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Banca de DEFESA: CALIL TORRES AMARAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CALIL TORRES AMARAL
DATA: 19/03/2021
HORA: 13:00
LOCAL: Procedimentos de defesa remota durante ERE 2020/21
TÍTULO:

Exposição das Florestas da Amazônia à Velocidade das Mudanças Climáticas


PALAVRAS-CHAVES:

Mudanças Climáticas; Exposição; Climas Análogos; Conservação; Adaptação; Amazônia


PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
SUBÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Mudanças climáticas estão ocorrendo de forma acelerada e, em face disso, espécies devem produzir respostas adaptativas para sobreviver. A redistribuição da biodiversidade é um dos efeitos mais aguardados para espécies tropicais, uma vez que possuem nichos termais estreitos que as tornam menos capazes de se aclimatar ou adaptar. Evidências já foram observadas em muitos grupos taxonômicos amazônicos, no entanto, permanece incerto se as espécies serão capazes de acompanhar as mudanças climáticas futuras. A Amazônia está entre as regiões globais mais expostas a longas distâncias aos climas análogos e ao surgimento de novas condições do clima. Junto a isso, o avanço do desmatamento pode restringir a quantidade de habitats adequados no futuro, além de prejudicar a conectividade até estas áreas. Como resultado, até mesmo as áreas atualmente gerenciadas para proteção da biodiversidade podem ser suficientes para contemplar a redistribuição espacial das espécies. Assim, a identificação da exposição da rede de Áreas Protegidas (APs) é uma etapa importante para direcionar estratégias de manejo adaptativas e a identificação de habitats oportunos para a persistência das espécies – como os Refúgios Climáticos – podem se tornar uma das estratégias de seleção de áreas prioritárias mais cruciais no século XXI. Velocidades climáticas representam um método para quantificar a taxa na qual os organismos devem alterar sua distribuição para manter seu envelope climático atual. Neste trabalho investiga-se a velocidade das mudanças climáticas baseada em análogos nas direções forward e backward no bioma Amazônia, com ênfase na rede APs. As velocidades médias destas áreas foram comparadas com áreas não protegidas (UAs) com o intuito de verificar a eficácia em manter condições climáticas. Além disso identificou-se a distribuição dos refúgios climáticos do bioma Amazônia e quantificou-se sua alteração pelo desmatamento. Foram utilizados dados de média anual de temperatura do ar e precipitação com resolução de 10 km que descrevem mesoclimas atuais (1970-2000) e futuros (2041-2060). Os resultados mostram que os efeitos da velocidade backward serão maiores em magnitude e extensão espacial. Apesar disso, a rede de APs será menos exposta aos impactos da velocidade backward que UAs – enfatizando a importância destas áreas como ferramenta na conservação. Em contraste, para os impactos relativos à velocidade forward, a rede de APs será ligeiramente mais exposta que UAs – indicando que a disposição espacial atual da rede de APs ainda não é a mais indicada para minimizar os impactos da redistribuição climática. Encontrou-se também que os refúgios climáticos ocupam metade da Amazônia e estão distribuídos nas bordas do limite biogeográfico. Porém, em apenas 12 anos, o desmatamento causou uma perda de 9% destas áreas. Diante deste cenário, é preciso limitar ainda mais a perda de florestas e focar a agenda de conservação da Amazônia na proteção de refúgios climáticos e no manejo adaptativo, como prioridades para melhorar a conservação da biota das florestas amazônica sob mudanças climáticas


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 606.226.102-44 - DAVID ROBERTO GALBRAITH - UEA
Presidente - 1549203 - EVERALDO BARREIROS DE SOUZA
Interno - 899.850.369-72 - MARCOS ADAMI - INPE
Externo à Instituição - VITOR HUGO FREITAS GOMES
Notícia cadastrada em: 17/03/2021 15:15
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