Dissertações/Teses

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2024
Descrição
  • ELIANE ARAGAO DA SILVA
  • DIMINUIÇÃO NAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E PSICOLÓGICAS DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL E DE SEU IMPACTO FUNCIONAL ATRAVÉS DO PROTOCOLO DE DOSE MÍNIMA

  • Orientador : DANIEL ALVAREZ PIRES
  • Data: 08/04/2024
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  • A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um conjunto de mais de 200 sintomas que envolvem fatores comportamentais e sintomas somáticos, emocionais e cognitivos que estão diretamente relacionados às modificações hormonais que ocorrem no período pré-menstrual. Em meio às situações de estresse vividas ao longo da vida, são necessárias estratégias para enfrentar e se adaptar a tais eventos. A forma com a qual se escolhe lidar com as situações é caracterizada por estratégias de coping. Mulheres com a SPM usam diferentes estratégias de enfrentamento se comparadas a mulheres sem SPM, sendo necessário o entendimento de quais estratégias são úteis para lidar com o sofrimento pré-menstrual e quais podem ser modificadas ativamente com métodos como atividade física. Os efeitos benéficos do exercício sobre os sintomas de SPM são a diminuição dos sintomas psicológicos, porém ainda são necessários estudos com aplicação de protocolos controlados e de longo prazo. O treinamento de dose mínima é como “petiscos de treino”, com treinos resumidos, abaixo do recomendado por instituições mundiais, proporcionando ganhos físicos e psicológicos aos praticantes, se comparados a vida sedentária. Os objetivos do estudo consistem em: a) analisar os efeitos de um protocolo de dose mínima de 8 semanas sobre os sintomas psicológicos de SPM, e b) identificar quais estratégias de enfrentamento foram utilizadas pelas mulheres acometidas pela SPM durante um protocolo de dose mínima de oito semanas. Após a seleção pelos critérios de inclusão a partir das informações de um Questionário Sociodemográfico, do Questionário de Rastreamento dos Sintomas de SPM (Premenstrual Symptom Screening Tool - PSST) e do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q), 33 universitárias, acometidas pela SPM foram encaminhadas a dois grupos: Grupo Treinamento Resistido (GTR), que realizaram um programa de treinamento resistido, e o Grupo Controle (GC), que realizaram testes físicos e preencheram questionários. Ambos responderam ao questionário (Premenstrual Symptom Screening Tool - PSST) no dia 1 de seu ciclo durante dois ciclos menstruais, e o questionário de estratégias de coping (Brief Cope), repassado ao final de todas as semanas durante dois meses. Para a análise de dados foi utilizado o modelo linear misto utilizando a Máxima Verossimilhança Restrita (REML) com a aplicação da tabela ANOVA III e o post hoc de Tukey para a análise dos sintomas de SPM. Para análise das estratégias de coping foi utilizado o modelo linear misto para cada domínio, com análise descritiva e exploratória. O programa utilizado para a análise foi o R Studio. Os resultados das análises apontaram diferenças significativas nas manifestações físicas e psicológicas, no segundo momento, com diminuição dos sintomas no GTR em comparação ao GC. Diferenças também foram percebidas nos impactos funcionais dos sintomas, no segundo momento, com diminuição dos impactos no GTR em comparação ao GC. Na análise de coping foi observada uma constância nas escolhas das estratégias, sem influência do protocolo de dose mínima. Concluímos que a prática de treinamento resistido com o método de dose mínima auxilia no tratamento dos sintomas de SPM diminuindo manifestações físicas e psicológicas assim como o impacto funcional dos sintomas na vida das acometidas. As estratégias de coping escolhidas parecem se manter constantes, não sofrendo influências do protocolo de dose mínima.

  • MARIO CORREA DOS SANTOS JUNIOR
  • O efeito do FIFA11+ para prevenir lesões em membros inferiores em atletas de voleibol: um ensaio controlado randomizado por Cluster

  • Orientador : MARILIA PASSOS MAGNO E SILVA
  • Data: 05/04/2024
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  • Prevenir lesões é de extrema importância no contexto esportivo para diminuir as ausências em treinos/competições, reduzir custos médicos, queda no desempenho e alteração em aspectos psicossociais do atleta, nesse sentido protocolos de prevenção com abordagem integral de aquecimento ganharam relevância na literatura. O objetivo geral deste estudo foi verificar o efeito do FIFA 11+ na prevenção de lesões em jogadoras de voleibol sub 19. E teve como objetivos específicos: caracterizar as lesões quanto ao local anatômico, mecanismo, diagnóstico e gravidade; avaliar bem-estar, percepção subjetiva de recuperação, percepção subjetiva de esforço, dados de saltos e força isométrica dos músculos extensores e flexores do joelho entre os grupos. A pesquisa utilizou abordagem descritiva, analítica e caracterizou-se como um ensaio controlado randomizado por cluster. A amostra foi constituída por 34 atletas, do sexo feminino, da categoria sub19, de dois times da cidade de Belém/PA. 17 participantes foram expostas à aplicação do programa FIFA 11+ e 17 fizeram parte do grupo controle, seguindo a rotina normal de aquecimento. O protocolo foi aplicado durante três meses pelos pesquisadores e os diagnósticos das lesões foram feitos por profissional da saúde médico ou fisioterapeuta. Os dados foram analisados com o JASP e com base na intenção de tratar, o efeito da intervenção foi feito por meio de análise qualitativa com quadros de descrição das lesões e medidas epidemiológicas e para verificar o efeito da intervenção nos parâmetros psicossociais e de desempenho utilizou-se o modelo linear misto. O FIFA11+ teve efeito positivo na prevenção de lesões de jogadoras de voleibol sub19, o grupo que realizou o protocolo de aquecimento teve 50% menos lesões em relação ao grupo controle, com menor gravidade mesmo com diferença significativa de maior tempo médio de exposição em minutos durante as sessões.

  • AMANDA CAROLINE LOBATO DIAS
  • RASTREIO DE SARCOPENIA EM IDOSOS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO

  • Data: 28/03/2024
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  • Introdução: A sarcopenia é uma síndrome associadas à idade que tem sido associadas ao risco de vários eventos adversos, principalmente declínio funcional e morte. No sistema de saúde brasileiro, esta constitui-se um problema de saúde crescente, muitas vezes com uma identificação deficitária, caracterizando-se um desafio para o modelo de atenção à saúde vigente. sendo por isso importante a adoção de medidas preventivas e para rastrear o problema. Objetivo: Investigar a sarcopenia e analisar os instrumentos de rastreio com variáveis de função muscular e funcionalidade em idosos acompanhados no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). Métodologia: Trata-se de um estudo do tipo observacional, analítico, transversal de características quantitativas, foi realizado de janeiro a outubro 2023 no HUJBB. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos com idade acima de 60 anos, atendidos no ambulatório de geriatria do HUJBB. A sarcopenia foi avaliada através do algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos de 2019 (European Working Group on Sarcopenia in Older People-EWGSOP2), Realizou-se uma avaliação física composta pela aplicação do instrumento Short Physical Performance Battery (SPPB), verificação da força de preensão manual e avaliação de Impedância Bioelétrica (BIA). Resultados: Foram avaliados 46 idosos, a maioria do sexo femenino 76,09 %, com a prevalencia de idade entre 69- 79 (41,30%). Realizados modelos de regressão linear tomando como variável dependente instrumentos de rastreio de sarcopenia e sua associação com testes de desempenho físico, funcionalidade e aspectos clínicos. O melhor modelo para a variável SARC-CalF foi obtido quando feito ajuste para pessoas com pneumopatias (R2 = 0,97) com associação das variáveis independentes circunferência da panturrilha, força de preensão palmar, velocidade de marcha e massa magra cujos coeficientes respectivos foram: -0,49, 0,56, -0,173 e -0,179. Para a variável dependente massa magra os melhores ajustes foram para hipertensos e cardiopatas (R2 = 0,82 e R2 = 0,87) com as variáveis independentes circunferência da panturrilha, força de preensão palmar, velocidade de marcha associadas ao primeiro modelo cujos respectivos coeficientes foram (1,164, 0,52 e 0,29) e circunferência da panturrilha (1,164) para cardiopatas. Conclusão: Esta pesquisa demonstrou que há variação dentre os instrumentos de rastreio de sarcopenia e que vários fatores devem ser considerados quando essas ferramentas forem aplicadas.

  • LUIZ HUMBERTO FIGUEIREDO MONTEIRO
  • ASPECTOS MOTORES, COGNITIVOS E DE SAÚDE MENTAL NAS DISFUNÇÕES VESTIBULARES PERIFÉRICAS

  • Orientador : SUELLEN ALESSANDRA SOARES DE MORAES
  • Data: 01/03/2024
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  • Indivíduos com sintomas vestibulares apresentam marcha instável, desequilíbrio e uma forma de mensurar o nível de desequilíbrio de um indivíduo é por meio da baropodometria, amplamente utilizada na prática clínica para mapear a área de pressão plantar por meio de registros gráficos e determinar os deslocamentos e oscilações do centro de pressão através da estabilometria. Além disso, o equilíbrio e ansiedade apresentam relação, pois dividem os mesmos circuitos centrais neurais. Assim, queixas psicológicas como ansiedade e depressão são frequentes em indivíduos com tontura. Dessa forma, o presente estudo tem o objetivo de analisar as características motoras, funcionais e emocionais de indivíduos com sintomas vestibulares. A análise da pressão plantar e do centro de pressão foi realizado através da baropodometria e da estabilometria em uma plataforma de força (BaroScan®, Londrina, Paraná, Brasil) e o software BaroSys, enquanto para a análise funcional utilizamos o teste Timed up and go (TUG) e o aspecto funcional do questionário Dizziness Handicap Inventory  (DHI) e para análise emocional o aspecto emocional do DHI. Verificamos que indivíduos com sintomas vestibulares apresentam pé plano, com valores de pressão máxima, pressão média, pressão máxima no mediopé e retropé e pressão média no retropé mais elevados quando comparados a pessoas sem sintomas vestibulares. Além disso, indivíduos com sintomas vestibulares tem redução da mobilidade funcional e maior risco de queda, além de apresentarem comprometimento da saúde emocional e mental, com sinais de ansiedade e sintomatologia depressiva de leve à moderada na maioria dos indivíduos quando comparado a indivíduos sem sintomas vestibulares.

2023
Descrição
  • LUCAS MEIRELES MATOS
  • EFEITOS DA CAMINHADA NÓRDICA PROGREDIDA AO SPRINT SOBRE A FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E A CAPACIDADE DE MARCHA EM PESSOAS COM PARKINSON SUBCLASSIFICADAS EM HIPERCINÉTICAS E RÍGIDOS-ACINÉTICAS

  • Data: 27/12/2023
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  • Introdução: O quadro clínico de pessoas com Doença de Parkinson (DP) é caracterizado pela tétrade motora: bradicinesia, tremor de repouso, instabilidade postural e rigidez. A combinação dos sintomas motores e não motores, como por exemplo, depressão, demência, alteração de sono, propicia o imobilismo e com o decurso da doença surge a preocupação relacionada à marcha. Esta, é caracterizada por passos curtos, arrastados com pouca variação de flexão das articulações, e uma frequência de passada aumentada, denominada de marcha festinante. Estas alterações se tornam um predisposto para quedas, um dos principais fatores limitantes para o desempenho de suas funções, e comprometendo a qualidade de vida. Essas pessoas, quando não inseridos precocemente em programas de reabilitação podem desenvolver quadros progressivos de dispnéia e fadiga excessiva, menor tolerância ao exercício e predisposição a redução de força muscular. Concomitante, com o avanço natural da DP, ocorre o declínio da função respiratória, o prejuízo de ações coordenadas, disfunções das contrações eficientes de músculos inspiratórios e redução da tosse eficaz, o que torna a pneumonia aspirativa a principal causa de morte neste perfil de indivíduos. Sendo assim, a inserção em programas de reabilitação, como os exercícios aeróbicos, pode promover uma maior funcionalidade, ajustes mecânicos posturais, aumento de fatores neurotróficos e plasticidade cerebral, capaz de agregar a estas pessoas mais autonomia em seu cotidiano. Neste contexto, a caminhada nórdica é um recurso que promove funcionalidade através do treino de marcha associado ao uso de bastões, que facilitam a dissociação de cinturas, o equilíbrio dinâmico através da reorganização do corpo no ambiente e sinergias musculares que favorecem a automação da marcha. É preconizado que exercícios aeróbicos melhoram a condição cardiovascular, assim como favorecem o fluxo respiratório associado ao aumento de forças associadas à pressão inspiratória e expiratória. Entretanto, não está bem esclarecido sobre os benefícios do treinamento muscular respiratório associado à diferentes intensidades de caminhada nórdica nesta população. Objetivos: Analisar os efeitos do treinamento muscular respiratório associado à diferentes intensidades de caminhada nórdica sobre a função pulmonar de Pessoas com Parkinson (PcP) e, ainda, verificar as possíveis correlações entre a atividade pneumofuncional e os subtipos clínicos da DP . Materiais e Métodos:Trata-se de um Ensaio Clínico Randomizado, paralelo, duplo cego, e de dois braços, cujas etapas da pesquisa seguirão as recomendações do Checklist Consolidated Standards of Reporting Trials (CONSORT). A pesquisa será submetida ao Conselho de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pará (CEP/UFPA). O tamanho da amostra será calculado pelo Software Gpower 3.1.9.7®, com um poder de 0,90 e nível de significância = 0,05. Como critérios de inclusão, a amostra será composta por PcP, acima de 45 anos, com diagnóstico clínico apresentado mediante laudo médico.Serão incluídos aqueles que estiverem realizando o uso da medicação corretamente, que alcançarem a pontuação mínima de 24 pontos na escala Mini Mental, não apresentar alterações osteomioarticulares que os impeçam de realizar o treino de caminhada nórdica, não apresente sintomas gripais, ou quadro obstrutivo grave,hipertensos e excluídos aqueles que possuírem doenças cardiovasculares não controladas, e estar em período de pós operatório. A avaliação constará de escalas relacionadas ao aspecto Cognitivo Escala Mini Exame do Estado Mental, a avaliação motora referente ao estadiamento da doença por meio da escala Hoehn & Yahr modificada, e a Escala Unificada da Doença de Parkinson (UPDRS - III). Em relação à marcha, serão analisados a Velocidade Autosselecionada (VAS), a Velocidade Rápida (VR) por meio do teste de caminhada de 10 m (TC10).O desempenho no Teste de Caminhada de seis minutos (TC6’) será utilizado para a prescrição e controle do volume das sessões, nas diferentes intensidades e protocolos. Em seguida os voluntários serão submetidos aos testes específicos para avaliação da função respiratória, que serão realizados por meio da Manovacuometria e Espirometria. O Manovacuômetro utilizado no exame será o Manovacuômetro analógico M120 (Murenas®, SP) para determinar a pressão máxima inspiratória (PImáx) e expiratória (PEmáx). Para a espirometria, será utilizado o aparelho Mir MiniSpir® (Smart Medical, RS) vinculado ao software WinspiroPRO® (Smart Medical, RS). Os voluntários que compuserem a amostra serão divididos em dois grupos, o grupo de intervenção denominado de Corrida Nórdica (CN) e o grupo comparador ativo,denominado Caminhada Nórdica (NW). As intensidades serão determinadas por duas diferentes velocidades de locomoção para ambos os grupos. Para Grupo CN serão as velocidades: Máxima, Trote, e Sprint, com caminhadas e corridas, para o Grupo NW serão as velocidades: VAS, Intermediária e Máxima de caminhada. . Para o controle da intensidade, utilizaremos a Escala de Percepção Subjetiva, - PSE com valores 0 a 10. As intervenções irão ocorrer em um período de 16 semanas envolvendo avaliação, a familiarização do uso dos bastões para a marcha nórdica, as sessões descritas e reavalição. O período de avaliação ocorrerá na primeira semana, após isto, serão destinadas duas semanas para a familiarização do treino, com frequência de três sessões na semana neste momento. As doze semanas seguintes serão destinadas às sessões de Caminhada nórdica, cujo serão realizadas duas vezes na semana em um tempo médio de cinquenta minutos. Cada sessão será composta de cinco minutos de aquecimento muscular, de trinta a quarenta minutos do treinamento de Marcha Nórdica, e cinco minutos de alongamento muscular. Os dados serão tabulados em uma planilha do Microsoft Excel para uma comparação dos momentos pré e pós tratamento, considerando sua média e desvio padrão. Em seguida, para análise dos resultados, será utilizado o Pacote Estatístico SPSS 22.0 para então análise estatística dos dados serão utilizados os testes: ShapiroWilk (normalidade), GEE para as variáveis independentes, o Índice de Confiança de 95% (IC95%) e a utilização do Tamanho de Efeito pelo “d” de Cohen. Será adotado um nível de significância para as inferências estatísticas de p≤0,05. Resultados esperados e hipóteses: Como resultado da pesquisa, espera-se traçar um perfil da qualidade Pneumofuncional destas Pessoas com Parkinson, correlacionando estes aspectos com os diferentes subtipos da doença, e comparar os diferentes momentos (pré x pós) para observar a influencia de diferentes intensidades de caminhada nórdica na atividade respiratória destes indivíduos. Como Hipótese, acredita-se que a corrida nórdica é capaz de promover uma melhor resposta respiratória em Pessoas com Parkinson quando comparado com a caminhada.

  • BRENO CALDAS RIBEIRO
  • ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE FRAGILIDADE, INCAPACIDADE E AVALIAÇÃO DE DISTÚRBIOS DE SONO NA PESSOA IDOSA RESIDENTE NA COMUNIDADE

  • Data: 30/10/2023
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  • Introdução: A fragilidade é considerada um estado de vulnerabilidade a estressores de saúde, tornando pessoas idosas predispostas a incapacidade, hospitalização e mortalidade. Recentemente estudos apontam o aumento da prevalência do risco de fragilidade em pessoas idosas com distúrbios do sono. Considerando que a fragilidade apresenta um estado dinâmico com potencial de reversão, é primordial o rastreio de possíveis fatores modificáveis para prevenção, atenuação ou interrupção do processo de fragilidade. Sendo assim, se faz necessária a estratificação da fragilidade e investigação da possível relação entre qualidade do sono, sonolência diurna excessiva e risco de distúrbios do sono em pessoas idosas. Objetivo: Estratificar o risco de fragilidade e incapacidade e pesquisar possíveis associações com qualidade do sono, sonolência diurna excessiva e risco de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) em pessoas idosas residentes em comunidade. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo transversal de caráter quantitativo que seguiu as recomendações do The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) e que ocorreu entre abril de 2022 e agosto de 2023. O estudo consistiu em estratificar o risco de fragilidade e incapacidade por meio do questionário The Frail Non-disable (FiND) (incapacidade) e FRAIL Scale (fragilidade), e a avaliação de risco de apneia obstrutiva do sono, qualidade de sono e sonolência diurna excessiva em pessoas idosas residentes da comunidade, por meio do questionário STOP-BANG (Snoring, Tiredness, Observed apnea, high blood Pressure, Body mass index, Age, Neck circumference, and Gender), Escala de Qualidade Sono de Pittsburgh (PSQI) e Escala de Sonolência Diurna de Epworth (ESE), respectivamente. Foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov para normalidade dos dados. Para comparações categóricas binomais foi o utilizado o Teste Binomial e para comparações múltiplas o Teste de Proporções. Para avaliação de correlação foi utilizado o Teste de Correlação de Spearman. Resultados: Foram avaliadas 109 pessoas idosas (61% do gênero feminino, p = 0,02), com mediana de idade de 68 anos, procedentes da capital (86%), autodeclarados pardos (68%) e em estado de pré-obesidade (36%). De acordo com o FiND, 26% dos participantes foram considerados frágeis e 32% foram considerados incapazes. Já de acordo com a Escala FRAIL, 33% eram pré-frágeis e 25% frágeis. Além disso, a maioria dos pacientes apresentou má qualidade do sono (80%, p = 0,010), risco moderado de apneia obstrutiva do sono (49%, p < 0,010) e ausência de sonolência diurna excessiva (62%, p < 0,010). Houve fraca relação entre fragilidade e incapacidade com má qualidade do sono (rho = 0,39; p < 0,001) e risco de apneia obstrutiva do sono (rho = 0,26; p =0,000). Não foi observada relação entre fragilidade e incapacidade e sonolência diurna excessiva (rho = 0,04; p = 0,660). Na análise de correlação com fragilidade, também foi observada relação fraca com a qualidade do sono (rho = 0,33; p < 0,001) e o risco de apneia obstrutiva do sono (rho = 0,27; p = 0,001) também foi observada na análise de correlação com fragilidade, mas não foi encontrada relação com sonolência diurna excessiva (rho = 0,05; p =0,590). Conclusão: Este estudo mostrou uma fraca relação entre o risco de fragilidade e incapacidade com a qualidade do sono e o risco de apneia obstrutiva, mas não foi observada relação com a sonolência diurna excessiva.

  • THAYS DE PAULA BARBOSA MACHADO CHAGAS
  • CORRELAÇÃO DE MOTRICIDADE, COGNIÇÃO E COMPORTAMENTO ADAPTATIVO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA ATRAVÉS DO INVENTÁRIO DIMENSIONAL DE AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

  • Orientador : MAURICIO OLIVEIRA MAGALHAES
  • Data: 16/10/2023
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  • Introdução: As características essenciais para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são descritas como prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Adicionalmente, habilidades motoras prejudicadas ou atrasadas; capacidades adaptativas mínimas; alterações cognitivas são características associadas que apoiam o diagnóstico e apesar disso, existirem poucos estudos que tenham avaliado as características associadas ao TEA, bem como a correlação entre essas variáveis. Objetivo: Analisar a correlação entre a motricidade, cognição e comportamento adaptativo de crianças com Transtorno do Espectro Autista através do Inventário Dimensional de Avaliação do Desenvolvimento Infantil. Método: O estudo é do tipo descritivo, observacional com delineamento transversal, desenvolvido na região Norte do Brasil, onde foi realizado a aplicação do Inventário Dimensional de Avaliação do Desenvolvimento Infantil no domínio de motricidade, cognição e comportamento adaptativo de forma online ou presencial com mães, ou outros membros familiares de convívio diário com crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista na faixa etária entre 24 e 72 meses. Resultados: Participaram do estudo 93 crianças, sendo 31 com diagnóstico de TEA e 62 com desenvolvimento típico, o sexo predominante no TEA foi o sexo masculino (77,4%), onde suas idades variaram de 30 a 71 meses (M= 49,9, DP=12,3). Na análise entre os grupos, foi observada diferença significativa em todos os domínios (Cognição, p=0,002; Motricidade Ampla, p<0,001; Motricidade Fina, p<0,001; Comportamento Adaptativo, p<0,001). Na análise do grupo TEA foram encontradas correlações significativas, positivas e moderadas entre a motricidade fina e cognição (0,60, p<0,001), motricidade ampla e cognição (0,48, p<0,01), comportamento adaptativo e cognição (0,50, p<0,01), motricidade ampla e comportamento adaptativo (0,44, p<0,05), e motricidade fina e comportamento adaptativo (0,63, p<0,001). A correlação entre motricidade ampla e fina (0,39, p<0,05) foi significativa, positiva e fraca. Conclusão: Observamos que a correlação entre a motricidade fina e a cognição se manteve significativa, positiva e de moderada magnitude após todas as estratificações, exceto renda familiar e a faixa etária que foi melhor percebida essa correlação foi de 3 a 4 anos.

  • PE NASCIMENTO BARBOSA
  • PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM ATLETAS DO ESPORTE PARALÍMPICO

  • Data: 02/10/2023
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  • Introdução: O esporte paralímpico é a prática esportiva adaptada para incluir pessoas com deficiências. Nos esportes em geral, devido às características do nível de rendimento, problemas de saúde são prevalentes e a Incontinência Urinária pode ser um deles. Contudo, a literatura é escassa de dados epidemiológicos sobre tais alterações em paratletas. Objetivo: Verificar a prevalência de sintomas de incontinência urinária em atletas do esporte paralímpico. Material e Métodos: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica observacional de caráter transversal quantitativa e descritiva, com atletas do esporte paralímpico de todas as modalidades. A coleta de dados foi realizada através de um formulário eletrônico que reuniu TCLE, dados sociodemográficos, ICIQ-UI Short Form e ICIQ-OAB. Resultados: A prevalência da Incontinência Urinária na amostra (n=95) foi de 47,36%, com impacto na qualidade de vida em média 7±3,05; a severidade da IU mais relatada foi moderada (40,00%) e o tipo mais prevalente foi a Incontinência Urinária Mista (40%), além de uma média de 3,02 situações de perda urinária por paratleta. Conclusão: A Incontinência Urinária é consideravelmente prevalente em atletas do esporte paralímpico, esses dados reforçam a necessidade de cuidados com a saúde geniturinária desse grupo, com isso, é imprescindível a conscientização da equipe técnica e de saúde e do próprio paratleta sobre a IU e seus impactos para manutenção das pessoas com deficiência no esporte e da saúde integral dessa população.

  • JULIENE CORREA BARBOSA
  • EFEITO DE PROGRAMA DE TELERREABILITAÇÃO VERSUS CARTILHA DE AUTOCUIDADO NA DOR E INCAPACIDADE FUNCIONAL DE PACIENTES COM DOR CERVICAL CRÔNICA NÃO ESPECÍFICA: Um ensaio clínico controlado, simples cego com 3 meses de seguimento

  • Data: 25/07/2023
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  • Introdução: A dor cervical é uma condição incapacitante comum que afeta diretamente a realização de atividades de vida diárias e na participação em atividades profissionais, sociais e esportivas, sendo uma das principais causas de incapacidade funcional no mundo. Os tratamentos baseados em telerreabilitação tem demonstrado sua importância devido à sua facilidade de uso, baixo custo e sua tendência de melhorar os resultados clínicos. No entanto, nas evidências científicas atuais há falta de estudos de boa qualidade metodológica mostrem a efetividade de protocolos de telerreabilitação em
    indivíduos com dor cervical crônica não específica. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar o efeito de um protocolo de telerreabilitação versus cartilha de autocuidado online, em indivíduos com dor cervical crônica não específica. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado, cego que compara um programa de telerreabilitação para dor cervical com o grupo controle que recebeu uma cartilha de autocuidado online. Setenta pacientes foram recrutados por telefone na lista de espera na clínica escola de universidade pública, além de ampla divulgação nas redes sociais. Para esse propósito, as avaliações e acompanhamentos foram efetuados de forma totalmente remota, através de plataformas online (Google Meet, mensagens de smartphone, e-mail) e ligações telefônicas. O desfecho primário foi a incapacidade funcional medida pelo questionário Neck Disability Index. Os desfechos secundários foram a intensidade da dor medida através da escala de número da dor, o efeito global percebido medido usando a escala de efeito global percebido, a autoeficácia do paciente por meio da Chronic Pain Self Efficacy Scale, qualidade de vida pelo SF-12 e cinesiofobia por meio da Tampa Scale of Kinesiophobia. As medidas foram avaliadas na linha de base, 6 semanas e 3 meses após a randomização. Resultados: Houve diferença significativa entre grupos para as variáveis incapacidade funcional (Média 10,3, IC 95% 4,8 a 15,7), intensidade de dor (Média 2,8, IC 95% 1,4 a 4,1), efeito global percebido (Média -2.3, IC 95% -3.7 a -0.9) e autoeficácia (Média -24.7, IC 95% - 41.0 a -8.4) no período de 6 semanas após a randomização. Em 3 meses apenas para as variáveis de efeito global percebido (Média -2.0, IC 95% -3.4 a -0.6) e autoeficácia (Média -26.31, IC 95% -42.82 a -9.80) foram observadas diferença estatisticamente significante. Conclusão: A telerreabilitação é eficaz para melhora da incapacidade e intensidade de dor, quando comparado a cartilha de autocuidado em pacientes com dor cervical crônica não específica.

  • JESSICA CRISTINA SANTOS DE ASSIS
  • SELEÇÃO AUTOMATIZADA DE SÉRIES TEMPORAIS INERCIAIS RELACIONADAS AO TESTE DE SENTAR E LEVANTAR BASEADO NA SIMILARIDADE COM UM MODELO: Um estudo metodológico

     



  • Data: 27/06/2023
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  • Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de caráter exploratório, por meio de pesquisa de pesquisa de levantamento, participaram do estudo somente sujeitos saudáveis, de ambos os sexos e que conseguiram realizar o teste de sentar e levantar da cadeira de 30 segundos. O objetivo deste estudo foi criar um algoritmo capaz de segmentar e identificar de maneira automática um ciclo de sentar e levantar e analisar a similaridade entre as curvas obtidas pelo smartphone e curvas previamente validadas pela cinemetria. Assim, o estudo foi dividido em duas etapas: etapa (i) criação do template através de registros cinemáticos de aceleração do teste de sentar e levantar; etapa (ii) identificação automatizada dos ciclos registrados pela smartphone, e por fim, analisar a similaridade entre as curvas através de duas métricas de similaridade: correlação cruzada e distância euclidiana. Um total de 3749 ciclos foram segmentados, sendo 3492 considerados para análise. O resultado preliminar mostrou que não houve diferença significativa entre os métodos de contagem dos ciclos (p=0.96) e que a média de similaridade dos ciclos estudados com o template foi de DE de 40.2 ± 8.29 e de CC de 0.64 ± 0.13. A correlação entre as métricas CC e DD foi inversa e de -0.81 (p <0.0001). Os pontos decorte estabelecidos a partir da distribuição cumulativa retornaram valores de indicadores de similaridades relativos ao percentual acima ou abaixo do corte. Por exemplo, para o ponto de corte de 80%, obteve-se CC 0,71±0,06 (20% de curvas acima desse valor) e DE 35.3±3.99 (80% de curvas abaixo desse valor). Ao elevar-se o ponto de corte de 90%, obteve-se CC 0,74±0,05 (10% de curvas acima desse valor) e DE 33.4±3.85 (10% de curvas abaixo desse valor).

  • THAMELA THAIS SANTOS DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA VALIDADE, APLICABILIDADE E CONFIABILIDADE DO TESTE TIMED-UP AND GO INSTRUMENTADO POR SENSORES INERCIAIS DE SMARTPHONES

  • Data: 23/06/2023
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  • O teste Timed-up and go (TUG) tem sido largamente utilizado por profissionais de saúde para a avaliação do risco de queda e mobilidade em função de sua aplicação prática. Atualmente, o desfecho do teste é avaliado pelo tempo de execução do mesmo, no entanto dispositivos tecnológicos têm sido integrados a este a fim de obter outras informações acerca da realização das etapas de execução, para uma maior precisão do resultado. Nesse sentido, o uso de sensores inerciais em smartphone representa uma possibilidade acessível e de baixo custo a aplicação clínica. A partir disso, o presente estudo tem enquanto objetivo testar a validade, aplicabilidade e a confiabilidade das medidas inerciais obtidas por acelerômetro e giroscópio de smartphone durante a execução do teste TUG, assim como a replicabilidade dos dados obtidos em momentos distintos. Para isso foi realizada uma pesquisa quantitativa, de levantamento, com delineamento transversal e de caráter exploratório, por meio de três execuções do teste utilizando uma cinta com smartphone acoplado para a captação de dados dos sensores inerciais do aparelho com o aplicativo Momentum Science App e a mensuração da primeira execução com um relógio. A pesquisa foi realizada com 30 participantes, de ambos os sexos, com idade média de 26,96 anos (± 1,5), peso médio de 75,08 kg (± 16,03), altura média de 1,69 m (± 0,099) e IMC médio de 26,02 (± 4,64). A distribuição dos dados do teste foi avaliada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Para a validação, foram realizados o teste T, o teste de Correlação de Pearson e o teste de Bland-Altman. A diferença entre as medias foi calculada em 0,46, o teste T demonstrou não haver diferença estatisticamente significativa entre os dados (T=1,315; df=58; p= 0,19; eta squares 0,029). A correlação entre a medida obtida pelo relógio e o Smartphone foi significativa r=0.93 e o viés não foi significativo. Para comparar as medidas obtidas nas três repetições do teste TUG, foi realizado um teste de análise de variância (ANOVA) seguido pelo teste de Tukey para as amostras normais e o teste de Kruskal-Wallis foi aplicado seguido pelo teste de Dunn para amostras não-normais. Em todas as variáveis extraídas do TUG não houve diferença estatisticamente significativa nas três repetições. A confiabilidade das medições foi avaliada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Dentre as variáveis, 70% apresentou correlação entre moderada e excelente, uma apresentou correlação fraca e duas não obtiveram estatística significativa. Os valores da mínima mudança detectável variaram de 0,771 a 2,758.

  • ANTENOR BARBOSA CALANDRINI DE AZEVEDO
  • OS EFEITOS DA VELOCIDADE DA FASE EXCÊNTRICA SOBRE O DESEMPENHO SUBSEQUENTE DA AÇÃO CONCÊNTRICA EM JOVENS ADULTOS E IDOSOS

  • Data: 28/04/2023
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  •  A proposta da presente dissertação de mestrado foi investigar a influência da velocidade da ação excêntrica sobre o desempenho subsequente da fase concêntrica de idosas e jovens adultas. Para isso, 28 participantes do sexo feminino (13 idosas e 16 jovens adultas) voluntariaram-se a participarem da pesquisa. Posteriormente, foram randomizadas para a realização de duas condições e intensidades: (1) alta velocidade (AV) e (2) moderada velocidade (MV) executadas no supino reto no smith machine utilizando 30% e 60% de 1RM. Em seguida, foram avaliadas para o desempenho da velocidade média propulsiva (VMP), pico de velocidade (PV) e potência média (PM) nas condições MV e AV. Para todas as análises, a ANOVA de duas vias com medidas repetidas foi utilizada. Os resultados demonstraram que o desempenho para a VMP foi superior para jovens adultas em comparação com idosas apenas para 30% de 1RM (F= 24,2; ω2= 0,30; p< 0,0001). Além disso, PV (F= 18,77; ω2= 0,24; p< 0,001) e PM (F= 9,57; ω2= 0,13; p= 0,005) foram superiores para jovens adultas em relação a idosas para 60% de 1RM. A AV demonstrou ser mais efetiva para o aumento da VMP (p< 0,001; d= -0,57) e PM (p< 0,001; d= -0,17) para jovens adultas e idosas (p< 0,001; d= -0,58), considerando 30% de 1RM em comparação a MV. Os principais achados sugerem que o controle da fase excêntrica parece influenciar no desempenho da fase concêntrica subsequente quando cargas leves são aplicadas (30% de 1RM), independentemente da faixa etária.

  • JANDERSON CARVALHO MOTA
  • CORRELAÇÃO ENTRE O EFEITO DA FADIGA MENTAL NO DESEMPENHO FÍSICO AERÓBICO E CARACTERÍSTICAS PESSOAIS DE TOLERÂNCIA AO ESFORÇO E AUTODETERMINAÇÃO

  • Data: 28/04/2023
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  • Introdução: a fadiga mental é uma condição que pode comprometer a capacidade cognitiva e, consequentemente, o desempenho físico. A tolerância ao esforço e a motivação intrínseca são fatores importantes que podem influenciar a capacidade de lidar com a fadiga e manter o desempenho físico adequado. Objetivo: investigar a correlação entre o efeito deletério da fadiga mental no desempenho físico aeróbico e as características pessoais de tolerância ao esforço e motivação intrínseca. Metodologia: participaram do estudo 12 indivíduos de ambos os sexos, praticantes de atividade física regular por pelo menos 6 meses. Foram realizadas três visitas ao laboratório, sendo a primeira visita para avaliações e familiarização aos protocolos experimentais, e assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e preenchimento dos questionários de preferência e tolerância à intensidade do exercício e o questionário de autodeterminação. Na 2° e 3° visitas os participantes foram expostos a duas condições experimentais, fadiga mental ou controle, de modo cruzado e aleatorizado. Resultados: A indução de fadiga mental não reduziu o desempenho físico (p > 0.05). Além disso, foi identificado um efeito de interação significativa para a PSE (p < 0,001) entre as condições controle e fadiga, incluindo um efeito de menor PSE final (p = 0,002) na condição controle, incluindo correlações negativas moderadas entre a escala de tolerância da intensidade de exercício e o tempo de corrida na condição controle. Conclusão: com base nos resultados encontrados, podemos concluir que o estado de FM influência negativamente a PSE em exercício aeróbio, apesar de não influenciar no desempenho físico durante o teste de corrida nas diferentes condições experimentais. 

  • LARISSA LOPES SANTANA
  • TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DA PITTSBURGH FATIGABILITY SCALE PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO

  • Orientador : NATALI VALIM OLIVER BENTO TORRES
  • Data: 28/04/2023
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  • IIntrodução: A fadiga é um sintoma associado ao enfraquecimento ou esgotamento dos recursos físicos e/ou mentais de um indivíduo. O termo fatigabilidade compreende a percepção subjetiva de fadiga do indivíduo frente a atividades de intensidade e duração específicas. A escala Pittsburg Fatigability Scale (PFS), originalmente publicada no idioma inglês, é a única escala validada para mensurar a fatigabilidade percebida em pessoas idosas. Considerando a importância da avaliação específica na população idosa para a prevenção de afecções e direcionamento no cuidado e reabilitação, faz-se necessária a sua tradução e adaptação transcultural às especificidades do contexto brasileiro. Objetivo: Traduzir e adaptar transculturalmente a Pittsburgh Fatigability Scale para o portugues brasileiro para avaliação da fatigabilidade na população idosa brasileira. Metodologia: Com base em Beaton et al. (2000) realizamos a tradução e adaptação transcultural para gerar a versão PFS em português brasileiro (PFS-Brasil), seguindo as etapas: tradução da língua de origem (inglês), comparação e síntese das versões traduzidas, retrotradução cega, comparação das retrotraduções e avaliação da clareza do instrumento pelo comitê de especialistas. Pessoa idosas que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão foram convidados a participar voluntariamente do estudo após assinatura do TCLE. Cada participante informou dados demográficos, respondeu a PFS-Brasil e informou sua compreensão de cada item da escala, dificuldade em responder e sugestões sobre o instrumento. Todas as avaliações foram realizadas em ambientes de controle de ruído, temperatura e iluminação para garantir condições de privacidade e conforto para a realização adequada dos testes. O software R foi utilizado para realizar análise das evidências de validade de construto e precisão do instrumento a partir da Análise Fatorial Confirmatória (AFC), α de Cronbach, ω de McDonald e confiabilidade composta. Resultados: Foi desenvolvida a versão brasileira da PFS (PFS-Brasil). O teste piloto referente a última fase da adaptação transcultural foi realizado com 103 participantes. As análises fatoriais confirmatórias realizadas apontam a adequação de modelos bifatoriais para ambas as subescalas, com satisfatória e excelente consistência interna para as subescalas física e mental, respectivamente. Conclusão: O presente estudo demonstrou que a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale apresenta adequada validade de contruto para avaliação da fatigabildiade percebida em idosos, tanto em suas subescalas física quanto mental.

  • RAYRA KHALINKA NEVES DIAS
  • TREINAMENTO RESISTIDO DE DOSE MÍNIMA AUMENTA FORÇA SEM ALTERAR A FUNÇÃO AUTONÔMICA, HEMODINÂMICA E FUNCIONAL EM MULHERES MENOPÁUSICAS: Um ensaio clínico randomizado

  • Data: 28/04/2023
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  • Mulheres menopáusicas apresentam problemas no controle autonômico que somar-se a outros efeitos deletérios como declínio funcional e muscular. O objetivo desse estudo é investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) de dose mínima sobre a modulação autonômica, parâmetros hemodinâmicos, força e capacidade funcional em mulheres menopáusicas. Para isso, 29 mulheres foram randomizadas para grupo controle (GC: 59,6±7,4 anos) e grupo treinamento (GT: 63,1±9,0 anos). O GT realizava o TR de dose mínima duas vezes por semana durante um período de quatro semanas. As avaliações prévias e após o protocolo, com medidas antropométricas, parâmetros hemodinâmicos (frequência cardíaca, pressão arterial, pressão arterial média e duplo produto), modulação autonômica (RMSSD, SDNN, PNN50, HF, LF, LF/HF), capacidade funcional (teste caminhada de 6 min e Short
    Physical Performance Battery) e força com o teste de 1 repetição máxima (1 RM). ANOVA de dois fatores (grupo*momento) foi realizada com medidas repetidas com o teste de post-hoc de Bonferroni e nível de significância p <0,05. Os resultados revelaram que houve interação grupo*momento apenas no índice autonômico LnRMSSD (F= 1,01; ω2= 0,055; p= 0,02) e no teste de 1 RM no supino (F= 10,30; ω2= 0,014; p< 0,01). Nas comparações entre os momentos, com melhorias significativas no 1 RM remada (F= 11,64; ω2= 0,059; p< 0,01), 1 RM supino (F= 8,73; ω2= 0,011; p< 0,01), 1 RM leg press (F= 19,77; ω 2= 0,095; p< 0,01). Nesse sentido, TR de dose mínima apresentou benefícios na força muscular, mas não foi o suficiente para produzir adaptações autonômicas, hemodinâmicas e funcionais em mulheres menopausadas.

  • VANDELMA LOPES DE CASTRO
  • PERFIL DE FRAGILIDADE DE IDOSOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA RESIDENTES NA COMUNIDADE

  • Data: 27/04/2023
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  • Introdução: Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), os sintomas de dispneia crônica e progressiva, tosse e produção de expectoração impactam na tolerância ao exercício e na funcionalidade. Sendo em sua maior parte idosos, o risco para fragilidade também tem grande impacto clínico. Contudo não é rotineiramente investigada em pessoas com DPOC, o que pode gerar menor impacto das estratégias de prevenção da dependência funcional. Assim, a estratificação de idosos com DPOC em perfis de fragilidade pode fornecer informações prognósticas importantes, possibilitando o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção e reabilitação na saúde. Objetivo: Estratificar os perfis de fragilidade de idosos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica residentes na comunidade. Métodos: Foram incluídos 25 idosos (68,9±6,54) residentes na comunidade, com diagnóstico DPOC que responderam ao questionário Vulnerable Elders Survey -13 (VES-13), presente na caderneta de saúde da pessoa idosa, para estratificação do perfil de fragilidade. As categorias do Comprehensive International Classification of Functioning (CIF) Core Set para DPOC para detalhar as limitações e as incapacidades funcionais foi avaliado a partir da resposta ao VES-13. Resultados: Participaram deste estudo 25 idosos com DPOC, com idade média de 68,9 anos. Quanto a classificação da vulnerabilidade, 12 (48%) voluntários apresentaram perfil de idoso robusto, 8 (32%) idosos com perfil de pré-fragilidade e 5 (20%) voluntários apresentaram perfil de frágil. Não foi encontrada correlação significativa do VES-13 com a idade, IMC, perímetro da panturrilha, VEF1/CVF, atividade física, quedas, emagrecimento não intencional. Em relação a CIF Core Set para DPOC, destaca-se a relevância das categorias encontradas no presente estudo, estando dificuldade ou incapacidade de realizar as tarefas domésticas, para andar, e dificuldade ou incapacidade para mudanças básicas na posição do corpo mais especificamente dificuldade ou incapacidade de agachar-se. Conclusão: Pessoas idosas com DPOC que residem na comunidade apresentam uma maior prevalência de pré-fragilidade e fragilidade. Contudo, este parâmetro não apresentou correlação com outros parâmetros que impactam na independência funcional. Desta forma, o rastreio da fragilidade em pessoas com DPOC residentes na comunidade ainda necessita de maior aprofundamento considerando as diferentes condições de mobilidade desta população. 

  • CASSIO ZACARIAS LOPES DE LIMA
  • A FADIGA MENTAL ALTERA A PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO, MAS NÃO PREJUDICA O TEMPO DE REAÇÃO DE ÁRBITROS DE FUTEBOL DURANTE UMA TAREFA FÍSICA SIMULADA

  • Data: 27/04/2023
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  • A fadiga mental (FM) é um estado psicobiológico, ocasionado por atividade cognitiva exigente e prolongada, caracterizada por sensações de cansaço e falta de energia induzidos por períodos de atividade cognitiva exigente. A FM afeta de modo prejudicial a tomada de decisão no esporte, pois estes efeitos têm sido associados a uma redução no desempenho das funções executivas, que são conceituadas como um conjunto de processos cognitivos utilizados para planejar e realizar ações para alcançar um objetivo. Nesse contexto, sabe-se ainda que o desempenho das funções executivas tem sido fortemente associado a tomada de decisão de árbitros de futebol, logo a relação entre a FM e o desempenho cognitivo de árbitros é importante no contexto da arbitragem. Dessa maneira, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da fadiga mental sobre o tempo de resposta em teste que avalia funções executivas, e a percepção subjetiva de esforço em uma tarefa física de jogo simulado em árbitros de futebol. Doze árbitros profissionais, de nível regional participaram do estudo, e realizaram três visitas ao laboratório. A primeira visita para avaliações e familiarização aos protocolos experimentais, e assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Na 2° e 3° visitas os participantes foram expostos a duas condições experimentais, fadiga mental ou controle, de modo cruzado e aleatorizado. Na condição FM os árbitros realizaram Teste Stroop e na condição controle assistiram vídeo emocionalmente neutro, logo após estas condições eles deveriam realizar testes de função executiva simultaneamente com a tarefa física simulada para árbitros de futebol. Os resultados revelaram que não houve efeito da fadiga mental sobre o desempenho das funções executivas (P = 0,395). Apesar disso, foram encontradas maiores percepções de esforço na condição fadiga mental (P = 0,018). Nesse sentido, o presente estudo mostra que apesar da fadiga mental alterar a percepção subjetiva de esforço, não houve qualquer prejuízo no desempenho das funções executivas de árbitros de futebol.

  • JACQUELINE LIMA RODRIGUES
  • RESPOSTAS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO LOCOMOTORA DE CAMINHADA NÓRDICA E LIVRE EM VARIÁVEIS FÍSICOMECÂNICAS DA MARCHA DE PESSOAS COM DOENÇA DE PARKINSON: Um ensaio clínico randomizado

  • Data: 27/04/2023
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  • Introdução: Os padrões de desempenho muscular da marcha são alterados em pessoas com doença de Parkinson. Além disso, a análise do mecanismo pendular é importante porque reflete a redução do esforço muscular necessário para acelerar e elevar o centro de massa corporal durante a caminhada. Este padrão de marcha ineficiente em pessoas com Parkinson (PcP) pode resultar em aumento no gasto de energia durante a caminhada, necessitando assim de intervenções terapêuticas que possam reduzir estes sintomas a fim de proporcionar maior mobilidade e qualidade de vida à esta população. Achados recentes, demonstram que o mecanismo pendular (Recovery) é maior com o uso de bastões, o que permite indicar a hipótese de que um programa de reabilitação neurofuncional locomotora de caminhada Nórdica (CN) possa induzir em maiores adaptações no mecanismo pendular em comparação à caminhada livre (CL) em indivíduos com PcP. Objetivo: Analisar as respostas de um programa de reabilitação neurofuncional locomotora com e sem bastões de CN sobre parâmetros fisiomecânicos da marcha em PcP. Materiais e Métodos: Este estudo foi caracterizado como longitudinal do tipo ensaio clínico controlado randomizado, no qual investigamos voluntários que atenderam os seguintes critérios de elegibilidade: diagnóstico clínico de doença de Parkinson idiopática, com o estadiamento entre 1 a 4 na escala de Hoehn & Yahr (H&Y), sedentários, com idade superior a 50 anos, de ambos os sexos. Os voluntários foram randomizados em dois Grupos: CN (com bastões) e CL (sem bastões), e realizaram os exercícios durante nove semanas. As
    avaliações dos parâmetros fisiomecânicos, mais especificamente, o Recovery (desfecho primário), Trabalho mecânico interno (Wint), Trabalho mecânico interno de braço, de tronco, e de perna (Wint braço, Wint tronco, Wint perna, respectivamente), Trabalho mecânico externo (Wext), Trabalho externo vertical (Wext vertical) e horizontal (Wext horizontal), e Trabalho mecânico total (Wtot), (como desfechos secundários), da marcha de PcP foram analisadas durante uma caminhada em esteira rolante em velocidade autosselecionada nos momentos pré e pós-programa de reabilitação. Foi realizado um procedimento de análise cinemática tridimensional, com um sistema de captura vídeo composto por seis câmeras infravermelhas do sistema de cinemetria VICON Motion Capture System 3D kinematics (Oxford, United Kingdom), com taxa de amostragem das câmeras de 100 Hz. Foram utilizados 36 marcadores reflexivos (Vicon Biomechanics Marker Accessories) no formato de esfera, com 14 mm de diâmetro, localizados em ambas as laterais do corpo e nas regiões de interesse. Os dados coletados foram analisados nos softwares NEXUS, tabulados e organizados em planilhas no software Excel 2016. Após estas etapas, rotinas matemáticas foram empregadas no software do Laboratory Virtual Instrument Engineering Workbench (LABVIEW) para cálculo dos desfechos do estudo. As Equações de Estimativas Generalizadas foram utilizadas para a comparação entre os Grupos (CN e CL) em diferentes momentos (pré e pós). Utilizamos como covariáveis os valores da H&Y e do número de Froude dos voluntários, de forma que os valores foram fixados, no modelo estatístico, nos seguintes valores: H&Y (1,5) e número de Froude (0,07). Para análises dos efeitos Grupo, Tempo e interações Grupo*Tempo, foi utilizado post-hoc de Bonferroni, para identificar as diferenças entre as médias em todas as variáveis. O tamanho de efeito foi calculado pelo Hedge's g, e foi adotado um α=0,05. Resultado: A amostra final foi constituída por 20 voluntários (CN: n=13 e CL: n=7), com idade CN (64,23 ± 10,52, anos) e CL (69,71 ± 6,82, anos); massa corporal CN (80,07 ± 14,79, Kg) e CL (80,07 ± 14,79, Kg), estatura CN (1,68 ± 0,07, m) e CL (1,68 ± 0,06, m). Foram encontradas diferenças significativas para o fator Tempo para as variáveis Recovery (p=0,04), Wext (p<0,001), Wext horizontal (p=0,04) e Wext vertical (p<0,001), para a interação Grupo*Tempo encontrados diferenças significativas para as variáveis Wext (p=0,03) e Wext vertical (p=0,02), para as demais variáveis os valores permaneceram similares ou não foram modificados (p>0,05). Conclusão: Concluímos que o Recovery, foi realizado com maior eficiência após a intervenção de reabilitação locomotora para ambos os Grupos, portanto PcP apresentaram um mecanismo pendular mais otimizado. O Wext de PcP que caminharam com e sem bastões de CN, reduziram após a intervenção, porém o Grupo CL apresentou menor Wext, ou seja, o que representa uma menor energia para se deslocar no ambiente em relação ao CoM. Tanto o Grupo CN quanto o Grupo CL reduziram o Wext vertical após o programa de reabilitação, porém o Grupo CL demonstrou menores valores pós intervenção, isso quer dizer que os voluntários não apresentaram tanta eficiência ao elevar o CM. O Wext horizontal aumentou para ambos os Grupos após o período de programa de reabilitação, demonstrando que ambos os Grupos apresentaram melhoras em sua aceleração em relação a projeção à frente após a intervenção. Nossos achados indicam que o modelo de reabilitação locomotora com e sem bastões podem ser utilizados por profissionais da saúde para reabilitar a locomoção, tornando o mecanismo pendular mais otimizado e uma marcha mais eficiente, de PcP de leve a severos.

  • RENATTO CASTRO CONDE
  • FORÇA DE PREENSÃO MANUAL E FUNCIONALIDADE EM PESSOAS ATINGIDAS PELA HANSENÍASE, SEUS CONTATOS INTRADOMICILIARES E ESCOLARES DE ÁREA ENDÊMICA: Correlação com biomarcador molecular e sorológico de infecção pelo Mycobacterium laprae

  • Orientador : JOSAFA GONCALVES BARRETO
  • Data: 26/04/2023
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  • A hanseníase pode causar importantes incapacidades físicas quando não diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico é essencialmente clínico, por meio de exame dermatoneurológico, incluindo um subjetivo e pouco sensível teste manual de força muscular. Os contatos intradomiciliares de pacientes sem tratamento são as pessoas com maior risco de desenvolver a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para a quebra da cadeia de transmissão e para prevenção de incapacidades. O desenvolvimento de testes clínicos e/ou laboratoriais mais sensíveis para o diagnóstico é uma das prioridades de pesquisa em hanseníase. O uso da dinamometria fornece dados objetivos sobre a força de preensão manual, por meio de um teste clínico simples e de baixo custo. Estes testes objetivos, bem como testes funcionais, poderiam contribuir para uma detecção precoce de disfunções de nervos periféricos. Deste modo, o objetivo deste estudo é correlacionar dados de força de preensão manual e de funcionalidade com biomarcadores de infecção pelo Mycobacterium leprae entre pessoas atingidas pela hanseníase, seus contatos intradomiciliares e escolares de áreas endêmicas. O estudo foi realizado em Imperatriz (MA) e Marituba (PA) e São luís (MA), e possui aprovação do CEP do ICS-UFPA (Parecer 5384136). Nosso grupo de pesquisadores realizou visitas domiciliares a pessoas que foram diagnosticadas com hanseníase nos últimos 10 anos. Estes sujeitos e seus contatos intradomiciliares foram examinados clinicamente e tiveram amostras biológicas coletadas para detecção de anticorpos IgM-anti-PGL-I e para detecção molecular do M. leprae por meio de RT-PCR. Adicionalmente, escolares menores de 15 anos de idade, de escolas públicas, foram submetidos aos mesmos exames clínicos e laboratoriais. A força de preensão palmar e de pinça foi medida através do dinamômetro manual, enquanto utilizamos o teste de função manual Jebsen Taylor (TFMJT), teste dos nove pinos nos buracos (9-PnB) e a escala SALSA para avaliação da funcionalidade. Cento e setenta e nove indivíduos foram incluídos no estudo, sendo 94 do sexo feminino (52,51%), 67 casos de hanseníase (28 casos novos e 10 casos índices) e 60 contatos intradomiciliares saudáveis, com média de idade de 36,5 ±14,69 anos. Cinquenta e dois voluntários são escolares saudáveis de região endêmica. Observamos maior prevalência de fraqueza muscular entre casos de hanseníase comparados aos indivíduos saudáveis acima de 15 anos de idade. Os sujeitos saudáveis maiores de 15 anos do sexo masculino obtiveram valores significativamente maiores de média de força de preensão e de pinça em comparação aos casos de hanseniase do sexo masculino, exceto na pinça polpa. Foi observado que 43,75% do indivíduos saudáveis apresentavam fraqueza muscular, sendo 40,62% fraqueza severa. Os casos de hanseníase > 15 anos apresentaram prejuízos funcionais, avaliados pelos TFMJT e 9-PnB, quando comparados ao grupo saudável, principalmente as mulheres. Encontramos que 32,56% indivíduos saudáveis apresentavam perda funcional e 25,61% perda global, os soropositivos apresentaram valores médios de força de preensão e de pinça menores em comparação aos soronegativos. Houve fraqueza muscular na maioria dos indivíduos positivos (p>0,05), onde a maioria eram sujeitos saudáveis. Há correlação inversamente proporcional entre os títulos de IgM anti-PGL-I e a força de preensão muscular e de pinça em maiores de 15 anos. Os sujeitos RT-PCR negativos apresentaram maior média de força de preensão manual e de pinça, porém não houve diferença estatística. Houve fraqueza muscular na maioria dos casos positivos para RT-PCR. Dos indivíduos positivos para RT-PCR, 42,31% apresentaram perda funcional nos testes. Os sujeitos positivos apresentaram significativamente um maior tempo no TFMJT. Houve diferença estatistica entre RT-PCR e os subtestes de empilhamento de blocos (p=0,04) e simulação de alimentação (p=0,02). Portanto, esses dados nos mostram que pode haver um comprometimento motor e funcional nessa população mais vuneravél para o desenvolvimento da hanseníase, onde esses testes podem encontrar incapacidades, além daquelas da avaliação clínica tradicional.

  • JAMYLLE SILVA CAMPOS
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, FUNCIONALIDADE E FATORES AMBIENTAIS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA NA REGIÃO NORTE

  • Data: 26/04/2023
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  • A potencialização da capacidade funcional ocorre pela inserção do indivíduo na atividade física, gerando impactos positivos na independência, autonomia, qualidade de vida, funcionalidade, autoestima, participação social e maior cuidado com a saúde, porém existem fatores facilitadores e barreiras. Objetivo: Identificar os fatores ambientais, funcionais e nível de atividade física de pessoas com deficiência física em centros de reabilitação e esportivo na Região Norte. Método: Realizado em um Programa de Motoras para pessoas com deficiência na cidade de Manaus-Amazonas e em um Centro de Reabilitação de Belém-Pará. Foram incluídos indivíduos com deficiência física, de origem congênita ou adquirida, de ambos os sexos, com idade entre 18 a 60 anos, que realizavam atividade física e/ou esportiva por pelo menos 6 meses. Onde foi coletado dados sociodemográficos e aplicado três questionários, sendo eles: WHODAS 2.0, Escala de Atividade Física para Pessoas com Deficiência Física (PASIPD) e Measure of the Quality of the Environment (MQE). A amostra foi composta por 41 participantes, sendo 61% do sexo masculino, com média de 43,1 (±13,1) anos, tempo médio de lesão 17,0 (±12,8) anos, solteiros, com renda apenas benefícios sociais ou aposentadoria, possuíam ensino médio completo e 26,8% tinham diagnóstico de lesão medular. Todos os dados foram processados no Software The jamovi project 2021 (Versão 2.2), aplicado o teste de normalidade de Shapiro-Wilk e o teste de Correlação Linear de Pearson. Resultados: Observado que a funcionalidade, houve predomínio de dificuldade leve em relação a cognição, autocuidado, relações interpessoais, atividade de vida diária e participação. Observando que o domínio mobilidade foi o único com dificuldade moderada. Em relação ao nível de atividade física equivalente metabólico abaixo de 30 MET/h/dia. Houve correlação entre os domínios relacionados a funcionalidade com os fatores ambientais barreiras, mas não houve relação entre a funcionalidade, nível de atividade física e fatores ambientais facilitadores. Conclusão: os fatores barreiras presente no cotidiano de pessoas com deficiência física impacto de forma direta a funcionalidade, no aspecto autocuidado, relações interpessoais, mobilidade, atividade de vida diária e participação.

  • MONIK ELLEN GOMES SANTANA PEREIRA
  • Implicações da COVID-19 sobre as representações corticais do movimento humano

  • Orientador : GHISLAIN JEAN ANDRE SAUNIER
  • Data: 25/04/2023
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  • As representações das ações são necessárias para executar uma ação voluntária e podem ser recrutadas na ausência de execução. A imagética motora (IM) refere-se a um processo cognitivo durante o qual a representação de uma ação específica é reproduzida internamente sem execução. Quando o sistema motor é prejudicado de alguma forma, alguns pacientes que sofrem de complicações somatomotoras mostram distúrbios comparáveis durante o processo de IM. Com isso a presente pesquisa levanta o questionamento se a Coronavírus 2019 (COVID-19) pode afetar a capacidade das representações do movimento. Com os resultados, será importante entender melhor o desempenho atípico das representações motoras em populações sobreviventes da COVID-19 e com isso sugerir futuramente reabilitação utilizando a IM para esses pacientes. Objetivo: Verificar se existem complicações geradas pela COVID-19 sobre as representações do movimento humano. Metodologia: Foi realizado uma coleta de dados através da ficha de identificação do paciente, Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Dor Visual Analógica (EVA), Escala de Estado Funcional Pós-COVID-19, Teste de Reação Simples e o Teste de julgamento de lateralidade das mãos. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa JASP 16.3.0 utilizando o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Comparamos a taxa de acerto no reconhecimento de lateralidade da mão e o Tempo de Resposta entre o grupo de pacientes COVID-19 e um grupo controle, pareado em idade, sexo e educação; além do Tempo de Reação Simples. Resultados: Não encontramos diferença nas taxas de acerto no julgamento de lateralidade da mão dos participantes pós-COVID em relação ao grupo controle, já para o tempo de resposta os indivíduos pós-COVID apresentaram mais lentidão do que o grupo controle ao julgar a lateralidade de mãos em condições desafiadoras. Conclusão: sugere-se que esse grupo pós-COVID são capazes de se envolver em processos de IM, porém, revelam uma deficiência expressiva dessa habilidade mental, mostrando assim algum comprometimento na capacidade de suas representações motoras.

  • ADRIA SAMARA NEGRAO NORONHA
  • RESPONSIVIDADE DE FORÇA MUSCULAR E CAPACIDADE FUNCIONAL A DOSE MÍNIMA DE TREINAMENTO RESISTIDO EM MULHERES DE MEIA IDADE E IDOSAS

  • Data: 24/04/2023
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  • O treinamento resistido (TR) é uma estratégia eficaz para amenizara perda de força muscular e riscos de limitações funcionais que ocorrem drasticamente a partir dos 55 anos.No entanto, há evidências de variações interindividuais na capacidade de resposta ao TR,visto que algumas pessoas podem ser responsivas e outras não-responsivas ao mesmo protocolo. Desse modo, o objetivo do presente estudo foi verificar a responsividade de mulheres de meia idade e idosas submetidas ao TR com abordagem de dose mínima e verificar o efeito do protocolo sobre a força muscular e capacidade funcional das participantes.Participaram desta pesquisa 22 mulheres não treinadas, com idade média de 64,3 ± 7,2 anos, massa corporal de 65,5 ± 9,2 kg e altura de 152,3 ± 4,3 cm,aleatoriamente designadas para o Grupo Intervenção (INT), submetidas ao protocolo de dose mínima durante 4 semanas ou para o Grupo Controle (CON) sem exercício. As participantes realizaram as avaliações de força (1 repetição máxima no Leg press180º, Remada sentada e Supino reto) e capacidade funcional (timed up and go, Physical Performance Battery) antes e ao final das4 semanas.Para a análise estatística foi realizada a Análise de Variância de medidas repetidas e post-hoc de Bonferroni para dados com distribuição normal, teste Mann Whitney U para dados não normalmente distribuídos, Deltas de variação (Δ%) para apresentar percentuais de mudanças e teste t independente para comparar as médias de percentual de mudança entre grupos.O nível de significância adotado foi p<0,05. O teste de Levene foi usado para verificar a variância entre grupos. Para classificação da responsividade, o desvio padrão da pontuação de alteração no CON foi multiplicado por 1.96. Indivíduos fora dessa faixa foram classificados com o Altos respondedores ou Baixos respondedores. Os resultados sugerem 16,6% de Altos respondedores no 1RM do supino reto e 8,4% na estimativa de 1RM no mesmo exercício, com 25% de Altos respondedores para velocidade média e de pico do teste Sentar e Levantar. Com relação às diferenças médias, observou-se aumentos significativos de força muscular somente para INT, sem diferenças entre grupos. Desse modo, conclui-se que 4 semanas de TR realizado com abordagem de dose mínima apresenta uma pequena taxa de Altos respondedores para força de membros superiores e para velocidade de membros inferiores. Além disso, a dose de treinamento utilizada parece ser insuficiente para gerar adaptações de força muscular e capacidade funcional maiores que o controle em mulheres de meia idade e idosas.

  • EDIELEN DE LIMA SOUZA
  • INFFLUÊNCIA DA IDADE, ESCOLARIDADE E ATIVIDADE REMUNERADA NA PERCEPÇÃO DE NÍVEIS DE ESTRESSE, ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM ATLETAS DE FUTEBOL FEMININO

  • Data: 20/04/2023
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  • O futebol é um dos esportes mais difundidos no mundo. O público feminino está conquistando maior relevância. A saúde mental é uma dimensão integral do bem-estar e desempenho do atleta e não pode ser separada da saúde física. Os acometimentos de estresse, ansiedade e depressão em atletas podem ser graves e incapacitantes. A avaliação e o gerenciamento da saúde mental em atletas devem ser acessíveis para a intervenção precoce e melhora da qualidade do ambiente esportivo. Assim, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a influência da idade, escolaridade e atividade remunerada na percepção de níveis de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino. A coleta de dados ocorreu durante o Campeonato Paraense de Futebol Feminino. As atletas responderam um questionário sociodemográfico e as versões em língua portuguesa dos seguintes instrumentos: Perceived Stress Scale (PSS), Beck Anxiety Inventory (BAI) e Beck Depression Inventory (BDI). A análise dos dados foi realizada no software GraphPad Prism 9.5.1. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de estresse foi empregado o Fisher's exact test. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de sintomas de ansiedade e depressão foi realizado o Pearson's test chisquare. O índice de significância empregado foi de p<0,05. Idade e escolaridade não apresentaram correlação com as percepções das variáveis psicológicas analisadas neste estudo. A presença de atividade remunerada apresentou interferência apenas na percepção de sintomas de ansiedade moderada (p-valor: 0,0471). Ao analisar percepções de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino não há diferença de variabilidade relacionada à idade e escolaridade. A presença de atividade remunerada é um fator que merece atenção por influenciar a percepção de ansiedade moderada em atletas de futebol feminino, apesar de não interferir nas percepções de estresse e depressão.

  • HELEN TATIANE SANTOS PONTES
  • A INTERVENÇÃO EM DUPLA-TAREFA PROTEGE DO DECLÍNIO ASSOCIADO À IDADE NAS ATIVIDADES EM DUPLA TAREFA

  • Orientador : NATALI VALIM OLIVER BENTO TORRES
  • Data: 18/04/2023
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  • Introdução: A funcionalidade da pessoa idosa está entrelaçada à capacidade de dividir a atenção em dupla-tarefa da vida diária. A habilidade de coordenar a atenção em atividades motora e cognitiva realizadas simultaneamente decresce com o avançar da idade, o que pode gerar prejuízos para a capacidade funcional, elemento chave para a participação do idoso com vistas ao envelhecimento saudável. Objetivos: O objetivo principal do presente estudo é avaliar os efeitos de um protocolo de intervenção de exercícios físicos multimodal, em intensidade moderada, simultaneamente a estimulação cognitiva (dupla-tarefa) no custo da dupla-tarefa em idosos saudáveis da comunidade. Métodos: 70 idosos sem declínio cognitivo participaram do estudo, sendo agrupados em grupo de Exercício em Dupla Tarefa (DTEx, n=40) que realizaram o protocolo de intervenção de 24 sessões, 2 vezes por semana, por 75 minutos. O grupo controle (GC, n=30) recebeu informações sobre educação em saúde e não realizou exercícios físicos. ANOVA mista de medidas repetidas foi usada para análise do custo da dupla-tarefa e testes post hoc de Bonferroni foram usados para comparações intra e entre grupos. O projeto foi registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (UTN code: U1111-1233-6349) e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CAAE no. 03427318.3.0000.0018). Resultados: Houve interação Grupo x Tempo (F (1,68) = 7,207 p ≤ 0,009, η 2 p = 0,096) observado para desempenho do componente motor do custo da dupla-tarefa. O grupo DTEx apresentou manutenção do custo da velocidade da marcha em dupla-tarefa (Avaliação = -11,4 ± 3,0; Reavaliação= -10,2 ± -2,6, p = 0,665) enquanto o GC demonstrou aumento do custo de aproximadamente 49,76% (Avaliação:-10,4 ± 3,4; Reavaliação: -20,9 ± 3,0, p ≤ 0,002), passando a apresentar diferenças significativas (GC Reavalição: -20,9 ± 3,0; DTEx Reavaliação= -10,2 ± -2,6 p ≤ 0,011) no desempenho do componente motor do custo da dupla-tarefa entre os grupos na condição pós-intervenção. Não foram observados efeitos principais na avaliação do custo do componente cognitivo. Conclusões: Os resultados sugerem que exercício físico multimodal em intensidade moderada, associado a estimulação cognitiva em dupla-tarefa, atenuou o declínio no custo da dupla-tarefa em idosos, em comparação a idosos que não realizaram a intervenção. O custo da dupla-tarefa é uma importante medida clínica para avaliar a capacidade funcional e cognitiva na realização de tarefas de vida diária no envelhecimento.

  • CLARA NARCISA SILVA ALMEIDA
  • AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO NEUROMUSCULAR E ESTRESSE OXIDATIVO EM PESSOAS EM TRANSIÇÃO PARA DOENÇA RENAL EM ESTÁGIO TERMINAL

  • Data: 05/04/2023
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  • Introdução:A doença renal crônica frequentemente evolui de forma silenciosa para sua forma mais grave, a doença renal em estágio terminal (DRET). Conforme a doença progride, as alterações metabólicas resultantes da redução da função renal podem acarretar desordens neuromusculares e redução do desempenho funcional nessa população. Objetivos:Avaliar a função neuromuscular e o estresse oxidativo em pessoas em transição para DRET. Métodos: Estudo transversal, avaliando a função neuromuscular (excitabilidade neuromuscular, força muscular respiratória, força muscular periférica e capacidade funcional) e estresse oxidativo em pessoas em transição para DRET que iniciaram hemodiálise em caráter emergencial (grupo DRET) em comparação a pessoas sem doença renal (grupo controle)e sua associação. Resultados: Vinte e quatro participantes, 14 sem doença renal (42 ± 12 anos) e 14 no grupo DRET (53 ± 18 anos), foram avaliados. O grupo DRET, comparado aos controles sem doença renal,apresentou comprometimento na excitabilidade neuromuscular (cronaxia do vasto lateral, p = 0.008; cronaxia do tibial anterior, p = 0.001), na força muscular expiratória (p = 0.02), na força muscular periférica de membros inferiores (extensores de joelho, flexores de joelho, dorsiflexores e flexores plantares, todos p <0.001) e na capacidade funcional (p <0.001). Houve associação negativa entre a cronaxia do vasto lateral e do tibial anterior coma força muscular periférica e a capacidade funcional em pessoas com ou sem doença renal. Conclusão: Pessoas em transição para doença renal em estágio terminal que iniciaram hemodiálise em caráter emergencial apresentam alteração na função neuromuscular. Os achados deste estudo podem direcionar tanto estratégias de rastreio e monitoramento de deficiências neuromusculares quanto o planejamento de reabilitação.

  • ANANDA QUARESMA NASCIMENTO
  • MORTALIDADE POR CÂNCER COLORRETAL NO BRASIL E MEDIÇÕES INERCIAIS BASEADAS EM SMARTPHONES DURANTE O TESTE DO DEGRAU DE CHESTER COMO PREDITOR DE TEMPO DE INTERNAÇÃO NO PÓSOPERATÓRIO DE CÂNCER ABDOMINOPÉLVICO
  • Data: 24/03/2023
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  • INTRODUÇÃO: Os cânceres que envolvem as regiões abdominal e pélvica estão entre as principais causas de mortalidade no Brasil, sendo necessário compreender melhor sua relação com os fatores sociodemográficos e clínicos para nortear políticas públicas. Dentre esses, o tipo colorretal (CCR) é a terceira principal causa de morte no mundo, sendo influenciado pela agressividade do tratamento. Portanto, identificar ferramentas úteis na avaliação da capacidade funcional de pacientes oncológicos em pré-operatório pode ajudar no direcionamento dos cuidados pós-operatórios e atuar diretamente em medidas de prevenção quaternárias. OBJETIVO: Analisar os fatores sociais e demográficos que predizem maior mortalidade por câncer colorretal e piores taxas de sobrevida, bem como verificar se a realização de procedimentos de triagem, diagnóstico e tratamento impactam na redução da mortalidade. Além disso, avaliar se o Teste do degrau de Chester (TDC), através do trabalho, VO2max estimado e análise do movimento por meio do giroscópio é preditor de tempo de internação hospitalar pósoperatória de pacientes oncológicos submetidos à cirurgias abdominopélvicas. MÉTODO: Foram analisados dados secundários e de acesso aberto do Departamento de Informação e Informática do SUS, SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática), e Sistemas de Informação Ambulatorial e Hospitalar. Também foram avaliados 51 pacientes oncológicos em pré-operatório de cirurgia abdominopélvica através do TDC associado a um giroscópio de smartphone. RESULTADOS: No Brasil, a mortalidade por CCR aumentou após os 45 anos. As maiores taxas de mortalidade ajustada foram encontradas entre os brancos e no Sul do país. Solteiros, casados e viúvos do Norte e do Nordeste apresentaram maior risco de morte do que os separados judicialmente do Sul. Menores taxas de sobrevivência foram observadas entre os indivíduos pardos, os separados judicialmente e os residentes na região Norte. Um aumento nas taxas de quimioterapia de primeira linha e diminuição de quimioterapia de segunda linha foram associados à alta mortalidade no Norte. No Sul, quimioterapia de segunda linha e ressecção abdominoperineal do reto foram associadas a alta mortalidade. Para os pacientes em préoperatório de cirurgia abdominopélvica, o tempo de internação 30 dias após a operação foi maior quando aqueles que realizaram o nível 1 do TDC apresentaram menor amplitude RMS e maior pico de energia. Além disso, a taxa de trabalho aumentou com a progressão do teste a partir do nível 3. O VO2máx elevado é preditor de tempo de internação para aqueles que completaram os níveis 3 e 4 do teste. CONCLUSÃO: Diferenças regionais em fatores sociodemográficos e procedimentos clínicos podem servir como diretrizes para o ajuste das políticas públicas de saúde. Além disso, o uso do giroscópio foi mais preciso na detecção de mudanças na amplitude RMS e pico de energia que predizem um resultado menos favorável para aqueles que cumpriram o nível 1 do TDC. O VO2máx foi capaz de predizer maior tempo de internação pós-operatória somente após o nível 3 do teste e o trabalho não foi uma variável capaz de traduzir a real capacidade física dos pacientes avaliados.

  • LARISSA NAZARE QUEIROZ DE ARAUJO ALMEIDA
  • REPRESENTAÇÕES DAS AÇÕES EM MULHERES MASTECTOMIZADAS: EXEMPLO DE UMA TAREFA DE ROTAÇÃO MENTAL

  • Orientador : GHISLAIN JEAN ANDRE SAUNIER
  • Data: 06/03/2023
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  • O câncer de mama é uma doença agressiva e mutiladora responsável pelo maior número de mortalidade de mulheres no Brasil. O pós-operatório da mastectomia leva a limitações de movimento do membro superior ipsilateral à mama afetada. Esta pesquisa teve como objetivo adquirir elementos que auxiliem na avaliação de mulheres mastectomizada através de uma tarefa de rotação mental (i.e., julgamento de lateralidade de mão) a fim de verificar o comprometimento nas representações motoras do membro superior ipsilateral ou contralateral a mama afetada após a mastectomia. Foi realizado um experimento de julgamento de lateralidade de mão, no qual a participante identificava se as imagens projetadas numa tela de computador representavam uma mão direita ou esquerda. Respeitando os critérios de inclusão e exclusão, participaram do estudo 17 mulheres, sendo 9 mastectomizadas com algum grau de limitação de movimento do membro superior ipsilateral à mama afetada e 8 saudáveis que realizaram o mesmo experimento, no Laboratório de Avaliação e Reabilitação das Disfunções Cardiovasculares, Oncológica e Respiratória - LACOR (UFPA). Os resultados apontaram uma taxa de acerto menor para as mulheres mastectomizadas quando avaliam a lateralidade da mão ipsilateral a mama afetada em comparação ao grupo controle,particularmente para as posturas biomecanicamente difíceis (i.e., vista palmar e orientação de 90° lateral). Tais resultados sugerem mudanças nas representações das ações associadas ao membro ipsilateral a mama afetada.

  • LORENNA COSTA MALAQUIAS
  • MENSURAÇÃO DAS PROPRIEDADES DO SPINAL APPEARANCE QUESTIONNAIRE EM ADOLESCENTES COM ESCOLIOSE IDIOPÁTICA: uma revisão sistemática

  • Data: 01/03/2023
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  • Objetivo: examinar de forma sistemática as propriedades clinimétricas do instrumento Spinal Appearance Questionnaire (SAQ) em suas adaptações transculturais em diferentes idiomas. Método: Foram utilizadas para o rastreio de estudos até 16 de julho de 2022 as bases de dados Medline (PubMed), CINAHL, EMBASE, Science Direct, PsycINFO, OAIster e WorldWideScience.org. Foram incluídos nesta revisão os registros sobre o desenvolvimento, avaliação e traduções do instrumento SAQ com adolescentes em escoliose idiopática. Além disso, dois revisores definiram se os estudos eram elegíveis, assim como procederam análises de suas propriedades psicométricas de Consistência interna, Confiabilidade, Validade de conteúdo, Validade transcultural, Validade de Construto e Validade Estrutural, segundo a COnsensus-based Standards for the selection of health Measurement INstruments (COSMIN). A Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE), recomendação de classificação de qualidade modificada foi aplicada para síntese de evidências. Resultados: Foram selecionados 95 artigos por título e resumo. Após a remoção de duplicatas, leitura completa e busca nas referências, totalizaram-se 13 estudos nesta revisão. A versão original do SAQ foi descrita em língua inglesa e sua análise foi feita em 2 artigos e as o instrumento foi traduzido em Polonês, Francês Canadense, Chinês Simples, Espanhol (Europa), Dinamarquês, Chinês Tradicional, Português (Brasil), Coreano, Alemão, Turco e Persa. A evidência foi moderada para Validade de construto, baixa para Consistência interna, muito baixa para Confiabilidade e Validade Transcultural; as propriedades de Validade de conteúdo e estrutural não apresentaram dados mínimos para classificação. Conclusão: A qualidade das propriedades clinimétricas do instrumento SAQ para pacientes com Escoliose Idiopática do Adolescente foi baixa, devido à ausência de propriedades de análise clinimétrica ou qualidade metodológica duvidosa. Contudo, recomendamos o instrumento para a avalição da autopercepção da coluna em adolescentes por suas características próprias de organização, sua tradução mais atual no idioma A versão Persa destacou-se perante os demais por sua amostra e organização de testes estatísticos claramente descritos, compatíveis com a proposta geral da pesquisa e fortalecendo as exposições das propriedades de medição estudadas.


  • LUANA KARINE RESENDE OLIVEIRA
  • Uso de um acelerômetro para avaliação de Ajustes Posturais Antecipatórios durante início do passo em pacientes com osteoartrite de joelho

  • Data: 23/02/2023
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  • Introdução: Idosos com níveis severos e moderados de osteoartrite (OA) de joelho tem estratégia adaptativa para realizar a iniciação da marcha, que é significativamente alterada pelo nível de gravidade da OA do joelho. Nos últimos anos, sensores inerciais vêm sendo utilizados para avaliar os ajustes posturais antecipatórios (APAs) para iniciação da marcha, uma vez que a cinemetria, considerada o padrão ouro, é cara, de difícil transporte, requer calibração e instalação adequada, tornando-se inviável seu uso em ambientes clínicos. Não há na literatura estudos que validaram o uso de acelerômetros para avaliação da iniciação da marcha em indivíduos com OA de joelho e nem avaliaram a sua confiabilidade, fato este que reforça a necessidade de desenvolvimento de pesquisas nessa área com esse objetivo. Também não encontramos na literatura, ensaios clínicos que tenham avaliado o impacto das intervenções fisioterapêuticas nos ajustes antecipatórios do passo. Objetivo: o presente projeto é dividido em dois estudos: Estudo 1: buscou validar o uso de um acelerômetro comercial Metamotion C para mensurar os APAs durante a iniciação da marcha em indivíduos com Osteoatrite de Joelho, bem como testar sua confiabilidade. Estudo 2: buscou avaliar se a utilização da realidade virtual com recurso do videogame, associado ao tratamento fisioterapêutico convencional, apresenta efeitos superiores na dor, capacidade física, equilíbrio e nos ajustes posturais antecipatórios na iniciação da marcha em indivíduos com OA de joelho. Materiais e métodos: Estudo 1: 29 sujeitos foram avaliados por meio de um acelerômetro comercial Metamotion C e por um sistema de câmeras – cinemetria com um marcador reflexivo em vértebra lombar e calcâneo. Os sujeitos iniciaram o passo após o comando randomizado do experimentador, e tiveram variáveis extraídas do protocolo: APAlatency, APAamp. Estudo 2: Trata-se de um ensaio clínico, simples-cego, randomizado e controlado, no qual 40 indivíduos (31 mulheres e 9 homens) foram selecionados e randomizados nos grupos TC ou VR por alocação aleatória (20 em cada grupo) e, então, foram submetidos ao programa de reabilitação por 8 semanas. Foi utilizado um sensor inercial durante o início da marcha para mensurar os APAs e testes, escalas e questionários para avaliação do equilíbrio, dor e capacidade física. Resultados: Estudo 1: houve correlação linear estatisticamente significativa entre todas as variáveis. A variável APAlatency apresentou correlação quase perfeita (r = 0,9715; p < 0,00001) e a variável APAamp (r = 0,7358; p < 0,00001) correlação grande. As medidas mostraram confiabilidade alta a muito alta para correlação intraclasse para as variáveis amplitude e latência da cinemática e acelerômetro. Estudo 2: Os resultados mostram que o tratamento convencional melhora de forma significativa a queixa de dor, a capacidade física e o equilíbrio em indivíduos com AO de joelho, porém apenas o grupo RV apresentou melhora nos parâmetros de APA. Conclusão: Estudo1: Metamotion C é válido e apresenta alta confiabilidade para avaliação de APAs na iniciação do passo em indivíduos com OA de joelho. Estudo 2: apenas o grupo que utilizou a RV associada apresentou melhora nos parâmetros de APA, demonstrando a importância da utilização desse recurso na reabilitação desses pacientes.

2022
Descrição
  • RENAN WALLACE GUIMARÃES DA ROCHA
  • Efeito agudo do HIIT e alongamento estático no controle inibitório, desempenho matemático e na variabilidade da frequência cardíaca em escolares com ansiedade ao teste.

  • Orientador : JOAO BENTO TORRES NETO
  • Data: 19/12/2022
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  • Introdução: Alto nível de ansiedade ao teste (TA) é considerado como fator de risco para o baixo desempenho acadêmico e piora do bem-estar em estudantes. O modelo de integração neurovisceral sugere interações entre o sistema nervoso central e sistema nervoso periférico, subsidiando parte das relações entre a saúde mental e física, bem como da relação entre a regulação visceral e o desempenho em tarefas emocionais e cognitivas. A variabilidade da frequência cardíaca (HRV) é um biosinal do sistema nervoso autônomo e pode ser usada para avaliar a atividade simpática e parassimpática durante tarefas cognitivas. Dentre a análise espectral da HRV, a banda de alta frequência (HF) é um parâmetro fortemente associado ao tônus vagal e transtornos de ansiedade. Por outro lado, a redução do estado ansioso e a melhora de desempenho em tarefas matemáticas são alguns dos efeitos agudos observados após uma sessão de exercício físico. Objetivo: Avaliar o efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) ou do alongamento estático (SS) sobre o desempenho matemático, e suas respectivas manifestações sobre a HRV, em crianças com ansiedade ao teste. Metodologia: Ensaio randomizado e cruzado, com 53 crianças escolares de 8 a 12 anos, divididas em dois grupos de acordo com a Escala de Ansiedade do Teste (Westside): TA baixa (LTA, 20) e TA elevada (HTA, 33). O teste de resolução de problemas matemáticos (MR) foi realizado imediatamente antes e 28 minutos depois dos exercícios físicos. O MR consistia em um teste de desempenho de problemas matemáticos de palavras (~ 10 minutos de duração), em formato de caneta e papel, com a quantidade de respostas corretas registrada e analisada. Os exercícios físicos de HIIT e SS foram realizados por 4 minutos, com 8 séries de 20 segundos de esforço máximo e 10 segundos de descanso passivo. A HRV foi registrada por dispositivo validado (Polar® V800) e os segmentos respectivos aos repousos e testes MR, pré e pós exercício, analisandos. As comparações inter e intra grupos foram efetuadas por estatística de estimativa, para avaliar o efeito do teste MR sobre a HF nos grupos LTA e HTA, assim como o efeito do exercício. Os resultados serão apresentados para significância (p<0,05) e tamanho de efeito (d de Cohen). Essa pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa (CAAE: 76887417.2.0000.00181). Resultados: O grupo LTA apresentou moderada melhora no teste MR após o Alongamento (SS: d = 0.628, p ≤ 0,01; HIIT: d = 0,212, p= 0.458). Por outro lado, o desempenho do grupo HTA melhorou tanto após o Alongamento, quanto após o HIIT (HIIT: d = 0.334 p ≤ 0,01; SS: d = 0.413, p ≤ 0,01). Na comparação repouso pré-teste e MR, houve aumento da HF em ambos os grupos (LTA: d = 0,465 p ≤ 0,01; HTA: d = 0.413, p ≤ 0,01), porém, o grupo HTA teve aumento maior (z-score: d= -0,723; p≤ 0,01). Após o HIIT a HF aumentou em ambos os grupos (LTA: d = 0,681 p ≤ 0,01; HTA: d = 0,526 , p ≤ 0,01), no entanto, o grupo HTA obteve aumento inferior ao LTA (z-score: d = -1,55, p ≤ 0,01) Após o alongamento, a HF não modificou em ambos os grupos na comparação repouso pós-teste e MR (LTA: d = - 0,375 p= 0,165; HTA: d = 0,0607, p= 0,439).Conclusão: Foi observado uma resposta específica do alongamento no teste RM que favorece o grupo LTA, porém o grupo HTA, em ambos os exercícios, tiveram efeito benéfico para desempenho no teste. Na análise da HRV, foi observado respostas específicas ao exercício também, onde o alongamento estabiliza a atividade vagal entre repouso e teste e o HIIT provoca aumento.

  • FELIPE BARRADAS CORDEIRO
  • EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE O DESEMPENHO MATEMÁTICO E CONTROLE INIBITÓRIO E SUAS ASSOCIAÇÕES COM O IMC E VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDIACA EM CRIANÇAS

  • Data: 15/12/2022
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  • INTRODUÇÃO: Associada ao modelo de integração neurovisceral, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) tem sido associada a efetividade dos circuitos inibitórios pré-frontal-subcorticais e está associada a alterações no desempenho em tarefas de função executiva. Além disso, a variabilidade intraindividual do tempo de reação (IIVrt) durante a avaliação do controle inibitório é um importante indicador de atenção e controle cognitivo. Paralelamente, o desempenho matemático pode ser mediado pelo controle inibitório, enquanto a VFC é afetada pelo aumento da dificuldade em tarefas matemáticas. Por outro lado, o exercício físico é capaz de modular a VFC, melhorar o desempenho matemático e pode predizer a IIV. OBJETIVO: Investigar as implicações agudas do exercício físico no desempenho matemático e na IIV de crianças com AM e suas relações com variabilidade da frequência cardíaca. MÉTODO: Baseado na Escala de Ansiedade Matemática Elementar, as crianças foram classificadas em “Alta AM” e “Baixa AM” e foram distribuídos aleatoriamente em grupo experimental, que praticaram caminhadas na esteira a 70% da frequência cardíaca máxima durante 20 minutos, e um grupo controle que ficou em repouso pelo mesmo tempo As sessões foram compostas subsequentemente por: Repouso Inicial, Teste de Desempenho Matemático e Teste de Controle Inibitório que foram realizados antes e após as intervenções. RESULTADOS: Em análise.

  • LAYS DA SILVA FERREIRA
  • A escolha da abordagem terapêutica e sua relação com as crenças e atitudes de fisioterapeutas sobre pacientes com dor lombar crônica inespecífica.

  • Data: 29/11/2022
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  • A escolha da abordagem terapêutica e sua relação com as crenças e atitudes de fisioterapeutas sobre pacientes com dor lombar crônica inespecífica.

  • NATALIA DE SOUZA DUARTE
  • ATIVIDADE BIOELÉTRICA DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO DURANTE O USO DE EDUCADOR VAGINAL INOVADOR: ESTUDO TRANSVERSAL

  • Data: 08/11/2022
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  • O assoalho pélvico necessita de uma estrutura anatômica íntegra devido às suas múltiplas funções. Por isso, são necessários equipamentos inovadores para o aprimoramento dessa estrutura. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do uso do educador vaginal inovador iGeni sobre a atividade bioelétrica dos músculos do assoalho pélvico, além de analisar as diferentes posições do quadril e fatores de interferência como faixa etária, partos, atividade sexual, incontinência urinária e menopausa. Para isso, foi desenhado um estudo transversal, composto por 30 mulheres, que foram avaliadas pelos instrumentos: ficha de avaliação, International Consultation On Incontinence Questionnaire - Short Form e Eletromiografia de superfície. Os achados coletados foram: RMS do período de 5 segundos da contração, valores de pico RMS, valores da área, %CVM (RMS normalizado pelo pico do sinal) e frequência mediana. Esses achados foram comparados sem e com o uso do iGeni, nas posições pélvicas de anteversão, neutra e retroversão. Os resultados evidenciaram que o uso do iGeni aumentou a atividade eletromiográfica dos músculos do assoalho pélvico na posição neutra. Mulheres em condições de maior tendência a disfunções dessa musculatura também se beneficiaram, aumentando a atividade bioelétrica em condições específicas. Concluiu-se então, que este equipamento inovador de biofeedback foi eficaz no maior recrutamento de fibras musculares e que tem maior efetividade na posição neutra do quadril, podendo ser um aliado eficaz no treinamento desta musculatura.

  • ANA PAULA MONTEIRO DE ARAUJO
  • OS EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTINUA NA DUPLA TAREFA DE INDIVIDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON: Uma revisão sistemática 

  • Data: 31/10/2022
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  • Introdução: Na Doença de Parkinson (DP), existem alterações na conectividade do cérebro, especificamente nas áreas motoras e do cerebelo, quando é necessário realizar uma Dupla Tarefa (DT). Somado aos sinais e sintomas, provoca repercussão negativa na realização de atividades de vida diária e no risco de queda, que é agravado em condição de DT. Em contrapartida, a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) se mostra capaz de modular o cérebro para estabelecer novos padrões de atividade, possui atuação nas variáveis cognitivas e motoras, melhorando a funcionalidade desses indivíduos. Todavia, no importante contexto da DT, não existe uma revisão com esse desfecho na DP. Objetivo: Investigar se a ETCC, isolada ou associada, é capaz de alterar o desempenho da DT de pessoas com DP. Métodos: Esta revisão utilizou como base as diretrizes do Principais Itens para Relatar Revisões Sistemáticas e Meta-nálises (PRISMA) e foi registrada no banco de dados PROSPERO. Utilizou-se as bases de dados: PubMed, Wiley, Scopus e Web of Science, sem restrição de idioma e tempo. Foram incluídos ensaios clínicos, que avaliaram a DT após ETCC (anodal ou catódica), isolada ou associada, quando comparada ao grupo Sham ou controle. Resultados:  Apenas 4 estudos foram incluídos. 62 participantes foram avaliados, com Hoehn and Yahr (HY) mínima 1 e máxima 4. 2 estudos aplicaram de forma isolada (50%) e 2 estudos associaram à protocolos de exercício físico (50%). Sobre a quantidade de sessões, 3 autores avaliaram uma sessão única (75%) e 1 autor avaliou 9 sessões (25%) associadas a intervenção motora. Todos usaram 2mA de intensidade. 3 autores usaram a ETCC por 20min (75%) e 1 autor durante 30min (25%). 75% posicionaram o eletrodo anódico no Córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo (CPFDL) e o instrumento avaliativo mais usado foi o Timed Up and Go (75%). Conclusão: a ETCC pode ter efeito positivo sobre o desempenho da DT na DP, sobretudo associada a terapia farmacológica e não farmacológica. A principal área estimulada foi o CPFDL esquerdo, porém a amostra não foi suficiente para defini-lo como melhor alvo. 20 minutos de estimulação parece ser suficiente e um número maior de sessões pode proporcionar maior efeito. Necessita-se de maiores ensaios clínicos com maior padronização, a fim de permitir melhor comparação entre os estudos e reduzir possíveis vieses. 

  • LEONARDO BRENO DO NASCIMENTO DE AVIZ
  • Telerreabilitação em pacientes submetidos ao Tratamento Cirúrgico de Câncer de Mama

  • Data: 27/10/2022
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  • INTRODUÇÃO: O câncer de mama é o tipo de neoplasia mais comum entre no público feminino, sendo avaliado como o principal tipo de câncer responsável pela morte das mulheres, além disso, é considerado um problema de saúde pública no Brasil, devido a sua incidência, morbidade e mortalidade. O tratamento para o câncer de mama envolve um conjunto de terapêuticas que podem ser classificadas como localizadas, que envolve a cirurgia e a radioterapia, e as sistêmicas, que abrange a quimioterapia e a hormonioterapia. O tratamento cirúrgico comumente pode gerar alguns efeitos adversos para a condição física do paciente. Com isso, é indicado que esses pacientes realizem programas de reabilitação física o mais rápido possível. Entretanto, nem todos os pacientes conseguem realizar o processo de reabilitação de forma presencial, com isso, torna-se cada vez mais necessário o estudo e desenvolvimento de recursos como a telerreabilitação, podendo assim auxiliar nesse processo. OBJETIVO: Avaliar os efeitos da telerreabilitação associada a reabilitação presencial como opção terapêutica em pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de câncer de mama. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de ensaio clínico, quantitativo de característica longitudinal, cuja coleta de dados será realizada no período de setembro de 2021 a julho de 2022 na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), com pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de câncer de mama. A amostra da pesquisa será composta por pacientes diagnosticados com câncer de mama e que foram submetidos ao tratamento cirúrgico da doença e que estejam em um período de 15 dias de pós operatório. Os participantes da pesquisa serão divididos em 3 grupos (Controle, Intervenção e associado) o primeiro receberá a reabilitação presencial de Fisioterapia, contendo exercícios aeróbicos, alongamentos, cinesioterapia ativa livre e resistida, denominado Grupo Controle. O Grupo Intervenção, realizará apenas o protocolo de telerreabilitação. Já o Grupo Associado, realizará os cuidados usuais de reabilitação presencial de Fisioterapia associada a um programa de telerreabilitação. Todos os grupos realizaram os seus respectivos protocolos durante um período de 4 semanas. Primeiramente, será realizado uma avaliação presencial dos pacientes em um período aproximado de 15 dias de pós operatório da cirurgia, após a retirada dos pontos e dreno cirúrgico. Posteriormente, os pacientes serão separados em Grupo Controle, Grupo Intervenção e Grupo Associado, todos realizarão um protocolo durante o período de 4 semanas. Finalizando esse período os pacientes serão submetidos a uma reavaliação utilizando os mesmos instrumentos da avaliação inicial. A avaliação dos pacientes será realizada por meio de uma ficha de avaliação inicial criada pelos pesquisadores e responderão a um questionário “Deficiência do ombro, braço e mão - DASH”. Além disso, será realizado o exame físico, através da inspeção do membro superior ipsilateral ao tratamento, a dor será avaliada utilizando a escala visual analógica – EVA, já análise da amplitude de movimento ocorrerá pelo instrumento goniômetro e pôr fim será investigado a força muscular por meio do E-Lastic® e a fadiga pelo Functional Assessment of Cancer Therapy/ Fatigue (FACT-F).

  • ISABELLA ROLO SARRAZIN
  • CONTRIBUIÇÃO RESPECTIVA DA CINEMÁTICA E DA APARÊNCIA NA PREDIÇÃO DA AÇÃO

  • Orientador : GHISLAIN JEAN ANDRE SAUNIER
  • Data: 30/06/2022
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  • As representações corticais do movimento humano envolvidas na predição da ação vêm sendo amplamente estudadas. Porém, ainda há muitos questionamentos acerca dos fatores moduladores desses mecanismos. Por exemplo, já se sabe que os neurônios espelho estão diretamente relacionados à predição da ação, e que participam não somente da representação motora de atos observados, como também são ativados previamente à sua execução. No entanto, isso não acontece pela simples visualização de objetos ou pessoas. Essa ativação estaria relacionada a uma correlação semântica, ou seja, a existência de uma significância ou congruência entre a ação observada e o objeto alvo, ocorridos dentro do espaço peripessoal do efetor/ator observado. A aparência do ator/efetor e do objeto observado seria um fator determinante para ocorrer essa ativação? E a cinemática dos movimentos observados, seria um fator importante? Estes foram os questionamentos que nortearam este trabalho. Nosso objetivo geral, portanto, foi investigar os efeitos da cinemática e aparência do efetor sobre a predição do tempo de contato entre a mão e o objeto ocorrendo dentro do espaço peripessoal do ator. Para isto, participaram do experimento 31 estudantes universitários, 9 homens e 22 mulheres, e utilizamos um protocolo de observação de vídeos com ações de alcance-preensão dirigidas à objetos, e ações de movimento dos objetos dirigidos à mão, em uma tela de computador, em duas condições visuais - oclusão da visão (OV), e visão completa (VC), e duas condições cinemáticas – biológica (movimento humano – MH, em dois blocos, MH1 e MH2; e objeto biológico – OB) e não biológica (objeto não biológico – ONB). A tarefa do participante consistia em prever o tempo de contato mão-objeto pressionando a barra de espaço do teclado. A diferença temporal (ms) entre a estimativa do tempo de contato pelos participantes e o tempo de contato real representa o erro de predição. Adotamos uma ANOVA para medidas repetidas (2 condições visuais vs. 3 condições cinemáticas) para comparar os erros de predição. O posthoc de Holm foi usado para comparar os efeitos significantes (p < 0,05). Como resultados, encontramos um efeito da cinemática sobre a magnitude do erro de predição, sugerindo que a aparência do efetor não seria um fator categórico para a ativação dos mecanismos preditivos, desde que a cinemática observada possua um caráter biológico. Nossos resultados experimentais sugerem o desenvolvimento de protocolos complementares à reabilitação tradicional fundamentados em tarefas preditivas baseadas no conhecimento do mecanismo ação-predição. A introdução de tarefas preditivas possibilitaria um maior controle atencional e um maior engajamento do sistema motor.

  • LUISA MATOS DA SILVA
  • EFEITOS AGUDOS DO TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE (HIIT) NA COGNIÇÃO E NA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE CRIANÇAS COM ANSIEDADE E DEPRESSÃO

  • Data: 29/06/2022
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  • A ansiedade e a depressão (AD) são os problemas de saúde mental mais comuns e debilitantes na infância e adolescência. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) vem sendo estudado como um componente de melhoria do controle inibitório, comumente afetado em crianças com AD. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito do HIIT e do alongamento sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e o controle inibitório de crianças escolares com AD. Para tanto, 71 crianças (9 - 13 anos; 36 meninas), 12 destas com AD, participaram deste ensaio cruzado e randomizado onde realizaram treinos de HIIT e de alongamento. Antes e após cada sessão de treino foram analisados o controle inibitório e o desempenho acadêmico. Os dados serão analisados por estatística de estimativa. 

  • ANDREIA BAUERMANN
  • PREDIÇÃO DA MASSA LIVRE DE GORDURA E DO ÍNDICE DE MASSA MUSCULAR POR IMPEDANCIA BIOELÉTRICA EM HOMENS COM TETRAPLEGIA FISICAMENTE ATIVOS 

  • Data: 18/05/2022
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  • Indivíduos com lesão da medula espinhal cervical (LME-c) apresentam perda progressiva da massa livre de gordura (MLG) devido à diminuição da atividade física e comprometimentos neurológicos. Como consequência, há redução da força muscular e do desempenho físico caracterizando o quadro de sarcopenia. Entre os métodos válidos e acessíveis para predição da MLG, encontra-se a análise pela impedância bioelétrica (BIA) que tem sido empregada em diferentes grupos populacionais. O fundamento do método da BIA está pautado no princípio da hidratação constante. Os indivíduos com LME-c apresentam variações importantes no estado de hidratação, necessitando de equações especiais para predição da MLG pelo método da BIA. Considerando, que a predição da MLG em indivíduos com LME-c é importante para monitorar as alterações da composição corporal e subsidiar os estudos sobre sarcopenia, os objetivos do presente projeto em indivíduos com LME-c ativos (n= 13) ou inativos (n=  10) fisicamente serão: 1) testar a concordância entre os valores da MLG obtidos por equações preditivas de BIA e por absorciometria de dupla emissão de raios-x (DXA), associado a influência do estado de hidratação empregando a  análise vetorial de impedância bioelétrica (BIVA) e; 2) investigar a prevalência de sarcopenia considerando ambos os grupos. 

  • AMANDA DE QUEIROZ AFONSO
  • Perfil Epidemiológico e Risco de Mortalidade de Pacientes em Tratamento Hospitalar para Covid-19: Um estudo de caso no interior da Amazônia

  • Data: 27/01/2022
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  • Introdução: A doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), COVID-19, desencadeou mais de 298 milhões de casos e 5,47 milhões de mortes em todo o mundo. O Brasil ocupa o 3° lugar de casos confirmados com mais de 22,3 milhões de infectados e 2º lugar em número de óbitos com mais de 620 mil mortos. No Pará, foram registrados mais de 627 mil casos e 17,1 mil mortos, evidenciando a alta infectividade desse vírus, que tem como via primária de contaminação as vias aéreas superiores, com múltiplas repercussões sistêmicas. Pessoas idosas e com doenças crônicas estão mais susceptíveis a desenvolver a forma grave da doença e suas sequelas funcionais. O acompanhamento fisioterapêutico tem sido utilizado com o intuito de prevenir perdas na funcionalidade e redução do tempo de hospitalização. Entretanto, por se tratar de uma doença nova, é necessário registrar, descrever e compreender o perfil clínico-epidemiológico e de funcionalidade dos pacientes que evoluem para hospitalização e correlacionar estas variáveis com o desfecho clínico dos pacientes. O objetivo dessa pesquisa foi traçar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes hospitalizados para tratamento de COVID-19 e identificar possíveis fatores de risco para mortalidade, incluindo a funcionalidade desses pacientes. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa observacional onde foram coletados dados clínicos e epidemiológicos nos prontuários dos pacientes internados para tratamento de COVID-19, no período de abril de 2020 a abril de 2021, no Hospital de Urgência e Emergência Drª Maria Laise Moreira Pereira Lima, localizado no município de Castanhal-Pará. Para avaliação da funcionalidade foi utilizada a Escala Modificada de Barthel, que avalia a capacidade de realizar atividades de vida diária. Foram utilizadas estatísticas descritivas de tendência central e dispersão para descrever o perfil clínico-epidemiológico, e posteriormente a análise de sobrevivência de Cox, cuja finalidade é estudar a ocorrência de um fato durante um espaço de tempo. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o software SSPS. Resultados: Foram incluídos 880 pacientes de acordo com os critérios estabelecidos. A média de idade foi de 54 anos, destes 59,54% do sexo masculino. As comorbidades mais frequentemente relatadas foram hipertensão arterial sistêmico, diabetes e doença renal crônica. Segundo análise descritiva, o grupo que não teve acesso ao atendimento fisioterapêutico, pareceu ter os piores desfechos, apresentando 20,28% de óbitos. Em relação a funcionalidade, todos as pacientes que apresentaram algum nível de dependência funcional, necessitaram de suplementação de oxigênio em algum momento. De acordo com a análise de sobrevivência realizada, quanto maior o tempo de hospitalização, maior foi o risco de morte, e os fatores que pareceram ser decisivos foram a idade e número de comorbidades associadas, e dependência funcional, visto que pacientes com algum prejuízo na funcionalidade, apresentaram 2,75 mais chances de óbito. Conclusão: O risco de óbito aumenta em pacientes idosos, com duas ou mais comorbidades e que apresentam dependência funcional moderada, severa ou total. Sabendo disso, é necessária a vigilância constante de pacientes admitidos nas unidades hospitalares que apresentem algum desses fatores de risco.

2021
Descrição
  • ANDERSON ANTUNES DA COSTA MORAES
  • USO DE UM APLICATIVO PARA SMARTPHONE NA AVALIAÇÃO DE AJUSTES POSTURAIS DURANTE INÍCIO DO PASSO

  • Data: 29/12/2021
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  • Novos métodos vêm sendo propostos como alternativas de menor custo, para avaliação de APAs na iniciação da marcha, como aplicativos de smartphones. Dessa forma, a presente dissertação teve como objetivo validar o uso de um aplicativo de smartphone para avaliação dos APAs no início do passo. A dissertação foi escrita no modelo agregado de artigos, sendo composta por dois artigos. O primeiro buscando validar o app Momentum com a cinemática; e o segundo, em formato de relatório técnico, analisou o uso do acelerômetro Metamotion C com a cinemática. No primeiro artigo, verificou-se que o uso do aplicativo de celular Momentum é válido para avaliação dos APAs durante a iniciação da marcha quando comparado com o instrumento padrão ouro (cinemática), mostrando-se uma alternativa útil e menos complexa. No segundo artigo, realizamos um relatório técnico, concluindo que o Metamotion C é válido para avaliação de APAs na iniciação do passo, porém necessita de mais estudos para comprovar a sua confiabilidade. Em suma, tanto o Momentum quanto o Mteamotion C são válidos para avaliar APAs na iniciação da marcha.

  • DORIEDSON BARBOSA LOPES JÚNIOR
  • INDICADORES DE DESEMPENHO E APTIDÃO FÍSICA EM ATLETAS DE VOLEIBOL SENTADO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Data: 21/12/2021
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  • O voleibol sentado é um esporte paralímpico que tem apresentado significativo crescimento em termos competitivos nos últimos anos, aumentando a necessidade por métodos de avaliação de aspectos técnico-táticos e de aptidão física, que auxiliem no monitoramento do nível de desempenho e aumento de performance esportiva na modalidade. A presente revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes dos Principais itens para relatar Revisões Sistemáticas e Meta-Análises (PRISMA) e teve como objetivo identificar e analisar indicadores de desempenho e aptidão física em atletas de voleibol sentado. As buscas foram realizadas em quatro bases de dados (Scopus, Pubmed, Web of Science e Scielo) e foram incluídos estudos que avaliaram quantitativamente indicadores de desempenho ou componentes de aptidão física em atletas de voleibol sentado de qualquer sexo, idade ou nível competitivo. A qualidade metodológica dos artigos incluídos foi avaliada pelo Formulário de revisão crítica para estudos quantitativos (LAW et al., 1998) e os resultados apresentados por meio de síntese narrativa. No total foram incluídos 37 estudos, com escore médio de qualidade de 72,25%. Os achados apontaram que ataque e bloqueio foram as principais ações terminais no voleibol sentado. Correlações significativas entre medidas de aptidão física (potência, velocidade, agilidade, resistência, flexibilidade, velocidade de reação e composição corporal) com habilidades técnicas específicas foram identificadas. Enquanto evidências limitadas indicam que: atletas do sexo masculino apresentam desempenho físico superior às atletas do sexo feminino; que atletas de elite são física e tecnicamente superiores aos de sub-elite. Além disso, os estudos não apontaram diferenças significativas na eficácia em ações de jogo entre atletas de diferentes classes funcionais.

  • TOMÉ EDSON DOS REIS MODA
  • RESPONSIVIDADE DE FORÇA, POTÊNCIA, FUNCIONALIDADE E HIPERTROIA MUSCULAR AO TREINAMENTO RESISTIDO EM ADULTOS SAUDÁVEIS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Data: 21/12/2021
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  • A Responsividade (RP) é caracterizada como a capacidade particular de um indivíduo de obter determinada magnitude de adaptações a uma terapia/treinamento específico. No contexto da prescrição do Treinamento Resistido (TR) a RP das alterações na força, massa muscular e funcionalidade apresenta crescente, mas ainda modesta, descrição. Portanto, o objetivo do presente estudo será realizar revisão sistemática para investigar o efeito da dose de TR na incidência de RP em variáveis de força, funcionalidade e massa muscular. Serão considerados apenas os estudos em língua inglesa indexados nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SCOPUS, Google Scholar e SPORTDiscus, que tenham sido publicados até junho de 2021. A pesquisa sistemática será conduzida conforme as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) e será registrada no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO). Serão incluídos apenas ensaios clínicos randomizados, conduzidos com seres humanos submetidos a protocolos de TR, sem combinação com qualquer outra modalidade de exercício físico, que analisaram a RP a partir de medidas de força, massa muscular e/ou funcionalidade. Após a seleção dos estudos que obedecerem aos critérios de elegibilidade, será analisada a qualidade metodológica por meio da escala Tool for the assEssment of Study qualiTy and reporting in EXercise (TESTEX).

  • PATRICIA MARTINS MORAES
  • INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM SAÚDE, ESPECÍFICOS PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA, ADAPTADOS CULTURALMENTE E VALIDADOS PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO: revisão sistemática.

  • Data: 20/12/2021
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  • A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, progressiva e neurodegenerativa que acomete principalmente adultos jovens. As lesões no sistema nervoso central ocorrem em curso temporal heterogêneo, afetando diferentes áreas cerebrais, ocasionando variabilidade nas manifestações clínicas. Os sintomas estão associados principalmente a declínios em parâmetros físico-funcionais, cognitivos e qualidade de vida. Nesse contexto, são necessárias avaliações periódicas para acompanhamento da progressão da doença por meio de instrumentos adaptados e validados para a cultura local. Os instrumentos de escolha devem ter boas propriedades de medição, para que reflitam as reais mudanças do quadro clínico e funcional do paciente, além de serem factíveis para aplicação nos contextos clínico e acadêmico. O objetivo desta revisão sistemática foi subsidiar a prática baseada em evidência ao identificar os instrumentos de avaliação em saúde adaptados e/ou validados para o português brasileiro e para uso na avaliação de paciente com EM, assim como avaliar a qualidade metodológica do processo de tradução-validação para construir referencial à equipe multiprofissional a respeito dos instrumentos disponíveis na literatura nacional e suas características psicométricas. Foi realizada busca sistemática na literatura por estudos de adaptação transcultural, validação para o português brasileiro ou desenvolvimento de instrumentos de autorrelato e testes de desempenho em saúde, para pacientes com EM. As bases de dados incluídas foram PubMed, Scielo, Lilacs, Scopus, Bireme, Grey Literature in Europe (OpenGrey) e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (PROSPERO CRD42021257369). Para a avaliação da qualidade metodológica dos estudos utilizou-se a lista de verificação COnsensus‐based Standards for the selection of health Measurement INstruments (COSMIN) e a Newcastle - Ottawa Quality Assessment Scale (NOS). Com base nos critérios de elegibilidade, foram incluídos 20 estudos e 19 instrumentos, os quais avaliam, no total, 11 construtos (fadiga, disfagia, sintomas do trato urinário inferior, estado de incapacidade, equilíbrio, qualidade de vida, marcha, atividade e satisfação sexual, função motora das mãos, cognição, função dos membros inferiores). Apresenta-se a avaliação da qualidade metodológica das traduções e/ou validações para o português brasileiro, destacando-se as características dos instrumentos, os requisitos para a sua aplicação e as propriedades psicométricas (validade, confiabilidade, capacidade de resposta, sensibilidade e especificidade). A presente revisão apresenta referencial para a escolha de instrumentos para pesquisa e prática clínica brasileiras, subsidiando a seleção dos instrumentos de autorrelato e testes de desempenho em saúde, específicos para EM.

  • LUISA FREIRE DA SILVEIRA CASTANHEIRA
  • Monitoramento de carga interna e respostas físicas e fisiológicas ao treinamento de Crossfit®


  • Data: 20/12/2021
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  • O CrossFit® é um programa de treinamento reconhecido pelo rápido crescimento de popularidade em formas competitivas e não competitivas. Caracteriza-se pela realização de sessões organizadas como "treinos do dia" (WOD –Workout of the day), com o objetivo de desenvolver diferentes domínios de condicionamento físico de modo simultâneo. Identificar de forma precisa e eficaz o efeito desse treinamento torna-se indicado para analisar periodicamente as respostas de um sujeito à uma determinada sobrecarga, para prescrever e controlar seguramente o treinamento e para promover adaptações. Contudo, no CrossFit® isso ainda não está totalmente claro e se espera uma resposta diferente por ser um esporte autorregulado devido ao alto volume. Diante disto, o objetivo desta pesquisa é descrever a carga interna de treino imposta a atletas de CrossFit® ao longo de quatro meses, e relacionar com indicadores de desempenho físico e esportivo. Adicionalmente, investigar o efeito do treinamento em indicadores de aptidão aeróbia e marcadores sanguíneos de fadiga e dano muscular. Para tanto, serão avaliados atletas competidores de CrossFit® de forma diária, semanal e pós competição. Os instrumentos utilizados serão um caderno de medidas perceptivas a respeito de sensações de dor, recuperação, qualidade de sono e provável desempenho, variabilidade da frequência cardíaca, medidas sanguíneas e testes de potência de membros inferiores e potência aeróbia. A análise dos dados se dará, inicialmente, pela normalidade dos dados através do teste de Shapiro-Wilk. Em caso de normalidade confirmada, os dados serão apresentados por média e desvio padrão e os dados diários, semanais e pós-competições serão comparados por ANOVA para medidas repetidas e as correlações entre indicadores de carga de treinamento e desempenho físico e esportivo serão testadas pelo coeficiente de Pearson. Caso contrário, os dados serão apresentados por mediana e intervalo interquartil, e os dados diários, semanais e póscompetições serão comparados pelo teste de Friedman e as correlações serão testadas pelo coeficiente de Spearman. Todas as análises serão feitas no software SPSS 20.0 e o valor alfa será estabelecido em 5%.

     
     
  • DANIEL JOSE FONTEL DA SILVA
  • RESPOSTAS DO PILATES EM DUPLA TAREFA SOBRE PARÂMETROS COGNITIVOS E FUNCIONAIS DE MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS

  • Data: 17/12/2021
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  • O envelhecimento causa alterações morfológicas e funcionais que podem levar diminuição de desempenho funcional e cognitivo ao longo do envelhecimento e, de modo particular, em mulheres a partir da menopausa. O desempenho em situações de atenção dividida (dupla-tarefa) pode estar diminuído com o avançar da idade, favorecendo o risco de quedas e limitando a funcionalidade. O método Pilates é uma modalidade de exercícios físicos que combina treino de força e equilíbrio e promove melhora nessas variáveis da aptidão física em adultos mais velhos. Considerando as evidências de que o treinamento em dupla-tarefa pode promover benefícios adicionais aos exercícios realizados isoladamente, incluindo a prevenção e/ou melhoria dos declínios cognitivos associados à idade, o presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos da intervenção por exercícios de Pilates solo e estimulação cognitiva de múltiplos domínios, em dupla-tarefa, sobre o desempenho cognitivo e físico-funcional de mulheres pós-menopáusicas saudáveis (PILATES-COG), em comparação à um grupo que recebeu orientação de Educação em Saúde. Participaram do estudo 47 mulheres (Pilates-Cog: 22; Educação em Saúde: 25), em amenorreia há no mínimo 12 meses, e desempenho no Mini-Exame do Estado Mental compatível com a normalidade, ajustado para à escolaridade. Foram realizadas 24 sessões de Pilates solo, 2x semana, com duração de 50 minutos, em grupos, envolvendo exercícios de solo e tarefas cognitivas simultâneas. O grupo Educação em Saúde recebeu materiais de educação em saúde e não realizou exercícios físicos ou estimulação cognitiva. Foram realizadas avaliação de memória (Lista de Palavras, Evocação Tardia e Reconhecimento da bateria CERAD - Consortium to Establish a Registry for Alzheimer's Disease), linguagem (Fluência Verbal Semântica e Fonológica), equilíbrio (mini-BESTest), resistência muscular de membros inferiores (Teste de Sentar e Levantar), mobilidade funcional (Timed Up and Go teste – TUG; TUG em dupla-tarefa – TUG DT), Velocidade da marcha (VM), VM em dupla-tarefa (VMDT) e Custo de Dupla-Tarefa (Custo DT). Para análise dos dados foi realizada a ANOVA Mista de 2 vias, Bonferroni como post-hoc para realizar comparações intra e inter-grupos. Tamanho de efeito são descritos através do eta parcial quadrado. Nossos resultados apontam efeitos principais do Tempo foram encontrados tanto para a Fluência Semântica (p = 0,002) e Fonológica (p = 0,002), Memória imediata (p< 0,001) e Memória de Evocação (p< 0,001), resistência muscular de membros inferiores (p< 0,001), equilíbrio (p< 0,001) VMDT (p = 0,023) e Custo DT (p=0,012). Efeitos principais de Grupo foram encontrados na análise da resistência muscular de membros inferiores, equilíbrio, TUG, TUG DT, VM e VMDT (p<0,001). Verificou-se interação entre tempo e grupo para linguagem (p=0,017), Equilíbrio (p=0,015) e Resistência muscular de membros inferiores (p=0,008). Na comparação intragrupo, as participantes do grupo Pilates apresentaram melhora após a intervenção na avaliação da Linguagem (p<0,001), Memória (p=0,001), Resistência muscular de membros inferiores (p<0,001), equilíbrio (p<0, 001) e Custo DT (p<0,05). A intervenção em dupla-tarefa, composta por exercícios de Pilates solo e estimulação cognitiva, melhorou a linguagem, memória, resistência muscular de membros inferiores e equilíbrio de mulheres pós-menopáusicas. Sugerimos que o protocolo de intervenção aqui proposto pode ser adotado como estratégia efetiva com vistas à redução do declínio cognitivo associado à idade e melhora do desempenho físico e funcional de mulheres pós-menopáusicas saudáveis.

  • RODRIGO WEYLL FERREIRA
  • SÍNDROME DE BURNOUT, ESTRATÉGIAS DE COPING E CLASSE FUNCIONAL EM ATLETAS DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

  • Data: 16/12/2021
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  • O esporte paralímpico vem crescendo acompanhado de um aperfeiçoamento no desempenho e a busca pela excelência esportiva. No entanto, ambientes de alto desempenho esportivo pode gerar efeito negativo no bem-estar físico e mental dos paratletas. Os atletas de basquete em cadeira de rodas sofrem com agentes estressores como preparação não adequada para o campeonato, preocupações com o desempenho antes, durante e depois dos jogos e classificação funcional. Portanto, o estresse ao se tornar crônico pode causar burnout. Definido como uma síndrome multidimensional com três dimensões: exaustão física e emocional, reduzido senso de realização esportiva e desvalorização esportiva. Contudo, o burnout pode ser prevenido ou atenuado com estratégias de coping que são esforços contínuos de pensamento e ação para gerenciar situações avaliadas como estressantes. O primeiro estudo teve como objetivo identificar, avaliar e sintetizar a literatura existente de burnout e coping em atletas com deficiência e quais variáveis psicológicas e físicas estão associadas ao burnout e coping. O presente estudo foi relatado conforme as diretrizes para elaboração de revisão sistemática atualizado PRISMA 2020. Foi utilizada a estratégia PEO para estruturação das perguntas e estratégia de busca nas bases de dados Scopus, PubMed/Medline, PsycINFO e Scielo realizados em 4 outubro de 2021. O risco de viés foi avaliado por meio das ferramentas de verificação da avaliação crítica do Joanna Briggs Institute, específicos para estudos transversais, longitudinal e de intervenção. Foram selecionados 7 artigos que juntos possuem 513 atletas com deficiência e com predominância com desenho transversal. Conclui-se que produção científica em relação ao coping e burnout em atletas com deficiência encontra-se em fase de construção devido aos poucos estudos, principalmente de burnout, encontrados nesta revisão e o coping está associado positivamente com variáveis facilitadoras de desempenho, enquanto o burnout está associado negativamente com variáveis de desempenho e saúde. O segundo estudo teve como objetivo identificar as dimensões mais percebidas de burnout e estratégias de coping, determinar se há uma diferença na percepção de burnout ou coping com base na colocação final da equipe na classificação final da competição e o último objetivo é analisar se a classificação funcional está relacionada ao burnout e coping.  Setenta e um atletas de basquete em cadeira de rodas completaram as medidas de burnout e coping durante a fase competitiva. Os resultados mostraram diferenças nas percepções de burnout e coping. Não foram observadas diferenças na percepção de burnout ou coping em relação à colocação da equipe na classificação final da competição. Além disso, não houve relação entre a classificação e burnout ou coping. Concluímos que o desempenho da equipe não interfere na percepção de burnout ou coping. Além disso, a classificação não é um fator chave para o burnout ou coping.

  • MANUELA BRITO DUARTE
  •  VALIDAÇÃO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS PARA AVALIAÇÃO DE AJUSTES POSTURAIS ANTECIPATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS

  • Data: 09/12/2021
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  • Artigo 1: Os ajustes posturais são desencadeados pelo sistema nervoso central em resposta a perturbações externas e consistem em ajustes antecipatórios (APAs) ou compensatórios (CPAs). Os APAs são recrutamento muscular, associados ou não ao deslocamento do Centro de Pressão, de forma antecipada às perturbações previsíveis. Já os CPAs são gerados em decorrência do desequilíbrio, posteriormente à perturbação. Atualmente, o estudo de APA e CPA é restrito a laboratórios de pesquisa devido a necessidade de equipamentos específicos, de difícil manuseio e ao alto custo para sua realização. Com isso, o objetivo deste projeto foi validar um aplicativo desenvolvido para dispositivo móvel (Momentum) para a avaliação dos APAs e CPAs. Neste projeto jovens saudáveis foram submetidos a uma perturbação externa previsível, produzida pelo impacto de um pêndulo. Utilizamos um equipamento padrão ouro para comparar os resultados obtidos pelo Momentum. Os resultados de validação, a latência da APA (APAonset), o pico máximo (ACCpeaktime)e a variação da aceleração (ACCpeak)após o impacto e o tempo para atingir o pico (ACCpeak) foram os parâmetros que apresentaram mais fortes índices de correlação (r). Na confiabilidade, o Momentum apresentou correlação muito grande na APAonset e na APAamp. Na CPA, apenas o ACCrange obteve correlação excelente, os demais parâmetros apresentaram correlação de razoável a alta. Em geral, o Momentum se mostrou válido e confiável para avaliação dos ajustes antecipatórios e compensatórios. Artigo 2: Novas tecnologias principalmente no ambiente esportivo onde o rendimento e poder de competitividade são imprescindíveis, destaca-se o emprego de sensores inerciais para análises e avaliações no esporte, ao passo que sejam fidedignas aos equipamentos padrão ouro de avaliação. O objetivo deste artigo foi validar os sinais de aceleração do centro de massa (COM) na fase antecipatória e compensatória da perturbação comparando os dois equipamentos (Metamotion C e cinemática). Vinte jovens saudáveis em pé foram expostos ao paradigma do pêndulo que consistiu em perturbações anteroposteriores previsíveis provocadas ao nível dos ombros. Os resultados de validação evidenciaram correlação linear de todas as variáveis significativa com correlação de moderada a grande com r ≥ que 0,5 entre os dispositivos. A confiabilidade entre as sessões da cinemática foram excelentes (≥0,75). A variável APAonset apresentou ICC razoável a alto, já o CPAtime evidenciou uma excelente correlação. Esses resultados evidenciam que o Metamotion C se mostrou confiável e válido na mensuração de aceleração do COM em comparação ao sistema de câmeras tanto na APA quanto na CPA.

  • LUANA CORREA PARDAUIL DE MORAES
  • PERFIL DE LESÕES RELACIONADAS À PRÁTICA ESPORTIVA EM ATLETAS DE VOLEIBOL SENTADO: REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Data: 07/12/2021
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  • Após inserção paralímpica, o voleibol sentado experimentou sólido desenvolvimento e maior introdução de atletas na modalidade, fato este que exigiu maior incremento na intensidade e frequência nos treinamentos e competições, contribuindo para aumentar a competitividade e ocorrência de lesões. O presente estudo tem como objetivo principal identificar os aspectos epidemiológicos das lesões esportivas em atletas do vôlei sentado. A revisão sistemática seguiu de acordo com a declaração de Itens Preferidos de Relatórios para Revisões Sistemáticas e Meta-Análises (PRISMA) e obteve registro na plataforma International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO). As plataformas de buscas selecionadas para a pesquisa foram: PubMed, BVS, SciELO, SPORTDiscus e Medline. A pesquisa incluiu estudos que apresentaram: dados sobre o perfil das lesões esportivas em atletas de vôlei sentado; com amostra composta por atletas competitivos a pelo menos 1 ano e maiores de 18 anos; publicados entre 1980 e 2020; nos idiomas inglês, espanhol e português. Dois revisores independentes aplicaram estratégia de busca e avaliaram a qualidade metodológica de acordo com as declarações STROBE e STROBE-SIIS. A remoção das duplicatas foi realizada utilizando o software EndNote. Após a coleta dos estudos elegíveis, os dados foram expressos em tabelas, quadros e mapa. Por fim, constatamos nos estudos incluídos que a incidência clínica foi de 0,57 e a prevalência foi de 54,1% de lesões, predominando a ocorrência de lesões nos membros superiores, especificamente no ombro, por mecanismo de sobrecarga, agudas, no momento de treino, resultando em afastamento, de severidade severa e não recorrentes. Diante deste perfil epidemiológico, pretendemos contribuir para o direcionamento de condutas preventivas, planejamento de treino e proteção à saúde do atleta.

  • JHONATAN WELINGTON PEREIRA GAIA
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    Efeitos do treinamento intervalado de alta intensidade sobre os sintomas depressivos e de ansiedade em indivíduos  saudáveis: uma revisão sistemática com metanálise de ensaios clínicos randomizados


  • Data: 05/11/2021
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    Considerando que ainda permanece incipiente o corpo de conhecimento sobre os efeitos do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) para a saúde mental, buscamos analisar sistematicamente as evidências em torno desse tópico. De forma mais específica, o objetivo desta revisão sistemática é investigar os efeitos do treinamento intervalado de alta intensidade sobre os sintomas depressivos e/ ou de ansiedade na população geral saudável. Para esta revisão sistemática foram pesquisadas as seguintes bases de dados: PubMed, Scopus, Embase e PsychINFO. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR), sem restrições de idioma ou data, que investigaram os efeitos do HIIT sobre os sintomas depressivos e/ou de ansiedade na população geral saudável. O protocolo do estudo foi registrado no PROSPERO (CRD42021265608). Realizamos uma metanálise de feitos aleatórios com base nos tamanhos de efeito de diferença média padronizada (DMP) (Cohen's d) e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%) a partir do método genérico de variância inversa para comparar os grupos HIIT e controle. O risco de viés nos estudos incluídos foi avaliado pela ferramenta “Cochrane Risk of Bias” para ensaios clínicos randomizados (RoB 2.0). Inicialmente foram identificados 308 estudos nas bases de dados pesquisadas. Após o processo de triagem e seleção, sete estudos avaliando um total de 360 participantes foram considerados elegíveis para inclusão na revisão sistemática. A média de idade dos participantes em cada estudo variou de 19 a 31 anos. Todos os estudos avaliaram somente jovens adultos. De modo geral, os resultados da metanálise demonstraram que as intervenções baseadas no HIIT possuem um efeito moderado na redução dos sintomas depressivos na população de jovens adultos (DMP= -0.29; IC 95%: -0.55,-0.04; z=2.28; p=0.02) quando comparado ao grupo controle. No entanto, os resultados não demonstraram um efeito do HIIT na redução dos sintomas de ansiedade (DMP= -0.14; IC 95%: -0.35, 0.07; z=1.31; p=0.19). Em síntese, os estudos revisados fornecem um suporte limitado a um efeito crônico positivo do HIIT na redução dos sintomas depressivos, porém em relação aos sintomas de ansiedade esses resultados são menos consistentes. Portanto, a presente revisão fornece um resumo das evidências indicando que o HIIT pode ser uma alternativa viável para promover uma redução nos sintomas depressivos na população de adultos jovens saudáveis. Entretanto, as evidências ainda são insuficientemente consistentes para fornecer um suporte amplo a favor do HIIT na redução de ambos os desfechos, devido aos resultados limitados e à qualidade geral das evidências.


  • SOANY DE JESUS VALENTE CRUZ
  • FUNCIONALIDADE APÓS HOSPITALIZAÇÃO POR COVID-19 NÃO CRÍTICO: IMPLICAÇÕES À CURTO E MÉDIO PRAZO NA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL, ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA, CAPACIDADE FUNCIONAL E DESSATURAÇÃO AO EXERCÍCIO


  • Data: 03/11/2021
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  • Introdução: A doença coronavírus 2019 (COVID-19) é uma doença altamente infecciosa, que pode levar a hospitalização. A doença pode comprometer o sistema musculoesquelético, cardiopulmonar e vascular, podendo resultar em impactos à mobilidade e capacidade funcional. Objetivo: Avaliar a funcionalidade após hospitalização por COVID-19 não crítico: implicações à curto e médio prazo na independência funcional, atividades de vida diária, capacidade funcional e dessaturação ao exercício. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico e descritivo. Foram incluídos indivíduos com idade superior a 18 anos, diagnosticados com COVID-19 não crítico, que estiveram internados por ao menos 24 horas e que receberam alta hospitalar, no estado do Pará. Foi realizado avaliação da funcionalidade e atividades de vida diária (AVD’s) com aplicação de formulários eletrônicos de 30 a 180 dias pós alta hospitalar (Índice de Barthel e Escala London Chest Activity of Daily (LCADL) – Artigo 1), e avaliação da capacidade funcional e dessaturação ao exercício de 90 a 180 dias pós hospitalização (Teste de caminhada de 6 minutos (TC6) – Artigo 2). Resultados: Foram recrutados 216 indivíduos, sendo incluídos 58 indivíduos no artigo 1 e 46 indivíduos no artigo 2. No artigo 1, houve diferença significativa no Índice de Barthel entre 1 e 6 meses pós hospitalização (p=0.042). Não foi observado diferença significativa na escala LCADL. Pessoas ativas fisicamente tem maior probabilidade de obter pontuações maiores no Índice de Barthel (OR 7,32, p=0,025). No artigo 2, indivíduos após 3 meses de alta hospitalar caminharam 420m no TC6, com 28% apresentando queda >=4% na SpO2. Após 6 meses, a distância percorrida foi de 442m, com 19,05% apresentando dessaturação. Não houve diferença entre os grupos. Conclusão: Foi observado redução da funcionalidade, dependência para realização de AVD’s, redução da capacidade funcional e dessaturação ao exercício em pacientes pós COVID-19 não critico a curto e médio prazo após alta hospitalar.

  • WILLIAM RAFAEL ALMEIDA MORAES
  • ATIVIDADE FÍSICA, QUALIDADE DO SONO E FATORES ASSOCIADOS À CAPACIDADE PARA O TRABALHO DE FISIOTERAPEUTAS DA LINHA DE FRENTE CONTRA A COVID-19

  • Data: 28/06/2021
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  • INTRODUÇÃO: A pandemia de COVID-19 ressaltou a importância da fisioterapia para controle e prevenção de complicações pulmonares e musculoesqueléticas, com destaque para a especialidade Fisioterapia Respiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva. Entretanto, as exigências físicas e mentais requeridas pelo trabalho na linha de frente, bem como as mudanças no estilo de vida frente à pandemia, podem ter interferido negativamente na capacidade para o trabalho dos fisioterapeutas. OBJETIVO: Associar o nível de atividade física, a qualidade do sono e os fatores demográficos e ocupacionais com a capacidade para o trabalho de fisioterapeutas na linha de frente contra a COVID-19. MÉTODOS: Estudo do tipo analítico, transversal e quantitativo. Fisioterapeutas brasileiros atuantes na linha de frente contra à COVID-19 responderam a um questionário online que agrupou quatro instrumentos: a) dados demográficos, ocupacionais e de estilo de vida; b) o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ); c) o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI); d) o Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Os dados foram analisados e apresentados em estatística descritiva (valores absoluto e relativo, média, desvio-padrão) e associações entre os resultados de ICT e as variáveis independentes, conferindo significância quando p ≤ 0.05. Utilizou-se o software estatístico R versão 4.0.0. RESULTADOS: Obteve-se respostas de todas as regiões do Brasil. Não houve associação entre a capacidade para o trabalho e o nível de atividade física, porém a inadequada capacidade para o trabalho foi associada à má qualidade do sono (p < 0.001) e os valores de ICT e PSQI apresentaram correlação negativa significante (r = -0.340; p < 0.001). Na análise ajustada, a capacidade para o trabalho apresentou associação com sexo feminino (p = 0.018) e com o diagnóstico clínico de COVID-19 pregresso (p < 0.001). CONCLUSÃO: Em tempos de pandemia, a redução da capacidade para o trabalho está associada à má qualidade do sono, mas não ao nível de atividade física entre fisioterapeutas da linha de frente contra a COVID-19. Os resultados alertam sobre o potencial impacto do sono sobre o trabalho dos profissionais que lidam com a saúde da população, ressaltando a necessidade de estratégias de suporte à saúde ocupacional dos fisioterapeutas, especialmente em períodos de crise de saúde pública

  • PRISCILA DA SILVA AZEVEDO
  • A PREDIÇÃO DE UMA AÇÃO TRANSITIVA É MODULADA PELA VALÊNCIA EMOCIONAL DO OBJETO

  • Data: 02/06/2021
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  • Evidências experimentais recentes demonstram que a observação e a realização de ações dirigidas (i.e., ação transitiva) a objetos recrutam áreas motoras similares. Essa rede de interação percepção-ação estaria envolvida na nossa capacidade de prever as consequências de ações realizadas por outrem. Assim, o objetivo central do presente trabalho foi avaliar o efeito da valência emocional de um objeto sobre o processo de predição da ação. Trinta e oito estudantes de graduação foram convidados a observar vídeos de ações de alcance-preensão de objetos agradáveis (AGR), desagradáveis (DES) ou neutros (NEU), apresentados em uma tela de computador. Incluímos duas condições visuais: oclusão da visão (OV), onde um retângulo preto obstruía os 50% finais do movimento, e visão completa (VC). No total foram realizadas 90 repetições (2 condições visuais x 3 valências x 15 repetições). O experimento sempre iniciou com o bloco de oclusão. A tarefa do participante consistia em prever o tempo de contato mãoxobjeto pressionando a barra de espaço do teclado. Os erros de predição, consistiam na diferença temporal (em ms) entre os tempos de contato dos participantes e os tempos de contato reais. Uma ANOVA para medidas repetidas (2 condições visuais x 3 valências) foi utilizada para comparar os erros de predição entre as condições. O post-hoc de Tukey foi usado para comparar os efeitos significantes (p<0,05). Nossos resultados sugerem que a predição da ação dirigida a um objeto é modulada pela valência emocional desse mesmo objeto. Encontramos um efeito de valência com maior precisão para a predição da preensão de objetos AGR e NEU quando comparado aos DES. Não houve um efeito visual sobre a predição da ação observada. Por fim, observamos que a condição visual modulou a predição da ação dirigida somente aos objetos AGR e NEU. Ao nosso conhecimento, está é a primeira demonstração comportamental de que a valência emocional dos objetos interfere no processo de predição da ação. Este trabalho deve servir no futuro a elaborar protocolos complementares a reabilitação motora tradicional, introduzindo tarefas preditivas assim como objetos com valências emocionais.

  • KARINA SANTOS GUEDES DE SA
  • SENSORES INERCIAIS: UMA ALTERNATIVA OBJETIVA PARA CLASSIFICAÇÃO BASEADA EM EVIDÊNCIA DO BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

  • Data: 19/05/2021
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  • O sistema de classificação dos esportes paralímpicos evoluiu com o aperfeiçoamento das avaliações, para tornar as competições mais justas. Com isso foi desenvolvido um movimento internacional para tornar a classificação dos atletas baseada em evidências. Tais evidências podem ser obtidas de diferentes formas, como testes e equipamentos válidos para medidas de variáveis relacionadas à classificação. Desse modo, o objetivo principal desta dissertação foi investigar a utilização de sensores inerciais no processo de classificação esportiva do basquete em cadeira de rodas. A dissertação foi escrita no modelo agregado de artigos e conta com dois artigos: uma revisão sistemática e um estudo original. Na revisão sistemática observamos que instrumentos como cinemetria, dinamômetros e sensores inerciais têm sido aplicados na classificação baseada em evidências nos esportes em cadeira de rodas, utilizando variáveis como força, velocidade e aceleração para discriminar sujeitos de diferentes classes. Em nosso estudo original observamos que: 1) atletas de classes mais altas realizaram os testes de desempenho em menores tempos; 2) 16 variáveis apresentaram correlações significativas moderadas e fortes com a classe esportiva; 3) as variáveis coletadas com o sensor posicionado na cadeira de rodas apresentaram maior número de correlações fortes e moderadas com a classe esportiva e; 4) o teste de agilidade de Illinois apresentou mais variáveis correlacionadas com a classe esportiva quando comparado ao teste de velocidade máxima de 20 metros e o eixo anteroposterior de ambos os sensores apresentaram maior número de variáveis correlacionadas com a classe esportiva. Em síntese, os sensores inercias parecem adequados para avaliação da classe esportiva. Por fim, acreditamos que o uso de tecnologias no ambiente esportivo irá crescer mais e parece ser um caminho sem volta, elevando o desempenho e as competições a outros patamares.

  • NATALIA SILVA DA COSTA
  • EFEITOS DA DANÇATERAPIA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE

  • Data: 08/04/2021
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  • INTRODUÇÃO: A incidência do câncer vem aumentando nas últimas décadas em todo o mundo, sendo o de mama a principal causa de morte que afeta as mulheres no Brasil. As mulheres com câncer de mama submetidas ao tratamento podem apresentar efeitos adversos isolados ou concomitantes a outros sintomas. Dessa forma, a oncologia oferece uma variedade de recursos projetados para minimizar esses efeitos, como as intervenções não farmacológicas, dentre elas a prática do exercício físico. Nesse cenário surge como alternativa de terapia adjuvante a prática da dançaterapia, que utiliza o movimento corporal como ferramenta psicoterapêutica. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo verificar os efeitos da dançaterapia realizada ao longo do tratamento em mulheres com câncer de mama, especificamente sobre a saúde física, fadiga, dor, imagem corporal, saúde mental, depressão, estresse e distúrbio do sono. MÉTODO: Trata-se de uma revisão sistemática com metanálise de acordo com a metodologia Cochrane. A estratégia de busca global foi desenvolvida nas bases de dados Pubmed, Virtual Health Library, PEDro, SciELO, SciVerse Scopus, Cochrane Library e Web of Science usando os descritores “Dance therapy” OR “Dancing” AND “Breast neoplasms” OR “Breast cancer”. A metanálise foi realizada pelo software Review Manager versão 5.4. RESULTADOS: Oito estudos envolvendo 1.452 participantes foram elegíveis para inclusão da metanálise. A escala PEDro foi utilizada para avaliar os artigos selecionados, obteve uma pontuação média de 7 ± 0,87. O tamanho do efeito de intervenção (Z) foi calculado para cada desfecho incluído nesta revisão, contudo, a dançaterapia não apresentou efeito significativo sobre as variáveis. CONCLUSÃO: As evidências revisadas demonstraram que a dançaterapia não resultou em melhorias significativas sobre a saúde física, fadiga, dor, imagem corporal, saúde mental, depressão, estresse e distúrbio do sono em mulheres com câncer de mama.

     
  • THALITA DA LUZ COSTA
  • CÂNCER DE MAMA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS SOBRE A MORTALIDADE E OS EFEITOS DA FISIOTERAPIA NA SINTOMATOLOGIA E AMPLITUDE DE MOVIMENTO

  • Data: 07/04/2021
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  • INTRODUÇÃO: O câncer de mama é o câncer mais diagnosticado, e a causa de morte por câncer mais comum, em mulheres no mundo. Apesar do avanço do tratamento, ainda são muitas as complicações associadas. OBJETIVO: analisar a influência dos fatores sociais, demográficos, dos procedimentos para rastreamento e da cobertura populacional da atenção básica sobre a mortalidade por câncer de mama no Brasil, e verificar o efeito da fisioterapia na sintomatologia clínica e na amplitude de movimento em mulheres submetidas à mastectomia com linfadenectomia axilar, após quimioterapia e radioterapia. MÉTODO: Foram analisados dados secundários disponíveis e de open access, do Departamento de Informação e Informática do SUS, SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática) e eGestor AB (Informação e Gestão de Atenção Básica). Também foram analisados os prontuários de 25 mulheres (idade média 55 ± 14 anos) após tratamento cirúrgico de mastectomia com linfadenectomia axilar para diagnóstico de câncer de mama. Os sinais e sintomas avaliados foram dor, sensibilidade, síndrome da mama fantasma, braço pesado e inchado, linfedema e síndrome da teia axilar. A amplitude de movimento de flexão, abdução, rotação interna e rotação externa da articulação glenoumeral também foi avaliada. RESULTADOS: Observou-se que a taxa de mortalidade é maior em mulheres pardas; nas regiões Sudeste e Sul; e cresce com o aumento da idade. A região Norte possui menor mortalidade e menor sobrevida. A taxa de mortalidade não apresentou redução com o aumento da cobertura da atenção primária à saúde e do número de procedimentos de biópsia. No entanto, a taxa reduziu com a maior execução de análise citopatológica. Além disso, a fisioterapia contribuiu para a redução da dor decorrente do tratamento clínico-cirúrgico do câncer de mama, e promoveu aumento da amplitude de movimento da articulação glenoumeral. CONCLUSÃO: A cobertura de serviços de saúde e o número de procedimentos de triagem não apresenta correlação com a taxa de mortalidade do câncer de mama e a fisioterapia colabora na melhora da dor e da amplitude de movimento.

     
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