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Banca de DEFESA: NINON ROSE TAVARES JARDIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NINON ROSE TAVARES JARDIM
DATA: 20/06/2013
HORA: 10:00
LOCAL: AUDITÓRIO DA ESCOLA DE TEATRO E DANÇA - UFPA
TÍTULO: MULHERES ENTRE ENFEITES & CAMINHOS: Cartografia de Memórias em Saberes e Estéticas do Cotidiano no Marajó das Florestas (São Sebastião da Boa Vista-PA)
PALAVRAS-CHAVES: Arte; Estética do Cotidiano; Memória; Identidade.
PÁGINAS: 206
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
RESUMO: Nesta pesquisa apresento uma cartografia do saber-fazer com fibras de jupati, tecido por mulheres dos rios Chaves, Pirarara, Seringueiro, Urucuzal e da Vila de Nazaré, no município de São Sebastião da Boa Vista, no Marajó das Florestas-Pa. A problemática que orientou a investigação foi analisar como essas mulheres da floresta marajoara constroem o saber-fazer na criatividade artística de tecer fibras? Quais os significados dessa arte em suas vidas? Como suas Obras dialogam com a tradição e o contemporâneo? De que modo essa arte vem se (res)significando ao longo do tempo? Seguindo orientações teóricas dos Estudos Culturais e do Pensamento Pós-Colonial em conexões com o campo da Arte e por meio da metodologia da História Oral, procurei etnografar a paisagem física, humana e cultural de uma comunidade rural amazônica; captar a estética elaborada no cotidiano, os sentidos do saber-fazer gestados na feitura de enfeites e caminhos, formas e coloridos. Neste enredo, analiso o processo produtivo e criativo durante o fazer em fibra na relação com os tempos do viver marajoara; discuto como essa arte é absorvida pelo mercado; trago à cena a arte em fibra do jupati no diálogo com questões conceituais do campo da arte, relacionando tradição e modernidade, culto e popular, arte, vida e estética do cotidiano, entrelaçados aos olhares das mulheres sobre sua Obra e os significados simbólicos, estéticos e formais. No modo de alinhavar enfeites e caminhos, busco aproximações com memórias indígenas e heranças históricas; analiso a morfologia da tessitura, as relações cromáticas, as funções que essa arte tem na vida dessas mulheres e as significações icônicas, indiciais e simbólicas das composições artísticas. Mergulhada nesse universo, descubro que o saber-fazer em fibras está articulado a cosmologias e ecossistemas estéticos; a arte em fibras é conhecimento e meio de vida; as Obras expressam sentimento de prazer, de gostar de tecer, incitando transgressões de códigos cosmológicos locais; fortalecem laços familiares, ligam gerações pela tradição do tecer, estabelecem encontros familiares, momentos de intimidade, cumplicidade, aprendizagem, disputas, conquistas entre mães, filhas e irmãs; (re)afirmam identidades, autoridades artísticas, estabelecendo códigos de respeito e hierarquias no reconhecimento acerca da qualidade do tecer.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1805399 - AGENOR SARRAF PACHECO
Interno - 327911 - JOSE AFONSO MEDEIROS SOUZA
Externo ao Programa - 1534733 - DENISE PAHL SCHAAN
Externo à Instituição - LUCY CARLINDA DA ROCHA DE NIEMYER
Notícia cadastrada em: 11/06/2013 12:39
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