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Banca de QUALIFICAÇÃO: LORENA GODOI PAZ VALENÇA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LORENA GODOI PAZ VALENÇA
DATA: 12/04/2019
HORA: 17:00
LOCAL: FESAR
TÍTULO:


"ABATEDOUROS CLANDESTINOS: UMA AMEAÇA À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE."


PALAVRAS-CHAVES:

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PÁGINAS: 15
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

 

O presente projeto apresenta pesquisa na qual se analisa a clandestinidade dos abatedouros que atuam de forma irregular no país, gerando, com isso, sérios riscos para saúde humana e animal e danos ao meio ambiente.

Muitas doenças podem ser transmitidas por meio da carne contaminada. Entre as principais zoonoses encontram-se a tuberculose, cisticercose, brucelose, botulismo, aftosa e raiva. Uma das mais graves doenças transmitidas pela carne contaminada é a cisticercose, a qual provoca cegueira, surdez ou distúrbios neurológicos. A doença pode ainda atacar a musculatura do coração, o fígado e os pulmões.

Há de se assumir, porém, que existe um longo caminho a ser percorrido para que sejam resolvidos os problemas da clandestinidade. Segundo o artigo A Clandestinidade na Produção de Carne no Brasil, de João Felippe Cury Marinho Mathias, pesquisador da Embrapa, “a produção de carne de origem clandestina no Brasil pode chegar a 50% (cinquenta por cento), o que significa carne sendo consumida sem inspeção e animais sendo criados e mortos da forma que o produtor e o comprador bem entender”.

Sabe-se que a montagem de um abatedouro "legal", com uma política agressiva de comercialização de seus produtos, tem rentabilidade e viabilidade econômica garantida, além de evitar sérios problemas à saúde do consumidor causados pela carne contaminada, posto que estes estabelecimentos contrariam todas as regras de higiene e  colocam a população em risco permanente  pelo consumo do seu produto. Somente estes fatos já justificariam medidas urgentes e rigorosas, como a interdição dos abatedouros que estão atuando de forma irregular, gerando risco de dano ambiental e à saúde humana e animal.

Aos poucos a sociedade brasileira tem tomado consciência desta situação prejudicial que a todos atinge. Atualmente, existem algumas instituições públicas, entidades de classe e empresas privadas, que estão se mobilizando para mudar este quadro. É certo de que o problema será totalmente solucionado quando o consumidor adquirir consciência dos riscos que corre ao consumir carnes provenientes deste tipo de abate, dando preferência àquelas carnes de origem comprovadamente segura, obtida de abatedouros legais, que advém de frigoríficos tecnicamente construídos, os quais seguem as orientações do RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal), oferecendo, assim, ao consumidor carnes de ótima qualidade e produtos seguros para saúde humana.

O gerenciamento destes estabelecimentos, na maioria dos casos dos municípios, é realizado pela própria prefeitura, e, com raras exceções, tal fato os tornam vulneráveis a um total descaso no que se refere à destinação dos seus resíduos, o que provoca impactos ambientais consideráveis.

Neste contexto, considerando quão prejudicial se torna a existência dos abatedouros clandestinos, o que se propõe neste projeto de pesquisa, que por hora se apresenta, é a análise da situação atual dos abatedouros clandestinos, sua nocividade a saúde humana e animal e ao meio ambiente, e, por fim a viabilidade da interdição de tais estabelecimentos, sendo esta, de fato, a medida mais adequada.

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MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 071.100.732-20 - GILMAR WANZELLER SIQUEIRA - USP
Interno - 2278490 - DAVI DO SOCORRO BARROS BRASIL
Interno - 1220143 - EDIVALDO HERCULANO CORREA DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 10/04/2019 17:10
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