Dissertações/Teses

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2022
Descrição
  • RAYZA DE OLIVEIRA SOUZA
  • BASES NEURAIS DA METACOGNIÇÃO MATEMÁTICA: contribuições para o ensino-aprendizado matemático

  • Orientador : MARCOS GUILHERME MOURA SILVA
  • Data: 29/06/2022
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  • MARIA APARECIDA NEVES
  • PORTFÓLIO REFLEXIVO: NARRATIVAS DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

  • Orientador : NADIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • Data: 24/06/2022
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  • ROSINEIDE ALMEIDA RIBEIRO
  • “A Dimensão Subjetiva do Aprender na Formação para a Docência Interdisciplinar: Um Estudo de Caso no Clube de
    Ciências da UFPA”.

  • Orientador : JOSE MOYSES ALVES
  • Data: 10/06/2022
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  • JOSYANE BARROS ABREU
  • Problematização da docência e aproximações à Inovação Didática na formação continuada de professores de Ciências.

  • Orientador : NADIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • Data: 08/06/2022
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  • PATRICIA SHEILA FIGUEIREDO PEREIRA
  • Potencialidades didáticas de textos e problemas históricos egípcios e babilônicos para o ensino de matemática na educação básica.

  • Data: 26/05/2022
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  • Nesta pesquisa, objetivou-se investigar quais textos e problemas históricos presentes na matemática do Egito e da Babilônia apresentam potencialidades didáticas a serem exploradas no ensino de matemática. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica na literatura de Boyer (1974) e de Eves (2011), os quais forneceram o contexto histórico da matemática, tal como revelaram diversas formas de resolução de problemas matemáticos antigos e que esses são possíveis de serem solucionados por meio da notação atual. Ao estudar a História da Matemática, identificou-se nos textos e problemas históricos diversas potencialidades que possibilitam o desenvolvimento de habilidades matemáticas, essas foram evidenciadas de acordo com os argumentos de Miguel (1997) e os estudos de Mendes e Chaquiam (2016), Brandemberg (2020) e Brandemberg (2021), que corroboram a relevância da história no ensino de matemática. A partir deste estudo, foi possível selecionar os textos da Tábua Plimpton 322, os problemas históricos do Papiro de Rhind e os da Tábua BM 13901 como fontes de/com potencialidades, as quais são: viabilizar o desenvolvimento conceitual da equação polinomial do 1o grau; possibilitar o desenvolvimento do conceito da equação quadrática; oportunizar ao aluno desenvolver novos discursos sobre o teorema de Pitágoras e, com isso, possibilitar o desenvolvimento de habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, foi sugerida, por meio de atividades didáticas, uma forma de o professor utilizar os textos e os problemas históricos no ensino da matemática escolar. Desse modo, pode-se aduzir que os textos e problemas históricos selecionados dispõem de potencialidades que contribuem para a
    construção do conhecimento matemático, bem como foi evidenciado que podem ser empregados no processo de ensino e aprendizagem de matemática na Educação Básica.

  • DAYANNE DAILLA DA SILVA CAJUEIRO
  • INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA AMAZÔNIA: bases históricas e epistemológicas em Clubes de Ciências de Abaetetuba e Moju/Pará.

  • Orientador : TEREZINHA VALIM OLIVER GONCALVES
  • Data: 23/05/2022
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  • JONIELE BENTES BATISTA
  • EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Macrotendências em Atividades Educativas no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.

  • Data: 28/04/2022
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  • A Educação Ambiental (EA) surge de um entendimento sobre a construção social histórica do planeta, onde é necessária à mudança de paradigma que implica tanto uma revolução científica quanto política. Este estudo objetiva conhecer e compreender as macrotendências político pedagógicas em EA presentes nas práticas desenvolvidas no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. Assumimos a pesquisa qualitativa, com Análise de conteúdo. Os procedimentos foram organizados em dois momentos: 1. Visita ao Parque Zoobotânico do MPEG e análise da documentação objeto do estudo; 2. Entrevistas com as coordenadoras responsáveis pelos projetos e atividades da EA. Foram estabelecidas as seguintes categorias para análise: visão sobre meio ambiente, concepções de problemas ambientais, visão política e, prática/abordagem. A partir da análise, percebemos que as macrotendências político-pedagógicas de EA presentes nas práticas pedagógicas no Parque Zoobotânico do MPEG, apareceram concomitante, ou seja de forma mesclada, sem um consenso da intencionalidade ou referencial teórico. No entanto, foi observado certa dominância para as macrotendências conservacionista e pragmática.

  • EUNICE MARIA FIGUEIRA CAJANGO
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E COGNIÇÃO CORPORIFICADA EM UMA CLASSE HOSPITALAR: vivências partilhadas.

  • Data: 27/04/2022
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  • Este estudo apresenta resultados obtidos a partir de uma pesquisa qualitativa com abordagem participante, com o objetivo de analisar como vivências partilhadas por pessoas que frequentam ou frequentaram a classe hospitalar repercutem a relação entre educação matemática e componentes sociossensoriais, quando esta é assumida a partir da perspectiva de cognição corporificada e, portanto, entrelaçada às trajetórias pessoais de educandas e educadora. São também participantes da pesquisa quatro educandas e uma ex-educanda de uma classe hospitalar em Belém/PA. Os dados, produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas e atividades com caráter pedagógico, estão agrupados em dois eixos temáticos: (res)significação de vivências em educação matemática e entrelaçamento de trajetórias dialógicas. Os referenciais que subsidiam a construção teórica da pesquisa e permeiam a análise e discussão dos dados estão assentados, principalmente, em estudos sobre o acompanhamento pedagógico em ambientes hospitalares e domiciliares e em produções sobre a educação matemática sob a perspectiva de cognição corporificada. Com base nos resultados obtidos a partir do processo imersivo na classe hospitalar e ao longo da pesquisa realizada junto às participantes, defendo a tese de que quando elementos sociossensoriais são assumidos como indissociáveis do ensino e da aprendizagem, sob o viés da cognição corporificada, as vivências relacionadas à educação matemática em classe hospitalar contribuem para o enredamento do repertório de educandos e propiciam um movimento de autoformação docente.

  • ANA SILVIA ALVES GOMES
  • Letramento científico e habilidades didáticas em produções escritas de professores de ciências.

  • Orientador : ANA CRISTINA PIMENTEL CARNEIRO DE ALMEIDA
  • Data: 26/04/2022
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  • MARCIA PANTOJA CONTENTE
  • “SIGNIFICAÇÃO EM PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DE TEMÁTICAS COTIDIANAS: às experiências vivenciadas por
    estudantes surdos e uma surdocega no contexto escolar”.

  • Orientador : ELIELSON RIBEIRO DE SALES
  • Data: 20/04/2022
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  • ALAILSON SILVA DE LIRA
  • “APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS ENTRE AS OBRAS “RÉFLEXIONS SUR LA MÉTAPHYSIQUE DU CALCUL
    INFINITÉSIMAL” E “THÉORIE DES FONCTIONS ANALYTIQUES” A PARTIR DA ANÁLISE DE CONTEÚDO”

  • Data: 31/03/2022
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  • No período do século XVIII, diversos matemáticos contribuíram para o desenvolvimento do Cálculo Infinitesimal (CI). Entre os expoentes desse contexto, destacaram-se Joseph-Louis Lagrange (1736 – 1813) e Lazare Nicolas
    Marguerite Carnot (1753 – 1823). Assim, como questão de pesquisa, o presente trabalho suscitou o seguinte problema: que pontos de aproximação e distanciamento as obras Réflexions sur la Métaphysique du Calcul Infinitésimal (RMCI), de 1813, de Lazare Carnot, e Théorie des Fonctions Analytiques (TFA), de 1813, de Lagrange, apresentam no que concerne aos conceitos do Cálculo Infinitesimal? Para respondê-la, utilizamo-nos dos aportes metodológicos da análise de conteúdo, bem como percorremos as etapas estabelecidas em Bardin (2016), adaptadas para esta pesquisa. Logo, esta tese teve por objetivo comparar, com base na análise de conteúdo, as aproximações e os distanciamentos entre as obras RMCI e TFA. Com isso, percebemos, como aproximações, que ambos realizam descrições sobre seus conceitos e definições e envolvem os mesmos problemas com os infinitesimais no que concerne às quantidades infinitamente grandes e infinitamente pequenas. Como distanciamentos, observamos que os elementos centrais no trabalho de Lagrange são as funções e séries, e apenas o método algébrico encontra-se em discussão, enquanto, no trabalho de Carnot, estão presentes as quantidades
    infinitamente pequenas e a teoria da compensação de erros, além de se conceber o uso dos infinitesimais sem se desconsiderarem os outros métodos.

  • ALVARO LUAN MORAES MEDEIROS
  • Problematização dos apêndices do discurso do método para o ensino de conceitos matemáticos e científicos.

  • Orientador : IRAN ABREU MENDES
  • Data: 17/03/2022
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  • LUIZ ANTONIO RIBEIRO NETO DE OLIVEIRA
  • MODELAGEM MATEMÁTICA ARTICULADA À TEORIA ATOR-REDE EM UMA CASA DE FARINHA EM BREVES-PA.

  • Data: 17/03/2022
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  • Esta tese teve como objetivo geral, configurar uma abordagem para desenvolver atividades de modelagem matemática que fosse articulada à Teoria Ator-Rede. Espera-se apresentar a Modelagem Matemática como um campo de estudos que trata da construção de modelos matemáticos, a partir de redes sociotécnicas, ou seja, de relações simétricas e híbridas entre os atores humanos e não-humanos, constituintes de determinada cultura. E atender a questão da intransferibilidade de sentido de realidades de uma cultura a outra. Os objetivos específicos decorrentes foram: articular elementos da Teoria Ator-Rede a elementos da Modelagem Matemática para delinear a referida configuração, e construir modelos matemáticos a partir da prática de produção de farinha, em uma casa de farinha no município de Breves, articulados à Teoria Ator-Rede, como uma proposta para a referida configuração. Como consequência, obteve-se uma abordagem que possibilita a professores e estudantes a investigação de problemas a partir de práticas socioculturais com o intuito de construírem um modelo matemático, não necessariamente regido por conteúdos escolares ou acadêmicos, que represente a referida prática. A descrição realizada na eleita casa de farinha com foco em relações entre humanos e não-humanos, de maneira híbrida e simétrica, é caracterizada como uma das etapas iniciais para atividades de modelagem matemática. Nas etapas seguintes, identificam-se práticas matemáticas sobre as quais devem ser identificadas questões a serem resolvidas por meio de configuração de diplomodelos matemáticos. O processo para se chegar aos diplomodelos matemáticos, a partir de práticas socioculturais deve ser orientado pelas seguintes etapas: prática performada, descrição sociotécnica, figurações matemáticas, identificação de problemas, configuração matemática e socialização de móvel imutável.

  • ANTONIA EDIELE DE FREITAS COELHO
  • Interações Discursivas e Indicadores de Habilidades Cognitivas em atividades experimentais investigativas de ensino e aprendizagem em um Clube de Ciências.

  • Data: 17/03/2022
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  • O ensino por investigação vem sendo utilizado por vários professores como estratégia didático-metodológica que visa alcançar, além de participação mais efetiva dos estudantes, maior desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem de diversas áreas da educação, principalmente no ensino de Ciências. Deste modo, metodologias ativas de ensino que utilizem atividades práticas associadas a ações manipulativas, como Sequências de Ensino Investigativo (SEI) podem propiciar momentos de Interações Discursivas (ID), nos quais o conhecimento científico possa ser caracterizado de maneiras mais evidentes. Assim, este estudo analisou como as formas de ID que acontecem durante uma SEI, sobre conceitos que envolvem o problema do som, cooperam para o surgimento de Indicadores de Habilidades Cognitivas (IHC) em oito alunos participantes do Clube de Ciências “Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz”. Caracterizamos esta investigação como qualitativa, sendo utilizada a análise microgenética para interpretação das ID verbalizadas percebidas nas relações estabelecidas entre os professores monitores e os alunos participantes do Clube de Ciências. Buscamos identificar estes IHC em escritos e desenhos produzidos por esses alunos, além de elaborar e caracterizar uma SEI composta por cinco etapas, tendo como suporte as pesquisas concluídas e a vivência da autora durante os anos de atuação como professora monitora desse espaço. Para triangulação dos dados utilizamos vídeogravação, observação e análise de registros escritos e ou desenhados. O Clube de Ciências é considerado um ambiente não formal de educação destinado ao ensino, pesquisa e extensão de ações didáticas voltadas às Ciências e Matemáticas em turmas de quinto e sexto ano do ensino fundamental. Com as análises realizadas, identificamos que as habilidades desenvolvidas pelos estudantes durante as ID se relacionam continuamente a proposta almejada, sendo possível percebermos IHC baseadas, sobretudo, na organização, exposição e explicação das ideias. Em algumas ocasiões evidenciamos a concentração dos recursos mentais, identificação e análise das hipóteses, além de justificativa dos resultados. A generalização do problema também foi evidenciada em alguns episódios. Esses IHC ocorrem em ocasiões simultâneas às ID que expressam, principalmente solicitação de informações, fornecimento de pistas, reespelhamento, problematização e reestruturação.

  • WILLA NAYANA CORREA ALMEIDA
  • PROCESSOS DE MEDIAÇÃO DOCENTE E O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DOS ESTUDANTES EM UM CLUBE DE CIÊNCIAS: Pontos de Conexão entre a Abordagem Teórica de Reuven Feuerstein e o Ensino de Ciências por Investigação.


  • Data: 16/03/2022
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  • Neste estudo investigamos a problemática: Em que termos se constituem a mediação docente e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes com vistas à estruturação de um novo ambiente didático em um Clube de Ciências, ao ancorar-se na teoria de Reuven Feuerstein e no ensino de Ciências por investigação? Para tanto, procuramos analisar processos mediação docente e seus reflexos no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, estabelecendo pontos de conexão entre a abordagem teórica de Reuven Feuerstein e o ensino de Ciências por investigação para a estruturação de um novo ambiente didático no Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam W. P.
    Diniz. A pesquisa se caracteriza como qualitativa, do tipo participante. A constituição das informações a serem analisadas ocorreu no referido Clube de Ciências, que se configura como um espaço de educação não formal, a partir da aplicação da Sequência de Ensino Investigativo intitulada “Problema do Som”. Para organização e interpretações das informações levantadas, optamos em utilizar a análise microgenética. Os participantes da pesquisa foram oito estudantes e três professores monitores. Durante as análises realizadas, foi possível identificar a utilização de vários propósitos e critérios de mediação pelos professores monitores à medida que cada etapa da SEI se desenvolvia, em que o trabalho docente mediacional era ampliado ou reduzido conforme o nível de compreensão e desenvolvimento dos alunos, bem como das variáveis situacionais que determinam a dificuldade e/ou desafio do que estava sendo proposto. Essas ações desencadearam falas e atitudes por parte dos estudantes que evidenciaram o uso de práticas sociais de produção, comunicação e avaliação do conhecimento que permitiram o desenvolvimento de funções cognitivas, descrevendo um perfil de desenvolvimento cognitivo dos discentes. A partir dessas verificações, estruturamos o Ambiente Investigativo Modificante, que pode ser visto como um novo ambiente didático para o Clube de Ciências, em que a inovação está na implementação intencional de um ensino de Ciências por investigação que promova o crescimento cognitivo e social dos estudantes. Assim, entendemos que o Ambiente Investigativo Modificante desenvolvido no Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz a partir de uma abordagem investigativa que pressupõe a Experiência de Aprendizagem Mediada, pode evidenciar uma Modificabilidade Cognitiva Estrutural dos estudantes.

  • RENAN MARCELO DA COSTA DIAS
  • Um estudo acerca da inserção de aspectos históricos dos conceitos de Dependência e Independência Linear em cursos de Álgebra Linear.

  • Data: 22/02/2022
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  • O presente estudo teve por objetivo investigar de que forma o desenvolvimento histórico dos conceitos de Dependência e Independência Linear pode ser abordado em cursos de Álgebra Linear para viabilizar uma melhor compreensão destes por licenciandos em Matemática. Para tal, desenvolvemos uma Pesquisa Bibliográfica com abordagem qualitativa para análise de dados constituída de dois momentos. No primeiro momento discorremos, com base em Dorier (1995b; 2000) e Moore (1995), sobre a constituição histórica da Álgebra Linear, na qual identificamos quatro diferentes noções precedentes dos atuais conceitos de Dependência e Independência Linear, sejam elas, dependência inclusiva (Euler), dependência unificada para equações e n-uplas (Frobenius), generalização da dependência para o espaço n-dimensional (Grassmann) e axiomatização da dependência e independência linear (Peano). No segundo momento apresentamos sugestões didáticas, fundamentadas em Mendes (2006; 2015; 2016) e Brandemberg (2018; 2021), sobre como abordar essas diferentes noções em cursos de Álgebra Linear. Tais sugestões prezam em oportunizar aos alunos o contato com diferentes aspectos que lhes possibilitem ampliar a compreensão da linearidade como uma relação entre vetores, bem como visualizar as atuais definições de Dependência e Independência Linear como uma linguagem que não descarta as noções dadas por Euler, Frobenius, Grassmann ou Peano, mas as conservam em um caráter unificador e generalizante.

  • JOSE AUGUSTO DE JESUS DE OLIVEIRA NETO
  • “Cinema como escola de vida: a propósito das películas de ficção científica”.

  • Data: 18/02/2022
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  • O cinema possui configurações que permitem acionar o fascínio humano pela imagem do real herdado da fotografia, além de possibilitar uma experiência individual e coletiva e múltipla em termos de ambiente, seja em salas de exibição, seja na tela de um smartphone. Essas qualidades acionam em nós a projeção-identificação, processo pelo qual nos projetamos nos personagens que, por sua vez, ganham vida a partir de nós. Este trabalho reflete como o cinema, por meio de suas películas, proporciona uma aprendizagem além da didatização dos conteúdos escolares e do ensino de conceitos científicos ao ampliarmos a expressão conceitual moriniana de cinema como escola de vida. Tal reflexão é feita por meio de uma incursão bibliográfica a partir dos estudos sobre o cinema de Edgar Morin e da produção científica brasileira sobre a temática, em especial a ficção científica no ensino de ciências. Por fim, a partir do filme Contágio (2011), buscamos compreender, por meio de reflexões que respondem ao acontecimento da crise sanitária de covid-19, quais aprendizados a escola de vida do cinema pode ensinar através de uma narrativa de pandemia que projeta realidades a partir do imaginário em um futuro que já chegou.

  • IVONE DOS SANTOS SIQUEIRA
  • ENSINO DAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS AMAZÔNICAS: MEDIAÇÕES DO AGIR COMUNICATIVO NA VISIBILIZAÇÃO DE UM MUNDO DA VIDA COLONIZADO.

  • Data: 16/02/2022
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  • Nessa investigação, à luz da Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas e da Ação Dialógica de Paulo Freire, apresento um entendimento crítico sobre as questões socioambientais, mediado pelo agir comunicativo e dialógico no desenvolvimento de uma pesquisa-formação com os estudantes do Curso de Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, da Universidade Federal do Pará. Este estudo tem embasamento na pesquisa qualitativa, nos pressupostos da pesquisa-formação (JOSSO, 2004). Os áudios, anotações e demais registros gerados durante as aulas compõem as informações coletadas, que foram tratadas à luz da Análise de Conteúdo, nos termos de Bardin (2009). Na tematização didática do desmatamento, da mineração e do agronegócio, utilizo metodologias dialógicas para a leitura e discussões de textos, de modo a apresentar as partes cindidas, na busca de retotalização das partes, para a visualização dos diferentes aspectos relativos à temática. Com essa dinâmica, por meio de interações intersubjetivas entre os participantes, viabilizo a percepção da ação dos imperativos sistêmicos na colonização do mundo da vida amazônico enquanto opositor do equilíbrio ambiental. Na ação pedagógica, as metodologias dialógicas possibilitaram trabalhar a tematização das questões socioambientais em sala de aula de forma interativa, no alcance do entendimento intersubjetivo, na perspectiva da racionalidade comunicativa. A tematização didática mediada pelo agir comunicativo levou os estudantes a um entendimento crítico da realidade amazônica, ao refletirem sobre a relação entre sociedade e natureza. Nesse sentido, a utilização das metodologias dialógicas na tematização didática das questões socioambientais, desencadeou processos de ensino e de aprendizagem na ação pedagógica como agir comunicativo, à medida que possibilitou coordenar as interações intersubjetivas para o entendimento mútuo, na percepção dos agentes sistêmicos que colonizam o mundo da vida amazônico e provocam impactos ambientais,
    apropriação/violência e desigualdades sociais na sua base material, ocasionando homogeneização dos espaços onde esses agentes se instalam.

2021
Descrição
  • MAURO ROBERTO DE SOUZA DOMINGUES
  • EFEITOS AGUDOS DO TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E DO ALONGAMENTO ESTÁTICO NA MEMÓRIA DE TRABALHO VISUOESPACIAL, DESEMPENHO MATEMÁTICO E VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM CRIANÇAS COM ANSIEDADE MATEMÁTICA

     


  • Data: 17/12/2021
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  • Introdução: A ansiedade Matemática (AM) é uma fobia específica, diante de situações que envolvam números ou resolução de problemas matemáticos. Evidências demonstram os efeitos benefícios da prática de exercício físico na redução da ansiedade geral e no aumento do desempenho cognitivo em funções executivas e matemática em
    crianças. Até onde sabemos, não existem estudos sobre os possíveis benefícios cognitivos e desempenho matemático do exercício em crianças com AM. Objetivo Geral: Investigar o efeito agudo do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) e do alongamento estático na Memória de Trabalho Visuoespacial (MTV), Desempenho Matemático Aritmético (TDM) e Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) em crianças escolares de 9 a 12 anos com ansiedade matemática. Procedimentos metodológicos: Foi utilizada a Escala de Ansiedade Matemática Elementar (MARS-E), para classificar as crianças em alta e baixa AM. Em seguida, por meio do ensaio cruzado randomizado, diferentes parâmetros: MTV, TDM e VFC foram monitorados antes e após uma sessão de HIIT ou alongamento estático, em 64 escolares (33 do sexo feminino), de 9 aos 12 anos, da rede pública de ensino na cidade de Belém-PA. Os dados foram analisados por estatística de estimativa para intervalo de confiança, tamanho de efeito e significância (p ≤ 0,05). Resultados: após o HIIT houve melhora no desempenho da MTV no grupo de crianças com baixa AM (d= 0,426, p ≤ 0,05) e melhora no TDM para as crianças com baixa AM (d= 0,217, p ≤ 0,05) e com alta AM (d= 0,194, p ≤ 0,05). Resultado similar na melhora do TDM foi observado após realizarem uma sessão de alongamento estático no grupo com baixa AM (d= 0,19, p ≤ 0,05) e com alta AM (d= 0,209, p ≤ 0,05). Os resultados não lineares da VFC demostraram que tanto as crianças com baixa AM (d= 0,574, p ≤ 0,05) e alta AM (d=0,673, p ≤ 0,01), apresentaram aumento da SampEn na condição pós Alongamento, durante a realização do TDM. Conclusão: O HIIT, mas não o alongamento estático,
    pode aprimorar a função executiva para crianças menos ansiosas. Realizar exercícios de HIIT e alongamento, podem oferecer condições para que as crianças aprimorem o desempenho matemático. O alongamento, mostrou-se um importante candidato para aumentar a complexidade da frequência cardíaca, contribuindo na melhoria do
    desempenho matemático. Os achados dessa pesquisa apontam caminhos promissores à necessidade da inclusão do exercício físico no cotidiano escolar de crianças com ansiedade matemática, a fim de promover melhorias tanto a nível da saúde mental, quanto a nível cognitivo e no desempenho escolar.

  • JOSE ADALBERTO GOMES DA SILVA
  • PRÁTICA EDUCATIVA DOS PROFESSORES DE CIÊNCIAS: as singularidades do contexto da Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua no currículo escolar.

  • Orientador : NADIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • Data: 14/12/2021
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  • ANDREA LIMA DE SOUZA COZZI
  • VOZES DO RIO E DA MATA SABERES AMBIENTAIS EM NARRATIVAS ORAIS.

  • Data: 10/12/2021
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  • Os saberes ambientais são construídos milenarmente a partir da observação e da experiência, passados de geração após geração pelas vozes. O exercício da escuta envolve a transposição do entendimento de outras formas de ver e explicar o mundo, expressas em práticas so-cioculturais dos humanos. As explicações para os fenômenos naturais vivenciados nas áreas rurais-ribeirinhas da Amazônia são elucidadas por conceitos formulados dentro da seara do imaginário, criações e representações, modos de dar significados às experiências cotidianas.O presente trabalho explora, a partir do amálgama das culturas amazônicas, essa zona difusa de interpretação em que o real e o imaginário se misturam. O tema de estudo construído apresenta-se por meio da seguinte pergunta: Como são tecidos os saberes ambientais enreda-dos com o imaginário mítico expresso na voz do contador de histórias e como circulam na região insular de Belém? A hipótese construída diz da existência de significâncias nos saberes ambientais construídos e reconstruídos por meio do imaginário, contidos nas narrativas orais amazônicas evocadas a partir das memórias dos narradores, o que denominei de econarrati-vas. Os caminhos metodológicos aportam na abordagem qualitativa, etnográfica, por meio de entrevista narrativa, photovoice, diário de campo, caderno de atividades e oficinas. A tese se desenvolve em três partes: Portal - Memórias de quintal desvela minhas experiências significativas nos estágios da infância, vida profissional e acadêmica com a oralidade e o cuidado com o meio ambiente, enfocando como eles se entrelaçam e determinam a temática da pesquisa. O quintal como espaço da liberdade, do aprendizado e do pertencimento. O portal chama-se Memórias do mundo e apresenta os movimentos do ensinar e aprender a partir dos conhecimentos construídos pela humanidade, a contextualização do pensamento científico ocidental e a transição da vertente diurna para a noturna trazida por Bachelard. Apresenta as configurações do imaginário amazônico numa relação com as narrativas orais e os saberes ambientais que circulam na região insular de Belém, bem como os caminhos percorridos para tornar possível a pesquisa na perspectiva metodológica. Por fim, o portal intitulado de Memórias de rio e floresta nos conta sobre o encontro com o contador tradicional da ilha do Murutucu, Mestre Simeão, e as narrativas orais contadas em suas performances que falam do cuidado com o meio ambiente, das quais despontam a Zeladora, a Mãe d’Água e a Curupira, articulando com os saberes ambientais presentes no repertório das narrativas do contador de histórias das Ilhas. Na conclusão, apresento os resultados alcançados durante a pesquisa, além das contribuições que os passos dados na experiência vivida trouxeram como proposições de ampliação dos diálogos no ensino de Ciências nos anos iniciais no que diz respeito aos saberes ambientais contidos nas econarrativas.

  • LUIZA PEREIRA DA SILVA
  • HISTÓRIA PARA ENSINAR MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS NAS PRODUÇÕES ACADÊMICAS BRASILEIRAS (1990 2018): princípios, métodos e propostas.

  • Data: 02/12/2021
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  • A partir de uma pesquisa, cujo objeto de estudo centrou-se nas produções de Pós-graduações das universidades brasileiras em História para o Ensino de Matemática (HEnM), com recorte para os anos iniciais, este trabalho descreve e analisa as produções acadêmicas desse campo entre 1990 e 2018, com ênfase em seus princípios e métodos, para evidenciar suas potencialidades e contribuições no ensino de matemática, com abordagem relacionada à história, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com base nos arquivos que compõem o acervo do Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa sobre História da Matemática (CREPHIMat), originado de dois projetos de pesquisa aos quais o estudo doutoral está vinculado. Mediante a catalogação das produções, elaborou-se uma matriz paradigmática, a fim de identificar e analisar os níveis Técnico, Metodológico e Teórico como elementos constitutivos das produções sobre o tema investigado, visando apontar modos de usos da história para ensinar matemática nos anos iniciais, e, assim, fornece indicativos de contribuições dessas produções ao ensino de matemática e à formação docente, com base nos fundamentos estabelecidos por Mendes (1997, 2001, 2009, 2013), ao propor a história como mediador didático e conceitual, tendo a investigação histórica como elemento de (re)construção da matemática gerada nos diferentes contextos socioculturais, desenvolvida a partir de atividades investigativas que problematizam as práticas para o aperfeiçoamento das aprendizagens. Os resultados destacam a importância dos caminhos trilhados pelos pesquisadores em direção às abordagens de ensino de matemática, por meio da história da matemática como mediadora das práticas pedagógicas propostas, como as que envolvem testagem de materiais concretos, artefatos e manipuláveis, aplicações da história em situações de ensino e formação e como base para métodos de investigações e explorações na formação de professores de Matemática. Ressalta-se que, de um modo geral, todas as produções apontaram a necessidade de implementar os usos da história da Matemática na formação docente inicial ou continuada, como elemento fundamental para a constituição de uma epistemologia didática que possibilite uma formação didática e conceitual para ensinar Matemática com significado, amparada em enfoque reflexivo.

  • JOSEPH CAVALCANTE CHELALA
  • APRENDIZAGEM DE LICENCIANDOS COMO PRODUÇÃO SUBJETIVA EM PRÁTICAS DE MODELAGEM NO ENSINO DE QUÍMICA.

  • Data: 26/11/2021
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  • A perspectiva de ensino por modelagem auxilia o processo de aprendizagem dos estudantes. Esse ensino visa facilitar a compreensão, visualização dos sistemas macro e microscópicos da ciência química considerando sua natureza teórica, imaginativa e criativa. Contudo, as pesquisas em contexto de ensino por modelagem concedem importância exclusiva à metodologia como fator determinante da aprendizagem. Este trabalho compreende que os processos envolvendo a aprendizagem se desenvolvem de maneira mais complexa, na dimensão subjetiva da aprendizagem do estudante, no qual a metodologia é apenas um dos fatores que a influenciam. Tendo como referência a Teoria da Subjetividade, este trabalho tem por objetivo investigar como Laura, participante da pesquisa, aprende subjetivamente, personalizando o processo de produção de modelos. Para isso, investigamos a aprendizagem de Laura na ação de aprender na relação dinâmica da subjetividade individual e social, tendo como referência a Epistemologia Qualitativa. Interpretamos as manifestações de Laura, participante do curso: “Aprender sobre alimentos com modelos e por pesquisa” considerando informações obtidas em observações, sistemas conversacionais, complemento de frases e transcrição de diálogos ocorridos durante ocurso. O modelo teórico construído indica que participaram da configuração subjetiva da aprendizagem de Laura seu interesse de proporcionar uma vida melhor para sua família, suas experiências na educação básica, na graduação, e no próprio curso no qual motivou-se a protagonizar a produção de um modelo para explicar o desprendimento do aroma de um alimento, recorrendo a recursos subjetivos configurados subjetivamente na sua histórica pessoal e durante o próprio curso.

  • ANDREA SOUZA DE ALBUQUERQUE
  • O QUE REVELAM OS FORMADORES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA SOBRE FORMAR PROFESSORES REFLEXIVOS E PESQUISADORES DE SUA PRÁTICA.

  • Data: 16/11/2021
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  • Este estudo analisou a perspectiva dos formadores de professores de Matemática da Universidade do Estado do Pará (UEPA), com foco sobre como formar professores reflexivos e pesquisadores de sua prática docente. Tal abordagem defende a epistemologia da prática profissional docente aliada à pesquisa como princípio formativo, o qual visa a construir um conhecimento voltado para as necessidades da prática e, com isso, responder às complexas demandas da formação inicial de professores. O objetivo deste estudo foi compreender aspectos da formação inicial nos quais os formadores de professores de Matemática se pautam, na perspectiva de desenvolver um ensino voltado para formar professores, reflexivos e pesquisadores da sua prática docente. De modo específico, o estudo buscou: Cartografar o conceito de professor reflexivo e investigador de sua prática, mobilizado por teóricos que discutem a temática; Identificar a concepção de professor reflexivo e pesquisador de sua prática, descrita pelos formadores de professores de Matemática da UEPA; Analisar, no discurso dos formadores, em que medida a prática docente na formação inicial encontra-se alinhada à teoria do professor reflexivo e investigativo de sua prática docente; Delinear possíveis contribuições para o desenvolvimento profissional de professores fundamentado em uma formação reflexiva e investigativa da prática docente, conforme discutido na literatura e desenvolvido por formadores de professores de Matemática da UEPA. Os sujeitos da pesquisa de campo foram cinco formadores de professores do Curso de Licenciatura em Matemática da UEPA. A investigação adotou a abordagem qualitativa, o referencial teórico-metodológico de estudo empírico, e foi desenvolvida por meio da técnica da entrevista semiestruturada, aliada à pesquisa bibliográfica. Os resultados apontaram que as concepções dos formadores de professores de Matemática quanto à reflexão sobre a prática se encontram relacionadas a duas concepções: a primeira, que restringe a reflexão docente à atuação em sala de aula; e outra concepção, que vai além da sala de aula, pois considera a análise do contexto e as questões políticas como fatores importantes a serem considerados nas reflexões, o que demonstra o alinhamento da concepção de reflexão a referenciais teóricos mais críticos entre os formadores de Matemática. No que concerne à pesquisa e reflexão sobre o fazer docente no exercício profissional, os resultados apontam como caminhos: relacionar os conteúdos do ensino superior com episódios e situações-problema da Educação Básica como fonte de estudos e pesquisas; a diversidade metodológica; o ensino planejado e desenvolvido com outros formadores realizando atividades no campo de estágio e nas avaliações, momentos que visam a entender e rever os caminhos da prática docente. Permitem afirmar ainda que a pesquisa é uma condição necessária ao formador que atua na formação inicial, pois possibilita ampliar o olhar da docência, a autonomia e seu próprio desenvolvimento profissional, a fim de que ocorram transformações nas práticas de ensino. Quanto às contribuições da reflexão e da pesquisa sobre as práticas ao desenvolvimento profissional docente, descrevem o maior envolvimento dos formadores em grupos de pesquisas, com estudos sobre a metodologias de ensino; preocupação em delinear um currículo mais voltados para a reflexão sobre as práticas com vistas à melhoria da atuação docente na Educação Básica. Apesar disso, revelam também que ainda falta abordar a reflexão sobre as políticas educacionais e as questões sociais mais amplas na formação inicial.

  • ALICE OLIVEIRA ARAÚJO
  • FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: desafios, aprendizagens e construções do ser e fazer docente.

  • Data: 20/10/2021
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  • Este trabalho é de caráter qualitativo na modalidade narrativa que se aventura pelas experiências contadas por duas professoras de ciências em fase inicial do exercício profissional. Para obtenção dos relatos propus encontros virtuais com o seguinte direcionamento: peço que você me conte suas experiências/situações/atividades marcantes vividas em sua formação inicial e no início do exercício docente para sua formação profissional. Para as minhas análises utilizo a Análise Textual Discursiva - ATD – que é uma metodologia que auxilia na obtenção de novos sentidos e significados do fenômeno em estudo. Possibilitaram-me novos olhares, tonalidade e cores a ponto de emergirem duas seções de análises, a primeira - O viver docente: descobrindo novos sentidos no exercício profissional, segunda seção - Formação profissional das professoras de Ciências: sentimentos e emoções que emergem nos primeiros anos no exercício profissional. Portanto, as experiências contadas foram e são significativas para a formação profissional, são os momentos de atravessamentos que possibilitaram novos olhares para a profissão docente, a ponto de configurações e reconstruções serem feitas, levando em consideração as singularidades e histórias que se entrelaçam durante a vida profissional. Como possibilidade de considerações finais, é possível pensar que existem elementos internos e externos que influenciam o ser e fazer das professoras, os mundos, as aventuras que já viveram e as relações que trazem, bem como as expectativas e necessidades associadas ao processo de ensino-aprendizagem. Assumo, assim, a docência como profissão cheia de impasses, subjetividades, desejos e construções de conhecimentos específicos que caracterizam e valorizam o sujeito professor, pois, sem dúvidas, são estes profissionais que conhecem, de fato, o que acontece nas salas de aula.

  • MURILO HENRIQUE DOS SANTOS LIMA
  • Aprender a ensinar com/por pesquisa: um caso sobre as mudanças subjetivas de Diego.

  • Data: 27/09/2021
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  • Este estudo teve como objetivo geral investigar e compreender como se constitui processos de mudanças subjetivas na formação de um licenciando em química, à medida que vivenciava processos de aprender a ensinar com/por pesquisa. Assim, buscou-se compreender a constituição da subjetividade individual e processos de mudanças subjetivas do participante da pesquisa. Na revisão bibliográfica, na área de formação de professores, nota-se que muitos autores têm investido em pesquisas para impulsionar mudanças na formação inicial de professores de química, articulando consensos discursivos e dispositivos de formação, que os valorizam enquanto indivíduos históricos e produtores de conhecimento. Há tendências para a reflexão na interação teoria e prática, na formação do professor pesquisador e na criação de comunidades de aprendizagem, dentre outros. A fundamentação teórica desse estudo está pautada na compreensão dos modelos de formação de professores e na Teoria da Subjetividade de González Rey em articulação com a Epistemologia Qualitativa e na Metodologia Construtivo-Interpretativa do mesmo autor. A emergência das categorias teóricas permitiu tecer discussões acerca das mudanças subjetivas do participante da pesquisa, cujo convite para participar do estudo ocorreu no curso “Aprender sobre alimentação por modelos e com pesquisa”. Os participantes deste eram oriundos dos cursos de licenciatura em química, licenciatura integrada em ciências, matemática e linguagens e recém-formados. Diego teve experiências antecipadas à profissão professor no CCIUFPA e estava à espera da integralização do curso de graduação em química, enquanto participava do curso. O cenário social da pesquisa contou com o envolvimento do participante nas atividades do curso e da pesquisa, com o auxílio dos instrumentos: dinâmicas conversacionais, momentos informais, completamento de frases e momentos de atividades síncronas do curso. As interpretações realizadas sinalizaram que constituem a subjetividade de Diego sentidos subjetivos relacionados à responsabilidade, o compromisso nas atividades e com o outro, e o interesse em aprender. O que está intimamente articulado às vivências dele no CCIUFPA e que emergiram na trajetória atual das atividades do curso. Aprender a ensinar ciências com/por pesquisa envolveu movimentos processuais da sua subjetividade, produções subjetivas que relacionam o histórico vivenciado e a ação atual, a emergência de recursos subjetivos e as mudanças subjetivas necessárias que aconteciam por vias que o desafiaram e o tensionaram, nas condições da cultura, modificando crenças, representações e concepções acerca do ensinar e aprender química. Esses são aspectos que fazem parte do processo de preparação para o exercício da profissão professor de química.

  • JAMILLE SILVA RODRIGUES DE SOUZA SOARES
  • “A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRÁTICA DOCENTE EM CIÊNCIAS EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE PARAGOMINAS- PA”

  • Data: 24/09/2021
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  • A presente pesquisa apresenta-se como de caráter qualitativo que se propôs a compreender sob que termos teórico-metodológicos a Educação Ambiental se insere na prática docente de professores de ciências que atuam no ensino fundamental II (6o ano ao 9o ano) em uma escola pública da rede municipal de Paragominas. Utilizou-se como estratégia de pesquisa o estudo de caso (único e holístico). Trata-se de uma pesquisa em que a triangulação dos dados se deu por três fontes de evidências: a partir de entrevistas semiestruturadas com os professores, da análise documental do Projeto Político Pedagógico da escola Anésia da Costa Chaves, assim como, da análise do Projeto Público Municípios Verdes que diz respeito a Educação Ambiental. Os dados foram transcritos e analisados através da Análise de Conteúdo de Bardin (2011), a luz do referencial teórico das correntes em Educação Ambiental por Lucie Sauvé (2005). Participaram do estudo, quatro professores de ciências, sendo três mulheres e um homem. Nesse movimento de análise emergiu duas categorias A compreensão de professores de ciências sobre a Educação Ambiental, e A Relação da escola Anésia com a Educação Ambiental, os quais apresentam os resultados dos sentidos atribuídos à Educação Ambiental e as diferentes perspectivas teórico-metodológicas emergentes nos diálogos, de igual modo, traz a compreensão de como a escola define e insere a Educação Ambiental em seus diferentes componentes curriculares. A partir desses dados obtidos, observou-se que os diferentes formadores afirmam trabalhar com a Educação Ambiental e que a corrente resolutiva é predominante na forma de conceberem e praticarem a Educação Ambiental nesta escola. Desse modo, é notório que mesmo com os avanços educacionais no município de Paragominas, são necessárias ações que foquem na perspectiva educacional crítica, que questione as práticas socioambientais e problematizem os discursos que fundamentam essas ações, a fim de que fomentem pensamentos autônomos nos educandos.

  • HELEN REGINA MACHADO NAHUM
  • A ABORDAGEM CTSA E O ESPAÇO NÃO FORMAL: O RIO QUE EU VEJO NO COMPLEXO VER-O-RIO

  • Data: 23/09/2021
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  • Este estudo é voltado ao Ensino de Ciências e desenvolvido por meio da Abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) em um espaço não formal de educação, o Complexo Ver-o-Rio, em Belém do Pará. Teve como objetivo analisar, em suas diferentes dimensões, a tomada de decisão dos alunos do 9o ano do Ensino Fundamental, referente aos problemas identificados no espaço não formal Complexo Ver-o-Rio. É uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo intervenção pedagógica. Para análise dos dados, foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD), sistematizando os resultados obtidos em três categorias: Compreensão das Relações CTS; Tomada de Consciência/Tomada de Decisão; e Interesse e Autonomia dos Alunos. Para o corpus de análise, foram consideradas as pesquisas feitas pelos estudantes sobre diversos temas relacionados ao meio ambiente, os recortes dos textos escritos por eles, o diário de pesquisa da professora, as anotações das rodas de conversa, os registros fotográficos da visita ao Complexo Ver-o-Rio, as respostas da entrevista apresentada no grupo criado no WhatsApp (em virtude da pandemia), respondidas individualmente, por áudio ou por escrito; e os vídeos sobre tomada de consciência/decisão, produzidos pelos alunos. Dentre os resultados encontrados, observamos que a relação ensino de Ciências e Abordagem CTSA favoreceu a aprendizagem de diversos conceitos científicos, trouxe motivação, argumentação e raciocínio crítico, além de aproximar os alunos da professora. Neste sentido, observamos que as atividades realizadas no espaço não formal, na perspectiva de um
    contexto educacional, se configuraram como uma proposta bem sucedida, pois motivou os estudantes, aumentou o interesse pelo conhecimento e apresentou características relacionadas ao pensar e à liberdade de expressão.

  • AGUINALDO DA SILVA BARROS
  • CONTAVOX: A VISÃO CEGA DA MATEMÁTICA.

  • Data: 01/09/2021
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  • O objeto deste estudo é o jogo educativo Contavox, elaborado para a aprendizagem das quatro operações fundamentais da Matemática com pessoas cegas. O objetivo central foi analisar os indícios de envolvimento e aprendizagem no processo de ensino das quatro operações fundamentais da Matemática, com o uso do jogo Contavox. O referencial teórico se baseia nos estudos do Professor José Antônio Borges, criador do Sistema Dosvox, hospedeiro do jogo Contavox, e nos trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Os procedimentos metodológicos se deram por meio do uso de computadores, com a devida instalação do Sistema Dosvox, e manuseio do jogo Contavox; Da observação do processo de ensino e aprendizagem dos educandos participantes e de entrevista gravada com seus relatos de percepção dos resultados alcançados com a utilização do jogo. O Contavox, com a realização dessa pesquisa, tornou-se mais uma fonte inovadora de aprendizagem da Matemática, contribuindo significativamente para a absorção de conhecimentos dos estudantes envolvidos.

  • CARLOS EVALDO DOS SANTOS SILVA
  • JOGOS DE LINGUAGEM NA ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA

  • Data: 10/08/2021
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  • O objetivo desta tese foi compreender o funcionamento da linguagem, a partir do conceito de jogo de linguagem de Wittgenstein, o seu papel na aquisição do conhecimento e sua relevância para o ensino de número na alfabetização. Para isso, realizou-se uma investigação por meio das práticas de ensino de uma professora da alfabetização a respeito do conceito de número. Essa investigação foi baseada em pressupostos teórico-filosóficos apoiados nas reflexões do segundo Wittgenstein, mais precisamente sobre a terapia filosófica do próprio Wittgenstein e da Epistemologia do Uso de Moreno, também de inspiração wittgensteiniana. Assim, discorreu-se sobre o papel da linguagem na constituição do conceito de número e sobre as concepções epistemológicas de número em duas perspectivas, uma piagetiana e outra moreniana, e como elas podem modificar significativamente a prática da professora alfabetizadora. A pesquisa empírica, que forneceu os dados para as análises, foi realizada com uma professora alfabetizadora de uma escola pública municipal de Belém do Pará e consistiu em observações de uma aula sobre a escrita numérica no Sistema de Numeração Decimal Indo-Arábico. A conclusão a que se chegou e que se anuncia nesta tese é que a compreensão do funcionamento da linguagem, a partir do conceito de jogo de linguagem e de que as primeiras relações do sentido linguístico já são atividades epistêmicas, coloca a linguagem no centro do processo educativo e aponta para outras possibilidades, diferentes das hegemonicamente presentes no campo da Educação Matemática, de conceber o ensino da matemática, que podem ter desdobramentos importantes em relação às práticas de ensino do professor que ensina matemática e ao aprendizado dos alunos e das alunas, especialmente na alfabetização.

  • JOÃO BATISTA MENDES NUNES
  • “(TRANS)FORMAÇÃO DE LICENCIANDOS EM EDUCADORES QUÍMICOS: traços do (con)viver e praticar a docência durante a formação inicial no Clube de Ciências da UFPA”.

  • Data: 05/08/2021
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  • Esta pesquisa trata de saberes e formação inicial de educadores químicos, formação, construída por meio de situações reais de prática antecipada assistida em parceria no espaço no Clube de Ciências da UFPA. Tenho como objetivo geral desta tese: compreender saberes expressos/manifestados por professores de Química egressos do Clube de Ciências, ao desenvolverem aulas de Química na educação básica e falarem de sua formação e docência, em consonância com exigências contemporâneas, e como objetivos específicos: i) identificar experiências formativas evidenciadas por professores egressos do CCIUFPA, ao falarem sobre sua formação e docência; ii) identificar e compreender, saberes docentes que professores de Química egressos do CCIUFPA mobilizam/movimentam como educadores químicos, os quais evidenciam ter se originado de experiências formativas vivenciadas no Clube de Ciências; iii) identificar para compreender, saberes docentes que professores de Química egressos do CCIUFPA mobilizam/movimentam como educadores químicos ao desenvolverem aulas de química; e iv) compreender em que termos os saberes docentes manifestados, movimentados e elaborados pelos professores de Química egressos do Clube de Ciências da UFPA se relacionam com os saberes de professores na/para contemporaneidade. Participaram da pesquisa quatro professores de química egressos do CCIUFPA que, no tempo presente, trabalham em escolas da rede pública de ensino. A estada em campo com os colaboradores da pesquisa teve duração de dois anos, entre idas e vindas, para construção dos textos de campos; ao longo desses anos, me contaram sobre sua formação e docência em convites para falar que dirigi a eles. Fiz também gravação de aulas de química dos professores, assim como a construção de meu diário de bordo e ambos também constituíram os textos de campo da pesquisa, que analisei por meio da análise textual discursiva. Defendo a tese de que práticas antecipadas à docência, na formação inicial de professores de Química, caracterizadas por trabalho pedagógico e formativo em grupo colaborativo assistido e em parcerias, de natureza interdisciplinar, investigativa e reflexiva, constituem-se estratégias formativas de educador químico, que permanece em formação contínua e concebe a construção do conhecimento químico para a compreensão da vida e de mundo em suas múltiplas dimensões e para o exercício da cidadania, de modo a educar na/para contemporaneidade. Essa tese é defendida neste texto de pesquisa, construído metaforicamente como uma reação de (trans)formação de licenciandos em educadores químicos, representada genericamente da seguinte forma: AB + CD  AD + CB. Assumo essa construção com respaldo na pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, em que os reagentes AB e CD, são respectivamente as práticas do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará (espaço institucional que promove a formação inicial de professores e a iniciação científica infantojuvenil de estudantes da educação básica), e o curso de Licenciatura em Química. Da imersão nos textos de campo, construí dois produtos da reação de (trans)formação em educadores químicos, AD - COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO PRODUTO - EXPERIÊNCIA: movimentando saberes, em que identifico experiências formativas e saberes mobilizados, os quais iniciaram por meio das experiências formativas vivenciadas no CCIUFPA, e CB - ESTRUTURA DA SUBSTÂNCIA - SIGNIFICAÇÃO DA QUÍMICA EM SOCIEDADE: saberes manifestados, elaborados e mobilizados para ensinar conhecimentos químicos, em que identifico saberes manifestados, elaborados e mobilizados, nas aulas de química e os que se relacionam com saberes na/para contemporaneidade. Os dois produtos emergentes, me permitiram destacar as estratégias formativas de educadores químicos descritas na tese e comprovar que essas estratégias permitem a formação de um educador que concebe a construção do conhecimento químico para a compreensão da vida e de mundo em suas múltiplas dimensões e para o exercício da cidadania.

  • FELIPE BANDEIRA NETTO
  • CLUBE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - Ensino de Ciências e Divulgação Científica: Um estudo iconográfico antropológico narrativo.

  • Data: 04/08/2021
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  • Busco nesta dissertação analisar aspectos epistemológicos e históricos do ensino de Ciências no Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará – CCIUFPA. Para isso, faço uso de imagens fotográficas do acervo do Clube de Ciências e do acervo pessoal de professores e coordenadores egressos deste espaço formativo. Nesta pesquisa, início tratando dos meus primeiros contatos com a fotografia, que se desenha desde minha infância no Quilombo de Mangueiras, localizado no Arquipélago do Marajó, na cidade de Salvaterra, no Estado do Pará, até o momento atual desta pesquisa de mestrado. A problematização desta pesquisa ocorre por meio de relatos memorialísticos evocadas a partir de fotografias, de pessoas que viveram o CCIUFPA em épocas diversas. Para análise das falas e imagens, faço uso de elementos teóricos pertinentes e que me auxiliam no levantamento de informações e na construção de dados. Busco aporte teórico antropológico no pensamento de teóricos como Geertz, Campos, Bourdieu, Kossoy, assim como Hine e Turkle para discutir antropologia virtual. Como esta é uma pesquisa qualitativa na modalidade narrativa, assumo a perspectiva teórica de Clandinin e Connelly. Para o movimento analítico, faço uso da análise textual discursiva de Moraes e Galiazzi. Como a pesquisa transcorreu durante a pandemia de Covid-19, causada pelo coronavírus de Sars-Cov 2, parte das entrevistas realizadas foram feitas de modo virtual, e para respeitar os limites científicos, faço uso de teóricos que me auxiliam neste processo. O movimento analítico possibilitou construir duas categorias tratando de Iniciação Científica e de Comunicação Científica na trajetória histórica do ensino de ciências no CCIUFPA.

  • JORGE WILLIAMS CUNHA FERREIRA
  • O CAMPO MULTIPLICATIVO NO ÂMBITO INSTITUCIONAL: DAS PRAXEOLOGIAS SÁBIAS ÀS ENSINADAS.

  • Data: 01/07/2021
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  • O presente estudo objetiva analisar o campo conceitual multiplicativo no âmbito institucional, desde as praxeologias matemáticas sábias relativas ao referido objeto de estudo em questão à sua transposição didática em termos de saber a ensinar na instituição escolar. Para tanto, à luz da Teoria dos Campos Conceituais e da Teoria Antropológica do Didático, realizamos um estudo analítico descritivo de organizações praxeológicas inerentes a duas obras matemáticas da literatura acadêmico-científicas, as condições institucionais impostas no desenho curricular prescrito à educação básica em conexão ao campo multiplicativo materializados na Base Nacional Comum Curricular e, por fim, uma análise da difusão dos objetos matemáticos constituintes do campo multiplicativo em termos de competências/concepções inerentes às respectivas organizações praxeológicas dispostas em uma coleção de manuais didáticos de matemática para os anos iniciais de escolarização aprovada pelo Plano Nacional do Livro Didático para o ano de 2019 para o sistema municipal de ensino de Belém do Pará. Apontamos para a necessidade de uma convergência entre nuances relativas a aspectos epistemológico-conceituais dos objetos matemáticos e suas relações com processos cognoscitivos entre sujeito e objeto matemático face à difusão de paxeologias didáticomatemáticas no âmbito institucional escolar.

  • DAYANE NEGRÃO CARVALHO RIBEIRO
  • LETRAMENTO CIENTÍFICO, LETRAMENTO EM LÍNGUA MATERNA E A ABORDAGEM CIÊNCIA, TECNOLOGIA, SOCIEDADE E AMBIENTE: indicadores e possibilidades para o Ensino de Ciências.

  • Data: 24/06/2021
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  • Esta pesquisa foi motivada pelas experiências profissionais e pessoais da professora e autora desta tese e teve como objetivo compreender os processos de desenvolvimento do letramento científico e em língua materna, pautados em práticas de ensino por meio da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA), e identificar indicadores destes processos. Para o desenvolvimento da pesquisa foi necessária a definição e a defesa pelo uso dos conceitos e a base teórica da abordagem CTSA, letramento em língua materna e letramento científico e sua relação com a pesquisa e o ensino de ciências. A metodologia do estudo adotou a abordagem qualitativa, do tipo intervenção pedagógica, a qual ocorreu em uma escola pública de ensino fundamental e médio, em um município do estado do Pará, da qual participaram estudantes concluintes do 6o ano do ensino fundamental. As atividades desenvolvidas durante a intervenção foram baseadas no tema socioambiental “O fenômeno das marés”, considerando implicações científicas, tecnológicas, sociais e ambientais deste tema, na perspectiva do Ensino por Pesquisa. Os instrumentos utilizados para a constituição de dados foram: gravações em áudio e vídeo, fotografias, questionários, registro das atividades dos estudantes e o diário de pesquisa da professora. Para análise e interpretação dos dados foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD). Por meio dos resultados, defende-se a tese de que atividades de ensino de ciências por meio da abordagem CTSA no ensino fundamental, na perspectiva do estudo implicado, promovem aprendizagens, com o desenvolvimento do letramento científico e em língua materna, evidenciando indicadores. Os dados constituídos permitiram verificar que as atividades de ensino por meio da abordagem CTSA possibilitam contribuições no que diz respeito à ampliação da visão dos estudantes, à manifestação da linguagem cotidiana e ao desenvolvimento da linguagem científica, com condições naturais de leitura e escrita e a adoção de uma atitude mais ativa. O desenvolvimento das atividades também levou à proposição de indicadores de processos de letramento científico e em língua materna, observados na análise, para evidenciar a construção do conhecimento científico e as habilidades de leitura e escrita por meio da abordagem CTSA, levando-se em consideração o processo de desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão. São indicadores: obtenção de informações, organização de informações, interpretação de informações, articulação de texto e contexto, comunicação de ideias, elaboração de questionamentos, articulação de termo e conceito, análise e julgamento, expressão de estratégias de ação e seleção da ação. Tais indicadores estão organizados em três blocos agrupadores. São eles: Leitura e Contextualização; Pensamento e Integração; Decisão e Ação. Os resultados permitem dizer que os estudantes estiveram em processo de desenvolvimento do letramento científico e em língua materna e que esta pesquisa contribui para o campo do ensino de Ciências, representando avanços na construção do conhecimento na perspectiva do ensino e também da formação de professores.

  • ALINE MIRANDA DA SILVA
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E SUAS TEORIAS EM DESENVOLVIMENTO: perspectivas e articulações, à luz dos programas de pesquisas Lakatosiano.

  • Data: 23/06/2021
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  • A presente pesquisa aborda a temática da área da Educação Matemática, no que se refere as ditas Tendências em Educação Matemática, que nesta pesquisa serão tratadas na perspectiva de Teorias em Desenvolvimento da Educação Matemática. A proposta desta discussão é no sentido de tecer reflexões que possibilitem um olhar mais integrador das Teorias em Desenvolvimento em Educação Matemática. Amparados na Epistemologia de Lakatos (1979), tomamos a Educação Matemática como um Programa de pesquisa e as teorias em desenvolvimento como sendo os subprogramas de pesquisa. Para isso desenvolvemos um Percurso de Estudo e Pesquisa (PEP). O Percursos foi realizado com professores-alunos do Curso de Pós graduação em nível de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGCEM), do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Assumimos como questão de pesquisa: Qual o Núcleo Firme do Programa Educação Matemática que articularia as Teorias em desenvolvimento como Subprogramas? Nessa perspectiva entendemos que algumas das chamadas Tendências em Educação Matemática como são consideradas por muitos pesquisadores dessa área no Brasil, se constituem no entanto como Teorias em desenvolvimento, sendo Subprogramas de Pesquisa que se articulam em um contexto maior, o programa de pesquisa Educação Matemática, que se organiza a partir de um núcleo firme revelado num Percurso de Estudo e Pesquisa. Nestes termos desenvolvemos a construção desta tese, onde pressupomos que as teorias em desenvolvimento da Educação Matemática são contextualizações num sentido lato deste campo de pesquisa, e se constituem como subprogramas de pesquisa.

  • JANAINA BATISTA DOS PRAZERES
  • SABERES DOCENTES EM MOVIMENTO: da formação inicial em Pedagogia ao ensino da Matemática nos Anos Iniciais da Educação Básica.

  • Data: 18/06/2021
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  • Nesta pesquisa, abordamos os saberes de professores que ensinam matemática nos anos iniciais da Educação Básica. O estudo teve como objetivo evidenciar os saberes a ensinar e os saberes para ensinar matemática nos anos iniciais produzidos por pedagogos ao relatar sua prática docente. Para isso, estivemos juntos a seis professores do município de Castanhal-PA que lecionavam nos anos iniciais no ano de 2020 e possuíam formação no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Pará - Campus Universitário de Castanhal. Em virtude das medidas restritivas de combate à Covid-19, a aproximação com os professores ocorreu de forma online, utilizando duas plataformas virtuais que possibilitaram a realização de reuniões síncronas entre os pesquisadores e os professores investigados, para assim, viabilizar a produção de informações. De modo individual, realizamos entrevistas semiestruturadas, as quais foram gravadas e posteriormente transcritas. A análise e interpretação das informações foram desenvolvidas a partir da perspectiva da metodologia de natureza qualitativa, utilizando-se da Análise Textual Discursiva (ATD). Os elementos evidenciados possibilitaram a análise a partir de cinco categorias principais: Saberes pessoais, Saberes matemáticos pré-profissionais, Saberes a ensinar matemática, Saberes para ensinar matemática nos anos iniciais, Saberes para a formação, indicando de modo geral que a construção dos saberes a ensinar matemática nos anos iniciais não são estabelecidos de maneira significativa na formação inicial para que seja possível o ingresso do professor em sala de aula. Nesse sentido, os professores compreendem que seria necessária uma abordagem mais próxima à prática do processo de ensino e aprendizagem de matemática. Por isso, os docentes indicam que os saberes a ensinar são distantes dos enfrentamentos encontrados no ambiente escolar e apresentam fragilidades em relação aos conteúdos matemáticos previstos para os anos iniciais. Quanto aos saberes para ensinar matemática, ficou perceptível que os professores produzem a partir das necessidades de superar as fragilidades da formação inicial, e para isso, estudam antecipadamente e desenvolvem materiais próprios de apoio à sua prática. Entendemos ser necessário, ainda, o desenvolvimento de outros estudos que tenham a possibilidade de acompanhar as aulas dos professores e evidenciem os saberes tácitos presentes durante a prática docente.

  • MARIDALVA COSTA NASCIMENTO
  • OS PROCESSOS IMAGINATIVOS E A APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS: o estudo de caso de Pietro.

  • Data: 27/05/2021
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  • Este estudo apresenta os processos imaginativos de um estudante em um contexto de práticas investigativas. É uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso. Assume a imaginação enquanto produção de sentidos subjetivos, que pode estar presente nos processos psíquicos humanos, quando configurados subjetivamente, sendo imprescindível para as produções criativas. Tem como objetivo geral, compreender como a imaginação, enquanto produção subjetiva, participa do processo de ensino-aprendizagem discente em ações investigativas de ciências. Isso significou interpretar a configuração subjetiva da ação de aprender do estudante. Foi utilizado como suporte teórico a Teoria da Subjetividade de González Rey, a Epistemologia Qualitativa e o método construtivo-interpretativo desenvolvidos pelo mesmo autor. Para construção da informação foram utilizados os seguintes instrumentos, enquanto recursos da pesquisa: completamento de frases, produção de textos, desenhos, vídeo-gravações, conversas informais, atividade investigativas e entrevistas. As expressões do participante permitiram construir indicadores de sentidos subjetivos e elaborar hipóteses sobre sua configuração subjetiva da ação de aprender. Assim, a interpretação realizada indicou que participam de sua configuração subjetiva da ação de aprender, núcleos de sentidos subjetivos, associados: à participação dos pais nos seus estudos; à sua postura desinibida, participativa, curiosa, responsável, e que não teme se expressar; ao seu desejo de ascender na vida. Os resultados sinalizaram ainda, que valorizar a imaginação do estudante cria condições para reflexões, posicionamentos, questionamentos e para a curiosidade. Isso fica facilitado nas práticas investigativas, nas quais o estudante não recebe o conhecimento pronto, mas precisa pensar como resolver problemas. Nesse contexto, a imaginação está presente na formulação e teste de hipóteses, na interpretação de resultados, e na formulação de novas perguntas, que emergem como produção subjetiva do momento atual, na interação com o professor e com os colegas, relacionada à subjetivação de experiências anteriores. E desse modo, as práticas investigativas deveriam se constituir um recurso pedagógico para a superação de um ensino por transmissão.

  • RAFAELA LEBREGO ARAUJO
  • NICHOS, ENTRECRUZAMENTOS E MOVIMENTOS FORMATIVOS: uma proposta de reflexão compartilhada sobre a docência entre formadores de professores de Ciências e Biologia.

  • Data: 27/05/2021
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  • Esta é uma pesquisa de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, na qual analiso experiências vivenciadas por professores formadores que atuam no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, do Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), da Universidade Federal do Pará (UFPA). No contexto desta pesquisa, proponho um processo de reflexão compartilhada sobre a docência, entre mim (professora de estágios supervisionados) e mais três formadores (professores de componentes curriculares de conhecimentos específicos da Biologia). Nesta proposição, problematizo experiências com cada um dos formadores e, por meio da reflexão, analiso-as, o que nos impele a uma formação contínua entre pares, em meio ao desenvolvimento do trabalho docente. Objetivo conhecer, para compreender, movimentos formativos realizados, analisando e reconhecendo experiências docentes formadoras e investigar em que termos essa proposta de um continuum na formação de formadores contribui para a retroalimentação docente com vistas à formação de novas gerações de professores. Desenvolvo uma proposta de trabalho em parceria que está alicerçada no pensamento reflexivo sobre a docência. Utilizo a Análise Textual Discursiva como metodologia de análise qualitativa para organizar os dados construídos a partir de meus textos de campo que se compuseram das gravações em áudio e vídeo das aulas dos formadores, diálogos reflexivos em momentos que chamei de “Café com Rafaela”, “minhas notas narrativas pessoais” (registros meus da empiria), planejamentos das disciplinas acompanhadas e registros escritos dos alunos nas disciplinas. Desse modo, emergiram dois núcleos analíticos, que organizo, utilizando uma metáfora sobre o Ecossistema Manguezal. São eles: i) Entremarés: nichos desempenhados em ações, planejamento e reflexões, com dois eixos de análise – Na Maré Alta e Na Maré Baixa; e ii) Na Maré Equinocial de Sizígia, com os eixos Sol e Lua que se alinham: a força da gravidade nas massas de água e É tempo de grandes marés! A análise dos resultados me faz assumir a tese de que formadores de professores de Ciências e Biologia, quando envolvidos em processos de formação contínua por meio da reflexão compartilhada sobre a docência, problematizam experiências docentes, movimentam e constroem saberes de diversas naturezas e, assim, se desenvolvem profissionalmente, avançando na compreensão de seu papel na formação de novos professores. Os resultados me permitem inferir que a sala de aula é um nascedouro de ideias e saberes docentes que ali são trabalhados e (re)construídos, constituindo elementos essenciais para a construção de identidades profissionais que podem ser modificadas a partir da necessidade inquirida pelos próprios formadores; a reflexão sobre a prática nos impele a um desenvolvimento profissional contínuo que pode ser maximizado por meio de um processo de compartilhamento entre pares (formadores de professores), o que ajuda a caracterizar a nossa docência, na compreensão do “como ensino” e “por que ensino como ensino”; os professores formadores realizam movimentos formativos, a partir do que sabem, conhecem e se permitem conhecer, no sentido da formação inicial de professores.

  • VERUSCHKA SILVA SANTOS MELO
  • CAMINHANDO ENTRE SABERES DOCENTES NA ILHA DE FORA: A TRADIÇÃO, O CIENTÍFICO E A EXPERIÊNCIA

  • Data: 21/05/2021
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  • Esta é uma pesquisa-formação, de natureza qualitativa em que trabalho a formação continuada em um contexto sociobiodiverso, na localidade chamada Ilha de Fora, situado no município de Curuçá. Tive por objetivo construir, a partir dos espaços não formais de ensino, um diálogo entre os saberes científicos da tradição e da experiência. Assim, quem me acompanha nesta pesquisa, são três professoras dos anos iniciais da Educação Básica que nasceram e trabalham no local em que ocorreu a pesquisa. Destaco esses dois critérios de seleção das interlocutoras: origem e atuação em suas respectivas comunidades por entender que esses dois pontos são fundamentais para que essas professoras conheçam sua comunidade, em seus diversos aspectos (social, econômico, cultural, educacional, entre outros) e atuem como professoras nas suas comunidades, pois elas, a meu ver, terão mais facilidade para conectar os saberes que busco nesta pesquisa. Para realizar o estudo me apropriei da narrativa (auto)biográfica e desenvolvi um design de formação por meio da pesquisa-formação, utilizando os textos de campo, tais como: entrevista semiestruturada (gravadas em áudio); gravações em áudio das narrativas das professoras durante as aulas de ciências nos espaços não formais (individuais e coletivas), diário de campo (pesquisadora e das professoras), além das minhas intervenções, que denomino como Formação continuada entre saberes: a tradição, o científico e a experiência. De posse das transcrições dos áudios e da entrevista, construo meus três eixos de análises denominados, i) “Caminhando com... Ser-se reflexivo para tomar consciência do ensino de Ciências que realizo em Ilha de Fora”. ii) “Caminhando por... Práticas de ensino de Ciências em espaços não formais, avistando novas práticas, conectando novos saberes” e iii) “Caminhando para... Uma formação no espaço não formal em que haja simbiose entre saber científico, da tradição e da experiência”. Por meio desta tecitura vislumbro pontos formativos que possibilitam aulas de ciências em espaços não formais de ensino singulares. São elas: “uma formação para a complementaridade: aulas de ciências em espaços não formais em simbiose” e “Aprendizagens colaborativas interdisciplinares”. Também trago, ao final deste texto, um produto construído a partir dessa tese. Este produto vem com o intuito de ofertar a professores e futuros professores um norte para suas práticas pedagógicas em espaços não formais de ensino, em que os saberes da tradição, do científico e da experiência se complementem.

  • RHOMULO OLIVEIRA MENEZES
  • MODELAGEM MATEMÁTICA ONLINE: temas matemáticos, poderes naturais e estratégias pedagógicas.

  • Data: 18/05/2021
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  • A presente tese, intitulada “Modelagem Matemática Online: temas matemáticos, poderes naturais e estratégias pedagógicos” teve como objetivo investigar que/como interações apareceram entre estudantes, mediador e conteúdos matemáticos, durante o desenvolvimento síncrono de tarefas de Modelagem Matemática, em um ambiente virtual de aprendizagem online. Para alcançar este objetivo fiz parte da equipe que planejou, elaborou e efetivou o curso “Interações e Estratégias de Modelagem no ambiente VMTcG”, no segundo semestre de 2018. Os encontros síncronos no ambiente online Virtual Math Teams com GeoGebra contou com a participação de graduandos do curso de Matemática da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Para esta tese foram selecionadas sessões de um grupo de estudantes, que mediei durante todo o curso. Os dados foram produzidos pelos graduandos no desenvolvimento das tarefas de Modelagem Matemática, no ambiente online Virtual Math Teams com GeoGebra, permitindo posterior acesso aos chats, às construções feitas no quadro branco e às construções feitas no GeoGebra, armazenadas no próprio ambiente. Para análise
    dos dados utilizei as quatro fases de análise de chats, sendo construído para a quarta fase um diagrama de análise de interações, com base nos conceitos teóricos poderes matemáticos, estratégias pedagógicas e temas matemáticos. Os resultados mostraram que tarefas de Modelagem Matemática desenvolvidas de forma síncrona no ambiente online Virtual Math Teams com GeoGebra, foram profícuas para a manifestação de estratégias pedagógicas, poderes matemáticos e temas matemáticos. No entanto, essa manifestação esteve condicionada ao ecossistema de ensino e aprendizagem configurado, que no caso desta tese esteve atrelado às situações-problema propostas e abordadas pelas tarefas de Modelagem Matemática, às possibilidades permitidas pelo ambiente online escolhido para a investigação dessas situações-problema, e a condução adotada pelo mediador nos encaminhamentos da investigação.

  • MARCOS ALLAN DA SILVA LINHARES
  • De louco, todo mundo tem um pouco: os discursos sobre inclusão escolar e a produção dos sujeitos anormais.

  • Data: 14/05/2021
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  • Este trabalho propõe analisar enunciados que produzem uma loucura contemporânea na escola, mais precisamente em cartilhas de formação de professores, artefatos midiáticos, documentos que regem a educação básica brasileira, entre outros. Chama atenção o modo como a escola participa da criação de uma loucura contemporânea que agora precisa ser incluída no meio institucional, criando maneiras de ver os indivíduos ditos diferentes que chegam nesse ambiente. É importante lembrar que o que chamamos de loucura escolar, no contexto dessa dissertação, refere-se à produção de sujeitos ditos com déficit mental (aqueles classificados como autistas, com transtornos de atenção, hiperatividade, bipolar, esquizofrênico, entre outros). Essa dissertação também está desenhada em uma análise discursiva, principalmente sobre a ótica de pensadores da filosofia da diferença, que fogem da ideia da “descoberta de um discurso”, de uma origem ou de um ponto de partida para a produção daquilo que falam. Seguindo por esse caminho, entendemos que os discursos materializam os objetos de que falam, dizem sobre suas vidas e criam modos de ser e agir em nosso dia a dia. Para a escolha do material de análise, investimos numa metodologia que caminha junto com o processo de pesquisa, ela se torna o processo, tanto da escrita quanto do pensamento, semelhante aos passos de uma metodologia cartográfica, pois esse tipo de pesquisa também reverte o sentido tradicional de método, propondo não mais um caminhar para alcançar metas prefixadas, mas o primado do caminhar que traça, no percurso, suas metas. Na análise, o enunciado que logo despontou foi sobre o “reconhecimento” dos sujeitos loucos na escola. Havia (e há ainda) a produção de roteiros e protocolos que ensinam aos profissionais de educação como reconhecer os alunos diferentes na escola. Outro enunciado que saltou aos olhos foi sobre o suposto cuidado e o sentimento de condescendência que surgia nas relações tecidas para com os alunos loucos. Levantamos também questões sobre o enunciado “educação para todos” e em como a adoção desse lema nas escolas e na educação têm criado metas e habilidades que precisam ser acompanhadas e desenvolvidas pelos alunos em período escolar. Ao investirmos nesses enunciados, desconsideramos as múltiplas formas de vida que ocupam a escola e, consequentemente, as imensas potencialidades e possibilidades de aprendizagem, existência e vida.

  • LAECIO NOBRE DE MACEDO
  • ANÁLISE DA FALA-EM-INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNOS NA AULA DE MATEMÁTICA: Um enfoque na Psicologia Discursiva.

  • Data: 06/05/2021
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  • Investigar o fenômeno da fala-em-interação é uma prática que vem ampliando-se nas pesquisas em ciências sociais, linguística, comunicação, psicologia e educação. Neste cenário a Psicologia Discursiva (PD) surge como uma perspectiva teórico-metodológica na concepção do fenômeno discursivo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de pesquisas em Educação Matemática. Os repertórios interpretativos e o Modelo de Ação Discursiva (MAD) são conceitos propostos pelos teóricos da PD, que podem conectar diferentes particularidades, que estão presentes nos discursos dos participantes de modo sistemático, enfatizando as atividades realizadas por tais particularidades nas práticas sociais dos sujeitos. Esta pesquisa surgiu da necessidade de investigação sobre as falas-em-interação que ocorrem na sala de aula de Matemática, ministrada por professores sem habilitação para o ensino desta disciplina na escola, no Ensino Fundamental II. O estudo teve por objetivo analisar a fala-em-interação entre professor-alunos, relacionada aos repertórios interpretativos e processos linguísticos de ação, fato e interesse e responsabilidade, que ocorrem na sala de aula de Matemática. Trata-se de um estudo qualitativo com 30 alunos do 6o ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública do município de Imperatriz – MA e um professor estagiário do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A produção de dados foi realizada em três etapas: gravações audiovisuais de aulas de Matemática, transcrição dos diálogos, codificações e análise das falas-em-interação. Os resultados indicaram a ocorrência dos repertórios interpretativos didático, pedagógico e aritmético nas falas do professor e alunos. Ao longo das aulas de Matemática o professor utilizou os seguintes recursos discursivos: atribuição de vantagem, técnica de perguntas, inoculação de interesses e role-play. Tais recursos representam um avanço para o campo da PD e da Educação Matemática, porque ajudam a entender como se desenvolve situações de ensino e aprendizagem relacionadas aos conceitos aritméticos, por meio da análise da fala-em-interação na sala de aula.

  • BENJAMIM CARDOSO DA SILVA NETO
  • CRIATIVIDADE DIDÁTICA EM DISSERTAÇÕES E TESES SOBRE HISTÓRIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA (1990-2018).

  • Data: 29/04/2021
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  • Este trabalho é resultante de uma pesquisa doutoral, de caráter documental e bibliográfico, do tipo pesquisa sobre pesquisa. Nosso objeto de investigação foram as teses de doutorado e dissertações de mestrado (acadêmico e profissional) defendidas no Brasil no período de 1990 a 2018, que abordaram história para o ensino de Matemática e que continham produções didáticas para a sala de aula. O objetivo geral da pesquisa foi analisar as produções didáticas geradas em algumas dessas teses e dissertações, à luz do conceito de criatividade, a fim de compreender e explicar como foram materializadas as criações didáticas. Para tanto, tomamos o conceito de criatividade como um processo que implica na combinação de elementos para a materialização de algo novo por um sujeito que se encontra em uma dada atividade. Na análise, verificamos como esse conceito se une às informações da história da Matemática para a elaboração didática, centrada no uso da história para o ensino da Matemática, com envolvimento de teorias de ensino e de aprendizagem, conteúdos matemáticos, recursos didáticos, informações históricas, para serem apresentadas a alunos e professores como inovações e invenções didáticas. As teses e dissertações foram selecionadas a partir do Centro
    Brasileiro de Referência em Pesquisa sobre História da Matemática, no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, nos sítios eletrônicos de Programas de Pós-Graduação e de Instituições de Ensino Superior, dentre outros repositórios digitais. O processo de investigação e análise possibilitou a classificação de seis tipos de abordagens nas produções em história da matemática para o ensino que reorientam e reorganizam pedagogicamente informações históricas sobre conhecimentos matemáticos para uso em sala de aula. A pesquisa revelou um dinamismo na elaboração e materialização das produções didáticas criativas que podem servir de direcionamentos e subsídios teóricos e práticos para o processo de ensino e aprendizagem no trabalho docente, pois permitem conexões e convergências interdisciplinares, revivem o antigo, se tornam importantes fontes de estudo e pesquisa, fornecem curiosidades, ressignificam informações históricas, são inovadoras e originais, passíveis de novos aperfeiçoamentos, por mobilizarem ideias e pensamentos sobre o uso da história no ensino de Matemática.

  • ANA DEL VALLE DUARTE CASTILLO
  • A ESCRITA DE SI NA DOCÊNCIA DE MATEMÁTICA: Inquietações éticas na figura do professor em formação.

  • Data: 22/04/2021
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  • A ética, assumida como uma forma de relação com nós mesmos e com o outro, não tem sido o foco de atenção dos Educadores Matemáticos, isto se mostra nas poucas pesquisas sobre esta temática. A grande maioria das pesquisas neste campo de estudo, apresenta o conhecimento matemático como algo do qual o estudante se apropria de forma individual, sendo o saber concebido como uma mercadoria que os professores vendem aos estudantes. Ademais, as reflexões sobre o ensino-aprendizagem da matemática tem sido, em geral, direcionadas à busca de mecanismos que facilitem a aprendizagem desta disciplina. As primeiras reflexões
    em torno do final do século XIX e início do século XX, em que emerge o nosso campo de estudo, situam-se ao redor do currículo que a escola necessita para responder às necessidades cada vez mais urgentes das sociedades que embarcam no caminho da industrialização. Por meio do qual, correntes educativas se caracterizam pelo interesse no desenvolvimento de processos de aprendizagem de conceitos matemáticos e não é levado em conta a formação de valores éticos. Por um lado, os saberes da escola e as estruturas das instituições educativas são utilitarista e individualista. Por outro, temos verdades reducionistas que apresentam algumas matemáticas escolares através de currículos dirigidos ao desenvolvimento de técnicas, uma aprendizagem impessoal, um ensino baseado em livros e por vezes em suposições falsas. Uma dimensão ética no ensino da matemática torna-se fundamental para efetivar uma melhor relação entre estudante e professor e para explicitar algumas escolhas que faz o professor no momento do ensino da matemática, como, por exemplo, estudar contextos relacionados ao preço do quilowatt na periferia das principais cidades. A tese parte do seguinte argumento: a ética na docência do professor de matemática em formação possibilita uma abertura para o cuidado de si, cuidado das práticas educativas (aluno, professor, espaço educativo). O ensino da matemática se torna sensível ao outro, ao mundo. O objetivo desta pesquisa é apresentar a ética na docência do professor em formação que irá ensinar matemática por meio da prática da “escrita de si”, no que se refere ao “cuidado de si” e ao cuidado do outro. O estudo dialoga teoricamente com Michel Foucault (2005, 2006, 2007, 2010), sem necessariamente permanecer nele, mas fazê-lo indica abertura para o pensamento. Com isso, a tese dialogará,
    de modo geral, com autores do campo da matemática e da educação. A parte prática, por sua vez, consistiu em realizara exercícios filosóficos de escrita de si na sala de aula, feitos com professores em formação continuada pertencentes ao curso da Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará, ano de 2018-2019, em particular, exercícios de escrita com preocupação relacionada à docência de matemática. Estes exercícios ocorrerem em forma de narrativas orais e escritas, destacando-se o último deles para esta tese. Como resultados, foi possível expor como, na educação matemática, são praticáveis e possíveis (as) aberturas aos espaços de escuta, de narrativas, de escritas de si, que permitem olhar a si mesmo, suas práticas e condutas, construindo uma prática educativa que percorre uma estética da existência, na medida em que as verdades dogmáticas do campo formativo podem ser colocadas em reflexão e por tanto, em estágios de conhecimentos para que os professores em formação passem, a seguir, para um fazer ético além dos fazeres mecânicos.

  • JOSE ARIMATEA GOUVEIA DOS SANTOS
  • Do Campo à Escola: as Ciências no Ensino Agrícola do Pará (1909-1921).

  • Data: 22/04/2021
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  • Esta Tese tem por objetivo analisar a difusão das Ciências por meio do Ensino Agrícola no Pará, entre 1909 e 1921. Período esse que se justifica pela criação do Campo de Agricultura Experimental, em 1909, e se entende até 1921, quando a Escola de Agronomia do Pará apresentou a consolidação de suas atividades. Para alcançar nosso intento, abordamos uma historiografia que considera as condições de possibilidades para que as Ciências Naturais estivessem presentes em instituições agrícolas. E entre essas possibilidades, enfatizamos os discursos, embora não desconsiderando os outros elementos. Essa abordagem caracteriza a metodologia historiográfica elaborada por autores como Foucault (1986) e Wortmann e VeigaNeto (2001), que consideram o discursivo como condição histórica para o surgimento de objetos. Por último, em relação à difusão das Ciências no contexto histórico, social e cultural na região aqui recortado, nos apoiamos em historiadores da Ciência, como Saldaña (2000) e Quevedo (2000). Como pesquisa de natureza histórica, as fontes utilizadas foram principalmente o jornal Estado do Pará e as Mensagens de Governo do Estado do Pará, em que analisamos os discursos de Ensino Agrícola baseados nas Ciências. Em decorrência da pesquisa, podemos considerar que a difusão das Ciências no Ensino Agrícola no Pará, entre 1909 a 1921, foi mediada por aspectos culturais, sociais e históricos, produzindo efeitos para que essa difusão ocorresse de forma gradual e instável, iniciando no Campo de Cultura Experimental, a partir de um único saber, a Zoologia Agrícola, em 1911. Em seguida, em 1913, o Ensino Agrícola foi proposto por Lei para ser implantado em um conjunto de escolas e outras instituições agrícolas e modalidades de ensino com uma variedade de saberes das Ciências. No entanto, a despeito dessa lei, a proposta desse ensino não esteve em compasso com o que se observava nos discursos a respeito, pois as fontes indicam que as Ciências estavam na forma de coleções didáticas, em 1916. No ano seguinte, em 1917, foi criada uma escola agrícola secundária com o currículo rico em Ciências Naturais, porém não apresentou continuidade no seu funcionamento, sendo mais um caso de instabilidade das Ciências. Todavia, por meio do ensino superior, as Ciência se consolidaram, entre 1919 a 1921, por meio de currículo, práticas docentes e artigos publicados em periódicos por professores da Escola de Agronomia e Veterinária do Pará.

  • NEUMA TEIXEIRA DOS SANTOS
  • MODELAGEM MATEMÁTICA E TEORIA DA COMPLEXIDADE: DIÁLOGO MULTITEMÁTICO NO ENSINO SUPERIOR.

  • Data: 19/04/2021
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  • A pesquisa realizada nesta tese doutoral foi motivada pelo interesse de compreender se as atividades de Modelagem Matemática no Ensino Superior, discutidas a partir dos sete saberes da complexidade de Edgar Morin, possibilitam a desfragmentação do conhecimento e a religação de saberes, visto que a educação do século XXI necessita de um pensar complexo, movida pelo sentimento de pertencimento a uma unidade planetária. Desta forma buscou-se, por meio das temáticas, monitoramento no manguezal, marrecas (dendrocygna autumnalis) em diversos contextos, pandemia da covid-19, redes sociais, fake news, infográficos e divulgação científica, articular saberes desenvolvendo atividades presenciais e online. A seleção dos dados
    empíricos foi inspirada no procedimento metodológico da análise de conteúdo, e a discussão dos dados organizada a partir das etapas de Modelagem, propostas pelo professor Rodney Bassanezi. O texto foi organizado no formato agregação, reunindo três artigos conectados e independentes, acompanhados de um texto integrador, introdução e considerações gerais. O primeiro artigo trata de uma reflexão teórica acerca dos fundamentos epistemológicos da teoria da complexidade de Edgar Morin, para identificar o entrelaçamento com a Modelagem, que possibilite a religação de saberes. No segundo artigo foi realizada uma atividade empírica, com a temática ambientação no manguezal. Esta atividade de campo culminou na abordagem multitemática do terceiro artigo. A investigação mostrou que a abordagem de Modelagem, que proporciona o pensar complexo, está pautada na perspectiva transdisciplinar. Diante da complexidade das problemáticas que se vive neste século é necessário agir além das fronteiras, permitindo que Modelagens Matemáticas existam e potencializem a articulação de saberes, para o exercício pleno de uma cidadania planetária.

  • FRANCISCA JANICE DOS SANTOS FORTALEZA
  • UMA GEOMETRIA PARA ENSINAR: ELEMENTOS DO SABER PROFISSIONAL DO PROFESSOR QUE ENSINA MATEMÁTICA (1870-1920).

  • Data: 16/04/2021
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  • O objetivo geral desta pesquisa de doutoramento consiste em caracterizar uma geometria para ensinar a partir de manuais de Pedagogia direcionados à formação de professores dos primeiros anos escolares no Brasil entre 1870 e 1920. Para alcançarmos tal objetivo, apoiamo-nos nas reflexões viabilizadas pelo seguinte
    questionamento: que geometria se constituiu como ferramenta de trabalho do professor que ensinou matemática em tempos de método intuitivo no Brasil? O aporte teórico-metodológico no qual nos fundamentamos para o desenvolvimento da escrita deste texto trata dos saberes das profissões do ensino e da formação de professores que foram sendo sistematizados e objetivados em cada período histórico-educacional.
    A partir de tais referenciais, ancoramo-nos especificamente às categorias teóricas de matemática a ensinar e matemática para ensinar, de modo que nosso objeto de estudo consiste na geometria para ensinar que pudemos sistematizar a partir de diferentes manuais de Pedagogia, materiais que são nossas fontes de pesquisa. Para
    desenvolver essa sistematização, recorremos ao processo metodológico que indica como transformar informações dispersas em saberes objetivados. A partir da realização das etapas de recompilação, comparação e sistematização, concluímos que todos os manuais de Pedagogia que compuseram nossas fontes de pesquisa
    apresentam sistematizações que orientam o trabalho pedagógico do professor para ensinar geometria, algumas possuem maior aprofundamento sistemático que outras em termos de constituição e objetivação de uma geometria para ensinar, mas todas são específicas para formar o professor para ensinar essa matéria escolar. Os
    elementos que consideramos como constituintes da geometria que é ferramenta de trabalho do professor apresentam consensos e convergem para uma mesma ideia sobre o que deve saber o professor para ensinar geometria nos primeiros anos escolares. Isso nos permitiu sistematizar uma geometria para ensinar característica da formação institucional de professores dos primeiros anos escolares no Brasil entre 1870 e 1920, a qual está pautada em elementos da geometria euclidiana; mobiliza materiais de ensino tais como uma coleção de formas sólidas; recorre à marcha de ensino analítica-sintética, o que significa que as formas geométricas são ensinadas do todo para as partes e que, estudadas estas, faz-se o movimento das partes para o todo, graduando da geometria espacial para a plana e em seguida, de modo inverso; os conteúdos são apresentados aos alunos a partir da mobilização daqueles materiais, estimulando o uso dos sentidos para a construção de percepções sobre as formas; estimula-se a generalização gradualmente. Esses elementos articulam-se, configurando princípios do método intuitivo reelaborados para o ensino de geometria, associando-se ao ideário pedagógico ao qual os autores dos manuais se dizem filiados. Portanto, essa geometria para ensinar está pautada na articulação e mútua dependência entre a geometria a ensinar mobilizada e os saberes para ensinar geometria, de modo que a maneira como acontecem essas articulações e mobilizações caracteriza essa geometria como intuitiva, o que nos permite sustentar que entre 1870 e 1920 a cultura escolar elaborou e manteve estável na formação dos professores dos primeiros anos escolares uma ferramenta de trabalho do professor relativamente à docência em geometria que pode ser caracterizada como geometriaintuitiva para ensinar.

  • FRANCISCO FIALHO GUEDES FERREIRA
  • CONTRIBUIÇÕES EPISTEMOLÓGICAS DO CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I PARA O CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA.

  • Data: 15/04/2021
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  • Este trabalho adota como objeto de pesquisa a formação acadêmica na Licenciatura em Matemática, com foco de estudo no conteúdo do Cálculo Diferencial e Integral I (CDI-I), para a formação de futuros professores da Educação Básica dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA). A questão que motivou a pesquisa foi “de que forma o Cálculo Diferencial e Integral I contribui para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica?” O objetivo desta investigação é analisar as contribuições epistemológicas do CDI-I para a formação dos alunos do curso de Licenciatura em Matemática para a Educação Básica. A metodologia utilizada na pesquisa foi de tipo qualitativa, fundamentada em levantamentos sobre a temática abordada em bancos de dados, na Taxonomia SOLO, no Modelo MQ2 e no Discurso do Sujeito Coletivo, com vistas a uma análise sobre as contribuições epistemológicas do CDI - I para formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, sob a perspectiva: da aprendizagem dos alunos; do conteúdo da disciplina; e da fala dos professores. Os resultados da pesquisa foram sistematizados a partir de indicativos apontados pelas teses e dissertações pesquisadas, pela elaboração e uso de um modelo analítico quantitativo/qualitativo MQ2 , pela análise de questões que interconectam a matemática da Educação Básica com o CDI-I, e pelo Discurso do Sujeito Coletivo desenvolvido a partir da fala de um grupo de professores da referida disciplina. Essas discursões tem seu desenvolvimento apresentado nos capítulos 2 e 5 desta tese, cuja relevância se encontra na viabilidade em medir o nível qualitativo/quantitativo de contribuição epistemológica para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, os quais sugerem que temos que dar um direcionamento para CDI-I, ou seja, olhar para os interessados pela disciplina. Para encaminhar respostas do questionamento formulado inicialmente, confirmamos a tese de que o CDI-I contribui epistemologicamente para a formação de futuros professores de matemática da Educação Básica, no entanto, é de suma importância que algumas questões sejam resolvidas para que essa disciplina tome um corpo moldado aos interesses de quem o necessita aprender.

  • NADSON FERNANDO NUNES DA SILVA
  • O CORPO E A EXPERIÊNCIA DE SI: EXPERIMENTAÇÕES COM O ENSINO DE CIÊNCIAS.

  • Data: 13/04/2021
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  • Este processo de escrita traz o corpo como mecanismo de forças que atravessam a pesquisa e o pesquisador por uma escrita de si, delineando os percursos que os tomam a partir da diferença e multiplicidade que compõem saídas para discorrer sobre outras formas de compreender o que pode vir a ser um corpo. Por essas linhas compartilhamos dos escritos de Deleuze e Guattari indo ao encontro a Filosofia da Diferença fazendo com que o pensamento corra na possibilidade de alcançar outros lugares onde a memória, o corpo, a ciência e a educação se cruzam criando devires por onde a pesquisa toma potência. A escrita nesse contexto emerge como ponto de
    ruptura fragmentada entre linhas poéticas, colagem, fotografias, desenhos e rabiscos que colidem com o texto causando aberturas para experimentar a diversidade de um corpo-bicha que transita a educação como professor de ciências e que ocupa o território amazônico como lugar da experiência. Dessas vivências trazemos a educação como espaço que consomem a existência por marcadores sociais que pontuam a diferença assinado corpos por uma linha muito tênue que cabe nas páginas biológicas e consequentemente nas aulas de ciências. Ao traçar esses questionamentos buscamos as experimentações como processos que se deslocam em direção a outras formas de manifestação, onde são possíveis criar possibilidades de ensino para aulas de ciências, deslocando as imagens corporificadas do seu status biológico ao sentir suas vibrações, sexualidade, identidade, subjetividade e desejos que rasgam a formas descolando-o de suas funções organizadas. Por essas travessias deseja-se romper com a ideia do que se tem arquitetado sobre o corpo, nos debruçando sobre as imagens que os livros didáticos nos trazem como fonte de conhecimento e aprendizagem para o ensino de ciências, emergindo como um convite que descola o corpo e o pensamento de sua base sólida, colidindo a uma educação mais solúvel e esteticamente sensível ao experimentar imagens em movimentos. Temos assim por esses deslocamentos um corpo e uma educação movente que desalinha as costuras rígidas e encarna uma nova abordagem de imagem-corpo no sentido que a experimentação acontece dentro e fora do percurso educacional, apontando que as aulas de ciências também se compõem de sua desconstrução no desejo de alcançar um ensino onde o corpo torna-se fonte de invenção e a educação um lugar a ser experimentado na sua pluralidade.

  • LOUÍZE ROBERTA MAFRA DE SOUSA
  • BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E ENSINO DE CIÊNCIAS: uma análise à luz da inclusão.

  • Data: 06/04/2021
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  • O currículo de Ciências, por muito tempo assumiu um caráter passivo, frio e distante das questões sociais que permeiam a educação. Observamos até o século passado a grande valorização de uma ciência ministrada de maneira mecânica, conteudista e decorativa para os alunos, desta forma, sendo considerada uma disciplina com alto grau de dificuldade e não acessível à todos. Foi a partir do fervilhar de movimentos sociais por uma educação acessível à todos que pudemos então vislumbrar a possibilidade do ensino de ciências ter seu desenvolvimento realizado através de uma perspectiva inclusiva, considerando objetivos, métodos, práticas e avaliações que pudessem atender à diversidade para todos os alunos, em destaque, os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação que constituem o público-alvo da Educação Especial. Atualmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento responsável por orientar a construção dos currículos escolares da Educação Básica, entretanto sua elaboração
    foi marcada por um longo processo, totalizando a produção de versões anteriores, até que chegássemos a versão final. Tendo em vista que o Ensino de Ciências é elementar para a compreensão e estabelecimento de relações entre os processos naturais e sociais do ambiente, possibilitando a formação de cidadãos críticos e reflexivos, a presente pesquisa tem como objetivo analisar as orientações curriculares apresentadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao longo de suas três versões (2015, 2016 e 2018) para a construção do currículo de Ciências, tendo como foco o Ensino Fundamental – Anos Finais, e com isso verificar se as orientações curriculares para o Ensino de Ciências presentes na BNCC acompanharam as discussões sociais e políticas acerca da inclusão socioeducacional de estudantes público-alvo da Educação Especial. Para alcançar o objetivo proposto esta pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo documental, utilizou como referencial de análise a Análise Textual Discursiva (MORAES; GALLIAZI, 2016). Ao longo de suas versões, a BNCC organizou suas orientações curriculares a partir de concepções reducionistas, valorizando o instrumentalismo, bem como a realização de procedimentos e práticas experimentais não dinâmicas ou abertas à adaptações, promovendo por meio de seus direcionamentos a construção de currículos rígidos, não condizentes com as políticas educacionais de inclusão. Já em sua segunda versão, observamos um movimento inicial que se consolida em sua versão final com a seleção de objetivos de aprendizagem que direciona o Ensino de Ciências a partir da investigação, propondo um currículo aberto, que dá liberdade para a realização de adaptações, assim possibilitando o acolhimento necessário às diferentes condições de aprendizagem.

  • SILVIA CAROLINE SALGADO PENA
  • O ENSINO DE ESTATÍSTICA: uma experiência no atendimento pedagógico domiciliar.

  • Data: 18/03/2021
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  • Este estudo reflete acerca do ensino de matemática, especificamente a Educação Estatística para indivíduos que por motivo de saúde não podem frequentar a escola. O Atendimento Pedagógico Domiciliar é vinculado à Secretaria de Educação do Estado do Pará, no setor de Classes Hospitalares. Neste modelo de educação o professor atende o aluno em domicílio, ou esteja ele em casas de passagem, casas de apoio, casas-lar e/ou outras estruturas de apoio da sociedade, dando continuidade aos conteúdos ministrados nas escolas ou até a terminalidade dos estudos caso o aluno não retorne mais a frequentar a escola. A inspiração para a pesquisa
    em primeiro lugar foi na Educação Matemática Crítica, que busca no processo dialógico, no ensino como ação e em cenários de investigação uma educação transformadora para uma vida cidadã, em segundo lugar as três competências para o ensino da estatística a literacia, o pensamento, o raciocínio estatístico que também buscam a criticidade e o diálogo para desenvolver este conhecimento. O objetivo é aplicar os cenários de investigação para estimular o desenvolvimento do pensamento estatístico em aluno inserido no Atendimento Pedagógico Domiciliar da rede pública estadual de ensino do Estado do Pará. O método foi um estudo de caso de um Atendimento Pedagógico Domiciliar no ensino da Disciplina de Matemática, no assunto de estatística, que foi ministrado com base nos parâmetros das três competências para este ensino, levando-se em conta um cenário da vida real, o aluno aplicou um levantamento utilizando as redes sociais para maior compreensão do tema Violência na Sociedade com a utilização do aplicativo Google Formulário, a partir do arrolamento, construção do questionário e relatório final, o aluno apropriou-se do conhecimentos como distribuição de frequência, espaço amostral, tipos de gráficos, além de outros conhecimentos estatísticos, desenvolvimento de capacidades críticas e dialógicas.

  • NADIA SUELI ARAUJO DA ROCHA
  • DO LADO DO SEGREDO AO SEGREDO DA ESCOLA: experimentações formativas de Educação em Ciências em diálogos com a tradição.

  • Data: 05/03/2021
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  • Considerando a relevância sociocultural dos saberes da tradição presentes no contexto da comunidade Segredinho pertencente ao município de Capanema no Estado do Pará, nordeste paraense, constitui o objeto de pesquisa a partir dos saberes ligados a pesca artesanal e ao mito originados no Lago do Segredo, ambiente natural, que agrega ciência, cultura e história. A composição destes elementos fez emergir a seguinte questão de pesquisa: como se configuram as relações entre os saberes da tradição e o conhecimento científico no Ensino de Ciências na
    escola da comunidade Segredinho? Tendo a compreensão de que as relações dialógicas entre os saberes da tradição e o conhecimento cientifico escolar são fundamentais para um Ensino de Ciências pautado na diversidade e na multidimensionalidade dos saberes. Esta tese teve como objetivo compreender as relações entre o conhecimento científico e os saberes da tradição da comunidade Segredinho no Ensino de Ciências tendo em vista a formação das professoras na perspectiva do diálogo entre esses conhecimentos. Em busca de compreender estas relações me
    amparei na pesquisa qualitativa na modalidade da pesquisa-ação em que estiveram envolvidos seis (06) moradores, três (03) professoras da escola da comunidade que atuavam nos anos iniciais do Ensino Fundamental na modalidade multissérie e dois (02) alunos da escola. Após analisar e problematizar a prática docente exercida na escola da comunidade e perceber o Ensino de Ciências pautado na transmissão do conteúdo, na falta de articulação com os saberes da tradição e na memorização de conceitos didáticos, foram desenvolvidos encontros formativos com a professora da turma do 4a/5o ano (multissérie) do Ensino Fundamental, considerando a formação como constructo para a ressignificação da prática e a renovação do ensino. Os encontros formativos foram desenvolvidos na perspectiva dialógica considerando a complexidade do ser e do saber envolvendo além da professora, uma moradora e os/as alunos/as que experienciaram uma ação pedagógica a partir do desenvolvimento da sequência didática
    intitulada, Peixes: do mito ao alimento, em que foi possível dialogar com os diferentes saberes no Ensino de Ciências. Os resultados me permitem compreender que a construção das relações entre os saberes é imprescindível para uma formação docente e discente pautada na complexidade, no respeito as diferentes leituras dos fenômenos e na variedade dos modos de vida e de cultura no qual os sujeitos estão envolvidos. O que consequentemente reverbera em um Ensino de Ciências dialógico e construído na integralidade de saberes.

  • ANA PAULA NASCIMENTO PEGADO COUTO
  • “Ações, produções acadêmicas e trajetórias de três Professores de Matemática: do que tratam Teses e Dissertações
    (1990 – 2018)?”

  • Data: 01/03/2021
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  • Esta dissertação é resultante de um estudo que teve como fonte de pesquisa as produções de teses e dissertações defendidas no período de 1990 a 2018 que tiveram a trajetória de vida e obra de professores de Matemática brasileiros como objeto de suas investigações. Nesse sentido, nosso objetivo geral foi delinear os modos como as pesquisas de Mestrado e Doutorado em História da Educação Matemática no Brasil defendidas entre 1990 e 2018 focalizam trajetórias de ações docentes e produções acadêmicas de professores de Matemática brasileiros. Para tanto, foram realizados um levantamento e uma leitura analítica dessas produções, a fim de operacionalizar a catalogação desses trabalhos em categorias que possibilitaram a análise dos conteúdos produzidos e a identificação de abordagens estabelecidas para tratar do tema. Os resultados apontaram que, ao tratar dessas trajetórias, os autores das produções, apesar de terem o mesmo objeto em suas investigações (os professores de Matemática), abordaram de diferentes maneiras o mesmo professor. As ações docentes e produções acadêmicas dos professores
    investigados nas produções analisadas nos levaram a identificar os perfis que aparecem de cada professor a partir das abordagens feitas pelos autores dos trabalhos.

  • JEOVA PEREIRA MARTINS
  • “Uma linguagem geométrica singular refletida no Códice Atlântico de Leonardo da Vinci: contribuições
    para a geometria escolar”.

  • Data: 26/02/2021
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  • O ensino de matemática na Educação Básica requer especial atenção de professores e pesquisadores do campo da Educação Matemática, pois tem como uma de suas funções a formação integral do estudante no que tange aos conhecimentos matemáticos a ela necessários. Este trabalho aponta possibilidades para essa formação na Educação Básica e objetiva estabelecer relações entre os objetos da geometria refletida no Códice Atlântico de Leonardo da Vinci e os objetos da geometria escolar. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, que teve como objeto central de investigação os desenhos e anotações de Leonardo da Vinci contidos no Códice Atlântico em busca de objetos da geometria para o estabelecimento de relações com a geometria escolar. As informações foram tratadas a partir de um estudo das 602 folhas do referido Códice, das quais 13 foram analisadas sob um enfoque da semiótica e leitura de imagens matemáticas abordados por Santaella (2005, 2012, 2018). Os resultados da análise apontam que os desenhos e anotações de Leonardo da Vinci contidos no Códice Atlântico possuem elementos relacionados à geometria escolar que podem ser mobilizados para o ensino a partir da problematização desses elementos, materializada em atividades de ensino e projetos de investigação que poderão se constituir em subsídios didáticos a serem incorporados pelo professor de matemática no ensino de geometria na Educação Básica.

  • ELENTON OLIVEIRA DE SOUZA
  • CONCEITOS E SABERES ASTRONÔMICOS DA DISCIPLINA COSMOGRAFIA (1892 -1932)

  • Data: 25/02/2021
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  • Esta pesquisa tem por objetivo realizar uma descrição analítica dos saberes astronômicos da disciplina Cosmografia (1892-1932), para verificar se há Continuidade ou descontinuidade como desses saberes Astronômicos da disciplina Cosmografia enquanto saber escolar em relação a Astronomia. Para isso será realizada uma Genealogia do saber fundamentado em Michel Foucault, para analisar enunciados em buscar dos objetivos deste texto de pesquisa e analisar se há continuidade ou descontinuidade “delimitando” o texto na perspectiva epistemológica sobre os saberes das disciplinas Cosmografia e Astronomia nos livros de Cosmografia. Assumindo as fundamentações teóricas de Foucault. Assim, vão ser indagados sobre as relações de poder que emergirão os saberes astronômicos, seus enunciados, e mecanismos de interdição sobre o discurso. Também fazer uma relação da importância do ensino de Astronomia nos dias atuais e sua relação com os ensinos de Ciências nos dias de hoje, e também a formação de Professores de Ciências Naturais e o ensino de Astronomia.

  • FELIPE ALEX SANTIAGO CRUZ
  • FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA AS RELAÇÕES RACIAIS: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM LIVROS, ARTIGOS QUALIS, TESES E DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS (2004 – 2018)

  • Data: 25/02/2021
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  • Este estudo tem como temática a formação continuada de professores, e como objeto de investigação
    a produção do conhecimento sobre relações raciais em teses e dissertações publicadas no Brasil, entre
    os anos de 2004 a 2018, relativa às discussões sobre a temática. É complementado pelo levantamento
    de livros e artigos referentes às mesmas discussões. A pesquisa caracteriza-se como de natureza
    predominantemente qualitativa, do tipo bibliográfica e exploratória da produção do conhecimento. O
    objetivo geral incide em analisar a produção do conhecimento sobre a formação continuada de
    professores para as relações raciais em teses, dissertações, artigos qualis e livros. Em articulação a
    este, os objetivos específicos consistem em circunstanciar os aspectos teóricos e os principais aportes
    da temática da formação continuada de professores para as relações raciais, no que tange a literatura
    especializada e as publicações em livros e artigos qualis levantados no período; identificar a
    conformação dos trabalhos de teses e dissertações sobre formação continuada de professores para as
    relações raciais publicados no período citado, a origem regional e institucional desses trabalhos e as
    categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface com a temática; abstrair a
    presença da temática nos programas de pós-graduação e as interlocuções realizadas pelos professores
    sobre a mesma, considerando a trajetória desses agentes no campo de seus projetos e produções
    científicas. O problema da pesquisa evidencia em que medida as produções acadêmicas sobre
    formação continuada de professores para as relações raciais, em teses e dissertações, definem o
    campo das pesquisas da área de Ciências Humanas no Brasil no período de 2004 a 2018. Em
    decorrência do problema apresentado, algumas questões de investigação emergem a partir da
    estruturação do estudo: em que aspectos e aportes teóricos se conforma a temática da formação
    continuada de professores e relações raciais na literatura especializada e nas publicações em livros e
    artigos qualis levantados? Como se configuram os trabalhos de teses e dissertações, em termos
    regionais, institucionais e as categorias advindas dos mesmos, considerando seus objetos em interface
    com a temática? De que modo se constitui a presença da temática nos programas de pós-graduação
    e as interlocuções assumidas pelos professores sobre a mesma, considerando as trajetórias no campo
    de suas produções científicas? Dada a problemática, a tese afirma que a conformação dos trabalhos
    de teses, dissertações, livros e artigos publicados no período de 2004 a 2018 constitui demandas
    emergentes da produção do conhecimento oriunda dos Programas de Pós-Graduação em Ciências
    Humanas, uma vez que os trabalhos orientados pelos professores dos programas, suas áreas de
    interesses e a produção do conhecimento dos mesmos, não consubstancia, especificamente, uma
    relação direta, estrutural e ampliada de pesquisas com a temática da formação continuada de
    professores para as relações raciais, no período, tendo se resumido, portanto, em experiências
    pontuais, reveladas por objetos de estudos distintos, e estruturadas por meio do habitus de pesquisa
    internalizados pelos professores orientadores. A leitura do objeto de estudo estrutura-se por meio do
    aporte teórico-metodológico a partir das formulações sobre campo, habitus e campo científico em Pierre
    Bourdieu (1983, 2003, 2004, 2007, 2011); representação, em Roger Chartier (1991, 2011), formação
    inicial e continuada de professores em Bernadete Gatti (2001, 2008, 2009) e Marli André et al (1999,
    2002); formação de professores e relações raciais em Petronilha Silva (2003), Nilma Gomes (2005,
    2012) e Wilma Coelho (2005, 2018). O aporte metodológico estrutura-se em Bardin (2016) por meio de
    algumas técnicas da Análise de Conteúdo, no que corresponde a organização e tratamento dos
    trabalhos levantados sobre a temática. Os resultados apontam para o avanço quantitativo de trabalhos
    defendidos e publicados sobre a temática no período, em relação a discussões trazidas anteriormente.
    Esses avanços conferem visibilidade às discussões de pesquisas relativas à formação continuada de
    professores e relações raciais nos PPG’s. Em que se considere o fato de os professores integrarem o
    campo da Educação para as relações raciais, conclui-se que a temática do estudo não constitui
    dimensão continuada e orgânica na trajetória de produção do conhecimento dos professores
    orientadores de teses e dissertações, a partir da leitura de seus currículos lattes.

  • BARBARA CHAGAS DA SILVA
  • POTENCIALIDADES DA TECNOLOGIA PARA AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA

  • Data: 12/02/2021
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  • Esta investigação objetiva identificar quais as possibilidades de uso da tecnologia para avaliação das aprendizagens em matemática a fim de contribuir com os estudos sobre a temática considerando o papel do educador no processo de ensino, avaliação e aprendizagem. Além disso, pretendeu-se especificar quais ferramentas tecnológicas podem ser utilizadas para se fazer avaliação em matemática e descrever quais os benefícios e riscos de tais ferramentas. A investigação foi realizada por meio de um estudo de caso intrínseco com abordagem qualitativa de caráter interpretativo, tomando a sala de aula como unidade de análise. O caso investigado é centrado na prática avaliativa de um professor de matemática que leciona em uma escola pública estadual na cidade de Belém/PA, realizando avaliações com características formativas e com auxílio de recursos tecnológicos. Como resultados, observou-se que as tecnologias contribuem com práticas de avaliação formativa e auxilia o professor na entrega de feedbacks personalizados, bem como otimizam o processo de correção de tarefas e identificação das necessidades pedagógicas dos alunos proporcionando mais tempo para dedicação na elaboração de estratégias de ensino.

  • NAYRA DA CUNHA ROSSY SANTOS
  • IDENTIDADE PROFISSIONAL DOCENTE EM MEMORIAIS DE FORMADORES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA.

  • Data: 21/01/2021
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  • A presente pesquisa de doutorado teve como objetivo principal caracterizar uma possível
    identidade profissional de professores formadores de professores de Matemática, a partir de
    aspectos emergentes da análise de seus memoriais de formação. Para isso, foi realizado um
    estudo acerca do conceito de identidade investigando suas origens na Filosofia e na Sociologia
    para construção de uma base teórica que tomou como referência conceitos ligados à
    modernidade líquida, de Zygmunt Bauman, bem como as ideias de Claude Dubar sobre
    identidades e suas crises, além da Teoria da Complexidade de Edgar Morin. Com vistas a uma
    compreensão do conceito de identidade profissional docente, foi realizado um levantamento
    entre as produções nacionais e internacionais acerca desta temática, dando ênfase à concepção
    de Bolívar (2006), que adota uma perspectiva narrativa. Foram analisados três memoriais de
    formação de docentes do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade
    Federal do Pará (IEMCI/UFPA) que prestaram concurso para o cargo de professor titular/titular
    livre. São documentos de domínio público, mas foram concedidos voluntariamente pelos
    sujeitos e, por isso, optei por utilizá-los fazendo referências aos seus nomes reais. A leitura
    desses documentos foi realizada a partir de uma instrumentalização proposta nesta pesquisa
    associada a uma posterior análise com base em quatro eixos norteadores que emergiram a partir
    dela. Tais eixos analisam: a) a relação do sujeito com o objeto matemático; b) o papel das crises
    de identidades vivenciadas; c) os processos de identificação por si mesmos e pelos outros; d) a
    relação do sujeito com o mundo. Inicialmente, as análises foram realizadas de forma individual
    para, em um segundo momento, propor uma metanarrativa que realizasse a interlocução dos
    excertos retirados do memorial e que considerei influenciar na constituição da identidade
    profissional desses professores formadores de professores de Matemática. Desta forma,
    sustento a proposição de que a identidade profissional de professores formadores de professores
    de matemática constitui-se de forma gradativa e não linear, a partir de relações estabelecidas
    com a Matemática ou objetos matemáticos, sofrendo influências do mundo e de outros sujeitos,
    sendo as crises, elementos deflagradores desse processo constitutivo.

  • BARBARA FERNANDES DO NASCIMENTO CASTRO
  • ECOSOFIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: COMPOSIÇÕES DE EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS EM TEMPOS DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL.

  • Data: 05/01/2021
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  • Por meio dessa escrita pretendemos provocar a reflexão acerca das questões ambientais e da emergência ecológica vivida atualmente, utilizando os encontros, as passagens, o que não está posto. A nossa intenção aqui não é a de mostrar soluções para tornar-nos sustentáveis, mas fomentar o diálogo e, principalmente, incentivar experiências em nos sentirmos parte da Terra. Também pretendemos refletir sobre alguns conceitos, como o cuidado e a valorização das relações da natureza conosco e com os outros. Nesse sentido, nos propomos a
    ministrar a disciplina: ―Educação em ciências e matemática e sustentabilidade‖, que faz parte das disciplinas obrigatórias do curso de Pós-graduação em docência em Ciências e Matemáticas do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA (PPGDOC- IEMCI), utilizando como foco as mudanças climáticas e suas relações
    com outras áreas do conhecimento. Como fundamento teórico de tal proposta, recorremos às reflexões acerca da Ecosofia de Félix Guattari. Assim, questionamo-nos sobre o quanto a formação continuada é preponderante para a vinculação das questões ambientais de forma crítica e ampla a professores, e, portanto, nos propomos a investigar: O que se poderia espreitar nas experienciações, problematizando questões ambientais da contemporaneidade, por meio dos pressupostos dos três registros ecológicos de Félix Guattari, como motriz na construção de subjetividades? Tendo como objetivo central o de cartografar experiências e sensibilização de sujeitos acerca das questões ambientais, como as mudanças climáticas, considerando as produções de subjetividades individuais e coletivas, observadas principalmente no dispositivo diário de bordo, pudemos vivenciar possibilidades de ressingularização dos sujeitos participantes e, observando a importância desse tipo de intervenção na formação de professores e buscando explicitar as composições e atravessamentos construídos no decorrer dos encontros na disciplina, chegamos a algumas inferências que se aproximam de nossas indagações iniciais. Os discentes puderam experimentar o tema ―mudanças climáticas‖ de forma que tivessem liberdade em construir suas próprias sensações e que se fizessem valer do dispositivo diário de bordo como forma de expor suas narrativas. Observamos que a grande maioria dos discentes ainda possui grande resistência em conciliar temas científicos com a arte e o pensamento filosófico. A dicotomia evidente em seus discursos não nos causa espanto, pois nosso corpo, enquanto estudantes, foi bem treinado, docilizado para determinadas tarefas e determinada forma de entender o mundo. Sendo assim, não esperávamos por mudanças comportamentais bruscas, nosso objetivo era o de produzir sensibilidade para com a temática.

2020
Descrição
  • RAQUEL SOARES DO RÊGO FERREIRA
  • O SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS

  • Data: 30/11/2020
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  • Este trabalho trata do problema de formação inicial de professores relativos aos numerais decimais, considerando as dificuldades sobre o seu ensino e sua aprendizagem. Observados por diferentes pesquisas, os dados apontam fortes indícios de a causa residir na naturalização dos numerais decimais no seio da sociedade. Essa problemática foi enfrentada a partir da validação da tese de que os processos de quantificação de unidades de grandezas concretas permitirem a desnaturalização dos numerais decimais com ajuda dos recursos teóricos e metodológicos da teoria antropológica do didático. Consideramos a hipótese de que fatores externos à sala de aula agem dificultando o ensino, partem dos objetos de interesses desse campo teórico. Essa problemática foi enfrentada por meio de
    um percurso de estudos e pesquisas com protagonismo principal dos professores em formação que foi desenvolvido com ajuda de um orientador de estudo e pesquisa. Esse percurso foi realizado sob a orientação do pesquisador com auxílio de um modelo praxeológico de referência sobre o processo de quantificação a partir de uma situação
    geradora, ambos tomados como hipóteses a serem validadas, e com isso, a tese de proverem um percurso de estudo e pesquisa que levassem os professores em formação ao encontro da desnaturalização dos numerais decimais. Os resultados demonstraram que os professores em formação viram e assumiram a ocorrência de mudanças de suas relações com os numerais decimais e apontaram, favoravelmente, em direção à validação desse
    percurso encaminhado a partir da situação geradora e do modelo praxeológico de referência propostos. Os resultados encorajaram o desenvolvimento de futuras pesquisas, entre elas, qual o impacto da concepção de numerais, aqui encaminhadas, sobre o currículo dos anos iniciais, já que extrapolam a disciplina matemática? E, talvez, mais urgente, sobre a concepção e construção de organizações praxeológicas sobre os numerais decimais para o ensino dos anos iniciais do fundamental, sob a compreensão aqui desenvolvida, para fins de validação experimental em sala de aula.

  • CARMEN LUCIA MENDES DE CAMPOS
  • GRITOS E SILÊNCIOS DA GRANDE FLORESTA: biomas amazônicos em livros didáticos do Ensino Médio

  • Orientador : EDUARDO PAIVA DE PONTES VIEIRA
  • Data: 08/10/2020
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  • NÃO INFORMADO

  • JAINE FERNANDA JAQUES MIRANDA
  • FORMAÇÃO INICIAL DE LICENCIANDOS EM BIOLOGIA E O PROCESSO DE (AUTO)FORMAÇÃO DOCENTE: reflexões sobre experiências vividas e relatadas.

  • Data: 10/07/2020
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  • Esta é uma pesquisa qualitativa na modalidade narrativa, na qual procuro compreender em que termos licenciandos em Biologia desenvolvem processos autoformativos e evidenciam aspectos e princípios que podem subsidiar novas propostas de formação inicial de professores de Biologia/Ciências, no contexto da disciplina (Auto)formação e Prática Docente, ao narrar e refletir sobre suas histórias de formação. A investigação ocorreu no âmbito do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas – Campus Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA) e participaram efetivamente da pesquisa oito licenciandos. Para tal, utilizo como textos de campo os relatos orais obtidos a partir de gravações em áudio dos encontros, as narrativas escritas e as narrativas orais por intermédio dos álbuns biográficos e meu diário de campo. Para a análise dos relatos obtidos, lanço mão da Análise Textual discursiva. A partir do movimento de análise, emergem das narrativas dois eixos analíticos, o primeiro intitulado “Memórias de Escola: marcas de um percurso”, no qual apresento os sentidos e significados que os participantes atribuem à escola, explicitando representações e relações estabelecidas entre o processo
    de escolarização e a formação pessoal e profissional dos licenciandos. E o segundo, Ensino e Docência: o ser e o fazer docente, em que analiso concepções de ensino interligadas às concepções sobre docência, dentre elas, o objetivo de ensino/educação, visões sobre o professor, prática docente, metodologias e o processo de ensino- aprendizagem. Concluo que, à medida que acontecem os movimentos formativos, onde os próprios licenciandos ao narrarem e refletirem sobre suas experiências, desenvolvem um movimento de caminhar para si, apresentam nuances de uma tomada de consciência não apenas em um contexto social, mas uma tomada de consciência de si sobre/no ensino de Ciências/Biologia, uma vez que processos autoformativos são desencadeados a partir do momento que os licenciandos passam a refletir sobre suas próprias experiências e aprendem com elas, tornando-se sujeitos de seu próprio processo formativo.

  • ANA LAURA PUREZA PANTOJA
  • OPRIGEM DA VIDA: DICURSOS EM LIVROS DIÁTICOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 10/06/2020
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  • A “Origem da Vida”, enquanto conteúdo curricular, constitui-se como uma temática
    controversa. Informações provenientes de várias áreas sustentam diversas hipóteses e
    cenários plausíveis para explicar como a vida se originou na Terra, possibilitando
    múltiplos conflitos e que, invariavelmente, apresentam características relacionadas com
    a natureza do conhecimento científico. É nessa perspectiva que a abordagem pode ser
    vinculada com a História e Filosofia da Ciência (HFC) para que não sejam reforçadas
    visões de Ciência que remetam a linearidade da construção do conhecimento e ausência
    de conflitos. A análise do discurso proposta e desenvolvida por Michel Foucault em seus
    trabalhos, apresenta pressupostos teóricos que podem ser utilizados como dispositivo
    analítico para pensar a produção e abordagem da HFC em livros didáticos do ensino
    básico. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo visualizar qual(is) discurso(s)
    circula(m) sobre o tema Origem da Vida, enquanto conteúdo curricular nos livros
    didáticos do 7o ano do ensino fundamental. A análise empreendida indica que a Teoria da
    Química Prebiótica; a Geração Espontânea; a Panspermia Cósmica e a Astrobiologia são
    recorrentes nos livros didáticos com uma vertente historiográfica positivista, compondo
    enunciados que estabelecem as possibilidades de circulação e legitimação do
    conhecimento científico, ainda que algumas explicações permaneçam em produção e não
    legitimadas nas comunidades cientificas hegemônicas.

  • ELIDA DE SOUSA PERES
  • GEOMETRIA NAS ESTAMPARIAS AFRO-BRASILEIRAS: DA VISUALIDADE À SALA DE AULA

  • Data: 27/05/2020
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  • Esta pesquisa é um estudo sobre os aspectos geométricos na estamparia afro- brasileira, com interface nas relações étnico-raciais e o seu uso no ensino da matemática na escola. Tem como objetivo fazer uma investigação sobre os padrões geométricos afro-brasileiros e o seu potencial uso de forma contextualizada no ensino da simetria, na matemática do ensino fundamental, instaurando relações com a lei 10.639/2003, que indica a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica e superior. Com esta pesquisa, pretende-se fazer uso da estamparia afro- brasileira, estabelecendo conexão entre a cultura afro-brasileira e o ensino da geometria na matemática. Assim, para direcionamento desse processo, tem-se a seguinte questão: Como estabelecer relações entre estampas afro-brasileiras e seus significados culturais com o ensino de simetria no nível fundamental? Nesse sentido, a pesquisa tem como base teórica os estudos de Thompson (2011), que conceituam cultura e, a partir desses estudos, dialogamos com Canclini (2008) sobre culturas híbridas; Farias e Mendes (2014) tratam de cultura nas práticas matemáticas; Almeida (2017) estuda os saberes tradicionais e científicos; Mignolo (2008) e Quijano (2010) tratam de colonialidade. Como metodologia, abordaremos a etnomatemática com os estudos de D’Ambrosio (1996, 1997, 1999, 2005); Gerdes (2010, 2012); Vergani (2007); Fiorin (1995) e Barros (2005), com a semiótica discursiva. Isso leva à compreensão do processo histórico das relações culturais relacionadas à etnomatemática enquanto forma de romper com a matemática considerada tradicional, possibilitando outros pensamentos para o seu ensino.

  • VALDETE LEAL DE OLIVEIRA
  • “UM ESTUDO DESCRITIVO-ANALÍTICO SOBRE O CONCEITO DE APRENDIZAGEM EM PESQUISAS DOUTORAIS DE NEUROCIÊNCIAS (2007-2018)”

  • Data: 15/05/2020
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  • Desenvolvemos um estudo documental em ambiente virtual, no qual se analisou pesquisas doutorais produzidas em Neurociências e em Educação no Brasil durante o período de 2007-2018, com o objetivo de identificar, catalogar, analisar e organizar dados dispersos para investigarmos quais as contribuições das pesquisas desenvolvidas no campo das Neurociências para as pesquisas desenvolvidas no campo da aprendizagem, bem como buscamos evidenciar se as perspectivas de Bear, Connors & Paradiso (2017), Kandel e colaboradores (2014), Lent (2010) sob a aprendizagem fazem-se presente nessas produções. Para tanto, recorremos ao Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A presente pesquisa constitui-se de quatro capítulos interligados entre si. O primeiro caracteriza-se por ser um capítulo histórico no qual objetivamos responder ao seguinte questionamento: Neurociências ou Neurociência? Para respondê-lo adotamos um enfoque multiferencial ao consultarmos livros, artigos e pesquisas doutorais. No segundo, desenvolvemos um estudo descritivo-analítico com o objetivo de evidenciar se as pesquisas doutorais desenvolvidas no Brasil entre 2007-2017 em Neurociências, Psicologia, Psicologia do Ensino e da Aprendizagem, Interdisciplinar, Educação, Ensino de Ciências e Matemática e no campo das Ciências Sociais e Humanas durante o período de 2007-2017 apresentam contribuições que possam migrar para o campo da aprendizagem, bem como buscamos saber como a Neuroeducação brasileira vem se delineando, a partir dessas pesquisas. Realizamos ainda o estudo descritivo-analítico de pesquisas doutorais produzidas no Brasil ao longo do período 2007-2018, porém, neste momento da pesquisa ampliamos as ‘Grandes áreas de Conhecimentos’, ‘Áreas de Conhecimentos’ e as ‘Áreas de Concentração’ investigadas. Ao passo que no terceiro capítulo investigamos especificamente treze (13) pesquisas doutorais desenvovidas na interlocução Neurociências e Educação, com o objetivo de revelar as possíveis contribuições dessas pesquisas para o campo da aprendizagem. No quarto capítulo, utilizamos o IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), um software de processamento de dados textuais gratuito que oferece formas de processamento de dados textuais, tais como: lexicografia básica (cálculo de frequência de palavras) e processamento multivariado (Classificação Hierárquica Descendente, Grafo de Similitude, Nuvem de Palavras) (LABART & SALEM, 1994; DOISE, CLEMENCE & LORENZI-CIOLDI, 1992). Os resultados demonstram que as pesquisas doutorais produzidas em Neurociências no Brasil (2007-2018) apresentam contribuições que podem migrar para as pesquisas produzidas no campo da aprendizagem, porém, essas informações encontram-se compiladas, fundamentalmente, em pesquisa básica, sendo necessário o desenvolvimento de pesquisa futuras para aplicá-las com fins educacionais. Nenhuma das treze pesquisas recorreu a Bear, Connors & Paradiso (2017), Kandel e colaboradores (2014), Lent (2010 para discorrer sobre aprendizagem. Bem como se revelou também a diversidade temática existente nessas produções, e que a Neurociência desenvolvida no Brasil (2007-2018) configura-se como um movimento próprio do campo educacional.

  • HERCIO DA SILVA FERREIRA
  • A NEUROEDUCAÇÃO E A TEORIA DAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS: UMA PROPOSTA DE APROXIMAÇÃO PARA ATENDER À DIVERSIDADE EM SALA DE AULA

  • Data: 12/05/2020
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  • Há várias décadas que a Neurociência vem se destacando no meio científico através de
    resultados auspiciosos para a Educação. Porém, levar esses resultados para a sala de aula está
    sendo a grande dificuldade a ser superada. Pensando nisso, vários pesquisadores propuseram
    modelos de pesquisa multi ou interdisciplinar na tentativa de resolver esse problema e, não
    apenas isto, alguns sugerem caminhos de mão dupla, isto é, que educadores possam também
    levar os resultados de pesquisa relativos ao processo ensino -aprendizagem à Neurociência. Com
    base nestes modelos, surgiram várias propostas de criação de uma nova área das ciências, cuja
    denominação apresenta vários rótulos, dentre os quais se destacam “Neuroeducação” e “Ciência
    da Mente, Cérebro e Educação”. Encontramos nesses modelos quase um consenso quanto às
    áreas das ciências que deverão compor este novo campo científico, a saber: Educação,
    Psicologia e Neurociência. Escolhemos usar a denominação Neuroeducação para nos
    referirmos a esse campo emergente. Nesta pesquisa, propomos uma aproximação entre a
    Neuroeducação e a Teoria das Situações Didáticas (TSD) de Guy Brousseau, através de um
    Modelo de Pesquisa Neuroeducacional Multidisciplinar. Este Modelo possibilitou a realização
    de discussões a respeito da viabilidade de inserção de resultados da Abordagem Neopiagetiana
    de Bidell e Fischer (2017) e da Neurociência Socioafetiva de Immordino-Yang na TSD.
    Acreditamos que uma das causas da dificuldade de aprendizagem em matemática escolar está
    no fato de o professor não considerar a diversidade encontrada em sala de aula, que nesta
    pesquisa está representada por fatores contextual (contexto de aprendizagem em sala de aula),
    socioeconômico (status socioeconômico dos alunos) e socioemocional (ansiedade matemática).
    As discussões nos levaram a refletir sobre estratégias de ensino que contemplem a mudança do
    contexto de aprendizagem em sala de aula (através de apoio contextual) e a criação de
    significado para o conhecimento matemático ( através de trabalhos extraclasses que
    proporcionem aos alunos oportunidade de aplicar os conhecimentos matemáticos adquiridos na
    escola em atividades cotidianas, tais como o esporte, as profissões, etc.). Essas estratégias
    podem ajudar na elevação do nível de desempenho matemático dos alunos, na adaptação de
    alunos menos favorecidos socioeconomicamente à matemática escolar e na identificação,
    remediação ou reversão da ansiedade matemática, além de atuarem como agentes motivacionais
    na aprendizagem matemática. A viabilidade de inserção dessas estratégias de ensino na TSD e
    as suas possíveis contribuições na aplicação dessa teoria são discutidas ao longo do texto e
    apresentadas ao final como uma Proposta Neuroeducacional de aplicação da TSD. Nesse
    sentido, nossa Proposta Neuroeducacional sugere complementações na atuação do professor
    em cada momento didático da TSD para que possamos refletir sobre a possibilidade de
    amenizarmos ou revertermos os casos de dificuldade de adaptação à matemática escolar e de
    ansiedade matemática.

  • CARLOS ALBERTO NOBRE DA SILVA
  • PROFESSORES PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NO PARÁ: DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS À PRÁTICA SOCIAL

  • Data: 30/04/2020
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  • A pós-graduação em educação em ciências e matemática no Brasil tem se consolidado como importante campo de pesquisa na área de ensino, possibilitando aos ingressantes a oportunidade de pesquisa e expansão do conhecimento na área, assim como na reflexão e proposição de alternativas na condução do ensino de ciências e matemática. O aumento dos programas e cursos de pós-graduação na área têm sido relevantes, apesar das assimetrias quanto sua distribuição entre as regiões do País. Entretanto, ainda são insuficientes os estudos
    que problematizam os desdobramentos das produções desses programas na prática social dos novos doutores na área. Nesse sentido, esse estudo buscou responder a seguinte questão: Em que aspectos as teses em Educação Matemática produzidas no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas – PPGECM reverberam nas práticas sociais dos professores pesquisadores egressos do programa, e suas possíveis repercussões e desdobramentos? Para isso, meu objetivo foi analisar as teses em Educação Matemática, produzidas no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática – 'PPGECM do IEMCI/UFPA, identificando os discursos e suas interseções/consequências nas práticas sociais dos pesquisadores egressos do programa. A fundamentação teórico- metodológica foi embasada em Kilpatrick (1996), Miguel et al (2004), Triviños (2006), Saviani (2007), Greimas (1973; 2012), Fiorin (2015) e Barros (2011), dentre outros. Metodologicamente foi realizada a análise semiótica discursiva das 43 teses produzidas no programa no período de 2012 a 2018, e 12 entrevistas semiestruturadas com professores pesquisadores doutores egressos do PPGECM que estão em atuação nos diversos níveis da educação nacional: educação básica (anos iniciais, ensino fundamental e ensino médio), educação profissional e tecnológica, educação superior (graduação e pós-graduação). O resultado nas análises das teses e das entrevistas foi comparado com o currículo Lattes dos entrevistados, para se verificar os desdobramentos, que resultaram na existência de conexões que possibilitam inclusive, aprimorar as contribuições desse programa de doutoramento na formação continuada dos pesquisadores, na área da Educação Matemática em nossa região e, na necessária constituição identitária dessa categoria profissional − a dos profissionais da Educação Matemática. Desse modo, defendemos a tese de que as pesquisas doutorais produzidas pelos egressos do PPGECM têm produzido impactos, consequências e desdobramentos relevantes que repercutem nas práticas sociais desses sujeitos autores, por meio da participação em grupos ou projetos de pesquisa acadêmica, reflexões críticas sobre suas próprias práticas, incremento na produção de artigos científicos e, sobretudo, inserção no processo de formação acadêmica e de novos pesquisadores para a região amazônica.

  • FRANCINEY CARVALHO PALHETA
  • CAPITAL GLOBAL DAS ESCOLAS E DESIGUALDADE DE DESEMPENHO EM
    MATEMÁTICA EM AVALIAÇÕES DE LARGA ESCALA NO BRASIL

  • Data: 27/04/2020
  • Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa apresenta um estudo sobre a desigualdade de desempenho em
    Matemática, de estudantes do 5o

    ano do Ensino Fundamental, em avaliação
    educacional em larga escala, no caso, a Prova Brasil. O objetivo é mostrar a relação
    da desigualdade de desempenho em Matemática dos estudantes de 5o

    ano do
    Ensino Fundamental, na Prova Brasil, com a distribuição de capitais econômicos,
    culturais e sociais pelas escolas. É uma pesquisa quanti-qualitativa, com uma
    amostra de 2.592 escolas, que utilizou dados do SAEB e do CENSO ESCOLAR,
    ambos de 2015. Fundamenta-se teoricamente nos conceitos da Teoria de Bourdieu,
    a saber: capital econômico, capital cultural, capital social, campos e habitus, para
    construir indicadores de contextos, com base na Teoria da Resposta ao Item. Assim,
    chegou-se a nove componentes relacionados aos referidos capitais, para as escolas
    da amostra, categorizadas em uma escala de quatro níveis (BAIXO, MÉDIO,
    INTERMEDIÁRIO e SUPERIOR). Para fazer a análise da relação de capitais com a
    desigualdade de desempenho em Matemática, foi criado um Painel de Indicadores
    de capitais, utilizado para obter a distribuição de capitais pelas escolas. Realizou-se
    igualmente um cruzamento do Painel de Indicadores com cinco faixas de
    desigualdade de desempenho em Matemática. A pesquisa mostrou que embora haja
    redes de ensino que consigam alcançar ou superar as metas do IDEB essas redes
    ainda apresentam grande desigualdade de desempenho em Matemática. A
    transferência de capital cultural pelas escolas é mais significativa por meio dos
    capitais associados aos professores (culturais e sociais). À medida que ocorre maior
    descapitalização de capitais nas escolas, maior é a desigualdade de desempenho
    dos estudantes em Matemática, isto é, há uma relação inversa entre capital global
    disponível nas escolas e desigualdade de desempenho em Matemática.

  • MARIE ESTHER CHARLES
  • A LÍNGUA DE ENSINO E OS DESAFIOS DA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NAS ESCOLAS PRIMÁRIAS HAITIANAS

  • Data: 20/04/2020
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo intitulado: “A língua de ensino e os desafios da aprendizagem da matemática
    nas escolas primárias haitianas” propõe uma análise dos problemas enfrentados pelos alunos
    haitianos na escola primária. O problema reside no fato de o ensino no Haiti se dar em francês,
    segunda língua, cuja maioria das crianças haitianas só entra em contato no meio escolar. Por
    conseguinte, o crioulo, língua materna, não é verdadeiramente o canal de aprendizagem nas escolas
    do país. Em consequência, as crianças enfrentam muitas dificuldades de aprendizagem,
    nomeadamente em matemática. Dessa forma, nosso objetivo principal é analisar a importância do
    uso da língua materna como língua de ensino da matemática. Para procedermos essa análise,
    baseamo-nos, por um lado, na filosofia da linguagem de Wittgenstein, especificamente em alguns
    conceitos desenvolvidos nas Investigações Filosóficas. Em seguida, recorremos a outras leituras
    sobre o bilinguismo e a alfabetização matemática que julgamos em acordo com o pensamento do
    filósofo. Por outro lado, procedemos a um inquérito por meio do uso de questionário destinado aos
    professores do ensino básico que trabalham nas escolas primárias no Haiti, com o objetivo de
    investigar os fatores que representam obstáculos para os alunos na aprendizagem de Matemática,
    cujas aulas são em francês. Nas nossas análises, pudemos observar que estes fatores se devem ao
    comportamento, à concepção e à compreensão da linguagem matemática pelas crianças e estão
    ligados aos problemas de linguagem com que se defrontam. Alguns professores tiveram de
    recorrer, por vezes, à tradução das expressões matemáticas do francês para o crioulo para facilitar
    a sua compreensão. Uma constatação que se enquadra bem na parte teórica da investigação, a
    saber, que a língua materna é a que deve ser promovida para levar a criança a uma boa compreensão
    da linguagem matemática. Também, existem obstáculos que impedem o estabelecimento e a
    aplicação de uma boa política linguística no sistema educativo e um deles continua a ser o
    envolvimento do setor público, cujo investimento cobre apenas 20% dos alunos haitianos.

  • JAQUELINE VALERIO DA CRUZ
  • OS JOGOS DE REGRAS E O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES
    MATEMÁTICAS SOB A PERSPECTIVA WITTGENSTEINIANA: UM ESTUDO A PARTIR DO XADREZ

  • Data: 17/04/2020
  • Mostrar Resumo
  • Nossa pesquisa tem por principal objetivo investigar como as habilidades matemáticas, segundo
    a perspectiva da Filosofia Wittgensteiniana, podem ser desenvolvidas pela prática dos jogos no
    âmbito escolar, com ênfase, principalmente, nos benefícios apontados pela prática do xadrez.
    Buscamos, então, mostrar como a prática dos jogos de regras pode contribuir no
    desenvolvimento de habilidades importantes para o domínio da linguagem matemática,
    analisando, de forma terapêutica, como os conceitos psicológicos atribuídos a estas habilidades
    são apresentadas na literatura da Educação Matemática, visto que a maioria dostrabalhos acerca
    da temática dos jogos estão atrelados ao modelo cognitivo, onde desenvolvem suas análises no
    mental, independente da linguagem. Sendo assim, apontaremos as habilidades em uma
    perspectiva wittgensteiniana, tais como os conceitos de “seguir regras”, “compreender” e o “ver
    como”, que são apresentados pelo Filósofo como habilidades linguísticas. Para tanto,
    conduziremos a nossa pesquisa por meio de uma discussão teórica acerca da importância dos
    jogos na literatura da Educação Matemática e o domínio de técnicas baseadas nas ideias do
    filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein. Desta forma, tais habilidades desenvolvidas –
    raciocínio lógico, memorização, etc. – são compreendidas como o domínio de regras, técnicas
    linguísticas, de acordo com cada jogo de linguagem.

  • MILTON CARVALHO DE SOUSA JUNIOR
  • HISTÓRIAS E PERCEPÇÕES DE UM PROFESSOR DE MATEMÁTICA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

  • Data: 13/04/2020
  • Mostrar Resumo
  • A presente pesquisa tem o intuito de apresentar e propor reflexões acerca da inclusão
    do professor de matemática com deficiência frente a um sistema excludente, bem
    como os aspectos intrínsecos no processo de inserção no trabalho docente e
    mudanças no ensinar. A partir do resgate memorialístico de experiências vivenciadas
    dentro e fora de sala de aula, realizo uma tomada de consciência, perfazendo um
    paralelo entre o antes e o depois das limitações físicas pautando-me nesse novo olhar
    do docente com deficiência de modo crítico e analítico a luz da filosofia Deleuziana,
    olhando o passado a fim de projetar um futuro. Dessa forma, por meio da
    autobiografia, permito-me enxergar o que eu era e o que me tornei baseado num olhar
    para mim de um sujeito formador, transformador, com deficiência física, e em
    formação e, doravante, desenvolver a prática docente no ensino de Matemática
    aparentemente desprovida de possibilidades, mas que, refletida e posta à análise,
    pode tornar-se um importante instrumento de coleta de informações para o caminhar
    da Educação. Mais ainda, levantar-se-ão questões pertinentes como a (re)inserção
    da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e a forma como ela é enxergada
    em seu meio. Busco também erigir uma análise a respeito das condições de igualdade
    em que as pessoas com e sem deficiência são submetidas. A partir de uma educação
    matemática formal e um resgate memorialístico, questiono a possibilidade de um
    professor com deficiência ser capaz, aos olhos da normalidade, de lecionar. Por meio
    de uma autorreflexão sobre minhas práticas como docente, procuro reconhecer o
    professor que me tornei norteando-me nos exemplos que vivenciei em meu percurso
    de formação, de modo a me redescobrir como docente ao caminho de ser e de vir a
    ser, apontando mecanismos e possibilidades que me permitam a docência em
    matemática como professor com deficiência física.

  • EDSON PINHEIRO WANZELER
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E INCLUSÃO EM CONTEXTOS NO ESTADO DO PARÁ: ENTRE A CONSTITUIÇÃO DE 1988 E CONTEMPORANIEDADE DE 2018

  • Data: 02/04/2020
  • Mostrar Resumo
  • As discussões, estudos e pesquisas relacionadas à inclusão e educação de pessoas com
    deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades ou
    superdotação têm ganhado cada vez mais espaço e notoriedade nos contextos das
    instituições de ensino superior e pesquisas, nas mais diversas áreas do conhecimento.
    Nesse movimento, é possível perceber a institucionalização da área Educação
    Matemática e Inclusão, que, para nós, é um diálogo direto entre as premissas da
    educação matemática e da inclusão social. No norte do Brasil, em especial no estado do
    Pará, essas discussões ganham foça e suporte a partir da década de 2000, com o
    aumento do número de programas de pós-graduação nas áreas de avaliação da
    Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) educação e
    ensino na região, e das pesquisas voltadas ao ensino e aprendizagem de conteúdos
    matemáticos para e por alunos público-alvo da educação especial. Neste sentido,
    compreendendo a complexidade da edificação de uma área de conhecimento, e os
    impacto dos estudos e pesquisas voltados à inclusão no ensino e aprendizagem de
    matemática no estado do Pará, a presente tese tem por objetivo discutir aspectos
    inerentes à construção da área Educação Matemática e Inclusão na região norte, em
    especial no estado do Pará, a partir do estudo das dissertações e teses defendidas nos
    programas de pós-graduação das áreas de avaliação da Capes educação e ensino, entre
    os anos de 1988 e 2018. Para isso, o texto de abordagem qualitativa, desenvolvido a
    partir de pesquisa bibliográfica, apresenta um caminhar histórico-político das produções
    pioneiras em educação matemática e inclusão; dialoga com as pesquisas em educação
    especial na perspectiva da educação inclusiva e com a realidade das redes de ensino do
    estado do Pará, e por fim, apresenta como o confronto de experiências educacionais de
    professores com as práticas de pesquisas que contribuíram diretamente para a
    consolidação da área Educação Matemática e Inclusão no estado do Pará.

  • ANNE DE MATOS SOUZA FERREIRA
  • UM ESTUDO SOBRE A POLÍTICA DE AÇÃO AFIRMATIVA: A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI Nº 12.711/2012 NOS IFETS (2014-2019)

  • Data: 19/03/2020
  • Mostrar Resumo
  • Este estudo teve como objetivo analisar a política de ação afirmativa, modalidade
    cotas raciais, implementada em 12 Institutos Federais de Educação, Ciência e
    Tecnologia (Ifets) e a sua relação com a Lei n.º 12.711/2012. Para isso, partimos do
    entendimento de que, com a aprovação dessa lei, também conhecida como “Lei de
    Cotas”, buscou-se promover um maior acesso dos estudantes negros aos Ifets.
    Nesse contexto, a implementação de cotas raciais promoveu alterações
    consubstanciais nas práticas dessas instituições. A partir dessa proposição,
    sustentamos, neste estudo, a tese de que os habitus incorporados pelos agentes
    incumbidos dos processos de implementação da referida lei determinam a forma
    como eles concebem a legislação e a implementação da política de ação afirmativa,
    modalidade cotas raciais, nos Ifets. Isso se justifica uma vez que os agentes
    responsáveis por elaborar, com a participação dos demais atores, as propostas com
    vistas à execução dessa lei, impõem, aos debates travados no campo educacional,
    modos de percepção acerca da legislação a ser implementada. Esses diferentes
    modos, internalizados sob a forma de habitus, engendram as práticas institucionais
    em relação à política de ação afirmativa, modalidade cotas raciais, implementada
    nesses espaços sociais. Com o ensejo de sustentarmos essa tese, recorremos ao
    aporte metodológico proposto por Laurence Bardin (2016), a técnica de análise de
    conteúdo, para a sistematização e a categorização dos dados. Além disso, valemonos da literatura especializada e da legislação para discutirmos sobre política de
    ação afirmativa e das noções conceituais de Pierre Bourdieu (1996; 2004; 2009) de
    campo e de habitus. Tais noções subsidiaram as nossas análises sobre os habitus
    incorporados às práticas institucionais pelos agentes durante os processos de
    implementação da Lei n.º 12.711/2012 no campo educacional dos 12 Ifets
    pesquisados. Os resultados obtidos com o presente estudo demonstraram que tais
    habitus, no período que antecede a implantação da lei, não d iferem dos que foram
    utilizados pelas universidades públicas nas primeiras iniciativas de adoção de
    modalidades de ação afirmativa. Observa-se a predominância também da utilização
    do critério social e econômico para a seleção dos estudantes beneficiários da
    política de ação afirmativa em questão. Em relação à incorporação dos preceitos da
    Lei n.º 12.711/2012 ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento
    norteador das ações institucionais, identificamos que as menções incorporadas a
    esse documento pelos agentes elaboradores sinalizam uma predominância dos
    critérios social e econômico, ao se reportarem à política de ação afirmativa
    implementada no campo educacional

  • FLAVIA HELENA VASCONCELOS DOS PASSOS SALES
  • EPAEM: Duas décadas de história e produções científicas

  • Data: 16/03/2020
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  • Esta dissertação constitui-se em uma narrativa histórica das edições dos Encontros Paraenses de Educação Matemática (EPAEM). Pesquisar sobre a temática foi a forma encontrada para despertar as memórias adormecidas dos eventos e, assim, expô-las, uma vez que não se tinha conhecimento de onde estavam guardados os documentos dos encontros regionais. A partir da problemática levantada, chegou-se à seguinte pergunta: como escrever a história da SBEM-PA e das produções científicas do EPAEM? Para responder ao questionamento, foi estabelecido como objetivo geral investigar o processo de criação dos EPAEM e as produções dos doze encontros, realizados no período de 1999 a 2019. A fundamentação teórico-metodológica que balizou a construção da pesquisa e compôs o estudo está baseada em uma pesquisa qualitativa, o que permitiu maior familiaridade, visto que a temática ainda é pouco conhecida e explorada. Procurou-se fazer um processo de sondagem de cunho exploratório, que permitiu a visualização dos procedimentos adotados, com vistas a aprimorar ideias, descobrir intuições e formular hipóteses. Desse modo, observou-se, durante o levantamento dos documentos e dos relatos dos organizadores, que o número de trabalhos apresentados mais que dobrou, considerando-se da 3ª a 12ª edição do evento, assim como o eixo temático que mais se destacou foi o de ensino-aprendizagem de Matemática. Isso permitiu concluir que, se o encontro é referente à Educação Matemática, a maior força foram conferências, palestras, minicursos, comunicações científicas e pôsteres, que tratavam do perfil da Educação Matemática.

  • RENAN FERREIRA DE FREITAS
  • EXPOSIÇÃO MUSEOLÓGICA “TRANSFORMAÇÕES: A AMAZÔNIA E O ANTROPOCENO” – OBJETOS DE CONHECIMENTO E SUAS RELAÇÕES COM O ENSINO DE CIÊNCIAS.

  • Data: 06/03/2020
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  • As atividades humanas têm impactado severamente o sistema planetário, de modo
    que a humanidade tem sido considerada uma força geológica. É nesse contexto
    que os cientistas têm proposto o estabelecimento de uma nova época – o
    Antropoceno. O Antropoceno insere-se nas grandes discussões relativas aos
    aspectos ambientais e sociais, que trazem riscos múltiplos à humanidade e ao meio
    ambiente. Sua abordagem não deve se restringir ao espaço formal de sala de aula.
    Nesse sentido, a exposição museológica “Transformações: a Amazônia e o
    Antropoceno”, do Museu Paraense Emílio Goeldi, no município de Belém, estado do
    Pará, reuniu estes dois temas importantes na contemporaneidade. Para contribuir
    com essa discussão, empreendemos um processo de investigação, buscando
    atender ao seguinte objetivo de pesquisa: apreender como se apresentam os
    objetos de conhecimento da Exposição, em suas relações com o ensino das
    ciências. Adotamos a abordagem qualitativa e recorremos à observação livre, que
    se constitui em uma técnica de recolha de dados; tais dados foram submetidos a
    análise interpretativa. Muitos dos objetos de conhecimentos, vinculados ao
    Antropoceno na Amazônia foram destacados na exposição, a saber:
    desmatamento, queimadas, monocultura, pecuária, entre outros, vinculados a
    floresta. Entendemos que a Exposição desempenhou importante papel no campo
    educacional, na medida em que trouxe objetos de conhecimentos que
    representam mediadores de um ensinar e de um aprender com sentido para pensar
    os eventos que contribuem para a Antropoceno na Amazônia.

  • JANES KENED RODRIGUES DOS SANTOS
  • HISTÓRIA E CURRÍCULO DO CURSO DE FÍSICA (LICENCIATURA) DA UNIVERSIDADE fEDERAL DO PARÁ (1955-1976)

  • Data: 05/03/2020
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  • O foco desta pesquisa são as condições que possibilitaram a criação em
    implementação do Curso de Física (Licenciatura) em Belém do Pará (1965) até
    sua alteração com a proposição do Curso de Bacharelado em Física (1976).
    Foram consideradas os contextos normativos que prescreveram proposições
    curriculares, estabeleceram exigências para a formação profissional dos
    professores, os projetos institucionais, o apoio financeiro e técnico para a
    construção das salas de aula, a constituição do grupo docente do Curso. Assim,
    este trabalho de pesquisa apresenta a história do Curso de Física (Licenciatura);
    desde sua criação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belém, em
    1954; até as alterações curriculares estabelecidas na década de 1970; com
    mudança na denominação para Licenciatura em Física, passando a ser
    responsabilidade do Centro de Ciências Exatas e Naturais. Para tal, inicialmente,
    alguns aspectos do Curso de Matemática (Bacharelado) da Faculdade
    supracitada serão apresentados tais como: currículo, demanda de alunos e
    professores, pois neste Curso havia disciplinas de física em sua composição
    curricular e vários egressos dele se tornaram professores do Curso de Física
    (Licenciatura), quando este iniciou suas atividades de ensino, dez anos depois
    da Matemática. Posteriormente, foi abordado o contexto de implantação do
    Curso de Física (Licenciatura) com a finalidade de analisar as condições de
    possibilidades sua criação, bem como as modificações curriculares e
    perspectivas formativas para o Licenciado em Física. Para o desenvolvimento
    de tal estudo, foram examinados: o contexto histórico e políticos que motivaram
    a criação do Curso de Física (Licenciatura), a formação dos professores, as
    normativas nacionais e resoluções institucionais que orientaram a condução dos
    trabalhos no Curso, a matriz curricular das cadeiras/disciplinas presentes nos
    currículos do Curso de Física (Licenciatura), na década de 1960 e na década de
    1970, quando ele passou a designado Licenciatura em Física. Neste seguimento
    de mudança, evidenciou-se alterações formativas. Neste sentido, como
    informações a serem destacadas, cito: a presença de disciplinas de física na
    formação dos matemáticos, a predominância de disciplinas de física e de
    matemática na formação do licenciado e do bacharel em física na década de
    1970, a presença de temáticas ambientais para os licenciados, a consideração
    das recomendações nacionais para a composição curricular dos cursos de Física
    em Belém, os convênios firmados com a República Federativa da Alemanha e
    com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico que
    possibilitaram a aquisição de equipamentos e a realização de cursos voltados
    para a execução de experimentos, a consolidação de pesquisas em geociências
    em função do intercâmbio de professores e técnicos alemães, a absorção de
    alunos do Curso de Mestrado como professores auxiliares e assistentes do
    Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas e Naturais.

  • MARCEL DE ALMEIDA BARBOSA
  • O Sentido das regras no ensino de frações

  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • A pesquisa teve como objetivo discutir como os professores aplicam as regras matemáticas para o conceito de fração, baseada principalmente nos conceitos wittgensteinianos, de seguir regras, com foco nas operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de frações. De acordo com a Filosofia da Linguagem de Wittgenstein, seguir regras é uma práxis, o que constitui a regra é o uso coletivo dela, a prática constante. A metodologia teve abordagem qualitativa, a partir da coleta de dados por meio de questionário, bem como amparo em dados bibliográficos. As pesquisas em educação matemática, conforme veremos, apontam que os alunos têm muitas dificuldades em lidar tanto com o conceito de fração como também com as operações envolvendo este conceito, bem como que o seu ensino é voltado ao uso mecanizado de regras. Como a linguagem matemática é regida por regras, é possível de professor é ensiná-las, não por meio de dúvidas, e sim a partir de certezas. (WITTGENSTEIN, 1996). A pesquisa evidenciou que os professores participantes, que ensinam matemática nos anos iniciais, apresentam dúvidas quanto à aplicação de regras matemáticas, tal como as regras envolvendo as operações com frações, bem como erros conceituais que podem corroborar para um ensino com déficits no decorrer da Educação Básica.

  • FABIO COLINS DA SILVA
  • ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA NA
    SÍNDROME DE WILLIAMS-BEUREN: uma abordagem a
    partir de pesquisas em Neurociência Cognitiva

  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • As pesquisas em Neurociência Cognitiva apontam evidências que podem colaborar para as
    práticas didático-pedagógicas relacionadas ao ensino de matemática para alunos com
    discalculia (KAUFMANN; VON ASTER, 2012; LENT, 2018; HAASE, DORNELES,
    2018). É nesse contexto que a presente pesquisa tem como objetivo investigar o efeito do
    Treino Computadorizado de Habilidades Matemáticas sobre o desenvolvimento da Cognição
    Numérica (senso numérico, processamento numérico e cálculo) em um estudante adulto
    com Síndrome de Williams-Beuren. Esta síndrome causa transtorno específico da
    aprendizagem matemática e compromete habilidades relacionadas aos domínios da
    Cognição Numérica, segundo modelo do código triplo proposto por Dehaene (1995; 1999;
    2001). Tratou-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso. O
    participante foi avaliado nos três domínios da Cognição Numérica em dois momentos
    distintos (pré-teste e pós-teste) por meio de um protocolo de rastreio da discalculia, o
    PROMAT. Para melhorar o desempenho nas habilidades matemáticas foi utilizado a
    intervenção digital Dybuster Calcularis, um treinamento sistematizado e consecutivo
    realizado por um período de 12 semanas. Os relatórios gerados pela intervenção apont aram
    benefícios expressivos em diversas habilidades, tais como a estimativa da magnitude
    simbólica e não simbólica; a estimativa súbita de numerosidade; a estimativa de adição de
    conjuntos de pontos sem contá-los; o desenvolvimento da contagem oral crescente e
    decrescente; a produção e a compreensão numérica; a linha numérica; o valor posicional e
    cálculo de adição e de subtração com até dois dígitos. No entanto, os resultados não foram
    expressivos em habilidades relacionadas ao conhecimento de procedimentos de cálculo de
    multiplicação e de divisão com até dois dígitos e a evocação de fatos aritméticos. Por fim, a
    pesquisa possibilitou refletir sobre a importância de organizar um Designer de Atendimento
    Educacional Individualizado a partir de evidências de estudos em Neurociências Cognitivas.

  • LUIS ANDRES CASTILLO BRACHO
  •  

     


    CONTRIBUIÇÕES DE UM AMBIENTE VIRTUAL PARA A DIVULGAÇÃO DAS PESQUISAS EM HISTÓRIA DA MATEMÁTICA NO BRASIL


  • Data: 27/02/2020
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  • Neste trabalho, faz-se uma descrição reflexiva de uma pesquisa centrada na materialização de um ambiente virtual interativo denominado Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa sobre História da Matemática – CREPHIMat, vinculado a dois projetos de pesquisa mais amplos financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no campo das relações entre História e Ensino de Matemática. A pesquisa realizada teve como objetivos materializar virtualmente o ambiente e avaliar o impacto dessa criação pela comunidade acadêmica, com vistas a apontar suas contribuições na divulgação das produções de pesquisas em História da Matemática, desenvolvidas no Brasil entre 1990 e 2018, sem desprezar a ampliação do acervo de produções que poderão advir dos estudos futuros nesse campo. O levantamento e a classificação da produção nesse campo de estudos foi realizado por uma equipe de pós-graduandos de Mestrado e Doutorado, conjuntamente com o Coordenador do CHEPHIMat, tomando como base pesquisas anteriores já realizadas por Mendes (2010, 2015, 2018a), relativamente às produções acadêmico-científicas originadas de pesquisas brasileiras no campo da História da Matemática no período de 1990-2018. Foram organizados cerca de 2.100 arquivos, incluindo teses, dissertações, artigos de periódicos, relatórios de Congressos, livros de minicursos, produtos educacionais, materiais didáticos e outras produções dirigidas a estudantes de Graduação e Pós-graduação, bem como professores e pesquisadores interessados em História da Matemática. Além dessas ações, também foi realizada uma avaliação do impacto inicial do ambiente virtual do CREPHIMat junto à comunidade acadêmica, desde o seu lançamento em agosto de 2019. O resultado apontou indicativos favoráveis à implementação de uma diversidade de atividades nesse ambiente como contribuição ao trabalho do professor e do pesquisador dessa seara, assim como para os graduandos e pós-graduandos em Educação Matemática. Ao final do estudo, apontamos encaminhamentos voltados à exploração do ambiente por toda a comunidade acadêmica engajada na temática da pesquisa, bem como a potencialidade de atividades formativas para os professores da rede de ensino na forma de palestras, oficinas, cursos de aperfeiçoamento, dentre outros.

  • IVONNE COROMOTO SÁNCHEZ SÁNCHEZ
  • Aprendizagem geométrica em torno das ideias presentes na simulação de um motor a dois tempos no Geogebra: um estudo de caso.

  • Data: 20/02/2020
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  • Esta pesquisa enfoca a aprendizagem geométrica manifestada por um grupo de futuros professores da Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) e três professores de matemática que participam das atividades de Elaboração de Simuladores com GeoGebra (ESG). Especificamente, na construção de um setor circular no GeoGebra para representar a parte do virabrequim de um motor de dois tempos. Do ponto de vista histórico-cultural da Teoria de Objetivação, essa aprendizagem é analisada com atenção aos processos de objetivação do saber geométrico manifestados durante uma série de atividades realizadas nos momentos de matematização e trabalho matemático, utilizando uma análise multisemiótico. Os resultados destacam alguns aspectos dos processos de objetivação evidenciados no desempenho de professores e alunos em relação às atividades realizadas para representar o setor circular no GeoGebra e os meios semióticos utilizados pelos indivíduos.

  • EDINA FIALHO MACHADO
  • A Epistemológica Histórica Cultural de Roger Chartier em Teses sobre História da Educação Matemática no Brasil (2000 a 2018)

  • Data: 14/02/2020
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  • O presente trabalho problematiza sobre o modo como a produção científica em
    História da Educação Matemática em programas de Pós-graduação em universidades
    brasileiras mobilizaram os conceitos de Práticas, Representações e Apropriações, de
    Roger Chartier, em teses de doutoramento. Para compreender essa problematização
    tomamos como fundamentos teóricos e metodológicos os princípios da História
    Cultural, advindos de Chartier (1990, 1991, 2012, 2016, 2018, 2019) e suas
    reinterpretações para usos no campo da História da Educação Matemática, no diálogo
    estabelecido com as ideias de Valente (2013, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019).
    Objetivou conhecer e ponderar como esses três conceitos foram mobilizados na
    produção científica em Teses de doutoramento em História da Educação Matemática,
    defendidas em programas de Pós-graduação em universidades brasileiras, entre os
    anos de 2000 a 2018. Para alcançar os objetivos realizamos um levantamento
    bibliográfico e documental no banco de dados da CAPES, Bibliotecas virtuais de
    universidades brasileiras e o Centro Brasileiro de Referência em Pesquisa em História
    da Matemática (CREPHIMat). A análise foi realizada na lógica de Totalidade
    Holográfica. Os resultados apontam que as pesquisas de teses em História da
    Educação Matemática com abordagem da História Cultural têm uma significativa
    produção que vem sendo ampliada para a constituição de uma epistemologia própria
    no Brasil. Todavia, em relação à mobilização da epistemologia histórica cultural de
    Roger Chartier, a produção foi incipiente entre os anos de 2000 a 2007, com um
    movimento crescente entre os anos de 2010 a 2018, por meio de diversas maneiras
    de mobilização e de representações dessa epistemologia, a partir das apropriações e
    de critérios estabelecidos pelos autores. Materialmente, os objetos que foram mais
    frequentes nas pesquisas analisadas, referem-se, a formação docente em
    Matemática, a vidas de professores de Matemática, ao Movimento da Matemática
    Moderna, às práticas de ensino, conteúdos, currículos e livros didáticos de
    Matemática. Identificamos que a produção está concentrada nas regiões Sudeste e
    Sul do Brasil, com crescimento nas regiões Nordeste e Norte, entre os anos de 2015
    e 2018. Concluímos que existe um crescimento recente de diferentes maneiras de
    mobilização da tríade epistemológica histórica cultural de Roger Chartier como
    elementos de conexão entre as práticas, as representações e as apropriações na
    produção científica em História da Educação Matemática, a qual, está em processo
    acelerado de consolidação como uma fundamentação teórica-metodológica própria
    dessa área no Brasil pela mobilização da epistemologia de Roger Chartier.

  • RUBENS MATHEUS DOS SANTOS MARQUES
  • História para o Ensino de Geometria Analítica nas produções de História da Matemática do Brasil

  • Data: 11/02/2020
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  • Esta investigação refere-se à História da Geometria Analítica nas produções de História da Matemática no Brasil. Desse modo, este estudo é do tipo pesquisa da pesquisa. Para o desenvolvimento metodológico, embasamo-nos nos pressupostos epistemológicos de Gamboa (2012), de modo que subsidie a análise de cada produção identificada de acordo com o objetivo da pesquisa, que concerne em analisar as atividades propostas para o ensino de Geometria Analítica nas produções de pesquisas centradas em seus aspectos históricos e metodológicos, para seu uso em aulas de Matemática expostos nas produções brasileiras de História da Matemática, no âmbito da pós-graduação em nível de dissertações e teses, anais de eventos, periódicos da área da Educação e livros de minicursos oferecidos pela SBHMat nos SNHM. Para nortear a pesquisa, consideramos a seguinte indagação: Quais abordagens e contribuições emergem para o ensino de Geometria Analítica nas produções de História da Matemática no Brasil? Como resultados, identificamos 37 trabalhos referentes à História da Geometria Analítica classificadas nas tendências de pesquisa em História da Matemática, a saber: História e Epistemologia da Matemática (HEpM), História da Educação Matemática (HEdM) e História para o Ensino da Matemática (HEnM). Dessa maneira, foram identificadas 37 pesquisas; entre elas, 16 produções em relação à produção científica em nível de mestrado e doutorado, 12 relacionadas aos trabalhos publicados em anais de eventos, 3 nos periódicos da área e, por fim, foram identificados 6 livros de minicursos. A partir desta constatação, elaboramos encaminhamentos para professores da Educação Básica a partir das informações contidas nas produções classificadas em HEnM, de modo a revelar como as abordagens apresentadas nas pesquisas podem ser trabalhadas em consonância com o livro didático.

  • LUCAS SILVA PIRES
  • HISTÓRIAS DO SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL PRODUZIDAS NA
    PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRA (1990-2018): POTENCIALIDADES PARA O
    ENSINO DE ARITMÉTICA NOS ANOS INICIAIS

  • Data: 07/02/2020
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  • Esta dissertação resulta de uma investigação vinculada a dois projetos de pesquisa financiados pelo
    Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Trata-se de um estudo
    documental bibliográfico na modalidade pesquisa sobre as produções brasileiras em História da
    Matemática. O corpus investigativo compõe-se de teses e dissertações defendidas em programas de
    Pós-graduação stricto sensu, livros de minicursos da Sociedade Brasileira de História da Matemática
    (SBHMat), Anais de eventos acadêmicos nacionais sobre História da Matemáti ca (SNHM),
    Educação Matemática (ENEM), entre outros. Vale mencionar também os artigos publicados em
    periódicos qualificados pelo sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
    de Nível Superior (CAPES). Nosso objetivo foi caracterizar histórias que possibilitassem ensinar o
    Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, a partir das pesquisas em História para o ensino
    da Matemática do Brasil. Nesse sentido, estabelecemos a seguinte questão de pesquisa: Como a
    história para o ensino de Sistema de Numeração Decimal dos Anos Iniciais foi tratada
    pedagogicamente nas produções de História da Matemática no Brasil no período compreendido entre
    1990 e 2018? Para responder à pergunta apresentada, embasamo-nos teoricamente em quatro
    conceitos estabelecidos por Mendes (2006; 2008; 2013; 2015; 2017): 1) história como agente de
    cognição na Educação Matemática; 2) história como um reorganizador cognitivo na aprendizagem
    Matemática; 3) História da Matemática como um mediador didático e conceitual e 4) História para
    o ensino da Matemática como uma reinvenção didática em sala de aula. Para a operacionalização do
    estudo, inicialmente realizamos um levantamento das referidas produções, classificando-as em três
    tendências em História da Matemática: 1) História e Epistemologia da Matemática; 2) História para
    o Ensino da Matemática e 3) História da Educação Matemática. Em seguida, tomamos como
    referência as produções classificadas na segunda tendência, selecionamos e agrupamos as que
    exploraram histórias voltadas ao ensino do Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, a fim
    de caracterizar as produções com base em um instrumento de análise elaborado a partir dos quatro
    conceitos acima mencionados. Posteriormente, propusemos algumas sugestões pedagógicas e
    atividades didáticas para subsidiar o trabalho do professor em sala de aula. Para tanto, combinamos
    as atividades sobre o referido conteúdo potencialmente elaborado nas pesquisas com o abordado nos
    livros didáticos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. Com base nos resultados,
    compreendemos que as atividades elaboradas podem ser implementadas em sala de aula pelo
    professor em sua prática docente. Do mesmo modo, apontamos que existem pesquisas com sugestões
    de atividades, que necessitam, porém, de adaptações para que efetivamente sejam utilizadas pelo
    professor de maneira didática. Consideramos, portanto, que as pesquisas relativas às histórias para o
    ensino do Sistema de Numeração Decimal nos Anos Iniciais, podem ser elaboradas e inseridas em
    sala de aula em associação ao conteúdo tratado nos livros didáticos e, assim, enriquecer as
    abordagens didáticas do professor no ensino de Aritmética, com relevo na aprendizagem dos alunos.

2019
Descrição
  • ELISANGELA BARRETO SANTANA
  • O USO DE SITUAÇÕES PROBLEMAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS : PERSPECTIVAS DIFERENCIADAS NO CONTEXTO DA ABORDAGEM CTS

  • Data: 16/12/2019
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  • A Tese aqui apresentada resultou de uma pesquisa-ação em colaboração com
    professores de ciências de uma Escola Assistencialista de um Comando militar de Belém,
    Rêgo Barros, estado do Pará, no âmbito de um Coletivo de Estudos. As características
    adotadas são próprias da pesquisa-qualitativa. A experiência que havíamos vivenciado
    anteriormente, na formação de professores, com o uso de situações-problema mediadoras da
    abordagem de ensino CTS nos permitiu vislumbrar a possibilidade de sua inserção na
    educação básica, em especial nos anos finais do ensino fundamental. Dessa forma, nos
    propomos a investigar em que termos o uso de situações-problema contribui para o ensino de
    Ciências, no contexto da abordagem de ensino CTS, notadamente no que se refere aos
    aspectos didáticos e pedagógicos, no cenário de um coletivo de estudo, envolvendo
    professores que ensinam Ciências? Centramos nosso objetivo em investigar as contribuições
    que o uso de situações-problema, mediada pela abordagem de ensino CTS, traz ao ensino de
    Ciências, nos anos finais do ensino fundamental, no que se referem às contribuições para a
    problematização, a alfabetização científica crítica e os aspectos didáticos e pedagógicos da
    abordagem CTS, ou seja, nos interessou investigar o uso de situações-problema enquanto
    estratégia didática e pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida na escola, com cerca de 1.200
    estudantes do 6º ao 9º ano. Por meio de quatro projetos pedagógicos, usamos situaçõesproblema para iniciar e inserir discussões CTS, fomentando o desenvolvimento da autonomia,
    da alfabetização científica e do pensamento crítico, com vistas a tomada de decisão. As
    atividades do Coletivo de Estudos foram realizadas durante três semestres e posteriormente,
    acompanhamos as atividades dos professores com os estudantes. Durante o período da
    pesquisa, os professores divulgaram suas atividades em eventos e periódicos da área, o que
    resultou em quatro artigos e um capítulo de livro. Para a coleta de dados recorremos ao diário
    de formação, uso de questionários, entrevistas e a gravação em áudio e vídeo das reuniões do
    Coletivo de Estudos. Apropriamo-nos da Análise Textual Discursiva, como estratégia de
    análise dos dados. Por fim, da experiência que vivenciamos, juntamente com os professores
    foi possível consolidar nossa hipótese levantada à priori, mostrando-se favorável ao
    delineamento da tese de que “a ressignificação do processo de ensino e de aprendizagem é
    plausível em contexto colaborativo, em um ambiente democrático de construções, em que as
    experiências vivenciadas pelos professores são o ponto de partida, levando em conta suas
    demandas e critérios quanto ao que é aceitável, viável e didática e pedagogicamente
    condizente com sua realidade. Portanto, o trabalho com situações-problema se mostra
    profícuo à abordagem de ensino CTS, quando leva em conta as necessidades de conteúdo, as
    necessidades dos estudantes e as necessidades didáticas e pedagógicas dos professores”.
    Acreditamos com isso, que professores de Ciências, de distintos níveis educacionais, poderão
    ir ao encontro de propostas que permitam aos seus estudantes uma formação ampliada,
    pautada na alfabetização científica crítica, com vistas à formação cidadã. Temos
    embasamento empírico para acreditar na possibilidade de que uma proposta como esta possa
    subsidiar a prática de outros professores, inspirando e gerando transformações nos que se
    inquietam com sua prática docente.

  • GEORGIA DE SOUZA TAVARES
  • A BIOLOGIA E A INVENÇÃO DE UM CORPO NORMAL

  • Data: 13/12/2019
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  • Vida!Fala tanto de uma qualidade inerente aos vivos quanto do que os vivos fazem.
    Sem dar conta as duas perspectivas são misturadas, e mais, são atreladas uma à outra. É o que
    nos torna vivo que diz como devemos nos comportar? É a anatomo-fisiologia que determina
    qual a conduta correta para viver a vida? Os termos gregos bíos (formas de vida) e zoé (vida
    comum dos animais, homens e deuses) aparecem para cortar a certeza de que a biologia
    estuda a vida, tida dessa perspectiva como unidade coesa. A tese aqui defendida é a de que o
    tripé forma - função - reprodução é a base de uma biologia da norma/moral, sustentando a
    construção de um modo de vida padrão. Com as ferramentas analíticas de Michel Foucault, o
    corpo humano e os espaços de entrelaçamento de vida, vivo e vivência se colocam como
    protagonistas. Como critério para a escolha dos materiais que compõe a tese, emergiram
    aqueles que fazem ver como a biologia da norma faz parte de nossas vidas, direcionando
    nossas ações, validando o que dizem e dizemos ser as ações corretas. O foco foi colocado no
    dito sobre uma moral para o comportamento humano que faz uso da biologia como argumento
    de validação. Por isso a diversificação de elementos que viraram documentos. O material
    utilizado perpassou o ensino formal (livros didáticos; acadêmicos); a mídia (jornais
    televisivos, revistas); espaços de lazer (filmes, literatura); leis e decretos. A partir daí
    construimos argumentos para responder as perguntas: Que vida é essa que a Biologia diz
    estudar? Como esse tripé (forma – função – reprodução) sustenta a vida bíos (vida
    qualificada) tal qual é apresentada hoje? Que vivos estamos fabricando com essa perspectiva?
    Entendendo que a vida que diz muito mais dos aspectos políticos do que puramente dos
    anatomo-fisiologicos, chegamos na construção de dois novos termos para dar conta da
    diversificação: zoélogia e bíoslogia, lugar de corpos vivos, que escapam, não cravam as
    curvas das médias por inteiro. E a pluralidade dos modos de vida perpassam a zoélogia. Se em
    sua superfície vemos uma vida comum, natural, vida-bicho, é que em sua base a contingencia
    garante as possibilidades tão caras ao vivo.

  • RENATA LOURINHO DA SILVA
  • Engenharia Didática Reversa como dispositivo de formação docente para a educação do campo

  • Data: 06/12/2019
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  • Esta pesquisa propõe a metodologia da engenharia didática reversa como
    dispositivo de formação docente para a educação do campo com propósito de
    construir respostas para as problemáticas de integração de saberes disciplinares
    com saberes não disciplinares do campo, sob a compreensão de percurso de estudo
    e pesquisa como metodologia de desenvolvimento de processos de transposição
    didática e, em consequência, como provedor de trajetórias de formação de
    professores sob a compreensão da teoria da transposição didática de Yves
    Chevallard. A importância de relacionar o tempo escola com o tempo comunidade de
    maneira integrada também é considerada por se fazer necessária e fundamental
    para os cursos de formação inicial e continuada de professores em educação do
    campo, por constituir uma das bases que sustentam a educação do campo, segundo
    as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo
    (DEOBEC) quando enfatiza o diferencial do ensino da educação do campo dos
    demais ensinos regulares. Uma empiria sobre a construção e uso do matapi foi
    realizada envolvendo professores em formação continuada, dois produtores de
    matapi da comunidade de Pacuí de Cima do município paraense de Cametá, além
    dos diretores de estudo e investigação. Os resultados alcançados são animadores
    para a realização de futuras pesquisas considerando que confirmam as hipóteses
    para o caso da empiria realizada, pois mostramos que o tempo escola e tempo
    comunidade se unificam em um só tempo, que é o tempo de estudo, por meio da
    integração dos saberes culturais com os saberes disciplinares(matemática,
    português , geografia, ciências, dentre outros) em uma dinâmica de reconstrução de
    saberes evidenciados pelo processo da transposição didática, bem como,
    contribuímos com o desenvolvimento sustentável na referida comunidade. Além
    disso, os resultados apontam que a metodologia da engenharia didática reversa
    pode também ser usada em cursos de formação de professores em geral.

  • VICTOR HUGO CHACON BRITTO
  • Os Momentos Didáticos e a Avaliação Formativa

  • Data: 19/11/2019
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  • Esta comunicação de pesquisa trata da problemática da avaliação escolar em matemática,
    assumindo esta como um problema da profissão docente com matemática no Ensino Básico.
    O enfrentamento desta se dá no contexto da avaliação formativa de tal modo que o saber
    possa ser construído na imbricação da tríade ensino-aprendizagem-avaliação, considerando as
    condições e restrições advindas do saber e das instituições em que ele vive, assim insere-se no
    Programa Epistemológico de Pesquisa em Didática das Matemáticas, mais precisamente no
    quadro da Teoria Antropológica do Didático, em que os Momentos Didáticos articulados com
    pressupostos da avaliação formativa possibilitaram propor um modelo para avaliação
    denominado de Avaliação Formativa Didático-Matemática. Este modelo se estabeleceu como
    resposta ao questionamento: De que maneira o professor pode realizar a avaliação formativa
    relativa ao saber matemático ensinado em sala de aula, no sentido de avaliar a aprendizagem
    no processo de ensino? Para tanto, desenvolveu-se um Percurso de Estudo e Pesquisa que
    gerou sistemas auxiliares ao redor dos quais se constituiu o Percurso de Estudo e Pesquisa em
    uma Comunidade de Práticas Docentes que provocou a vivência do modelo avaliativo como
    prática docente com os alunos em sala de aula, por meio do desenvolvimento de um sistema
    de tarefas para o estudo da Geometria Analítica. A análise praxeológica em complexidade
    crescente foi assumida como referência para analisar as produções advindas da comunidade
    de práticas e da sala de aula, em que se evidenciou os momentos cruciais de avaliação, as
    comunicações e os feedbacks na perspectiva da regulação do processo de estudo no
    enfrentamento dos tipos de tarefas e técnicas.

  • VIVIANE BARBOSA DOS SANTOS
  • O REVERBERAR DA CIÊNCIA: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS SOBRE A CIÊNCIA DE ALUNOS DE UMA LICENCIATURA INTEGRADA

  • Data: 13/11/2019
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  • Esta dissertação tem como objetivo perscrutar o(s) discursos sobre Ciência de alunos de uma licenciatura integrada/futuros professores de ciências. Procurando descrever; Quem é esse sujeito? Como ele é tramado discursivamente? Que discursos sobre a Ciência eles reverberam? Para termos acesso aos discursos sobre a Ciência foi solicitado a 25 sujeitos uma produção escrita na qual eles dissertaram sobre o que pensavam sobre a Ciência. Assim, foi realizado o recorte dessas produções afim de identificar maneiras que de certa forma enquadravam a Ciência em determinadas categorias. A análise das informações está inspirada nas teorizações de Michel Foucault, do qual utilizo alguns instrumentos teóricos para pensar meu objeto (discursos sobre a Ciência) tais como o discurso, enunciado dentre outros. Desta maneira, através dos recortes realizados podemos conjecturar uma ciência articulada a estratégias políticas e econômicas historicamente construídas e ainda presentes no contextual atual. Quando chamados a falar sobre a Ciência, os sujeitos emergem enunciados que perpassam uma prática científica forjada por discursos institucionalizados que regulam o surgimento de determinados saberes e não outros, bem como o que pode ser dito ou não sobre eles. Assim os sujeitos reverberam uma Ciência dita como: verdade útil à sociedade, busca de novas descobertas, um corpo de conhecimento a ser repassado e como uma construção humana qualquer. É importante ressaltar que estes discursos reverberados pelos sujeitos aludem práticas historicamente forjadas que nos atravessam e produzem determinadas formas de dizer a Ciência as quais aceitamos como verdadeiras.

  • KHAREM CRISTINE DOS SANTOS SILVA
  • APRENDIZAGEM CRIATIVA E SUAS CONDIÇÕES FAVORECEDORAS EM UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO FORMAL: UMA PESQUISA COM MONITORES DE BIOLOGIA DO CENTRO DE CIÊNCIAS E PLANETÁRIO DO PARÁ.

  • Data: 17/10/2019
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  • O presente estudo analisou momentos de aprendizagem criativa de dois monitores de Biologia do Centro de Ciências e Planetário do Pará - CCPP e as condições favorecedoras de tais aprendizagens. O estudo inspirou-se na Teoria da Subjetividade e na Epistemologia Qualitativa propostas por González Rey. Nesta perspectiva, uma das formas desejáveis de aprendizagem é a aprendizagem criativa, caracterizada pela personalização da informação, o confronto com o dado e a produção de ideias novas. Para a análise construtivo interpretativa dos resultados desta pesquisa utilizou-se entrevistas, questionários, complementos de frases, conversas informais e observações dos momentos de apresentação para o público dos espaços de biologia, no CCPP. Motivados a se comunicar eficientemente com o público, os monitores aprenderam criativamente sobre os conteúdos científicos que precisavam comunicar (acessando várias fontes e interagindo com os colegas) e a contextualizar o conteúdo de várias formas (com filmes, temáticas do cotidiano dos visitantes, histórias da ciência, objetos disponíveis nos espaços, assuntos de outras áreas da ciência). As condições favorecedoras da aprendizagem criativa dos monitores incluíram produções subjetivas constituídas nos espaços sociais dos quais participaram, ao longo de suas trajetórias de vida e outras produzidas no espaço social do CCPP, a partir dos valores institucionais e da interação com os visitantes, que participaram da (re)configuração subjetiva de suas ações docentes.

  • LARISSA GABRIELLE MENDES CAVALCANTE
  • Experiências Estéticas com formas geométricas nos anos iniciais.

  • Data: 16/10/2019
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  • O presente estudo reflete sobre a integração de conhecimentos entre as Artes Visuais e a Geometria,
    em uma atitude inter-transdisciplinar, a partir do conceito de experiência estética em John
    Dewey. O objetivo geral é investigar a maneira pela qual o processo de ensino-aprendizagem
    das formas geométricas, fundamentado na vivência de uma experiência estética, pode contribuir
    para consolidar o pensamento geométrico da criança nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
    Como empiria do trabalho, foi realizado o ateliê “Experiência Estética com Formas Geométricas”,
    com cinquenta e duas crianças do terceiro ano da escola básica da rede municipal de ensino
    de Belém, Pará. Três pintores modernistas foram acionados: Pablo Picasso, Paul Klee e Almada
    Negreiros, para abordar conteúdos de Geometria com os alunos, por meio de atividades que
    estimularam o desenvolvimento da percepção visual, das relações de espaço e da capacidade de
    abstração das formas geométricas, a partir de elementos do cotidiano e da natureza. As atividades
    resultaram na produção de desenhos, pinturas e colagens, reunidos em um caderno de visualidades,
    que integra a segunda parte do trabalho. A produção evidencia que os alunos assimilaram
    os conteúdos propostos, de maneira a reconhecer as formas geométricas como parte de sua
    experiência cotidiana ao encontrar maneiras criativas e flexíveis de expressar o conhecimento
    geométrico. Assim, os resultados do Ateliê nos permitem considerar a integração com as Artes
    Visuais como um caminho possível para tornar o ensino das formas geométricas nos Anos Iniciais
    do Ensino Fundamental um processo de ensino-aprendizagem que esteja em sintonia com
    as potencialidades da criança. Os dados obtidos a partir dessa ação pedagógica foram registrados
    em fotografias, gravação de áudio e diário de bordo. A proposta de viver uma experiência estética
    no ensino das formas geométricas constituiu um ponto de partida para refletir sobre a necessidade
    de integração dos saberes no cenário de fragmentação em que se encontra a educação escolar.

  • GILVANA BEZERRA DE SOUSA
  • MEMÓRIA DIDÁTICA NUMA PERSPECTIVA NARRATIVA: a história de vida de um professor pesquisador da área da Educação Matemática

  • Data: 10/10/2019
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  • Tendo em vista que nos últimos anos cresceram as pesquisas que analisam a história de vida docente em diversos espaços sociais, principalmente na perspectiva de estudos que aprimoram a compreensão didática, em qualquer área do conhecimento escolar, o presente trabalho investigou reflexões teóricas inseridas na memória didática na perspectiva narrativa. Neste aspecto, incluiu-se o recorte de vida profissional, onde me propôs a investigar a prática docente associada buscando responder à questão que norteia a investigação da seguinte forma: A memória didática na perspectiva narrativa se configura como ferramenta de análise de experiências acadêmicas vivenciadas por um professor pesquisador? A partir dessa questão, focou-se no objetivo de instituir a memória didática como ferramenta analítica de experiências acadêmicas na perspectiva narrativa. A trajetória que se percorreu é de natureza qualitativa, numa abordagem, cuja opção foi utilizar fins descritivos e explicativos de história de vida. Os instrumentos utilizados para a recolha das informações foram: obras, videogravação de aulas, entrevistas e um memorial que envolveram amostras intencionais sobre um professor pesquisador da Educação Matemática do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará. Essas concretizações tiveram como resultados a compreensão dos gestos didáticos estabelecidos no agir profissional. As análises foram desenvolvidas com base nas tessituras de um modelo analítico da memória didática, o qual se nutriu por elemento importante da Teoria Antropológica do Didático e de informações de áreas sociais como a sociologia, antropologia e outras, os quais conformam os milieu do professor sujeito da pesquisa que apresentou interações de memórias particulares nas construções da memória didática, o que concretizou a tese nas percepções de novas praxeologias que possibilitaram responder a questão de pesquisa no espectro de informações da vida do professor a partir das narrativas explicitando memórias didáticas inseridas em experienciais para o fortalecimento de gestos profissionais na formação de professores.

  • ADDELIA ELIZABETH NEYRAO DE MELLO
  • ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA BÁSICA: UMA METAPESQUISA.

  • Data: 26/09/2019
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  • O objetivo desta investigação foi analisar pesquisas em nível de teses, dissertações e artigos científicos publicados no período de 2014 a 2018 no Brasil que abordaram a prática da argumentação na escola básica. A fim de atender a meta da pesquisa, foram levantados dados junto ao catálogo de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior com a finalidade de sintetizar ideias, investigar contribuições, classificar e encontrar similaridades e apontar possíveis divergências entre as pesquisas. A pesquisa é de cunho qualitativo e seguiu nas diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos e realizada sobre dissertações de mestrado acadêmico produzidas no Brasil, com uma metanálise, cujas pesquisas foram levantadas e selecionadas a partir dos resumos das pesquisas encontradas. Os resultados de pesquisas apresentadas, segundo nossos critérios de identificação e classificação, apontam a necessidade de mais pesquisas sobre o tema relacionado à abordagem da argumentação no ensino e aprendizagem de Matemática, seja na escola básica ou no nível superior, em especial, pesquisas de doutorado.

  • FELIPE MORAES DOS SANTOS
  • PROPOSTAS NO ENSINO DE ARITMÉTICA PARA PESSOAS COM SURDOCEGUEIRA

  • Data: 26/06/2019
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  • Este estudo versa sobre a utilização da História da Matemática em conjunção com materiais concretos como proposta educacional ao ensino de princípios de aritmética para estudantes com surdocegueira. Objetivamos a elaboração de atividades de ensino de aritmética que fossem atraentes ao aprendizado de pessoas com surdocegueira. Devido a condição da pessoa com surdocegueira, houve a necessidade de elaborar estratégias mais consistentes, no intuito de atrair o estudante ao conteúdo, assim, explorando tanto quanto possível, suas percepções remanescentes. A metodologia adotada é de natureza qualitativa. A construção das atividades sugeridas e aplicadas foram orientadas pelas estratégias educacionais voltadas para pessoas com surdocegueira, as perspectivas de História da Matemática, materiais contundentes e fatores da aprendizagem, expondo a História da Matemática e objetos concretos como organizador prévio. Além disso, a fim de fortacelecer o estudo elaboramos materiais e adaptamos outros já existentes a fim de incentivar ainda mais o aprendizado do estudante. O estudo foi praticado em uma Unidade Educacional Especializada do estado do Pará. O desenovelamento da proposta promoveu a motivação intrínseca possibilitando o envolvimento do estudante na atividade, sendo auxiliado por recursos táteis. A abordagem vinculando história da Matemática, materiais concretos e contagem, demonstrou ser eficiente por propiciar a melhor organização da estrutura conceitual de contagem, o aprendizado exitoso esboçado pelo estudante desvelou que o intento da proposta foi alcançado.

  • PATRICIA DE CAMPOS CORREA
  • SISTEMA MÉTRICO DECIMAL - DIFUSÃO NO SISTEMA ESCOLAR DO PARÁ (1868-1918)

  • Data: 17/05/2019
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  • O Sistema Métrico Decimal foi introduzido no currículo das escolas paraenses na
    segunda metade do Século XIX, em atendimento à Lei Imperial de 1862, que o
    tornava de ensino obrigatório no Brasil. A partir da década de 1870, no Pará, este
    conhecimento passou a fazer parte do currículo das escolas profissionalizantes. Os
    discursos governamentais veiculados pela imprensa e os registrados em relatórios
    de Província, regulamentos escolares, currículos das escolas, os livros escolares
    também possibilitaram circular o Sistema Métrico Decimal onde já havia outras
    práticas e formas de medir. Nesta pesquisa objetivamos analisar como ocorreu a
    institucionalização do Sistema Métrico Decimal no sistema escolar do Pará no
    período compreendido entre 1868 até 1919. Para isso analisamos alguns discursos
    favoráveis à implantação do Sistema Métrico Decimal como as Leis, Regulamentos
    Educacionais, os ditos dos deputados da Assembleia Legislativa, dos presidentes de
    Província, de diretores de Instrução Pública, dos governadores, dos autores de livros
    sobre essa temática, e ainda dos jornais locais relacionados com a cultura e
    sociedade da época e a relação com os sistemas utilizados anteriormente. Nas
    análises foram considerados alguns aspectos dos estudos culturais, que
    corroboraram para a compreensão de como esse processo de institucionalização
    ocorreu, a posição social dos sujeitos que pronunciaram os discursos difusores, as
    condições que possibilitaram a circulação desses discursos e em qual contexto
    cultural. A modernidade que se inseria na região amazônica, na segunda metade do
    Século XIX tinha como principal porta de entrada o Pará, e era financiada pela
    economia do látex alimentada pelos discursos de desejo de progresso aliado ao
    cientificismo, a educação escolar e a formação profissional. A institucionalização do
    Sistema Métrico Decimal ocorreu mediante discursos que não se referiam apenas ao
    processo educacional, mas a introdução de visão de mundo associada à
    modernidade que se introduzia na região, no período da Bélle Époque amazônica e
    a coexistência de outras formas de medir.

  • LEDA VALERIA ALVES DA SILVA
  • VIDA E NADA MAIS...
    ENSAIOS SOBRE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

  • Data: 10/05/2019
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  • Esta tese estuda a relação entre mídia e Educação Ambiental, a partir da desconstrução
    de cinco elementos que chamei de “monumentos ambientais”, a saber: o tempo; as
    estatísticas; a consciência ambiental; a culpa e o ressentimento; e as prescrições para a
    vida. Para tanto, problematizamos documentários, animações, desenhos, sites que
    circulam na internet, aqui considerados potentes artefatos de subjetivação, que são
    formas estratificadas e sedimentadas para tratar o tema meio ambiente no Ensino de
    Ciências e Biologia. Esses artefatos supostamente ajudariam as pessoas a criarem uma
    dita consciência ambiental, sem a qual o planeta não sobreviverá como herança para as
    novas gerações. Esta tese é apresentada em textos ensaísticos, em primeira pessoa e
    parte das teorizações de autores da filosofia da diferença como Michel Foucault,
    Friedrich Nietzsche, Gilles Deleuze entre outros. Na contramão dos monumentos,
    propomos uma ideia de movimento, uma experimentação através da escrita poética de
    Manoel de Barros para pensar uma educação ambiental menor, heterotopias menores,
    bem como aprender com a arte de viver dos animais e plantas ditos inúteis, através das
    linhas de fuga pensadas por Deleuze. Por fim, recorro a um filme do cineasta Abbas
    Kiarostami para ensaiar possibilidades de criação de um espaço-tempo singular, que nos
    faça pensar uma educação ambiental como criação de si e não como imperativo para a
    vida.

  • LUCIANE DE ASSUNCAO RODRIGUES
  • ENTRE SALVAÇÃO E PERDIÇÃO: a sexualidade do “bom cristão”!

  • Data: 09/05/2019
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  • Que subjetividades são fabricadas a partir dos discursos sobre sexualidade? Quais são as condições de existência dos discursos que fazem proliferar dada sexualidade? Tais questões emergiram e fabricaram a tessitura dessa pesquisa, cujas linhas do tesão e transgressão são os fios condutores das tramas que compõem a sexualidade do “bom cristão”. Para dar visibilidade à sexualidade que transita em uma Escola Confessional - numa dinâmica inventiva -, foram criados personagens que movimentam a análise dos materiais empíricos selecionados para compor o corpus da pesquisa. Inspirados e matizados pelo pensamento de Michel Foucault e com os sentidos aguçados, esses materiais falam e descrevem o que viram, ouviram, sentiram nos espaços de uma Escola Confessional. Com personalidades distintas, tais personagens são proficientes em fazer aparecer os processos de subjetivação do dito “bom cristão”, seja ele docente ou discente, bem como as peripécias vividas no interior de um espaço em que a sexualidade se situa entre a obediência e a transgressão. Dentre os personagens, a Escola Esquizofrênica inicia a discussão com seus desvarios, alternando momentos de lucidez e de alucinação, sem que se consiga perceber quando está em um ou outro estado! Nesse contexto, a escola esquizofrênica decide colocar os demais personagens no seu divã - em modos de confissão. Assim, cada personagem conta como foi atravessado/afetado pela sexualidade ali circulante, mobilizando a questão central desta investigação: Como opera o dispositivo da sexualidade numa Escola Confessional? Com base na análise das confissões sustenta-se a seguinte tese: A produção da subjetividade do “bom cristão” está vinculada ao controle e à gestão da sexualidade. A sexualidade, por sua vez, abre trilhas de possibilidades de invenção e criação de novas formas de viver! É assim que os personagens que habitam a Escola Confessional ousaram criar o espaço do “entre”, no meio. Resistiram, inventaram e viveram a sexualidade rompendo a inércia e a paralisia de permanecer na posição de “bom cristão”! Ao invés de ensaiarem modos de obediência em relação às normas regulatórias estabelecidas para se viver nessa escola confessional, optaram por viver a sexualidade em modos de resistências. O entre está onde tudo escapa, é a transgressão de uma sexualidade que não foi formatada, suspira por liberdade em uma vida que experimenta.

  • EDILENA MARIA CORREA
  • CURRÍCULO MENOR DE CIÊNCIAS: ATRAVESSAMENTOS POR UMA
    ESCOLA RIBEIRINHA DA AMAZÔNIA TOCANTINA PARAENSE

  • Data: 30/04/2019
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  • Um currículo é um modo de vida, de existência, um espaço de experimentar, de fazer e
    de produzir. Um currículo é uma discursividade, é um processo de produção. Um
    currículo é vida. Nas práticas educativas habitam vidas, fazeres em movimentos, um
    currículo de ciências assim como um currículo em outras áreas de saberes sempre é um
    processo de inventividade. Para esse processo de pesquisa-criação a ideia advém pelo
    argumento de que o currículo de ciências é vida, embora esteja oficialmente nas malhas
    duras e sedentárias. A ciência é um saber também produzido na inventividade como
    qualquer outro. Dessa forma, o currículo de ciências que se pontua nessa pesquisa vem
    pelas linhas menores, agenciado por potências vivas das vidas comunitárias, dos modos
    de produção alimentares e processos singulares dessas vidas que cruzam o ambiente
    escolar ribeirinho. Entendendo o currículo de ciências atravessado pelo saber escolar e os
    saberes habituais de uma comunidade ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. A
    pesquisa invenção se deu entre moradores da Ilha de Pacuí de Cima, município de
    Cametá-Pa, na Escola Professor Fulgêncio Wanzeler e teve como questões disparadoras:
    que potências um currículo menor de ciências oferece para o alargamento das práticas
    educativas? O que podem as práticas menores de um currículo de ciências? Como o
    currículo de ciências menor se produz pelas singularidades? A pesquisa invenção tem
    como objetivo criar, singularmente, um currículo de ciências menor atravessado por
    n’composições de saberes que arrastam a ciência para outras visibilidades no espaço da
    escola da Ilha de Pacuí. A ideia é pensar um programa de experimentação que ofereça
    vozes às heterotopias. Dessa forma, a pesquisa vem cruzada pelo pensamento teórico da
    Filosofia da diferença deleuziana por modos de variações e deslocamentos conceituais,
    também promove um esforço de criação poética de um caderno de professora/estudantes
    atravessado pelas potências curriculares de ciências em variação de uma escola ribeirinha
    da Amazônia Tocantina Paraense. O processo poético do caderno é atravessado pela
    criação de um currículo menor de ciências no envolvimento de práticas escolares no
    ambiente amazônico. Além disso, a Tese agencia, poeticamente, imagens diversas,
    desenhos, colagens, digressões entre atravessamentos das águas e fotografias. A Tese
    também produz, amadoramente, um caderno de imagens fotográficas, registros diários
    dos meus atravessamentos entre a escola e a comunidade que dar a pensar o currículo de
    ciências. Como aposta de passagem-conclusão, a tese criação entende que um currículo
    menor não é um modelo a ser seguido, nem um pacote engradado se saberes acabados. O
    currículo menor de ciências que atravessa a tese criação atenta para as linhas da
    singularidade, como um programa de experimentação que atravessa a vitalidade de cada
    escola, professor, estudante. Uma aposta nas aberturas das práticas curriculares de
    ciências.

  • BRUNA LÍVIA DA SILVA OLIVEIRA
  • SENTIDOS SUBJETIVOS DA DOCÊNCIA: SUBJETIVIDADE E IDENTIDADE DOCENTE DE UMA PROFESSORA DE CIÊNCIAS.

  • Data: 29/04/2019
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  • De modo geral, as pesquisas na área de ensino de ciências têm se preocupado mais com a dimensão intelectual dos sujeitos, sem considerar a dimensão afetiva das relações. A Teoria da Subjetividade de González Rey tem sido orientadora de diferentes estudos dentro da psicologia da educação e, mais recentemente, tem orientado pesquisas na área de educação em ciências, as quais têm permitido discussões de uma nova ideia de formação e aprendizagem, relacionadas a uma dimensão subjetiva do desenvolvimento humano. Este estudo situa-se no quadro das pesquisas na área da educação em ciências que fazem uso da teoria e, desta forma, tem por objetivo investigar que condições produzem mudanças na subjetividade de uma professora de Ciências na direção da constituição de uma identidade docente na perspectiva da Teoria da Subjetividade de González Rey. O percurso metodológico está baseado na Epistemologia Qualitativa, a qual considera a produção do conhecimento como um processo que deve ser ao mesmo tempo construtivo-interpretativo, singular, comunicativo e dialógico. Para realização desta pesquisa, participou 1 professora de ciências oriunda do curso de Licenciatura em Ciências Naturais com Habilitação em Biologia, da Universidade do Estado do Pará. Para a construção das informações foram utilizados complemento de frases, entrevista e redação. No caso estudado investigo a movimentação da subjetividade da professora Jéssica que mesmo após ter concluído o curso de licenciatura não tinha o desejo de ser professora, mas ao entrar no contexto de sala de aula acaba se identificando com a profissão e se reconhecendo como professora. A relação que fiz com o estudo e análise do referencial teórico da área de formação de professores de ciências, com o estudo e análise da teoria da subjetividade, e também com o contexto empírico no decorrer do desenvolvimento da pesquisa, me permitiram elaborar um modelo teórico, o qual fiz na tentativa de promover uma maior compreensão a respeito da constituição da identidade docente do professor de ciências a partir da perspectiva da Teoria da Subjetividade. Tal modelo teórico foi elaborado em três eixos: valorização da profissão pelo próprio sujeito, valorização do sujeito no processo de formação, experiências significativas e diversas. A partir desta pesquisa considero então que a constituição da identidade docente do estudante de graduação deve ser uma prioridade dos cursos de formação, para que o estudante ainda em seu curso de formação inicial possa começar a se reconhecer como professor.

  • EVERALDO ROBERTO MONTEIRO DOS SANTOS
  • A GEOMETRIA NA PROVÍNCIA DO GRÃO-PARÁ: A INSERÇÃO NOS
    CURRICULOS E EM OUTROS DISCURSOS
    (1838-1851)

  • Data: 22/04/2019
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  • O objetivo deste trabalho é realizar uma descrição analítica dos aspectos que
    favoreceram à modificação do Ensino de Matemática na Província do GrãoPará
    durante o século XIX. Esta pesquisa foi iniciada a partir de um
    levantamento preliminar em documentos que versavam sobre a História do
    Ensino na Amazônia nesse período, para atingir o propósito do trabalho, partiuse
    dos seguintes questionamentos: Qual o contexto social na Província do
    Grão-Pará, que favoreceu a emergência desses saberes? Quais os discursos
    veiculados na época sobre o Ensino de Matemática? Qual a relação dos
    professores de Matemática com as estruturas de poder político? Buscando
    responder tais questionamentos debruçou-se, principalmente, em fontes
    primárias como: leis, decretos e relatórios governamentais relativos à Instrução
    Pública da Província, regulamentos da instituição Liceu Paraense, livros e
    jornais da época e também, em fontes secundárias que tratavam sobre este
    assunto ou correlatos. A análise documental se estendeu de 1838, ano da
    retomada das atividades da Assembleia Provincial, órgão que legislava sobre a
    educação da Província até 1851, ano de uma reforma que modificou o Ensino
    de Geometria no Liceu Paraense. Chegou-se a algumas conclusões, como as
    elencadas a seguir: em 1838 emergiram discursos favoráveis para a inserção
    de saberes Geométricos na Província. O objetivo destes discursos fora
    efetivado em 1840, com a criação da escola de Geometria que funcionou no
    Seminário Episcopal nos anos de 1840 e 1841 e que tinha como principal
    finalidade formar mão de obra capacitada para tocar as obras de infraestrutura
    da cidade. Com a reforma de 1841, que entre outras coisas previa a
    implantação do Liceu Paraense, instituição que tinha a finalidade de
    proporcionar o ensino secundário, na Província do Grão-Pará; a Escola de
    Geometria passou a fazer parte do quadro das Cadeiras desta instituição,
    sendo que este saber passou a integrar a Cadeira “ Aritmética, Álgebra e
    Geometria” e que a presença da Geometria desde o primeiro currículo do Liceu
    Paraense, fez parte de um processo de modernização da educação na
    Província Império. Que os docentes que lecionavam a disciplina de Geometria,
    além de professores eram cidadãos influentes na vida social e política da
    sociedade da Província, ocupando cargos como juiz de Direito e Deputados
    provinciais.

  • KELUBIA SOARES TEIXEIRA
  • CIÊNCIAS NATURAIS NO ENSINO PROFISSIONAL DO PARÁ: INSTITUTO DE EDUCANDO ARTÍFICES E INSTITUTO LAURO SODRÉ (1870/1901)

  • Data: 04/04/2019
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de inserção das Ciências Naturais no currículo do primeiro Instituto de Formação Profissional de Belém do Pará, Brasil, no período de 1870 a 1897 – quando funcionou como Instituto de Educando Artífices – e de 1897 a 1901 – quando funcionou como Instituto Lauro Sodré. Constatou-se que as Ciências Naturais fizeram parte do Instituto de Educando Artífices com as disciplinas Breves Rudimentos de Física e Química no ensino primário de 1870 a 1883 e no Curso Industrial do Instituto Lauro Sodré com as disciplinas Física, Química, História dos Três Reinos, Noções de Zoologia e Botânica de 1899 a 1901. Ressalta-se que a racionalidade científica moderna começou a ser expandida na Amazônia por via marítima em navios a vapor vindos da Europa, de modo que Belém começou a tomar impulso como centro urbano em torno da década de 1870 com a denominação particular de Belle Èpoque amazônica. A partir da implantação da República, o processo de urbanização acelerou-se e Belém modernizou-se. Evidencia-se que o contexto de modernização vivida por Belém do Pará nos momentos expostos ofereceu condições para a introdução das Ciências Naturais no currículo do Instituto de Educando Artífices e Instituto Lauro Sodré, refletindo o contexto amazônico de valorização das ciências como indispensável para a modernização que acontecia na cidade, portanto, estabelecendo-se um conhecimento válido para a formação de um tipo de indivíduo cujos discursos apontaram como sendo individuo operário. Diante desse objetivo, desde a infância, introduziu-se o educando nesta ordem discursiva de receber instrução para uma profissão “útil” ao estado – gerando lucro à província – e para a constituição de sociedade civilizada moderna, estando na ordem do discurso um sujeito que dominava o saber científico do mundo moderno, sabedoria esta que chegava à Amazônia como modelo a ser seguido.

  • WALBER CHRISTIANO LIMA DA COSTA
  • O MODELO REFERENCIAL DA LINGUAGEM NA TRADUÇÃO-INTERPRETAÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PELOS SURDOS USUÁRIOS DA LIBRAS

     

  • Data: 28/03/2019
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  • Nesta Tese, apresentamos um estudo acerca do uso do modelo referencial da linguagem na tradução-interpretação da linguagem matemática pelos surdos usuários de Libras. Nossos objetivos são: investigar as influências do uso do Modelo Referencial da Linguagem pelos alunos surdos no aprendizado da matemática; analisar os processos tradutórios dos alunos surdos nas aulas de matemática; investigar o jogo de linguagem no uso de diversas linguagens no contexto da aprendizagem de surdos. Para tanto, apoiamo-nos em alguns conceitos da filosofia de Wittgenstein, bem como em educadores matemáticos que se filiam ao pensamento desse filósofo para pensar a docência e em autores que discutem a educação inclusiva. Defendemos a hipótese de que, ao traduzir conceitos matemáticos para a Libras, o aluno surdo faz uso do Modelo Referencial da Linguagem, que tem como uma das recorrências a tradução "palavra por palavra" ou palavra-sinal. E nossa tese é: o uso referencial da linguagem prejudica a aprendizagem, em matemática, do aluno surdo, pois vemos que o surdo faz traduções que não expressam os sentidos do texto matemático. Realizamos uma pesquisa de campo em duas cidades do Estado do Pará, com um total de 13 estudantes, sendo 4 de uma escola e 9 de uma segunda escola. Para o levantament e análise dos dados, criamos uma turma com os alunos surdos em cada escola. Escolhemos montar tais turmas, pois nosso foco de investigação era os surdos e suas traduções. A partir da abordagem qualitativa, constatamos que os alunos surdos utilizam a tradução literal que deriva do Modelo Referencial da linguagem, ou seja, uma tradução palavra-sinal, fazendo com que não consigam compreender conceitos matemáticos. Nesse uso, os surdos utilizam um jogo de linguagem que não é proposto pelo docente em sala de aula. E isso corrobora para um cenário de exclusão, o que vai contra as ideias de inclusão e de uma educação justa e de qualidade a todos. Entendemos que as diferenças linguísticas muitas vezes atrapalham, haja vista que ainda há cenários sem a presença de professores fluentes em Libras e nem profissionais tradutores-intérpretes e, somados ao uso da referencialidade, acabam por trazer mais dificuldades aos surdos. Vivenciamos na pesquisa de campo que mesmo surdos em séries mais avançadas sentem dificuldades na tradução-interpretação de textos matemáticos, o que evidencia o prejuízo que tal Modelo traz à aprendizagem, em matemática, do aluno surdo.

  • DHEMERSSON WARLY SANTOS COSTA
  • LITERATURA E SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: APONTAMENTOS INTERCESSORES PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Data: 22/03/2019
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  • Os encontros com a literatura, a filosofia da diferença e o ensino de ciências mobilizaram esta escrita, instigada pela problemática da sexualidade, tema recorrente na disciplina de biologia, porém, vinculada as concepções morfo/fisio/lógicas e a reprodução da prole, reproduzindo o discurso científico que sistematiza a vida em uma estrutura, uma unidade que rejeita as variações. A sexualidade, envergada nesse pensamento, percorre o caminho da sistematização, da fragmentação e da generalidade. A vida, porém, não é um absoluto, as sexualidades entram a todo tempo em variações, compondo outros possíveis. Questiona-se nessa escrita: a sexualidade somente pode ser problematizada pelas lentes teóricas da ciência/biologia? Será possível pensar a sexualidade emaranhada em outras perspectivas? É possível experimentar a sexualidade desvinculada da genitália? Que problemas a literatura é capaz de suscitar para pensar outras sexualidades para além do discurso biológico? O que ressoa do encontro entre educação em ciências e literatura no debate sobre a sexualidade? Que interseções são possíveis? Que aprendizados são mobilizados por esses encontros? Sem pretensões formativas ou metodológicas, o que se pretende é experimentar com a literatura de Caio Fernando Abreu (Morangos Mofados, 2015), blocos de sensações que mobilizem outras formas de devir-pensamento na escrita, no corpo, na sexualidade, na vida, entrecruzando com a filosofia da diferença para então fazer provocações ao ensino de ciências.

  • LUANA CRISTINA SILVA OLIVEIRA
  • ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA EXPERIMENTAÇÃO INVESTIGATIVA EM UM CLUBE DE CIÊNCIAS

  • Data: 21/03/2019
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  • Esta pesquisa apresenta um estudo qualitativo, caracterizando-se como pesquisa descritiva exploratória, que foi planejada e executada com a finalidade de analisar como se desenvolve a Alfabetização Científica entre estudantes do ensino fundamental que participaram do Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam Wanderley Picanço Diniz, da Universidade Federal do Pará-Campus Castanhal. Essa investigação surgiu a partir dos questionamentos realizados pela pesquisadora em relação a como se desenvolvia a educação científica entre estudantes que participavam de espaços não formais de ensino de ciências. Nossos principais referenciais teóricos são Sasseron (2008), Carvalho et al (2009), Carvalho (2013) e Malheiro (2016). Como instrumentos, utilizamos as videogravações, fotografia, o diário de bordo e gravações em áudio. Os participantes foram quatro estudantes do 5º ano e quatro estudantes do 6º ano. Durante os episódios analisados podemos observar como ocorreu a manifestação dos indicadores propostos por Sasseron (2008). Os indicadores de Alfabetização Científica foram evidenciados nos discursos dos estudantes, sendo considerados importantes para análises deste estudo. Percebemos que auxiliaram na compreensão de como se desenvolveu o processo de Alfabetização Científica, pois nos propusemos a analisar como os estudantes se dedicaram na construção de seus conhecimentos. Observamos que os indicadores só se desenvolvem no decorrer da atividade investigativa. Entretanto, constatamos que outras habilidades podem emergir no decorrer da atividade, que estão relacionados ao comportamento dos estudantes e ao que conseguem fazer durante a investigação. Diante da sequência investigativa realizada, percebemos o quanto é importante estimular os alunos a se evolverem com os conteúdos tratados, a terem mais autonomia, a serem criativos, a conseguirem dialogar e expor suas ideias sobre o que estão observando. Pois, notamos que esse incentivo é fundamental para a formação de cidadãos que saibam compreender os fenômenos que ocorrem a sua volta, além disso, permite-lhes avanços intelectuais.

  • GERLANY DE FÁTIMA DOS SANTOS PEREIRA
  • CONTROVÉRSIAS SOCIOCIENTÍFICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS:
    USOS DA ARGUMENTAÇÃO NO CASO DO AÇAÍ TRANSGÊNICO NA
    AMAZÔNIA

  • Data: 20/03/2019
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  • Este estudo teve como objetivo classificar os argumentos presentes em um Debate versado
    por uma controvérsia sociocientífica (CSC), concernente aos alimentos transgênicos (AT),
    segundo a Teoria de Argumentação de Chaїm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca e em
    diferentes dimensões argumentativas (científica, ambiental, social e econômica). Tomando
    como apoio metodológico tem-se a abordagem qualitativa no contexto de uma pesquisa-ação.
    A pesquisa foi realizada no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da
    Universidade Federal do Pará (UFPA), mediante efetivação do Curso de Extensão intitulado
    “Controvérsias Sociocientíficas no ensino de Ciências”. Participaram do Curso, 25 alunos da
    Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPA. A amostragem se caracterizou por
    acessibilidade, já que os alunos demonstraram interesse na participação do Curso. A estratégia
    metodológica de pesquisa-ação foi o referido Curso de Extensão, fundamentado no
    desenvolvimento de um estudo de caso fictício, precisamente “O caso simulado do açaí
    transgênico na Amazônia”, com a utilização de um conjunto de atividades que suscitaram
    discussões e argumentações sobre CSC. Para realização da análise e da interpretação dos
    dados, utilizou-se como suporte teórico o “Tratado da argumentação: a nova retórica” à luz de
    Chaїm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca. Duas perspectivas de análise constituíram o
    modelo aqui proposto. A primeira está relacionada com as dimensões nas quais os argumentos
    apresentados no Debate foram organizados, quais sejam: social, ambiental, científica,
    econômica. A segunda tem relação com a classificação desses argumentos, segundo a teoria
    da argumentação de Perelman e Olbrechts-Tyteca, em três grandes classes de argumentos, a
    saber: argumentos quase-lógicos, argumentos baseados na estrutura do real e ligações que
    fundamentam a estrutura do real. Pode-se referir que a prática da argumentação foi instituida,
    agregando e articulando conhecimentos de natureza diversa (científicos, ambientais,
    econômicos, sociais etc.). De um modo geral, os alunos esquivaram-se do senso comum,
    apresentando aspectos negativos e positivos a respeito dos AT, principalmente no que tange a
    sua introdução no ambiente amazônico.

  • MANUELLA TEIXEIRA SANTOS
  • EDUCAÇÃO PELA CIDADE E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: MEDIAÇÕES FOTOGRÁFICAS DO OLHAR NA APREENSÃO DAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS

  • Data: 15/03/2019
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  • A escola muitas vezes não interage com o ambiente da cidade, porém a
    aproximação entre ambas se faz necessária para que seja favorecida uma maior
    compreensão da dinâmica do ambiente citadino. A fotografia é aliada no sentido de
    promover uma aproximação da escola com o ambiente da cidade e também na
    reflexão sobre o olhar acerca do que nos rodeia, favorecendo a formação de
    cidadãos e professores críticos. Nesse contexto, procurei compreender em que
    termos a educação pela cidade, na formação de professores que ensinam ciências e
    matemáticas, contribui para a apreensão das questões socioambientais. Optei por
    enveredar por um percurso de investigação pautado numa abordagem qualitativa,
    que ocorreu no âmbito de uma disciplina de um mestrado profissional em Docência
    em Educação em Ciências e Matemáticas. O mais significativo do processo de
    pesquisa foi a construção dos Discursos do Sujeito Coletivo (DSC) - no caso quatro
    DSC - referentes à cidade de Belém que surgiram a partir de leituras de fotografias
    que os professores em formação realizaram. O conteúdo dos DSC trouxe vários
    aspectos referentes às questões socioambientais que foram problematizados pelos
    professores em formação. O processo formativo se mostrou fecundo, haja vista que 

    observei os seguintes aspectos: ampliação do olhar com relação aos aspectos
    multidimensionais da cidade; ressignificação da prática docente e a cidade como
    objeto de estudo da escola. Os professores, além de terem construído
    conhecimentos acerca das questões socioambientais de Belém, problematizaram
    aspectos referentes ao contexto do ensino. As análises dos resultados me
    permitiram elaborar e defender a seguinte tese: a educação pela cidade, na
    formação de professores, ao se utilizar das mediações fotográficas, apresenta a
    possibilidade de inquietar, provocar, transformar os modos de apreender, de
    aprender e de ensinar, especialmente no que diz respeito ao desvelamento das
    questões socioambientais, na sua apreensão crítica e reflexiva da cidade

  • MARCOS GUILHERME MOURA SILVA
  • MANIFESTAÇÕES SUBJACENTES DA ANSIEDADE MATEMÁTICA NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: uma análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca, Desempenho Matemático e Função Executiva em Crianças Escolares

  • Data: 11/03/2019
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  • Ansiedade Matemática (AM) é uma das interferências emocionais mais estudadas no processo de raciocínio matemático, podendo associar-se à déficits no controle inibitório, comprometendo o desempenho durante a infância. Investigar as manifestações fisiológicas da AM no início da escolaridade formal, poderá contribuir com sua identificação e estratégias de intervenção por parte de professores/pesquisadores, possibilitando seu gerenciamento em contextos escolares e não escolares. Nós investigamos a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) como um parâmetro fisiológico associado ao nível de Ansiedade Matemática em crianças, enquanto submetidas as condições de repouso, teste de desempenho matemático e teste de controle inibitório, analisando seus desempenhos matemáticos e função executiva. O estudo foi conduzido com 99 crianças de ambos os sexos, com idades entre 9 e 12 anos, classificadas quanto ao nível de Ansiedade Matemática com controle estatístico para ansiedade geral. Identificamos pela primeira vez uma associação dos resultados não lineares da VFC com o nível de Ansiedade Matemática em crianças. No momento que respondiam as tarefas matemáticas, crianças com maior AM apresentaram redução do tônus vagal cardíaco e reduções significativas na entropia aproximada (ApEn) e Entropia de Amostra (SampEn) - medidas não lineares que mensuram a regularidade e a complexidade da VFC. Essas relações não foram associadas para ansiedade geral, indicando se tratar de um evento moderado pela Ansiedade Matemática. Nossos achados sugerem que crianças com alta AM podem ter uma resposta na condição de stress associada a redução da complexidade na VFC, apresentando padrões que podem contribuir com sua caracterização a partir do sistema nervoso autônomo. Além disso, os modelos de mediação indicaram uma relação recíproca entre Ansiedade Matemática e Desempenho Matemático em crianças, quando mediado pelo controle inibitório. Nossa pesquisa se une aos esforços que vem sendo empreendidos na área da Educação Matemática, principalmente aqueles relacionados ao estudo dos aspectos emocionais e cognitivos e seus impactos na aprendizagem. Incentivamos a área a implementar uma perspectiva sistêmica de investigação e análise que integre aspectos comportamentais, cognitivos e fisiológicos.

  • CARLOS JOSÉ TRINDADE DA ROCHA
  • DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE DE MESTRANDOS EM PERSPECTIVAS DO ENSINO POR INVESTIGAÇÃO EM UM CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFPA

  • Data: 07/03/2019
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  • Nesta pesquisa, buscamos investigar o Desenvolvimento Profissional Docente (DPD) em perspectiva do ensino por investigação de professores mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) da Universidade Federal do Pará (UFPA) que realizaram pesquisas no Clube de Ciências Professor Dr. Cristovam Wanderlei Picanço Diniz, da UFPA/Campus Castanhal. Para isso, objetivamos analisar suas experiências formativas com associação as suas mediações com seus objetos de pesquisas. Metodologicamente, com abordagem qualitativa e características de pesquisa participante, buscamos responder de que forma, a partir da construção de pesquisa em perspectiva do ensino por investigação, verifica-se aspectos de protagonismo, reflexões e intervenções para o DPD. O campo empírico, caracterizado pelas comunidades de práticas foram o PPGECM/UFPA e o Clube de Ciências Professor Dr. Cristovam Wanderlei Picanço Diniz, tendo dois professores mestrandos (PMe1 e PMe2) selecionados para investigação. Para a constituição das informações, foram utilizadas a observação participante, questionário, entrevista e checklist. Nesse contexto, exploramos aportes teóricos sobre formação de professores e DPD em Vaillant e Marcelo (2012), construindo uma topografia socioepistêmica, baseada em Fleck (1994), sobre o ensino por investigação, no período dos séculos XX e XXI no Brasil, tendo como base de sustentação da tese a Teoria da Atividade, concebida por Leontiev (2004) e Engeström (2001). Das análises do conteúdo, emergiram cinco categorias e treze subcategorias de análises, nas quais evidenciamos um DPD com aprendizagens significativas ocorrido pelo engajamento dos professores mestrandos, marcados por fatores motivacionais, intervenções como sujeitos investigativos e do óbice e parcimônia durante o processo de construção de pesquisas, com reflexões e intervenção da realidade, concebendo o PPGECM e Clube de Ciências como comunidades de práticas investigativas e de autoformação, articulada com o processo de formação do Fazer e Ser investigativo. As dificuldades, necessidades e perspectivas futuras dos PMe1 e PMe2, que buscaram DPD através da maestria, podem ser qualificadas no processo de transformação docente de professores especialistas adaptativos, referida a necessidade de disposição para mudar suas aprendizagens, com programação de ações investigativas, maior reforço de apoio à escrita científica e à disseminação de resultados que venham à tona oportunidades de viver, por dentro, a experiência acadêmica vivenciadas na construção de pesquisa aprofundadas e articuladas entre ensino por investigação e as práticas profissionais, provocadas pelo desejo de se desenvolver com profissionalização, profissionalidade e profissionalismo.

  • GLEISON DE JESUS MARINHO SODRE
  • Modelagem Matemática: uma Organização Praxeológica Complexa

  • Data: 28/02/2019
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  • Este trabalho questiona o ciclo de modelagem matemática como técnica da tarefa de
    modelar matematicamente problemas em contextos concretos a partir da noção de
    organização praxeológica complexa concebida à luz da Teoria Antropológica do
    Didático. Propõe novas técnicas de modelagem que preservam o caráter cíclico e a
    partir de experimentação empírica, propõe o ciclo investigativo de modelagem
    matemática.

  • ANGELICA FRANCISCA DE ARAUJO
  • Comunicação Matemática: concepções e práticas letivas de futuras professoras dos anos iniciais

  • Data: 28/02/2019
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  • Este é o relatório de uma pesquisa com uma abordagem qualitativa de cunho interpretativo, desenvolvida por meio de um design de estudo de caso instrumental coletivo, com a colaboração de uma turma de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências Matemática e Linguagens do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará. O estudo, uma experiência formativa sobre o tema “comunicação matemática” que se desenvolveu por meio do eixo temático “Linguagem e conhecimento” (componente curricular obrigatório), partiu do pressuposto que as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais são formadas durante toda a sua vivência escolar (ensino fundamental, médio e graduação) e se manifestam em suas práticas letivas em sala de aula durante a formação inicial, quando em atividades de estágio. A pesquisa ocorreu em dois momentos interligados: o primeiro em sala de aula na universidade, no qual a pesquisadora também assumiu o papel de formadora da turma, e o segundo por meio da observação, pela investigadora, das práticas letivas de três participantes, durante as aulas que ministraram no estágio obrigatório. Os objetivos da pesquisa assim se descrevem: a) objetivo geral: compreender as concepções e as práticas letivas sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais e suas relações e b) objetivos específicos:(i) identificar e compreender quais são as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais; (ii) analisar e discutir como as concepções sobre comunicação matemática de futuras professoras dos anos iniciais se manifestam nas práticas letivas de estágio durante a formação inicial; e (iii) relacionar concepções e práticas letivas sobre comunicação matemática durante a formação inicial e em atividades de estágio. Tratou-se a comunicação matemática como um aspecto das práticas letivas de futuras professoras, buscando analisar se as suas concepções estão relacionadas com suas práticas letivas em sala de aula. Os dados emergiram de diários reflexivos, questionários, entrevistas e observações, instrumentos usados para a coleta de dados nos dois momentos em que a pesquisa se desenvolveu. A análise dos dados se deu por meio de uma triangulação com base num quadro organizado em objetos de análise e instrumentos de coleta de dados. O estudo evidenciou que as concepções sobre comunicação matemática identificadas remetem para uma comunicação eficaz e propícia às interações sociais nas aulas de matemática, porém a relação entre essas concepções e as práticas letivas durante a formação inicial e em atividades de estágio não é linear, pois, nas práticas letivas, a comunicação, do ponto de vista das interações e da argumentação dos seus alunos, se revela menos eficaz do que a manifestada em suas concepções.

  • DAISY FLAVIA SOUZA BARBOSA
  • PERGUNTAS DO PROFESSOR MONITOR E A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA DE ALUNOS EM INTERAÇÕES EXPERIMENTAIS INVESTIGATIVAS DE UM CLUBE DE CIÊNCIAS

  • Data: 20/02/2019
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  • A presente investigação teve como objetivo analisar as perguntas dos Professores Monitores durante Sequência de Ensino Investigativa em atividades experimentais, almejando Indicadores de Alfabetização Científica (AC). Este estudo apresenta características de Pesquisa Participante com abordagem qualitativa, tendo como local de investigação o CCI Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz, contando com quatro Professores Monitores (PM1,..., PM4) e oito alunos (A1,..., A8) do 6º ano do Ensino Fundamental. Como procedimentos metodológicos, foi adotada a vídeo gravação com transcrições de nove episódios selecionados, considerando a Análise do Conteúdo (BARDIN, 2009). Verificamos que a problematização deve ser mais explorada antes da proposição do problema pelo Professor Monitor. Há uma identificação elevada de perguntas de foco e atenção, levantamento de hipótese e menor manifestação de perguntas de previsão. Destaca-se que devem ser mais bem trabalhadas as perguntas problematizadoras, enfatizando o uso do “como” e “por que”. As atividades complementares com uso de vídeos didáticos, dinâmica de grupo, construção de maquete e uso do escrever e desenhar em forma de HQs se constituíram mais eficientes durante a SEI. Percebeu-se também que há maior ocorrência de indicadores de AC ligados à organização de dados e levantamento de hipótese, em detrimento do indicador previsão, há, então, a necessidade de promover outros indicadores identificados como: organização de informações, explicação, raciocínio lógico e proporcional, teste de hipóteses e classificação de informações. Conclui-se que as perguntas dos Professores Monitores podem trazer contribuições para o processo de AC, à medida que forem formuladas com o propósito de desenvolver níveis de investigação com capacidade de raciocinar, de expor e defender opiniões, de expressar suas dúvidas em um contexto de problematização e de sistematização, o que vêm sendo amadurecido no Clube de Ciências.

  • FABRICIO SANTOS DE SOUSA
  • POTENCIALIDADES PEDAGÓGICAS DO LIVRO RÉFLEXIONS SUR LA
    MÉTAPHYSIQUE DU CALCUL INFINITÉSIMAL DE LAZARE CARNOT PARA O
    ENSINO DE CÁLCULO DIFERENCIAL

  • Data: 08/02/2019
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  • Esta pesquisa teve por finalidade identificar as potencialidades pedagógicas da história da
    matemática segundo Miguel, (1993) e Miguel, (1997) nos conteúdos matemáticos
    apresentados no livro-texto de Lazare Nicolas Marguerite Carnot, intitulado: Réflexions sur la
    Métaphysique du Calcul Infinitésimal, com a primeira edição publicada na França em 1797.
    As potencialidades pedagógicas foram relacionadas por meio de uma
    transposição/adequação, para entendermos os percursos necessários para a atual forma de
    ensinar cálculo. As leituras de dissertações, teses, livros, revistas e artigos científicos de
    grande relevância que sustentam o tema nos possibilitaram a fundamentação teórica da
    pesquisa, assim como nos revelou as influências de livro-texto de cálculo, nos diversos
    momentos da história a partir das edições da obra original de Carnot, que teve como ponto
    de partida a tradução da primeira edição feita em 1798 e a tradução de trechos da segunda
    edição da obra, publicada em 1813, toda em francês. Os materiais bibliográficos básicos
    para nossa pesquisa são encontrados em bibliotecas eletrônicas – nacionais, como o
    Catálogo de Teses e dissertações da CAPES e internacionais como a Bibliothèque nationale
    de France. Além dessas fontes, fizemos ainda buscas na coleção de obras raras da Câmara
    dos Deputados. Especificamente temos como um dos objetivos conhecer o personagem
    Carnot, sua vida e o contexto sociocultural e acadêmico em que estava inserido para
    compreendermos os conteúdos matemáticos abordados na sua obra e relacioná-los com os
    conteúdos elencados atualmente na prática do ensino de cálculo. Assim, verificamos as
    potencialidades pedagógicas da obra referente ao conteúdo de derivadas para o ensino nos
    dias atuais. Como resultado evidenciamos que a história da matemática encontra no livrotexto
    de Carnot potencialidades pedagógicas da história da matemática, para o ensino de
    cálculo diferencial.

  • GREIVIN ANTONIO NUÑEZ GONZALEZ
  • A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E O DISCURSO DE PROFESSORES EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE: UM ESTUDO NA UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA EXPERIMENTAL LIBERTADOR (UPEL) DA VENEZUELA

  • Data: 30/01/2019
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  • Na atualidade, o âmbito da educação científica tem presenciado diversas tendências de ensino. Entre elas, acha-se o enfoque CTS o qual foi selecionado nesta pesquisa devido a sua finalidade de desenvolver uma prática de ensino de ciências diferenciada, com a necessidade de gerar mudanças em sala de aula. A investigação tenta mostrar uma visão sistemática sobre o panorama no qual está imersa a Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL) com respeito à linha CTS. Para o desenvolvimento da pesquisa, inicialmente, fez-se um levantamento bibliográfico em revistas da UPEL com a finalidade de conseguir indícios da perspectiva CTS. Além da revisão, entrevistaram-se três professores-pesquisadores dessa instituição universitária para conhecer suas concepções sobre tal abordagem dentro da universidade. Utilizamos a Análise de Conteúdo de Laurence Bardin para proceder a uma análise qualitativa dos dados coletados. Algumas ideias de Paulo Freire e de autores de textos sobre CTS, serviram de referencial teórico-epistemológico, auxiliando-nos a compreender as ideias presentes nas produções científicas e nos discursos de professores. Em geral, os resultados obtidos indicam que: existem poucas produções publicadas nessa área de conhecimento nas revistas da UPEL, apenas 12 num total de 2718 documentos presentes no site. Os entrevistados demostraram ter um conhecimento adequado da abordagem CTS e reconheceram a importancia desse enfoque na formação de professores na UPEL; entre outras informações, foi identificada a existência de uma disciplina intitulada Educación, Ciencia e Tecnología que é oferecida num dos institutos da UPEL, portanto, existem antecedentes de disciplina de CTS na universidade. Para organização das análises, foram criadas as seguintes categorias: Disciplinas sobre/com enfoque CTS, Elementos da abordagem CTS e Prática pedagógica com enfoque CTS, para responder as seguintes perguntas norteadoras de pesquisa:
    Como está o desenvolvimento das produções científicas sobre o enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) em revistas da Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL)? Como se caracterizam as produções científicas sobre a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) presentes nas revistas da Universidad Pedagógica Experimental Libertador da Venezuela? Quais sãos as concepções de alguns professores da Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL) sobre enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) na formação de professores de ciência? As evidências levantadas e os dados analisados nos levam a inferir que a UPEL, atualmente, está em boas condições para desenvolver a formação de professores com a abordagem CTS e que há perspectivas de avanços. Isto se realça pelo nível de apropriação do referencial da área nas pesquisas achadas e pela argumentação dos pesquisadores em consonância com o contexto da formação de professores na UPEL.

2018
Descrição
  • KALED SULAIMAN KHIDIR
  • Práticas Socioculturais Quilombolas para o Ensino de Matemática: mobilizações de saberes entre Comunidade e Escola

  • Data: 18/12/2018
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  • A presente tese tem como foco a investigação sobre a formação continuada de professores de escolas quilombolas, a partir das práticas socioculturais de suas comunidades no ensino da Matemática. Meu objetivo foi uma compreensão acerca de que modo os saberes socioculturais quilombolas podem ser mobilizados pelos professores na reorientação de suas atividades docentes no ensino de Matemática escolar, bem como na busca de sentidos e significados atribuídos aos conhecimentos escolares. Para empiria, investigamos a Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, situada no sudeste tocantinense. Essa comunidade é reconhecida pela Fundação Cultural Palmares e tem seu território já demarcado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), possuindo uma extensão de terras de aproximadamente 57.000 hectares, onde vivem cerca de 250 famílias. Para subsidiar a delimitação do objetivo proposto, lançamos dois questionamentos: Quais os sentidos e significados que os professores das escolas quilombolas constroem no tocante às práticas socioculturais da comunidade em sua atividade docente? De que modo tais práticas, mobilizadas na dinâmica sociocultural, poderiam constituir objetos de problematização a serem incorporados aos saberes e fazeres escolares, ou seja, como tais práticas socioculturais quilombolas poderiam ser tomadas na reorientação da atividade docente do professor em suas escolas? A pesquisa se desenvolveu por meio de uma investigação qualitativa, de cunho etnográfico, com foco nos estudos da cultura da comunidade em questão, com ênfase na descrição reflexiva das informações em relação aos processos socioculturais praticados. Os instrumentos usados para a coleta de dados foram: I. entrevistas semiestruturadas; II. caderno de campo; III. fotografia e IV. videografia. As observações e os registros foram estabelecidos no contato direto e participante com os membros
    da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso. Cada sociedade ou, mais especificamente, comunidade imprime elementos culturais e locais em suas práticas, os quais são denominados como práticas socioculturais (MENDES; FARIAS, 2014). Assim a pesquisa se realizou, inicialmente, com a identificação, caracterização e descrição das práticas socioculturais da comunidade, uma vez que as mesmas foram tomadas como conhecimento primeiro e, posteriormente, na reorientação da atividade docente no processo de construção de sentidos e significados dos conhecimentos a serem trabalhados nas escolas inseridas nessa realidade. Para embasar teoricamente a pesquisa, utilizamos conceitos de Leontiev (2004); Almeida (2017); Arroyo et al (2011); Baiocchi (2013); Delizoicov et. al (2011); Freire (1987 e 2014); Mendes e Farias (2014); Oliveira (2007) e Pernambuco (1994). Das análises desta investigação, resultam alguns apontamentos: a formação obtida nas licenciaturas, pelos professores colaboradores, não tem abordado as realidades das comunidades campesinas e quilombolas tão presentes na região. Somente os conhecimentos científicos e acadêmico-pedagógicos não têm sido suficientes para a formação do professor da educação básica de escolas quilombolas. É necessário haver uma formação que possibilite a compreensão do mundo como um todo, assim, há que se pensar numa reorientação dos cursos de formação inicial e continuada de professores em uma direção emancipatória e libertária. Das práticas mapeadas e descritas, emergiram conceitos matemáticos que puderam ser relacionados com conteúdos escolares de forma interdisciplinar, possibilitando a promoção de sentidos e significados. Com esta pesquisa, sustento a tese de que a inclusão de atividades praticadas por comunidades quilombolas, na ação docente, promove uma aprendizagem integrada de sentidos e significados socioculturais para a Matemática escolar. 

  • MARIA ALICE DE VASCONCELOS FEIO MESSIAS
  • TEORIAS COGNITIVAS DO PENSAMENTO MATEMÁTICO AVANÇADO E O
    PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: UM ESTUDO
    ENVOLVENDO OS CONCEITOS DE LIMITE E CONTINUIDADE

  • Data: 18/12/2018
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  • A pesquisa descrita nesse trabalho teve o objetivo de conjecturar sobre que estruturas e mecanismos mentais precisam ser construídos por um indivíduo de modo a possibilitá-lo compreender efetivamente os conceitos de limite e continuidade de uma função. Para tanto, dois estágios foram contemplados. No primeiro, a partir da teoria sobre imagem e definição conceitual (VINNER, 1991), foi efetivado um estudo preliminar, por meio do qual foram analisados os elementos que compuseram a imagem conceitual de estudantes de um curso de licenciatura em matemática no que tange a esses conceitos. Já no segundo estágio, é apresentada uma decomposição genética para limite e continuidade, tendo como referência esses objetos matemáticos, seu desenvolvimento histórico-conceitual, experiências docentes no âmbito do Cálculo, uma multiplicidade de compreensões relativas a esses conceitos, evidenciadas tanto em outros estudos quanto no primeiro estágio da pesquisa e, principalmente, os pressupostos da teoria APOS (DUBINSKY et al., 1984; ARNOON et al., 2014). Como principais resultados, observou-se que múltiplas compreensões sobre limite e continuidade foram evocadas no primeiro estágio da pesquisa, fato que desencadeou em reflexões quanto às partes que contemplaram a decomposição genética que, por sua vez, foi elaborada a partir de diferentes objetos matemáticos, tais como o de função, definição de limite, relação entre e , relação entre limites laterais e bilateral, propriedades de limite, limites envolvendo infinito, continuidade no ponto ou intervalo, dentre outros.

  • ENDELL MENEZES DE OLIVEIRA
  • O ESPAÇO NÃO FORMAL E O ENSINO DE CIÊNCIAS: Um estudo de caso no Centro de Ciências e Planetário do Pará

  • Data: 05/12/2018
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  • A todo o momento, outras formas de se fazer e pensar o ensino batem às portas das escolas e convidam para repensar a relação desta com a comunidade. Os espaços não formais de educação, cada vez mais, vêm constituindo um campo de investigação na área do ensino de ciências. Os Museus de Ciências tornam-se espaços atrativos para o público em geral e em especial ao escolar, onde professores buscam outras maneiras de ensinar e de potencializar a aprendizagem na educação básica. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho foi o de analisar como ocorre o ensino de ciências no Centro de Ciências e Planetário do Estado do Pará (CCPP). O trabalho tem uma abordagem de cunho qualitativo, utilizando como estratégia o estudo de caso (único e holístico), e para a descrição e análise dos dados utilizou-se a Análise Textual Discursiva (ATD). Os sujeitos da pesquisa são graduandos de licenciatura (biologia, física e química) que atuam como monitores no CCPP. A partir dos dados obtidos observa-se que a divisão entre ensino de ciências formal/não formal/ informal é uma linha tênue, permeável, que permite que características transpassem as definições herméticas da literatura da área. Constatou-se que há muito de características formais/informais no ensino de ciências não formal. O ensino de ciências híbrido aflora na pesquisa como possibilidade de mistura de espaços, de públicos, metodologias, objetivos e características primárias e secundárias. Considera-se com a discussão que o campo do ensino de ciências não formal vem se constituindo como área de investigação expoente e de encontro inevitável para as escolas, universidades e para a sociedade como um todo.

  • MARICILDA NAZARE RAPOSO DE BARROS
  • SABERES DOCENTES DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS EXPRESSOS EM CONTEXTO DE FORMAÇÃO CONTINUADA CENTRADA NA ESCOLA

  • Data: 04/12/2018
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  • Esta é uma pesquisa qualitativa, na abordagem narrativa, na qual investigo a formação continuada de professoras que trabalham nos anos escolares iniciais do Ensino Fundamental, com acompanhamento e sistemático no âmbito da Secretaria Municipal de Educação de Belém. Tenciono responder à questão de pesquisa: Em que termos, professores, em processo de formação continuada no exercício da docência, manifestam saberes científicos e pedagógicos de conteúdo, desenvolvem reflexão sobre a própria prática e mobilizam outros/novos saberes para a prática dos anos escolares iniciais? Foram sete professoras alfabetizadoras que colaboraram na pesquisa. Os instrumentos e materiais utilizados foram gravações em áudio e vídeo, fotos, textos, bilhetes e produções escritas realizadas durante os encontros e nos assessoramentos e entrevistas semiestruturadas, que foram transcritas e analisadas, de modo a responder a questão de investigação. As professoras passam por um processo de articulação entre as práticas sociais e conhecimentos mais elaborados do ponto de vista científico. Evidencio o fazer pedagógico dessas professoras em busca do ensino de Ciências vinculado ao cotidiano das crianças, na leitura desse cotidiano e na apresentação da linguagem científica que se incorpora à vida dos alunos. A experiência de ser bem acolhida e orientada no âmbito escolar, por meio da interação entre os pares, é expressa pelas colaboradoras como formadora. Evidenciam a valorização do planejamento de forma coletiva no âmbito escolar. A experiência formativa construída no grupo faz emergir temas, do contexto passando as professoras a buscar subsídios que socializam no grupo. Estas relações estabelecidas em processos formativos, fortalecem novas/outras práticas de formação nos espaços educativos formais, mobilizam saberes científicos e pedagógicos de conteúdo e possibilitam a constituição da profissão docente, com autonomia profissional de modo progressivo, e permitindo retroalimentação ao ciclo contínuo de formação docente, (re)construindo novos/outros saberes, passando a utilizar formas híbridas de lidar com os alunos, com os conteúdos e com os conflitos pessoais e desafios cotidianos. A pesquisa identifica o compromisso das professoras, apontando questões que precisam ser assumidas pelas redes de ensino nas diversas esferas de poder. São questões que precisam tratar de um leque considerável de demandas que vão desde a ampliação do tempo de estudo e preparação da prática docente, passando pela autonomia financeira/pedagógica das
    escolas e garantia da formação continuada centrada na escola a partir das experiências formativas locais do grupo docente.

  • JESSICA DE CASSIA SILVA PINON
  • DESENHOS ANIMADOS QUE REFLETEM CIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS E ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NOS ANOS INICIAIS

  • Data: 03/12/2018
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  • Esta pesquisa apresenta considerações sobre a importância de iniciar o processo de Alfabetização Científica (AC) desde os primeiros anos da escolarização. O objetivo foi investigar de que forma a animação se constitui efetiva no favorecimento da aquisição de conhecimento científico por crianças dos anos iniciais do ensino fundamental. Por meio de uma pesquisa do tipo participante, as informações deste estudo foram construídas através da interação com os sujeitos, da observação participante, registros de áudio, exibição de episódios do desenho animado brasileiro ―O Show da Luna‖ e produções gráficas das crianças (desenhos); sendo a análise realizada a luz da abordagem interpretativa de Creswell (2010). Os resultados foram baseados na análise das produções de seis sujeitos partícipes da pesquisa, os quais realizaram atividades referentes a quatro episódios da série animada em questão. Pode-se verificar que as informações veiculadas na animação contribuem para estreitar as relações da criança com a ciência, de modo que propiciam a compreensão de conceitos científicos e correlacionam com situações cotidianas que favorecem processo de AC. É importante ressalvar que nenhuma atitude de promoção de Alfabetização Científica se dará por encerrada, sendo o inicio da escolarização imprescindível para instigar o desenvolvimento da criticidade e utilização do conhecimento científico associado não somente à formação acadêmica, mas também visando a formação para cidadania.

  • JANEISI DE LIMA MEIRA
  • TRADUÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA: PERSPECTIVA PARA A APRENDIZAGEM

  • Data: 12/11/2018
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  • A presente pesquisa teve como objetivo investigar acerca do processo de tradução da linguagem matemática para a linguagem natural na aprendizagem de matemática. Tomamos como ponto de partida as produções acadêmicas de dissertações e teses na área, e os resultados do índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e PISA, do Estado do Tocantins. Assumimos como base teórica a filosofia madura de Wittgenstein, o qual afirma que traduzir é um jogo de linguagem, pois se constitui no domínio de técnicas. Realizamos análises dos documentos orientadores da educação e uma intervenção em sala de aula com alunos do ensino fundamental, na Escola Brigadeiro Felipe, em Arraias- To, esta produziu o material empírico constituído a partir da aplicação de um questionário, entrevistas e atividades de geometria plana, As analises estiveram organizadas em dois eixos, no primeiro analisamos os documentos orientadores da educação e no segundo o material empírico. No primeiro eixo, as análises dos documentos revelaram uma compreensão referencial da linguagem indicando a linguagem matemática exclusivamente como uma simbologia que representa o conceito matemático. Já no segundo eixo, o material empírico indicou que a tradução da linguagem matemática se revela como uma necessidade interna à própria matemática e que ao realizar diferentes jogos de linguagem durante a tradução favorece e assegura a sua aprendizagem. Com isso defendemos que as dificuldades de aprendizagem da matemática estão relacionadas à compreensão dos conceitos e suas regras, no que tange ao processo de tradução do universo linguístico que envolve a linguagem matemática, por se tratar de um fenômeno normativo e seu uso está distante da pratica cotidiana. Assim, a tradução correta dessa linguagem promove a autonomia do estudante na aquisição de significados favorecendo aplicações dos usos em diferentes contextos.

  • LUCIANO AUGUSTO DA SILVA MELO
  • TRADUÇÃO INTERNA E JOGOS DE IMAGENS NA MATEMÁTICA

  • Data: 31/10/2018
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  • Esta pesquisa tem como fundamentos primordiais a Linguagem e a Matemática no contexto da Educação Matemática. O escopo das reflexões que permeiam o texto se dá na perspectiva da Tradução de Textos Matemáticos, com o objetivo de caracterizar intrateoricamente as noções conceituais de Tradução Interna e Jogos de Imagens no Ensino da Matemática. Para tanto, encaminho as discussões em duas linhas de pensamento: uma filosófica e outra teórica. A primeira enfatiza a expressão jogo de linguagem cunhada por Ludwig Wittgenstein nas Investigações Filosóficas. A segunda destaca as contribuições epistemológicas de Gilles-Gaston Granger sobre Matemática e Linguagem (forme e conteúdo). Arley Moreno, filósofo brasileiro e discípulo de Granger, elaborou a Epistemologia do Uso, teoria que une filosofia e conhecimentos científicos. Busquei subsídios teóricos no Estruturalismo Semântico de Jakobson, na Hermenêutica de Gadamer e nas ilações sobre as práticas tradutórias de Ricoeur, Benjamin e Steiner. No percurso da Tese, destaco a importância de olhar para a constituição de conceitos matemáticos no ensino, como uma atividade intrínseca à Linguagem. Nesse sentido, levanto a hipótese de que os professores, para além de ler e interpretar códigos e simbologias específicas em sala de aula, fazem a passagem da linguagem matemática para a linguagem natural por meio de uma tradução. Por conseguinte, a metodologia empregada na pesquisa lhe confere o status de uma Discussão Epistemológica, que se caracteriza em analisar como se dá o papel das imagens na Matemática (estudo de gráficos), observando conexões entre as linguagens da álgebra e da geometria. Uma parte das análises teve como aporte tecnológico o uso das ferramentas do software GeoGebra na elaboração de hipóteses e inferências sobre a importância de elucidar conceitos complexos na matemática, em função do tratamento formal e abstrato dispensados no ensino. Inferi, a título de contribuições científicas no campo da Educação, dentre outras observações, que traduzir na Matemática consiste em compreender (dominar) a gramática e a sintaxe dessa linguagem; traduzir na Matemática não é equivalente a interpretar, são jogos de linguagem distintos; os jogos de imagens trazem perspicuidade à compreensão de gráficos e o domínio de regras específicas, explicita o significado de conceitos e simbologias da Matemática; subsiste ainda que oculta na linguagem dos professores, uma espécie de tradução interna no que tange ao ensino de conceitos matemáticos. Assinalo, portanto, que a tradução interna na Matemática pode ser vista como atividade de ensino que amplia o quadro de referência acerca dos jogos de linguagem e pode contribuir com o aprendizado de conceitos matemáticos na Educação.

  • ELISA DE NAZARE GOMES PEREIRA
  • REGISTROS MEMORIALÍSTICOS E EMPODERAMENTO DE PROFESSORAS QUE ENSINAM CIÊNCIAS NOS ANOS ESCOLARES INICIAIS: AUTOFORMAÇÃO E AUTONOMIZAÇÃO DOCENTE

  • Data: 08/10/2018
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  • Nesta pesquisa-formação, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, realizo formação continuada a partir de processos autoformativos em que professoras dos anos escolares iniciais registram e dialogam sobre suas práticas pedagógicas, expressando os saberes que mobilizam para ensinar aos estudantes os conteúdos de Ciências, bem como o sentido que teve para si a participação nesta pesquisa-formação. Nesse sentido, objetivo compreender possíveis contribuições para a reinvenção de práticas e saberes em educação em Ciências de professoras que exercem a docência nos anos escolares iniciais do ensino fundamental ao participar de processo autoformativo com abordagem narrativa. As colaboradoras da pesquisa são três professoras que cursavam a primeira graduação em Licenciatura em Pedagogia, em universidades públicas, mas que exerciam a profissão docente há anos. Os dados utilizados para a construção da tese foram: observação das aulas, diário de bordo, registros das próprias práticas pedagógicas em áudio e diálogos pedagógicos, os quais foram analisados com base na Análise Textual Discursiva (MORAES e GALIAZZI, 2007). A partir das narrativas das professoras construí dois
    eixos analíticos: i) Autonomização Docente: rompendo padrões, constituindo saberes e suas novas identidades de tecelãs; ii) Tecendo Fios Narrativos: reflexões autoformativas que empoderam professoras a transformarem o modo como ensinam Ciências. Defendo a seguinte tese: Registros memorialísticos narrativos de professores sobre si e suas práticas docentes, mediados pela interação com formador, propiciam reflexão sobre a própria prática, promovem empoderamento e contribuem para a construção da autonomização profissional e a reinvenção de práticas e saberes docentes. Desenvolvi o seguinte design de ações formativas em educação em Ciências: 1. Narrativas das Ações Pedagógicas; 2. Leitura das Narrativas; 3. Diálogos Pedagógicos; 4. Processo de Reflexão e Empoderamento; 5. Reinvenção de Práticas e Saberes. A imersão no corpus da pesquisa evidenciou que ao refletirem sobre a própria prática as professoras reconheceram per se a necessidade do aprimoramento dos saberes pedagógicos de conteúdos em Ciências e a partir da inserção na pesquisa se sentiram motivadas a estudar com mais profundidade os assuntos a serem ensinados aos estudantes, não mais se conformando com os saberes experienciais. Pesquisar os conteúdos a serem ensinados foi importante para que as professoras tivessem mais segurança ao ensinar, inclusive adotando a interdisciplinaridade ao planejar as aulas. A colaboração com esta pesquisa-formação possibilitou às professoras que se empoderassem e falassem com mais firmeza sobre si e sobre o fazer docente, resultado de um processo autoavaliativo, portanto, autoformativo. Concluo que processos autoformativos, quando mediados por formadore(s), são potencialmente geradores de empoderamento e consequentemente contribuem para a reinvenção de si, de práticas e saberes docentes em educação em Ciências.

  • CLAUDIA FERNANDES ANDRADE DO ESPIRITO SANTO
  • Modelagem Matemática: Uma compreensão a partir da noção do Modelo Praxeológico Estendido

  • Data: 04/10/2018
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  • Este trabalho trata do papel dos saberes não matemáticos para o uso de modelos matemáticos sobre problemas em contextos concretos. É usado o Modelo Praxeológico Estendido com base na Teoria Antropológica do Didático para análise do cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física. Resultados preliminares obtidos apontam a indispensabilidade dos saberes não matemáticos da situação para o uso pertinente dos modelos matemáticos em situação.

  • LEONARDO JOSE NOGUEIRA FERNANDES
  • QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS LOCAIS NA ABORDAGEM CTS: A TEMÁTICA DO SEIXO NO MUNICÍPIO DE OURÉM-PARÁ.

  • Data: 28/09/2018
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  • Essa dissertação é fruto de um convívio de 8 anos com uma localidade, a saber município de Ourém-PA, em que por meio de dados diversos, pude perceber que a discussão da exploração do seixo é necessária, a fim de possibilitar a tomada de consciência e uma atitude cidadã de moradores. No sentido de analisar essa
    questão socioambiental, por meio de um embasamento da abordagem CTS em uma perspectiva temática, este trabalho se propõe a investigar como uma intervenção didática, por meio de um minicurso oferecido no contraturno para 16 estudantes, sendo estes do 6o ao 9 o ano do ensino fundamental, pôde contribuir para isso. A investigação tem natureza qualitativa, sob forma de uma pesquisa-ação, na instrumentação da análise interpretativa para a análise dos dados obtidos. Utilizam- se os 3 momentos pedagógicos como ferramenta metodológica para a atividade pedagógica, bem como variadas formas de coletas de dados durante o minicurso, a saber: transcrições de conversas, questionários, entrevistas semiestruturadas, anotações em diários, observações diretas, fotografias, relatos de experiências, discussões em grupo, gravações de áudios e vídeos, memoriais, artigos, referências em sites, entre outras. Foi constatado que as atividades correspondem em diversos aspectos com a abordagem CTS e em consonância com o que está preconizado na BNCC do ensino fundamental, em especial no que tange aos anos finais do Ensino de Ciências (6o , 7o , 8o e 9o anos). Os resultados evidenciaram que a abordagem CTS possibilitou, aos alunos, a reflexão crítica de noções científicas e tecnológicas em direção a valores e questões éticas, vinculados a exploração do seixo. Observou-se a responsabilização dos alunos, na medida em que propuseram soluções e apontaram formas e caminhos que podem ser usados para ir além do âmbito escolar, alcançando a comunidade como um todo. Consideramos que esta pesquisa tem potencial, não apenas de motivar novas pesquisas no município de Ourém com a temática do seixo, mas também, de incentivar pesquisadores da educação a considerarem a realidade local, tanto no planejamento quanto no decorrer de uma atividade, a fim de garantir melhores desempenhos nesse processo de transição paradigmática que vivemos no Ensino de Ciências.

  • ALCIRLEY RODRIGUES COSTA
  • ARTICULAÇÃO ENTRE CONHECIMENTOS MATEMÁTICO E DIDÁTICO DO PROFESSOR

  • Data: 03/09/2018
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  • Este trabalho trata da relação do conhecimento entre o matemático e didático de professores que se submeteram ao processo seletivo do programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática em nível de mestrado da Universidade Federal do Pará. Com a pretensão de investigar como os professores candidatos ao mestrado acadêmico associam conhecimentos específicos da matemática, agregados a sua prática, a conhecimentos da Área da Educação Matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa alicerçada nas Teorias Antropológica do Didático (TAD) e Teoria Antropológica da Relação do Saber e do Aprender (TARSA). Os resultados evidenciam que à articulação entre essas duas teorias podem revelar a relações entre os conhecimentos aqui tratados.

  • JOSÉ SINÉSIO TORRES GONÇALVES FILHO
  • SIGNWRITING DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PARA O ENSINO DE GEOMETRIA PLANA

  • Data: 30/08/2018
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  • SignWriting, também conhecido como escrita de sinais, traz para nossa sociedade uma nova técnica de escrita das línguas espaço-visuais. Este sistema se torna importante para as comunidades Surdas, ao passo que antes os sinais eram passados de um surdo a outro ao longo da história. Para tanto, o presente trabalho teve por objetivo realizar o registro em SignWriting dos sinais-termos da Geometria a partir do levantamento desses sinais da em sites institucionais, multimídia e livros. Tratou-se de uma pesquisa documental com abordagem qualitativa, apresentando um estudo comparativo das produções científicas e intelectuais Capovilla; Raphael (2001a, 2001b, 2001c), Brandão (2002), site Calculibras, canais do youtube Instituto Phala e Zanúbia Brandão, os quais constituíram o corpus dos sinais-termos da área da Matemática. Detectou-se que existe uma variedade de sinais da área da Matemática, no entanto, encontramse espalhados em diversos documentos, não havendo um específico. A necessidade de haver
    um sinalário da área possibilitará a professores, alunos e intérpretes interagir com a linguagem matemática em Libras na modalidade escrita. Dessa forma apresentamos um modelo de glossário de sinais-termos da Geometria Plana em SignWriting, a partir de uma lista de sinaistermos de Geometria, que vêm acompanhados de seus respectivos conceitos e exemplos onde optamos pela organização desses sinais-termos em ordem alfabética.

  • ERIVANDRO DO CARMO TAVARES
  • ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS: Padrões argumentativos de estudantes do Ensino Médio sobre Fisiologia Animal

  • Data: 13/08/2018
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  • O objetivo do presente estudo é analisar a construção argumentativa de estudantes de Ensino Médio durante um curso experimental de ciências sobre fisiologia animal. Selecionamos um evento organizado metodologicamente pela Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) para análise das interações em grupo. Em nossas inspirações teóricas, metodológicas e de criação, constam a apropriação de elementos da perspectiva de Investigação Qualitativa em Educação e pressupostos da Teoria Interacionista da Argumentação. Com efeito, e de forma proposital, este trabalho traz um tipo de análise hibrida dos quadros de interação das proposições dos estudantes, pois optamos por combinar perspectivas teóricas para análise interpretação dos pontos de investigação. Os resultados indicam que os padrões argumentativos dos estudantes foram estabelecidos em torno de dois aspectos: o primeiro, identifica-se a constituição de argumentos básicos, de estrutura simples, compostos por número mínimo de elementos. O segundo, aponta que os estudantes estabeleceram a argumentação durante o curso, constatando-se o alcance de três fases do desenvolvimento argumentativo. Para isso, travamos um diálogo com outras pesquisas sobre argumentação em contexto de ensino de ciências e apontamos contribuições para a atividade docente e para pesquisa em educação.

  • DENISE SOUZA DA SILVA
  • Aprendizagem Criativa: experiências vivenciadas no Clube de Ciências da UFPA

  • Data: 03/08/2018
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  • Entre os diferentes tipos de aprendizagem destaco a aprendizagem criativa, como processo desejável no campo educacional, mas ainda pouco compreendido. São raras as pesquisas sobre a aprendizagem criativa de professores em formação inicial, sobre a contribuição dos aspectos subjetivos individuais e/ou institucionais, bem como de situações em que a aprendizagem criativa emerge no trabalho coletivo, sendo investigações que aconteçam em espaços de educação não formal. Neste sentido, objetivei no presente estudo contribuir com a compreensão das condições em que a criatividade emerge no processo de aprendizagem da e para a docência, de professores estagiários do Clube de Ciências da UFPA, no contexto de suas práticas pedagógicas. Assumo, neste estudo, a definição de criatividade como processo complexo da subjetividade humana em suas dimensões individual e social, tendo em vista a produção de algo considerado original e relevante, ancorada na Teoria da Subjetividade de González Rey, Mitjáns Martínez e colaboradores, em uma perspectiva histórico-cultural. A pesquisa foi fundamentada na Epistemologia Qualitativa, que caracteriza a produção do conhecimento como um processo construtivo-interpretativo, dialógico e de valorização do singular na produção de conhecimento. Participaram desta pesquisa qualitativa quatro professores estagiários, que atuavam em uma turma de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, no Clube de Ciências da UFPA. Para a construção das informações, utilizei diferentes instrumentos, incluindo complemento de frases, redação, entrevistas, conversas informais e observação. Como resultado da análise, apresento indicadores dos sentidos subjetivos que os professores estagiários produziram ao narrarem e refletirem a respeito de uma experiência que tiveram, ao realizar uma atividade de ensino específica. Suas expressões indicaram recursos subjetivos que desenvolveram no Clube de Ciências e em outros contextos, orientando suas ações individuais e coletivas, favorecendo assim, condições para emergência da criatividade no processo de aprendizagem da e para a docência, em sua formação inicial. Apontam também que a subjetividade social do Clube de Ciências da UFPA constituiu a subjetividade individual de cada participante e da própria equipe, de maneira a integrar configurações subjetivas da ação dos professores estagiários, compreendendo que foram condições favorecedoras para a emergência da criatividade no decorrer do processo do planejamento, realização e avaliação da referida atividade de ensino.

  • MARCIO HENRIQUE SIMIAO RODRIGUES
  • ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE ENSINO: PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

  • Data: 10/07/2018
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  • Este trabalho apresenta considerações sobre a utilização de espaços não formais e o desenvolvimento de atividades voltadas para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi investigar a concepção discente sobre a forma de utilização dos espaços não formais de ensino, e como estes espaços, contribuem para o processo de formação inicial de professores, fazendo uso de diferentes estratégias de ensino. A pesquisa possui uma abordagem qualitativa de cunho participante. Foram utilizadas estratégias lúdicas e as Três Etapas Pedagógicas fundamentadas na proposição de Brito (2004). A fim de investigar as concepções dos sujeitos de pesquisa sobre trabalhar com, no ou o espaço não formal de ensino, foram entregues questionários para que os discentes pudessem relatar suas experiências com o desenvolvimento das atividades. Como culminância das atividades, foi realizada uma Mostra de Artes onde os discentes apresentaram diversas produções relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino da Cidade de Belém/PA. As produções apresentadas na Mostra de Artes também foram analisadas e, de acordo com os resultados, apontam para uma avaliação positiva do aprendizado dos sujeitos de pesquisa no que tange a relação entre o ambiente de ensino formal e não formal, a partir de atividades lúdicas e o ensino por meio de temas regionais. Os resultados apontam também, para uma boa compreensão por parte dos sujeitos de pesquisa sobre como trabalhar o espaço não formal e no espaço não formal, porém, apresentam divergências sobre como trabalhar com o espaço não formal de ensino. As considerações apontam que o ensino por meio de temas regionais, bem como, o uso de estrategias lúdicas podem ser grandes aliados para o desenvolvimento de atividades que estejam relacionadas ao uso de espaços não formais de ensino, possibilitando uma tentativa de fuga das práticas tradicionais no âmbito da formação inicial de professores e consequentemente na educação básica.

  • MARIA AUGUSTA RAPOSO DE BARROS BRITO
  • AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: PRÁTICAS ACEITAS E MOVIMENTADAS NO COTIDIANO ESCOLAR

  • Data: 06/07/2018
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  • A avaliação escolar é um processo complexo que envolve e reflete as formas de pensar e ver a aprendizagem ao longo de toda a vida de um aluno. Essa premissa motivou a investigação realizada para responder o questionamento: como se organiza a racionalidade docente sobre o campo teórico da avaliação em matemática nos anos iniciais com o intuito de promover a aprendizagem? A pergunta de investigação deu origem ao objetivo geral da tese que consiste em investigar, no contexto da aula, atos imperativos explicitados nas práticas avaliativas no âmbito dos anos iniciais como forma de caracterizar a racionalidade docente acerca da avaliação em matemática. Esse objetivo foi desmembrado em três outros específicos que são: identificar atos de entendimento que constituem o saber dos docentes dos anos iniciais a respeito da avaliação com vistas a identificar obstáculos epistemológicos; elencar dinâmicas avaliativas quanto a sua finalidade e os instrumentos usados no contexto do ensino de matemática dos anos iniciais; classificar as tarefas de avaliação mobilizadas pelos professores dos anos iniciais no ensino de matemática. Participaram deste estudo três professores da rede pública dos anos iniciais do Ensino Fundamental, sendo dois em Belém/Pará e um em Évora/Portugal. No âmbito do estudo, utilizou-se uma metodologia de característica qualitativa incidindo particularmente no estudo de caso à luz do caráter descritivo-interpretativo em que a recolha de dados foi baseada na observação não participante e entrevistas. Por meio da definição de objetos e suas correspondentes dimensões, foi utilizada uma Matriz de Investigação ou Guião que proporcionou olhar para elementos didáticos constitutivos da prática pedagógica avaliativa. Ao longo do processo da pesquisa, foi necessária a construção de um corpus teórico para a compreensão do fenômeno investigado de um modo mais amplo, ancorado nas ideias de Hoffmann (1991), Perrenoud (1999), Buriasco (2002), Fernandes (2005, 2006, 2008), Afonso (2009) e Lukesi (2010) no tangente à avaliação escolar e em Bachelard (1996) na possibilidade de identificar os obstáculos epistemológicos presentes na prática docente avaliativa. De posse das narrativas, foi possível a triangulação para responder a questão de pesquisa. A partir dos resultados, afirmo que as práticas avaliativas aceitas e movimentadas no contexto escolar são produções culturais, ou seja, são tradições avaliativas que repousam em um conhecimento alicerçado na própria empiria docente em que se acredita que o “espírito [científico] inicia com a aula”, aulas que por vezes indicam crenças que a demonstração repetitiva (dos objetos de ensino) é capaz de ensinar e, por conseguinte, não se pode negar que esse pressuposto pode reverberar-se nas práticas avaliativas.

  • ELIZABETH DIANA CARDOSO SANTOS
  • PROCESSO IDENTITÁRIO DOCENTE: O SIGNIFICADO DAS EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS DE PROFESSORES DE BIOLOGIA

  • Data: 03/07/2018
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  • Este estudo teve como objetivo, compreender em que termos as experiências formativas do CCIUFPA contribuem no processo de construção da identidade docente de seus participantes. Para tal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 6 professores de Biologia que vivenciaram durante formação inicial a experiência da prática antecipada à docência. As trajetórias de formação dos professores nos trouxeram importantes dados sobre aspectos da formação escolar, inicial e continuada. Estes dados, por sua vez, foram analisados à luz da análise textual discursiva, onde pôde-se articular discussões pertinentes junto aos referenciais teóricos explorados na pesquisa. Desta forma, compreendeu-se que, a experiência da prática antecipada à docência vivenciada pelos professores, no espaço do Clube de Ciências da UFPA e também quando bolsista de iniciação à docência no PIBID, foram produziram significados diferentes para cada professor, mas ainda assim contribuíram positivamente no processo identitário docente, assim como a vivência da profissão professor. Concluímos apontando algumas sugestões de atitudes que os licenciandos podem buscar desenvolver, de mesmo modo que os cursos de licenciatura podem vir a incentivar, durante formação inicial, entendendo que são importantes para auxiliar na construção de uma identidade pela docência e para que os futuros professores tenham em mente a posição crítico-reflexiva de sua prática e estejam sempre em busca de formação e qualificação.

  • ROSELI ARAUJO BARROS
  • ENTRE VIAGENS E VIAJANTES: compreendendo espirais de experiências de
    licenciadas em Matemática no Estágio Curricular Supervisionado

  • Data: 26/06/2018
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  • Esta tese versa sobre a formação do professor de Matemática no contexto do Estágio
    Curricular Supervisionado. Nela, busca-se compreender as experiências de sete licenciadas
    em Matemática no Estágio, enquanto alunas de uma universidade pública no interior do
    Estado de Goiás. A investigação de abordagem qualitativa, de base multirreferencial,
    inscreve-se no âmbito do método (auto)biográfico, considerando as narrativas orais e/ou
    escritas das licenciadas. Os instrumentos utilizados para recolha de informações foram: (i)
    relatórios finais do Estágio em Matemática; (ii) entrevistas narrativas; (iii) memoriais e, (iv)
    rodas de memórias e de conversa, que constituiu a oportunidade das colaboradoras da
    pesquisa refletirem sobre aspectos particulares do modo de ser, de estar no mundo, consigo,
    com os outros e com a natureza. As narrativas foram analisadas a partir da análise
    interpretativa-compreensiva, metodologia proposta por Souza (2014), considerando também
    as contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2002). A partir do corpus de pesquisa e unidades
    de análise, emergiram quatro categorias: (i) Memórias e trajetórias de escolarização; (ii) Entre
    o limiar e a passagem: o tempo de estágio no professor de matemática; (iii) Formação inicial e
    estágio: entre olhares, registros e sentidos; (iv) Estágio e itinerários iniciais na docência. As
    categorias anunciadas foram representadas a partir de uma espiral de análise que simula os
    movimentos cíclicos, contínuos e inacabados dos sentidos atribuídos pelas colaboradoras as
    suas experiências no contexto do Estágio em Matemática. Esquematizá-las em uma espiral foi
    possível, pois os eventos do passado e do presente se entrelaçam em diferentes etapas, as
    experiências não acontecem isoladamente, mas, historicamente, entrelaçadas. As espirais de
    análise das categorias reafirmam a ideia de tese, por mim anunciada, de que as licenciadas em
    Matemática ao falar-ouvir e/ou ler-escrever sobre sua história de vida e da formação,
    desenvolvem aprendizagens sobre a docência, construídas, em movimento espiralado, a cada
    experiência revisitada e refletida de forma situada, que retroalimenta novas aprendizagens,
    quantas vezes experienciadas forem ao longo da vida e formação. As narrativas das
    colaboradoras evidenciam que: (i) As trajetórias de escolarização revelam sentimentos,
    compreensões e significados individuais das recordações referências, histórias e relações
    sociais estabelecidas por elas com a escola e com a matemática; (ii) Os deslocamentos do
    papel de aluno para o de professor e voltar ao papel de aluno, isto é, a simetria invertida
    (MELLO, 2000), nem sempre é algo simples e significa entender que a prática docente é
    complexa; (iii) O tempo destinado ao estágio de regência é insuficiente, não possibilitando o
    tempo devido do aluno-professor conhecer o futuro ambiente de atuação profissional,
    camuflando aspectos importantes da formação docente como relação professor e aluno,
    relação dos alunos com o conteúdo, identificar aqueles alunos com dificuldades na disciplina
    que precisam de apoio pedagógico, a avaliação da aprendizagem que realmente acontece e
    pode acontecer, etc.; (iv) As dificuldades relacionadas à desvalorização da profissão, a falta
    de oportunidade para o exercício da docência, aliadas à precarização do trabalho docente, aos
    baixos salários e às limitadas possibilidades de ascensão pessoal, podem convergir para o
    abandono da profissão. Ademais, a pesquisa aponta a necessidade de reestruturação curricular
    do estágio para que atenda as necessidades de formação dos professores de Matemática,
    permitindo-lhes, na relação entre teoria e prática, elaborar os saberes necessários à docência

  • PATRICIA DE NAZARE DOS REIS SEGTOWICH
  • O QUE TESES DE DOUTORADO BRASILEIRAS DIZEM SOBRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR EDUCADOR AMBIENTAL (2005 – 2016)

  • Data: 25/05/2018
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  • O foco deste estudo são as pesquisas, em nível de tese de doutorado, realizadas no âmbito da formação do professor educador ambiental e publicadas no Portal de Teses e Dissertações da CAPES entre os anos de 2005–2016. Teve como objetivo principal conhecer para compreender, discutir e sistematizar a partir de quais perspectivas paradigmáticas de ciência, educação ambiental e formação de professores educadores ambientais estas partem. Essas perspectivas definem um quadro teórico analisado a partir de um referencial metodológico plural que se utiliza da abordagem quanti-qualitativa, se inscreve em uma perspectiva de natureza documental na categoria de revisão sistemática e por fim na construção de um relatório analisado com base na Análise de Conteúdo. Como resultados constato que os estudos foram concebidos de variadas formas e suportes teóricos e pode ser compreendido como um ato de pesquisa intencional que está em constante construção. Para finalizar, a formação do professor deve incluir o desenvolvimento do poder da mediação, deve contribuir para a construção de um processo educativo que atinja os objetivos pretendidos, ou seja, a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel social, seja em relação às questões socioambientais, seja para outras instancias do conhecimento e principalmente para a vida.

  • SILVANEY FONSECA FERREIRA SEABRA
  • Saberes docentes e questões sociocientíficas na formação inicial de professores para os anos escolares iniciais

  • Data: 21/05/2018
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  • Esta é uma pesquisa-formação em contexto de ensino/estudo/discussão de temas
    potencialmente controversos, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, em
    que pesquiso a formação de professores. Ocorreu no âmbito do curso de Licenciatura
    Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação
    Matemática e Científica (IEMCI), da Universidade Federal do Pará (UFPA), que se
    destina à formação inicial de professores para os anos iniciais do Ensino
    Fundamental. Para me ajudar a construir as experiências formativas, participaram
    dela treze estudantes dessa licenciatura que cursavam momentos formativos
    diferentes. Utilizo, para tal feitura, a análise textual discursiva (ATD), a partir dos textos
    de campo, como questionário inicial de caracterização dos participantes da pesquisa,
    gravações em áudio e vídeo dos encontros realizados, bem como a utilização de
    memorial analítico descritivo dos estudantes e meu “diário de campo”, no qual registrei
    a sinopse de cada encontro, minhas impressões, elementos do contexto, dentre outros
    aspectos que considerei relevante registrar. Dessa maneira, emergiram três núcleos
    de análise, que organizo por meio de metáforas ligadas à PIRACEMA, fenômeno de
    reprodução de peixes que vencem correntes contrárias para sua reprodução: i) Em
    “Por enquanto, nadando contra a corrente”, discuto as (des) construções e intenções
    de escolha dos conteúdos científicos a partir dos temas potencialmente controversos,
    principalmente alfabetização científica e formação cidadã; ii) Em “É proibido pescar”,
    dou a conhecer as mobilizações e possibilidades de saberes científicos e pedagógicos
    de conteúdo vivenciadas nessa formação, sob as lentes de Shulman, em relação à
    compreender, transformar e ensinar; e em iii) “Sistemas de transposição” discuto que a
    simetria invertida possibilita pensar, refletir, construir e propor o ensino para a
    condição humana, no sentido de ensinar a viver, construindo e mobilizando a
    educação para a cidadania. Os resultados me permitem inferir que o exercício da
    simetria invertida com discussão de temas potencialmente controversos possibilita
    aos estudantes da docência mobilizar, articular, construir e comunicar de forma
    progressivamente mais clara, saberes científicos e pedagógicos de conteúdo,
    evidenciando maior complexidade compreensiva à medida que avançam em seu
    percurso formativo.

  • CARLOS AUGUSTO SILVA E SILVA
  • Experimentações art(e)ciência na natureza

  • Data: 16/05/2018
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  • A dissertação provoca um entre arte(e)biologia na tentativa de atritar a ciência como um modo de conhecimento fincado em suas normas específicas. Para a produção da pesquisa se ousou de ligações por entre imagens, escritas e experimentações do corpo. Percurso que instiga um biólogo, que atravessa sua(s) vida(s) e se envereda por entre
    cachoeiras, igarapés, cavernas e moradores atingidos por uma hidrelétrica que des-fez vidas e ambientes. O atrito do texto rizoma é a natureza. O plano de composição vem em linhas de experimentações abertas às infinitas entradas, saídas e meios, as quais foram realizadas na região do Xingu, na e próximas à cidade de Altamira-PA. O esforço teórico perpassou por inspirações da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, bem como alguns outros que agenciaram esse encontro, como artistas e biólogos da educação e do ensino de ciências que vagueiam/pensam por entre essas conexões. Uma dissertação em que seu corpo construtivo advém por experimentações, num processo em que o exercício do não linear é um convite à abertura do pensamento e das sensações. O possível atrito/dissertação busca permear velocidades, lentidões e repousos. Seus resultados podem ser compostos para quem deseja as in-utilidades, pois o texto não quer ser interpretado, mas maquinado. Maquinem de n maneiras, se desejarem.

  • RUTH GABRIEL CANGA BUZA
  • HISTÓRIAS DE VIDA DOS PROFESSORES FORMADORES DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM ANGOLA

  • Data: 11/05/2018
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  • Nesta tese, abordo questões relacionadas ao ensino de Ciências e à formação de professores formadores de professores de Ciências em Angola, tendo como principal estratégia de pesquisa as histórias de vida pessoal e profissional dos sujeitos pesquisados, todos formadores de professores. Tenho, como objetivo geral, pesquisar as histórias de formação docente em Angola, buscando relatos que expressem o modo como esses formadores se constituíram e como essas histórias contribuem para a formação de professores de Ciências no país. Como objetivos específicos, investigo a relação existente entre a história do país e a constituição da educação em Angola; caracterizo os desafios, as aventuras, desventuras e superações pessoais e profissionais que contribuíram para a sua formação, reverberando na prática em sala de aula; investigo as ambições/utopias dos
    professores formadores, em busca de soluções para aperfeiçoar a formação de professores de Ciências em Angola. Realizei a busca de informações em duas etapas: o primeiro momento deu-se com a aplicação de questionários, para os professores que se encontravam distribuídos em diferentes províncias, totalizando 58 questionários. Desse universo, tive o retorno de 21 questionários, dos quais 6 foram usados na pesquisa. Em um segundo momento. Acrescentei 3 professores que não haviam preenchido o questionário, mas que se dispuseram a colaborar e foram, então, entrevistados. Assumo a pesquisa qualitativa na abordagem narrativa, cujos relatos dos sujeitos constituem o material empírico central. Contudo, vali-me, também de informações históricas sobre o país e sua educação, bem como documentação oficial. A pesquisa possui três seções de análise, denominadas: “Nada além do B-A-BA”, onde é apresentada a história de formação dos professores no período colonial; “Ensinando e aprendendo a ensinar”, sessão constituída pelas memórias de formação no período de transição (final da colonização e início da independência); e “Do caos a paz”, seção constituída pelas
    memórias de formação do período da guerra civil aos dias atuais. Como conclusão, considero que as falas dos professores formadores trazem informações não oficiais que podem vir a ser utilizadas com cunho organizacional da formação de professores de Ciências no país, constituindo-se como um arcabouço essencial para a construção de novos caminhos na organização educacional em Angola.

  • EDILEUSA DO SOCORRO VALENTE BELO
  • CARTOGRAFIAS EXPERIENCIAIS DE FORMADORES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: CONSCIÊNCIA DE SI E AUTOFORMAÇÃO

  • Data: 04/05/2018
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  • A dimensão pessoal do professor é considerada parte constituinte de sua identidade profissional, entretanto, em que sentido as experiências pessoais incidem e transformam nossas práticas pedagógicas? Esta pesquisa teve como objetivo central investigar experiências de formadores de professores de matemática, buscando compreender processos autoformativos produzidos pelos formadores a partir da reflexão sobre suas experiências. Para alcançar esse intento, desenvolvi a pesquisa com dois formadores de professores de Matemática da Universidade Federal do Pará, os quais acompanhei nas disciplinas Cálculo I e Introdução à Análise Real. Participei de suas aulas, gravando-as em áudio e vídeo; utilizei o diário de campo registrando aspectos de suas práticas, para depois, ao analisar os textos de campo, buscar compreender as experiências constituintes de suas práticas. A partir disso, proponho diálogos com os formadores buscando delinear reflexões expressas por eles quando questionados a respeito dessas experiências. No design metodológico, opto pela pesquisa narrativa por suas características de compreender as experiências e pela ênfase na continuidade dessas experiências ao longo das vidas dos sujeitos. De posse do corpus da pesquisa, utilizo a Análise Textual Discursiva para perceber unidades de significados e construir categorias analíticas, denominadas de Núcleos Experienciais. Defendo que o processo de autoformação docente de formadores de professores de matemática pode ser motivado pela consciência de que suas experiências repercutem, constituem e se integram às suas práticas pedagógicas, possibilitando assim, docência no Ensino Superior em Matemática, pautada no sentido dialógico assumido por eles, como sujeitos de si e de suas práticas pedagógicas. A pesquisa mostrou que nas práticas pedagógicas dos formadores existem núcleos experienciais que funcionam como elementos base/balizadores para eles lidarem com o aluno, com o saber matemático, com as práticas avaliativas, enfim, com tudo que envolve os processos de ensino e que, ao refletirem a respeito de suas experiências, reconhecem-nas como importantes para suas práticas atuais. Portanto, propostas (auto)formativas direcionadas a formadores de professores de matemática devem considerar os núcleos experienciais e os saberes deles emergentes, porque tais saberes compõem as relações integrantes do processo educativo da formação de professores de Matemática e que, ao desenvolverem um processo permanente de reflexão crítica sobre suas experiências, tomam para si, o processo autoformativo. Como fruto do processo de investigação, apresento três propostas formativas embasadas em aspectos experienciais evidenciadas pela pesquisa: Os desafios fora da área de conforto; O poder do diálogo para a consciência de si e; Autoformação pela reflexão sobre a prática docente.

  • JOSE AURIMAR DOS SANTOS ANGELIM
  • A AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS EM MATEMÁTICA: UMA METANÁLISE A PARTIR DE TESES BRASILEIRAS

  • Data: 03/05/2018
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  • A avaliação das aprendizagens em matemática tem sido foco em diálogos e consequentes pesquisas preocupadas com a promoção do conhecimento. Por muitos anos a avaliação foi tomada como mero instrumento verificador de conhecimentos, a partir do olhar que o docente entendia necessário e suficiente que fosse aprendido. O aluno era mero depositário de conhecimentos e também sujeito da verificação. Os processos formativos evoluíram e em contradição aos controles impostos por financiamentos mundiais da educação de países emergentes, viu-se por exemplo, surgirem os diversos modelos de Avalição em Larga escala, e nelas, de avaliação externa, compreendendo que dessa forma seria possível compreender como os alunos estavam apresentando seu desempenho. Isso feito então, as inquietações nos mobilizam a entender como a Academia apresentava a Avaliação em suas pesquisas, pois entendo que essa delimitação pode trazer um perfil da Avaliação no país a partir da Universidade como produtora de conhecimento. Logo, a imersão nas leituras sobre o tema e nos diálogos me fez problematizar as situações que me inquietavam para buscar responder à pergunta: como se apresenta a avaliação da aprendizagem em matemática em pesquisas doutorais brasileiras? Para tanto, propus investigar a apresentação da avaliação da aprendizagem em matemática, a partir das teorias, epistemologias, princípios e preceitos, apresentados em teses brasileiras, entre os anos de 2011 e 2015, enfatizando os saberes avaliativos propostos. A metodologia adotada para esse processo foi a metanálise por entender que fazer análises de análises é uma ação relevante para as futuras pesquisas na área e para o uso do formador de professores de matemática, destacando, num processo que, aliado à revisão sistemática, poderá responder a questão norteadora. Após mergulhar na plataforma sucupira, através do banco de teses, fiz uma busca cansativa das teses que adotaram os termos avaliação e matemática, para que pudesse chegar as 17 teses delineadas nos diversos programas doutorais que que tivessem relação direta com a Educação Matemática. Com o corpus de pesquisa delimitado, parti para a análise das análises, onde inferi, através da interpretação hermenêutica, o que eram apresentados nos três eixos de análises constituídos, definidos como Elementos Propositivos, Elementos Metodológicos e Elementos Conclusivos. Com a pesquisa, pude reconhecer que dentre as dezessete teses estudadas, oito delas não lidam com a Avaliação como tema central, e as nove restantes que lidam com a temática em seu foco de investigação, estão postas sob diversas reverberações de Avaliação no contexto educacional: avaliação como prática de investigação, avaliação externa como ferramenta de estudos em torno do conhecimento matemático e a Avaliação da aprendizagem na educação superior. Dentre o que posso definir como conclusão, afirmo da importância de se constituir espaços de diálogos avaliativos nas instituições de ensino, em ambientes formais e não-formais. Ainda sobre as teses, considero que há alguns entraves que chamo de obstáculos, que impedem determinadas concepções sobre a avaliação: a ausência de diálogos sobre avaliação; a separação entre formação didático-pedagógica e específica; a exigência de cumprimento de um currículo engessado e imposto; a ênfase nos resultados de avaliações externas; escassez de reuniões acadêmicas que debatam os programas de ensino; uma reprodução mecânica da avaliação enquanto parte do processo de ensino-aprendizagem. Logo, entendo esta tese como condutora de novas pesquisas que estudem a avaliação, suas percepções, práticas e contextos de conceitos e operacionalização educacional.

  • MONICA GONCALVES DE MATOS
  • CONCEPÇÕES DE MATEMÁTICA E SEU ENSINO: experiências e reflexões de professores formadores de professores de um curso de licenciatura de proposta integrada e interdisciplinar

  • Data: 02/05/2018
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  • Nesta pesquisa, tivemos como objetivo compreender relações de sentido e significado entre concepções de Matemática e de ensino de Matemática manifestadas por professores formadores de professores, envolvidos em uma proposta interdisciplinar de formação de futuros professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos ao refletirem sobre seus percursos de formação, pesquisa e práticas docentes. Construímos a questão que norteia a investigação da seguinte forma: Em que termos, professores formadores de professores, envolvidos em uma proposta integrada e interdisciplinar de formação, manifestam concepções acerca da Matemática e de seu ensino, ao relatar sobre suas experiências de formação e ao desempenhar suas práticas docentes?A trajetória que percorremos foi orientada a partir da pesquisa qualitativa, cuja opção foi por um estudo coletivo de casos em uma abordagem teórica multirrefencial. Selecionados 05 (cinco) professores formadores de professores que lecionam em um curso de licenciatura oferecido pelo Instituto de Educação Matemática e Científica, pertencente à Universidade Federal do Pará, cujo início das atividades letivas ocorreu em 2010, caracterizando-se como um curso novo e único no Brasil, de proposta interdisciplinar e integrada para a formação de professores dos anos iniciais escolares e Educação de Jovens e Adultos, denominado Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens. Os instrumentos utilizados para a recolha das informações foram: entrevistas, videogravação de aulas e teses e/ou dissertações produzidas pelos participantes da pesquisa. A fim de analisar as informações, recorremos à Análise Textual Discursiva e optamos em realizar uma caterorização mista. As práticas e os relatos dos professores formadores de professores se configuraram como importantes elementos para compreendermos suas concepções acerca da Matemática e de seu ensino, bem como essas concepções estão relacionadas com novos modos pedagógicos de atuação. As concepções manifestadas são relativas à Matemática como um conhecimento de construção humana e, portanto, mutável e falível. Quanto ao ensino, evidenciam que para ensinar é indispensável o conhecimento do conteúdo matemático, e a articulação com as outras áreas de conhecimento pode ser possível a partir do diálogo, parceria e colaboração.Os docentes dão indícios sobre os quais se movimentam no sentido de mudanças de concepções e práticas, demonstrando que estão em processo de construção da compreensão da proposta do curso de Licenciatura Integrada, em termos do desenvolvimento de práticas interdisciplinares e a inquietude a qual os move para além das fronteiras do seu campo de saber. Assim, indicando que estão em processo de superação dos paradigmas dos quais foram formados.

  • GLAUCIANNY AMORIM NORONHA
  • SABERES ELEMENTARES MATEMÁTICOS DO PRIMÁRIO NAS REVISTAS PEDAGÓGICAS DO ESTADO DO PARÁ ENTRE 1890 E 1935.

  • Data: 27/04/2018
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa cujo objetivo principal foi caracterizar os saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar, no nível primário, presentes nas Revistas Pedagógicas que circularam no estado do Pará no período de 1890 a 1935, pesquisa esta vinculada ao projeto “A constituição dos saberes elementares matemáticos: a Aritmética, a Geometria e o Desenho no curso primário em perspectiva históricocomparativa, 1890-1970”, coordenado pelo prof. Dr. Wagner Rodrigues Valente (UNIFESP), que envolve pesquisadores de quase todos os estados brasileiros. Para o alcance do objetivo empreendemos ações de identificação e caracterização dos exemplares das Revistas Pedagógicas paraenses que circularam no estado do Pará no período de 1890 a 1935, disponíveis em formato digital no arquivo público do Pará, de modo a verificar o processo de sua circulação, equipe de elaboração, organização interna de seus textos e suas relações com a disseminação das orientações curriculares oficiais, para podermos, por fim, identificar nessas revistas os saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar, a partir dos documentos oficiais educacionais de orientação curricular; e descrever como estes saberes eram veiculados naqueles periódicos. Na perspectiva de alcançá-los empreendemos uma pesquisa de cunho historiográfico e documental que compreendeu a inventariação e estudo de documentos educacionais oficiais e de sessenta e três exemplares de quatro periódicos da época. Estes documentos compreendem dez programas utilizados como referência para a organização curricular do Ensino Primário e os periódicos representavam o principal meio de circulação destas referencia e de orientações voltadas para a pratica docente. A análise considerou aspectos históricos, culturais, políticos e sociais contextualizados por estes documentos. A base teórica de fundamentação da pesquisa baseou-se em princípios propostos por autores como Dominique Julia (2001), Valente (2017), Leme da Silva (2015), Leme da Silva e Valente (2013) e Guimarães e Leme da Silva (2014) e, principalmente no trabalho organizado por Hofstetter e Valente (2017). Dentre os resultados obtidos confirma-se a tese de que os documentos educacionais oficiais, cito os programas de Ensino Primário, e as Revistas Pedagógicas que circularam no estado do Pará, no período de 1890 a 1935, contribuíram com a divulgação dos saberes elementares matemáticos a ensinar e para ensinar no nível primário.

  • ANDRE LUIZ RODRIGUES DOS SANTOS CUNHA
  • CIRANDA LÚDICA: Subjetividade, docência e ludicidade no ensino de ciências biológicas

  • Data: 05/04/2018
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  • A ludicidade é uma característica desejável do processo de ensino e aprendizagem, fazendo-se presente, em distintas regularidades e em diferentes cenários educativos. Há uma polissemia do termo ludicidade e das variadas práticas pedagógicas que ele orienta. Defendo a tese que a multiplicidade dos sentidos subjetivos de ludicidade e as maneiras como orientam as práticas pedagógicas, são produzidas pelo professor, em diferentes momentos de sua vida, como parte de suas experiências intra e extra escolares. A presente pesquisa teve como objetivo interpretar a configuração de sentidos subjetivos sobre ludicidade, produzidos por professores no ensino de ciências biológicas, na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. Orientado pela Teoria da Subjetividade e Epistemologia Qualitativa, propostas por González Rey, realizei um estudo construtivo-interpretativo com três docentes dessa escola. As informações foram produzidas por meio de complementos de frases, redação e uma dinâmica conversacional composta por entrevistas individuais e coletivas, além de diálogos informais. Organizei as produções subjetivas dos professores, construindo indicadores de sentidos subjetivos e interpretando como o lúdico se configurava na subjetividade de cada docente. Este estudo possibilitou compreender que a forma como cada professor subjetiva o lúdico implica em distintas práticas de ensino. Os sentidos subjetivos de ludicidade são promotores de motivação, tanto para alunos quanto para professores. O feedback discente é importante para a ludicidade na ação docente. A subjetividade social da escola é fundamental para a produção de novos sentidos lúdicos, que são construídos na interação com os alunos e outras pessoas. Além de sustentarem a tese que formulei, os resultados da pesquisa indicam as seguintes implicações educacionais: subjetivar a ludicidade com ênfase no sujeito (aluno) e não no conteúdo disciplinar; compreender o lúdico como uma forma comunicativa entre professor e alunos e de expressão criativa desses sujeitos; ressignificar o lúdico como experiência promotora de motivação, de forma recursiva e indissociável, tanto para quem aprende quanto para quem ensina; usufruir do lúdico, nos diversos contextos de vida como recurso instrumental, mas também sócio relacional.

  • DEUSIVALDO AGUIAR SANTOS
  • ENSINO COM ABORDAGEM CIÊNCIA – TECNOLOGIA – SOCIEDADE E AMBIENTE EM UMA ESCOLA DE ORIGEM AGROTÉCNICA

  • Data: 28/03/2018
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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar práticas pedagógicas no contexto da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) em uma escola de origem agrotécnica construída no modelo escola-fazenda sob princípios eminentemente tecnicistas, localizada na cidade de Codó no Estado do Maranhão. Admitindo a hipótese de que há indícios da abordagem CTSA nessa escola, esta investigação é pautada na seguinte questão: Como uma escola de origem agrotécnica, predominantemente tecnicista, incorpora elementos da orientação CTSA? A pesquisa é de natureza qualitativa, que adota também informações quantitativas em apoio, quando necessário. A metodologia utilizada na investigação baseou-se na análise de conteúdo de Laurence Bardin, com uso de palavras-chave na procura de elementos indicativos da abordagem CTSA como primeiro nível de análise e leitura aprofundada do texto quando havia indicativos do contexto CTSA, mas que não possuíam termos característicos do nesse campo. Nesses termos, as análises das investigações estão fundamentadas em dois eixos: primeiro eixo - Documentos, incluindo Programa de Desenvolvimento Institucional, Projetos Político
    Pedagógicos de cursos técnicos do ensino médio e cursos superiores e Planos de Ensino; segundo eixo - Projetos e Eventos, que inclui os projetos de pesquisa e os eventos científicos e pedagógicos. Nesse contexto, o livro didático tem espaço de destaque e entrevistas são utilizadas para reforçar as ideias em cada eixo. Os resultados obtidos confirmam a tese de que existem elementos da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente nas práticas pedagógicas e no cotidiano da instituição pesquisada, materializados em planos de ensino, aulas práticas interdisciplinares, eventos e projetos de pesquisa. Esses elementos são potencializados pelas vivências profissionais diferenciadas de alguns docentes, pelo livro didático e pelas orientações nacionais. Finalmente, entendo que esta pesquisa pode estimular iniciativas no contexto CTSA que sejam adequadas às novas
    orientações educacionais e que, com isso, provoquem mudanças mais profundas nas ações pedagógicas em escolas predominantemente tecnicistas. 

  • JOSÉ DOS SANTOS GUIMARÃES FILHO
  • UM ESTUDO DO LIBER QUADRATORUM (1225) DE LEONARDO FIBONACCI (1180 – 1250) E SUAS POTENCIALIDADES PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA

  • Data: 15/03/2018
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  • Neste relatório de pesquisa evidenciamos o matemático italiano Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, o qual nos referimos como Leonardo Fibonacci, que contribuiu significativamente para a comunidade matemática de sua época, despertando atenção de pessoas importantes desse período como o rei Frederico II, e a seu convite Leonardo Fibonacci participa de um torneio matemático, o qual, teve como seguimento a construção de sua quarta obra (que temos conhecimento) o Liber Quadratorum. Desta forma nos ocorre o seguinte questionamento: quais são as potencialidades didático/pedagógicas que podem ser evidenciadas a partir dessas proposições e suas demonstrações que podem ser usadas em sala de aula para efetivar o ensino/aprendizagem de conteúdos matemáticos? Para responder este questionamento, objetivamos nesse relatório de pesquisa, analisar os problemas contidos no Liber Quadratorum de Leonardo Fibonacci, no qual visamos um maior entendimento dos conceitos, provendo um material em português e buscando possíveis potenciais didático/pedagógicos. Para tanto, buscamos materiais que subsidiassem o estudo e um texto base para a construção do material em português referente a doze proposições contidas no Liber Quadratorum, que versam sobre a relação de sequências de números ímpares consecutivos e números quadrados, para tanto, partimos de livro The book of squares de L. E. Sigler de 1987, como nossa referência principal e B. R. McClenon em seu trabalho intitulado Leonardo of Pisa his Liber Quadratorum de 1919 como nossa referência secundária. Fizemos um passeio pelo período vivenciado por este importante personagem, que foi professor e escreveu sobre a matemática, assim destacamos sua influência para o desenvolvimento e divulgação dos métodos algorítmicos da matemática árabe na Europa no início do século XIII, a partir de um diagrama modelo proposto por Chaquiam (2015, 2016), assim, foi construído uma base para que pudéssemos apontar as potencialidades didático/pedagógicas deste livro de Leonardo Fibonacci, considerando, principalmente, os argumentos reforçadores de Miguel (1997) e Miguel e Miorim (2004). Após as análises, foi possível responder ao nosso questionamento e pudemos apontar potencialidades como: construção de diversas formas de encontrar as ternas pitagóricas, atividades de potenciação, principalmente de quadrados, atividades com raiz quadrada, entre outros descritos neste relatório. Desta forma, manumitir o Liber Quadratorum para fins explicitamente pedagógicos, vetorizando o ensino, pode em muito prestar grande auxilio ao educador matemático que queira traçar caminhos que vão ao encontro das necessidades do aluno.

  • LUCIVAL FABIO RODRIGUES DA SILVA
  • ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NA PERSPECTIVA VISUO ESPACIAL: EXPERIÊNCIAS COM SURDOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 14/03/2018
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  • O objetivo desta pesquisa foi analisar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Ciências com alunos Surdos do 6º e 7º do Ensino Fundamental em uma escola pública, na cidade de Belém-Pará. Com a finalidade de subsidiar as discussões acerca do processo mensurável, instrumental e contextualizado das possibilidades linguísticas e cognitivas do sujeito surdo. Pautando–se pelo ponto de vista de uma perspectiva visuo-espacial, enquanto alternativa dinâmica de conduzir os meios, modos, metodologias e recursos auxiliares da aprendizagem dos conteúdos específicos de ciências. Para a escolha do método, optamos pela abordagem qualitativa e bibliográfica, selecionando criteriosamente os objetos, sujeitos e contextos observáveis no campo de estudo e nas bases estruturais e sistematizadas estão inseridas as formas de ensinar e aprender, a linguagem usada no processo de ensino, os recursos, os modos de avaliação observados nos eixos pedagógicos da escola regular de Educação Básica. A coleta de dados in lócus. Foi realizada por meio de aplicação de questionário digitado em língua portuguêsa e interpretado em língua de sinais para facilitar o entendimento das perguntas aos surdos. O resultado mostrou que a contextualização do ensino de ciências engloba a necessária ação de planejar, de como ensinar conteúdos adaptados às possibilidades de um alunado que apresenta elevado nível de percepção visual, condicionado pela surdez em si instalada, não como uma deficiência que produz limitações na aprendizagem, mas como uma diferença naturalmente observada e mediatizada pelo sentido visuo-espacial. Observa-se também que para se trabalhar com surdos é indispensável que o professor tenha uma certa fluência na língua de sinais, e na falta desta, conte com a presença de um mediador ou intérprete.

  • KATIA LIEGE NUNES GONCALVES
  • NOMADISMO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA RIBEIRINHA: potências da multiplicidade...

  • Data: 13/03/2018
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  • Educação Matemática e Matemática e Educação-Matemática e Educação Matemática Ribeirinha e Matemáticas, ainda se localizam petrificadas nas quadraturas do jogo do xadrez, em que tudo se movimenta ao comando do Currículo-realeza, o aparelho de Estado, o segmentário, o da sedentariedade... O texto escrita-vida-máquina-de-guerra faz um ensaio para arrombar o pensamento questionamentos desestabilizantes e incessantes: qual a potência da clandestinidade da Matemática e Educação Matemática? Como ensinar a pensar o não pensado entre os fluxos da Educação Matemática e Matemática e Educação Matemática Ribeirinha e Matemáticas por um espaço fechado codificado e descodificado pela armadura curricular?... Desconfiando das certezas inventadas, por entre borbulhas estoura uma hipótese de tese na extrema ebulição, e se inscreve: Educação Matemática Ribeirinha está pautada em currículo sedentário-Estado, o nomadismo faz passar, des-territorializa e inventa resistências. As escrituras são arrastadas, por vezes, pelos jogos do Xadrez e do Go, não como metáfora, mas como arma de guerra para mover o texto rizomático imanente, em que esse em meio ao dogmatismo cristalizado se territorializa e desterritorializa e des-re-territorializa a cada pensamento bifurcante matemático (ciência maior e menor), da filosofia e da arte. Busca fôlego na Filosofia da Diferença de Deleuze e Guattari, tomando-os como intercessores criativos, por provocar o pensamento a fissurar o dado. A pretensão em problematizar o nomadismo da Educação Matemática ribeirinha em aulas de uma turma multisseriada de escola ribeirinha do municipal de Barcarena-Pará, passa por encontrar um professor, alunos, o Garinim-Ty, fotoGrafias, paisagens, contAções, imagens, oralidades e ... e ... Vem carregando CARTOgrafias que se agitam em dimensões ética, estética e política, dando voz aos fluxos de força presentes na pesquisa, assim como por meios de imagens – obras de arte e fotoGrafia-devir, uma força, dispositivo de des-territORIalização do olhar, uma potência do entreLugar, provoca perceptos e afectos para além de uma imagem do pensamento julgador. O texto é composto por quatro Platôs e que dá entrada a um labirinto vivo, movediço, sem ponto de partida e de chegada, e tende a violentar o pensamento de modo que possa sair outros MOVImentos do pensar a existência e de escriturAção. Essa escritura-devir convoca ao leitor a inSurgir, contra a maquinaria do currículo arborescente e a rizomar um pensar em matemáticas nas aulas em escolas RIObeirinha, nas águas turbulentas e profundas, nas terras secas com pedras sobre pedras e... e...

  • RAIMUNDO NASCIMENTO PEREIRA BARROS
  • A CIÊNCIA E A EDUCAÇÃO EM UM JORNAL DA AMAZÔNIA: FOLHA DO NORTE (1896 – 1897)

  • Data: 08/03/2018
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  • A presente pesquisa tem o objetivo de analisar os discursos sobre Ciência e Educação que circularam nas páginas do jornal Folha do Norte, nos anos de 1896 e 1897, o qual teve uma duração de setenta e oito anos, iniciando suas atividades em janeiro de 1896 e circulando diariamente até 1974. O jornal Folha do Norte foi um periódico de grande importância na história da imprensa do Pará, por estar envolvido no cenário político, especialmente no final do século XIX e início do XX, sendo forte defensor do Partido Republicano Federal, liderado por Lauro Sodré, que combatia incisivamente a política de Antônio Lemos, proprietário do jornal “A Província do Pará”. Nosso objeto de estudo -jornal Folha do Norte-, trazia em suas publicações as notícias políticas e outros temas diversos, entretanto, procuramos pesquisar as que tinham relação com o nosso objetivo, e estas foram: as notícias sobre Ciência e Educação. Desta feita, verifiquei minuciosamente em todos os exemplares disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional dos anos de 1896 e 1897, encontrando colunas e notas soltas que difundiam notícias científicas juntamente com as de instrução pública, dentre elas, as colunas “Revistinha Scientífica” e “Respiga Scientífica” que traziam notícias relacionadas às ciências. Notícias sobre os Raios de Roentgen ou Raios X, também estiveram presentes nas páginas desse jornal que serviram principalmente para nossas análises que procuraram interrogar se essas notas construíram imagens positivas ou negativas sobre as ciências e como eram construídas essas imagens. Houveram também notícias que, tratavam de questões referentes à educação e organizacionais, dentre elas, convites para prestar exames de admissão, convocação de alunos para prova de segunda chamada e outras. Encontramos ainda uma coluna intitulada “Instrucção Pública”, tratava-se de assuntos relacionados ao regulamento votado no ano de 1896; classificação das escolas em 1ª, 2ª e 3ª entrâncias das cidades do interior e da capital, além de outras notas que versavam os acontecimentos que ocorriam nas instituições de ensino no Pará. Porém não encontramos notícias que falavam sobre ciência e educação conjuntamente.

  • GLADSON LIMA NERY
  • INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A EXPERIMENTAÇÃO INVESTIGATIVA NO CLUBE DE CIÊNCIAS PROF. DR. CRISTOVAM WANDERLEY PICANÇO DINIZ

  • Data: 05/03/2018
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  • Esta pesquisa intenciona analisar como as interações discursivas constituídas nas dinâmicas de práticas investigativas no Clube de Ciências “Prof. Dr. Cristovam W. P. Diniz” conduzem ao conhecimento científico. Em contexto mais restrito, objetiva-se caracterizar as interações discursivas diante do papel do professor-monitor por meio das etapas da experimentação investigativa adotadas no referido Clube e, especificamente, identificar como as etapas conduzem às interações discursivas, caracterizar as atuais práticas de experimentação investigativa e detectar padrões de interações nessas atividades. Os principais referenciais teóricos que sustentam esta pesquisa baseiam-se na análise da estrutura analítica idealizada por Mortimer e Scott (2002) e experimentação investigativa (MALHEIRO, 2016; CARVALHO, et al., 2009). Emprega-se a abordagem qualitativa, ela exibe características exploratórias descritivas, pois os recursos de videogravação, diário de campo e entrevista são utilizados. Os sujeitos de pesquisa são um professor-monitor e um grupo de oito alunos entre 10 e 14 anos. Os resultados identificam o tipo de Abordagem Comunicativa e os padrões de interação de ideias desenvolvidas pelo professor-monitor, no direcionamento do conhecimento científico, construção das ideias e, consequentemente, para a solução e sistematização do problema proposto no Clube de Ciências. De forma geral, a sequência torna-se uma abordagem didática potencial para interações discursivas entre professor e alunos, por não oferecer procedimentos automáticos para a resolução de um problema de forma imediata, pelo contrário, oportuniza aos estudantes analisarem situações novas, como coleta de dados e testes de hipóteses discutidas entre o grupo. Destaca-se que o professor-monitor deve cuidar para que as atividades não se limitem apenas a visualização de fenômenos, fazendo os alunos ficarem presos à realidade concreta, somente pelo que é visível. Defende-se que o uso da Sequência de Ensino Investigativo (SEI) na experimentação investigativa adotada no Clube de Ciências Prof. Dr. Cristovam W. P Diniz seja potencialmente mais eficaz para a aprendizagem, na medida em que procura dar conta do espectro de questões interativas que se apresentam no ensino de ciências na sala de aula.

  • LILIA CRISTINA DOS SANTOS DINIZ ALVES
  • MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS NA PERSPECTIVA DA CRIANÇA

  • Data: 20/02/2018
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  • O objetivo desta pesquisa foi constituir uma atividade de modelagem com crianças e na perspectiva delas, dando voz e vez às crianças na constituição da atividade de Modelagem Matemática, respeitando os seus modos de ser e estar no mundo. Esta pesquisa é orientada teórico-metodologicamente pela concepção de criança substanciada principalmente em Walter Benjamim, Kohan e Sarmento, para quem a criança é concebida como produtora e portadora de cultura, social e historicamente construída e sujeito da sua relação com o mundo. Discorremos sobre alguns conceitos de criança e infância, bem como apresentamos um breve estudo sobre algumas pesquisas que delineiam atividades no âmbito da Modelagem nos anos iniciais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa. Para a coleta de dados, recorremos às técnicas e instrumentos adequados à pesquisa com crianças para abordar o tema violência dentro da proposta de Modelagem Matemática. A coleta de dados ocorreu em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, localizada em um bairro periférico da cidade de Belém-PA. Os participantes da pesquisa foram 16 crianças entre 5 e 8 anos de idade, que compunham uma turma do 1º ano dos anos inicias do ensino fundamental. Os resultados da pesquisa propiciaram debates relevantes sobre o tema violência em contextos diferentes, suscitando temas matemáticos e não matemáticos, e obtiveram como produto final discussões, criações e desdobramentos que vislumbraram a perspectiva da criança, de modo a demonstrar sua capacidade de produzir, interagir e intervir na proposta da atividade por intermédio de sua cultura material, culminando com uma atividade de Modelagem Matemática constituída com as crianças, a qual foi socializada para o público da escola e para a família.

  • HAYLLA RODRIGUES DE AGUIAR
  • EXPLORAÇÃO DE NARRATIVAS MÍTICAS INDÍGENAS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS.

  • Data: 09/02/2018
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  • Desde as últimas décadas do século 20, os estudos acerca da Educação Escolar Indígena no Brasil avançaram significativamente a partir dos movimentos sociais em prol dos povos indígenas, que se organizaram na busca por autonomia cidadã. No centro desta luta esteve a reivindicação de uma escola com um currículo e um ensino que inserisse na formação, valores e saberes étnicos culturais dos povos indígenas, associados ao conhecimento científico. Com base nas proposições de Silva (2003) e Farias (2006), segundo as quais, os mitos contemplam essa proposta, devido ser uma das formas tomadas pelas populações de tradição oral ao longo dos séculos para explicar a natureza e a cultura, bem como manter suas memórias históricas vivas. Assim, identificamos na tetralogia Mitológicas de Claude-Lévi-Strauss (2004, 2005, 2006, 2011), publicada originalmente entre 1964 e 1971, uma demonstração da importância das narrativas míticas para se conhecer o modus vivendi das comunidades indígenas brasileiras. Em nosso estudo tomamos essas obras como um caminho para adentrarmos nos mitos dos indígenas do Estado do Tocantins, em especial Xerente, para responder a seguinte questão: de quais maneiras será possível dialogar com as narrativas míticas dos povos indígenas do Tocantins para abordar pedagogicamente os conteúdos curriculares da escola básica dessas comunidades? Assim, nosso estudo teve como objetivo de pesquisa investigar possibilidades de exploração pedagógica das narrativas míticas indígenas para o ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em escolas indígenas do estado do Tocantins. Com essa intenção realizamos uma pesquisa qualitativa com enfoque bibliográfico, em busca de implicações para a Educação, especificamente a Educação Escolar Indígena em uma perspectiva interdisciplinar (FAZENDA, 2003) que integre cultura e matemática, transversalize a trajetória da Escola Indígena em seu processo de construção e reconstrução identitária, que envolva a participação de professores indígenas e da comunidade. Para organizar as sugestões didáticas nos fundamentamos no Referencial Curricular para Escola Indígena (RCENEI/Indígena, 1998) e nos princípios estabelecidos por Silva (2003) e Farias (2006; 2012), que propõem as narrativas míticas como indicadores de valores e conhecimentos possibilitadores de diálogo entre os saberes da tradição e a experiência de vida para a valorização das práticas socioculturais para a escola indígena. A pesquisa apresenta como contribuição um corpo de sugestões de exploração didática das narrativas míticas para o ensino de matemática na escola indígena dos Anos Iniciais.

  • BENEDITO FIALHO MACHADO
  • Saberes elementares de aritmética em manuais didáticos do curso primário produzidos no Pará (1850 – 1950)

  • Data: 30/01/2018
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  • O presente trabalho objetiva descrever e analisar a constituição dos saberes
    aritméticos presentes nos manuais didáticos destinados ao ensino primário do
    Pará no período de 1850 a 1950. Nossa questão principal de pesquisa é “quais
    eram os saberes elementares aritméticos designados para os primeiros anos
    escolares presentes nos manuais didáticos destinados ao Ensino Primário no
    Pará?” Desta forma descrevemos a trajetória de constituição desses saberes
    elementares aritméticos no ensino primário do Pará em perspectiva histórica
    com base em legislações, programas e principalmente na leitura e discussão dos
    manuais didáticos produzidos para as escolas da época. Também, buscamos
    enfatizar a produção intelectual e acadêmica dos manuais didáticos de aritmética
    no estado do Pará, seus autores e a sua importância para o ensino primário da
    época. A pesquisa foi realizada na Seção de Obras Raras da Biblioteca Pública
    Arthur Vianna, Belém/PA, no site da Hemeroteca Digital Brasileira da Fundação
    Biblioteca Nacional, Center for Research Libraries - Provincial Presidential
    Reports (1830-1930), no Repositório Institucional da Universidade Federal de
    Santa Catarina e com vários colecionadores de diversos estados do Brasil.
    Assim, conseguimos obter de forma impressa e digitalizada alguns exemplares
    não somente de aritmética, mas também de geometria e desenho, além de
    manuais sobre o sistema métrico decimal. Nossa fundamentação teórica está
    pautada nos conceitos explorados na perspectiva orientadora da investigação
    fundamentada pela História cultural que expressa uma elaboração mais apurada
    nas concepções de autores como Roger Chartier (2002), Dominique Julia (2001),
    Michel de Certeau (1982), André Chervel (1990), Alain Chopin (2004) e (2009),
    etc, que nos possibilitaram delinear trajetórias e conceber conceitos orientadores
    desta pesquisa. A respeito dos aspectos epistemológicos das pesquisas sobre
    manuais didáticos, concluímos que há uma considerável produção de livros,
    artigos e teses que versam acerca da produção do livro e da produção de
    pesquisas relacionadas ao tema. Pela análise e descrição das documentações
    oficiais concluímos que o método intuitivo foi o método de maior relevância na
    educação do Pará em relação à produção de sua documentação educacional e
    que por sua vez respaldou a elaboração dos manuais didáticos descritos neste
    estudo. A educação primária no estado do Pará foi pedagogicamente delineada e
    sistematizada consoante às orientações das escolas primárias elaboradas na
    França. Há vasta produção de manuais didáticos no Pará elaborados pelos
    próprios professores do Ensino Primário e que seus autores eram pessoas
    influentes na sociedade, assumindo outros cargos de importância na sociedade.
    Os saberes lementares foram constituídos pela conceituação de vários termos
    usados na aritmética; além de Algarismos; Numeração; base de sistema e de
    numeração; Operações fundamentais: Adição, subtração, multiplicação e
    divisão; Sistema métrico decimal; Frações; Dízimas periódicas; Potenciação:
    Raiz quadrada e cúbica; Números complexos; Razão e proporção; Regra de três
    e porcentagem, juros; Progressões; Logaritmos; Números primos.

  • MARCELO DE SOUSA OLIVEIRA
  • A UTILIZAÇÃO DE GESTOS OSTENSIVOS NO ENSINO DE CONCEITOS MATEMÁTICOS: UMA INTERPRETAÇÃO À LUZ DA FILOSOFIA DE WITTGENSTEIN

  • Data: 22/01/2018
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  • Nesta pesquisa procuro investigar a utilização de gestos ostensivos no ensino de conceitos matemáticos. As justificativas sustentam-se na possibilidade de gerar subsídios para uma compreensão sobre a apresentação e a compreensão desses conceitos, mediante as discussões em torno da constituição de sentido nesse domínio específico do conhecimento. A pesquisa se caracteriza como teórica, porém, em função do referencial teórico, utilizo exemplos de situações de ensino extraídos de documentos oficiais de orientações curriculares, de livros didáticos ou simplesmente situações formuladas para ilustrar a discussão, com a finalidade de clarificar a região de inquérito delimitada, o que se constitui como uma metodologia que tem inspiração na terapia filosófica wittgensteiniana. A análise foi fundamentada na filosofia de Ludwig Wittgenstein, para a qual, o gesto ostensivo é um instrumento linguístico que nos permite estabelecer uma ligação interna entre uma palavra e o objeto para o qual apontamos. Minha análise aponta que o gesto ostensivo pode favorecer a compreensão de conceitos matemáticos, na medida em que, se configura como um meio de apresentação de convenções linguísticas, porém, pode também causar mal entendidos quando é apresentado de maneira ambígua, o que dificulta um treinamento adequado para os alunos dominarem a técnica associada à constituição do sentido do conceito em questão.

2017
Descrição
  • ESMERALDO TAVARES PIRES
  • Para uma pedagogia cultural da tradição: práticas de professores ribeirinhos na Ilha de Marajó

  • Data: 05/12/2017
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  • A ação docente assume papel fundamental no campo educacional em qualquer nível de ensino. Logo,
    as práticas dos professores na escola devem espelhar o contexto sociocultural vivido pelos estudantes,
    sobretudo em turmas multianos ribeirinhas, nas quais o universo é plural. A temática das práticas
    docentes nas escolas campesinas tem mobilizado diversos estudos e novos argumentos ganham potência
    a partir das pesquisas de Gonçalves (2005), Oliveira (2003, 2008, 2009, 2011), Almeida (2010,
    2017), Farias (2006) e Hage (2005, 2006, 2011). Esse conjunto de autores demonstra a importância
    a respeito das discussões sobre as práticas desenvolvidas pelos professores dos Anos Iniciais do Ensino
    Fundamental em turmas multianos e valorizam a diversidade cultural das populações ribeirinhas na
    Amazônia. O questionamento desta pesquisa centra-se em entender como sucede o ensino de Ciências
    nos Anos Iniciais da Educação Básica e a integração de saberes em turma multianos na escola
    ribeirinha. A fim de perscrutar a questão de investigação, trabalhamos com entrevistas compreensivas
    (KAUFMANN, 2013) e com observação (VIANNA, 2003). Permanecemos na escola de julho de
    2016 a abril de 2017, quando gravamos as entrevistas semiestruturadas e fizemos as observações
    concomitantemente. Ao longo desses nove meses, entrevistamos três docentes que lecionam na Escola
    Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Santa Elisa, no município de Ponta de Pedras, na
    Ilha de Marajó, estado do Pará, e realizamos observações em suas salas de aula, objetivando analisar
    como os professores integram saberes em suas aulas de Ciências nos anos escolares iniciais em turmas
    multianos. A partir da análise das seis práticas intituladas biojoias, carimbó, matapi, plantas e ervas,
    contos e corpo, desenvolvidas pelos professores, foi possível compreender o significado que eles atribuem
    à sua cultura e como acolhem saberes plurais em suas aulas, fortalecendo, assim, a identidade
    dos estudantes ribeirinhos, uma vez que os conteúdos curriculares dispostos nos livros didáticos não
    abarcam plenamente a complexidade exigida pelas turmas multianos. Como resultado, inferimos que
    as práticas desenvolvidas integram saberes socioculturais da região com os conhecimentos escolares,
    tornando-os significativos na vida dos estudantes, o que contribui para a valorização da identidade e
    da diversidade cultural dos ribeirinhos marajoaras. Cultivar práticas que tenham por base os saberes
    socioculturais seculares das populações ribeirinhas permite reafirmar os princípios éticos da educação
    em prol de uma sociedade múltipla, plural e diversa. Esperamos, assim, que as reflexões propostas
    fomentem outras discussões com enfoque na educação ribeirinha na Amazônia. Conclui-se que a vida
    ribeirinha amazônica – se reatualizada pelas práticas educativas nas escolas – permite a afirmação e
    atualização da diversidade sociocultural da região. Uma pedagogia cultural da tradição pode favorecer
    aos alunos ribeirinhos a construção de um horizonte de futuro, onde sejam eles a definir o curso das
    águas que desejarem.

  • MARILIA FRADE MARTINS
  • SOBRE ESCRITA DA VIDA: COMPOSIÇÕES ENTRE CURRÍCULO, FORMAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

  • Data: 08/11/2017
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  • Este texto de dissertação responde ao objetivo de descrever a força do discurso e os efeitos produzidos nos modos do professor pensar. Carregam, nesta empreitada, questionamentos que fazem aparecer a identidade do professor integrador, produzida pelo curso de Licenciatura Integrada em Educação, Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará. A materialidade dos enunciados de que é preciso superar a ineficácia econômica por meio da educação científica e fazer diferente marcam os modos do professor integrador pensar os três temas centrais desta pesquisa: currículo, formação de professores e prática pedagógica. A partir dos efeitos, é produzida uma escrita inventiva sobre formação e prática pedagógica que pungem outros modos de pensar e escrever essas temáticas. A metodologia utilizada experimenta uma mixagem entre a análise enunciativa de Michel Foucault, os escritos sobre experiência de Jorge Larrosa, e o tratamento biografemático de Roland Barthes. Considera-se que, embora currículo, formação e prática docente operem como instrumentos/produtos de captura de uma ordem discursiva econômica e científica, eles também são territórios de resistência e desvio nas normalizações vigentes.

  • MARCELO VALENTE DE SOUZA
  • TRANSLAÇADOS: Sensações com a Arte para tecer a sexualidade no Ensino de Ciências

  • Data: 03/11/2017
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  • Sou tecelão da educação; teço fios da arte-educação e da pedagogia, nas produções da escola e das suas atividades, com o currículo em movimento e as novas diretrizes da Educação Básica Brasileira; mas sinto-me preocupado com o nó apertado da normatização e moralização que se intensifica na escola, ao longo dos anos, que continua sendo um campo tradicional e formal. São enlaces, laços, cordas, fios e tecidos contorcidos e repuxados, que sufocam o currículo escolar, provocando enforcamentos e mordaças aos sujeitos envolvidos no processo de educar pela singularidade e pelo antiautoritarismo. Envolvido por leituras vibráteis dos teóricos da filosofia da diferença, teóricos contemporâneos do pensar educativo e interlocutores de outras vias perturbadoras, me propus a investigar diferentes fios da sexualidade nas artes literárias, artes rítmicas, artes visuais e arte fílmica. A inquietação sugere que se percorra um tear, junções de fios de pensamentos, sensações em arte com a sexualidade, o corpo por entre deslizamento da sexualidade, corpo translaçado. Para a movimentação da tese, foi realizada uma aproximação com a ―cartografia como método de pesquisa-intervenção‖, inspirada na filosofia da diferença de Gilles Deleuze e de sua parceria com Félix Guatarri. A cartografia proposta, não é mapear, ordenar e delimitar territórios, e sim, produção constante de linhas e fugas, fluxos, desterritorialidade, desestratificação, multiplicidades e... e... O primeiro movimento cartográfico foi representado por expressões e experimentações singulares do pesquisador-autor. As escrituras-cartas, como cartografias em transversalidade. O segundo movimento cartográfico foram as expressões e experimentações plurais dos estudantes-autor, que foram denominadas de frases-recado, que eram produzidas ao final de cada encontro do Grupo de Estudos Translaçados (grupo de estudos que foi movimentado na Faculdade Estácio Castanhal –PA), como sensações dos debates e reflexões acerca da sexualidade, arte e Ensino de Ciências. Conclui-se que os movimentos foram sinuosos e de produção, envolvendo a arte como resultado de afecções; cartografar foi dar sentido, movimento, fluidez e exercício no pensamento, promovendo reflexões e problematizações; e nos encontros, foi possível pensar sobre como fomos educados na escola, de uma maneira disciplinadora e fascista, com classificações e emoldurações, sem poder exercitar/movimentar a sexualidade, que hoje deve ser pensada de maneira molecular, líquida e transversalizada, principalmente nas aulas de Ciências. Entendo que isso requer novas iniciativas inventivas dos professores no Ensino de Ciências, daí a preocupação em envolver ―professores em formação‖ nos debates e discussões acerca da temática sexualidade, provocando e perturbando a interdisciplinaridade com a Arte.

  • MARCILEA SERRAO RESQUE
  • CONFIGURAÇÕES SUBJETIVAS DA DOCÊNCIA NA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE BIOLOGIA

  • Data: 17/10/2017
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  • A trajetória profissional docente é um campo de estudo que corresponde a uma das principais temáticas de análise sobre os profissionais da educação, em virtude das preocupações com os processos de formação docente em meio aos desafios do cenário educativo contemporâneo. De forma geral, tal temática vem sendo estudada no âmbito das pesquisas sobre ciclos de vida, que muitas vezes ressaltam as similaridades e regularidades presentes no percurso profissional dos professores. Esta pesquisa, de modo diferente, busca compreender a trajetória profissional como processo singular e subjetivo. Para esta leitura, trago como referência teórica principal a Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey (2003; 2017). Utilizo as categorias de sentido subjetivo, configurações subjetivas, subjetividade individual e social para compreender as transformações que ocorrem nas configurações de sentidos subjetivos de docência em diferentes momentos da carreira profissional de três professores de ciências e biologia. Defendo a Tese que, analisar a trajetória profissional docente a partir deste referencial teórico, possibilita a compreensão dos movimentos de transformação dos sentidos subjetivos sobre a docência em ciências e biologia, que são produzidos nos diferentes contextos da vida pessoal e profissional. Para dar suporte ao estudo, a pesquisa alinha-se à abordagem qualitativa, assume como enfoque metodológico a Epistemologia Qualitativa de González Rey, que defende a condição eminentemente construtiva e interpretativa das pesquisas. As informações foram construídas por meio de complemento de frases, questionário aberto, entrevistas individuais e conversas informais. Apresento a análise construtiva- interpretativa da trajetória de três professores de ciências e biologia, na forma de estudos de casos. Para estes estudos, optei pelo método de análise transversal, que organizou o percurso profissional dos professores em três momentos principais: 1) As opções pela docência; 2) A entrada na carreira docente e os anos iniciais e 3) O momento atual. Os sentidos subjetivos referentes a cada momento foram interpretados por meio de indicadores construídos a partir das expressões dos sujeitos. Os resultados apontam que diferentes configurações subjetivas de docência são construídas em momentos distintos da trajetória profissional dos professores e elas constituem a base da motivação para a docência em ciências e biologia. As transformações nas configurações foram resultantes das rupturas e criações de novos sentidos subjetivos engendrados a partir das histórias pessoais dos sujeitos em diálogo permanente com seu contexto de ação atual. A pesquisa também apontou que o exercício partilhado e colaborativo da docência, a construção de formas de resistência às representações dominantes da profissão e vivências emocionalmente positivas no decorrer da trajetória, são importantes para a configuração de sentidos subjetivos de valorização da docência em ciências e biologia.

  • JEOVA PEREIRA MARTINS
  • ENSINO DE SIMETRIA POR MEIO DE PROBLEMATIZAÇÃO SOCIOCULTURAL

  • Data: 11/10/2017
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  • O ensino de matemática na Educação Básica merece especial atenção de professores e pesquisadores do campo, pois tem como uma de suas funções a formação integral do estudante no que tange aos conhecimentos matemáticos a ela necessários. Este trabalho propõe uma forma de promover essa formação no nível fundamental e objetiva analisar e discutir as estruturas de composição gráfica dos artefatos confeccionados em algumas práticas socioculturais, nas quais fossem identificados padrões geométricos que evidenciassem matrizes de variados casos de Simetria possíveis de serem explorados pedagogicamente nas aulas de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo que tem como foco central propor o ensino de Simetria de reflexão, rotação, translação e reflexão deslizante, a partir da estrutura de composição gráfica de artefatos oriundos de algumas culturas. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa empírica e bibliográfica e analisados segundo as ideias de Mendes (2014), Farias e Mendes (2014), Lévi-Strauss (2012) e dos PCN de Matemática (1997). Os resultados apontam para uma forte conexão entre a Simetria dos anos finais do Ensino Fundamental e os artefatos estudados, o que poderá favorecer o ensino e a aprendizagem desse assunto de forma mais efetiva e significativa para os estudantes. Por fim, elaboramos propostas de Unidades Básicas de Problematização (UBP) como subsídios didáticos a serem incorporados pelo professor de matemática no ensino de Simetria nos anos finais do Ensino Fundamental.

  • JOSE ALEXANDRE DA SILVA VALENTE
  • EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: Uma Escola de Aplicação como estudo de caso

  • Data: 27/09/2017
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  • Objetivei, com este trabalho, analisar experiências pedagógicas que apontem para
    possíveis perspectivas de inovações e/ou mudanças na educação em ciências.
    Estabeleci como lócus da pesquisa a Escola de Aplicação da Universidade Federal
    do Pará (EAUFPA) e, para isso, busquei nesse espaço educacional, experiências
    pedagógicas diferenciadas e as motivações e interesses que levaram tais docentes
    a essas ações. Nesse sentido, a seguinte questão investigativa foi estabelecida: que
    evidências podem ser observadas em experiências pedagógicas na EAUFPA que
    apontem para perspectivas de inovações e/ou mudanças na educação em ciências?
    Como estratégia metodológica, optei pelo Estudo de Caso que permite investigar
    fenômenos sociais em um contexto da vida real em profundidade. Embora
    existissem diversas ações desenvolvidas pelos professores, foi nos projetos de
    ensino, pesquisa e extensão, vinculados à COPEX (Coordenação de Pesquisa e
    Extensão da EAUFPA), que se tornaram mais fortes essas evidências e, por isso,
    decidi me debruçar neles para o aprofundamento dessa tese. Inicialmente,
    investiguei, no biênio 2012-2013, 65 projetos desenvolvidos em diversas áreas de
    conhecimento e, no sentido do aprofundamento desse trabalho, busquei analisar oito
    projetos relacionados à educação em ciências. Também realizei entrevistas
    semiestruturadas com seis professores que eram coordenadores e/ou vicecoordenadores
    e quatorze estudantes da graduação e da educação básica
    envolvidos nesses oito projetos. Vale ressaltar que os estudantes da graduação
    figuravam como estagiários e/ou bolsistas na EAUFPA. Como ferramenta de análise
    de documentos iniciais, utilizei primeiramente a Análise de Conteúdo e para as
    entrevistas semiestruturadas a Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados
    comprovam a tese na afirmativa de que as inovações e/ou mudanças educacionais
    presentes em experiências pedagógicas desenvolvidas por docentes na educação
    em ciências, em uma escola de aplicação, têm caráter multidimensional e são
    resultados de influência institucional, motivações pessoais, desafios surgidos em
    sala de aula, influência de mentores e de sua trajetória de vida profissional,
    contribuindo de forma singular para a formação de estudantes da graduação e da
    educação básica envolvidos nessas ações. Penso que compreender os aspectos
    inovadores, as motivações e as condições, que levam os docentes a realizarem
    ações diferenciadas, sempre se façam necessárias, tanto para gestores
    educacionais, quanto para os próprios docentes, quanto para a pesquisa acadêmica
    da área, no sentido de poder discutir, investigar, propiciar e reproduzir novas
    condições capazes de estimular os docentes a buscarem outros desafios,
    consolidação e elaboração de ações inovadoras na educação e, em particular, na
    educação científica, e consequentemente, produzindo desdobramentos positivos
    sobre a vida educacional dos estudantes, além de servir de suporte para gestores
    com vistas a compreender, elaborar políticas e proporcionar condições necessárias
    ao êxito dessas ações.

  • NELY SORAYA BAHIA SOUZA
  • A AVALIAÇÃO NA PERSPECTIVA DAS ILHAS INTERDISCIPLINARES DE RACIONALIDADE NA ABORDAGEM CTS

  • Data: 18/09/2017
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  • A avaliação para a aprendizagem é algo complexo e necessário nos moldes de ensino atuais. Este estudo tem por objetivo analisar possíveis diálogos entre a avaliação para as aprendizagens, fundamentada, principalmente, nas proposições de Fernandes (2006), e a construção das Ilhas Interdisciplinares de Racionalidade (IIR), proposta de Fourez et al. (1997). A presente pesquisa é um estudo de caso e inicia-se coma a observação de um minicurso de formação continuada que teve a intenção de apresentar a IIR enquanto estratégia metodológica, direcionada ao ensino de ciências com ênfase em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Quatorze professores participaram do minicurso. No entanto, com base nos critérios pré-estabelecidos, apenas dois professores que atuam na educação básica foram escolhidos para a investigação, no intuito de compreender de que forma eles sugerem a
    realização da avaliação mediante a construção da IIR. Para tanto, foi solicitada a elaboração de uma proposta avaliativa, proposta esta que se constituiu como um dos instrumentos de coleta de dados. Os demais instrumentos correspondem à observação realizada no decorrer do minicurso e a entrevista Os dados obtidos revelaram que os professores assumiram uma postura reflexiva e buscaram encontrar possibilidades para realizar uma avaliação direcionada à construção do conhecimento. A atividade de projetar um procedimento avaliativo levou os professores a refletirem sobre as suas práticas frente ao ato de avaliar. Os professores perceberam que a construção da Ilha Interdisciplinar de Racionalidade fornece um leque de possibilidades avaliativas para contemplar diferentes habilidades, como a comunicação oral, a produção escrita e a autonomia. As possibilidades por eles apresentadas utilizam ferramentas já conhecidas, como cartazes e experimentos. Contudo, o significado e a importância diferem do paradigma tradicional de avaliação. Neste sentido, a pesquisa aplicada com os professores permitiu que os mesmos aliassem a teoria com a prática, com base em suas vivências e experiências docentes, pensaram e propuseram procedimentos avaliativos para o ensino de ciências, com ideias convergentes à proposta de avaliação para as aprendizagens.

  • ROUZICLAYDE CASTELO BARATA
  • A COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS NA FILOSOFIA DA LINGUAGEM DE WITTGENSTEIN

  • Data: 25/08/2017
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  • Nesta pesquisa, investigamos as dificuldades dos alunos desenvolverem as regras matemáticas no contexto de sala de aula, com ênfase, principalmente, nas discussões sobre a linguagem, ou seja, com base na filosofia da linguagem de Wittgenstein (2012), destacando a importância da relação linguagem, matemática e conhecimento. Nosso objetivo principal foi investigar as dificuldades relacionadas à aprendizagem da álgebra escolar, com destaque nas expressões algébricas. Para tal, discutimos, entre outras coisas, sobre seguir regras, ver-como, tradução da linguagem natural/matemática, tratando das peculiaridades, significação e dos fundamentos da matemática que são temas tratados pelo filósofo austríaco principalmente em sua obra Investigações Filosóficas. Quanto à metodologia aplicada, desenvolvemos a pesquisa com 24 alunos do ensino fundamental da rede estadual no município de Castanhal, acompanhamos as aulas de expressões algébricas com o intuito de percebermos as dificuldades relacionadas à linguagem e as dificuldades por parte dos alunos decorrentes dela. Para coletar os dados aplicamos um questionário contendo quatro perguntas, mais a resolução de exercícios distribuídos em cinco anexos que nos possibilitaram perceber as confusões durante a resolução destes. A partir das respostas e observações constatamos principalmente que os alunos não dominam as técnicas necessárias para seguir as regras matemáticas fundamentais ao correto desenvolvimento de produtos notáveis e fatoração. Destacamos a importância da atuação do professor, pois, a regras matemáticas não são passíveis de serem descobertas pelos estudantes, precisam ser mostradas, explicadas.

  • MARIA NEIDE CARNEIRO RAMOS
  • APRENDIZAGEM INVENTIVA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: COMPOSIÇÕES, TRAÇADOS NÔMADES E OUTROS ENCONTROS

  • Data: 24/08/2017
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  • O ensino de ciências, quando influenciado pelo cientificismo Moderno leva para suas práticas educativas e escolares uma modelagem dogmática, tomada por uma ciência régia/ciência de Estado. A ideia é problematizar uma aprendizagem que acontece em um campo heterogêneo, marcado pelas multiplicidades, que colocam aluno e o professor em uma aula de ciências em encontros experimentativos com aquilo que é problemático no ensino de ciências. Diante disso, indaga-se: que encontros se pode estar propenso em uma aula de ciências? Como aluno e professor movimentam uma aula de ciências pela contingência dos acontecimentos e dos signos no ensino de ciências? O que leva o ensino e a aprendizagem para um campo problemático que dispare modos inventivos nas aulas de ciências? Como esses acontecimentos, encontros, signos marcam fissuras nas padronizações, nos métodos, nas normas, teorias que tendem a dizer o como ensinar e o como aprender no ensino de ciências? A pesquisa tem como objetivos: Mapear as linhas sobre as quais o ensino de ciências se movimenta em aula de ciências por meios de variações e composições heterogêneas; Cartografar os afectos, os jogos de forças, as fissuras, os cortes, as aberturas, que percorrem aulas de ciências e colocam a aprendizagem como um processo inventivo; Problematizar em que circunstancias uma experimentação com um campo problemático pode produzir elementos para uma aprendizagem inventiva em ciências. O estudo é mobilizado pelo referencial bibliográfico da Filosofia da Diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari, assim como conexão e agenciamento com comentadores, autores da área do ensino de ciências e da educação. Nas vias do conceito de Acontecimento se arrisca em um jogo inventivo-experimentativo de uma pesquisa-tese, tomando algumas reflexões filosóficas como ferramentas interpretativas para compor uma espécie de cenário, descolando conceitos filosóficos dos autores citados acima, para pensar a educação em ciências. A pesquisa apresenta ainda um trabalho empírico, realizado no Clube de Ciências, no Instituto de Educação Científica e Matemática da Universidade Federal do Pará, apresentado em forma de recortes temáticos. Diante do trabalho teórico e empírico, pode-se dizer que a aprendizagem no ensino de ciências é percorrida por formas aberrantes, que fomentam uma estranha variação no ensinar e no aprender, que não sendo modelar percorre um campo problemático produzido pelos signos em que o aluno está propenso, sinais de uma aprendizagem disparadora de sensações, produtora de afectos no ensino de ciências – Aqui chamada de aprendizagem inventiva, sobre a qual o corpo, o pensamento encontra suas próprias linhas quando mobilizado pelos encontros, arranja suas próprias (de) composições de aprender, embora nem sempre sejam harmônicas ou pelo menos em concordância com o modo como o conhecimento é instituído.

  • RAIMUNDO OTONI MELO FIGUEIREDO
  • Intercontextualidade na prática educativa de iniciação à docência em Matemática para a educação básica

  • Data: 11/08/2017
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  • Esta pesquisa adota como objeto de análise as práticas educativas interdisciplinares desenvolvidas, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), que se volta para a iniciação à docência dos estudantes do Curso de Licenciatura em Matemática, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA). O objetivo principal desta investigação é analisar os níveis de contribuições das práticas educativas interdisciplinares dinamizadas pelo PIBID/IFPA/Matemática, na interface da intercontextualidade epistemológico-pedagógica, que intencionou tornar os estudantes capazes de dinamizar projetos para a melhoria do ensino da Matemática na Educação Básica. A metodologia utilizada na pesquisa foi do tipo qualitativa, baseada em princípios epistemológicos e gnosiológicos, que se fundamentam em um quadro teórico constituído, principalmente, pelas contribuições formuladas por autores como Pombo (1994, 2004, 2008), Fazenda (1993, 2002), Weil, D’Ambrosio e Crema (1993), Nicolescu (1999) e Zabala (1998), com vistas a uma reflexão sobre as contribuições da prática interdisciplinar na iniciação à docência em cursos de licenciatura em Matemática. Os resultados da pesquisa foram sistematizados a partir da elaboração e uso de um modelo analítico MQ2, do qual se apresenta uma descrição pormenorizada nos capítulos 2 e 3 desta tese, cuja relevância se encontra na viabilidade em medir o nível da contribuição epistemológico-pedagógica de práticas educativas na iniciação à docência em Matemática e possibilitou apontar uma unidade didática para os estudos sobre a intercontextualidade epistemológico-pedagógica. Ao final, para encaminhar respostas consequentes dos questionamentos formulados a priori, confirmamos a tese que a dinamização de práticas educativas interdisciplinares na intercontextualidade epistemológico-pedagógica da iniciação à docência em Matemática contribui para a ampliação do conhecimento acadêmico e para a construção de um novo perfil pedagógico nos estudantes, que os tornam capazes de dinamizar projetos para a melhoria do ensino da Matemática na Educação Básica.

  • LINO VERDIAL DO ROSARIO
  • CONTRIBUIÇÕES DOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO BRASIL PARA A LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DO TIMOR-LESTE

  • Data: 11/08/2017
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  • O trabalho discute a importância de se inserir uma abordagem sociocultural nos conhecimentos de matemática como um princípio metodológico de ensino, na formação inicial de professores de Matemática no Timor-Leste, com base nos projetos pedagógicos de cursos de Licenciatura em Educação do Campo, praticados em universidades brasileiras. Neste sentido, defendemos a tese que é possível na formação inicial de professores de Matemática do Timor–Leste se incluir um enfoque sociocultural como princípio das abordagens metodológicas de ensino no curso de formação de professores de Matemática no referido país, considerando a urgência de se estabelecer, nessa formação, uma relação entre a cultura geral, cultura científica e cultura educacional (escolar) que contribua na melhoria da abordagem dos conteúdos de matemáticas escolares do Ensino Básico e Ensino Médio do Timor-Leste, com base nas teorias estabelecidas por Paulo Freire e Ubiratan D’Ambrosio acerca da produção de conhecimento, sob um enfoque sociocultural. Neste contexto, realizei uma pesquisa qualitativa do tipo pesquisa documental, a fim de analisar oito projetos políticos pedagógicos do Curso de licenciatura do Campo de vários estados do Brasil, dentre os quais identifiquei somente três que apresentavam as características contribuintes para o alcance dos objetivos do estudo, considerando para análise a elaboração de uma matriz paradigmática, fundamentada na proposta de Sanchez Gamboa (2012). A partir das investigações e análises estabelecidas em cada um dos três Projetos Políticos Pedagógicos e protocolos de revisão e análise, obtive como resultados da pesquisa várias demarcações teórico-metodológicas existentes em cada projeto que puderam contribuir para se orientar a organização de um corpo de sugestões pedagógicas e estruturais para a reorientação do curso da formação inicial de professores de Matemática em Timor-Leste por meio de uma abordagem sociocultural centrada na realidade do país. Como resultado do estudo caracterizo um modelo didático de abordagem sociocultural para a formação de professores de matemática no Timor-Leste, a partir do levantamento e sistematização de informações, realizadas no estudo, associando as teorias discutidas, aos métodos propostos por Delizoicov. Angotti e Pernambuco (2002), para um ensino fundamentado nos estudos da realidade, sob um enfoque interdisciplinar e de produção coletiva, sintetizando, assim, os resultados da pesquisa com minhas contribuições para a reformulação do curso de licenciatura em Matemática da UNTL, no Timor-Leste.

  • GERSON RIBEIRO BACURY
  • Práticas Investigativas na formação de futuros professores de Matemática

  • Data: 12/07/2017
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  • As vivências, experiências e reflexões provenientes do contato com o real contexto da
    sala de aula, configuram-se como essenciais no processo de tornar-se professor de
    Matemática. Nessa perspectiva, se faz necessário que a disciplina de Estágio
    Supervisionado propicie oportunidades, estabelecendo nexos entre os conhecimentos
    teóricos adquiridos durante o processo de formação do futuro professor de Matemática e
    a realidade das escolas de Educação Básica, consolidando as relações presentes no fazer
    docente, de modo a materializá-las em ações mobilizadoras, nas salas de aula.
    Consideramos a realização das Práticas Investigativas, constituídas no Grupo de
    Estudos e Pesquisas de Práticas Investigativas em Educação Matemática (GEPIMat),
    balizadas pelo trabalho colaborativo crítico reflexivo, como o catalizador de mudança e
    transformação nas atitudes docentes dos futuros professores de Matemática. A partir
    destes, buscamos o entendimento para responder à questão que norteou esta pesquisa:
    Qual(is) a(s) relação(ões) entre as Práticas Investigativas e as mudanças e
    transformações na formação de futuros professores de Matemática? Para tanto,
    objetivamos: Analisar a relação entre a introdução da Prática Investigativa e as
    mudanças e transformações na formação dos estudantes do curso de Licenciatura em
    Matemática, durante o Estágio Supervisionado. Nesse sentido, recorremos aos aportes
    teóricos realizados, primeiramente, o mapeamento em teses e em dissertações que
    abordam o Estágio Supervisionado nos cursos de Licenciatura em Matemática; e, em
    seguida, recorremos a artigos científicos de periódicos especializados na área da
    Educação Matemática. Dessa forma, a investigação se desenvolveu de modo a constituir
    uma compreensão epistêmica acerca das Práticas Investigativas em Educação
    Matemática. O caminho metodológico percorrido para atender ao nosso objetivo e,
    portanto, responder à questão de pesquisa, foi trilhado pela pesquisa colaborativa, na
    perspectiva crítico reflexiva, proposta por Ferreira (2012a) e Ibiapina (2008), junto aos
    onze partícipes – acadêmicos regularmente matriculados nas disciplinas de Estágio
    Supervisionado, do curso de Licenciatura em Matemática, da Universidade Federal do
    Amazonas (UFAM). Os resultados obtidos em sessões reflexivas evidenciaram que só é
    possível configurar o Estágio Supervisionado em agente mobilizador de mudança e de
    transformação nas atitudes docentes de futuros professores de Matemática, desde que se
    efetive por meio das Práticas Investigativas em Educação Matemática, como a
    materialização efetiva da relação teoria e prática; do conteúdo matemático e da ação
    pedagógica – tão discutidos na academia – mediadas por um grupo de estudos e
    pesquisas, pautado no trabalho colaborativo crítico reflexivo, integrando o professor
    coordenador da disciplina, os estagiários e os estudantes das escolas parceiras.

  • MAYSA DA SILVA LEITE ALMEIDA
  • RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU: UM MODELO EPISTEMOLÓGICO DE REFERÊNCIA

  • Data: 21/06/2017
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  • Este trabalho trata da resolução de equações do primeiro grau enquanto uma prática escolar e foi desenvolvido por meio de um percurso de estudo e investigação (PEI). O percurso desta investigação levou ao encontro de quatro praxeologias distintas historicamente, cujas análises evidenciaram a necessidade da concepção de um modelo epistemológico de referência (MER). Buscou-se, então, construir uma resposta para o problema de concepção do MER que permitisse a construção de novas organizações didático-matemáticas para o ensino do objeto em questão, segundo uma inteligibilidade matemática. Como resposta parcial ao problema, o MER apresentado teve como fundamentação matemática as estruturas algébricas dos corpos, especialmente o corpo dos inteiros módulo p.

  • ELINETE OLIVEIRA RAPOSO
  • COLETIVO DE ESTUDOS, FORMAÇÃO E PRÁTICAS: ITINERÁRIOS DE UMA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

  • Data: 21/06/2017
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  • Inúmeros eventos confirmam que estamos vivendo uma crise socioambiental, o que nos mobiliza a contribuir para o enfrentamento dos desafios que se colocam frente às mudanças em curso. Nesse sentido, proporcionar aos professores uma formação continuada que busque privilegiar a “aprendizagem” de contextos que revelem processos de insustentabilidade, que subjaz ao atual modelo de desenvolvimento, materializado nos desafios socioambientais contemporâneos, colabora no trilhar dos caminhos para a formação de cidadãos mais preparados para a compreensão dos cenários vigentes no campo socioambiental. Assim, a pesquisa ora apresentada, alicerça-se nas possibilidades analíticas de uma experiência formativa (pesquisa com formação) no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, aqui compreendida como “Coletivo de estudos, formação e práticas em Educação para o Desenvolvimento Sustentável”. Nesse processo de formação, foram abordados os desafios socioambientais contemporâneos, como uma forma de problematizar questões centrais à crise ambiental. Tais desafios foram representados pelos temas Cidades, Florestas, Mudança Climática, Lixo, Água e Energia. O objetivo foi apreender as contribuições de um processo de uma formação continuada de professores que se fundamenta numa proposta de aprendizagem vivencial e colaborativa na abordagem dos atuais desafios socioambientais, inclusive na intenção de ressignificação da prática docente, no sentido de considerar a abordagem das questões de (in)sustentabilidade. A reflexão é aqui reconhecida e estimulada como base estruturante do desenvolvimento profissional e de criação de novas relações entre o ensinar e o aprender. A investigação refere-se a uma abordagem qualitativa, orientada pela pesquisa-ação-participante. Na análise e na interpretação dos dados, utiliza-se a análise textual discursiva. Nesse processo de formação, destaco a disposição de escuta do outro, a autonomia, a objetivação dos conhecimentos específicos que no confronto com os conhecimentos do coletivo, assumiram perspectiva interdisciplinar na consideração dos objetos de estudo. Por sua vez, reconhece-se que o processo participativo se constituiu aspecto importante que pode reverberar na conformação de uma ambiência escolar favorável. Os professores exerceram papel de protagonista do processo de formação, esquivando-se do estatuto de objeto, construíram conhecimentos e “ensinaram uns aos outros” e “aprenderam uns com os outros”, colaborando para aprendizagens mútuas. Todo o processo de formação foi mediado por problematizações e por contribuições, no sentido de aprofundamento e de reflexões coletivas, trazendo ao coletivo, novas/outras interpretações/compreensões dos objetos de estudo. Configurou-se, um movimento colaborativo, cujo foco representou o compartilhamento de conhecimentos, experiências, práticas e ações.

  • JEFFERSON RODRIGUES PEREIRA
  • A Física nos Anos Iniciais: Obstáculos Verbais em Livros Didáticos em uma perspectiva Bachelardiana

  • Data: 08/06/2017
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  • Os obstáculos epistemológicos elencados por Gaston Bachelard configuram-se como entraves ao conhecimento científico sendo necessário à superação de tais obstáculos para a formação do espírito científico. Sendo assim, esta pesquisa objetiva analisar conceitos de energia em livros didáticos dos anos iniciais do ensino fundamental através da idealização de obstáculo verbal na perspectiva bachelardiana. Para isto, utilizamos elementos da análise de conteúdo, dirigida ao material empírico constituído por livros didáticos de ciências produzidos para os anos iniciais. As questões analíticas se detêm ao livro didático por ser este um importante instrumento pedagógico, pertencente ao cotidiano da sala de aula, e que pode em certa medida ser considerado um produto histórico; assim, produzindo idealizações e significados. Nesta perspectiva, os livros didáticos apresentam situações nas quais palavras e a maneira como são colocadas propiciam o surgimento de obstáculos epistemológicos verbais. Dentre os vários assuntos que os livros didáticos abordam, as discussões relacionadas a energia mostram-se entre as mais significativas ao ensino de ciências, sobretudo, por seu caráter unificador. A tendência em fazer uso do termo energia em diferentes áreas torna difícil distinguir a "energia do cotidiano" e o "conceito científico de energia", pois a conceituação científica é tratada após a utilização da palavra, por isto, não surpreende que o conceito científico de energia seja tão complexo. Desta forma, a dificuldade quanto ao que é energia sustenta o caráter de obstáculo verbal que o termo expressa, especificamente, com razões justificadas nas análises dos livros didáticos que demonstram palavras ou esquemas que remetem energia ao trabalho, consumo, geração, transporte, o que substancializa ou materializa a energia e que podem ser consideradas como idealizações do obstáculo epistemológico verbal.

  • LUCIANA DE NAZARE FARIAS
  • FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA ABORDAGEM C-T-S: Um estudo no curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens da UFPA

  • Data: 07/06/2017
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  • No Brasil é crescente o número de pesquisas acerca da abordagem C-T-S no ensino e na formação de professores de ciências, porém, ainda são reduzidas as ações científico - pedagógicas provenientes da referida abordagem nos cursos de formação de professores e nas práticas escolares de ciências. Tais estudos sina lizam para a importância da formação inicial e continuada de professores que possam ensinar ciências nos anos iniciais do ensino fundamental de modo articulado com aspectos da sociedade e da tecnologia em que estamos envolvidos; neste contexto, surge a presente pesquisa, cujos objetivos são: Investigar em que termos estudantes da Licenciatura Integrada em Educação em Ciências Matemática e Linguagens, expressam ideias e compreensões acerca das inter-relações entre ciência, tecnologia, sociedade; Identificar que estratégias são utilizadas pelos professores da LIECML no desenvolvimento de Temas com enfoque C-T-S; Analisar relações estabelecidas no âmbito da abordagem de temas socialmente significativos, da elaboração e do desenvolvimento de conceitos, atitudes e valores. Para alcançá-los, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa de cunho interpretativo, pautada na Análise de Conteúdo. Participaram desta pesquisa três professores e 66 alunos do curso de LIECML, mas também nos valemos de análise documental e de observações de aulas. A análise do Projeto Pedagógico do Curso indicou que 62% de seus temas, unidades estruturantes da formação, são relativos a abordagem C-T-S. Os professores e alunos da LIECML expressam aspectos significativos do ensino de Ciências com enfoque C-T-S para os anos iniciais contemplando a escolha de conteúdos socialmente relevantes, emergindo a tríade C-T-S com a valorização de questões éticas, políticas e científicas. Constatamos que a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade se fazem presentes nos discursos e estratégias docentes. No processo formativo e no desenvolvimento profissional de professores e alunos, são contemplados aspectos relativos aos conteúdos científicos vinculados a atitudes (práxis, resolução de problemas concretos) e valores humanos na prática docente. Foram destacados os quatro pilares da LIECML: a alfabetização em linguagem materna, alfabetizaçãoo científica, alfabetização matemática e alfabetização em linguagem digital. A organização do curso em eixos temáticos, com a contextualização social dos seus conteúdos, promovendo compromisso ético da educação, com objetivo de garantir o exercício da cidadania, o respeito à pluralidade e à diversidade. Os resultados permitem defender a tese de que que a Formação de professores de Ciências para os anos iniciais no curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, expressos nos documentos balizadores do curso, no discurso, estratégias e práticas docentes promove o desenvolvimento de conceitos, atitudes e valores por meio do ensino de Ciências com enfoque C-T-S, proporcionando subsídios teóricos e argumentos fundamentados para se discutir e refletir sobre as questões concernentes a ciência, tecnologia e questões de ordem ambiental para a formação do cidadão crítico. Por fim, entendemos que esta pesquisa pode embasar iniciativas de formação de professores adequadas às tendências de mudanças educacionais que vemos transparecer nos discursos acadêmicos e em documentos oficiais da educação brasileira na atualidade.

  • JOSE DE RIBAMAR OLIVEIRA COSTA
  • CIÊNCIA E VERDADE EM NIETZSCHE: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS

  • Data: 26/05/2017
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  • Esta pesquisa bibliográfica investigou ciência e verdade em Nietzsche e teve por objetivou trazer algumas questões reflexivas sobre a educação em ciência. Nietzsche é o pensador que pontua revirada representacional a partir do conceito de vontade de verdade. Sendo a verdade da ordem do mundo, das valorações e dos interesses morais sem essência ou forma fixa. Tal conceito é atravessado por questões culturais, políticas e sociais. Cruzam a obra de Nietzsche interesses pelo conhecimento, pela verdade e pela ciência. Em sua obra, a perspectiva que lança sobre o saber científico sempre foi a de que este abre caminhos para a crítica, embora em muitos momentos, em sua forma experimental e perspectivista, retome essas reflexões para mostrar o referencial contingencial da ciência. O que desagrada Nietzsche é pensar que a ciência pode ser colocada como um saber superior, com acentuada racionalidade, impedindo o homem de exercitar seu potencial criador e inventivo, pois ele sabe que o intelecto assume o maior ato inventivo. Por isso, solicita a arte como forma de lembrar que há no conhecimento muito mais que criação do que certezas e verdades. A pesquisa apresenta que a literatura de Nietzsche pode ser inspiradora para a educação em ciências, não por negar a ciência, mas para afirmar o conhecimento enquanto alegria, vida, humanidade e criatividade.

  • VLADIMIR NASSONE PEDRO RAIVA
  • A criação de problemas matemáticos na formação inicial do professor que ensina Matemática: a construção coletiva de uma prática de formação

  • Data: 22/05/2017
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  • O foco de interesse desta pesquisa é a formação inicial do professor de Matemática e seu objetivo é investigar em que termos a experiência de criação de problemas matemáticos, com futuros professores de Matemática, a partir de sua experiência escolar e de seu contexto sociocultural, com olhar para sua carreira, poderá gerar neles autonomia, possibilidade de se constituírem profissionais reflexivos sobre sua própria prática e continuidade de seu desenvolvimento profissional. A questão de investigação foi a seguinte: em que perspectiva a formação inicial do professor de Matemática, através da criação de problemas matemáticos, com olhar para seu contexto sociocultural e a experiência escolar, pode gerar um novo olhar sobre a prática e a cultura de sala de aula, sobre a Matemática, por meio da reflexão na ação e sobre a ação, possibilitando autonomia e desenvolvimento profissional? Para tanto, defendo a tese de que a criação de problemas matemáticos, com foco no contexto sociocultural e na experiência escolar dos futuros professores, no processo de reflexão na ação e sobre a ação, com olhar especial para sua carreira (para ação), gera o saber da ação pedagógica, propicia a elaboração de práticas diferenciadas, uma aprendizagem significativa e a continuidade do seu desenvolvimento profissional, em uma pesquisa experimental. Para desenvolver esta pesquisa, utilizei, como procedimento metodológico, a pesquisa ação ou investigação ação. Os colaboradores da pesquisa foram oito futuros professores de Matemática, em formação inicial de Licenciatura. A matéria de análise foram problemas matemáticos que os futuros professores criaram durante a pesquisa, suas discussões e suas reflexões, em duplas e na turma, que foram apresentados por escrito, e um questionário inicial. Tal questionário buscava saber as concepções dos futuros professores, para nortear a pesquisa sobre conceito de Matemática, problemas matemáticos, resolução de problemas e experiências com resolução de problemas matemáticos. A criação de problemas contribuiu para que os futuros professores se posicionem como autores de suas próprias aprendizagens, autores de sua própria prática e questionem suas próprias crenças e concepções sobre ser professor de Matemática. Suas experiências foram trazidas para reflexão, testadas, questionando os saberes da tradição pedagógica. Neste processo de criação de problemas matemáticos e reflexão, os futuros professores compreenderam que a construção do conhecimento matemático é um processo não linear, que apresenta muitos equívocos, por conta de sua natureza de idas e vindas. E, ao refletir sobre a criação de seus próprios problemas matemáticos, desenvolveu-se neles a autonomia, visto terem criado os problemas e refletido sobre os mesmos. A pesquisa, além disso, possibilitou que os futuros professores se tornassem idealizadores das práticas e não apenas aplicadores de receitas prescritas fora da escola, sem o aval e reflexão da comunidade de professores. Este processo de reflexão possibilitou que os futuros professores vissem suas próprias limitações e compreendessem a necessidade de refletir mais ao propor tarefas aos seus futuros alunos. Constituiu-se um momento para continuidade de seu desenvolvimento profissional, visto que os saberes anteriores são necessariamente formativos. Esta imersão possibilitou o abandono das práticas docentes dos futuros professores que supunham um processo acrítico, pois permitiu interpretação, reinterpretação e sistematização de suas experiências passadas e presentes. Isso levou aos futuros professores a buscar o saber pedagógico do conteúdo, a partir das limitações de suas experiências, tanto anteriores como aquelas adquiridas no estágio de sua formação atual. Eles compreenderam que é possível enxergar a Matemática de forma diferente; as aplicações da Matemática, que esta não é restrita a números; que eles podem construir suas próprias tarefas, mobilizando o saber vivenciado para sua praticas e possibilitar a aprendizagem do conteúdo matemático.

  • TAIZE BORGES SOUSA
  • TÉCNICAS ARGUMENTATIVAS ATRAVÉS DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS EM UM CURSO DE FÉRIAS

  • Data: 11/05/2017
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  • Esta pesquisa tem como objetivo identificar as técnicas argumentativas manifestadas por um
    grupo de licenciandos participantes de um Curso de Férias, ao buscar soluções para um
    problema real com a utilização de estratégias experimentais investigativas através da
    Aprendizagem Baseada em Problemas e analisar como ocorre a construção de esquemas
    argumentativos neste ambiente não formal de ensino. Para enveredar neste estudo, buscamos
    referencial teórico em Chaim Perelman e Lucy Olbrechts-Tyteca com o Tratado da
    Argumentação e na dissertação de João Malheiro que caracteriza um Curso de Férias como
    uma adaptação da Aprendizagem Baseada em Problemas, dentre outros que subsidiaram a
    compreensão desta pesquisa. Caracterizamos este estudo como qualitativo do tipo descritivo
    exploratório, com ênfase na análise do discurso, sendo os dados constituidos a partir do
    discurso de seis licenciandos participantes desta pesquisa; observações de atividades com
    realização de gravações em áudio e vídeo, que posteriormente foram transcritos; e um registro
    de observações. Os resultados evidenciaram que as técnicas argumentativas mais presentes
    durante uma socialização no Curso de Férias são vínculo causal e identificação, e que seu uso
    está associado às necessidades que os cursistas têm em explicar e justificar os experimentos e
    as conclusões destes. Assim, a ABP em um Curso de Férias possui potencial epistêmico,
    levando a crer que a construção do conhecimento está relacionada com o desenvolvimento de
    técnicas argumentativas, que são necessárias para disseminá-lo. Tomando a argumentação
    como um processo discursivo com características específicas segundo o referencial adotado,
    acreditamos que quanto mais as metodologias ativas de aprendizagem como a ABP
    possibilitarem a argumentação, mais a construção de conhecimento será maximizada.

  • ROSINEIDE ALMEIDA RIBEIRO
  • Interdisciplinaridade e subjetividade: experiências de ensino vivenciadas por professores egressos do Clube de Ciências da UFPA

  • Data: 10/05/2017
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  • O ensino de ciências interdisciplinar ainda é incomum em nossas escolas e também não são frequentes as oportunidades de formação do professor com esta perspectiva. No Clube de Ciências da UFPA, estagiários de diferentes licenciaturas trabalham em equipes multidisciplinares e tem oportunidades de realizar um ensino interdisciplinar. Me interessei por conhecer a contribuição desse estágio para o trabalho pedagógico posterior do egresso, na escola. Inspirada na Teoria da Subjetividade de González Rey, investiguei como as práticas pedagógicas interdisciplinares se configuram subjetivamente para professores de ciências, egressos do CCIUFPA e como eles avaliam a contribuição do referido estágio para suas concepções e práticas interdisciplinares atuais. Realizei uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Epistemologia Qualitativa, que concebe a construção do conhecimento como um processo construtivo-interpretativo, valoriza o diálogo entre o pesquisador e os sujeitos participantes e considera legitima a produção de conhecimentos a partir de casos singulares. Apresento quatro estudos de caso de professores estagiários, cujas informações foram obtidas por meio de complementos de frases, redação e entrevistas individuais. Apesar da singularidade das experiências de cada estagiário, egresso do CCIUFPA, os resultados mostraram que os professores consideraram que o estágio no Clube de Ciências ampliou seus conhecimentos sobre interdisciplinaridade, ensinou-os a enfrentar e superar dificuldades para realizar projetos interdisciplinares, favoreceu o planejamento e a valorização das atividades em equipe, a motivação dos sócios mirins, a contextualização dos conteúdos e o diálogo em sala de aula. Avaliaram que a experiência no CCIUFPA contribuiu para diversas características de sua prática atual, sendo que três dos professores relataram realizar, com dificuldades, um ensino interdisciplinar na escola. Estes resultados indicam que, apesar das diferenças marcantes entre os contextos educativos, a experiência de estágio no CCIUFPA ajuda os professores a produzirem sentidos subjetivos, que lhes permitem realizar, em algumas circunstâncias, um ensino interdisciplinar na escola.

  • NIVIA MAGALHAES DA SILVA FREITAS
  • ENSINO DE CIÊNCIAS E PRÁTICAS TEATRAIS: FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA OS ANOS ESCOLARES INICIAIS

  • Data: 09/05/2017
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  • As produções de ciência e de arte representam extensões das nossas vivências e
    experiências e, deste modo, constituem-se formas de conhecimento. A interlocução
    entre Ciência e a Arte, especialmente pela mediação do teatro, constitui-se
    perspectiva potencializadora do ensino de ciências. O teatro, para além do
    entretenimento e da diversão, possibilita ações reflexivas, formativas e educativas.
    Nesse contexto, o trabalho de tese, ora apresentado, caminhou no sentido de
    responder a seguinte questão de pesquisa: em que termos experiências formativas,
    de futuros professores dos anos iniciais escolares, mediadas por práticas teatrais,
    contribuem para a aprendizagem de conhecimentos socialmente relevantes e
    compreensão crítica e reflexiva, no contexto do ensino de Ciências? A pesquisa
    qualitativa, representada pela pesquisa narrativa, na modalidade de pesquisaformação,
    constitui-se opção metodológica desta tese. A experiência formativa foi
    desenvolvida em duas turmas do curso de Licenciatura Integrada em Educação em
    Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação Matemática e
    Científica, da Universidade Federal do Pará. Os instrumentos utilizados na pesquisa
    foram: produções textuais individuais e em grupo, diários de aprendizagem, diário de
    bordo e registros em áudio e vídeo. Os dados constituídos neste trabalho foram
    analisados mediante Análise Textual Discursiva. A imersão nos textos de campo me
    possibilitou identificar três eixos de análise: (1) aprendendo a ser e a conviver, (2)
    aprendendo conhecimentos socialmente relevantes por mediação de práticas
    teatrais e (3) ideias sobre as possibilidades de mediação do teatro para ensinar
    Ciências. Avalio que as práticas teatrais contribuíram para a constituição de espaços
    de (re) criação, de vivências estéticas, de ponderações éticas, de resgate do modo
    como se aprende (e como se ensina também), em um processo dialético que
    favoreceu a compreensão da realidade, em um movimento de apropriação da arte
    pela ciência e a arte como forma de ampliar a compreensão da ciência no mundo.
    Assim, o teatro, como uma das linguagens artísticas, potencializa as possibilidades
    de diálogo entre ciência e arte, inserindo-se no campo da educação do sensível, na
    consideração da ética, da estética, das percepções, das emoções, das motivações e
    das relações interpessoais, na fruição de novos/outros sentidos conferidos aos
    objetos de estudo/ensino; constitui-se materialidade mediadora de recriação
    constante da cena de sala de aula – um “lugar” privilegiado de experimentação, de
    transformação, de renovação e de se (re)pensar o ensino e o fazer docente

  • VICTTOR TAKESHI BARREIROS YANO
  • FORMAÇÃO INICIAL E SUBJETIVIDADE DOCENTE NO CENTRO DE CIÊNCIAS E PLANETÁRIO DO PARÁ

  • Data: 05/05/2017
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  • A formação inicial de professores de física, em espaços de educação não-formal, é
    pouco conhecida, especialmente, quando se procura saber como o estágio, nesses
    contextos educativos, afeta a subjetividade dos licenciandos, contribuindo para o seu
    desenvolvimento profissional. Na presente pesquisa, objetivei interpretar os sentidos
    subjetivos sobre o estágio, que realizavam graduandos do curso de Licenciatura em
    Ciências Naturais com habilitação em Física, no Centro de Ciências e Planetário do
    Pará. Fundamentei a investigação na Teoria da Subjetividade e na Epistemologia
    Qualitativa proposta por González Rey. Participaram da pesquisa sete licenciandos de
    uma universidade pública estadual, com idades variando de 19 a 22 anos. Realizei a
    pesquisa qualitativa, a partir do diálogo com os sujeitos e compreendendo o estudo de
    casos singulares como instância legítima de produção de conhecimentos científicos.
    Utilizei como instrumentos o questionário, complemento de frases, redação e entrevista
    semiestruturada. A partir das informações obtidas, construí indicadores, que me
    possibilitaram interpretar os sentidos subjetivos relacionados ao estágio no CCPP.
    Embora apresentem diferentes configurações de sentidos subjetivos, os futuros
    professores pensam que o estágio no CCPP, ao propiciar a interação com o orientador,
    colegas e diferentes tipos de público, favorece seus planos para o futuro, motiva para a
    prática docente e para a criação de metodologias alternativas, que articulam teoria e
    prática. Também entendem que o estágio contribui para a construção de suas
    identidades profissionais e prepara o futuro professor para estabelecer uma relação
    colaborativa entre espaços de educação formal e não-formal. Assim, considero que o
    Centro de Ciências e Planetário do Pará contribui para a formação inicial de professores
    de Física, proporcionando experiências que facilitam a produção de novos sentidos
    subjetivos sobre os saberes e a motivação necessários ao exercício da profissão e o tipo
    de profissional que desejam ser.

  • SEMILLE PANTOJA DE MELO
  • ABORDAGEM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE (CTS) DE TEMA SOCIOCIENTÍFICO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PRIVADOS DE LIBERDADE: O CASO DE BELO MONTE

  • Data: 03/05/2017
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  • Apresento a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) de tema sociocientífico na
    educação de jovens e adultos privados de liberdade: o caso de Belo Monte. Pesquisa
    realizada com estudantes matriculados no 1o EJA do Ensino Médio no Centro de Recuperação
    do Pará II (CRPP II), com o intuito de responder os seguintes questionamentos: Que
    posicionamentos críticos os estudantes privados de liberdade podem expressar em relação ao
    empreendimento Belo Monte, frente aos discursos de diferentes grupos de interesse e das
    questões socioambientais implicadas? Que aspectos relativos às interações CTS e cidadania
    são contemplados nesses posicionamentos? Para responder tais questionamentos optou-se pela
    escolha de um tema que instigasse o estudante a se posicionar mediante seu cotidiano e a
    regionalidade Amazônica, assim nasceu o tema sociocientífico As hidrelétricas e a produção
    de energia: o caso de Belo Monte. Com abordagem qualitativa, o caminho da investigação
    encontrou na pesquisa participante as condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A coleta
    de dados ocorreu em três momentos: o primeiro foi durante as aulas de física nas quais foi
    utilizado material didático específico, com o tema sociocientífico baseado nos três momentos
    pedagógicos de DELIZOICOV E ANGOTTI (1992). O segundo momento ocorreu com
    amostra de vídeos sobre a hidrelétrica de Belo Monte com o discurso de diferentes grupos: os
    indígenas, ribeirinhos e a população urbana de Altamira, no qual a entrevista projetiva de
    MINAYO (2008) captou o posicionamento dos estudantes em relação à construção da
    hidrelétrica. O terceiro momento ocorreu após a exibição dos vídeos, com debates entre os
    estudantes e a produção de textos no quais emitiram seus posicionamentos. Os resultados
    apontaram que a abordagem CTS de temas sociocientíficos promove além escolarização, a
    participação, o debate, a formação para a cidadania, pois permite a construção de
    posicionamentos críticos de participação popular. Dentro deste contexto, o presente estudo
    denota que fortalecer a educação escolar científica com os pressupostos da abordagem CTS de
    temas sociocientíficos, no contexto das prisões, contribui para a construção do processo de
    (re)integração social de jovens e adultos privados de liberdade.

  • CLEIDE MARIA VELASCO MAGNO
  • Uma agenda de pesquisa para formação docente em Educação em Ciências: possibilidades futuras

  • Data: 03/05/2017
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  • A partir de ideias desenvolvidas sobre o papel do professor e sua formação, realizamos uma investigação sobre as pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas, do Instituto de Educação Matemática e Científica, da Universidade Federal do Pará (PPGECM/IEMCI/UFPA), com a finalidade de conhecer, compreender e refletir sobre a elaboração de uma agenda de pesquisa para a área de Educação em Ciências. Com esse intuito, produzimos um quadro panorâmico da produção geral do PPGECM, com o contexto metodológico em que foi construída, explicitando nos trabalhos os indicadores que delimitaram o campo de pesquisa sobre formação de professores; evidenciamos o(s) modelo(s) de formação e a dimensão em que se enquadram, e situamos a Educação em Ciências com ênfase para o enfoque CTS. A investigação foi delineada na abordagem qualitativa, do tipo documental. Os textos foram selecionados por meio da identificação dos descritores “formação e concepção de professores” nos arquivos virtuais e impressos, depositados no site e na biblioteca do Instituto. Para o corpus de análise, foram escolhidas 26 dissertações e uma tese, distribuídas em dois períodos. Para a sistematização, os dados foram organizados em quadros anuais, denominados de Sínteses Integrativas, a partir das quais, foram criadas outras matrizes analíticas. Para análise dos dados, fez-se uso da Análise de Conteúdo de Bardin (2016). Os resultados foram apresentamos em dois blocos. Concluímos, do primeiro bloco, que existem fragilidades metodológicas, nas produções, que precisam ser trabalhadas, no entanto, o campo de pesquisa formação de professores se mostrou em processo de consolidação no programa. O segundo bloco evidenciou que existe um contínuo evolutivo referente ao modelo de formação, bem como na Educação para a Cidadania e para o Ensino de Ciências, utilizado no conjunto das produções. Quanto à Educação, com enfoque CTS, emerge a potencialidade da proposta para mudança de concepção de estudantes e a autoformação de professores ficou evidente. Todos esses pontos se constituem em fortes elementos para a elaboração de uma Agenda Pesquisa, no entanto, considerando-se todos os aspectos necessários ao desenvolvimento da área é importante a participação colaborativa de todos os envolvidos no referido programa, para viabilizar o planejamento, o desenvolvimento e a implementação dessa agenda.

  • ALINE DA SILVA LIMA
  • LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA DA UEPA: Saberes matemáticos e práticas pedagógicas

  • Data: 02/05/2017
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  • Este trabalho traz o estudo e análise entre a formação dos professores indígenas e a prática pedagógica efetiva desses professores nas escolas indígenas, considerando a interseção de saberes sobre conhecimentos tradicionais indígenas e enfatiza a necessidade do diálogo entre seus saberes tradicionais nas práticas do ensino de matemática, contribuindo para o aprimoramento dos professores indígenas no processo de formação acadêmica. Sendo a pesquisa de cunho qualitativo referendada no estudo de caso, tendo como ponto de partida a seguinte questão: De que forma se efetivou a prática pedagógica de professores indígenas em formação no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UEPA, considerando a interseção entre saberes escolares e saberes indígenas? Na intenção de fazer um estudo comparativo entre a formação de professores indígenas e suas práticas pedagógicas em matemática, considerando a interseção de saberes escolares e indígenas, na escola Parkatêjê e Kýikatêjê, da terra indígena Mãe Maria. Para pesquisa foram considerados os pontos de vistas
    dos alunos em formação e professores/formadores do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UEPA. O recurso da entrevista foi o procedimento básico da pesquisa, cujo procedimento de analise procurou evidenciar caminhos para concretização de ensino mais produtivo para o desenvolvimento de seus conhecimentos científicos aprendidos no âmbito acadêmico, constatar a ideia de que não há apenas uma forma de sistematizar o ensino, mas relacionar a sabedoria tradicional indígena com a sabedoria cientifica. Tendo como referência levantamentos, discussões e o acompanhamento de acadêmicos indígenas em suas trajetórias na Instituição de Ensino Superior, através do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará-UEPA e apoiado em autores como Candau (2006) defende a posição de que as diferenças são constitutivas, intrínsecas às práticas educativas, Knijinik (2012) abordando o pensamento etnomatemático interessado em examinar as práticas de fora da escola, Ferreira (2001) onde as recentes determinações socioculturais apontam para uma ressignificação da educação, Luciano (2006) discute a questão indígena por diversos aspectos de sua organização social, D’Ambrosio (2011) práticas pedagógicas relacionadas à
    etnomatemática possibilitam ultrapassar as paredes da sala de aula e RCNEI/Referencial Curricular Nacional para a Escola Indígena (1998), que discute a elaboração de uma proposta de educação intercultural dando um novo sentido aos conteúdos curriculares. 

  • IRIS MARIA DE MOURA POSSAS
  • SENTIDOS SUBJETIVOS DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO: O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS PARA ESTUDAR BIOLOGIA

  • Data: 26/04/2017
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  • Tecnologias Digitais (TD) tem sido usadas, cada vez mais, na socidade e na escola. Em geral, as pesquisas focalizam as TD como ferramentas que privilegiam processos cognitivos. Neste trabalho, sustento a tese de que estudantes do Ensino Médio, enquanto nativos digitais, produzem sentidos subjetivos para o uso das TD em vários contextos, inclusive para estudar Biologia, favorecendo a motivação e a aprendizagem desta disciplina. Inspirada na Teoria da Subjetividade proposta por González Rey, objetivei compreender os sentidos subjetivos de estudantes do Ensino Médio, relacionados aos usos das TD para estudar Biologia. Realizei o estudo com quatro estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, de uma escola federal, em Belém do Pará. Segui a orientação da Epistemologia Qualitativa, que valoriza a construção e interpretação das informações pelo pesquisador, a interação dialógica com os sujeitos da pesquisa e o reconhecimento da singularidade como instância de produção de conhecimento científico. Os alunos forneceram informações por meio de uma redação, complementos de frases e conversas informais. A partir das informações obtidas nesses instrumentos, organizei os estudos de caso dos quatro sujeitos, construindo indicadores de sentidos subjetivos e buscando compreender como se configuravam para cada sujeito. Os resultados indicam que jovens alunos produzem configurações de sentidos subjetivos singulares para o uso das TD. Em seguida, construi categorias e subcategorias, aproximando os sentidos dos quatro sujeitos. Obtive que as TD satisfazem necessidades importantes dos adolescentes. Usam as TD fora da escola para interagir, divertir-se ou satisfazer a curiosidade e para fugir da solidão. Na escola, também usam para interagir, divertir-se ou satisfazer curiosidade e para acessar informações de forma rápida. Especificamente para estudar Biologia, os estudantes usam as TD para interagir, fixar ou memorizar conteúdos, entender ou satisfazer curiosidade, complementar ou aprofundar conteúdos e para extrapolar determinado tema para outro contexto. Tais sentidos incluem desde os que enfatizam a reprodução dos conteúdos até os que facilitam a aprendizagem. Além disso, os estudantes utilizam as TD com alguns cuidados, conscientes de que elas podem auxiliar os estudos e as interações, mas também prejudicá-los. Portanto, os resultados apoiam a afirmação de que os sentidos subjetivos do uso das TD para estudar Biologia favorecem a motivação e a aprendizagem desta disciplina, apesar de outros resultados recomendarem cautela em relação aos tipos de motivação e aprendizagem que estes usos podem proporcionar.

  • LUCELIA VALDA DE MATOS CARDOSO
  • O MATERIAL MANIPULÁVEL NO ENSINO E APRENDIZAGEM DAS NOÇÕES BÁSICAS DE GEOMETRIA ANALÍTICA A UM ALUNO COM CEGUEIRA

  • Data: 26/04/2017
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  • O presente estudo teve como objetivo investigar o uso do material manipulativo (construído junto com o aluno) como recurso ao processo de ensino-aprendizagem em Noções básicas de Geometria Analítica a um aluno com cegueira adquirida. Uma parte da pesquisa (aplicação das atividades) se efetivou em 4 meses e constou de um período de observação, aplicação de entrevistas e de verificação do conteúdo trabalhado. A pesquisa teve a abordagem qualitativa e utilizou como metodologia o estudo de caso, em cada atividade desenvolvida, propomos problemas que foram resolvidos com o auxílio do material manipulável, a fim de entendermos quais as contribuições deste recurso ao processo de ensino e aprendizagem das Noções básicas de Geometria Analítica ao discente com cegueira. Nesse sentido, a pesquisa está sendo desenvolvida numa escola pública estabelecida em Mosqueiro (distrito de Belém/ PA) no bairro de Carananduba, envolvendo somente um aluno cego do terceiro ano do Ensino Médio, do turno da noite. Os resultados obtidos pela pesquisa demonstraram que o uso do material manipulável contribuiu para o aprendizado e compreensão dos conceitos matemáticos das Noções básicas de Geometria Analítica após a familiarização com o material manipulável. Assim, a análise dos dados demonstrou que houve contribuição significativa na compreensão dos conceitos matemáticos, que foi proporcionado pelo fortalecimento da interação e pela construção do material manipulável.

  • DAYANNE DAILLA DA SILVA CAJUEIRO
  • ENTRE CIENTISTAS, PESQUISADORES, PROFESSORES E EXPERIMENTOS: compreendendo compreensões de experiências formativas no ensino de Ciências

  • Data: 25/04/2017
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  • Esta pesquisa emerge de um questionamento surgido por mim sobre o que é Ciência em um processo formativo que ainda se estende. Não tenho a pretensão de responder o que é Ciência neste trabalho, mas compreender compreensões dos aspectos formativos que elucidam a formação de professores que fazem Ciência ao ensinar Ciências. Portanto, adoto a pesquisa qualitativa em um processo de pesquisa-ação pela qual ao formá-la me formo, ao fazê-los refletir também reflito, ao fazê-los significar (res) significo. Este processo de investigação se deu no Clube de Ciências da UFPA (CCIUFPA), um espaço não formal de ensino com perfil de “laboratório pedagógico”. Foi neste laboratório pedagógico que testei hipóteses, experimentei experiências e assumi papéis de pesquisadora, orientadora, professora e cientista em um movimento de (res) significação de experiências por meio de outras novas experiências. Para desenvolver a pesquisa, acompanho um grupo de futuros professores de Química e Biologia, atuantes no CCIUFPA como professores estagiários do 8º e 9º ano do ensino fundamental. O acompanhamento se deu no processo de prática antecipada assistida e em parceria, no qual assumo o papel de professora-orientadora nos planejamentos em aula. Neste movimento incentivo o processo de reflexão-ação acerca das experiências vivenciadas no âmbito do CCIUFPA, ao mesmo tempo, em que reflito sobre o processo formativo por meio dos deles ao construir dados que me direcionem nesta perspectiva. Nesta direção, também evidencio o processo de significação das visões deformadas da Ciência em detrimento de sua propagação. Para isto adoto técnicas que possibilitam o processo reflexivo de tais participantes, lanço mão de teóricos da área que fazem apontamentos acerca de dispositivos que possibilitam a compreensão de tais experiências. Para analisar tais dados utilizo a análise textual discursiva. Os resultados mostram que os professores-estagiários (res) significam suas experiências formativas ao ensinar Ciências em um processo investigativo que exclui visões deformadas e ingênuas propagadas pela escola formal e pelos meios de comunicação e informação. Ao vivenciar tal processo eu também (res) significo minha visão de Ciência e minha formação em um movimento de compreender tais compreensões. Elas me tocam, me modificam, me movem, me tornam quem eu sou, o que me faz refletir que tais análises acerca das compreensões podem contribuir na formação de professores os possibilitando de fazer Ciência ao ensinarem Ciências para seus alunos.

  • MARCELLO PAUL CASANOVA
  • MOTIVAÇÃO COMO PRODUÇÃO SUBJETIVA NO CONTEXTO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS COM PROJETOS

  • Data: 25/04/2017
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  • A motivação para aprender é uma preocupação permanente de educadores e pesquisadores. Entre as abordagens de ensino pensadas para motivar os alunos destaca-se a Pedagogia de Projetos, que valoriza o estudante como protagonista de sua aprendizagem. Apesar da importância atribuída à motivação, nem sempre as pesquisas realizadas explicitam um referencial teórico-metodológico para tratar do assunto. Muitas vezes, a motivação é pensada como resultante direta das atividades planejadas pelo professor e os fatores cognitivos e
    afetivos, envolvidos no processo, são compreendidos de forma dicotômica. Defendo a tese de que a Teoria da Subjetividade de González Rey amplia nossa compreensão sobre a motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, ao possibilitar a interpretação de configurações de sentidos subjetivos complexos, singulares e que emergem em diferentes contextos. Para dar suporte a esta afirmação, realizei dois estudos sobre a motivação para ensinar e aprender, a partir desse enfoque teórico-metodológico, com o objetivo de compreender as configurações de sentidos subjetivos dos sujeitos em relação ao ensino ou a aprendizagem com projetos. No primeiro, analisei os sentidos subjetivos de uma professora de Ciências para trabalhar com projetos. No segundo, analisei os sentidos subjetivos de um grupo de estudantes, envolvidos em um projeto de com teatro na escola. As informações foram construídas por meio de complementos de frases, redações, observações e conversas informais. Os sentidos subjetivos foram interpretados a partir de indicadores construídos na pesquisa, constituindo estudos de caso dos participantes. Tanto no estudo com a professora, quanto no estudo com os estudantes, compreendi a motivação dos sujeitos como resultante de configurações de sentidos subjetivos complexos e singulares, que não dependem apenas da situação atual, mas levam em conta suas experiências passadas e interações com outras pessoas, em outros contextos. Estes resultados sustentam a tese de que a Teoria da Subjetividade traz uma contribuição importante sobre a compreensão da motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, com implicações importantes para a pesquisa na área, para o ensino e para a formação de professores.

  • LIDIANE AMARAL BARBOSA
  • CURA OU CONSERVAÇÃO: UM DILEMA SOCIOAMBIENTAL NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES

  • Data: 10/04/2017
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  • Alterações climáticas, desertificação, desmatamento, queimadas, extinção de espécies da fauna e da flora, são algumas das questões que marcam a crise ambiental e, deste cenário, emergem alguns questionamentos, tais como a racionalidade do pensamento da atual civilização, o homem como centralidade do universo, os valores de dominação da natureza, o processo incontrolável e insustentável de produção, o reforço à cultura do consumo, a constituição de um mundo economizado. É nesse contexto, que se apresentam os desafios socioambientais contemporâneos, a saber: qualidade socioambiental e a sustentabilidade das cidades, mitigação e enfrentamento da mudança climática, gestão da água e dos resíduos sólidos, gestão das florestas, demanda crescente e alternativas energéticas, entre outros. O significado aqui atribuído ao termo desafio diz respeito às possibilidades de superação dos agravos que importam em insustentabilidade. Este trabalho trata o que hoje representa um dos desafios socioambientais contemporâneos – a floresta. Assim, a pesquisa foi conduzida pela seguinte questão: como professores, em processo de formação continuada, fundamentam sua tomada de decisão frente a um dilema socioambiental envolvendo o tema floresta? A pesquisa apresentou abordagem qualitativa, e se deu no contexto de um processo de formação continuada de professores da educação básica, que tinha como objetivo problematizar os recentes desafios socioambientais. As análises apresentadas referiram-se aos dados secundários produzidos em uma das atividades formativas, precisamente de um estudo de caso (fictício, mas verossímil) intitulado “Cura ou conservação: as questões de saúde humana e o ecossistema”, que envolvia um dilema socioambiental, o qual envolvia a extração de um bioativo antitumoral (paclitaxel – nome comercial taxol), encontrado no Taxus brevifolia, presente curiosamente em terras indígenas da Amazônia, o que implicaria na depleção desta espécie florestal. Os posicionamentos dos professores, em linhas gerais, manifestaram a integração de conhecimentos de duas áreas: ciências naturais e ciências sociais, aproximando-as. E, os professores chamaram atenção, em certa medida, para a necessidade de abolir o fosso existente entre essas duas áreas, constituindo-se movimento de quebra de paradigma e de diálogos entre disciplinas. Os professores consideraram aspectos como identidade, cultura e conhecimentos tradicionais, esquivando-se de posicionamentos que exorcizam a alteridade e a soberania dos conhecimentos científicos, em relação aos demais. As questões socioambientais mostram-se de difícil abordagem, dado o seu caráter complexo. Assim, pensar a floresta, notadamente a Amazônica, requer abordagem diferenciada, ao consideramos sua natureza multidiversa e, assim, o fizeram os professores, ao apresentarem seus posicionamentos. Evocaram aspectos para além da sua formação específica, integrando conhecimentos, em uma autêntica atitude interdisciplinar na consideração do dilema socioambiental proposto na formação. As discussões dos professores foram legítimas, seus posicionamentos pertinentes e mostraram-se atuais, ao considerarmos as preocupações que incidem no campo socioambiental.

  • JOSE CARLOS DE SOUZA PEREIRA
  • ALTERAÇÕES E RECOMBINAÇÕES PRAXEOLÓGICAS REVELADAS POR PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO ENSINO BÁSICO EM FORMAÇÃO CONTINUADA: a partir de um modelo epistemológico alternativo para o ensino da álgebra escolar

  • Data: 05/04/2017
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  • NÃO INFORMADO

  • FLAVIO NAZARENO ARAUJO MESQUITA
  • A prática de ensino como uma trajetória de formação docente do
    professor de matemática

  • Data: 05/04/2017
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  • Esta pesquisa trata de problematizar a prática de ensino com um dado objeto da
    matemática escolar a partir da compreensão dessa prática como fases do processo
    de transposição didática interna desse objeto realizada pelo professor. Assim, há o
    questionamento se esse processo leva a construção de uma trajetória de formação
    docente relativo a um dado objeto matemático escolar. Uma resposta afirmativa é
    construída a partir de um percurso de estudos e investigação sob o suporte teórico
    da teoria antropológica de didático, considerando o ensino de resoluções de
    equações do segundo grau. A construção dessa trajetória é a metodologia da
    pesquisa que se corporifica em um percurso de estudo e investigação pessoal do
    professor que busca no enfrentamento de seu problema de formação construir ou
    acessar a infraestrutura matemática escolar necessária que dê respostas aos seus
    questionamentos. Essa infraestrutura se dá pela compreensão de um modelo
    espistemológico de referência pelo professor que se traduz em seu modelo
    epistemológico pessoal de referência para o estudo da resolução de equações do
    segundo grau corporificado em sistemas de tarefas que articula vários objetos da
    matemática escolar. A construção da trajetória se deu pela formação de sistemas
    didáticos solitários e auxiliares que compõem o processo de transposição didática
    interna realizado pelo professor.

  • FERNANDO CARDOSO DE MATOS
  • PRAXEOLOGIAS E MODELOS PRAXEOLÓGICOS INSTITUCIONAIS: O CASO DA ÁLGEBRA LINEAR

  • Data: 04/04/2017
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  • Esta pesquisa trata de nossa inquietação em ensinar a disciplina Álgebra Linear em um Curso de Licenciatura em Matemática, devido a dificuldade dos alunos no entendimento dos objetos estudados. Os objetos sistemas lineares, matrizes, espaços vetoriais, subespaços vetoriais, combinações lineares, base e dimensão foram estudados a partir do estudo qualitativo de sistemas lineares, já que nossa ideia se deu em tornar o conteúdo menos abstração. Estudos nacionais e internacionais já abordaram o assunto utilizando teorias, outras propondo caminhos que demonstrassem as ações e funcionalidades de suas abordagens. Assim, esse trabalho responde as seguintes questões: Que características apresentam as organizações matemática e didática assumidas como praxeologias institucionais, referentes ao ensino de Álgebra Linear e Que condições podemos instaurar em instituição superior para fazer viver certas organizações matemáticas e didáticas com características específicas? Como resposta propomos um modelo epistemológico de referência, composto por um sistemas de tarefas constituídos a partir de um estudo histórico epistemológico em obras originais, as quais tivemos acesso, além da constituição de um percurso de estudo e pesquisa, que foi utilizado como metodologia de ensino em um curso de graduandos de Matemática, com durabilidade de 5 meses entre os anos de 2014 e 2015. A fundamentação teórica baseou-se na Teoria Antropológica do Didático. Partindo de um problema concreto, fizemos uma comparação da nossa proposta de modelo com livro didático adotado para ensinar a disciplina em análise e utilizamos as categorias de análise apoiadas na Teoria, além de comparar o modelo com o texto do saber de um professor que ministra esta disciplina no curso de Matemática. Em nossas análises constatamos que o objeto matemático sistemas lineares vem como apêndice no final do livro, e as tarefas não são articuladas com matrizes, espaços vetoriais e sub espaços, mas que as combinações lineares é uma tecnologia que justifica o estudo das dependências e independências lineares, base e dimensão do espaço. O modelo epistemológico dominante do livro didático analisado e do professor foi apresentar a definição, com aplicações diretas nas tarefas. Para desenvolvermos o estudo criamos três sistemas didáticos: o primeiro foi a criação da organização matemática e didática do modelo de referência, o segundo se deu pelo percurso de estudo com 14 alunos de graduandos e o último analisamos a organização matemática e didática apresentada, por meio dos grupos sobre objetos da Álgebra Linear estudados. O percurso de estudo comprovou que estudar sistemas lineares é estudar a própria Álgebra Linear. A partir do estudo, nossa tese se deu em elaborarmos uma proposta de um Modelo Epistemológico de Referência sobre a Álgebra Linear, voltada para o ensino básico, com impacto direto na formação de professores, tornando-se um modelo epistemológico alternativo para o curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Pará.

  • DENIVALDO PANTOJA DA SILVA
  • A INVARIÁVEL PRÁTICA DA REGRA DE TRÊS NA ESCOLA

  • Data: 04/04/2017
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  • Esta pesquisa trata do porquê da invariabilidade da ação dos professores frente às situações de Regra de Três. Uma compreensão é construida a partir da noção de práticas sociais com matemática que denominamos Praxeologia com Matematica, à luz da Teoria Antropologica do Didático em articulação com a noção de habitus.Os resultados apontam implicações para o ensino com base na Modelagem Matemática, no sentido das Organizações Praxeológicas que mobilizam saberes matemáticos e extra matemáticos estruturados segundo uma intenção didática.

  • SULENIR CANDIDA DA SILVA NASCIMENTO
  • A INTRODUÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR NO PARÁ: “ESCOLA DE PHARMÁCIA DO PARÁ” E ENSINO CIENTÍFICO (1897-1914).

  • Data: 22/03/2017
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar as contribuições da Escola de Pharmácia do Pará para o processo de introdução das ciências no ensino superior paraense. Escolhemos o ano de 1897, como marco inicial da pesquisa, devido à criação da Sociedade Médico-Pharmacêutica do Pará, analisada no primeiro capítulo como condicionante para a criação da Escola de Pharmácia do Pará. Delimitamos como marco final o ano de 1914, porque abrange os dez primeiros anos de funcionamento da Escola de Pharmácia do Pará e coincide com alterações provocadas pela Lei Rivadávia Correa, que reformou e deu novas diretrizes a instrução superior no Brasil. Dedicamos o segundo capítulo a analisar o contexto social que influenciou a criação da escola de Pharmácia, mais especificamente os relacionados a questões de saúde, onde enfatizamos o diálogo entre elementos da cultura moderna, por vezes representadas nas políticas e instituições ligadas às ciências, como a Diretoria do Serviço Sanitário do Pará, com elementos da cultura tradicional, representadas nas ações de pajés, curandeiros e práticos. Por fim, no terceiro capítulo examinamos a presença das ciências na Escola de Pharmácia do Pará ao longo de sua primeira década de funcionamento, ou seja, de 1904 a 1914, não de modo isolado, mas como parte de um processo que se acentuou com o avanço da modernidade. Concluímos que esta instituição deu continuidade ao ensino das Ciências, configurando-se como pioneira da introdução do ensino científico no nível superior paraense. As ciências, que desde o início predominaram no currículo, foram sendo ampliadas ao longo dessa década, principalmente por meio do número de disciplinas.

  • LUCIANA AGUIAR SILVA DA PAIXAO
  • A CONSTRUÇÃO DE SABERES DOCENTES NO DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS

  • Data: 13/03/2017
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  • Esta pesquisa teve por objetivo investigar os saberes docentes de professores de ciências. Na perspectiva de responder a seguinte questão: Que saberes docentes são produzidos no desenvolvimento de uma prática investigativa? Assumo a pesquisa na perspectiva qualitativa, foram identificados quatro professores, que no seu fazer docente desenvolveram pratica investigativa, suas ações foram realizadas em diferentes localidades do Estado do Pará: Abaetetuba, Inhangapi e Região das Ilhas. Esses sujeitos foram entrevistados e explanaram como foi a experiência. Os dados produzidos a partir da entrevista foram analisados a luz da análise textual discursiva, desse modo pudemos identificar os saberes produzidos. Organizei o processo de análise em cinco eixos, para dar a conhecer os sujeitos em diferentes aspectos, em particular seus saberes. Os saberes construídos a partir da pratica investigativa, foram se constituindo por meio da relação com os estudantes, com a escola e a comunidade, porém, movidos por uma história particular de formação e história de vida, além do desejo de proporcionar aos estudantes aquilo que, na visão dos sujeitos, lhes foi negado em seu processo de escolarização. Assim, evidencio saberes docentes construídos a partir de experiências com as práticas investigativas vivenciadas no decurso da escolarização básica, enquanto estudantes, durante a formação inicial e no exercício da profissão. Estes saberes expressão a compreensões sobre a ciência, a formação do sujeito e o processo de ensino e aprendizagem. Assim, a pesquisa evidenciou que o desenvolvimento de práticas investigativas potencializa a construção de saberes, mostrando-se como importante instrumento de formação de professores de ciências.

  • FRANCISCA JANICE DOS SANTOS FORTALEZA
  • A ESCOLARIZAÇÃO DA MATEMÁTICA NOS GRUPOS ESCOLARES PARAENSES (1899 – 1930)

  • Data: 03/03/2017
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  • NÃO INFORMADO

  • AMANDA MOURA DA ROCHA
  • CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA ENSINAR ÁLGEBRA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Perspectivas Histórica e Atual

  • Data: 03/03/2017
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  • A leitura de pesquisas direcionadas para o tema “Jogos pedagógicos na Educação
    Matemática” permitiu-nos observar que a maioria destas pesquisas aponta para os benefícios
    alcançados na utilização desses materiais. Entretanto, notamos ser necessário aprofundar
    sobre a inserção desses jogos pedagógicos no ensino da Matemática ao longo da história.
    Assim, fizemos um recorte do objeto de estudo de modo a buscamos conhecer melhor suas
    bases científicas, intencionando centrar, posteriormente, nossa investigação nos
    conhecimentos específicos do campo da Pré-álgebra para o Ensino Fundamental I,
    conhecimentos matemáticos que ainda possuem pouca atenção nacional quando falamos dos
    documentos que orientam as bases educacionais para o ensino da Matemática. Apoiados
    nestas premissas, elaboramos o seguinte problema de pesquisa: que contribuições os jogos
    podem trazer para o ensino da Pré-álgebra a partir da sua História e de noções da Teoria das
    Situações Didáticas (TSD)? Objetivando enfatizar pontos convergentes na TSD e na História
    dos jogos para fundamentar a elaboração de propostas de ensino, que objetivem o
    desenvolvimento do raciocínio algébrico com o auxílio de jogos. Para atingir essas metas
    realizamos uma pesquisa de cunho qualitativo, sob os procedimentos da pesquisa
    bibliográfica, que envolveram a história dos jogos e o olhar da Teoria das Situações Didáticas
    sobre os jogos como materiais didáticos, cujo resultado possibilita a organização de
    planejamentos de atividades nas quais as situações de aprendizagem levem em consideração a
    ação dos alunos sobre desafios propostos por jogos, sendo que dois deles foram adaptados
    pelos autores, de forma a estes dois terem a função de proporcionar a aprendizagem de
    operações aritméticas com os diferentes significados da igualdade, utilização de incógnitas e
    variáveis, realizar generalizações, previsões e outras formas de representação dos resultados
    obtidos sob o auxílio do professor.

  • RONNY GLEYSON MACIEL DE MORAES
  • SABERES E FAZERES DE PESCADORES DE CARANGUEJO DE SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA: Uma abordagem etnomatemática

  • Data: 13/02/2017
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  • Este estudo apresenta resultados de uma pesquisa qualitativa desenvolvida no município de São Caetano de Odivelas/PA e tem como objetivo analisar os saberes e fazeres das atividades cotidianas de pescadores de caranguejo e as possibilidades de uso no ensino e aprendizagem de matemática no Ensino Fundamental. O aporte teórico fundamenta-se em estudos direcionados à Etnomatemática, a qual estuda a relação das ideias matemáticas com os saberes socioculturais do comportamento humano. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2013 e, para esta dissertação, o trabalho investigativo foi empreendido no período de novembro de 2014 a julho de 2016, sendo desenvolvido com a participação de três pescadores de caranguejo, um marreteiro e uma catadora da massa do caranguejo por meio de observações de suas práticas de captura, beneficiamento e comercialização. O conteúdo analítico foi constituído por meio de entrevistas pautadas em diálogos informais, registros fotográficos e audiovisuais, que serviram de fonte de informação para as análises da pesquisa. A proposta em apresentar possibilidades de interação entre saberes matemáticos escolares e saberes tradicionais dos pescadores de caranguejo reflete em grande parte a minha história de vida em São Caetano de Odivelas, uma vez que tive a oportunidade de realizar essa atividade na minha adolescência, o que me fez ter interesse em compreender os seus saberes e fazeres com enfoque no âmbito educacional. Com a realização da pesquisa, constatou-se que é possível utilizar no ambiente escolar os conhecimentos tradicionais dos pescadores de caranguejo relacionando suas atividades laborais ao ensino de matemática fazendo uma conexão entre esses saberes.

  • DIANA GONCALVES DOS SANTOS
  • CONTOS DE TRADIÇÃO ORAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: uma prática interdisciplinar em aulas de ciências

  • Data: 09/02/2017
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  • Este trabalho foi desenvolvido com estudantes do 4° ano da educação básica da escola Regime de convênio Monsenhor Azevedo, oriundos da ilha do Combu. Trata-se especificamente de práticas didáticas de caráter interdisciplinar e transdisciplinar, cuja pretensão foi resgatar a cultura local por meio dos contos de tradição oral, bem como mobilizar atitudes reflexivas sobre o contexto ambiental relacionando um dos problemas mais destacados no meio de comunicação: a falta de água em determinada localidades. A proposta nos motivou na busca de vários estudos teóricos no que se relaciona aos povos primitivos que viviam antes da colonização portuguesa, em meio suas crenças, mitos e histórias contadas, bem como, nos estudos relacionados ao meio ambiente e a recursos hídricos. Cabe destacar a imersão em campo com rodas de conversas com os genitores dos estudantes, para compreensão das narrativas orais que as crianças trazem sobre sua cultura local nas atividades. Assim a proposta nos possibilitou a compreensão de que os saberes tradicionais potencializam o processo de alfabetização científica nas diversas áreas de conhecimentos.

2016
Descrição
  • GUILHERME MOTTA DE MORAES
  • ORGANIZAÇÕES MATEMÁTICAS NOS LIVROS DIDÁTICOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: O CASO DA NOÇÃO DE RACIOCÍNIO COMBINATÓRIO

  • Data: 20/12/2016
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  • A pesquisa teve como objetivo analisar as organizações praxeológicas (OP) em torno do objeto matemático Noção de Raciocínio Combinatório em duas coleções de livros didáticos do 1º ao 5º Ano do EF, utilizados nas escolas do município de Belém/PA. A qual possibilitou evidenciar e caracterizar, o processo de organização didática de saberes matemáticos, a partir dos livros didáticos aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático, 2013 e 2016, assim como, os Parâmetros Curriculares Nacionais, as resenhas do Guia do Livro Didático do Plano Nacional do Livro Didático e as Matrizes Curriculares de Referência para este ano de escolarização (1º ao 5º Ano do EF). Neste sentido, para estudar esse objeto, a Teoria Antropológica do Didático, proposta por Yves Chevallard é adotada como referencial teórico, e é feita uma abordagem metodológica baseada na pesquisa qualitativa, realizada através do estudo bibliográfico. Os resultados desta pesquisa evidenciam algumas questões importantes, como: o enfoque presente nas duas coleções de livros didáticos baseado na resolução das atividades, em uma abordagem puramente clássica. Observa-se, uma mudança na técnica para se calcular as atividades proposta, passando de uma organização pontual para uma organização local, e também, que as tarefas e as técnicas, relativas aos cálculos de possibilidades e a números de combinações, não sofreram mudanças ao longo dos anos nas duas coleções de livros didáticos. Dessa forma, a organização praxeológica em torno dessas duas coleções de livros didáticos analisadas segundo gascòn são clássica.

  • MARIO ALEXANDRE DE SOUSA JUNIOR
  • A CALCULADORA CIENTÍFICA NA TRANSIÇÃO DE ARTEFATO A
    INSTRUMENTO: UMA ABORDAGEM INSTRUMENTAL NOS CURSOS DE ENGENHARIA

  • Data: 16/12/2016
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  • Este estudo aqui apresentado investigou o uso da calculadora científica na transição de artefato a instrumento nos processos de estudo em torno do Cálculo Diferencial do primeiro semestre dos cursos de Engenharia Civil/Elétrica/Mecânica em uma Universidade particular na cidade de Belém-Pará. A atividade analisada foi elaborada de modo a proporcionar o uso da calculadora científica Casio modelo fx-82MS. A pesquisa se deu como um estudo de caso. Pra alcançar tal objetivo, a priori foi proposta uma oficina para avaliar a experiência dos graduandos na utilização da calculadora, e a posteriori, aplicação de atividades envolvendo noções de Cálculo Diferencial e sob o ponto de vista da Gênese Instrumental de modo a ser estabelecido seu papel em um processo de construção de conhecimentos, assim os resultados foram analisados ao modelo da (s) Situação (ões) de Atividade (s) Instrumental (is) - SAI, de modo a analisar ações de instrumentação. Com base nas atividades, observamos que a maioria dos graduandos não conhecia a calculadora científica e seus recursos até a realização da oficina, passando a (re) conhecê-la durante as atividades à medida que iam se apropriando de seus recursos para realizar as atividades de noções de Cálculo Diferencial, potencializando-a de artefato a instrumento.

  • VALDOMIRO PINHEIRO TEIXEIRA JUNIOR
  • A TERAPIA DE WITTGENSTEIN E O ENSINO DE ÁLGEBRA

  • Data: 07/12/2016
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  • Esta pesquisa se baseia na terapia de Wittgenstein, proposta para uma análise do ensino de álgebra. Apresentamos concepções tradicionais filosóficas que estão presentes nas teorias educacionais, que se relacionam às concepções essencialista e referencial, entre as quais destacamos o construtivismo piagetiano. A terapia de Wittgenstein se opõe ao essencialismo platônico e à concepção referencial da linguagem. Esta filosofia aponta para a natureza convencional dos nossos fundamentos, inclusive das tradições filosóficas, que aqui estendemos às teorias educacionais. Nesse sentido, trazemos a epistemologia do uso de Arley Moreno como contribuição da terapia de Wittgenstein para a compreensão de como se dá o conhecimento, de onde buscamos formular alguns pressupostos teóricos de aprendizagem. Realizamos uma análise de cunho epistemológico sobre a álgebra, onde mostramos sua evolução e a relação desta com o modo de se pensar seu ensino. A álgebra se constrói como uma linguagem, e, assim, apresenta as características gramaticais, no sentido Wittgensteiniano. A partir do referencial teórico apresentado empreendemos uma análise de textos e documentos: 102 dissertações e teses entre 2006 e 2015, quatro referenciais de destaque, documentos oficiais desde os PCN e cinco livros didáticos, destacando em todos estes o ensino de álgebra e o referencial teórico seguido. As concepções essencialista e referencial estão presentes na construção do conhecimento algébrico no decorrer da história, e consequentemente, em seu ensino, apresentando-se na forma de teorias educacionais que buscam fundamentos extralinguísticos para explicar como se dá o conhecimento. A terapia filosófica de Wittgenstein pode contribuir apresentando as confusões causadas por tais fundamentos filosóficos da construção histórica da álgebra, assim como ao seu ensino, já que a ela tem um caráter não-essencialista e considera que é a linguagem a fonte de produção de significados. Objetivamos realizar uma análise baseada na terapia de Wittgenstein, para compreendermos estes fundamentos filosóficos, que causam confusões, os caminhos possíveis de pesquisa e, em consequência, do ensino de álgebra, e assim apresentar as possibilidades pedagógicas. Pretendemos apresentar não só as confusões e suas consequências, mas as possibilidades oferecidas pela terapia de Wittgenstein, para a compreensão de concepções teóricas em uso na educação, buscando trazer, então, possibilidades de pesquisa e de ensino da álgebra escolar. A partir da epistemologia do uso, a álgebra pode ser entendida como tendo uma gramática, e assim, ela é autônoma, arbitrária e possibilita relações internas de sentido. A autonomia do aluno se dá a partir do conhecimento de regras e dos seus usos em diversas situações. O aluno começa, a partir de um determinado momento não previsível a priori, a “fazer lances” no jogo de linguagem envolvendo a álgebra, inclusive aplicando regras a outros tipos de situações desconhecidas e não devido a um conhecimento a priori do conteúdo.

  • LILIAN VALENTE TELES
  • ASPECTOS/CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS INVESTIGATIVAS REALIZADAS POR PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

  • Data: 05/12/2016
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  • O objetivo principal foi investigar quais aspectos/características estão presentes nas práticas investigativas de professores da educação básica, na perspectiva de compreender e discutir esses aspectos/características próprios no planejamento, realização e desenvolvimento dessas práticas. Esta investigação se desenvolve no estudo de caso, triangulando dado documental, relatórios e entrevistas. Delimito um caso, ao analisar professores da educação básica que tiveram seus planos aprovados no PIBICJR, no edital Nº 007/2009 da FAPESPA, em 2009, no Estado do Pará. Após critérios estabelecidos no processo de pesquisa e a consulta ao Currículo Lattes de 68 professores que tiveram seus planos aprovados, 19 professores que atuavam na educação básica formaram o universo deste estudo. Com análise nos relatórios de cada sujeito e nas entrevistas, construo categorias, de modo que, nesta pesquisa, tive 5 sujeitos de pesquisa e foi possível analisar 11 relatórios e 5 entrevistas, a partir das quais encontro semelhanças e diferenças entre os sujeitos e os aspectos/características próprios das práticas que desenvolveram. A análise do edital, relatórios técnicos e entrevistas possibilitaram a construção de um texto para cada sujeito, nos quais pude adentrar no desenvolvimento dos planos e nas experiências docentes de cada um deles. Esses aspectos/características estão direcionados à formação do professor, o que o professor deseja ao estudante e que estratégias de produção de conhecimento nas práticas investigativas são utilizadas, em vista da necessidade de pesquisar mais sobre os aspectos/características e de incentivar o desenvolvimento das práticas investigativas na formação inicial e continuada dos licenciados e graduados.

  • EUNICE MARIA FIGUEIRA CAJANGO
  • Educação matemática em uma classe hospitalar: relações, enredamentos e continuidades

  • Data: 30/11/2016
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  • O eixo central da pesquisa surgiu da proposta de dirigir o olhar ao cenário que compõe o contexto da educação em ambientes hospitalares, para investigar se atividades baseadas na escuta mútua e que privilegiem a constituição embodied de conhecimentos matemáticos podem ou não contribuir para o bem-estar dos educandos, bem como favorecer a continuidade de estudos após ou mesmo durante o tratamento médico. A pesquisa tem como referencial teórico a cognição embodied, a partir da perspectiva de Luis Radford. A metodologia adotada é de abordagem qualitativa, e os dados foram obtidos por meio de entrevistas e atividades de educação matemática realizadas em um espaço anexo à Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, destinado ao acolhimento de pessoas em tratamento de saúde em Belém/PA, com nove educandos, na faixa etária de 11 a 57 anos, com níveis de escolaridade compreendidos entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. O registro dos dados se deu a partir de anotações em caderno de campo, áudios e filmagens das atividades desenvolvidas. Houve também entrevistas com pais, alunos e professoras, no intuito de coletar informações sobre um pouco do percurso de cada aluno observado. A discussão dos dados é estruturada de modo a atender a dois aspectos: a importância das relações dialógicas configuradas no ambiente da classe hospitalar para o bem-estar e o envolvimento dos participantes ao longo do processo educacional e a constituição embodied de conhecimentos apresentada pelos educandos em relação aos temas propostos. A comunicação dos resultados está distribuída em dois temas: composições referentes à geometria básica e significações a respeito de medidas-padrão para comprimento e distância. As considerações finais afirmam a importância do acompanhamento docente em matemática a educandos em tratamento de saúde, de modo a concorrer para a garantia de continuidade no seu processo educativo. Compreendemos ainda que foram evidenciados indícios acerca da relevância de atividades que assumam aspectos embodied na constituição de conhecimentos matemáticos. Destacamos a necessidade de fortalecimento da parceria entre universidade e ambiente educacional hospitalar, com vistas à produção de novas pesquisas que contribuam para ampliar e fortalecer o debate sobre políticas públicas para educandos nessa situação. Por fim, sugerimos a proposição e o desenvolvimento de investigações acerca dos processos educacionais nas unidades escolares que recebem educandos durante ou após o tratamento de saúde, com vistas a amparar reflexões na perspectiva inclusiva de acesso democrático e universalizado ao sistema educacional.

  • HELANE SUZIA SILVA DOS SANTOS
  • UMA CARTOGRAFIA DAS SEXUALIDADES: ENTRE LINHAS E MAPAS DOS AFETOS NA ESCOLA

  • Data: 22/11/2016
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  • A sexualidade é um tema clássico, sobre a temática existem vários estudos com diferentes perspectivas teóricas. Nesse ensaio-tese, que se encontra entre linhas não universalizantes ela se faz presente. Argumenta-se, que a sexualidade é pensada como máquina desejante, traçada pelas linhas flexíveis, moleculares e de fuga, as quais fissuram os segmentos consolidados pela máquina escolar, configurando vazamentos, processos de resistências, assim como uma estética e uma política da existência, que nos entre-espaços da escola potencializam outros modos de sentir e de tornar-se. Entende-se que o desejo não é falta, mas produção, criação, invenção; sendo atravessado pelos campos sociais e pelos processos de individuações. Para o estudo problematiza-se, como os corpos experimentam as sexualidades no entre-espaço escolar? O objetivo principal do estudo é experimentar uma cartografia das sexualidades no entre espaço da escola e nos seus arredores que potencializem outros modos de existências para além das formas identitárias. O estudo foi inspirado na Filosofia da Diferença de Deleuze e Guattari, tomando-os como intercessores criativos de leituras e do pensamento. A filosofia desses autores é posta como disparadora de ideias. De modo pragmático, parte-se de encontros com pessoas, imagens, narrativas e com o cotidiano escolar em seus diferentes movimentos (salas de aulas, áreas de recreação, arredores dos muros escolares) em instituições da Educação Básica em Belém do Pará, atravessados pelo tema sexualidade. A partir destes encontros/forças, compõe-se uma cartografia das sexualidades, sendo aqui entendida como um procedimento, ou mesmo, como um plano de composição, que se faz pelas aberturas, pelas zonas de intensidades. Não se buscou um roteiro a priori, que oferecesse um percurso retilíneo para o ensaio; a cartografia entra em um campo de virtualidades, pois os modos de existir configuram movimentos que se compõem por agenciamentos. Seus modos estão nos encontros, que impõem a qualidade da potência nos movimentos, que são de latitudes (afetos/encontros) e de longitudes (movimentos de velocidades, lentidões e repouso). Mapas abertos das sexualidades configuram as imagens-grafias e narrografias, que fissuram o espaço escolar colocando as sexualidades como produções desejantes. O texto convida os leitores a entrar pelas aberturas e fazer suas (de)composições, criando outras vitalidades possíveis em relação às sexualidades no entre-espaço escolar.

  • JONATAS BARROS E BARROS
  • A Introdução das Ciências Naturais no Pará por meio das Instituições de Ensino

  • Data: 13/10/2016
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de introdução das Ciências no Pará, por meio das escolas, e as condições que possibilitaram esse processo. Retomamos as Reformas Pombalinas da segunda metade do século XVIII, que marcaram a introdução da Racionalidade Científica Moderna no Reino Português, onde o Pará era Colônia. Expulsaram os Jesuítas, inserindo uma lacuna na educação, que começou a ser preenchida com a criação do Colégio dos Nobres, da Reforma na Universidade de Coimbra e implantação de Aulas Régias. Nessa fase as Ciências Naturais foram introduzidas somente na Metrópole, enquanto que no Pará criaram Aulas que mantiveram o predomínio das Letras e Humanidades. As Reformas do Marquês de Pombal tornaram o ambiente educacional paraense mais favorável a receptividade das Ciências da Natureza, principalmente por causa da estatização da educação. Esta se tornou incisiva a partir da segunda metade da década de 1830. Governantes do Pará sugeriram a introdução de disciplinas científicas e modelos educacionais que vigoravam em países como a França, que era um centro difusor da modernidade. Isso começou a se concretizar com a criação do Liceu Paraense em 1841, que tinha o propósito de proporcionar o ensino secundário. Dez anos depois, em 1851, ele implantou pela primeira vez a Física e a Química, o que se repetiu por mais duas vezes, em 1868 e 1873. Na primeira inserção a Botânica também esteve presente, enquanto que na última, a História Natural. Em 1871, fase inicial da Belle-Époque, momento em que a entrada da Modernidade no Pará estava acelerando, Física e Química tiveram continuidade na Escola Normal do Pará, criada nesse ano, com o fim de formar professores para atuarem na instrução primária, mas somente até 1872, quando foram retiradas desta instituição. Em 1890 retornaram com mais expressividade, sendo representada por seis Ciências. Na instrução primária, as Ciências da Natureza também constaram, a partir de 1870, motivando professores desse ramo a cursarem Física e Química na Escola Normal e no Liceu Paraense. Com isso, as instituições de ensino foram fundamentais na introdução das ciências no Pará, condicionadas pelo contexto social, inicialmente das Reformas Pombalinas, que culminou na estatização da educação, e da Belle-Époque, com a aceleração da entrada da Modernidade no Pará. A presença científica nos currículos foi marcada por descontinuidades, na fase inicial, visto que a recepção do processo modernizador, pela cultura local, ainda não tinha tornado a aprendizagem das ciências uma necessidade imperativa. Isso começou a acontecer a partir de 1890, quando as Ciências passaram a se ampliar nos currículos escolares.

  • JORGE RAIMUNDO DA TRINDADE SOUZA
  • CTS NO CONTEXTO DO NOVO ENEM E DO ENSINO DE QUÍMICA

  • Data: 07/10/2016
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  • O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), instituído em 1998, tornou-se o principal processo de avaliação da Educação Básica no Brasil, projetando-se como um importante elemento de disseminação de novos valores educacionais. A concepção do exame incorpora uma proposta de avaliação do desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania, um dos objetivos do enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), no ensino de Ciências, envolvendo conhecimentos de disciplinas do Nível Médio, em que a Química está inserida. Neste contexto, esta pesquisa qualitativa, que adota também padrões quantitativos, teve como principal objetivo analisar, com base nos pressupostos da perspectiva curricular CTS, as relações entre as competências e habilidades (C&H) de Ciências da Natureza e suas Tecnologias do Enem (CNT) com as questões associadas ao ensino de Química deste exame, no período compreendido entre 2009 a 2015 (novo Enem), e os fatores que influenciam estas relações. A leitura exploratória de documentos e textos científicos sobre o Enem e sobre CTS, assim como minha vivência docente, permitiu-me inferir, a priori, que existe algum nível de aproximação do enfoque CTS nos documentos e questões do Enem. Essa percepção me instigou a pesquisar como e em que medida isso ocorre. Assim, investiguei como ocorrem as aproximações entre os pressupostos teóricos do enfoque CTS com as competências e habilidades de CNT e com as questões associadas ao ensino de Química aplicada no novo Enem. Para isso, foi necessário verificar se as competências e as habilidades possuem associações com os pressupostos teóricos da perspectiva CTS, além de analisar o conteúdo e a estrutura das questões associadas ao ensino de Química, examinando se e como ocorreu a aproximação destas questões com os princípios da perspectiva educacional CTS, e que condições determinam a mediação desta relação de proximidade. Para a obtenção das informações, foram utilizadas três técnicas de coleta de dados: observação, verificação de documentos oficiais da educação brasileira e análise de questões aplicadas no novo Enem. Como instrumento de análise das questões, foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD). Excertos de entrevistas com professores da UFPA elaboradores de questões do Enem foram aproveitados como apoio nas discussões dos resultados obtidos. Os resultados mostraram que, enquanto as C&H de Ciências da Natureza e suas Tecnologias possuem forte associação com os pressupostos da perspectiva educacional CTS, as questões do novo Enem apresentam aproximação em diferentes níveis dos princípios teóricos do enfoque CTS. Os resultados também apontaram que entre as 156 questões analisadas, que são pertinentes ao ensino de Química, 46,1% não apresentaram aproximação com os princípios do enfoque CTS; 32,1% mostraram aparente relação com estes pressupostos e 21,8% estão associadas aos princípios do enfoque CTS. O modelo de educação no Brasil, a formação tradicional dos professores elaboradores e a pouca compreensão desta concepção curricular são fatores que convergem para esta frágil concordância. Apesar disso, esta pesquisa busca contribuir para um ensino de Química mais significativo para o aluno e fornecer uma análise detalhada sobre os itens de Química do Enem, objetivando subsidiar a construção de questões com conhecimentos que se aproximem da perspectiva educacional CTS, que se constitui em uma forte tendência atual no ensino de Química e Ciências Naturais.

  • WELLINGTON EVANGELISTA DUARTE
  • CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM FORMAÇÃO CONTINUADA: O USO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS

  • Data: 28/09/2016
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  • Neste trabalho apresentamos os resultados de uma pesquisa com quinze professores de matemática, em formação continuada na Universidade Federal do Pará, em que investigamos suas concepções acerca da utilização do material didático no processo de ensino e aprendizagem em matemática. A pesquisa teve como referencial as concepções pedagógicas acerca do uso dos materiais didáticos e a Teoria das Situações Didáticas, possibilitando-nos o entendimento das relações que favorecem o aprendizado em matemática. Foram realizados cinco momentos de estudos na formação para a produção dos dados, que chamamos de sessões. Para realizarmos as sessões adotamos como procedimento teórico-metodológico o Percurso de Estudo e Pesquisa. Os resultados revelaram, quanto à concepção inicial do professor, que de uma maneira geral eles veem como positivo o uso desses materiais didáticos durante suas aulas de matemática, dando ênfase na reação que esse material promoverá na relação aluno-saber.

  • ROBSON ANDRE BARATA DE MEDEIROS
  • NOVAS PEDAGOGIAS E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

  • Data: 08/09/2016
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  • Tomando como referência principal os escritos de Marx, Vigotski, Duarte e Saviani, este trabalho discute questões relacionadas à universalidade do conhecimento e as influências do liberalismo e da ideologia pós-modernista na educação matemática que obstam esta universalidade. No interior de uma pesquisa de natureza teórica, nosso objetivo geral é analisar e evidenciar as influências da ideologia pós-modernista na educação presentes em algumas pesquisas em educação matemática. Para verificar o objetivo geral traçamos os seguintes objetivos específicos: a) Evidenciar que para o aprender a aprender o conhecimento matemático escolar não possui sentido e que, por tal, o sentido está nas práticas e nos saberes populares; b) Indicar que nas pedagogias pós-modernistas existe a valorização da fragmentação e construção do conhecimento matemático em detrimento de sua universalização e transmissão; c) Apontar o multiculturalismo como pertencente a ideologia pós-modernista e como defensor das diferenças na educação matemática como sinal de respeito à diversidade; d) Mostrar o multiculturalismo, presente no aprender a aprender, como defensor do relativismo cultural; e)Discutir a valorização das diferenças, como forma de manter as desigualdades, desviando a atenção do maior problema do capitalismo que é a lutas de classes.Nos diversos trabalhos da área da educação matemática analisados encontramos a presença da ideologia pós-modernista expressa nas pedagogias do aprender a aprender e do construtivismo que se manifestam na valorização do cotidiano em detrimento ao escolar; na construção do conhecimento em detrimento a sua transmissão pelo professor; no relativismo; na incerteza; na nocividade do conteúdo matemático mais desenvolvido; na defesa de manifestações da matemática no cotidiano como algo libertário e democrático; na defesa das diferenças, também, em nome das diferenças; o combate a universalidade; a apologia ao local e fragmentado; desvio do problema de classes para problemas de gênero ou racial que contribui para a fragmentação da luta por uma causa maior que é emancipar da classe trabalhadora e da humanidade. Ou seja, o liberalismo e as pedagogias pós-modernistas obstam o processo de humanização, de universalização do conhecimento e de superação da ordem estabelecida. O processo de transmissão do conhecimento matemático elaborado na escola, pelo professor, ou a socialização da matemática escolar é de suma importância para o processo de universalização do conhecimento que objetiva, por um lado, a humanização do indivíduo e, por outro, a superação, por incorporação, da sociedade capitalista.

  • CACILENE MOURA TAVARES
  • A ABORDAGEM CTSA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: um estudo documental do Plano Estadual de Educação no Estado do Pará

  • Data: 26/08/2016
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  • A utilização da abordagem CTSA no ensino de Ciências do Ensino Médio é importante para a formação do ser humano que convive na sociedade contemporânea. Este cenário denota a relevância de realizar esta pesquisa, no âmbito do Estado do Pará, por meio da análise de documentos pertinentes à referida abordagem, como o Plano Estadual de Educação, aprovado em 2015, e o Programa Ensino Médio Inovador (PROEMI), desenvolvido na esfera federal a partir de 2009, para verificar suas aproximações à abordagem CTSA, que já se faz presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Para o estabelecimento de comparativos do ensino de Ciências clássico e o que utiliza a abordagem CTSA nos valemos dos estudos de Zoller e Watson (1974 apud SANTOS; SCHNETZLER, 2010), tendo como procedimento metodológico a análise de conteúdo de Bardin (2011). A percepção inicial do estudo demonstra que os documentos analisados – PEE/PA e PROEMI –, em sua contextualização geral, apresentam visões, olhares relativos à abordagem CTSA e o ensino de Ciências, em busca de melhorias na oferta do ensino médio em escolas públicas paraenses, possibilitando-nos afirmar que foram encontradas contribuições no PEE/PA que aproximam a abordagem CTSA no ensino de Ciências do Ensino Médio Inovador (PROEMI) no Pará. Contudo, também ficou cabalmente demonstrado que das seis palavras-chave destacadas para análise, quatro – “cidadania”, “tecnologia”, “sociedade” e “valores” –, são pouco citadas expressamente em ambos os documentos analisados, nos levando a considerar que não foram devidamente utilizados todos os aspectos da abordagem CTSA e o ensino de Ciências pelos poderes públicos federal e estadual na confecção das referidas políticas públicas, construídas visando à educação de nível médio. Assim, fica nítido que os documentos analisados não foram construídos na perspectiva da abordagem CTSA, mesmo que o ensino médio valorize a ciência e a tecnologia na formação humana do aluno, nos aspectos socioculturais, para a formação da cidadania. Foi possível constatar, portanto, que o objetivo desta pesquisa foi atingido.

  • ANTONIA EDIELE DE FREITAS COELHO
  • DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES COGNITIVAS EM UM CURSO DE
    FÉRIAS: a construção do conhecimento científico de acordo com a Aprendizagem
    Baseada em Problemas

  • Data: 26/08/2016
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  • O presente estudo trata das Habilidades Cognitivas manifestadas por um grupo de seis
    professores participantes de um Curso de Férias, ocorrido na cidade de Belém (PA), o
    qual se utiliza de metodologias que procuram incentivar a participação mais ativa de seus
    cursistas, por meio da realização de atividades práticas fundamentadas principalmente na
    Aprendizagem Baseada em Problemas. Dessa forma, objetivou-se analisar quais os níveis
    de Habilidades Cognitivas manifestados pelos professores ao resolverem um problema
    real, durante a realização de atividades experimentais investigativas e também nos
    momentos de socialização de suas descobertas. Procura-se ainda ponderar em relação às
    perguntas elaboradas pelos monitores e sua relação intrínseca com as Habilidades
    manifestadas pelo grupo de professores. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa,
    utilizando-se de recursos como diários de campo, vídeogravações, com posterior
    transcrição das falas dos sujeitos para a constituição da mesma. Para estabelecimento das
    categorias de análise utilizou-se as ideias de Zoller, o qual propõe que as Habilidades
    Cognitivas podem ser evidenciadas de acordo com o baixo ou alto nível de cognição,
    alcançadas por meio da resolução de um problema, sendo denominadas de Algorítmicas,
    Habilidades Cognitivas de baixa ordem e Habilidades Cognitivas de alta ordem, essas
    categorias são aqui identificadas em cinco níveis propostos de acordo com sua
    caracterização. As perguntas elaboradas pelos monitores também são classificadas em
    quatro níveis categorizados, de acordo com a proposta de Suart. Deste modo, as análises
    compõem-se em duas situações problemáticas que foram selecionadas segundo os dados
    coletados com a pesquisa. Durante as análises realizadas em cada um dos episódios
    considerados mais proeminentes, foi possível identificar que as Habilidades Cognitivas
    desenvolvidas pelos professores relacionam-se diretamente ao vínculo identificado na
    relação monitor-cursista e também cursista-cursista, já que a cooperação presente durante
    os momentos de realização das atividades propostas no curso contribuem
    significativamente para que se alcancem os mais altos níveis de cognição, bem como altos
    níveis de formulação de perguntas, haja vista que em diversas situações os professores se
    utilizam de discursos existentes em discussões anteriores realizadas pela equipe ou
    procura auxiliar-se por meio das indagações constantes realizadas pelos monitores. Com
    base nessa pesquisa, é possível identificar que a utilização de atividades experimentais
    investigativas contribui consideravelmente para o desenvolvimento e manifestação de
    Habilidades Cognitivas de alta ordem. As atividades desenvolvidas neste Curso de Férias
    aproximam-se dos objetivos apresentados pela Aprendizagem Baseada em Problemas e é
    perceptível em diversos momentos a manifestação de habilidades de níveis N4 e N5 de
    cognição nos professores participantes.

  • ELISANGELA APARECIDA PEREIRA DE MELO
  • Sistema Xerente de Educação Matemática: negociações entre práticas socioculturais e comunidades de prática 

  • Data: 23/08/2016
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  • Ao considerar a complexidade que envolve a formação de professores indígenas e o ensino da Matemática escolar nas escolas indígenas, em especial, no que tange às interconexões das práticas socioculturais com as ações educativas e formativas, investigou-se, neste trabalho, em que sentidos é possível tomar as vivências, oriundas de atividades sociointerativas dos indígenas Xerente, como base mobilizadora de ações na e para a formação indisciplinar de professores que ensinam Matemática em comunidades de prática. A questão que norteou essa pesquisa buscou saber, Em que sentido as atividades sociointerativas vivenciadas pelos indígenas Xerente em comunidades de prática podem mobilizar ações de formação indisciplinar para os professores que ensinam Matemática na escola indígena? Recorremos à pesquisa qualitativa etnográfica, para a recolha das informações, nas aldeias Porteira – Nrõzawi e Salto – Kripre, sobre as práticas socioculturais de pertencimentos dos indígenas Xerente nas metades exogâmicas patrilineares Doi e Wahirê e de pertencimento do gênero masculino nos partidos das toras grandes de buriti pintadas – ĩsitro – Htâmhã e Stêromkwa. As abordagens teóricas assumidas, foram as de comunidades de prática, indisciplina e etnomatemática, por propiciarem uma releitura sobre essas práticas socioculturais, na perspectiva provocar novas ações na e para a formação de professores a partir da negociação dos significados das práticas socioculturais desses indígenas. Os resultados obtidos por meio das análises, apontam que os indígenas Xerente em suas comunidades de práticas socioculturais compartilham do empreendimento conjunto, do engajamento mútuo e do repertório compartilhado, de modo a constituírem-se como uma comunidades de prática. Por isso, a escola indígena Srêmtôwẽ, caminha em suas ações didáticas e pedagógicas para a constituição de comunidades de prática a partir da negociação coletiva das práticas socioculturais que possam contribuir com a criação e recriação de novas aprendizagens matemáticas indisciplinares.

  • MARCELINO CARMO DE LIMA
  • A institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará: dos “sacamuelas” aos cientificistas (1911-1920)

  • Data: 07/07/2016
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  • A Escola Livre de Odontologia do Pará foi criada em 1914, com objetivo de disseminar o ensino odontológico moderno. Ela foi fundada por cirurgiões dentistas, médicos e farmacêuticos, que ocupavam cargos relevantes na estrutura política e institucional do Estado. O objetivo desta pesquisa é analisar as condições de institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará. A pesquisa se situa entre 1911 e 1920, pois abrange um período em que mudanças foram introduzidas na regulamentação da prática odontológica, passando pela criação da Escola, até o momento em que ela se adéqua às normas nacionais previstas para as Faculdades, em que, a partir de então se tornou Faculdade Livre de Odontologia do Pará. Na pesquisa procuramos analisar: os antecedentes da criação da Escola; as relações na prática odontológica no Pará; as resistências no processo de introdução de novas práticas odontológicas. Para isso, foram analisados os currículos da escola, atas da Congregação e os discursos dos docentes e governantes, etc. A pesquisa mostrou que antes da criação da Escola havia cirurgiões dentistas e dentistas práticos, que atuavam no campo odontológico local. Esses grupos disputaram pelo monopólio da prática odontológica no Pará. Os cirurgiões dentistas buscavam ampliar os espaços da odontologia moderna em meio à sociedade. Defendiam que sua prática odontológica era científica. Utilizavam-se de discursos que desqualificavam aos dentistas práticos. Com a criação da Escola Livre de Odontologia promoveu-se o ensino odontológico na região, que visava expandir o número de profissionais da saúde formados na ordem do discurso moderno, ou seja, profissionais formados no discurso científico. A Escola buscou ampliar o espaço da odontologia moderna no meio da população local, criando a Clínica de assistência dentária, que se destinou a prestar serviços cirúrgicos dentários gratuitamente a soldados da Brigada Militar, desvalidos do Hospício de Alienados e alunos das escolas públicas de Belém.

  • KAREM KEYTH DE OLIVEIRA MARINHO
  • EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: REFLEXÕES SOBRE OS RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DOCENTES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

  • Data: 29/06/2016
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  • Um dos maiores desafios educacionais da atualidade é tornar a escola um espaço inclusivo capaz de atender seus educandos a partir do reconhecimento e respeito de suas singularidades. E para a concretização desse espaço temos o professor com um relevante papel visto a possibilidade de desenvolver um ensino inclusivo em sala de aula. No entanto, se tratando de Educação Matemática há a necessidade de investigar como se dá a atuação do professor de Matemática visto que as poucas discussões dessa temática podem influenciar suas práticas pedagógicas. Fato este vivenciado na trajetória acadêmica e profissional da autora deste estudo. Assim sendo, objetivamos nesta pesquisa refletir sobre os relatos de experiências vivenciadas e narradas pelos professores de Matemática, atuantes em Tabatinga - AM, sobre o processo de inclusão de alunos com deficiência em salas comuns de escolas regulares. E, consequentemente, responder a nossa questão de pesquisa enunciada como: Quais os reflexos das experiências de professores de Matemática no ensino de Matemática de alunos com deficiência? Para tanto nossos pressupostos teóricos e legais estão fundamentados em documentos nacionais e internacionais, em estudos voltados para a prática do docente em uma perspectiva inclusiva. Quanto ao delineamento metodológico do estudo, realizamos, por meio de uma abordagem qualitativa, entrevistas com os professores de Matemática atuantes na rede pública de ensino do município de Tabatinga-AM, egressos do curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas e as analisamos por meio de categorias construídas a partir das narrativas dos professores, e considerando os direcionamentos apontados no roteiro da entrevista. Diante dos resultados, percebemos que a falta de conhecimentos acerca da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e apoio por parte da escola são os principais fatores que dificultam a realização de práticas pedagógicas. A formação inicial e continuada foi outro aspecto muito comentado pelos docentes que além de sugerirem mais discussões sobre a temática ainda se mostraram motivados e interessados a participar de formações que contemplem esses conhecimentos. Ainda assim, vimos que alguns professores realizam práticas inclusivas em suas aulas de Matemática, no entanto recomendamos que se oportunizem mais ações na formação inicial e continuada, e que o apoio escolar seja mais efetivo tanto para o professor quanto para o aluno.

  • WERVENTON DOS SANTOS MIRANDA
  • Estudando o obstáculo didático sob a ótica da teoria antropológica do didático

  • Data: 27/06/2016
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  • As estatísticas educacionais evidenciam dificuldades no aprendizado de Matemática. Assim, apesar de tais dificuldades estarem presentes ao longo de todo o Ensino Fundamental, contata-se que os índices de reprovação nas turmas iniciais do segundo segmento em relação às turmas finais do primeiro segmento são expressivamente maiores. Essa tendência sugere que se estabelecem lacunas na passagem dos alunos do primeiro para o segundo segmento. Com esse foco, temos como objetivo identificar elementos que compõem as epistemologias institucionais utilizadas no ensino de Matemática das turmas do primeiro e das turmas do segundo segmento do Ensino Fundamental em relação ao ensino de fração. Para alcançar esse objetivo, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico. O resultado da pesquisa realizada mostra que a atual estrutura do Ensino Fundamental brasileiro é fruto de acordos e pressões internacionais para haver a ampliação da escolaridade obrigatória. Tais fatos levaram o país a unir o antigo ensino primário com o ensino ginasial que era a primeira fase do ensino médio com a eliminação do ―exame de admissão‖ e formando o que hoje é o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Essa nova estrutura é supostamente contínua, mas que se revela como ―dois blocos distintos e justapostos‖ porque adquirem características que os distinguem e permitem que sejam vistos como duas instituições em termos de: (1) estrutura organizacional, (2) forma didática em que os conteúdos disciplinares são ensinados e (3) exigência mínima na formação dos profissionais habilitados a exercer a função docente em cada um desses blocos denominados de segmentos. Conforme a pesquisa, ficou evidenciada a existência de diferença na abordagem de ensino de fração entre os segmentos, denominada de Epistemologia Institucional, que se torna um obstáculo didático no aprendizado de fração entre os alunos que iniciam o segundo segmento do ensino fundamental. Consequentemente, é chamado de Obstáculo Didático Institucional.

  • JOÃO BATISTA MENDES NUNES
  • APRENDIZAGENS DOCENTES NO CCIUFPA: Sentidos e significados das práticas antecipadas assistidas e em parceria na formação inicial de professores de Ciências

  • Data: 08/06/2016
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  • Esta é uma pesquisa que trata de aprendizagens docentes no âmbito da formação inicial de futuros professores de Ciências e Matemática, construída por meio de situações reais de prática antecipadas à docência de forma assistida e em parceria. Investigo sentidos e significados que os futuros professores atribuem às experiências docentes vividas no contexto de tais práticas. Esta é uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, que se constitui pesquisa-ação-formação, contribuindo com o desenvolvimento profissional dos sujeitos. O lócus desta pesquisa é o Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará, um espaço de formação inicial e continuada de professores que ao longo de 36 anos, desenvolve trabalho com a formação docente e com a iniciação científica infanto juvenil no Estado do Pará. Esta pesquisa surgiu pelo fato de que quando estava em processo de formação inicial, tive uma passagem pelo CCIUFPA e, ao participar da docência de forma antecipada, me ocasionou percepção de desenvolvimento profissional, contudo, naquela época, eu não sabia explicar o que me havia acontecido. Motivado pela experiência formativa que vivi, busco investigar: i) que sentidos e significados os professores estagiários atuantes no Clube de Ciências da UFPA, atribuem às experiências docentes vividas no contexto de práticas antecipadas assistidas e em parceria? e ii) que aprendizagens docentes são construídas por licenciandos durante as atividades acadêmicas de práticas antecipadas assistidas em parceria realizadas no CCIUFPA? Essas perguntas me proporcionaram durante a pesquisa realizada buscar como objetivos compreender sentidos e significados que os professores estagiários atuantes no Clube de Ciências da UFPA atribuem às experiências docentes vividas no contexto de práticas antecipadas assistidas e em parceria, e identificar aprendizagens construídas por licenciandos durante as atividades acadêmicas de práticas antecipadas assistidas e em parceria realizadas no CCIUFPA. A estada em campo no Clube de Ciências da UFPA deve duração de um ano, e ao longo desse ano, acompanhei a equipe em quarenta reuniões de planejamento e dezesseis aulas nas manhãs de sábado; nessa equipe inicialmente participaram oito sujeitos, quatro dos quais ficaram até o final da pesquisa. Esses sujeitos me ajudaram a construir dados que foram convertidos em um documento tratado por meio da Análise Textual Discursiva, que se situa, epistemologicamente, entre a análise do Discurso e a análise de Conteúdos. Da imersão nos textos de campo, construí quatro grandes categorias emergentes. Essas categorias foram organizadas na dissertação em quatro seções e cada uma foi norteada por uma das quatro lentes que a meu ver englobam o trabalho do CCIUFPA, são elas: o trabalho em grupo, a prática investigativa no ensino (utilizada para o trabalho de investigação científica infanto juvenil), o esquema organizacional das equipes (a dinâmica de trabalho com as aulas no sábado, seguida de reuniões de planejamento (debates, discussões, socializações, reflexões e construções proporcionadas pelas interações entre os pares) e a prática antecipada à docência (experiência de planejar e ministrar aulas, antes da formação como professor). Contudo, ressalto que mesmo analisando sob lentes diferentes, elas convergem e se complementam na prática antecipada, assistida e em parceria. Nessas seções, os sujeitos falam de si, dando a conhecer os sentidos e significados que atribuíram à experiência e às aprendizagens docentes desenvolvidas ao longo do ano por intermédio da prática antecipada assistida e em parceria.

  • VALERIA RISUENHO MARQUES
  • ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA: UMA CONCEPÇÃO MÚLTIPLA E PLURAL

  • Data: 03/06/2016
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  • Esta tese apresenta reflexões e argumentos elaborados a partir do percurso investigativo sobre alfabetizações que se constituem para além dos muros da escola. A pesquisa de cunho qualitativo, desenvolvida com ênfase etnográfica, tem como objetivo analisar elementos presentes nas aprendizagens de crianças dos anos iniciais, para além das paredes da sala de aula, para uma compreensão de alfabetização (matemática) como múltipla e plural. Os colaboradores da pesquisa são crianças de duas turmas, uma do Ciclo Básico I 2˚ ano, com 18 crianças e outra do Ciclo Básico I 2˚ e 3˚ anos com 13 alunos de escolas localizadas em áreas ribeirinhas de Belém-PA. As análises são de cunho interpretativo. As manifestações pictóricas ou orais, posteriormente sistematizadas em episódios, foram apreciadas à luz do referencial teórico destacado. Do material recolhido, foram feitas seleções sobre o que se referia à alfabetização (da escola ou fora dela), do contexto de aprendizagem pela cultura e relações com a matemática (vivenciada na escola ou não). A fundamentação teórica pauta-se em Edgar Morin (racionalidade aberta), Mia Couto, D‟Ambrosio, Conceição Almeida (aprendizagem pela cultura e Teresa Vergani. Os resultados obtidos baseiam-se em indícios que me permitem defender a tese de que a alfabetização matemática é múltipla e plural e se constitui no diálogo e na complementaridade entre os saberes escolares e os saberes elaborados em ambientes informais de aprendizagem quando as crianças envolvem-se em vivências e experiências que permitem aprender fazendo, observando, interagindo, ouvindo.

  • CARLOS ALBERTO GAIA ASSUNÇÃO
  • Práticas com Matemáticas na Educação do Campo: O Caso da Redução à Unidade na Casa Escola da Pesca

  • Data: 30/05/2016
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  • O objetivo deste trabalho consiste em analisar aspectos que dão vida a um objeto de saber matemático escolar em uma instituição de ensino. Descortina a questão das práticas socioculturais com objetos de saberes matemáticos. Insere-se no Programa de Pesquisas em Didáticas das Matemáticas do IEMCI/UFPA.  Utiliza aportes conceituais da Teoria Antropológica do Didático (TAD) e da Etnomatemática. Traz para a arena da Educação, algumas percepções de correlações teórico-práticas entre a Educação Matemática e Educação do Campo. Sugere compreensões da cartografia de práticas e discursos socioculturais da Casa Escola da Pesca (CEPE), como instrumentalização para a compreensão do agenciamento de resistências institucionais em relação àquilo que nos produz e assujeita, apresenta a evidência de alguns aspectos históricos, epistemológicos, políticos e pedagógicos da perspectiva da educação do campo, sob o olhar da Etnomatemática e da TAD. E analisa níveis de codeterminação didática da ecologia de um objeto de saber matemático, no sistema didático da CEPE, à luz da TAD. Ao tratar desses aspectos e do sistema didático, embasados nas teorias anunciadas, apresenta o uso de tarefas de ensino, no processo de estudo de matemática, e suas condições e restrições, nas organizações praxeológicas, que dão vida a objetos de saber matemático. Partindo do pressuposto de que as práticas educativas na CEPE movimentam objetos matemáticos, como por exemplo, o Método de Redução à Unidade (MRU), para resolver situações sobre a atividade da pesca. Considera por hipótese de que há um jogo institucional na CEPE, mobilizando discursos e práticas que condicionam a vida de objetos de saberes em atendimento às necessidades dos sujeitos em suas práticas sociais do campo. Chega a elucidação  de que há Práticas com Matemáticas na CEPE, envolvendo o MRU para a solução de situações sobre produção e comercialização de pesca e aquicultura; cuja vida, se sustenta pela funcionalidade e uso que dele se faz nas atividades como realidade de vida dos discentes da escola; ativando necessariamente o uso de tarefas praxeológicas instituídas pelas dimensões políticas e pedagógicas. Todavia, estas Imprimem nos sujeitos formas de pensar e agir fazendo com que essas práticas uma vez estruturadas, tornem-se interiorizadas, legitimadas, enraizadas, reproduzidas e perpetuadas institucionalmente. Defende como o MRU acontece, como emerge, em que práticas e em que condições. Decorre consequentemente a tese de que as práticas sociais com matemáticas podem se constituir em uma abordagem importante e necessária para descortinar, delinear e possivelmente compreender relações e influências de forças recíprocas e institucionais no funcionamento ou não de objetos de saberes matemáticos em níveis distintos de codeterminação nas práticas sociais de etnocomunidades, como a escola CEPE.

  • CRISTHIAN CORREA DA PAIXAO
  • EXPERIÊNCIAS DOCENTES NO CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFPA: CONTRIBUIÇÕES À RENOVAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Data: 23/05/2016
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  • Esta pesquisa trata de experiências docentes de professores que fizeram parte do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará. Busco investigar para compreender em que termos essas experiências constituem contribuições à renovação do ensino de ciências. Em Tese, proponho que as experiências docentes desenvolvidas no Clube de Ciências da UFPA constituem contribuições à renovação do ensino de ciências, em termos de uma transformação epistemológica do sujeito-professor e reorientação didático-metodológica de sua prática, no sentido da organização do ensino com pesquisa. Assumo a abordagem narrativa de pesquisa e, assim, analiso experiências de professores, vividas entre 1979 e 2012, no Clube de Ciências, tomando por base as orientações da análise textual discursiva. Como marcas da transformação do sujeito-professor a atitude reflexiva assumida, que proporciona compreensões sobre aspectos significativos da profissão; a mediação de processos de ensino e aprendizagem, como um novo papel assumido em uma experiência de ensino; a ciência compreendida numa perspectiva crítica e coerente, em alguns aspectos, com o que a literatura propõe. As reorientações do ensino estão no sentido de fundamentação da prática pedagógica, a partir da pesquisa em educação em ciências, e desenvolvimento do estudante como sujeito no processo de aprendizagem, além de assumir o caráter de uma alfabetização científica. Nestes termos, as experiências de professores no Clube de Ciências constituem contribuições à renovação do ensino de ciências no contexto paraense. Permitem acenar para a inserção do trabalho reflexivo-crítico do professor no cerne de toda proposta de reforma educacional, abrem perspectivas para o estabelecimento de relações construtivas entre professor e estudantes no espaço de aprendizagem e revelam o potencial do ensino com pesquisa para a ampliação do movimento de melhoria da qualidade do ensino de ciências.

  • ELVYS WAGNER FERREIRA DA SILVA
  • SABERES ESTATÍSTICOS MOBILIZADOS NA FORMAÇÃO DOCENTE DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 03/05/2016
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  • Este estudo, desenvolvido no Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas do Instituto
    de Educação Matemática e Científica/IEMCI (UFPA), tem por objetivo investigar, a partir da
    experiência formativa em Estatística no âmbito da formação inicial, que Saberes
    Disciplinares são mobilizados no campo da formação para o campo da prática pedagógica
    para a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir da literatura de saberes
    profissionais docentes à luz de Shulman (1986), Gauthier et. al. (1998) e Tardif (2002) indago
    que saberes disciplinares são mobilizados dentro da experiência formativa e como se
    expressam no campo formativo e repercutem na prática docente de futuros professores dos
    anos iniciais. Em consonância com as leituras relacionadas aos saberes docentes, tem-se como
    aporte teórico a literatura voltada à Educação Estatística no cenário internacional Batanero e
    Diaz (2010) e Garfield e Gal (1999) e, no Brasil, os estudos de Lopes (1998; 2003), Cazorla
    (2002; 2004), Cazorla et. al. (2010), Campos (2007), Campos et. al. (2011), Guimarães (2009)
    dentre outros autores que tem contribuído para a relevância das pesquisas nessa área. Para a
    realização do estudo, contou-se com a participação de licenciandos do curso de Licenciatura
    Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens que se disponibilizaram a
    participar da pesquisa. A investigação apresenta como campo de pesquisa dois contextos, a
    sala de aula do curso de formação inicial de professores dos anos iniciais (Licenciatura
    Integrada) e a sala de aula dos anos iniciais (03 escolas das redes públicas e 02 privadas de
    Belém). O material de análise foi produzido no campo de formação proveniente do Encontro
    Formativo e no campo da prática pedagógica através de atividades ministradas pelos
    licenciandos. O conteúdo analítico foi constituído por transcrições dos eventos vivenciados no
    trabalho de campo concernente a áudios e vídeos de todo o processo formativo e
    desenvolvimento de atividades, bem como a compilação de registros de atividades dos
    licenciados no Encontro Formativo e de registros das produções de construções de gráficos
    dos alunos dos anos iniciais durante as atividades. Nesta investigação, pautou-se a análise dos
    saberes mobilizados no campo da formação para o campo da prática pedagógica para a
    docência nos anos iniciais ao ensinarem Estatística, dando ênfase aos Saberes Disciplinares,
    por entender que esses conteúdos precisam ser investidos na formação do futuro professor dos
    anos iniciais. No que tange aos Saberes Disciplinares concernentes aos Saberes Estatísticos,
    identifiquei cinco categorias de saberes que sobressaíram das análises: saber relacionado aos
    conceitos iniciais da Estatística, saber relacionado à construção de gráficos, saber da leitura
    e interpretação dos dados, saber relativo aos elementos que compõe um gráfico e saber
    relativo à porcentagem. Esses saberes profissionais voltados à disciplina, ao conteúdo, à
    matéria, se manifestaram e se ampliaram durante a prática pedagógica dos licenciandos.
    Nesse processo, alguns dos saberes elencados nas análises foram aprimorados, tópicos de
    Matemática foram inseridos nas atividades no campo da prática pedagógica, bem como,
    aproximações de atividades contextualizadas. Enfim, os Saberes Disciplinares mobilizados
    no movimento do processo formativo, ou seja, nos dois campos de pesquisa desta
    investigação compreenderam a formação profissional dos licenciandos para ensinar Estatística
    nos anos iniciais de escolarização ancorados na prática profissional dos professores.

  • JORGE RICARDO COUTINHO MACHADO
  • EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E REDENÇÃO ECONÔMICA EM UMA CAPITAL NA PERIFERIA DA MODERNIDADE A Escola de Chimica Industrial na Belém dos anos 1920

  • Data: 25/04/2016
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  • Nos anos1920, em Belém do Pará, comerciantes e cientistas uniram-se, mediante
    negociações e acordos de interesses, na criação de um laboratório de análises com o objetivo
    de pesquisar produtos naturais amazônicos capazes de serem utilizados na indústria e, com
    isso, inaugurarem um novo ciclo de prosperidade econômica após o fim do chamado “ciclo do
    látex” (belle époque amazônica). O laboratório de análises, simultaneamente tornou-se um
    laboratório-escola para formação de químicos, de acordo com um modelo formativo
    inaugurado anteriormente na Europa e que modelou, daí em diante, todos os sistemas
    formativos de profissionais da Química. Desse laboratório-escola (que existiu de 1922 a 1930)
    egressaram nove químicos industriais e um Boletim Científico com o resultado das pesquisas
    produzidas na instituição. Essa narrativa desdobra-se nos capítulos deste estudo, onde são
    desenvolvidos relatos mais detalhados sobre os atores (agentes humanos e não-humanos) que
    participam, em rede, dessa história: O contexto amazônico com seus produtos naturais e a
    cidade de Belém do Pará, capital na periferia da modernidade; A química, ciência moderna em
    expansão pelo mundo; Diplomatas, políticos, comerciantes, estudantes de química e
    cientistas-professores. As análises realizadas amparam-se principalmente na Sociologia da
    Tradução, instrumental teórico que permite mapear de forma inseparável os elementos
    reunidos nessa rede, para cuja tessitura concorrem igualmente aqueles oriundos da natureza e
    aqueles da sociedade, sem assimetrias. As conclusões permitem constatar a fertilidade da
    abordagem (os Estudos Sociais Sobre Ciência e Tecnologia) na construção de narrativas sobre
    objetos que, embora já estudados pela historiografia tradicional, vinham sendo tratados
    assimetricamente, sem dar voz com igual eloquência a cientistas, produtos naturais
    amazônicos, políticos e comerciantes, resultando quase sempre em hagiografias ou em
    narrativas conduzidas pela flecha positiva do progresso e do avanço de um “passado errado”
    para um “futuro correto”. Espera-se que narrativas como esta, escritas com apoio na
    Sociologia da Tradução, possam lançar novas luzes sobre a história da expansão das ciências
    naturais na Amazônia, explicitando não uma história de vencedores (ou da ocupação de um
    “vazio epistemológico”), mas aquela onde seja possível perceber-se a ciência em ação, com
    todas as negociações, hesitações, convicções, reveses e recalcitrâncias típicas de um campo de
    vida em aberto, onde razão e paixão; saber e poder entrelaçam-se inseparavelmente.

  • DARLENE TEIXEIRA FERREIRA
  • TEMAS SOCIOAMBIENTAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS: A CARTA DA TERRA COMO REFERÊNCIA PARA REFLEXÃO E AÇÃO

  • Data: 20/04/2016
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  • Com a configuração do cenário socioambiental atual, a educação tem sido apontada em vários documentos oficiais como um dos caminhos para a elaboração de estratégias que possam contribuir com a construção de sociedades que sejam sustentáveis. Nesse sentido, a Carta da Terra pode ser adotada como instrumento norteador de ações formativas e educativas que proporcionem reflexões e ações pautadas nos princípios da sustentabilidade. Motivada pelas minhas vivências pessoal e profissional, optei por realizar uma pesquisa-ação com estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do Campus Universitário do Marajó- Breves, da Universidade Federal do Pará, adotando como ponto de partida a seguinte questão: em que termos, o contato com a Carta da Terra, durante a formação inicial, proporciona reflexões sobre temas socioambientais e estimula ações pedagógicas vinculadas à introdução desses temas na prática docente do licenciando em Estágio Supervisionado de Regência? Os objetivos desta pesquisa-ação foram promover aquisição, ampliação e aprofundamento acerca de temas socioambientais utilizando a Carta da Terra como instrumento para reflexão e ação entre licenciandos do Curso de Ciências Naturais; identificar como e em quais contextos temas socioambientais foram inseridos na trajetória acadêmica (Educação básica e no percurso já transcorrido da licenciatura) de licenciandos em Ciências Naturais, enfatizando a abordagem de tais temas no Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais; verificar indicativos da aquisição, ampliação e aprofundamento da compreensão sobre os temas socioambientais centrais dos princípios e valores apresentados na Carta da Terra, a partir de uma intervenção destacando as contribuições da mesma para a incorporação desses temas na prática docente dos licenciandos, durante o Estágio de Regência e intenção futura de abordagem na atuação profissional desse licenciando. A pesquisa-ação foi pautada nos princípios do paradigma qualitativo e foi desenvolvida com 11 alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do CUMB/UFPA. Os instrumentos de coleta foram: questionário, entrevistas, diário de campo, registros em áudio e vídeo dos encontros, produções individuais e coletivas. As análises dos resultados me permitiram elaborar e defender a tese de que a Carta da Terra, quando apresentada na formação inicial de professores de Ciências, em contexto metodológico de ensino ativo, contribui de forma efetiva para o contato, a ampliação e o aprofundamento de saberes socioambientais, favorecendo o reconhecimento da importância da articulação desses saberes com os conteúdos de Ciências, principalmente na ponderação da atual crise socioambiental.

  • JOSYANE BARROS ABREU
  • FORMAÇÃO DOCENTE PARA A INOVAÇÃO DIDÁTICA: TENSÕES E POSSIBILIDADES DE UMA EXPERIÊNCIA

    FORMATIVA

  • Data: 19/04/2016
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  • Motivada por inquietações despertadas ainda em minha formação inicial, debruço-
    me a investigar que tensões e possibilidades emergem de uma experiência

    formativa que se propõe inovadora, no contexto de formação inicial de

    professores? Objetivo compreender tensões e possibilidades relacionadas à

    inovação didática. Para tal, aposto na proposta dos Três Momentos Pedagógicos

    por acreditar que ela integra o pensamento complexo na construção de

    conhecimentos científicos, contribuindo para uma postura crítica do aluno,

    podendo, então, inserir-se em uma concepção inovadora de educação. Para

    aproximação de respostas, optei pela pesquisa qualitativa, na configuração de

    uma pesquisa-ação, no contexto da Licenciatura Integrada em Educação em

    Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará. Como

    “modelo” de formação, o Curso tem características inovadoras, o qual busca

    integrar os conhecimentos específicos e pedagógicos dos conteúdos, valorizando

    o pensamento complexo e a re-ligação de saberes. As vivencias no referido tema

    contribuíram para a compreensão das tensões e das possibilidades relacionadas

    à inovação didática. As etapas iniciais da pesquisa instituíram um universo

    bastante conflitivo, para mim e para os sujeitos participantes. Do contexto,

    emergiram tensões relacionadas à dificuldade de problematizar um tema –

    chegando até configurar-se um problema a tal problematização –, resistências em

    abandonar as aulas tradicionais que tanto criticavam e dificuldades em superar as

    amarras de uma avaliação pontual e finalística, limitando-se a exercícios fechados

    de memorização e fixação.Tais dificuldades são heranças de uma colonização de

    mentes da formação docente vivida ainda quando alunos. No entanto, esses

    eventos configuram-se em uma autêntica problematização da experiência

    formativa, inclusive com potencial para superar e romper entraves tão enraizados

    em nós, professores. Assim, o “problema” mobilizado por complexas tensões e

    resistências, possibilitou um processo de descolonização, no qual a (re)

    construção de significados relacionados ao “saber fazer” e “saber ser” professor

    dos sujeitos em formação foram se construindo.

  • CHIRLA MIRANDA DA COSTA
  • O LIXO COMO TEMA DE ESTUDO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

  • Data: 18/04/2016
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  • As questões socioambientais apresentam-se como complexos desafios para a sociedade

    moderna e o sistema econômico vigente. Dentre esses desafios, emerge o problema do lixo,

    cada vez mais em evidência com o estímulo a atitudes consumistas. Considerando a

    importância do ensino de ciências no debate dessas questões, esta pesquisa por meio da

    concepção de modernidade-líquida, nos termos Bauman e das dimensões da sustentabilidade,

    tem por objetivo apreender as possibilidades e os desafios de um processo de formação inicial

    de professores referentes à temática do lixo e seus vários aspectos. Para tanto, realizamos a

    coleta de dados a partir de três Situações de Ensino e de Aprendizagem que desenvolvemos

    no decorrer do Tema “Relações entre Ciência, Sociedade e Cidadania I”, com alunos do

    Curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, do

    Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI/UFPA). Este trabalho fundamenta-se

    na pesquisa qualitativa e caracteriza-se por ser uma pesquisa-ação. Os dados foram analisados

    mediante o recurso da Análise Textual Discursiva. Com base em recursos como

    documentário, reportagem extraída de meio eletrônico, artigo científico e a produção de fotos,

    os alunos puderam refletir acerca de diversos aspectos os quais se referem à complexidade do

    tema lixo, a saber: ambientais, econômicos, sociais e políticos, além de compreenderem como

    se inserem enquanto consumidores na geração do lixo a partir da confrontação com seus

    próprios resíduos; também, em sua relação com os mecanismos de manipulação determinados

    pelo capital. Essas apreensões implicam em desafios próprios de uma educação crítica voltada

    a formação cidadã e que não pode ser alcançada em estado de conformismo com a

    superficialidade com que a realidade rotineiramente nos é apresentada, reforçando também os

    valores concernentes ao pressuposto da sustentabilidade.

  • PAULO VILHENA DA SILVA
  • QUAL O SENTIDO DE ESTUDAR MATEMÁTICA NA ESCOLA? O QUE DIZEM PROFESSORES E ALUNOS

  • Data: 15/04/2016
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  • Não é novidade que o aprendizado da Matemática é problemático. Assim, há algum tempo,
    como alternativa a essa dificuldade, os pesquisadores da Educação Matemática têm buscado
    considerar a cultura e os costumes de diferentes grupos no ensino da Matemática,
    investigando como usar esse conhecimento extraescolar no ensino escolar da referida
    disciplina, com o intuito de tornar o aprendizado mais interessante, mais útil, mais
    contextualizado, mais crítico, mais significativo, etc. Posto que na literatura deste campo de
    estudo é muito comum encontrarmos afirmações de que o professor deve contextualizar o
    que ensina, utilizando-se situações concretas da vida dos estudantes, isto é, problemas reais
    da vida do aprendiz. Embora essa possa ser uma boa estratégia, se levada ao extremo, dá a
    entender que somente o que é imediatamente aplicável à vida dos estudantes deve ser
    ensinado. Esse é um olhar ingênuo e romântico para a prática pedagógica e torna-se atraente
    ao sugerir que os estudantes seriam mais felizes, mais livres e mais criativos aprendendo na
    escola a Matemática que vivenciam em seu cotidiano. Um discurso sedutor que deixa nas
    entrelinhas, de maneira consciente ou não, que o aluno pobre deve manter seu lugar social.
    Partimos da hipótese de que essa concepção também está presente na opinião da comunidade
    escolar, assim, nosso objetivo neste trabalho foi analisar qual a concepção de alunos e de
    professores sobre o sentido de estudar Matemática na escola. Para tanto, pedimos aos
    sujeitos, alunos e professores de escolas públicas da região metropolitana de Belém que
    respondessem o questionamento acima. As análises apontam que alunos e professores
    concordam, assim como grande parte dos pesquisadores da Educação Matemática, que o
    sentido de estudar matemática traduz-se em sua utilidade prática imediata. Ao contrário, em
    nossa argumentação, feita à luz da Pedagogia Histórico-crítica, defendemos que não se
    estuda matemática apenas para utilizá-la em atividades práticas imediatas do cotidiano, mas
    sim como parte do processo de humanização dos indivíduos: a formação de cidadãos críticos
    capazes de compreender e modificar as contradições que os rodeiam, entendendo sua
    realidade de maneira mais elaborada, enriquecendo seu universo de significados,
    ultrapassando os limites da observação direta.

  • RHOMULO OLIVEIRA MENEZES
  • O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 07/04/2016
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  • Neste trabalho investiguei o uso de tecnologias digitais no desenvolvimento de atividades de Modelagem Matemática por alunos da graduação do curso de Licenciatura em Matemática. Assim, realizei uma pesquisa qualitativa, coletando dados do Laboratório Experimental de Modelagem Matemática (LEMM/CUNCAST/UFPA), dos quais encontrei registros (físicos, digitais, audiovisuais) produzidos por alunos da graduação do curso de Licenciatura em Matemática, que desenvolverem atividades de Modelagem Matemática. Por serem registros oriundos de diferentes técnicas de documentação e gravação, optei pela “triangulação de dados” para análise desses registros. Reunir e analisar os registros diários e os registros de apresentação possibilitou escolher três atividades de Modelagem Matemática. Com a descrição dessas atividades pude analisá-las segundo duas etapas. Na primeira etapa, pontuo momentos do desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática em que houve o uso de tecnologias digitais, ou então em momentos em que os alunos por conta desse uso tomaram decisões que repercutiram no processo de Modelagem Matemática. Já na segunda etapa, trago recortes extraídos da primeira etapa, na qual estabeleço discussões embasadas em Lévy, Asmann e outros. Essas análises apontaram, na interação dos alunos e da professora mediadora com os modelos digitais e informáticos, oportunidades de tomadas de decisão sobre os caminhos a serem percorridos no desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática. Outro aspecto forte pontuado nas discussões foi o ganho na viabilidade de temáticas de investigação recentes que a Modelagem Matemática teve com a popularização da Internet como fonte de pesquisa.

  • ALBANEIDE CAVALCANTE OLIVEIRA
  • O QUE É AMBIENTE HOJE? Quando imagem é enunciado

  • Data: 05/04/2016
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  • Este trabalho se propõe a analisar os enunciados imagéticos sobre ambiente na mídia, mais precisamente nas campanhas de divulgação de cinco Instituições que Trabalham com Causas Ambientais (ITCA). Tratamos o ambiente como um produto de discursos e não como espaço/lugar perene em que os seres vivem, sempre em harmonia com tudo o que os cerca. Ambiente como objeto discursivo, muda de acordo com as condições históricas, culturais e sociais. Pois, no discurso econômico, o ambiente é sustentável; no discurso ambientalista, ele é intocado; já para a política militar do governo brasileiro na década de 1950, era ocupável; nos relatos bíblicos, era dominado; em culturas de povos da floresta, era sagrado. Mas e na atualidade, o que é ambiente? Para sinalizar respostas a esta pergunta, fizemos silenciar as velhas crenças biológicas na pureza da ciência e permitimos que essa coisa que chamamos ambiente vibre e se multiplique. Tomamos o conceito de discurso na perspectiva foucaultiana, que não o considera apenas como palavra dita, limitada a uma frase, mas como um conjunto de práticas que sempre estão produzindo múltiplas verdades sobre as coisas, e produzindo as próprias coisas de que falam. Se encaramos o ambiente como produção dos discursos, podemos considerar que os enunciados são as próprias imagens na qual nos debruçamos, e não que os enunciados estejam contidos no interior das imagens, como defenderia a teoria da representação. São as bio(eco)imagens que fabricam visibilidades e dizibilidades sobre o ambiente, se manifestando na dispersão em diferentes formações discursivas, e problematizando a regularidade com que o enunciado aparece no decorrer do tempo. A partir da seleção do material empírico, composto pelas bio(eco)imagens das ITCA, associamos os enunciados que produziam modos de ver e dizer o ambiente que sabe se defender sozinho, por isso não precisa ser conservado ou preservado; há aqueles ambientes em que se misturam discursos da economia, ecologia e sociedade; e aqueles outros que só tem condições de possibilidade se associados a enunciados específicos, pois sozinhos isso não é possível. São ambientes in/sustentáveis que também encontram condições de possibilidade. Outros enunciados foram associados por produzirem modos de ver o ambiente que deveria ser conservado, preservado ou sustentado por uma série de práticas discursivas e não discursivas, apoiadas em critérios estéticos, éticos e afetivos. Neste modelo de ambiente, os enunciados sobre pandas, tigres, e macacos fabricam um ambiente que precisa de proteção, e mesmo quando o atributo estético é afetado, como no caso dos “seres que evoluíram singularmente”, como lesmas, diabo-da-tasmânia, bobfish, ainda “merecem proteção”, por ITCA especializadas em proteger os feios. Os enunciados sobre ambiente produzem modos de dizer e ver as questões ambientais, ou dão lições de “como nos relacionar”, e “como cuidar do planeta”. Em todos os casos, os enunciados produzem modos de ver o ambiente como aquele que pedagogiza o homem, o que chamamos de (bio)pedagogização. A problematização dessas construções discursivas vai além do que aprendemos nos livros e aulas de biologia, e eleva as possibilidades de fabricação de ambientes im/pre/visíveis. E talvez sejam desses ambientes que carecemos na atualidade.

  • FILARDES DE JESUS FREITAS DA SILVA
  • DO CAMPO PARA SALA DE AULA: experiências matemáticas em um assentamento rural no oeste maranhense.

  • Data: 29/03/2016
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  • Atualmente a expressão Educação do Campo conseguiu se consolidar como um conceito relacionado a um modelo específico de educação. Bem mais que uma prática, trata-se de uma categoria de análise, não por conta apenas da educação, mas principalmente pela historicidade de práticas socioculturais que acontecem nas comunidades rurais. E a escola inserida nesse contexto precisa estar em constante diálogo com os sujeitos protagonistas desse cenário. Nessa perspectiva, a Etnomatemática surge como importante campo de pesquisa e tendência na Educação Matemática, cujo olhar é investigativo a respeito dessa temática. No Brasil, segundo dados do INCRA, existem 9.290 assentamentos que atendem a aproximadamente 969.640 famílias. Conforme estes dados, o estado do Maranhão aparece em segundo lugar em números de assentamentos, sendo 1.025 com 131.630 famílias atendidas, ficando atrás apenas do estado do Pará, com 1.055 assentamentos. O presente trabalho tem como objeto de estudo a busca do diálogo entre os saberes emergidos das práticas socioculturais dos trabalhadores e trabalhadoras em um assentamento rural no oeste do estado do Maranhão e os saberes disseminados pelo currículo oficial das escolas. Os principais aportes teóricos direcionadores do estudo foram D’Ambrosio (2012, 2011, 2001, 1998, 1986), Freire (2014), Mendes (2010, 2015) e Radford (2011, 2014). Os sujeitos da pesquisa são quatro assentados e quatro professores que ministram a disciplina de matemática na escola do assentamento. A investigação se apresenta como uma pesquisa-ação, de cunho qualitativo; entretanto, o estudo na sua arquitetura busca compatibilizar algumas técnicas etnográficas, tais como a observação direta, participante, o diário de campo, a história de vida e as entrevistas. A partir da organização e análise das informações obtidas na pesquisa de campo e suas conexões com os aportes teóricos que serviram de base para a construção da tese foi possível organizar uma proposta pedagógica para o ensino de matemática em escolas de assentamentos rurais com base nas práticas socioculturais identificadas, e principalmente, centradas nos temas geradores e nas problematizações emergidas in loco.

  • STEPHANY GLAUCIA DE OLIVEIRA PAULO
  • OS SABERES DOCENTES NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA ACERCA DO CONCEITO E ENSINO DE DERIVADA

  • Data: 28/03/2016
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  • Este trabalho desenvolve-se a partir da pesquisa qualitativa que tem como objetivo
    identificar os Saberes Docentes presentes na Licenciatura em Matemática e ensino
    de Derivada. O estudo envolve cinco professores que lecionam ou já lecionaram a
    disciplina de Cálculo I para a Licenciatura em Matemática da Universidade do
    Estado do Pará e/ou Universidade Federal do Pará, que busca responder a seguinte
    pergunta: quais os saberes docentes presentes na licenciatura em Matemática e
    ensino de Derivada? Este estudo se divide em duas etapas, a primeira é a aplicação
    de um questionário contendo dezoito questões sobre a formação do professor e
    atuação no ensino de Derivada, a segunda é a entrevista na qual constam cinco
    questões referentes à trajetória profissional do professor desde sua Graduação e
    seis questões relativas à concepção do professor em relação ao ensino de Derivada
    na Licenciatura em Matemática. Posteriormente construímos um novo roteiro de
    entrevista, que contém sete questões sobre o ensino de Derivada, duas acerca da
    dificuldade da aprendizagem de Derivada e quatro a propósito da formação
    profissional, da experiência e do currículo do curso. No estudo histórico sobre o
    desenvolvimento da Derivada, baseamos nos trabalhos de Haveroth (2013), Pires
    (2004), Bardi (2008), Carvalho (2007) e Baroni e Otero-Garcia (2014). No estudo
    bibliográfico sobre o ensino de Derivada na Licenciatura em Matemática,
    fundamentamos em Dall’Anese (2000), Santos e Matos (2012) e Traldi Júnior (2007)
    e sobre o saberes docentes em, Tardif (2014) e Pimenta (1996). Com base na
    análise das entrevistas realizadas, fizemos algumas considerações: percebemos
    que esses saberes estão intimamente ligados uns ao outros, saberes estes que são
    o da formação profissional, o da experiência, o disciplinar e o curricular.

  • MARCOS EVANDRO LISBOA DE MORAES
  • A LEITURA TÁTIL E OS EFEITOS DA DESBRAILIZAÇÃO EM AULAS DE MATEMÁTICA

  • Data: 23/03/2016
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  • Este estudo aborda meios de utilização do Código Braille, a fim de fazer com que o aluno deficiente visual aproprie-se de estruturas de matemática numa perspectiva de utilização de elementos de matemática, a partir de matemática em Braille em escola pública da cidade de Belém/Pa, tendo como questão motivadora: Quais os desdobramentos dos efeitos de desbrailização em aulas de matemática para uma aluna cega do ensino fundamental?, sendo o objetivo da pesquisa, analisar os efeitos da desbrailização em aulas de matemática escolar para uma aluna cega incluída no ensino regular. Nesse habitat sensorial, o aluno deficiente visual necessita analisar, a todo instante, informações que lhes chegam a fim de tomar decisões que lhe sejam mais convenientes e ajustadas, com mediações do professor, interagindo com o aluno de forma mais efetiva e assim fazer com que as tarefas assumam um outro direcionamento. Metodologicamente, instrumentos como entrevistas, filmagens, depoimentos, acompanhamentos de aula em ambiente não regular de ensino foram necessários com o propósito de que o estudo fosse desenvolvido na perspectiva de pesquisa com abordagem qualitativa. Também entrevistas semiestruturadas fizeram parte da estrutura de coleta de dados. Nesse estudo, vimos que para estimular o processo de ensino e aprendizagem, houve a necessidade de elaborar estratégias mais consistentes no intuito de atrair cada vez mais o aluno, preferencialmente explorando tanto quanto possível, a percepção tátil, e neste caso, criou-se um produto didático adaptado a fim de substancializar o estudo de ângulos, incentivando a escrita e a leitura em Braille. Os resultados obtidos mostraram a carência de preparação de materiais em Braille para alunos deficientes visuais implicando em episódios de desbrailização e a necessidade de investigações no sentido de apontar caminhos que diminuam os obstáculos enfrentados por estudantes na condição de deficiência.

  • ALAILSON SILVA DE LIRA
  • OS CURSOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DAS UNIVERSIDADES EM BELÉM DO PARÁ: DA CRIAÇÃO À CONSOLIDAÇÃO

  • Data: 14/03/2016
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  • A presente pesquisa visa contribuir historicamente com o curso de licenciatura em matemática das universidades em Belém do Pará. O objetivo deste é descrever os processos que levaram à criação dos cursos de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Universidade da Amazônia (UNAMA), bem como as mudanças ocorridas em suas estruturas curriculares. Para o desenvolvimento da pesquisa, adotamos a pesquisa histórica como base teórica metodológica utilizando os critérios taxonômicos e o campo histórico de Aróstegui (2006) e Barros (2005). Além disso, foram analisadas fontes escritas, localizadas nos arquivos destas instituições de ensino, em teses, dissertações e jornais que tivessem relação com o tema abordado. Para chegar ao nosso objetivo, se fez necessário passar pela história do ensino de matemática e dos primeiros cursos de matemática no Brasil, pois as mudanças ocorridas nas primeiras licenciaturas e na sociedade Brasileira refletem nos cursos das instituições pesquisadas bem como em suas estruturas curriculares. Considerando a multiplicidade de interpretações possíveis e influência do pesquisador nas respostas buscadas, passando pelos documentos decididos considerar como questões propostas, procurou-se compor uma primeira história em que apresenta os três cursos em conjunto. Além disso, esta pesquisa se justifica dada a importância social, construção histórica e preservação do curso de Licenciatura em Matemática para a região metropolitana de Belém. Como resultado deste estudo, podemos considerar que as mudanças curriculares ocorridas nos cursos estudados em Belém, foram decorrentes de imposições governamentais por meio da legislação educacional e por posturas adotadas pelas instituições em relação à sociedade paraense. Mesmo assim, nenhum dos cursos se distanciou de suas origens, contribuindo cada um à sua maneira para o desenvolvimento do ensino de matemática e para a formação de professores do estado e da Região Amazônica.

  • ROMULO EVERTON DE CARVALHO MOIA
  • Memórias do Ensino da Matemática no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas – Cametá/PA (1960-1970).
    Belém – Pará
    2016

  • Data: 29/02/2016
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  • O trabalho intitulado “Memórias do Ensino da Matemática no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas – Cametá/PA (1960-1970)” teve como objetivos investigar e compreender a memória das práticas educativas no ensino da matemática nos anos iniciais da escolarização no Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas (GEDRS) no período de aproximadamente vinte anos, compreendido entre as décadas de 1960 e 1970. Para tanto, tive que compreender o processo de implantação dos grupos escolares, identificar e selecionar práticas de registros docentes; e, por fim, discriminar e traçar o perfil dos professores que ensinaram matemática no período de 1960 a 1970. A pesquisa seguiu uma abordagem baseada na história cultural com ênfase na história das instituições e na história das disciplinas escolares. Nesse sentido foram realizadas entrevistas com professores e alunos das séries iniciais, atualmente denominado primeiro ciclo do Ensino Fundamental, que vivenciaram as rotinas do GEDRS no período pesquisado. Os dados foram obtidos por meio de gravações de conversas semiestruturadas, relatos escritos de ex-aluna e registros fotográficos no arquivo do grupo. Outras fontes também colaboraram: referenciais bibliográficos, documentos oficiais, artigos, etc. Os resultados da pesquisa demonstraram que algumas metodologias de ensino de matemática, como a inserção do livro didático nas escolas, não foram adotadas por alguns motivos, por exemplo, o GEDRS não foi agraciado pelas novas políticas por um descaso das autoridades em relação a busca pela melhoria e adequação do ensino.

  • LUCINEIDE SOARES DO NASCIMENTO
  • O QUE PODE UM GEOCORPO? SAÚDE, DOENÇA E MORTE ATRAVESSADOS NAS LINHAS VITAIS DE PACIENTES TERMINAIS

  • Data: 25/02/2016
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  • A pesquisa surgiu do interesse em compreender como os pacientes terminais criam
    forças para viver mesmo com as inúmeras dificuldades e com as limitações ocasionadas
    pela doença e pelos efeitos colaterais dos tratamentos radicais. Com uma metodologia
    meio movediça que se constituiu ao longo do trabalho, a pesquisa contou com o
    acompanhamento de dois pacientes terminais e seus familiares e com o relato de duas
    pessoas que cuidaram de seus genitores, também diagnosticados como pacientes
    terminais, até o óbito. Dentre os procedimentos, houve o uso de entrevistas, de diários
    de familiares, de observações durante as visitas aos pacientes em suas residências e em
    suas várias idas aos hospitais em busca de tratamento médico. A imersão e produção do
    pensamento se deram nas confluências e conexões entre as experiências dos pacientes
    terminais, acumuladas durante os encontros com esses pacientes, com familiares e com
    a leitura atenta às teoriazações de Deleuze, de Guattari e de Nietzsche, dentre outros.
    As questões a seguir ajudaram a dar algum norteamento para o trabalho de pesquisa:
    como os pacientes em estado terminal experienciam o seu corpo no intermezzo vida e
    morte? Que acontecimentos são suscitados entre desacreditar de tudo e acreditar em
    momentos possíveis de saúde, ou seja, o que emerge entre a impotência e a potência do
    corpo? Que subjetivações/individuações nebulosas são criadas ou inventadas nesse entre
    vida e morte na superfície do corpo? Como esses corpos provocam/problematizam ou
    impactam as nossas noções tradicionais de corpo saudável e de corpo doente? E, o que
    mais importa para esses pacientes, quando experimentam o adoecimento de seu corpo?
    Tais questões foram desdobradas nos objetivos de detectar os modos como os pacientes
    em estado terminal experienciam possíveis momentos de velocidades lentas e/ou
    frenéticas de saúde para seus corpos, mesmo no estado de doença no qual se encontram;
    discutir os processos de subjetivação que se inscrevem nos corpos desses pacientes que
    são atravessados pelos estados de saúde, de adoecimento, de vida e de proximidade com
    a morte e problematizar os modos de reinvenção do corpo saudável criados por esses
    pacientes com os conceitos tradicionais de corpo, de saúde e de doença oriundos
    principalmente da biomedicina. Como principais resultados a experimentação do
    pensamento levou a criação do conceito de geocorpo e outros que o compõem como
    saúde possível, solidão rodeada, solidão miserável e corpo apaziguado corroborando a
    tese de que os pacientes em estado terminal inventam e reinventam suas subjetividades
    e percorrem um nebuloso movimento entre vida e morte, entre saúde e doença, que os
    forçam o repensar de outros modos de entendimento do corpo, da vida e da saúde. O
    corpo nesse intermezzo fomenta um movimento de dobras e de redobramentos
    percorrido por experiências de momentos de velocidades lentas e/ou frenéticas de saúde,
    (mesmo no estado de doença no qual se encontram, através da eliminação ou exclusão
    mental dos órgãos comprometidos) e tendem a providenciar uma saúde provisória para a
    sua própria existência. Um geocorpo que experiencia transmutar ou ver e dizer de si
    outros modos. O que possibilita comunicar com o desmanchamento do idêntico para
    dobrar o “outramento” (um outro de si, um outro de outro). A tese fomenta outras
    perspectivas de corpo humano para além do modelo orgânico, o que pode vir a ser uma
    contribuição para o Ensino de Ciências e para a com-vivência com/dos pacientes
    terminais.

2015
Descrição
  • ANGELO ABENI BEZERRA DA SILVA
  • INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM UM CURSO DE FÉRIAS: A constituição do conhecimento científico sob a perspectiva da Aprendizagem Baseada em Problemas.

  • Data: 21/12/2015
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  • O processo de ensino e aprendizagem se institui em interações discursivas que visam elaborar o conhecimento científico, entretanto nesse contexto de constituição do saber ecoam diversas vozes. Nesse sentido, esta pesquisa objetiva investigar de que forma as interações discursivas estabelecidas entre alunos e monitores participantes de um Curso de Férias, constituem o processo de resolução de problemas reais. O Curso atendeu professores e alunos do ensino médio ocorrendo na cidade de Bragança (PA), onde destes, um grupo formado por cinco alunos sob orientação de um monitor foram os sujeitos desta investigação, que esta situada no universo qualitativo, sendo os dados constituídos no ambiente natural, através de gravações em vídeo, entrevistas e notas de campo transcritas na íntegra, que foram analisadas à luz de reflexões Bakhtinianas sobre a formação da linguagem e submetidas a um sistema de referência para avaliar como as interações promovem a construção de significados. As análises apontam que a versatilidade de abordagens no processo de ensino e aprendizagem propicia a elaboração do conhecimento científico.

  • EDSON PINHEIRO WANZELER
  • Surdez, bilinguismo e educação matemática: um (novo?) objeto de pesquisa na educação de surdos 

  • Data: 09/12/2015
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  • A constante busca por uma educação para todos tem garantido diferentes movimentos sociais, emergentes nas diversas esferas da sociedade, que almejam este direito constitucional, seja por força de lei ou por uma questão de consciência social. E esses movimentos, também se fazem presentes ao que tange o ensino de matemática com qualidade e para qualquer constructo social. Neste direcionamento, elegemos como fonte de nossos anseios, para esta pesquisa, o ensino de matemática para surdos, no qual os constructos sociais surdos são contemplados pelas pesquisas em educação matemática por vários pesquisadores, que buscam de forma consciente ou inconsciente garantir uma interação bilíngue para esses sujeitos a partir de propostas metodológicas nas diferentes abordagens da pesquisa acadêmica. Sendo assim, partindo desse pressuposto, o presente estudo tem por objetivo discutir algumas as relações inerentes a Educação Matemática e a Educação de Surdos, a luz da cidadania e do bilinguismo, em dissertações de programas (cursos) de Pós-graduações stricto sensu em “Educação Matemática” nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, entre os anos de 2006 e 2014. Pois, encontramos em muitos discursos, formais e informais, relacionados ao “não aprendizado” da matemática o pressuposto que o conteúdo é difícil, ou que o profissional não conhece a língua de sinais, ou ainda que o ensino não é bilíngue. Todavia, ao focarmos nestas pesquisas, encontramos comunicação e um aprendizado nos resultados apresentados, o que merece um considerável destaque ao pesquisador. Nesta senda, este estudo de abordagem qualitativa foi construído a partir de pesquisa bibliográfica, apoiada em autores como, por exemplo, Goldfeld (2002), Luchesi (2008), Paulo e Alexandrino (2010), Naufel (2002), Brasil (1988; 2002; 2005), Fiorin (2013), Dubois et al. (1997-1998), D’Ambrosio (1986; 2008), entre outros que contribuíram significativamente para esse diálogo. E o caminho percorrido, que vai de uma reflexão a matemática para todos, passando pelo reconhecimento cidadão surdo e o que seria o bilinguismo no Brasil, aponta que as pesquisas realizadas no âmbito da Educação Matemática e Educação de Surdos estão intimamente ligadas às concepções sociais e educacionais adotadas pelos pesquisadores que visualizam o surdo para além da característica clínica, e sim de um cidadão de direitos.

  • FABIO COLINS DA SILVA
  • SABERES DOCENTES NA/DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
    QUE ENSINAM MATEMÁTICA NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO

  • Data: 01/12/2015
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  • Esta dissertação, intitulada “Saberes Docentes na/da Formação Continuada de Professores
    que Ensinam Matemática no Ciclo de Alfabetização”, teve como objetivo investigar em que
    termos os saberes docentes são mobilizados a partir da formação continuada de professores
    alfabetizadores. Nesta pesquisa a discussão foi tecida em torno dos saberes docentes
    mobilizados na/da prática de alfabetizadores. Os temas que constituem esse estudo são:
    Saberes Docentes; Formação Continuada de Professores e Alfabetização Matemática, foram
    discutidos na perspectiva teórica de Shulman (1986; 2005), Gauthier (2013) e Tardif (2014).
    Para esses autores os professores são sujeitos que mobilizam saberes na/da prática de sala de
    aula. Com base em Imbernón (2009; 2011) construímos a discussão sobre a formação de
    professores numa perspectiva do desenvolvimento profissional. No que concerne a
    alfabetização matemática utilizamos os estudos de Fonseca (2004; 2009; 2014). Para a autora,
    o ensino da matemática pode ser realizado a partir da leitura e da escrita de gêneros textuais
    diversos, ou seja, uma alfabetização matemática na perspectiva do letramento. A pesquisa
    teve como contexto o Programa Federal Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
    (PNAIC). O lócus da investigação foi o município de Marabá, Estado do Pará, Brasil. Os
    sujeitos desse estudo foram cinco professoras alfabetizadoras. A pesquisa foi realizada entre
    março de 2014 e janeiro de 2015. A construção das informações se deu a partir dos registros
    das atividades realizadas pelas professoras alfabetizadoras durante os encontros municipais de
    formação, dos seus relatórios de prática e dos seus relatos de experiência. A metodologia de
    análise utilizada foi a Análise Textual Discursiva. As categorias de análise emergiram da/na
    pesquisa: a) a relação com o saber matemático; b) os saberes docentes mobilizados na/da
    prática de alfabetização; e, c) uma nova relação com o saber matemático. É possível afirmar
    que a partir da formação continuada e da ação educativa cotidiana os docentes mobilizam uma
    pluralidade de saberes: saberes da experiência, saberes do conteúdo, saberes pedagógicos,
    saberes curriculares e saberes da ciência da educação, os quais são necessários à prática de
    alfabetização matemática.

  • SEBASTIAO NOGUEIRA DA FONSECA NETO
  • EDUCAR PELA P ESQUISA: As percepções de alunos de graduação sobre as temáticas energia e sustentabilidade em um Curso de Extensão

  • Data: 03/11/2015
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  • A presente dissertação tem como objetivo avaliar se o ensino de ciências com
    enfoque CTS, por meio do educar pela pesquisa, pode promover tomada de decisão
    relativa à temática energia e sustentabilidade no contexto amazônico. O estudo
    ganha relevância quando se leva em consideração que a história de ocupação da
    Amazônia foi pautada na exploração dos recursos naturais sem o necessário
    planejamento para seu uso e sem necessária previsão dos impactos ambientais que
    tal utilização traria. Metodologicamente, esta pesquisa enquadra-se no paradigma
    qualitativo e consiste em uma pesquisa-ação. A coleta de subsídios ocorreu durante
    um curso de extensão, sendo registrados em videogravações, diários de formação e
    produção de textos dos alunos, todos graduandos de diferentes cursos da
    Universidade Federal do Pará. Os dados revelam que a elaboração de discursos
    produzidos sobre energia e sustentabilidade perpassam por diferentes aspectos, tais
    como: a dimensão ambiental, a social, a ecológica, a política e a cultural. A partir da
    análise da coleta realizada constatamos que o educar pela pesquisa, como um
    método, é muito eficiente na promoção desta formação via CTS, pois o aluno deixa
    de ser receptor do conteúdo fazendo com que construa, aprenda e exponha suas
    descobertas – o que indica que o ensino de ciências pode proporcionar uma
    formação alicerçada em consciência crítica, autonomia e saberes construídos para o
    enfrentamento do exercício docente.

  • ROBERTA MODESTO BRAGA
  • APRENDIZAGEM EM MODELAGEM MATEMÁTICA PELAS INTERAÇÕES DOS ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE ATIVIDADE NA PERSPECTIVA DA TEORIA DA ATIVIDADE DE ENGESTRÖM 

  • Data: 23/10/2015
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  • A presente tese, intitulada “Aprendizagem em Modelagem Matemática pelas interações dos elementos de um sistema de atividade na perspectiva da Teoria da Atividade de Engeström” teve como objetivo compreender repercussões na aprendizagem pelas interações evidenciadas no ambiente de Modelagem Matemática, na perspectiva da Teoria da Atividade de Engeström. Para alcançar este objetivo desenvolvi, no âmbito do Laboratório Experimental de Modelagem Matemática (LEMM), do Campus Universitário de Castanhal (UFPA), atividades de Modelagem com grupos de alunos do curso de Matemática em formação, graduados ou pós-graduandos para obtenção dos dados via observação e entrevista. A partir dos princípios da Teoria da Atividade de Engeström, a Modelagem Matemática desenvolvida pelos alunos foi compreendida como um sistema de atividade que envolve os elementos (sujeito, objeto e comunidade, artefatos mediadores, regras e divisão do trabalho) que se relacionam para atingir um resultado, ou seja, são mediados por interações para alcançar um resultado. A pesquisa mostrou que o trabalho coletivo, a historicidade e a multivocalidade dos sujeitos atuando na superação de contradições para alcançar transformações expansivas repercutem em aprendizagem em Modelagem Matemática, configurada como um sistema de atividade, pelas interações dos elementos do próprio sistema.

  • WALBER CHRISTIANO LIMA DA COSTA
  • TRADUÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA PARA A LIBRAS: jogos de linguagem envolvendo o aluno surdo 

  • Data: 23/10/2015
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  • Nesta pesquisa, apresentamos um estudo acerca da tradução da linguagem matemática para a Língua Brasileira de Sinais - Libras, discutindo os jogos de linguagem presentes na educação de surdos. Nosso principal objetivo é investigar como o aluno surdo traduz textos em linguagem matemática para a língua de sinais. Para tanto, buscamos nos apoiar nos conceitos de “jogos de linguagem” e “ver e ver como” do segundo momento da filosofia de Wittgenstein. Apostamos nesses conceitos por acreditar que o aluno surdo recorre aos modos de ver a linguagem matemática que se constitui pela escrita, bem como a forma que lida com outras linguagens que estão a ela entrelaçadas tais como a língua portuguesa e a Libras e que se manifestam em diversos jogos de linguagem que envolvem a aprendizagem matemática do aluno surdo. A metodologia em primeiro momento se caracteriza por uma pesquisa bibliográfica, onde nos embasamos nas leituras ligadas à filosofia da linguagem, educação de surdos, inclusão e linguagem matemática. O segundo momento, foi realizada uma pesquisa de campo com alunos surdos do 1º ano do ensino médio a fim de verificarmos in loco como realizam a tradução da linguagem matemática para a língua de sinais em sala de aula. Constatamos que os alunos surdos utilizam de forma predominante o modelo referencial da linguagem, ou seja, uma tradução palavra-sinal, onde muitas vezes não conseguem compreender o real sentido da palavra no enunciado matemático.

  • MANOEL JANUARIO DA SILVA NETO
  • ENSINO DE FÍSICA PELA COMPARAÇÃO ENTRE O EXPERIMENTO E O MODELO CONCEITUAL COM USO DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 22/10/2015
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  • O ensino das disciplinas experimentais de Física tem sido realizado com o uso de manuais ou roteiros das experiências. Esta abordagem tem-se mostrado inadequada para aprendizagem de conceitos físicos por parte de estudantes. Em face disto, esta tese teve como objetivo realizar um estudo de uma estratégia de ensino baseado nas ideias de Thomas Kuhn e adaptado por Zylbersztajn (1991) e Arruda; Silva e Laburú (2001) da ciência normal em sala de aula, com o uso da modelagem matemática e ênfase na experimentação de conceitos, leis e teorias. A pesquisa foi realizada com um grupo de alunos nos cursos superiores de Engenharia Civil e Licenciatura em Ciências Naturais; foram feitas análises investigativas por meio de uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa), com a qual foi possível confirmar a hipótese do modelo. A despeito de algumas considerações relativas à sua aplicação, esta abordagem mostrou-se apropriada para ensino e aprendizagem de conteúdos de disciplinas experimentais de Física.

  • IVETE BRITO E BRITO
  • SER PROFESSOR DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: REGIMES DE VERDADE E PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO

  • Data: 08/10/2015
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  • Este trabalho resulta de pesquisa desenvolvida durante o curso de Mestrado e tem como principal objetivo discutir a produção de subjetividade de professores de Ciências e Matemática a partir de jogos de verdade que instituem o lugar do bom e do mau professor. Nessa perspectiva, problematizam-se os enunciados que fabricam contemporaneamente a docência e as condições que tornaram possível dizê-la de um lugar específico. Para tal, realizou-se a análise de enunciados inscritos em narrativas autobiográficas presentes em dissertações de Mestrado de um Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática de uma Universidade Pública Federal. Nestas narrativas, os mestrandos relatam movimentos de aproximação com o objeto de pesquisa de suas dissertações dando visibilidade aos discursos sobre docência que os atravessam, formam e informam seus saberes e práticas. Tomando como ferramentas analíticas as teorizações de Michel Foucault acerca dos processos de subjetivação o estudo examina contingências e enunciados que tem conduzido à construção de discursos sobre formação de professores de ciências e matemática que prevalecem em determinados momentos históricos produzindo modos de ser professor. As narrativas são examinadas como parte de um conjunto de produções culturais ao lado da literatura da área de Educação em Ciências e Matemática, de textos legais e midiáticos como artefatos que não apenas dizem, mas fazem aparecer à docência em ciências e matemática como objeto de época que se transforma ao longo da história. O resultado das análises permite construir um inventário tipológico cambiante e coexistente de professores tradicionais, inovadores, pesquisadores reflexivos... Que vão se alternando, se sobrepondo, confrontando, compondo um repertório de regras e condutas que normatizam e moralizam formação e prática docentes. Contudo, há que se destacar as porosidades no tecido que constrói as vestes deste mutante professor, são fissuras que deixam vazar outras possibilidades de ver, dizer e viver a docência como espaço de invenção de si.

  • ALDENORA PERRONE AMADOR
  • A GEOMETRIA DAS PINTURAS CORPORAIS E O ENSINO DA GEOMETRIA: UM ESTUDO DA ESCOLA INDÍGENA WARARA-AWA ASSURINÍ, TUCURUÍ, PA.

  • Data: 05/10/2015
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  • Este trabalho de pesquisa é um estudo sobre os aspectos geométricos da pintura corporal Assuriní e o seu uso no ensino da geometria, na Escola Indígena Warara awa Assuriní, da Aldeia Trocará, em Tucuruí, Pará, a partir da prática pedagógica de duas professoras indígenas da própria aldeia. A pesquisa foi feita em duas turmas do ensino fundamental menor nas aulas de geometria com a intenção de verificar-se a interseção entre o conhecimento matemático e o indígena e também nas aulas de conhecimento tradicional, um dos momentos em que é desenvolvida a pintura corporal. O interesse pelo tema se deu a partir da minha experiência profissional de junho de 2006 até agosto de 2011 na Secretaria Municipal de Educação do Município de Tucuruí, ao ter contato com a Educação Escolar Indígena. A pesquisa está apoiada nas concepções de D’Ambrosio (1990; 1997; 2002; 2011); Vergani (2007); Gerdes (1992); Sebastiani Ferreira (1993; 1994) e Almeida (2010). Considerando-se a pintura corporal como um dos importantes aspectos simbólicos da cultura Assuriní, e nessa relação, os determinantes culturais da geometria das pinturas, como esses elementos são considerados nas aulas de matemática, em particular no ensino da geometria, no ensino fundamental menor, por ser a porta de entrada da criança na escola. A partir das práticas pedagógicas das professoras indígenas na escola, fez-se com base na Etnomatemática, uma reflexão sobre o ensino da geometria e a geometria das pinturas corporais. Ao fazer-se um estudo comparativo das práticas das professoras, observou-se dois percursos didáticos, um que valoriza e utiliza os aspectos da cultura indígena, e outras que dissocia no ensino esses aspectos. Nesse sentido, o estudo aponta possibilidades de ensino da geometria escolar a partir da geometria das pinturas, por ser este um dos importantes aspectos simbólicos da cultura Assuriní, e no Ensino Fundamental Menor por ser a porta de entrada da criança indígena na Escola. Isso implica na ressignificação das aulas de geometria, com a valorização da história cultura indígena dessa etnia, favorecendo a contextualização dos saberes indígenas no ensino da Matemática, assim como em articulação com as outras áreas de conhecimento.

  • LUAN SIDONIO GOMES
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES FORMADORES E ABORDAGEM CTS: O ENSINO DE CIÊNCIAS RUMO A NOVAS PERCEPÇÕES NESTE SÉCULO XXI

  • Data: 02/10/2015
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  • Considerando a presença cada vez marcante dos aspectos científicos e tecnológicos na sociedade do século XXI, este trabalho relata uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, que investiga práticas pedagógicas de professores formadores de professores de Ciências por meio das manifestações de três formadores de um curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará, e objetiva compreender quais aspectos formativos contribuem para a prática pedagógica situada na Abordagem CTS, além de identificar, para compreender, quais elementos da Abordagem CTS se fazem presentes nas práticas pedagógicas dos professores investigados. Para tanto, a construção prática desta pesquisa fora desenvolvida por meio de entrevistas individuais – registradas em áudio e transcritas – com os sujeitos investigados, tendo esses sido selecionados por meio de indicações oriundas de um sistema de redes constituído por indivíduos – professores e técnicos – envolvidos no contexto da pesquisa. Com bases na Análise Textual Discursiva utilizada para análise qualitativa, do material empírico emergiram três eixos de análise: 1) Visão de ciência e de docência: distanciamentos e aproximações com a Abordagem CTS; 2) Práticas pedagógicas de formadores de professores: encontros com a Abordagem CTS; 3) Formação diferenciada: esboçando o professor do século XXI. A análise do material empírico revela que os aspectos formativos que contribuem com práticas pedagógicas situadas na Abordagem CTS se aproximam dos pressupostos relacionados a um paradigma científico- social que está a emergir tendo em vista a construção de um conhecimento prudente em prol de uma vida decente e, por isso, orienta uma nova percepção de mundo contrária ao paradigma da Ciência Moderna ainda predominante, conduzindo nossa forma de conceber e interagir com o mundo. Com isso, é possível inferir que as aproximações das práticas pedagógicas junto à Abordagem CTS no Ensino de Ciências estão correlacionadas com o cenário de transição paradigmática em que os professores investigados estão inseridos, conforme é demonstrado em suas manifestações, ao retratarem ideias diferenciadas sobre que tipo de professores pretendem formar quando desenvolvem suas práticas, corroborando com o entendimento da necessidade de o professor do século XXI ter a mente aberta e sensível às constantes e intensas mudanças que vivenciamos.

  • DANIELLE SIQUEIRA PEREIRA
  • O ENFOQUE  CTS NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: o saber escolar  e a prática cotidiana quilombola na Casa Familiar Rural de Jambuaçu – Moju -Pará

  • Data: 30/09/2015
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa sobre ensino de ciências desenvolvido com a Pedagogia da Alternância na Casa Familiar Rural Padre Sérgio Tonetto, localizada no Território Quilombola de Jambuaçu em Moju-Pará-Brasil. Temos por objetivo principal analisar Como se estabelecem as relações entre o enfoque C-T-S (Ciência-Tecnologia-Sociedade) e as práticas pedagógicas do Ensino de Ciências na CFR de Jambuaçu. Além disso, que implicações essas relações produzem na educação do cidadão quilombola de Jambuaçu. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. Nesta pesquisa utilizaram-se como instrumentos, entrevistas individuais e coletivas (grupos focais) semi–estruturadas, bem como observações e análise documental. Como sujeitos da pesquisa participaram as famílias e membros das comunidades (lideranças), sendo 13 (treze) pais/mães de alunos e lideranças e 33 (trinta e três) alunos divididos em 3 (três) grupos focais. Foram também entrevistados o professor de Ciências e o coordenador pedagógico. Da análise de conteúdo do material empírico, seguindo Laurence Bardin, emergiram quatro categorias de codificação, estes convertidos em eixos de análise: 1. Aspectos educativos da Pedagogia da Alternância; 2. Transformação social e formação para a cidadania; 3. Ensino de Ciências na Pedagogia da Alternância e 4. Formação da identidade quilombola. Verificamos que, em diferentes níveis, todos os eixos de análise abrangem elementos do ensino com enfoque C-T-S na Pedagogia da Alternância, particularmente na abordagem temática sociocientífica, autonomia, tomada de decisão, atitudes e valores próprios do exercício da cidadania consciente e embasados em conhecimentos da ciência e nos saberes tradicionais dos quilombolas.

  • WILTON RABELO PESSOA
  • MOTIVAÇÃO EM AULAS DE QUÍMICA: CONFIGURAÇÕES SUBJETIVAS DE ESTUDANTES E PROFESSOR

  • Data: 11/09/2015
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  • De modo geral, nas pesquisas sobre o chamado domínio afetivo da educação científica,

    a afetividade é considerada como combustível da ação, mas sem tomar parte da

    qualidade dessa ação e do pensamento humano. Essa perspectiva tende a nortear

    processos de ensino e aprendizagem nos quais a motivação é identificada como

    atividade ou técnica a ser utilizada no início ou em momentos específicos das atividades

    escolares. De modo distinto, a perspectiva que adotei neste trabalho, inspirada na teoria

    da subjetividade, concebe afeto e cognição em constituição mútua, de modo que a

    motivação é vista como expressão integral da pessoa, isto é, como produção subjetiva.

    No presente trabalho apresento os casos de um professor de química e seis estudantes do

    segundo ano do ensino médio de uma Escola Pública Estadual de Belém – PA. Os

    resultados deste estudo sobre a motivação de professor e estudantes de química

    permitem sustentar a tese de que a motivação em aulas de química é constituída pela

    integração de sentidos subjetivos produzidos no curso do ensino e da aprendizagem e na

    história dos estudantes e do professor, na escola e em outros contextos. A ideia da

    motivação como produção de sentido subjetivo requer que os processos de ensino e de

    aprendizagem estejam direcionados para subsidiar essa produção, na direção de uma

    melhor aprendizagem escolar. A perspectiva teórica da subjetividade possibilita

    considerar as produções e posicionamentos do sujeito no curso de suas experiências,

    superando a ideia da motivação como simples resposta a um fator externo à pessoa. A

    motivação aparece, portanto, como uma produção subjetiva resultante de toda a história

    escolar e extra-escolar do sujeito, história que implica uma relação muitas vezes

    contraditória dos níveis subjetivos social e individual do sujeito. Acredito que

    focalizando desta maneira a compreensão da motivação para aprender e ensinar química

    ganha uma contribuição, pois deixa de ser pensada como algo próprio do sujeito ou das

    tarefas escolares e pode beneficiar professores interessados em inovações nessa área.

  • LUCELIDA DE FATIMA MAIA DA COSTA
  • VIVÊNCIAS AUTOFORMATIVAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA: vida e formação em escolas ribeirinhas

  • Data: 28/08/2015
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  • Nesta Tese apresento resultados obtidos por meio de uma pesquisa qualitativa desenvolvida com ênfase etnográfica, cujo objetivo é analisar como práticas formativas, mobilizadas em processos de formação continuada de professores que ensinam matemática, podem viabilizar um ensino que considere, além da ciência, o contexto, a experiência, o conhecimento produzido e as formas vigentes de ensinar e aprender em comunidades ribeirinhas como elementos inerentes à formação de um sujeito local e global simultaneamente. Os colaboradores da pesquisa são oito professores que ensinam matemática, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em escolas ribeirinhas dos estados do Amazonas e Pará. Os dados são construídos com as informações obtidas por meio das Histórias de Vida e Formação dos Professores, de Momentos de Escuta e Diálogos – MED, de Rodas de Diálogos, de elaboração de desenhos e de Práticas Formativas realizadas no contexto aonde os professores trabalham. A fundamentação teórica permeia todo o texto e se apresenta a partir das ideias e teorias de pensadores como Edgar Morin, Pascal Galvani, Marie-Christine Josso, Nóvoa, D’Ambrosio, entre outros. Os resultados obtidos de minha inserção na realidade vivida profissionalmente pelos colaboradores da pesquisa fundamentada em aportes teóricos da Complexidade, da Transdisciplinaridade e da Educação Matemática me permitem defender a tese de que quando a formação continuada se realiza de modo reflexivo e dialógico, situado no contexto aonde a ação docente acontece, alarga as possibilidades de fortalecimento de relações com o saber matemático viabilizando sua corporificação em ações didáticas, possibilita o desenvolvimento de práticas transdisciplinares e proporciona uma autoformação ao professor formador.

  • MARCIO BENICIO DE SA RIBEIRO
  • UMA VISÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA UFPA NAS DÉCADAS DE 1970 A 1980 A PARTIR DAS NARRATIVAS DE SEUS PROFESSORES

  • Data: 25/08/2015
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  • Este trabalho objetivou investigar como se desenvolveu o ensino de Matemática através da prática dos professores que atuaram na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará nas décadas de 1970 e 1980, buscando, principalmente através das memórias desses personagens, constituir uma representação do passado a respeito da história da educação matemática, considerando como cenário o contexto da referida escola. Para contextualizar a pesquisa, organizei uma breve exposição retratando a então situação social e política do país. Realizei entrevistas com seis professores que atuaram naquela escola e analisei os relatos coletados. A análise desses dados permitiu descortinar um passado ainda não investigado. Como metodologia de pesquisa, utilizei-me dos conhecimentos advindos da História Oral, além de valer-me de documentos relativos à história da escola para que fosse possível a constituição de fontes históricas. A pesquisa está balizada na História da Educação, demarcando a História Cultural como seu principal aporte teórico, através das contribuições de autores como Bloch (2001), Le Goff (2003) e Chartier (1996; 2009). Ao encontro desse campo histórico, utilizei também pesquisas desenvolvidas por autores da História da Educação Matemática, como Valente (2009) e Mendes (2012). Os resultados da investigação revelam reflexões sobre o fazer docente, no que se refere ao empenho e ao espírito de união de um trabalho efetuado com dignidade pelos professores, evidenciando para futuras gerações de educadores que os efeitos de um trabalho com traços de excelência não se esgotam no ambiente da escola.

  • CIBELE BORGES DE SOUSA
  • O ENSINO DE MATEMÁTICA NA ESCOLA NORMAL DE BELÉM ENTRE 1950-1970: FRAGMENTOS DE HISTÓRIA

  • Data: 13/07/2015
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  • Esta pesquisa, delineada no campo da Educação Matemática, assume como seu objeto estudo a disciplina Matemática do século XX inscrita na história da Escola Normal em Belém do Pará. O período investigado compreende desde a década de 50 até a década de 70, visto que, em 1971, houve a promulgação da Lei 5.692/71, a qual extinguiu a Escola Normal. Inicialmente, busquei problematizar o objeto deste estudo e fui à procura de elementos que aportassem os argumentos expostos ao longo da dissertação. As reflexões acerca do objeto geraram os primeiros questionamentos. Traçados os objetivos, iniciei o percurso com o estabelecimento de um panorama, utilizando literatura referente à temática. Selecionei documentos, inclusive os de natureza primária, como: legislação vigente, fichas individuais, relação nominal dos professores, livro didático. Realizei entrevistas com o intuito de completar alguns sentidos de lacunas deixadas, por vezes, pelas fontes. O caminho da pesquisa foi permeado por indagações iniciais como: Que disciplinas da Escola Normal faziam parte do currículo? Quais eram os conteúdos? Como eram mobilizados estes conteúdos? Tais questionamentos orientaram a minha compreensão acerca dos fatos e a construção do texto. Assim, objetivei construir uma história da Educação Matemática desenvolvida na Escola Normal de Belém, em meados do século XX. Por meio da construção dessa história, seria possível, então, revelar que Matemática era mobilizada para a formação das normalistas entre as décadas de 1950 a 1970. Além de “compreender o passado”, o estudo propõe refletir sobre ele para aprimorar práticas futuras mais conscientes e entrelaçadas com o contexto histórico e com as legislações educacionais. O entrecruzamento com os referenciais teóricos escolhidos: Certeau (2011); Chartier (2002); Chervel (1990); Thompson (1992) e autores brasileiros como Valente e Garnica foram necessários para fortalecer a argumentação. O estudo traz nuances da história da Escola Normal no que se refere às práticas educativas da disciplina matemática e da utilização do guia didático. Tais práticas foram reveladas a partir das entrevistas realizadas com as professoras Maria Ferreira e Eneida Norat, bem como a partir do entrecruzamento das falas das professoras com as documentações selecionadas para esta pesquisa. Dessa forma, esta é a primeira história da Escola Normal no âmbito da história da educação matemática escrita à luz dos referenciais acima destacados e vem somar-se a História da Educação brasileira.

  • NELSON PINHEIRO COELHO DE SOUZA
  • INVESTIGANDO O EFEITO DO DESLOCAMENTO DO OLHAR: implicações para o Princípio da Atenção Dividida

  • Data: 30/06/2015
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  • Pearson e Sahraie (2003) demonstraram que a movimentação do olhar interfere na retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Postle et al. (2006) mostraram, além disso, que a movimentação do olhar afeta mais a retenção de informações espaciais do que a retenção de informações não-espaciais. Embora estes autores tenham mostrado uma relação de causa e efeito entre o deslocamento do olhar e a retenção de informações, não fizeram uma experiência para verificar como esta retenção é afetada quando a amplitude do deslocamento do olhar é duplicada e triplicada (ΔӨ, 2ΔӨ, 3ΔӨ). Além disso, não investigaram se a interferência causada pela movimentação do olhar sobre a retenção de informações espaciais ocorreria para os deslocamentos do olhar produzidos pelas sacadas realizadas no estudo de materiais instrucionais. Na verdade, os deslocamentos do olhar impostos nos experimentos de Pearson e Sahraie (2003) e Postle et al. (2006) tinham amplitudes várias vezes maior que as amplitudes das sacadas tipicamente praticadas quando se estuda materiais instrucionais. Assim como Pearson e Sahraie (2003), nós também utilizamos em nosso experimento, o desempenho no Teste dos Blocos de Corsi como medida da retenção das informações espaciais na Memória de Trabalho. Porém nosso experimento diferiu do de Pearson e Sahraie (2003) em dois aspectos. Em primeiro lugar em nosso experimento utilizamos sacadas com amplitudes dentro da faixa de amplitudes praticadas no estudo de materiais instrucionais. Em segundo lugar em nossos experimentos as apresentações dos blocos foram intercaladas com sacadas, para simular as sacadas que se intercalam entre uma e outra fonte quando se estudam materiais instrucionais, permitindo-se assim a investigação do impacto dessas sacadas na retenção de informações espaciais. Nossos experimentos confirmaram nossa hipótese de que sacadas com amplitude similar aquelas praticadas no estudo de um material instrucional são capazes de afetar a retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Houve também uma confirmação parcial da nossa segunda hipótese, de que um gradativo aumento na amplitude de uma sacada resultaria em um gradativo decaimento na retenção de informações espaciais. Obtivemos como resultado uma confirmação parcial pois a retenção de informações espaciais apenas decaiu quando a amplitude das sacadas aumentou de 0o para 36º e de 36º para 54º. Quando a amplitude das sacadas aumentou de 36º para 54º não se observou decréscimos no nível de retenção das informações espaciais. Um resultado importante foi a constatação de que, todas as vezes que sacadas foram intercaladas as apresentações dos blocos nos testes, independentemente de a amplitude da sacada ser 18º, 36º, ou 54º, sempre os níveis de retenção nos testes com sacadas foram inferiores ao nível de retenção nos testes sem sacadas. Discute-se também as novas perspectivas que a confirmação experimental de nossas hipóteses traz para o aprimoramento do Princípio da Atenção Dividida e para a explicação do que causa Efeito da Atenção Dividida em materiais instrucionais com conteúdo espacial. Prevemos que se os resultados que obtivemos em nossos experimentos puderem ser generalizados para materiais instrucionais com conteúdo espacial, isto permitirá que o efeito do deslocamento do olhar seja considerado um dos fatores causais do Efeito da Atenção Dividida para materiais instrucionais com conteúdo espacial. Por fim, informa-se que John Sweller, o descobridor do Efeito da Atenção Dividida, aceitou participar de pesquisas conjuntas nesta nova linha de pesquisa.

  • VERUSCHKA SILVA SANTOS MELO
  • A AMBIÊNCIA SENTIDA, VIVIDA E PRATICADA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: um olhar a partir da docência dos professores dos anos iniciais em Curuçá/PA 

  • Data: 25/06/2015
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  • Nesta pesquisa investigo as compreensões de meio ambiente de professores do Ensino Fundamental da Educação Infantil ao 5º ano, no município de Curuçá (Pará/ Brasil), sobre o lugar onde vivem e atuam e sobre como estas refletem em suas práticas pedagógicas. Escolhi a pesquisa narrativa para nortear minha pesquisa, por considerar que nossas histórias de vida (pessoal, educacional, entre outras) carregam uma riqueza de conhecimentos que se entrelaçam nas histórias profissionais. São relatos de quatro professores por mim entrevistados, escolhidos dentre os de duas escolas municipais, sendo dois professores de cada escola; essas escolas situam-se uma na zona urbana e a outra em uma ilha não urbanizada. Lanço mão de nomes fictícios para as escolas e os sujeitos, a fim de resguardar suas identidades. A pesquisa se desenvolveu a partir das narrativas que obtive por meio da gravação em áudio e posterior transcrição; a partir deste material, cheguei aos eixos de análises que foram empreendidos, com base nos estudos de Moraes e Galiazzi. Foram estabelecidos três eixos temáticos que respondem às questões desta investigação. São eles i): contexto ambiental da mesorregião do salgado: ambiências percebidas e expressas sobre o espaço em que habitam os professores; ii) práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores ao trabalharem a Educação Ambiental; iii) formação docente: formar-se em um contexto ambiental de maneira descontextualizada. A partir desses eixos de análise, pude perceber como o meio ambiente natural e urbanizado em que os professores viveram/vivem influenciam sua prática docente ambiental. Contudo, essa influência acarreta certo entrave em suas práticas pedagógicas. No entanto em algumas práticas pedagógicas há indícios de transformação metodológica para tentar alcançar ações que conduzam a uma Educação Ambiental crítica. Nesta busca, percebi a luta com que procuram suplantar essa lacuna, seja através de parceiros de formação ou de uma autoformação.

  • AUGUSTO FERGUSSON DOS SANTOS JUNIOR
  • AÇÕES AVALIATIVAS EM AMBIENTE DE ENSINO E APRENDIZAGEM GERADO PELA MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 25/06/2015
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  • Este estudo objetiva apontar ações avaliativas evidenciadas em ambiente de ensino e aprendizagem gerado pela Modelagem Matemática e consolidá-las como argumento favorável à utilização da Modelagem em contextos educacionais seja no Ensino Fundamental, Médio ou Superior. Para tanto, lançamos mão de uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica que consistiu na análise de Relatos de Experiência de professores que desenvolveram atividades de Modelagem em sala de aula e cujas experiências foram publicadas na VIII Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática – VIII CNMEM, realizada em 2013. Visto que os documentos considerados tratam de experiências em Modelagem Matemática e não especificamente da avaliação da aprendizagem, realizamos uma pesquisa bibliográfica do tipo meta-análise no sentido de extrair e interpretar evidências outras que não estavam no foco da pesquisa original. Para a condução da análise documental, utilizou-se a metodologia da Análise Textual Discursiva, conforme Moraes e Galiazzi (2007), segundo a qual foi possível unitarizar e categorizar aspectos relevantes a respeito do fenômeno investigado. A análise dos dados à luz dos referenciais teóricos da Modelagem Matemática e de estudiosos na área da avaliação da aprendizagem apontou que o professor cujas práticas são sistematizadas em ambiente de ensino e aprendizagem gerado pela Modelagem Matemática evidencia ações avaliativas interativas e retrospectivas. As ações avaliativas interativas indicam que, durante execução da atividade de Modelagem Matemática, o professor se detém a avaliar a construção de conhecimentos por parte do educando, tendo a oportunidade de constatar o aprendizado ou intervir a partir da necessidade revelada nas manifestações dos alunos. As ações avaliativas retrospectivas revelam que, após a realização da atividade de Modelagem Matemática, o professor se dispõe a avaliar sua própria prática, no sentido de julgar se os seus objetivos foram alcançados e ponderar ajustes em suas escolhas didáticas para orientar práticas futuras. Dessa forma, o processo de Modelagem Matemática proporciona ações docentes caracterizadas pela concatenação entre as ações de ensino, avaliação e aprendizagem.

  • JOSE AUGUSTO NUNES FERNANDES
  • ECOLOGIA DO SABER: o ensino de limite no curso de engenharia 

  • Data: 19/06/2015
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  • Esta pesquisa se insere na linha do Programa Epistemológico em Didática da Matemática, decorrente da obra de Guy Brousseau, tendo como referencial teórico a Teoria Antropológica do Didático, desenvolvida por Yves Chevallard. A questão de pesquisa se estabeleceu a partir de um problema docente real, vivido por um professor de Cálculo Diferencial e Integral de um curso de Engenharia Civil, quando a disciplina Cálculo I foi substituída por outra, com outro nome e mais temas a ensinar, dispondo, no entanto, da metade do tempo de ensino de outrora. Em razão das modificações ocorridas, o ensino de limite de uma função real de uma variável real sofreu modificações, e sua dispensabilidade passou a ser questionada. A investigação de práticas com Matemática se deu em um curso de graduação, e o pesquisador propõe um modelo heurístico para análise didática ecológica, que permita identificar as funcionalidades do objeto matemático pesquisado, ou seja, seus nichos, nos habitat do ecossistema de ensino de Engenharia Civil. Os componentes empíricos foram obtidos na imersão realizada na instituição de ensino superior, utilizadora da Matemática, quando o Projeto Pedagógico do Curso foi pesquisado, professores entrevistados, obras de referência e práticas analisadas com base no modelo proposto. As praxeologias didáticas envolvendo limite de uma função foram analisadas com base no modelo proposto, encontrando modos de “vida” do objeto matemático pesquisado, permitindo compreensões que justificam a não dispensabilidade do seu ensino no ecossistema investigado, mas que sugerem modificações transpositivas, que se fazem necessárias em razão das diferenças ecológicas entre as instituições produtora e utilizadora desse saber.

  • ALINE MIRANDA DA SILVA
  • INTERDISCIPLINARIDADE NO CURSO DE LICENCIATURA INTEGRADA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, MATEMATICA E LINGUAGEM.

  • Data: 27/05/2015
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  • Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa desenvolvida com alunos do Curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens, do Instituto de Educação Matemática e Cientifica - IEMCI, da Universidade Federal do Pará. Nosso principal objetivo foi entender como a Interdisciplinaridade tem sido tratada neste curso e como ela pode gerar ações de intervenção no curso de formação de professores dos anos inicias. A pesquisa de cunho qualitativo foi realizada durante um semestre letivo. Nossa fundamentação teórica principal foi a Interdisciplinaridade, que nos permitiu caracterizar as ações e entender a postura Interdisciplinar. O foco de análise da pesquisa foram os momentos de estudo desenvolvidos no decorrer do Eixo temático: Linguagem e conhecimento IV, ministrado por dois professores, de áreas de conhecimento distintas, e a pesquisadora/autora dessa pesquisa. Os estudos desenvolvidos geraram propostas de intervenções, que foram aplicadas em uma escola pública localizada na área periférica de Belém do Pará. Para analisarmos os dados de nossa investigação tomamos por base os estudos da Teoria Antropológica do Didático (TAD) e de autores que enfocam o tema interdisciplinaridade. Nossa pesquisa pontuou a grande importância da Interdisciplinaridade na educação, em especial, nas series iniciais e o quanto o ensino nesta perspectiva pode ser rico e colaborador. Porém, percebemos que muito ainda precisa ser feito, em se tratando especificamente do Curso de Licenciatura Integrada em Educação, Ciências, Matemática e Linguagem no sentido de melhorar o curso proposto.

  • DANIELE DOROTEIA ROCHA DA SILVA DE LIMA
  • Clube de Ciências da UFPA e docência: experiências formativas desde a infância

  • Data: 15/05/2015
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  • Clube de Ciências da UFPA e Docência: experiências formativas desde a infância compõe uma pesquisa qualitativa de abordagem narrativa, onde busco sentidos e significados expressos em relatos de oito sujeitos egressos do Clube de Ciências da Universidade Federal do Pará, uma vez que me interessa investigar a partir das memórias de egressos que hoje são professores: Quais experiências de iniciação científica foram importantes para o seu percurso formativo? O que pode ser significativo para uma compreensão do conhecimento científico?
    Que experiências podem possibilitar a compreensão e a transformação de um modo de ser e de estar na docência? Ou seja, a intenção é refletir sobre quais experiências foram valorizadas pelos sujeitos no que diz respeito ao modo como constroem e modificam o seu ser e fazer docente no presente, por compreender que a pesquisa narrativa em processos formativos de sujeitos ajuda a refletir sobre a contextualização do passado em torno do presente. Assim, com o propósito de envolver as múltiplas relações com respeito à constituição da iniciação científica, utilizo como instrumento de pesquisa a entrevista narrativa, visando fazer circular os relatos narrativos como possibilidade de ampliar saberes e compreensões num movimento em que a narrativa constitui-se em um caminho para o entendimento da experiência, onde a educação se dá em um território formativo que está repleto de experiências e vivências. Esta pesquisa intenciona olhar não somente para o sujeito em si, mas para as relações que o constituem em interação com seus pares, com a própria prática, com o conteúdo do ensino de ciências, com o movimento que se dá do passado para o presente e do presente para o passado, ao resgatar suas memórias. A tese está organizada em 3 eixos de análise: TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM: um ambiente problematizador e formativo nas memórias de egressos do CCIUFPA; POR ENTRE JIBOIAS, ELETROMAGNETISMO, DISCOS DE NEWTON E PORAQUÊS: o Clube de Ciências e a construção do conhecimento científico e AS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA CONSTRUÇÃO DIFERENCIADA DOCENTE: ser e fazer no presente. As análises levam-me a ponderar que as experiências são elementos formativos capazes de nos mover em direção a novas buscas, reafirmando-nos como seres históricos e sociais. Nesta toada narrativa, evidencia-se que a educação contextualizada com vistas à cidadania crítica requer a interrelação entre cultura científica e a cultura humanística. Por fim, evidencio que somos constituídos de memória viva, a qual está repleta de marcas, valores e costumes dos grupos dos quais fizemos/fazemos/ faremos parte em múltiplas relações vinculadas à construção de nossa identidade individual e coletiva. Além
    disso, as narrativas apontam o Clube de Ciências como um território relevante que, por sua história institucional, pode fazer a diferença no percurso formativo de crianças, jovens e futuros professores, no devir de como a nossa vida sofre interferências das instituições pelas quais passamos, em especial, no que trata sobre o que aprendemos e o que ensinamos.

  • CRISTINA DE BARROS NUNES
  • NO TERRITÓRIO DAS IDEIAS SOBRE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES PARA OS ANOS INICIAIS ESCOLARES

  • Data: 29/04/2015
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  • Esta é uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, realizada no Curso de Licenciatura em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens da UFPA, que se destina à formação integrada de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental. A composição curricular desse curso tem como eixo central as relações Ciência-Tecnologia-Sociedade. Participo do grupo durante um semestre letivo, realizando, também estágio de docência, como exigência parcial do Programa de Mestrado. Os sujeitos de pesquisa foram 8 (oito) estudantes, que participaram de estratégias investigativas no primeiro e no quarto semestres do curso, cujo período de dois anos foi considerado por mim como período inicial de formação. As estratégias de pesquisa foram: i) questionário inicial; ii) seminário interativo; iii) caderno de campo da pesquisadora; iv) entrevistas semiestruturadas gravadas em áudio e posteriormente transcritas. A análise dos resultados ocorreu por meio da análise textual discursiva. Como intencionalidade investigativa, objetivo compreender relações de sentido expressas pelos sujeitos, em início de curso, sobre CTS. Essa experiência formativoinvestigativa propiciou reflexões sobre a docência no contexto da formação inicial da licenciatura integrada, bem como outras aprendizagens resultantes dessa formação, que repercutem em relações de sentido que apontam, dentre outras, para a importância da constituição docente ainda em processo de formação inicial. Assim, ao sistematizar as manifestações dos sujeitos, levando em consideração o recorrente e o singular em suas falas, as análises deram forma a três eixos temáticos intitulados IDEIAS DE ESTUDANTES SOBRE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE; FORMAÇÃO E CTS: Licenciandos produzindo significados; ABORDAGEM CTS E FUTURA DOCÊNCIA. A análise dos resultados revela, principalmente, que i) o contato do discente com a prática docente, desde o início da formação inicial, contribui para que se constitua professor ainda em processo de formação inicial; ii) viver situações de ensino de ciências e de matemática possibilitem desenvolvimento de sua autonomia e criticidade no que diz respeito as suas aprendizagens sobre sua futura docência; iii) interagir com a formação integrada pautada em práticas interdisciplinares favorecem atribuição de sentidos na perspectiva de questionar valores, atitudes relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico, que ensejam, nesses futuros professores, atitudes de tomada de decisão, apontando indícios de reflexão e projeção de sua futura docência. iv) ter acesso a temáticas com abordagem CTS permitiram problematização
    11 dos conhecimentos, tomada de consciência e reflexão sobre os desdobramentos das relações CTS;v) o contato com enfoque CTS permiti a percepção do contexto o qual está inserido.

  • JANDERSON VIEIRA DE SOUZA
  • ETNOMATEMÁTICA: UMA ROTA EPISTEMOLÓGICA RUMO AO PENSAMENTO COMPLEXO

  • Data: 17/04/2015
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  • NÃO DISPONÍVEL

  • LUIZ ANTONIO RIBEIRO NETO DE OLIVEIRA
  • A ESCOLHA DO TEMA EM LIVROS DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 09/04/2015
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  • Nesta pesquisa, objetivamos, primeiramente, identificar os destaques sobre a escolha do tema em Modelagem Matemática na Educação Matemática contidos em livros que tratam acerca de Modelagem Matemática, publicados ou reimpressos na segunda década deste século. Após a identificação, recortamos parágrafos sobre escolha do tema encontrados nestes livros e, por intermédio do processo conhecido como análise de discurso, obtivemos unidades de significado e categorias. Finalmente, discutimos e integramos as ideias agrupadas em categorias, e isto gerou a apresentação de uma perspectiva para a escolha do tema em Modelagem Matemática na Educação

  • CARLOS EVALDO DOS SANTOS SILVA
  • CONCEPÇÕES DE SIGNIFICADO: IMPLICAÇÕES NO ENSINO DA MATEMÁTICA NA ALFABETIZAÇÃO 

  • Data: 20/03/2015
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  • Discutir sobre as implicações que a concepção de linguagem tem no ensino da matemática na alfabetização é o objetivo deste trabalho. Para isso, nos apoiaremos nas compreensões sobre o significado da linguagem presentes na segunda filosofia de Ludwig Wittgenstein. Na busca em atribuir significado à linguagem matemática encontramos duas perspectivas: uma compreende a linguagem como mera representação de objetos do mundo, sejam eles reais, ideais ou mentais, ou seja, seu significado estaria nesses entes extralinguísticos – a referencial; a outra, delega à linguagem o papel de protagonista, considerando-a como elemento constituinte do mundo, que carrega em si o seu significado – a pragmática. É esta última que dissolve, a nosso ver, as confusões pedagógicas existentes no ensino da matemática e que nos dá melhores respostas aos problemas relativos à significação do conhecimento dessa disciplina. Nossa pesquisa empírica se deu com uma professora alfabetizadora da rede Municipal de Educação de Belém em momentos em que pudemos observar sua atuação em sala de aula e numa entrevista que nos possibilitaram compreender suas concepções sobre a linguagem e que confusões seriam decorrente delas. Constatamos que a concepção referencial é dominante e que três importantes confusões são presentes: a primeira é atribuir a uma regra necessariamente uma função descritiva; a segunda consiste em não considerarmos os diversos jogos de linguagem que compõem o cotidiano da sala de aula; e a última é o apelo para que deixemos o ensino tradicional, pautado numa prática supostamente “mecânica” e “passiva”, por um ensino que proporcione a “autonomia” de nossas crianças, permitindo que elas possam construir naturalmente seu conhecimento, descaracteriza e desvaloriza a principal função do professor, que é ensinar.

  • RUI GUILHERME DOS SANTOS MONTEIRO
  • UMA ANÁLISE DOS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NO ENSINO ATRAVÉS DE TEMAS

  • Data: 06/03/2015
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  • Esta dissertação é o registrode uma pesquisa com objetivo geral investigar como as relações entre aprendizagem significativa e abordagem temática se estabelecem e como contribuem para o processo de ensino-aprendizagem de ciências. A pesquisa se desenvolve a partir da Abordagem Temática de Delizoicov et al. e da Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel, cujo pilar central é o ensino a partir do conhecimento prévio do educando. Uma experiência pedagógica de ensino de Física fundamentada nos três momentos pedagógicos de Delizoicov et al. foi desenvolvida em uma escola pública da rede estadual de ensino da cidade de Ananindeua-PA, em que participaram inicialmente 25 alunos de uma turma da Educação de Jovens e Adultos durante um bimestre. Esta pesquisa qualitativa apoiou-se em questionários, observações diretas, rodas de conversa e relatos escritos dos educandos gerando o material empírico que possibilitou a identificação de princípios da Aprendizagem Significativa em cada um dos três momentos pedagógicos. Na Problematização Inicial, foi possível identificar dois princípios da teoria de Ausubel: Diferenciação Progressiva e Consolidação; na Organização do Conhecimento evidenciamos a Diferenciação Progressiva, a Reconciliação Integrativa, a Organização Sequencial e a Consolidação; enquanto que na Aplicação do Conhecimento destacamos a Consolidação. As análises feitas nesta dissertação fornecem subsídios teóricos e didático-pedagógicos a educadores e pesquisadores visando o favorecimento da Aprendizagem Significativa em contexto escolar.

  • MARCOS MARQUES FORMIGOSA
  • UM NAVEGAR DOS SABERES DA TRADIÇÃO DAS ILHAS DE ABAETETUBA (PA): contribuições da etnomatemática

  • Data: 05/03/2015
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  • O presente trabalho apresenta o resultado final de uma pesquisa qualitativa de mestrado desenvolvida no município de Abaetetuba (PA), especificamente na região das ilhas desse município. A motivação para a pesquisa surgiu da imersão do autor em um curso de formação inicial de professores para atuarem em escolas do campo que vem ocorrendo na Universidade Federal do Pará – Campus de Abaetetuba e atende alunos de comunidades camponesas das regiões das ilhas e estradas de cinco municípios da região do Baixo Tocantins, Estado do Pará. A pesquisa teve como objetivo investigar como os saberes da tradição dos ribeirinhos podem contribuir, para um ensino de matemática educativo, sem que esses saberes estejam condicionados a um conceito matemático institucionalizado na escola. A investigação foi desenvolvida em três, das setenta e duas ilhas existentes em Abaetetuba onde obteve-se as informações por meio de conversas formais e informais junto aos ribeirinhos, registradas em vídeo, áudio e fotografias como instrumentos metodológicos, além do registro das observações em diário de campo. Os dados foram analisados à luz do Programa Etnomatemática desenvolvido por D’Ambrosio (2001), após a compreensão do que são saberes da tradição e saberes científico, apoiado em autores como Almeida (2009; 2010; 2012); Cruz (2007); Farias (2006). Bem como das contribuições de Santos (2003) na ruptura de alguns paradigmas da ciência moderna vigente, que possibilitaram ao autor recorrer à Bicudo (2005; 2010) e D’Ambrosio (1996; 1999; 2001) por apresentarem discussões acentuadas sobre o ensino de Matemática no Brasil, além da leitura dos Parâmetros Curriculares Nacional de Matemática que regulamentam o ensino de Matemática no Brasil. Galvani (2002), por sua vez, contribuiu para importantes discussões sobre a formação de professores. Além de encontrar em Morin (2010) o alicerce para a busca um ensino de Matemática educativo. Os resultados da pesquisa apontam que o contexto sociocultural das ilhas de Abaetetuba possui muitos saberes de natureza social, política, religiosa e de produção que podem contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da Matemática nas escolas. Alguns desses saberes caminham lado a lado com os saberes escolar, estabelecendo possíveis diálogos, principalmente os que são perceptíveis ao olhar, ao visual. Mas, existem outros saberes que caminham em paralelo, não apenas pelo fato de não serem facilmente identificados, mas pelo fato da escola os considerar sem importância, apontando, com isso, uma hierarquia de saberes. Dessa forma, existe a necessidade de esclarecer que os saberes, tanto escolar quanto dos ribeirinhos, por mais diversos que sejam, buscam dar respostas para os problemas da vida diária de homens e mulheres.

  • MARIA DA CONCEICAO GEMAQUE DE MATOS
  • MOVIMENTOS DE (TRANS) FORMAÇÃO NA AMAZÔNIA LEGAL: A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA 

  • Data: 04/03/2015
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  • Este trabalho pesquisa os egressos dos Programas de Pós-graduação em Educação e Ciências e Matemáticas na Amazônia Legal, no intervalo temporal de 2002 a 2012. É uma pesquisa qualitativa, na modalidade narrativa, com o objetivo de analisar para compreender em que termos se configuram e se expressam as atitudes, ações e utopias de formadores de professores egressos dos programas de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas na Amazônia Legal, que trabalham de forma direta ou indireta no processo de formação de docente. Para tanto, investigo os dois primeiros programas implantadas na região, para que, por meio das dissertações publicadas e do currículo Lattes dos egressos seja possível demarcar as tendências investigativas dos programas e o campo de ação profissional que estão distribuídos. Considerei os currículos Lattes como biografia acadêmica e profissional de cada egresso, e os tomei como referência para mapear o espaço educacional em que estão inseridos. A pesquisa passou a dar voz a 13 (treze) egressos que trabalham como formadores de professores em Ciências e Matemática trazendo assim a visibilidade do protagonismo narrador de cada sujeito, tendo em vista de registrar as particularidades e singularidades que suas histórias vividas no processo de formação e exercício profissional. Considerei a pesquisa narrativa como forma de esboçar as experiências reveladas no conjunto de relatos articulados dentro do contexto sociocultural amazônico, com atitudes e ações propulsoras de movimentos de (trans) formação na educação em ciências e matemática. Na apropriação das vozes dos sujeitos encontrei histórias de vida reveladoras da construção pessoal e social de cada um, perpassando (trans) formações impulsionadas por utopias, explícitas ou implícitas, que se originaram no sentimento de incompletude percebida por cada sujeito. A desconstrução dos textos narrativos dos egressos e a reconstrução do metatexto foram conduzidas pela análise textual discursiva perspectivando três eixos de análise. Cada entrevista possibilitou ao sujeito a reflexão (auto) formativa no movimento de olhar para si ao descreverem seus percursos de formação, e também quando revelam suas ações que buscam (trans) formar a formação de professores em ciências e matemática na Amazônia Legal. O sentimento de incompletude dos egressos, aliado a utopias, propiciou em cada sujeito a construção e realização de mudanças, ensejando a necessidade de entender o chão em que cada um se encontrava, e assim, se tornar capaz de ousar e instituir novas significados para a educação em ciências e matemática.

  • ELISANGELA BARRETO SANTANA
  • ABORDAGEM CTS NO ENSINO DE ASTRONOMIA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES MEDIADA PELA SITUAÇÃO PROBLEMA “CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA”

  • Data: 23/01/2015
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  • Este trabalho é resultado de uma pesquisa voltada a compreender a contribuição e apreender as possibilidades e restrições da abordagem Ciência, Tecnologia e sociedade (CTS), mediada por uma situação problema na educação continuada de professores, no sentido de propiciar uma formação reflexiva, crítica e autônoma de professores de Ciências, em específico, no ensino de Astronomia. As construções teóricas em torno da formação de professores estão pautadas nas argumentações do professor reflexivo, mais precisamente na prática reflexiva intencional, na perspectiva da reflexão para a ação. As fragilidades e desafios do ensino de astronomia são apresentados nos referenciais teóricos e a construção de um novo referencial nesse contexto se deu pelas discussões e construções em torno do caso ―Centro de Lançamento de Alcântara‖. O ambiente que compôs esta pesquisa foi um curso de educação continuada, voltada a professores de Ciências, no contexto de uma pesquisa ação, no âmbito de uma pesquisa qualitativa. Participaram desta pesquisa sete professores das redes federal, estadual e municipal de ensino, que por meio de uma ação investigativa, no formato de simetria invertida, se apropriaram dos referenciais teóricos e práticos da abordagem de ensino CTS. Quanto à metodologia de análise, minha opção foi pela análise textual discursiva por entendê-la como facilitadora do processo de buscar, expressar e construir sentidos ao campo investigado. A esse respeito, percebi a pertinência de excertos relacionados às construções de conhecimentos e construções formativas, o que me levou a organizar e apresentar os resultados em duas seções, quais sejam: (1) Formação cidadã: articulando C-T-S e saberes científicos sobre astronomia: nesta seção inclui construções necessárias à apropriação dos saberes científicos relacionadas à questão problema Alcântara e (2) Formação reflexiva para a ação profissional intencional: nos quais convergiram as perspectivas de ações reflexivas, no sentido de reflexão para ação, confluindo diferentes perspectivas dos sujeitos em torno de valores pessoais e profissionais, necessários a uma ação profissional consciente e intencional. O trabalho me mostrou o valor prático da abordagem CTS e a possibilidade de o ensino de Astronomia ser apresentado de maneira contextualizada, prática e reflexiva. Quanto aos professores, proporcionou a construção de um novo referencial e a possibilidade de uma prática pedagógica diferenciada, voltada para a formação cidadã.

2014
Descrição
  • SILVIO CARLOS FERREIRA PEREIRA FILHO
  • INVESTIGANDO ASPECTOS DO MASTERY LEARNING E DA CAPACIDADE DA MEMÓRIA VISUAL PARA OBJETOS DINÂMICOS 

  • Data: 22/12/2014
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  • O “ensino tradicional” de Ciências apresenta vários aspectos problemáticos, tais
    como: a baixa taxa de retenção da informação nas - predominantes - aulas expositivas; a
    baixa taxa de domínio do conteúdo; o conceito de domínio de fatos e ferramentas, em
    contraposição ao domínio do pensamento científico; o esquema predominante de
    avaliações classificativas, em detrimento ao de formativas. Estes problemas poderiam
    ser minimizados levando-se em conta, por exemplo: a necessidade da redução da carga
    cognitiva; a consideração dos conhecimentos prévios do estudante; práticas que
    estimulem o engajamento dos estudantes, bem como provê-los com feedback
    sistemático; o uso da Tecnologia no processo de ensino e aprendizagem.
    Dentre as propostas alternativas de ensino, o “mastery learning” (ensino para
    domínio) de Keller (proposto na década de 60) troca o esquema predominante de aulas
    expositivas pelo de estudantes realizando avaliações formativas em sala. O método
    eleva a taxa de domínio do conteúdo, gerando um efeito de inversão de notas finais (a
    maioria dos estudantes obtendo as melhores notas). No entanto, apesar de todas as
    evidências descritas na literatura de que essa alternativa de ensino traz resultados
    positivos, o método perdeu quase toda a popularidade a partir da década de 80. Um dos
    fatores pode ter sido a alta carga de trabalho requerida para sua aplicação. No presente
    trabalho, propomos um modelo matemático para descrever o esquema de um curso
    executado de acordo com o plano Keller. Este modelo prediz a evolução temporal da
    distribuição de estudantes por unidade de conteúdo, prediz o efeito de inversão nas
    notas finais e estabelece condições sob as quais este efeito pode ser observado. O
    modelo também fornece uma quantificação da carga de trabalho despendida na
    execução de avaliações, de forma que ele pode ser uma ferramenta útil para aqueles que
    estão planejando ou interessados em investigações adicionais sobre cursos Keller.
    Como auxílio na solução dos problemas do ensino tradicional, a Tecnologia, por
    sua vez, permite o desenvolvimento de ferramentas que podem auxiliar nas práticas que
    estimulem o engajamento, na identificação de conhecimentos prévios, no provimento de
    feedback sistemático, na implementação de avaliações formativas e no desenvolvimento
    do pensamento científico. No presente trabalho, também focamos na questão da
    sobrecarga da memória de trabalho visual que pode surgir no uso de simulações
    computacionais, as quais envolvem objetos cujas características variam no tempo.
    Investigamos a retenção na memória visual de quadrados com uma característica
    simples (cor) que pode variar com o tempo. Nossos resultados registram o impacto na
    capacidade da memória visual gerado pela alteração das características dos objetos com
    o passar do tempo. Especificamente, mostramos que a memória visual pode armazenar,
    aproximadamente, até 2 objetos do tipo quadrados com duas cores separadas no tempo,
    em contraste com o limite de 4 objetos estáticos encontrado na literatura. Nosso
    trabalho revela que essas variações temporais de características irão aumentar a carga
    cognitiva visual, o que pode acabar prejudicando a eficácia educacional da simulação.
    Desse modo, nossa pesquisa indica que não somente a quantidade de objetos estáticos
    desnecessários deve ser reduzida nas simulações computacionais, mas também a
    quantidade de dinâmica desnecessária deve ser reduzida, uma vez que essa dinâmica
    gera carga cognitiva visual.

  • SANDRA NAZARE DIAS BASTOS
  • RETRATO FALADO DO PROFESSOR DE BIOLOGIA: CIÊNCIA E DOCÊNCIA EM DISCURSO 

  • Data: 15/12/2014
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  • Como é pensada a docência em um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
    imerso em um contexto que prioriza atividades de pesquisa? Que discursos capturam os
    alunos desse curso? Que interdições são impostas a eles? Que regimes de verdade
    validam (e silenciam) os discursos que atravessam essa formação? Como discursos
    sobre docência se articulam a outros discursos forjando professores de Ciências e
    Biologia? São essas perguntas que direcionam os caminhos desta investigação no
    sentido de defender a tese de que a subjetividade docente é montada e regulada por
    meio de processos discursivos e não discursivos que definem o professor de biologia
    como biólogo, prescrevendo formas de moralidade e experiências de si que incitam o
    sujeito a justapor/colar o biólogo como sujeito da docência. Nesse caminho foi tomado
    como corpus de pesquisa práticas discursivas e não discursivas materializadas na forma
    de documentos legais sobre a formação de professores, projeto pedagógico de curso,
    arquitetura dos espaços, eventos acadêmicos, produção científica de professores com
    intuito de capturar processos de subjetivação presentes nesse contexto. As análises estão
    entrelaçadas às ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault para mapear
    enunciados que, relacionadas a prescrições, determinações, qualificações do sujeito
    docente, determinam verdades sobre seu corpo e sua conduta. Enunciados que ao falar
    sobre o indivíduo ao mesmo tempo lhes propõe uma ação moral – uma forma de viver,
    uma forma de ser, uma forma de se ver – criando ou determinando sujeitos como
    lugares de verdade. “Nascem” assim professores de Biologia que tem um olhar diferente
    sobre a natureza, que sabem decifrar o corpo e suas patologias, que reconhecem,
    identificam, que sistematizam o ambiente e os organismos que ali se estabelecem, que
    sabem falar palavras difíceis e que tem o laboratório como local de seu fazer docente.
    Um profissional que reiteradamente reivindica espaços e materiais específicos para que
    o exercício da docência se concretize de maneira eficiente. Ao problematizar essas
    questões é possível pensar o professor de Biologia como sujeito histórico, que é
    tramado em sistemas de verdade postos em operação por complexos mecanismos de
    saber-poder.

  • EDILENE LISBOA MARTINS
  • O ESTUDO DE CASO NO ENSINO DE BIOLOGIA: Uma Vivência de Aprendizagem em Cenário Real 

  • Data: 04/12/2014
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  • Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Grupo de Pesquisa Educação, Ciência
    e Sustentabilidade na Amazônia, com o objetivo de apreender as potencialidades e
    os limites do método de estudo de caso no ensino de biologia sobre questões
    socioambientais, no contexto de uma vivência em cenários reais. Escolhemos este
    método como objeto de estudo por colocar os alunos em contato com problemas
    sociais, estimular o desenvolvimento do pensamento crítico, a habilidade de
    resolução de problemas e a aprendizagem de conceitos da área a ser trabalhada.
    Vários são os formatos do estudo de caso no ensino. Optamos por utilizar uma
    variante do formato de atividades em pequenos grupos denominada Caso
    Interrompido. O estudo de caso ”O camarão-da-Amazônia: uma questão de
    sustentabilidade” constituiu-se, portanto, a estratégia de coleta de dados, sendo que
    estes foram tratados a partir do olhar da Análise Textual Discursiva nos termos de
    Moraes e Galiazzi. A dinâmica de atividades do estudo de caso no ensino de
    biologia desencadeou ricas contribuições para o desenvolvimento da aprendizagem
    centrada no aluno no contexto da vivência em cenário real, no que pontuamos, a
    partir das falas dos alunos, que: as questões norteadoras e a socialização de
    informações dos conteúdos científicos facilitam a apreensão e a construção coletiva
    do conhecimento científico; para o desenvolvimento de uma metodologia centrada
    no aluno há a necessidade do professor desenvolver um sequenciamento didático
    diverso para não desestimular o aluno durante as atividades autônomas; para uma
    aprendizagem autônoma, o/a discente deve abandonar as amarras do ensino
    diretivo para que possa se permitir construir o conhecimento com seus próprios
    recursos; e a vivência em cenário real contribui para a apreensão da pluralidade
    científica e da reelaboração do conhecimento discente. Nestes aspectos,
    ponderamos que o contato com a realidade proporcionou aos discentes um
    constante fazer-se e refazer-se no ir e vir de quem tece continuamente a teia da
    sabedoria. Quem ensina aprende e quem aprende ensina um ao outro e a si
    mesmo.

  • RICARDO HAROLDO DE CARVALHO
  • ABORDAGEM CTS POR MEIO DE TEMA: CONSUMO DOMÉSTICO DE ENERGIA ELÉTRICA 

  • Data: 23/10/2014
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  • Ao longo de minha experiência, como professor depreendi a necessidade de um ensino de Ciências voltado para o contexto real do educando. As reflexões sobre minha prática docente me motivaram a um desafio de buscar um ensino que relacionasse o domínio conceitual do aluno com situações reais de sua comunidade. Assim, esta pesquisa teve como objetivo investigar indícios de uma postura crítica a partir da concepção de ensino CTS, por meio de problematizações sobre o consumo de energia elétrica. Procurei respostas à questão da pesquisa de como possibilitar a análise crítica por parte dos alunos quanto ao consumo de energia elétrica residencial. A investigação ocorreu por meio de uma abordagem qualitativa, do tipo pesquisa-ação desencadeado por meio de um minicurso que foi ministrado em uma temática sobre energia, de forma a integrar os tópicos da unidade de ensino. Como estratégia de análise dos dados coletados, realizei uma análise interpretativa, dando significado às situações problematizadas pelos alunos durantes as aulas. As informações foram obtidas por meio de questionários e registros no diário de campo. Os resultados evidenciaram que a abordagem de ensino CTS possibilitou, aos alunos, a reflexão crítica principalmente sobre valores e questões éticas, relacionando-os a sua realidade social com o hábito de consumo exagerado de energia elétrica, sendo para alguns alunos a ligação clandestina uma justificativa para o desperdício de energia. A pesquisa mostrou o potencial dialógico e transformador dessa abordagem de ensino como o relato de mudança de atitudes de alguns dos alunos frente a essa situação. Acredito que, nesse sentido, esse trabalho demonstrou que a abordagem CTS na escola é viável e que a cidadania precisa ser exercida, sendo o letramento científico e tecnológico e a compreensão de seus direitos e deveres, importante para o exercício da cidadania.

  • ALFREDO BRAGA FURTADO
  • AVALIAÇÃO DO USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO APOIO AO PROCESSO DE MODELAGEM MATEMÁTICA

  • Data: 17/10/2014
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  • Nesta pesquisa investigou-se a utilização das Tecnologias Digitais quando a Modelagem Matemática é empregada como estratégia de ensino de Matemática, tendo como propósito avaliar a aprendizagem ocorrida neste ambiente. Para consecução deste objetivo, a Modelagem Matemática foi estudada e identificada uma perspectiva de modelagem a ser empregada no trabalho; depois fez-se estudo da utilização das Tecnologias Digitais (TD) na Educação, atentando para as potencialidades e as restrições mencionadas na literatura. Como referenciais teóricos, foram estudadas as teorias de informatização de Tikhomirov, em especial a teoria da reorganização do pensamento e a teoria da atividade de Leontiev e Engeström e o Coletivo Pensante de Pierre Lévy. O propósito aqui foi formular uma metodologia para ensino de Matemática com Modelagem e Tecnologias Digitais, que levasse em conta as condições necessárias que garantissem melhorias efetivas na aprendizagem. Desta forma, foi proposta uma metodologia que incorpora no processo de Modelagem explicitamente uma etapa de utilização de TD, como também dá ênfase na avaliação formativa durante o processo de ensino, de tal maneira que os projetos de modelagem desenvolvidos alcancem os objetivos de aprendizagem esperados. Condicionantes para sucesso das Tecnologias Digitais na Educação foram identificados. A metodologia proposta foi implementada para uma turma da disciplina “Modelagem Matemática” do PPGECM/ICEMCI/UFPA, o que possibilitou avaliar aplicabilidade, alcance, resultados, pertinência e os pressupostos que precisam ser atendidos para garantir melhorias de aprendizagem no contexto da pesquisa. Como resultados da pesquisa qualitativa realizada são apontados: respeitados os condicionantes identificados, as Tecnologias Digitais efetivamente potencializam a aprendizagem. Foram identificados fatores que evidenciam a citada melhoria de aprendizagem.

  • ANA MARIA SGROTT RODRIGUES
  • O SABER MATEMÁTICO ESCOLAR NA SUBJETIVAÇÃO DE TRABALHADORES 

  • Data: 11/09/2014
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  • Neste contexto investigativo nos conduzimos constituindo uma “história do hoje”, sobre formas e modos de subjetivação de trabalhadores de diferentes áreas laborais, nas relações que estabelecem com práticas de saber-poder e com os jogos de verdade instituídos no campo da Educação Matemática Escolar, espaço em que ocupa lugar de relevância no contexto sócio educacional, em virtude da difusão e valorização que lhe é atribuída. Assumimos o desafio de discorrer sobre a variação dos modos de subjetivações produzidos por enunciados e enunciações do discurso matemático, explorando os ditos de trabalhadores que possibilitem ver: Que subjetividades são produzidas nas relações que os indivíduos estabelecem com a matemática escolar? Como se processa a produção dessas subjetividades a partir dessas relações? Partimos das narrativas dos trabalhadores para as narrativas culturais mais amplas, buscando os fios que tecem e sustentam a rede discursiva que possibilita dizer e ver o saber matemático na constituição dos sujeitos. Para analisar como os discursos reverberam nos modos de ser, ver e dizer-se em relação ao saber matemático escolar, faremos uso das ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault, considerando a partir de seus ensinamentos que os trabalhadores são sujeitos históricos, forjados na história, assim como no contexto cultural que os traspassa, uma vez que a subjetividade não é inata, mas é imposta e fabricada por discursos que nos produzem histórica e culturalmente. Com este entendimento e nos meandros da provocação advinda de Foucault, trouxemos à nossa reflexão, em relação ao modo como se posicionam os trabalhadores na luta que estabelecem entre seus saberes matemáticos laborais e os saberes eruditos da ciência matemática, os mecanismos que lançam mão e os efeitos dessa luta que travam, ou da aceitação do saber erudito naquilo que fazem. Ressaltamos que a malha de práticas discursivas e não discursivas produz a matemática como saber que qualifica uma pessoa, um povo, uma nação, ao mesmo tempo em que produz o “bom” aluno, o profissional bem sucedido, também o incapaz, o mal sucedido profissionalmente. Contudo, se há sujeições, também há resistências, recusas, insurreições. Delas nascem outros modos de ser, outros saberes, outras matemáticas que fazem aparecer novas verdades, novas competências que disputam e pluralizam espaços de poder na ampla sinfonia discursiva. Isso nos encoraja a dizer que se a vida é amiga da arte, é possível com arte inventarmos incessantemente saberes matemáticos, que signifiquem a abertura das clausuras desta grande prisão que são as fronteiras

  • DEUSA PRISCILA DA SILVA RESQUE
  • Sentidos subjetivos relacionados à motivação de alunos surdos para participarem do Clube do Pesquisador Mirim do Museu Paraense Emílio Goeldi 

  • Data: 20/08/2014
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  • Inspirada na Teoria da Subjetividade de González Rey, meu objetivo no presente estudo foi
    investigar a motivação de dois Surdos para participarem de uma turma do Clube do
    Pesquisador Mirim (CPM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Nesta perspectiva
    teórica, a motivação é concebida como produção subjetiva. A subjetividade, simultaneamente
    social e individual, é estudada de uma abordagem qualitativa, valorizando-se os casos
    singulares e o caráter dialógico e construtivo-interpretativo da construção das informações.
    Realizei a pesquisa em um contexto de iniciação científica infantil, com uma turma de 12
    crianças ouvintes e duas surdas, em um espaço de educação não formal, onde todos
    aprendiam Libras. Durante o ano letivo de 2012, observei e registrei os 31 encontros da
    turma. Ao final do ano, realizei entrevistas com os responsáveis dos alunos surdos e com os
    pesquisadores mirins ouvintes, utilizando um gravador de áudio. Também realizei entrevistas
    com os alunos surdos, em Língua de Sinais. Estas foram filmadas e, posteriormente,
    transcritas e analisadas. Para a construção dos indicadores da motivação dos surdos considerei
    as perspectivas de familiares, colegas e dos próprios surdos. A partir desses indicadores, pude
    concluir que os alunos surdos estão motivados a participar do CPM. Ambos apresentaram
    indicadores de interesse semelhantes. Eles não querem faltar nem se atrasar para os encontros
    do clube; querem aprender/ensinar Libras, fazer amigos, aprender e continuar no CPM
    enquanto puderem; gostam das atividades e do espaço físico. Porém suas configurações de
    sentidos subjetivos são diferentes em relação ao aprendizado de Libras e de ciências, seus
    relacionamentos com colegas e planos para o futuro. Participar da turma inclusiva do CPM
    contribui para a formação de amizades e também para a aprendizagem dos surdos, de maneira
    diferente daquela que acontece na escola.

  • FRANCE FRAIHA MARTINS
  • SIGNIFICAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA EM PROCESSOS DE LETRAMENTO CIENTÍFICO-DIGITAL 

  • Data: 08/08/2014
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  • Esta é uma pesquisa-ação, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, que se baseia em
    experiências de formação inicial de professores para atuarem nos anos iniciais de escolaridade
    do curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens. Tais
    estudantes da docência se constituem como tal em processos de letramento científico-digital,
    mediados por mim e por outra docente formadora, no contexto da Educação Matemática e
    Científica. O contexto educativo em análise está fundado em quatro níveis de letramento:
    linguagem materna, linguagem matemática, linguagem científica e linguagem digital.
    Objetivo investigar a significação do ensino de Ciências e Matemática expressa por
    licenciandos quando envolvidos em letramento científico-digital ao tempo em que investigo
    minha própria prática, buscando interconexões entre Formação Inicial de Professores,
    Letramento Digital e Educação em Ciências e Matemática. Desenvolvi um design de
    formação que está alicerçado pela tríade formativa: trabalho coletivo - uso de tecnologias
    digitais - ensino com pesquisa associada à perspectiva metodológica da simetria invertida.
    Foram treze os sujeitos envolvidos na pesquisa. Os instrumentos utilizados foram:
    questionário, entrevista, diário de campo, registros em áudio e vídeo dos encontros
    formativos, produções individuais e coletivas (apresentação multimídia, vídeo, webquest,
    interações virtuais, dentre outras). Utilizo a Análise Textual Discursiva como metodologia de
    análise qualitativa. Nesses termos, dei forma a três eixos temáticos: i) Formação Geral e
    Básica para a Docência: significação do Ensino vivenciado em processos de letramento
    científico-digital; ii) Letramento Científico-Digital: o desenvolvimento e seus
    desdobramentos; iii) Possibilidades Diferenciadas de Ensino: verbalizações que ensaiam a
    futura prática docente. A análise dos resultados me faz assumir a tese de que as experiências
    formativas vividas por futuros professores em processos de letramento científico-digital
    promovem o uso social da leitura e da escrita adquiridas no âmbito científico, matemático,
    digital e da língua materna, e propiciam a elaboração de práticas diferenciadas de Ensino,
    virtualizadas ou não, para os anos iniciais do ensino fundamental. Defendo a proposição,
    pautada nos resultados, de que é possível letrar o futuro professor dos anos iniciais do ensino
    fundamental nas variadas formas por meio de um design de formação inicial à semelhança do
    proposto nesta pesquisa. Sistematizo os aspectos formativos que coexistiram nesse design e
    que passo a considerar como um conjunto de ações docentes fundamentais na formação do
    futuro professor para a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento dos letramentos
    necessários às demandas sócio-educacionais deste século. São eles: i) Ensino com pesquisa
    em aula; ii) Integração de conhecimentos específicos inerentes aos anos iniciais; iii)
    Parceria(s) na docência; iv) Recursividade e retroalimentação da comunicação em aula. Na
    mesma trilha, considero a existência de elementos formativos que indicam serem propulsores
    de elaboração de propostas diferenciadas de Ensino e de ideias sobre docência nos anos
    iniciais de escolaridade: São eles: i) A perspectiva metodológica de Simetria Invertida; ii) O
    desenvolvimento do Metaensino ao longo da formação; iii) Produções sistemáticas de
    planejamentos de Ensino.

  • EVERALDO RAIOL DA SILVA
  • O SURGIMENTO DAS TRIGONOMETRIAS EM DIFERENTES CULTURAS E AS RELAÇÕES ESTABELECIDAS ENTRE
    ELAS 

  • Data: 27/06/2014
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  • O presente estudo trata da história da trigonometria plana e esférica, tendo como
    proposta central compreender como surgiram as trigonometrias em diferentes
    civilizações quais sejam: Egípcia, Babilônica, Grega, Hindu, Árabe e Chinesa. Nossa
    meta foi identificar como surgiram as trigonometrias nas diferentes civilizações e
    quais as relações estabelecidas entre elas. Para alcançarmos esta meta, dividimos a
    pesquisa em três fases. Na primeira fase do estudo, adotamos como percurso
    metodológico a pesquisa bibliográfica, na história da matemática e da ciência,
    baseada na investigação histórica do desenvolvimento das trigonometrias plana e
    esférica. Entre os referenciais teóricos com os quais trabalhamos estão: Marconi
    (1986, 2007), Gil (1991, 1999), Lakatos & Martins (2005), Miguel e Miorim (2002,
    2011), Valente, (2007), D Ambrosio (2007) e Valdés (2012). Na segunda fase do
    estudo, buscando evidenciar o surgimento e a evolução e no desenvolvimento
    conceitual da trigonometria plana e esférica em diferentes civilizações quais sejam:
    Egípcia, Babilônica, Grega, Hindu, Árabe e Chinesa, na antiguidade passando pelo
    medievo e até o período Renascentista com o auxilio da história da matemática.
    Para isso, utilizamos como referenciais teóricos: Ronan (1987), Wussing (1998),
    Morey (2001, 2003), Cajori (2007), Mendes (2009), Pereira (2010, 2013), Katz
    (2010), Rooney (2012), Rosa (2012), Brummelen (2009, 2013), Flood & Wilson
    (2013), entre outros. Na terceira fase do estudo fizemos um estudo histórico das
    geometrias e nas geometrias não euclidianas, para evidenciamos o surgimento da
    geometria esférica e sua implicação com a trigonometria esférica e mostramos como
    existem relações entre as trigonometrias plana e esférica, para isso usamos o
    método das séries de Taylor, nosso objetivo principal de estudo, para tanto
    utilizamos como referenciais teóricos: Ayres Jr. (1954), Hogben (1970), Do Carmo
    (1987), Wussing (1998), Imre Toth (2011), Brummelen (2009, 2013), entre outros.
    Como considerações finais do estudo realizado, mostramos como surgiram as
    trigonometrias nas diferentes civilizações e as relações estabelecidas entre elas,
    respondendo assim nossa questão de pesquisa, e também deixamos caminhos para
    outros pesquisadores realizarem novas pesquisas como consequência da
    apresentação e defesa da dissertação.

  • TATIANA LOPES DE MIRANDA
  • A NOÇÃO DE VARIÁVEL DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 05/06/2014
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  • O presente estudo trata da educação algébrica escolar, tendo como objetivo geral a busca de uma descrição da noção de variável, através da resolução de problemas por alunos que estão cursando o ensino fundamental. Verificou-se noções de variável que aparecem no processo de ensino e aprendizagem da álgebra escolar que permitiram responder as seguintes questões: Quais elementos que constituem as noções de variável são percebidos pelos alunos, de modo a proporcionar-lhes uma maior compreensão da álgebra escolar? De que maneira a identificação destes elementos em ambiente escolar nos permite propor uma descrição para álgebra no ensino fundamental? Para alcançar o objetivo, a pesquisa foi dividida em duas fases. Na primeira fase do estudo, foi adotado como percurso metodológico a pesquisa bibliográfica, baseada na investigação histórica do desenvolvimento da álgebra e de seu ensino no contexto da educação matemática, com a finalidade de estudar a evolução da concepção de álgebra e de variável ao longo da história e identificar as noções de variável descritas em pesquisas da área de educação matemática. Entre os referenciais teóricos trabalhados estão Tabak (2004), Wussing (1998), Boyer (2012), Kieran (1989), Usiskin (1995), Ursini e Trigueros (2003), entre outros. Com base nos referenciais escolhidos, estruturou-se a pesquisa de campo, que constituiu a segunda fase do estudo, a qual apresentou como instrumento diagnóstico de levantamento de dados três questionários, compostos cada um de 10 questões, que foram aplicados para 65 alunos que cursavam o 9º ano do ensino fundamental em três escolas públicas do município de Belém (PA). A aplicação dos questionários auxiliou na identificação das noções de variável e dos elementos destas noções presentes em sala de aula. Os resultados obtidos revelam que os alunos não dominam todas as noções de variável que foram classificadas em nosso referencial teórico. Foi verificado que a noção de variável como incógnita é a que apresenta maior domínio por parte dos alunos, contudo, percebe-se que elementos que constituem esta e as outras noções, relativos a manipulação, simbolização e interpretação, representam obstáculos de compreensão do pensamento e da linguagem algébrica.

  • NAYRA DA CUNHA ROSSY SANTOS
  • FRAÇÃO E SUA REPRESENTAÇÃO COMO MEDIDA DE COMPRIMENTO: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DE UM LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

  • Data: 29/05/2014
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  • A presente pesquisa investigou o processo de reconstrução conceitual de fração
    como medida de comprimento no contexto de um Laboratório de Educação
    Matemática (LEM) quando o processo é dirigido por uma atividade estruturada
    escrita e mediada pelas intervenções de um professor. Para tanto, foram
    apresentados os conceitos de LEM, elegendo um deles como concepção
    utilizada para a pesquisa. Foram exploradas possibilidades que o LEM oferece
    ao professor e alunos enquanto espaço de produção de conhecimento,
    direcionando para o Ensino por Atividades, que, subsidiado pela Psicologia
    Histórico-cultural, justifica a atividade pedagógica do professor e apresenta
    Atividades Orientadoras de Ensino como alternativa para minimizar algumas
    dificuldades no ensino e aprendizagem, enfatizando a aprendizagem conceitual.
    Foi aplicada uma atividade estruturada com uma turma de 40 alunos do 6º ano
    do ensino fundamental de uma escola municipal em Belém, que foi registrada
    em áudio e vídeo, para posterior análise microgenética das interações entre
    professor e alunos. Levando em consideração os conhecimentos prévios dos
    alunos, o trabalho realizado com a turma durante o ano e a atividade
    estruturada, os resultados apontaram pelo menos dez indícios de aprendizagem
    pontuais que, ao longo da atividade, tiveram um efeito exponencial nas
    aprendizagens posteriores. Isto significa que, quanto mais ligações anteriores
    forem possíveis de ser mobilizadas pelos alunos em suas interações com o
    professor, mais o sujeito é capaz de avançar na consolidação do objeto de
    estudo.

  • ARTHUR GONCALVES MACHADO JUNIOR
  • APRENDIZAGENS COMPARTILHADAS DE FORMADORES DE PROFESSORES: o caso da licenciatura integrada em educação em ciências, matemática e linguagens para os anos iniciais do ensino fundamental

  • Data: 22/05/2014
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  • Este trabalho relata pesquisa sobre prática de formação inicial de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), desenvolvida por uma comunidade de formadores de professores (CoP-FP) do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Trata-se, portanto, de um percurso investigativo de natureza qualitativa, na modalidade estudo de caso, cujo objetivo foi identificar e interpretar para compreender e descrever como uma comunidade de formadores de professores (CoPFP), em fase de constituição de si mesma, aprende e se desenvolve profissionalmente em sua tarefa de implantar um curso novo de formação de professores de Ciências, Matemática e Linguagens, para os anos iniciais (AI) do Ensino Fundamental (EF) tendo em vista, especificamente, o conceito de comunidade de prática de Lave e Wenger (1991), a perspectiva da teoria social da aprendizagem de Wenger (2001) e, os indicadores de desenvolvimento profissional apresentados por Imbernón (2010). Defende-se a tese de que a mobilização de
    conhecimentos e de práticas (re)construídos nas interações em comunidade, produz conhecimentos profissionais e, nesse processo, os participantes aprendem e vão se desenvolvendo profissionalmente em suas tarefas de formar professores para atuar nos anos iniciais do EF. Ao longo dos vinte e seis meses em que estivemos em campo, a prática da comunidade, em foco, foi acompanhada por meio de registro de áudio e/ou de vídeo e de transcrição das narrativas dos formadores – durante as reuniões de planejamento, de estudo e
    de gestão – por meio de entrevistas e de materiais produzidos pelos formadores e por anotações pessoais em campo, elaboradas durante o tempo em que passamos “observando” as ações da comunidade. O material captado foi tratado e organizado em dois eixos, escritos em episódios narrativos, que foram analisados principalmente, não exclusivamente, a partir de uma aproximação entre a teoria social de aprendizagem em comunidades de prática e o aprendizado de professores em comunidades e aprofundados a partir das reflexões sobre desenvolvimento profissional. As análises narrativas revelam uma prática, produzida em constante processo de negociação das situações concretas de trabalho, promotora de aprendizagens e de desenvolvimento profissional dos membros e da comunidade.

  • ALEX BRUNO CARVALHO DOS SANTOS
  • INVESTIGANDO EPISTEMOLOGIAS ESPONTÂNEAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTCA SOBRE O ENSINO DE EQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU

  • Data: 16/05/2014
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  • Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa realizada com 23
    professores de matemática, então alunos da especialização em Didática da
    Matemática na Universidade Federal do Pará, sobre suas concepções acerca da
    Álgebra e seu ensino e como introduziam o tema Equações do Primeiro Grau em
    suas aulas no ensino básico. A principal fundamentação foi a Teoria Antropológica do
    Didático, a qual possibilitou a análise de modelos relativos ao ensino e
    aprendizagem de tópicos de Álgebra. Nosso objetivo foi verificar quais
    características do modelo epistemológico dominante no ensino de Álgebra são
    reveladas nas concepções dos professores investigados. A questão norteadora de
    nossa pesquisa foi: Em que medida a constituição de um sistema didático com
    características de um Percurso de Estudo e Pesquisa interfere na epistemologia
    espontânea de professores de matemática em formação continuada sobre o ensino
    de Equações do Primeiro Grau? A coleta de dados para análise ocorreu em 06
    sessões nas quais desenvolvemos as seguintes atividades: aplicação de um
    questionário; socialização de ideias e concepções acerca de Álgebra e seu ensino;
    estudo epistemológico do objeto Equações do Primeiro Grau; discussão sobre as
    concepções de Álgebra segundo Usiskin; estudo sobre as características da Álgebra
    como aritmética generalizada e; exposição das práticas de sala de aula dos sujeitos
    investigados. Para realizarmos as sessões adotamos como procedimento
    metodológico o Percurso de Estudo e Pesquisa. Os resultados revelaram, quanto à
    epistemologia espontânea do professor, o predomínio da perspectiva da Álgebra no
    sentido de operação com letras e números bem como de generalização de padrões,
    o que a caracteriza como aritmética generalizada. Neste sentido, a Álgebra é vista
    como um prolongamento e generalização das práticas aritméticas. No que diz
    respeito à questão de nossa pesquisa, percebemos que o processo de estudo
    possibilitou aos sujeitos a conscientização de se levar em conta os aspectos
    epistemológicos do ensino de Álgebra, no entanto, não vislumbramos mudanças
    significativas em sua epistemologia espontânea, comparando seus discursos no
    inicio da pesquisa com a apresentação de sua praxeologia ao final da pesquisa.

  • RAQUEL SOARES DO RÊGO FERREIRA
  • TAREFAS INTERMEDIÁRIAS: UM MODELO EPISTEMOLÓGICO DE REFERÊNCIA PARA O ENSINO DAS FRAÇÕES

  • Data: 15/05/2014
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  • Este trabalho trata da articulação e integração de organizações praxeológicas anunciadas pelas pesquisas a luz da teoria antropológica do didático, em particular, entre as organizações referentes as noções de frações e de operações com frações que vivem em uma dada instituição de ensino. Essa problemática é evidenciada a partir de um Modelo Epistemológico de Referência - MER aqui proposto que permite analisar e reconstruir organizações praxeológicas sobre noções e operações, de adição e subtração, de frações em que revela o papel de praxeológicas intermediárias a partir da epistemologia funcional dos objetos da matemática escolar.

  • GEORGE CHRIST CARAVEO DA SILVA
  • O PROCESSO DE (RE)CONSTRUÇÃO E GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES MATEMÁTICAS E DIDÁTICAS NO ESTUDO DE FUNÇÕES LOGARITIMICAS MEDIADO POR COMPUTADOR

  • Data: 14/05/2014
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  • Nesta pesquisa de cunho narrativo investiguei o processo de (re)construção e gestão de Organizações Matemáticas e Didáticas no estudo de funções logarítmicas mediado por dois ambientes. Este processo está, de acordo com a Transposição Didática Interna, dividido em dois momentos. No primeiro, caracterizado pela construção do “texto de saber”, no qual exponho os fatores que influenciaram na construção da Organização Did&a