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Banca de QUALIFICAÇÃO: JULIANA CARVALHO ESPER

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA CARVALHO ESPER
DATA: 13/10/2020
HORA: 09:00
LOCAL: VÍDEO CONFERÊNCIA
TÍTULO:

"PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MENINGITES BACTERIANAS NO BRASIL DE 2014 À 2018 UM COMPARATIVO ENTRE AS REGIÕES BRASILEIRAS"


PALAVRAS-CHAVES:

Meningites Bacterianas, Epidemiologia, Etiologia Meningites.


PÁGINAS: 14
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A meningite bacteriana é uma doença grave, com alta taxa de mortalidade e morbidade, que ainda representa um sério problema de saúde pública no nosso país. No Brasil é doença de notificação compulsória, sendo notificados todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravo de Notificação – SIVAN. A notificação é considerada de extrema importância para determinação dos principais patógenos causadores da doença, bem como para controle de surtos da doença. Os principais patógenos causadores da doença e responsáveis por cerca de 90% dos casos no Brasil são a Neisseria Meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus Influenzae. Determinação do perfil epidemiológico das meningites do Brasil nos anos de 2014 a 2018, realizando um comparativo entre as regiões do país. Foi realizada cleta de dados públicos no SIVAN no período de 2014 à 2018 e foram incluídos do estudo de todos os casos confirmados de meningite bacteriana, excluídos os casos de etiologia indeterminada, e a partir destes dados calculados os coeficientes de incidência por idade, etiologia e sorogrupo. A Doença meningocócica continua a ser a principal causa de meningites no país, chamando atenção a variação de sorogrupo em crianças menores de 4 anos, totalizando 27% dos casos, com uma tendência decrescente conforme aumenta a idade, porém observa-se pico de incidência na faixa etária de adulto jovens 20-39 e 40-49 anos. A principal metodologia diagnóstica foi cultura, seguida pelo quimiocitológico, sendo que aproximadamente 60% dos casos permaneceu sem definição do agente etiológico. Apesar de uma incidência relativamente estável nos anos estuados, a meningite permanece um sério problema de saúde em nosso país. A doença meningocócica ainda persiste coma maioria dos casos, sendo  sorogrupo C o mais comum, porém observamos um predomínio do sorogrupo B em faixas etárias menores que 5 anos, sendo e-necessário avaliar a introdução da vicina contra o sorogrupo B do Meningococo do calendário vacinal brasileiro do Sistema Único de Saúde. É necessário e de extrema importância uma atenção maior para a confirmação de diagnóstica etiológica das meningites bacterianas, para definirmos melhor os perfis bacterianos de cada região, pois o tratamento precoce é emergencial e deve ser instituído o quanto antes, sendo na maioria das vezes iniciado empiricamente com base do quadro clínico, na análise quimiocitológica do LCR e no perfil epidemiológico de cada região. A definição do agente etiológico guia melhor a antibioticoterapia diminuindo o uso indiscriminado destes, reduzindo indução de resistência antimicrobiana e também define melhor as variações epidemiológicas, determinando as principais variações nas cepas circulantes, permitindo um melhor controle através de programas vacinais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1220143 - EDIVALDO HERCULANO CORREA DE OLIVEIRA
Interno - 071.100.732-20 - GILMAR WANZELLER SIQUEIRA - UNIFESP
Externo à Instituição - RENATO HILTON DA SILVA REIS
Notícia cadastrada em: 12/10/2020 09:50
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