Dissertações/Teses

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2021
Descrição
  • ANDRÉ LUIZ DE SOUZA RODRIGUES
  • AVALIAÇÃO DE microRNA’S CIRCULANTES NA ESQUIZOFRENIA: DA DESREGULAÇÃO EPIGENÔMICA À POTENCIAIS BIOMARCADORES

  • Orientador : ROMMEL MARIO RODRIGUEZ BURBANO
  • Data: 31/03/2021
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  • Introdução: A esquizofrenia é uma patologia grave e complexa que afeta cerca de 0,5-1% da população mundial, sendo de característica crônica e é reconhecida como uma das 15 principais causas de incapacidade. Para o diagnóstico clínico de esquizofrenia, existem critérios clínicos a serem avaliados, que incluem sintomas de ordem positiva e negativa. Existe uma predisposição genética e sua manifestação ocorre após exposição a estímulos ambientais. Desta maneira, fortes evidências demonstram que estes estímulos ambientais têm a capacidade de agir nos mecanismos epigenéticos que agem na regulação da expressão gênica. Os microRNAs (miRNA’s) são biomarcadores estáveis e potencialmente confiáveis, e alguns miRNA’s já foram previamente identificados como potenciais biomarcadores para a esquizofrenia em amostras periféricas. Objetivo: Avaliar o perfil de expressão dos miRNA’s circulantes em pacientes portadores de esquizofrenia (hsa-miR-34a, miR-449a, miR-564, miR-432, miR-548d, miR-572 e miR-652) em relação a indivíduos controles negativos para a doença. Métodos: Estudo analítico, de caso-controle, transversal, utilizando amostras previamente colhidas de pacientes diagnosticados com Esquizofrenia (N = 650) e grupo de controles (N = 924), que preencheram adequadamente os critérios de inclusão. As amostras foram analisadas após extração de RNA através de sua quantificação e técnicas de obtenção da reação da transcriptase reversa e reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real. Todos os dados foram analisados por meio do programa estatístico IBM SPSS22. Conclusão: Utilizando o método de coleta de sangue periférico com a intenção de encontrar possíveis biomarcadores para a esquizofrenia, foi observada uma expressão aumentada dos sete miRNA’s em vários cenários analisados, demonstrando potencial valor diagnóstico.

  • DANIELA ROSA GARCEZ
  • AJUSTES POSTURAIS ANTECIPATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS EM IDOSOS COM E SEM LOMBALGIA

  • Orientador : ELIZABETH SUMI YAMADA
  • Data: 25/03/2021
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  • A dor lombar crônica (DLC) está associada a alterações no controle postural e é altamente prevalente em idosos. Pesquisas apontam que o envelhecimento e a DLC são descritos como fatores importantes que afetam o controle postural. O prejuízo no controle postural é um importante fator no risco de quedas. Pesquisas que avaliam o controle postural em idosos com DLC ainda são necessárias para maior efetividade nos programas de reabilitação do equilíbrio, visando maior controle postural e prevenção de quedas nesta população.O objetivo deste estudo é verificar a influencia da DLC nos ajustes posturais antecipatórios (APAs) e compensatórios (CPAs), em idosos, durante um paradigma de perturbação auto-iniciado induzido por um movimento rápido do membro superior ao apontar um alvo. Idosos foram divididos em: Grupo com DLC (GDLC) (n=15) e Grupo Controle (GC) (n=15). A latência dos músculos dos membros inferiores e os deslocamentos do centro de pressão (COP) foram avaliados antes da perturbação até o fim do movimento. O momento T0 (início do movimento) foi definido como a latência do deltóide anterior (DEL) e todos os parâmetros foram calculados em relação a este T0. O reto femoral (RT), semitendinoso (ST) e sóleo (SOL) demonstraram latência atrasada no GDLC comparado com o GC. RF (controle: -0,094 ± 0,017 s; GDLC: -0,026 ± 0,012 s, t = 12, p <0,0001); ST (controle: -0,093 ± 0,013 s; GDLC: -0,018 ± 0,019 s, t = 12, p < 0,0001); e SOL (controle: -0,086± 0,018 s; GDLC: -0,029 ± 0,015 s, t = 8,98, p < 0,0001). Adicionalmente, o deslocamento do COP esteve atrasado no GDLC (controle: -0,035 ± 0,021 s; GDLC: -0,015 ± 0,009 s, t = 3; p = 0,003) e apresentou uma amplitude menor durante APAs; COPAPA [controle: 0.444 cm (0,187; 0,648); GDLC: 0.228 cm (0,096; 0,310), U = 53, p = 0,012]. O GDLC apresentou tempo maior para alcançar o deslocamento máximo após a pertubação (controle: 0,211 ± 0,047 s; GDLC 0,296 ± 0,078 s, t = 3,582, p = 0,0013). Isto indica que idosos do GDLC apresentam prejuízos para recuperar seu controle postural e menor eficiência dos ajustes antecipatórios durante a fase antecipatória. Nossos resultados sugerem que idosos do GDLC tem o controle feedforward alterado nos músculos do quadril e tornozelo, como verificado na latência dos músculos SOL, ST e RT. Este estudo é o primeiro no campo do envelhecimento que investiga ajustes posturais na população de idosos com DLC. Avaliações clínicas nesta população devem considerar a estabilidade postural como parte de um programa de reabilitação.

  • JESSICA SOUZA PINHEIRO
  • A INDUÇÃO DO COMPORTAMENTO TIPO ANSIEDADE E ESTRESSE OXIDATIVO PELA INDOMETACINA NO CEREBRO DO Danio rerio (ZEBRAFISH) É PREVENIDA PELO α-TOCOFEROL

  • Orientador : ANDERSON MANOEL HERCULANO OLIVEIRA DA SILVA
  • Data: 27/01/2021
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  • Os anti-inflamatórios não-esteroidais estão entre as drogas mais utilizadas e prescritas no mundo, no entanto esse tipo de fármaco possui diversos efeitos colaterais a nível neural. Estudos relacionados a danos neurocomportamentais e neuroquímicos dessa classe de fármaco ainda são necessários para um melhor entendimento de todos os possíveis danos que eles podem ocasionar. Com isso, a indometacina, que é um AINE, vem sendo bastante utilizada para o tratamento de patologias como artrite reumatoides, lesões muscoesqueléticas, osteoartrite e dores pós-operatórios. A indometacina bloqueia de forma não seletiva as enzimas COX-1 e COX-2, atuando na diminuição da produção de prostaglandinas. Portanto, o objetivo do trabalho foi a avaliação dos efeitos ansiogênicos gerados pela indometacina e o estresse oxidativo no cérebro, e se o antioxidante α-tocoferol exercia proteção diante dos possíveis danos gerados pela indometacina em Danio rerio (zebrafish). Os animais utilizados foram peixes da espécie Danio rerio (n=160), que foram subdivididos em: Controle – Salina 0,9%; Indometacina - INDO 0,5 mg/kg; INDO 0,75 mg/kg; INDO 1,0 mg/kg; INDO 2,0 mg/kg; INDO 3,0 mg/kg; α-Tocoferol – TF; TF+ INDO 1 mg/kg; TF+ INDO 2 mg/kg e foram submetidos ao teste de distribuição vertical eliciado pela novidade, onde os parâmetros tempo no topo, congelamento, nado errático e quadrantes cruzados foram analisados. A análise estatística dos resultados foi realizada através de ANOVA de uma via com pós-teste bonferroni ou tukey para comparação entre os grupos, sendo considerado significativo valores com p<0,05. Os resultados referentes aos parâmetros comportamentais e de estresse oxidativo foram expressos em média ± erro padrão ou desvio padrão. Os parâmetros que apresentaram diferenças estatísticas foram os de tempo no topo e congelamento, onde os animais dos grupos INDO 0,5 mg/kg, INDO 0,75 mg/kg, INDO 1 mg/kg e INDO 2 mg/kg exploraram por menos tempo o topo do aparato em comparação ao grupo CTRL. No parâmetro de congelamento os grupos tratados com indometacina INDO 0,5 mg/kg, 0,75 mg/kg e 2 mg/kg não demonstraram possuir diferenças estatísticas com o grupo CTRL, no entanto se observou uma diferença entre os grupos CTRL e INDO 1 mg/kg. No parâmetro de congelamento os animais do grupo INDO 1 mg/kg apresentaram um maior tempo sem movimentação em comparação ao grupo CTRL. Nos demais parâmetros não houveram diferenças significativas dos grupos tratados com o grupo controle. Quanto a análise da peroxidação lipídica, os grupos INDO 1 mg/kg e INDO 2 mg/kg apresentaram um aumento da produção de MDA em comparação ao grupo CTRL, inferindo assim que houve um aumento do estresse oxidativo quando os animais eram tratados com indometacina. E o α-tocoferol exerceu uma proteção quando os animais foram tratados previamente tanto no grupo TF+ INDO 1 mg/kg, quanto no grupo TF+ INDO 2 mg/kg em comparação com os grupos INDO 1 mg/kg e INDO 2 mg/kg, respectivamente. Por tanto a indometacina está envolvida na indução do comportamento tipo ansiedade e no estresse oxidativo em cérebros de zebrafish.

  • RAFAEL DIAS DE SOUZA
  • EFEITOS DO EXTRATO DE AÇAÍ (Euterpe oleracea MART.) EM MODELOS IN VITRO E IN VIVO DE ISQUEMIA CEREBRAL

  • Orientador : ELIZABETH SUMI YAMADA
  • Data: 19/01/2021
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  • O acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de mortes no mundo, gerando grandes impactos na saúde, na economia e convívio social. O AVE pode ser hemorrágico ou isquêmico, podendo resultar desde pequenas sequelas, até mesmo, o óbito. O quadro de isquemia cerebral, seja ela, global ou focal, é causado por diminuição no fluxo sanguíneo no sistema nervoso central que conduz a falência bioenergética, excitotoxicidade, estresse oxidativo, neuroinflamação, disfunção da barreira hematoencefálica, recrutamento de micróglias/macrófagos, culminando na morte de neurônios, glia e células endoteliais. Compostos antioxidantes, como terapia adjuvante, podem contribuir para a atenuação dos danos causados por um evento isquêmico. Produtos de origem vegetal, muito utilizados na medicina tradicional, possuem inúmeras substâncias benéficas à saúde, comprovado cientificamente, por terem efeitos anti-inflamatório, antioxidante, antitumoral, antinociceptivo, antienvelhecimento, e muitos outros. Dentre essas plantas destacamos o açaí (Euterpe oleracea Mart.), um fruto amazônico utilizado para diversos fins, muito difundido na alimentação, no uso medicinal, industrial e científico. Os frutos maduros do açaizeiro possuem coloração arroxeada, a qual se deve a grande quantidade de antocianinas e outros flavonoides. Neste estudo, visamos investigar os efeitos do extrato do açaí em modelo murino in vitro e in vivo de AVE isquêmico. Para os experimentos in vitro, foram utilizadas culturas primárias de neurônios/células da glia, derivadas de córtex pré-frontal de ratos neonatos da linhagem Wistar. No 8o dia in vitro, as culturas foram tratadas com extrato de açaí nas concentrações de 10 ng/mL a 500 μg/mL por 24 horas, seguido da análise de viabilidade celular por ensaio de MTT. Após estes experimentos, foram escolhidas
    concentrações de 1 ng/mL a 100 μg/mL para uso nos ensaios de privação de glicose/oxigênio (PGO) por 60 minutos e reperfusão por 24 horas. Para os experimentos in vivo, foi utilizado o método de oclusão da artéria cerebral média (OACM) por 30 minutos com acompanhamento e tratamento dos animais por 7 dias. Assim, após 4 horas do início da reperfusão, os animais receberam o extrato de açaí por gavagem e após isto, todos os dias, na concentração de 0,05 g/mL. Foram avaliados diariamente o ganho de peso, ingestão de comida e déficit neurológico. Ao final dos experimentos, os encéfalos foram coletados para análise histológica (volume de infarto). Nos resultados in vitro, para a curva dose-resposta, não houve alteração na viabilidade celular nas doses de açaí testadas em relação ao controle. A hipóxia reduziu a viabilidade celular em torno de 19%, entretanto, o açaí não protegeu contra os danos induzidos pela PGO. In vivo, animais submetidos à OACM tiveram redução nos parâmetros ganho de peso e ingestão de comida e apresentaram déficits neurológicos e volume de infarto significativos quando comparados aos animais controle. O tratamento com o extrato de açaí não reverteu as alterações provocadas nos parâmetros ganho de peso, ingesta de comida e volume de infarto. Contudo, houve melhora no escore clínico nos dias 1 e 6 dos animais tratados com açaí em relação aos animais submetidos à isquemia. Assim, os mecanismos pelos quais o açaí possa ter alterado o escore clínico necessitam de um estudo mais aprofundado para sugerir que os compostos presentes no fruto possam exercer um papel benéfico em pacientes acometidos por AVE.

2020
Descrição
  • RHAYRA XAVIER DO CARMO SILVA
  • COMPORTAMENTO DEFENSIVO DO ZEBRAFISH (Danio rerio, HAMILTON 1822) COMO MODELO PARA O ESTUDO DO MEDO E ANSIEDADE:
    PAPEL DO RECEPTOR 5-HT2C

  • Data: 22/12/2020
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  • A origem de transtornos de ansiedade está atrelada a disfunções de comportamentos defensivos. A serotonina (5-HT) modula essas reações defensivas, aumentando respostas de conflito tipo-ansiedade pela ação em estruturas prosencefálicas e inibindo respostas fisiológicas e comportamentais tipo fuga/pânico pela ação em estruturas mesencefálicas. Evidências desse duplo papel da serotonina sobre a regulação do comportamento defensivo também foram encontradas em zebrafish. O propósito desse trabalho foi avaliar o envolvimento do receptor serotoninérgico 5-HT2C nas reações defensivas do zebrafish em reposta a reação de alarme do zebrafish desencadeada pela exposição a substância de alarme (SA) que consiste em um conjunto de ajustes neurocomportamentais caracterizado pelo aumento do tempo que o animal passa no fundo do aquário (geotaxia), aumento da frequência dos comportamentos de nado errático e congelamento e produção de intensa resposta autonômica. Adicionalmente, o protocolo de estresse agudo de contenção (EAC) foi utilizado para investigar participação do receptor 5-HT2C na reposta ao estresse restritivo. Antes de serem submetidos aos protocolos de estresse, os animais foram pré tratados com o agonista seletivo do receptor 5-HT2C, MK212. Os resultados revelaram o aumento da geotaxia, do nado errático e da duração do congelamento durante a exposição a substância de alarme. O EAC diminuiu o tempo de permanência dos animais no topo do aquário e aumentou a geotaxia, o nado errático e a duração do congelamento. O pré-tratamento com MK212 (2 mg/kg) bloqueou o aumento da geotaxia e do nado errático durante a exposição a substância de alarme. Após a exposição a SA, o tratamento com MK212 (1 mg/kg) diminuiu a duração do congelamento. O MK212 (2 mg/kg) bloqueou o aumento na duração do congelamento ocasionado pelo EAC. Os resultados demonstram que a ativação dos receptores 5-HT2C bloqueia parcialmente a reação de alarme do zebrafish (efeito tipo panicolítico) e bloqueia o aumento do congelamento no teste da DVEN. Em conjunto esses achados sugerem que o receptor 5-HT2C participa seletivamente das respostas neurocomportamentais em zebrafish e está mais fortemente envolvido nas reações defensivas relacionadas ao pânico.

  • DEISE CIBELE NUNES DE ALMEIDA
  • CARACTERIZAÇÃO DO GENOMA DE TUMORES DA TIREÓIDE POR HIBRIDIZAÇÃO GENÔMICA COMPARATIVA EM MATRIZ (aCGH)

  • Data: 16/12/2020
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  • A tireoide é uma glândula endócrina de origem endodérmica situada na região anterior à traqueia, sendo constituída de dois lóbulos unidos por um istmo. Histologicamente, é formada por numerosos sacos esféricos, denominados folículos tireoidianos. Estes são formados por uma cavidade contendo uma substância rica em proteínas (o coloide) que é limitada por uma camada de epitélio simples, que pode ser de células cúbicas, pavimentosos ou colunares, as chamadas células foliculares. Apesar da sua simples organização, a glândula tireoide pode dar origem a um amplo espectro de neoplasias, desde inócuas até lesões altamente malignas. Aproximadamente 94% dos tumores malignos são representados por carcinoma bem diferenciado da tireoide, formados por células de origem folicular. Estas neoplasias são divididas em duas categorias principais: carcinoma papilífero e carcinoma folicular da tireoide. Apesar de sua origem no mesmo tipo de célula, as duas neoplasias mostram comportamento biológico diferente e conjuntos distintos de características genéticas, incluindo padrões específicos de citogenética. As análises citogenéticas podem revelar novos genes, assim como suas vias, envolvidos no surgimento desses tumores. Uma das técnicas mais sensíveis para a detecção de alterações de perda e ganho de segmentos cromossômicos é o aCGH, que pode revelar alterações submicroscópicas. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar o genoma de amostras dos três tipos principais de tumores de tireoides, comparando os resultados entre si, e com tumores benignos, para detecção de alterações que possam ser utilizadas como diferenciais entre os tipos tumorais, bem como para entender melhor as vias genéticas que possam estar envolvidas no seu surgimento. No estudo envolvendo 40 amostras de tecido tireoidiano (1 de tecido normal ,31 pacientes com doença maligna e oito pacientes com doença benigna da tireoide) observamos que não há amplificações e deleções comuns aos três grupos ;o cromossomo 22 sofre alterações compatíveis com evolução para adenomas; existe correlação positiva entre benigno e maligno que tem o mesmo sentido de crescimento; o cromossomo sexual não está relacionado a gravidade e/ou predomínio do sexo feminino; e alguns genes são candidatos a marcador: SESN2, que apresentou deleções nos pacientes acima de 45 anos e poderia ser alvo de análise para diagnóstico de tumores mais agressivos, os genes IGH, SLC20A1P1, C14orf99, HOMER2P1, LINC00221, LOC102724977, encontrados amplificados na amostra normal e na maligna, e não alterada na benigna; GOLG14 pseudogene 1,2,3 e LOC107984633, encontrados amplificados apenas na amostra maligna; PDE4DIP, NBPF9, LOC653513, LOC730257, LOC100996716, LOC101060398, LOC101929790 e LOC102723348 encontrados deletados na amostra maligna .

  • GISELE VIEIRA HENNEMANN KOURY
  • AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE EVOCAR A MEMÓRIA AUDITIVA POR ESTÍMULO VERBAL DIGITALMENTE RESTRITO

  • Data: 11/12/2020
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  • A compreensão da fala requer a reconstrução constante, pelo sistema nervoso central, dos sinais sonoros corrompidos pelos sons ambientais, uma habilidade do processamento auditivo central conhecida como fechamento auditivo. Atualmente se utiliza no Brasil, para avaliar esta habilidade, a testagem com monossílabos filtrados analogicamente, que tem um material de fala restrito e uma limitada atenuação dos componentes acústicos, não forçando, adequadamente, o sistema nervoso a recompor a mensagem original. O objetivo desta tese foi avaliar a capacidade de realizar o fechamento auditivo usando material de fala com conteúdo significativo, cuja redundância extrínseca seja efetivamente reduzida através de filtragem digital, tanto na faixa de frequência quanto na intensidade de atenuação sonora, a fim de aprimorar a detecção de falhas do sistema nervoso central em compreender a mensagem original. Realizou-se um estudo transversal e prospectivo. Inicialmente palavras com conteúdo significativo, usadas na alfabetização, foram selecionadas a partir de verificação da compreensão por crianças saudáveis. A seguir, este material de fala foi filtrado digitalmente em diversas frequências de corte passa-baixas e passa-altas e escutadas por adultos normo-ouvintes, para estabelecer a frequência de corte adequada para a testagem. Os dois novos testes de fala filtrada foram aplicados em crianças e adolescentes de diferentes faixas etárias para determinar como a idade afetava o desempenho, e em crianças com alterações do processamento auditivo, antes e depois do treinamento auditivo acusticamente controlado para avaliar a capacidade diagnóstica e a melhora clínica após o tratamento. Houve um aumento progressivo do desempenho com filtros menos restritivos (p<0,001) e com o aumento da idade para todos os testes (p<0,001). O fechamento auditivo para filtragem passabaixas amadureceu mais precocemente do que com filtragem passa-altas. Demonstrou-se que os novos testes também podem ser usados para o diagnóstico de alterações do processamento auditivo e para a avaliação da melhora funcional após o treinamento auditivo. Estes testes aprimoram as ferramentas de diagnóstico atuais para avaliar o fechamento auditivo, fornecendo informações sobre a sua maturação durante o desenvolvimento normal, validando este método para o diagnóstico e para o controle após o tratamento de pacientes com alterações do processamento auditivo

  • LAIANE PINHEIRO DE SOUSA
  • EFEITO PROTETOR DA EDARAVONA NOS DÉFICITS NEUROCOMPORTAMENTAIS INDUZIDOS PELA MALÁRIA CEREBRAL

  • Data: 16/11/2020
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  • A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles e causada pelo parasita do gênero Plasmodium. A infecção por P. falciparum pode ocasionar a forma mais grave da doença, como a malária cerebral. A malária cerebral (MC) pode ser definida como uma encefalopatia aguda, difusa, potencialmente reversível, e diagnosticada com a presença de formas assexuadas do P. falciparum em esfregaço sanguíneo e estado de coma. A teoria da obstrução mecânica e a teoria da inflamação são propostas para melhor compreender a patogênese da MC. A maioria dos estudos sobre MC provém da infecção por P. berghei ANKA (PbA) em modelo murino devido o mesmo apresentar características em comum com a infecção por P. falciparum. Os modelos experimentais são utilizados para investigar os mecanismos e os déficits comportamentais envolvidos na evolução da MC, além da ação de substâncias com ação neuroprotetora frente ao quadro da doença. Diante disso, o principal objetivo do presente estudo é avaliar o efeito neuroprotetor da edaravona, na evolução da malária cerebral experimental. Como animais experimentais foram utilizados camundongos albinos suíços infectados via intraperitoneal, com a cepa PbA; (106 eritrócitos parasitados). Os grupos foram divididos em: Grupo controle, grupo EDA 1 mg/kg, grupo EDA 3 mg/kg, grupo PbA, grupo PbA +EDA 1 mg/kg e grupo PbA + EDA 3 mg/kg. A caracterização do quadro de MC foi analisada por meio de parâmetros como, massa corpórea, curva de sobrevivência e evolução da parasitemia. Na avaliação do extravasamento vascular no tecido cerebral foi realizado o ensaio de permeabilidade vascular. Na análise dos déficits neurocomportamentais foram utilizados os testes RMCBS, campo aberto e claro/escuro. Os resultados demonstram que entre o 3°-12° dia pós-infecção todos os grupos mantiveram massa corpórea constante. No que se refere à curva de sobrevivência o grupo PbA iniciou as mortes a partir do 7° d.p.i, e com todos os camundongos evoluindo a óbito no 11° d.p.i. Do mesmo modo, o grupo PbA + EDA 1 mg/kg exibiu sinas clínicos neurológicos e janela de mortes semelhantes ao grupo PbA. Já o grupo PbA + EDA 3 mg/kg evoluiu a óbito somente a partir do 10° d.p.i, e com seu último animal tratado vivo até o 21° d.p.i. Na parasitemia não houve diferenças estatísticas entre os grupos e nos dias pós-infecção. No ensaio de permeabilidade vascular o grupo PbA apresentou acentuado extravasamento vascular cerebral em contraste ao grupo PbA + EDA 3 mg/kg que evidenciou uma diminuição no extravasamento vascular cerebral. Em relação aos testes comportamentais, o grupo PbA exibiu um aumento nos déficits neurológicos ao contrário do grupo PbA + EDA 3 mg/kg que apresentou melhora nos prejuízos neurocomportamentais. Concluindo, o tratamento com edaravona aumentou a sobrevida dos animais infectados e atenuou as complicações neurológicas de camundongos infectados com a cepa PbA.

  • NADYME ASSAD HOLANDA DA SILVA
  • ATIVAÇÃO NITRÉRGICA DO COMPORTAMENTO TIPO ANSIEDADE INDUZIDO POR ESTRESSE AGUDO DE CONTENÇÃO EM Danio rerio (ZEBRAFISH).

  • Data: 13/11/2020
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  • O estado homeostático de um organismo está constantemente sujeito a ação de estressores, que podem variar de acordo com sua natureza e duração. A resposta ao estresse refere-se à resposta de um indivíduo frente a estes estímulos estressores, resultando em várias adaptações fisiológicas que podem levar a alterações comportamentais e desencadear distúrbios neurocomportamentais, a exemplo dos transtornos de ansiedade. Dentre as alterações que ocorrem no organismo pelo comportamento tipo ansiedade induzido pelo estresse, destaca-se a geração de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. Nesse sentido, o óxido nítrico (NO) desempenha um papel importante na resposta adaptativa do organismo, uma vez que a exposição a estressores modifica sua produção. No entanto, os dados descritos a respeito do papel do NO no comportamento tipo ansiedade induzido por estresse não estão totalmente esclarecidos. Assim, objetivamos demonstrar farmacologicamente a participação do sistema nitrérgico na geração do comportamento tipo ansiedade induzido pelo estresse agudo de contenção (EAC) em Danio rerio (zebrafish). Para isso, utilizamos 92 peixes adultos da espécie Danio rerio (zebrafish) subdivididos nos seguintes grupos: controle (salina 0,9%), EAC, LNAME (10 mg/kg) e L-NAME+EAC. O protocolo de EAC consistiu em manter os animais sob contenção dentro de microtubos por 90 minutos. Posteriormente, o comportamento tipo ansiedade foi avaliado no teste de Distribuição Vertical Eliciada pela Novidade (DVN) e, logo em seguida, os cérebros foram coletados para quantificação da peroxidação lipídica. Os dados foram analisados pela ANOVA de duas vias, seguida do pós-teste Tukey, considerando diferença estatística sempre que p<0,05. Nossos resultados demonstraram que a exposição ao EAC provocou um efeito ansiogênico no comportamento dos animais avaliados no teste DVN e elevou os níveis de peroxidação lipídica no cérebro do zebrafish. Por outro lado, o prétratamento com o inibidor da NOS (L-NAME) preveniu as alterações comportamentais e de peroxidação lipídica induzida pelo EAC. Concluímos, então, que a ativação da via nitrérgica participa da geração do comportamento tipo ansiedade induzida pelo EAC.

  • NIVIA DE SOUZA FRANCO MENDES
  • EFEITO NEUROPROTETOR DA MANGIFERINA NO DESENVOLVIMENTO DA MALÁRIA CEREBRAL EXPERIMENTAL

  • Data: 09/11/2020
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  • A malária cerebral é a manifestação clínica mais comum de infecções causadas por P. falciparum. Esta doença causa complicações neurológicas graves e irreversíveis, como alterações visuais, ataxia e distúrbios cognitivos. Portanto, é necessária a utilização de novas terapias para reduzir os danos causados pela malária cerebral. A mangiferina, composto presente em plantas como a Mangifera indica, tem atividade antioxidante e anti-inflamatória e aparece como possível aliada no tratamento da doença. Com o objetivo de avaliar o efeito da mangiferina (50mg / kg) nas alterações neurológicas causadas durante o desenvolvimento da malária cerebral, utilizamos camundongos da linhagem swiss e a infecção foi induzida através da cepa de Plasmodium berghei ANKA (PbA). Os animais foram divididos em quatro grupos experimentais: controle, mangiferina (Mgf), infectados com PbA (PbA) e infectados com PbA e tratados com mangiferina (Mgf + PbA). O grupo tratado recebeu injeção intraperitoneal de mangiferina por 8 dias. Para caracterizar o quadro de malária cerebral, foram analisados os prejuízos cognitivos pelo protocolo Rapid Murine Coma and Behavior Scale, a curva de sobrevivência, a parasitemia (%), o peso corporal e a permeabilidade vascular. A morte celular foi verificada pela expressão da Caspase-3 e as alterações comportamentais foram avaliadas por meio do teste de campo aberto. Ao longo de todo o estudo, podemos observar que o tratamento com mangiferina aumentou a curva de sobrevivência, reduziu a permeabilidade vascular e morte celular. Além disso, houve melhora das alterações neurológicas, devido à menor exposição do parênquima cerebral dos animais tratados. Assim sendo, em nosso trabalho foi possível avaliar o efeito da Mangiferina durante o curso da doença.

  • ELLEN ROSE LEANDRO PONCE DE LEÃO
  • ANÁLISE COMPORTAMENTAL E QUANTITATIVA DE MICRÓGLIAS NO SEPTO LATERAL EM MODELO MURINO EXPOSTO AO ÁCIDO VALPRÓICO NO PERIODO PRÉ NATAL.

  • Data: 14/10/2020
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  • O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio manifestado por deficiências nas condições de neurodesenvolvimento e caracterizados por comprometimento grave nas interações sociais recíprocas e nas habilidades de comunicação, além da presença de comportamentos estereotipados. A exposição pré-natal ao ácido valpróico (VPA) em camundongos vêm sendo bastante utilizada como um modelo de indução de comportamento semelhantes ao autismo associados a alterações celulares. No entanto, nenhum estudo relatou a influência da exposição ao VPA in útero em tarefas hipocampo dependentes e na resposta microglial no septo lateral (SL) em camundongos fêmeas adultas. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar alterações comportamentais e microgliais no septo lateral em modelo murino (Balb/c) de TEA, induzido pela exposição ao ácido valpróico no período gestacional, em comparação a animais controle. Camundongos fêmeas (Mus musculus), da linhagem BALB/c, receberam no dia 12,5 de gestação, dose única de solução oral de valproato de sódio diluídos em soro fisiológico (600 mg/kg por peso corporal), ou volume igual de solução salina. A prole foi organizada em gaiolas de ambiente padrão de laboratório no 21º dia pós natal. Após 5 meses de idade as fêmeas foram submetidas a testes comportamentais, e em seguida ao processamento de seus cérebros para marcador seletivo microglial (IBA-1 anticorpo). A análise dos testes de campo aberto (distância percorrida, imobilidade, linhas cruzadas e índice de ocupação da periferia vs. centro), labirinto elevado em cruz (distância percorrida, imobilidade e índice de ocupação dos braços fechados vs. abertos) e na quantificação microglial e volumétrica mostraram diferenças significativas entre os grupos VPA e controle, (teste t bicaudal, p ≤ 0,05). Os resultados demonstraram que camundongos fêmeas expostos ao ácido valpróico durante a gestação apresentaram prejuízos significativos em seu comportamento exploratório na vida adulta. Sugerimos que essas alterações comportamentais estejam associadas à resposta inflamatória central desencadeada pelo VPA. Inferimos que este ganho pode estar relacionado às mudanças comportamentais encontradas, as quais são semelhantes às observadas no autismo.

  • VICTOR OLIVEIRA DA COSTA
  • Impactos de 8 meses de destreinamento físico e cognitivo sobre o desempenho cognitivo, capacidade funcional ao exercício e qualidade de vida de idosos

  • Data: 09/10/2020
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  • Já são conhecidos os benefícios de protocolos de intervenções envolvendo exercício físico e estimulação cognitiva em dupla tarefa para a saúde física e cognitiva do idoso. No presente estudo, procuramos investigar efeitos de um período de 8 meses de destreino sobre os parâmetros físicos, cognitivos e de qualidade de vida em idosos saudáveis que participaram de um Programa de Intervenção por exercícios físicos multimodais em dupla tarefa. O Programa de Intervenção em dupla tarefa cujos benefícios foram avaliados foi composto por exercícios físicos (treinamento aeróbico, de força e de equilíbrio) e estímulos multissensoriais de natureza variada, aplicados de forma simultânea durante 24 sessões, duas vezes por semana com duração de 75 minutos cada (JARDIM, 2018). Vinte e dois (22) idosos de 67,2 ± 1,1 anos de idade vivendo em comunidade, foram reavaliados no destreinamento de 8 meses. A avaliação cognitiva foi composta por: Mini-Exame de Estado Mental e Escala de Depressão Geriátrica para rastreio, testes da Bateria CERAD (Fluência Verbal Semântica e Fonológica, Lista de palavras e Teste do Relógio) e testes neuropsicológicos automatizados (CANTAB) enquanto que a avaliação da capacidade funcional ao exercício foi composta por: condicionamento cardiorrespiratório (Teste de Caminhada de Seis Minutos), mobilidade e equilíbrio funcional (Timed Up and Go), resistência muscular dos membros inferiores (Teste de Sentar e Levantar), força da preensão manual, equilíbrio e marcha (Escala de Tinetti), equilíbrio (Escala de Berg) e desempenho em dupla tarefa (Walking while talking); o nível de atividade física foi avaliado através do questionário internacional de atividade física (IPAQ); a percepção subjetiva da qualidade de vida dos idosos pelo questionário SF-36; e a avaliação do risco cardiovascular por medidas antropométricas e frequência cardíaca de repouso e de esforço. Para análise dos impactos do destreinamento de 8 meses somente foi analisado o impacto do destreino nas variáveis que apresentaram alterações entre as avaliações pré e pós-treinamento no Programa de Intervenção. Para analisar a distribuição da amostra foi aplicado o teste de normalidade Shapiro-Wilk, seguido de Análise de Variância (ANOVA) para medidas repetidas com correção de Bonferroni para comparar os dados pré-treinamento, pós- treinamento e destreinamento de 8 meses. O tamanho do efeito do Programa de Intervenção foi estimado para cada variável por meio da porcentagem de variação dos desempenhos pós-treinamento e destreino. As análises estatísticas foram realizadas com o software GraphPad Prism (EUA). Todos os valores são apresentados como média e erro padrão e p ≤ 0,05 (bicaudal) adotado como indicador de significância estatística. Os resultados demonstraram que 8 meses após o término do programa de intervenção, o melhor desempenho cognitivo foi mantido na avaliação da memória imediata e evocação (Bateria CERAD), Aprendizado e memória visual (PAL) e atenção visual sustentada (RVP) da Bateria CANTAB, mas não na função de Reconhecimento (Bateria CERAD). As comparações feitas entre os dados colhidos após 8 meses e aqueles colhidos no pré-treinamento ainda demonstraram diferenças significativas, traduzindo a melhora sustentada dos desempenhos cognitivos em longo prazo. Em contraponto, as medidas de capacidade funcional ao exercício declinaram significativamente no mesmo período, retornando a desempenhos compatíveis com os níveis pré-treinamento. Este estudo demonstrou o tamanho de efeito para as variáveis cognitivas, capacidade funcional ao exercício, qualidade de vida e nível de atividade vigorosa e agregará à literatura, visto que ainda são escassos os estudos que examinaram a duração dos efeitos (destreinamento) das intervenções simultâneas em dupla tarefa apropriando-se dessa ferramenta. Tomados em conjunto, os resultados sugerem a adoção de programas em dupla tarefa nas políticas públicas dedicadas ao idoso para redução da progressão do declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

  • MICHELE AMARAL DA SILVEIRA
  • ANÁLISE DE ALTERAÇÕES DE NÚMERO DE CÓPIAS (CNAs) RECORRENTES EM MENINGIOMAS

  • Orientador : EDIVALDO HERCULANO CORREA DE OLIVEIRA
  • Data: 09/10/2020
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  • Meningiomas correspondem a mais de um terço das neoplasias primárias do Sistema Nervoso Central (SNC), sendo o tumor intracraniano mais comum. São em sua maioria benignos, de crescimento lento, afetando duas vezes mais mulheres do que homens. Uma das principais fontes de informação que vem sendo explorada, considerando-se a instabilidade genômica comum aos tumores, é a análise de perdas e ganhos de segmentos cromossômicos. Estudos de alterações genômicas quantitativas em amostras tumorais permitem a realização de análises correlativas, com possível identificação de biomarcadores de diagnóstico e prognóstico destas patologias. Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo analisar a ocorrência de alterações no número de cópias (CNAs) em 33 amostras de meningiomas coletados de pacientes de uma população miscigenada, por meio da aplicação de aCGH. Pela classificação histopatológica, as amostras foram divididas em vinte e seis de grau I, duas de grau II e uma de grau III. O estudo revelou que a proporção de mulheres acometidas em relação aos homens foi de 3:1. A análise de aCGH apresentou um total de 2.304 CNAs com média de 69,8 ± 57,4 por caso, dos quais 1.197 foram ganhos (52%), 926 foram perdas (40,2%), 105 foram amplificações (4,5%) e 76 foram deleções (3,3%). Foi observada uma relação significativa entre o tipo de CNA e o grau do tumor (χ2 = 65.844; p <0,0001; coeficiente de contingência: 0,1772; p <0,0001). Levando-se em consideração todas as CNAs encontradas no estudo, ao compararmos as amostras pertencentes aos três graus de malignidade, identificamos alterações na maioria dos cromossomos, estando algumas presentes nos três graus histopatológicos, como por exemplo, perdas em 1p, 10q, 14q, 22q e ganho em 14q. Outras estavam presentes nos graus I e II, como ganho em 5p, 9q, 16p, 17p e 17q. Foram identificadas também alterações presentes apenas nos graus II e III, como perda em 3p. A análise dessas regiões mostrou o comprometimento de genes com funções como regulação, manutenção da sobrevivência celular, reorganização do citoesqueleto, sinalização celular e reparo do DNA, dentre outros. Um achado interessante foi um ganho recorrente de 8p22 observado apenas nos meningiomas de grau I, uma região que inclui DLC1, um gene candidato a supressor, provavelmente implicando no desenvolvimento ou progressão de meningiomas, geralmente encontrado excluído em outros tipos tumorais. Apesar de termos encontrado algumas situações diferenciadas em nosso estudo, sobre o padrão de recorrência nos diferentes graus, de uma forma geral, nossos achados são semelhantes ao padrão de CNAs descritas em populações caucasoides.

  • SILVIA MAIARA PRESTES COSTA
  • DESENVOLVIMENTO DE UM DISPOSITIVO PARA TREINAMENTO MUSCULAR DA FORÇA DE PREENSÃO PALMAR

  • Data: 18/09/2020
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  • A força de preensão palmar, comumente medida por meio de um dinamômetro, depende das características individuais do sujeito, além de estar relacionada a patologias que levam a sua diminuição e geram limitações nas tarefas cotidianas. Atualmente, estão disponíveis equipamentos específicos para a reabilitação de força muscular da mão, porém não avaliam a evolução do treinamento no indivíduo. Deste modo, a criação de um dispositivo que possa mensurar a força palmar baseado no exercício de treinamento é fundamental para fornecer aos usuários medidas do desempenho ao longo dos treinos realizados, assim como, poderá orientar o planejamento das intervenções aos profissionais envolvidos no programa de reabilitação. Dessa forma, este trabalho descreve o desenvolvimento de um dispositivo programável, feito a partir da adaptação de uma bola exercitadora manual (utilizada para treinamentos de reabilitação e aumento da força muscular), em conjunto com a plataforma ArduinoTM, um sensor de pressão e outros componentes eletrônicos controlados por uma interface gráfica destinada a gerenciar todo o processo utilizando Python como linguagem de programação. Para testar a eficiência, comparou-se os dados gerados pelo dispositivo Digiflex com os obtidos pelo projeto proposto, mediante um protocolo de fortalecimento muscular de seis semanas em indivíduos saudáveis. Os resultados demonstraram que o Digiflex alcançou resultados apenas nas mulheres, enquanto que, o aparato desenvolvido gerou ganho de força nos homens e mulheres.

  • CARLOS EMILIO MOLANO PATERNINA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL CITOTÓXICO E GENOTÓXICO DO CHUMBO E DO MERCÚRIO EM FIBROBLASTOS HUMANOS

  • Orientador : EDIVALDO HERCULANO CORREA DE OLIVEIRA
  • Data: 15/07/2020
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  • A poluição ambiental é uma das conseqüências da industrialização em larga escala, devido ao despejo de produtos químicos e outros resíduos, principalmente em corpos d'água. Um lugar de destaque é ocupado por metais pesados, devido à sua grande quantidade em resíduos industriais e efeitos nocivos à saúde. Entre eles, destacamos o mercúrio (Hg), usado na extração de ouro na mineração clandestina e descartado nos rios, e o chumbo (Pb), usado como contêiner para agentes radioativos, em tubulações de água, em revestimentos de cabos. Muitas populações humanas estão expostas a doses subletais desses poluentes, sem efeitos agudos. No entanto, nos organismos, os metais pesados podem se acumular e afetar sistemas, órgãos e componentes celulares, incluindo interações com o DNA e certas proteínas nucleares, causando danos e alterações conformacionais no material genético, que podem levar à apoptose, alterações no ciclo celular e aos processos de carcinogênese. Considerando que estudos in vitro fornecem informações importantes sobre as interações de substâncias e componentes celulares, nosso estudo analisou os efeitos citotóxicos e genotóxicos de concentrações subletais de mercúrio e chumbo em fibroblastos humanos. Além disso, os resultados foram analisados por diferentes metodologias, a fim de analisar sua eficiência e complementaridade. Para isso, uma linhagem celular secundária de fibroblastos, não transformada, foi exposta a três concentrações subletais diferentes (5, 10, 15 µM) de MeHg e Pb (NO3)2 por 30 minutos. A citotoxicidade e viabilidade foram analisadas utilizando protocolos baseados no teste de danos à membrana (Azul de Trypan), transformação da resazurina em resorufina e atividades de protease. Além disso, realizamos o teste do MTT. A genotoxicidade foi analisada usando o teste de micronúcleo e o ensaio cometa. Os resultados do azul de Trypan e testes baseados em atividades de protease mostraram que todas as concentrações apresentaram efeitos citotóxicos, com valor p significativo, enquanto o teste com resazurina demonstrou atividade citotóxica apenas nas duas concentrações mais altas. Essa diferença pode ser devido à influência do número de células nos resultados desta técnica. Os resultados obtidos com o teste MTT não concordaram com os demais testes de viabilidade, mas podem ser interpretados como alterações no metabolismo celular, confirmando publicações recentes. O teste de micronúcleo e o ensaio cometa indicaram que ambos os metais são genotóxicos. O MeHg apresentou maior frequência de micronúcleos em relação ao Pb (p <0,001), mas houve maior número de núcleos apoptóticos nas células tratadas com Pb, o que pode indicar que a concentração utilizada foi mais citotóxica que o MeHg e um menor número de células completou o ciclo, para produzir micronúcleos. No ensaio do cometa, que é feito logo após o período de exposição, ambos os metais produziram fragmentação do DNA, com um valor ligeiramente maior de quebras por Pb. Concluímos, portanto, que o mercúrio e o chumbo são citotóxicos e genotóxicos, mesmo em doses subletais. No que diz respeito aos diferentes protocolos, o azul de Trypan, embora simples, é um bom indicador de viabilidade celular, enquanto o MTT se comportou claramente como um indicador do metabolismo celular geral e não deve ser usado como teste de viabilidade. O uso de diferentes testes foi relevante para uma melhor compreensão dos mecanismos de agressão de metais pesados às células, trazendo evidências preliminares sobre os efeitos na saúde humana, além de danos ecológicos.

  • FABIO RODRIGUES DE OLIVEIRA
  • POTENCIAL ANTICONVULSIVANTE DE AMIDAS GRAXAS DERIVADAS DE TRIGLICERÍDEOS DE ÓLEO DE ANDIROBA (Carapa guianensis aublet.)”.

  • Data: 09/06/2020
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  • A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por atividade neuronal excessiva que leva à convulsão; cerca de 30% dos pacientes afetados sofrem da forma refratária e fármaco-resistente da doença. Os medicamentos anticonvulsivantes atualmente utilizados para o controle das crises possuem muitas reações adversas, tornando importante a busca de medicamentos mais eficazes e mais bem tolerados. Há muitas evidências de que os endocanabinóides podem modular farmacologicamente a ação contra convulsões e distúrbios epiléticos. Portanto, o objetivo deste estudo é investigar os efeitos anticonvulsivantes das amidas graxas (AG) em um modelo de convulsão induzida por pentilenotetrazol (PTZ) em camundongos. Os AGs (AG1 e AG2) foram obtidas do óleo de Carapa guianensis por catálise enzimática e caracterizadas por Análise Infravermelha com Transformada de Fourier (FT-IR) e Cromatografia gasosa por Espectrometria de Massas (CG-EM). AG1 mostrou em sua composição maior percentual de Palmitoiletanolamida em relação à AG2, e somente AG1 foi eficaz no controle do tempo de latência aumentado do primeiro espasmo mioclônico e na diminuição significativa da duração total das crises tônico-clônicas em relação ao modelo de pentilenotetrazol. Além disso, as alterações eletrocorticográficas produzidas pelo PTZ são reduzidas quando tratadas com AG1, que subsequentemente diminui a amplitude e a energia das ondas no ritmo beta. Os efeitos anticonvulsivantes de AG1 são revertidos pelo flumazenil, um antagonista benzodiazepínico nos receptores Ácido Gama-Aminobutírico-A (GABA-A), indicando o mecanismo de ação através do local destes receptores. Concluimos que a AG obtida do óleo de C. guianensis foi promissora contra convulsões induzidas por PTZ.

  • CINTHIA CRISTINA SOUSA DE MENEZES DA SILVEIRA

  • EFEITOS DA CETAMINA ASSOCIADA AO ETANOL NO COMPORTAMENTO EMOCIONAL E ESTRESSE OXIDATIVO NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL E HIPOCAMPO DE RATAS NA PUBERDADE

  • Data: 24/03/2020
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  • O consumo de drogas de abuso é um problema de saúde pública mundial. O álcool é frequentemente utilizado em associação com outras drogas, incluindo a cetamina. Existe pouca informação disponível sobre os danos causados por esta associação. O objetivo deste estudo foi investigar as alterações no comportamento emocional e estresse oxidativo no córtex pré-frontal e hipocampo ocasionadas pelo consumo de cetamina associada ao etanol em ratas na fase de adolescência. Foram utilizados 4 grupos de ratas adolescentes (n=10 animais por grupo), com 28 dias de vida, divididos em controle (solução salina i.n.+água destilada v.o), CET (10mg/Kg i.n.), EtOH (3g/Kg v.o.), CET+EtOH (10mg/Kg i.n.+ 3g/Kg v.o.). A administração foi realizada por 3 dias consecutivos. Os animais foram avaliados vinte e quatro horas após a última administração. A bateria de testes comportamentais consistiu em campo aberto, LCE e nado forçado. Após os testes comportamentais foi realizada a coleta do córtex pré-frontal e hipocampo, para avaliação de ERO, ACAP e peroxidação lipídica. Os resultados obtidos no teste do campo aberto demonstraram locomoção espôntanea preservada e comportamento tipo ansiedade no grupo CET+EtOH, sem diferenças com as drogas isoladas, resultado confirmado com o LCE. No teste do nado forçado, o grupo CET+EtOH demonstrou comportamento tipo depressivo, semelhante às drogas isoladas. Na avaliação da bioquímica oxidativa, o grupo CET+EtOH demonstrou aumento na produção de ERO semelhante ao grupo CET no hipocampo. No córtex pré-frontal o aumento de produção de ERO no grupo CET+EtOH foi superior ao grupo EtOH e inferior ao grupo CET, porém não observou-se alterações na ACAP e nos níveis de peroxidação lipídica. Com estes resultados conclui-se que a associação de Cetamina e Etanol induz comportamentos tipo ansiedade e depressão, semelhante às drogas isoladas, com aumento na produção de ERO no córtex pré-frontal e hipocampo.

  • JORGE EDUARDO CHANG ESTRADA
  • Isolamento de Metaloprotease tipo 1 de Bothrops moojeni e sua ação na hipertensão renovascular em ratos

  • Data: 19/03/2020
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  • A hipertensão é uma doença de preocupação global, que pode gerar difusão vascular e um remodelamento vascular crônico. Os tratamentos atuais incluem alguns diuréticos; bloqueadores β; medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina e outros. Para avaliar uma possível nova droga contra a hipertensão, nosso objetivo é avaliar a ação antihipertensiva da metaloprotease tipo de B. Moojeni (Bm1) em ratos com hipertensão renovascular. Para avaliar esse possível efeito, usamos o modelo animal de dois rins, um clipe (2K1C), com tratamento de 4 semanas com 4 grupos experimentais (divididos em Sham e Has): usando um grupo salina, um grupo controle com Losartana (10mg / kg), um grupo com a metaloproteinase (denominada Bm1 para este experimento, 1μg / kg) e um grupo com as duas drogas (Losartan (10mg / kg) e Bm11μg / kg). Os dados experimentais incluem isolamento e caracterização da Bm1, indução de modelo de animal com alteração de pressão arterial, avaliação de eletrocardiograma e de hipertrofia cardíaca nos animais. Nesse estudo, nossos dados mostram que o uso de Bm1 diminuiu a pressão arterial e a hipertrofia cardíaca no modelo animal de hipertensão, dados que foram mostrados por avaliação de parâmetros cardíacos por eletrocardiograma (comparando grupos hipertensos, Sham tratados ou não com a Bm1). Além disso, a Bm1 não mostrou efeito hematotóxico in vivo, visto que alterou células sanguíneas, como plaquetas, glóbulos vermelhos e linfócitos. Estes dados mostram que o tratamento com Bm1 pode ser eficaz no controle da hipertensão, sem levar a hematoxicidade. A partir dos dados em conjunto, foi possível concluir que a metaloproteinase de B. moojeni pode ser usada no controle da hipertensão em um experimento piloto, acreditamos que o seu mecanismo de ação está associado a capacidade de Bm1 de clivar a angiotensina I.

  • RAIMUNDO MIRANDA DE CARVALHO
  • FREQUENCIA DE PERDA DE HETEROZIGOSIDADE DO GENE NF2 EM PACIENTES COM SCHWANNOMAS INTRARAQUIANOS ESPORÁDICOS

  • Data: 06/03/2020
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  • Considerações gerais: Schwanomas são tumores benignos, de crescimento lento, geralmente encapsulados, que originam-se da bainha de nervos mielinizados. Podem ocorrer em associação à inúmeras desordens genéticas, em especial a Neurofibromatose tipo 2, onde o diagnóstico de Schwanoma do Acústico bilateral é critério diagnóstico. Quando ocorrem no compartimento espinhal, abaixo do forame magno, são denominados Schwanomas Intrarraquianos ou espinhais. Objetivo: determinar a frequencia da perda da heterozigosidade (LOH) do gene NF2 em pacientes com Schwannoma Intrarraquiano Esporádico. Materal e Métodos: foram incluídos no estudo 39 pacientes de ambos os sexos, atendidos em serviço de Neurocirurgia de Hospitais do Norte do Brasil, com diagnóstico de Schwanomas intrarraquianos, no período de janeiro de 1990 a dezembro de 2013. Em todos os pacientes foi realizada pesquisa imunohistoquímica da proteína S-100. Foi realizada extração e amplificação do DNA de blocos embebidos em parafina de pacientes com dignóstico de Schwanoma. Como ténica padrão para análise do status mutacional e verificação da perda de heterozigosidade foi realizado I-FISH. Resultados: A média de idade dos pacientes no momento do diagnóstico foi 48,82 anos. O intervalo médio de tempo entre apresentação dos primeiros sintomas e o diagnóatico foi 14,05 meses. Os 39 pacientes analisados neste estudo estão divididos em 18 mulheres e 21 homens. Os pacientes apresentaram sobrevida global e livre de doença de 100%. Mutações de ponto e/ou perda de alelos foram identificadas em 16/39 amostras (41,03%). A LOH evidenciada por deleção de um alelo e mutação do outro alelo, foi observada em 7/28 dos tumores (17,94%). Duas mutações homozigotas foram detectadas em 4/39 tumores (10,25%) e a presença da mutação em heterozigose, foi revelada em 3/39 (7,69%). Em dois tumores (5,12%) foi detectada a perda de um alelo do gene NF2, sem a presença de mutação. Não foi detectada nenhuma aberração no gene NF2 em 23 schwannoma (58,97%).

  • ALINE COSTA BASTOS
  • ANÁLISE DA AÇÃO CICATRIZANTE DOS EXTRATOS DA FOLHA, PECÍOLO E CAULE DA Montrichardia linifera (Arruda) Schott IN VITRO

  • Data: 17/02/2020
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  • As lesões crônicas acometem uma grande parcela da sociedade, o tratamento para esses pacientes possui custos financeiros elevados e não se obtém um resultado tão satisfatório. Então, o objetivo desse trabalho foi investigar se os extratos etanólicos do caule, pecíolo e folha da Montrichardia linifera (Arruda) Schott possuem atividade cicatrizante in vitro. Para isso, foi realizado a identificação de classes de substância dos extratos por HPTLC, também foi realizado as análises de: citotoxicidade, cicatrização in vitro, morfologia por hematoxilina e eosina e imunomarção para BrdU. Com isso foi demonstrado a atividade antioxidante e a presença de terpenos nos três extratos e a presença de flavonoides e fenóis no extrato da folha. Também foi realizado uma curva seriada com concentrações de 100 a 0,19μg/ml dos extratos do caule, pecíolo e folha, nos tempos de 24, 48 e 72h, e não apresentaram citotoxicidade. A partir do teste de citotoxicidade foi escolhido para os próximos testes as concentrações de 0,78; 0,39; 0,19 μg/ml dos três extratos. Assim, o grupo controle no tempo de 6, 12 e 24h demonstrou área de lesão de 82,08±12,13, 56,14±15,75, 34,34±10,12%, respectivamente, enquanto que o extrato do caule apresentou área de lesão, no tempo de 6h, de 66,108±23,85, 66,10±13,13, 64,81±20,42%, respectivamente; no tempo de 12h, 38,86 ± 20,66, 40,45 ±14,64, 32,29±16,62, respectivamente; no tempo de 24h, 13,48±11,20, 10,67±7,94, 10,15±7,35%, respectivamente. O extrato do pecíolo apresentou área de lesão, no tempo de 6h, 74,02±15,16%, 80,32±22,50%, 75,56± 20,09%, respectivamente; no tempo de 12h, 38,86±20,66, 46,79±12,46, 40,98±5,45%, respectivamente; no tempo 24h, 13,48±11,21, 27,33 ± 13,86, 12,40±7,72%, respectivamente. Já o extrato da folha apresentou área de lesão, no tempo de 6h, 73,08±21,35, 72,91±18,19, 67,84±17,89%, respectivamente; no tempo de 12h, 48,76±21,17, 48,02±17,30, 44,54±18,70%, respectivamente, no tempo de 24h, 24,59 ± 14,58, 26,07 ± 16,73, 23,75 ± 15,76%, respectivamente. Na coloração por hematoxilina e eosina não houve mudança morfológica significativa. Na quantificação de células BrdU positivas, o grupo controle demonstrou uma média de 19,778 ± 3,80, enquanto os grupos tratados com os extratos nas concentrações de 0,78, 0,39, 0,19 μg/ml demonstraram, para o extrato do caule, média de 20,222±1,855, 37,889±7,407, 29,778±4,521 células BrdU positivas, respectivamente, para extrato do pecíolo, média de 20,222±2,587, 20,444±5,077, 24,889±3,551 células BrdU positivas, respectivamente; para o extrato da folha, média de 20,556±3,504, 23,778±5,974, 22,889±3,1798 células BrdU positivas, respectivamente. Portanto, o extrato do caule e pecíolo da Montrichardia linifera, em pequenas concentrações, demonstraram atividade cicatrizante in vitro.

  • STELLA MIRANDA MALCHER
  • DIVERSIDADE CROMOSSÔMICA NO GÊNERO Cerradomys (MAMMALIA: RODENTIA: CRICETIDAE) DEMONSTRADA POR PINTURA CROMOSSÔMICA

  • Data: 14/02/2020
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  • Rodentia é a ordem de mamíferos altualmente descrito com maior número de espécies, possuindo habitat extremamente variado. Ocorre em vários tipos de ambientes com ampla distribuição geográfica, estando ausentes na Antártida. Uma das prováveis razões para o sucesso evolutivo de Rodentia é devido a sua ampla variedade hábitos alimentares. Cricetidae é uma das famílias desta Ordem, na qual está inserida a subfamília Sigmodontinae. Esta Subfamília é representada, em sua grande maioria, por roedores sul-americanos e entre estes estão as espécies do gênero Cerradomys, que são agrupados dentro da Tribo Oryzomyini, que abrange cerca de 35% dos roedores sigmodontíneos. Os roedores apresentam alta diversidade cariotípica, com número diploide variando de 2n=10 em Ctenomys steinbachi (Família Ctenomyidae) e Akodon sp. (Família Cricetidae) à 2n=102 em Tympanoctomys barrerae (Família Octodontidae) e 118 em Dactylomys boliviensis (Família Echimyidae). A classificação mais recente considera que o gênero Cerradomys apresenta oito espécies, todas com cariótipos básicos descritos. O número diploide varia de 2n=46 em Cerradomys langguthi à 2n=60 em C. akroai, o que sugere haver um elevado número de rearranjos cromossômicos. Neste trabalho estudamos por citogenética clássica (bandeamentos G e C) e por pintura cromossômica com sondas de cromossomos totais de Hylaeamys megacephalus (HME; 2n=54), os cariótipos de três espécies de Cerradomys: C. scotti (2n=58), C. subflavus (2n=54) e C. vivoi (2n=50) e comparamos com C. langguthi descrito na literatura, almejando diagnosticar os possíveis rearranjos cromossômicos que ocorreram durante a evolução cariotípica, das espécies deste gênero. Foi realizada uma análise comparativa com as espécies de Sigmodontinae já mapeadas com as sondas de HME, o que permitiu evidenciar que o cariótipo de C. langguthi, em relação à H. megacephalus, sofreu mais rearranjos quando comparado com C. scotti, C. subflavus e C. vivoi. Além disso, detectamos que C. vivoi compartilha mais sintenias conservadas com C. langguthi do que C. scotti e C. subflavus, indicando proximidade filogenética, o que é reforçado pela presença de quatro blocos sintênicos conservados nas diferentes espécies analisadas, o que podem fazer parte do genoma ancestral do gênero.

  • LUMA CRISTINA FERREIRA GUERREIRO
  • ANÁLISE QUANTITATIVA DE NEURÔNIOS IMUNOMARCADOS PARA
    PARVALBUMINA NO HIPOCAMPO E NÚCLEO MAGNOCELULAR DO
    ISTMO EM Actitis macularius NO PERÍODO DE INVERNADA

  • Data: 08/02/2020
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  • Já se sabe que os neurônios parvalbuminérgicos (PV) têm seu número modificado em face de
    estímulos sociais, multissensoriais e cognitivos, tanto em mamíferos quanto em aves. No entanto,
    nada se sabe sobre sua plasticidade em aves costeiras migratórias de longa distância durante o
    período de inverno. Aqui investigamos em quatro janelas temporais distintas do período de
    invernada, a plasticidade dos neurônios fotovoltaicos de duas áreas cerebrais do maçaricomanchado
    (Actitis macularius), que inclui em sua jornada migratória várias escalas para
    alimentação e repouso. Utilizamos a PV como marcador de uma subpopulação de neurônios
    inibitórios e os contamos na formação hipocampal (FH) e no núcleo magnocelular do istmo tectal
    (IMC). Com base em evidências anteriores de que a FH está envolvida no aprendizado, na
    memória e na interação social, e o IMC é essencial para o controle dos movimentos de cabeça e
    pescoço e olhos, testamos a hipótese de que os neurônios da PV aumentariam na FH e
    permaneceriam inalterados no IMC. Para isso, usamos o fracionador óptico para estimar o
    número de células. Os cérebros foram processados para imunocoloração PV, seguidos por
    estimativas do número de neurônios PV nas áreas de interesse. Em comparação com o repouso
    migratório 1, as estimativas dos neurônios fotovoltaicos mostraram aumento significativo na
    formação hipocampal do grupo de pré-migração. Sugerimos que a proliferação de neurônios
    parvalbuminérgicos seja parte das mudanças adaptativas dos circuitos hipocampais envolvidos no
    processo migratório de volta aos nichos reprodutivos do hemisfério norte.

  • EMANUEL RAMOS DA COSTA
  • MUDANÇAS MORFOLÓGICAS NOS ASTRÓCITOS
    HIPOCAMPAIS NO PERÍODO DE INVERNADA EM
    Arenaria interpres

  • Data: 08/02/2020
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  • Os astrócitos são essenciais para o metabolismo dos neurônios lipídicos em
    voos migratórios ininterruptos de longa distância, quando a glicose não está
    disponível como principal fonte de energia. Anteriormente, foi demonstrado em
    Calidris pusilla que, após um voo transatlântico ininterrupto de cinco dias, os
    astrócitos encolhem seus ramos e reduzem seu número dentro da formação do
    hipocampo. Aqui, voltamos nossa atenção para o período de invernada e
    testamos a hipótese de que, à medida que o inverno avança, as alterações
    morfológicas dos astrócitos hipocampais após a travessia do Atlântico seriam
    recuperadas. Para tanto, utilizamos Arenaria interpres, que também atravessa o
    Oceano Atlântico e chega aos manguezais dos estuários influenciados pelo Rio
    Amazonas para a invernada. As aves foram capturadas em setembro / outubro
    (dentro do período de chegada ao litoral de Bragança - Pará, Brasil para o
    inverno) e em abril / maio (dentro do período de partida para os locais de
    reprodução) e tiveram seus cérebros processados para astrócitos GFAP
    seletivos, por marcação imunohistológica. Reconstruções tridimensionais dos
    astrócitos imunocorados foram realizadas e a classificação morfológica foi feita
    com base em agrupamentos hierárquicos e análise discriminante das
    características morfométricas multimodais. Encontramos dois fenótipos
    morfológicos de astrócitos exibindo complexidades morfológicas distintas após o
    voo transatlântico ininterrupto de longa distância. Embora em uma extensão
    diferente, ambos os morfotipos aumentaram suas complexidades à medida que
    o período de inverno progride em direção à janela de pré-migração. Tomados
    em conjunto, nossas descobertas demonstram que o período ininterrupto de voo
    e invernada de longa distância afetou diferencialmente os morfotipos dos dois
    astrócitos, sugerindo papéis fisiológicos distintos para essas células. Sugerimos
    que a recuperação morfológica durante o período de invernada possa fazer parte
    das mudanças adaptativas dos circuitos hipocampais locais de A. interpres, em
    preparação para a longa jornada de volta aos seus locais de reprodução no
    hemisfério norte.

  • BRUNA CASTRO SANTA MARIA
  • AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO SISTEMA SOMATOSSENSORIAL COMO ESTRATÉGIA PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E INTERVENÇÃO DE PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

  • Data: 31/01/2020
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  • O transtorno do espectro do autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social em múltiplos contextos e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), apresentou a adição de "hiper e hipo-reatividade à entrada sensorial ou interesses incomuns em aspectos sensoriais do meio ambiente" como características diagnósticas definidoras de autismo. Indivíduos com autismo frequentemente relatam sensibilidades táteis, como endurecimento ou afastamento quando tocados. Desta forma o objetivo deste trabalho foi identificar alterações da sensibilidade somestésica que possam auxiliar em estratégias para o diagnóstico precoce e intervenção de pacientes com autismo.Foi realizada observações clínicas e aplicação de questionários entre os participantes da pesquisa, onde observou-se que as crianças do grupo controle apresentaram minímas alterações de reatividade somestésica, quando comparadas com o grupo de TEA. Verificou-se que 90%dos participantes do grupo TEA não brincavam com diferentes consistências; 70% não brincam com objetos gelatinosos e materiais de diferentes texturas, bem como apresentam aversão a determinados tecidos e/ou etiquetas de roupas; 62% não partcipam de brincadeiras que molham ou lambuzam e andam ou andaram nas pontas dos pés e 50% evitam abraço e/ou contato físico, demosntrando que em crianças com autismo é possivel perceber precocemente hipo ou hiperreatividade somestésica, o que pode auxiliar no diagnóstico precoce e nas estratégias de intervenções.

  • THAÍS CRISTINA GALDINO DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NA MEMÓRIA ESPACIAL, APRENDIZAGEM E MORFOLOGIA DAS MICRÓGLIAS NOS TERÇOS EXTERNO E MÉDIO DA CAMADA MOLECULAR DO GIRO DENTEADO.

  • Data: 14/01/2020
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  • Investigamos a influência ambiental de longo prazo em tarefas dependentes do hipocampo e na morfologia dos terços externo e médio da camada molecular do giro dentado (Mol-GD), os principais alvos da via perfurante, em relação ao reconhecimento de objetos e à memória espacial. Camundongos suíço albino do sexo feminino, com 20 meses de idade, foram alojados após o desmame em ambiente padrão (AP) ou enriquecido (AE) e testados quanto ao reconhecimento de objetos e memória espacial. Todos os camundongos conseguiram distinguir objetos familiares de novos objetos. No entanto, os animais AP não conseguiram distinguir objetos estacionários dos objetos deslocados e passaram mais dois dias de treinamento no labirinto de água para aprender a tarefa. Após o teste, os camundongos foram sacrificados e os hipocampos foram seccionados e processados para a marcação imunológica do IBA1, marcador seletivo da micróglia. Amostras aleatórias e sistemáticas de micróglias foram reconstruídas em três dimensões e classificadas por análise hierárquica por conglomerados. Os camundongos AP mostraram dois fenótipos morfológicos da microglia nos terços externo e médio da camada Mol-GD. Camundongos AE mostraram uma redução na diversidade morfológica da micróglia que essencialmente foi encontrado um único morfotipo. Como a micróglia AE de camundongo mostrou uma complexidade morfológica intermediária entre as micróglias AP dos tipos I e II que foram associadas a um desempenho superior na memória espacial e na aprendizagem, inferimos que a complexidade morfológica pode ser um indicador preciso da micróglia homeostática. Também sugerimos que as micróglias tipo I e tipo II em camundongos AP podem ter diferentes papéis fisiológicos e que os benefícios de memória de AE a longo prazo podem estar associados a respostas adaptativas homeostáticas de fenótipos microgliais a estímulos somatomotores e cognitivos.

  • KEURI ELEUTERIO RODRIGUES
  • O extrato aquoso de Coriandrum sativum L. promove neuroproteção contra alterações motoras e danos oxidativos na progênie de ratas expostas ao metilmercúrio

  • Data: 08/01/2020
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  • Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do extrato aquoso de Coriandrum sativum (EACS) na progênie de ratas expostas ao metilmercúrio (MeHg). A presença de compostos bioativos e a capacidade antioxidante da EACS foram avaliadas. Foram avaliados os níveis totais de mercúrio no pelo da progênie, parâmetros comportamentais motores e estresse oxidativo no cerebelo. A análise dos compostos bioativos revelou quantidades significativas de polifenóis, flavonóides e antocianinas, além de uma variedade de minerais. Um teste DPPH mostrou que a EACS tinha importante atividade antioxidante. O grupo MeHg + EACS apresentou atividade locomotora espontânea significativamente melhor, força de preensão palmar, equilíbrio e coordenação motora nos testes comportamentais comparados ao grupo MeHg, bem como nos parâmetros do estresse oxidativo, com resultados semelhantes aos do grupo controle. O grupo MeHg + EACS também reduziu significativamente os níveis de mercúrio em comparação ao grupo MeHg. Com base nos testes comportamentais, que detectaram grandes melhorias locomotoras, de equilíbrio e de coordenação, além de uma redução no estresse oxidativo, concluímos que a EACS apresentou resultados funcionais positivos na progênie de ratos expostos ao MeHg.

2019
Descrição
  • RAIANY SOUZA DA SILVA
  • DEPRESSÃO E ENVELHECIMENTO CELULAR: UM CAMINHO EM COMUM.

  • Data: 22/11/2019
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  • Desde sua descoberta os telômeros e a telomerase são tema de intensas pesquisas, primeiro como um mecanismo de envelhecimento celular e depois como um indicador de saúde. Ao proteger as extremidades dos cromossomos, os telômeros desempenham um papel vital na preservação das informações em nosso genoma. Os telômeros diminuem com a idade e sua taxa de erosão dos telômeros fornece informações sobre o histórico de proliferação celular de um tecido. A enzima telomerase restaura o tamanho do telômero, possuindo importante papel antienvelhecimento. O encurtamento dos telômeros é observado em muitas doenças humanas, incluindo aterosclerose, câncer, síndromes de envelhecimento, esquizofrenia, doença de Alzheimer e demência vascular. A depressão maior (DM) é uma grave entidade nosológica, considerada um problema de saúde pública e está comumente associada a condições médicas de caráter crônico e de maior prevalência na senescência, sugerindo uma forte associação com o envelhecimento celular. A maioria das análises publicadas na literatura demonstraram associação do transtorno DM com a diminuição da função telomérica e do tamanho dos telômeros, porém existem outros estudos com resultados conflitantes. Por este motivo, analisamos a expressão da telomerase e o tamanho do telômero, em leucócitos de sangue periférico de 12 pacientes DM, antes e depois do tratamento com os antidepressivos sertralina e/ou o escitalopran e comparamos esses achados com os encontrados em um grupo controle negativo, composto por indivíduos hígidos, e com um grupo controle positivo formado por pacientes portadores de esquizofrenia (ESQ). A análise da expressão do mRNA de hTERT, a subunidade catalítica da telomerase humana, foi realizada por meio da Reação em Cadeia da Polimerase quantitativa em tempo real (qPCR) e para analisar o comprimento dos telômeros foi realizada a metodologia do Southern Blot. Os pacientes DM, antes do tratamento, e os pacientes ESQ apresentaram uma expressão da telomerase e um comprimento do telômero significativamente menor, em relação ao controle negativo (p<0,05). Após o tratamento com os antidepressivos supracitados, os pacientes DM tiveram esses dois parâmetros teloméricos aumentados e a análise estatística não revelou diferença desses em relação ao controle negativo (p>0,05). A recuperação da função telomérica, após o tratamento, foi acompanhada por uma resposta positiva de 50% ou mais no quadro clínico dos pacientes DM. Por outro lado, foi observada significância na diferença do tamanho dos telômeros de controles negativo e pacientes DM, após o tratamento, em relação ao grupo de pacientes ESQ (p<0,05). Podemos concluir que o transtorno DM tem como gatilho ou consequência a disfunção do telômero e os leucócitos do sangue periférico podem revelar a ativação dos caminhos da senescência. A sertralina e/ou o escitalopran apresentam grande efetividade de recuperação do quadro clínico e da atividade telomérica basal no transtorno DM em comparação à responsividade telomérica do tratamento específico para os pacientes ESQ, sabidamente portadores de uma mais grave, crônica e deteriorante patologia mental. O desfecho positivo dos pacientes DM, que após o início do tratamento tiveram recuperação dos parâmetros teloméricos, revela que a análise dos telômeros é uma ferramenta em potencial para o monitoramento da terapia e seguimento dos pacientes que tem a medicação suspensa por melhora do quadro clínico. O seguimento dos pacientes deste estudo e o aumento do número amostral nos permitirá visualizar se a remissão sintomatológica será seguida da recuperação total do telômero e da manutenção da sua função basal. Um dado muito importante não somente para o plano terapêutico, como para o prognóstico dos acometidos pela DM.

  • CARLOS AUGUSTO FERREIRA LOBAO
  • TAMANHO DE TUMORES DA REGIÃO SELAR COMO UM PREDITOR DE PERDAS PISCOFÍSICAS E ELETROFISIOLÓGICAS DE CAMPO VISUAL

  • Data: 04/11/2019
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  • O crescimento de tumores da região selar representa uma importante causa de perda visual em decorrência da compressão mecânica exercida por estes ao aparato do nervo óptico. Muitos investigadores usaram métodos não-invasivos para avaliar as consequências deste dano ao campo visual e boa associação foi descrita entra as perimetrias psicofísica e eletrofisiológica. Poucos estudos consideraram o tamanho do tumor como um fator preditor da perda visual. Objetivos: No presente estudo foi avaliada a associação entre o tamanho tumoral e as alterações da campimetria visual mensurada pelos métodos psicofísico, usando a campimetria visual de Humphrey, e pelo método eletrofisiológico, com a análise do potencial cortical visual provocado multifocal (mfVECP). Métodos: Foi estuda amostra composta por 14 pacientes com tumores da região selar diagnosticados por ressonância magnética. Foi contado o número de setores com respostas negativas em ambos os métodos. Uma análise de regressão logística simples foi usada para se avaliar a associação entre as dimensões tumorais e as características das perdas dos campos visuais. Resultados: Três pacientes apresentaram campos visuais preservados, três pacientes apresentaram defeito campimétrico tipo hemianopsia e oito pacientes tiveram perdas de campo visual generalizadas em ambas as avaliações. Foi observado que os três diâmetros do tumor e o volume total do tumor tiveram diferentes influências sobre a extensão da perda visual quando estudados os dados psicofísicos e do mfVECP. O diâmetro crânio-caudal máximo do tumor foi o melhor preditor das alterações encontradas na campimetria psicofísica, enquanto que para os resultados do mfVECP, todas as dimensões tumorais e o volume tumoral tiveram valor preditivo semelhante em relação ás perdas visuais. Conclusão: O tamanho dos tumores da região selar é um preditor das perdas visuais encontradas na campimetria visual psicofísica e eletrofisiológica. Esta relação tem potencial em auxiliar nas intervenções clínicas e em prevenir os danos visuais permanentes que podem ser causados ao paciente.

  • MARCIO GONCALVES CORREA
  • INVESTIGAÇÃO DOS EFEITOS BIOQUÍMICOS, PROTEÔMICOS E ESTRUTURAIS DA EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO CLORETO DE MERCÚRIO SOBRE A MEDULA ESPINHAL DE RATOS

  • Data: 17/10/2019
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  • O Cloreto de mercúrio (HgCl2) é um poluente amplamente encontrado no meio ambiente. Esta espécie de mercúrio é capaz de promover diversos prejuízos ao Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo danos no córtex motor, área relacionada ao planejamento e execução da atividade motora, no entanto, permanecem desconhecidos os efeitos do HgCl2 na medula espinhal, uma importante via de comunicação entre o SNC e a periferia. Administramos HgCl2 para ratos adultos, por 45 dias, via oral, a fim de investigarmos os efeitos na bioquímica oxidativa, no perfil proteômico e em estruturas da medula espinhal. Nossos resultados mostraram que a exposição a este metal promoveu aumento dos níveis de Hg no parênquima medular, prejuízo na bioquímica oxidativa, alteração em proteínas do sistema antioxidante, do metabolismo energético e na mielina; bem como causou desorganização na bainha de mielina e redução na densidade neuronal. Apesar da baixa dose, concluímos que a exposição prolongada ao HgCl2 provoca alterações bioquímicas e na expressão de diversas proteínas, culminando em danos na bainha de mielina e redução de neurônios na medula espinhal.

  • ALEXANDRE MAIA DE FARIAS
  • IMPACTO DO AMBIENTE ENRIQUECIDO EM MODELO DE ENCEFALITE AGUDA INDUZIDA PELO VÍRUS MARABÁ EM MURINO SENIL: ENSAIOS COMPORTAMENTAIS E NEUROPATOLÓGICOS.

  • Data: 11/10/2019
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  • A Amazônia é uma região que combina condições favoráveis para a propagação de arboviroses, o que aumenta sobremaneira o risco de encefalites, agravos ou desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e morte na população senil. A busca por recursos, técnicas, medicamentos que possibilitem a diminuição do risco de infecção viral na população é um dever da ciência e obrigação das políticas públicas. Alguns estudos têm demostrado que o ambientes enriquecido (AE) promove neuroproteção em modelos animais de encefalites, todavia, ainda são raros os estudos que investigaram as respostas neuroinflamatórias que o AE pode promover em animais senis em condições de encefalite viral. Testamos a hipótese de que o AE promoveria respostas neuroprotetoras em animais senis submetidos a uma encefalite viral. Para isso, dois grupos de camundongos foram criados em AE ou em ambiente padrão (AP) ao longo da vida. Ao completarem 21 meses de idade, foram inoculados por via intranasal com o vírus Marabá e depois processados para a realização de testes para quantificação de citocinas, imunohistoquímica para detecção dos antígenos virais, micróglias e astrócitos, além de testes para analisar a atividade exploratória e a capacidade de discriminação de odores dos animais. Os resultados demonstraram que o AE promoveu nos animais diminuição dos sinais clínicos de doença, bem como, menor quantidade de áreas encefálicas com a presença do antígeno viral, quando comparado aos animais infectados do AP. Além disso, nos animais do AE as micróglias apresentaram menor ativação nas diferentes regiões encefálicas, incluindo menor número de áreas encefálicas com a presença de células Iba-1 positivas com morfologia arredondada ou amebóide. Também foi observado que nos animais do AE a reação astrocitária estava presente em maior número de áreas encefálicas tanto 3dpi quanto 6dpi, quando comparado aos animais infectados do AP. Os resultados dos testes de detecção de citocinas revelaram que os animais infectados do AP 6dpi apresentaram maiores níveis de MCP-1 e o animais infectados do AE 6dpi apresentaram maiores produção de INF- γ, comparados a todos os grupos. Por fim, os testes comportamentais mostraram que os animais infectados do AE 6dpi apresentaram redução do comportamento exploratório, além de apresentarem menores déficits na discriminação de odores, quando comparado às alterações observadas nos animais do AP. Tomados em conjunto, os resultados mostraram que o AE promoveu neuroproteção frente às alterações neuropatológicas e comportamentais promovidos pela intensa encefalite induzida pelo Maraba vesiculovirus em animais senis.

  • AMANDA BRAGA BONA
  • ANÁLISE ANTITUMORAL DA MENADIONA EM CÂNCER GÁSTRICO PELA INIBIÇÃO DA EXPRESSÃO DO GENE CDC25B EM ENSAIOS IN VITRO E IN VIVO

  • Data: 04/10/2019
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  • O câncer gástrico é um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo e apresenta altas taxas de mortalidade e mau prognóstico, principalmente em países em desenvolvimento. A proteína MYC é um importante fator de transcrição responsável por regular a expressão de parte considerável do genoma humano. Ademais, a desregulação deste gene é um dos fenômenos mais comumente demonstrados na carcinogênese gástrica. É sabido que MYC regula positivamente a expressão de CDC25B, que, por sua vez, codifica uma fosfatase responsável pela progressão da divisão celular, induzindo a célula a entrar em mitose. A ativação constitutiva de CDC25B pode promover o crescimento e a proliferação celular de forma desordenada, e tem sido descrita em uma grande variedade de tumores, incluindo o câncer gástrico. À vista disto, inibidores específicos deste gene e/ou de seus transcritos, podem ser de grande valia no tratamento de tumores de estômago. A menadiona é uma forma sintética da vitamina K que age inibindo especificamente a família de fosfatases CDC25. Estudos recentes têm demonstrado que este composto é capaz de inibir a proliferação e induzir a apoptose em diferentes tipos de linhagens celulares tumorais. Para melhor compreender o mecanismo de ação da menadiona no câncer gástrico, avaliamos seus efeitos celulares e moleculares in vitro e in vivo, utilizando as linhagens tumorais gástricas AGP01, ACP02 e ACP03, e primatas não-humanos do novo mundo, Sapajus apella, que tiveram carcinogênese gástrica induzida por N-Metil-N-nitrosourea. Em nossos testes in vitro, a menadiona foi avaliada quanto a sua capacidade inibitória da expressão de CDC25B, por RT-qPCR e Western blot, e seu potencial para reduzir taxas de invasão, migração e proliferação, além da análise do ciclo celular por citometria de fluxo. Já nos nossos experimentos in vivo, além das análises de expressão gênica de CDC25B, por RT-qPCR e Western blot, acompanhamos as lesões pré-neoplásicas e a progressão tumoral nos animais por ultrassonografia, endoscopia, biópsias, análises histopatológicas e imunohistoquímica. Nossos testes demonstraram que a menadiona é capaz de inibir a expressão de CDC25B in vivo e in vitro. O composto foi capaz de reduzir as taxas de migração, invasão e proliferação, além de induzir a parada do ciclo celular nas linhagens celulares. Além disto, os testes em primatas mostraram que a menadiona tem potencial para impedir o desenvolvimento e a progressão tumoral, além de promover o encolhimento do tumor. Portanto, concluímos que o gene CDC25B provou ser um alvo atrativo para investigação e desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas em câncer gástrico, e sugerimos que a menadiona pode ser um importante aliado dos quimioterápicos no tratamento desta malignidade. 

  • ANA CAROLINE CUNHA MESSIAS
  • ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE CITOCINAS APÓS EXPOSIÇÃO CELULAR in vitro COM OS ANTÍGENOS ML2478 E ML0840 DO Mycobacterium leprae

  • Data: 26/09/2019
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  • O diagnóstico de casos de hanseníase oligossintomáticos pode possibilitar a realização de intervenções antes do aparecimento de incapacidades físicas. No entanto, devido o diagnóstico ainda ser essencialmente clínico e a evolução lenta da patologia, há dificuldade no reconhecimento desses casos, pois as lesões são discretas e com sutis alterações de sensibilidade. Na maioria das vezes os pacientes são diagnosticados quando já apresentam características clínicas evidentes e/ou também incapacidades físicas. Assim se faz necessário o desenvolvimento de ferramentas laboratoriais que auxiliem no diagnóstico precoce da doença. O ensaio de imunidade celular Whole Blood Assay (WBA) é uma técnica de baixo custo e de fácil execução que proporciona condições para a triagem de antígenos, sendo favorecido em áreas onde a hanseníase é endêmica, podendo facilitar a incorporação de um teste em locais com menor acesso aos laboratórios sofisticados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta imune celular após exposição in vitro de sangue periférico aos antígenos ML2478 e ML0840 do Mycobacterium leprae. Foram selecionados 87 indivíduos para a quantificação das citocinas Interferon-γ (IFN-γ), Interleucina (IL)-10, IL-17 e Fator de Transformação de Crescimento-β1 após exposição com os antígenos de interesse, específicos do M. leprae, pelo WBA durante 24 horas. No total foram avaliados 47 casos de hanseníase distribuídos em: 6 tuberculoide e 14 dimorfo-tuberculoide (DT), 13 dirmorfo-Virchowiano, 6 Virchowiano; e 8 escolares (ESC) diagnosticados com hanseníase durante estratégia de busca ativa do grupo (casos oligossintomáticos nas formas clínicas: 1 primariamente neural, 1 indeterminada, 6 DT). Os demais 47 indivíduos correspondem a 20 contatos, 13 ESC sadios e a 7 indivíduos com outras doenças dermatológicas. A análise das citocinas sugere que o balanço entre IFN-γ e IL-10 pode indicar indivíduos que estão progredindo ao polo Th2 e que IL-17 e TGF-β1 podem ser utilizadas para acompanhar indivíduos que apresentem resposta semelhante aos casos de hanseníase. A produção das citocinas IFN-γ, IL-10, IL-17 e TGF-β1 pelo estímulo com as proteínas ML2478 e ML0840 não diferiu entre os escolares casos e escolares sadios. E a citocina IL-17 demonstrou produção superior nos casos atendidos na URE em relação aos escolares caso e aos indivíduos dos grupos controles.

  • CLAUDIA XIMENA BOBADILLA CHAVEZ
  • PODE EXISTIR UMA DISFUNÇÃO DA SENSIBILIDADE EM PACIENTES COM DESORDENS DEPRESSIVAS?

  • Data: 13/09/2019
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  • A depressão é uma desordem mental que tornou-se importante no nosso dia a dia, sendo uma das doenças mais comuns por causar incapacidade no indivíduo. Está desordem pode se apresentar desde a adolescência ou fase adulta, bem como em idosos, onde existem relatos clínicos de possíveis variações do sistema somatossensorial e neurocognitivo. O objetivo do nosso estudo é avaliar a percepção da sensibilidade de pacientes depressivos e comparar com indivíduos sadios usando os testes de sensibilidade mecânica, térmica, tátil e dor. De modo que o estudo foi realizado em 25 pacientes diagnosticados com depressão (CID F.33) e 25 indivíduos sadios, no qual os indivíduos foram submetidos aos testes para sensibilidade mecânica, térmica, tátil e dor. Os resultados demonstraram que o limiar para a sensibilidade mecânica foi significativa ao usar o estesiômetro de 0,2g mostrando uma disfunção do nervo radial da mão direita em comparação com os participantes sadios (1, 36 ± 0,098 vs. 1, 08 ± 0,055); além disso, observamos uma disfunção do nervo fibular e nervo sural do pé esquerdo (0, 32 ± 0,478 vs. 0, 61 ± 0,495). Adicionado a isso, no SWM de 2g e 4g foi significativo para a disfunção sensorial do pé esquerdo comparando com indivíduos sadios (0, 25 ± 0,452 vs. 0, 58 ± 0, 50) e (0, 29 ± 0,470 vs. 0, 61 ± 0,496), respectivamente. Por outo lado, na sensibilidade tátil só foi significativa para a sensibilidade tátil no tecido médio com o comprometimento da sensibilidade em pacientes depressivos (36%) e indivíduos sadios (4%). No entanto, para os demais testes de sensibilidade térmica e dolorosa os resultados não foram significativos. Os dados sugerem que existe uma disfunção a nível periférico em membros superiores do nervo radial e em membros inferiores do nervo fibular, nervo tibial e nervo sural, os quais são ramificações do nervo ciático.

  • KATIA LAMARAO VIEIRA
  • Atividade neuroprotetora do treinamento físico moderado contra os danos morfofuncionais cerebelares causados pelo consumo de etanol de forma intensa e episódica (Binge drinking) em ratos.

  • Data: 11/09/2019
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  • O etanol (EtOH) é uma droga psicotrópica, depressora do sistema nervoso central (SNC), porém bastante incentivada e consumida pela sociedade brasileira, como também em grande parte do mundo, refletindo em um problema de saúde pública. Nas últimas décadas, adolescentes têm exercido uma prática bastante comum, que é o binge-drinking. O consumo nocivo do EtOH promove além de alteração biopsicossocial, o desequilíbrio homeostático que causa a neurodegeneração e perda de função com desordens motoras. Em contrapartida, a prática do treinamento físico moderado (TFm) tem sido recomendada para a manutenção da saúde física e mental, como também prevenção ou minimização do desenvolvimento de algumas doenças devido a atividade motora induzir mudanças plásticas e dinâmicas no SNC, de forma favorecer a neurogênense, sinaptogênese e a angiogênese, além de contribuir para a modulação sináptica. Tendo em vista os benefícios do TFm, foram investigados os efeitos neuroprotetores sobre os parâmetros motores, teciduais e bioquímicos no cerebelo de ratos expostos ao EtOH no padrão binge, da adolescência a fase adulta. Para isso, foram utilizados 40 ratos Wistar machos com 30 dias de vida, e divididos em quatro grupos, sendo o controle, com animais sedentários e tratados com H2O destilada; o treinado, composto por animais exercitados e tratados com H2O destilada; o EtOH, formado por animais sedentários e tratados com doses de 3 g/kg/dia de EtOH, 20% (p/v); e o Treinado + EtOH, com animais exercitados e tratados com doses de 3 g/kg/dia de EtOH, 20% (p/v). O protocolo de TFm foi realizado em uma esteira para roedores durante 5 dias, por 4 semanas e as doses do EtOH no padrão binge, foram administradas por gavagem intragástrica nas mesmas semanas do TFm. Após o término desse período, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de campo aberto e beam walking. Em seguida, eutanasiados para a coleta do cerebelo, avaliando a imunohistoquimica a partir dos os níveis da capacidade antioxidante equivalente ao trolox (TEAC), da glutationa reduzida (GSH), nitrito e peroxidação lipídica (LPO); como também, a morfologia das células de Purkinje (CsP), a fração de área imunomarcada por anti-sinaptofisina (SYP), e anti-proteína básica de mielina (MBP). De acordo com o resultado, o EtOH causou acentuado estresse oxidativo e danos motores, porém a execução do TFm realizado paralelamente ao tratamento com EtOH promoveu efeitos neuroprotetores no cerebelo dos ratos, entre eles, a modulação da bioquímica oxidativa pela restauração dos níveis de GSH, redução dos níveis de LPO e aumento do TEAC, como também, evitou perda neuronal, danos às vesículas sinápticas (SYP) e componentes mielínicos (MBP). Portanto, o TFm pode ser considerado como uma estratégia terapêutica significante para aquisição da homeostase redox, evitando assim o desequilíbrio oxidativo, como também, danos teciduais e funcionais no cerebelo de ratos tratados por EtOH no padrão binge.

  • ELINE MESQUITA MELO
  • ACOPLAMENTO DINÂMICO ENTRE OS SISTEMAS NERVOSO CENTRAL E AUTONÔMICO CARDÍACO EM PACIENTES COM EPILEPSIA REFRATÁRIA

  • Data: 06/09/2019
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  • O cérebro continuamente envia sinais para as vísceras por meio de sinais interoceptivos, com a finalidade de estabelecer a homeostase. O entendimento de como é processado esses sinais, como também a interação neurovisceral que o sustenta, podem ajudar a elucidar as influencias destes nos processos cognitivos e emocionais em condições normais e patológicos, como a epilepsia. A epilepsia é um distúrbio cerebral crônico caracterizado pela hiper sincronização de grupos neuronais. Cerca de 30% dos indivíduos com epilepsia são refratários ao tratamento farmacológico. Os mecanismos subjacentes à refratariedade ainda não são entendidos, mas existem hipóteses para explicar as possíveis causas. Segundo a hipótese da rede neural, a remodelação plástica de circuitos neurais induzida por crises epiléticas pode contribuir para a formação de redes neurais anormais que suprime o efeito inibitório do sistema antiepiléptico endógeno e também previne as Drogas Anti-Epilépticas de acessar seus alvos. Desta forma, as convulsões alteram a dinâmica das redes neurais corticais. Porém, essas alterações não se restringem ao Sistema Nervoso Central, também alteram a atividade do Sistema Nervoso Autônomo e comprometem a função cardíaca. O objetivo do presente trabalho foi verificar a interação entre o córtex cerebral e o sistema autônomo cardíaco através da avaliação espectral e temporal da correlação da atividade eletrofisiológica em indivíduos com epilepsia refratária e um grupo controle. As medidas utilizadas foram a potência média do sinal elétrico cortical em faixas espectrais distintas do Eletroencefalograma, a Variabilidade da Frequência Cardíaca (caracterizada pelos parâmetros RMSSD, SD1, SDNN), e o Potencial cortical evocado cardíaco (PEC). Os resultados mostraram que ocorre uma correlação significativa (p<0,05) entre a potência média de delta e RMSSD, SD1 nas regiões: frontal, central, temporal e occipital. A potência média Teta apresentou correlação significativa com SDNN em todas as regiões nos pacientes com epilepsia. A análise do PEC indicou diferenças (p=0,05) na latência em janelas de tempo distintas entre os grupos nos canais: Fpz, Fz, F8, F4, F3, Cz, C3, Pz, P4, T3, T4, T6 e O1. Nossos resultados indicam um acoplamento dinâmico diferenciado entre a atividade cortical e cardíaca em pacientes com epilepsia refratária.

  • ANA CAROLINA ALVES DE OLIVEIRA
  • ADMINISTRAÇÃO DE CHUMBO POR LONGO TEMPO E EFEITOS SOBRE O HIPOCAMPO DE RATOS WISTAR: AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL, TECIDUAL, PROTEÔMICA E BIOQUÍMICA

  • Data: 19/08/2019
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  • Este estudo buscou avaliar os efeitos da administração sistêmica de chumbo por longo tempo (desde adolescência à idade adulta) sobre o hipocampo de ratos, buscando possíveis alterações na homeostase da bioquímica oxidativa sistêmica e hipocampal, perfil proteômico e densidade neuronal hipocampal e parâmetros de memória e aprendizagem relacionados a essa região. Foram utilizados 50 ratos Wistar machos, com 35 dias de vida divididos em dois grupos: controle (n=25, tratados com água destilada) e chumbo (n=25 tratados com 50mg/kg de acetato de chumbo), ambos via gavagem orogástrica. A exposição perdurou até o 90º dia de vida dos ratos. Ao fim do período de exposição, os animais foram submetidos a testes comportamentais (reconhecimento de objetos e esquiva inibitória) para avaliação de aspectos mnemônicos. Na sequência, os animais foram eutanasiados e o sangue periférico e hipocampo coletados para a avaliação da bioquímica oxidativa pelos parâmetros de capacidade antioxidante total (TEAC), níveis de glutationa (GSH) e peroxidação lipídica (TBARS). Parte do hipocampo foi destinado à dosagem de chumbo e extração de proteínas para avaliação do perfil proteômico. Outros animais foram perfundidos e o hipocampo processado para imunoistoquímica com o anticorpo anti-NeuN e avaliado quanto à densidade neuronal. Nesse modelo de exposição ao chumbo em ratos, evidenciamos aumento dos níveis de chumbo no hipocampo, associado a prejuízos funcionais, com déficits de memória de curto e longo prazo. O balanço bioquímico também foi afetado, sendo evidenciado no sangue estresse oxidativo com maiores níveis de TBARS e redução dos níveis de TEAC e GSH, e no hipocampo, aumento dos níveis de TBARS e GSH. O perfil do proteoma hipocampal identificou alteração principalmente nas proteínas envolvidas na modulação da transmissão sináptica, regulação da sinalização trans-sináptica e regulação da exocitose. A avaliação imunoistoquímica com anti-NeuN permitiu a identificação de redução na densidade neuronal no grupo exposto, quando comparado aos animais controles em todas regiões hipocampais avaliadas. Mostramos pela primeira vez que a exposição por longo prazo ao chumbo é capaz de promover estresse oxidativo no sangue, associado a aumento dos níveis de chumbo, modulação da homeostase oxidativa e alteração do perfil proteômico no hipocampo, com maior repercussão em proteínas de comunicação sináptica, repercutindo em morte neuronal e prejuízo em funções cognitivas.

  • CAMILA MENDES DE LIMA
  • ALTERAÇÃO DIFERENCIAL NOS ASTRÓCITOS RADIAIS DO HIPOCAMPO E NEUROGÊNESE EM AVES MARINHAS COM ROTAS MIGRATÓRIAS CONTRASTANTES

  • Data: 17/08/2019
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  • Pouco se sabe sobre as influências ambientais nas células radiais α semelhantes à glia (astrócitos radiais) e sua relação com a neurogênese. Como a glia radial participa da neurogênese e da astrogênese em adultos, iremos investigar essa questão em duas aves marinhas migratórias que completam sua migração outonal usando rotas migratórias contrastantes. Antes de seus voos para a América do Sul, as aves fazem escala na Baía de Fundy, no Canadá, e a partir daí o maçarico semipalmado (Calidris pusilla) atravessa o Oceano Atlântico em um voo sem escalas de 5 dias, enquanto a tarambola semipalmada (Charadrius semipalmatus) voa principalmente sobre o continente, com escalas para descanso e alimentação. Usando análise hierárquica de cluster e discriminante de características morfométricas para classificar células reconstruídas tridimensionalmente, encontramos dois morfotipos diferentes de glia radial designados Tipo I e Tipo II. Estas células foram afetadas diferencialmente pelo processo migratório com alterações morfológicas mais intensas no morfotipo Tipo I do que no Tipo II em ambas as espécies. Nós também comparamos o número de neurônios marcados com duplacortina (DCX) com características morfométricas de células semelhantes às glias radiais α na região V do hipocampo do C. pusilla e C. semipalmatus antes e depois da migração no outono. Descobrimos que, em comparação com as aves migratórias, a superfície do convex hull dos astrócitos radiais nas aves invernais aumentou significativamente em C. semipalmatus e C. pusilla e isso parece correlacionado com um aumento do número total de neurônios jovens imunomarcados para DCX em aves invernantes. Apesar das diferenças filogenéticas a diminuição da complexidade morfológica dos astrócitos radiais no maçarico semipalmado e seu aumento na tarambola semipalmada, uma espécie que provavelmente depende mais da informação visuoespacial para a navegação, pode ter implicações funcionais importantes. O voo migratório da tarambola semipalmada, com paradas para alimentação e repouso, versus o voo sem parada do maçarico semipalmado, parece afetar diferencialmente a morfologia e a neurogênese dos astrócitos radiais.

  • MARTHA DE SOUZA FRANÇA
  • RUPTURA DO TENDÃO CALCÂNEO INDUZ ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS E HISTOLÓGICAS NA MEDULA ESPINHAL DE CAMUNDONGOS

  • Data: 08/07/2019
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  • A fisiopatologia dos tendões envolve liberação de mediadores neurais que desempenham papel ativo na regulação da dor, inflamação e homeostase do tendão. Novos direcionamentos têm apontado que a lesão não se restringe às alterações estruturais do tecido, mas envolve uma possível participação do Sistema Nervoso Central (SNC) na sua regulação. Nesse contexto, ainda é desconhecido se a lesão tendínea afeta o SNC e, desse modo, o presente estudo tem por objetivo investigar as possíveis alterações histológicas e bioquímicas na medula espinhal (L5) provocada pela ruptura total do tendão calcâneo em modelo experimental de murinos. Para isso, os animais foram submetidos à tenotomia do tendão calcâneo, divididos em três grupos experimentais (n=57): 1) Controle; 2) Ruptura e 3) Ruptura+Sutura. Foi avaliado o número de células totais da substância cinzenta da medula espinhal no segmento vertebral L5 por marcação com DAPI. A reatividade glial foi avaliada por imuno-histoquímica para microglia (IBA-1) e astrócitos (GFAP) em 7, 14 e 21 dias após ruptura do tendão. A participação do sistema nitrérgico foi investigada pela quantificação dos níveis teciduais de nitrito na intumescência lombar em 7, 14 e 21 dias pós-lesão e, pela imunomarcação de iNOS (NOS2) em L5. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste ANOVA-1via e pós teste tukey, considerando significativo p<0,05. Os resultados foram expressos em média ± DP. A análise da quantidade de células demonstrou que o grupo Ruptura apresentou número menor de células em 7 (1408,33±58,59; p<0,05), 14 (1402,7±72,7; p<0,05) e 21 (1374,5±74,2; p<0,01) dias pós-lesão em relação ao grupo controle (1668±52,3) e em relação ao grupo Ruptura+Sutura nos dias 7 (1655±66,5; p<0,05), 14 (1639±48,5; p<0,05) e 21 (1668,3±14,1; p<0,01). O grupo com sutura não diferiu do grupo controle. Os resultados da reatividade glial mostraram que em 14 dias pós lesão as microglias se encontravam ativadas em L5 e que os astrócitos estavam ativados em 7, 14 e 21 dias pós lesão. A quantificação de nitrito mostrou maiores níveis de nitrito do grupo Ruptura em 7 (0,0004±10,8x10-5, p< 0,01) e 14 dias (0,0006±1.06 x10-5, p< 0,01) pós lesão em relação ao grupo controle (0,0002±3.45x10-5). A imunomarcação para iNOS foi identificada em 14 dias pós lesão no grupo Ruptura. Nossos resultados demostraram que a ruptura do tendão calcâneo induz alterações na medula espinhal quanto ao número de células totais, ativação de células gliais e participação do sistema nitrérgico em modelo experimental de murinos. Desta forma, aponta para possíveis eventos degenerativos, oxidativos, inflamatórios e de plasticidade neural na medula espinhal decorrente da lesão do tendão calcâneo destacando a participação do SNC no processo de reparo desta lesão.

  • DANILO DO ROSÁRIO PINHEIRO
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE TUMORES MAMÁRIOS CANINOS: IDENTIFICAÇÃO DE MARCADORES DE DIAGNÓSTICO, PROGNÓSTICO E DE SUSCEPTIBILIDADE

  • Data: 04/07/2019
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  • Em fêmeas caninas, os tumores de mama são os mais frequentemente diagnosticados, especialmente em animais não castrados. São altamente agressivos, de etiologia multifatorial e heterogêneos, com diferentes características histopatológicas, moleculares e clínicas, resultando em diferentes prognósticos e resposta ao tratamento. Apesar de ser considerado um modelo para a carcinogênese mamária humana, pouco ainda se sabe sobre estes tumores em caninos, sendo estes diagnosticados geralmente em estágio avançado e tendo a cirurgia de ressecção tumoral como terapia ouro para a espécie. Assim, o trabalho teve como objetivos identificar os diferentes subtipos de tumores mamários de cadelas, bem como potenciais marcadores de diagnóstico, prognóstico e de susceptibilidade. Para tanto, amostras caninas de tecido neoplásico e não-neoplásico de mama foram coletadas no Hospital Veterinário da UFRA (HOVET). A identificação dos subtipos moleculares em Luminal-A e -B, HER-2+ e Triplo Negativo foi realizada por imunohistoquímica. Além disso, a identificação de marcadores diagnósticos e prognósticos, foi realizada a quantificação da expressão gênica dos genes CCNA2, CCNB2, TTK, CHEK2, TP53, MDM2, PCGF1, PCGF2 e TGF1 por PCR em tempo real utilizando o sistema TaqMan. A identificação de marcadores de susceptibilidade foi realizada na plataforma de array SNP Affymetrix 700k (Affymetrix Inc.) seguindo os protocolos do fabricante. A correlação entre os resultados obtidos foi realizada por análise estatística, sendo que resultados com p<0,05 foram considerados significativos. As análises de imuno-histoquímica mostraram a presença de todos os quatro subtipos moleculares previamente descritos para caninos, com prevalência maior dos subtipos positivos para receptores de estrogênio e progesterona (Luminal-A e Luminal-B) e de amostras com Ki67 acima de 10%, sugerindo que, apesar da maioria das amostras serem responsivas ao tratamento com antiestrogênicos, são majoritariamente mais agressivas, com alto índice de proliferação celular. Com exceção de TGF1 e PCGF2, todos os outros genes apresentaram valor diagnóstico para o câncer de mama canino. Em relação ao uso como prognóstico, foi observada a correlação entre a expressão de CCNA2 e subtipos Luminal-A e -B, de TTK com Triplo Negativo, de PCGF1 com sobrevida e MDM2 com a presença de pseudociese. Quando comparadas as amostras tumorais em relação às amostras controle (sem histórico de tumor), foram identificados diversos SNPs em sete genes codificadores de proteína, sendo estes potenciais marcadores de susceptibilidade ao câncer de mama em cães. Os resultados obtidos possuem potencial aplicabilidade na rotina veterinária, permitindo uma identificação precoce do tumor, bem como direcionando o tratamento do animal.

  • RAMON EVERTON FERREIRA DE ARAUJO
  • ANÁLISE CITOGENÉTICA EM MORCEGOS DA FAMÍLIA EMBALLONURIDAE (CHIROPTERA) DA AMAZÔNIA BRASILEIRA ATRAVÉS DE CITOGENÉTICA CLÁSSICA E MOLECULAR

  • Data: 04/07/2019
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  • Emballonuridae é considerada por estudos morfológicos e moleculares como uma das mais ancestrais famílias de morcegos existentes, São raros os trabalhos citogenéticos neste grupo e quase inexistentes as informações para morcegos provenientes do Brasil. Analisamos seis espécies de Emballonurideos provenientes da Amazônia brasileira, Saccopteryx canescens, Saccopteryx gymnura, Saccopteryx bilineata, Saccopteryx leptura e Cormura brevirostris, por citogenética clássica e por Hibridização in situ Fluorescente com sondas de DNA ribossomal, telomérico e sondas de cromossomos totais de Myotis myotis. Os cariótipos analisados são similares aos dados presentes na literatura, indicando que, mesmo geograficamente distantes, não ocorrem variações intraespecíficas. Os bandeamentos clássicos concordam com dados da literatura. A espécie Saccopteryx gymnura teve seu cariótipo descrito pela primeira vez. As sondas de DNA ribossomal 18S e sondas de telômeros humanos identificaram com precisão as regiões organizadoras de nucléolos e as regiões teloméricas. A pintura cromossômica com sondas de Myotis myotis evidenciou várias sintenias cromossômicas entre Emballonuridae e Vespertilionidae. A diferença entre os cariótipos de SBI e SLE é de apenas umafissão/fusão, onde o cromossomo 12 em SBI se apresenta como um metacêntrico que corresponde a dois cromossomos acrocêntricos em SLE, os pares 12 e 13. Entre SCA e SGY os cromossomos de 4, 6, 7, 8, 9, 10 e 11 são conservados e o par 5 possui uma inversão pericêntrica no braço curto em SGY. Os pares 1, 2 e 3 evidenciam translocações Robertsonianas entre os braços cromossômicos de SGY e SCA. Por pintura cromossômica conseguimos identificar segmentos cromossômicos em Cormura brevirostris que estão envolvidos nos múltiplos rearranjos da estrutura multivalente presente nessa espécie. Identificamos fusões/fissões, translocações Robertsonianas, fusões in tandem, inversões pericêntricas e paracêntricas que estão envolvidas no mecanismo de evolução cariotípica dos Emballonuridae estudados.

  • ISABELLE CHRISTINE VIEIRA DA SILVA MARTINS
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM AÇAÍ CLARIFICADO (Euterpe oleracea Mart.) SOBRE MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE

  • Data: 19/06/2019
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  • Pacientes com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise (HD) apresentam um quadro caracterizado pela redução das enzimas antioxidantes e aumento da produção de radicais livres, que apresentam forte associação com complicações cardiovasculares. Assim, várias estratégias terapêuticas têm sido usadas para reduzir o excesso do estresse oxidativo nesses pacientes. Nesse sentido pesquisas com o fruto amazônico Euterpe oleracea, conhecido como açaí, tem mostrado que a suplementação desse fruto produz efeito protetor contra o estresse oxidativo na doença cardiovascular, câncer e envelhecimento, visto que é rico em compostos fenólicos que são potentes antioxidantes. Contudo, não existem estudos que tenham avaliado o efeito do açaí no estresse oxidativo em pacientes renais crônicos em hemodiálise. Assim, o objetivo desse estudo piloto foi avaliar os efeitos da suplementação de açaí clarificado em marcadores de estresse oxidativo em pacientes em hemodiálise, em comparação com o grupo sem suplementação. Oito pacientes em hemodiálise (55,5 ± 4,9 anos) foram randomizados e receberam 20 mL de açaí liofilizado e clarificado, três vezes por semana durante 8 semanas e foram comparados com dez pacientes em hemodiálise sem suplementação (56,1 ± 3,4 anos). Os marcadores plasmáticos de estresse oxidativo – malondialdeído (MDA), nitritos, glutationa total (GSH total), atividade da catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx) – foram avaliados antes e pós suplementação. A análise estatística foi realizada usando o Stata 14, com α=5%, com significância p<0,05 considerada como estatisticamente significante. Os níveis plasmáticos de MDA foram reduzidos após suplementação com açaí de 80,2 ± 9,5 para 66,1 ± 14.5 pg/mL (p= 0,043). Esse estudo piloto indica que o consumo de açaí, um alimento popular no Norte do Brasil pode ser uma estratégia nutricional alternativa na redução dos marcadores de estresse oxidativo em pacientes em hemodiálise.

  • ANDERSON VALENTE AMARAL
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL NEUROPROTETOR DO BETA-CARIOFILENO EM MODELO MURINO DE DOENÇA DE PARKINSON INDUZIDO POR 6-HIDROXIDOPAMINA

  • Data: 17/06/2019
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  • A doença de Parkinson (DP) é tradicionalmente classificada como uma desordem motora caracterizada por tremor em repouso, rigidez muscular, instabilidade postural e bradicinesia. Tais sintomas ocorrem e função da perda progressiva de neurônios dopaminérgicos presentes na substância negra pars compacta (SNpc) e consequente diminuição de dopamina no estriado (STR). A busca por alternativas terapêuticas que possam interromper ou retardar o curso temporal de neurodegeneração na DP é essencial para promover uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Assim, investigamos se o beta-cariofileno (BCP) possui efeitos neuroprotetores em modelo murino de DP induzido por 6-hidroxidopamina (6-OHDA). Para tal, realizamos testes comportamentais como teste de rotações induzidas por apomorfina e teste de exploração em campo aberto, mensuramos a densidade óptica de fibras estriatais, quantificamos neurônios e micróglias na SNpc por estereologia e avaliamos a capacidade antioxidante total do STR e mesencéfalo. Nossas evidências demonstram que o BCP: reduziu o grau de neurodegeneração induzido por 6-OHDA, melhorou o desempenho motor, protegeu fibras estriatais e neurônios dopaminérgicos, além de diminuir a ativação microglial na SNpc. Entretanto, não alterou a capacidade antioxidante total no STR e mesencéfalo. Dessa forma, o BCP demonstrou um potencial efeito neuroprotetor no modelo de DP induzido por 6-OHDA, que merece ser melhor caracterizado para futuras aplicações translacionais.

  • BRUNA PUTY SILVA GOMES
  • ANÁLISE DO EFEITO TÓXICO E ALTERAÇÕES TRANSCRIPTOMICAS DE CÉLULAS NEURONAIS E GLIAIS APÓS EXPOSIÇÃO AO FLUORETO

  • Data: 23/05/2019
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  • Apesar de ser amplamente utilizado na Odontologia para o controle da cárie dentária, quando ingerido em grandes quantidades o fluoreto pode causar efeitos colaterais, dos quais o mais conhecido é a fluorose dentária. Além disso, estudos também sugerem que mesmo em baixas concentrações o flúor pode originar quadros de toxicidade, levando a prejuízos no SNC. A toxicogenômica funcional, que fornece análises de perfis gênicos após exposição a contaminantes tem sido utilizada como ferramenta para a identificação de biomarcadores da intoxicação, bem como para a identificação de vias de sinalização que possam ser utilizadas para o tratamento e/ou prevenção dos danos ocasionados pela toxicidade de determinados compostos. Sabendo-se que os mecanismos moleculares da toxcidade do flúor no SNC ainda permanecem desconhecidos, a análise da exposição prolongada a fluoretos sobre o perfil gênico de poupulações de células do SNC se faz necessário. Nessa tese nós buscamos avaliar os efeitos da exposição a concentrações comumente encontradas no plasma sanguineo da população que ingere agua fluoretada nas principais células do SNC. Para isso, nós utilizados células humanas da linhagem IMR-32 (neurônio) e U87 (glia) e avaliamos parametros de viabilidade e morfologia celular, metabolismo, produção de ATP, estresse oxidativo, fragmentação do DNA e perfil global de expressão gênica após 10 dias de exposição. Nossos resultados demonstraram que o fluoreto não induz alterações fisologicas nas células IMR-32. Por outro lado, induz morte celular por necrose, aumento do metabolismo, diminuição no ATP e GSH/GSSG e fragementação do DNA nas células U87. O perfil de expressão gênica das células U87 foi diferencialmente alterado após exposição ao fluoreto, com diminuição de 1735 genes e aumento na expressão de 1047 genes após exposição a 0.095µg/mL e a diminuição da expressão de 1863 genes e aumento da expressão de 1023 após exposição a 0.22µg/mL. Nossos dados tambem sugerem uma significativa alteração na via TNF-alfa via NFK-B e em processos mitocondriais. Também evidenciamos genes com significativa importância biologia (genes hub) como os genes PTGES3, EP300, CYP1B1, RPS27A. Dessa forma, nossos dados sugerem que as células da glia são afetadas pela exposição ao flúor, sugerindo que a mitocôndria desempenha um importante papel no mecanismo toxicológico do flúor.

  • DANNILO ROBERTO FERREIRA DA SILVA
  • EFEITOS DA EXPOSIÇÃO AO ACETATO DE CHUMBO A LONGO PRAZO SOBRE A MEDULA ESPINHAL DE RATOS: INVESTIGAÇÃO DE ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS E HISTOLÓGICAS

  • Data: 12/04/2019
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  • O chumbo (Pb) é um metal naturalmente encontrado na crosta terrestre, é um dos mais utilizados no setor industrial e apresenta um grande potencial tóxico. A exposição humana ao Pb ocorre, principalmente, através do sistema gastrointestinal e respiratório. Uma vez na corrente sanguínea, o Pb é capaz de se difundir pelo corpo, depositando-se em diversos órgãos e tecidos. O sistema nervoso central (SNC) é considerado como um dos sistemas mais sensíveis a exposição ao Pb. Mesmo com diversos estudos a respeito de danos provocados por exposições ao Pb, existe uma lacuna na literatura a respeito dos efeitos toxicológicos do Pb sobre a medula espinhal. Desta forma, o objetivo deste estudo foi investigar os possíveis efeitos bioquímicos e teciduais induzidos pela exposição a longo prazo ao acetato de Pb sobre a medula espinhal de ratos. Como metodologia, realizamos exposição a longo prazo ao acetato de Pb (dose de 50 mg/Kg diárias durante 55 dias) em 36 ratos albinos da espécie Rattus norvegicus, linhagem Wistar (18 animais controle e 18 animais expostos), machos, com massa corpórea entre 120 e 150 g e com 30 dias de vida. Após a finalização do período de exposição, os animais foram eutanasiados para coleta da medula espinhal para mensuração dos níveis de Pb através de espectrometria de absorção atômica e análises da bioquímica oxidativa de parâmetros pró-oxidantes, como níveis de malondialdeído, para caracterização da peroxidação lipídica (LPO), níveis de nitritos (metabólito do óxido nítrico) e a atividade antioxidante contra radicais peroxil (ACAP). Outros animais foram perfundidos e suas medulas espinhais destinadas ao processamento histológico para análises morfológicas através de morfometria das regiões de substância branca e cinzenta, com coloração em hematoxilina e eosina e subsequente mensuração da densidade de motoneurônios, bem como, imunohistoquímica para quantificação de neurônios maduros e reatividade da proteína básica de mielina na bainha de mielina. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, em seguida aplicados ao Teste-t de Student e teste Mann Whitney de acordo com cada análise, com nível de significância p<0,05 para todos. Nossos resultados demonstram aumento significativo dos níveis de Pb na medula espinhal de ratos expostos quando comparados aos animais controle, com redução da atividade Antioxidante contra Radicais Peroxil, entretanto sem alterações em parâmetros pró-oxidantes. Além disso, houve a diminuição no número de neurônios motores na região do corno anterior (cervical, torácico e lombar), bem como a redução da densidade neurônio maduros e diminuição da imunomarcação para bainha de mielina nos segmentos torácico e lombar. Concluímos que o a exposição ao acetato de Pb a longo prazo promoveu a diminuição de neurônios totais no corno anterior, bem como a redução da bainha de mielina na substancia branca, com redução da capacidade antioxidante. Nossos resultados sugerem que o dano tecidual promovido pela exposição ao acetato de chumbo pode ser decorrente de outros mecanismos que não apenas o estresse oxidativo.

  • MELQUIZEDEC LUIZ SILVA PINHEIRO
  • CITOGENÉTICA EVOLUTIVA EM TRÊS ESPÉCIES DE AVES SUBOCINES DA ORDEM CHARADRIIFORMES

  • Data: 12/04/2019
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  • Os Charadriiformes representam uma das maiores ordens de Aves, com 19 famílias e em torno de 370 espécies. Esta ordem está dividida em 3 grandes subordens monofiléticas: Charadrii, Scolapaci e Lari. Apenas três trabalhos utilizando citogenética molecular foram realizados na Ordem Charadriiformes até o momento, indicando a necessidade de muitos estudos a fim de entender a evolução cariotípica destas famílias. Dados da literatura demonstram que, utilizando sondas de GGA, foi identificada uma fusão de GGA 7 e GGA 8 em Vanellus chilensis, aparentemente uma característica comum na subordem Charadrii. Nesta dissertação foram analisas Charadrius collaris (CCO), Vanellus chilensis (VCH) e Actitis macularius (AMA), pertencentes à família Charadriidae e Scolopacidae, por citogenética clássica e molecular com utilização de sondas de cromossomo total de Burhinus oedicnemus (BOE) a fim de detectar possíveis rearranjos cromossômicos. A Zoo-FISH mostrou um alto grau de conservação nos sete primeiros pares de CCO e VCH. Pode-se afirmar que algumas inversões pericêntricas tenham ocorrido em CCO3, CCO6 e CCO8 e muitas sondas de autossomos hibridizaram no braço longo do cromossomo W de CCO devido a sequencias repetitivas. O estudo sugere que a fusão de dois pares pequenos em CCO e VCH para formar um par metacêntrico de BOE (BOE 8), pode ser uma característica comum a espécies com um número diploide baixo na subordem Charadrii e Lari, e, portanto, um caráter derivado. Também foi analisada pela primeira vez uma Ave da família Scolapacidade por citogenética clássica e molecular (Zoo-FISH). O cariótipo de Actitis macularius (AMA) apresenta 2n alto (92), comum aos Scolapacidae e maior que o cariótipo de PAK, sugerindo haver rearranjos específicos do tipo fissão para a Subordem Scolapacii, levando a macrocromossomos de tamanho médio a pequeno. A Zoo-FISH utilizando sondas BOE detectou em AMA fissões em todos os 14 pares, assim como no restante de microcromossomos. Foram observadas inversões para os pares AMA1-4 e AMA 11-14. Ao contrário do que se observou no cromossomo W de outras espécies analisadas da família, de morfologia metacêntrica e submetacêntrica, em Actitis macularius este cromossomo é acrocêntrico, sugerindo que tenha ocorrido eventos de inversão para essa ave.

  • JESSICA COSTA TEIXEIRA
  • AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO FUNCIONAL APÓS DEGRADAÇÃO DA CICATRIZ GLIAL EM MODELO DE ISQUEMIA FOCAL DO TRATO CORTICOESPINHAL

  • Data: 01/04/2019
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  • Chamamos de lesão da medula espinhal (LME) toda injúria às estruturas contidas dentro do canal central coluna vertebral (medula espinhal, cone medular e cauda equina) e pode provocar alterações motoras, sensoriais e autonômicas. Estas alterações manifestam-se principalmente como paralisia ou paresia dos membros, alteração de tônus muscular, alteração dos reflexos superficiais e profundos, alteração ou perda das diferentes sensibilidades somatossensorial (tátil, dolorosa, de pressão, vibratória e proprioceptiva), perda de controle esfincteriano, disfunção sexual e alterações autonômicas como vasoplegia, alteração de sudorese, controle de temperatura corporal entre outras. Entretanto, apesar da importância clínica e socioeconômica, a lesão de medula espinhal ainda carece de estratégias terapêuticas que sejam eficientes em promover melhoras nas funções perdias após lesão. Algumas terapias experimentais vêm sendo testadas, como terapia com células-tronco, terapia de reabilitação física e inibição de matriz extracelular. Entretanto, poucos estudos associaram estas diferentes estratégias terapêuticas. O objetivo do presente projeto é investigar os efeitos regenerativos e funcionais do tratamento de degradação local dos proteoglicanos sulfato de condroitina da cicatriz glial após lesão da medula espinhal utilizando um modelo experimental desenvolvido pela equipe do Laboratório de Neuroplasticidade que provoca isquemia focal na substância branca dorsal, especificamente no trato corticoespinhal que permite descrever qualitativa e quantitativamente o padrão de resposta inflamatória celular, em diferentes janelas temporais, e investigar os efeitos regenerativos e funcionais da remoção de moléculas inibitórias da cicatriz glial formada na área de lesão e, com isso, correlacionar os achados histopatológicos com o desempenho funcional do membro afetado pela LME em testes sensoriomotores.

  • RAFAEL OLIVEIRA DA SILVA
  • O TEMPO DE CATIVEIRO E O ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL
    AFETAM A NEUROGÊNESE HIPOCAMPAL DE
    BROW-HEADED COWBIRDS (Molothrus ater) FÊMEAS

  • Data: 30/03/2019
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  • Pássaros parasitas de ninho (Brown-headed cowbirds - Molothrus ater) nos
    fornecem um bom modelo de investigação das habilidades cognitivas, pois são
    aves parasitas obrigatórios, em que somente fêmeas procuram por ninhos
    ideais e por isso apresentam volume hipocampal maior que machos, bem
    como, maiores taxas de neurogênese hipocampal. Também é descrito que o
    cativeiro diminui as taxas de neurogênese e volume hipocampal. Para a
    verificação das taxas de neurogênese vários estudos utilizam marcadores
    endógenos e um deles é a duplacortina, um marcador de neurônios novos.
    Assim, nós testamos a hipótese de como as condições ambientais (enriquecida
    e padrão) e tempo de cativeiro (20 dias e 24 meses) afetam a neurogênese
    hipocampal de Molothrus ater. Nós quantificamos por método estereológico, o
    número e o volume do soma de neurônios hipocampais imunomarcados por
    duplacortina (DCX) de 21 aves Cowbirds fêmeas. Também verificamos o
    volume hipocampal e telencefálico de secções imunomarcadas por Neu-N e
    avaliamos o recrutamento neuronal do hipocampo rostro-caudal. Nossos
    resultados revelaram que o enriquecimento ambiental aumentou a
    neurogênese no V hipocampal e região triangular de aves cativas por um curto
    tempo de cativeiro (20 dias) e que a taxa de recrutamento neuronal se dá na
    porção caudal do hipocampo. O volume telencefálico diminuiu nas aves que
    foram mantidas por um longo tempo de cativeiro, sendo que o volume
    hipocampal não sofreu alterações e o volume somático foi afetado pelo longo
    tempo de cativeiro. Nossos resultados sugerem que o tempo de cativeiro
    influencia a neurogênese hipocampal e que há ativação de diferentes subregiões
    do hipocampo, principalmente a porção caudal.
     



  • SILVIA CAROLINNE PEREIRA RIBEIRO
  • TENDÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICAS EM PARTOS PREMATUROS MODERADOS A TARDIOS NA REGIÃO NORTE DO BRASIL

  • Data: 29/03/2019
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  • O nascimento prematuro caracteriza-se como aquele que ocorre antes das 37 semanas de gestação ou menos de 259 dias desde o primeiro dia da última menstruação. O Brasil está entre os 10 países com a maior taxa de nascimentos prematuros, em que aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo. A região norte do país, por sua vez, tem uma das maiores taxas de nascimentos prematuros do país. A prematuridade é um problema de saúde pública que pode acarretar problemas em todos os sistemas, bem como transtorno sensoriais e cognitivos. O objetivo deste trabalho foi analisar as tendências epidemiológicas em partos prematuros moderados a tardios na Região Norte do Brasil. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais de nascimentos registrados no Sistema de Informação de Nascimento Vivo (SINASC) para residentes da Região Norte do Brasil entre 2011 e 2016. Um total de 3.549.525 de nascimentos foi analisado, dos quais 433.907 (12,22%) foram prematuros, sendo utilizado o modelo de regressão polinomial para análise de tendências de nascimentos prematuros: <37 (y = -9.6 + 36.19x – 21.43x² + 6.01x³ - 0.81x4 +0.04x5); 32 a <37 (y = -9.5 + 34.18x – 20.81x² + 6.01x³ - 0.83x4 +0.04x5). A análise de tendências revelou aumento de 36,19% de nascimentos prematuros ao ano (r² = 1, p = <0,05) e a prematuridade moderada a tardia, de 32 a <37 semanas, cresceu 34,18% (r² = 1; p <0,05). Observou-se que houve crescimento da tendência da prematuridade na região norte do Brasil, principalmente da prematuridade moderada a tardia (de 32 a <37 semanas), fazendo-se necessária maior atenção para a prevenção dos mesmos, tendo em vista que a prematuridade é a maior causa de mortalidade no primeiro mês de vida e acrescentam custos consideráveis aos cofres públicos.

  • ANGELITA SILVA DE MIRANDA CORRÊA
  • O IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DO TESTE NAT-HBV NA FUNDAÇÃO CENTRO DE HEMOTERAPIA E HEMATOLOGIA DO ESTADO DO PARÁ (HEMOPA), REGIÃO NORTE DO BRASIL

  • Data: 21/03/2019
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  • O teste de ácidos nucléicos (NAT) para detecção de vírus durante a triagem de sangue ajudou a prevenir infecções transmitidas por transfusão em todo o mundo. No norte do Brasil, o NAT foi implementado em 2012 para os vírus HIV e HCV e, em janeiro de 2015, a triagem para HBV foi incluída e atualmente usada concomitantemente com testes sorológicos (HBsAg e anti-HBc). Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência e a incidência de infecção pelo HBV entre doadores voluntários de sangue em dez hemocentros regionais da Fundação HEMOPA no estado do Pará e comparar o risco residual da infecção pelo HBV transmitida por transfusão antes e após a implementação do HBV-NAT no Brasil. A prevalência restrita a doadores de primeira vez (FT) e a incidência restrita a doadores de repetição (RP) do HBV foram calculadas com base nas taxas de amostras positivas confirmadas. O risco residual foi baseado na incidência e no modelo WP descritos por Schreiber e coautores. A regressão logística e de Poisson foram utilizadas na análise estatística pelo SPSS v20.0. Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo. A prevalência do HBV nos períodos antes e após a implantação do HBV-NAT foi de 247 e 251 por 100.000 doações, respectivamente. As taxas de soroconversão foram 114 e 122 por 100.000 doações nos dois períodos, respectivamente. O risco residual (RR) para HBV diminuiu significativamente no período posterior à implementação do HBV-NAT, com redução de 1: 144,92 para 1: 294,11 doações (p <0,001), aumentando significativamente a segurança transfusional na Fundação HEMOPA, na região Norte do Brasil.

  • BERTHA RUTH ZELADA MARILUZ
  • A BASE MOLECULAR DAS ADAPTAÇÕES VISUAIS NOS GENES DAS OPSINAS DE ANABLEPS ANABLEPS E PHREATOBIUS CISTERNARUM ATRAVÉS DA ANÁLISE DE TRANSCRIPTOMA

  • Data: 14/03/2019
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  • Embora os olhos de vertebrados compartilhem a mesma organização geral, muitas espécies desenvolveram especializações que melhoram sua percepção visual do ambiente. Essas especializações são frequentemente refletidas em uma variedade de adaptações visuais que envolvem mudanças na sensibilidade visual, que por sua vez podem ser moduladas pela variação no número de fotorreceptores, pela alteração dos pigmentos visuais ou pela combinação de ambos os mecanismos. No caso das mudanças adaptativas nos pigmentos, estes podem ocorrer devido a diferenças estruturais, no padrão de expressão e no tamanho do repertório dos genes da família das opsinas. No entanto, muito pouco se sabe sobre mudanças adaptativas em pigmentos para ambientes aquáticos com luminosidade diferente. Esta investigação tem por finalidade avaliar a base molecular das adaptações visuais nos genes das opsinas de Anableps anableps e Phreatobius cisternarum, espécies de ambientes de luminosidade diferentes, a primeira de um ambiente de superfície e a segunda de um habitat subterrâneo, através da análise de transcriptoma. Esta investigação compreende dois capítulos. O primeiro capítulo aborda o estudo da espécie Anableps anableps. Combinamos as análises de RNA-Seq e hibridização in situ do tecido do olho desta espécie para entender as adaptações visuais ao ambiente aéreo-aquático. O RNA-Seq do olho exibiu um repertório de 20 genes de opsinas não visuais, o que reflete a heterogeneidade ambiental na qual a espécie vive. Assim mesmo, as análises comparativas nas sequências codificantes da proteína das opsinas permitiram a identificação de seis opsinas apresentando os típicos motivos de aminoácidos do tipo C e nove do Grupo 4, conservadas entre si. Estudos por hibridização in situ na retina mostraram expressão assimétrica destas opsinas não visuais nos diferentes estágios, assim como durante o desenvolvimento ocular da espécie. O segundo capítulo apresenta o estudo da espécie Phreatobius cisternarum. Combinamos análises histológicas, moleculares e de RNA-Seq para entender as adaptações visuais e sensoriais ao ambiente de lençol freático de P. cisternarum. O RNA-Seq da cabeça de P. cisternarum revelou repertório de onze genes de opsinas, 3 opsinas visuais e 8 opsinas não visuais. Duas opsinas visuais, rh1 e lws, apresentaram substituições de aminoácidos que potencialmente contribuíram para o deslocamento vermelho e azul, respectivamente. Nossa análise histológica mostrou a presença de retina rudimentar e a análise de RNA-Seq identificou a expressão de 38 genes de cristalino e 51 genes relacionados ao epitélio pigmentado da retina (RPE), indicando que os olhos reduzidos de P. cisternarum retiveram algumas estruturas do cristalino. A expressão extraretiniana de opn4m3 está possivelmente associada à regulação do relógio periférico. Além disso, a presença de potenciais pseudogenes de opsinas seria regulada por uma pequena retina exposta a um ambiente de baixa luminosidade. Os capítulos introduzem e fornecem uma visão geral da investigação de substituições de aminoácidos de opsinas, alterações nos padrões de expressão e no tamanho do repertório de opsinas (duplicação e pseudogeneização), e como eles poderiam contribuir na mudança da sensibilidade espectral e finalmente na adaptação visual das espécies A. anableps e P. cisternarum a seu ambiente peculiar. O presente estudo fornece a primeira evidência para o entendimento da base molecular adaptativa nos genes das opsinas a ambientes subterrâneos e aéreo-aquático, nas espécies P. cisternarum e A. anableps.

  • JERSEY HEITOR DA SILVA MAUES
  • PERFIL DE EXPRESSÃO DIFERENCIAL DE MicroRNAs DURANTE O ARMAZENAMENTO PROLONGADO DE CONCENTRADOS DE PLAQUETAS COMO FERRAMENTA DE MEDIÇÃO DE QUALIDADE EM BANCOS DE SANGUE

  • Data: 28/02/2019
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  • O concentrado de plaquetas (CP) é um componente essencial do sangue que, mesmo em boas condições ideais de armazenamento, é suscetível a danos celulares ao longo do tempo. Assim, os bancos de sangue descartam bolsas de CP não utilizadas após cinco dias de armazenamento. Os biomarcadores da qualidade do CP são, portanto, muito procurados na governança do banco de sangue. Nesse trabalho foram usados os dados (Gene Expression Omnibus: GSE61856) gerados com NGS – Next Generation Sequencing (Sequenciamento de Próxima Geração) para examinar os perfis de expressão de microRNAs (miRNAs) de CPs que foram armazenados por seis dias em um banco de sangue, ou seja, um dia a mais do que é normalmente armazenado o CP. Foram identificados 14 miRNAs diferencialmente expressos, comparando um CP controle do primeiro dia de armazenamento com os CPs alvos de cada um dos cinco dias subsequentes de armazenamento (do primeiro ao sexto dia). Ao todo, foram identificados nove miRNAs com o perfil downregulated ou diminuição de expressão (miR-145-5p, miR-150-5p, miR-183-5p, miR-26a-5p, miR-331-3p, miR-338-5p, miR-451a, miR-501-3p e miR-99b-5p) e cinco miRNAs com o perfil upregulated ou aumento de expressão (miR-1304-3p, miR-411-5p, miR-432-5p, miR-668-3p e miR-939-5p). Esses miRNAs foram validados por PCR quantitativo em tempo real em 100 unidades de CPs. Como cada unidade de CP é composta por plaquetas de cinco indivíduos, a validação foi realizada em 500 indivíduos (250 homens e 250 mulheres, com idade entre 18 e 40 anos). Os dados foram analisados com agrupamento hierárquico e Análise de Componentes Principais (PCA), que revelaram como variação da média da expressão relativa refletiu a instabilidade da meia-vida dos miRNAs no quarto dia de armazenamento dos CPs, coincidido com o tempo de aparecimento das lesões de armazenamento plaquetário. Essas novas observações podem informar de maneira útil a futura tomada de decisões na governança dos bancos de sangue sobre a qualidade dos CPs.

  • MIGUEL ÁNGEL CÁCERES DURÁN
  • AVALIAÇÃO DE POLIMORFISMOS DOS GENES TIMIDILATO SINTASE, METILENO-TETRAHIDROFOLATO REDUTASE E METIONINA SINTASE EM TUMORES DA MAMA

  • Data: 22/02/2019
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  • O câncer de mama (CM) é tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Polimorfismos genéticos em genes da via do folato têm sido associados como fatores na etiologia desta doença. Timidilato sintase (TYMS) codifica a timidilato sintase, responsável pela conversão de desoxiuridina monofosfato (dUMP) em desoxitimidina monofosfato (dTMP). TYMS tem uma repetição em tandem polimórfica na região 5’-UTR (TSER) que contém, geralmente, uma tripla (3R) ou dupla (2R) repetição de uma sequência de 28 pb. Acredita-se que as variantes do TSER sejam funcionalmente relevantes e estejam hipoteticamente associadas ao risco de CM. Outro polimorfismo em TYMS é 1494del6, uma variação de uma sequência de 6 pb (TTAAAG) na posição 1494 da região 3'-UTR. Estas variantes alélicas estão intimamente relacionadas com o nível de expressão da enzima. Metilenotetrahidrofolato redutase codifica a 5,10-metileno-tetrahidrofolato redutase que regula o equilíbrio entre a metilação celular e a síntese de ácidos nucléicos, fornecendo grupos metil para a conversão de homocisteína em metionina. Entre os polimorfismos de MTHFR estão os SNPs C677T e A1298C que geram uma atividade enzimática reduzida que afeta a síntese dos ácidos nucleicos e a disponibilidade de grupos metil para processos bioquímicos, que podem aumentar o risco de CM. Metionina sintase codifica a metionina sintase, que catalisa a remetilação de homocisteína a metionina, um aminoácido precursor essencial da S-adenosilmetionina, que é um doador de metilo universal envolvido em reações de metilação, incluindo a metilação de DNA. O papel desse polimorfismo no risco de câncer ainda é controverso. O objetivo deste estudo foi determinar se os polimorfismos dos genes TYMS, MTHFR e MTR aumentam o risco de desenvolver CM. Para isso, foram utilizadas 61 amostras de pacientes e 35 de controles para as quais foi realizada a extração e purificação do DNA, a amplificação por PCR dos fragmentos contendo os polimorfismos e sua posterior análise diretamente através da visualização em gel, por PCR-RFLP e/ou por sequenciamento automático. Realizou-se uma análise de significância estatística para avaliar as associações de todos os polimorfismos estudados com o risco de desenvolver CM e as características clínicas das pacientes. Verificou-se que o alelo 3R de TSER e os alelos T e C de C677T e A1298C poderiam estar associados ao CM, mas sem significância estatística, e que os polimorfismos TSER e 1494del6 do TYMS poderiam estar relacionados ao risco de desenvolver tumores de mama mais agressivos, embora a associação não seja estatisticamente significante.

  • KELLY CORREA LIMA
  • EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIOS E NEUROPROTETORES DO EXTRATO DE CIPÓ-PUCÁ (Cissus verticillata) APÓS LESÃO AGUDA DA MEDULA ESPINHAL DE RATOS ADULTOS

  • Data: 15/02/2019
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  • A lesão aguda da medula espinhal (LAME) é uma grave condição patológica que acomete vários indivíduos em diversas regiões do mundo e que pode causar sequelas físicas e/ou psicológicas. O tratamento disponível é ineficaz, o que demanda o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. O desenvolvimento de agentes neuroprotetores é de fundamental importância para a preservação tecidual após LAME. Na Amazônia, há uma diversidade de plantas medicinais cujos potenciais efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores não foram investigados. Embora o cipó-pucá (Cissus verticillata) seja popularmente empregado para o tratamento de sequelas de acidente vascular encefálico, seus efeitos foram pouco investigados. Neste estudo, investigou-se os efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do extrato supercrítico de cipó-pucá em um modelo experimental de LAME em ratos adultos. O extrato de folhas de cipó-pucá foi obtido através de extração com fluido supercrítico. Os animais foram submetidos a cirurgia de secção da medula espinhal (ME) a nível torácico (T8), tratados com o extrato de cipó-pucá (50 mg/Kg) logo após a lesão, perfundidos 24 horas pós-lesão e a medula espinhal removida e preservada em soluções com concentrações crescentes de sacarose. A análise histopatológica para visualização do padrão de lesão foi feita por coloração de hematoxilina-eosina (HE). A análise imunohistoquímica para visualização de neurônios, microglia, astrócitos e neutrófilos foi realizada utilizando anticorpos contra NeuN, CD68, caspase-3 e MBS-1, respectivamente. A análise quantitativa demostrou preservação neuronal, redução do número de células apoptóticas, microglia ativada e infiltrado inflamatório (neutrófilos) nos animais tratados quando comparados ao grupo controle sugerindo um efeito neuroprotetor e anti-inflamatório do extrato supercrítico de cipó-pucá em modelo de LAME.

  • PAULO RODRIGO OLIVEIRA DA SILVA
  • EFEITOS NEUROPROTETORES E ANTI-INFLAMATÓRIOS DO ÓLEO DE COPAÍBA (Copaifera reticulata DUCKE) EM RATOS ADULTOS SUBMETIDOS A ISQUEMIA FOCAL DO CÓRTEX MOTOR POR MICROINJEÇÕES DE ENDOTELINA-1

  • Data: 15/02/2019
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  • O acidente vascular encefálico (AVE) é uma desordem neural causada pela interrupção do fluxo sanguíneo nos vasos que irrigam o encéfalo (AVE isquêmico) ou rompimento destes (AVE hemorrágico), causando déficits cognitivos, sensoriais e/ou motores. Com exceção do uso trombolíticos, o qual possui uma janela terapêutica muito estreita e é pouco utilizado, inexistem outros tratamentos farmacológicos ou terapia celular disponíveis para esta condição patológica. Desse modo, é necessária a busca por novos tratamentos, tais como o desenvolvimento de agentes neuroprotetores. A Amazônia é uma rica fonte de produtos naturais, mas as suas ações terapêuticas para doenças do sistema nervoso central (SNC) foram pouco investigadas. Neste trabalho, investigou-se as ações neuroprotetoras e anti-inflamatórias do óleo-resina de copaíba (ORC). Ratos Wistar adultos foram submetidos à isquemia focal por microinjeções (80pMol/μl) de endotelina-1 (ET-1) diretamente no córtex motor e foram tratados com doses diárias de ORC (400mg/kg) ou tween a 5%. Os animais foram perfundidos 7 dias após a lesão. A análise histopatológica foi realizada pela coloração com violeta de Cresila (cérebro) e com hematoxilina-eosina (fígado e rins). Realizou-se imunoistoquímica para a marcação de neurônios (anti-NeuN), astrócitos (anti-S100) e caspase (anti-caspase-3). A morfometria demonstrou redução no tamanho da área de lesão quando comparou-se animais tratados (15,96 ± 1,53 mm2) e controle (28,82 ± 2,65 mm2). O exame histopatológico do fígado e rins não encontrou alterações indicativas de toxicidade. Na análise quantitativa observou-se preservação neuronal, porém, não observou-se diferença estatística entre os grupos referente a análise de astrócitos (células S100+). O grupo tratado com ORC apresentou um aumento na expressão de caspase-3. Conclui-se que o ORC pode ter um papel neuroprotetor ao contribuir com a sobrevivência neuronal na área de penumbra isquêmica, porém, trabalhos futuros são necessários a fim de descobrir por qual(is) via(s) o ORC está agindo para promover a sobrevivência neuronal.

  • FABÍOLA DE CARVALHO CHAVES DE SIQUEIRA MENDES
  • INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE MASTIGATÓRIA E DO AMBIENTE SOBRE O APRENDIZADO ESPACIAL E A ORFOMETRIA DOS ASTRÓCITOS DO GIRO DENTEADO EM MODELO MURINO SENIL

  • Data: 13/02/2019
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  • Para medir possíveis influências da mastigação e do estilo de vida sedentário sobre o aprendizado espacial e sobre a morfologia dos astrócitos do giro denteado em modelo murino senil, impusemos um de três regimes de dieta aos diferentes grupos experimentais, desde o 21º dia pós-natal até 6 ou 18 meses de vida. O grupo controle com atividade mastigatória normal recebeu dieta sólida tipo pellet, o grupo com atividade mastigatória reduzida recebeu dieta em pellet seguida por dieta em pó (farelada); e o grupo com atividade mastigatória reabilitada recebeu dieta peletizada seguida de pó e novamente peletizada. Os intervalos de tempo foram iguais em cada dieta. Para mimetizar o estilo de vida sedentário ou ativo, os animais foram mantidos até o final dos testes comportamentais, respectivamente, em gaiolas-padrão (ambiente empobrecido) ou em gaiolas enriquecidas (ambiente enriquecido) e então, sacrificados para perfusão com salina e fixadores aldeídicos. Para medir os efeitos da dieta, do ambiente e da idade sobre a aprendizagem e a memória espacial, medimos o desempenho dos animais no labirinto aquático de Morris e encontramos que a redução da atividade mastigatória, independente do ambiente, diminuiu a taxa média de aprendizado espacial, e sua reabilitação recuperou as perdas associadas em animais jovens. A reabilitação mastigatória combinada ao ambiente enriquecido aumentou a taxa de aprendizado nos animais velhos. Não se encontrou correlação entre taxa de aprendizado e velocidade de nado dos camundongos, sugerindo que os déficits e sua recuperação refletem desempenho cognitivo. Para os estudos morfológicos, empregamos imunomarcação seletiva de astrócitos dirigida para a proteína fibrilar ácida glial (GFAP), reconstruindo em três dimensões aqueles situados no terço externo da camada molecular do giro denteado. Foram reconstruídas digitalmente 1800 células e o estudo morfológico, empregando a análise hierárquica de cluster, revelou dois fenótipos morfológicos designados tipo I e II, que foram afetados diferencialmente pelas variáveis estudadas e podem estar desempenhando funções distintas. O envelhecimento reduziu o nível de complexidade das árvores astrocitárias, enquanto que a alteração mastigatória reduziu-a somente nos animais jovens, aumentando a complexidade dos ramos nos animais velhos. Já o ambiente enriquecido, parece minimizar essas alterações morfológicas induzidas pelo envelhecimento e alteração mastigatória. Concluimos, assim, que a redução da atividade mastigatória e o envelhecimento em camundongos prejudicam a aprendizagem espacial desses animais no labirinto aquático de Morris, com redução na complexidade dos ramos astrocitários. Já a reabilitação da atividade mastigatória parece recuperar essas perdas e uma combinação de ambiente enriquecido e reabilitação oferece benefícios significativos tanto para camundongos jovens quanto velhos, com mudanças morfológicas compatíveis com os achados comportamentais.

  • TEREZINHA MEDEIROS GONÇALVES DE LOUREIRO
  • MASCARAMENTO POR RUÍDO DE LUMINÂNCIA SOBRE A DISCRIMINAÇÃO DE COR E LUMINÂNCIA

  • Data: 08/02/2019
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  • Vários experimentos psicofísicos foram desenvolvidos usando estímulos pseudoisocromáticos para avaliar a visão de cores. Foi observado que a percepção de cores depende das características do ruído de luminância presente no estímulo. Nesta tese foram desenvolvidos dois conjuntos de experimentos que estudam como os efeitos do ruído espacial de luminância influenciam na percepção visual. No primeiro experimento foi investigado o efeito da mudança na amplitude do ruído de luminância na discriminação de cores. Dezoito tricromatas e dez discromatópsicos congênitos tiveram sua visão de cores avaliada por estímulos adaptados do Cambridge Colour Test e foram testados geneticamente para diagnosticar mutações associadas à deficiência congênita da visão de cores. Os estímulos foram compostos por mosaicos de círculos em um campo circular de 5° de ângulo visual. Um subconjunto dos círculos diferiu do campo remanescente pela cromaticidade. A discriminação de cores foi estimada em 4 condições de estímulo que diferiram na amplitude do ruído de luminância: (i) entre 6-20 cd/m²; (ii) entre 8 e 18 cd/m²; (iii) entre 10 e 16 cd/m²; e (iv) entre 12 e 14 cd/m². Foram utilizados seis valores de luminância equidistantes entre os limites de ruído de luminância com a luminância média do estímulo mantida em todas as quatro condições. Os limiares de discriminação de cor foram estimados através de um procedimento de escada em 8 diferentes eixos cromáticos. Uma função de elipse foi ajustada aos dados de cromaticidades limares. Os indicadores da discriminação de cores foi a área da elipse e os valores dos oito limiares de discriminação de cor. A taxa de variação desses indicadores em função dos valores de amplitude do ruído de luminância foi calculada como o valor da derivada da função linear que melhor se ajustava à função. No segundo experimento, um subconjunto dos círculos diferiu do campo remanescente pela diferença de ruído de luminância, formando a percepção de uma letra C. Neste experimento buscou-se avaliar a discriminação de luminância em condições de ruído de luminância de diferentes níveis (nível de 2, 4, 6, 10 e 14). Foram testados 30 sujeitos saudáveis. Um procedimento de escada foi usado para controlar a luminância média do ruído de luminância do alvo. Os limares de discriminação de luminância entre as luminâncias médias do alvo e do fundo foram os indicadores funcionais visuais. Os resultados do primeiro experimento mostraram que a taxa de variação da área de elipse em função da amplitude de luminância em dicromatas foi maior que em tricromatas (p <0,05). Foi observado que a baixa amplitude do ruído de luminância (condição de 2 cd/m²), melhora a discriminação de cores dos sujeitos tricromatas e dicromatas. Em relação aos eixos cromáticos, foi observado que houve diferença significativa entre as taxas de variação do tamanho do vetor limiar em função da amplitude do ruído de luminância de tricromatas e dicromatas nos eixos 0º, 45º, 90º e 135º. Os resultados do segundo experimento mostraram que nos menores níveis de luminância, o ruído prejudica significativamente a discriminação luminância (p < 0,05) comparado com as condições de maiores níveis de ruídos de luminância. Foi observado também que quanto maior o contraste de luminância presente dentro do ruído pior a discriminação de luminância. Conclui-se que a modificação do ruído de luminância pode levar a modificações significativas da discriminação de luminância quanto a discriminação de cor.

  • CRISTIAN ARIEL NEIRA ESPEJO
  • EFECTOS DE LA OBESIDAD Y DE LA CIRUGÍA BARIÁTRICA SOBRE PATRONES COGNITIVOS Y PERCEPTUALES DE LOS HUMANOS

  • Data: 28/01/2019
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  • A obesidade é definida como uma acumulação anormal ou excessiva de gordura que pode ser prejudicial para a saúde e tem sido considerada uma epidemia, é uma doença com alta prevalência na maioria dos países. Atualmente, existe a ideia de que as deficiências nas funções cognitivas, associadas ao lobo frontal, contribuem para a manutenção da obesidade, no entanto, existem investigações que contradizem este postulado. Por outro lado, temos que os padrões de percepção visual, medidos com o teste de Rorschach, têm sido relacionados ao ganho de peso e à obesidade, no entanto, os resultados que determinaram essa relação não são conclusivos. Desta forma, o objetivo principal deste estudo foi determinar se a obesidade em pacientes com e sem cirurgia bariátrica geram diferenças nos padrões de percepção visual e no funcionamento cognitivo. Além disso, procuramos relacionar as funções neuropsicológicas do córtex occito-temporo-parietal, que participam da percepção de estímulos visuais, com as funções neuropsicológicas do córtex pré-frontal. Na pesquisa participaram 48 indivíduos divididos em três grupos (diagnosticado com obesidade, cirurgia bariátrica e um grupo controle), os quais foram avaliados com o teste de percepção visual Rorscahch e os testes neuropsicológicos Stroop e MCST. Os resultados mostraram valores semelhantes para os três grupos nas medidas feitas com os testes neuropsicológicos e com o teste de percepção visual. Além disso, três indicadores do teste de percepção visual foram correlacionados com indicadores de atenção sustentada, controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Conclui-se que indivíduos obesos ou bariátricos não apresentam diferenças no funcionamento cognitivo ou nos padrões de percepção visual, existem indicadores do teste de Rorschach que apresentam potencial para serem considerados indicadores neuropsicológicos.

2018
Descrição
  • IVANIRA AMARAL DIAS
  • PLASTICIDADE DE MODALIDADE CRUZADA EM CÓRTICES SENSORIAIS ADULTO

  • Data: 21/12/2018
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  • A circuitaria neural do Sistema Nervoso Central (SNC) é altamente dinâmica e pode ser modificada continuamente pela experiência sensorial, num processo que chamamos de neuroplasticidade, que confere ao SNC a capacidade de adaptação às mudanças na periferia sensorial e/ou em resposta à estímulos ambientais. Essa capacidade do SNC permanece por toda a vida, embora seja mais intensa durante etapas precoces do desenvolvimento, principalmente durante o período crítico de plasticidade. O objetivo deste trabalho foi estudar os efeitos da privação sensorial bilateral na neuroplasticidade de modalidade cruzada nos córtices sensoriais após período crítico de plasticidade. Animais adultos (Rattus novergicus) foram divididos em três grupos experimentais (CEUA/UFPA: 141-13). O grupo controle (CTL), o grupo privado (DEP) o qual os animais foram submetidos a privação visual por enucleação bilateral e o grupo duplo privado (DDEP) o qual os animais foram submetidos a privação visual por enucleação bilateral e somestésica por vibrissectomia bilateral. Após 60 dias de privação sensorial, os ratos foram perfundidos e os encéfalos eram microcortados no plano coronal e posteriormente processados para imunohistoquímica para marcação de genes imediatos c-Fos. Os resultados mostraram que a privação sensorial visual bilateral reduziu o numero total de neurônios c-Fos+ no córtex visual (**p< 0,0056), aumentou no córtex auditivo (**p< 0,0099) e no córtex somestésico não apresentou diferenças significativas. A privação visual bilateral associada com a vibrissectomia reduziu o número de neurônios c-Fos+ no córtex visual (*p< 0,0268) e não apresentou diferenças significativas nos córtices somestésico e auditivo.

  • DINAIR PAMPLONA DOS SANTOS TEMBRA
  • INVESTIGAÇÃO DOS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE PARÂMETROS COGNITIVOS E BIOQUÍMICOS EM RATOS EXPOSTOS AO ETANOL DE FORMA INTENSA E EPISÓDICA (BINGE DRINKING)

  • Data: 21/12/2018
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  • O padrão de consumo de EtOH pesado e episódico, equivalente ao consumo de fim de semana, caracteriza o padrão de consumo excessivo de álcool e promove um desequilíbrio das funções metabólicas encefálicas, contribuindo para a neurodegeneração e disfunção cerebral. E por ser uma droga legal, tem relevância global em saúde pública e social. Desta forma, objetivamos investigar os efeitos do treinamento físico, em esteira rolante, sobre os efeitos deletérios do EtOH nas funções do hipocampo relacionadas à memória e aprendizagem. Para isso, foram utilizados 80 ratos Wistar, divididos em quatro grupos: Grupo controle, treinado (animais treinados com doses de água destilada); Grupo EtOH (animais não treinados com doses de 3 g / kg / dia de EtOH, 20% p / v); e grupo EtOH + Treinado (animais treinados expostos a EtOH). O exercício físico foi realizado em esteira rolante por 5 dias por semana durante 4 semanas e todas as doses de EtOH foram administradas por gavagem intragástrica em quatro ciclos repetidos de EtOH em binge. Após o período experimental, os animais foram submetidos à tarefa de reconhecimento de objetos e teste do labirinto aquático de Morris, e após eutanasiados, o sangue e o hipocampo foram coletados para medição de níveis da capacidade antioxidante equivalente ao trolox (TEAC), conteúdo de glutationa reduzida (GSH), nitrito e peroxidação lipídica. (LPO). Nossos resultados mostraram que o EtOH causou acentuado estresse oxidativo e dano mnemônico, e o exercício físico promoveu efeitos neuroprotetores, entre eles, a modulação da bioquímica oxidativa no plasma (pela restauração dos níveis de GSH) e no hipocampo (reduzindo os níveis de LPO e aumentando os parâmetros antioxidantes) e melhoria da função cognitiva. Portanto, o exercício físico pode ser uma ferramenta profilática e terapêutica importante para melhorar e até prevenir os efeitos deletérios do EtOH nas funções cognitivas. 

  • GISELY DA SILVA NASCIMENTO
  • AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO CRÔNICO COM VITAMINA C NO ESTRESSE EM RATOS WISTAR ADOLESCENTES, EM UM MODELO DE DOR INFLAMATÓRIA INDUZIDA POR ÁCIDO ACÉTICO

  • Data: 21/12/2018
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  • O estresse no período da adolescência pode esta ligada a consequências que podem persiste ao longo da vida. As injurias sofridas no cérebro, devido a exposição a fatores ligados ao estresse, contribuem para o desenvolvimento de patologias ligadas ao comportamento e emocionalidade, como a ansiedade e depressão. Essas duas patologias vem tomando proporções cada vez mais assustadoas nos dias de hoje, principalmente entre adolescentes e jovens, devido a plasticidade cerebral nessa fase. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar a influencia do tratamento crônico com vitamina C no estresse em animais adolescentes, em um modelo de dor inflamatória induzida por ácido acético. Utilizando o teste de campo aberto, demostrou-se que a vitamina C reduziu de forma significativa o comportamento relacionado ao estado ansioso. Este tratamento também reverteu de forma satisfatória os déficits de memória e aprendizado no labirinto aquático de Morris. Desta forma, pode-se concluir que o tratamento crônico com vitamina C possui efeitos benéficos sobre a emocionalidade e comportamentos de animais adolescentes submetidos a injeções de ácido acético. É , além disso que o modelo de injeção de ácido acético, mostrou ser eficiente na indução de um estado tipo ansioso dos animais.

  • JONABETO VASCONCELOS COSTA
  • EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIOS E NEUROPROTETORES DO EXTRATO DE CIPÓ-PUCÁ (Cissus verticillata) APÓS ISQUEMIA FOCAL INDUZIDA POR MICROINJEÇÕES DE ENDOTELINA-1 (ET-1) NO CÓRTEX MOTOR DE RATOS ADULTOS.

  • Data: 19/12/2018
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  • A resposta inflamatória pode exacerbar o processo lesivo após desordens neurais agudas como no acidente vascular encefálico. Alternativas de se obter uma diminuição na resposta inflamatória no acidente celular encefálico vem sendo amplamente estudada com o uso de compostos fitoterápicos, nesta hipótese o cipó pucá (Cissus verticillata), uma planta medicinal amazônica popularmente utilizada como anti-inflamatório e anti-hipoglicêmico vem sendo utilizada pela medicina popular no tratamento de doenças agudas inflamatórias. Entretanto, não existem investigações sobre os possíveis efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do extrato da planta em modelos experimentais de desordens neurais agudas. Neste estudo, investigou-se os efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do extrato da planta por extração supercrítica em ratos adultos submetidos a lesão aguda induzida por endotelina-1 (ET-1) no córtex motor. Dois grupos experimentais foram delineados: O primeiro com animais do grupo controle com um tempo de sobrevida de vinte e quatro horas e de sete dias (Grupo N= 3 para cada tempo de sobrevida), submetidos a isquemia focal com ET-1, porém injetados apenas solução salina e tween 5% via intraperitoneal (i.p), e o segundo grupo de animais tratados com doses de 100 mg/Kg (i.p) de extrato da planta logo após a cirurgia com os mesmos tempos de sobrevida (Grupo N=5 para cada tempo de sobrevida). Em seguida perfundidos vinte quatro horas e sete dias após a indução da lesão isquêmica. A análise histopatológica geral foi realizada em secções coradas pela violeta de cresila e hematoxilina. Neutrófilos e macrófagos foram identificados por imunoistoquímica com anticorpos específicos (anti-MBS1 e IBA-1, respectivamente), astrócitos marcados com anticorpo anti-GFAP. Realizou-se contagem microglia/macrófagos ativados e corpos neuronais nos grupos experimentais mencionados e avaliou-se a atividade de astrócitos após a lesão. O tratamento com o extrato de Cissus verticillata induziu efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores nos animais tratados, bem como a diminuição da cavitação tecidual, ativação de astrócitos no centro da lesão e diminuição de infiltrado de células inflamatórias polimorfonucleares e/ou microglia/macrófago.

  • RAFAEL MONTEIRO FERNANDES
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DECORRENTES DA EXPOSIÇÃO AO CLORETO DE ALUMÍNIO SOBRE PARÂMETROS MOTORES, COGNITIVOS E DE ESTRESSE OXIDATIVO EM RATOS.

  • Data: 18/12/2018
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  • Aluminum (Al) is the third most abundant metal in the earth's crust, being present in large amounts in soil and water, its high bioavailability makes it an important agent for environmental imbalance. Al is considered a neurotoxic agent and accumulates in the nervous system, being associated with several neurodegenerative diseases. Thus, this study investigated the effects of chronic exposure to aluminum chloride (AlCl3) on cognition, motor behavior and oxidative stress. For this, adult Wistar rats were divided into three groups: Al1 (8.3 mg / kg / day), Al2 (5.2 mg / kg / day) and Control (Distilled water) being exposed orally for 60 days. After the exposure period, behavioral, histological, oxidative stress parameters and quantification of aluminum levels in the blood were performed. There were no changes in motor behavior, there was change in only one exploratory parameter and in cognition. No differences were found in the population of Purkinje neurons between the experimental groups. Exposure to Al increased levels of this metal in the blood, also altering the parameters of oxidative biochemistry. Thus, we can affirm that exposure to Al in rats at doses equivalent to urban exposure is capable of promoting breakage of blood homeostasis, altering hippocampal biochemical balance, generating a state of oxidative stress and cognitive damage, but not being able to promote significant changes in the cerebellum and motor parameters.

  • LUANA KETLEN REIS LEÃO DA PENHA
  • EXPOSIÇÃO SUBCRÔNICA DE RATOS WISTAR JOVENS A DOSE BAIXA DE CHUMBO INDUZ DÉFICITS LOCOMOTORES E ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS ASSOCIADOS A ESTRESSE OXIDATIVO E DISFUNÇÃO SINÁPTICA

  • Data: 18/12/2018
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  • O chumbo (Pb) é um metal pesado, que pode ser utillizado na produção de diversos compostos. A principal via de exposição do homem é através do consumo de comida ou água contaminada, sendo que uma vez absorvido, cerca de 99% do chumbo circulante difunde-se para tecidos moles, dentes, ossos e cérebro. No Sistema Nervoso Central (SNC), diversos estudos vêm demonstrando déficits na capacidade de aprendizagem, cognição e desenvolvimento intelectual em humanos expostos ao chumbo durante determinado período da vida. Contudo, encontra-se pouco compreendido os mecanismos de ação envolvidos com a toxicidade do Pb. A partir disso, este estudo buscou avaliar os efeitos exploratórios, motores e teciduais induzidos pela exposição subcrônica de ratos Wistar jovens a 50 mg/Kg de chumbo, associado a possíveis mecanismos de ação. Foram utilizados ratos machos Wistar, expostos durante 55 dias a uma dose de 50mg/Kg de Pb por gavagem, sendo que os animais controles receberam água destilada. Realizou-se os testes de campo aberto, plano inclinado e rota-rod para avaliação locomotora. Foi realizado coloração com hematoxilina e eosina, bem como, imuno-histoquímica para quantificação de neurônios maduros, bainha de mielina e vesículas sinápticas. Para avaliação da expressão de proteínas foi realizado o perfil proteômico. A análise estatística foi realizada pelo teste t de Student, sendo considerado como significativo p <0,05. Após observamos depósito de chumbo apenas no cerebelo, foi possível caracterizar déficits exploratórios e motores nos ratos expostos ao chumbo, sendo que observamos diminuição no número de células de Purkinje, bem como neurônios maduros, diminuição de vesículas sinápticas e diminuição da bainha de mielina. Na avaliação da indução de estresse oxidativo, foi possível avaliar aumento de MDA e nitrito apenas no córtex motor. E na avaliação da expressão de proteínas, ambas as regiões apresentaram alterações em proteínas responsáveis pelo processo de liberação de neurotransmissores, bem como receptores e segundos mensageiros e, ainda, proteínas envolvidas com processo de apoptose. Com isso, concluímos que o a exposição subcrônica a baixa dose de Pb de ratos Wistar jovens promoveu altrações locomotoras e histológicas, associado a indução de estresse oxidativo, alterações no processo de sinalização celular, bem como morte por apoptose.

  • ELDRA CARVALHO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO COGNITIVA DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO EXPOSTOS AO MÉTODO DE ENSINO PIRAMIDAL MULTIVETORIAL

  • Data: 15/12/2018
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  • Este estudo se propõe a caracterizar a relação ensino-aprendizagem e sua eficácia relativa ao desempenho cognitivo de alunos de iniciação científica em nível médio expostos à pirâmide de formação acadêmica universitária (graduandos, mestrandos e doutorandos) para vetorização e popularização da ciência em escolas de ensino básico de Oriximiná, Pará. Tratase de um método de educação em ciência e tecnologia para todos os níveis de formação acadêmica, desenvolvido no Programa de Ação Interdisciplinar (PAI), no Campus de Oriximiná-PA, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A caracterização do instrumental didático como prática pedagógica e sua contextualização educacional, para além da experiência escolar, são objetos qualitativos deste estudo; como também o quantitativo do desempenho mnêmico temporal e espacial, de curto e longo prazo, atenção e cálculo; a memória de evocação; a linguagem e praxia, como forma de validação da relação ensinoaprendizagem almejada. O Mini-Exame do Estado Mental (MINIMENTAL) e o Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) foram aplicados a alunos de três escolas de ensino médio, participantes ou não do PAI. A pesquisa qualitativa foi desenvolvida para caracterizar as diferentes metodologias de ensino-aprendizagem na escola de nível médio e no grupo de trabalho do PAI. A avaliação do desempenho cognitivo nos permite afirmar que nos itens lembranças, atenção e cálculo, linguagem e praxia, os alunos do grupo PAI se sobressaíram de forma significativa sobre os alunos do grupo controle, destacando que esses itens, segundo a literatura estudada, são os mais influenciados pelo processo educativo. Alunos do grupo PAI obtiveram igual desempenho cognitivo para memória imediata sugerindo mudança na estratégia de aprendizagem nos alunos expostos ao modelo piramidal de formação. Os alunos do grupo PAI, para além da memorização imediata dos conteúdos, são envolvidos em práticas e situações que os levam a questionar esses conteúdos, conhecer de forma mais profunda, buscar soluções para problemas, ler artigos científicos, o que nos faz inferir que esse aluno, portanto, ultrapassa a capacidade de mera memorização da informação, isso pode justificar sua melhor performance cognitiva no teste MEEM e performance não muito satisfatória no teste De Rey. Quando avaliamos o desempenho cognitivo dos alunos PAI em relação à formação da pirâmide acadêmica, podemos afirmar que o melhor desempenho cognitivo dos alunos foi no período em que a pirâmide estava completa, incluindo alunos da graduação na monitoria, o que podemos dizer que esse coletivo surte mais efeito na performance cognitiva dos alunos.

  • BRUNO ALEXANDRE QUADROS GOMES
  • ALTERAÇÕES OXIDATIVAS E INFLAMATÓRIAS INDUZIDAS
    PELA DAPSONA NO SANGUE E NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DE
    CAMUNDONGOS: EFEITOS DO ÁCIDO ALFA-LIPÓICO

  • Data: 14/12/2018
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  • A dapsona (DDS), um fármaco utilizado na poliquimioterapiada hanseníase, pode provocar muitas reações adversas e intoxicações, induzindo a geração de espécies reativas de oxigênio (ERO) e desequilíbrio no estado redox, levando a um aumento na formação de metemoglobina (MetHb), hemólise e liberação de heme e ferro livre, o qual pode interferir na homeostase redox em tecidos mais vulneráveis, como o córtex pré frontal (PFC), causando neurotoxicidade e até neuroinflamação. Nesse sentido, compostos antioxidantes com propriedades quelantes, como o ácido α-lipóico (ALA) podem ter papel fundamentalno combate ou prevenção dessas alterações. Assim, este trabalho tem o objetivo de avaliar o efeito da DDS sobre a formação de MetHb, alterações hematológicas e estresse oxidativo periférico, bem como alterações oxidativas e neuroinflamatórias no PFC. Para isso, foi induzida a formação de MetHb em camundongos Swiss com DDS 40mg/kg ip durante 5 dias. Duas horas após a administração de DDS, foi administrado ALA em duas concentrações (12,5 e 25 mg/kg). Além do percentual de MetHb, foram avaliadas a capacidade antioxidante (TEAC), concentração de glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), Catalase (CAT) substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e concentrações de ferro, no sangue e no PFC, bem como as concentrações de IL-1β, IL-17 e IL-4 e, expressão de F4/80+, GFAP, e BDNF no PFC. Nossos resultados mostrararm que DDS induz a formação de MetHb nos eritrócitos dos camundongos, no entanto, ALA foi capaz de prevenir ou reverter a oxidação da hemoglobina induzida pela DDS nas duas concentrações utilizadas. DDS reduziu a capacidade antioxidante (TEAC) no plasma e nos eritrócitos; diminuiu as concentrações de GSH, CAT e SOD nos eritrócitos; e aumentou de TBARS e ferro plasmático; no entanto, ALA nas duas concentrações aumentou ou reestabeleceu TEAC no plasma e nos eritrócitos aos níveis basais. Além de aumentar ou reestabelecer os níveis intraeritrocitários de GSH, SOD e CAT; e reduziu os níveis de TBARS e ferro, especialmente nos animais eutanasiados 4h após os tratamentos. O tratamento com DDS 40mg/kg também reduziu TEAC, GSH, CAT e SOD no PFC dos camundongos e aumentou TBARS e ferro, caracterizando estresse oxidativo, especialmente nos animais eutanasiados 24h após os tratamentos. O tratamento com ALA aumentou ou restabeleceu TEAC e GSH, aumentou SOD e CAT na concentração de 12,5mg/kg nos grupos com eutanásia em 4h, bem como, reduzir os níveis de TBARS e de diminuir ou prevenir a sobrecarga de ferro, especialmente nos grupos eutanasiados em 24h. DDS também promoveu ativação microglial e astrocitária no PFC, a partir da expressão de F4/80+ e GFAP, respectivamente, com produção de IL-1β e IL-4, e redução de BDNF, no entanto, ALA 25mg/kg reduziu a expressão de GFAP e IL-1β, além do aumento de BDNF, sugerindo que DDS também pode causar neuroinflamação e que ALA apresenta atividades anti-inflamatórias e antioxidantes benéficas contra a toxicidade induzida por DDS. Esses resultados sugerem que o ALA é promissor e tem um importante papel na prevenção e/ou formação de MetHb, no restabeleceimento do equilíbrio redox e das concentrações de ferro, tanto no sangue como no PFC. Assim, ALA pode ser uma alternativa terapêutica viável na toxicidade induzida por DDS, com menor toxicidade e facilitando a adesão ao tratamento de pacientes com hanseniase. 

  • MARCUS AUGUSTO DE OLIVEIRA
  • EM DIREÇÃO À COSTA BRASILEIRA FUGINDO DO INVERNO: ROTAS MIGRATÓRIAS CONTRASTANTES E PLASTICIDADE DIFERENCIAL DOS ASTRÓCITOS HIPOCAMPAIS

  • Data: 04/12/2018
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  • Um dos maiores eventos sazonais do planeta é a migração de aves partindo do polo Ártico em direção ao hemisfério sul fugindo do inverno e retornando ao Ártico durante a primavera para o período reprodutivo. Bilhões de indivíduos precisam se lembrar das rotas aprendidas durante essa jornada épica, e encontrar os mesmos lugares para descansar e se alimentar. Esses pássaros podem navegar milhares de quilômetros com grande precisão, utilizando-se de suas memórias espacial e temporal associadas ao hipocampo, uma área-chave para a realização dessa tarefa. Recentemente, demonstramos que o maçarico semipalmado Calidris pusilla, depois de atravessar o Atlântico em direção à costa da América do Sul, revelou mudanças significativas em seus astrócitos do hipocampo. De fato, os astrócitos do hipocampo das aves capturadas no litoral de Bragança no Brasil, em comparação com os do hipocampo de indivíduos capturados na Baía de Fundy, no Canadá, eram menos numerosos e exibiam ramos encolhidos. No presente trabalho, utilizamos outro maçarico semipalmado, o Charadrius semipalmatus, que apesar de ter os mesmos pontos de início e término de migração do C. pusilla, usa uma estratégia migratória diferente, realizando um voo sobre o continente com paradas para descanso e alimentação ao longo da rota. Apropriando-nos da oportunidade oferecida pelos voos migratórios contrastantes, testamos a hipótese de que os astrócitos de pássaros em período de invernada da espécie C. semipalmatus capturados no litoral de Bragança (Brasil) mostrariam maiores complexidades morfológicas do que os astrócitos do hipocampo dessas aves migratórias capturadas na Baía de Fundy (Canadá). Baseados no fato de que as paradas para repouso e alimentação, assim como a mudança constante na paisagem constituiriam um ambiente enriquecido esperávamos encontrar um aumento da complexidade em C. semipalmatus em vez da redução em complexidade encontrada previamente em C. pusilla. Para testar essa hipótese, comparamos as características morfológicas tridimensionais (3-D) dos astrócitos do C. semipalmatus adultos capturados na Baía de Fundy (n = 265 células) com as das aves capturadas na região costeira de Bragança, Brasil, durante o período de invernada (n = 242 células), e comparamos com os resultados obtidos com o C. pusilla. O programa Neurolucida foi utilizado para reconstruções tridimensionais e a análise de agrupamentos hierárquicos de astrócitos foi usada para classificar células. Essa análise mostrou duas famílias de astrócitos, que denominamos Tipo I e Tipo II, com base em várias características morfológicas. Contrariando nossa expectativa, os fenótipos Tipo I e Tipo II mostraram em média, independente da espécie, menor complexidade morfológica após a migração e essa variação foi significativamente maior no Tipo I do que no Tipo II. As magnitudes dessas alterações na complexidade morfológica foram significativamente maiores em C. pusilla do que em C. semipalmatus. Em conjunto, essas descobertas sugerem que estratégias contrastantes de voo migratório de longa distância podem afetar diferencialmente a morfologia dos astrócitos e que morfologias distintas de astrócitos podem estar associadas a diferentes papéis funcionais durante a migração.

  • REGIANNE MACIEL DOS SANTOS CORREA
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DOS EFEITOS CITOTÓXICOS E GENOTÓXICOS DO ANTIFÚNGICO FLUCONAZOL EM LINHAGEM DE RIM DE MACACO VERDE AFRICANO (VERO)

  • Data: 26/11/2018
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  • O Fluconazol é um antifúngico triazólico de amplo espectro que é bem estabelecido como
    tratamento de primeira linha para infecções por Candida albicans. Apesar de seu uso extensivo,
    os relatos sobre seus efeitos genotóxicos / mutagênicos são controversos, portanto, mais estudos
    serão necessários para melhor esclarecimento de tais efeitos. Células de rim de macaco verde
    africano (Vero) foram expostas in vitro a diferentes concentrações de Fluconazol e foram
    avaliadas quanto a diferentes parâmetros, tais como: citotoxicidade (ensaio MTT e morte
    celular por corantes fluorescentes), genotoxicidade / mutagenicidade (teste do cometa e teste
    do micronúcleo) e indução de estresse oxidativo (ensaio do DCFH-DA). O Fluconazol foi
    utilizado nas concentrações de 81,6; 163,2; 326,5; 653; 1.306 e 2.612,1μM para o ensaio do
    MTT e 81,6; 326,5 e 1.306μM para os demais ensaios. Os resultados do MTT mostraram que a
    viabilidade celular diminuiu à partir da concentração de Fluconazol de 1.306μM (85,93%),
    sendo estatisticamente significativa (P <0,05) na concentração de Fluconazol de 2.612,1μM
    (35,25%), em comparação com o controle (100%). O Fluconazol também induziu necrose (P
    <0,05) quando as células foram expostas às concentrações de 81,6; 3.26,5 e 1.306μM para
    ambos os tempos de tratamento testados (24 e 48h) em comparação com o controle negativo.
    Com relação à genotoxicidade / mutagenicidade, os resultados mostraram que o Fluconazol
    aumentou significativamente (P <0,05) o índice de dano ao DNA, avaliado pelo ensaio do
    cometa, à 1.306μM (ID = 1,17) em comparação ao controle negativo (ID = 0,28). A freqüência
    de micronúcleos também aumentou até atingir signficância estatística (P <0,05) em 1.306μM
    de Fluconazol (com 42MN / 1000 células binucleadas) em relação ao controle negativo (13MN
    / 1000 células binucleadas). Finalmente, a formação significativa (P <0,05) de espécies reativas
    de oxigênio foi observada em 1.306μM de Fluconazol (DO = 40,9), em comparação ao controle
    negativo (DO = 32,3). Nossos resultados mostraram que o Fluconazol foi citotóxico e
    genotóxico nas condições avaliadas. É provável que tais efeitos possam ser devidos às
    propriedades oxidativas do Fluconazol e / ou à presença de FMO (Flavina monoxigenase) em
    células Vero.

  • DAISY SILVA MIRANDA
  • MARCADORES FUNCIONAIS DA ATIVIDADE ELÉTRICA DO CÓRTEX CEREBRAL PARA IDENTIFICAR ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO DE FUNÇÕES EXECUTIVAS NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL EM ADOLESCENTES

  • Data: 30/10/2018
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  • A cognição humana é o resultado da interação entre fatores genéticos, epigenéticos e ambientais. Vários estudos têm mostrado que o córtex pré-frontal (CPF) é uma região crítica para a inteligência humana. Essa região tem um longo período de maturação que só finaliza no início da idade adulta. Estudos anteriores demonstram que a potência das oscilações de alta frequência registradas pelo EEG em repouso se correlaciona inversamente com a maturidade e amadurecimento de circuitos corticais, e a amplitude de oscilações de baixa frequência se correlaciona negativamente com bom desempenho cognitivo, principalmente no córtex pré-frontal. O principal objetivo deste estudo é verificar a correlação entre a potência das diferentes frequências elétricas corticais de adolescentes medidas com EEG com o desempenho na escala WISC-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Crianças) que mede a capacidade intelectual. Adolescentes (N= 23) com idades entre 12-16 anos e 11 meses foram submetidos a registros de EEG em repouso por 5-10 minutos e em um segundo momento foram submetidos a avaliação psicométrica da escala WISC-IV. Os resultados mostraram que a potência alfa se correlaciona negativamente tanto com IMO nas regiões parietal e occipital (HD e HE), e na região central (HD) quanto com o QIT na região temporal (HE), nas regiões parietal e occipital (HD e HE) e na região central (HD. A potência da frequência teta nas regiões temporal (HE), parietal e occipital (HD e HE) se correlaciona negativamente com IMO e QIT. Na análise de gêneros, observamos que a correlação entre as potências das bandas alfa e teta e os índices cognitivos, ocorre em ambos os hemisférios para mulheres, mas não para homens.



  • WALLAX AUGUSTO SILVA FERREIRA
  • ANÁLISE DO PERFIL DO NÚMERO DE CÓPIAS E TRANSCRIPTOMA DE PACIENTES COM GLIOMAS E EM LINHAGENS DE GLIOBLASTOMAS TRATADAS COM PISOSTEROL

  • Data: 17/10/2018
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  • Os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) representam aproximadamente 2% de todos os tipos de cânceres. Embora a incidência dos tumores do SNC seja pequena, comparada às outras neoplasias, estes tumores estão entre as mais graves malignidades humanas, pois afetam o órgão responsável pela coordenação e integração de todas as atividades orgânicas. Os gliomas representam aproximadamente 80% de todos os tumores intracraniais, afetando tipicamente adultos, com uma incidência elevada entre 40 e 65 anos de idade. Apesar de numerosos fármacos contra os gliomas já terem sido desenvolvidos, os mesmos induzem reações adversas e os seus efeitos terapêuticos não são satisfatórios. O presente trabalho teve como objetivo avaliar e comparar o perfil de Variações no Número de Cópias (CNVs) e expressão gênica de pacientes diagnosticados com gliomas e em linhagens de glioblastomas (U87-MG, U343, AHOL1 e 1321N1) tratadas com pisosterol. Para os experimentos feitos com as linhagens tratadas com pisosterol, nós demonstramos que as mesmas foram altamente sensíveis ao tratamento do pisosterol. A droga reduziu o número de células vivas de forma dose-dependente. Além disso, demonstramos que após 48h de exposição ao pisosterol, todas as linhagens foram bloqueadas em G2/M. E por fim, demonstramos ainda que o pisosterol é capaz de modular a expressão de diversos genes da via ATM/ATR, além de promover a apoptose. Demonstramos em escala genômica que todas as linhagens tiveram mais genes que foram significativamente down-regulated do que up-regulated após o tratamento com pisosterol. Para os experimentos feitos com as biópsias de gliomas, demonstramos que de um painel de 26 genes, apenas 11 genes (TNFRSF1A, SNAPC2, CASP8, IRAK3, GPX3, FZD9, TFAP2C, CDH1, RPRM, POU4F3 e MGMT) exibiram mudanças no padrão de metilação na região promotora em todos os graus analisados. Além disso, o padrão de metilação desses 11 genes tiveram correlações com algumas características clinicopatológicas, tais como idade, sexo e grau histológico. E por fim, fizemos uma caracterização molecular descrevendo as alterações genômicas dos gliomas originários de Belém-PA.

  • FERNANDA FARIAS DE ALCANTARA
  • HOMOCISTEÍNA VITAMINA B12 E ÁCIDO FÓLICO COMO BIOMACARDORES DE TRIAGEM NO DIAGNÓSTICO PRECOCE E MONITORAMENTO DO CÂNCER GÁSTRICO

  • Data: 11/10/2018
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  • O câncer gástrico nas últimas décadas vem apresentando uma queda em número de casos, o que muito se deve ao progresso no que tange a saúde sanitária, e ao maior acesso da população a políticas educacionais. No entanto, continua sendo a terceira causa de morte a nível mundial entre homens e mulheres. Tais mortes, geralmente estão vinculadas ao diagnóstico tardio. O presente estudo pretende pelas dosagens de homocisteína, vitamina B12 e ácido fólico, montar um perfil de biomarcadores de triagem, os quais possam ser inseridos na rotina comum de exames, visando o diagnóstico célere da doença. Foram analisadas 207 amostras de caso controle e 207 de pacientes com câncer gástrico, em ambos foram realizadas as dosagens bioquímicas de homocisteína, ácido fólico e vitamina B12, pareadas em relação a idade, localização do tumor, sub-tipo, classificação tumoral, infecção por EBV (Epstein-Barr Vírus), e Helicobacter pilory. Para dosagem da tríade, foram utilizadas técnicas quimioluminescência, e as demais variáveis foram obtidas pelas informações hospitalares. Como resultados, foram encontradas diferenças significativas entre as médias da tríade dos pacientes com câncer em relação ao controle, em todas as variáveis pareadas. Em conclusão, nosso estudo mostrou que a análise da tríade (homocisteína, vitamina b12 e ácido fólico) tem seu valor no diagnóstico do câncer gástrico, podendo futuramente ser um eficaz marcador de triagem para este tipo de câncer.

  • MIGUEL ANGELO DE OLIVEIRA CANTO
  • ESTUDO SOBRE O CRESCIMENTO DO TAMBAQUI (COLOSSOMA MACROPOMOM) SUBMETIDO À DIETA SUPLEMENTADA COM CAMU CAMU (MYRCIARIA DUBIA) EM ÁGUA CORRENTE E AQUECIDA

  • Data: 24/09/2018
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  • Este estudo investigou o crescimento do tambaqui (Colossoma macropomum) (Cm), um teleósteo caracídeo endêmico da região amazônica, em laboratório. Peixes juvenis foram submetidos à simulação das condições naturais de alimentação, clima e água corrente, correspondentes aos períodos de cheia e seca do ciclo hidrológico Amazônico. Na cheia sua alimentação é predominante de frutos e sementes, o ambiente é ameno (28±2°C) e a correnteza é maior (0,2 a 0,3 m/s). Na seca, a alimentação é à base de proteína animal, não há correnteza e a média da temperatura se eleva (34±2°C). Por conseguinte, o alvo deste estudo foi investigar os efeitos da Myrciaria dubia (Md) no crescimento do Cm nas simulações de seca ou cheia, no que tange a temperatura amena (28º C) ou aquecida (34ºC), água parada ou corrente (0,2 ou 0,3m/s), e dieta com maior (45%) ou menor (32%) teor de proteína bruta (PB). Para tal, juvenis de Cm foram aclimatados (70 ou 126 dias) em tanques de (310 ou 1000 litros) de acordo com o protocolo experimental. Protocolo I: dieta com oferta diária
    fracionada (3x/dia) e suplementada com Md; proteína bruta a (45 ou 32%); água corrente (0,2 m/s) ou parada a 28 ou 34ºC; análise do conteúdo muscular de IGF-1 e lipídeos totais. protocolo II: oferta única ou fracionada (3x/dia); água parado ou corrente (0,3 m/s), intercalada, (12 horas) ou contínua; quantificação da massa de gordura cavitária. Os resultados estão apresentados em média mais ou menos erro padrão da média e comparada por ANOVA mais pós-teste Bonferrone. Teste de correlação para peso, comprimento ou gordura cavitária versus água corrente; nas condições de oferta única ou fracionada foi realizada para verificar inter-relações entre os fenômenos estudados. Uma potencialização da expansão da massa corporal mais não do comprimento ocorreu pela dieta suplementada com Md na condição água parada e aquecida. Em contraste similar potencialização ocorreu para água corrente e aquecida na dieta 45% PB. Por sua vez menor performance de crescimento (peso e comprimento) foi observada no grupo submetido a dieta 32% PB. A água corrente igualmente potencializou o acumulo de gordura cavitária e muscular de lipídeos totais, sugerindo que o esforço natatório demanda acumulo de energia potencial possivelmente relacionado à preservação do anabolismo proteico, desde que não foi alterado o conteúdo de proteínas no tecido muscular. Por outro lado a oferta única diária de alimento não foi suficiente para manter a performance de crescimento resultante ao nado sustentado (água corrente). Já na oferta fracionada o grupo submetido a água corrente continua apresentou a melhor performance, sugerindo que o nado sustentado em água corrente pode ser um fator determinante para o crescimento do Cm se lhe for ofertada dieta com alto teor proteico, ao considerarmos o ambiente aquecido como o mais favorável. Finalmente, o conteúdo aumentado de IGF-1 no musculo confirma participação deste fator de crescimento como via final de regulação humoral da hipertrofia muscular. Hipertrofia esta resultante ao aumento do esforço natatório, e, surpreendentemente, em resposta a dieta suplementada por Md.

  • NARRERY SILVA DOS SANTOS
  • ANÁLISE CINEMÁTICA DO MECANISMO AÇÃO-PERCEPÇÃO EM SERES HUMANOS

  • Data: 31/08/2018
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  • Utilizamos um paradigma motor de apontar com a mão em dois experimentos para testar a hipótese de que o controle motor de movimento dos braços é lateralizado. No primeiro experimento, comparamos a cinemática dos movimentos de alcance realizados pelo braço direito e esquerdo. A captura de dados cinemáticos foi realizada com uma câmera Microsoft Kinect enquanto os participantes permaneciam sentados e apontavam para uma barra de metal localizada em frente em um paradigma de múltiplo alcance e redundância de alvo. No segundo experimento, os participantes deveriam estimar a localização do final da trajetória de alcance do braço de uma terceira pessoa realizando a mesma tarefa de alcance do primeiro experimento em um vídeo com a terça parte do movimento ocluída, em um paradigma de simulação mental de movimento. Participaram desta pesquisa 14 indivíduos de ambos os sexos (destros, sinistros e ambidestros) com idade média de 24,6±3,9 anos. Os resultados corroboram a teoria de especialização hemisférica do controle do movimento dos membros superiores, com o hemisfério esquerdo estando associado com movimentos de precisão e o hemisfério direito com movimentos de apoio, mais sensíveis à influência da aceleração da gravidade. De maneira importante, essa diferença também se reflete na simulação de movimento com os braços.



  • ALINE BARRAL TAKAHASHI
  • Avaliação in vitro da suscetibilidade antifúngica de conidíos e células muriformes de Fonsecaea spp

  • Data: 14/08/2018
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  • A cromoblastomicose (CBM) é uma doença fúngica caracterizada por lesões crônicas cutâneas e subcutâneas, decorrentes da implantação transcutânea prévia de diferentes fungos negros, pertencentes a família Herpotrichiellaceae, o principal agente pertencente ao gênero Fonsecaea. A região amazônica é a principal área endêmica do Brasil, o estado do Pará a principal área endêmica no país e segunda no mundo. Não há uma padronização de tratamento, é usado a terapia medicamentosa, com diferentes esquemas, principalmente itraconazol. Novos azólicos como posaconazol e voriconazol começaram a ser utilizados, mas com limitações devido ao alto custo, o uso de métodos físicos como a criocirurgia, termoterapia, terapia a laser e a combinação de ambos. As baixas taxas de cura e altas taxas de recidivas da doença pode estar relacionado aos diferentes métodos de tratamento empregados e a própria falta de um esquema padronizado. O objetivo deste trabalho foi avaliar a sensibilidade in vitro de conídios e células muriformes, induzidas in vitro, de Fonsecaea spp. frente a diferentes antifúngicos, até o momento não há estudos que avaliem a ação de fármacos usando a forma patogênica do fungo, reforçando a importância deste estudo, seguindo o método estabelecido na norma M38-A2, do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). A concentração inibitória mínima para cada fármaco utilizado foi obtida após 5 dias de interação, o posaconazol apresentou melhor atividade inibitória in vitro para conídios (CIMMG=0.632μg/ml) e células muriformes (CIMMG=1μg/ml). Na análise da concentração fungicida, tanto em conídios quanto em células muriformes, o posaconazol apresentou menor valor (CFMMG=6.72μg/ml, em ambos). As amostras fúngicas apresentaram tempos distintos para diferenciar seus conídios em células muriformes, portanto acreditamos que apesar de pertencerem ao mesmo gênero os fungos apresentam particularidades fisiológicas ainda desconhecidas. Nos testes de suscetibilidade in vitro, o PCZ teve as menores concentrações inibitórias e fungicidas tanto em conídios quanto em células muriformes,com isso investir em testes de suscetibilidade foi impor importante para identificar cepas sensíveis ou resistente.

  • ERIKA BAPTISTA LUIZ BADARANE
  • REGISTRO DO PERFIL DE SUCÇÃO EM LACTENTES COM E SEM ANQUILOGLOSSIA POR DISPOSITIVO MICROCONTROLADO

  • Data: 06/08/2018
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  • Nos primeiros meses de vida, a sucção constitui a função necessária para a alimentação eficiente por via oral (VO) e para o adequado desenvolvimento motor oral. Para tanto, esta deve ser coordenada e harmônica, sendo necessários, entre outros fatores: reflexo de busca e de sucção; vedamento labial; adequada movimentação da língua e mandíbula; ritmo de sucção, eclosões de sucção alternadas com pausas; coordenação entre sucção-deglutição-respiração. A adequada movimentação da língua tem a função de realizar o vedamento anterior (aderida ao redor do mamilo) e posterior (aderida ao palato mole e faringe), a compressão do mamilo, além da organização e propulsão do bolo alimentar. Tendo em vista que na literatura não há consenso sobre a relação direta entre anquiloglossia e dificuldade de amamentação ou desmame precoce, o objetivo deste trabalho é avaliar o perfil de sucção em lactentes com e sem anquiloglossia através de registro realizado por dispositivo microcontrolado. Aos lactentes com e sem anquiloglossia, foi oferecida uma chupeta de silicone esterilizada, ligada ao dispositivo para sucção durante dois minutos. O dispositivo lê variações de pressão provenientes de um sensor conectado a chupeta. O processamento dos dados relativos as variações de pressão foi realizado por meio de filtros de Kalman e rede neural. Os resultados evidenciaram que os lactentes com e sem anquiloglossia, quando classificadas com rede neural de múltiplas camadas – Perceptron Multilayer, com topologia de 5, 10 e 20 neurônios na camada oculta, não apresentaram nenhuma segregação nos grupos classificados, ou seja, não se encontrou diferença entre eles, com valor de R (0,98) indicando forte correlação entre os grupos. Com isso, concluímos que não é possível relacionar a presença de anquiloglossia com dificuldade de amamentação, ressaltando que este estudo utilizou um método de avalição mais objetivo quando comparado as demais pesquisas da literatura.

  • TAMIRYS SIMÃO PIMENTA
  • ANÁLISE GENÔMICA COMPARATIVA E OS POLIMORFISMOS NOS GENES TNFA, IFNG, IL6 e IL10 ASSOCIADOS À EXPRESSÃO DE CITOCINAS NA INFECÇÃO POR Plasmodium vivax NO MUNICÍPIO DO ITAITUBA, ESTADO DO PARÁ

  • Data: 19/07/2018
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  • A malária é uma das mais importantes doenças transmitidas por vectores e que
    acomete grande parte da população mundial. O P. vivax é a espécie predominante
    nas Américas, representando 64% dos casos. A área endêmica da malária no Brasil
    compreende a Região Amazônica, responsável por 99% dos casos autóctones.
    Trabalhos anteriores demonstraram a alta prevalência da malária em garimpeiros
    na região Amazônica e a espécie mais frequente envolvida é o P. vivax. A
    resistência à malária faz parte da interação de diferentes fatores que regulam as
    relações entre o parasito e o hospedeiro. Essa interação é um fator determinante
    na resposta imune a infecção. Os polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) nos
    genes de citocinas têm sido explorados em estudos de variação genética humana
    e tentam explicar a influência dessa variação na susceptibilidade as doenças
    infecciosas. As variações no número de cópias (CNVs) também podem afetar
    potencialmente a expressão dos genes de várias maneiras, contudo pouco se sabe
    sobre o papel dessa variação genética na adaptação humana frente à infecção pelo
    P. vivax. O estudo objetivou investigar se as alterações genômicas quantitativas e
    os SNPs nos genes TNFA-308A>G, IFNG+874T>A, IL6-174C>G e do haplótipo -
    1082/-592/-819 no gene IL10, associados à produção de citocinas podem
    influenciar na fisiopatogenia da malária vivax. O estudo selecionou 129 pacientes,
    a partir de 288 atendidos na cidade de Itaituba, estado do Pará, sendo 79 pacientes
    sem infecção para malária e 50 pacientes positivos para P. vivax e destes, 15
    tinham infecção primária a malária e 35 pacientes relataram episódios anteriores a
    infecção. Foi determinada a carga parasitária pela gota espessa; os parâmetros
    hematológicos; as citocinas foram dosas por citometria de fluxo; a genotipagem dos
    SNPs foi feita por PCR-SSP e a variação no número de cópias foi determinada pela
    técnica do aCGH. A análise estatística foi realizada utilizando o programa Bioestat
    e Graph-pad prim. Observados que ambos os grupos maláricos (primário e
    recorrente) apresentaram redução significativa no número de plaquetas; no grupo
    recorrente observamos aumento significativo na porcentagem de monócitos; não
    observamos diferenças significativas na frequência dos SNPs; não observamos
    associações dos SNPs com a infecção pelo P. vivax; observamos diferenças
    significativas nos níveis plasmáticas das citocinas entre os grupos; observamos
    xviii
    níveis significativamente maiores nos indivíduos com o haplótipo IL10GCC/GCC e correlação entre os níveis das citocinas IL-10, TNF-α e IL-6 e a carga parasitária; observamos um aumento significativo no nível das citocinas IFN-γ, IL-6 e IL-10 no grupo com malária primária em comparação ao controle endêmico, bem como um aumento significativo na expressão das citocinas TNF-α, IL-6 e IL-10 no grupo recorrente em comparação ao grupo controle, enquanto que a expressão da citocina IFN-γ foi significativamente maior no grupo primário em comparação com o grupo recorrente. Descrevemos pela primeira as alterações quantitativas no genoma dos pacientes infectados com P. vivax e identificamos 112 genes amplificados e 12 genes deletados na população em estudo, e, apesar das CNVs encontradas não incluírem nenhum gene relacionado com receptores ou fatores de resistência a malária vivax e nem estarem correlacionados com os dados clinico-patológicos da doença, observamos vários genes com alterações no número de cópias relacionados a outras doenças. Este estudo fornece dados adicionais sobre a resposta imune entre P. vivax e o hospedeiro e as alterações genômicas quantitativas no hospedeiro de uma área endêmica de garimpo.

  • NATHALYA INGRID CARDOSO DO NASCIMENTO
  • DISPOSITIVO PARA AVALIAÇÃO POSTURAL EM AMBIENTE TRIDIMENSIONAL

  • Data: 17/07/2018
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  • A postura humana pode ser definida como o equilíbrio entre estruturas ósseas e musculares do corpo humano, através dela é possível diagnosticar e tratar diversas patologias, por isso à ciência esta em busca de métodos quantitativos e precisos para sua análise. Uma postura ereta correta é considerada um bom marcador de saúde, tornando imprescindível a avaliação para um prognóstico terapêutico favorável. Em virtude disso, é necessária a elaboração de novas ferramentas de avaliação postural com menores erros matemáticos e metodológicos para obtenção de resultados precisos e confiáveis para a clínica e pesquisa. O objetivo desta pesquisa é apresentar uma nova ferramenta de avaliação postural, baseada em um braço eletromecânico que permite medir pontos no universo tridimensional. O protótipo foi desenvolvido e aperfeiçoado a fim de reduzir os erros no momento da coleta dos dados, para isto foi utilizado um sensor de efeito Hall. O programa permite avaliar 24 relações entre os pontos, além da coluna vertebral analisando a distância em milímetros e o ângulo em graus entre um acidente anatômico e outro nas vistas anterior, lateral direita, posterior e lateral esquerda. Os testes iniciais foram realizados nos eixos X e Y em um modelo angular, desenhado em ângulos de 10 em 10 graus e obteve baixa variabilidade em suas medidas, enfatizando a alta precisão do sistema de medição do protótipo. Dessa forma, foi possível desenvolver um novo método de avaliação postural com baixo custo, alta precisão em seus resultados para a utilização na prática clínica, na pesquisa e posteriormente a inserção no sistema único de saúde. 

  • WALDO LUCAS LUZ DA SILVA
  • VARIAÇÃO TEMPORAL DOS NÍVEIS DE GABA E GLUTAMATO NO CÉREBRO DE Danio rerio (ZEBRAFISH) SUBMETIDOS A AMBIENTES ANSIOGÊNICOS

  • Data: 13/07/2018
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  • O comportamento tipo ansiedade pode ser definido como um estado de apreensão, onde o perigo é iminente, podendo ocorrer a partir da exposição a ambientes novos ou a estímulos aversivos incontroláveis. Muitos sistemas de neurotransmissão podem estar envolvidos na modulação dos estados de ansiedade em mamíferos assim como em teleóteos. Dentre estes, os sistemas GABAérgico e glutamatérgico, apresentam-se como as principais vias de modulação do comportamento tipo ansiedade. Assim, o presente trabalho tem por objetivo avaliar os níveis extracelulares de GABA e glutamato ao longo do processo de geração da ansiedade nos testes de Preferência Claro/Escuro (PCE) e Distribuição Vertical Eliciada pela Novidade (DVN) em Danio rerio. Foram utilizados 60 animais da espécie Danio rerio (selvagem, longfinn), os quais foram expostos aos Testes PCE e DVN nos tempos 5, 10 e 15 min. Os parâmetros analisados para o PCE foram: tempo no compartimento claro, número de quadrantes cruzados no compartimento claro e cruzamentos entre os compartimentos; para o DVN, os parâmetros foram: Tempo na região superior do aquário, número de quadrantes cruzados, entradas no topo, velocidade máxima, velocidade média e Distância total percorrida. Em seguida, os cérebros foram dissecados e incubados com Hank/Na+ para quantificação de GABA e Glutamato por Cromatografia Líquida de Alta Eficácia (CLAE). Todos os testes foram filmados e os vídeos avaliados utilizando o software Zebtrack. Foi aplicado o teste ANOVA de uma via com pós-teste Tukey, considerando significativos valores com p<0,05. Os dados foram expressos em média ± erro padrão e todos os experimentos foram previamente aprovados pelo comitê de ética local (CEPAE UFPA 213-14). Nossos resultados demonstram exploração do compartimento claro no teste PCE, sem diferença entre os tempos (F[3, 20]= 17.10) e sem alteração entre número de cruzamentos entre os minutos 5, e 10 (F[3, 20]= 6.28; p<0.05). Há aumento do número de cruzamento entre os quadrantes no tempo de 15 minutos em relação aos demais tempos de exploração (F[3, 20]= 6.28; p<0.05). Além disso, há aumento de conteúdo extracelular de glutamato no decorrer do teste (F [4, 10] = 8.98) e diminuição de GABA nos últimos minutos em comparação aos animais não expostos ao teste (F [4, 9] = 20.83; p<0.05). Os padrões comportamentais dos animais expostos ao teste DVN também variam de acordo com o tempo de exposição, onde, conforme há aumento do tempo, há aumento do tempo de exploração do topo (F[3, 28]= 15.99; p<0.01), aumento do número de transições para o topo (F[3, 22]= 16.86 p<0.05), aumento do número de quadrantes cruzados (F[3, 21]= 38.70; p<0.01), aumento da distância total percorrida (F[3, 27]= 61.44; p<0.01), sem alteração das velocidades máximas (F[3, 28]= 19.73; p<0.01) e média em todos os tempos. Os níveis de glutamato aumentam na exposição ao teste (F [4, 10] = 24.62) e os níveis de GABA permanecem inalterados (F [4, 9] = 1.76). Concluímos, assim, que os sistemas glutamatérgicos e gabaérgicos modulam de maneira diferente o comportamento tipo ansiedade em Danio rerio.

  • NAINA YUKI VIEIRA JARDIM
  • PREVENÇÃO DAS ALTERAÇÕES FUNCIONAIS E COGNITIVAS DO ENVELHECIMENTO: A INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO E DA ESTIMULAÇÃO COGNITIVA EM DUPLA TAREFA

  • Data: 05/07/2018
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  • Diante da taxa de envelhecimento mundial e da epidemia silenciosa de declínio cognitivo e demência em idosos, a necessidade de estratégias de intervenção para proteger e / ou melhorar a funcionalidade e o desempenho cognitivo no envelhecimento aumentou. Estudos recentes sugeriram que, em comparação com os protocolos de estimulação simples, as intervenções em dupla tarefa envolvendo exercício físico e tarefas cognitivas são mais eficientes, melhorando o desempenho cognitivo e a capacidade em tarefas simultâneas. Embora os resultados preliminares na literatura sejam promissores, existem poucos trabalhos usando protocolos de estimulação em dupla tarefa. No presente estudo, procuramos investigar os efeitos de um programa de intervenção em dupla tarefa (exercício físico multimodal e estimulação multissensorial) nos desempenhos cognitivos, funcionalidade e qualidade de vida de idosos saudáveis. Para análise, 28 adultos idosos vivendo em comunidade (66,14 ± 1,00 anos de idade) foram submetidos a avaliações cognitivas, físicas e de qualidade de vida (repostas ao questionário SF36) antes e após a intervenção. A cognição foi avaliada por meio do Mini exame de estado mental (MMSE) para rastreio, fluência verbal semântica e fonológica, lista de palavras CERAD e testes neuropsicológicos automatizados (CANTAB); As avaliações físicas incluíram a aptidão cardiorrespiratória (Teste de Caminhada de seis minutos), mobilidade funcional (Equilíbrio e Agilidade), força muscular de membros inferiores (sentar e levantar em 30 segundos) e força muscular dos membros superiores (dinamômetro); O teste em dupla tarefa foi realizado pelo teste caminhando e conversando (Walking While Talking). Os indivíduos participaram de um programa de intervenção em dupla tarefa composto por exercícios físicos (treinamento aeróbico e de força) e estímulos multissensoriais de natureza variada, compostos por 24 sessões, realizados duas vezes por semana por 75 minutos cada. Os valores extremos foram excluídos e o teste T foi aplicado para investigar possíveis diferenças entre a avaliação antes e após a intervenção. Após a intervenção, os sujeitos apresentaram maior desempenho cognitivo (fluência verbal, memória episódica verbal (CERAD), atenção visual sustentada (RVP), aprendizado visual pareado (PAL), memória de reconhecimento visual (DMS), melhores parâmetros físicos e funcionais (força do membro superior, aptidão cardiorrespiratória, mobilidade funcional), melhor desempenho no teste em dupla tarefa e no questionário SF36 que incluiu percepção pessoal sobre a função física melhorada e limitações reduzidas devido a problemas físicos. Assim, o programa de intervenção em dupla tarefa, baseado em exercícios aeróbicos e de força e estimulação multissensorial, melhora a cognição, mobilidade funcional, condicionamento cardiorrespiratório, força de membros superiores e inferiores, medidas da qualidade de vida e capacidade de realizar atividades em dupla tarefa, como normalmente requerido na rotina diária dos adultos idosos.

  • PEDRO PHILIPE MOREIRA MATTA
  • EXPOSIÇÃO SUBCRÔNICA AO METILMERCÚRIO INDUZ DANOS TECIDUAIS, BIOQUÍMICOS E PROTEÔMICOS EM CEREBELOS DE RATOS

  • Data: 04/07/2018
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  • O metilmercúrio (MeHg) representa a forma mais tóxica do mercúrio, que em intoxicações crônicas induz danos motores e cognitivos em ratos adultos. Dados na literatura sugerem um tropismo deste metal em relação ao cerebelo. No entanto, poucos estudos buscam elucidar os mecanismos associados aos danos induzidos por MeHg em baixa doses utilizando um modelo de exposição subcrônica. A partir disso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar as alterações motoras, teciduais, bioquímicas oxidativas e proteômicas induzidas pela exposição subcrônica ao MeHg. Para isso foram utilizados 56 ratos Wistar adultos, divididos em dois grupos: grupo controle e grupo exposto (0,04 mg/Kg/dia de MeHg), ambos administrados via gavagem intragástrica por 60 dias. Após o período de exposição, foram realizados os testes comportamentais de open field e rotarod. Posteriormente, coletou-se o cerebelo desses animais para análise bioquímica, proteômica, dosagem dos níveis de mercúrio e avaliação tecidual. Para análise estatística dos dados foi utilizado o teste t-Student, considerando um valor significativo de p<0,05. O perfil proteômico foi analisado pelo software ProteinLynx Global SERVER™ (PLGS), e foram consideradas subexpressas proteínas com p<0,05 e superexpressas proteínas com p< 0,95, o teste utilizado foi o teste exato de Fisher com correção por Bonferroni. Os resultados demonstraram um aumento nos níveis de mercúrio no cerebelo, e alterações nos testes motores dos animais expostos ao MeHg. No open field ocorreu uma diminuição da distância total percorrida e do número de rearing em comparação ao grupo controle com p<0,05, já no rotaroad foi observado uma diminuição do tempo de latência da primeira queda e um aumento no número de quedas no grupo MeHg em comparação ao controle (p<0,05). Na avaliação bioquímica ocorreu um aumento nos níveis de nitrito e de peroxidação lipídica e diminuição na capacidade antioxidante contra radicais peroxil (ACAP) (p<0,05). O perfil proteômico desses animais também sofreu alteração, das 1220 proteínas identificadas no total 436 proteínas foram encontradas exclusivamente no grupo controle e 311 proteínas no grupo MeHg. Além disso, demonstrou uma subexpressão de 115 proteínas e uma superexpressão de 358 proteínas no grupo MeHg quando comparado com o grupo controle. Na avaliação tecidual encontrou-se uma diminuição das células de Purkinje, células NeuN+ e uma menor quantidade de células IBA1+. Nas análises por fração de área foi encontrada uma menor quantidade de células GFAP positivas, sinaptofisinas e MBP+. Assim, nossos resultados sugerem que a intoxicação por MeHg provocou danos celulares e proteômicos induzidos por estresse oxidativo que causou o déficit motor encontrados nos testes comportamentais. 

  • SYMARA RODRIGUES
  • ALTERAÇÕES MITOCONDRIAIS E TUMORIGÊNESE DE
    CÂNCER GÁSTRICO EM Sapajus apella.

  • Data: 15/06/2018
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  • Câncer é o nome dado a uma variedade de doenças que podem ocorrer em
    diferentes regiões do corpo, que se caracteriza principalmente pela proliferação
    desregulada de células. Uma organela muito importante, tanto em células
    normais quanto em células mutadas, é a mitocôndria, responsável pela maior
    parte da produção de ATP na célula. Mutações no DNA mitocondrial podem
    acarretar apoptose ou influenciar na eficiência da formação de ATP.
    Considerando diversas estimativas diferentes, o câncer gástrico sempre figura
    entre os cinco mais incidentes na população mundial, bem como na população
    brasileira e paraense. Dessa forma, entender o comportamento tumoral torna-se
    importante para o combate dessa patologia. O objetivo do trabalho, portanto, é
    analisar a presença de alterações no DNA mitocondrial de linhagens de
    carcinoma gástrico implantadas em um modelo animal. Foram analisados quatro
    genes mitocondriais (COI, ATPase 8, ND1 e ND3) de quatro linhagens de câncer
    gástrico (AGP01, ACP02, ACP03 e PG100) e uma controle (Carcinossarcoma
    256 de Walker) para avaliar as possíveis mutações do DNA mitocondrial. Essas
    linhagens foram inoculadas em primatas não humanos da espécie Sapajus
    apella, sendo que alguns animais receberam concomitantemente com as
    linhagens a substância carcinogênica N-metil-N-nitrosurea (MNU). Os tumores
    gástricos que se desenvolveram nos animais foram retirados cirurgicamente,
    após isso foi feita a extração do DNA, amplificação e sequenciamento das
    sequencias de interesse. Foram observadas alterações nos genes ND1 e ND3.
    As duas transições encontradas em ND1, uma na posição 3594 (CT) e 3693
    (GA) do DNA mitocondrial, não possuíam registro associado a nenhuma
    patologia, tendo sido relacionadas com marcadores populacionais. Os
    resultados sugerem que alterações nos genes codificadores de proteínas que
    participam do Complexo I da cadeia respiratória são mais frequentes que em
    outras porções do mtDNA nas linhagens de carcinoma gástrico analisadas.

  • CAROLINE DANTAS BRASIL SFAIR
  • PROTÓTIPO DE UM SUSTENTADOR DE CABEÇA REMOTAMENTE
    CONTROLADO PARA CRIANÇAS COM HIPOTONIA CERVICAL

  • Data: 15/06/2018
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  • A hipotonia é considerada uma desordem de movimento, no qual a atividade
    motora é reduzida, condição patológica onde o tônus muscular é extremamente
    diminuído causando fraqueza e flacidez de membros, associado com a diminuição da
    resistência de músculos para alongamento passivo. A hipotonia é vista mais
    comumente na musculatura de tronco e pescoço, provocando assim, a falta de
    sustentação da cabeça. A incidência exata da hipotonia é difícil de ser determinada, por
    não ser um diagnóstico específico. Porém, as causas desta desordem são de origens
    variadas e podem ser devido a doenças neurodegenerativas, neuromusculares, lesões,
    desordens cromossômicas e metabólicas. As que acometem o sistema nervoso central
    são as de maior prevalência, além de estarem envolvida em mais de 500 doenças
    genéticas diferentes, entre outras de origem desconhecida. Dessa forma, a
    biomecânica do pescoço e cabeça incluindo seus componentes (coluna cervical,
    músculos e nervos) são diretamente afetados pela postura patológica dos indivíduos
    acometidos, bem como a respiração, alimentação e interação com o meio em que
    estão inseridos. Atualmente existem tecnologias assistivas que beneficiam hipotônicos,
    porém são suportes cervicais simples que não oferecem nenhum tipo de mobilidade
    para o utilizador. Assim, é de extrema necessidade que novas tecnologias sejam
    desenvolvidas, para tal objetivo o presente projeto propõe a construção de um aparato
    de sustentação de cabeça e pescoço com baixo custo relativo que promova alguma
    mobilidade ao assistido, tanto de forma passiva (controle-dependente) por meio de um
    aplicativo desenvolvido pelo grupo de pesquisa que será controlado remotamente
    através de comunicação do tipo Bluetooth®. Este, exigirá supervisão do terapeuta,
    permitindo treinamento em ambientes variados, facilitando o controle postural em
    diferentes magnitudes, bem como promover a melhora da qualidade de vida do
    utilizador.

  • LETÍCIA MIQUILINI DE ARRUDA FARIAS
  • O EFEITO DO RUÍDO ESPACIAL DE COR SOBRE A DISCRIMINAÇÃO
    LIMIAR DE LUMINÂNCIA: INVESTIGAÇÃO BÁSICA E APLICADA EM
    POPULAÇÕES EXPOSTAS AO MERCÚRIO

  • Data: 22/05/2018
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  • As imagens naturais são um conjunto complexo de padrões de contraste de cor e de
    luminância que quando combinados na cena visual ajudam a criar a discriminação de
    objetos em relação ao ambiente visual ao seu redor. Diversas propostas têm sido feitas
    para estudar como o sistema visual processa estímulos que combinam contrastes de cor e
    luminância. Esta tese tem como proposta principal apresentar um novo estímulo para ser
    usado em tarefas de discriminação de luminância sob o mascaramento de um ruído de
    cor. Sendo assim, cinco experimentos foram executados utilizando como foco principal
    esse novo paradigma com o intuito de explorar questões básicas e aplicadas de seu uso.
    O estudo 1 investigou o efeito da saturação do ruído de cor sobre a discriminação limiar
    do contraste de luminância. O estudo 2 investigou como o arranjo de mosaico contribuiu
    para os valores de contraste limiares de luminância sob o mascaramento do ruído de cor.
    O estudo 3 investigou a influência do conteúdo cromático do ruído espacial de cor sobre
    a discriminação limiar de luminância. O estudo 4 investigou a influência da polaridade
    do contraste de luminância sob o mascaramento do ruído espacial de cor sobre os
    contrastes limiares estimados. O estudo 5 comparou os valores de contrastes limiares de
    luminância sob o mascaramento de cor em duas populações ribeirinhas de diferentes
    bacias hidrográficas da Amazônia paraense e sob diferentes níveis de exposição alimentar
    ao mercúrio. O principal achado desta tese foi que os contrastes limiares de luminância
    variaram em função do comprimento do vetor do ruído espacial cromático. Quanto mais
    elevado fosse o comprimento do vetor do ruído espacial cromático, maior seria o contraste
    limiar de luminância. O contraste limiar estimado pelo estímulo sem mosaico exibiu
    valores significativamente menores que os estimados com estímulos com mosaico (p
    <0,01). Não foi observada diferença estatística entre os contrastes limiares estimadas em
    torno das cinco cromaticidades de referência nas distintas condições de saturação (p>
    xi
    0,05). Os contrastes limiares de luminância estimados no protocolo de decremento de
    luminância foram significativamente menores em todos os níveis de saturação quando
    comparados aos estimados por meio do protocolo de incremento de luminância (p <0,05).
    Não há diferença estatística entre os limiares de discriminação de luminância estimados
    entre as comunidades ribeirinhas que foram diferentemente expostas ao mercúrio (p>
    0,05). Os contrastes limiares de luminância estimados através do novo estímulo, descrito
    nesta tese, foram influenciados pelo ruído espacial cromático, ruído espacial de tamanho,
    e pela polaridade do contraste de luminância do estímulo. No entanto, as distintas
    composições do ruído espacial cromático não exibiram nenhuma influência sobre a
    discriminação de luminância. A presença de uma ou mais vias visuais sensíveis a cores e
    à luminância pode ser o substrato fisiológico do mecanismo que está subjacente à
    percepção de contraste de luminância desse novo estímulo.

  • MARJORIE LUJAN MARQUES TORRES
  • EFEITO PROTETOR DA RAÇÃO ENRIQUECIDA COM AÇAÍ (Euterpe oleracea) NO QUADRO DE MALÁRIA CEREBRAL EXPERIMENTAL

  • Data: 17/05/2018
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  • A malária cerebral (MC) é uma das complicações mais severas atribuídas à infecção pelo protozoário Plasmodium falciparum, ganhando destaque nas taxas de mortalidade infantil em áreas endêmicas. Esta enfermidade apresenta uma patogênese complexa e ainda pouco elucidada, estando associada a alterações cognitivas, comportamentais e motoras. Visando ampliar os conhecimentos a respeito desta patologia e procurando os benefícios atribuídos ao consumo diário de antioxidantes, o principal objetivo deste trabalho é avaliar o possível efeito protetor do fruto da Euterpe oleracea (açaí) durante a evolução do quadro de malária cerebral experimental (MCE) induzida em modelo murino por meio da inoculação da cepa ANKA de Plasmodium berghei (PbA). Para tal, utilizaram-se camungondos da linhagem albino suíço, os quais foram inoculados intraperitonealmente (i.p.) com 10⁶ de eritrócitos parasitados. Os animais (fêmeas e machos entre 4 a 6 semanas) foram divididos em quatro grupos, dentre os quais os grupos Açaí e PbA+Açaí foram mantidos com uma dieta exclusiva com ração enriquecida com açaí, e aos grupos Controle e PbA foram proporcionadas somente ração padrão durante os 22 dias de experimento. Para caracterização do quadro de MCE foram avaliados diversos parâmetros como o surgimento dos sinais clínicos, curva de sobrevivência, parasitemia (%), ganho de massa corpórea e permeabilidade vascular. Para avaliação das alterações comportamentais e locomotoras dos animais foi utilizado o protocolo SHIRPA. Observamos prolongamento de sobrevida dos animais infectados e tratados com dieta enriquecida com açaí, além de diminuição das alterações neurológicas decorrentes da exposição do parênquima cerebral. Este trabalho nos permitiu validar o desenvovimento do quadro de malária cerebral experimental (MCE) em modelo murino e avaliar o efeito neuroprotetor do açaí (Euterpe oleracea) no decorrer da doença.

  • ANANDA MARQUES PETY
  • NOVAS ABORDAGENS EVOLUTIVAS EM PEIXES DA AMAZÔNIA: MAPEAMENTO DE ELEMENTOS REPETITIVOS COMO MARCADORES PARA ESTUDOS EM ESPÉCIES DO CLADO PECKOLTIA (SILURIFORMES, LORICARIIDAE)

  • Data: 30/04/2018
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  • Os dados citogenéticos fornecem informações importantes sobre a diversidade de Loricariidae, pois eles corroboram as análises de classificação das espécies não descritas e ajudam na compreensão da diversidade inter-intraespecífica. No entanto, entre as espécies do clado Peckoltia, somente a determinação do número de cromossomos não resolve essas questões, porque a maioria das espécies exibe um número diplóide (2n) estável. Assim, o uso de outros marcadores cromossômicos, são necessários para esclarecer a organização genômica dessas espécies e entender sua diversidade. O mapeamento físico de DNAs repetitivos tem sido amplamente utilizado como uma ferramenta importante no estudo de problemas taxonômicos e evolutivos em peixes, bem como para entender os processos de organização genômica e diversificação. O objetivo do presente trabalho foi mapear sítios ribossômicos (rDNA) 5S e 18S em Ancistomus feldbergae e cinco espécies de Peckoltia: P. cavatica; P. multispinis; P. oligospila; P. sabaji e P.vittata, e discutir os mecanismos de organização e diversificação dessas sequências. Os resultados do presente estudo demonstram que todas as seis espécies analisadas possuem cariótipo constituído de 52 cromossomos, mas possuem fórmula cariotípica divergente. Regiões Organizadoras de Nucléolo (NOR) do tipo simples foram observadas em Ancistomus feldbergae, P. cavatica, P. multispinis e P.vittata, enquanto NOR múltiplas foram encontradas em P. oligospila e P. sabaji. Foram observadas variações extensas no número e localização dos sítios de rDNA 5S e 18S entre as espécies. Esses dados indicam que as inversões não são os únicos eventos mais importantes na evolução do cariótipo neste grupo e devem ser úteis na identificação das espécies estudadas aqui. Além das inversões, as transposições são importantes eventos evolutivos envolvidos, pelo menos, em clusters de rDNA que se espalham em Peckoltia e provavelmente em outras espécies de Hypostominae.

  • IVETE FURTADO RIBEIRO CALDAS
  • O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM O CORAÇÃO NÃO SENTE: IMPLICAÇÕES PARA A OPINIÃO SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

  • Data: 27/04/2018
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  • Introdução: O crescimento da violência urbana tem levado a sociedade a cobrar do Estado medidas mais severas e punitivas para resolver o problema da criminalidade juvenil. Uma das propostas é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. As discussões sobre essa proposta têm sido polarizadas ideologicamente e são raras as instâncias onde o debate é baseado em evidências científicas confiáveis. Nessa pesquisa, tentamos contribuir para identificar os condicionantes sociais e morais implícitos associados com a questão da maioridade penal. Para isso, desenhamos dois experimentos para avaliar como fatores socioeconômicos, sociodemográficos e o desenvolvimento moral do indivíduo influenciam na opinião sobre o tema. Objetivo: Verificar a relação entre fatores socioeconômicos, sociodemográficos e o desenvolvimento moral na opinião sobre a redução da maioridade penal. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa com delineamento transversal que constituiu-se de dois experimentos: Experimento Belém e Experimento Regional. No Experimento Belém os dados foram coletados em dois locais públicos do município de Belém, Pará, a Praça Batista Campos e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). No Experimento Regional foi utilizada uma ferramenta on line com o intuito de alcançar pessoas de diferentes regiões do território brasileiro. A amostra foi composta por indivíduos maiores de 18 anos de ambos os sexos. Os instrumentos utilizados foram: (1) Questionário socioeconômico e sociodemográfico e (2) Dilema do adolescente em conflito com a lei. Na análise dos dados foi utilizado o teste do Qui-quadrado (χ2) de Pearson e a mineração de dados. Resultados: Os funcionários do tribunal apresentam preferência por estágios inferiores (estágio 1) e menor nível de competência moral (índice C médio) (3,97, diferente do público em geral que prefere estágios superiores (estágio 6) e índice C (14.29). Houve uma relação significativa entre a preferência de estágios e a opinião dos sujeitos, apenas no grupo dos funcionários do tribunal (χ2 = 20,665, df = 10, p = 0,024). O primeiro é menos de acordo com a redução da idade de responsabilidade criminal do que o segundo. Conclusão: A acurácia da opinião é maior nos extremos da distância psicológica, ou seja, quando o indivíduo está muito distante ou muito perto da realidade desse adolescente.

  • RAISSA MELO DE SOUSA
  • CARACTERIZAÇÃO DO PADRÃO DE EXPRESSÃO E METILAÇÃO DO GENE P21CDKN1A/CIP1 EM TUMORES MAMÁRIOS CANINOS

  • Data: 20/04/2018
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  • A maioria dos tumores mamários caninos são malignos, fazendo com que o animal venha a óbito. Um dos fatores envolvidos nessa patogênese é a alteração no nível de expressão do gene P21, que codifica uma proteína que pode inibir a iniciação e a progressão tumoral. Um evento que pode afetar o nível celular da proteína p21 e o perfil de metilação desse gene, podendo ocasionar um silenciamento gênico ou uma superexpressão dele. Considerando a importância funcional desse gene, este estudo tem o objetivo de avaliar o perfil de metilação e expressão do gene P21 em tumores mamários de cadelas do estado do Pará, com o intuito de identificar marcadores moleculares de diagnóstico precoce, sobrevida e prognóstico. Para isso, 83 amos-tras de tecidos tumoral e não tumoral foram coletadas no Hospital Universitário Mário Dias Teixeira, em Belém. O DNA e RNA de cada amostra foram extraídos utilizando kits específi-cos. Para as análises de metilação, o DNA obtido foi submetido ao processo de modificação, com posterior técnica de Bisulfite Sequencing PCR, utilizando iniciadores específicos para re-gião e posterior visualização em gel de agarose 2%. Os resultados do sequenciamento foram analisados no software BiQ Analyzer a fim de avaliar o padrão de metilação. Para análise de expressão gênica, foi realizada a quantificação do mRNA do gene-alvo utilizando a técnica de PCR em tempo real, utilizando como controles constitutivos os genes GAPDH e HPRT1. Com análise estatística feita por meio dos testes Exato de Fisher, Odds Ratio e Mann-Whitney no programa GraphPad Prism, considerando os resultados significativos quando p ≤0.05, com in-tervalo de confiança 95%. Para avaliação do perfil de metilação, foi realizada a caracterização das ilhas CpGs do gene P21, sendo que a ilha 1 está localizada em um íntron e possui 34 sítios CGs, enquanto que a ilha 2 foi identificada no éxon 2, com 22 sítios CGs. Na ilha 1 não foi detectada metilação, enquanto que a ilha 2 estava metilada, contudo o perfil de metilação não foi diferente entre as amostras tumorais, não tumorais e controles, não sendo possível correla-cionar os valores de metilação com os dados clínicos e de expressão. Os níveis de expressão das amostras tumorais foram baixos quando comparados com as amostras não tumorais e con-trole, demostrando que o papel de p21 nesses tumores pode se apresentar alterado. No entanto, nenhuma correlação estatisticamente significativa foi observada entre a expressão e os dados clínicos e histopatológicos dos pacientes. Apesar disso, foi observada uma expressão reduzida em animais com sobrevida >1 ano de idade, e uma expressão elevada em animais com sobrevida < 1 ano de idade, sugerindo a influência de p21 como um marcador de prognóstico. Ainda são necessários estudos mais detalhados do gene P21 para verificar se essas alterações poderão ser utilizadas como marcadores moleculares, e assim colaborar no prognóstico e detecção do câncer na espécie.

  • FELIPE ANDRE DA COSTA BRITO
  • MOSAICO: DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA GERADOR DE ESTÍMULOS VISUAIS DE MOSAICO.

  • Data: 17/04/2018
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  • A visão de cores e a visão de luminância são de grande importância nas diversas atividades do ser humano e por isso deficiências nestas funções visuais podem comprometer enormemente o poder laboral e a qualidade de vida de uma pessoa. Diversas propostas de avaliação visual têm sido desenvolvidas em plataformas computadorizadas e não computadorizadas. As ferramentas para avaliação da visão de cor e luminância, utilizando estímulos do tipo de mosaico variegado, presentes atualmente no mercado possuem pouco ou nenhum controle do usuário sobre os parâmetros do estímulo. Esta dissertação tem por objetivo apresentar o desenvolvimento de um programa que permite ao usuário um maior controle dos parâmetros dos de estímulos de mosaico. Para o desenvolvimento deste programa foi utilizada a linguagem unificada de modelagem (UML) que permite a especificação, documentação e visualização de objetos de um programa através de diagramas padronizados. O programa foi escrito em linguagem MATLAB e foi criado um executável para utilização do programa pelo usuário. O programa final foi chamado de MOSAICO e permite a criação de uma grande variedade de estímulos de mosaico variegado. O programa apresenta um maior número de vantagens que outras propostas de geradores deste tipo de estímulo e poderá contribuir com os cientistas visuais interessados no estudo de discriminação de cor e luminância.

  • ANA PAULA SIROTHEAU CORREA RODRIGUES
  • REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM IMPLANTE COCLEAR UTILIZANDO UMA NOVA ABORDAGEM NA ANÁLISE DA PERCEPÇÃO AUDITIVA

  • Data: 28/03/2018
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  • A comunicação é a forma que temos de interagir com o mundo, essa comunicação pode ser verbal ou não verbal. Para o progresso satisfatório da comunicação oral é necessário que a via auditiva, desde a porção central até a porção periférica esteja funcionando adequadamente. Quando ocorre alguma alteração na via auditiva, é necessário o uso de dispositivos que auxiliem a percepção do som, dentre estes instrumentos destacamos o implante coclear, porém, para o aproveitamento adequado deste recurso, é imprescindível uma reabilitação eficiente. Objetivo: Desenvolver um simulador de implante coclear com a finalidade de proporcionar ao reabilitador identificar o estímulo recebido pelo deficiente auditivo, e dessa forma atuar nas programações das sessões de reabilitação, para que os sons possam ser detectados corretamente, favorecendo o desenvolvimento ou a manutenção da comunicação oral. Métodos: Para o desenvolvimento do estudo foram formados 3 grupos de indivíduos: o primeiro grupo foi constituído por 6 pacientes implantados que receberam como estimulo o som puro. Os grupos 2 e 3 foram compostos por normo-ouvintes que receberam os sons filtrados pelo simulador de implante coclear, o grupo 2 com 22 indivíduos recebeu os sons filtrados para 22 canais ativados (100%) e o grupo 3 percebeu sons filtrados com 17 canais ativados (77%), correspondendo ao número de canais ativados em um implante coclear. Todos os participantes foram submetidos a sessões com estímulos audiovisuais em um software executado em um computador com tela sensível ao toque. Os estímulos são 124 palavras extraídas de uma lista utilizada no exame de logoaudiometria, sendo 16 trissílabos, 46 dissílabos e 62 monossílabos. As palavras trissílabas foram geradas sinteticamente e as demais gravadas em voz feminina de fonoaudióloga. Resultados: Observou-se que todos os grupos apresentaram maior dificuldade na detecção de monossílabos, onde o período de latência foi aumentado e ocorreram mais erros para percepção do som, isso deve-se a diminuição da pista auditiva. E, portanto, se houver um tratamento de reabilitação individualizado, acredita-se que o desenvolvimento do deficiente auditivo implantado decorra de uma forma mais eficiente.

  • LORENA DUARTE FERNANDES
  • ANÁLISE DE ALTERAÇÕES MOLECULARES NOS GENES ND1 E ND3 EM CÂNCER DE PULMÃO NÃO PEQUENAS CÉLULAS NA POPULAÇÃO PARAENSE

  • Data: 09/03/2018
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  • O carcinoma broncopulmonar é o mais frequente em todo o mundo, sendo uma das neoplasias mais agressivas, possuindo uma razão mortalidade/incidência em torno de 90%, com sobrevida global em cinco anos baixa, cerca de 10 a 15%, na maioria das populações do mundo. Na Região Norte do Brasil, esta patologia é a terceira mais frequente entre os homens e a quarta entre as mulheres. Do ponto de vista anatomopatológico, o câncer de pulmão é classificado em dois tipos principais: pequenas células e não-pequenas células, sendo este último o mais incidente, respondendo por 75% dos casos. Atualmente, a distinção entre os subtipos se baseia em diferenças histológicas, imunohistoquímicas e moleculares. Nesse contexto, é importante ressaltar que as informações moleculares influenciam não só no diagnóstico, prognóstico, mas também na conduta terapêutica. Diversas alterações genéticas e epigenéticas do genoma nuclear estão relacionadas a patogênese deste tumor. Entretanto, alterações na fosforilação oxidativa resultantes da disfunção mitocondrial tem sido há muito tempo sugeridas como envolvidas no processo de tumorigênese. Dessa forma, o presente estudo analisou dois genes do DNA mitocondrial (ND1 e ND3) integrantes do complexo I da cadeia respiratória mitocondrial em 66 amostras de tecido pulmonar de pacientes com e sem câncer de pulmão não pequenas células na população do estado do Pará. Após a análise pelo sequenciamento, foram identificadas quatro alterações no gene ND1: C3553T, T3552A, C3595ins e G3666A e apenas duas alterações no gene ND3: A10398G e C10400T. Dentre as alterações encontradas no gene ND1, não foram observadas significância estatística em relação ao desenvolvimento do câncer de pulmão. Entretanto, foi descoberto uma alteração estrutural no gene ND1 na presença de C3595ins, ainda não descrita na literatura. Ao passo que, a presença do alelo A, observada em T3552A no gene ND1, foi associada de forma significativa ao um efeito protetor ao desenvolvimento de câncer de pulmão. Já alterações no gene ND3 (G10398A e T10400C) foram significantemente associadas com o câncer de pulmão, sendo estas alterações em ND3 potenciais para utilização como marcadores em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células.

  • LAIS TEIXEIRA BONFIM
  • Avaliação do efeito citoprotetor do composto homeopático Canova®
    em linhagem celular de rim de macaco verde africano (VERO) exposta
    ao fármaco dipirona sódica.

  • Data: 01/03/2018
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  • O paracetamol, a dipirona sódica e o ibuprofeno estão entre os principais medicamentos isentos de prescrição médica disponíveis nas farmácias. Entre estes fármacos, a dipirona sódica tem se destacado na literatura como um dos medicamentos mais utilizados. Apesar de seu amplo uso, nosso grupo de pesquisa tem demostrado que a dipirona sódica apresenta efeitos genotóxicos e citotóxicos. Desta forma, são de grande importância estudos com medicamentos que proporcionem proteção ou que amenizem os eventuais danos causados por esta droga. O composto homeopático Canova® (CA) parece ser um bom candidato para esse fim, uma vez que ameniza os efeitos colaterais de medicamentos a ele associado. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o possível efeito citoprotetor do CA em linhagem celular de rim de macaco verde africano (VERO) exposta ao fármaco dipirona sódica utilizando os ensaios do cometa, apoptose e imunocitoquímica. Nossos resultados demonstaram através do teste do cometa que a dipirona sódica induziu um aumento no índice de dano (ID) ao DNA da linhagem VERO. No entanto, quando estas células foram co-tratadas com CA nas três concentrações estudadas, observou-se uma redução significativa no ID, o que indica um possível efeito antigenotóxico do CA. Quanto ao ensaio de apoptose e necrose observamos que a dipirona induziu um aumento na percentagem de apoptose tanto em 24 quanto em 48 h. Entretanto, quando este fármaco foi associado ao CA, foi observada uma redução significativa neste efeito nas três concetrações de CA + dipirona. No que diz respeito aos resultados de imunocitoquímica, foi demonstrado um aumento na expressão de caspase 8 e citocromo C quando as células foram expostas à dipirona; em contrapartida, o co-tratamento reduziu significativamente este efeito. Quanto à expressão de caspase 9, observamos que a dipirona induziu um aumento nesta atividade, porém o co-tratamento não apresentou a capacidade de reduzir tal efeito. Desta forma, desmonstrou-se, em nossas condições experimentais, que CA age como citoprotetor conta os danos causados pela dipirona.

  • SILVIA MARIA MACHADO DA ROCHA
  • PERFIL CITOPATOLÓGICO DE PACIENTES ATENDIDAS NA CASA DA MULHER E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DO ÁCIDO CAURENOICO CONTRA LINHAGENS DE CÂNCER CERVICAL

  • Data: 28/02/2018
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  • O câncer do colo do útero (CCU), de grande importância para saúde pública, sendo considerado o 4º tipo de câncer que mais acomete mulheres no mundo, possui como principal fator de risco infecções por papilomavírus humanos (HPVs). Aproximadamente 70% de mulheres com câncer de colo de útero encontram-se em regiões menos desenvolvidas, o que demonstra uma relação socioeconômica. Os papilomavírus pertencem à família Papillomaviridae, que abrangem mais de 40 gêneros, dos quais cinco são compostos de HPVs, com pelo menos 200 espécies já descritas associadas a infecções humanas. Estes vírus são envelopados, esféricos e possuem como genoma DNA de fita dupla. Os HPVs possuem tropismo por células epiteliais e infecções persistentes podem levar a transformações intraepiteliais progressivas com evolução para lesões precursoras do câncer cervical, e por fim câncer. A infecção por HPV é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum em todo o mundo e a maioria das pessoas sexualmente ativas, homens e mulheres, terá contato com o vírus durante algum momento da vida. No presente estudo foram analisados o perfil citopatológico de pacientes atendidas em uma Unidade de Referência Secundária em Câncer Ginecológico do município de Belém/PA e a atividade do ácido caurenoico contra linhagens de câncer cervical. Para tanto houve a identificação do perfil dos achados microbiológicos e citopatológicos nos exames realizados pelo laboratório da Casa da Mulher, durante o período de um ano, sendo utilizados dados de 2.202 exames preventivos de câncer de colo de útero (PCCU), apresentando fraca correlação entre faixa etária e frequência de achados microbiológicos e alterações patológicas. Já os achados microbiológicos, apresentaram a presença de três espécies: Gardnerella vaginalis (23,48%), Candida sp. (12,44%) e Trichomonas vaginalis (0,68%). A prevalência de anormalidades citológicas correspondeu a 5,72%. As atipias celulares de significado indeterminado a 2,679%, e a proporção total das lesões neoplásicas potencialmente malignas foi de 1,09%. O aumento da cobertura de PCCU na população feminina precisa ser alcançado e a promoção da saúde deve ser efetivada por meio de parcerias intersetoriais, participação popular e responsabilização coletiva pela qualidade de vida. Já a avaliação do efeito genotóxico e mutagênico do ácido caurenoico (AC) em linhagens de câncer cervical foi realizada com a utilização de linhagens HeLa (HPV18-positivo), CaSki (HPV16-positivo) e C33A (HPVnegativo), sendo que o AC mostrou forte correlação positiva com os indicadores de genotoxicidade avaliados. Em concentrações elevadas, inibiu a expressão dos genes E6 e E7 de HPV, que interferem na regulação do ciclo celular. E, mesmo sendo observados efeitos genotóxicos, os ensaios apontaram para possibilidade do uso do AC como matéria-prima de agentes terapêuticos para câncer cervical com presença de HPV, assim como em pesquisas futuras sobre as funções de E6 e E7.

  • LOUISE BOGEA RIBEIRO
  • COMPLEXIDADE SEMÂNTICA E HABILIDADE DE DECODIFICAÇÃO: UM MODELO QUANTITATIVO DA COMPREENSÃO DE TEXTOS DENOTATIVOS EM LÍNGUA PORTUGUESA BASEADO NA TEORIA DA INFORMAÇÃO.

  • Data: 26/02/2018
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  • Com base em princípios da neurociência cognitiva e da teoria da informação, com ênfase no trabalho de Claude Shannon, realizou-se uma análise estatística de 33.101 palavras a partir da coleta de textos científicos da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e da Biblioteca Digital da USP, mediante a utilização da linguagem de programação C# e do Microsoft Visual Studio 2012 enquanto complemento do código, incluindo o SQL Server Management Studio 2012 para o gerenciamento do banco de dados, em prol do desenvolvimento do programa de processamento de informação intitulado de CalcuLetra, com o objetivo de mensurar a dificuldade de compreensão textual em Língua Portuguesa. A partir das premissas de que o aprendizado dos significados das letras, palavras e outros símbolos favorece o desenvolvimento do sistema nervoso central de humanos; que o comportamento metacognitivo do leitor permite a resposta a estímulos advindos do processo de leitura; e que as palavras de maior ocorrência no banco representam as mais conhecidas pelos seus autores, o algoritmo determina, assim, o grau de familiaridade das palavras conforme os parâmetros matemáticos e estatísticos do banco. Ao comparar textos não literários ou denotativos com os valores probabilísticos encontrados, revela-se quão compreensivo é o texto inserido no programa, considerando leitores neurotípicos e que o conteúdo possua os devidos elementos de coesão textual, conforme as regras gramaticais da língua. Nossos resultados revelam grupos de palavras que causam a incompreensão ou facilitam a leitura. Adicionalmente, mostramos lacunas de vocabulário e na utilização do dicionário.
    Apesar dos resultados preliminares, este estudo foi mais uma prova de conceito para o método empregado e demonstrou seu potencial para futuras pesquisas.
    A metodologia do modelo de quantificação pode ser adaptada a outras línguas, e espera-se que a pesquisa possa contribuir em prol da elaboração de diagnóstico objetivo de transtornos do comportamento (ex. dislexia), mediante classificação quantitativa da incompreensão escrita; e ter a sua aplicabilidade enquanto instrumento auxiliar na análise de exames dissertativos de vestibulares, do Enem e de concursos públicos, cuja avaliação é ainda de forma subjetiva.

  • CLEBSON PANTOJA PIMENTEL
  • INVESTIGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE ALTERAÇÕES MOLECULARES NOS GENES KRAS, HRAS, NRAS E BRAF EM CARCINOMA PAPILÍFERO DA TIREOIDE

  • Data: 25/01/2018
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  • O tipo mais comum de câncer de tireoide é o Carcinoma Papilífero (PTC), que representa 80% de todos os casos de neoplasias que acometem essa glândula. O PTC é um tumor maligno, de evolução lenta, que ocorre em qualquer idade, com maior frequência entre 30 a 40 anos. A via metabólica MAPK é a via mais associada ao PTC. Dentre as muitas proteínas que atuam nessa via e que se encontram alteradas nos casos de PTC, destacam-se aquelas codificadas por genes pertencentes às famílias RAS e BRAF. Considerando que na Amazônia brasileira, os estudos genéticos e clínicos sobre o câncer de tireoide são raros, o presente trabalho teve como objetivo investigar possíveis alterações nos genes HRAS, NRAS, KRAS e BRAF em pacientes portadores de PTC oriundos de um hospital público da cidade de Belém (PA), e fazer a associação entre a mutação encontrada e os achados bioquímicos e clínicos. Para isso, foram utilizadas como ferramentas a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e a técnica de sequenciamento automático direto. A análise estatística foi realizada pelo pacote de software SPSS versão 21.0. Os dados contínuos foram expressos em média e desvio padrão e os dados categóricos foram expressos em porcentagem. O teste t de Student foi utilizado para avaliar as variáveis contínuas e os testes exato de Fisher e Qui-quadrado foram usados para analisar as variáveis categóricas. Foi considerado p<0,05 como significativo em todas as análises. Como resultados, a análise por sequenciamento do gene BRAF revelou a presença da mutação BRAFV600E em 21 de 53 pacientes (16 mulheres e 5 homens, 39,6%), assim como uma mutação nova no códon 38 no gene K-RAS (p.D38E). Em relação aos dados clínicos, houve uma associação significativa entre a mutação BRAFV600E e rouquidão, assim como entre a mutação BRAFV600E e metástase linfonodal. Adicionalmente, a observação de uma nova mutação no gene K-RAS indica que o número de alterações gênicas envolvendo a via metabólica MAPK encontra-se ainda incompleto. Os dados obtidos podem ser utilizados para uma melhor avaliação pré-cirúrgica de tumores tireoidianos, com o objetivo de aumentar a sensibilidade para a detecção do câncer e evitar cirurgias desnecessárias de lesões erroneamente identificadas como malignas.

2017
Descrição
  • ALODIA BRASIL COSTA
  • ESTUDO ELETRORRETINOGRÁFICO DA ADAPTAÇAO À LUZ DE VIAS DE PROCESSAMENTO ESPECÍFICAS DE CONE E DE OPONÊNCIA EM COR E LUMINÂNCIA

  • Data: 15/12/2017
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  • O sistema visual apresenta uma função essencial denominada adaptação à luz ou adaptação fotópica que consiste na regulação da sensibilidade à luz permitindo adaptação visual a ampla faixa de níveis de iluminação. Esse fenômeno não está totalmente elucidado. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a magnitude e padrão temporal da variação das respostas elétricas da retina para estímulos seletivos à cone L e à cone M e para estímulos específicos da via de luminância e da via de cor vermelho-verde, possibilitando a avaliação da atividade das vias visuais parvocelular vermelho-verde (via P) e magnocelular (via M), durante a adaptação à luz. Para tal, 6 sujeitos saudáveis foram submetidos a 30 minutos de adaptação ao escuro e em seguida a um campo constante de adaptação à luz por 16 min. Os estímulos foram dados a cada 2 min e registrada a resposta elétrica da retina por eletrorretinograma de campo total (ffERG) ao longo dos 16 min. Foi utilizada a técnica de tripla substituição silenciosa para isolamento das respostas das vias originadas nos cones L ou M. Também foram utilizados estímulos específicos de luminância (Lum) e de cor vermelho- verde (Crom). Para cada tipo de estimulação utilizou-se frequências temporais intermediária (12 Hz, que reflete a atividade da via P) e alta (36 Hz, que reflete a atividade da via M) resultando em 8 condições de estimulação. Amplitude e fase dos componentes primeiro (F), segundo (2F) e terceiro harmônico (3F) foram extraídas por Transformada Rápida de Fourier. Observou-se que amplitude e fase aumentaram ao longo do tempo de adaptação à luz com formas de onda senoidais simples na maioria dos componentes e condições de estimulação.Os aumentosrelativos de amplitude de Fnasrespostas conduzidas por cone M durante a adaptação à luz foram maiores do que nas conduzidas por cone L em ambas as frequências temporais, 12 Hz (M= 1,21; L= 0,33) e 36 Hz (M= 1,94; L= 0,55), assim como foram maiores em 36 Hz que em 12 Hz para os dois cones. Em geral, houve leve aumento de fase de F durante o tempo de adaptação à luz (< 30 graus), levemente maiores em 36 Hz. Quanto à cinética de adaptação à luz, amplitude e fase de F que parecem refletir a atividade da via P apresentaram adaptação mais rápida (Cone L 12 Hz, Cone M 12 Hz, Crom 12 Hz, Lum 12, com média de 1,4 min) e aquelas que provavelmente refletem atividade da via M apresentaram adaptação mais lenta (Lum 36 Hz, Cone L36 Hz, Cone M 36 Hz, com média de 4,9 min). Assim, via M e P apresentaram distintas magnitude e cinética de adaptação à luz, sendo a via M a via de maior aumento e mais lenta adaptação. 

  • GISELLE CRISTINA BRASIL CARVALHO
  • CITOPROTEÇÃO DO ÁCIDO KÓJICO (AK) NA MORTE INDUZIDA POR LPS EM CÉLULAS DE MÜLLER DE RETINA DE EMBRIÃO DE GALINHA

  • Data: 07/12/2017
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  • 5-Hidroxi-2-hidroximetil-γ-pirona (AK), conhecido inibidor de tirosinase, enzima importante para síntese de melanina e por isso é usado para desordens de pigmentação. AK também promove significativa ativação de macrófagos e promove acúmulo citoplasmático de espécies reativas de oxigênio (EROs), o que sugere seu papel como potencializador do sistema imune como microbicida. Não existe trabalho na literatura que mostra a ação do AK no sistema nervoso central (SNC) como ativador celular e seu possível papel protetor frente a infecções. Para testar essa hipótese usamos glias de Muller da retina que apresentam propriedades semelhantes aos dos macrófagos e LPS, como ativador glial. Portanto, o presente trabalho avalia a ação do AK como possível papel protetor na morte celular induzida por LPS, em cultura de células da glia provenientes de embriões de galinha. Culturas enriquecidas com células da glia, foram tratadas com AK (10, 25, 50 e 100 μM) e LPS (0,1; 1; 10, 100 e 500 ng/mL) durante 24 horas. Após tratamento, as células não mostraram citotoxicidade tratadas com AK, entretanto, tratadas com LPS ocorreu morte celular, de uma maneira dose-dependente. Verificamos o acúmulo de EROs em grupos tratados com AK (100 μM) e LPS (100 e 500 ng/ml), sendo que nas culturas co-tratados com AK e LPS nas mesmas concentrações houve uma redução desse acúmulo. AK também foi capaz de inibir a atividade das enzimas antioxidantes, ( catalase e Superóxido dismutase) e inibir os níveis de glutationa, enquanto LPS produz um aumento na atividade dessas enzimas. AK foi capaz de inibir as enzimas antioxidantes e glutationa do aumento induzido por LPS. Esses dados revelam que AK promove a modulação do balanço oxidativo e antioxidativo como possível mecanismo protetor na morte celular produzido por LPS em células enriquecidas de Glia de Müller.

  • NELISSON CLEI FERREIRA ALVES
  • PREVALÊNCIA E ASSOCIAÇÃO DA INFECÇÃO GÁSTRICA POR HELICOBACTER PYLORI E DO VÍRUS EPSTEIN-BARR EM CASOS DE GASTRITE NA POPULAÇÃO DO AMAPÁ

  • Data: 03/11/2017
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  • A epidemiologia da HP e do vírus Epstein-Barr (EBV) é mundial. A prevalência de ambos os agentes carcinogênicos na população humana mundial é de cerca de 45%. Um estudo recente sugere que coinfecção de EBV com HP cagA positiva, aumenta o potencial oncogênico desta bactéria. O objetivo deste trabalho foi identificar a prevalência da bactéria HP e do EBV e a associação desses patógenos e do gene cagA em pacientes com gastrite na população do Amapá. Foi realizado um estudo descritivo, do tipo transversal, onde foram analisadas 292 amostras de mucosa gástrica de pacientes com gastrite submetidos a endoscopia, com faixa etária entre 14 e 83 anos de idade. Para detecção da HP foi utilizado o teste da Urease e a Reação em Cadeia da Polimerase, esta metodologia também serviu para revelar as cepas cagA positivas da bactéria. Adicionalmente, foi utilizada a técnica de hibridação in situ para detecção do EBV e a análise microscópica que determinou as características histopatológicas da mucosa gástrica. Resultados: Nosso estudo mostrou alta prevalência de casos de HP em pacientes com gastrite com uma frequência relativa de 87,67% dos 292 casos analisados, sendo maior incidência, dos casos positivos para HP, no sexo feminino, 88,27%. A incidência do gene cagA em amostras de pacientes positivos para HP foi de 72,66%, com maior prevalência no sexo feminino, 75,32%. No presente estudo foram encontrados 8,59% dos pacientes com infecção viral causada por EBV em amostras positivas para HP com maior prevalência no sexo masculino, 9,18%. De acordo com a faixa etária nosso estudo mostrou maior prevalência do gene cagA e do EBV em pacientes positivos para HP no segmento entre 44 e 54 anos, com 23,12% e 36,37%, respectivamente. A maioria dos achados deste estudo assemelha-se aos relatos da literatura, contudo, evidenciou-se a necessidade de estudos com maior casuística a fim de melhor esclarecer se há ou não há correlação entre a infecção por HP e EBV no norte do Brasil.

  • FABIO DA SILVA WAN-MEYL
  • CORRELAÇÃO ENTRE MEDIDAS QUANTITATIVAS DE ESPESSURA RETINIANA, CONCENTRAÇÃO DE METABÓLITOS ENCEFÁLICOS E FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DE PACIENTES COM TRANSTORNOS NEUROCOGNITIVOS

  • Data: 18/10/2017
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  • Atualmente, com o aumento na expectativa de vida das populações humanas, as doenças neurodegenerativas, de comum ocorrência com o avançar da idade, tornaram-se fonte de serias preocupações. Deste modo, tem sido fomentado em todo o mundo a investigação de novos meios de diagnóstico precoce de transtornos neurocognitivos associados a doenças como a de Alzheimer e de Parkinson, assim como a melhoria do entendimento dos métodos de diagnóstico clinico neurológico atualmente disponíveis. Neste sentido, este trabalho propõe investigar a existência de possíveis correlações entre os resultados de exames utilizados na investigação clínica neurológica de pacientes diagnosticados com transtorno neurocognitivo associado a essas importantes doenças neurodegenerativas (doenças de Alzheimer e Parkinson). Os resultados mostram que a medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina perimacular, realizada por tomografia de coerência óptica, é um parâmetro que pode não diferir de modo relevante entre grupos de pacientes e sujeitos saudáveis. Por outro lado, a medida da amplitude dos sinais espectroscópicos gerados por metabólitos encefálicos, realizada por espectroscopia de prótons em ressonância magnética, revela alterações encefálicas que variam de região para região. Além disso, a medida neuropsicológica de funções cognitivas, realizada pela aplicação da bateria automatizada CANTAB, revela que diversos aspectos dessas funções estão prejudicados nesses pacientes. Finalmente, a Análise de Componente Principal mostra que, considerando o conjunto de variáveis obtidos pelas medidas tomográficas e neuropsicológicas, é possível observar uma correlação entre várias dessas variáveis. Deste modo, conclui-se que correlacionando os resultados obtidos por diferentes abordagens pode agregar potencial na interpretação dessa casuística, o que não seria possível se considerarmos tais dados de modo isolado.

  • CAROLINA DOS SANTOS ARAUJO
  • Estudo de mecanismos cromáticos e acromáticos para o potencial cortical provocado visual (VECP) e multifocal (mfVEP)

  • Data: 06/10/2017
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  • Os potenciais provocados visuais (VECP) e multifocais (mfVEPs) vem sendo amplamente utilizados para investigar o processamento da informação cortical em resposta a estímulos em diferentes locais do campo visual e apresentam o potencial de fornecer informações complementares aos VEPs convencionais sobre mecanismos cromáticos e acromáticos da visão humana. O objetivo deste trabalho foi investigar a contribuição dos mecanismos cromáticos e acromáticos ao VECP e mfVEP a partir de dois experimentos: no primeiro, 9 sujeitos tricromatas saudáveis, com acuidade visual normal ou corrigida para 20/20, foram avaliados sob uma estimulação visual de 8º de tamanho, formada por redes senoidais acromáticas em 7 frequências espaciais (de 0,4 a 10 cpg) e em seis níveis de contraste (3,12% a 99%); no segundo, foi apresentada para 14 sujeitos saudáveis, com acuidade visual normal ou corrigida para 20/20 (12 tricromatas, 1 discromatópsico do tipo protan e 1 discromatópsico do tipo deutan) uma estimulação multifocal em formato de tabuleiro de dardos com 60 setores cobrindo 40° de ângulo visual em 7 razões diferentes de luminância vermelho-verde (R/R+G) e em uma condição acromática (99%). As duas estimulações foram apresentadas sob a forma de padrão reverso, controlado temporalmente por sequências-m. O primeiro slice (K2.1) e o segundo slice (K2.2) do kernel de segunda ordem foram extraídos. No experimento 1, foram analisados os componentes principais das formas de onda registradas e no experimento 2 foi analisada a relação sinal-ruído (SNR) das formas de onda para classificá-las como confiáveis (SNR> 1,35) ou não confiáveis (SNR <1,35) e foi quantificado o número de formas de onda confiáveis em 6 anéis diferentes de mesma excentricidade visual (R1 sendo o anel central e R6 o anel mais periférico). Os resultados do experimento 1 indicaram que as respostas em K2.1 foram dominadas pela via M, já as respostas em K2.2 refletiram a contribuição apenas da via P. Os resultados do experimento 2 foram semelhantes para K2.1 e K2.2. Nos anéis R1-R4, todas as proporções de luminância vermelho-verde apresentaram um número similar de formas de onda confiáveis. Nos anéis R5-R6, havia mais formas de onda confiáveis nas razões de luminância vermelho-verde com alto contraste de luminância, enquanto a condição equiluminante apresentava o menor número de respostas confiáveis. Os indivíduos protan e deutan apresentaram resultados invertidos: as condições de estímulo com o verde mais brilhante do que o vermelho geraram formas de onda mais confiáveis no sujeito protan (0.2-0.4), enquanto a combinação oposta gerou formas de onda mais confiáveis no sujeito deutan. Os dois slices do kernel de segunda ordem foram úteis para estudar os mecanismos cromáticos e acromáticos do mfVEP. Os resultados em R1-R4 indicaram uma contribuição semelhante de mecanismos cromáticos e acromáticos para mfVEP, enquanto R5-R6 mostraram contribuição mais pronunciada do mecanismo acromático para o mfVEP. O método utilizado no presente estudo permitiu identificar as características específicas dos sujeitos discromatópsicos protan e deutan a partir dos dados obtidos. 

  • MILENA SILVA DE FREITAS
  • CARACTERIZAÇÃO VOCAL DE PACIENTES PORTADORES DE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO (LES)

  • Data: 18/09/2017
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  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica caracterizada por dano tecidual progressivo. Nas últimas décadas os novos tratamentos aumentaram muito a vida útil dos pacientes com LES. Isso cria uma alta demanda para identificar os sintomas gerais associados ao LES e desenvolver terapias que melhorem sua qualidade de vida sob cuidados crônicos. Nós hipotetizamos que os pacientes com LES deveriam apresentar sintomas disfônicos. Dado que os distúrbios da voz podem reduzir a qualidade de vida, a identificação de uma potencial disfonia relacionada ao LES pode ser relevante para a avaliação e o manejo desta doença. Medimos os parâmetros vocais GRBAS em pacientes com LES e no grupo controle. Os pacientes com LES também preencheram um questionário relatando déficits vocais percebidos. Os pacientes com LES tiveram uma intensidade vocal significativamente menor e uma HNR ruim, bem como aumento dos valores de jitter e shimmer. Todos os parâmetros subjetivos da escala GRBAS foram significativamente anormais em pacientes com LES. Além disso, a grande maioria dos pacientes com LES (29/36) relatou pelo menos um déficit vocal percebido, com déficits mais prevalentes sendo fadiga vocal (19/36) e rouquidão (17/36). Os déficits de voz auto relatados foram altamente correlacionados com os scores de GRBAS alterados. Além disso, os scores de danos nos tecidos nos diferentes sistemas de órgãos correlacionaram-se com os sintomas disfônicos, sugerindo que algumas características da disfonia relacionada ao LES se devem a danos nos tecidos. Nossos resultados mostram que uma grande fração de pacientes com LES sofre de disfonia perceptível e pode se beneficiar da terapia de voz para melhorar a qualidade de vida.

  • NARA GYZELY DE MORAIS MAGALHÃES
  • ALTERAÇÕES DA FORMAÇÃO HIPOCAMPAL DO Calidris pusilla ASSOCIADAS À MIGRAÇÃO OUTONAL DE LONGA DISTÂNCIA

  • Data: 31/08/2017
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  • Após a reprodução na tundra ártica superior, os maçaricos acometidos pela inquietação migratória traçam uma rota preliminar herdada e utilizam bússolas naturais, mapas e marcos visuais, até alcançar, ainda no hemisfério norte, sítios de parada que dispõem dos recursos nutricionais necessários ao rápido e elevado ganho de reservas energéticas, tal como acontece na Baia de Fundy-Canadá. Após esse sítio de parada que é utilizado por 75 % da população de Calidris pusilla, a experiência migratória outonal de longa distância continua com voos de 6 dias ininterruptos sem escala sobre o Atlântico até que essas aves chegam a América do Sul e depois na ilha de Canela – Brasil. Para testar a hipótese de que o processo migratório de longa distância influenciaria a neurogênese, número de astrócitos GFAP positivos e a ativação de genes de expressão rápida capturamos 12 indivíduos em plena atividade migratória na Baia de Fundy e 9 indivíduos na Ilha de Canelas no Brasil. Após a imunomarcação seletiva para neurônios maduros (NeuN), neurônios imaturos (Dcx), astrócitos (GFAP), e ativação neuronal por genes de expressão rápida (c-Fos) quantificamos esses marcadores na formação hipocampal e comparamos resultados dessa quantificação dos indivíduos em migração (Baia de Fundy) com aqueles em período de invernada (Ilha de Canela). Para tanto utilizamos análises estereológicas quantitativas que permitiu estimar o total de células, o número de células ativas, o número total de astrócitos e de neurônios novos e maduros. Para verificar se as diferenças encontradas eram estatisticamente significativas empregamos o teste t Student. Nossos resultados confirmaram que a migração outonal provocou mudanças hipocampais em Calidris pusilla. Após a migração detectamos que a formação hipocampal possui volume maior e mais neurônios novos em contrapartida, menos células ativadas e menor número de astrócitos. Entretanto, esse processo não influenciou o número de células totais e de neurônios maduros. Sugerimos que a diferença encontrada entre o volume e número de neurônios novos, dos indivíduos em plena migração e após o processo ter sido concluído, possivelmente ocorreu em função do processo migratório em combinação com as condições encontradas durante o início do período invernada. O presente trabalho demonstra pela primeira vez que as aves marinhas migratórias de longa distância oferecem janela de oportunidade única para investigar muitas questões relacionadas à neurobiologia celular da migração de uma forma geral, e em particular, sobre a plasticidade neural associada à função da neurogênese do hipocampo adulto das aves. Futuramente pretendemos monitorar a neurogênese nessa espécie durante todo o período de invernada.

  • NAILA FERREIRA DA CRUZ
  • AVALIAÇÃO in vitro DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DA Malpighia glabra Linn. EM AGENTES DA CROMOBLASTOMICOSE

  • Data: 31/08/2017
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  • A cromoblastomicose (CBM) é uma micose por implantação, crônica, de distribuição cosmopolita, causada por fungos melanizados. Após implantação transcutânea, os propágulos dos agentes da CBM apresentam uma plasticidade celular e morfológica única, ocorrendo a diferenciação celular, resultando nas células muriformes. O tratamento dessa micose é um desafio pela ausência de um antifúngico padrão. Vários métodos de terapia são utilizados (físicos e farmacológicos), isoladamente ou associados, no entanto, com pouco sucesso de cura clínica. A região amazônica tem uma vasta biodiversidade de vegetais que precisam ser melhor caracterizados quanto à sua composição química e aplicabilidade no tratamento de diferentes doenças. Nessa variedade de plantas, o fruto da Malpighia glabra Linn. (acerola) apresenta um alto teor de vitamina C, apresentando também vitaminas do complexo B, A, antocianinas e flavonoides, que destacam-se por apresentarem diferentes ações biológicas e terapêuticas já demonstradas tanto em in vitro quanto in vivo. Um grande interesse está atualmente centrado nas atividades biológicas de um destes flavonoides, a quercetina, pois exerce múltiplas atividades farmacológicas, apresentando propriedades biológicas únicas que podem melhorar o desempenho mental e/ou físico, e reduzir o risco de diferentes infecções. Este estudo teve como objetivo avaliar a atividade antifúngica in vitro do extrato da M. glabra em conídios e nas células muriformes de cepas de Fonsecaea spp. O extrato da M. glabra apresentou atividade antifúngica tanto em conídios quanto em células muriformes das cepas avaliadas. Além do extrato bruto, os conídios de diferentes cepas também foram sensíveis a diferentes diluições do extrato. Foram avaliadas a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração fungicida mínima (CFM). A média geométrica da CIM da quercetina para os conídios foi de 4,75 µg/mL e a média geométrica da CFM foi de 11,31 µg/mL, isso sugere que a quercetina apresenta ação fungistática. São necessários mais estudos para que futuramente a M. glabra ou a quercetina, isolada ou associada com outro componente isolado do extrato, possa ser usada para o tratamento da CBM.

  • AMIR SAMER ZAHLAN
  • SISTEMA ROBOTIZADO PARA REABILITAÇÃO DE ACOMETIDOS PELO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO – AVE

  • Data: 03/08/2017
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  • O AVE está em quinto lugar entre as doenças que mais matam nos Estados Unidos sendo, também, uma das principais causas de incapacidade neurológica do mundo. Nos últimos anos, a terapia robótica vem ganhando cada vez mais espaço na reabilitação de indivíduos acometidos por um AVE, se mostrando, em alguns casos, mais eficiente que a terapia convencional. Poucos estudos exploram a reabilitação do tronco em indivíduos acometidos pelo AVE, assim como as reações de equilíbrio com o paciente sentado, sendo que muitas atividades diárias são realizadas nessa posição. Graças aos sistemas robóticos, é possível proporcionar uma alta dosagem e intensidade de treinos repetitivos voltados a atividades específicas. Pensando nisso, foi desenvolvida uma plataforma para avaliar as reações dos indivíduos acometidos por um AVE, utilizando tecnologias robóticas. Foi construído um modelo para simular os movimentos do sistema utilizando peças usinadas em plástico. Para configurar os protocolos de movimentos foi desenvolvida uma interface gráfica de controle onde o fisioterapeuta pode inserir os parâmetros dos comandos de movimento, como: angulação, velocidade e eixo dos movimentos. A partir do desvio padrão dos dados coletados das posições dos acelerômetros, foi possível mostrar que a plataforma se move de acordo com o programado, seguindo uma precisão de até 1°. Espera-se que com o dispositivo robótico se possa atender maior número de pacientes, sendo uma alternativa na reabilitação do AVE, proporcionando um ambiente seguro e propício para a reabilitação.

  • DEYVSON DIEGO DE LIMA REIS
  • POLIMORFISMOS GÊNICOS DO TIPO INDEL: O PAPEL DA VULNERABILIDADE GENÉTICA NO DESENVOLVIMENTO DA NEUROINFLAMAÇÃO E NA FISIOPATOLOGIA DO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

  • Data: 26/07/2017
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  • A fisiopatologia da depressão ainda permanece não totalmente compreendida. E apesar das contribuições da hipótese monoaminérgica para a compreensão de parte dos aspectos neurobiológicos desse transtorno, surgiram estudos com o objetivo de investigar o papel da neuroinflamação, dos polimorfismos em genes que influenciam a atividade inflamatória e as funções dos receptores monoaminérgicos no desenvolvimento do transtorno depressivo maior (TDM). Contudo, são poucas as pesquisas que analisaram o papel de vias inflamatórias upstream (como o papel dos genes NFKB1 e PAR1, capazes de influenciar a transcrição gênica de citocinas pró-inflamatórias) e do polimorfismo do gene codificante do receptor alfa 2 adrenérgico (gene ADRA2B) em indivíduos com o diagnóstico de depressão. Portanto, o objetivo deste estudo foi analisar o papel dos polimorfismos do tipo INDEL dos genes NFKB1 (rs28362491), PAR1 (rs11267092) e ADRA2B (rs34667759) no desenvolvimento do transtorno depressivo maior. Doze pacientes com diagnóstico de TDM e 145 controles saudáveis tiveram amostras de sangue coletadas e os polimorfismos dos 3 genes foram genotipados por uma única reação multiplex. Os produtos do PCR multiplex foram separados por eletroforese capilar e os dados analisadas no software GeneMapper 3.7 (Applied Biosystems). Esta pesquisa encontrou uma associação estatisticamente significante entre a variável depressão e os portadores do genótipo Del/Del do gene ADRA2B (p = 0,002): esses indivíduos apresentaram uma chance 6,41 vezes maior de desenvolver depressão quando comparados aos portadores dos genótipos Del/Ins e Ins/Ins. Não houve significância estatística entre os polimorfismos INDEL dos genes NFKB1 e PAR1 e o fenótipo depressivo. Nossos resultados sugerem que o marcador INDEL do gene ADRA2B (rs34667759), especificamente o alelo deleção, seja um possível biomarcador genético de vulnerabilidade para o desenvolvimento do TDM.

  • WALTHER AUGUSTO DE CARVALHO
  • AJUSTES MOTORES COMPENSATÓRIOS APÓS LESÃO ISQUÊMICA FOCAL UNILATERAL DO TRATO CORTICOESPINHAL

  • Data: 30/06/2017
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  • O objetivo deste trabalho foi desenvolver um novo modelo de lesão química da medula espinhal causada por isquemia transitória focal e unilateral após microinjeção de endotelina-1 (ET- 1) no funículo dorsal e avaliar as alterações sensório-motoras da pata anterior de ratos (Wistar). Dos cinquenta (n = 50) animais (CEPAE/UFPA protocolo BIO0079-12), que foram treinados, trinta e três (n = 33) foram selecionados para compor os grupos controle (n = 15), sham (n = 6) e lesão (n = 12). Pelo uso de micropipeta foi injetado a profundidade de 1 mm a partir da superfície pial da medula espinhal o volume de 250 nL de solução salina (sham) ou ET-1 (lesão) próximo à artéria dorsal média da medula espinhal, no segmento cervical C4. A ET-1 provocou formação de cavidade cística amórfica de 0,421 mm2 ( 0,035 mm2 , n=3) sobre o trato corticoespinhal e substância branca suprajacente, ipsilateral ao sítio de microinjeção que pode ser medido em cortes transversais (50 m) corados pela técnica de Nissl. As funções motoras das patas anteriores foram avaliadas por testes sensório-motores específicos antes e após lesão em 3, 7 e 14 dias. Os resultados foram avaliados pelo teste estatístico ANOVA com análise post-hoc de Tukey ( = 0,05). Os resultados mostram, através do teste do manuseio do macarrão, que após a lesão ocorre um comportamento motor de compensatório onde a pata não-preferencial assume as funções da pata preferencial. O teste do “Staircase” revelou decréscimo da capacidade apreensão do objeto com a pata preferencial e o teste de extensão da pata mostrou que houve diminuição da sensibilidade.

  • CAMILA LORENA RODRIGUES MACHADO
  • ESTADO NUTRICIONAL DE POPULAÇÕES EXPOSTAS AO MERCÚRIO: ESTUDO OBSERVACIONAL DE COORTE NAS REGIÕES DO RIO TAPAJÓS E TUCURUÍ.

  • Data: 19/06/2017
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  • As comunidades ribeirinhas da Amazônia são populações vulneráveis expostas a fatores que dificilmente são encontrados nas populações do resto do país (desde a biodisponibilidade da riqueza natural Amazônica até o isolamento geográfico). Entretanto, pouco se sabe sobre as características antropométricas e hábitos alimentares dessas comunidades. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo do estado nutricional e do consumo alimentar de comunidades ribeirinhas das regiões do rio Tapajós e Tucuruí através da análise de parâmetros antropométricos (Índice de massa corpórea, circunferência da cintura, razão cintura-quadril e circunferência do pescoço), bem como análise do perfil alimentar. Foram incluídos neste estudo 234 indivíduos adultos (143 do Tapajós e 91 de Tucuruí). Os resultados mostraram que 77% e 65% da população do Tapajós e de Tucuruí, respectivamente, apresentam 2 ou mais parâmetros antropométricos alterados, mostrando a predominância de pré-obesidade e obesidade nestas populações. As mulheres apresentaram riscos maiores de desenvolver doenças relacionadas à obesidade. Nos hábitos alimentares, tiveram destaque o consumo de frutas tanto na região do Tapajós (87,3%) como na região de Tucuruí (89%), bem como o consumo de peixes (Tapajós 97,9% e Tucuruí 95,6%) e farinha (Tapajós 86,6% e Tucuruí 86,8%). Verificamos também que as populações apresentam hábitos alimentares saudáveis, porém, consomem determinados alimentos que estariam influenciando no estado nutricional atual, assim como o modo de preparo. É de extrema importância estudos que envolvam as populações ribeirinhas, visto que estudos que incluem essas populações são escassos, sendo necessárias medidas educativas e de saúde pública para conscientizar a melhora dos hábitos alimentares e a importância da prática de atividade física para evitar os problemas relacionados à saúde.

  • GABRIEL CARDOSO DE QUEIROZ SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO COM INDOMETACINA NO APRENDIZADO E NA MEMÓRIA ESPACIAL EM MODELO MURINO DE DIABETES TIPO 1

  • Data: 25/05/2017
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  • Diabetes mellitus (DM) é o nome dado a um grupo de desordens metabólicas que tem como característica em comum o acometimento da regulação dos níveis de glicose no sangue, levando invariavelmente a hiperglicemia. Esta doença vem se tornando uma das mais incidentes na população adulta, principalmente em países em desenvolvimento, causando várias consequências graves como doenças cardiovasculares e renais, fatores responsáveis por um elevado índice de mortalidade dos indivíduos acometidos. Além destas consequências mais bem investigadas e descritas na literatura, vem-se observando outros tipos de complicações. Estudos clínicos e experimentais demonstram que tanto a diabetes mellitus tipo 1 quanto a tipo 2 podem contribuir para o desenvolvimento de déficits cognitivos e demências. Porém, os mecanismos que levam a tais desordens ainda não são totalmente compreendidos. Estudos utilizando o anti-inflamatório não esteroide não seletivo, indometacina, mostram que aspectos relacionados a plasticidade neuronal prejudicados na diabetes podem ser revertidos, demonstrando que há a possibilidade destas desordens serem moduladas por alterações neuroinflamatórias. Desta forma, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a influência do tratamento crônico com indometacina na memória e no aprendizado em um modelo murino de diabetes mellitus tipo 1. Utilizando o teste de campo aberto demonstrou-se que a indometacina reduziu de forma significativa comportamentos relacionados ao estado ansioso. Este tratamento também reverteu déficits de memória de trabalho espacial no teste de labirinto em Y e de aprendizado e memória espacial no labirinto aquático de Morris. Desta forma, pode-se concluir que o tratamento crônico com indometacina possui efeitos benéficos sobre a cognição de camundongos submetidos a modelo de diabetes mellitus tipo 1.

  • MAURICIO FERREIRA GOMES
  • POTENCIAL CICATRIZANTE DO EXTRATO CETÔNICO DE Pentaclethara macroloba NO PROCESSO DE REPARO DE LESÕES EXCISIONAIS NA PELE DE CAMUNDONGOS DIABÉTICOS

  • Data: 25/05/2017
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  • O Diabetes Mellitus (DM), uma doença que desperta o interesse de muitos profissionais da saúde, é uma patologia crônica com escala mundial, e que no decorrer dos anos tornou-se motivo de preocupação para a saúde pública. A doença divide-se em diabetes tipo 1 e tipo 2, a qual causa uma disfunção na fisiologia da insulina/glicose. Essa desregulação causa alterações significativas em alguns eventos biológicos, dentre eles, o processo de cicatrização. O surgimento de uma lesão em uma pessoa normal desencadeia uma cascata de reações celulares e bioquímicas com objetivo de reparar o tecido lesionado. Em pacientes portadores de diabetes o reparo é mais lento. Vários mecanismos são descritos como fatores importantes no retardo do processo de cicatrização em diabéticos, entre eles, a produção excessiva de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS), diminuição do Óxido Nítrico (NO), diminuição da reposta aos Fatores de Crescimento (GFs) e das proteínas da via de sinalização da insulina. A busca por formas terapêuticas que possam auxiliar o processo de reparo tecidual apresenta uma grande demanda, devido o índice de pessoas portadoras de diabetes está aumentando aos longos dos anos. O extrato da semente de Pracaxi são poderosos cicatrizantes dermatológicos, auxiliam na hidratação e na renovação celular, processos importantes na cicatrização, demonstrando assim perspectivas positivas na sua utilização em lesões de pacientes diabéticos. O projeto tem como objetivo analisar a caracterização do efeito farmacológico da aplicação tópica do extrato cetônico da semente Pentaclethra macroloba Wild (Pracaxi), no processo de regeneração tecidual em animais diabéticos. Para avaliarmos o potencial da planta, inicialmente era induzido nos animais um quadro clínico de diabetes através da droga aloxana, citotóxica as células beta - pancreáticas, em seguida era gerada uma lesão cutânea com o punch de biopsia na região dorsal dos animais e posteriormente as lesões eram tratadas com o extrato de pracaxi. Após o tratamento serão avaliados os efeitos e os benefícios da utilização do extrato em lesões cutâneas em diabéticos.

  • DARIO CARVALHO PAULO
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE ASTRÓCITOS DA FORMAÇÃO HIPOCAMPAL DE MAÇARICOS DA ESPÉCIE Calidris pusilla DURANTE A MIGRAÇÃO E EM PERÍODO DE INVERNADA.

  • Data: 12/04/2017
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  • O maçarico semipalmado Calidris pusilla (C. pusilla) é uma ave migratória de longa distância, que deixa para trás todos os anos, o seu habitat de reprodução no extremo Norte do Canadá e Alasca, em direção à linha costeira da América do Sul, escapando do inverno. Antes de atravessar o Oceano Atlântico, eles param na Baía de Fundy, na costa atlântica da América do Norte, onde aumentam os triglicérides no tecido adiposo, para atender as vigorosas demandas energéticas do voo sem paradas, de 5,3 mil quilômetros sobre o oceano. Uma vez que a atividade bioenergética e de oxidação-redução dos astrócitos estariam sob intensa demanda para sustentar a atividade neuronal e a sobrevivência durante a migração transatlântica de longa distância, nós hipotetizamos que as alterações morfológicas dos astrócitos seriam facilmente visíveis em indivíduos capturados nos sítios de invernada. Para testar essa hipótese, os astrócitos imunomarcados para a protína ácida fibrilar glial - GFAP foram seleccionados de secções da formação hipocampal, uma área que foi proposta desempenhar um papel central na integração da informação espacial e multisensorial para a navegação. Nós quantificamos e comparamos as características morfológicas tridimensionais de astrócitos no hipocampo de aves migratórias adultas capturadas na baía de Fundy, no Canadá, com astrócitos do hipocampo de aves capturadas na região costeira de Bragança durante o período de invernada. Para selecionar os astrócitos para reconstruções microscópicas 3D, utilizamos abordagem amostral aleatória e sistemática. Usando a análise hierarquica de cluster e a análise discriminante aplicada às características morfométricas dos astrócitos reconstruidos para classifica-los morfologicamente, encontramos dois fenótipos morfológicos (designados tipos I e II), tanto em indivíduos migrantes quanto em indivíduos em invernada. Embora em proporções muito diferentes, as complexidades morfológicas de ambos os tipos de astrócitos foram reduzidas após o voo sem parada de longa distância. De fato, as aves capturadas na região costeira de Bragança, durante o período de invernada, apresentaram uma morfologia astrocítica menos complexa do que os indivíduos capturados na baía de Fundy, no Canadá, durante a migração de outono. Como a redução da complexidade foi muito mais intensa no tipo I do que nos astrócitos do tipo II, sugerimos que esses fenótipos morfológicos podem estar associados a diferentes papéis fisiológicos. De fato, em comparação ao tipo I, a maioria dos astrócitos do tipo II não alteraram significativamente a sua morfologia após o voo de longa distância, e a maioria deles, 72,5%, mostraram interações com vasos sanguíneos, enquanto somente 27,5% dos astrócitos do tipo I revelaram tal interação.

  • CELICE CORDEIRO DE SOUZA
  • EFEITOS DO TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CÉLULAS MONONUCLEARES DA
    MEDULA ÓSSEA APÓS LESÃO INCOMPLETA DA MEDULA ESPINHAL DE
    RATOS ADULTOS

  • Data: 30/03/2017
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  • A lesão da medula espinhal (LME) causa perda permanente da função
    neurológica abaixo do nível de lesão, gerando consequências físicas sociais e
    psicológicas nos pacientes. A fisiopatologia da LME envolve processos complexos,
    como hemorragia, excitotoxicidade e inflamação, geradas principalmente pelas
    células microgliais. Apesar do avançado conhecimento sobre os mecanismos
    patológicos, ainda não existem estratégias terapêuticas eficazes e aprovadas para o
    tratamento das lesões e suas consequências sem que tenham efeitos adversos
    graves. A terapia celular pode representar uma boa estratégia terapêutica por
    demonstrar bons resultados na modulação do ambiente inflamatório da lesão e por
    prováveis mecanismos de diferenciação. No presente estudo, investigamos a ação
    das células mononucleares da medula óssea (CMMO) em lesões incompletas
    (hemissecção à direita da medula espinhal, segmento T8-T9) após 42 dias de lesão
    (lesão crônica). As células eram do próprio animal lesionado (transplante autólogo) e
    o transplante foi intramedular, ou seja, as células eram inseridas próximas ao local da
    lesão. No presente estudo, investigaram-se os efeitos funcionais do transplante por
    meio da escala BBB (Basso, Beatie e Bresnahan), que permite graduar a função
    motora das patas posteriores dos animais. Investigou-se também os efeitos antiinflamatórios
    das CMMO. Foram utilizadas técnicas histológicas e imunohistoquímicas
    usando a coloração de Violeta de Cresila e os anticorpos anti-ED-1 (marcador de
    micróglia/macrófagos ativados) e anti-GFAP (marcador de astrócitos fibrilares). Foram
    realizadas análises qualitativas e quantitativas. Para análise quantitativa, o número de
    astrócitos e macrófagos/micróglia ativados por campo foram contados usando
    microscópio binocular com gradícula de contagem (0,0625mm2) em objetiva de 40x.
    As médias das contagens e os desvios-padrão obtidos foram plotados em
    coordenadas cartesianas. A contagem se deu da seguinte forma: no lado direito da
    medula espinhal (lado com lesão) e três campos por região medular (funículo ventral
    - FV, funículo dorsal - FD, funículo lateral - FL, corno dorsal - CD, corno ventral - CV
    e substância cinzenta intermediária-SCI), totalizando 18 campos de contagem por
    secção. O tratamento com CMMO não foi eficaz para melhorar a função motora dos
    animais lesionados quando comparamos os animais tratados e não tratados (médias
    e desvios-padrão dos grupos: falso operado, n=4, 21±0; controle, n=4, 13,57±3,88;
    tratado, n=5, 15,07±3,46). Na análise qualitativa por meio da coloração de Violeta de
    Cresila, os animais tratados apresentaram melhor preservação tecidual quando
    comparados com os animais não tratados. Na análise quantitativa da ativação
    microglial, observamos que o tratamento com as CMMO reduziu a ativação dessas
    células inflamatórias (controle: 19,52±7,79; tratados: 10,04±2,37), porém não reduziu
    significativamente a ativação dos astrócitos (médias dos grupos: controle 17,74±
    2,757; tratados 14,46± 5,283). Os resultados sugerem que mais estudos são
    necessários para chegar-se a uma estratégia eficaz para os pacientes com LME. Um
    possível tratamento combinado com outras estratégias pode vir a ser promissor para
    a funcionalidade dos pacientes.

  • ALDANETE SANTOS ROSARIO
  • AÇÃO DA HIDROXICLOROQUINA SOBRE NEURÔNIOS DA RETINA DE EMBRIÃO DE GALINHA

  • Data: 22/03/2017
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  • Hidroxicloroquina (HCQ), classicamente empregado no tratamento da malária e de doenças autoimunes, tem sido proposta como fármaco de escolha para outros fins terapêuticos. Entretanto, este fármaco é conhecido por causar efeitos colaterais, como distúrbios visuais, que podem ser irreversíveis, sendo que os mecanismos que levam a essas desordens não são completamente conhecidos. A toxicidade produzida na retina pelo uso da HCQ pode ser devida a sua alta taxa metabólica, sendo o tecido muito susceptível à ação de xenobióticos e danos oxidativos. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos do fármaco HCQ sobre células da retina, bem como seus possíveis mecanismos de citotoxicidade. Como modelo de estudo, utilizamos culturas de células da retina de embrião de galinha. Para avaliar a viabilidade celular foi usado o ensaio de medida de atividade mitocondrial por MTT. A função lisossomal foi avaliada pela taxa de incorporação do corante vermelho neutro. Os níveis de espécies reativas de oxigênio geral e de ânion superóxido foram avaliados pela sonda CellROX e por Nitro Blue Tetrazolium (NBT), e os níveis de glutationa total foram quantificados usando o reagente de Ellman. A viabilidade foi testada em culturas mistas (glia e neurônios), ou culturas enriquecidas com neurônios ou glia, após tratamento com HCQ. Para comparação foi utilizado a cloroquina (CQ), fármaco da qual a HCQ é derivada. As células foram expostas às concentrações de 25μM, 50μM e 75μM por 24 horas. Os resultados demostram que culturas mistas tratadas com CQ apresentaram redução na viabilidade de 36 e 61% para as concentrações de 50μM e 75μM, respectivamente, enquanto HCQ não altera a viabilidade em nenhuma das concentrações testadas. No entanto, quando culturas enriquecidas com células gliais foram expostas a HCQ por 24 horas, a concentração de 75μM teve uma pequena redução na viabilidade das células, sendo as reduções nas células neuronais mais acentuadas, 20, 33 e 56% para as concentrações de 25μM, 50μM e 75μM, respectivamente. Mesmo um tempo menor de tratamento (6 horas) causou perda de viabilidade em neurônios retinianos. A capacidade de incorporação do corante supravital vermelho neutro, também foi alterada em culturas neuronais tratadas com HCQ por 24 horas, tendo redução de 19 e 32%, comparadas ao controle, para as concentrações de 50μM e 75μM, respectivamente. HCQ reduziu significativamente os níveis de espécies reativas de oxigênio produzidas pelas células neuronais, principalmente ânion superóxido, 43, 52 e 61% para as concentrações de 25μM, 50μM e 75μM de HCQ em 24 horas de tratamento, respectivamente. Os níveis de glutationa total em células neuronais apresentaram redução de 37 e 53% quando tratados com 50μM e 75μM de HCQ por 24 horas, respectivamente, comparado ao controle. Quando o meio condicionado de células gliais foi utilizado em células neuronais tratadas com HCQ por 6 horas, este reverteu completamente o processo de citotoxicidade causado pelo fármaco. E quando os níveis de glutationa total foram mensurados em culturas enriquecidas com glia, tratadas com HCQ por 24 horas, não foram observadas quaisquer alterações. Estes resultados sugerem ação citotóxica de CQ em cultura mista de células da retina de embrião de galinha, o que não é observado no tratamento com HCQ. Entretanto, HCQ mostrou ação citotóxica quando as células são cultivadas separadamente, principalmente sobre neurônios, que é revertida por algum fator liberado pelas células gliais no ambiente extracelular, sendo a glutationa uma possível candidata a exercer essa função neuroprotetora.

  • NAYARA CRISTINA LIMA DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO SERIADA DO PERFIL HEMATOLÓGICO E BIOQUÍMICO DE PRIMATAS NÃO HUMANOS DA ESPÉCIE Sapajus apella TRATADOS COM LDE-OLEATO DE PACLITAXEL COMO INSTRUMENTO PARA A TERAPÊUTICA DO CÂNCER

  • Data: 24/02/2017
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  • Estudo de um sistema de veiculação de quimioterápicos, denominado LDE, com composição lipídica semelhantes com as lipoproteínas de baixa densidade naturais do corpo. As LDE apresentam vantagens sobre as formas químicas comerciais, pois são capazes de se concentrar nos tecidos neoplásicos após injeção na corrente circulatória, podendo assim direcionar-se aos tumores. As LDE podem ser utilizadas como “portadoras” do quimioterápico paclitaxel (PTX) para possível redução da toxicidade e aumento da sua ação terapêutica. A utilização de primatas não humanos como modelos experimentais in vivo é de grande importância em trabalhos de aplicação à saúde humana, devido as suas semelhanças anatômicas, bioquímicas e filogenéticas com os primatas humanos, gerando resultados que podem ser interpretados de forma mais próxima e segura para os fenômenos em seres humanos. O projeto objetivou avaliar a toxicidade crônica das nanopartículas associadas com o quimioterápico Paclitaxel (LDE-PTX) em indivíduos da espécie Sapajus apella, a partir da determinação de parâmetros hematológicos e bioquímicos, e suas possíveis alterações. Durante a pesquisa foram utilizados 15 animais, divididos em grupos: Controle negativo (CN); Experimental (EXP1 e EXP2) onde os animais receberam a LDE-PTX por via intravenosa em duas doses diferentes de 175 mg⁄m2 e 250 mg⁄m2 respectivamente; e o Controle positivo (CP1 e CP2) onde os animais receberam por via intravenosa o fármaco na forma comercial nas mesmas doses utilizadas no grupo experimental, respectivamente. Os primatas foram acompanhados durante 6 ciclos de quimioterapia, com intervalo de 3 semanas. A análise hematológica e bioquímica foi realizada a cada ciclo através dos valores do eritrograma, leucograma, plaquetogrma, fosfatase alcalina, proteína total, albumina e globulina, bilirrubina total e frações, glicemia, amilase e lipase sérica. A análise dos eletrólitos sódio e potássio, foi realizada no soro dos animais nos dias das coletas de materiais. Os dados foram expressos em média ± desvio padrão e submetidos à análise de variância ANOVA, com pós-teste de Bonferroni com significância para p<0,05, através do BioEstat®5.3. Os resultados obtidos demonstraram vantagens da utilização de LDE-PTX, já que os teste hematológicos demonstram que houve uma menor toxicidade em todos os ciclos quimioterápicos e a não alteração da maioria dos parâmetros bioquímicos, demonstram que a toxicidade do fármaco testado associado a LDE apresentam menor efeito tóxico do que sua versão comercial. Conclui-se com as análises dos resultados que a toxicidade hematológica e bioquímica foi menor no tratamento com o PTX associado à LDE do que o tratamento do PTX na sua forma comercial.

  • FRANCISCO CANINDE FERREIRA DE LUNA
  • PERFIL DE EXPRESSÃO E DE METILAÇÃO DE GENES DOS COMPLEXOS POLYCOMB 1 E 2 EM TUMORES MAMÁRIOS CANINOS

  • Data: 17/02/2017
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  • O complexo Polycomb (PcG) é constituído por fatores multiproteicos que medeiam a repressão de diversos genes no organismo. As proteínas PcG são divididas em dois complexos distintos, PRC1 e PRC2, sendo que PRC1 tem atividade ligase E3, catalisando a mono-ubiquitinação da histona H2A nos resíduos de lisina na posição 119 (H2AK119ub), enquanto PRC2 tem atividade metiltransferase, mediando a mono, di, e trimetilação na histona H3 nos resíduos de lisina na posição 27 (H3K27me2/3). Sabe-se que PRC1 é subdivido em complexos não canônicos e canônicos, sendo este último composto por proteínas CBX (CBX2, CBX4, CBX6, CBX7 ou CBX8). Já PRC2, compreende três proteínas centrais: SUZ12, EED e EZH1 ou EZH2, que é a proteína metiltransferase responsável por conferir a principal atividade enzimática ao complexo PRC2. Sabe-se que a desregulação das proteínas PcG pode alterar vias relacionadas ao desenvolvimento, ocasionando um aumento desordenado de proliferação celular, inibição da apoptose, e aumento das células tumorais. Dentre os tumores com alteração na expressão de PcG, estão os tumores mamários. Em caninos, este tipo de tumor é a neoplasia mais frequente em cadelas. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o padrão de metilação e expressão dos genes CBX2 e CBX7 (PRC1), e EED, EZH2 e SUZ12 (PRC2) em tumores de mama em cadelas do estado do Pará. Para isso, foram avaliadas 83 amostras de tecido neoplásico e não-neoplásico, provenientes de 40 animais, coletadas no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia. Para a análise do padrão de metilação, as amostras foram convertidas por ação do bissulfito de sódio e submetidas à técnica de Bissulfite sequence PCR para detecção das possíveis áreas metiladas. Para a análise da expressão de RNA, foi feita a conversão a cDNA e posterior quantificação dos transcritos usando a detecção por sonda Taqman. A emissão da fluorescência foi captada com o auxílio do ABI PRISM 7500 Sequence Detection System. As análises estatísticas foram realizadas pelos testes Kruskal-Wallis e Teste T Mann Whitnae, para avaliar as associações dos padrões de metilação com os níveis de expressão, e destes com progressão tumoral e demais características clinicopatológicas, sendo os resultados considerados significativos quando p< 0,05.

  • HECTOR ANDRES PAEZ ARDILA
  • EFEITO DO GANHAR OU PERDER NOS NIVEIS DE RAIVA E ANSIEDADE EM
    LUTADORES DE JUDÔ

  • Data: 17/02/2017
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  • A agressão é um comportamento que envolve uma ativação simultânea de
    componentes fisiológicos, bioquímicos, neurológicos e comportamentais e emoções,
    como ansiedade e raiva. Nos seres humanos, os esportes podem ser considerados
    como uma forma de display, pois permitem que a agressão seja expressada com
    uma baixa probabilidade de danos permanentes para os sujeitos. As competições
    têm sido usadas como modelos para avaliar a ativação produzida pelas diferentes
    fases de competição, tal como o resultado do combate. O judô tem sido utilizado
    como um modelo de agressão competitiva para avaliar as diferentes respostas
    corporais nos comportamentos agonísticos em seres humanos, pois oferece um
    contexto semelhante aos estudados nas lutas em animais. O objetivo do presente
    estudo foi avaliar o efeito do ganhar/perder nos níveis de raiva e ansiedade em
    lutadores de judô regional, do sexo masculino, vinculados à federação paraense de
    Judô, utilizando as escalas psicométricas STAXI e IDATE, assim como fazer uma
    comparação destes resultados com a população geral brasileira e uma analise de
    correlação para conhecer as diferenças entre os diferentes componentes com o
    numero de golpes, utilizando uma avaliação pre e pós lutas e a filmagens das lutas.
    Se encontraram diferenças entre vencedores e perdedores, assim como entre
    lutadores e a população brasileira; os perdedores apresentaram maiores níveis de
    raiva, enquanto que a ansiedade foi maior para os vencedores.

  • ITALO SERGIO LOPES CAMPOS
  • DETERMINANTES DO GANHAR OU PERDER EM HUMANOS: UM ESTUDO COM ATLETAS DE JUDÔ

  • Data: 17/02/2017
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  • No ambiente esportivo experiências de sucesso ou de fracasso são frequentemente vivenciadas por diferentes indivíduos nos mais variados ambientes. Tentar explicar como um indivíduo lida com a vitória ou a derrota em termos comportamentais, vai depender de uma série de fatores, incluindo história do atleta, situação em que ele se encontra (ambiente), aptidão (capacidade de desempenho) e maturidade esportiva (experiência). O objetivo geral da tese foi sistematizar um modelo teórico sobre os determinantes do vencer e perder no judô, para tal buscou-se verificar (através de análise documental), se resultados de lutas anteriores são determinantes para a manutenção de vitórias e/ou derrotas subsequentes; em sequência o estudo analisou o judô a partir de uma situação de competição buscando descrever em tempo real, possíveis interações quantitativas e qualitativas da luta. De acordo com o delineamento deste estudo, evidenciou-se que a aptidão (capacidade de desempenho relacionada a luta), aliada à maturidade esportiva do atleta (experiência na modalidade) foram os fatores que mais potencializaram o processo de ganhar ou perder. Tal afirmação se sustenta baseada nos resultados dos artigos publicados a partir da construção da tese, ou seja, esportes determinam e condicionam características morfofuncionais que estão relacionadas com demandas do ambiente esportivo; experiências anteriores dos atletas (vitória ou derrota) podem determinar resultados subsequentes mesmo que em um pequeno espaço de tempo; o tempo de treinamento e os fatores morfofuncionais são
    fortes determinantes para o resultado das lutas. Tais dados corroboram e sinalizam, que a treinabilidade parece ser um dos fatores que diferencia vencedores e perdedores nos resultados obtidos neste estudo.

    .

  • THAYSSA FERREIRA DOS SANTOS
  • NEUROPROTEÇÃO, DIMINUIÇÃO DO INFILTRADO DE NEUTRÓFILOS E MICROGLIOSE APÓS TRATAMENTO COM ÓLEO-RESINA DE COPAIFERA RETICULATA DUCKE EM UM MODELO EXPERIMENTAL DE LESÃO AGUDA DA MEDULA ESPINHAL

  • Data: 25/01/2017
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  • A fisiopatologia da lesão aguda da medula espinhal (LAME) envolve processos complexos como alterações vasculares, excitotoxicidade, peroxidação lipídica e neuroinflamação, causada principalmente pelas células microgliais. Apesar do conhecimento da fisiopatologia, ainda não existe um tratamento eficaz para a LAME. Diante disso, existe uma mobilização da comunidade científica em encontrar uma substância capaz de promover neuroproteção e, consequentemente diminuir as sequelas da LAME abaixo do nível da lesão. Nesse contexto, o Óleo de resina de Copaíba, pode representar uma boa estratégica terapêutica. Neste estudo, investigamos os efeitos antiinflamatórios e neuroprotetores do óleo de resina de copaíba após hemisecção da medula espinhal de ratos. Os animais foram divididos em 2 grupos experimentais e controle de 24h e 7 dias de sobrevida. Foram utilizadas técnicas imunohistoquímicas usando os anticorpos anti-MBS-1(marcador de neutrófilos), anti-Iba -1(marcador de micróglias), assim como coloração com Violeta de Cresila. Foram realizadas análises qualitativas e quantitativas. O óleo de resina de copaíba se mostrou eficaz em diminuiu o recrutamento de células inflamatórias para a área de lesão medular e promoveu melhor preservação da área tecidual em comparação com o grupo controle. Assim como no menor recrutamento de neutrófilos em ratos tratados em comparação com o grupo controle (Grupo Tratado : 8,33 ± 0,66 (N=3); Grupo Controle: 12,27 ± 0,28 (N=3) ). O óleo de resina de copaíba também promoveu a redução do número de micróglias na área de lesão medular em diferentes tempos (Grupo Tratado no 1º dia: 8,59 ± 1,72 (N=3), Grupo Controle no 1º dia : 35,07 ± 9,87 (N=3). Grupo Tratado no 7º dia: 19,59 ± 9,48 (N=3), Grupo Controle no 7º dia : 65,77 ± 6,19 (N=3)). Esses resultados sugerem o efeito antiinflamatório e neuroprotetor do óleo de resina de copaíba após a LAME, revelando uma estratégia promissora para o paciente pós LAME.

2016
Descrição
  • MICHELLE NERISSA COELHO DIAS
  • FENÓTIPOS MICROGLIAIS E TRATAMENTO COM MINOCICLINA APÓS
    ISQUEMIA FOCAL INDUZIDA POR MICROINJEÇÕES DE ENDOTELINA-1 NO
    CÓRTEX MOTOR DE RATOS ADULTOS

  • Data: 23/12/2016
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  • As células microgliais são componentes fundamentais do sistema imune inato que
    fazem, continuamente, uma varredura completa do parênquima neural em busca de
    alterações teciduais sutis para a preservação da integridade tecidual. Estes
    macrófagos residentes do sistema nervoso central (SNC), correspondem a cerca de
    20% da população celular encefálica. Em desordens neurais agudas e crônicas,
    incluindo lesão cerebral e da medula espinhal, acidente vascular encefálico
    experimental (AVE), doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington, células
    microgliais são ativadas, o que é refletido em alterações morfológicas e bioquímicas.
    Nestas doenças, acredita-se que a ativação microglial contribua tanto para
    neuroproteção como para a exacerbação do processo lesivo. Diversas evidências
    experimentais sugerem que a ativação microglial excessiva pode contribuir para a
    exacerbação do processo lesivo após AVE experimental. No entanto, nossos
    estudos prévios sugerem que as células microgliais podem liberar fatores tróficos
    após AVE experimental em regiões anatomicamente distintas da população
    microglial com fenótipos prejudiciais. Inexistem estudos que tenham descrito os
    padrões de reatividade dos diferentes fenótipos microgliais após isquemia
    experimental. No presente projeto, investigaremos os padrões de ativação de células
    microgliais apresentando fenótipos benéficos e prejudiciais, avaliando que
    populações microgliais são inibidas pela tetraciclina minociclina após isquemia
    cortical focal. Os animais foram submetidos à isquemia focal no córtex motor por
    microinjeções de 80 pMol de endotelina-1 (ET-1). Os mesmos foram sacrificados 7,
    14 e 30 dias após a indução isquêmica. Foi feita a técnica de imuno-histoquímica
    para a observação da perda neuronal (NeuN+) e imunofluorescência dupla para
    avaliar a densidade de células microgliais M1 e M2 na área lesionada. A análise
    estatística da densidade de células NeuN+ foi feita pelo test t de Student dos grupos
    de 07 dias de sobrevida controle e tratado enquanto que a análise das células
    microgliais M1 e M2 foram feitas pela análise de variância dos grupos de 07, 14 e 30
    dias sobrevida controle, adotando em todos os testes o nível de significância P<0.05.
    Foi comprovada uma preservação no numero de neurônios presentes no
    parênquima lesionado dos animais tratados com minociclina. Foi observada uma
    diminuição no numero de células microgliais M1 nos animais tratados com
    minociclina, sugerindo que o fármaco pode apresentar efeitos em vias de expressão
    dos fenótipos microgliais M1. Entretanto, quando comparados os animais de 07, 14
    e 30 dias controle, há um aumento do numero desse fenótipo M1 que se estende do
    07 dia até o 30 dia de sobrevida. Concluímos que há um efeito neuroprotetor do
    fármaco minociclina relacionada ao acidente vascular encefálico, sugerindo que
    esse fármaco pode estar envolvido na modulação dos fenótipos microgliais
    necessitando de maiores estudos sobre a sua função nas vias de expressão desses
    fenótipos.

  • LUANA DE NAZARE DA SILVA SANTANA
  • CARACTERIZAÇÃO DA INJÚRIA NO CÓRTEX MOTOR DE RATOS EM UM MODELO DE EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO METILMERCÚRIO (MeHg)

  • Data: 21/12/2016
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  • O mercúrio é um contaminante ambiental que representa um grande risco para a saúde humana. A exposição à este metal tóxico ocorre principalmente através de uma dieta contaminada por Metilmercúrio (MeHg), em baixas concentrações e por um longo período de tempo. Desta forma, neste estudo propomos uma avaliação dos efeitos do MeHg sobre o córtex motor em um modelo animal de exposição crônica e em baixa dose, semelhantemente a exposição alimentar em áreas de grande toxicidade ambiental por mercúrio. Ratos adultos foram expostos ao MeHg durante 60 dias, com uma dose de 0,04 mg/kg/dia, enquanto o grupo controle recebeu apenas o veículo. Após este período, foram submetidos a ensaios comportamentais com intuito de se avaliar o desempenho motor após exposição mercurial, sendo então sacrificados e avaliados por parâmetros bioquímicos oxidantes (alteração na concentração de Nitritos - NO, Peroxidação Lipídica - LPO e Capacidade Antioxidante Total) assim como avaliação dos depósitos totais de mercúrio no córtex motor e alterações da densidade celular de neurônios e astrócitos. Os dados foram tabulados e avaliados estatisticamente pelo teste t-Student (p<0,05). Foi possível observar depósitos de mercúrio total no córtex motor, além de déficit nos parâmetros motores, com a redução na locomoção total, no equilíbrio e aumento no número de quedas, aliados à um significativo aumento nos níveis de NO e LPO e diminuição da capacidade antioxidante total dos animais expostos, com redução da população de astrócitos e neurônios, quando comparados aos animais controle esses achados sugerem que a exposição de animais adultos ao MeHg, mesmo em baixa dose e cronicamente, promove alterações no córtex motor com danos em suas funções.

  • CARLOS ANTONIO DA COSTA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE GENÔMICA MITOCONDRIAL EM GLIOMAS DE ALTO E BAIXO GRAU NA POPULAÇÃO PARAENSE

  • Data: 14/12/2016
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  • O câncer se caracteriza pela a rápida proliferação de células anormais que crescem
    além dos seus limites habituais, podendo invadir partes adjacentes ou à distância. O
    câncer do SNC representa 2% de todas as neoplasias no mundo, sendo ligeiramente
    mais alta em homens que em mulheres. As mitocôndrias, responsáveis pela produção
    da maior parte do ATP celular através da oxidação fosforilativa (OXPHOS), pode
    também atuar através da glicólise com a mesma finalidade, não necessitando
    exclusivamente de oxigênio. Esta opção é característica das células cancerosas,
    conhecida como efeito Warburg. Uma hipótese para explicar essa alteração
    metabólica pode estar relacionada aos defeitos no DNA mitocondrial (mtDNA)
    causados pela OXPHOS, onde essas mutações podem induzir as células cancerosas
    à glicólise. Foram analisadas oito regiões do mtDNA (D-LOOP, ND1, ND3, CO I, CO
    II, CO III, ATPase 6 e ATPase 8) em tecidos neoplásicos de pacientes acometidos por
    câncer de células da glia na população paraense, relacionando os dados obtidos com
    as características clínicas e patológicas dos pacientes. Dentre as alterações
    encontradas, as do complexo I parecer ser determinantes para a progressão dos
    tumores de alto grau, assim como, as alterações indel parecem comprometer
    estruturas importantes para a OXPHOS. As deleções 4977 pb, quando associadas a
    outras alterações no ND1/ND3 ou a heteroplasmias, sugerem mau prognostico,
    porém, parecem ter uma redução no risco quando as alterações nos ND1 e ND3 são
    simultâneas.

  • FRANCISCO BRUNO TEIXEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CÓRTEX MOTOR DE RATOS
    ADULTOS SUBMETIDOS À EXPOSIÇÃO CRÔNICA COM MERCÚRIO
    INORGÂNICO

  • Data: 12/12/2016
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  • O mercúrio é um metal tóxico, que pode se apresentar no meio ambiente nas
    formas elementar, orgânica e inorgânica. O mercúrio inorgânico possui menor
    lipossolubildade, e logo menor absorção no organismo e passagem na barreira
    hematoencefálica. Por este motivo, modelos de exposição que utilizam o
    mercúrio inorgânico em ratos e que busquem avaliar seus efeitos no sistema
    nervoso central são escassos, principalmente em indivíduos adultos. Diante
    disso, investigamos se o cloreto de mercúrio (HgCl2), em um modelo de
    exposição crônica e em baixas concentrações é capaz de promover alterações
    motoras associadas a variáveis no balanço oxidativo, citotoxicidade celular e
    apoptose no córtex motor de ratos adultos. Para esta finalidade, ratos foram
    expostos por 45 dias em uma dose de 0.375 mg/kg/dia. Após este período, os
    animais foram submetidos à avaliação motora e em seguida coletado o córtex
    motor para mensuração de mercúrio depositado no parênquima neural,
    avaliação e quantificação de citotoxicidade celular e apoptose e avaliação do
    balanço oxidativo. Além disso, animais foram perfundidos para avaliação da
    densidade de neurônios maduros e astrócitos do córtex motor. Nossos
    resultados verificaram que a exposição crônica ao mercúrio inorgânico
    promoveu diminuição do equilíbrio e da coordenação motora fina. Além disso,
    verificamos que este modelo de exposição promoveu a morte celular por
    citotoxicidade e indução de apoptose no córtex motor; diminuição do número
    de neurônios e de astrócitos, formação de depósitos de mercúrio e estresse
    oxidativo evidenciado pelo aumento da lipoperoxidação e da concentração de
    nitritos e diminuição da capacidade antioxidante total. Assim, nossos resultados
    fornecem evidências que a exposição ao mercúrio inorgânico, mesmo diante de
    sua baixa capacidade de atravessar barreiras biológicas, ainda assim é capaz
    de induzir alterações motoras associadas a morte celular por citotoxicidade e
    apoptose e estresse oxidativo no córtex motor de ratos adultos.

  • BRUNA PUTY SILVA GOMES
  • ALTERAÇÕES DE EXPRESSÃO GÊNICA NA LINHAGEM DE GLIOBLASTOMA HUMANO U87 APÓS EXPOSIÇÃO AO MeHg E HgCl2 

  • Data: 02/12/2016
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  • As formas orgânicas e inorgânicas de mercúrio vem sendo apontadas como importantes contaminantes em várias regiões do mundo devido suas características toxicológicas. Diversos estudos já relataram que a intoxicação por metilmercúrio (MeHg) e cloreto de mercúrio (HgCl2) podem ocasionar danos ao SNC. Acredita-se que as células da glia são reconhecidamente importantes para os mecanismos de proteção celular frente aos danos ocasionados pelo mercúrio. No entanto, pouco se sabe a respeito da influência deste metal no genoma dessas células. Desta forma, neste trabalho nós realizamos um mapeamento completo da rede gênica de células da glia humana, da linhagem U87 após exposição mercurial, com o intuito de identificar as possíveis alterações genéticas ocasionadas pelas formas orgânicas e inorgânicas do mercúrio. Nossos resultados demonstraram que as células U87 são mais sensíveis a exposição ao MeHg quando comparado com a exposição ao HgCl2. Após análise de curvas de concentração, foi identificado uma LC50 de 28.8μM e 10,68μM após 4h e 24h de exposição a MeHg e uma LC50 de 92.25μM e 62.75μM após o mesmo tempo de exposição a HgCl2. Em relação ao conteúdo gênico, nossos resultados demonstraram que ambos os metais ocasionaram alteração na dosagem gênica, sendo a exposição ao MeHg altamente influenciada pela concentração e tempo de exposição, enquanto a exposição a HgCl2 parece ser fortemente influenciada pelo tempo de exposição. No total, foram identificados 205 genes com diminuição na dosagem gênica e 188 genes com expressão aumentada (Fold change > 5) após 4h de exposição a 5μM de MeHg e 204 genes down-regulados e 180 up-regulados após exposição na mesma concentração de HgCl2. As análises após 24h de exposição identificaram alteração em 90 genes down-regulados e 3 genes up-regulados após exposição a 1μM de MeHg, 116 genes down-regulados e 66 genes up-regulados após exposição a 10μM de MeHg. Já em relação ao HgCl2, foram identificados 98 genes down-regulados e 73 genes up-regulados nos grupos expostos a 5μM de HgCl2, 326 genes down-regulados e 66 genes up-regulados nos grupos expostos a 62,75μM de HgCl2. Nossos dados sugerem que ambas as formas mercuriais são capazes de alterar o perfil gênico das células da linhagem U87, interferindo assim em importantes vias de sinalização capazes de ocasionar alterações bioquímicas e fenotípicas nas células gliais.

  • VERONICA GABRIELA RIBEIRO DA SILVA
  • GANHO DE CONTRASTE DO POTENCIAL CORTICAL PROVOCADO VISUAL MULTIFOCAL: EFEITOS DA EXCENTRICIDADE E DO MODO DE ESTIMULAÇÃO

  • Data: 29/11/2016
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  • Neste estudo foram avaliadas as possíveis contribuições das vias paralelas visuais M e P para o potencial cortical provocado visual em diferentes excentricidades visuais usando o ganho de contraste como indicador fisiológico no primeiro (K2.1) e segundo (K2.2) slices do kernel de segunda ordem dos potenciais corticais provocados multifocais (mfVEPs). O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (023/2011 – CEP/NMT) do Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará. Nove sujeitos (22,5 ± 3,7 anos de idade) com visão normal foram testados. O estímulo foi gerado através do programa VERIS (EDI, San Mateo, CA) e consistiu em um tabuleiro de dardos ocupando 44° do ângulo visual, com 60 setores escalonados considerando a magnificação cortical, onde cada setor continha 16 quadrados (8 pretos e 8 brancos) com contraste espacial de luminância e luminância média de 40 cd/m², mostrados através de um monitor CRT, situado a uma distância de 32 cm do indivíduo testado. Cada setor foi temporalmente modulado por uma sequência-m pseudo-aleatória no modo de apresentação de padrão reverso e padrão de pulso em cinco contrastes de Michelson entre 6,25-100%. Foram extraídos os dados de K2.1 e K2.2 dos mfVEPs. Calcularam-se os valores médios de amplitude de registros correspondentes a 6 diferentes anéis de mesma excentricidade no campo visual (A1 e A6 sendo os anéis mais interno e externo, respectivamente) em função do contraste do estímulo. Os dados de amplitude em função do contraste do estímulo foram modelados por funções de Michaelis-Menten. A constante de semissaturação (C50) do modelo foi o indicador inversamente proporcional do ganho de contraste da função. Em K2.1, respostas para o padrão reverso apresentaram um alto valor do C50 (média, desvio padrão: 35,5% ± 9,3), indicando baixo ganho de contraste na função. Para os anéis mais externos (A2 – A6), foram estimados C50 inferiores aos estimados em A1 (média, desvio padrão: A2: 26,5% ± 6,5; A3: 22,4% ± 8,8; A4: 18,4% ± 4,4; A5: 20,6% ± 9,3; A6: 26,7% ± 12), representando funções de alto ganho de contraste. Em K2.2, no anel central (A1) e no mais periférico (A6), as funções de resposta ao contraste geradas pelo padrão reverso apresentaram um alto valor do C50 (média, desvio padrão: 38,4% ± 4,2; 37,5% ± 10,2), indicando baixo ganho de contraste na função. De A2 a A5, originou funções com valores de C50 inferiores aos estimados em A1 (média, desvio padrão: A2: 27,4% ± 7,4; A3: 20,2% ± 4,9; A4: 22,4% ± 4,2; A5: 18,7% ± 3,2; A6: 23,1% ± 8,9), representando funções de alto ganho de contraste. Para o padrão de pulso, no K2.1 e K2.2, no anel central (A1) e no K2.2 no anel mais externo (A6), as funções de resposta ao contraste geradas não apresentaram valores significativos e confiáveis para a análise. Em K2.1 os anéis intermediários (A2 – A5) originaram funções com alto C50 (média, desvio padrão: A2: 44,7% ± 10,5; A3: 38,3% ± 12,1; A4: 45,8% ± 12,1; A5: 49,4% ± 16,1; A6: 47,8% ± 14,7), representando funções de baixo ganho de contraste. Em K2.2, nos anéis intermediários (A2 – A5, exceto em A4) a estimulação originou valores de C50 maiores do que em K2.1 (média, desvio padrão: A2: 50,2% ± 10,3; A3: 48,2% ± 11,1; A4: 28,5% ± 4,2; A5: 54,3% ± 16,2), representando funções de baixo ganho de contraste. Para o padrão reverso, os resultados sugerem a predominância da via M nos anéis excêntricos intermediários e da via P no anel mais central (A1) e no mais periférico (A6). Para o padrão de pulso, sugere predominância da via P em todas as excentricidades.

  • AILIN CASTELO BRANCO
  • EFEITO DO METILMERCÚRIO EM GIRINOS E RECÉM-METAMORFOSEADOS DE Physalaemus ephippifer (STEINDACHNER, 1864) (ANURA, LEPTODACTYLIDAE)

  • Data: 23/11/2016
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  • A contaminação por metais em anfíbios tem sido levada em consideração como um dos fatores que contribui para o declínio populacional desses animais. O mercúrio (Hg) é um contaminante ambiental que apresenta altos níveis de toxicidade. A sua forma orgânica, o metilmercúrio (MeHg), pode ser bioacumulável alcançando níveis elevados na cadeia trófica. Para as populações de anfíbios, a bioacumulação de metais se torna importante, pois esses animais podem ser difusores de MeHg do ambiente aquático para o ambiente terrestre devido ao seu ciclo de vida duplo. Concentrações de MeHg em altas doses podem provocar óbvios efeitos letárgicos e a mortalidade da larva do anfíbio, porém as dúvidas se desvelam em buscar conhecimentos quanto aos efeitos das doses sub-crônicas do MeHg. Portanto, a presente pesquisa tem por objetivo explorar os efeitos da exposição subcrônica do MeHg em um modelo experimental, a espécie Physalaemus ephippifer, descrevendo, identificando e caracterizando as possíveis alterações no desempenho físico das larvas e dos recém-metamorfoseados, além de alterações teratogênicas e alterações morfológicas no sistema nervoso e sensorial. Após o ensaio toxicológico, nas concentrações de 0,007μg/ml, 0,004 μg/ml, 0,0007 μg/ml e 0,0004 μg/ml e controle negativo, os animais foram analisados pelo emprego das técnicas de análise comportamental simulando fuga predatória, análises morfométricas e análises de microscopia de luz e eletrônica de varredura. A pesquisa revelou que as concentrações utilizadas não provocam debilidades locomotoras nos girinos e nem danos morfológicos anatômicos aparentes, porém, levam ao aparecimento de uma massiva quantidade de células com núcleos picnóticos nas áreas do cerebelo e tectum óptico. Tal alteração, que se mantém no indivíduo mesmo depois da metamorfose, leva a uma debilidade locomotora na concentração de 0,007μg/ml, no qual é também a concentração em que se observa um aumento da incidência de danos teratogênicos (má formação da córnea). Dessa maneira, concluiu-se que o MeHg é um agente neurotóxico e teratogênico para P. ephippifer e que tais características levam a um decréscimo na performance locomotora. O presente trabalho pode fornecer subsídios para a compreensão da ação do MeHg nas populações de anfíbios que convivem em ambientes em que este contaminante está presente como integrante do ecossistema.

  • LORENA MONTEIRO GOMES
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DOS EFEITOS GENOTÓXICOS E CITOTÓXICOS DO FÁRMACO DIPIRONA SÓDICA (METAMIZOL SODIUM) EM LINHAGEM DE RIM DE MACACO VERDE AFRICANO (VERO)

  • Data: 27/10/2016
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  • A dipirona sódica ou metamizol sodium, pertencente à família das pirazolonas, é um dos compostos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) mais utilizados, inclusive no Brasil, principalmente devido a sua comercialização ser de baixo custo financeiro. Porém, em determinados países a venda deste medicamento é proibida devido a relatos de casos graves de agranulocitose em decorrência do seu uso. Apesar de sua ampla utilização, estudos demonstrando efeitos genotóxicos e citotóxicos da dipirona em células de mamíferos são escassos. Portanto, o presente trabalho pretende avaliar a viabilidade celular, os efeitos genotóxicos, os efeitos citotóxicos (indução de apoptose e necrose) e a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) em linhagem VERO (linhagem renal de macaco verde africano) expostas a dipirona. Nossos resultados demonstraram uma redução significativa na viabilidade das células expostas a dipirona pelo ensaio MTT. Um aumento significativo no índice de dano avaliado pelo teste do cometa também foi observado, indicando o potencial genotóxico da droga. No que diz respeito aos efeitos citotóxicos da dipirona, observou-se um aumento significativo no número de células apoptóticas utilizando-se corantes fluorescentes tanto em 24 quanto em 48 h de tratamento com a droga. Nossos resultados também mostraram que não houve indução significativa na geração de ROS pela droga por meio da técnica do DCFH-DA. Desta forma, demonstrou-se em nosso trabalho, que a dipirona é uma droga genotóxica e citotóxica em linhagem VERO, nas condições avaliadas.

  • LUANNA DE MELO PEREIRA FERNANDES
  • Caracterização dos efeitos comportamentais, teciduais e bioquímicos da administração intermitente e episódica de EtOH em ratas da adolescência à fase adulta

  • Data: 18/10/2016
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  • O consumo do etanol (EtOH) tem aumentado principalmente no púbico feminino adolescente. A ingestão de EtOH na forma intermitente e episódica possui frequência de consumo em torno de 3 vezes por semana. Os efeitos tóxicos dessa forma de consumo são especialmente perigosos em detrimento ao consumo contínuo de EtOH devido às altas doses ingeridas seguidas de abstinência, acarretando maiores alterações no sistema nervoso central (SNC) em maturação em pouco tempo de consumo. Considerando a relevância epidemiológica e as consequências nocivas do EtOH sobre o balanço oxidativo, produção hormonal e de neurotrofina no SNC em maturação, o objetivo deste estudo foi investigar as respostas comportamentais, teciduais e bioquímicas derivadas do consumo intermitente e episódico de EtOH em ratas na fase de adolescência à idade adulta. Ratos Wistar fêmeas adolescentes (n=80) receberam, por gavagem, água destilada ou EtOH (3 g/kg/dia) durante 3 dias consecutivos por semana. Os animais foram avaliados sete horas e meia após o último dia de administração em 1, 4 e 8 semanas de episódios de binge drinking (37, 58 e 86 DPN, respectivamente), além disso, foi adicionado um período de 14 dias de abstinência após 8 BD (100 DPN) a fim de avaliar a habilidade do SNC em reverter danos gerados sobre ele. A bateria de testes comportamentais foi constituída de atividade locomotora espontânea, reconhecimento de objetos, labirinto em cruz elevado, pole test, beam walking e rotarod. Os animais foram sacrificados e as amostras de sangue coletadas para avaliação dos níveis de corticosterona, de malondialdeído, atividade da catalase, atividade da superóxido-dismutase e conteúdo de glutationa. Por conseguinte, o hipocampo foi dissecado para quantificação do imunoconteúdo de BDNF. A administração de EtOH alcançou concentração sanguínea média de 197,4 mg/dL e no período de 7,5 horas após a última administração de EtOH em binge agudo, a concentração sanguínea foi de 0,7 mg/dL. Dessa forma, os animais realizaram os ensaios comportamentais pós-consumo de EtOH, não sob efeito da droga. O consumo de EtOH em binge não alterou o ganho de peso dos animais da adolescência à vida adulta, no entanto, reduziu a atividade locomotora exploratória, prejuízo na coordenação motora, equilíbrio e aprendizado motor associado à bradicinesia, assim como, prejuízo no processo mnemônico e aumento do comportamento relacionado à ansiedade. Estes prejuízos foram acompanhados de elevação hormonal de corticosterona, redução dos níveis de BDNF hipocampal e desequilíbrio no balanço oxidativo sistêmico. Dessa forma, foi possível identificar que os prejuízos encontrados sobre o comportamento semelhante à ansiedade, memória de curta duração, bradicinesia e atividade locomotora espontânea apareceram desde o pós-consumo de EtOH por três dias consecutivos, no entanto, não apresentaram recuperação nem piora do dano após repetidos episódios. Em contrapartida, houve recuperação da memória de curta duração na tarefa de reconhecimento do objeto associado ao retorno dos níveis normais de BDNF na idade adulta. Além disso, demonstrou piora no aprendizado motor na fase adulto jovem seguido de recuperação gradual e parcial após período prolongado de retirada da droga, mesmo assim, o prejuízo da coordenação motora e equilíbrio permaneceram na fase adulta.

  • ROSANA TELMA SANTOS LOPES
  • MODULAÇÃO DA NEUROINFLAMAÇÃO CELULAR E NEUROPROTEÇÃO
    INDUZIDAS POR TRATAMENTO COM BETACARIOFILENO EM UM MODELO
    EXPERIMENTAL DE ISQUEMIA ESTRIATAL EM RATOS ADULTOS

  • Data: 11/10/2016
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  • O acidente vascular encefálico (AVE) resulta de redução permanente ou transitória do
    fluxo sanguíneo para áreas encefálicas. Pode ser classificado como hemorrágico ou
    isquêmico. Sendo que o último é responsável por cerca de 87% dos casos. Esta desordem
    aguda é a segunda maior causa de mortalidade e incapacidade no mundo e a principal
    causa de mortes no Brasil. Desde que o AVE isquêmico em pacientes usualmente resulta
    de oclusão trombótica ou embólica na maior artéria cerebral, mais frequentemente da
    artéria cerebral média (MCA), modelos de isquemia cerebral experimental foram
    desenvolvidos para simular a doença humana. Neste estudo, investigou-se os efeitos do
    sesquiterpeno betacariofileno, encontrado em cerca de 40% do extrato puro de copaiba,
    após oclusão de MCA (MCAO) induzida por microinjeções de endotelina-1 (ET-1) em
    ratos adultos. Analisou-se qualitativamente a área de lesão (através da técnica de Nissl) e
    por imunohistoquímica para neurônios maduros (NeuN), ativação microglial/macrofágica
    (ED1) e astrócitos (GFAP). Quantificou-se o número de células NeuN+ e GFAP+ no
    estriado isquêmico nos tempos de sobrevida investigados. Foi observado que o tratamento
    com betacariofileno reduziu a ativação microglial nos animais tratados em coparação aos
    animais controle. O número de células NeuN+ permaneceu maior em animais tratados com
    betacariofileno 3 e 7 dias após a MCAO. O tratamento com betacariofileno mostrou-se
    significativamente eficaz na redução da reatividade astrocitária 7 dias após-MCAO. Estes
    resultados sugerem que o tratamento com betacariofileno inibe satisfatoriamente a ativação
    microglial/macrofágica e reduz a reatividade astrocitária concomitante com indução de
    neuroproteção após MCAO. Considerando-se que o betacariofileno é um extrato dietético
    natural com comprovados fatores anticarcinogênico, anti-inflamatório e antimicrobiano
    utilizado em tratamentos de doenças humanas não neurais, e por possuir baixo teor de
    toxicidade, o seu uso como agente neuroprotetor poderá minimizar a lesão e danos
    neurológicos subsequentes após AVE em humanos.

  • RAILSON CRUZ SALOMÃO
  • POTENCIAL CORTICAL PROVOCADO VISUAL GERADO POR ESTÍMULOS PSEUDOISOCROMÁTICOS

  • Data: 11/10/2016
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  • O potencial cortical provocado visual (VECP) são úteis na investigação de mecanismos da visão de cores e disfunções de visão de cores. Redes senoidais cromáticas são geralmente usadas para gerar o VECP, mas exigem medidas psicofísicas antes para realizar a equalização de brilho das redes. Uma alternativa pode ser a substituição delas por estímulos pseudoisocromáticas que fazem uso de ruído de luminância e forçar a percepção do alvo ser dependente de contraste cromático. Neste trabalho, comparamos VECPs gerados por redes senoidais cromáticas isoluminantes e redes pseudoisocromáticas. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, Protocolo # 570434. Sete tricomatas normais foram testados com redes sinusoidais cromáticas e redes ilusórios proporcionado pelo estimulo pseudoisocromático de 0,33, 0,66, 1, 1,33, 1,66, e 2 cpg, apresentado no padrão reverso (1 Hz) e padrão onset (300 ms) - offset (700 ms) modos. Os sinais foram registrados usando eletrodos de superfície, x30,000 amplificado, digitalizado a 1 kHz, e filtrada entre 0,1-100 Hz. VECP de reversão provocado por redes pseudoisocromáticas teve amplitude e latência semelhante em comparação com aqueles provocada por redes senoidais. VECPs onset-offset desencadeados por redes senoidais teve maior amplitude e menor latência do que os obtidos com o estímulo pseudoisocromático. Diferentes mecanismos visuais são responsáveis pelas respostas corticais provocado por estímulos ilusórios quando apresentado em diferentes modos de estimulação.

  • AMANDA PAMELA DOS SANTOS QUEIROZ
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DA PELLUCIDINA A E ELUCIDAÇÃO DO MECANISMO DE AÇÃO EM MODELOS IN VIVO.

  • Data: 07/10/2016
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  • A Peperomia pellucida (Piperaceae) é uma planta herbácea comumente encontrada nos continentes americano e asiático. Na Amazônia a espécie é conhecida pelo nome de erva-de-jabuti. Esta planta é utilizada, na medicina popular, para tratar uma vasta gama de sintomas e doenças, tais como conjuntivite, dor de cabeça, asma, úlcera gástrica, inflamação. Este estudo visou analisar a atividade antinociceptiva e anti-inflamatória dessa substância, assim como elucidar seu mecanismo de ação. Para todos os ensaios foram utilizados camundongos albinos suíços, machos (25 - 40 g), que foram inicialmente tratados com a pellucidina A nas doses de 0,5; 1 e 5 mg/kg (i.p.), submetidos a avaliação locomotora pelo ensaio de campo aberto e a modelos animais de dor aguda, como os testes de contorção abdominal induzida por ácido acético, testes da formalina e o ensaio da placa-quente. Em seguida, foi realizado o teste de contorção abdominal induzida por ácido acético para a elucidação do mecanismo de ação, no qual os animais foram tratados na dose padrão de 5 mg/kg (i.p.) e para análise anti-inflamatória do composto foi utilizado o modelo de granuloma induzido por pelotas de algodão, no qual os animais foram tratados na dose de 10 mg/kg (i.p.). O composto, não demonstrou alterar a deambulação dos animais em nenhuma das doses administradas. No ensaio de contorção a Pellucidina A conseguiu inibir em 43% o número de contorções abdominais na dose de 1 mg/kg, e 65% na dose 5 mg/kg. No teste da formalina, observou-se efeito antinociceptivo apenas dose de 5 mg/kg, com redução de 68% no tempo de lambida da pata do animal na fase inflamatória. Os animais tratados com a Pellucidina A e submetidos ao ensaio da placa-quente não demonstram possuir qualquer alteração em seu tempo de latência sobre a placa, apresentando uma resposta similar aos animais tratados apenas com a solução veículo. Para a elucidação do mecanismo de ação a Pellucidina A foi administrada na dose padrão de 5 mg/kg (i.p.) e associada com a Indometacina (5 mg/kg i.p.), o NS-398 (10 mg/kg i.p.), a cipro-heptadina (0,5 mg/kg i.p.), a naloxona (1mg/kg i.p.) e o L-NAME (5 mg/kg i.p). A Pellucidina A manifestou uma ação sinérgica quando associada com cipro-heptadina e L-NAME, apresentando uma diminuição no padrão de contorções abdominais em 97% quando associado com a cipro-heptadina e 96% com L-NAME. Na análise da ação da Pellucidina A (10 mg/kg i.p.) no teste do granuloma induzido por pelotas de algodão, a Pellucidina A apresentou atividade anti-inflamatória, reduzido em 24% a formação de granuloma nos camundongos tratados. Os resultados obtidos corroboram com a hipótese de que a Pellucidina A apresenta atividade analgésica, possuindo ação periférica, capaz de interferir no processo inflamatório, atuando como um possível agonista glicocorticóide.

  • ANGELICA RITA GOBBO
  • Avaliação de biomarcadores sorológicos em um estudo de busca ativa de casos novos de hanseníase em área hiperendêmica

  • Data: 07/10/2016
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa crônica caracterizada por alterações de sensibilidade tátil, térmica e dolorosa na pele e nervos periféricos. Devido a ausência de diagnóstico laboratorial para a hanseníase, novas ferramentas que contribuam para a identificação de casos são necessárias para permitir o tratamento dos doentes antes da progressão para incapacidades físicas. Nesse sentido, o presente estudo objetivou avaliar a contribuição de biomarcadores sorológicos para o diagnóstico precoce da hanseníase. Foi realizado um estudo de busca ativa no distrito de Mosqueiro - Belém – Pará onde todos os participantes foram examinados clinicamente por médicos hansenologistas experientes e então 5mL de sangue periférico foram coletados para posteriores quantificações dos anticorpos anti-ND-O-BSA, anti-LID-1 e anti-NDO-LID pela técnica de ELISA. A ação de busca ativa no distrito de Mosqueiro diagnosticou 104 casos novos entre 895 indivíduos avaliados (11.6%), indicando uma alta endemia oculta que coincide com a alta soroprevalência de anticorpos anti-ND-O-BSA observada entre os estudantes. Foi observada uma diferença significativa entre os pacientes com diagnóstico tardio e precoce, sobretudo nas formas multibacilares. Todos os biomarcadores testados demonstraram resultados promissores na detecção dos casos tardios, tal como relatado na literatura, no entanto para os casos precoces estas moléculas identificaram corretamente apenas 50% dos indivíduos. Nenhum dos biomarcadores avaliados apresentou sensibilidade capaz de identificar todos os casos novos de hanseníase, sejam eles precocemente ou tardiamente diagnosticados. Apesar da molécula LID-1 ter evidenciado uma baixíssima sensibilidade para o diagnóstico precoce, sua alta especificidade e acurácia sugere sua utilização como uma potencial ferramenta de triagem sorológica para a identificação de sujeitos assintomáticos com alto risco de adoecimento. Assim, concluiu-se que apesar de nenhum biomarcador ter revelado utilidade no diagnóstico sorológico, a detecção dos anticorpos anti-LID-1 apresentou uma possível aplicabilidade na triagem dos indivíduos com maior risco de desenvolver a doença, contribuindo indiretamente para o diagnóstico da hanseníase

  • NUBIA FERNANDA SANTOS DA SILVA
  • DISLIPIDEMIAS E SÍNDROME METABÓLICA EM POPULAÇÕES EXPOSTAS AO MERCÚRIO: ESTUDO OBSERVACIONAL DE COORTE NAS REGIÕES DO RIO TAPAJÓS E TUCURUÍ.

  • Data: 30/09/2016
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  • As doenças cardiovasculares destacam-se como a principal causa de morte no Brasil e no mundo, por representar um terço das mortes e o principal gasto com assistência médica. Entre 2000-2010, o número de óbitos por doenças cardiovasculares em cem mil habitantes aumentou até 28% na região Norte, estando as dislipidemias e a Síndrome Metabólica entre os principais fatores de risco. Esses valores tornam-se mais preocupantes, pois podem estar subestimados em virtude de subnotificações consequentes ao isolamento geográfico da região, que é característico do Norte do Brasil. As dislipidemias correspondem a alterações no perfil lipídico plasmático, e representam um critério para a diagnose de síndrome metabólica. A síndrome metabólica pode ser definida como um conjunto de alterações metabólicas, como a hiperglicemia, dislipidemia, hipertensão arterial e obesidade. Recentemente, estudos em modelos animais e clínicos têm demonstrado o risco aumentado da doença aterosclerótica e hipertensão com a exposição ao mercúrio. Na região do rio Tapajós, vários trabalhos vêm demonstrando a exposição humana nas populações ribeirinhas que consomem peixe contaminado com metilmercúrio. Também, dados recentes do nosso grupo mostram que as comunidades ribeirinhas do Tucuruí apresentam elevados níveis de mercúrio. Assim, o objetivo deste estudo observacional de coorte foi analisar as possíveis alterações lipídicas e a presença de síndrome metabólica, em comunidades ribeirinhas da região amazônica: Boa Vista do Tapajós, Barreiras, Pimental, Brasília Legal, Fordlândia e Pedra Branca (Tapajós), Vila Cametá e Comunidade de Ouro Verde (Tucuruí) com histórico de exposição mercurial. Para isso, foram realizados os cálculos do índice de massa corpórea (pelo peso e estatura), aferições da pressão arterial, análises do perfil glicêmico (glicemia de jejum) e lipídico, pelas dosagens plasmáticas de triglicerídeos, colesterol total, HDL e pelos cálculos de LDL, VLDL e colesterol não HDL. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, um total de 337 indivíduos adultos de ambos os sexos (220 do Tapajós e 117 de Tucuruí) foram analisados. Elevados níveis médios de obesidade e frequências elevadas de indivíduos que apresentaram dislipidemias foram detectados, especialmente em Tucuruí, onde as frequências foram ainda maiores que no Tapajós. Também, foram identificadas elevadas percentagens de indivíduos com síndrome metabólica (14% a 35% dependendo da definição adotada). Os critérios adotados pela NCEP se revelaram os mais sensíveis para a identificação da síndrome metabólica (SM) nessas populações. O fator que mais contribui para a detecção da presença da SM foi o nível de HDL baixo, presente em 32% dos indivíduos com SM. No Tapajós, o segundo e terceiro fatores mais frequentes foram os níveis elevados de triglicerídeos e glicose, no entanto em Tucuruí foi a pressão arterial alterada e os triglicerídeos elevados. Em conclusão, nosso estudo fornece, dados epidemiológicos sobre a prevalência de dislipidemia, sobrepeso e obesidade, hipertensão arterial e síndrome metabólica em adultos ribeirinhos da Amazônia. Somando-se a isso, a avaliação epidemiológica do perfil lipídico é uma ferramenta importante para a promoção de medidas de saúde que visa prevenir e reduzir fatores de risco cardiovascular.

  • BARBARA BEGOT OLIVEIRA RISUENHO
  • POTENCIAL CORTICAL PROVOCADO VISUAL PSEUDOALEATÓRIO GERADO POR ESTÍMULOS COMPOSTOS: EFEITO DO MODO DE APRESENTAÇÃO E DO TEMPO DE ADAPTAÇÃO DA RESPOSTA

  • Data: 28/09/2016
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  • O potencial cortical provocado visual convencional (VECP, sigla em inglês) apresenta polaridade positiva em resposta ao modo de apresentação reversa para estímulos cromáticos isoluminantes e estímulos de luminância, enquanto o modo de apresentação onset tem polaridade positiva em resposta a estímulos de luminância, mas negativa em resposta a estímulos cromáticos. Foi avaliado como o modo de apresentação afeta o VECP pseudo-aleatório gerado em resposta a estímulos de luminância e compostos (cromáticos e de luminância). Onze tricromatas normais e 17 voluntários discromatópsicos foram avaliados. Uma sequência-m modulou temporalmente os estímulos de grades senoidais com contraste de luminância e composto tanto para o padrão de apresentação reverso quanto para o onset. Uma rotina de correlação cruzada foi usada para extrair o kernel de primeira ordem (K1) e o primeiro e o segundo slice do kernel de segunda ordem (K2.1 e K2.2, respectivamente) das respostas ao VECP. Calculou-se a integral das amplitudes dos componentes do registro em um intervalo de tempo para a estimar a magnitude do sinal para cada condição de estímulo. Foi utilizada uma correlação cruzada normalizada para restar a similaridade dos componentes do VECP. Para avaliar como o tempo de interação afeta a amplitude do VECP foi calculado o valor quadrático médio (RMS, sigla em inglês) em uma janela temporal e correlacionado com ao intervalo de interação das respostas referentes ao slice do kernel de segunda ordem avaliado. Os componentes do VECP variaram segundo o modo de apresentação e a presença de contraste cromático verde-vermelho nos estímulos. Para os tricromatas, K1, K2.1 e K2.2 do padrão onset, bem como K2.1 e K2.2 do padrão reverso nas condições de estimulação composta apresentaram forma de onda predominantemente negativa em 100ms. Para os discromatópsicos, nas mesmas condições, foi observado pequena positividade ou pequena negatividade. Tricromatas apresentaram maior magnitude no VECP do que os discromatópsicos nas condições compostas no padrão onset em K1, no padrão onset e reverso em K2.1 e no padrão reverso em K2.2. Tricromatas e discromatópsicos tiveram amplitudes similares no VECP em resposta aos estímulos compostos no padrão reverso em K1, no padrão onset em K2.2 e em todas as condições de luminância. A correlação cruzada mostrou grande similaridade entre as formas de onda geradas pelo estímulo composto no padrão onset em K2.1 e no padrão reverso em K2.2, assim como entre o padrão reverso em K2.1 e K2.2. A amplitude do VECP foi menos quanto maior era o intervalo de interação das respostas. Nós sugerimos que K2.1 do padrão reverso composto é a resposta mais apropriada para o estudo da visão de verde-vermelho.

  • JOSE ROGERIO SOUZA MONTEIRO
  • Novas ferramentas terapêuticas contra a convulsão e o comportamento tipo
    depressivo: ensaios pré-clínicos com açaí clarificado

  • Data: 28/09/2016
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  • O açaí (Euterpe Oleracea Mart.) é uma palmeira típica do norte do Brasil, rica em compostos
    fenólicos e antocianinas, substâncias com elevada atividade antioxidante, anti-inflamatória e
    de comprovados efeitos benéficos à saúde. O estresse oxidativo e a inflamação estão
    envolvidos na geração e propagação de crises convulsivas, principal característica clínica da
    epilepsia, e na patogenia da depressão. Neste trabalho investigamos o potencial efeito
    neuroprotetor, anticonvulsivante e antidepressivo de amostras comerciais de açaí clarificado
    (AC). Apenas 4 doses de AC foram suficientes para aumentar as latências para crises
    convulsivas mioclônicas e tônico-clônicas e para diminuir a duração total das crises tônicoclônicas
    induzidas pelo Pentilenotetrazol (PTZ). Alterações eletrocorticográficas induzidas
    pelo PTZ foram prevenidas de forma significativa pelo AC. Já no modelo de comportamento
    tipo depressivo induzido pelo lipopolissacarídeo (LPS), o AC reduziu o tempo de imobilidade
    e aumentou significativamente o consumo de sacarose dos animais, indicando que o AC
    possui atividade preventiva sobre o aparecimento de comportamentos que são característicos
    da depressão clínica. Tanto no modelo de PTZ quanto de LPS o AC exibiu potente atividade
    preventiva em relação ao estresse oxidativo. O AC preveniu a peroxidação lipídica e a
    elevação dos níveis de nitritos no córtex cerebral, hipocampo, estriado e córtex pré-frontal.
    Estes resultados demonstram pela primeira vez que o açaí é uma fruta que exerce potente
    atividade protetora frente ao desenvolvimento de crises convulsivas, do comportamento tipo
    depressivo e do estresse oxidativo,

  • GISELE PRISCILA SOARES DE AGUIAR
  • AUMENTO DA ATIVAÇÃO NEURONAL E DE MARCAÇÃO DE BDNF APÓS DEGRADAÇÃO DAS REDES PERINEURONAIS EM MODELO EXPERIMENTAL DE PRIVAÇÃO SENSORIAL

  • Data: 23/09/2016
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  • O sistema nervoso central (SNC) tem a capacidade de processar e armazenar informações colhidas do ambiente e, em virtude disso, modificar-se para se adequar à diversidade de estímulos ambientais. Entretanto, o SNC possui baixa capacidade regenerativa após lesão ou doença neurodegenerativa. Diversos trabalhos estão demonstrando os mecanismos celulares e moleculares que atuam em sua plasticidade, como as moléculas de glicosaminoglicanas de sulfato de condroitina (GAGs-SC), importantes componentes da matriz extracelular do tecido nervoso responsáveis pela estabilização sináptica, concentração de fatores de crescimento e íons próximos aos neurônios. A degradação destas GAGs-SC do tecido nervoso possui o potencial de (re)abrir uma (nova) janela para plasticidade do SNC. O objetivo de nosso trabalho foi avaliar a influência da degradação destas GAGs-SC na atividade neuronal, demonstrada via marcação de cFos,e nos níveis de marcação de BDNF, em modelo experimental de privação sensorial durante o período crítico de plasticidade. Para isso, utilizamos 18 Rattus novergicus, da linhagem Wistar, submetidos à vibrissectomia da face direita desde o primeiro dia de vida (P0) até o fim do período crítico de plasticidade (P30). Os animais privados com 40 dias de vida receberam implantes epidurais de polímero Elvax, previamente saturado com condroitinase ABC (para degradação da matriz extracelular) ou com albumina de soro bovino (controle), no campo de barris do hemisfério cerebral contralateral à privação sensorial (esquerdo). Após 10 (P50) ou 20 dias (P60) de implante do polímero, nossos resultados demonstram que os animais submetidos a privação sensorial e à degradação das GAGs-SC apresentaram alteração na característica de maturidade das redes perineuronais (PNNs) em relação aos animais sem privação. Estes animais também apresentam aumento no número de células cFos positivas (principalmente na camadas granular de S1) e de imunomarcação para BDNF no PMBSF privado após o implante de elvax saturado com ChABC. Desta forma, concluímos que a degradação das GAGs-SC induziu a plasticidade local, provocando mudanças na atividade cortical e na expressão de BDNF no PMBSF privado, mesmo 30 dias após o fim do período crítico de plasticidade de S1.

  • DLÂNIO GABRIEL FIGUERÊDO SILVA
  • EFEITO DO TRATAMENTO COM Euterpe Oleracea (AÇAÍ) NO PROCESSO DE REPARO DO TENDÃO DE AQUILES EM RATOS

  • Data: 09/09/2016
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  • O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano, seu uso em excesso induz o surgimento de microtraumas e ativação de vias de sinalização que levam a uma resposta inflamatória. O extrato etanólico de Euterpe Oleracea(açaí)é um produto natural extraído do fruto dessa palmeira. Apesar de evidências apontarem um efeito anti-inflamatório e antioxidante desse produto, não há dados na literatura sobre tais efeitos na lesão tendínea. Assim, o objetivo do trabalho foi investigar o efeito anti-inflamatório e pró-regenerativo do extrato etanólico de Euterpe oleracea em modelo de ruptura total do tendão de Aquiles em ratos. Esse trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa animal da instituição (CEPAE-UFPA/206-14). Os animais foram distribuídos em quatro grupos (n=24): controle; veículo (salina 0,9%); extrato de E. oleracea (extrato etanólico de Euterpe oleracea,125μg/ml) e metilprednisolona (30 mg/ml). Após os respectivos tratamentos, o tecido foi analisado em 7, 14 ou 21 dias pós-injúria (dpi) por histoquímica com hematoxilina eosina e autofluorescência do colágeno. Imunofluorescência para COX2 e mensuração dos níveis de nitrito pelo método de Griess foi realizado em 7dpi. O tratamento com o extrato de E. Oleracea acelerou a organização tecidual e melhorou a orientação das células, um efeito semelhante ao anti-inflamatório esteroidal metilprednisolona. O tratamento com o produto natural levou a um alinhamento precoce das fibras de colágeno, bem como na matriz, de modo geral, se comparado aos demais grupos, o que foi observado no 7dpi e mantido em 14 e 21 dpi. O tratamento com o extrato de E. oleracea ou metilprednisolona reduziram a marcação para COX2 se comparado ao veículo em 7 dpi. Redução nos níveis teciduais de nitrito foi observado em 7dpi nos grupos tratados com extrato de E. oleracea(20.80 ± 2.54 μm/ml) e metilprednisolona (19.40 ± 2.31 μm/ml) se comparado ao grupo veículo (29.33 ± 3.98μm/ml). O tratamento com extrato de E. oleracea melhorou o padrão de organização tecidual, reduziu a marcação para COX2 e os níveis de nitrito, sugerindo efeito anti-inflamatório e antioxidante. Nossos achados destacam que o extrato de E. oleracea representa um produto natural com potencial aplicação no reparo do tendão de Aquiles.

  • AMANDA SODRE MOTA
  • Poderia um óleo atuar como analgésico opioide?
    OLÉO DE Plukenetia polyadenia: ELUCIDAÇÃO DO MECANISMO DE AÇÃO.

  • Data: 05/09/2016
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  • O óleo de semente de Pukenetia polyadenia (Pp-óleo) é usado pelos povos amazônicos para artrite e
    reumatismo, espalhando-o nos braços e pernas. Baseando-se no conhecimento etnofarmacológico,
    procuramos investigar o mecanismo de ação do Pp-óleo Materiais e métodos: O Pp-óleo foi obtido por
    prensagem e avaliado em sua atividade antinociceptiva em modelos de nocicepção (contorção abdominal
    induzida por ácido acético, placa quente e teste de formalina) em camundongos. A elucidação do
    mecanismo de ação foi feita a partir do modelo de contorção por ácido acético e adição de antagonistas do
    sistema opioide juntamente com drogas não seletivas para COX , nesse caso o AAS, e drogas seletivas para
    COX-2 sendo assim, utilizado o Celecoxibe. Também foram utilizados ensaios neurocomportamentais
    responsáveis pela avaliação de possíveis danos ao sistema locomotor, os quais foram escolhidos o modelo
    de campo aberto, rotarod e pole teste.
    Resultados: Pp-óleo demonstrou um efeito antinociceptivo dependente de dose significativamente
    relevante (p <0,05) na estimulação química provocada pelo ácido acético no teste de contorção abdominal.
    No entanto, o resultado do teste da placa quente e da primeira fase da formalina não foram significativos
    (p> 0,05), sugerindo que Pp-óleo tem uma atividade analgésica, a qual é de origem periférica putativo. Para
    validar essa afirmação foram realizados testes neurocomportamentais de avaliação do sistema central. Os
    quais os resultados mostram-se não significativos nos três testes aplicados confirmando que Pp-óleo não age
    na via central. Além disso, nos testes de elucidação do mecanismo de ação, a antinocicepção foi revertida
    pela naloxona.
    Conclusão: Pp-óleo mostrou ter propriedades analgésicas. Além disso, os resultados sugerem que
    receptors opioides estejam envolvidos na sua ação antinociceptiva e que estejam agindo por uma via
    periférica.

  • KLEBSON DE JESUS ARAUJO RODRIGUES
  • PLASTICIDADE AUMENTADA NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DE RATOS COM A REMOÇÃO DE REDES PERINEURONAIS

  • Data: 01/09/2016
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  • No processo de envelhecimento, há uma diminuição natural na plasticidade no Sistema Nervoso Central (SNC). Algumas regiões cerebrais podem ser particularmente afetadas pelo envelhecimento, como o córtex pré-frontal (CPF), que possui um papel fundamental nas funções executivas, incluindo atenção, flexibilidade cognitiva, memória de trabalho, tomada de decisão, etc. O declínio na plasticidade do CPF e do SNC como um todo pode ser atribuído principalmente pelo aparecimento de estruturas chamadas redes perineurais (RPNs) que envelopam o corpo celular e dendritos de classes específicas de neurônios. As RPNs são estruturas de matriz extracelular consistindo de proteoglicanos de sulfato de condroitina, ácido hialurônico, proteínas de ligação e tenascina, e estão envolvidos no controle da plasticidade cortical e também no encerramento do período crítico. Contudo, têm-se mostrado que a degradação das RPNs pela enzima Condroitinase ABC (ChABC) restaura formas juvenis de plasticidade no cérebro adulto por liberar os freios da plasticidade. O objetivo do presente trabalho é caracterizar o curso temporal da formação e desenvolvimento das RPNs no córtex pré-frontal medial (CPFm) de ratos. As RPNs foram marcadas com a lecitina Vicia villosa, que se liga a cadeias de glicosaminoglicanos presentes nas RPNs. Além disso, verificamos se a digestão localizada das RPNs no CPFm através da injeção de ChABC é capaz de abrir um novo período crítico de plasticidade e facilitar o desempenho em testes de função executiva (memória operacional). Os resultados mostraram que as RPNs no CPFm começam a surgir aos 20 DPN e amadurecem progressivamente até os 75-90 DPN. Formas exclusiamente maduras de RPNs foram observadas em animais com 5 meses de idade. Além disso, os resultados mostraram que a remoção enzimática das RPNs com ChABC promoveu melhoras no aprendizado dos testes de função executiva

  • GABRIELA DE PAULA FONSECA ARRIFANO
  • ANÁLISE DE PARÂMETROS DE EXPOSIÇÃO MERCURIAL, SUSCETIBILIDADE GENÉTICA E INTOXICAÇÃO EM POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO TAPAJÓS E TUCURUÍ

  • Data: 30/08/2016
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  • O mercúrio é um metal pesado responsável por episódios de intoxicação em todo o mundo. Sua forma mais tóxica é o metilmercúrio que possui afinidade pelo Sistema Nervoso Central, apresentando reconhecida neurotoxicidade. Algumas regiões da Amazônia são bem caracterizadas por exposição mercurial em humanos, como a região do Tapajós, devido à atividade garimpeira local, por exemplo. Contudo, outras, como Tucuruí, permanecem praticamente não estudadas, com apenas um estudo em humanos até o momento. Na Amazônia, existe um grande número de estudos sobre exposição, porém, os estudos sobre a intoxicação e suscetibilidade são bem menos numerosos nas populações amazônicas, e até hoje não existe nenhum estudo que analise simultaneamente os três fatores. Assim, o objetivo deste trabalho foi determinar a exposição (conteúdo do agente tóxico no corpo através do nível de mercúrio em amostras de cabelo), a suscetibilidade individual (predisposição que cada indivíduo tem a sofrer um maior ou menor dano com a mesma quantidade de exposição, através da genotipagem da apolipoproteina E) e a intoxicação (quantificação da extensão do dano já provocado usando como biomarcadores a S100B e a NSE) em populações ribeirinhas amazônicas. Foram estudados 388 indivíduos, selecionados após critérios de inclusão e exclusão. Os genótipos da apolipoproteina E mais frequentes foi ɛ3/ɛ3, seguido pelo ɛ3/ɛ4. As frequências alélicas foram de 0,043:0,784:0,173 para ε2:ɛ3:ɛ4, respectivamente. A mediana do nível de mercúrio total no cabelo foi 4,2 μg/g (1,9- 10,2). Uma percentagem significativa de participantes (24,8%) apresentaram níveis de mercúrio total acima de 10 μg/g, limite preconizado pela OMS, e 12,8% dos participantes mostraram um conteúdo total em mercúrio maior ou igual a 20 μg/g. Os níveis de Tucuruí foram muito maiores do que os níveis no Tapajós (área reconhecida pela presença de garimpos). Foram identificados 29% de indivíduos portadores de ApoE4 (considerados de risco) e 8 indivíduos em risco máximo (portadores de ApoE4 e com mercúrio acima do limite de 10 μg/g). Ainda, houve diferença significativa nos níveis de RNAm da proteína S100B entre os grupos expostos a níveis altos e baixos de mercúrio. Pela primeira vez, foram estudados simultaneamente marcadores das três esferas de influência em toxicologia humana (exposição, suscetibilidade e intoxicação). Nossos dados apoiam já o uso em conjunto desses marcadores para um monitoramento adequado das populações amazônicas, que assistirá o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tomada de decisões governamentais frente ao problema do impacto causado pelo mercúrio na Amazônia.

  • JESSICA BATISTA DE JESUS
  • Ação da Ciclosporina A na via de ativação do Fator de Crescimento de Nervo (NGF) em células neurais do SNP

  • Data: 29/08/2016
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  • A Ciclosporina A é um imunossupressor químico com ação conhecida sobre células T do sistema imune. No sistema nervoso, a Ciclosporina A age inibindo a ação da Calcineurina, um importante segundo mensageiro da via de transdução de sinal do Fator de Crescimento de Nervo (NGF) resultando na hiperfosforilação do Fator Nuclear de Células T Ativadas (NFAT) e regulação negativa de NGF, TrkA e outros fatores que participam da via. As isoformas da família de NFAT1-4 são dependentes de calcineurina, enquanto a isoforma NFAT5 é independente. Já foi demonstrado o papel neuroprotetor da Ciclosporina A por via dependente ou independente de calcineurina. No presente trabalho, procuramos avaliar a ação da Ciclosporina A no sistema nervoso periférico, associando níveis de NGF, TrkA e o fator de transcrição independente de calcineurina, NFAT5 com a plasticidade de células neuronais oriundas de Gânglios da Raiz Dorsal (GRD) mantidas em culturas. Usamos culturas de GRD E10, suplementado com Meio Condicionado de Retina de E9, tratados com Ciclosporina A por 48 e 72 horas. Culturas enriquecidas de Neurônios foram confirmadas pelo método de imageamento de cálcio. A ação da Ciclosporina A sob a neuritogênese foi avaliada por microscopia de campo claro, a expressão de NGF, TrkA e NFAT5 foi realizada por RT-PCR e o acúmulo de NGF intracelular foi avaliado por Imunofluorescência, assim como a presença de TrkA em neurônios. O teste de viabilidade das culturas tratadas ou não com as concentrações de 1-40μM de Ciclosporina A foi realizado pelo método de MTT. Os resultados mostram aumento dos níveis de NGF em culturas mistas, e de receptor TrkA e NFAT5 em culturas enriquecidas em neurônios após o tratamento com a Ciclosporina A. Dada a importância da via de NGF no desenvolvimento e manutenção do SNP, o uso da Ciclosporina A, pode vir a ser usado na clínica como novo alvo para novas terapias.

  • HELENIANA MARIA MIRANDA DE CARVALHO
  • ANÁLISE IMUNOLÓGICA E GENOTÓXICA EM Rattus Novergicus DA LINHAGEM
    WISTAR TRATADOS COM CICLOFOSFAMIDA

  • Data: 11/08/2016
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  •  

    O desenvolvimento deste trabalho, deu-se devido a necessidade de se compreender melhor o
    sistema imune, levando-se em consideração a diversidade dos modelos experimentais de
    imunossupressão, bem como a variedade de respostas imunológicas e genotóxicas, diferenças
    estas, relacionadas às espécies, ao medicamento e doses utilizadas. Desta maneira, objetivo do
    presente estudo foi analisar os efeitos no sistema imunológico e os efeitos genotóxicos em Rattus
    norvegicus da linhagem Wistar, após a inoculação do agente alquilante Ciclofosfamida (CY). A
    administração de 50 mg/kg de CY nos roedores, possibilitou observar uma significativa
    diminuição dos parâmetros de celularidade e peso relativo dos órgãos linfóides. A imunidade
    humoral dos roedores sofreu supressão, visto que foi realizada a análise da titulação de
    anticorpos, o ensaio sobre as células formadoras de placa e o teste de hemólise. Foram realizadas
    quatro inoculações desse imunossupressor e a periodicidade entre as inoculações foi determinada
    pela recuperação dos níveis de normalidade dos parâmetros supracitados. Nas duas vezes que foi
    administrada a droga, houve redução no número de linfócitos e posteriormente diminuição de
    neutrófilos, porém somente no segundo contato com a CY foi observada a imunossupressão. A
    análise da genotoxicidade da ciclofosfamida (CY) foi analisada através do ensaio cometa e foi de
    suma importância, pois dectamos danos genômicos ocorridos no DNA , expostos às diferentes
    doses da ciclofosfamida (CY), que foram de 50 mg/kg nas duas primeiras fases e de 25 mg/kg
    nas duas últimas fases do experimento. Além disso, foi verificado que os efeitos genotóxicos são
    cumulativos a cada dose de CY aplicada, pois mesmo sendo administrado na terceira fase, a
    metade da concentração (25 mg/kg) das duas inoculações inicias CY, o índice de danos não
    correspondeu a metade dos índices de danos da primeira e da segunda administração. Entretanto,
    ao analisarmos imunologicamente e genotoxicamente os roedores, nosso trabalho possibilitará
    testar novos esquemas terapêuticos de imunossupressão.

  • DANIELE DE ARAUJO MOYSES
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL CITOTÓXICO E GENOTÓXICO DO PIROXICAM EM LINHAGEM VERO

  • Data: 08/08/2016
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  • O Piroxicam é um AINE que pertence farmacologicamente a classe oxicam e é indicado para tratar diversos males como artrite reumatoide, dismenorreia primária, endometriose, entre outros. Suas propriedades anti-inflamatórias são bem conhecidas e está relacionada a sua capacidade não seletiva de inibição reversível das COXs, mas sabese pouco a respeito de sua atividade citotóxica e de sua ação no DNA. São escassos dados a respeito dos possíveis efeitos genotóxicos do Piroxicam em células de mamíferos. Esses efeitos podem ser monitorados para a prevenção e controle de algumas reações adversas e efeitos colaterais importantes. O presente estudo foi delineado para investigar os possíveis efeitos genotóxicos e citotóxicos induzidos in vitro pelo fármaco Piroxicam em linhagem de rim de macaco verde africano (VERO). A viabilidade das células expostas ao Piroxicam foi avaliada pelo ensaio MTT, a citotoxicidade do Piroxicam foi verificada pela quantificação de apoptose e necrose utilizando corantes fluorescentes (Hoechst, iodeto de propídeo e diacetato de fluoresceína) e a genotoxicidade do Piroxicam foi avaliada pelo teste do cometa. Os resultados do ensaio de viabilidade celular mostraram que o Piroxicam reduz significativamente (p<0,05) a viabilidade das células nas concentrações de 1,0 mM, 2,0 mM, 4,0 mM e 8,0 mM. Observou-se também que o Piroxicam induz morte significativa (p<0,01) por apoptose em todas concentrações testadas, tanto para tratamento de 24h quanto para 48h. No caso do ensaio cometa, não houve danos ao DNA em nenhuma concentração testada. Os dados defendem a ideia de que o Piroxicam possui atividade citotóxica, mas não apresenta potencial genotóxico nas condições testadas.

  • NATALI VALIM OLIVER BENTO TORRES
  • ENVELHECIMENTO E PROTEÇÃO COGNITIVA: Influências da escolaridade e da aptidão física

  • Data: 25/07/2016
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  • Estudou-se a influência da idade, educação formal e da aptidão física no desempenho cognitivo de idosos usando avaliação clínica e hematológica. Para isso, foram concebidos três ensaios independentes. No primeiro, investigou-se as influências da idade e baixa escolaridade no desempenho cognitivo de idosos saudáveis. No segundo investigou-se possíveis associações entre o declínio cognitivo associado à idade, nível de atividade física e volume de plaquetas, este último, um marcador indireto de inflamação. No terceiro, comparou-se idosos saudáveis com pacientes com doença de Alzheimer (DA), onde é prontamente reconhecido a contribuição da inflamação para a progressão mais rápida da doença. Para medir a influência da educação, utilizou-se testes selecionados da Bateria Cambridge de Testes Neuropsicológicos Automatizados (CANTAB) minimizando a influência de variáveis sócio-culturais e educacionais, normalmente presentes nos procedimentos clássicos de avaliação neuropsicológica. Assim, a atenção visual sustentada, tempo de reação, memória espacial de trabalho e aprendizagem e memória episódica foram medidos em 182 idosos. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: mini-exame de estado mental (MEEM) dentro dos parâmetros de normalidade, acuidade visual de 20/30 ou superior, ausência de história prévia ou atual de traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, alcoolismo crónico, doenças neurológicas, queixas de perda de memória e ausência de doenças psiquiátricas, incluindo depressão e presença de sinais clínicos e/ou hematológicos de infecção ativa. Os indivíduos foram agrupados de acordo com a escolaridade (1 a 7 e ≥ 8 anos de estudo) e idade (60-69 e ≥ 70 anos de idade). A análise de variância de dois critérios indicou que o nível de escolaridade influenciou a atenção visual sustentada, aprendizagem e memória, tempo de reação e memória de trabalho espacial, e a idade influenciou a latência do tempo de reação. Os resultados sugerem que a melhoria da educação deve ser um dos alvos de ações preventivas para reduzir o declínio cognitivo relacionado à idade e que a CANTAB pode ser usada para detectar o declínio cognitivo sutil no envelhecimento saudável. No estudo que mediu associações potenciais entre as alterações morfológicas de plaquetas, aptidão física e declínio cognitivo relacionado à idade, foram adotados os mesmos critérios utilizados no primeiro ensaio e avaliou-se 152 idosos saudáveis. O questionário internacional de atividade física (IPAQ - forma longa) e medidas de aptidão física (agilidade, força muscular dos membros inferiores e condicionamento cardiorrespiratório) foram adotados como indicadores do nível de atividade física. Com base no autorrelato da prática de exercício físico, os voluntários que exerciam atividades físicas supervisionadas pelo menos três vezes por semana compuseram o grupo Exercício, enquanto o grupo Sedentário foi composto por idosos que não realizaram exercícios durante os seis meses anteriores à avaliação. Os idosos ativos apresentaram desempenho significativamente maior em todos os testes físicos, atenção visual sustentada e tempo de reação, e estes resultados foram associados com volumes de plaquetas significativamente menores. Foram encontradas correlações significativas entre os volumes de plaquetas e as performances nos testes de aprendizagem e memória, processamento visual rápido e atenção sustentada. No terceiro estudo, comparando a morfologia de plaquetas de pacientes com doença de Alzheimer com idosos saudáveis, identificou-se que os voluntários com DA mostraram plaquetas com volumes significativamente maiores em associação a baixo desempenho no MEEM. Tomados em conjunto, os resultados mostram que a atividade física e a aptidão física dela decorrente estão associadas a um volume de plaquetas menor e menor declínio cognitivo durante o envelhecimento. O encontro de plaquetas com volumes médios maior e menor, encontrados respectivamente em pacientes com doença de Alzheimer e em idosos que se exercitam regularmente, sugere que este parâmetro, geralmente ignorado em análises de rotina hematológica, parece ter valor preditivo para encorajar medidas preventivas.

  • NELSON ELIAS ABRAHAO DA PENHA
  • EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIOS E NEUROPROTETORES DO EXTRATO DE GERGELIM (Sesamum indicum L.) EM UM MODELO EXPERIMENTAL DE LESÃO AGUDA DA MEDULA ESPINHAL DE RATOS

  • Data: 10/06/2016
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  • A medula espinhal é o componente do sistema nervoso central (SNC) com funções cruciais para o estabelecimento da locomoção, habilidades motoras, somestesia e controle autonômico. Lesões medulares estão entre as condições patológicas mais graves e mais debilitantes à saúde humana, com grande incidência em todas as regiões do mundo. A reprodução dos diferentes tipos de lesão da medula espinhal (ME) em animais de experimentação e o entendimento de sua fisiopatologia, bem como a busca de tratamentos que minimizem os danos neurológicos e estimulem a recuperação morfofuncional do indivíduo afetado são temas de grande relevância científica e clínica. Neste estudo, investigamos os possíveis efeitos neuroprotetores e/ou anti-inflamatórios do extrato supercrítico de gergelim (Sesamun indicum L.) em tempos agudos após lesão experimental da medula espinhal (ME) de ratos adultos. Ratos machos adultos foram submetidos à hemissecção da ME em uma mesa estabilizadora em nível de T8. Os grupos controle e sham (falso operado) foram tratados com tween a 5% (veículo) e o grupo tratado recebeu injeções intraperitoneais de extrato de gergelim (150 mg/kg divido em duas doses diárias) em tempos agudos e sub-agudos de sobrevida após a lesão (1, 3 e 7 dias). Foram obtidas secções de 20 μm da ME com auxílio do um criostato. Estas seções foram coradas com azul de metileno, hematoxilina-eosina (HE), tricrômico de gomori, violeta de cresila e imunomarcadas por anticorpos específicos para a identificação de neutrófilos (anti-MBS-1) e micróglia (anti-ED1). Avaliou-se a força muscular por registro eletromiográfico realizados nos animais controle e tratados com gergelim, 1 e 7 dias após o trauma da ME. Os animais controle apresentaram cavitação progressiva da ME concomitante com recrutamento de neutrófilos e ativação microglial/macrofágica. O tratamento com extrato de gergelim induziu preservação tecidual e diminuição considerável do recrutamento de neutrófilos nos tempos de 1 e 3 dias após a indução da lesão experimental, o que foi confirmado por análise quantitativa (p<0.05). O tratamento com gergelim também diminuiu a ativação microglial/macrofágica no tempo de 7 dias após a lesão (P<0.05). Os registros eletromiográficos revelaram que o tratamento com gergelim induziu cerca de 50% de recuperação da força muscular em relação aos animais controle. Os resultados sugerem que o extrato de sementes de gergelim preto é anti-inflamatório, neuroprotetor e induz recuperação da força muscular em ratos adultos submetidos à trauma experimental da medula espinhal. Estudos futuros devem confirmar que fitoterápicos à base de gergelim podem ser usados como possíveis agentes neuroprotetores para tratamento da lesão da medula espinhal humana.

  • VALDENIRA DE JESUS OLIVEIRA KATO
  • IMUNOEXPRESSÃO DA PROTEÍNA PTEN EM AMOSTRAS DE CARCINOMA
    EPIDERMOIDE BUCAL E SUA CORRELAÇÃO COM CARACTERÍSTICAS
    CLÍNICO-PATOLÓGICAS E SOBREVIDA

  • Data: 03/06/2016
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  • O Carcinoma de Células Escamosa Oral (CCEO) é a neoplasia maligna mais comum
    que afeta a cavidade oral, sendo responsável por mais de 90% dos casos
    diagnosticados neste sítio anatômico. Apesar dos recentes avanços no tratamento, a
    taxa de sobrevivência de 5 anos ainda gira em torno de 30-50%. Mecanismos
    moleculares que esclarecem a agressividade de lesões ajudam na identificação de
    quimioterápicos que possam ser utilizados para melhorar a taxa de sobrevida. O
    objetivo deste estudo foi investigar a imunoexpressão da proteína PTEN através da
    técnica de imuno-histoquímica (IHC) em amostras de pacientes com carcinoma
    epidermoide de boca (CEB) e relacioná-la com características clínico-patológicas,
    grau histológico e sobrevida e, ao lado disso, avaliar a presença de deleção alélica
    através da técnica de FISH. Nossos resultados mostraram que em um total de 119
    casos de carcinoma epidermoide, 31 casos foram negativos para expressão de PTEN
    e 88 casos foram positivos, sendo 15 (17,05%) bem diferenciados, 43 (48,86%)
    moderadamente diferenciados e 30 (34,09%) pouco diferenciados. Considerando as
    características clinico-patológicas não foram encontradas correlações estatísticas
    significantes com a expressão de PTEN por IHC. Em relação à sobrevida foi
    observado que pacientes com infiltração linfononal (N) = 2 ou 3 cm tem risco 4 vezes
    maior de ir a óbito do que um paciente com N = 0 ou 1 cm. Por fim, houve associação
    significativa entre expressão por IHC negativa e o resultado da técnica de FISH no
    que diz respeito a deleção e entre expressão por IHC positiva e o resultado da técnica
    de FISH não deletado.

  • NAYARA KAUFFMANN
  • O TRATAMENTO COM GLUTATIONA POTENCIALIZA O DANO HEPÁTICO EM CAMUNDONGOS INFECTADOS COM Plasmodium berghei (ANKA).

  • Data: 10/05/2016
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  • A malária é uma doença causada por protozoários do gênero Plasmodium e apresenta-se como um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Para avaliar o quadro de malária, modelos murinos tem sido utilizado devido às suas similaridades entre as espécies infectantes para os camundongos e as espécies infectantes para o homem. O aumento na produção de espécies reativas de oxigênio e alterações na atividade de enzimas como a glutationa peroxidase e superóxido dismutase foram caracterizadas dentro do quadro clínico da doença, porém pouco se sabe a respeito da participação de moléculas antioxidantes como a glutationa na evolução da doença. Diante do exposto, o principal objetivo deste trabalho é avaliar o efeito da glutationa na evolução do quadro de malária murina e frente aos danos causados pela infecção com cepa ANKA de Plasmodium berghei (PbA). Para isso foram utilizados camundongos Balb-C, o qual foi inoculado (~106 de eritrócitos parasitados) via intraperitoneal. Os grupos foram divididos em: grupo malária (PbA) (n=6), grupo PbA + GSH 1mg (n=6), grupo PbA +GSH 3mg (n=6) e grupo PbA +GSH 8mg (n=7), tratados por 7 dias consecutivos. O desenvolvimento da doença foi monitorado diariamente pela determinação da sobrevivência, massa corpórea e a parasitemia foi monitorada a cada três dias em distensões sanguíneas, também foi analisado os cortes histológicos do tecido hepáticos e foi realizado a dosagem bioquímica das transaminases hepáticas. Nossos dados demonstraram que o tratamento com GSH (8mg/kg) acelerou a mortalidade dos animais infectados uma vez que entre o 13-14 dia pós infecção cerca de 43% dos animais evoluíram a óbito. No grupo infectado com PbA que não recebeu tratamento com GSH, uma diminuição semelhante (40%) só foi observada a partir do 23-25 dia pós infecção. Já em relação aos grupos PbA+GSH 1mg e PbA+GSH 3mg, não houve diferença quando comparado com o grupo PbA. Interessantemente, embora o tratamento com GSH 8mg tenha acelerado a mortalidade no grupo infectado, não observamos diferença significativa no nível de parasitemia dos quatros grupos analisados. Em relação a massa corpórea foi possível observar uma diferença entre o dia 0 e 24 em todos os grupos, porém quando analisado entre os grupos. Já no que diz respeito as análises histológicas e dosagens bioquímicas, podemos observar que ouve alterações tanto na histologia quanto na nas transaminases, sendo estas alterações mais expressas no grupo PbA que foi tratado com glutationa 8mg/kg do que no grupo PbA. Concluindo que a glutationa quando administrada via intraperitoneal acelera a mortalidade dos camundongos infectados com a cepa ANKA, porém essa mortalidade não está associada com aumento da parasitemia, indicando então que a mortalidade pode ser decorrente das alterações hepáticas.

  • GIOVANNI FREITAS GOMES
  • Alterações da Morfologia da Micróglia do Septo Lateral e Comportamento Semelhante ao Ansioso em um Modelo Murino de Inoculação Sequencial de VDEN1 e VDEN4: Influência do Enriquecimento Ambiental

  • Data: 05/05/2016
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  • A infecção por dengue é a maior causa de mortes por infecções por arbovírus no Brasil. A despeito de sua importância epidemiológica e um século de estudos sistemáticos dedicados aos mecanismos patogênicos da doença eles permanecem mal compreendidos. No continente americano, as epidemias parecem associadas ao fato de que múltiplos sorotipos circulam de forma simultânea, mas pouco se sabe sobre as alterações que ela é capaz de induzir no sistema nervoso central. O objetivo do presente trabalho foi o de avaliar possível influência do enriquecimento ambiental sobre as manifestações do comportamento e da morfologia microglial no septo lateral associadas à inoculação sequencial alternada de diferentes sorotipos do vírus da dengue (VDEN1 e VDEN4). Para esse fim, foram usadas fêmeas adultas de 10 meses de idade de camundongos imunocompetentes da variedade suíça albina, mantidas em ambiente padrão ou enriquecido. Foi feita uma única infecção intraperitoneal com homogenado cerebral infectado com VDEN1 seguida 28 dias após, por infecção com homogenado cerebral infectado com VDEN4. Com o intuito de acentuar os sintomas clínicos, foi implantado nos últimos sete dias a contar do 29º dia após a primeira infecção, um regime de infecções múltiplas alternadas de VDEN1 e VDEN4 acentuadas por anticorpo heterólogo anti-VDEN3. Animais controles receberam igual regime de inoculações e volumes de homogenado cerebral não-infectado. A avaliação comportamental, feita por meio da atividade exploratória do campo aberto (CA) e do labirinto em cruz elevado (LCE), mostrou que animais infectados de ambiente padrão apresentaram redução do tempo de permanência na periferia do CA e no braço fechado do LCE, sendo esse o único grupo experimental que apresentou tal modificação do comportamento. Para avaliar possíveis alterações da morfologia microglial nesses grupos experimentais, foram sacrificados para análise neuropatológica de 5 indivíduos em função das janelas de infecção. Para imunomarcação seletiva da micróglia, utilizamos anticorpo anti-IBA-1 e o método de reconstrução tridimensional para a análise morfométrica. De forma geral, células obtidas a partir de animais infectados de ambiente padrão, quando comparados aos não-infectados, apresentaram alterações significativas, com aumento significativo da complexidade, K-Dim, número e densidade de segmentos e comprimento dos ramos. Animais de ambiente enriquecido não apresentaram a mesma alteração. Além disso, testamos a hipótese de que as micróglias do septo lateral encontram-se divididas em subtipos e que essa conformação também poderia ser alterada pela infecção. Notamos que, em estado fisiológico, micróglias do septo lateral de animais de ambiente padrão ou enriquecido apresentam-se subdivididas em três subpopulações, uma mais complexa, uma menos complexa e uma intermediária. Após a infecção por VDEN1 ou por VDEN4, houve alteração desse padrão na população de micróglias do septo lateral do animais de ambiente padrão, com surgimento de um subtipo de alta complexidade e aumento do percentual de células mais complexas, porém não em animais de ambiente enriquecido. Baseado nessas evidências sugerimos que as micróglias do septo lateral apresentam um padrão morfológico heterogêneo e que a infecção pelos sorotipos 1 e 4 da dengue é capaz de induzir alterações na morfologia da micróglia e no padrão de subdivisão dessas células, associado ao aumento do percentual de células de alta complexidade, além de induzir alterações comportamentais importantes detectadas no CA e no LCE, e que o enriquecimento ambiental parece proteger os animais contra as alterações comportamentais e da morfologia da micróglia do septo lateral no presente modelo de infecção.

  • DANIELLE VALENTE BRAGA
  • Adenosina modula os níveis extracelulares de glutamato induzido por hiperosmolaridade em cultura de astrócitos hipotalâmicos

  • Data: 29/04/2016
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  • Estudos recentes mostram que liberação de glutamato por células gliais hipotalâmicas é uma importante resposta fisiológica em situações de hiperosmolaridade. Além disso, estudos prévios apontam um marcante aumento dos níveis de adenosina no fluido intersticial renal após o aumento da ingestão de sódio. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi caracterizar a possível relação entre a liberação de adenosina e a liberação de glutamato em culturas primárias de astrócitos expostas à situação de hiperosmolaridade. Culturas de astrócitos hipotalâmicos obtidos de ratos da linhagem Wistar nos dois primeiros dias de nascidos,  foram expostas à solução hipertônica com sódio (340mOsm/L) nos tempos 3, 5, 10 e 15 minutos. Após o estímulo, o meio de incubação foi coletado e os níveis extracelulares de glutamato e adenosina foram determinados por Cromatografia Liquida de Alta Eficácia (CLAE). Afim de avaliar a relação entre estes compostos em situações hiperosmóticas, utilizou-se o tratamento das culturas com Adenosina, com R-PIA um agonista do receptor A1, bem como com glutamato e agonista do receptor tipo NMDA. Nossos resultados demonstraram elevação significativa dos níveis extracelulares de glutamato após o estímulo hiperosmótico com um pico em 5 minutos. Similarmente, observamos o aumento nos níveis de adenosina no meio de incubação após 10 e 15 minutos. O tratamento com glutamato induziu aumento nos níveis extracelulares de adenosina após 15 e 20 minutos em meio iso-osmótico. A exposição ao NMDA não induziu a liberação de adenosina e em nenhuma das concentrações utilizadas. Os pré-tratamentos com adenosina e o agonista A1 R-PIA impediram a liberação de glutamato induzida por hiperosmolaridade.  Nossos resultados mostraram também que o efeito do estímulo na liberação de glutamato e adenosina é dependente de sódio, e apresenta uma resposta específica para astrócitos do hipotálamo que pode ser modulada através da ativação do receptor A1 de adenosina. 

2015
Descrição
  • LUIZ RAIMUNDO C DA S E CUNHA JUNIOR
  • INVESTIGAÇÃO DE EFEITOS MUTAGÊNICOS EM TRABALHADORES EXPOSTOS À RADIAÇÃO IONIZANTE NO BRASIL

  • Data: 28/12/2015
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  • As radiações ionizantes (RI) estão presentes na maioria dos diagnósticos precoces de uma infinidade de doenças, muitos tipos de câncer estão inclusos, e têm a característica de um diagnóstico rápido e preciso e, muitas das vezes, mais barato. A utilização deste tipo de energia no entanto, requer de cuidados de proteção específicos, uma vez que as RI tem a característica de alterar o material genético, através de mutações.
    Os operadores da área da radiologia em hospitais são a classe de trabalhadores que está exposta de forma mais direta e, portanto, são alvos de investigações que podem auxiliar no entendimento da interação das RI com o material biológico, além de auxiliar a estes profissionais no requisito de proteção radiológica.
    Foram coletadas 75 amostras de indivíduos que trabalham em vários departamentos da radiologia em 5 hospitais de 4 Estados diferentes no Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará). Os critérios de seleção para a participação foram: ter ao menos 18 anos de idade e 2 anos de profissão, não ser etilista ou tabagista, não estar tomando medicamentos. Para análise citogenética, foram realizados os testes do cometa e Micronúcleo, assim como estudo de aberrações cromossômicas. Este estudo foi avaliado e aprovado por comitê de ética.
    Todos as amostras foram comparadas com indivíduos do mesmo gênero e idade que não tenham passado por qualquer tipo de exame radiológico nos últimos 6 meses.Quando comparados com o controle, os testes de MN e AC demonstraram uma totalidade de danos, usando o teste T, o banco de dados SPSS e bioestat. O teste do cometa mostrou um nível de danos maior se comparado aos controles (0,84 0,47).
    Foi estabelecida a média de idade e feita relação entre gênero e idade dos participantes, sendo os níveis de danos maiores para o gênero feminino em relação ao masculino. Individuos com idades acima dos 45 anos também demonstraram um nível de dano maior quando comparados com idades inferiores. Um fator a ser levado em consideração é de que a população de Porto alegre apresentar um nível de dano menor se comparado aos outros grupos, sendo muito provável este evento por conta da utilização de equipamentos DR de conversão direta. Os equipamentos de Belo Horizonte e Ribeirão Preto utilizam CR e os de Belém, convencionais

  • ALESSANDRA MENDONÇA TOMÁS
  • CONDICIONAMENTO FÍSICO E DESEMPENHO EM TESTES
    NEUROPSICOLÓGICOS EM ADULTOS JOVENS

  • Data: 21/12/2015
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  • O Brasil é um País em período de transição demográfica com aumento expressivo da população acima de 65 anos, o que requer mudanças nas políticas públicas destinadas à saúde. O início precoce de cuidados específicos com a população adulta e jovem visando o envelhecimento bem-sucedido, pode representar redução futura de gastos públicos e menor incidência de doenças associadas ao envelhecimento, como as demências. Para prover subsídios às políticas de saúde baseadas em evidências, o presente trabalho investigou os efeitos do condicionamento físico no desempenho em testes neuropsicológicos automatizados selecionados para mensuração de funções de aprendizado, memória visuoespacial e linguagem. Foram avaliados 109 adultos jovens saudáveis de ambos os sexos, submetidos à anamnese; avaliação cognitiva global empregando o Mini exame do estado mental, testes de linguagem (incluindo fluência verbal e a lista de palavras da Bateria CERAD) e testes neuropsicológicos automatizados (Bateria CANTAB); avaliação da aptidão física (avaliação indireta do condicionamento cardiorrespiratório, resistência de membros inferiores, avaliação da agilidade, mensuração de índices perimétricos e antropométricos). Com base na estatística multivariada através da análise de conglomerados (método de Ward, Distância Euclidiana) os voluntários foram reunidos em três grupos, pareados por idade e escolaridade, para proceder-se o teste ANOVA um critério ou o Kruskall-Wallis, em caso de amostras com variâncias desiguais. Também foi realizada a análise de correlação, componentes principais e análise discriminante, a qual mostrou que o condicionamento cardiorrespiratório foi a variável que mais contribuiu para formação de agrupamentos. O nível de significância foi fixado em valores de p≤0,05. Foram constatadas diferenças significativas nos testes de fluência verbal semântica; nos testes de aptidão física incluindo frequência cardíaca de repouso, condicionamento cardiorrespiratório, resistência de membros inferiores e avaliação da agilidade e em testes neuropsicológicos da Bateria CANTAB (aprendizagem pareada - PAL e tempo de reação - RTI). A análise de correlação demonstrou apenas correlações fracas. Os resultados obtidos no presente estudo indicam que o desempenho em testes neuropsicológicos não pode ser predito pelo condicionamento físico de adultos jovens praticantes ou não de exercício físico regular. Entretanto, o condicionamento físico demonstrou estar associado com melhor desempenho em tarefas de atenção, memória visuoespacial e de aprendizado, mensuradas através do PAL e RTI.

  • PATRICIA FAGUNDES DA COSTA
  • ISOLAMENTO E CULTIVO in vitro DO AGENTE ETIOLÓGICO DA DOENÇA DE JORGE LOBO:
    MORFOLOGIA, FISIOLOGIA E GENOMA DE Candida loboi sp. nov.

  • Data: 18/12/2015
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  • A Doença de Jorge Lobo é uma infecção crônica, granulomatosa, que se desenvolve após a implantação traumática do fungo na pele. Manifesta-se com lesões nodulares, verrucosas e/ou queloidiformes, localizadas principalmente nos membros inferiores e pavilhões auriculares. Doença prevalente na região Amazônica e, atualmente considerada como emergente, com casos novos em outros continentes em humanos e golfinhos. Pouco se conhece sobre o agente etiológico da doença de Jorge Lobo, principalmente pela impossibilidade do cultivo in vitro, dificultando a caracterização correta do agente. Este trabalho teve como objetivo isolar, cultivar e caracterizar cepas do agente etiológico da doença de Jorge Lobo provenientes de pacientes atendidos na Unidade de Referência em Dermatologia Sanitária do Estado do Pará Dr. Marcello Candia, Marituba no estado do Pará. Durante alguns anos foram acompanhados 23 pacientes, a maioria lavradores do sexo masculino, entre 14 e 80 anos de idade, com material biológico coletado por raspado dérmico e biópsia, para confirmação do diagnóstico pelo exame micológico direto e histopatologia, com posterior tratamento. O material biológico coletado foi processado para o isolamento, com a obtenção de células leveduriformes características do agente etiológico da doença de Jorge Lobo após 7 a 14 dias em meio RPMI com a enzima dispase II. Depois de 2 a 6 meses em RPMI (5% CO2, 37ºC) observamos a fragmentação das células-mãe provenientes das lesões e a presença de células leveduriformes, variando de 1 a 7 μm de diâmetro. A partir deste momento, foi possível manter as cepas do agente etiológico da doença de Jorge Lobo em meio líquido RPMI ou em ágar Sabouraud-dextrose à temperatura ambiente, onde formaram colônias pastosas, branco-acastanhadas, cerebriformes, por vezes lanuginosas. Células destas cepas foram analisadas por diferentes técnicas de microscopia óptica e eletrônica, bioquímicas e genéticas, culminando com a descrição do genoma da cepa de um paciente, logo após o isolamento enzimático e antes da diferenciação em cultura, definindo aseguinte identificação taxonômica:Eukaryota; Fungi; Dikarya; Ascomycota; Saccharomycotina; Saccharomycetes; Saccharomycetales; Debaryomycetaceae; Candida/Lodderomyces clade; Candida; Candida sp. LDI48194. A apresentação de características clínicas peculiares, associada a aspectos morfológicos únicos, propriedades fisiológicas e genéticas, que não permitem a definição de uma espécie já identificada, indicam que o agente da doença de Jorge Lobo é, na realidade, uma nova espécie, para a qual propomos a nomenclatura de Candida loboi.

  • CAROLINE MARTINS ALMEIDA
  • ESTUDO DA AÇÃO IMUNOMODULATÓRIA DO ÁCIDO KÓJICO SOBRE AS CÉLULAS MONONUCLEARES DA MEDULA ÓSSEA DE CAMUNDONGOS

  • Data: 03/11/2015
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  • A medula óssea é um tecido de aspecto gelatinoso que contém células hematopoieticas responsáveis pela proliferação e diferenciação das células sanguíneas circulantes. A proliferação de monócitos na medula óssea e a diferenciação destas células em macrófagos desempenham papel crucial para a resposta imune. Neste contexto, a busca por medicamentos que potencializem a resposta imune inata se faz necessária para restaurar a homeostasia e resposta imune. O Ácido Kójico (AK) é um metabólito secundário obtido de fungos do gênero Aspergillus que apresenta várias aplicações (aditivo alimentar, cosméticos, agente antitumoral, radioprotetor e ativador de macrófagos), por este motivo, este trabalho tem o objetivo de avaliar a ação imunomodutatória do AK em células da medula óssea de camundongos. Estas células foram obtidas a partir de fêmures de camundongos, tratadas com AK na concentração de 100 μg/mL e mantidas em cultura por 24-96 horas. Foi possível observar através da microscopia óptica que células mononucleares da medula óssea tratadas com AK promoveram o aumento da adesão celular, maior espraiamento celular, maior volume citoplasmático e grande quantidade de vacúolos. Para confirmar estes resultados, foi analisado por Western blot a via de sinalização Akt. AK foi capaz de ativar esta via, que apresenta papel regulatório muito importante no desenvolvimento e diferenciação celular. Também foi detectado por citometria de fluxo o aumento de F4/80 e do CD11b, seguido da diminuição do CD11c em células tratadas por 96 horas, mostrando que o AK é capaz de induzir o processo de diferenciação das células da medula óssea em macrófagos e não em células dendríticas. A análise microbicida revelou que o AK também potencializou a fagocitose e aumentou a produção de ânion superóxido, entretanto, não promoveu o aumento na produção de óxido nítrico. Além disso, não foram observados efeitos citotóxicos nas células tratadas com AK quando comparadas as células não tratadas. Assim, o AK parece atuar como agente imunomodulador, sendo capaz de induzir as células da medula óssea durante o processo de diferenciação da linhagem monocítica.

  • TATIANE CRISTINA MOTA
  • CARACTERIZAÇÃO IN VITRO DOS EFEITOS GENOTÓXICOS E CITOTÓXICOS DA DROGA ANTIMALÁRICA ARTESUNATO EM LINFÓCITOS HUMANOS

  • Data: 23/10/2015
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  • A malária é uma das patologias infecto-contagiosas mais graves no mundo, apresentando distribuição geográfica bastante extensa em zonas tropicais. Seu tratamento é baseado na administração de drogas específicas, como, a artemisinina e seus derivados: artesunato, o qual será objeto deste estudo, e artemeter. O artesunato, é um composto semi-sintético derivado da artemisinina, substância extraída da planta chinesa Artemisia annua L. Apesar da ampla utilização do artesunato na terapia antimalárica, e de haver fortes evidências de que outros antimaláricos como, a partenina e a cloroquina, apresentem efeitos genotóxicos in vitro; ainda hoje são escassos os trabalhos que demonstrem seus efeitos genotóxicos em linfócitos humanos. Em estudos prévios realizados no laboratório de citogenética humana, foi demonstrado que o artesunato induz danos genotóxicos e citotóxicos ao DNA de linfócitos humanos em cultura. Apesar destes achados, os mecanismos indutores de tais efeitos não foram devidamente caracterizados devido a limitações das técnicas utilizadas. Assim, o presente estudo teve como objetivo caracterizar in vitro os efeitos genotóxicos e citotóxicos do artesunato em linfócitos de sangue periférico humano utilizando técnicas como FISHMN, ensaios de estresse oxidativo e imunocitoquímica por imunofluorescência. Pretendeu-se através do uso de tais técnicas, elucidar os mecanismos responsáveis pelos efeitos do artesunato no DNA de linfócitos humanos. A partir dos resultados encontrados no presente estudo foi possível inferir que o artesunato induz a formação de ROS e outros radicais livres e que estas substâncias estão causando danos no DNA dos linfócitos humanos em cultura. Assim, as células com o DNA danificado, não sendo capazes de reverter tal condição, ativam a apoptose pelas vias extrínseca e intrínseca.

  • MARIO SANTOS BARBOSA JUNIOR
  • ALTERAÇÕES MORFO-FUNCIONAIS EM CÓRTEX ISQUÊMICO DE ANIMAIS TRATADOS COM TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CÉLULAS MONONUCLEARES DA MEDULA ÓSSEA.

  • Data: 08/10/2015
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  • Dados estatísticos apontam AVE como a segunda maior causa de morte e primeira causa de incapacidade dentre todas as demais doenças no mundo. O AVE isquêmico (AVEi) é responsável por cerca de 87% de incidência dos casos de acidentes vasculares encefálicos. Os atuais modelos para estudos de AVE baseiam-se em comprometimento cerebrovascular. Um modelo experimental, capaz de mimetizar a fisiopatologia isquêmica, amplamente utilizado, é o de isquemia induzida por Endotelina-1 (ET-1). No curso isquêmico, a inflamação atua na contenção do infarto ocasionado pelo AVEi, e em contrapartida a intensidade da resposta inflamatória influencia na neurodegeneração e consequentemente na perda funcional. A terapia celular autóloga, com células mononucleares da medula óssea, promove modulação na neuroinflamação, sendo oportuna durante um evento isquêmico para diminuição de perda tecidual e funcional. No presente trabalho, utilizamos um modelo experimental de AVEi focal para avaliar os efeitos morfofuncionais do implante autólogo de células mononucleres da medula óssea (CMMOs) sobre as alterações morfofuncionais relacionadas ao AVEi. Demonstramos, neste estudo, que os transplantes autólogos de CMMO em períodos agudo ou agudo e subagudo, de evento isquêmico, promoveram neuroproteção e modulação inflamatória capazes de repercutirem em preservação e recuperação funcional em atividades especificas. Demonstramos, também, que o tratamento reforçado em período subagudo, do evento isquêmico, foi capaz de promover aumento das melhoras morfofuncionais promovidas pelo transplante autólogo em período agudo.

  • LOUISE NEIVA PEREZ
  • Ontogenia do Peixe de Quatro Olhos Anableps anableps:
    Adaptações Ósseas e Oculares para a Visão Simultânea Aérea e
    Aquática

  • Data: 30/09/2015
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  • A evolução e desenvolvimento dos olhos tem intrigado cientistas por séculos. Além da perda parcial ou completa dos olhos, poucos vertebrados apresentam uma modificação substancial na morfologia do olho. Um exemplo é o peixe de quatro olhos (Anableps anableps). Esta espécie pode ser encontrada desde o Golfo de Paria na Venezuela até o Delta do Parnaíba no Brasil, apresenta fecundação interna e se reproduz continuamente ao longo do ano. O peixe de quatro olhos é um modelo interessante para o estudo de inovações morfológicas no contexto de evolução e desenvolvimento (Evo-Devo) por apresentar algumas estruturas oculares divididas, como córneas e pupilas. A retina é uma estrutura única dividida em duas regiões, dorsal (recebe informações luminosas aquáticas) e ventral (recebe informações luminosas aéreas). Estas características permitem que esses animais acomodem a visão aérea e aquática simultaneamente. O presente estudo teve como objetivo a descrição ontogenética dos estágios de desenvolvimento da espécie Anableps anableps, e a descrição morfológica e molecular da retina durante o processo de desenvolvimento ocular. Foram descritos seis estágios larvais. Os dois primeiros estágios, não apresentavam as córneas e pupilas divididas, e a partir do estágio 3, é possível observar o inicio da divisão. Também foi descrito o desenvolvimento e a expansão do osso frontal. O aparecimento do osso frontal também ocorre no estágio 3. Foi identificado o aparecimento de um septo inter-orbital cartilaginoso, a partir do estágio 4 de desenvolvimento ocular. Observou-se que no inicio do desenvolvimento da retina, as células ainda não estão organizadas, não sendo possível distinguir as camadas da retina. Durante o desenvolvimento é possível observar as camadas se organizando, foi possível identificar que a camada nuclear externa dorsal é menos densa que a camada nuclear interna ventral. O padrão de proliferação celular foi descrito em três estágio do desenvolvimento, antes e durante a divisão ocular, sendo observado na zona marginal ciliar. A proliferação celular é mais acentuada no inicio do desenvolvimento ocular e no estágio 5 de desenvolvimento, a quantidade de células em proliferação celular diminui. Os resultados deste trabalho irão elucidar a base genética das mudanças morfológicas presentes neste gênero.

  • LEOPOLDO SILVA DE MORAES
  • Análise de Variações Genômicas em Genes da Região Cromossômica 22q11.2 em Pacientes Esquizofrênicos do Estado do Pará

  • Data: 28/08/2015
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  • Os polimorfismos COMT Val158Met e ZDHHC8 rs175174 têm recebido papel de destaque no
    estudo molecular da esquizofrenia não apenas por estarem localizados no principal locus de
    suscetibilidade da doença, 22q11, mas também por relacionarem-se, respectivamente, ao estado
    dopaminérgico do córtex pré-frontal e à atividade de diversas proteínas em células neuronais.
    Para avaliar a influência dos genótipos polimórficos na esquizofrenia, genotipamos por PCR em
    tempo real 130 pacientes e 175 controles de uma população do Norte do Brasil. Nossos
    resultados indicaram uma ausência de associação entre ambos os polimorfismos com a chance de
    esquizofrenia na população estudada. Todavia, quando categorizada por sexo, encontramos uma
    associação dicotômica entre o genótipo Met/Met do polimorfismo COMT Val158Met e a
    suscetibilidade à esquizofrenia, conferindo uma chance maior da doença em homens (OR =
    10,76; IC 95% = 2,09–55,34; p = 0,004) que em mulheres (OR = 0,23; IC 95% = 0,07–0,69; p =
    0,009). Além disso, a análise de variância revelou uma associação dos genótipos Val/Met (COMT
    Val158Met) e GG (ZDHHC8 rs175174) com maiores médias de idade de início da esquizofrenia.
    Nosso estudo suporta a hipótese de associação dependente de gênero do polimorfismo COMT
    Val158Met com a esquizofrenia, além de apontar uma influência de ambos os polimorfismos
    estudados com a idade de início da doença.

  • PATRYCY ASSIS NORONHA TAVARES
  • IMUNOREATIVIDADE PARA OS RECEPTORES DE NEUROTROFINAS p75NTR E TrkA NA ZONA SUBVENTRICULAR DE RATOS ADULTOS APÓS ISQUEMIA ESTRIATAL

  • Data: 21/08/2015
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  • Neurotrofinas são fatores de crescimento expressos por células do Sistema Nervoso, tanto durante o desenvolvimento quanto na vida adulta. O Fator de Crescimento Nervoso (NGF, do inglês- Nerve Growth Factor), o Fator Neurotrófico derivado do Cérebro (BDNF- do inglês- Brain-derived Neurotrophic Factor), Neurotrofina-3 (NT-3) e Neurotrofina-4/5 (NT-4/5), desempenham inúmeras funções relacionadas a maturação e resposta do tecido nervoso à patologias, como o Acidente Vascular Encefálico (AVE). Nesta condição, o aumento da expressão das neurotrofinas pode interferir no grau de neurogênese na Zona sub-ventricular (SVZ), bem como redirecionar a corrente migratória das Células-tronco Neurais Adultas (CTNAs) para a região isquêmica. A presença dos receptores de neurotrofinas p75NTR e TrkA, em CTNAs da SVZ, indica que eles podem participar na regulação da neurogênese nessa região. Neste trabalho, descrevemos a influência de uma isquemia experimental, através de uma microinjeção do peptídeo vasconstritor Endotelina-1, restrita ao estriado adjacente à SVZ; sobre o padrão de imunoreatividade para os receptores p75NTR e TrkA em diferentes tempos de sobrevida. Foi analisado o padrão histopatológico do estriado isquêmico e a citoarquitetura da SVZ, seguidos de análises imunoistoquímicas para os receptores. Inúmeras células p75NTR + foram encontradas na SVZ contra e ipsilateral ao sítio de injeção, ocorrendo uma redução de imunorreatividade no primeiro e terceiro dia após a isquemia. Raríssimas células TrkA+ foram encontradas na SVZ de ambos os grupos, porém, observamos inúmeros terminais axonais TrkA+ na SVZ ipsilateral a isquemia. Logo, após o processo isquêmico, houve espessamento da SVZ, concomitante à redução da imunorreatividade para o p75NTR e surgimentos de terminais axonais TrkA+.

  • TEREZINHA MEDEIROS GONÇALVES DE LOUREIRO
  • EFEITOS DA ADAPTAÇÃO AO FLICKER DE LUMINÂNCIA SOBRE O POTENCIAL CORTICAL PROVOCADO VISUAL

  • Data: 20/08/2015
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  • O potencial cortical provocado visual tem sido utilizado para avaliar a visão espacial de luminância. A observação prolongada de um estímulo visual leva a uma série de mudanças na resposta neural em diferentes níveis de processamento do sistema visual. Os resultados destes estudos tem levado à compreensão de como o córtex visual primário processa informações espaciais. Muito tem sido sugerido sobre a ativação das vias paralelas M e P para a contribuição das respostas visuais corticais à partir do uso de estímulos que ativariam preferencialmente uma ou outra via. Uma abordagem para se estudar as interações da atividade atribuída às vias paralelas visuais M e P sobre as respostas corticais poderia ser a aplicação de estímulos que promovessem a adaptação preferencial de uma das vias ou mesmo de ambas e deixar que a via remanescente pudesse se expressar na resposta visual cortical. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos da adaptação ao flicker para estímulos de contraste de luminância sobre respostas corticais visualmente provocadas em várias condições favoráveis à ativação diferencial ou conjunta das vias paralelas M e P, levando a um aumento ou diminuição das respostas corticais. Foram avaliados 8 sujeitos com visão normal e acuidade normal ou corrigida 20/20. Foram utilizadas várias condições de estimulação, as quais serão três condições de estimulação sem adaptação visual, contendo apenas os estímulos testes, redes senoidais em 0,4 cpg, 2 cpg e 10 cpg com taxa de reversão espacial de 180 graus de 1 Hz (condições controle). As demais condições apresentaram um estímulo de adaptação que será uma máscara gaussiana bidimensional que variará a luminância no tempo cosenoidalmente (flicker) com modulação temporal de 5 Hz, 10 Hz e 30 Hz. O experimento consistiu em apresentar um estímulo de adaptação durante 8 s seguido por um estímulo teste durante 2 s. As respostas corticais foram registradas sobre o couro cabeludo acima do córtex occipital e foram registradas apenas durante a apresentação do estímulo teste. As respostas corticais foram avaliadas no domínio do tempo e das frequências temporais. No domínio do tempo, medido a latência e a amplitude do componente P1 (pico-linha), enquanto no domínio das frequências temporais foram avaliadas as amplitudes das bandas de frequências alfa, beta e gama presentes no registro. As respostas para os estímulos testes foram comparadas entre as condições sem adaptação e com adaptação visual ao flicker. O principal resultado foi que a adaptação visual ao flicker ocorreu de forma diferenciada no domínio das frequências espaciais. Os resultados indicam que o componente P1 foi encontrado em todas as condições de estimulação e adaptação ao flicker na frequência espacial mais baixa (0,4 cpg) em todas as condições temporais. Os resultados também indicam que ocorreu uma diminuição da energia da banda alfa na mesma condição de 0,4 cpg e um aumento da banda gama. Este trabalho concluiu que a adaptação ao flicker levou à diminuição da amplitude do potencial cortical provocado visual causado pela diminuição da energia das oscilações alfa e aumento da energia na banda gama em 0,4 cpg, representando uma modificação do balanço entre as duas vias visuais M e P nas células do córtex.

  • MONICA GOMES LIMA MAXIMINO
  • Sensibilização dependente de tempo em paulistinhas adultos como modelo
    de transtorno de estresse pós-traumático: Papel do óxido nítrico

  • Data: 11/08/2015
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  • LIMA, M. G. Sensibilização dependente de tempo em paulistinhas adultos como modelo
    de transtorno de estresse pós-traumático: Papel do óxido nítrico. Plano de tese
    (Doutorado) – Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2015.
    O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é classificado como um transtorno relacionado
    ao trauma e a estressores, um conjunto de doenças neuropsiquiátricas severamente debilitantes
    que se caracterizam por uma desregulação de respostas de estresse após um evento
    traumático. O paulistinha (Danio rerio Hamilton 1822) tem emergido como um modelo importante
    para o estudo de funções genéticas, neurofarmacológicas e comportamentais, como
    no estudo sobre ansiedade e estresse. O óxido nítrico (NO) é um gasotransmissor que parece
    ter um papel importante na regulação de respostas neurocomportamentais ao estresse, inclusive
    no paulistinha. É diante deste cenário que propomos um modelo comportamental para
    TEPT, com a avaliação da sensibilização dependente de tempo do comportamento do paulistinha
    em decorrência da exposição à substância de alarme co-específica (SA) – um potente estressor.
    Com esse modelo, verificaremos o papel do sistema nitrérgico nesse processo de sensibilização.
    Os animais serão expostos à SA e mantidos livres de estresse por 24 h; após esse
    período, o comportamento dos animais será analisado. Realizaremos 5 experimentos que visam
    investigar: i) o efeito atrasado da substância de alarme sobre diferentes tarefas comportamentais
    em paulistinhas, ii) a comparação da sensibilização dependente de tempo nos fenótipos
    shortfin e longfin, iii) a aplicação de Critérios Comportamentais de Corte na sensibilização
    dependente de tempo, iv) a quantificação de glutamato extracelular e nitrito tecidual no
    telencéfalo após exposição à substância de alarme, e v) Participação do NO na iniciação e
    consolidação da sensibilização dependente de tempo. Nossos resultados revelaram que: i) a
    substância de alarme produz sensibilização atrasada da ansiedade (aumento da geotaxia, diminuição
    da habituação, aumento do nado errático, aumento da frequência de thrashing no teste
    de distribuição vertical eliciada pela novidade; diminuição do tempo no branco, aumento do
    nado errático, avaliação de risco e tigmotaxia, no teste de preferência por escuridão) e hiperexcitação
    (aumento da distância percorrida na primeira tentativa e a inclinação da habituação
    no teste de reatividade de sobressalto). ii) em relação aos animais shortfin, a exposição de animais
    longfin produziu maior sensibilização do tempo no compartimento branco, da avaliação
    V
    de risco e da tigmotaxia, enquanto os animais shortfin apresentaram frequência de nado errático
    maior. iii) 25,74% dos animais que foram expostos à SA alcançaram o critério de Resposta
    Comportamental Extrema (RCE) e 20% atingiram o critério para Resposta Comportamental
    Mínima (RCM); em animais não-expostos, apenas 4% alcançaram o critério de RCE e 96%
    alcançaram o critério de RCM. Animais classificados como RCE dispenderam menos tempo
    no compartimento branco, com entradas de menor duração, maior tigmotaxia e mais nado errático
    em relação a animais classificados como RCM e controles não-expostos; iv) o tratamento
    com L-NAME 30 minutos antes da exposição à SA não bloqueou a sensibilização comportamental
    no teste de preferência por escuridão; v) o tratamento com L-NAME 30 minutos
    após a exposição à SA bloqueou a sensibilização da escototaxia e da avaliação de risco; vi) o
    tratamento com L-NAME 90 minutos após a exposição à SA bloqueou a sensibilização da
    avaliação de risco, nado errático e tigmotaxia. Esses resultados sugerem que a sensibilização
    dependente de tempo no paulistinha pode ser um bom modelo para estudo do TEPT e apontam
    o NO com um importante mediador nesse processo.

  • SUELLEN ALESSANDRA SOARES DE MORAES
  • REGENERAÇÃO TENDÍNEA EM MODELO MURINO: ESTUDO DA PLASTICIDADE CENTRAL E INVESTIGAÇÃO DO EFEITO DA MODULAÇÃO NITRÉRGICA NA PLASTICIDADE PERIFÉRICA

  • Data: 10/08/2015
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  • As lesões tendíneas causam forte impacto sobre as pessoas em decorrência da dor e limitação funcional dela resultante. Após a lesão, o tecido passa a apresentar uma rede de nervos. Adicionalmente, há indícios da ocorrência de plasticidade central na medula após a lesão. Dentre os fatores moleculares envolvidos no reparo da lesão, o óxido nítrico (NO) é implicado na remodelagem tecidual, contudo seus efeitos ainda não são bem compreendidos. A proposta deste estudo é averiguar a existência de plasticidade central e a influência do NO na plasticidade periférica, limitação funcional e regeneração tendínea em modelo murino. Para estudar os efeitos do NO na plasticidade periférica, utilizamos animais controle (CTRL, sem lesão) ou tratados com salina (SAL, NaCl 0,9%), L-nitro-arginina-metil-éster (L-NAME, inibidor da síntese de NO) ou nitroprussiato de sódio (SNP, doador de NO) em dias alternados até o 21º dia pós-lesão (DPL). Para avaliar a ocorrência de plasticidade central (segmento L5), apenas a lesão foi realizada e a medula coletada em 2 ou 21 DPL. Analisamos a integridade e a organização tecidual nas amostras de tendão por H&E, microscopia eletrônica de transmissão e imunofluorescência, que também foi usada para avaliar a plasticidade periférica. Para verificar a recuperação funcional do tendão, determinamos o índice funcional de Aquiles, o ângulo articular e o campo aberto. No estudo da medula espinhal, investigamos a reatividade glial e o envolvimento neuronal após a injúria através de colocalizações com o indicador de ativação celular c-Fos. Os achados desta pesquisa mostram que a inibição do NO promove a organização tecidual em associação ao aumento da síntese, secreção e deposição de colágeno. Além disso, a administração local de L-NAME parece favorecer a diferenciação celular para tipos morfológicos análogos a tenócitos e melhorar a organização de ramos nervosos por dentre a malha de colágeno em correlação com a recuperação funcional em 21 DPL. Por outro lado, o aumento nos níveis de NO através de SNP promoveu uma piora em quase todos os parâmetros analisados. Nossos dados mostram ainda que a injúria tendínea desencadeia um processo de plasticidade central com aumento da reatividade glial em 2 DPL e da ativação celular ipsilateral à lesão em 2 e 21 DPL. Em suma, nossos achados indicam a ocorrência de plasticidade central após a lesão tendínea e o favorecimento do reparo tecidual e da plasticidade periférica através do bloqueio nitrérgico, revelando aspectos fundamentais da recuperação tecidual que podem representar novos alvos para uma nova abordagem terapêutica em lesões tendíneas.

  • ADRIANO GUIMARAES SANTOS
  • Investigação de tipos e origem celular neurogênicos em áreas diversas do Sistema Nervoso Central da espécie Cebus apella
  • Data: 27/07/2015
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  • A identificação de populações de precursores neuronais, e células-tronco geradas pelo próprio Sistema Nervoso Central tem sustentado debates sobre seu possível uso na reparação de danos causados por desordens agudas do Sistema Nervoso Central. Contudo, no caso do cérebro mamífero adulto, tal geração é considerada evolutivamente restrita a duas áreas: a zona subgranular do giro denteado do hipocampo, e as paredes dos ventrículos laterais onde novos neurônios são continuamente gerados. Utilizaremos 6 primatas não-humanos, adultos, machos, da espécie Cebus apella (Macaco-prego, 10 anos de idade), com pesos entre 2,1 e 2,8 Kg (média 2,5 Kg) pré-tratados com BrdU que após sacrifício e devido processamento histológico, tiveram seus tecidos analisados em imuno-histoquímica para análises por meio de anti-BrdU, Anti-Nestina, anti-sox2 e DCX em diversas áreas do Sistema Nervoso Central. As paredes ventriculares apresentaram presença de neuroblastos similar àquela já observada em trabalhos anteriores, porém resultados inesperados também foram observadas em áreas como o córtex frontal.
  • NELSON MONTE DE CARVALHO FILHO
  • VARIABILIDADE ALÉLICA E EXPRESSÃO DO GENE ABCA4 EM
    SUJEITOS DIAGNOSTICADOS COM A MACULOPATIA DE
    STARGARDT: ASSOCIAÇÃO COM A FUNÇÃO E ESTRUTURA DA
    RETINA E MORFOLOGIA CELULAR GRANULOCÍTICA

  • Data: 24/06/2015
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  • A maculopatia autossômica recessiva de Stargardt se caracteriza pela perda progressiva
    simétrica da visão na região central do campo visual em indivíduos entre a primeira e segunda
    décadas de vida. Também fazem parte do diagnóstico clínico a presença de lesões maculares
    pontuais de coloração amarelo-esbranquiçadas encontradas nas regiões foveal e parafoveal,
    além da deposição de lipofuscina gerando hipofluorescência e atrofia córiocapilar e do
    epitélio pigmentado da retina. A acuidade visual dos portadores da degeneração de Stargardt
    decresce com o seu progresso e tende a se estabilizar entre 20/200 (1,0 logMAR) a 20/400
    (1,3 logMAR). Esta tese teve como objetivos a investigação da ocorrência de associações
    entre as variantes alélicas (mutações) e os níveis de expressão do gene ABCA4 com a
    morfologia dos granulócitos periféricos e os fenótipos clínicos, eletrofisiológicos e de
    estrutura da retina em pacientes portadores da maculopatia de Stargardt. Nos onze sujeitos
    selecionados foram identificadas quatro variantes do tipo não-sinônimas e três do tipo
    sinônimas. A combinação alélica L1395P/D1817E foi encontrada em 64% dos 22
    cromossomos analisados sugerindo a ocorrência do efeito do fundador. Não foi possível a
    associação entre os genótipos e os fenótipos analisados. Os valores diferenciais de expressão
    do gene ABCA4 obtidos entre pacientes e grupo controle, bem como a prevalência de
    neutrófilos bastonados na circulação sanguínea periférica sugerem a possibilidade de servirem
    como biomarcadores para Stargardt. As imagens retinográficas e angiográficas obtidas
    permitiram a classificação em estágios I, II e III de comprometimento retiniano nos sujeitos
    investigados. O valores de espessura da região central da mácula dos pacientes foram bem
    menores do que aqueles obtidos para os controles, evidenciando a perda da camada de
    fotorreceptores. Os achados eletrorretinográficos de campo total em função do tempo de
    adaptação ao claro possibilitaram a caracterização das perdas funcionais nos sujeitos
    investigados.

  • DANIELLA PATERNOSTRO DE ARAUJO
  • Avaliação da suscetibilidade in vitro de Fonsecaea spp a diferentes antifúngicos e análise das concentrações plasmáticas de itraconazol e hidroxiitraconazol em pacientes com cromoblastomicose na região amazônica

  • Data: 18/06/2015
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  • A cromoblastomicose (CBM) é uma micose por implantação fúngica na pele, de evolução crônica, causada pela inoculação traumática de fungos dematiáceos. O Estado do Pará é uma das principais áreas endêmicas, sendo F. pedrosoi o principal agente etiológico. A baixa taxa de cura é reflexo da falta de um esquema terapêutico padronizado e da escassez de dados relacionados a suscetibilidade de fungos negros aos fármacos disponíveis para o tratamento. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar a suscetibilidade in vitro de isolados clínicos de Fonsecaea spp. frente a nove antifúngicos, correlacionando as Concentrações Inibitórias Mínimas (CIM) do itraconazol (ITZ) com a evolução clínica e os tipos de lesões, além de quantificar os níveis plasmáticos de ITZ e Hidroxi-ITZ (ITZOH) em pacientes atendidos na Unidade de Referência Especializada em Dermatologia Sanitária do Estado do Pará Dr. Marcello Candia. Os 38 isolados clínicos de Fonsecaea foram avaliados em relação ao ITZ, cetoconazol (CTZ), posaconazol (PCZ), voriconazol (VCZ), fluconazol (FCZ), anfotericina B (ANF B), caspofungina (CAS), terbinafina (TBF) e 5-fluorocitosina (5-FLU), de acordo com as recomendações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI, documento M38-A2). A CIM para cada fármaco utilizado foi obtida após 5 dias de incubação a 30°C, e dentre os fármacos testados, o PCZ foi o mais efetivo (CIM 0.28 μg/ml, CFM 4.35 μg/ml) podendo ser uma alternativa terapêutica em isolados não sensíveis ao ITZ. Os resultados da correlação entre a CIM do ITZ e a evolução clínica demonstraram que os pacientes com piora tiveram um valor médio ± erro padrão da média (0.90 ± 0.10 μg/ml) superior aos sem melhora (0.45 ± 0.05 μg/ml) com melhora (0.59 ± 0.05 μg/ml) e cura (0.45 ± 0.05 μg/ml), com diferença significativa (p < 0.05) entre os grupos. Não houve correlação entre o CIM do ITZ e os tipos de lesões dos pacientes. Observamos uma grande variabilidade interindividual entre os níveis plasmáticos de ITZ e ITZOH, sendo importante destacar que o ITZOH estava até 3 vezes mais elevado no plasma dos pacientes (p < 0.001), o que pode contribuir para atividade antifúngica do tratamento e sugere uma importante contribuição deste metabólito na terapia. Por fim, avaliamos três pacientes que foram submetidos a altas doses de ITZ, 600 mg/dia, com aumento significativo dos níveis plasmáticos de ITZOH (p=0.0148) e uma concentração >1000 ng/ml na somatória ITZ+ITZOH, considerada satisfatória para a maioria das infecções fúngicas, além de apresentarem melhora do quadro clínico. Em resumo, nossos dados 1) confirmam F. pedrosoi como o principal agente etiológico da CBM no Pará; 2) não evidenciam correlação entre as lesões, as espécies e a sensibilidade ao ITZ; 3) demonstram que ITZ, VCZ e PCZ foram os fármacos com menor CIM, sendo que o PCZ apresentou a menor CFM; 4) correlacionam o metabólito ITZOH com a evolução clínica dos pacientes e; 5) indicam que o uso de altas doses de até 600 mg/dia de ITZ podem ser usadas em pacientes que não respondem a doses terapêuticas menores.

  • CLEITON MENDES LOPES
  • ANÁLISES DOS GENES TP53, PTEN, IDH1 E IDH2 EM
    TUMORES NÃO GLIAIS DO SISTEMA NERVOSO HUMANO

  • Data: 17/06/2015
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  • Apesar da considerável incidência, estudos de alterações genéticas nos genes
    TP53, PTEN, IDH1 e IDH2, em tumores não gliais, são raros e, em alguns casos,
    inexistentes. Os tumores não gliais são classificados geralmente como benignos e
    raramente evoluem à malignidade, apresentando diferentes classificações,
    incidências e localizações. Os genes supressores tumorais e de resposta a danos ao
    DNA, TP53 e PTEN, estão entre os genes mais frequentemente mutados em
    tumores humanos. Os genes IDH1 e IDH2 estão envolvidos no metabolismo celular
    e, também, foram encontrados frequentemente mutados em gliomas, melanomas e
    leucemias, sendo atualmente considerados como bons marcadores em gliomas.
    Foram realizadas análises de alterações genéticas nos genes citados, a fim de
    verificar se estão associados à etiologia e/ou progressão de tumores não gliais do
    Sistema Nervoso Humano (SNH). Foram utilizadas as técnicas de PCR-SSCP para
    amplificação da região de interesse e triagem mutacional das amostras para
    posterior sequenciamento. Foram analisadas 37 amostras de tumores não gliais (14
    schwannomas, 3 Meningiomas, 4 Meduloblastomas, 2 Neurocitomas e 14
    Metástases do Sistema Nervoso Central (SNC). Somente o gene IDH1 apresentou
    polimorfismos na SSCP em 12 (32,4%) amostras, sendo, então, submetidas ao
    sequenciamento. No entanto, as reações de sequenciamento foram satisfatórias em
    apenas em 5 amostras, entre as polimórficas, (1 metástase, 1 meningioma e 3
    schwanomas,). Análises dessas 5 amostras identificaram diferentes mutações, uma
    delas, presente em todas, uma transversão T→A no éxon 4 do códon 106 do gene
    IDH1, resultando na substituição do aminoácido treonina por serina. Foram, também,
    identificadas outras mutações em regiões não codificantes (íntron 4) do gene IDH1
    em duas dessas amostras. As mutações encontradas em nosso estudo ainda não
    haviam sido relatadas na literatura. Nossos resultados indicam a participação do
    gene IDH1 na patogênese desses tumores.

  • MELLINA MONTEIRO JACOB
  • PROPRIEDADES ESPACIAIS DAS RESPOSTAS ISOLADAS DE CONES L E M AO ELETRORRETINOGRAMA: IMPLICAÇÕES SOBRE A ATIVIDADE DAS VIAS VISUAIS PARALELAS
  • Data: 16/06/2015
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  • Foi estudada a organização espacial dos sinais de cones L e M ao eletrorretinograma (ERG), refletindo a atividade das vias pós-receptorais magno e parvocelular. Para tal, foram criados estímulos senoidais que isolavam as respostas de cones L e M e que eram emitidos por um estimulador que utilizava quatro primárias de LED, permitindo que fosse aplicado o paradigma da tripla substituição silenciosa. As frequências temporais utilizadas foram de 8 e 12 Hz, para refletir a atividade de oponência de cones, e 30, 36 e 48 Hz para refletir a atividade de luminância. As respostas de eletrorretinograma foram registradas com estímulos que alcançavam todo o campo visual (campo total) e por estímulos que variavam em configuração espacial, entre estímulos circulares e anelares com diâmetros diferentes. Os resultados obtidos confirmam a presença de dois mecanismos de resposta diferentes a estímulos com frequências temporais intermediárias e altas. As respostas de ERG medidas em frequências temporais altas dependeram fortemente da configuração espacial de estimulação. Nas condições registradas com campo total, as respostas de cones L foram substancialmente maiores do que as respostas de cones M na mesma condição, e do que as respostas de cones L a estímulos menores. Já as respostas de cones M aos estímulos com campo total e com diâmetro de 70º, apresentaram valores de amplitude similares. As respostas de cones L e M medidos com frequências temporais de 8 e 12 Hz, apresentaram amplitudes similares, e estavam aproximadamente em contra-fase. As amplitudes foram constantes para a maioria das configurações de estimulação. Os resultados indicaram que, quando as respostas de ERG refletem a atividade de luminância, elas estão correlacionadas positivamente com o tamanho do estímulo. Além de 35º de excentricidade retiniana, a retina contém principalmente cones L. Estímulos pequenos são suficientes para obter respostas máximas de ERG em frequências temporais intermediárias, onde o ERG é sensível também ao processamento de oponência de cones.

  • CELINA COELHO DA ROSA
  • Caracterização cromossômica e mapeamento genômico comparativo com sondas de Hylaeamys megacephalus de Oecomys paricola e Oecomys auyantepui (Cricetidae – Sigmodontinae)

  • Data: 19/05/2015
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  • A Ordem Rodentia representa a mais numerosa ordem de mamíferos, com cerca de 42% das espécies conhecidas atualmente. Os roedores apresentam 2.227 espécies, 468 gêneros e 33 famílias recentes, sendo este último elevado para 50 se forem consideradas as famílias extintas. A enorme variação na morfologia, na diversidade de habitats e climas e na alimentação são as causas desta Ordem ser mais numerosa e melhor sucedida evolutivamente entre as ordens de mamíferos. O gênero Oecomys pertence à subfamília Sigmodontinae (Cricetidae, Rodentia) com aproximandamente 16 espécies descritas, distribuídas em floresta tropical e subtropical do Centro e do Sul da América. Estudos citogenéticos prévios sugerem que o gênero Oecomys apresenta uma grande diversidade cariotípica, com o número diplóide variando entre 58 e 86. No presente trabalho foram analisados, por meio de técnicas citogenéticas convencionais e pintura cromossomo multidirecional (Sondas cromossômicas de Hylaeamys megacephalus – HME), foram analisados 18 exemplares de Oecomys, sendo quatro identificados como da região metropolitana de Belém, Pará ; dois no Município de Santa Bárbara, Pará; cinco  na região de Carajás, Pará e 7 na região do Calha Norte, Pará. Os exemplares do Parque Ambiental de Belém apresentaram 2n=72 e NF=76 e foram identificados como O. paricola. Os exemplares de Santa Bárbara apresentaram 2n=70 e NF=74 e foram identificados como O. paricola. Os exemplares de Carajás apresentaram 2n=70 e NF=72 e foram identificados como O. paricola. Os exemplares coletados do Calha Norte apresentaram 2n=62 e NF=80 e foram identificados como O.auyantepui.  Os citótipos descritos para O. paricola apresentaram diferenças em 5 picos de HME hibrizados, evidenciando 3 rearranjos para esta espécie. Para O. auyantepui foram identificados 5 rearranjos.  As diferenças cromossômicas encontradas para O. paricola de diferentes regiões geográficas sugere que estes citótipos pertencem a espécies crípticas, o que é caracterizado pela ausência de diferenças significativas morfológicas e moleculares, podendo os rearranjos cromossômicos ser a causa do processo de especiação.  Desta forma, O. paricola representa um complexo de espécies onde os indivíduos desta espécie estão se diferenciando independentemente um do outro, e ainda não houve tempo suficiente para fixação de diferenças morfológicas e moleculares.

  • CÉSAR AUGUSTO RAIOL FÔRO
  • INFLUÊNCIAS DO AMBIENTE E DA IDADE SOBRE A COMPLEXIDADE MORFOLÓGICA DOS ASTRÓCITOS DO GIRO DENTEADO DE CAMUNDONGOS SUÍÇOS ALBINOS
  • Data: 14/05/2015
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  • Durante nosso estudo anterior (Diniz et al., 2010), os camundongos (Mus musculus) mantidos em ambiente empobrecido desde o desmame, mimetizando um estilo de vida sedentário, tem um desempenho pior em testes de memória espacial no labirinto aquático de Morris e não distinguem entre objetos antigos e recentes, e entre objetos deslocados e estacionários nos testes de memória semelhante à episódica. Contrastando com esses desempenhos os camundongos mantidos em gaiolas enriquecidas por igual período, preservam essas habilidades estando os resultados comportamentais associados à variação do número de astrócitos em função da camada. Usando as mesmas séries de seções anatômicas imunomarcadas seletivamente para proteína ácida fibrilar glial do estudo anterior, testamos a hipótese de que o empobrecimento ambiental reduziria a complexidade morfológica dos astrócitos e que essa redução estaria associada ao declínio nos testes de memória semelhante à episódica. Para isso utilizou-se microscopia óptica tridimensional empregando amostragem sistemática e aleatória sem viés para selecionar os astrócitos das camadas polimórfica, granular e molecular do giro denteado (GD). Testes de aglomerados e análises discriminantes das reconstruções morfométricas tridimensionais dos astrócitos de cada camada e grupo experimental revelaram dois principais fenótipos morfológicos. Em comparação ao tipo II, detectamos que os astrócitos do tipo I são mais complexos, revelaram maior volume de seus ramos, maior número de segmentos e vértices. A análise integrada com os achados comportamentais anteriores dos mesmos sujeitos revelou que as reduções da complexidade morfológica encontrada em camundongos jovens de ambiente empobrecido e camundongos envelhecidos do ambiente enriquecido, foram observadas em ambos os tipos de astrócitos das camadas giro denteado. Tomados em conjunto nossos dados sugerem que os efeitos em longo prazo do empobrecimento ambiental e do envelhecimento sobre a morfologia dos astrócitos podem contribuir pelo menos em parte para as alterações dos circuitos subjacentes ao declínio de cognitivo observado.
  • ADRIANO AZEVEDO DE MELLO
  • Estudo do Papel das Proteínas LYN, CKB e SRC na Carcinogênese Gástrica.
  • Data: 28/04/2015
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  • O câncer gástrico (CG) é o quarto tipo câncer mais frequente e a segunda maior causa de mortalidade em todo o mundo. Um melhor entendimento da biologia da progressão dessa neoplasia é crucial para redução da taxa de mortalidade com o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e de tratamento dos pacientes. Em nosso estudo, foram analisadas amostras de câncer gástrico, encontrando-se expressão elevada de mRNA e de proteínas das quinases SRC e LYN, e níveis diminuídos da quinase CKB. Essas alterações podem ter um papel na invasão e na metástase dos tumores gástricos. A expressão dessas três quinases também foram associadas com a expressão do oncogene MYC, um possível biomarcador para o câncer gástrico. Objetivando-se entender os mecanismos que regulam a expressão desses genes, avaliou-se os padrões de metilação dessas três quinases. Assim, descobriu-se que a hipometilação de SRC e LYN e a hipermetilação de CKB estavam presentes apenas nas amostras neoplásicas gástricas. A perda de metilação de SRC e LYN foi associada com aumento nos níveis de expressão de seus mRNA e proteínas, sugerindo que a metilação do DNA está envolvida na regulação da expressão dessas quinases. A frequência de hipermetilação e metilação parcial de CKB foi mais elevada em amostras de câncer gástrico do que em amostras gástricas não-neoplásicas; no entanto, a expressão de CKB estava apenas parcialmente regulada por metilação do DNA. Analisando os dados de expressão, descobriu-se que alterações nos padrões de metilação do DNA das três quinases estudadas também estavam associadas com o avanço do câncer gástrico, invasão tumoral mais profunda e a presença de metástase. Portanto, a expressão de SRC, LYN e CKB ou a metilação do DNA, relacionada a esses genes, podem ser marcadores preditivos úteis para a progressão tumoral e alvos estratégicos em terapêutica anticâncer.
  • ALLAN COSTA MALAQUIAS
  • EXPOSIÇÃO À CONCENTRAÇÃO SUBLETAL DE METILMERCÚRIO: GENOTOXICIDADE E ALTERAÇÕES NA PROLIFERAÇÃO CELULAR
  • Data: 01/04/2015
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  • LETÍCIA MIQUILINI DE ARRUDA FARIAS
  • Correlação entre parâmetros estimados pelos testes Colour Assessment and Diagnosis e Cambridge Colour Test na avaliação da discriminação de cores

  • Data: 31/03/2015
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  • Os testes Colour Assessment and Diagnosis (CAD) e Cambridge Colour Test (CCT) têm sido amplamente utilizados em pesquisas básicas e clínicas, devido à alta sensibilidade e especificidade de seus resultados. Estes testes utilizam diferentes paradigmas de estimulação para estimar os limiares de discriminação de cor. Pouco se sabe sobre a relação de cada paradigma na avaliação da discriminação de cor nesses testes. Sendo assim, este trabalho objetiva comparar os parâmetros de avaliação da discriminação de cor estimados pelos testes CAD e CCT em sujeitos tricromatas e com discromatopsia congênita. Foram avaliados 59 sujeitos tricromatas e 38 sujeitos discromatópsicos (16 protans, 22 deutans) com idade média de 26,32 ± 8,9 anos. Foram testados 66 sujeitos nos testes CAD e CCT, 29 sujeitos no teste CAD e 2 sujeitos no teste CCT. O fenótipo da visão de cores de todos os sujeitos foi determinado através de uma bateria de testes psicofísicos e a estimativa dos limiares de discriminação de cor foi avaliada pelos testes CAD e CCT. Os dados de limiares de discriminação de cor foram ajustados a funções de elipse. Os critérios analisados para cada sujeito foram: a área da elipse, o ângulo de rotação e tamanho dos vetores protan, deutan e tritan. Para cada um dos parâmetros foi realizada: estatística descritiva, análise da dispersão dos parâmetros entre os testes CAD e CCT e dos parâmetros em conjunto, razão entre os parâmetros, correlação dos parâmetros a três modelos matemáticos e análise de concordância. Os parâmetros de área e tamanho dos vetores deutan e tritan do subgrupo tricromata; área e tamanho do vetor tritan do subgrupo protan; e tamanho dos vetores protan e tritan do subgrupo deutan apresentaram equivalência entre os resultados de ambos os testes. Os parâmetros de área, ângulo de rotação e tamanho dos vetores protan e tritan apresentaram concordância de medidas entre os testes CAD e CCT. Fatores como as localizações distintas das coordenadas centrais dos testes CAD e CCT e a disposição espacial dos vetores no espaço de cor da CIE 1976 no teste CCT podem ter influenciado na determinação de limiares de discriminação cromática de ambos os testes. Apesar de utilizarem paradigmas distintos na configuração da estimulação, os testes CAD e CCT são equiparáveis.

  • MARCELO MARQUES CARDOSO
  •  

    SOBREVIVÊNCIA E DISPERSÃO DE CÉLULAS DA FRAÇÃO MONONUCLEAR DA MEDULA ÓSSEA TRANSPLANTADAS HETEROLOGAMENTE NO ESTRIADO APÓS ISQUEMIA EXPERIMENTAL

  • Data: 27/02/2015
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  • Estudos experimentais evidenciam o potencial promissor das células da fração mononuclear da medula óssea (CMN-MO) no tratamento de modelos de isquemia cerebral. Sabe-se que as CMN-MOs são sensíveis à modificações microambientais, tal qual aquelas induzidas por uma isquemia, como eventos associados à inflamação. Contudo, pouco se conhece a respeito da biodistribuição e sobrevida dessas células no tecido nervoso pós-lesão. Objetiva-se investigar se a sobrevivência e a disseminação das CMN-MOs são influenciadas pela resposta inflamatória após isquemia estriatal. Parecer CEPAE, protocolo nº 073/12. Transplante heterólogo (5x105 de CMN-MOs) no estriado de ratos Wistar, agrupados entre controles não-tratados (IST) e falso-operado (FO) e tratados (ITCM), perfundidos em 1, 3, 7 e 28 dias. CMN-MO foram impregnadas com Nanocristais Qdot para posterior identificação por microscopia de fluorescência no tecido do receptor. Coloração, por violeta de cresila, e imunoistoquímica básica (IBA1 e ED1) foram aplicadas para análise histopatológica do tecido em microscopia de luz. Testes neurocomportamentais (teste de remoção do adesivo e teste do cilindro) foram realizados para aferir a resposta dos grupos às intervenções. Os achados histopatológicos evidenciam a eficiência do modelo experimental de indução isquêmica em reproduzir a lesão no estriado dorsolateral. O infiltrado celular no grupo IST marca a resposta inflamatória, posteriormente confirmada por imunoistoquímica para ED1 e IBA1; o infiltrado celular no grupo ITCM, evidencia a permanência das CMN-MO em todas as sobrevidas estudadas. O perfil de perda por morte das CMN-MO transplantadas no sítio de lesão é semelhante entre os grupos ITCM e FO, contudo, evidencia que resposta inflamatória do receptor causa maior decaimento do montante celular no grupo ITCM. Procedimentos de infusão celular mais refinados ou automatizados podem melhorar a sensibilidade dos testes comportamentais para discriminar a evolução entre os grupos estudados. Conclui-se que a alteração do microambiente pós-isquemia cria condições que determina a dispersão e a sobrevivência das CMN-MO. Outras análises de imunoistoquímicas podem apontar resultados quanto ao perfil microglial presentes nas sobrevidas estudadas e o grau de imunomodulação pelo estudo da dinâmica das citocinas inflamatórias produzidas.

  • ENEAS DE ANDRADE FONTES JUNIOR
  • Acidente vascular encefálico isquêmico na
    exposição crônica ao etanol: estudo pré-clínico
    da comorbidade e da resposta a minociclina.

  • Data: 27/02/2015
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  •  

    O acidente vascular encefálico (AVE) é a segunda maior causa de morte no mundo e a principal
    no Brasil, sendo que 87% dos AVE ocorrem por processos isquêmicos (AVEI). O consumo
    crônico de etanol, que se inicia geralmente na adolescência, é reconhecido como um fator de
    risco independente para a elevação da morbidade e mortalidade por AVEI. Apesar de que
    casos que combinem as duas patologias sejam relativamente frequentes, não há dados
    disponíveis em modelos animais ou clínicos que demonstrem a qualidade ou mecanismos de
    interação entre as duas morbidades, e tão pouco suas consequências sobre a intervenção
    terapêutica. Considerando então os recentes estudos que propõem a minociclina como nova
    ferramenta terapêutica para o tratamento do AVEI, este estudo teve por objetivo investigar a
    interação entre a Intoxicação Alcoólica Crônica (IAC) iniciada na adolescência e o AVEI em
    córtex motor na fase adulta em ratos, e os efeitos do tratamento com minociclina sobre esta
    interação, usando parâmetros comportamentais, celulares e moleculares. Ratas Wistar (de 35
    dias de idade) foram expostas cronicamente a etanol (6,5 g/kg/dia, 22,5% m/v) ou água por
    55 dias. Um dia após o fim da IAC, foi induzida isquemia focal no córtex motor com endotelina-
    1 (ET-1), seguindo-se sete dias de tratamento com minociclina ou salina. Ao final deste período
    os animais foram testados em modelos de campo aberto e rota rod. A seguir, os animais foram
    sacrificados e o córtex dissecado para avaliação dos níveis de nitritos e de peroxidação lipídica.
    De cada grupo, alguns animais foram perfundidos e o córtex motor submetidos à analise
    histológica, para avaliação do dano, e histopatológica, para a morte neuronal (anti-NeuN),
    ativação microglial/macrófagica (Anti-ED1) e astrocitária (anti-GFAP). A intoxicação por etanol
    a partir da puberdade até a idade adulta potencializou os danos causados pela isquemia,
    causando grandes perdas na capacidade de iniciar e gerir os movimentos, bem como na
    coordenação e força motora em comparação aos animais isquêmicos pré-tratados com água.
    Estas manifestações foram acompanhadas de aumento da perda neuronal, redução do
    número de células ED1+ e GFAP+ e maiores níveis de nitritos e peroxidação lipídica. O
    tratamento com minociclina foi eficiente em prevenir/reverter as perdas motoras e danos
    teciduais induzidos pela isquemia focal, inibindo também a elevação dos marcadores de
    estresse oxidativo. A IAC tanto isoladamente como sucedida pela isquemia focal, modificaram
    o desfecho do tratamento com minociclina. Os nossos resultados indicam que a intoxicação
    com álcool durante a adolescência agrava o déficit motor e danos no tecido em animais
    sujeitos a isquemia focal no córtex motor. Este processo parece estar associado com a
    ativação microglial/ astrocitária, mas principalmente com o estresse oxidativo. Mostra ainda
    que o histórico prévio de IAC iniciado na adolescência interfere significativamente no
    tratamento da isquemia cerebral com minociclina.

  • MARTHA DE SOUZA FRANÇA
  • O TRATAMENTO COM ÁCIDO ASCÓRBICO ACELERA O PROCESSO DE REPARO DO TENDÃO CALCÂNEO EM MODELO DE LESÃO TENDÍNEA EM RATOS

  • Data: 24/02/2015
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  • A ruptura do tendão calcâneo acomete uma grande parte da população, principalmente atletas e idosos e seu processo de reparo ainda necessita de maiores esclarecimentos, possibilitando novos tratamentos. O ácido ascórbico (AA) é uma substância conhecida pela participação na hidroxilação de prolina e lisina, importante para síntese da matriz extracelular, bem como eficiência comprovada em diversos tratamentos por suas propriedades antioxidantes. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar o efeito do tratamento local com AA nos parâmetros de reparo tecidual e funcional no tendão calcâneo de ratos. O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da instituição (CEPAE-UFPA) sob o parecer 161-13. Os animais foram submetidos à ruptura do tendão calcâneo, em três grupos (n=18): Controle; Injúria+AA (30mM); Injúria+veículo (NaCl 0,9%). Todos os tratamentos foram realizados por injeção local, a partir do segundo dia pós-lesão e a cada dois dias até o 14º dia ou 21º dia. Foi avaliado a marcha dos animais pelo Índice funcional de Aquiles (IFA) nos dias 7(n=6), 14(n=6) e 21(n=3) dias pós-lesão, o número de células por marcação com DAPI no 14º(n=9) e 21º(n=9) dia pós –lesão e a estrutura do tecido por marcação com HE, nos mesmos dias. Os animais não diferiram no ganho de massa corporal. O grupo Injúria+AA(-39.51±15.3) apresentou melhora funcional principalmente no 14º dia, se comparado ao grupo Injúria+veículo(-89.22±16.57, p<0,01). A análise histológica demonstrou sob contagem do número de células, que o grupo Injúria+AA(762±29.6) apresentou um menor número de células no 21º dia em relação ao grupo Injúria+veículo(916±57.0, p<0,01). A análise da autofluorescência do colágeno e HE demostrou que o grupo tratado com AA apresentou uma estrutura tecidual mais conservada em 14 e 21 dias pós-lesão em relação ao grupo veículo que, por sua vez, difere bastante do grupo controle. Nossos resultados sugerem que o ácido ascórbico acelera o processo de reparo da lesão tendínea, apresentando melhoras teciduais e funcionais 21 dias após a lesão.

  • RAFAEL MONTEIRO FERNANDES
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DECORRENTES DA EXPOSIÇÃO AO CLORETO DE LUMÍNIO SOBRE PARÂMETROS  OTORES, COGNITIVOS E DE ESTRESSE OXIDATIVO EM RATOS.

  • Data: 20/02/2015
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  • O alumínio (Al) é o terceiro metal mais abundante na crosta terrestre, estando presente em grandes quantidades no solo e na água, sua alta biodisponibilidade o torna um importante agente para o desequilíbrio ambiental. Al é considerado um agente neurotóxico e se acumula no sistema nervoso, sendo associado a várias doenças neurodegenerativas. Assim, este estudo investigou os efeitos da exposição crônica ao cloreto de alumínio (AlCl3) na cognição, comportamento motor e estresse oxidativo. Para isso, ratos Wistar adultos foram divididos em três grupos: Al1 (8,3 mg / kg / dia), Al2 (5,2 mg / kg / dia) e Controle (Água destilada) expostos por via oral por 60 dias. Após o período de exposição, parâmetros comportamentais, histológicos, de estresse oxidativo e quantificação dos níveis de alumínio no sangue foram realizados. Não houve alterações no comportamento motor, houve mudança em apenas um parâmetro exploratório e na cognição. Não foram encontradas diferenças na população de neurônios Purkinje entre os grupos experimentais. A exposição ao Al aumentou os níveis desse metal no sangue, alterando também os parâmetros da bioquímica oxidativa. Assim, podemos afirmar que a exposição ao Al em ratos em doses equivalentes à exposição urbana é capaz de promover a quebra da homeostase sanguínea, alterando o equilíbrio bioquímico do hipocampo, gerando um estado de estresse oxidativo e dano cognitivo, mas não sendo capaz de promover mudanças significativas. o cerebelo e os parâmetros motores.

  • LUANA KETLEN REIS LEÃO DA PENHA
  • CARACTERIZAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES NEUROQUÍMICAS E ELETROFISIOLÓGICAS DO TECIDO RETINIANO EM MODELO MURINO DE MALÁRIA CEREBRAL INDUZIDO PELA INFECÇÃO POR Plasmodium berghei ANKA

  • Data: 19/02/2015
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  • A malária cerebral (MC) é uma das complicações mais graves resultante da infecção por P. falciparum e a principal causa de morte em crianças. O quadro de MC apresenta uma patogênese complexa, associado a complicações neurológicas provenientes de uma resposta imunológica exacerbada, bem como eventos hemorrágicos. Estudos descrevem uma retinopatia associada ao quadro, juntamente com um intenso processo de astrogliose nas proximidades de vasos que nutrem o tecido retiniano. O presente trabalho buscou caracterizar o processo inflamatório e as possíveis alterações neuroquímicas e eletrofisiológicas no tecido retiniano de camundongos albino suíço, quando inoculados com a cepa ANKA de Plasmodium berghei (PbA). Camundongos albino suíço foram infectados com cepa PbA. Para caracterização do quadro de malária cerebral experimental (MCE) foram avaliados diversos parâmetros, como surgimento dos sinais clínicos, curva de sobrevivência, parasitemia (%), ganho de massa corpórea, permeabilidade vascular e quantificação de citocinas (TNF-α, IL-6 e IL-10) no tecido cortical. Para avaliarmos alterações na funcionalidade do tecido retiniano, utilizamos eletrorretinograma de campo total. Para a avaliação dos sistemas de neurotransmissão foi realizado ensaio de liberação e captação de glutamato e GABA que, posteriormente foi quantificado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Para análise da resposta inflamatória foi realizada a quantificação de citocinas (TNF-α, IL-6 e IL-10) no tecido retiniano. Após a caracterização do quadro de MCE nós observamos a diminuição da amplitude de onda-b de cones e bastonetes, bem como aumento do tempo implícito de bastonetes, respostas mistas em diferentes intensidades e potencial oscilatório. Observamos aumento na liberação e captação de glutamato e, ainda, a ativação de uma via antiinflamatória no tecido retiniano. Este trabalho nos permitiu validar o modelo murino de MCE e caracterizar, pela primeira vez, alterações na funcionalidade do tecido retiniano, acompanhada de alterações no sistema glutamatérgico, bem como ativação de uma via antiinflamatória no tecido retiniano.

  • DIEHGO TULOZA DA SILVA
  • PROTEÍNA PR-4 DE PIMENTEIRA-DO-REINO (Piper nigrum L.): EXPRESSÃO HETERÓLOGA EM SISTEMA BACTERIANO E AVALIAÇÃO FUNCIONAL
  • Data: 06/02/2015
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  • Proteínas Relacionadas à Patogênese (PR) são induzidas em resposta ao ataque de patôgenos. Proteínas PR são agrupadas em 17 famílias, PR-1 a PR-17. Atividades antifúngicas e enzimáticas foram descritas para algumas dessas proteínas. Entre elas, a família PR-4 compõe as classes I e II de quitinases de plantas. Um clone de cDNA que codifica uma PR-4 da classe II, nomeada PnPR-4, foi isolado, em estudos anteriores, de Piper nigrum L. (pimenteira do reino). Esta é uma importante cultura para Brasil, principalmente no estado do Pará, no entanto sua produção tem diminuído devido à doença conhecida como podridão da raiz (Fusariose) causada pelo fungo Fusarium solani f. sp. Piperis. Neste trabalho, o cDNA da PnPR-4 foi usado para a produção da proteína recombinante, chamada de PnPR-4. O quadro de leitura aberta (ORF) da PnPR-4, foi amplificado por meio de ensaio de PCR e, em seguida a ORF foi ligada ao vetor de expressão pET-29(a) e introduzido, por eletroporação, em E. coli Rosetta (DE3). Nas células transformadas, a produção da proteína de interesse foi induzida por IPTG 1mM à 37°C por 5h. Após a produção, a atividade enzimática da proteina recombinante PnPR-4 foi avaliada pela detecção da atividade enzimática de quitinase em gel de poliacrilamida após eletroforese. A atividade foi avaliada em pH: 5.0 e pH:7.8 para demonstra a estabilidade da proteína recombinante. A massa molecular da PnPR-4 foi de 13.5 kDa, estando de acordo com outras PR-4 produzidas pelo sistema de expressão heterologa em sistema bacteriano. No ensaio de atividade enzimática, a PnPR-4 apresentou atividade quitinolitica, tanto em pH:5.0 ou pH:7.8. Esta é uma característica de chitinases de plantas, atividade em uma ampla faixa de pHs. Onde, a atividade ótima ocorre entre pH: 3.0 e 5.0. Na proteína recombianante, o pH ótimo foi 5.0, no entato ela teve atividade em pH 7.8, demonstrando a estabilidade da enzima. Estes resultados mostram que o sistema bacteriano de expressão heteróloga é eficaz para a produção da proteína recombinante PnPR-4, que é uma enzima com atividade quitinolitica e altamente estável. Assim, a PnPR-4 é uma nova enzima que pode ser usado em biotecnologia vegetal no combate contra fungos patogênicos da planta.
  • TARCYANE BARATA GARCIA
  •  

    O FATOR DE CRESCIMENTO DO NERVO INIBE O EDEMA CITOTÓXICO DE CÉLULAS DE MÜLLER E CÉLULAS BIPOLARES DA RETINA DE RATO POR MEIO DA LIBERAÇÃO DE CITOCINAS GLIAIS: PARTICIPAÇÃO DO SISTEMA GLUTAMATÉRGICO E PURINÉRGICO 

  • Data: 03/02/2015
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  • O fator de crescimento do nervo (NGF) pode retardar a degeneração celular na retina de ratos em diferentes injúrias retinianas. O acúmulo de água em células da retina contribui para o desenvolvimento de edema retiniano e degeneração neuronal. Em atribuição ao seu efeito protetor, este trabalho teve por objetivo avaliar se o NGF influencia o edema celular osmótico em células de Müller e células bipolares. Assim, montagens planas, fatias de retina e células isoladas da retina de ratos foram superfundidas com solução hipo-osmótica na presença de BaCl2. Secções retinianas foram utilizadas para imunomarcações, e a liberação de adenosina foi medida por cromatografia líquida de alta eficácia, em montagens planas. A área de secção transversal celular foi medida antes e após a superfusão em meio hipo-osmótico, em fatias de retina e suspensões celulares. Tanto células de Müller quanto células bipolares foram imunopositivas para TrkA, mas somente células de Müller foram marcadas contra p75NTR e NGF. A hipo-osmolaridade induziu um rápido e significativo aumento da liberação de adenosina endógena em retinas controle, mas não em retinas perfundidas com BaCl2. O NGF inibiu o edema citotóxico em células de Müller e em células bipolares em fatias de retina controle e retinas pós-isquêmicas submetidas a condições hipo-osmóticas. Por outro lado, NGF impediu o edema citotóxico da célula de Müller isolada, mas não da célula bipolar isolada (em meio hipo-osmótico contendo íons Ba2+). Isto sugere que NGF induz a liberação de fatores por células de Müller, os quais inibem o edema citotóxico de células bipolares em fatias de retina. O efeito inibitório do NGF sobre o edema citotóxico de células de Müller foi mediado pela ativação do receptor TrkA, mas não de p75NTR, e foi anulado por bloqueadores de receptores metabotrópicos de glutamato, receptores de adenosina A1, e receptores do fator de crescimento de fibroblasto (FGF). O bFGF evitou o edema citotóxico de células de Müller isoladas, mas inibiu somente em parte o edema citotóxico de células bipolares isoladas. O bloqueio de FGFR impediu o efeito inibidor de edema celular da adenosina, sugerindo que a liberação de bFGF ocorre após à ativação autócrina/parácrina de receptores A1. Além de bFGF, GDNF e TGF-β1 reduziram em parte o edema citotóxico da célula bipolar. Estes dados sugerem que o efeito neuroprotetor do NGF é em parte mediado pela prevenção de edema citotóxico de células gliais e bipolares da retina.

  • TAYANA SILVA DE CARVALHO
  • A intensificação do comportamento tipo ansiedade induzido por
    cafeína em Daniorerio(zebrafish) é prevenida pelo tratamento com -
    Tocoferol e L-NAME

  • Data: 23/01/2015
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  • O crescente consumo de bebidas com elevado teor de cafeína pode resultar no
    aparecimento de sintomas provenientes do transtorno de ansiedade induzida por essa
    droga. Atualmente, tem-se utilizado a cafeína como um indutor farmacológico do
    comportamento tipo ansiedade e essa indução pode facilitar a melhor compreensão da
    relação entre alterações comportamentais e os mecanismos de ação envolvidos nesse
    efeito, portanto o presente trabalho propôs que a via nitrérgica poderia ser um
    mecanismo chave para explicar os efeitos comportamentais produzidos pela cafeína e
    que esses efeitos poderiam ser revertidos por um antioxidante, logo, no presente
    trabalho nós tivemos como objetivo avaliar o possível efeito do L-NAME e do -
    tocoferol no comportamento tipo ansiedade ampliado pela cafeína nos testes de
    preferência claro/escuro (PCE) e distribuição vertical eliciada pela novidade (DVN) em
    Daniorerio. Foram utilizados peixes da espécie Daniorerio(n=178) subdivididos nos
    seguintes grupos experimentais: SAL – salina 0,9%; CAF – cafeína 100 mg/kg; DMSO
    – dimetilsulfóxido 0,1%; L-NAME - (N-Nitro-L-arginina-metil éster hidrocloreto) 10
    mg/kg; TF – -tocoferol 1 mg/kg (receberam apenas uma injeção por i.p); SAL + SAL;
    DMSO + SAL; SAL + CAF; L-NAME + SAL; L-NAME +CAF; TF + CAF (receberam
    duas injeções seguidas, uma injeção de cada substância na forma de cotratamento, por
    i.p). Os animais foram submetidos ao teste de preferência claro/escuro e de distribuição
    vertical eliciada pela novidade. Todos os testes foram filmados e os vídeos foram
    avaliados utilizando o X-PLO-RAT. Os dados foram expressos em média ± erro padrão.
    Foi aplicado o teste de normalidade utilizando o teste Shapiro-Wilk e o teste
    paramétrico ANOVA de uma via com pós-teste Tukey, considerando significativos
    valores com p<0,05. Nós demonstramos que o -tocoferol na dose de 1 mg/kg reverteu
    todos os parâmetros do comportamento tipo ansiedade ampliado pela cafeína nos testes
    de PCE e do DVN e esse efeito foi semelhante ao observado quando administrado um
    inibidor da enzima óxido nítrico sintase (NOS), L-NAME. Portanto, o presente trabalho
    demonstrou pela primeira vez que o efeito comportamental ampliado pela cafeína no
    teste escotáxico e no DVN pode ser modulado pelo sistema nitrérgico e que o -
    tocoferol reverte esse efeito comportamental induzido pela cafeína de forma total.

2014
Descrição
  • KELLY HELORANY ALVES COSTA
  • ANÁLISE MORFOLÓGICA E TOPOGRÁFICA DAS CÉLULAS GANGLIONARES DA RETINA DO CAITITU (Tayassu tajacu)

  • Data: 22/12/2014
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  • Na Amazônia habitam diversas espécies de animais silvestres, tornando-a um importante local de investigação sobre fisiologia comparada. Dentre estas espécies, destacamos o caititu Tayassu tajacu, animal distribuído na América Central e Latina. Existem várias publicações acerca da morfologia de órgãos sexuais, carne e sangue do caititu. Porém, no que diz respeito ao estudo sobre a morfofisiologia visual do caititu, as publicações ainda são escassas. Diante dessa realidade, o presente estudo investigou a morfologia e topografia das células ganglionares da retina do Tayassu tajacu. Foram utilizadas seis retinas, provenientes de oito animais de ambos os sexos da espécie Tayassu tacaju. Os caititus, criados e mantidos em cativeiro na Empresa Brasileira de Pesquisa Brasileira - Embrapa/Pará, foram abatidos de acordo com as normas de manejo animal para posterior retirada e fixação dos olhos. As retinas foram dissecadas e coradas utilizando a técnica de Nissl para visualização de células ganglionares, amácrinas deslocadas, hemácias, micróglia e células componentes da vascularização. A contagem de células ganglionares foi realizada ao longo do eixo horizontal e vertical, sendo o número de células ganglionares por campo convertido em valores de densidade. Diferentes regiões da retina foram analisadas quanto à densidade celular, obtendo-se como valor médio de densidade 351,822 ± 31,434 CG/mm². Verificaram-se diferenças de densidade entre as regiões estudadas: a região dorsal teve densidade média e desvio padrão de 894 ± 44 CG/mm²; a região ventral 894 ± 1 CG/mm²; a região nasal 1.403 ± 43; e a região temporal com 1596 ± 251. O pico de densidade a média, localizado a aproximadamente 3,13 mm de distância no sentido dorsal e 6,77 mm no sentido temporal do nervo óptico, foi de 6.767 CG/mm². Verificaram-se duas regiões especializadas, a faixa visual e a area temporalis. A faixa visual, localizada no sentido horizontal da região nasal para temporal, apresentou alta densidade celular, possivelmente proporcionando melhor visão panorâmica do ambiente e detecção de objetos em movimento no horizonte. Já a area temporalis, localizada dentro da faixa visual, proporciona maior acuidade visual e resolução espacial, do meio em que vivem Os resultados deste trabalho permitem iniciar comparações morfofisiológicas da retina dos caititus com a de outras espécies animais.

  • DANIELLE CRISTINNE AZEVEDO FEIO
  • "AVALIAÇÃO DO USO DE NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS QUE SE LIGAM A RECEPTORES CELULARES COMO INSTRUMENTO PARA A TERAPÊUTICA DO CÂNCER"

  • Data: 19/12/2014
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  • Sistema de nanopartículas à base de lipídios têm sido usados como veículos experimentais para agentes quimioterápicos no tratamento do câncer. Recentemente essas preparações de nanopartículas foram testadas também em modelos animais de doenças inflamatórias cardiovasculares crônicas, doenças reumáticas entre outras. Acredita-se que esses sistemas suspostamente atenuem os graves efeitos tóxicos de agentes quimioterápicos antineoplásicos. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos da associação do paclitaxel a um sistema de nanopartículas à base de lipídios no tratamento crônico em primatas não-humanos, da espécie Cebus apella, por meio de extensas documentações e métodos detalhados da análise toxicológica através de bioquímica sérica, parâmetros hematológicos e histopatológicos. As nanopartículas a base de lipídios (LDE) eram constituída por ésteres de colesterol esterificado e colesterol, lectina e treolin, com adição de paclitaxel. Foram estudados dezoito Cebus apella; sendo que três animais foram tratados apenas com solução salina, administrada por via intravenosa, a cada três semanas, durante seis ciclos de tratamento; seis animais foram tratados com o paclitaxel associado a LDE no mesmo regime de administração, com três animais recebendo a dose mais baixa do fármaco (175 mg/m²) e três com a dose mais elevada (250mg/m2); seis animais foram tratados com o paclitaxel na forma comercial, sendo que três receberam as doses mais baixas (175 mg/m²) e outros três com doses mais elevadas (250mg/m2). Três semanas após o último ciclo de tratamento foram submetidos a eutanásia por dosagem letal de anestésico, e os fragmentos de tecidos foram recolhidos para a análise histopatológica. Em três animais não-tratados, a cinética plasmática da LDE foi determinada após a injeção intravenosa do colesterol radioativo (3H), seguido de coleta de sangue ao longo de 24 horas. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com animais de experimentação da UFPA (CEPAE/BIO008-11). No grupo LDE-paclitaxel, nenhuma toxicidade clínica foi observada, o peso, assim como o consumo de alimentos foram semelhantes aos animais pertencentes ao grupo controle. O tratamento foi interrompido após o segundo ciclo em quatro animais de grupo que recebeu o paclitaxel na forma comercial, devido a elevada toxicidade clínica, entretanto dois animais completaram os 6 ciclos de tratamento. Esses dois animais apresentaram perda de peso, náuseas e vômitos, diarréia, lesão inflamatória descamativa, perda de 70% do pelo corpóreo e diminuição da atividade física. A dose de paclitaxel 175 mg/m2 é usado em quimioterapia contra o câncer com uma toxicidade considerável, enquanto que a dose a 250 mg/m2 é intolerável e mostra toxicidade considerável nos pacientes. O uso de LDE como transportador de fármaco, em ambos as doses neutralizou consideravelmente a toxicidade do fármaco em primatas não humanos da espécie Cebus apella, intimamente relacionadas a sujeitos humanos. Isso foi observado não só devido as manifestações clínicas, bioquímicas e hematológicas, mas também pela análise histopatológica do estômago, intestino delgado e grosso, esôfago, pâncreas, traqueia e da vesícula biliar. Os resultados suportam a hipótese de que os sistemas de nanopartículas à base de lipídios utilizado como transportadores de droga pode oferecer ferramentas valiosas na diminuição da toxicidade e aumentar a segurança dos agentes quimioterápicos, assim como, amplia a sua utilização em outras doenças crônicas que não o câncer.

  • JOAO BENTO TORRES NETO
  • ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL REDUZ AS ALTERAÇÕES ASTROCITÁRIAS E A PROGRESSÃO DA DOENÇA PRION EM MODELO MURINO: ensaios morfométricos, estereológicos e comportamentais.

  • Data: 26/11/2014
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  • Já está bem estabelecido que um estilo de vida sedentário é fator de risco para uma série de doenças crônicas, dentre elas a doença de Alzheimer. A neuropatologia da doença de Alzheimer é caracterizada por depósitos amilóides, perda neuronal, gliose reativa e vacuolização da neurópila. A doença príon tem sido amplamente utilizada como modelo experimental para estudar aspectos celulares e moleculares da neurodegeneração crônica em muito semelhante àquela descrita na doença de Alzheimer. O ambiente empobrecido das gaiolas padrão de laboratório tem sido usado para mimetizar um estilo de vida sedentário enquanto que o ambiente enriquecido tem sido empregado para mimetizar um estilo de vida ativo. Para testar a hipótese de que o ambiente enriquecido pode contribuir para desacelerar o curso temporal da neurodegeneração crônica associada à doença príon em modelo murino induzimos a doença príon em vinte camundongos fêmeas da variedade suíça albina que tinham sido alojadas aos seis meses de idade em ambiente enriquecido (EE) ou em ambiente padrão (SE) durante cinco meses. Após esse peródo foram realizadas cirurgias para injeção estereotáxica intracerebral bilateral de homogendao de cérebro de camundongo normal (NBH, n=10) ou de camundongo com sinais clínicos de doença príon terminal (ME7, n=10). Os animais foram devolvidos as suas gaiolas e condições de alojamento originais formando os seguintes grupos experimentais: NBH SE=5, NBH EE=5, ME7 SE=5, ME7 EE=5. Após três semanas foi iniciado teste semanal empregando o burrowing, uma tarefa sensível ao dano hipocampal e 18 semanas após as inoculações realizou-se os testes de memória de reconhecimento de objetos. Encerrados os testes sacrificou-se os animais realizando-se o processamento histológico do tecido nervoso visando a imunomarcação astrocítica das áreas de interesse. A redução progressiva da atividade de burrowing teve início na décima terceira semana pós injeção no grupo ME7 SE e somente na décima quinta semana no grupo ME7 EE. A habilidade de reconhecer o objeto deslocado no teste de memória espacial foi comprometida no grupo ME7 SE, mas se manteve normal nos demais grupos experimentais. O teste de discriminação entre o objeto novo e o familiar não revelou alterações. As análises quantitativas sem viés dos astrócitos imunomarcados para proteína fibrilar ácida (GFAP) foram realizadas no stratum radiatum de CA3 e na camada polimórfica do giro denteado dorsal. As estimativas estereológicas do número total de astrócitos e do volume do corpo celular revelaram que em CA3 somente ocorre hipertrofia dos corpos celulares em animais dos grupos ME7 SE e ME7 EE em relação aos respectivos controles, sendo o volume médio dos corpos celulares do grupo ME7 EE menor que aquele do grupo ME7 SE. Na camada polimórfica houve significativo aumento do número de astrócitos no grupo ME7 SE em relação ao NBH SE e do grupo NBH EE em relação ao NBH SE. O volume do corpo celular também foi significativamente maior nos grupos ME7 em relação aos respectivos controles dos grupos NBH. As análises morfométricas tridimensionais revelaram importante aumento de volume e área de superfície dos segmentos das árvores astrocíticas nos grupos doentes em comparação aos controles. O enriquecimento ambiental reduziu o aumento de volume dos ramos observado no grupo ME7 e aumentou o número de intersecções dos ramos distais no grupo NBH EE em relação ao NBH SE e nos ramos proximais no grupo ME7 EE em relação ao ME7 SE. O emprego da análise de cluster e discriminante permitiu a identificação dos parâmetros morfométricos que mais contribuíram para a distinção entre os grupos. Para testar a hipótese de existirem subfamílias de astrócitos morfologicamente distintos dentro de cada grupo experimental, foi realizada análise de conglomerados que resultou na formação de duas famílias distintas no grupo NBH SE, três famílias nos grupos NBH EE e ME7 EE e quatro famílias no grupo ME7 SE. As bases celulares e moleculares que conduzem a formação de novas famílias de astrócitos e a neuroproteção associada ao ambiente enriquecido que diminui a velocidade de progressão da doença permanecem por serem investigadas.

  • ERICA DE TÁSSIA CARVALHO CARDOSO
  • INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DA TIROSINASE POR ANÁLOGOS DO
    ÁCIDO KÓJICO

  • Data: 14/11/2014
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  • A tirosinase é uma enzima chave para a biossíntese de melanina. É uma enzima “cobre-dependente” que pode existir em três estados intermediários: desoxi (Cu1+-Cu1+), oxi (Cu2+-O2-Cu2+) e met (Cu2+-Cu2+). Apresenta atividade bifuncional, pois oxida fenóis ou catecóis em seus o-difenóis correspondentes, sendo que o processo de oxidação de fenóis pode ser descrito por cinética de Michaelis-Menten. Distúrbios na tirosinase estão associados com hiperpigmentação e escurecimento enzimático de frutas e fungos. Assim a busca por substâncias de origem natural ou sintética capazes de regular o comportamento desta enzima é fator chave para o tratamento de tais desordens. Nesta perspectiva, no presente trabalho buscou-se analisar bioquimicamente a atividade anti-tirosinase de análogos do ácido kójico derivados de 4H- pironas (S-01, S-02, S-03 e S-04) e derivados de diidropirano[3,2-b]cromenodionas (S-05, S-06, S-07 e S-08), quimicamente planejadas por modelagem molecular no LPDF, do ICEN da UFPA. A cinética das substâncias S-02, S-04, S-06, S-07 e S-08 apresentaram inibição do tipo competitiva, semelhante ao padrão de inibição do ácido kójico, com valores de Ki de 145,0 ± 20,0 μM; 64,0 ± 10,0 μM; 4,0 ± 0,0 μM; 6,0 ± 0,0 μM; 9,0 ± 0,0 μM, respectivamente, e de 5,0 ± 0,0 μM para o ácido kójico, enquanto a substância S-01 apresentou uma inibição do tipo mista (Ki = 999,0 ± 150,0 μM). Já as substâncias S-03 e S-05 não apresentaram atividade inibitória. As substâncias testadas demonstraram alto grau de segurança tanto na integridade de membrana de eritrócitos em teste de hemólise, quanto na viabilidade em teste com MTT em culturas de fibroblasto MRC5, em cultura de células nervosas de retina de embrião de galinha e em melanoma B16F10. Assim, demonstrou-se que as substâncias S-02, S-04, S-06, S-07 e S-08 apresentam atividade como potentes inibidores de tirosinase, podendo ser candidatos no tratamento de desordens de pigmentação.

  • CAIO MAXIMINO DE OLIVEIRA
  • Papel da serotonina no comportamento defensivo do paulistinha (Danio rerio Hamilton
    1822) adulto: Diferenças entre modelos comportamentais, linhagens e efeitos do estresse
    predatório agudo

  • Data: 14/11/2014
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  • Os transtornos de ansiedade apresentam a maior incidência na população mundial
    dentre os transtornos psiquiátricos, e a eficácia clínica das drogas ansiolíticas é
    baixa, em parte devido ao desconhecimento acerca das bases neuroquímicas
    desses transtornos. Para uma compreensão mais ampla e evolutivamente
    substanciada desses fenômenos, a utilização de espécies filogeneticamente mais
    antigas pode ser uma aproximação interessante no campo da modelagem
    comportamental; assim, sugerimos o uso do paulistinha (Danio rerio Hamilton 1822)
    na tentativa de compreender a modulação de comportamentos tipo-ansiedade pelo
    sistema serotonérgico. Demonstramos que os níveis extracelulares de serotonina no
    encéfalo de paulistinhas adultos expostos ao teste de preferência claro/escuro [PCE]
    (mas não ao teste de distribuição vertical eliciada pela novidade [DVN]) apresentamse
    elevados em relação a animais manipulados mas não expostos aos aparatos.
    Além disso, os níveis teciduais de serotonina no rombencéfalo e no prosencéfalo
    são elevados pela exposição ao PCE, enquanto no mesencéfalo são elevados pela
    exposição ao DVN. Os níveis extracelulares de serotonina estão correlacionados
    negativamente com a geotaxia no DVN, e positivamente com a escototaxia,
    tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE. O tratamento agudo com uma dose baixa
    de fluoxetina (2,5 mg/kg) aumenta a escototaxia, a tigmotaxia e a avaliação de risco
    no PCE, diminui a geotaxia e o congelamento e facilita a habituação no DVN. O
    tratamento com buspirona diminui a escototaxia, a tigmotaxia e o congelamento nas
    doses de 25 e 50 mg/kg no PCE, e diminui a avaliação de risco na dose de 50
    mg/kg; no DVN, ambas as doses diminuem a geotaxia, enquanto somente a maior
    dose diminui o congelamento e facilita a habituação. O tratamento com WAY 100635
    diminui a escototaxia nas doses de 0,003 e 0,03 mg/kg, enquanto somente a dose
    de 0,03 mg/kg diminui a tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE. No DVN, ambas
    as doses diminuem a geotaxia, enquanto somente a menor dose facilita a
    habituação e aumenta o tempo em uma “base” (“homebase”). O tratamento com SB
    224289 não produziu efeitos sobre a escototaxia, mas aumentou a avaliação de
    risco na dose de 2,5 mg/kg; no DVN, essa droga diminuiu a geotaxia e o nado
    errático nas doses de 2,5 e 5 mg/kg, enquanto a dose de 2,5 mg/kg aumentou a
    formação de “bases”. O tratamento com DL-para-clorofenilalanina (2 injeções de 300
    mg/kg, separadas por 24 horas) diminuiu a escototaxia, a tigmotaxia e a avaliação
    de risco no PCE, aumentou a geotaxia e a formação de bases e diminuiu a
    habituação no DVN. Quando os animais são pré-expostos a uma “substância de
    alarme” co-específica, observa-se um aumento nos níveis extracelulares de
    serotonina associados a um aumento na escototaxia, congelamento e nado errático
    no PCE; os efeitos comportamentais e neuroquímicos foram bloqueados pelo prétratamento
    com fluoxetina (2,5 mg/kg), mas não pelo pré-tratamento com WAY
    100,635 (0,003 mg/kg). Animais da linhagem leopard apresentam maior escototaxia
    e avaliação de risco no PCE, assim como níveis teciduais elevados de serotonina no
    encéfalo; o fenótipo comportamental é resgatado pelo tratamento com fluoxetina (5
    mg/kg). Esses dados sugerem que o sistema serotonérgico dessa espécie modula o
    comportamento no DVN e no PCE de forma oposta; que a resposta de medo
    produzida pela substância de alarme também parece aumentar a atividade do
    sistema serotonérgico, um efeito possivelmente mediado pelos transportadores de
    serotonina, e ao menos um fenótipo mutante de alta ansiedade também está
    associado a esses transportadores. Sugere-se que, de um ponto de vista funcional,
    a serotonina aumenta a ansiedade e diminui o medo em paulistinhas.

  • RODRIGO RIBEIRO FURTADO
  • DETECÇÃO DA ATIVIDADE E IMUNOLOCALIZAÇÃO DA ENZIMA ÓXIDO NÍTRICO SINTASE EM Leishmania (Leishmania) amazonensis E Leishmania (Viannia) braziliensis.

  • Data: 30/10/2014
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  • As leishmanioses são protozoonoses causadas por parasitos do gênero Leishmania e estão distribuídas por diversas partes do mundo. Essa patologia se manifesta sobre diversas formas clínicas: Leishmaniose visceral (LV), Leishmaniose cutânea (LC) e Leishmaniose cutaneomucosa (LM). O parasito Leishmania apresenta duas formas evolutivas: a forma promastigota, de vida livre, e a forma amastigota, intracelular obrigatório, presente principalmente nas células fagocíticas mononucleadas. A inibição do crescimento ou destruição dos parasitos dentro da célula hospedeira é um mecanismo fundamental para erradicar a infecção. A inibição dos efeitos leishmanicidas do macrófago parece estar relacionada com a capacidade de algumas espécies em inibir a produção de óxido nítrico (NO). Estudos recentes têm mostrado que algumas espécies de Leishmania possuem a capacidade de produzir NO a partir de uma forma constitutiva da enzima Óxido Nítrico Sintase (cNOS). Este trabalho tem como objetivo detectar e localizar a enzima cNOS presente em promastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e Leishmania (Viannia) braziliensis. Para isto, o presente estudo utilizou citometria de fluxo, a qual permitiu quantificar a produção de NO nos parasitos, evidenciando a maior atividade da enzima cNOS em Leishmania (L.) amazonensis quando comparada com a espécie Leishmania (V.) braziliensis. Foi realizada a imunomarcação das formas promastigotas com o anticorpo anti-cNOS para observar a localização ultraestrutural da enzima por microscopia eletrônica de transmissão (MET), posteriormente a co-marcação com os anticorpos anti-cNOS e anti-GAPDH para confirmar a provável compartimentalização desta enzima em organelas glicossomais. Os resultados sugerem que a produção de NO por diferentes espécies de Leishmania é um processo localizado em organelas glicossomais com a captura do aminoácido L-arginina da célula hospedeira, o sequestro deste substrato priva o hospedeiro de sintetizar o NO exógeno danoso ao parasito. Esta modulação sugere mais um mecanismo de escape que os protozoár

  • ALINE ANDRADE DE SOUSA
  • INFLUÊNCIAS DO ENVELHECIMENTO E DO AMBIENTE SOBRE A PROGRESSÃO DA ENCEFALITE EXPERIMENTAL POR ARBOVÍRUS PIRY EM MODELO MURINO: MUDANÇAS MORFOLÓGICAS MICROGLIAIS E ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS

  • Data: 03/10/2014
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  • O enriquecimento ambiental e os efeitos do envelhecimento sobre as alterações morfológicas das micróglias e no comportamento foram investigados em modelo murino de encefalite sub-letal por arbovírus. Para medir possíveis influências da idade e do ambiente sobre a progressão da encefalite, camundongos suíços albinos fêmeas de 2 meses de idade foram mantidos em Ambiente Padrão (AP) ou em Ambiente Enriquecido (AE), durante: 6 meses (Adulto - A) e 16 meses (Senil –S). Após os testes comportamentais, os camundongos A e S foram inoculados intranasalmente com igual volume de homogenado de cérebro de camundongo infectado pelo vírus Piry (Py) ou homogenado de cérebro de camundongo normal. Oito dias após a inoculação (8DPI), quando os primeiros testes comportamentais revelaram as alterações relacionadas à doença, os cérebros foram seccionados e inumomarcados seletivamente para IBA-1 e antígenos virais. Aos 20 ou 40DPI, os animais restantes foram testados comportamentalmente e processados para os mesmos marcadores e nenhum sinal neuropatológico foi detectado. Em camundongos adultos infectados o ambiente padrão (APPyA), a atividade de burrowing diminuiu e se recuperou rapidamente (8-10DPI), a atividade de campo aberto (20-40DPI), mas manteve-se inalterado em animais da mesma idade e de ambiente enriquecido (AEPyA). Em contraste animais senis tanto de ambiente enriquecido (AEPyS) quanto de ambiente empobrecido (APPyS) reduzem significativamente a atividade de burrowing em todas janelas. A encefalite causada pelo virus Piry, induziu perdas olfativas transitórias em animais APPyA e AEPyA, mas permanents em APPyS e AEPyS. A imunomarcação para os antígenos viral do Piry atingiram seu pico no parênquima do SNC aos 5 e 6DPI e desapareceu aos 8DPI. Todas as reconstruções tridimensionais das micróglias, foram realizadas aos 8DPI. Mudanças Microgliais foram significativamente mais graves em camundongos adultos do que em camundongos senis, mas os animais AE parecem recuperar a morfologia microglia homeostática mais cedo do que os animais de AP. Os efeitos benéficos do AE foram menores em camundongos envelhecidos.

  • TANIA MARA PIRES MORAES
  • AVALIAÇÃO SOROLÓGICA DOS ANTÍGENOS MICOBACTERIANOS ND-O-BSA, LID-1 E NDO-LID EM PACIENTES COM HANSENÍASE, CONTATOS INTRADOMICILIARES E ESTUDANTES DE UM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 05/09/2014
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  • Apesar dos esforços para sua eliminação como problema de saúde pública, a hanseníase permanece com alta prevalência em alguns países, como o Brasil, sendo o Estado do Pará responsável pelo diagnóstico de aproximadamente 10% dos cerca de 400.000 casos novos do Brasil nos últimos 10 anos. Até o momento, não existe nenhum teste de diagnóstico para detectar a hanseníase nos estágios iniciais, contribuindo assim para a manutenção das altas taxas de incidência da doença. Neste sentido, novos antígenos específicos do M. leprae que possibilitem o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico podem facilitar a detecção precoce de casos novos e contribuir para alcançar as metas de controle da hanseníase. Neste estudo, foi realizada avaliação clínica e dermatoneurológica dos participantes para a detecção de casos novos e foram coletadas amostras de sangue para pesquisa de anticorpos em dois momentos diferentes, T1 e T2, em um intervalo de tempo de 2 anos entre os mesmos. Os anticorpos IgM anti-ND-O-BSA e IgG anti-LID-1 foram detectados por ELISA, além de anti-IgM e anti-IgG associados para a pesquisa de anti-NDO-LID em amostras de plasma, também por ELISA ou sangue total pelo teste rápido OrangeLife® (OL) de 79 pessoas com hanseníase, 131 contatos e 331 estudantes do município de Breves, Estado do Pará. Nossos resultados mostraram alta incidência de hanseníase de 18,6% e 6,1% em contatos e estudantes respectivamente em T1 e de 19,8% e 9,4% em T2 e neste momento, entre contatos, foram positivos 44,3% para anti-ND-O-BSA, 7,86% para o anti-LID-1 e 37,4% para o anti-NDO-LID e para estudantes foram 49,5% para o anti-ND-O-BSA, 5,1% para o anti-LID-1 e 45% para o anti-NDO-LID. A associação entre os antígenos mostrou uma forte correlação para o ND-O-BSA e NDO-LID. A positividade para o OL em casos novos foi de 44,3% para MB, a maioria BT, em estudantes foi 47,4% e em contatos foi de 36,3%, com baixa concordância com ELISA anti-NDO-LID. No seguimento (T2), o percentual de casos novos foi de 35% e o maior percentual foi identificado entre indivíduos positivos para anti-ND-O-BSA. Os dados mostram alta incidência em contatos e estudantes através de busca ativa e seguimento sorológico, e concluímos que o antígeno ND-O-BSA se mostrou mais sensível no ensaio de ELISA para a identificação de casos novos em populações endêmicas.

  • CLAUDIA MARIA DA ROCHA MARTINS
  • ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO USO DE AGROTÓXICOS E DE POLIMORFISMO DO GENE GSTT1 NA ETIOLOGIA DE FISSURAS LABIOPALATAIS EM PACIENTES DO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 28/08/2014
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  • RESUMO
    Defeito congênito ou malformação congênita é qualquer anomalia anatômica, metabólica ou funcional, herdada por um mecanismo de transmissão mendeliana, ou causada por uma mutação gênica nova, por uma alteração cromossômica ou por uma agressão física, química ou infecciosa sobre o feto ou embrião em desenvolvimento. Suas causas podem ser genéticas ou ambientais, sendo, na maioria das vezes, de origem multifatorial, onde fatores de predisposição genética interagem com fatores ambientais desencadeadores. No estado do Pará, um grande número de indivíduos acometidos por Fissuras Labiopalatinas são oriundos de zonas rurais, principalmente no nordeste do estado onde sabidamente se faz uso indiscriminado de agrotóxicos nocivos a saúde humana, muitos dos quais tem alto potências teratogênico .O objetivo de nosso estudo foi Investigar a associação entre o polimorfismo (rs4630) no gene GSTT1 e a exposição a agrotóxicos na etiologia das fissuras lábio palatinas, bem como analisar o padrão das alterações de fala dos pacientes de acordo com o tipo da fissura . Foram analisados 83 pacientes portadores de Fissuras Palatinas, labiais ou Labiopalatinas de ambos os sexos, e 83 mães desses pacientes, todos oriundos do estado do Pará, com residência em zona rural e capital. Foram realizadas análises fonoaudiológicas e com o sangue desses indivíduos foi feita a análise molecular. A análise estatística foi realizada através dos programas estatísticos SPSS v. 12.0 e BioEstat v. 5.0. Os testes realizados foram os testes de Regressão Logística Multipla, teste x2e o teste exato de Fisher. O resultado consiste em cinco análises moleculares diferentes. Constatamos que a presença do alelo C no genótipo dos indivíduos pode influenciar no metabolismo de xenobióticos e aumentar o risco para desenvolver fissuras Orais.

  • THAYANA DE NAZARÉ ARAÚJO MOREIRA
  • ASPECTOS MORFOLÓGICOS COMPARATIVOS ENTRE NEURÔNIOS DA CAMADA I DO CÓRTEX VISUAL DE DUAS ESPÉCIES DE ROEDORES: Cavia porcellus E Rattus norvegicus.

  • Data: 20/08/2014
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  • A camada I tem como característica principal a baixa quantidade de neurônios e uma alta densidade de fibras nervosas. A morfologia dos neurônios da camada I ainda é pouco estudada, tanto que nos estudos que avaliaram a morfologia desses neurônios não se chegou ainda a um consenso sobre as formas e funções desses neurônios. Este estudo avaliou a morfologia dos neurônios da camada I do córtex visual de duas espécies de roedores: Cavia porcellus, popularmente conhecido no Brasil como porquinho-da-índia e Rattus norvegicus, que é o rato e foi utilizada a linhagem Wistar, comumente usado nas pesquisas científicas. O porquinho-da-índia é um modelo animal muito estudado, utilizado em diversos segmentos da ciência. Apesar dessa espécie ser bem estudada, trabalhos na camada I desse animal são relativamente raros, especialmente em relação à morfologia e eletrofisiologia dos neurônios dessa região cortical. Pesquisas em ratos sobre os neurônios da camada I são mais frequentes, tanto em relação a morfologia quanto a eletrofisiologia. Para discriminar as possibilidades de diferenças na morfologia dos neurônios da camada I do córtex visual do porquinho-da-índia e do rato, este estudo classificou esses neurônios de acordo com a trajetória de seus dendritos e analisou as medidas dendríticas utilizando a técnica de injeção intracelular de biocitina. Após a classificação dos neurônios as comparações foram feitas entre os mesmos tipos celulares de cada roedor. Foram utilizados 35 porquinhos-da-índia da variedade Dunkin-Hartley de pêlo curto de ambos os sexos com idades de 4 a 5 dias de vida pós-natal. Quanto aos ratos, foram utilizados 30 ratos da variedade Wistar, de ambos os sexos com idades de 14 a 21 dias de vida pós-natal. Os animais foram anestesiados e tiveram seus encéfalos removidos, hemisférios separados e foram realizados cortes no plano coronal na região occipital onde se localiza a área visual dos roedores. As fatias foram mantidas em líquido cérebro-espinhal artificial e em seguida levadas ao microscópio para injeção de biocitina e posteriormente foram fixadas e tratadas para montagem em lâmina e contracoradas com Nissl para melhor visualização. Os neurônios encontrados foram classificados como: horizontais, ascendentes, descendentes e radias. Foram analisadas as seguintes medidas dendríticas: área do campo receptor, comprimento dendrítico total e médio, área total do corpo celular, número de dendritos, distância da pia-máter e análise da distribuição de Sholl. Dos resultados obtidos os mais notáveis foram o alcance dos ramos dendríticos e o tamanho do corpo celular dos neurônios da camada I do porquinho-da-índia quando comparados aos do rato. Isso sugere que, nessa espécie, um maior número de microcircuitos neurais podem ser estabelecidos, e por conseguinte maior taxa metabólica, justificada pelo maior tamanho do corpo celular.

  • LIENNE SILVEIRA DE MORAES
  • AÇÃO DO ALCALOIDE (+)-FILANTIDINA SOBRE O PROTOZOÁRIO Leishmania (Leishmania) amazonensis E A CÉLULA HOSPEDEIRA.
  • Data: 14/08/2014
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  • A leishmaniose é uma doença de caráter antropozoonótico causada por parasitas do gênero Leishmania. Estes parasitas proliferam principalmente dentro de macrófagos de mamíferos e são responsáveis por promover uma diversidade de manifestações clínicas como Leishmaniose Cutânea (LC) e Leishmaniose Mucocutânea (LMC). O único tratamento utilizado para a leishmaniose é a quimioterapia, onde geralmente são utilizadas drogas tóxicas e com longo período de tratamento. O estudo de produtos naturais obtidos de plantas como agente leishmanicida desempenha um papel importante na busca de novas drogas para o tratamento da leishmaniose. A (+)-filantidina é um alcaloide extraído do caule da planta Margaritaria nobilis, pertencente a família Phyllanthaceae. Desta forma, objetivo deste estudo é avaliar os efeitos da (+)-filantidina sobre formas promastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e a célula hospedeira. A atividade antiproliferativa de formas promastigotas foi avaliada quando os parasitas foram tratados com 50, 100 e 200 μg/ml do alcaloide por 96 horas, com redução de 73,75%, 82,50% e 88,75% no número de parasitas respectivamente, quando comparados ao grupo controle sem tratamento. No período de 96 horas, foi observado um valor IC50 de 56,34 μg/ml. A anfotericina B foi utilizada como droga de referência na concentração de 0,1 μg/ml, sendo observada redução de 100% dos parasitas durante as 96 horas de tratamento. O tratamento com o alcaloide promoveu alterações importantes nas promastigotas, mostradas através de microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Foram observadas alterações no corpo celular, flagelo, cinetoplasto, mitocôndria, indução na formação de rosetas, presença de vesículas eletrodensas sugestivas de corpúsculos lipídicos e aumento no número de estruturas semelhantes a acidocalcisssomos. Com relação à célula hospedeira, não foi observado efeito citotóxico nos macrófagos tratados com alcaloide e análise por microscopia eletrônica de varredura mostrou que o alcaloide promoveu aumento no número de projeções citoplasmáticas, aumento do volume celular e espraiamento. Assim, estes resultados demonstram que a (+)-filantidina foi eficaz na redução do crescimento de formas promastigotas do protozoário, sendo eficaz na ativação de macrófagos sem causar efeito citotóxico para o mesmo, o que pode representar uma fonte alternativa para o tratamento da leishmaniose.
  • SUSANNE SUELY SANTOS DA FONSECA
  • EFEITO PROTETOR DA FLAVANA EXTRAÍDA DA ESPÉCIE Brosimum acutifolium CONTRA DANOS CAUSADOS POR HIPÓXIA EM CÉLULAS RETINIANAS: UM ESTUDO IN VITRO

  • Data: 14/07/2014
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  • O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) causa danos celulares por provocar intensa excitotoxicidade e estresse oxidativo após privação de oxigênio e glicose para uma região do encéfalo. Neste trabalho, investigamos o potencial neuroprotetor da planta amazônica Brosimum acutifolium que é rica em flavanas como a 4',7-diidroxi-8-(3,3-dimetilalil)flavana (brosimina b, aqui abreviada como Bb) que apresenta elevado potencial antioxidante. Utilizamos cultura de células retinianas de embrião de galinha submetidas a hipóxia experimental, por privação de oxigênio e glicose, para avaliarmos o potencial antioxidante da Bb através da análise do sequestro do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH). Além disso, avaliamos a viabilidade celular (VC) e o perfil oxidativo e antioxidativo após 3, 6 e 24 horas de hipóxia, pela produção de oxigênio reativo (O2-) e atividade antioxidante endógena pela enzima catalase, respectivamente. Nossos resultados demonstram que nosso modelo experimental de hipóxia in vitro provoca redução tempo-dependente da VC, acompanhada por intenso estrese oxidativo, devido à excessiva produção de oxigênio reativo (O2-). O tratamento com Bb (10μM) protegeu significativamente a viabilidade celular durante 3 e 6 h de hipóxia experimental em células retiniana cultivadas in vitro, além de favorecer o aumento da atividade da enzima catalase em todos os tempos testados. Desta forma, concluímos que a Bb possui ação antioxidante e neuroprotetor por contribuir na defesa contra o estresse oxidativo induzido em condições de hipóxia, tornando-se como uma droga com potencial uso em tratamentos em casos de AVCi in vivo.

  • SIMONE RODRIGUES CAMPELO
  • Leishmania (L.) amazonensis inibe a maturação e a função ativadora das
    células de Langerhans da pele tratadas com TNF-α e anti-CD40 in vitro

  • Data: 27/06/2014
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  • Leishmania amazonensis é um dos principais agentes etiológicos em um amplo espectro de formas clínicas da Leishmaniose Tegumentar Americana. De modo geral, a resistência frente às leishmanioses decorre do desenvolvimento de uma resposta imune celular eficiente, porém muitos estudos têm demonstrado que citocinas específicas ou combinações de citocinas podem ser fatores de resistência ou suscetibilidade à infecção por L. amazonensis. Estudos recentes sugerem a participação das células de Langerhans (LCs) nas resposta anti- Leishmania, porém os mecanismos envolvidos durante esta interação são ainda pouco estudados. Objetivos: Estudar o papel do TNF-α e anti-CD40 nas interações in vitro entre as LCs e L. amazonensis, observando o perfil de citocinas produzidas e a expressão de moléculas de superfície, bem como verificar a capacidade destas células em ativar a produção de IFN-γ e IL-4 por células do linfonodo. Metodologia: As LCs foram isoladas da epiderme de camundongos BALB/c e incubadas com promastigotas de L. amazonensis, TNF-α e/ou anti- CD40. Após 24h, as LCs foram co-cultivadas com células obtidas de linfonodos por 72h. As citocinas IL-6, IL-12, IFN-γ e IL-4 foram dosadas por ensaio imunoenzimático (ELISA) e as moléculas de superfície foram analisadas por citometria de fluxo. Resultados: Os níveis de IL- 6 e IL-12p70 produzidos pela LCs foram significativamente reduzidos após interação com L. amazonensis, mesmo após o tratamento das LCs com TNF-α ou anti-CD40. Em relação às moléculas de superfície, não houve diferença na expressão de CD207 em nenhum dos grupos, porém a presença de L. amazonensis promoveu uma redução significativa na expressão de CD40 nas LCs tratadas com TNF-α ou anti-CD40, e aumentou a expressão de CD86 em todos os grupos. Na presença de L. amazonensis, as células do linfonodo apresentaram uma produção diminuída de IFN-γ e não houve alteração na produção de IL-4. Quando cocultivadas com LCs estimuladas previamente com L. amazonensis, a produção de IFN-γ também foi reduzida, mesmo na presença dos estímulos TNF-α e/ou anti-cD40. Não foram observadas alterações significativas na produção de IL-4 pelas células do linfonodo cocultivadas nas mesmas condições experimentais. Conclusão: L. (L.) amazonensis exerce um efeito imunomodulador sobre a resposta imune mediada por LCs, inibindo a produção de IL-6 e IL-12p70 e expressão de CD40, além de impedir a ativação da produção de IFN-γ por células do linfonodo co-cultivadas com LCs, mesmo após tratamento com TNF-α e anticorpo anti-CD40.

  • DANIELLE SANTANA COELHO
  • AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DA DULOXETINA EM MODELO DE CONVULSÃO: ANÁLISE COMPORTAMENTAL, ELETROENCEFALOGRÁFICA E INFLUÊNCIA NO ESTRESSE OXIDATIVO.
  • Data: 17/06/2014
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  • O transtorno epiléptico apresenta alta prevalência e severidade. Além da gravidade da epilepsia per se, este distúrbio pode ser acompanhado de várias comorbidades, sendo a depressão a principal comorbidade psiquiátrica. Os mecanismos envolvidos na relação epilepsia/depressão ainda não estão bem esclarecidos, e sabe-se que o tratamento de ambos os distúrbios pode ser problemático, já que alguns anticonvulsivantes podem causar ou aumentar sintomas depressivos, enquanto alguns antidepressivos parecem aumentar a susceptibilidade a convulsões. Por outro lado, estudos têm demonstrado que alguns antidepressivos, além de seguros, também possuem atividade anticonvulsivante como a venlafaxina, um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Considerando que a duloxetina, outro IRSN, apresenta uma inibição mais potente sobre transportados monoaminérgicos e que não existe nada na literatura a respeito de sua influência sobre convulsões apesar de que está sendo aplicado atualmente na clínica, o objetivo do nosso estudo é verificar o possível efeito anticonvulsivante da duloxetina através do modelo de convulsões induzidas pelo pentilenotetrazol (PTZ) em camundongos. Para tal, camundongos foram pré-tratados com duloxetina (10, 20, 40 mg/kg/i.p.) e trinta minutos após receberam uma injeção intraperitoneal de PTZ (60 mg/kg). Por vinte minutos os animais foram monitorados para a avaliação dos tempos de latência para o primeiro espasmo mioclônico e a primeira crise tônico-clônica, como também o tempo de duração das convulsões e de sobrevida. A análise eletroencefalográfica foi utilizada para avaliar a severidade das crises (aumento da amplitude das ondas). Após esse período os animais foram sacrificados, o córtex cerebral dissecado e análises bioquímicas (atividade da superóxido desmutase (SOD), catalase (CAT), níveis de nitritos e peroxidação lipídica) foram feitas para investigação dos mecanismos pelos quais a droga influencia as convulsões. Os resultados preliminares demonstraram que a duloxetina apresenta atividade anticonvulsivante, sendo capaz de aumentar significativamente o tempo de latência tanto para o primeiro espasmo clônico, como para a primeira convulsão tônico-clônica induzidas pelo pentilenotetrazol. Ainda a avaliação eletroencefalográfica demonstrou que a duloxetina na dose de 20 mg/kg diminuiu significativamente a amplitude das ondas enquanto a dose de 40 mg/kg aumentou significativamente a amplitude em comparação a todos os tratamentos. Quanto à avaliação da influência no estresse oxidativo, animais tratados apenas com PTZ apresentaram um aumento significativo do nível de peroxidação lipídica, e diminuição da atividade da SOD e da CAT. Quanto ao nível de nitritos não houve nenhuma alteração significativa entre os tratamentos. A duloxetina na dose de 20 mg/kg se mostrou efetiva para evitar as alterações induzidas pelo PTZ nos parâmetros de estresse oxidativo avaliados. A atividade anticonvulsivante da duloxetina (20 mg/kg) colabora com a teoria que tem sido apresentada nos últimos ano de que a modulação da neurotransmissão serotonérgica e noradrenérgica pode ter efeito anticonvulsivante. Ainda, a capacidade da duloxetina de inibir a exacerbação do estresse oxidativo envolvido nas convulsões induzidas pelo PTZ corrobora com estudos que demonstram que algumas substâncias anticonvulsivantes podem modular as convulsões pelo menos em parte por sua atividade antioxidante. Portanto concluímos que a duloxetine é um adjuvante promissor para o tratamento de pacientes que apresentam a comorbidade epilepsia e depressão.
  • DANIELLA BASTOS DE ARAÚJO
  • GENOTOXICIDADE HUMANA E FÁRMACOS ANTIDEPRESSIVOS: AVALIAÇÃO DA DULOXETINA EM CULTURAS DE LINFÓCITOS

  • Data: 29/05/2014
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  • Fármacos antidepressivos são largamente utilizados no tratamento sintomático do transtorno depressivo. Inúmeras pesquisas atuais sobre a depressão vêm contribuindo para o avanço da terapia farmacológica e para o surgimento de novos fármacos antidepressivos. Diretrizes atuais para testes de genotoxicidade de novos medicamentos sugerem a importante utilidade de ensaios que detectem danos ao DNA, ou seja, testes para avaliar a indução de quebras no DNA. Entretanto, o número escasso de dados sobre a genotoxicidade de fármacos faz com que seja reduzido o número de fármacos que realmente podem ser usados em segurança. Portanto, é de extrema importância estudos sobre a avaliação genotoxicológica de fármacos, principalmente, drogas utilizadas por um longo período de tempo como é o caso dos antidepressivos. A duloxetina é um antidepressivo novo, pertencente à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN), utilizada no tratamento sintomático da depressão. Apesar da existência de trabalhos demonstrando que alguns fármacos antidepressivos são genotóxicos, não existe até hoje nenhum estudo sobre a possível genotoxicidade da duloxetina em células de origem humana. Assim, o presente estudo tem como objetivo explorar o possível potencial genotóxico in vitro da duloxetina em culturas primárias de linfócitos humanos através das técnicas de detecção de aberrações cromossômicas e micronúcleos. Culturas primárias de linfócitos sanguíneos de voluntários sadios foram expostas a diferentes concentrações de duloxetina (10-150 ng/ml) e ciclofosfamida (6 μg/ml) como controle positivo. Aberrações cromossômicas estruturais, índice mitótico, índice de divisão nuclear, índice de binucleação, número de células com um, dois, três e quatro micronúcleos e o número de células com pontes nucleoplasmáticas foram avaliadas. Todos os índices das culturas incubadas com duloxetina foram significativamente menores que aqueles dos grupos controles, indicando um certo grau de citotoxicidade da droga. Entretanto, só as concentrações de 100 e 150 ng/ml provocaram o aumento significativo da presença de aberrações cromossômicas e micronúcleos. Considerando que essas concentrações ficam perto do limite superior da faixa terapêutica da droga usada em humanos, nossos resultados alertam já sobre a necessidade de aprofundar no conhecimento da genotoxicidade humana da duloxetina.

  • SUELLEN SIRLEIDE PEREIRA YAMANO
  • IMUNOPATOGENIA DA INTERAÇÃO ENTRE MACRÓFAGOS e/ou CÉLULAS DE LANGERHANS E Lacazia loboi
  • Data: 24/04/2014
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  • A lobomicose é uma infecção subcutânea crônica, granulomatosa, causada pela implantação traumática do fungo Lacazia loboi nos tecidos cutâneo e subcutâneo. Ocorre predominantemente na região Amazônica e atinge qualquer grupo populacional. Histologicamente, observa-se reação inflamatória crônica caracterizada por intensa histiocitose e fibroplasia, abundante número de macrófagos, células gigantes multinucleadas do tipo corpo estranho e presença de considerável número de células leveduriformes. Os macrófagos são células fagocíticas que participam do reconhecimento e da resposta a patógenos através da fagocitose, da apresentação de antígenos aos linfócitos T e da produção de citocinas. As células de Langerhans (LC) são um grupo de Células dendríticas (CD) derivadas da medula óssea situadas principalmente em uma camada suprabasal da epiderme. Estudos envolvendo a interação fungo-hospedeiro na doença de Jorge Lobo são escassos. Assim, Este estudo é um passo importante para o melhor entendimento da biologia e patogenia do L. loboi, e para o estudo da imunopatologia da interação patógeno versus hospedeiro desta doença emergente e pouco conhecida. O objetivo do presente trabalho foi analisar a interação in vitro entre macrófagos peritoneais não ativados e/ou LC, isolados de camundongos BALB/c, com L. loboi recém-isolado de pacientes com doença de Jorge Lobo, bem como determinar os índices de infecção, fagocitose e fusão, e medir a produção das citocinas TNF-α, IL-4, IL-6, IL-10 e IL-12. Os resultados demonstraram que L. loboi é fagocitado por macrófagos, mas não por LC. O índice de infecção na interação entre macrófagos e L. loboi foi semelhante à interação entre macrófagos, LC e L. loboi em todos os tempos analisados. A média do número de fungos por macrófago também foi praticamente igual entre as interações e ao longo do tempo, variando de 1,2 a 1,6 fungos/macrófagos. Não houve a formação de células gigantes em macrófagos cultivados ou LC cultivadas isoladamente e em nenhum dos co-cultivos. Não houve diferença significante na produção de IL-4, IL-2 e IL-10 nas interações estudadas. Os níveis de TNF-α diminuem ao longo do tempo na interação entre macrófagos e L. loboi, enquanto a adição de LC induz aumento da produção de TNF-α, principalmente após 48 horas. LC modulam negativamente a produção de IL-6 por macrófagos e L. loboi também inibem essa produção por macrófagos isoladamente ou em co-cultivo com LC. L. loboi estimulam significativamente a produção de IL-12 por macrófagos co-cultivados com LC, mas não em LC ou macrófagos isoladamente.
  • ISABELLE CHRISTINE VIEIRA DA SILVA MARTINS
  • SELETIVIDADE ESPACIAL DE COR DO POTENCIAL CORTICAL PROVOCADO VISUAL PSEUDOALEATÓRIO
  • Data: 23/04/2014
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  • A seletividade espacial para cor tem sido investigada usando métodos eletrofisiológicos invasivos e não invasivos, e métodos psicofísicos. Em eletrofisiologia cortical visual não invasiva este tópico foi investigado usando métodos convencionais de estimulação periódica e extração de respostas por promediação simples. Novos métodos de estimulação (apresentação pseudo-aleatória) e extração de respostas corticais não invasivas (correlação cruzada) foram desenvolvidos e ainda não foram usados para investigar a seletividade espacial de cor de respostas corticais. Este trabalho objetivou introduzir esse novo método de eletrofisiologia pseudoaleatória para estudar a seletividade espacial de cor. Foram avaliados 14 tricromatas e 16 discromatópsicos com acuidade visual normal ou corrigida. Os voluntários foram avaliados pelo anomaloscópio HMC e teste de figuras de Ishihara para caracterizar a visão de cores quanto à presença de tricromacia. Foram usadas redes senoidais, 8º de ângulo visual, vermelho-verde para 8 frequências espaciais entre 0,2 a 10 cpg. O estímulo foi temporalmente modulado por uma sequência-m binária em um modo de apresentação de padrão reverso. O sistema VERIS foi usado para extrair o primeiro e o segundo slice do kernel de segunda ordem (K2.1 e K2.2, respectivamente). Após a modelagem da resposta às frequências espaciais com função de diferença de gaussianas, extraiu-se a frequência espacial ótima e banda de frequências com amplitudes acima de ¾ da amplitude máxima da função para servirem como indicadores da seletividade espacial da função. Também foi estimada a acuidade visual cromática pelo ajuste de uma função linear aos dados de amplitude a partir da frequência espacial do pico de amplitude até a mais alta frequência espacial testada. Em tricromatas, foi encontrada respostas cromáticas no K2.1 e no K2.2 que apresentaram seletividade espacial diferentes. Os componentes negativos do K2.1 e do K2.2 apresentaram sintonia passa-banda e o componente positivo do K2.1 apresentou sintonia passa-baixa. A acuidade visual estimada de todos os componentes estudados foi próxima àquelas encontradas por Mullen (1985) e Kelly (1983). Diferentes componentes celulares podem estar contribuindo para a geração do VECP pseudoaleatório. Este novo método se candidata a ser uma importante ferramenta para a avaliação não invasiva da visão de cores em humanos.
  • KETLIN JAQUELLINE SANTANA DE CASTRO
  • EFEITO COMBINADO DO EXERCÍCIO FÍSICO E DA DEGRADAÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR NA PLASTICIDADE DO CÓRTEX CEREBRAL APÓS ISQUEMIA

  • Data: 14/04/2014
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  • O acidente vascular cerebral (AVC) é a maior causa de mortes e incapacidades neurológicas no Brasil, e mais de 80% deles são decorrentes de evento isquêmico. Os sobreviventes de AVC apresentam uma variedade de déficits motores, cognitivos e sensoriais, que prejudicam suas atividades de vida diária, limitando assim sua independência. Portanto, torna-se cada vez mais necessário elaborar estratégias terapêuticas que promovam a recuperação funcional de pacientes acometidos por AVC. Após isquemia do tecido nervoso, ocorre no meio extracelular a super expressão de moléculas inibitórias a regeneração neuronal e à plasticidade sináptica, como os proteoglicanos de sulfato de condroitina (PGSCs), o principal componente das redes perineuronais (RPNs). A remoção destas moléculas com a ação da enzima condroitinase ABC (ChABC) tem sido usada como estratégia para induzir a plasticidade neuronal. Outro fator que tem sido utilizado para estimular a neuroplasticidade é o exercício físico específico para o membro afetado após AVC. O exercício físico está relacionado à liberação de neurotrofinas, importantes para a regeneração do sistema nervoso. Portanto, a remoção dos PGSCs junto com o exercício físico pode potencializar a indução da plasticidade cerebral e recuperação funcional após lesão isquêmica experimental na área sensório-motora de ratos. Para testar nossa hipótese, utilizamos n=16 ratos (Ratus norvergicus) da linhagem Wistar, divididos nos seguintes grupos experimentais (todos com sobrevida de 21 dias após AVC isquêmico): Grupo Controle ou BSA (Isquemia experimental, implante de Elvax saturado com BSA); Grupo Exercício (Isquemia experimental, implante de Elvax saturado com BSA + exercício físico específico); Grupo ChABC (Isquemia experimental, implante de Elvax saturado com ChABC); e Grupo ChABC + Exercício (Isquemia experimental, implante de Elvax saturado com ChABC + exercício físico específico). A lesão isquêmica foi induzida através de microinjeções do vasoconstritor Endotelina-1 (ET-1) no córtex sensório-motor, na representação da pata anterior. Logo em seguida foi implantado uma microfatia de polímero de Etileno vinil acetato saturado com ChABC (grupos ChABC e ChABC + Exercício) ou BSA (grupos Controle e Exercício). Foram avaliadas a área de lesão e a degradação dos PGSCs, além da recuperação funcional da pata afetada através do teste da exploração vertical e do teste da escada horizontal. Avaliamos a área de lesão (mm2) com auxílio do programa ImageJ (NIH, USA), delimitando a área com palor celular e também marcada com azul de colanil que estava presente na solução de injeção do peptídeo vasoconstritor ET-1 e verificamos que não houve diferença significativa no tamanho da área de lesão entre os grupos Controle (0,48±0,12), Exercício (0,46±0,05), ChABC (0,50±0,18) e ChABC + Exercício (0,55±0,05) (ANOVA, pós-teste de Tukey, ***p<0,001; **<0,01; *p<0,5). Animais que foram submetidos à remoção enzimática dos PGSCs apresentaram imunomarcação para o anticorpo anti-condroitin-4-sulfato (C4S) na área de lesão ao final da sobrevida, não havendo
    evidencias de degradação de PGSCs nos grupos Controle e Exercício. Verificamos ainda no teste do cilindro que a indução da lesão isquêmica não provocou perda funcional ampla, não alterando o comportamento exploratório, nem a frequência de uso da pata anterior afetada dos animais após a lesão (grupo Controle: pré-lesão ou baseline (0,33±0,10), 3 (0,29±0,17), 7 (0,30±0,10), 14 (0,29±0,16) e 21 (0,27±0,13) dias após a lesão; grupo Exercício: pré-lesão ou baseline (0,30±0,12), 3 (0,32±0,24), 7 (0,19±0,37), 14 (0,31±0,10) e 21 (0,32±0,09) dias após a lesão; grupo ChABC: pré-lesão ou baseline (0,34±0,07), 3 (0,20±0,11), 7 (0,23±0,07), 14 (0,33±0,14) e 21 (0,39±0,16) dias após a lesão; grupo ChABC + Exercício: pré-lesão ou baseline (0,34±0,04), 3 (0,20±0,09), 7 (0,26±0,04), 14 (0,18±0,08) e 21 (0,27±0,04) dias após a lesão) (ANOVA, pós-teste de Tukey, ***p<0,001; **<0,01; *p<0,5). O grupo que teve apenas a remoção dos PGSCs apresentou um melhor desempenho motor no teste da escada horizontal, mantendo sua frequência de acertos quando comparado aos demais grupos, sendo que ao final da sobrevida de 21 dias, os grupos Controle e ChABC + Exercício alcançaram uma recuperação espontânea (equivalente ao teste pré-lesão), se aproximando do grupo ChABC. Apenas o grupo tratado somente com Exercício não alcançou a recuperação espontânea, apresentando um desempenho motor significativamente inferior aos demais grupos em todos os momentos de reavaliação (grupo Controle: pré-lesão ou baseline (7,70±0,54), 3 (5,30±0,71), 7 (5,4±1,14), 14 (5,20±0,37) e 21 (6,70±0,48) dias após a lesão; grupo Exercício: pré-lesão ou baseline (8,40±0,28), 3 (4,30±0,48), 7 (4,75±0,50), 14 (5,35±0,41) e 21 (5,05±0,67) dias após a lesão; grupo ChABC: pré-lesão ou baseline (7,65±0,97), 3 (6,90±0,65), 7 (7,80±0,37), 14 (7,15±0,87) e 21 (7,45±0,32) dias após a lesão; e grupo ChABC + Exercício: pré-lesão ou baseline (8,10±0,22), 3 (3,65±1,48), 7 (4,95±1,06), 14 (7,35±0,37) e 21 (6,70±0,48) dias após a lesão (ANOVA, pós-teste de Tukey, ***p<0,001; **<0,01; *p<0,5). Portanto, a remoção dos PGSCs, o exercício físico forçado precoce e sua associação não influenciaram no tamanho da área de lesão após isquemia focal no córtex sensório-motor. Porém, apenas a remoção dos PGSCs das redes perineuronais melhorou precocemente o desempenho motor do membro afetado após isquemia focal no córtex sensório-motor. Enquanto que a remoção dos PGSCs associada ao exercício físico melhorou o desempenho motor do membro afetado após a lesão, porém essa melhora foi tardia. E o exercício físico aplicado precocemente após isquemia focal no córtex sensório-motor prejudicou o desempenho motor do membro afetado.

  • LENA STILIANIDI GARCIA
  • PREVALÊNCIA DO GENE TSPY EM PACIENTES COM ANOMALIAS DO DESENVOLVIMENTO SEXUAL NO PARÁ
  • Data: 14/04/2014
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  • Pacientes portadores de Distúrbios da Diferenciação Sexual (DDS) apresentam maior risco de desenvolver neoplasias. As alterações neoplásicas mais frequentes nestes pacientes são: o gonadoblastoma, o carcinoma in situ/tumores de células germinativas intra-tubulares nãoclassificados. As células germinativas tipo II são as percussoras destas lesões na maioria dos casos. O gonadoblastoma é uma neoplasia benigna que não metastiza, mas pela alta prevalência e risco de evolução para as formas malignas de neoplasias gonadais, merece especial atenção. Em uma região próxima ao centrômero no braço curto do cromossomo Y, foi mapeado o gene TSPY, imputado como o gene do gonadoblastoma. Este gene expressa-se em grande quantidade nas células que constituem o gonadoblastoma. Foram avaliados 47 pacientes com DDS nos seus cariótipos e na pesquisa da prevalência do TSPY através da técnica da reação em cadeia de polimerase (PCR). As análises revelaram que 50% das pacientes com síndrome de Turner, mesmo sem o cromossomo Y, íntegro ou não, evidente no cariótipo, foram positivas para a presença do gene TSPY. Estes dados evidenciam a importância da investigação do referido gene no acompanhamento e orientação de gonadectomia em pacientes com DDS.
  • ALAN BARROSO ARAUJO GRISOLIA
  • Modulação dos sistemas GABAérgico e glutamatérgico na secreção hipotalâmica de ocitocina sob condições hiperosmóticas.
  • Data: 07/04/2014
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  • Em mamíferos, a osmolalidade do fluído extracelular é o parâmetro mais importante na manutenção do balanco hidroeletrolitica. Deste modo, variações de osmolalidade são detectadas por células hipotalâmicas especializadas, iniciando assim uma sinalização neuroquímica, com envolvimento dos sistemas glutamátergicos e GABAérgico, a qual pode desencadear a secreção da ocitocina. Entretanto, o modo como a relação dos aminoácidos GABA e glutamato pode modular a liberação de ocitocina durante a hiperosmolalidade ainda é pouco compreendida. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi caracterizar o efeito do meio hipertônico sobre os níveis extracelulares de GABA e glutamato e sua relação com a liberação de ocitocina em preparações de hipotálamo in vitro. Para tal, Ratos Wistar Machos (270-300g) foram mantidos em condições padrões de laboratório. E após decapitação o cérebro foi retirado rapidamente, os fragmentos hipotalâmicos foram imediatamente dissecados em Krebs Ringer Bicarbonato Glicose gelado (KRBG) e colocados no sistema de perinfusão com solução de KRBG isotônica (280 mOsm/Kg H₂O) fluxo de 0.5-1.0 ml/min, foram feitas as coletas a cada minuto durante 15 min. O estímulo hipertônico (340 mOsm/Kg H₂O) ocorreu por 3 minutos. As dosagens de glutamato, GABA e ocitocina foram efetuadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). As dosagens de glutamato mostraram um aumento da liberação somente após a diminuição da concentração de GABA. Este padrão de liberação temporal motivou-nos a adicionar GABA (3 μM) durante o estímulo osmótico, resultando no bloqueio da liberação de glutamato anteriormente observada. Além disso, os resultados mostraram que a liberação de ocitocina estimulada por solução de NaCl hipertônica pode depender também de uma diminuição da liberação de GABA. O presente estudo sugere que a liberação de ocitocina estimulada por hipertonicidade depende de alteração da relação GABA/glutamato.
  • FABÍOLA DE CARVALHO CHAVES DE SIQUEIRA MENDES
  • INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE MASTIGATÓRIA E DO AMBIENTE SOBRE O APRENDIZADO ESPACIAL E O PADRÃO DA ATIVIDADE EXPLORATÓRIA EM MODELO MURINO SENIL
  • Data: 01/04/2014
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  • Para medir possíveis influências da mastigação e do estilo de vida sedentário em modelo murino senil, impusemos um de três regimes de dieta aos diferentes grupos experimentais do 21º dia pós-natal até 6 ou 18 meses de vida: dieta sólida tipo pellet; dieta em pellet seguida por uma em pó, farelada; ou dieta peletizada seguida de pó e novamente pellet, com intervalos de tempo iguais em cada dieta. Para mimetizar o estilo de vida sedentário ou ativo, os animais foram criados, respectivamente, em gaiolas-padrão (ambiente empobrecido-AP) ou em gaiolas enriquecidas (ambiente enriquecido-AE). Para medir os efeitos da dieta, do ambiente e da idade sobre a atividade exploratória, realizamos o teste do campo aberto, onde camundongos jovens de AP que sofreram alteração da atividade mastigatória demonstraram maior preferência pela zona periférica, mas no envelhecimento e no AE essas diferenças foram minimizadas. Nos velhos de AE, essas diferenças reapareceram. Já sobre as influências na aprendizagem e memória espacial, aplicamos o labirinto aquático de Morris e vimos que a redução da atividade mastigatória, independente do ambiente, diminuiu a taxa média de aprendizado espacial e sua reabilitação recuperou as perdas associadas em animais jovens e, quando combinada ao AE, melhorou a taxa de aprendizado em velhos. Não se encontrou correlação entre taxa de aprendizado e velocidade de nado dos camundongos sugerindo que os déficits são de natureza cognitiva. Concluímos assim, que a alteração da atividade mastigatória influencia o padrão de exploração por zonas no campo aberto e a estimulação ambiental acentua os seus efeitos no envelhecimento, privilegiando a preferência pela zona periférica e a redução da atividade mastigatória prejudica a memória espacial durante o teste do labirinto aquático de Morris e a sua reabilitação é capaz de recuperar as habilidades espaciais, mas em idosos é necessária a combinação com um AE.
  • DEISE CIBELE NUNES DE ALMEIDA
  • CARACTERIZAÇÃO DO GENOMA DE TUMORES BEM DIFERENCIADOS DA TIREÓIDE POR HIBRIDIZAÇÃO GENÔMICA COMPARATIVA EM MATRIZ (aCGH)
  • Data: 31/03/2014
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  • Os tumores bem diferenciados da tireóide representam mais de 95% das neoplasias malignas da glândula. A identificação pré-operatória dos carcinomas papilíferos está bem estabelecida através dos métodos de Punção aspirativa por Agulha fina e Ultrassonografia , com quase 100% de acurácia, enquanto os tumores foliculares significam um dilema para o cirurgião, visto que os métodos existentes não conseguem determinar com eficiência o diagnóstico sendo que 60-80% dos casos operados são benignos. Dessa forma, com o intuito de se analisar alterações genômicas do tipo variações no número de cópias (CNVs) que possam diferenciar esse tumor de outros tipos de doenças da tireóide, foram analisados 13 pacientes com doença tireoidiana (3 bócios, 2 hiperplasias , 4 adenomas foliculares e 4 carcinomas foliculares ) mais 1 individuo sadio através do método de aCGH, para identificação de CNVs que pudessem determinar com eficiência a presença de carcinoma folicular. Os achados foram confrontados com dados de carcinomas papilífero clássico (4 pacientes) e variante folicular (2 pacientes). Foram encontradas 725 CNVs na amostra, 703 dos pacientes com patologia. Dentre estas foram selecionadas 18 regiões mais frequentes. Houve um padrão de amplificação maior em pacientes jovens com adenomas e deleção em pacientes mais velhos. Os pacientes com carcinoma apresentaram taxas de CNVs muito próximas. Os carcinomas foliculares apresentaram padrões exclusivos de alteração nos cromossomos 8 e 12. Concluímos, assim, que os carcinomas foliculares da tireoide são uma patologia com um padrão exclusivo de alterações, não havendo correlação de progressão tumoral a partir de adenomas foliculares, sendo que duas regiões -8p22 e 12p13.32-p13.33, estão presentes em 100% e 75% das amostras respectivamente, podendo ser fortes candidatos a marcadores desse tipo tumoral.
  • MARCIO JOSE TEIXEIRA SFAIR
  • EFEITOS DO EXERCICIO VOLUNTARIO NA RECUPERAÇÃO DE HEMISSECÇÃO DA MEDULA ESPINHAL: MUDANÇAS NA REDE PERINEURONAL E ACETILAÇÃO DE HISTONAS.
  • Data: 31/03/2014
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  • A prática regular de exercícios físicos previne e combate várias doenças ao longo do tempo, destacando-se como excelente ferramenta terapêutica para o tratamento de lesões no sistema nervoso central (SNC). Após uma transecção (completa ou incompleta/hemissecção) da medula espinhal, células gliais reativas secretam substâncias inibitórias à regeneração axonal como, por exemplo, as moléculas de proteoglicanas de sulfato de condroitina (PGSCs) que exercem papel importante na formação de uma barreira físico-química, chamada cicatriz glial, que impede o crescimento dos axônios danificados pela lesão. Pesquisas que envolvem modelo experimental de lesão da medula espinhal e reabilitação por exercício físico têm obtido promissores resultados. No entanto, os mecanismos fisiológicos e moleculares pelos quais promovem esses resultados positivos ainda são pouco conhecidos. O objetivo do presente trabalho foi analisar a recuperação da função motora da pata posterior após protocolo de exercício físico voluntario em modelo experimental de hemissecção da medula espinhal e investigar dois mecanismos moleculares envolvidos na recuperação funcional: a degradação de PGSCs nas redes perineuronais e acetilação de histonas. Para isso, vinte e quatro (24) ratos da linhagem Wistar (Rattus novergicus) foram utilizados e separados em 3 grupos (controle, treinados e não treinados). Com exceção do grupo controle, todos os animais foram habituados a rodas de corridas e em seguidas foram submetidos a uma cirurgia experimental de hemissecção da medula espinhal, na altura da 8a vertebra torácica. Nossos resultados demonstraram que o exercício voluntário em rodas de corrida após lesão experimental da medula espinhal promoveu recuperação da função motora da pata posterior afetada, porém não observamos diferenças qualitativas na acetilação de histonas e degradação de PGSCs entre os grupos.
  • RAMON COSTA DE LIMA
  • AVALIAÇÃO DA MARCHA E DO EQUILÍBRIO EM PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME LIPODISTRÓFICA SECUNDÁRIA À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL.

  • Data: 31/03/2014
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  • A Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida (SIDA) é uma enfermidade que assola a população mundial há décadas e ouvir esse diagnóstico era como uma “sentença de morte”. Com o advento da novas terapêuticas medicamentosas, a característica aguda da doença passou a ser de caráter crônico. Todavia, as drogas utilizadas na Terapia Antiretroviral (TARV) apresentam reações adversas, especialmente quando o paciente é submetido a longo prazo de utilização do chamado “coquetel”. Uma das reações adversas da TARV é a Lipodistrofia, que em escala molecular ocasiona a apoptose de adpócitos e alterações mitocondriais nas fibras musculares. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi de investigar as repercussões musculares da Lipodistrofia e a alteração dos padrões de marcha e equilíbrio de pacientes nesse quadro clínico. Foram avaliados 38 sujeitos de ambos os sexos, divididos em dois grupos: HIV positivo com Lipodistrofia (HIVL) e HIV positivo sem Lipodistrofia (HIV). No teste de Equilíbrio foi utilizada uma Plataforma de força (EMGSystem do Brasil), que avalia o deslocamento do Centro de pressão (Cop) nos sentidos anteroposterior (AP) e mediolateral (ML) do indivíduo gerando as variáveis deslocamento linear total, área total de deslocamento, velocidade de deslocamento e amplitude do deslocamento, num período de sessenta segundos para cada coleta. Para o teste de Marcha foi utilizado o Eletromiógrafo de 8 canais (EMGSystem do Brasil) para captar o sinal elétrico dos músculos Reto Femoral (RF), Bíceps Femoral (BF), Gastrocnêmio Lateral (GL), Tibial Anterior (TA) e Glúteo Médio (GMd) durante a deambulação e o processamento do sinal eletromiográfico foi feito através do modelo matemático Root Mean Square (RMS) e normalizado pela contração voluntária máxima (CVM). Os resultados de cada grupo foram expressos em média e desvio padrão e comparados através do Teste t de Student para amostras paramétricas e o teste Mann-Whitney para amostras não-paramétricas. As análises dos resultados nas duas fases do ciclo da marcha mostraram diferenças significativas. Na fase de Apoio e na fase de Balanço os sinais eletromiográficos do músculo GMd e TA foram maiores no grupo HIVL em relação ao grupo HIV. Quanto ao equilíbrio as variáveis com significância estatística na comparação dos grupos foram o Deslocamento total e a Área do deslocamento, ambas maiores no grupo HIVL em relação ao grupo HIV. Com isso concluímos que os pacientes com a Síndrome Lipodistrófica apresentaram alteração dos padrões de marcha e equilíbrio.

  • GLENDA FIGUEIRA GUIMARÃES
  • ELETROFISIOLOGIA DA VISÃO EM MODELO EXPERIMENTAL DE RATOS COM DIABETES E HIPOTIREOIDISMO
  • Data: 28/03/2014
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  • O diabetes mellitus constitui um problema de saúde pública mundial devido ao seu potencial de morbidade e mortalidade. Esta patologia é caracterizada como uma desordem metabólica com hiperglicemia crônica, resultado de uma deficiência absoluta ou relativa na secreção e/ou ação da insulina. Associado a esse quadro, problemas com a tireoide são frequentemente encontrados em pacientes acometidos por diabetes, principalmente com o avançar da idade. Além disso, há um corpo de conhecimento que descreve que tanto o diabetes quanto o hipotiroidismo provocam isoladamente perdas visuais, no entanto, não há muitas publicações acerca da fisiologia envolvendo em conjunto ambas patologias com as complicações visuais. O presente trabalho objetivou investigar questões relevantes para uma compreensão mais detalhada do quadro de evolução do comprometimento retiniano em modelos animais acometidos concomitantemente por duas doenças: diabetes e hipotireoidismo. Para isso, foram utilizados 50 ratos Wistar machos (Rattus norvegicus), com dois meses de idade, pesando entre 80 a 120 gramas, divididos em quatro grupos: um grupo controle sem procedimentos; um grupo com hipotireoidismo optando por um modelo experimental de tireoidectomia bilateral; um grupo com diabetes, com aplicação de 200 mg/Kg a 2% de Aloxana; e dois grupos com as duas patologias, adotando ambos os procedimentos experimentais, alterando a sequência das patologias em questão. Nos grupos estudados foi utilizado para avaliar as alterações visuais, um método não invasivo amplamente utilizado no meio acadêmico que é o eletrorretinograma (ERG) em diferentes períodos de 30, 45 e 60 dias. Assim, encontramos uma diminuição da amplitude média da onda-a dos animais nos grupos com diabetes e com as duas patologias em todos os registros realizados, os que apresentaram maiores diferenças estatísticas foram em relação ao registro de estocópica máxima, como também diferença no potencial oscilatório de ambos os grupos com as duas patologias. Os resultados obtidos dão suporte à hipótese que as duas patologias concomitantes (diabetes e hipotireoidismo) diminuem significativamente as respostas do ERG.
  • JOSE ELIERSON BARROS COSTA
  • EFEITO ANTINEOPLÁSICO DO COMPOSTO 4,2´,3´,4´-TETRAMETOXI CHALCONA EM LINHAGEM DE NEUROBLASTOMA B103 DE RATO

  • Data: 28/03/2014
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  • Neuroblastoma é a neoplasia mais frequentemente diagnosticada na infância.
    O termo é comumente usado para se referir a uma ampla variedade de
    tumores neuroblásticos, incluindo os neuroblastomas, ganglioneuroblastomas e
    ganglioneuromas. Estimativas mostram que 8 milhões de crianças até 15 anos
    de idade por ano são atingidas por esta neoplasia, onde 80% dos casos são
    acometidos em até 4 anos de idade, o tumor é derivado de células malignas
    embrionárias advindas de células neuronais primordiais, desde gânglios
    simpáticos até medula adrenal e outros pontos. Neste estudo, foi avaliado o
    potencial citotóxico do composto 4,2´,3´,4´ tetrametoxi chalcona em modelo in
    vitro de neuroblastoma B103 de rato. Foram preparadas soluções estoques da
    droga a 50mM em dimetilsulfóxido (DMSO) e armazenadas a -20ºC para o
    preparo de novas concentrações (150μM, 100 μM, 75 μM e 50 μM). A
    viabilidade celular foi testada a partir de cultura de células da glia do córtex de
    rato e de neuroblastoma b103. Ensaios de migração celular e formação de
    colônias também foram realizados. Para a análise estatística foi realizado a
    análise de variância um critério (ANOVA) seguido pelo teste de Tukey,
    utilizando-se o programa BioEstat 5.0. Na avaliação do efeito citotóxico das
    chalconas, foi observado que o tratamento com o composto 4,2`3`4´-
    tetrametoxi chalcona não demonstrou nenhum efeito citotóxico contra células
    normais do córtex de rato para as concentrações testadas, enquanto que em
    culturas de células de neuroblastoma B103 foi demonstrado que esta droga
    promove a morte celular de forma significativa.

  • NATIELLE FERREIRA RABELO
  • INFLUÊNCIA DA GLUTATIONA (GSH) NOS REGISTROS ELETRORRETINOGRÁFICOS DE RATOS WISTAR ADULTOS

  • Data: 26/03/2014
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  • A glutationa (GSH) é uma molécula que intervêm em diversos processos biológicos, conhecida principalmente pela sua ação antioxidante. Atualmente, esse tripeptídeo constituído de glutamato, cisteína e glicina tem sido amplamente estudado pela sua possível ação como neurotransmissor e nuromodulador no CNS. No presente trabalho foi avaliada a ação dessa molécula através do eletrorretinograma, para avaliar a resposta em massa da retina, produzida após estimulação luminosa. Métodos: foram realizadas injeções intravítreas de GSH em diferentes concentrações (1, 5 e 10 mM) e de PBS (controle) em ratos Wistar. O protocolo de avaliação consistiu de 6 estímulos em diferentes condições de adaptação: resposta Escotópica de bastonetes e resposta Escotópica máxima, após adaptação ao escuro de pelo menos 12h; resposta Fotópica de cones, após 10 min de adaptação ao claro, com a utilização de filtros para a avaliação da subpopulações de cones UV e S; e a resposta ao estímulo de flicker em 12 Hz. Os principais parâmetros analisados foram as amplitudes das ondas –a e –b e seus respectivos tempos implícitos e a amplitude das ondas –b do flicker. RESULTADOS: os resultados mostram alterações nas respostas com a diminuição da amplitude da onda-b do ERG em todos os estímulos. Quando realizado o teste de múltiplas comparações, foram observadas diferenças entre os grupos controle e GSH 5mM e GSH 10mM. Alterações na amplitude da onda-a só foram observados na resposta Escotópica máxima, com significativa diminuição da amplitude. Os tempo de latência das respostas não apresentaram alterações em nenhum grupo avaliado. DISCUSSÃO: as células de Muller na retina contém grande quantidade de GSH e podem atuar ativamente na modulação das respostas glutamatérgicas e glicinérgicas; além disso, já foi mostrado que a GSH induz a liberação de GABA na retina, o que pode explicar a diminuição das amplitudes observadas pela super-ativação de alguma via inibitória. CONCLUSÃO: o presente trabalho vem colaborar com a hipótese de que a GSH atue como neuromodulador no SNC, com significativas alterações inibitórias após sua administração na retina.

  • EDILENE MAIA LIEBENTRITT
  • ESTUDO EXPLORATÓRIO DE ALTERAÇÕES NA LINGUAGEM EM PACIENTES COM ALZHEIMER EM INDIVÍDUOS COM BAIXA ESCOLARIDADE
  • Data: 21/03/2014
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  • O presente trabalho descreve características da linguagem, em especial de alguns dos aspectos discursivos, de idosos com envelhecimento saudável, com declínio cognitivo senil, ou com doença de Alzheimer leve e moderada. Foram avaliados um total de 44 idosos sendo 22 saudáveis, 4 com declínio cognitivo senil, 9 com doença de Alzheimer leve e 9 com doença de Alzheimer moderada, classificados pelos critérios do CDR. Foram aplicados os testes neuropsicológicos do mini exame do estado mental, nomeação de Boston resumido, fluência verbal e narrativa por confronto visual (figura do roubo dos bolinhos). Foram estimados os desempenhos nos testes selecionados e aplicada a avaliação dos relatos pelos critérios propostos por Groves-Wright (2004) assim como foi feita a tipificação da narrativa. Tratamento estatístico paramétrico determinou os valores de média, erro-padrão e o nível de significância das diferenças entre as médias foi fixado para valores de p<0.05. Em seguida foi realizado inventário e análise do léxico e das categorias gramaticas das narrativas, e realizada análise paramétrica a partir dos escores Z, através do programa STABLEX. Encontrou-se que a fluência verbal semântica é melhor nos idosos saudáveis quando comparados aos com declínio cognitivo leve. As narrativas mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os idosos saudáveis e os com declínio cognitivo leve nas análises de frequência de uso do vocabulário e das categorias gramaticais como um todo, e também entre saudáveis e todos os demais grupos nas análises de cada uma das categorias gramaticais. A análise do vocabulário e das categorias gramaticais permitiu identificar comprometimentos da função narrativa medida pelo tipo de vocabulário e pelas categorias gramaticais preferidas ou rejeitadas. Os resultados contribuem para distinguir as características da narrativa de idosos saudáveis, daquelas de idosos com declínio cognitivo leve ou com Alzheimer leve ou moderado, apontando alterações que possivelmente são indicadores precoces que podem ser usados para avaliar o curso temporal da doença.
  • ELIZA MARIA DA COSTA BRITO LACERDA
  • Investigação de Danos Visuais em Pacientes Diagnosticados com Meningite Criptocócica Não Associada à Imunossupressão
  • Data: 20/03/2014
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  • A meningite criptocócica é uma severa doença infecciosa causada pelo Cryptococcus spp. que apresenta alta letalidade e deixa nos sobreviventes uma série de sequelas sensoriais, entre as quais estão as alterações visuais. O objetivo deste estudo foi descrever as perdas visuais sofridas por pacientes, sem história de imunossupressão, diagnosticados com meningite criptocócica, de forma a indicar um possível mecanismo e fatores de risco para essas sequelas visuais. O trabalho foi composto de um estudo de série de casos de pacientes com meningite criptocócica sem história de imunossupressão (n = 7 pacientes, n = 14 olhos) e um estudo transversal analítico de todos os casos de meningite criptocócica sem história de imunossupressão notificados em 14 anos num hospital de referência do Pará (n = 113 casos). No estudo de série de casos, as funções visuais de uma amostra de pacientes foi cuidadosamente analisada por meio de avaliação oftalmológica, testes psicofísicos e eletrofisiológicos. No estudo transversal analítico, foi realizada análise de dados de prontuário com enfoque nas alterações visuais. Observou-se que os pacientes estudados na série de casos apresentaram grave diminuição da acuidade visual e mesmo em pacientes sem queixa visual houve alteração na percepção de cor, na percepção de contraste de luminância em diferentes frequências espaciais e no campo visual. Os testes indicam comprometimento da retina central como principal desencadeadora de uma cascata de alterações que impedem o normal processamento da imagem no córtex visual. Sugere-se que lesões do nervo óptico não foram as únicas responsáveis pelas alterações visuais observadas. Os principais fatores de risco para as alterações visuais observados pelo estudo transversal analítico foram o tempo de doença antes do início do tratamento e a resposta imunológica do paciente.
  • ALEXANDRE MAIA DE FARIAS
  • ESTUDO DA NEUROPATOLOGIA INDUZIDA PELO VÍRUS MARABÁ EM MODELO MURINO
  • Data: 28/02/2014
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  • O vírus Marabá (Be AR 411459) é um Vesiculovírus (VSV), membro da família Rhabdoviridae, isolado em 1983, de um pool de flebotomíneos capturado em Marabá-PA pela Seção de Arbovírus do Instituto Evandro Chagas. Na literatura pouco se tem sobre neuropatologia experimental induzida pelo vírus Marabá, apesar dos 30 anos de isolamento. Um único estudo, porém, revelou que a infecção viral em camundongos recém-nascidos provoca necrose e picnose em neurônios em várias regiões do sistema nervoso central (SNC) O objetivo do presente trabalho foi investigar a distribuição do vírus Marabá no SNC, a ativação microglial e astrocitária, aspectos histopatológicos; e a expressão de citocinas e óxido nítrico (NO), na encefalite induzida pelo vírus Marabá em camundongo BALB/c adultos. Para tanto, foram realizados processamentos de amostras para análise histopatologica; immunohistoquímica para marcação de microglia, astrócitos e antígeno viral; testes de quantificação de citocinas e NO; e análises estatísticas. Os resultados demonstraram que os animais infectados (Ai) 3 dias após a inoculação (d.p.i.) apresentam discreta marcação do antígeno viral, bem como quanto a ativação de microglia e astrócitos no SNC. Por outro lado, nos Ai 6 d.p.i. a marcação do antígeno viral foi observada em quase todas regiões encefálicas, observando-se intensa ativação microglial nestes locais, embora a astrogliose tenha sido menor. Edema, necrose e apoptose de neurônios foram observados principalmente no bulbo olfatório, septo interventrícular e córtex frontal dos Ai 6 d.p.i. A quantificação dos níveis de IL-12p40, IL-10, IL-6, TNF- α, INF-ү, MCP-1 e de NO mostrou aumentos significativos nos Ai 6 d.p.i., quando comparados aos animais controles e Ai 3 d.p.i.. Por outro lado, os níveis de TGF-β, importante imunossupressor, não foi significativo em todos os grupos e tempos avaliados (3 e 6 d.p.i.). Estes resultados indicam que o vírus Marabá pode infectar diversas regiões do SNC de camundongo BALB/c adulto 6 d.p.i., produzindo alterações anátomo-patológicas e uma forte resposta imune inflamatória que pode ser letal para o animal.
  • ANDREA DO SOCORRO CAMPOS DE ARAUJO SOUSA
  • ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS DOS RINS DE MACACOS PREGO, Cebusapella (Linnaeus 1758) APÓS EXPOSIÇÃO CRÔNICA A BAIXAS DOSES DE METILMERCÚRIO.
  • Data: 28/02/2014
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  • O mercúrio representa um grande riscoambientale ocupacional constituindo um problema para a saúde humana na região Amazônica. Muito embora estudos tenham demonstrado que o mercúrio compromete vários tecidos e órgãos, os rins constituem-se órgãos-alvo para a toxicidade do metal. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi investigar os efeitos de uma exposição crônica a baixas doses de metilmercúrio sobre o parênquima renal de macacos Cebusapella, machos, adultos, expostos durante 120 dias consecutivos com doses diárias via oral, de 1,5 μg na dieta. As concentrações de mercúrio total no sangue dos animais foram monitoradas a cada 30 dias usando espectrofotômetro de absorção atômica a vapor frio (Hg 201), comparando ao grupo controle. O método utilizado para análise histopatológica foi a inclusão em parafina com coloração pela Hematoxilina e Eosina, Tricrômico de CAB e PAS. As investigações imuno-histoquímicas compreenderam as reações para a detecção de actina para musculo liso (IA4), actina muscular (HHF35) e pancitoqueratina (AE1 e AE2). Os resultados obtidos demonstraram que o tratamento com mercúrio causou diferença significativa (P<0,001) entre os grupos exposto e controle. Quanto aos níveis de Hg total, foram observadas alterações histopatológicas com características de hidropsia nos Túbulos Proximais, um achado comum na exposição ao metilmercúrio em outras espécies, sem alterações significativas nas concentrações de creatinina e ureia. O teste de correlação de Person demonstrou uma forte relação negativa entre a concentração de mercúrio e a perda de massa corporal dos animais (P<0,0001). Outro achado importante foi a diminuição do número de células mesangiais, o que sugere que o metilmercúrio executou a sua nefrotoxicidade atingindo não somente o sistema tubular renal, como também as células do mesangio glomerular, fazendo-se necessário um maior aporte de estudos experimentais para esclarecer qual o nível de alerta da concentração de mercúrio é capaz de desencadear mecanismos de agressão e injúria renal em indivíduos expostos ao metilmercúrio.
  • HELENO RAMOS MASSOUD JUNIOR
  • ANÁLISE MORFOLÓGICA in vitro DA AÇÃO DE ANTIFÚNGICOS EM CEPAS DE Fonsecaea pedrosoi
  • Data: 21/02/2014
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  • A cromoblatomicose (CBM) é uma doença causada por implantação transcutânea de várias espécies de fungos melanizados. O estado do Pará é a principal área endêmica do país, sendo Fonsecaea pedrosoi o principal agente etiológico. O tratamento desta doença não é padronizado e diversas formas de intervenção são relatadas na literatura. Por outro lado, os testes de susceptibilidade in vitro aos fármacos antifúngicos podem ajudar na escolha do esquema terapêutico e na identificação de cepas resistentes. Este trabalho tem como objetivo avaliar a susceptibilidade in vitro ao itraconazol (ITZ), ao cetoconazol, (CTZ), ao fluconazol (FCZ) e a terbinafina (TBF) em 20 isolados clínicos de Fonsecaea pedrosoi, bem como as possíveis alterações morfológicas induzidas por ITZ ou TBF na Concentração Inibitória Mínima (CIM) e em altas concentrações. Os testes de susceptibilidade foram conduzidos de acordo com as recomendações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI, documento M38-A2). As concentrações finais de ITZ, TBF e CTZ em cada teste variaram de 16 a 0.03 μg/mL e de 64 a 0.125 μg/mL para o FCZ. A CIM para cada fármaco utilizado foi obtida após cinco dias de incubação a 30°C, sendo definida como a mínima concentração do fármaco capaz de reduzir em 100% o crescimento visual do fungo quando comparado com o grupo controle. O ITZ demonstrou ser o fármaco mais efetivo in vitro contra conídios de F. pedrosoi (CIM 90= 1μg/mL). A TBF apresentou baixa atividade in vitro, com 70% das cepas apresentando CIM ≥ 0.5 μg/mL. Quando se analisa morfologicamente os conídios tratados com a CIM para ITZ observa-se um aumento no diâmetro celular, a presença de conídios em processo de divisão e formação de pequenas cadeias. Na maior concentração do teste de susceptibilidade (16 μg/mL) observou-se a irregularidade no contorno celular, o desprendimento de material pigmentado da parede celular e a vacuolização. Em 32 μg/mL e 64 μg/mL notou-se a ruptura da parede celular e conídos amorfos. Não foram observadas - em nenhuma das concentrações analisadas - alterações morfológicas significativas induzidas pela TBF. Além disso, a 5-Fluorocitosina (5-FC) e o FCZ não impediram o crescimento dos conídios, mesmo em altas concentrações. No entanto, alterações ultraestruturais foram notadas após tratamento com 5-FC 64 μg/mL. Portanto, sugere-se um comportamento morfológico diferente de conídios frente ao ITZ ou TBF durante os testes de susceptibilidade in vitro. Em síntese, dentre os fármacos estudados, ITZ apresentou a melhor atividade antifúngica in vitro, enquanto a 5-FC somente provocou alterações estruturais em hifas e conídios na mais alta concentração utilizada no estudo.
  • SUSAN BEATRIZ BATISTA DE OLIVEIRA
  • Perfil de suscetibilidade antifúngica e fatores de virulência de leveduras isoladas de onicomicose de pacientes atendidos no Laboratório central do Estado do Pará (LACEN).
  • Data: 21/02/2014
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  • Introdução: Onicomicoses são infecções ungueais causadas por fungos, podendo ser causadas por dermatófitos, leveduras e fungos filamentosos não dermatófitos. O diagnóstico de leveduras como agente de onicomicose tem aumentado significativamente, tal evidência tem sido atribuída ao crescente número de indivíduos imunocomprometidos e transplantados, ao aumento do uso de drogas antibacterianas de amplo espectro, à fatores genéticos, tendências atópicas e ao aumento da vida média da população. O objetivo principal do trabalho foi determinar o perfil de suscetibilidade antifúngica e alguns dos fatores de virulência de leveduras causadoras de onicomicoses. Métodos e Resultados: Foram estudadas 100 amostras de raspado ungueal semeadas em Agar Sabouraud com cloranfenicol e em Agar Mycosel. A identificação e o teste de suscetibilidade antifúngica (fluconazol, anfotericina B, fluocitocina e voriconazol) foram realizados através do método automatizado Vitek 2 e visando a pesquisa dos fatores de virulência para detecção de fosfolipase e proteinase foram utilizados os meios com emulsão de ovo a 50% e o ágar BSA (Bovine Serum Albumin), respectivamente. Das 100 amostras coletadas, 57 (57%) foram positivas no exame micológico direto e 42 (42%) na cultura. Dos isolados, 29 (69%) eram Candida parapsilosis, 8 (19%) C. albicans, 3 (7,2%) C. haemulonii, 1 (2,38%) C. lusitanea e 1 (2,38%) C.tropicalis. Todas as espécies de C. albicans, C. lusitanea e C. tropicalis foram sensíveis aos antifúngicos. As espécies de C. parapsilosis apresentaram resistência em 6 (20,7%) cepas ao fluconazol, e em 3 (10,34%) ao voriconazol. C. haemulonii apresentou resistência em 1 (33,33%) cepa ao fluconazol, 1 (33,33%) a flucitosina, 1 (33,33%) ao voriconazol e 3 (100%) à anfotericina B. Os Fatores de resistência, fosfolipase e proteinase, estiveram presentes somente nas espécies de C. albicans com positividade de 87,5% e 50% respectivamente. Conclusão: A espécie C. parapsilosis é um agente emergente de onicomicose, apresentando cepas resistentes aos antifúngicos. C. haemulonii apresentou perfil multirresistente. C. albicans, ainda que sensível a todos os fármacos testados foi a única espécie que apresentou os fatores de virulência estudados.
  • NATALIA PONTES LIMA
  • Caracterização dos efeitos do extrato de folhas de Swietenia macrophylla em modelo experimental de doença de Parkinson.
  • Data: 13/02/2014
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  • Estudos prévios indicam que o extrato de folhas de mogno Swietenia macrophylla possui composição química rica em substâncias antioxidantes com efeito neuroprotetor em cultura. Um dos principais mecanismos envolvidos na neurodegeração da Doença de Parkinson (DP) é o estresse oxidativo. Portanto, substâncias antioxidantes são candidatas potenciais para terapias que retardem o processo neurodegenerativo da doença. Este estudo tem por objetivo caracterizar os efeitos do extrato de folhas de mogno frente à degeneração nigroestriatal e alterações comportamentais de camundongos expostos a uma única injeção intraestriatal de 6-OHDA unilateralmente. Foram utilizados camundongos machos, os quais foram submetidos à cirurgia estereotáxica para a injeção de 20 μg de 6-OHDA no estriado esquerdo. Os animais foram subdivididos em 4 grupos, de acordo com a dose de extrato de mogno administrada. O extrato foi aplicado por via intraperitoneal nos 7 primeiros dias após a injeção de 6-OHDA nas doses de 0,0 (controle), 0,5 (G1), 1,0 (G2) e 5,0 mg/kg (G3). O grupo controle (GC) recebeu injeções de salina a 0,9% (veículo). Foi feita análise da ambulação no campo aberto antes, no 7º e no 21º dias e do número de rotações induzidas por apomorfina no 7º e no 21º dias após a cirurgia. Avaliação da neurodegeneração foi realizada através da contagem de neurônios dopaminérgicos TH+ na substância negra por estereologia. Como resultado, encontrou-se diferença estatisticamente significativa no 21º dia, onde os grupos G2 e G3 apresentaram redução no comportamento ambulatório em relação aos grupos G1 e GC; este dois últimos tiveram comportamento ambulatório equivalente entre si. Em relação às rotações induzidas por apomorfina, no 21º dia, o G1 apresentou média de rotações significativamente menor do que os grupos GC, G2 e G3. Na contagem de células, G1 apresentou diminuição na perda dos neurônios dopaminérgicos estatisticamente significativa em relação ao controle. Assim, concluímos que o extrato de mogno na concentração de 0,5 mg/kg promoveu neuroproteção na neurodegeneração do sistema nigroestriatal induzida por 6-OHDA.
  • SANDERSON CORREA ARAUJO
  • ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA E NEUROPROTETORA DA EDARAVONA NO CÓRTEX SENSÓRIOMOTOR PRIMÁRIO DE RATOS ADULTOS SUBMETIDOS À ISQUEMIA FOCAL EXPERIMENTAL.

  • Data: 12/02/2014
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  • O acidente vascular encefálico (AVENC) é uma desordem neural iniciada a partir da redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, tornando inadequada a demanda energética para a região, promovendo assim um dano tecidual. O AVENC é classificado em hemorrágico ou isquêmico. O AVENC isquêmico tem maior prevalência e pode ocorrer por trombose ou embolismo. A patologia isquêmica tem múltiplos eventos interrelacionados como excitotoxicidade, despolarização periinfarto, estresse oxidativo e nitrosativo, inflamação e apoptose. Um elemento de fundamental importância na patologia isquêmica é a célula microglial, cuja atividade está intimamente ligada à progressão do ambiente lesivo. Uma alternativa terapêutica no tratamento do AVENC é um pirazolona denominada Edaravona. O presente trabalho avaliou a o efeito neuroprotetor da Edaravona na dose de 3mg/kg no córtex sensóriomotor primário após lesão isquêmica focal. A indução isquêmica foi induzida através da administração de 40pM do peptídeo vasoconstritor endotelina 1 diretamente sobre o córtex sensóriomotor primário. Foram avaliados animais tratados com Edaravona (N=10) e animais tratados com Água Destilada (N=10) nos tempos de sobrevida 1 e 7 dias após o evento isquêmico. O tratamento com edaravona evidenciou através da análise histopatológica com violeta de cresila uma redução de 49% e 66% na área de infarto nos animais nos tempo de sobrevida 1 e 7 dias respectivamente. Os estudos imunohistoquímicos para micróglia/macrófagos ativos (ED1+) demostraram uma redução na presença de células ED1+ em 35% e 41% para os tempos de sobrevida 1 e 7 dias respectivamente. A redução na presença de neutrófilos (MBS-1+) foi significativa apenas nos animais com tempo de sobrevida de 24h onde se observou a redução em 56% na presença dessas células. A análise estatística foi feita por análise de variância com correção a posteriori de Tukey com p <0,05.

  • GABRIELA SANTOS ALVAREZ SAMPAIO
  • SINTOMAS NÃO MOTORES NA DOENÇA DE PARKINSON: MODELO DE LESÃO INTRAESTRIATAL POR 6-OHDA EM CAMUNDONGOS
  • Data: 10/02/2014
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  • A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em idosos, caracterizada pela neurodegeneração de neurônios dopaminérgicos da substância negra (SN), com etiologia não claramente estabelecida, entretanto as causas podem estar associadas a exposição de toxinas ambientais e fatores genéticos. Os processos patológicos envolvidos na DP são disfunção mitocondrial, estresse oxidativo, inflamação e excitotoxicidade. A sintomatologia da DP são alterações motoras, cognitivas e autonômicas. Contudo, poucos estudos analisam os sintomas não-motores da DP, principalmente em modelos animais. Nesse contexto o objetivo deste trabalho foi avaliar sintomas não-motores da DP em modelo animal com lesão provocada pela neurotoxina 6-hidroxidopamina com duas doses diferentes, injetadas bilateralmente no estriado. Para alcançar nossos objetivos realizamos os testes de campo aberto, apomorfina, labirinto aquático de Morris e testes de discriminação olfativa, além de análises histológicas. Nossos resultados mostraram alterações motoras, déficits de memória e aprendizado, associadas a diminuição de células dopaminérgicas na SN, neurônios estriatais e neurônios da região hipocampal CA1. Dessa forma, esse modelo para os sintomas não-motores da DP pode ser utilizado para a compreensão dos mecanismos que envolvem a doença, assim como para avaliar medidas terapêuticas que possam retardar ou interromper a progressão da DP.
  • LANE VIANA KREJCOVA
  • INFLUÊNCIAS DO TAMANHO DA NINHADA E DA ATIVIDADE FÍSICA SOBRE A PLASTICIDADE GLIAL NA FORMAÇÃO HIPOCAMPAL EM MODELO MURINO
  • Data: 07/02/2014
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  • Estudos anteriores demonstraram efeitos importantes do estresse perinatal no desempenho cognitivo na vida adulta e durante o envelhecimento. Entretanto permanece por ser estudado em detalhe como o exercício físico em diferentes fases da vida contribui para reduzir esses déficits. Isso é particularmente verdadeiro quando se trata de documentar as alterações da matriz extracelular e das células da glia, largamente ignoradas nesses estudos. Assim o objetivo geral do presente trabalho é o de investigar as possíveis influências do tamanho da ninhada e da atividade física sobre a memória de reconhecimento de objetos na vida adulta e possíveis alterações associadas à plasticidade glial e da matriz extracelular da formação hipocampal em modelo murino. Para alcançar esses objetivos alteramos o tamanho da ninhada de ratos Wistar de modo a acentuar o grau de competição entre os filhotes por tetas funcionais e diminuir a quantidade de cuidado materno por indivíduo. Durante o período de aleitamento quantificamos o cuidado materno em ninhadas de diferentes tamanhos. Em várias janelas temporais submetemos grupos selecionados de sujeitos ao exercício em esteira durante 5 semanas adotando o mesmo protocolo de treinamento. Após o exercício alguns grupos de animais adultos e senis foram submetidos ao teste de memória de reconhecimento de objetos que é dependente do hipocampo, sendo sacrificados e processados para imunohistoquímica seletiva para micróglia. Outros grupos de animais adultos não submetidos aos testes comportamentais foram igualmente sacrificados sendo um dos hemisférios empregado para registro de parâmetros difusionais no hipocampo enquanto que o outro foi empregado para imunohistoquímicas seletivas para astrócitos, células NG2 e reelina. Encontramos que o aumento do tamanho da ninhada está relacionado à redução do cuidado materno, ao declínio cognitivo, à proliferação e alteração da morfologia microglial, astrocitária e de células NG2 positivas, assim como às alterações nos padrões de difusão encontradas no tecido hipocampal. Além disso que tais alterações podem ser revertidas pelo menos de forma parcial pela atividade física e que esse efeito é tanto maior quanto mais jovem é o sujeito. O envelhecimento agrava as alterações morfológicas microgliais induzidas pelo aumento do tamanho da ninhada e reduz o desempenho nos testes de memória de reconhecimento de objeto. Os mecanismos moleculares associados a esses efeitos permanecem por ser investigados.
  • LUANA MELO DIOGO DE QUEIROZ
  • "TOXICIDADE IN VITRO E IN VIVO DO ORTOBENZAMOL, ANÁLOGO DO PARACETAMOL"
  • Data: 23/01/2014
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  • O paracetamol (PAR) é um dos medicamentos de venda livre mais utilizado em todo o mundo. A sua popularidade se deve, principalmente, às suas atividades analgésicas e antitérmicas semelhantes a dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Entretanto, têm sido demonstrado em estudos pré clínicos e clínicos, que doses elevadas do PAR produzem toxicidade hepática e/ou renal. No intuito de minimizar a toxicidade do PAR e obter melhor atividade analgésica e anti-inflamatória, um estudo prévio realizou modificações na estrutura química do PAR por modelagem molecular, dando origem ao ortobenzamol (OBZ) - análogo do PAR. Este composto demonstrou melhores resultados teóricos para as atividades analgésica e anti-inflamatória e ainda, menor toxicidade quando comparado ao paracetamol. Assim, o OBZ foi sintetizado e avaliado em modelos de nocicepção e inflamação em animais. O estudo demonstrou atividade analgésica central do OBZ, com potência superior ao PAR. Além disso, nos testes de inflamação essa droga apresentou inibição significativa no processo inflamatório. Entretanto, para que o OBZ possa ser considerado uma alternativa terapêutica nova e importante para o tratamento da dor e/ou da inflamação é necessário determinar sua toxicidade. Assim, este estudo se propõe avaliar a toxicidade in vitro e in vivo do OBZ e, compará-la com a do PAR. Para isso, a neurotoxicidade foi avaliada in vitro em culturas primárias de neurônios corticais, através de ensaios de viabilidade celular, determinação dos níveis de glutationa total e reduzida, assim como a possível capacidade neuroprotetora frente ao estresse oxidativo. Foram realizados estudos in vivo em camundongos, iniciados pela determinação da dose efetiva mediana (DE50) do PAR, a fim de compará-la com a do OBZ nos modelos de toxicidade estudados. Realizou-se a determinação da toxicidade aguda e, avaliaram-se alterações nos parâmetros hematológicos através do hemograma, leucograma e plaquetograma. A possível disfunção hepática e renal foi determinada, por meio da análise dos níveis plasmáticos das enzimas aspartato aminotransferase (AST), de alanina aminotransferase (ALT), gama glutamiltransferase (GGT) e, da creatinina no sangue. Finalmente, também foi determinado o estresse oxidativo hepático e cerebral pela análise dos níveis de nitritos e peroxidação lipídica. Assim, obtivemos o perfil de toxicidade do OBZ para avaliar se seria adequado como alternativa terapêutica ao PAR.
  • LILIANE DIAS E DIAS DE MACÊDO
  • ESTUDO EXPLORATÓRIO COMPARATIVO DO DECLÍNIO COGNITIVO SENIL APÓS ESTIMULAÇÃO MULTISSENSORIAL E COGNITIVA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS
  • Data: 21/01/2014
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  • O objetivo do presente trabalho foi investigar, empregando testes neuropsicológicos selecionados, a duração dos efeitos benéficos do programa de estimulação multissensorial e cognitiva realizado em idosos vivendo em instituições de longa permanência ou em comunidade. Os participantes do estudo foram idosos institucionalizados (n=20, 75,1 ± 6,8 anos de idade) e não institucionalizados (n=15, 74,1 ± 3,9 anos de idade), com 65 anos de idade ou mais, sem histórico de traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular encefálico ou depressão primária, acuidade visual mínima 20/30 mensurada pelo Teste de Snellen e que participaram regularmente do Programa de Estimulação Multissensorial e Cognitiva. Foram realizadas reavaliações em cinco períodos (2, 4, 6, 8 e 12 meses) após a finalização da intervenção multissensorial e cognitiva. Para isso empregou-se o Mini Exame do Estado Mental (MEEM); nomeação de Boston; fluência verbal semântica (FVS) e fonológica (FVF), testes da Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação (MAC), Teste de Narrativa “Roubo de Biscoitos” e testes neuropsicológicos selecionados da Bateria Cambridge (CANTAB) incluindo: Triagem Motora (Motor Screening – MOT); Processamento Rápido de Informação Visual (Rapid Visual Information Processing – RVP); Tempo de Reação (Reaction Time - RTI); Aprendizagem Pareada (Paired Associates Learning - PAL); Memória de Trabalho Espacial (Spatial Working Memory - SWM) e Pareamento com Atraso (Delayed matching to sample - DMS). Os resultados apontaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos revelando taxa de declínio cognitivo maior nos idosos institucionalizados. Esses resultados confirmam sugestão anterior de que o ambiente pobre de estímulos somato-motores e cognitivos das instituições de longa permanência aceleram o declínio cognitivo senil. Além disso, a análise das curvas ROC seguido dos cálculos de sensibilidade, especificidade e eficiência para cada teste revelou que os testes da bateria CANTAB para memória e aprendizado espacial pareado assim como para memória espacial de trabalho permitiram a distinção entre os grupos I e NI em todas janelas de reavaliação. Os resultados demonstraram que uma vez cessado o programa de estimulação, se observa em ambos os grupos declínio cognitivo progressivo, com perdas mais precoces e mais intensas nos idosos institucionalizados do que naqueles vivendo em comunidade com suas famílias. Além disso, observou-se que a duração dos efeitos benéficos sobre o desempenho nos testes neuropsicológicos de ambos os grupos é heterogêneo, e que os efeitos de proteção guardam relação estreita com a natureza das oficinas. Por conta disso os escores dos testes de linguagem declinaram mais lentamente. Os resultados reúnem evidências que permitem a recomendação de programas regulares de estimulação somatomotora e cognitiva para idosos institucionalizados com o intuito de promover a redução da taxa de progressão do declínio cognitivo senil.
  • DANIEL GUERREIRO DINIZ
  • INFLUÊNCIAS DA IDADE E DO AMBIENTE SOBRE O CURSO TEMPORAL DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA DENGUE ACENTUADA POR ANTICORPO HETERÓLOGO EM MODELO MURINO: ENSAIOS COMPORTAMENTAIS E HISTOPATOLÓGICOS
  • Data: 03/01/2014
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  • Por conta de que o ambiente enriquecido (AE) aumenta a atividade de células T e contribuí para imunopatogênese durante as infecções heterólogas do vírus da dengue (VDEN), nós hipotetizamos que animais que crescem em AE em comparação com animais que crescem em ambiente padrão (AP), ao serem infectados pelo vírus da dengue, desenvolveriam formas mais graves da doença. Além disso, como os animais velhos apresentam menor declínio funcional em células T de imunidade adaptativa, testamos a hipótese de que camundongos AE velhos ao serem infectados pelo vírus da dengue apresentariam maior taxa de mortalidade do que animais AP pareados por idade, e isso estaria associado à maior hiperplasia dos linfócitos T. Para testar essas hipóteses implantamos regime de inoculações múltiplas em animais adultos de 9 e 18 meses de idade. Dois regimes de inoculação foram testados: inoculações múltiplas de homogeneizado cerebral infectado por um único sorotipo (IUS) ou inoculações alternadas daquele homogeneizado e de anticorpo heterólogo (ICAH). Em ambos os casos foram feitas inoculações múltiplas intraperitoneais encontrando-se diferenças significativas no curso temporal da doença nos animais submetidos a um ou outro regime de inoculação. Comparado ao grupo ICAH para o qual detectou-se diferenças significativas entre os grupos AE e AP (Kaplan-Meyer log-rank test, p = 0,0025), não foram detectadas diferenças significativas entre os grupos experimentais AP e AE submetidos ao regime IUS (Kaplan-Meyer log-rank test, p = 0,089). As curvas de sobrevivência dos grupos AE e AP sob o regime ICAH foram estendidas após a injeção de glicocorticoides reduzindo-se os sintomas e o número de mortes e esse efeito foi maior no grupo AE do que no AP (Kaplan-Meyer log-rank test, p = 0,0162). No regime ICAH, o grupo AE mostrou sinais clínicos mais intensos do que o AP e isso incluiu dispneia, tremor, postura encurvada, imobilidade, paralisia pré-terminal, choque e eventual morte. Comparado ao grupo AP, o grupo AE independentemente da idade apresentou maior mortalidade e sinais clínicos mais intensos. Esses sinais clínicos mais intensos nos animais do ambiente enriquecido submetidos ao regime ICAH foram associados à maior hiperplasia de linfócitos T no baço e maior infiltração dessas células no fígado, pulmões e rins. Embora a hiperplasia linfocítica e a infiltração tenham se mostrado mais intensas nos animais velhos do que nos jovens, a imunomarcação para os antígenos virais nos mesmos órgãos foi maior nos jovens VII do que nos velhos. A presença do vírus nos diferentes órgãos alvo foi confirmada por PCR em tempo real. Tomados em conjunto os resultados sugerem que o ambiente enriquecido exacerba a resposta inflamatória subsequente à infecção por dengue acentuada por anticorpo heterólogo, e isso está associado à sintomas clínicos mais intensos, maior taxa de mortalidade e ao aumento da expansão de células T. Os ensaios comportamentais e histopatológicos do presente trabalho permitiram testar e validar novo modelo murino imunocompetente para estudos em dengue permitindo testar numerosas hipóteses oriundas de estudos epidemiológicos e in vitro.
2013
Descrição
  • DEBORAH MARA COSTA DE OLIVEIRA
  • TRIAGEM DE CINCO ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS USADAS NA AMAZÔNIA ATRAVÉS DA ANALISE DE SECREÇÃO DE HISTAMINA
  • Data: 20/12/2013
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  • A Organização Mundial de Saúde recomenda o estudo e o uso de plantas medicinais regionais, como fonte de recursos para diminuir os custos dos programas de saúde pública e ampliar o número de beneficiários, sobretudo em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Na Amazônia, a prática da fitoterapia já é parte integral da cultura tradicional, mas em muitas ocasiões existe uma profunda carência de conhecimento científico sobre o efeito dessas plantas. Portanto se torna essencial o estudo com base científica que justifique ou não a indicação dessas plantas para o tratamento ou prevenção doenças. Nesse contexto, as doenças alérgicas são a segunda maior complicação que afeta significativamente a qualidade de vida da população. Nas alergias, os mastócitos são células efetoras chaves participando através da liberação de diversos mediadores pró-inflamatórios, entre eles a histamina. A estabilização de mastócitos e, portanto a inibição da liberação de histamina seria um fator primordial na prevenção e/ou controle das alergias. Assim o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial antialérgico de 5 espécies oriundas ou adaptadas na Amazônia Connarus perrottetii var. angustifolius (Radlk) (barbatimão do pará), Fridericia chica (Bonpl.) L.G. Lohmann (pariri), Luehea speciosa Willd (açoita cavalo), Morinda citrifolia Linn (noni) e Mansoa alliacea (Lam.) A.H. Gentry (cipó d´alho) através da análise de secreção de histamina. Foi realizada a prospecção fitoquímica de extratos brutos etanólicos a 70% de cada espécie de planta (fruto, folhas e/ou casca) e avaliada a liberação de histamina de mastócitos peritoneais de rato incubados in vitro com diferentes concentrações dos extratos e/ou com agentes secretores (composto 48/80 e ionóforo A23187). O presente trabalho monstra pela primeira vez a ação inibitória dessas cinco plantas medicinais sobre a liberação de histamina. Dentre essas 5 plantas, o extrato que demonstrou um efeito mais potente foi o da casca da Connarus perrottetii var. angustifolius (Radlk). Um estudo mais aprofundado desse extrato revelou uma baixa toxicidade aguda e a ausência de genotoxicidade, o que apoiaria seu uso como planta medicinal. As frações aquosa, hexânica e de acetato de etila desse extrato também apresentaram potente efeito inibitório sobre a liberação induzida de histamina. A análise fitoquímica por cromatografia de camada delgada revelou a presença de taninos condensados, catequinas e flavonoides que poderiam ser os responsáveis por esses potentes efeitos Mediante os resultados obtidos, novas bases científicas são formadas para elucidação das informações etnofarmacológicas de plantas tradicionalmente utilizadas na região amazônica. Assim, a possibilidade de investigar alternativas terapêuticas com estes extratos, contra as afeções alérgicas ou condições em que a secreção de mastócitos seja relevante, pode favorecer sobretudo a populações de baixa renda e que habitam áreas com acesso restrito aos centros de saúde, como muitas vezes ocorre na Amazônia, mas que por outro lado tem acesso direto às plantas medicinais.
  • BRUNA CLAUDIA MEIRELES KHAYAT
  • AVALIAÇÃO DE POLIMORFISMOS DE GENES RELACIONADOS AO METABOLISMO DE XENOBIÓTICOS EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA NO ESTADO DO PARÁ
  • Data: 20/12/2013
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  • Fissura lábio palatina ou orofaciais é um dos mais frequentes defeitos congênitos existentes e vários estudos relacionam essa malformação a causas multifatoriais. Entre estas causas estão as ambientais, tais como, hábitos etílicos e tabagistas maternos, assim como o uso de agrotóxico. A resposta do embrião humano a agentes teratogênicos é bem conhecida. Estas respostas podem ser investigadas a partir da análise de polimorfismos em genes metabolizadores de xenobióticos, que podem estar relacionados à etiogênese de fissuras lábio palatinas. O Objetivo do nosso estudo foi analisar polimorfismos em sete genes, PON1 (rs662), PON1 (rs854560), MTHFD1, CYP2E1, EPHX1, ABCB1, AHR, onde uma análise correlativa com fatores ambientais, como exposição a agrotóxicos foi realizada, a fim de avaliar se existe ou não influência das diferentes variantes polimórficas e tais interações ambientais na etiogênese das fissuras lábio palatinas. O número total de amostras analisadas foi de 166 indivíduos, sendo 83 pacientes acometidos por fissura e 83 mães dos mesmos. Os testes realizados foram, o teste de Regressão Logística Multipla, Qui-quadrado e Teste Exato de Fisher. Com nível de significância a ser considerado será p ≤ 0,05. Nosso resultado consiste de quatro análises diferentes, para cada polimorfismo. Inicialmente, observamos as diferenças entre as frequências genotípicas encontradas nos acometidos e nas mães destes e aquelas das populações de indivíduos hígidos. Isto visando encontrar diferenças entre estes genótipos que possam justificar a gênese das FLP, frente à exposição das mães, e intrauterinamente, dos filhos ao agrotóxico. Num segundo momento, verificamos se houveram diferenças entre os genótipos maternos e dos acometidos, que pudessem representar diferenças significativas entre estes dois grupos de indivíduos (pois as mães, independentemente da exposição ao agrotóxico, poderiam ter FLP, caso o genótipo fosse de elevada importância) e que possam ter relação com a FLP.Em uma terceira análise, observamos se os genótipos encontrados nos indivíduos que apresentam FLP, estão relacionados à exposição relatada aos agrotóxicos, como fator etiológico destas más formações.Em ultima análise, visamos, por análise de regressão, verificar se a característica genotípica desses alvos de estudo, possa ter influenciado no fenótipo do tipo de fissura, seja somente labial, seja palatal ou labiopalatal.A distribuição dos tipos de fissuras entre os acometidos foi de 12% para fissuras somente labiais, 19% para fissuras somente palatais e 69% das fissuras em nosso grupo amostral atingiam o lábio e o palato.Entres as mães envolvidas no estudo, 25% declarou ter contato cotidianamente com agrotóxicos, incluindo-se o período de gravidez e parto dos indivíduos com FLP. A distribuição encontradas em nossas amostras, de frequências genotípicas referentes aos polimorfismos das enzimas envolvidas, entre outras coisas, no metabolismo dos agrotóxicos, assim como as frequências populacionais provindas de bancos de dados - HapMap e SNP500Cancer - sobre as variações humanas (NCBI, 2013) ) estão dispostos nas tabelas 3 a 9 contidas no texto.
  • VALNEY MARA GOMES CONDE
  • MODULAÇÃO NITRÉRGICA NA REGULAÇÃO OCITOCINÉRGICA DA SECREÇÃO DO PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL EM CARDIOMIÓCITOS
  • Data: 18/12/2013
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  • CONDE, V. M. G. Modulação Nitrérgica na Regulação Ocitocinérgica da Secreção do Peptídeo Natriurético Atrial em Cardiomiócitos. 2013. 83 f. Tese (Doutorado). Instituto de Ciências Biológicas – Universidade Federal do Pará, Belém, 2013. Historicamente conhecida por suas ações sobre o sistema reprodutor, hoje se sabe que a ocitocina (OT) também pode contribuir para a regulação da homeostase cardiovascular e hidroeletrolítica. A OT é produzida nos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo e liberada para o plasma a partir de terminais neurais da pituitária posterior, no entanto, muitos estudos identificaram locais extra-cerebrais de produção OT, incluindo o coração e o endotélio vascular. A ativação de seus receptores em células endoteliais, bem como em sistemas hipotalâmicos/hipofisários e cardíaco, pode resultar na produção de óxido nítrico (NO). O presente trabalho teve como objetivo verificar o papel do NO na regulação da secreção de peptídeo natriurético atrial (ANP) estimulada por OT em cultura primária de cardiomiócitos de embriões de camundongos. Para tal, corações de embriões de camundongos Balb C, com 19 a 21 dias de vida intra-uterina, foram isolados e cultivados para os ensaios com OT e demais substâncias interferentes na síntese de NO e GMPc seu segundo mensageiro. A adição de concentrações crescentes de OT (0.1, 1, 10 e 100 μM) induziu aumento proporcional na secreção de ANP e nitrato para o meio, confirmando a ação estimuladora da OT em cardiomiócitos. O bloqueio da liberação de ANP estimulada por OT (10 μM) foi observada após adição de Ornitina Vasotocina (CVI-OVT) (100 μM), um antagonista específico de OT. Este antagonista inibiu a secreção basal de ANP, quando adicionado individualmente, sugerindo que a OT pode atuar via mecanismo autócrino, tônico estimulatório sobre a secreção de ANP. Amplificação da secreção de ANP estimulada por OT (10 μM) foi observada após sua associação com L-NAME, um inibidor da sintase de óxido nítrico (NOS) (600 μM), e ODQ (100 μM), um inibidor da guanilato ciclase solúvel, sugerindo a ocorrência de feedback negativo nitrérgico na liberação de ANP estimulada por OT no cardiomiócito. Os resultados obtidos mostraram modulação nitrérgica inibidora sobre a secreção de ANP estimulada por OT.
  • GEANNY PEREIRA DA SILVA
  • ANÁLISE DE ALTERAÇÕES NO NÚMERO DE CÓPIAS
    ENVOLVENDO OS CROMOSSOMOS 1p E 22 EM MENINGIOMAS
    DE BAIXO GRAU

  • Data: 13/12/2013
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  • Os meningiomas constituem o segundo tipo de tumor primários cerebral mais comum,
    originando-se nas meninges que revestem o cérebro e a medula espinhal. Possuem
    crescimento lento, sendo encontrados com maior freqüência no SNC. Na maioria dos
    casos são benignos, porém há também casos de meningiomas classificados como
    malignos. No nível citogenético, os meningiomas são os tumores mais bem estudados
    em humanos, e os resultados demonstraram que as alterações mais frequentes nesse tipo
    de tumor tem sido a perda de uma cópia do cromossomo 22 e a deleção do braço curto
    do cromossomo 1. Essas alterações têm sido associadas ao processo de gênese tumoral,
    por serem características de tumores de baixo grau, principalmente deleções envolvendo
    o cromossomo 22. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi analisar a
    recorrência de alterações no número de cópias (CNAs) envolvendo os cromossomos 1p
    e 22 em meningiomas de grau I e II, além de averiguar a existência de outros rearranjos
    recorrentes, por meio da análise genômica comparativa de alta resolução (array-CGH).
    As amostras analisadas foram provenientes de oito pacientes. Todas as amostras
    apresentaram ganhos e perdas de diversos segmentos cromossômicos. Com exceção de
    um caso, todos os outros apresentaram em maior ou menor grau mais deleções do que
    amplificações. A perda de segmentos localizados em 1p foi observada em todas as
    amostras analisadas. Algumas CNAs apresentaram recorrência em até seis dos oito
    casos. O cromossomo 22 apresentou CNAs em todas as amostras, mas a monossomia
    total só foi observada em duas das oito amostras. A análise global de CNAs em todas as
    amostras demonstrou que, apesar de alterações em 1p e 22 serem as modificações mais
    observadas, como o esperado, outras regiões genômicas também se apresentaram
    modificadas em várias amostras, apontando para um possível envolvimento dessas
    modificações com o processo de tumorigênese e progressão tumoral. Algumas delas,
    como alterações nos pares 9, 12 e 17, já foram observadas em outros trabalhos e foram
    correlacionadas com meningiomas atípicos e anaplásicos. Dessa forma, os dados
    obtidos apontam para a existência de um número maior de alterações genômicas em
    meningiomas de baixo grau, refutando, em parte, a afirmação de que esses tumores são
    caracterizados por um pequeno número de alterações quando comparados com tumores
    de malignidade maior. No entanto, o fato desses tumores apresentarem as alterações que
    são clássicas dos meningiomas, mesmo os benignos, como as deleções em 1p e em 22q,
    pode ser um indício de que estas alterações devem estar ligadas com os eventos iniciais
    destes meningiomas, como já foi sugerido diversas vezes por outros autores.
    Concluindo, essas alterações permanecem como marcadores importantes em
    meningiomas, e as relações dessas e outras CNAs com a resposta a diferentes
    tratamentos e ocorrência de recidivas devem ser o próximo passo após a caracterização
    citogenômica baseada em array-CGH.

  • GEANNY PEREIRA DA SILVA
  • ANÁLISE DE ALTERAÇÕES NO NÚMERO DE CÓPIAS
    ENVOLVENDO OS CROMOSSOMOS 1p E 22 EM MENINGIOMAS
    DE BAIXO GRAU

  • Data: 13/12/2013
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  • Os meningiomas constituem o segundo tipo de tumor primários cerebral mais comum,
    originando-se nas meninges que revestem o cérebro e a medula espinhal. Possuem
    crescimento lento, sendo encontrados com maior freqüência no SNC. Na maioria dos
    casos são benignos, porém há também casos de meningiomas classificados como
    malignos. No nível citogenético, os meningiomas são os tumores mais bem estudados
    em humanos, e os resultados demonstraram que as alterações mais frequentes nesse tipo
    de tumor tem sido a perda de uma cópia do cromossomo 22 e a deleção do braço curto
    do cromossomo 1. Essas alterações têm sido associadas ao processo de gênese tumoral,
    por serem características de tumores de baixo grau, principalmente deleções envolvendo
    o cromossomo 22. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi analisar a
    recorrência de alterações no número de cópias (CNAs) envolvendo os cromossomos 1p
    e 22 em meningiomas de grau I e II, além de averiguar a existência de outros rearranjos
    recorrentes, por meio da análise genômica comparativa de alta resolução (array-CGH).
    As amostras analisadas foram provenientes de oito pacientes. Todas as amostras
    apresentaram ganhos e perdas de diversos segmentos cromossômicos. Com exceção de
    um caso, todos os outros apresentaram em maior ou menor grau mais deleções do que
    amplificações. A perda de segmentos localizados em 1p foi observada em todas as
    amostras analisadas. Algumas CNAs apresentaram recorrência em até seis dos oito
    casos. O cromossomo 22 apresentou CNAs em todas as amostras, mas a monossomia
    total só foi observada em duas das oito amostras. A análise global de CNAs em todas as
    amostras demonstrou que, apesar de alterações em 1p e 22 serem as modificações mais
    observadas, como o esperado, outras regiões genômicas também se apresentaram
    modificadas em várias amostras, apontando para um possível envolvimento dessas
    modificações com o processo de tumorigênese e progressão tumoral. Algumas delas,
    como alterações nos pares 9, 12 e 17, já foram observadas em outros trabalhos e foram
    correlacionadas com meningiomas atípicos e anaplásicos. Dessa forma, os dados
    obtidos apontam para a existência de um número maior de alterações genômicas em
    meningiomas de baixo grau, refutando, em parte, a afirmação de que esses tumores são
    caracterizados por um pequeno número de alterações quando comparados com tumores
    de malignidade maior. No entanto, o fato desses tumores apresentarem as alterações que
    são clássicas dos meningiomas, mesmo os benignos, como as deleções em 1p e em 22q,
    pode ser um indício de que estas alterações devem estar ligadas com os eventos iniciais
    destes meningiomas, como já foi sugerido diversas vezes por outros autores.
    Concluindo, essas alterações permanecem como marcadores importantes em
    meningiomas, e as relações dessas e outras CNAs com a resposta a diferentes
    tratamentos e ocorrência de recidivas devem ser o próximo passo após a caracterização
    citogenômica baseada em array-CGH.

  • LAYZA COSTA RIBEIRO
  • INVESTIGAÇÃO DO EFEITO ICTIOTÓXICO DO EXTRATO ETANÓLICO DA RAÍZ DE SPILANTHES ACMELLA (JAMBÚ) EM ZEBRAFISH ATRAVÉS DA ANÁLISE ELETROFISIOLÓGICA E COMPORTAMENTAL.
  • Data: 09/12/2013
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  • Dentre as várias espécies de plantas medicinais, encontra-se a espécie Spilanthes acmella, conhecida popularmente como jambú que se destaca por apresentar inúmeras aplicações na área da medicina popular. A medicina tradicional recomenda suas folhas e flores na elaboração de infusões no tratamento de anemia, dispepsia, malária, afecções da boca (dor de dente) e da garganta, contra escorbuto e também como antibiótico e anestésico. Sendo seus principais efeitos atribuídos ao espilantol, que é um representante importante das substâncias presentes nessas plantas. Alguns estudos já foram realizados utilizando o espilantol, possibilitando algumas informações da ação dessa substância, como seu efeito e imunomodulador devido sua interação funcional com monócitos, granulócitos e células killers. Porém, ainda não existem estudos eletrofisiológicos acerca de sua ação ictiotóxica, utilizando, por exemplo, o eletroencefalograma para demonstrar sua ação ao nível de Sistema Nervoso Central ou eletromiograma para verificar a ocorrência de sua ação a nível muscular no Zebrafish, evocando a necessidade dessa pesquisa a respeito do assunto. Com base nisso, o presente trabalho objetivou investigar a ação ictiotóxica do extrato etanólico da raiz de Spilanthes acmella em Zebrafish através da análise eletrofisiológica e comportamental. Os resultados mostraram que o extrato etanólico de Spilanthes acmella é um potente indutor de excitabilidade central no zebrafish, sendo isso constatado a partir das mudanças de padrões de atividade elétrica vistas no eletroencefalograma do animal submetido à droga e através do aumento da atividade encefálica visto no espectograma. O extrato também causou alterações, em menor escala, nos traçados eletromiográficos do zebrafish submetido à mesma concentração da droga, com aparecimento de contrações musculares esparsas e de mioclonias breves. Eos achados comportamentais, a partir da delimitação de três estágios de comportamentos, os quais se iniciaram com o aumento da excitabilidade do animal e culminam com a convulsão e morte do peixe, serviram para corroborar com os achados eletrofisiológicos de que o extrato etanólico de Spilanthes acmellaatua como potente droga com ação no sistema nervoso do zebrafish, com atividade convulsivante
  • VLADIMIR DE AQUINO SILVEIRA
  • ENTROPIA CONJUNTA DE ESPAÇO E FREQÜÊNCIA ESPACIAL ESTIMADA ATRAVÉS DA DISCRIMINAÇÃO DE ESTÍMULOS ESPACIAIS COM LUMINÂNCIA E CROMATICIDADE MODULADAS POR FUNÇÕES DE GÁBOR: IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSAMENTO PARALELO DE INFORMAÇÃO NO SISTEMA VISUAL HUMANO
  • Data: 06/12/2013
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  • O objetivo deste estudo foi estimar a entropia conjunta do sistema visual humano no domínio do espaço e no domínio das freqüências espaciais através de funções psicométricas. Estas foram obtidas com testes de discriminação de estímulos com luminância ou cromaticidade moduladas por funções de Gábor. A essência do método consistiu em avaliar a entropia no domínio do espaço, testando-se a capacidade do sujeito em discriminar estímulos que diferiam apenas em extensão espacial, e avaliar a entropia no domínio das freqüências espaciais, testando-se a capacidade do sujeito em discriminar estímulos que diferiam apenas em freqüência espacial. A entropia conjunta foi calculada, então, a partir desses dois valores individuais de entropia. Três condições visuais foram estudadas: acromática, cromática sem correção fina para eqüiluminância e cromática com correção para eqüiluminância através de fotometria com flicker heterocromático. Quatro sujeitos foram testados nas três condições, dois sujeitos adicionais foram testados na condição cromática sem eqüiluminância fina e um sétimo sujeito também fez o teste acromático. Todos os sujeitos foram examinados por oftalmologista e considerados normais do ponto de vista oftálmico, não apresentando relato, sintomas ou sinais de disfunções visuais ou de moléstias potencialmente capazes de afetar o sistema visual. Eles tinham acuidade visual normal ou corrigida de no mínimo 20/30. O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA e obedeceu às recomendações da Declaração de Helsinki. As funções de Gábor usadas para modulação de luminância ou cromaticidade compreenderam redes senoidais unidimensionais horizontais, moduladas na direção vertical, dentro de envelopes gaussianos bidimensionais cuja extensão espacial era medida pelo desvio padrão da gaussiana. Os estímulos foram gerados usando-se uma rotina escrita em Pascal num ambiente Delphi 7 Enterprise. Foi utilizado um microcomputador Dell Precision 390 Workstation e um gerador de estímulos viii CRS VSG ViSaGe para exibir os estímulos num CRT de 20”, 800 x 600 pixels, 120 Hz, padrão RGB, Mitsubishi Diamond Pro 2070SB. Nos experimentos acromáticos, os estímulos foram gerados pela modulação de luminância de uma cor branca correspondente à cromaticidade CIE1931 (x = 0,270; y = 0,280) ou CIE1976 (u’ = 0,186; v’= 0,433) e tinha luminância média de 44,5 cd/m2. Nos experimentos cromáticos, a luminância média foi mantida em 15 cd/m2 e foram usadas duas series de estímulos verde-vermelhos. Os estímulos de uma série foram formados por duas cromaticidades definidas no eixo M-L do Espaço de Cores DKL (CIE1976: verde, u’=0,131, v’=0,380; vermelho, u’=0,216, v’=0,371). Os estímulos da outra série foram formados por duas cromaticidades definidas ao longo de um eixo horizontal verde-vermelho definido no Espaço de Cores CIE1976 (verde, u’=0,150, v’=0,480; vermelho, u’=0,255, v’=0,480). Os estímulos de referência eram compostos por redes de três freqüências espaciais diferentes (0,4, 2 e 10 ciclos por grau) e envelope gaussiano com desvio padrão de 1 grau. Os estímulos de testes eram compostos por uma entre 19 freqüências espaciais diferentes em torno da freqüência espacial de referência e um entre 21 envelopes gaussianos diferentes com desvio padrão em torno de 1 grau. Na condição acromática, foram estudados quatro níveis de contraste de Michelson: 2%, 5%, 10% e 100%. Nas duas condições cromáticas foi usado o nível mais alto de contraste agregado de cones permitidos pelo gamut do monitor, 17%. O experimento consistiu numa escolha forçada de dois intervalos, cujo procedimento de testagem compreendeu a seguinte seqüência: i) apresentação de um estímulo de referência por 1 s; ii) substituição do estímulo de referência por um fundo eqüiluminante de mesma cromaticidade por 1 s; iii) apresentação do estímulo de teste também por 1 s, diferindo em relação ao estímulo de referência seja em freqüência espacial, seja em extensão espacial, com um estímulo sonoro sinalizando ao sujeito que era necessário responder se o estímulo de teste era igual ou diferente do estímulo de referência; iv) substituição do estímulo de ix teste pelo fundo. A extensão espacial ou a freqüência espacial do estímulo de teste foi mudada aleatoriamente de tentativa para tentativa usando o método dos estímulos constantes. Numa série de 300 tentativas, a freqüencia espacial foi variada, noutra série também de 300 tentativas, a extensão expacial foi variada, sendo que cada estímulo de teste em cada série foi apresentado pelo menos 10 vezes. A resposta do indivíduo em cada tentativa era guardada como correta ou errada para posterior construção das curvas psicométricas. Os pontos experimentais das funções psicométricas para espaço e freqüência espacial em cada nível de contraste, correspondentes aos percentuais de acertos, foram ajustados com funções gaussianas usando-se o método dos mínimos quadrados. Para cada nível de contraste, as entropias para espaço e freqüência espacial foram estimadas pelos desvios padrões dessas funções gaussianas e a entropia conjunta foi obtida multiplicando-se a raiz quadrada da entropia para espaço pela entropia para freqüência espacial. Os valores de entropia conjunta foram comparados com o mínimo teórico para sistemas lineares, 1/4π ou 0,0796. Para freqüências espaciais baixas e intermediárias, a entropia conjunta atingiu níveis abaixo do mínimo teórico em contrastes altos, sugerindo interações não lineares entre dois ou mais mecanismos visuais. Este fenômeno occorreu em todas as condições (acromática, cromática e cromática eqüiluminante) e foi mais acentuado para a frequência espacial de 0,4 ciclos / grau. Uma possível explicação para este fenômeno é a interação não linear entre as vias visuais retino-genículo-estriadas, tais como as vias K, M e P, na área visual primária ou em níveis mais altos de processamento neural.
  • FLAVIA MOURA GAIA FARIAS
  • AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE FOTOOXIDAÇÃO DO DiI POR DIODO EMISSOR DE LUZ (LED): ASPECTOS MORFOLÓGICOS DE CÉLULAS HORIZONTAIS DA RETINA HUMANA Belém
  • Data: 25/11/2013
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  • A análise da morfologia celular é um aspecto crucial da neurobiologia, pois a relação entre forma e função pode definir os processos fisiológicos na saúde e na doença. Um dos principais métodos para avaliar a morfologia celular é por meio da fotooxidação de marcadores fluorescentes intracelulares, dentre os quais se tem o percloreto de 1,1’-dioctadecil-3,3,3’,3’-tetrametil-indocarbocianina (DiI), uma carbocianina lipofílica que pode marcar células vivas ou fixadas. O DiI foi escolhido para este trabalho devido, dentre outros fatores, à sua importante utilização para estudos de morfologia celular. Como modelo para avaliar a qualidade da fotooxidação do aparelho construído para essa finalidade, elegeu-se as células horizontais da retina humana com o intuito de prosseguir com estudo morfométrico posterior dessas células, tendo em vista a escassez de trabalhos com essa abordagem em retina humana. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do método de fotooxidação do DiI através de LED e utilizando como modelo células horizontais da retina humana. O material foi obtido do Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola e, em sequência dissecado, marcado com cristais de DiI e fotooxidado com o aparelho de LED. As imagens que resultaram do novo método de iluminação para fotooxidação de traçador fluorescente apresentou elevada qualidade de detalhes da morfologia neuronal, similares aos resultados obtidos em reações de fotoconversão convencional com microscópio, o que permite concluir que o aparelho mantém a eficiência da fotooxidação por revelar detalhes finos da morfologia celular, inclusive com as vantagens de processar áreas maiores de tecido e considerável redução de custo por dispensar o emprego de microscópio para o processo.
  • ADRIANA DI PAULA LEOPOLDINO SAAVEDRA
  • MAPEAMENTO DE REGIÕES DE ATIVAÇÃO CEREBRAL DURANTE TAREFAS DEGLUTÓRIAS POR IMAGENS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL
  • Data: 25/11/2013
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  • A deglutição é um processo fisiológico complexo que acontece por uma sequência motora automática, regulada por um complicado mecanismo neuromotor e neuromuscular que é iniciado de maneira consciente e é resultado da integridade anatômica e funcional de diversas estruturas faciais. É de extrema importância para a nutrição do organismo como um todo. Um dos maiores desafios no campo das ciências é identificar os substratos neurais de comportamentos fisiológicos, incluindo esse processo de deglutição. O desenvolvimento da tecnologia em neuroimagem funcional nos últimos anos está provocando um rápido avanço no conhecimento de funções cerebrais, o que resultou numa explosão de novos achados em neurociência. OBJETIVO: Mapear as regiões de ativação cerebral durante o fenômeno da deglutição por meio do exame de ressonância magnética funcional. MÉTODO: Participaram do estudo quatro indivíduos do sexo feminino, com idade entre 18 e 30 anos, sem alterações neurológicas, estruturais e alimentares. Após a aprovação da Instituição (Clínica Lobo), do Comité de Ética e Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) e a aprovação escrita de cada paciente através do termo de consentimento livre e esclarecido, foram submetidos a quatro provas deglutórias, utilizando a técnica de ressonância magnética funcional. RESULTADOS: Foi possível a determinação da ativação dos hemisférios cerebrais e cerebelares e as especificas áreas que os compõem. Mesmo com uma amostragem pequena, os resultados das análises individuais mostraram padrões de acordo com a literatura, conjuntamente com dados novos. DISCUSSÃO: O cerebelo é responsável pela coordenação da ação motora e manutenção da harmonia dos movimentos, posição e equilíbrio do bolo alimentar; o bolbo raquidiano juntamente com o tronco cerebral constitui o centro de atividades reflexas que controla funções ou respostas orgânicas automáticas como a deglutição; o mesencéfalo é a parte do encéfalo que coordena a informação visual; o tálamo encaminha quase todo o tipo de informação sensorial para as zonas específicas do córtex cerebral; o hipotálamo, importante na experimentação das sensações de prazer, regula as funções homeostáticas do corpo, gustação, olfação, salivação, interagindo com o sistema nervoso autônomo e o sistema límbico está ligado ao controle e direção das reações emocionais, sob a ação da amígdala, no processamento de odores e no armazenamento de conteúdos da memória, aqui através do hipocampo. CONCLUSÃO: O ato de deglutir é um processo complexo, ativando muitas áreas cerebrais, dentre elas podemos destacar a gustativa, mental/visual e a olfativa e que é iniciado muito antes dos processos mecânicos envolvidos, conforme demonstrado pelas áreas corticais e subcorticais ativadas. A área olfativa foi a mais notadamente destacada nas imagens colhidas pela Rmf.
  • CARLOS SANTOS FILHO
  • MEMÓRIA ESPACIAL E MORFOMETRIA TRIDIMENSIONAL DA MICRÓGLIA DE CA1 E DO GIRO DENTEADO DO Cebus apella.
  • Data: 25/10/2013
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  • O presente trabalho tem o intuito de Investigar possíveis correlações entre a morfologia da micróglia do hipocampo e giro denteado e o desempenho cognitivo individual em teste de memória espacial no Cebus apella. Devido ao bom desempenho do Cebus apella em tarefas cognitivas hipocampo-dependentes, utilizou-se testes selecionados da Bateria Cambridge de Testes Neuropsicológicos (CANTAB) utilizada previamente com sucesso tanto em primatas do Velho Mundo quanto em humanos. Empregou-se o teste motor de adaptação a tela para checar a adaptação dos indivíduos à tela sensível ao toque e o teste de aprendizado pareado (TAP) para avaliar aprendizado e memória espacial. Para o estudo da correlação entre o desempenho individual no TAP da bateria CANTAB e a morfologia da micróglia, foi necessário reconstruir e analisar parâmetros morfométricos selecionados a partir de micróglias reconstruídas dos terços médio e externo da camada molecular do giro denteado e do lacunosum molecular de CA1, empregando microscopia tridimensional. A definição dos limites da formação hipocampal foi feita empregando-se critérios arquitetônicos previamente definidos. Para imunomarcação seletiva de micróglias foi utilizado o anticorpo policlonal (anti-Iba1) dirigido contra a proteína adaptadora ligante de cálcio ionizado Iba-1. A partir de procedimentos de estatística multivariada identificou-se a ocorrência de agrupamentos microgliais baseados em parâmetros morfométricos que permitiram a distinção de pelo menos dois grandes grupos microgliais em todos os indivíduos. Os resultados comportamentais expressos em taxa de aprendizado e alguns dos parâmetros morfométricos da micróglia dos terços externo e médio da camada molecular do giro denteado revelaram significativas correlações, lineares e não lineares. Em contraste, nenhuma correlação dessa natureza foi encontrada no lacunosum molecular de CA1. Nós sugerimos baseado no presente e em trabalhos anteriores que a correlação entre desempenho cognitivo e a complexidade estrutural da glia não é um atributo exclusivo dos astrócitos e que a morfologia da micróglia da camada molecular do giro denteado pode estar associada ainda que de forma indireta ao desempenho individual em testes de memória espacial.
  • MARCELLA MERGULHAO TAGLIARINI
  • Aplicação de Pintura Cromossômica em Espécies da Família Accipitridae (Aves, Falconiformes): Considerações Filogenéticas e Evolutivas
  • Data: 18/10/2013
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  • As análises citogenéticas de diversos Falconiformes mostraram que os acipitrídeos têm uma organização cromossômica atípica na classe Aves, com um número diplóide relativamente baixo (média de 2n= 66) e poucos pares de microcromossomos (4 a 6 pares). Propostas baseadas em citogenética clássica sugeriram que esse fato devia-se à fusão de microcromossomos presentes no cariótipo ancestral das Aves. No intuito de contribuir para o esclarecimento das questões referentes à evolução cromossômica e filogenética dessa família, três espécies da subfamília Buteoninae (Rupornis magnirostris, Buteogallus meridionales e Asturina nitida) e duas espécies da subfamília Harpiinae (Harpia harpyja e Morphnus guianensis) foram analisados citogeneticamente através da aplicação de técnicas de citogenética clássica e molecular. As espécies de Buteoninae apresentaram cariótipos muito semelhantes, com número diplóide igual a 68; o número de cromossomos de dois braços entre 17 e 21, o cromossomo Z submetacêntrico e o W metacêntrico em R. magnirostris e submetacêntrico em Asturina nitida. O uso de sondas de 18/28S rDNA mostrou a localização de regiões organizadoras de nucléolo em um par submetacêntrico médio nas três espécies, correspondendo ao braço curto do par 7. Sequências teloméricas foram mapeadas não só na região terminal dos braços, mas também em algumas posições intersticiais. Sondas de cromossomo inteiro derivadas dos pares 1 a 10 de Gallus gallus (GGA) produziram o mesmo número de sinais nessas três espécies. A disponibilidade das sondas de cromossomos totais derivadas de Leucopternis albicollis confirmou a existência de uma assinatura citogenética comum para as espécies de Buteoninae analisadas por FISH, que se trata da associação entre GGA1p e GGA6, inclusive com um sítio de sequência telomérica intersticial reforçando esse fato. As espécies de Harpiinae analisadas mostraram que o número diplóide das espécies de H. harpyja e M. guianensis foi igual a 58 e 54, respectivamente, e que ambas as espécies apresentam vinte e dois pares de cromossomos de dois braços, mesmo Harpia apresentando dois pares a mais. 18/28S rDNA produziram sinais no braço curto do par 1 em M. guianensis e em dois pares em H. harpyja (pares 6 e 25). Sequências teloméricas intersticiais também foram observadas em alguns pares. Apesar da similaridade na morfologia cromossômica, não foram observadas associações compartilhadas por essas duas espécies. As diferentes associações observadas em Morphnus e Harpia mostram que essas espécies sofreram uma reorganização genômica expressiva após sua separação em linhagens independentes. Além disso, ausência de associações semelhantes sugere que houve fissões nos macrocromossomos do ancestral em comum desse grupo, e as fusões foram subsequentes ao seu isolamento como linhagens diferentes. Os resultados aqui apresentados, somados àqueles publicados anteriormente com outras espécies de Accipitridae indicam que os processos de fissões envolvendo os macrocromossomos de GGA e fusões entre esses segmentos e entre esses e microcromossomos são rearranjos recorrentes nesse grupo. Apesar dos Falconidae também apresentarem cariótipos atípicos, e números diploides baixos, os dados globais da citogenética de Accipitridae indicam que, assim como postulado para as semelhanças morfológicas entre esses dois grupos, os cariótipos rearranjados corresponderiam a homoplasias, do ponto de vista evolutivo, apoiando que essas duas famílias não formam um grupo monofilético.
  • KARLA CAROLINE MARQUES DE OLIVEIRA
  • PAPEL DO ÓXIDO NÍTRICO NA INFECÇÃO MALÁRICA POR P. gallinaceum
  • Data: 08/10/2013
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  • Malária é uma das mais incidentes doenças infecciosas do mundo. Na Amazônia existem muitos casos de malária causados principalmente por duas espécies de protozoários, o Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum, sendo este último responsável pela maioria dos casos de malária grave, que geralmente levam a morte devido ao acometimento de múltiplos órgãos, como o cérebro. Um dos mediadores químicos amplamente estudados nessa patogênese é o Óxido Nítrico (NO), o qual apresenta papel controverso. Atualmente duas hipóteses principais são apontadas como potencializadoras na patogênese. Uma, que a MC é causa da superprodução de NO, produzido pela Óxido Nítrico Sintase Neuronal (nNOS), após um quadro de hipóxia. Outra, diz que a MC é a causa da resposta exacerbada do sistema imunológico com produção de NO pela Óxido Nítrico Sintase Induzida (iNOS), presente nos macrófagos quando ativados pro determinantes antigênicos. Devido grande relevância da doença e dificuldade em enteder a patologia, modelos experimentais têm sido estabelecidos com a finalidade de esclarecer vias potenciais da evolução para MC, dentre eles o modelo de malária aviária causada pelo Plasmodium gallinaceum. Pouco se sabe sobre o seu papel do NO em modelos de malária aviária, principalmente devido inexistência de marcadores específicos para avaliar expressão das enzimas de síntese. Diante disso é importante estabelecer protocolos de purificação da iNOS de galinhas para a produção de um possível marcador. Para tanto se faz necessário investigar o papel do NO durante a malária aviária, em modelo experimental in vivo e in vitro, com linhagens de macrófagos de galinha HD11. Animais infectados com P. gallinaceum tratados com aminoguanidina (AG), um inibidor da produção de NO, tiveram maior sobrevida, além de menores níveis de nitrito no plasma e em macrófagos derivados de monócitos do sangue periférico, sugerindo a inibição da iNOS. Nos experimentos in vitro, células HD11 tratadas com LPS mostraram produção aumentada de NO, inferindo aumento na expressão e atividade da iNOS. Na separação proteica, observamos padrões diferentes que podem ser associados a uma elevada expressão da iNOS nos macrófagos ativados com LPS. Esse estudo proporcionará o melhor entendimento do modelo de malária aviária em galinhas, incluindo a cerebral, e envolvimento do sistema nitrérgico em galinhas infectadas com P. gallinaceum.
  • NATALIE CHAVES FERREIRA
  • ESTUDO MORFOLÓGICO E IMUNOLÓGICO DA ENCEFALITE INDUZIDA PELO VÍRUS JURUAÇÁ EM MODELO MURINO
  • Data: 08/10/2013
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  • Muitos estudos têm sido realizados para o entendimento da neuropatogênese das encefalites virais a partir de trabalhos experimentais, porém, nenhum estudo experimental foi dedicado à compreensão da neuropatogênese de membros da família Picornaviridae isolados de morcegos na região amazônica. O vírus Juruaçá, um desses agentes, parcialmente caracterizado como membro da família Picornaviridae por Araújo e colaboradores (2006), causou lesões no encéfalo de camundongos neonatos com presença de gliose reativa, apesar de não provocar efeito citopático (ECP) em cultivos primários de células do sistema nervoso central (SNC), sugerindo que este agente viral seja responsável pela morte dos animais devido a uma intensa resposta imune. O objetivo desse trabalho foi investigar a resposta imune no SNC e alterações celulares causadas pelo vírus Juruaçá em camundongos albinos da linhagem BALB/c neonatos a partir de análises histopatológicas, de ativação microglial e da expressão de citocinas, óxido nítrico (NO) e espécies reativas de oxigênio (ROS). Para tanto, foram realizados processamento de amostras para histopatologia, ensaios imunoenzimáticos, imunohistoquímicos e de imunofluorescência, além de testes para quantificação de NO e ROS e análises estatísticas. Nossos resultados demonstraram que o vírus Juruaçá induz lesões por todo o encéfalo, com maior intensidade no parênquima cortical. Os testes imunohistoquímicos demonstraram a presença de antígenos virais e de micróglias reativas distribuídos por todo o encéfalo e região anterior da medula espinhal. Micróglias com aspecto ameboide, demonstrando intensa ativação, foram observadas principalmente no córtex cerebral, bulbo olfatório, núcleo olfatório anterior, prosencéfalo e diencéfalo próximo ao ventrículo lateral. A produção das citocinas anti-inflamatórias (IL-10, IL-4) diminuiu ao longo do tempo, enquanto que as pró-inflamatórias (IL-12, IL-6, IL-1β, TNF-α, IFN-γ) aumentaram significativamente a partir do 8º dia. Os ensaios para detecção de ROS demonstraram grande produção de radicais superóxido desde o 4º dia, já a produção de NO foi sempre menor nos animais infectados. Provavelmente, a ativação das células gliais, principalmente micróglias, e consequente produção de citocinas pró-inflamatórias e ROS promoveram uma ação devastadora sobre as células do SNC, que coincide com a intensificação dos sinais clínicos. Diante do exposto, ficou evidente que os nossos resultados indicam que o vírus Juruaçá é responsável por uma doença de cunho inflamatório que leva a óbito 100% de camundongos neonatos infectados.
  • ALESSANDRO DOS SANTOS PIN
  • INFLUÊNCIA DA FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA NA ALTERAÇÃO DA FIBRA DO MÚSCULO RECTUS FEMORIS VISTA ATRAVÉS DA ELETROMIOGRAFIA DE SUPERFÍCIE E DINAMOMETRIA ANALÓGICA
  • Data: 23/09/2013
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  • A Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva – FNP – é uma técnica que cada vez mais vem sendo utilizada no treinamento muscular de pessoas saudáveis e atletas. Pesquisas vêm mostrando que exercícios de resistência, dentre eles a FNP, são capazes de converter o tipo das fibras musculares treinadas. Esta pesquisa teve como objetivo verificar a eficiência da FNP no acréscimo de força muscular e verificar por métodos não invasivos se haveria indicativo de conversão de tipo de fibra muscular após o treinamento. Um grupo amostral de 22 jovens, universitárias do sexo feminino com idade entre 18 e 25 anos e fisicamente ativas, foi dividido em: grupo controle (GC n=10) e grupo experimental (GE n=12). Foram inicialmente mensurados: I - força da Contração Voluntária Máxima - CVM do músculo quadríceps por dinamometria analógica e root mean square - RMS e II - área de ativação muscular por eletromiografia de superfície (EMG) de todos os sujeitos. Após a primeira coleta de dados o GE realizou treinamento baseado na FNP no membro inferior dominante por 15 sessões em 5 semanas. Ao final, nova mensuração foi feita em todos. Quanto à força muscular, houve acréscimo em ambos os grupos, significativa no GC (p<0,01) e no GE (p<0,05); para RMS e tempo de CVM, houve aumento não significativo no GE, mas a interação Vxt aumentou significativamente para este grupo. Os resultados corroboram a literatura ao mostrar que músculos com predomínio de fibras resistentes (fibras I/ II A) possuem maior tempo de contração com mais ativação elétrica e de que a FNP é capaz fibras tipo II B para II A. Concluiu-se que para a amostra estudada o treinamento foi eficiente no acréscimo de força muscular e os dados EMG apresentados mostram fortes evidências da conversão das fibras do músculo treinado.
  • CRISTOVAM GUERREIRO DINIZ
  • ENSAIOS ESTEREOLÓGICOS E MORFOLOGIA TRIDIMENSIONAL NA FORMAÇÃO HIPOCAMPAL DE AVES MIGRATÓRIAS MARINHAS: Análise quantitativa da imunomarcação seletiva de neurônios e micróglia em Calidris pusilla e Actitis macularia.
  • Data: 14/08/2013
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  • É objetivo do presente trabalho implantar como modelos para estudo da formação hipocampal das aves migratórias as espécies de maçarico Calidris pusilla e Actitis macularia que abandonam as regiões geladas do Canadá, fugindo do inverno, em direção à costa da América do Sul e do Caribe onde permanecem até a primavera quando então retornam ao hemisfério norte. Mais especificamente pretende-se descrever a organização morfológica qualitativa e quantitativa da formação hipocampal, empregando citoarquitetonia com cresil violeta e imunomarcação para neurônios e células da glia, sucedidas por estimativas estereológicas do número total de células identificadas com marcadores seletivos para aquelas células, assim como comparar a morfologia tridimensional da micróglia das aves com a dos mamíferos. As coletas de campo para a caracterização da formação hipocampal do Calidris pusilla e Actitis macularia em seus aspectos morfológicos foram feitas no Brasil na Ilha Canelas (0°47'21.95"S e 46°43'7.34"W) na Costa da Região Nordeste do Pará no município de Bragança, e no Canadá, na Baia de Fundy perto de Johnson's Mills na cidade de New Brunswick (45°50'19.3" N 64°31'5.39" W). A definição dos limites da formação hipocampal foi feita empregando-se as técnicas de Nissl e de imunomarcação para NeuN. Para a definição dos objetos de interesse das estimativas estereológicas e das reconstruções tridimensionais empregou-se imunomarcação com anticorpo anti-NeuN para neurônios e anti-IBA-1 para micróglia. As estimativas estereológicas revelaram em média número similar de neurônios nas duas espécies enquanto que no hipocampo de Actitis macularia observou-se número de micróglias 37% maior do que no de Calidris pusilla. Além disso, encontrou-se que em média o volume da formação hipocampal do Actitis macularia é 38% maior do que o encontrado em Calidris pusilla. Os estudos comparativos da morfologia microglial das duas espécies de aves com a dos mamíferos Rattus novergicus e Cebus apella revelaram diferenças morfológicas significantes que indicam que as micróglias das aves mostram em média, menor complexidade (dimensão fractal), tem diâmetros e perímetros de soma menores e possuem ramos mais finos do que aquelas do rato e do macaco.
  • IGOR PATRIK RAMOS NEGRÃO
  • ANÁLISE CITOGENÉTICA COMO BIOINDICADOR PARA PACIENTES COM DIAGNÓSTICO SUGESTIVO DE ALZHEIMER
  • Data: 02/08/2013
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  • A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa que provoca morte neuronal e consequente perda progressiva das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho, interferindo na relação social e no comportamento do paciente. Entre as doenças causadoras de demência, a DA é a mais incidente que as de cunho vascular, numa proporção de 4:1, respectivamente. Além das terapias farmacológicas, os métodos diagnósticos auxiliam na identificação precoce da doença auxiliando o tratamento prévio, assim diminuído a progressão da doença. Atualmente estudos citogenéticos vêm demonstrando alterações cromossômicas em portadoras da DA e podem auxiliar no diagnósticos da doença. O objetivo desse trabalho foi verificar o potencial da análise cariotípica de linfócitos do sangue periférico como bioindicador diagnostico da doença de Alzheimer. Para a realização deste trabalho, utilizamos dois grupos de mulheres com 65 anos ou mais, sendo um grupo com (10) portadoras de DA e outro grupo (10) normais. Cada indivíduo foi submetida ao questionário socioeconômico, teste de rastreio cognitivo (MEEM) e à coleta de sangue venoso para cultura de linfócitos e análise cromossômica. Nossos resultados demonstram que o grupo de mulheres portadoras da DA apresentaram elevada taxa de monossomia e trissomia em relação às mulheres normais. Através de estudo de anamnese via questionário, verificamos o estilo de vida de ambos os grupos. Quando comparado a relação das alterações cromossômicas com o nível cognitivo do grupo DA, nós evidenciamos uma tendência inversamente proporcional entre o número de monossomia/trissomia e o desempenho cognitivo. Outro aspecto de nossas análises foi o papel de cada cromossomo ligado à DA. Os cromossomos 1, 14 e 21 não apresentaram trissomia e na verificação da frequência de monossomia, cada cromossomo possui frequência abaixo de 3 % de aneuploidia, ou seja, os cromossomos estudados não possuem uma grande representatividade nas alterações cromossômicas encontradas no estudo.
  • CARLOS EDUARDO MATOS CARVALHO BASTOS
  • ALTERAÇÕES GENÉTICAS E EPIGENÉTICAS EM MENINGIOMAS NA POPULAÇÃO PARAENSE
  • Data: 17/07/2013
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  • Os meningiomas são os tumores intracranianos mais frequentes, originando-se das meninges que revestem o cérebro e cordão espinhal. Apesar de terem sido um dos primeiros neoplasmas sólidos estudados citogeneticamente, ainda são escassos os estudos genéticos e epigenéticos nesses tumores. O presente trabalho teve como objetivo investigar alterações genéticas e epigenéticas que pudessem contribuir na iniciação e progressão tumoral em meningiomas na população paraense. Essa tese está subdivida em três capítulos. No Capítulo I foi investigada a associação entre o polimorfismo MTHFR C677T e meningioma em 23 pacientes da população paraense, utilizando 96 indivíduos sem histórico de lesões pré-neoplásicas como grupo controle. Essa associação não foi encontrada, apesar de sugerir um aumento não estatisticamente significante no risco de desenvolver meningioma em portadores do genótipo TT quando comparados ao genótipo CC. No Capítulo II foi avaliado o padrão de metilação em duas famílias do microRNA124 em meningiomas na população paraense. Hipermetilação na região promotora de miRN124a2 e miRNA124a3 parece ser um evento frequente, uma vez que foi encontrada em 73,9% e 69,56% das amostras analisadas, respectivamente. No Capítulo III, foi analisado o padrão de metilação dos genes APC, BRCA1, CDH1, CDH13, CDKN2A, DAPK1, ESR1, FHIT, GSTP1, MGMT, MLH1, NEUROG1, PDLIM4, PTEN, RARB, RASSF1, RUNX3, SOCS1, TIMP3, TP73, VHL e WIF1 em um meningioma de grau I e um de grau II através de uma placa comercial desenvolvida através da tecnologia MethylScreen. O padrão de metilação do gene CDKN2B também foi analisado na amostra coletada em 25 pacientes com meningioma através da conversão por bissulfito, PCR e sequenciamento direto. O gene RASSF1A apresentou-se metilado em 16,73% e 63,66% dos sítios CpGs analisados na amostra de meningioma de grau I e grau II, respectivamente. O gene RUNX3 se apresentou metilado apenas na amostra de grau II em 52,88% dos sítios CpG analisados. Nossos resultados apontam a importância das alterações epigenéticas na tumorigênese e progressão tumoral em meningiomas.
  • ALUIZIO GONÇALVES DA FONSECA
  • PAPILLOMA VÍRUS HUMANO: PREVALÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E IMPORTÂNCIA COMO FATOR PREDITIVO PARA METÁSTASES LINFONODAIS EM CARCINOMA DO PÊNIS
  • Data: 09/07/2013
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  • A etiologia do carcinoma epidermóide do pênis (CEP) está relacionada a múltiplos fatores de risco como a presença de prepúcio, pobre higiene, dermatites crônicas e tabagismo. Entretanto, o fator de risco mais extensivamente estudado, éa infecção pelo papiloma vírus humano (HPV). Está bem estabelecido que esteexerce um importante papel etiológico em neoplasias da cérvice uterina; entretanto, sua associação com CEP tem sido foco de debates, demonstrando-se presença viral variando entre 15% a 80% dos casos, sugerindo que apenas um subgrupo desses tumores seja causado pelo HPV. O prognóstico da doença é influenciado negativamente principalmente pela presença de metástases em linfonodos inguinais. Desta forma, a abordagem cirúrgica destes, assume importância decisiva na cura da doença. Poroutro lado, os métodos disponíveis para o estadiamento desses linfonodos são imprecisos e as linfadenectomias são acompanhadas de morbidade significativa. A descrição de outros marcadores histológicos é escassa, devido a raridade desses tumores.O objetivo do presente trabalho é avaliar a prevalência, distribuição e associação do HPV com parâmetros histológicos de pior prognóstico, no sentido de determinar seu possível valor preditivo para metástases inguinais, assim como avaliar os fatores prognósticos já descritos. Espécimes tumorais em parafina de 82 pacientes portadores de carcinoma epidermóide do pênis, foram testados para prevalência e distribuição do genótipo do HPV por PCR. O estado do HPV foi correlacionado com fatores histopatológicos e ocorrência de metástases inguinais. Foi também avaliada a influência de diversascaracterísticas histológicas tumorais, na sobrevida livre de doença inguinal em 5 anos. O seguimento variou entre 1 e 71 meses (média 20 meses). O DNA do HPV foi identificado em 60,9% da amostra, tendo maior prevalência dos tipos virais 11 e 6 (64% e 32%, respectivamente). Não houve correlação independente significativa das variáveis histológicas de pior prognóstico com o estado do HPV. A probalidade de sobrevida vi livre de doença inguinal em 5 anos, também não foi influenciada pelo HPV (log Rank teste=0,45). Os únicos fatores patológicos independentes para metástases inguinais foram estadiamento T≥T1b-T4 (p=0,02), invasão linfovascular (p=0,04) e fronte de invasão infiltrativa (p-0,03). O estado e a distribuição do HPV não mostrou correlação com fatores histológicos de pior prognóstico, nem mostrou importância na predição de metástases linfonodais em CEP.
  • DANIEL VALLE VASCONCELOS SANTOS
  • O FATOR DE CRESCIMENTO NEURONAL NA INFECÇÃO POR Schistosoma mansoni: ESTUDO MOLECULAR, IMUNOENZIMÁTICO E MORFOMÉTRICO EM MODELO PERMISSÍVEL E NÃO PERMISSÍVEL À INFECÇÃO
  • Data: 03/07/2013
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  • A esquistossomose é uma doença tropical causada, principalmente, pelo trematódeo Schistosoma mansoni, sendo que sua ocorrência afeta, mundialmente, 110 milhões de pessoas. A deposição dos ovos do parasita pode ocorrer, de forma ectópica, no sistema nervoso central (SNC) o qual leva à formação de granulomas com consequente produção do Fator de Crescimento Neuronal (NGF). Uma vez que muitos estudos demonstram a importância do NGF no desenvolvimento das vias corticais visuais, nosso estudo visou avaliar a possível alteração dos níveis de NGF no sistema visual assim como o impacto deste sobre a morfologia de células piramidais em dois modelos animais. A alteração na concentração do fator de crescimento assim como a morfometria neuronal foram avaliadas em animais permissíveis (camundongos) e não permissíveis (ratos) à infecção. Foram utilizados 174 ratos (Hooded Lister) e 135 camundongos albinos criados e mantidos em gaiolas e alimentados ad libitum. Esses animais foram inoculados, logo após o nascimento, com 50 cercárias. Setenta e sete ratos e 73 camundongos foram inoculados com solução salina e constituíram o grupo controle do estudo. Os períodos de infecção abrangeram uma a 48 semanas. Amostras do fígado e córtex visual foram retiradas, extraídas e quantificadas com kit de imunoensaio (ChemiKineTM Nerve Growth Factor (NGF) Sandwich ELISA Kit - Chemicon International). Para a análise morfométrica utilizamos células piramidais da camada IV do córtex visual marcadas através de injeção extracelular com Dextrana-Biotinilada (10.000 kDa). Os resultados foram expressos como média ± desvio padrão. Utilizamos teste t de Student para determinar diferenças estatísticas entre os grupos estudados. O valor médio de NGF encontrado no córtex visual de ratos infectados foi 39,2% maior do que no grupo controle (infectados: 400,9 ± 143,1 pg/mL; controle: 288 ± 31,9 pg/mL; p < 0,0001). Nas amostras de fígado, o aumento foi 28,9% maior no grupo infectado (infectados: 340,9 ± 103,9 pg/mL; p < 0,01; controle: 264,4 ± 38,6 pg/mL). Nenhum aumento significativo foi detectado antes de uma semana de infecção. Entre os camundongos, o aumento de NGF na área visual foi de 94,1% (infectados: 478,4 ± 284 pg/mL; p < 0,01; controle: 246,5 ± 76,8 pg/mL). No fígado destes animais o aumento foi de 138,7% (infectados: 561,8 ± 260,7 pg/mL; p < 0,01; controle: 301,3 ± 134,6 pg/mL). Em camundongos encontramos diferenças significativas quanto aos parâmetros dendríticos avaliados. A quantidade de dendritos foi 11,41% maior no grupo infectado do que no controle (controle: 25,28 ± 5,19; infectados: 28,16 ± 7,45; p < 0,05). O comprimento total dos dendritos também foi afetado (controle: 4.916,52 ± 1.492,65 μm; infectados: 5.460,40 ± 1.214,07 μm; p < 0,05) correspondendo a um aumento de 11,06%. A área total do campo receptor dendrítico sofreu um aumento de 12,99% (controle: 29.346,69 ± 11.298,62 μm2; infectados: 33.158,20 ± 7.758,31; p < 0,05) enquanto que a área somática teve uma redução de 13,61% (controle: 119,38 ± 19,68 μm2; infectados: 103,13 ± 24,69 μm2; p < 0,001). Quando foram avaliados os efeitos do aumento de NGF em ratos infectados não observamos diferenças significativas quanto aos parâmetros dendríticos analisados, em comparação ao grupo controle, com exceção de um aumento na área do corpo neuronal da ordem de 21,18% (controle: 132,20 ± 28,46 μm2; infectados: 160,20 ± 31,63 μm2; p < 0,00001). Este trabalho mostrou que a reação de produção de NGF no SNC durante a infecção por Schistosoma mansoni ocorre em maior magnitude no modelo permissível do que no modelo não permissível. Também demonstramos que, em camundongos, os efeitos sobre a morfologia neuronal é drasticamente afetada quando o organismo é submetido a um aumento na concentração de NGF em decorrência da infecção por Schistosoma mansoni. Diante destes dados, estudos avaliando as possíveis repercussões visuais e também dos efeitos na fisiologia celular causados pela infecção mansônica torna-se necessário para avaliar o real dano causado por este aumento patológico do fator de crescimento neuronal nas vias visuais de mamíferos.
  • MARCOS VINICIUS LEBREGO NASCIMENTO
  • Physalis angulata ESTIMULA PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO NEURAIS DO GIRO DENTEADO HIPOCAMPAL DE CAMUNDONGOS ADULTOS
  • Data: 01/07/2013
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  • A zona subgranular (ZSG) do giro denteado (GD) de mamíferos adultos é conhecida por produzir constantemente novos neurônios. A busca por novas moléculas que possam modular a formação de novas células neurais são bastante atuais. Visto que a Amazônia é conhecida mundialmente pela sua biodiversidade, com um potencial pouco explorado de fármacos naturais derivados de plantas medicinais típicas da região. O trabalho buscou investigar o efeito neurogênico do extrato aquoso (EA) da Physalis angulata e da substância purificada Fisalina D sobre as células-tronco do GD do hipocampo de camundongos adultos. Os camundongos machos (BALB/c), 6 a 8 semanas de idade foram divididos em quatro grupos experimentais: controle e tratados com EA ou substância purificada. Os animais receberam diferentes doses do extrato (0,1; 1 e 5 mg/Kg) e/ou substância purificada (5mg/Kg) ou salina (grupo controle), 5 horas depois uma única dose de 5-Bromodeoxiuridina (BrdU) [50mg/kg]. Em seguida, os animais foram sacrificados 24 horas ou 7 dias após a administração do BrdU. Os cérebros foram coletados e cortes coronais do hipocampo (40 μm) foram realizados para contagem das células BrdU-positivas no GD hipocampal. Para avaliação estatística realizamos análise de variância (ANOVA) das médias amostrais seguida pelo pós-teste t de Student. O EA promoveu um aumento significativo do número de células BrdU positivas no GD dos grupos tratados em relação ao grupo controle [Controle, 92±24 (n=9); 0,1mg/Kg, 160±22 (n=4); 1mg/Kg, 310±5 (n=4); 5mg/Kg, 501±24 (n=3)] nos animais sacrificados 24 horas após administração do BrdU. Quando os animais foram sacrificados 7 dias após administração do BrdU, o número de células BrdU+ no GD também foi maior no grupo tratado em relação ao controle [Controle, 107±7 (n=4); 5mg/Kg, 145±23 (n=4)]. Usando a substância purificada, Fisalina D, também observamos um aumento do número de células BrdU+ no GD do grupo tratado com a droga em relação ao grupo controle [Controle, 92±24 (n=9); Fisalina D, 5mg/Kg, 316±37 (n=3)]. Este resultado sugere que o EA e a sustância purificada, na dose de 5 mg/Kg, estimulam a proliferação de células BrdU-positivas na ZSG do GD do hipocampo de camundongos adultos
  • LAYSE MARTINS GAMA
  • MALÁRIA E MEDICINA POPULAR: EFEITO DA Bertholletia excelsa H.B.K. (CASTANHA-DO-PARÁ) EM CAMUNDONGOS INFECTADOS COM Plasmodium berghei
  • Data: 25/06/2013
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  • A malária é uma infecção considerada um grave problema de saúde pública, especialmente para a região Amazônica. Entretanto, fatores como a resistência, dificuldade de acesso e toxicidade dos fármacos tradicionais reduzem a efetividade das drogas distribuídas pelo governo para controle da infecção. Assim, a população amazônica ainda usa os recursos naturais, como a Bertholletia excelsa (Castanha-do-Pará), para melhorar os aspectos clínicos causados pela doença. Entretanto, não existe comprovação científica do efeito desse fruto na malária. Assim, este trabalho avaliou o efeito do pré tratamento com Castanha-do-Pará em camundongos BALB/c infectados com Plasmodium berghei, através dos parâmetros a seguir: sobrevida até a morte de todos os indivíduos, parasitemia e peso dos animais (no 3º, 7º, 10º, 16º e 18º dia pós-inoculação do parasita), e, no 10º de infecção, hemograma completo, peso do fígado e do baço e análise das enzimas hepáticas aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e ɣ-glutamil aminotransferase (ɣGT). O teste de Kolmogorov-Smirnov foi usado para avaliar a normalidade, seguido de Análise de Variância (ANOVA) de uma via ou teste t de Student, seguido do teste post hoc de Tukey. O acompanhamento dos animais parasitados mostrou uma sobrevivência em média de 13,9 dias, com perda de peso, aumento do tamanho dos órgãos, e alterações tanto do hemograma (diminuição do hematócrito, hemoglobina, hemácias totais e plaquetas e aumento dos leucócitos totais) como das enzimas hepáticas (aumento da AST e ALT e diminuição da ɣGT). Interessantemente, o pré tratamento de 11 dias com o fruto exerceu uma proteção significativa em relação a alguns dos parâmetros medidos como a aumento da sobrevida dos animais para 14,8 dia, diminuição dos níveis de parasitemia e leucócitos totais, manutenção do peso dos animais por mais tempo e do peso do baço, bem como influenciou positivamente nas enzimas hepáticas ALT e γ-GT. Assim, estes dados já demonstram que a B. excelsa pode ser utilizada como um reforço nutritivo diante a infecção causada pelo Plasmodium.
  • THAYANA LUCY FREITAS ALBUQUERQUE
  • ANÁLISE NUTRICIONAL E ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DO ÓLEO PLUKENETIA POLYADENIA.
  • Data: 27/05/2013
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  • Este estudo investigou os efeitos nutricionais resultantes da administração crônica via oral do óleo de Plukenetia polyadenia em ratos sobre o peso, a ingesta de ração, a composição lipídica do sangue, e a histologia dos órgãos, além de investigar a toxicidade e a atividade antinociceptiva após administração de diferentes dosagens via oral em camundongos. A análise nutricional de peso e ingesta de ração mostrou que a administração crônica do óleo não interferiu nutricionalmente na homeostasia destas variáveis, independente das dosagens utilizadas (100 e 200mg/kg). As frações lipídicas do sangue como colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos também não sofreram alterações nos animais suplementados. Não foi encontrado edema, morte celular ou resposta inflamatória nas células hepáticas, cardíacas, pulmonares, gástricas, intestinais, pancreáticas e renais após a suplementação crônica em ambas as dosagens. No teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético, o óleo administrado via oral (25, 50 e 100mg/kg) reduziu significantemente o número de contorções em comparação com o controle. No teste da placa quente, o tratamento com o óleo na dosagem de 200mg.kg/peso não induziu alterações no tempo de latência ao estímulo térmico, quando comparado com o controle. No teste da formalina, o tratamento oral nas doses de 50 e 100mg.kg/peso, mostrou um efeito antinociceptivo significativo, reduzindo o tempo de lambida somente na segunda fase (inflamatória). O óleo na dosagem de 200mg/kg não afetou a atividade comportamental dos ratos submetidos ao teste de campo aberto e não apresentou efeitos tóxicos. Nossos resultados demonstram que o óleo de Plukenetia polyadenia, apresentou atividade antinociceptiva sem promover toxicidade.
  • ANA PAULA DRUMMOND RODRIGUES
  • EFEITO IN VITRO E IN VIVO DO 5-HIDROXI-2-HIDROXIMETIL-GAMA-PIRONA DURANTE A INFECÇÃO POR Leishmania (Leishmania) amazonensis
  • Data: 27/05/2013
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  • As leishmanioses são um grupo de doenças infecciosas distribuídas mundialmente. A quimioterapia é o tratamento mais eficaz para a doença; apesar do grande número de drogas antileishmania disponíveis, são usualmente tóxicas, caras e requerem um longo período de tratamento. Portanto, torna-se necessária a busca de novas substâncias que sejam capazes de atuar sobre o protozoário sem causar danos ao hospedeiro, que tenham uma via de administração não invasiva e que, ainda, sejam viáveis economicamente. O ácido kójico, ou 5-hidroxi-2-hidroximetil- γ-pirona (HMP), é conhecido por inibir a enzima tirosinase no processo de produção da melanina, sendo extensivamente utilizado em cosméticos e também como tratamento tópico para melasma, não havendo citotoxicidade em humanos; entretanto, o potencial do HMP como agente antileishmania não é conhecido. O presente estudo analisou o efeito deste bioproduto em infecções por L. amazonensis in vitro e in vivo. O HMP promoveu a diminuição do crescimento de promastigotas e amastigotas em 62% (IC50 34μg/mL) e 79% (IC50 27,84 μg/mL) in vitro, respectivamente. A análise ultraestrutural de ambas as formas evolutivas tratadas com 50 μg/mL do HMP apresentaram corpos vesiculares no interior da bolsa flagelar, induziu uma intensa vacuolização intracelular bem como alterações mitocondriais. O estudo in vitro também demonstrou que o HMP foi capaz de reverter o efeito inibitório causado pela L. amazonensis no que diz respeito à produção de radicais de oxigênio. A análise histopatológica de lesões proveniente de animais submetidos ao tratamento tópico com o HMP demonstrou que o tecido apresentou um intenso processo de cicatrização. Além disso, fibras colágenas foram encontradas de maneira organizada no local da infecção de animais tratados, com um pequeno infiltrado celular e diminuição do número de parasitos. Tendo em vista a ação seletiva do HMP in vitro, o processo de ativação da célula hospedeira pelo bioproduto e a diminuição do número de parasitos observados durante o tratamento com a pomada, e pelo fato do HMP ser amplamente utilizado como agente antimelasma em humanos, esse metabólito pode ser promissor como tratamento tópico contra a Leishmaniose cutânea e apresentando grande potencial como agente leishmanicida.
  • AMANDA ANASTACIA PINTO HAGE
  • CARACTERIZAÇÃO LIPÍDICA DE DUAS CEPAS DE Leishmania (Viannia) braziliensis CAUSADORAS DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
  • Data: 24/05/2013
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  • A leishmaniose tegumentar americana (LTA) constitui uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania com elevada incidência na região Amazônica. Uma variedade de espécies de leishmania é responsável por esta patologia. Desta forma, dependendo da espécie e da resposta imunológica do hospedeiro vertebrado, a doença pode apresentar diferentes formas clínicas, como a leishmaniose cutânea localizada (LCL) e a leishmaniose mucocutânea (LMC). A principal espécie responsável pela LTA é a Leishmania (Viannia) braziliensis. Contudo, devido à existência de uma multiplicidade de cepas desta espécie e ao reduzido número de estudos relacionados, torna-se importante o conhecimento dos aspectos metabólicos básicos do protozoário, como o metabolismo lipídico, na tentativa de caracterizar vias ou componentes fundamentais para seu desenvolvimento e infectividade. Desta forma, este trabalho teve como objetivo analisar distribuição de corpos lipídicos (CLs) e o perfil lipídico de duas cepas de L. (V.) braziliensis, isolada de diferentes casos clínicos, em diferentes períodos da fase estacionária do crescimento celular. As formas promastigotas das cepas M17593 (LCL) e M17323 (LMC) de L. (V.) braziliensis foram utilizadas na fase estacionária inicial (EST-I) e estacionária tardia (EST-T) de crescimento. Inicialmente, foi realizada análise ultraestrutural das formas promastigotas por microscopia eletrônica de transmissão (MET) e foram observadas estruturas sugestivas de CLs distribuídos no citoplasma do parasito, confirmados pela técnica citoquímica ósmio-imidazol, organelas necessárias para o metabolismo energético do parasito. Para quantificar a distribuição de CLs entre os dias de cultivo e entre as cepas, foi realizada análise por citometria de fluxo com Bodipy® 493/503. Os resultados indicaram que a cepa responsável pela LMC apresentou maior quantidade de CLs durante a fase estacionária tardia. Na cepa LCL não foi observado diferença significativa entre as fases estudadas. Assim, pode ser sugerido que a exacerbada resposta inflamatória que ocorre em pacientes com LMC, esteja relacionada com o acúmulo de CLs no parasito, fonte de energia e eicosanoides, como prostaglandinas. Outra hipótese é a possível correlação de CLs com a baixa exposição do fosfolipídio fosfatidilserina para a superfície externa da membrana, importante para a infectividade do parasito. Para análise dos lipídios totais, os parasitos foram submetidos à extração lipídica, seguido da técnica de HPTLC, onde foram encontrados predominantemente fosfolipídios, esterol esterificado, esteróis, triglicerídeos e ácidos graxos compondo o parasito, com variações entre as cepas e entre as fases estudadas. A cepa LCL na fase estacionária tardia possui maior quantidade de lipídios totais, que pode ser justificado por já ser conhecida como a cepa mais infectiva e possivelmente apresentar maior quantidade de glicoconjugados associados com subdomínios lipídicos importantes para o reconhecimento de fagócitos. É importante ressaltar que a maior infectividade da cepa LCL quando comparada à cepa LMC, resulta em um menor processo inflamatório. Estes resultados indicam que há uma variação no perfil lipídico e na distribuição de CLs entre as diferentes cepas de L. (V.) braziliensis, que pode estar relacionado com a infectividade do parasito e com a manifestação clinica da doença.
  • LUIS ANTONIO LOUREIRO MAUES
  • ATIVIDADE ANTIPROLIFERATIVA E ANTINEOPLÁSICA DE FLAVONÓIDES DA ESPÉCIE Brosimum acutifolium EM MODELO DE GLIOBLASTOMA in vitro
  • Data: 24/05/2013
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  • Dentre os tumores que acometem o sistema nervoso, o glioblastoma multiforme (GBM), destaca-se por seu alto grau de agressividade e baixo prognóstico, apresentando em média uma sobrevida de 15 meses a partir do diagnóstico. O presente estudo objetivou investigar a atividade antiproliferativa e antineoplásica de quatro flavonoides isolados da espécie Brosimum acutifolium (Huber), duas flavanas: 4’-hidroxi-7,8-(2”,2”-dimetilpirano) flavana (BAS-1) e 7,4’-dihidroxi-8,(3,3-dimetilalil)-flavana, (BAS-4); e duas chalconas: 4,2’-dihidroxi-3’,4’-(2”,2”-dimetilpirano)-chalcona (BAS-6) e 4,2’,4’-trihidroxi-3’-(3,3-dimetilalil)-chalcona (BAS-7), em glioblastoma C6 de rato in vitro. Nossos resultados mostraram boa atividade citotóxica para as flavanas (BAS-1, -4) e para a chalcona BAS-7, com IC50 menor que 100 μM em teste de viabilidade pelo MTT, já a chalcona BAS-6, não demonstrou atividade citotóxica nas concentrações testadas. Estes flavonoides mostram ser menos citotóxico para célula não neoplásica (glia), com grau de segurança maior para a BAS-4 e BAS-7, uma vez que apresentaram menor efeito citotóxico à célula não neoplásica e menores índices hemolíticos. A análise de migração celular mostrou que o tratamento com BAS-1, BAS-4 e BAS-7 em baixas concentrações foi efetivo em promover inibição da migração celular. Estes três flavonoides também foram muito promissores em inibir a formação e o crescimento de colônia, além de promover parada no ciclo celular, com substancial aumento na população SubG0 para o tratamento com BAS-1 e BAS-4 com 100 μM. As flavanas BAS-1 e BAS-4 também mostraram maior capacidade de promover a perda na integridade do potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e aumento para marcação com anexina V, indicativo de que estas drogas promovem morte por apoptose. No entanto a análise por microscopia eletrônica demonstrou marcantemente no tratamento com a BAS-4 a presença de vacúolos autofágicos, sugestivo que o processo de morte neste tratamento ocorre tanto por apoptose quanto autofagia. Com base nestes resultados pode-se concluir que dos flavonoides testados a BAS-1, BAS-4 e BAS-7 possuem potencial como agente antineoplásico na terapia do GBM, sendo a BAS-4 a mais promissora de todas.
  • RAQUEL RAICK DA SILVA ALBUQUERQUE
  • ATIVIDADE LEISHMANICIDA DO EXTRATO DA RAIZ DE Physalis angulata E SUA AÇÃO NA CÉLULA HOSPEDEIRA.
  • Data: 23/05/2013
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  • A Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por várias espécies de parasitas do gênero Leishmania. A quimioterapia é o único tratamento efetivo para a doença, mas essas drogas são, em geral, tóxicas e requer um longo período de tratamento. Produtos naturais provenientes de plantas oferecem novas perspectivas e representam uma importante fonte de novos agentes leishmanicidas. Assim, é de grande importância avaliar os efeitos do extrato aquoso da raiz de Physalis angulata, planta amplamente utilizada pela medicina popular, em formas promastigotas e amastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e sua ação sobre a célula hospedeira. As fisalinas D, E, F e G foram demonstradas pela primeira vez na raiz de P. angulata pela análise cromatográfica. Uma atividade antiproliferativa e uma inibição dose dependente de promastigotas 74,1% e 99,8 % (IC50 35,5 μg/mL) e amastigotas 70,6% e 70,9% (IC50 32.0 μg/mL) foram observadas quando os parasitas foram tratados com 50 e 100 μg/mL do extrato, respectivamente. A análise da atividade microbicida da célula hospedeira infectada com L. amazonensis mostrou que extrato foi capaz de reverter o efeito causado pelo parasito de inibir a produção de espécies reativas de oxigênio. O tratamento com o extrato também induziu alterações morfológicas importantes em formas promastigotas avaliadas por microscopia óptica, microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Foram observadas alterações na morfologia, na divisão celular, principalmente na fase de citocinese, na membrana flagelar, na bolsa flagelar e alterações em organelas importantes, como o cinetoplasto, onde ocorreu duplicação irregular e alteração do seu tamanho. Já por citometria de fluxo foi possível confirmar que o tratamento induziu uma exposição de fosfatidilserina e diminuição no volume celular de promastigotas tratadas. Com relação à célula hospedeira, o extrato promoveu alterações no citoesqueleto, o aumento número de projeções citoplasmáticas, do volume celuar e de vacúolos e da habilidade de espraiamento sem causar efeito citotóxico ou alteração ultraestrutural em macrófagos tratados com o extrato. Assim, estes resultados demonstram que o extrato aquoso da raiz de P. angulata foi eficaz na ativação da célula hospedeira e na inibição do crescimento do protozoário, o que representa uma fonte alternativa e promissora de agente leishmanicida.
  • LAYANA DE SOUZA GUIMARAES
  • INCAPACIDADE FÍSICA EM PESSOAS AFETADAS PELA HANSENÍASE: ESTUDO APÓS ALTA MEDICAMENTOSA
  • Data: 23/04/2013
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  • A incapacidade física é o principal problema da hanseníase. Apesar do sucesso da poliquimioterapia (PQT) no tratamento da doença, sabe-se que cerca de 25% a 50% dos pacientes podem ter algum dano do nervo e desenvolver incapacidades físicas, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como grau de incapacidade física (GIF) 0 para sensibilidade normal, sem deformidades visíveis, 1 para a sensibilidade diminuída, sem alterações visíveis, ou 2 para deficiências visíveis / deformidade. De 2004 a 2010 o Brasil registrou 21,7% dos casos como sendo GIF 1 e 7% como GIF 2, enquanto que no Estado do Pará, 15,3% dos pacientes foram diagnosticados com GIF 1, e 5,1% com GIF 2 no momento do diagnóstico de hanseníase. A fim de investigar as incapacidades físicas em pacientes curados, examinamos as funções sensitivo-motoras de 517 pessoas afetadas pela hanseníase, notificados 2004 a 2010 em oito municípios hiperendêmicos da Amazônia brasileira, correlacionando os achados com aspectos epidemiológicos e sócio-econômico, e comparando com os dados encontrados no Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Adicionalmente, 2164 contatos intradomiciliares dos pacientes visitados foram avaliados clinicamente em busca de sinais e sintomas da doença. As visitas domiciliares dos pacientes constaram de avaliação clínica, avaliação neurológica simplificada e determinação do GIF, realização de entrevista sobre suas características demográficas e sócio-econômicas. O GIF 1 foi encontrado em 16,2% e DG 2 em 12,4% dos pacientes avaliados. Foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre as formas multibacilares (MB) e o GIF 1 ou 2 (p <0,001), incapacidade física e o sexo masculino (p <0,001); incapacidade ocorreu em casos acima de 40 anos de idade (p <0,001). Mais da metade (50,5%) dos casos não tinha cicatriz de BCG, correlacionada com idades mais elevadas (p <0,001), casos MB (p <0,001), e com incapacidade (p <0,005). Por fim, embora SINAN informe apenas 5,6% de casos com GIF 2, encontramos 12,4% durante nossas visitas. Entre os contatos, foram diagnosticados 181 casos novos, 127 (70,2%) foram diagnosticados como multibacilares e 17,1% apresentaram incapacidade física, sendo 5,5% GIF 2. A ocorrência de deficiência física foi predominante em pacientes MB, homens,> 40 anos de idade e sem cicatriz de BCG, todos os fatores de risco importantes para o desenvolvimento de deficiência. As diferenças de GIF encontradas no SINAN e no nosso estudo sugerem piora das funções sensório-motor após a alta da PQT, indicando a importância do acompanhamento destes pacientes por anos depois de terminar o tratamento MDT. A alta taxa de detecção de casos novos diagnosticados neste estudo reflete o baixo índice de avaliação de contatos no estado do Pará (58,8%), perpetuando o diagnóstico tardio. Os achados clínicos sugerem a existência de prevalência oculta e alto índice de infecção subclínica na amostra estudada, indicando necessidade de avaliação clínica periódica.
  • MICHELLE FERREIRA GUIMARÃES
  • PARÂMETROS ACÚSTICOS DA VOZ DE SUJEITOS DO SEXO MASCULINO ANTES, DURANTE E APÓS O PROCESSO DE MUDA VOCAL
  • Data: 12/04/2013
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  • A voz e a habilidade vocal são diferentes em cada indivíduo e em cada fase da vida. Devido aos escassos estudos sobre a qualidade vocal de meninos e adolescentes durante a puberdade, o presente estudo teve como objetivo quantificar os seguintes parâmetros da análise acústica da voz: frequência fundamental, jitter, shimmer, relação harmônico-ruído e intensidade. Para entender como se dá a variação da voz com o desenvolvimento de meninos e adolescentes, esses parâmetros foram correlacionados entre si e também com o grau do desenvolvimento puberal de sujeitos do sexo masculino. Métodos: Foram sujeitos desse estudo 110 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 11 e 20 anos, estudantes de três escolas estaduais de Macapá, onde foi feita a coleta dos dados. Os sujeitos foram divididos em 4 grupos, 32 sujeitos com idade entre 11 e 12 anos compuseram o Grupo I, 29 sujeitos com idade entre 13 e 15 anos o Grupo II, o Grupo III foi composto por 30 sujeitos com idade entre 16 e 18 anos, e o Grupo IV por sujeitos com idade entre 19 e 20 anos. Todos os sujeitos foram submetidos à gravação da voz diretamente no computador com auxilio de microfone unidirecional. Solicitou-se emissão sustentada da vogal /é/ e fala encadeada: contagem de 1 a 10 e leitura de um parágrafo pré-estabelecido. Em seguida os sujeitos foram avaliados por um médico clínico geral para caracterização do desenvolvimento puberal de acordo com os estágios descritos por Tanner. A análise vocal foi realizada com o programa acústico Voz Metria®. Resultados: Os sujeitos apresentaram F0 média durante a vogal sustentada de 223,28 Hz, 249,86 Hz, 122,63 Hz e 127,61 Hz para os Grupos I, II, III e IV respectivamente. A F0 durante a fala encadeada foi de 217,09 Hz, 246,18 Hz, 117,27 Hz e 123,42 para os Grupos I, II, III e IV respectivamente. Shimmer apresentou valores aumentados nos quatro grupos. Jitter, intensidade e a relação harmônico-ruído mantiveram-se dentro dos padrões de normalidade estabelecidos pelo programa acústico utilizado. Quanto ao desenvolvimento puberal, a maioria dos sujeitos está em G3 (n=38; 34,5%) e G4 (n=42; 38,2%) e P3 (n=34; 31%) e P4 (n=36; 32,7%). O grau de desenvolvimento puberal está correlacionado com a F0 durante a fala encadeada (p<0,001) e com a F0 durante a emissão da vogal sustentada (p<0,001) e essa correlação foi estatisticamente significante entre G2 e G5, e G3 e G5. Conclusão: Até os 15 anos os parâmetros vocais acústicos são típicos da voz infantil. Dos 16 aos 20 anos há decréscimo significativo da F0, porém a voz ainda está em processo de estabilização, com valores aumentados de shimmer. F0 é o único parâmetro correlacionado com o grau de desenvolvimento puberal. A finalização do processo de muda vocal se apresentou, na população estudada, como um evento tardio em relação ao desenvolvimento puberal.
  • JAMILLY AMARAL PINTO
  • ANÁLISE CITOGENETICA DE DUAS ESPECIES DO GENERO Hylaeamys (Rodentia: Cricetidae) POR CITOGENETICA CLASSICA E MOLECULAR
  • Data: 05/04/2013
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  • Os roedores formam uma das mais numerosas e antigas ordens da classe Mammalia. Na América do Sul, a ordem Rodentia compreende cerca de 42% das espécies de mamíferos, sendo que desta parcela mais de 50% pertencem a família Cricetidae, que inclui a subfamília Sigmodontinae. O gênero Hylaeamys está agrupado na tribo Oryzomyini e corresponde a um dos 10 novos gêneros propostos para espécies e grupos de espécies dentro de Oryzomys. Hylaeamys corresponde ao “grupo megacephalus”, sendo constituído pelas espécies H. acritus, H. laticeps, H. megacephalus, H. perenensis, H. oniscus, H. tatei e H. yunganus distribuídas na Venezuela, Trinidad, Guianas, Paraguai e no Brasil, em áreas de floresta tropical amazônica, mata atlântica e cerrado. Este trabalho visa analisar marcadores cromossômicos em duas espécies do gênero Hylaeamys, fornecendo dados que auxiliem na sua caracterização taxonômica e citogenética. Foram trabalhadas dezenove amostras de Hylaeamys megacephalus (HME) e quatro de Hylaeamys oniscus (HON). HME apresenta 2n=54 e HON, 2n=52. Os resultados obtidos por bandeamentos G, C e por hibridização in situ, com sondas de cromossomo total de Hylaeamys megacephalus permitiram determinar as características cromossômicas das espécies em estudo, além de permitir uma análise comparativa entre as mesmas e em relação a Cerradomys langguthi, observando assim suas homeologias e diferenças cariotípicas. As duas espécies de Hylaeamys diferem por um rearranjo tipo fusão/fissão cêntrica onde HON apresenta a associação 14/19 de HME. Esta associação é compartilhada com CLA com inversão (19/14/19). Este trabalho é um marco para estudos de filogenia cromossômica do gênero Hylaeamys.
  • ALODIA BRASIL COSTA
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO PROTETOR DA Euterpe oleracea (AÇAÍ) NA RESPOSTA ELETROFISIOLÓGICA DA RETINA DE RATOS EXPOSTOS AO METILMERCÚRIO.
  • Data: 19/03/2013
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  • O metilmercúrio (MeHg) é a forma mais tóxica do mercúrio. A exposição ao MeHg gera estresse oxidativo, podendo afetar a retina, pois esta possui alta vulnerabilidade em função do seu elevado conteúdo de ácidos graxos poliinsaturados e consumo de oxigênio. Nesse contexto, a administração de antioxidantes exógenos obtidos pela dieta, como os presentes na Euterpe oleracea (açaí), poderia ser uma forma de prevenir esse desequilíbrio e suas consequências. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o possível efeito protetor da Euterpe oleracea nas alterações eletrofisiológicas causadas pelo MeHg na retina. Para tal, foi realizada gavagem com MeHgCl (5 mg/Kg) ou solução salina (NaCl 0,9%) durante 7 dias e pré-tratamento com ração enriquecida com polpa de açaí (10%) por 28 dias. Foram utilizados ratos Wistar divididos em 4 grupos: Grupo MeHg (recebeu ração padrão e MeHgCl); MeHg+Açaí (ração enriquecida com açaí e MeHgCl); Açaí (ração enriquecida com açaí e NaCl); Veículo (ração padrão e NaCl). Um dia após a última gavagem os animais foram submetidos ao eletrorretinograma de campo total (ffERG) para obtenção da resposta escotópica (de bastonetes, mista 1 e mista 2) e fotópica (de cones e de flicker em 12; 18; 24 e 30Hz). No dia seguinte ao ffERG foi aplicado o teste campo aberto para avaliar a atividade locomotora dos animais. Posteriormente, foi feita medição de peroxidação lipídica no tecido retiniano pelo método TBARS. A análise estatística foi feita pelo teste ANOVA de uma via com pós-teste de Tukey, considerando significativo p<0,05. Os resultados do campo aberto e da massa corporal não apresentaram diferença entre os grupos. O MeHg reduziu a amplitude das seguintes respostas: onda-b da resposta de bastonetes (Veículo: 114,6±23,6 μV e MeHg: 41,2±9,6 μV); onda-a (Veículo: 8,4±1,4 μV e MeHg: 3,4±0,3 μV) e onda-b (Veículo: 176,7±17,8 μV e MeHg: 69,5±12,0 μV) na resposta mista 1; onda-a (Veículo: 103,1 ±23,3 μV e MeHg: 40,2±9,6 μV) e onda-b (Veículo: 281±,38,3 μV e MeHg: 138,6±14 μV) da resposta mista 2; onda-a (Veículo: 27,2 ±3,6 μV e MeHg: 7,5±1,8 μV) e onda-b (Veículo: 139,3±16,1 μV e MeHg: 54,4±10 μV) da resposta de cones; onda-b nas frequências 12 Hz (Veículo: 67,7±10μV e MeHg: 28,6±6,9 μV), 18 Hz (Veículo: 31,3±3,4 μV e MeHg: 14,2± 2,3 μV) e 24 Hz (Veículo: 21,0±1,8μV e MeHg: 11,0± 1,1μV) e 30 Hz (Veículo: 10,9±0,6μV e MeHg: 6,0± 1,1μV). O tempo implícito das ondas não foi alterado em nem uma das respostas. O pré-tratamento com Euterpe oleracea evitou a redução de amplitude de ambas as ondas nas respostas mista 1 (onda-a: 8,3±0,6 μV; onda b: 144,1±7,1 μV) e mista 2 (onda-a: 106,4±13,6μV; onda b: 275,2±27,6 μV), assim como da onda-b da resposta de cones (104,5±5,9 μV) e fotópica de flicker em 12 Hz (67,2±9,1 μV), 18 Hz (29,5±4,8 μV) e 24 Hz (21,9±2,4 μV). A peroxidação lipídica no tecido retiniano do grupo MeHg (294,9±205,8%) foi maior que a do Veículo (100±25,1%) e o açaí protegeu contra esse dano oxidativo (MeHg+Açaí: 111,2±26,1%). Nossos resultados demonstraram alteração difusa na resposta eletrofisiológica e aumento na peroxidação lipídica da retina induzidos pelo MeHg e proteção exercida pelo açaí nesses dois parâmetros. Assim, a Euterpe oleracea poderia ser utilizada como importante alternativa para amenizar as alterações causadas pelo MeHg na retina.
  • KATIA SOARES DE OLIVEIRA
  • PREVALÊNCIA DE HELICOBACTER PYLORI E VÍRUS EPSTEIN-BARR EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Dissertação
  • Data: 13/03/2013
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  • Introdução: Infecções por Helicobacter pylori (HP) e vírus Epstein-Barr (VEB) são comuns no mundo todo, embora o HP seja o maior fator em doenças gastroduodenais, seu percentual de associação com VEB é incerto. Tanto o VEB quanto o HP são classificados como carcinógenos classe 1 pela Organização Mundial de Saúde, e uma substancial fração de indivíduos se tornam co-infectados na adultice. Esses dois patógenos podem potencializar sinergicamente para causar gastrite crônica perpetua. O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência de HP e do vírus Epstein-Barr em crianças e adolescentes. Material e Método: Estudo descritivo, do tipo transversal. Foram analisadas amostras de mucosa gástrica de 64 crianças e adolescentes através do Teste da Urease para diagnóstico do HP, da técnica de PCR para detecção da cepa cagA de H. pylori, da técnica de hibridização in situ para detecção do EBV e da análise patológica para determinação de características histopatológicas. Resultados: A prevalência de HP nas crianças e adolescentes em estudo foi de 53,1% enquanto a prevalência de VEB foi 3,1%. Entre os pacientes infectados por HP, a maioria (94,3%) apresentava gastrite a endoscopia digestiva alta, sendo gastrite enantemática a mais comumente encontrada. Na análise histopatológica, também a maioria (97,1%) dos pacientes apresentava algum grau de gastrite, com 80% classificados com gastrite crônica moderada. Cepas cagA positivas foram encontradas em 64,7% dos infectados com HP e entre estes todos tinham gastrite, com predomínio de gastrite crônica moderada (54%), no entanto não se observou correlação com significância estatística entre esses achados. Em adição, também não houve significância estatística para a associação entre infecção por HP e por VEB na população estudada, a baixa prevalência de VEB nesta análise sugere que esse vírus não é um agente etiológico das lesões da mucosa gástrica. No nosso conhecimento, este é o primeiro estudo que relaciona estes dois agentes infecciosos na mucosa gástrica de crianças e adolescentes do norte do Brasil. Conclusão: A maioria dos achados deste estudo se assemelha aos relatos da literatura, contudo evidenciou-se a necessidade de estudos com maior casuística, envolvendo a população pediátrica imunocompetente afim de melhor esclarecer se há ou não correlação entre a infecção por HP e VEB em nossa região.
  • CAROLINA DOS SANTOS ARAUJO
  • Influência de Parâmetros Espaciais do Estímulo Sobre Potenciais Corticais Visuais Provocados Gerados por Estimulação Pseudo-aleatória
  • Data: 08/03/2013
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  • As contribuições dos mecanismos de detecção de contraste ao potencial cortical provocado visual (VECP) têm sido investigadas com o estudo das funções de resposta ao contraste e de resposta à frequência espacial. Anteriormente, o uso de sequências-m para o controle da estimulação era restrito à estimulação eletrofisiológica multifocal que, em alguns aspectos, se diferencia substancialmente do VECP convencional. Estimulações únicas com contraste espacial controlado por sequências-m não foram extensivamente estudadas ou comparadas às respostas obtidas com as técnicas multifocais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da frequência espacial e do contraste de redes senoidais no VECP gerado por estimulação pseudoaleatória. Nove sujeitos normais foram estimulados por redes senoidais acromáticas controladas por uma sequência-m binária pseudoaleatória em 7 frequências espaciais (0,4 a 10 cpg) em 3 tamanhos diferentes (4º, 8º e 16º de ângulo visual). Em 8º, foram testados adicionalmente seis níveis de contraste (3,12% a 99%). O kernel de primeira ordem não forneceu respostas consistentes com sinais mensuráveis através das frequências espacias e dos contrastes testados – o sinal foi muito pequeno ou ausente – enquanto o primeiro e o segundo slice do kernel de segunda ordem exibiram respostas bastante confiáveis para as faixas de estímulo testadas. As principais diferenças entre os resultados obtidos com o primeiro e o segundo slice do kernel de segunda ordem foram o perfil das funções de amplitude versus contraste e de amplitude versus frequência espacial. Os resultados indicaram que o primeiro slice do kernel de segunda ordem foi dominado pela via M, porém para algumas condições de estímulo, pôde ser percebida a contribuição da via P. Já o segundo slice do kernel de segunda ordem refletiu contribuição apenas da via P. O presente trabalho estende achados anteriores sobre a contribuição das vias visuais ao VECP gerado por estimulação pseudoaleatória para uma grande faixa de frequências espaciais.
  • ANA CAROLINA ALVES DE OLIVEIRA
  • REDUÇÃO DO VOLUME HIPOCAMPAL, PERDA NEURONAL E ALTERAÇÕES GLIAIS EM RATOS EXPOSTOS CRONICAMENTE AO ETANOL DA ADOLESCÊNCIA À FASE ADULTA
  • Data: 04/03/2013
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  • O consumo de etanol (EtOH) é considerado um problema de saúde pública do Brasil e no mundo, sendo alvo de pesquisas epidemiológicas e de seus efeitos no organismo durante as várias etapas do desenvolvimento humano. Neste contexto, torna-se necessário o entendimento dos efeitos do EtOH no Sistema Nervoso Central, mais especificamente sobre a formação hipocampal, pois embora seja conhecida como uma estrutura particularmente sensível aos seus efeitos deletérios do EtOH, os mecanismos subjacentes aos efeitos de exposição crônica são pouco estabelecidos. O presente estudo objetiva verificar quais as repercussões da exposição crônica ao EtOH em ratos, desde a adolescência até a idade adulta, sobre os padrões morfométricos e morfologia hipocampal. Ratos Wistar, fêmeas, receberam EtOH por gavagem (6,5 g/kg/dia, 22,5% V/v), do 35º ao 90º dia pós-natal, sendo comparado com grupo controle, o qual recebeu apenas água destilada. Foi realizada análise morfométrica e estereológica, bem como histoquímica e imunoistoquímica. Para a marcação imunoistoquímica, utilizou-se os anticorpos Anti-NeuN, Anti-GFAP e Anti-Iba1. Verificou-se perda neuronal significativa em CA1 e hilo, com CA3, apresentando diminuição não significante no número de células Neu-N+. Também foi encontra redução significativa da população microglial em todas as áreas investigadas, com ativação destas células. Houve redução no número de astrócitos em animais expostos ao EtOH em todas as áreas, embora não de forma significativa em CA1. Análise estereológica evidenciou redução de volume na formação hipocampal de ratos expostos ao EtOH em relação ao grupo controle. Desta forma, conclui-se que animais expostos cronicamente ao EtOH, sofrem redução volumétrica e perdas neuronal e glial na formação hipocampal.
  • MADACILINA DE MELO TEIXEIRA
  • PADRÕES NEUROPATOLÓGICOS NAS SUBSTÂNCIAS BRANCA E CINZENTA REVELADOS POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA E DÉFICITS NEUROLÓGICOS CORRESPONDENTES EM CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA DA INFÂNCIA
  • Data: 17/01/2013
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  • A Encefalopatia Crônica Não Progressiva da Infância (ECNP) é a sequela neurológica com maior comprometimento motor para a criança, e continua sendo na atualidade a hipóxicoisquemia perinatal a maior causa de lesão cerebral. É conhecida como Paralisia Cerebral, sendo definida por uma sequela de agressão encefálica, caracterizada, principalmente, por um transtorno persistente, mas não invariável do tônus, da postura e do movimento, que aparece na primeira infância. A caracterização da ECNP se faz considerando as condições anatômicas, etiológicas, semiológicas e não evolutiva. Neste estudo adotou-se a classificação baseada em aspectos anatômicos e clínicos, que enfatizam o sintoma motor, enquanto elemento principal do quadro clínico. A neuroimagem tem fundamental importância para o diagnóstico e prognóstico de lesões cerebrais, exercendo a importante função de descartar ou confirmar a presença de lesões em recém-nascidos e nas crianças com alterações no desenvolvimento. A Tomografia Cerebral (TAC) e a Ressonância Magnética do Crânio (RM) vêm desempenhando enorme papel para o estudo dos vários tecidos que constituem o sistema nervoso. Assim este estudo teve o objetivo geral de avaliar os padrões neuropatológicos nas substâncias branca e cinzenta, obtidos por TAC ou RM de Crânio, de pacientes com história clínica de ECNP hipóxico-isquêmica perinatal, correlacionando os dados obtidos por neuroimagem com os padrões motores obtidos por exame clínico-neurológico. Foram obedecidas as normas vigentes para estudo em seres humanos impostas pela Resolução CNS 196/96, submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa da Plataforma Brasil sob o Nº 112168. A população foi constituída por pacientes com idade de zero a sete anos, de ambos os sexos, atendidos no Ambulatório de Paralisia Cerebral do Projeto Caminhar do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), com diagnóstico de ECNP. A amostra do estudo foi composta por 15 crianças com diagnóstico de ECNP por Hipóxia neonatal. Para o diagnóstico radiológico em neuroimagem foram utilizados os dados dos laudos da TAC e da RM de Crânio. A avaliação clínico-neurológica utilizou para a avaliação do movimento o modelo da escala Gross Motor Function Classification System (GMFCS E&R), elaborada por Palisano, que gradua a criança em cinco níveis no qual o Nível I corresponde à normalidade e o Nível V a maior gravidade de limitação. Das 15 crianças avaliadas quanto ao movimento e a relação do Nível de Motricidade pela GMFCS E&R 05 crianças apresentavam nível V, 04 crianças nível IV, 05 crianças nível III e 01 criança nível II. Quanto ao imageamento cerebral 46% realizaram TAC e 54% RM do Crânio. A RM de Crânio apresentou-se neste estudo como a imagem de eleição, pois das 8 crianças que realizaram o exame, 6 apresentavam alterações. Ficou evidente que o exame por imagem de eleição para a criança que apresenta Encefalopatia Crônica não Progressiva é a RM de Crânio, podendo se adotar como protocolo para a conclusão diagnóstica, evitando expor a criança a uma carga elevada de RX como ocorre na TAC, e ainda, evitando gastos desnecessários para a saúde pública.
  • ADEMIR FERREIRA DA SILVA JUNIOR
  • INTOXICAÇÃO CRÔNICA EXPERIMENTAL COM ALUMÍNIO: PADRÕES DEGENERATIVOS, COMPORTAMENTAIS E TERAPIA EXPERIMENTAL COM MAGNÉSIO APÓS LESÃO HIPOCAMPAL
  • Data: 17/01/2013
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  • Evidências experimentais sugerem que o alumínio é um agente neurotóxico com ações deletérias sobre os processos cognitivos. No entanto, poucos estudos investigaram os efeitos neurocomportamentais da intoxicação experimental com alumínio. Neste estudo, investigou-se os efeitos comportamentais, histopatológicos e bioquímicos da intoxicação crônica com citrato de alumínio sobre o hipocampo de ratos adultos, ao mesmo tempo delineando terapia experimental de tratamento com magnésio para a reversão das alterações neuropatológicas encontradas. Utilizou-se 70 ratos Wistar machos de 230-250 g, divididos em 1 grupo (G1) citrato de sódio, grupo controle (G2), grupo citrato de alumínio (G3), citrato de alumínio + sulfato de magnésio (G4), citrato de sódio + sulfato de magnésio (G5). A dose usada de citrato de alumínio foi de 100 mg/kg e sulfato de magnésio 250 mg/kg. O neurotóxico foi administrado por via intragástrica, durante 30 dias. Os animais foram submetidos aos testes comportamentais do campo aberto, Rota rod, Reconhecimento social e Labirinto em T elevado (LTE). Além disso, foi verificado os níveis de alumínio no soro e no hipocampo dos animais em espectrômetro de absorção atômica em forno de grafite (GF AAS) e análise imunoistoquímica para NeuN e GFAP. Verificou-se que o grupo G3 apresentou um aumento da atividade locomotora no teste do campo aberto em comparação ao grupo controle e já o grupo G4 apresentou uma diminuição (P<0.001). Nos testes de memória do LTE e de Reconhecimento social, os animais do grupo G3 apresentaram um déficit no aprendizado em relação aos demais grupos e já os animais do grupo G4 apresentaram um bom desempenho nos teste (P<0.001). Os níveis de alumínio encontrados no hipocampo do grupo G3 foi consideravelmente elevado e nos grupos G1, G2 e G4 os níveis ficaram abaixo do limite de detecção do equipamento. Estes resultados sugerem que a intoxicação experimental com citrato de alumínio induz déficits de aprendizado e memória e que a administração de sulfato de magnésio pode ter a capacidade de minimizar os danos causados pelo metal no hipocampo de animais intoxicados.
2012
Descrição
  • SOANNE CHYARA DA SILVA SOARES
  • INDUÇÃO DE PLASTICIDADE CEREBRAL POR REMOÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR APÓS LESÃO ISQUÊMICA NO CORTEX SENSÓRIO-MOTOR DE RATOS.
  • Data: 14/12/2012
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  • O acidente vascular cerebral (AVC) é a terceira maior causa de mortalidade e incapacidade no mundo e a principal causa de mortes no Brasil. Após a lesão isquêmica, pela capacidade limitada do Sistema Nervoso Central (SNC) se regenerar, os déficits funcionais geralmente são incapacitantes e permanentes. A incapacidade de regeneração decorre, dentre outros fatores, do acúmulo de proteoglicanos de sulfato de condroitina (PGSC) no local da lesão, inibindo a plasticidade no microambiente extracelular. A enzima condroitinase ABC (ChABC) tem se mostrado eficiente para degradar os PGSC, proporcionando plasticidade. Esta pesquisa se propõe a avaliar o efeito da remoção de PGSC após uma lesão isquêmica no córtex sensório-motor primário de ratos. Para tal, utilizou-se 20 ratos Wistar, em 4 grupos experimentais, controle e tratado, com tempo de sobrevida de 7 e 14 dias. Induziu-se uma lesão isquêmica através de microinjeções do vasoconstritor ET-1 (Endotelina-1) no córtex sensório-motor, implantou-se um polímero de Etileno vinil acetato saturado com ChABC (tratado) ou BSA (controle). Morfologicamente, avaliamos a área de lesão, que se mostrou sem diferença estatística entre grupo controle 7 dias (média de 1653,8 ± 162,57mm2), tratado 7 dias (média de 2067,3 ± 235,42mm2), controle 14 dias (média de 1267,16 ± 280,6mm2), tratado 14 dias (média de 1323,8 ± 297,05mm2) após lesão; a quantidade de astrócitos, que também se mostrou sem diferença estatística entre grupo controle 7 dias (média de 16,6±4,67 células/campo), tratado 7 (média de 21,07±1,87 células/campo) e controle 14 (média de 17,46±0,80 células/campo), tratado 14 (média de 18,51±2,60 células/campo) dias após lesão; e a expressão de controitin degradado, que qualitativamente foi mais expresso nos ratos tratados 7 e 14 dias após lesão. Comportamentalmente, no teste do cilindro, animais tratados tiveram índice de assimetria menor já em 7 dias após lesão, com diferença significativa entre os grupos. No teste da escada horizontal, os animais tratados tiveram menor diferença intragrupo que os controles. Em 7 dias após lesão, já estavam com o mesmo desempenho funcional que seu pré-cirúrgico. Os dados comportamentais demonstram que a ChABC foi eficaz na melhora do desempenho funcional de maneira precoce, o que significa que a degradação das PGSC abre uma janela plástica na lesão isquêmica cortical, sem influenciar no tamanho da lesão e quantidade de astrócitos na cicatriz glial, porém com melhora do desempenho funcional de maneira precoce. Novos estudos devem ser realizados, associando a ChABC a terapêuticas adjuvantes no tratamento de lesões isquêmicas experimentais.
  • JEFFERSON JOSE SODRE FERRAZ
  • Prevalência e Associação da Infecção por Helicobacter pylori e do Vírus de Epstein-Barr em Adenocarcinoma Gástrico, em uma População do Norte do Brasil.
  • Data: 13/12/2012
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  • As neoplasias gástricas são a segunda maior causa de morte por câncer e apesar das descobertas sobre a fisiopatologia das células tumorais, o câncer é considerado como, no melhor das hipóteses, minimamente controlado pela medicina moderna. O carcinoma gástrico é uma das poucas neoplasias malignas nas quais os agentes infecciosos tem um importante papel etiológico. O objetivo do presente trabalho foi pesquisar a prevalência e o grau de associação da infecção por Helicobacter pylori e do vírus de Epstein-Barr em adenocarcinoma gástrico, em uma população do norte do Brasil. Foram analisadas 125 amostras de adenocarcinoma gástrico que foram submetidas à técnica de PCR para detecção de H. pylori e da cepa cagA de H. pylori, à técnica de hibridização in situ para detecção do EBV e à análise histopatológica para determinação de características clínico-patológicas e epidemiológicas. Observou-se o maior acometimento de pacientes do sexo masculino (68%) e de faixa etária acima de 50 anos (78%). A prevalência encontrada para H. pylori foi de 88%, e foi considerada alta quando comparada a estudos anteriores na região norte. A prevalência encontrada para o EBV foi de 9,6%. Os pacientes positivos para H. pylori-cagA+ apresentaram um risco relativo aumentado para adenocarcinoma do tipo intestinal. A frequência para os estádios III e IV foi de 82,4%, evidenciando que o diagnóstico desta neoplasia é geralmente realizado tardiamente. Os casos positivos para urease apresentaram um fator de risco relativo (OR=4,231) maior que quatro vezes, para H. pylori-cagA+, que é a cepa mais virulenta de H. pylori. Não houve significância estatística para a associação entre H. pylori e EBV na população estudada, porém os casos positivos para EBV apresentaram 100% de positividade para H. pylori, sugerindo uma possível atuação sinérgica destes agentes na carcinogênese gástrica.
  • FERNANDA CABRAL SOARES
  • ENVELHECIMENTO, LINGUAGEM, E MEMÓRIA VISUO-ESPACIAL: um estudo comparativo exploratório do desempenho humano em testes neuropsicológicos selecionados
  • Data: 06/12/2012
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  • O reconhecimento dos limites entre o envelhecimento normal e o patológico é essencial para a adoção de políticas de saúde baseadas em evidências par o grupo etário acima de 65 anos. Este estudo é parte de um esforço sistemático que o grupo de pesquisa do Laboratório de Investigações em Neurodegeneração e Infecção da Universidade Federal do Pará tem feito para fornecer informações translacionais sobre a neurobiologia do envelhecimento normal e alterada. O objetivo principal em longo prazo é permitir políticas públicas para o envelhecimento saudável na Região Amazônica. No presente trabalho investigamos os efeitos do envelhecimento sobre os desempenhos em testes neuropsicológicos selecionados para avaliar aprendizagem, memória e alterações de linguagem. 29 adultos jovens (29,9 ± 1,06 anos) e 31 idosos (74,1 ± 1,15 anos) saudáveis foram submetidos aos testes e os resultados de seus desempenhos foram comparados por testes paramétricos e estatística multivariada. Uma avaliação geral e uma variedade de testes cognitivos, incluindo Mini Exame do Estado Mental, tarefas visuo-espaciais de aprendizagem e de memória da bateria de testes neuropsicológicos automatizados - CANTAB e testes de linguagem incluindo fluência verbal semântica e fonológica, teste de nomeação de Boston reduzido, performance narrativa utilizando a figura “o roubo dos biscoitos” e alguns testes da Bateria Montreal de Comunicação - MAC. O programa BioEstat versão 5.0 e o pacote estatístico SPSS foram utilizados para a análise. O teste paramétrico t de Student ou o não paramétrico de Mann-Whitney foram aplicados para detectar diferenças significativas (fixadas em valores de p <0,05). Os grupos foram pareados por escolaridade e incluiu homens e mulheres. A análise das subcategorias que compõem o MEEM mostrou diferença significativa apenas na recuperação da memória de evocação de lista de palavras, em que o grupo de idosos apresentou pior desempenho em comparação com o grupo de jovens. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os desempenhos de idosos e jovens adultos nos seguintes testes de linguagem: 1) Nomeação de Boston, 2) Testes de Narrativa, 3) Metáforas; 4) Prosódia Emocional e Linguística. Em comparação com os adultos jovens, indivíduos idosos apresentaram pior desempenho em 10 medidas diferentes nos testes de memória visuo-espacial e de aprendizagem do CANTAB. Distâncias Euclidianas e análise discriminante obtidas a partir do CANTAB e dos testes de linguagem demonstraram que os primeiros distinguem os grupos com maior resolução. Apesar de que o número de indivíduos avaliados é insuficiente para generalizar conclusões para a população residente na área metropolitana de Belém, sugerimos que a aplicação em larga escala de testes selecionados da bateria CANTAB, tanto em estudos transversais como em longitudinais, vai aumentar nossa capacidade de resolução na distinção dos limites entre o envelhecimento normal e o patológico.
  • OTAVIO AUGUSTO DE ARAUJO COSTA FOLHA
  • EFEITO DO AMBIENTE SOBRE O PERÍODO CRÍTICO DE PLASTICIDADE DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DE RATOS
  • Data: 19/11/2012
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  • O período crítico de plasticidade do córtex cerebral é a etapa do desenvolvimento pós-natal do sistema nervoso onde os circuitos neurais são mais suscetíveis à mudanças influenciadas por informações oriundas do ambiente. No córtex pré-frontal de humanos, responsável pelas funções executivas, o período crítico de plasticidade estende-se desde o nasciment