompanhamento que auxiliem na determinação do HTLV-1 na causalidade destes sintomas . Objetivo: Investigar alterações pulmonares em indivíduos infectados pelo HTLV-1 a partir de um seguimento prospectivo iniciado no ano de 2014. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, analítico, do tipo observacional de coorte prospectivo com o seguimento de dois grupos de indivíduos infectados pelo HTLV-1, denominados G1: sem lesão pulmonar (n=12) e G2: com lesão pulmonar (n=16), realizou-se também a comparação de acordo com as formas clínicas HTLV-1 portador assintomático e PET/MAH, através de avaliação clínica, TC de tórax e Espirometria durante um período de 6 anos (2014-2019). Resultados : A TC de Tórax dos indivíduos de G1 e G2 demonstrou o aparecimento de lesões pulmonares em (9/12) de G1, alteração nos tipos lesões de (10/16) de G2 e manutenção das lesões em (6/16) de G2. A avaliação da função pulmonar indicou indivíduos com Disturbio Restritivo (4/28) na avaliação e (3/28) na reavaliação e Distúrbio Obstrutivo (2/28) na avaliação e (3/28) na reavaliação. Conclusões: Os resultados sugerem uma relação causal entre a existência do vírus e o desenvolvimento de lesões pulmonares e repercussões a função pulmonar dos indivíduos infectados.

  • LIDIA BOLIVAR LUZ DA SILVA
  • PREVALÊNCIA DA COINFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO E Chlamydia trachomatis EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIAS

  • Data: 22/02/2021
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  • O Papilomavirus humano (HPV) e a Chlamydia trachomatis compartilham a mesma via de transmissão. Dentre as infecções sexualmente transmissíveis (IST), são os dois patógenos mais frequentes. Estes são também os principais responsáveis pelas infecções assintomáticas que podem persistir. A infecção por C. trachomatis é associada a um aumento no risco de persistência da infecção por HPV e, portanto, à progressão para lesões neoplásicas cervicais. Este estudo teve como objetivo determinar a prevalência da coinfecção por HPV e C. trachomatis em estudantes universitárias. Metodologia: Foram analisadas 300 amostras de secreção cérvico-vaginal de estudantes atendidas em projeto de extensão de uma universidade pública federal, no período de Outubro de 2016 a Dezembro de 2019. Todas as amostras foram utilizadas para análise citológica e molecular (nested PCR). Resultados: As participantes do estudo tinham, em sua maioria [53,3% (n=160)], até 25 anos; o início da vida sexual ocorreu em média aos 18 anos de idade; 90% (n=270) eram solteiras; 74,7% (n=224) não eram vacinadas contra o HPV; 65,7% (n=197) iniciaram a vida sexual com idade igual ou inferior a 18 anos; 70,7% (212) relataram até cinco parceiros sexuais na vida; 80,7% (n=242) relataram não ter filhos; 98,6% (n=296) relataram não usar preservativos em todas as relações sexuais; 50,7% (n=152) relataram não realizar o exame preventivo anualmente. Foi observada prevalência de 28% (n=84) de infecção por HPV, de de 9,7% (n=29) de infecção por C. trachomatis e de 3% (n=9) a frequência da coinfecção. A média de idade das mulheres portadoras do HPV foi de 25 anos, das portadoras de C. trachomatis foi de 25 e das portadoras da coinfecção foi de 23 anos. A infecção por HPV se destacou em mulheres mais jovens (p=0,0002), estado civil solteira (p=<0,0001), com mais de 5 parceiros sexuais (p=0,004), e que não usam preservativo em todas as relações sexuais (p=0,010). Para a C. trachomatis as variáveis estado civil solteira (p=0,007), sexarca precoce (p=0,038) e ausência de filhos (p=0,019) apresentaram maior frequência de infecção. Não foi observada diferença significativa para a coinfecção entre as categorias das variáveis estudadas. Conclusão: Apesar da prevalência da coinfecção pelo HPV e C. trachomatis ter sido baixa em estudantes universitárias, estas se apresentaram elevadas quando avaliadas de forma isolada, principalmente nas solteiras.

  • ANDREA CECILIA COELHO LIRA
  • DERRAME PLEURAL PARAPNEUMÔNICO: DECORTICAÇÃO PULMONAR UNIPORTAL EM CRIANÇAS INTERNADAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO

  • Data: 19/01/2021
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  • O derrame pleural representa um desafio no tratamento das crianças com pneumonia.
    Estima-se que aproximadamente 40% das crianças hospitalizadas com pneumonia bacteriana
    desenvolvam derrame pleural parapneumônico. Objetivos: Analisar a evolução de casos de
    derrame pleural parapneumônico em crianças submetidas ao procedimento de decorticação
    pulmonar uniportal, internadas no Hospital Universitário João de Barros Barreto Método: Estudo do
    tipo coorte histórica realizado no Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA. A população
    de estudo foram crianças internadas que apresentaram diagnóstico clínico e radiológico de derrame
    pleural parapneumônico, submetidas a procedimento cirúrgico de decorticação pulmonar uniportal
    (U-VATS) de junho de 2018 a junho de 2019. Resultados: A idade predominante foi de 4,5 anos
    (75%) e procedentes da área metropolitana de Belém (66,7%), sem diferenças quantitativas entre
    os sexos. No presente estudo, 70,83% já havia sido submetida a cirurgia prévia. O tempo de doença
    à admissão hospitalar teve uma média de 18,96 ± 10,37 dias pós-cirurgia. A duração média da
    internação hospitalar foi de 40,04 ± 12,38 dias, e o tempo médio de permanência do dreno torácico
    foi de 17,75 ± 10,86 dias, com um tempo médio de estadia pós U-VATS de 20,71 ± 10,57 dias.
    Foram utilizados 3 esquemas antimicrobianos em 37,5% da amostra por paciente; a Clindamicina
    foi o antibiótico mais comum. Entre os participantes, 75% receberam alta melhorada sem o dreno
    torácico e 20,83% precisou ser submetida a nova cirurgia depois da U-VATS. Foi encontrada
    correlação entre o tempo de drenagem torácica e a manipulação cirúrgica prévia, do mesmo modo
    entre a manipulação cirúrgica prévia e o tempo de estadia pós U-VATS. A drenagem torácica aberta
    foi instalada em 25% dos pacientes. Todas as crianças apresentaram recuperação clínica até a alta
    hospitalar, e uma delas recebeu alta por transferência para outro hospital por necessitar de outro
    procedimento cirúrgico não realizado no local do estudo. Não houve óbito na amostra. Conclusão:
    A população estudada possui doença em estágio avançado e são manipuladas cirurgicamente
    antes da internação, o que pode influenciar na evolução. É necessário considerar novos estudos
    sobre o tema para acompanhamento de população amostral capaz de trazer significância estatística
    para as correlações pertinentes ao assunto, a fim de propor esquemas de antibioticoterapia e a UVATS


2020
Descrição
  • LAYSE VIANA FIGUEIREDO GARCIA
  • ANÁLISE DO PERFIL DE CITOCINAS TH1 E TH2 DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA FRENTE À INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C

  • Data: 21/12/2020
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  • A Hepatite C é uma inflamação do fígado causada pelo vírus da hepatite C (HCV) que causa infecção aguda e crônica, sendo reconhecida globalmente como um relevante problema de saúde pública. A resposta imunológica frente à infecção pelo HCV tem a função de eliminar o vírus e proporcionar uma imunidade protetora. Este estudo teve por objetivo caracterizar o perfil de citocinas das células Th1 (IFN-; TNF-α) e Th2 (IL-4; IL-10) na resposta imunológica dos pacientes infectados por HCV. Este é um estudo transversal analítico que foi realizado no Laboratório de Imunopatologia do NMT-UFPA no período de maio de 2018 a dezembro de 2019. Foram selecionados para este estudo 42 pacientes com Hepatite C crônica que não tivessem iniciado tratamento. Realizou-se a coleta de sangue, separação das células linfomononucleares, isolamento e quantificação do RNA, síntese de cDNA. Foi realizada a reação em cadeia da polimerase em tempo real, qPCR, para os genes constitutivos e para as quatro citocinas. A expressão gênica de cada gene foi calculada com a fórmula 2-CT. Aproximadamente metade dos pacientes com HCV apresentaram aumento dos biomarcadores hepáticos AST/TGO (52,38%) de ALT/TGP (57,14%) e aumento de GGT (45,23%). Os pacientes com exames alterados também apresentaram certo grau de fibrose no exame de elastografia hepática. Todos os pacientes com hepatite C crônica com resultados de biomarcadores hepáticos normais ou aumentados e com qualquer grau de fibrose tiveram maior expressão de citocina pró inflamatória TNF-α. Houve correlação negativa entre IL-4 e as outras citocinas sugerindo uma inativação do perfil Th2. Este estudo demonstrou a predominância da resposta imunológica mediada pelo perfil pró-inflamatório Th1 em relação ao perfil Th2 (anti-inflamatório) como ficou evidenciado pelo aumento da expressão do TNF- α. Este desequilíbrio a favor da resposta do tipo Th1 está relacionado à incapacidade do sistema imunológico de eliminar o HCV contribuindo para a cronificação da infecção e fibrose hepática

  • MARCUS VINICIUS DIAS DE LIMA
  • CORRELAÇÃO ENTRE O POLIMORFISMO DA ENZIMA CYP2C8 E AS CONCENTRAÇÕES SANGUÍNEAS DE CLOROQUINA E DESETILCLOROQUINA EM PACIENTES COM MALÁRIA POR Plasmodium vivax

  • Data: 18/12/2020
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  • A malária é um importante problema de saúde pública mundial. No Brasil, cerca de 99% dos casos ocorrem nos estados da Amazônia Legal, e o Plasmodium vivax é responsável pela maioria dos episódios. O tratamento visa a cura radical da infecção, é composto pela associação de cloroquina e primaquina. A cloroquina é um esquizonticida sanguíneo e sua eficácia depende da exposição do P. vivax a concentrações adequadas do fármaco. É metabolizada pelas enzimas do CYP-450, sujeitas a polimorfismos genéticos que podem alterar suas concentrações sanguíneas, aumentando a exposição e, como consequência, a incidência de reações adversas dependentes da dose, as quais contribuem para a não adesão ao tratamento. Objetivos: Associar o polimorfismo genético das isoformas CYP2C8*3 e CYP2C8*4 às concentrações sanguíneas de cloroquina e desetilcloroquina em pacientes com malária por P. vivax. Métodos: Foram incluídos 95 pacientes com diagnóstico positivo para P. vivax pelo exame da gota espessa no município de Oiapoque, AP. Amostras de sangue total foram coletadas em papel de filtro no terceiro dia após instituição do tratamento para mensuração das concentrações de cloroquina e desetilcloroquina por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE/HPLC). A identificação dos polimorfismos da CYP2C8*3 (rs11572080) e CYP2C8*4 (rs1058930) foi realizada por PCR em tempo real, utilizando sondas de hidrólise específicas. Resultados: O sexo masculino apresentou maior prevalência de infecção por P. vivax (64,21%), com idade média de 30 anos. A frequência do polimorfismo do alelo 3 foi de 10,52%, com aumento discreto nas concentrações sanguíneas de CQ. A frequência do alelo 4 foi de 71,57%, e houve aumento significativo nas concentrações de CQ. A presença de parasitas no sangue periférico em D3 foi menor naqueles indivíduos com polimorfismo. Todos os indivíduos apresentaram clareamento parasitário em D7

  • MARCILENE MARIA DE SOUZA VIANA
  •  Acinetobacter baumannii E Acinetobacter não-baumannii EM UNIDADE NEONATAL DO NORTE DO BRASIL: PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE INFECÇÕES DA CORRENTE SANGUÍNEA

  • Data: 17/12/2020
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  • O Acinetobacter baumannii é um coco bacilo Gram-negativo, patógeno oportunista que vem emergindo em todo o mundo, associado a IRAS em unidades de terapia intensiva neonatais.. Por outro lado, nos útltimos anos outras espécies do gênero Acinetobacter tem sido relacionadas a infecções nosocomiais, e são consideradas patogenos emergentes . Objetivo: O estudo teve como objetivo: investigar o perfil epidemiológico dos casos infecções de corrente sanguínea (ICS) relacionadas à assistência à saúde e associados às espécies de Acinetobacter baumannii e não baumannii, em pacientes internados na unidade neonatal de um hospital de ensino na região norte do Brasil no período de 2012 a 2015. Método: estudo retrospectivo analítico, do tipo caso-controle não pareado, com abordagem quantitativa. Resultados: 139 casos de ICS, sendo 75 casos por A. não-baumanni (54 A. pitti, 17 A. nosocomialis, 03 A. seifertii, 01 A. colistiniresistens) e 64 de A. baumannii, com prevalência no ano de 2014, a maior ocorrência nos dois grupos quanto a idade gestacional foi entre 31 a 36 semanas, peso ao nascer de 1001 a 1500g para A. baumannii e 1501 a 2500g para A. não baumannii, para o A. baumannii 61% das ICS foi associada a CVC e dos casos de A. não-baumannii 76%. A ventilação mecânica por mais de 30 dias foi um fator de risco para aquisição de ICS por A. baumannii (OR = 3,78) com IC de 95% (1.55 – 9,24), enquanto que a nutrição parenteral esteve associada às infecções por A. não baumannii (OR=3,8). A taxa de mortalidade para pacientes com A. baumannii foi de 40,6% e para A. não-baumannii de 48%, com probabilidade de sobrevida até o 15º dia de 74,9% para A. baumannii e 71,5% para o A. não baumannii, não havendo diferença significativa entre os grupos. O maior número de amostras resistentes a antimicrobianos betalactâmicos e carbapenêmicos foi no grupo A. baumannii e alta suscetibilidade nos casos de A. não-baumannii, com Acinetobacter MDR (4,31%) e Acinetobacter XDR (31,6%). Todos os MDR foram A. baumannii, dos XDR, 95.2% foram de A. baumannii, 2,4% de A. pittii e 2,4% de A. colistiniresistens. Conclusão: O Acinetobacter spp apresenta um papel importante na morbidade e mortalidade em neonatos internados em Unidade de terapia Intensiva, com maior resistência antimicrobiana para o A. baumannii, revelando importante surgimento das espécies A. não-baumannii como causador de IRAS, com destaque para o A. pittii com 38,8% dos casos de ICS.

  • ANDREIA POLLIANA CASTRO DE SOUZA
  • "PREVALÊNCIA DA COINFECÇÃO PELOS VÍRUS T- LINFOTRÓPICO HUMANO (HTLV) EM UMA POPULAÇÃO INFECTADA PELO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC)".

  • Data: 17/12/2020
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  • A coinfecção pelo vírus da hepatite C e do vírus T- linfotrópico humano ainda é muito incipiente. Dos poucos estudos encontrados na literatura nenhum retrata a população da região amazônica. O ambiente de estudo é propício por ser o Estado do Pará (Brasil) considerado uma área de alta prevalência para as duas infecções. OBJETIVO: Estudar a coinfecção do vírus T- Linfotrópico Humano em pacientes com o vírus da Hepatite C. MÉTODOS: 167 participantes atendidos no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical foram testados para hepatite C e HTLV por métodos sorológicos e moleculares. Um formulário epidemiológico foi aplicado para se obter as informações sociodemográficas, carga viral e a fibrose hepática foram obtidos do prontuário dos pacientes. RESULTADOS: A prevalência da coinfecção foi de 4,8%. O grupo monoinfectado pelo VHC teve a avaliação bioquímica mais elevada, exceto na análise da Gama- GT que foi mais elevada no grupo coinfectado. A média da carga viral de VHC foi mais elevada no grupo VHC-monoinfectado, assim como a contagem de plaquetas. A faixa etária variou entre 44 a 60 anos, a maior prevalência foi do sexo masculino que vivem em união estável ou casada. Os fatores de risco para a coinfecção foram ter recebido transfusão sanguínea e ter tatuagem ou piercing. CONCLUSÃO: O estudo mostra que os pacientes que vivem com a infecção única pelo vírus da hepatite C, apresentam um quadro de doença hepática mais avançada, com mais sinais de doença avançada do fígado e mais fibrose no tecido hepático. A presença da coinfecção pelo HTLV demonstrou estar relacionada com um quadro de desenvolvimento de doenças mais brando, sendo importante novos estudos que procurem responder esse achado.

  • RAYSSA LAYNA DA SILVA BEDRAN
  • DIVERSIDADE GENÉTICA DE CEPAS DE VÍRUS INFLUENZA C CIRCULANTES NA CIDADE DE BELÉM, PARÁ, BRASIL, NOS ANOS DE 2015 A 2017.

  • Data: 19/11/2020
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  • Os vírus influenza pertencem à família Orthomyxoviridae e subdividem-se em três gêneros principais que causam doenças em humanos, são eles: Alphainfluenzavirus, Betainfluenzavirus e Gammainfluenzavirus. Atualmente a atenção dos órgãos responsáveis pela vigilância em saúde, quando se trata de influenza, é destinada exclusivamente aos vírus influenza dos gêneros A e B, conhecidos pela maior severidade dos sintomas e suas características epidemiológicas. Contudo, estudos mais recentes têm revelado a importância das infecções respiratórias causadas pelos vírus influenza C. Diferente dos vírus influenza A e B, a detecção deste agente infeccioso não está incluída na rotina de diagnóstico dos laboratórios de saúde pública, e moleculares do vírus influenza C circulante no Brasil ainda é desconhecido. Assim, o objetivo do estudo foi analisar a diversidade genética das cepas de vírus influenza C circulantes na cidade de Belém, Pará, Brasil, no período de 2015 a 2017. Para isto, foram incluídos no estudo espécimes clínicos (aspirado nasofarínge ou swab combinado) de 660 pacientes atendidos ambulatorialmente com quadro de Infeccção Respiratória Aguda (IRA) no Centro de Saúde Escola da UEPA. A análise das amostras compreendeu três etapas principais: a) extração do genoma viral com kit comercial; b) detecção por RT-qPCR de acordo com protocolo padronizado; c) sequenciamento completo do genoma do vírus influenza C utilizando o sistema de síntese através da plataforma Illumina. Entre as amostras analisadas, o vRNA do vírus influenza C foi detectado em sete (1%) das amostras por RT-qPCR, sendo as crianças entre um a sete anos de idade o grupo que concentrou o maior número de casos. Embora a detecção tenha ocorrido em diversos meses do ano, houve predominância de casos nos quatro primeiros meses. O Rinovírus foi detectado em dois dos três casos de co-detecção com outros vírus respiratórios. Das sete amostras detectadas por RT-qPCR, em três tornou-se possível a obtenção e análises das sequências com base nos genes HEF, NP, PB1, PB2 e P3 para o vírus influenza C, onde todas a cepas analisadas se agruparam na linhagem C/São Paulo/378/82. Dessa forma, este estudo representa o primeiro relato sobre dados da epidemiologia molecular do vírus influenza C na região Norte do Brasil, no entanto estudos complementares são necessários para melhor avaliar aspectos clínicos, de sazonalidade e caracterização molecular deste agente

  • JORGE RODRIGUES DE SOUSA
  • Imunopatogenia de doenças infecciosas com comprometimento neural: contribuições de estudos em modelos da doença de Hansen e infecção fatal pelo vírus Zika.

  • Data: 19/11/2020
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  • Como desfecho desta tese, foram apresentados e discutidos 12 artigos
    publicados sobre a imunopatologia da doença de Hansen e patofisiosologia da
    infecção pelo Zika Vírus (ZIKV). Estas doenças são um modelo bastante atual e
    complexo de estudo do comprometimento infeccioso do sistema nervoso
    periférico e central (SNC), cujo padrão de resposta imunológica a ambos os
    antígenos intracelulares é um dos fatores centrais que explica a evolução dessas
    doenças. Neste contexto, discutimos minuciosamente e em detalhes as
    implicações da resposta imunológica inata e adaptativa e quais as
    consequências para o desencadeamento do mecanismo de lesão celular in situ.
    Com relação a doença de hansen, é a partir da ativação do endotélio que a priori
    constatamos que a expressão das moléculas de adesão é fundamental para
    articularem uma resposta imune efetiva que se somatiza a atuação de Células
    de Langerhans (CL), Langerina, Dendrócitos Dérmicos (DD), Células Dendríticas
    Plasmocitóides (CDp) principalmente na forma tuberculóide (TT) da doença
    comparada a lepromatosa (LL). Não obstante a esta situação, o estudo dos
    macrófagos demonstrou que os fenótipos M2 e M4 facilitam a formação de
    células espumosas e consequentemente a sobrevivência do bacilo. No entanto,
    a presença dos macrófagos M1 influência uma conjunção de eventos
    circunstanciais onde a expressão de citocinas pró-inflamatórias modula a
    resposta microbicida mais efetiva na forma (TT) comparada a (LL). Tendo em
    vista que desde os estudos publicados por Ridley e Jopling indicando que os
    aspectos histopatológicos têm forte relação com a resposta imunológica do
    hospedeiro, com a evolução do conhecimento imunológico e de novos subtipos
    de células T incluindo as Treg, Th9, Th17, Th22 e Th25 proporcionaram a quebra
    do paradigma imunológico Th1/Th2 nas formas polares da doença. Por fim, a
    introdução de novos marcadores imunológicos demonstrou que a IL-37 surge
    como uma nova citocina que inibe fortemente a resposta imunológica inata nas
    formas polares da doença. No que diz respeito a resposta imune em casos fatais
    de microcefalia induzida pelo ZIKV, destacamos que ela é complexa e, apesar
    da predominante expressão de citocinas de perfil Th2, outros perfis citocínicos
    estão envolvidos em menor grau, mas que provavelmente participam ativamente
    do dano neural tais como os perfis Th1, Th17, Treg, Th9 e Th22. Ademais, o
    fenótipo celular se constitui por atuação de células T CD4, CD8, Treg, NK,
    macrófagos e micróglias M1/M2 e células apresentadoras de antígenos (APCs).
    Sobre a relação patógeno hospedeiro e os componentes da imunidade inata, um
    grupo variado de células servem como porta de entrada para o vírus incluindo
    microglias, astrócitos, macrófagos retinal, células hofbauer, macrófagos
    testiculares, fibroblastos, células dendríticas imaturas e em órgãos
    imunologicamente privilegiados, seja na barreira hematoencefálica, placentária,
    testicular ou retinal, o ZIKV tem tropismo por infectar as células endoteliais. No
    que tange a formulação dos mecanismos de lesão celular na patofisiologia da
    infecção pelo ZIKV, ela resulta na organização de uma rede orquestrada na qual
    apoptose, necrose, via de morte celular necroptótica, piroptose, paraptose e
    autofagia podem impactar diretamente no desenvolvimento da microcefalia
    durante a infecção congênita pelo ZIKV.

  • LEANDRO CORDOVIL DOS SANTOS
  • QUANTIFICAÇÃO DAS QUIMIOCINAS (IP-10, MCP-1, MIP-1α, MIP-1β e RANTES) EM PACIENTES INFECTADOS PELO HTLV-1.

  • Data: 16/11/2020
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  • O vírus linfotrópico T humano tipo 1 (HTLV-1) infecta cerca de 5-10 milhões de pessoas no mundo e é o agente etiológico da paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH). A PET/MAH é uma afecção do sistema nervoso central (SNC), ocasionada por um grande infiltrado inflamatório local. As quimiocinas apresentam um papel importante no desenvolvimento desta inflamação, já que regulam a migração das células inflamatórias. Sendo assim esse trabalho teve como objetivo quantificar as quimiocinas IP-10, MCP-1, MIP-1α, MIP-1β e RANTES em soro de pacientes infectados por HTLV-1 e verificar sua correlação com o desenvolvimento da PET/MAH. Foram avaliados 67 pacientes infectados por HTLV-1, dividos em pacientes PET/MAH (n=29; 43,28%), oligo/monossintomáticos – MOS (n=15; 22,39%) e assintomáticos (n=23; 34,33%). Para isso, foi coletado sangue periférico e o soro separado. A quantificação das quimiocinas foi realizada utilizando o equipamento Bio-Plex (Bio-rad) e o kit Bio-Plex ProTM Human Cytokine 27-Plex Assay (Bio-rad). O perfil das quimiocinas mostrou que MIP-1α e RANTES foram as quimiocinas mais expressas em todos os grupos. Os pacientes PET/MAH apresentaram maior expressão de IP-10 e menor expressão de MCP-1 em relação aos pacientes MOS e assintomáticos. Os pacientes PET/MAH apresentaram correlações positivas entre as quimiocinas IP-10 x MIP-1β, IP-10 x RANTES, MIP-1 x MIP-1β, MIP-1β x RANTES. Os pacientes MOS apresentaram correlação negativa entre IP-10 e RANTES, e positiva entre MIP-1 x MIP-1β. Os pacientes assintomáticos apresentaram correlação positiva entre MIP-1 e MIP-1β. Como conclusão, apesar dos 3 grupos apresentarem o mesmo padrão de expressão dessas quimiocinas, ao analisar separadamente, os pacientes PET/MAH apresentam um comportamento mais inflamatório em relação aos outros grupos, com maior expressão de IP-10, que é inflamatório, e menor expressão de MCP-1, que é associado ao perfil TH2. Os pacientes MOS, apesar de apresentar alguns sinais/sintomas neurológicos que ocorrem na PET/MAH, aparentemente, ainda apresentam um perfil de comportamentos dessas quimiocinas semelhante ao que foi visto nos pacientes assintomáticos

  • KELION DE ALMEIDA COSTA
  • Efeito neuroprotetor do flavonol quercetina na malária cerebral murina induzida pela infecção por plasmodium berghei (ANKA)”.

  • Data: 12/11/2020
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  • A malária é uma doença infecciosa que apresenta altas taxas de mortalidade no mundo. Quando ocasionada pelo Plasmodium falciparum pode levar a uma doença de caráter multissistêmico, podendo evoluir para a malária cerebral, encefalopatia associada a desordens neurológicas. A fim de se estudar sua patogênese e possíveis tratamentos, modelos murinos são utilizados devido suas semelhanças com a malária cerebral humana, em busca de compostos neuroprotetores. Dentre esses compostos destaca-se a quercetina, um flavonol, que apresenta comprovadas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, sendo, portanto, proposta sua utilização nesse trabalho. Camundongos albinos suíços foram inoculados intraperitonealmente com aproximadamente 10⁶ de eritrócitos parasitados com Plasmodium berghei ANKA (PbA) a fim de induzir o quadro de malária cerebral. Os grupos foram: controle, controle quercetina 20 mg/g, PbA, PbA+quercetina 10 mg/kg e PbA+quercetina 20 mg/kg, sendo a quercetina administrada 4 dias antes e 4 dias depois da inoculação com PbA. Para avaliar o quadro de malária cerebral experimental, os animais foram acompanhados quanto a sua sobrevida, porcentagem de parasitemia, variação da massa corpórea, além do ensaio de permeabilidade vascular pelo uso do corante Azul de Evans e testes comportamentais. Os animais desenvolveram uma infecção aguda e letal, sendo a taxa de sobrevivência dos grupos tratados maior quando comparada ao grupo PbA sem originar uma diferença na parasitemia entre os grupos. A quercetinana dose 20 mg/kg promoveu preservação da integridade da BHE quando comparado com o PbA. No comportamental, o protocolo RMCBS mostrou a preservação dos movimentos dos animais tratados, com destaque a dose 20 mg/kg; no teste do campo aberto observamos déficits locomotores dos animais infectados, porém os tratados obtiveram valores superiores quando comparados com o PbA. No teste de memória de trabalho de curto prazo, representado pelo labirinto em Y, observamos notável conservação de memória por parte dos animais tratados, com destaque a dose 20 mg/kg. Dessa forma podemos validar o desenvolvimento do quadro de malária cerebral experimental e propor o efeito neuroprotetor da quercetina.

  • NEILA SARJA CAMILO BARROS LIBONATI
  • "NÍVEL DE VITAMINA D E ÂNGULO DE FASE EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS EM USO DE TERAPIA ANTIRRETROVIRAL".

  • Data: 29/10/2020
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  • O ângulo de fase é um marcador de saúde e integridade celular e está associado ao prognóstico de doença crônica. E a vitamina D contribui para uma série de processos patológicos, como disfunção imunológica, inflamação, doenças autoimunes, doenças cardiovasculares e malignidades. É sabido que a morbidade e mortalidade são significativamente mais frequentes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Evidências recentes têm demonstrado uma alta prevalência de deficiência de vitamina D em infectados pelo HIV. Objetivo: Avaliar a correlação entre o ângulo de fase e concentrações plasmáticas de vitamina D. Metodologia: Estudo transversal com 58 indivíduos, de ambos os sexos, e infectados pelo HIV. Os participantes foram submetidos a análise da bioimpedância elétrica, e a dosagem de vitamina D sérica e entrevista. Os dados obtidos pela Bioimpedância elétrica, pelo exame bioquímico e dados da anamnese foram analisados nos programas estatísticos Epi Info 7.0 e BioEstat 5.3, considerados estatisticamente significante p –valor de <0,05.Resultados: Nos pacientes a média do ângulo de fase foi de 6,6º e da vitamina D foi 31,16 ng/mL. A vitamina D sérica apresentou valores desejáveis na maioria dos participantes. Não foi encontrada relação estatisticamente significante entre o ângulo de fase e a vitamina D (rs=-0,06; p=0,64). Nas demais análises foi possível relacionar o ângulo de fase à massa magra, massa celular corporal, massa corporal extracelular, água intracelular, índice de massa corporal, idade e sexo (p=<0,0001; p=<0.0001; p=0,03; p=<0,0001; p=0,01; p=0,00, respectivamente) e a Vitamina D está relacionada com a Massa Gorda (p=0,01). Conclusão: As diversas alterações encontradas em PVHIV/AIDS em uso prolongado de ARV, a exclusão de pacientes com coinfecção e níveis altos de TCD4+ podem ter contribuído para não ter encontrado relação entre o AF e as concentrações de VitD, alterações metabólica, TARV, lipodistrofia e CD4 . Por outro lado foi possível evidenciar que o AF está mais bem associado a idade e sexo, e as composições corporais. O AF em pessoas que vivem com HIV/AIDS tentem a ser menor do que o da população saudável e isso pode ocorrer porque essa população envelhece mais cedo do que pessoas saudáveis.

  • LABIBE DO SOCORRO HABER DE MENEZES
  • "FATORES CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICOS E GENÉTICOS (POLIMORFISMO DO RECEPTOR DA LEPTINA GLN223ARG) COM AS ALTERAÇÕES METABÓLICAS DE PACIENTES COM SÍNDROME LIPODISTROFICA ASSOCIADA À TARV".

  • Data: 29/10/2020
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  • Apesar dos avanços alcançados pelo uso da terapia antirretroviral (TARV) outras condições clínicas surgiram, dentre elas a Lipodistrofia. Analisar a associação de fatores clínico-epidemiológicos e genéticos polimorfismo do receptor da leptina (Gln223Arg) com alterações metabólicas de pacientes com Síndrome lipodistrófica associada à TARV. Estudo transversal-analítico, realizado em hospitais públicos em Belém (PA). A amostra foi composta por pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV/AIDS) em tratamento com TARV com e sem lipodistrofia. Foi aplicado um protocolo de pesquisa, IPAQ-versão curta e na investigação do polimorfismo do LEPR (Gln223Arg) foi utilizada a técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizando-se a enzima de restrição MspI para a identificação dos alelos A e G. Participaram 107 PVHIV/AIDS, sendo 39 sem lipodistrofia, onde 58,9% do gênero masculino e 41% do feminino, com idade 38,5±10 e 68 com lipodistrofia, onde 66,2% do gênero masculino e 33,8% do feminino, com idade de 55,1 ± 8,6 anos. As formas clínicas mista da lipodistrofia em ambos os gêneros foi a mais frequente (67,5%). Das PVHIV/AIDS e lipodistrofia, 82,3% apresentaram dislipidemia, sendo que 42,6% com dislipidemia mista, 57,3% apresentaram alteração no perfil glicêmico e houve uma prevalência de síndrome metabólica acima de 50%. Na aplicação do IPAQ-versão curta, 60,3% foi ativa, ao correlacionar o perfil lipídico e as categorias de atividade física, o colesterol total foi mais baixo nos mais ativos. Na avaliação da composição corporal e as categorias de atividade física, os mais ativos apresentaram menos massa gorda e mais massa magra corporal. Na avaliação do polimorfismo do receptor da leptina (LEPR) entre as pessoas com e sem lipodistrofia, não foi detectado polimorfismo na amostra entre os grupos analisados. As pessoas com a Síndrome lipodistrófica apresentaram alterações no metabolismo de lipídios e da glicose e alta prevalência de síndrome metabólica, a maioria foi considerada ativa e quanto maior o nível de atividade física menor colesterol total, resultado relevante para condição clínica apresentada em PVHIV/AIDS. Não se observou polimorfismo LEPR (Gln223Arg), no entanto não pode ser descartada as possíveis causas genéticas para o aparecimento da lipodistrofia.

  • ISABELLA ALMEIDA DE OLIVEIRA
  • "HIPERTENSÃO ARTERIAL E OS FATORES DE RISCO PREDISPONENTES MEDIANTE A CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DOS SNPS C677T E A1298C NO GENE DA ENZIMA METILENOTETRAHIDROFOLATO REDUTASE (MTHFR) EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA EXPOSTAS A CONTAMINAÇÃO MERCURIAL".

  • Data: 26/10/2020
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  • A hipertensão arterial sistêmica (HAS) se apresenta como um problema de saúde pública mundial, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doenças cardiovasculares. Possui origem multifatorial e seu desenvolvimento é relacionado com diversos fatores de risco, sendo estes genéticos e ambientais, entre eles o mercúrio, devido ser um metal pesado responsável por diversos eventos de intoxicação pelo mundo e apresentar graves efeitos na saúde humana. Na região Amazônica algumas comunidades ribeirinhas apresentam histórico de contaminação mercurial devido a atividades garimpeiras locais. As mutações de nucleotídeos únicos (SNPs) C677T e A1298C no gene da enzima metilenotetrahidrofolato reductase- MTHFR podem reduzir sua atividade enzimática, exercendo alterações na rota metabólica da homocisteína, que está relacionada com uma série de processos patológicos, entre eles alterações cardiovasculares. Este estudo pretende identificar a distribuição destes SNPs e relacionar com os níveis de pressão arterial sistêmica a fim de esclarecer se as alterações vasculares podem ter uma influência genética ou uma origem induzida em consequência dos efeitos tóxicos da contaminação mercurial. Foram estudados indivíduos das comunidades de São Luiz do Tapajós (S.L.T) localizada no rio Tapajós e Limoeiro do Ajurú (LA) no rio Tocantins. Durante este estudo foram coletadas amostras de sangue, dados sociodemográficos e clínico epidemiológicos de 189 indivíduos. A identificação dos SNPs C677T e A1298C foi realizada através de técnicas de genética molecular. Este estudo observou diferenças estatísticas significantes nas variáveis etnia, renda e ocupação entre as comunidades. A distribuição das frequências genotípicas e alélicas do SNP C677T diferiu entre as comunidades, com prevalência maior do genótipo mutante TT (13%) em LA, enquanto o genótipo CC (75%) predominou na comunidade do rio Tapajós. Mas no SNP A1298C foi observado maior frequência do genótipo AA em Limoeiro do Ajuru (76%) e do genótipo AC em S.L.T (51%). Ao analisarmos as concentrações de mercúrio a comunidade do rio Tapajós apresentou valores acima de 10 μg/g em cerca de 36% da população. Nestas análises, somente a idade avançada se constituiu como um fator de risco associado a HAS na comunidade do rio Tapajós. Assim, baseado nestes achados não se verificou associação entre os genótipos estudados ou a contaminação por mercúrio com o risco de hipertensão. Contudo, estes resultados ainda são inconclusivos e sugerem a necessidade de estudos posteriores com um maior número amostral para avaliar a associação entre as variantes do gene MTHFR e seus efeitos clínicos, além de monitorar a longo prazo, os efeitos crônicos que a intoxicação por mercúrio pode causar em residentes da bacia hidrográfica amazônica.

  • JANAINA MARIA SETTO
  • NÍVEIS SÉRICOS DE VITAMINA D E SUA ASSOCIAÇÃO COM PARÂMETROS CLÍNICOS E LABORATORIAIS EM PACIENTES COM MALÁRIA.

  • Data: 20/10/2020
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  • A prevalência de deficiência de vitamina D [25(OH)D] e sua relação com a malária é pouco conhecida na Amazônia. Objetivos: Avaliar os níveis séricos de 25(OH)D em pacientes com malária e verificar a associação com parâmetros clínicos e laboratoriais. Materiais e Métodos: Estudo transversal analítico em 123 pacientes com malária e 122 indivíduos sem malária (grupo controle) em Itaituba, Pará, Brasil, no período de janeiro/2018 a outubro/2019, com avaliação de dados sociodemográficos, estado nutricional, clínicoepidemiológicos, parasitológicos e laboratoriais, adotando-se 5% como nível de significância. Resultados: Não houve diferença significativa na prevalência de deficiência de vitamina D entre pacientes com malária (28,5%) e grupo controle (24,6%). A infecção pelo P. vivax foi de 91,9%, seguida pelo P. falciparum (8,1%). Pacientes com malária que residiam no garimpo tiveram níveis séricos de 25(OH)D significativamente menores que o grupo controle residente no garimpo. O consumo alimentar de vitamina D (diário) foi significativamente maior no grupo com malária. O sobrepeso/obesidade e hipertrigliceridemia foram fatores de risco para hipovitaminose D (casos e controles), enquanto que o tempo de doença na malária foi fator de proteção para hipovitaminose D. Os pacientes com malária apresentaram perfil lipídico [colesterol total (CT), HDL, LDL], níveis séricos de cálcio (Ca), fósforo (P) e plaquetas significativamente menores e provas de função hepática (exceto TGO) significativamente maiores que os controles. O eixo cálcio-PTH25(OH)D manteve-se atuante nos pacientes, evidenciado pela fraca, porém, negativa e significativa correlação entre Ca e PTH e entre 25(OH)D e PTH. Os níveis séricos de 25(OH)D teve correlação inversa com triglicerídeos (TG), TGP e idade. O aumento da parasitemia por P. vivax influenciou na redução dos níveis de P, CT, HDL, LDL, plaquetas e bilirrubinas (total, direta e indireta). Todavia, o aumento da parasitemia por P. falciparum reduziu os níveis séricos de hemácias e LDL, e aumentou os níveis de TG. O aumento da idade influenciou na elevação dos níveis séricos de CT, ureia, creatinina e do IMC. O IMC elevado teve correlação positiva com os níveis séricos de CT e TG. A hipertrigliceridemia apresentou relação inversa com os níveis de HDL e LDL, entretanto, associou-se de forma positiva com os níveis de ureia sérica. O aumento das transaminases (TGO e TGP) teve relação com a elevação dos níveis de fosfatase alcalina (FA). Pacientes com infecção primária de malária apresentaram significativa leucopenia e aumento das enzimas hepáticas (TGO e TGP) em relação aos pacientes com história anterior. O aumento do tempo de doença atual apresentou relação com a plaquetopenia. Considerações finais: Deficiência de vitamina D foi evidenciada em Itaituba, no Estado do Pará, área endêmica de malária na Amazônia. Pacientes com malária podem apresentar deficiência de 25(OH)D com alterações do eixo endócrino Ca-PTH-25(OH)D, do perfil lipídico, das provas de função hepática, das provas de função renais e alterações hematológicas e desse modo vir a influenciar o curso clínico da malária

  • ELISANGELA CLAUDIA DE MEDEIROS MOREIRA
  • ESTRATÉGIAS PSICOEMOCIONAIS COMO MECANISMOS NO ENFRENTAMENTO DO CÂNCER DO COLO UTERINO: Análise de protocolos com vista a uma proposta de um modelo para Amazônia

  • Data: 16/10/2020
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  • O câncer é uma doença que traz indagações e sofrimento psíquico para a pessoa que passa por essa experiência de transtornos dos mais variados, desde alterações físicas, psicológicas, que elevam o nível de estresse, dentre eles está o câncer do colo uterino. Este estudo teve como objetivo investigar as estratégias psicoemocionais como mecanismos de enfrentamento nos casos com diagnóstico positivo e/ou lesão de alto grau para o câncer de colo do útero, e, por conseguinte a adesão ao tratamento, com vista a criação de um protocolo de atendimento psicológico para estas pacientes na região da Amazônia. A amostra foi composta por 225 pacientes, sendo dividida em um grupo com diagnóstico de Câncer de colo uterino (CCU) (n = 69) e outro com Lesão de Alto Grau (n = 156) na faixa etária de 25 anos a 65 anos especificamente pacientes atendidas na UREMIA – Patologia Cervical/SESMA. Foram aplicados um questionário de Avaliação de Qualidade de Vida, WHOQOL – BREF e a Escala de Modos de Enfrentamento (EMEP) nesses dois grupos (um com CCU e outro com lesão de alto grau). A análise e interpretação dos dados ocorreu por meio da estatística descritiva na qual utilizou-se o delineamento transversal analítico mediante o uso de recursos do Excel. O resultado quando se compara a relação entre as estratégias de enfrentamento (Fator focalizado no problema; fator focalizado na emoção; fator focalizado na busca por prática religiosa e fator busca por suporte social) e as dimensões da qualidade de vida nos dois grupos estudados, percebe-se de um modo geral, pouca significância estatística entre os mesmos. Sendo assim, conclui-se com base nos resultados encontrados, com a realização dessa pesquisa, que a qualidade de vida das pacientes de ambos os grupos participantes, independe da forma de enfrentamento do câncer do colo uterino. Com base nessas conclusões é que foi criado e apresentado uma proposta de um protocolo de avaliação e acompanhamento psicológico, que representa um recurso muito importante para a investigação das repercussões psíquicas provenientes do adoecimento humano, principalmente no que se refere a mulher com CCU ou lesão de alto grau

  • AMANDA MENDES SILVA
  • DINÂMICA DE CIRCULAÇÃO E DIVERSIDADE GENÉTICA DAS CEPAS DE VÍRUS INFLUENZA A E B ISOLADAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM-PA.

  • Data: 29/09/2020
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  • A caracterização genética dos vírus influenza sazonais – influenza A (H1N1)pdm09, A (H3N2) e influenza B, constitui-se em uma ferramenta crucial para monitorar seus processos evolutivos, trazendo conhecimento sobrea dinâmica de circulação e sua diversidade genética, características que podem impactar na formulação vacinal e possível falha no tratamento. No entanto, mesmo face ao que fora mencionado, em regiões equatoriais do Brasil há escassez de conhecimento sobre estes vírus. Nesse aspecto, objetivou-se demonstrar a dinâmica de circulação e diversidade genética das cepas de vírus influenza A e B isoladas na região Metropolitana de Belém-PA no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2019. Para tal, a partir da biblioteca de RNA do Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Evandro Chagas, foram analisadas 86 amostras. A análise envolveu a síntese da fita de DNA complementar (cDNA), amplificação do cDNA e sequenciamento dos genes da Hemaglutinina (HA) e Neuraminidase (NA) . Das amostras analisadas, 18 (20,9%) pertenciam ao vírus influenza B e 68 (79,1%) ao vírus influenza A, com predomínio do subtipo A (H3N2). No período analisado observou-se a co-circulação dos vírus influenza A e B, bem como dos subtipos A (H3N2) e A (H1N1)pdm09, com o período de maior atividade viral sendo registrado nos meses mais chuvosos do ano (março e abril). No que tange às inferências filogenéticas notou-se que as cepas do subtipo A (H1N1)pdm09 agruparam nos subgrupos 6b.1 e 6b.1A; as do subtipo A (H3N2) nos clados 3c3A e 3c2A (subclados A1, A2 e A3); e as do vírus influenza B na linhagem B/Yamagata. Ressalta-se que, para ambos os vírus influenza A e B, verificou-se discordância genética entre as cepas circulantes e as cepas vacinais na maioria dos anos analisados. Também foram visualizadas substituições aminoacídicas nos quatros sítios antigênicos da há nas cepas analisadas – Cb, Ca, As e Sb do subtipo A (H1N1)pdm09 e em três dos cinco sítios antigênicos do subtipo A (H3N2) são eles: sítio A, B e E, e também no loop 120 dos vírus influenza B. No que se refere à análise da NA, a substituição S247N foi detectada em uma cepa do vírus A (H1N1)pdm09, estando esta associada à diminuição da susceptibilidade aos inibidores da NA. Ademais, os resultados aqui descritos demonstram a importância de uma rede de vigilância sentinela em Belém-PA, visando fortalecer o monitoramento da atividade de circulação e do perfil genético dos vírus influenza, a fim de promover informações
    para contribuir com estratégias de prevenção e controle da gripe em nossa população

  • WANDERLEY DIAS DAS CHAGAS JUNIOR
  • DIVERSIDADE GENÉTICA E PERFIL SAZONAL DOS VÍRUS INFLUENZA A (H3N2) CIRCULANTES NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL.

  • Data: 28/09/2020
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  • A gripe é uma doença altamente contagiosa e uma das principais responsáveis pelos casos de infecções respiratórias agudas (IRA’s), onde estima-se que 10% da população mundial adoeça por gripe anualmente. O agente etiológico da gripe é o vírus Influenza, o qual é alvo de intensa vigilância epidemiológica devido epidemias e pandemias causarem grande impacto a saúde pública. Desde sua introdução em humanos em 1968, os vírus Influenza A (H3N2) apresentam uma alta taxa de variabilidade genética e antigênica, que impactou na necessidade de realizar 28 alterações na composição vacinal desde então. Dentre os inúmeros fatores que possam determinar a circulação destes vírus, o clima é o que mais se destaca, uma vez que a ocorrência de gripe está associada a estações mais frias em países de clima temperado e em estações chuvosas nas regiões tropicais. Face a isso, este estudo teve como objetivo descrever a diversidade genética e o padrão sazonal dos vírus Influenza A (H3N2) nas regiões Norte e Nordeste do Brasil no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2017. Assim, foram realizadas análises epidemiológicas a partir de banco de dados e análises filogenéticas. A análise do gene codificador da hemaglutinina (HA) foi realizada através da síntese do DNA complementar (cDNA), amplificação do cDNA por reação em cadeia mediada pela polimerase (PCR) e posterior eletroforese capilar baseada no método de Sanger. Após a obtenção das sequências nucleotídicas, foram realizadas as análises filogeográficas, no qual as sequências utilizadas neste estudo foram comparadas com sequências de outras regiões geográficas. De um total de 18.547 amostras existentes no banco de dados do Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Evandro Chagas 732 eram positivas para influenza A (H3N2), indicando uma taxa de detecção de 3,95%. O ano de 2017 apresentou maior frequência de detecção com 8,01%. Constatou-se que o período de maior circulação foi nos primeiros meses dos anos analisados, com o pico entre os meses de fevereiro a abril, período de maior pluviosidade nas regiões. Observou-se a circulação de cinco clados filogenéticos 3C, 3C2A, 3C2A1, 3C2A2 e 3C3A. Portanto, ratifica-se que o conhecimento do perfil de circulação e monitoramento das variantes filogenéticas dos vírus influenza impactam diretamente nas medidas de controle e prevenção, uma vez que os dados obtidos podem subsidiar a melhor escolha das cepas vacinais, adequação do calendário vacinal e auxiliar na adoção de medidas de prevenção e controle deste patógeno

  • VINICIUS MAIA DOS SANTOS
  • EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR E PERFIL DE CIRCULAÇÃO DE CEPAS DO Metapneumovirus humano DETECTADAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA.

  • Data: 18/09/2020
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  • O Metapneumovirus humano (HMPV) é um importante causador de infecção respiratória aguda (IRA), sendo este agente responsável por 10% dos casos anuais. Tais infecções são comumente associadas a altas taxas de morbidade e mortalidade, principalmente em crianças, idosos e imunocomprometidos. Neste contexto, o presente estudo tem por objetivo descrever a epidemiologia molecular e o perfil de de circulação do HMPV na Amazônia brasileira, entre janeiro de 2012 e dezembro de 2018. As análises moleculares partiram do RNA existente no banco de RNA do Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Evandro Chagas (LVR/IEC). Para análise molecular, foram selecionadas amostras com menor CT (Cycle Threshold) de alguns estados da região Amazônica, de acordo com a semana epidemiológica do SINAN. Estas amostras foram submetidas a RT-PCR e a PCR-Semi Nested; em seguida, a purificação do produto das mesmas, sequenciamento do gene G, análise das sequencias nucleotídicas e a construção da árvore filogenética. Foram analisadas 495 amostras de RNA positivas para HMPV do banco de RNA do LVR/IEC. O estudo da sazonalidade revelou que a circulação viral foi maior entre os meses de março a julho na Amazônia brasileira, correspondendo a parte da estação chuvosa na região em transição para o período mais seco. Em relação a faixa etária, o vírus foi mais frequentemente detectado em crianças com idade inferior a cinco anos, com 308 (62,2%) casos. O estado do Acre teve maior índice de infecção (41,4%), seguido do Pará com 36,0% e decrescendo os estados do Amazonas, Roraima e Amapá, com 10,7%, 9,5% e 2,4%, respectivamente. A análise filogenética foi possível em 49 amostras, das quais duas pertenciam a sublinhagem A1, 29 eram A2a e 13, A2b; quatro pertenciam a sublinhagem B1 e duas a B2. A circulação do Metapneumovirus humano na Amazônia ocorreu de forma sazonal, e foi a primeira vez que a sublinhagem A1 foi descrita na região.

  • JOSEANE RODRIGUES DA SILVA
  • "PERFIL DE RESPOSTA IMUNOLÓGICA PERIFÉRICA E CARGA VIRAL DE PACIENTES COINFECTADOS E MONOINFECTADOS PELOS VÍRUS DAS HEPATITES B E C ATENDIDOS EM UNIDADE DE REFERÊNCIA EM BELÉM-PARÁ."

  • Data: 16/09/2020
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  • As infecções pelos vírus da Hepatite B (VHB) e Hepatite C (VHC) são as infecções virais que mais causam doenças hepáticas em todo o mundo, e por compartilharem vias comuns de transmissão, a coinfecção por estes dois vírus (VHB / VHC) é comum, especialmente em áreas endêmicas e entre indivíduos com alto risco de infecções. Sabe-se que mecanismos imunológicos do hospedeiro e viral estão envolvidos na patogênese das infecções virais crônicas, assim alguns estudos sugeriram que citocinas reguladoras das células T desempenham um papel fundamental na extensão do dano hepático e na persistência viral. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil de resposta inflamatória e o comportamento da carga viral nos grupos coinfectado e monoinfectados pelos VHB e VHC entre os pacientes atendidos no Núcleo de Medicina Tropical - UFPA, na cidade de Belém, estado do Pará, no período de Dezembro de 2017 a Outubro de 2019. As amostras selecionadas foram submetidas a testes de biologia molecular para detecção do material genético e quantificação da carga viral, além da dosagem de citocinas utilizando o imunoensaio multiplex pela metodologia Luminex. Foram selecionados para o estudo 78 pacientes, 34 coinfectados (VHB/VHC), 22 monoinfectados pelo VHB, 22 monoinfectados pelo VHC. O grupo monoinfectado pelo VHC apresentou maior elevação das citocinas INF-ᶌ, TNF-α, IL-1β e IL-5 demonstrando uma dominância do perfil TH1 de resposta inflamatória, já os grupos coinfectado (VHB/VHC) e monoinfectado pelo VHB apesar de apresentarem uma dosagem mais baixa das citocinas, apresentaram uma tendência ao perfil de resposta TH1 com destaque para as citocinas IL-8, TNF-α e INF-ᶌ. A replicação viral do grupo coinfectado era significativamente mais baixa em comparação ao monoinfectado pelo VHB e pelo VHC, sendo a carga viral RNA VHC maior, o que sugere uma competição entre os vírus, com uma possível dominância do VHC. Esses achados colaborarão para uma melhor compreensão da patogênese da coinfecção pelo VHB e VHC.

  • HELENA ANDRADE ZEFERINO BRIGIDO
  • EVOLUÇÃO DA TAXA DE ANOS POTENCIAIS DE VIDA PERDIDOS POR AIDES EM 32 ANOS DE EPIDEMIA NO PARÁ.

  • Data: 28/08/2020
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  • A Taxa dos Anos Potenciais de Vida Perdidos (tAPVP) é um indicador demográfico que demonstra as causas de término prematuro de vida que colaboram no entendimento de fatores relacionados aos óbitos evitáveis. Na aids observa-se ocorrência em adultos jovens, com alta morbidade e possibilidade de perecimento precoce de vida. Objetivo: Estimar e analisar a taxa de anos potenciais de vida perdidos (tAPVP) em pessoas com aids acima de 20 anos em 32 anos de epidemia no Pará, consolidando o uso do indicador como instrumento de orientação no estabelecimento de prioridades em saúde pública. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal realizado com dados do SINAN aids na Secretaria Estadual de Saúde Pública do Estado do Pará utilizando a análise dos óbitos na busca dos anos potenciais de vida perdidos. Resultados: Na avaliação de 8795 óbitos por aids no Pará, a Região Metropolitana I foi a mais acometida com 5041 óbitos (57,3%) seguida da Região de Carajás e Baixo Amazonas. A faixa etária de predomínio de 20-49 anos com 7.210 mortes (82,0%) destacando-se entre 30-39 anos com 3113 (35,4%). Os óbitos no sexo masculino ocorreram em 6078 pessoas (69%), feminino em 2717 óbitos (30,9%); escolaridade mais baixas: 1º Grau com 188 casos (46,53%) e, após 1995, com de 1 a 8 anos de estudos com 3941 (46,97%); mais em solteiros com 5865 (66,69%), seguido de casado com 1352 (15,37%); a raça/cor parda foi predominante com 6224 (74,21%) seguido de branca com 1133 (13,51%) e negra com 648 (7,73%). Encontrado um total de 305.486 anos potencialmente perdidos com APVP médio de 1.071,1 anos por ano e, individualmente, uma perda potencial média de 32,5 anos de vida. Conclusão: O estudo revela aumento progressivo nos óbitos por aids e dos APVP entre os PVHA do Pará com repercussões sociais e econômicas e identifica a distribuição desigual nas diversas Regionais de Saúde com concentração na capital e municípios maiores e na faixa etária mais sexualmente ativa e produtiva gerando desequilíbrio social e econômico no Estado. O indicador é importante para avaliar a mortalidade por aids e contribuir para estratégias de gestão para intervenções assistenciais e preventivas nas pessoas acometidas pela nosologia

  • MARIA INES CARICCHIO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES HEPATITE C CRÔNICOS, TRATADOS COM ANTIVIRAIS DE AÇÃO DIRETA: PERFIL SÓCIO- EPIDEMIOLÓGICO, CLÍNICO, ANTROPOMÉTRICO E DIETÉTICO.

  • Data: 26/08/2020
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  • A hepatite C é um significativo problema que afeta cerca de 170 milhões de pessoas, aprox-imadamente 3% da população mundial. No Brasil, os estudos epidemiológicos são escassos e pouco precisos, englobando áreas geográficas e populações restritas. A hepatite C está associ-ada a alterações metabólicas e suas manifestações extra-hepáticas contribuem para a progressão da doença e cronicidade, influenciando a resposta à terapia. Os agentes antivirais de ação direta tornaram-se recentemente o padrão de tratamento, porém seus impactos na nutrição não foram ainda, completamente esclarecida. Este estudo objetivou avaliar o estado nutricional de pacientes hepatite C crônicos, tratados com antivirais de ação direta, no estado do Pará, Amazônia Ori-ental. Foram incluídos, transversalmente, por conveniência, pacientes com hepatite C crônicos, não diabéticos, provenientes da região metropolitana de Belém e interior, tratados com antivirais de ação direta (42) e não tratados (pré- tratamento) (37). Foram coletados e analisados dados sócio-demográficos, estilo de vida, clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos no período de agosto de 2019 a fevereiro de 2020. Dos 79 pacientes do estudo, houve maior frequência do sexo masculino (63.29%), genótipo 1 (64.3%), média de idade de 55 anos, e faixa etária entre 40 a 69 anos. Quando comparados os grupos, houve alteração significativa quanto aos níveis de alanina aminotransferase (p= 0.048) e adequação protéica em pacientes tratados com antivirais de ação direta (40.5% vs 76.2% p= 0.0007). Elevada presença de re-sistência à insulina foi observado nos grupos tratados e não tratados, com 40.5% e 33,3%, re-spectivamente. Quanto ao consumo alimentar, peixe e açaí foram os alimentos mais descritos e 47.6% do consumo lipídico estava adequado em pacientes tratados, embora não tenha sido significativo. Os resultados da presente pesquisa reforçam a necessidade de apoio e acompan-hamento nutricional, valorizando a inclusão do profissional de nutrição na equipe que acompanha esses pacientes durante e após a terapia medicamentosa, na tentativa de adequar o estado nutricional para a promoção de saúde e busca de qualidade de vida.

  • JORGE LOPES RODRIGUES JÚNIOR
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DO IMPACTO DE UMA ORTOPRÓTESE DE BAIXO CUSTO NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES HANSENIANOS COM SEQUELA DE MÃO EM GARRA E/OU REABSORÇÃO ÓSSEA.

  • Data: 25/08/2020
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  • A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de acometimento dermatológico e neurológico, sendo que o comprometimento neural está intimamente relacionado às seqüelas e deformidades físicas causadas pela doença, que por vezes são graves e irreversíveis, como a mão em garra com ou sem reabsorção óssea. Dentre os meios para reabilitação destas, utilizam-se os recursos de Tecnologia Assistiva (T.A), principalmente as órteses e próteses, geralmente de custo elevado e pouco acessíveis no sistema público de saúde. O objetivo desta pesquisa foi desenvolver um dispositivo de TA e avaliar as repercussões funcionais e sobre a qualidade de vida de pacientes hansenianos com mão em garra com reabsorção óssea. Para tanto, foi desenvolvido um estudo de intervenção self control, descritivo de casos com cinco indivíduos hansenianos, de ambos os sexos, com grau 2 de incapacidade e mão em garra com reabsorção óssea. As variáveis de desfecho foram funcionalidade e qualidade de vida avaliada antes e após uso do dispositivo, e a amostra foi caracterizada sociodemográfica e físico-funcionalmente. A análise custo efetividade (ACE) do dispositivo também foi realizada. Os resultados mostraram que a ortoprótese melhorou a funcionalidade (p: 0,0122), mas não a qualidade de vida dos participantes do estudo. Quanto a ACE, evidenciou-se que os 5 produtos geraram uma redução de R$ -17,50 nos gastos com demais procedimentos, demonstrando seu potencial como tecnologia de baixo custo. Conclui-se, portanto que a ortoprótese desenvolvida foi funcional para os indivíduos estudados e de baixo custo, não influenciando na qualidade de vida durante o tempo observado, podendo apresentar-se como um recurso terapêutico auxiliar, barato e que melhore o desempenho funcional deste público.

  • MARIANA DO SOCORRO QUARESMA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA NA FASE SUBAGUDA E CRÔNICA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS CHIKUNGUNYA.

  • Data: 12/08/2020
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  • A febre de Chikungunya é uma doença infecciosa que pode evoluir para um quadro subagudo ou crônico. O objetivo do trabalho foi avaliar a resposta clínica à terapia medicamentosa na fase subaguda e crônica da infecção pelo vírus Chikungunya (CHIKV). Foi realizado um estudo prospectivo e retrospectivo (este último para que a população de estudo fosse ampliada), longitudinal, descritivo e analítico no Núcleo de Medicina Tropical, com portadores de infecção subaguda e crônica por CHIKV. Observou-se o paciente no Baseline, primeiro e segundo retorno, onde foram introduzidos medicamentos de acordo com fase da doença com posterior reavaliação. Foram avaliados 101 pacientes, onde 89,1% (N =101) eram do sexo feminino, 29,7% (N =101) encontravam-se na faixa etária de 50-59 anos, 75,2% (N =101) de cor parda, 76,2% (N =101) procedentes de Belém, e 76,2% (N =101) não apresentavam comorbidade. A artralgia foi o sintoma predominante nos três momentos avaliados, baseline (8,2%), primeiro retorno (4,3%) e segundo retorno (2,8%). Segundo a Escala Visual Analógica (EVA) observou-se dor moderada no Baseline em 58,1% e 58,6% dos casos subagudos e crônicos, respectivamente. No primeiro retorno, a dor moderada ainda predominava em 46,2% nos casos subagudos e 43% nos casos crônicos. No segundo retorno, onde todos os pacientes encontravam-se na fase crônica da doença, 43,8% apresentavam EVA com ausência de dor. Quanto ao número de articulações comprometidas no Baseline predominou comprometimento poliarticular tanto nos casos subagudos (79 %) como nos crônicos (74,1%), no primeiro retorno, predominou a comprometimento oligoarticular em 53,8% dos casos subagudos e 54,7% nos casos crônicos e no segundo retorno 40,6% dos pacientes apresentavam comprometimento oligoarticular e 43,8% apresentavam ausência de comprometimento articular. A velocidade de homossedimentação nesses pacientes não mostrou resultado estatisticamente significante. Quanto ao uso de medicamentos no Baseline, 33,4% dos casos subagudos faziam uso de antiflamatório e 40 % dos crônicos usava corticoide. No primeiro retorno, 25% dos pacientes crônicos já faziam uso combinado de corticoide e metotrexato (MTX) e 15 %, usavam apenas MTX. No segundo retorno, 35,1% fazia uso combinado de MTX e corticoide e 64,9% uso apenas de MTX. Observou-se que com o ajuste dos medicamentos houve redução do comprometimento articular, a EVA demonstrou índices de dor leve e em alguns casos com ausência de dor, mostrando o benefício do uso da terapêutica nos casos subagudos e crônicos e melhorando a qualidade de vida desses usuários.

  • SMAYK BARBOSA SOUSA
  • PERFIL COMPORTAMENTAL E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS NA AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA.

  • Data: 14/07/2020
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  • O protozoário Trypanossoma cruzi (T. cruzi) é o agente causador da doença popularmente conhecida como Doença de Chagas (DC), constituída de duas fases, aguda e crônica, descoberta em humanos em 1909, pelo médico sanitarista e cientista brasileiro, Carlos Ribeiro Justiniano Chagas. Este estudo teve como objetivo verificar os parâmetros comportamentais através dos resultados do IMC, PA e RCQ, quantificar o nível de atividade física (AF) e aferir o nível de qualidade de vida (QV) em pacientes com DC. A amostra foi composta por 12 pacientes com diagnóstico para DC, sendo 6 do gênero masculino e 6 do gênero feminino, em tratamento no mínimo há um ano no Instituto Evandro Chagas (IEC). Foram aplicados dois questionários, o IPAQ para aferir o nível de atividade física e o SF-36 para aferir a QV, bem como foram avaliados o IMC, PA e o RCQ. A análise e interpretação dos dados ocorreu por meio de estatística descritiva em pacientes diagnosticados para DC na fase crônica no estado indeterminado, na qual utilizou-se o delineamento transversal analítico mediante o uso de recursos do excel. O resultado do perfil da AF constatou que todos os pacientes chagásicos são inativos. A pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) aferidos em repouso, demonstrou que 6 pacientes apresentaram pré-hipertensão. No perfil da RCQ apresentaram risco aumentado e significativo para desenvolver possíveis doenças cardíacas. Com relação ao IMC evidenciou-se um perfil de excesso de peso e obesidade. Para os domínios da QV referente a saúde física e saúde mental, a média foi baixa, sugerindo que o gênero feminino tem uma menor QV. Conclui-se que os pacientes chagásicos de ambos os gêneros possuem o IMC tecnicamente iguais, a PAS e PAD do masculino apresentaram maior pré-disposição para hipertensão, a RCQ, apontou que gênero feminino possui um índice maior de acumulo de gordura no abdome, no IPAQ, observou-se que tato gênero masculino como o feminino estão tecnicamente iguais referente ao baixo nível de atividade física, ao aferir o nível de QV, o gênero masculino apresentou uma melhor QV, contudo, sugerimos como uma alternativa terapêutica a prática de AF regular associada ao tratamento medicamentoso e que mais estudos sejam realizados na região norte do Brasil, a fim de mapear de forma mais precisa as necessidades dos pacientes chagásicos.

  • ALBEDY MOREIRA BASTOS
  • CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL DE PRIMATAS DE IMPORTÂNCIA EPIZOÓTICA ATRAVÉS DE IMAGEAMENTO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

  • Data: 22/05/2020
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  • Segundo o Informe Epidemiológico de 2019, apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública, no Pará registrou-se até a 18a semana epidemiológica, 957 casos confirmados de infecção pelo dengue vírus, com 860 ainda em investigação; 34 casos confirmados de infecção pelo Zika vírus, com 174 ainda sob investigação; e 661 casos confirmados de infecção pelo Chikungunya vírus, com 2.748 ainda sob investigação. Por outro lado, até a 22o semana de 2019, foram notificados no Pará 11 casos de suspeita de infecção pelo vírus febre amarela, sendo que 2 foram descartados e 9 estavam sob investigação até o momento de divulgação dos dados epidemiológicos. Por outro lado, o informe preliminar sobre a situação da febre amarela no Brasil mostrou que, até a 22o semana de 2019, foram notificados no Pará 16 casos de epizootia em primatas não humanos (PNH), sendo 1 confirmado, 9 indeterminados e 4 ainda sob investigação até a divulgação desses dados. Neste ano, foram notificados até a 22o semana no Brasil 1.240 casos de epizootia em PNH associadas só a febre amarela, sendo 48 confirmados, 435 indeterminados, e 321 ainda sob investigação. Neste contexto, percebe-se pelo quantitativo de casos indeterminados/sob investigação que os atuais meios de se confirmar casos em humanos e em epizootias ainda não são plenamente efetivos, e que, portanto, há uma demanda importante por outras metodologias que complementem as já utilizadas, no sentido de tornar a confirmação desses casos mais efetiva e, consequentemente, útil para as estratégias de vigilância da ocorrência de doenças causadas por vírus, principalmente aqueles ligados a alterações importantes no sistema nervoso central. Neste trabalho objetivou-se a caracterização do sistema nervoso central de PNH, com o intuito de investigar se a resolução de ferramentas de imageamento por ressonância magnética pode ser útil na determinação de alterações no sistema nervoso provocadas por infecções de natureza viral. Os resultados mostram que há um grande potencial a ser explorado com a utilização desses equipamentos no contexto epizoótico

  • ELYADE NELLY PIRES ROCHA CAMACHO
  • ANÁLISE ESPACIAL E TEMPORAL DA SÍFILIS GESTACIONAL NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 26/03/2020
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  • A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sistêmica, de evolução crônica, causada pela disseminação hematogênica do Treponema pallidum. Nos últimos anos, a doença se tornou um importante problema de saúde pública por afetar mundialmente um milhão de gestantes a cada ano, ocasionando mais de 300 mil mortes fetais e neonatais. O objetivo deste estudo é conhecer o comportamento da sífilis gestacional em seus aspectos clínicos, epidemiológicos, sociodemográficos e sua distribuição temporal e espacial, nos 13 centros regionais de saúde do Pará, no período de 2008 a 2018. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, analítico, transversal, epidemiológico, retrospectivo e ecológico, que foi realizado a partir de dados secundários obtidos a partir da Secretaria de Vigilância em Saúde, após autorização e aprovação no comitê de ética e pesquisa do NMT/UFPA sob parecer nº3.544.409. A coleta e análise dos dados ocorreu em três etapas. No primeiro momento, foram coletadas as informações junto a Secretaria de Saúde. No segundo momento foi realizada a análise estatística descritiva. E no terceiro momento o geoprocessamento e georreferenciamento dos dados coletados de acordo com o período pré-estabelecido, indicando como a mesma está distribuída no estado do Pará. Os dados obtidos demonstram um aumento expressivo da sífilis gestacional no Estado. Ao se comparar a taxa de detecção de sífilis gestacional, enquanto em 2008 era de 4,91 a cada 1000 Nascidos Vivos, em 2018 foi para 16,31/1000 Nascidos Vivos, caracterizando um aumento de 232% dos casos. E mantendo a tendência de crescimento para os próximos cinco anos. Houve um predomínio de gestantes com faixa etária entre 20 a 29 anos, parda, com baixa escolaridade (fundamental incompleto), e dona de casa. Ao georreferenciar os 13 centros regionais de saúde, o 11º CRS sediada no município de Marabá, apresentou maior taxa de sífilis gestacional (2,23/1000NV); o 1º CRS sediada no município de Belém veio em segundo lugar; e o 9º CRS sediado em Santarém se manteve em terceiro lugar no registro de casos. O aumento da sífilis gestacional no estado do Pará caracteriza algumas limitações no pré-natal, contudo, representa também melhoria nas políticas públicas de detecção e notificação que ocorreram nos últimos anos no Estado, assim como, a contribuição significativa proveniente das Maternidades que realizam o “Projeto Nascer” captando mulheres que não foram notificadas no prénatal, portanto, a partir dos resultados apresentados neste estudo, faz-se necessária a efetivação de estratégias no enfrentamento da sífilis, tal como, a conscientização da população, principalmente entre os mais vulneráveis sobre a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado e controle desta infecção na região amazônica

  • MARCOS FABIANO DE ALMEIDA QUEIROZ
  • PREVALÊNCIA SOROLÓGICA DO ANTI-PGL-I EM CASOS DE MULTIRRESISTÊNCIA MEDICAMENTOSA, EM CASOS NOVOS DE HANSENÍASE, EM CONTATOS DOMICILIARES E A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DESSES CASOS EM UMA ÁREA DE EX-COLÔNIA DE HANSENIANOS DO ESTADO DO PARÁ.

  • Data: 10/03/2020
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  • A hanseníase continua a ser um grande desafio para a saúde pública, inclusive no que se refere ao diagnóstico precoce e vigilância em saúde no estado do Pará. Como forma de auxiliar no diagnóstico da hanseníase, testes sorológicos como o teste ELISA anti-PGL-I são usados para detecção de anticorpos contra o Mycobacterium leprae visando a identificação de casos com maior risco de adoecer ou casos assintomáticos, sendo assim, realizou-se um estudo transversal analítico com objetivo de investigar a soroprevalência do ELISA anti-PGL-I em casos com multirresistência medicamentosa, em casos novos diagnosticados no período de 2016 a 2019 e em contatos intradomiciliares residentes na Vila Santo Antônio do Prata, Igarapé-Açu, Pará. A soroprevalência nos casos multirresistentes e seus contatos consanguíneos e não consanguíneos considerando os valores da espectrometria ou valores dos pontos de corte de 0,2 e 0,3 apresentaram-se negativa. A soropositividade do teste ELISA anti-PGL-I foi de 9,52% nos 2 casos novos, correspondentes aos 21 casos novos diagnosticados no período de 2016 a 2019, enquanto que nos contatos intradomiciliares consanguíneos e não consanguíneos dos casos multirresistentes e dos casos novos não foram encontrados nenhum contato com sorologia positiva. A forma clínica Virchoviana apresentou os maiores títulos de anti-PGL-I tanto no grupo dos casos multirresistentes quanto no grupo dos casos novos. A distribuição espacial revelou que os casos multirresistentes encontram-se distribuídos por toda a comunidade, enquanto que os casos novos localizam-se concentrados na área central da comunidade. A distribuição espacial em associação com os níveis de anti-PGL-I permitiram categorizar dos menores até os maiores níveis de titulações, sendo possível observar correlação negativa de relação de proximidade dos casos soropositivos com maiores títulos de anti-PGL-I nos contatos. O teste ELISA anti-PGL-I tem sido reportado como um bom indicador do risco de contágio da doença entre os contatos domiciliares, no entanto neste estudo não foi possível estabelecer essa relação nessa população, mesmo na área que é considerada hiperendêmica.

  • JOYCE DOS SANTOS FREITAS
  • MONITORAMENTO DAS CONCENTRAÇÕES DE MERCÚRIO EM CRIANÇAS AMAZÔNICAS: MONITORAMENTO VISUAL E EPIDEMIOLOGIA DE DIFERENTES BACIAS HIDROGRÁFICAS

  • Data: 27/01/2020
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  • A exposição ao mercúrio na região amazônica brasileira tem sido uma preocupação importante desde a década de 1980, quando as atividades de mineração de ouro contaminaram muitas bacias hidrográficas da Amazônia e seus peixes. A exposição ao mercúrio em humanos pode levar a alterações na função neural. O sistema visual tem sido utilizado como um indicador funcional da toxicidade do metilmercúrio (orgânico) e do vapor de mercúrio (inorgânico), sendo as crianças particularmente vulneráveis a essa exposição ao metal. Neste trabalho foram realizados dois estudos: (i) estudo sobre a influência do local de nascimento das crianças ribeirinhas em relação à concentração de mercúrio no cabelo. A mensuração de mercúrio no cabelo foi realizada em 219 crianças, através do método de espectrofotometria de absorção atômica, de quatro comunidades ribeirinhas da Amazônia: rio Tapajós (comunidades de São Luiz do Tapajós e Barreiras, n = 110), rio Tocantins (comunidade de Limoeiro do Ajurú, n = 61) e rio Caeté (comunidade de Caratateua, n = 48). As crianças foram agrupadas em nativas e não nativas para cada comunidade. Utilizamos a análise de regressão de Poisson para avaliar a associação entre crianças nativas e não nativas e sua concentração de mercúrio no cabelo. Foi encontrada maior exposição ao mercúrio em crianças nativas de São Luiz do Tapajós (variação = 0,81-22,38 μg / g), seguidas por crianças nativas de Barreiras (variação = 0,48-13,46 μg / g), crianças não nativas de São Luiz do Tapajós (variação = 0,26-22,18 μg / g), crianças não nativas de Barreiras (variação = 0,43-20,76 μg / g), seguidas pelas crianças das bacias hidrográficas de Caeté e Tocantins. Observamos que as crianças nativas das comunidades do Tapajós apresentaram maior prevalência de crianças expostas ao mercúrio do que as outras crianças (p <0,05). (ii) estudo sobre a associação entre visão de cores e concentração de mercúrio no cabelo em crianças ribeirinhas de diferentes comunidades da Amazônia brasileira. A amostra do estudo foi de 176 crianças, de 7 a 14 anos. Crianças de dois locais na bacia do rio Tapajós expostos ao mercúrio, Barreiras (n = 71) e São Luiz do Tapajós (n = 41) foram comparadas com crianças de Limoeiro do Ajuru (n = 64), uma área não exposta da bacia do rio Tocantins. Foram utilizadas amostras de cabelo para realizar a análise das concentrações de mercúrio. A visão de cores foi avaliada pelo teste Lanthony D-15 dessaturado e o método de Vingrys e King-Smith (1988) para realizar a análise quantitativa do teste. Os principais resultados visuais dessa análise foram o índice C (magnitude do erro no ordenamento de matiz) e o ângulo. Reunimos dados das comunidades expostas ao mercúrio e os comparamos com os dados do grupo não exposto ao mercúrio. Comparamos as idades e os níveis de mercúrio das comunidades usando o teste t (α = 0,05). A sequência de peças foi analisada por um programa escrito em linguagem MATLAB (versão 2012b, Mathworks, Natick, MA, EUA) para aplicar a análise vetorial descrita por Vingrys e King-Smith. As crianças do Tapajós apresentaram um nível médio mais alto de mercúrio no cabelo (média: 4,5 μg / g; intervalo: 0,26–22,38 μg / g) que o das crianças do Tocantins (média: 0,49 μg / g; intervalo: 0,03–1,91 μg / g) (p <0,05). A diferença média foi de aproximadamente 4,01 μg / g com um intervalo de confiança de 95% de 2,79-5,23. Os resultados do teste Lanthony D-15d não mostraram diferença significativa entre os valores médios do índice C dos grupos Tapajós e Tocantins (p> 0,05). Houve uma correlação linear fraca no índice C médio obtido de ambos os olhos e na concentração total de mercúrio. A análise de regressão logística múltipla indicou que a localização da comunidade e a idade tiveram uma influência maior nos resultados visuais do que o sexo das crianças. Sendo assim, a localização geográfica do nascimento tem associação com os níveis de mercúrio no cabelo de crianças que viviam em uma mesma comunidade com histórico de exposição ao mercúrio. Além disso, nossos resultados sugerem uma diferença em um aspecto da visão, ou seja, visão de cores, entre crianças que vivem em duas diferentes bacias hidrográficas na Amazônia brasileira. A associação pode estar relacionada à exposição ao Hg, mas também parece estar relacionada à localização da comunidade e à idade.

2019
Descrição
  • ALEXANDRE PIMENTEL SILVA DA SILVA
  • ESTUDO DA DINÂMICA TEMPORAL DE NOTIFICAÇÃO DE CASOS DE DENGUE NO MUNICÍPIO DE BELÉM-PA COMO UMA REDE COMPLEXA HETEROGÊNEA E DA RELAÇÃO COM A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS LOCAIS DE RESIDÊNCIA.

  • Data: 27/12/2019
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  • O estudo da disseminação de doenças infecciosas como redes complexas, uma vez seja conhecida a cascata de eventos em que cada nó foi infectado é uma forma de se investigar a relação do binômio saúde-doença, e para o qual ainda há poucos trabalhos na literatura. Neste cenário, um processo de difusão geralmente se reduz a abstração de “quando” e “onde” os nós da rede foram infectados por um vírus, por exemplo, e para o qual se busca encontrar o grafo que descreva a dinâmica de propagação da doença. Como o objetivo de caracterizar a dinâmica temporal de notificação de casos de dengue como uma rede complexa heterogênea e avaliar a relação temporal das notificações com a distribuição espacial dos locais de residência, foram usados neste trabalho os dados de casos de dengue notificados no primeiro trimestre do ano de 2015, em Belém-PA. Foi empregado um algoritmo de otimização convexa estocástica para gerar a rede, a partir dos traços temporais de difusão, considerando como distribuição entre os nós a lei de potência. Foram analisadas a distribuição de probabilidade dos graus da rede, o seu nível de heterogeneidade e a relação entre a distância dos locais de notificação e as probabilidades de infecção. Foi construído um grafo direcionado acíclico com igual a 19,4, distribuição de probabilidade não apresentando um comportamento normal, com 62% de heterogeneidade, grau de saída médio em torno de 10, o valor de ligação entre pares de nós igual a 0,007 e correlação linear não significativa entre as distâncias geográficas entre pares de nós e os seus respectivos pesos de ligação. Concluiu-se que a dinâmica temporal de notificação de casos de dengue pôde ser representada como uma rede complexa, caracterizada por uma distribuição heterogênea e sem influência da distância dos locais de notificação sobre a probabilidade de infecção, pelo menos para o período investigado.

  • LARISSA DAS GRAÇAS SANTOS RODRIGUES
  • ESTUDO MOLECULAR E CITOLÓGICO DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO, EM MULHERES ATENDIDAS EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA DE BELÉM.

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO NASCIMENTO PINHEIRO
  • Data: 19/12/2019
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  • O objetivo deste estudo foi descrever os aspectos moleculares e colpocitológicos da infecção pelo papilomavírus humano (HPV) em um grupo de mulheres atendidas no programa de prevenção do câncer do colo uterino em uma Unidade Básica de Saúde, em Belém do Pará no biênio 2012-2013. Foram analisados 85 prontuários que atenderam o critério de inclusão e extraído informações sociodemograficas, clínico-epidemiológicas e resultados moleculares que foram obtidos através da reação de cadeia da polimerase (PCR) para a infecção pelo HPV e pesquisa dos genótipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 35, 52 e 58 realizado pelo Núcleo de Medicina Tropical. A frequência da infecção pelo HPV foram 19 (22,3%). No entanto foram identificados os seguintes tipos: HPV 6 (1,2%), HPV 18 (1,2%) e HPV 31 (1,2%) em infecções simples, HPV16/HPV31 (1,2%), HPV31/HPV52 (1,2%) em infecções múltiplas e 14 (16,5%) dos casos positivos para HPV os genótipos não foram identificados pelos tipos testados

  • CASSIA DE BARROS LOPES
  • PERFIL MICROBIOLÓGICO E TAXA DE LETALIDADE DAS INFECÇÕES PRIMÁRIAS DE CORRENTE SANGUÍNEA NAS CRIANÇAS MENORES DE UM ANO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE BELÉM/PA.

  • Data: 18/12/2019
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  • As Infecções Primárias de Corrente Sanguínea (IPCS) estão entre as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) mais prevalentes e associadas a elevada morbidade e mortalidade sobretudo nas crianças jovens, recém-nascidos prematuros e de baixo peso ao nascimento e internados em unidades de terapia intensiva. Estas infecções são ainda mais graves quando causadas por microrganismos resistentes a antimicrobianos usuais da prática clínica. Determinar o tipo de agentes etiológicos envolvidos nas IPCS hospitalares e conhecer o perfil local de resistência aos antibióticos contribuirá com a adequada escolha da terapia antibiótica empírica e consequente impacto positivo nos desfechos clínicos. O objetivo deste estudo foi conhecer o perfil microbiológico e a taxa de letalidade das IPCS nas crianças menores de um ano de idade internadas em um hospital público, referência materno infantil da região norte do Brasil. Foi realizado um estudo tipo coorte retrospectiva, onde foram avaliados dados demográficos e o desfecho clínico das IPCS hospitalares com cultura de sangue positiva para germes patogênicos, que também foram analisados quanto ao perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos a partir do método Vitek2, no período de abril de 2015 a abril de 2018. Foram identificados 1763 casos de IPCS nas crianças menores de um ano de idade e 631 isolados de sangue positivos para cepas patogênicas. Os gêneros Candida e Klebsiella foram os principais agentes etiológicos das IPCS hospitalares e os recém-nascidos prematuros, do sexo masculino e com baixo peso ao nascer foram os mais acometidos. O fenótipo ESBL (extended-spectrum beta-Iactamase/beta-lactamase de espectro estendido) ocorreu em 70,8% das cepas de Serratia marsecens. A taxa de letalidade geral foi de 36,3%. O uso de cateter venoso central, de ventilação mecânica e internação nas unidades de terapia intensiva foram associados a maior mortalidade. Na análise multivariada, o patógeno Candida (p=0,05) foi o mais, significantemente, associado aos óbitos. As IPCS hospitalares são eventos adversos graves e associadas a taxa de letalidade elevada nas crianças menores de um ano de idade

  • VANESSA VIEIRA LOURENCO COSTA
  • Efeito do consumo da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa, Humn. & Bonpl.) sobre o perfil clínico-laboratorial e nutricional, em pessoas que vivem com HIV/aids.

  • Data: 18/12/2019
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  • A orientação nutricional adequada e um plano alimentar individualizado, com ferramentas de educação nutricional são essenciais para a manutenção do desempenho e composição corporal. A castanha-do-brasil, estimula o sistema imune, tem poder antioxidante, protege contra doenças, trazendo muitos benefícios à saúde, podendo ser incluída na alimentação em pessoas que vivem com HIV/aids. Objetivo: Avaliar o efeito do consumo da castanha-do-brasil no perfil clínico-laboratorial e nutricional, em pessoas que vivem com HIV/aids. Material e Método: Foi realizado ensaio clínico, com intervenção em adultos que vivem com HIV/aids, que receberam orientação nutricional e castanha-do-brasil; e adultos que vivem com HIV/aids, que receberam apenas orientação nutricional. Realizado o perfil clínico-laboratorial e nutricional. Os pacientes foram reavaliados após 3 meses da primeira intervenção. Resultados: A maioria era do sexo masculino, com a faixa etária mais prevalente está entre 35 e 50 anos, e renda de um a dois salários mínimos. O uso de TARV, foi superior a cinco anos. No grupo orientação nutricional e no da castanha observou-se que a maioria foram classificados como eutrófico e sobrepeso. No grupo orientação nutricional mais castanha a maioria estavam com alto percentual de gordura. Nos dois grupos, não foram observados resultados significativos no percentual de gordura. Não foram observadas diferenças, entre os sexos, no perfil bioquímico do grupo orientação nutricional, porém, no grupo orientação nutricional mais castanha, os homens estão dentro da normalidade com relação ao HDL e as mulheres abaixo. O consumo de óleos e gorduras, influenciou no aumento do colesterol e LDL. O estado nutricional melhorou após consumo da castanha, com redução de CC e RCQ. No sexo masculino, reduziu apenas RCQ (p=0,05) e percentual de gordura (p=0,04), e sem efeito nas mulheres. Houve redução do IMC, após intervenção com orientação nutricional. Conclusão: Na comparação entre os grupos, a castanha-do-brasil não influenciou nas variáveis do estado nutricional, bioquímicas, composição corporal e força muscular. Entretanto, dentro do grupo com orientação nutricional e consumo diário da castanha, em pessoas com HIV/aids, durante três meses, houve redução da RCQ, principalmente nas mulheres, e o percentual de gordura, apenas nos homens. As variáveis bioquímicas, composição corporal e força muscular não sofreram influencia do consumo de castanha-do-brasil

  • SANDRA MARIA FERREIRA DE ALENCAR
  • RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO NO ÂMBITO DA ATENÇÃO BÁSICA EM UM MUNICÍPIO DO PARÁ.

  • Data: 02/12/2019
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  • O câncer do colo do útero é um dos grandes desafios enfrentado pelo atual modelo de gestão do Sistema Único de Saúde. Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, é responsável também por 265 mil óbitos por ano. A doença se desenvolve à partir de lesões precursoras que possuem potencialidades de progressão quando não detectadas e tratadas precocemente.
    Estima-se que uma redução de cerca de 80% da mortalidade por câncer de colo do útero pode ser alcançada por meio do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 à 64 anos com o teste de Papanicolaou. Para isto é necessário garantir a integralidade, a organização e a qualidade do programa de rastreamento. No entanto, pouco se sabe acerca dos mecanismos gerenciais utilizados para a obtenção dos objetivos propostos para o programa de rastreamento do câncer de colo do útero.
    O presente trabalho de pesquisa teve o objetivo de identificar possíveis fatores gerenciais que interferem no programa de rastreamento do câncer de colo do útero em um município do estado do Pará. Trata-se de um estudo transversal, analítico de abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada com 20 Estratégias Saúde da Família tendo como população de estudo os gerentes, os agentes comunitários de saúde responsáveis pela busca das usuárias para a coleta de material para exame colpocitológico e as usuárias do programa de PCCU. As informações foram coletadas utilizando-se a técnica de entrevistas. Conclui-se que, existem problemas gerenciais que interferem e fragilizam o programa de rastreamento do câncer do colo do útero, apresentando como consequência a baixa cobertura de mulheres na faixa etária de 25 à 64 anos, considerada a de maior risco.

  • LETICIA FIGUEIREDO GOMES
  • MORTALIDADE EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS NA ERA POS HAART EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO PERÍODO DE JANEIRO DE 2018 A JUNHO DE 2019.

  • Data: 30/10/2019
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  • O HIV é um retrovírus da família Retroviridae, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Tal síndrome é ocasionada devido à grave disfunção do sistema imunológico, que se desenvolve com redução progressiva dos linfócitos T CD4 + , A introdução da terapia antirretroviral altamente ativa (HAART) promoveu uma queda dramática na mortalidade dentre indivíduos que vivem com HIV/AIDS, sendo observado um aumento da expectativa de vida dessa população, se assemelhando a população geral. No entanto, O Pará em contra partida aos demais estados do País vem apresentando um aumento na taxa de mortalidade. Na região Norte, por exemplo, esse coeficiente aumentou 56,2%, passando de 4,7 óbitos/100 mil habitantes em 2006 para 7,3 em 2015, dando-se destaque para o Amazonas (8,7) e Pará (8,6) com elevados coeficientes de mortalidade na região em 2015. Objetivo: Caracterizar os óbitos de pessoas vivendo com HIV-AIDS em um hospital de referencia no período de janeiro de 2018 a junho de 2019, descrevendo suas características sócio demográficas, as principais causas de óbito e identificando os principais fatores que determinaram o óbito, assim como sua evitabilidade. Casuística e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo descritivo, onde foi relatado os principais fatores determinantes para o óbito de pessoas vivendo com HIV-AIDS em um hospital de referência. Avaliaram-se variáveis demográficas, clínicas, imunológicas, virológicas e terapêuticas. Realizou-se análise descritiva dos dados. Resultados: Foram incluídos no estudo 110 indivíduos, mostrando em sua totalidade 53 óbitos em mulheres e 57 óbitos em homens, correspondendo a 48,18% ao grupo feminino. Esses usuários evoluíram a óbito ainda como adultos jovens, em sua maioria solteiros (n=79, 71%) apresentando média de idade de 37,58 (17-74 anos) com mediana de 34 anos. A maioria residia em cidades da região metropolitana. Em relação a escolaridade, observou-se maior frequência de indivíduos com escolaridade de 8-11 anos. Dos indivíduos que evoluíram a óbito no período do estudo, 64 (58,18%) apresentaram em sua maioria diagnostico de infecção pelo HIV em tempo menor ou igual a seis meses, estando em uso irregular ou mesmo não utilizando antirretroviral (n=102; 92,7%). Esses usuários apresentaram imunodepressão avançada (Contagem de linfócitos T CD4 + <200 células/mm³) e alta carga viral do HIV-1. Dos indivíduos que evoluíram a óbito no período, mais de 83% (n= 92) apresentava doença oportunista no momento da internação, sendo destes 47 (51,08%) com mais de uma doença oportunista identificada. Destacam-se doenças oportunistas como a mais frequente causa de mortalidade em pessoas vivendo com HIV/AIDS, com ênfase para tuberculose pulmonar/ extrapulmonar, pneumocistose, pneumonia grave e neurotoxoplasmose. Conclusão: Apesar do advento da terapia antirretroviral, causas oportunistas ainda seguem sendo a principal causa de óbitos em indivíduos vivendo com HIV/AIDS

  • MARIÂNGELA MORENO DOMINGUES
  • AVALIAÇÃO DO DANO OXIDATIVO AO DNA ATRAVÉS DA 8 HIDROXIDEOXIGUANOSINA (8 OHdG) URINÁRIA EM PORTADORES DE PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL HTLV-1

  • Data: 17/10/2019
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  • A paraparesia espástica tropical é causada pelo HTLV-1. Tem fisiopatologia indefinida; sendo a hipótese mais provável ser decorrente da atividade da proteína viral Tax que aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio, resultando na transformação celular, imortalização, dano ao DNA e doença. O dano oxidativo ao DNA pode ser medido através da 8 hidroxideoxiguanosina (8 OHdG). O objetivo desde trabalho foi avaliar se houve lesão oxidativa ao DNA pela 8 OHdG nos pacientes com paraparesia espástica tropical e portadores de HTLV 1 atendidos em um serviço de referência em Belem, Pará, Brasil. . Foram selecionados 82 pacientes sendo 8 definidos,12 prováveis (segundo a classificação de Castro-Costa,2006), 34 portadores assintomáticos e 28 pacientes saudáveis. A média de idade foi 47,9 anos, sendo 30,5% homens e 69,5% mulheres. A 8 OHdG urinária foi feita por HPLC, a média nos pacientes definidos foi 2,5 ng/ml , prováveis 2,7 ng/ml ,assintomáticos 2,6 ng/ml e controles saudáveis 2,5 ng/ml, não havendo diferença estatística entre os mesmos (p valor=0,989). Portanto a 8 OHdG urinária não mostrou lesão oxidativa ao DNA nos pacientes com paraparesia espástica tropical e portadores, sugerindo que este provavelmente não deve ser o mecanismo mais provável na patogênese desta doença.

  • GILBERTO TOSHIMITSU YOSHIKAWA
  • ESTUDO DOS FATORES DE TRANSCRIÇÃO DAS RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS TH1, TH2, TH17 E Treg EM ASSOCIAÇÃO AOS GENES VIRAIS EM PACIENTES INFECTADOS PELO HTLV-1.

  • Data: 09/10/2019
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  • O HTLV-1 é o agente etiológico de uma doença inflamatória do sistema nervoso central denominada PET/MAH. O mecanismo pelo qual o HTLV-1 induz a PET/MAH ainda não está totalmente esclarecido. Estudos indicam que o desenvolvimento da PET/MAH está associado a uma resposta imunológica exagerada e crônica, com alta produção de citocinas pró-inflamatórias. Nesse sentido, o objetivo desse estudo foi quantificar e correlacionar as expressões dos fatores de transcrição relacionados às respostas imunológicas Th1 (T-bet), Th2 (Gata-3), Th17 (Ror-γt) e Treg (Foxp3) e dos genes virais tax e HBZ, além de verificar suas correlações com as alterações neurológicas nos pacientes infectados pelo HTLV-1. Para isso, foram selecionados 76 pacientes divididos em assintomáticos neurologicamente (27), MOS (19) e com PET/MAH (30). Nos pacientes com PET/MAH e MOS, as manifestações neurológicas funcionais avaliadas foram: força muscular, tônus muscular e a EDSS. Para a expressão gênica relativa dos genes, foi extraído RNA de células linfomononucleares de cada paciente utilizando o reagente Trizol. Após quantificação do RNA, 1 µg do mRNA foi submetido a transcrição reversa para obtenção do cDNA. A expressão foi realizada por PCR em tempo real, com oligonucleotídeos iniciadores específicos para cada gene, utilizando o reagente GoTaq qPCR master mix (Promega) no equipamento StepOnePlus (Applied Biosystem). Para o cálculo da expressão gênica foi realizada através da fórmula 2-CT, onde CT é CTgene – Ctgene constitutivo, sendo os genes constitutivos utilizados o GAPDH e β-actina. Apenas 2 pacientes do grupo assintomáticos expressaram o gene tax, enquanto 24 expressaram o HBZ, dos quais 9 do grupo assintomáticos, 6 dos MOS e 9 de PET/MAH (p=0.6937). O T-bet foi mais expresso no grupo PET/MAH (p=0,7474). O Gata-3 (p=0.0203) e o Foxp3 (p=0.7597) foram mais expressos nos assintomáticos. Ror-γt se apresentou mais expresso nos MOS (p=0.0436). Na avaliação conjunta de todos os genes no grupo PET/MAH, as expressões de T-bet e Gata-3 foram semelhantes, nos grupos MOS e assintomáticos houve maiores expressões de Gata-3, seguido de Foxp3. Na análise das correlações entre os genes, observou-se que nos pacientes PET/MAH e MOS, a maioria dos genes não se correlacionava, mostrando desequilíbrio entre as respostas imunológicas, diferente do observado nos assintomáticos. No grupo PET/MAH houve correlação negativa entre T-bet e os reflexos nos MMII (p=0.0493) e positiva com a EDSS (p=0.0075), e também foi associado com o sinal de Babinski (p=0.0430); de Gata-3 com os reflexos nos MMSS (p=0.0068) e com as ausências do sinal de Babinski (p=0.0482) e de clônus (p=0.002); Foxp3 relacionou-se com ausência de clônus (p=0.0404); Ror-γt se correlacionou negativamente com reflexos nos MMII (p=0.0385) e a EDSS (p=0.0385). Nos pacientes MOS, apenas Ror-γt se correlacionou negativamente com reflexos nos MMII (p=0.0388) e com a EDSS (p=0.0385). Conclusão: Os pacientes com PET/MAH e MOS apresentam um desequilibro de resposta imunológica que pode estar associada ao desenvolvimento da doença.

  • MICHELLE VALÉRIA DIAS FERREIRA
  • ESTIMATIVA DA DOSE E DOS PARÂMETROS FARMACOCINÉTICOS DA CLOROQUINA EM PACIENTES COM MALÁRIA POR Plasmodium vivax NA AMAZÔNIA BRASILEIRA


  • Data: 07/10/2019
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  • A malária causada pelo Plasmodium vivax ainda constitui importante problema de
    saúde púbica no Brasil, com 169,000 casos reportados em 2018. O tratamento é
    baseado na administração de cloroquina e primaquina, usado há mais de 60 anos
    com eficácia e segurança no país. Porém, há vários aspectos relacionados ao uso
    da cloroquina a serem elucidados na Amazônia. O estudo objetivou estimar a dose
    administrada e os parâmetros farmacocinéticos da cloroquina por modelo não
    compartimental, associando-os a idade e ao sexo. Foram incluídos 161 pacientes
    com malária por P. vivax residentes no município de Anajás, Pará, destas 81
    crianças e 80 adultos. A parasitemia média à admissão das crianças foi 2,644 e dos
    adultos de 1,210 por mm3 de sangue. Os pacientes apresentaram parasitemia
    negativa no final de 28 dias de seguimento. As doses de cloroquina variaram de 20,2
    a 28,9 mg/kg nas crianças e de 16,3 a 34,09 mg/kg nos adultos. A proporção de
    doses abaixo de 25mg/kg variou de 29,4% a 63,6% entre as crianças e foi de 59%
    em adultos. A comparação entre as doses requeridas e as administradas foram
    inferiores nas faixas etárias de 4-8 anos (U = 64; p = 0,007), 9-11 anos (U = 32; p <
    0,001) e de 12-14 anos (U = 18; p < 0,0001). As concentrações sanguíneas de
    cloroquina após 168 horas variaram de 107 a 440 ng/ml nas crianças e nos adultos
    de 201 a 582 ng/ml, e do metabólito de 167 a 412 ng/ml nas crianças e de 178 a 482
    nos adultos. Os parâmetros farmacocinéticos derivados foram: área sob a curva até
    o 28 dia e, a seguir, extrapolada ao infinito, concentração máxima, clearance total,
    meia vida de eliminação, volume de distribuição e tempo médio de residência, os
    quais foram semelhantes a outros grupos populacionais e corroboraram sua elevada
    meia vida de eliminação e amplo volume de distribuição, não foram influenciados
    pelo sexo, entretanto, a idade reduziu de forma significativa o volume de distribuição
    e o clareamento do fármaco em crianças. Os resultados indicam que a cloroquina
    permanece efetiva na área de estudo, más, a maioria dos pacientes receberam sub
    doses do fármaco. Os parâmetros farmacocinéticos não foram influenciados pelo
    sexo, contudo a idade modificou a distribuição e a eliminação do fármaco

  • AKIM FELIPE SANTOS NOBRE
  • MODELAGEM COMPARATIVA TRIDIMENSIONAL, DINÂMICA E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA GLICOPROTEÍNA gp46 DO VÍRUS LINFOTRÓPICO-T HUMANO DO TIPO 1 (HTLV-1).

  • Data: 02/10/2019
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  • vírus linfotrópico-T humano do tipo 1 (HTLV-1) é um Deltaretrovírus que foi isolado pela primeira vez a partir de uma amostra de sangue de um paciente afro-americano com linfoma cutâneo de células T, em meados de 1970; o linfoma foi posteriormente classificado como leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL) doença severa que acomete os linfócitos T. Posteriormente, o vírus também foi associado à paraparesia espática tropical/mielopatia associada ao HTLV, (HAM/TSP), de caráter crônico e progressivo que causa danos principalmente ao nível da medula espinhal torácica. Sua diversidade genética varia de acordo com a região estudada e, até então, não existe vacina ou um tratamento padronizado para as doenças causadas pelo vírus. A proposta de um modelo computacional de proteínas de ligação viral (gp46), desenvolvido por modelagem molecular, pode subsidiar estudos futuros sobre vacinas e fármacos inibidores. O objetivo deste estudo foi desenvolver um modelo tridimensional da glicoproteína gp46 do HTLV-1 através de modelagem comparativa e verificar o seu comportamento através da dinâmica molecular. Para isto, foram amplificadas por Nested-PCR para gp46 do HTLV-1 e sequenciadas geneticamente 40 amostras de DNA de pacientes positivos para HTLV-1, atendidos pelo serviço ambulatorial do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (NMT/UFPA) entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015. As sequencias obtidas foram submetidas à inferência bayesiana para estimativa da evolução viral e posteriormente à modelagem e dinâmica molecular, para verificação do comportamento da proteína de ligação mais importante do HTLV-1. A HAM/TSP teve diagnóstico fechado em 17,5% (6/40) dos casos investigados, com idade média de 50 anos, 57,1% (4/7) eram do sexo feminino; 12 pacientes (30%) eram assintomáticos durante o estudo, e os demais 21 pacientes (52,5%) apresentaram algum sinal ou sintoma relacionado à infecção, em algum momento durante o estudo. O estudo revelou também uma frequência de 100% do HTLV-1 aA entre as amostras investigadas e uma taxa de mutação de 2,62 x 10-4 por sítio por ano para o vírus presente nas mesmas. Três substituições aminoacídicas foram verificadas com maior prevalência: S72G, N93D e S192P; sendo que S72G e N93D ocorreram em 5 amostras cada (23,8%). A mudança mais prevalente e de maior associação com sintomas foi a N93D. A modelagem e dinâmica molecular evidenciaram pontos de instabilidade físico-química na gp46, principalmente na proteína mutante D93, no que diz respeito à sua eletronegatividade e expansão estrutural quando comparada à proteína N93. O presente estudo propôs a primeira modelagem molecular da literatura para gp46 do HTLV-1, evidenciando pontos de instabilidade em alguns dos sítios de interação com a célula hospedeira, o que pode subsidiar projetos futuros com vacinas e fármacos. Para isto, são necessários mais estudos para avaliar o grau de impacto destas mutações na dinâmica do HTLV-1.

  • JESSYLENE DE ALMEIDA FERREIRA
  • "VÍRUS RESPIRATÓRIO SINCICIAL HUMANO CIRCULANTE NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA, EVOLUTIVA E DE RESISTÊNCIA GENOTÍPICA AO PALIVIZUMABE"

  • Data: 30/09/2019
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  • O Vírus Respiratório Sincicial Humano (HVRS) é um dos principais patógenos associados às infecções do trato respiratório, sobretudo em crianças menores de cinco anos de idade, e que contribui para a elevação das taxas de morbidade e mortalidade infantil (PIEDIMONTE; PEREZ, 2014). Este vírus é considerado o principal agente desencadeador de quadros de bronquiolite em crianças menores de dois anos de idade (PIEDIMONTE; PEREZ, 2014; WHO, 2017). O HVRS pertence à ordem Mononegavirales, família Pneumoviridae, do gênero Orthopneumovirus (ICTV, 2016). Morfologicamente, suas partículas apresentam-se esféricas medindo cerca de 150-300 nanômetros (nm) de diâmetro, envelopadas, com capsídeo helicoidal. Seu genoma é composto por RNA fita simples, polaridade negativa, nãosegmentado, com aproximadamente 15.200 nucleotídeos a partir dos quais são codificadas as 11 proteínas virais (COLLINS, P. L.; KARRON, 2013). Dentre estas, as glicoproteínas de superfície F e G são as responsáveis pela entrada do vírus na célula hospedeira e principais alvos de estudos de terapêutica e variabilidade quando se trata de HVRS. Evidências sugerem que a proteína F é o principal alvo para resposta imune protetora, sendo, por isso, eleita como alvo de estudos para desenvolvimento de vacinas e medicamentos utilizados na profilaxia da infecção pelo HVRS (CHEN et al., 2018). Atualmente, a terapia mais eficaz contra HRSV consiste no uso do anticorpo monoclonal humanizado anti-F, chamado Palivizumabe (CHEN et al., 2018; PIEDIMONTE; PEREZ, 2014). Contudo, investigações conduzidas ao redor do mundo têm evidenciado a detecção de estirpes virais resistentes, isoladas a partir de pacientes que receberam esse tratamento (BATES et al., 2014; ZHU et al., 2012)

  • DANIELLE SARAIVA TUMA DOS REIS
  • PANORAMA CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM CRIPTOCOCOSE NO PARÁ (2008 A 2018).

  • Data: 27/09/2019
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  • Criptococose infecção fúngica humana e emergente, afeta mais de um milhão de pessoas/ano no mundo. Após a tuberculose é a segunda causa de mortalidade nos pacientes que vivem com hiv/aids (PVHA). Apresenta diagnóstico tardio, falhas no tratamento e não possui notificação compulsória. Objetivo: Conhecer o panorama clínico-epidemiológico dos pacientes com criptococose no estado do Pará, no período de 2008 a 2018 e avaliar a distribuição espaço temporal dos casos. Metodologia: Delineamento observacional, descritivo, do tipo ecológico de uma série histórica de casos com diagnóstico confirmado para criptococose, a partir de prontuários de pacientes com idade ≥ 13 anos e das fichas de notificação para Meningite no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). Realizado distribuição de frequências, cálculo de média e desvio padrão, com uso de um banco de dados no programa Excel 7.0. Utilizado os testes G, do qui-quadrado e o teste Exato de Fisher no programa Bioestat 5.3 e com nível de significância de 5%. A distribuição espacial dos casos foi realizada no software ArcGis 10.3.1 para criar o mapa coroplético de acordo com as mesorregiões e municípios do Pará. Resultados: Foram confirmados 272 casos de criptococose no HUJBB, desses 62,5% eram PVHA, e uma taxa de incidência de 3,41 casos para cada 100 mil hab. O perfil foi de 62% do sexo masculino, faixa etária de 24 a 34 anos (36%), maioria sem Ensino Médio completo (64,7%), ocupação em atividades agrícolas (13,8%). O tempo médio de internação foi 39 dias, a forma clínica prevalente foi a Neurológica (89,7%), com sinais e sintomas de cefaleia (90%), febre (76,1%) e vômitos (71,3%), e sequela relacionada à déficit visual. O diagnóstico se deu pela pesquisa direta do fungo no LCR (98,2%), cujas características liquóricas foram: celularidade de 11-500céls/mm3 (59,9%), maior número de células mononucleares (82,7%), glicorraquia <40 (51,8%) e proteinorraquia de 40-100 (42,6%). O tratamento antifúngico de opção foi a Anfotericina B associado ao fluconazol (67,9%), com melhora clínica em 78,7%. A taxa de mortalidade foi de 40% sendo mais expressiva nos PVHA (47,1%). A distribuição espacial apresentou concentração dos casos na região Metropolitana de Belém, Nordeste Paraense e Marajó (quartil 6,63-18,52) sem registro no Sudoeste Paraense e com limitação no Baixo Amazonas e Sudeste Paraense. Em relação aos municípios Belém ficou em 11° posição com 8,06 casos/100 mil hab. Conclusão: A meningite criptocócica é um excelente parâmetro de falha no programa de tratamento do hiv/aids, o conhecimento da real magnitude da doença no estado possibilita propor programas de controle e de vigilância epidemiológica, como programas de rastreamento criptocócico, investimento valioso que identifica populações com alto risco de morte. 

  • FABIO ALVES OLIMPIO
  • MARCADORES DE ATIVAÇÃO ENDOTELIAL NA FEBRE AMARELA: AVALIAÇÃO EM AMOSTRAS HEPÁTICAS EM CASOS HUMANOS FATAIS.

  • Data: 27/08/2019
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  • A infecção causada pelo vírus da febre amarela (VFA) desencadeia uma relação complexa entre patógeno- hospedeiro que se baseia principalmente nos seus aspectos imunopatológicos, sobretudo no tecido hepático. Em seres humanos o fígado é o principal órgão alvo da infecção. As alterações imunológicas características na febre amarela (FA) são determinadas principalmente por um padrão de células com o perfil Th1, seguida de células TCD8+, macrófagos, leucócitos mononucleados, células NK, além da presença e ação das citocinas, por exemplo, TGF-β, TNF-α e IFN-γ. Dentre os vários aspectos relacionados à resposta imunológica, temos que considerar o endotélio, que desempenha um papel importante, pois influencia diretamente na migração das células para os tecidos infectados, além de estar envolvido na regulação da vasodilatação e vasoconstrição evitando o extravasamento de plasma. Objetivo: Objetivamos fazer uma análise do fenótipo de ativação e ligantes de endotélio na evolução das lesões do fígado, bem como na progressão da FA grave, a fim de contribuir para o entendimento da patogênese da doença, em especial as alterações do endotélio que podem estar associadas aos quadros hemorrágicos. Materiais e Métodos: Foram utilizados 21 fragmentos de tecido hepático de indivíduos com a FA grave, submetidas a análise imunoistoquímica para a imunomarcação do tecido com os anticorpos específicos monoclonais para ICAM-1, VCAM-1, VLA-4, P-selectina, E- selectina. Resultados: A imunomarcação das adesinas ICAM-1 e VCAM-1 bem como as moléculas VLA-4, Pselectina e E-selectina estiveram mais expressas no trato portal quando comparadas à outras áreas do ácino hepático e amostras controle. Conclusão: Este estudo demostrou alteração dos marcadores endoteliais no fígado em todos os casos graves de FA , não sendo observadas lesões semelhantes nos conjuntos de controles estudados. Acreditamos que permeabilidade vascular na FA é causada por diversos fatores, dentre os quais a ação de citocinas inflamatórias e efeito citopatico viral, sendo as alterações na expressão dos marcadores endoteliais fatores que apontam para o papel significativo dessas alteração na patogenia da doença.

  • MONICA CAROLINE DE NAZARE BUAINAIN ROSSY
  • NÍVEIS SÉRICOS DE 25-HIDROXI-VITAMINA D, PROTEINÚRIA E ALBUMINÚRIA EM PACIENTES VIVENDO COM HIV/AIDS E SÍNDROME LIPODISTRÓFICA EM USO DE ANTIRRETROVIRAIS.

  • Data: 30/07/2019
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  • o advento da terapia antirretroviral ao tratamento dos pacientes com síndrome da imunodeficiência humana garantiu um aumento na expectativa de vida associado ao surgimento de comorbidades crônicas neste grupo de pacientes. Assim como na população geral, a hipovitaminose D é prevalente entre os indivíduos vivendo com HIV/aids em uso de antirretrovirais. A deficiência desta vitamina tem sido relacionada ao desenvolvimento de alterações cardiovasculares, ósseas, imunológicas, neoplásicas e renais. Objetivos: avaliar os níveis séricos de 25- hidroxi- vitamina D, proteinúria (relação P/C) e albuminúria (relação A/C) em pacientes vivendo com HIV/aids e síndrome lipodistrófica em uso de antirretrovirais. Metodologia: foi realizado estudo transversal analítico no ambulatório de lipodistrofia do Hospital Jean Bitar, incluindo pacientes vivendo com HIV/aids e síndrome lipodistrófica secundária ao uso de antirretrovirais. Resultados: foram incluídos 71 pacientes. A prevalência de hipovitaminose D na amostra avaliada correspondeu a 53,52%, com presença de microalbuminúria em 22,53%. Em relação à proteinúria clínica e subclínica, a prevalência encontrada corresponder a 32,2% e 61,29%, respectivamente. Em regressão logística múltipla a presença de proteinúria foi fator de risco para hipovitaminose D (OR= 58,4; p= 0,0007), assim como a ausência de tenofovir no esquema TARV (OR= 31,6; p= 0,0014). Diabetes mellitus (OR= 4,44; p= 0,04) e uso de inibidor da protease (OR= 7,51; p= 0,03) foram fatores de risco para a presença de albuminúria, enquanto maior TFG foi observado com fator protetor (OR= 0,94; p= 0,01). Em regressão logística múltipla o tempo de TARV (OR= 1,49; p= 0,01) esteve associado à presença de proteinúria, enquanto estar em uso de reposição com vitamina D foi fator protetor (OR= 0,017; p= 0,01). Não houve associação significativa entre as formas clínicas da lipodistrofia e hipovitaminose D, proteinúria ou albuminúria. Conclusão: a amostra estudada evidenciou elevada prevalência de hipovitaminose D, sem associação significativa com a ocorrência de albuminúria ou proteinúria. Observou-se a presença de diabetes mellitus e inibidores da protease como fatores de risco para albuminúria. O maior tempo de TARV foi fator de risco para proteinúira. Estudos longitudinais com maior tamanho amostral são necessários entre pacientes vivendo com HIV/aids e síndrome lipodistrófica.

  • SHIRLEY NASCIMENTO DE SOUZA BARRETO
  • AVALIAÇÃO DE ANTÍGENOS, ESPÉCIE-ESPECÍFICOS, DE Leishmania (L.) infantum chagasi NO DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO DOS PERFIS CLÍNICOIMUNOLÓGICOS DA INFECÇÃO HUMANA PELOS TESTES DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA (RIFI) E IMUNOENZIMÁTICO (ELISA).

  • Orientador : FERNANDO TOBIAS SILVEIRA
  • Data: 25/07/2019
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  • A leishmaniose visceral americana (LVA) é uma protozoose causada pelo parasito Leishmania (L.) infantum chagasi, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma doença negligenciada, de caráter grave e fatal se não diagnosticada e tratada precocemente. A identificação dos indivíduos com suspeita de LVA por meio de diagnóstico laboratorial eficaz é de fundamental importância nas ações de controle e monitoramento da doença. A escolha dos testes sorológicos e do antígeno empregado são fatores relevantes no sorodiagnóstico, em virtude de reações cruzadas com diferentes agentes etiológicos, principalmente, com os patógenos que apresentam proximidade filogenética, pois podem apresentar epítopos antigênicos semelhantes aos da L. (L.) i. chagasi, sendo assim, o antígeno empregado é essencial para melhorar a sensibilidade e especificidade das técnicas diagnósticas. Neste contexto, embora a LVA seja reconhecida o principal perfil clínico-imunológico da interação entre o parasito [L. (L.) i. chagasi] e a resposta imune do homem, não há dúvida que os outros perfis clínico-imunológicos dessa interação também assumem papel importante nesse contexto infeccioso. Desse modo, esses perfis clínico-imunológicos da infecção humana por L. (L.) i. chagasi foram recentemente definidos pelo Laboratório de Leishmanioses “Prof. Dr. Ralph Lainson”, da Seção de Parasitologia do Instituto Evandro Chagas (IEC, SVS, MS), através do uso combinado da reação intradérmica de Montenegro (RIM) e da reação de imunofluorescência indireta (RIFI-IgG), além do exame clínico dos indivíduos infectados (reatores para a RIM, RIFI, ou ambos os testes). Esse modelo diagnóstico permitiu identificar cinco perfis clínico-imunológicos da infecção em indivíduos residindo em área endêmica de LVA do Estado do Pará, a saber: Infecção Assintomática (IA: RIM+/++++, RIFI- ); Infecção Subclínica Resistente (RIM+/++++, RIFI+/++); Infecção Inicial Indeterminada (RIM- , RIFI+/++); Infecção Subclínica Oligossintomática (ISO) e Infecção Sintomática (IS= LVA), ambas com o mesmo perfil (RIM- , RIFI+++/++++). Desse modo, considerando a necessidade de ser aperfeiçoado o diagnóstico sorológico do diagnóstico da infecção, representado pela RIFI (IgG) utilizando antígeno bruto de amastigota, o presente trabalho avaliou a performance da RIFI com antígenos brutos, estágio e espécie-específico: amastigota das vísceras (baço e fígado) de hamster infectado experimentalmente, e amastigota de cultura axênica de L. (L.) i. chagasi; assim como, do ensaio imunoenzimático (ELISA), com antígeno solúvel estágio e espécie-específico, de amastigota de cultura axênica de L. (L.) i. chagasi, no diagnóstico sorológico dos diferentes perfis clínico-imunológicos da infecção humana por L. (L.) i. chagasi. Foram analisadas 84 amostras de soro de indivíduos que participaram de inquérito epidemiológico em área urbana – sede do município de Conceição do Araguaia – em 2015, sendo 69 com diagnóstico prévio da infecção, ou seja, 16 do perfis IA, 15 do perfil ISR, 15 do perfil III, 11 do perfil ISSO, e 12 do perfil IS (=LVA), e 15 indivíduos não infectados (RIFIIgG- /RIM- ). Os resultados demonstraram, de modo geral, uma maior reatividade sorológica por ELISA com antígeno de cultura axênicas (72,62%) do que pela RIFI com os dois antígenos empregados, antígeno bruto de hamster (63,10%) e antígeno bruto de cultura axênica (69,05%), porém, não apresentou diferença estatística P>0,05. Contudo, ao comparar a reatividade nos perfis clínicos-imunológicos, notou-se que, em particular, no perfil IA que os antígenos de cultura axênica, bruto e solúvel, apresentaram rendimentos significativamente superiores tanto pela RIFI (56,3%) quanto pelo ELISA (68,7%), ao antígeno bruto de hamster por RIFI (0%), refletido uma concordância diagnóstica fraca entre os antígenos de cultura axênica versus antígeno bruto de hamster. Porém, no pólo dos perfis clínicos-imunológicos sintomáticos (ISO e IS=LVA), observou-se uma excelente concordância diagnóstica entre os antígenos utilizados tanto na RIFI quanto no ELISA, sendo considerada perfeita (k=1,0), assim como nos grupos dos indivíduos não infectados (k=1,0). Com base nesses resultados, é possível inferir que os antígenos, bruto e solúvel, de amastigota de L. (L.) i. chagasi de cultura axênica apresentam melhor desempenho antigênico que o bruto de amastigota de hamster da mesma espécie, razão porque devem ser indicados para serem utilizados pela RIFI e ELISA no diagnóstico sorológico não só da LVA, como também, no diagnóstico sorológico de outros perfis clínico-imunológicos de interesse para estudos de monitoramento de infecção em área endêmica.

  • CAROLINA MORAES DA SILVA
  • ANÁLISE DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DAS HEPATITES VIRAIS B E C.

  • Data: 15/07/2019
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  • O vírus da hepatite B (HBV) e o vírus da hepatite C (HCV) acometem juntos, aproximadamente, 430 milhões de pessoas no mundo. Um número significativo de indivíduos infectados por estes vírus se torna portador crônico, podendo progredir para hepatite crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular (CHC). O desfecho da doença possui como fator determinante a resposta imunológica. O papel das células Th1, Th2 e Treg na infecção ocasionada pelo HBV e HCV é extremamente precária frente a um contexto de grande necessidade de compreensão dos fatores imunológicos que ocasionam a doença. Neste sentido o objetivo deste estudo foi de avaliar a expressão gênica das respostas Th1 (IFN- e TNF-α), Th2 (IL-4) e Treg (IL-10 e TGF-β) nos pacientes infectados pelo HBV e HCV, separadamente, e comparar estas respostas entre as infecções. Realizou-se a coleta de sangue, separação das células linfomononucleares, isolamento e quantificação do RNA, síntese de cDNA. Em seguida, a qPCR para os genes constitutivos e das citocinas IFN-, TNF-α, IL-4 e IL-10 e TGF-β foi realizada para os pacientes infectados por HBV e HCV. A expressão gênica de cada genes foi calculada com a fórmula 2-CT , onde CT é CTgene-CTconstitutivo. Foram incluídos neste estudo 43 pacientes, sendo 12 infectados pelo HBV e 31 por HCV. Verificou-se que tanto os pacientes infectados por HBV como HCV apresentaram maior expressão de TNF-α, seguida de TGF-β e IL-10. Os genes com menor expressão foram IFN- e IL-4 nas duas infecções. No HBV somente o TNF-α vs TGFβ e IL-10 vs TGF-β apresentaram correlação positiva e significante. Os pacientes infectados por HCV a maioria dos genes se apresentou correlacionada positivamente, somente não se correlacionaram de forma significante e IFN- vs IL4, IL4 vs TNFα e IL4 vs TGFβ. A comparação dos resultados entre os pacientes infectados por HBV e HCV que esses pacientes apresentaram o mesmo perfil, com alta de TNFα e baixa de IFN-. Porém, o TNFα foi mais expresso nos pacientes infectados pro HBV e o IFN- foi mais expresso nos pacientes com HCV. Em relação às expressões de TGF-β e IL-10, os pacientes infectados por HCV apresentaram maior expressão em relação aos infectados por HBV. A expressão de IL-4 foi semelhante nos dois grupos. Os pacientes com HBV apresentaram maior desequilíbrio entre as respostas, diferente do que foi visto com os pacientes com HCV. Estas diferenças pode ajudar a explicar o elevado número de casos de CHC com a infecção por HBV em relação ao HCV.

  • ADELIA OLIVEIRA DA CONCEICAO
  • SENSIBILIDADE TÁTIL DA FACE: DADOS NORMATIVOS E COMPARAÇÃO COM PACIENTES HANSENIANOS.

  • Data: 02/07/2019
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  • A detecção tátil consiste na capacidade de identificar o toque gerado por um estímulo, já a locognosia representa a capacidade de identificar o estimulo e o local de origem do mesmo. O dano neural na hanseniase causa perda sensibilidade tátil/ térmica e/ou dolorosa compromete a função dos receptores sensoriais de captar e traduzir estímulo da superfície corporal em impulso nervoso, por isso este estudo é relevante, pois identificar a presença de alteração de sensibilidade na face permite prevenir lesões graves das estruturas faciais como nariz e olhos, além de poder contribuir para o diagnóstico precoce da hanseníase. O estudo foi analítico, observacional do tipo transversal incluindo pacientes portadores de hanseníase e individuos não portadores. Com o objetivo de comparar a sensibilidade tátil da face de pacientes com diagnóstico de hanseníase com pessoas sem a doença utilizando o monofilamento de Semmes-Weinstein (MSW). O local da pesquisa foi o Núcleo de Medicina Tropical-Universidade Federal do Pará. Participaram do estudo 10 casos de hanseniase e 17 casos não hansenianos. Utilizou-se para coleta de dados os filamentos azul, lilás e vermelho do kit de monofilamentos de MSW e uma avaliação adaptada contendo exame de detecção tátil (locognosia). O grupo hanseniano foi composto de 10 casos, sete eram do sexo masculino, nove com idade de 20 a 59 anos, oito eram multibacilares e Dimorfo. O grupo de não hanseniano composto de 17 casos, nove eram do sexo feminino e dezesseis com idade de 20 a 59 anos. A presente tese teve como principal achado a caracterização da sensibilidade tátil em diferentes locais da face de hansenianos para monofilamentos de diferentes gramaturas comparando os resultados com individuos não hansenianos. Foi observado que o monofilamento que diferenciou maior quantidade de pontos entre o grupo hanseniano e não hanseniano foi o de cor azul (0,2g). No entanto mesmo em filamentos de maior gramatura que o de cor azul, ainda foi possível encontrar diferenças em alguns pontos. Também foi achado que os pontos P3 (ramo maxilar), P5 (ramo mandibular) e P7 (ramo mandibular) foram aqueles que permitiram encontrar mais frequentemente diferenças entre o grupo hanseniano e o grupo não hanseniano. Estes pontos situam-se na face lateral do rosto, região de inervação do nervo trigêmio, ramo maxilar e ramo da mandibular, próximo ao tronco nervoso do mesmo onde ele se divide em seus ramos sensitivos para inervar a face.

  • INGRID CHRISTIANE SILVA
  • EPIDEMIOLOGIA DA INFECÇÃO POR HTLV-2 NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM, PARÁ, BRASIL.

  • Data: 28/06/2019
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  • O vírus linfotrópico-T humano 2 (HTLV-2) é endêmico em comunidades tradicionais da América, Ásia, África e em usuários de drogas intravenosas na América do Norte, Europa e Ásia. No Brasil, estudo realizado em região endêmica da Amazônia brasileira, demonstrou significativa transmissão vertical da infecção por HTLV-2. Mesmo sem apresentar elevada morbimortalidade, observa-se a necessidade de realizar vigilância epidemiológica da infecção. Objetivo: Avaliar aspectos epidemiológicos e moleculares da infecção por HTLV-2 em área endêmica da Amazônia brasileira. Métodos: Foram investigados indivíduos identificados com a infecção por HTLV-2 (casos índices - CI) e seus familiares, atendidos em ambulatório de uma unidade federal de ensino em saúde em Belém do Pará, entre 2008 e 2018. Estudo molecular do gene env e da região 5’LTR foi realizado no genoma proviral para a identificação do subtipo viral e relações filogenéticas. Resultados: Foram identificados 83 CI de HTLV-2, que apresentaram média de idade de 50 anos (±15,3), dos quais 56 (67,5%) são mulheres. A infecção se mostrou associada ao aumento da idade, ao histórico de ter recebido transfusão sanguínea e à etnia indígena. Foram investigadas 33 famílias e em 20 (60,6%) delas tinha um ou mais familiar infectado com HTLV-2. Transmissão horizontal e vertical pode ter ocorrido 66,7% (12/18) e 53,4% (8/15) das relações investigadas, respectivamente. Análises do sequenciamento nucleotídico demonstram que todos os casos são HTLV-2c, se apresentando como aproximadamente 15% dos casos de infecção por HTLV da região. As sequências do estudo apresentaram similaridade nucleotídica superior a 95% entre si e relações filogenéticas mais próximas com amostras brasileiras da região Norte e Nordeste (similaridade superior a 92%). A maioria das sequências apresenta mutações sinônimas exceto em duas amostras que se fazem mais divergentes (cerca de 4% das demais amostras deste estudo). Conclusão: A infecção por HTLV-2c como maior parte dos infectados na região assume provável influência indígena na sua evolução. A elevada frequência de transmissão intrafamiliar aponta para a necessidade de ações de vigilância que minimizem novas infecções e suas consequências.

  • EVA LORENA JAQUES RODRIGUES
  • IMAGEM CORPORAL E SUA RELAÇÃO COM ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LIPODISTROFIA SECUNDÁRIA À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL.

  • Data: 23/04/2019
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  • A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) é definida como uma doença crônica, complexa, de curso lento que tem como agente etiológico o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua transmissão pode ocorrer por via sexual, vertical ou parenteral, podendo acometer desde crianças até idosos, impactando a qualidade de vida daqueles que convivem com a doença (MELO et al., 2016). A prevalência da infecção varia entre os diferentes países, onde os países em desenvolvimento são os mais afetados pela mesma. Na África, são 5 milhões e 600 mil pessoas com HIV/AIDS , atingindo principalmente as mulheres. Quando se fala em África Subsariana, a epidemia revela que 60% das pessoas vivem com HIV. No Leste Europeu bem como na Ásia Central, o cenário epidemiológico é de 1% na população em geral (MARTINS et al.,2014). No Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico da Aids (2016), há 32.321 casos de infecção pelo HIV, sendo 2.988 casos na região Norte (9,2%). No período de 2007 a 2017, foram identificados 194,217 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo 14.275 na região Norte (BRASIL, 2016; POLEJACK; SEIDL, 2010). A terapia antirretroviral combinada (TARV) foi introduzida em 1990 no Brasil, com distribuição aos pacientes com HIV/AIDS que necessitavam de tratamento a fim de minimizar os efeitos da imunossupressão objetivando diminuir a mortalidade e morbidade que eram consequência da infecção pelo vírus, consequentemente aumentando a qualidade de vida. No entanto, apesar de tais benefícios, o seu uso foi associado a modificações da gordura corporal com redistribuição da mesma e alterações metabólicas tais como resistência a insulina, hiperlipidemia com alterações de colesterol e triglicerídeos, a chamada síndrome lipodistrófica (SILVA et al., 2016). Ao longo da história epidemiológica do HIV, com a inserção da TARV o perfil dos pacientes portadores da doença tem sofrido mudanças. Estes têm evoluído da desnutrição grave a mudanças corporais com prevalência de excesso de peso e obesidade, devido à lipodistrofia associada ao HIV (GOMES; LOURIVAL, 2016)

  • JAMES LIMA FERREIRA
  • DETECÇÃO E CLASSIFICAÇÃO FILOGENÉTICA DE VÍRUS INFLUENZA A DE AVES MIGRATÓRIAS NO BRASIL.

  • Data: 17/04/2019
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  • O vírus influenza A é uma ameaça persistente e significativa para a saúde pública. Uma vez que, além das recorrentes epidemias sazonais, causadas pelos vírus influenza A humano, ocasionalmente, um vírus influenza A de origem animal causa infecções em seres humanos, que podem se transformar em uma pandemia global, como ocorrido em 2009. Este vírus é conhecido pela sua capacidade de infectar uma ampla e diversificada variedade de animais, entre eles citam-se: as aves, os suínos, equinos, quirópteros, entre outros. Sendo as aves aquáticas reconhecidas como os principais reservatórios naturais dos vírus influenza A, especialmente as das ordens Anseriformes (exemplos: patos, gansos e cisnes) e Charadriiformes (exemplo aves marinhas, gaivotas e andorinhas). Compreender o movimento de longa distância de aves selvagens migratórias e identificar os subtipos de Hemaglutininas e Neuraminidase é importante para inferir hipóteses da circulação de vírus da Influenza Aviária (IA). Entre os anos de 2006 e 2007 foram coletadas 2.252 amostras (swabde traquéia e cloaca), obtidas em locais que fazem parte da rota de migração do Atlântico e Mississipi, a partir de uma variedade de espécies de aves em regiões dos estados da Bahia, Pará e Pernambuco, para vigilância epidemiológica do vírus influenza. O objetivo deste estudo foi investigar e classificar molecularmente a circulação de vírus influenza entre aves migratórias que utilizam as rotas que passam pelos estados brasileiros supracitados. Para isso, as amostras foram analisadas através de técnicas de biologia molecular, que compreenderam duas etapas principais: a) extração de RNA a partir do espécime biológico; b) Identificação das amostras positivas pela técnica de Transcrição Reversa seguida pela PCR em tempo real (RTqPCR); c) Sequenciamento pela técnica de nova geração (Nextgenerationsequencing). Os resultados obtidos mostraram que do total de amostras testadas, 7,2% (n = 158) foram positivas por RT-qPCR para o vírus influenza A. Observou-se uma diferença de positividade para o vírus entre as espécies de aves analisadas, sendo esta de 2,5% para a ordem Charadriformes, 3,18% entre as aves da a ordem Anseriformes, 0,08% das aves pertencentes a ordem Pelecaniformes e 1,29% para aquelas da ordem Suliformes. Entre as amostras das ordens Passeriformes e Columbiformes nenhuma amostra foi positiva para vírus influenza. O sequenciamento genético indicou a classificação H1 e H3 e N1 e N2 considerados de baixa patogenicidade e ainda estreita relação filogenética com subtipos de referência. Os dados sugerem variação entre os locais de coleta, tendo o estado do Pará com o menor percentual de positividade, a Bahia com segunda maior taxa e por fim Pernambuco apresentando maior valor de prevalência absoluta. Este estudo mostra que apesar de poucas investigações realizadas no território brasileiro, constata-se circulação de vírus influenza A entre diversas espécies de aves migratórias que utilizam os estados do Pará, Bahia e Pernambuco como locais de parada e reprodução de suas espécies. Estes achados justificam novas investigações para compreender a dinâmica dos vírus da gripe aviária na população de aves selvagens circulantes no Brasil, e seu papel como fonte em potencial de infecção para outros animais, inclusive o homem

  • LEIDIANA SILVA DE ALMEIDA
  • DISTRIBUIÇÃO DE RESIDÊNCIAS DE PACIENTES NOTIFICADOS COM DENGUE: A ALEATORIEDADE
    COMO FATOR LIMIAR PARA INFERÊNCIAS SOBRE A DISPERSÃO GEOGRÁFICA DA DOENÇA.

  • Data: 17/04/2019
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  • A partir de 2015, o Brasil passou a enfrentar epidemias relacionadas às doenças
    causadas pelos vírus da dengue, chikungunya e zika, todas consequência da transmissão
    desses vírus ao ser humano pelo mosquito Aedes aegypti. A febre da dengue é a doença
    infecciosa que se propaga mais rapidamente pelo mundo, com quadros clínicos que
    variam de assintomáticos a hemorrágicos. Por outro lado, a febre chikungunya é
    caracterizada por uma alta morbidade e mortalidade, deixando a população afetada com
    graves sequelas. Já a infecção pelo zika é preocupante, pois está associada à
    microcefalia em crianças recém-nascidas e à Síndrome de Guillain-Barré. Neste
    contexto, e considerando que as interações vetor-hospedeiro ocorrem principalmente em
    residências, torna-se importante entender se a distribuição das residências dos casos
    notificados no espaço das cidades obedece a uma dinâmica completamente aleatória, ou
    se é possível, através de uma análise matemática robusta, reconhecer padrões
    associáveis à presença da rede de dispersão subjacente, formada por interações no
    complexo ambiente-vírus-vetor-hospedeiro. Assim, este projeto de pesquisa científica
    objetiva testar a hipótese de que a distribuição das residências dos casos notificados
    obedece uma Completa Randomização Espacial. Para isto, foram utilizados dados de
    notificações de casos diagnosticados em todos os 144 municípios do Estado do Pará,
    onde seis municípios foram escolhidos para esse estudo, fornecidos pela Secretaria de
    Saúde do Governo do Estado do Pará (SESPA), assim como dados de localização do
    Sistema de Posicionamento Global dos endereços residenciais desses casos notificados.
    De posse das coordenadas geo-espaciais, foram realizadas medidas de aleatoriedade,
    modularidade e heterogeneidade na distribuição espacial dessas coordenadas, medidas
    essas utilizadas na Teoria dos Grafos. Deste modo, espera-se que os resultados da
    presente proposta sirvam de base para a inferência de redes de dispersão mais ajustadas
    à realidade subjacente ao observado nos dados epidemiológicos de infecção viral, e com
    poder de previsão mais preciso e acurado, aplicável tanto para o entendimento da
    dinâmica do complexo ambiente-vírus-vetor-hospedeiro, como para a prática de
    vigilância epidemiológica

  • ANDREI SILVA FREITAS
  • PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA AS HEPATITES VIRAIS B E C EM PACIENTES SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PA.

  • Data: 29/03/2019
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  • As hepatites virais são doenças causadas por diferentes agentes etiológicos que têm
    em comum o hepatotropismo. No Brasil há grande variação regional na prevalência
    da cada hepatite viral. Dentre as hepatites virais conhecidas, as mais importantes
    são as causadas pelo Vírus da Hepatite B (HBV) e o Vírus da Hepatite C (HCV).
    Epidemiologicamente, a relevância dessas doenças deve-se à larga distribuição
    geográfica e ao enorme número de indivíduos infectados, em praticamente todos os
    países do mundo. Do ponto de vista clínico, ambas apresentam um potencial para
    cronificação, estando intimamente associadas ao aparecimento de graves afecções
    hepáticas, destacando-se a cirrose e o carcinoma. Trabalhos recentes reportam que
    pacientes renais crônicos que realizam hemodiálise tem alto risco de adquirir o HBV
    e HCV. Associado com o alto risco de complicações hepáticas e queda das chances
    de transplante de rins, a doença hepática pode evoluir a uma modesta inflamação
    hepática a um carcinoma hepatocelular. O objetivo deste trabalho foi estudar as
    Hepatites Virais B e C em pacientes portadores de Doença Renal Crônica, no
    município de Santarém-PA no período de 2015 – 2017. Um total de 298 pacientes
    foram entrevistados em dois Centros de Hemodiálise. Amostras de sangue foram
    tomadas para a determinação dos marcadores sorológicos da Hepatite B e C pelo
    ELISA (Enzyme-linked Immunosorbent Assay e foram empregados testes de
    comparação Qui Quadrado e o teste de Odds Ratio (OR) para a associação dos
    fatores de riscos com os marcadores sorológicos. A significância estatística aceitada
    foi de 95%. Foi observada uma maior frequência de indivíduos do sexo masculino
    com 64,1% (191/298) em relação ao feminino, com 35,9% (107/298). Foi observado
    um percentual de 26,85% (80/298) de indivíduos que já entraram em contato com o
    HBV e na analise do marcador sorológico Anti-HCV foi observado que somente
    5,4% (17/298) foram reagentes. Quanto aos fatores de risco a que esta população
    esta exposta, o tempo de hemodiálise, múltiplos parceiros sexuais e
    compartilhamento de alicates de unha, foram estatisticamente significantes.
    Pacientes submetidos à Hemodiálise tem um grande risco de adquirir a infecção
    pelo HBV e pelo HCV devido à exposição parenteral ser uma importante rota de
    transmissão e estes tendem a se tornarem portadores crônicos do HBV devido ao
    seu sistema imunológico está deficiente. O tempo de hemodiálise, o estado uremico
    dos pacientes e as altas taxas de prevalência contribuem para o desenvolvimento de
    cronicidade e desenvolvimento de carcinoma hepato celular. O controle da infecção
    pelo HBV tem sido um desafio constante no manejo de pacientes com doença renal
    crônica e estudos como este, devem ser realizados a fim de tentar traçar novas
    estratégias de prevenção e controle destas patologias nesta população

  • CLÁUDIA SIMONE BALTAZAR DE OLIVEIRA
  • RESPOSTAS TOXICOLÓGICAS E OXIDATIVAS ASSOCIADAS AO CONSUMO DE PEIXE E FARINHA DE MANDIOCA EM UMA POPULAÇÃO RURAL DO NORDESTE PARAENSE

  • Data: 18/03/2019
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  • As populações rurais concentram no peixe e na farinha de mandioca as suas principais bases alimentares, o que pode ocasionar a exposição ao mercúrio e ao cianeto respectivamente. Dessa forma, ambas entidades químicas são de grande interesse toxicológico, devido ao elevado grau de toxicidade e oxidativo sobre indivíduos quando expostos Objetivo: Avaliar as respostas toxicológicas e oxidativas associadas ao consumo de peixe e farinha de mandioca em uma população rural do nordeste paraense Material e métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal, desenvolvido em área rural do nordeste do Pará, em 2016 a 2018. Foram avaliadas as concentrações de cianeto em 14 amostras de farinha de mandioca e níveis de Hgtotal em 90 exemplares de pescado e em 76 residentes de uma comunidade rural. A frequência semanal de ingestão de peixe e de farinha de mandioca, além das concentrações de MDA e MeHb foram também investigados.As concentrações média de cianeto total das amostras de farinha de mandioca foram 20,06 e 14,24 mg/HCN/Kg na comunidade A e B respectivamente, diferindo estaticamente do valor preconizado pela OMS (10 mg/HCN/Kg), p=0,02. As concentrações de Hgtotal no pescado analisado ficaram abaixo 1,0 ppm. As maiores concentrações de HgTotal foram obtidas das amostras do peixe C.latus com 0,42 µg/g e H.malabaricus com 0,4 µg/g respectivamente na comunidade A e B. A concentração mediana de Hgtotal dos residentes foi de 2,72 µg/g e máximo de 23,0 µg/g. O peixe foi o alimento mais consumido em relação a farinha (p=0,03). Na categoria <2 refeições semanal de peixe a mediana de Hgtotal foi maior (4,77 µg/g), quando comparada aos grupos de maior consumo. Maiores concentrações de MDA e de MeHb foram observadas no grupo de maior consumo de farinha. As concentrações de MDA foram maiores no grupo de alto consumo de pescado (p=0,02). A MeHb no grupo de baixo consumo (3,4%) foi menor que a de maior consumo (4,0%). O grupo não exposto ao HCN através da produção de farinha, apresentou mediana de 1,7 e no grupo exposto, 1,9 µM/MDA. A mediana de MeHb foi de 4,0% e 1,9% respectivamente nos grupos exposto e não exposto, sem diferença significativa (p>0,05). Conclusão: Os resultados mostraram altas concentrações de cianeto na farinha de mandioca, baixas concentrações de Hgtotal no pescado, em população rural com elevada frequência de consumo de peixes. Os resultados sugerem a influência do mercúrio e do cianeto nas alterações bioquímicas e oxidativas observadas. Sendo assim, a orientação acerca das etapas de produção desse alimento deve ser feita no sentido de garantir a ingestão segura da farinha de mandioca

  • BRUNA RAFAELA DA SILVA SOUSA
  • COMPARAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO LIMIAR DE CONTRASTE DE LUMINÂNCIA MASCARADA POR RUÍDO DE COR ENTRE TRICROMATAS E DICROMATAS

  • Data: 01/03/2019
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  • Tem sido descrito que a percepção de um ruído de cor aumenta os limiares de discriminação de luminância em pessoas com visão de cor normal. A presente dissertação buscará testar se a falta da visão de cores levará perda da inibição sobre a discriminação de luminância. Este passo é fundamental para o desenvolvimento de testes clínicos para aplicação deste novo protocolo de avaliação visual. O objetivo do presente trabalho é comparar ainibição cromática sobre a percepção limiar de luminância em sujeitos tricromatas normais e saudáveis e sujeitos com perda da visão de cores congênita.Vinte e duas pessoas foram recrutadas para compor a amostra deste estudo, sendo 12 sujeitos tricromatas normais e 10 sujeitos com deficiência congênita da visão de cores. O fenótipo da visão de cores será definido através do teste Colour Assessment and Diagnosis (CAD) e por avaliação genética dos genes da opsina L e M. Para investigar a interação dos mecanismos de cor e luminância na visão dos sujeitos, será aplicado o teste de mascaramento de cor para tarefa de discriminação de luminância.Os valores de limiar de discriminação de luminância foram estudados em função da saturação de 3 ruídos de cor (protan, deutan e tritan). Os dados foram ajustados a funções de Michaelis-Menten e os resultados de tricromatas e dicromatas foram comparados usando teste t e os resultados dentro do mesmo grupo foram comparados usando ANOVA uma via. Foi observado em tricromatas que os limiares de discriminação de luminância pioravam com o aumento da saturação do ruído de cor de forma igual para todos os tipos de ruído usados (p > 0,05). No entanto, para os dicromatas houve maior alteração dos limiares de luminância quando testados com o protocolo tritan que com os protocolos protan e deutan (p < 0,05). Os tricromatas tiveram maiores alterações de limiares de luminância que os dicromatas quando testados usando o ruído protan e deutan (p < 0,05), mas não com o ruído tritan (p > 0,05). O presente trabalho mostrou que a alteração de discriminação de luminância quando mascarada por ruído de cor é dependente principalmente da percepção de cores.

  • BEATRIZ HELENA BALDEZ VASCONCELOS
  • ANÁLISE DO EQUILÍBRIO POSTURAL ESTÁTICO E FUNCIONALIDADE EM PACIENTES PORTADORES DE HTLV-1

  • Data: 05/02/2019
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  • O objetivo deste estudo foi analisar os parâmetros posturográficos em pacientes portadores de
    HTLV-1 com e sem PET/MAH. Foram incluídos 74 voluntários nesta pesquisa, sendo 18
    portadores de HTLV-1 com PET/MAH (grupo PET/MAH), 21 portadores de HTLV-1 sem
    PET/MAH (grupo HTLV-1) e 35 voluntários saudáveis (grupo Controle). Nos pacientes
    portadores do vírus foram realizadas avaliações que incluíam registros de queixas clínicas
    relacionadas à PET/MAH e funcionais, pesquisa de reflexos aquileu e patelar, sensibilidade da
    região plantar dos pés com uso do Kit de monofilamentos, aplicação da escala Berg balance, e
    a avaliação do equilíbrio postural semi-estático por meio da plataforma de força de olhos
    abertos e fechados. Os dados obtidos foram tabulados em planilha do Excel, e nas variáveis
    quantitativas foram realizadas análises descritivas de média, mediana e desvio padrão. A análise
    estatística dos dados da plataforma de força foi realizada pelos programas RStudio e BioStat
    considerando p-valor < 0,05. Os resultados mostram parâmetros posturográficos de amplitude
    AP e ML, deslocamento total, área, velocidade e frequência mediana AP alterados no equilíbrio
    postural semi-estático de pacientes com PET/MAH quando comparados aos grupos HTLV-1 e
    Controle de olhos abertos e fechados; pacientes do grupo HTLV-1 tiveram valores discrepantes
    quando comparados ao Controle em alguns parâmetros, mas não foram suficientes para
    apresentarem diferença estatística significante entre eles. O grupo PET/MAH apresentou maior
    prevalência de queixas clínicas e funcionais, assim como alteração de reflexos, da sensibilidade
    e maior risco de quedas. Concluímos que os parâmetros posturográficos encontram-se alterados
    nos pacientes de HTLV-1 com PET/MAH e que as modificações no grupo HTLV-1 são mais
    sutis não demonstrando grandes oscilações do centro de pressão comparados ao grupo Controle.

  • DANILO DE SOUZA ALMEIDA
  • Vigilância epidemiológica da infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) em região endêmica da Amazônia brasileira no período de dez anos.

  • Data: 04/02/2019
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  • O vírus linfotrópico T-humano (HTLV) (POIESZ et al., 1980) pertence à família Retroviridae, subfamília Orthoretrovirinae, gênero Deltaretrovirus e à espécie do vírus linfotrópico T primata (PTLV) (ICTV, 2017). Até o presente momento foram descritos quatro tipos de HTLV (1, 2, 3 e 4) (ICTV, 2017). O HTLV-1 ocorre em todos os grandes continentes (MALONEY et al., 1992). O HTLV-2 está presente na África e no continente Americano (HALL et al., 1994). Os HTLV-3 e 4 foram descobertos na área rural do sul de Camarões e até o presente momento são restritos a esta região (WOLFE et al. 2005, CALATTINI et al. 2005). O número de pessoas infectadas pelo HTLV no mundo, foi estimado inicialmente entre 10 e 20 milhões de pessoas (G. DE THÉ e KAZANJI et al., 1996; MATSUOKA et al., 2003; VERDONCK et al., 2007), entretanto as ultimas estimativas (GESSAIN & CASSAR, 2012) relatam que esse numero ficou entre 5 e 10 milhões, mesmo os autores declarando que este número seja provavelmente subestimado. Esta infecção é endêmica em muitas partes do mundo e a alta prevalência na população geral foi observada no sul do Japão (10%) (YAMAGUCHI, 1994; MUELLER et al., 1996); Jamaica e Trindade Tobago (6%) (BLATTNER et al, 1990; MURPHY et al., 1991) e Guiné-Bissau, Camarões e Benin (5%) (DUMAS et al., 1991; GESSAIN and de The, 1996; ANDERSSON et al., 1997; SARKODIE et al., 2001; COOPER et al., 2009; YAMASHIRO et al., 2012; NADERI et al., 2012). Na América do Sul (Argentina, Brasil, Colômbia e Peru), observou-se uma prevalência de 2% de soropositividade baseada em estudos em doadores de sangue (PROIETTI et al., 2006) No Brasil, acredita-se que em termos absolutos, pode ter o maior número de soropositivos do mundo (CATALAN-SOARES, 2005). Estudo realizado em doadores de sangue das 27 capitais, demonstrou uma distribuição heterogênea, com uma variação de 0,4/1000 em Florianópolis (SC) a 10/1000 em São Luís (MA). Destacamse como estados de maior prevalência o Maranhão, Pará e Bahia (6,7 a 10/1000, respectivamente). Apresentam-se com média prevalência o Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins (3,4 a 6,6/1000). Os demais estados apresentam uma prevalência abaixo de 3,4/1000 (GOLDEN et al., 2003; CATALAN-SOARES, 2005).

  • CAROLINE SANTOS CONSTANTE DO NASCIMENTO
  • DESEMPENHO PSICOFÍSICO SOMESTÉSICO PARA UMA TAREFA DE LOCOGNOSIA: DESENVOLVIMENTO DE UM TESTE AUTOMATIZADO E COMPARAÇÃO COM UM TESTE MANUAL

  • Data: 31/01/2019
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  • A avaliação da sensibilidade constitui uma importante parte do diagnóstico e do acompanhamento de indivíduos após uma lesão de nervos periféricos, e para isso, é primordial a existência de testes que sejam capazes de quantificar o dano e a recuperação da sensibilidade de forma mais objetiva possível. O teste dos monofilamentos de Semmes-Weisntein (MSW) apesar de muito empregado, tanto na pesquisa como clinicamente, já foi demonstrado que sua confiabilidade e reprodutibilidade são frágeis em virtude de ser dependente da pressão empregada pela mão de cada avaliador. Assim, o presente estudo teve como objetivo desenvolver e testar em indivíduos saudáveis um dispositivo automatizado para a avaliação sensorial somestésica para uma tarefa de locognosia e compará-lo ao teste tradicional de MSW, visando contribuir com a maior precisão do diagnóstico e tratamento de lesões neurológicas periféricas com comprometimento sensitivo periférico. Foram avaliados 40 indivíduos sem lesões de nervos periféricos ou queixas de alterações de sensibilidade, sendo submetidos ao teste manual com os MSW e ao teste automático. Os testes foram realizados em uma das mãos dos voluntários, com os olhos vendados e testados sete pontos, repetidos três vezes cada filamento. Os voluntários deveriam assinalar em uma imagem da mão o ponto mais exato de onde sentiram cada estímulo. Após a coleta, os resultados foram analisados, sendo atribuídos dois pontos para localizações corretas, um ponto para localizações próximas e zero ponto para localizações erradas ou ausentes. Os resultados demonstraram que o filamento verde, filamento mais suave e que identifica a sensibilidade normal, se mostrou mais difícil de ser localizado corretamente pelos voluntários do estudo em todos os sete pontos das mãos que foram investigados quando aplicado com o teste automático. O teste automatizado diferiu do teste manual quanto aos resultados de reconhecimento locognósico em pessoas saudáveis nos filamentos de menor gramatura, pois o filamento verde se apresentou diferente estatisticamente quando aplicado com o teste automático em todos os pontos avaliados. É necessário destacar ainda a necessidade de investigações do teste automático em indivíduos com alterações de sensibilidade periférica, a fim de determinar a sensibilidade e a especificidade do teste automático.

  • ELCIMARA DA PAIXÃO FERREIRA CHAGAS
  • RESPOSTA IMUNOLÓGICA INFLAMATÓRIA TECIDUAL ASSOCIADA AO HPV (PAPILOMAVÍRUS HUMANO) EM LESÕES PRÉ-NEOPLÁSICAS E NEOPLÁSICAS NO COLO UTERINO

  • Data: 30/01/2019
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  • As lesões do colo do útero progridem de baixo grau para alto grau e carcinoma invasivo do colo uterino. O principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões formação do câncer do colo do útero é a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). As evidências demonstradas por um grande número de estudos sugerem que a transformação maligna envolve a perda alteração de diversos marcadores celulares da resposta imunológica inata, tais como: Células dendríticas, TLR9, e-caderina e β-defensinas. Por isso, objetivou-se neste estudo avaliar a resposta imunológica inflamatória tecidual em lesões intraepiteliais de baixo, alto grau e câncer do colo uterino associadas ao HPV. As amostras são biópsias do colo uterino, de um laboratório de referência de Belém, foram avaliadas em histopatologia, processadas em histotécnico, e emblocados em parafina, e realizados cortes histológicos para extração de DNA, Repli-g, PCR para detecção do HPV, e PCR em tempo real para subtipagem do HPV com 9 sondas específicas para os subtipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 35, 52 e 58. Cortes histológicos em lâminas silanizadas foram realizados nas amostras, para a detecção dos antígenos específicos por imunoistoquímica para os seguintes marcadores: S100, CD1a, CD207, E-caderina, HBD1, HBD2, HBD3 e TRL9. Houve uma prevalência de 72% de DNA HPV em todas as amostras, sendo mais prevalente nas LIEBG (92%). O subtipo mais detectado foi do HPV16 (31,94%), seguido pelo HPV58 (27,7%), sendo que somente 16 amostras não foram tipadas entre as 9 sondas utilizadas. O perfil de células dendríticas por S100 foi maior número de marcações no CCU (2120 células) e menor em Cervicite (729 células) com significância estatística na comparação entre LIEBG e CCU (valor de p= 0,0118) e LIEAG e CCU (valor de p= 0,0192), em CD207 foi maior em LIEBG (308 células) e menor em cervicite (125 células), sem significância estatística na comparação entres os grupos, e em CD1a as marcações foram maiores em LIEBG (665 células) e menor em cervicite (332 células) sem significância estatística na comparação entres os grupos. E-caderina não apresentou diferenças com significância estatística entres os estadiamentos das lesões e nem relacionada a presença do HPV. TLR9 teve numericamente mais marcações no CCU e menor no LIEBG, tendo significância no CCU quando comparado a cervicite (p = 0,0453) e a LIEBG (p= 0,0021), e também na comparação entre LIEBG e LIEAG (p= 0,0195). HBD1 e HBD3 apresentaram significância estatística para as correlações de Cervicite e LIEAG, Cervicite e LIEBG, LIEBG e LIEAG e também entre LIEBG e CCU, e HBD2 para as comparações entre LIEBG e CCU e LIEAG e CCU. O entendimento das alterações em cada um destes componentes da resposta imunológica, juntamente com o rastreio dos subtipos virais de alto e baixo potencial oncogênico ajuda a elucidar a resposta imunológica inata e os possíveis caminhos para o desenvolvimento das neoplasias até o câncer invasivo do colo uterino. Podendo direcionar tratamento, prevenção, melhor prognóstico e diagnóstico precoce.

  • ALEJANDRA MARIA MARADIAGA ORTEGA
  • PERSISTÊNCIA DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) APÓS TRATAMENTO DO CÂNCER DO COLO UTERINO NO NORTE DO BRASIL

  • Data: 28/01/2019
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  • O câncer de colo uterino (CCU) é depois do câncer de mama, a principal causa oncológica de morte entre mulheres que vivem em países em desenvolvimento. O CCU é o terceiro câncer mais incidente no Brasil e sem considerar os tumores de pele não melanoma é o primeiro mais incidente na região Norte do Brasil. O vírus do Papiloma humano-HPV é considerado o agente causal do CCU e associado a diferentes fatores de risco inerentes a cada mulher (comportamentais, reprodutivos e socioeconômicos), determina o desenvolvimento desta doença. A infecção pelo HPV é na maioria das vezes, assintomática e transiente; porém, 10-20% das infecções causadas principalmente por genótipos de alto risco oncogênico do vírus podem persistir e levar ao CCU invasivo. O objetivo deste estudo foi investigar a persistência do HPV em amostras cervicais em mulheres com CCU, após ser tratadas com radioterapia e/ou quimioterapia concomitante, com o fim de determinar se a infecção com o vírus, pode ser um fator de risco de recorrência da doença ou estar associado a um pior prognóstico. No período de julho de 2015 a julho de 2018, foram selecionadas 44 pacientes, com idade média de 47 anos, com CCU (em estádios da doença IB1-IVB), atendidas no Hospital Ophir Loyola, centro de referência oncológica no estado de Pará. Foram coletados dados clínico-epidemiológicos e duas amostras de esfregaço de cérvice (uma anterior e outra posterior ao tratamento) totalizando 88 amostras para o diagnóstico do HPV. As amostras foram analisadas por Reação em Cadeia da Polimerase (Nested PCR) para detectar a presença do DNA do HPV; e foram genotipadas para 9 tipos virais (dois de baixo risco: 6 e 11, e sete de alto risco oncogênico: 16,18,31,33,35,52,58) por PCR em tempo real. Verificou se que a maioria das pacientes foram tratadas por câncer epidermóide no estádio IIB da doença; e que antes do tratamento o HPV estava presente em 93% (41/44) das pacientes, persistindo em 75% (33/44) delas, após o término do tratamento. Sete genótipos virais foram detectados (HPV 6,16, 18, 33, 35, 52 e 58) causando tanto infecções simples quanto infecções múltiplas, sendo o HPV 16 o genótipo mais prevalente. Foi evidenciado que o tratamento com radioterapia/quimioterapia concomitante é efetivo para eliminar o vírus, porém se necessitam mais estudos para determinar se a presença do vírus influência na resposta final ao tratamento. Tornando evidente a necessidade de implementar estratégias de prevenção e controle deste tipo de câncer, baseadas na detecção do DNA do HPV.

  • ROBERTA VILELA LOPES KOYAMA
  • PROPOSTA DE DESCRIÇÃO DOS DISTINTOS QUADROS CLÍNICOS DOS INDIVÍDUOS INFECTADOS PELO HTLV-I: APENAS PET/MAH E ASSINTOMÁTICO?

  • Data: 18/01/2019
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  • Os indivíduos infectados com vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV-1) podem
    desenvolver, em 3% dos casos, a paraparesia espástica/mielopatia associada ao HTLV
    (PET/MAH), doença de evolução crônica que leva à incapacidade funcional. A fisiopatologia
    da PET/MAH ainda permanece desconhecida, e diversos estudos têm sido realizados na
    tentativa de seu esclarecimento. A maioria dos pesquisadores divide os indivíduos infectados
    pelo HTLV-1 em dois grupos: portador assintomático (AC) e PET/MAH. Entretanto, há
    estudos que sugerem um grupo intermediário, que não se adequa a nenhum dos grupos citados
    anteriormente, visto que apresenta um ou mais sintomas/sinais sugestivos de mielopatia,
    porém ainda não preenchem os critérios de classificação existentes para PET/MAH, além de
    apresentarem achados neurológicos que não são comuns aos indivíduos sadios. Dessa forma,
    considerar esse grupo como assintomático pode propiciar um viés nos estudos, dificultando a
    compreensão da doença. Portanto, este estudo se dedicou em avaliar sinais/sintomas
    relacionados à PET/MAH, e, através de testes matemáticos, identificar aqueles de maior
    correlação com a doença, possibilitando, assim, identificar grupos clínicos distintos.
    Métodos: Este foi um estudo transversal de indivíduos infectados com HTLV-1. Realizamos
    um avaliação clínica dos pacientes, com exame da força muscular, tônus, reflexos profundos,
    sensibilidade tátil e vibratória, marcha, disfunção de bexiga e intestino e EDSS. Inicialmente,
    com base na avaliação clínica, os pacientes foram classificados em três grupos, PET/MAH
    definido (PET/MAHd), AC e mono/oligossintomático (MOS); baseando-se nos critérios da
    OMS (1988) e Castro-Costa (2006) para a classificação dos dois primeiros grupos. que O
    MOS eram pacientes que apresentavam um ou mais sinais/sintomas sugestivos de mielopatia,
    entretanto não preenchiam esses critérios diagnósticos. Com o objetivo de reduzir o número
    de dimensões do banco de dados inicial, aplicamos duas análises multivariadas (PCA-análise
    de componentes principais e MCA – análise de correspondência múltipla), sem o
    conhecimento da classificação clínica inicial dos pacientes, identificando apenas as variáveis
    de maior relevância para o diagnóstico de PET/MAH. Posteriormente, com o banco de dados
    reduzido, aplicamos outra técnica de análise exploratória, a análise de conglomerados, para
    investigar a associação encontrada pela técnica anterior. A fim de determinar as variáveis
    clínicas mais importantes para a caracterização desses distintos quadros clínicos, utilizamos o
    método árvore de classificação e regressão (CART). Resultados: Foi analisado um total de 60
    pacientes. A análise inicial dos grupos clínicos resultantes da classificação, conforme os
    critérios diagnósticos existentes, mostrou a formação de 3 grupos, que diferiram entre si de
    forma estatisticamente significativa. A filtragem dos dados, utilizando-se PCA e MCA, deu
    origem a um banco de dados, resumido com as variáveis mais informativas (força muscular
    proximal e distal de mmii, reflexos de mmss e mmii, tônus de mmii, sensibilidade tátil e
    vibratória de mmii, sinal de Babinski, alteração esfincteriana, da marcha e do EDSS). E
    sugeriu a formação de três grupos distintos de pacientes: AC e MOS (p = 0,002), AC e
    HAM/TSPd (p < 0,0001), e HAM/TSPd e MOS (p = 0,0001). A análise de conglomerados
    resultou na formação de três clusters, com concordância de 97% à classificação clínica inicial,
    validando os resultados da PCA. O CART definiu que a variável mais importante para
    classificar o indivíduo como PET/MAHd foi a alteração da marcha; e na ausência de seu
    comprometimento, a presença de hiperreflexia caracterizava o MOS. Conclusão: O presente
    estudo conseguiu separar os pacientes infectados pelo HTLV-1 em três grupos clínicos
    distintos: AC, PET/MAHd e MOS. Como também, identificar critérios para caracterização
    dos mesmos, o que poderia contribuir com outros pesquisadores em estudos da fisiopatologia
    da doença.

  • SATOMI FUJIHARA
  • ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE MIOCINAS E QUADRO CLÍNICO DE PACIENTES QUE DESENVOLVERAM PET/MAH

  • Data: 16/01/2019
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  • O vírus da leucemia das células T humanas 1 (HTLV-1) infecta cerca de 10-20 milhões de pessoas em todo mundo, e as doenças associadas ao vírus são uma importante causa de mortalidade e morbidade em áreas endêmicas, onde as taxas de infecção variam de 2 a 30%. Embora a maioria das pessoas infectadas permaneça assintomática, o vírus está associado com doenças graves, tais como leucemia /linfoma de células T do adulto (LLcTA), e a paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH). A PET/MAH é uma meningomielite crônica da substância cinzenta e branca na medula espinhal, caracterizada clinicamente por uma paraparesia espástica progressiva e lenta, com prejuízo na marcha. Os mecanismos que levam o HTLV-1 a causar diversas doenças ainda não são compreendidos, porém a hipótese mais aceita é que a resposta imunológica do indivíduo seja o principal determinante, uma vez que nenhum genótipo viral tenha sido associado com nenhuma doença em particular. A existência de uma importante resposta imunológica antiviral reforça também a hipótese da participação do sistema imunológico. As células T CD4+ são os principais alvos para a infecção viral e a presença de infiltrado de linfócitos CD4+ e CD8+ infectados na medula espinhal, além da produção de algumas citocinas considerados mediadores inflamatórios importantes no dano tecidual, demonstra a participação do sistema imunológico na infecção pelo HTLV-1. Dentre as citocinas, temos as miocinas que são as citocinas e outros peptídeos que são produzidos e liberados pelas fibras musculares e exercem efeitos autócrinos, parácrinos ou endócrinos. Como na PET/MAH há uma piora da fraqueza muscular e aumento da espasticidade com a progressão da doença, o objetivo deste estudo foi avaliar a resposta imunológica através da análise das miocinas nos pacientes com HTLV-1 e também correlacionar com as manifestações clínicas, uma vez que as alterações na resposta imunológica estão envolvidas na patogênese da doença. Foram avaliados 68 pacientes, sendo 27 com PET/MAH, 15 oligossintomáticos e 26 assintomáticos, atendidos e matriculados no Ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical. Foi realizado a quantificação periférica das miocinas e os pacientes foram submetidos a uma avaliação médica. Para o diagnóstico da PET/MAH utilizou-se os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), além dos propostos por Castro-Costa et al., 2006. Observou-se diferenças estatisticamente significativas dos reflexos, sensibilidade táctil e vibratória, e tônus, nos membros inferiores, na comparação entre os grupos oligossintomáticos e PET/MAH. A Escala de Incapacidade de Kurtzke (EDSS) demonstrou diferença significativa entre os grupos, com escores elevados no PET/MAH. Houve uma correlação positiva e significativa dos níveis de miocinas IL-6, IL-8 e MCP-1 com o EDSS do grupo PET/MAH. Não houve diferença significativa das miocinas IL-6, IL-8, IL-15 e MCP-1, entre os 3 grupos. Apesar destes resultados, as miocinas IL-6, IL-15 e MCP-1 apresentam uma tendência de níveis mais elevados nos oligossintomáticos em comparação com o grupo assintomático, excetuando-se a IL-8 que estava mais elevada no PET/MAH, mostrando uma possível reação da resposta à nível muscular nos pacientes com alguma sintomatologia relacionada ao vírus. A avaliação das miocinas provavelmente seria um bom biomarcador para os pacientes com HTLV-1, e sua mensuração poderia ser uma referência para instituição de medidas que pudessem evitar a evolução para o quadro de PET/MAH.

2018
Descrição
  • LUISA MARGARETH CARNEIRO DA SILVA
  • SÍFILIS EM GESTANTES E SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO PARÁ – UM ALERTA PARA O CONTROLE

  • Data: 21/12/2018
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  • Estimar a incidência e fatores associados à sífilis em gestantes (SG) e sífilis congênita (SC) no Estado do Pará no período de 2007 a 2016 com base nos dados disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo e analítico, com casos de SG e SC no Estado do Pará, notificadas no SINAN, utilizando a nova divisão territorial e administrativa que atualiza o quadro regional do Brasil, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no ano de 2017, que considera 7 Regiões Intermediárias no Estado do Pará: Altamira, Belém, Breves, Castanhal, Marabá, Redenção e Santarém. Foram feitas análises dos dados sociodemográficos e clínicos, utilizando estatística descritiva para avaliação de medidas de tendência central, testes G e Qui-quadrado, IC de 95%, e p ≤0,05. A taxa de detecção de SG por mil nascidos vivos foi agrupada por municípios e classificadas em blocos de alerta em cores: verde, amarelo e vermelho conforme as taxas crescente de SG. Resultados: No período de 2007 a 2016 foram detectados 9.303 casos de SG e 4710 casos de SC (representando cerca de 51% dos casos de sífilis em gestante no mesmo período). As regiões geográficas intermediárias de Belém e Marabá tiveram os maiores números de casos de SG e casos de SC. No ano de 2016 foram notificados mais que o dobro (2,6) do número de casos de sífilis em gestantes em relação a 2006. A SG teve maior prevalente nas mulheres jovens, com idade entre 20 e 30 anos. Aproximadamente, uma a cada 3 gestantes com sífilis uma era adolescente. Na escolaridade, predominou a baixa escolaridade (58,1%), embora 20,2% não tivessem a escolaridade registrada. A maioria do diagnóstico da SG ocorreu no terceiro trimestre de gravidez (45,8%), no estágio primário (52,1%) e o esquema terapêutico utilizado foi a Penicilina G benzatina (86,4%). O diagnóstico de sífilis congênita ocorreu no período neonatal. O pré-natal foi realizado pela grande maioria das gestantes, de forma significativa em todas as regiões, sobressaindo-se as regiões de Altamira (90,1%), Santarém (90,1%), Marabá (89,4%) e Castanhal (82,9%). Conclusão: Foi evidenciado um aumento na incidência da Sífilis em mulheres maiores de 20 anos, em todas as regiões geográficas no estado do Pará, possivelmente pela baixa qualidade da assistência e prevenção da sífilis congênita, como: o atendimento inadequado no pré-natal, com falhas no processo de detecção precoce dos casos e no tratamento da gestante e consequentemente de seu parceiro.

  • SAUL RASSY CARNEIRO
  • "Relação entre concentrações de malondialdeído e nível de atividade física em mulheres participantes de um Programa de Prevenção e Controle do Câncer do Colo do Útero na Amazônia Brasileira".

  • Data: 13/12/2018
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  • A presente pesquisa verificou a relação entre os níveis de malondialdeído
    e o perfil de atividade física em mulheres com lesão intra-epitelial escamosa (SIL) do
    colo do útero. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com pareamento por
    idade, que envolveu 46 mulheres participantes de um programa de controle do câncer
    colo do útero, todas submetidas a exame colpocitológico sendo 18 com SIL e 28
    controles. As concentrações de malondialdeído (MDA) por método espectrofotometria
    e o registro de atividade física através do Questionário Internacional de Atividade
    Física versão curta (IPAQ) foram tomados antes da consulta clínica preparatória para
    o teste Papanicolau. Resultados: Os grupos se equivaleram em todos os aspectos
    sociodemográficos avaliados: estado civil, idade, escolaridade, número de filhos e
    renda familiar; também são semelhantes os auto-relatos de doenças crônicas não
    transmissíveis e nível de estresse laboral ou domiciliar; comportamento semelhante
    se deu com relação aos exames bioquímicos de colesterol total e frações,
    triglicerídeos, glicemia em jejum e transaminases. O grupo com SIL, contudo,
    apresentou níveis de MDA maiores que o controle (médias de 47,63+ 9,57 vs 9,32+4
    ,79 respectivamente) e a pontuação do IPAQ também foi menor do que o controle
    (medianas de 713,5 vs 1875 respectivamente). Houve fraca correlação inversa entre
    os níveis de MDA e a pontuação no IPAQ com p=0,009 e r2= -0,34. Conclusão:
    Mulheres com SIL apresentaram níveis de estresse oxidativo maiores e se mostraram
    menos ativas fisicamente do que aquelas do grupo controle, além de observarmos
    fraca correlação linear inversa entre os níveis séricos de MDA e a pontuação no IPAQ,
    sugerindo que a atividade física pode influenciar nas concentrações de marcadores
    oxidantes nas pacientes com lesões intra-epiteliais escamosas do colo do útero.

  • LUANA SOARES BARBAGELATA
  • SAZONALIDADE E DISPERSÃO FILOGEOGRÁFICA DOS VÍRUS INFLUENZA A(H1N1)pdm09 ISOLADOS NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL.

  • Data: 11/12/2018
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  • Dentre as inúmeras infecções respiratórias que acometem os seres humanos, a gripe ou influenza é a que mais se destaca pela sua grande importância clínica e epidemiológica, onde a cada epidemia sazonal cerca de 5% a 15% da população é infectada, resultando em aproximadamente 3 a 5 milhões de casos graves por ano e de 290 a 650 mil mortes no mundo. A gripe é considerada como uma importante causa de absenteísmo na escola, no trabalho e elevação do número de internações hospitalares por pneumonia (OMS, 2017). Os agentes etiológicos da gripe são os vírus influenza pertencentes à família Orthomyxoviridae. Apresentam genoma composto de uma fita de RNA de oito segmentos, onde cada segmento é responsável pela codificação de uma ou mais proteínas (SHAW; PALESE, 2013). Os vírus influenza apresentam um padrão de circulação bem estabelecido, em climas temperados as epidemias sazonais tendem a ocorrer no inverno e no período mais seco, enquanto que, em climas tropicais ocorrem nos períodos mais chuvosos (FINKELMAN et al., 2007; MELLO et al., 2009; TAMERIUS et al., 2013). Em março/abril de 2009 a emergência do vírus influenza A(H1N1)pdm09 de origem suína na população humana, no norte do México, colocou o mundo todo em alerta quanto ao potencial surgimento de uma nova pandemia. Esse vírus foi responsável pela primeira pandemia de gripe do século XXI (GATHERER, 2009). A propagação e transmissão inicial do vírus influenza A(H1N1)pdm09 foi rápida, com 168 países relatando casos suspeitos, com cerca de 162.300 casos confirmados e mais de 1.100 óbitos até julho de 2009 (RAMBAUT, 2009; NELSON et al., 2009). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), do início da pandemia ao final do ano epidemiológico de 2009, houve notificação de circulação do vírus pandêmico em 208 países, territórios ou comunidades. Em 2009, foram notificados 12.799 óbitos confirmados laboratorialmente em todo mundo. No Brasil, foram registrados 100.090 casos notificados, desses, 48.978 casos foram confirmados por critério laboratorial ou clínicoepidemiológico, sendo que 2.051 casos evoluíram para óbito (BRASIL, 2010).

  • CARLOS AUGUSTO ABREU ALBERIO
  • MONITORIZAÇÃO TERAPÊUTICA DE FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NO BRASIL.

  • Data: 05/10/2018
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  • A tuberculose continua sendo um problema de saúde pública em todo o Brasil. Diversos esforços têm sido realizados para aumentar suas taxas de cura, como o emprego da estratégia TDO (Tratamento Diretamente Observado por Curto Período) que visa reduzir os casos de abandono e melhorar a adesão ao tratamento. Em decorrência do aumento da resistência primária a isoniazida, o Ministério da Saúde modificou o esquema terapêutico em 2010, ajustando as doses da isoniazida e da pirazinamida, e acrescentando o etambutol na fase intensiva do tratamento. Pela falta de dados sobre as concentrações séricas das drogas de primeira linha na população brasileira neste novo esquema, este estudo teve como objetivo determinar as concentrações séricas da rifampicina, isoniazida e pirazinamida durante o tratamento e as suas associações com alterações hematológicas e bioquímicas, reações adversas e desfechos clínicos. Para tanto, foi realizado estudo prospectivo, tipo coorte, no período de setembro de 2013 a novembro de 2016, em duas unidades básicas de saúde na cidade de Belém (Pará). As reações adversas mais comuns foram irritação gástrica e o prurido, principalmente na fase intensiva do tratamento e o desfecho clínico mais frequente foi a alta por cura (87,5%). Houve alta taxa de negativação da baciloscopia (98,90%) no final da fase intensiva do tratamento. Os parâmetros hematológicos foram determinados por contador automático de células (Cobas 2300®) e os parâmetros bioquímicos por espectrofotometria (Varian®), os quais não apresentaram modificações relevantes durante o tratamento. Os medicamentos analisados foram a rifampicina, a isoniazida e a pirazinamida, e as suas concentrações séricas foram determinadas através da cromatografia líquida de alta eficiência em fase reversa (HPLC-RP). A rifampicina e a isoniazida apresentaram concentrações séricas dentro da concentração inibitória mínima (CIM), exceto a pirazinamida que apresentou valores abaixo da CIM (3,3μg/ml), porém com concentração máxima (Cmáx) bem acima dos valores preconizados (63,3μg/ml). Os pacientes do sexo feminino apresentaram concentrações séricas de rifampicina maiores que os do sexo masculino. As concentrações séricas da rifampicina e da isoniazida não apresentaram variações significativas entre a fase intensiva e a fase de manutenção. Os achados deste estudo permitem concluir que o tratamento atual é seguro e eficaz, pois as reações adversas menores foram as mais frequentes, não houve alterações hematológicas e bioquímicas relevantes, e a maioria dos pacientes evoluíram para cura.

  • JUAN GONZALO BARDALEZ RIVERA
  • CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE ISONIAZIDA E A ATIVIDADE ENZIMÁTICA DA N-ACETIL TRANSFERASE 2 EM PACIENTES COM TUBERCULOSE.

  • Data: 05/10/2018
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  • Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, uma em cada três pessoas no planeta é portadora de tuberculose. O Ministério da Saúde recomenda o esquema básico de quimioprofilaxia que é realizado por um período de seis meses, composto pelos fármacos: Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol. O emprego do uso e da administração da isoniazida (INH), nesta quimioterapia pode ocasionar efeitos tóxicos, ao paciente em especial a produção de metemoglobina. Soma-se também, a ação da enzima N-acetiltransferase 2 (NAT2), sobre a metabolização da INH, que por herança genética pode originar pacientes com três tipo de fenótipos de acetilação, saber, lentos, intermediários e rápidos. Diante disso, o presente trabalho de pesquisa tem como objetivo determinar as concentrações sanguíneas de isoniazida, as taxas de metemoglobina, os níveis de marcadores de função hepática e o tempo de negativação da bacterioscopia associando-os aos fenótipos de acetilação de pacientes em tratamento da tuberculose pulmonar. Foram realizadas coletas de sangue de 34 pacientes com diagnóstico positivo para tuberculose durante os seis meses de tratamento (D0, D1, D2, D3, D4, D5 e D6). As determinações de metemoglobina foram feitas por espectrofotometria-UV, as concentrações sanguineas de INH por Cromatografia de Alta Eficiência e os estudos genéticos para determinar o fenótipo de acetilação foi feito por reação em cadeia da polimerase (PCR). Dos 34 pacientes participantes do estudo, a distribuição entre sexos foi semelhante e a faixa etária predominante foi de 50 a 59 anos, a maioria são oriundos da cidade de Belém e todos realizaram tratamento em unidade de atendimento primário de casos de tuberculose. As maiores concentrações do fármaco foram encontradas em D3, as quais foram significativamente superiores aquelas de D1, D5 e D6 e as concentrações sanguíneas de isoniazida se mantiveram acima da concentração inibitória mínima para cepas sensíveis de M. tuberculosis. As taxas de metemoglobina variaram de 1,3 % a 6,88% após a instituição da terapia e um aumento significativo da metemoglobinemia no decorrer da fase intensiva, vistas em D2; Os níveis de aspartato aminotransferase variaram de 25.9- 31.1 UI/L e para alanina aminotransferase variaram de 28.8 a 40.5 UI/L. Contudo, não houve achado característico de hepatotoxicidade. Os haplótipos e fenótipos de acetilação, foi visto ocorrência significativa de acetiladores intermediários (55,88%), seguido dos acetiladores lentos (23,52%) e dos acetiladores rápidos com (20,58%); Não houve correlação significativa entre as concentrações sanguíneas de isoniazida e as taxas de metemoglobina e o fenótipo de acetilação não se associou as concentrações sanguíneas de Isoniazida, as quais foram semelhantes nos acetiladores lentos, intermediários e rápidos. O fenótipo de acetilação não se associou as taxas de metemoglobina, assim como, com a correlação entre os níveis sanguíneos de isoniazida e as taxas de metemoglobina; O fenótipo de acetilação se associou ao tempo para negativação da baciloscopia, pois os pacientes com fenótipo de acetilação lenta e intermediária tiveram clareamento dos bacilos mais rápido que os pacientes acetiladores rápidos. O fenótipo de acetilação se associou com os níveis de ALT, os quais foram maiores nos pacientes com fenótipo de acetilação lenta, em comparação aos demais.

  • CLAUDIA GISELLE SANTOS AREAS
  • VÍRUS RESPIRATÓRIOS EM UNIDADES NEONATAIS NO NORTE DO BRASIL

  • Data: 03/10/2018
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  • A criança é particularmente suscetível a infecções virais, devido à imaturidade de seu sistema imune. Embora sejam mais comuns após o sexto mês de vida, as infecções respiratórias virais (IRV) possuem grande morbidade antes disso, especialmente no período neonatal. Há carência de estudos sobre o tema na Região Amazônica. Objetivo: Delinear os aspectos clinico-epidemiológicos das IRV em crianças internadas em unidades neonatais da Fundação Santa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), durante o período de maio de 2015 a maio de 2016. Método: Neonatos e lactentes que apresentavam sinais e sintomas sugestivos de IRV segundo equipe de neonatologistas assistente tiveram amostras de nasofaringe analisadas quanto à presença de vírus respiratórios através da reação em cadeia da polimerase. Resultados: O trabalho consistiu na coleta de 50 aspirados nasais de 37 crianças. No total, 14 crianças tiveram pelo menos uma amostra positiva para os vírus respiratórios estudados, caracterizando incidência de 38,0%. Uma criança apresentou coinfecção. O tipo viral mais comumente encontrado foi o rinovírus (RVH), presente no exames de 11 crianças. Duas crianças foram positivas para o vírus parainfluenza (VPI) , uma para o influenza B e uma para o metapneumovírus. Uma das crianças positivas para o VPI estava co-infectada com o RVH. Metade dos casos positivos foi adquirida na comunidade, e dentre os adquiridos dentro do hospital todos foram causados pelo RVH. As crianças moradoras da capital tenderam a predominar nos casos positivos, e apenas um dos sete casos comunitários era oriundo do interior do estado. Os casos positivos concentraram-se no primeiro semestre, com pico em março, período conhecido como “inverno amazônico. Conclusões: Neonatos internados na FSCMPA podem adquirir IRV durante a internação, e também é frequente internação neonatal por essa doença na instituição As crianças moradoras da capital tendem a ser admitidas por IRV mais precocemente que as do interior. A maioria dos casos foi causada pelo rinovírus, e ocorreu durante o período de maior pluviosidade na região, sendo o pico no mês de março. O rinovírus foi o agente mais encontrado, e sua morbidade nesta faixa etária não deve ser subestimada

  • LUCIENY DA SILVA PONTES
  • AVALIAÇÃO DAS PRESSÕES PLANTARES E DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES INFECTADAS PELO HIV E COM EXPOSIÇÃO PROLONGADA À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL.

     

  • Data: 26/09/2018
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  • Os distúrbios do equilíbrio têm sido pouco investigados e, de certa forma, negligenciados quando percebidos em pessoas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana; principalmente em crianças, que possuem fatores de risco intrínsecos e extrínsecos comprometedores do equilíbrio. Baseando-se nesses fatores, este estudo avaliou as pressões plantares dos pés e o equilíbrio em crianças e adolescentes com imunodeficiência adquirida e expostas às terapias antirretrovirais. Estudo transversal e analítico, realizado no Laboratório de Estudos da Motricidade Humana da Universidade Federal do Pará. Foram recrutadas 53 crianças e adolescentes, na faixa etária entre 6 e 15 anos de idade, de ambos os sexos, distribuídos em dois grupos: 33 crianças saudáveis e 20 crianças com sorologia positiva para o vírus da imunodeficiência humana, adquirido via transmissão vertical e em uso de terapia antirretroviral há mais de um ano. O exame físico incluiu antropometria, reflexos, sensibilidade tátil do pé e avaliação ortopédica. Foram coletados dados usando a Escala de Equilíbrio Pediátrica, baropodometria e estabilometria, na condição de olhos abertos e olhos fechados. Foi utilizado o “teste D’Agostino-Pearson” para a normalização dos dados e os resultados estabilométricos e de pressão plantar de ambos os grupos foram comparados usando o “teste Mann-Whitney” com nível de significância 0,05. Ambos os grupos foram semelhantes com relação a idade, sexo, índice de massa corporal e escores da Escala de Equilíbrio Pediátrico. Três crianças infectadas apresentaram sensibilidade tátil alterada e nenhuma sofreu alteração ortopédica ou reflexa. Crianças infectadas tiveram maior pressão plantar média no retropé do que no grupo controle (p = 0,02). Houve maior pressão plantar máxima no retropé das crianças infectadas do que nos controles (p = 0,04). Controles tiveram menor pressão plantar máxima no antepé do que as crianças infectadas (p = 0,04). Crianças infectadas tiveram maior deslocamento do centro de pressão (p = 0,006), maior velocidade média de deslocamento (p = 0,006) e maior duração entre picos de deslocamento sucessivos do que os controles (p = 0,02). Crianças que vivem com o vírus da imunodeficiência humana descarregam grandes pressões plantares no retropé e apresentam distúrbios de equilíbrio na ausência de sintomatologia neurológica.

  • CAMILA MIRANDA ABDON
  • ALTERAÇÕES DO METABOLISMO GLICÊMICO ASSOCIADAS À INFECÇÃO CRÔNICA PELO VÍRUS DA HEPATITE C.

  • Data: 25/09/2018
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  • As manifestações extra-hepáticas são frequentes no curso da hepatite C crônica, sendo marcantes as alterações glicêmicas, de ocorrência aproximadamente três vezes maior do que na população geral. Objetivo: estudar as alterações do metabolismo glicêmico nos pacientes portadores do vírus da Hepatite C (HCV). Metodologia: trata-se de estudo transversal, observacional, analítico-descritivo. Foram incluídos 72 indivíduos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 85 anos e antecedente de infecção crônica pelo HCV, sem concomitância de infecção pelo vírus da Hepatite B ou HIV. Os pacientes cadastrados no ambulatório do Grupo do Fígado da Santa Casa do Pará foram encaminhados ao Hospital Jean Bitar, onde foram submetidos à consulta médica e realização de exames laboratoriais. As variáveis glicêmicas estudadas foram glicemia em jejum, glicemia de 2 horas após TOTG, insulina, HbA1c, HOMA-B e HOMA-IR. Resultados: Do total de 72 participantes, 38 (52,8%) eram mulheres. A idade média foi de 61,5 ± 8,4 anos. A frequência de DM foi de 26,4% (19 pacientes). O IMC médio foi de 28,6 ± 4,7 Kg/m². A frequência de obesidade foi de 33,3%, e sobrepeso, 43,1%. A ocorrência de Síndrome Metabólica foi de 27,8%. O principal genótipo encontrado foi o tipo 1 (78,2%), seguido pelo tipo 3 (21,8%). A maioria dos pacientes (55/72) apresentava hepatopatia leve (FIB-4 < 3,25). O diagnóstico de cirrose foi presente em 37,5% e não houve diferença no perfil glicêmico entre cirróticos ou não-cirróticos, ou entre as diferentes genotipagens virais. A maior parte dos pacientes (58%) já havia recebido e finalizado o esquema anti-viral proposto, composto, marjoritariamente, por regimes sem interferon (57%) e obtendo a RVS em quase todos (88,9%), independente do grau de fibrose. Apenas 4 pacientes foram considerados não-respondedores ao tratamento. Os pacientes diabéticos apresentaram tendência à faixa etária maior (64,5 ± 7,3 anos; p 0,065), menores valores de HOMA-B (98,0 ± 87,7; p < 0,05), com valores de HOMA IR, peso e IMC semelhantes aos não diabéticos. A RVS foi alcançada em 80% dos DM e em 92% dos não-diabéticos. Além disso, verificou-se associação entre graus avançados de fibrose e menores níveis de IMC (p = 0,015), menores níveis séricos de insulina (p 0,048), menores valores de HOMA-B (p 0,009) e maior glicemia de 2 horas (p 0,028). Os demais parâmetros do metabolismo da glicose (HOMA IR, glicemia de jejum e HbA1c) foram indiferentes quanto ao grau de fibrose, tal como se comportou o perfil lipídico (CT, LDL, HDL, TG). Conclusão: A frequência de DM foi elevada na população estudada e as alterações glicêmicas
    apresentaram menor relação com os tradicionais componentes da síndrome metabólica. Sugere-se, portanto que as alterações glicêmicas ocorreram por menor produção e não pela resistência insulínica em si.

  • AMANDA SILVA MACHADO
  • DISFUNÇÕES TIREOIDIANAS ASSOCIADAS A INFECÇÃO CRÔNICA PELO VÍRUS DA HEPATITE C

  • Data: 25/09/2018
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  • O desenvolvimento de disfunções tireoidianas (DT) em pacientes com infecção crônica pelo vírus da hepatite C é um modelo complexo de autoimunidade. A abordagem com o tratamento combinado livre de interferon para a infecção pelo HCV  é muito promissora, uma vez que melhora a adesão do doente ao tratamento e reduz o risco de desenvolvimento de efeitos adversos, como os tireoidianos. O presente estudo investigou a prevalência de disfunções tireoidianas em grupo de indivíduos da Amazônia brasileira com infecção crônica pelo HCV, buscando identificar possíveis correlações com genótipos virais, grau de fibrose hepática e esquemas terapêuticos utilizados. Um total de 65 pacientes infectados pelo HCV realizou avaliação tireoidiana com ultrassonografia e dosagem dos hormônios TSH, T4 livre, anticorpos anti-TPO, anti-Tireoiglobulina, além de avaliação hepática através da genotipagem, escore de fibrose através do FIB-4 e tipo de tratamento antiviral utilizado. Os resultados mostraram uma prevalência de 33,8% de disfunções tireoidianas, dos quais 33,3 % de anticorpos anti-TPO positivos nos indivíduos sem tratamento antiviral e uma prevalência de 21,5 % de nódulos tireoidianos. Não houve diferença na prevalência de DT no que diz respeito ao grau de fibrose hepática. O genótipo tipo 1 pareceu ser o mais relacionado às DT (23%), porém sem significância estatística. O grupo de pacientes sem tratamento antiviral apresentou maiores níveis de T4 livre, maior prevalência de anticorpo anti-TPO positivo e de nódulos tireoidianos em comparação aqueles pacientes que realizaram esquema antiviral. Não observou-se diferença na prevalência de disfunções tireoidianas entre os grupos que realizaram esquema terapêutico com interferon quando comparados aos que realizaram tratamento com drogas antivirais de ação direta.  Nossos resultados demonstram uma maio prevalência de DT nos pacientes com infecção crônica pelo HCV, com genótipo tipo 1 e sem tratamento antiviral específico, sugerindo uma possível ação direta imunomediada do HCV sobre a tireóide, sem relação com a gravidade da doença hepática. 

  • ELIANE REGINE FONSECA SANTOS
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES VIVENDO COM HIV/AIDS EM IDADE NÃO REPRODUTIVA NO ESTADO DO PARÁ.

  • Data: 20/09/2018
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  • O grande progresso no controle da infecção pelo HIV através da terapia antirretroviral combinada transformou a AIDS de uma doença fatal em uma doença crônica. As mulheres vivendo com HIV/Aids, cada vez mais experimentarão o climatério e seus eventos, por isso a necessidade de conhecer a população feminina, para que se possa traçar um plano de ação para esta fase. Este estudo é transversal, descritivo, baseado em análise exploratória documental dos registros de HIV/Aids em mulheres de 40-64 anos, no período de 2014 a 2017, no estado do Pará, onde foram estudados os dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), Sistema de Informações de Mortalidade ( SIM), Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM), Sistema de Controle de Exames Laboratoriais ( SISCEL), Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIHSUS).Os objetivos do estudo foram descrever o perfil epidemiológico das mulheres que vivem com HIV/Aids no estado do Pará, identificar a taxa de internação hospitalar por aids e doenças relacionadas, identificar as taxas de mortalidade por Aids no estado, identificar o número de mulheres em falência virológica e onde se localizam. Foram notificadas 1237 casos no período, com maior número de registros em 2017 (37,1%), predominando a faixa etária de 40-44 anos (30,3%), pardas (82,1%), baixa escolaridade (41,2%), residentes em área urbana (85,2%). A maior taxa de mortalidade hospitalar foi na região Metropolitana I (73,9%). A carga viral esteve detectável em 383 mulheres, sendo a faixa etária de 40-44 anos a que concentra maior taxa de detectabilidade. A UREDIPE e a CASA DIA são os serviços onde mais foram observadas mulheres em falência virológica. Conclui-se que mulheres pardas, de baixa escolaridade, residentes em área urbana de 40-44 anos foram as com maior número de notificação no SINAN. A região metropolitana I apresentou a maior taxa de mortalidade, sendo a UREDIPE e a CASA DIA, as unidades com mais falhas virológica.

  • ADRIANA PRADO FERNANDES
  • PREVALÊNCIA E ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HEPATITE B EM POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO ESTADO DO PARÁ, NA AMAZÔNIA.

  • Data: 16/08/2018
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  • A hepatite Brepresentaum dos mais graves problemas de saúde pública no mundo, sendo uma das patologias infecciosas mais desafiadoras, causando elevadosíndices de morbidade e mortalidade, portanto considerada a sétima entre todas as causas de óbitos no mundo. Aregião amazônica é caracterizada como uma das regiões de maior ocorrência de infecção pelo vírus da hepatite B (HBV)e suas sequelasno mundo,podendoser transmitidopor soluções de continuidade (pele e mucosa), relações sexuais desprotegidas e por via parenteral. A transmissão vertical (de mãe para filho) também é causa frequentede disseminação desse vírus.Pouco se sabe sobre estatransmissão viral em comunidades isoladas ou de difícil acesso, como as populações ribeirinhas. Com isso, este estudo objetivou determinar suaprevalência, avaliar o perfil sorológico e traçar as características epidemiológicas, descrevendo os principais fatores de risco para aquisição da infecção pelo HBVnas comunidades ribeirinhasdo Entorno da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, Pacuí, Furo do Maracujá e do Nazário.Estudo transversal analítico descritivo onde os participantes responderam um formuláriopara obtenção de informações epidemiológicas e as amostras de sangue periférico foram coletadas para realização dos testes sorológicos.Foram incluídas1289 amostras das comunidadesribeirinhas, sendo que a maioria pertencia ao gênero feminino 825 (64%)e 464 (36%)ao masculino. Em relação àfaixa etária,672 (52,13%)estavaminclusos na faixa etária de 18-37 anos. Das 1289amostras, 682(53%) apresentaram algum tipo de marcador sorológico, sendo 18 (2,64%) HBsAg, 385 (56,45%)anti-HBc total e 279 (40,91%)anti-HBs.Os principais fatores de risco que as populações estavam expostas são: pertencer ao gênero masculino (40,45%), ter renda mensal de até um salário mínimo (72,46%), início da vida sexual precoce (25,06%), multiplicidade de parceiros (as) sexuais (25,81%), compartilhamento de perfurocortante (58,56%) e fazer tatuagem/colocar piercing (14,14%). Cada comunidade ribeirinha pesquisada tem suas particularidades, apresentando características epidemiológicas distintas e isso deve ser levado em consideração para as tomadas de medidas de saúde pública apropriadas com as realidades vivenciadas.

  • REGIANE MIRANDA ARNUND SAMPAIO
  • PREVALÊNCIA E PERFIL DOS PACIENTES COINFECTADOS VHB E VHC ATENDIDOS NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

  • Data: 05/07/2018
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  • As hepatites B e C são as causas mais comuns de doença hepática no mundo e
    dividem muitas similaridades, como a distribuição mundial, os mesmos modos de
    transmissão, o hepatotropismo e a capacidade de induzir a infecção crônica que pode levar a
    cirrose e ao carcinoma hepatocelular. É relativamente comum em áreas endêmicas e entre
    indivíduos com alto risco de transmissão parenteral. Os pacientes coinfectados parecem
    evoluir pior clinicamente com maior chance de fibrose e carcinoma hepatocelular, na
    Amazônia existem raros trabalhos sobre a coinfecção VHB/VHC. Este estudo é do tipo
    transversal analítico e tem por objetivo descrever e comparar o perfil epidemiológico,
    laboratorial e avaliação de fibrose hepática entre monoinfectados VHC e coinfectados
    VHB/VHC, compreendeu um total de 162 pacientes, de ambos os sexos, atendidos no NMT,
    de um universo inicial de 453 pacientes com sorologia anti-HCV positiva, sendo selecionados
    os pacientes com infecção pelo vírus da hepatite C, com RNA positivo por PCR. Destes 146
    foram considerados monoinfectados pelo VHC e 16 coinfectados com HBSAg e/ou HBV
    DNA positivo por PCR. Foram realizadas as análises laboratoriais de bioquímica, sorologia e
    biologia molecular. A maioria era do sexo masculino (58,02%), casados (59,08%), faixa etária
    entre 40 a 50 anos (51,23%), escolaridade até o nível fundamental completo (58,64%). A
    prevalência de coinfectados foi de 9,87% (16 pacientes). Do total de 162 pacientes, os fatores
    de risco como compartilhamento de material pérfuro-cortante, tatuagem/piercing, e não uso de
    preservativo apresentaram frequência elevada, porém sendo a variável número de internações
    hospitalares e uso de drogas, estatisticamente associada a coinfecção. A fosfatase alcalina foi
    a enzima mais correlacionada com a coinfecção. A maioria dos pacientes era genótipo 1 da
    hepatite C (84,57%) e apresentam F2 para a fibrose hepática (51,85%), não havendo diferença
    estatisticamente significante entre monoinfectados e coinfectados. Este resultado foi similar
    ao da literatura.

  • HELOISA HELENA MOREIRA DE MORAES BARBOSA
  • FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO NA ESTRATÉGIA DE IMUNIZAÇÃO CONTRA O HPV EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM DOIS MUNICÍPIOS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 04/07/2018
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  • O objetivo deste estudo foi investigar os fatores interferentes na adesão à estratégia de imunização contra o HPV na prevenção do câncer de colo do útero, em crianças e adolescentes de escolas públicas dos municípios de Belém e Bujaru-Pa. Participaram estudantes do sexo feminino com 9 a 16 anos de três escolas da rede pública da capital e do interior do Estado do Pará. O estudo incluiu um total de 530 estudantes vacinadas no período de 2014 a 2018, cujos dados foram obtidos através de entrevistas com os pais / responsáveis e com as próprias adolescentes, no nível da capacidade de discernimento sobre o assunto. Incluiu-se variáveis sóciodemográficas, sobre o conhecimento da campanha e do vírus HPV o da vacinação anti – HPV. Os dados foram avaliados através de estatística descritiva e analítica utilizando testes não paramétricos, considerando p-valor ≤0.05. As características sóciodemográficas das famílias das adolescentes estudadas mostraram que Bujarú e Belém são diferentes, cada uma com características peculiares a área interiorana e urbana respectivamente. O conhecimento sobre a vacinação contra o HPV na capital foi adquirido pelas famílias através da mídia enquanto em Bujarú foi através das UBS. O conhecimento dos responsáveis sobre a vacina contra o HPV, em ambos os municípios foi semelhante, predominando responsáveis que relataram não ter conhecimento sobre a vacina. Os motivos da não vacinação na capital foram esquecimento, e no interior desconhecer que a campanha ocorria de forma anual. O município do interior vacinou mais, tanto na primeira quanto na segunda dose. E também foi Bujarú que apresentou maior número de crianças com cartão de vacinas. O conhecimento dos responsáveis sobre HPV e a ocupação com renda dos pais foram os fatores que interferiram favoravelmente na adesão à vacina, entre as estudantes da capital e apenas a idade dos responsáveis pelas estudantes foi o fator interferente nessa adesão. Esses resultados sugerem a necessidade de investimentos nas práticas educativas nas escolas e nas UBS sobre a importância da prevenção do câncer de colo do útero precocemente, através da vacina anti-HPV, conscientizando o papel de cada um, para a redução da morbimortalidade prevista para as próximas décadas, se medidas como essas não forem adotadas

  • ADRIANA MARIA BRITO DE SOUSA
  • INFECCÕES DE “SHUNT” VENTRICULOPERITONEAL EM CRIANÇAS COM HIDROCEFALIA, ASSISTIDAS EM SERVIÇO DE NEUROCIRURGIA PEDIÁTRICA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA, ENTRE OS ANOS DE 2011 E 2016.

  • Data: 03/07/2018
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  • Na infância, a hidrocefalia é uma patologia neurocirúrgica com incidência e morbi-mortalidade elevadas. Os pacientes hidrocefálicos necessitam de internações hospitalares frequentes e prolongadas e de vários procedimentos neurocirúrgicos. No estado do Pará, é desconhecida a incidência oficial de complicações relacionadas à cirurgia para implante do sistema de DVP. Este estudo poderá auxiliar na elaboração de estratégias de prevenção e tratamento das complicações infecciosas pós DVP e contribuir para a redução da morbi-mortalidade. O objetivo foi analisar a incidência de infecção pós DVP em crianças hidrocefálicas, no serviço de neurocirurgia pediátrica da FSCMPA, entre 01 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016. Consistiu em uma coorte retrospectiva, envolvendo 132 crianças hidrocefálicas, das quais 79 foram submetidas à cirurgia de DVP, ao longo de todo o período de internação hospitalar, através dos dados obtidos dos prontuários dos pacientes. As crianças hidrocefálicas desta série foram, sobretudo, lactentes do sexo masculino, com hidrocefalia congênita, procedentes do interior do estado do Pará e de famílias com baixa renda. A incidência média de complicação infecciosa pós DVP foi de 34,21%, sendo as bactérias Gram-negativas as principais responsáveis. A incidência de germes multirresistentes nas culturas de LCR foi de 40,91%. O LCR prévio à DVP com perfil infeccioso e a presença de infecções fora do SNC durante a internação foram os fatores de risco associados a maior incidência de complicação infecciosa. O tratamento instituído consistiu no uso de antibiótico associado à retirada da DVP em 97,44% dos casos, com taxa de mortalidade de 9% entre estes pacientes. Conclusão: A incidência de infecção pós DVP nesta série foi superior à literatura, demonstrando falhas no processo assistencial e necessidade de ajustes no protocolo cirúrgico da instituição. Devido às características próprias da população e região estudadas, houve predominância de bactérias Gram-negativas em detrimento dos germes de pele encontrados na maioria dos estudos na literatura pertinente. Foram evidenciados dois fatores de risco na gênese da infecção pós “shunt”: LCR prévio à cirurgia com perfil infeccioso e presença de infecção fora do SNC. Contudo, estudos prospectivos se fazem necessários para melhor elucidação dos fatores de risco implicados nas infecções pós DVP nesta população. Torna-se importante para a redução dessa incidência, viabilizar diagnóstico e tratamento precoces da hidrocefalia na região, garantir rápido acesso ao serviço de referência para resolução das complicações, além de realizar o “follow-up” destas crianças, visando a melhor qualidade de vida.

  • MÁRIO RIBEIRO DA SILVA JÚNIOR
  • FREQUÊNCIA DOS GENÓTIPOS vacA, cagA, oipA E dupA DO Helicobacter pylori E AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO COM AS DOENÇAS GASTRODUODENAIS NO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA-PARÁ.

  • Data: 08/06/2018
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  • Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria gram-negativa, responsável pela patogênese da gastrite crônica, sendo também um importante fator de risco para o desenvolvimento de úlceras pépticas, carcinomas gástricos e linfomas, especialmente o Linfoma Associado ao Tecido da Mucosa (MALT), acometendo 50% da população mundial. Na região Norte do Brasil vários estudos mostraram associação dos fatores de virulência bacteriana no desenvolvimento de doenças gastroduodenais, onde as citotoxinas vacA, cagA, oipA e dupA destacam-se nesta interação patógeno-hospedeiro. Este estudo foi realizado através de uma análise prospectiva de pacientes com diagnóstico clínico – endoscópico de gastrites, úlceras gastroduodenais e neoplasias gástricas –, atendidos no Serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, localizado no município de Bragança (nordeste do Estado do Pará, Brasil), cuja diversidade dos genes vacA (s1m1)/cagA+/dupA+/oipA+ foram avaliados pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O objetivo deste trabaho foi determinar a frequência dos diferentes genótipos de H. pylori, levando em consideração a ocorrência de cepas positivas, em pacientes com doenças gastroduodenais. O estudo compreendeu um total de 245 pacientes, onde 95 (39%) foram diagnosticados com gastrite, 72 (29%) com úlcera duodenal, 47 (19%) com úlcera gástrica e 31 (13%) com adenocarcinoma gátrico. As informações espidemiológicas ilustraram uma tendência na população analisada, onde o número de casos de gastrite entre os sexos foi aproximado, porém houve uma maior incidência do sexo masculino nos casos de úlceras pépticas e adenocarcinoma. Fatores socioeconômicos como salários menores e formações educacionais de nível mais baixo tiveram relação com a maior incidência das doenças gástricas analisadas. O adenocarcinoma esteve mais associado às faixas etárias entre 46 e 88 anos. A distribuição das variáveis de risco mostrou que o etilismo foi estatisticamente significativo em relação à úlcera duodenal, enquanto o tabagismo, o uso de medicamentos anti-inflamatórios e os antecedentes pessoais estiveram estatisticamente associados ao adenocarcinoma. A presença do H. pylori esteve fortemente relacionada à sintomatologia e os principais sintomas mais prevalentes apontados pelos pacientes foram a pirose, plenitude gástrica, dor epigástrica e náuseas. Observando o gene vacA, o mosaico que se destacou foi o s1m1, presente
    em 64% das amostras, estando mais associados às doenças gástricas do que os alelos s2 e m2. Houve correlação entre os alelos s1m1 do gene vacA e os achados histopatológicos, uma vez que essa região gênica esteve associada a presença de metaplasia intestinal e folículos linfoides, além de provocar aumento de inflamação e atividade neutrofílica. A presença do gene cagA esteve associada ao desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico e relação histopatológica com elevado grau de inflamação, atividade neutrofílica e uma maior frequência de folículos linfoides. Os genes oipA e dupA associaram-se ao desenvolvimento de úlceras pépticas. Os dados histopatológicos evidenciaram que dupA relaciona-se ao aumento no grau de inflamação, atividade neutrofílica e presença de metaplasia intestinal. A presença de oipA esteve associada à metaplasia intestinal e presença de folículos linfoides no tecido. Assim, observa-se uma heterogeneidade de combinações gênicas do H. pylori, importantes para sua prevalência na mucosa gástrica e sua capacidade de virulência.

  • LARISSA MEDEIROS DOS ANJOS
  • EFEITO NEUROPROTETOR DA CAFEÍNA NO QUADRO DE MALÁRIA CEREBRAL INDUZIDO PELA INFECÇÃO POR Plasmodium berghei (ANKA) EM MODELO MURINO.

  • Data: 14/05/2018
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  • A malária cerebral (MC) é uma grave manifestação neurológica ocasionada pelainfecção pelo Plasmodium falciparum. Em modelos animais, tem-se
    demonstrado o envolvimento da quebra da barreira hematoencefálica (BHE) na
    patogênese desta condição. A cafeína, um inibidor dos receptores de adenosina,
    tem sido descrita como um importante modulador das funções da BHE. Nesse
    sentido, o objetivo do presente trabalho é avaliar o possível efeito protetor da
    cafeína no quadro de malária cerebral experimental (MCE) em modelo murino,
    induzido pela infecção por Plasmodium berghei ANKA (PbA). Para tal, foram
    utilizados camundongos albino suíço (20-25g) entre 45-54 dias pós-natal (comitê
    de ética: 6211241117), inoculados com 106 de eritrócitos parasitados por via
    intraperitoneal. Os grupos foram divididos em: cafeína 5 e 10mg/kg, PbA e grupo
    PbA+Cafeína 5 e 10mg/kg, sendo a cafeína administrada 4 dias antes e 4 dias
    depois da inoculação com PbA. Para avaliar o quadro de MCE, foi realizado o
    acompanhamento de sobrevida e evolução da parasitemia dos camundongos
    albino suíço inoculados com a cepa PbA nos dias pós-infecção em todos os
    grupos. A curva de sobrevivência foi obtida a partir da determinação do número
    de animais que evoluíram a óbito em seus respectivos dias pós-infecção (d.p.i)
    e a parasitemia foi monitorada a cada dois dias em distensões sanguíneas. O
    ensaio de Permeabilidade Vascular foi realizado para caracterizar a presença de
    extravasamento vascular no tecido cerebral de camundongos infectados com a
    cepa PbA e confirmar a presença do quadro de MCE pelo uso do corante Azul
    de Evans como marcador. A mensuração da quantidade de água no cérebro dos
    animais foi realizada visando avaliar a formação do quadro de edema. Para a
    realização do teste de campo aberto, foi utilizado um aparato, o qual foi
    confeccionado em madeira e revestido internamente com lona preta, tendo
    característica uma arena circular de 83 cm de diâmetro e 52 cm de altura. Este
    teste é bastante utilizado para avaliar a atividade locomotora de roedores. O
    teste ANOVA de uma via com pós-teste de Tukey foi utilizado para comparação
    entre os grupos e dentro do mesmo grupo nos diferentes dias de análise. Valores
    de p<0,05 foram considerados significativos.

  • ROBERTO DE SENA RODRIGUES JUNIOR
  • CORRELAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS E A EXPRESSÃO GÊNICA DE TH9 E TH17 DE PACIENTES HTLV-1 OLIGOSSINTOMÁTICOS E COM PET/MAH

  • Data: 07/05/2018
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  • O vírus linfotrópico de células T humano do tipo 1 (HTLV-1) acomete, aproximadamente, de 5 a 10 milhões de indivíduos no mundo inteiro. A maioria dos indivíduos infectados por este vírus permanece assintomática; no entanto cerca de 0,25 a 4% desenvolvem Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH), e de 2 a 3% desenvolvem a Leucemia/linfoma de células T do adulto (LLcTA). O entendimento da resposta imunológica inerente neste tipo de infecção é de extrema importância. O papel das células Th1 e Th2 na infecção ocasionada pelo HTLV-1 já é bem conhecida, contudo o entendimento de outros tipos de respostas imunológicas também é substancial. A literatura que engloba o papel das células Th9 e Th17 na infecção pelo HTLV-1 e, principalmente, sua interferência no processo fisiopatológico da PET/MAH ainda é pouco elucidada. Neste sentido o objetivo deste estudo é o de correlacionar as manifestações neurológicas (marcha, EDSS, reflexo de membros inferior e superior, sinais de Hoffman, Babinski e clônus) com as respostas Th9 (PU.1, IRF4 e IL-9) e Th17 (ROR, IL-17, IL-6 e TGF-β) de pacientes portadores do HTLV-1, particularmente nos pacientes oligossintomáticos e nos pacientes com PET/MAH. Realizou-se avaliação clínica, coleta de sangue e separação das células linfomononucleares, isolamento e quantificação do RNA, síntese de cDNA, expressão gênica dos genes constitutivos, expressão gênica das citocinas e dos fatores de transcrição das células Th9 e Th17 e correlação da expressão gênica com as manifestações neurológica dos pacientes portadores do HTLV-1. A expressão gênica foi realizada por PCR em tempo real. Foram incluídos neste estudo 81 pacientes portadores do HTLV-1, sendo 47 assintomáticos, 13 oligossintomáticos e 21 com PET/MAH. Verificou-se que o perfil Th9 estava mais expresso nos pacientes com PET/MAH e menos expresso nos pacientes oligossintomáticos e que o perfil th17 estava mais expresso nos pacientes assintomáticos e menos expresso nos pacientes oligossintomáticos. Houve significância de ROR quando se comparou os pacientes assintomáticos versus oligoassintomáticos e de TGF-β quando se comparou os pacientes assintomáticos versus os com PET/MAH. No grupo assintomático houve correlação positiva entre IL-9 e PU.1, IL-9 e IRF4 e entre IL-17 e TGF-β. No grupo oligossintomático houve correlação positiva entre IL-17 e TGF-β. No grupo PET/MAH houve correlação positiva entre IL-9 e PU.1, IL-9 e IRF4 e entre IL-17 e IL-6. Notaram-se correlações negativas entre IL-9 e EDDS e entre TGF- e reflexo de membro inferior no grupo oligossintomáticos. Nos pacientes com PET/MAH o gene IL-9 estava mais expresso nos pacientes sem o sinal de Babinski e que o gene TGF-β estava mais expresso nos pacientes sem o sinal de clônus. Através das correlações dos perfis de resposta Th9 e Th17 com as manifestações neurológicas, observou-se que esses dois perfis podem interferir na progressão neurológica da PET/MAH.

  • GYSELLY DE CASSIA BASTOS DE MATOS
  • SUBTIPAGEM MOLECULAR E RESISTÊNCIA DO Treponema pallidum subsp. pallidum NO DIAGNÓSTICO NA SÍFILIS GESTACIONAL E CONGÊNITA

  • Data: 30/04/2018
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  • A sífilis é uma doença infecciosa grave, com múltiplos estágios que pode levar
    a complicações severas, além de resultados adversos na gravidez. O T.
    pallidum, agente causador da sífilis, é transmitido através do contato sexual e
    pela via transplacentária caracterizando a sífilis congênita - SC. Em todo o
    mundo anualmente ocorrem 2 milhões de casos de sífilis entre mulheres
    grávidas e 1,5 milhões de casos de SC. Na rotina clínica, a sífilis é
    diagnosticada através de testes sorológicos não-treponêmicos e treponêmicos,
    como o VDRL e o FTA-ABS. Após a publicação do genoma do T. pallidum
    diferentes métodos de biologia molecular foram avaliados para detecção do
    DNA da bactéria representando um diagnóstico alternativo para a doença, além
    de possibilitar a investigação do perfil genético de cepas. Desta forma,
    considerando a importância epidemiológica desta infecção na saúde pública,
    este estudo investigou a presença do DNA do T. pallidum em sangue periférico
    de mulheres e seus RN, utilizando os marcadores gênicos polA e bmp;
    identificou os subtipos moleculares pelas variantes dos genes treponêmicos arp
    e tpr e pesquisou a presença de mutações no gene 23S rRNA que conferem
    resistência aos antibióticos macrolídeos. Através da análise molecular de 162
    amostras de sífilis positivas, foi possível verificar uma taxa elevada (86% nos
    RN e 99% nas mães) de detecção do DNA do T. pallidum pela n-PCR
    polA/bmp. Constatou-se que a eficiência da PCR na detecção diagnóstica do
    DNA do T. pallidum variou de acordo com o gene alvo testado. Pelo método do
    CDC, foram subtipadas 34% das amostras e identificados 3 subtipos
    moleculares de T. pallidum, o 14d, mais prevalente, seguido do 3d e do 10d. O
    locus 23S rRNA foi amplificado em 62% das amostras das mães e em 53% dos
    RN, entretanto, nem a mutação A2058G ou a A2059G foram encontradas.
    Além disso, neste estudo verificou-se que o tabagismo, etilismo, consumo de
    drogas, baixa escolaridade, baixa renda, ocorrência de IST, multiplicidade de
    parceiros, precocidade de inicio da atividade sexual e não uso do preservativo,
    estão entre os fatores de risco para transmissão da sífilis.



  • SHIRLEY IARA MARTINS DOURADO
  • A tendência do câncer de colo de útero no estado do Pará: um estudo a partir dos registros nos sistemas de informação do DATASUS

  • Data: 20/04/2018
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  • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda-se que as mulheres em idades entre 18 a 69 anos realizem o exame Papanicolau e que 85% destas recebem atendimento satisfatório, para o rastreamento adequado do câncer de colo de útero (CCU), pois é um sério problema de saúde pública, sem notificação compulsória, apresentando um dano que pode ser irreversível, é uma doença passível de tratamento e controle desde que diagnosticada e tratada adequadamente (Duque, 2013). O estudo objetivou conhecer o perfil epidemiológico do câncer de colo de útero, a partir dos sistemas de informação do DATASUS no Estado do Pará, através da determinação da taxa de cobertura de exame Papanicolau (PCCU) e as taxas de incidência e mortalidade pelo CCU no estado dividido em seis mesorregiões (Metropolitana, Baixo Amazonas, Sudeste, Sudoeste, Marajó e Nordeste) no período de 2004 a 2014. Realizou-se um estudo ecológico, tipo série histórica, com dados dos sistemas de informação do SUS (DATASUS), utilizando as plataformas SISCOLO, SISCAN e SIM para óbitos por CCU e dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) censo 2013. As taxas de mortalidade foram padronizadas por faixa etária pelo método direto. A tendência das taxas de mortalidade foi avaliada utilizando-se o método de regressão joinpoint e o programa Mini Tab para construção dos gráficos de mortalidade, tendência e morbidade. No estado do Pará, a mesorregião do Baixo Amazonas apresentou a maior taxa de cobertura (TC = 54.847,15), enquanto que a mesorregião do Marajó registrou a menor taxa (TC = 30.319,85), para cada 100 mil mulheres. A maior taxa de cobertura de exames de PCCU foi registrada no ano 2007, com 7.193,67 exames e a série histórica tendo comportamento decrescente atingindo 1.528,20 exames no ano de 2014. A mesorregião Metropolitana apresentou a maior frequência de exames ao longo dos anos, exceto a partir de 2011 quando a mesorregião Sudeste foi maior. No ano de 2007 foi realizado a maior quantidade de exames no estado, com destaque para pessoas com idade entre 25 e 29 anos atingindo cerca de 45 mil preventivos nesta faixa etária. Quanto à prevalência a mesorregião Metropolitana registrou a maior taxa (TP = 47.18) e a mesorregião Sudoeste apresentou a menor (TP = 2.17) casos para cada 100 mil habitantes. A série histórica apresenta tendência decrescente e ressalta-se que 2007 foi o ano com maior quantidade de morbidades no estado do Pará (n = 180), com destaque para pessoas com idade acima de 64 anos. E para a mortalidade a mesorregião Metropolitana registrou a maior taxa (TM = 106,22) e a mesorregião do Baixo Amazonas apresentou a menor (TM = 37,26) casos para cada 100 mil mulheres. A maior taxa de prevalência foi registrada no ano 2014, com 7,22 ≈ 7 casos, para cada 100.000 mulheres com a série histórica apresentando comportamento crescente e forte. Acredita-se na necessidade do comprometimento do Estado e dos profissionais da saúde com a continuidade da assistência à população nos diversos níveis de atendimento, visando atender às necessidades e demanda com que as mulheres buscam os serviços de saúde. Assim espera-se que os resultados apresentados possam auxiliar na identificação e correção de possíveis falhas do programa de prevenção do CCU, além de contribuir para a elaboração de novas estratégias e melhorias das ações preventivas e diagnósticas no estado do Pará.

  • MANUELA MARIA DE LIMA CARVALHAL
  • AVALIAÇÃO CLÍNICA E NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS DIAGNOSTICADOS COM HEPATITES VIRAIS ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA DA AMAZÔNIA.

  • Data: 27/03/2018
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  • O grau em que fatores nutricionais podem contribuir para a progressão da doença hepática ainda não está bem estabelecido cientificamente, portanto a caracterização nutricional dos pacientes, auxilia na detecção de alterações nutricionais e pode ser um coadjuvante à terapêutica clínica. Objetivo: Avaliar o estado clínico e nutricional de pacientes diagnosticados com hepatites B e/ou C. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e analítico, realizado no período de junho a novembro de 2017, na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA). Foram avaliados pacientes com hepatite B e/ou C, com ou sem cirrose hepática. A coleta iniciou após apreciação do comitê de ética em pesquisa da FSCMPA (parecer nº 2.084.522). Os pacientes que se disponibilizaram a participar do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi aplicado o formulário de pesquisa previamente elaborado, realizada avaliação bioquímica, avaliação antropométrica (índice de massa corporal -IMC, relação da cintura e estatura- CC/E, circunferência do braço-CB, prega cutânea tricipital-PCT, circunferência muscular do braço-CMB, área muscular do braço corrigida- AMBc e prega cutânea subescapular-PCSE); avaliação subjetiva (Royal Free Hospital Global Assessment-RFH-GA proposta por Morgan et al., 2006) e avaliação do consumo alimentar (recordatório 24 horas). Resultados: Foram avaliados 90 pacientes, sendo 54,44% do sexo masculino, média de idade de 58,19 anos (±11,89). A maioria foi diagnosticada com hepatite C (80,0%), 22,22% eram diabéticos; 35,56% hipertensos; 21,11% apresentavam cirrose e 8,89% ascite moderada. 23,46% foram classificados em F4; 50,00% apresentavam atividade necroinflamatória 1 (A1); e dos cirróticos, 78,95% classificados em Child A. Quanto os parâmetros bioquímicos, observou-se inadequação apenas para o colesterol-LDL (57,78%). Na avaliação nutricional, verificou-se 45,46% de adultos com sobrepeso e 50,00% de idosos eutróficos, por meio do IMC. Quando avaliada a relação CC/E, 81,48% apresentam risco para doenças cardiovasculares. Na avaliação isolada dos compartimentos muscular e adiposo, verificou-se 66,66% de eutrofia por meio da CB; 78,89% de eutrofia por meio da CMB; 77,78% de eutrofia pela AMBc; 32,22% de obesidade pela PCT e 83,33% de eutrofia por meio da PCSE. Em relação ao parâmetro subjetivo, 76,67% foram classificados com desnutrição moderada ou em risco nutricional. Quando avaliado o consumo alimentar, a maioria apresentou consumo insuficiente de calorias (60,00%), carboidratos (46,67%), proteínas (40,00%) e lipídios (65,56%). Quando verificado a associação entre as variáveis antropométricas e o grau da doença hepática, não houve diferença significativa por meio das classificações Metavir e Child-Pugh, porém observaram-se tendências. Quanto as variáveis antropométricas e o consumo alimentar, observou-se associação entre a RFH-GA e o consumo calórico (p<.0001); e em relação ao consumo proteico, foi observada uma associação entre a CB (p=0,0273), CMB (p=0,0250), AMBc (p=0,0207) e RFH-GA (p<.0001). Conclusão: Sobrepeso, eutrofia e consumo alimentar insuficiente são frequentes em pacientes com hepatite crônica B ou C. As variáveis antropométricas não apresentaram associação com o grau de inflamação ou de fibrose, apenas com os graus da cirrose hepática. Houve associação com o consumo alimentar, que sugere que a ingestão insuficiente pode contribuir, futuramente, para o desenvolvimento da desnutrição, enfatizando a necessidade de intervenções nutricionais.

  • SYLVIA REGINA VASCONCELLOS DE AGUIAR
  • SOROPREVALÊNCIA DAS HEPATITES B, C, DO HIV E HTLV NA POPULAÇÃO CARCERÁRIA FEMININA DO PARÁ

  • Data: 27/03/2018
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  • O estudo abordará as infecções sexualmente transmissíveis (IST) pelos vírus da hepatite (HBV), C (HCV), O objetivo desta pesquisa foi identificar o perfil sócio econômico e a soroprevalência da infecção pelo HBV, HCV, HIV e HTLV, em mulheres privadas de liberdade, em um presídio feminino do Estado do Pará, e avaliar os fatores de risco associados. Foi realizado, em junho de 2014, um estudo transversal analítico com 313 mulheres, com idade superior a 18 anos, através da aplicação de um questionário para a obtenção de informações epidemiológicas, sócio econômicas, de estilo de vida, comportamento sexual, condições de saúde e compartilhamento de perfuro cortantes, com posterior coleta de sangue para a realização dos testes sorológicos. Em sua maioria, as entrevistadas eram jovens, solteiras, com baixa escolaridade, sem profissão definida e com renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos. O consumo de álcool foi referido por 80,83%, o de tabaco por 67,41% e 38,66% fazem uso de drogas ilícitas. A coitarca de 95,53% ocorreu antes dos 18 anos, 74,76% são heterossexuais, 71,25% tiveram até três parceiros sexuais no ano, 16,61% recebem visita íntima e 41,21% nunca usaram preservativos nas relações sexuais. A soroprevalência foi de 18,53% para HBV, 5,43% para HCV, 3,51% para HIV e de 0,96% para o HTLV. Os fatores de risco que apresentaram associação para hepatite B foram: idade, escolaridade, número de parceiros sexuais no ano e compartilhamento de perfuro cortante. A hepatite C teve significância estatística com relação à idade, número de parceiros sexuais no ano e compartilhamento de perfuro cortantes. Dentre as portadoras de HIV, relevância estatística foi detectada para o estado civil e número de parceiros sexuais no ano. Nenhum dos fatores de risco avaliados foram estatisticamente significativos para o HTLV. Há pouco conhecimento sobre comportamentos de risco e a forma de prevenção e transmissão das ISTs entre as mulheres privadas de liberdade. As condições de encarceramento são precárias e favorecem a disseminação de doenças infecto contagiosas. Ter conhecimento dos problemas de saúde típicos do sistema prisional feminino permite a realização de atividades educativas de promoção da saúde, e possibilita uma melhor qualidade de vida às mulheres privadas de liberdade.

  • CASSIA CRISTINE COSTA PEREIRA
  • PESQUISA DO VÍRUS LINFOTRÓPICO-T HUMANO EM ESTUDANTES DE UNIVERSIDADE PÚBLICA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM, PARÁ

  • Data: 02/03/2018
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  • O Vírus da Leucemia das Células-T Humana-1 (HTLV-1) foi isolado pela primeira vez na década de 80 e logo relacionado a um tipo de linfoma descrito anteriormente no Japão, a Leucemia/Linfoma de células-T do adulto (ATL). Posteriormente, a infecção pelo HTLV também foi associada a enfermidades como: Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (TSP/HAM), uveítes, dermatites, artrites, estrongiloidíase, dentre outras. A transmissão do HTLV-1 ocorre pelas vias horizontais: contato sexual, transfusão sanguínea e compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados; e vertical: da mãe para o filho via transplacentária e, principalmente, por aleitamento materno. Estudos indicam maior eficácia de transmissão sexual do homem para a mulher, cerca de 60,8%, contra 0,4% no sentido inverso. Estudos também detectaram o genoma viral no sêmen e secreção vaginal de pessoas infectadas. Jovens em idade universitária estão mais susceptíveis a infecções sexualmente transmissíveis. Este estudo buscou detectar previamente linfócitos infectados em amostras de secreção vaginal de estudantes universitárias, simultaneamente à busca no sangue (incluindo homens), objetivando detectar previamente uma infecção, que pode vir a se tornar sistêmica, prevenir a transmissão para outros indivíduos e também traçar o perfil epidemiológico dos estudantes atendidos. Foi realizada a coleta de sangue periférico e secreção endocervical, onde no sangue foram realizadas a pesquisa de anticorpos anti-HTLV (método de ELISA) e do genoma viral (PCR), e em secreção somente a pesquisa do genoma viral (PCR). Foram investigados 323 alunos (55 homens e 271 mulheres), no período de outubro de 2016 a janeiro de 2018. Cento e dezesseis foram investigados somente no sangue, 105 somente em secreção endocervical e 102 em sangue e secreção endocervical. Nenhum dos estudantes investigados apresentou resultado positivo para pesquisa do HTLV. No mesmo projeto, outros resultados foram encontrados: 10 estudantes positivas para a pesquisa de Chlamydia trachomatis e 35 para HPV em secreção, e 2 para sífilis, todas do sexo feminino. O perfil epidemiológico dos estudantes atendidos também foi descrito. Embora não tenham sido encontrados resultados positivos para a detecção do HTLV, este estudo mostrou-se importante em vários aspectos. Entre eles, para demonstrar que mesmo com inúmeras campanhas incentivando o uso do preservativo, a utilização do mesmo em todas as relações sexuais ainda é considerada baixa. Esta constatação está associada aos resultados encontrados para outras IST também pesquisadas. Embora existam estudos que comprovem a detecção do genoma viral em secreção endocervical de mulheres infectadas, neste estudo, não foi possível fazer a detecção precoce (antes da sorologia reagente para HTLV) a partir de secreção vaginal. Fator que pode estar associado a baixa quantidade de linfócitos infectados na região endocervical, a renovação celular constante do útero devido à menstruação e a progressão lenta da doença.

  • IZABELA MENDONCA DE ASSIS
  • ANÁLISE DAS INCAPACIDADES NEUROLÓGICAS E DO VCAM-1 COMO BIOMARCADOR SOROLÓGICO PRECOCE DA HAM/TSP EM PORTADORES DE HTLV-1

  • Data: 02/03/2018
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  • O vírus da leucemia das células T humanas tipo 1 (HTLV-1) é um Deltaretrovirus que está associado à Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (HAM/TSP), doença caracterizada por evolução lenta e progressiva, podendo levar a uma síndrome medular com manifestações de diminuição de força e sensibilidade profunda, presença de clônus e sinal de Babinski, disfunção esfincteriana e aumento dos reflexos tendinosos e tônus muscular. Este estudo tem como objetivo analisar o biomarcador VCAM-1 para diagnóstico precoce da HAM/TSP, de acordo com o grau de gravidade da doença. Para tanto, os sujeitos da pesquisa foram avaliados por uma equipe especializada e multidisciplinar e divididos em quatro grupos por ordem decrescente de envolvimento neurológico, segundo proposta atualizada dos critérios de diagnóstico clínico para HAM/TSP: Grupo 1 (Definidos para HAM/TSP), Grupo 2 (Prováveis ou Possíveis para HAM/TSP), Grupo 3 (Sem HAM/TSP) e Grupo 4 (Controle, indivíduos saudáveis e soronegativos ao HTLV-1). As variáveis utilizadas para descrever as características da amostra foram divididas nas categorias sócio demográficas epidemiológicas, sintomas auto relatados, clínicas, funcionais (resultados das escalas OMDS, EDSS e EIPEC-2) e laboratoriais. Os resultados foram considerados estatisticamente significativos no nível de significância de 5% (p≤0,05). Durante o período de coleta, 94 pacientes foram avaliados:Grupo 1=12;Grupo 2=13; Grupo 3=38; Grupo 4=31. A média geral da idade da amostra foi 48,2 anos. Foi observada diferença estatística do sexo entre os grupos, com prevalência de mulheres e os condições clínicos espasticidade, força muscular e reflexos tendinosos em MMII, sinal de Babinski e hipoestesias tátil-dolorosa e vibratória apresentaram significância na comparação intergrupos. A escala de incapacidade neurológica EIPEC-2 apresentou correlação forte comparada às escalas OMDS e EDSS. O perfil do biomarcador VCAM-1 apresentou diferença estatística entre os grupos (<0,0219), além de exibir significância na análise de associação com o comprometimento motor e a idade(p<0,0001; p=0,0027). Na análise discriminante de classificação dos grupos, foi observado fator discriminante significativo (p=0,017) a partir das variáveis preditoras incapacidade motora, idade e níveis de VCAM-1. Aponta-se a necessidade de se propor modelos de diagnóstico menos invasivos para a detecção precoce da HAM/TSP e a determinação do estágio clínico da doença para uma melhor intervenção terapêutica.

  • VICTOR AUGUSTO CAVALEIRO CORREA
  • ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO, DESEMPENHO OCUPACIONAL, QUALIDADE DE VIDA EM INDIVÍDUOS COM HTLV-1 ASSINTOMÁTICOS, PET/MAH PROVÁVEL E DEFINITIVO.

  • Data: 21/02/2018
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  • O Vírus Linfotrópico de Células T Humano do Tipo 1 (HTLV-1) está associado à doenças graves como Leucemia/Linfoma de células T do Adulto (LLcTA) e a Parapareseia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH). Em destaque, a PET/MAH é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central, que leva os indivíduos à incapacidade funcional, principalmente da marcha, disfunção de bexiga, dentre outras. Essas condições geram prejuízo na qualidade de vida, na funcionalidade, no desempenho das ocupações com possíveis alterações nos níveis de ansiedade e depressão. Ainda que estes sejam de grande importância, poucos estudos realizaram a avaliação da percepção do indivíduo frente à infecção pelo HTLV-1. Sendo a Amazônia uma região endêmica, destaca-se que nenhum estudo foi realizado. Objetivo: Este estudo investigou as manifestações e correlações entre qualidade de vida, sintomas depressivos e ansiosos e desempenho ocupacional em indivíduos com HTLV-1 assintomáticos e com PET/MAH provável e definitivo. Material e métodos: Trata-se de uma pesquisa do tipo observacional transversal, realizada com pacientes infectados pelo HTLV-1. Participaram 62 indivíduos infectados pelo HTLV-1 com diagnóstico clínico e laboratorial, sendo 17 indivíduos assintomáticos, 18 com PET/MAH provável e 27 com PET/MAH definitivo. Os participantes foram submetidos à avaliação clínica e neurológica, seguida da aplicação dos protocolocos de avaliação de Qualidade de Vida, por meio da aplicação do Formulário Abreviado da Avaliação de Saúde 36 (SF-36 do Inglês, Medical Outcomes Study 36 - item Short Form Health Survey); de Depressão com a aplicação do Inventário beck; de Ansiedade, utilizando o Inventário de Ansiedade Traço de Spielberger (Idate-T); de Desempenho Ocupacional, a partir da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM do Inglês, Canadian Occupational Performance Measure). Realizou-se uma análise descritiva dos dados, sendo informados os valores percentuais dos resultados das variáveis categóricas, além da obtenção de médias, medianas e desvio padrão das variáveis numéricas. Para análise da significância estatística, foram empregados testes paramétricos e não-paramétricos e nível alfa de 5% para a rejeição da hipótese nula. Resultados: Quanto à qualidade de vida, os indivíduos assintomáticos apresentaram percepção melhor para os domínios capacidade funcional (79,7032,47), limitação por aspectos físicos (77,9439,41), dor (80,3527,57), aspectos sociais (62,7621,86) e, baixa percepção para aspectos emocionais (11,7633,21) e saúde mental (33,8827,17). Os indivíduos do grupo com PET/MAH definitivo apresentaram melhores escores para os domínios: aspectos emocionais (56,8145,14), saúde mental (58,9628,07) e valores baixos, para capacidade funcional (24,6228,95), limitação por aspectos físicos (16,6633,25), dor (43,2225,72) e aspectos sociais (42,2524,76), ocorrento diferença significativa entre todos estes domínios. Quanto aos sintomas depressivos, houve diferença significativas entre os grupos, nos quais 100% dos indivíduos do grupo assintomático manifestaram algum nível de depressão, já dos indivíduos com PET/MAH provável 38,9% e dos definitivos 37,0%. Quanto aos níveis de ansiedade, 100,0% dos indivíduos assintomáticos manifestaram entre médio a altos níveis de estado de ansiedade, quando comparados aos indivíduos com PET/MAH provável 72,2% e definitivo 37,0%. Ocorreu diferença significativa entre os grupos assintomáticos e com PET/MAH provável e entre os indivíduos do grupo assintomático e com PET/MAH definitivo (p = 0,0139, p = 0,0001, respectivamente). Quanto à comparação entre a variação entre o traço e o estado de ansiedade em cada grupo estudado, ocorreu uma variação significativa apenas nos indivíduos do grupo assintomático (p= 0,0001). Estes manifestaram maior nível de desempenho e satisfação ocupacional (09,471,40, 09,371,55, respectivamente) quando comparados com os indivíduos com PET/MAH provável (06,451,66, 6,541,92) e definitivo (02,771,53, 3,402,10), ocorrendo diferença significativa para desempenho e satisfação ocupacional entre os grupos assintomáticos e com PET/MAH provável (p= 0,0001, p= 0,0001, respectivamente), entre os grupos assintomáticos e com PET/MAH definitivo (p= 0,0001, p= 0,0001, respectivamente) e entre os indivíduos do grupo PET/MAH provável e definitivo (p= 0,0001, p= 0,0001, respectivamente). Conclusão: O HTLV-1 desencadeou modificações na qualidade de vida, nos níveis de depressão, ansiedade e desempenho ocupacional nos diferentes grupos e estágios de evolução da doença. Os achados apontaram para a relevância da assistência para além do somático e do biológico, com destaque para terapêutica ocupacional, a fim assistir na qualidade de vida, nas condições de depressão e ansiedade, na prevenção do empobrecimento funcional e a restrição no desempenho do repertório das ocupações diárias.

2017
Descrição
  • DIEGO VINICIUS DA COSTA NOVAIS
  • FORÇA MUSCULAR, FORÇA DE PRESSÃO PALMAR E ANTROPOMETRIA EM PACIENTES HANSENIANOS COINFECTADOS COM HIV

  • Data: 20/12/2017
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  • A infecção pelo HIV e pela hanseníase, ambas de alta incidência na região amazônica, são conhecidas, isoladamente, por suas alterações neuromusculares. Nessa conjuntura de sobreposição epidemiológica, a coinfecção dessas doenças tem apresentado novos desafios à avaliação e atendimento a esses pacientes. Sendo assim, este estudo objetivou investigar a antropometria, força muscular de membros superiores e preensão palmar de pacientes com coinfecção HIV/AIDS e hanseníase. Para isso, realizou-se um estudo do tipo transversal que contou com uma amostra de 90 indivíduos, divididos em três grupos com 30 indivíduos cada. Um composto de indivíduos coinfectados pelo HIV e hanseníase e dois grupos controles com as doenças isoladas. A pesquisa foi realizada através de uma avaliação em etapa única composta de anamnese, antropometria (IMC, Relação Cintura-Quadril e medidas de Dobras Cutâneas), força de preensão palmar e teste de resistência de força de membros superiores (RESISFOR). Observou-se, na amostra, uma predominância do sexo masculino, adultos na idade economicamente ativa. Os pacientes coinfectados apresentaram uma maior média de índice de massa corporal do que os portadores de hanseníase não coinfectados e os portadores de HIV/AIDS isoladamente, o que poderia ser influenciado por uso de corticoides para reações hansenicas, uma vez que quase 24% desses pacientes estavam em uso do corticóide Prednisona. A relação cintura-quadril e as medidas de dobras cutâneas não apresentaram diferenças significantes entre os pacientes do estudo. Os coinfectados apresentaram menor média de preensão palmar que os outros grupos estudados. Já os pacientes com HIV/AIDS foram os que apresentaram melhores desempenhos nos testes de força muscular de membros superiores, seguido dos coinfectados e, por último, os hansenianos com a maior ocorrência de dano motor. A carga viral, a contagem CD4+ e o tempo de TARV não influenciaram os desfechos antropométricos, por outro lado, a carga viral não detectável influenciou positivamente a preensão palmar e a força muscular de membros superiores nos grupos de HIV e coinfectados. Os resultados sugerem, portanto, que a diminuição da força muscular decorrente do dano neural no paciente hansênico pode ser potencializados pelo dano neural causados pelo HIV e ainda pouco descritos na literatura. Porém, vale ressaltar que o dano neural hansênico apresentou-se como responsável pela diminuição da força muscular na população de estudo.

  • ANDRESSA DE OLIVEIRA ARAGÃO
  • Estudo dos genes mitocondriais de Sabethes chloropterus, Sabethes glaucodaemon e Sabethes belisarioi (Diptera: Culicidae) e considerações sobre as relações filogenéticas

  • Data: 18/12/2017
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  • Os mosquitos Sabethes chloropterus, Sabethes glaucodaemon e Sabethes belisarioi são espécies de importância médica e epidemiológica para a transmissão de arbovírus como o da febre amarela e encefalite St. Louis. Apesar disso, até o momento, ainda não foi encontrado descrito na literatura e nem disponível em banco de dados genômicos informações sobre o DNA mitocondrial das três espécies, demonstrando que a classificação taxonômica tem sido apenas com base em análises dos caracteres morfológicos. Este trabalho objetivou estudar filogeneticamente as três espécies a partir dos genes COX1, COX2, NADH4, NADH5 e CYTB do genoma mitocondrial. Construiu-se o genoma mitocondrial por De Novo usando os softwares IDBA UD 1.1.1 e SPAdes 3.10.1 e a árvore filogenética foi gerada com auxílio dos softwares jModelTest v2.1.7, RaxML v8.2.11 e FigTree v1.4.3. Foi possível observar a formação de 5 clusters, sendo 1 grupo externo e 4 referentes a Culicidae e a posição de Sabethes chloropterus, Sabethes glaucodaemon e Sabethes belisarioi demonstraram estar de acordo com a classificação morfológica conhecida. Este trabalho fortalece a classificação taxonômica morfológica das espécies estudadas e possui potencial para ser o suporte de estudos que envolvam, por exemplo, aspectos filogenéticos, filogeográficos e epidemiológicos. 

  • ANDREA DAS GRACAS FERREIRA FRAZAO
  • ASPECTOS NUTRICIONAIS, PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO, MARCADORES BIOQUÍMICOS E AVALIAÇÃO DA VISÃO DE CORES DE PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR.

  • Data: 18/12/2017
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  • A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa que pode ser mais susceptível em pessoas com carências nutricionais. Objetivo: Investigar o perfil sociodemográfico, o hábito alimentar, o estado nutricional, os marcadores bioquímicos e a visão de cores de pacientes com TB recebendo o novo esquema de tratamento implantado pelo Ministério da Saúde do Brasil. Métodos: Estudo observacional, prospectivo, analítico, envolvendo pacientes adultos de ambos os sexos em terapia anti-TB pulmonar, na Unidade de Saúde do Marco em Belém-PA, acompanhados no período de novembro/2014 a agosto/2016. Foram obtidas informações sociodemográficas, de consumo alimentar e antropométricas. Foi realizada coleta sanguínea para avaliação do perfil lipídico, perfil glicêmico e marcadores hepáticos e renais, nos seis meses do tratamento. Foi realizado teste visual Lanthony D-15 dessaturado para avaliação da visão de cores em dois grupos, um de pacientes expostos à TB pulmonar e outro denominado não exposto à doença. As análises estatísticas foram realizadas nos programas Epi Info e BioEstat. Foram utilizados os testes: Binomial, teste G, Mann-Whitney, ANOVA e Kruskal-Wallis, com nível de significância de 5%. Resultados: Participaram 61 pacientes, a maioria do sexo masculino (62,2%), média de idade de 39 anos, escolaridade igual ou superior a 10 anos de estudo (42,6%) e renda mensal de 1 a 2 salários mínimos (60,3%). Em relação ao hábito alimentar 82% dos entrevistados não consumiam adequadamente os marcadores de alimentação saudável adotados neste estudo. A análise do estado nutricional mostrou aumento de peso (5,6 kg) maior nas mulheres quando comparadas aos homens (0,9 kg) durante o período de tratamento, com diferença estatisticamente significativa (p<0,0001). Nos testes bioquímicos somente o HDL-c apresentou diferença estatisticamente significativa (p=0,026), com aumento do valor entre o período inicial e o período final do tratamento. Os marcadores hepáticos AST e ALT apresentaram diminuição entre o início e o final do tratamento, com diferença significativa em ambos os casos (p<0,05). A visão de cores dos pacientes apresentou pior desempenho no primeiro e terceiro mês de tratamento em comparação com o grupo controle, com diferenças estatisticamente significativas. Conclusões: A maioria dos pacientes foram homens adultos, com escolaridade igual ou superior a 10 anos de estudo e renda mensal entre 1 e 2 salários mínimos. O consumo dos marcadores de alimentação saudável foi abaixo da frequência recomendada. Houve aumento de peso associado com o sexo feminino e com o período final do tratamento. Os níveis de colesterol total, LDL, HDL aumentaram entre o período inicial e final do tratamento. Os valores dos marcadores hepáticos e renais diminuíram entre o primeiro e o sexto mês de tratamento. A visão de cores dos pacientes expostos à TB apresentou diminuição no começo do tratamento e recuperação no fim do mesmo.

  • KAREN MARGARETE DA SILVA FRANCO
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ACHADOS DOPPLERVELOCIMÉTRICOS E ELASTOGRAFIA TRANSITÓRIA, NO DIAGNÓSTICO DE FIBROSE HEPÁTICA, EM PORTADORES DE HEPATITE C CRÔNICA NO ESTADO DO PARÁ.

  • Data: 30/10/2017
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  • A doença hepática crônica e a cirrose representam a 12a causa de morte na população em geral. A cronicidade da hepatite pelo vírus C (HCV) é o maior responsável pelos casos de cirrose e transplantes hepáticos no ocidente, onde encontram-se 200 milhões de indivíduos portadores desta patologia. A maior prevalência de HCV no Brasil foi relatada na região norte. Na suspeita de doença hepática crônica, a biópsia é considerada o “padrão ouro” para quantificação da fibrose, porém por ser invasiva e com significativa morbimortalidade associada, outros métodos não invasivos têm sido validados para diagnóstico e estratificação de fibrose, como a elastografia transitória (Fibroscan®) e o ultrassom Doppler. Objetivo: Investigar a correlação dos achados ultrassonográficos Modo B e ao Doppler com dados da elastografia transitória por meio do Fibroscan®, determinando os pontos de corte, sensibilidade e especificidade dos índices de resistência e pulsatilidade dos vasos hepáticos para predição de fibrose hepática significativa. Método: Estudo transversal, observacional e analítico, incluindo 30 pacientes portadores de hepatite C crônica atendidos na FSCMPA. Foram coletados dados da elastografia transitória e ultrassonografia modo B e Doppler, avaliando a correlação linear entre os métodos através do teste de Pearson. Os diversos índices doppler-velocimétricos foram comparados entre os grupos de acordo com a presença de fibrose significativa (≥F2). Resultados: Houve moderada a forte correlação linear entre os dados da elastografia transitória por meio do Fibroscan® e os índices dopplervelocimétricos dos vasos hepáticos, bem como para com o índice esplênico; a média dos valores do IRAH, IPAH, IRVP, IPVP, IRVSH, IPVSH, diferiu entre os grupos com fibrose hepática ausente/leve (F0/F1) e fibrose hepática significativa (≥F2). Os pontos de corte do IRAH, IRVP, IPVP e IRVSH, foram de 0,67, 0,30, 0,53 e 0,99, com sensibilidades e especificidades de 95,5% e 87,5%, 77,3% e 87,5%, 72,7% e 87,5% e 77,0% e 87,0% para predição de fibrose hepática ≥F2. Houve associação entre o padrão de onda monofásico e bifásico das veias supra-hepáticas e a estratificação de fibrose hepática estimados pelos valores de kiloPascal na elastografia transitória. Conclusão: A ultrassonografia com doppler e a elastrografia transitória por meio do Fibroscan® são métodos correlacionáveis na avaliação não invasiva de fibrose hepática, com índices de resistência de pulsatilidade dos vasos hepáticos apresentando sensibilidade e especificidade aceitáveis para predição de fibrose ≥F2, em portadores de hepatite C crônica

  • ABNER ARIEL DA SILVA LIMA
  • AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO AO MERCÚRIO SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS EM POPULAÇÕES RIBEIRINHAS NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 29/09/2017
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  • Os impactos ambientais relativos tanto ao uso indiscriminado do mercúrio (Hg) quanto a sua presença natural no ambiente e suas possíveis repercussões na saúde da população exposta tem sido objeto de preocupação de vários setores, inclusive grupos de pesquisa, que atuam na região amazônica. Em virtude do seu potencial tóxico, o mercúrio mesmo em baixas concentrações pode causar danos ao homem, entretanto, pouco se conhece sobre os efeitos tóxicos em diferentes órgãos e sistemas expressos em parâmetros hematológicos e bioquímicos, principalmente de populações ribeirinhas na Amazônia, onde os níveis de exposição têm sido monitorados. Este trabalho tem como objetivo avaliar a relação entre exposição ao mercúrio e os marcadores hematológicos e bioquímicos em comunidades ribeirinhas na região amazônica. Este é um estudo observacional do tipo Transversal realizado no período de 2015 a 2016 envolvendo populações ribeirinhas, duas localizadas no médio Tapajós, São Luiz do Tapajós e Barreiras e uma comunidade localizada na foz do rio Tocantins, no município de Limoeiro do Ajurú. As analizes de mercúrio total foram feitas por espectrometria de absorção atômica no aparelho Mercury analyzer SP3-D. A concentração média de mercúrio total (HgT) em SLT foi 7,55 ± 6,51 μg/g entre 0,47 μg/g a 37,0 μg/g. Em BAR, a concentração média foi de 4,74 ± 3,45 μg/g, com mínima de 0,18 μg/g e máxima de 17,93 μg/g. LIA apresentou concentração média de 1,14 ± 0,68 μg/g. (p< 0,0001). A concentração mediana de glicose no sangue foi de 89,50 mg/dL. em SLT. Em BAR o valor mediano foi 85 mg/dL, em LIA o valor mediano foi 78 mg/dL. O valor mediano do hematócrito de 40% foi observado nas três comunidades e a hemoglobina foi observado valor de 13,30 g/dL nas três comunidades. O valor mediano do hematócrito de 40% foi observado nas três comunidades hemoglobina foi observado valor de 13,30 g/dL nas três comunidades. As principais alterações do perfil lipídico foram elevação de triglicérides, LDL-colesterol, VLDL, e a redução do HDL-colesterol. Os marcadores hepáticos e o renal, não tiveram alteração. Não houve correlação estatística entre mercúrio x marcadores hematológicos e bioquímicos, o que pode ser justificado pelo baixo número amostral. Este estudo conclui que Comunidades localizadas na região do Rio Tapajós possuem níveis de HgT maiores que as comunidades da região do Tocantins, confirmando a comunidade de LIA como "comunidade controle" quando se trata de exposição ao mercúrio. Não houve alterações nos parâmetros hematológicos, de função hepática e de função renal, nas três comunidades. Foi observada diferença altamente significativa nos marcadores lipídicos, principalmente, a elevação de triglicérides, LDL-colesterol, VLDL, e a redução do HDL-colesterol, sugerindo a influênciado metilmercúrio oriundo da dieta de pescado sobre o perfil lipídico dos ribeirinhos da região do Tapajós. Esses resultados contribuem para o entendimento do papel do mercúrio como mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares nas populações ribeirinhas da Amazônia, além de ser um fator agravante para aqueles que já manifestam patologias associadas ao sistema. Novos estudos podem fortalecer estes resultados e trazer novas contribuições.

  • PATRICIA BARBOSA CARVALHO DE ASSUNÇÃO
  • TRAQUEOBRONQUITE ASSOCIADA A VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA DE HOSPITAL DE ENSINO DA REGIÃO NORTE

  • Data: 26/09/2017
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  • A Ventilação Mecânica Invasiva (VMI) caracteriza-se como a administração de pressão positiva intermitente ao sistema respiratório por meio de uma prótese traqueal (tubo oro ou nasotraqueal ou traqueostomia), dentre as complicações em ambiente hospitalar, a Pneumonia associada à VMI apresenta-se como uma das mais comuns em Unidades de Cuidados Intensivos. A Traqueobronquite Associada a Ventilador (TAV) é a infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo considerada como o processo intermediário entre a colonização e a Pneumonia Associada a Ventilador (PAV). Os patógenos mais comumente isolados de secreções respiratórias em pacientes com TAV são Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Acinetobacter baumannii. O presente projeto busca estimar a prevalência de TAV na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPa). Como método de estudo será aplicado o clínicoepidemiológico, tipo caso-controle aninhado (nested case-control) retrospectiva a ser realizado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica da FSCMPa, anexo Almir Gabriel, no período de setembro de 2015 a maio de 2017. Desta forma o trabalho visa a partir dessa identificação, um plano de ação para redução de sua incidência e consequentes complicações. 

  • LAELIA MARIA BARRA FEIO BRASIL
  • AVALIAÇÃO COGNITIVA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE COM MALÁRIA VIVAX NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 12/09/2017
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  • A malária é um problema relevante de saúde pública na Amazônia brasileira, onde ocorre de forma heterogênea e atinge todas as faixas etárias. As crianças representam grupo de risco dado que os repetidos episódios da doença podem comprometer diferentes aspectos do seu desenvolvimento, os quais podem repercutir na fase adulta. Este estudo de caso / controle objetivou avaliar o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes com malária vivax, residentes em Anajás, Arquipélago do Marajó, Pará. Foram coletados dados sócio-demográficos, realizado exame clínico, avaliação nutricional e aplicados 10 subtestes do Wechsler Intelligence Scale for Children Third Edition empregado para avaliar o quociente intelectual. Foram incluídos no grupo caso 35 sujeitos, crianças e adolescentes, com malária confirmada e no grupo controle foram incluídas 37 crianças e adolescentes saudáveis sem história pregressa da doença. Os resultados revelaram que a maioria dos casos apresentou ocupação autônoma (85,7%), recebia bolsa família (82,9%) e vivia com renda familiar com menos de 1 salário mínimo (62,2%), assim como, morava em casa sem esgotamento sanitário dotada de fossa a céu aberto. A água para consumo utilizada nos dois grupos era proveniente de poço comum e tratada. Nos adolescentes, embora a maioria, nos dois grupos de estudo, tenha apresentado altura adequada para idade verifica-se que 1 a cada 6 crianças no grupo caso e 1 para 4 do grupo controle estavam com estatura baixa ou muito baixa para a idade. A avaliação do quociente intelectual indicou que nos subtestes agrupados na escala Verbal os participantes do grupo caso obtiveram desempenho com médias inferiores ao grupo controle em todos os subtestes. Na escala de Execução as médias do grupo caso também foram menores em todos os subtestes, mas apenas o Arranjo de Figura e Cubos foram significantes entre os subtestes de Execução. Os valores médios dos escores de QIs (Verbal, Execução e Total) e dos Índices Fatoriais (Compreensão verbal, Organização perceptual, Restrição à Distração e Velocidade de Processamento) dos casos foram inferiores ao controle. Na análise qualitativa, os QIs dos casos receberam classificação abaixo da média (média inferior e limítrofe), já os controles apenas o Índice Fatorial da Velocidade de Processamento recebeu classificação de Média Inferior, mostrando clara diferença entre os grupos. Os valores médios do QI Verbal foram menores nos casos tanto nos resultados totais, quanto por faixa etária. Os casos apresentaram valores médios menores de QI Total, classificados como “limítrofe” quando comparados aos controles, classificados como “média”. Essa diferença também foi observada nas faixas etárias. A aplicação do WISC-III demonstrou diferença significativa (p<0,05) nas médias encontradas nos grupos caso e controle para QIs e Índices Fatoriais na análise quantitativa e qualitativa. Na análise multivariada, não houve significância quando as variáveis foram comparadas com a malária, com exceção da correlação no grupo caso para as variáveis QI Execução X Idade que apresentou correlação significante (p = 0,0194) e na regressão, apenas no grupo caso para as variáveis Execução X Idade (p = 0.0331). Os resultados do estudo permitem concluir que a malária pode alterar de forma significante o desempenho cognitivo de crianças e adolescentes.

  • YAGO COSTA VASCONCELOS DOS SANTOS
  • INVESTIGAÇÃO DA INFECÇÃO NATURAL EM FLEBOTOMÍNEOS (DIPTERA: PSYCHODIDAE) POR LEISHMANIA SP CAPTURADOS DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS URBANOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM (RMB).

  • Data: 05/09/2017
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  • Diversos pequenos espaços de florestas remanescentes do bioma amazônico, denominados de fragmentos florestais urbanos, encontram-se dentro da Região Metropolitana de Belém (RMB), localizada no Estado do Pará e na Amazônia Legal. Esses fragmentos possuem uma ampla variedade de espécies de fauna e flora, entre as espécies da fauna, encontramos os insetos flebotomíneos que podem estar envolvidos na transmissão de agentes causadores de zoonoses, como exemplo a leishmaniose, uma doença causada por uma espécie de protozoário do gênero Leishmania (Kinetoplastida: Trypanossomatidae). Dessa forma, o objetivo do estudo foi investigar a ocorrência de flebotomíneos naturalmente infectados por Leishmania sp capturados em fragmentos florestais dos municípios de Belém e Ananindeua. Os estudos foram realizados em três áreas: Parque Estadual do Utinga (PEUT), Mata do 2° BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) e Mata da Marinha, localizados dentro da RMB. Foram utilizadas dez armadilhas luminosas em cada área entre 08h00m e 18h00m nos meses de Setembro e Novembro de 2014, Abril e Junho de 2015 e Junho e Maio de 2016. Algumas fêmeas de flebotomíneos foram submetidas à extração de DNA, amplificados por PCR com marcadores moleculares para detecção de Leishmania. Do total de 8.465 flebotomíneos, a espécie mais prevalente foi Lu. antunesi (60,01%), seguido por Lu. davisi (18,01%), Brumptomyia sp (8,33%) e Lu. flaviscutellata (4,89%). Das 5.463 fêmeas utilizadas para detecção de DNA de Leishmania, todas foram negativas, apresentando taxa mínima de infecção natural zero. A RMB possui a circulação de espécies de flebotomíneos de importância médica, que merece vigilância e maiores estudos nestas áreas cada vez mais antropizadas para se obter um perfil mais fiel sobre o ecópoto existente.

  • ELISA SILVA SOARES
  • COMPARAÇÃO DOS FATORES DE RISCO E EPIDEMIOLÓGICOS DA INFECÇÃO GENITAL PELO Papilomavírus humano (HPV) ENTRE MULHERES IDOSAS E NÃO IDOSAS.

  • Data: 31/08/2017
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  • O Papilomavírus humano é o principal fator de risco para o câncer de colo uterino, o qual é um problema de saúde pública mundial configurando-se como a terceira causa mais comum de câncer entre as mulheres. No Brasil, o câncer de colo uterino é o terceiro tumor mais frequente na população geral e segundo na feminina, ficando atrás do câncer de mama, sem considerar o câncer de pele não melanoma. No Pará, este câncer é o segundo mais frequente entre as mulheres, sendo previstos 820 casos para 2016, sendo que 260 seriam na capital. A incidência deste câncer seria de 20,52/100.000 de mulheres no Estado e de 33,24/100.000 mulheres na capital Belém (INCA, 2016). Apesar da infecção pelo HPV ter sua maior incidência na população jovem, já é identificado um segundo pico, modesto, de infecção em mulheres em climatério, ≥ 55 anos de idade. Além disso, para mulheres a partir dos 60 anos, esta infecção pode ser um agravante, em especial pela imunodeficiência natural da pessoa idosa, desta forma, predispondo-a ao desenvolvimento de doenças como o câncer. Assim, esse estudo teve o intuito de melhor entender os fatores de risco para a infecção genital pelo HPV em mulheres idosas. Trata-se de um estudo clínico observacional transversal e analítico, realizado no em Belém, por meio da coleta de dados através de um formulário clínico epidemiológico e colheita de amostras biológicas de células do colo uterino, para então detecção do HPV com a técnica de biologia molecular conhecida como Nested-PCR, utilizando os oligonucleotídeos iniciadores My9 /11 e GP5/6. Foi coletado no total 755 amostras mulheres idosas e não idosas. Como resultado, verificou-se que a prevalência da infecção genital geral da população estudada foi de 14,3%, sendo que em mulheres idosas foi de 8,17%; e em mulheres não idosas foi de 16,64%. Os fatores de risco associada a mulheres idosas foram “ser casada” e ter se relacionado com 2 a 5 parceiros na vida. E para as mulheres não idosas o fator de risco associado foi ter idade inferior a 60.

  • SAMELA MIRANDA DA SILVA
  • LISADO CELULAR DE Fonsecaea pedrosoi: AVALIAÇÃO DA CICATRIZAÇÃO DE LESÕES DE SEGUNDA INTENÇÃO EM CAMUNDONGOS BALB/C

  • Data: 31/08/2017
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  • A cicatrização cutânea é um processo dinâmico que envolve uma combinação sincronizada e coordenada de vários tipos celulares e que tem como objetivo o restabelecimento da função protetora da pele. Diferentes organismos e moléculas vêm sendo investigados por conta dos seus efeitos benéficos na estimulação do processo de cicatrização. Diante disso, os achados decorrentes de exames histopatológicos do tecido das lesões de pacientes com cromoblastomicose demonstram infiltrado inflamatório granulomatoso denso, com acentuada fibrose sugerindo que o agente etiológico, Fonsecaea pedrosoi, pode influenciar no processo de cicatrização. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação tópica dos lisados das diferentes formas celulares de F. pedrosoi na cicatrização cutânea de segunda intenção aguda in vivo em camundongos BALB/c, utilizando um estudo prospectivo, controlado e experimental. Para isso, foram induzidas in vitro as formas fúngicas, sonicadas, filtradas em membrana PES 0,22 μM para a aplicação tópica de 20 μL sobre as lesões confeccionadas com punch de 8 mm nos camundongos; as lesões foram fotografadas e medidas no software ImageJ®. A análise estatística foi realizada no software GraphPad Prism 6.0®, usando o teste Mann Whitney e estabelecendo o nível de significância p < 0,05. Diferenças estatisticamente significantes na contração das lesões puderam ser observadas a partir do 7ºPO, e após vinte um dias de tratamento foi observado que a aplicação tópica do lisado fúngico de F. pedrosoi gerou áreas de reepitelização maiores quando comparados ao grupo controle e semelhante às achadas no controle positivo. Além disso, foi observado que tanto as amostras fúngicas quanto o sobrenadante da indução de células muriformes não apresentam atividade antibacteriana. Estes resultados sugerem que lisados celulares do F. pedrosoi apresentam uma potencial propriedade cicatrizante no reparo de lesões.

  • SILNETE MARIA MATOS FILIZZOLA
  • VULNERABILIDADE PARA TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E DA SÍFILIS ESTUDO EM MATERNIDADE DE REFERÊNCIA EM BELÉM-PARÁ.

  • Data: 30/08/2017
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  • A transmissão vertical do HIV e da sífilis se mantém como um grande desafio para a saúde pública, apesar de no Brasil existirem intervenções efetivas para a prevenção baseadas no diagnóstico precoce da infecção e na utilização de protocolos assistenciais bem estabelecidos. Objetivo: Analisar aspectos de vulnerabilidade para a transmissão vertical do HIV e da sífilis em mulheres assistidas na maternidade da FSCMPA, residentes na Região Metropolitana de Belém. Método: Estudo transversal descritivo, que utilizou banco de dados primários proveniente de entrevistas semiestruturadas com as parturientes e banco de dados secundários do prontuário, do cartão de pré-natal e de resultados de exames laboratoriais. A amostra envolveu 348 parturientes, assistidas na maternidade da FSCMPA, de setembro a novembro de 2012. Foram selecionados dados relativos à vulnerabilidade individual (status socioeconômico, aspectos biológicos, reprodutivos, de conhecimento sobre HIV e sífilis, hábitos e comportamentos) e programática (indicadores de assistência pré-natal e manejo clínico dos casos de sífilis e/ou de HIV). A análise descritiva dos achados foi confrontada com as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde para o adequado controle da transmissão vertical destas doenças. Avaliou-se a atenção pré-natal para o conjunto da amostra, o manejo clínico hospitalar e as ações de prevenção e controle preconizadas para os casos de HIV e sífilis identificados na amostra. Resultados: O estudo identificou 5,4% de gestantes soropositivas para sífilis, 6,6% para HIV e 1,1% para coinfecção. Os principais aspectos de vulnerabilidade individual identificados: baixos níveis de escolaridade e renda, início precoce da atividade sexual, práticas sexuais desprotegidas, insuficientes conhecimentos sobre as formas de transmissão das doenças e baixo reconhecimento da susceptibilidade à doença. Aspectos de vulnerabilidade programática, encontrados quanto à atenção pré-natal: acesso tardio, baixa cobertura de consultas, insuficiente testagem para HIV e sífilis, insuficientes práticas educativas de aconselhamento, tratamento não realizado ou realizado de forma inadequada para sífilis, baixa captação do parceiro. A testagem ao parto mostrou-se efetiva na identificação de casos de sífilis materna e HIV não identificados no pré-natal e constatou-se a subnotificação dos casos. Conclusões. A análise dos aspectos de vulnerabilidade encontrados permite sugerir que a qualidade e a efetividade da assistência prestada parecem ser insuficientes para impedir a redução da transmissão vertical da sífilis e do HIV. Estratégias inovadoras são necessárias visando à melhoria e à adequação do PN para o perfil identificado nas pacientes, buscando a redução da vulnerabilidade das mulheres e de seus parceiros.

  • ANDREA LUZIA VAZ PAES
  •  

    PREVALÊNCIA, FATORES DE RISCO, PROGNOSTICO E PERFIL DE
    SENSIBILIDADE EM INFECÇÕES DE CORRENTE SANGUÍNEA POR
    Acinetobacter spp em RECEM NASCIDOS, EM HOSPITAL PUBLICO, EM BELÉM
    – PARÁ

  • Data: 06/07/2017
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  • As infecções relacionadas com assistência à saúde representam um importante
    causa de morbi-mortalidade, dentre os agentes envolvidos o Acinetobacter spp
    contribuem de 20 a 30 % com as ocorrências. Vários fatores contribuem para que recém
    nascidos tornem –se susceptíveis, como imaturidade do sistema imune e fragilidade nos
    mecanismos de barreira na pele e sistema gastrointestinal. Com o intuito de avaliar a
    prevalência, perfil epidemiológico, fatores de risco, prognóstico, e perfil de
    sensibilidade dos antimicrobianos. Foi realizado um estudo transversal, prospectivo em
    recém nascidos com infecção da corrente sanguínea por Acinetobacter spp, internados
    na FSCMPA , no período de janeiro a junho de 2015. Observou se a ocorrência em 62
    recém nascidos com 48,4% do sexo masculino, e 51,6% do sexo feminino, quanto a
    exposição a procedimentos invasivos 50% fez uso de PICC, e 46,8% cateter umbilical,
    24,2% foram submetidos a procedimento cirúrgico gastrointestinal e 4,8% cirurgia
    neurológica, 53,2% apresentou alta melhorada, e 37,1 % evoluiu a óbito. A infecção da
    corrente sanguínea em recém nascidos com isolamento de Acinetobacter spp apresentou
    prevalência de 3,6% no período estudado. No perfil de sensibilidade observou-se que a
    colistina foi o antibiótico mais sensível com 93%, seguido de tigeciclina com 89% e
    amicacina com 85%, em detrimento dos antibióticos que apresentaram-se mais
    resistentes cefoxitina com 105%, cefuroxima 90% , ceftazidima 82% e piperacilina
    tazobactan com 76%. Deste modo é importante ressaltar que a infecção da corrente
    sanguínea apresenta taxa de letalidade que pode variar de 17 a 46%, no presente estudo
    foi de 37,1%, e com perfil de resistência a duas classes antimicrobianas. Havendo
    necessidade de reforço nas orientações quanto as medidas preventivas e ao uso racional
    de antimicrobianos.

  • GLEYCE DE FATIMA SANTOS ROTTERDAM
  • PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO, EPIDEMIOLÓGICO, REPRODUTIVO E ALIMENTAR DE MULHERES RIBEIRINHAS COM HPV E COM LESÕES PRECURSORAS DO CÂNCER DE COLO UTERINO, NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 06/07/2017
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  • Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre os fatores sociodemograficos, epidemiológicos, reprodutivos e alimentares com a infecção pelo HPV e com as lesões precursoras do câncer de colo uterino em mulheres ribeirinhas de diferentes regiões do estado do Pará. O estudo envolveu 393 mulheres ribeirinhas, sendo duas comunidades do município de Itaituba somando 216 ribeirinhas e 177 de uma comunidade do município de Limoeiro do Ajurú, com idade entre 12 a 64 anos, atendidas pelo Programa de Prevenção de Câncer Cérvico Uterino (PCCU) nos anos de 2013 a 2016. Material cérvico-vaginal colhido através de espátula de Ayre e escovinha ginecológica, sendo obtidos para o teste Papanicolaou e PCR (reação em cadeia de Polimerase) para detecção de HPV. Informações sociodemográficas, epidemiológicas e reprodutivas, assim como a frequência semanal de pescado foram obtidas durante entrevista prévia à coleta. Os perfis sociodemográficos, epidemiológicos e reprodutivos das ribeirinhas mostraram-se similares. A prevalência de LSIL foi maior em Limoeiro do Ajurú, enquanto a prevalência de HPV foi maior em Itaituba. A escolaridade, ocupação do lar e a renda foram características sociodemograficas relevantes para lesões e infecção pelo HPV. Quanto às características reprodutivas, coitarca entre 10-15 anos, número de parceiros, regularidade no preventivo, uso de preservativo foram as que apresentaram risco. A frequência de consumo de pescado se mostrou relevante para a prevalência de lesões em Limoeiro do Ajurú. Neste sentido, novos estudos nessa direção, devem ser estimulados com vista a maiores esclarecimentos sobre as associações avaliadas.

  • THALITA BANDEIRA DANTAS E SILVA
  • AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO DO ÂNGULO DE FASE COM O PERFIL NUTRICIONAL E ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM PACIENTES COM SÍNDROME LIPODISTRÓFICA SECUNDÁRIA À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL

  • Data: 04/07/2017
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  • A síndrome lipodistrófica é uma doença comum entre os portadores do vírus do HIV que realizam terapia antirretroviral, promovendo rearranjo da gordura corporal e alterações metabólicas, dentre as quais se destacam a dislipidemia e a resistência periférica a ação da insulina, por tais fatores torna-se imprescindível o estudo de técnicas e métodos que contribuam para a avaliação do estado nutricional desses pacientes. O Ângulo de fase (AF°) é uma variável obtida na bioimpedância, que possibilita a análise da integridade da membrana celular, recentemente, vem sendo estudado seu papel enquanto indicador do estado nutricional em diversas condições de doença. O presente estudo objetivou avaliar a utilização do ângulo de fase como indicador do estado nutricional e alterações metabólicas em pacientes com síndrome lipodistrófica secundária à terapia antirretroviral atendidos em hospital de referência de Belém do Pará. Para isso, foi efetuado um estudo do tipo transversal, analítico, com coleta de dados prospectiva, referente a variáveis antropométricas, bioimpedância em duplicata, exames laboratoriais e história clínica (destacando as alterações metabólicas) em 53 indivíduos portadores da síndrome lipodistrófica secundária a terapia antirretroviral, em acompanhamento clínico/ambulatorial. Os resultados demonstraram prevalência do sexo masculino, com maioria ativa, quanto à ocupação; no que diz respeito à análise das variáveis antropométricas, como peso, estatura e relação cintura-quadril os valores mais elevados foram os do sexo masculino, como já era esperado, quanto que a dobra cutânea tricipital, a maior média foi evidenciada entre as mulheres; não sendo identificadas diferenças significativas no que se refere ao IMC entre os sexos; o perfil nutricional mais prevalente foi de sobrepeso (42%), com esquema de INTR+INNTR+IP+IP, a forma clínica mista representou (86,79%) da amostra. O AF° médio, obtido a partir das aferições da duplicata, foi de 6,45º±1,09, sendo utilizado como ponto de corte, correlacionou-se positivamente com a massa magra, massa celular corporal e água intracelular e negativamente com a massa gorda; as correlações com as medidas antropométricas e IMC não foram significativas. O AF° apresentado associou-se ao sexo e idade dos indivíduos, porém com p-valor não significante para a relação com tempo de TARV. Foi evidenciado ainda tendência de associação entre AF e alterações metabólicas múltiplas no mesmo individuo (diabetes + hipertensão + dislipidemia). Observou-se que a variável idade apresentou Odds Ratio (OR) de 1.0859, ou seja, os pacientes que tem maior idade apresentam chance 1.0859 vezes maior de estarem abaixo do ponto de corte do AF o, a partir da análise de regressão logística múltipla. Segundo a análise de regressão linear múltipla, as variáveis: AI, massa extracelular, MM e um novo parâmetro de associação a ser melhor estudado, o HDL; foram os maracdores metabólicos que mais explicaram a variação do ângulo de fase dos pacientes. Pode-se concluir que o AF° é uma importante ferramenta de acompanhamento da evolução dos pacientes com síndrome lipodistrófica, sendo indicador de depleção de massas corporais e alterações de HDL que influenciam no estado clínico/nutricional do paciente.

  • TATIANA GENEROSO CAMPOS PINHO BARROSO
  • AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DA MARCHA DO PACIENTE
    HANSENIANO

  • Data: 30/06/2017
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  • A investigação de parâmetros biomecânicos e eletromiográficos no movimento humano têm trazido importantes discussões sobre a função do sistema músculo esquelético e o controle deste movimento. O andar humano é um dos comportamentos motores mais investigados pela biomecânica e seus aspectos mecânicos contribuem de forma a caracterizar, identificar e intervir em situações patológicas. A investigação de parâmetros dinâmicos e eletromiográficos na marcha patológica podem beneficiar de forma significativa a compreensão dos mecanismos de controle do andar e as alterações compensatórias geradas, assim como contribuir nas intervenções terapêuticas e preventivas em indivíduos portadores de alguma doença que acometa o sistema músculo esquelético. No presente estudo buscou-se descrever e interpretar, sob a perspectiva da eletromiografia, o andar em cadência auto selecionada de indivíduos hansenianos com ou sem neuropatia, considerando os parâmetros dinâmicos, temporais e eletromiográficos durante a marcha. Investigou-se também aspectos sensoriais e motores a fim de caracterizar os possíveis indivíduos neuropatas do estudado. A cadência foi significativamente menor durante o andar do grupo hanseniano em relação ao grupo controle. A redução na velocidade do andar dos hansenianos busca um padrão mais conservativo e estável da marcha. As respostas eletromiográficas dos músculos da coxa e perna apresentaram-se com menores magnitudes em relação ao padrão normal de recrutamento para os músculos reto femoral, gastrocnêmio lateral e tibial anterior. Além disso, soma-se ao quadro um maior tempo de ativação muscular observado nos músculos reto femoral e no fibular longo durante toda a fase de apoio da marcha. Interpreta-se tal fato como uma provável alteração no mecanismo de controle central e/ou periférico da marcha em indivíduos com hanseníase decorrentes dos déficits sensoriais periféricos e motores consequentes da doença investigada. Destaca-se ainda baixa magnitude de contração do reto femoral no que tange a contração estática e dinâmica e a insuficiência de contração na fase de transição entre o apoio e balanço. O mecanismo de redução de choques na marcha apresentou-se de forma ineficiente em função das respostas eletromiográficas prolongadas tanto do reto femoral como do tibial anterior e fibular longo. Conclui-se que a hanseníase com a presença clínica ou não da neuropatia periférica, acomete não só respostas somatossensoriais e motoras periféricas, mas também mecanismos intrínsecos de controle neuromuscular modificando a dinâmica e a eficiência do membro inferior em seu papel na marcha, comprometendo desta forma os principais requisitos para o andar, que são a progressão e o equilíbrio.
     

  • NILZA EMILIA SEABRA OLIVEIRA
  • FARMACODERMIA E REAÇÕES ADVERSAS À DROGAS EM PACIENTES EM TRATAMENTO PARA HANSENÍASE E TUBERCULOSE INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM BELÉM - PA

  • Data: 30/06/2017
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  • A tuberculose e a hanseníase são doenças causadas por micobactérias que, por fatores inerentes aos patógenos, necessitam de tratamento utilizando-se de diversas drogas e administrado durante um período prolongado.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) apoia pesquisas que visem diminuir o período de administração destas medicações, bem como o desenvolvimento de novos fármacos, de modo a instaurar uma monoterapia que seja finalizada em períodos cada vez menores.

    Episódios de farmacodermia podem ser provocados por diversas drogas, destacando-se os antibióticos como principais responsáveis. Entretanto, a terapêutica utilizando estes medicamentos não pode ser interrompida, sob o risco de desenvolvimento de resistência do micro-organismo às drogas utilizadas.

    Em razão do número, dosagem e frequência dos tratamentos, os pacientes de hanseníase e tuberculose podem manifestar efeitos adversos que podem incluir breves desconfortos a complicações graves. Deve-se, portanto, conhecer quais as principais reações adversas à poliquimioterapia, a frequência na qual estas reações acontecem e se o fato do uso prolongado de diferentes antibióticos em conjunto possa favorecer os episódios de farmacodermia.

  • JULIA HILDA LISBOA VASCONCELOS
  • AVALIAÇÃO OFTALMOLÓGICA EM PACIENTES COM HANSENÍASE E VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

  • Data: 29/06/2017
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  • O presente estudo tem por objetivo investigar o perfil das funções visuais de pacientes coinfectados com HIV/Aids e hanseníase, no que diz respeito aos aspectos neuroftalmológicos, segundo um desenho de estudo transversal, realizado no Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará no período de agosto de 2015 a junho de 2017, no qual foram incluídos grupos de pacientes hansenianos com e sem histórico de coinfecção com HIV/Aids e um grupo com apenas soropositivos que desenvolveram ou não a Aids. Esses grupos foram comparados com indivíduos saudáveis de mesma faixa etária. Realizou-se levantamento de dados clínicos e socioeconômicos, avaliação da acuidade visual (Snellen), da sensibilidade de percepção de cores (Ishihara), da medida do campo visual (perimetria automática) e do registro da função retiniana (eletrorretinograma de campo total). O ERG em coinfectados apresentou alterações na onda b com tempo implicíto atrasado nos seguintes protocolos de estimulação: escotópicos 0,01 (bastonete); 3,0 (cones e bastonetes); 3,0 potenciais oscilatórios - PO (cones e bastonetes) e fotópico 3,0 (cones e bastonetes), enquanto amplitudes da onda b reduzidas foram verificadas nos protocolos escotópicos 3,0 (cones e bastonetes); 10,0 (cones e bastonetes), 3,0 PO (cones e bastonetes) e fotópicos 3,0 (cones), flicker 30Hz (cones). Alterações da onda a foram verificadas apenas no tempo implicíto, escotópico 3,0 (cones e bastonetes). A perimetria estática demonstrou aumento do limiar acromático em todos os anéis concêntricos considerados e alterações nos valores de média total (MD)e no padrão de variação de sensibilidade (PSD). Conclui-se que indivíduos coinfectados apresentam disfunção retiniana e alteração de campo visual.

  • MARCELO CLEYTON DA SILVA VIEIRA
  • A INFECÇÃO PELA H. pylori E A EXPRESSÃO IMUNOHISTOQUIMICA DAS MOLÉCULAS E-CADERINA E α-CATENINA EM INDIVÍDUOS COM TUMORES GÁSTRICOS DO TIPO HISTOLÓGICO DIFUSO E INTESTINAL

  • Data: 29/06/2017
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  • A infecção pela H. pylori, particularmente por cepas virulentas do tipo cagA+,
    está relacionada ao desenvolvimento do câncer gástrico, e o mecanismo pelo
    qual esta bactéria induz a gênese tumoral parece ocasionar também mudanças
    na expressão de proteínas responsáveis pela adesão celular, como a Ecaderina
    e a α-catenina. Neste sentido, este estudo objetivou determinar os
    padrões de expressão das moléculas E-caderina e α-catenina em tecidos
    tumorais e não-tumorais de pacientes com câncer gástrico tipo difuso e
    intestinal infectados por cepas virulentas da H. pylori. Dados epidemiológicos
    foram coletados, testes sorológicos foram utilizados para detectar anticorpos
    anti-H. pylori e anti-CagA e biópsias gástricas de áreas de lesão e perilesão
    foram coletadas e submetidas a coloração de Gram e à técnica de
    imunohistoquímica para a análise das alterações histopatológicas e de
    expressão das moléculas E-caderina e α-catenina. Segundo o método de
    classificação de Lauren cerca de 60% (29/48) dos pacientes apresentavam
    carcinoma do tipo difuso e 40% (19/48) do tipo intestinal, contudo, nenhuma
    variação estatisticamente significativa foi detectada em relação aos dados
    epidemiológicos nestes tipos de tumores. Dos pacientes infectados, cerca de
    95,4% exibiam anticorpos contra o fator de virulência CagA, revelando uma alta
    prevalência de infecção por cepas virulentas tanto no subtipo intestinal quanto
    no difuso, e portanto confirma a evidencia de que a infecção pela H. pylori tem
    uma forte relação com a carcinogênese gástrica, mas não com o
    desenvolvimento de um subtipo específico de tumor. A maioria dos indivíduos
    analisados eram homens (75%), com idade igual ou acima de 60 anos (71%) e
    apresentavam características epidemiológicas com um estilo de vida favoráveis
    ao risco de desenvolvimento do carcinoma gástrico. A análise da coloração de
    Gram mostrou não haver diferença na severidade das alterações
    histopatológicas nos tecidos de perilesão, entre os tipos de tumores. A
    expressão membranar de E-caderina nos tecidos de lesão e perilesão estava
    ausente em aproximadamente 90% (43/48) e 22,9% (11/48) respectivamente.
    Já a α-catenina, estava ausente em 100% (48/48) dos fragmentos de lesão e
    33% (16/48) dos fragmentos de perilesão. A análise semi-quantitativa dos
    escores de expressão membranar e citoplasmática revelaram uma tendência
    dos tecidos de perilesão a apresentarem uma expressão predominantemente
    membranar, enquanto que os tecidos de lesão apresentavam uma expressão
    predominantemente citoplasmática. Nenhuma relação significativa foi
    encontrada entre os tipos de tumor e os níveis de expressão destas moléculas.
    Evidentemente, mais estudos são necessários para elucidar a influência de
    cepas virulentas de H. pylori nos diferentes tumores gástricos, com relação aos
    mecanismos de alterações na expressão das moléculas de adesão celular,
    complexo E-caderina-α-catenina, durante os processos carcinogênicos.

  • RODRIGO RODRIGUES VIRGOLINO
  • ANÁLISE MULTIVARIADA DE CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DE PET/MAH E NÍVEIS DE EXPRESSÃO GÊNICA E DERIVAÇÃO DE MODELOS DE PREDIÇÃO
    DIAGNÓSTICA EM PACIENTES INFECTADOS COM O HTLV-1.

  • Data: 29/06/2017
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  • A Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia associada ao Vírus Linfotrópico de
    Células T Humanas Tipo 1 (PET/MAH) é uma condição debilitante causada pela inflamação
    do tecido nervoso medular, por ação do HTLV-1. Neste trabalho objetivou-se avaliar a
    classificação de indivíduos infectados pelo vírus e propor um modelo de predição clínica para
    a ocorrência de PET/MAH. Foi utilizado um banco de dados composto de 63 indivíduos
    infectados, sendo 23 com diagnóstico de PET/MAH pelos critérios da OMS, e variáveis
    preditoras funcionais (variáveis ordinais), níveis de expressão gênica (variáveis contínuas) e a
    variável demográfica sexo. Em um primeiro momento uma técnica de análise de componentes
    principais mista foi empregada, seguida de análise de conglomerados hierárquica, para
    investigar a associação dos indivíduos em grupos, de forma não supervisionada, e comparar
    com a classificação definida pelos profissionais clínicos. Em um segundo momento, foram
    derivados modelos de predição diagnóstica com base em regressão logística binária
    penalizada, a qual é adequada nos contextos de tamanho amostral reduzido. A análise não
    supervisionada mostrou que os pacientes se organizavam em três grupos, sendo um grupo de
    pacientes com PET/MAH, um grupo de pacientes sem PET/MAH e um grupo intermediário,
    que comporta indivíduos com e sem a doença. Na modelagem estatística foram derivados dois
    modelos, um com critério de penalização 0,032 e outro com critério 0,1, mais extremo, sendo
    ambos avaliados por validação interna usando validação cruzada de 10 vezes. As variáveis
    que compuseram os modelos finais foram: grau de alteração na marcha, escore de Tinetti,
    tônus do músculo adutor direito e esquerdo e tônus do tríceps sural esquerdo. O uso de
    métodos estatísticos de predição pode ser útil como ferramenta de apoio à decisão diagnóstica
    de PET/MAH, especialmente em contextos de recursos limitados.

  • ENDERSON CLEYTON SANTOS COSTA
  • ASPECTOS IMAGENOLÓGICOS DA CRIPTOCOCOSE PULMONAR E CEREBRAL EM PACIENTES PEDIÁTRICOS DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO

  • Data: 27/06/2017
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  • A criptococose é uma doença sistêmica causada pelas espécies de fungos Cryptococcus neoformans e C. gattii. No Pará, a prevalência desta micose é caracterizada como endêmica. Este trabalho apresentou achados de imagem em pacientes pediátricos acometidos pela criptococose pulmonar e/ou cerebral, internados no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), no período de janeiro de 2005 à dezembro de 2015. Trata-se de um estudo de série de caso em pacientes pediátricos com diagnóstico positivo para criptococose através de exame de imagem. A amostra é constituída por crianças de até 13 anos, de ambos os sexos e residentes de áreas urbanas e rurais do Estado do Pará. Foram avaliados 15 prontuários, constatando-se a maior ocorrência nos casos de criptococose em residentes da zona rural (nove casos), a maioria dos pacientes infectados eram do sexo masculino. Não houve registro de pacientes imunodeprimidos. Entre os principais sintomas iniciais da doença, destacam-se: febre, vômitos e cefaleia, independente de sexo. O tempo médio de internação dos pacientes foi de 65 dias. Nos padrões imagenológicos encontrados nos exames de TC e RM de crânio, não houve a predominância de nenhuma alteração radiológica típica de criptococose entre os sexos. Na TC de crânio mostraram alterações nos exames, tais como, criptococoma múltiplos e outros sintomas. Os resultados desse estudo corroboram com o descrito na literatura e contribui para o conhecimento acerca dessa doença no Estado do Pará. 

  • MARLIANE BATISTA CAMPOS
  • EXPRESSÃO DOS RECEPTORES TOLL-LIKE 2, 4 E 9 NO CONTEXTO CLÍNICO E IMUNOPATOLÓGICO DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA CAUSADA POR Leishmania (Viannia) braziliensis E Leishmania (Leishmania) amazonensis

  • Data: 23/06/2017
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  • Leishmania (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis são os agentes de maior potencial patogênico da leishmaniose tegumentar americana (LTA) no Brasil, sendo responsáveis pelo espectro clínico-imunopatológico que segue: leishmaniose cutânea localizada (LCLIDRM+/++), leishmaniose cutânea disseminada borderline (LCDBDTH±), leishmaniose cutânea anérgica difusa (LCAD IDRM-), e leishmaniose mucosa (LMIDRM++++). Entretanto, tem sido mostrado que a L. (V.) braziliensis leva a infecção da forma central LCL para a forma polar LM, enquanto a L. (L.) amazonensis, ao contrário, dirige a infecção para forma polar LCAD. Este estudo avaliou por imunohistoquímica a expressão dos receptores Toll-like (TLRs) 2, 4 e 9 e sua relação com as células TCD4+/TCD8+, e as citocinas TNF-α, IL-10 e TGF-β no espectro da LTA. Biópsias de lesões de pele e mucosa foram obtias de 43 pacientes com a seguinte distribuição: 6 casos da forma LCAD, 5 da LCDB, e 11 da LCL, todos por L. (L.) amazonensis; 10 casos da forma LCL, 4 da LCDB, e 6 da LM, todos por L. (V.) braziliensis. As células T CD4+ apresentaram maior expressão na forma polar LM e, ao contrário, a menor expressão na forma LCAD. As células T CD8+ mostraram também a menor expressão na forma LCAD quando comparadas às outras formas da doença. A expressão de TNF-α+ aumentou da forma LCAD para a forma LM, enquanto as citocinas IL-10+ e TGF-β+, ao contrário, mostraram um aumento da expressão da forma LM para a forma LCAD. Com relação à expressão dos TLRs 2, 4 e 9, foi observada forte interação dos TLRs 2 e 4 com as formas clínicas associadas à L. (V.) braziliensis, enquanto o TLR 9, ao contrário, mostrou forte interação com as formas clínicas ligadas à L. (L.) amazonensis. Estes achados confirmam a forte habilidade dos antígenos específicos de L. (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis de promover uma dicotomia da resposta imune de célula T na LTA.

  • LUCIANA DO REGO LIMA QUEIROZ
  • AVALIAÇÃO DAS RESPOSTAS IMUNES, HUMORAL E CELULAR, EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR Leishmania (L.) infantum chagasi EM ÁREA ENDÊMICA DE LEISHMANIOSE VISCERAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 22/06/2017
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  • Este foi um estudo transversal que analisou uma coorte de 50 cães sem raça definida com diagnóstico soropositivo (RIFI/ELISA-IgG) para leishmaniose visceral canina (LVC) (28-56% do grupo subclínico [GSC] e 22-44% do grupo doentes [GD]), residentes em área endêmica de leishmaniose visceral americana na Amazônia brasileira, com o objetivo de avaliar as respostas imunes, humoral e celular, da LVC, baseado nas subclasses IgG1 e IgG2, assim como, nas células TCD4+ e TCD8+ e nas expressões de citocinas inflamatórias (TNF-α+ e INF-γ+) e reguladoras (IL-10+ e TGF-β+), tendo em conta a sua relação com o estado clínico e a resposta de hipersensibilidade tardia (RIM) dos cães infectados. As respostas IgG1 / IgG2 foram medidas por ELISA, enquanto as células TCD4+ e TCD8+ foram avaliadas por imuno-histoquímica em amostras de fígado, baço e linfonodo poplíteo de cães incluídas em parafina. As citocinas TNF-α+, INF-γ+, IL-10+ e TGF-β+ foram avaliadas por ELISA nos sobrenadantes de amostras maceradas de fígado, baço e linfonodo poplíteo. A análise dos dados utilizou o teste exato de Fisher e o coeficiente r de Pearson, com intervalo de confiança de 95%. No que diz respeito ao RIM e ao estado clínico dos cães, foi observado que 100% (8) dos cães com RIM positivo eram do GSC, enquanto 100% dos cães com RIM negativos eram do GD. Por outro lado, observou-se maior resposta de IgG2 em comparação com o IgG1 em ambos os grupos clínicos de cães. Entretanto, quando esta comparação foi entre ambos os grupos clínicos, foi registrado que a resposta de IgG1 nos cães GD foi maior do que a dos cães GSC, enquanto a resposta de IgG2 nos cães GD foi semelhante à dos cães GSC. Além disso, foi encontrada menor resposta de IgG1 nos cães GSC com RIM positivo do que nos cães dos grupos GSC e GD com RIM negativo, enquanto não houve diferença na resposta de IgG2 em ambos os grupos de cães infectados, GSC ou GD. Por outro lado, com relação à expressão das células TCD4+ e TCD8+, bem como, das citocinas inflamatórias (TNF-α+ e INF-γ+) e regulatórias (IL-10+ e TGF-β+) foi demonstrado, de modo geral, que a infecção canina por L. (L.) i. chagasi é sustentada por um perfil de resposta imune mista (Th1/Th2-Treg), a qual, no início da infecção, pode apresentar discreto perfil TCD4+/Th1 no sentido de controlar a disseminação do parasito, porém, ao longo do curso da infecção há uma produção expressiva de citocinas regulatórias (IL-10+ e TGF-β+) que inibe a resposta Th1 e modula uma resposta imune celular definitiva para o polo TCD4+/Th2. Esses achados sugerem que o cão é altamente susceptível à LVC, em razão da fraca habilidade de desenvolver uma resposta imune celular eficiente contra a infecção.

  • ROSA MARIA DIAS
  • PERFIL LIPÍDICO E ASPECTOS NUTRICIONAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM MALÁRIA POR Plasmodium vivax, NO MUNICÍPIO DE ANAJÁS-PA.

  • Data: 08/06/2017
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  • Avaliar os aspectos sociodemográficos e epidemiológicos de crianças e adolescentes residentes no município de Anajás-PA com malária por P. vivax e associar o perfil lipídico ao estado nutricional, parasitemia e número de episódios da doença. Métodos: estudo observacional prospectivo analítico, com crianças e adolescentes na faixa etária de 2 a 16 anos, entre janeiro de 2014 a setembro de 2016. Foram selecionados 2 grupos de estudo: a) Casos (n=58): crianças e adolescentes com diagnóstico positivo para P. vivax e; b) Controle (n=61): crianças e adolescentes saudáveis sem história de malária e com dois exames negativo para malária. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos (peso, altura) e realizado exame clínico. O perfil lipídico (colesterol e frações, triglicerídeos) foi determinado em sangue venoso coletado após 12 horas de jejum. Nos participantes do grupo caso, a coleta ocorreu em três momentos: D0 (dia do diagnostico e admissão ao estudo), D7 e D14 (pós-tratamento). Resultados: A maioria dos participantes do grupo caso era do sexo masculino (65,5%), cujas as mães ou responsáveis tinham até 4 anos de estudo, viviam com até 1 salário mínimo e eram beneficiárias do programa Bolsa Família. A avaliação do estado nutricional apontou percentual elevado de déficit de crescimento linear tanto nas crianças (25,0%), como nos adolescentes (22,2%) do grupo caso em comparação ao controle (p<0,05). O IMCI indicou adequação de peso para altura, independente do grupo de estudo. Não foram observadas associações significativas entre o estado nutricional, independente do índice utilizado, com o histórico de malária, níveis de parasitemia e manifestações clinicas. A avaliação do perfil lipídico indicou que o grupo caso apresentou os níveis de colesterol total e LDL-c nos limites desejáveis e baixo nível do HDL-c (p<0,05), em comparação ao controle. Todos os participantes apresentaram hipertrigliceridemia, independente do grupo de estudo. O sexo, idade, parasitemia a admissão e histórico da malária não influenciaram de forma significativa os níveis de lipídios séricos. Observou-se alterações significativas dos níveis de lipídios no seguimento dos casos, caracterizadas por redução significativa (p<0,5) dos níveis de triglicerídeos e VLDL-c entre o D0 e o D14 e aumento significativo (p<0,5) do colesterol total, HDL-c e LDL-c. Os níveis séricos de colesterol total e LDL-c foram semelhantes na admissão e D7. Entretanto, os níveis de triglicerídeos e VLDL-c decresceram rapidamente de forma que foram semelhantes entre D7 e D14. Conclusão: A malária predominou em crianças e adolescentes com condições sociais e econômicas desfavoráveis, do sexo masculino. Os casos tiveram percentual elevado de déficit de crescimento linear, embora sem significância em relação ao controle. Há modificação do perfil lipídico na fase aguda da doença.

  • LORENA DOS SANTOS FEITOSA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM MALÁRIA EM
    UMA REGIÃO ENDÊMICA DO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 06/06/2017
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  • A malária é considerada um sério problema de saúde pública, sendo responsável tanto por danos
    sociais quanto econômicos, pois interfere na produtividade da comunidade, assim como na
    qualidade de vida, logo, é relevante a obtenção de instrumento que auxiliam na tomada de
    decisão em saúde pública. Este estudo teve por objetivo avaliar a qualidade de vida em pacientes
    com malária em uma região endêmica do estado do Pará. Para isso, realizou-se um estudo
    transversal com abordagem quantitativa, no município de Itaituba-Pa no período de 2016, com
    a utilização de formulários para identificar os dados socioeconômicos, demográficos e clínicos
    dos pacientes, assim como a qualidade de vida através do sistema descrivo EQ-5D e pela escala
    analógica visual (EQ-VAS). Os resultados apontaram que a maioria dos participantes da
    pesquisa eram do sexo masculino, com ensino fundamental incompleto, casados ou em união
    estável, trabalhadores da área do garimpo, com renda mensal de um a dois salários mínimos. A
    espécie de plasmódio mais frequente foi o Plamodium vivax, a densidade parasitária igual ou
    inferior a 10.000 mm3 foi predominante, e apenas 17, 6% dos pacientes evoluíram com a tríade
    malárica. Quanto a qualidade de vida, mediante estatística pertinente, foi identificado que a
    média do escore de qualidade de vida foi de 0,63, enquanto a auto avaliação do estado de saúde
    foi de 43,5. A maioria dos domínios do EQ-5D como, mobilidade, cuidados pessoais, atividades
    habituais, dor/mal estar, ansiedade/depressão estavam mais comprometidos no sexo feminino
    e na faixa etária mais avançada. Os fatores associados à qualidade de vida de pacientes com
    malária foram idade, estado civil, escolaridade, renda familiar, número de malária, número de
    sintomas, espécie de plasmódio, parasitemia, tempo de doença e automedicação, porém não
    houve associação estatística significativa. As variáveis que apresentaram significância
    estatística, ou seja, que interferiram na qualidade de vida foram “sexo”, “dias sem trabalhar” e
    a “tríade malárica”. Pode-se concluir que a malária compromete a qualidade de vida dos
    indivíduos já que dificulta o desempenho das atividades cotidianas com aumento na taxa de
    absenteísmo tanto no ambiente escolar quanto no trabalho. Por isso, é fundamental o
    fortalecimento de estratégias de promoção da saúde, prevenção e controle da doença
    principalmente em áreas de garimpo que facilitam a proliferação e da doença.

  • DIEGO LEITE GUIMARAES
  • AVALIAÇÃO DA ESPESSURA RETINIANA EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS INFECTADOS COM VÍRUS LINFOTRÓPICO HUMANO DO TIPO 1 (HTLV-1)

  • Data: 25/05/2017
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  • A incidência de HTLV é cada vez maior no mundo sendo necessária uma compreensão maior sobre esta doença, uma vez que se trata de uma patologia associada a doenças graves hematológicas e neurológicas degenerativas. Este trabalho teve como objetivo investigar a espessura da retina dos pacientes assintomáticos infectados com o HTLV-1, através do exame de tomografia de coerência óptica (OCT). Foram examinados 23 sujeitos saudáveis que compuseram o grupo controle e 23 sujeitos acometidos pelo vírus HTLV-1, clinicamente assintomáticos, ou seja, que não desenvolveram paraparesia espástica tropical ou leucemia/ linfoma T do adulto. A avaliação foi feita em cada olho individualmente. Todos os sujeitos passaram por consulta oftalmológica. Nenhum dos pacientes poderia ter alterações neurológicas ou visuais que não estivessem relacionadas com a infecção por HTLV-1. As mensurações foram realizadas com o SD-OCT Spectralis (Heidelberg Engineering), utilizando o programa Heidelberg Eye Explorer v.1.7 em alta resolução espacial (20° x 20° pixels). Todas as varreduras foram feitas sem dilatação das pupilas. Para cada sujeito foram realizadas 25 varreduras (B-scans) em uma área de 20° x 20° graus e diâmetro do círculo de 6 mm, separadas por 238 mm, ART de 24 frames incluindo 1024 A-scans. A fixação central do olhar foi monitorada simultaneamente ao registro da imagem e a qualidade da imagem foi aceita acima de 29 dB de acordo com o guia do fabricante do equipamento. Foi avaliado se a espessura retiniana nas diversas medidas realizadas obedecia a uma distribuição normal através do teste de Shapiro-Wilkins. Quando os dados se ajustavam a funções normais foi utilizado o teste ANOVA de duas vias para comparar os valores de espessura da retina dos grupos controle e de pacientes assintomáticos infectados pelo HTLV-1 com análise post-hoc com teste de Tukey, assim como foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis com análise post-hoc com teste de Dunn sobre os dados não paramétricos para a comparação intergrupo. Foi considerado um nível de significância estatística de 5%. Todos os testes foram aplicados usando o programa estatístico Bioestat 5.0. A análise foi realizada no mapa de assimetria onde foram medidos a espessura de 10 regiões retinianas (Retina, Camada de fibras do nervo óptico, Camada de células ganglionares, Camada plexiforme interna, Camada nuclear interna, Camada plexiforme externa, Camada nuclear externa, Epitélio pigmentado retiniano, Camada retiniana interna, Camada retiniana externa) em 9 campos maculares (macula central, superior, nasal, temporal, inferior, superior interno, nasal interno, temporal interno e inferior interno). Os 46 olhos dos pacientes infectados por HTLV-1 tiveram mensurados a espessura da retina na região macular. Para cada sujeito, os valores da espessura da retina e das 10 camadas retinianas nos 9 campos centrais foram comparados com o valor médio mais ou menos duas vezes o desvio-padrão da espessura retiniana em cada um dos nove campos. Concluiu-se que os pacientes infectados por HTLV-1 apresentaram alterações da espessura retiniana na retina total e nas camadas retinianas interna e externa, sendo que individualmente a maioria dos pacientes apresentou alterações em uma grande variedade de campos e camadas retinianas. A medida da espessura retiniana mostra um grande potencial de encontrar alterações nervosas estruturais do sistema nervoso central e que podem ajudar no acompanhamento clínico dos pacientes infectados pelo HTLV-1 e que não apresentaram quadros de paraparesia espástica tropical.

  • JESSICA ANTONIA NUNES GOMES
  • ESTUDO DA FUNÇÃO TÍMICA EM PORTADORES DE HTLV-1 COM PET/MAH

  • Data: 17/05/2017
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  • Dos portadores de HTLV-1, 90% permanecem assintomáticos, 2-3% desenvolvem Leucemia Linfoma de Células T do Adulto (LLcTA) e 0,25-4% desenvolvem Paraparesia Espástica Tropical/ Mielopatia Associada ao HTLV (PET/MAH). Na PET/MAH, são encontrados infiltrados de células T CD8+ específicas na medula que destroem as células T CD4+ infectadas, levando a uma resposta imunológica ativada crônica. As células T recém-emigradas do timo (ou células T naïve) possuem círculos excisados pelo rearranjo do gene do receptor de células T (TREC) que não duplicam na proliferação celular, sendo um bom indicador para quantificar o número de células T naïve e assim avaliar a função tímica. O presente estudo almejou Verificar a função tímica de pacientes portadores da infecção pelo vírus HTLV-1 através da quantificação do número de TREC em células mononucleares do sangue periférico. Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado com 39 pacientes, acima de 18 anos, divididos em dois grupos: com PET/MAH (PET) e sem PET/MAH (NPET). Foi realizada avaliação clínica e fisioterapêutica, coleta de sangue, separação das células linfomononucleares, extração de DNA e RNA, curva absoluta de TREC, quantificação de DNA e RNA, detecção e quantificação de partículas TREC, síntese de cDNA, expressão gênica da citocina IL-7 e análise estatística com os testes de Mann-Whitney e correlação de Spearman, com o valor de p ≤ 0,05 como nível de significância. Dos 39 pacientes estudados, dois foram excluídos do estudo por apresentarem doença autoimune. Quanto à comparação entre grupos da quantificação de TREC: há diferença entre o grupo PET e NPET (p = 0,01), nos pacientes com idade ≤59 anos entre os grupos PET e NPET (p = 0,04), nas pacientes do sexo feminino entre o grupo PET e NPET (p = 0,003) e o grupo com cadeira de rodas e sem cadeira de rodas (p = 0,05). Já com relação à comparação da expressão gênica de IL-7 entre grupos: no grupo NPET há diferença entre o grupo ≤59 anos e o ≥60 anos (p = 0,02), no sexo feminino há diferença entre o grupo PET e NPET (p = 0,04). A função tímica mostrou-se prejudicada em pacientes portadores de HTLV-1 com PET/MAH comparados àqueles sem PET/MAH, pois houve um prejuízo na produção de células T naïve nessa população, mostrada através das diferenças entre variáveis tanto no grupo PET e NPET com relação à quantificação de TREC. Apesar de ainda não estar clara a importância deste comprometimento no desencadeamento e/ou evolução da PET/MAH, infere-se que a redução da produção de células T naïve pode alterar a resposta imunológica nesses pacientes, repercutindo diretamente no quadro clínico dos mesmos.

  • MARIA DE NAZARÉ DO SOCORRO DE ALMEIDA VIANA
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DO GENE DA GLICOPROTEÍNA 46 (gp46) DO VÍRUS LINFOTRÓPICO- T HUMANO DO TIPO 1 (HTLV-1) NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

  • Data: 20/04/2017
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  • O vírus linfotrópico T humano tipo 1 (HTLV-1) afeta cerca de 2-5 milhões de pessoas no mundo e está associado a doenças degenerativas e infecciosas. Os fatores que definem as manifestações e o aparecimento destas doenças ainda não foram completamente esclarecidos. As glicoproteínas do envelope são altamente conservadas entre os isolados do HTLV-1, no entanto, substituições nucleotídicas na região gênica que codifica para estas proteínas podem influenciar tanto na infectividade viral como na replicação do vírus. A gp46 possui domínios funcionais já associados à inibição da formação do sincício, à transmissão célula-célula e à produção de anticorpos. Pelo exposto, o objetivo principal do trabalho foi determinar a estabilidade genética da região gp46 do HTLV-1 na região metropolitana de Belém. Foram utilizadas amostras de pacientes atendidos pelo NMT/UFPA no período de janeiro de 2010 à dezembro de 2015. Nossos resultados revelaram que 223 amostras foram confirmadas para HTLV-1, com 62,5% de mulheres e 37,5% de homens, com 45,2 anos de média de idade; 30% assintomáticos e 70% apresentando sintomatologia diversa, com predomínio dos dolorosos ou sensitivos, disautonômicos e de inabilidade motora. A caracterização molecular revelou frequência de 100% do genótipo HTLV-1 aA (Cosmopolita Transcontinental) entre as amostras investigadas e uma taxa de evolução muito baixa e bem característica desta região codificadora (aA- 1,83.10 -4 mutações por sítio por ano). Identificamos 3 mutações (N93D, G72S, S192P) com frequência acima de 19% entre as amostras. Apenas a mutação G72S está presente em um domínio funcional (53-75aa) previamente identificado. Tal alteração, juntamente com N93D foram as mais frequentes entre os indivíduos. Ao relacionarmos com a presença de sintomas, dos que sofreram alguma alteração de aminoácidos, 33,3% eram assintomáticos, e 66,6% apresentaram algum sinal/sintoma ou doença associada à presença de HTLV-1, diferença significativa com p= 0,0091. Das amostras que não apresentaram nenhuma alteração de aminoácidos, 68,4% eram assintomáticas e 31,5% exibiram algum sinal/sintoma ou doença associada ao vírus. Concluímos, portanto, que não houve variação de subtipo de HTLV-1 na região metropolitana de Belém, apenas o subtipo viral aA foi detectado, circulando durante o período de investigação, com uma taxa de evolução econtrada entre amostras positivas para HTLV-1 muito baixa, revelando alta estabilidade genética da região codificadora para gp46, com diversidade de sintomas predominante emadultos, do gênero feminino, de baixa renda e nível de escolaridade; com predomínio de HAM/TSP entre os indivíduos. No entanto, sugerimos que novos estudos sejam conduzidos, para expandir o entendimento da diversidade molecular dessa proteína, principalmente quanto sua modelagem, afinal acreditamos no potencial desta região codificadora com sua estabilidade para ser uma candidata a vacina eficaz contra o HTLV-1.

  • ANDREA MARINHO DA SILVA
  • ESTUDO DOS MARCADORES DE VIRULÊNCIA DO HELICOBACTER PYLORI
    (VacA, CagA E DupA ) E SUAS ASSOCIAÇÕES COM GASTRITE E ÚLCERA
    PÉPTICA NO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA- PARÁ

  • Data: 10/04/2017
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  • O Helicobacter pylori (H.pylori) é uma bactéria espiralada, gram-negativa que infecta a mucosa gástrica e provoca lesões epiteliais no estômago, que pode evoluir e gerar quadros inflamatórios crônicos. Estudos populacionais conduzidos no Brasil indicam que as taxas de prevalência ainda são muito elevadas. Na região Norte, no estado do Pará, são poucos os estudos que investigaram a ocorrência da infecção pelo patógeno no interior do estado. Dessa forma, este estudo procurou investigar os marcadores de virulência do H. pylori (VacA, CagA e DupA) e suas associações com Gastrite e Úlceras Pépticas no município de Bragança-Pará. Em uma abordagem prospectiva, foram coletadas biópsias teciduais de 166 pacientes diagnosticados com gastrite ou úlcera (duodenal e gástrica) atendidos no serviço de gastroenterologia e endoscopia digestiva do Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria no município de Bragança, nordeste do Estado do Pará. A detecção do DNA do H. pylori e dos genes vacA, cagA e dupA foi feita por Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Neste contexto, conseguiu-se isolar o DNA bacteriano das biópsias gástricas de 92% (153/166) pacientes. Destes, 140 apresentaram monoinfecção, prevalecendo nos alelos do vacA, as regiões s1 e m1, com 61,43% (86/140) e 87,86% (125/140) respectivamente. Os genes cagA e dupA mostraram-se com valores elevados 64,28% (90/140) e 61,43% (86/140) respectivamente. Quando relacionamos o cagA com a gastrite e úlcera gástrica, observamos que houve significância estatística (p=0,02). Com relação ao dupA, a presença do fator de virulência esteve associado diretamente com a gastrite, úlcera gástrica e duodenal (p=0,04; p=0,03, respectivamente). Nos casos estudados, houve o predomínio de cepas virulentas quando comparadas as não virulentas e a mais presente foi a s1m1/cagA+/dupA+, estando associada com maior grau de inflamação e com a atividade neutrofílica. Dessa forma, este estudo demonstra a alta incidência da infecção pelo H. pylori nos pacientes analisados com gastrite, úlcera gástrica e duodenal atendidos no nordeste do estado.

  • THAYANA RIBEIRO KAJITANI PACHECO
  • AVALIAÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E ARTRITE REUMATOIDE E SUA CORRELAÇÃO COM INFECÇÕES CAUSADAS POR EPSTEIN BARR E PARVOVÍRUS B19

  • Data: 29/03/2017
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  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e a Artrite Reumatoide (AR) são patologias autoimunes de alta prevalência mundial e que compartilham mecanismos fisiopatológicos comuns, incluindo fatores genéticos e gatilhos ambientais. Dos fatores ambientais, muito interesse tem incidido sobre o papel da infecção viral, sendo o Epstein Barr (EBV) e o Parvovirus B19 (PV19) frequentemente citados como desencadeante ou agravante das alterações autoimunes. Objetivo: Investigar a persistência de DNA de EBV e PV19 em pacientes com LES e AR e a sua correlação com a atividade da doença autoimune. Métodos: Foi realizado um estudo clínico observacional, transversal, abrangendo 215 indivíduos, sendo 126 com diagnóstico de LES e 89 com AR. Foi realizada entrevista para coleta de dados demográficos e clínicos, seguida de coleta de sangue para pesquisa do DNA viral através de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Para análise da atividade da doença foram usados os índices Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI-2K) e Disease Activity Score 28 (DAS 28). Foi adotado o nível de significância menor que 0,05 (p<0,05) para todos os testes estatísticos aplicados. Resultados: A média de idade entre os 126 pacientes com LES foi de 32,7 anos, com tempo de doença médio de 5,8 anos. Dentre os 89 pacientes com AR, a idade média foi de 50,1 anos e tempo de doença médio de 6,7. Tiveram doença ativa 40,5% dos indivíduos com LES e 82% dos com AR. A frequência da infecção viral entre os pacientes com LES foi de 15,1% somente para EBV, 37,3% somente para PV19 e 16,7% apresentaram coinfecção. Entre os pacientes com AR, 13,5% foram positivos apenas para EBV, 25,8% apenas para o PV19 e 36% apresentaram coinfecção. Não houve correlação entre a frequência viral e os índices de atividade das doenças (SLEDAI-2K e DAS-28). A presença de anticorpos para AR (fator reumatoide e/ou anti-CCP) foi associada a pacientes com AR infectados somente por EBV. Conclusão: A infecção por PV19 se apresentou associada ao LES e a coinfecção por EBV e PV19 foi associada a pacientes com AR. A presença de anticorpos para AR foi associada a pacientes com AR infectados somente por EBV.

  • YUJI MAGALHAES IKUTA
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS INFECCIOSAS EM IDOSOS NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 27/03/2017
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  • As características epidemiológicas dos processos de transição demográfica e epidemiológica do Brasil, evidenciados pelo envelhecimento populacional, aumento da ocorrência das doenças crônicas e manutenção dos índices de doenças infecciosas, demonstram a importância das pesquisas nesta área. O objetivo deste trabalho foi determinar as incidências das doenças infecciosas de notificação compulsória em idosos e analisar a tendência destas taxas ao longo do tempo. Deste modo, foi realizado um estudo ecológico descritivo longitudinal, com dados referentes a incidência das doenças infecciosas, coletados do SINAN, entre os anos 2003 e 2012. Dos 33 agravos de notificação de interesse nacional, foram incluídos 14 que apresentavam registros em idosos no período de estudo (dengue, tuberculose, hanseníase, leishmaniose tegumentar americana, hepatites, AIDS, doença de chagas, leptospirose, leishmaniose visceral, meningite, tétano, febre tifóide, malária, esquistossomose). As taxas de incidência foram calculadas com base na população estimada pelo IBGE para cada ano analisado. A análise estatística foi realizada com o programa BioEstat 5.4. Para a comparação das taxas entre idosos e não idosos, foi utilizado o teste qui-quadrado ou G, dependendo do tamanho amostral. Para análise de tendência, até 2020, foram construídas curvas de regressão, a partir das taxas de incidência, pelo método do ajustamento de curvas. Foram determinadas as proporções de cobertura de Estratégia Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, através da página do DAB/MS e utilizado o teste de correlação linear de Pearson para avaliar a possível dependência destas proporções com as taxas de incidência. Foi observado que as doenças de maior incidência em idosos no Pará são, respectivamente, dengue, tuberculose, hanseníase, leishmaniose tegumentar americana, hepatites e AIDS. Ao longo do período, observou-se aumento das taxas de incidência de AIDS, LTA, dengue, hepatites, LV e doença de chagas, manutenção das taxas de tuberculose, hanseníase, leptospirose, meningite, tétano e esquistossomose, e redução dos índices de malária e febre tifóide. A incidência média das doenças infecciosas somadas, mostrou-se em ascenção no período de 2003 a 2012, com posterior declínio de 2013 a 2016, com ressalvas referentes ao sistema de informação no último triênio. A incidência das doenças infecciosas no Pará mostrou-se maior que no Brasil. A análise de tendência, até 2020, demonstrou uma elevação, estatisticamente significante, das incidências de AIDS (p=0,0293), dengue (p=0,0034) e tuberculose (p=0,0010), manutenção da hanseníase (p=0,05) e queda nas incidências de malária (p=0,0107) e febre tifóide (p=0,0147). As demais doenças, devido a variabilidade da ocorrência ou do reduzido número absoluto de casos, não demonstraram uma curva de tendência fidedigna. A incidência de tuberculose, hanseníase, dengue, leishmaniose tegumentar americana e hepatites virais em idosos nos últimos anos, apresentou-se significativamente maior em relação a população não idosa. Há uma correlação positiva entre as taxas de incidência de AIDS, dengue, hepatites virais, leishmaniose visceral e doença de chagas e a proporção da cobertura da Estratégia Saúde da Família e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde, e correlação negativa com a incidência da malária e febre tifóide. Os resultados obtidos permitiram demonstrar que o perfil das doenças infecciosas em idosos no período, estão relacionadas com as características dos processos de transição em saúde do Estado do Pará e do Brasil, corroborando com a necessidade de políticas de saúde para atuação em todos níveis de prevenção de forma integrada que é a Prevenção Quinária.

  • LUIZ HENRIQUE CAMPOS HOLANDA
  • ANÁLISE CONFORMACIONAL DA ENZIMA PROTEASE DO HIV-1 RELACIONADA À RESISTÊNCIA AO INIBIDOR NELFINAVIR

  • Data: 10/03/2017
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  • O Vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), é um retrovírus que possui glicoproteínas altamente virulentas que invadem o linfócito TCD4+ através de seus receptores CCR4 e CXCR5. O ciclo biológico do HIV é mediado pelas enzimas protease, transcriptase e integrasse. A HIV-1 protease é uma enzima que está presente na fase final do ciclo biológico, onde ocorre a maturação do vírus e é um importante alvo farmacológico. O objetivo principal deste projeto é verificar os efeitos das mutações D30N, I84A e M46I na enzima protease HIV-1 e na formação do complexo com o inibidor nelfinavir através de técnicas de dinâmica molecular e bioinformática. Os resultados baseados nas análises estruturais mostraram diferenças estruturais entre os sistemas estudados. O sistema 1OHR apresentou uma conformação fechada, os sistemas D30N e D30N_I84A_M46I apresentaram conformação semi-aberta e o sistema D30N_I84A apresentou conformação aberta, em que o último apresentou menor valor de energia livre e maior instabilidade nas análises de RMSD, porém a maior flutuação de resíduos de aminoácidos. As análises teóricas mostraram a importância na resistência da dupla mutação D30N_I84A e a capacidade de reestruturação conformacional da mutação M46I e capacidade catalítica.

  • KATIANE SCHWANKE
  • ANÁLISE SOROLÓGICA E ESTUDO COMPARATIVO DA PCR EM TEMPO REAL E PCR CONVENCIONAL PARA A DETECÇÃO DA INFECÇÃO POR Leishmania infantum chagasi EM CÃES E GATOS NATURALMENTE INFECTADOS

  • Data: 24/02/2017
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  • A leishmaniose visceral (LV) é uma enfermidade infecciosa de caráter crônico, cujo agente etiológico no Brasil é o protozoário Leishmania infantum chagasi. Os cães são considerados reservatórios urbanos desse agente, sendo um indicador da ocorrência de casos humanos. O objetivo desse trabalho foi comparar o desempenho da PCR em tempo Real e PCR convencional para o diagnóstico da infecção por L. infantum chagasi e quantificar a carga parasitária em diferentes amostras biológicas de cães e gatos residentes em área de alta transmissão da LV. Para isso foram colhidas amostras de sangue venoso, pele e swab conjuntival de cães e amostras de sangue e pele de gatos adultos amostrados por conveniência, oriundos de nove comunidades rurais da cidade de São Domingos do Capim, estado do Pará. Amostras de sangue foram colhidas para extração de DNA e obtenção de soro, as amostras de pele foram retiradas da orelha, e o swab conjuntival foi coletado das duas conjuntivas. Os soros foram analisados por meio de ensaio de imunoadsorção enzimática indireta, (ELISA-I). Para a PCR convencional utilizando-se um par de iniciadores de oligonucleotídeos RV1 e RV2. Para a PCR em tempo real, as amostras foram submetidas aos iniciadores LEISH1 e LEISH2 e a sonda utilizada foi a TaqMan® para amostras de cães, e com os primers RV1 e RV2 com Syber green nas amostras de gatos. 21% (20/95) dos cães amostrados foram sororreagentes, e detectou-se o DNA de L. infantum chagasi em 22,1% (21/95) dos cães, e em 13,6% (3/22) dos gatos testados, não havendo diferença estatística significativa (p=0,3970). Esses animais eram oriundos de 77,7% (7/9) e 33,3% (3/9) das comunidades rurais visitadas, respectivamente. Nos cães a qPCR foi a técnica que detectou o maior número de animais positivos (p<0,0001), houve uma boa concordância entre a PCR convencional e a qPCR (k=0.5514), e a pele foi a melhor amostra para se detectar o DNA de L. infantum chagasi, tanto pela PCR convencional(p=0,0004), quanto pela qPCR(p= 0,0364). Já nos gatos, foi detectado o DNA de L. infantum apenas nas amostras de sangue, e por meio da qPCR. A carga parasitária nas amostras de pele dos cães variou de 722 a 33x 106 parasitas por amostra, e nas de sangue variou de 954 a 11 x 104 parasitas por amostra. Já a carga parasitária nas amostras de sangue de gatos variou de 113 a 63684 parasitas por amostra. Concluiu-se que a qPCR teve melhor desempenho em detectar o DNA de L. infantum chagasi tanto em cães quanto em gatos, sendo a pele a melhor amostra para se investigar a infecção por L. infantum chagasi em cães, já nos gatos o DNA do parasita só foi detectado no sangue.

     

     

  • ELZA CAROLINE ALVES MÜLLER
  • EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DAS INFECÇÕES POR ADENOVÍRUS EM CRIANÇAS COM GASTRENTERITE AGUDA GRAVE, APÓS A INTRODUÇÃO DA VACINA CONTRA ROTAVÍRUS NA CIDADE DE BELÉM, PARÁ

  • Data: 10/02/2017
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  • As gastrenterites infantis são a terceira causa de morbi-mortalidade infantil no mundo, sobretudo entre os menores de 5 anos de idade. Os adenovírus (AdV) são vírus icosaédricos não envelopados, têm 240 proteínas “hexon” específicas e DNA de fita dupla. Pertencem à família Adenovidae, gênero Mastadenovirus e estão distribuídos em 7 espécies (A a G) e 57 sorotipos. Estudos epidemiológicos detectaram AdV em 2 a 14% dos casos de diarreia aguda infantil em hospitais e ambulatórios clínicos. O objetivo deste estudo foi detectar a prevalência, definir o perfil epidemiológico e os tipos de HAdV em crianças hospitalizadas com quadro de gastrenterite e vacinadas contra rotavírus. Foram analisadas 842 amostras fecais, coletadas no período de maio de 2009 a abril de 2011 em Belém, PA, utilizando-se as técnicas de ensaio imunoenzimático e imunocromatografia para triageme PCR e sequenciamento de nucleotídeos para tipagem e identificação molecular. Os HAdVs foram encontrados em 7,2% (61/842) das amostras testadas, com os adenovírus entéricos (AdE) equivalendo a 50,8% (31/61) dos casos positivos. A análise quanto ao gênero das crianças infectadas demonstrou 7,7% (28/362) de casos do sexo feminino e 6,8% (33/480) do sexo masculino. A positividade para HAdV por faixa etária dos pacientes analisados detectou maior prevalência entre os maiores de 24 meses de idade, correspondendo a 8,9% (16/178). Quanto à distribuição temporal dos HAdVs, o mês de junho foi o de maior prevalência, com 11,4% (8/70) do total de casos. A reação de sequenciamento de oligonucleotídeos caracterizou a espécie F como mais prevalente em nossa região, equivalendo a 64,5% (29/45) das amostras sequenciadas, com o tipo 41 detectado em 69% (20/29) dos casos positivos para a espécie F e 31% (9/29) caracterizados como tipo 40. Os resultados obtidos neste estudo confirmam os HAdV infectando uma proporção significativa de menores de 3 anos hospitalizados na cidade de Belém, Pará, demonstrando a importância do estabelecimento de uma vigilância, sobretudo após a implantação da vacina contra rotavírus no Brasil.

2016
Descrição
  • PATRÍCIA FERREIRA NUNES
  • PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE E EM DUAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO ESTADO DO PARÁ, NORTE DO BRASIL

  • Data: 15/12/2016
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  • A infecção pelo vírus da hepatite E (HEV) é um importante problema de saúde pública em muitos países em desenvolvimento e também é endêmica em alguns países industrializados. A hepatite E é de transmissão fecal-oral, o que favorece a disseminação da infecção nos países em desenvolvimento onde a contaminação dos reservatórios de água mantém a cadeia de transmissão da doença. Os ribeirinhos vivem em pequenas comunidades em sua maioria à beira dos rios, dos igarapés, dos igapós e dos lagos. O saneamento deficiente e a falta de acesso à água potável nessas comunidades, geralmente levam às infecções entéricas na primeira infância e a baixa escolaridade e o acesso deficiente aos serviços de saúde podem expor ainda mais essa população a diversas doenças. Este estudo objetivou determinar a soroprevalência do HEV em duas comunidades ribeirinhas do Estado do Pará, traçando o perfil sócio epidemiológico, comparando a soroprevalência entre as comunidades e descrevendo os principais fatores de risco para a aquisição da infecção viral. O estudo foi desenvolvido em comunidades ribeirinhas distintas nas proximidades do município de Belém: Comunidade Furo do Maracujá, localizada no município de Acará e Comunidade Furo do Nazário, localizada no município de Barcarena. Foram coletadas 414 amostras e realizado teste imunoenzimático (ELISA), para detecção de anticorpos Anti-HEV. A prevalência do Anti HEV foi de 3% (13/414) nestas populações. Não se constatou associação de prevalência de marcadores da hepatite E com idade, gênero, escolaridade e renda familiar, contudo o saneamento básico precário em ambas as comunidades favorece a aquisição de infecção pelo HEV. A soroprevalência de hepatite E, neste estudo, foi semelhante às taxas encontradas em outras regiões do Brasil. Porém, a distribuição da infecção pode variar dentro do país e até dentro das próprias regiões, dependendo dos fatores de risco a que as comunidades se encontram expostas.

  • ALESSILVA DO SOCORRO LIMA DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO TEMPORAL E GENÉTICA DO ROTAVÍRUS GENÓTIPO G2 CIRCULANTE NA REGIÃO NORTE DO BRASIL ANTES E APÓS A INTRODUÇÃO DA VACINA CONTRA ROTAVÍRUS

  • Data: 31/10/2016
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  • O rotavírus do grupo A (RVA) é a causa mais importante de diarreia, sendo responsável por cerca de 40% da morbidade e mortalidade relacionada a esta doença em crianças de todo o mundo antes da introdução da vacina. Após a introdução da vacina contra o RVA no Brasil no ano de 2006 o genótipo G2 de RVA ressurgiu, sendo detectado em até 82% das crianças menores de cinco anos de idade em estudos realizados pós vacinação, levando a questionamentos quanto à proteção conferida pela vacina frente ao tipo G2, bem como a ocorrência de uma pressão seletiva da vacina. Pouco se conhece sobre a evolução e a diversidade do genótipo G2 e a possível influência da vacina sobre este. Para proporcionar um maior conhecimento sobre a circulação e diversidade genética dos RVA genótipo G2, realizamos a análise temporal da circulação deste genótipo ao longo de 31 anos e a análise dos genes estruturais e não estruturais de amostras que circularam ao longo de 20 anos na região norte do Brasil. A avaliação temporal da circulação de diferentes genótipo que circularam nesta região permitiu observar que o tipo G2 de RVA apresentou ao longo desses anos um padrão cíclico de ocorrência que o fez emergir em um cenário de pós implantação da vacina, sugerindo uma flutuação natural devido a variações naturais ocorridas ao longo do tempo. Análises filogenéticas mostraram que para as linhagens de VP7 G2 existe uma continua evolução, responsável por uma rotatividade na circulação de linhagens, sendo detectada duas linhagens e três sublinhagens ao longo de 20 anos. Três substituições importantes nas regiões antigênicas de VP7 (A87T, D96N e S213D) foram identificadas em amostras que circularam a partir dos anos 90. Estas modificações podem ter aumentado a capacidade das cepas de circular em ambientes onde há cobertura vacinal para RVA. Todas as cepas G2P[4] para as quais foram analisados os 11 segmentos gênicos apresentaram uma constelação gênica DS-1-like: I2-R2-C2-M2-A2-N2-T2-E2-H2, apesar de que diversas variantes virais circularam no período estudado. Não foram observadas diferenças nos sítios antigênicos das proteínas VP8* e VP7 entre amostras que circularam no período anterior e posterior à introdução da vacina. Para os genes VP2 e VP3 foi evidenciado em algumas amostras uma forte correlação com genes de origem animal. Este estudo fornece evidências da diversidade genética existente no genótipo G2 de RVA, sugerindo que este tipo apresenta características naturais de flutuação e que sua emergência após o período de implantação da vacina está mais diretamente associado a características ecológicas do vírus do que a uma pressão vacinal.

  • SYLVIA DE FATIMA DOS SANTOS GUERRA
  • ANÁLISE MOLECULAR DE ROTAVÍRUS TIPO G9 DE CRIANÇAS NA REGIÃO
    NORTE DO BRASIL

  • Data: 31/10/2016
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  • O rotavírus do grupo A (RVA) é o principal agente viral associado às gastrenterites
    agudas, ocasionando cerca de 200 mil óbitos entre crianças menores de cinco anos
    de idade anualmente. Pertencem à família Reoviridae, gênero Rotavirus, possui
    RNA de dupla fita (dsRNA) com 11 segmentos codificando 12 proteínas, sendo seis
    estruturais (VPs) e seis não estruturais (NSPs). Cada proteína designa um genótipo
    específico de RVA, sendo a proteína VP7 responsável pelo genótipo G, existindo,
    atualmente, 32 variantes genéticas. O genótipo G9 emergiu em escala global na
    década de 90, período este anterior a introdução da vacina de RVA no Brasil em
    2006, sendo continuamente detectado até os dias atuais. Este estudo objetivou
    descrever a frequência e a constelação genética associada ao genótipo G9
    circulantes na região Norte do Brasil. Foram selecionadas 50 amostras coletadas de
    1999 a 2013, sendo 45 G9P[8], 2 G9P[4] e 3 G9P[6], nas quais se procedeu a
    suspensão e extração do dsRNA para posterior amplificação e sequenciamento de
    nucleotídeos. Foi observado que no período pré-introdução da vacina a frequência
    de G9 alcançou frequência de 43%, enquanto que após a introdução da vacina, a
    maior frequência obtida foi 12,5% (2008 a 2010). A análise filogenética do gene VP7
    demonstrou que todas as amostras agruparam na linhagem III de G9, observandose
    modificações aminoacídicas em sítios antigênicos quando comparadas às cepas
    vacinais. Tal fato foi observado também na análise do gene VP4-P[8], os quais
    agruparam na linhagem III de P[8], enquanto que VP4-P[4] agrupou na linhagem V e
    VP4-P[6] na linhagem I. Todas as amostras G9P[6] e G9P[4] foram associadas à
    constelação DS-1, genogrupo 2, enquanto que as amostras G9P[8] apresentaram a
    constelação Wa, genogrupo 1, com exceção de uma amostra que apresentou o
    gene NSP3 com perfil DS-1. As amostras G9 da região Norte analisadas
    associaram-se às constelações esperadas e descritas em outras partes do mundo,
    com exceção de uma amostra G9P[8] que apresentou uma reestruturação genética
    na proteína NSP3. O genótipo G9 pode ser considerado um tipo usual de RVA na
    região Norte e apesar de terem sido detectadas as mesmas linhagens circulantes no
    período antes e após a implantação da vacina, observou-se modificações em
    regiões antigênicas relevantes assim como reestruturação genetica, enfatizando a
    necessidade de contínua monitorização das variantes genéticas circulantes de RVA.

  • ROSE SHEYLA RODRIGUES CARNEIRO
  • FATORES PROGNÓSTICOS DE LETALIDADE NA MENINGOENCEFALITE
    CRIPTOCÓCICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 21/10/2016
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  • Introdução: A criptococose é uma infecção fúngica sistêmica que frequentemente acomete adultos, especialmente os indivíduos portadores de alterações na imunidade celular. A Região Norte do Brasil é considerada área endêmica para a doença e apresenta uma maior prevalência da criptococose em crianças e adolescentes, dados que divergem de outras regiões do mundo, onde a criptococose é descrita como doença rara em pediatria.
    Objetivo: Descrever o perfil clínico, epidemiológico, radiológico e laboratorial das crianças e adolescentes com meningoencefalite criptocócica e avaliar quais as circunstâncias que afetam a evolução desses pacientes e aumentam as taxas de mortalidade da doença.
    Materiais e Métodos: Foi realizada um estudo longitudinal de coorte retrospectiva, através de revisão de prontuários, em que foram avaliados os fatores prognósticos de 62 pacientes com menos de 16 anos de idade, com diagnóstico de meningoencefalite criptocócica, admitidas no Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência para pacientes com doenças infecciosas em Belém-PA, no período de 1999-2013.
    Resultados: A idade variou de 4 a 15 anos. A média de idade foi de 10 anos e 66% eram do sexo masculino. A distribuição dos casos conforme as microrregiões do Estado do Pará apresentou a seguinte classificação: Cametá (n=18; 29%), Guamá (n=8; 12,9%), Belém (n=8; 12,9%), Tomé-Açu (n=7; 11,3%), Bragantina (n=6; 9,7%), Castanhal (n=4; 6,5%) e outros (n=11; 17,7%). A apresentação clínica predominante foi a forma subaguda, descrito em 50% dos casos. As manifestações clínicas mais frequentes foram: cefaléia (n=61; 98,4%), febre (n=57; 91,9%) e vômito (n=55; 88,7%). A tomografia computadorizada do crânio foi realizada em 54 pacientes, e foram identificadas anormalidades em 43 (79,6%) crianças. A hidrocefalia foi descrita em 27 casos. O Cryptococcus gattii foi o principal agente envolvido (n=35; 71,4%). No total, (n=57; 91,9%) dos pacientes foram tratados com anfotericina B em monoterapia durante a fase de indução.
    Conclusões: Taxa de letalidade de 19,3%. A presença de convulsão foi um fator prognóstico de letalidade. No Estado do Pará, onde a criptococose por Cryptococcus gattii é endêmica, a doença em crianças é relativamente frequente. No entanto, os estudos nesta população são ainda escassos e não há diretrizes próprias para manejo dos casos. Novos estudos são necessários para melhorar o atendimento de crianças com meningite criptocócica.

  • SUZANA APARECIDA LOBATO SALGUEIRO
  • “TENDÊNCIA DA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO PARÁ ATÉ 2025.”

  • Data: 19/09/2016
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  •          

    Sífilis é uma infecção contagiosa, causada pela bactéria Treponema pallidum (T. pallidum) e que ainda hoje se apresenta como um dos maiores desafios à saúde pública. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 937 mil pessoas são infectadas, sendo que 10 a 15% destes indivíduos seriam gestantes, apresentando 70% de chances de transmitir o parasita aos seus conceptos, por falta de tratamento adequado. O objetivo desse estudo descritivo, ecológico e retrospectivo, foi analisar o perfil epidemiológico da sífilis congênita e sífilis materna nas mesorregiões do estado do Pará, no período 2006 a 2015 e com análise de tendência até 2025. Na metodologia foram utilizados dados referentes aos casos de sífilis congênita e sífilis materna, usando como fonte primária as informações disponíveis na Coordenação Estadual de DST/AIDS, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), do estado do Pará, a qual recebe os dados do SINAN, diagnosticados entre 2006 a 2015, nos municípios do estado do Pará , adotando o critério de mesorregiões de integração, no total de doze. As variáveis foram de ordem sociodemográfica e epidemiológica dos recém-nascidos e das mães com sífilis, sendo aplicados testes de estatística descritiva, utilizando os testes G e Qui-quadrado e os testes t de Student e Mann-Whitney. Para análise de tendência foram usados modelos de regressão polinomial para séries temporais. Foi considerado o intervalo de confiança de 95% com p-valor significativo < 0,05. Esta pesquisa atendeu aos critérios da Resolução CONEP 466/2012. Observou-se neste estudo um aumento na incidência da sífilis congênita nas mesorregiões do estado do Pará de 0.4 em 2006 para 46.0 casos/10.000 nascidos-vivos em 2013. Na análise de tendência até o ano de 2025. Nos resultados observou-se uma estimativa alta de casos na maioria das mesorregiões do estado do Pará, principalmente no Tapajós, Carajás e Rio Capim; e baixa no Araguaia e Marajó. Em relação aos RN´s não foi observado diferença significante quanto ao sexo, porém houve predomínio da raça parda. Quanto às mães, preponderou a faixa etária entre 20 a 34 anos e também a raça parda, a maioria das mães realizou pré-natal e o tratamento foi realizado, mas, em sua maioria, inadequadamente. Concluiu-se um aumento na incidência de sífilis congênita nas mesorregiões do estado do Pará de 2006 a 2013; as mesorregiões com maiores tendências de crescimento até 2025 são Tapajós, Carajás e Rio Capim; no período de 2006 a 2015 a frequência dos gêneros dos RN’s foi semelhante, a raça dos neonatos frequente foi a parda; no período de 2007 a 2015 a faixa etária materna que predominou foi entre 20 a 34 anos em todas as mesorregiões e a sífilis congênita ocorreu com maior frequência em mães matriculadas no pré-natal , mas com alta frequência de inadequação ao tratamento aplicado.

  • EDVALDO LIMA SILVEIRA
  • IMPLICAÇÕES DO PERFIL CITOCÍNICO TH22 NAS FORMAS POLARES DA HANSENÍASE

  • Data: 29/08/2016
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  • A hanseníase é uma doença crônica granulomatosa causada pelo Mycobacterium leprae. Entre os aspectos imunopatológicos da hanseníase sabe-se a defesa é efetuada pela resposta imunológica celular, capaz de fagocitar e destruir os bacilos, mediada por citocinas e mediadores da oxidação. O conceito de longa data de uma dicotomia Th1-Th2 na hanseníase, com Th1 predominante tuberculóide e Th2 predominante hanseníase virchowiana, recentemente foi contestada. Além disso, a resposta Th22 foi identificada como moduladora de Th1-Th2 em doenças de pele inflamatórias, mas os seus papéis na hanseníase ainda não foram elucidados. OBJETIVO: Avaliar a expressão tecidual de citocinas que participam da resposta Th22 nas formas polares da hanseníase. MÉTODO: Foram pesquisados pacientes com diagnóstico dermatoimunológico de hanseníase. Foram selecionados 31 pacientes, sendo 16 com a forma tuberculóide (TT) e 15 com a virchowviana (VV). A imunoistoquímica para a imunomarcação do tecido com os anticorpos Anti-IL-13, IL-22, TNF-α e FGF-b, foi baseada no método envolvendo a formação do complexo biotina-estreptavidina peroxidase. A quantificação da imunomarcação foi feita a partir da seleção aleatória de 05 campos visualizados no microscópio em aumento de 400x. Na análise univariada, foram obtidas frequências, medidas de tendência central e de dispersão e para a investigação das hipóteses foram aplicados os testes de Mann-Whitney e a correlação de Pearson, considerando um nível de significância de 5% (p ≤ 0,05). RESULTADOS: Referente à imunomarcação para a IL-22 pode-se observar diferença estatística dentre os grupos estudados sendo que no polo VV a média encontrada foi de 241,3 ± 44,63 cells/mm2 enquanto que na forma TT a média foi de 90,39 ± 30,18 cells/mm2 com p<0,0001. Envolvendo a presença da IL-13, no polo VV a média de ocorrência foi de 85,76 ± 19,99 cells/mm2. Já no polo TT a média encontrada foi de 57,20 ± 14,73 cells/mm2 p = 0,0002. Em relação à imunoexpressão do FGF b, na forma VV, a média de ocorrência foi de 228,9 ± 45,13 cells/mm2 enquanto que na forma TT a média foi de 47,80 ± 14,29 cells/mm2 p < 0,0001. Para o TNF-α, a análise quantitativa mostrou-se estatisticamente significante na forma TT onde a média das células expressando a citocina foi de 99,74 ± 30,14 cells/mm2 quando comparada a forma VV 62,08 ± 13,67 cells/mm2 p = 0,0008. CONCLUSÃO: A resposta Th22, mediada pela IL-22, tem fundamental importância na patogênese da hanseníase, se relacionando diretamente com a forma clínica da doença e com outras citocinas

  • FABIO BRANCHES XAVIER
  • AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA, HORMONAL E DE PARÂMETROS DE CRESCIMENTO NA EXPOSIÇÃO PÓS-NATAL AO METILMERCÚRIO EM RATOS WISTAR

  • Data: 19/08/2016
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  • Os efeitos do metilmercúrio sobre o hormônio de crescimento e a relação com a função hepática, peso e crescimento foram avaliados em modelo experimental de exposição aguda e subcrônica ao mercúrio em 40 ratos wistar, machos, os quais foram distribuídos em quatro grupos: controle, agudo, subcrônico2 (SB2) e subcrônico3(SB3). Medidas de mercúrio total(HgT), hormônio do crescimento (GH), glicose, atividades das enzimas ALT e AST além do peso e comprimento dos animais foram aferidos em todos os grupos. Os resultados demonstraram que a dose de 25mg/Kg administrada foi letal para todos os animais desse grupo. As concentrações de mercúrio medidas no pelo dos animais dos grupos SB2 e SB3 foram significativamente maiores que os do grupo controle. Os níveis de GH foram elevados no grupo agudo e reduzidos nos grupos subcrônicos. A redução da glicemia dos animais dos grupos subcrônicos foi altamente significativa em relação ao grupo controle (p<0,01). As provas de função hepática mostraram-se alteradas, principalmente a AST. Esses resultados sugerem que, metilmercúrio no modelo do rato e nas doses administradas é hepatotóxico, é capaz de comprometer o controle da glicemia e de promover alterações significativas nos níveis de GH, os quais podem interferir principalmente no crescimento dos animais. Novos estudos são necessários para melhor compreensão das alterações encontradas.

  • DARIO RODRIGUES JÚNIOR
  • VARIAÇÃO NA ATIVIDADE DA CATALASE EM POPULAÇÕES RIBEIRINHAS EXPOSTAS AO MERCÚRIO PELA INGESTÃO DE PESCADO NA AMAZÔNIA.

  • Data: 06/07/2016
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade da catalase em comunidades ribeirinhas expostas ao mercúrio através da alimentação de pescado. As comunidades selecionadas foram São Luiz do Tapajós (SLT) e Barreiras (BAR) situadas no município de Itaituba. Participaram deste estudo 86 moradores da região onde 56 foram de BAR e 30 de SLT de ambos os sexos e acima de 13 anos de idade. A participação das mulheres foi bem mais ampla com 73,3% em SLT e 80,4% em BAR. Na ocasião das consultas foram colhidos cabelo e sangue dos participantes para a realização das análises toxicológicas e enzimáticas. Com relação aos valores de Hg-T medidos e comparados entre as comunidades não houve diferença estatística significativa (p>0,05). No entanto na atividade da catalase entre as comunidades, ao contrário, verificou-se diferença altamente significativa entre SLT e BAR (p<0,0001). Não foi, porém, encontrado correlação ou associação entre os valores de Hg-T no cabelo e a atividade da catalase nas comunidades da região (p=0.1748). Isoladamente em SLT a associação não se confirma (p=0,7752) tanto quanto em BAR (p=0,0625).

  • CLYVIA WANESSA GÓES SANTOS
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, ANTROPOMÉTRICO E DIETÉTICO DE PACIENTES COM HANSENÍASE E CONTATOS INTRADOMICILIARES RESIDENTES EM MUNICÍPIOS DO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 05/07/2016
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  • As doenças tropicais negligenciadas, particularmente a hanseníase, correspondem a um grupo de doenças infecciosas que afetam predominantemente as populações mais pobres e vulneráveis e constitui um relevante problema de Saúde Pública no Brasil e, sobretudo no estado do Pará. O objetivo do trabalho foi descrever o perfil epidemiológico, antropométrico, dietético e a soropositividade do glicolipídio fenólico I (PGL-I) de pacientes com hanseníase e contatos intradomiciliares residentes em municípios do estado do Pará. Realizou-se um estudo transversal, descritivo com casos de hanseníase e seus contatos intradomiciliares atendidos no Setor de Atendimento Médico Unificado do Instituto Evandro Chagas (IEC) no período de maio a dezembro de 2015. Coletou-se dados referentes as condições socioeconômicas, habitacionais, o histórico clínico da doença e estilo de vida dos pacientes; avaliou-se o estado nutricional e a composição corporal mediante técnicas antropométricas; caracterizou-se o perfil alimentar por meio do questionário de frequência alimentar (QFA) e detectou-se a sopositividade do PGL-I pelo método de Ensaio Imunoenzimático (ELISA). A amostra foi constituída por 75 participantes, sendo 50,67% (38) do sexo feminino; 57,33% (43) casos de hanseníase e 42,67% (32) contatos intradomiciliares. Observou-se prevalência de pacientes com hanseníase do sexo masculino, adultos, em união estável, com renda de 1 a 2 salários mínimos, com ensino fundamental incompleto e procedentes da região metropolitana de Belém, enquanto entre os contatos intradomiciliares, predominou o sexo feminino. A classificação operacional por sexo demonstrou que 78,27% (18) dos homens eram multibacilares (MB) e 60,00% (12) das mulheres eram paucibacilares (PB), sendo 39,13% (10) para a forma clínica dimorfa e 45,00% (9) para a tuberculóide, respectivamente. A caracterização do domicílio demonstra que a maioria dos pacientes residiam em casa própria, com iluminação elétrica, acesso a coleta urbana do lixo, sem rede pública de esgoto. Houve prevalência de indivíduos não fumantes, não etilistas, sedentários e que considerava a própria alimentação saudável. A avaliação do estado nutricional indicou prevalência do excesso de peso em 58,14% (25) dos casos de hanseníase e 62,50% (20) dos contatos intradomiciliares. Houve associação estatisticamente significativa para a soropositividade do PGL-I em relação ao grupo de estudo (casos/contatos) e a classificação operacional da doença (MB/PB). Ocorreu prevalência de soropositividade de anti-PGL-I entre os casos multibacilares. O perfil de consumo alimentar desses pacientes demonstra a monotonia e certas restrições alimentares (tabus) relacionadas a doença. Evidenciou-se comportamento alimentar semelhante a população geral com baixo consumo de frutas e hortaliças. Esses resultados indicam a necessidade de inserção do profissional nutricionista no acompanhamento e no cuidado dos pacientes com hanseníase e seus contatos intradomicilares devido as intercorrências do tratamento. O quadro apresentado aponta para a necessidade de constante vigilância nutricional, para melhoria da qualidade de vida desses pacientes e seus familiares.

  • NAHIMA CASTELO DE ALBUQUERQUE
  • ATENÇÃO EM SAÚDE AOS CASOS DE COINFECÇÃO HIV/HANSENÍASE EM UMA ÁREA HIPERENDÊMICA PARA HANSENÍASE NA AMAZÔNIA

  • Data: 01/07/2016
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  • Este estudo objetivou avaliar a atenção em saúde ao paciente coinfectado com HIV/Hanseníase em área hiperendêmica para hanseníase na Amazônia. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, de avaliação de serviços de saúde, com abordagens quanti-qualitativas. Foram entrevistadas vinte pessoas diagnosticadas com HIV e Hanseníase que estavam em acompanhamento no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará. Foi utilizada uma adaptação do instrumento de avaliação do desempenho da Atenção Primária em Saúde, contendo informações sociodemográficas, clínicas, porta de entrada, serviços de saúde utilizados, integração das ações de saúde, Teste de Associação Livre de Palavras e relatos dos sentimentos relacionados ao diagnóstico da coinfecção. A avaliação quantitativa foi realizada pela descrição de frequências. A avaliação qualitativa categorizou os dados da associação livre de palavras de acordo com os estímulos ao HIV, hanseníase e qualidade do cuidado em saúde. Os resultados das questões subjetivas das entrevistas foram analisados com base na análise de conteúdo temático. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade do Estado do Pará, sob o CAEE nº 49477115.1.0000.5172. Identificou-se predominância do sexo masculino, com faixa etária de 40 a 59 anos, raça parda, baixo nível socioeconômicos e procedentes do município de Belém-Pará. Houve predomínio de pacientes diagnosticados com Aids e em uso de terapia antirretroviral. Em relação à hanseníase houve paridade entre as formas clínicas e, consequentemente, de casos paucibacilares e multibacilares. Em relação aos serviços de saúde utilizados, os pacientes de coinfecção frequentam, essencialmente, os serviços especializados e não possuem vínculo com a APS. Foi observado desconhecimento quantos aos serviços de saúde disponíveis na rede. Na interpretação das evocações e dos discursos, prevalecem discursos relacionados a sentimentos de morte, medo, tristeza, preocupação e dúvidas relacionados aos diagnósticos do HIV e da hanseníase. Quanto às mudanças no cotidiano, destaca-se a incapacidade para o trabalho e os maiores cuidados com a saúde. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecimento da APS no âmbito das políticas públicas de HIV/Aids e de controle da hanseníase, no sentido de torna-la a principal porta de entrada para os doentes, independente dos casos de coinfecção, garantindo o acesso numa perspectiva ampliada de saúde. Conclui-se que apesar da satisfação dos usuários quanto as serviços prestados na atenção secundária, o modelo de atenção a saúde atual não considera as singularidades dos usuários de coinfecção HIV/Hanseníase.

  • MARIA HELIANA ALENCAR DA COSTA
  • ESTRESSE OXIDATIVO NA HEPATOTOXICIDADE AOS MEDICAMENTOS ANTI-TUBERCULOSE

  • Data: 30/06/2016
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  • O tratamento da tuberculose envolve uma associação de fármacos com ocorrência de interações entre si e outros fármacos. Seus efeitos adversos mais frequentes estão relacionados à hepatotoxicidade. A biotransformação de fármacos pode resultar na formação de metabólitos reativos capazes de produzir danos celulares, e tem sido considerada como um importante processo da patogênese de algumas formas de hepatotoxicidade. Objetivos: Avaliar a participação do estresse oxidativo em pacientes com hepatotoxicidade com medicamentos anti-tb. Metodologia: Este estudo é tipo Caso Controle e para a Revisão sobre hepatotoxicidade como reação adversa aos medicamentos anti-Tb, foi realizado uma ampla busca no Portal da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) visando a disponibilidade de literatura em língua portuguesa e inglesa para encontrar artigos publicados até dezembro de 2014. Para a análise das enzimas antioxidantes foram incluídos os pacientes atendidos no HUJBB no Ambulatório de Referência Secundária de Clínica de Pneumologia e internados na Clínica de Pneumologia, e os pacientes atendidos no Ambulatório da Unidade Básica de Saúde do Guamá em Belém do Pará. Resultados: Conforme a revisão da literatura sobre Reações adversas a medicamentos antituberculosos, realizada em 2015 foi constatado que o comprometimento hepático está entre as reações adversas de maior incidência associada aos medicamentos anti-tuberculose no cenário brasileiro, e que as reações adversas durante o tratamento da tuberculose são um dos principais fatores associa- dos ao abandono. Conforme as análises das enzimas antioxidantes, Glutationa nos grupos Controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT) apresentaram medianas de níveis de glutationa com valores de 221 nmol/mL, 227 nmol/mL e 236 nmol/mL, respectivamente. As distri- buições da Catalase nos grupos controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT), apresentaram medianas de atividade de catalase com valores de 213 nmol/mL, 319 nmol/mL e 2.035 nmol/mL, respectivamente. A mediana dos níveis de antioxidantes da glutationa para o grupo PCT foi a maior, e não se observou uma diferença estatisticamente significante ao aplicar o teste ANOVA. As distribuições da atividade da Catalase na população de pacientes com TB nos grupos que evoluíram com hepatotoxicidade (PCH) e os que evoluíram sem hepatotoxicidade (PCT) foram aumentadas quando comparados com os voluntários saudáveis. Particularmente, observou-se uma diferença estatisticamente significante da atividade da catalase no grupo (PCT) em relação aos demais grupos. Conclusão: Os resultados sugerem que a hepatotoxidade não está somente associada às enzimas antioxidantes e novas análises com mais variáveis explanatórias devem ser realizadas para entender este fenômeno.


  • ANA ROSA BOTELHO PONTES
  • USO DE TÉCNICA DE BIOLOGIA MOLECULAR PARA DETECÇÃO DO Mycobacterium leprae, EM COMBINAÇÃO COM A AVALIAÇÃO DERMATONEUROLÓGICA, NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DOS CONTATOS INTRADOMICILIARES DE HANSENÍASE

  • Data: 28/06/2016
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  • O propósito deste estudo foi aplicar a técnica da biologia molecular em amostra de secreção nasal de contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase, em combinação com a avalição dermatoneurológica, na melhoria do diagnóstico precoce da hanseníase. O estudo foi realizado em unidades municipais de saúde de Belém-PA, no período de fevereiro de 2013 a abril de 2015. A amostra foi constituída de 154 contatos intradomiciliares e 58 casos índices de hanseníase, totalizando 212 sujeitos. A coleta de dados se deu por meio de ficha epidemiológica, avaliação dermatoneurológica e exame da cicatriz de BCG. Foi coletada uma amostra de secreção nasal de cada sujeito para a PCR. Nos casos índices, a PCR positiva prevaleceu na faixa etária de 40-59 anos (35,0%); na forma MB (80,0%); casos com 7 a 9 lesões de pele (35,0%) e com ausência de nervos espessados (40,0%). Todos os casos índices positivos para a PCR evidenciaram sinais e sintomas de hanseníase (34,5%) e a maioria não possuía cicatriz de BCG (65,0 %). Entre os contatos, a PCR positiva incidiu no sexo feminino (63,9 %); na faixa etária de 20 a 39 anos (44,4 %); renda familiar de um salário mínimo (47,2 %); ocupação de estudante (33,3 %) e no ensino médio completo (36,1 %). A maior evidência de positividade da PCR nos casos índices e contatos foi na forma multibacilar, respectivamente (37,2 % e 25,6 %). Comprova-se uma concordância altamente significante entre os sinais e sintomas clínicos com a PCR na secreção nasal dos contatos multibacilares, indicando que se estes vierem a adoecer há maior probabilidade de reproduzirem a mesma forma operacional dos casos índices. O maior percentual de PCR positiva foi nos contatos com ausência de cicatriz de BCG (25,8 %). A associação entre os sinais e sintomas e a PCR indica que os contatos com PCR positivo têm 07 vezes mais chance de apresentar sinais e sintomas de hanseníase. Ao estimar o risco potencial para o desenvolvimento da hanseníase nos contatos identificou-se 22 (14,3%) em risco intermediário e 06 (3,9 0%) no alto risco. Cento e quarenta e quatro (144) contatos referiram convívio diário com o caso índice (93,5 %) e destes 36 (25,0 %) foram positivos para a PCR. Verifica-se que com a evolução do tratamento dos casos índices há redução da positividade da PCR, em ambas as formas operacionais. Na correlação entre a PCR e o grau de incapacidade dos casos índices, o grau 1 foi mais prevalente (55,0 %). A detecção do DNA do M. leprae na secreção nasal de contatos intradomiciliares, por PCR, em associação com a avaliação dermatoneurológica eleva a efetividade do diagnóstico precoce na hanseníase, contribuindo com o controle da doença na comunidade.

  • MARIANA GARCIA BORGES DO NASCIMENTO
  • AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES NEUROLÓGICAS DO HANSENIANO: A QUEIXA CLÍNICA E OS ACHADOS SENSITIVO-MOTORES EM MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES

  • Data: 24/06/2016
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  • A hanseníase, mesmo curável, ainda é uma doença endêmica em muitos países, principalmente, os de clima tropical (EICHELMANN et al, 2013). Ao longo dos anos diversas estratégias de controle foram desenvolvidas para tentar conter o avanço desta moléstia, desde a criação de colônias para o isolamento obrigatório, os extintos leprosários, até reuniões internacionais que definem metas para a erradicação da doença, a exemplo dos encontros organizados pela Organização Mundial de Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) (WHO, 1988; WHO, 1991; WHO, 2009).

     Atualmente, a estratégia de controle para hanseníase, implantada pelos programas nacionais dos países endêmicos para o quinquênio 2011-2015, busca reduzir a taxa global de casos novos com grau de incapacidade (GI) igual a dois por 100 mil habitantes em pelo menos 35% até o final de 2015, em comparação com a linha de base no final de 2010, que contabilizou 1,2 casos por 100 mil habitantes em 2010 (WHO, 2009; IGNOTTI e DE PAULA, 2011; WHO, 2010).

    Com isso, percebe-se a importância de um diagnóstico precoce e acompanhamento preciso do paciente, a fim de evitar que o hanseniano chegue ao estagio mais elevado de incapacidade (RODRIGUES et al, 2012).

    A maioria dos danos, incapacidades e/ou deformidades, ocorre em consequência de um comprometimento neural, muito comum na hanseníase tendo em vista a preferência do bacilo causador da doença por células da pele e do sistema nervoso periférico (células de Schwann) (LEHMAN et al., 1997; OLIVEIRA, 2010; EICHELMANN et al, 2013). Portanto, a avaliação rotineira das condições neurológicas do paciente exerce um papel fundamental no acompanhamento do doente, pois possibilita um melhor conhecimento do dano causado e, consequentemente, uma ação oportuna da equipe de saúde para evitar a perda progressiva e permanente do nervo (LEITE et al, 2010).

    Para Garbino e Opromolla (2003), na avaliação do sistema nervoso periférico, em teoria, deveria constar a pesquisa do maior número de suas funções: diversas modalidades sensitivas, motora e neurovegetativas. Entretanto, na prática ambulatorial da maioria dos serviços torna-se inviável realizar todos os testes necessários. Sendo assim, o mais recomendável é que se opte por um sistema simplificado que tenha especificidade, sensibilidade e objetividade, e que seja facilmente reprodutível e adequado para a monitoração do paciente.

    Lehman et al. (1997) desenvolveram um manual de avaliação neurológica simplificada para American Leprosy Missions International,  que prioriza a palpação de troncos nervosos, testes de sensibilidade e de força muscular dos nervos mais comumente afetados pela hanseníase, assim como o recomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil no Manual de Prevenção de Incapacidades de 2001 (BRASIL, 2001).

    Por outro lado, mesmo possuindo instrumentos de avaliação validados para essa rotina, o profissional da saúde deve ficar atento para alguns cuidados na interpretação dessas avaliações, pois, em sua maioria, são subjetivas e sofrem diversas interferências externas. Sugere-se, portanto, que todos os exames, até aqueles mais objetivos, como o eletrofisiológico, devem ser interpretados sob a ótica clínica, que consistem no conjunto dos sintomas e dados do exame físico (GARBINO e OPROMOLLA, 2003).

    Pesquisas apontam que estes métodos de avaliação já estão estabelecidos para avaliação das funções sensorial e motora desses pacientes, com estudos que mostram confiabilidade e reprodutibilidades dos testes separadamente (VAN BRAKEL et al, 1996; ANDERSON e CROFT, 1999). A sensibilidade para o diagnóstico da hansaníase, entretanto, é maior quando os mesmos são interpretados em conjunto (KHAMBATI et al, 2009).

    Sendo assim, é importante a realização de estudos que busquem avaliar a associação entre as queixas clínicas e os achados do exame físico, para se melhor estabelecer o diagnóstico dos danos sensitivos e motores dos hansenianos.

  • CARLOS ARAUJO DA COSTA
  • DIVERSIDADE CLÍNICA E PECULIARIDADES DA TRANSMISSÃO DO VÍRUS LINFOTRÓPICO-T HUMANO EM FAMÍLIAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM-PARÁ

  • Data: 23/06/2016
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  • Os vírus linfotrópicos-T humanos, do tipo 1 (HTLV-1) e tipo 2 (HTLV-2), foram os primeiros retrovírus descobertos nos humanos e assim denominados porque habitam os linfocitos-T. Ttransmitem-se principalmente por tranferência de linfócitos infectados da mãe para filho(a) na amamentação e do homem para mulher pelo sêmem. O HTLV-1 é o agente causal de mielopatia incapacitante (HAM/TSP), da leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL) e outras doenças. A alta endemicidade desses vírus em agregados familiares da área metropolitana de Belém-Pará requisita investigações que melhor caracterizem a disseminação viral e a morbidade decorrente. Este estudo foi desenvolvido no intuito de caracterizar a diversidade clínica e peculiaridades da transmissão do HTLV em famílias de Belém-Pará. Entre 2007 e 2015, foram investigados 178 grupos familiares de portadores confirmados dos vírus (casos índices), 140 de HTLV-1 e 38 de HTLV-2, donde 433 integrantes (comunicantes) submeteram-se a testagem sorológica de anticorpos anti-HTLV-1/2 pelo método Elisa e a exame de detecção do DNA proviral no sangue. Aspectos clínicos foram avaliados em todos os indivíduos e famílias. Dos 611 investigados 64,6 % eram do gênero feminino e 37,9 % masculino, com média de idade de 41 anos. A transmissão do HTLV ocorreu em 92 famílias (51,8 %) com uma concentração de três a quatro infectados/família. A infecção prevaleceu no gênero feminino (p>0,0001) e a via sexual foi mais expressiva que a vertical (p=0,0002). Foram reconhecidos como sintomáticos 44,3 % (62/140) dos casos índices de HTLV-1 e 9,9 % dos comunicantes (11/111). As modalidades diagnósticas mais prevalentes foram neurológicas (21,4 %) e dermatológicas (19,3 %), predominando os sintomas osteoneuromusculares, disautonômicos e alterações da pele. As principais doenças causadas pelo HTLV-1, entre os 251 infectados, foram: HAM/TSP = 7,2% (18); doenças linfoproliferativas = 2,6 % (6); hiperinfestação por S. stercoralis = 1,6 % (4); dermatite infectiva 1,2 % (3) e uveíte = 0,4 % (1). A via parenteral foi a forma de transmissão mais comum do HTLV-1 na causalidade de agravos neurológicos (HAM/TSP) e a vertical nas doenças linfoproliferativas incluindo a ATLL. Em algumas das famílias o HTLV disseminou-se incrustado por gerações de forma “sui generis”, mimetizando um fator genético, diferenciando-se de outros patógenos. Também foi observada inequívoca versatilidade do HTLV-1 em provocar uma diversidade de agravos clínicos nos organismos humanos, muitos deles configurando doenças bem definidas quanto à causalidade do vírus.

  • MILENE CARDOSO SALGADO DOS SANTOS
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    PNEUMOPATIAS INFECCIOSAS EM PACIENTES COM HIV/AIDS: ABORDAGEM HISTÓRICA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NA REGIÃO NORTE, BRASIL.

  • Data: 07/06/2016
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  • As doenças pulmonares infecciosas são identificadas, com frequência, em pacientes infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O objetivo deste estudo foi descrever os aspectos clínicos, epidemiológicos e as técnicas utilizadas no diagnóstico de pneumopatias infecciosas em pacientes com HIV/AIDS. Foram avaliados  prontuários de pacientes admitidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto Barros Barreto – Belém – PA, no período de 2005 a 2014, com diagnóstico de pneumopatias infecciosas, positivos ao HIV, e com idade superior a 18 anos. Foram excluídos indivíduos cujo prontuário médico não foi encontrado, ou aqueles em que os dados foram insuficientes para o preenchimento da ficha de inclusão. Resultados: Foram avaliados 830 indivíduos, com média de idade de 37,7 anos, a maioria do gênero masculino (64,4%). Foi verificada uma grande associação entre sinais e sintomas, onde, isoladamente, os mais comuns foram febre, tosse produtiva e dispnéia. As técnicas diagnósticas mais utilizadas foram, em ordem de frequência: análise de escarro, lavado broncoalveolar e biópsia pulmonar transbrônquica, e os diagnósticos mais encontrados foram pneumonia bacteriana, tuberculose e pneumocistose. Conclusão: A amostra estudada demonstrou quadro clínico e epidemiológico compatível com o encontrado na literatura. A técnica diagnóstica mais utilizada foi a análise de escarro e o diagnóstico mais encontrado foi pneumonia bacteriana.

  • DÉBORA SUELLEN DE OLIVEIRA GUIMARÃES
  • A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM SÍNDROME
    LIPODISTRÓFICA ASSOCIADA AO HIV

  • Data: 01/06/2016
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  • A síndrome lipodistrófica em HIV é caracterizada por alterações na distribuição da gordura corporal, ou seja, mudanças anatômicas, como: Lipoatrofia na região da face; a perda da gordura dos membros, deixando aparente a rede venosa dos membros; a perda da gordura das nádegas associados ou não ao acúmulo de gordura na região do abdômen, podendo ocorrer em ambos os sexos; e as mudanças metabólicas caracterizada pelo o aumento sérico dos lipídeos; pela resistência periférica à insulina, a qual resulta em Diabetes Mellitus. Essas alterações estão relacionadas à TARV – terapia antirretroviral, à infecção crônica provocada pelo HIV, a fatores genéticos e aos hábitos de vida do portador (ABBATE, 2006). O objetivo desta pesquisa é Investigar a qualidade de vida dos pacientes portadores da Síndrome Lipodistrófica associada ao HIV. A coleta de dados foi realizada através de entrevista aos pacientes portadores da síndrome lipodistrófica associada a HIV/AIDS nas faixas etárias acima de 18 anos, que concordarem em participar da pesquisa. Os questionários aplicados foram: um questionário de caracterização dos adultos com HIV/AIDS e para a avaliação da qualidade de vida será utilizado o questionário World Health Organization Quality of Life in HIV Infection, versão abreviada (WHOQOL-HIV-Bref). Para a análise estatística utilizou-se o programa eletrônico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0, e o Teste Qui-quadrado de Pearson (X2), admitindo-se nível α=0,05 (5%) e valor de P≤0,05. A maioria dos entrevistados eram do sexo masculino (66%), com faixa de idade compreendida entre 29 e 73 anos, quanto ao grau de instrução, 44% possuía o ensino médio completo. Eram predominantemente de nível socioeconômico baixo, ou seja, com renda familiar em torno de 1 a 3 salários mínimos (88%). Quanto ao estado civil, apenas 14% eram casados. Dentre os entrevistados, 28 (56%) tiveram escore final para boa qualidade de vida, de forma que 22 (44%) tiveram escore para qualidade vida ruim. Conclui-se a pesquisa tem implicações para a prática profissional, com a constatação da importância de observar, melhorar e intervir para que possam ser atendidas as demandas dos usuários dos serviços, visando a encaminhar ações direcionadas para a sua resolubilidade e fortalecimento do vínculo do paciente com a equipe de saúde, assistindo o paciente de forma holística