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Banca de DEFESA: JESSE ANDRADE SANTA BRIGIDA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JESSE ANDRADE SANTA BRIGIDA
DATA: 01/11/2023
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 3 - Hibrido
TÍTULO:

ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E RELAÇÕES DE PODER NA IMPRENSA EM VIGIA, PARÁ, NO SÉCULO XIX: O Liberal da Vigia, O Espelho e Cidade da Vigia.


PALAVRAS-CHAVES:

Memória midiatizada; pertencimento; Imprensa; interior do Pará;  Século XIX.

 

PÁGINAS: 44
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO:

Esta pesquisa tem o objetivo de entender as memórias midiatizadas a respeito do pertencimento à região amazônica colocadas em circulação pelos periódicos das cidades de Vigia e Santarém no século XIX. O estudo é pertinente porque o século XIX se constitui como um importante momento de consolidação do espaço da região amazônica, no qual também os jornais materializavam uma variedade de temáticas que convergiam para o entendimento da localidade e o pertencimento a ela, bem como ao Estado brasileiro que estava no centro de efervescente debate sobre a identidade nacional. As cidades de Vigia e Santarém foram escolhidas por estarem entre os primeiros municípios do interior do Pará a terem jornais impressos circulando, de modo que ao longo do século XIX foram importantes produtores da mídia impressa. Como objetos empíricos, selecionamos seis jornais, sendo três da cidade de Vigia e três de Santarém, os quais somam 29 edições. Como corpus geral tem-se: a) de Vigia, nove edições de Liberal da Vigia (1877-?), uma edição de O Espelho (1878) e duas edições de A Cidade da Vigia (1890-1896); b) da cidade de Santarém, são 15 edições do Baixo-Amazonas (1872-1896), uma edição de A Juventude (1881) e uma edição de A Conciliação (1889-1890). Os dados sobre os jornais foram coletados seguindo ficha de análise elaborada no grupo de pesquisa a partir do protocolo da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR). A finalidade foi coletar dados como nome do jornal; localidade a que pertence; configuração gráfica; comercialização; nome da equipe do periódico; textos que expressassem elogios ou críticas à região; eventos relevantes da localidade; entre outros. A partir desses dados, foi realizada uma segunda etapa do estudo, constituída de uma pesquisa por palavras-chave com o nome dos periódicos e dos proprietários e/ou editores, utilizando o buscador da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional em relação a jornais de Belém, a fim de compor a contextualização dos periódicos e a observação de uma memória midiatizada a respeito dos próprios jornais. Ao longo deste Relatório, discute-se o enlace entre memória, comunicação, história e midiatização dos meios de comunicação, articulando as posturas teórico-metodológicas de Jacques Le Goff (2013), Maurice Halbwachs (1990), Jan Assman (2008), Marialva Barbosa (1995, 2009), Eliseo Verón (2014) e Antônio Fausto Neto (2018), entre outros. Propõe-se denominar memória midiatizada o fragmento da memória coletiva própria aos meios de comunicação, com engendramentos próprios do fazer jornalístico e dos processos de midiatização. Os próximos passos da pesquisa envolvem a continuidade do levantamento de dados de contexto a respeito das cidades e dos jornais pesquisados, cruzando documentos e bibliografias pertinentes à construção da pesquisa, e o levantamento, descrição e análise dos dados a respeito da memória midiatizada de pertencimento presentes nos jornais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 6673616 - NETILIA SILVA DOS ANJOS SEIXAS
Interno - 2356971 - DANILA GENTIL RODRIGUEZ CAL
Externo ao Programa - 6217971 - IVANIA DOS SANTOS NEVES
Externo ao Programa - 2153581 - MAGDA MARIA DE OLIVEIRA RICCI
Externo à Instituição - MARIALVA CARLOS BARBOSA
Notícia cadastrada em: 31/10/2023 14:43
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