Dissertações/Teses

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2021
Descrição
  • MARIDALVA COSTA NASCIMENTO
  • OS PROCESSOS IMAGINATIVOS E A APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS: o estudo de caso de Pietro.

  • Orientador : ANDRELA GARIBALDI LOUREIRO PARENTE
  • Data: 27/05/2021
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  • RAFAELA LEBREGO ARAUJO
  • NICHOS, ENTRECRUZAMENTOS E MOVIMENTOS FORMATIVOS: uma proposta de reflexão compartilhada sobre a docência entre formadores de professores de Ciências e Biologia.

  • Orientador : TEREZINHA VALIM OLIVER GONCALVES
  • Data: 27/05/2021
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  • RHOMULO OLIVEIRA MENEZES
  • MODELAGEM MATEMÁTICA ONLINE: temas matemáticos, poderes naturais e estratégias pedagógicas.

  • Orientador : ADILSON OLIVEIRA DO ESPIRITO SANTO
  • Data: 18/05/2021
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  • MARCOS ALLAN DA SILVA LINHARES
  • De louco, todo mundo tem um pouco: os discursos sobre inclusão escolar e a produção dos sujeitos anormais.

  • Orientador : SILVIA NOGUEIRA CHAVES
  • Data: 14/05/2021
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  • LAECIO NOBRE DE MACEDO
  • “ANÁLISE DA FALA-EM-INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNOS NA AULA DE MATEMÁTICA: Um enfoque na Psicologia Discursiva”

  • Orientador : ELIZABETH GOMES SOUZA
  • Data: 06/05/2021
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  • BENJAMIM CARDOSO DA SILVA NETO
  • “Criatividade em propostas didáticas de pesquisas em história para o ensino de
    matematica (1990-2018)”

  • Orientador : IRAN ABREU MENDES
  • Data: 29/04/2021
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  • ANA DEL VALLE DUARTE CASTILLO
  • O CUIDADO DE SI NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: A FIGURA DO PROFESSOR EM SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA

  • Orientador : MARIA DOS REMEDIOS DE BRITO
  • Data: 22/04/2021
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  • NEUMA TEIXEIRA DOS SANTOS
  • MODELAGEM MATEMÁTICA E TEORIA DA COMPLEXIDADE: DIÁLOGO MULTITEMÁTICO NO ENSINO SUPERIOR.

  • Data: 19/04/2021
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  • A pesquisa realizada nesta tese doutoral foi motivada pelo interesse de compreender se as atividades de Modelagem Matemática no Ensino Superior, discutidas a partir dos sete saberes da complexidade de Edgar Morin, possibilitam a desfragmentação do conhecimento e a religação de saberes, visto que a educação do século XXI necessita de um pensar complexo, movida pelo sentimento de pertencimento a uma unidade planetária. Desta forma buscou-se, por meio das temáticas, monitoramento no manguezal, marrecas (dendrocygna autumnalis) em diversos contextos, pandemia da covid-19, redes sociais, fake news, infográficos e divulgação científica, articular saberes desenvolvendo atividades presenciais e online. A seleção dos dados
    empíricos foi inspirada no procedimento metodológico da análise de conteúdo, e a discussão dos dados organizada a partir das etapas de Modelagem, propostas pelo professor Rodney Bassanezi. O texto foi organizado no formato agregação, reunindo três artigos conectados e independentes, acompanhados de um texto integrador, introdução e considerações gerais. O primeiro artigo trata de uma reflexão teórica acerca dos fundamentos epistemológicos da teoria da complexidade de Edgar Morin, para identificar o entrelaçamento com a Modelagem, que possibilite a religação de saberes. No segundo artigo foi realizada uma atividade empírica, com a temática ambientação no manguezal. Esta atividade de campo culminou na abordagem multitemática do terceiro artigo. A investigação mostrou que a abordagem de Modelagem, que proporciona o pensar complexo, está pautada na perspectiva transdisciplinar. Diante da complexidade das problemáticas que se vive neste século é necessário agir além das fronteiras, permitindo que Modelagens Matemáticas existam e potencializem a articulação de saberes, para o exercício pleno de uma cidadania planetária.

  • FRANCISCO FIALHO GUEDES FERREIRA
  • CONTRIBUIÇÕES EPISTEMOLÓGICAS DO CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I PARA O CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA.

  • Data: 15/04/2021
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  • Este trabalho adota como objeto de pesquisa a formação acadêmica na Licenciatura em Matemática, com foco de estudo no conteúdo do Cálculo Diferencial e Integral I (CDI-I), para a formação de futuros professores da Educação Básica dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA). A questão que motivou a pesquisa foi “de que forma o Cálculo Diferencial e Integral I contribui para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica?” O objetivo desta investigação é analisar as contribuições epistemológicas do CDI-I para a formação dos alunos do curso de Licenciatura em Matemática para a Educação Básica. A metodologia utilizada na pesquisa foi de tipo qualitativa, fundamentada em levantamentos sobre a temática abordada em bancos de dados, na Taxonomia SOLO, no Modelo MQ2 e no Discurso do Sujeito Coletivo, com vistas a uma análise sobre as contribuições epistemológicas do CDI - I para formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, sob a perspectiva: da aprendizagem dos alunos; do conteúdo da disciplina; e da fala dos professores. Os resultados da pesquisa foram sistematizados a partir de indicativos apontados pelas teses e dissertações pesquisadas, pela elaboração e uso de um modelo analítico quantitativo/qualitativo MQ2 , pela análise de questões que interconectam a matemática da Educação Básica com o CDI-I, e pelo Discurso do Sujeito Coletivo desenvolvido a partir da fala de um grupo de professores da referida disciplina. Essas discursões tem seu desenvolvimento apresentado nos capítulos 2 e 5 desta tese, cuja relevância se encontra na viabilidade em medir o nível qualitativo/quantitativo de contribuição epistemológica para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, os quais sugerem que temos que dar um direcionamento para CDI-I, ou seja, olhar para os interessados pela disciplina. Para encaminhar respostas do questionamento formulado inicialmente, confirmamos a tese de que o CDI-I contribui epistemologicamente para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, no entanto, é de suma importância que algumas questões sejam resolvidas para que essa disciplina tome um corpo moldado aos interesses de quem o necessita aprender.

  • LOUÍZE ROBERTA MAFRA DE SOUSA
  • BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E ENSINO DE CIÊNCIAS: uma análise à luz da inclusão.

  • Orientador : ELIELSON RIBEIRO DE SALES
  • Data: 06/04/2021
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  • SILVIA CAROLINE SALGADO PENA
  • “O ENSINO DE ESTATÍSTICA: uma experiência no atendimento pedagógico domiciliar”,

  • Orientador : ELIELSON RIBEIRO DE SALES
  • Data: 18/03/2021
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  • NADIA SUELI ARAUJO DA ROCHA
  • DO LADO DO SEGREDO AO SEGREDO DA ESCOLA: experimentações formativas de Educação em Ciências em diálogos com a tradição.

  • Data: 05/03/2021
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  • Considerando a relevância sociocultural dos saberes da tradição presentes no contexto da comunidade Segredinho pertencente ao município de Capanema no Estado do Pará, nordeste paraense, constitui o objeto de pesquisa a partir dos saberes ligados a pesca artesanal e ao mito originados no Lago do Segredo, ambiente natural, que agrega ciência, cultura e história. A composição destes elementos fez emergir a seguinte questão de pesquisa: como se configuram as relações entre os saberes da tradição e o conhecimento científico no Ensino de Ciências na
    escola da comunidade Segredinho? Tendo a compreensão de que as relações dialógicas entre os saberes da tradição e o conhecimento cientifico escolar são fundamentais para um Ensino de Ciências pautado na diversidade e na multidimensionalidade dos saberes. Esta tese teve como objetivo compreender as relações entre o conhecimento científico e os saberes da tradição da comunidade Segredinho no Ensino de Ciências tendo em vista a formação das professoras na perspectiva do diálogo entre esses conhecimentos. Em busca de compreender estas relações me
    amparei na pesquisa qualitativa na modalidade da pesquisa-ação em que estiveram envolvidos seis (06) moradores, três (03) professoras da escola da comunidade que atuavam nos anos iniciais do Ensino Fundamental na modalidade multissérie e dois (02) alunos da escola. Após analisar e problematizar a prática docente exercida na escola da comunidade e perceber o Ensino de Ciências pautado na transmissão do conteúdo, na falta de articulação com os saberes da tradição e na memorização de conceitos didáticos, foram desenvolvidos encontros formativos com a professora da turma do 4a/5o ano (multissérie) do Ensino Fundamental, considerando a formação como constructo para a ressignificação da prática e a renovação do ensino. Os encontros formativos foram desenvolvidos na perspectiva dialógica considerando a complexidade do ser e do saber envolvendo além da professora, uma moradora e os/as alunos/as que experienciaram uma ação pedagógica a partir do desenvolvimento da sequência didática
    intitulada, Peixes: do mito ao alimento, em que foi possível dialogar com os diferentes saberes no Ensino de Ciências. Os resultados me permitem compreender que a construção das relações entre os saberes é imprescindível para uma formação docente e discente pautada na complexidade, no respeito as diferentes leituras dos fenômenos e na variedade dos modos de vida e de cultura no qual os sujeitos estão envolvidos. O que consequentemente reverbera em um Ensino de Ciências dialógico e construído na integralidade de saberes.

  • ANA PAULA NASCIMENTO PEGADO COUTO
  • “Ações, produções acadêmicas e trajetórias de três Professores de Matemática: do que tratam Teses e Dissertações
    (1990 – 2018)?”

  • Orientador : IRAN ABREU MENDES
  • Data: 01/03/2021
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  • JEOVA PEREIRA MARTINS
  • “Uma linguagem geométrica singular refletida no Códice Atlântico de Leonardo da Vinci: contribuições
    para a geometria escolar”.

  • Data: 26/02/2021
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  • O ensino de matemática na Educação Básica requer especial atenção de professores e pesquisadores do campo da Educação Matemática, pois tem como uma de suas funções a formação integral do estudante no que tange aos conhecimentos matemáticos a ela necessários. Este trabalho aponta possibilidades para essa formação na Educação Básica e objetiva estabelecer relações entre os objetos da geometria refletida no Códice Atlântico de Leonardo da Vinci e os objetos da geometria escolar. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, que teve como objeto central de investigação os desenhos e anotações de Leonardo da Vinci contidos no Códice Atlântico em busca de objetos da geometria para o estabelecimento de relações com a geometria escolar. As informações foram tratadas a partir de um estudo das 602 folhas do referido Códice, das quais 13 foram analisadas sob um enfoque da semiótica e leitura de imagens matemáticas abordados por Santaella (2005, 2012, 2018). Os resultados da análise apontam que os desenhos e anotações de Leonardo da Vinci contidos no Códice Atlântico possuem elementos relacionados à geometria escolar que podem ser mobilizados para o ensino a partir da problematização desses elementos, materializada em atividades de ensino e projetos de investigação que poderão se constituir em subsídios didáticos a serem incorporados pelo professor de matemática no ensino de geometria na Educação Básica.

  • ELENTON OLIVEIRA DE SOUZA
  • UMA GENEALOGIA DOS CONCEITOS DOS SABERES ASTRONÔMICOS DA DISCIPLINA COMOGRAFIA (1892-1932)

  • Orientador : EDUARDO PAIVA DE PONTES VIEIRA
  • Data: 25/02/2021
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  • FELIPE ALEX SANTIAGO CRUZ
  • FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA AS RELAÇÕES RACIAIS: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM LIVROS, ARTIGOS QUALIS, TESES E DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS (2004 – 2018)

  • Data: 25/02/2021
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  • Este estudo tem como temática a formação continuada de professores, e como objeto de investigação
    a produção do conhecimento sobre relações raciais em teses e dissertações publicadas no Brasil, entre
    os anos de 2004 a 2018, relativa às discussões sobre a temática. É complementado pelo levantamento
    de livros e artigos referentes às mesmas discussões. A pesquisa caracteriza-se como de natureza
    predominantemente qualitativa, do tipo bibliográfica e exploratória da produção do conhecimento. O
    objetivo geral incide em analisar a produção do conhecimento sobre a formação continuada de
    professores para as relações raciais em teses, dissertações, artigos qualis e livros. Em articulação a
    este, os objetivos específicos consistem em circunstanciar os aspectos teóricos e os principais aportes
    da temática da formação continuada de professores para as relações raciais, no que tange a literatura
    especializada e as publicações em livros e artigos qualis levantados no período; identificar a
    conformação dos trabalhos de teses e dissertações sobre formação continuada de professores para as
    relações raciais publicados no período citado, a origem regional e institucional desses trabalhos e as
    categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface com a temática; abstrair a
    presença da temática nos programas de pós-graduação e as interlocuções realizadas pelos professores
    sobre a mesma, considerando a trajetória desses agentes no campo de seus projetos e produções
    científicas. O problema da pesquisa evidencia em que medida as produções acadêmicas sobre
    formação continuada de professores para as relações raciais, em teses e dissertações, definem o
    campo das pesquisas da área de Ciências Humanas no Brasil no período de 2004 a 2018. Em
    decorrência do problema apresentado, algumas questões de investigação emergem a partir da
    estruturação do estudo: em que aspectos e aportes teóricos se conforma a temática da formação
    continuada de professores e relações raciais na literatura especializada e nas publicações em livros e
    artigos qualis levantados? Como se configuram os trabalhos de teses e dissertações, em termos
    regionais, institucionais e as categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface
    com a temática? De que modo se constitui a presença da temática nos programas de pós-graduação
    e as interlocuções assumidas pelos professores sobre a mesma, considerando as trajetórias no campo
    de suas produções científicas? Dada a problemática, a tese afirma que a conformação dos trabalhos
    de teses, dissertações, livros e artigos publicados no período de 2004 a 2018 constitui demandas
    emergentes da produção do conhecimento oriunda dos Programas de Pós-Graduação em Ciências
    Humanas, uma vez que os trabalhos orientados pelos professores dos programas, suas áreas de
    interesses e a produção do conhecimento dos mesmos, não consubstancia, especificamente, uma
    relação direta, estrutural e ampliada de pesquisas com a temática da formação continuada de
    professores para as relações raciais, no período, tendo se resumido, portanto, em experiências
    pontuais, reveladas por objetos de estudos distintos, e estruturadas por meio do habitus de pesquisa
    internalizados pelos professores orientadores. A leitura do objeto de estudo estrutura-se por meio do
    aporte teórico-metodológico a partir das formulações sobre campo, habitus e campo científico em Pierre
    Bourdieu (1983, 2003, 2004, 2007, 2011); representação, em Roger Chartier (1991, 2011), formação
    inicial e continuada de professores em Bernadete Gatti (2001, 2008, 2009) e Marli André et al (1999,
    2002); formação de professores e relações raciais em Petronilha Silva (2003), Nilma Gomes (2005,
    2012) e Wilma Coelho (2005, 2018). O aporte metodológico estrutura-se em Bardin (2016) por meio de
    algumas técnicas da Análise de Conteúdo, no que corresponde a organização e tratamento dos
    trabalhos levantados sobre a temática. Os resultados apontam para o avanço quantitativo de trabalhos
    defendidos e publicados sobre a temática no período, em relação a discussões trazidas anteriormente.
    Esses avanços conferem visibilidade às discussões de pesquisas relativas à formação continuada de
    professores e relações raciais nos PPG’s. Em que se considere o fato de os professores integrarem o
    campo da Educação para as relações raciais, conclui-se que a temática do estudo não constitui
    dimensão continuada e orgânica na trajetória de produção do conhecimento dos professores
    orientadores de teses e dissertações, a partir da leitura de seus currículos lattes.

  • BARBARA CHAGAS DA SILVA
  • POTENCIALIDADES DA TECNOLOGIA PARA AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA

  • Data: 12/02/2021
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  • NAYRA DA CUNHA ROSSY SANTOS
  • IDENTIDADE PROFISSIONAL DOCENTE EM MEMORIAIS DE FORMADORES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA.

  • Data: 21/01/2021
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  • A presente pesquisa de doutorado teve como objetivo principal caracterizar uma possível
    identidade profissional de professores formadores de professores de Matemática, a partir de
    aspectos emergentes da análise de seus memoriais de formação. Para isso, foi realizado um
    estudo acerca do conceito de identidade investigando suas origens na Filosofia e na Sociologia
    para construção de uma base teórica que tomou como referência conceitos ligados à
    modernidade líquida, de Zygmunt Bauman, bem como as ideias de Claude Dubar sobre
    identidades e suas crises, além da Teoria da Complexidade de Edgar Morin. Com vistas a uma
    compreensão do conceito de identidade profissional docente, foi realizado um levantamento
    entre as produções nacionais e internacionais acerca desta temática, dando ênfase à concepção
    de Bolívar (2006), que adota uma perspectiva narrativa. Foram analisados três memoriais de
    formação de docentes do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade
    Federal do Pará (IEMCI/UFPA) que prestaram concurso para o cargo de professor titular/titular
    livre. São documentos de domínio público, mas foram concedidos voluntariamente pelos
    sujeitos e, por isso, optei por utilizá-los fazendo referências aos seus nomes reais. A leitura
    desses documentos foi realizada a partir de uma instrumentalização proposta nesta pesquisa
    associada a uma posterior análise com base em quatro eixos norteadores que emergiram a partir
    dela. Tais eixos analisam: a) a relação do sujeito com o objeto matemático; b) o papel das crises
    de identidades vivenciadas; c) os processos de identificação por si mesmos e pelos outros; d) a
    relação do sujeito com o mundo. Inicialmente, as análises foram realizadas de forma individual
    para, em um segundo momento, propor uma metanarrativa que realizasse a interlocução dos
    excertos retirados do memorial e que considerei influenciar na constituição da identidade
    profissional desses professores formadores de professores de Matemática. Desta forma,
    sustento a proposição de que a identidade profissional de professores formadores de professores
    de matemática constitui-se de forma gradativa e não linear, a partir de relações estabelecidas
    com a Matemática ou objetos matemáticos, sofrendo influências do mundo e de outros sujeitos,
    sendo as crises, elementos deflagradores desse processo constitutivo.

  • BARBARA FERNANDES DO NASCIMENTO CASTRO
  • “ECOSOFIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA CARTOGRAFIA DE EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS EM
    TEMPOS DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL”.

  • Orientador : NADIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • Data: 05/01/2021
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2020
Descrição
  • RAQUEL SOARES DO RÊGO FERREIRA
  • O SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS

  • Data: 30/11/2020
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  • Este trabalho trata do problema de formação inicial de professores relativos aos numerais decimais, considerando as dificuldades sobre o seu ensino e sua aprendizagem. Observados por diferentes pesquisas, os dados apontam fortes indícios de a causa residir na naturalização dos numerais decimais no seio da sociedade. Essa problemática foi enfrentada a partir da validação da tese de que os processos de quantificação de unidades de grandezas concretas permitirem a desnaturalização dos numerais decimais com ajuda dos recursos teóricos e metodológicos da teoria antropológica do didático. Consideramos a hipótese de que fatores externos à sala de aula agem dificultando o ensino, partem dos objetos de interesses desse campo teórico. Essa problemática foi enfrentada por meio de
    um percurso de estudos e pesquisas com protagonismo principal dos professores em formação que foi desenvolvido com ajuda de um orientador de estudo e pesquisa. Esse percurso foi realizado sob a orientação do pesquisador com auxílio de um modelo praxeológico de referência sobre o processo de quantificação a partir de uma situação
    geradora, ambos tomados como hipóteses a serem validadas, e com isso, a tese de proverem um percurso de estudo e pesquisa que levassem os professores em formação ao encontro da desnaturalização dos numerais decimais. Os resultados demonstraram que os professores em formação viram e assumiram a ocorrência de mudanças de suas relações com os numerais decimais e apontaram, favoravelmente, em direção à validação desse
    percurso encaminhado a partir da situação geradora e do modelo praxeológico de referência propostos. Os resultados encorajaram o desenvolvimento de futuras pesquisas, entre elas, qual o impacto da concepção de numerais, aqui encaminhadas, sobre o currículo dos anos iniciais, já que extrapolam a disciplina matemática? E, talvez, mais urgente, sobre a concepção e construção de organizações praxeológicas sobre os numerais decimais para o ensino dos anos iniciais do fundamental, sob a compreensão aqui desenvolvida, para fins de validação experimental em sala de aula.

  • JAINE FERNANDA JAQUES MIRANDA
  • "FORMAÇÃO INICIAL DE LICENCIANDOS EM BIOLOGIA E O PROCESSO
    DE FORMAÇÃO DOCENTE: relatos reflexivos das experiências vividas

  • Orientador : ARIADNE DA COSTA PERES CONTENTE
  • Data: 10/07/2020
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  • ANA LAURA PUREZA PANTOJA
  • OPRIGEM DA VIDA: DICURSOS EM LIVROS DIÁTICOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : EDUARDO PAIVA DE PONTES VIEIRA
  • Data: 10/06/2020
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  • ÉLIDA DE SOUSA PERES
  • GEOMETRIA NAS ESTAMPARIAS AFRO-BRASILEIRAS: DA VISUALIDADE À SALA DE AULA

  • Data: 27/05/2020
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  • Esta pesquisa é um estudo sobre os aspectos geométricos na estamparia afro- brasileira, com interface nas relações étnico-raciais e o seu uso no ensino da matemática na escola. Tem como objetivo fazer uma investigação sobre os padrões geométricos afro-brasileiros e o seu potencial uso de forma contextualizada no ensino da simetria, na matemática do ensino fundamental, instaurando relações com a lei 10.639/2003, que indica a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica e superior. Com esta pesquisa, pretende-se fazer uso da estamparia afro- brasileira, estabelecendo conexão entre a cultura afro-brasileira e o ensino da geometria na matemática. Assim, para direcionamento desse processo, tem-se a seguinte questão: Como estabelecer relações entre estampas afro-brasileiras e seus significados culturais com o ensino de simetria no nível fundamental? Nesse sentido, a pesquisa tem como base teórica os estudos de Thompson (2011), que conceituam cultura e, a partir desses estudos, dialogamos com Canclini (2008) sobre culturas híbridas; Farias e Mendes (2014) tratam de cultura nas práticas matemáticas; Almeida (2017) estuda os saberes tradicionais e científicos; Mignolo (2008) e Quijano (2010) tratam de colonialidade. Como metodologia, abordaremos a etnomatemática com os estudos de D’Ambrosio (1996, 1997, 1999, 2005); Gerdes (2010, 2012); Vergani (2007); Fiorin (1995) e Barros (2005), com a semiótica discursiva. Isso leva à compreensão do processo histórico das relações culturais relacionadas à etnomatemática enquanto forma de romper com a matemática considerada tradicional, possibilitando outros pensamentos para o seu ensino.

  • VALDETE LEAL DE OLIVEIRA
  • “UM ESTUDO DESCRITIVO-ANALÍTICO SOBRE O CONCEITO DE APRENDIZAGEM EM PESQUISAS DOUTORAIS DE NEUROCIÊNCIAS (2007-2018)”

  • Data: 15/05/2020
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  • Desenvolvemos um estudo documental em ambiente virtual, no qual se analisou pesquisas doutorais produzidas em Neurociências e em Educação no Brasil durante o período de 2007-2018, com o objetivo de identificar, catalogar, analisar e organizar dados dispersos para investigarmos quais as contribuições das pesquisas desenvolvidas no campo das Neurociências para as pesquisas desenvolvidas no campo da aprendizagem, bem como buscamos evidenciar se as perspectivas de Bear, Connors & Paradiso (2017), Kandel e colaboradores (2014), Lent (2010) sob a aprendizagem fazem-se presente nessas produções. Para tanto, recorremos ao Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A presente pesquisa constitui-se de quatro capítulos interligados entre si. O primeiro caracteriza-se por ser um capítulo histórico no qual objetivamos responder ao seguinte questionamento: Neurociências ou Neurociência? Para respondê-lo adotamos um enfoque multiferencial ao consultarmos livros, artigos e pesquisas doutorais. No segundo, desenvolvemos um estudo descritivo-analítico com o objetivo de evidenciar se as pesquisas doutorais desenvolvidas no Brasil entre 2007-2017 em Neurociências, Psicologia, Psicologia do Ensino e da Aprendizagem, Interdisciplinar, Educação, Ensino de Ciências e Matemática e no campo das Ciências Sociais e Humanas durante o período de 2007-2017 apresentam contribuições que possam migrar para o campo da aprendizagem, bem como buscamos saber como a Neuroeducação brasileira vem se delineando, a partir dessas pesquisas. Realizamos ainda o estudo descritivo-analítico de pesquisas doutorais produzidas no Brasil ao longo do período 2007-2018, porém, neste momento da pesquisa ampliamos as ‘Grandes áreas de Conhecimentos’, ‘Áreas de Conhecimentos’ e as ‘Áreas de Concentração’ investigadas. Ao passo que no terceiro capítulo investigamos especificamente treze (13) pesquisas doutorais desenvovidas na interlocução Neurociências e Educação, com o objetivo de revelar as possíveis contribuições dessas pesquisas para o campo da aprendizagem. No quarto capítulo, utilizamos o IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), um software de processamento de dados textuais gratuito que oferece formas de processamento de dados textuais, tais como: lexicografia básica (cálculo de frequência de palavras) e processamento multivariado (Classificação Hierárquica Descendente, Grafo de Similitude, Nuvem de Palavras) (LABART & SALEM, 1994; DOISE, CLEMENCE & LORENZI-CIOLDI, 1992). Os resultados demonstram que as pesquisas doutorais produzidas em Neurociências no Brasil (2007-2018) apresentam contribuições que podem migrar para as pesquisas produzidas no campo da aprendizagem, porém, essas informações encontram-se compiladas, fundamentalmente, em pesquisa básica, sendo necessário o desenvolvimento de pesquisa futuras para aplicá-las com fins educacionais. Nenhuma das treze pesquisas recorreu a Bear, Connors & Paradiso (2017), Kandel e colaboradores (2014), Lent (2010 para discorrer sobre aprendizagem. Bem como se revelou também a diversidade temática existente nessas produções, e que a Neurociência desenvolvida no Brasil (2007-2018) configura-se como um movimento próprio do campo educacional.

  • HERCIO DA SILVA FERREIRA
  • A NEUROEDUCAÇÃO E A TEORIA DAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS: UMA PROPOSTA DE APROXIMAÇÃO PARA ATENDER À DIVERSIDADE EM SALA DE AULA

  • Data: 12/05/2020
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  • Há várias décadas que a Neurociência vem se destacando no meio científico através de
    resultados auspiciosos para a Educação. Porém, levar esses resultados para a sala de aula está
    sendo a grande dificuldade a ser superada. Pensando nisso, vários pesquisadores propuseram
    modelos de pesquisa multi ou interdisciplinar na tentativa de resolver esse problema e, não
    apenas isto, alguns sugerem caminhos de mão dupla, isto é, que educadores possam também
    levar os resultados de pesquisa relativos ao processo ensino -aprendizagem à Neurociência. Com
    base nestes modelos, surgiram várias propostas de criação de uma nova área das ciências, cuja
    denominação apresenta vários rótulos, dentre os quais se destacam “Neuroeducação” e “Ciência
    da Mente, Cérebro e Educação”. Encontramos nesses modelos quase um consenso quanto às
    áreas das ciências que deverão compor este novo campo científico, a saber: Educação,
    Psicologia e Neurociência. Escolhemos usar a denominação Neuroeducação para nos
    referirmos a esse campo emergente. Nesta pesquisa, propomos uma aproximação entre a
    Neuroeducação e a Teoria das Situações Didáticas (TSD) de Guy Brousseau, através de um
    Modelo de Pesquisa Neuroeducacional Multidisciplinar. Este Modelo possibilitou a realização
    de discussões a respeito da viabilidade de inserção de resultados da Abordagem Neopiagetiana
    de Bidell e Fischer (2017) e da Neurociência Socioafetiva de Immordino-Yang na TSD.
    Acreditamos que uma das causas da dificuldade de aprendizagem em matemática escolar está
    no fato de o professor não considerar a diversidade encontrada em sala de aula, que nesta
    pesquisa está representada por fatores contextual (contexto de aprendizagem em sala de aula),
    socioeconômico (status socioeconômico dos alunos) e socioemocional (ansiedade matemática).
    As discussões nos levaram a refletir sobre estratégias de ensino que contemplem a mudança do
    contexto de aprendizagem em sala de aula (através de apoio contextual) e a criação de
    significado para o conhecimento matemático ( através de trabalhos extraclasses que
    proporcionem aos alunos oportunidade de aplicar os conhecimentos matemáticos adquiridos na
    escola em atividades cotidianas, tais como o esporte, as profissões, etc.). Essas estratégias
    podem ajudar na elevação do nível de desempenho matemático dos alunos, na adaptação de
    alunos menos favorecidos socioeconomicamente à matemática escolar e na identificação,
    remediação ou reversão da ansiedade matemática, além de atuarem como agentes motivacionais
    na aprendizagem matemática. A viabilidade de inserção dessas estratégias de ensino na TSD e
    as suas possíveis contribuições na aplicação dessa teoria são discutidas ao longo do texto e
    apresentadas ao final como uma Proposta Neuroeducacional de aplicação da TSD. Nesse
    sentido, nossa Proposta Neuroeducacional sugere complementações na atuação do professor
    em cada momento didático da TSD para que possamos refletir sobre a possibilidade de
    amenizarmos ou revertermos os casos de dificuldade de adaptação à matemática escolar e de
    ansiedade matemática.

  • CARLOS ALBERTO NOBRE DA SILVA
  • PROFESSORES PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NO PARÁ: DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS À PRÁTICA SOCIAL

  • Data: 30/04/2020
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  • A pós-graduação em educação em ciências e matemática no Brasil tem se consolidado como importante campo de pesquisa na área de ensino, possibilitando aos ingressantes a oportunidade de pesquisa e expansão do conhecimento na área, assim como na reflexão e proposição de alternativas na condução do ensino de ciências e matemática. O aumento dos programas e cursos de pós-graduação na área têm sido relevantes, apesar das assimetrias quanto sua distribuição entre as regiões do País. Entretanto, ainda são insuficientes os estudos
    que problematizam os desdobramentos das produções desses programas na prática social dos novos doutores na área. Nesse sentido, esse estudo buscou responder a seguinte questão: Em que aspectos as teses em Educação Matemática produzidas no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas – PPGECM reverberam nas práticas sociais dos professores pesquisadores egressos do programa, e suas possíveis repercussões e desdobramentos? Para isso, meu objetivo foi analisar as teses em Educação Matemática, produzidas no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática – 'PPGECM do IEMCI/UFPA, identificando os discursos e suas interseções/consequências nas práticas sociais dos pesquisadores egressos do programa. A fundamentação teórico- metodológica foi embasada em Kilpatrick (1996), Miguel et al (2004), Triviños (2006), Saviani (2007), Greimas (1973; 2012), Fiorin (2015) e Barros (2011), dentre outros. Metodologicamente foi realizada a análise semiótica discursiva das 43 teses produzidas no programa no período de 2012 a 2018, e 12 entrevistas semiestruturadas com professores pesquisadores doutores egressos do PPGECM que estão em atuação nos diversos níveis da educação nacional: educação básica (anos iniciais, ensino fundamental e ensino médio), educação profissional e tecnológica, educação superior (graduação e pós-graduação). O resultado nas análises das teses e das entrevistas foi comparado com o currículo Lattes dos entrevistados, para se verificar os desdobramentos, que resultaram na existência de conexões que possibilitam inclusive, aprimorar as contribuições desse programa de doutoramento na formação continuada dos pesquisadores, na área da Educação Matemática em nossa região e, na necessária constituição identitária dessa categoria profissional − a dos profissionais da Educação Matemática. Desse modo, defendemos a tese de que as pesquisas doutorais produzidas pelos egressos do PPGECM têm produzido impactos, consequências e desdobramentos relevantes que repercutem nas práticas sociais desses sujeitos autores, por meio da participação em grupos ou projetos de pesquisa acadêmica, reflexões críticas sobre suas próprias práticas, incremento na produção de artigos científicos e, sobretudo, inserção no processo de formação acadêmica e de novos pesquisadores para a região amazônica.

  • FRANCINEY CARVALHO PALHETA
  • CAPITAL GLOBAL DAS ESCOLAS E DESIGUALDADE DE DESEMPENHO EM
    MATEMÁTICA EM AVALIAÇÕES DE LARGA ESCALA NO BRASIL

  • Data: 27/04/2020
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  • Esta pesquisa apresenta um estudo sobre a desigualdade de desempenho em
    Matemática, de estudantes do 5o

    ano do Ensino Fundamental, em avaliação
    educacional em larga escala, no caso, a Prova Brasil. O objetivo é mostrar a relação
    da desigualdade de desempenho em Matemática dos estudantes de 5o

    ano do
    Ensino Fundamental, na Prova Brasil, com a distribuição de capitais econômicos,
    culturais e sociais pelas escolas. É uma pesquisa quanti-qualitativa, com uma
    amostra de 2.592 escolas, que utilizou dados do SAEB e do CENSO ESCOLAR,
    ambos de 2015. Fundamenta-se teoricamente nos conceitos da Teoria de Bourdieu,
    a saber: capital econômico, capital cultural, capital social, campos e habitus, para
    construir indicadores de contextos, com base na Teoria da Resposta ao Item. Assim,
    chegou-se a nove componentes relacionados aos referidos capitais, para as escolas
    da amostra, categorizadas em uma escala de quatro níveis (BAIXO, MÉDIO,
    INTERMEDIÁRIO e SUPERIOR). Para fazer a análise da relação de capitais com a
    desigualdade de desempenho em Matemática, foi criado um Painel de Indicadores
    de capitais, utilizado para obter a distribuição de capitais pelas escolas. Realizou-se
    igualmente um cruzamento do Painel de Indicadores com cinco faixas de
    desigualdade de desempenho em Matemática. A pesquisa mostrou que embora haja
    redes de ensino que consigam alcançar ou superar as metas do IDEB essas redes
    ainda apresentam grande desigualdade de desempenho em Matemática. A
    transferência de capital cultural pelas escolas é mais significativa por meio dos
    capitais associados aos professores (culturais e sociais). À medida que ocorre maior
    descapitalização de capitais nas escolas, maior é a desigualdade de desempenho
    dos estudantes em Matemática, isto é, há uma relação inversa entre capital global
    disponível nas escolas e desigualdade de desempenho em Matemática.

  • MARIE ESTHER CHARLES
  • A LÍNGUA DE ENSINO E OS DESAFIOS DA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NAS ESCOLAS PRIMÁRIAS HAITIANAS

  • Data: 20/04/2020
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  • O presente estudo intitulado: “A língua de ensino e os desafios da aprendizagem da matemática
    nas escolas primárias haitianas” propõe uma análise dos problemas enfrentados pelos alunos
    haitianos na escola primária. O problema reside no fato de o ensino no Haiti se dar em francês,
    segunda língua, cuja maioria das crianças haitianas só entra em contato no meio escolar. Por
    conseguinte, o crioulo, língua materna, não é verdadeiramente o canal de aprendizagem nas escolas
    do país. Em consequência, as crianças enfrentam muitas dificuldades de aprendizagem,
    nomeadamente em matemática. Dessa forma, nosso objetivo principal é analisar a importância do
    uso da língua materna como língua de ensino da matemática. Para procedermos essa análise,
    baseamo-nos, por um lado, na filosofia da linguagem de Wittgenstein, especificamente em alguns
    conceitos desenvolvidos nas Investigações Filosóficas. Em seguida, recorremos a outras leituras
    sobre o bilinguismo e a alfabetização matemática que julgamos em acordo com o pensamento do
    filósofo. Por outro lado, procedemos a um inquérito por meio do uso de questionário destinado aos
    professores do ensino básico que trabalham nas escolas primárias no Haiti, com o objetivo de
    investigar os fatores que representam obstáculos para os alunos na aprendizagem de Matemática,
    cujas aulas são em francês. Nas nossas análises, pudemos observar que estes fatores se devem ao
    comportamento, à concepção e à compreensão da linguagem matemática pelas crianças e estão
    ligados aos problemas de linguagem com que se defrontam. Alguns professores tiveram de
    recorrer, por vezes, à tradução das expressões matemáticas do francês para o crioulo para facilitar
    a sua compreensão. Uma constatação que se enquadra bem na parte teórica da investigação, a
    saber, que a língua materna é a que deve ser promovida para levar a criança a uma boa compreensão
    da linguagem matemática. Também, existem obstáculos que impedem o estabelecimento e a
    aplicação de uma boa política linguística no sistema educativo e um deles continua a ser o
    envolvimento do setor público, cujo investimento cobre apenas 20% dos alunos haitianos.

  • JAQUELINE VALERIO DA CRUZ
  • OS JOGOS DE REGRAS E O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES
    MATEMÁTICAS SOB A PERSPECTIVA WITTGENSTEINIANA: UM ESTUDO A PARTIR DO XADREZ

  • Data: 17/04/2020
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  • Nossa pesquisa tem por principal objetivo investigar como as habilidades matemáticas, segundo
    a perspectiva da Filosofia Wittgensteiniana, podem ser desenvolvidas pela prática dos jogos no
    âmbito escolar, com ênfase, principalmente, nos benefícios apontados pela prática do xadrez.
    Buscamos, então, mostrar como a prática dos jogos de regras pode contribuir no
    desenvolvimento de habilidades importantes para o domínio da linguagem matemática,
    analisando, de forma terapêutica, como os conceitos psicológicos atribuídos a estas habilidades
    são apresentadas na literatura da Educação Matemática, visto que a maioria dostrabalhos acerca
    da temática dos jogos estão atrelados ao modelo cognitivo, onde desenvolvem suas análises no
    mental, independente da linguagem. Sendo assim, apontaremos as habilidades em uma
    perspectiva wittgensteiniana, tais como os conceitos de “seguir regras”, “compreender” e o “ver
    como”, que são apresentados pelo Filósofo como habilidades linguísticas. Para tanto,
    conduziremos a nossa pesquisa por meio de uma discussão teórica acerca da importância dos
    jogos na literatura da Educação Matemática e o domínio de técnicas baseadas nas ideias do
    filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein. Desta forma, tais habilidades desenvolvidas –
    raciocínio lógico, memorização, etc. – são compreendidas como o domínio de regras, técnicas
    linguísticas, de acordo com cada jogo de linguagem.

  • MILTON CARVALHO DE SOUSA JUNIOR
  • HISTÓRIAS E PERCEPÇÕES DE UM PROFESSOR DE MATEMÁTICA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

  • Data: 13/04/2020
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  • A presente pesquisa tem o intuito de apresentar e propor reflexões acerca da inclusão
    do professor de matemática com deficiência frente a um sistema excludente, bem
    como os aspectos intrínsecos no processo de inserção no trabalho docente e
    mudanças no ensinar. A partir do resgate memorialístico de experiências vivenciadas
    dentro e fora de sala de aula, realizo uma tomada de consciência, perfazendo um
    paralelo entre o antes e o depois das limitações físicas pautando-me nesse novo olhar
    do docente com deficiência de modo crítico e analítico a luz da filosofia Deleuziana,
    olhando o passado a fim de projetar um futuro. Dessa forma, por meio da
    autobiografia, permito-me enxergar o que eu era e o que me tornei baseado num olhar
    para mim de um sujeito formador, transformador, com deficiência física, e em
    formação e, doravante, desenvolver a prática docente no ensino de Matemática
    aparentemente desprovida de possibilidades, mas que, refletida e posta à análise,
    pode tornar-se um importante instrumento de coleta de informações para o caminhar
    da Educação. Mais ainda, levantar-se-ão questões pertinentes como a (re)inserção
    da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e a forma como ela é enxergada
    em seu meio. Busco também erigir uma análise a respeito das condições de igualdade
    em que as pessoas com e sem deficiência são submetidas. A partir de uma educação
    matemática formal e um resgate memorialístico, questiono a possibilidade de um
    professor com deficiência ser capaz, aos olhos da normalidade, de lecionar. Por meio
    de uma autorreflexão sobre minhas práticas como docente, procuro reconhecer o
    professor que me tornei norteando-me nos exemplos que vivenciei em meu percurso
    de formação, de modo a me redescobrir como docente ao caminho de ser e de vir a
    ser, apontando mecanismos e possibilidades que me permitam a docência em
    matemática como professor com deficiência física.

  • EDSON PINHEIRO WANZELER
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E INCLUSÃO EM CONTEXTOS NO ESTADO DO PARÁ: ENTRE A CONSTITUIÇÃO DE 1988 E CONTEMPORANIEDADE DE 2018

  • Data: 02/04/2020
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  • As discussões, estudos e pesquisas relacionadas à inclusão e educação de pessoas com
    deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades ou
    superdotação têm ganhado cada vez mais espaço e notoriedade nos contextos das
    instituições de ensino superior e pesquisas, nas mais diversas áreas do conhecimento.
    Nesse movimento, é possível perceber a institucionalização da área Educação
    Matemática e Inclusão, que, para nós, é um diálogo direto entre as premissas da
    educação matemática e da inclusão social. No norte do Brasil, em especial no estado do
    Pará, essas discussões ganham foça e suporte a partir da década de 2000, com o
    aumento do número de programas de pós-graduação nas áreas de avaliação da
    Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) educação e
    ensino na região, e das pesquisas voltadas ao ensino e aprendizagem de conteúdos
    matemáticos para e por alunos público-alvo da educação especial. Neste sentido,
    compreendendo a complexidade da edificação de uma área de conhecimento, e os
    impacto dos estudos e pesquisas voltados à inclusão no ensino e aprendizagem de
    matemática no estado do Pará, a presente tese tem por objetivo discutir aspectos
    inerentes à construção da área Educação Matemática e Inclusão na região norte, em
    especial no estado do Pará, a partir do estudo das dissertações e teses defendidas nos
    programas de pós-graduação das áreas de avaliação da Capes educação e ensino, entre
    os anos de 1988 e 2018. Para isso, o texto de abordagem qualitativa, desenvolvido a
    partir de pesquisa bibliográfica, apresenta um caminhar histórico-político das produções
    pioneiras em educação matemática e inclusão; dialoga com as pesquisas em educação
    especial na perspectiva da educação inclusiva e com a realidade das redes de ensino do
    estado do Pará, e por fim, apresenta como o confronto de experiências educacionais de
    professores com as práticas de pesquisas que contribuíram diretamente para a
    consolidação da área Educação Matemática e Inclusão no estado do Pará.

  • ANNE DE MATOS SOUZA FERREIRA
  • UM ESTUDO SOBRE A POLÍTICA DE AÇÃO AFIRMATIVA: A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI Nº 12.711/2012 NOS IFETS (2014-2019)

  • Data: 19/03/2020
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  • Este estudo teve como objetivo analisar a política de ação afirmativa, modalidade
    cotas raciais, implementada em 12 Institutos Federais de Educação, Ciência e
    Tecnologia (Ifets) e a sua relação com a Lei n.º 12.711/2012. Para isso, partimos do
    entendimento de que, com a aprovação dessa lei, também conhecida como “Lei de
    Cotas”, buscou-se promover um maior acesso dos estudantes negros aos Ifets.
    Nesse contexto, a implementação de cotas raciais promoveu alterações
    consubstanciais nas práticas dessas instituições. A partir dessa proposição,
    sustentamos, neste estudo, a tese de que os habitus incorporados pelos agentes
    incumbidos dos processos de implementação da referida lei determinam a forma
    como eles concebem a legislação e a implementação da política de ação afirmativa,
    modalidade cotas raciais, nos Ifets. Isso se justifica uma vez que os agentes
    responsáveis por elaborar, com a participação dos demais atores, as propostas com
    vistas à execução dessa lei, impõem, aos debates travados no campo educacional,
    modos de percepção acerca da legislação a ser implementada. Esses diferentes
    modos, internalizados sob a forma de habitus, engendram as práticas institucionais
    em relação à política de ação afirmativa, modalidade cotas raciais, implementada
    nesses espaços sociais. Com o ensejo de sustentarmos essa tese, recorremos ao
    aporte metodológico proposto por Laurence Bardin (2016), a técnica de análise de
    conteúdo, para a sistematização e a categorização dos dados. Além disso, valemonos da literatura especializada e da legislação para discutirmos sobre política de
    ação afirmativa e das noções conceituais de Pierre Bourdieu (1996; 2004; 2009) de
    campo e de habitus. Tais noções subsidiaram as nossas análises sobre os habitus
    incorporados às práticas institucionais pelos agentes durante os processos de
    implementação da Lei n.º 12.711/2012 no campo educacional dos 12 Ifets
    pesquisados. Os resultados obtidos com o presente estudo demonstraram que tais
    habitus, no período que antecede a implantação da lei, não d iferem dos que foram
    utilizados pelas universidades públicas nas primeiras iniciativas de adoção de
    modalidades de ação afirmativa. Observa-se a predominância também da utilização
    do critério social e econômico para a seleção dos estudantes beneficiários da
    política de ação afirmativa em questão. Em relação à incorporação dos preceitos da
    Lei n.º 12.711/2012 ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento
    norteador das ações institucionais, identificamos que as menções incorporadas a
    esse documento pelos agentes elaboradores sinalizam uma predominância dos
    critérios social e econômico, ao se reportarem à política de ação afirmativa
    implementada no campo educacional

  • FLAVIA HELENA VASCONCELOS DOS PASSOS SALES
  • EPAEM: Duas décadas de história e produções científicas

  • Data: 16/03/2020
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  • Esta dissertação constitui-se em uma narrativa histórica das edições dos Encontros Paraenses de Educação Matemática (EPAEM). Pesquisar sobre a temática foi a forma encontrada para despertar as memórias adormecidas dos eventos e, assim, expô-las, uma vez que não se tinha conhecimento de onde estavam guardados os documentos dos encontros regionais. A partir da problemática levantada, chegou-se à seguinte pergunta: como escrever a história da SBEM-PA e das produções científicas do EPAEM? Para responder ao questionamento, foi estabelecido como objetivo geral investigar o processo de criação dos EPAEM e as produções dos doze encontros, realizados no período de 1999 a 2019. A fundamentação teórico-metodológica que balizou a construção da pesquisa e compôs o estudo está baseada em uma pesquisa qualitativa, o que permitiu maior familiaridade, visto que a temática ainda é pouco conhecida e explorada. Procurou-se fazer um processo de sondagem de cunho exploratório, que permitiu a visualização dos procedimentos adotados, com vistas a aprimorar ideias, descobrir intuições e formular hipóteses. Desse modo, observou-se, durante o levantamento dos documentos e dos relatos dos organizadores, que o número de trabalhos apresentados mais que dobrou, considerando-se da 3ª a 12ª edição do evento, assim como o eixo temático que mais se destacou foi o de ensino-aprendizagem de Matemática. Isso permitiu concluir que, se o encontro é referente à Educação Matemática, a maior força foram conferências, palestras, minicursos, comunicações científicas e pôsteres, que tratavam do perfil da Educação Matemática.

  • RENAN FERREIRA DE FREITAS
  • EXPOSIÇÃO MUSEOLÓGICA “TRANSFORMAÇÕES: A AMAZÔNIA E O ANTROPOCENO” – OBJETOS DE CONHECIMENTO E SUAS RELAÇÕES COM O ENSINO DE CIÊNCIAS.

  • Data: 06/03/2020
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  • As atividades humanas têm impactado severamente o sistema planetário, de modo
    que a humanidade tem sido considerada uma força geológica. É nesse contexto
    que os cientistas têm proposto o estabelecimento de uma nova época – o
    Antropoceno. O Antropoceno insere-se nas grandes discussões relativas aos
    aspectos ambientais e sociais, que trazem riscos múltiplos à humanidade e ao meio
    ambiente. Sua abordagem não deve se restringir ao espaço formal de sala de aula.
    Nesse sentido, a exposição museológica “Transformações: a Amazônia e o
    Antropoceno”, do Museu Paraense Emílio Goeldi, no município de Belém, estado do
    Pará, reuniu estes dois temas importantes na contemporaneidade. Para contribuir
    com essa discussão, empreendemos um processo de investigação, buscando
    atender ao seguinte objetivo de pesquisa: apreender como se apresentam os
    objetos de conhecimento da Exposição, em suas relações com o ensino das
    ciências. Adotamos a abordagem qualitativa e recorremos à observação livre, que
    se constitui em uma técnica de recolha de dados; tais dados foram submetidos a
    análise interpretativa. Muitos dos objetos de conhecimentos, vinculados ao
    Antropoceno na Amazônia foram destacados na exposição, a saber:
    desmatamento, queimadas, monocultura, pecuária, entre outros, vinculados a
    floresta. Entendemos que a Exposição desempenhou importante papel no campo
    educacional, na medida em que trouxe objetos de conhecimentos que
    representam mediadores de um ensinar e de um aprender com sentido para pensar
    os eventos que contribuem para a Antropoceno na Amazônia.

  • JANES KENED RODRIGUES DOS SANTOS
  • HISTÓRIA E CURRÍCULO DO CURSO DE FÍSICA (LICENCIATURA) DA UNIVERSIDADE fEDERAL DO PARÁ (1955-1976)

  • Data: 05/03/2020
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  • O foco desta pesquisa são as condições que possibilitaram a criação em
    implementação do Curso de Física (Licenciatura) em Belém do Pará (1965) até
    sua alteração com a proposição do Curso de Bacharelado em Física (1976).
    Foram consideradas os contextos normativos que prescreveram proposições
    curriculares, estabeleceram exigências para a formação profissional dos
    professores, os projetos institucionais, o apoio financeiro e técnico para a
    construção das salas de aula, a constituição do grupo docente do Curso. Assim,
    este trabalho de pesquisa apresenta a história do Curso de Física (Licenciatura);
    desde sua criação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belém, em
    1954; até as alterações curriculares estabelecidas na década de 1970; com
    mudança na denominação para Licenciatura em Física, passando a ser
    responsabilidade do Centro de Ciências Exatas e Naturais. Para tal, inicialmente,
    alguns aspectos do Curso de Matemática (Bacharelado) da Faculdade
    supracitada serão apresentados tais como: currículo, demanda de alunos e
    professores, pois neste Curso havia disciplinas de física em sua composição
    curricular e vários egressos dele se tornaram professores do Curso de Física
    (Licenciatura), quando este iniciou suas atividades de ensino, dez anos depois
    da Matemática. Posteriormente, foi abordado o contexto de implantação do
    Curso de Física (Licenciatura) com a finalidade de analisar as condições de
    possibilidades sua criação, bem como as modificações curriculares e
    perspectivas formativas para o Licenciado em Física. Para o desenvolvimento
    de tal estudo, foram examinados: o contexto histórico e políticos que motivaram
    a criação do Curso de Física (Licenciatura), a formação dos professores, as
    normativas nacionais e resoluções institucionais que orientaram a condução dos
    trabalhos no Curso, a matriz curricular das cadeiras/disciplinas presentes nos
    currículos do Curso de Física (Licenciatura), na década de 1960 e na década de
    1970, quando ele passou a designado Licenciatura em Física. Neste seguimento
    de mudança, evidenciou-se alterações formativas. Neste sentido, como
    informações a serem destacadas, cito: a presença de disciplinas de física na
    formação dos matemáticos, a predominância de disciplinas de física e de
    matemática na formação do licenciado e do bacharel em física na década de
    1970, a presença de temáticas ambientais para os licenciados, a consideração
    das recomendações nacionais para a composição curricular dos cursos de Física
    em Belém, os convênios firmados com a República Federativa da Alemanha e
    com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico que
    possibilitaram a aquisição de equipamentos e a realização de cursos voltados
    para a execução de experimentos, a consolidação de pesquisas em geociências
    em função do intercâmbio de professores e técnicos alemães, a absorção de
    alunos do Curso de Mestrado como professores auxiliares e assistentes do
    Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas e Naturais.

  • MARCEL DE ALMEIDA BARBOSA
  • O Sentido das regras no ensino de frações

  • Data: 28/02/2020
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  • A pesquisa teve como objetivo discutir como os professores aplicam as regras matemáticas para o conceito de fração, baseada principalmente nos conceitos wittgensteinianos, de seguir regras, com foco nas operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de frações. De acordo com a Filosofia da Linguagem de Wittgenstein, seguir regras é uma práxis, o que constitui a regra é o uso coletivo dela, a prática constante. A metodologia teve abordagem qualitativa, a partir da coleta de dados por meio de questionário, bem como amparo em dados bibliográficos. As pesquisas em educação matemática, conforme veremos, apontam que os alunos têm muitas dificuldades em lidar tanto com o conceito de fração como também com as operações envolvendo este conceito, bem como que o seu ensino é voltado ao uso mecanizado de regras. Como a linguagem matemática é regida por regras, é possível de professor é ensiná-las, não por meio de dúvidas, e sim a partir de certezas. (WITTGENSTEIN, 1996). A pesquisa evidenciou que os professores participantes, que ensinam matemática nos anos iniciais, apresentam dúvidas quanto à aplicação de regras matemáticas, tal como as regras envolvendo as operações com frações, bem como erros conceituais que podem corroborar para um ensino com déficits no decorrer da Educação Básica.

  • FABIO COLINS DA SILVA
  • ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA NA
    SÍNDROME DE WILLIAMS-BEUREN: uma abordagem a
    partir de pesquisas em Neurociência Cognitiva

  • Data: 28/02/2020
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  • As pesquisas em Neurociência Cognitiva apontam evidências que podem colaborar para as
    práticas didático-pedagógicas relacionadas ao ensino de matemática para alunos com
    discalculia (KAUFMANN; VON ASTER, 2012; LENT, 2018; HAASE, DORNELES,
    2018). É nesse contexto que a presente pesquisa tem como objetivo investigar o efeito do
    Treino Computadorizado de Habilidades Matemáticas sobre o desenvolvimento da Cognição
    Numérica (senso numérico, processamento numérico e cálculo) em um estudante adulto
    com Síndrome de Williams-Beuren. Esta síndrome causa transtorno específico da
    aprendizagem matemática e compromete habilidades relacionadas aos domínios da
    Cognição Numérica, segundo modelo do código triplo proposto por Dehaene (1995; 1999;
    2001). Tratou-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso. O
    participante foi avaliado nos três domínios da Cognição Numérica em dois momentos
    distintos (pré-teste e pós-teste) por meio de um protocolo de rastreio da discalculia, o
    PROMAT. Para melhorar o desempenho nas habilidades matemáticas foi utilizado a
    intervenção digital Dybuster Calcularis, um treinamento sistematizado e consecutivo
    realizado por um período de 12 semanas. Os relatórios gerados pela intervenção apont aram
    benefícios expressivos em diversas habilidades, tais como a estimativa da magnitude
    simbólica e não simbólica; a estimativa súbita de numerosidade; a estimativa de adição de
    conjuntos de pontos sem contá-los; o desenvolvimento da contagem oral crescente e
    decrescente; a produção e a compreensão numérica; a linha numérica; o valor posicional e
    cálculo de adição e de subtração com até dois dígitos. No entanto, os resultados não foram
    expressivos em habilidades relacionadas ao conhecimento de procedimentos de cálculo de
    multiplicação e de divisão com até dois dígitos e a evocação de fatos aritméticos. Por fim, a
    pesquisa possibilitou refletir sobre a importância de organizar um Designer de Atendimento
    Educacional Individualizado a partir de evidências de estudos em Neurociências Cognitivas.

  • LUIS ANDRÉS CASTILLO BRACHO
  •  

     


    CONTRIBUIÇÕES DE UM AMBIENTE VIRTUAL PARA A DIVULGAÇÃO DAS PESQUISAS EM HISTÓRIA DA MATEMÁTICA NO BRASIL


  • Data: 27/02/2020
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  • Neste trabalho, faz-se uma descrição reflexiva de uma pesquisa centrada na materialização de um ambiente virtual interativo denominado Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa sobre História da Matemática – CREPHIMat, vinculado a dois projetos de pesquisa mais amplos financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no campo das relações entre História e Ensino de Matemática. A pesquisa realizada teve como objetivos materializar virtualmente o ambiente e avaliar o impacto dessa criação pela comunidade acadêmica, com vistas a apontar suas contribuições na divulgação das produções de pesquisas em História da Matemática, desenvolvidas no Brasil entre 1990 e 2018, sem desprezar a ampliação do acervo de produções que poderão advir dos estudos futuros nesse campo. O levantamento e a classificação da produção nesse campo de estudos foi realizado por uma equipe de pós-graduandos de Mestrado e Doutorado, conjuntamente com o Coordenador do CHEPHIMat, tomando como base pesquisas anteriores já realizadas por Mendes (2010, 2015, 2018a), relativamente às produções acadêmico-científicas originadas de pesquisas brasileiras no campo da História da Matemática no período de 1990-2018. Foram organizados cerca de 2.100 arquivos, incluindo teses, dissertações, artigos de periódicos, relatórios de Congressos, livros de minicursos, produtos educacionais, materiais didáticos e outras produções dirigidas a estudantes de Graduação e Pós-graduação, bem como professores e pesquisadores interessados em História da Matemática. Além dessas ações, também foi realizada uma avaliação do impacto inicial do ambiente virtual do CREPHIMat junto à comunidade acadêmica, desde o seu lançamento em agosto de 2019. O resultado apontou indicativos favoráveis à implementação de uma diversidade de atividades nesse ambiente como contribuição ao trabalho do professor e do pesquisador dessa seara, assim como para os graduandos e pós-graduandos em Educação Matemática. Ao final do estudo, apontamos encaminhamentos voltados à exploração do ambiente por toda a comunidade acadêmica engajada na temática da pesquisa, bem como a potencialidade de atividades formativas para os professores da rede de ensino na forma de palestras, oficinas, cursos de aperfeiçoamento, dentre outros.

  • IVONNE COROMOTO SÁNCHEZ SÁNCHEZ
  • Aprendizagem geométrica em torno das ideias presentes na simulação de um motor a dois tempos no Geogebra: um estudo de caso.

  • Data: 20/02/2020
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  • Esta pesquisa enfoca a aprendizagem geométrica manifestada por um grupo de futuros professores da Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) e três professores de matemática que participam das atividades de Elaboração de Simuladores com GeoGebra (ESG). Especificamente, na construção de um setor circular no GeoGebra para representar a parte do virabrequim de um motor de dois tempos. Do ponto de vista histórico-cultural da Teoria de Objetivação, essa aprendizagem é analisada com atenção aos processos de objetivação do saber geométrico manifestados durante uma série de atividades realizadas nos momentos de matematização e trabalho matemático, utilizando uma análise multisemiótico. Os resultados destacam alguns aspectos dos processos de objetivação evidenciados no desempenho de professores e alunos em relação às atividades realizadas para representar o setor circular no GeoGebra e os meios semióticos utilizados pelos indivíduos.

  • EDINA FIALHO MACHADO
  • A Epistemológica Histórica Cultural de Roger Chartier em Teses sobre História da Educação Matemática no Brasil (2000 a 2018)

  • Data: 14/02/2020
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  • O presente trabalho problematiza sobre o modo como a produção científica em
    História da Educação Matemática em programas de Pós-graduação em universidades
    brasileiras mobilizaram os conceitos de Práticas, Representações e Apropriações, de
    Roger Chartier, em teses de doutoramento. Para compreender essa problematização
    tomamos como fundamentos teóricos e metodológicos os princípios da História
    Cultural, advindos de Chartier (1990, 1991, 2012, 2016, 2018, 2019) e suas
    reinterpretações para usos no campo da História da Educação Matemática, no diálogo
    estabelecido com as ideias de Valente (2013, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019).
    Objetivou conhecer e ponderar como esses três conceitos foram mobilizados na
    produção científica em Teses de doutoramento em História da Educação Matemática,
    defendidas em programas de Pós-graduação em universidades brasileiras, entre os
    anos de 2000 a 2018. Para alcançar os objetivos realizamos um levantamento
    bibliográfico e documental no banco de dados da CAPES, Bibliotecas virtuais de
    universidades brasileiras e o Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa em História
    da Matemática (CREPHIMat). A análise foi realizada na lógica de Totalidade
    Holográfica. Os resultados apontam que as pesquisas de teses em História da
    Educação Matemática com abordagem da História Cultural têm uma significativa
    produção que vem sendo ampliada para a constituição de uma epistemologia própria
    no Brasil. Todavia, em relação à mobilização da epistemologia histórica cultural de
    Roger Chartier, a produção foi incipiente entre os anos de 2000 a 2007, com um
    movimento crescente entre os anos de 2010 a 2018, por meio de diversas maneiras
    de mobilização e de representações dessa epistemologia, a partir das apropriações e
    de critérios estabelecidos pelos autores. Materialmente, os objetos que foram mais
    frequentes nas pesquisas analisadas, referem-se, a formação docente em
    Matemática, a vidas de professores de Matemática, ao Movimento da Matemática
    Moderna, às práticas de ensino, conteúdos, currículos e livros didáticos de
    Matemática. Identificamos que a produção está concentrada nas regiões Sudeste e
    Sul do Brasil, com crescimento nas regiões Nordeste e Norte, entre os anos de 2015
    e 2018. Concluímos que existe um crescimento recente de diferentes maneiras de
    mobilização da tríade epistemológica histórica cultural de Roger Chartier como
    elementos de conexão entre as práticas, as representações e as apropriações na
    produção científica em História da Educação Matemática, a qual, está em processo
    acelerado de consolidação como uma fundamentação teórica-metodológica própria
    dessa área no Brasil pela mobilização da epistemologia de Roger Chartier.

  • RUBENS MATHEUS DOS SANTOS MARQUES
  • História para o Ensino de Geometria Analítica nas produções de História da Matemática do Brasil

  • Data: 11/02/2020
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  • Esta investigação refere-se à História da Geometria Analítica nas produções de História da Matemática no Brasil. Desse modo, este estudo é do tipo pesquisa da pesquisa. Para o desenvolvimento metodológico, embasamo-nos nos pressupostos epistemológicos de Gamboa (2012), de modo que subsidie a análise de cada produção identificada de acordo com o objetivo da pesquisa, que concerne em analisar as atividades propostas para o ensino de Geometria Analítica nas produções de pesquisas centradas em seus aspectos históricos e metodológicos, para seu uso em aulas de Matemática expostos nas produções brasileiras de História da Matemática, no âmbito da pós-graduação em nível de dissertações e teses, anais de eventos, periódicos da área da Educação e livros de minicursos oferecidos pela SBHMat nos SNHM. Para nortear a pesquisa, consideramos a seguinte indagação: Quais abordagens e contribuições emergem para o ensino de Geometria Analítica nas produções de História da Matemática no Brasil? Como resultados, identificamos 37 trabalhos referentes à História da Geometria Analítica classificadas nas tendências de pesquisa em História da Matemática, a saber: História e Epistemologia da Matemática (HEpM), História da Educação Matemática (HEdM) e História para o Ensino da Matemática (HEnM). Dessa maneira, foram identificadas 37 pesquisas; entre elas, 16 produções em relação à produção científica em nível de mestrado e doutorado, 12 relacionadas aos trabalhos publicados em anais de eventos, 3 nos periódicos da área e, por fim, foram identificados 6 livros de minicursos. A partir desta constatação, elaboramos encaminhamentos para professores da Educação Básica a partir das informações contidas nas produções classificadas em HEnM, de modo a revelar como as abordagens apresentadas nas pesquisas podem ser trabalhadas em consonância com o livro didático.

  • LUCAS SILVA PIRES
  • HISTÓRIAS DO SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL PRODUZIDAS NA
    PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRA (1990-2018): POTENCIALIDADES PARA O
    ENSINO DE ARITMÉTICA NOS ANOS INICIAIS

  • Data: 07/02/2020
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  • Esta dissertação resulta de uma investigação vinculada a dois projetos de pesquisa financiados pelo
    Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Trata-se de um estudo
    documental bibliográfico na modalidade pesquisa sobre as produções brasileiras em História da
    Matemática. O corpus investigativo compõe-se de teses e dissertações defendidas em programas de
    Pós-graduação stricto sensu, livros de minicursos da Sociedade Brasileira de História da Matemática
    (SBHMat), Anais de eventos acadêmicos nacionais sobre História da Matemáti ca (SNHM),
    Educação Matemática (ENEM), entre outros. Vale mencionar também os artigos publicados em
    periódicos qualificados pelo sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
    de Nível Superior (CAPES). Nosso objetivo foi caracterizar histórias que possibilitassem ensinar o
    Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, a partir das pesquisas em História para o ensino
    da Matemática do Brasil. Nesse sentido, estabelecemos a seguinte questão de pesquisa: Como a
    história para o ensino de Sistema de Numeração Decimal dos Anos Iniciais foi tratada
    pedagogicamente nas produções de História da Matemática no Brasil no período compreendido entre
    1990 e 2018? Para responder à pergunta apresentada, embasamo-nos teoricamente em quatro
    conceitos estabelecidos por Mendes (2006; 2008; 2013; 2015; 2017): 1) história como agente de
    cognição na Educação Matemática; 2) história como um reorganizador cognitivo na aprendizagem
    Matemática; 3) História da Matemática como um mediador didático e conceitual e 4) História para
    o ensino da Matemática como uma reinvenção didática em sala de aula. Para a operacionalização do
    estudo, inicialmente realizamos um levantamento das referidas produções, classificando-as em três
    tendências em História da Matemática: 1) História e Epistemologia da Matemática; 2) História para
    o Ensino da Matemática e 3) História da Educação Matemática. Em seguida, tomamos como
    referência as produções classificadas na segunda tendência, selecionamos e agrupamos as que
    exploraram histórias voltadas ao ensino do Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, a fim
    de caracterizar as produções com base em um instrumento de análise elaborado a partir dos quatro
    conceitos acima mencionados. Posteriormente, propusemos algumas sugestões pedagógicas e
    atividades didáticas para subsidiar o trabalho do professor em sala de aula. Para tanto, combinamos
    as atividades sobre o referido conteúdo potencialmente elaborado nas pesquisas com o abordado nos
    livros didáticos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. Com base nos resultados,
    compreendemos que as atividades elaboradas podem ser implementadas em sala de aula pelo
    professor em sua prática docente. Do mesmo modo, apontamos que existem pesquisas com sugestões
    de atividades, que necessitam, porém, de adaptações para que efetivamente sejam utilizadas pelo
    professor de maneira didática. Consideramos, portanto, que as pesquisas relativas às histórias para o
    ensino do Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, podem ser elaboradas e inseridas em
    sala de aula em associação ao conteúdo tratado nos livros didáticos e, assim, enriquecer as
    abordagens didáticas do professor no ensino de Aritmética, com relevo na aprendizagem dos alunos.

2019
Descrição
  • CARMEN LUCIA MENDES DE CAMPOS
  • GRITOS E SILÊNCIOS DA GRANDE FLORESTA: biomas amazônicos em livros didáticos do Ensino Médio

  • Orientador : EDUARDO PAIVA DE PONTES VIEIRA
  • Data: 20/12/2019
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  • NÃO INFORMADO

  • ELISANGELA BARRETO SANTANA
  • O USO DE SITUAÇÕES PROBLEMAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS : PERSPECTIVAS DIFERENCIADAS NO CONTEXTO DA ABORDAGEM CTS

  • Data: 16/12/2019
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  • A Tese aqui apresentada resultou de uma pesquisa-ação em colaboração com
    professores de ciências de uma Escola Assistencialista de um Comando militar de Belém,
    Rêgo Barros, estado do Pará, no âmbito de um Coletivo de Estudos. As características
    adotadas são próprias da pesquisa-qualitativa. A experiência que havíamos vivenciado
    anteriormente, na formação de professores, com o uso de situações-problema mediadoras da
    abordagem de ensino CTS nos permitiu vislumbrar a possibilidade de sua inserção na
    educação básica, em especial nos anos finais do ensino fundamental. Dessa forma, nos
    propomos a investigar em que termos o uso de situações-problema contribui para o ensino de
    Ciências, no contexto da abordagem de ensino CTS, notadamente no que se refere aos
    aspectos didáticos e pedagógicos, no cenário de um coletivo de estudo, envolvendo
    professores que ensinam Ciências? Centramos nosso objetivo em investigar as contribuições
    que o uso de situações-problema, mediada pela abordagem de ensino CTS, traz ao ensino de
    Ciências, nos anos finais do ensino fundamental, no que se referem às contribuições para a
    problematização, a alfabetização científica crítica e os aspectos didáticos e pedagógicos da
    abordagem CTS, ou seja, nos interessou investigar o uso de situações-problema enquanto
    estratégia didática e pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida na escola, com cerca de 1.200
    estudantes do 6º ao 9º ano. Por meio de quatro projetos pedagógicos, usamos situaçõesproblema para iniciar e inserir discussões CTS, fomentando o desenvolvimento da autonomia,
    da alfabetização científica e do pensamento crítico, com vistas a tomada de decisão. As
    atividades do Coletivo de Estudos foram realizadas durante três semestres e posteriormente,
    acompanhamos as atividades dos professores com os estudantes. Durante o período da
    pesquisa, os professores divulgaram suas atividades em eventos e periódicos da área, o que
    resultou em quatro artigos e um capítulo de livro. Para a coleta de dados recorremos ao diário
    de formação, uso de questionários, entrevistas e a gravação em áudio e vídeo das reuniões do
    Coletivo de Estudos. Apropriamo-nos da Análise Textual Discursiva, como estratégia de
    análise dos dados. Por fim, da experiência que vivenciamos, juntamente com os professores
    foi possível consolidar nossa hipótese levantada à priori, mostrando-se favorável ao
    delineamento da tese de que “a ressignificação do processo de ensino e de aprendizagem é
    plausível em contexto colaborativo, em um ambiente democrático de construções, em que as
    experiências vivenciadas pelos professores são o ponto de partida, levando em conta suas
    demandas e critérios quanto ao que é aceitável, viável e didática e pedagogicamente
    condizente com sua realidade. Portanto, o trabalho com situações-problema se mostra
    profícuo à abordagem de ensino CTS, quando leva em conta as necessidades de conteúdo, as
    necessidades dos estudantes e as necessidades didáticas e pedagógicas dos professores”.
    Acreditamos com isso, que professores de Ciências, de distintos níveis educacionais, poderão
    ir ao encontro de propostas que permitam aos seus estudantes uma formação ampliada,
    pautada na alfabetização científica crítica, com vistas à formação cidadã. Temos
    embasamento empírico para acreditar na possibilidade de que uma proposta como esta possa
    subsidiar a prática de outros professores, inspirando e gerando transformações nos que se
    inquietam com sua prática docente.

  • GEORGIA DE SOUZA TAVARES
  • A BIOLOGIA E A INVENÇÃO DE UM CORPO NORMAL

  • Data: 13/12/2019
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  • Vida!Fala tanto de uma qualidade inerente aos vivos quanto do que os vivos fazem.
    Sem dar conta as duas perspectivas são misturadas, e mais, são atreladas uma à outra. É o que
    nos torna vivo que diz como devemos nos comportar? É a anatomo-fisiologia que determina
    qual a conduta correta para viver a vida? Os termos gregos bíos (formas de vida) e zoé (vida
    comum dos animais, homens e deuses) aparecem para cortar a certeza de que a biologia
    estuda a vida, tida dessa perspectiva como unidade coesa. A tese aqui defendida é a de que o
    tripé forma - função - reprodução é a base de uma biologia da norma/moral, sustentando a
    construção de um modo de vida padrão. Com as ferramentas analíticas de Michel Foucault, o
    corpo humano e os espaços de entrelaçamento de vida, vivo e vivência se colocam como
    protagonistas. Como critério para a escolha dos materiais que compõe a tese, emergiram
    aqueles que fazem ver como a biologia da norma faz parte de nossas vidas, direcionando
    nossas ações, validando o que dizem e dizemos ser as ações corretas. O foco foi colocado no
    dito sobre uma moral para o comportamento humano que faz uso da biologia como argumento
    de validação. Por isso a diversificação de elementos que viraram documentos. O material
    utilizado perpassou o ensino formal (livros didáticos; acadêmicos); a mídia (jornais
    televisivos, revistas); espaços de lazer (filmes, literatura); leis e decretos. A partir daí
    construimos argumentos para responder as perguntas: Que vida é essa que a Biologia diz
    estudar? Como esse tripé (forma – função – reprodução) sustenta a vida bíos (vida
    qualificada) tal qual é apresentada hoje? Que vivos estamos fabricando com essa perspectiva?
    Entendendo que a vida que diz muito mais dos aspectos políticos do que puramente dos
    anatomo-fisiologicos, chegamos na construção de dois novos termos para dar conta da
    diversificação: zoélogia e bíoslogia, lugar de corpos vivos, que escapam, não cravam as
    curvas das médias por inteiro. E a pluralidade dos modos de vida perpassam a zoélogia. Se em
    sua superfície vemos uma vida comum, natural, vida-bicho, é que em sua base a contingencia
    garante as possibilidades tão caras ao vivo.

  • RENATA LOURINHO DA SILVA
  • Engenharia Didática Reversa como dispositivo de formação docente para a educação do campo

  • Data: 06/12/2019
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  • Esta pesquisa propõe a metodologia da engenharia didática reversa como
    dispositivo de formação docente para a educação do campo com propósito de
    construir respostas para as problemáticas de integração de saberes disciplinares
    com saberes não disciplinares do campo, sob a compreensão de percurso de estudo
    e pesquisa como metodologia de desenvolvimento de processos de transposição
    didática e, em consequência, como provedor de trajetórias de formação de
    professores sob a compreensão da teoria da transposição didática de Yves
    Chevallard. A importância de relacionar o tempo escola com o tempo comunidade de
    maneira integrada também é considerada por se fazer necessária e fundamental
    para os cursos de formação inicial e continuada de professores em educação do
    campo, por constituir uma das bases que sustentam a educação do campo, segundo
    as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo
    (DEOBEC) quando enfatiza o diferencial do ensino da educação do campo dos
    demais ensinos regulares. Uma empiria sobre a construção e uso do matapi foi
    realizada envolvendo professores em formação continuada, dois produtores de
    matapi da comunidade de Pacuí de Cima do município paraense de Cametá, além
    dos diretores de estudo e investigação. Os resultados alcançados são animadores
    para a realização de futuras pesquisas considerando que confirmam as hipóteses
    para o caso da empiria realizada, pois mostramos que o tempo escola e tempo
    comunidade se unificam em um só tempo, que é o tempo de estudo, por meio da
    integração dos saberes culturais com os saberes disciplinares(matemática,
    português , geografia, ciências, dentre outros) em uma dinâmica de reconstrução de
    saberes evidenciados pelo processo da transposição didática, bem como,
    contribuímos com o desenvolvimento sustentável na referida comunidade. Além
    disso, os resultados apontam que a metodologia da engenharia didática reversa
    pode também ser usada em cursos de formação de professores em geral.

  • VICTOR HUGO CHACON BRITTO
  • Os Momentos Didáticos e a Avaliação Formativa

  • Data: 19/11/2019
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  • Esta comunicação de pesquisa trata da problemática da avaliação escolar em matemática,
    assumindo esta como um problema da profissão docente com matemática no Ensino Básico.
    O enfrentamento desta se dá no contexto da avaliação formativa de tal modo que o saber
    possa ser construído na imbricação da tríade ensino-aprendizagem-avaliação, considerando as
    condições e restrições advindas do saber e das instituições em que ele vive, assim insere-se no
    Programa Epistemológico de Pesquisa em Didática das Matemáticas, mais precisamente no
    quadro da Teoria Antropológica do Didático, em que os Momentos Didáticos articulados com
    pressupostos da avaliação formativa possibilitaram propor um modelo para avaliação
    denominado de Avaliação Formativa Didático-Matemática. Este modelo se estabeleceu como
    resposta ao questionamento: De que maneira o professor pode realizar a avaliação formativa
    relativa ao saber matemático ensinado em sala de aula, no sentido de avaliar a aprendizagem
    no processo de ensino? Para tanto, desenvolveu-se um Percurso de Estudo e Pesquisa que
    gerou sistemas auxiliares ao redor dos quais se constituiu o Percurso de Estudo e Pesquisa em
    uma Comunidade de Práticas Docentes que provocou a vivência do modelo avaliativo como
    prática docente com os alunos em sala de aula, por meio do desenvolvimento de um sistema
    de tarefas para o estudo da Geometria Analítica. A análise praxeológica em complexidade
    crescente foi assumida como referência para analisar as produções advindas da comunidade
    de práticas e da sala de aula, em que se evidenciou os momentos cruciais de avaliação, as
    comunicações e os feedbacks na perspectiva da regulação do processo de estudo no
    enfrentamento dos tipos de tarefas e técnicas.

  • VIVIANE BARBOSA DOS SANTOS
  • O REVERBERAR DA CIÊNCIA: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS SOBRE A CIÊNCIA DE ALUNOS DE UMA LICENCIATURA INTEGRADA

  • Data: 13/11/2019
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  • Esta dissertação tem como objetivo perscrutar o(s) discursos sobre Ciência de alunos de uma licenciatura integrada/futuros professores de ciências. Procurando descrever; Quem é esse sujeito? Como ele é tramado discursivamente? Que discursos sobre a Ciência eles reverberam? Para termos acesso aos discursos sobre a Ciência foi solicitado a 25 sujeitos uma produção escrita na qual eles dissertaram sobre o que pensavam sobre a Ciência. Assim, foi realizado o recorte dessas produções afim de identificar maneiras que de certa forma enquadravam a Ciência em determinadas categorias. A análise das informações está inspirada nas teorizações de Michel Foucault, do qual utilizo alguns instrumentos teóricos para pensar meu objeto (discursos sobre a Ciência) tais como o discurso, enunciado dentre outros. Desta maneira, através dos recortes realizados podemos conjecturar uma ciência articulada a estratégias políticas e econômicas historicamente construídas e ainda presentes no contextual atual. Quando chamados a falar sobre a Ciência, os sujeitos emergem enunciados que perpassam uma prática científica forjada por discursos institucionalizados que regulam o surgimento de determinados saberes e não outros, bem como o que pode ser dito ou não sobre eles. Assim os sujeitos reverberam uma Ciência dita como: verdade útil à sociedade, busca de novas descobertas, um corpo de conhecimento a ser repassado e como uma construção humana qualquer. É importante ressaltar que estes discursos reverberados pelos sujeitos aludem práticas historicamente forjadas que nos atravessam e produzem determinadas formas de dizer a Ciência as quais aceitamos como verdadeiras.

  • KHAREM CRISTINE DOS SANTOS SILVA
  • APRENDIZAGEM CRIATIVA E SUAS CONDIÇÕES FAVORECEDORAS EM UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL: UMA PESQUISA COM MONITORES DE BIOLOGIA DO CENTRO DE CIÊNCIAS E PLANETÁRIO DO PARÁ

  • Orientador : JOSE MOYSES ALVES
  • Data: 17/10/2019
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  • NÃO INFORMADO

  • LARISSA GABRIELLE MENDES CAVALCANTE
  • Experiências Estéticas com formas geométricas nos anos iniciais.

  • Data: 16/10/2019
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  • O presente estudo reflete sobre a integração de conhecimentos entre as Artes Visuais e a Geometria,
    em uma atitude inter-transdisciplinar, a partir do conceito de experiência estética em John
    Dewey. O objetivo geral é investigar a maneira pela qual o processo de ensino-aprendizagem
    das formas geométricas, fundamentado na vivência de uma experiência estética, pode contribuir
    para consolidar o pensamento geométrico da criança nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
    Como empiria do trabalho, foi realizado o ateliê “Experiência Estética com Formas Geométricas”,
    com cinquenta e duas crianças do terceiro ano da escola básica da rede municipal de ensino
    de Belém, Pará. Três pintores modernistas foram acionados: Pablo Picasso, Paul Klee e Almada
    Negreiros, para abordar conteúdos de Geometria com os alunos, por meio de atividades que
    estimularam o desenvolvimento da percepção visual, das relações de espaço e da capacidade de
    abstração das formas geométricas, a partir de elementos do cotidiano e da natureza. As atividades
    resultaram na produção de desenhos, pinturas e colagens, reunidos em um caderno de visualidades,
    que integra a segunda parte do trabalho. A produção evidencia que os alunos assimilaram
    os conteúdos propostos, de maneira a reconhecer as formas geométricas como parte de sua
    experiência cotidiana ao encontrar maneiras criativas e flexíveis de expressar o conhecimento
    geométrico. Assim, os resultados do Ateliê nos permitem considerar a integração com as Artes
    Visuais como um caminho possível para tornar o ensino das formas geométricas nos Anos Iniciais
    do Ensino Fundamental um processo de ensino-aprendizagem que esteja em sintonia com
    as potencialidades da criança. Os dados obtidos a partir dessa ação pedagógica foram registrados
    em fotografias, gravação de áudio e diário de bordo. A proposta de viver uma experiência estética
    no ensino das formas geométricas constituiu um ponto de partida para refletir sobre a necessidade
    de integração dos saberes no cenário de fragmentação em que se encontra a educação escolar.

  • GILVANA BEZERRA DE SOUSA
  • MEMÓRIA DIDÁTICA NUMA PERSPECTIVA NARRATIVA: a história de vida de um professor pesquisador da área da Educação Matemática

  • Data: 10/10/2019
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  • Tendo em vista que nos últimos anos cresceram as pesquisas que analisam a história de vida docente em diversos espaços sociais, principalmente na perspectiva de estudos que aprimoram a compreensão didática, em qualquer área do conhecimento escolar, o presente trabalho investigou reflexões teóricas inseridas na memória didática na perspectiva narrativa. Neste aspecto, incluiu-se o recorte de vida profissional, onde me propôs a investigar a prática docente associada buscando responder à questão que norteia a investigação da seguinte forma: A memória didática na perspectiva narrativa se configura como ferramenta de análise de experiências acadêmicas vivenciadas por um professor pesquisador? A partir dessa questão, focou-se no objetivo de instituir a memória didática como ferramenta analítica de experiências acadêmicas na perspectiva narrativa. A trajetória que se percorreu é de natureza qualitativa, numa abordagem, cuja opção foi utilizar fins descritivos e explicativos de história de vida. Os instrumentos utilizados para a recolha das informações foram: obras, videogravação de aulas, entrevistas e um memorial que envolveram amostras intencionais sobre um professor pesquisador da Educação Matemática do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará. Essas concretizações tiveram como resultados a compreensão dos gestos didáticos estabelecidos no agir profissional. As análises foram desenvolvidas com base nas tessituras de um modelo analítico da memória didática, o qual se nutriu por elemento importante da Teoria Antropológica do Didático e de informações de áreas sociais como a sociologia, antropologia e outras, os quais conformam os milieu do professor sujeito da pesquisa que apresentou interações de memórias particulares nas construções da memória didática, o que concretizou a tese nas percepções de novas praxeologias que possibilitaram responder a questão de pesquisa no espectro de informações da vida do professor a partir das narrativas explicitando memórias didáticas inseridas em experienciais para o fortalecimento de gestos profissionais na formação de professores.

  • ADDELIA ELIZABETH NEYRAO DE MELLO
  • ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA BÁSICA: UMA META-PESQUISA

  • Orientador : JOSE MESSILDO VIANA NUNES
  • Data: 20/09/2019
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  • NÃO INFORMADO

  • FELIPE MORAES DOS SANTOS
  • PROPOSTAS NO ENSINO DE ARITMÉTICA PARA PESSOAS COM SURDOCEGUEIRA

  • Data: 26/06/2019
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  • Este estudo versa sobre a utilização da História da Matemática em conjunção com materiais concretos como proposta educacional ao ensino de princípios de aritmética para estudantes com surdocegueira. Objetivamos a elaboração de atividades de ensino de aritmética que fossem atraentes ao aprendizado de pessoas com surdocegueira. Devido a condição da pessoa com surdocegueira, houve a necessidade de elaborar estratégias mais consistentes, no intuito de atrair o estudante ao conteúdo, assim, explorando tanto quanto possível, suas percepções remanescentes. A metodologia adotada é de natureza qualitativa. A construção das atividades sugeridas e aplicadas foram orientadas pelas estratégias educacionais voltadas para pessoas com surdocegueira, as perspectivas de História da Matemática, materiais contundentes e fatores da aprendizagem, expondo a História da Matemática e objetos concretos como organizador prévio. Além disso, a fim de fortacelecer o estudo elaboramos materiais e adaptamos outros já existentes a fim de incentivar ainda mais o aprendizado do estudante. O estudo foi praticado em uma Unidade Educacional Especializada do estado do Pará. O desenovelamento da proposta promoveu a motivação intrínseca possibilitando o envolvimento do estudante na atividade, sendo auxiliado por recursos táteis. A abordagem vinculando história da Matemática, materiais concretos e contagem, demonstrou ser eficiente por propiciar a melhor organização da estrutura conceitual de contagem, o aprendizado exitoso esboçado pelo estudante desvelou que o intento da proposta foi alcançado.

  • PATRICIA DE CAMPOS CORREA
  • SISTEMA MÉTRICO DECIMAL - DIFUSÃO NO SISTEMA ESCOLAR DO PARÁ (1868-1918)

  • Data: 17/05/2019
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  • O Sistema Métrico Decimal foi introduzido no currículo das escolas paraenses na
    segunda metade do Século XIX, em atendimento à Lei Imperial de 1862, que o
    tornava de ensino obrigatório no Brasil. A partir da década de 1870, no Pará, este
    conhecimento passou a fazer parte do currículo das escolas profissionalizantes. Os
    discursos governamentais veiculados pela imprensa e os registrados em relatórios
    de Província, regulamentos escolares, currículos das escolas, os livros escolares
    também possibilitaram circular o Sistema Métrico Decimal onde já havia outras
    práticas e formas de medir. Nesta pesquisa objetivamos analisar como ocorreu a
    institucionalização do Sistema Métrico Decimal no sistema escolar do Pará no
    período compreendido entre 1868 até 1919. Para isso analisamos alguns discursos
    favoráveis à implantação do Sistema Métrico Decimal como as Leis, Regulamentos
    Educacionais, os ditos dos deputados da Assembleia Legislativa, dos presidentes de
    Província, de diretores de Instrução Pública, dos governadores, dos autores de livros
    sobre essa temática, e ainda dos jornais locais relacionados com a cultura e
    sociedade da época e a relação com os sistemas utilizados anteriormente. Nas
    análises foram considerados alguns aspectos dos estudos culturais, que
    corroboraram para a compreensão de como esse processo de institucionalização
    ocorreu, a posição social dos sujeitos que pronunciaram os discursos difusores, as
    condições que possibilitaram a circulação desses discursos e em qual contexto
    cultural. A modernidade que se inseria na região amazônica, na segunda metade do
    Século XIX tinha como principal porta de entrada o Pará, e era financiada pela
    economia do látex alimentada pelos discursos de desejo de progresso aliado ao
    cientificismo, a educação escolar e a formação profissional. A institucionalização do
    Sistema Métrico Decimal ocorreu mediante discursos que não se referiam apenas ao
    processo educacional, mas a introdução de visão de mundo associada à
    modernidade que se introduzia na região, no período da Bélle Époque amazônica e
    a coexistência de outras formas de medir.

  • LEDA VALERIA ALVES DA SILVA
  • VIDA E NADA MAIS...
    ENSAIOS SOBRE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

  • Data: 10/05/2019
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  • Esta tese estuda a relação entre mídia e Educação Ambiental, a partir da desconstrução
    de cinco elementos que chamei de “monumentos ambientais”, a saber: o tempo; as
    estatísticas; a consciência ambiental; a culpa e o ressentimento; e as prescrições para a
    vida. Para tanto, problematizamos documentários, animações, desenhos, sites que
    circulam na internet, aqui considerados potentes artefatos de subjetivação, que são
    formas estratificadas e sedimentadas para tratar o tema meio ambiente no Ensino de
    Ciências e Biologia. Esses artefatos supostamente ajudariam as pessoas a criarem uma
    dita consciência ambiental, sem a qual o planeta não sobreviverá como herança para as
    novas gerações. Esta tese é apresentada em textos ensaísticos, em primeira pessoa e
    parte das teorizações de autores da filosofia da diferença como Michel Foucault,
    Friedrich Nietzsche, Gilles Deleuze entre outros. Na contramão dos monumentos,
    propomos uma ideia de movimento, uma experimentação através da escrita poética de
    Manoel de Barros para pensar uma educação ambiental menor, heterotopias menores,
    bem como aprender com a arte de viver dos animais e plantas ditos inúteis, através das
    linhas de fuga pensadas por Deleuze. Por fim, recorro a um filme do cineasta Abbas
    Kiarostami para ensaiar possibilidades de criação de um espaço-tempo singular, que nos
    faça pensar uma educação ambiental como criação de si e não como imperativo para a
    vida.

  • LUCIANE DE ASSUNCAO RODRIGUES
  • ENTRE SALVAÇÃO E PERDIÇÃO: a sexualidade do “bom cristão”!

  • Data: 09/05/2019
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  • Que subjetividades são fabricadas a partir dos discursos sobre sexualidade? Quais são as condições de existência dos discursos que fazem proliferar dada sexualidade? Tais questões emergiram e fabricaram a tessitura dessa pesquisa, cujas linhas do tesão e transgressão são os fios condutores das tramas que compõem a sexualidade do “bom cristão”. Para dar visibilidade à sexualidade que transita em uma Escola Confessional - numa dinâmica inventiva -, foram criados personagens que movimentam a análise dos materiais empíricos selecionados para compor o corpus da pesquisa. Inspirados e matizados pelo pensamento de Michel Foucault e com os sentidos aguçados, esses materiais falam e descrevem o que viram, ouviram, sentiram nos espaços de uma Escola Confessional. Com personalidades distintas, tais personagens são proficientes em fazer aparecer os processos de subjetivação do dito “bom cristão”, seja ele docente ou discente, bem como as peripécias vividas no interior de um espaço em que a sexualidade se situa entre a obediência e a transgressão. Dentre os personagens, a Escola Esquizofrênica inicia a discussão com seus desvarios, alternando momentos de lucidez e de alucinação, sem que se consiga perceber quando está em um ou outro estado! Nesse contexto, a escola esquizofrênica decide colocar os demais personagens no seu divã - em modos de confissão. Assim, cada personagem conta como foi atravessado/afetado pela sexualidade ali circulante, mobilizando a questão central desta investigação: Como opera o dispositivo da sexualidade numa Escola Confessional? Com base na análise das confissões sustenta-se a seguinte tese: A produção da subjetividade do “bom cristão” está vinculada ao controle e à gestão da sexualidade. A sexualidade, por sua vez, abre trilhas de possibilidades de invenção e criação de novas formas de viver! É assim que os personagens que habitam a Escola Confessional ousaram criar o espaço do “entre”, no meio. Resistiram, inventaram e viveram a sexualidade rompendo a inércia e a paralisia de permanecer na posição de “bom cristão”! Ao invés de ensaiarem modos de obediência em relação às normas regulatórias estabelecidas para se viver nessa escola confessional, optaram por viver a sexualidade em modos de resistências. O entre está onde tudo escapa, é a transgressão de uma sexualidade que não foi formatada, suspira por liberdade em uma vida que experimenta.

  • EDILENA MARIA CORREA
  • CURRÍCULO MENOR DE CIÊNCIAS: ATRAVESSAMENTOS POR UMA
    ESCOLA RIBEIRINHA DA AMAZÔNIA TOCANTINA PARAENSE

  • Data: 30/04/2019
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  • Um currículo é um modo de vida, de existência, um espaço de experimentar, de fazer e
    de produzir. Um currículo é uma discursividade, é um processo de produção. Um
    currículo é vida. Nas práticas educativas habitam vidas, fazeres em movimentos, um
    currículo de ciências assim como um currículo em outras áreas de saberes sempre é um
    processo de inventividade. Para esse processo de pesquisa-criação a ideia advém pelo
    argumento de que o currículo de ciências é vida, embora esteja oficialmente nas malhas
    duras e sedentárias. A ciência é um saber também produzido na inventividade como
    qualquer outro. Dessa forma, o currículo de ciências que se pontua nessa pesquisa vem
    pelas linhas menores, agenciado por potências vivas das vidas comunitárias, dos modos
    de produção alimentares e processos singulares dessas vidas que cruzam o ambiente
    escolar ribeirinho. Entendendo o currículo de ciências atravessado pelo saber escolar e os
    saberes habituais de uma comunidade ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. A
    pesquisa invenção se deu entre moradores da Ilha de Pacuí de Cima, município de
    Cametá-Pa, na Escola Professor Fulgêncio Wanzeler e teve como questões disparadoras:
    que potências um currículo menor de ciências oferece para o alargamento das práticas
    educativas? O que podem as práticas menores de um currículo de ciências? Como o
    currículo de ciências menor se produz pelas singularidades? A pesquisa invenção tem
    como objetivo criar, singularmente, um currículo de ciências menor atravessado por
    n’composições de saberes que arrastam a ciência para outras visibilidades no espaço da
    escola da Ilha de Pacuí. A ideia é pensar um programa de experimentação que ofereça
    vozes às heterotopias. Dessa forma, a pesquisa vem cruzada pelo pensamento teórico da
    Filosofia da diferença deleuziana por modos de variações e deslocamentos conceituais,
    também promove um esforço de criação poética de um caderno de professora/estudantes
    atravessado pelas potências curriculares de ciências em variação de uma escola ribeirinha
    da Amazônia Tocantina Paraense. O processo poético do caderno é atravessado pela
    criação de um currículo menor de ciências no envolvimento de práticas escolares no
    ambiente amazônico. Além disso, a Tese agencia, poeticamente, imagens diversas,
    desenhos, colagens, digressões entre atravessamentos das águas e fotografias. A Tese
    também produz, amadoramente, um caderno de imagens fotográficas, registros diários
    dos meus atravessamentos entre a escola e a comunidade que dar a pensar o currículo de
    ciências. Como aposta de passagem-conclusão, a tese criação entende que um currículo
    menor não é um modelo a ser seguido, nem um pacote engradado se saberes acabados. O
    currículo menor de ciências que atravessa a tese criação atenta para as linhas da
    singularidade, como um programa de experimentação que atravessa a vitalidade de cada
    escola, professor, estudante. Uma aposta nas aberturas das práticas curriculares de
    ciências.

  • EVERALDO ROBERTO MONTEIRO DOS SANTOS
  • A GEOMETRIA NA PROVÍNCIA DO GRÃO-PARÁ: A INSERÇÃO NOS
    CURRICULOS E EM OUTROS DISCURSOS
    (1838-1851)

  • Data: 22/04/2019
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  • O objetivo deste trabalho é realizar uma descrição analítica dos aspectos que
    favoreceram à modificação do Ensino de Matemática na Província do GrãoPará
    durante o século XIX. Esta pesquisa foi iniciada a partir de um
    levantamento preliminar em documentos que versavam sobre a História do
    Ensino na Amazônia nesse período, para atingir o propósito do trabalho, partiuse
    dos seguintes questionamentos: Qual o contexto social na Província do
    Grão-Pará, que favoreceu a emergência desses saberes? Quais os discursos
    veiculados na época sobre o Ensino de Matemática? Qual a relação dos
    professores de Matemática com as estruturas de poder político? Buscando
    responder tais questionamentos debruçou-se, principalmente, em fontes
    primárias como: leis, decretos e relatórios governamentais relativos à Instrução
    Pública da Província, regulamentos da instituição Liceu Paraense, livros e
    jornais da época e também, em fontes secundárias que tratavam sobre este
    assunto ou correlatos. A análise documental se estendeu de 1838, ano da
    retomada das atividades da Assembleia Provincial, órgão que legislava sobre a
    educação da Província até 1851, ano de uma reforma que modificou o Ensino
    de Geometria no Liceu Paraense. Chegou-se a algumas conclusões, como as
    elencadas a seguir: em 1838 emergiram discursos favoráveis para a inserção
    de saberes Geométricos na Província. O objetivo destes discursos fora
    efetivado em 1840, com a criação da escola de Geometria que funcionou no
    Seminário Episcopal nos anos de 1840 e 1841 e que tinha como principal
    finalidade formar mão de obra capacitada para tocar as obras de infraestrutura
    da cidade. Com a reforma de 1841, que entre outras coisas previa a
    implantação do Liceu Paraense, instituição que tinha a finalidade de
    proporcionar o ensino secundário, na Província do Grão-Pará; a Escola de
    Geometria passou a fazer parte do quadro das Cadeiras desta instituição,
    sendo que este saber passou a integrar a Cadeira “ Aritmética, Álgebra e
    Geometria” e que a presença da Geometria desde o primeiro currículo do Liceu
    Paraense, fez parte de um processo de modernização da educação na
    Província Império. Que os docentes que lecionavam a disciplina de Geometria,
    além de professores eram cidadãos influentes na vida social e política da
    sociedade da Província, ocupando cargos como juiz de Direito e Deputados
    provinciais.

  • KELUBIA SOARES TEIXEIRA
  • CIÊNCIAS NATURAIS NO ENSINO PROFISSIONAL DO PARÁ: INSTITUTO DE EDUCANDO ARTÍFICES E INSTITUTO LAURO SODRÉ (1870/1901)

  • Data: 04/04/2019
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de inserção das Ciências Naturais no currículo do primeiro Instituto de Formação Profissional de Belém do Pará, Brasil, no período de 1870 a 1897 – quando funcionou como Instituto de Educando Artífices – e de 1897 a 1901 – quando funcionou como Instituto Lauro Sodré. Constatou-se que as Ciências Naturais fizeram parte do Instituto de Educando Artífices com as disciplinas Breves Rudimentos de Física e Química no ensino primário de 1870 a 1883 e no Curso Industrial do Instituto Lauro Sodré com as disciplinas Física, Química, História dos Três Reinos, Noções de Zoologia e Botânica de 1899 a 1901. Ressalta-se que a racionalidade científica moderna começou a ser expandida na Amazônia por via marítima em navios a vapor vindos da Europa, de modo que Belém começou a tomar impulso como centro urbano em torno da década de 1870 com a denominação particular de Belle Èpoque amazônica. A partir da implantação da República, o processo de urbanização acelerou-se e Belém modernizou-se. Evidencia-se que o contexto de modernização vivida por Belém do Pará nos momentos expostos ofereceu condições para a introdução das Ciências Naturais no currículo do Instituto de Educando Artífices e Instituto Lauro Sodré, refletindo o contexto amazônico de valorização das ciências como indispensável para a modernização que acontecia na cidade, portanto, estabelecendo-se um conhecimento válido para a formação de um tipo de indivíduo cujos discursos apontaram como sendo individuo operário. Diante desse objetivo, desde a infância, introduziu-se o educando nesta ordem discursiva de receber instrução para uma profissão “útil” ao estado – gerando lucro à província – e para a constituição de sociedade civilizada moderna, estando na ordem do discurso um sujeito que dominava o saber científico do mundo moderno, sabedoria esta que chegava à Amazônia como modelo a ser seguido.

  • WALBER CHRISTIANO LIMA DA COSTA
  • O MODELO REFERENCIAL DA LINGUAGEM NA TRADUÇÃO-INTERPRETAÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PELOS SURDOS USUÁRIOS DA LIBRAS

     

  • Data: 28/03/2019
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  • Nesta Tese, apresentamos um estudo acerca do uso do modelo referencial da linguagem na tradução-interpretação da linguagem matemática pelos surdos usuários de Libras. Nossos objetivos são: investigar as influências do uso do Modelo Referencial da Linguagem pelos alunos surdos no aprendizado da matemática; analisar os processos tradutórios dos alunos surdos nas aulas de matemática; investigar o jogo de linguagem no uso de diversas linguagens no contexto da aprendizagem de surdos. Para tanto, apoiamo-nos em alguns conceitos da filosofia de Wittgenstein, bem como em educadores matemáticos que se filiam ao pensamento desse filósofo para pensar a docência e em autores que discutem a educação inclusiva. Defendemos a hipótese de que, ao traduzir conceitos matemáticos para a Libras, o aluno surdo faz uso do Modelo Referencial da Linguagem, que tem como uma das recorrências a tradução "palavra por palavra" ou palavra-sinal. E nossa tese é: o uso referencial da linguagem prejudica a aprendizagem, em matemática, do aluno surdo, pois vemos que o surdo faz traduções que não expressam os sentidos do texto matemático. Realizamos uma pesquisa de campo em duas cidades do Estado do Pará, com um total de 13 estudantes, sendo 4 de uma escola e 9 de uma segunda escola. Para o levantament e análise dos dados, criamos uma turma com os alunos surdos em cada escola. Escolhemos montar tais turmas, pois nosso foco de investigação era os surdos e suas traduções. A partir da abordagem qualitativa, constatamos que os alunos surdos utilizam a tradução literal que deriva do Modelo Referencial da linguagem, ou seja, uma tradução palavra-sinal, fazendo com que não consigam compreender conceitos matemáticos. Nesse uso, os surdos utilizam um jogo de linguagem que não é proposto pelo docente em sala de aula. E isso corrobora para um cenário de exclusão, o que vai contra as ideias de inclusão e de uma educação justa e de qualidade a todos. Entendemos que as diferenças linguísticas muitas vezes atrapalham, haja vista que ainda há cenários sem a presença de professores fluentes em Libras e nem profissionais tradutores-intérpretes e, somados ao uso da referencialidade, acabam por trazer mais dificuldades aos surdos. Vivenciamos na pesquisa de campo que mesmo surdos em séries mais avançadas sentem dificuldades na tradução-interpretação de textos matemáticos, o que evidencia o prejuízo que tal Modelo traz à aprendizagem, em matemática, do aluno surdo.

  • DHEMERSSON WARLY SANTOS COSTA
  • LITERATURA E SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: APONTAMENTOS INTERCESSORES PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Data: 22/03/2019
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  • Os encontros com a literatura, a filosofia da diferença e o ensino de ciências mobilizaram esta escrita, instigada pela problemática da sexualidade, tema recorrente na disciplina de biologia, porém, vinculada as concepções morfo/fisio/lógicas e a reprodução da prole, reproduzindo o discurso científico que sistematiza a vida em uma estrutura, uma unidade que rejeita as variações. A sexualidade, envergada nesse pensamento, percorre o caminho da sistematização, da fragmentação e da generalidade. A vida, porém, não é um absoluto, as sexualidades entram a todo tempo em variações, compondo outros possíveis. Questiona-se nessa escrita: a sexualidade somente pode ser problematizada pelas lentes teóricas da ciência/biologia? Será possível pensar a sexualidade emaranhada em outras perspectivas? É possível experimentar a sexualidade desvinculada da genitália? Que problemas a literatura é capaz de suscitar para pensar outras sexualidades para além do discurso biológico? O que ressoa do encontro entre educação em ciências e literatura no debate sobre a sexualidade? Que interseções são possíveis? Que aprendizados são mobilizados por esses encontros? Sem pretensões formativas ou metodológicas, o que se pretende é experimentar com a literatura de Caio Fernando Abreu (Morangos Mofados, 2015), blocos de sensações que mobilizem outras formas de devir-pensamento na escrita, no corpo, na sexualidade, na vida, entrecruzando com a filosofia da diferença para então fazer provocações ao ensino de ciências.

  • LUANA CRISTINA SILVA OLIVEIRA
  • ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA EXPERIMENTAÇÃO INVESTIGATIVA EM UM CLUBE DE CIÊNCIAS

  • Data: 21/03/2019
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  • Esta pesquisa apresenta um estudo qualitativo, caracterizando-se como pesquisa descritiva exploratória, que foi planejada e executada com a finalidade de analisar como se desenvolve a Alfabetização Científica entre estudantes do ensino fundamental que participaram do Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam Wanderley Picanço Diniz, da Universidade Federal do Pará-Campus Castanhal. Essa investigação surgiu a partir dos questionamentos realizados pela pesquisadora em relação a como se desenvolvia a educação científica entre estudantes que participavam de espaços não formais de ensino de ciências. Nossos principais referenciais teóricos são Sasseron (2008), Carvalho et al (2009), Carvalho (2013) e Malheiro (2016). Como instrumentos, utilizamos as videogravações, fotografia, o diário de bordo e gravações em áudio. Os participantes foram quatro estudantes do 5º ano e quatro estudantes do 6º ano. Durante os episódios analisados podemos observar como ocorreu a manifestação dos indicadores propostos por Sasseron (2008). Os indicadores de Alfabetização Científica foram evidenciados nos discursos dos estudantes, sendo considerados importantes para análises deste estudo. Percebemos que auxiliaram na compreensão de como se desenvolveu o processo de Alfabetização Científica, pois nos propusemos a analisar como os estudantes se dedicaram na construção de seus conhecimentos. Observamos que os indicadores só se desenvolvem no decorrer da atividade investigativa. Entretanto, constatamos que outras habilidades podem emergir no decorrer da atividade, que estão relacionados ao comportamento dos estudantes e ao que conseguem fazer durante a investigação. Diante da sequência investigativa realizada, percebemos o quanto é importante estimular os alunos a se evolverem com os conteúdos tratados, a terem mais autonomia, a serem criativos, a conseguirem dialogar e expor suas ideias sobre o que estão observando. Pois, notamos que esse incentivo é fundamental para a formação de cidadãos que saibam compreender os fenômenos que ocorrem a sua volta, além disso, permite-lhes avanços intelectuais.

  • GERLANY DE FÁTIMA DOS SANTOS PEREIRA
  • CONTROVÉRSIAS SOCIOCIENTÍFICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS:
    USOS DA ARGUMENTAÇÃO NO CASO DO AÇAÍ TRANSGÊNICO NA
    AMAZÔNIA

  • Data: 20/03/2019
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  • Este estudo teve como objetivo classificar os argumentos presentes em um Debate versado
    por uma controvérsia sociocientífica (CSC), concernente aos alimentos transgênicos (AT),
    segundo a Teoria de Argumentação de Chaїm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca e em
    diferentes dimensões argumentativas (científica, ambiental, social e econômica). Tomando
    como apoio metodológico tem-se a abordagem qualitativa no contexto de uma pesquisa-ação.
    A pesquisa foi realizada no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da
    Universidade Federal do Pará (UFPA), mediante efetivação do Curso de Extensão intitulado
    “Controvérsias Sociocientíficas no ensino de Ciências”. Participaram do Curso, 25 alunos da
    Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPA. A amostragem se caracterizou por
    acessibilidade, já que os alunos demonstraram interesse na participação do Curso. A estratégia
    metodológica de pesquisa-ação foi o referido Curso de Extensão, fundamentado no
    desenvolvimento de um estudo de caso fictício, precisamente “O caso simulado do açaí
    transgênico na Amazônia”, com a utilização de um conjunto de atividades que suscitaram
    discussões e argumentações sobre CSC. Para realização da análise e da interpretação dos
    dados, utilizou-se como suporte teórico o “Tratado da argumentação: a nova retórica” à luz de
    Chaїm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca. Duas perspectivas de análise constituíram o
    modelo aqui proposto. A primeira está relacionada com as dimensões nas quais os argumentos
    apresentados no Debate foram organizados, quais sejam: social, ambiental, científica,
    econômica. A segunda tem relação com a classificação desses argumentos, segundo a teoria
    da argumentação de Perelman e Olbrechts-Tyteca, em três grandes classes de argumentos, a
    saber: argumentos quase-lógicos, argumentos baseados na estrutura do real e ligações que
    fundamentam a estrutura do real. Pode-se referir que a prática da argumentação foi instituida,
    agregando e articulando conhecimentos de natureza diversa (científicos, ambientais,
    econômicos, sociais etc.). De um modo geral, os alunos esquivaram-se do senso comum,
    apresentando aspectos negativos e positivos a respeito dos AT, principalmente no que tange a
    sua introdução no ambiente amazônico.

  • MANUELLA TEIXEIRA SANTOS
  • EDUCAÇÃO PELA CIDADE E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: MEDIAÇÕES FOTOGRÁFICAS DO OLHAR NA APREENSÃO DAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS

  • Data: 15/03/2019
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  • A escola muitas vezes não interage com o ambiente da cidade, porém a
    aproximação entre ambas se faz necessária para que seja favorecida uma maior
    compreensão da dinâmica do ambiente citadino. A fotografia é aliada no sentido de
    promover uma aproximação da escola com o ambiente da cidade e também na
    reflexão sobre o olhar acerca do que nos rodeia, favorecendo a formação de
    cidadãos e professores críticos. Nesse contexto, procurei compreender em que
    termos a educação pela cidade, na formação de professores que ensinam ciências e
    matemáticas, contribui para a apreensão das questões socioambientais. Optei por
    enveredar por um percurso de investigação pautado numa abordagem qualitativa,
    que ocorreu no âmbito de uma disciplina de um mestrado profissional em Docência
    em Educação em Ciências e Matemáticas. O mais significativo do processo de
    pesquisa foi a construção dos Discursos do Sujeito Coletivo (DSC) - no caso quatro
    DSC - referentes à cidade de Belém que surgiram a partir de leituras de fotografias
    que os professores em formação realizaram. O conteúdo dos DSC trouxe vários
    aspectos referentes às questões socioambientais que foram problematizados pelos
    professores em formação. O processo formativo se mostrou fecundo, haja vista que 

    observei os seguintes aspectos: ampliação do olhar com relação aos aspectos
    multidimensionais da cidade; ressignificação da prática docente e a cidade como
    objeto de estudo da escola. Os professores, além de terem construído
    conhecimentos acerca das questões socioambientais de Belém, problematizaram
    aspectos referentes ao contexto do ensino. As análises dos resultados me
    permitiram elaborar e defender a seguinte tese: a educação pela cidade, na
    formação de professores, ao se utilizar das mediações fotográficas, apresenta a
    possibilidade de inquietar, provocar, transformar os modos de apreender, de
    aprender e de ensinar, especialmente no que diz respeito ao desvelamento das
    questões socioambientais, na sua apreensão crítica e reflexiva da cidade

  • MARCOS GUILHERME MOURA SILVA
  • MANIFESTAÇÕES SUBJACENTES DA ANSIEDADE MATEMÁTICA NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: uma análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca, Desempenho Matemático e Função Executiva em Crianças Escolares

  • Data: 11/03/2019
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  • Ansiedade Matemática (AM) é uma das interferências emocionais mais estudadas no processo de raciocínio matemático, podendo associar-se à déficits no controle inibitório, comprometendo o desempenho durante a infância. Investigar as manifestações fisiológicas da AM no início da escolaridade formal, poderá contribuir com sua identificação e estratégias de intervenção por parte de professores/pesquisadores, possibilitando seu gerenciamento em contextos escolares e não escolares. Nós investigamos a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) como um parâmetro fisiológico associado ao nível de Ansiedade Matemática em crianças, enquanto submetidas as condições de repouso, teste de desempenho matemático e teste de controle inibitório, analisando seus desempenhos matemáticos e função executiva. O estudo foi conduzido com 99 crianças de ambos os sexos, com idades entre 9 e 12 anos, classificadas quanto ao nível de Ansiedade Matemática com controle estatístico para ansiedade geral. Identificamos pela primeira vez uma associação dos resultados não lineares da VFC com o nível de Ansiedade Matemática em crianças. No momento que respondiam as tarefas matemáticas, crianças com maior AM apresentaram redução do tônus vagal cardíaco e reduções significativas na entropia aproximada (ApEn) e Entropia de Amostra (SampEn) - medidas não lineares que mensuram a regularidade e a complexidade da VFC. Essas relações não foram associadas para ansiedade geral, indicando se tratar de um evento moderado pela Ansiedade Matemática. Nossos achados sugerem que crianças com alta AM podem ter uma resposta na condição de stress associada a redução da complexidade na VFC, apresentando padrões que podem contribuir com sua caracterização a partir do sistema nervoso autônomo. Além disso, os modelos de mediação indicaram uma relação recíproca entre Ansiedade Matemática e Desempenho Matemático em crianças, quando mediado pelo controle inibitório. Nossa pesquisa se une aos esforços que vem sendo empreendidos na área da Educação Matemática, principalmente aqueles relacionados ao estudo dos aspectos emocionais e cognitivos e seus impactos na aprendizagem. Incentivamos a área a implementar uma perspectiva sistêmica de investigação e análise que integre aspectos comportamentais, cognitivos e fisiológicos.

  • CARLOS JOSÉ TRINDADE DA ROCHA
  • DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE DE MESTRANDOS EM PERSPECTIVAS DO ENSINO POR INVESTIGAÇÃO EM UM CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFPA

  • Data: 07/03/2019
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  • Nesta pesquisa, buscamos investigar o Desenvolvimento Profissional Docente (DPD) em perspectiva do ensino por investigação de professores mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) da Universidade Federal do Pará (UFPA) que realizaram pesquisas no Clube de Ciências Professor Dr. Cristovam Wanderlei Picanço Diniz, da UFPA/Campus Castanhal. Para isso, objetivamos analisar suas experiências formativas com associação as suas mediações com seus objetos de pesquisas. Metodologicamente, com abordagem qualitativa e características de pesquisa participante, buscamos responder de que forma, a partir da construção de pesquisa em perspectiva do ensino por investigação, verifica-se aspectos de protagonismo, reflexões e intervenções para o DPD. O campo empírico, caracterizado pelas comunidades de práticas foram o PPGECM/UFPA e o Clube de Ciências Professor Dr. Cristovam Wanderlei Picanço Diniz, tendo dois professores mestrandos (PMe1 e PMe2) selecionados para investigação. Para a constituição das informações, foram utilizadas a observação participante, questionário, entrevista e checklist. Nesse contexto, exploramos aportes teóricos sobre formação de professores e DPD em Vaillant e Marcelo (2012), construindo uma topografia socioepistêmica, baseada em Fleck (1994), sobre o ensino por investigação, no período dos séculos XX e XXI no Brasil, tendo como base de sustentação da tese a Teoria da Atividade, concebida por Leontiev (2004) e Engeström (2001). Das análises do conteúdo, emergiram cinco categorias e treze subcategorias de análises, nas quais evidenciamos um DPD com aprendizagens significativas ocorrido pelo engajamento dos professores mestrandos, marcados por fatores motivacionais, intervenções como sujeitos investigativos e do óbice e parcimônia durante o processo de construção de pesquisas, com reflexões e intervenção da realidade, concebendo o PPGECM e Clube de Ciências como comunidades de práticas investigativas e de autoformação, articulada com o processo de formação do Fazer e Ser investigativo. As dificuldades, necessidades e perspectivas futuras dos PMe1 e PMe2, que buscaram DPD através da maestria, podem ser qualificadas no processo de transformação docente de professores especialistas adaptativos, referida a necessidade de disposição para mudar suas aprendizagens, com programação de ações investigativas, maior reforço de apoio à escrita científica e à disseminação de resultados que venham à tona oportunidades de viver, por dentro, a experiência acadêmica vivenciadas na construção de pesquisa aprofundadas e articuladas entre ensino por investigação e as práticas profissionais, provocadas pelo desejo de se desenvolver com profissionalização, profissionalidade e profissionalismo.

  • GLEISON DE JESUS MARINHO SODRE
  • Modelagem Matemática: uma Organização Praxeológica Complexa

  • Data: 28/02/2019
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  • Este trabalho questiona o ciclo de modelagem matemática como técnica da tarefa de
    modelar matematicamente problemas em contextos concretos a partir da noção de
    organização praxeológica complexa concebida à luz da Teoria Antropológica do
    Didático. Propõe novas técnicas de modelagem que preservam o caráter cíclico e a
    partir de experimentação empírica, propõe o ciclo investigativo de modelagem
    matemática.

  • ANGELICA FRANCISCA DE ARAUJO
  • Comunicação Matemática: concepções e práticas letivas de futuras professoras dos anos iniciais

  • Data: 28/02/2019
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  • Este é o relatório de uma pesquisa com uma abordagem qualitativa de cunho interpretativo, desenvolvida por meio de um design de estudo de caso instrumental coletivo, com a colaboração de uma turma de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências Matemática e Linguagens do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará. O estudo, uma experiência formativa sobre o tema “comunicação matemática” que se desenvolveu por meio do eixo temático “Linguagem e conhecimento” (componente curricular obrigatório), partiu do pressuposto que as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais são formadas durante toda a sua vivência escolar (ensino fundamental, médio e graduação) e se manifestam em suas práticas letivas em sala de aula durante a formação inicial, quando em atividades de estágio. A pesquisa ocorreu em dois momentos interligados: o primeiro em sala de aula na universidade, no qual a pesquisadora também assumiu o papel de formadora da turma, e o segundo por meio da observação, pela investigadora, das práticas letivas de três participantes, durante as aulas que ministraram no estágio obrigatório. Os objetivos da pesquisa assim se descrevem: a) objetivo geral: compreender as concepções e as práticas letivas sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais e suas relações e b) objetivos específicos:(i) identificar e compreender quais são as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais; (ii) analisar e discutir como as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais se manifestam nas práticas letivas de estágio durante a formação inicial; e (iii) relacionar concepções e práticas letivas sobre comunicação matemática durante a formação inicial e em atividades de estágio. Tratou-se a comunicação matemática como um aspecto das práticas letivas de futuras professoras, buscando analisar se as suas concepções estão relacionadas com suas práticas letivas em sala de aula. Os dados emergiram de diários reflexivos, questionários, entrevistas e observações, instrumentos usados para a coleta de dados nos dois momentos em que a pesquisa se desenvolveu. A análise dos dados se deu por meio de uma triangulação com base num quadro organizado em objetos de análise e instrumentos de coleta de dados. O estudo evidenciou que as concepções sobre comunicação matemática identificadas remetem para uma comunicação eficaz e propícia às interações sociais nas aulas de matemática, porém a relação entre essas concepções e as práticas letivas durante a formação inicial e em atividades de estágio não é linear, pois, nas práticas letivas, a comunicação, do ponto de vista das interações e da argumentação dos seus alunos, se revela menos eficaz do que a manifestada em suas concepções.

  • DAISY FLAVIA SOUZA BARBOSA
  • PERGUNTAS DO PROFESSOR MONITOR E A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA DE ALUNOS EM INTERAÇÕES EXPERIMENTAIS INVESTIGATIVAS DE UM CLUBE DE CIÊNCIAS

  • Data: 20/02/2019
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  • A presente investigação teve como objetivo analisar as perguntas dos Professores Monitores durante Sequência de Ensino Investigativa em atividades experimentais, almejando Indicadores de Alfabetização Científica (AC). Este estudo apresenta características de Pesquisa Participante com abordagem qualitativa, tendo como local de investigação o CCI Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz, contando com quatro Professores Monitores (PM1,..., PM4) e oito alunos (A1,..., A8) do 6º ano do Ensino Fundamental. Como procedimentos metodológicos, foi adotada a vídeo gravação com transcrições de nove episódios selecionados, considerando a Análise do Conteúdo (BARDIN, 2009). Verificamos que a problematização deve ser mais explorada antes da proposição do problema pelo Professor Monitor. Há uma identificação elevada de perguntas de foco e atenção, levantamento de hipótese e menor manifestação de perguntas de previsão. Destaca-se que devem ser mais bem trabalhadas as perguntas problematizadoras, enfatizando o uso do “como” e “por que”. As atividades complementares com uso de vídeos didáticos, dinâmica de grupo, construção de maquete e uso do escrever e desenhar em forma de HQs se constituíram mais eficientes durante a SEI. Percebeu-se também que há maior ocorrência de indicadores de AC ligados à organização de dados e levantamento de hipótese, em detrimento do indicador previsão, há, então, a necessidade de promover outros indicadores identificados como: organização de informações, explicação, raciocínio lógico e proporcional, teste de hipóteses e classificação de informações. Conclui-se que as perguntas dos Professores Monitores podem trazer contribuições para o processo de AC, à medida que forem formuladas com o propósito de desenvolver níveis de investigação com capacidade de raciocinar, de expor e defender opiniões, de expressar suas dúvidas em um contexto de problematização e de sistematização, o que vêm sendo amadurecido no Clube de Ciências.

  • FABRICIO SANTOS DE SOUSA
  • POTENCIALIDADES PEDAGÓGICAS DO LIVRO RÉFLEXIONS SUR LA
    MÉTAPHYSIQUE DU CALCUL INFINITÉSIMAL DE LAZARE CARNOT PARA O
    ENSINO DE CÁLCULO DIFERENCIAL

  • Data: 08/02/2019
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  • Esta pesquisa teve por finalidade identificar as potencialidades pedagógicas da história da
    matemática segundo Miguel, (1993) e Miguel, (1997) nos conteúdos matemáticos
    apresentados no livro-texto de Lazare Nicolas Marguerite Carnot, intitulado: Réflexions sur la
    Métaphysique du Calcul Infinitésimal, com a primeira edição publicada na França em 1797.
    As potencialidades pedagógicas foram relacionadas por meio de uma
    transposição/adequação, para entendermos os percursos necessários para a atual forma de
    ensinar cálculo. As leituras de dissertações, teses, livros, revistas e artigos científicos de
    grande relevância que sustentam o tema nos possibilitaram a fundamentação teórica da
    pesquisa, assim como nos revelou as influências de livro-texto de cálculo, nos diversos
    momentos da história a partir das edições da obra original de Carnot, que teve como ponto
    de partida a tradução da primeira edição feita em 1798 e a tradução de trechos da segunda
    edição da obra, publicada em 1813, toda em francês. Os materiais bibliográficos básicos
    para nossa pesquisa são encontrados em bibliotecas eletrônicas – nacionais, como o
    Catálogo de Teses e dissertações da CAPES e internacionais como a Bibliothèque nationale
    de France. Além dessas fontes, fizemos ainda buscas na coleção de obras raras da Câmara
    dos Deputados. Especificamente temos como um dos objetivos conhecer o personagem
    Carnot, sua vida e o contexto sociocultural e acadêmico em que estava inserido para
    compreendermos os conteúdos matemáticos abordados na sua obra e relacioná-los com os
    conteúdos elencados atualmente na prática do ensino de cálculo. Assim, verificamos as
    potencialidades pedagógicas da obra referente ao conteúdo de derivadas para o ensino nos
    dias atuais. Como resultado evidenciamos que a história da matemática encontra no livrotexto
    de Carnot potencialidades pedagógicas da história da matemática, para o ensino de
    cálculo diferencial.

  • GREIVIN ANTONIO NUÑEZ GONZALEZ
  • A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E O DISCURSO DE PROFESSORES EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE: UM ESTUDO NA UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA EXPERIMENTAL LIBERTADOR (UPEL) DA VENEZUELA

  • Data: 30/01/2019
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  • Na atualidade, o âmbito da educação científica tem presenciado diversas tendências de ensino. Entre elas, acha-se o enfoque CTS o qual foi selecionado nesta pesquisa devido a sua finalidade de desenvolver uma prática de ensino de ciências diferenciada, com a necessidade de gerar mudanças em sala de aula. A investigação tenta mostrar uma visão sistemática sobre o panorama no qual está imersa a Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL) com respeito à linha CTS. Para o desenvolvimento da pesquisa, inicialmente, fez-se um levantamento bibliográfico em revistas da UPEL com a finalidade de conseguir indícios da perspectiva CTS. Além da revisão, entrevistaram-se três professores-pesquisadores dessa instituição universitária para conhecer suas concepções sobre tal abordagem dentro da universidade. Utilizamos a Análise de Conteúdo de Laurence Bardin para proceder a uma análise qualitativa dos dados coletados. Algumas ideias de Paulo Freire e de autores de textos sobre CTS, serviram de referencial teórico-epistemológico, auxiliando-nos a compreender as ideias presentes nas produções científicas e nos discursos de professores. Em geral, os resultados obtidos indicam que: existem poucas produções publicadas nessa área de conhecimento nas revistas da UPEL, apenas 12 num total de 2718 documentos presentes no site. Os entrevistados demostraram ter um conhecimento adequado da abordagem CTS e reconheceram a importancia desse enfoque na formação de professores na UPEL; entre outras informações, foi identificada a existência de uma disciplina intitulada Educación, Ciencia e Tecnología que é oferecida num dos institutos da UPEL, portanto, existem antecedentes de disciplina de CTS na universidade. Para organização das análises, foram criadas as seguintes categorias: Disciplinas sobre/com enfoque CTS, Elementos da abordagem CTS e Prática pedagógica com enfoque CTS, para responder as seguintes perguntas norteadoras de pesquisa:
    Como está o desenvolvimento das produções científicas sobre o enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) em revistas da Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL)? Como se caracterizam as produções científicas sobre a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) presentes nas revistas da Universidad Pedagógica Experimental Libertador da Venezuela? Quais sãos as concepções de alguns professores da Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL) sobre enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) na formação de professores de ciência? As evidências levantadas e os dados analisados nos levam a inferir que a UPEL, atualmente, está em boas condições para desenvolver a formação de professores com a abordagem CTS e que há perspectivas de avanços. Isto se realça pelo nível de apropriação do referencial da área nas pesquisas achadas e pela argumentação dos pesquisadores em consonância com o contexto da formação de professores na UPEL.

2018
Descrição
  • KALED SULAIMAN KHIDIR
  • Práticas Socioculturais Quilombolas para o Ensino de Matemática: mobilizações de saberes entre Comunidade e Escola

  • Data: 18/12/2018
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  • A presente tese tem como foco a investigação sobre a formação continuada de professores de escolas quilombolas, a partir das práticas socioculturais de suas comunidades no ensino da Matemática. Meu objetivo foi uma compreensão acerca de que modo os saberes socioculturais quilombolas podem ser mobilizados pelos professores na reorientação de suas atividades docentes no ensino de Matemática escolar, bem como na busca de sentidos e significados atribuídos aos conhecimentos escolares. Para empiria, investigamos a Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, situada no sudeste tocantinense. Essa comunidade é reconhecida pela Fundação Cultural Palmares e tem seu território já demarcado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), possuindo uma extensão de terras de aproximadamente 57.000 hectares, onde vivem cerca de 250 famílias. Para subsidiar a delimitação do objetivo proposto, lançamos dois questionamentos: Quais os sentidos e significados que os professores das escolas quilombolas constroem no tocante às práticas socioculturais da comunidade em sua atividade docente? De que modo tais práticas, mobilizadas na dinâmica sociocultural, poderiam constituir objetos de problematização a serem incorporados aos saberes e fazeres escolares, ou seja, como tais práticas socioculturais quilombolas poderiam ser tomadas na reorientação da atividade docente do professor em suas escolas? A pesquisa se desenvolveu por meio de uma investigação qualitativa, de cunho etnográfico, com foco nos estudos da cultura da comunidade em questão, com ênfase na descrição reflexiva das informações em relação aos processos socioculturais praticados. Os instrumentos usados para a coleta de dados foram: I. entrevistas semiestruturadas; II. caderno de campo; III. fotografia e IV. videografia. As observações e os registros foram estabelecidos no contato direto e participante com os membros
    da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso. Cada sociedade ou, mais especificamente, comunidade imprime elementos culturais e locais em suas práticas, os quais são denominados como práticas socioculturais (MENDES; FARIAS, 2014). Assim a pesquisa se realizou, inicialmente, com a identificação, caracterização e descrição das práticas socioculturais da comunidade, uma vez que as mesmas foram tomadas como conhecimento primeiro e, posteriormente, na reorientação da atividade docente no processo de construção de sentidos e significados dos conhecimentos a serem trabalhados nas escolas inseridas nessa realidade. Para embasar teoricamente a pesquisa, utilizamos conceitos de Leontiev (2004); Almeida (2017); Arroyo et al (2011); Baiocchi (2013); Delizoicov et. al (2011); Freire (1987 e 2014); Mendes e Farias (2014); Oliveira (2007) e Pernambuco (1994). Das análises desta investigação, resultam alguns apontamentos: a formação obtida nas licenciaturas, pelos professores colaboradores, não tem abordado as realidades das comunidades campesinas e quilombolas tão presentes na região. Somente os conhecimentos científicos e acadêmico-pedagógicos não têm sido suficientes para a formação do professor da educação básica de escolas quilombolas. É necessário haver uma formação que possibilite a compreensão do mundo como um todo, assim, há que se pensar numa reorientação dos cursos de formação inicial e continuada de professores em uma direção emancipatória e libertária. Das práticas mapeadas e descritas, emergiram conceitos matemáticos que puderam ser relacionados com conteúdos escolares de forma interdisciplinar, possibilitando a promoção de sentidos e significados. Com esta pesquisa, sustento a tese de que a inclusão de atividades praticadas por comunidades quilombolas, na ação docente, promove uma aprendizagem integrada de sentidos e significados socioculturais para a Matemática escolar. 

  • MARIA ALICE DE VASCONCELOS FEIO MESSIAS
  • TEORIAS COGNITIVAS DO PENSAMENTO MATEMÁTICO AVANÇADO E O
    PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: UM ESTUDO
    ENVOLVENDO OS CONCEITOS DE LIMITE E CONTINUIDADE

  • Data: 18/12/2018
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  • A pesquisa descrita nesse trabalho teve o objetivo de conjecturar sobre que estruturas e mecanismos mentais precisam ser construídos por um indivíduo de modo a possibilitá-lo compreender efetivamente os conceitos de limite e continuidade de uma função. Para tanto, dois estágios foram contemplados. No primeiro, a partir da teoria sobre imagem e definição conceitual (VINNER, 1991), foi efetivado um estudo preliminar, por meio do qual foram analisados os elementos que compuseram a imagem conceitual de estudantes de um curso de licenciatura em matemática no que tange a esses conceitos. Já no segundo estágio, é apresentada uma decomposição genética para limite e continuidade, tendo como referência esses objetos matemáticos, seu desenvolvimento histórico-conceitual, experiências docentes no âmbito do Cálculo, uma multiplicidade de compreensões relativas a esses conceitos, evidenciadas tanto em outros estudos quanto no primeiro estágio da pesquisa e, principalmente, os pressupostos da teoria APOS (DUBINSKY et al., 1984; ARNOON et al., 2014). Como principais resultados, observou-se que múltiplas compreensões sobre limite e continuidade foram evocadas no primeiro estágio da pesquisa, fato que desencadeou em reflexões quanto às partes que contemplaram a decomposição genética que, por sua vez, foi elaborada a partir de diferentes objetos matemáticos, tais como o de função, definição de limite, relação entre e , relação entre limites laterais e bilateral, propriedades de limite, limites envolvendo infinito, continuidade no ponto ou intervalo, dentre outros.

  • ENDELL MENEZES DE OLIVEIRA
  • O ESPAÇO NÃO FORMAL E O ENSINO DE CIÊNCIAS: Um estudo de caso no Centro de Ciências e Planetário do Pará

  • Data: 05/12/2018
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  • A todo o momento, outras formas de se fazer e pensar o ensino batem às portas das escolas e convidam para repensar a relação desta com a comunidade. Os espaços não formais de educação, cada vez mais, vêm constituindo um campo de investigação na área do ensino de ciências. Os Museus de Ciências tornam-se espaços atrativos para o público em geral e em especial ao escolar, onde professores buscam outras maneiras de ensinar e de potencializar a aprendizagem na educação básica. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho foi o de analisar como ocorre o ensino de ciências no Centro de Ciências e Planetário do Estado do Pará (CCPP). O trabalho tem uma abordagem de cunho qualitativo, utilizando como estratégia o estudo de caso (único e holístico), e para a descrição e análise dos dados utilizou-se a Análise Textual Discursiva (ATD). Os sujeitos da pesquisa são graduandos de licenciatura (biologia, física e química) que atuam como monitores no CCPP. A partir dos dados obtidos observa-se que a divisão entre ensino de ciências formal/não formal/ informal é uma linha tênue, permeável, que permite que características transpassem as definições herméticas da literatura da área. Constatou-se que há muito de características formais/informais no ensino de ciências não formal. O ensino de ciências híbrido aflora na pesquisa como possibilidade de mistura de espaços, de públicos, metodologias, objetivos e características primárias e secundárias. Considera-se com a discussão que o campo do ensino de ciências não formal vem se constituindo como área de investigação expoente e de encontro inevitável para as escolas, universidades e para a sociedade como um todo.

  • MARICILDA NAZARE RAPOSO DE BARROS
  • SABERES DOCENTES DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS EXPRESSOS EM CONTEXTO DE FORMAÇÃO CONTINUADA CENTRADA NA ESCOLA

  • Data: 04/12/2018
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  • Esta é uma pesquisa qualitativa, na abordagem narrativa, na qual investigo a formação continuada de professoras que trabalham nos anos escolares iniciais do Ensino Fundamental, com acompanhamento e sistemático no âmbito da Secretaria Municipal de Educação de Belém. Tenciono responder à questão de pesquisa: Em que termos, professores, em processo de formação continuada no exercício da docência, manifestam saberes científicos e pedagógicos de conteúdo, desenvolvem reflexão sobre a própria prática e mobilizam outros/novos saberes para a prática dos anos escolares iniciais? Foram sete professoras alfabetizadoras que colaboraram na pesquisa. Os instrumentos e materiais utilizados foram gravações em áudio e vídeo, fotos, textos, bilhetes e produções escritas realizadas durante os encontros e nos assessoramentos e entrevistas semiestruturadas, que foram transcritas e analisadas, de modo a responder a questão de investigação. As professoras passam por um processo de articulação entre as práticas sociais e conhecimentos mais elaborados do ponto de vista científico. Evidencio o fazer pedagógico dessas professoras em busca do ensino de Ciências vinculado ao cotidiano das crianças, na leitura desse cotidiano e na apresentação da linguagem científica que se incorpora à vida dos alunos. A experiência de ser bem acolhida e orientada no âmbito escolar, por meio da interação entre os pares, é expressa pelas colaboradoras como formadora. Evidenciam a valorização do planejamento de forma coletiva no âmbito escolar. A experiência formativa construída no grupo faz emergir temas, do contexto passando as professoras a buscar subsídios que socializam no grupo. Estas relações estabelecidas em processos formativos, fortalecem novas/outras práticas de formação nos espaços educativos formais, mobilizam saberes científicos e pedagógicos de conteúdo e possibilitam a constituição da profissão docente, com autonomia profissional de modo progressivo, e permitindo retroalimentação ao ciclo contínuo de formação docente, (re)construindo novos/outros saberes, passando a utilizar formas híbridas de lidar com os alunos, com os conteúdos e com os conflitos pessoais e desafios cotidianos. A pesquisa identifica o compromisso das professoras, apontando questões que precisam ser assumidas pelas redes de ensino nas diversas esferas de poder. São questões que precisam tratar de um leque considerável de demandas que vão desde a ampliação do tempo de estudo e preparação da prática docente, passando pela autonomia financeira/pedagógica das
    escolas e garantia da formação continuada centrada na escola a partir das experiências formativas locais do grupo docente.

  • JESSICA DE CASSIA SILVA PINON
  • DESENHOS ANIMADOS QUE REFLETEM CIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS E ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NOS ANOS INICIAIS

  • Data: 03/12/2018
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  • Esta pesquisa apresenta considerações sobre a importância de iniciar o processo de Alfabetização Científica (AC) desde os primeiros anos da escolarização. O objetivo foi investigar de que forma a animação se constitui efetiva no favorecimento da aquisição de conhecimento científico por crianças dos anos iniciais do ensino fundamental. Por meio de uma pesquisa do tipo participante, as informações deste estudo foram construídas através da interação com os sujeitos, da observação participante, registros de áudio, exibição de episódios do desenho animado brasileiro ―O Show da Luna‖ e produções gráficas das crianças (desenhos); sendo a análise realizada a luz da abordagem interpretativa de Creswell (2010). Os resultados foram baseados na análise das produções de seis sujeitos partícipes da pesquisa, os quais realizaram atividades referentes a quatro episódios da série animada em questão. Pode-se verificar que as informações veiculadas na animação contribuem para estreitar as relações da criança com a ciência, de modo que propiciam a compreensão de conceitos científicos e correlacionam com situações cotidianas que favorecem processo de AC. É importante ressalvar que nenhuma atitude de promoção de Alfabetização Científica se dará por encerrada, sendo o inicio da escolarização imprescindível para instigar o desenvolvimento da criticidade e utilização do conhecimento científico associado não somente à formação acadêmica, mas também visando a formação para cidadania.

  • JANEISI DE LIMA MEIRA
  • TRADUÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA: PERSPECTIVA PARA A APRENDIZAGEM

  • Data: 12/11/2018
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  • A presente pesquisa teve como objetivo investigar acerca do processo de tradução da linguagem matemática para a linguagem natural na aprendizagem de matemática. Tomamos como ponto de partida as produções acadêmicas de dissertações e teses na área, e os resultados do índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e PISA, do Estado do Tocantins. Assumimos como base teórica a filosofia madura de Wittgenstein, o qual afirma que traduzir é um jogo de linguagem, pois se constitui no domínio de técnicas. Realizamos análises dos documentos orientadores da educação e uma intervenção em sala de aula com alunos do ensino fundamental, na Escola Brigadeiro Felipe, em Arraias- To, esta produziu o material empírico constituído a partir da aplicação de um questionário, entrevistas e atividades de geometria plana, As analises estiveram organizadas em dois eixos, no primeiro analisamos os documentos orientadores da educação e no segundo o material empírico. No primeiro eixo, as análises dos documentos revelaram uma compreensão referencial da linguagem indicando a linguagem matemática exclusivamente como uma simbologia que representa o conceito matemático. Já no segundo eixo, o material empírico indicou que a tradução da linguagem matemática se revela como uma necessidade interna à própria matemática e que ao realizar diferentes jogos de linguagem durante a tradução favorece e assegura a sua aprendizagem. Com isso defendemos que as dificuldades de aprendizagem da matemática estão relacionadas à compreensão dos conceitos e suas regras, no que tange ao processo de tradução do universo linguístico que envolve a linguagem matemática, por se tratar de um fenômeno normativo e seu uso está distante da pratica cotidiana. Assim, a tradução correta dessa linguagem promove a autonomia do estudante na aquisição de significados favorecendo aplicações dos usos em diferentes contextos.

  • LUCIANO AUGUSTO DA SILVA MELO
  • TRADUÇÃO INTERNA E JOGOS DE IMAGENS NA MATEMÁTICA

  • Data: 31/10/2018
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  • Esta pesquisa tem como fundamentos primordiais a Linguagem e a Matemática no contexto da Educação Matemática. O escopo das reflexões que permeiam o texto se dá na perspectiva da Tradução de Textos Matemáticos, com o objetivo de caracterizar intrateoricamente as noções conceituais de Tradução Interna e Jogos de Imagens no Ensino da Matemática. Para tanto, encaminho as discussões em duas linhas de pensamento: uma filosófica e outra teórica. A primeira enfatiza a expressão jogo de linguagem cunhada por Ludwig Wittgenstein nas Investigações Filosóficas. A segunda destaca as contribuições epistemológicas de Gilles-Gaston Granger sobre Matemática e Linguagem (forme e conteúdo). Arley Moreno, filósofo brasileiro e discípulo de Granger, elaborou a Epistemologia do Uso, teoria que une filosofia e conhecimentos científicos. Busquei subsídios teóricos no Estruturalismo Semântico de Jakobson, na Hermenêutica de Gadamer e nas ilações sobre as práticas tradutórias de Ricoeur, Benjamin e Steiner. No percurso da Tese, destaco a importância de olhar para a constituição de conceitos matemáticos no ensino, como uma atividade intrínseca à Linguagem. Nesse sentido, levanto a hipótese de que os professores, para além de ler e interpretar códigos e simbologias específicas em sala de aula, fazem a passagem da linguagem matemática para a linguagem natural por meio de uma tradução. Por conseguinte, a metodologia empregada na pesquisa lhe confere o status de uma Discussão Epistemológica, que se caracteriza em analisar como se dá o papel das imagens na Matemática (estudo de gráficos), observando conexões entre as linguagens da álgebra e da geometria. Uma parte das análises teve como aporte tecnológico o uso das ferramentas do software GeoGebra na elaboração de hipóteses e inferências sobre a importância de elucidar conceitos complexos na matemática, em função do tratamento formal e abstrato dispensados no ensino. Inferi, a título de contribuições científicas no campo da Educação, dentre outras observações, que traduzir na Matemática consiste em compreender (dominar) a gramática e a sintaxe dessa linguagem; traduzir na Matemática não é equivalente a interpretar, são jogos de linguagem distintos; os jogos de imagens trazem perspicuidade à compreensão de gráficos e o domínio de regras específicas, explicita o significado de conceitos e simbologias da Matemática; subsiste ainda que oculta na linguagem dos professores, uma espécie de tradução interna no que tange ao ensino de conceitos matemáticos. Assinalo, portanto, que a tradução interna na Matemática pode ser vista como atividade de ensino que amplia o quadro de referência acerca dos jogos de linguagem e pode contribuir com o aprendizado de conceitos matemáticos na Educação.

  • ELISA DE NAZARE GOMES PEREIRA
  • REGISTROS MEMORIALÍSTICOS E EMPODERAMENTO DE PROFESSORAS QUE ENSINAM CIÊNCIAS NOS ANOS ESCOLARES INICIAIS: AUTOFORMAÇÃO E AUTONOMIZAÇÃO DOCENTE

  • Orientador : TEREZINHA VALIM OLIVER GONCALVES
  • Data: 08/10/2018
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  • Nesta pesquisa-formação, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, realizo formação continuada a partir de processos autoformativos em que professoras dos anos escolares iniciais registram e dialogam sobre suas práticas pedagógicas, expressando os saberes que mobilizam para ensinar aos estudantes os conteúdos de Ciências, bem como o sentido que teve para si a participação nesta pesquisa-formação. Nesse sentido, objetivo compreender possíveis contribuições para a reinvenção de práticas e saberes em educação em Ciências de professoras que exercem a docência nos anos escolares iniciais do ensino fundamental ao participar de processo autoformativo com abordagem narrativa. As colaboradoras da pesquisa são três professoras que cursavam a primeira graduação em Licenciatura em Pedagogia, em universidades públicas, mas que exerciam a profissão docente há anos. Os dados utilizados para a construção da tese foram: observação das aulas, diário de bordo, registros das próprias práticas pedagógicas em áudio e diálogos pedagógicos, os quais foram analisados com base na Análise Textual Discursiva (MORAES e GALIAZZI, 2007). A partir das narrativas das professoras construí dois
    eixos analíticos: i) Autonomização Docente: rompendo padrões, constituindo saberes e suas novas identidades de tecelãs; ii) Tecendo Fios Narrativos: reflexões autoformativas que empoderam professoras a transformarem o modo como ensinam Ciências. Defendo a seguinte tese: Registros memorialísticos narrativos de professores sobre si e suas práticas docentes, mediados pela interação com formador, propiciam reflexão sobre a própria prática, promovem empoderamento e contribuem para a construção da autonomização profissional e a reinvenção de práticas e saberes docentes. Desenvolvi o seguinte design de ações formativas em educação em Ciências: 1. Narrativas das Ações Pedagógicas; 2. Leitura das Narrativas; 3. Diálogos Pedagógicos; 4. Processo de Reflexão e Empoderamento; 5. Reinvenção de Práticas e Saberes. A imersão no corpus da pesquisa evidenciou que ao refletirem sobre a própria prática as professoras reconheceram per se a necessidade do aprimoramento dos saberes pedagógicos de conteúdos em Ciências e a partir da inserção na pesquisa se sentiram motivadas a estudar com mais profundidade os assuntos a serem ensinados aos estudantes, não mais se conformando com os saberes experienciais. Pesquisar os conteúdos a serem ensinados foi importante para que as professoras tivessem mais segurança ao ensinar, inclusive adotando a interdisciplinaridade ao planejar as aulas. A colaboração com esta pesquisa-formação possibilitou às professoras que se empoderassem e falassem com mais firmeza sobre si e sobre o fazer docente, resultado de um processo autoavaliativo, portanto, autoformativo. Concluo que processos autoformativos, quando mediados por formadore(s), são potencialmente geradores de empoderamento e consequentemente contribuem para a reinvenção de si, de práticas e saberes docentes em educação em Ciências.

  • CLAUDIA FERNANDES ANDRADE DO ESPIRITO SANTO
  • Modelagem Matemática: Uma compreensão a partir da noção do Modelo Praxeológico Estendido

  • Data: 04/10/2018
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  • Este trabalho trata do papel dos saberes não matemáticos para o uso de modelos matemáticos sobre problemas em contextos concretos. É usado o Modelo Praxeológico Estendido com base na Teoria Antropológica do Didático para análise do cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física. Resultados preliminares obtidos apontam a indispensabilidade dos saberes não matemáticos da situação para o uso pertinente dos modelos matemáticos em situação.

  • LEONARDO JOSE NOGUEIRA FERNANDES
  • QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS LOCAIS NA ABORDAGEM CTS: A TEMÁTICA DO SEIXO NO MUNICÍPIO DE OURÉM-PARÁ.

  • Data: 28/09/2018
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  • Essa dissertação é fruto de um convívio de 8 anos com uma localidade, a saber município de Ourém-PA, em que por meio de dados diversos, pude perceber que a discussão da exploração do seixo é necessária, a fim de possibilitar a tomada de consciência e uma atitude cidadã de moradores. No sentido de analisar essa
    questão socioambiental, por meio de um embasamento da abordagem CTS em uma perspectiva temática, este trabalho se propõe a investigar como uma intervenção didática, por meio de um minicurso oferecido no contraturno para 16 estudantes, sendo estes do 6o ao 9 o ano do ensino fundamental, pôde contribuir para isso. A investigação tem natureza qualitativa, sob forma de uma pesquisa-ação, na instrumentação da análise interpretativa para a análise dos dados obtidos. Utilizam- se os 3 momentos pedagógicos como ferramenta metodológica para a atividade pedagógica, bem como variadas formas de coletas de dados durante o minicurso, a saber: transcrições de conversas, questionários, entrevistas semiestruturadas, anotações em diários, observações diretas, fotografias, relatos de experiências, discussões em grupo, gravações de áudios e vídeos, memoriais, artigos, referências em sites, entre outras. Foi constatado que as atividades correspondem em diversos aspectos com a abordagem CTS e em consonância com o que está preconizado na BNCC do ensino fundamental, em especial no que tange aos anos finais do Ensino de Ciências (6o , 7o , 8o e 9o anos). Os resultados evidenciaram que a abordagem CTS possibilitou, aos alunos, a reflexão crítica de noções científicas e tecnológicas em direção a valores e questões éticas, vinculados a exploração do seixo. Observou-se a responsabilização dos alunos, na medida em que propuseram soluções e apontaram formas e caminhos que podem ser usados para ir além do âmbito escolar, alcançando a comunidade como um todo. Consideramos que esta pesquisa tem potencial, não apenas de motivar novas pesquisas no município de Ourém com a temática do seixo, mas também, de incentivar pesquisadores da educação a considerarem a realidade local, tanto no planejamento quanto no decorrer de uma atividade, a fim de garantir melhores desempenhos nesse processo de transição paradigmática que vivemos no Ensino de Ciências.

  • ALCIRLEY RODRIGUES COSTA
  • ARTICULAÇÃO ENTRE CONHECIMENTOS MATEMÁTICO E DIDÁTICO DO PROFESSOR

  • Data: 03/09/2018
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  • Este trabalho trata da relação do conhecimento entre o matemático e didático de professores que se submeteram ao processo seletivo do programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática em nível de mestrado da Universidade Federal do Pará. Com a pretensão de investigar como os professores candidatos ao mestrado acadêmico associam conhecimentos específicos da matemática, agregados a sua prática, a conhecimentos da Área da Educação Matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa alicerçada nas Teorias Antropológica do Didático (TAD) e Teoria Antropológica da Relação do Saber e do Aprender (TARSA). Os resultados evidenciam que à articulação entre essas duas teorias podem revelar a relações entre os conhecimentos aqui tratados.

  • JOSÉ SINÉSIO TORRES GONÇALVES FILHO
  • SIGNWRITING DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PARA O ENSINO DE GEOMETRIA PLANA

  • Data: 30/08/2018
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  • SignWriting, também conhecido como escrita de sinais, traz para nossa sociedade uma nova técnica de escrita das línguas espaço-visuais. Este sistema se torna importante para as comunidades Surdas, ao passo que antes os sinais eram passados de um surdo a outro ao longo da história. Para tanto, o presente trabalho teve por objetivo realizar o registro em SignWriting dos sinais-termos da Geometria a partir do levantamento desses sinais da em sites institucionais, multimídia e livros. Tratou-se de uma pesquisa documental com abordagem qualitativa, apresentando um estudo comparativo das produções científicas e intelectuais Capovilla; Raphael (2001a, 2001b, 2001c), Brandão (2002), site Calculibras, canais do youtube Instituto Phala e Zanúbia Brandão, os quais constituíram o corpus dos sinais-termos da área da Matemática. Detectou-se que existe uma variedade de sinais da área da Matemática, no entanto, encontramse espalhados em diversos documentos, não havendo um específico. A necessidade de haver
    um sinalário da área possibilitará a professores, alunos e intérpretes interagir com a linguagem matemática em Libras na modalidade escrita. Dessa forma apresentamos um modelo de glossário de sinais-termos da Geometria Plana em SignWriting, a partir de uma lista de sinaistermos de Geometria, que vêm acompanhados de seus respectivos conceitos e exemplos onde optamos pela organização desses sinais-termos em ordem alfabética.

  • ERIVANDRO DO CARMO TAVARES
  • ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS: Padrões argumentativos de estudantes do Ensino Médio sobre Fisiologia Animal

  • Data: 13/08/2018
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  • O objetivo do presente estudo é analisar a construção argumentativa de estudantes de Ensino Médio durante um curso experimental de ciências sobre fisiologia animal. Selecionamos um evento organizado metodologicamente pela Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) para análise das interações em grupo. Em nossas inspirações teóricas, metodológicas e de criação, constam a apropriação de elementos da perspectiva de Investigação Qualitativa em Educação e pressupostos da Teoria Interacionista da Argumentação. Com efeito, e de forma proposital, este trabalho traz um tipo de análise hibrida dos quadros de interação das proposições dos estudantes, pois optamos por combinar perspectivas teóricas para análise interpretação dos pontos de investigação. Os resultados indicam que os padrões argumentativos dos estudantes foram estabelecidos em torno de dois aspectos: o primeiro, identifica-se a constituição de argumentos básicos, de estrutura simples, compostos por número mínimo de elementos. O segundo, aponta que os estudantes estabeleceram a argumentação durante o curso, constatando-se o alcance de três fases do desenvolvimento argumentativo. Para isso, travamos um diálogo com outras pesquisas sobre argumentação em contexto de ensino de ciências e apontamos contribuições para a atividade docente e para pesquisa em educação.

  • DENISE SOUZA DA SILVA
  • Aprendizagem Criativa: experiências vivenciadas no Clube de Ciências da UFPA

  • Data: 03/08/2018
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  • Entre os diferentes tipos de aprendizagem destaco a aprendizagem criativa, como processo desejável no campo educacional, mas ainda pouco compreendido. São raras as pesquisas sobre a aprendizagem criativa de professores em formação inicial, sobre a contribuição dos aspectos subjetivos individuais e/ou institucionais, bem como de situações em que a aprendizagem criativa emerge no trabalho coletivo, sendo investigações que aconteçam em espaços de educação não formal. Neste sentido, objetivei no presente estudo contribuir com a compreensão das condições em que a criatividade emerge no processo de aprendizagem da e para a docência, de professores estagiários do Clube de Ciências da UFPA, no contexto de suas práticas pedagógicas. Assumo, neste estudo, a definição de criatividade como processo complexo da subjetividade humana em suas dimensões individual e social, tendo em vista a produção de algo considerado original e relevante, ancorada na Teoria da Subjetividade de González Rey, Mitjáns Martínez e colaboradores, em uma perspectiva histórico-cultural. A pesquisa foi fundamentada na Epistemologia Qualitativa, que caracteriza a produção do conhecimento como um processo construtivo-interpretativo, dialógico e de valorização do singular na produção de conhecimento. Participaram desta pesquisa qualitativa quatro professores estagiários, que atuavam em uma turma de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, no Clube de Ciências da UFPA. Para a construção das informações, utilizei diferentes instrumentos, incluindo complemento de frases, redação, entrevistas, conversas informais e observação. Como resultado da análise, apresento indicadores dos sentidos subjetivos que os professores estagiários produziram ao narrarem e refletirem a respeito de uma experiência que tiveram, ao realizar uma atividade de ensino específica. Suas expressões indicaram recursos subjetivos que desenvolveram no Clube de Ciências e em outros contextos, orientando suas ações individuais e coletivas, favorecendo assim, condições para emergência da criatividade no processo de aprendizagem da e para a docência, em sua formação inicial. Apontam também que a subjetividade social do Clube de Ciências da UFPA constituiu a subjetividade individual de cada participante e da própria equipe, de maneira a integrar configurações subjetivas da ação dos professores estagiários, compreendendo que foram condições favorecedoras para a emergência da criatividade no decorrer do processo do planejamento, realização e avaliação da referida atividade de ensino.

  • MARCIO HENRIQUE SIMIAO RODRIGUES
  • ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE ENSINO: PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

  • Data: 10/07/2018
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  • Este trabalho apresenta considerações sobre a utilização de espaços não formais e o desenvolvimento de atividades voltadas para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi investigar a concepção discente sobre a forma de utilização dos espaços não formais de ensino, e como estes espaços, contribuem para o processo de formação inicial de professores, fazendo uso de diferentes estratégias de ensino. A pesquisa possui uma abordagem qualitativa de cunho participante. Foram utilizadas estratégias lúdicas e as Três Etapas Pedagógicas fundamentadas na proposição de Brito (2004). A fim de investigar as concepções dos sujeitos de pesquisa sobre trabalhar com, no ou o espaço não formal de ensino, foram entregues questionários para que os discentes pudessem relatar suas experiências com o desenvolvimento das atividades. Como culminância das atividades, foi realizada uma Mostra de Artes onde os discentes apresentaram diversas produções relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino da Cidade de Belém/PA. As produções apresentadas na Mostra de Artes também foram analisadas e, de acordo com os resultados, apontam para uma avaliação positiva do aprendizado dos sujeitos de pesquisa no que tange a relação entre o ambiente de ensino formal e não formal, a partir de atividades lúdicas e o ensino por meio de temas regionais. Os resultados apontam também, para uma boa compreensão por parte dos sujeitos de pesquisa sobre como trabalhar o espaço não formal e no espaço não formal, porém, apresentam divergências sobre como trabalhar com o espaço não formal de ensino. As considerações apontam que o ensino por meio de temas regionais, bem como, o uso de estrategias lúdicas podem ser grandes aliados para o desenvolvimento de atividades que estejam relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino, possibilitando uma tentativa de fuga das práticas tradicionais no âmbito da formação inicial de professores e consequentemente na educação básica.

  • MARIA AUGUSTA RAPOSO DE BARROS BRITO
  • AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: PRÁTICAS ACEITAS E MOVIMENTADAS NO COTIDIANO ESCOLAR

  • Data: 06/07/2018
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  • A avaliação escolar é um processo complexo que envolve e reflete as formas de pensar e ver a aprendizagem ao longo de toda a vida de um aluno. Essa premissa motivou a investigação realizada para responder o questionamento: como se organiza a racionalidade docente sobre o campo teórico da avaliação em matemática nos anos iniciais com o intuito de promover a aprendizagem? A pergunta de investigação deu origem ao objetivo geral da tese que consiste em investigar, no contexto da aula, atos imperativos explicitados nas práticas avaliativas no âmbito dos anos iniciais como forma de caracterizar a racionalidade docente acerca da avaliação em matemática. Esse objetivo foi desmembrado em três outros específicos que são: identificar atos de entendimento que constituem o saber dos docentes dos anos iniciais a respeito da avaliação com vistas a identificar obstáculos epistemológicos; elencar dinâmicas avaliativas quanto a sua finalidade e os instrumentos usados no contexto do ensino de matemática dos anos iniciais; classificar as tarefas de avaliação mobilizadas pelos professores dos anos iniciais no ensino de matemática. Participaram deste estudo três professores da rede pública dos anos iniciais do Ensino Fundamental, sendo dois em Belém/Pará e um em Évora/Portugal. No âmbito do estudo, utilizou-se uma metodologia de característica qualitativa incidindo particularmente no estudo de caso à luz do caráter descritivo-interpretativo em que a recolha de dados foi baseada na observação não participante e entrevistas. Por meio da definição de objetos e suas correspondentes dimensões, foi utilizada uma Matriz de Investigação ou Guião que proporcionou olhar para elementos didáticos constitutivos da prática pedagógica avaliativa. Ao longo do processo da pesquisa, foi necessária a construção de um corpus teórico para a compreensão do fenômeno investigado de um modo mais amplo, ancorado nas ideias de Hoffmann (1991), Perrenoud (1999), Buriasco (2002), Fernandes (2005, 2006, 2008), Afonso (2009) e Lukesi (2010) no tangente à avaliação escolar e em Bachelard (1996) na possibilidade de identificar os obstáculos epistemológicos presentes na prática docente avaliativa. De posse das narrativas, foi possível a triangulação para responder a questão de pesquisa. A partir dos resultados, afirmo que as práticas avaliativas aceitas e movimentadas no contexto escolar são produções culturais, ou seja, são tradições avaliativas que repousam em um conhecimento alicerçado na própria empiria docente em que se acredita que o “espírito [científico] inicia com a aula”, aulas que por vezes indicam crenças que a demonstração repetitiva (dos objetos de ensino) é capaz de ensinar e, por conseguinte, não se pode negar que esse pressuposto pode reverberar-se nas práticas avaliativas.

  • ELIZABETH DIANA CARDOSO SANTOS
  • PROCESSO IDENTITÁRIO DOCENTE: O SIGNIFICADO DAS EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS DE PROFESSORES DE BIOLOGIA

  • Data: 03/07/2018
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  • Este estudo teve como objetivo, compreender em que termos as experiências formativas do CCIUFPA contribuem no processo de construção da identidade docente de seus participantes. Para tal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 6 professores de Biologia que vivenciaram durante formação inicial a experiência da prática antecipada à docência. As trajetórias de formação dos professores nos trouxeram importantes dados sobre aspectos da formação escolar, inicial e continuada. Estes dados, por sua vez, foram analisados à luz da análise textual discursiva, onde pôde-se articular discussões pertinentes junto aos referenciais teóricos explorados na pesquisa. Desta forma, compreendeu-se que, a experiência da prática antecipada à docência vivenciada pelos professores, no espaço do Clube de Ciências da UFPA e também quando bolsista de iniciação à docência no PIBID, foram produziram significados diferentes para cada professor, mas ainda assim contribuíram positivamente no processo identitário docente, assim como a vivência da profissão professor. Concluímos apontando algumas sugestões de atitudes que os licenciandos podem buscar desenvolver, de mesmo modo que os cursos de licenciatura podem vir a incentivar, durante formação inicial, entendendo que são importantes para auxiliar na construção de uma identidade pela docência e para que os futuros professores tenham em mente a posição crítico-reflexiva de sua prática e estejam sempre em busca de formação e qualificação.

  • ROSELI ARAUJO BARROS
  • ENTRE VIAGENS E VIAJANTES: compreendendo espirais de experiências de
    licenciadas em Matemática no Estágio Curricular Supervisionado

  • Data: 26/06/2018
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  • Esta tese versa sobre a formação do professor de Matemática no contexto do Estágio
    Curricular Supervisionado. Nela, busca-se compreender as experiências de sete licenciadas
    em Matemática no Estágio, enquanto alunas de uma universidade pública no interior do
    Estado de Goiás. A investigação de abordagem qualitativa, de base multirreferencial,
    inscreve-se no âmbito do método (auto)biográfico, considerando as narrativas orais e/ou
    escritas das licenciadas. Os instrumentos utilizados para recolha de informações foram: (i)
    relatórios finais do Estágio em Matemática; (ii) entrevistas narrativas; (iii) memoriais e, (iv)
    rodas de memórias e de conversa, que constituiu a oportunidade das colaboradoras da
    pesquisa refletirem sobre aspectos particulares do modo de ser, de estar no mundo, consigo,
    com os outros e com a natureza. As narrativas foram analisadas a partir da análise
    interpretativa-compreensiva, metodologia proposta por Souza (2014), considerando também
    as contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2002). A partir do corpus de pesquisa e unidades
    de análise, emergiram quatro categorias: (i) Memórias e trajetórias de escolarização; (ii) Entre
    o limiar e a passagem: o tempo de estágio no professor de matemática; (iii) Formação inicial e
    estágio: entre olhares, registros e sentidos; (iv) Estágio e itinerários iniciais na docência. As
    categorias anunciadas foram representadas a partir de uma espiral de análise que simula os
    movimentos cíclicos, contínuos e inacabados dos sentidos atribuídos pelas colaboradoras as
    suas experiências no contexto do Estágio em Matemática. Esquematizá-las em uma espiral foi
    possível, pois os eventos do passado e do presente se entrelaçam em diferentes etapas, as
    experiências não acontecem isoladamente, mas, historicamente, entrelaçadas. As espirais de
    análise das categorias reafirmam a ideia de tese, por mim anunciada, de que as licenciadas em
    Matemática ao falar-ouvir e/ou ler-escrever sobre sua história de vida e da formação,
    desenvolvem aprendizagens sobre a docência, construídas, em movimento espiralado, a cada
    experiência revisitada e refletida de forma situada, que retroalimenta novas aprendizagens,
    quantas vezes experienciadas forem ao longo da vida e formação. As narrativas das
    colaboradoras evidenciam que: (i) As trajetórias de escolarização revelam sentimentos,
    compreensões e significados individuais das recordações referências, histórias e relações
    sociais estabelecidas por elas com a escola e com a matemática; (ii) Os deslocamentos do
    papel de aluno para o de professor e voltar ao papel de aluno, isto é, a simetria invertida
    (MELLO, 2000), nem sempre é algo simples e significa entender que a prática docente é
    complexa; (iii) O tempo destinado ao estágio de regência é insuficiente, não possibilitando o
    tempo devido do aluno-professor conhecer o futuro ambiente de atuação profissional,
    camuflando aspectos importantes da formação docente como relação professor e aluno,
    relação dos alunos com o conteúdo, identificar aqueles alunos com dificuldades na disciplina
    que precisam de apoio pedagógico, a avaliação da aprendizagem que realmente acontece e
    pode acontecer, etc.; (iv) As dificuldades relacionadas à desvalorização da profissão, a falta
    de oportunidade para o exercício da docência, aliadas à precarização do trabalho docente, aos
    baixos salários e às limitadas possibilidades de ascensão pessoal, podem convergir para o
    abandono da profissão. Ademais, a pesquisa aponta a necessidade de reestruturação curricular
    do estágio para que atenda as necessidades de formação dos professores de Matemática,
    permitindo-lhes, na relação entre teoria e prática, elaborar os saberes necessários à docência

  • PATRICIA DE NAZARE DOS REIS SEGTOWICH
  • O QUE TESES DE DOUTORADO BRASILEIRAS DIZEM SOBRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR EDUCADOR AMBIENTAL (2005 – 2016)

  • Data: 25/05/2018
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  • O foco deste estudo são as pesquisas, em nível de tese de doutorado, realizadas no âmbito da formação do professor educador ambiental e publicadas no Portal de Teses e Dissertações da CAPES entre os anos de 2005–2016. Teve como objetivo principal conhecer para compreender, discutir e sistematizar a partir de quais perspectivas paradigmáticas de ciência, educação ambiental e formação de professores educadores ambientais estas partem. Essas perspectivas definem um quadro teórico analisado a partir de um referencial metodológico plural que se utiliza da abordagem quanti-qualitativa, se inscreve em uma perspectiva de natureza documental na categoria de revisão sistemática e por fim na construção de um relatório analisado com base na Análise de Conteúdo. Como resultados constato que os estudos foram concebidos de variadas formas e suportes teóricos e pode ser compreendido como um ato de pesquisa intencional que está em constante construção. Para finalizar, a formação do professor deve incluir o desenvolvimento do poder da mediação, deve contribuir para a construção de um processo educativo que atinja os objetivos pretendidos, ou seja, a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel social, seja em relação às questões socioambientais, seja para outras instancias do conhecimento e principalmente para a vida.

  • SILVANEY FONSECA FERREIRA SEABRA
  • Saberes docentes e questões sociocientíficas na formação inicial de professores para os anos escolares iniciais

  • Data: 21/05/2018
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  • Esta é uma pesquisa-formação em contexto de ensino/estudo/discussão de temas
    potencialmente controversos, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, em
    que pesquiso a formação de professores. Ocorreu no âmbito do curso de Licenciatura
    Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação
    Matemática e Científica (IEMCI), da Universidade Federal do Pará (UFPA), que se
    destina à formação inicial de professores para os anos iniciais do Ensino
    Fundamental. Para me ajudar a construir as experiências formativas, participaram
    dela treze estudantes dessa licenciatura que cursavam momentos formativos
    diferentes. Utilizo, para tal feitura, a análise textual discursiva (ATD), a partir dos textos
    de campo, como questionário inicial de caracterização dos participantes da pesquisa,
    gravações em áudio e vídeo dos encontros realizados, bem como a utilização de
    memorial analítico descritivo dos estudantes e meu “diário de campo”, no qual registrei
    a sinopse de cada encontro, minhas impressões, elementos do contexto, dentre outros
    aspectos que considerei relevante registrar. Dessa maneira, emergiram três núcleos
    de análise, que organizo por meio de metáforas ligadas à PIRACEMA, fenômeno de
    reprodução de peixes que vencem correntes contrárias para sua reprodução: i) Em
    “Por enquanto, nadando contra a corrente”, discuto as (des) construções e intenções
    de escolha dos conteúdos científicos a partir dos temas potencialmente controversos,
    principalmente alfabetização científica e formação cidadã; ii) Em “É proibido pescar”,
    dou a conhecer as mobilizações e possibilidades de saberes científicos e pedagógicos
    de conteúdo vivenciadas nessa formação, sob as lentes de Shulman, em relação à
    compreender, transformar e ensinar; e em iii) “Sistemas de transposição” discuto que a
    simetria invertida possibilita pensar, refletir, construir e propor o ensino para a
    condição humana, no sentido de ensinar a viver, construindo e mobilizando a
    educação para a cidadania. Os resultados me permitem inferir que o exercício da
    simetria invertida com discussão de temas potencialmente controversos possibilita
    aos estudantes da docência mobilizar, articular, construir e comunicar de forma
    progressivamente mais clara, saberes científicos e pedagógicos de conteúdo,
    evidenciando maior complexidade compreensiva à medida que avançam em seu
    percurso formativo.

  • CARLOS AUGUSTO SILVA E SILVA
  • Experimentações art(e)ciência na natureza

  • Data: 16/05/2018
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  • A dissertação provoca um entre arte(e)biologia na tentativa de atritar a ciência como um modo de conhecimento fincado em suas normas específicas. Para a produção da pesquisa se ousou de ligações por entre imagens, escritas e experimentações do corpo. Percurso que instiga um biólogo, que atravessa sua(s) vida(s) e se envereda por entre
    cachoeiras, igarapés, cavernas e moradores atingidos por uma hidrelétrica que des-fez vidas e ambientes. O atrito do texto rizoma é a natureza. O plano de composição vem em linhas de experimentações abertas às infinitas entradas, saídas e meios, as quais foram realizadas na região do Xingu, na e próximas à cidade de Altamira-PA. O esforço teórico perpassou por inspirações da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, bem como alguns outros que agenciaram esse encontro, como artistas e biólogos da educação e do ensino de ciências que vagueiam/pensam por entre essas conexões. Uma dissertação em que seu corpo construtivo advém por experimentações, num processo em que o exercício do não linear é um convite à abertura do pensamento e das sensações. O possível atrito/dissertação busca permear velocidades, lentidões e repousos. Seus resultados podem ser compostos para quem deseja as in-utilidades, pois o texto não quer ser interpretado, mas maquinado. Maquinem de n maneiras, se desejarem.

  • RUTH GABRIEL CANGA BUZA
  • HISTÓRIAS DE VIDA DOS PROFESSORES FORMADORES DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM ANGOLA

  • Data: 11/05/2018
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  • Nesta tese, abordo questões relacionadas ao ensino de Ciências e à formação de professores formadores de professores de Ciências em Angola, tendo como principal estratégia de pesquisa as histórias de vida pessoal e profissional dos sujeitos pesquisados, todos formadores de professores. Tenho, como objetivo geral, pesquisar as histórias de formação docente em Angola, buscando relatos que expressem o modo como esses formadores se constituíram e como essas histórias contribuem para a formação de professores de Ciências no país. Como objetivos específicos, investigo a relação existente entre a história do país e a constituição da educação em Angola; caracterizo os desafios, as aventuras, desventuras e superações pessoais e profissionais que contribuíram para a sua formação, reverberando na prática em sala de aula; investigo as ambições/utopias dos
    professores formadores, em busca de soluções para aperfeiçoar a formação de professores de Ciências em Angola. Realizei a busca de informações em duas etapas: o primeiro momento deu-se com a aplicação de questionários, para os professores que se encontravam distribuídos em diferentes províncias, totalizando 58 questionários. Desse universo, tive o retorno de 21 questionários, dos quais 6 foram usados na pesquisa. Em um segundo momento. Acrescentei 3 professores que não haviam preenchido o questionário, mas que se dispuseram a colaborar e foram, então, entrevistados. Assumo a pesquisa qualitativa na abordagem narrativa, cujos relatos dos sujeitos constituem o material empírico central. Contudo, vali-me, também de informações históricas sobre o país e sua educação, bem como documentação oficial. A pesquisa possui três seções de análise, denominadas: “Nada além do B-A-BA”, onde é apresentada a história de formação dos professores no período colonial; “Ensinando e aprendendo a ensinar”, sessão constituída pelas memórias de formação no período de transição (final da colonização e início da independência); e “Do caos a paz”, seção constituída pelas
    memórias de formação do período da guerra civil aos dias atuais. Como conclusão, considero que as falas dos professores formadores trazem informações não oficiais que podem vir a ser utilizadas com cunho organizacional da formação de professores de Ciências no país, constituindo-se como um arcabouço essencial para a construção de novos caminhos na organização educacional em Angola.

  • EDILEUSA DO SOCORRO VALENTE BELO
  • CARTOGRAFIAS EXPERIENCIAIS DE FORMADORES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: CONSCIÊNCIA DE SI E AUTOFORMAÇÃO

  • Data: 04/05/2018
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  • A dimensão pessoal do professor é considerada parte constituinte de sua identidade profissional, entretanto, em que sentido as experiências pessoais incidem e transformam nossas práticas pedagógicas? Esta pesquisa teve como objetivo central investigar experiências de formadores de professores de matemática, buscando compreender processos autoformativos produzidos pelos formadores a partir da reflexão sobre suas experiências. Para alcançar esse intento, desenvolvi a pesquisa com dois formadores de professores de Matemática da Universidade Federal do Pará, os quais acompanhei nas disciplinas Cálculo I e Introdução à Análise Real. Participei de suas aulas, gravando-as em áudio e vídeo; utilizei o diário de campo registrando aspectos de suas práticas, para depois, ao analisar os textos de campo, buscar compreender as experiências constituintes de suas práticas. A partir disso, proponho diálogos com os formadores buscando delinear reflexões expressas por eles quando questionados a respeito dessas experiências. No design metodológico, opto pela pesquisa narrativa por suas características de compreender as experiências e pela ênfase na continuidade dessas experiências ao longo das vidas dos sujeitos. De posse do corpus da pesquisa, utilizo a Análise Textual Discursiva para perceber unidades de significados e construir categorias analíticas, denominadas de Núcleos Experienciais. Defendo que o processo de autoformação docente de formadores de professores de matemática pode ser motivado pela consciência de que suas experiências repercutem, constituem e se integram às suas práticas pedagógicas, possibilitando assim, docência no Ensino Superior em Matemática, pautada no sentido dialógico assumido por eles, como sujeitos de si e de suas práticas pedagógicas. A pesquisa mostrou que nas práticas pedagógicas dos formadores existem núcleos experienciais que funcionam como elementos base/balizadores para eles lidarem com o aluno, com o saber matemático, com as práticas avaliativas, enfim, com tudo que envolve os processos de ensino e que, ao refletirem a respeito de suas experiências, reconhecem-nas como importantes para suas práticas atuais. Portanto, propostas (auto)formativas direcionadas a formadores de professores de matemática devem considerar os núcleos experienciais e os saberes deles emergentes, porque tais saberes compõem as relações integrantes do processo educativo da formação de professores de Matemática e que, ao desenvolverem um processo permanente de reflexão crítica sobre suas experiências, tomam para si, o processo autoformativo. Como fruto do processo de investigação, apresento três propostas formativas embasadas em aspectos experienciais evidenciadas pela pesquisa: Os desafios fora da área de conforto; O poder do diálogo para a consciência de si e; Autoformação pela reflexão sobre a prática docente.

  • JOSE AURIMAR DOS SANTOS ANGELIM
  • A AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS EM MATEMÁTICA: UMA METANÁLISE A PARTIR DE TESES BRASILEIRAS

  • Data: 03/05/2018
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  • A avaliação das aprendizagens em matemática tem sido foco em diálogos e consequentes pesquisas preocupadas com a promoção do conhecimento. Por muitos anos a avaliação foi tomada como mero instrumento verificador de conhecimentos, a partir do olhar que o docente entendia necessário e suficiente que fosse aprendido. O aluno era mero depositário de conhecimentos e também sujeito da verificação. Os processos formativos evoluíram e em contradição aos controles impostos por financiamentos mundiais da educação de países emergentes, viu-se por exemplo, surgirem os diversos modelos de Avalição em Larga escala, e nelas, de avaliação externa, compreendendo que dessa forma seria possível compreender como os alunos estavam apresentando seu desempenho. Isso feito então, as inquietações nos mobilizam a entender como a Academia apresentava a Avaliação em suas pesquisas, pois entendo que essa delimitação pode trazer um perfil da Avaliação no país a partir da Universidade como produtora de conhecimento. Logo, a imersão nas leituras sobre o tema e nos diálogos me fez problematizar as situações que me inquietavam para buscar responder à pergunta: como se apresenta a avaliação da aprendizagem em matemática em pesquisas doutorais brasileiras? Para tanto, propus investigar a apresentação da avaliação da aprendizagem em matemática, a partir das teorias, epistemologias, princípios e preceitos, apresentados em teses brasileiras, entre os anos de 2011 e 2015, enfatizando os saberes avaliativos propostos. A metodologia adotada para esse processo foi a metanálise por entender que fazer análises de análises é uma ação relevante para as futuras pesquisas na área e para o uso do formador de professores de matemática, destacando, num processo que, aliado à revisão sistemática, poderá responder a questão norteadora. Após mergulhar na plataforma sucupira, através do banco de teses, fiz uma busca cansativa das teses que adotaram os termos avaliação e matemática, para que pudesse chegar as 17 teses delineadas nos diversos programas doutorais que que tivessem relação direta com a Educação Matemática. Com o corpus de pesquisa delimitado, parti para a análise das análises, onde inferi, através da interpretação hermenêutica, o que eram apresentados nos três eixos de análises constituídos, definidos como Elementos Propositivos, Elementos Metodológicos e Elementos Conclusivos. Com a pesquisa, pude reconhecer que dentre as dezessete teses estudadas, oito delas não lidam com a Avaliação como tema central, e as nove restantes que lidam com a temática em seu foco de investigação, estão postas sob diversas reverberações de Avaliação no contexto educacional: avaliação como prática de investigação, avaliação externa como ferramenta de estudos em torno do conhecimento matemático e a Avaliação da aprendizagem na educação superior. Dentre o que posso definir como conclusão, afirmo da importância de se constituir espaços de diálogos avaliativos nas instituições de ensino, em ambientes formais e não-formais. Ainda sobre as teses, considero que há alguns entraves que chamo de obstáculos, que impedem determinadas concepções sobre a avaliação: a ausência de diálogos sobre avaliação; a separação entre formação didático-pedagógica e específica; a exigência de cumprimento de um currículo engessado e imposto; a ênfase nos resultados de avaliações externas; escassez de reuniões acadêmicas que debatam os programas de ensino; uma reprodução mecânica da avaliação enquanto parte do processo de ensino-aprendizagem. Logo, entendo esta tese como condutora de novas pesquisas que estudem a avaliação, suas percepções, práticas e contextos de conceitos e operacionalização educacional.

  • MONICA GONCALVES DE MATOS
  • CONCEPÇÕES DE MATEMÁTICA E SEU ENSINO: experiências e reflexões de professores formadores de professores de um curso de licenciatura de proposta integrada e interdisciplinar

  • Data: 02/05/2018
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  • Nesta pesquisa, tivemos como objetivo compreender relações de sentido e significado entre concepções de Matemática e de ensino de Matemática manifestadas por professores formadores de professores, envolvidos em uma proposta interdisciplinar de formação de futuros professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos ao refletirem sobre seus percursos de formação, pesquisa e práticas docentes. Construímos a questão que norteia a investigação da seguinte forma: Em que termos, professores formadores de professores, envolvidos em uma proposta integrada e interdisciplinar de formação, manifestam concepções acerca da Matemática e de seu ensino, ao relatar sobre suas experiências de formação e ao desempenhar suas práticas docentes?A trajetória que percorremos foi orientada a partir da pesquisa qualitativa, cuja opção foi por um estudo coletivo de casos em uma abordagem teórica multirrefencial. Selecionados 05 (cinco) professores formadores de professores que lecionam em um curso de licenciatura oferecido pelo Instituto de Educação Matemática e Científica, pertencente à Universidade Federal do Pará, cujo início das atividades letivas ocorreu em 2010, caracterizando-se como um curso novo e único no Brasil, de proposta interdisciplinar e integrada para a formação de professores dos anos iniciais escolares e Educação de Jovens e Adultos, denominado Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens. Os instrumentos utilizados para a recolha das informações foram: entrevistas, videogravação de aulas e teses e/ou dissertações produzidas pelos participantes da pesquisa. A fim de analisar as informações, recorremos à Análise Textual Discursiva e optamos em realizar uma caterorização mista. As práticas e os relatos dos professores formadores de professores se configuraram como importantes elementos para compreendermos suas concepções acerca da Matemática e de seu ensino, bem como essas concepções estão relacionadas com novos modos pedagógicos de atuação. As concepções manifestadas são relativas à Matemática como um conhecimento de construção humana e, portanto, mutável e falível. Quanto ao ensino, evidenciam que para ensinar é indispensável o conhecimento do conteúdo matemático, e a articulação com as outras áreas de conhecimento pode ser possível a partir do diálogo, parceria e colaboração.Os docentes dão indícios sobre os quais se movimentam no sentido de mudanças de concepções e práticas, demonstrando que estão em processo de construção da compreensão da proposta do curso de Licenciatura Integrada, em termos do desenvolvimento de práticas interdisciplinares e a inquietude a qual os move para além das fronteiras do seu campo de saber. Assim, indicando que estão em processo de superação dos paradigmas dos quais foram formados.

  • GLAUCIANNY AMORIM NORONHA
  • SABERES ELEMENTARES MATEMÁTICOS DO PRIMÁRIO NAS REVISTAS PEDAGÓGICAS DO ESTADO DO PARÁ ENTRE 1890 E 1935.

  • Data: 27/04/2018
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa cujo objetivo principal foi caracterizar os saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar, no nível primário, presentes nas Revistas Pedagógicas que circularam no estado do Pará no período de 1890 a 1935, pesquisa esta vinculada ao projeto “A constituição dos saberes elementares matemáticos: a Aritmética, a Geometria e o Desenho no curso primário em perspectiva históricocomparativa, 1890-1970”, coordenado pelo prof. Dr. Wagner Rodrigues Valente (UNIFESP), que envolve pesquisadores de quase todos os estados brasileiros. Para o alcance do objetivo empreendemos ações de identificação e caracterização dos exemplares das Revistas Pedagógicas paraenses que circularam no estado do Pará no período de 1890 a 1935, disponíveis em formato digital no arquivo público do Pará, de modo a verificar o processo de sua circulação, equipe de elaboração, organização interna de seus textos e suas relações com a disseminação das orientações curriculares oficiais, para podermos, por fim, identificar nessas revistas os saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar, a partir dos documentos oficiais educacionais de orientação curricular; e descrever como estes saberes eram veiculados naqueles periódicos. Na perspectiva de alcançá-los empreendemos uma pesquisa de cunho historiográfico e documental que compreendeu a inventariação e estudo de documentos educacionais oficiais e de sessenta e três exemplares de quatro periódicos da época. Estes documentos compreendem dez programas utilizados como referência para a organização curricular do Ensino Primário e os periódicos representavam o principal meio de circulação destas referencia e de orientações voltadas para a pratica docente. A análise considerou aspectos históricos, culturais, políticos e sociais contextualizados por estes documentos. A base teórica de fundamentação da pesquisa baseou-se em princípios propostos por autores como Dominique Julia (2001), Valente (2017), Leme da Silva (2015), Leme da Silva e Valente (2013) e Guimarães e Leme da Silva (2014) e, principalmente no trabalho organizado por Hofstetter e Valente (2017). Dentre os resultados obtidos confirma-se a tese de que os documentos educacionais oficiais, cito os programas de Ensino Primário, e as Revistas Pedagógicas que circularam no estado do Pará, no período de 1890 a 1935, contribuíram com a divulgação dos saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar no nível primário.

  • ANDRE LUIZ RODRIGUES DOS SANTOS CUNHA
  • CIRANDA LÚDICA: Subjetividade, docência e ludicidade no ensino de ciências biológicas

  • Data: 05/04/2018
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  • A ludicidade é uma característica desejável do processo de ensino e aprendizagem, fazendo-se presente, em distintas regularidades e em diferentes cenários educativos. Há uma polissemia do termo ludicidade e das variadas práticas pedagógicas que ele orienta. Defendo a tese que a multiplicidade dos sentidos subjetivos de ludicidade e as maneiras como orientam as práticas pedagógicas, são produzidas pelo professor, em diferentes momentos de sua vida, como parte de suas experiências intra e extra escolares. A presente pesquisa teve como objetivo interpretar a configuração de sentidos subjetivos sobre ludicidade, produzidos por professores no ensino de ciências biológicas, na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. Orientado pela Teoria da Subjetividade e Epistemologia Qualitativa, propostas por González Rey, realizei um estudo construtivo-interpretativo com três docentes dessa escola. As informações foram produzidas por meio de complementos de frases, redação e uma dinâmica conversacional composta por entrevistas individuais e coletivas, além de diálogos informais. Organizei as produções subjetivas dos professores, construindo indicadores de sentidos subjetivos e interpretando como o lúdico se configurava na subjetividade de cada docente. Este estudo possibilitou compreender que a forma como cada professor subjetiva o lúdico implica em distintas práticas de ensino. Os sentidos subjetivos de ludicidade são promotores de motivação, tanto para alunos quanto para professores. O feedback discente é importante para a ludicidade na ação docente. A subjetividade social da escola é fundamental para a produção de novos sentidos lúdicos, que são construídos na interação com os alunos e outras pessoas. Além de sustentarem a tese que formulei, os resultados da pesquisa indicam as seguintes implicações educacionais: subjetivar a ludicidade com ênfase no sujeito (aluno) e não no conteúdo disciplinar; compreender o lúdico como uma forma comunicativa entre professor e alunos e de expressão criativa desses sujeitos; ressignificar o lúdico como experiência promotora de motivação, de forma recursiva e indissociável, tanto para quem aprende quanto para quem ensina; usufruir do lúdico, nos diversos contextos de vida como recurso instrumental, mas também sócio relacional.

  • DEUSIVALDO AGUIAR SANTOS
  • ENSINO COM ABORDAGEM CIÊNCIA – TECNOLOGIA – SOCIEDADE E AMBIENTE EM UMA ESCOLA DE ORIGEM AGROTÉCNICA

  • Data: 28/03/2018
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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar práticas pedagógicas no contexto da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) em uma escola de origem agrotécnica construída no modelo escola-fazenda sob princípios eminentemente tecnicistas, localizada na cidade de Codó no Estado do Maranhão. Admitindo a hipótese de que há indícios da abordagem CTSA nessa escola, esta investigação é pautada na seguinte questão: Como uma escola de origem agrotécnica, predominantemente tecnicista, incorpora elementos da orientação CTSA? A pesquisa é de natureza qualitativa, que adota também informações quantitativas em apoio, quando necessário. A metodologia utilizada na investigação baseou-se na análise de conteúdo de Laurence Bardin, com uso de palavras-chave na procura de elementos indicativos da abordagem CTSA como primeiro nível de análise e leitura aprofundada do texto quando havia indicativos do contexto CTSA, mas que não possuíam termos característicos do nesse campo. Nesses termos, as análises das investigações estão fundamentadas em dois eixos: primeiro eixo - Documentos, incluindo Programa de Desenvolvimento Institucional, Projetos Político
    Pedagógicos de cursos técnicos do ensino médio e cursos superiores e Planos de Ensino; segundo eixo - Projetos e Eventos, que inclui os projetos de pesquisa e os eventos científicos e pedagógicos. Nesse contexto, o livro didático tem espaço de destaque e entrevistas são utilizadas para reforçar as ideias em cada eixo. Os resultados obtidos confirmam a tese de que existem elementos da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente nas práticas pedagógicas e no cotidiano da instituição pesquisada, materializados em planos de ensino, aulas práticas interdisciplinares, eventos e projetos de pesquisa. Esses elementos são potencializados pelas vivências profissionais diferenciadas de alguns docentes, pelo livro didático e pelas orientações nacionais. Finalmente, entendo que esta pesquisa pode estimular iniciativas no contexto CTSA que sejam adequadas às novas
    orientações educacionais e que, com isso, provoquem mudanças mais profundas nas ações pedagógicas em escolas predominantemente tecnicistas. 

  • JOSÉ DOS SANTOS GUIMARÃES FILHO
  • UM ESTUDO DO LIBER QUADRATORUM (1225) DE LEONARDO FIBONACCI (1180 – 1250) E SUAS POTENCIALIDADES PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA

  • Data: 15/03/2018
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  • Neste relatório de pesquisa evidenciamos o matemático italiano Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, o qual nos referimos como Leonardo Fibonacci, que contribuiu significativamente para a comunidade matemática de sua época, despertando atenção de pessoas importantes desse período como o rei Frederico II, e a seu convite Leonardo Fibonacci participa de um torneio matemático, o qual, teve como seguimento a construção de sua quarta obra (que temos conhecimento) o Liber Quadratorum. Desta forma nos ocorre o seguinte questionamento: quais são as potencialidades didático/pedagógicas que podem ser evidenciadas a partir dessas proposições e suas demonstrações que podem ser usadas em sala de aula para efetivar o ensino/aprendizagem de conteúdos matemáticos? Para responder este questionamento, objetivamos nesse relatório de pesquisa, analisar os problemas contidos no Liber Quadratorum de Leonardo Fibonacci, no qual visamos um maior entendimento dos conceitos, provendo um material em português e buscando possíveis potenciais didático/pedagógicos. Para tanto, buscamos materiais que subsidiassem o estudo e um texto base para a construção do material em português referente a doze proposições contidas no Liber Quadratorum, que versam sobre a relação de sequências de números ímpares consecutivos e números quadrados, para tanto, partimos de livro The book of squares de L. E. Sigler de 1987, como nossa referência principal e B. R. McClenon em seu trabalho intitulado Leonardo of Pisa his Liber Quadratorum de 1919 como nossa referência secundária. Fizemos um passeio pelo período vivenciado por este importante personagem, que foi professor e escreveu sobre a matemática, assim destacamos sua influência para o desenvolvimento e divulgação dos métodos algorítmicos da matemática árabe na Europa no início do século XIII, a partir de um diagrama modelo proposto por Chaquiam (2015, 2016), assim, foi construído uma base para que pudéssemos apontar as potencialidades didático/pedagógicas deste livro de Leonardo Fibonacci, considerando, principalmente, os argumentos reforçadores de Miguel (1997) e Miguel e Miorim (2004). Após as análises, foi possível responder ao nosso questionamento e pudemos apontar potencialidades como: construção de diversas formas de encontrar as ternas pitagóricas, atividades de potenciação, principalmente de quadrados, atividades com raiz quadrada, entre outros descritos neste relatório. Desta forma, manumitir o Liber Quadratorum para fins explicitamente pedagógicos, vetorizando o ensino, pode em muito prestar grande auxilio ao educador matemático que queira traçar caminhos que vão ao encontro das necessidades do aluno.

  • LUCIVAL FABIO RODRIGUES DA SILVA
  • ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NA PERSPECTIVA VISUO ESPACIAL: EXPERIÊNCIAS COM SURDOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 14/03/2018
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  • O objetivo desta pesquisa foi analisar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Ciências com alunos Surdos do 6º e 7º do Ensino Fundamental em uma escola pública, na cidade de Belém-Pará. Com a finalidade de subsidiar as discussões acerca do processo mensurável, instrumental e contextualizado das possibilidades linguísticas e cognitivas do sujeito surdo. Pautando–se pelo ponto de vista de uma perspectiva visuo-espacial, enquanto alternativa dinâmica de conduzir os meios, modos, metodologias e recursos auxiliares da aprendizagem dos conteúdos específicos de ciências. Para a escolha do método, optamos pela abordagem qualitativa e bibliográfica, selecionando criteriosamente os objetos, sujeitos e contextos observáveis no campo de estudo e nas bases estruturais e sistematizadas estão inseridas as formas de ensinar e aprender, a linguagem usada no processo de ensino, os recursos, os modos de avaliação observados nos eixos pedagógicos da escola regular de Educação Básica. A coleta de dados in lócus. Foi realizada por meio de aplicação de questionário digitado em língua portuguêsa e interpretado em língua de sinais para facilitar o entendimento das perguntas aos surdos. O resultado mostrou que a contextualização do ensino de ciências engloba a necessária ação de planejar, de como ensinar conteúdos adaptados às possibilidades de um alunado que apresenta elevado nível de percepção visual, condicionado pela surdez em si instalada, não como uma deficiência que produz limitações na aprendizagem, mas como uma diferença naturalmente observada e mediatizada pelo sentido visuo-espacial. Observa-se também que para se trabalhar com surdos é indispensável que o professor tenha uma certa fluência na língua de sinais, e na falta desta, conte com a presença de um mediador ou intérprete.

  • KATIA LIEGE NUNES GONCALVES
  • NOMADISMO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA RIBEIRINHA: potências da multiplicidade...

  • Data: 13/03/2018
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  • Educação Matemática e Matemática e Educação-Matemática e Educação Matemática Ribeirinha e Matemáticas, ainda se localizam petrificadas nas quadraturas do jogo do xadrez, em que tudo se movimenta ao comando do Currículo-realeza, o aparelho de Estado, o segmentário, o da sedentariedade... O texto escrita-vida-máquina-de-guerra faz um ensaio para arrombar o pensamento questionamentos desestabilizantes e incessantes: qual a potência da clandestinidade da Matemática e Educação Matemática? Como ensinar a pensar o não pensado entre os fluxos da Educação Matemática e Matemática e Educação Matemática Ribeirinha e Matemáticas por um espaço fechado codificado e descodificado pela armadura curricular?... Desconfiando das certezas inventadas, por entre borbulhas estoura uma hipótese de tese na extrema ebulição, e se inscreve: Educação Matemática Ribeirinha está pautada em currículo sedentário-Estado, o nomadismo faz passar, des-territorializa e inventa resistências. As escrituras são arrastadas, por vezes, pelos jogos do Xadrez e do Go, não como metáfora, mas como arma de guerra para mover o texto rizomático imanente, em que esse em meio ao dogmatismo cristalizado se territorializa e desterritorializa e des-re-territorializa a cada pensamento bifurcante matemático (ciência maior e menor), da filosofia e da arte. Busca fôlego na Filosofia da Diferença de Deleuze e Guattari, tomando-os como intercessores criativos, por provocar o pensamento a fissurar o dado. A pretensão em problematizar o nomadismo da Educação Matemática ribeirinha em aulas de uma turma multisseriada de escola ribeirinha do municipal de Barcarena-Pará, passa por encontrar um professor, alunos, o Garinim-Ty, fotoGrafias, paisagens, contAções, imagens, oralidades e ... e ... Vem carregando CARTOgrafias que se agitam em dimensões ética, estética e política, dando voz aos fluxos de força presentes na pesquisa, assim como por meios de imagens – obras de arte e fotoGrafia-devir, uma força, dispositivo de des-territORIalização do olhar, uma potência do entreLugar, provoca perceptos e afectos para além de uma imagem do pensamento julgador. O texto é composto por quatro Platôs e que dá entrada a um labirinto vivo, movediço, sem ponto de partida e de chegada, e tende a violentar o pensamento de modo que possa sair outros MOVImentos do pensar a existência e de escriturAção. Essa escritura-devir convoca ao leitor a inSurgir, contra a maquinaria do currículo arborescente e a rizomar um pensar em matemáticas nas aulas em escolas RIObeirinha, nas águas turbulentas e profundas, nas terras secas com pedras sobre pedras e... e...

  • RAIMUNDO NASCIMENTO PEREIRA BARROS
  • A CIÊNCIA E A EDUCAÇÃO EM UM JORNAL DA AMAZÔNIA: FOLHA DO NORTE (1896 – 1897)

  • Data: 08/03/2018
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  • A presente pesquisa tem o objetivo de analisar os discursos sobre Ciência e Educação que circularam nas páginas do jornal Folha do Norte, nos anos de 1896 e 1897, o qual teve uma duração de setenta e oito anos, iniciando suas atividades em janeiro de 1896 e circulando diariamente até 1974. O jornal Folha do Norte foi um periódico de grande importância na história da imprensa do Pará, por estar envolvido no cenário político, especialmente no final do século XIX e início do XX, sendo forte defensor do Partido Republicano Federal, liderado por Lauro Sodré, que combatia incisivamente a política de Antônio Lemos, proprietário do jornal “A Província do Pará”. Nosso objeto de estudo -jornal Folha do Norte-, trazia em suas publicações as notícias políticas e outros temas diversos, entretanto, procuramos pesquisar as que tinham relação com o nosso objetivo, e estas foram: as notícias sobre Ciência e Educação. Desta feita, verifiquei minuciosamente em todos os exemplares disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional dos anos de 1896 e 1897, encontrando colunas e notas soltas que difundiam notícias científicas juntamente com as de instrução pública, dentre elas, as colunas “Revistinha Scientífica” e “Respiga Scientífica” que traziam notícias relacionadas às ciências. Notícias sobre os Raios de Roentgen ou Raios X, também estiveram presentes nas páginas desse jornal que serviram principalmente para nossas análises que procuraram interrogar se essas notas construíram imagens positivas ou negativas sobre as ciências e como eram construídas essas imagens. Houveram também notícias que, tratavam de questões referentes à educação e organizacionais, dentre elas, convites para prestar exames de admissão, convocação de alunos para prova de segunda chamada e outras. Encontramos ainda uma coluna intitulada “Instrucção Pública”, tratava-se de assuntos relacionados ao regulamento votado no ano de 1896; classificação das escolas em 1ª, 2ª e 3ª entrâncias das cidades do interior e da capital, além de outras notas que versavam os acontecimentos que ocorriam nas instituições de ensino no Pará. Porém não encontramos notícias que falavam sobre ciência e educação conjuntamente.

  • GLADSON LIMA NERY
  • INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A EXPERIMENTAÇÃO INVESTIGATIVA NO CLUBE DE CIÊNCIAS PROF. DR. CRISTOVAM WANDERLEY PICANÇO DINIZ

  • Data: 05/03/2018
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  • Esta pesquisa intenciona analisar como as interações discursivas constituídas nas dinâmicas de práticas investigativas no Clube de Ciências “Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz” conduzem ao conhecimento científico. Em contexto mais restrito, objetiva-se caracterizar as interações discursivas diante do papel do professor-monitor por meio das etapas da experimentação investigativa adotadas no referido Clube e, especificamente, identificar como as etapas conduzem às interações discursivas, caracterizar as atuais práticas de experimentação investigativa e detectar padrões de interações nessas atividades. Os principais referenciais teóricos que sustentam esta pesquisa baseiam-se na análise da estrutura analítica idealizada por Mortimer e Scott (2002) e experimentação investigativa (MALHEIRO, 2016; CARVALHO, et al., 2009). Emprega-se a abordagem qualitativa, ela exibe características exploratórias descritivas, pois os recursos de videogravação, diário de campo e entrevista são utilizados. Os sujeitos de pesquisa são um professor-monitor e um grupo de oito alunos entre 10 e 14 anos. Os resultados identificam o tipo de Abordagem Comunicativa e os padrões de interação de ideias desenvolvidas pelo professor-monitor, no direcionamento do conhecimento científico, construção das ideias e, consequentemente, para a solução e sistematização do problema proposto no Clube de Ciências. De forma geral, a sequência torna-se uma abordagem didática potencial para interações discursivas entre professor e alunos, por não oferecer procedimentos automáticos para a resolução de um problema de forma imediata, pelo contrário, oportuniza aos estudantes analisarem situações novas, como coleta de dados e testes de hipóteses discutidas entre o grupo. Destaca-se que o professor-monitor deve cuidar para que as atividades não se limitem apenas a visualização de fenômenos, fazendo os alunos ficarem presos à realidade concreta, somente pelo que é visível. Defende-se que o uso da Sequência de Ensino Investigativo (SEI) na experimentação investigativa adotada no Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam W. P Diniz seja potencialmente mais eficaz para a aprendizagem, na medida em que procura dar conta do espectro de questões interativas que se apresentam no ensino de ciências na sala de aula.

  • LILIA CRISTINA DOS SANTOS DINIZ ALVES
  • MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS NA PERSPECTIVA DA CRIANÇA

  • Data: 20/02/2018
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  • O objetivo desta pesquisa foi constituir uma atividade de modelagem com crianças e na perspectiva delas, dando voz e vez às crianças na constituição da atividade de Modelagem Matemática, respeitando os seus modos de ser e estar no mundo. Esta pesquisa é orientada teórico-metodologicamente pela concepção de criança substanciada principalmente em Walter Benjamim, Kohan e Sarmento, para quem a criança é concebida como produtora e portadora de cultura, social e historicamente construída e sujeito da sua relação com o mundo. Discorremos sobre alguns conceitos de criança e infância, bem como apresentamos um breve estudo sobre algumas pesquisas que delineiam atividades no âmbito da Modelagem nos anos iniciais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa. Para a coleta de dados, recorremos às técnicas e instrumentos adequados à pesquisa com crianças para abordar o tema violência dentro da proposta de Modelagem Matemática. A coleta de dados ocorreu em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, localizada em um bairro periférico da cidade de Belém-PA. Os participantes da pesquisa foram 16 crianças entre 5 e 8 anos de idade, que compunham uma turma do 1º ano dos anos inicias do ensino fundamental. Os resultados da pesquisa propiciaram debates relevantes sobre o tema violência em contextos diferentes, suscitando temas matemáticos e não matemáticos, e obtiveram como produto final discussões, criações e desdobramentos que vislumbraram a perspectiva da criança, de modo a demonstrar sua capacidade de produzir, interagir e intervir na proposta da atividade por intermédio de sua cultura material, culminando com uma atividade de Modelagem Matemática constituída com as crianças, a qual foi socializada para o público da escola e para a família.

  • HAYLLA RODRIGUES DE AGUIAR
  • EXPLORAÇÃO DE NARRATIVAS MÍTICAS INDÍGENAS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS

  • Orientador : CARLOS ALDEMIR FARIAS DA SILVA
  • Data: 09/02/2018
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  • Desde as últimas décadas do século 20, os estudos acerca da Educação Escolar Indígena no Brasil avançaram significativamente a partir dos movimentos sociais em prol dos povos indígenas, que se organizaram na busca por autonomia cidadã. No centro desta luta esteve a reivindicação de uma escola com um currículo e um ensino que inserisse na formação, valores e saberes étnicos culturais dos povos indígenas, associados ao conhecimento científico. Com base nas proposições de Silva (2003) e Farias (2006), segundo as quais, os mitos contemplam essa proposta, devido ser uma das formas tomadas pelas populações de tradição oral ao longo dos séculos para explicar a natureza e a cultura, bem como manter suas memórias históricas vivas. Assim, identificamos na tetralogia Mitológicas de Claude-Lévi-Strauss (2004, 2005, 2006, 2011), publicada originalmente entre 1964 e 1971, uma demonstração da importância das narrativas míticas para se conhecer o modus vivendi das comunidades indígenas brasileiras. Em nosso estudo tomamos essas obras como um caminho para adentrarmos nos mitos dos indígenas do Estado do Tocantins, em especial Xerente, para responder a seguinte questão: de quais maneiras será possível dialogar com as narrativas míticas dos povos indígenas do Tocantins para abordar pedagogicamente os conteúdos curriculares da escola básica dessas comunidades? Assim, nosso estudo teve como objetivo de pesquisa investigar possibilidades de exploração pedagógica das narrativas míticas indígenas para o ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em escolas indígenas do estado do Tocantins. Com essa intenção realizamos uma pesquisa qualitativa com enfoque bibliográfico, em busca de implicações para a Educação, especificamente a Educação Escolar Indígena em uma perspectiva interdisciplinar (FAZENDA, 2003) que integre cultura e matemática, transversalize a trajetória da Escola Indígena em seu processo de construção e reconstrução identitária, que envolva a participação de professores indígenas e da comunidade. Para organizar as sugestões didáticas nos fundamentamos no Referencial Curricular para Escola Indígena (RCENEI/Indígena, 1998) e nos princípios estabelecidos por Silva (2003) e Farias (2006; 2012), que propõem as narrativas míticas como indicadores de valores e conhecimentos possibilitadores de diálogo entre os saberes da tradição e a experiência de vida para a valorização das práticas socioculturais para a escola indígena. A pesquisa apresenta como contribuição um corpo de sugestões de exploração didática das narrativas míticas para o ensino de matemática na escola indígena dos Anos Iniciais.

  • BENEDITO FIALHO MACHADO
  • Saberes elementares de aritmética em manuais didáticos do curso primário produzidos no Pará (1850 – 1950)

  • Data: 30/01/2018
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  • O presente trabalho objetiva descrever e analisar a constituição dos saberes
    aritméticos presentes nos manuais didáticos destinados ao ensino primário do
    Pará no período de 1850 a 1950. Nossa questão principal de pesquisa é “quais
    eram os saberes elementares aritméticos designados para os primeiros anos
    escolares presentes nos manuais didáticos destinados ao Ensino Primário no
    Pará?” Desta forma descrevemos a trajetória de constituição desses saberes
    elementares aritméticos no ensino primário do Pará em perspectiva histórica
    com base em legislações, programas e principalmente na leitura e discussão dos
    manuais didáticos produzidos para as escolas da época. Também, buscamos
    enfatizar a produção intelectual e acadêmica dos manuais didáticos de aritmética
    no estado do Pará, seus autores e a sua importância para o ensino primário da
    época. A pesquisa foi realizada na Seção de Obras Raras da Biblioteca Pública
    Arthur Vianna, Belém/PA, no site da Hemeroteca Digital Brasileira da Fundação
    Biblioteca Nacional, Center for Research Libraries - Provincial Presidential
    Reports (1830-1930), no Repositório Institucional da Universidade Federal de
    Santa Catarina e com vários colecionadores de diversos estados do Brasil.
    Assim, conseguimos obter de forma impressa e digitalizada alguns exemplares
    não somente de aritmética, mas também de geometria e desenho, além de
    manuais sobre o sistema métrico decimal. Nossa fundamentação teórica está
    pautada nos conceitos explorados na perspectiva orientadora da investigação
    fundamentada pela História cultural que expressa uma elaboração mais apurada
    nas concepções de autores como Roger Chartier (2002), Dominique Julia (2001),
    Michel de Certeau (1982), André Chervel (1990), Alain Chopin (2004) e (2009),
    etc, que nos possibilitaram delinear trajetórias e conceber conceitos orientadores
    desta pesquisa. A respeito dos aspectos epistemológicos das pesquisas sobre
    manuais didáticos, concluímos que há uma considerável produção de livros,
    artigos e teses que versam acerca da produção do livro e da produção de
    pesquisas relacionadas ao tema. Pela análise e descrição das documentações
    oficiais concluímos que o método intuitivo foi o método de maior relevância na
    educação do Pará em relação à produção de sua documentação educacional e
    que por sua vez respaldou a elaboração dos manuais didáticos descritos neste
    estudo. A educação primária no estado do Pará foi pedagogicamente delineada e
    sistematizada consoante às orientações das escolas primárias elaboradas na
    França. Há vasta produção de manuais didáticos no Pará elaborados pelos
    próprios professores do Ensino Primário e que seus autores eram pessoas
    influentes na sociedade, assumindo outros cargos de importância na sociedade.
    Os saberes lementares foram constituídos pela conceituação de vários termos
    usados na aritmética; além de Algarismos; Numeração; base de sistema e de
    numeração; Operações fundamentais: Adição, subtração, multiplicação e
    divisão; Sistema métrico decimal; Frações; Dízimas periódicas; Potenciação:
    Raiz quadrada e cúbica; Números complexos; Razão e proporção; Regra de três
    e porcentagem, juros; Progressões; Logaritmos; Números primos.

  • MARCELO DE SOUSA OLIVEIRA
  • A UTILIZAÇÃO DE GESTOS OSTENSIVOS NO ENSINO DE CONCEITOS MATEMÁTICOS: UMA INTERPRETAÇÃO À LUZ DA FILOSOFIA DE WITTGENSTEIN

  • Data: 22/01/2018
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  • Nesta pesquisa procuro investigar a utilização de gestos ostensivos no ensino de conceitos matemáticos. As justificativas sustentam-se na possibilidade de gerar subsídios para uma compreensão sobre a apresentação e a compreensão desses conceitos, mediante as discussões em torno da constituição de sentido nesse domínio específico do conhecimento. A pesquisa se caracteriza como teórica, porém, em função do referencial teórico, utilizo exemplos de situações de ensino extraídos de documentos oficiais de orientações curriculares, de livros didáticos ou simplesmente situações formuladas para ilustrar a discussão, com a finalidade de clarificar a região de inquérito delimitada, o que se constitui como uma metodologia que tem inspiração na terapia filosófica wittgensteiniana. A análise foi fundamentada na filosofia de Ludwig Wittgenstein, para a qual, o gesto ostensivo é um instrumento linguístico que nos permite estabelecer uma ligação interna entre uma palavra e o objeto para o qual apontamos. Minha análise aponta que o gesto ostensivo pode favorecer a compreensão de conceitos matemáticos, na medida em que, se configura como um meio de apresentação de convenções linguísticas, porém, pode também causar mal entendidos quando é apresentado de maneira ambígua, o que dificulta um treinamento adequado para os alunos dominarem a técnica associada à constituição do sentido do conceito em questão.

2017
Descrição
  • ESMERALDO TAVARES PIRES
  • Para uma pedagogia cultural da tradição: práticas de professores ribeirinhos na Ilha de Marajó

  • Data: 05/12/2017
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  • A ação docente assume papel fundamental no campo educacional em qualquer nível de ensino. Logo,
    as práticas dos professores na escola devem espelhar o contexto sociocultural vivido pelos estudantes,
    sobretudo em turmas multianos ribeirinhas, nas quais o universo é plural. A temática das práticas
    docentes nas escolas campesinas tem mobilizado diversos estudos e novos argumentos ganham potência
    a partir das pesquisas de Gonçalves (2005), Oliveira (2003, 2008, 2009, 2011), Almeida (2010,
    2017), Farias (2006) e Hage (2005, 2006, 2011). Esse conjunto de autores demonstra a importância
    a respeito das discussões sobre as práticas desenvolvidas pelos professores dos Anos Iniciais do Ensino
    Fundamental em turmas multianos e valorizam a diversidade cultural das populações ribeirinhas na
    Amazônia. O questionamento desta pesquisa centra-se em entender como sucede o ensino de Ciências
    nos Anos Iniciais da Educação Básica e a integração de saberes em turma multianos na escola
    ribeirinha. A fim de perscrutar a questão de investigação, trabalhamos com entrevistas compreensivas
    (KAUFMANN, 2013) e com observação (VIANNA, 2003). Permanecemos na escola de julho de
    2016 a abril de 2017, quando gravamos as entrevistas semiestruturadas e fizemos as observações
    concomitantemente. Ao longo desses nove meses, entrevistamos três docentes que lecionam na Escola
    Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Santa Elisa, no município de Ponta de Pedras, na
    Ilha de Marajó, estado do Pará, e realizamos observações em suas salas de aula, objetivando analisar
    como os professores integram saberes em suas aulas de Ciências nos anos escolares iniciais em turmas
    multianos. A partir da análise das seis práticas intituladas biojoias, carimbó, matapi, plantas e ervas,
    contos e corpo, desenvolvidas pelos professores, foi possível compreender o significado que eles atribuem
    à sua cultura e como acolhem saberes plurais em suas aulas, fortalecendo, assim, a identidade
    dos estudantes ribeirinhos, uma vez que os conteúdos curriculares dispostos nos livros didáticos não
    abarcam plenamente a complexidade exigida pelas turmas multianos. Como resultado, inferimos que
    as práticas desenvolvidas integram saberes socioculturais da região com os conhecimentos escolares,
    tornando-os significativos na vida dos estudantes, o que contribui para a valorização da identidade e
    da diversidade cultural dos ribeirinhos marajoaras. Cultivar práticas que tenham por base os saberes
    socioculturais seculares das populações ribeirinhas permite reafirmar os princípios éticos da educação
    em prol de uma sociedade múltipla, plural e diversa. Esperamos, assim, que as reflexões propostas
    fomentem outras discussões com enfoque na educação ribeirinha na Amazônia. Conclui-se que a vida
    ribeirinha amazônica – se reatualizada pelas práticas educativas nas escolas – permite a afirmação e
    atualização da diversidade sociocultural da região. Uma pedagogia cultural da tradição pode favorecer
    aos alunos ribeirinhos a construção de um horizonte de futuro, onde sejam eles a definir o curso das
    águas que desejarem.

  • MARILIA FRADE MARTINS
  • SOBRE ESCRITA DA VIDA: COMPOSIÇÕES ENTRE CURRÍCULO, FORMAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

  • Data: 08/11/2017
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  • Este texto de dissertação responde ao objetivo de descrever a força do discurso e os efeitos produzidos nos modos do professor pensar. Carregam, nesta empreitada, questionamentos que fazem aparecer a identidade do professor integrador, produzida pelo curso de Licenciatura Integrada em Educação, Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará. A materialidade dos enunciados de que é preciso superar a ineficácia econômica por meio da educação científica e fazer diferente marcam os modos do professor integrador pensar os três temas centrais desta pesquisa: currículo, formação de professores e prática pedagógica. A partir dos efeitos, é produzida uma escrita inventiva sobre formação e prática pedagógica que pungem outros modos de pensar e escrever essas temáticas. A metodologia utilizada experimenta uma mixagem entre a análise enunciativa de Michel Foucault, os escritos sobre experiência de Jorge Larrosa, e o tratamento biografemático de Roland Barthes. Considera-se que, embora currículo, formação e prática docente operem como instrumentos/produtos de captura de uma ordem discursiva econômica e científica, eles também são territórios de resistência e desvio nas normalizações vigentes.

  • MARCELO VALENTE DE SOUZA
  • TRANSLAÇADOS: Sensações com a Arte para tecer a sexualidade no Ensino de Ciências

  • Data: 03/11/2017
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  • Sou tecelão da educação; teço fios da arte-educação e da pedagogia, nas produções da escola e das suas atividades, com o currículo em movimento e as novas diretrizes da Educação Básica Brasileira; mas sinto-me preocupado com o nó apertado da normatização e moralização que se intensifica na escola, ao longo dos anos, que continua sendo um campo tradicional e formal. São enlaces, laços, cordas, fios e tecidos contorcidos e repuxados, que sufocam o currículo escolar, provocando enforcamentos e mordaças aos sujeitos envolvidos no processo de educar pela singularidade e pelo antiautoritarismo. Envolvido por leituras vibráteis dos teóricos da filosofia da diferença, teóricos contemporâneos do pensar educativo e interlocutores de outras vias perturbadoras, me propus a investigar diferentes fios da sexualidade nas artes literárias, artes rítmicas, artes visuais e arte fílmica. A inquietação sugere que se percorra um tear, junções de fios de pensamentos, sensações em arte com a sexualidade, o corpo por entre deslizamento da sexualidade, corpo translaçado. Para a movimentação da tese, foi realizada uma aproximação com a ―cartografia como método de pesquisa-intervenção‖, inspirada na filosofia da diferença de Gilles Deleuze e de sua parceria com Félix Guatarri. A cartografia proposta, não é mapear, ordenar e delimitar territórios, e sim, produção constante de linhas e fugas, fluxos, desterritorialidade, desestratificação, multiplicidades e... e... O primeiro movimento cartográfico foi representado por expressões e experimentações singulares do pesquisador-autor. As escrituras-cartas, como cartografias em transversalidade. O segundo movimento cartográfico foram as expressões e experimentações plurais dos estudantes-autor, que foram denominadas de frases-recado, que eram produzidas ao final de cada encontro do Grupo de Estudos Translaçados (grupo de estudos que foi movimentado na Faculdade Estácio Castanhal –PA), como sensações dos debates e reflexões acerca da sexualidade, arte e Ensino de Ciências. Conclui-se que os movimentos foram sinuosos e de produção, envolvendo a arte como resultado de afecções; cartografar foi dar sentido, movimento, fluidez e exercício no pensamento, promovendo reflexões e problematizações; e nos encontros, foi possível pensar sobre como fomos educados na escola, de uma maneira disciplinadora e fascista, com classificações e emoldurações, sem poder exercitar/movimentar a sexualidade, que hoje deve ser pensada de maneira molecular, líquida e transversalizada, principalmente nas aulas de Ciências. Entendo que isso requer novas iniciativas inventivas dos professores no Ensino de Ciências, daí a preocupação em envolver ―professores em formação‖ nos debates e discussões acerca da temática sexualidade, provocando e perturbando a interdisciplinaridade com a Arte.

  • MARCILEA SERRAO RESQUE
  • CONFIGURAÇÕES SUBJETIVAS DA DOCÊNCIA NA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE BIOLOGIA

  • Data: 17/10/2017
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  • A trajetória profissional docente é um campo de estudo que corresponde a uma das principais temáticas de análise sobre os profissionais da educação, em virtude das preocupações com os processos de formação docente em meio aos desafios do cenário educativo contemporâneo. De forma geral, tal temática vem sendo estudada no âmbito das pesquisas sobre ciclos de vida, que muitas vezes ressaltam as similaridades e regularidades presentes no percurso profissional dos professores. Esta pesquisa, de modo diferente, busca compreender a trajetória profissional como processo singular e subjetivo. Para esta leitura, trago como referência teórica principal a Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey (2003; 2017). Utilizo as categorias de sentido subjetivo, configurações subjetivas, subjetividade individual e social para compreender as transformações que ocorrem nas configurações de sentidos subjetivos de docência em diferentes momentos da carreira profissional de três professores de ciências e biologia. Defendo a Tese que, analisar a trajetória profissional docente a partir deste referencial teórico, possibilita a compreensão dos movimentos de transformação dos sentidos subjetivos sobre a docência em ciências e biologia, que são produzidos nos diferentes contextos da vida pessoal e profissional. Para dar suporte ao estudo, a pesquisa alinha-se à abordagem qualitativa, assume como enfoque metodológico a Epistemologia Qualitativa de González Rey, que defende a condição eminentemente construtiva e interpretativa das pesquisas. As informações foram construídas por meio de complemento de frases, questionário aberto, entrevistas individuais e conversas informais. Apresento a análise construtiva- interpretativa da trajetória de três professores de ciências e biologia, na forma de estudos de casos. Para estes estudos, optei pelo método de análise transversal, que organizou o percurso profissional dos professores em três momentos principais: 1) As opções pela docência; 2) A entrada na carreira docente e os anos iniciais e 3) O momento atual. Os sentidos subjetivos referentes a cada momento foram interpretados por meio de indicadores construídos a partir das expressões dos sujeitos. Os resultados apontam que diferentes configurações subjetivas de docência são construídas em momentos distintos da trajetória profissional dos professores e elas constituem a base da motivação para a docência em ciências e biologia. As transformações nas configurações foram resultantes das rupturas e criações de novos sentidos subjetivos engendrados a partir das histórias pessoais dos sujeitos em diálogo permanente com seu contexto de ação atual. A pesquisa também apontou que o exercício partilhado e colaborativo da docência, a construção de formas de resistência às representações dominantes da profissão e vivências emocionalmente positivas no decorrer da trajetória, são importantes para a configuração de sentidos subjetivos de valorização da docência em ciências e biologia.

  • JEOVA PEREIRA MARTINS
  • ENSINO DE SIMETRIA POR MEIO DE PROBLEMATIZAÇÃO SOCIOCULTURAL

  • Data: 11/10/2017
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  • O ensino de matemática na Educação Básica merece especial atenção de professores e pesquisadores do campo, pois tem como uma de suas funções a formação integral do estudante no que tange aos conhecimentos matemáticos a ela necessários. Este trabalho propõe uma forma de promover essa formação no nível fundamental e objetiva analisar e discutir as estruturas de composição gráfica dos artefatos confeccionados em algumas práticas socioculturais, nas quais fossem identificados padrões geométricos que evidenciassem matrizes de variados casos de Simetria possíveis de serem explorados pedagogicamente nas aulas de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo que tem como foco central propor o ensino de Simetria de reflexão, rotação, translação e reflexão deslizante, a partir da estrutura de composição gráfica de artefatos oriundos de algumas culturas. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa empírica e bibliográfica e analisados segundo as ideias de Mendes (2014), Farias e Mendes (2014), Lévi-Strauss (2012) e dos PCN de Matemática (1997). Os resultados apontam para uma forte conexão entre a Simetria dos anos finais do Ensino Fundamental e os artefatos estudados, o que poderá favorecer o ensino e a aprendizagem desse assunto de forma mais efetiva e significativa para os estudantes. Por fim, elaboramos propostas de Unidades Básicas de Problematização (UBP) como subsídios didáticos a serem incorporados pelo professor de matemática no ensino de Simetria nos anos finais do Ensino Fundamental.

  • JOSE ALEXANDRE DA SILVA VALENTE
  • EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: Uma Escola de Aplicação como estudo de caso

  • Data: 27/09/2017
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  • Objetivei, com este trabalho, analisar experiências pedagógicas que apontem para
    possíveis perspectivas de inovações e/ou mudanças na educação em ciências.
    Estabeleci como lócus da pesquisa a Escola de Aplicação da Universidade Federal
    do Pará (EAUFPA) e, para isso, busquei nesse espaço educacional, experiências
    pedagógicas diferenciadas e as motivações e interesses que levaram tais docentes
    a essas ações. Nesse sentido, a seguinte questão investigativa foi estabelecida: que
    evidências podem ser observadas em experiências pedagógicas na EAUFPA que
    apontem para perspectivas de inovações e/ou mudanças na educação em ciências?
    Como estratégia metodológica, optei pelo Estudo de Caso que permite investigar
    fenômenos sociais em um contexto da vida real em profundidade. Embora
    existissem diversas ações desenvolvidas pelos professores, foi nos projetos de
    ensino, pesquisa e extensão, vinculados à COPEX (Coordenação de Pesquisa e
    Extensão da EAUFPA), que se tornaram mais fortes essas evidências e, por isso,
    decidi me debruçar neles para o aprofundamento dessa tese. Inicialmente,
    investiguei, no biênio 2012-2013, 65 projetos desenvolvidos em diversas áreas de
    conhecimento e, no sentido do aprofundamento desse trabalho, busquei analisar oito
    projetos relacionados à educação em ciências. Também realizei entrevistas
    semiestruturadas com seis professores que eram coordenadores e/ou vicecoordenadores
    e quatorze estudantes da graduação e da educação básica
    envolvidos nesses oito projetos. Vale ressaltar que os estudantes da graduação
    figuravam como estagiários e/ou bolsistas na EAUFPA. Como ferramenta de análise
    de documentos iniciais, utilizei primeiramente a Análise de Conteúdo e para as
    entrevistas semiestruturadas a Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados
    comprovam a tese na afirmativa de que as inovações e/ou mudanças educacionais
    presentes em experiências pedagógicas desenvolvidas por docentes na educação
    em ciências, em uma escola de aplicação, têm caráter multidimensional e são
    resultados de influência institucional, motivações pessoais, desafios surgidos em
    sala de aula, influência de mentores e de sua trajetória de vida profissional,
    contribuindo de forma singular para a formação de estudantes da graduação e da
    educação básica envolvidos nessas ações. Penso que compreender os aspectos
    inovadores, as motivações e as condições, que levam os docentes a realizarem
    ações diferenciadas, sempre se façam necessárias, tanto para gestores
    educacionais, quanto para os próprios docentes, quanto para a pesquisa acadêmica
    da área, no sentido de poder discutir, investigar, propiciar e reproduzir novas
    condições capazes de estimular os docentes a buscarem outros desafios,
    consolidação e elaboração de ações inovadoras na educação e, em particular, na
    educação científica, e consequentemente, produzindo desdobramentos positivos
    sobre a vida educacional dos estudantes, além de servir de suporte para gestores
    com vistas a compreender, elaborar políticas e proporcionar condições necessárias
    ao êxito dessas ações.

  • NELY SORAYA BAHIA SOUZA
  • A AVALIAÇÃO NA PERSPECTIVA DAS ILHAS INTERDISCIPLINARES DE RACIONALIDADE NA ABORDAGEM CTS

  • Data: 18/09/2017
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  • A avaliação para a aprendizagem é algo complexo e necessário nos moldes de ensino atuais. Este estudo tem por objetivo analisar possíveis diálogos entre a avaliação para as aprendizagens, fundamentada, principalmente, nas proposições de Fernandes (2006), e a construção das Ilhas Interdisciplinares de Racionalidade (IIR), proposta de Fourez et al. (1997). A presente pesquisa é um estudo de caso e inicia-se coma a observação de um minicurso de formação continuada que teve a intenção de apresentar a IIR enquanto estratégia metodológica, direcionada ao ensino de ciências com ênfase em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Quatorze professores participaram do minicurso. No entanto, com base nos critérios pré-estabelecidos, apenas dois professores que atuam na educação básica foram escolhidos para a investigação, no intuito de compreender de que forma eles sugerem a
    realização da avaliação mediante a construção da IIR. Para tanto, foi solicitada a elaboração de uma proposta avaliativa, proposta esta que se constituiu como um dos instrumentos de coleta de dados. Os demais instrumentos correspondem à observação realizada no decorrer do minicurso e a entrevista Os dados obtidos revelaram que os professores assumiram uma postura reflexiva e buscaram encontrar possibilidades para realizar uma avaliação direcionada à construção do conhecimento. A atividade de projetar um procedimento avaliativo levou os professores a refletirem sobre as suas práticas frente ao ato de avaliar. Os professores perceberam que a construção da Ilha Interdisciplinar de Racionalidade fornece um leque de possibilidades avaliativas para contemplar diferentes habilidades, como a comunicação oral, a produção escrita e a autonomia. As possibilidades por eles apresentadas utilizam ferramentas já conhecidas, como cartazes e experimentos. Contudo, o significado e a importância diferem do paradigma tradicional de avaliação. Neste sentido, a pesquisa aplicada com os professores permitiu que os mesmos aliassem a teoria com a prática, com base em suas vivências e experiências docentes, pensaram e propuseram procedimentos avaliativos para o ensino de ciências, com ideias convergentes à proposta de avaliação para as aprendizagens.

  • ROUZICLAYDE CASTELO BARATA
  • A COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS NA FILOSOFIA DA LINGUAGEM DE WITTGENSTEIN

  • Data: 25/08/2017
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  • Nesta pesquisa, investigamos as dificuldades dos alunos desenvolverem as regras matemáticas no contexto de sala de aula, com ênfase, principalmente, nas discussões sobre a linguagem, ou seja, com base na filosofia da linguagem de Wittgenstein (2012), destacando a importância da relação linguagem, matemática e conhecimento. Nosso objetivo principal foi investigar as dificuldades relacionadas à aprendizagem da álgebra escolar, com destaque nas expressões algébricas. Para tal, discutimos, entre outras coisas, sobre seguir regras, ver-como, tradução da linguagem natural/matemática, tratando das peculiaridades, significação e dos fundamentos da matemática que são temas tratados pelo filósofo austríaco principalmente em sua obra Investigações Filosóficas. Quanto à metodologia aplicada, desenvolvemos a pesquisa com 24 alunos do ensino fundamental da rede estadual no município de Castanhal, acompanhamos as aulas de expressões algébricas com o intuito de percebermos as dificuldades relacionadas à linguagem e as dificuldades por parte dos alunos decorrentes dela. Para coletar os dados aplicamos um questionário contendo quatro perguntas, mais a resolução de exercícios distribuídos em cinco anexos que nos possibilitaram perceber as confusões durante a resolução destes. A partir das respostas e observações constatamos principalmente que os alunos não dominam as técnicas necessárias para seguir as regras matemáticas fundamentais ao correto desenvolvimento de produtos notáveis e fatoração. Destacamos a importância da atuação do professor, pois, a regras matemáticas não são passíveis de serem descobertas pelos estudantes, precisam ser mostradas, explicadas.

  • MARIA NEIDE CARNEIRO RAMOS
  • APRENDIZAGEM INVENTIVA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: COMPOSIÇÕES, TRAÇADOS NÔMADES E OUTROS ENCONTROS

  • Data: 24/08/2017
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  • O ensino de ciências, quando influenciado pelo cientificismo Moderno leva para suas práticas educativas e escolares uma modelagem dogmática, tomada por uma ciência régia/ciência de Estado. A ideia é problematizar uma aprendizagem que acontece em um campo heterogêneo, marcado pelas multiplicidades, que colocam aluno e o professor em uma aula de ciências em encontros experimentativos com aquilo que é problemático no ensino de ciências. Diante disso, indaga-se: que encontros se pode estar propenso em uma aula de ciências? Como aluno e professor movimentam uma aula de ciências pela contingência dos acontecimentos e dos signos no ensino de ciências? O que leva o ensino e a aprendizagem para um campo problemático que dispare modos inventivos nas aulas de ciências? Como esses acontecimentos, encontros, signos marcam fissuras nas padronizações, nos métodos, nas normas, teorias que tendem a dizer o como ensinar e o como aprender no ensino de ciências? A pesquisa tem como objetivos: Mapear as linhas sobre as quais o ensino de ciências se movimenta em aula de ciências por meios de variações e composições heterogêneas; Cartografar os afectos, os jogos de forças, as fissuras, os cortes, as aberturas, que percorrem aulas de ciências e colocam a aprendizagem como um processo inventivo; Problematizar em que circunstancias uma experimentação com um campo problemático pode produzir elementos para uma aprendizagem inventiva em ciências. O estudo é mobilizado pelo referencial bibliográfico da Filosofia da Diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari, assim como conexão e agenciamento com comentadores, autores da área do ensino de ciências e da educação. Nas vias do conceito de Acontecimento se arrisca em um jogo inventivo-experimentativo de uma pesquisa-tese, tomando algumas reflexões filosóficas como ferramentas interpretativas para compor uma espécie de cenário, descolando conceitos filosóficos dos autores citados acima, para pensar a educação em ciências. A pesquisa apresenta ainda um trabalho empírico, realizado no Clube de Ciências, no Instituto de Educação Científica e Matemática da Universidade Federal do Pará, apresentado em forma de recortes temáticos. Diante do trabalho teórico e empírico, pode-se dizer que a aprendizagem no ensino de ciências é percorrida por formas aberrantes, que fomentam uma estranha variação no ensinar e no aprender, que não sendo modelar percorre um campo problemático produzido pelos signos em que o aluno está propenso, sinais de uma aprendizagem disparadora de sensações, produtora de afectos no ensino de ciências – Aqui chamada de aprendizagem inventiva, sobre a qual o corpo, o pensamento encontra suas próprias linhas quando mobilizado pelos encontros, arranja suas próprias (de) composições de aprender, embora nem sempre sejam harmônicas ou pelo menos em concordância com o modo como o conhecimento é instituído.

  • RAIMUNDO OTONI MELO FIGUEIREDO
  • Intercontextualidade na prática educativa de iniciação à docência em Matemática para a educação básica

  • Data: 11/08/2017
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  • Esta pesquisa adota como objeto de análise as práticas educativas interdisciplinares desenvolvidas, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), que se volta para a iniciação à docência dos estudantes do Curso de Licenciatura em Matemática, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA). O objetivo principal desta investigação é analisar os níveis de contribuições das práticas educativas interdisciplinares dinamizadas pelo PIBID/IFPA/Matemática, na interface da intercontextualidade epistemológico-pedagógica, que intencionou tornar os estudantes capazes de dinamizar projetos para a melhoria do ensino da Matemática na Educação Básica. A metodologia utilizada na pesquisa foi do tipo qualitativa, baseada em princípios epistemológicos e gnosiológicos, que se fundamentam em um quadro teórico constituído, principalmente, pelas contribuições formuladas por autores como Pombo (1994, 2004, 2008), Fazenda (1993, 2002), Weil, D’Ambrosio e Crema (1993), Nicolescu (1999) e Zabala (1998), com vistas a uma reflexão sobre as contribuições da prática interdisciplinar na iniciação à docência em cursos de licenciatura em Matemática. Os resultados da pesquisa foram sistematizados a partir da elaboração e uso de um modelo analítico MQ2, do qual se apresenta uma descrição pormenorizada nos capítulos 2 e 3 desta tese, cuja relevância se encontra na viabilidade em medir o nível da contribuição epistemológico-pedagógica de práticas educativas na iniciação à docência em Matemática e possibilitou apontar uma unidade didática para os estudos sobre a intercontextualidade epistemológico-pedagógica. Ao final, para encaminhar respostas consequentes dos questionamentos formulados a priori, confirmamos a tese que a dinamização de práticas educativas interdisciplinares na intercontextualidade epistemológico-pedagógica da iniciação à docência em Matemática contribui para a ampliação do conhecimento acadêmico e para a construção de um novo perfil pedagógico nos estudantes, que os tornam capazes de dinamizar projetos para a melhoria do ensino da Matemática na Educação Básica.

  • LINO VERDIAL DO ROSARIO
  • CONTRIBUIÇÕES DOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO BRASIL PARA A LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DO TIMOR-LESTE

  • Data: 11/08/2017
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  • O trabalho discute a importância de se inserir uma abordagem sociocultural nos conhecimentos de matemática como um princípio metodológico de ensino, na formação inicial de professores de Matemática no Timor-Leste, com base nos projetos pedagógicos de cursos de Licenciatura em Educação do Campo, praticados em universidades brasileiras. Neste sentido, defendemos a tese que é possível na formação inicial de professores de Matemática do Timor–Leste se incluir um enfoque sociocultural como princípio das abordagens metodológicas de ensino no curso de formação de professores de Matemática no referido país, considerando a urgência de se estabelecer, nessa formação, uma relação entre a cultura geral, cultura científica e cultura educacional (escolar) que contribua na melhoria da abordagem dos conteúdos de matemáticas escolares do Ensino Básico e Ensino Médio do Timor-Leste, com base nas teorias estabelecidas por Paulo Freire e Ubiratan D’Ambrosio acerca da produção de conhecimento, sob um enfoque sociocultural. Neste contexto, realizei uma pesquisa qualitativa do tipo pesquisa documental, a fim de analisar oito projetos políticos pedagógicos do Curso de licenciatura do Campo de vários estados do Brasil, dentre os quais identifiquei somente três que apresentavam as características contribuintes para o alcance dos objetivos do estudo, considerando para análise a elaboração de uma matriz paradigmática, fundamentada na proposta de Sanchez Gamboa (2012). A partir das investigações e análises estabelecidas em cada um dos três Projetos Políticos Pedagógicos e protocolos de revisão e análise, obtive como resultados da pesquisa várias demarcações teórico-metodológicas existentes em cada projeto que puderam contribuir para se orientar a organização de um corpo de sugestões pedagógicas e estruturais para a reorientação do curso da formação inicial de professores de Matemática em Timor-Leste por meio de uma abordagem sociocultural centrada na realidade do país. Como resultado do estudo caracterizo um modelo didático de abordagem sociocultural para a formação de professores de matemática no Timor-Leste, a partir do levantamento e sistematização de informações, realizadas no estudo, associando as teorias discutidas, aos métodos propostos por Delizoicov. Angotti e Pernambuco (2002), para um ensino fundamentado nos estudos da realidade, sob um enfoque interdisciplinar e de produção coletiva, sintetizando, assim, os resultados da pesquisa com minhas contribuições para a reformulação do curso de licenciatura em Matemática da UNTL, no Timor-Leste.

  • GERSON RIBEIRO BACURY
  • Práticas Investigativas na formação de futuros professores de Matemática

  • Data: 12/07/2017
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  • As vivências, experiências e reflexões provenientes do contato com o real contexto da
    sala de aula, configuram-se como essenciais no processo de tornar-se professor de
    Matemática. Nessa perspectiva, se faz necessário que a disciplina de Estágio
    Supervisionado propicie oportunidades, estabelecendo nexos entre os conhecimentos
    teóricos adquiridos durante o processo de formação do futuro professor de Matemática e
    a realidade das escolas de Educação Básica, consolidando as relações presentes no fazer
    docente, de modo a materializá-las em ações mobilizadoras, nas salas de aula.
    Consideramos a realização das Práticas Investigativas, constituídas no Grupo de
    Estudos e Pesquisas de Práticas Investigativas em Educação Matemática (GEPIMat),
    balizadas pelo trabalho colaborativo crítico reflexivo, como o catalizador de mudança e
    transformação nas atitudes docentes dos futuros professores de Matemática. A partir
    destes, buscamos o entendimento para responder à questão que norteou esta pesquisa:
    Qual(is) a(s) relação(ões) entre as Práticas Investigativas e as mudanças e
    transformações na formação de futuros professores de Matemática? Para tanto,
    objetivamos: Analisar a relação entre a introdução da Prática Investigativa e as
    mudanças e transformações na formação dos estudantes do curso de Licenciatura em
    Matemática, durante o Estágio Supervisionado. Nesse sentido, recorremos aos aportes
    teóricos realizados, primeiramente, o mapeamento em teses e em dissertações que
    abordam o Estágio Supervisionado nos cursos de Licenciatura em Matemática; e, em
    seguida, recorremos a artigos científicos de periódicos especializados na área da
    Educação Matemática. Dessa forma, a investigação se desenvolveu de modo a constituir
    uma compreensão epistêmica acerca das Práticas Investigativas em Educação
    Matemática. O caminho metodológico percorrido para atender ao nosso objetivo e,
    portanto, responder à questão de pesquisa, foi trilhado pela pesquisa colaborativa, na
    perspectiva crítico reflexiva, proposta por Ferreira (2012a) e Ibiapina (2008), junto aos
    onze partícipes – acadêmicos regularmente matriculados nas disciplinas de Estágio
    Supervisionado, do curso de Licenciatura em Matemática, da Universidade Federal do
    Amazonas (UFAM). Os resultados obtidos em sessões reflexivas evidenciaram que só é
    possível configurar o Estágio Supervisionado em agente mobilizador de mudança e de
    transformação nas atitudes docentes de futuros professores de Matemática, desde que se
    efetive por meio das Práticas Investigativas em Educação Matemática, como a
    materialização efetiva da relação teoria e prática; do conteúdo matemático e da ação
    pedagógica – tão discutidos na academia – mediadas por um grupo de estudos e
    pesquisas, pautado no trabalho colaborativo crítico reflexivo, integrando o professor
    coordenador da disciplina, os estagiários e os estudantes das escolas parceiras.

  • MAYSA DA SILVA LEITE ALMEIDA
  • RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU: UM MODELO EPISTEMOLÓGICO DE REFERÊNCIA

  • Data: 21/06/2017
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  • Este trabalho trata da resolução de equações do primeiro grau enquanto uma prática escolar e foi desenvolvido por meio de um percurso de estudo e investigação (PEI). O percurso desta investigação levou ao encontro de quatro praxeologias distintas historicamente, cujas análises evidenciaram a necessidade da concepção de um modelo epistemológico de referência (MER). Buscou-se, então, construir uma resposta para o problema de concepção do MER que permitisse a construção de novas organizações didático-matemáticas para o ensino do objeto em questão, segundo uma inteligibilidade matemática. Como resposta parcial ao problema, o MER apresentado teve como fundamentação matemática as estruturas algébricas dos corpos, especialmente o corpo dos inteiros módulo p.

  • ELINETE OLIVEIRA RAPOSO
  • COLETIVO DE ESTUDOS, FORMAÇÃO E PRÁTICAS: ITINERÁRIOS DE UMA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

  • Data: 21/06/2017
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  • Inúmeros eventos confirmam que estamos vivendo uma crise socioambiental, o que nos mobiliza a contribuir para o enfrentamento dos desafios que se colocam frente às mudanças em curso. Nesse sentido, proporcionar aos professores uma formação continuada que busque privilegiar a “aprendizagem” de contextos que revelem processos de insustentabilidade, que subjaz ao atual modelo de desenvolvimento, materializado nos desafios socioambientais contemporâneos, colabora no trilhar dos caminhos para a formação de cidadãos mais preparados para a compreensão dos cenários vigentes no campo socioambiental. Assim, a pesquisa ora apresentada, alicerça-se nas possibilidades analíticas de uma experiência formativa (pesquisa com formação) no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, aqui compreendida como “Coletivo de estudos, formação e práticas em Educação para o Desenvolvimento Sustentável”. Nesse processo de formação, foram abordados os desafios socioambientais contemporâneos, como uma forma de problematizar questões centrais à crise ambiental. Tais desafios foram representados pelos temas Cidades, Florestas, Mudança Climática, Lixo, Água e Energia. O objetivo foi apreender as contribuições de um processo de uma formação continuada de professores que se fundamenta numa proposta de aprendizagem vivencial e colaborativa na abordagem dos atuais desafios socioambientais, inclusive na intenção de ressignificação da prática docente, no sentido de considerar a abordagem das questões de (in)sustentabilidade. A reflexão é aqui reconhecida e estimulada como base estruturante do desenvolvimento profissional e de criação de novas relações entre o ensinar e o aprender. A investigação refere-se a uma abordagem qualitativa, orientada pela pesquisa-ação-participante. Na análise e na interpretação dos dados, utiliza-se a análise textual discursiva. Nesse processo de formação, destaco a disposição de escuta do outro, a autonomia, a objetivação dos conhecimentos específicos que no confronto com os conhecimentos do coletivo, assumiram perspectiva interdisciplinar na consideração dos objetos de estudo. Por sua vez, reconhece-se que o processo participativo se constituiu aspecto importante que pode reverberar na conformação de uma ambiência escolar favorável. Os professores exerceram papel de protagonista do processo de formação, esquivando-se do estatuto de objeto, construíram conhecimentos e “ensinaram uns aos outros” e “aprenderam uns com os outros”, colaborando para aprendizagens mútuas. Todo o processo de formação foi mediado por problematizações e por contribuições, no sentido de aprofundamento e de reflexões coletivas, trazendo ao coletivo, novas/outras interpretações/compreensões dos objetos de estudo. Configurou-se, um movimento colaborativo, cujo foco representou o compartilhamento de conhecimentos, experiências, práticas e ações.

  • JEFFERSON RODRIGUES PEREIRA
  • A Física nos Anos Iniciais: Obstáculos Verbais em Livros Didáticos em uma perspectiva Bachelardiana

  • Data: 08/06/2017
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  • Os obstáculos epistemológicos elencados por Gaston Bachelard configuram-se como entraves ao conhecimento científico sendo necessário à superação de tais obstáculos para a formação do espírito científico. Sendo assim, esta pesquisa objetiva analisar conceitos de energia em livros didáticos dos anos iniciais do ensino fundamental através da idealização de obstáculo verbal na perspectiva bachelardiana. Para isto, utilizamos elementos da análise de conteúdo, dirigida ao material empírico constituído por livros didáticos de ciências produzidos para os anos iniciais. As questões analíticas se detêm ao livro didático por ser este um importante instrumento pedagógico, pertencente ao cotidiano da sala de aula, e que pode em certa medida ser considerado um produto histórico; assim, produzindo idealizações e significados. Nesta perspectiva, os livros didáticos apresentam situações nas quais palavras e a maneira como são colocadas propiciam o surgimento de obstáculos epistemológicos verbais. Dentre os vários assuntos que os livros didáticos abordam, as discussões relacionadas a energia mostram-se entre as mais significativas ao ensino de ciências, sobretudo, por seu caráter unificador. A tendência em fazer uso do termo energia em diferentes áreas torna difícil distinguir a "energia do cotidiano" e o "conceito científico de energia", pois a conceituação científica é tratada após a utilização da palavra, por isto, não surpreende que o conceito científico de energia seja tão complexo. Desta forma, a dificuldade quanto ao que é energia sustenta o caráter de obstáculo verbal que o termo expressa, especificamente, com razões justificadas nas análises dos livros didáticos que demonstram palavras ou esquemas que remetem energia ao trabalho, consumo, geração, transporte, o que substancializa ou materializa a energia e que podem ser consideradas como idealizações do obstáculo epistemológico verbal.

  • LUCIANA DE NAZARE FARIAS
  • FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA ABORDAGEM C-T-S: Um estudo no curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens da UFPA

  • Data: 07/06/2017
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  • No Brasil é crescente o número de pesquisas acerca da abordagem C-T-S no ensino e na formação de professores de ciências, porém, ainda são reduzidas as ações científico - pedagógicas provenientes da referida abordagem nos cursos de formação de professores e nas práticas escolares de ciências. Tais estudos sina lizam para a importância da formação inicial e continuada de professores que possam ensinar ciências nos anos iniciais do ensino fundamental de modo articulado com aspectos da sociedade e da tecnologia em que estamos envolvidos; neste contexto, surge a presente pesquisa, cujos objetivos são: Investigar em que termos estudantes da Licenciatura Integrada em Educação em Ciências Matemática e Linguagens, expressam ideias e compreensões acerca das inter-relações entre ciência, tecnologia, sociedade; Identificar que estratégias são utilizadas pelos professores da LIECML no desenvolvimento de Temas com enfoque C-T-S; Analisar relações estabelecidas no âmbito da abordagem de temas socialmente significativos, da elaboração e do desenvolvimento de conceitos, atitudes e valores. Para alcançá-los, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa de cunho interpretativo, pautada na Análise de Conteúdo. Participaram desta pesquisa três professores e 66 alunos do curso de LIECML, mas também nos valemos de análise documental e de observações de aulas. A análise do Projeto Pedagógico do Curso indicou que 62% de seus temas, unidades estruturantes da formação, são relativos a abordagem C-T-S. Os professores e alunos da LIECML expressam aspectos significativos do ensino de Ciências com enfoque C-T-S para os anos iniciais contemplando a escolha de conteúdos socialmente relevantes, emergindo a tríade C-T-S com a valorização de questões éticas, políticas e científicas. Constatamos que a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade se fazem presentes nos discursos e estratégias docentes. No processo formativo e no desenvolvimento profissional de professores e alunos, são contemplados aspectos relativos aos conteúdos científicos vinculados a atitudes (práxis, resolução de problemas concretos) e valores humanos na prática docente. Foram destacados os quatro pilares da LIECML: a alfabetização em linguagem materna, alfabetizaçãoo científica, alfabetização matemática e alfabetização em linguagem digital. A organização do curso em eixos temáticos, com a contextualização social dos seus conteúdos, promovendo compromisso ético da educação, com objetivo de garantir o exercício da cidadania, o respeito à pluralidade e à diversidade. Os resultados permitem defender a tese de que que a Formação de professores de Ciências para os anos iniciais no curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, expressos nos documentos balizadores do curso, no discurso, estratégias e práticas docentes promove o desenvolvimento de conceitos, atitudes e valores por meio do ensino de Ciências com enfoque C-T-S, proporcionando subsídios teóricos e argumentos fundamentados para se discutir e refletir sobre as questões concernentes a ciência, tecnologia e questões de ordem ambiental para a formação do cidadão crítico. Por fim, entendemos que esta pesquisa pode embasar iniciativas de formação de professores adequadas às tendências de mudanças educacionais que vemos transparecer nos discursos acadêmicos e em documentos oficiais da educação brasileira na atualidade.

  • JOSE DE RIBAMAR OLIVEIRA COSTA
  • CIÊNCIA E VERDADE EM NIETZSCHE: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS

  • Data: 26/05/2017
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  • Esta pesquisa bibliográfica investigou ciência e verdade em Nietzsche e teve por objetivou trazer algumas questões reflexivas sobre a educação em ciência. Nietzsche é o pensador que pontua revirada representacional a partir do conceito de vontade de verdade. Sendo a verdade da ordem do mundo, das valorações e dos interesses morais sem essência ou forma fixa. Tal conceito é atravessado por questões culturais, políticas e sociais. Cruzam a obra de Nietzsche interesses pelo conhecimento, pela verdade e pela ciência. Em sua obra, a perspectiva que lança sobre o saber científico sempre foi a de que este abre caminhos para a crítica, embora em muitos momentos, em sua forma experimental e perspectivista, retome essas reflexões para mostrar o referencial contingencial da ciência. O que desagrada Nietzsche é pensar que a ciência pode ser colocada como um saber superior, com acentuada racionalidade, impedindo o homem de exercitar seu potencial criador e inventivo, pois ele sabe que o intelecto assume o maior ato inventivo. Por isso, solicita a arte como forma de lembrar que há no conhecimento muito mais que criação do que certezas e verdades. A pesquisa apresenta que a literatura de Nietzsche pode ser inspiradora para a educação em ciências, não por negar a ciência, mas para afirmar o conhecimento enquanto alegria, vida, humanidade e criatividade.

  • VLADIMIR NASSONE PEDRO RAIVA
  • A criação de problemas matemáticos na formação inicial do professor que ensina Matemática: a construção coletiva de uma prática de formação

  • Data: 22/05/2017
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  • O foco de interesse desta pesquisa é a formação inicial do professor de Matemática e seu objetivo é investigar em que termos a experiência de criação de problemas matemáticos, com futuros professores de Matemática, a partir de sua experiência escolar e de seu contexto sociocultural, com olhar para sua carreira, poderá gerar neles autonomia, possibilidade de se constituírem profissionais reflexivos sobre sua própria prática e continuidade de seu desenvolvimento profissional. A questão de investigação foi a seguinte: em que perspectiva a formação inicial do professor de Matemática, através da criação de problemas matemáticos, com olhar para seu contexto sociocultural e a experiência escolar, pode gerar um novo olhar sobre a prática e a cultura de sala de aula, sobre a Matemática, por meio da reflexão na ação e sobre a ação, possibilitando autonomia e desenvolvimento profissional? Para tanto, defendo a tese de que a criação de problemas matemáticos, com foco no contexto sociocultural e na experiência escolar dos futuros professores, no processo de reflexão na ação e sobre a ação, com olhar especial para sua carreira (para ação), gera o saber da ação pedagógica, propicia a elaboração de práticas diferenciadas, uma aprendizagem significativa e a continuidade do seu desenvolvimento profissional, em uma pesquisa experimental. Para desenvolver esta pesquisa, utilizei, como procedimento metodológico, a pesquisa ação ou investigação ação. Os colaboradores da pesquisa foram oito futuros professores de Matemática, em formação inicial de Licenciatura. A matéria de análise foram problemas matemáticos que os futuros professores criaram durante a pesquisa, suas discussões e suas reflexões, em duplas e na turma, que foram apresentados por escrito, e um questionário inicial. Tal questionário buscava saber as concepções dos futuros professores, para nortear a pesquisa sobre conceito de Matemática, problemas matemáticos, resolução de problemas e experiências com resolução de problemas matemáticos. A criação de problemas contribuiu para que os futuros professores se posicionem como autores de suas próprias aprendizagens, autores de sua própria prática e questionem suas próprias crenças e concepções sobre ser professor de Matemática. Suas experiências foram trazidas para reflexão, testadas, questionando os saberes da tradição pedagógica. Neste processo de criação de problemas matemáticos e reflexão, os futuros professores compreenderam que a construção do conhecimento matemático é um processo não linear, que apresenta muitos equívocos, por conta de sua natureza de idas e vindas. E, ao refletir sobre a criação de seus próprios problemas matemáticos, desenvolveu-se neles a autonomia, visto terem criado os problemas e refletido sobre os mesmos. A pesquisa, além disso, possibilitou que os futuros professores se tornassem idealizadores das práticas e não apenas aplicadores de receitas prescritas fora da escola, sem o aval e reflexão da comunidade de professores. Este processo de reflexão possibilitou que os futuros professores vissem suas próprias limitações e compreendessem a necessidade de refletir mais ao propor tarefas aos seus futuros alunos. Constituiu-se um momento para continuidade de seu desenvolvimento profissional, visto que os saberes anteriores são necessariamente formativos. Esta imersão possibilitou o abandono das práticas docentes dos futuros professores que supunham um processo acrítico, pois permitiu interpretação, reinterpretação e sistematização de suas experiências passadas e presentes. Isso levou aos futuros professores a buscar o saber pedagógico do conteúdo, a partir das limitações de suas experiências, tanto anteriores como aquelas adquiridas no estágio de sua formação atual. Eles compreenderam que é possível enxergar a Matemática de forma diferente; as aplicações da Matemática, que esta não é restrita a números; que eles podem construir suas próprias tarefas, mobilizando o saber vivenciado para sua praticas e possibilitar a aprendizagem do conteúdo matemático.

  • TAIZE BORGES SOUSA
  • TÉCNICAS ARGUMENTATIVAS ATRAVÉS DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS EM UM CURSO DE FÉRIAS

  • Data: 11/05/2017
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  • Esta pesquisa tem como objetivo identificar as técnicas argumentativas manifestadas por um
    grupo de licenciandos participantes de um Curso de Férias, ao buscar soluções para um
    problema real com a utilização de estratégias experimentais investigativas através da
    Aprendizagem Baseada em Problemas e analisar como ocorre a construção de esquemas
    argumentativos neste ambiente não formal de ensino. Para enveredar neste estudo, buscamos
    referencial teórico em Chaim Perelman e Lucy Olbrechts-Tyteca com o Tratado da
    Argumentação e na dissertação de João Malheiro que caracteriza um Curso de Férias como
    uma adaptação da Aprendizagem Baseada em Problemas, dentre outros que subsidiaram a
    compreensão desta pesquisa. Caracterizamos este estudo como qualitativo do tipo descritivo
    exploratório, com ênfase na análise do discurso, sendo os dados constituidos a partir do
    discurso de seis licenciandos participantes desta pesquisa; observações de atividades com
    realização de gravações em áudio e vídeo, que posteriormente foram transcritos; e um registro
    de observações. Os resultados evidenciaram que as técnicas argumentativas mais presentes
    durante uma socialização no Curso de Férias são vínculo causal e identificação, e que seu uso
    está associado às necessidades que os cursistas têm em explicar e justificar os experimentos e
    as conclusões destes. Assim, a ABP em um Curso de Férias possui potencial epistêmico,
    levando a crer que a construção do conhecimento está relacionada com o desenvolvimento de
    técnicas argumentativas, que são necessárias para disseminá-lo. Tomando a argumentação
    como um processo discursivo com características específicas segundo o referencial adotado,
    acreditamos que quanto mais as metodologias ativas de aprendizagem como a ABP
    possibilitarem a argumentação, mais a construção de conhecimento será maximizada.

  • ROSINEIDE ALMEIDA RIBEIRO
  • Interdisciplinaridade e subjetividade: experiências de ensino vivenciadas por professores egressos do Clube de Ciências da UFPA

  • Data: 10/05/2017
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  • O ensino de ciências interdisciplinar ainda é incomum em nossas escolas e também não são frequentes as oportunidades de formação do professor com esta perspectiva. No Clube de Ciências da UFPA, estagiários de diferentes licenciaturas trabalham em equipes multidisciplinares e tem oportunidades de realizar um ensino interdisciplinar. Me interessei por conhecer a contribuição desse estágio para o trabalho pedagógico posterior do egresso, na escola. Inspirada na Teoria da Subjetividade de González Rey, investiguei como as práticas pedagógicas interdisciplinares se configuram subjetivamente para professores de ciências, egressos do CCIUFPA e como eles avaliam a contribuição do referido estágio para suas concepções e práticas interdisciplinares atuais. Realizei uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Epistemologia Qualitativa, que concebe a construção do conhecimento como um processo construtivo-interpretativo, valoriza o diálogo entre o pesquisador e os sujeitos participantes e considera legitima a produção de conhecimentos a partir de casos singulares. Apresento quatro estudos de caso de professores estagiários, cujas informações foram obtidas por meio de complementos de frases, redação e entrevistas individuais. Apesar da singularidade das experiências de cada estagiário, egresso do CCIUFPA, os resultados mostraram que os professores consideraram que o estágio no Clube de Ciências ampliou seus conhecimentos sobre interdisciplinaridade, ensinou-os a enfrentar e superar dificuldades para realizar projetos interdisciplinares, favoreceu o planejamento e a valorização das atividades em equipe, a motivação dos sócios mirins, a contextualização dos conteúdos e o diálogo em sala de aula. Avaliaram que a experiência no CCIUFPA contribuiu para diversas características de sua prática atual, sendo que três dos professores relataram realizar, com dificuldades, um ensino interdisciplinar na escola. Estes resultados indicam que, apesar das diferenças marcantes entre os contextos educativos, a experiência de estágio no CCIUFPA ajuda os professores a produzirem sentidos subjetivos, que lhes permitem realizar, em algumas circunstâncias, um ensino interdisciplinar na escola.

  • NIVIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • ENSINO DE CIÊNCIAS E PRÁTICAS TEATRAIS: FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA OS ANOS ESCOLARES INICIAIS

  • Data: 09/05/2017
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  • As produções de ciência e de arte representam extensões das nossas vivências e
    experiências e, deste modo, constituem-se formas de conhecimento. A interlocução
    entre Ciência e a Arte, especialmente pela mediação do teatro, constitui-se
    perspectiva potencializadora do ensino de ciências. O teatro, para além do
    entretenimento e da diversão, possibilita ações reflexivas, formativas e educativas.
    Nesse contexto, o trabalho de tese, ora apresentado, caminhou no sentido de
    responder a seguinte questão de pesquisa: em que termos experiências formativas,
    de futuros professores dos anos iniciais escolares, mediadas por práticas teatrais,
    contribuem para a aprendizagem de conhecimentos socialmente relevantes e
    compreensão crítica e reflexiva, no contexto do ensino de Ciências? A pesquisa
    qualitativa, representada pela pesquisa narrativa, na modalidade de pesquisaformação,
    constitui-se opção metodológica desta tese. A experiência formativa foi
    desenvolvida em duas turmas do curso de Licenciatura Integrada em Educação em
    Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação Matemática e
    Científica, da Universidade Federal do Pará. Os instrumentos utilizados na pesquisa
    foram: produções textuais individuais e em grupo, diários de aprendizagem, diário de
    bordo e registros em áudio e vídeo. Os dados constituídos neste trabalho foram
    analisados mediante Análise Textual Discursiva. A imersão nos textos de campo me
    possibilitou identificar três eixos de análise: (1) aprendendo a ser e a conviver, (2)
    aprendendo conhecimentos socialmente relevantes por mediação de práticas
    teatrais e (3) ideias sobre as possibilidades de mediação do teatro para ensinar
    Ciências. Avalio que as práticas teatrais contribuíram para a constituição de espaços
    de (re) criação, de vivências estéticas, de ponderações éticas, de resgate do modo
    como se aprende (e como se ensina também), em um processo dialético que
    favoreceu a compreensão da realidade, em um movimento de apropriação da arte
    pela ciência e a arte como forma de ampliar a compreensão da ciência no mundo.
    Assim, o teatro, como uma das linguagens artísticas, potencializa as possibilidades
    de diálogo entre ciência e arte, inserindo-se no campo da educação do sensível, na
    consideração da ética, da estética, das percepções, das emoções, das motivações e
    das relações interpessoais, na fruição de novos/outros sentidos conferidos aos
    objetos de estudo/ensino; constitui-se materialidade mediadora de recriação
    constante da cena de sala de aula – um “lugar” privilegiado de experimentação, de
    transformação, de renovação e de se (re)pensar o ensino e o fazer docente

  • VICTTOR TAKESHI BARREIROS YANO
  • FORMAÇÃO INICIAL E SUBJETIVIDADE DOCENTE NO CENTRO DE CIÊNCIAS E PLANETÁRIO DO PARÁ

  • Data: 05/05/2017
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  • A formação inicial de professores de física, em espaços de educação não-formal, é
    pouco conhecida, especialmente, quando se procura saber como o estágio, nesses
    contextos educativos, afeta a subjetividade dos licenciandos, contribuindo para o seu
    desenvolvimento profissional. Na presente pesquisa, objetivei interpretar os sentidos
    subjetivos sobre o estágio, que realizavam graduandos do curso de Licenciatura em
    Ciências Naturais com habilitação em Física, no Centro de Ciências e Planetário do
    Pará. Fundamentei a investigação na Teoria da Subjetividade e na Epistemologia
    Qualitativa proposta por González Rey. Participaram da pesquisa sete licenciandos de
    uma universidade pública estadual, com idades variando de 19 a 22 anos. Realizei a
    pesquisa qualitativa, a partir do diálogo com os sujeitos e compreendendo o estudo de
    casos singulares como instância legítima de produção de conhecimentos científicos.
    Utilizei como instrumentos o questionário, complemento de frases, redação e entrevista
    semiestruturada. A partir das informações obtidas, construí indicadores, que me
    possibilitaram interpretar os sentidos subjetivos relacionados ao estágio no CCPP.
    Embora apresentem diferentes configurações de sentidos subjetivos, os futuros
    professores pensam que o estágio no CCPP, ao propiciar a interação com o orientador,
    colegas e diferentes tipos de público, favorece seus planos para o futuro, motiva para a
    prática docente e para a criação de metodologias alternativas, que articulam teoria e
    prática. Também entendem que o estágio contribui para a construção de suas
    identidades profissionais e prepara o futuro professor para estabelecer uma relação
    colaborativa entre espaços de educação formal e não-formal. Assim, considero que o
    Centro de Ciências e Planetário do Pará contribui para a formação inicial de professores
    de Física, proporcionando experiências que facilitam a produção de novos sentidos
    subjetivos sobre os saberes e a motivação necessários ao exercício da profissão e o tipo
    de profissional que desejam ser.

  • SEMILLE PANTOJA DE MELO
  • ABORDAGEM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE (CTS) DE TEMA SOCIOCIENTÍFICO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PRIVADOS DE LIBERDADE: O CASO DE BELO MONTE

  • Orientador : NADIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • Data: 03/05/2017
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  • Apresento a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) de tema sociocientífico na
    educação de jovens e adultos privados de liberdade: o caso de Belo Monte. Pesquisa
    realizada com estudantes matriculados no 1o EJA do Ensino Médio no Centro de Recuperação
    do Pará II (CRPP II), com o intuito de responder os seguintes questionamentos: Que
    posicionamentos críticos os estudantes privados de liberdade podem expressar em relação ao
    empreendimento Belo Monte, frente aos discursos de diferentes grupos de interesse e das
    questões socioambientais implicadas? Que aspectos relativos às interações CTS e cidadania
    são contemplados nesses posicionamentos? Para responder tais questionamentos optou-se pela
    escolha de um tema que instigasse o estudante a se posicionar mediante seu cotidiano e a
    regionalidade Amazônica, assim nasceu o tema sociocientífico As hidrelétricas e a produção
    de energia: o caso de Belo Monte. Com abordagem qualitativa, o caminho da investigação
    encontrou na pesquisa participante as condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A coleta
    de dados ocorreu em três momentos: o primeiro foi durante as aulas de física nas quais foi
    utilizado material didático específico, com o tema sociocientífico baseado nos três momentos
    pedagógicos de DELIZOICOV E ANGOTTI (1992). O segundo momento ocorreu com
    amostra de vídeos sobre a hidrelétrica de Belo Monte com o discurso de diferentes grupos: os
    indígenas, ribeirinhos e a população urbana de Altamira, no qual a entrevista projetiva de
    MINAYO (2008) captou o posicionamento dos estudantes em relação à construção da
    hidrelétrica. O terceiro momento ocorreu após a exibição dos vídeos, com debates entre os
    estudantes e a produção de textos no quais emitiram seus posicionamentos. Os resultados
    apontaram que a abordagem CTS de temas sociocientíficos promove além escolarização, a
    participação, o debate, a formação para a cidadania, pois permite a construção de
    posicionamentos críticos de participação popular. Dentro deste contexto, o presente estudo
    denota que fortalecer a educação escolar científica com os pressupostos da abordagem CTS de
    temas sociocientíficos, no contexto das prisões, contribui para a construção do processo de
    (re)integração social de jovens e adultos privados de liberdade.

  • CLEIDE MARIA VELASCO MAGNO
  • Uma agenda de pesquisa para formação docente em Educação em Ciências: possibilidades futuras

  • Data: 03/05/2017
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  • A partir de ideias desenvolvidas sobre o papel do professor e sua formação, realizamos uma investigação sobre as pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas, do Instituto de Educação Matemática e Científica, da Universidade Federal do Pará (PPGECM/IEMCI/UFPA), com a finalidade de conhecer, compreender e refletir sobre a elaboração de uma agenda de pesquisa para a área de Educação em Ciências. Com esse intuito, produzimos um quadro panorâmico da produção geral do PPGECM, com o contexto metodológico em que foi construída, explicitando nos trabalhos os indicadores que delimitaram o campo de pesquisa sobre formação de professores; evidenciamos o(s) modelo(s) de formação e a dimensão em que se enquadram, e situamos a Educação em Ciências com ênfase para o enfoque CTS. A investigação foi delineada na abordagem qualitativa, do tipo documental. Os textos foram selecionados por meio da identificação dos descritores “formação e concepção de professores” nos arquivos virtuais e impressos, depositados no site e na biblioteca do Instituto. Para o corpus de análise, foram escolhidas 26 dissertações e uma tese, distribuídas em dois períodos. Para a sistematização, os dados foram organizados em quadros anuais, denominados de Sínteses Integrativas, a partir das quais, foram criadas outras matrizes analíticas. Para análise dos dados, fez-se uso da Análise de Conteúdo de Bardin (2016). Os resultados foram apresentamos em dois blocos. Concluímos, do primeiro bloco, que existem fragilidades metodológicas, nas produções, que precisam ser trabalhadas, no entanto, o campo de pesquisa formação de professores se mostrou em processo de consolidação no programa. O segundo bloco evidenciou que existe um contínuo evolutivo referente ao modelo de formação, bem como na Educação para a Cidadania e para o Ensino de Ciências, utilizado no conjunto das produções. Quanto à Educação, com enfoque CTS, emerge a potencialidade da proposta para mudança de concepção de estudantes e a autoformação de professores ficou evidente. Todos esses pontos se constituem em fortes elementos para a elaboração de uma Agenda Pesquisa, no entanto, considerando-se todos os aspectos necessários ao desenvolvimento da área é importante a participação colaborativa de todos os envolvidos no referido programa, para viabilizar o planejamento, o desenvolvimento e a implementação dessa agenda.

  • ALINE DA SILVA LIMA
  • LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA DA UEPA: Saberes matemáticos e práticas pedagógicas

  • Data: 02/05/2017
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  • Este trabalho traz o estudo e análise entre a formação dos professores indígenas e a prática pedagógica efetiva desses professores nas escolas indígenas, considerando a interseção de saberes sobre conhecimentos tradicionais indígenas e enfatiza a necessidade do diálogo entre seus saberes tradicionais nas práticas do ensino de matemática, contribuindo para o aprimoramento dos professores indígenas no processo de formação acadêmica. Sendo a pesquisa de cunho qualitativo referendada no estudo de caso, tendo como ponto de partida a seguinte questão: De que forma se efetivou a prática pedagógica de professores indígenas em formação no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UEPA, considerando a interseção entre saberes escolares e saberes indígenas? Na intenção de fazer um estudo comparativo entre a formação de professores indígenas e suas práticas pedagógicas em matemática, considerando a interseção de saberes escolares e indígenas, na escola Parkatêjê e Kýikatêjê, da terra indígena Mãe Maria. Para pesquisa foram considerados os pontos de vistas
    dos alunos em formação e professores/formadores do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UEPA. O recurso da entrevista foi o procedimento básico da pesquisa, cujo procedimento de analise procurou evidenciar caminhos para concretização de ensino mais produtivo para o desenvolvimento de seus conhecimentos científicos aprendidos no âmbito acadêmico, constatar a ideia de que não há apenas uma forma de sistematizar o ensino, mas relacionar a sabedoria tradicional indígena com a sabedoria cientifica. Tendo como referência levantamentos, discussões e o acompanhamento de acadêmicos indígenas em suas trajetórias na Instituição de Ensino Superior, através do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará-UEPA e apoiado em autores como Candau (2006) defende a posição de que as diferenças são constitutivas, intrínsecas às práticas educativas, Knijinik (2012) abordando o pensamento etnomatemático interessado em examinar as práticas de fora da escola, Ferreira (2001) onde as recentes determinações socioculturais apontam para uma ressignificação da educação, Luciano (2006) discute a questão indígena por diversos aspectos de sua organização social, D’Ambrosio (2011) práticas pedagógicas relacionadas à
    etnomatemática possibilitam ultrapassar as paredes da sala de aula e RCNEI/Referencial Curricular Nacional para a Escola Indígena (1998), que discute a elaboração de uma proposta de educação intercultural dando um novo sentido aos conteúdos curriculares. 

  • IRIS MARIA DE MOURA POSSAS
  • SENTIDOS SUBJETIVOS DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO: O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS PARA ESTUDAR BIOLOGIA

  • Data: 26/04/2017
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  • Tecnologias Digitais (TD) tem sido usadas, cada vez mais, na socidade e na escola. Em geral, as pesquisas focalizam as TD como ferramentas que privilegiam processos cognitivos. Neste trabalho, sustento a tese de que estudantes do Ensino Médio, enquanto nativos digitais, produzem sentidos subjetivos para o uso das TD em vários contextos, inclusive para estudar Biologia, favorecendo a motivação e a aprendizagem desta disciplina. Inspirada na Teoria da Subjetividade proposta por González Rey, objetivei compreender os sentidos subjetivos de estudantes do Ensino Médio, relacionados aos usos das TD para estudar Biologia. Realizei o estudo com quatro estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, de uma escola federal, em Belém do Pará. Segui a orientação da Epistemologia Qualitativa, que valoriza a construção e interpretação das informações pelo pesquisador, a interação dialógica com os sujeitos da pesquisa e o reconhecimento da singularidade como instância de produção de conhecimento científico. Os alunos forneceram informações por meio de uma redação, complementos de frases e conversas informais. A partir das informações obtidas nesses instrumentos, organizei os estudos de caso dos quatro sujeitos, construindo indicadores de sentidos subjetivos e buscando compreender como se configuravam para cada sujeito. Os resultados indicam que jovens alunos produzem configurações de sentidos subjetivos singulares para o uso das TD. Em seguida, construi categorias e subcategorias, aproximando os sentidos dos quatro sujeitos. Obtive que as TD satisfazem necessidades importantes dos adolescentes. Usam as TD fora da escola para interagir, divertir-se ou satisfazer a curiosidade e para fugir da solidão. Na escola, também usam para interagir, divertir-se ou satisfazer curiosidade e para acessar informações de forma rápida. Especificamente para estudar Biologia, os estudantes usam as TD para interagir, fixar ou memorizar conteúdos, entender ou satisfazer curiosidade, complementar ou aprofundar conteúdos e para extrapolar determinado tema para outro contexto. Tais sentidos incluem desde os que enfatizam a reprodução dos conteúdos até os que facilitam a aprendizagem. Além disso, os estudantes utilizam as TD com alguns cuidados, conscientes de que elas podem auxiliar os estudos e as interações, mas também prejudicá-los. Portanto, os resultados apoiam a afirmação de que os sentidos subjetivos do uso das TD para estudar Biologia favorecem a motivação e a aprendizagem desta disciplina, apesar de outros resultados recomendarem cautela em relação aos tipos de motivação e aprendizagem que estes usos podem proporcionar.

  • LUCELIA VALDA DE MATOS CARDOSO
  • O MATERIAL MANIPULÁVEL NO ENSINO E APRENDIZAGEM DAS NOÇÕES BÁSICAS DE GEOMETRIA ANALÍTICA A UM ALUNO COM CEGUEIRA

  • Data: 26/04/2017
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  • O presente estudo teve como objetivo investigar o uso do material manipulativo (construído junto com o aluno) como recurso ao processo de ensino-aprendizagem em Noções básicas de Geometria Analítica a um aluno com cegueira adquirida. Uma parte da pesquisa (aplicação das atividades) se efetivou em 4 meses e constou de um período de observação, aplicação de entrevistas e de verificação do conteúdo trabalhado. A pesquisa teve a abordagem qualitativa e utilizou como metodologia o estudo de caso, em cada atividade desenvolvida, propomos problemas que foram resolvidos com o auxílio do material manipulável, a fim de entendermos quais as contribuições deste recurso ao processo de ensino e aprendizagem das Noções básicas de Geometria Analítica ao discente com cegueira. Nesse sentido, a pesquisa está sendo desenvolvida numa escola pública estabelecida em Mosqueiro (distrito de Belém/ PA) no bairro de Carananduba, envolvendo somente um aluno cego do terceiro ano do Ensino Médio, do turno da noite. Os resultados obtidos pela pesquisa demonstraram que o uso do material manipulável contribuiu para o aprendizado e compreensão dos conceitos matemáticos das Noções básicas de Geometria Analítica após a familiarização com o material manipulável. Assim, a análise dos dados demonstrou que houve contribuição significativa na compreensão dos conceitos matemáticos, que foi proporcionado pelo fortalecimento da interação e pela construção do material manipulável.

  • DAYANNE DAILLA DA SILVA CAJUEIRO
  • ENTRE CIENTISTAS, PESQUISADORES, PROFESSORES E EXPERIMENTOS: compreendendo compreensões de experiências formativas no ensino de Ciências

  • Data: 25/04/2017
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  • Esta pesquisa emerge de um questionamento surgido por mim sobre o que é Ciência em um processo formativo que ainda se estende. Não tenho a pretensão de responder o que é Ciência neste trabalho, mas compreender compreensões dos aspectos formativos que elucidam a formação de professores que fazem Ciência ao ensinar Ciências. Portanto, adoto a pesquisa qualitativa em um processo de pesquisa-ação pela qual ao formá-la me formo, ao fazê-los refletir também reflito, ao fazê-los significar (res) significo. Este processo de investigação se deu no Clube de Ciências da UFPA (CCIUFPA), um espaço não formal de ensino com perfil de “laboratório pedagógico”. Foi neste laboratório pedagógico que testei hipóteses, experimentei experiências e assumi papéis de pesquisadora, orientadora, professora e cientista em um movimento de (res) significação de experiências por meio de outras novas experiências. Para desenvolver a pesquisa, acompanho um grupo de futuros professores de Química e Biologia, atuantes no CCIUFPA como professores estagiários do 8º e 9º ano do ensino fundamental. O acompanhamento se deu no processo de prática antecipada assistida e em parceria, no qual assumo o papel de professora-orientadora nos planejamentos em aula. Neste movimento incentivo o processo de reflexão-ação acerca das experiências vivenciadas no âmbito do CCIUFPA, ao mesmo tempo, em que reflito sobre o processo formativo por meio dos deles ao construir dados que me direcionem nesta perspectiva. Nesta direção, também evidencio o processo de significação das visões deformadas da Ciência em detrimento de sua propagação. Para isto adoto técnicas que possibilitam o processo reflexivo de tais participantes, lanço mão de teóricos da área que fazem apontamentos acerca de dispositivos que possibilitam a compreensão de tais experiências. Para analisar tais dados utilizo a análise textual discursiva. Os resultados mostram que os professores-estagiários (res) significam suas experiências formativas ao ensinar Ciências em um processo investigativo que exclui visões deformadas e ingênuas propagadas pela escola formal e pelos meios de comunicação e informação. Ao vivenciar tal processo eu também (res) significo minha visão de Ciência e minha formação em um movimento de compreender tais compreensões. Elas me tocam, me modificam, me movem, me tornam quem eu sou, o que me faz refletir que tais análises acerca das compreensões podem contribuir na formação de professores os possibilitando de fazer Ciência ao ensinarem Ciências para seus alunos.

  • MARCELLO PAUL CASANOVA
  • MOTIVAÇÃO COMO PRODUÇÃO SUBJETIVA NO CONTEXTO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS COM PROJETOS

  • Data: 25/04/2017
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  • A motivação para aprender é uma preocupação permanente de educadores e pesquisadores. Entre as abordagens de ensino pensadas para motivar os alunos destaca-se a Pedagogia de Projetos, que valoriza o estudante como protagonista de sua aprendizagem. Apesar da importância atribuída à motivação, nem sempre as pesquisas realizadas explicitam um referencial teórico-metodológico para tratar do assunto. Muitas vezes, a motivação é pensada como resultante direta das atividades planejadas pelo professor e os fatores cognitivos e
    afetivos, envolvidos no processo, são compreendidos de forma dicotômica. Defendo a tese de que a Teoria da Subjetividade de González Rey amplia nossa compreensão sobre a motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, ao possibilitar a interpretação de configurações de sentidos subjetivos complexos, singulares e que emergem em diferentes contextos. Para dar suporte a esta afirmação, realizei dois estudos sobre a motivação para ensinar e aprender, a partir desse enfoque teórico-metodológico, com o objetivo de compreender as configurações de sentidos subjetivos dos sujeitos em relação ao ensino ou a aprendizagem com projetos. No primeiro, analisei os sentidos subjetivos de uma professora de Ciências para trabalhar com projetos. No segundo, analisei os sentidos subjetivos de um grupo de estudantes, envolvidos em um projeto de com teatro na escola. As informações foram construídas por meio de complementos de frases, redações, observações e conversas informais. Os sentidos subjetivos foram interpretados a partir de indicadores construídos na pesquisa, constituindo estudos de caso dos participantes. Tanto no estudo com a professora, quanto no estudo com os estudantes, compreendi a motivação dos sujeitos como resultante de configurações de sentidos subjetivos complexos e singulares, que não dependem apenas da situação atual, mas levam em conta suas experiências passadas e interações com outras pessoas, em outros contextos. Estes resultados sustentam a tese de que a Teoria da Subjetividade traz uma contribuição importante sobre a compreensão da motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, com implicações importantes para a pesquisa na área, para o ensino e para a formação de professores.

  • LIDIANE AMARAL BARBOSA
  • CURA OU CONSERVAÇÃO: UM DILEMA SOCIOAMBIENTAL NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES

  • Data: 10/04/2017
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  • Alterações climáticas, desertificação, desmatamento, queimadas, extinção de espécies da fauna e da flora, são algumas das questões que marcam a crise ambiental e, deste cenário, emergem alguns questionamentos, tais como a racionalidade do pensamento da atual civilização, o homem como centralidade do universo, os valores de dominação da natureza, o processo incontrolável e insustentável de produção, o reforço à cultura do consumo, a constituição de um mundo economizado. É nesse contexto, que se apresentam os desafios socioambientais contemporâneos, a saber: qualidade socioambiental e a sustentabilidade das cidades, mitigação e enfrentamento da mudança climática, gestão da água e dos resíduos sólidos, gestão das florestas, demanda crescente e alternativas energéticas, entre outros. O significado aqui atribuído ao termo desafio diz respeito às possibilidades de superação dos agravos que importam em insustentabilidade. Este trabalho trata o que hoje representa um dos desafios socioambientais contemporâneos – a floresta. Assim, a pesquisa foi conduzida pela seguinte questão: como professores, em processo de formação continuada, fundamentam sua tomada de decisão frente a um dilema socioambiental envolvendo o tema floresta? A pesquisa apresentou abordagem qualitativa, e se deu no contexto de um processo de formação continuada de professores da educação básica, que tinha como objetivo problematizar os recentes desafios socioambientais. As análises apresentadas referiram-se aos dados secundários produzidos em uma das atividades formativas, precisamente de um estudo de caso (fictício, mas verossímil) intitulado “Cura ou conservação: as questões de saúde humana e o ecossistema”, que envolvia um dilema socioambiental, o qual envolvia a extração de um bioativo antitumoral (paclitaxel – nome comercial taxol), encontrado no Taxus brevifolia, presente curiosamente em terras indígenas da Amazônia, o que implicaria na depleção desta espécie florestal. Os posicionamentos dos professores, em linhas gerais, manifestaram a integração de conhecimentos de duas áreas: ciências naturais e ciências sociais, aproximando-as. E, os professores chamaram atenção, em certa medida, para a necessidade de abolir o fosso existente entre essas duas áreas, constituindo-se movimento de quebra de paradigma e de diálogos entre disciplinas. Os professores consideraram aspectos como identidade, cultura e conhecimentos tradicionais, esquivando-se de posicionamentos que exorcizam a alteridade e a soberania dos conhecimentos científicos, em relação aos demais. As questões socioambientais mostram-se de difícil abordagem, dado o seu caráter complexo. Assim, pensar a floresta, notadamente a Amazônica, requer abordagem diferenciada, ao consideramos sua natureza multidiversa e, assim, o fizeram os professores, ao apresentarem seus posicionamentos. Evocaram aspectos para além da sua formação específica, integrando conhecimentos, em uma autêntica atitude interdisciplinar na consideração do dilema socioambiental proposto na formação. As discussões dos professores foram legítimas, seus posicionamentos pertinentes e mostraram-se atuais, ao considerarmos as preocupações que incidem no campo socioambiental.

  • JOSE CARLOS DE SOUZA PEREIRA
  • ALTERAÇÕES E RECOMBINAÇÕES PRAXEOLÓGICAS REVELADAS POR PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO ENSINO BÁSICO EM FORMAÇÃO CONTINUADA: a partir de um modelo epistemológico alternativo para o ensino da álgebra escolar

  • Data: 05/04/2017
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  • NÃO INFORMADO

  • FLAVIO NAZARENO ARAUJO MESQUITA
  • A prática de ensino como uma trajetória de formação docente do
    professor de matemática

  • Data: 05/04/2017
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  • Esta pesquisa trata de problematizar a prática de ensino com um dado objeto da
    matemática escolar a partir da compreensão dessa prática como fases do processo
    de transposição didática interna desse objeto realizada pelo professor. Assim, há o
    questionamento se esse processo leva a construção de uma trajetória de formação
    docente relativo a um dado objeto matemático escolar. Uma resposta afirmativa é
    construída a partir de um percurso de estudos e investigação sob o suporte teórico
    da teoria antropológica de didático, considerando o ensino de resoluções de
    equações do segundo grau. A construção dessa trajetória é a metodologia da
    pesquisa que se corporifica em um percurso de estudo e investigação pessoal do
    professor que busca no enfrentamento de seu problema de formação construir ou
    acessar a infraestrutura matemática escolar necessária que dê respostas aos seus
    questionamentos. Essa infraestrutura se dá pela compreensão de um modelo
    espistemológico de referência pelo professor que se traduz em seu modelo
    epistemológico pessoal de referência para o estudo da resolução de equações do
    segundo grau corporificado em sistemas de tarefas que articula vários objetos da
    matemática escolar. A construção da trajetória se deu pela formação de sistemas
    didáticos solitários e auxiliares que compõem o processo de transposição didática
    interna realizado pelo professor.

  • FERNANDO CARDOSO DE MATOS
  • PRAXEOLOGIAS E MODELOS PRAXEOLÓGICOS INSTITUCIONAIS: O CASO DA ÁLGEBRA LINEAR

  • Data: 04/04/2017
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  • Esta pesquisa trata de nossa inquietação em ensinar a disciplina Álgebra Linear em um Curso de Licenciatura em Matemática, devido a dificuldade dos alunos no entendimento dos objetos estudados. Os objetos sistemas lineares, matrizes, espaços vetoriais, subespaços vetoriais, combinações lineares, base e dimensão foram estudados a partir do estudo qualitativo de sistemas lineares, já que nossa ideia se deu em tornar o conteúdo menos abstração. Estudos nacionais e internacionais já abordaram o assunto utilizando teorias, outras propondo caminhos que demonstrassem as ações e funcionalidades de suas abordagens. Assim, esse trabalho responde as seguintes questões: Que características apresentam as organizações matemática e didática assumidas como praxeologias institucionais, referentes ao ensino de Álgebra Linear e Que condições podemos instaurar em instituição superior para fazer viver certas organizações matemáticas e didáticas com características específicas? Como resposta propomos um modelo epistemológico de referência, composto por um sistemas de tarefas constituídos a partir de um estudo histórico epistemológico em obras originais, as quais tivemos acesso, além da constituição de um percurso de estudo e pesquisa, que foi utilizado como metodologia de ensino em um curso de graduandos de Matemática, com durabilidade de 5 meses entre os anos de 2014 e 2015. A fundamentação teórica baseou-se na Teoria Antropológica do Didático. Partindo de um problema concreto, fizemos uma comparação da nossa proposta de modelo com livro didático adotado para ensinar a disciplina em análise e utilizamos as categorias de análise apoiadas na Teoria, além de comparar o modelo com o texto do saber de um professor que ministra esta disciplina no curso de Matemática. Em nossas análises constatamos que o objeto matemático sistemas lineares vem como apêndice no final do livro, e as tarefas não são articuladas com matrizes, espaços vetoriais e sub espaços, mas que as combinações lineares é uma tecnologia que justifica o estudo das dependências e independências lineares, base e dimensão do espaço. O modelo epistemológico dominante do livro didático analisado e do professor foi apresentar a definição, com aplicações diretas nas tarefas. Para desenvolvermos o estudo criamos três sistemas didáticos: o primeiro foi a criação da organização matemática e didática do modelo de referência, o segundo se deu pelo percurso de estudo com 14 alunos de graduandos e o último analisamos a organização matemática e didática apresentada, por meio dos grupos sobre objetos da Álgebra Linear estudados. O percurso de estudo comprovou que estudar sistemas lineares é estudar a própria Álgebra Linear. A partir do estudo, nossa tese se deu em elaborarmos uma proposta de um Modelo Epistemológico de Referência sobre a Álgebra Linear, voltada para o ensino básico, com impacto direto na formação de professores, tornando-se um modelo epistemológico alternativo para o curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Pará.

  • DENIVALDO PANTOJA DA SILVA
  • A INVARIÁVEL PRÁTICA DA REGRA DE TRÊS NA ESCOLA

  • Data: 04/04/2017
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  • Esta pesquisa trata do porquê da invariabilidade da ação dos professores frente às situações de Regra de Três. Uma compreensão é construida a partir da noção de práticas sociais com matemática que denominamos Praxeologia com Matematica, à luz da Teoria Antropologica do Didático em articulação com a noção de habitus.Os resultados apontam implicações para o ensino com base na Modelagem Matemática, no sentido das Organizações Praxeológicas que mobilizam saberes matemáticos e extra matemáticos estruturados segundo uma intenção didática.

  • SULENIR CANDIDA DA SILVA NASCIMENTO
  • A INTRODUÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR NO PARÁ: “ESCOLA DE PHARMÁCIA DO PARÁ” E ENSINO CIENTÍFICO (1897-1914).

  • Data: 22/03/2017
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar as contribuições da Escola de Pharmácia do Pará para o processo de introdução das ciências no ensino superior paraense. Escolhemos o ano de 1897, como marco inicial da pesquisa, devido à criação da Sociedade Médico-Pharmacêutica do Pará, analisada no primeiro capítulo como condicionante para a criação da Escola de Pharmácia do Pará. Delimitamos como marco final o ano de 1914, porque abrange os dez primeiros anos de funcionamento da Escola de Pharmácia do Pará e coincide com alterações provocadas pela Lei Rivadávia Correa, que reformou e deu novas diretrizes a instrução superior no Brasil. Dedicamos o segundo capítulo a analisar o contexto social que influenciou a criação da escola de Pharmácia, mais especificamente os relacionados a questões de saúde, onde enfatizamos o diálogo entre elementos da cultura moderna, por vezes representadas nas políticas e instituições ligadas às ciências, como a Diretoria do Serviço Sanitário do Pará, com elementos da cultura tradicional, representadas nas ações de pajés, curandeiros e práticos. Por fim, no terceiro capítulo examinamos a presença das ciências na Escola de Pharmácia do Pará ao longo de sua primeira década de funcionamento, ou seja, de 1904 a 1914, não de modo isolado, mas como parte de um processo que se acentuou com o avanço da modernidade. Concluímos que esta instituição deu continuidade ao ensino das Ciências, configurando-se como pioneira da introdução do ensino científico no nível superior paraense. As ciências, que desde o início predominaram no currículo, foram sendo ampliadas ao longo dessa década, principalmente por meio do número de disciplinas.

  • LUCIANA AGUIAR SILVA DA PAIXAO
  • A CONSTRUÇÃO DE SABERES DOCENTES NO DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS

  • Data: 13/03/2017
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  • Esta pesquisa teve por objetivo investigar os saberes docentes de professores de ciências. Na perspectiva de responder a seguinte questão: Que saberes docentes são produzidos no desenvolvimento de uma prática investigativa? Assumo a pesquisa na perspectiva qualitativa, foram identificados quatro professores, que no seu fazer docente desenvolveram pratica investigativa, suas ações foram realizadas em diferentes localidades do Estado do Pará: Abaetetuba, Inhangapi e Região das Ilhas. Esses sujeitos foram entrevistados e explanaram como foi a experiência. Os dados produzidos a partir da entrevista foram analisados a luz da análise textual discursiva, desse modo pudemos identificar os saberes produzidos. Organizei o processo de análise em cinco eixos, para dar a conhecer os sujeitos em diferentes aspectos, em particular seus saberes. Os saberes construídos a partir da pratica investigativa, foram se constituindo por meio da relação com os estudantes, com a escola e a comunidade, porém, movidos por uma história particular de formação e história de vida, além do desejo de proporcionar aos estudantes aquilo que, na visão dos sujeitos, lhes foi negado em seu processo de escolarização. Assim, evidencio saberes docentes construídos a partir de experiências com as práticas investigativas vivenciadas no decurso da escolarização básica, enquanto estudantes, durante a formação inicial e no exercício da profissão. Estes saberes expressão a compreensões sobre a ciência, a formação do sujeito e o processo de ensino e aprendizagem. Assim, a pesquisa evidenciou que o desenvolvimento de práticas investigativas potencializa a construção de saberes, mostrando-se como importante instrumento de formação de professores de ciências.

  • FRANCISCA JANICE DOS SANTOS FORTALEZA
  • A ESCOLARIZAÇÃO DA MATEMÁTICA NOS GRUPOS ESCOLARES PARAENSES (1899 – 1930)

  • Data: 03/03/2017
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  • NÃO INFORMADO

  • AMANDA MOURA DA ROCHA
  • CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA ENSINAR ÁLGEBRA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Perspectivas Histórica e Atual

  • Data: 03/03/2017
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  • A leitura de pesquisas direcionadas para o tema “Jogos pedagógicos na Educação
    Matemática” permitiu-nos observar que a maioria destas pesquisas aponta para os benefícios
    alcançados na utilização desses materiais. Entretanto, notamos ser necessário aprofundar
    sobre a inserção desses jogos pedagógicos no ensino da Matemática ao longo da história.
    Assim, fizemos um recorte do objeto de estudo de modo a buscamos conhecer melhor suas
    bases científicas, intencionando centrar, posteriormente, nossa investigação nos
    conhecimentos específicos do campo da Pré-álgebra para o Ensino Fundamental I,
    conhecimentos matemáticos que ainda possuem pouca atenção nacional quando falamos dos
    documentos que orientam as bases educacionais para o ensino da Matemática. Apoiados
    nestas premissas, elaboramos o seguinte problema de pesquisa: que contribuições os jogos
    podem trazer para o ensino da Pré-álgebra a partir da sua História e de noções da Teoria das
    Situações Didáticas (TSD)? Objetivando enfatizar pontos convergentes na TSD e na História
    dos jogos para fundamentar a elaboração de propostas de ensino, que objetivem o
    desenvolvimento do raciocínio algébrico com o auxílio de jogos. Para atingir essas metas
    realizamos uma pesquisa de cunho qualitativo, sob os procedimentos da pesquisa
    bibliográfica, que envolveram a história dos jogos e o olhar da Teoria das Situações Didáticas
    sobre os jogos como materiais didáticos, cujo resultado possibilita a organização de
    planejamentos de atividades nas quais as situações de aprendizagem levem em consideração a
    ação dos alunos sobre desafios propostos por jogos, sendo que dois deles foram adaptados
    pelos autores, de forma a estes dois terem a função de proporcionar a aprendizagem de
    operações aritméticas com os diferentes significados da igualdade, utilização de incógnitas e
    variáveis, realizar generalizações, previsões e outras formas de representação dos resultados
    obtidos sob o auxílio do professor.

  • RONNY GLEYSON MACIEL DE MORAES
  • SABERES E FAZERES DE PESCADORES DE CARANGUEJO DE SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA: Uma abordagem etnomatemática

  • Data: 13/02/2017
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  • Este estudo apresenta resultados de uma pesquisa qualitativa desenvolvida no município de São Caetano de Odivelas/PA e tem como objetivo analisar os saberes e fazeres das atividades cotidianas de pescadores de caranguejo e as possibilidades de uso no ensino e aprendizagem de matemática no Ensino Fundamental. O aporte teórico fundamenta-se em estudos direcionados à Etnomatemática, a qual estuda a relação das ideias matemáticas com os saberes socioculturais do comportamento humano. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2013 e, para esta dissertação, o trabalho investigativo foi empreendido no período de novembro de 2014 a julho de 2016, sendo desenvolvido com a participação de três pescadores de caranguejo, um marreteiro e uma catadora da massa do caranguejo por meio de observações de suas práticas de captura, beneficiamento e comercialização. O conteúdo analítico foi constituído por meio de entrevistas pautadas em diálogos informais, registros fotográficos e audiovisuais, que serviram de fonte de informação para as análises da pesquisa. A proposta em apresentar possibilidades de interação entre saberes matemáticos escolares e saberes tradicionais dos pescadores de caranguejo reflete em grande parte a minha história de vida em São Caetano de Odivelas, uma vez que tive a oportunidade de realizar essa atividade na minha adolescência, o que me fez ter interesse em compreender os seus saberes e fazeres com enfoque no âmbito educacional. Com a realização da pesquisa, constatou-se que é possível utilizar no ambiente escolar os conhecimentos tradicionais dos pescadores de caranguejo relacionando suas atividades laborais ao ensino de matemática fazendo uma conexão entre esses saberes.

  • DIANA GONCALVES DOS SANTOS
  • CONTOS DE TRADIÇÃO ORAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: uma prática interdisciplinar em aulas de ciências

  • Data: 09/02/2017
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  • Este trabalho foi desenvolvido com estudantes do 4° ano da educação básica da escola Regime de convênio Monsenhor Azevedo, oriundos da ilha do Combu. Trata-se especificamente de práticas didáticas de caráter interdisciplinar e transdisciplinar, cuja pretensão foi resgatar a cultura local por meio dos contos de tradição oral, bem como mobilizar atitudes reflexivas sobre o contexto ambiental relacionando um dos problemas mais destacados no meio de comunicação: a falta de água em determinada localidades. A proposta nos motivou na busca de vários estudos teóricos no que se relaciona aos povos primitivos que viviam antes da colonização portuguesa, em meio suas crenças, mitos e histórias contadas, bem como, nos estudos relacionados ao meio ambiente e a recursos hídricos. Cabe destacar a imersão em campo com rodas de conversas com os genitores dos estudantes, para compreensão das narrativas orais que as crianças trazem sobre sua cultura local nas atividades. Assim a proposta nos possibilitou a compreensão de que os saberes tradicionais potencializam o processo de alfabetização científica nas diversas áreas de conhecimentos.

2016
Descrição
  • GUILHERME MOTTA DE MORAES
  • ORGANIZAÇÕES MATEMÁTICAS NOS LIVROS DIDÁTICOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: O CASO DA NOÇÃO DE RACIOCÍNIO COMBINATÓRIO

  • Data: 20/12/2016
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  • A pesquisa teve como objetivo analisar as organizações praxeológicas (OP) em torno do objeto matemático Noção de Raciocínio Combinatório em duas coleções de livros didáticos do 1º ao 5º Ano do EF, utilizados nas escolas do município de Belém/PA. A qual possibilitou evidenciar e caracterizar, o processo de organização didática de saberes matemáticos, a partir dos livros didáticos aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático, 2013 e 2016, assim como, os Parâmetros Curriculares Nacionais, as resenhas do Guia do Livro Didático do Plano Nacional do Livro Didático e as Matrizes Curriculares de Referência para este ano de escolarização (1º ao 5º Ano do EF). Neste sentido, para estudar esse objeto, a Teoria Antropológica do Didático, proposta por Yves Chevallard é adotada como referencial teórico, e é feita uma abordagem metodológica baseada na pesquisa qualitativa, realizada através do estudo bibliográfico. Os resultados desta pesquisa evidenciam algumas questões importantes, como: o enfoque presente nas duas coleções de livros didáticos baseado na resolução das atividades, em uma abordagem puramente clássica. Observa-se, uma mudança na técnica para se calcular as atividades proposta, passando de uma organização pontual para uma organização local, e também, que as tarefas e as técnicas, relativas aos cálculos de possibilidades e a números de combinações, não sofreram mudanças ao longo dos anos nas duas coleções de livros didáticos. Dessa forma, a organização praxeológica em torno dessas duas coleções de livros didáticos analisadas segundo gascòn são clássica.

  • MARIO ALEXANDRE DE SOUSA JUNIOR
  • A CALCULADORA CIENTÍFICA NA TRANSIÇÃO DE ARTEFATO A
    INSTRUMENTO: UMA ABORDAGEM INSTRUMENTAL NOS CURSOS DE ENGENHARIA

  • Data: 16/12/2016
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  • Este estudo aqui apresentado investigou o uso da calculadora científica na transição de artefato a instrumento nos processos de estudo em torno do Cálculo Diferencial do primeiro semestre dos cursos de Engenharia Civil/Elétrica/Mecânica em uma Universidade particular na cidade de Belém-Pará. A atividade analisada foi elaborada de modo a proporcionar o uso da calculadora científica Casio modelo fx-82MS. A pesquisa se deu como um estudo de caso. Pra alcançar tal objetivo, a priori foi proposta uma oficina para avaliar a experiência dos graduandos na utilização da calculadora, e a posteriori, aplicação de atividades envolvendo noções de Cálculo Diferencial e sob o ponto de vista da Gênese Instrumental de modo a ser estabelecido seu papel em um processo de construção de conhecimentos, assim os resultados foram analisados ao modelo da (s) Situação (ões) de Atividade (s) Instrumental (is) - SAI, de modo a analisar ações de instrumentação. Com base nas atividades, observamos que a maioria dos graduandos não conhecia a calculadora científica e seus recursos até a realização da oficina, passando a (re) conhecê-la durante as atividades à medida que iam se apropriando de seus recursos para realizar as atividades de noções de Cálculo Diferencial, potencializando-a de artefato a instrumento.

  • VALDOMIRO PINHEIRO TEIXEIRA JUNIOR
  • A TERAPIA DE WITTGENSTEIN E O ENSINO DE ÁLGEBRA

  • Data: 07/12/2016
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  • Esta pesquisa se baseia na terapia de Wittgenstein, proposta para uma análise do ensino de álgebra. Apresentamos concepções tradicionais filosóficas que estão presentes nas teorias educacionais, que se relacionam às concepções essencialista e referencial, entre as quais destacamos o construtivismo piagetiano. A terapia de Wittgenstein se opõe ao essencialismo platônico e à concepção referencial da linguagem. Esta filosofia aponta para a natureza convencional dos nossos fundamentos, inclusive das tradições filosóficas, que aqui estendemos às teorias educacionais. Nesse sentido, trazemos a epistemologia do uso de Arley Moreno como contribuição da terapia de Wittgenstein para a compreensão de como se dá o conhecimento, de onde buscamos formular alguns pressupostos teóricos de aprendizagem. Realizamos uma análise de cunho epistemológico sobre a álgebra, onde mostramos sua evolução e a relação desta com o modo de se pensar seu ensino. A álgebra se constrói como uma linguagem, e, assim, apresenta as características gramaticais, no sentido Wittgensteiniano. A partir do referencial teórico apresentado empreendemos uma análise de textos e documentos: 102 dissertações e teses entre 2006 e 2015, quatro referenciais de destaque, documentos oficiais desde os PCN e cinco livros didáticos, destacando em todos estes o ensino de álgebra e o referencial teórico seguido. As concepções essencialista e referencial estão presentes na construção do conhecimento algébrico no decorrer da história, e consequentemente, em seu ensino, apresentando-se na forma de teorias educacionais que buscam fundamentos extralinguísticos para explicar como se dá o conhecimento. A terapia filosófica de Wittgenstein pode contribuir apresentando as confusões causadas por tais fundamentos filosóficos da construção histórica da álgebra, assim como ao seu ensino, já que a ela tem um caráter não-essencialista e considera que é a linguagem a fonte de produção de significados. Objetivamos realizar uma análise baseada na terapia de Wittgenstein, para compreendermos estes fundamentos filosóficos, que causam confusões, os caminhos possíveis de pesquisa e, em consequência, do ensino de álgebra, e assim apresentar as possibilidades pedagógicas. Pretendemos apresentar não só as confusões e suas consequências, mas as possibilidades oferecidas pela terapia de Wittgenstein, para a compreensão de concepções teóricas em uso na educação, buscando trazer, então, possibilidades de pesquisa e de ensino da álgebra escolar. A partir da epistemologia do uso, a álgebra pode ser entendida como tendo uma gramática, e assim, ela é autônoma, arbitrária e possibilita relações internas de sentido. A autonomia do aluno se dá a partir do conhecimento de regras e dos seus usos em diversas situações. O aluno começa, a partir de um determinado momento não previsível a priori, a “fazer lances” no jogo de linguagem envolvendo a álgebra, inclusive aplicando regras a outros tipos de situações desconhecidas e não devido a um conhecimento a priori do conteúdo.

  • LILIAN VALENTE TELES
  • ASPECTOS/CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS REALIZADAS POR PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

  • Data: 05/12/2016
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  • O objetivo principal foi investigar quais aspectos/características estão presentes nas práticas investigativas de professores da educação básica, na perspectiva de compreender e discutir esses aspectos/características próprios no planejamento, realização e desenvolvimento dessas práticas. Esta investigação se desenvolve no estudo de caso, triangulando dado documental, relatórios e entrevistas. Delimito um caso, ao analisar professores da educação básica que tiveram seus planos aprovados no PIBICJR, no edital Nº 007/2009 da FAPESPA, em 2009, no Estado do Pará. Após critérios estabelecidos no processo de pesquisa e a consulta ao Currículo Lattes de 68 professores que tiveram seus planos aprovados, 19 professores que atuavam na educação básica formaram o universo deste estudo. Com análise nos relatórios de cada sujeito e nas entrevistas, construo categorias, de modo que, nesta pesquisa, tive 5 sujeitos de pesquisa e foi possível analisar 11 relatórios e 5 entrevistas, a partir das quais encontro semelhanças e diferenças entre os sujeitos e os aspectos/características próprios das práticas que desenvolveram. A análise do edital, relatórios técnicos e entrevistas possibilitaram a construção de um texto para cada sujeito, nos quais pude adentrar no desenvolvimento dos planos e nas experiências docentes de cada um deles. Esses aspectos/características estão direcionados à formação do professor, o que o professor deseja ao estudante e que estratégias de produção de conhecimento nas práticas investigativas são utilizadas, em vista da necessidade de pesquisar mais sobre os aspectos/características e de incentivar o desenvolvimento das práticas investigativas na formação inicial e continuada dos licenciados e graduados.

  • EUNICE MARIA FIGUEIRA CAJANGO
  • Educação matemática em uma classe hospitalar: relações, enredamentos e continuidades

  • Data: 30/11/2016
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  • O eixo central da pesquisa surgiu da proposta de dirigir o olhar ao cenário que compõe o contexto da educação em ambientes hospitalares, para investigar se atividades baseadas na escuta mútua e que privilegiem a constituição embodied de conhecimentos matemáticos podem ou não contribuir para o bem-estar dos educandos, bem como favorecer a continuidade de estudos após ou mesmo durante o tratamento médico. A pesquisa tem como referencial teórico a cognição embodied, a partir da perspectiva de Luis Radford. A metodologia adotada é de abordagem qualitativa, e os dados foram obtidos por meio de entrevistas e atividades de educação matemática realizadas em um espaço anexo à Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, destinado ao acolhimento de pessoas em tratamento de saúde em Belém/PA, com nove educandos, na faixa etária de 11 a 57 anos, com níveis de escolaridade compreendidos entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. O registro dos dados se deu a partir de anotações em caderno de campo, áudios e filmagens das atividades desenvolvidas. Houve também entrevistas com pais, alunos e professoras, no intuito de coletar informações sobre um pouco do percurso de cada aluno observado. A discussão dos dados é estruturada de modo a atender a dois aspectos: a importância das relações dialógicas configuradas no ambiente da classe hospitalar para o bem-estar e o envolvimento dos participantes ao longo do processo educacional e a constituição embodied de conhecimentos apresentada pelos educandos em relação aos temas propostos. A comunicação dos resultados está distribuída em dois temas: composições referentes à geometria básica e significações a respeito de medidas-padrão para comprimento e distância. As considerações finais afirmam a importância do acompanhamento docente em matemática a educandos em tratamento de saúde, de modo a concorrer para a garantia de continuidade no seu processo educativo. Compreendemos ainda que foram evidenciados indícios acerca da relevância de atividades que assumam aspectos embodied na constituição de conhecimentos matemáticos. Destacamos a necessidade de fortalecimento da parceria entre universidade e ambiente educacional hospitalar, com vistas à produção de novas pesquisas que contribuam para ampliar e fortalecer o debate sobre políticas públicas para educandos nessa situação. Por fim, sugerimos a proposição e o desenvolvimento de investigações acerca dos processos educacionais nas unidades escolares que recebem educandos durante ou após o tratamento de saúde, com vistas a amparar reflexões na perspectiva inclusiva de acesso democrático e universalizado ao sistema educacional.

  • HELANE SUZIA SILVA DOS SANTOS
  • UMA CARTOGRAFIA DAS SEXUALIDADES: ENTRE LINHAS E MAPAS DOS AFETOS NA ESCOLA

  • Data: 22/11/2016
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  • A sexualidade é um tema clássico, sobre a temática existem vários estudos com diferentes perspectivas teóricas. Nesse ensaio-tese, que se encontra entre linhas não universalizantes ela se faz presente. Argumenta-se, que a sexualidade é pensada como máquina desejante, traçada pelas linhas flexíveis, moleculares e de fuga, as quais fissuram os segmentos consolidados pela máquina escolar, configurando vazamentos, processos de resistências, assim como uma estética e uma política da existência, que nos entre-espaços da escola potencializam outros modos de sentir e de tornar-se. Entende-se que o desejo não é falta, mas produção, criação, invenção; sendo atravessado pelos campos sociais e pelos processos de individuações. Para o estudo problematiza-se, como os corpos experimentam as sexualidades no entre-espaço escolar? O objetivo principal do estudo é experimentar uma cartografia das sexualidades no entre espaço da escola e nos seus arredores que potencializem outros modos de existências para além das formas identitárias. O estudo foi inspirado na Filosofia da Diferença de Deleuze e Guattari, tomando-os como intercessores criativos de leituras e do pensamento. A filosofia desses autores é posta como disparadora de ideias. De modo pragmático, parte-se de encontros com pessoas, imagens, narrativas e com o cotidiano escolar em seus diferentes movimentos (salas de aulas, áreas de recreação, arredores dos muros escolares) em instituições da Educação Básica em Belém do Pará, atravessados pelo tema sexualidade. A partir destes encontros/forças, compõe-se uma cartografia das sexualidades, sendo aqui entendida como um procedimento, ou mesmo, como um plano de composição, que se faz pelas aberturas, pelas zonas de intensidades. Não se buscou um roteiro a priori, que oferecesse um percurso retilíneo para o ensaio; a cartografia entra em um campo de virtualidades, pois os modos de existir configuram movimentos que se compõem por agenciamentos. Seus modos estão nos encontros, que impõem a qualidade da potência nos movimentos, que são de latitudes (afetos/encontros) e de longitudes (movimentos de velocidades, lentidões e repouso). Mapas abertos das sexualidades configuram as imagens-grafias e narrografias, que fissuram o espaço escolar colocando as sexualidades como produções desejantes. O texto convida os leitores a entrar pelas aberturas e fazer suas (de)composições, criando outras vitalidades possíveis em relação às sexualidades no entre-espaço escolar.

  • JONATAS BARROS E BARROS
  • A Introdução das Ciências Naturais no Pará por meio das Instituições de Ensino

  • Data: 13/10/2016
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de introdução das Ciências no Pará, por meio das escolas, e as condições que possibilitaram esse processo. Retomamos as Reformas Pombalinas da segunda metade do século XVIII, que marcaram a introdução da Racionalidade Científica Moderna no Reino Português, onde o Pará era Colônia. Expulsaram os Jesuítas, inserindo uma lacuna na educação, que começou a ser preenchida com a criação do Colégio dos Nobres, da Reforma na Universidade de Coimbra e implantação de Aulas Régias. Nessa fase as Ciências Naturais foram introduzidas somente na Metrópole, enquanto que no Pará criaram Aulas que mantiveram o predomínio das Letras e Humanidades. As Reformas do Marquês de Pombal tornaram o ambiente educacional paraense mais favorável a receptividade das Ciências da Natureza, principalmente por causa da estatização da educação. Esta se tornou incisiva a partir da segunda metade da década de 1830. Governantes do Pará sugeriram a introdução de disciplinas científicas e modelos educacionais que vigoravam em países como a França, que era um centro difusor da modernidade. Isso começou a se concretizar com a criação do Liceu Paraense em 1841, que tinha o propósito de proporcionar o ensino secundário. Dez anos depois, em 1851, ele implantou pela primeira vez a Física e a Química, o que se repetiu por mais duas vezes, em 1868 e 1873. Na primeira inserção a Botânica também esteve presente, enquanto que na última, a História Natural. Em 1871, fase inicial da Belle-Époque, momento em que a entrada da Modernidade no Pará estava acelerando, Física e Química tiveram continuidade na Escola Normal do Pará, criada nesse ano, com o fim de formar professores para atuarem na instrução primária, mas somente até 1872, quando foram retiradas desta instituição. Em 1890 retornaram com mais expressividade, sendo representada por seis Ciências. Na instrução primária, as Ciências da Natureza também constaram, a partir de 1870, motivando professores desse ramo a cursarem Física e Química na Escola Normal e no Liceu Paraense. Com isso, as instituições de ensino foram fundamentais na introdução das ciências no Pará, condicionadas pelo contexto social, inicialmente das Reformas Pombalinas, que culminou na estatização da educação, e da Belle-Époque, com a aceleração da entrada da Modernidade no Pará. A presença científica nos currículos foi marcada por descontinuidades, na fase inicial, visto que a recepção do processo modernizador, pela cultura local, ainda não tinha tornado a aprendizagem das ciências uma necessidade imperativa. Isso começou a acontecer a partir de 1890, quando as Ciências passaram a se ampliar nos currículos escolares.

  • JORGE RAIMUNDO DA TRINDADE SOUZA
  • CTS NO CONTEXTO DO NOVO ENEM E DO ENSINO DE QUÍMICA

  • Data: 07/10/2016
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  • O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), instituído em 1998, tornou-se o principal processo de avaliação da Educação Básica no Brasil, projetando-se como um importante elemento de disseminação de novos valores educacionais. A concepção do exame incorpora uma proposta de avaliação do desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania, um dos objetivos do enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), no ensino de Ciências, envolvendo conhecimentos de disciplinas do Nível Médio, em que a Química está inserida. Neste contexto, esta pesquisa qualitativa, que adota também padrões quantitativos, teve como principal objetivo analisar, com base nos pressupostos da perspectiva curricular CTS, as relações entre as competências e habilidades (C&H) de Ciências da Natureza e suas Tecnologias do Enem (CNT) com as questões associadas ao ensino de Química deste exame, no período compreendido entre 2009 a 2015 (novo Enem), e os fatores que influenciam estas relações. A leitura exploratória de documentos e textos científicos sobre o Enem e sobre CTS, assim como minha vivência docente, permitiu-me inferir, a priori, que existe algum nível de aproximação do enfoque CTS nos documentos e questões do Enem. Essa percepção me instigou a pesquisar como e em que medida isso ocorre. Assim, investiguei como ocorrem as aproximações entre os pressupostos teóricos do enfoque CTS com as competências e habilidades de CNT e com as questões associadas ao ensino de Química aplicada no novo Enem. Para isso, foi necessário verificar se as competências e as habilidades possuem associações com os pressupostos teóricos da perspectiva CTS, além de analisar o conteúdo e a estrutura das questões associadas ao ensino de Química, examinando se e como ocorreu a aproximação destas questões com os princípios da perspectiva educacional CTS, e que condições determinam a mediação desta relação de proximidade. Para a obtenção das informações, foram utilizadas três técnicas de coleta de dados: observação, verificação de documentos oficiais da educação brasileira e análise de questões aplicadas no novo Enem. Como instrumento de análise das questões, foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD). Excertos de entrevistas com professores da UFPA elaboradores de questões do Enem foram aproveitados como apoio nas discussões dos resultados obtidos. Os resultados mostraram que, enquanto as C&H de Ciências da Natureza e suas Tecnologias possuem forte associação com os pressupostos da perspectiva educacional CTS, as questões do novo Enem apresentam aproximação em diferentes níveis dos princípios teóricos do enfoque CTS. Os resultados também apontaram que entre as 156 questões analisadas, que são pertinentes ao ensino de Química, 46,1% não apresentaram aproximação com os princípios do enfoque CTS; 32,1% mostraram aparente relação com estes pressupostos e 21,8% estão associadas aos princípios do enfoque CTS. O modelo de educação no Brasil, a formação tradicional dos professores elaboradores e a pouca compreensão desta concepção curricular são fatores que convergem para esta frágil concordância. Apesar disso, esta pesquisa busca contribuir para um ensino de Química mais significativo para o aluno e fornecer uma análise detalhada sobre os itens de Química do Enem, objetivando subsidiar a construção de questões com conhecimentos que se aproximem da perspectiva educacional CTS, que se constitui em uma forte tendência atual no ensino de Química e Ciências Naturais.

  • WELLINGTON EVANGELISTA DUARTE
  • CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM FORMAÇÃO CONTINUADA: O USO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS

  • Data: 28/09/2016
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  • Neste trabalho apresentamos os resultados de uma pesquisa com quinze professores de matemática, em formação continuada na Universidade Federal do Pará, em que investigamos suas concepções acerca da utilização do material didático no processo de ensino e aprendizagem em matemática. A pesquisa teve como referencial as concepções pedagógicas acerca do uso dos materiais didáticos e a Teoria das Situações Didáticas, possibilitando-nos o entendimento das relações que favorecem o aprendizado em matemática. Foram realizados cinco momentos de estudos na formação para a produção dos dados, que chamamos de sessões. Para realizarmos as sessões adotamos como procedimento teórico-metodológico o Percurso de Estudo e Pesquisa. Os resultados revelaram, quanto à concepção inicial do professor, que de uma maneira geral eles veem como positivo o uso desses materiais didáticos durante suas aulas de matemática, dando ênfase na reação que esse material promoverá na relação aluno-saber.

  • ROBSON ANDRE BARATA DE MEDEIROS
  • NOVAS PEDAGOGIAS E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

  • Data: 08/09/2016
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  • Tomando como referência principal os escritos de Marx, Vigotski, Duarte e Saviani, este trabalho discute questões relacionadas à universalidade do conhecimento e as influências do liberalismo e da ideologia pós-modernista na educação matemática que obstam esta universalidade. No interior de uma pesquisa de natureza teórica, nosso objetivo geral é analisar e evidenciar as influências da ideologia pós-modernista na educação presentes em algumas pesquisas em educação matemática. Para verificar o objetivo geral traçamos os seguintes objetivos específicos: a) Evidenciar que para o aprender a aprender o conhecimento matemático escolar não possui sentido e que, por tal, o sentido está nas práticas e nos saberes populares; b) Indicar que nas pedagogias pós-modernistas existe a valorização da fragmentação e construção do conhecimento matemático em detrimento de sua universalização e transmissão; c) Apontar o multiculturalismo como pertencente a ideologia pós-modernista e como defensor das diferenças na educação matemática como sinal de respeito à diversidade; d) Mostrar o multiculturalismo, presente no aprender a aprender, como defensor do relativismo cultural; e)Discutir a valorização das diferenças, como forma de manter as desigualdades, desviando a atenção do maior problema do capitalismo que é a lutas de classes.Nos diversos trabalhos da área da educação matemática analisados encontramos a presença da ideologia pós-modernista expressa nas pedagogias do aprender a aprender e do construtivismo que se manifestam na valorização do cotidiano em detrimento ao escolar; na construção do conhecimento em detrimento a sua transmissão pelo professor; no relativismo; na incerteza; na nocividade do conteúdo matemático mais desenvolvido; na defesa de manifestações da matemática no cotidiano como algo libertário e democrático; na defesa das diferenças, também, em nome das diferenças; o combate a universalidade; a apologia ao local e fragmentado; desvio do problema de classes para problemas de gênero ou racial que contribui para a fragmentação da luta por uma causa maior que é emancipar da classe trabalhadora e da humanidade. Ou seja, o liberalismo e as pedagogias pós-modernistas obstam o processo de humanização, de universalização do conhecimento e de superação da ordem estabelecida. O processo de transmissão do conhecimento matemático elaborado na escola, pelo professor, ou a socialização da matemática escolar é de suma importância para o processo de universalização do conhecimento que objetiva, por um lado, a humanização do indivíduo e, por outro, a superação, por incorporação, da sociedade capitalista.

  • CACILENE MOURA TAVARES
  • A ABORDAGEM CTSA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: um estudo documental do Plano Estadual de Educação no Estado do Pará

  • Data: 26/08/2016
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  • A utilização da abordagem CTSA no ensino de Ciências do Ensino Médio é importante para a formação do ser humano que convive na sociedade contemporânea. Este cenário denota a relevância de realizar esta pesquisa, no âmbito do Estado do Pará, por meio da análise de documentos pertinentes à referida abordagem, como o Plano Estadual de Educação, aprovado em 2015, e o Programa Ensino Médio Inovador (PROEMI), desenvolvido na esfera federal a partir de 2009, para verificar suas aproximações à abordagem CTSA, que já se faz presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Para o estabelecimento de comparativos do ensino de Ciências clássico e o que utiliza a abordagem CTSA nos valemos dos estudos de Zoller e Watson (1974 apud SANTOS; SCHNETZLER, 2010), tendo como procedimento metodológico a análise de conteúdo de Bardin (2011). A percepção inicial do estudo demonstra que os documentos analisados – PEE/PA e PROEMI –, em sua contextualização geral, apresentam visões, olhares relativos à abordagem CTSA e o ensino de Ciências, em busca de melhorias na oferta do ensino médio em escolas públicas paraenses, possibilitando-nos afirmar que foram encontradas contribuições no PEE/PA que aproximam a abordagem CTSA no ensino de Ciências do Ensino Médio Inovador (PROEMI) no Pará. Contudo, também ficou cabalmente demonstrado que das seis palavras-chave destacadas para análise, quatro – “cidadania”, “tecnologia”, “sociedade” e “valores” –, são pouco citadas expressamente em ambos os documentos analisados, nos levando a considerar que não foram devidamente utilizados todos os aspectos da abordagem CTSA e o ensino de Ciências pelos poderes públicos federal e estadual na confecção das referidas políticas públicas, construídas visando à educação de nível médio. Assim, fica nítido que os documentos analisados não foram construídos na perspectiva da abordagem CTSA, mesmo que o ensino médio valorize a ciência e a tecnologia na formação humana do aluno, nos aspectos socioculturais, para a formação da cidadania. Foi possível constatar, portanto, que o objetivo desta pesquisa foi atingido.

  • ANTONIA EDIELE DE FREITAS COELHO
  • DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES COGNITIVAS EM UM CURSO DE
    FÉRIAS: a construção do conhecimento científico de acordo com a Aprendizagem
    Baseada em Problemas

  • Data: 26/08/2016
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  • O presente estudo trata das Habilidades Cognitivas manifestadas por um grupo de seis
    professores participantes de um Curso de Férias, ocorrido na cidade de Belém (PA), o
    qual se utiliza de metodologias que procuram incentivar a participação mais ativa de seus
    cursistas, por meio da realização de atividades práticas fundamentadas principalmente na
    Aprendizagem Baseada em Problemas. Dessa forma, objetivou-se analisar quais os níveis
    de Habilidades Cognitivas manifestados pelos professores ao resolverem um problema
    real, durante a realização de atividades experimentais investigativas e também nos
    momentos de socialização de suas descobertas. Procura-se ainda ponderar em relação às
    perguntas elaboradas pelos monitores e sua relação intrínseca com as Habilidades
    manifestadas pelo grupo de professores. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa,
    utilizando-se de recursos como diários de campo, vídeogravações, com posterior
    transcrição das falas dos sujeitos para a constituição da mesma. Para estabelecimento das
    categorias de análise utilizou-se as ideias de Zoller, o qual propõe que as Habilidades
    Cognitivas podem ser evidenciadas de acordo com o baixo ou alto nível de cognição,
    alcançadas por meio da resolução de um problema, sendo denominadas de Algorítmicas,
    Habilidades Cognitivas de baixa ordem e Habilidades Cognitivas de alta ordem, essas
    categorias são aqui identificadas em cinco níveis propostos de acordo com sua
    caracterização. As perguntas elaboradas pelos monitores também são classificadas em
    quatro níveis categorizados, de acordo com a proposta de Suart. Deste modo, as análises
    compõem-se em duas situações problemáticas que foram selecionadas segundo os dados
    coletados com a pesquisa. Durante as análises realizadas em cada um dos episódios
    considerados mais proeminentes, foi possível identificar que as Habilidades Cognitivas
    desenvolvidas pelos professores relacionam-se diretamente ao vínculo identificado na
    relação monitor-cursista e também cursista-cursista, já que a cooperação presente durante
    os momentos de realização das atividades propostas no curso contribuem
    significativamente para que se alcancem os mais altos níveis de cognição, bem como altos
    níveis de formulação de perguntas, haja vista que em diversas situações os professores se
    utilizam de discursos existentes em discussões anteriores realizadas pela equipe ou
    procura auxiliar-se por meio das indagações constantes realizadas pelos monitores. Com
    base nessa pesquisa, é possível identificar que a utilização de atividades experimentais
    investigativas contribui consideravelmente para o desenvolvimento e manifestação de
    Habilidades Cognitivas de alta ordem. As atividades desenvolvidas neste Curso de Férias
    aproximam-se dos objetivos apresentados pela Aprendizagem Baseada em Problemas e é
    perceptível em diversos momentos a manifestação de habilidades de níveis N4 e N5 de
    cognição nos professores participantes.

  • ELISANGELA APARECIDA PEREIRA DE MELO
  • Sistema Xerente de Educação Matemática: negociações entre práticas socioculturais e comunidades de prática 

  • Data: 23/08/2016
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  • Ao considerar a complexidade que envolve a formação de professores indígenas e o ensino da Matemática escolar nas escolas indígenas, em especial, no que tange às interconexões das práticas socioculturais com as ações educativas e formativas, investigou-se, neste trabalho, em que sentidos é possível tomar as vivências, oriundas de atividades sociointerativas dos indígenas Xerente, como base mobilizadora de ações na e para a formação indisciplinar de professores que ensinam Matemática em comunidades de prática. A questão que norteou essa pesquisa buscou saber, Em que sentido as atividades sociointerativas vivenciadas pelos indígenas Xerente em comunidades de prática podem mobilizar ações de formação indisciplinar para os professores que ensinam Matemática na escola indígena? Recorremos à pesquisa qualitativa etnográfica, para a recolha das informações, nas aldeias Porteira – Nrõzawi e Salto – Kripre, sobre as práticas socioculturais de pertencimentos dos indígenas Xerente nas metades exogâmicas patrilineares Doi e Wahirê e de pertencimento do gênero masculino nos partidos das toras grandes de buriti pintadas – ĩsitro – Htâmhã e Stêromkwa. As abordagens teóricas assumidas, foram as de comunidades de prática, indisciplina e etnomatemática, por propiciarem uma releitura sobre essas práticas socioculturais, na perspectiva provocar novas ações na e para a formação de professores a partir da negociação dos significados das práticas socioculturais desses indígenas. Os resultados obtidos por meio das análises, apontam que os indígenas Xerente em suas comunidades de práticas socioculturais compartilham do empreendimento conjunto, do engajamento mútuo e do repertório compartilhado, de modo a constituírem-se como uma comunidades de prática. Por isso, a escola indígena Srêmtôwẽ, caminha em suas ações didáticas e pedagógicas para a constituição de comunidades de prática a partir da negociação coletiva das práticas socioculturais que possam contribuir com a criação e recriação de novas aprendizagens matemáticas indisciplinares.

  • MARCELINO CARMO DE LIMA
  • A institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará: dos “sacamuelas” aos cientificistas (1911-1920)

  • Data: 07/07/2016
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  • A Escola Livre de Odontologia do Pará foi criada em 1914, com objetivo de disseminar o ensino odontológico moderno. Ela foi fundada por cirurgiões dentistas, médicos e farmacêuticos, que ocupavam cargos relevantes na estrutura política e institucional do Estado. O objetivo desta pesquisa é analisar as condições de institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará. A pesquisa se situa entre 1911 e 1920, pois abrange um período em que mudanças foram introduzidas na regulamentação da prática odontológica, passando pela criação da Escola, até o momento em que ela se adéqua às normas nacionais previstas para as Faculdades, em que, a partir de então se tornou Faculdade Livre de Odontologia do Pará. Na pesquisa procuramos analisar: os antecedentes da criação da Escola; as relações na prática odontológica no Pará; as resistências no processo de introdução de novas práticas odontológicas. Para isso, foram analisados os currículos da escola, atas da Congregação e os discursos dos docentes e governantes, etc. A pesquisa mostrou que antes da criação da Escola havia cirurgiões dentistas e dentistas práticos, que atuavam no campo odontológico local. Esses grupos disputaram pelo monopólio da prática odontológica no Pará. Os cirurgiões dentistas buscavam ampliar os espaços da odontologia moderna em meio à sociedade. Defendiam que sua prática odontológica era científica. Utilizavam-se de discursos que desqualificavam aos dentistas práticos. Com a criação da Escola Livre de Odontologia promoveu-se o ensino odontológico na região, que visava expandir o número de profissionais da saúde formados na ordem do discurso moderno, ou seja, profissionais formados no discurso científico. A Escola buscou ampliar o espaço da odontologia moderna no meio da população local, criando a Clínica de assistência dentária, que se destinou a prestar serviços cirúrgicos dentários gratuitamente a soldados da Brigada Militar, desvalidos do Hospício de Alienados e alunos das escolas públicas de Belém.

  • KAREM KEYTH DE OLIVEIRA MARINHO
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: REFLEXÕES SOBRE OS RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DOCENTES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

  • Data: 29/06/2016
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  • Um dos maiores desafios educacionais da atualidade é tornar a escola um espaço inclusivo capaz de atender seus educandos a partir do reconhecimento e respeito de suas singularidades. E para a concretização desse espaço temos o professor com um relevante papel visto a possibilidade de desenvolver um ensino inclusivo em sala de aula. No entanto, se tratando de Educação Matemática há a necessidade de investigar como se dá a atuação do professor de Matemática visto que as poucas discussões dessa temática podem influenciar suas práticas pedagógicas. Fato este vivenciado na trajetória acadêmica e profissional da autora deste estudo. Assim sendo, objetivamos nesta pesquisa refletir sobre os relatos de experiências vivenciadas e narradas pelos professores de Matemática, atuantes em Tabatinga - AM, sobre o processo de inclusão de alunos com deficiência em salas comuns de escolas regulares. E, consequentemente, responder a nossa questão de pesquisa enunciada como: Quais os reflexos das experiências de professores de Matemática no ensino de Matemática de alunos com deficiência? Para tanto nossos pressupostos teóricos e legais estão fundamentados em documentos nacionais e internacionais, em estudos voltados para a prática do docente em uma perspectiva inclusiva. Quanto ao delineamento metodológico do estudo, realizamos, por meio de uma abordagem qualitativa, entrevistas com os professores de Matemática atuantes na rede pública de ensino do município de Tabatinga-AM, egressos do curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas e as analisamos por meio de categorias construídas a partir das narrativas dos professores, e considerando os direcionamentos apontados no roteiro da entrevista. Diante dos resultados, percebemos que a falta de conhecimentos acerca da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e apoio por parte da escola são os principais fatores que dificultam a realização de práticas pedagógicas. A formação inicial e continuada foi outro aspecto muito comentado pelos docentes que além de sugerirem mais discussões sobre a temática ainda se mostraram motivados e interessados a participar de formações que contemplem esses conhecimentos. Ainda assim, vimos que alguns professores realizam práticas inclusivas em suas aulas de Matemática, no entanto recomendamos que se oportunizem mais ações na formação inicial e continuada, e que o apoio escolar seja mais efetivo tanto para o professor quanto para o aluno.

  • WERVENTON DOS SANTOS MIRANDA
  • Estudando o obstáculo didático sob a ótica da teoria antropológica do didático

  • Data: 27/06/2016
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  • As estatísticas educacionais evidenciam dificuldades no aprendizado de Matemática. Assim, apesar de tais dificuldades estarem presentes ao longo de todo o Ensino Fundamental, contata-se que os índices de reprovação nas turmas iniciais do segundo segmento em relação às turmas finais do primeiro segmento são expressivamente maiores. Essa tendência sugere que se estabelecem lacunas na passagem dos alunos do primeiro para o segundo segmento. Com esse foco, temos como objetivo identificar elementos que compõem as epistemologias institucionais utilizadas no ensino de Matemática das turmas do primeiro e das turmas do segundo segmento do Ensino Fundamental em relação ao ensino de fração. Para alcançar esse objetivo, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico. O resultado da pesquisa realizada mostra que a atual estrutura do Ensino Fundamental brasileiro é fruto de acordos e pressões internacionais para haver a ampliação da escolaridade obrigatória. Tais fatos levaram o país a unir o antigo ensino primário com o ensino ginasial que era a primeira fase do ensino médio com a eliminação do ―exame de admissão‖ e formando o que hoje é o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Essa nova estrutura é supostamente contínua, mas que se revela como ―dois blocos distintos e justapostos‖ porque adquirem características que os distinguem e permitem que sejam vistos como duas instituições em termos de: (1) estrutura organizacional, (2) forma didática em que os conteúdos disciplinares são ensinados e (3) exigência mínima na formação dos profissionais habilitados a exercer a função docente em cada um desses blocos denominados de segmentos. Conforme a pesquisa, ficou evidenciada a existência de diferença na abordagem de ensino de fração entre os segmentos, denominada de Epistemologia Institucional, que se torna um obstáculo didático no aprendizado de fração entre os alunos que iniciam o segundo segmento do ensino fundamental. Consequentemente, é chamado de Obstáculo Didático Institucional.

  • JOÃO BATISTA MENDES NUNES
  • APRENDIZAGENS DOCENTES NO CCIUFPA: Sentidos e significados das práticas antecipadas assistidas e em parceria na formação inicial de professores de Ciências

  • Data: 08/06/2016
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  • Esta é uma pesquisa que trata de aprendizagens docentes no âmbito da formação inicial de futuros professores de Ciências e Matemática, construída por meio de situações reais de prática antecipadas à docência de forma assistida e em parceria. Investigo sentidos e significados que os futuros professores atribuem às experiências docentes vividas no contexto de tais práticas. Esta é uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, que se constitui pesquisa-ação-formação, contribuindo com o desenvolvimento profissional dos sujeitos. O lócus desta pesquisa é o Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará, um espaço de formação inicial e continuada de professores que ao longo de 36 anos, desenvolve trabalho com a formação docente e com a iniciação científica infanto juvenil no Estado do Pará. Esta pesquisa surgiu pelo fato de que quando estava em processo de formação inicial, tive uma passagem pelo CCIUFPA e, ao participar da docência de forma antecipada, me ocasionou percepção de desenvolvimento profissional, contudo, naquela época, eu não sabia explicar o que me havia acontecido. Motivado pela experiência formativa que vivi, busco investigar: i) que sentidos e significados os professores estagiários atuantes no Clube de Ciências da UFPA, atribuem às experiências docentes vividas no contexto de práticas antecipadas assistidas e em parceria? e ii) que aprendizagens docentes são construídas por licenciandos durante as atividades acadêmicas de práticas antecipadas assistidas em parceria realizadas no CCIUFPA? Essas perguntas me proporcionaram durante a pesquisa realizada buscar como objetivos compreender sentidos e significados que os professores estagiários atuantes no Clube de Ciências da UFPA atribuem às experiências docentes vividas no contexto de práticas antecipadas assistidas e em parceria, e identificar aprendizagens construídas por licenciandos durante as atividades acadêmicas de práticas antecipadas assistidas e em parceria realizadas no CCIUFPA. A estada em campo no Clube de Ciências da UFPA deve duração de um ano, e ao longo desse ano, acompanhei a equipe em quarenta reuniões de planejamento e dezesseis aulas nas manhãs de sábado; nessa equipe inicialmente participaram oito sujeitos, quatro dos quais ficaram até o final da pesquisa. Esses sujeitos me ajudaram a construir dados que foram convertidos em um documento tratado por meio da Análise Textual Discursiva, que se situa, epistemologicamente, entre a análise do Discurso e a análise de Conteúdos. Da imersão nos textos de campo, construí quatro grandes categorias emergentes. Essas categorias foram organizadas na dissertação em quatro seções e cada uma foi norteada por uma das quatro lentes que a meu ver englobam o trabalho do CCIUFPA, são elas: o trabalho em grupo, a prática investigativa no ensino (utilizada para o trabalho de investigação científica infanto juvenil), o esquema organizacional das equipes (a dinâmica de trabalho com as aulas no sábado, seguida de reuniões de planejamento (debates, discussões, socializações, reflexões e construções proporcionadas pelas interações entre os pares) e a prática antecipada à docência (experiência de planejar e ministrar aulas, antes da formação como professor). Contudo, ressalto que mesmo analisando sob lentes diferentes, elas convergem e se complementam na prática antecipada, assistida e em parceria. Nessas seções, os sujeitos falam de si, dando a conhecer os sentidos e significados que atribuíram à experiência e às aprendizagens docentes desenvolvidas ao longo do ano por intermédio da prática antecipada assistida e em parceria.

  • VALERIA RISUENHO MARQUES
  • ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA: UMA CONCEPÇÃO MÚLTIPLA E PLURAL

  • Data: 03/06/2016
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  • Esta tese apresenta reflexões e argumentos elaborados a partir do percurso investigativo sobre alfabetizações que se constituem para além dos muros da escola. A pesquisa de cunho qualitativo, desenvolvida com ênfase etnográfica, tem como objetivo analisar elementos presentes nas aprendizagens de crianças dos anos iniciais, para além das paredes da sala de aula, para uma compreensão de alfabetização (matemática) como múltipla e plural. Os colaboradores da pesquisa são crianças de duas turmas, uma do Ciclo Básico I 2˚ ano, com 18 crianças e outra do Ciclo Básico I 2˚ e 3˚ anos com 13 alunos de escolas localizadas em áreas ribeirinhas de Belém-PA. As análises são de cunho interpretativo. As manifestações pictóricas ou orais, posteriormente sistematizadas em episódios, foram apreciadas à luz do referencial teórico destacado. Do material recolhido, foram feitas seleções sobre o que se referia à alfabetização (da escola ou fora dela), do contexto de aprendizagem pela cultura e relações com a matemática (vivenciada na escola ou não). A fundamentação teórica pauta-se em Edgar Morin (racionalidade aberta), Mia Couto, D‟Ambrosio, Conceição Almeida (aprendizagem pela cultura e Teresa Vergani. Os resultados obtidos baseiam-se em indícios que me permitem defender a tese de que a alfabetização matemática é múltipla e plural e se constitui no diálogo e na complementaridade entre os saberes escolares e os saberes elaborados em ambientes informais de aprendizagem quando as crianças envolvem-se em vivências e experiências que permitem aprender fazendo, observando, interagindo, ouvindo.

  • CARLOS ALBERTO GAIA ASSUNÇÃO
  • Práticas com Matemáticas na Educação do Campo: O Caso da Redução à Unidade na Casa Escola da Pesca

  • Data: 30/05/2016
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  • O objetivo deste trabalho consiste em analisar aspectos que dão vida a um objeto de saber matemático escolar em uma instituição de ensino. Descortina a questão das práticas socioculturais com objetos de saberes matemáticos. Insere-se no Programa de Pesquisas em Didáticas das Matemáticas do IEMCI/UFPA.  Utiliza aportes conceituais da Teoria Antropológica do Didático (TAD) e da Etnomatemática. Traz para a arena da Educação, algumas percepções de correlações teórico-práticas entre a Educação Matemática e Educação do Campo. Sugere compreensões da cartografia de práticas e discursos socioculturais da Casa Escola da Pesca (CEPE), como instrumentalização para a compreensão do agenciamento de resistências institucionais em relação àquilo que nos produz e assujeita, apresenta a evidência de alguns aspectos históricos, epistemológicos, políticos e pedagógicos da perspectiva da educação do campo, sob o olhar da Etnomatemática e da TAD. E analisa níveis de codeterminação didática da ecologia de um objeto de saber matemático, no sistema didático da CEPE, à luz da TAD. Ao tratar desses aspectos e do sistema didático, embasados nas teorias anunciadas, apresenta o uso de tarefas de ensino, no processo de estudo de matemática, e suas condições e restrições, nas organizações praxeológicas, que dão vida a objetos de saber matemático. Partindo do pressuposto de que as práticas educativas na CEPE movimentam objetos matemáticos, como por exemplo, o Método de Redução à Unidade (MRU), para resolver situações sobre a atividade da pesca. Considera por hipótese de que há um jogo institucional na CEPE, mobilizando discursos e práticas que condicionam a vida de objetos de saberes em atendimento às necessidades dos sujeitos em suas práticas sociais do campo. Chega a elucidação  de que há Práticas com Matemáticas na CEPE, envolvendo o MRU para a solução de situações sobre produção e comercialização de pesca e aquicultura; cuja vida, se sustenta pela funcionalidade e uso que dele se faz nas atividades como realidade de vida dos discentes da escola; ativando necessariamente o uso de tarefas praxeológicas instituídas pelas dimensões políticas e pedagógicas. Todavia, estas Imprimem nos sujeitos formas de pensar e agir fazendo com que essas práticas uma vez estruturadas, tornem-se interiorizadas, legitimadas, enraizadas, reproduzidas e perpetuadas institucionalmente. Defende como o MRU acontece, como emerge, em que práticas e em que condições. Decorre consequentemente a tese de que as práticas sociais com matemáticas podem se constituir em uma abordagem importante e necessária para descortinar, delinear e possivelmente compreender relações e influências de forças recíprocas e institucionais no funcionamento ou não de objetos de saberes matemáticos em níveis distintos de codeterminação nas práticas sociais de etnocomunidades, como a escola CEPE.

  • CRISTHIAN CORREA DA PAIXAO
  • EXPERIÊNCIAS DOCENTES NO CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFPA: CONTRIBUIÇÕES À RENOVAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Data: 23/05/2016
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  • Esta pesquisa trata de experiências docentes de professores que fizeram parte do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará. Busco investigar para compreender em que termos essas experiências constituem contribuições à renovação do ensino de ciências. Em Tese, proponho que as experiências docentes desenvolvidas no Clube de Ciências da UFPA constituem contribuições à renovação do ensino de ciências, em termos de uma transformação epistemológica do sujeito-professor e reorientação didático-metodológica de sua prática, no sentido da organização do ensino com pesquisa. Assumo a abordagem narrativa de pesquisa e, assim, analiso experiências de professores, vividas entre 1979 e 2012, no Clube de Ciências, tomando por base as orientações da análise textual discursiva. Como marcas da transformação do sujeito-professor a atitude reflexiva assumida, que proporciona compreensões sobre aspectos significativos da profissão; a mediação de processos de ensino e aprendizagem, como um novo papel assumido em uma experiência de ensino; a ciência compreendida numa perspectiva crítica e coerente, em alguns aspectos, com o que a literatura propõe. As reorientações do ensino estão no sentido de fundamentação da prática pedagógica, a partir da pesquisa em educação em ciências, e desenvolvimento do estudante como sujeito no processo de aprendizagem, além de assumir o caráter de uma alfabetização científica. Nestes termos, as experiências de professores no Clube de Ciências constituem contribuições à renovação do ensino de ciências no contexto paraense. Permitem acenar para a inserção do trabalho reflexivo-crítico do professor no cerne de toda proposta de reforma educacional, abrem perspectivas para o estabelecimento de relações construtivas entre professor e estudantes no espaço de aprendizagem e revelam o potencial do ensino com pesquisa para a ampliação do movimento de melhoria da qualidade do ensino de ciências.

  • ELVYS WAGNER FERREIRA DA SILVA
  • SABERES ESTATÍSTICOS MOBILIZADOS NA FORMAÇÃO DOCENTE DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 03/05/2016
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  • Este estudo, desenvolvido no Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas do Instituto
    de Educação Matemática e Científica/IEMCI (UFPA), tem por objetivo investigar, a partir da
    experiência formativa em Estatística no âmbito da formação inicial, que Saberes
    Disciplinares são mobilizados no campo da formação para o campo da prática pedagógica
    para a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir da literatura de saberes
    profissionais docentes à luz de Shulman (1986), Gauthier et. al. (1998) e Tardif (2002) indago
    que saberes disciplinares são mobilizados dentro da experiência formativa e como se
    expressam no campo formativo e repercutem na prática docente de futuros professores dos
    anos iniciais. Em consonância com as leituras relacionadas aos saberes docentes, tem-se como
    aporte teórico a literatura voltada à Educação Estatística no cenário internacional Batanero e
    Diaz (2010) e Garfield e Gal (1999) e, no Brasil, os estudos de Lopes (1998; 2003), Cazorla
    (2002; 2004), Cazorla et. al. (2010), Campos (2007), Campos et. al. (2011), Guimarães (2009)
    dentre outros autores que tem contribuído para a relevância das pesquisas nessa área. Para a
    realização do estudo, contou-se com a participação de licenciandos do curso de Licenciatura
    Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens que se disponibilizaram a
    participar da pesquisa. A investigação apresenta como campo de pesquisa dois contextos, a
    sala de aula do curso de formação inicial de professores dos anos iniciais (Licenciatura
    Integrada) e a sala de aula dos anos iniciais (03 escolas das redes públicas e 02 privadas de
    Belém). O material de análise foi produzido no campo de formação proveniente do Encontro
    Formativo e no campo da prática pedagógica através de atividades ministradas pelos
    licenciandos. O conteúdo analítico foi constituído por transcrições dos eventos vivenciados no
    trabalho de campo concernente a áudios e vídeos de todo o processo formativo e
    desenvolvimento de atividades, bem como a compilação de registros de atividades dos
    licenciados no Encontro Formativo e de registros das produções de construções de gráficos
    dos alunos dos anos iniciais durante as atividades. Nesta investigação, pautou-se a análise dos
    saberes mobilizados no campo da formação para o campo da prática pedagógica para a
    docência nos anos iniciais ao ensinarem Estatística, dando ênfase aos Saberes Disciplinares,
    por entender que esses conteúdos precisam ser investidos na formação do futuro professor dos
    anos iniciais. No que tange aos Saberes Disciplinares concernentes aos Saberes Estatísticos,
    identifiquei cinco categorias de saberes que sobressaíram das análises: saber relacionado aos
    conceitos iniciais da Estatística, saber relacionado à construção de gráficos, saber da leitura
    e interpretação dos dados, saber relativo aos elementos que compõe um gráfico e saber
    relativo à porcentagem. Esses saberes profissionais voltados à disciplina, ao conteúdo, à
    matéria, se manifestaram e se ampliaram durante a prática pedagógica dos licenciandos.
    Nesse processo, alguns dos saberes elencados nas análises foram aprimorados, tópicos de
    Matemática foram inseridos nas atividades no campo da prática pedagógica, bem como,
    aproximações de atividades contextualizadas. Enfim, os Saberes Disciplinares mobilizados
    no movimento do processo formativo, ou seja, nos dois campos de pesquisa desta
    investigação compreenderam a formação profissional dos licenciandos para ensinar Estatística
    nos anos iniciais de escolarização ancorados na prática profissional dos professores.

  • JORGE RICARDO COUTINHO MACHADO
  • EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E REDENÇÃO ECONÔMICA EM UMA CAPITAL NA PERIFERIA DA MODERNIDADE A Escola de Chimica Industrial na Belém dos anos 1920

  • Data: 25/04/2016
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  • Nos anos1920, em Belém do Pará, comerciantes e cientistas uniram-se, mediante
    negociações e acordos de interesses, na criação de um laboratório de análises com o objetivo
    de pesquisar produtos naturais amazônicos capazes de serem utilizados na indústria e, com
    isso, inaugurarem um novo ciclo de prosperidade econômica após o fim do chamado “ciclo do
    látex” (belle époque amazônica). O laboratório de análises, simultaneamente tornou-se um
    laboratório-escola para formação de químicos, de acordo com um modelo formativo
    inaugurado anteriormente na Europa e que modelou, daí em diante, todos os sistemas
    formativos de profissionais da Química. Desse laboratório-escola (que existiu de 1922 a 1930)
    egressaram nove químicos industriais e um Boletim Científico com o resultado das pesquisas
    produzidas na instituição. Essa narrativa desdobra-se nos capítulos deste estudo, onde são
    desenvolvidos relatos mais detalhados sobre os atores (agentes humanos e não-humanos) que
    participam, em rede, dessa história: O contexto amazônico com seus produtos naturais e a
    cidade de Belém do Pará, capital na periferia da modernidade; A química, ciência moderna em
    expansão pelo mundo; Diplomatas, políticos, comerciantes, estudantes de química e
    cientistas-professores. As análises realizadas amparam-se principalmente na Sociologia da
    Tradução, instrumental teórico que permite mapear de forma inseparável os elementos
    reunidos nessa rede, para cuja tessitura concorrem igualmente aqueles oriundos da natureza e
    aqueles da sociedade, sem assimetrias. As conclusões permitem constatar a fertilidade da
    abordagem (os Estudos Sociais Sobre Ciência e Tecnologia) na construção de narrativas sobre
    objetos que, embora já estudados pela historiografia tradicional, vinham sendo tratados
    assimetricamente, sem dar voz com igual eloquência a cientistas, produtos naturais
    amazônicos, políticos e comerciantes, resultando quase sempre em hagiografias ou em
    narrativas conduzidas pela flecha positiva do progresso e do avanço de um “passado errado”
    para um “futuro correto”. Espera-se que narrativas como esta, escritas com apoio na
    Sociologia da Tradução, possam lançar novas luzes sobre a história da expansão das ciências
    naturais na Amazônia, explicitando não uma história de vencedores (ou da ocupação de um
    “vazio epistemológico”), mas aquela onde seja possível perceber-se a ciência em ação, com
    todas as negociações, hesitações, convicções, reveses e recalcitrâncias típicas de um campo de
    vida em aberto, onde razão e paixão; saber e poder entrelaçam-se inseparavelmente.

  • DARLENE TEIXEIRA FERREIRA
  • TEMAS SOCIOAMBIENTAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS: A CARTA DA TERRA COMO REFERÊNCIA PARA REFLEXÃO E AÇÃO

  • Data: 20/04/2016
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  • Com a configuração do cenário socioambiental atual, a educação tem sido apontada em vários documentos oficiais como um dos caminhos para a elaboração de estratégias que possam contribuir com a construção de sociedades que sejam sustentáveis. Nesse sentido, a Carta da Terra pode ser adotada como instrumento norteador de ações formativas e educativas que proporcionem reflexões e ações pautadas nos princípios da sustentabilidade. Motivada pelas minhas vivências pessoal e profissional, optei por realizar uma pesquisa-ação com estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do Campus Universitário do Marajó- Breves, da Universidade Federal do Pará, adotando como ponto de partida a seguinte questão: em que termos, o contato com a Carta da Terra, durante a formação inicial, proporciona reflexões sobre temas socioambientais e estimula ações pedagógicas vinculadas à introdução desses temas na prática docente do licenciando em Estágio Supervisionado de Regência? Os objetivos desta pesquisa-ação foram promover aquisição, ampliação e aprofundamento acerca de temas socioambientais utilizando a Carta da Terra como instrumento para reflexão e ação entre licenciandos do Curso de Ciências Naturais; identificar como e em quais contextos temas socioambientais foram inseridos na trajetória acadêmica (Educação básica e no percurso já transcorrido da licenciatura) de licenciandos em Ciências Naturais, enfatizando a abordagem de tais temas no Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais; verificar indicativos da aquisição, ampliação e aprofundamento da compreensão sobre os temas socioambientais centrais dos princípios e valores apresentados na Carta da Terra, a partir de uma intervenção destacando as contribuições da mesma para a incorporação desses temas na prática docente dos licenciandos, durante o Estágio de Regência e intenção futura de abordagem na atuação profissional desse licenciando. A pesquisa-ação foi pautada nos princípios do paradigma qualitativo e foi desenvolvida com 11 alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do CUMB/UFPA. Os instrumentos de coleta foram: questionário, entrevistas, diário de campo, registros em áudio e vídeo dos encontros, produções individuais e coletivas. As análises dos resultados me permitiram elaborar e defender a tese de que a Carta da Terra, quando apresentada na formação inicial de professores de Ciências, em contexto metodológico de ensino ativo, contribui de forma efetiva para o contato, a ampliação e o aprofundamento de saberes socioambientais, favorecendo o reconhecimento da importância da articulação desses saberes com os conteúdos de Ciências, principalmente na ponderação da atual crise socioambiental.

  • JOSYANE BARROS ABREU
  • FORMAÇÃO DOCENTE PARA A INOVAÇÃO DIDÁTICA: TENSÕES E POSSIBILIDADES DE UMA EXPERIÊNCIA

    FORMATIVA

  • Data: 19/04/2016
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  • Motivada por inquietações despertadas ainda em minha formação inicial, debruço-
    me a investigar que tensões e possibilidades emergem de uma experiência

    formativa que se propõe inovadora, no contexto de formação inicial de

    professores? Objetivo compreender tensões e possibilidades relacionadas à

    inovação didática. Para tal, aposto na proposta dos Três Momentos Pedagógicos

    por acreditar que ela integra o pensamento complexo na construção de

    conhecimentos científicos, contribuindo para uma postura crítica do aluno,

    podendo, então, inserir-se em uma concepção inovadora de educação. Para

    aproximação de respostas, optei pela pesquisa qualitativa, na configuração de

    uma pesquisa-ação, no contexto da Licenciatura Integrada em Educação em

    Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará. Como

    “modelo” de formação, o Curso tem características inovadoras, o qual busca

    integrar os conhecimentos específicos e pedagógicos dos conteúdos, valorizando

    o pensamento complexo e a re-ligação de saberes. As vivencias no referido tema

    contribuíram para a compreensão das tensões e das possibilidades relacionadas

    à inovação didática. As etapas iniciais da pesquisa instituíram um universo

    bastante conflitivo, para mim e para os sujeitos participantes. Do contexto,

    emergiram tensões relacionadas à dificuldade de problematizar um tema –

    chegando até configurar-se um problema a tal problematização –, resistências em

    abandonar as aulas tradicionais que tanto criticavam e dificuldades em superar as

    amarras de uma avaliação pontual e finalística, limitando-se a exercícios fechados

    de memorização e fixação.Tais dificuldades são heranças de uma colonização de

    mentes da formação docente vivida ainda quando alunos. No entanto, esses

    eventos configuram-se em uma autêntica problematização da experiência

    formativa, inclusive com potencial para superar e romper entraves tão enraizados

    em nós, professores. Assim, o “problema” mobilizado por complexas tensões e

    resistências, possibilitou um processo de descolonização, no qual a (re)

    construção de significados relacionados ao “saber fazer” e “saber ser” professor

    dos sujeitos em formação foram se construindo.

  • CHIRLA MIRANDA DA COSTA
  • O LIXO COMO TEMA DE ESTUDO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

  • Data: 18/04/2016
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  • As questões socioambientais apresentam-se como complexos desafios para a sociedade

    moderna e o sistema econômico vigente. Dentre esses desafios, emerge o problema do lixo,

    cada vez mais em evidência com o estímulo a atitudes consumistas. Considerando a

    importância do ensino de ciências no debate dessas questões, esta pesquisa por meio da

    concepção de modernidade-líquida, nos termos Bauman e das dimensões da sustentabilidade,

    tem por objetivo apreender as possibilidades e os desafios de um processo de formação inicial

    de professores referentes à temática do lixo e seus vários aspectos. Para tanto, realizamos a

    coleta de dados a partir de três Situações de Ensino e de Aprendizagem que desenvolvemos

    no decorrer do Tema “Relações entre Ciência, Sociedade e Cidadania I”, com alunos do

    Curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, do

    Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI/UFPA). Este trabalho fundamenta-se

    na pesquisa qualitativa e caracteriza-se por ser uma pesquisa-ação. Os dados foram analisados

    mediante o recurso da Análise Textual Discursiva. Com base em recursos como

    documentário, reportagem extraída de meio eletrônico, artigo científico e a produção de fotos,

    os alunos puderam refletir acerca de diversos aspectos os quais se referem à complexidade do

    tema lixo, a saber: ambientais, econômicos, sociais e políticos, além de compreenderem como

    se inserem enquanto consumidores na geração do lixo a partir da confrontação com seus

    próprios resíduos; também, em sua relação com os mecanismos de manipulação determinados

    pelo capital. Essas apreensões implicam em desafios próprios de uma educação crítica voltada

    a formação cidadã e que não pode ser alcançada em estado de conformismo com a

    superficialidade com que a realidade rotineiramente nos é apresentada, reforçando também os

    valores concernentes ao pressuposto da sustentabilidade.

  • PAULO VILHENA DA SILVA
  • QUAL O SENTIDO DE ESTUDAR MATEMÁTICA NA ESCOLA? O QUE DIZEM PROFESSORES E ALUNOS

  • Data: 15/04/2016
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  • Não é novidade que o aprendizado da Matemática é problemático. Assim, há algum tempo,
    como alternativa a essa dificuldade, os pesquisadores da Educação Matemática têm buscado
    considerar a cultura e os costumes de diferentes grupos no ensino da Matemática,
    investigando como usar esse conhecimento extraescolar no ensino escolar da referida
    disciplina, com o intuito de tornar o aprendizado mais interessante, mais útil, mais
    contextualizado, mais crítico, mais significativo, etc. Posto que na literatura deste campo de
    estudo é muito comum encontrarmos afirmações de que o professor deve contextualizar o
    que ensina, utilizando-se situações concretas da vida dos estudantes, isto é, problemas reais
    da vida do aprendiz. Embora essa possa ser uma boa estratégia, se levada ao extremo, dá a
    entender que somente o que é imediatamente aplicável à vida dos estudantes deve ser
    ensinado. Esse é um olhar ingênuo e romântico para a prática pedagógica e torna-se atraente
    ao sugerir que os estudantes seriam mais felizes, mais livres e mais criativos aprendendo na
    escola a Matemática que vivenciam em seu cotidiano. Um discurso sedutor que deixa nas
    entrelinhas, de maneira consciente ou não, que o aluno pobre deve manter seu lugar social.
    Partimos da hipótese de que essa concepção também está presente na opinião da comunidade
    escolar, assim, nosso objetivo neste trabalho foi analisar qual a concepção de alunos e de
    professores sobre o sentido de estudar Matemática na escola. Para tanto, pedimos aos
    sujeitos, alunos e professores de escolas públicas da região metropolitana de Belém que
    respondessem o questionamento acima. As análises apontam que alunos e professores
    concordam, assim como grande parte dos pesquisadores da Educação Matemática, que o
    sentido de estudar matemática traduz-se em sua utilidade prática imediata. Ao contrário, em
    nossa argumentação, feita à luz da Pedagogia Histórico-crítica, defendemos que não se
    estuda matemática apenas para utilizá-la em atividades práticas imediatas do cotidiano, mas
    sim como parte do processo de humanização dos indivíduos: a formação de cidadãos críticos
    capazes de compreender e modificar as contradições que os rodeiam, entendendo sua
    realidade de maneira mais elaborada, enriquecendo seu universo de significados,
    ultrapassando os limites da observação direta.

  • RHOMULO OLIVEIRA MENEZES
  • O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 07/04/2016
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  • Neste trabalho investiguei o uso de tecnologias digitais no desenvolvimento de atividades de Modelagem Matemática por alunos da graduação do curso de Licenciatura em Matemática. Assim, realizei uma pesquisa qualitativa, coletando dados do Laboratório Experimental de Modelagem Matemática (LEMM/CUNCAST/UFPA), dos quais encontrei registros (físicos, digitais, audiovisuais) produzidos por alunos da graduação do curso de Licenciatura em Matemática, que desenvolverem atividades de Modelagem Matemática. Por serem registros oriundos de diferentes técnicas de documentação e gravação, optei pela “triangulação de dados” para análise desses registros. Reunir e analisar os registros diários e os registros de apresentação possibilitou escolher três atividades de Modelagem Matemática. Com a descrição dessas atividades pude analisá-las segundo duas etapas. Na primeira etapa, pontuo momentos do desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática em que houve o uso de tecnologias digitais, ou então em momentos em que os alunos por conta desse uso tomaram decisões que repercutiram no processo de Modelagem Matemática. Já na segunda etapa, trago recortes extraídos da primeira etapa, na qual estabeleço discussões embasadas em Lévy, Asmann e outros. Essas análises apontaram, na interação dos alunos e da professora mediadora com os modelos digitais e informáticos, oportunidades de tomadas de decisão sobre os caminhos a serem percorridos no desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática. Outro aspecto forte pontuado nas discussões foi o ganho na viabilidade de temáticas de investigação recentes que a Modelagem Matemática teve com a popularização da Internet como fonte de pesquisa.

  • ALBANEIDE CAVALCANTE OLIVEIRA
  • O QUE É AMBIENTE HOJE? Quando imagem é enunciado

  • Data: 05/04/2016
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  • Este trabalho se propõe a analisar os enunciados imagéticos sobre ambiente na mídia, mais precisamente nas campanhas de divulgação de cinco Instituições que Trabalham com Causas Ambientais (ITCA). Tratamos o ambiente como um produto de discursos e não como espaço/lugar perene em que os seres vivem, sempre em harmonia com tudo o que os cerca. Ambiente como objeto discursivo, muda de acordo com as condições históricas, culturais e sociais. Pois, no discurso econômico, o ambiente é sustentável; no discurso ambientalista, ele é intocado; já para a política militar do governo brasileiro na década de 1950, era ocupável; nos relatos bíblicos, era dominado; em culturas de povos da floresta, era sagrado. Mas e na atualidade, o que é ambiente? Para sinalizar respostas a esta pergunta, fizemos silenciar as velhas crenças biológicas na pureza da ciência e permitimos que essa coisa que chamamos ambiente vibre e se multiplique. Tomamos o conceito de discurso na perspectiva foucaultiana, que não o considera apenas como palavra dita, limitada a uma frase, mas como um conjunto de práticas que sempre estão produzindo múltiplas verdades sobre as coisas, e produzindo as próprias coisas de que falam. Se encaramos o ambiente como produção dos discursos, podemos considerar que os enunciados são as próprias imagens na qual nos debruçamos, e não que os enunciados estejam contidos no interior das imagens, como defenderia a teoria da representação. São as bio(eco)imagens que fabricam visibilidades e dizibilidades sobre o ambiente, se manifestando na dispersão em diferentes formações discursivas, e problematizando a regularidade com que o enunciado aparece no decorrer do tempo. A partir da seleção do material empírico, composto pelas bio(eco)imagens das ITCA, associamos os enunciados que produziam modos de ver e dizer o ambiente que sabe se defender sozinho, por isso não precisa ser conservado ou preservado; há aqueles ambientes em que se misturam discursos da economia, ecologia e sociedade; e aqueles outros que só tem condições de possibilidade se associados a enunciados específicos, pois sozinhos isso não é possível. São ambientes in/sustentáveis que também encontram condições de possibilidade. Outros enunciados foram associados por produzirem modos de ver o ambiente que deveria ser conservado, preservado ou sustentado por uma série de práticas discursivas e não discursivas, apoiadas em critérios estéticos, éticos e afetivos. Neste modelo de ambiente, os enunciados sobre pandas, tigres, e macacos fabricam um ambiente que precisa de proteção, e mesmo quando o atributo estético é afetado, como no caso dos “seres que evoluíram singularmente”, como lesmas, diabo-da-tasmânia, bobfish, ainda “merecem proteção”, por ITCA especializadas em proteger os feios. Os enunciados sobre ambiente produzem modos de dizer e ver as questões ambientais, ou dão lições de “como nos relacionar”, e “como cuidar do planeta”. Em todos os casos, os enunciados produzem modos de ver o ambiente como aquele que pedagogiza o homem, o que chamamos de (bio)pedagogização. A problematização dessas construções discursivas vai além do que aprendemos nos livros e aulas de biologia, e eleva as possibilidades de fabricação de ambientes im/pre/visíveis. E talvez sejam desses ambientes que carecemos na atualidade.

  • FILARDES DE JESUS FREITAS DA SILVA
  • DO CAMPO PARA SALA DE AULA: experiências matemáticas em um assentamento rural no oeste maranhense.

  • Data: 29/03/2016
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  • Atualmente a expressão Educação do Campo conseguiu se consolidar como um conceito relacionado a um modelo específico de educação. Bem mais que uma prática, trata-se de uma categoria de análise, não por conta apenas da educação, mas principalmente pela historicidade de práticas socioculturais que acontecem nas comunidades rurais. E a escola inserida nesse contexto precisa estar em constante diálogo com os sujeitos protagonistas desse cenário. Nessa perspectiva, a Etnomatemática surge como importante campo de pesquisa e tendência na Educação Matemática, cujo olhar é investigativo a respeito dessa temática. No Brasil, segundo dados do INCRA, existem 9.290 assentamentos que atendem a aproximadamente 969.640 famílias. Conforme estes dados, o estado do Maranhão aparece em segundo lugar em números de assentamentos, sendo 1.025 com 131.630 famílias atendidas, ficando atrás apenas do estado do Pará, com 1.055 assentamentos. O presente trabalho tem como objeto de estudo a busca do diálogo entre os saberes emergidos das práticas socioculturais dos trabalhadores e trabalhadoras em um assentamento rural no oeste do estado do Maranhão e os saberes disseminados pelo currículo oficial das escolas. Os principais aportes teóricos direcionadores do estudo foram D’Ambrosio (2012, 2011, 2001, 1998, 1986), Freire (2014), Mendes (2010, 2015) e Radford (2011, 2014). Os sujeitos da pesquisa são quatro assentados e quatro professores que ministram a disciplina de matemática na escola do assentamento. A investigação se apresenta como uma pesquisa-ação, de cunho qualitativo; entretanto, o estudo na sua arquitetura busca compatibilizar algumas técnicas etnográficas, tais como a observação direta, participante, o diário de campo, a história de vida e as entrevistas. A partir da organização e análise das informações obtidas na pesquisa de campo e suas conexões com os aportes teóricos que serviram de base para a construção da tese foi possível organizar uma proposta pedagógica para o ensino de matemática em escolas de assentamentos rurais com base nas práticas socioculturais identificadas, e principalmente, centradas nos temas geradores e nas problematizações emergidas in loco.

  • STEPHANY GLAUCIA DE OLIVEIRA PAULO
  • OS SABERES DOCENTES NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA ACERCA DO CONCEITO E ENSINO DE DERIVADA

  • Data: 28/03/2016
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  • Este trabalho desenvolve-se a partir da pesquisa qualitativa que tem como objetivo
    identificar os Saberes Docentes presentes na Licenciatura em Matemática e ensino
    de Derivada. O estudo envolve cinco professores que lecionam ou já lecionaram a
    disciplina de Cálculo I para a Licenciatura em Matemática da Universidade do
    Estado do Pará e/ou Universidade Federal do Pará, que busca responder a seguinte
    pergunta: quais os saberes docentes presentes na licenciatura em Matemática e
    ensino de Derivada? Este estudo se divide em duas etapas, a primeira é a aplicação
    de um questionário contendo dezoito questões sobre a formação do professor e
    atuação no ensino de Derivada, a segunda é a entrevista na qual constam cinco
    questões referentes à trajetória profissional do professor desde sua Graduação e
    seis questões relativas à concepção do professor em relação ao ensino de Derivada
    na Licenciatura em Matemática. Posteriormente construímos um novo roteiro de
    entrevista, que contém sete questões sobre o ensino de Derivada, duas acerca da
    dificuldade da aprendizagem de Derivada e quatro a propósito da formação
    profissional, da experiência e do currículo do curso. No estudo histórico sobre o
    desenvolvimento da Derivada, baseamos nos trabalhos de Haveroth (2013), Pires
    (2004), Bardi (2008), Carvalho (2007) e Baroni e Otero-Garcia (2014). No estudo
    bibliográfico sobre o ensino de Derivada na Licenciatura em Matemática,
    fundamentamos em Dall’Anese (2000), Santos e Matos (2012) e Traldi Júnior (2007)
    e sobre o saberes docentes em, Tardif (2014) e Pimenta (1996). Com base na
    análise das entrevistas realizadas, fizemos algumas considerações: percebemos
    que esses saberes estão intimamente ligados uns ao outros, saberes estes que são
    o da formação profissional, o da experiência, o disciplinar e o curricular.

  • MARCOS EVANDRO LISBOA DE MORAES
  • A LEITURA TÁTIL E OS EFEITOS DA DESBRAILIZAÇÃO EM AULAS DE MATEMÁTICA

  • Data: 23/03/2016
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  • Este estudo aborda meios de utilização do Código Braille, a fim de fazer com que o aluno deficiente visual aproprie-se de estruturas de matemática numa perspectiva de utilização de elementos de matemática, a partir de matemática em Braille em escola pública da cidade de Belém/Pa, tendo como questão motivadora: Quais os desdobramentos dos efeitos de desbrailização em aulas de matemática para uma aluna cega do ensino fundamental?, sendo o objetivo da pesquisa, analisar os efeitos da desbrailização em aulas de matemática escolar para uma aluna cega incluída no ensino regular. Nesse habitat sensorial, o aluno deficiente visual necessita analisar, a todo instante, informações que lhes chegam a fim de tomar decisões que lhe sejam mais convenientes e ajustadas, com mediações do professor, interagindo com o aluno de forma mais efetiva e assim fazer com que as tarefas assumam um outro direcionamento. Metodologicamente, instrumentos como entrevistas, filmagens, depoimentos, acompanhamentos de aula em ambiente não regular de ensino foram necessários com o propósito de que o estudo fosse desenvolvido na perspectiva de pesquisa com abordagem qualitativa. Também entrevistas semiestruturadas fizeram parte da estrutura de coleta de dados. Nesse estudo, vimos que para estimular o processo de ensino e aprendizagem, houve a necessidade de elaborar estratégias mais consistentes no intuito de atrair cada vez mais o aluno, preferencialmente explorando tanto quanto possível, a percepção tátil, e neste caso, criou-se um produto didático adaptado a fim de substancializar o estudo de ângulos, incentivando a escrita e a leitura em Braille. Os resultados obtidos mostraram a carência de preparação de materiais em Braille para alunos deficientes visuais implicando em episódios de desbrailização e a necessidade de investigações no sentido de apontar caminhos que diminuam os obstáculos enfrentados por estudantes na condição de deficiência.

  • ALAILSON SILVA DE LIRA
  • OS CURSOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DAS UNIVERSIDADES EM BELÉM DO PARÁ: DA CRIAÇÃO À CONSOLIDAÇÃO

  • Data: 14/03/2016
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  • A presente pesquisa visa contribuir historicamente com o curso de licenciatura em matemática das universidades em Belém do Pará. O objetivo deste é descrever os processos que levaram à criação dos cursos de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Universidade da Amazônia (UNAMA), bem como as mudanças ocorridas em suas estruturas curriculares. Para o desenvolvimento da pesquisa, adotamos a pesquisa histórica como base teórica metodológica utilizando os critérios taxonômicos e o campo histórico de Aróstegui (2006) e Barros (2005). Além disso, foram analisadas fontes escritas, localizadas nos arquivos destas instituições de ensino, em teses, dissertações e jornais que tivessem relação com o tema abordado. Para chegar ao nosso objetivo, se fez necessário passar pela história do ensino de matemática e dos primeiros cursos de matemática no Brasil, pois as mudanças ocorridas nas primeiras licenciaturas e na sociedade Brasileira refletem nos cursos das instituições pesquisadas bem como em suas estruturas curriculares. Considerando a multiplicidade de interpretações possíveis e influência do pesquisador nas respostas buscadas, passando pelos documentos decididos considerar como questões propostas, procurou-se compor uma primeira história em que apresenta os três cursos em conjunto. Além disso, esta pesquisa se justifica dada a importância social, construção histórica e preservação do curso de Licenciatura em Matemática para a região metropolitana de Belém. Como resultado deste estudo, podemos considerar que as mudanças curriculares ocorridas nos cursos estudados em Belém, foram decorrentes de imposições governamentais por meio da legislação educacional e por posturas adotadas pelas instituições em relação à sociedade paraense. Mesmo assim, nenhum dos cursos se distanciou de suas origens, contribuindo cada um à sua maneira para o desenvolvimento do ensino de matemática e para a formação de professores do estado e da Região Amazônica.

  • ROMULO EVERTON DE CARVALHO MOIA
  • Memórias do Ensino da Matemática no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas – Cametá/PA (1960-1970).
    Belém – Pará
    2016

  • Data: 29/02/2016
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  • O trabalho intitulado “Memórias do Ensino da Matemática no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas – Cametá/PA (1960-1970)” teve como objetivos investigar e compreender a memória das práticas educativas no ensino da matemática nos anos iniciais da escolarização no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas (GEDRS) no período de aproximadamente vinte anos, compreendido entre as décadas de 1960 e 1970. Para tanto, tive que compreender o processo de implantação dos grupos escolares, identificar e selecionar práticas de registros docentes; e, por fim, discriminar e traçar o perfil dos professores que ensinaram matemática no período de 1960 a 1970. A pesquisa seguiu uma abordagem baseada na história cultural com ênfase na história das instituições e na história das disciplinas escolares. Nesse sentido foram realizadas entrevistas com professores e alunos das séries iniciais, atualmente denominado primeiro ciclo do Ensino Fundamental, que vivenciaram as rotinas do GEDRS no período pesquisado. Os dados foram obtidos por meio de gravações de conversas semiestruturadas, relatos escritos de ex-aluna e registros fotográficos no arquivo do grupo. Outras fontes também colaboraram: referenciais bibliográficos, documentos oficiais, artigos, etc. Os resultados da pesquisa demonstraram que algumas metodologias de ensino de matemática, como a inserção do livro didático nas escolas, não foram adotadas por alguns motivos, por exemplo, o GEDRS não foi agraciado pelas novas políticas por um descaso das autoridades em relação a busca pela melhoria e adequação do ensino.

  • LUCINEIDE SOARES DO NASCIMENTO
  • O QUE PODE UM GEOCORPO? SAÚDE, DOENÇA E MORTE ATRAVESSADOS NAS LINHAS VITAIS DE PACIENTES TERMINAIS

  • Data: 25/02/2016
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  • A pesquisa surgiu do interesse em compreender como os pacientes terminais criam
    forças para viver mesmo com as inúmeras dificuldades e com as limitações ocasionadas
    pela doença e pelos efeitos colaterais dos tratamentos radicais. Com uma metodologia
    meio movediça que se constituiu ao longo do trabalho, a pesquisa contou com o
    acompanhamento de dois pacientes terminais e seus familiares e com o relato de duas
    pessoas que cuidaram de seus genitores, também diagnosticados como pacientes
    terminais, até o óbito. Dentre os procedimentos, houve o uso de entrevistas, de diários
    de familiares, de observações durante as visitas aos pacientes em suas residências e em
    suas várias idas aos hospitais em busca de tratamento médico. A imersão e produção do
    pensamento se deram nas confluências e conexões entre as experiências dos pacientes
    terminais, acumuladas durante os encontros com esses pacientes, com familiares e com
    a leitura atenta às teoriazações de Deleuze, de Guattari e de Nietzsche, dentre outros.
    As questões a seguir ajudaram a dar algum norteamento para o trabalho de pesquisa:
    como os pacientes em estado terminal experienciam o seu corpo no intermezzo vida e
    morte? Que acontecimentos são suscitados entre desacreditar de tudo e acreditar em
    momentos possíveis de saúde, ou seja, o que emerge entre a impotência e a potência do
    corpo? Que subjetivações/individuações nebulosas são criadas ou inventadas nesse entre
    vida e morte na superfície do corpo? Como esses corpos provocam/problematizam ou
    impactam as nossas noções tradicionais de corpo saudável e de corpo doente? E, o que
    mais importa para esses pacientes, quando experimentam o adoecimento de seu corpo?
    Tais questões foram desdobradas nos objetivos de detectar os modos como os pacientes
    em estado terminal experienciam possíveis momentos de velocidades lentas e/ou
    frenéticas de saúde para seus corpos, mesmo no estado de doença no qual se encontram;
    discutir os processos de subjetivação que se inscrevem nos corpos desses pacientes que
    são atravessados pelos estados de saúde, de adoecimento, de vida e de proximidade com
    a morte e problematizar os modos de reinvenção do corpo saudável criados por esses
    pacientes com os conceitos tradicionais de corpo, de saúde e de doença oriundos
    principalmente da biomedicina. Como principais resultados a experimentação do
    pensamento levou a criação do conceito de geocorpo e outros que o compõem como
    saúde possível, solidão rodeada, solidão miserável e corpo apaziguado corroborando a
    tese de que os pacientes em estado terminal inventam e reinventam suas subjetividades
    e percorrem um nebuloso movimento entre vida e morte, entre saúde e doença, que os
    forçam o repensar de outros modos de entendimento do corpo, da vida e da saúde. O
    corpo nesse intermezzo fomenta um movimento de dobras e de redobramentos
    percorrido por experiências de momentos de velocidades lentas e/ou frenéticas de saúde,
    (mesmo no estado de doença no qual se encontram, através da eliminação ou exclusão
    mental dos órgãos comprometidos) e tendem a providenciar uma saúde provisória para a
    sua própria existência. Um geocorpo que experiencia transmutar ou ver e dizer de si
    outros modos. O que possibilita comunicar com o desmanchamento do idêntico para
    dobrar o “outramento” (um outro de si, um outro de outro). A tese fomenta outras
    perspectivas de corpo humano para além do modelo orgânico, o que pode vir a ser uma
    contribuição para o Ensino de Ciências e para a com-vivência com/dos pacientes
    terminais.

2015
Descrição
  • ANGELO ABENI BEZERRA DA SILVA
  • INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM UM CURSO DE FÉRIAS: A constituição do conhecimento científico sob a perspectiva da Aprendizagem Baseada em Problemas.

  • Data: 21/12/2015
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  • O processo de ensino e aprendizagem se institui em interações discursivas que visam elaborar o conhecimento científico, entretanto nesse contexto de constituição do saber ecoam diversas vozes. Nesse sentido, esta pesquisa objetiva investigar de que forma as interações discursivas estabelecidas entre alunos e monitores participantes de um Curso de Férias, constituem o processo de resolução de problemas reais. O Curso atendeu professores e alunos do ensino médio ocorrendo na cidade de Bragança (PA), onde destes, um grupo formado por cinco alunos sob orientação de um monitor foram os sujeitos desta investigação, que esta situada no universo qualitativo, sendo os dados constituídos no ambiente natural, através de gravações em vídeo, entrevistas e notas de campo transcritas na íntegra, que foram analisadas à luz de reflexões Bakhtinianas sobre a formação da linguagem e submetidas a um sistema de referência para avaliar como as interações promovem a construção de significados. As análises apontam que a versatilidade de abordagens no processo de ensino e aprendizagem propicia a elaboração do conhecimento científico.

  • EDSON PINHEIRO WANZELER
  • Surdez, bilinguismo e educação matemática: um (novo?) objeto de pesquisa na educação de surdos 

  • Data: 09/12/2015
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  • A constante busca por uma educação para todos tem garantido diferentes movimentos sociais, emergentes nas diversas esferas da sociedade, que almejam este direito constitucional, seja por força de lei ou por uma questão de consciência social. E esses movimentos, também se fazem presentes ao que tange o ensino de matemática com qualidade e para qualquer constructo social. Neste direcionamento, elegemos como fonte de nossos anseios, para esta pesquisa, o ensino de matemática para surdos, no qual os constructos sociais surdos são contemplados pelas pesquisas em educação matemática por vários pesquisadores, que buscam de forma consciente ou inconsciente garantir uma interação bilíngue para esses sujeitos a partir de propostas metodológicas nas diferentes abordagens da pesquisa acadêmica. Sendo assim, partindo desse pressuposto, o presente estudo tem por objetivo discutir algumas as relações inerentes a Educação Matemática e a Educação de Surdos, a luz da cidadania e do bilinguismo, em dissertações de programas (cursos) de Pós-graduações stricto sensu em “Educação Matemática” nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, entre os anos de 2006 e 2014. Pois, encontramos em muitos discursos, formais e informais, relacionados ao “não aprendizado” da matemática o pressuposto que o conteúdo é difícil, ou que o profissional não conhece a língua de sinais, ou ainda que o ensino não é bilíngue. Todavia, ao focarmos nestas pesquisas, encontramos comunicação e um aprendizado nos resultados apresentados, o que merece um considerável destaque ao pesquisador. Nesta senda, este estudo de abordagem qualitativa foi construído a partir de pesquisa bibliográfica, apoiada em autores como, por exemplo, Goldfeld (2002), Luchesi (2008), Paulo e Alexandrino (2010), Naufel (2002), Brasil (1988; 2002; 2005), Fiorin (2013), Dubois et al. (1997-1998), D’Ambrosio (1986; 2008), entre outros que contribuíram significativamente para esse diálogo. E o caminho percorrido, que vai de uma reflexão a matemática para todos, passando pelo reconhecimento cidadão surdo e o que seria o bilinguismo no Brasil, aponta que as pesquisas realizadas no âmbito da Educação Matemática e Educação de Surdos estão intimamente ligadas às concepções sociais e educacionais adotadas pelos pesquisadores que visualizam o surdo para além da característica clínica, e sim de um cidadão de direitos.

  • FABIO COLINS DA SILVA
  • SABERES DOCENTES NA/DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
    QUE ENSINAM MATEMÁTICA NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO

  • Data: 01/12/2015
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  • Esta dissertação, intitulada “Saberes Docentes na/da Formação Continuada de Professores
    que Ensinam Matemática no Ciclo de Alfabetização”, teve como objetivo investigar em que
    termos os saberes docentes são mobilizados a partir da formação continuada de professores
    alfabetizadores. Nesta pesquisa a discussão foi tecida em torno dos saberes docentes
    mobilizados na/da prática de alfabetizadores. Os temas que constituem esse estudo são:
    Saberes Docentes; Formação Continuada de Professores e Alfabetização Matemática, foram
    discutidos na perspectiva teórica de Shulman (1986; 2005), Gauthier (2013) e Tardif (2014).
    Para esses autores os professores são sujeitos que mobilizam saberes na/da prática de sala de
    aula. Com base em Imbernón (2009; 2011) construímos a discussão sobre a formação de
    professores numa perspectiva do desenvolvimento profissional. No que concerne a
    alfabetização matemática utilizamos os estudos de Fonseca (2004; 2009; 2014). Para a autora,
    o ensino da matemática pode ser realizado a partir da leitura e da escrita de gêneros textuais
    diversos, ou seja, uma alfabetização matemática na perspectiva do letramento. A pesquisa
    teve como contexto o Programa Federal Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
    (PNAIC). O lócus da investigação foi o município de Marabá, Estado do Pará, Brasil. Os
    sujeitos desse estudo foram cinco professoras alfabetizadoras. A pesquisa foi realizada entre
    março de 2014 e janeiro de 2015. A construção das informações se deu a partir dos registros
    das atividades realizadas pelas professoras alfabetizadoras durante os encontros municipais de
    formação, dos seus relatórios de prática e dos seus relatos de experiência. A metodologia de
    análise utilizada foi a Análise Textual Discursiva. As categorias de análise emergiram da/na
    pesquisa: a) a relação com o saber matemático; b) os saberes docentes mobilizados na/da
    prática de alfabetização; e, c) uma nova relação com o saber matemático. É possível afirmar
    que a partir da formação continuada e da ação educativa cotidiana os docentes mobilizam uma
    pluralidade de saberes: saberes da experiência, saberes do conteúdo, saberes pedagógicos,
    saberes curriculares e saberes da ciência da educação, os quais são necessários à prática de
    alfabetização matemática.

  • SEBASTIAO NOGUEIRA DA FONSECA NETO
  • EDUCAR PELA P ESQUISA: As percepções de alunos de graduação sobre as temáticas energia e sustentabilidade em um Curso de Extensão

  • Data: 03/11/2015
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  • A presente dissertação tem como objetivo avaliar se o ensino de ciências com
    enfoque CTS, por meio do educar pela pesquisa, pode promover tomada de decisão
    relativa à temática energia e sustentabilidade no contexto amazônico. O estudo
    ganha relevância quando se leva em consideração que a história de ocupação da
    Amazônia foi pautada na exploração dos recursos naturais sem o necessário
    planejamento para seu uso e sem necessária previsão dos impactos ambientais que
    tal utilização traria. Metodologicamente, esta pesquisa enquadra-se no paradigma
    qualitativo e consiste em uma pesquisa-ação. A coleta de subsídios ocorreu durante
    um curso de extensão, sendo registrados em videogravações, diários de formação e
    produção de textos dos alunos, todos graduandos de diferentes cursos da
    Universidade Federal do Pará. Os dados revelam que a elaboração de discursos
    produzidos sobre energia e sustentabilidade perpassam por diferentes aspectos, tais
    como: a dimensão ambiental, a social, a ecológica, a política e a cultural. A partir da
    análise da coleta realizada constatamos que o educar pela pesquisa, como um
    método, é muito eficiente na promoção desta formação via CTS, pois o aluno deixa
    de ser receptor do conteúdo fazendo com que construa, aprenda e exponha suas
    descobertas – o que indica que o ensino de ciências pode proporcionar uma
    formação alicerçada em consciência crítica, autonomia e saberes construídos para o
    enfrentamento do exercício docente.

  • ROBERTA MODESTO BRAGA
  • APRENDIZAGEM EM MODELAGEM MATEMÁTICA PELAS INTERAÇÕES DOS ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE ATIVIDADE NA PERSPECTIVA DA TEORIA DA ATIVIDADE DE ENGESTRÖM 

  • Data: 23/10/2015
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  • A presente tese, intitulada “Aprendizagem em Modelagem Matemática pelas interações dos elementos de um sistema de atividade na perspectiva da Teoria da Atividade de Engeström” teve como objetivo compreender repercussões na aprendizagem pelas interações evidenciadas no ambiente de Modelagem Matemática, na perspectiva da Teoria da Atividade de Engeström. Para alcançar este objetivo desenvolvi, no âmbito do Laboratório Experimental de Modelagem Matemática (LEMM), do Campus Universitário de Castanhal (UFPA), atividades de Modelagem com grupos de alunos do curso de Matemática em formação, graduados ou pós-graduandos para obtenção dos dados via observação e entrevista. A partir dos princípios da Teoria da Atividade de Engeström, a Modelagem Matemática desenvolvida pelos alunos foi compreendida como um sistema de atividade que envolve os elementos (sujeito, objeto e comunidade, artefatos mediadores, regras e divisão do trabalho) que se relacionam para atingir um resultado, ou seja, são mediados por interações para alcançar um resultado. A pesquisa mostrou que o trabalho coletivo, a historicidade e a multivocalidade dos sujeitos atuando na superação de contradições para alcançar transformações expansivas repercutem em aprendizagem em Modelagem Matemática, configurada como um sistema de atividade, pelas interações dos elementos do próprio sistema.

  • WALBER CHRISTIANO LIMA DA COSTA
  • TRADUÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PARA A LIBRAS: jogos de linguagem envolvendo o aluno surdo 

  • Data: 23/10/2015
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  • Nesta pesquisa, apresentamos um estudo acerca da tradução da linguagem matemática para a Língua Brasileira de Sinais - Libras, discutindo os jogos de linguagem presentes na educação de surdos. Nosso principal objetivo é investigar como o aluno surdo traduz textos em linguagem matemática para a língua de sinais. Para tanto, buscamos nos apoiar nos conceitos de “jogos de linguagem” e “ver e ver como” do segundo momento da filosofia de Wittgenstein. Apostamos nesses conceitos por acreditar que o aluno surdo recorre aos modos de ver a linguagem matemática que se constitui pela escrita, bem como a forma que lida com outras linguagens que estão a ela entrelaçadas tais como a língua portuguesa e a Libras e que se manifestam em diversos jogos de linguagem que envolvem a aprendizagem matemática do aluno surdo. A metodologia em primeiro momento se caracteriza por uma pesquisa bibliográfica, onde nos embasamos nas leituras ligadas à filosofia da linguagem, educação de surdos, inclusão e linguagem matemática. O segundo momento, foi realizada uma pesquisa de campo com alunos surdos do 1º ano do ensino médio a fim de verificarmos in loco como realizam a tradução da linguagem matemática para a língua de sinais em sala de aula. Constatamos que os alunos surdos utilizam de forma predominante o modelo referencial da linguagem, ou seja, uma tradução palavra-sinal, onde muitas vezes não conseguem compreender o real sentido da palavra no enunciado matemático.

  • MANOEL JANUARIO DA SILVA NETO
  • ENSINO DE FÍSICA PELA COMPARAÇÃO ENTRE O EXPERIMENTO E O MODELO CONCEITUAL COM USO DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 22/10/2015
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  • O ensino das disciplinas experimentais de Física tem sido realizado com o uso de manuais ou roteiros das experiências. Esta abordagem tem-se mostrado inadequada para aprendizagem de conceitos físicos por parte de estudantes. Em face disto, esta tese teve como objetivo realizar um estudo de uma estratégia de ensino baseado nas ideias de Thomas Kuhn e adaptado por Zylbersztajn (1991) e Arruda; Silva e Laburú (2001) da ciência normal em sala de aula, com o uso da modelagem matemática e ênfase na experimentação de conceitos, leis e teorias. A pesquisa foi realizada com um grupo de alunos nos cursos superiores de Engenharia Civil e Licenciatura em Ciências Naturais; foram feitas análises investigativas por meio de uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa), com a qual foi possível confirmar a hipótese do modelo. A despeito de algumas considerações relativas à sua aplicação, esta abordagem mostrou-se apropriada para ensino e aprendizagem de conteúdos de disciplinas experimentais de Física.

  • IVETE BRITO E BRITO
  • SER PROFESSOR DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: REGIMES DE VERDADE E PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO

  • Data: 08/10/2015
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  • Este trabalho resulta de pesquisa desenvolvida durante o curso de Mestrado e tem como principal objetivo discutir a produção de subjetividade de professores de Ciências e Matemática a partir de jogos de verdade que instituem o lugar do bom e do mau professor. Nessa perspectiva, problematizam-se os enunciados que fabricam contemporaneamente a docência e as condições que tornaram possível dizê-la de um lugar específico. Para tal, realizou-se a análise de enunciados inscritos em narrativas autobiográficas presentes em dissertações de Mestrado de um Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática de uma Universidade Pública Federal. Nestas narrativas, os mestrandos relatam movimentos de aproximação com o objeto de pesquisa de suas dissertações dando visibilidade aos discursos sobre docência que os atravessam, formam e informam seus saberes e práticas. Tomando como ferramentas analíticas as teorizações de Michel Foucault acerca dos processos de subjetivação o estudo examina contingências e enunciados que tem conduzido à construção de discursos sobre formação de professores de ciências e matemática que prevalecem em determinados momentos históricos produzindo modos de ser professor. As narrativas são examinadas como parte de um conjunto de produções culturais ao lado da literatura da área de Educação em Ciências e Matemática, de textos legais e midiáticos como artefatos que não apenas dizem, mas fazem aparecer à docência em ciências e matemática como objeto de época que se transforma ao longo da história. O resultado das análises permite construir um inventário tipológico cambiante e coexistente de professores tradicionais, inovadores, pesquisadores reflexivos... Que vão se alternando, se sobrepondo, confrontando, compondo um repertório de regras e condutas que normatizam e moralizam formação e prática docentes. Contudo, há que se destacar as porosidades no tecido que constrói as vestes deste mutante professor, são fissuras que deixam vazar outras possibilidades de ver, dizer e viver a docência como espaço de invenção de si.

  • ALDENORA PERRONE AMADOR
  • A GEOMETRIA DAS PINTURAS CORPORAIS E O ENSINO DA GEOMETRIA: UM ESTUDO DA ESCOLA INDÍGENA WARARA-AWA ASSURINÍ, TUCURUÍ, PA.

  • Data: 05/10/2015
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  • Este trabalho de pesquisa é um estudo sobre os aspectos geométricos da pintura corporal Assuriní e o seu uso no ensino da geometria, na Escola Indígena Warara awa Assuriní, da Aldeia Trocará, em Tucuruí, Pará, a partir da prática pedagógica de duas professoras indígenas da própria aldeia. A pesquisa foi feita em duas turmas do ensino fundamental menor nas aulas de geometria com a intenção de verificar-se a interseção entre o conhecimento matemático e o indígena e também nas aulas de conhecimento tradicional, um dos momentos em que é desenvolvida a pintura corporal. O interesse pelo tema se deu a partir da minha experiência profissional de junho de 2006 até agosto de 2011 na Secretaria Municipal de Educação do Município de Tucuruí, ao ter contato com a Educação Escolar Indígena. A pesquisa está apoiada nas concepções de D’Ambrosio (1990; 1997; 2002; 2011); Vergani (2007); Gerdes (1992); Sebastiani Ferreira (1993; 1994) e Almeida (2010). Considerando-se a pintura corporal como um dos importantes aspectos simbólicos da cultura Assuriní, e nessa relação, os determinantes culturais da geometria das pinturas, como esses elementos são considerados nas aulas de matemática, em particular no ensino da geometria, no ensino fundamental menor, por ser a porta de entrada da criança na escola. A partir das práticas pedagógicas das professoras indígenas na escola, fez-se com base na Etnomatemática, uma reflexão sobre o ensino da geometria e a geometria das pinturas corporais. Ao fazer-se um estudo comparativo das práticas das professoras, observou-se dois percursos didáticos, um que valoriza e utiliza os aspectos da cultura indígena, e outras que dissocia no ensino esses aspectos. Nesse sentido, o estudo aponta possibilidades de ensino da geometria escolar a partir da geometria das pinturas, por ser este um dos importantes aspectos simbólicos da cultura Assuriní, e no Ensino Fundamental Menor por ser a porta de entrada da criança indígena na Escola. Isso implica na ressignificação das aulas de geometria, com a valorização da história cultura indígena dessa etnia, favorecendo a contextualização dos saberes indígenas no ensino da Matemática, assim como em articulação com as outras áreas de conhecimento.

  • LUAN SIDONIO GOMES
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES FORMADORES E ABORDAGEM CTS: O ENSINO DE CIÊNCIAS RUMO A NOVAS PERCEPÇÕES NESTE SÉCULO XXI

  • Data: 02/10/2015
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  • Considerando a presença cada vez marcante dos aspectos científicos e tecnológicos na sociedade do século XXI, este trabalho relata uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, que investiga práticas pedagógicas de professores formadores de professores de Ciências por meio das manifestações de três formadores de um curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará, e objetiva compreender quais aspectos formativos contribuem para a prática pedagógica situada na Abordagem CTS, além de identificar, para compreender, quais elementos da Abordagem CTS se fazem presentes nas práticas pedagógicas dos professores investigados. Para tanto, a construção prática desta pesquisa fora desenvolvida por meio de entrevistas individuais – registradas em áudio e transcritas – com os sujeitos investigados, tendo esses sido selecionados por meio de indicações oriundas de um sistema de redes constituído por indivíduos – professores e técnicos – envolvidos no contexto da pesquisa. Com bases na Análise Textual Discursiva utilizada para análise qualitativa, do material empírico emergiram três eixos de análise: 1) Visão de ciência e de docência: distanciamentos e aproximações com a Abordagem CTS; 2) Práticas pedagógicas de formadores de professores: encontros com a Abordagem CTS; 3) Formação diferenciada: esboçando o professor do século XXI. A análise do material empírico revela que os aspectos formativos que contribuem com práticas pedagógicas situadas na Abordagem CTS se aproximam dos pressupostos relacionados a um paradigma científico- social que está a emergir tendo em vista a construção de um conhecimento prudente em prol de uma vida decente e, por isso, orienta uma nova percepção de mundo contrária ao paradigma da Ciência Moderna ainda predominante, conduzindo nossa forma de conceber e interagir com o mundo. Com isso, é possível inferir que as aproximações das práticas pedagógicas junto à Abordagem CTS no Ensino de Ciências estão correlacionadas com o cenário de transição paradigmática em que os professores investigados estão inseridos, conforme é demonstrado em suas manifestações, ao retratarem ideias diferenciadas sobre que tipo de professores pretendem formar quando desenvolvem suas práticas, corroborando com o entendimento da necessidade de o professor do século XXI ter a mente aberta e sensível às constantes e intensas mudanças que vivenciamos.

  • DANIELLE SIQUEIRA PEREIRA
  • O ENFOQUE  CTS NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: o saber escolar  e a prática cotidiana quilombola na Casa Familiar Rural de Jambuaçu – Moju -Pará

  • Data: 30/09/2015
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa sobre ensino de ciências desenvolvido com a Pedagogia da Alternância na Casa Familiar Rural Padre Sérgio Tonetto, localizada no Território Quilombola de Jambuaçu em Moju-Pará-Brasil. Temos por objetivo principal analisar Como se estabelecem as relações entre o enfoque C-T-S (Ciência-Tecnologia-Sociedade) e as práticas pedagógicas do Ensino de Ciências na CFR de Jambuaçu. Além disso, que implicações essas relações produzem na educação do cidadão quilombola de Jambuaçu. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. Nesta pesquisa utilizaram-se como instrumentos, entrevistas individuais e coletivas (grupos focais) semi–estruturadas, bem como observações e análise documental. Como sujeitos da pesquisa participaram as famílias e membros das comunidades (lideranças), sendo 13 (treze) pais/mães de alunos e lideranças e 33 (trinta e três) alunos divididos em 3 (três) grupos focais. Foram também entrevistados o professor de Ciências e o coordenador pedagógico. Da análise de conteúdo do material empírico, seguindo Laurence Bardin, emergiram quatro categorias de codificação, estes convertidos em eixos de análise: 1. Aspectos educativos da Pedagogia da Alternância; 2. Transformação social e formação para a cidadania; 3. Ensino de Ciências na Pedagogia da Alternância e 4. Formação da identidade quilombola. Verificamos que, em diferentes níveis, todos os eixos de análise abrangem elementos do ensino com enfoque C-T-S na Pedagogia da Alternância, particularmente na abordagem temática sociocientífica, autonomia, tomada de decisão, atitudes e valores próprios do exercício da cidadania consciente e embasados em conhecimentos da ciência e nos saberes tradicionais dos quilombolas.

  • WILTON RABELO PESSOA
  • MOTIVAÇÃO EM AULAS DE QUÍMICA: CONFIGURAÇÕES SUBJETIVAS DE ESTUDANTES E PROFESSOR

  • Data: 11/09/2015
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  • De modo geral, nas pesquisas sobre o chamado domínio afetivo da educação científica,

    a afetividade é considerada como combustível da ação, mas sem tomar parte da

    qualidade dessa ação e do pensamento humano. Essa perspectiva tende a nortear

    processos de ensino e aprendizagem nos quais a motivação é identificada como

    atividade ou técnica a ser utilizada no início ou em momentos específicos das atividades

    escolares. De modo distinto, a perspectiva que adotei neste trabalho, inspirada na teoria

    da subjetividade, concebe afeto e cognição em constituição mútua, de modo que a

    motivação é vista como expressão integral da pessoa, isto é, como produção subjetiva.

    No presente trabalho apresento os casos de um professor de química e seis estudantes do

    segundo ano do ensino médio de uma Escola Pública Estadual de Belém – PA. Os

    resultados deste estudo sobre a motivação de professor e estudantes de química

    permitem sustentar a tese de que a motivação em aulas de química é constituída pela

    integração de sentidos subjetivos produzidos no curso do ensino e da aprendizagem e na

    história dos estudantes e do professor, na escola e em outros contextos. A ideia da

    motivação como produção de sentido subjetivo requer que os processos de ensino e de

    aprendizagem estejam direcionados para subsidiar essa produção, na direção de uma

    melhor aprendizagem escolar. A perspectiva teórica da subjetividade possibilita

    considerar as produções e posicionamentos do sujeito no curso de suas experiências,

    superando a ideia da motivação como simples resposta a um fator externo à pessoa. A

    motivação aparece, portanto, como uma produção subjetiva resultante de toda a história

    escolar e extra-escolar do sujeito, história que implica uma relação muitas vezes

    contraditória dos níveis subjetivos social e individual do sujeito. Acredito que

    focalizando desta maneira a compreensão da motivação para aprender e ensinar química

    ganha uma contribuição, pois deixa de ser pensada como algo próprio do sujeito ou das

    tarefas escolares e pode beneficiar professores interessados em inovações nessa área.

  • LUCELIDA DE FATIMA MAIA DA COSTA
  • VIVÊNCIAS AUTOFORMATIVAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA: vida e formação em escolas ribeirinhas

  • Data: 28/08/2015
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  • Nesta Tese apresento resultados obtidos por meio de uma pesquisa qualitativa desenvolvida com ênfase etnográfica, cujo objetivo é analisar como práticas formativas, mobilizadas em processos de formação continuada de professores que ensinam matemática, podem viabilizar um ensino que considere, além da ciência, o contexto, a experiência, o conhecimento produzido e as formas vigentes de ensinar e aprender em comunidades ribeirinhas como elementos inerentes à formação de um sujeito local e global simultaneamente. Os colaboradores da pesquisa são oito professores que ensinam matemática, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em escolas ribeirinhas dos estados do Amazonas e Pará. Os dados são construídos com as informações obtidas por meio das Histórias de Vida e Formação dos Professores, de Momentos de Escuta e Diálogos – MED, de Rodas de Diálogos, de elaboração de desenhos e de Práticas Formativas realizadas no contexto aonde os professores trabalham. A fundamentação teórica permeia todo o texto e se apresenta a partir das ideias e teorias de pensadores como Edgar Morin, Pascal Galvani, Marie-Christine Josso, Nóvoa, D’Ambrosio, entre outros. Os resultados obtidos de minha inserção na realidade vivida profissionalmente pelos colaboradores da pesquisa fundamentada em aportes teóricos da Complexidade, da Transdisciplinaridade e da Educação Matemática me permitem defender a tese de que quando a formação continuada se realiza de modo reflexivo e dialógico, situado no contexto aonde a ação docente acontece, alarga as possibilidades de fortalecimento de relações com o saber matemático viabilizando sua corporificação em ações didáticas, possibilita o desenvolvimento de práticas transdisciplinares e proporciona uma autoformação ao professor formador.

  • MARCIO BENICIO DE SA RIBEIRO
  • UMA VISÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA UFPA NAS DÉCADAS DE 1970 A 1980 A PARTIR DAS NARRATIVAS DE SEUS PROFESSORES

  • Data: 25/08/2015
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  • Este trabalho objetivou investigar como se desenvolveu o ensino de Matemática através da prática dos professores que atuaram na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará nas décadas de 1970 e 1980, buscando, principalmente através das memórias desses personagens, constituir uma representação do passado a respeito da história da educação matemática, considerando como cenário o contexto da referida escola. Para contextualizar a pesquisa, organizei uma breve exposição retratando a então situação social e política do país. Realizei entrevistas com seis professores que atuaram naquela escola e analisei os relatos coletados. A análise desses dados permitiu descortinar um passado ainda não investigado. Como metodologia de pesquisa, utilizei-me dos conhecimentos advindos da História Oral, além de valer-me de documentos relativos à história da escola para que fosse possível a constituição de fontes históricas. A pesquisa está balizada na História da Educação, demarcando a História Cultural como seu principal aporte teórico, através das contribuições de autores como Bloch (2001), Le Goff (2003) e Chartier (1996; 2009). Ao encontro desse campo histórico, utilizei também pesquisas desenvolvidas por autores da História da Educação Matemática, como Valente (2009) e Mendes (2012). Os resultados da investigação revelam reflexões sobre o fazer docente, no que se refere ao empenho e ao espírito de união de um trabalho efetuado com dignidade pelos professores, evidenciando para futuras gerações de educadores que os efeitos de um trabalho com traços de excelência não se esgotam no ambiente da escola.

  • CIBELE BORGES DE SOUSA
  • O ENSINO DE MATEMÁTICA NA ESCOLA NORMAL DE BELÉM ENTRE 1950-1970: FRAGMENTOS DE HISTÓRIA

  • Data: 13/07/2015
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  • Esta pesquisa, delineada no campo da Educação Matemática, assume como seu objeto estudo a disciplina Matemática do século XX inscrita na história da Escola Normal em Belém do Pará. O período investigado compreende desde a década de 50 até a década de 70, visto que, em 1971, houve a promulgação da Lei 5.692/71, a qual extinguiu a Escola Normal. Inicialmente, busquei problematizar o objeto deste estudo e fui à procura de elementos que aportassem os argumentos expostos ao longo da dissertação. As reflexões acerca do objeto geraram os primeiros questionamentos. Traçados os objetivos, iniciei o percurso com o estabelecimento de um panorama, utilizando literatura referente à temática. Selecionei documentos, inclusive os de natureza primária, como: legislação vigente, fichas individuais, relação nominal dos professores, livro didático. Realizei entrevistas com o intuito de completar alguns sentidos de lacunas deixadas, por vezes, pelas fontes. O caminho da pesquisa foi permeado por indagações iniciais como: Que disciplinas da Escola Normal faziam parte do currículo? Quais eram os conteúdos? Como eram mobilizados estes conteúdos? Tais questionamentos orientaram a minha compreensão acerca dos fatos e a construção do texto. Assim, objetivei construir uma história da Educação Matemática desenvolvida na Escola Normal de Belém, em meados do século XX. Por meio da construção dessa história, seria possível, então, revelar que Matemática era mobilizada para a formação das normalistas entre as décadas de 1950 a 1970. Além de “compreender o passado”, o estudo propõe refletir sobre ele para aprimorar práticas futuras mais conscientes e entrelaçadas com o contexto histórico e com as legislações educacionais. O entrecruzamento com os referenciais teóricos escolhidos: Certeau (2011); Chartier (2002); Chervel (1990); Thompson (1992) e autores brasileiros como Valente e Garnica foram necessários para fortalecer a argumentação. O estudo traz nuances da história da Escola Normal no que se refere às práticas educativas da disciplina matemática e da utilização do guia didático. Tais práticas foram reveladas a partir das entrevistas realizadas com as professoras Maria Ferreira e Eneida Norat, bem como a partir do entrecruzamento das falas das professoras com as documentações selecionadas para esta pesquisa. Dessa forma, esta é a primeira história da Escola Normal no âmbito da história da educação matemática escrita à luz dos referenciais acima destacados e vem somar-se a História da Educação brasileira.

  • NELSON PINHEIRO COELHO DE SOUZA
  • INVESTIGANDO O EFEITO DO DESLOCAMENTO DO OLHAR: implicações para o Princípio da Atenção Dividida

  • Data: 30/06/2015
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  • Pearson e Sahraie (2003) demonstraram que a movimentação do olhar interfere na retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Postle et al. (2006) mostraram, além disso, que a movimentação do olhar afeta mais a retenção de informações espaciais do que a retenção de informações não-espaciais. Embora estes autores tenham mostrado uma relação de causa e efeito entre o deslocamento do olhar e a retenção de informações, não fizeram uma experiência para verificar como esta retenção é afetada quando a amplitude do deslocamento do olhar é duplicada e triplicada (ΔӨ, 2ΔӨ, 3ΔӨ). Além disso, não investigaram se a interferência causada pela movimentação do olhar sobre a retenção de informações espaciais ocorreria para os deslocamentos do olhar produzidos pelas sacadas realizadas no estudo de materiais instrucionais. Na verdade, os deslocamentos do olhar impostos nos experimentos de Pearson e Sahraie (2003) e Postle et al. (2006) tinham amplitudes várias vezes maior que as amplitudes das sacadas tipicamente praticadas quando se estuda materiais instrucionais. Assim como Pearson e Sahraie (2003), nós também utilizamos em nosso experimento, o desempenho no Teste dos Blocos de Corsi como medida da retenção das informações espaciais na Memória de Trabalho. Porém nosso experimento diferiu do de Pearson e Sahraie (2003) em dois aspectos. Em primeiro lugar em nosso experimento utilizamos sacadas com amplitudes dentro da faixa de amplitudes praticadas no estudo de materiais instrucionais. Em segundo lugar em nossos experimentos as apresentações dos blocos foram intercaladas com sacadas, para simular as sacadas que se intercalam entre uma e outra fonte quando se estudam materiais instrucionais, permitindo-se assim a investigação do impacto dessas sacadas na retenção de informações espaciais. Nossos experimentos confirmaram nossa hipótese de que sacadas com amplitude similar aquelas praticadas no estudo de um material instrucional são capazes de afetar a retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Houve também uma confirmação parcial da nossa segunda hipótese, de que um gradativo aumento na amplitude de uma sacada resultaria em um gradativo decaimento na retenção de informações espaciais. Obtivemos como resultado uma confirmação parcial pois a retenção de informações espaciais apenas decaiu quando a amplitude das sacadas aumentou de 0o para 36º e de 36º para 54º. Quando a amplitude das sacadas aumentou de 36º para 54º não se observou decréscimos no nível de retenção das informações espaciais. Um resultado importante foi a constatação de que, todas as vezes que sacadas foram intercaladas as apresentações dos blocos nos testes, independentemente de a amplitude da sacada ser 18º, 36º, ou 54º, sempre os níveis de retenção nos testes com sacadas foram inferiores ao nível de retenção nos testes sem sacadas. Discute-se também as novas perspectivas que a confirmação experimental de nossas hipóteses traz para o aprimoramento do Princípio da Atenção Dividida e para a explicação do que causa Efeito da Atenção Dividida em materiais instrucionais com conteúdo espacial. Prevemos que se os resultados que obtivemos em nossos experimentos puderem ser generalizados para materiais instrucionais com conteúdo espacial, isto permitirá que o efeito do deslocamento do olhar seja considerado um dos fatores causais do Efeito da Atenção Dividida para materiais instrucionais com conteúdo espacial. Por fim, informa-se que John Sweller, o descobridor do Efeito da Atenção Dividida, aceitou participar de pesquisas conjuntas nesta nova linha de pesquisa.

  • VERUSCHKA SILVA SANTOS MELO
  • A AMBIÊNCIA SENTIDA, VIVIDA E PRATICADA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: um olhar a partir da docência dos professores dos anos iniciais em Curuçá/PA 

  • Data: 25/06/2015
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  • Nesta pesquisa investigo as compreensões de meio ambiente de professores do Ensino Fundamental da Educação Infantil ao 5º ano, no município de Curuçá (Pará/ Brasil), sobre o lugar onde vivem e atuam e sobre como estas refletem em suas práticas pedagógicas. Escolhi a pesquisa narrativa para nortear minha pesquisa, por considerar que nossas histórias de vida (pessoal, educacional, entre outras) carregam uma riqueza de conhecimentos que se entrelaçam nas histórias profissionais. São relatos de quatro professores por mim entrevistados, escolhidos dentre os de duas escolas municipais, sendo dois professores de cada escola; essas escolas situam-se uma na zona urbana e a outra em uma ilha não urbanizada. Lanço mão de nomes fictícios para as escolas e os sujeitos, a fim de resguardar suas identidades. A pesquisa se desenvolveu a partir das narrativas que obtive por meio da gravação em áudio e posterior transcrição; a partir deste material, cheguei aos eixos de análises que foram empreendidos, com base nos estudos de Moraes e Galiazzi. Foram estabelecidos três eixos temáticos que respondem às questões desta investigação. São eles i): contexto ambiental da mesorregião do salgado: ambiências percebidas e expressas sobre o espaço em que habitam os professores; ii) práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores ao trabalharem a Educação Ambiental; iii) formação docente: formar-se em um contexto ambiental de maneira descontextualizada. A partir desses eixos de análise, pude perceber como o meio ambiente natural e urbanizado em que os professores viveram/vivem influenciam sua prática docente ambiental. Contudo, essa influência acarreta certo entrave em suas práticas pedagógicas. No entanto em algumas práticas pedagógicas há indícios de transformação metodológica para tentar alcançar ações que conduzam a uma Educação Ambiental crítica. Nesta busca, percebi a luta com que procuram suplantar essa lacuna, seja através de parceiros de formação ou de uma autoformação.

  • AUGUSTO FERGUSSON DOS SANTOS JUNIOR
  • AÇÕES AVALIATIVAS EM AMBIENTE DE ENSINO E APRENDIZAGEM GERADO PELA MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 25/06/2015
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  • Este estudo objetiva apontar ações avaliativas evidenciadas em ambiente de ensino e aprendizagem gerado pela Modelagem Matemática e consolidá-las como argumento favorável à utilização da Modelagem em contextos educacionais seja no Ensino Fundamental, Médio ou Superior. Para tanto, lançamos mão de uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica que consistiu na análise de Relatos de Experiência de professores que desenvolveram atividades de Modelagem em sala de aula e cujas experiências foram publicadas na VIII Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática – VIII CNMEM, realizada em 2013. Visto que os documentos considerados tratam de experiências em Modelagem Matemática e não especificamente da avaliação da aprendizagem, realizamos uma pesquisa bibliográfica do tipo meta-análise no sentido de extrair e interpretar evidências outras que não estavam no foco da pesquisa original. Para a condução da análise documental, utilizou-se a metodologia da Análise Textual Discursiva, conforme Moraes e Galiazzi (2007), segundo a qual foi possível unitarizar e categorizar aspectos relevantes a respeito do fenômeno investigado. A análise dos dados à luz dos referenciais teóricos da Modelagem Matemática e de estudiosos na área da avaliação da aprendizagem apontou que o professor cujas práticas são sistematizadas em ambiente de ensino e aprendizagem gerado pela Modelagem Matemática evidencia ações avaliativas interativas e retrospectivas. As ações avaliativas interativas indicam que, durante execução da atividade de Modelagem Matemática, o professor se detém a avaliar a construção de conhecimentos por parte do educando, tendo a oportunidade de constatar o aprendizado ou intervir a partir da necessidade revelada nas manifestações dos alunos. As ações avaliativas retrospectivas revelam que, após a realização da atividade de Modelagem Matemática, o professor se dispõe a avaliar sua própria prática, no sentido de julgar se os seus objetivos foram alcançados e ponderar ajustes em suas escolhas didáticas para orientar práticas futuras. Dessa forma, o processo de Modelagem Matemática proporciona ações docentes caracterizadas pela concatenação entre as ações de ensino, avaliação e aprendizagem.

  • JOSE AUGUSTO NUNES FERNANDES
  • ECOLOGIA DO SABER: o ensino de limite no curso de engenharia 

  • Data: 19/06/2015
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  • Esta pesquisa se insere na linha do Programa Epistemológico em Didática da Matemática, decorrente da obra de Guy Brousseau, tendo como referencial teórico a Teoria Antropológica do Didático, desenvolvida por Yves Chevallard. A questão de pesquisa se estabeleceu a partir de um problema docente real, vivido por um professor de Cálculo Diferencial e Integral de um curso de Engenharia Civil, quando a disciplina Cálculo I foi substituída por outra, com outro nome e mais temas a ensinar, dispondo, no entanto, da metade do tempo de ensino de outrora. Em razão das modificações ocorridas, o ensino de limite de uma função real de uma variável real sofreu modificações, e sua dispensabilidade passou a ser questionada. A investigação de práticas com Matemática se deu em um curso de graduação, e o pesquisador propõe um modelo heurístico para análise didática ecológica, que permita identificar as funcionalidades do objeto matemático pesquisado, ou seja, seus nichos, nos habitat do ecossistema de ensino de Engenharia Civil. Os componentes empíricos foram obtidos na imersão realizada na instituição de ensino superior, utilizadora da Matemática, quando o Projeto Pedagógico do Curso foi pesquisado, professores entrevistados, obras de referência e práticas analisadas com base no modelo proposto. As praxeologias didáticas envolvendo limite de uma função foram analisadas com base no modelo proposto, encontrando modos de “vida” do objeto matemático pesquisado, permitindo compreensões que justificam a não dispensabilidade do seu ensino no ecossistema investigado, mas que sugerem modificações transpositivas, que se fazem necessárias em razão das diferenças ecológicas entre as instituições produtora e utilizadora desse saber.

  • ALINE MIRANDA DA SILVA
  • INTERDISCIPLINARIDADE NO CURSO DE LICENCIATURA INTEGRADA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, MATEMATICA E LINGUAGEM.

  • Data: 27/05/2015
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  • Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa desenvolvida com alunos do Curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação Matemática e Cientifica - IEMCI, da Universidade Federal do Pará. Nosso principal objetivo foi entender como a Interdisciplinaridade tem sido tratada neste curso e como ela pode gerar ações de intervenção no curso de formação de professores dos anos inicias. A pesquisa de cunho qualitativo foi realizada durante um semestre letivo. Nossa fundamentação teórica principal foi a Interdisciplinaridade, que nos permitiu caracterizar as ações e entender a postura Interdisciplinar. O foco de análise da pesquisa foram os momentos de estudo desenvolvidos no decorrer do Eixo temático: Linguagem e conhecimento IV, ministrado por dois professores, de áreas de conhecimento distintas, e a pesquisadora/autora dessa pesquisa. Os estudos desenvolvidos geraram propostas de intervenções, que foram aplicadas em uma escola pública localizada na área periférica de Belém do Pará. Para analisarmos os dados de nossa investigação tomamos por base os estudos da Teoria Antropológica do Didático (TAD) e de autores que enfocam o tema interdisciplinaridade. Nossa pesquisa pontuou a grande importância da Interdisciplinaridade na educação, em especial, nas series iniciais e o quanto o ensino nesta perspectiva pode ser rico e colaborador. Porém, percebemos que muito ainda precisa ser feito, em se tratando especificamente do Curso de Licenciatura Integrada em Educação, Ciências, Matemática e Linguagem no sentido de melhorar o curso proposto.

  • DANIELE DOROTEIA ROCHA DA SILVA DE LIMA
  • Clube de Ciências da UFPA e docência: experiências formativas desde a infância

  • Data: 15/05/2015
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  • Clube de Ciências da UFPA e Docência: experiências formativas desde a infância compõe uma pesquisa qualitativa de abordagem narrativa, onde busco sentidos e significados expressos em relatos de oito sujeitos egressos do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará, uma vez que me interessa investigar a partir das memórias de egressos que hoje são professores: Quais experiências de iniciação científica foram importantes para o seu percurso formativo? O que pode ser significativo para uma compreensão do conhecimento científico?
    Que experiências podem possibilitar a compreensão e a transformação de um modo de ser e de estar na docência? Ou seja, a intenção é refletir sobre quais experiências foram valorizadas pelos sujeitos no que diz respeito ao modo como constroem e modificam o seu ser e fazer docente no presente, por compreender que a pesquisa narrativa em processos formativos de sujeitos ajuda a refletir sobre a contextualização do passado em torno do presente. Assim, com o propósito de envolver as múltiplas relações com respeito à constituição da iniciação científica, utilizo como instrumento de pesquisa a entrevista narrativa, visando fazer circular os relatos narrativos como possibilidade de ampliar saberes e compreensões num movimento em que a narrativa constitui-se em um caminho para o entendimento da experiência, onde a educação se dá em um território formativo que está repleto de experiências e vivências. Esta pesquisa intenciona olhar não somente para o sujeito em si, mas para as relações que o constituem em interação com seus pares, com a própria prática, com o conteúdo do ensino de ciências, com o movimento que se dá do passado para o presente e do presente para o passado, ao resgatar suas memórias. A tese está organizada em 3 eixos de análise: TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM: um ambiente problematizador e formativo nas memórias de egressos do CCIUFPA; POR ENTRE JIBOIAS, ELETROMAGNETISMO, DISCOS DE NEWTON E PORAQUÊS: o Clube de Ciências e a construção do conhecimento científico e AS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA CONSTRUÇÃO DIFERENCIADA DOCENTE: ser e fazer no presente. As análises levam-me a ponderar que as experiências são elementos formativos capazes de nos mover em direção a novas buscas, reafirmando-nos como seres históricos e sociais. Nesta toada narrativa, evidencia-se que a educação contextualizada com vistas à cidadania crítica requer a interrelação entre cultura científica e a cultura humanística. Por fim, evidencio que somos constituídos de memória viva, a qual está repleta de marcas, valores e costumes dos grupos dos quais fizemos/fazemos/ faremos parte em múltiplas relações vinculadas à construção de nossa identidade individual e coletiva. Além
    disso, as narrativas apontam o Clube de Ciências como um território relevante que, por sua história institucional, pode fazer a diferença no percurso formativo de crianças, jovens e futuros professores, no devir de como a nossa vida sofre interferências das instituições pelas quais passamos, em especial, no que trata sobre o que aprendemos e o que ensinamos.

  • CRISTINA DE BARROS NUNES
  • NO TERRITÓRIO DAS IDEIAS SOBRE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES PARA OS ANOS INICIAIS ESCOLARES

  • Data: 29/04/2015
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  • Esta é uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, realizada no Curso de Licenciatura em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens da UFPA, que se destina à formação integrada de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental. A composição curricular desse curso tem como eixo central as relações Ciência-Tecnologia-Sociedade. Participo do grupo durante um semestre letivo, realizando, também estágio de docência, como exigência parcial do Programa de Mestrado. Os sujeitos de pesquisa foram 8 (oito) estudantes, que participaram de estratégias investigativas no primeiro e no quarto semestres do curso, cujo período de dois anos foi considerado por mim como período inicial de formação. As estratégias de pesquisa foram: i) questionário inicial; ii) seminário interativo; iii) caderno de campo da pesquisadora; iv) entrevistas semiestruturadas gravadas em áudio e posteriormente transcritas. A análise dos resultados ocorreu por meio da análise textual discursiva. Como intencionalidade investigativa, objetivo compreender relações de sentido expressas pelos sujeitos, em início de curso, sobre CTS. Essa experiência formativoinvestigativa propiciou reflexões sobre a docência no contexto da formação inicial da licenciatura integrada, bem como outras aprendizagens resultantes dessa formação, que repercutem em relações de sentido que apontam, dentre outras, para a importância da constituição docente ainda em processo de formação inicial. Assim, ao sistematizar as manifestações dos sujeitos, levando em consideração o recorrente e o singular em suas falas, as análises deram forma a três eixos temáticos intitulados IDEIAS DE ESTUDANTES SOBRE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE; FORMAÇÃO E CTS: Licenciandos produzindo significados; ABORDAGEM CTS E FUTURA DOCÊNCIA. A análise dos resultados revela, principalmente, que i) o contato do discente com a prática docente, desde o início da formação inicial, contribui para que se constitua professor ainda em processo de formação inicial; ii) viver situações de ensino de ciências e de matemática possibilitem desenvolvimento de sua autonomia e criticidade no que diz respeito as suas aprendizagens sobre sua futura docência; iii) interagir com a formação integrada pautada em práticas interdisciplinares favorecem atribuição de sentidos na perspectiva de questionar valores, atitudes relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico, que ensejam, nesses futuros professores, atitudes de tomada de decisão, apontando indícios de reflexão e projeção de sua futura docência. iv) ter acesso a temáticas com abordagem CTS permitiram problematização
    11 dos conhecimentos, tomada de consciência e reflexão sobre os desdobramentos das relações CTS;v) o contato com enfoque CTS permiti a percepção do contexto o qual está inserido.

  • JANDERSON VIEIRA DE SOUZA
  • ETNOMATEMÁTICA: UMA ROTA EPISTEMOLÓGICA RUMO AO PENSAMENTO COMPLEXO

  • Data: 17/04/2015
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  • NÃO DISPONÍVEL

  • LUIZ ANTONIO RIBEIRO NETO DE OLIVEIRA
  • A ESCOLHA DO TEMA EM LIVROS DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 09/04/2015
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  • Nesta pesquisa, objetivamos, primeiramente, identificar os destaques sobre a escolha do tema em Modelagem Matemática na Educação Matemática contidos em livros que tratam acerca de Modelagem Matemática, publicados ou reimpressos na segunda década deste século. Após a identificação, recortamos parágrafos sobre escolha do tema encontrados nestes livros e, por intermédio do processo conhecido como análise de discurso, obtivemos unidades de significado e categorias. Finalmente, discutimos e integramos as ideias agrupadas em categorias, e isto gerou a apresentação de uma perspectiva para a escolha do tema em Modelagem Matemática na Educação

  • CARLOS EVALDO DOS SANTOS SILVA
  • CONCEPÇÕES DE SIGNIFICADO: IMPLICAÇÕES NO ENSINO DA MATEMÁTICA NA ALFABETIZAÇÃO 

  • Data: 20/03/2015
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  • Discutir sobre as implicações que a concepção de linguagem tem no ensino da matemática na alfabetização é o objetivo deste trabalho. Para isso, nos apoiaremos nas compreensões sobre o significado da linguagem presentes na segunda filosofia de Ludwig Wittgenstein. Na busca em atribuir significado à linguagem matemática encontramos duas perspectivas: uma compreende a linguagem como mera representação de objetos do mundo, sejam eles reais, ideais ou mentais, ou seja, seu significado estaria nesses entes extralinguísticos – a referencial; a outra, delega à linguagem o papel de protagonista, considerando-a como elemento constituinte do mundo, que carrega em si o seu significado – a pragmática. É esta última que dissolve, a nosso ver, as confusões pedagógicas existentes no ensino da matemática e que nos dá melhores respostas aos problemas relativos à significação do conhecimento dessa disciplina. Nossa pesquisa empírica se deu com uma professora alfabetizadora da rede Municipal de Educação de Belém em momentos em que pudemos observar sua atuação em sala de aula e numa entrevista que nos possibilitaram compreender suas concepções sobre a linguagem e que confusões seriam decorrente delas. Constatamos que a concepção referencial é dominante e que três importantes confusões são presentes: a primeira é atribuir a uma regra necessariamente uma função descritiva; a segunda consiste em não considerarmos os diversos jogos de linguagem que compõem o cotidiano da sala de aula; e a última é o apelo para que deixemos o ensino tradicional, pautado numa prática supostamente “mecânica” e “passiva”, por um ensino que proporcione a “autonomia” de nossas crianças, permitindo que elas possam construir naturalmente seu conhecimento, descaracteriza e desvaloriza a principal função do professor, que é ensinar.

  • RUI GUILHERME DOS SANTOS MONTEIRO
  • UMA ANÁLISE DOS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NO ENSINO ATRAVÉS DE TEMAS

  • Data: 06/03/2015
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  • Esta dissertação é o registrode uma pesquisa com objetivo geral investigar como as relações entre aprendizagem significativa e abordagem temática se estabelecem e como contribuem para o processo de ensino-aprendizagem de ciências. A pesquisa se desenvolve a partir da Abordagem Temática de Delizoicov et al. e da Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel, cujo pilar central é o ensino a partir do conhecimento prévio do educando. Uma experiência pedagógica de ensino de Física fundamentada nos três momentos pedagógicos de Delizoicov et al. foi desenvolvida em uma escola pública da rede estadual de ensino da cidade de Ananindeua-PA, em que participaram inicialmente 25 alunos de uma turma da Educação de Jovens e Adultos durante um bimestre. Esta pesquisa qualitativa apoiou-se em questionários, observações diretas, rodas de conversa e relatos escritos dos educandos gerando o material empírico que possibilitou a identificação de princípios da Aprendizagem Significativa em cada um dos três momentos pedagógicos. Na Problematização Inicial, foi possível identificar dois princípios da teoria de Ausubel: Diferenciação Progressiva e Consolidação; na Organização do Conhecimento evidenciamos a Diferenciação Progressiva, a Reconciliação Integrativa, a Organização Sequencial e a Consolidação; enquanto que na Aplicação do Conhecimento destacamos a Consolidação. As análises feitas nesta dissertação fornecem subsídios teóricos e didático-pedagógicos a educadores e pesquisadores visando o favorecimento da Aprendizagem Significativa em contexto escolar.

  • MARCOS MARQUES FORMIGOSA
  • UM NAVEGAR DOS SABERES DA TRADIÇÃO DAS ILHAS DE ABAETETUBA (PA): contribuições da etnomatemática

  • Data: 05/03/2015
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  • O presente trabalho apresenta o resultado final de uma pesquisa qualitativa de mestrado desenvolvida no município de Abaetetuba (PA), especificamente na região das ilhas desse município. A motivação para a pesquisa surgiu da imersão do autor em um curso de formação inicial de professores para atuarem em escolas do campo que vem ocorrendo na Universidade Federal do Pará – Campus de Abaetetuba e atende alunos de comunidades camponesas das regiões das ilhas e estradas de cinco municípios da região do Baixo Tocantins, Estado do Pará. A pesquisa teve como objetivo investigar como os saberes da tradição dos ribeirinhos podem contribuir, para um ensino de matemática educativo, sem que esses saberes estejam condicionados a um conceito matemático institucionalizado na escola. A investigação foi desenvolvida em três, das setenta e duas ilhas existentes em Abaetetuba onde obteve-se as informações por meio de conversas formais e informais junto aos ribeirinhos, registradas em vídeo, áudio e fotografias como instrumentos metodológicos, além do registro das observações em diário de campo. Os dados foram analisados à luz do Programa Etnomatemática desenvolvido por D’Ambrosio (2001), após a compreensão do que são saberes da tradição e saberes científico, apoiado em autores como Almeida (2009; 2010; 2012); Cruz (2007); Farias (2006). Bem como das contribuições de Santos (2003) na ruptura de alguns paradigmas da ciência moderna vigente, que possibilitaram ao autor recorrer à Bicudo (2005; 2010) e D’Ambrosio (1996; 1999; 2001) por apresentarem discussões acentuadas sobre o ensino de Matemática no Brasil, além da leitura dos Parâmetros Curriculares Nacional de Matemática que regulamentam o ensino de Matemática no Brasil. Galvani (2002), por sua vez, contribuiu para importantes discussões sobre a formação de professores. Além de encontrar em Morin (2010) o alicerce para a busca um ensino de Matemática educativo. Os resultados da pesquisa apontam que o contexto sociocultural das ilhas de Abaetetuba possui muitos saberes de natureza social, política, religiosa e de produção que podem contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da Matemática nas escolas. Alguns desses saberes caminham lado a lado com os saberes escolar, estabelecendo possíveis diálogos, principalmente os que são perceptíveis ao olhar, ao visual. Mas, existem outros saberes que caminham em paralelo, não apenas pelo fato de não serem facilmente identificados, mas pelo fato da escola os considerar sem importância, apontando, com isso, uma hierarquia de saberes. Dessa forma, existe a necessidade de esclarecer que os saberes, tanto escolar quanto dos ribeirinhos, por mais diversos que sejam, buscam dar respostas para os problemas da vida diária de homens e mulheres.

  • MARIA DA CONCEICAO GEMAQUE DE MATOS
  • MOVIMENTOS DE (TRANS) FORMAÇÃO NA AMAZÔNIA LEGAL: A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA 

  • Data: 04/03/2015
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  • Este trabalho pesquisa os egressos dos Programas de Pós-graduação em Educação e Ciências e Matemáticas na Amazônia Legal, no intervalo temporal de 2002 a 2012. É uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, com o objetivo de analisar para compreender em que termos se configuram e se expressam as atitudes, ações e utopias de formadores de professores egressos dos programas de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas na Amazônia Legal, que trabalham de forma direta ou indireta no processo de formação de docente. Para tanto, investigo os dois primeiros programas implantadas na região, para que, por meio das dissertações publicadas e do currículo Lattes dos egressos seja possível demarcar as tendências investigativas dos programas e o campo de ação profissional que estão distribuídos. Considerei os currículos Lattes como biografia acadêmica e profissional de cada egresso, e os tomei como referência para mapear o espaço educacional em que estão inseridos. A pesquisa passou a dar voz a 13 (treze) egressos que trabalham como formadores de professores em Ciências e Matemática trazendo assim a visibilidade do protagonismo narrador de cada sujeito, tendo em vista de registrar as particularidades e singularidades que suas histórias vividas no processo de formação e exercício profissional. Considerei a pesquisa narrativa como forma de esboçar as experiências reveladas no conjunto de relatos articulados dentro do contexto sociocultural amazônico, com atitudes e ações propulsoras de movimentos de (trans) formação na educação em ciências e matemática. Na apropriação das vozes dos sujeitos encontrei histórias de vida reveladoras da construção pessoal e social de cada um, perpassando (trans) formações impulsionadas por utopias, explícitas ou implícitas, que se originaram no sentimento de incompletude percebida por cada sujeito. A desconstrução dos textos narrativos dos egressos e a reconstrução do metatexto foram conduzidas pela análise textual discursiva perspectivando três eixos de análise. Cada entrevista possibilitou ao sujeito a reflexão (auto) formativa no movimento de olhar para si ao descreverem seus percursos de formação, e também quando revelam suas ações que buscam (trans) formar a formação de professores em ciências e matemática na Amazônia Legal. O sentimento de incompletude dos egressos, aliado a utopias, propiciou em cada sujeito a construção e realização de mudanças, ensejando a necessidade de entender o chão em que cada um se encontrava, e assim, se tornar capaz de ousar e instituir novas significados para a educação em ciências e matemática.

  • ELISANGELA BARRETO SANTANA
  • ABORDAGEM CTS NO ENSINO DE ASTRONOMIA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES MEDIADA PELA SITUAÇÃO PROBLEMA “CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA”

  • Data: 23/01/2015
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa voltada a compreender a contribuição e apreender as possibilidades e restrições da abordagem Ciência, Tecnologia e sociedade (CTS), mediada por uma situação problema na educação continuada de professores, no sentido de propiciar uma formação reflexiva, crítica e autônoma de professores de Ciências, em específico, no ensino de Astronomia. As construções teóricas em torno da formação de professores estão pautadas nas argumentações do professor reflexivo, mais precisamente na prática reflexiva intencional, na perspectiva da reflexão para a ação. As fragilidades e desafios do ensino de astronomia são apresentados nos referenciais teóricos e a construção de um novo referencial nesse contexto se deu pelas discussões e construções em torno do caso ―Centro de Lançamento de Alcântara‖. O ambiente que compôs esta pesquisa foi um curso de educação continuada, voltada a professores de Ciências, no contexto de uma pesquisa ação, no âmbito de uma pesquisa qualitativa. Participaram desta pesquisa sete professores das redes federal, estadual e municipal de ensino, que por meio de uma ação investigativa, no formato de simetria invertida, se apropriaram dos referenciais teóricos e práticos da abordagem de ensino CTS. Quanto à metodologia de análise, minha opção foi pela análise textual discursiva por entendê-la como facilitadora do processo de buscar, expressar e construir sentidos ao campo investigado. A esse respeito, percebi a pertinência de excertos relacionados às construções de conhecimentos e construções formativas, o que me levou a organizar e apresentar os resultados em duas seções, quais sejam: (1) Formação cidadã: articulando C-T-S e saberes científicos sobre astronomia: nesta seção inclui construções necessárias à apropriação dos saberes científicos relacionadas à questão problema Alcântara e (2) Formação reflexiva para a ação profissional intencional: nos quais convergiram as perspectivas de ações reflexivas, no sentido de reflexão para ação, confluindo diferentes perspectivas dos sujeitos em torno de valores pessoais e profissionais, necessários a uma ação profissional consciente e intencional. O trabalho me mostrou o valor prático da abordagem CTS e a possibilidade de o ensino de Astronomia ser apresentado de maneira contextualizada, prática e reflexiva. Quanto aos professores, proporcionou a construção de um novo referencial e a possibilidade de uma prática pedagógica diferenciada, voltada para a formação cidadã.

2014
Descrição
  • SILVIO CARLOS FERREIRA PEREIRA FILHO
  • INVESTIGANDO ASPECTOS DO MASTERY LEARNING E DA CAPACIDADE DA MEMÓRIA VISUAL PARA OBJETOS DINÂMICOS 

  • Data: 22/12/2014
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  • O “ensino tradicional” de Ciências apresenta vários aspectos problemáticos, tais
    como: a baixa taxa de retenção da informação nas - predominantes - aulas expositivas; a
    baixa taxa de domínio do conteúdo; o conceito de domínio de fatos e ferramentas, em
    contraposição ao domínio do pensamento científico; o esquema predominante de
    avaliações classificativas, em detrimento ao de formativas. Estes problemas poderiam
    ser minimizados levando-se em conta, por exemplo: a necessidade da redução da carga
    cognitiva; a consideração dos conhecimentos prévios do estudante; práticas que
    estimulem o engajamento dos estudantes, bem como provê-los com feedback
    sistemático; o uso da Tecnologia no processo de ensino e aprendizagem.
    Dentre as propostas alternativas de ensino, o “mastery learning” (ensino para
    domínio) de Keller (proposto na década de 60) troca o esquema predominante de aulas
    expositivas pelo de estudantes realizando avaliações formativas em sala. O método
    eleva a taxa de domínio do conteúdo, gerando um efeito de inversão de notas finais (a
    maioria dos estudantes obtendo as melhores notas). No entanto, apesar de todas as
    evidências descritas na literatura de que essa alternativa de ensino traz resultados
    positivos, o método perdeu quase toda a popularidade a partir da década de 80. Um dos
    fatores pode ter sido a alta carga de trabalho requerida para sua aplicação. No presente
    trabalho, propomos um modelo matemático para descrever o esquema de um curso
    executado de acordo com o plano Keller. Este modelo prediz a evolução temporal da
    distribuição de estudantes por unidade de conteúdo, prediz o efeito de inversão nas
    notas finais e estabelece condições sob as quais este efeito pode ser observado. O
    modelo também fornece uma quantificação da carga de trabalho despendida na
    execução de avaliações, de forma que ele pode ser uma ferramenta útil para aqueles que
    estão planejando ou interessados em investigações adicionais sobre cursos Keller.
    Como auxílio na solução dos problemas do ensino tradicional, a Tecnologia, por
    sua vez, permite o desenvolvimento de ferramentas que podem auxiliar nas práticas que
    estimulem o engajamento, na identificação de conhecimentos prévios, no provimento de
    feedback sistemático, na implementação de avaliações formativas e no desenvolvimento
    do pensamento científico. No presente trabalho, também focamos na questão da
    sobrecarga da memória de trabalho visual que pode surgir no uso de simulações
    computacionais, as quais envolvem objetos cujas características variam no tempo.
    Investigamos a retenção na memória visual de quadrados com uma característica
    simples (cor) que pode variar com o tempo. Nossos resultados registram o impacto na
    capacidade da memória visual gerado pela alteração das características dos objetos com
    o passar do tempo. Especificamente, mostramos que a memória visual pode armazenar,
    aproximadamente, até 2 objetos do tipo quadrados com duas cores separadas no tempo,
    em contraste com o limite de 4 objetos estáticos encontrado na literatura. Nosso
    trabalho revela que essas variações temporais de características irão aumentar a carga
    cognitiva visual, o que pode acabar prejudicando a eficácia educacional da simulação.
    Desse modo, nossa pesquisa indica que não somente a quantidade de objetos estáticos
    desnecessários deve ser reduzida nas simulações computacionais, mas também a
    quantidade de dinâmica desnecessária deve ser reduzida, uma vez que essa dinâmica
    gera carga cognitiva visual.

  • SANDRA NAZARE DIAS BASTOS
  • RETRATO FALADO DO PROFESSOR DE BIOLOGIA: CIÊNCIA E DOCÊNCIA EM DISCURSO 

  • Data: 15/12/2014
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  • Como é pensada a docência em um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
    imerso em um contexto que prioriza atividades de pesquisa? Que discursos capturam os
    alunos desse curso? Que interdições são impostas a eles? Que regimes de verdade
    validam (e silenciam) os discursos que atravessam essa formação? Como discursos
    sobre docência se articulam a outros discursos forjando professores de Ciências e
    Biologia? São essas perguntas que direcionam os caminhos desta investigação no
    sentido de defender a tese de que a subjetividade docente é montada e regulada por
    meio de processos discursivos e não discursivos que definem o professor de biologia
    como biólogo, prescrevendo formas de moralidade e experiências de si que incitam o
    sujeito a justapor/colar o biólogo como sujeito da docência. Nesse caminho foi tomado
    como corpus de pesquisa práticas discursivas e não discursivas materializadas na forma
    de documentos legais sobre a formação de professores, projeto pedagógico de curso,
    arquitetura dos espaços, eventos acadêmicos, produção científica de professores com
    intuito de capturar processos de subjetivação presentes nesse contexto. As análises estão
    entrelaçadas às ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault para mapear
    enunciados que, relacionadas a prescrições, determinações, qualificações do sujeito
    docente, determinam verdades sobre seu corpo e sua conduta. Enunciados que ao falar
    sobre o indivíduo ao mesmo tempo lhes propõe uma ação moral – uma forma de viver,
    uma forma de ser, uma forma de se ver – criando ou determinando sujeitos como
    lugares de verdade. “Nascem” assim professores de Biologia que tem um olhar diferente
    sobre a natureza, que sabem decifrar o corpo e suas patologias, que reconhecem,
    identificam, que sistematizam o ambiente e os organismos que ali se estabelecem, que
    sabem falar palavras difíceis e que tem o laboratório como local de seu fazer docente.
    Um profissional que reiteradamente reivindica espaços e materiais específicos para que
    o exercício da docência se concretize de maneira eficiente. Ao problematizar essas
    questões é possível pensar o professor de Biologia como sujeito histórico, que é
    tramado em sistemas de verdade postos em operação por complexos mecanismos de
    saber-poder.

  • EDILENE LISBOA MARTINS
  • O ESTUDO DE CASO NO ENSINO DE BIOLOGIA: Uma Vivência de Aprendizagem em Cenário Real 

  • Data: 04/12/2014
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  • Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Grupo de Pesquisa Educação, Ciência
    e Sustentabilidade na Amazônia, com o objetivo de apreender as potencialidades e
    os limites do método de estudo de caso no ensino de biologia sobre questões
    socioambientais, no contexto de uma vivência em cenários reais. Escolhemos este
    método como objeto de estudo por colocar os alunos em contato com problemas
    sociais, estimular o desenvolvimento do pensamento crítico, a habilidade de
    resolução de problemas e a aprendizagem de conceitos da área a ser trabalhada.
    Vários são os formatos do estudo de caso no ensino. Optamos por utilizar uma
    variante do formato de atividades em pequenos grupos denominada Caso
    Interrompido. O estudo de caso ”O camarão-da-Amazônia: uma questão de
    sustentabilidade” constituiu-se, portanto, a estratégia de coleta de dados, sendo que
    estes foram tratados a partir do olhar da Análise Textual Discursiva nos termos de
    Moraes e Galiazzi. A dinâmica de atividades do estudo de caso no ensino de
    biologia desencadeou ricas contribuições para o desenvolvimento da aprendizagem
    centrada no aluno no contexto da vivência em cenário real, no que pontuamos, a
    partir das falas dos alunos, que: as questões norteadoras e a socialização de
    informações dos conteúdos científicos facilitam a apreensão e a construção coletiva
    do conhecimento científico; para o desenvolvimento de uma metodologia centrada
    no aluno há a necessidade do professor desenvolver um sequenciamento didático
    diverso para não desestimular o aluno durante as atividades autônomas; para uma
    aprendizagem autônoma, o/a discente deve abandonar as amarras do ensino
    diretivo para que possa se permitir construir o conhecimento com seus próprios
    recursos; e a vivência em cenário real contribui para a apreensão da pluralidade
    científica e da reelaboração do conhecimento discente. Nestes aspectos,
    ponderamos que o contato com a realidade proporcionou aos discentes um
    constante fazer-se e refazer-se no ir e vir de quem tece continuamente a teia da
    sabedoria. Quem ensina aprende e quem aprende ensina um ao outro e a si
    mesmo.

  • RICARDO HAROLDO DE CARVALHO
  • ABORDAGEM CTS POR MEIO DE TEMA: CONSUMO DOMÉSTICO DE ENERGIA ELÉTRICA 

  • Data: 23/10/2014
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  • Ao longo de minha experiência, como professor depreendi a necessidade de um ensino de Ciências voltado para o contexto real do educando. As reflexões sobre minha prática docente me motivaram a um desafio de buscar um ensino que relacionasse o domínio conceitual do aluno com situações reais de sua comunidade. Assim, esta pesquisa teve como objetivo investigar indícios de uma postura crítica a partir da concepção de ensino CTS, por meio de problematizações sobre o consumo de energia elétrica. Procurei respostas à questão da pesquisa de como possibilitar a análise crítica por parte dos alunos quanto ao consumo de energia elétrica residencial. A investigação ocorreu por meio de uma abordagem qualitativa, do tipo pesquisa-ação desencadeado por meio de um minicurso que foi ministrado em uma temática sobre energia, de forma a integrar os tópicos da unidade de ensino. Como estratégia de análise dos dados coletados, realizei uma análise interpretativa, dando significado às situações problematizadas pelos alunos durantes as aulas. As informações foram obtidas por meio de questionários e registros no diário de campo. Os resultados evidenciaram que a abordagem de ensino CTS possibilitou, aos alunos, a reflexão crítica principalmente sobre valores e questões éticas, relacionando-os a sua realidade social com o hábito de consumo exagerado de energia elétrica, sendo para alguns alunos a ligação clandestina uma justificativa para o desperdício de energia. A pesquisa mostrou o potencial dialógico e transformador dessa abordagem de ensino como o relato de mudança de atitudes de alguns dos alunos frente a essa situação. Acredito que, nesse sentido, esse trabalho demonstrou que a abordagem CTS na escola é viável e que a cidadania precisa ser exercida, sendo o letramento científico e tecnológico e a compreensão de seus direitos e deveres, importante para o exercício da cidadania.

  • ALFREDO BRAGA FURTADO
  • AVALIAÇÃO DO USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO APOIO AO PROCESSO DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 17/10/2014
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  • Nesta pesquisa investigou-se a utilização das Tecnologias Digitais quando a Modelagem Matemática é empregada como estratégia de ensino de Matemática, tendo como propósito avaliar a aprendizagem ocorrida neste ambiente. Para consecução deste objetivo, a Modelagem Matemática foi estudada e identificada uma perspectiva de modelagem a ser empregada no trabalho; depois fez-se estudo da utilização das Tecnologias Digitais (TD) na Educação, atentando para as potencialidades e as restrições mencionadas na literatura. Como referenciais teóricos, foram estudadas as teorias de informatização de Tikhomirov, em especial a teoria da reorganização do pensamento e a teoria da atividade de Leontiev e Engeström e o Coletivo Pensante de Pierre Lévy. O propósito aqui foi formular uma metodologia para ensino de Matemática com Modelagem e Tecnologias Digitais, que levasse em conta as condições necessárias que garantissem melhorias efetivas na aprendizagem. Desta forma, foi proposta uma metodologia que incorpora no processo de Modelagem explicitamente uma etapa de utilização de TD, como também dá ênfase na avaliação formativa durante o processo de ensino, de tal maneira que os projetos de modelagem desenvolvidos alcancem os objetivos de aprendizagem esperados. Condicionantes para sucesso das Tecnologias Digitais na Educação foram identificados. A metodologia proposta foi implementada para uma turma da disciplina “Modelagem Matemática” do PPGECM/ICEMCI/UFPA, o que possibilitou avaliar aplicabilidade, alcance, resultados, pertinência e os pressupostos que precisam ser atendidos para garantir melhorias de aprendizagem no contexto da pesquisa. Como resultados da pesquisa qualitativa realizada são apontados: respeitados os condicionantes identificados, as Tecnologias Digitais efetivamente potencializam a aprendizagem. Foram identificados fatores que evidenciam a citada melhoria de aprendizagem.

  • ANA MARIA SGROTT RODRIGUES
  • O SABER MATEMÁTICO ESCOLAR NA SUBJETIVAÇÃO DE TRABALHADORES 

  • Data: 11/09/2014
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  • Neste contexto investigativo nos conduzimos constituindo uma “história do hoje”, sobre formas e modos de subjetivação de trabalhadores de diferentes áreas laborais, nas relações que estabelecem com práticas de saber-poder e com os jogos de verdade instituídos no campo da Educação Matemática Escolar, espaço em que ocupa lugar de relevância no contexto sócio educacional, em virtude da difusão e valorização que lhe é atribuída. Assumimos o desafio de discorrer sobre a variação dos modos de subjetivações produzidos por enunciados e enunciações do discurso matemático, explorando os ditos de trabalhadores que possibilitem ver: Que subjetividades são produzidas nas relações que os indivíduos estabelecem com a matemática escolar? Como se processa a produção dessas subjetividades a partir dessas relações? Partimos das narrativas dos trabalhadores para as narrativas culturais mais amplas, buscando os fios que tecem e sustentam a rede discursiva que possibilita dizer e ver o saber matemático na constituição dos sujeitos. Para analisar como os discursos reverberam nos modos de ser, ver e dizer-se em relação ao saber matemático escolar, faremos uso das ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault, considerando a partir de seus ensinamentos que os trabalhadores são sujeitos históricos, forjados na história, assim como no contexto cultural que os traspassa, uma vez que a subjetividade não é inata, mas é imposta e fabricada por discursos que nos produzem histórica e culturalmente. Com este entendimento e nos meandros da provocação advinda de Foucault, trouxemos à nossa reflexão, em relação ao modo como se posicionam os trabalhadores na luta que estabelecem entre seus saberes matemáticos laborais e os saberes eruditos da ciência matemática, os mecanismos que lançam mão e os efeitos dessa luta que travam, ou da aceitação do saber erudito naquilo que fazem. Ressaltamos que a malha de práticas discursivas e não discursivas produz a matemática como saber que qualifica uma pessoa, um povo, uma nação, ao mesmo tempo em que produz o “bom” aluno, o profissional bem sucedido, também o incapaz, o mal sucedido profissionalmente. Contudo, se há sujeições, também há resistências, recusas, insurreições. Delas nascem outros modos de ser, outros saberes, outras matemáticas que fazem aparecer novas verdades, novas competências que disputam e pluralizam espaços de poder na ampla sinfonia discursiva. Isso nos encoraja a dizer que se a vida é amiga da arte, é possível com arte inventarmos incessantemente saberes matemáticos, que signifiquem a abertura das clausuras desta grande prisão que são as fronteiras

  • DEUSA PRISCILA DA SILVA RESQUE
  • Sentidos subjetivos relacionados à motivação de alunos surdos para participarem do Clube do Pesquisador Mirim do Museu Paraense Emílio Goeldi 

  • Data: 20/08/2014
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  • Inspirada na Teoria da Subjetividade de González Rey, meu objetivo no presente estudo foi
    investigar a motivação de dois Surdos para participarem de uma turma do Clube do
    Pesquisador Mirim (CPM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Nesta perspectiva
    teórica, a motivação é concebida como produção subjetiva. A subjetividade, simultaneamente
    social e individual, é estudada de uma abordagem qualitativa, valorizando-se os casos
    singulares e o caráter dialógico e construtivo-interpretativo da construção das informações.
    Realizei a pesquisa em um contexto de iniciação científica infantil, com uma turma de 12
    crianças ouvintes e duas surdas, em um espaço de educação não formal, onde todos
    aprendiam Libras. Durante o ano letivo de 2012, observei e registrei os 31 encontros da
    turma. Ao final do ano, realizei entrevistas com os responsáveis dos alunos surdos e com os
    pesquisadores mirins ouvintes, utilizando um gravador de áudio. Também realizei entrevistas
    com os alunos surdos, em Língua de Sinais. Estas foram filmadas e, posteriormente,
    transcritas e analisadas. Para a construção dos indicadores da motivação dos surdos considerei
    as perspectivas de familiares, colegas e dos próprios surdos. A partir desses indicadores, pude
    concluir que os alunos surdos estão motivados a participar do CPM. Ambos apresentaram
    indicadores de interesse semelhantes. Eles não querem faltar nem se atrasar para os encontros
    do clube; querem aprender/ensinar Libras, fazer amigos, aprender e continuar no CPM
    enquanto puderem; gostam das atividades e do espaço físico. Porém suas configurações de
    sentidos subjetivos são diferentes em relação ao aprendizado de Libras e de ciências, seus
    relacionamentos com colegas e planos para o futuro. Participar da turma inclusiva do CPM
    contribui para a formação de amizades e também para a aprendizagem dos surdos, de maneira
    diferente daquela que acontece na escola.

  • FRANCE FRAIHA MARTINS
  • SIGNIFICAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA EM PROCESSOS DE LETRAMENTO CIENTÍFICO-DIGITAL 

  • Data: 08/08/2014
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  • Esta é uma pesquisa-ação, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, que se baseia em
    experiências de formação inicial de professores para atuarem nos anos iniciais de escolaridade
    do curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens. Tais
    estudantes da docência se constituem como tal em processos de letramento científico-digital,
    mediados por mim e por outra docente formadora, no contexto da Educação Matemática e
    Científica. O contexto educativo em análise está fundado em quatro níveis de letramento:
    linguagem materna, linguagem matemática, linguagem científica e linguagem digital.
    Objetivo investigar a significação do ensino de Ciências e Matemática expressa por
    licenciandos quando envolvidos em letramento científico-digital ao tempo em que investigo
    minha própria prática, buscando interconexões entre Formação Inicial de Professores,
    Letramento Digital e Educação em Ciências e Matemática. Desenvolvi um design de
    formação que está alicerçado pela tríade formativa: trabalho coletivo - uso de tecnologias
    digitais - ensino com pesquisa associada à perspectiva metodológica da simetria invertida.
    Foram treze os sujeitos envolvidos na pesquisa. Os instrumentos utilizados foram:
    questionário, entrevista, diário de campo, registros em áudio e vídeo dos encontros
    formativos, produções individuais e coletivas (apresentação multimídia, vídeo, webquest,
    interações virtuais, dentre outras). Utilizo a Análise Textual Discursiva como metodologia de
    análise qualitativa. Nesses termos, dei forma a três eixos temáticos: i) Formação Geral e
    Básica para a Docência: significação do Ensino vivenciado em processos de letramento
    científico-digital; ii) Letramento Científico-Digital: o desenvolvimento e seus
    desdobramentos; iii) Possibilidades Diferenciadas de Ensino: verbalizações que ensaiam a
    futura prática docente. A análise dos resultados me faz assumir a tese de que as experiências
    formativas vividas por futuros professores em processos de letramento científico-digital
    promovem o uso social da leitura e da escrita adquiridas no âmbito científico, matemático,
    digital e da língua materna, e propiciam a elaboração de práticas diferenciadas de Ensino,
    virtualizadas ou não, para os anos iniciais do ensino fundamental. Defendo a proposição,
    pautada nos resultados, de que é possível letrar o futuro professor dos anos iniciais do ensino
    fundamental nas variadas formas por meio de um design de formação inicial à semelhança do
    proposto nesta pesquisa. Sistematizo os aspectos formativos que coexistiram nesse design e
    que passo a considerar como um conjunto de ações docentes fundamentais na formação do
    futuro professor para a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento dos letramentos
    necessários às demandas sócio-educacionais deste século. São eles: i) Ensino com pesquisa
    em aula; ii) Integração de conhecimentos específicos inerentes aos anos iniciais; iii)
    Parceria(s) na docência; iv) Recursividade e retroalimentação da comunicação em aula. Na
    mesma trilha, considero a existência de elementos formativos que indicam serem propulsores
    de elaboração de propostas diferenciadas de Ensino e de ideias sobre docência nos anos
    iniciais de escolaridade: São eles: i) A perspectiva metodológica de Simetria Invertida; ii) O
    desenvolvimento do Metaensino ao longo da formação; iii) Produções sistemáticas de
    planejamentos de Ensino.

  • EVERALDO RAIOL DA SILVA
  • O SURGIMENTO DAS TRIGONOMETRIAS EM DIFERENTES CULTURAS E AS RELAÇÕES ESTABELECIDAS ENTRE
    ELAS 

  • Data: 27/06/2014
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  • O presente estudo trata da história da trigonometria plana e esférica, tendo como
    proposta central compreender como surgiram as trigonometrias em diferentes
    civilizações quais sejam: Egípcia, Babilônica, Grega, Hindu, Árabe e Chinesa. Nossa
    meta foi identificar como surgiram as trigonometrias nas diferentes civilizações e
    quais as relações estabelecidas entre elas. Para alcançarmos esta meta, dividimos a
    pesquisa em três fases. Na primeira fase do estudo, adotamos como percurso
    metodológico a pesquisa bibliográfica, na história da matemática e da ciência,
    baseada na investigação histórica do desenvolvimento das trigonometrias plana e
    esférica. Entre os referenciais teóricos com os quais trabalhamos estão: Marconi
    (1986, 2007), Gil (1991, 1999), Lakatos & Martins (2005), Miguel e Miorim (2002,
    2011), Valente, (2007), D Ambrosio (2007) e Valdés (2012). Na segunda fase do
    estudo, buscando evidenciar o surgimento e a evolução e no desenvolvimento
    conceitual da trigonometria plana e esférica em diferentes civilizações quais sejam:
    Egípcia, Babilônica, Grega, Hindu, Árabe e Chinesa, na antiguidade passando pelo
    medievo e até o período Renascentista com o auxilio da história da matemática.
    Para isso, utilizamos como referenciais teóricos: Ronan (1987), Wussing (1998),
    Morey (2001, 2003), Cajori (2007), Mendes (2009), Pereira (2010, 2013), Katz
    (2010), Rooney (2012), Rosa (2012), Brummelen (2009, 2013), Flood & Wilson
    (2013), entre outros. Na terceira fase do estudo fizemos um estudo histórico das
    geometrias e nas geometrias não euclidianas, para evidenciamos o surgimento da
    geometria esférica e sua implicação com a trigonometria esférica e mostramos como
    existem relações entre as trigonometrias plana e esférica, para isso usamos o
    método das séries de Taylor, nosso objetivo principal de estudo, para tanto
    utilizamos como referenciais teóricos: Ayres Jr. (1954), Hogben (1970), Do Carmo
    (1987), Wussing (1998), Imre Toth (2011), Brummelen (2009, 2013), entre outros.
    Como considerações finais do estudo realizado, mostramos como surgiram as
    trigonometrias nas diferentes civilizações e as relações estabelecidas entre elas,
    respondendo assim nossa questão de pesquisa, e também deixamos caminhos para
    outros pesquisadores realizarem novas pesquisas como consequência da
    apresentação e defesa da dissertação.

  • TATIANA LOPES DE MIRANDA
  • A NOÇÃO DE VARIÁVEL DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 05/06/2014
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  • O presente estudo trata da educação algébrica escolar, tendo como objetivo geral a busca de uma descrição da noção de variável, através da resolução de problemas por alunos que estão cursando o ensino fundamental. Verificou-se noções de variável que aparecem no processo de ensino e aprendizagem da álgebra escolar que permitiram responder as seguintes questões: Quais elementos que constituem as noções de variável são percebidos pelos alunos, de modo a proporcionar-lhes uma maior compreensão da álgebra escolar? De que maneira a identificação destes elementos em ambiente escolar nos permite propor uma descrição para álgebra no ensino fundamental? Para alcançar o objetivo, a pesquisa foi dividida em duas fases. Na primeira fase do estudo, foi adotado como percurso metodológico a pesquisa bibliográfica, baseada na investigação histórica do desenvolvimento da álgebra e de seu ensino no contexto da educação matemática, com a finalidade de estudar a evolução da concepção de álgebra e de variável ao longo da história e identificar as noções de variável descritas em pesquisas da área de educação matemática. Entre os referenciais teóricos trabalhados estão Tabak (2004), Wussing (1998), Boyer (2012), Kieran (1989), Usiskin (1995), Ursini e Trigueros (2003), entre outros. Com base nos referenciais escolhidos, estruturou-se a pesquisa de campo, que constituiu a segunda fase do estudo, a qual apresentou como instrumento diagnóstico de levantamento de dados três questionários, compostos cada um de 10 questões, que foram aplicados para 65 alunos que cursavam o 9º ano do ensino fundamental em três escolas públicas do município de Belém (PA). A aplicação dos questionários auxiliou na identificação das noções de variável e dos elementos destas noções presentes em sala de aula. Os resultados obtidos revelam que os alunos não dominam todas as noções de variável que foram classificadas em nosso referencial teórico. Foi verificado que a noção de variável como incógnita é a que apresenta maior domínio por parte dos alunos, contudo, percebe-se que elementos que constituem esta e as outras noções, relativos a manipulação, simbolização e interpretação, representam obstáculos de compreensão do pensamento e da linguagem algébrica.

  • NAYRA DA CUNHA ROSSY SANTOS
  • FRAÇÃO E SUA REPRESENTAÇÃO COMO MEDIDA DE COMPRIMENTO: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DE UM LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

  • Data: 29/05/2014
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  • A presente pesquisa investigou o processo de reconstrução conceitual de fração
    como medida de comprimento no contexto de um Laboratório de Educação
    Matemática (LEM) quando o processo é dirigido por uma atividade estruturada
    escrita e mediada pelas intervenções de um professor. Para tanto, foram
    apresentados os conceitos de LEM, elegendo um deles como concepção
    utilizada para a pesquisa. Foram exploradas possibilidades que o LEM oferece
    ao professor e alunos enquanto espaço de produção de conhecimento,
    direcionando para o Ensino por Atividades, que, subsidiado pela Psicologia
    Histórico-cultural, justifica a atividade pedagógica do professor e apresenta
    Atividades Orientadoras de Ensino como alternativa para minimizar algumas
    dificuldades no ensino e aprendizagem, enfatizando a aprendizagem conceitual.
    Foi aplicada uma atividade estruturada com uma turma de 40 alunos do 6º ano
    do ensino fundamental de uma escola municipal em Belém, que foi registrada
    em áudio e vídeo, para posterior análise microgenética das interações entre
    professor e alunos. Levando em consideração os conhecimentos prévios dos
    alunos, o trabalho realizado com a turma durante o ano e a atividade
    estruturada, os resultados apontaram pelo menos dez indícios de aprendizagem
    pontuais que, ao longo da atividade, tiveram um efeito exponencial nas
    aprendizagens posteriores. Isto significa que, quanto mais ligações anteriores
    forem possíveis de ser mobilizadas pelos alunos em suas interações com o
    professor, mais o sujeito é capaz de avançar na consolidação do objeto de
    estudo.

  • ARTHUR GONCALVES MACHADO JUNIOR
  • APRENDIZAGENS COMPARTILHADAS DE FORMADORES DE PROFESSORES: o caso da licenciatura integrada em educação em ciências, matemática e linguagens para os anos iniciais do ensino fundamental

  • Data: 22/05/2014
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  • Este trabalho relata pesquisa sobre prática de formação inicial de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), desenvolvida por uma comunidade de formadores de professores (CoP-FP) do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Trata-se, portanto, de um percurso investigativo de natureza qualitativa, na modalidade estudo de caso, cujo objetivo foi identificar e interpretar para compreender e descrever como uma comunidade de formadores de professores (CoPFP), em fase de constituição de si mesma, aprende e se desenvolve profissionalmente em sua tarefa de implantar um curso novo de formação de professores de Ciências, Matemática e Linguagens, para os anos iniciais (AI) do Ensino Fundamental (EF) tendo em vista, especificamente, o conceito de comunidade de prática de Lave e Wenger (1991), a perspectiva da teoria social da aprendizagem de Wenger (2001) e, os indicadores de desenvolvimento profissional apresentados por Imbernón (2010). Defende-se a tese de que a mobilização de
    conhecimentos e de práticas (re)construídos nas interações em comunidade, produz conhecimentos profissionais e, nesse processo, os participantes aprendem e vão se desenvolvendo profissionalmente em suas tarefas de formar professores para atuar nos anos iniciais do EF. Ao longo dos vinte e seis meses em que estivemos em campo, a prática da comunidade, em foco, foi acompanhada por meio de registro de áudio e/ou de vídeo e de transcrição das narrativas dos formadores – durante as reuniões de planejamento, de estudo e
    de gestão – por meio de entrevistas e de materiais produzidos pelos formadores e por anotações pessoais em campo, elaboradas durante o tempo em que passamos “observando” as ações da comunidade. O material captado foi tratado e organizado em dois eixos, escritos em episódios narrativos, que foram analisados principalmente, não exclusivamente, a partir de uma aproximação entre a teoria social de aprendizagem em comunidades de prática e o aprendizado de professores em comunidades e aprofundados a partir das reflexões sobre desenvolvimento profissional. As análises narrativas revelam uma prática, produzida em constante processo de negociação das situações concretas de trabalho, promotora de aprendizagens e de desenvolvimento profissional dos membros e da comunidade.

  • ALEX BRUNO CARVALHO DOS SANTOS
  • INVESTIGANDO EPISTEMOLOGIAS ESPONTÂNEAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTCA SOBRE O ENSINO DE EQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU

  • Data: 16/05/2014
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  • Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa realizada com 23
    professores de matemática, então alunos da especialização em Didática da
    Matemática na Universidade Federal do Pará, sobre suas concepções acerca da
    Álgebra e seu ensino e como introduziam o tema Equações do Primeiro Grau em
    suas aulas no ensino básico. A principal fundamentação foi a Teoria Antropológica do
    Didático, a qual possibilitou a análise de modelos relativos ao ensino e
    aprendizagem de tópicos de Álgebra. Nosso objetivo foi verificar quais
    características do modelo epistemológico dominante no ensino de Álgebra são
    reveladas nas concepções dos professores investigados. A questão norteadora de
    nossa pesquisa foi: Em que medida a constituição de um sistema didático com
    características de um Percurso de Estudo e Pesquisa interfere na epistemologia
    espontânea de professores de matemática em formação continuada sobre o ensino
    de Equações do Primeiro Grau? A coleta de dados para análise ocorreu em 06
    sessões nas quais desenvolvemos as seguintes atividades: aplicação de um
    questionário; socialização de ideias e concepções acerca de Álgebra e seu ensino;
    estudo epistemológico do objeto Equações do Primeiro Grau; discussão sobre as
    concepções de Álgebra segundo Usiskin; estudo sobre as características da Álgebra
    como aritmética generalizada e; exposição das práticas de sala de aula dos sujeitos
    investigados. Para realizarmos as sessões adotamos como procedimento
    metodológico o Percurso de Estudo e Pesquisa. Os resultados revelaram, quanto à
    epistemologia espontânea do professor, o predomínio da perspectiva da Álgebra no
    sentido de operação com letras e números bem como de generalização de padrões,
    o que a caracteriza como aritmética generalizada. Neste sentido, a Álgebra é vista
    como um prolongamento e generalização das práticas aritméticas. No que diz
    respeito à questão de nossa pesquisa, percebemos que o processo de estudo
    possibilitou aos sujeitos a conscientização de se levar em conta os aspectos
    epistemológicos do ensino de Álgebra, no entanto, não vislumbramos mudanças
    significativas em sua epistemologia espontânea, comparando seus discursos no
    inicio da pesquisa com a apresentação de sua praxeologia ao final da pesquisa.

  • RAQUEL SOARES DO RÊGO FERREIRA
  • TAREFAS INTERMEDIÁRIAS: UM MODELO EPISTEMOLÓGICO DE REFERÊNCIA PARA O ENSINO DAS FRAÇÕES

  • Data: 15/05/2014
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  • Este trabalho trata da articulação e integração de organizações praxeológicas anunciadas pelas pesquisas a luz da teoria antropológica do didático, em particular, entre as organizações referentes as noções de frações e de operações com frações que vivem em uma dada instituição de ensino. Essa problemática é evidenciada a partir de um Modelo Epistemológico de Referência - MER aqui proposto que permite analisar e reconstruir organizações praxeológicas sobre noções e operações, de adição e subtração, de frações em que revela o papel de praxeológicas intermediárias a partir da epistemologia funcional dos objetos da matemática escolar.

  • GEORGE CHRIST CARAVEO DA SILVA
  • O PROCESSO DE (RE)CONSTRUÇÃO E GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES MATEMÁTICAS E DIDÁTICAS NO ESTUDO DE FUNÇÕES LOGARITIMICAS MEDIADO POR COMPUTADOR

  • Data: 14/05/2014
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  • Nesta pesquisa de cunho narrativo investiguei o processo de (re)construção e gestão de Organizações Matemáticas e Didáticas no estudo de funções logarítmicas mediado por dois ambientes. Este processo está, de acordo com a Transposição Didática Interna, dividido em dois momentos. No primeiro, caracterizado pela construção do “texto de saber”, no qual exponho os fatores que influenciaram na construção da Organização Didática de minha proposta e o segundo, marcado por colocar em ação estas praxeologias, construindo assim a Organização Matemática no qual reflito sobre a Organização Didática e busco reconstruí-la. Realizei um estudo relacionado a funções logarítmicas, com alunos do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola particular, que consistiu no enfrentamento de uma tarefa em dois ambientes: o papel e lápis e o informatizado. Analisando os resultados obtidos percebi que o ambiente informatizado, ao proporcionar a interação dos estudantes com o modelo computacional das funções logarítmicas, promoveu por um lado, condições favoráveis ao aprendizado e por outro geraram restrições, problemas que indicaram a necessidade de (re)construções das Organizações Matemáticas e Didáticas. A teoria que permitiu minha análise foi a Teoria Antropológica do Didático, mais precisamente em torno das noções de Transposição Didática Interna, Praxeologias, além de Condições e Restrições.

  • ITAMAR MIRANDA DA SILVA
  • A Relação do Professor com o Saber Matemático e os Conhecimentos Mobilizados em sua Prática
  • Data: 04/04/2014
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  • O presente trabalho tem como objetivo buscar compreensões acerca da relação do professor com o saber matemático, bem como identificar conhecimentos mobilizados em sua prática. Entendemos que a temática se justifica, pois as pesquisas, no campo da formação de professor que ensina matemática, têm denunciado que o professor de matemática enfrenta dificuldades no que se refere ao domínio dos conhecimentos necessários à difusão do saber matemático. Assim, o tema insere-se no seio da problemática enfrentada pela profissão docente no que tange às maneiras de agir e pensar sobre o ensino da matemática escolar. Metodologicamente, o estudo desenvolve-se numa abordagem qualitativa e para construção da empiria da pesquisa realizamos dois percursos de formação. O primeiro, chamaremos de Estudo da Aula Simulada (EAS) e aconteceu durante a realização da disciplina estágio supervisionado II, contando com a participação de quatro sujeitos, alunos-professores, de um curso de licenciatura plena em matemática. O segundo percurso de formação foi desenvolvido à luz da Teoria Antropológica do Didático (TAD), da qual assumimos o Percurso de Estudo e Pesquisa (PER). Este percurso ocorreu durante a realização da disciplina Tendências Metodológicas em Educação Matemática, do curso de Especialização em Educação Matemática, e contou inicialmente com a participação de sete professores. Além das observações diretas realizadas ao longo dos dois percursos formativos, utilizamos como instrumentos de construção de dados e informações, as observações das aulas, que foram gravadas em áudio e vídeo, e recorremos à aplicação de questionários, entrevistas semiestruturadas, anotações e atividades desenvolvidas e registradas, que foram disponibilizadas pelos sujeitos. A partir dos dados e informações obtidos, selecionamos episódios, que compuseram um conjunto de ideias, e os analisamos a luz da base teórica adotada. Como resultado, foi possível evidenciar, por exemplo, que a maneira do professor se relacionar com o saber matemático e os conhecimentos que ele mobiliza durante a sua prática, são em vários aspectos reflexos de suas experiências como aluno. Então, a partir das análises dos processos que emergiram nos percursos formativos, elaboramos um dispositivo didático que poderá, a nosso ver, contribuir para a antecipação de maneiras de agir e pensar do professor sobre a sua prática no que tange ao ensino da matemática para a educação básica pautado na reflexão sobre um objeto de ensino concreto.
  • EMLLY HANNA SOUZA DA SILVA
  • ESTILO DE PENSAMENTO SOBRE BIODIVERSIDADE EM PESQUISAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PUBLICADAS NO EPEA

  • Data: 31/03/2014
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  • O objetivo desta investigação foi analisar as contribuições epistemológicas de Fleck e da teoria das Representações Sociais no contexto da Educação Patrimonial Ambiental publicadas no EPEA acerca de biodiversidade. A pesquisa foi norteada pela seguinte questão: Que estilos de pensamento sobre biodiversidade circulam nos artigos do Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental – EPEA e como se vinculam à Educação Patrimonial Ambiental? O objeto da investigação é a temática biodiversidade; o lócus da pesquisa são 11 artigos aprovados nos seis Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental – EPEA realizados nos anos de 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2011. A análise dos dados seguem algumas estratégias da análise de Conteúdo proposta por Bardin que envolvem a organização da análise, a codificação, a categorização e a inferência. De acordo com a epistemologia de Fleck os resultados viabilizaram a identificação de onze estilos de pensamento circulados em vinte e oito artigos sobre biodiversidade publicados no EPEA, quais sejam: Patrimonial Ambiental; Utilitarista; Sistêmico; Naturalista/ecológico/biológico; Humanista; Ambiental Crítica; Cultural; Conservacionista; Científico; Resolutivo; Sustentável. De um coletivo de 28 pesquisadores que apresentaram trabalhos sobre biodiversidade no EPEA a abordagem da Educação Patrimonial Ambiental foi identificada como um dos estilos de pensamento sobre o tema biodiversidade. As formações continuadas dos autores que tiveram seus artigos aprovados no EPEA estão em nível de especialização, mestrado e doutorado. Os resultados da pesquisa indicam que alguns estilos circulam nos coletivos de pensamentos esotérico e exotérico. As representações identificadas destacam-se por ideias tradicionais convencionadas por ecologistas de cunho naturalista, utilitarista e resolutivo de biodiversidade. Nesse sentido, destaco a necessidade de ampliar as discussões das pesquisas sobre biodiversidade para um contexto que envolva questões econômicas sociais e políticas. Já os estilos mais críticos apareceram em menor número e os intermediários, ou seja, não são tradicionais e nem críticos também tiveram poucas ocorrências. Nesse contexto faz-se necessário que os estilos de pensamento sobre biodiversidade dos autores do EPEA rompam com as ideias tradicionais já consagradas e evoluam para os estilos mais críticos.

  • NEIVALDO OLIVEIRA SILVA
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NO PARÁ: GENEALOGIA, INSTITUCIONALIZAÇÃO E TRAÇOS MARCANTES

  • Data: 12/03/2014
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  • A presente pesquisa tem como tema a Educação Matemática no Pará e como objeto de investigação a análise das dinâmicas de sua constituição e, mais especificamente, sua origem, seu processo de organização, difusão, institucionalização e caracterização, tendo como referência os grupos de estudos e pesquisas que se organizaram no estado, seus contextos, suas ramificações assim como as produções realizadas na área, principalmente sob a forma de dissertações e teses. Minha intenção é analisar a Educação Matemática existente no Pará, buscando identificar suas formas de estruturação e organização, além da análise da produção existente, no sentido de identificar ênfases, tendências, traços e características marcantes, capazes de dar indicativos do momento atual do seu processo de desenvolvimento. Inicio definindo a abordagem da pesquisa para, em seguida, fazer uma incursão epistemológica de modo a compreender a Educação Matemática como campo profissional e de pesquisa relacionado à realidade e aos processos de ensino e aprendizagem. Para tal, tomo como referência ARAUJO (1980), CARVALHO (1991), BICUDO (1994) e FIORENTINI & LORENZATO (2006). De modo a contextualizar a pesquisa faço um breve percurso nos cenários da produção da Educação Matemática no Pará, com a menção de aspectos históricos e sociais da cidade de Belém e do Estado do Pará, incluindo as Universidades onde os grupos foram se organizando e de onde se originam as pesquisas levantadas e analisadas. Feito isso, descrevo a trajetória da Educação Matemática no Pará, sob a forma de genealogia, com um traçado que tem como referência inicial os resultados de pesquisa realizada anteriormente por mim para, em seguida, apresentar resultados que me possibilitam identificar um Movimento que tem como raiz principal o Grupo de Matemática que se formou no antigo Clube de Ciências da UFPA, que funcionou como ponto de difusão e disseminação de ideias e concepções, além de se materializar como ponto de convergência de estudiosos sobre o tema. Na continuidade, busco identificar características que me permitam afirmar que as ações de Educação Matemática foram institucionalizadas no nosso contexto, o que confirmo com o estudo e, finalmente, busco interpretar para compreender o significado e os sentidos implícitos às produções, em termos de organização, classificação e inferências, que se originam do Movimento delineado, apresentando resultados, sob a forma de estado da arte, que apontam para ênfases nas áreas temáticas Modelagem Matemática, Ensino/Aprendizagem de tópicos específicos, Resolução de Problemas, Materiais didáticos e meios de ensino, Formação de Professores, Etnomatemática e Educação de Jovens e Adultos. A diversidade de temáticas, a relação com a cultura local, assim como a conexão entre elas começam a emergir como traços que marcam a Pesquisa em Educação Matemática no Pará.

  • ADRIANE DA COSTA GONÇALVES
  • A CIRCULAÇÃO DE IDEIAS SOBRE BIODIVERSIDADE POR PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA NAS ABORDAGENS CTS E PATRIMONIAL AMBIENTAL

  • Data: 27/02/2014
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  • O objetivo desta investigação é analisar como as ideias intercoletivas sobre biodiversidade circulam nas práticas pedagógicas de professores de Ciências e Biologia com base nas abordagens CTS e EPA. Busca identificar e caracterizar os Estilos de Pensamento que estes professores apresentam sobre biodiversidade à luz da epistemologia fleckiana. O presente estudo, de cunho qualitativo, nos moldes do Estudo de Caso, teve a participação de 22 professores que atuam no ensino fundamental e médio em escolas públicas no Município de Igarapé-Miri, PA. Utilizei a metodologia do Grupo Focal como instrumento para a construção da empiria, em dois Grupos de Trabalho realizados durante o I Colóquio sobre Biodiversidade, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências e Matemáticas e pelo Grupo de Estudos e pesquisas em Educação Patrimonial Ambiental. A análise deste estudo está ancorada em alguns dispositivos analíticos da Análise do Discurso, Discurso do Sujeito Coletivo e as categorias fleckianas, como instrumentos de análise. Para as análises, os dados foram categorizados com base nas aproximações e similaridades e nas comunalidades dos discursos. Para a identificação e caracterização dos Estilos de pensamento presentes nos discursos dos professores, utilizei quatro elementos que constituem o EP, elaborados com base no referencial fleckiano, que são: 1) O modo de ver, compreender e conceber; 2) Corpo de conhecimentos e práticas; 3) Compartilhamento pelo coletivo; 4) Linguagem estilizada. Os resultados indicam a existência de três Estilos de Pensamento sobre a Biodiversidade: Biodiversidade na visão ecológica, Biodiversidade como potencial econômico e Biodiversidade como patrimônio ambiental, sendo este considerado um estilo em transição, em razão de que ele começa a ser pensado e concebido a partir das atividades do Colóquio. A análise também elucidou as concepções dos docentes sobre as inter-relações CTS. Estas encontram-se fundamentadas na perspectiva salvacionista da ciência, na educação para a cidadania e como recursos tecnológicos. O EP em transição “Biodiversidade como patrimônio ambiental”, compreende um pensar e uma atuação mais crítica, pois incorpora questões ambientais, aspectos sociais, econômicos e políticos em uma relação de interdependência e inter-relações entre os seres vivos, uma vez que sua dimensão crítica é um importante elemento nas abordagens CTS e Patrimonial Ambiental.

  • MARCELO MIRANDA SERRAO
  • PROBLEMAS MATEMÁTICOS DA ANTIGUIDADE COMO ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
  • Data: 12/02/2014
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  • O enfoque desta pesquisa foi investigar a Matemática de três períodos históricos, visando localizar problemas clássicos e suas possíveis formalizações, de modo a podermos compreender seus elementos, compará-los e verificarmos se há recorrências desses problemas em períodos diferentes. A investigação e o estudo das matemáticas, a partir das fontes características desses períodos históricos, a saber: o Papiro de Rhind do século XVII a.C., o Aritmética de Diofanto do século III e o Liber Abaci de Fibonacci do século XII, nos permitiu selecionar problemas de cunho histórico em um processo de integração, visando oferecer aos professores da educação básica, apontamentos e sugestões para a exploração deste tipo de problemas como meio de superação de dificuldades de aprendizagem em sala de aula. Uma vez que a utilização da história da Matemática, promove uma integração da Matemática do passado com a Matemática dos dias atuais e oportuniza uma forma de tratamento dos conteúdos e conhecimentos matemáticos contextualizados.
  • MARCOS GUILHERME MOURA SILVA
  • CONTRIBUIÇÕES DA PRÁTICA (IN)FORMADA POR EVIDÊNCIAS PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA: uma análise das ações dos professores a partir das suas próprias práticas
  • Data: 08/02/2014
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  • O movimento rumo à Prática Baseada em Evidências é tão importante quanto polêmico. Sua ampla difusão na área médica e em campos afins figura no cenário educacional como uma discussão contemporânea. Considerando suas limitações e potencialidades, o presente estudo teve como objetivo investigar em que aspectos a Prática Baseada em Evidências (PBE) pode contribuir na formação profissional do professor de Matemática. Para tanto, trilhou-se os caminhos de uma pesquisa qualitativa, com informações constituídas a partir de entrevistas estruturadas, transcrições de áudio e vídeo e relatórios de estudo elaborados pelos nove sujeitos. Nossas análises referentes às contribuições da Prática Baseada em Evidências para a formação profissional do professor de Matemática se pautaram na Teoria da Aprendizagem Transformadora proposta por Jack Mezirow (2013) e nas considerações teóricas de Bosh e Gascon (2001). Os resultados apontam que a experiência formativa desenvolvida se constitui como alicerce de Aprendizagem Informacional e Transformacional, nos termos propostos por Mezirow, assim como oportuniza ao professor uma experiência auto formativa (aprender a aprender), desenvolvimento crítico sobre as questões relacionadas às práticas, aquisição de processos e ferramentas didáticas, inserção do inquérito para aquisição de conhecimentos, estreitamento do professor com a pesquisa sistematizada da Educação Matemática e desenvolvimento do professor pesquisador, desencadeando a construção de novas práticas.
  • RENATO SILVA ARAUJO
  • O Uso de Analogias e a Aprendizagem Baseada em Problemas: Análise dos Discursos Docente e Discente em um Curso de Férias.

  • Data: 03/02/2014
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  • Neste trabalho procuro investigar em que termos o uso de figuras de linguagem, como a Analogia, pode expressar contribuição ou obstáculo para as atividades com resolução de problemas que foram desenvolvidas durante a XV e XVI edições de um Curso de Férias na cidade de Salinópolis (PA). Os sujeitos pesquisados foram um grupo constituído por cinco alunos (GA) e um grupo de cinco professores (GP), que participaram da 1ª e 2ª semanas do curso, respectivamente. Os objetivos almejados nesta pesquisa consistem em verificar que Analogias são elaboradas por esses sujeitos e qual o tratamento dado pelos monitores do curso que acompanham esses grupos, além de avaliar se existem diferenças entre as Analogias que são propostas pelo grupo de alunos e aquelas que são propostas pelo grupo de professores problematizando-as, em caso positivo. A metodologia empregada para a constituição dos dados empíricos foi de natureza qualitativa e a sua obtenção ocorreu através de videogravação e posterior transcrição dos diálogos, em que foi observada a ocorrência de Analogias. A partir do exame dos materiais, evidenciei a emergência de categorias que denominei de Analogias de Criação Indagativa (ACI), Analogias de Criação Duvidosa (ACD) e Analogias de Criação Afirmativa (ACA), com base nos procedimentos estabelecidos pela Análise Textual Discursiva. A análise dos dados evidenciou que as Analogias criadas pelos sujeitos, pertencentes ao GA e GP, mesmo de forma espontânea, apresentaram contribuições importantes para a resolução dos problemas investigados, por ambos os grupos, na medida em que houve indícios de problematização e exploração dos limites existentes em tais Analogias. Em contrapartida, configuraram-se como obstáculos nos momentos em que não foram devidamente exploradas e problematizadas, sendo o papel dos monitores fundamental para o bom aproveitamento deste recurso linguístico, embora não seja a proposta do curso trabalhar em cima das Analogias. Também observei que os tipos de Analogias criadas por alunos e professores fizeram parte das mesmas categorias descritas anteriormente, contudo aquelas criadas pelos docentes mostraram-se, em alguns momentos, mais elaboradas do que as propostas pelos discentes. Considero que as discussões acerca do uso de Analogias em situações de ensino e aprendizagem, envolvendo a resolução de problemas, necessitam ser ampliadas, a fim de que suas funções, utilidades, vantagens e desvantagens, bem como formas de exploração mais efetivas, sejam mais bem compreendidas nestes processos. No caso específico do Curso de Férias, acredito que um trabalho anterior à realização dos cursos, entre sua coordenação e quem sabe um professor pesquisador da área de Educação em Ciências, junto aos monitores, para que estes pudessem estar melhor aproveitando as Analogias criadas pelos cursistas, poderia se tornar uma proposta interessante para o aprimoramento das discussões dentro de cada grupo.

  • ANDRE LUIZ RODRIGUES DOS SANTOS CUNHA
  • OS SENTIDOS DA PLURALIDADE DE ATIVIDADES NO ENSINO DE BIOLOGIA: UMA PESQUISA-AÇÃO
  • Data: 17/01/2014
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  • O ensino de Ciências Biológicas continua priorizando a exposição oral como estratégia em sala de aula, mesmo tendo os professores a consciência de que, em educação, os alunos não podem ser vistos de forma homogênea. Diferentemente de um ensino com aulas predominantemente expositivas, questionei: a variabilidade de estratégias de ensino proporciona uma maior motivação e participação dos alunos para o estudo e aprendizado de Biologia? Para refletir sobre tal problemática, busquei compreender como a motivação dos alunos foi afetada pela diversificação de atividades de ensino de Biologia. A opção metodológica foi pela abordagem qualitativa por meio de uma pesquisa-ação. O lócus da pesquisa foi a Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará, em Belém, devido à sua proposta de diversificação e experimentação de atividades educativas. Os sujeitos da pesquisa foram seis discentes concluintes do ensino médio. A pesquisa foi realizada em vinte e um (21) encontros semanais, no contra turno das aulas regulares, no período de abril a dezembro de 2012. Diversos assuntos da Biologia propostos por mim, enquanto professor-pesquisador e/ou solicitados pelos alunos foram trabalhados utilizando variadas estratégias como: atividades lúdicas, filmes, música, texto, livro didático, atividades de campo, quadrinhos e exposição oral. Houve o diálogo com autores que tratam sobre essas estratégias como também, com a teoria da subjetividade de González Rey para entender os sentidos subjetivos dos alunos participantes. Nesse estudo, procurei evidenciar as percepções dos alunos, e como cada atividade educativa realizada influenciou a produção de sentidos nos diferentes sujeitos envolvidos. Destaco que a motivação foi alcançada não pela simples variação de atividades, mas pela sintonia estabelecida entre os alunos e o professor a partir das diversificadas estratégias trabalhadas. Compreendeu-se com esse estudo que a motivação não é algo universalmente alcançado, mas sim um conceito multidimensional, ou seja, composto de várias dimensões e que no caso da subjetividade dos sujeitos envolvidos está associada aos sentidos que emergem da experiência vivenciada por eles no transcorrer das atividades. A motivação não é inata, mas sim uma coconstrução dos sujeitos envolvidos nesse cenário e que as metas e os objetivos de professores e alunos necessitam estar sintonizados e apontar para a mesma direção.
2013
Descrição
  • EDUARDO PAIVA DE PONTES VIEIRA
  • SER VIVO, SER ESPÉCIE, SER CLASSIFICADO: Epistemes, Dispositivos e Subjetivações no Ensino de Ciências e Biologia
  • Data: 16/12/2013
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  • Em linhas gerais o objetivo deste trajeto investigativo emerge da discussão dos efeitos da racionalidade científica e das suas verdades na formação e no exercício docente dos professores de ciências e biologia. O percurso analítico se dirige aos espaços de constituição dos saberes, de suas formas e de suas relações de forças, problematizando o pensamento hegemônico e contingente da biologia no século XX, lido em seus enunciados evolutivos e moleculares. As ciências biológicas objetificadas como produto acabado de um contínuo de superações e aprimoramentos teóricos, mantenedora de determinados conceitos ou ideias estruturantes é questionada na medida em que se defende a tese de que o presente da biologia multiplica as produções de falso e verdadeiro, resultando em diferentes modos de formar docentes e de se ensinar ciências biológicas em territórios nos quais se acredita ter/manter certa homogeneidade. Nesta perspectiva, a pesquisa torna visíveis os enunciados que corroboram a tese, utilizando documentos que narram o cotidiano da educação em ciências e biologia, tais como livros e periódicos da formação de professores e materiais didáticos utilizados na educação básica, dentre outros. Os documentos são definidos pelo aparecimento dos objetos, lançando-se mão de recursos enunciativos como conceitos e imagens relacionadas ao ensino de ciências e biologia. A análise utiliza ferramentas dispostas nas teorizações de Michel Foucault, sobretudo, conceitos como episteme e dispositivo relacionados às investigações dos regimes de constituição dos saberes. As perspectivas de episteme e dispositivo neste trabalho vinculam-se com a produção dos objetos Vida, Espécie e Sistema Classificatório, que possibilitam pensar em demarcação de conteúdos, além disso, o dispositivo é pensado como algo constituído em uma rede, estabelecida predominantemente entre discurso e prática, não de forma dual, posto que são indissociáveis, mas no campo do que é visível e do que não é visível. Com efeito, o corpo deste trabalho traz de forma propositadamente imbricada, a análise de determinados enunciados que se referem às formas de pensar o que é ser vivo, ser espécie e ser classificado, predominantemente no período compreendido entre o início do século XX e o início do século XXI. A biologia, nesta perspectiva analítica aparece como um saber não unificado, sendo, portanto, campo em movimento, em disputa pelo poder de significar a ideia de vida. Disputa que se expressa no âmbito do ensino da biologia produzindo múltiplas, cambiantes e concorrentes formas de dizer sobre o vivo.
  • RUTH GABRIEL CANGA BUZA
  • EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ideias, saberes e práticas relatadas por professores em um país em reconstrução, Angola

  • Data: 12/12/2013
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  • O contexto angolano serviu de cenário para a realização deste trabalho. Foram pesquisadas três escolas da rede pública de ensino. Contamos com dois professores de cada escola, sendo estes docentes da disciplina de Estudo do Meio (que pode ser considerada como a disciplina de Ciências aqui no Brasil), lecionam no ensino primário (termo usado para o ensino fundamental). Este trabalho é de natureza qualitativa, na abordagem narrativa, e com esta escolha tivemos a oportunidade de mergulhar nas experiências relacionadas com a prática docente desses professores em sala de aula, tendo como objetivo analisar a inserção da temática ambiental na prática docente em Angola. Angola possui em sua história inúmeras marcas de exploração e guerra, que trouxeram grande impacto para a sociedade angolana, o que nos permite até hoje perceber deficiências de ordem mental e moral nos filhos e filhas oriundos dessa terra. Escrever sobre a educação no país é escrever sobre como os professores e alunos conseguem transpor as múltiplas dificuldades vividas diariamente, e, mesmo num contexto adverso, ainda investir no ensino- aprendizagem dos estudantes, confiantes na construção de um futuro melhor. Com a pesquisa foi possível ouvir os professores e registrar relatos sobre o modo como a temática ambiental é inserida em sala de aula. No entanto, com a observação do espaço escolar, também foi possível notar a necessidade de uma abordagem mais aprofundada, já que foi perceptível notar falhas relacionadas aos cuidados com a escola. A Educação Ambiental foi evidenciada como preocupação educacional, embora seja necessária sua implantação como política pública e formação continuada de professores para que se possa constituir processo cultural, o que necessita mudança cultural.

  • DAILSON EVANGELISTA COSTA
  • O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA COMO (PRO)MOTOR DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

  • Data: 14/11/2013
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  • Esta pesquisa se insere no contexto da formação de professores que ensinam Matemática. Tem como objetivo geral compreender em quais aspectos o processo de construção de sequência didática, à luz da Educação Matemática, pode se constituir como um mecanismo de formação do professor de Matemática na perspectiva de evidenciar as características formativas relacionadas ao desenvolvimento da base para o conhecimento docente e do professor reflexivo. As principais âncoras teóricas relacionadas à Educação Matemática e à Formação de Professores que dão sustentação a esta pesquisa baseiam-se em Fiorentini e Lorenzato (2009), Mendes (2009), Lorenzato (2009), Zabala (1998), Schön (1983, 1992, 2000), Shulman (1986, 1987), Brasil (1996, 1998, 1999). Os encaminhamentos metodológicos fundamentam-se em uma abordagem de cunho qualitativo, enfatizando o processo que permitiu a construção das atividades pelos professores em formação. O argumento metodológico central sustenta-se na possibilidade de gerar subsídios para discutir os processos de formação de professores, levando em consideração as possibilidades de articulações entre teoria e prática que o processo de construção de sequência didática pode promover. O lócus da pesquisa deu-se durante a disciplina Tendências Metodológicas em Educação Matemática que teve como participantes 4 (quatro) alunos-professores ingressos do curso de Especialização em Educação Matemática (lato sensu), do Instituto de Educação Matemática e Científica, da Universidade Federal do Pará. O material empírico foi organizado e analisado através das interpretações das ações manifestadas em: (a) questionários, (b) transcrição de registros videográficos do processo de construção da sequência didática, (c) relatos dos dias e (d) relatório final. As análises foram organizadas em seis momentos, os quais revelam o percurso traçado pelos sujeitos da pesquisa. Os resultados evidenciam que o processo de construção de sequência didática (PCSD) pode se constituir como um mecanismo para a formação do professor de Matemática nos seguintes aspectos que promovem: (1) a Educação Matemática, (2) o professor reflexivo, (3) as tendências metodológicas em Educação Matemática, (4) a articulação com os PCN e com a LDB, (5) a articulação entre Teoria e Prática, (6) o professor pesquisador, (7) o conhecimento pedagógico geral, (8) o conhecimento específico do conteúdo, (9) o conhecimento pedagógico do conteúdo, (10) o conhecimento proposicional, (11) a necessidade de um momento teórico e prático, (12) a necessidade da presença e interferência do Educador Matemático (promovendo reflexão).

  • JOSE ARIMATEA GOUVEIA DOS SANTOS
  • O papel das Escolas Agrícolas na introdução da racionalidade científica no Pará (1860-1912)
  • Data: 19/09/2013
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar a racionalidade moderna com a introdução das ciências naturais e técnicas modernas nas primeiras escolas agrícolas do Pará (Escola Rural D. Pedro II, Curso Regente Agrícola no Instituto Lauro Sodré e Estação Experimental de Agricultura Prática) e ver até que ponto elas refletiram o projeto; pautado nas novas ideias de racionalidade vindas da Europa que se introduziram neste local. Para esta investigação serão analisados, em primeiro lugar, os discursos dos governantes do Pará para saber até que ponto eles refletiam a nova mentalidade que se implantava na agricultura, ao ponto de exigir a criação de escolas agrícolas. Em seguida, serão analisados alguns elementos que constituem as escolas (o currículo, o ensino e o espaço físico), no propósito de verificar em quais aspectos contribuíam para introdução das ciências naturais e técnicas modernas. O resultado da pesquisa mostra que os discursos sobre instrução e ensino agrícola baseado nas ciências e técnicas modernas contribuíram para a criação de escolas agrícolas como meio de fixar o homem local e desenvolver práticas racionais na agricultura. O currículo, ensino e espaço físico foram elementos da escola que difundiram as ciências naturais, promoveram formas de ensino que se diferenciavam do que existiam no Estado do Pará, estabeleceram uma diversidade do espaço físico para ensino de ciências e introduziram tecnologias no ensino agrícola.
  • MOISES DAVID DAS NEVES
  • Aprendizagem Baseada em Problemas e o Raciocínio Hipotético-Dedutivo no Ensino de Ciências: Análise do padrão de raciocínio de Lawson em um Curso de Férias em Castanhal (PA)
  • Data: 10/09/2013
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  • Com o objetivo de estudar e apontar recursos metodológicos que favoreçam o raciocínio lógico e a autonomia do aluno, esta pesquisa avalia se e como os participantes de um curso de férias desenvolvem o padrão se / e / então / e ou mas / portanto descrito por Anton Lawson. O autor postula que este padrão de raciocínio hipotético-dedutivo é comum na forma como a humanidade adquire conhecimento e nas pesquisas científicas. A abordagem pedagógica do curso investigado segue os princípios da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e objetiva estimular os participantes a produzirem seu próprio conhecimento a partir de problemas investigados por meio de experimentos com metodologia científica. O público do curso eram alunos do ensino médio e professores de física, química, biologia e matemática. Os seminários de socialização das atividades e resultados alcançados pelo cursistas foram videogravados, gerando os dados empíricos desta pesquisa qualitativa. A análise dos discursos revelou que o padrão de Lawson é desenvolvido, mas não de forma consciente e claramente expressa em algumas etapas. A previsão de resultados para os testes é confundida com a hipótese, confirmando uma tendência universal apontada por Lawson. À luz do cognitivismo de Piaget e Ausubel, mostra-se a importância de fazer previsões, porque estas podem acionar conhecimentos prévios, criando oportunidades para construção e/ou descoberta de novos conhecimentos. Destaca-se ainda a importância das trocas sociais à luz de Vygostky, assim como o papel do professor no processo de aprendizado ativo. Alguns professores cursistas mostraram desconforto em questionar o que parece óbvio. Já os alunos apresentaram dificuldade em formular questões-problema relacionadas ao seu cotidiano. Mas, à medida que exploravam os animais do acervo, começavam a fazer observações intrigantes e novas perguntas, sugerindo predominância de pensamentos na fase operatório-concreta e apontando para a necessidade de se desenvolver o pensamento hipotético-dedutivo. Com a evolução das atividades, perceberam-se avanços no raciocínio e argumentação dos cursistas em geral. Conclui-se que seguir padrões como o de Lawson é útil na tarefa de promover habilidades de raciocínio, na medida em que oferece uma ferramenta de observação e avaliação sobre como os alunos estão pensando, dando ao professor oportunidade de planejar ações e intervenções pedagógicas. Conclui-se também que a atividade experimental pode ser rica em situações estimuladoras do raciocínio lógico, desde que acompanhada por momentos de reflexão. Os resultados falam também a favor da Aprendizagem Baseada em Problemas como estimuladora da motivação intrínseca e de habilidades cognitivas superiores. Avalia-se que saber como buscar a resposta é mais importante do que saber a resposta, o que requer mudanças curriculares para que, de fato, desenvolver a capacidade cognitiva seja uma prioridade em relação à transferência de grande quantidade de conhecimentos teóricos.
  • ELIZABETH CARDOSO GERHARDT MANFREDO
  • SABERES DE PROFESSORES FORMADORES E A PRÁTICA DE FORMAÇÃO PARA A DOCÊNCIA EM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DE ESCOLARIDADE
  • Data: 04/09/2013
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  • Saberes de professores formadores em trajetórias de vida e a formação para a docência em matemática nos anos iniciais de escolaridade é objeto desta pesquisa narrativa apoiada em Connelly; Clandinin (2008); Benjamin (1994); Gonçalves (2011) e outros. A partir da literatura de saberes e conhecimentos profissionais docentes Tardif (2000, 2002); Tardif; Raymond (2000); Shulman (1986, 2005); Gauthier et al (2006), indago que saberes são constituídos ao longo das histórias de vida desses professores e como repercutem ou se expressam nas práticas de formação para a docência em matemática de professores em formação inicial. Assim, investigo a construção e a expressão dos saberes ao longo de experiências de vida e formação e que repercutem no pensar e conduzir as práticas em contextos de formação para a docência em matemática de estudantes de pedagogia. A partir do diálogo com autores diversos e constructos acerca das histórias de vida e formação (NÓVOA, 1992, 2000; MOITA, 2000), defendo que os saberes erigidos em cada trajetória delimitam formas de pensar e agir na prática formadora. Tanto em narrativas, quanto no movimento de mobilização há repercussão de saberes numa sintonia biográfica e pragmática que possibilita uma formação para a docência com feições particulares definidoras de uma identidade formadora segundo cada história pessoal e os contextos formativos onde ocorrem. Foram meus interlocutores cinco professores universitários, efetivos de três universidades localizadas em Belém-Pa, e que atuam como professores formadores em atividades curriculares relativas à matemática, e se dispuseram a participar da pesquisa. As análises são construídas a partir de questionários e entrevistas semiestruturadas, notas de campo, observações de aulas, documentos diversos, e textos narrativos escritos pelos formadores. Recorro à biografia de formação, através da história de vida, descrevendo e interpretando cenários ou experiências de constituição dos saberes durante cada trajetória, delineando narrativamente tempos, espaços, enredos, conflitos, personagens. Em análise apresento o caminhar singular de cada sujeito através de interpretações sucessivas e dialógicas a partir do que emergem saberes implícitos nas diversas manifestações declaradas ou caladas desde o início da constituição dos saberes em meio à socialização familiar, escolar e profissional no curso de licenciatura em matemática, evidenciando saberes nesses processos; bem como analisando processos ulteriores de socialização profissional em práticas profissionais, frisando experiências marcantes e recursivas, e por fim coroando a tessitura analítica sobre o objeto de tese discuto os saberes em movimento na ação pedagógica ou incluídos no processo de raciocínio pedagógico organizados em duas dimensões do movimento formador para as quais convergem os diversos saberes constituídos nas trajetórias investigadas: Saberes dos formadores relativos ao ensinar matemática e os relativos à promoção da formação para a docência em matemática. Tal movimento corrobora a tese de que o pensamento e a prática do formador refletem suas crenças, concepções e aprendizagens em processos formativos que justificam opções, posturas e abordagens assumidas e caracterizam um modelo didático e assim um modelo de formação profissional de professores para ensinar matemática nos anos iniciais de escolaridade.
  • GLEISON DE JESUS MARINHO SODRE
  • MODELAGEM MATEMÁTICA CRÍTICA COMO ATIVIDADE DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO
  • Data: 29/08/2013
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  • O objetivo desta pesquisa foi analisar contribuições da modelagem matemática crítica como atividade de ensino e investigação para a matemática escolar. A pesquisa foi desenvolvida com alunos do primeiro ano do ensino médio. Os dados coletados por meio de registros fotográficos e conceituais apontaram encaminhamentos significativos para além da construção do conhecimento matemático, ao mobilizarem os alunos em debates e discussões a partir de uma questão com diferentes modelos matemáticos postos em concorrência, revelando concomitantemente o papel do sujeito na construção de “realidades”, detidamente por meio do uso da regra de três para validação ou não do modelo, pertinente ao ensino da matemática escolar, que corroborou aos anseios da Educação Matemática Crítica.
  • SHEILA COSTA VILHENA PINHEIRO
  • FORMAR PARA DIFERENCIAR PROFESSORES DO SÉCULO XXI Explicitando o (Im)Previsível em Licenciaturas em Ciências Biológicas
  • Data: 16/08/2013
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  • Este estudo é atinente a uma pesquisa qualitativa que aborda para compreender, nos termos da investigação narrativa, ideias e percepções de formadores e licenciandos acerca de aspectos teórico-metodológicos e epistemológicos que constituem indicadores de diferenciação científico-pedagógica do século XXI presentes no território dual de uma Licenciatura em Ciências Biológicas, numa universidade pública federal do estado do Pará. A referida dualidade se traduz nessa Licenciatura como um contexto único formado por duas interfaces de formação situadas nas modalidades de ensino „presencial‟ e a „distância‟, que tem como eixo de intersecção os formadores de professores (dentre os quais a pesquisadora se insere). A interface presencial situa-se em Belém, e a interface „a distância‟ é ofertada nos municípios-polo de Marabá, Capanema, Oriximiná e Parauapebas, no tempo em que a pesquisa se desenvolveu. Sustento a tese de que „os parâmetros científico-pedagógicos que diferenciam a formação de professores de ciências no século XXI se expressam na diversidade, flexibilidade e inovação teórico-metodológica de ideias, proposições e práticas em transformação‟. Foram selecionados 10 estudantes (5 do lócus presencial e 5 da interface „a distância) e 07 formadores (03 do lócus presencial, 03 da interface à distância e 01 com experiência híbrida nos dois locus). A produção empírica foi feita, predominantemente, por entrevista semi-estruturada, com duração média de 50 minutos. A organização do material empírico foi feita em torno de questões recorrentes nos depoimentos que configuraram ênfases de fluxos analíticos expressivos de indicadores de diferenciação no contexto sob análise, quais sejam: a) Valores Pessoais e Profissionais, b) Concepções sobre docência e discência e, c) Práticas de Formação. A análise narrativa desses fluxos ideacionais possibilitou a explicitação de princípios de diferenciação docente na educação científica partilhados entre os sujeitos, os quais podem ser expressos em ideias-força como abertura à mudança, identidade docente no contexto, inteligência emocional, amor por si próprio, pelos alunos e pela própria prática, diálogo com os homens e com o mundo, comprometimento ético-político e ação entre riscos e incertezas. Na direção desses princípios, as práticas formativas se distinguem e se confrontam na complexidade do contexto investigado, ao mesmo tempo em que se atraem mutuamente como expressão das expectativas e sonhos compartilhados em busca da diferenciação científica e pedagógica almejada, que se expressa no território instável das práticas, na ousadia de inovar criteriosamente, na coerência em assumir a formação docente como prioridade, em conceber o currículo como práxis a ser construído coletivamente, em superar a racionalidade técnica vinculada a perspectivas empírico-indutivistas no ensino/formação, rompendo com práticas tradicionais de formadores em vista da qualidade positiva da formação docente e do ensino de ciências/biologia atinente aos desafios do século XXI.
  • MARKUS BENEDITO SANTOS DIAS
  • MODELAGEM COM ETNOMATEMÁTICA: UMA SITUAÇÃO A-DIDÁTICA PARA ENSINO
  • Data: 14/08/2013
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  • A Educação Matemática se preocupa em solucionar os diversos problemas relativos ao ensino e aprendizagem da Matemática. Dentre estes problemas, há em específico, a dificuldade de os discentes e docentes não conseguirem articular o conhecimento matemático escolar às diversas situações impostas pela realidade, principalmente àquelas pertencentes ao seu mundo cultural. O objetivo deste texto científico foi de estudar as práticas cotidianas de um grupo cultural e, a partir dos pressupostos da Modelagem Matemática com abordagem da Etnomatemática, mostrar que ambas podem ser caracterizadas como uma situação a-didática de acordo com a perspectiva da Teoria das Situações Didáticas (TSD). Por não termos envolvido de forma direta alunos nessa pesquisa, buscamos, a priori, estudar algumas obras que indicam o entrelaçamento da Modelagem com a Etnomatemática e, também, criar uma atividade envolvendo os saberes dos mestres-artesãos, responsáveis pela construção de embarcações, utilizando o nosso conhecimento tácito a ser analisada. A intenção foi de verificar os caminhos percorridos durante o processo de Modelagem e compará-los às fases presentes na TSD. O resultado obtido nos permitiu entender que os temas de cunho cultural podem ser usados como ambiente motivador no processo de aprendizagem por fazer parte da realidade dos alunos dessa região, Além disso, indicamos o emprego da Modelagem com o aporte da Etnomatemática pode ser caracterizada como uma situação a-didática por não tentar modificar o conjunto de conhecimentos matemáticos do outro, aqui incluindo os seus argumentos e suas referências culturais, ao impor o que o aluno deva aprender.
  • EMANUEL NOGUEIRA DE SOUZA
  • TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA: Concepções de Professores no contexto do GESTAR II

  • Data: 29/07/2013
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  • No campo da Didática da Matemática a Transposição Didática(TD) institui-se elemento basilar para a apreensão do fazer do professor, enquanto organizador e construtor do saber ensinado, bem como das relações entre o que se ensina em sala de aula e suas contextualizações sociais. Se faz necessário para tanto,perceber sua ampliação dentro do quadro da Teoria Antropológica do Didático (TAD), que tem em Yves Chevallard seu teórico principal. Constituíram-se em condições sinequa non, para a realização desta pesquisa as compreensões acerca do que vem a ser TD. Nesse interim, o presente trabalho busca identificar as concepções acerca da TD de professores de Matemática da Rede Estadual de Ensino de Araguaína – Tocantins, a partir de seu contato com o Programa GESTAR II de Matemática do Ministério da Educação, a fim de verificar/estabelecer relações entre essas concepções, as concepções que constam no material impresso do Programa e, conseguintemente, com teóricos que fundamentem a TD, principalmente Chevallard(2009). Para tanto, fazemos uso de estudos de caso como opção metodológica para a pesquisa. A partir do presente trabalho esperamos ter contribuído na compreensão do fazer docente dos professores de matemática, bem como da alentada necessidade existente no cenário educacional no que concerne à ampliação dos momentos de formação continuada, com vistas a fomentar o alargamento da compreensão de conceitos antes percebidos somente nos Programas de Pós-Graduação em Educação Matemática. A partir dos resultados aqui encontrados, acalora-se uma perspectiva para novas discussões na busca de um ensino de matemática que potencialize cada vez mais o ensino desse componente curricular no cenário educacional brasileiro.

  • ERICK ELISSON HOSANA RIBEIRO
  • As Condições de Emergência da Escola de Engenharia no Pará (1870 – 1931)
  • Data: 04/07/2013
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  • A Escola de Engenharia do Pará foi fundada no ano de 1931, por iniciativa de engenheiros locais que atuavam na região desde o final da década de 1870, e o propósito deste trabalho é investigar as condições que possibilitaram o surgimento desta instituição de ensino no cenário educacional paraense. Para entendermos estas condições, tomamos o período compreendido entre 1870 a 1930 e analisamos como surgiu a demanda por engenheiros na região e como os engenheiros foram ganhando espaço na sociedade local. Além disso, analisamos como se deu a atuação profissional dos engenheiros fundadores da Escola nas instituições da administração pública. Por fim analisamos o processo de formação destes engenheiros e, levando em conta que a maioria deles estudaram no Rio de janeiro fizemos uma análise dos conteúdos presentes nos currículos da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. De acordo com os discursos da época, pudemos observar que a demanda por engenheiros teve seu momento de maior intensidade durante a Belle Époque, devido ao grande volume de obras públicas empreendidas neste período. Contudo esta demanda ainda se verificou nos períodos posteriores, sendo uma das condições que possibilitaram a fundação da Escola. A partir de então, os engenheiros fundadores da escola atuaram em diversas obras da região, sobretudo aquelas desenvolvidas pela Repartição de Obras Públicas no intuito de promover a modernização da região. Essa atuação possibilitou o reconhecimento social da categoria e contribuiu para a emergência da Escola de Engenharia, pois culminou com a criação do Clube de Engenharia (1919) que teve um importante papel na criação e manutenção da escola. Por fim, ao analisarmos a formação, concluímos que esta possibilitou a atuação dos engenheiros como professores da Escola e influenciou fortemente o currículo inicial da Instituição, se tornando mais uma das condições de emergência da Escola.
  • ANDRE RIBEIRO DE SANTANA
  • Representações sociais de Aquecimento Global por professores de Ciências
  • Data: 07/06/2013
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  • Através do presente estudo busquei caracterizar representações sociais de aquecimento global por professores de Ciências (Biologia, Física e Química). Apliquei 70 questionários e entrevistei 10% do público alvo. Os resultados evidenciaram que 97% dos entrevistados responsabilizam o homem pelo aquecimento global, porém 50% deste quantitativo o retratam, simultaneamente, como vítima de eventos climáticos usualmente representados catastroficamente. A mídia influi intensamente nessas representações sociais, pois, alegando longas jornadas de trabalho, meus informantes fundamentam seus saberes no conteúdo de reportagens de revistas e programas de TV; apenas 6,8% afirmaram fazer o mesmo nas interações com seus pares no âmbito escolar. Três particularidades caracterizaram alusões à realidade amazônica: extrema ênfase na dependência humana do meio natural; associações das manifestações do aquecimento global com a floresta e as águas; distanciamento de eventos climáticos impactantes e trágicos. Quando aproximado do cotidiano belenense o aquecimento global foi associado a fenômenos com os quais é possível conviver: intensificações de chuvas e calor. Em termos de ancoragem, ocorreram associações do aquecimento global com camada de ozônio, efeito estufa e poluição atmosférica. Em relação à objetivação, o aquecimento global foi apresentado como desequilíbrio ecológico de escala planetária, e 21.4% dos meus informantes o entendem como resposta punitiva da Natureza às ações humanas. Um pensamento foi consensual: não há como cessar o aquecimento global, porém a Educação Ambiental focada na preservação do meio ambiente permite atenuar, estabilizar e conviver com suas manifestações. Estes entendimentos integram cotidianos escolares de formas pontuais, como evocações de exemplos em conteúdos programáticos afins ao aquecimento global, ou culminâncias de projetos. Essa compreensão se manteve no Núcleo Central das representações sociais de aquecimento global, como oposição e opção às argumentações relacionadas à ação humana. Entre as categorias integrantes do sistema periférico, a falta de consciência, intensamente vinculada à ação humana, foi posicionada próximo à centralidade, assim como o desmatamento, categoria de maior frequência, e queimada, ambas respondendo pela maioria das associações do Núcleo Central à realidade amazônica. Carece ressaltar que, como todas as representações sociais, as do aquecimento global configuram modos de lidar com a realidade, orientam processos de comunicação, agregam relações e fortalecem as coesões de um grupo social, no meu caso, constituído por professores de Ciências. Estes fatores associados aos conhecimentos “ecologizados”, fragmentados e superficiais das especificidades do aquecimento global podem justificar iniciativas de aprimoramento das formações iniciais e continuadas, que podem ser promovidos, de modo contínuo, no cotidiano escolar através das coordenações pedagógicas. Nesse sentido, além de atualizações de conteúdos, urge instigar os professores de Ciências, respeitando-se suas vivências e experiências, ao exercício da reflexão diante do conhecimento científico e da mídia, algo que poderia repercutir no modo de perceber, pensar e lidar com o aquecimento global referido por meus informantes.
  • EDILENE DA SILVA E SILVA
  • A TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO DE FÍSICA: O AQUECIMENTO GLOBAL COMO OBJETO DE ESTUDO
  • Data: 22/05/2013
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  • Esta pesquisa pretende evidenciar qual o modelo epistemológico é adotado por professores de Física durante a abordagem do tema Aquecimento Global (AG) em turmas do segundo ano do ensino médio. Nessa perspectiva, tem-se como principal objetivo investigar como ocorre a transposição didática interna do tema AG no ensino de Física, no âmbito da prática docente, procurando a resposta para a seguinte questão: Como os professores de Física concebem os modelos epistemológicos relativos ao AG? Para isso utiliza-se a abordagem qualitativa com um Estudo de Caso com olhar voltado para três professores de Física que lecionam na rede pública de ensino, no município de Castanhal. Na coleta de dados utilizouse o questionário, entrevista semiestruturada e por fim a observação das aulas. A análise dos dados foi complementada pelos livros didáticos adotados na escola e por materiais paradidáticos utilizados pelos professores. Tais análises revelaram que os conhecimentos de Física e a concepção dos modelos epistemológicos pertencem à dimensão praxeológica de cada professor, pois os modelos epistemológicos Natural e Antropogênico do AG influenciam na caracterização dos modelos docentes. Estes modelos nascem em cada texto do saber concretizado em sala de aula. Os livros didáticos não determinam de forma majorante os modelos a serem seguidos nas aulas e sim, contribuem para a formação dos modelos físicos. Por outro lado, observa-se a possibilidade de resgatar características dos dois modelos epistemológicos quando se discute a questão climática natural do AG associada à ação antrópica, e isso implica em afirmar que há uma correlação de opiniões que buscam respostas nos dois modelos epistemológicos de referência e se findam na questão do efeito estufa revelar-se como a razão de ser do aquecimento global na praxeologia dos professores sujeitos da pesquisa.
  • MONICA SUELEN FERREIRA DE MORAES
  • UM ESTUDO SOBRE AS IMPLICAÇÕES DOS OBSTÁCULOS EPISTEMOLÓGICOS DE LIMITE DE FUNÇÃO EM SEU ENSINO E APRENDIZAGEM
  • Data: 10/05/2013
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  • As dificuldades em Matemática no ensino superior têm sido muito discutidas em diversos estudos em Educação Matemática. Concernentes ao Cálculo, as pesquisas apontam para o fato de que o ensino e a aprendizagem das noções envolvidas apresentam muitas questões que merecem ser aprofundadas. Assim, temos como questão problema desta pesquisa: quais obstáculos epistemológicos estão presentes no processo de construção do conceito de limite de função real a valores reais? A partir do exposto, nos propomos a identificar os obstáculos epistemológicos (BACHELARD, 1996; BROUSSEAU, 1986) no processo de construção do conceito de limite de função real de uma variável real a partir de obstáculos listados por Cornu (1983), Sierpinska (1985) e Rezende (1994). Para alcançar esse objetivo, utilizamos a observação das aulas da disciplina Cálculo I e questionários para a coleta de dados que nos permitiram analisar se os obstáculos identificados pelos autores supracitados também estão presentes e de que modo aparecem no alunado atual de nossa região. A investigação realizada está focada no contexto das Licenciaturas em Matemática das IES públicas de Belém, mais especificamente, com alunos que estavam cursando a disciplina Cálculo I da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Instituto Federal do Pará (IFPA). O referencial teórico utilizado nesta investigação constitui-se de um levantamento histórico do conceito de limite, fundamental para a identificação dos obstáculos concernentes ao desenvolvimento desse conceito; um panorama das pesquisas quanto ao ensino e a aprendizagem de limite, retratando as principais dificuldades e os diferentes modos de minimizá-las; e, uma discussão quanto aos obstáculos epistemológicos identificados por outros autores. Evidenciamos, com isso, que os obstáculos epistemológicos ainda estão presentes entre os discentes. Na tentativa de superá-los oferecemos alguns apontamentos para o ensino de limite de função real a uma variável real, apresentados em linhas temáticas, entrelaçando os pressupostos da história e da didática da matemática.
  • REGINALDO DA SILVA
  • O CONHECIMENTO MATEMÁTICO-DIDÁTICO DO PROFESSOR DO MULTISSERIADO: análise praxeológica
  • Data: 03/05/2013
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  • Esta pesquisa investiga a construção de praxeologias matemáticas realizada por uma professora em uma turma multissérie, de quarto e quinto anos do Ensino Fundamental em uma escola da rede Pública Municipal da Comunidade Espirito Santo, pertencente à Cidade de Santa Maria do Pará. Neste trabalho, buscamos evidenciar, por meio da transposição de praxeologias matemáticas dos livros didáticos das classes seriadas para as classes multisseriadas, os valores das variáveis institucionais e epistemológicas que conformam os milieux da professora na Transposição Didática Interna, na perspectiva de condições e restrições ao trabalho docente na instituição multisseriada. Essa transposição de praxeologias que ocorre no ambiente das classes multisséries é identificada como problema docente que, ao ter a dimensão epistemológica adicionada, constitui-se sob o quadro da Teoria Antropológica do Didático em problema didático. Esta pesquisa é de natureza qualitativa, numa abordagem etnográfica adaptada à educação, em consonância com Lüdke e André. As análises mostram os valores das variáveis e a articulação entre eles na (re)construção de praxeologias matemáticas no “texto de saber” e na gestão destas em sala de aula, como também mostram a reflexão da professora, na primeira fase da Transposição Didática Interna, sobre a segunda fase da Transposição Didática Interna e vice versa. As análises são construídas com base em elementos da Teoria Antropológica do Didático e no modelo praxeológico docente relativo, o qual se constitui como elemento importante na análise no que se refere a identificar os valores das variáveis institucionais e epistemológicas que conformam os milieux da professora sujeito da pesquisa nas duas fases da Transposição Didática Interna, a evidência do problema didático e a retroalimentação que ocorre entre esses blocos de variáveis e seus respectivos valores, o que revela a construção do conhecimento matemático-didático da professora.
  • CARLOS ALBERTO NOBRE DA SILVA
  • OS PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO NAS AULAS DE MATEMÁTICA EM ESCOLAS RIBEIRINHAS NA ILHA DE COTIJUBA
  • Data: 16/04/2013
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  • Este trabalho analisa que possibilidades de transformação uma proposta de educação matemática baseada em projetos de investigação promotores da transdisciplinaridade e da participação ativa dos alunos do processo de ensino/aprendizagem, traz para o desenvolvimento da competência crítica e reflexiva para a formação integral desses alunos do ensino fundamental em escolas ribeirinhas, haja vista que tais competências, segundo Skovsmose (2004) e Mora (2005), são necessárias para a participação cidadã em nossa sociedade. Fundamentado em Santos (2010) e outros, analiso a crise no paradigma dominante nas ciências, e seus desdobramentos no processo educativo, além de suas consequências no modo de vida de culturas tradicionais como os ribeirinhos. Com aporte teórico na Etnomatemática, principalmente nos trabalhos de Ubiratan D‟Ambrosio (2005; 2012), Gelsa Knijnik (2001) e Alan Bishop (1999), num diálogo com a Educação Matemática Crítica, tendo como referência as pesquisas de Ole Skovsmose (2000; 2004; 2006) e David Mora (2005), na busca de conexões e articulações mútuas que propiciem esse fazer pedagógico na educação ribeirinha. Na Comunidade do Poção na Ilha de Cotijuba, mais especificamente na escola Anexo Pedra Branca (Ensino Fundamental, somente para os anos iniciais), foi instaurada a parte empírica dessa pesquisa. Fizeram parte da construção dos dados 19 (dezenove) alunos desse nível de ensino, sete (07) pais/responsáveis de alunos e a professora da escola. Quanto à metodologia, foram utilizados dois momentos diferenciados e complementares: o primeiro consistiu na aproximação do pesquisador do universo cultural dos ribeirinhos da Comunidade do Poção, realizado em três etapas articuladas entre si: a observação, os diálogos interpessoais com os moradores da comunidade e a participação do pesquisador em atividades onde se evidencia a prática social dos ribeirinhos. O segundo momento, de caráter mais pedagógico, constou do desenvolvimento com os alunos e a professora da turma de quatro cenários para investigação das atividades socioeconômica e culturais dos ribeirinhos da Comunidade do Poção: a carpintaria naval, a pescaria artesanal, a coleta e comercialização de frutíferas, a plantação de pequenas roças e hortas, no intuito de dialogar com os saberes/fazeres culturais dos ribeirinhos e sobre as formas de medidas utilizadas na comunidade e suas relações com as medidas estudadas nesse nível de ensino na matemática escolar. A partir da análise dos “cenários para investigação” (SKOVSMOSE, 2000), evidencio que os projetos investigativos de caráter transdisciplinar possibilitam o respeito aos estudantes como sujeitos autoprodutores de conhecimento, tendo como consequência a participação ativa dos educandos em seu processo de aprendizagem, além do mais, dão visibilidade, no currículo escolar, aos saberes da tradição “colocando-os em interlocução com os saberes legitimados em nossa sociedade como os saberes científicos” (KNIJNIK, 2001, p. 25), estabelecendo relações profícuas e articulações mútuas entre o saber matemático escolar e os saberes da tradição ribeirinha na Comunidade do Poção, em Cotijuba.
  • EDILENA MARIA CORREA
  • CURRÍCULO E ENSINO DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: ENTRE LINHAS, SABERES E DIFERENÇA
  • Data: 19/03/2013
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  • A pesquisa é resultado de um estudo que buscou tatear as margens de um currículo de ciências por vias de suas potências e possibilidades criativas, problematizando, por outro lado, o currículo de ciências que se põe encastelado por conhecimentos objetivos. Com isso, o estudo visa pensar a ideia de um currículo que permeia a diferença. O estudo levanta as seguintes questões de investigação: o que podem os saberes populares que emergem no entre currículo escolar? Que modos, que experiências poderiam ser pensadas no espaço escolar da EJA/Cametá no ensino fundamental que pudessem possibilitar um currículo da diferença? É possível pensar uma imagem de currículo de Ciências da EJA, que esteja para além do mero posto, dado, e seja a favor da diferença? O objetivo principal foi investigar se o saber popular, que emerge no entre o currículo escolar de ciências, pode potencializar novos modos de existências e experiências criativas no que diz respeito ao currículo de ciências da Educação de jovens e Adultos do município de Cametá-Pa, assim como as possibilidades e os efeitos que esses saberes trazem para esse currículo. Para tanto, elegeu como fonte de estudo, material bibliográfico e empírico. O referencial teórico toma o pensamento da diferença de Gilles Deleuze e Felix Guattari, os conceitos utilizados foram: menor, rizoma, transversalidade e diferença. A escolha dos autores se deu por entender que eles possibilitam ir além de um pensamento sedentário e neutralizante de currículo, do mesmo modo por entender que ambos os autores radicalizam qualquer pensamento dogmático a favor da diferença. Dessa forma, por mais que esses autores não tenham pensado a educação, buscam um pensamento da resistência, da transversalidade, o que permite pensar o currículo de ciências por vias abertas e flexíveis e contribui para promover a integração entre saberes populares e científicos no currículo de ciências. A parte empírica da pesquisa consiste na vivencia de experiências em aulas de ciências concepção menor com estudantes e um professor de ciências da Educação de Jovens e Adultos (ensino fundamental) de uma escola pública do município de Cametá, com os quais experimentei um esboço de currículo de ciências por seus movimentos, por suas potências e possibilidades. Para registro de tais experiências foi usado o diário de campo, no qual foram feitas anotações das conversas formais e informais com estudantes e o professor, dos encontros e das aulas-experiências realizadas em sala de aula junto com professor, aluno e pesquisadora. Trago a ideia de currículo a partir de uma visão que permita trânsito entre saberes, mas um meio de onde nasce e transborda o movimento. E é sob essa perspectiva de currículo que discorre a pesquisa, pela força da diferença em detrimento da identidade, o devir em vez do ser. É possível pensar um currículo pelas vias da diferença, quando estudantes, escola e professores permitem atravessamentos no currículo.
  • LUCIANO AUGUSTO DA SILVA MELO
  • Dois jogos de linguagem: a Informática e a Matemática na aprendizagem de Função Quadrática
  • Data: 11/03/2013
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  • Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar e analisar as relações entre as linguagens da Matemática e da Informática no contexto da sala de aula, a partir da inserção das tecnologias informáticas na aprendizagem da Função Quadrática. Nesse sentido, os conceitos que envolvem a forma algébrica e forma gráfica desta função, foram observados pelos alunos ao explorar aspectos dinâmicos na interface do Geogebra. A fundamentação teórica da pesquisa, foi subsidiada pelas ideias de Pierre Lévy sobre as tecnologias da inteligência na disseminação da informação e do conhecimento, bem como pelas contribuições filosóficas de Ludwig Wittgenstein acerca do jogo de linguagem. A metodologia da pesquisa possui caráter qualitativo definido a partir de critérios específicos acerca do objeto de estudo e dos sujeitos investigados. As informações foram obtidas por meio de questões específicas aplicadas em dois momentos, a saber: antes e após a realização de um minicurso sobre o GeoGebra. As análises das questões revelaram que os aspectos visuais e os movimentos no uso do computador, estabelecem relações entre as formas algébricas e gráficas da função quadrática. Assim, eles puderam perceber que os coeficientes numéricos modificam a parábola e isso dá sentido aos conceitos estudados. O uso do GeoGebra possibilita outras formas de aprendizagem evidenciadas entre o Jogo de Linguagem da Matemática e o Jogo de Linguagem da Informática no âmbito da Educação Matemática.
  • MARIA ALICE DE VASCONCELOS FEIO MESSIAS
  • UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE A IMAGEM CONCEITUAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS ACERCA DO CONCEITO DE LIMITE DE FUNÇÃO
  • Data: 28/02/2013
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  • Esta é uma pesquisa de caráter exploratório, cujo objetivo foi investigar os elementos que compõem a imagem conceitual de estudantes universitários sobre o conceito de limite de uma função de uma variável real. O estudo envolveu 25 estudantes do curso de licenciatura em matemática de duas universidades públicas no estado do Pará (Brasil) e constituiu-se de duas etapas. Primeiramente, aplicamos um questionário que continha tarefas relacionadas aos aspectos conceituais de limite de uma função de uma variável. A segunda etapa consistiu na realização de entrevistas com seis sujeitos que foram selecionados devido às imagens conceituais evocadas por eles na etapa anterior, e que por sua vez, encontravam-se em conformidade com os quatro Temas de Discussão (TD) que nortearam essas entrevistas. A análise dos resultados baseou-se, sobretudo, na teoria de Tall e Vinner (1981) e Vinner (1991), bem como nos estudos realizados por Cottril et al (1996), Jordaan (2005), Juter (2006), Nair (2009), dentre outros, que compuseram a fundamentação teórica do presente estudo. Dentre os resultados obtidos, ressaltamos que os estudantes relacionam o conceito de limite de uma função de uma variável real com interpretações estáticas e/ou dinâmicas que, em alguns momentos, constituíram-se como fatores de conflito potencial, conforme destacado por Vinner (1991). Além disso, evidenciamos que algumas das imagens conceituais evocadas pelos sujeitos investigados não se fizeram coerentes, fato que os influenciou a construir uma definição conceitual pessoal diferente da definição conceitual formal de limite de uma função de uma variável real.
  • ROBERTO PAULO BIBAS FIALHO
  • A MATEMÁTICA DO SENSÍVEL PELAS MÃOS DO ARTESÃO: Marcas da aprendizagem matemática e da cultura material dos ceramistas de Icoaraci
  • Data: 14/02/2013
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  • Esta tese aborda a discussão a respeito do raciocínio matemático manifestado no saber/ fazer dos artesãos ceramistas do Distrito Municipal de Icoaraci (Belém/ PA), visando o entendimento cognitivo e cultural desta prática, para abstrair contribuições à educação matemática – área de conhecimento na qual se inscreve, especialmente no âmbito da educação matemática. Trabalhado essa última, a tese analisa a realidade dos sujeitos mediante a Teoria dos Campos Conceituais, do educador matemático Gérard Vergnaud, que desenvolve estudos na linha construtivista, do psicólogo da educação Jean Piaget, possibilitando abordar na prática cotidiana do artesão, seus Campos Conceituais, a possibilidade ou não da existência de teoremas e conceitosem-ato, fato esse que irá constatar ou não a essência ou matematicidade‟ dos estudos educacionais matemáticos trabalhados por etnomatemáticos, pedagogos, especialistas de modelagem matemática, sociólogos e arqueólogos matemáticos. A epistemologia da educação matemática, disciplina filosófica, surge norteando esse entendimento sobre o raciocínio matemático, através da matemática do sensível, que acha origens na antiguidade grega, através dos ideários pitagórico, platônico e aristotélico, estendendo essa visão à matemática do mundo presente. Assim, a tese procura explicitar a manifestação de um raciocínio matemático por parte do artesão, que no seu fazer predominantemente não conhece e/ ou não utiliza a matemática acadêmica ou formal, como comprovado em outros estudos. Essa presença ou não de entendimentos matemáticos será constatada através de abordagem etnográfica e qualitativa, sob o enfoque fenomenológico, utilizando técnicas de observação, anotações de campo, inventário cultural e entrevistas, no intuito de analisar as representações existentes em suas obras e o fazer/ pensar manifestados nessa produção.
  • LENIO FERNANDES LEVY
  • A Formação Inicial de Professores de Matemática em Atividades Investigativas Durante o Estágio
  • Data: 08/02/2013
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  • A investigação em foco aconteceu no âmbito da formação inicial de professores de Matemática. Houve inserção de licenciandos no contexto da pesquisa. Nesse sentido, conjugaram-se estágio supervisionado e práticas de pesquisa. Os graduandos analisados eram estudantes da disciplina Estágio Supervisionado IV (voltada para o magistério de nível médio) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Nos encontros de planejamento – durante o semestre letivo anterior, mais especificamente no transcorrer da disciplina Estágio Supervisionado III –, aconteceram discussões acerca da figura do professor pesquisador e a propósito da elaboração de projetos de pesquisa, além de explanações, por especialistas convidados, sobre os seguintes assuntos: (i) tendências em Educação Matemática; (ii) avaliação docente; (iii) didática da Matemática e (iv) projetos de “investigação em aula”. Tais explanações constituíram-se em fontes de auxílio e de motivação para os licenciandos, não em imposições de assuntos a investigar. Eles foram exortados a fazer leituras em periódicos, em livros, em textos disponíveis na Internet etc., com vistas tanto à aquisição de respaldo para a construção de seus projetos quanto ao ganho de subsídios para – no semestre letivo seguinte – as suas intervenções didático-investigativas. Quanto às atividades na escola-laboratório, os estagiários realizaram, em ambiente onde dispuseram de anuência da comunidade escolar, “pesquisas acerca de sua prática docente”. Por sua vez, o autor desta tese, o qual era professor das disciplinas Estágio Supervisionado III e Estágio Supervisionado IV, portanto orientador dos estagiários, analisou as pesquisas realizadas por eles. Mais especificamente, o autor buscou responder [através da análise qualitativa de: (i) diálogos; (ii) relatos orais; (iii) entrevistas semiestruturadas; (iv) observações/percepções; (v) relatórios (escritos) de pesquisa elaborados pelos estagiários; e (vi) respostas dos estagiários a questionários semiabertos] à seguinte pergunta: “que aspectos das práticas de investigação repercutem na constituição da identidade de professores de Matemática em formação inicial?”. Estágio supervisionado, Pesquisa docente & Identidade do (futuro) professor de Matemática denotaram, em uma perspectiva complexa, elementos centrais neste trabalho. O objetivo foi “investigar a constituição da identidade de professores de Matemática em formação inicial na realização de atividades investigativas durante o estágio supervisionado”. Concluiu-se, por ocasião da fase prática deste trabalho doutoral, que “houve repercussão de aspectos das práticas de investigação tanto na constituição da dimensão particular ou individual quanto na constituição da dimensão geral, formal ou conceitual da identidade profissional de cada sujeito/estagiário analisado”.
2012
Descrição
  • ROBERTO CARLOS DANTAS ANDRADE
  • A NOÇÃO DE TAREFA FUNDAMENTAL COMO DISPOSITIVO DIDÁTICO PARA UM PERCURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES: o caso da Geometria Analítica
  • Data: 17/11/2012
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  • Esta pesquisa trata do problema praxeológico do professor de matemática e da profissão docente, na perspectiva da formação de professores por meio do enfrentamento do fenômeno da desarticulação entre temas, setores e áreas de estudo da matemática no Ensino Básico. Insere-se no Programa Epistemológico de Pesquisa em Didática das Matemáticas, mais precisamente no quadro da Teoria Antropológica do Didático, cujos subsídios permitem propor a noção de Tarefas Fundamentais a partir do estudo das potencialidades dos tipos de tarefas em articular e justificar outras tarefas, constituindo-se em ponto de partida e de convergência entre estes e outros tipos de tarefas quando das reconstruções de organizações matemáticas e didáticas para o estudo na Educação Básica. Nesse sentido, partimos do seguinte questionamento: de que forma um Percurso de pesquisa e investigação que envolve Tarefas Fundamentais pode constituir-se um dispositivo metodológico de formação de professores? Como resposta a esse questionamento, a partir da vivência em Comunidade de Práticas de Professores de uma escola pública, com o estudo da Geometria Analítica Plana, sob condições e restrições específicas institucionais, as Tarefas Fundamentais apontam como um dispositivo didático capaz de desencadear e fomentar o enfrentamento do problema da desarticulação, constituindo um Percurso de Estudos e Pesquisa como Percurso de Formação Continuada de professores de matemática no efetivo exercício da profissão.
  • JOSE CARLOS DE SOUZA PEREIRA
  • Análise Praxeológica de Conexões entre Aritmética e Álgebra no Contexto do Desenvolvimento Profissional do Professor de Matemática
  • Data: 16/11/2012
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  • Este trabalho é uma pesquisa narrativa autobiográfica, que expõe a análise das minhas praxeologias, no contexto do meu desenvolvimento profissional, como professor de matemática. O foco da análise recai sobre os diversos conflitos praxeológicos que vivi durante a elaboração e aplicação em sala de aula de uma proposta didática para ensinar operações polinomiais na sétima série (oitavo ano) do ensino fundamental. Com esta pesquisa pretendi responder a seguinte questão: Quais conexões entre aritmética e álgebra determinaram as minhas praxeologias durante a ampliação didática que desenvolvi, para ensinar adição, subtração, multiplicação e divisão de polinômios, na sétima série (oitavo ano) do ensino fundamental? Para analisar as minhas próprias praxeologias a partir da proposta didática que elaborei, assumi a Teoria Antropológica do Didático (TAD) de Yves Chevallard como referencial teórico principal. A análise que fiz das minhas próprias praxeologias envolveu sistema de numeração decimal, operações aritméticas fundamentais, operações polinomiais, tipos de tarefas e técnicas, universo cognitivo e equipamento praxeológico. Os resultados apontam que as minhas relações pessoais com tipos de objetos ostensivos e não ostensivos e tipos de tarefas e técnicas presentes ou não na proposta didática que elaborei, revelam quais praxeologias passadas e presentes compunham os diversos momentos do meu desenvolvimento profissional como professor de matemática. Assim, antes da graduação vivi as praxeologias de professor leigo, durante e após a especialização o meu universo cognitivo passou por conflitos praxeológicos, revelando que as sujeições institucionais conformavam as minhas praxeologias para ensinar as operações polinomiais.
  • JACKSON COSTA PINHEIRO
  • METAMORFOSES DE FORMADORES DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: Modificando Práticas na Prática de Formação Docente a Distância
  • Data: 13/11/2012
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  • Esta investigação qualitativa de abordagem narrativa é atinente às experiências de mudanças nas práticas de formadores de professores (entre os quais o pesquisador se inclui) vividas e narradas no âmbito de uma Licenciatura em Ciências Biológicas, desenvolvida na modalidade a distância em uma universidade pública federal. Esse curso apresenta uma estrutura descentralizada de funcionamento com turmas ofertadas nos municípios-polos de Marabá, Oriximiná e Capanema, no período de realização da pesquisa, e sede da coordenação em Belém. O objetivo que persigo nesta pesquisa consiste em investigar em que termos experiências diferenciadas de práticas de formação a distância influem para melhorar as práticas de formação presencial na educação em ciências. A tese que sustento se configura na compreensão de que experiências diferenciadas de formação de professores de ciências/biologia, vividas em contextos resistentes a modelos tradicionais de ação/formação, tendem a catalisar processos de mudanças auto-organizativas nas práticas dos formadores, repercutindo em diferentes níveis e modalidades de ensino em vista de parâmetros atuais da educação em ciências. A construção do material empírico nos municípios-polos ocorreu em duas etapas: a) Reuniões nos Grupos de Estudos e Formação (GEF) constituídos com as equipes de formadores em três municípios-polos do curso, cujas interações foram registradas em equipamento de áudio e vídeo com duração média 10 horas de filmagem por grupo. Durante as reuniões nos GEF defini como critérios de seleção dos sujeitos, cujas vozes constituíram o relato da tese, a formação profissional na área da biologia e o elevado nível e frequência de manifestações reflexivas durante as interações nos GEF, a partir dos quais selecionei 09 formadores, b) Entrevista semi-estruturada com os 09 sujeitos, registrada em equipamento de áudio com duração média de 50 minutos por sujeito. Na sede do curso a produção empírica se restringiu à realização de entrevistas semi-estruturadas com dois sujeitos selecionados em função da elevada frequência de manifestações espontâneas sobre mudanças em suas práticas formativas; sendo gravadas em equipamento de áudio cada entrevista durou em média 50 minutos. O material empírico foi organizado em três campos de atração narrativa identificados em eixos de convergência referentes a autoconhecimento, auto-organização e parâmetros emergentes das práticas formativas em Educação Científica, os quais originaram as três seções analíticas da pesquisa. A análise desse conteúdo narrativo revela a emergência de movimentos de mudanças nas práticas dos formadores, mobilizados por experiências de trabalho colaborativo em busca de respostas possíveis para problemas situados em espaços indeterminados da prática formativa. Em geral, essas experiências são valorizadas pelos sujeitos na licenciatura em foco como elementos de desenvolvimento pessoal e profissional, tanto porque evidenciam os limites de suas percepções e práticas de ensino/formação usuais, quanto pela necessidade de superação das origens positivistas de sua formação profissional, situadas na perspectiva da docência como atividade técnica. A superação da concepção técnica de formar professores de ciências rumo a mudanças nas práticas dos sujeitos envolve, entre outros aspectos, a forte aproximação entre a escola e a universidade em função da maioria dos formadores das equipes de tutoria também atuarem como professores de ciências/biologia na educação básica, o que torna prioritário o investimento na formação do professor de ciências. Esses aspectos interagem em mútua inclusão em busca de um novo profissionalismo e da construção em processo de uma epistemologia da prática reflexiva como fundamentos das mudanças auto-organizativas na prática dos formadores de professores de ciências.
  • RODOLFO RONALDO NOBRE OLIVEIRA
  • “Ver como”: uma vivência do olhar para aprendizagem de Geometria
  • Data: 28/09/2012
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  • Este trabalho busca compreender qual(ais) a possível(eis) forma(s) assumida(s) pelo “ver” de alunos do ensino médio e como ela(s) pode(m) influenciar em seu aprendizado sobre a Geometria. O referencial teórico que guia esta pesquisa são as ideias do filósofo Ludwig Wittgenstein que abrange concepções em torno do ver, dos jogos de linguagem, das formas de vida, de regras, contextos, etc. A pesquisa tem caráter qualitativo com uma parte composta de levantamento bibliográfico e outra de campo. A pesquisa revelou formas distintas de ver dos alunos, a saber: o “ver sinóptico” e o “ver como”, como também aponta que essas formas de ver influenciam de um modo ou de outro no aprendizado do objeto visto. E desta forma os modos de ver definem a interpretação em função do contexto em que está ocorrendo à aprendizagem da Geometria.
  • MANUELLA TEIXEIRA SANTOS
  • CENAS E CENÁRIOS DAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS: MEDIAÇÕES PELA FOTOGRAFIA

  • Data: 21/09/2012
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  • Os temas socioambientais têm se consolidado importantes fontes de investigação de estudiosos das mais variadas áreas. Por sua vez, as questões socioambientais se constituem foco de preocupação constante da contemporaneidade, inclusive para o ensino de Ciências. Ademais, o ensino de Ciências tem se pautado na disposição de contribuir para uma percepção mais adequada dos problemas socioambientais, além de favorecer a formação de um cidadão crítico e autônomo, capaz de compreender a complexidade do mundo natural e social, aproximando estes dois campos. Nesse contexto, buscamos apreender as leituras dos alunos de licenciatura (biologia e física) sobre as questões socioambientais vigentes na região metropolitana de Belém, a partir da fotografia, e suas possibilidades de uso no ensino de Ciências. Optamos pela abordagem qualitativa e como estratégia metodológica, utilizamos a pesquisa-ação. A pesquisa ocorreu durante a realização da oficina “A Fotografia no Ensino de Ciências”, estratégia de recolha de dados, no período de seis dias, junto a 10 alunos. A fotografia configura-se como instrumento facilitador da apreensão dos aspectos sociais, econômicos, ambientais, políticos, educacionais, entre outros, que permeiam a leitura do ambiente, ou seja, favorece leituras ampliadas (multidimensionais) do contexto socioambiental evidenciado/vivido. Os dados relativos aos conhecimentos, aos entendimentos e as interpretações, entre outros aspectos, dos alunos, foram organizados e analisados mediante análise textual discursiva. Escolhemos produzir metatextos referentes à apreensão das questões socioambientais, a partir da análise dos textos das fotografias. Ao se lançarem na busca das questões atinentes aos problemas socioambientais, os discentes “(re)direcionaram” a presente pesquisa, ou seja, em nossa avaliação alcançou um nível “para além do esperado”, do trivial; em sua edificação, o corriqueiro estagnou-se. Isto porque, durante as construções analíticas dos alunos, observamos a extrapolação dessas questões, para outros campos do conhecimento (social, econômico, entre outros).

  • MARIA ISAURA DE ALBUQUERQUE CHAVES
  • PERCEPÇÕES DE PROFESSORES SOBRE REPERCUSSÕES DE SUAS EXPERIÊNCIAS COM MODELAGEM MATEMÁTICA
  • Data: 21/09/2012
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  • Tendo como objeto de investigação o saber docente, foi desenvolvida a presente pesquisa, que buscando relações entre o envolvimento do professor com experiências de Modelagem Matemática e seu respectivo desenvolvimento profissional, focalizou as percepções do professor sobre as repercussões desse envolvimento nas ações docentes. Participaram dessa pesquisa nove professores que se envolveram com experiências de Modelagem para o ensino da Matemática, a partir de cursos de formação continuada e do estágio da graduação. Os dados referentes à pesquisa de natureza qualitativa e inspiração fenomenológica foram originados e construídos a partir das descrições dos professores acerca de como percebem as mudanças ocorridas em suas práticas de sala de aula, após envolvimento com Modelagem. A análise dos dados por meio das relações entre o quadro teórico da Modelagem, dos Saberes Docentes de Tardif e Gauthier e da sociologia fenomenológica de Schütz revelou que os professores percebem as repercussões de seu envolvimento com experiências de Modelagem Matemática em seus saberes docentes, que se resumem na incorporação de características desse processo em situações de ensino na prática cotidiana. O professor ao questionar o ensino tradicional da Matemática e perceber as repercussões do processo de Modelagem nas atitudes dos alunos, cria as condições favoráveis ao movimento das experiências docentes com Modelagem Matemática para as práticas de sala de aula.
  • ALDEMAR BATISTA TAVARES DE SOUSA
  • MODELAGEM MATEMÁTICA E ENFOQUE CTS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
  • Data: 20/09/2012
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  • O presente trabalho tem como objeto de estudo a relação existente entre a Modelagem Matemática na Educação Matemática e os Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, também conhecido como enfoque CTS. O objetivo proposto é a identificação e comparação de pontos convergentes existentes entre o campo de pesquisa da Ciência, Tecnologia e Sociedade e a Modelagem Matemática. Para atingir esse propósito, da forma como a pesquisa foi concebida, o elemento mediador foi a teoria da Educação Matemática Crítica (EMC), uma vez que os estudos realizados sobre a Modelagem Matemática na perspectiva sócio-crítica apresentam fortes semelhanças com estudos CTS. Esse texto está organizado em uma sequência lógica buscando percorrer um caminho para atingir seu objetivo: primeiramente, o texto busca resgatar a discussão a respeito do papel social da escola, tecendo considerações sobre duas visões acerca dessa problemática e, mostra também, que a educação escolar é a promotora da capacidade de compreender e interpretar os fenômenos sociais, o que possibilita ao individuo o exercício de sua cidadania. Em seguida, traz à tona uma abordagem histórica acerca dos estudos sociais da ciência e da tecnologia, definindo sua área de atuação, bem como diferenciar as duas grandes tradições acerca dos estudos CTS. Posteriormente, é destinada atenção à Modelagem Matemática, onde busca enfocar as perspectivas existentes no cenário nacional juntamente com o processo de modelagem de seus autores. Seguindo o curso, o texto retoma a temática sobre os elementos da Educação Matemática Crítica apresentando como sendo o caminho que une a educação CTS e a MM e as principais características da Modelagem Matemática na perspectiva da educação matemática critica. Por fim, o texto apresenta as considerações finais a respeito da temática investigada.
  • JOSETE LEAL DIAS
  • COMPREENSÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA SOBRE NÚMEROS FRACIONÁRIOS
  • Data: 31/08/2012
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  • Esta pesquisa tem como um dos seus objetivos investigar como os professores de Matemática expressam sua compreensão sobre números fracionários tendo em vista proporcionar ao estudante conhecimento significativo. A partir da revisão da literatura este estudo foi circunscrito em duas vias: uma endógena onde trago as contribuições de Kieren (1976) e Nunes et al (2003) compreendendo números fracionários a partir dos significados parte-todo, número, operador multiplicativo, medida e quociente. Esses significados foram assumidos a partir de Vergnaud (1990) como um conjunto de situações que dão sentido ao conceito de números fracionários. A outra via, exógena, por meio das contribuições da sociologia do conhecimento segundo Fleck (1976) e da Matemática Cultural por Alan Bishop (1990). Essas duas vias foram selecionadas no intuito de responder: Que compreensão os professores de Matemática manifestam ao enfrentarem um conjunto de situações envolvendo números fracionários? Participaram deste estudo vinte e um professores das redes pública e privada com mais de três anos de experiência no sexto ano do Ensino Fundamental. O estudo contou com a aplicação de um teste diagnóstico com no mínimo duas secções para cada participante contendo quinze questões envolvendo os significados de números fracionários. Os dados foram analisados mediante as categorias: invariante operatório, os cinco significados, dinâmica comunicativa. Como resultado foi possível indicar que do ponto de vista endógeno os professores compreendem números fracionários na dependência dos significados parte-todo e operador multiplicativo, e do ponto de vista exógeno o Círculo Exotérico (os professores participantes) não compreende o objeto em questão como metaconceito, diferentemente do Círculo Esotérico (produções acadêmicas), reforçando assim, a dinâmica comunicativa intracoletiva, que não favorece a escola em geral, nem às práticas pedagógicas em particular, o desenvolvimento de valores como abertura para o ensino de Matemática.
  • IVAMILTON NONATO LOBATO DOS SANTOS
  • MATEMÁTICA E CULTURA AMAZÔNICA – REPRESENTAÇÕES DO BRINQUEDO DE MIRITI
  • Data: 30/08/2012
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  • No Município de Abaetetuba-Pará existe uma prática socioeconômica de produção de um artesanato local que vem se consolidando como mais uma cultura dos povos amazônicos. Os „brinquedos de miriti‟, como são popularmente conhecidos, são produzidos a partir de uma palmeira nativa da Amazônia, o miritizeiro (Mauritia flexuosa). As peças artesanais manufaturadas tiveram sua origem perdida no tempo, mas têm sua tradição mantida com o passar dos anos pelos artesãos que produzem e comercializam esse artesanato, cujos picos de venda ocorrem, primeiro em junho depois em outubro, por ocasião do Festival do Miriti, em Abaetetuba, e do Círio de Nazaré, na capital Belém, respectivamente. Esses artesãos, além de reproduzirem no brinquedo o cenário Amazônico no qual convivem cotidianamente, demonstram intenções, inventam e reinventam saberes aqui entendidos como Representações Sociais. Deste modo, este trabalho tem por objetivo analisar representações matemáticas e patrimoniais presentes no artesanato de miriti de Abaetetuba; analisar peças, identificando conhecimentos escolares e não escolares; analisar elementos do contexto cultural e socioambiental que contemplem a educação patrimonial ambiental sob o ponto de vista etnográfico, aproximando aspectos sociais, culturais e ambientais das relações matemáticas presentes no brinquedo de miriti. A fundamentação teórico-metodológica dessa pesquisa baseia-se na Teoria das Representações Sociais, com características de cunho etnográfico. Os dados foram analisados com base no discurso dos artesãos do brinquedo de miriti. A partir das Representações e do convívio com dois grupos de artesãos – ASAMAB e MIRITONG- foi percebida preocupação e respeito ao meio ambiente pelos artesãos em todas as fases do processo de produção do artesanato, faltando poucos ajustes para tornar essa prática sustentável. O saber fazer dos artesãos está recheado de Cultura e conhecimentos repassados de maneira informal e bastante peculiar característicos da Educação Patrimonial Ambiental. Elementos matemáticos identificados nas peças, nos procedimentos e nas representações, estão em alguns casos, coerentes com discussões em etnomatemática.
  • JANEISI DE LIMA MEIRA
  • LABIRINTOS DA COMPREENSÃO DE REGRAS EM MATEMÁTICA: um estudo a partir da regra de três
  • Data: 21/08/2012
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  • A presente pesquisa teve como objetivo analisar os procedimentos adotados por alunos do Ensino Fundamental ao interpretarem e aplicarem regras matemáticas na resolução de problemas de regra de três simples e composta, bem como o processo de tratamento que é dado a linguagem, em especial a linguagem matemática. O processo de reflexão acerca da linguagem desencadeou a partir do nosso estudo sobre o movimento conhecido por Virada Linguística, espaço em que se discute que seria impossível filosofar a respeito de algo sem anteriormente refletir sobre a linguagem pelo motivo de considerar que qualquer experiência se realiza anteriormente na linguagem. A partir desse momento surgem as primeiras interpretações daquilo que ficou conhecido como Filosofia da Linguagem. Foi a partir dessa perspectiva filosófica que procuramos ancorar nossas análises, principalmente nas ideias daquele que ficou conhecido como o maior expoente, Ludwig Wittgenstein. As ideias desse filósofo se dividem em duas conflitantes filosofias, a primeira em que busca uma análise lógica da linguagem, e a segunda que discute e analisa a linguagem a partir da noção de contexto, ou seja, onde as expressões linguísticas adquirem sentido. Nesta segunda fase de seu pensamento, discute entre outros temas a necessidade que o sujeito possui de ‘seguir regras’, a qual subsidiou uma de nossas seções de análise. O cenário da pesquisa foi uma sala de aula com alunos do 7º ano da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. A coleta do material aconteceu a partir de observações in lócus e por meio da aplicação de três baterias de testes envolvendo problemas matemáticos escolares de regra de três: a primeira, somente com problemas de regra de três simples; a segunda apenas com problemas de regra de três composta; e a última contendo problemas de regra de três simples e composta. Após o término dessas atividades realizamos uma entrevista semiestruturada com alguns desses alunos e com o professor. As análises desse material estão organizadas em três seções, as quais revelaram que grande parte desses alunos fracassaram ao aplicarem e seguirem as regras matemáticas. Destacamos ainda que as ações desses alunos frente ao uso dos algoritmos também acontecem de maneira mecânica, pois aplicaram as regras e as seguiram sem atribuírem sentido, há ainda aqueles que se confundiram com as regras aprendidas em experiências anteriores.
  • OTAVIO AUGUSTO DO ESPIRITO SANTO BARROS
  • COTIDIANO NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA: Reflexões no ProJovem Urbano 

  • Data: 02/07/2012
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  • Nos últimos anos, a demanda do ensino de Educação de Jovens e Adultos vem crescendo, e com isso propostas educacionais surgem para atendimento de perfis específicos de alunos. Dentre elas, destacamos o ProJovem Urbano. Apesar da crescente procura por essa modalidade de ensino por estudantes, as pesquisas relacionadas ao processo de ensino e de aprendizagem de Matemática desses estudantes são escassas. Em nossa pesquisa de “Estado da Arte”, concluímos que as discussões envolvendo o ProJovem ainda são tímidas. Nesse sentido, o presente trabalho busca discutir e trazer reflexões para área da Educação, em especial para a Educação Matemática. Nossa proposta é analisar se o ferramental matemático que o aluno do programa utiliza cotidianamente (fora da escola) é o mesmo que ele utiliza em sala de aula, bem como identificar se há divergências ou convergências entre a Matemática feita fora e dentro da escola. Para responder a algumas dessas questões, entrevistamos alunos do ProJovem na tentativa de mapear atividades matemáticas que eles desenvolvem cotidianamente, para que, em seguida produzíssemos situações-problema que se relacionam  com o seu dia a dia.  Os dados colhidos com esta atividade desenvolvida com os alunos oportunizaram reflexões sobre o ensino e a aprendizagem de Matemática.

  • TIAGO CORRÊA SABOIA
  • Hipóteses em aula: uma pesquisa narrativa em contexto de investigação experimental com estudantes do Ensino Fundamental
  • Data: 18/06/2012
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  • Grande parte do debate sobre o Ensino de Ciências nos últimos anos tem salientado a importância de evitar abordagens de teorias distantes do modo como, de fato, esse conhecimento foi constituído. Tal debate envolve questões, por exemplo, sobre história e natureza da Ciência, mas também, dizem respeito a uma série de aspectos importantes nesse processo que, muitas vezes, são negligenciados em nossas salas de aula e que poderiam auxiliar na construção de melhores representações sobre o fazer científico de nossos estudantes e, com isso, aumentar o interesse por questões científicas. Dentre tais aspectos, o uso de hipóteses é considerado por grande parte da literatura sobre Ensino de Ciências como central no desenvolvimento de atividades de investigação. Deste modo, nesta pesquisa busco responder: Em que termos as hipóteses são trabalhadas em um contexto de investigação experimental em aula em um ambiente de iniciação à docência? Para isso, utilizo os registros em vídeo de seis encontros referentes ao desenvolvimento de uma atividade de investigação experimental planejada e desenvolvido por uma equipe de professores-estagiários (a qual eu era integrante) com estudantes de 6º e 7º ano do Ensino Fundamental no CCIUFPA. Assim, a Análise do Conteúdo das interações em aula nos quatro episódios narrativos destacados para a análise, possibilitou gerar reflexões tanto sobre o uso de hipóteses, quanto no âmbito da formação docente. No que se refere ao uso de hipóteses, a análise das interações em aula permitiu compreender que coexistiram duas principais abordagens durante a investigação em aula: um associado ao chamado Método Científico, voltado para o entendimento das hipóteses como uma etapa de processo rígido; e outra, em uma perspectiva critica, no qual as hipóteses são entendidas como parte integrante de um processo composto por constantes formulações e reformulações implicando, assim, no próprio modo de conceber o processo de construção de conhecimento. A coexistência dessas duas abordagens distintas permite gerar importantes reflexões no âmbito da formação de professores, pois destacou a importância do acompanhamento da professora-formadora nesse importante momento de transição entre concepções implícitas de Ciência e ensino e novas proposições pedagógicas do espaço formativo no qual se encontravam.
  • CARLOS ALBERTO GAIA ASSUNÇÃO
  • ECOLOGIA DE UM SABER MATEMÁTICO EM UM CENTRO FAMILIAR DE FORMAÇÃO POR ALTERNÂNCIA (CEFFA): O Método de Redução à Unidade nas Praxeologias da Escola CEPE

  • Data: 30/05/2012
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  • Este trabalho traz para o cenário de debate o ensino de matemática em locais diferenciados dos espaços urbanos. Consiste em discutir o sistema didático nos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFAs), apontando para a análise de como vive o objeto matemático nas práticas com matemáticas no contexto do ensino da Escola Casa da Pesca (CEPE). Os CEFFAs são instituições de ensino que têm como organização didática a pedagogia da alternância; esta por sua vez, vem sendo praticada nestas instituições como processo que permite conciliar atividade em pesca e aquicultura com atividade escolar. O estudo foi desenvolvido na CEPE, localizada na ilha de Caratateua, Distrito de Outeiro, Município de Belém-PA; cujo ensino destina-se a jovens e adultos da Região das Ilhas e entorno da escola, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) em nível fundamental, com foco na qualificação profissional: formação inicial em pesca e aquicultura. A pesquisa procurou seguir aspectos reflexivo/descritivo de uma pesquisa de caráter qualitativa, sem excluir aspectos quantitativos. Para observações de dados empíricos nos inspiramos em aspectos da pesquisa do tipo estudo de caso. A fim de complementar as observações feitas, utilizamos como instrumentos de coleta de informações: entrevistas semiestruturadas com docentes e alunos; anotações em caderno de campo e gravações de áudios para consubstanciar os dados documentais da pesquisa. O repertório teórico da pesquisa encontra-se ancorado na Teoria Antropológica do Didático (TAD) e nas dimensões política e educacional da Etnomatemática. Para considerar a descrição do contexto sociocultural e político escolar da CEPE incluindo: diretrizes operacionais e legislações da educação do campo; o projeto político da escola CEPE; planejamento anual; os dois momentos da alternância, utilizamos aspectos da abordagem etnomatemática, no sentido da Etnocomunidade. No transcurso das observações destes feitios, notadamente no plano de estudo da alternância, foi possível identificar e analisar a Redução à Unidade, pelos aspectos da ecologia de saber a partir de sua presença rotineira em diferentes tarefas didáticas para o ensino de matemática no contexto do sistema didático do ensino da CEPE. Por isso, com as lentes teóricas da TAD, procuramos analisar didaticamente as condições e restrições em que vive o referido objeto matemático. A articulação e o diálogo entre os aportes teóricos comportaram uma síntese indicadora do contexto sociocultural e político institucional nas práticas dos CEFFAs, podendo com isso evidenciar a relação entre práticas sociais e o saber matemático de um grupo cultural específico aqui entendido como etnocomunidades. Também verificarmos em que medida a organização didática da CEPE difere-se de uma escola rural tradicional, apontando sinais de uma educação diferenciada, a ser estabelecidas ou não às populações que vivem em contextos de realidades educativas, quer seja do campo ou rural.

  • ZEDEKI FIEL BEZERRA
  • A EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARAENSE NA FALA DOS SEUS PIONEIROS
  • Data: 25/05/2012
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  • Comumente, as abordagens de Educação Ambiental (EA) são baseadas em discussões estabelecidas nos encontros que aconteceram fora do Pará. Levantar as experiências em nível local seria mais enriquecedor, uma vez que estaríamos tratando de assuntos pertinentes à nossa realidade e, portanto, mais atraente para os nossos alunos. Nesse contexto, levantei a minha questão de investigação: Como se deu a constituição da EA no Pará a partir do olhar dos seus pioneiros? Assim, tracei como objetivo desta dissertação: obter informações sobre o histórico da E A em nosso Estado, a partir da fala de seus pioneiros; caracterizar as concepções e as práxis presentes na estruturação de EA no Pará e verificar como é que os discursos de EA elaborados em escala mundial e nacional são compreendidos/entendidos pela fala dos pioneiros. Como instrumento investigativo, optei pela pesquisa qualitativa, baseada nas narrativas de cinco professores que se dedicaram/dedicam ao trabalho de implantação e de implementação da EA no estado do Pará e que estão ligados direta ou indiretamente à UFPA. Para coletados depoimentos, foram utilizadas entrevistas, com 12 questões semiestruturadas, gravadas em áudio, salvas em CD ROM e, posteriormente, transcritas. Além das entrevistas, lancei mão de meu diário de campo como fonte de informação, que foi construído ao longo da pesquisa por meio de percepções sobre os sujeitos e seus contextos, além dos registros de ocorrências diversas, no âmbito da pesquisa. Na busca da produção de novas compreensões das narrativas investigadas, apropriei-me da Análise Textual Discursiva para sistematizar as manifestações dos sujeitos, levando em consideração as peculiaridades e as singularidades de cada entrevistado, a qual deu forma a três eixos temáticos, que trato nesta investigação: i) O contexto dos educadores pioneiros em EA no Pará: constituição e práxis; ii) O cenário da criação da EA no estado do Pará e iii) Os paraenses com relação ao trato e ao relacionamento com o patrimônio ambiental: o resultado das bases fincadas. Na análise dos resultados foi possível constatar que eventos internacionais, associados à história da EA, ocorridos principalmente a partir da década de 1970, repercutiram intensamente nas formações dos entrevistados. Na mesma década, no estado do Pará, contatei várias ações de grupos pioneiros e iniciativas isoladas por parte do estado, o qual elaborou leis e programas, visando dar sistematicidade ao emprego de abordagens da EA. Neste contexto, considero que as estratégias historicamente utilizadas para a organização, implantação e difusão da EA em nosso estado - tanto em nível governamental como não governamental e no ensino formal e não formal -, foram elaboradas de forma desarticuladas e descontínuas. Considerei, como motivações para que os entrevistados iniciassem a jornada pelos caminhos da EA, os itens: relevância do meio ambiente para manutenção da vida no planeta e interesses pessoal e profissional. Por fim, percebi a grande contribuição que os entrevistados deram para a implantação e implementação da EA no Pará, quando em “seus agir” procuraram ressignificar os conhecimentos das determinações apregoadas nos documentos oficiais em EA, em nível mundial nacional e local, para lastrear as sua ações ambientalistas, na realidade paraense.
  • JOSE SAVIO BICHO DE OLIVEIRA
  • Alfabetização Matemática no Contexto Ribeirinho: um olhar sobre as classes multisseriadas da realidade amazônica

  • Data: 30/04/2012
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  • Esta dissertação, intitulada “Alfabetização matemática no contexto ribeirinho: um olhar sobre as classes multisseriadas da realidade amazônica”, tem como objetivo investigar abordagens teórico-metodológicas de/para o ensino e aprendizagem de matemática, no âmbito da alfabetização matemática, possíveis de serem estabelecidas em classes multisseriadas de escolas ribeirinhas da realidade amazônica. Nesta pesquisa, a visão de alfabetização matemática foi construída levando em consideração não só as primeiras habilidades de leitura e escrita inicial da linguagem matemática escolar pela criança (DANYLUK, 1997), mas como um caminho para a aprendizagem do homem e mulher no mundo das relações matemáticas, a partir de concepções teóricas de D’Ambrosio (2002), Domite e Mesquita (2003), Sebastiani Ferreira (1997), I. Mendes (2009) e Freire (2002). A pesquisa foi realizada no município de São Domingos do Capim, Estado do Para, Brasil, entre outubro de 2010 e agosto de 2011. Na investigação sobre a alfabetização matemática em classes multisseriadas de escolas ribeirinhas, foram realizadas interações com representantes da Secretaria Municipal de Educação, visitas às escolas ribeirinhas multisseriadas, entrevistas com professores deste município. Como instrumentos de construção de dados foram utilizados diário de campo, entrevistas e observações. A análise da pesquisa de campo foi organizada nos seguintes itens: a) As classes multisseriadas e a alfabetização matemática no contexto ribeirinho; b) Recursos didáticos e alfabetização matemática; e, c) Cultura e educação matemática na Amazônia: entre saberes científicos e saberes da tradição. E possível afirmar que a alfabetização matemática expressa no contexto ribeirinho ainda restringe-se às experiências matemáticas referentes estritamente ao currículo escolar sem levar em consideração a riqueza de possibilidades de conhecimentos das experiências dos estudantes em seu contexto diário como localização espacial no deslocamento pelos rios, nos elementos matemáticos envolvidos na comercialização de frutos e pescado, por exemplo.

  • GERLANY DE FÁTIMA DOS SANTOS PEREIRA
  • APROPRIAÇÃO DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS: UMA ABORDAGEM AOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS

  • Data: 30/04/2012
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  • A abordagem aos alimentos transgênicos (AT) tem adquirido grande importância na sociedade contemporânea, apresentando-se como um tema muito debatido e controverso. Esses debates ocorrem fundamentalmente nos campos ambiental, da saúde, da economia e da ética, entre outros. A presente pesquisa traz no seu âmbito os conhecimentos científicos dos alunos de um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, sobre AT. Sentimos a necessidade de compreender “Quais conhecimentos científicos os discentes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará (UFPA) mobilizam em relação aos alimentos transgênicos?” E, considerando tais conhecimentos “Como se posicionam quando solicitados à tomada de decisão?” Trata-se de estudo qualitativo, realizado no período que compreendeu maio a agosto de 2010, nas dependências do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da UFPA, mediante o desenvolvimento do Curso de Extensão: “Controvérsias Sociocientíficas no Ensino de Ciências”, com o tema AT. Para o levantamento dos conhecimentos dos discentes, elaboramos um formulário no qual contemplamos também uma questão que solicitava a tomada de decisão em relação ao tema em questão. Os dados relativos aos conhecimentos dos alunos foram organizados e analisados mediante a construção de “Matriz de Cognição Comparada”. Em nossa avaliação, a maioria dos sujeitos da presente pesquisa apresenta conhecimentos pertinentes a respeito do que seja transgênico. A compreensão dos discentes sobre a produção de um AT, em geral, é apresentada de forma coerente ao que encontramos na literatura da área. Observamos quanto aos aspectos positivos da produção desses alimentos, que os argumentos utilizados pelos educandos são muito parecidos com aqueles veiculados pelos proponentes dos AT na literatura específica da área. Quando indagados sobre os aspectos negativos da produção dos AT, observamos preocupações dos sujeitos quanto aos danos ao ambiente e quanto à insuficiência de resultados de estudos conclusivos, no que diz respeito aos benefícios e/ou malefícios desses alimentos. Alguns alunos expressaram preocupações no que diz respeito ao consumo de AT, notadamente dos riscos à saúde. Eles mencionam também nessa questão, a carência de estudos conclusivos em relação à questão dos possíveis maléficos do consumo dos AT. Várias foram as justificativas apontadas pelos alunos para apoio ao consumo dos AT, tais como: o combate à fome, preços mais acessíveis, maior qualidade, durabilidade, maior teor de vitaminas, melhoria na qualidade nutricional desses alimentos e benefícios econômicos. Sobre a tomada de decisão, as respostas foram divididas em favoráveis e contrárias. Para os favoráveis, as respostas foram desde aqueles que acreditam que os transgênicos podem beneficiar a população mundial no combate a fome, até os que pensam nas melhorias nutricionais desses alimentos. Em relação aos alunos que se manifestaram contrários destacamos os que consideraram a existência de outras formas de melhorar a produção natural de alimentos, e acreditam ser muito mais benéfico para a população o incentivo desta sem o uso de agrotóxicos e pesticidas.

  • LEDA VALERIA ALVES DA SILVA
  • José Veríssimo: ciência e educação feminina no século XIX

  • Data: 30/04/2012
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  • O trabalho tem por objetivo examinar o pensamento do escritor paraense José Veríssimo no que diz respeito aos estudos das ciências naturais e as suas idéias sobre educação científica feminina na transição do século XIX para o século XX, momento da transição do regime imperial para o republicano. Esse período foi selecionado, por ser o momento em que José Veríssimo escreveu seus livros e textos, como o livro A Educação Nacional, publicado em 1890, acerca da educação no país. Entusiasmado pelas idéias positivistas, evolucionistas e pelo republicanismo, o autor examina como se encontrava o estudo das ciências naturais na época de transição, já que para as doutrinas elencadas por Veríssimo era importante que escola tivesse um papel “iluminador” da sociedade e isso seria obtido através das ciências. Em seguida examino como a reforma na educação nacional ansiada por Veríssimo influenciou no modelo de ensino científico no qual a mulher brasileira deveria se submetida por ser a primeira educadora dos filhos. O autor indica um currículo a ser ensinado às mulheres para que melhor aprendessem as ciências. A pesquisa então assume relevância para a história da educação científica brasileira, já que contribui para conhecer as idéias de educação de José Veríssimo, um dos escritores brasileiros que mais se empenhou em fazer no país um elo entre o progresso e a educação.

  • VALDOMIRO PINHEIRO TEIXEIRA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO FORMATIVA NO ENSINO DA MATEMÁTICA: Um estudo a partir das correções de prova de professores de matemática
  • Data: 27/04/2012
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  • Esta pesquisa, de cunho quantitativo e qualitativo, investiga as concepções e as práticas relacionadas à avaliação e ao uso de provas escritas de matemática. Para tanto, foi utilizado um questionário referente à avaliação e ao uso de provas com 16 professores de matemática da Educação Básica, na cidade de Belém do Pará. E em seguida, eles realizaram dois tipos de correção de prova, a correção vertical (prova por prova) e a correção horizontal (questão por questão) de uma turma de 27 alunos do 1º ano do Ensino Médio, de uma escola estadual do município. Analiso as respostas, as correções e as falas dos professores durante estas. O referencial teórico é apoiado principalmente em Valente (2008), Moretto (2005), Cury (2008), Hadji (1994 e 2001), Vianna (1976 e 1977) e na Teoria dos Campos Conceituais de Vergnaud. Analiso a questão da prova a partir do referencial teórico e das visões apresentadas por estes professores quanto à avaliação e ao uso de provas e suas práticas no momento da correção. Procuro mostrar quais seriam, nas formas de correção propostas, as vantagens e desvantagens e como elas colaboram ou impedem uma avaliação formativa no Ensino da Matemática. Os resultados da pesquisa mostram que apesar de um desmerecimento para a prática de provas, os professores não mostram alternativas ou práticas mais amplas de avaliação, demonstrando que o problema, não está no instrumento, mas no uso que se faz dele, além de que os dados estatísticos dos dois diferentes tipos de correção, apontam que na horizontal há uma tendência de aumento das notas, o que é corroborado por algumas análises de casos particulares, que mostram percepções que ocorreram neste processo, que não se repetiram na vertical. Assim, o olhar sobre a avaliação do educando deveria ser um olhar valorativo, que não propõe aceitar como correto tudo o que o aluno faz, mas analisa a partir do que ele faz, considera isto um conhecimento, entende como um progresso e compreende o “erro” como um conhecimento em desenvolvimento.
  • JANAINA CARVALHO DE SOUZA
  • CULTURA AMAZÔNICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS: CAMINHOS OFERECIDOS PELO CURSO PEDAGOGIA DAS ÁGUAS
  • Data: 30/03/2012
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  • Esta pesquisa desenvolvida em nível de mestrado, intitulada Cultura amazônica e educação matemática na formação de professores dos anos iniciais: caminhos oferecidos pelo Curso Pedagogia das Águas, situa-se no campo de discussão da Educação Matemática, problematizando sobre em que termos a formação do Curso de Pedagogia das Águas possibilitou aos educadores ribeirinhos de Abaetetuba-PA utilizarem a cultura amazônica nas aulas de matemática nos anos iniciais? O objetivo geral é investigar como a matemática foi vista durante o Curso, e como foi o reflexo desse ensino na formação dos professores. Para a realização dessa pesquisa de cunho qualitativo foram utilizados alguns instrumentos para a coleta de dados, tais como: diário de campo, entrevistas semi-estruturadas, conversas informais e análises de documentos. Como principais referências temos: