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Banca de QUALIFICAÇÃO: LAIRA VASCONCELOS DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAIRA VASCONCELOS DOS SANTOS
DATA: 18/12/2020
HORA: 16:00
LOCAL: QUALIFICAÇÃO VIA PLATAFORMA VIRTUAL
TÍTULO:

EXPROPRIAÇÃO TERRITORIAL E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS NA AMAZÔNIA: inferências a partir da região do Baixo Tocantins/PA


PALAVRAS-CHAVES:

Acumulação via espoliação, expropriação, conflito socioambiental


PÁGINAS: 128
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
SUBÁREA: Serviço Social Aplicado
RESUMO:

O objetivo geral do projeto de tese é analisar se os elementos estruturais do processo atual de territorialização do capitalismo na Amazônia tem impactado nas condições de reprodução da natureza e da vida dos povos e comunidades tradicionais. Tendo como base a teoria crítica marxista  e teoria sobre a produção de espaços capitalista por meio da  “acumulação via espoliação”. Pretende-se utilizar o método do materialismo histórico e dialético, a observação, pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, entrevista, história de vida, mapeamento dos conflitos socioambientais e análise de conteúdo.  Apresenta-se a hipótese de que o atual processo de territorialização do capitalismo na Amazônia tem como elementos estruturais a permanente “acumulação via espoliação” por meio de processos violentos de expropriação e conflitos socioambientais, envolvendo territórios tradicionalmente ocupados com a interferência do Estado burguês e por meio de agroestratégias voltadas a abertura de novos mercados e a logística necessária para produção e circulação de commodities como grãos e biocombustíveis tem impactado diretamente nas condições de reprodução da natureza e da vida das comunidades tradicionais, na medida em que a financeirização do capital no campo tem se materializado pelo agronegócio por meio da expropriação da relação sociometabólica das  comunidades tradicionais e os seus territórios, em que as condições de existência e os meios de vida são espoliados e transformados em capital com a imposição de uma única forma de propriedade, a propriedade do capital. Assim, comunidades tradicionais ficam desprovidas dos meios de produção, sendo submetidas ao processo de proletarização, por meio da coerção extraeconômica e/ou a pobreza, e isso lhes demanda a necessidade de organização de processos de resistência por meio de lutas organizadas coletivamente em defesa de seus territórios contra o avanço do capital.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2085215 - JOANA VALENTE SANTANA
Interno - 2341581 - MARCEL THEODOOR HAZEU
Externo ao Programa - 2249019 - MARCELA VECCHIONE GONCALVES
Externo à Instituição - PATRICIA KRIEGER GROSSI
Presidente - 2434396 - SOLANGE MARIA GAYOSO DA COSTA
Notícia cadastrada em: 14/12/2020 14:18
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