Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • PRICILA RODRIGUES GONÇALVES
  • Efeitos do antioxidante Tempol nas alterações bioquímicas e estruturais induzidas pela metaloproteinase de  matriz 2 no coração

  • Orientador : ALEJANDRO FERRAZ DO PRADO
  • Data: 11/09/2020
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  • AGUARDANDO ENVIO  RESUMO

  • FELYPE DA SILVA PEREIRA
  •  EFEITOS DE VAR01 SOBRE O COMPORTAMENTO DO TIPO DEPRESSIVO INDUZIDO POR LIPOPOLISSACARÍDEO (LPS) EM RATOS.

  • Orientador : ENEAS DE ANDRADE FONTES JUNIOR
  • Data: 31/08/2020
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • AMANDA SOUSA SILVA
  • OBTENÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E MICROENCAPSULAÇÃO DO EXTRATO DO CO-PRODUTO AGROINDUSTRIAL DE PRIPRIOCA (Cyperus articulatus) COM POTENCIAL LARVICIDA FRENTE Aedes aegypti


  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 31/08/2020
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • LUCIANA GUIMARÃES EIRÓ
  • Exposição ao MeHg provoca dano na medula espinhal: percepções a partir da análise proteômica e estresse oxidativo

  • Orientador : RAFAEL RODRIGUES LIMA
  • Data: 28/08/2020
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • LETICIA HIROMI OHASHI
  • CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA E ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA DE EXTRATOS E FRAÇÕES DE COMPORTAMENTAIS DE PALICOUREA HOFFMANNSEGGIANA (SCHULT.) BORHIDI (RUBIACEAE) DA PRAIA DO CRISPIN, MUNICÍPIO DE MARAPANIM, ESTADO DO PARÁ

  • Data: 14/08/2020
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • CAROLINE AZULAY RODRIGUES
  • AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS, BIOQUÍMICOS E OXIDATIVOS EM PACIENTES COM HANSENÍASE SUBMETIDOS À POLIQUIMIOTERAPIA

  • Orientador : MARTA CHAGAS MONTEIRO
  • Data: 05/08/2020
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • SUELLEN CAROLINA MARTINS DO NASCIMENTO
  • Avaliação da atividade cicatrizante do extrato hidroaalcoólico de Ayapana triplinervis Vah

  • Orientador : MARCIENI ATAIDE DE ANDRADE
  • Data: 16/07/2020
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  • As plantas são fontes naturais de compostos ativos, que são produtos das suas reações metabólicas, conhecidos como metabólitos secundários, no qual possuem diversas funções, que são empregadas na produção de medicamentos e até como agentes inseticidas. Neste sentido, a utilização de plantas medicinais como agentes terapêuticos despertam interesse junto aos pesquisadores devido os seus diferentes efeitos, dentre eles o de promover a cicatrização de feridas, ocasionadas por doenças de pele ou traumas. Neste aspecto, evidencia-se a espécie A. triplinervis, nativa da Amazônia, conhecida popularmente na região como Japana. Diversos estudos etnofarmacológicos são encontrados na literatura, que associam o uso de A. triplinervis a cicatrização de feridas, porém não há estudos científicos que comprovem esta atividade. Desse modo, este estudo terá como objetivo realizar a avaliação do potencial cicatrizante A. triplinervis. Para isso, foi realizado prospecção fitoquímica da droga vegetal, do extrato hidroalcoólico e das frações, por meio de testes colorimétricos, de precipitação e cromatografia em camada delgada. Através destes testes, observou-se que a droga vegetal apresentou diversos composto: saponinas, antraquinonas, esteroides e triterpenos, polifenois e cumarinas. Para o extrato hidroalcoólico o resultado foi semelhante, porém os testes não indicaram a presença de antraquinonas. Tanto na droga vegetal como no extrato hidroalcoólico, a presença de cumarinas foi classificada como intensa, indicando que este composto é abundante na espécie estudada. As frações apresentaram cumarinas, esteroides e triterpenos em CCD, utilizando sistema eluente e revelador indicados para estes compostos.




  • LUIS EDUARDO MOSQUERA NARVAÉZ
  • COMPLEXO NIMESULIDA-PRATA E ASSOCIAÇÃO POLIMÉRICA COM O QUITOSANA: SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO BIOLÓGICA

  • Data: 30/03/2020
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  • Neste trabalho um complexo de Nimesulida (NMS) - prata (Ag) foi sintetizado com êxito em uma razão molar de Nimesulida de 8,0X10-3 mol e nitrato de prata de 8,8x10-3 mol. A Nimesulida é um fármaco que pertence à família dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), enquanto a prata é um metal de transição com inúmeras propriedades, principalmente antimicrobiana. O complexo foi protegido com quitosana (Ch) por associação polimérica. Neste contexto, realizar-se-á uma caracterização do complexo sintetizado (NMS-Ag) e do material com revestimento de quitosana (NMS-Ag-Ch). Em princípio, será estabelecido um perfil de solubilidade qualitativa em metanol, dimetilsulfóxido (DMSO) e solução tampão pH = 7,4, para conhecer a relativa estabilidade dos complexos. Da mesma forma, a quantidade de NMS por grama de material sintetizado será avaliada. A interação entre os complexos da NMS e o íon Ag+ e da NMS-Ag com Ch foi revelada em espectrometria ultravioleta visível (UV-vis) e infravermelho (IV). Além da análise do espectro Raman e Termogravimetria (TG), uma curva de calibração será realizada para determinar a concentração de Nimesulida em meio aquoso a pH 7.4, para finalmente estabelecer o perfil cinético de liberação em momentos diferentes. A avaliação de atividade biológica do complexo será estudada contra bactérias gram (+) e gram (-), além de sua atividade anti-inflamatória pelo método da carreginina.

     

2019
Descrição
  • HELLEN CAROLINE OLIVEIRA SANTOS
  •  NANOEMULSÃO A BASE DE ÓLEO DE GOIABA CONTENDO ÁCIDO HIALURÔNICO PARA APLICAÇÃO TÓPICA


  • Orientador : ROSEANE MARIA RIBEIRO COSTA
  • Data: 30/12/2019
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  • A goiaba apresenta em seu óleo compostos bioativos que protegem contra danos celulares, constituindo-se como um antioxidante natural que pode ser utilizado na neutralização de radicais livres na pele e que permitirão substituir os antioxidantes sintéticos ou fazer associações entre eles, proporcionando nanoemulsões de uso tópico, contendo componentes de origem vegetais que poderão ser associados a ativos, como ácido hialurônico, que proporcionará liberação controlada do ativo e atuará contra o envelhecimento cutâneo. Desta forma o objetivo central deste trabalho será desenvolver uma nanoemulsão à base de óleo de goiaba, incorporando ácido hialurônico. Os valores da caracterização do óleo de goiaba foram similares aos descritos na literatura e dentro dos padrões aceitáveis pela legislação brasileira. Constatou-se predomínio de ácidos graxos mono e poli-insaturados, como os ácidos linoleico e oleico. A espectroscopia na região do infravermelho revelou bandas características dos grupos funcionais existentes nas cadeias carbônicas dos ácidos graxos. A avaliação da estabilidade oxidativa do óleo revelou que este apresenta um tempo de indução acima de 15 horas. A degradação térmica do óleo ocorreu acima de 300 °C. O teor de compostos fenólicos e flavonoides foram altos quando em comparação com outras matrizes e diferentes tipos de solventes encontradas na literatura. Considerando a preocupação atual com efeitos adversos que os antioxidantes sintéticos podem causar ao organismo, observou-se que o óleo de goiaba apresenta boa atividade antioxidante, demonstrando-se como uma alternativa de fonte nova e acessível de antioxidante natural que pode ser utilizada em formulação cosmética.

  • ERIKA DA SILVA MOURAO
  •  

    OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOEMULSÃO COSMÉTICA, POR HOMOGENEIZAÇÃO DE ALTA PRESSÃO CONTENDO ÓLEO DE MARACUJÁ (Passiflora edulis) ENRIQUECIDO COM VITAMINA E.

  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 19/12/2019
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  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOEMULSÃO COSMÉTICA, POR HOMOGENEIZAÇÃO DE ALTA PRESSÃO CONTENDO ÓLEO DE MARACUJÁ (Passiflora edulis) ENRIQUECIDO COM VITAMINA E.

     

  • RAFAEL ALVES CARDOSO
  • Estudos fitoquímicos e toxicológicos de Portulaca pilosa L.

  • Data: 03/12/2019
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  • As plantas medicinais sempre contribuíram para a descoberta de fármacos antimaláricos, sendo que várias espécies utilizadas na medicina popular amazônica ainda carecem de estudos, ou possuem estudos incompletos. Um exemplo é a Portulaca pilosa L., conhecida popularmente com amor crescido, flor de melodia e flor de seda, tem sido utilizada na medicina tradicional da amazônica para o tratamento de doenças infecciosas, febris e parasitárias. Em estudos prévios realizados por nosso grupo de pesquisa, foi demonstrado que o extrato etanólico de Portulaca pilosa apresentou significativa atividade antiplasmódica in vitro frente ao clone de Plasmodium falciparum resistente à cloroquina. Entretanto, estudos que avaliem o potencial tóxico ainda são escassos. Assim, este trabalho objetiva realizar estudos fitoquímicos e uma triagem toxicológica em diferentes modelos in vitro e in vivo do extrato etanólico das partes aéreas de Portulaca pilosa L. (EEPp) e das reuniões das frações obtidas pelo método de Cromatografia em Coluna por via úmida (CCVU). O extrato foi obtido pelo processo de maceração utilizando com liquido extrator o álcool etílico a 96%GL, em seguida foi concentrado em evaporador rotativo. O EEPp foi caracterizado através da realização do perfil fitoquímico, onde se pesquisou a presença de metabólitos secundários e avaliou a atividade antioxidante, além disso foi realizado teste de seletividade com vários solventes, para proporcionar uma menor difusão de bandas e consequentemente uma melhor separação dos constituintes presentes no EEPp quando aplicados nas cromatoplacas. Foi também realizado até o momento, o bioensaio de toxicidade do EEPp em metanaúplios de microcrustáceo Artemia salina e o ensaio de atividade hemolítica in vitro com as frações obtidas. Os ensaios fitoquímicos realizados demostraram boa seletividade dos solventes tolueno, diclorometano e clorofórmio na separação e delimitação das bandas nas cromatoplacas. O perfil fitoquímico mostrou a presença dos seguintes metabólitos secundários: terpenos (em maior concentração), fenóis totais e alcalóides e também confirmou a atividade antioxidante do EEPp perante o DPPH. As frações obtidas através do fracionamento cromatográfico do extrato EEPp, mostrou-se eficiente após a análise por Cromatografia em Camada Delgada de Alta Eficiência (CCDAE), sendo possível realizar 5 reuniões de acordo com as suas semelhanças químicas. O bioensaio de toxicidade em Artemia salina mostrou que o EEPp não tem nenhuma toxicidade até a concentração de 2000 mg/mL. Também não houve hemólise do sangue de carneiro nas diferentes concentrações testadas das 5 reuniões das frações obtidas a partir do EEPp.

  • FRANCISCA ELINALVA SOUZA GALVAO
  • INFLUÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NAS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE ISONIAZIDA EM PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR ATIVA

  • Data: 22/11/2019
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  • A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tubercolusisque acomete principalmente os pulmões, sendo um problema de saúde pública em países nos quais prevalecem baixas condições econômicas e sociais. Em paralelo ao envelhecimento da população está ocorrendo o aumento de incidência de doenças crônicas não transmissíveis como o diabetes. Nesse contexto, a coexistência de tuberculose e diabetes está se tornando cada vez mais frequente, o que é preocupante, pois acometimento simultâneo interfere tanto no prognóstico como na terapia farmacológica destas morbidades. Neste contexto o objetivo do projeto é avaliar se a diabetes tipo II interfere nas concentrações plasmáticas de fármacos usados no tratamento da tuberculose. Para tanto, propõe-se um estudo prospectivo de casos com diagnóstico laboratorial e clínico de tuberculose, considerados casos novos em tratamento padrão do Ministério da Saúde composto por isoniazida e pirazinamida. Serão constituídos dois grupos de estudo, um com pacientes normoglicêmicos e outro hiperglicêmicos, os quais terão comparadas as concentrações plasmáticas dos fármacos mensuradas em amostras sanguíneas coletadas uma hora após a administração dos medicamentos, por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência-CLAE. Espera-se que a identificação das alterações causadas pelo diabetes nas concentrações sanguíneas dos fármacos anti-tuberculose possa interferir no desfecho do tratamento, assim os resultados do presente estudo contribuirão para adequação dos protocolos de tratamento, obtendo-se melhor resposta terapêutica, o que também contribui para reduzir a resistência bacteriana. 

     

  • PAULA CARDOSO RIBERA
  • EFEITO DE UMA  ESPÉCIE DO GÊNERO Varronia SOBRE A VIABILIDADE CELULAR, ATIVIDADE ANTIMICROBIANA,  TOXICIDADE DÉRMICA  AGUDA E O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO in vitro E in vivo

  • Data: 09/09/2019
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • ADRIANA APARECIDA DURAES FONSECA
  • CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE RIFAMPICINA E GLICEMIA EM PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR ATIVA

  • Data: 30/08/2019
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  • A associação da TB e do diabetes mellitus (DM) tem sido relatada desde 1000 d.C, acredita-se estar relacionado a diversos fatores principalmente aqueles que predispõe ao diabetes, como: crescimento e envelhecimento populacional, transição nutricional, obesidade e estilo de vida sedentário. Há vários estudos que sugerem provável interação na farmacocinética e na farmacodinâmica dos fármacos usados para o tratamento destas morbidades, o que pode influenciar o desfecho clínico. O objetivo do trabalho é estimar os níveis sanguíneos de rifampicina na fase intensiva e de manutenção de pacientes com tuberculose pulmonar ativa, comparando-os entre aqueles normoglicêmicos e hiperglicêmicos. As concentrações plasmáticas de rifampicina dos pacientes após uma hora da administração do fármaco serão determinadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência-CLAE. Foram incluídos no estudo 22 pacientes, destes 71,4% (x2=3.85; p=0,0495) eram do sexo masculino e 36% apresentaram concomitantemente tuberculose e diabetes, . A casuística incluída no estudo foi composta principalmente de homens adultos com baixa escolaridade, o que corrobora o perfil social e demográfico da doença no Brasil.

     

     

  • DANIELE HIDEMI OKABE
  • ISOLAMENTO E AVALIAÇÃO  ANTITUMORAL  DE AIAPINA EM TUMOR ASCÍTICO DE EHRLICH

  • Data: 30/08/2019
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  • Ayapana triplinervis é uma espécie vegetal amazônica, conhecida popularmente como japana, que possui as cumarinas como importantes constituintes químicos, tendo sua presença, relação com seus efeitos farmacológicos. Os extratos brutos da espécie têm demonstrado importantes efeitos farmacológicos, tais como, anti-inflamatório, antinociceptivo e antitumoral. Por isso esse estudo, objetivou a obtenção de frações rica em cumarinas de S. triplinervis para avaliar o efeito antitumoral da espécie em tumor ascítico de ehrlich. Para isso, partes aéreas da planta foram submetidas a secagem e pulverização para obtenção da droga vegetal que foi extraída por maceração. Realizou-se a prospecção fitoquímica na droga vegetal e nos extratos obtidos. Os extratos hidroalcoólico e de acetato de etila foram selecionados para  fracionamento por Cromatografia em Coluna. Os ensaios fitoquimicos realizados apontaram a presença de saponinas, esteroides e triterpenos, antraquinonas, polifenóis e cumarinas. Obteve-se 28 frações do extrato e acetato de etila e 13 frações do extrato hidroalcoólico.  As frações que obtiveram o melhor perfil de separação para cumarinas, foram a Fr 4 e 5 do extrato hidroalcoólico e a Fr 12 a 20 do extrato de acetato de etila. Os fracionamentos foram considerados como um tratamento filtrante, para separação de cumarinas e possível avaliação farmacológica

  • GISELY FRANCE ABRANTES ELIAS
  • Exposição a Rifampicina e Adesão ao Tratamento da Tuberculose Pulmonar.

  • Orientador : FLAVIO DE VASCONCELOS
  • Data: 28/08/2019
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  • A Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pelo
    Mycobacterium tuberculosis, afetando geralmente os pulmões e levando ao
    óbito. A transmissão se dá principalmente por via aérea, de uma pessoa a
    outra, pela inalação de gotículas que contenham os bacilos expelidos pela
    tosse, fala ou espirro de uma pessoa com a doença ativa nas vias respiratórias.
    O Ministério da Saúde recomenda para o tratamento dos casos novos de
    tuberculose pulmonar a associação de quimioterápicos administrados em duas
    fases: a intensiva, que dura dois meses, e são administrados Rifampicina (600
    mg), Isoniazida (300 mg), Pirazinamida (1600 mg) e Etambutol (1100 mg)
    (2RHZE) e a de manutenção, por quatro meses, quando são administrados
    Rifampicina (600 mg) e Isoniazida (300 mg) (4RH). Recomenda-se a dose
    plena de medicamentos para pacientes acima de 50 Kg, objetivando a redução
    da incidência de reações adversas. Um determinante do sucesso terapêutico é
    a exposição do bacilo por determinado intervalo de tempo a concentrações
    efetivas dos quimioterápicos, isto é, acima da concentração inibitória mínima
    (CIM), que no caso da rifampicina varia entre 0,05 ug/ml a 0,5 ug/ml, além
    disso, estudos mostraram que concentrações plasmáticas máximas do fármaco
    acima de 8,0 ug/ml estão associadas a elevada taxa de sucesso terapêutico.
    Entretanto, há uma alta variação intra e interindividual nas concentrações
    plasmáticas de rifampicina nas doses terapêuticas usuais, causada por fatores
    relacionados ao paciente e ao medicamento dispensado, as quais podem
    interferir na exposição, levando ao desfecho desfavorável do tratamento, a
    recorrência da infecção e a emergência de resistência. Outros aspectos que
    podem influenciar a exposição do bacilo a concentrações efetivas do fármaco
    são as doses administradas e as medidas antropométricas dos pacientes. O
    objetivo do presente estudo foi investigar os fatores que influenciam a
    exposição a rifampicina no tratamento da tuberculose pulmonar em uma
    Unidade Básica de Saúde de Belém/Pa. Foi realizado um estudo transversal e
    observacional de 70 casos de sujeitos de ambos os sexos, com diagnóstico
    clínico, radiológico e laboratorial de tuberculose por M. tuberculosis,
    distribuídos nas fases intensiva e de manutenção do tratamento. Foram
    determinadas as concentrações plasmáticas de rifampicina, bem como aferidas
    as medidas antropométricas de peso, altura, percentual de gordura e
    circunferência abdominal de cada indivíduo e a aplicação do Teste de Morisky-
    Green. Dessa forma, a casuística incluída no estudo foi composta
    principalmente de homens adultos com baixa escolaridade e renda. As
    concentrações plasmáticas de rifampicina foram acima da concentração
    inibitória mínima do M. tuberculosis indicando exposição adequada ao fármaco,
    o que pode ser aferido pela elevada proporção de pacientes que apresentaram
    conversão da baciloscopia ao final do primeiro mês de tratamento. O sexo não
    foi um preditor da variação das concentrações plasmáticas de rifampicina. A
    fase de tratamento foi considerada um preditor de variação das concentrações
    plasmáticas do fármaco. As concentrações de rifampicina não se associaram
    ao Índice de Massa Corporal, circunferência abdominal e percentual de gordura

    tanto em pacientes na fase intensiva, quanto naqueles na manutenção do
    tratamento. A adesão ao tratamento da tuberculose foi de 88.1% e 82.14% nos
    pacientes nas fases intensiva e de manutenção, respectivamente. As
    concentrações plasmáticas de rifampicina não se associaram ao Teste de Morisky-Green.

  • DAVID WENDELL ISACKSSON DAMASCENO
  • AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE NEUTRÓFILOS CIRCULANTES EM PORTADORES DE LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA ANTES E APÓS O INÍCIO DO TRATAMENTO COM MESILATO DE IMATINIBE

  • Data: 02/07/2019
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  • A Leucemia mielóide crônica (LMC) é uma desordem mieloproliferativa clonal responsável por 15% de todas as leucemias. É caracterizada por leucocitose com desvio a esquerda, esplenomegalia e presença do cromossomo Philadelphia (Ph) resultante da translocação recíproca e equilibrada entre os cromossomos 9 e 22. O híbrido BCR-ABL formado codifica proteínas tirosina-quinase com atividade aumentada responsável pela proliferação das células tumorais. Atualmente, a primeira escolha de tratamento é o mesilato de imatinibe (MI), pois se demonstrou mais específico, efetivo e com melhor resposta em nível hematológico, citogenético e molecular que as demais opções terapêuticas. O presente trabalho objetivou avaliar a função dos neutrófilos em pacientes com Leucemia Mielóide Crônica (LMC) antes e após o início do tratamento quimioterápico. A identificação de possíveis alterações quantitativamente e qualitativamente de neutrófilos sob efeitos do MI em pacientes com LMC representa um avanço na compreensão da estratégia terapêutica dessa doença. Participaram da pesquisa pacientes diagnosticados com LMC (casos novos), com idade média de 51 anos, de ambos os sexos, selecionados no ambulatório de hematologia do Hospital Ophir Loyola, Belém-PA. Realizaram-se nesse grupo duas coletas sanguíneas. A primeira coleta no momento do diagnóstico com o paciente sem medicação (Grupo B1) e a segunda coleta após um mês do tratamento quimioterápico com imatinibe (Grupo B2). O grupo controle (Grupo A) constituiu de voluntários sadios de ambos os sexos. Além da avaliação do hemograma e leucograma que fazem parte do protocolo de acompanhamento do tratamento, avaliou-se também algumas funções dos neutrófilos. Essas células foram sensibilizadas com zimosan, estimulando assim a fagocitose. O metabolismo oxidativo foi avaliado por meio do teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT). A função fagocítica foi avaliada comparando o IF em 22 pacientes, sendo 11 pacientes do Grupo A e 11 pacientes do Grupo B1 em que 4 destes realizaram a segunda coleta (Grupo B2). A análise demonstrou diferença estatística significativa quando comparado o Grupo A com o grupo Grupo B1 que apresentou IF menor, onde p= 0,0001. Assim como o Grupo B1, o Grupo B2 também apresentou IF menor em relação ao Grupo A, onde p= 0,415. Não foi observada variação significativa quanto ao IF na comparação dos Grupos B1 e B2, onde p= 0,0592. Os resultados demonstraram que os pacientes com LMC possuem muitas células devido o processo proliferativo, porém a maioria dessas células não está funcional. Apesar dos leucócitos totais e neutrófilos terem diminuído, ou seja, do MI ter tido um efeito no processo proliferativo, nossos dados sugerem que essa medicação não foi capaz de melhorar a função da célula quando comparado o Grupo B2 ao controle. Na avaliação do metabolismo oxidativo, não houve diferença estatística significativa entre o grupo A com os grupos B1 e B2. Isso significa que a produção de EROs pelo sistema NADPH oxidase não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Pacientes com LMC em tratamento com imatinibe apresentaram uma tendência de diminuição da capacidade fagocítica dos neutrófilos. Portanto, estudos adicionais são importantes para avaliar o exato mecanismo de alteração de função envolvidos nesses pacientes para permitir um melhor direcionamento em relação à terapia utilizada.

  • LINDALVA MARIA DE MENESES COSTA FERREIRA
  • Obtenção, caracterização e microencapsulação de extratos ricos em antioxidantes naturais a partir do co-produto das amêndoas do tucumã (Astrocaryum vulgare Mart.)

  • Data: 01/07/2019
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  • O presente trabalho tem como objetivo obter o extrato microencapsulado rico em antioxidantes naturais a partir do co-produto das amêndoas do tucumã (Astrocaryum vulgare Mart.) empregando a técnica de nebulização spray drying e utilizando a maltodextrina como agente microencapsulante, visando o aproveitamento deste para o enriquecimento nutricional. Neste sentido, foram avaliados o pó (composição nutricional e parâmetros físico-químico) e o extrato bruto e microencapsulado (parâmetros físico-químico, determinação dos compostos bioativos por espectrofotometria e avaliação da atividade antoxidante). Assim, o pó apresentou teores elevados de macronutrientes, como proteínas lipídeos e com destaque para os carboidratos e fibras FDA, com isso, este pode ser incluído na dieta como alimento fonte de macronutrientes e uma ótima alternativa para o enriquecimento de produtos alimentícios afim de elevar o seu valor nutricional com uma matéria prima de baixo custo. O extrato bruto, demonstra teores significativos de compostos bioativos (polifenóis totais, flavonóides e taninos condensados) e consequentemente excelente atividade antioxidante para os dois métodos testados (DPPH e ABTS), além de boa estabilidade. Após a obtenção do extrato microencapsulado com diferentes concentrações de maltodextrina (5%,7,5% e 10%) foi demonstrado que o agente microencapsulante protegeu os compostos bioativos e manteve a atividade de interesse. A formulação que apresentou os melhores resultados para os compostos bioativos e atividade antioxidante foi a obtida com 5% de maltodextrina. Nesta perspectiva, o extrato microencapsulado do coproduto das amêndoas do tucumã possui elevado valor nutricional e potencial para aplicação em alimentos, principalmente pela sua capacidade antioxidante com possibilidade de utilização para o enriquecimento nutricional.

  • MAYRA AROUCK BARROS
  • INVESTIGAÇÃO DA TOXICIDADE ORAL AGUDA E DAS PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DE UMA ESPÉCIE DO GÊNERO CASSYTHA

  • Data: 16/05/2019
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  • MAYARA AROUCK BARROS
  • Avaliação do efeito neuroprotetor da cafeína em ratas intoxicadas por etanol no padrão binge

  • Data: 03/05/2019
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  • TAIANA CRISTINA VILHENA SARMENTO CARVALHEIRO
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    EM DIFERENTES PERÍODOS DO DESENVOLVIMENTO CEREBRAL O APRENDIZADO ESPACIAL E A FLEXIBILIDADE COGNITIVA SÃO IGUALMENTE SENSÍVEIS À RETIRADA DO ETANOL EM BINGE DRINKING?

  • Data: 29/04/2019
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  • O Etanol (EtOH) é a droga recreativa mais utilizada entre todo o público etário e seu consumo no padrão binge drinking (BD) tem aumentado no gênero feminino. Isto tem sido amplamente relacionado à incidência de problemas mentais, déficits comportamentais e distúrbios que favorecem a dependência alcoólica, assim como o uso de outras substâncias. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi identificar de que maneira diferentes estágios da maturação cerebral são afetados pelo padrão episódico e intermitente de etanol e como isto reflete nas atividades cognitivas referentes à aprendizagem espacial e flexibilidade cognitiva através do Teste do Labirinto Aquático. Da mesma maneira, investigar a concentração de EtOH capaz de alcançar regiões encefálicas primordiais na execução destas atividades cognitivas e espaciais, como o hipocampo e o córtex pré-frontal, através de técnica de dosagem tecidual desta substância por Cromatografia Gasosa. Após administração oral de EtOH em BD (3 dias on/ 4 dias off) durante toda a adolescência, na dose de 3 g/kg/dia, os resultados demonstraram que nos dias subsequentes ao tratamento, os animais anteriormente expostos ao EtOH não apresentaram prejuízo sobre a aprendizagem espacial e a flexibilidade cognitiva em relação aos animais do grupo controle. Além disto, as concentrações de EtOH encontradas nas regiões encefálicas investigadas foram consideravelmente inferiores àquelas encontradas na circulação sanguínea no período de tempo avaliado. Desta forma, nossos resultados sugerem que o EtOH em BD durante a adolescência, no protocolo de dose e período de exposição adotados neste estudo, não foi suficientemente capaz de promover danos à aprendizagem e aquisição de novas memórias espaciais após a retirada desta substância em ratas.

  • SAVIO MONTEIRO DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO PROTETOR DO ÁCIDO ALFA LIPÓICO NA NEUROINFLAMAÇÃO E ESTRESSE OXIDATIVO INDUZIDA PELA DAPSONA NO HIPOCAMPO EM MODELO ANIMAL

  • Data: 18/04/2019
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  • Dapsona (DDS) é um fármaco da poliquimioterapia da hanseníase e pode ser usado para tratar outras doenças, tanto infecciosas como inflamatórias. Contudo, as reações adversas (RAM), principalmente distúrbios hematológicos e neurológicos podem limitar o uso desta droga. O principal mecanismo de toxicidade é a oxidação de hemoglobina e consequente liberação de ferro, um metal altamente catalítico de processos oxidativos. Por outro lado, reações no sistema nervoso provocadas por DDS não são bem descritas, ainda que o dano nestes tecidos tenha como uma das causas o acúmulo de ferro, levando à neurodegeneração. Nesse sentido, antioxidantes como o ácido α - lipóico (ALA) podem auxiliar contra os efeitos tóxicos do uso de fármacos como DDS. Assim, avaliar o perfil oxidativo gerado por DDS e sua relação com a neuroinflmação e o efeito do ALA constituem o objetivo deste trabalho. Para isto, foram dosados TEAC, GSH, TBARS, SOD, CAT e Ferro, citocinas IL-1β, IL-17, IL-4 e BDNF, além da imunofenotipagem de células macrofágicas/microglial (F4/80+) e astrócitos (GFAP) no hipocampo de camundongos tratados com DDS (40 mg/Kg/5 dias e com doses de ALA em 12,5, 25 e 50 mg/Kg. Os dados obtidos mostram aumento de TBARS e níveis de ferro e redução de TEAC e GSH no grupo tratado com DSS. Os grupos tratados com ALA apresentam aumento de TEAC e GSH, além da diminuição de TBARS. Citocinas IL-1β, IL-17 e IL-4 tiveram aumento da expressão, acompanhado pela redução de BDNF em grupo DDS em contraste aos grupos tratados com ALA. Além disto, a imunofenotipagem de astrócitos e microglia mostrou o perfil de migração característico de processos inflamatórios no grupo DDS. Contudo, ALA apresentou capacidade de proteção contra os danos oxidativos atuando por mecanismos múltiplos, com potencial ação anti-inflamatória e imunomoduladora sobre o SNC. Dessa forma, é possível concluir que o tratamento prolongado de DDS provoca estresse oxidativo e inflamação no hipocampo e níveis elevados de ferro podem levar à geração de espécies reativas de oxigênio e consequente dano oxidativo no tecido. Por outro lado, o antioxidante ALA reverte o estresse oxidativo e neroinflamação causados por DDS.

     

2018
Descrição
  • HERALDO DIONES SILVA
  • AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS E O PERFIL DE MICROORGANISMOS ISOLADOS EM PACIENTES COM OSTEOMIELITE

  • Data: 20/12/2018
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  • Este estudo teve como objetivo avaliar a antibioticoterapia prescrita aos pacientes diagnosticados com osteomielite e levantar os aspectos farmacoepidemiológicos e farmacoeconômicos da doença instalada em pacientes internados que receberam e recebem tratamento na instituição. Será realizado um estudo retrospectivo, descritivo e analítico de natureza transversal nos prontuários de pacientes com diagnóstico de acordo a Classificação Internacional de Doenças (CID). A avaliação será através de prontuários de pacientes com o diagnóstico no período de Janeiro de 2016 a dezembro de 2017. Serão avaliados os critérios para o diagnóstico de osteomielite (clínica e microbiológica,), classe de antibióticos utilizadas, idade média, gênero, número de casos de osteomielite de ossos longos, uso de um sistema de classificação, isolados de cultura de frequento ósseo, duração do tratamento com antibióticos. Existe um incidência significativa de infecção por Staphylococcus, assim como um perfil de resistência elevado ao medicamento de escolha ao tratamento empírico. A principal conclusão desse trabalho é a revisão do protocolo instituicional para classificação das osteomielites, assim como os medicamentos de escolha para o tratamento e a via de administração.

     

  • THAIANA CRISTINA DIAS DE LIMA PAMPLONA
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E CICATRIZANTE DO EXTRATO DA CASCA DE UMA PLANTA DA AMAZÔNIA EM FERIDAS CUTÂNEAS

  • Data: 12/12/2018
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • THAISE CRISTINA DIAS DE LIMA SOUZA
  • INFLUÊNCIA DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL SOBRE AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE CLOROQUINA E DESETILCLOROQUINA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM MALÁRIA VIVAX.

  • Data: 10/10/2018
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  • A malária é um dos mais importantes problemas de saúde do mundo e o Brasil contribui com aproximadamente 40% dos casos na América Latina. O esquema terapêutico adotado pelo Ministério da saúde para o combate à malária vivax é constituído pela associação de Cloroquina e Primaquina. A determinação das concentrações plasmáticas desses medicamentos e a associação ao Índice de Massa Corporal contribui para avaliar o perfil dos pacientes acometidos por esta infecção parasitária, auxiliando na adoção de políticas de saúde pública para o combate à doença. Dessa forma, o estudo objetiva determinar as concentrações plasmáticas de cloroquina e de seu metabólito desetilcloroquina em crianças e adolescentes diagnosticados com malária vivax associando ao Índice de Massa Corporal por Idade. Para isso, foram submetidos ao estudo 144 pacientes de ambos os sexos e idade entre 2 a 17 anos, divididos em dois grupos: “Com Malária” e “Sem Malária”. Foram coletados dados sociodemográficos por meio de questionário e as concentrações de Cloroquina e desetilcloroquina serão determinadas por cromatografia de alta eficiência.

  • NATASHA CRISTINA SILVA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS DA OLEORESINA DE COPAIFERA RETICULATA DUCKE E DO ÓLEO DE COPAÍBA COMERCIAL

  • Data: 31/08/2018
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  • Este trabalho tem o intuito de avaliar se o fracionamento do óleo resina de Copaifera

    reticulata Ducke contribui para a atividade leishmanicida e aumento da seletividade

    para esta atividade. A obtenção do perfil químico do óleo resina de Copaifera

    reticulata (ORC), foi realizado através de cromatografia gasosa acoplada à

    espectrometria de massa (GC-MS), comparando-se com os espectros de massa e

    tempo de retenção para a identificação das substâncias no registro da biblioteca

    NIST-05. O ORC foi solubilizado com éter etílico, extraído com hidróxido de potássio

    e obteve-se as frações orgânica e aquosa. A fração orgânica foi lavada com solução

    saturada de cloreto de sódio, seca com sulfato de sódio anidro e evaporada,

    fornecendo a fração neutra (FN; 120 g, 80%). A fração aquosa alcalina foi acidificada

    com ácido clorídrico (pH=2), extraída com éter etílico, sendo obtidas as frações

    aquosa ácida e orgânica. A fase aquosa resultante foi descartada e a fase orgânica

    foi lavada com solução de cloreto de sódio saturada até atingir pH = 7, seca com

    sulfato de sódio anidro e evaporada para fornecer a fração ácida (FA; 30 g, 20%). O

    β-cariofileno (Beta; pureza >90%) foi adquirido comercialmente. A viabilidade celular

    foi realizada com ORC, FN, FA e Beta através do método de MTT (brometo de [3-

    (4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio]) frente as células ACP02 (adenocarcinoma

    gástrico primário) no tempo de 24h, 48h e 72h. A viabilidade celular também será

    avaliada em células THP-1(linhagem celular de leucemia monocítica aguda humana)

    e obter a concentração citotóxica de 50% (CC50) para iniciar os testes in vitro. A

    atividade antileishmania será realizada sobre formas promastigotas e amastigotas

    de Leishmania (L.) amazonensis para obter a concentração inibitória de 50% (CI50) e

    determinar o índice de seletividade das amostras com atividade leishmanicida em

    macrofágos. A análise dos espectros de massa permitiu a identificação 36

    constituintes com concentrações variando de 0,03 % a 19,52%. Os constituintes

    majoritários foram: β-Selineno (19,52%); β-Bisaboleno (13,91%); (trans) α-

    Bergamoteno (13,17%); α-Selineno (13,14%); β-Elemeno (7,13%); Aromadendreno

    (2,72%); (E) β-Farneseno (2,58); (E) α-Bisaboleno (2,34%); γ-Gurjuneno (1,75%); β-

    Sesquifelandreno (1,62%); (E) β-Cariofileno (2,79%) e Óxido de cariofileno (27,4%).

    Avaliou-se a citotoxicidade do ORC, FN, FA e Beta nos tempos de 24h, 48h e 72h

    de tratamento das células ACP02, porém não foi observada toxicidade (CC50 > 500

    μg/mL), levando a premissa da continuidade nos experimentos relacionados com a

    atividade antileishmania, com o proposito de constatar esta ação farmacológica,

    além do intuito de reafirmar a espécie como promissora para inibição do crescimento

    das cepas de Leishmania (L.) amazonensis.

     

     

  • HELLEN MACHADO BEZERRA
  • OBTENÇÃO DE EXTRATOS SECOS  A PARTIR DO APROVEITAMENTO DO RESÍDUO AGROINDUSTRIAL DO PRACAXI (Pentacletra macroloba Willd.): otimização das condições de microencapsulação por spray drying e avaliação antioxidante

  • Data: 30/08/2018
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • NATHALIA SANTOS DA PENHA
  • CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA E REVISÃO DA FARMACOTERAPIA EM ONCOPEDIATRIA: AÇÕES EFETIVAS PARA PREVENÇÃO DE ERROS

  • Data: 23/08/2018
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  • Os erros de medicação em oncopediatria afeta o tratamento quimioterápico de forma a prolongar o tempo de internação, agravar as reações adversas e resultar em potenciais efeitos não desejáveis para o paciente infanto-juvenil. Por ser um público onde os testes pré-comercialização dos medicamentos são bastante limitados, compete a Farmácia Clínica a identificação e prevenção de erros de medicação que podem vir a ocorrer durante o tratamento quimioterápico prolongado de pacientes internados. Este trabalho inédito de caráter observacional e descritivo sobre prevenção de erros em oncopediatria de pacientes em uso de quimioterapia endovenosa e oral, identificou 417 erros em potencial sendo que 61% deste foram prevenidos e 38% foram monitorados pela equipe de multiprofissional se caso prejudicassem a segurança do paciente. Baseando-se nestes dados, é possível propor que o serviço de Farmácia Clínica é essencial para prevenir erros e promover mais segurança durante tratamento quimioterápico de crianças com câncer.

  • JONI TETSUO SAKAI
  • O EFEITO PROTETOR DO ÁCIDO ALFA LIPOICO EM LESÃO HEPÁTICA INDUZIDA POR DAPSONA EM MODELO ANIMAL

  • Data: 05/07/2018
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  • O fígado é o principal órgão envolvido na biotransformação dos xenobióticos, com capacidade de converter compostos hidrofóbicos em hidrossolúveis, mais facilmente eliminados pelo organismo. A dapsona (DDS) faz parte da poliquimioterapia (PQT) do tratamento da hanseníase, seu metabólito está relacionado com a formação de radicais livres em células hematológicas e neurais, estando assim, diretamente envolvido nas principais reações adversas ocasionadas pela sua utilização. Devido ao seu ciclo de conversão, que envolve a reação com o ferro presente no fígado, a DDS também se acumula no fígado, permanecendo por mais tempo nesse órgão, favorecendo, assim, o dano tecidual, como a hepatite medicamentosa. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito protetor do Ácido Alfa Lipóico (ALA) sobre os danos hepáticos provocados pela DDS em camundongos, em pós-tratamento. Neste estudo, o tratamento com a dapsona induziu dano hepático, com aumento do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, assim como o estresse oxidativo, mediante o aumento de peroxidação lipídica e diminuição tanto dos níveis da glutationa como dos antioxidantes totais. Estes processos podem estar associados com o acúmulo de ferro hepático no organismo. Já o pós-tratamento com o antioxidante Ácido alfa lipóico, este foi capaz de diminuir os níveis do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, reverter a peroxidação lipídica e elevar os níveis de GSH e antioxidantes totais. Além disso, o ALA também inibiu o acúmulo de ferro hepático, induzida pela dapsona em camundongos. Nossos resultados indicam que o antioxidante testado apresenta um potencial terapêutico contra o dano hepático, ocasionado pela dapsona em uso dos pacientes com hanseníase.

     

  • MAGDA VIEIRA CARDOSO
  • Fungos endofíticos de  PA: Isolamento, identificação e atividades biológicas

  • Data: 05/07/2018
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • ANA LIGIA DE BRITO OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO IMUNOMODULADOR DA β-LAPACHONA EM MODELO
    DE SEPSE E IN VITRO

  • Data: 29/06/2018
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  • Sepse é uma resposta inflamatória sistêmica decorrente de uma infecção e falha na resposta imune do hospedeiro. Apesar dos tratamentos atuais, a sepse continua sendo umas das principais causas de morte em UTI. Assim, se torna necessário a pesquisa por novas terapias para o controle da infecção. A β-lapachona é uma orto-naftoquinona obtida a partir da casca de Tabebuia avellanedae conhecida por sua atividade antimicrobiana e anti-inflamatória por meio da imunomodulação. Neste estudo, foi avaliado o efeito de β-lapachona sobre a infecção polimicrobiana induzida por ligadura e perfuração cecal (CLP). Camundongos swiss foram divididos em 4 grupos pré e pós tratados, sendo que um deles apenas recebeu o procedimento cirúrgico sem indução de CLP (Sham). Os demais receberam por via intraperitoneal solução salina 0,9%, Antibiótico (Ceftriaxona ou ertapenem) e β-lapachona 24 horas antes, momento da indução (Pré-tratamento) da CLP e 7 dias após CLP (Pós-tratamento). A taxa de sobrevida foi analisada por um período de 16 dias. Após 12, 24 horas e 7 dias do procedimento cirúrgicos amostras dos animais de cada grupo foram coletadas e foi avaliado a migração leucocitária, carga bacteriana, parâmetros oxidativos (NO, MDA e TEAC) e fagocitose. Além disso, foi investigado in vitro a viabilidade celular do composto em diferentes concentrações. O grupo pré-tratado com β-lapachona mostrou aumento da taxa de sobrevivência de 100% em 16 dias. O pré- tratamento com β-lapachona causou um aumento na migração de células mononucleares e reduziu o número de neutrófilos para o peritônio. Apresentou também redução da carga bacteriana,níveis de NO e MDA reduzidos e aumentodos níveis de antioxidante no soro. Por outro lado, houve aumento nas concentrações de MDA nas amostras de órgãos dos animais apesar do aumento de antioxidantes totais. Com relação ao pós-tratamento verificou-se aumento de sobrevida em 60% e alguns parâmetros semelhantes ao grupo CLP tratado com salina. No ensaio de viabilidade celular verificou-se que a concentração de 1,00 µM manteve 82% viáveis.Assim, os melhores resultados do potencial efeito farmacológico do composto no pré-tratamento, pode ter ocorrido porque a intervenção terapêutica ocorre mais cedo no processo da doença em comparação com a situação clínica.

     

  • ERICA VANESSA SOUZA COSTA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ESQUISTOSSOMICIDA DO LAPACHOL E ANÁLOGOS

  • Data: 29/06/2018
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  • A equistossomose é uma doença parasitária, causada pelo Schistossoma mansoni, e tem abrangência mundial. Atualmente para o tratamento desta doença o único fármaco disponível é o prazinquantel, que possui algumas reações adversas, e já foi relatado alguns casos de cepas resistentes a esse medicamento. Dessa forma é necessário a busca de novos medicamentos para o tratamento desta enfermidade. Uma alternativa na busca de medicamentos é o uso de plantas medicinais, que já são usadas tradicionalmente na medicina popular. Uma espécie vegetal rica em costituintes químicos com atividade terapêutica é a Handroanthus serratifolius, que possui como constituintes marjoritários naftoquinonas, o lapachol, e apartir deste é obtido seus análogos, β-lapachona e α-lapchona, quais são amplamentes estudados por suas atividades biológicas. A hipótese deste trabalho é que as naftoquinonas lapachol, α-lapachona e β-lapachona possuem atividades inibitória nos diferentes estágios de S. mansoni, e o estresse oxidativo esteja envolvido nesta atividade. O presente trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais do Instituto Evandro Chagas, e utiliza camundongos BALB/c. O estudo irá avaliar a atividade esquistossomicida in vitro das substâncias frente a cercarias, esquistossômulos e vermes adultos de S. mansonie serão utilizadas concentrações decrescentes, sendo avaliado alterações de morfologia, motilidade, e mortalidade. Das substâncias que forem ativas será feito ensaio de peroxidação lipídica. Será realizado também, experimento da DL50, e posteriormente o estudo in vivo das substâncias que foram consideradas ativas, onde serão avaliados, mortalidade dos vermes, diminuição da oviposição, e dos danos causados pelos parasitas nos animais. Em resultados preliminares, o lapachol e α-lapachona, não foram ativos in vitro em vermes adultos, diferentemente da β-lapachona que foi considerada ativa, em todas as concentrações, demonstrando ser promissora na atividade esquistossomicida.


  • ERICA DOS SANTOS SARGES
  • AVALIAÇÃO DE NEUTRÓFILOS CIRCULANTES EM PACIENTES COM NEOPLASIAS MIELOPROLIFERATIVAS PHILADELPHIA NEGATIVAS EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

  • Data: 27/06/2018
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  • As neoplasias mieloproliferativas (NMPs) referem-se a um grupo heterogêneo de doenças das células sanguíneas mieloides que surgem a partir de uma alteração na célula-tronco hematopoiética. As NMPs Philadelphia negativas incluem policitemia vera (PV), trombocitemia essencial (TE) e mielofibrose primária (MFP) que compartilham muitas características hematológicas, clínicas e evolutivas. O ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas dosagens e a terapia citorredutora com hidroxiureia (hidroxicarbamida) e o anagrelide são terapias utilizadas. A hidroxiureia (HU) há quatro décadas tem sido o agente de escolha de primeira linha nas NMPs Ph1 negativas. No entanto, um dos efeitos colaterais desse fármaco é a neutropenia, e alguns autores postularam que os neutrófilos são alvo primário desse fármaco. Pacientes com NMPs Ph1 negativas apresentam alterações no número de neutrófilos e podem apresentar alterações de funções. Logo, este estudo avaliou alterações quantitativas e qualitativas nos neutrófilos em pacientes com NMPs Ph1 negativas durante o tratamento. Foram avaliadas amostras de sangue periférico de 17 pacientes, o número de neutrófilos circulantes foi avaliado através do leucograma e a função fagocítica dos neutrófilos foi avaliada através da fagocitose de partículas sensibilizadas. Em relação à análise do número absoluto de neutrófilos, dos dezessetes pacientes pertencentes aos grupos portadores de PV e TE, 94% não se encontravam com neutrofilia ou neutropenia. A função fagocítica avaliada nos grupos controle, TE e PV apresentou diferença entre IF do grupo controle e grupo portadores de PV (4,2±1,5, 2,6±1,2 respectivamente) p=0,0192. Não houve diferença do grupo controle e grupo portador de TE (4,2±1,5, 4,1±3,8 respectivamente) p=0,07201. O grupo portador de TE utilizava HU ou o anagrelide como tratamento, o grupo foi subdividido de acordo com a medicação que fazia uso, os resultados mostraram não haver diferença do IF entre o grupo controle e grupos com TE que faziam uso de HU (4,2±1,5, 3,5±1,7 respectivamente) p=0,4019 e anagrelide (4,2±1,5, 4,4±1,8 respectivamente) 0,8209. Não houve alterações de número de neutrófilos circulantes na PV e na TE, não houve diferença na capacidade fagocítica na TE. No entanto, houve diferença na capacidade fagocítica na PV. Os resultadosindicam que a HU pode apresentar efeitos nos neutrófilos in vitro, diminuindo a capacidade de fagocitose frente a uma partícula estranha.

  • FABIANA MENEZES DE SOUZA CÂMARA
  • Investigação da toxicidade oral aguda e das propriedades farmacológicas de uma espécie medicinal amazônica do gênero Margaritaria

  • Data: 25/06/2018
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  • Não divulgado por motivo de patente

  • MILENA CRISTINA MARTINS DA SILVA
  • ESTUDO FARMACOGNÓSTICO, FITOQUÍMICO E ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA DE Aspidosperma eteanum MARKGR.

  • Data: 21/06/2018
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  • O objetivo deste trabalho foi realizar estudos farmacognósticos, fitoquímicos e de atividade antiplasmódica de Aspidosperma eteanum Markgr. Para realização dos estudos farmacognósticos, utilizou-se os métodos de granulometria, determinação do pH, índice de espuma, teor de cinzas e perda por dessecação descritos na Farmacopéia Brasileira, V ed. O extrato etanólico (EEAE) foi obtido através da maceração exaustiva com etanol (96° GL), seguido de concentração em rotaevaporador. Em seguida, foi submetido à partição ácido-base, obtendo-se as frações de neutros (FNAE) e de alcaloides (FAAE), ao fracionamento pelo método de extração sob refluxo, obtendo-se quatro frações (FrHex, FrDcm, FrAcOET e FrMeOH) e a uma partição para a retirada de açúcar (FrLADcm e FrLMeOH). Além disso, o EEAE foi submetido ao fracionamento por cromatografia de sílica em coluna aberta utilizando misturas de solventes com polarida decrescente. O EEAE e frações foram submetidos à prospecção fitoquímica. O extrato e as frações provenientes da extração sob refluxo (FrHex, FrDcm, FrACoEt, FrMeOH) foram submetidas a cromatografia liquida de alta eficiência com detector de diodo (CLAE-DAD) e o EEAE, FrMeOH, FAAE, FrLADcm e a fração Fr38 foram analisadas por RMN 1H. Os resultados farmacognósticos encontrados estão de acordo com o que é preconizados pela Farmacopéia Brasileira V ed. (2010). O extrato etanólico obteve um rendimento de 5,92% e as frações FNAE e FAAE de 3,0% e 1,3% respectivamente. A prospecção fitoquimica revelou que a FAAE foi positiva para alcalóides mas a ánalise por ressonância, sugeriu tratar-se de ácidos graxos. Dentre as frações obtidas sob refluxo, a FrMeOH obteve maior rendimento (93,59%). A prospecção revelou cumarinas, esteroides e triterpenos, geninas flavonicas e heterosideos cardiotônicos e flavônicos no extrato e frações obtidas sob refluxo. Os resultados obtidos no CLAE-DAD revelara uma substancia de alta polaridade no EEAE, FrHex, FrDcm, FrAcOET e FrMeOH. O RMN 1H do EEAE e FrMeoH apresentaram sinais sugestivos de açúcares em δ 3,5-4,5 ppm referentes aos álcoois adjacentes e os ésteres que geralmente têm absorções no mesmo δ que a maioria dos álcoois (3,5-4,5). Como os sinais de açúcares interferem no aparecimento dos sinais de outros compostos, realizou-se uma partição com água, metanol e diclorometano para a retirada de açúcares do EEAE. A fração FrLAPDcm que obteve maior rendimento (2,6%) foi escolhida para avaliação por RMN 1H e apresentou sinal em δ 0,87 ppm (d; 6,9 Hz) atribuído aos hidrogênios da metila; o sinal δ 1,25 ppm (t, 6,6 Hz) referente aos hidrogênios de grupos metileno das cadeias alifáticas; O sinal δ 5,29ppm (s) aos hidrogênios olefínicos e o δ 3,95ppm (s) hidrogênios do grupo carbóxilo. O resultado sugere a presença de substâncias derivadas de ácidos graxos. Então, foi realizado o fracionamento em coluna aberta que resultou na obtenção de 12 frações e uma delas apresentou formação de cristais sendo escolhida para analise em RMN (fração Fr38-40; rendimento = 8%) e apresentou sinais em δ 0,90 ppm (t, 6,6 Hz) referentes a hidrogênios da metila; em δ 1,47 ppm (m) atribuído a hidrogênios de grupos metileno das cadeias alifáticas, o sinal em δ 3,49 ppm (s) que faz referencia aos hidrogênios do carbono do grupo carbóxilo e os sinais em δ 5,30 ppm (s) referente aos hidrogênios olefínicos. Estes resultados sugerem a presença de ácidos graxos do tipo éster metílico. Apesar do RMN 1H ter revelado a presença de açúcares e ácido graxo éster metílico, os espectros de UV revelam a possibilidade de que o extrato contenha outros metabólitos. Desta forma, o extrato será submetido a novas técnicas de fracionamento e analises para o isolamento do acido graxo e de outros metabolitos e o EEAE, frações e composto isolado serão submetidos a avaliação biológica através da metodologia do microteste.

  • STEFANIA DE MEDEIROS ARAUJO LUCENA
  • Determinação das concentrações sanguíneas de pirazinamida em pacientes com tuberculose pulmonar

  • Data: 26/04/2018
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  • O esquema terapêutico de primeira linha adotado pelo Ministério da Saúde para o tratamento da tuberculose é constituído por rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol durante os 2 primeiros meses, na fase intensiva do tratamento, e rifampicina e isoniazida durante os 4 próximos meses, na fase de manutenção do tratamento. A determinação das concentrações destes fármacos em fluidos biológicos no decorrer do tratamento é determinante para confirmar o seguimento correto da terapia prescrita, além de auxiliar na identificação dos casos multirresistentes. Entretanto, nenhum estudo no Brasil se deteve a analisar as concentrações destes fármacos no decorrer do tratamento da doença. Sendo assim, esse trabalho tem o objetivo de determinar as concentrações sanguíneas de pirazinamida em pacientes com diagnóstico clínico e laboratorial de tuberculose pulmonar, associando-as ao sexo e ao desfecho clínico dos pacientes. Além disso, como a pirazinamida é considerada o fármaco mais hepatotóxico dentro da quimioterapia, também propõe-se associar as concentrações do fármaco com os biomarcadores de função hepática. Para tanto, foram incluídos 54 pacientes adultos, de ambos os sexos, diagnosticados com tuberculose pulmonar ativa, submetidos ao tratamento de primeira linha, dos quais foram coletadas amostras de sangue antes do tratamento (D0), ao final do primeiro mês (D30) e ao final do segundo mês de tratamento (D60). Foram coletados dados sócio-demográficos dos pacientes através de um questionário e as concentrações de pirazinamida serão determinadas por cromatografia líquida de alta eficiência, com detecção no ultravioleta. 

  • KALENE DE ALMEIDA OLIVEIRA
  • Aproveitamento de resíduos agroindustriais de ucuúba (Virola surinamensis): Obtenção de extratos padronizados em antioxidantes naturais

  • Data: 21/03/2018
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  • A ucuúba (Virola surinamensis) é uma fruta de origem amazônica, que tem ação anti-inflamatória e antifúngica. O resíduo gerado pelo seu processamento ainda apresenta potencial de aproveitamento, uma vez que são ricos em substâncias nutritivas e metabólitos secundários. Esse estudo tem como objetivo obter extrato hidrofílico e lipofílico padronizados  em antioxidantes a partir do resíduo agroindustrial de ucuúba. Foram utilizadas as técnicas caracterização do pó como: Caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho. Para obtenção e caracterização do extrato hidroetanólico e oleoso foram utilizadas técnicas como: percolação e maceração dinâmica respectivamente, caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho (FTIR). Foram determinados o teor de Polifenóis totais, Flavonoides, Carotenoides totais e a atividade antioxidante foi determinada pelo método DPPH e ABTS. Os parâmetros fisíco-químicos do pó, extrato hidrofílico e lipofílico estão em comformidade com a literatura. Foi observado na curva termogravimétrica d3 eventos e perda de massa para os dois extratos. O extrato hidrofílico concentrado e o lipofílico apresentaram conteúdo de Polifenóis totais de 114,04 ± 0,01 e 806,45 ± 1,9 (mg EAG/100g) e Flavonóides de 49 ± 4,6 e 62 ± 1,27 (mg ERT/100g) respectivamente. O extrato lipofílico apresentou teor de Carotenóides de 5,37 ± 0,26 (µg de β-caroteno/mL). A atividade antioxidante pelo método DPPH para o extrato hidrofílico concentrado (286,07± 31 µM Trolox/g), liofilizado (374,33 ± 25 µM Trolox/g) e oleoso (138,09±17,03 µM Trolox/L). Para o método ABTS os resultados obtidos para os extratos: hidrofílico concentrado (107,34± 9,3 µM Trolox/g), liofilizado (258,15 ± 1,8) e lipofílico (1856,57±3,7 µM Trolox/L). O resíduo de ucuúba apresenta potencial de aproveitamento para o desenvolvimento de produtos pela indústria de alimentos, cosmética e farmacêutica.

  • FERNANDA BRITO DE CARVALHO
  • Microencapsulação do extrato de  Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verl. utilizando hidroxietilcelulose como material de parede: estudos de pré-formulação e atividade antifúngica

  • Data: 16/02/2018
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  • A espécie Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verl., conhecida popularmente como pariri (ALVES et al., 2010) têm um forte poder antiinflamatório e antifúngico promovida pela substância ativa flavonóides. Este estudo tem por objetivo o desenvolvimento de formulação semi-sólida contendo extrato seco por spray dryer padronizado de A. chica. Foram utilizadas técnicas para caracterização do extrato microencapsulado como: Distribuição Granulométrica, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho, Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e Cromatografia Líquida de Ultra-Alta Pressão (UPLC). O extrato microencapsulado foi classificado como pó grosso e no processo de secagem teve rendimento de 71%; na análise térmica por TG se pode observar a presença de três eventos e com a Microscopia foi observado formas esféricas e lisas. A partir da análise de UPLC se verificou que a presença da carajurona e de 3-desoxyanthocyanidina as quais estão relacionadas diretamente com a atividade biológica proposta do material vegetal. Também foi observado que a amostra proveniente da secagem obteve encapsulamento eficiente das partículas. O extrato microencapsulado se apresentou favorável como produto intermediário para o desenvolvimento de formas farmacêuticas.

     

2017
Descrição
  • MAISA CARMEN BATISTA DO NASCIMENTO
  • INVESTIGAÇÃO FITOQUÍMICA E ATIVIDADE BIOLÓGICA DAS CASCAS DE LUEHEA SPECIOSA WILLD.

  • Data: 21/12/2017
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  • As cascas de Luehea speciosa, família Malvaceae, são utilizadas na medicina tradicional para o tratamento de disenteria, reumatismo, tumores, bronquites, feridas de pele, emagrecimento entre outros. Porém, existem poucas informações sobre a espécie na literatura. Dessa forma, faz-se de grande interesse investigar a sua constituição química e suas possíveis atividades biológicas, visto que a comprovação cientifica promove uma alternativa de tratamento de forma segura aos usuários. Neste sentido, o presente estudo buscou a constituição química da espécie, por analises em LC/MS, bem como suas atividades antioxidante, por bioautografia, e citotóxica, in vitro, frente as células carcinogênicas THP-1, HELA e HEP-2. O extrato bruto e as frações de L. speciosa foram aplicados em cromatoplacas para o ensaio de bioautografia, onde, após reagirem com DPPH, foi possível observar a substancias separadas que apresentam atividade antioxidante, principalmente nas frações FAE e FDM. No ensaio de citotoxidade, as células carcinogênicas foram submetidas a exposição ao extrato e frações em baixa concentração (50µg/ml), apresentando atividade citotóxica em todas as amostras, porém ainda não conclusiva. Nas análises por LC/MS, os cromatogramas não foram satisfatórios, pois as amostras apresentaram Rt mais evidentes no final da corrida, o que necessita de nossos ensaios para o ajuste do método para que as substancias de interesse sejam identificadas.

  • LEONARDO ANTONIO CARDOSO MALCHER
  • Concentrações de isoniazida em pacientes com tuberculose pulmonar ativa em níveis de marcadores de função hepática

  • Orientador : JOSE LUIZ FERNANDES VIEIRA
  • Data: 19/12/2017
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  • AGUARDANDO RESUMO

  • BRENO KRISTOFFER UCHOA BELEZA
  • Concentrações sanguíneas de rifampicina em pacientes com tuberculose pulmonar

  • Data: 01/12/2017
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  • A tuberculose é uma doença infectocontagiosa considerada ainda um importante problema de saúde pública mundial. O Brasil é um dos 22 países do mundo responsáveis por 80% dos casos da doença, e as maiores taxas de incidência são observadas nas regiões norte, sudeste e nordeste. O esquema de tratamento padrão é composto por rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O desfecho clinico está associado as concentrações sanguíneas destes fármacos após uso de doses terapêuticas, entretanto, apesar da elevada ocorrência da doença do Brasil, as concentrações destes fármacos não foram avaliadas nestes pacientes, que é relevante principalmente para rifampicina, dada a elevada variabilidade de concentrações em fluídos biológicos após terapêuticas. Portanto, realizou-se estudo prospectivo de casos objetivando determinar as concentrações de rifampicina por cromatografia líquida de alta eficiência em pacientes com tuberculose ativa tratados na cidade de Belém. Foram incluídos no estudo 50 pacientes, entretanto, houve perda de seguimento clínico laboratorial de 20 pacientes (40%), cujo principal motivo foi o abandono de tratamento. Os aspectos sociais e demográficos dos demais aponta maior ocorrência da doença no sexo masculino, baixa escolaridade, residentes na região metropolitana de Belém e na faixa etária produtiva. As concentrações de rifampicina nas duas fases de tratamento variaram de 0,6µg/ml a 0,73µg/ml. Não houve diferença significativa nas concentrações sanguíneas do fármaco entre as fases de tratamento, contudo os níveis de rifampicina foram significativamente superiores em mulheres.

     

  • ERICA PATRICIA DOS REIS FERREIRA
  • Planejamento e avaliação in sílico de análogos de Lapachol em enzima alvo de Leishmania amazonensis

  • Data: 09/11/2017
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  • Aguardando resumo

  • ANA PAULA BASTOS FERREIRA VIEIRA
  • Simulação computacional de carreadores lipídicos nanoestruturados contendo gordura de cupuaçu (Theobroma grandiflorum)

  • Data: 19/10/2017
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  • O presente estudo objetivou avaliar a influência de diferentes proporções de lipídeos na formação e propriedades de misturas lipídicas, e o potencial de aplicação em nanocarreadores (CLN). Foram utilizadas a gordura de cupuaçu, a cera de carnaúba e o triglicérides de ácido cáprico/caprílico como lipídeos. Foi realizado um estudo teórico computacional dos compostos majoritários de cada lipídeo que compreendeu a avaliação de regiões preferenciais de interação através de superfícies do MEP; Também foram propostos modelos simulados de misturas lipídicas em diferentes proporções totalizando seis misturas (codificadas de M01 a M06) e posteriormente foram acopladas ao cetoconazol por docking molecular. O estudo experimental compreendeu avaliar o comportamento térmico das seis misturas por DSC, para selecionar misturas de menor ordenamento cristalino. Foi possível estabelecer as estruturas tridimensionais majoritárias dos três lipídeos e do cetoconazol, todas otimizadas utilizando método DFT, nas superfícies do MEP foi possível visualizar as regiões propícias a interações, as seis misturas estabelecidas foram agrupadas em duas propostas com objetivos diferentes. Com os modelos de misturas tridimensionais e o docking molécular foi possível estabelecer que as misturas M05 e M06 tiveram melhores resultados. Com a analise de DSC foi possível observar que com o aumento do lipídeo líquido houve uma diminuição da temperatura de fusão e da entalpia em relação aos materiais isolados, sugerindo a formação de estruturas menos ordenadas. Tal fato seguiu-se tanto para as misturas da proposta 1, quanto para as da proposta 2, indicando que o aumento da gordura de cupuaçu também influenciou na organização cristalina da matriz. Analisando ambos os resultados, teóricos e experimentais, foi selecionada a mistura M06 como a mais promissora para a formulação de um CLN.

  • JERUSA DE CARVALHO LEAL
  • Efeitos do tratamento subcrônico com fluoxetina sobre o neurocomportamento e parâmetros oxidativos de ratos submetidos ao exercício físico exaustivo

  • Data: 25/08/2017
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  • a fluoxetina é um medicamento antidepressivo que faz parte da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, que atualmente vem sendo usado como anorexígeno, devido aumentar os níveis de serotonina no SNC e assim modular o apetite. Desta forma, muitos dos usuários de emagrecedores, geralmente associam o uso de fluoxetina a prática de exercício físico. Os benéficos a saúde e a prevenção de doenças que o exercício físico exerce já são bem descrito, entretanto, a sua associação com a fluoxetina pode levar ao aumento de radicais livres mediado pelo consumo elevado de oxigênio, promovendo o aumento do estresse oxidativo no organismo. Com isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do tratamento subcrônico da fluoxetina nas alterações neurocomportamentais e nos parâmetros do estresse oxidativo ocasionado pelo exercício físico em modelo animal. Foram utilizados 40 ratos machos adultos da linhagem Wistar, divididos em 4 grupos de 10 animais. Durante os 7 dias, os animais sedentários ou os que passaram por exercício físico foram tratados subcronicamente com os seguintes compostos:  fluoxetina 10mg/Kg/dia em pó solubilizada em NaCl, 0,9% pela via i.p.  ou apenas com solução salina i.p.  Após 30 minutos do tratamento, os animais que passaram por exercício físico foram colocados individualmente para realizar nado forçado durante 20 minutos.No oitavo dia, os 40 animais realizaram o teste de campo aberto, neste foram avaliados os seguintes parâmetros: número de levantamentos e distância total  percorrida para a locomoção espontânea, número de entrada na área central para comportamento do tipo ansiedade. Após os testes, os animais foram sacrificados e foi coletado o sangue, fígado e cérebro para avaliação posterior dos parâmetros oxidativos. Os resultados foram significativos apenas para os grupos fluoxetina sedentários,quando comparados aos seus controles,  pois os parâmetros avaliados mostraram que os comportamentos de locomoção  espontânea estavam reduzidos e do tipo ansiedade aumentados,  então acredita-se  que o uso de fluoxetina e a  pratica de atividade física podem  ter causado nesses animais uma processo de extenuação física, estresse, medo e ansiedade. Com isso, concluiu-se que esses comportamentos podem estar relacionados a vários fatores, incluindo, embotamento dos comportamentos  causado pelos efeito da fluoxetina, ou pelo estresse oxidativo causados por esse fármaco e pela prática de exercício.

  • MIRIAN LETICIA CARMO BASTOS
  • Atividade da citotoxicidade e seletividade do extrato , frações e alcaloide  de  Geissospermum sericeum (Apocynaceae) em linhagens celulares ACPO2, HepG2 e VER0

  • Data: 07/08/2017
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  • O presente estudo avaliou a atividade antitumoral de extrato etanólico obtido de cascas de G. sericeum, suas frações e substâncias isoladas e a seletividade desta atividade. O pó obtido das cascas de G. sericeum foi submetido a maceração exaustiva com etanol por 7 dias, sendo a solução concentrada em evaporador rotativo até resíduo. Para o fracionamento do extrato de G. sericeum utilizou-se extração sob refluxo e partição ácido: base. A fração alcaloídica (FAGs), obtida da partição ácido:base, foi submetida ao fracionamento em coluna cromatográfica aberta, utilizando como fase estacionária Sephadex LH-20 e fase móvel o metanol, dando origem a subfração F6FAGs. Essa subfração foi submetida ao fracionamento através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Semipreparativa, sendo isolados os alcaloides β- carbolínico (flavopereirina) e indólico (F3F6FAGs). A atividade antitumoral do extrato etanólico e frações foi avaliada através do ensaio de viabilidade celular com o MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio]) em linhagens de células tumorais: ACP02 (adenocarcinoma gástrico primário) e HEPG2 (hepatoma); também em linhagem de células normais VERO (rim de macaco verde africano). As frações que apresentaram alta citotoxicidade serão submetidas a quantificação de apoptose, necrose e viabilidade celular com corantes fluorescentes. Também, serão submetidas aos ensaios de genotoxicidade cometa (versão alcalina) e micronúcleo para determinar danos ao DNA. A partição ácido: base do extrato etanólico contribuiu para a atividade antitumoral para células ACP02, FAGs apresentou maior atividade que o extrato. O fracionamento do extrato etanólico de G. sericeum pelo método de refluxo contribuiu de forma significativa para citotoxicidade (célula VERO), no entanto influenciou de forma discreta na atividade antitumoral (ACP02) e nenhuma amostra foi citotóxica para as células HEPG2. A FAGs foi a mais promissora como antitumoral (CI50=18,29 µg/mL). O alcalóide β- carbolínico flavopereirina ainda não foi submetido aos estudos de avaliação da atividade antitumoral e o indólico (ainda não identificado) foi ativo (CI50= 12,14 µg/mL) em células ACP02 e demonstrou atividade semelhante à FAGs. Estes resultados sugerem que a atividade antitumoral, provavelmente, está relacionada aos alcaloides flavopereirina e alcaloide indólico. 

  • EVERTON LUIZ POMPEU VARELA
  •  Efeito protetor de antioxidantes na formação de metemoglobina induzida pelo metabólito dapsona-hidroxilamina in vitro

  • Data: 11/07/2017
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  • A dapsona, utilizada na terapia da hanseníase, e seu metabólito, dapsona-hidroxilamina (DDS-NOH) são potentes agentes pró-oxidante que podem causar efeitos hematotóxicos, tais como a metemoglobinemia e anemia hemolítica. Para o tratamento da metemoglobina (MetHb) é utilizado o Azul de Metileno, que em altas doses pode ser pro-oxidante, por isso é importante avaliar o efeito de outras substâncias com menor toxicidade. Nesse sentido, o Ebselen (EbSe), a N-acetilcisteina (NAC) e os ácidos R (R-ALA) e S-lipóico (S-ALA) são substâncias antioxidantes que podem atuar regenerando os níveis de GSH e assim prevenir ou reverter a formação de MetHb. Assim, o presente estudo tem por objetivo avaliar o efeito do EbSe, NAC, R-ALA e do S-ALA na formação de MetHb induzida por DDS-NOH em eritrócitos in vitro. Para isto, suspensões de eritrócitos humanos a 50% foram pré-tratadas com: EbSe (0,1; 1; 5 e 10 µM) ou NAC (10 µM) ou R-ALA (0,1; 1; 5 e 10 µM) ou S-ALA (0,1; 1; 5 e 10 µM) e incubados por 1 h a 37°C, seguido da adição da DDS-NOH (2,5 μg/mL) e incubados por mais 1 h a 37°. Após este período, foram determinados o percentual de MetHb e a concentração de GSH. Nossos resultados demonstraram que a DDS-NOH induziu a formação de elevados níveis de MetHb (@ 14%; p<0,05) e diminuiu a concentração de GSH (@ 10%; p<0,05) nos eritrócitos. Por outro lado, os pré-tratamentos com EbSe, NAC, R-ALA e S-ALA foram capazes de proteger os eritrócitos da oxidação induzida por DDS-NOH, visto que preveniram a formação de MetHb e inibiram a depleção de GSH. Estes dados sugerem que EbSe, NAC, R-ALA e S-ALA são importantes antioxidantes que podem atuar via o sequestro de ERO, que pode levar a inibição do estresse oxidativo, prevenindo a formação de MetHb.

  • RAFAELLI DE SOUZA GOMES
  • Atividade imunomoduladora e antioxidante da saliva do Aedes aegypti em modelo sepse 

  • Data: 04/07/2017
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  • A sepse é uma disfunção orgânica causada por uma resposta imune desregulada a uma infecção.  A mesma tem em sua abordagem terapêutica inicial a utilização de antimicrobianos de amplo espectro, os quais não são suficientes para o controle da infecção, sendo necessário a busca por novas terapias focadas na interrupção da resposta inflamatória em cascata produzida pela invasão e disseminação de agentes patogênicos. Dessa forma, a saliva do Aedes aegypti apresenta características imunomoduladoras, com potencial de inibição de citocinas pró-inflamatórias, bem como a presença de peptídeos ativadores de óxido nítrico. Com isso, seria de grande interesse investigar o efeito imunomodulador da saliva em modelo animal de sepse. Neste sentido, camundongos foram pré-tratados com a saliva do Aedes aegypti sendo a sepse induzida pelo modelo de transfixação do coto-cecal. Após 12 e 24 horas as amostras foram coletadas, e avaliado a sobrevida, carga bacteriana, migração leucocitária e parâmetros oxidativo (NO, EROs, MDA e TEAC). A saliva melhorou o prognóstico dos animais, aumentando a sobrevida e o peso. Além disso, reduziu a carga bacteriana e aumentou o influxo de monócitos no sangue. A saliva, também, mostrou efeito antioxidante por reduzir a produção de espécies reativas e aumentar a capacidade antioxidante, além de diminuir a peroxidaçao lipídica. Assim, a saliva foi capaz de inibir os danos causados pela sepse em animais in vivo melhorando o prognostico da sepse.

  • EVERTON RENAN QUARESMA DOS SANTOS
  • Óleos essenciais ricos em Linalol (Aniba rosaeodora, A. parviflora  e Aeollathus suaveolens) na Amazônia e seus efeitos neurocomportamentais em roedores

  • Data: 28/06/2017
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  • Óleos essenciais ricos em linalol, como de Aniba rosaeodora (Pau-Rosa), Aniba parviflora (Macacaporanga) e Aeollanthus suaveolens (Catinga-de-Mulata), são capazes de interagir com o sistema nervoso central (SNC). O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos neurocomportamentais dos óleos de Pau-Rosa, Macacaporanga e Catinga-de-Mulata em roedores, mimetizando seus efeitos à exposição humana. Os óleos foram extraídos e analisados quanto as suas composições químicas, com predomínio do linalol (Pau-Rosa, 88,6%; Macacaporanga, 45%; Catinga-de-Mulata, 49,3%), um monoterpeno oxigenado comumente encontrado em aromas e perfumes. Para os testes, foram utilizados ratos Wistar, machos e fêmeas, que receberam por via intraperitoneal os óleos; Pau-Rosa (doses de 3,5 e 35 mg/kg), Macacaporanga (doses de 8,5 e 85 mg/kg) e Catinga-de-Mulata (doses de 7,5 e 75 mg/kg). Os óleos foram administrados 30 minutos antes dos testes. Em seguida, os animais foram avaliados nos testes do campo aberto, labirinto em cruz elevado, splash, nado forçado e esquiva inibitória. Os resultados mostraram que os óleos de Pau-Rosa, Macacaporanga e Catinga-de-Mulata (na maior dose administrada) apresentaram atividade do tipo antidepressiva, ao reduzir de forma significativa o tempo de imobilidade dos animais no teste do nado forçado. Além disso, os óleos de Macacaporanga e Catinga-de-Mulata, nas mesmas condições, aumentaram o tempo de latência para descida da plataforma segura, a etapa LB2 no teste da esquiva inibitória, significando aumento da retenção de memória dos animais.

  • KLAYLTON SOUSA LOPES
  • Avaliação da toxicidade oral aguda, atividades antinociceptiva e anti-inflamatória, e composição química do extrato seco de Varronia multispicata (CORDIACEAE)
  • Data: 22/06/2017
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  • não divulgado por motivo de patente

  • BRUNNO GOMES PINHO
  • Avaliação da atividade cicatrizante do extrato etanólico de Clidemia hirta.

  • Data: 22/06/2017
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  • Não publicado por motivo de patente

  • THIAGO FREITAS SILVA
  • Análise fitoquímica e atividade leishmanicida de frações de sementes de Annona muricata L. (Annonaceae) de um cultivo em Tomé-açu, Pará

  • Data: 21/06/2017
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  • SILVA, T. F. Atividade leishmanicida e estudo fitoquímico biomonitorado de sementes de Annona muricata L. (Annonaceae). Exame de Qualificação (Mestrado), Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2016.

     

    A leishmaniose é uma doença parasitária que, apesar de antiga, continua sendo um problema de saúde mundial. Várias espécies do parasito Leishmania sp. são responsáveis por diferentes formas da leishmaniose. Os medicamentos disponíveis apresentam limitações, principalmente devido aos efeitos colaterais e, no caso dos antimoniais pentavalentes, tem sido observada resistência dos parasitos, o que reforça a importância de pesquisas de novos fármacos e estratégias terapêuticas para tratamento das leishmanioses. Annona muricata L., conhecida no Brasil como Graviola, é tida como rica fonte de acetogeninas, uma classe de produtos naturais com comprovada atividade leishmanicida. Este trabalho tem como objetivo realizar estudo fitoquímico biomonitorado para o isolamento de acetogeninas a partir de sementes de A. muricata, bem como investigar a atividade leishmanicida desta. A partir de sementes coletadas de um exemplar em Tomé-Açu, Pará, foi preparado um extrato etanólico (EE) por percolação. O EE foi submetido a três tipos diferentes de partição líquido-líquido envolvendo solventes de diferentes polaridades, gerando 9 frações: FH1, FCL1, FMH1, FDM2, FAE2, FMH2, FCL3, FAE3 e FMH3. As frações FAE2 e FCL3 foram submetidas a fracionamento por coluna cromatográfica (CC) Análises fitoquímicas por cromatografia líquida acoplada a detector com arranjo de diodos (CLAE-DAD) e cromatografia em camada delgada (CCD) do extrato e frações revelou a presença de acetogeninas no EE, em todas as frações das partições líquido-líquido, principalmente FAE2 e FCL3, e em algumas das subfrações de CC, estabelecendo ainda os melhores métodos de partição utilizados como sendo aquele empregando-se clorofórmio, acetato de etila e metanol/água 1:1; além de identificar a tendência das acetogeninas de concentrarem-se no acetato de etila, um solvente de média polaridade. A separação por CC mostrou-se eficiente na obtenção de frações enriquecidas em acetogeninas. A atividade leishmanicida dos extratos e frações foi avaliada contra formas promastigotas de L. amazonensis MHOM/BR/2009/M26361 pelo ensaio de viabilidade celular com MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-ila)-2,5-difeniltetrazólio]), e dados preliminares revelam que frações ricas em acetogeninas obtidas a partir de CC de FAE2 e FCL3 mostraram boa atividade leishmanicida e podem, portanto, ser consideradas promissoras. Diante do exposto, faz-se necessário o avanço do estudo fitoquímico para possível isolamento e identificação de acetogeninas, além da realização de novos ensaios de atividade antipromastigota, e ensaios de atividade antiamastigota e de citotoxicidade das frações e/ou de substâncias que venham a ser isoladas.

  • DESIREÉ ALESA GYLES
  • HIDROGÉIS DE POLIACRILAMIDA-CO-METILCELULOSE CONTENDO O EXTRATO DA ALOE BARBADENSIS Miller COMO COBERTURA PARA TRATAMENTO DE LESÕES TÓPICAS

  • Data: 24/03/2017
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  • Os hidrogéis são estruturas tridimensionais que são homopolímeros ou copolímeros, possuindo uma grande capacidade para a retenção de água. A capacidade inerente de hidrogéis para promover a regeneração da pele em feridas de queimadura tem sido de particular interesse. Os hidrogéis são capazes de absorver e interceptar o exsudado da ferida, o que leva a proliferação de fibroblastos e queratinócitos migração que são ambos necessários para re-epitelização completa da ferida. Aloe barbadensis é uma erva medicinal, que contém mais de 75 diferentes compostos bioativos. È tem propriedades anti-inflamatórias, antiviral, antibacteriano e anti-fúngicas, além disso, Aloe barbadensis é conhecida por reduzir o tempo de cura e formação de cicatrizes das queimaduras. Assim, este trabalho vem obter e caracterizar uma cobertura para queimaduras associando a tecnologia dos hidrogéis com a fitoterapia da Aloe barbadensis, que possa reduzir o tempo de cura e aumentar a eficiência do processo curativo em geral.

  • LENIN FERNANDEZ ARELLANO
  • Obtenção e caracterização de comprimidos nutracêuticos, por compressão direta, contendo extrato seco por spray dryer de açaí (Euterpe spp.)

  • Data: 13/03/2017
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  • Açaí é uma palmeira que pertence à família da Arecaceae e gênero Euterpe. No Brasil tem três espécies do gênero Euterpe consideradas de maior importância econômica que são: Euterpe edulis, Euterpe precatória e Euterpe oleracea. O estado do Pará é o principal produtor do fruto, polpa e suco de açaí. O fruto de açaí é considerado um alimento de alto valor nutricional, calórico e funcional, além de conter um elevado teor de antocianinas (cianidina 3 glicosídeo e cianidina 3 rutinosídeo de maior quantidade) responsáveis por suas propriedades farmacológicas (antioxidantes, antiinflamatória e anticarcinogênica). A produção dos comprimidos pode ser realizado através de três técnicas básicas: granulação por via úmida, granulação por via seca e compressão direta. O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento farmacotécnico da forma farmacêutica solida de comprimido, utilizando como matéria-prima extrato seco de polpa de açaí padronizado em cianidina 3 glicosídeo. A matéria prima foi submetida a caracterização físico química (atividade de agua, umidade, morfologia e tamanho médio de partícula), determinação de fluxo (ângulo de repouso, densidade aparente, densidade de compactação, Índice de Carr e Fator de Hausner) e quantificação do teor de Antocianinas totais (expressado em Cianidina 3 glicosídeo). O extrato seco apresentou um valor de atividade de agua de 0.3; umidade de 4.5%; tamanho médio de 300 um e morfologia esférica com superfície rugosa apresentando aglomeração de partículas. O valor do ângulo de repouso foi de 40°, densidade aparente e de compactação foi de 3 g/ml e 4 g/ml respetivamente, Índice de Carr de 3 e Fator de Hausner 1.21. O teor de antocianinas totais presente foi de 8 mg Cianidina 3 glicosídeo/100 g de extrato seco. De acordo aos resultados obtidos do extrato seco para a utilização como matéria prima na elaboração do comprimido, apresenta dificuldade de fluxo, sendo uma alternativa a adição de adjuvantes específicos ou um processo prévio de granulação para melhorar o fluxo da matéria prima.

  • JOÃO PAULO BASTOS SILVA
  • Influência de diferentes processos de extração sobre o rendimento e atividade antioxidante in vitro de Hibiscus sabdariffa L. (MALVACEAE)

  • Data: 05/01/2017
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  • Hibiscus sp. é uma planta medicinal que possui várias alegações de uso, incluindo para o tratamento da diabetes. O objetivo deste trabalho é avaliar a influência da administração de uma fração enriquecida em flavonoides obtida de extratos das partes aéreas de Hibiscus sp.sobre parâmetros fisiológicos e estresse oxidativo em animais com diabetes induzida pela aloxana. Para tal, realizou-se primeiramente uma extração em escala piloto com uso de três técnicas extrativas (maceração, extração assistida por ultrassom e extração em Soxhlet) empregando o método de extração sequencial por solvente (desengorduramento com hexano, extratos de acetato de etila, diclorometano e metanol) para avaliar qual dos processos forneceria o maior rendimento em massa e em teor de flavonoides. Os extratos obtidos, bem como a droga vegetal, foram caracterizados em relação à presença de flavonoides por meio de triagem fitoquímica e cromatografia em camada delgada (CCD). O teor de flavonoides foi avaliado através do ensaio de complexação com o alumínio e o resultado expresso em equivalente de quercetina/g de extrato. Tanto a droga vegetal quanto os extratos apresentaram em sua composição flavonoides. A CCD evidenciou que os extratos obtidos apresentam em sua composição além de flavonoides, nas formas glicosiladas e agliconas, ácidos fenólicos. O rendimento do extrato variou entre 7-8,1% para os três processos extrativos que não foram estatisticamente significantes entre si. Quanto ao teor de flavonoides totais o extrato de Soxhlet apresentou o maior teor de flavonoides (57560 ± 6221 µg equivalentes em quercetina/g de extrato, p < 0,05). Por fim, a técnica de extração com uso de Soxhlet foi a escolhida para a obtenção do extrato em larga escala visto apresentar rendimentos alto em massa e teor de flavonoides expressivos.

2016
Descrição
  • DIANDRA ARAUJO DA LUZ
  • Petiveria alliacea L.: Etnobotânica, fitoquímica, efeitos neurofarmacológicos e cognitivos

  • Data: 16/11/2016
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  • Petiveria alliacea L. é uma planta arbustiva, nativa de regiões tropicas, que tem sido utilizada no tratamento da “memória fraca” e para reforçar a capacidade de aprendizado. Pesquisas farmacológicas sugerem que esta espécie exerce efeitos proeminentes sobre o sistema nervoso central. Com base nestes fatos e considerando a alegação da medicina tradicional, este estudo teve por objetivo avaliar os efeitos do extrato hidroalcoólico das olhas de P. alliacea (EHFPa) sobre a memória e aprendizado. Adicionalmente, investigou-se a presença de compostos de enxofre no referido extrato, a fim de tentar esclarecer a possível participação destes metabólitos nas respostas observadas. O material vegetal foi coletado na Vila de São Raimundo (Acará-PA) em março de 2010. As folhas de P. alliacea foram selecionadas, lavadas, secas e trituradas para o preparo do extrato em etanol 70%. A detecção dos compostos de enxofre foi feita por cromatografia em camada delgada (CCD). Alíquotas de frações diclorometano, obtidas a partir do extrato aquoso de Alllium sativum e Allium cepa foram usadas como padrão para os a detecção dos compostos de enxofre no EHFPa. Ratos Wistar machos e fêmeas (n=5-10/grupo) foram utilizados para os testes comportamentais, os quais foram mantidos com água e comida ad libitum. Os animais foram divididos em três grupos: controle negativo (tratado com solução salina), teste (tratado com 900 mg/Kg de EHFPa) e controle positivo (tratado com 10 mg/Kg de cafeína). Os ensaios realizados foram esquiva inibitória (EI) e labirinto aquático de Morris (LAM). Na CCD o EHFPa produziu os pontos de retenção 0,95; 0,87 e 0,55 os quais foram semelhantes aos das amostras padrão. Estes resultados confirmam que os compostos de enxofre também podem ser obtidos a partir das folhas de P. alliacea. Quanto aos testes comportamentais, o tratamento com EHFPa aumentou o tempo de decida da plataforma segura, no teste da EI, bem como reduziu o tempo de latência de escape na sessão de treino do LAM. Tais achados indicam que o EHFPa melhora o aprendizado e a memória de curta duração. Na reexposição ao LAM (24 h após o treino), os animais do grupo teste apresentaram menor tempo de chegada ao quadrante alvo (Q4), além de maior tempo gasto no mesmo. Estes resultados sugerem que o EHFPa exerce efeitos sobre a memória de longa duração e memória espacial. Constituintes fitoquímicos, tais como os organosulfurados que foram detectados na CCD podem estar associados às respostas observadas neste estudo, assim como outros metabólitos descritos na literatura como constituintes na planta. Desta forma, estudos complementares são necessários para identificação dos compostos químicos responsáveis pelos efeitos reportados neste estudo.

  • NAYLA DI PAULA VIEIRA PINA
  • Fitoquímica e atividade antiplasmódica de Siparuna poeppiguii (Siparunaceae)

  • Data: 10/11/2016
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  • A malária é uma doença parasitária que, apesar de antiga, continua sendo um problema de saúde mundial. O Plasmodium falciparum, principal agente etiológico dessa doença, tem apresentado resistência à quimioterapia disponível, fato que reforça a importância de pesquisas de novos fármacos e estratégias terapêuticas. Na América Latina, o uso de espécies do gênero Siparuna é atribuído ao tratamento de febres e malária e a atividade antiplasmódica de algumas espécies deste gênero já foi comprovada, o que motivou o estudo S. poeppigii que ocorre na Amazônia. Este trabalho tem como objetivo analisar a fitoquímica, a atividade antiplasmódica e a citotoxicidade de extratos e frações de S. poeppigii frente à cepa de P. falciparum (W2) e células HepG2, respectivamente. De folhas e cascas do caule de um exemplar coletado em Belém, Pará, foram preparados extratos em etanol (EESPC e EESPF) e a separação de alcalóides foi realizada por extrações ácido-base (SPC-AB e SPF-AB; SPC-AC e SPF-AC). Os extratos etanólicos foram submetidos a re-extrações por refluxo com solventes de polaridades crescentes resultando nas frações hexano-diclorometano (HEX-DCM), diclorometano (DCM), acetato de etila (AcOEt) e Metanol (MeOH). Análises fitoquímicas por CLAE/DAD e cromatografia em camada delgada (CCD) foram efetuadas com os extratos e frações. As frações Hex-DCM, AcOEt e MeOH foram submetidas a fracionamentos cromatográficos em coluna (CC). A atividade antiplasmódica dos extratos e frações foi avaliada frente à cepa W2 de P. falciparum cloroquina-resistente pelo método de quantificação da lactato desidrogenase (LDH), inicialmente nas concentrações de 50 µg/mL e 25 µg/mL. Para as frações com melhores resultados no screening inicial foi determinada a concentração Inibitória de 50% (CI50) nas concentrações de 50; 25; 12,5; 6,25; 3,12 e 1,6 µg/mL. A prospecção fitoquímica por CCD foi positiva para geninas e heterosídeos flavônicos, saponinas, alcalóides, triterpenos e esteroides. A cromatografia em coluna de sílica de SPC-AB permitiu a separação das frações 84-88 e 111 que foram re-fracionadas em coluna de alumina e sephadex, respectivamente resultando nas substâncias SP-1 e SP-2. A análise por CLAE-DAD das amostras EESPC, EESPF, SPC-AB e SPF-AB revelou predomínio de um pico no tempo de retenção (TR) 6,5 min, com lmax 267 e 346 nm, sugestivo de cromóforos de flavonóides. A substância SP-1 exibiu pico (74%) no TR 3,6 min e UV com lmax 255 e 276 nm, compatível com UV online do padrão de liriodenina. SP-2 exibiu pico mojoritário (90%) no TR 2,6 min e lmax 282 nm.  As frações de alcalóides SPF-AB e SPC-AC foram ativas, com CI50 12,41 e 6,99 µg/mL. As frações 5-8, 43-44 e 61 oriundas de CCS SPC-AB foram ativas com CI50 de 5,95; 12,44 e 14,32 µg/mL, respectivamente. O presente trabalho relata dados inéditos de fitoquímica e atividade antiplasmódica da espécie S. poeppigii.

     

  • JOAO VICTOR DA SILVA E SILVA
  • ESTUDOS FARMACOGNÓSTICOS, FITOQUÍMICOS E ATIVIDADE ANTILEISHMANIA DE DUAS ESPÉCIES DE GEISSOSPERMUM ( APOCYNACEAE).

  • Data: 07/11/2016
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  • O objetivo deste trabalho foi realizar estudos farmacognóstico, fitoquímicos e de atividade leishmanicida de Geissospermum vellosii Allemão e Geissospermum sericeum Miers. Para realização dos estudos farmacognósticos, utilizou-se os métodos descritos na Farmacopéia Brasileira, V ed.. Os extratos etanólicos (EEGv e EEGs) foram obtidos através da maceração com etanol (96° GL), seguido de concentração em rotaevaporador até resíduo. Posteriormente, EEGv e EEGs foram submetidos a partição ácido-base, obtendo-se as frações de neutros (FNGv e FNGs) e as frações alcaloídicas (FAGv e FAGs). As frações alcaloídicas foram submetidas ao fracionamento em coluna cromatográfica utilizando como fase estacionária gel de Sephadex LH-20, sendo as subfrações analisadas em CCD e reveladas com reagente de Dragendorff e ultravioleta (365 nm). As subfrações 6 (F6FAGv e F6FAGs), onde se detectou alcaloides e maior rendimento, foram submetidas a novos fracionamentos cromatográficos, obtendo-se subfrações ricas em alcalóides e melhores rendimentos (F66F6FAGv e F66F6FAGs). Os EE, FN, FA, F6FA e F66F6FA, de ambas as plantas, foram submetidos à análise em HPLC-DAD. Os testes in vitro foram realizados sobre formas promastigotas de L. amazonensis MHOM/BR/2009/M26361 e a viabilidade celular foi avaliada em células THP-1. Os pós das plantas foram classificados de baixa densidade, com teor de cinzas e umidade estando dentro dos parâmetros estabelecidos pela Farmacopéia Brasileira V ed., com pó grosso (G. vellosii) e muito grosso (G. sericeum), com pH de 4,94 ± 0,09 (G. vellosii) e 6,47 ± 0,25 (G. sericeum), não sendo identificado presença de saponina em teste de índice de espuma em nenhuma das espécies. No estudo fitoquímicos verificou-se que o EE, FN, FA, F6FA, F66F6FA de ambas as espécies revelaram frente ao reagente de Dragendorff e UV, sugerindo a presença de alcalóides. No CLAE-DAD, os espectro no UV foram sugestivos para alcaloide indólico monoterpênico Geissoschizolina e β-carbolínico flavopereirina para ambas as espécies. Na avaliação antipromatigota, todas as amostras foram ativas, sendo obtidas as seguintes concentrações inibitórias 50% (CI50): EEGv= 3,12 ± 1,10 µg/mL; FNGv= 41,6 ± 8,69 µg/mL; FAGv= 7,94 ± 1,36 µg/mL; EEGs= 38,62 ± 6,94 µg/mL; FNGs= 19,19 ± 11,77 µg/mL e FAGs= 18,50 µg/mL. Estas substâncias não foram citotóxicas para as células THP-1 (Concentração Citotóxica 50% (CC50) > 500 µg/mL). Estes resultados sugerem que a partição ácido-base não foi eficiente no processo de fracionamento e nem contribui significativamente para atividade antipromastigota. Com isso, há necessidade de novos estudos fitoquímicos, assim como a avaliação da atividade antiamastigota e citotoxicidade.

     

  • ROSANA MOURA SARMENTO
  • Avaliação da capacidade antioxidante, proteção da indução de apoptose e fragmentação de DNA de Annona glabra

  • Data: 03/10/2016
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  • O presente estudo avaliou a o potencial citotóxico e citoprotetor de extrato etanólico obtido de cascas de Annona glabra, suas frações e substâncias isoladas. O pó obtido das cascas de A.glabra foi submetido a maceração com etanol por 7 dias, sendo a solução concentrada em rotaevaporador até resíduo. Com o extrato etanólico de A.glabra foi realizado a partição entre hexano:metanol aquoso (9:1). A Fração metanólica foi fracionada em coluna cromatográfica utilizando como fase estacionária Sephadex e fase móvel o metanol. A citotoxicidade do extrato etanólico e frações foi avaliada através do ensaio de viabilidade celular com o MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio]). A concentração citotóxica 50% (CI50) foi determinada por regressão linear. O extrato, frações e subfrações foram submetidas a análise em cromatografia em camada delgada (CCD), e reunidas de acordo com características semelhantes. Frações do extrato com CI50 ≤ 30 µg/mL e substância isolada com CI50 ≤ 4 µg/mL são considerados citotóxicos. As frações que apresentaram citotoxicidade moderada a baixa foram submetidas aos ensaios de indução de apoptose e fragmentação de DNA por citometria de fluxo. Também, estas amostras foram submetidas a avaliação de estresse oxidativo pelo método TEAC e DPPH. O extrato de A. glabra (rendimento de 8,39%) foi particionado obtendo-se a fração metanólica (rendimento de 88,14%) e fração hexânica (rendimento de 8,08%). O extrato etanólico, sua fração metanólica e rutina apresentaram baixa citotoxicidade (CI50=137,7; 139,4; > 200 µg/mL, respectivamente). Fração hexânica e subfrações 17 e 19 apresentaram citotoxicidade moderada não significativa (CI50= 45,07; 53,45; 80,65 µg/mL, respectivamente). Todas as amostras avaliadas não induziram células a apoptose, entretanto, extrato etanólico, fração hexânica e rutina promoveram alterações na morfologia das células. Entretanto, fração hexânica, subfrações 6 e 7 apresentaram capacidade de fragmentar DNA das células. O fracionamento do extrato etanólico favoreceu o potencial citotóxico, tendo a fração hexânica como a mais promissora, e a capacidade antioxidantes também foi favorecida tendo o grupo 5 como o mais promissor. Estes resultados sugerem que as amostras de A. glabra apresentam baixo potencial citotóxico, e o mecanismo envolvido não está relacionado a indução de apoptose, e o extrato etanólico contém substâncias com capacidade antioxidante.

     

  • ANNA CAROLINA AVELAR DE ARAUJO PONTES
  • Nanocápsulas de PLGA e gordura de murumuru contendo ß-lapachona: preparação, caracterização e atividade citotóxica

  • Data: 30/09/2016
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  • A β-lapachona (β-lap) é uma naftoquinona natural, encontrada como constituinte minoritário em algumas espécies de ipês (gênero Handroanthus sp., família Bignoniaceae) com propriedades farmacológicas como atividade antimicrobiana, tripanocida e anticancerígena. Entretanto sua aplicação terapêutica é um desafio devido à sua baixa solubilidade em meio aquoso e alta toxicidade. Com o objetivo de melhorar a biodisponibilidade deste composto e aumentar sua segurança, diferentes sistemas carreadores com tamanhos nanométricos vêm sendo desenvolvidos. As nanocápsulas (NC’s) de PLGA com núcleo oleoso de gordura de murumuru (NCMM) foram a escolha deste estudo para encapsular e carregar a β-lap. A extração e síntese da β-lap do lapachol da serragem de ipê promoveu um rendimento de 92,3%. Utilizando o método de nanoprecipitação, as nanocápsulas produzidas contendo β-lap (NCMMβ-lap) apresentaram forma esférica, superfície rugosa, tamanho médio entre 132,5±2,0 e 149 ±1,3, índice de polidispersão < 0,2, potencial zeta entre -0,009±0,2 e 0,15±0,2 e uma eficiência de encapsulação de 94,3%. As NCMMβ-lap apresentaram citotoxicidade dose e tempo-dependente, para as linhagens celulares NIH/3T3 e MCF7, sendo mais tóxica que β-lap livre nas mesmas concentrações, e seletiva para linhagem tumoral MCF7. Os mecanismos de morte celular da β-lap livre e de NCMMβ-lap foram muitos semelhantes, observando-se produção de ERO, fragmentação do DNA, bloqueio das células em fases de checagem, e indicação de apoptose tardia e necrose.  Em suma, o encapsulamento da  β-lap potencializou a atividade anticancerígena e sugeriu maior segurança na aplicação desta droga, apontando NCMMβ-lap como uma alternativa promissora para viabilizar a utilização da  β-lap na clínica. 

  • KELY CAMPOS NAVEGANTES LIMA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E ANTIIFLAMATÓRIA DE Agaricus brasiliensis E Ilex paraguariensis in vitro E EM MODELO DE SEPSE MURINO

  • Data: 15/09/2016
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  • A sepse denominada de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), onde na abordagem terapêutica inicial da sepse são utilizados antimicrobianos de amplo espectro de ação, infelizmente não é suficiente para o controle da infecção e da resposta imune no paciente, para isso são necessárias associações com outras medidas terapêuticas. Dessa forma, onde Ilex paraguariensispor ser um potente antimicrobiano além de sua atividade antioxidante, e Agaricus brasiliensispossui diversos polissacarídeos que apresentam propriedades imunomoduladora e anti-inflamatória poderiam ser uma nova fonte de terapia. Assim, o presente estudo visou avaliar o efeito antimicrobiano, antiiflamatório e antioxidante,in vitro e quando administrado o I. paraguariensise A. brasiliensis concomitantemente ou isolados em modelo de sepse induzida em murinos. Para tanto, neste estudo, foi avaliada a citotoxidade dos extratos aquosos de A.brasiliensis, I. paraguariensis e o mix em diferentes concentrações, a atividade frente à Staphylococcus aureus (S.aureus) e Escherichia coli (E.coli) por meio da microdiluição em caldo para a determinação de Concentração Inibitória Mínima (CIM) e técnica de cultivo em placa de petri para a Concentração Bactericida Mínima (CBM), além da técnica turbidimétrica para encontrar a porcentagem de inibição bacteriana. Além destes foi avaliada a capacidade antioxidante total dos extratos pela capacidade antioxidante equivalente ao Trolox e Determinação da atividade antioxidante total pela captura do radical livre. Posteriomente em In vivo será utilizado o modelo de sepse murino, seguindo as normas internacionais para pesquisa e experimentação em animal, onde será avaliada a carga bacteriana, migração leucocitária, análise dos parâmetros hematológicos, dosagem de citocinas e de Óxido nítrico a partir do plasma além da quantificação da liberação de EROS intracelular e para o experimento ex vivo, será realizado a viabilidade celular e proliferação celular. Nossos resultados mostraram que extrato aquoso de A.brasiliensis foi capaz de manter a viabilidade celular, em todas as concentrações testadas, diferente do extratoI.paraguariensis e do Mix. Neste estudo não foi possível determinar o CIM e CBM, de A.brasiliensis frente às bactérias, enquanto que o I.paraguariensis apresentou CIM de 25mg/mL (E.coli) e 12,5mg/mL (S.aureus) CBM de 25mg/mL para ambas, e o Mix apresentou CIM de 25mg/mL para S.aureus e 50mg/mL para E.coli e o CBM de 50mg/mL para ambas bactérias. Além disso, os extratos de A.brasiliensis e I.paraguariensis mostraram-se melhores seletivos para as bactérias do que o mix. Os extratos mostraram excelente atividade antioxidante. Conclui-se ambos possuem atividade antioxidante, e I.paraguariensis antimicrobiana in vitro. Quando cultivados juntos a sua atividade antioxidante e antimicrobiana é inferior de quando isolados, mostrando um antagonismo.

  • IANNA DIAS RIBEIRO DA SILVA
  • Utilização de técnicas hifenadas para o desenvolvimento de programações para análise de  Acmella oleraceae  (L.) RK Jasen

  • Data: 31/08/2016
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  • O emprego de técnicas hifenadas que permitam a separação e o isolamento de substâncias de um extrato vegetal mostra-se necessário tanto para o conhecimento da composição química, de um composto, como também para a determinação de uma substância, ou grupo de substâncias, que sirvam como marcadora de determinada espécie. A espécie Acmella oleracea (L.) R.K.Jansen, cresce na Amazônia Legal, uma região sociogeográfica no norte do Brasil, onde é conhecido como Jambu, Agrião Bravo ou Agrião do Pará. É utilizada na medicina popular na forma de chá, xaropes e tinturas e indicada para o uso como anestésico e antisséptico. O objetivo deste trabalho foi utilizar a HPLC-UV-ELSD e a UHPLC-DAD-MS para o desenvolvimento de programações que possam identificar metabólitos de interesse em Acmella oleracea. O material vegetal foi adquirido no município de Tailândia, estado do Pará, sítio Santa Inês na microrregião de Tomé-Açu as margens da rodovia PA150, posicionado a 260 km da capital Belém, nas coordenadas 02º56’22’’ de latitude sul e 48º57’03’’ de longitude oeste, e consistia de 10 maços de Acmella oleracea (jambu) frescos, compostos de folhas, flor, raiz e caule, após a higienização o material in natura foi triturado e em seguida macerado por 7 dias com etanol a 92,8 ºGL numa proporção de 1:10. Os extratos hidroetanólicos, de cada parte da planta, foram filtrados e concentrados a baixa pressão e em seguida liofilizados para posterior análise com técnicas hifenadas. O espilantol foi registrado nas análises por UHPLC-DAD-ESI-MS em modo Scan e Produto de íon, através da detecção do íon m/z 222 em todos os órgãos analisados. Uma substância que apresentou m/z 376.80 para análise com etoh/água e m/z 388.20 para acn/água, que apresenta perfil promissor foi encontrada através das análises por UHPLC-DAD-MS e precisa de experimentos específicos para a confirmação de flavonoides. Durante o desenvolvimento das programações, observou-se que os melhores perfis cromatográficos de EEAOFOC e EEAOR foram obtidos quando a fase móvel era composta por etanol e água. 

  • ANTONIO RAFAEL QUADROS GOMES
  • Efeito protetor de antioxidantes na metemoglobina e no dano em DNA induzidos pela dapsona-hidroxilamina in vitro

  • Data: 21/06/2016
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  • A dapsona (DDS) é um dos fármacos utilizados na poliquimioterapia da hanseníase, associado com a rifampicina e clofazimina. Destes fármacos, a DDS é a principal responsável por reações adversas, como a metemoglobinemia e anemia hemolítica. Estas reações estão relacionadas ao metabólito da DDS, a dapsona-hidroxilamina (DDS-NOH). Na tentativa de promover a redução de efeitos hematotóxicos, são estudadas alternativas terapêuticas com os antioxidantes. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito protetor da N-acetilcisteína (NAC), A. brasiliensis e Glutationa-etil-éster (GSH-EE) na metemoglobina (MetHb) e no dano em DNA induzidos pela DDS-NOH in vitro, correlacionando aos parâmetros do estresse oxidativo. Para isto, as suspenções de eritrócitos humanos a 50% foram pré e pós-tratadas com NAC, A. brasiliensis e GSH-EE em diferentes concentrações, sendo os grupos expostos a DDS-NOH para induzir a formação de MetHb. Além disso, avaliou-se também a atividade das enzimas SOD e CAT, bem como os níveis de GSH, TEAC e MDA. Em leucócitos avaliou-se a indução de EROs no meio intracelular utilizando o DCFH-DA e o dano em DNA através do ensaio cometa. Os resultados mostraram que o metabólito DDS-NOH foi capaz de induzir MetHb in vitro, sendo este efeito dose-dependente. Em relação ao pré-tratamento, todos os antioxidantes preveniram a formação de MetHb induzida pela DDS-NOH, assim como no pós-tratamento. Em relação a SOD, apenas o pré-tratamento com NAC e A. brasiliensis reduziram a atividade de SOD. Já no pós-tratamento, houve aumento quando tratados com os antioxidantes. O pré-tratamento com NAC e GSH-EE aumentou a atividade de CAT, por outro lado o A. brasiliensis reduziu, assim como no pós-tratamento com os antioxidantes. Quanto aos níveis de GSH, o pré-tratamento com NAC e A. brasiliensis aumentaram GSH, por outro lado, não alteraram no pós-tratamento. Em relação ao TEAC, não houve alteração. Com relação aos danos oxidativos no pré-tratamento, o A. brasiliensis e a GSH-EE reduziram o MDA. Já no pós-tratamento, houve aumento no grupo A. brasiliensis e redução no grupo GSH-EE. Apenas a NAC mostrou ser eficiente na remoção de EROs do meio intracelular induzido por DDS-NOH em leucócitos. Enquanto que em eritrócitos, a NAC e o A. brasiliensis foram capazes de reduzir tal efeito. No estudo do ensaio cometa, a DDS-NOH foi capaz de induzir danos no DNA em leucócitos do sangue periférico, entretanto este danos foram reduzidos quando tratadas com NAC e A. brasiliensis. Pode-se concluir com estes dados que os compostos antioxidantes avaliados apresentam potenciais terapêuticos na prevenção da MetHb e no dano em DNA induzido por DDS-NOH in vitro, sendo a NAC mais eficaz contra estes efeitos.

     

                

  • SABRINA DE CARVALHO CARTÁGENES
  • A retirada de cetamina promove efeito ansiogênico, déficit de memória de curto prazo e alterações no comportamento depressivo em ratas adolescentes

  • Data: 10/06/2016
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  • O uso de substâncias psicotrópicas é frequente na população mundial. O consumo dessas drogas está relacionado ao desejo do homem em explorar suas emoções e sentidos através do prazer, bem como, para aliviar sentimentos dolorosos. Por muito tempo, havia o predomínio do uso de substâncias estimulantes pelos adictos, principalmente entre os adolescentes. No entanto, drogas com efeitos alucinógenos, como a cetamina, têm sido consumidas para esses fins. O presente estudo investigou alterações comportamentais após retirada de cetamina em ratos fêmeas adolescentes. Este projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisas envolvendo animais da UFPA (BIO-CEPAE-UFPA: BIO 224-14). Foram utilizados ratos Wistar fêmeas do 35º ao 37º dia pós-natal (n=20, n=10 por grupo) que receberam por via intraperitoneal cetamina na dose de 10 mg/kg/dia, durante três dias consecutivos. Três horas após a última administração, os animais foram submetidos sequencialmente aos ensaios do campo aberto, labirinto em cruz elevado, nado forçado e esquiva inibitória do tipo stem-down. A retirada de cetamina promoveu efeito ansiogênico, déficit de memória de curta duração e comportamento do tipo depressivo nos roedores. Não foi observado prejuízos na atividade locomotora espontânea. Em conjunto, os resultados do presente estudo demonstram que a retirada de doses subanestésicas de cetamina promove alterações neurocomportamentais em ratos fêmeas adolescentes. 

  • SHIRLEY FERREIRA DE OLIVEIRA NASCIMENTO
  • Caracterização e avaliação da citotoxicidade do extrato hidroetanólico de Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verlot. em linhagens de células humanas

  • Data: 23/05/2016
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  • Arrabidaea chica, pertencente à família Bignoniaceae e popularmente conhecida como “pariri”, é amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento de várias enfermidades, entre elas as inflamações, infecções, cólicas intestinais, diarréias, anemias e enfermidades da pele. Estudos fitoquímicos demonstram que os extratos obtidos das folhas de A. chica, apresentam: flavonoides, antocianinas, taninos, fitosteróis e pigmentos utilizados em cosméticos, tais como carajurona, carajurina e 3-deoxiantocianidina. Os flavonoides são metabólitos secundários de importante ação antitumoral, antioxicidante, anti-inflamatória, citostática, antiangiogênica. Dentre os flavonoides já evidenciados nesta espécie, estão a luteolina e o canferol. Diante da preocupação cada vez maior do Ministério Público de Saúde em regulamentar as plantas medicinais de uso popular, de forma a garantir à população brasileira o acesso seguro e seu uso racional, o presente estudo objetivou caracterizar o extrato hidroetanólico de A. chica, bem como avaliar o potencial citotóxico em linhagens de células tumorais HepG2 e não tumorais de fibroblastos Mrc5. A análise cromatográfica do extrato hidroetanólico de A. chica, bruto e liofilizado, constatou a identidade do material vegetal através da detecção dos marcadores químicos canferol e luteolina, por LC-MS. Por meio da validação do método, que apresentou parâmetros recomendados pela legislação vigente, foram determinados 60,22 μg/mL de canferol e 29,13 µg/mL de luteolina no extrato hidroetanólico bruto e 0,49% (m/m) de canferol e 0,18% (m/m) de luteolina no extrato hidroetanólico liofilizado Os espectros de massas obtidos, demonstraram os íons de m/z 287,0544 e 287,0547 sugestivamente referentes às molecilas de canferol e luteolina respectivamente. Na avaliação da citotoxicidade verificou-se que o extrato liofilizado foi mais citotóxico para as células HepG2 que para MRC5 , nos dois tempos de tratamento, 24 e 48 horas, sugerindo que essa diferença pode evidenciar uma atividade específica para cada tipo celular. Constatou-se que quanto uma maior citotoxicidade para o tempo de 48 horas. Os resultados apontam que o extrato liofilizado apresenta maior atividade citotóxica que o extrato bruto, ainda que ambos apresentem os marcadores químicos canferol e luteolina, possíveis responsáveis dessa ação, demonstrando que a liofilização preserva, de um modo geral, os constituintes químicos termolábeis, conferindo maior estabilidade comparativamente ao extrato bruto. Esse extrato apresenta um grande potencial como recurso farmacológico para o desenvolvimento de novos fármacos com atividade antitumoral.

     

  • LUANN WENDEL PEREIRA DE SENA
  • Obtenção e caracterização de carreadores lipídicos nanoestruturados a partir de gordura vegetal de  Murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.)

  • Data: 16/05/2016
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  • SENA, L. W. P. OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CARREADORES LIPÍDICOS NANOESTRUTURADOS A PARTIR DE GORDURA VEGETAL DE MURUMURU (Astrocaryum murumuru Mart.). Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, 116 p. Universidade Federal do Pará, Belém, 2016.

    Os Carreadores Lipídicos Nanoestruturados (CLN) têm sido propostas como uma categoria de carreadores para ingredientes farmacêuticos e cosméticos e crescente interesse devido a uma série de vantagens quando comparadas a formulações convencionais. As gorduras vegetais amazônicas são consideradas matrizes lipídicas de grande potencial para a produção de CLN de administração tópica, em função da baixa toxicidade e biocompatibilidade, alem de suas propriedades emoliente, protetora e hidratante na pele. O murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.) é uma palmeira amazônica e à utilização de sua gordura é promissora pois agrega valor aos produtos, favorece o crescimento da região, alem de utilizar esses recursos de maneira sustentável.  O objetivo deste estudo foi obter e caracterizar os CLN a partir da gordura vegetal de Murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.) pela técnica de homogeneização sob alta pressão a quente, utilizando o cetoconazol como fármaco modelo. A cromatografia gasosa revelou o ácido láurico (48,1 %), ácido mirístico (26,6 %) e ácido oleico (8,4 %), como os principais constituintes. A caracterização físico-química mostrou valores de acidez, iodo, saponificação, peróxido, refração e densidade dentro dos limites e padrões recomendados. As matérias-primas isoladas e os CLN obtidos foram avaliados por calorimetria diferencial exploratória, sendo que os resultados sobre as materias-primas isoladas utilizadas corroboram com o descrito na literatura e os CLN evidenciaram uma estrutura cristalina menos ordenada. Nas formulações testadas, as nanopartículas apresentaram tamanho médio entre 98,60 e 161,56 nm, índice de polidispersidade entre 0,115 e 0,276, potencial zeta superiores a -30 mV e eficiência de encapsulação próximo a 100 %. A microscopia eletrônica de transmissão indicou aspecto esférico das nanopartículas e o perfil de liberação apresentou um modelo cinético de ordem zero, com liberação de cerca de 70,9 % do fármaco encapsulado em 8 horas. As nanopartículas permaneceram estáveis durante um período de 60 dias. O estudo realizado mostrou que a gordura de murumuru obteve um sistema eficaz, com pequenos tamanhos de partículas e penetrabilidade na pele, tornando possível à veiculação da formulação em usos farmacêuticos e cosmético.

  • DENISE MARIA LOUREIRO CONTENTE
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOEMULSÃO ÓLEO EM ÁGUA  A PARTIR DE ÓLEO DE AÇAÍ (Euterpe oleracea M.

  • Data: 13/05/2016
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  • Nanoemulsões têm sido propostas como uma opção de sistemas de liberação de fármacos de atual e crescente interesse, devido a uma série de vantagens quando comparadas a formulações tradicionais. Os óleos vegetais são considerados insumos farmacêuticos de grande valor como matriz lipídica desses sistemas, como o óleo de açaí, óleo de origem amazônica, que possui uma série de benefícios medicinais, como atividade antioxidante e hidratante, além de biocompatibilidade, aumenta a elasticidade da pele e atua como barreira física. O objetivo do presente trabalho foi obter nanoemulsão O/A, a partir de óleo de açaí, tensoativo e água, por meio do método de temperatura de inversão de fase, para uso tópico. O óleo de açaí foi caracterizado por ensaios físico-químicos, bem como quanto ao perfil de ácidos graxos por Cromatografia gasosa (CG), espectrometria na região do infravermelho (FT-IR) e análise térmica por termogravimetria (TG) e calorimetria diferencial exploratória (DSC). O tensoativo, o cetoconazol e suas misturas binárias com o óleo de açaí foram avaliados por DSC. Obteve-se nanoemulsões fazendo uso do óleo de açaí, BrijTM CS20, água e o cetoconazol. A caracterização das nanoemulsões foi realizada quanto ao tamanho das gotículas, índice de polidispersidade (IP), potencial zeta (PZ), morfologia e eficiência de encapsulação (EE). O óleo de açaí apresentou índice de acidez (3,78 mg KOH/g), índice de iodo (71 gl2/100g), índice de saponificação (199 mg KOH/g), índice de refração (1,470) e densidade (0,950g/ml). Na análise por CG apresentou 68,05% de ácidos graxos insaturados, sendo 47,58% de ácido oleico. A estabilidade oxidativa do óleo de açaí em Rancimat foi cerca de 11,79 horas. A análise espectrométrica FT-IR confirmou bandas sugestivas dos ácidos graxos insaturados e por análises térmicas observou-se que a degradação térmica ocorre acima de 200°C. As combinações das matérias-primas analisadas por DSC foi possível observar que a incorporação do cetoconazol com o óleo de açaí. A nanoemulsão B10 com cetoconazol a 0,5 % apresentou 98,31 % de EE. A microscopia eletrônica de transmissão mostrou gotículas com formato esférico e após estudo de PZ (-25,53 mV ± 10,04), IP (0,37 ± 0,04) e tamanho (128,53 nm ± 10,04) por 30 dias, a nanoemulsão apresentou pouca variação. Assim, pode-se afirmar que o óleo de açaí tem potencial para ser empregado como insumo farmacêutico podendo ser usado como fase oleosa de nanoemulsões carreadoras de substancias lipossolúveis.

  • HELITON PATRICK CORDOVIL BRIGIDO
  • Estudos farmacognósticos, fitoquímicos e biológicos de Anona glabra L. (Annonaceae).

  • Data: 12/05/2016
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  • No presente trabalho, a Annona glabra foi submetida a estudos farmacognósticos, fitoquímicos e biológicos (atividade leishmanicida e antimicrobiana). Para realização dos estudos farmacognósticos, utilizou-se os métodos descritos na Farmacopéia Brasileira V ed. (2010). O extrato etanólico (EE) foi obtido através da percolação descontínua do pó das cascas com etanol, seguido de concentração em rotaevaporador até resíduo. Posteriormente o EE foi submetido a fracionamento por partição líquido-líquido com hexano e metanol aquoso 10%, obtendo-se as frações metanólica (FM) e hexânica (FH). A FM foi submetida a um novo fracionamento em coluna de Sephadex originando 46 frações que foram analisadas em CCD e reveladas com reagente de Dragendorff e ultravioleta (360 nm) sendo reunidas em 6 grupos conforme o perfil cromatográfico. O EE, FM, FH foram submetidas à análise em HPLC-DAD. Para a avaliação da atividade antimicrobiana utilizou-se os métodos da difusão em ágar (Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa) e da microdiluição (CIM). O EE, frações e subfrações foram submetidos ao ensaio da atividade leishmanicida (Leishmania amazonensis). O pó foi classificado como pó grosso e de baixa densidade com teor de cinzas e umidade estando dentro dos parâmetros estabelecidos pela Farmacopéia Brasileira V ed. (2010). No estudo fitoquímico verificou-se que o EE, FM e subfrações revelaram frente ao reagente de Dragendorff e UV sugerindo a presença de alcalóides. Em HPLC-DAD, os principais picos do EE, FM e FH apresentaram no espectro de UV absorbâncias com ʎ entre 240 nm a 280 nm e ʎ entre 300 nm a 400 nm sugestivos respectivamente da banda II (anel A) e banda I (anel B) de flavonóides sugerindo a presença deste metabólito. No teste de difusão em ágar observou-se a formação de halos do EE e FM somente nas placas de Staphylococcus aureus. No ensaio de microdiluição verificou-se que o EE e a FM apresentaram CIM > 1000 µg/mL, sendo assim, consideradas inativas. No ensaio antileishmania, o EE apresentou CIM e CI50 > 200 µg/mL. A FM e FH também apresentaram CIM e CI50 > 200 µg/mL, no entanto, inibiram o crescimento da promastigota respectivamente em 20% e 33,7%. As subtrações Grupo 2 e Grupo 3 apresentaram CIM e CI50 > 200 µg/mL, no entanto, na concentração de 200 µg/mL inibiram o crescimento parasitário em aproximadamente 45%. Em síntese, o EE e suas frações mostraram-se inativas nos ensaios antimicrobiano e leishmanicida, porém o fracionamento contribuiu para o aumento da atividade sugerindo que substâncias ativas devam estar em baixos teores no extrato e suas frações.

  • MIGUEL WANZELLER RODRIGUES
  • Monitoramento das reações adversas ao novo tratamento da tuberculose

  • Data: 12/05/2016
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  • A Tuberculose é uma doença infectocontagiosa que, apesar dos recursos terapêuticos e profiláticos eficazes, é um dos mais graves problemas de saúde pública mundial. Em 2014, foram registrados 67.966 casos novos da doença no Brasil, com maior taxa de incidência nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, Acre, Pernambuco, Mato Grosso e Pará. Três fatores contribuem para continuidade da tuberculose no Brasil: a pandemia de HIV, o desenvolvimento de cepas multirresistentes e a falha da vacina BCG. A falta de adesão ao tratamento é um dos principais motivos que levam a disseminação da resistência. Com o intuito de reduzir este problema e minimizar as reações adversas, a OMS, em 2006, recomendou um novo esquema terapêutico: 2RHZE (Fase intensiva) e 4RH (Fase de manutenção), o qual foi adotado pelo Brasil em 2010. Porém, a ocorrência de reações adversas que requeiram a interrupção do tratamento não foi estimada com o novo esquema terapêutico, o que justifica a realização deste estudo que objetivou analisar a ocorrência de reações adversas em sujeitos com tuberculose em uso do novo esquema terapêutico de tratamento (Izoniazida, Rifampicina, Etambutol, Pirazinamida). Um estudo longitudinal prospectivo envolvendo 57 sujeitos com diagnóstico clínico, laboratorial e radiológico de tuberculose. As provas de função renal (ureia e creatinina) e hepática (AST, ALT, fosfatase alcalina, bilirrubinas e gama GT) foram realizadas a cada mês do tratamento. No estudo, a doença acometeu mais indivíduos do sexo masculino, com baixa escolaridade, que faziam uso de tabaco e álcool e independente da faixa etária. Houve elevação dos valores de uréia nos dois últimos meses de tratamento, porém a creatinina mostrou-se normal durante o tratamento. Em relação à avaliação da função hepática, foram observadas flutuações nos parâmetros bioquímicos analisados, contudo se mantiveram no intervalo de normalidade. Destaca-se que um sujeito desenvolveu quadro de doença colestática, a qual regrediu com a interrupção do tratamento. O diagnóstico precoce, somado ao tratamento imediato, possibilita ao paciente um resultado eficaz no combate à tuberculose, uma vez que mantém os parâmetros bioquímicos sem grandes alterações, permitindo uma melhor adesão e melhora do quadro clínico do paciente.

  • KEITH BRABO TAVARES FEITOSA
  • Avaliação da adesão ao tratamento com alfadornas em pacientes com fibrose cística

  • Data: 27/04/2016
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  • A Fibrose Cística (FC) é uma doença hereditária, que se manifesta clinicamente por sintomas digestivos e respiratórios. O diagnóstico precoce oferece a possibilidade de um melhor controle terapêutico do paciente favorecendo o prognóstico e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. O objetivo do estudo foi demonstrar o comportamento dos pacientes frente à doença e avaliar a adesão ao tratamento com a enzima alfadornase. Foi feito um estudo prospectivo, transversal e observacional por meio de dados epidemiológicos coletados através de entrevistas com pacientes e/ou responsáveis e por análise de prontuários. Para a avaliação da adesão ao tratamento e conhecimento da doença foram aplicados os testes Morisky-Green e Batalla Martinez. Para avaliar o perfil clínico foi utilizado o escore de Shwachman-Kulczyki. Foram recrutados 51 pacientes com fibrose cística atendidos no ambulatório do Hospital Universitário João de Barros Barreto em uso de alfadornase. Participaram do estudo 47 pacientes no período de julho de 2015 a junho de 2016. A maioria dos pacientes (53,2%) tinha idade inferior a 18 anos, 56,6% eram do sexo masculino e 40,4% provenientes do interior. Pacientes em tratamento com alfadornase por mais de 5 anos, apresentaram maior adesão do que os demais com menor período de tratamento e o sexo masculino esteve associado a maior adesão, assim como a maior escolaridade e renda familiar. Após a aplicação do teste de Batalla Martinez, apenas 40,42% demonstraram conhecimento sobre a doença. Deste modo foram observados como fatores associados à baixa adesão: uso de mais de cinco medicamentos, baixa escolaridade e sexo. Por outro lado, os resultados mostram que a adesão à medicação esteve associada ao melhor escore clínico.

     

  • THIAGO PORTAL DA PAIXÃO
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE UMA FRAÇÃO RICA EM CUMARINA DE Ayapana triplinervis (ASTERACEAE)

  • Data: 27/04/2016
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  • Ayapana triplinervis (Vahl) é uma planta medicinal nativa da Amazônia, conhecida na região como Japana. Estudos apontam as cumarinas como importante classe de constituintes químicos, tendo sua presença na relação com seus efeitos farmacológicos. Os extratos brutos da espécie têm demonstrado efeitos farmacológicos, tais como, antidepressivo, ansiolítico, antinociceptivo, anti-inflamatório, antioxidante, porém, frações e/ou compostos isolados foram avaliados apenas por dois estudos. Sendo assim, este estudo objetivou realizar avaliação fitoquímica e obtenção de frações com alto teor de cumarinas da espécie. Coletou-se partes aéreas da planta (folhas e talos) que foi submetida à secagem e pulverização para obtenção da droga vegetal, em seguida, extratos foram preparados através de extrações consecutivas com solventes de polaridade crescente, por maceração. Realizou-se a prospecção fitoquímica da droga vegetal e extratos por ensaios de coloração e precipitação e Cromatografia de Camada Delgada (CCD), para tanto, a droga vegetal foi submetida a uma extração direcionada para cada classe testada. O perfil cromatográfico por CCD permitiu selecionar o extrato de acetato de etila para obtenção de frações cumarínicas. Assim, o fracionamento foi realizado por CCD em escala preparativa (CCDP) e Cromatografia líquida em coluna (CLC). As seguintes classes de constituintes foram detectadas nos extratos e droga vegetal: esteroides e triterpenos, polifenóis e cumarinas. Estas últimas com melhor perfil de detecção no extrato de acetato de etila, sendo o mesmo selecionado para fracionamento. Duas frações foram coletadas por CCDP de acordo com as seguintes características cromatográficas: uma contendo a mancha verde-fluorescente e outra azul-fluorescente, sob luz UV 365 nm, indicando que são constituídas por derivados cumarínicos distintos. Treze frações foram obtidas por CLC, destas, selecionaram-se as frações 4 a 10 por apresentar duas manchas sugestivas de cumarinas, uma verde-fluorescente e outra azul-fluorescente, as quais foram reunidas conforme características cromatográficas. Os fracionamentos realizados promoveram a separação das cumarinas do extrato acetato de etila. 

  • ANA CARLA GODINHO PINTO
  • Estratégias para a promoção da qualidade do cuidado com ênfase no Programa Nacional de Segurança ao paciente.

  • Data: 26/04/2016
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  • A terapia do câncer é baseada na associação de medicamentos, sendo que o processo de prescrição esta sujeito ao desenvolvimento de erros durante suas etapas podendo resultar em um evento adverso ao paciente. O estudo teve como objetivo o desenvolvimento de um programa de prescrição médica em oncologia. Para tanto, iniciou-se com a seleção dos medicamentos antineoplásicos e utilizados como pré-medicação registrados no Brasil, seguido da elaboração de um guia de diluição destes medicamentos através de uma revisão da literatura utilizando fontes primárias, secundárias e terciárias e por fim desenvolveu-se um banco de dados contendo informações sobre os medicamentos e protocolos quimioterápicos organizados por tipo de câncer, estes protocolos foram selecionados de acordo com os disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e pela Sociedade Brasileira de Cancerologia. No Brasil estão registrados 69 medicamentos antineoplásicos e 9 fármacos utilizados como pré-medicação, destes 34 precisam ser reconstituídos e diluídos, 8 só reconstituídos 37 só diluídos e 9 estão prontos para o uso. Também foram selecionados 218 protocolos organizados por tipo de câncer para serem utilizados como banco de dados para o programa de prescrição. Os erros de prescrição são frequentes, mas podem ser evitados através de medidas preventivas, como a utilização de guias de diluição para consultas rápidas, padronização de protocolos e utilização de programas de prescrição eletrônica para garantia da segurança do paciente. 

  • CLAUDIA MARQUES SANTA ROSA MALCHER
  • Toxicidade oral aguda do extrato aquoso de Ganoderma lucidum: avaliação pré-clínica dos efeitos neurocomportamentais, hematológicos e estresse oxidativo

  • Data: 12/04/2016
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  • O cogumelo Ganoderma lucidum é tradicionalmente conhecido pelo seu efeito tranquilizante e também por suas propriedades antioxidantes, entretanto apesar destes benefícios, neste fungo ainda se fazem necessários mais estudos sobre os seus efeitos tóxicos. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar os efeitos sobre os parâmetros neurocomportamentais, hematológicos e bioquímicos, em ratas adultas expostas, em dose única, ao extrato aquoso deste fungo (EAGL), nas doses de 2000 e 5000mg/kg, via oral, por gavagem. Para tal, ratos Wistar (n=40) fêmeas (145,8-189,5g), após essa administração, tiveram sua observação comportamental registrada, e logo após, em 1 e 14 dias da ingestão deste tratamento, foram submetidos à coleta de sangue por punção cardíaca, para obtenção de soro e sangue total para a realização das análises de óxido nítrico, capacidade antioxidante total, malondialdeído e contagem diferencial de leucócitos. Os animais foram dispostos em 6 grupos (n=5-8 por grupo), sendo 2 grupos controles, e 2 grupos para as doses de 2000 e 5000 mg/Kg do extrato. Os resultados revelaram a presença de letargia nos animais logo após a administração do extrato, mantendo essa alteração ainda após 2 h de sua administração. Na avaliação da bioquímica oxidativa houve o aumento da produção de óxido nítrico e malondialdeído, porém sem alterar os níveis antioxidantes totais. E na contagem diferencial relativa dos leucócitos verificou-se a leucopenia. Com estes resultados conclui-se que este extrato aquoso apesar de ser classificado como de baixa toxicidade para as concentrações e via administrada, promove a sedação e o estresse oxidativo com repercussão no sistema imunológico, e, portanto requer cuidado na sua ingestão.

     

  • JOSÉ ALBERTO GOMES DOS SANTOS
  • ADESÃO AO TRATAMENTO DA MALÁRIA VIVAX EM CRIANÇAS 

  • Data: 01/04/2016
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  • A malária é endêmica em 104 países,  é uma doença infecciosa não contagiosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, no Brasil a situação epidemiológica da malária é preocupante embora tenha ocorrido o declínio do número de casos, sendo o Plasmodium vivax o causador de 90% dos casos. A distribuição dos números de casos na Amazônia é variável, ocorrendo em assentamento rurais áreas indígenas  e garimpo. Os principais sintomas da malária vivax são febre e calafrio. O tratamento adequado e oportuno previne a ocorrência de casos graves, o óbito e elimina as fontes de infecção tendo como padrão de tratamento a cloroquina e a primaquina. Embora a eficácia dos antimaláricos seja comprovada ainda assim são frequentes as falhas de tratamento, resultando principalmente na baixa adesão ao regime terapêutico proposto tendo como consequência a ocorrência de resistência do plasmódio ao regime proposto. O estudo tem como objetivo avaliar a adesão ao tratamento de crianças com malária e traçar o perfil sócio econômico correlacionando com as concentrações sanguíneas dos fármacos. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e observacional, utilizando instrumentos indiretos de medidas de adesão ao tratamento, que são os testes de Batalla-Martinez, de Morisky Green e Haynes-Sackett. Os resultados dos testes informara que 51,6% foram aderentes segundo o teste de Batalla, 53,2 de acordo com o teste de Haynes e aplicando o teste de Morisky-Green a adesão variou entre 71% a 50% de acordo com a taxa de acerto de cada pergunta..

  • WILSON VIEIRA GONÇALVES FILHO
  • AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTO PRECONIZADO PARA MALÁRIA: DETERMINAÇÃO DA PRIMAQUINA EM PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM Plasmodium vivax

  • Data: 31/03/2016
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  • A malária é uma doença que ameaça 50% da população mundial, que vivem em zonas endêmicas, como África, Sudoeste Asiático e América Latina. No que se refere à malária causada por Plasmodium vivax no Brasil, cujo tratamento é baseado em primaquina e cloroquina, é um importante problema de saúde pública que atrapalha o desenvolvimento da região Amazônica e que a adesão à terapia medicamentosa é um dos principais fatores que influenciam na eficácia do tratamento. Este estudo utiliza métodos indiretos para avaliar a adesão ao tratamento, correlacionando-a com a concentração plasmática de primaquina e carboxiprimaquina. Desse modo foi realizado um estudo observacional transversal controlado com 27 pacientes, na cidade de Anajás - Pará, antes (D0) durante (D1) e após (D7) o tratamento com o antimalárico, seguido de avaliação os pacientes com perguntas baseadas no teste de Morisky-Green ao final do tratamento. Foi possível observar maior prevalência da malária vivax em indivíduos do sexo masculino (70,4%) e na faixa etária de 20 a 39 anos (55,56%), o teste de Morisky-Green indicou uma adesão de 75%, 15 de um total de 20 pacientes, com uma taxa de acerto de 80%, 65%, 70% e 65% para as perguntas. A concentração média de primaquina no D1 foi de 134,8 ng/mL, no D7 de 131,9 ng/mL, e os valores de carboxiprimaquina foram de 408 ng/mL e 529,4 ng/mL respectivamente. É possível observar diferença estatisticamente significativa entre os valores do carboxiprimaquina em D1 e D7 no grupo dos aderentes definido pelo teste de Morisky-Green, mostrando que a carboxiprimaquina se acumula no organismo, sendo assim mais indicada para avaliar a adesão ao tratamento. Dessa forma, é importante ressaltar que estas concentrações de primaquina e carboxiprimaquina são as primeiras determinações de fármacos e metabólitos encontradas para o tratamento curto preconizado pelo Ministério da Saúde para malária vivax na região amazônica, corroborando para a pesquisa de avaliação da adesão aos antimaláricos.

     

  • LORENA PAULA MERCÊS MENDES
  • AVALIAÇÃO DA ADESÃO ÀS ESTRATÉGIAS FARMACOLÓGICAS E QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES IDOSOS DIABÉTICOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO DISTRITO DAGUA.


  • Data: 30/03/2016
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  • Envelhecer é inevitável, pois ocorre por um processo fisiológico e natural em todos os organismos multicelulares acarretando várias alterações morfofuncionais e psicológicas. Com a ocorrência de transições demográficas e epidemiológicas o envelhecimento, populacional tornou-se o principal fenômeno demográfico do século XX. O mundo vive em constante evolução e transformação; e o homem, objeto desse cenário, procura acompanhar esse ritmo de maneira a aumentar seus benefícios e qualidade de vida (QV). Este fenômeno ocorreu inicialmente em países desenvolvidos, porém, mais recentemente, é nos países em desenvolvimento que o envelhecimento da população tem ocorrido de forma mais acentuada.

    No Brasil, o ritmo de crescimento da população idosa tem sido sistemático e consistente. Em 2002, os idosos totalizavam 14,1 milhões de pessoas, e em 2025 as estimativas são de 33,4 milhões. Os idosos apresentam alta utilização dos serviços de saúde e elevado índice de permanência e reinternação hospitalar. Alterações fisiológicas comuns do próprio organismo, decorrentes do envelhecimento fazem com que os idosos apresentem condições peculiares que comprometem seu estado nutricional, enquanto que outros condicionantes são desenvolvidos com o passar do tempo através das práticas ao longo da vida (dieta e atividade física) e situação socioeconômica, podendo influenciar nas enfermidades presentes. Fatores de risco como: obesidade, sedentarismo, fumo, entre outros acabam por aumentar a possibilidade do surgimento de doenças crônicas. É possível citar a intolerância ao carboidrato, que aumenta com o passar da idade, como uma das alterações responsáveis pela elevação da glicemia contribuindo para o aparecimento do diabetes na fase adulta. O Diabetes mellitus (DM) é uma doença caracterizada por hiperglicemia crônica, e muitas vezes interligada a outras doenças.

    Além do aumento no uso de medicamentos junto com a ocorrência do envelhecimento populacional, aumenta, cada vez mais, a necessidade de conhecimento dos elementos que incidem sobre a predominância das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) associadas à idade. Para o paciente idoso e diabético muitos são os fatores relacionados que contribuem ou não para o aumento da expectativa de vida, como mecanismo de apoio, os avanços tecnológicos e as melhorias em tratamentos médicos tem grande contribuição para a melhor QV. Outro fator importante é o cumprimento do esquema posológico que condiciona diretamente a eficácia terapêutica, sendo de primordial importância a adesão do paciente ao tratamento que se traduz na observância das instruções verbais ou escritas de um médico assistente ou de outro profissional de saúde em relação ao esquema farmacológico.

    Diante do exposto, não surpreende que o fenômeno do envelhecimento ganhe importância significativa em vários setores da sociedade, o que tem suscitado discussão com desdobramentos importantes, ao longo do tempo, com alterações nas políticas de atenção ao idoso e, consequentemente, nas representações sociais da chamada terceira idade. Vários são os meios de melhorar a qualidade de vida daqueles que estão no processo de envelhecer, a perspectiva tem sido de reconhecer a necessidade de debates fundamentados para a constituição de políticas públicas e o desenvolvimento de programas de saúde, que tenham como base à comunidade e que implicam promoção da saúde do idoso, para proporcionarem à população um envelhecimento ativo, saudável e com a melhor QV possível.  

    Viver mais é importante desde que se consiga agregar qualidade de vida aos anos adicionados de vida. Dessa forma, surgem desafios para a Saúde Pública, como fortalecer as medidas destinadas à proteção dos idosos como cidadãos e as práticas de prevenção e promoção da saúde. Devido a todos esses fatores mencionados, é possível justificar a necessidade de estudar a adesão e a qualidade de vida dos pacientes idosos em terapia para o diabetes, a fim de que haja sucesso na terapia, e que a mesma não acrescente riscos adicionais a estes pacientes.

                O objetivo deste estudo foi verificar a adesão ao tratamento e qualidade de vida, identificar os fatores intervenientes relacionados ao abandono do tratamento ou ao não cumprimento das orientações terapêuticas entre pacientes com idade igual ou superior a 60 anos com diagnostico de DM cadastrados nas unidades de saúde do distrito DAGUA no município de Belém. Estudo descritivo observacional de natureza transversal e análise quantitativa de 113 pacientes idosos, cadastrados no programa HIPERDIA. Foram avaliados o conhecimento e o grau de adesão a terapia medicamentosa utilizando os testes de Morisky e Green (TMG) e o teste de Batalla (TB) e a Qualidade de Vida (QV) pelo instrumento DQOL-Brasil.

    A população estudada foi caracterizada, predominantemente, por mulheres (66,4%), pardos (38,9%), casados (51,3%), aposentados (71,7%) e com baixo grau de escolaridade (88,5%). Não aderiram ao tratamento (68,1%) de acordo com o TMG, (83,2%) pelo TB.  Quanto a QV, o escore médio com a aplicação do DQOL-Brasil foi de 2,84, enquanto entre os domínios, a satisfação foi avaliada em 3,02, o impacto em 2,65 e preocupações com o diabetes em 2,42. Diante destes resultados, observou-se que a adesão dos idosos ao tratamento medicamentoso foi considerada falha e a QV ruim.

     

  • ROSANA CRISTIANE DA SILVA MONTEIRO
  • Estudo fitoquímico, atividade antipromastigota e citotoxicidade de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson (Apocynaceae) 

  • Data: 30/03/2016
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  • O presente estudo descreve a influência do fracionamento biomonitorado de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson para atividade antileishmania e citotoxicidade. O extrato etanólico obtido das cascas de H. articulatus (ExtEHA) foi obtido por percolação descontinua, sendo fracionado em coluna cromatográfica aberta, contendo como fase estacionária, sílica gel e como fase móvel, solventes de polaridades crescentes. O extrato foi submetido á analises em Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Acoplada a Arranjos Diodos (CLAE-DAD) e cromatografia liquida acoplada a espectrofotometria de massa. As frações serão submetidas as referidas análises. Na avaliação da atividade antileishmania utilizou-se a cepa de formas promastigotas de Leishmania (L.) amazonenses, sob o registro MHOM/BR/2009/M26361, oriunda do município de Ulianópolis (PA).Os extratos e suas frações foram submetidos aos ensaios para atividade em forma promastigota, sendo futuramente submetidos aos ensaios em forma amastigota e citotoxicidade em macrófagos peritoneais. Apos fracionamento do extrato etanólico, foram obtidas as seguintes frações e rendimentos: fração hexano (FrHexEEHA) com rendimento de 0,0202g (0,2%), fração diclorometano (FrDclEEHA) com rendimento 0,9606g (9,6%), fração acetato de etila (FrActEEHA) com rendimento de 0,2402g (2,24%) e fração metanol (FrMetEEHA) com rendimento de 9,983g (49,91%). Após realização da CCD no extrato etanólico e suas frações, observou-se coloração amarelo acastanhado para as frações acetato de etila e metanólica, sugerindo a presença de iridóides. A análise do ExtEHA em CLAE-DAD apresentou um pico intenso no tempo de retenção 8.870 e após estudo de seu espectro em ultravioleta, sugeriu-se um cromóforo relacionado aos iridoides, devido apresentar um máximo de absorbância bem próximo a 230nm Na avaliação da atividade antileishmania, o ExtEHA, FrHexEEHA, FrDclEEHA e FrMetEEHA mostraram-se inativas em forma promastigota de L. amazonensis. No entanto, a FrActEEHA apresentou atividade moderada contra a forma promastigota desta espécie. O estudo cromatográfico sugeri que esta fração contém iridoides. As frações serão submetidas a novas investigações fitoquímicas e de atividade antileishmania.

  • KELLY CRISTINA OLIVEIRA DE ALBUQUERQUE
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA DE Virola surinamensis (Rol.) Warb.

  • Data: 29/03/2016
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  • O presente estudo teve como objetivo isolar, identificar e caracterizar a atividade Antileishmania de substâncias químicas presentes no extrato hexânico de folhas de Virola surinamensis. Na obtenção dos extratos foram utilizados solventes de polaridade crescente hexano, acetato de etila e metanol, onde o extrato hexânico foi fracionado em coluna cromatográfica aberta, empregando como fase estacionária sílica gel e como eluentes misturas de hexano, acetato de etila e metanol em gradiente de polaridade crescente. As frações que apresentaram um perfil de maior pureza em analises por cromatografia em camada delgada (CCD) foram levadas à avaliação biológica. Na atividade antipromastigota realizou-se o cultivo e a manutenção das formas promastigotas da espécie de Leishmania amazonensis em meio RPMI completo e, posteriormente, foi feita curva de crescimento, utilizando-se câmara de Neubauer para quantificação das promastigotas. A seguir foi adicionada suspensão de parasitas em uma placa de 96 poços contendo diferentes concentrações das frações do extrato hexânico e MTT para avaliar a viabilidade celular. Foi realizada leitura em leitor de ELISA, usando como controle positivo anfotericina B. A alíquota 41 (nomeada de C5) na diluição de 200µg/mL apresentou atividade, havendo necessidade de estudos com a substância isolada para identificar o marcador farmacológico responsável por esta atividade.

     

  • ANA PAULA PAIVA DA SILVA
  • Análise do remédio artesanal "tintura de pata-de-vaca" tendo a tintura de Bauhinia monandra Kurz como referência

  • Data: 17/03/2016
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  • SILVA, A. P. P. Análise do remédio artesanal “tintura de pata-de-vaca” tendo a tintura de Bauhinia monandra Kurz como referência. 2016. 66 f. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2016.

     

    O diabete melito é uma entre as diversas patologias que podem ser controladas com o uso de plantas medicinais, que apresentam atividade hipoglicemiante através de diferentes mecanismos. Em Marudá, Marapanim-PA, o Grupo de Mulheres “Erva Vida”, produz e comercializa a “Tintura de pata-de-vaca”, consumida por turistas e moradores locais para tratar o diabete. Esse remédio é preparado a partir de folhas de Bauhinia monandra Kurz (pata-de-vaca). Diferentes classes metabólicas de vegetais já tiveram a ação hipoglicemiante comprovada, como exemplo os flavonoides. Com isso, pretende-se neste trabalho caracterizar o remédio artesanal através de parâmetros farmacobotânicos, farmacognósticos, fitoquímicos e cromatográficos,  em compararação com uma tintura de Bauhinia monandra, quanto à presença de flavonoides. Tanto a análise fitoquímica preliminar, quanto a análise por Cromatografia em Camada Delgada, detectaram metabólitos fenólicos, possivelmente flavonoides, no remédio artesanal e no extrato hidroetanólico da espécie vegetal. Na análise por CLAE, foi evidenciada a presença de rutina no remédio artesanal bem como no extrato hidroetanólico de Bauhinia monandra.

2015
Descrição
  • ELYAN ANDRADE PUEYO ARNILLAS
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE FORMULAÇÃO FITOTERÁPICA CONTENDO TINTURA E EXTRATO PADRONIZADO DE Arnica montana l. E Aesculus hippocastanum L.

  • Data: 18/12/2015
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  • Devido a grande difusão e utilização de plantas medicinais, as indústrias vêm fabricando produtos a base de espécies vegetais, como extratos e tinturas, que são utilizados principalmente por farmácia com manipulação. No entanto, são questionáveis a garantia para a grande maioria destes produtos, quanto à sua eficácia, segurança e qualidade, podendo trazer riscos à saúde do usuário. Assim, torna-se importante a realização do controle de qualidade para produtos fitoterápicos, de acordo com a legislação vigente. A formulação que deu origem à pesquisa é um gel de carbopol contendo tintura de Arnica montana L e extrato de Aesculus hippocastanum L. O presente estudo objetivou a obtenção e caracterização da formulação citada e validar o emprego de metodologias da tecnologia farmacêutica por meio da realização da padronização do extrato de Aesculus hippocastanum L e da tintura de Arnica montana L, Para a avaliação físioquímica foram realizados: O controle microbiológico, a caracterização organolépticas, determinação de pH, densidade, resíduo seco, perda por dessecação, determinação do teor de sólidos, comportamento reológico, concentração, liofilização  e  prospecção química dos insumos vegetais . Para a análise fitoquímica foi realizada Cromatografia em Camada Delgada da tintura de Arnica (CCD) e Cromatografia Em Camada Delgada Comparativa (CCDC) do extrato de Aesculus, Infravermelho e Análise Térmica tanto dos extratos como da formulação.

    Para as caracterizações físico-química e validação dos Laudos de Análise dos fornecedores das duas espécies vegetais os resultados encontram-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela Farmacopéia Brasileira Vª Ed. O controle micróbiológico foi para comprovar a ausência de microorganismos patogênicos, os resultados indicaram ausência de mico-organismos, pois a contaminação microbiana dos insumos pode alterar a estabilidade do produto final e ainda caracterizar risco de  infecção ao usuário. A prospecção química das espécies vegetais, foi para identificar metabólitos secundários relevantes, no caso do A. hippocastanum indicou a presença de saponinas, representada pela escina que é a responsável pela atividade farmacológica, foi um indício importante para a certificação da autenticidade da matéria prima em estudo. A viscosidade dos insumos vegetais e da formulação foram determinadas através do Reômetro de Brookfield, os extratos apresentaram comportamento de fluído Newtoniano e a formulação apresentou um comportamento pseudo plástico. O resultado da Cromatografia em Camada Delgada (CCD), auxiliou na identificação da amostra e possíveis adulterações que poderiam ter ocorrido, assim como a CCDC serviu para demonstrar a seletividade do método, pois identificou a presença da escina, substância responsável pela ação farmacológica da Castanha da índia. Na validação da tintura de Arnica montana L., por CLAE foi detectado a presença da rutina na amostra in natura com o tempo de retenção 10,84 min. As análises de infravermelho realizadas nas espécies vegetais, foram obserdas bandas que podem indicar a presença dos principais marcadores químicos, no caso da arnica indicou à presença da rutina, e a presença da escina no extrato de castanha da índia. Na análise térmica TG/DTA, podemos dizer que o primeiro evento de decomposição para as amostras ocorreu até 150º C, que corresponde a perda de massa, os valores obtidos foram 6,5 e 8 % para à castanha da índia e arnica respectivamente. Todos os resultados foram de relevância para a caracterização e controle de qualidade, servindo de parâmetro para à padronização do extrato e da tintura, as informações obtidas serviu também para a certificação de um dos fornecedores de extratos e tinturas para as farmácias de manipulação em Belém.

  • MARIA ADRIANA FREIRE RIBEIRO
  • Desenvolvimento de emulsão de pickering contendo óleo de Pracaxi enriquecido com Tocoferol

  • Data: 17/12/2015
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  • não divulgado por motivo de patente

  • ALINE LIMA DO NASCIMENTO
  • Efeitos no comportamento motor após a intoxicação subcrônica de metilmercúrio na presença de etanol (padrão binge) em ratas adolescentes à fase adulta

  • Data: 06/11/2015
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  • A ingestão abusiva, no padrão binge, de álcool concomitante a exposição crônica e indiscriminada ao metilmercúrio através da ingesta de peixes contaminados é bastante comum nas comunidades garimpeiras de estração de ouro, principalmente na Amazônia, fato bastante evidenciado entre as mulheres adolescentes e que gera a necessidade de se compreender os efeitos desta associação sobre o Sistema Nervoso Central, principalmente na coordenação motora, equilíbrio e locomoção expontânea, uma vez que os estudos estão avançados nos efeitos isolados, portanto este trabalho objetiva avaliar os efeitos no comportamento motores da exposição crônica da associação de metilmercúrio e álcool em ratas no período da adolescência, através dos testes comportamentais motores do Campo Aberto, Pole Teste, Rotarod e Beam Walking Teste, respectivamente, os quais ocorreram após 24h da última intoxicação das ratas adolencentes (37 a 72 dia pós-natal) que receberam álcool (3g/kg/dia), totalizando 5 binges e em paralelo o metilmercúrio (0,04g/kg/dia) durante 35 dias. Os resultados demonstraram que os efeitos desta associação no Campo Aberto houve diminuição da locomoção espontânea que foi analisada através dos parâmetros da distância total percorrida e número de levantamentos, no Pole Teste houve aumento do tempo de descida, ficando evidente a bradicinesia, no Rotarod houve diminuição na latência nas três primeiras exposições, bem como no Beam Walking Teste houve aumento na latência e número de escorregadas, principalmente nas vigas mais finas, demosntrando que a exposição crônica de metilmercúrio e álcool em ratas adolescentes foi capaz de produzir alterações comportamentais referentes à coordenação motora, equilíbrio, bem como na atividade locomotora espontânea.

     

  • CINTHIA CRISTINA SOUSA DE MENEZES DA SILVEIRA
  • EFEITOS NEUROCOMPORTAMENTAIS E NO ESTRESSE OXIDATIVO EM RATOS TRATADOS COM EXTRATO ETANÓLICO DE PRÓPOLIS AMARELA

  • Data: 29/10/2015
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  • A própolis é um material resinoso elaborado pelas abelhas que coletam matéria-prima de diversas partes de plantas, transformando-as pela adição de secreções salivares e cera. No Brasil, 13 tipos de própolis foram quimicamente caracterizados. Na própolis amarela do Mato Grosso do Sul foram identificados 15 compostos, todos pertencentes à classe dos triterpenos, e baixos teores de compostos fenólicos e flavonóides. Este trabalho tem como objetivo realizar ensaios comportamentais e bioquímicos com administração aguda de extrato etanólico de própolis amarela. Foram utilizados 8 grupos de ratos machos Wistar, 3 meses (n = 10 por grupo), divididos em controle (Tween 5%), controle positivo para atividade ansiolítica (diazepam), controle positivo para atividade antidepressiva (fluoxetina), controle positivo para efeito mnemônico (cafeína), 4 doses do extrato (1, 3, 10, 30mg/Kg). A administração do extrato foi realizada de forma aguda, via intraperitoneal. Os testes comportamentais utilizados foram campo aberto, labirinto em cruz elevado, nado forçado e esquiva inibitória. Após os testes comportamentais foi realizada a coleta de sangue na região intracardíaca dos ratos, para determinação de óxido nítrico, malondialdeído, catalase, superóxido desmutase e capacidade antioxidante total. Os resultados obtidos no teste do campo aberto demonstraram locomoção espôntanea preservada e  atividade do tipo ansiolítica, resultado confirmado com o teste do labirinto em cruz elevado. No teste do nado forçado, o extrato etanólico de própolis amarela demonstrou ação do tipo antidepressiva. No teste da esquiva inibitória apresentou atividade mnemônica na dose de 30mg/Kg. Na avaliação da bioquímica oxidativa, o extrato reduziu a produção óxido nítrico e malondialdeído, sem alterar o nível de antioxidantes totais, catalase e superóxido desmutase, induzidos pelo estresse. Com estes resultados conclui-se que o extrato etanólico de própolis amarela possui atividade ansiolítica, antidepressiva, mnemônica e antioxidante.

     

  • IVALDO DE JESUS ALMEIDA BELEM FILHO
  • Efeitos neurocomportamentais e no estresse oxidativo da exposição concomitante ao metilmercúrio e etanol em ratas da adolescência à fase adulta

  • Data: 23/10/2015
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  • Efeitos neurocomportamentais e no estresse oxidativo da exposição concomitante ao metilmercúrio e etanol em ratas da adolescência à fase adulta

  • GLAUBER VILHENA DA COSTA
  • ATIVIDADE ANTIBACTERIANA, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICA IN VITRO DO EXTRATO ETANÓLICO DA ENTRECASCA DA PLANTA Ouratea hexasperma (A. St.-Hil.) Baill var. planchonii Engl.

  • Data: 17/09/2015
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  • A Ouratea hexasperma (Ochnacea), popularmente conhecida como “barbatimão do cerrado”, é uma planta muito comum na região do cerrado brasileiro. E é utilizada tradicionalmente como tônico e adstringente, como também, para o tratamento de patologias do sistema gastrointestinal, infecções por bactérias e fungos, inflamações uterina e reumáticas. No entanto, atividade antimicrobiana da Ouratea hexasperma tem sido pouco relatada cientificamente. Neste trabalho reportou-se o estudo fitoquímico da entrecasca da Ouratea hexasperma, onde os taninos e flavonoides são os principais componentes, os quais, por sua vez, são substâncias com potencial para as atividades antimicrobiana e antiinflamatória. Por isso, este projeto realizou a avaliação em amostras do extrato bruto etanólico da entrecasca frente a espécies de bactérias gram-positivas e gram-negativas, utilizando a técnica de microdiluição em caldo para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e técnica de cultivo em placa de petri para a Concentração Bactericida Mínima (CBM). Os melhores resultados foram contra as espécies gram-positiva E. faecalis e S. aureus, onde a amostras apresentaram valores de CIM (1250 e 650µg/mL), respectivamente, e CBM idênticos (1250µg/mL), e um dos possíveis mecanismos seria a atuação dos taninos presentes no extrato bruto da Ouratea hexasperma, atuando na parede celular bacteriana. A bactéria gram-negativa P. aeruginosa obtivemos valores de CIM e CBM equivalentes (2500µg/mL), no quais os taninos estariam complexando as proteínas ou metais dessa bactéria. Para as bactérias grampositiva S. aureus oxacilina resistente obtivemos CIM (2500µg/mL), porém não foram encontrados CBM e, como também, a bactéria gram-negativa E.coli, que não apresentou resultado de CIM e CBM dentro do limite da concentração máxima avaliada do extrato bruto etanólico que foi de 5000µg/mL, visto que essas bactérias possuem mecanismos de escapes mais desenvolvidos contra vários tipos de antimicrobianos. Conclui-se que o extrato bruto etanólico da espécie Ouratea hexasperma possuem atividade antimicrobiana, principalmente contra espécies gram-positivas.

  • ROSEANE GUIMARÃES FERREIRA
  • Ação antimicrobiana do óleo esencial de Piper aduncum e Dilapiol em infecções de pele

  • Data: 25/06/2015
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  • A Piper aduncum é uma planta com alto teor de óleo essencial rico em dilapiol, com várias atividades biológicas já comprovadas, tais como atividade antifúngica. Este trabalho tem como objetivo verificar a atividade antifúngica do óleo essencial de P. aduncum (OEPA) e do dilapiol seu constituinte majoritário, bem como desenvolver estudos de pré-formulação para uma solução de uso tópico contendo OEPA. A atividade antifúngica foi realizada através do método de microdiluição e por contagem de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) para a determinação da Concentração Mínima Inibitória (CIM) e a Concentração fungicida Mínima (CFM). Esses compostos foram testados frente às cepas de Trichophyton mentagrophytes ATCC, Candida albicans e Aspergillus fumigatus ATCC e isolado clínico. Os resultados mostraram que OEPA e o dilapiol apresentaram para o fungo T. mentagrophytes ATCC a mesma CIM de 500 µg/mL e diferentes valores de CFM 500 µg/mL e 1000 µg/mL, respectivamente. Quanto a A. fumigatus ATCC, foram encontradas para ambos os compostos os mesmos valores de CIM (3.9 µg/mL) e CFM (7.8 µg/mL) e para A. fumigatus isolado clínico os valores de CIM de 3.9 µg/mL e CFM de 15.6 µg/mL foram novamente iguais para o OEPA e o dilapiol. Não foi detectada para nenhum dos compostos atividade contra as cepas de C. albicans nas concentrações utilizadas. Diante dos dados, o OEPA e o dilapiol mostraram boa atividade contra o fungo não dermatófito e moderada atividade contra o dermatófito.

  • RAFAELLE FONSECA DE MATOS
  • Atividade antifúngica in vitro da nimesulida isolada ou em associação com a Terbinafina contra fungos dermatófitos e seu provável mecanismo de ação

  • Data: 29/05/2015
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  • As Dermatofitoses são micoses cutâneas causadas principalmente por fungos dos gêneros Trychophyton, Epidermophyton e Microsporum podendo acometer pele, unhas, pelos e cabelos. Os dermatófitos alimentam-se de queratina presente no estrato córneo destes tecidos o que os caracterizam como microorganismos saprófitas. Os fármacos de escolha para o tratamento das dermatofitoses agem em alguma etapa da síntese do ergosterol e são classificados em Azóis, Polienos e Alilaminas sendo a principal representante desta última a Terbinafina. Seu mecanismo de ação se dá pela inibição da enzima esqualeno epoxidase responsável pela fase inicial da síntese do ergosterol. Por tratar-se de uma doença que atinge grande número da população mundial e devido ao seu crescimento entre os indivíduos imunocomprometidos novas terapias têm sido necessárias devido ao aparecimento de resistência aos fármacos existentes ou mesmo para melhorar a adesão do paciente ao tratamento. Neste sentido AINEs vem sendo estudados por suas propriedades antifúngicas como contra C. albicans e estudos revelam seu potencial contra os dermatófitos. Neste estudo foi avaliada a ação antifúngica da Nimesulida e Terbinafina isolados ou em associação frente ao fungo dermatófitos T. mentagrophytes. Foram feitos testes de microdiluição em caldo baseado na norma M38-A, Vol.22 No 16 do CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute-2012) com adaptações,para a Determinação da Sensibilidade a Terapia Antifúngica dos Fungos Filamentosos. O resultado obtido foi que uma concentração de 0,002 µg/mL tanto de Nimesulida quanto de Terbinafina conseguiu inibir o crescimento fúngico. Já no sinergismo Nimesulida/Terbinafina a inibição se deu na proporção 9:1, ou seja, 0.0002 µg/mL de Terbinafina e 0,0018 µg/mL de Nimesulida inibiram o crescimento fúngico, porém, esse resultado foi indiferente frente ao Índice de Inibição Fracionária. 

  • MARCUS VINICIUS DIAS DE LIMA
  • GEOPRÓPOLIS PRODUZIDA POR DIFERENTES ESPÉCIES DE ABELHAS: ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E ANTIOXIDANTE E DETERMINAÇÃO DO TEOR DE COMPOSTO FENÓLICOS

  • Data: 15/05/2015
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    Dentre os meliponíneos ou “abelhas sem ferrão” (Stingless bee) destacam-se a Melipona quadrifasciata (Mandaçaia), Melipona marginata (Manduri) e a Tetragonisca angustula (Jataí). Um dos produtos produzidos por estas abelhas e que apresenta grande aceitabilidade no mercado é a geoprópolis, uma substância resinosa e balsâmica de composição química complexa, coletado pelas abelhas de brotos, exsudações e de outras partes do tecido vegetal, que é transformada por processos enzimáticos por adição de secreções, sendo adicionados terra e/ou barro. Dentre os componentes químicos, destacam-se a presença de compostos fenólicos, diterpenos, triterpenos, óleos essenciais e muitos outros. As atividades mais estudadas da própolis são a antibacteriana e antifúngica, além da atividade antiviral, imunomoduladora, antitumoral, antiinflamatoria e antioxidante. Este trabalho objetivou avaliar a atividade antimicrobiana, através da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM), e atividade antirradicalar pelo método de capacidade antioxidante equivalente ao trolox (TEAC), além da determinação dos teores de compostos fenólicos e flavonóides (Método de Folin-Cioucalteu e complexação com cloreto de alumínio, respectivamente) de amostras de geoprópolis de diferentes espécies de abelhas sem ferrão (Melipona quadrifasciata, Melipona marginata e  Tetragonisca angustula). Todas as amostras de geoprópolis apresentaram atividade antimicrobiana frente às bactéria gram-positivas, sendo que a abelha Manduri apresentou menor valor de CIM e CBM; somente a espécie Mandaçaia apresentou atividade moderada contra bactérias gram-negativas. A geoprópolis da abelha Manduri foi a que apresentou maior teor de compostos fenólicos  e flavonóides, seguido da geoprópolis da abelha mandaçaia, e ambas estavam em conformidade com os parâmetros preconizados pela legislação vigente, sendo que a geoprópolis da espécie Manduri também apresentou elevados níveis de antioxidante total em relação as demais abelhas. Observou-se que a atividade antimicrobiana dos extratos de geoprópolis não está diretamente associada aos elevados níveis de compostos fenólicos, incluindo flavonóides.

  • GABRIEL DE SOUZA CABRAL
  • SÍNTESE DE CHALCONAS E COMPOSTOS RELACIONADOS, DERIVADOS DA NABUMETONA E ESTUDO DA RELAÇÃO ESTRUTURA-ATIVIDADE

     

  • Data: 05/05/2015
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • RAYANNE ROCHA PEREIRA
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS LÍQUIDO CRISTALINOS CONTENDO ÓLEO DE AÇAÍ (Euterpe oleraceae Mart. )

  • Data: 20/03/2015
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  • A Euterpe oleraceae Mart. é uma palmeira amazônica, conhecida popularmente como açaí. A partir da polpa do fruto de açaí pode-se extrair o óleo fixo, constituído principalmente de ácidos graxos mono e poli-insaturados. Esse óleo é uma promissora matéria-prima para a indústria farmacêutica, onde pode ser aproveitado por suas atividades biológicas e como matéria-prima no desenvolvimento de sistemas de liberação prolongada de fármacos. Os cristais-líquidos são exemplos de sistemas de liberação prolongada de fármacos. O objetivo deste trabalho foi desenvolver sistemas líquido cristalino contendo óleo de açaí como fase oleosa e o Procetyl AWS® como tensoativo. Inicialmente o óleo de açaí foi analisado quanto a suas características físico-química. A cromatografia gasosa revelou o ácido oleico (47,58%), ácido palmítico (24,06%) e ácido linoleico (13,58%), como os principais constituintes. A caracterização físico-química mostrou valores de acidez, iodo, saponificação, refração e densidade dentro dos limites e padrões recomendados. A espectroscopia na região do infravermelho revelou bandas características do óleo de açaí. A termogravimetria do óleo de açaí evidenciou um único evento que possivelmente deve-se à degradação dos ácidos graxos, este evento localiza-se na faixa de temperatura de 241,71 à 481,14ºC. O tempo de indução do óleo de açaí foi de 11,79h. Os estudos de pré-formulação realizados com o óleo de açaí e com o tensoativos não mostrou indícios de interação química ou degradação resultante da mistura binária entre o óleo e o Procetyl AWS. Foram preparadas 36 formulações com auxílio do diagrama ternário, entre estas formulações foram identificadas mesofases hexagonal e cúbica. A análise reológica evidenciou comportamento pseudoplástico (n<1) com características plásticas que remetem aos fluidos de Bingham. O estudo de estabilidade realizado durante 30 dias não revelou qualquer sinal de instabilidade dos sistemas avaliados. A realização desse trabalho demonstrou que o óleo de açaí é uma matéria-prima promissora no desenvolvimento de sistema de liberação prolongada de fármacos.

     

  • KÁSSIO CARDOSO SOUSA
  • PERFIL DE UTILIZAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS EM PACIENTES IDOSOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BELÉM

  • Data: 23/02/2015
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  • Avanços da medicina e melhorias nas condições gerais de vida condições gerais de vida da população levaram ao aumento da expectativa de vida, contribuindo para o envelhecimento populacional. Há características clínicas nos idosos importantes, como fato de estes indivíduos apresentarem uma série de alterações que interferem diretamente nos processos farmacocinéticos dos fármacos, portanto as RAMs nesses pacientes podem ocorrer de maneira mais proeminente. Diante disso esta pesquisa tem por objetivo avaliar o perfil do uso de antimicrobianos em pacientes idosos. Para coleta de dados foi realizada análise de prontuários, os dados relativos a esses pacientes foram lançados no programa estatístico Epi Info® versão 3.4.3. O sexo mais prevalente foi o feminino com 56%, o tempo médio de internação foi de 18,90 dias, a faixa etária mais prevalente foi a de 71 a 80 anos com 33,35% das internações no período de estudo, a classe de antimicrobiano mais prevalente foi a das cefalosporinas de 3ª geração com 29,78%, e o principio ativo foi a ceftriaxona com 18%, como já era de se esperar a via endovenosa foi largamente mais utilizada com 84%, dos 153 pacientes internados no período de estudo 72% tiveram alta hospitalar após tratamento, maior parte dos pacientes usaram apenas um antimicrobiano em seu tratamento, e este uso se deu na maior parte de forma terapêutica com 60,9%.

  • ELIANA MARIA DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO FARMACOEPIDEMIOLÓGICA DE PACIENTES COM TUBERCULOSE INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM BELÉM (PA).

  • Data: 23/02/2015
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  • A tuberculose é uma doença milenar e que até os dias atuais continua a constituir-se como um dos maiores desafios à saúde pública do Brasil e do mundo. O manejo adequado dos portadores do bacilo na atenção primária é fundamental para o sucesso da terapia antituberculosa mas, caso contrário, teremos o agravamento do quadro do paciente com sua internação, na maioria dos casos. Imersos nesse contexto, a atenção hospitalar tem um papel fundamental para a resolução das intercorrências clínicas e para a continuidade do tratamento para a TB.  O objetivo desta pesquisa é avaliar o perfil farmacoepidemilogico de pacientes com tuberculose que se encontraram internados no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2011 em um hospital universitário em Belém, Estado do Pará. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa e de natureza transversal, com plano de análise avaliativo, através do levantamento de dados presentes em prontuários de pacientes internados no período em estudo, através do levantamento de prontuários cadastrados junto ao Departamento de Arquivo Médico e Estatístico (DAME), onde para a composição da amostra da pesquisa foi utilizada a amostragem estratificada proporcional e admitiu-se um intervalo de confiança (IC) de 95% e um erro amostral de 5,4%. A seleção dos prontuários ocorreu em três momentos distintos até a seleção aleatória dos 50 pacientes. O perfil encontrado foi analisado em duas categorias: a primeira categoria composta por 2916 pacientes cadastrados no banco de dados do DAME, onde observamos a predominância do sexo masculino (67%), a faixa etária dominante foi a de 31 a 40 anos (25%), o desfecho hospitalar que apresentou os maiores índices foi a de alta melhorada ( 86%) e uma tendência decrescente na taxa de internação do perído em estudo. Na segunda categoria composta pelos 50 pacientes que tiveram seus prontuários selecionados encontramos a faixa etária perdominate de 21 a 30 anos (30%), o sexo masculino também apresentou-se com as maiores taxas (64%) e com tempo de internação com uma prevalência de 11 a 30 dias (43,5%). Quanto as variáveis do exame bacteriológico, houve a predominância de resultados negativos (36%), durante o perído de internação todos deram continuidade ao tratamento no ambiente hospitalar (100%), o desfecho hospitalar de alta melhorada também apresentou uma maior prevalência dos casos (88%). Quanto aos esquemas identificados no estudo, o mais utilizado foi o esquema básico (84%) e em relação ao perfil farmacológico encontrado, ocorreu uma maior prevalência do esquema básico I (62%). Conclui-se que com a análise do perfil farmacológico o esquema básico continua sendo o esquema mais utilizado não está sendo manejado da maneira adequada pela atenção básica, mostraram-se efetivos para a resolutividade e prevenção dos agravos decorrentes da doença, indicando fragilidade no processo de controle da TB. Observou-se a real necessidade ações de educação continuada dos profissionais, da reestruturação dos serviços de atenção primária à saúde para que ocorra uma redução dos índices de internação por complicações decorrentes da TB.

  • ANTONIO JOSE CERASI JUNIOR
  • ALTERAÇÕES NO COMPORTAMENTO MOTOR E NA BIOQUÍMICA OXIDATIVA DE RATAS INTOXICADAS AGUDAMENTE COM ETANOL NO PERÍODO INICIAL DA ADOLESCÊNCIA

  • Data: 30/01/2015
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  • ALTERAÇÕES NO COMPORTAMENTO MOTOR E NA BIOQUÍMICA OXIDATIVA DE RATAS INTOXICADAS AGUDAMENTE COM ETANOL NO PERÍODO INICIAL DA ADOLESCÊNCIA

     

    O etanol (EtOH) é uma das substâncias psicoativas mais consumidas pelos jovens e geralmente este consumo ocorre em episódios de padrão binge, uma forma eventual e intensa de beber seguida por um período de abstinência. No Brasil os índices de abuso de álcool por adolescentes do sexo feminino têm aumentado nos últimos anos. Esta população é mais sensível aos efeitos neurotóxicos desta substância uma vez que o completo desenvolvimento de estruturas como o cerebelo ocorre nesta etapa da vida. O consumo agudo e crônico do etanol e o seu catabolismo estão associados com alterações neurocomportamentais e na geração de espécies reativas de oxigênio (ERO’s) e outros metabólitos. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos em ratas no início da adolescência após exposição ao EtOH no padrão binge agudo. Ratas adolescentes (n= 20, n=10 animais por grupo) receberam, por gavagem, água destilada ou EtOH (3 g/kg/dia, 20 p/v) por 3 dias consecutivos. Sete horas e meia após o último dia de administração foram realizados os testes comportamentais da atividade locomotora espontânea e rotarod. Posteriormente, os animais foram sacrificados para retirada do cerebelo e realização dos testes da bioquímica oxidativa no tecido cerebelar. Os ensaios comportamentais demonstraram que o binge agudo em ratas no início da adolescência não produziu alterações na atividade locomotora espontânea, porém foi identificado alteração no aprendizado motor. Nos testes da bioquímica oxidativa os resultados demonstraram uma elevada atividade da catalase, o que demonstra que houve uma compensação do organismo para reverter a produção de ERO’s em cerebelos de ratas adolescentes expostas agudamente ao EtOH por um curto período de tempo seguido de abstinência (binge).

     

2014
Descrição
  • THAIS BOULHOSA BARROS DA SILVA
  • ESTUDO TEÓRICO DO COMPLEXO CEFOXITINA-PROTEÍNA 5 DE LIGAÇÃO À PENICILINA DA Escherichia coli POR DINÂMICA MOLECULAR COM MÉTODO HÍBRIDO DE MECÂNICA QUÂNTICA/ MECÂNICA MOLECULAR

  • Data: 12/12/2014
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • EDERSON SANTOS CARVALHO
  • PLANEJAMENTO, SÍNTESE E RELAÇÃO ESTRUTURA-ATIVIDADE DE ANÁLOGOS DA EDARAVONA COMO ANTIOXIDANTES

  • Data: 04/12/2014
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • LUANNA DE MELO PEREIRA FERNANDES
  • Efeitos do etanol no padrão binge no processo mnemônico, de emocionalidade e no comportamento motor de ratas na puberdade

  • Data: 04/12/2014
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  • O etanol (EtOH) é a droga mais consumida entre os adolescentes devido ao fácil acesso e comercialização legal. Beber de forma episódica e intensa, ou em binge, é o consumo em altas doses de EtOH em um curto período de tempo, seguido por um período de abstinência. Os efeitos neurotóxicos dessa forma de consumo são especialmente perigosos devido às altas doses ingeridas seguidas de abstinência sendo mais rápidos e maiores alterações no sistema nervoso central (SNC). No Brasil, o consumo em binge do EtOH tem aumentado no sexo feminino, especialmente as mais jovens, em níveis superiores aos índices totais de gêneros e a frequência de consumo ocorre 3 vezes por semana tornando o álcool um problema de saúde pública emergencial. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos neurocomportamentais (em forma de screening) em ratas no início da adolescência, puberdade, após exposição ao EtOH no padrão binge agudo. Ratas adolescentes (n= 20, n=10 animais por grupo) receberam, por gavagem, água destilada ou EtOH (3 g/kg/dia, 20 p/v) por 3 dias consecutivos. Sete horas e meia após ao último dia de administração, a bateria de testes comportamentais consistiu sequencialmente de atividade locomotora espontânea, reconhecimento do objeto, labirinto em cruz elevado (LCE), pole test, beam walking test (BWT) e rotarod. Os resultados demonstram que o binge agudo em ratas no início da adolescência produziu alterações referentes à emocionalidade/ansiedade, aprendizagem e memória de curta duração, efeitos deletérios nos padrões de coordenação motora fina e equilíbrio, no entanto, sem prejuízo na atividade locomotora espontânea.

  • MICHELLE VALÉRIA DIAS FERREIRA
  • PRIMAQUINA E CARBOXIPRIMAQUINA NO TRATAMENTO DA MALÁRIA VIVAX

  • Data: 01/12/2014
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  • A malária por Plasmodium vivax apresenta como principal agravante o fato deste, durante seu ciclo evolutivo, produzir formas latentes nos hepatócitos dos indivíduos infectados, que dependendo da resposta à terapêutica empregada podem levar à recaída da doença. Tal situação tem dificultado o seu controle em todo o mundo e o único fármaco hoje licenciado para atuar contra essas formas latentes é a primaquina, que apresenta como principal metabólito a carboxiprimaquina. Porém, evidências têm mostrado diversidade de resposta terpêutica em alguns países nas doses recomendadas pela OMS, enquanto para alguns observou-se eficácia terapêutica comprovada, para outros observou-se tolerância intrínseca dos parasitas. Essa realidade levou o CDC a adotar uma dose maior de primaquina, objetivando erradicar a doença. Contudo, muitos países, incusive o Brasil, ainda utilizam a dose recomendada pela OMS, que concentra a maior ocorrência da malária na região Amazônica com 99,9% dos casos por P. vivax. A resposta terapêutica da primaquina pode ser avaliada através da relação entre as concentrações plasmáticas do fármaco e seu principal metabólito no plasma e o declínio da parasitemia. Contudo, estudos avaliando essa relação nos diferentes esquemas propostos de tratamento ainda não foram realizados na Amazônia. Portanto, esta pesquisa se propôs a determinar as concentrações plasmáticas de primaquina e carboxiprimaquina por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) em sujeitos com malária vivax não complicada residentes na região Amazônica, associando-a à parasitemia, com vistas a se avaliar as eficácias terapêuticas nos diferentes esquemas de tratamento.

  • RAIMUNDO FERREIRA GOUVEA PIMENTEL BELEZA FILHO
  • SÍNTESE, CAPACIDADE ANTIOXIDANTE E ESTUDO COMPARATIVO ENTRE FENILHIDRAZONAS E CHALCONAS COMO DERIVADOS DO PARACETAMOL

  • Data: 28/11/2014
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  • A prostaglandina endoperóxido-sintase (PGES) e o citocromo P-450 são enzimas chaves em humanos, responsáveis pelos efeitos analgésicos e toxicidade do acetaminofen, respectivamente. O acetaminofen (ACP) ou paracetamol é um fármaco analgésica e antipirética de venda livre, amplamente utilizado e parece ser seguro, se utilizada em doses terapêuticas normais, mas altas doses de ACP produzem lesão hepática e/ou renal em seres humanos e em animais de experimentação. Até o momento, os projetos de desenvolvimento de novos derivados paracetamol tiveram pouco impacto na aplicação clínica de um derivado mais seguro do ACP. Assim, neste trabalho uma série de derivados de ACP baseados na analogia entre chalconas e hidrazonas foi investigada usando cálculos de química quântica no nível de teoria DFT/B3LYP, com o conjunto de base 6- 31G*. O HOMO, IP, BDEOH e contribuição da densidade de spin para a oxidação inicial de um eléctron ou um átomo de hidrogênio a partir de abstração do grupo hidroxila fenólica foi relacionada com a reatividade do radical tirosil produzindo N-acetil-p-benzosemiquinona imina (NAPSQI). A segunda abstração de hidrogênio foi relacionada com a reação química entre o grupo amida e o radical hidroxil formando N-acetil-p-benzoquinona imina (NAPQI). Os valores mais baixos de BDEOH foram relacionados com os valores mais elevados de extinção do radical tirosil e a estabilidade está relacionada com a densidade de spin para as abstrações iniciais do elétron ou hidrogênio. Os valores mais elevados de BDENH foram relacionados com a formação de NAPQI e os baixos valores de LUMO com a reatividade de NAPQI como sistema Michael. Os resultados mostraram que alguns análogos podem ser uma boa estratégia para o desenvolvimento de fármacos mais seguros como compostos analgésicos. Os compostos foram sintetizados e suas propriedades antioxidantes foram estimadas utilizando o método de química teórica. Alguns compostos podem ser bons antioxidantes. Um mecanismo de interação entre os derivados de hidrazonas e a PGES foi proposto usando propriedades moleculares.

     

     

     

  • ÉRIKA DA SILVA VALÉRIO
  • Avaliação da atividade do extrato hidroetanólico de Chenopodium ambrosioides L. e Eucalyptus alba Reinw ex Blume, frente à cepas de Mycobacterium sp in vitro

  • Data: 30/10/2014
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  • Chenopodium ambrosioides e Eucalyptus alba são espéciesutilizadas na medicina popular para o tratamento da tuberculose e expectoração. O presente trabalho teve o objetivo de determinar os parâmetros físico-químicos e microbiológicos, definir o perfil fitoquímico e avaliar as atividades antimicobacteriana, citotóxica, imunomodulatória e toxicológica in vivo dos extratos e frações. Na avaliação físico-química e microbiológica dos extratos de C. ambrosioides e de E. alba, foram encontrados parâmetros em conformidade com a literatura específica para plantas medicinais. A prospecção fitoquímica dos extratos revelou a presença de saponinas, esteroides, triterpenoides, fenóis e taninos, o extrato de C. ambrosioides apresentou também proteínas e aminoácidos, enquanto o extrato de E. alba foi positivo para ácidos orgânicos e lactonas. Os resultados do método da microdiluição em caldo e da microdiluição utilizando Alamar Blue evidenciaram moderadas atividades frente à Mycobacterium fortuitum do extrato de E. alba e da fração acetato de etila (FAcE) de E. alba; a fração clorofórmica (FCl) de C. ambrosioides e a FAcE de E. alba foram moderadamente ativas frente à Mycobacterium tuberculosis. A atividade citotóxica, avaliada pelo método do MTT, demonstrou que os extratos não reduziram a viabilidade celular nas concentrações testadas. No ensaio de imunomodulação, o extrato de E.alba apresentou potencial efeito anti-inflamatório, pelos métodos de inibição da produção de NO e TNFα. Não foram detectados sinais de toxicidade oral aguda dos extratos na dose de 2500 mg/kg em camundongos. Estes resultados sugerem o potencial antimicobacteriano da FAcE de E. alba e imunomodulador do extrato de E. alba, e podem servir como subsídio para estudos futuros com vista no isolamentode compostos ativos e elucidação de seus mecanismos.

  • MARIELY CRISTINE AMADOR PESSOA
  • O EFEITO DOS ANTIOXIDANTES ÁCIDO ALFA-LIPOICO E RESVERATROL EM PARÂMETROS DO ESTRESSE OXIDATIVO OCASIONADO PELO USO DA POLIQUIMIOTERAPIA PARA HANSENÍASE

  • Data: 20/10/2014
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  • PESSÔA, MARIELY CRISTINE AMADOR. O efeito do ácido alfa-lipoico no sistema antioxidante de eritrócitos de pacientes hansenianos in vitro. 2013. 49 f. A Hanseníase ou Mal de Hansen (MH) é uma doença infectocontagiosa, crônica, curável, causada pelo bacilo álcool-ácido resistente, intracelular obrigatório, denominado Mycobacterium leprae. A poliquimioterapia (PQT) padronizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é constituída pelos medicamentos rifampicina, dapsona e clofazimina, e se constitui hoje como a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão do M. leprae. Todos os fármacos empregados no PQT são capazes de provocar efeitos colaterais; contudo, a dapsona é responsável por grande número de efeitos colaterais hematológicos, como a anemia hemolítica e metemoglobinemia. Esses efeitos tóxicos são indicativos de aumento na geração de espécies reativas de oxigênio (EROs). Desta forma, compostos considerados potentes antioxidantes, como o ácido α-lipoico, apresentam um grande potencial de utilização na terapêutica de metemoglobinemia. Assim, o presente projeto visa avaliar o efeito do ácido α-lipoico no sistema de defesa antioxidante, utilizando o eritrócito como modelo experimental in vitro. Para tanto, serão verificadas as alterações hematológicas decorrentes do uso da poliquimioterapia: de forma qualitativa e quantitativa, através de análise de esfregaços sanguíneos de pacientes hansenianos sem tratamento e com uso de PQT e mensuração de níveis de metemoglobina. Além disso, será determinado o efeito da administração do ácido α-lipoico na reversão da metemoglobina em amostras de pacientes com hanseníase em uso de PQT e se a ação do ácido α-lipoico depende de agentes antioxidantes, como superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT). Desta forma, os resultados obtidos poderão contribuir com estudos relacionados à elucidação de fatores etiológicos associados ao aparecimento de estresse oxidativo e orientar investimentos em terapêuticas que mantenham este evento sob controle. Até o presente momento, a análise de SOD e CAT mostrou diminuição de ambas as enzimas nos três primeiros meses do tratamento com PQT. A implementação de ALA 100 µM não apresentou diferença significativa entre o grupo em uso de PQT/antioxidante e o grupo de pacientes em uso de PQT.

  • NAIR CORREIA DE FREITAS CASTRO
  • Uso da Morfina no período gestacional e lactação: efeitos sobre a nocicepção

  • Data: 17/10/2014
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  •  O presente estudo testou a hipótese que a exposição à morfina durante a gravidez e lactação pode alterar a nocicepção em prole adulta descendentes de mães tratadas com morfina. Camundongos fêmeas grávidas foram expostas à morfina em dose de 10mg/Kg por via subcutânea durante 42 dias, após este tempo foi coletado sangue das mães para doseamento da morfina pelo método de cromatografia gasosa com espectrometria de massas (CG-EM). A prole foi submetida à testes de nocicepção plantares (placa quente e formalina) Previamente na prole foi avaliada a locomoção total através do modelo de Open Field, onde não foi observado déficit locomotor, enquanto que foi observado aumento da resposta nociceptiva de camundongos macho e fêmeas, submetidos ao teste da formalina. Estes resultados parciais sugerem que exposição à morfina pode ter consequências na dor inflamatória.

  • VALDICLEY VIEIRA VALE
  • Estudo fitoquímico e atividade antiplasmódica de Plasmodium falciparun (W2) de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson (Apocynaceae)

  • Data: 15/10/2014
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  • O presente trabalho descreve a análise fitoquímica e a atividade antiplasmódica de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson. O extrato etanólico (EEHS) foi preparado por percolação do pó das cascas que, após concentração, forneceu um precipitado (EEHSP) e um resíduo pastoso submetido a liofilização (EEHS). Este foi fracionado por: re-extração sob refluxo, partição ácido-base e coluna cromatográfica aberta de sílica gel. Além disso, o pó das cascas foi, também, submetido a extração com ácido clorídrico 1 N para separação de alcalóides. A prospecção fitoquímica, em CCD, foi realizada com EEHS e EEHSP, enquanto que EEHS, frações (FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS e FrMeOH EEHS) e alcaloídica (FAHS2 DCM) foram analisadas por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a UV (arranjo de diiodo) (CLAE-DAD). Analisou-se o EEHS, a fração majoritária obtida na coluna cromatográfica (F71) e as frações alcaloídicas (FAHS2 DCM e FAHS2 CLOR) por cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas (CL-EM). O espectro no infravermelho foi obtido somente para a fração F71. A avaliação de atividade antiplasmódica (clone P. falciparum, W2) foi realizada com EEHS, EEHSP, FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS, FrMeOH EEHS, FAHS1 DCM, FAHS1 CLOR, FAHS2 DCM, FAHS2 CLOR, FAEEHS, FNEEHS, FNHS DCM e FNHS CLOR pelo método da lactato desidrogenase parasitária (pLDH). EEHS e EEHSP apresentaram resultados semelhantes na prospecção fitoquímica, sendo positivo para polifenóis e taninos, saponinas, triterpenos e esteroides, alcaloides e geninas flavônicas. EEHS e frações analisadas por CLAE-DAD mostraram os picos mais intensos sugestivos de derivados do cinamato, no entanto em análise por CL-EM, EEHS mostrou como substância majoritária o iridóide plumierídeo, coerente com o espectro no IV de F71 que revelou absorções de grupos funcionais presentes em iridóides. Nas análises desta por CL-EM, observou-se um pico a m/z 471, atribuído ao íon molecular do plumierídeo e um pico de outro iridóide, provavelmente a plumericina ou seu isômero, porém hidratados. Até o presente momento não foi relatada a presença de alcaloides para a espécie, porém nas frações alcaloídicas, (FAHS1 DCM, FAHS1 CLOR, FAHS2 DCM, FAHS2 CLOR, FAEEHS) e de neutros (FNEEHS, FNHS DCM e FNHS CLOR) em análise por CCD e revelação com reagente de Dragendorff observaram-se manchas atribuídas a alcaloides, o que está de acordo com a análise por CLAE-DAD de FAHS2 DCM, a qual mostrou pico majoritário com cromóforo sugestivo de alcaloide b-carbolínico. Em análises por CL-EM de FAHS2 DCM e FAHS2 CLOR observou-se pico majoritário sugestivo de alcaloides com massa molecular MM 328. Os ensaios de atividade antiplasmódica foram negativos para EEHS, EEHSP, frações FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS, FrMeOH EEHS, frações alcaloídica FAEEHS, FAHS1 DCM e frações de neutros FNEEHS, FNHS DCM e FNHS CLOR e moderadamente ativos (CI50 < 25 mg/mL) para FAHS2 DCM, FAHS1 CLOR e FAHS2 CLOR. Estes resultados indicam que a presença de alcaloides deve ser confirmada e as frações alcaloídicas desta planta deverão ser submetidas a novas investigações fitoquímicas e de atividade antimalárica.

     

  • NATASHA COSTA DA ROCHA GALUCIO
  • ESTUDOS FITOQUÍMICOS, CITOTOXICIDADE E GENOTOXICIDADE DE Eleutherine plicata Herb

  • Data: 30/09/2014
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  • Eleutherine plicata, da família Iridaceae, é relatada em uso popular para combater diarreia, disenteria, amebíase e hemorroida. Estudos fitoquímicos revelaram a presença de naftoquinonas, metabólitos secundários de importante ação antimicrobiana e antiprotozoária, uma naftoquinona já isolada nesta espécie foi a isoeleuterina. Estudos demonstraram que o extrato etanólico e a fração diclorometano apresentaram alta atividade inibitória frente aos promastigotas (Leishmania chagasi) e plasmódios (Plasmodium falciparum). O objetivo do presente estudo é avaliar o potencial citotóxico e genotóxico do extrato etanólico obtidos de bulbos de E. plicata, de sua fração diclorometano e naftoquinonas. O pó dos bulbos de E. plicata foi submetido a maceração com etanol, e esta solução foi concentrada em rotaevaporador até resíduo. O extrato etanólico foi submetido ao fracionamento em coluna cromatográfica em sílica gel, sendo eluído com solventes de polaridade crescente (hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol). A fração diclorometano foi fracionada em cromatografia em camada preparativa, utilizando como eluente o diclorometano, resultando no isolamento de três naftoquinonas. O extrato etanólico, a fração diclorometano e as naftoquinonas foram submetidos ao ensaio de viabilidade celular (MTT) em células VERO. Posteriormente, serão realizados ensaios de genotoxicidade e avaliação do estresse oxidativo nestas amostras. A partir de 5g do extrato etanólico obteve-se 15,66% da fração diclorometano, que é uma fração rica em naftoquinonas. Esta fração foi submetida à cromatografia de camada delgada, resultando em três naftoquinonas: subfração 1 (S1) = 18,75%, subfração 2 (S2) = 61,7% e subfração 3 (S3) 3,64%. Os estudos de viabilidade celular demonstraram que o fracionamento ampliou a citotoxicidade, isto é, o extrato etanólico é pouco tóxico, já a fração e as naftoquinonas foram muito tóxicas.

  • ANTONIO TAYLON AGUIAR GOMES
  • RECRISTALIZAÇÃO POR EFEITO ANTI-SOLVENTE DE UMA MOLÉCULA COM POTENCIAL EFEITO CARDIOTÔNICO UTILIZANDO GLYCOFUROL COMO SOLVENTE

  • Data: 30/09/2014
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  • Durante a pesquisa de um novo fármaco é importante o conhecimento da solubilidade dessa substância para prever a dissolução do medicamento a ser formulado. Existem inúmeras técnicas para tornar um fármaco solúvel, dentre elas uma das mais efetivas é a diminuição do tamanho das partículas para o aumento da superfície de contato. A precipitação por anti-solvente é uma das melhores técnicas para a diminuição das partículas. Nela é adicionado um anti-solvente em uma solução saturada de fármaco e solvente, forçando a precipitação do fármaco e assim formando partículas de tamanhos micro ou nanométricos. O objetivo desse trabalho é o estudo da solubilidade da molécula A em glycofurol e observar o tipo de preciptado formado na adição do anti-solvente. O glycofurol foi o solvente utilizado devido a sua alta segurança (DL50=3,5 mL/Kg). Como resultados parciais a molécula A mostra uma excelente solubilidade em glycofurol e a preciptação utilizando água como anti-solvente mostrou a formação de cristais.

  • ELANNE DE SOUSA BANDEIRA
  • Hidrogel de poliacrilamida contendo extrato de Calêndula officinalis L. no tratamento de feridas

  • Data: 29/09/2014
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  • Não divulgado por motivo de patente

  • JULIANA PANTOJA OLIVEIRA
  • VALIDAÇÃO, ATIVIDADE ANTIFÚNGICA E AVALIAÇÃO SINÉRGICA DE NITROESTIRENOS in vitro.

  • Data: 29/09/2014
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  • Os nitrocompostos foram empregados na terapêutica a partir da década de 40, quando foram amplamente sintetizados e testados frente a diversas doenças assim como a descoberta de seus efeitos citotóxicos. Deste modo foram estudados diversos grupos, derivados e análogos que pudessem se mostrar mais seguros e eficazes. Alguns estudos mostraram que os nitroestirenos, a exemplo do nitrofenileteno possuem diversas atividades biológicas como: antifúngica, antibacteriana, anti-inflamatória, antinoceptiva, etc. Associado a isto, atualmente, há um crescente interesse em novos agentes antifúngicos. Dentre os fungos do gênero Aspergillus o mais comuns é o Aspergillus fumigatus o qual é transmitido através do ar causando infecções denominadas de aspergiloses. Outros fungos com relevância na clínica são os dermatófitos que causam diversas doenças de pele e seus anexos, sendo o Trichophyton mentagrophytes bastante prevalente. O objetivo deste trabalho foi validar a estrutura química de nitroestirenos sintetizados em nível de bancada e testá-los como antifúngicos em duas espécies de fungos, entre eles um filamentoso oportunista e um dermatófito, assim como testar os efeitos sinérgicos entre os nitroestirenos obtidos com anfotericina B. Os resultados mostraram que espectros de Infravermelho e Ressonância Magnética Nuclear 1H dos análogos nitroestirenos correspondem com a estrutura proposta. O teste in vitro de microdiluição demonstrou atividade antifúngica dos nitroestirenos, pois foi obtida a CIM do composto 4’-metil-1-nitro-2-fenileteno (7B) na concentração de 0,05 mg/mL frente ao A. fumigatus. Já para a espécie T. mentagrophytes o composto com melhor atividade foi 4’-metoxi-1-nitro-2-fenileteno (7C) com a CIM de 0,22 mg/mL. Com relação à análise da combinação entre AB e os nitroestirenos, in vitro, pelo teste do checkerboard se mostrou antagonista para o composto 7A e 7C e indiferente para o composto 7B frente à cepa padrão de A. fumigatus.

     

  • POLYANE ALENCAR CUNHA
  • Avaliação as alterações cerebelares decorrentes da exposição ao etanol da adolescência a fase adulta.
  • Data: 07/05/2014
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  • RESUMO Avaliação as alterações cerebelares decorrentes da exposição do etanol da adolescência a fase adulta. O abuso de álcool tem alcançado proporções massivas, associado a uma série de consequências adversas, transformando-se num dos fenômenos mais generalizados das últimas décadas sendo, portanto o álcool, agente da doença alcoólica, um problema de saúde pública. Os jovens estão em fase de transição fisiológica e social, sendo a curiosidade, a pressão do grupo social, o modelo familiar, a propaganda e a falta de políticas públicas, os principais fatores de riscos que os conduzem para o consumo precoce de álcool. O adolescente uma vez que se encontra em fase de maturação apresenta seu sistema nervoso central vulnerável as agressões causadas pelo consumo dessa droga, sendo o cerebelo o órgão mais afetado. O objetivo desse trabalho foi avaliar as alterações cerebelares decorrentes da exposição ao etanol da adolescência à fase adulta em ratos, sobre os padrões comportamentais motores apresentados pelos animais e investigação da resposta tecidual do órgão frente a injúria causada pelo toxico. Ratos receberam a partir do 35° dia de vida pós-natal (período de puberdade), por gavagem, EtOH na dose de 6,0 g/kg/dia até completar 90 dias (fase adulta). A fim de verificar alterações motoras ocorridas, os ratos serão submetidos ao pole test e ao teste de força muscular, já para visualização da injúria causada ao tecido, foi feito investigação morfomértrica. Os resultados preliminares encontrados mostram que a massa cerebelar não é alterada, porém há uma redução no tamanho do órgão e a um aumento na densidade da população celular nas camadas molecular e granular. Para melhor entendimento desta relação ainda serão estudados quais populações celulares estão se proliferando através da investigação imunohistoquimica e como os animais se comportam sob o efeito do álcool.
  • GUILHERME GRAZIANY CAMELO DE CARVALHO
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DAS ATIVIDADES ANTIFÚNGICA, ANTIBACTERIANA, LEISHMANICIDA, ANTIPLASMÓDICA E ANTITUMORAL DA PEÇONHA DO ESCORPIÃO TITYUS SERRULATUS LUTZ & MELLO (BUTHIDAE)
  • Data: 12/03/2014
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  • CARVALHO, G.G.C. Avaliação in vitro da atividade antifúngica, antibacteriana, leishmanicida, antiplasmódica e antitumoral da peçonha do escorpião Tityus serrulatus Lutz & Mello (Buthidae) A busca por novos fármacos para o tratamento de doenças microbianas, doenças tropicais negligenciadas e câncer é extremamente urgente, relacionando-se à crescente resistência destes organismos e a elevada toxicidade dos fármacos utilizados nestes tratamentos. Assim, os produtos naturais tem dado valiosa contribuição, sendo que vários fármacos atualmente disponíveis foram desenvolvidos a partir de fontes de origem natural. Dentre os produtos naturais, o potencial farmacológico das peçonhas sobre estas doenças tem sido muito pouco investigado. A peçonha escorpiônica é composta por uma ampla de mistura de moléculas, entre as quais toxinas peptídicas com elevada seletividade para diferentes subtipos de canais iônicos e receptores celulares. A proposta deste trabalho é a de realizar uma triagem in vitro da peçonha solúvel do escorpião brasileiro Tityus serrulatus Lutz & Mello (TsV) para atividades antifúngica, antibacteriana, leishmanicida, antiplasmódica e antitumoral pelo método do MTT e avaliar cada uma das frações obtidas a partir da cromatografia em coluna de troca iônica (catiônica) no teste que inicialmente apresentar os melhores resultados com a TsV. Os resultados obtidos até o presente momento mostraram que as diferentes concentrações da TsV utilizadas (250, 125, 62,5, 31,25 e 15,625 µg/mL) não reduziram significantemente a viabilidade nos microrganismos avaliados (Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans e Trichophyton mentagrophyte), bem como o crescimento de formas promastigotas de Leishmania chagasi cepa MCAN/BR/2011/M27289, nestes tipos de metodologias usadas. Nas próximas etapas será avaliada a capacidade da TsV atuar sobre o crescimento e viabilidade de Plasmodim falciparum e de três linhagens de células tumorais. A peçonha será fracionada e cada fração testada em um destes modelos ainda a ser definido.
2013
Descrição
  • VANESSA DA SILVA CUENTRO
  • AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO E SEGURANÇA DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES IDOSOS INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
  • Data: 23/12/2013
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  • O aumento da população idosa colabora para a maior prevalência de inúmeras e variadas patologias, cujos tratamentos em geral incluem recursos farmacológicos, que levam à prática de polifarmácia, fator esse que tem grande impacto na segurança do paciente idoso, tendo em vista que a polifarmácia é a grande responsável pelas reações adversas a medicamentos e interações medicamentosas. O objetivo foi avaliar a segurança e a utilização de medicamentos em prescrição de pacientes idosos com idade igual ou maior que 60 anos internados no Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará. Trata-se de um estudo transversal, observacional de caráter descritivo e exploratório, para coleta de dados foi realizada análise de prontuários; os dados foram processados no programa estatístico SPSS 20.0. Os resultados demonstraram que a média de idade foi de 71,9 anos, sendo 52,7% mulheres; o sexo feminino apresentou pacientes idosos mais velhos que no sexo masculino. O tempo de internação obteve uma média de 21,7 dias, a média de diagnósticos por paciente foi de 2,6. O principal diagnóstico de internamento hospitalar foi doenças do aparelho circulatório (20,3%). A média de medicamentos prescritos por internação foi de 6,8. Os medicamentos mais utilizados faziam parte do sistema digestório e metabólico (32,4%), a prevalência de prescrição de medicamentos potencialmente inadequados durante as internações avaliadas foi de 11,2%, sendo maior entre as mulheres (58,8%), o medicamento potencialmente inadequado mais frequentemente nas prescrições foi o Butilbrometo de Escopolamina (25,2%). Em relação às potenciais interações medicamentosas, foram identificadas em 65,5% das prescrições, com uma média de 8,6 por paciente; os medicamentos mais envolvidos nas interações fazem parte do sistema cardiovascular (38,6%), a maior parte das interações medicamentosas potenciais possuía gravidade moderada (75,3%), as interações potenciais de ação farmacocinético corresponderam a 65,4% das prescrições e a hipotensão e hipercalemia corresponderam em conjunto por 30,7% das RAM; a estratégia de manejo de maior ocorrência foi a monitorização de sinais e sintomas (65,7%) e, no que se refere à monitorização, a pressão arterial correspondeu a 21,8%. No presente estudo, os fatores relacionados à polifarmácia foram: tempo de internação, número de diagnósticos, interação medicamentosa e a quantidade de medicamentos inapropriados; e foram constatadas como determinante na ocorrência de polifarmácia as variáveis clínicas: “número de diagnósticos” e “tempo de internação”. Diante de tais resultados, verifica-se a necessidade de se adotar estratégias para a otimização da farmacoterapia prestada ao paciente idoso.
  • FRANCISCO LUÍS GUSMAN SOUTO
  • Obtenção e Caracterização de Carreadores Lipídicos Nanoestruturados a partir de Gordura Vegetal de Cupuaçu (Teobroma grandiflorum)

  • Data: 19/12/2013
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • JOEFFERSON ALVES DA SILVA
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO EXTRATO SECO POR NEBULIZAÇÃO (SPRAY DRING) DE ELEUTHERINE PLICATA HERB.

  • Data: 16/12/2013
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  • A fitoterápia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo ao longo dos anos, no entanto, apesar da extensa utilização dos fitoterápicos, a qualidade destes medicamentos muitas vezes é deficiente e questionável. Dentre as plantas medicinais muito empregadas como fitoterápicos, temos a Eleutherine plicata Herb., utilizada pelos seus efeitos antimicrobianas e antiprotozoário, antitumorais e inibidoras de sistemas celulares reparadores.

    A espécie Eleutherine plicata Herb. é uma Iridaceae, conhecida popularmente como marupazinho, muito utilizada pela população para o tratamento de diarréias. Com o bulbo da planta prepara-se um chá, que é utilizado no tratamento de infestações causadas por ameba. O material vegetal utilizado neste estudo será coletado em Belém do Pará e sua identificação botânica realizada no Museu Paraense Emílio Goeldi. 

    O extrato etanólico (EE) foi preparado por percolação a partir do bulbo previamente seco e moído. Após a secagem do extrato etanólico, foi suspenso em solução hidroalcóolica (1:1) e submetida a uma partição com solventes de polaridades crescente. Com o extrato etanólico e as frações foram realizados testes para detectar classes de metabólitos secundários. Os extratos obtidos e suas frações foram submetidos a análises por cromatografia em camada delgada os quais foram caracterizados quimicamente através de ressonância manética nuclear de hidrogênio (RMN H1) e carbono 13 (RMN 13C), em comparação com os dados da literatura.

    Sendo assim, o presente estudo objetivou aprimorar e consolidar o emprego de metodologias de tecnologia farmacêutica na área de desenvolvimento de fitoterápicos, por meio da realização de estudos preliminares para o desenvolvimento de uma formulação fitoterápica liquida contendo tintura de eleutherine. Visando o controle de qualidade das etapas do seu desenvolvimento.

  • TAMYRIS REGINA MATOS LOPES
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL MICROBICIDA DAS FOLHAS DA ESPÉCIE Ayapana triplinervis VAHL

  • Data: 06/12/2013
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  • RESUMO

    A espécie Ayapana triplinervis Vahl. popularmente conhecida como Japana é comumente utilizada na medicina tradicional brasileira. Assim, este estudo buscou avaliar a atividade antibacteriana de diferentes extratos e frações do vegetal frente aos microroganismos Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa, e Escherichia coli. Os extratos de Ayapana triplinervis V. foram obtidos por processo de maceração e a atividade antibacteriana foi realizada usando a técnica de microdiluição com MTT para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) para cada extrato obtido: Extrato Hidroalcoólico (EH), Extrato metanólico(EM), com acetato de etila (EAE) e hexânico (EHX). A Concentração Bactericida Minima (CBM) foi obtida pela contagem das unidades formadoras de colônia (UFCs). Foram observados valores de CBM em 0,15 mg/mL somente pelo EM contra S. aureus. Extrato que também apresentou CIM em 0,075 mg/mL frente a mesma bactéria. Outros extratos demonstraram pouca ou nenhuma atividade frente a esta bactéria. Na análise frente aos E. faecalis nenhum extrato apresentou CBM nas concentrações testadas, porém todos mostraram CIM nas concentrações de: 0,125 mg/mL (EH), 0,062 mg/mL (EM) e 0,25 mg/mL (EAE e EHX). E. coli foi uma das bactérias mais susceptíveis a ação dos extratos de Japana, apresentando CBM e CIM em quase todos os ensaios, ficando somente a CIM ausente no teste com o extrato em acetato de etila. As CBMs foram: 0,5 mg/mL para os extratos EH, EM e EHX e 0,125 mg/mL para o EAT. As CIMs foram as mesmas em 0,125 mg/mL para os extratos EH, EM E EHX. P. aeruginosa foi susceptível a ação dos extratos mais polares (EH e EM), porém não se conseguiu CIM nem CBM com o EAE nem EHX. Esta bactéria mostrou CIM na concentração de 0,031 mg/mL com os extratos EH e EM, e CBM na concentração de 0,125 mg/mL com o extrato EH. Valores muito baixos quando em comparação a atividade bacteriostática de outros extratos vegetais, o que caracterizou a melhor ação dos extratos frente ao grupo das gram-negativas.

     A partir destes resultados se investigará o potencial microbicida das frações do extrato metanólico, configurado como melhor extrato. Após a obtenção destes novos resultados, se selecionará a melhor fração para se prosseguir com a pesquisa de mecanismo de ação microbicida a partir de técnicas microscópicas.

  • FABIO JOSE GARCIA CHADA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE EXTRATOS DE PRÓPOLIS EM DIFERENTE MATURAÇÃO
  • Data: 29/11/2013
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  • A descoberta e síntese de antimicrobianos compõem um elemento de suma importância para a área da saúde, entretanto algumas dessas substâncias tornaram-se obsoletas devido ao surgimento de microrganismos resistentes à terapêutica convencional, tendo assim, uma dificuldade no tratamento destas afecções. Dentro das novas formas de tratamento, pode ser citada a própolis, a qual é conhecida mundialmente devido as suas atividades biológicas entre elas a atividade antimicrobiana. O objetivo deste trabalho foi o estudo microbiológico de seis amostras de própolis, coletadas de regiões diferentes de Prudentópolis-Pr, com dois tempos distintos de deposito na colmeia, sendo uma com 40 dias de deposito (Própolis Nova [N]) e a outra com 180 dias (Própolis Velha [V]), através do método de micro diluição em placa, sendo analisados os microrganismos com maior frequência de infecções e causas de doenças, sendo eles Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis. Inicialmente foram feitos os testes em duas amostras, ficando a própolis nova destas amostras com a melhor ação antimicrobiana nos testes realizados, além de uma atividade intensa sobre o Staphylococcus aureus, os microrganismos gram negativos não apresentaram sensibilidade as maostras analisadas.

  • NADIA MARIA BARBOSA CUNHA
  • Desenvolvimento tecnológico de produto seco por aspersão de Calendula officinalis L.

  • Data: 11/11/2013
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  • Calendula officinalis L. é uma herbácea anual de origem europeia, adaptada ao Brasil e pertencente à família Asteraceae, utilizada extensivamente na fitoterapia por suas atividades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antibacterianas. Dentre as classes de metabólitos secundários mais pesquisados nesta espécie estão os flavonóides, responsáveis por grande parte de suas atividades biológicas, destacando-se o heterosídeo flavonoídico rutina. Sendo assim o presente estudo objetiva o desenvolvimento de um produto seco por aspersão a partir de uma solução extrativa hidroalcoólica das flores de Calendula officinalis L. A etapa inicial do desenvolvimento se deu pela caracterização da droga vegetal (pó das flores de Calendula officinalis L.), em seguida obteve-se o extrato hidroalcoólico pelo método de percolação usando como solvente extrator álcool a 70% (v/v), realizou-se a caracterização físico-química do extrato líquido que posteriormente será submetido ao processo de secagem por aspersão (spray-dryer), e caracterizado para se obter as características tecnológicas do produto seco final. 

  • MYRTH SOARES DO NASCIMENTO REMIGIO
  • Investigação fitoquímica e das atividades antioxidante e antiparasitária do extrato e frações de Aspidosperma excelsum.

  • Data: 30/09/2013
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  • As doenças negligenciadas afetam um grande número de pessoas em todo o mundo. Dentre elas estão a doença de Chagas, a leishmaniose e a malária. A terapêutica empregada nesses problemas de saúde, além de reduzida, apresenta problemas que dificultam seu tratamento. Esse quadro revela a necessidade de busca por novas opções terapêuticas. Aspidosperma excelsum (Apocynaceae), conhecida popularmente como carapanaúba, é utilizada na fitoterapia popular para o tratamento de malária. Sua constituição química e a atividade antiparasitária de outras espécies do gênero sugerem seu potencial antiparasitário. Com o objetivo de investigar sua constituição química e suas atividades antiparasitária e antioxidante, o extrato liofilizado, obtido de cascas da espécie, e suas frações alcalóídicas foram analisados por técnicas cromatográficas, procedendo-se o isolamento de constituintes. Essas amostras foram também avaliadas quanto à atividade antioxidante e antiparasitária frente a Leishmania ssp. e Trypanossoma cruzi. A análise cromatográfica permitiu a visualização de bandas sugestivas de alcaloides, e possibilitou o isolamento de uma sustância que se sugere tratar de um derivado ioimbiano. A avaliação da atividade antioxidante revelou importante capacidade das amostras em capturar radicais livres, caracterizando-as como agentes antioxidantes.

     

  • KARLA FABIANA PEREIRA BARROSO
  • CARACTERIZAÇÃO FARMACOGNÓSTICA, FÍSICO-QUÍMICA E ENSAIOS BIOLÓGICOS IN VITRO DO EXTRATO BRUTO E FRAÇÕES DE Struthanthus marginatus ( ERVA- DE-PASSARINHO)

  • Data: 27/09/2013
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  • Estudos demonstram que diversos extratos de plantas medicinais têm efeitos imunomoduladores e antimicrobianos justificados por seu uso popular. Diante disso, este trabalho objetiva a caracterização farmacognóstica, física-química e biológica in vitro de Struthanthus marginatus Blume. popularmente utilizada no tratamento de inflamações. Para tanto, utilizou-se parâmetros de controle de qualidade físico-químicos descritos na Farmacopéia Brasileira no desenvolvimento do extrato bruto e frações. A droga vegetal foi classificada como pó grosso, a perda por dessecação e teor de cinzas apresentaram valores de 8,7% e 11,6% respectivamente. A análise térmica demonstrou estabilidade do pó da droga vegetal até 180ºC. Os espectros na região do Infra Vermelho apresentaram bandas que podem ter características de compostos fenólicos confirmados pela prospecção fitoquímica. A avaliação da atividade microbiana foi determinada pelo método da Concentração Inibitória Mínima (CIM) no qual apresentou atividade bacteriana nas maiores concentrações: 1000 e 500 (μg/mL) contra cepas de Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Salmonella tiphy, mas não foi capaz de inibir a germinação de esporos de Trichophyton mentagrophytes e nem de Candida albicans em nenhuma das concentrações testadas. Nos ensaios de testes in vitro foram utilizadas células de sangue periférico mononucleares humanas (PBMC) onde se demonstrou baixa citotoxicidade nas maiores concentrações da droga vegetal e uma pequena produção de Óxido Nítrico (10μmol/mL) na maior concentração (1000μg/mL). A produção de TNF-α foi reduzida conforme as concentrações mais elevadas. Através da análise dos resultados obtidos, pode-se sugerir que a droga vegetal de S. marginatus Blume possui atividade antiinflamatória, confirmando dessa forma seu uso popular.

  • MAYARA BRITO DE SOUSA
  • Data: 27/09/2013
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  • O estudo das plantas medicinais do Brasil vem crescendo notadamente nos últimos tempos. Isto se deve à enorme biodiversidade da flora brasileira e ao seu potencial terapêutico, além do fato de a maioria da população possuir culturalmente o hábito de utilizar produtos de origem natural para fins terapêuticos, apesar de muitas vezes esta cultura representar um perigo à saúde quando estes recursos são utilizados meramente baseados no conhecimento popular (KLEIN et al., 2009).
    A Organização Mundial da Saúde (OMS), baseada nesses dados de ampla utilização de plantas medicinais como recurso terapêutico, vem incentivando a prática da fitoterapia no Brasil, devido ao fato de ser economicamente mais viável para a população. Dessa forma, foram criadas pelo governo brasileiro, políticas nacionais que objetivam incentivar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico de medicamentos fitoterápicos com base nas necessidades epidemiológicas da população e voltadas para o Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2008).
    O incentivo à pesquisa científica no desenvolvimento de fitoterápicos pode trazer diversos benefícios para a população de maneira geral, pois possibilita a produção de produtos de maior qualidade além de informações científicas que viabilizem o seu uso de forma racional (SCHWAMBACH, 2007).
    A utilização de plantas medicinais abrange várias áreas da saúde, inclusive algumas plantas possuem potencial terapêutico para o tratamento e cura de doenças bucais. A cárie é uma das doenças bucais mais prevalentes em humanos, portanto, uma formulação fitoterápica capaz de prevenir a sua incidência, que fosse economicamente viável e com possibilidade de aplicação no SUS seria uma alternativa interessante, podendo contribuir para a melhoria do acesso da população aos cuidados com a saúde bucal (FRANCISCO, 2010).

    Nesse sentido, o presente trabalho objetivou avaliar a atividade antimicrobiana de duas espécies vegetais encontradas no Brasil, a erva-de-passarinho e a flor-de-São-João, para a possível elaboração de uma formulação fitoterápica para enxaguatório bucal com potencial de auxiliar no controle do biofilme dental e, consequentemente, da cárie.

  • FERNANDO BEZERRA ROMUALDO DA SILVA
  • INVESTIGAÇÃO DOS PREJUÍZOS MOTORES DECORRENTES DA EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO ETANOL, EM RATAS INTOXICADAS DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA
  • Data: 16/09/2013
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  • De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o etanol é a droga psicotrópica mais utilizada em todo mundo, ocupando hoje um lugar de destaque por já ser considerado um problema de saúde pública em todo o mundo. Seu consumo pesado está em alta dentre adolescentes, a partir de 15 anos, e adultos jovens Uma grande variedade de pesquisas relacionam seus efeitos nocivos a diversos órgãos e sistemas do organismo, bem como prejuízos e degeneração de estruturas do Sistema Nervoso central, sendo o cerebelo um de seus principais alvos, seja pela afinidade dessa substância por estruturas celulares seja pela capacidade de gerar uma cascata de processos deletérios. O objetivo deste estudo foi avaliar alterações comportamentais, associadas ao cerebelo, em ratas intoxicadas cronicamente por etanol da adolescência a fase adulta. Ratas com 35 dias de vida pós-natal receberam, durante 55 dias, etanol por meio de gavagem. Após esse período de intoxicação, os animais passaram por uma bateria de testes para avaliar déficits motores. Os testes comportamentais consistiram Open Field, Pole Test, Beam Walking e Rota-rod. Os resultados demonstraram que os animais expostos ao etanol apresentaram déficits motores em todos os testes comportamentais. Embora vários mecanismos estejam associados à degeneração cerebelar, estudos mais aprofundados devem ser realizados para investigar o verdadeiro efeito desta droga e sua correlação aos resultados obtidos nesta pesquisa.
  • ROSYANA DE FATIMA VIEIRA DE ALBUQUERQUE
  • Ação antioxidante do resveratrol e ácido α-lipóico no processo oxidativo induzido pelo metabólito DDS - NOH em eritrócitos de indivíduos saudáveis in vitro
  • Data: 03/09/2013
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  • A dapsona (DDS), rifampicina e clofazimina constituem a poliquimioterapia (PQT) para a Hanseníase, a qual pode ser classificada para fins operacionais em: paucibacilar ou multibacilar. Na clínica, o uso da DDS está relacionado com as reações adversas ao medicamento (RAM) mais frenquentes em pacientes hansenianos, tais como: metemoglobinemia e anemia hemolítica, todavia, esta toxidade ocorre em razão da formação dos metabólitos N-hidroxilamina da DDS, como o dapsona-hidroxilamina (DDS-NOH). Neste sentido, a fim de prevenir e atenuar a hematotoxidade induzida pelo metabólito DDS-NOH foi avaliado a ação protetora dos antioxidantes Resveratrol (RSV) e Ácida α-lipóico (ALA) em eritrócitos de humanos sadios expostos ao DDS-NOH in vitro. O RSV é uma fitoalexina sintetizada na casca de uvas que apresenta propriedades antioxidante, cardioprotetora e anti-inflamatória. Enquanto, o ALA é um composto sulfidrílico presente em células eucariotas que atua como cofator em diferentes multicomplexos enzimáticos. Assim, a ação antioxidante destes compostos foram analisadas, a partir da avaliação do percentual de formação de metemoglobina (MetHb) induzido em eritrócitos por DDS-NOH em diferentes concentrações, os quais primeiramente foram pré-tratados com RSV/ALA em diferentes concentrações. Em virtude, do efeito oxidativo do DDS-NOH, avaliou-se a indução de espécies reativas de oxigênio (ROS) no meio intracelular através da técnica de citometria de fluxo, utilizando a sonda DCFH-DA, e a atividade das enzimas catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD). Mediante, a exposição dos eritrócitos humanos ao DDS-NOH constatou-se que este efeito hematotóxico induzido foi dose-dependente, e ao analisar o potencial redutor dos antioxidantes estudados, o pré-tratamento com RSV e ALA (10 a 1000µM) foi capaz de atenuar o %MetHb induzido por DDS-NOH (2,5 a 7,5µg/mL), no entanto, ao comparar o efeito redutor dos antioxidantes com o do azul de metileno, o único antioxidante que foi tão eficaz quanto este composto foi o ALA (1000µM). O DDS-NOH (2,5 e 7,5µg/mL) induziu grande quantidade de ROS em meio intracelular, todavia estes ROS foram reduzidos quando na presença de RSV e ALA (100 e 1000µM), porém, dentre eles o RSV (1000µM) foi o único eficiente na redução dos ROS induzidos por DDS-NOH na concentração 2,5 e 7,5µg/mL. A atividade da enzima CAT foi reduzida apenas quando os eritrócitos foram expostos ao DDS-NOH (2,5µg/mL), porém o pré-tratamento com o ALA (100µM) conferiu a estas células proteção contra o estresse oxidativo induzido nesta enzima. Por outro lado, a atividade da SOD não foi alterada em nenhum dos grupos de eritrócitos. Mediante a obtenção destes dados pode-se concluir que DDS-NOH está associado com surgimento de metemoglobinemia em pacientes em uso da DDS, bem como apresenta efeito oxidativo sobre os eritrócitos e enzimas eritrocitárias. Tais dados também demonstraram o potencial dos antioxidantes em relação à prevenção e tratamento de efeitos hematotóxico induzido por este metabólito, enfatizando-se o potencial redutor do ALA na MetHb e no efeito protetor para a CAT.
  • ANDREZA DO SOCORRO SILVA DA VEIGA
  • Atividade Antileishmania de Plantas da Amazônia

  • Data: 23/08/2013
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE

  • SHEISE ALVES SANTA BRIGIDA
  • Planejamento bioisostérico, síntese e avaliação antioxidante de análogos promissores da Edaravona
  • Data: 14/08/2013
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • SUELLEN CHRISTTINE DA COSTA SANCHES
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA PRELIMINAR DO COPOLÍMERO SULFATO DE CONDROITINA-CO-N-ISOPROPILACRILAMIDA PARA USO FARMACÊUTICO
  • Data: 19/07/2013
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  • RESUMO

    SANCHES, S.C.C. Caracterização físico-química e Avaliação toxicológica do copolímero sulfato de condroitina-co-N-isopropilacrilamida para uso farmacêutico. 2012. 139 p. Qualificação de Mestrado - Programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas - Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2012.

     

    A Indústria Farmacêutica utiliza nanopartículas em formulações de liberação controlada e vetorizada por proporcionar melhora da eficácia, diminuição da toxicidade e da dose de fármaco administrado, aumentando a adesão do paciente ao tratamento. Considerando que os polímeros possuem baixo custo, não são reconhecidos pelo sistema de defesa do organismo, proporcionam liberação controlada e precisa do fármaco, é proposto a formação de um copolímero a partir da reação de um polímero sintético com um natural. O N-isopropilacrilamida (NIPAAm) é um monômero sintético que ao polimerizar forma o poli (N-isopropilacrilamida) (PNIPAAm) classificado como termossensível devido sua capacidade de expansão e contração a uma determinada temperatura, assim o fármaco é liberado durante sua contração, difundindo-se pelo corpo. O Sulfato de Condroitina (SC) é um polímero natural encontrado nas cartilagens da maioria dos mamíferos, é denominado bioadesivo por aumentar o tempo de permanência do fármaco no organismo, melhorando sua biodisponibilidade e diminuindo o número de doses administradas ao paciente. As análises de ressonância magnética nuclear, espectroscopia do infravermelho e microscopia eletrônica de varredura demonstraram semelhança quanto ao aspecto estrutural e morfológico entre os copolímeros estudados. A análise termogravimétrica/ termogravimétrica derivada demonstraram que o NIPAAm inicia sua decomposição em torno de 1260C, enquanto que o SC modificado por GMA apresenta-se mais estável, ocorrendo sua degradação em aproximadamente 2220C. Em relação aos copolímeros analisados, o SCM+NIPAAm 5% apresentou maior estabilidade térmica em relação aos demais copolímeros avaliados, uma vez que sua decomposição polimérica ocorre em temperaturas superiores, em torno de 2250C nas três razões de aquecimento estudadas. A análise térmica diferencial dos materiais analisados demonstrou valores de temperaturas concordantes com os eventos térmicos de decomposição apresentados pelas curvas das análises termogravimétrica e derivada. Diante disso, em comparação aos outros copolímeros analisados, o SCM+NIPAAm 5% apresentou as propriedades mais adequadas para  a próxima etapa do trabalho,  a qual irá consistir  de estudos de cinética de degradação, potencial zeta e tamanho de partículas, que, juntamente com as avaliações toxicológicas (avaliação da  citotoxicidade em fibroblastos murinos L929, pelo método do brometo de metiltetrazólio – MTT;  avaliação da toxicidade preliminar em microcrustáceo Artemia salina e testes de toxicidade aguda e subcrônica de 30 dias, de acordo com as normas e diretrizes dos respectivos Guidellines da Organisation for Economic Co-operation and Development - OECD)  irão contribuir para a proposta de um sistema que constitui uma nova forma de liberação controlada de fármacos.

     

  • ADREANNE OLIVEIRA DA SILVA
  • Estudo fitoquímico, avaliação da toxicidade oral aguda e da atividade antimalárica in vitro
  • Data: 24/06/2013
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  • Parahancornia fasciculata (Poir.) Benoist (Apocynaceae), também conhecida como Parahancornia amapa (Hub.) Ducke, é uma espécie vegetal empregada popularmente no tratamento da malária, infecções no útero, gastrite, anemia, problemas respiratórios, entre outros. Os objetivos do presente trabalho foram realizar o estudo fitoquímico, avaliar a toxicidade oral aguda e a atividade antimalárica in vitro e in vivo de extratos, frações e substância isolada obtidas a partir de cascas do caule de P. fasciculata. Foram realizados dois tipos de extrações com o pó das cascas de P. fasciculata, por maceração / percolação, com etanol 96°GL e diclorometano, esta última tendo sido realizada a com o pó das cascas alcalinizado com hidróxido de amônio, obtendo-se os extratos secos EEPF e EDAPF, respectivamente. Uma terceira extração foi realizada a partir do EEPF por aquecimento sob refluxo, sucessivamente, com Hex:DCM (1:1), AcOEt:DCM (1:1) e AcOEt. EEPF foi, também, submetido a fracionamento por extrações ácido-base resultando nas frações de neutros (EEPFN) e de alcalóides (EEPFA). A prospecção fitoquímica realizada com o EEPF foi desenvolvida por CCD em cromatoplacas de sílica gel tendo sido detectada a presença de triterpenos, esteróides, heterosídeos flavônicos, saponinas, polifenóis, taninos, heterosídeos antracênicos e heterosídeos cardiotônicos. EDAPF foi submetido à cromatografia em coluna de sílica gel. Foram recolhidas 30 frações sendo que as frações Fr1-3, Fr4, Fr5-7 e Fr11 concentraram a maior parte da massa do extrato cromatografado. Da Fr5-7 foi isolada uma mistura de ésteres do lupeol que representam os componentes majoritários do EDAPF. Esta fração passou por um processo de hidrólise alcalina e o produto obtido (Fr5-7Hid) foi analisado por espectrometrias no IV, RMN de 1H e 13C e foi identificado como o triterpeno lupeol. A fração insolúvel em AcOEt obtida a partir do EEPF, por aquecimento sob refluxo, apresentou resultado positivo para o teste de proantocianidinas e foi submetido a doseamento desta classe de metabólitos. Os resultados foram expressos em porcentagem dos teores para a amostra não diluida (10,46±0,3419%), amostra diluída a 1:10 (9,94± 0,1598%) e amostra diluída a 1:100 (10,55± 0,9299%). A avaliação da atividade antiplasmódica in vitro em culturas de cepas W2 de Plasmodium falciparum foi realizada pelo teste da Proteína II Rica em Histidina (HRP-II) tendo sido testados EEPF, EEPFN, EEPFA, Fr1-3, Fr4, Fr5-7(ésteres do lupeol), Fr11 e o Fr5-7Hid (lupeol). Os melhores resultados obtidos foram para EEPF, EEPFA E EEPFN (CI50= ~ 50 μg/mL) sendo considerados moderadamente ativos. As demais amostras apresentaram CI50 > 50 μg/mL e foram consideradas inativas. Realizou-se também a avaliação da atividade antimalárica in vivo em camundongos fêmeas suíços infectados com cepas ANKA de P. berghei com o EEPF e o EEPF-HEX:DCM (1:1) em concentrações de 500, 250 e 125mg/kg de peso. EEPF foi parcialmente ativo, somente no 8° dia, em todas as concentrações. Já EEPF-HEX:DCM (1:1) foi parcialmente ativo na dose de 500mg/kg de peso e nas demais doses foi inativo. O teste de toxicidade oral aguda foi realizado em camundongos fêmeas suíços, pelo método da dose fixa (5.000mg/kg), com EEPF e não apresentou nenhum sinal de toxicidade evidente, o que foi confirmado pela ausência de alterações nos exames anátomo-histopatológicos realizados.
  • ANA CAROLINA DA SILVA COSTA
  • Nanopartículas de quitosana para aplicação em sanidade de tambaquis amazônicos (Colossoma macropomum)
  • Data: 11/06/2013
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  • O Tambaqui (Colossoma macropomum) é um peixe de água doce com grande potencial econômico para o agronegócio tropical amazônico, porém, em criações comerciais o aumento da densidade animal favorece a manutenção e disseminação de agentes infecciosos e parasitários, bem como, a produção de efluentes contaminados por drogas e produtos químicos de uso veterinário que podem interferir nos ecossistemas aquáticos. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e caracterizar um sistema nanoparticulado de quitosana e analisar sua mucoadesividade em tecidos de tambaquis amazônicos a partir de banhos de exposição das nanopartículas fluorescentes em tempos de 30, 60 e 90 minutos. As nanopartículas fluorescentes de quitosana reticulada com tripolifosfato de sódio (NP-FITC) foram preparadas pelo método de gelatinização ionotrópica e caracterizadas por FT-IR, TG/DTG, DTA, MET, tamanho de partícula e carga superficial. A espectroscopia FT-IR demonstrou grupos NH2 e OH característicos da quitosana em 3434 cm–1, assim como, espectro em 1154 cm–1 que corresponde a reticulação do grupo tripolifosfato (TPP) com os grupos amínicos da quitosana nas NP-FITC. As curvas de termodecomposição revelaram degradação térmica da quitosana pura em 300°C e nas NP-FITC evidenciou uma menor estabilidade térmica em função da neutralização de grupos aminos positivos da quitosana com os grupos fosfóricos aniônicos do TPP. As NP- FITC revelaram tamanho e carga superficial de 211,1nm e +32,51mV, respectivamente. A quantificação da fluorescência apresentou significância estatística para os tecidos de brânquias, pele, estômago e intestino garantindo a excelente interação dos grupos amino da quitosana com grupamentos aniônicos da mucina. Esses resultados favorecem a aplicação desse sistema nanoparticulado como potencial veículo para a liberação modificada de fármacos relacionados a sanidades de peixes.
  • NAYLA NUNES DOS SANTOS SILVA
  • CAPACIDADE ANTICOLINESTERÁSICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS E CONSTITUINTES MAJORITÁRIOS DE ANIBA CANENILLA PIPER ADUNCUM, P. COLLOSUM, P. MARGINATUM E P. DIVARICATUM
  • Data: 28/05/2013
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  • RESUMO SILVA, N. N. S. Atividade anticolinesterásica dos óleos essenciais e componentes majoritários de Piper spp e Aniba canelilla e docagem molecular do 1-nitro-2-feniletano. 2013. 69f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013. Atualmente, a Doença de Alzheimer (DA) é considerada um dos grandes problemas de saúde pública em todo o mundo e uma das principais complicações da patologia é o déficit de atividade dos neurônios colinérgicos, fato esse, que pode ser revertido e/ou atenuado elevando os níveis do neurotransmissor acetilcolina (ACh). A maneira mais eficaz de aumentar a quantidade de acetilcolina disponível é a inibição da enzima acetilcolinesterase (AChE). Na busca por novos inibidores colinesterásicos de origem natural, cinco óleos essenciais da região amazônica e seus componentes majoritários foram investigados utilizando o ensaio de inibição da AChE por bioautografia direta. Os óleos e componentes majoritários foram: Aniba canelilla (1-nitro-2-feniletano), Piper aduncum (dilapiol), P. callosum (safrol), P. divaricatum (metileugenol) e P. marginatum (safrol+3,4-metilenodioxipropiofenona). Os óleos de A.canelilla e P. aduncum apresentaram halo de inibição enzimática nas quantidades de 0,01 ng e 1ng, respectivamente. O óleo de P.marginatum apresentou fraca atividade (~100 ng) e os óleos de P. callosum e P. divaricatum foram inativos. Dentre os constituintes majoritários que apresentaram atividade estão os fenilpropanóides 1-nitro-2-feniletano isolado do óleo de A.canelilla, safrol e elemicina, isolados do óleo de P. callosum, que inibiram a AChE nas quantidades de 0,01, 1000 e 1000 ng, respectivamente. Os resultados indicam que o óleo de A. canelilla e 1-nitro-2-feniletano inibem a AChE nas mesmas proporções do padrão fisostigmina. O estudo de docagem molecular complementou os resultados experimentais e demonstrou que o grupo nitro do 1-nitro-2-feniletano forma ligação do tipo ponte de hidrogênio com o grupo hidroxila do resíduo de serina catalítica da molécula de AChE, sugerindo que o caráter eletronegativo do 1-nitro-2-feniletano pode ser responsável por esta forte interação química.
  • KAREN MARINHO MACIEL
  • SALICITAMOL, UM DERIVADO DA ASSOCIAÇÃO MOLECULAR DO PARACETAMOL E ÁCIDO SALICÍLICO: ESTUDO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA
  • Data: 02/04/2013
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2012
Descrição
  • FABIO RODRIGUES DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO ANTIFUNGICA, FARMACOGNÓSTICA E TOXICOLÓGICA SAZONAL DE Petiveria alliacea L. (PHYTOLACCACEAE)
  • Data: 20/12/2012
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  • RESUMO AVALIAÇÃO ANTIFUNGICA, FARMACOGNÓSTICA E TOXICOLÓGICA SAZONAL DE Petiveria alliacea L. (PHYTOLACCACEAE) O estudo das plantas medicinais desperta grande interesse científico, principalmente devido às mesmas serem consideradas fontes potenciais de moléculas bioativas com estrutura diferenciada e mecanismo de ação inovador. A importância de pesquisas voltadas para a descoberta e produção de novos fitoterápicos deve-se a grande contribuição que estes vêm apresentando diante de diversas patologias. A espécie Petiveria alliacea é uma planta medicinal utilizada amplamente pela população da região amazônica e destaca-se por apresentar diversas alegações de uso e ainda algumas classes de metabólitos com comprovadas ações terapêuticas. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar os parâmetros farmacognósticos sazonais da espécie, o potencial antifúngico dos extratos produzidos em diferentes períodos de coleta sobre espécies de Aspergillus e a toxicidade dos mesmos in vitro e in vivo. Na avaliação farmacognóstica sazonal de P. alliacea, utilizando métodos descritos na Farmacopéia Brasileira, os resultados demonstraram parâmetros reprodutíveis para o controle de qualidade da droga vegetal, não havendo diferença na presença dos constituintes químicos do pó e do extrato hidroalcoólico, sendo observada a presença de saponinas, acúcares e alcaloides em toda a planta e nos extratos da raiz apenas sesquiterpenolactonas e depsídeos/depsidonas. Os resultados do método da microdiluição realizadas com extratos das raízes de dois períodos, evidenciaram fraca atividade antifúngica in vitro, porém não foi observado nenhum efeito dos extratos das partes aéreas. A atividade citotóxica, avaliada pelo método colorimétrico MTT, demonstrou que o extrato hidroalcóolico da raiz dos dois períodos não reduz a viabilidade celular em nenhuma das concentrações testadas. Também não foram detectados sinais de toxicidade aguda do extrato na dose de 5000mg/kg em camundongos. Estes dados são considerados relevantes e o estudo em questão evidenciou que P. alliacea é uma espécie medicinal promissora, porém investigações mais detalhadas são necessárias para que sejam confirmadas suas várias alegações de uso e para que a planta seja utilizada no desenvolvimento de um novo agente fitoterápico.
  • JULIA SOCORRO DE SOUZA REIS
  • EFEITOS COMPORTAMENTAIS DO EXTRATO OLEOSO DE PRÓPOLIS SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL
  • Data: 13/12/2012
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  • MARIA CRISTINA SOUZA PEREIRA
  • EFEITOS DA EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO ETANOL DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA EM RATOS SOBRE O PROCESSO MNEMÕNICO E NA DENSIDADE CELULAR NO HIPOCAMPO
  • Data: 30/11/2012
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  • RESUMO EFEITOS DA EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO ETANOL DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA EM RATOS SOBRE O PROCESSO MNEMÕNICO E NA DENSIDADE CELULAR NO HIPOCAMPO O sistema nervoso central é vulnerável a ação de inúmeras substâncias, dentre estas se encontram as substâncias psicoativas, tal como o álcool etílico ou etanol, que é consumida pela humanidade há bastante tempo e está associado a uma gama de problemas médico sociais. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi investigar as alterações neurocomportamentais e teciduais decorrentes da exposição ao etanol da adolescência à fase adulta sobre o hipocampo. Para isto, foram avaliadas 30 ratas Wistar, distribuídas em grupo controle e etanol, que ao completarem 35 dias de idade (adolescência) receberam, por gavagem, etanol na dose de 6,5 g/Kg/dia até completar 90 dias (fase adulta). Após esse período, os animais foram submetidos aos ensaios comportamentais do campo aberto, reconhecimento social e a esquiva inibitória e posteriormente perfundidos para avaliação tecidual através de processamento histológico por violeta de cresila. Foram coletadas e processadas secções de 50 μm, as amostras foram submetidas à coloração por violeta de cresila. Os resultados demonstraram déficit nos parâmetros analisados nos ensaios comportamentais, como comprometimento na deambulação natural do animal, no percentual no número de quadrantes centrais e tempo na área central o que sugere comportamento do tipo ansiogênico, aumento no número de levantamentos relacionado à atividade exploratória dos animais. Observou-se comprometimento no desenvolvimento de processos mnemônicos com diminuição na retenção de memória de curto e longo prazo, bem como na de reconhecimento social. Quanto ao tratamento histológico foi observado diminuição na densidade celular nas regiões CA1 e CA3 do hipocampo. Estes resultados indicam que a exposição crônica ao etanol da adolescência a fase adulta perturba aspectos comportamentais relacionados ao sistema límbico, no qual o hipocampo está inserido.
  • LUCIA CARLA DE VASCONCELOS MENDONCA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS FRENTE AOS CRYPTOCOCCUS SPP E POSSÍVEIS MECANISMOS DE AÇÃO
  • Data: 26/10/2012
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  • CAROLINE DA SILVA FRANCO
  • AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE LIPPIA GRACILIS E LIPPIA ORIGANÓIDES DA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Data: 16/10/2012
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  • O gênero Lippia é conhecido por seu caráter aromático e uso medicinal de suas espécies como uma alternativa terapêutica. Os óleos essenciais de Lippia gracilis e L. origanoides coletados no Pará e no Maranhão foram obtidos por hidrodestilação e mostraram-se ricos em monoterpenos. Os compostos majoritários do óleo de L. gracilis foram o timol (72,5%); p-cimeno (9,3%) e o éter metílico do timol (5,4%); para o óleo de L. origanoides foram timol (45,8%), p-cimeno (14,3%), -terpineno (10,5%) e carvacrol (9,9%). Os óleos apresentaram potencial larvicida frente à Artemia salinacom valores de CL50de 7,4 ± 0,2 µg.mL-1para L. origanoides e de 18,7 ± 0,2 µg.mL-1para L. gracilis, ambas mais ativas que o lapachol(CE50 = 21,2 ± 2,2µg /mL). O óleo essencial de L. gracilis apresentou moderada capacidade de sequestro do radical DPPH com valor de CE50 =35,7 ± 3,32 µg.mL-1 cerca de 8 vezes menos ativo que o padrão trolox(CE50 de 4,5 ±0,1). Além disso, o óleo de L. gracilis mostrou-se um bom fungicida natural frente ao fitopatógeno C. sphaerospermum com limite de detecção de 5 µg, cerca de 10 vezes menos ativo que o miconazol (LD = 0,5 µg). Por outro lado, o óleo de L. origanoides não mostrou atividade expressiva (LD = 100 µg).

  • JAILTON NASCIMENTO DA ANUNCIACAO
  • Abordagem fitoquímcia, farmacognóstica e microbiológica de derivados de Alternanthera brasiliana L. (KUNTZE)
  • Data: 05/10/2012
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  • Alternanthera brasiliana Kuntze (Amaranthaceae) é uma planta herbácea utilizada na fitoterapia popular Amazônica como digestiva, depurativa, diurética e anti-inflamatória. A droga vegetal obtida da espécie foi extraída com etanol e diclorometano fornecendo EEB e EDm. O EEB (extrato etanólico bruto) foi analisado qualitativamente para 19 classes de metabólitos secundários, e posteriormente fracionado com solventes de polaridade crescente (hexano, clorofórmio, acetato de etila e metanol), obtendo-se as frações correspondentes. O EEB e suas frações foram analisados por CCD, tendo avaliado seu potencial antimicrobiano frente a cepas de Staphylococus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans. O EDm foi separado em coluna, e as frações obtidas analisadas por EM, CG-EM, RMN13C e RMN 1H. Saponinas, esteróides e triterpenóides, carotenóides, alcalóides, açúcares redutores e derivados da cumarina foram detectados pela prospecção fitoquímica. Os cromatogramas do EEB e suas frações, por CCD, mostraram zonas violetas quando aspergidos com anísaldeido, uma característica de terpenóides. A avaliação da atividade antimicrobiana demonstrou que as amostras são inativas nas concentrações usadas. A análise das frações obtidas a partir do EDm revelou a presença de duas substâncias, cujos dados espectrais indicam ser acetato de α-amirina e 1-Etil-4-(4-morfolinalamina)-1,2,3,6-tetraidropiridina. A análise microscópica e microquímica das folhas de A. brasiliana permitiu caracterizar estruturas como idioblastos do tipo drusa e classes de metabólitos como os alcaloides, que são comuns no gênero Alternanthera.
  • IZABELLE CAMOES DE SOUZA
  • Uso da Morfina no período gestacional e lactação: efeitos sobre o desenvolvimento do sistema nervoso central e comportamento
  • Data: 20/09/2012
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  • O uso de substâncias psicoativas é um dos maiores problemas da sociedade moderna, causando transtornos sociais, econômicos e à saúde do usuário. Em 2010, 26,4-36 milhões de pessoas utilizaram analgésicos opióides para fins não-terapêuticos, sendo a frequência de uso nocivo por profissionais de saúde, cinco vezes maior quando comparados a população geral, devido ao acesso facilitado. A prevalência no uso durante a gravidez apresenta taxas que variam de 1% a 21%, representando preocupação na sociedade, uma vez que os efeitos ocasionados no desenvolvimento do feto ainda não estão bem elucidados. O objetivo deste estudo foi avaliar as respostas neurocomportamentais de ratos adultos após exposição crônica à morfina, durante o período intrauterino e lactação. Ratas grávidas receberam durante 42 dias, via subcutânea, morfina 10 mg/kg/dia. A prole foi pesada nos dias D1, D5, D10, D15, D20, D30, D60, e os ensaios comportamentais realizados com a prole aos 2,5 meses de idade, os quais consistiram no modelo do campo aberto, labirinto em cruz elevado, nado forçado e rota-rod. Os resultados demonstraram que a exposição à morfina promoveu alterações no ganho de peso da prole após o nascimento e inclusive após o desmame, aumento da locomoção espontânea das fêmeas, bem como aumento do comportamento do tipo ansiogênico e comportamento do tipo depressivo, independente do sexo, porém sem prejuízo motor associado.
  • DIANE CUNHA DOS SANTOS
  • Determinação da atividade antimicrobiana e citotóxica de derivados nitrocompostos in vitro
  • Data: 20/09/2012
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  • Não divulgado por motivo de processo de patente
  • KAIRA GEILIANE DA SILVA SOUZA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA IN VITRO DE INIBIDORES DE CICLOOXIGENASE FRENTE A ESPÉCIES DE ASPERGILLUS FUMIGATUS .
  • Data: 20/09/2012
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • ANA REGINA MAUES NORONHA PERES
  • Caracterização farmacognóstica e atividade antifúngica de Chrysobalanus icaco em espécies de Cândida
  • Data: 12/09/2012
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  • RESUMO PERES, A.R.M.N. Caracterização farmacognóstica e avaliação antifúngica das folhas de Chrysobalanus icaco Lin em espécies de Candida. 2012. 111fls. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2012. Atualmente, a Candidíase tem se destacado dentre as infecções fúngicas, pela sua alta incidência e mortalidade. Paralelamente, há maior registro de resistência microbiana e de falhas terapêuticas apresentadas pelos antifúngicos disponíveis. Chrysobalanus icaco Lin, espécie nativa da Amazônia, tem sido usado popularmente em micoses, sem comprovação científica, por isso a importância de pesquisas que avaliem suas propriedades antifúngicas. A análise farmacognóstica das folhas do C. icaco indicou teores de perda por dessecação, de cinzas totais e de cinzas insolúveis de 12,3%± 0,0288; 4,31%± 0,0001 e 1,67%± 0,0012, respectivamente. A abordagem fitoquímica do extrato hidroalcoólico das folhas de C. icaco (EHCi) revelou a presença de ácidos orgânicos, açúcares redutores, saponinas, catequinas, depsídeos, fenóis, flavonóides, taninos, proteínas, purinas e aminoácidos. Na análise por CLAE, o mesmo apresentou predomínio de flavonóides, com destaque para Miricetina. Sua atividade antifúngica foi testada por microdiluição em caldo frente à cepa ATCC 40175 de Candida albicans e onze isolados clínicos bucais de Candida albicans, C. dubliniensis, C. parapsilosis e C. tropicalis. A CIM variou de maior de 6,25 mg/mL a 1,5 mg/mL e a CFM, quando determinada, foi igual ou maior que 6,25 mg/mL. O EHCi apresentou moderada atividade frente à cepa ATCC 40175 e fraca atividade antifúngica frente aos isolados clínicos bucais. Estes resultados abrem perspectivas para novos estudos que investiguem frações e substâncias de Chrysobalanus icaco com maior atividade frente a espécies de Candida.
  • MARINA NIDIA FERREIRA DOS SANTOS COSTA
  • DESENVOLVIMENTO E ESTABILIDADE DE EMULSÕES COSMÉTICAS INOVADORAS UTILIZANDO ÓLEO DE PRACAXI Pentaclethra macroloba (WILLD.) KUNTZ
  • Data: 31/08/2012
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • THIAGO LEITE DA SILVA
  • Avaliação da toxicidade e estudo da atividade do extrato etanólico seco dos bulbos de Eleutherine plicata Herb (Iridaceae) sobre alguns parâmetros do estresse oxidativo na Malária Experimental in vivo
  • Data: 31/08/2012
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • MARCOS ANTONIO PENA MUNIZ
  • Obtenção e caracterização de emulsões de pickering, contendo óleo de Bertholletia excelsa H.B.K

  • Data: 31/08/2012
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  • Não divulgado por motivo de patente

  • MARIA ANGELICA BOLINI BRAZAO
  • Atividade antimicrobiana do óleo essencial de Piper aduncum L. e seu componente, dilapiol, frente a Staphylococcus spp. Multirresistentes
  • Data: 31/08/2012
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  • RESUMO BRAZÃO, M.A.B. Atividade antimicrobiana do óleo essencial de Piper aduncum L. e seu componente, dilapiol, frente a Staphylococcus spp. Multirresistentes. 2012. 82.f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2012. O óleo essencial de Piper aduncum (OEPA) e seu componente principal, o dilapiol (76,5%), foram avaliados quanto a atividade antibacteriana frente a diferentes cepas de Staphylococcus spp. ATCC e multirresistentes. Para os ensaios da atividade antibacteriana do OEPA e do dilapiol foram determinados a Concentração Mínima Inibitória (CIM) e a Concentração Bactericida Mínima (CBM), pela técnica da microdiluição e por contagem de Unidades Formadoras de Colônia (UFC), utilizando concentrações de 250, 500, 750 e 1000 µg/mL do OEPA e concentrações de 100 e 1000 µg/mL de dilapiol. O inóculo bacteriano utilizado foi ajustado a 1x104 a partir da escala 0,5 de Mc Farland. Como controle negativo foi utilizado o inóculo juntamente com Tween 20, solubilizante do óleo essencial e dilapiol, e como controle positivo, utilizou-se o cloranfenicol 0,05 mg/mL. Esses compostos foram testados frente as cepas de S. aureus ATCC 25923, S. epidermidis ATCC 12228, MRSA hospitalar, S.epidermidis e S. lentus multirresistentes de origem hospitalar. Os resultados mostraram que o OEPA apresentou a CIM90% de 500 µg/mL e a CBM de 1000 µg/mL frente a S. aureus ATCC 25923, cuja concentração de 500 µg/mL foi capaz de inibir 60% do crescimento bacteriano. Quanto à cepa MRSA, o OEPA mostrou uma inibição (10%) na concentração de 750 µg/mL, sendo a CIM90% obtida em 1000 µg/mL. Em S. epidermidis ATCC 12228, o OEPA mostrou atividade antimicrobiana, com a CIM90% em 500 µg/mL e CBM em 750 µg/mL. Para a cepa S. epidermidis multirresistente, o OEPA foi capaz de inibir somente 35% do crescimento dessa cepa na concentração de 750 µg/mL, mas obteve o valor de CIM90% em 1000 µg/mL. Quanto ao dilapiol, o composto apresentou atividade antimicrobiana contra a cepa de S. aureus ATCC 25923 na concentração de 1000 µg/mL, inibindo 100% do crescimento (CBM). Por outro lado, não apresentou efeito antimicrobiano sobre as cepas MRSA e S. lentus multirresistente. Além disso, o dilapiol inibiu somente 20% do crescimento de S. epidermidis ATCC 12228 e S. epidermidis multirresistente na concentração de 1000 µg/mL. Desta forma, os dados mostram uma moderada atividade antibacteriana do óleo essencial, sendo que o dilapiol mostrou fraca atividade antimicrobiana in vitro.
  • RAIMUNDO LOPES DA SILVA
  • SISTEMA DE LIBERAÇÃO CONTROLADA DE QUITOSANA CONTENDO ANTÍGENO CAPSULAR Vi DE Salmonella Typhi
  • Data: 31/08/2012
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  • RESUMO SISTEMA DE LIBERAÇÃO CONTROLADA DE QUITOSANA CONTENDO ANTÍGENO CAPSULAR Vi DE Salmonella Typhi A utilização do antígeno Vi em vacinas é bastante promissor devido a este proporcionar um alto nível de imunidade em vacinas parenterais. A necessidade pela busca por alternativas para administração de vacinas levou à aplicação da tecnologia da liberação controlada de fármacos no campo da imunização. Nestes sistemas de liberação controlada, as doses administradas são diminuídas, porém o período de imunidade aumenta, já que prolonga a quantidade liberada do antígeno ao longo do tempo. O presente estudo propôs desenvolver e caracterizar um sistema de liberação controlada contendo antígeno Vi, utilizando como polímero veiculador a quitosana. As técnicas de RMN H-1 e espectroscopia de infravermelho mostraram que o método de extração do antígeno Vi empregado foi satisfatório qualitativamente. A caracterização da quitosana e das nanopartículas através de ensaios de análise térmica mostrou maior estabilidade das partículas em relação à quitosana, além do aumento da temperatura de degradação nas nanopartículas à medida que aumenta a concentração da quitosana. Em relação ao potencial zeta todas as nanopartículas tiveram cargas positivas em pH 7,2, enquanto que, no tamanho, as partículas foram menores à medida que aumentou a quantidade de quitosana no sistema. Na microscopia eletrônica de transmissão, as partículas mostraram-se morfologicamente homogêneas e com formato esférico. Na cinética de adsorção o antígeno, contido em solução, sofreu uma adsorção de 55% nas partículas de quitosana. Com isso, observou-se que é possível criar um sistema de liberação controlada envolvendo nanopartículas de quitosana e antígeno Vi de Salmonella enterica sorotipo Typhi.
  • GEDEAO BATISTA DE OLIVEIRA
  • MINOCICLINA ATENUA OS PREJUÍZOS MOTORES EM RATOS SUBMETIDOS À ISQUEMIA FOCAL NO CÓRTEX MOTOR E EXPOSTOS CRONICAMENTE AO ETANOL DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA
  • Data: 30/08/2012
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  • MINOCICLINA ATENUA OS PREJUÍZOS MOTORES EM RATOS SUBMETIDOS À ISQUEMIA FOCAL NO CÓRTEX MOTOR E EXPOSTOS CRONICAMENTE AO ETANOL DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo de álcool no mundo tornou-se um problema de saúde pública. Neste contexto, o Brasil figura na 63ª posição no mundo em consumo de álcool per capita para pessoas com 15 anos ou mais de idade. Além de seus efeitos sócio-econômicos, o etanol constitui um importante fator de risco na ocorrência de isquemias cerebrais. O consumo exacerbado desta droga colabora para o mau prognóstico, assim como para o possível tratamento de morbidades relacionadas ao acidente vascular cerebral. O objetivo deste estudo foi avaliar alterações neuromotoras após bloqueio da ativação micróglial com minociclina em ratos submetidos à isquemia focal no córtex motor, quando tratadas cronicamente com etanol da adolescência a fase adulta. Ratos receberam durante 55 dias, por gavagem, etanol (6,5 g/kg/dia, 22,5 p/v). No término destes 55 dias os animais foram submetidos à microinjeções do peptídeo vasoconstritor endotelina-1 (40 pmol), para indução de lesão isquêmica focal córtex motor. Os animais isquemiados foram tratados com minociclina recebendo duas doses diárias de 50 mg/kg nos primeiros dois dias, e mais cinco aplicações diárias únicas de 25 mg/kg, por via intraperitoneal, até o sétimo dia pós-indução isquêmica. Os testes comportamentais realizados foram campo aberto, plano inclinado e rota-rod. Os resultados demonstraram que os animais isquemiados e os expostos ao etanol e isquemiados apresentaram déficits motores em todos os testes comportamentais. Entretanto, o tratamento com minociclina foi capaz de reverte-los, possibilitando melhor desempenho em todos os testes aplicados. Os resultados sugerem que a minociclina foi capaz de reverter os danos motores ocasionados pelo acidente vascular cerebral, mesmo em presença do etanol. O exato mecanismo envolvido neste processo necessita ser investigado em pesquisas futuras.
  • RITA DE CASSIA ALMEIDA SAMPAIO
  • DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE MICROPARTÍCULAS DE Arrabidaea chica (H & B) B. Verl. OBTIDAS POR SPRAY DRYER
  • Data: 30/08/2012
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  • RESUMO DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE MICROPARTÍCULAS DE Arrabidaea chica (H & B) B. Verl. OBTIDAS POR SPRAY DRYER O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento tecnológico de formas farmacêuticas particuladas obtidas a partir de solução extrativa (tintura) de partes aéreas de Arrabidea chica (pariri), empregando-se a secagem por spray drying. Investigou-se a influência de adjuvantes tecnológicos (maltodextrina e goma arábica, isoladas e em associação) no desempenho da secagem e nas propriedades dos produtos secos. A tintura de A. chica foi concentrada em evaporador rotativo obtendo-se o extrato concentrado (EC) o qual foi adicionado dos adjuvantes tecnológicos e submetidos a secagem em spray drying. O processo de secagem foi avaliado através da determinação da recuperação de produto e eficiência térmica. As micropartículas (ES) foram avaliadas quanto a umidade residual; atividade de água; diâmetro médio das partículas; densidade bruta, densidade de compactação e índices de fluidez, perfil térmico e espectroscópico por IV. O monitoramento químico foi realizado por espectrofotometria UV-vis, utilizando como marcador químico os flavonoides (Ft), polifenois (Pt) e taninos totais (Tt) presentes na A. chica. A atividade antioxidante do produto foi avaliada pelo método DPPH e quimioluminescência. O teor de umidade nas ES teve seus valores na faixa de 2,77 a 4,69% estando dentro do especificado. Os valores de atividade de água ficaram abaixo de 0.2, que é favorável à estabilidade físico-química e microbiológica. O percentual de degradação dos marcadores químicos nas ES em relação ao EC ficou na faixa de 24 a 46% para Ft, de 48 a 56% para Pt, e de 53 a 72% para Tt, que pode estar associada à degradação térmica e oxidação dos compostos. Na análise por CCD, a tintura, o EC e os ES apresentaram os padrões luteolina e canferol mostrando que o processo de secagem não causou a perda destes compostos. A distribuição granulométrica mostra que os ES apresentaram diâmetro médio em torno de 10 m sendo que as partículas apresentaram morfologia esférica e algumas com superfície rugosa. Através da determinação dos índices de fluidez e de acomodação dos pós obteve-se resultados característicos de pós com baixa fluidez e características de compressibilidade. A atividade antioxidante dos ES apresentou valores entre 32,17 a 44,53 µg/mL. Na análise colorimétrica, os parâmetros comprovaram a coloração vermelha-amarelada. A recuperação de produto ficou na faixa de 60 a 65% e os valores de eficiência térmica ficaram entre 36 % e 39%. As análises de espectroscopia na região do infravermelho e análises térmicas se mostraram ferramentas importantes na caracterização físico-química e controle de qualidade dos sistemas microparticulados obtidos.
  • LUIZ MARIO PARA RODRIGUES
  • MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO NO DISTRITO ADMINISTRATIVO DAGUA EM BELÉM, PA.
  • Data: 30/08/2012
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  • RESUMO MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO NO DISTRITO ADMINISTRATIVO DAGUA EM BELÉM, PA. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição associada a elevados índices de morbidade e mortalidade com baixas taxas de controle, sendo um dos mais importantes problemas de saúde publica no mundo. Trata-se de um estudo descritivo exploratório de natureza transversal e observacional, realizado em cinco unidades de saúde do Distrito Administrativo DAGUA, localizadas no municipio de Belém-PA, no período entre março de 2010 a agosto de 2011. A pesquisa também realizou estudo documental onde informações foram transcritas, para formulários da pesquisa. Este estudo buscou conhecer a logística de suprimento e o perfil de utilização de medicamentos para o controle da Pressão Arterial Sistêmica no Distrito Administrativo DAGUA. Para tanto foram investigados o perfil sóciodemográfico dos participantes do programa HIPERDIA, quais os medicamentos disponibilizados pela rede municipal de saúde para o tratamento da HAS, assim como a logística empregada pelo município para a disponbibilidade de acesso aos mesmos. A população deste estudo se caracterizou por ser principalmente idosa, com baixa escolaridade e predominantemente formada por pardos. Observou-se, que 53,78% dos pacientes faz uso de monoterapia e 46,22% de politerapia. 36,84% utiliza somente Captopril. 65,31% dos pacientes que fazem politerapia utilizam a associação de Captopril e hidroclorotiazida. Não se encontrou correlações significativas entre os aspectos socioeconômicos dos participantes e o controle dos níveis de pressão arterial. O conhecimento sobre a HAS não influenciou os resultados da PA. 51,96% dos pacientes apresenta PA não controlada. Em função da falta de abastecimento de medicamentos nas unidades de saúde e do perfil socioeconômico dos usuários, o Programa Farmácia Popular do Brasil apresenta-se como uma importante estrátegia para o acesso desses pacientes ao seu tratamento. Por fim, resumindo os achados, observou-se que o ciclo logístico da Assistência Farmacêutica em Belém – em especial as etapas de programação, aquisição e dispensação de medicamentos – não respeita o atual arcabouço legal que regulamenta a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Contatou-se falta de uniformização entre os medicamentos programados para unidades localizadas na mesma região, além da grande diferença entre as condições de compra dos medicamentos quando comparado a outras licitações, que chegam a gerar diferenças de preços de até 3000%. Conclui-se que a gestão técnica da assistência farmacêutica no município de Belém é inefetiva e ineficiente para o cuidado de pacientes portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica
  • FABRICIO ALEXOPULOS FERREIRA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DE PARTES AÉREAS DE Portulaca pilosa L. (PORTULACACEAE)
  • Data: 30/08/2012
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  • RESUMO FERREIRA, F.A. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DE PARTES AÉREAS DE Portulaca pilosa L. (PORTULACACEAE). 121f. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém-PA, 2012. Este estudo investigou a toxicidade aguda oral, o efeito antinociceptivo em modelos de nocicepção química e térmica, bem como a atividade anti-inflamatória em modelos de carragenina e óleo de cróton do extrato hidroetanólico de partes aéreas de Portulaca pilosa (EHEPp). Identificou também alguns possíveis mecanismos envolvidos na antinocicepção do extrato, além dos seus efeitos sobre o sistema nervoso central de ratos. No teste de toxicidade aguda oral, o tratamento com EHEPp (2000 mg/kg) não causou óbitos. No teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético, o EHEPp (100, 200, 400 e 600 mg/kg), por via oral (v.o.), reduziu significantemente o número de contorções em 18.18, 33.25, 47.27, 65.81 e 73.94%, respectivamente. No teste da placa quente, o tratamento com EHEPp (200, 400 e 600 mg/kg, v.o.) não alterou a latência ao estímulo térmico de 50 ± 0,5 ºC. No teste da formalina, o tratamento com EHEPp (200,400 e 600mg/kg, v.o.) reduziu de maneira significativa o tempo de lambida nas fases neurogênica (1ª fase) em 38.79, 60.61 e 75.18 %, e inflamatória (2ª fase) em 49.23, 53.03 e 87.53 %, respectivamente. A administração prévia de naloxona reverteu, significativamente, o efeito do EHEPp (600 mg/kg, v.o.) em ambas as fases do teste da formalina. O pré-tratamento com o L-NAME e azul de metileno reverteu o efeito do EHEPp (600 mg/kg, v.o.) de maneira significante em ambas as fases do teste da formalina. O pré-tratamento com o fármaco glibenclamida também reverteu de maneira significativa o efeito do EHEPp (600 mg/kg, v.o.) em ambas as fases do teste da formalina. O EHEPp, na dose 600 mg/kg, v.o., não afetou a atividade locomotora dos ratos submetidos ao teste do campo aberto. No teste de edema de pata induzido por carragenina e edema de orelha induzido pelo óleo cróton, o EHEPp (400 e 600 mg/kg, v.o.) não inibiu a formação de edema de maneira significante em ambos os testes. Os resultados deste estudo mostraram que o HEEPp, oralmente, apresentou baixa toxicidade e sua atuação antinociceptiva observada na fase neurogênica pode envolver interações periféricas com receptores opióides e ativação da via NO/GCs/GMPc/KATP. Já a atividade antinociceptiva observada na fase inflamatória parece não depender de inibição da via bioquímica fosfolipase A2/ciclo-oxigenases, mas de interações periféricas com receptores opióides e com a via NO/GCs/GMPc/KATP.
  • THYAGO DA COSTA VILHENA
  • Avaliação da toxicidade e dos efeitos do extrato etanólico seco das cascas de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson (Apocynaceae) sobre as alterações oxidativas na malária experimental in vivo
  • Data: 30/08/2012
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  • Este trabalho objetivou avaliar a toxicidade e os efeitos do extrato etanólico seco das cascas de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson (Apocynaceae, EEHa), uma planta utilizada na medicina tradicional para tratamento de várias doenças, sobre alguns parâmetros oxidativos na malária experimental murina; os ensaios de toxicidade consistiram da avaliação da citotoxicidade em células HepG2 A16, do bioensaio em Artemia salina, da toxicidade oral aguda (dose única de 5000 mg/Kg) e subcrônica. Para avaliação do EEHa sobre as alterações oxidativas na malária murina, os camundongos machos foram previamente tratados por 10 dias com o extrato (200 mg/Kg) ou água, infectados com Plasmodium berghei ANKA e mantidos com os respectivos tratamentos até o 5º dia de infecção e então ambos os grupos foram sacrificados para determinações da parasitemia sanguínea, da Capacidade Antioxidante Total Equivalente ao Trolox® (TEAC), Malondialdeído (MDA) e Nitrito e Nitrato (NN) pulmonar e cerebral. Também foi feita a análise farmacognóstica parcial da droga vegetal e uma abordagem fitoquímica para as principais classes de metabólitos. A análise farmacognóstica mostrou valores dentro daqueles preconizados pela Farmacopéia Brasileira; foi evidenciada a presença de substâncias com potencial farmacológico, como lactonas sesquiterpênicas e triperpenóides, mas não foi evidenciada a presença de alcalóides, comuns nas Apocynaceas. O EEHa demonstrou não ser citotóxico e possuir baixa toxicidade em A. salina. Na dose oral de 5000 mg/kg, não apresentou nenhum sinal evidente de toxicidade em camundongos machos e fêmeas. Na avaliação da toxicidade subcrônica, houve alterações estatisticamente significantes de alguns parâmetros bioquímicos e hematológicos, mas não clinicamente importantes, exceto uma redução significante nos níveis de MDA hepático nos animais machos tratados com EEHa, indicando redução dos danos oxidativos a este órgão. Houve redução significante da parasitemia e dos níveis de NN pulmonar e cerebral e do MDA pulmonar nos animais infectados pelo P. berghei e tratados com o EEHa (200 mg/Kg). Os resultados apontam excelentes perspectivas para futuras investigações, relacionando o papel dos constituíntes químicos do extrato desta espécie com estudos mais complexos de avaliação da atividade antimalárica.
  • PATRICK LUIS CRUZ DE SOUSA
  • AVALIAÇÃO DA ADESÃO À TERAPIA MEDICAMENTOSA EM HIPERTENSOS DE UNIDADES DE SAÚDE DO DISTRITO DAGUA NO MUNICÍPIO DE BELÉM-PARÁ
  • Data: 30/08/2012
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  • A adesão à farmacoterapia em diversas doenças crônicas, especialmente na hipertensão arterial (HAS), tem grande importância para a prevenção, diminuição e controle de agravos e complicações, desta forma reduzindo a morbi-mortalidade cardiovascular. Avaliar os fatores modificáveis e não modificáveis, que contribuam para uma melhor adesão ao tratamento medicamentoso em pacientes do distrito DAGUA, em Belém-PA, pode servir como base para qualificação da assistência farmacêutica, gestão clínica, políticas públicas, ações e planos nos serviços de saúde pública com o intuito de melhorar a adesão dos pacientes. Foi realizado um estudo descritivo observacional de natureza transversal e análise quantitativa com amostra probabilística de 227 pacientes, cadastrados no programa HIPERDIA, no período de março de 2010 à agosto de 2011, onde avaliou-se o conhecimento e o grau de adesão a terapia medicamentosa utilizando os testes de Morisky e Green (TMG) e ao teste de Batalla relacionando às variáveis socioeconômicas, estilo de vida, esquipe e serviço de saúde e fatores relacionados ao paciente. A população estudada foi caracterizada predominantemente por mulheres (69,5%), faixa etária a partir de 60 anos (44,5%), pardos (48%), casados (44,9%), aposentados (43,6%) e com grau de escolaridade baixa, sendo (55,1%) com ensino fundamental incompleto. Do total de indivíduos (63,46%) apresentaram pressão arterial não controlada. Não aderiam ao tratamento (66,9%) de acordo com o teste de Morisky e Green e (72,38%) pelo teste de Batalla.
  • ROSA MARCIA CORRÊA SARAIVA
  • ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE PLANTAS MEDICINAIS FRENTE Á BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES E A SUA INTERAÇÃO COM DROGAS ANTIMICROBIANAS
  • Data: 28/08/2012
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  • SARAIVA, R.M.C. ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE PLANTAS MEDICINAIS FRENTE Á BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES E A SUA INTERAÇÃO COM DROGAS ANTIMICROBIANAS. 93f. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém-PA, 2012. O controle de micro-organismos infecciosos multirresistentes às vezes é ineficaz mesmo com o desenvolvimento de novos antibióticos. Diversos extratos de plantas medicinais têm efeitos antimicrobianos o que pode representar uma alternativa terapêutica para doenças infecciosas, principalmente quando associados aos antibióticos de uso clínico. O objetivo do trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana de plantas medicinais sobre bactérias multirresistentes e os efeitos de sua interação com drogas antimicrobianas. Foi determinada a atividade antibacteriana de extratos e frações das plantas Eleutherine plicata (marupazinho), Geissospermum vellosii (pau-pereira) e Portulaca pilosa (amor-crescido) frente a isolados de Staphylococcus aureus Oxacilina Resistente (ORSA) e de Pseudomonas aeruginosa multirresistente, provenientes de processos clínicos humanos, assim como a interação destes produtos vegetais com drogas antimicrobianas de uso clínico. A atividade antibacteriana foi determinada pelo método de disco difusão em ágar Muller Hinton e a Concentração Inibitória Mínima (CIM) pela técnica de microdiluição em placas utilizando caldo Muller Hinton como meio de cultura e resazurina a 0,01% como revelador de crescimento bacteriano. Os extratos e frações foram testados nas concentrações de 500, 250, 125, 62,5, 31,2 e 16,2 µg/mL dissolvidos em DMSO a 10%. As plantas E. plicata e G. vellosii demonstraram atividade contra os isolados ORSA com CIM de 125 µg/mL, enquanto que P. pilosa teve ação sobre os isolados de P. aeruginosa multirresistentes com CIM de 250 µg/mL. Ocorreram 25% de sinergismo e apenas 5% de antagonismo entre as 120 interações de produtos vegetais e drogas antimicrobianas testadas. Frente aos isolados ORSA houve sinergismo com as drogas ciprofloxacina, clindamicina e vancomicina tanto com os derivados de E. plicata como os de G. vellosii. Os produtos de P. pilosa potencializaram a ação das drogas aztreonam, cefepime e piperacilina+tazobactam frente aos isolados de P. aeruginosa multirresistentes. Os resultados comprovaram o potencial das plantas E. plicata, G. vellosii e P. pilosa no controle de infecções bacterianas envolvendo fenótipos multidrogas resistentes (MDR) e que a sua interação com drogas antibacterianas pode representar uma nova alternativa na terapia destas infecções.
  • ROSA MARCIA CORRÊA SARAIVA
  • Atividade antibacteriana de plantas medicinais frente à bactérias multirresistentes e a sua interação com drogras antimicrobianas

  • Data: 28/08/2012
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  • RESUMO

     

     

    SARAIVA, R.M.C. ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE PLANTAS MEDICINAIS FRENTE Á BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES E A SUA INTERAÇÃO COM DROGAS ANTIMICROBIANAS. 93f. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém-PA, 2012.

     

    O controle de micro-organismos infecciosos multirresistentes às vezes é ineficaz mesmo com o desenvolvimento de novos antibióticos. Diversos extratos de plantas medicinais têm efeitos antimicrobianos o que pode representar uma alternativa terapêutica para doenças infecciosas, principalmente quando associados aos antibióticos de uso clínico.  O objetivo do trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana de plantas medicinais sobre bactérias multirresistentes e os efeitos de sua interação com drogas antimicrobianas. Foi determinada a atividade antibacteriana de extratos e frações das plantas Eleutherine plicata (marupazinho), Geissospermum vellosii (pau-pereira) e Portulaca pilosa (amor-crescido) frente a isolados de Staphylococcus aureus Oxacilina Resistente (ORSA) e de Pseudomonas aeruginosa multirresistente, provenientes de processos clínicos humanos, assim como a interação destes produtos vegetais com drogas antimicrobianas de uso clínico. A atividade antibacteriana foi determinada pelo método de disco difusão em ágar Muller Hinton e a Concentração Inibitória Mínima (CIM) pela técnica de microdiluição em placas utilizando caldo Muller Hinton como meio de cultura e resazurina a 0,01% como revelador de crescimento bacteriano. Os extratos e frações foram testados nas concentrações de 500, 250, 125, 62,5, 31,2 e 16,2 µg/mL dissolvidos em DMSO a 10%. As plantas E. plicata e G. vellosii demonstraram atividade contra os isolados ORSA com CIM de 125 µg/mL, enquanto que P. pilosa teve ação sobre os isolados de P. aeruginosa multirresistentes com CIM de 250 µg/mL. Ocorreram 25% de sinergismo e apenas 5% de antagonismo entre as 120 interações de produtos vegetais e drogas antimicrobianas testadas. Frente aos isolados ORSA houve sinergismo com as drogas ciprofloxacina, clindamicina e vancomicina tanto com os derivados de E. plicata como os de G. vellosii.  Os produtos de P. pilosa potencializaram a ação das drogas aztreonam, cefepime e piperacilina+tazobactam frente aos isolados de P. aeruginosa multirresistentes. Os resultados comprovaram o potencial das plantas E. plicata, G. vellosii e P. pilosa no controle de infecções bacterianas envolvendo fenótipos multidrogas resistentes (MDR) e que a sua interação com drogas antibacterianas pode representar uma nova alternativa na terapia destas infecções. 

  • MARIA ELINETE VERAS SARAIVA
  • Atividades antimicrobiana e antipromastigota de extratos e frações de virola surinamensis (Rol ex Rotts). Warb (Myristicaceae).
  • Data: 13/07/2012
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar as atividades antimicrobiana e antipromastigota de extratos de V. surinamensis e suas frações. Na obtenção dos extratos foram utilizados solventes de polaridade crescente (hexano, acetato de etila e metanol) e o extrato acetato de etila foi fracionado em coluna cromatográfica aberta, empregando como fase estacionária gel de sílica e como eluentes misturas de hexano e acetato de etila em gradiente de polaridade crescente. Para avaliação da atividade antimicrobiana utilizou-se o teste de difusão em Agar, sendo utilizados os seguintes microorganismos: Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans. A fração ativa foi submetida à microdiluição, onde se determinou a concentração inibitória mínima (CIM). Na avaliação da atividade antipromastigota utilizou-se a Leishmania amazonensis e L. chagasi, sendo determinadas as concentrações inibitórias mínimas e Concentração Inibitória 50% (CI50). Os extratos hexânico, acetato de etila e metanólico foram submetidos ao ensaio de difusão em Agar, não sendo observadas inibições do crescimento bacteriano e fúngico. Apenas a fração acetato de etila FA3, obtida do extrato acetato de etila, inibiu o crescimento do S. aureus no teste de difusão em Agar. Porém na microdiluição esta fração mostrou-se inativa (CIM>1000g/mL). Apenas o extrato hexânico mostrou-se ativo em formas promastigota de L. amazonensis e L.chagasi. Em síntese, apenas o extrato hexânico mostrou-se ativo em formas promastigota de leishmanias.
  • MICHEL TAVARES MARTINS
  • Estudo Farmacognóstico, fitoquímico e atividades biológicas de Aspidosperma nitidum Benth. Ex Mull. Arg.
  • Data: 11/07/2012
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • DAYSE LÚCIA DO NASCIMENTO BRANDÃO
  • PORTULACA PILOSA L. E GEISSOSPERMUM VELLOSII LEAVIS: ESTUDOS BOTÂNICOS, FARMACOGNÓSTICO, FITOQUÍMICO E ATIVIDADES BIOLÓGICAS.
  • Data: 10/07/2012
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  • NÃO DIVULGADO POR MOTIVO DE PATENTE
  • MEIRE SILVEIRA DA SILVA
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E ANTIPLASMÓDICA DE EXTRATOS E DIIDROFLAVONOL DE Hymenaea courbaril L (LEGUMINOSAE)

  • Orientador : MARIA FANI DOLABELA
  • Data: 29/06/2012
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  • Hymenaea courbaril L., conhecida popularmente como jatobá, é utilizada na medicina popular para o tratamento de diarreia, fungos dos pés e problemas respiratórios. A partir das cascas foram obtidos os extratos hexânico, em acetato de etila e etanólico. Do extrato etanólico foi isolada a smitilbina, metabólito que pertencente à classe dos diidroflavonóides. A identificação da substância isolada baseou-se na análise espectroscópica de Ressonância Magnética Nuclear unidimensional e bidimensional, além da comparação com dados da literatura. Os extratos e a substância isolada foram avaliados quanto à atividade antimicrobiana pelo método de difusão em ágar e microdiluição em caldo, este último para a determinação da concentração inibitória mínima (CIM). As amostras também foram avaliadas quanto à atividade antiplasmódica pelo método de Noedl et al. (2002). No teste de difusão em ágar os extratos hexânico e em acetato de etila exibiram atividade contra Pseudomonas aeruginosa e o extrato etanólico apresentou atividade contra Staphylococcus aureus e Candida albicans. Nenhum dos extratos foi ativo contra Escherichia coli. Os extratos hexânico e em acetato de etila não apresentaram atividade antiplasmódica (CI50 > 50mg/mL) e o extrato etanólico foi moderadamente ativo (CI50 entre 25 e 50mg/mL).

  • EDINILZA DA SILVA BORGES
  • Estudos farmacognósticos, fitoquímicos e atividade antimicrobiana de Eleutherine plicata Herb.

  • Data: 28/06/2012
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  • Não divulgado por motivo de patente

  • ADEMAR SOARES MELO
  • AVALIAÇÃO NEUROCOMPORTAMENTAL, ANTINOCICEPTIVA E ANTIOXIDANTE DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DE EUPATORIUM AYAPANA V. (ASTERACEAE)

  • Data: 13/04/2012
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  • RESUMO

     

    O Eupatorium ayapana Vent., da família  Asteraceae, conhecida popularmente como japana é utilizada em infusões, decocção, banhos e chá, com ação sedativa, febrífuga, estimulante e tônica, utilizada também no combate à insônia, dor de cabeça, dor de garganta, diarréia, etc., sendo muito utilizada pela população amazônica. Este estudo avaliou a ação de diferentes doses do extrato hidroalcoólico de Eupatorium ayapana Vent (EHAEA) sobre o comportamento de ratos Wistar, na faixa etária de 2 meses. Foram utilizados 8 grupos de ratos machos (n= 7-10), divididos em controle, droga padrão de ação ansiolítica (diazepam), droga padrão de ação antidepressiva (fluoxetina) e 5 doses do extrato ( 100, 200, 400, 600, 800 mg/Kg), que foram solubilizados com tween 80 a 1%.  A administração do extrato foi realizada de forma aguda por gavagem. No teste de toxicidade oral realizado, verificou-se que o extrato não é tóxico. Os testes comportamentais utilizados foram: o campo aberto, o Labirinto em Cruz Elevado (LCE) e o nado forçado. Após os testes comportamentais foi realizada a coleta de sangue na região do plexo retro-orbital dos ratos, para avaliação dos níveis de estresse oxidativo como: Capacidade Antioxidante Total, malondialdeído (MDA) e NO, e também a ação antioxidante total do EHAEA. Os resultados obtidos no teste do campo aberto demonstraram atividade do tipo ansiolítica, resultado confirmado com o teste do LCE. No teste do Nado Forçado, o EHAEA demonstrou ação do tipo antidepressiva. Nos testes de nocicepção, o qual se utilizou camundongos, ocorreu atividade antinociceptiva no teste de contorção abdominal induzido, nas doses de 200, 400, 600 e 800 mg/Kg. Na avaliação da bioquímica oxidativa,  observou-se que não ocorreu dano oxidativo nos grupos tratados com o EHAEA, os níveis de NO permaneceram inalterados nas doses de 200, 400 e 600 mg, e a capacidade antioxidante total mostrou-se aumentada. Com estes resultados apresentados, o presente trabalho pretende contribuir com futuros trabalhos, haja vista, serem escassos os trabalhos na área comportamental, de nocicepção e estresse oxidativo com esta espécie vegetal, e que estudos posteriores possam reforçar o uso do extrato da japana na medicina popular.

2011
Descrição
  • THAIS MONTENEGRO DE ANDRADE
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL E ESTRESSE OXIDATIVO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE Petiveria alliacea L. (Phytolacaceae).

  • Data: 12/12/2011
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  • Introdução: Petiveria alliacea L., conhecida popularmente como Mucuracaá, pertencente à família Phytolacaceae. Preparações desta planta têm sido amplamente utilizadas na medicina popular como sedativo, no tratamento da “memória fraca”, entre outros. Devido as suas características sedativas, procurou-se avaliar a atividade ansiolítica a partir dos efeitos comportamentais e de estresse oxidativo após a administração do extrato hidroalcoólico (EHA) em ratos adultos. Métodos: A planta foi coletada no município de Acará/Pa e suas folhas, talos e raízes foram tratados, depois macerados com etanol 70% e obtido o extrato. Ratos Wistar machos e fêmeas (n=5-10 por grupo) foram tratados com água e comida ad libitum e divididos em grupos: Controle, que recebeu solução salina; P. alliacea L., que receberam 900mg/Kg; diazepam (DZP) 1mg/Kg, como controle positivo para a atividade ansiolítica; fluoxetina (FXT) 10mg/Kg, como controle positivo para avaliar a atividade antidepressiva e cafeína(CAF) 10mg/Kg, como controle positivo para efeito mnemônico. Os testes comportamentais foram: campo aberto para a atividade ansiolítica e estimulatória, nado forçado para atividade antidepressiva, LTE para efeito mnemônico. Os testes de estresse oxidativo foram: TEAC para a dosagem de antioxidante total, dosagem do malondialdeído, dosagem de nitritos e nitratos e dosagem de metemoglobina. Resultados/Discussão: O tratamento com P. alliacea L. aumentou a atividade locomotora central e total dos ratos sugerindo atividade ansiolítica e estimulante; reduziu o tempo de imobilidade conferindo atividade antidepressiva e aumento na latência nos braços fechados na fase de teste do LTE demonstrando atividade mnemônica positiva. Nos parâmetros de estresse oxidativo, a espécie apresentou redução na capacidade antioxidante total e aumento das taxas de metemoglobina, sugerindo atividade pró-oxidante. Conclusão: Podemos concluir que o extrato possui atividade ansiolítica, atividade antidepressiva e atividade pró-oxidante. Entretanto, outros estudos são necessários para confirmar essas atividades.

     

  • ALEX OSELU OWITI
  • DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO PARA CARACTERIZAÇÃO DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DE FOLHAS DE Mikania lindleyana DC. POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDO DE ALTA EFICIÊNCIA.
  • Orientador : WAGNER LUIZ RAMOS BARBOSA
  • Data: 31/08/2011

  • ELIANE MORAES DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO FARMACOGNÓSTICA, FÍSICO-QUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DAS FOLHAS DE ANANI (SYMPHONIA GLOBULIFERA LINN.F, CLUSIACEAE)
  • Data: 29/08/2011

  • JOYCE KAREN LIMA VALE
  • ESTUDO DO MECANISMO DO NITROFENILATO NA PROSTAGLANDINA - ENDOPERÓXIDO SINTASE E RELAÇÃO ESTRUTURA - PROPRIEDADE DE NITRODERIVADOS.
  • Orientador : ROSIVALDO DOS SANTOS BORGES
  • Data: 17/08/2011

  • TAYSA RIBEIRO SCHALCHER
  • EFEITO DA DAPSONA NA GERAÇÃO DE ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES COM HANSENÍASE EM USO DE POLIQUIMIOTERAPIA
  • Orientador : MARTA CHAGAS MONTEIRO
  • Data: 17/08/2011

  • ANIVALDO PEREIRA DUARTE JUNIOR
  • OBTENÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE QUITOSANA CONTENDO DICLOFENACO COMO SISTEMA DE LIBERAÇÃO MODIFICADA DE FÁRMACOS.
  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 02/08/2011

  • JEANE FRANCISCA ALVES RIBEIRO
  • INVESTIGAÇÃO FITOQUÍMICA BIOMONITORADA DA TINTURA 70° GL DE ARRABIDAEA CHICA (HUMB. & BOMPL) VERLOT
  • Orientador : WAGNER LUIZ RAMOS BARBOSA
  • Data: 29/07/2011

  • LUIS FABIO DOS SANTOS GOMES
  • ABORDAGEM FITOQUÍMICA, DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO E AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA TOXIDADE DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DAS CASCAS DE ASPIDOSPERMA EXCELSUM BENTH (APOCYNACEAE)
  • Orientador : FLAVIO DE VASCONCELOS
  • Data: 29/07/2011

  • HEITOR RIBEIRO DA SILVA
  • DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DE FORMULAÇÕES FITOTERÁPICAS PARA USO TÓPICO CONTENDO EXTRATO DE Jatropha gossypiifolia L. SECO POR SPRAY DRYER
  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 14/07/2011

  • TAIS VANESSA GABBAY ALVES
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE HIDROGÉIS DE POLIACRILAMIDA-CO-METILCELULOSE COMO SISTEMAS CARREADORES DE CLORIDRATO DE PROPRANALOL
  • Orientador : ROSEANE MARIA RIBEIRO COSTA
  • Data: 06/07/2011

  • ANDRESSA SANTA BRIGIDA DA SILVA
  • Caracterização farmacobotânica de folhas de Mikania lindleyana DC. (Sucuriju)
    e análise fitoquímica da preparação extemporânea obtida da droga vegetal, com padronização e monitoração de metabólitos, em humanos.

  • Data: 20/06/2011
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  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DE Mikania lindleyana DC.: VALIDAÇÃO DO USO NA MEDICINA POPULAR Mikania lindleyana (Asteraceae), popularmente conhecida como sucuriju, é uma espécie nativa da região amazônica, cujo chá das folhas é a principal forma de uso popular para tratamento de gastrite, infecção, dor e inflamação. Para validar a forma e a alegação de uso decidiu-se avaliar a toxicidade aguda e as atividades antinociceptiva e anti-inflamatória do extrato bruto aquoso liofilizado de Mikania lindleyana devidamente identificada (EAML), bem como investigar sua composição química. Na análise fitoquímica do EAML detectou-se a presença de saponinas, proteínas, aminoácidos, fenóis, taninos, ácidos orgânicos e flavonóides. Por cromatografia em camada delgada (CCD) foram observadas zonas de fluorescência azul características de ácido o-cumárico. Por cromatografia liquida acoplada à espectrometria de massa (CLAE-DAD-EM) foram encontrados compostos altamente glicosilados. O EAML na dose de 5000mg/kg não provocou morte nos animais. No teste de contorções abdominais, o EAML (nas doses 125, 250, 500, 750, 1000 e 1500mg/kg) promoveu redução no número de contorções de maneira significante e dose-dependente. A dose efetiva mediana (DE50) de 692,6 mg/kg não prolongou o tempo de latência sobre a placa quente. No teste de formalina, o EAML reduziu o tempo no qual os animais permaneceram lambendo a pata injetada com formalina nas duas fases sendo este efeito revertido pelo antagonista opióide naloxona. A dose de 692,6 mg/kg inibiu a formação de eritema, mas não o edema provocado por dextrana. A mesma dose inibiu a formação do edema por carragenina a partir da 2ª hora e reduziu a migração de neutrófilos para a cavidade peritonial. Estes resultados sugerem que o EAML, nas doses utilizadas, apresenta atividade antinociceptiva na qual pode haver a participação do sistema opióide e, apresenta atividade anti-inflamatória que pode ser atribuida à ação sobre mediadores inflamatórios, como PGs, e, ainda sobre moléculas de adesão, cuja participação de citocinas pode ser crucial.

  • BRUNO GONCALVES PINHEIRO
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA E EFEITOS ANTINOCICEPTIVO E ANTI-INFLAMATÓRIO EM ROEDORES DO ÓLEO ESSENCIAL DE Peperomia serpens (SW) LOUD
  • Data: 20/06/2011

  • CLEIA TEREZA LAMARAO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO BIOLÓGICA DOS EXTRATOS OBTIDOS DAS SEMENTES DE Vatairea guianensis (AUBLET.)
  • Data: 28/03/2011
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  • CLEIA TEREZA LAMARAO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO BIOLÓGICA DOS EXTRATOS OBTIDOS DAS SEMENTES DE Vatairea guianensis (AUBLET.)
  • Data: 28/03/2011
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2010
Descrição
  • NUBIA RAFAELA RIBEIRO ARAUJO
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE EXTRATOS VEGETAIS SOBRE MICRORGANISMOS RELACIONADOS À LESÃO DE MUCOSITE ORAL
  • Data: 14/10/2010

  • JOSEANE RODRIGUES DA SILVA
  • ESTUDO DA RELAÇÃO ESTRUTURA E ATIVIDADE DE DERIVADOS DO PARACETAMOL E PIRAZOLONAS
  • Orientador : ROSIVALDO DOS SANTOS BORGES
  • Data: 08/10/2010

  • CHRISTIAN BARBOSA DE FREITAS
  • ANÁLISES BOTÂNICAS, FARMACOGNÓSTICAS E FÍSICO-QUÍMICAS DE Echinodorus macrophyllus (KUTH) MICHELI (CHAPÉU-DE-COURO) EM CONTRIBUIÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE DE AMOSTRAS COMERCIAIS
  • Orientador : WAGNER LUIZ RAMOS BARBOSA
  • Data: 31/08/2010

  • SARAH RAPHAELLA ROCHA DE AZEVEDO SCALERCIO
  • ESTUDO TEÓRICO DO MECANISMO REDOX DE DERIVADOS QUINOLÍNICOS NA ATIVIDADE ANTIMALÁRICA
  • Orientador : ROSIVALDO DOS SANTOS BORGES
  • Data: 30/08/2010

  • MICHELLI ERICA SOUZA FERREIRA
  • Concentrações plasmáticas de primaquina e metemoglobinemia em pacientes com malária por Plasmodium vivax
  • Orientador : JOSE LUIZ FERNANDES VIEIRA
  • Data: 05/03/2010

  • RAIMUNDO NONATO CARDOSO MIRANDA JUNIOR
  • ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA IN VITRO DOS ÓLEOS DE ANDIROBA (Carapa guianensis Aubl.) e PIMENTA-DE-MACACO (Piper aduncum L.)
  • Orientador : JOSE GUILHERME SOARES MAIA
  • Data: 05/02/2010

  • JAQUELINE CIBENE MOREIRA BORGES
  • ACETILBERGENINA: OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA
  • Orientador : LOURIVALDO DA SILVA SANTOS
  • Data: 22/01/2010

  • LUANA MELO DIOGO DE QUEIROZ
  • PLANEJAMENTO, SÍNTESE E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DO ORTOBENZAMOL, ANÁLOGO DO PARACETAMOL
  • Orientador : PERGENTINO JOSE DA CUNHA SOUSA
  • Data: 22/01/2010

  • PATRICIA MIRIAN SAYURI SATO BARROS
  • ACETILBERGENINA: OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA
  • Orientador : LOURIVALDO DA SILVA SANTOS
  • Data: 22/01/2010

  • SARAH REGINA PEREIRA CAMELO
  • ESTUDOS DE PRÉ-FORMULAÇÃO E FORMULAÇÃO DE VISMIA GUIANENSIS (AUBL.) CHOISY
  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 15/01/2010

  • RUSSANY SILVA DA COSTA
  • ESTUDOS DE PRÉ-FORMULAÇÃO E FORMULAÇÃO DE HELIOTROPIUM INDICUM (L.) DC (BORAGINACEAE)
  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 14/01/2010

2009
Descrição
  • KARIANE MENDES NUNES
  • Caracterização química e físico-química e estudos preliminares de planejamento da formulação fitoterápica contendo tintura de Calendula officinalis L.
  • Orientador : JOSE OTAVIO CARRERA SILVA JUNIOR
  • Data: 29/12/2009

  • HUGO ALEXANDRE SILVA FAVACHO
  • Caracterização fitoquímica e avaliação da atividade anti-inflamatória e antinociceptiva do óleo fixo de Euterpe oleracea Mart.
  • Data: 21/11/2009

  • AURIEKSON NORONHA QUEIROZ
  • Planejamento de Novos Compostos da Edaravona
  • Orientador : ROSIVALDO DOS SANTOS BORGES
  • Data: 30/06/2009

  • SOLANGE REGINA SENA DE SOUZA
  • INVESTIGAÇÃO FITOQUÍMICA E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DA RAIZ DE EUTERPE OLERACEA MART. (AÇAÍ)
  • Orientador : LOURIVALDO DA SILVA SANTOS
  • Data: 20/03/2009

2008
Descrição
  • ANDREX AUGUSTO SILVA DA VEIGA
  • Isolamento e quantificação de flavonóides e abordagem das atividades antioxidante e antimicrobiana de Jatropha gossypiifolia L.
  • Orientador : WAGNER LUIZ RAMOS BARBOSA
  • Data: 30/12/2008

  • CHRISTIAN MIRANDA RIBEIRO
  • Avaliação da atividade antimicrobiana de plantas utilizadas na medicina popular da Amazônia
  • Orientador : JOSE MARIA DOS SANTOS VIEIRA
  • Data: 24/07/2008

  • ANDERSON BENTES DE LIMA
  • ESTUDO DA AÇÃO ANTINOCICEPTIVA E ANTIINFLAMATÓRIA DO 1- NITRO-2-FENILETANO, PRINCIPAL CONSTITUINTE DA ANIBA CANELILLA
  • Data: 26/06/2008

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