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Banca de QUALIFICAÇÃO: BRENDA MARIA PEREIRA ALHO DA COSTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRENDA MARIA PEREIRA ALHO DA COSTA
DATA: 12/12/2023
HORA: 16:00
LOCAL: Sala Virtual - Online
TÍTULO:

NOCICEPÇÃO EM JUVENIS DE TAMBAQUI Colossoma macropomum: CARACTERIZAÇÃO DE POTENCIAIS MARCADORES DE DOR, EFEITOS SOBRE RECEPTORES OPIOIDES E STATUS OXIDATIVO


PALAVRAS-CHAVES:

Morfina, naloxona,  bem-estar, eletroencefalograma, bandas de frequência.


PÁGINAS: 51
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca
SUBÁREA: Aqüicultura
ESPECIALIDADE: Piscicultura
RESUMO:

O debate sobre a capacidade de peixes sentirem medo, desconforto e dor é longo e controverso. O grupo de céticos se baseia em diferenças na anatomia cerebral, como a ausência de neocórtex em peixes, o que dificulta comparações com vertebrados superiores. Porém pesquisas ao longo dos anos reforçam que peixes podem ser capazes de sentir dor, ainda que por mecanismos diferentes de outros vertebrados. Um dos indicativos é a presença de nociceptores, que são importantes mecanisticamente e para o processamento da dor; estudos também revelam que peixes possuem outros comportamentos característicos de senciência. A utilização de marcadores eletrofisiológicos na avaliação da dor, a exemplo do EEG, pode ser uma ferramenta eficaz para verificar o estado de consciência e possíveis alterações nas bandas de frequência cerebrais durante um estímulo nocivo. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo caracterizar alterações na resposta nociceptiva em juvenis de tambaqui expostos a diferentes estímulos dolorosos por meio de parâmetros eletrofisiológicos, efeitos sobre receptores opioides e status oxidativo. Para validar o modelo comportamental serão utilizadas a morfina e a naloxona, agonista/antagonista opioide, também será avaliado o efeito dos estímulos dolorosos e a aplicação dos fármacos no metabolismo oxidativo. Para os registros eletrofisiológicos serão utilizados 120 juvenis de tambaqui. Os animais serão divididos em doze grupos: a) controle (basal água), b) controle solução fisiológica  intramuscular, c) controle solução fisiológica intraperitoneal, d) ácido acético intramuscular, e) ácido acético intraperitoneal, f) morfina,     g)naloxona, h) morfina + ácido acético intramuscular, i) morfina + ácido acético intraperitoneal, j) Nal + morf + ac im, k) nal + morf + ac ip, l) Naloxona + morfina. Os marcadores a serem registrados serão: eletroencefalograma, eletrocardiograma, eletromiograma, intensidade de batimentos operculares e taxa de batimentos operculares. Para o ensaio dos marcadores de estresse oxidativo os peixes serão divididos em doze grupos de modo semelhante ao experimento eletrofisiológico. Serão utilizados 96 peixes no total, sendo 8 por cada tratamento. Será realizada a coleta de amostras de fígado, cérebro, brânquia e músculo. A potencial correlação entre dor e o metabolismo redox será avaliada por meio da quantificação da atividade enzimática da Glutationa-S-Transferase, capacidade antioxidante total contra radicais peroxil e da quantificação do produto da peroxidação lipídica nos diferentes tecidos. Os resultados de eletrofisiologia utilizando morfina e naloxona podem contribuir como uma evidência para a presença de receptores opioides em juvenis de tambaqui, o que auxiliará na compreensão dos mecanismos relacionados à nocicepção e à percepção da dor nesses animais. Também se torna relevante observar de que maneira estímulos nocivos influenciam o equilíbrio redox e verificar se a morfina pode atenuar os efeitos do estresse oxidativo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 624.722.322-68 - LUIS ANDRE LUZ BARBAS - IFPA
Interno - 2244947 - DANIEL ABREU VASCONCELOS CAMPELO
Externo ao Programa - 2983351 - NILTON AKIO MUTO
Externo à Instituição - LUCAS CAMPOS MALTEZ
Notícia cadastrada em: 12/12/2023 11:07
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