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Banca de DEFESA: JULIANA DE SA GUERREIRO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA DE SA GUERREIRO
DATA: 05/11/2021
HORA: 14:30
LOCAL: Defesa remota conforme Resolução PPGCA no período da Pandemia Covid-19
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DAS OSCILAÇÕES CLIMÁTICAS TROPICAIS NA EVOLUÇÃO DA LINHA COSTEIRA DA AMAZÔNIA


PALAVRAS-CHAVES:

Oscilações climáticas; Processos Meteoceanográficos; Evolução costeira; Morfodinâmica costeira.


PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Compreender como as posições da linha da costa (LC) mudam em resposta à variabilidade climática e aos processos meteoceanográficos são essenciais para prever e mitigar o impacto de extremos futuros na zona costeira. Esta tese tem como objetivo fornecer a primeira avaliação quantitativa sobre a influência relativa dos mecanismos climáticos globais associado ao El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e ao Modo Meridional do Atlântico (AMM) nos processos meteoceanográficos (clima de ondas e ventos), bem como na morfodinâmica costeira ao longo da Costa Atlântica Paraense, aqui denominada de Zona Costeira Amazônica (ZCA). Neste estudo, a altura significativa da onda (𝐻𝑠), o período médio de onda (Tz), velocidade (Wspd) e direção (Wdir) do vento são analisados do banco de dados do Era-Interim (1979-2017), em conjunto com a análise de ondas ‘zero downcrossing' coletadas em uma praia macromarés, os quais foram utilizados para definir o clima das ondas e sua variabilidade. A análise espectral também foi utilizada para quantificar a energia perdida durante a propagação das ondas em direção a linha de costa. Os resultados indicam que na ZCA existem 3 modos s de variabilidade das ondas: 1) Ondas swell de norte-nordeste (N-NE) (banda de frequência – 0.04 – 0.14 Hz) com Hs = 1.5-1.8m, ocorrendo durante a estação chuvosa (DJF/MA) e no outono (ON) devido às tempestades tropicais no Atlântico Tropical Norte; (2) Ondas formadas pela ação dos ventos (windsea) de nordeste (NE) (banda de frequência 0.14 – 0.33 Hz) e (2) Ondas windsea de sudeste (S-NE) (banda de frequência 0.14 – 0.33 Hz) cada uma com assinaturas de potência de onda distintas. Durante o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e posição da zona dos ventos alísios, ocorre um aumento das assinaturas espectrais na estação chuvosa e uma diminuição durante a estação seca. Em ambas as estações, há uma rotação da energia das ondas de nordeste para sudeste. Portanto, para conhecer o comportamento dos processos meteoceanográficos durante a ocorrência dos principais índices climáticos tropicais, estes processos foram compostos às diferentes fases do El ENOS e do AMM. Os compósitos mostraram ondas mais energéticas, períodos mais longos, maior precipitação e ventos menos intensos durante as fases de La Niña do ENOS e fase positiva do AMM. Porém, ondas menos energéticas, períodos mais curtos, menor precipitação e ventos mais intensos foram observados durante o El Niño e fase negativa do AMM. Assim, com o intuito de entender como as posições da linha da costa na ZCA respondem à variabilidade do clima e aos processos meteoceanográficos, foram realizadas correlações entre seus respectivos valores de índice climáticos e distâncias de mudança da linha costeira. Um conjunto de dados de linha costeira com resolução temporal multi-decadal (1985-2017) foram extraídas de imagens de satélite Landsat 5, 7 e 8. Um total de 484 posições costeiras foram delineadas através de uma abordagem espectral, onde calcula-se o Índice Modificado de Água por Diferença Normalizada (MNDWI), utilizando a ferramenta Coastsat e corrigidas pelos deslocamentos horizontais dos estágios de maré durante o momento da imagem de satélite. Os valores das correlações entre ENOS, AMM e LC indicam que há forçamento climático significativo. Pois mostraram correlação na LC da Praia do Atalaia durante as fases ENOS e AMM com r = 0.26 e -0.11 respectivamente, Na Praia de Ajuruteua r= -0.65 e -0.14 Na Praia da Marieta r= 0.61 e 0.52 e na Praia da Princesa r=-0.58 e -0.19. No entanto, estes resultados não levam em consideração o fato de que os efeitos do ENSO foram encontrados no Oceano Atlântico após 3-12 meses, e que  causando interpretações errôneas de causalidade e a identificação espúria das repostas do comportamento da LC aos processos oceânicas e atmosféricas aos índices climáticos. Portanto, as mudanças nas linhas de costa, aqui estudadas, estão associadas a variações periódicas na forçante atmosférica como os índices climáticos ENOS e AMM que modulam a posição da ZCIT alterando os padrões sazonais nos regimes de chuva e vento e seus efeitos nos processos de transporte de sedimentos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1967500 - ALINE MARIA MEIGUINS DE LIMA
Interno - 6327745 - EDSON JOSE PAULINO DA ROCHA
Presidente - 1549203 - EVERALDO BARREIROS DE SOUZA
Externo à Instituição - LAURENT POLIDORI
Externo ao Programa - 6327943 - MAAMAR EL ROBRINI
Notícia cadastrada em: 05/11/2021 08:14
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