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Banca de DEFESA: AMÉLIA CAROLINA PIMENTA PARENTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMÉLIA CAROLINA PIMENTA PARENTE
DATA: 10/04/2015
HORA: 09:00
LOCAL: PPGG
TÍTULO:

PALEOAMBIENTE QUIMIOESTRATIGRAFIA DA FORMAÇÃO ITAITUBA, CARBONÍFERO DA BORDA SUL DA BACIA DO AMAZONAS, REGIÃO DE URUARÁ - PARÁ


PALAVRAS-CHAVES:

Formação Itaituba, Carbonatos, Quimioestratigrafia, Idade de deposição e Isótopos de Sr, C e O.


PÁGINAS: 77
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
RESUMO:

A Bacia do Amazonas, caracterizada como uma bacia intracratônica com cerca de 400.000 km2, apresenta um registro sedimentar Fanerozoico composto por quatro sequências de segunda ordem relacionadas aos grupos Trombetas; Urupadi e Curuá; Tapajós e Javari. A Formação Itaituba, objeto deste trabalho, faz parte do Grupo Tapajós, o qual representa o último ciclo transgressivo-regressivo do Paleozoico desta bacia. A Formação Itaituba apresenta espessos pacotes de calcários de inframaré, intercalados com depósitos evaporíticos mais espessos em direção ao topo da formação, com folhelhos, siltitos e arenitos que representam depósitos transgressivo – regressivos de moderada energia em ambiente marinho raso de infra e itermaré. A formação é composta dos estratos mais ricos em fósseis marinhos da Bacia do Amazonas, tais como os de conodontes, foraminíferos, corais, briozoários, crinóides, trilobitas, ostracodes, gastrópodes, braquiópodes, bivalves, escolecodontes e fragmentos de peixe. Para este trabalho foram estudadas amostras de testemunho de sondagem (FURO 5) obtido no município de Uruará, centro-leste do estado do Pará. Os principais objetivos deste trabalho são a obtenção da idade de deposição da Formação Itaituba com base na curva secular do 87Sr/86Sr e sua caracterização quimioestratigráfica com base nos teores de elementos maiores e traços, e nos isótopos de C e O, bem como a caracterização faciológica desses carbonatos. O perfil estratigráfico estudado é caracterizado por uma intercalação entre fácies carbonáticas ricas em bioclastos, estilolitos e drusas de quartzo e fácies dolomítica. E, na base do perfil, por uma fácies terrígena caracterizada por silte de cor avermelhada com clastos carbonáticos. Microfaciologicamente foram identificados os litotipos: wackstone, packstone, dolomudstone e, mais raramente mudstone e grainstone. Foram definidas sete microfácies: Mudstone bioclástico (Mcb), Wackstone bioclástico (Wb), Wackstone bioclástico com estilolitos (Wbe), Packstone bioclástico (Pb), Packstone bioclástico com pelóides (Pbp),  Grainstone bioclástico com pelóides (Gbp) e Dolomito fino (Dl). Dentre os bioclastos observados estão braquiópodes, equinodermos, foraminíferos, pelecipodas, briozoários, gastrópodes e ostracodes. Como componentes não esqueletais observam-se quartzo, argilo-minerais, feldspatos, oóides e intraclastos. A matriz é micrítica e como cimento pode-se diferenciar três tipos, “em franja”, em mosaico e sobrecrescimento sintaxial. Grande parte do perfil foi afetada por processos secundários, tais como dolomitização, dissolução e compactação. Os resultados das análises geoquímicas foram obtidos em 46 amostras coletadas em intervalos de 50 cm, aproximadamente. Os dados obtidos confirmam que o perfil é predominantemente calcítico com pequenas variações no conteúdo de Mg, no entanto apresenta níveis dolomitizados. Os valores elevados de Si em algumas amostras indicam a presença de minerais terrígenos, além de drusas e fraturas preenchidas por quartzo. As amostras apresentaram teor de Sr satisfatório para as análises isotópicas, o qual varia entre 30 e 293 ppm, sendo alguns dos menores valores relacionados às rochas dolomíticas. O estudo de isótopos estáveis foi realizado em 76 amostras coletadas em intervalos de 30 cm. Os valores obtidos para d13C e d18O variam de 1,602 a 5,422‰ e – 8,734 a 0,804‰, respectivamente. Os valores para d13C mostram-se compatíveis com os valores obtidos em estudos anteriores para os carbonatos da Formação Itaituba, que apontam um ambiente marinho com a assinatura isotópica típica de rochas carboníferas, já para d18O apresentam-se discordantes, logo alterados (d13C variando entre 2 e 6‰, d18O entre -3 a -7‰). Logo, tais carbonatos teriam composições isotópicas primárias, com exceção de algumas amostras, cujas composições foram modificadas por processos diagenéticos, tal qual a dolomitização. A idade de deposição foi obtida a partir da lixiviação de duas carapaças de braquiópodes, que posicionaram as rochas da Formação Itaituba no Pensilvaniano Superior com dois intervalos de idade, entre 296 e 303 Ma (Virgiliano – Missouriano) e entre 293 e 307 Ma (Virgiliano – Desmoinesiano), e Pensilvaniano Inferior, com idade entre 313 e 318 Ma


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 327551 - JEAN MICHEL LAFON
Interno - 327200 - MOACIR JOSE BUENANO MACAMBIRA
Notícia cadastrada em: 30/03/2015 12:28
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