Dissertações/Teses

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2022
Descrição
  • RAFAEL SOUZA FREITAS
  • Detecção de Leptospira interrogans em Muçuãs (Kinosternon scorpioides Linnaeus, 1766) Cativos na Amazônia Brasileira

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 25/11/2022
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  • A leptospirose é uma zoonose de impacto global e de importância em saúde única causada por espécies patogênicas de Leptospira. Sua ocorrência tem sido negligência por subnotificações, diagnósticos incorretos e estigmatização socioeconômica. No aspecto genômico, a taxonomia leptospiral foi reordenada para grupos de espécies patogênicas e saprófitas, com subgrupos P1, P2, S1 e S2, quanto a sorovaeridade, mais de 290 sorvares já foram caracterizados. Essas bactérias podem interagir de forma distinta com hospedeiros e com o ambiente. Em humanos e animais domésticos pode ocorrer infecção de forma direta ou indireta, por contato com ambiente contaminado com leptospiras eliminadas na urina de portadores renais. Após penetrar um hospedeiro suscetível, os desfechos clínicos podem variar entre infeções sem comprometimento clínico a quadros fulminantes que evoluem a óbito e apresentar duas fases denominadas de leptospiremia (multiplicação pelos humores orgânicos) e leptospiúria (eliminação pela urina). No ambiente, novas descobertas apontam para predileção de leptospiras pelo solo, sobrevivência em ambiente salino e até mesmo em condições de acidez alta com pobreza de nutrientes e, insolitamente, crescimento em solo encharcado. O diagnóstico também é complexo, dentre os métodos diretos destacam-se a detecção molecular, cultura e visualização em campo escuro. Já o método padrão ouro consiste no indireto Teste de Aglutinação Microscópica (MAT). Tais métodos diagnósticos estão detectando a exposição de hospedeiros não convencionais a Leptospira spp., com isolados prevalentes na América do Sul, envolvendo principalmente as ordens Carnivora, Didelphimorphia, Rodentia. Reservatórios não mamíferos, como os quelônios, têm sido usados como modelos de investigação na cadeia epidemiológica da leptospirose, em síntese, por serem organismos semiaquáticos que transitam no solo e na água. Com isso, o objetivo deste trabalho é investigar a presença de Leptospira spp. em amostras de Muçuãs (Kinosternon scorpioides) de cativeiro, na Amazônia Brasileira. Coletas de sangue, urina, lavado cloacal e lavado estomacal foram realizadas em 40 espécimes pertencentes ao projeto Bio-Fauna, na UFRA., totalizando 147 amostras, sendo extraídas utilizando o Kit IllustraTM Tissue and Cell Prep Mini Spin (GE Healthcare®) e submetidas à amplificação do gene 16s rRNA utilizando os primers Lep1 e Lep2. O DNA leptospiral amplificado foi submetido ao sequencimento, análise BLASTn e filogenética. Dentre os quelônios testados, 40% (16/40) apresentaram pelo menos uma ou duas amostras positivas para Leptospira spp., considerando a quantidade de amostras coletadas, 12,24% (18/147) positivaram, assim, onze amostras foram passíveis de sequenciamento e apresentaram de 97,35% a 100% de identidade com sequências de Leptospira interrogans, resultado confirmado pela análise filogenética. Esta é a primeira detecção molecular de Leptospira spp. em Kinosternon scorpioides no mundo e também de DNA leptospiral na urina (micção espontânea), coágulo sanguíneo, lavado cloacal e estomacal em quelônios na Amazônia Brasileira e, com o maior quantitativo de quelônios positivos no Brasil utilizando tal método. Com o exposto, infere-se que, os Muçuãs testados foram expostos a Leptospira patogênica e capazes de albergar DNA das bactérias em seus fluidos corporais, sinalizando seus potenciais papeis como reservatórios.

  • MYLLA CHRISTY DA SILVA DUFOSSÉ
  • Identificação de Escherichia coli patogênica para aves em carne de frango

  • Orientador : TALITA BANDEIRA ROOS
  • Data: 30/09/2022
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  • O Brasil é o país que mais exporta carne de frango e é o segundo maior produtor mundial. Visando garantir o aumento da produção, torna-se necessário o controle da sanidade avícola que acarretam risco para a saúde pública. Associados a grandes números de doenças, as cepas de Escherichia coli patogênicas aviarias (APEC) são responsáveis por muitas infecções, podendo ocasionar risco de contaminação das carcaças com o patógeno no processamento, causando preocupação aos órgãos de vigilância sanitária. Pela importância desse micro-organismo, estudos tiveram como objetivo caracterizar cepas de E. coli, além de padronizar, identificar e detectar genes de virulência de resistência sérica (iss) e hemaglutinação (tsh) através de uma multiplex PCR (Reação em Cadeia de Polimerase), aplicar o teste de susceptibilidade antimicrobiana e por fim avaliar alteração histopatológicas em carcaças de frangos de corte na região estado do Pará. No pimeiro momento, realizou-se a padronização e aplicação da técnica de multiplex PCR utilizando genes de virulencia  (iss e tsh), no qual, foram coletados de forma aleatória por conveniência, 16 amostras de traqueia oriundas de frangos prontos para comercialização em feiras de 16 municípios na microrregião Bragantina-PA. No segundo momento foram coletadas 30 carcaças de aves condenadas com suspeitas de aerossaculite, em um abatedouro avícola no estado do Pará, onde foram usados fragmentos dos órgãos como traqueia, fígado e pulmão para ideitificação de cepas de E. coli, seguido,  pela aplicação da técnica mPCR dos genes de virulência (iss e ths) e exame histopatológico. E por fim, foram coletadas, de forma aleatória por conveniência, 14 amostras de frango comercializadas em feiras (7 amostras) e supermercados (7 amostras) da região metropolitana de Belém, onde foram submetidas a análises microbiológicas e PCR multiplex na identificação de fatores de virulência iss e tsh, fragmentos da traqueia, pulmão e tecido muscular de cada amostra de frango. Após, a identificação das cepas de E. coli, as mesmas foram submetidas ao teste antimicrobiano, no qual foram testados contra 6 agentes antimicrobianos (amoxicilina, cefalexina, doxiciclina, enrofloxacina, penicilina e sulfametoxazol). Os resultados obtido pela técnica aplicada em todas as amostras coletadas, foi eficiente para caracterizar genotipicamente os isolados de E. coli, onde nas amostras coletadas em feiras dos municípios da microrregião Bragantina-PA, detectou-se 87,5% das amostras pelo menos um dos genes pesquisados, seguidos por avaliação separadamente, os fatores de virulência, com o resultados de diagnósticos em 6,25% das amostras apresentou o gene amplificado iss e 87,5% resultado positivo para o gene tsh, sendo que apenas uma amostra dentre as aves analisadas apresentou os genes de virulência iss e tsh simultaneamente. Já para os 30 frangos condenados, constatou com a utilização da mutiplex PCR, os genes tsh (670pb) e iss (720pb) devidamente amplificados, nos três órgãos das aves 1, 19 e 22, caracterizando uma infecção mista, assim como foram identificados 7/30 aves os dois fatores de virulência apenas nos órgãos respiratórios, o gene de virulência mais frequente foi o tsh amplificando 670pb em 7/30 aves nos órgão respiratórios, ressaltando que nos 17 fígados estudados não houve amplificação de nenhum dos fatores de virulência, certificando que as aves não apresentavam quadro de septicemia. Além disso, utilizando o diagnóstico histopatológico detectou-se a predominância de heterófilos e mononucleares na traqueia (30/30), no pulmão (27/30) e no fígado (4/30), onde praticamente não foi diagnosticada nenhuma alteração, diferentemente dos órgãos respiratórios. Já para as amostras coletadas em feiras e supermercados na região metropolitana de Belém-PA, os resultados da análise microbiológica apontaram uma prevalência total de 71,42% (10/14) de E. coli nas carcaças de frango, a prevalência para pelo menos um dos genes avaliados foi de 100%, sendo o gene iss presente em todas as amostras e o tsh em 85,7% (12/14). Dos 25 isolados de E. coli, distribuídos entre os órgãos das aves e feira e supermercado, 76% foram resistentes a enrofloxacina, 64% a doxiciclina, 60% a amoxicilina e 40% a sulfametoxazol. Conclui-se, diante dos resultados obtidos, a Multiplex PCR para os genes de virulência tsh e iss apresenta um grande potencial na caracterização de isolados de E. coli, com isso podemos propor como uma análise alternativa para prevenção e fiscalização desse agente nos frangos comercializados, atribuindo a utilização de tecnologias para identificação e prevenção de E. coli nos aviários e matadouros avícolas. Dessa maneira, ressalta a importância do consumo de carcaças de aves saudáveis e abatidas de forma higiênico-sanitária adequada.

  • VICTOR ALEXANDRE NASCIMENTO SILVA
  • Polioencefalomalácia em búfalos (Bubalus bubalis) em confinamento.

  • Orientador : PEDRO SOARES BEZERRA JUNIOR
  • Data: 31/08/2022
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  • Polioencefalomalácia (PEM) é uma doença nervosa complexa que afeta ruminantes, tem distribuição mundial e causa perdas econômicas significativas. A PEM é abundantemente descrita e estudada em bovinos e pequenos ruminantes, porém há poucas informações sobre a doença em bubalinos, especialmente no Brasil. O objetivo deste trabalho é descrever os aspectos clínicos e patológicos de um surto de PEM em búfalos em um confinamento no estado Pará, Brasil. O surto ocorreu em um lote de setenta e seis búfalos da raça Murrah, com idade média de cinco meses, em um sistema de confinamento alimentados exclusivamente com silagem de milho. Vinte e oito destes bubalinos
    adoeceram e treze morreram (morbidade e mortalidade de 36,8% e 17,1% respectivamente), tendo apresentado sinais clínicos neurológicos, como depressão, tetraparesia, nistagmo, opistótono, movimentos de pedalagem e decúbito lateral. Dois bubalinos foram submetidos a necropsia pelo veterinário responsável pela propriedade, não sendo relatadas alterações macroscópicas. O encéfalo e fragmentos de diversos órgãos da cavidade abdominal e torácica foram fixados em formol a 10% e enviados ao Laboratório de Patologia Animal da UFPA para exame histopatológico. Nas regiões dorso-laterais do encéfalo fixado as circunvoluções estavam achadas e amareladas. Ao corte observou-se que estas lesões afetavam principalmente a parte superficial do córtex cerebral, com clara linha de demarcação entre a camada superficial e profunda. Na histologia as camadas intermediárias do córtex cerebral apresentavam vacuolização leve a moderada do neurópilo, aumento moderado dos espaços perivascular, perineuronal e periastrocitário, tumefação e edema moderados de astrócitos e grande número de neurônios necróticos. O diagnóstico de PEM foi baseado nos dados epidemiológicos, sinais clínicos e patológicos. A doença foi associada a não adaptação dos bubalinos à dieta rica em carboidratos. O trabalho demonstra que, apesar de pouco documentada no Brasil, a PEM deve ser considerada no diagnóstico diferencial das síndromes neurológicas em bubalinos.


  • RANNA TAYNARA DOS REIS SOUSA
  • Pesquisa do vírus da influenza A e SARS-CoV-2 em aves no estado do Piauí, Brasil

  • Orientador : VALIRIA DUARTE CERQUEIRA
  • Data: 30/08/2022
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  • O vírus da influenza é um patógeno respiratório com elevado grau de transmissibilidade, infectam aves e mamíferos, incluindo seres humanos. O coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) é outro agente causador de infecção respiratória, que também representa uma grande
    ameaça à saúde pública, podendo infectar também outras espécies animais. Os animais silvestres desempenham um importante papel na disseminação dessa doença, pois são reservatórios e vetores potenciais desses agentes infecciosos, sendo as aves migratórias responsáveis pela disseminação do vírus influenza por longas distâncias. A potencial participação das aves silvestres na
    disseminação do SARS-CoV-2 foi investigada por que, na época da coleta das amostras, não havia informações da susceptibilidade das aves ao vírus. Apenas após as análises deste estudo ficou demonstrado que as aves não são susceptíveis ao vírus. Assim, o objetivo deste trabalho é investigar a presença do vírus da Influenza Aviária e SARS-CoV-2 em aves silvestres no Estado do Piauí. Para isso foram coletadas swabs orais/traqueais e swabs fecais para investigação de ambos. As amostras foram armazenadas em lotes de micro tubos do tipo criogênicos e em seguida, depositados em botijão de nitrogênio líquido e posteriormente e congeladas em freezer a -80C. Para detecção do RNA viral foram utilizadas as seguintes técnicas moleculares: reação da transcriptase reversa, seguida de reação em cadeia de polimerase (RT-PCR), e posterior sequenciamento nucleotídeo. Foram analisadas 174 amostras de trato respiratório e digestório de aves, sendo todas as amostras negativas para ambos os vírus. Os resultados obtidos permitem concluir que o vírus da influenza não estava circulante nas aves silvestres no momento da coleta no Estado do Piaui. Por fazer parte de rotas migratórias, novos estudos com testes sorológicos e moleculares devem ser realizados para o controle e prevenção da influenza no país. 

  • LOUYSSE HELENE MONTEIRO
  • Detecção de Toxoplasma gondii em humanos, cães e gatos provenientes de áreas de remanescente florestal na Amazônia brasileira

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 18/08/2022
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  • A floresta amazônica contém a maior biodiversidade florística e faunística do mundo, o que faz dessa região em termos de expansão territorial, clima e biodiversidade a mais importante para o bem-estar global. Apesar de sua grande importância, a Amazônia vem sofrendo com a fragmentação florestal, que é a divisão ou diminuição do tamanho de uma grande área florestal em pequenas remanescentes florestais. Estes processos de desmatamentos alteram os ecossistemas animal e vegetal nativos, em consequência há inúmeros impactos negativos como perda da biodiversidade, alteração dos cursos naturais de rios, alterações climáticas e estes são capazes de favorecer a manutenção e possível transmissão de agentes infecciosos. Com isso, o trabalho objetivou a detecção molecular de Toxoplasma gondii em amostras de sangue de humanos e animais domésticos oriundos da Vila do Ananin, município de Peixe-Boi, um remanescente florestal na Amazônia Brasileira, como primeiro monitoramento molecular na região. Foram colhidas 205 amostras de sangue de humanos, (120 do sexo feminino e 85 do sexo masculino), 152 de cães (94 machos e 58 fêmeas) e 10 de gatos (7 machos e 3 fêmeas). Utilizou-se o método molecular por meio da Nested PCR, dispondo do gene B1. Com isso encontramos o DNA de T. gondii que foi amplificado em 0,97% (02/205) amostras de humanos, utilizando o algoritmo BLASTn com as sequências parciais obtidas mostrando alta identidade e sobreposição apenas com DNA de T. gondii e em nenhum dos animais foi detectado DNA do protozoário. Em conclusão, foi possível detectar T. gondii em amostras de sangue de humanos utilizando a técnica de Nested PCR e tornou-se o primeiro relato de monitoramento molecular utilizando essa técnica.

  • SANDY KELLY SOUZA MARQUES DA SILVA
  • Presença de Bactérias Resistentes a Antibióticos em Animais Silvestres e Domésticos no Piauí- Brasil

  • Data: 05/07/2022
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  • O uso de forma inapropriada e irracional de antibióticos,  levou ao surgimento de bactérias resistentes à estes medicamentos ainda no século XX, causando  riscos à saúde humana e de outros animais por dificultarem o tratamento de infecções bacterianas. A falta de saneamento básico ou aterros sanitários, baixos índices de desenvolvimento humano, pobreza, pouca assistência técnica médica e veterinária, entre outros, são fatores que favorecem a poluição ambiental, gerando prejuízos à saúde humana e animal.O ambiente também exerce um papel fundamental na dispersão e manutenção de bactérias resistentes a antimicrobianos, demonstrando a necessidade de um enfoque em ações de Saúde Única para o controle desta contaminação. No Brasil estudos referentes à resistência antibiótica em animais são escassos, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste do país. O presente trabalho teve como objetivo investigar a presença de bactérias produtoras de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL), um tipo de resistência de fácil transferência entre bactérias e mundialmente descrito, em animais domésticos e aves silvestres no estado do Piauí, Brasil, e sugerir estratégias de educação em saúde sobre o uso de antibióticos nos municípios visitados, buscando uma abordagem de Saúde Única. Foram coletadas 387 amostras fecais de aves silvestres e animais domésticos provenientes de cinco municípios (Amarante, Água Branca, Lagoa Alegre, Parnaíba e Teresina) do Piauí. Durante a coleta de amostras de animais domésticos foram adicionadas histórico clínico dos animais e o uso de algum medicamento preventivo ou terapêutico.  Utilizando testes de antibiograma e PCR confirmou-se a presença de ESBL em 61 (15,24%) destas amostras. Análises estatíticas foram realizadas utilizando modelos de regressão linear multivariada. Os municípios de Teresina e Parnaíba concentraram as maiores prevalências de ESBLs, com 32,1% e 27,1%, respectivamente. Cidades com esgotamento sanitário péssimo ou razoável obtiveram prevalência similar quanto a presença de bactérias resistente. Dentre as aves silvestres, indentificou-se a presença de três indivíduos positivos, sendo um espécime de Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) e dois espécimes de Maçarico-rasteirinho (Calidris pusilla), este último classificado como Quase Ameaçado de extinção. A técnica de MALDI-TOF identificou as espécies das bactérias resistentes encontradas, sendo 57 amostras de Escherichia coli e duas amostras de Klebsiella pneumoniae. O gene de resistência mais frequente foi o blaCTX-M (76,2%) e todos os antibióticos betalactâmicos utilizados apresentaram alta prevalência de resistência no teste de antibiograma. Este é o primeiro estudo que confirma a presença de genes de resistência antimicrobiana em animais domésticos e aves silvestres no Piauí, havendo a necessidade de mais análises para a melhor compreensão do tema, as causas e riscos que estas bactérias podem causar na saúde humana e animal.

  • REGIANE RIBEIRO DA COSTA
  • Avaliação da ação antimicrobiana de óleos essências de Piper aduncun, P. Reticulatum e P. Callosum sobre o crescimento Escherichia coli

  • Orientador : TALITA BANDEIRA ROOS
  • Data: 30/06/2022
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  • Os micro-organismos estão em constante evolução, por mutações espontâneas ou transferência horizontal de genes, levando ao surgimento de cepas multirresistentes, que é um fenômeno biológico natural e que acarreta dificuldades no manejo das infecções e contribui para o aumento dos custos do sistema de saúde. Assim, a exploração de recursos naturais se torna uma alternativa para busca de compostos seguros, eficientes e que sejam capazes de controlar infecções. Nesse sentido as plantas apresentam potencial bactericida para ser testado e os óleos essenciais estão sendo um importante alvo de estudo devido sua composição química. Diante do exposto o estudo tem como objetivo avaliar se os extratos oleosos a base de Piperaduncum, Pipercallosum e Piperreticulatumapresentam ação inibitória no crescimento de E. coli. Para avaliação da ação antimicrobiana dos óleos essenciais de Piperaduncun, P. reticulatum e P. Calluson foi utilizado o método de micro diluição em caldo afim de determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).Os resultados obtidos indicam que os óleos essenciais utilizados apresentaram efeito antimicrobiano no crescimento das cepas de E. coli. Tendo a CIM a partir de 4,5mg/mL. Concluímos que as espécies de Piper utilizadas são um potencial alvo para utilização na inibição e controle de infecções bacterianas.

  • ISABELA DE SOUZA PARRY
  • Perfil epidemiológico da toxoplasmose humana no Estado do Pará de 2010 a 2017

  • Data: 01/04/2022
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  • A toxoplasmose é uma zoonose mundialmente difundida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode infectar animais de sangue quente, inclusive o homem. Dessa maneira, o objetivo do trabalho foi avaliar as características epidemiológicas de pacientes confirmados para a doença e notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA) no período de 2010 a 2017. Os dados foram fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Pará e não apresentavam identificação do paciente, em função do sigilo. Foi evidenciada uma média de incidência que variou de 0 a 260,48 casos/100.000 habitantes. Sendo alcançado 9,92% (166/1.674) de casos confirmados, onde a maior frequência foi o sexo feminino (71,69% n=119), na faixa etária de 20 a 29 anos (31,93% n=53), da raça parda (82,53% n=137), escolaridade até o ensino médio completo (39,58% n=522) e residentes nas áreas urbanas (71,69% n=119). No grupo de mulheres, foi apurado que das 119 mulheres diagnosticadas com toxoplasmose, 46,22% (55/119) estavam gestantes, no segundo trimestre gravídico 58,18% (32/55). O ano de 2013 foi o que apresentou a maior porcentagem de casos confirmados da doença 48,19% (80/166). Sugere-se que estes achados estão associados apenas ao grupo de mulheres grávidas que realizam acompanhamento pré-natal. Conclui-se que o estado do Pará apresentou reduzida notificação de toxoplasmose em um período de oito anos sugerindo falha nas notificações o que causa prejuízos para à aplicação de políticas públicas adequadas à prevenção da doença.

  • CARLA ROZILENE GUIMARAES SILVA
  • Videolaparoscopia das estruturas umbilicais de fetos bovinos: marsupialização da veia umbilical e sutura percutânea em modelo experimental

  • Data: 31/03/2022
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  • Os bezerros recém nascidos acometidos por distúrbios umbilicais podem receber o tratamento de onfaloflebite e de abscessos hepáticos através da marsupialização da veia umbilical e em casos de hérnias umbilicais, a herniorrafia umbilical, ambas por laparotomia. A laparoscopia possibilita a visualização completa e rápida da cavidade abdominal, com menos danos comparado às técnicas convencionais. O objetivo deste trabalho é descrever a técnica de marsupialização da veia umbilical videoassistida, estabelecer um modelo de estudo e avaliar a viabilidade da técnica de sutura percutânea da parede abdominal de forma videoassistida em fetos bovinos (cadáveres), comparando com a técnica convencional. No experimento 01, foram utilizados 16 fetos bovinos, divididos no grupo controle, submetidos à técnica de marsupialização da veia umbilical por laparotomia e no grupo videocirúrgico. No experimento 02, 16 bezerros divididos no grupo controle, submetidos à técnica de abdominorrafia umbilical por laparotomia e no grupo videocirúrgico, técnica de sutura percutânea da parede abdominal. Foi criada uma lesão na parede abdominal para realizar a correção de forma laparoscópica. Em ambas as técnicas houve diferença estatística no tempo de acesso à cavidade abdominal, mais rápido por laparotomia. A criação do modelo de estudo permitiu a execução da técnica de sutura percutânea da parede abdominal de forma videoassistida. Para execução das técnicas não houve diferença estatística entre os grupos. O fechamento da cavidade abdominal influenciando no maior tempo cirúrgico total, mas rápido nos grupos videocirúrgicos. As técnicas laparorópicas propostas em nosso trabalho permitiram a realização do pinçamento, diérese e marsupialização da veia umbilical, além da criação de um modelo de estudo para a realização da herniorrafia umbilical de forma videoassistida com dois portais com menor tempo cirúrgico comparado à técnica convencional.

  • RAFAEL MONTEIRO DE MELO
  • Percepção dos consumidores sobre práticas higiênico-sanitárias dos manipuladores e condição sanitária de estabelecimentos que comercializam pescado no estado do Pará

  • Data: 16/03/2022
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  • O pescado é um alimento muito consumido pela população mundial, com dados que relatam um aumento anual médio de consumo de pescado sobre o consumo de carne procedente de animais terrestres, com destaque, a região norte do Brasil como maior produtor a partir da pesca extrativa continental. Tendo em vista a importância do estado do Pará como um dos maiores produtores pesqueiros do Brasil e a escassez de estudos acerca da visão do consumidor sobre sua percepção em relação a práticas higiênico-sanitárias dos manipuladores e estabelecimentos que comercializam pescado (feira livre, mercados de peixe, supermecado e peixaria) na região norte do país, o objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção de visitantes e moradores dos municípios de Belém, Ananindeua, Marabá e Santarém, sobre o nível de conhecimento de higiene do ambiente e do alimento. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa – CEP do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará. Com aplicação total de 270 questionários, via online. Os dados foram submetidos para análise estatística, por teste do Qui-quadrado e análises de correspondência múltipla (ACM). Os resultados demonstraram que a maioria dos participantes foram moradores locais, do sexo feminino, entre 18 a 30 anos, residentes de perímetro urbano com ensino superior completo. A maioria dos participantes alegou identificar inconformidade na conservação dos pescados, utilização de adornos, manipulação de alimento e dinheiro simultaneamente, bancadas de corte irregulares e falha na utilização de Equipamentos  de Proteção Individual (EPI) na maioria dos segmentos de comércio pesquisados. Concluímos que dentre os segmentos de comércio, feiras e mercados municipais foram os mais criticados, apresentando em sua maioria percentuais insatifatórios quanto a falta de cuidado com a manutenção da qualidade dos produtos e falhas de higiene dos manipuladores locais.

  • ALDENICE DA SILVA CARVALHO
  • Perfil de consumo e percepção dos consumidores a respeito da comercialização de pescado no estado do Pará

  • Data: 15/03/2022
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  • O pescado é considerado uma importante fonte de substâncias indispensáveis ao ser humano e, por esta razão, é um alimento muito indicado por profissionais da saúde. Considerando os estudos descritos na literatura, é notável a relevância do estado do Pará na produção pesqueira, no entanto, são escassos relatos mais abrangentes sobre o perfil do consumidor deste alimento, sendo assim evidenciada a necessidade de se avaliar estrategicamente o perfil da população consumidora de pescado.O presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e de consumo de consumidores de peixe nos quatro municípios mais populosos do estado do Pará: Belém, Ananindeua, Marabá e Santarém. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa - CEP do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará. Para o desenvolvimento deste estudo, foram aplicados questionários online a partir da plataforma google Forms para 271 voluntários (96 de Belém, 70 de Ananindeua, 59 de Marabá e 45 de Santarém). Os dados foram analisados de forma descritiva e posteriormente submetidos à Análise de Correspondência Múltipla (ACM). Os resultados demonstraram que os consumidores da região alvo do estudo residem predominante em zona urbana, são do sexo feminino,  possuem alto grau de escolaridade, e estão na faixa etária de 18 a 30 anos (com exceção de Santarém, que apresentou maior público com idade entre 31 a 40 anos). Quanto as preferências, houve diferença entre os municípios ao que se refere ao local de compra, frequência de consumo e motivos que o levam os entrevistados a consumir peixe. Os consumidores dos quatro municípios, em sua maioria, afirmaram preferir consumir peixe fresco e na sua própria residência e indicam não ter passado mal após consumir peixe. Na ACM,  sobre a relação entre as variáveis da escolaridade dos entrevistados e o conhecimento sobre a fraude alimentar, os que responderam Sim (já ouviram falar em fraude alimentar) estão fortemente relacionados aos entrevistados com ensino superior completo e moradores de Belém e Ananindeua. Já os que responderam não (nunca ouviram falar em fraude alimentar) estão mais relacionados aos entrevistados que possuem apenas o ensino médio completo. Concluímos que os hábitos e preferências de consumo entre os participantes dos municípios de Belém, Ananindeua e Marabá são similares e que os consumidores do município de Santarém apresentaram características divergentes dos demais e que o estudo foi fundamental para gerar dados e contribuir para a comunidade científica, sobretudo a respeito dos municípios de Ananindeua e Marabá, considerando a escassez de informações sobre o tema.

  • THAYMIS KIARA SANTOS SOUSA
  • Detecção de não conformidades em rótulos de queijos de Búfala comercializados na região norte do Brasil

  • Orientador : CARINA MARTINS DE MORAES
  • Data: 28/02/2022
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  • A produção mundial de alimentos de origem animal vem crescendo e produtos como os queijos vem se destacando e, como consequência, os rótulos tem sido cada vez mais considerados pelos consumidores na hora da escolha dos produtos. A fraude e a adulteração de alimentos são caracterizadas pela substituição, adição, modificação de alimentos ou ingredientes com a finalidade de obter ganho econômico. Estas irregularidades tem impacto tanto local quanto internacional, e levam a perdas econômicas significativas, gerando dúvidas ao consumidor sobre o produto que está adquirindo, além de serem um risco à saúde pública. Este estudo tem por objetivo detectar e descrever possíveis fraudes por rotulagem indevida em queijos comercializados na região metropolitana de Belém, estado do Pará. Para tal, estabelecimentos que comercializam queijo de búfala na região alvo do estudo foram visitados e amostras do referido produto foram colhidas. Para a realização da análise da conformidade da rotulagem foram utilizadas as legislações referentes à rotulagem dos alimentos industrializados e um check list com informações obrigatórias. Foram encontradas divergências nas rotulagens de duas amostras da marca A, referente a uma amostra de queijo mozzarela de búfala (Bola) e uma amostra de queijo mozzarela de búfala (Cunha). Concluimos que o processo de rotulagem dos queijos de búfala comercializados na região metropolitana de Belém deve ser aperfeiçoado, devido a grande quantidade de não conformidades com a legislação brasileira vigente.

     


  • FRANCISCO DÉCIO DE OLIVEIRA MONTEIRO
  • Laparoscopia exploratória de estruturas umbilicais de fetos bovinos: acesso, tempo cirúrgico e viabilidade da ressecção intra-abdominal da veia umbilical e úraco

  • Data: 16/02/2022
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  • A laparoscopia consiste em procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado com a utilização de instrumentais e equipamentos laparoscópicos dotados de recursos multimídias. A técnica é uma alternativa aos procedimentos cirúrgicos convencionais que pode contribuir com o bem-estar animal e melhorar a recuperação do paciente, causando menos impacto produtivo quando aplicada aos procedimentos exploratórios nos animais de produção. Além de sua aplicação com propósitos terapêuticos, a técnica pode ser aplicada na clínica com fins diagnósticos e para execução de biotécnicas reprodutivas. As afecções umbilicais é um dos principais problemas em bezerros recém-nascidos, e em muitos casos a terapia cirúrgica é indicada, sendo a laparoscopia uma alternativa viável a ser considerada. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi identificar a melhor abordagem para colocação dos portais laparoscópicos no feto bovino visando a exploração de suas estruturas umbilicais na cavidade e analisar a viabilidade da laparoscopia aplicada a ressecção cirúrgica intra-abdominal da veia umbilical e úraco desses fetos. Os procedimentos para identificar a melhor abordagem e ressecção da veia umbilical e úraco foram realizados em fetos provenientes de vacas abatidas em matadouro legalizado, com instrumentais cirúrgicos convencionais e laparoscópicos dotados com recursos multimídias (trocateres, pinças de apreensão e tesoura laparoscópicas, insuflador, fonte de luz, monitor, dentre outros recursos multimídias). Na primeira etapa foi analisada as abordagens, lateral ou ventral, para estabelecimento dos portais de acessos laparoscópicos. Na segunda etapa foram realizadas as ressecções cirúrgicas das veias umbilicais e úraco por laparoscopia, comparando o tempo cirúrgico e viabilidade com a cirurgia aberta. A abordagem lateral foi mais adequada para exploração das estruturas umbilicais, pois permitiu melhor visualização e manipulação das estruturas. A ressecção da veia umbilical e úraco por laparoscopia foi viável e apresentou menor tempo cirúrgico com menos dano tecidual quando comparada a cirurgia aberta. A laparoscopia aplicada à exploração das estruturas umbilicais de feto bovino se mostrou viável pela abordagem lateral, garantindo a ressecção intra-abdominal da veia umbilical e úraco.      

2021
Descrição
  • CLEIDEANNY CANCELA GALVAO
  • Mensuração por um ano dos anticorpos neutralizantes de bovinos imunizados com vacinas recombinantes alfa, beta e épsilon de Clostridium Perfringens

  • Data: 17/12/2021
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  • As toxinas alfa (CPA), beta (CPB) e épsilon (ETX) de Clostridium perfringens são responsáveis por causar enfermidades de difícil erradicação e com potencial letalidade em animais de produção, sendo a vacinação dos rebanhos ainda a melhor estratégia de controle. Atualmente as vacinas recombinantes clostridiais apresentam resultados significativos na indução de títulos de anticorpos neutralizantes e demostram ser uma alternativa viável frente a produção convencional de toxóides clostridiais comerciais. Entretanto são necessários estudos em relação a longevidade da resposta imune humoral induzida pelas proteínas recombinantes nos animais imunizados, preferencialmente nas espécies alvo. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi mensurar a resposta imune humoral de bovinos imunizados com vacinas trivalentes contendo as proteínas recombinantes alfa (rCPA), beta (rCPB) e épsilon (rETX) de C. perfringens, produzidas em Escherichia coli, em três diferentes concentrações (100, 200 e 400 µg) de cada uma das proteínas, durante um período de 12 meses. As vacinas recombinantes contendo 200 µg (VR2) e 400 µg (VR3) foram estatisticamente semelhantes aos 56 dias e obtiveram melhor desempenho ao longo do estudo, pois induziram títulos médios de anticorpos neutralizantes mais elevados e detectáveis por até 150 e 180 dias, respectivamente. Em relação a produção de escala industrial, VR2 seria a formulação mais econômica e viável, pois atingiu resultados similares a VR3 usando metade da concentração de proteínas recombinantes em sua formulação. No entanto, nenhuma das vacinas testadas induziu a produção de títulos de anticorpos detectáveis até os 365 dias de experimento, período este de revacinação normalmente indicado nos protocolos de vacinação, reiterando a necessidade e a importância das pesquisas na área de vacinologia a fim de estabelecer maior longevidade da resposta imune humoral contra essas toxinas clostridiais nos animais, além da necessidade de discussão sobre os calendários e protocolos vacinais adotados na bovinocultura.

  • JAESE FARIAS CHAVES
  • Avaliação da atividade antimicrobiana de matrizes poliméricas híbridas a base de poli (ácido láctico), policaprolactona e óleo de pracaxi (Pentaclethra macroloba)

     

  • Data: 14/12/2021
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  • A busca por alternativas de combate a microrganismos tem se intensificado e novos materiais tem sido testados para acelerar o proceso de cura a diversas doenças do homem e dos animais. O desenvolvimento de matrizes poliméricas com bioatividade tecidual é um ponto em destaque na engenharia de tecidos, sobretudo no amparo ao controle da resistência bacteriana, sendo este um problema importante na saúde pública. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana de uma matriz polimérica hibrida desenvolvida a base de poli (ácido láctico)(PLA), policaprolactona (PCL) e óleo de pracaxi (Pentaclethra macroloba), planta nativa da Amazônia. O biomaterial foi produzido pela técnica de rotofiação na proporção de 1:1 de PCL e PLA acrescido de óleo de pracaxi, e testado sua atividade contra Escherichia coli pelo método de microdiluição em caldo. Os resultados obtidos mostraram que a matriz polimérica de PCL+PLA enriquecido com óleo de pracaxi apresentou ação antimicrobiana contra E. coli em ensaio in vitro  e a Concentração Inibitória Mínima deu-se em 2,5mg/ml. Estudos futuros são encorajados para transposição destes resultados in vivo, e então proporcionar mais uma alternativa no combate a bactérias resistentes aos antibióticos convencionais.

  • ANA LÍDIA DE BRITO OLIVEIRA
  • Perfil de consumo e percepção em relação a comercialização de açaí no Arquipélago de Marajó, estado do Pará

  • Data: 31/08/2021
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  • O açaí, fruto do açaizeiro, é utilizado na obtenção do suco ou polpa de açaí e seus derivados. Este produto está enraizado na gastronomia da população do Pará e incorporou-se ao marketing do turismo do estado, com destaque ao Arquipélago de Marajó. Porém, embora venha sendo estudado por vários autores, não há até o momento relatos sobre o perfil de consumo do açaí na região em questão. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi caracterizar o perfil de consumo do açaí e derivados nos municípios de Soure e Salvaterra, Arquipélago de Marajó – PA, quanto ao perfil sociodemográfico e a percepção dos consumidores a respeito de diversos aspectos associados ao consumo do açaí. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa - CEP do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará.  Para o desenvolvimento deste estudo, foram aplicados questionários para 382 voluntários (192 de Soure e 190 de Salvaterra) escolhidos ao acaso. Os dados foram analisados de forma descritiva e posteriormente submetidos à Análise de Correspondência Múltipla (ACM). Nossos resultados demonstraram que a maioria dos entrevistados foram moradores locais, do sexo masculino, acima de 40 anos, que moram no perímetro urbano e que possuem ensino médio completo. A maioria prefere consumir a polpa ou suco do açaí ao invés dos derivados, sendo o produto adquirido principalmente de batedores artesanais. As pessoas que se declararam da área rural foram associadas ao consumo do açaí batido em casa. Em ambas as cidades foi observado o conhecimento sobre contaminação de alimentos e fraude alimentar. Grande parte dos entrevistados demonstraram ter conhecimento a respeito da Doença de Chagas e relataram que obtiveram a informação principalmente pela televisão. Concluímos que nos municípios estudados, o açaí é um produto muito consumido e que os entrevistados demostraram conhecimento sobre os riscos associados ao seu consumo, especialmente por influência dos meios de comunicação.

  • MAIARA VASCONCELOS MONTEIRO
  • Diversidade genética de Anaplasma marginale em bezerros infectados sob condição de transmissão natural em propriedade leiteira

  • Data: 31/08/2021
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  • Anaplasma marginale é uma rickettsia intraeritrócitaria, transmitida por carrapatos, dípteros hematófagos, através de fômites e por via transplacentária. Causador da doença Anaplasmose Bovina, que tem por característica febre, perda de peso, letargia, icterícia, queda de produção de leite e morte. O presente trabalho teve por objetivo detectar A. marginale e identificar sua diversidade genética em bezerros infectados naturalmente, sob as mesmas condições de manejo, em uma propriedade leiteira localizada no município de Castanhal, região nordeste do estado do Pará, Amazônia Oriental. Dessa forma, o estudo foi realizado em 24 bezerros, avaliados semanalmente, através de coleta de sangue, com a primeira coleta com 24 horas após o nascimento, repetidas 20 dias depois e em seguida uma vez por semana, totalizando 192 amostras, até os 60 dias de idade. Os resultados obtidos nos possibilitaram a elaboração de dois artigos científicos, sendo o primeiro intitulado “Detecção de Anaplasma marginale em bezerros de propriedade leiteira da Amazônia Oriental: esfregaço sanguíneo e nPCR” e o segundo intitulado “Diversidade genética de Anaplasma marginale (Theiler, 1910) em bezerros naturalmente infectados em propriedade leiteira da Amazônia Oriental, Pará, Brasil”. No primeiro artigo, observou-se a frequência crescente de rickttsemia por A. marginale nos bezerros dos 20 dias de idade até os 60 dias, com um pico de infecção aos 47 dias, e a presença dos sinais clínicos foi compatível com os níveis riquetsêmicos e diminuição do volume globular ao longo dos dias. No segundo artigo houve diversidade de estirpes encontradas no rebanho e essas já diagnosticadas em mais de uma região do Brasil, com possível associação à movimentação de animais entre lugares e a associação entre sequências. Diante do agente estudado pode-se concluir a crescente frequência de rickttsemia por A.marginale nos bezerros a partir dos 20 dias de idade até os 60 dias e um pico de infecção aos 47 dias, com presença de sinais clínicos compatíveis e diminuição do volume globular ao longo dos dias. Na utilização das técnicas de esfregaço sanguíneo e nested PCR, ambas se mostraram eficientes na identificação do agente. A identificação da diversidade de estirpes encontradas pode estar associado à intensa movimentação dos animais e a possível associação entre sequências

  • HUGO FILIPE RODRIGUES MELO
  • Acurácia diagnóstica e viabilidade de ácidos nucléicos em tumores mamários caninos usando fixação coagulante e processamento histológico rápido em micro-ondas doméstico

  • Data: 30/08/2021
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  • Neoplasias mamárias são relativamente comuns em cães. O diagnóstico dessa enfermidade se dá por meio da histopatologia usando o formol como fixação padrão. Métodos alternativos existem, porém são pouco empregados, como é o caso da fixação coagulante e do processamento em micro-ondas domésticos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar acurácia diagnóstica de fragmentos fixados com fixador coagulante e processadas em micro-ondas doméstico, bem como avaliar se esse material é viável para biologia molecular. Os tumores mamários foram clivados em duas partes e uma pequena parte foi criopreservada. Foi determinada a acurácia diagnóstica no exame histopatológico do fragmento processado em micro-ondas. Além disso, todas as amostras foram extraídas o DNA para amplificação do gene GAPDH e em seguida realizada a eletroforese. A acurácia diagnóstica obtida foi de 66,6% e o amostras parafinadas de todos os fragmentos fixados em fixador coagulante e processados em micro-ondas foram positivos para o gene GAPDH na eletroforese. Os resultados demonstraram que a técnica de processamento rápido em forno micro-ondas doméstico empregando a fixação coagulante é uma alternativa viável para diagnóstico de neoplasias mamária de cães em curto prazo. Os blocos parafinados serviram como ótimas fontes de extração de DNA para biologia molecular.

  • MARIO JOSE COSTA CARNEIRO
  • Avaliação de fibrinogênio plasmático e proteína C-reativa como meios de diagnósticos de processos inflamatórios em cães avaliados clinicamente no município de Curuçá, estado do Pará

  • Data: 27/08/2021
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  • Os exames complementares são de suma importância para auxílio no diagnóstico, prognóstico e tratamento adequados dos animais. Baseado nisso, o trabalho objetiva avaliar a importância do fibrinogênio plasmático e proteína C-reativa como marcador da resposta inflamatória em cães, correlacionando-os ao leucograma e suspeita clínica do animal. Para isso, foram avaliados 149 cães do município de Curuçá - Pará, onde, 53% corresponderam a animais do sexo masculino (79/149) e 47% feminino (70/149), com idades variando de um a 19 anos. Do total, 17,4% apresentaram hiperfibrinogenemia (26/149), 39,6% reação positiva no teste de proteína c-reativa (59/149) e 48,3% leucocitose (72/149); sendo que em 63,8% (46/72) dos animais a leucocitose era por neutrofilia. Quando avaliado a relação PPT:Fib dos animais com hiperfibrinogenemia, constatou-se que dos 26 animais, em 84,6% o aumento estava relacionado a processos inflamatórios (22/26), os demais, 15,4% (4/26), apresentavam relação com desidratação. Apesar de não haver concordância estatística entre os três parâmetros avaliados, observou-se aumentos de PCr e Fib em animais ainda sem sinais clínicos, característica das proteínas de fase aguda. Sugerindo sua importância como marcador da resposta inflamatória em animais desde o início dos sintomas e durante a progressão da doença.

  • MARIA AUDILEIA DA SILVA TEIXEIRA
  • Alterações patológicas em tonsilas palatinas de bubalinos (Bubalus bubalis) abatidos para consumo

  • Data: 27/08/2021
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  • As tonsilas são órgãos linfoides importantes na patogênese de diversas doenças infecciosas, pois podem ser a porta de entrada para muitos agentes. Com o advento da encefalopatia espongiforme bovina (EEB) as tonsilas de ruminantes foram consideradas materiais especificados de risco (MER) para a doença, sendo preconizada sua remoção das carcaças, segregação e inutilização. Essa regulamentação propiciou uma oportunidade para estudos morfológicos das tonsilas. O presente estudo objetiva a pesquisa de lesões macroscópicas e histológicas em tonsilas palatinas de bubalinos abatidos para consumo. Os resultados do trabalho serão apresentados na forma de um artigo: “Achados patológicos em tonsilas palatinas de bubalinos (Bubalus bubalis), abatidos para consumo”. No estudo foram coletadas ambas as tonsilas palatinas de 327 bubalinos (32,30% do abate anual total do ano de 2018) clinicamente saudáveis encaminhados para o abate. As coletas ocorreram durante nove visitas realizadas por conveniência ao abatedouro frigorífico localizado na cidade de Belém, estado do Pará, Brasil, entre os dias 02 de dezembro de 2019 a 01 de abril de 2020. Os bubalinos do estudo eram, em sua ampla maioria (90,64%), procedentes de municípios da Ilha de Marajó, no estado do Pará, Brasil. Após a coleta as tonsilas palatinas foram acondicionadas sob refrigeração e no laboratório foram fixadas em formol tamponado a 10% por 24 a 48 horas, processadas rotineiramente para histopatologia e coradas pela hematoxilina e eosina (HE). Colorações especiais foram realizadas em cortes selecionados. Os principais achados histopatológicos observados nas tonsilas palatinas dos búfalos foram hiperplasia linfoide folicular leve a moderada (93,0%, 304 casos), cistos de queratina (96,0%, 314 casos), abscessos de criptas (79,8%, 261 casos), corpúsculos tonsilares (31,2%, 102 casos) e granulomas tuberculoides (1,5%, 5 casos). BAAR foram observados em 16,7% (1 de 6 casos) dos granulomas tuberculoides. A coloração de Von Kossa demonstrou cálcio em todos os corpúsculos tonsilares. O estudo indica que a avaliação patológica das tonsilas de bubalinos pode fornecer detalhes de características estruturais do órgão na espécie e informações de tonsilites subclínicas ou assintomáticas.

  • JESSICA RAMOS PESSOA
  • Bioquímica sanguínea em Accipitriformes da região amazônica brasileira

  • Orientador : NATALIA DA SILVA E SILVA
  • Data: 26/08/2021
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  • A ordem Accipitriformes, a mais abundante na América Latina, é composta pelas famílias Accipitridae, com o maior número de espécies, e Pandionidae, com uma única espécie. O atendimento veterinário a aves cresceu nos últimos anos, porém o veterinário ainda enfrenta diversas dificuldades no que se refere à coleta de sangue e análise dos resultados. Nesse sentido, exames laboratoriais são úteis para triagem, diagnóstico ou prognóstico. Com isso, o objetivo do presente trabalho é suplementar os estudos em aves com dados prévios sobre analitos bioquímicos da ordem Accipitriformes oriundos da região amazônica brasileira. Para isso, os animais foram submetidos à contenção física e/ou química, conforme o protocolo do local de atendimento. Dessa forma, no Hospital Veterinário Universitário – Setor de Animais Silvestres (HVSAS) foi utilizada anestesia inalatória em circuito semiaberto com Isoflurano e no Mangal das Garças, a associação de cetamina-dexmedetomidina- butorfanol. Nos animais com tutores, foi permitida apenas a contenção física. Coletou-se amostras de sangue em tubo sem anticoagulante para dosagem automatizada de aspartato aminotransferase, ácido úrico, creatinina e ureia. Os valores bioquímicos médios de AST (282,86 U/L), ácido úrico (12,10 mg/dL), creatinina (0,37 mg/dL), ureia (14,04 mg/dL) e glicose (258,38 mg/dL) não apresentaram diferenças significativas entre as espécies de Accipitriformes estudados na Amazônia Oriental (Gampsonyx swainsonii, Rupornis magnirostris, Geranoaetus albicaudatus, Parabuteo unicinctus). Esse é o primeiro relato de dados de bioquímica sérica de espécimes de Accipitriformes recebidos em centros de atendimentos do bioma Amazônico e constitui resultados preliminares de modo a oferecer um referencial aos médicos veterinários que atendam aves em condições semelhantes.

  • GERSON BLADIMIR ESCOBAR GONZÁLEZ
  • Causas de mortalidade de frango de corte em um sistema de produção intensivo na região nordeste do Pará

  • Orientador : GABRIELA RIET CORREA RIVERO
  • Data: 10/08/2021
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  • A identificação das doenças mais frequentes que ocorrem nos estabelecimentos de produção aviária de uma região fornece informações valiosas para produtores, veterinários e oficiais de saúde animal, pois permite estabelecer medidas sanitárias de biossegurança e de controle destas doenças. Existem diferentes parâmetros que permitem avaliar o desempenho de um lote avícola, sendo a taxa de mortalidade um dos mais representativos. Na região nordeste do Pará, não há trabalhos que estabeleçam as taxas de mortalidade e, sobretudo, suas causas mais importantes. Portanto, o objetivo deste estudo é determinar as causas de mortalidade em aves de corte criadas em sistema intensivo em uma granja comercial da região nordeste do Pará. Para isso, foi acompanhado um lote com 34 mil aves, em um ciclo de produção de 42 dias, durante o qual foram realizadas necropsias e análise histológica de amostras de aves que morreram espontaneamente. As causas de mortalidade foram classificadas em 3 grupos: alterações infecciosas, alterações não infecciosas e indeterminada. Algumas aves tiveram mais de um diagnóstico, motivo pelo qual o número de alterações diagnosticadas é superior ao número de aves necropsiadas. Durante o período foi registrada uma mortalidade de 1508 aves, representando o 4,4%, dos quais 447 aves (29,4%) eram refugo. Foram necropsiadas 237 aves, sendo diagnosticadas 338 alterações das quais 170 (50,3%) foram classificadas como infeciosas e 168 (49,7%) não infecciosas.  Das 237 aves necropsiadas, 129 apresentavam alguma alteração infecciosa. As principais alterações infecciosas observadas foram aerosaculite (28/8,3%), polisserosite (23/6,8%), pneumonia 22 (6.5%), onfalite/infecção do saco da gema (21/6,2%), pododermatite (20/5,9%), hepatite necrótica (17/5,0%), endocardite vegetativa (14/4,1%) e pericardite fibrinosa (10/3,0%). As principais alterações não infecciosas diagnosticadas foram a síndrome ascítica (40/11,8%), degeneração da cabeça do fêmur (36/10,7%), traqueíte (34/10,1%) e caquexia/inanição (23/6,8%). Embora a taxa de mortalidade não tenha sido considerada elevada, as principais causas de mortalidade foram alterações infecciosas, diferente do observado em outros estudos. Isso demostra a necessidade de se identificar os fatores epidemiológicos e etiológicos responsáveis por essas alterações, a fim de implementar medidas de controle e profilaxia adequadas.

  • BEATRIZ OLIVEIRA MIRANDA
  • Avaliação da susceptibilidade à inseticidas em populações de Aedes aegypti (Diptera: culicidae) de Belém, estado do Pará, Brasil

  • Data: 02/07/2021
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  • No Brasil, o mosquito Aedes aegypti é o principal vetor do vírus Dengue, Chikungunya e Zika. Para impedir a transmissão desses vírus, a principal estratégia adotada é o controle vetorial por meio do uso de inseticidas, e o piriproxyfeno e os piretróides são os inseticidas mais frequentemente usados. Entretanto, o uso contínuo e disseminado desses compostos químicos pode induzir a ocorrência de populações de mosquitos resistentes. Diante disso, este estudo teve por objetivo verificar se as populações de Aedes aegypti da área do Parque Zoobotânico Mangal das Garças e Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna, duas áreas do município de Belém, Pará, são susceptíveis ao larvicida piriproxyfeno e ao adulticida permetrina. As coletas foram realizadas utilizando ovitrampas, e os bioensaios foram realizados de acordo com o preconizado pela OMS com piriproxyfeno em larvas no estádio L3 da geração F1 submetidas às concentrações de 0,05 ppm e 0,5ppm. No bioensaio para permetrina a dose-resposta foi determinada de acordo com as diretrizes do CDC e OMS, utilizando mosquitos adultos da geração F1 expostos à permetrina na concentração 15µl/ml. Os mosquitos capturados no Parque do Utinga apresentaram o maior índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) 91,67% (11/12) em comparação aos mosquitos do Parque Zoobotânico Mangal das Garças, que apresentaram IPO de 19,05%/ (4/21) e os mosquitos capturados no Parque Zoobotânico Mangal das Garças obteve o maior Índice de Densidade de Ovos 75,25 (301/4) em comparação ao Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna 20,82 (229/11). Ambas as populações de mosquitos testadas foram susceptíveis à permetrina. No entanto, em relação ao piriproxyfeno, ambas as populações se mostraram resistentes à dose indicada. Concluímos que os mosquitos Ae. aegypti das áreas estudadas são susceptíveis ao piretróide permetrina e resistentes ao piriproxyfeno.

  • LARISSA ALBUQUERQUE DE MORAES
  • Diversidade e distribuição espacial de culicídeos (Diptera: Culicidae) em pontos turísticos do município de Belém, estado do Pará, Brasil

  • Orientador : GUSTAVO GOES CAVALCANTE
  • Data: 27/05/2021
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  • Os culicídeos são dípteros que possuem importância para saúde pública por serem veiculadores de patógenos que acometem seres humanos e outros animais. Os mosquitos possuem diferentes hábitos alimentares e reprodutivos. A presença desses dípteros em pontos turísticos pode representar um risco na disseminação de patógenos ou introdução patógenos exóticos, em razão da grande circulação de pessoas de diversas origens geográficas. Objetivo desse trabalho foi identificar e realizar a análise da distribuição espacial da fauna de culicídeos em pontos turíticos de Belém, PA. Para isso foram realizadas captura de mosquitos no Parques Zoobotânico Mangal das Garças, Museu Paraense Emílio Goeldi e Parque Estadual do Utinga Camillo Viana. As coletas de larvas e mosquitos adultos foram feitas com uso de pipeta Pasteur e puçá entomológico. Os exemplares foram armazenados, posteriormente identificados, os pontos de coletas foram georreferenciados para construção dos mapas por estimativa de Kernel. Em todos os pontos de coleta foram encontrados culicídeos, identificando-se 338 espécimes, sendo elas pertencentes aos gêneros Aedes, Culex e Limatus. Os locais de reprodução encontrados foram pneu contendo água parada e bromélias. Concluímos que os culicídeos estão presentes em todos os parques turísticos estudados, sendo o gênero Aedes o mais abundante.

  • HANNA LYCE MAGNO DE MORAIS
  • Achados clínicos, gastroscópicos, ultrassonográficos e histopatológicos em cães com gastrite

  • Orientador : PEDRO PAULO MAIA TEIXEIRA
  • Data: 31/03/2021
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  • A inflamação do estômago é uma patologia usualmente mencionada, porém dificilmente identificada e investigada com aparato completo de diagnóstico, como associação de histórico, sinais clínicos, radiografia abdominal, ultrassonografia abdominal e gastroscopia em casos de anorexia e vômito em pequenos animais. Além disto, existe a divergência e subjetividade das pesquisas divulgadas sobre a eficiência da ultrassonografia na avaliação das alterações gástricas O presente estudo teve como objetivo avaliar e correlacionar os achados ultrassonográficos, gastroscópicos e histopatológicos obtidos de pacientes caninos com suspeita clínica de gastrite e verificar as técnicas Warthin-Starry e imunohistoquimica para detectar bactérias do gênero Helicobacter no estômago desses cães. A população do estudo foi composta de 10 cães de raças variadas, idades entre 3 meses e 12 anos, encaminhados ao Grupo de Videocirurgia, Afecções Obstétricas e Reprodutivas da Universidade Federal do Pará (VOR/UFPA) para realizar o exame de endoscopia digestiva alta, que apresentaram sintomas gástricos como vômito, melena e anorexia. Todos os animais foram submetidos aos exames de ultrassonografia abdominal, gastroscopia com biópsia e avaliação histopatológica das amostras coradas por Hemotoxilina-Eosina (H&E), para análise de prováveis lesões gástricas, e coloração de Warthin-Starry e imunohistoquimica para detectar bactérias Helicobacter spp. Em seguida, os pacientes foram classificados em duas categorias para os exames ultrassonográficos, gastroscópicos e histopatológicos, sendo Diagnóstico Positivo (DP) e Diagnóstico Negativo ou Inconclusivo (DN/I) quanto a suspeita de gastrite e a suspeita de Helicobacter spp. Utilizando os achados histológicos como “padrão ouro” no diagnóstico de gastrites, foram analisados quanto a sensibilidade, especificidade e exatidão do exame de ultrassonografia e gastroscopia; E de acordo com os padrões da World Small Animal Veterinary Association, as amostras seriam classificadas com base na gravidade de gastrite e  com a realização da imunohistoquimica - técnica Streptavidina biotina peroxidase. E a classificação feita pelo modelo de sistema semi-quantitativo descrito por Lanzoni et al. (2011).

  • KATARINE DE SOUZA ROCHA
  • Pesquisa de Leptospira spp. em humanos, animais domésticos e silvestres provenientes de áreas de remanescentes florestais na Amazônia brasileira

  • Data: 26/02/2021
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  • Pesquisas que relacionem a interação humano-animal em ambientes de remanescente florestais são necessárias para o entendimento da complexa cadeia epidemiológica da leptospirose na Amazônia Brasileira, por isso, esta pesquisa teve como objetivo, diagnosticar Leptospira spp. em animais silvestres, humanos e seus animais domésticos e identificar os sorovares mais frequentes e verificar se há correlação entre os achados em humanos e nos animais domésticos. Para isso, foram selecionadas duas comunidades rurais nos municípios de Santa Bárbara e Peixe-boi, ambos no estado do Pará, localizadas próximos a áreas de remanescentes florestais. Nestas localidades foram coletadas um total de 713 amostras biológicas. Sendo 233 amostras em Santa Bárbara (118 cães, 10 gatos, 80 humanos, 14 roedores e 11 marsupiais) e emPeixe-Boi, 480 amostras (168 cães, 16 gatos, 221 humanos, 22 suínos, um caprino, oito búfalos, nove bovinos, nove equinos, três ovinos, 16 marsupiais e sete roedores silvestres). A colheita de sangue dos humanos e seus animais domésticos, foi realizada por punção venosa em tubos sem e com anticoagulante para obtenção de soro e sangue total. A captura dos animais silvestres foi realizada utilizando armadilhas de contenção do tipo Sherman, Pitfall e Tomahawk instaladas no interior, borda e zona urbano-rural adjacente aos remanescentes florestais. Os animais silvestres capturados foram eutanasiados para coleta de fragmentos de tecido de fígado, rim e baço. Com as amostras de soro, foram realizados o MAT utilizando 19 sorogrupos de leptospiras para detecção de anticorpos anti-Leptospira spp., já as amostras de sangue total e fragmento de tecido dos animais silvestres foram submetidas a extração de DNA para a realização da PCR com o intuito de detectar o DNA de Leptospira spp., utilizando os genes 16S rRNA e “LipL32”.  Detectou-se DNA de agente em 12% (3/25) dos fragmentos renais de duas espécies de marsupiais (Didelphis marsupialis e Marmosops pinheiroi) e em fragmento de fígado de uma espécie de roedor (Echimys chrysurus) no município de Santa Bárbara. Observou-se também que o DNA de Leptospira foi detectado apenas em amostras de 13 cães, que demonstraram 100% de identidade com o DNA de L. interrogans depositado no GenBank. Em relação a MAT, 24,03% (50/208) de amostras de soro de humanos e cães de Santa Bárbara foram reativo, onde os sorogrupos circulantes mais prevalentes na população humana e animal foram Canicola, Djasiman, Cynopteri e Sejroe. No município de Peixe-Boi o DNA de Leptospira foi detectado em 16 amostras humanos e de animais domésticos. 12,61% (56/444) das amostras de cães, gatos, equinos, suínos e humanos reagentes para os sorogrupos Canicola, Celledoni, Sejroe e Icterohaemorrhagiae no MAT, além disso, Conclui-se que há presença de Leptospira spp. nas amostras oriundas das comunidades rurais estudadas, observando-se a infecção natural pelo agente em humanos, animais domésticos e silvestres provenientes de áreas de remanescentes florestais da Amazônia oriental.

  • MARCELLA PINHEIRO SOUTO
  • Corpos Estranhos (CE) em cães tratados por endoscopiadigestiva alta: descrição de casos

  • Orientador : PEDRO PAULO MAIA TEIXEIRA
  • Data: 22/02/2021
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  • falta

  • GABRIELA MELO ALVES DOS SANTOS
  • Rumenostomia percutânea guiada por rumenoscopia: estudo em modelo experimental em feto bovino

  • Data: 22/02/2021
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  • O objetivo deste trabalho é descrever uma técnica minimamente invasiva de rumenostomia, com o uso do endoscópio, trabalhando-se em cinco cadáveres de bezerros (n=5) como modelo experimental. A ténica consiste na realização de uma rumenostomia guiada por endoscopia, na qual os cadáveres foram posicionados em decúbito lateral direito para realizar uma rumenoscopia por via oral e acessar o rúmen, o qual foi insuflado com a bomba de ar do endoscópio. Através da iluminação transabdominal e palpação do flanco foi estabelecido o local exato para inserção do mandril do cateter para passagem do guia da sonda, fio de nylon. O guia foi apreendido pela pinça de preensão endoscópica, que foi passada pelo canal de trabalho do endoscópio. Em seguida o guia foi levado até a boca do modelo experimental, e a ponta externa da sonda gástrica foi fixada ao guia. Tracionou-se então o guia, levando-o para o interior do rúmen, seguindo até o ponto de inserção do guia, no flanco. Sob tração do guia, fez-se a ampliação do orifício de entrada, somente o suficiente para a saída da sonda. Por fim, a sonda foi fixada com pontos de cadarço de bailarina. O uso do endoscópio, sua iluminação e bomba de ar, e o decúbito utilizados proporcionaram uma boa visualização anatômica do rúmen, sendo possível avaliar diversas regiões do órgão. O tempo em média de realização do procedimento foi de 11.15 min. A técnica de rumenostomia endoscópica utilizando peças anatômicas de bezerros foi possível, sendo realizada de maneira simples e eficiente, principalmente quanto a proposta de prezar o bem-estar animal por ser um procedimento minimamente invasivo.

  • LUISA PUCCI BUENO BORGES
  • Videolaparoscopia em bubalinos: estudo de técnicas de acesso para descrição topográfica da espécie e destaque para realização biópsias hepáticas com três diferentes instrumentais

  • Data: 18/02/2021
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  • A laparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que permite a visualização da cavidade abdominal, com fins diagnósticos, terapêuticos e prognósticos, causando menor trauma para o animal, quando comparada com a laparotomia convencional (TEIXEIRA et al., 2011a). Em ruminantes, a biópsia hepática é uma ferramenta muito importante no diagnóstico de intoxicação, ou em qualquer outra alteração hepática em que a histopatologia ajude a fechar o diagnóstico, em especial, a videocirurgia torna esse processo menos traumático para o paciente, Para a espécie Bubalus bubalis poucas técnicas cirúrgicas foram descritas, inclusive a videocirurgia ainda não está difusamente empregada, havendo
    poucos relatos de técnicas na literatura. Além da aplicabilidade terapêutica, a observação via laparoscópica da cavidade abdominal ajuda, além de descrever a anatomia dessa espécie, pode diagnosticar e até realizar a terapêutica de possíveis afecções. Foram trabalhadas com 10 búfalas adultas da raça Murrah+Mediterrâneo, hígidas e submetidas a exame clínico, tentando então estabelecer uma técnica videocirúrgica, minimamente invasiva para realização de biópsias hepáticas com três diferentes instrumentais e para acesso a cavidade abdominal de búfalas e verificar e descrever a morfofisiologia dos órgãos e suas estruturas. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, e numéricos foram descritos.

  • JULIANA DOS SANTOS CRUZ VIEIRA
  • Microbiota intestinal de Panstrongylus geniculatus, Rhodnius pictipes e Rhodnius robustus selvagens infectados e não infectados por Trypanosoma cruzi na Amazônia Oriental

  • Data: 02/02/2021
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  • Os triatomíneos são os vetores de Trypanosoma cruzi, o agente etiológico da doença de Chagas. Esses insetos possuem uma comunidade microbiana em seu intestino que pode interferir na capacidade de transmitir patógenos. No entanto, pouco se conhece sobre o tema, pois diversas espécies de triatomíneos com habitats distintos possuem capacidade para transmitir T. cruzi, e cada uma delas possivelmente possui microbiota intestinal diversa. Dessa forma, o presente estudo objetivou caracterizar a microbiota intestinal de triatomíneos silvestres capturados na Amazônia Oriental, com ênfase à avaliação comparativa da diversidade microbiana entre as diferentes espécies capturadas, bem como entre os indivíduos infectados e não infectados por T. cruzi. Triatomíneos foram capturados em diferentes comunidades da zona rural do município de São Domingos do Capim-Pará, e foi extraído o DNA genômico das amostras do trato digestivo desses insetos para a pesquisa do DNA de T. cruzi por meio da Nested-PCR, e para identificação da diversidade bacteriana do trato digestivo por meio da análise metagenômica, a partir da amplificação do gene 16S rRNA e sequenciamento de nova geração (NGS). No total, foram capturados 93 triatomíneos, 25 identificados como Panstrongylus geniculatus, 36 como Rhodnius robustus e 32 como R. pictipes. A frequência de infecção por T. cruzi foi de 72% em P. geniculatus e de 75% em R. pictipes e R. robustus. De forma geral, Pseudomonas foi o gênero microbiano mais abundante e mais uniforme no estudo, o que sugere uma relação de simbiose entre o táxon e as espécies de triatomíneos do estudo. Além disso, o gênero Wolbachia faz parte do microbioma intestinal das espécies analisadas e foi relatado pela primeira vez no intestino de triatomíneos do gênero Panstrongylus. Houve diferença significativa entre a microbiota de P. geniculatus em amostras positivas e negativas para T. cruzi, porém o mesmo não ocorreu em R. pictipes e R. robustus.

2020
Descrição
  • AGATHA ROSSANNI ALVES DAMASCENO
  • Estudo retrospectivo de condenação de vísceras e seu impacto econômico em um frigorífico com inspeção federal no período de 2015 a 2019

  • Data: 23/12/2020
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  • A qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal são rigorosamente dependentes dos processos tecnológicos e higiênico-sanitários executados durante toda a sua cadeia produtiva, desde a obtenção e recepção da matéria prima, até a expedição do produto acabado. O presente trabalho teve como objetivo avaliar as causas de condenações, verificando possíveis falhas no fluxograma de abate e sugerir as possíveis melhorias, além de analisar e avaliar os prejuízos econômicos causados pelas condenações totais e parciais dos alimentos oriundos de indústria com serviço de inspeção oficial federal. O estudo foi realizado em um frigorífico localizado em um município do sudeste paraense, sendo avaliados os números de condenações das vísceras de 378.157 bovinos abatidos, apresentando como causa de condenação mais obtida a contaminação por conteúdo gastrointestinal, onde a prevalência de condenação foi de 98,05% na cabeça, 99,79% na língua, 82,89% no coração, 45,03% no fígado, 100% nos estômagos e 58,25% nos intestinos. Conclui-se que no presente estudo que a contaminação por conteúdo gastrintestinal é a principal causa de condenação de vísceras de bovinos, sugerindo a necessidade premente de aperfeiçoamento da classe colaboradora envolvida no processo de abate, das correlações entre o fluxograma de produção das indústrias, os principais pontos críticos de risco operacional e dos perigos microbiológicos que envolvem o processamento, e que a inspeção post mortem é imprescindível na manutenção da saúde pública, na garantia da segurança alimentar e na inocuidade dos produtos que chegam à mesa do consumidor. 

  • ROSIVALDO LOUREIRO PANTOJA
  • Avaliação eletrocardiográfica de Sagui-una (Saguinus ursulus) sob contenção química com cetamina e dexmedetomidina

  • Data: 22/12/2020
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  • Saguinus ursulus é uma espécie de primata endêmica do Brasil, classificada como
    vulnerável de extinção. Constantemente S. ursulus necessitam de anestesia para
    realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, sendo fundamental o
    monitoramento da função cardiorrespiratória durante a anestesia. O objetivo do
    presente estudo foi estabelecer parâmetros eletrocardiográficos e valores de
    referência para S. ursulus, nas posições decúbito lateral direita (DLD) e decúbito
    dorsal (DD), anestesiados com cetamina e dexmedetomidina. Foram utilizados 10
    espécimes de S. ursulus, quatro machos e seis fêmeas, jovens e adultos, pesando
    entre 375 e 574 g. Os eletrocardiogramas revelaram que S. ursulus machos e
    fêmeas apresentaram ritmo sinusal normal em 100% dos animais estudados. Não
    houve diferença estatística entre os parâmetros extraídos do eletrocardiograma nas
    posições DLD e DD. No entanto, observou-se que o sexo influenciou nos resultados
    do parâmetro de amplitude de onda P nas duas posições (p = 0,047). Em conclusão,
    os valores de ECG obtidos no presente estudo em S. ursulus, podem ser utilizados
    como fonte de referência por médicos veterinários e pesquisadores, demonstrando
    que a imobilização química com a combinação de cetamina e dexmedetomidina é
    segura e eficaz para a espécie na dose utilizada

  • INGRID RAISA ARAUJO ATAIDE
  • Avaliação radiográfica da cavidade torácica e utilização do método de mensuração VHS (Vertebral heart size) em Saguinus ursulus

  • Data: 22/12/2020
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  • Saguinus ursulus é uma espécie de primata neotropical recém-descoberta e, até o
    momento, nenhum parâmetro anatômico radiográfico da cavidade torácica foi
    publicado. O objetivo deste estudo foi determinar um parâmetro objetivo para o
    tamanho cardíaco em espécimes de Saguinus ursulus saudáveis utilizando o
    método de mensuração radiográfica Vertebral heart size (VHS) e fornecer valores de
    referência para estruturas presentes na cavidade torácica. Foram utilizados 11
    espécimes de S. ursulus, seis fêmeas e cinco machos, jovens e adultos, saudáveis,
    pesando entre 375 e 574g, nascidos em vida livre e mantidos cativos no Centro
    Nacional de Primatas (CENP), no município de Ananindeua, Estado do Pará, Brasil.
    Radiografias torácicas nas projeções laterolateral direita (LLD), laterolateral
    esquerda (LLE) e ventrodorsal (VD) foram utilizadas para determinar um padrão
    pulmonar e avaliar a silhueta cardíaca utilizando-se o método de mensuração VHS,
    assim como descrever valores biométricos associados à silhueta cardíaca e
    estruturas torácicas. Foram apresentados múltiplos parâmetros radiográficos da
    cavidade torácica de S. ursulus. Os campos pulmonares apresentaram no geral
    padrão intersticial difuso com variações para o padrão bronquial. Não houve
    diferenças estatísticas dos valores do VHS obtidos entre machos e fêmeas e entre
    as projeções LLD e LLE, porém diferenças significativas no comprimento do coração
    em VD e LL foram observadas. O valor médio do VHS estimado para a espécie foi
    de 9,14 ± 0,11 (variação de 7,2-10,3v). Conclui-se que a radiografia torácica como
    uma modalidade de imagem não invasiva permitiu uma avaliação precisa e segura
    da silhueta cardíaca e de estruturas da cavidade torácica de Saguinus ursulus. O
    método de mensuração da escala vertebral do coração (VHS) mostrou-se eficaz e
    aplicável para a espécie. Este estudo fornece uma visão geral da anatomia
    radiográfica torácica normal e parâmetros de referência primários para a avaliação
    clínica do tórax de Saguinus ursulus, gerando dados que facilitarão o diagnóstico e
    acompanhamento de doenças que acometem o sistema cardiorrespiratório da
    espécie.  

  • SANDRA DE MAMEDES COSTA
  • Pesquisa das infecções naturais por Trypanosoma cruzi, Rickettsia spp. e Borrelia spp. em carnívoros
    silvestres (Carnivora: Canidae, Felidae e Procyonidae) na Amazônia brasileira

  • Data: 18/12/2020
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  • Trypanosoma cruzi, Rickettsia spp. e Borrelia spp. são agentes etiológicos de enfermidades importantes tanto para a saúde pública quanto para a saúde animal, no entanto são poucos os estudos sobre esses agentes em carnívoros silvestres no bioma Amazônia. Portanto, o presente estudo teve como objetivos detectar a infecção natural Trypanosoma cruzi, Rickettsia spp. e Borrelia spp. em procionídeos, canídeos e felídeos silvestres no bioma Amazônia. Amostras biológicas foram coletadas de carnívoros silvestres de vida livre e cativos na Amazônia brasileira. Para a detecção de DNA T.cruzi, foi realizada Nested PCR com os iniciadores D71/72 e D75/76 e confeccionados esfregaços sanguíneos. Para a detecção de DNA de Rickettsia spp. foi realizada Nested PCR com os iniciadores 17k-5/17k-3 e 17k-1/17k-2, sendo alguns produtos sequenciados e submetidos à análise filogenética. Para a detecção de DNA de Borrelia spp. foi realizada Nested PCR com os iniciadores FlaLL/FlaRL e FlaLS/FlaRS. DNA de T. cruzi foi detectado em 38,2% (42/110) e formas tripomastigotas foram detectadas em 6,4% (7/110) dos carnívoros silvestres. DNA de Rickettsia spp. foi detectado em 3,7% (4/109) dos animais e não houve detecção de DNA de Borrelia spp. nas amostras analisadas. Conclui-se que T. cruzi e R. felis infectam carnívoros silvestres de vida livre e cativos no bioma Amazônia. Faz-se necessário a vigilância contínua da saúde desses carnívoros nos parques zoobotânicos e fragmentos florestais adjacentes para pevenir a ocorrência de novas infecções nessas populações e a transmissão desses agentes para população humana nas regiões visitadas.

  • DIANA MARIA DE FARIAS
  • Epidemiologia da infecção por Trypanosoma cruzi em ratos silvestres e das infecções por Histoplasma capsulatum e Mycoplasma spp. em pequenos mamíferos silvestres e animais de companhia em áreas de florestas remanescentes na Amazônia Oriental

  • Data: 17/12/2020
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  • Trypanosoma cruzi, Histoplasma capsulatum e Mycoplasma spp. são agentes etiológicos de enfermidades importantes tanto para a saúde pública quanto para a saúde animal, no entanto são poucos os estudos sobre esses agentes em mamíferos domésticos e silvestres no bioma Amazônia. Portanto, o presente estudo teve como objetivos detectar a infecção e avaliar as alterações cardíacas causadas por T. cruzi em ratos silvestres no bioma Amazônia e detectar as infecções por H. capsulatum e Mycoplasma spp. em pequenos mamíferos silvestres oriundos de remanescentes florestais periurbanos e em cães e gatos peridomiciliados na Amazônia Oriental. Amostras biológicas foram coletadas de ratos e marsupiais de vida livre capturados em três fragmentos florestais periurbanos. Cães e gatos residentes em comunidades rurais adjacentes a estes fragmentos também foram examinados. Para a detecção de DNA T.cruzi, foi realizada Nested PCR com os iniciadores D71/72 e D75/76, exames histopatológicos e análise por imuno-histoquímica em musculatura cardíaca dos ratos silvestres. Para a detecção de DNA de H. capsulatum, foi realizada Nested PCR com os iniciadores HCI/HCII e HCIII/HCIV e para a detecção de DNA de Mycoplasma spp. foi realizada PCR com os iniciadores HBT-F e HBT-R, sendo alguns produtos sequenciados e submetidos à análise filogenética. DNA de T. cruzi foi detectado em 84,61% (33/39) dos ratos silvestres. Alterações histopatológicas na musculatura cardíaca foram observadas em 34,61% (9/26) dos animais positivos e ninhos de amastigotas foram marcados na imunohistoquímica em tecido de um exemplar de H. megacephalus. DNA de H. capsulatum foi detectado em 9,5% (12/126) dos pequenos mamíferos silvestres e os ratos apresentaram uma maior frequência de animais positivos 25,6% (10/39) quando comparado com os marsupiais 2,3% (2/87). A frequência de animais de companhia positivos foi de 2,2% (3/139), sendo 1,6% (2/121) para os cães e 5,5% (1/18) para os gatos. DNA de Mycoplasma spp. foi detectado em 18,7% (6/28) dos ratos, em 13% (9/69) dos marsupiais, 28,4% (37/130) dos cães e em 28,6% (6/21) dos gatos examinados. Infecções por M. haemomuris em ratos das espécies H. megacephalus, Neacomys sp. nov. e P. cuvieri e Mycoplasma sp. em M. murina e Marmosops cf. pinheiroi são relatadas pela primeira vez no Brasil. Conclui-se que a infecção por T. cruzi pode causar lesões cardíacas em ratos silvestres das espécies P. cuvieri, H. megacephalus, Neacomys sp. nov. e O. paricola.; ratos, marsupiais, cães e gatos podem ser infectados por H. capsulatum e por diferentes espécies de micoplasmas hemotrópicos no bioma Amazônia.

  • MARILIA ANTONIA OLIVEIRA DA TRINDADE
  • Análise da distribuição espacial da esquistossomose e geohelmintos no município de Primavera/Pará

  • Data: 11/12/2020
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  • Dentre as infecções parasitarias de grande importância na saúde púbica global destacam-se a esquistossomose mansônica e as geohelmintíases, prevalente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. No Brasil, afetam principalmente as comunidades mais pobres sem acesso à água potável e saneamento básico adequado. O uso do geoprocessamento oferece a análise espacial dos casos possibilitando que epidemiologistas identifiquem áreas de abrangência facilitando a tomada de medidas interventivas adequadas através de um diagnóstico situacional mais preciso. O presente estudo teve por objetivo analisar a distribuição espacial e o perfil da esquistossomose e geohelmintos no município de Primavera/Pará. Os dados foram obtidos do projeto DECIT 40/2012. Foram obtidos os limites de país, estado e município do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na análise de dados foram utilizados o mapa da distribuição espacial da esquistossomose e geohelmintoses e a estimativa de densidade Kernel (EDK). O perfil predominante da população estudada foi do gênero feminino (50,98%) e adulta (33,82%). Porém, nos infectados a maioria foram do sexo masculino (57,84%). Foram identificados a presença de infecção por S. mansoni (10,78%), A. lumbricoides (4,90%), T. trichiura (2,21%) e ancilostomídeos (41,91%). Foi observada a presença de coinfecção em 12,5%, sendo a maior coinfecção entre S. mansoni e ancilostomídeos (8,33%). A EDK identificou aglomerados de altas intensidades nas localidades de Pedrinhas e Canaã. O uso do geoprocessamento possibilitou o mapeamento e identificação de áreas de risco de contaminação da esquistossomose, geohelmintoses e a coinfecção, dessa maneira poderá auxiliar na tomada de decisões assertivas no controle dessas infecções.

  • NAILDE DE PAULA SILVA
  • Estudo epidemiológico, socioambiental e sorológico de fatores determinantes para ocorrência de mordeduras de morcegos hematófagos em duas populações humanas vulneráveis em área de Reserva Extrativista (RESEX) no Estado do Pará


  • Data: 10/12/2020
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  • A raiva humana transmitida por morcegos re-emergiu na região Norte do Brasil nos anos de 2017/2018, depois de 14 anos sem registros da doença. Essa re-emergência é preocupante para as populações da região amazônica, uma vez que são comuns na região, em comunidades que vivem isoladas e às margens de fragmentos florestais, os relatos de espoliação por morcegos hematófagos. A transmissão do vírus dos morcegos para as pessoas ocorre principalmente pela mordedura. Neste contexto o conhecimento dos aspectos epidemiológicos relacionados às agressões por morcegos é fundamental para a adoção de medidas protetivas das populações humanas vulneráveis e a prevenção de mortes. Assim, o presente estudo tem como objetivos:  i) caracterizar a espoliação por morcegos hematófagos em humanos em dois municípios da microrregião do Salgado; ii) verificar a soroprevalência para o vírus rábico em indivíduos agredidos. As análises descritivas foram conduzidas a partir das informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) a respeito do atendimento antirrábico dos municípios de São João da Ponta e Curuçá, com os dados do estado do Pará. Para caracterização dos agredidos foi aplicado questionário semi-estruturado para todos os 124 indivíduos do estudo, enquanto que a titulação de anticorpos para o vírus foi realizada pelos métodos de Rapid Fluorescent Focus Inhibition Test (RFFIT) e Enzyme Linked Immunono Sorbent Assay (ELISA), em 58 indivíduos, moradores do município de Curuçá-PA. Em São João da Ponta, para cada indivíduo registrado no SINAN existem 12,2 indivíduos que não procuram atendimento médico após agressão por morcegos. Esses indivíduos foram mordidos mais de quatro vezes no período de 2013 a 2015 (variação de 1-23 mordidas) e desconheciam o risco de contrair a raiva a partir das mordeduras (95,4%). Um novo perfil de agredidos foi descrito, destacando homens, catadores de caranguejo ou pescadores, em idade adulta, como os mais vulneráveis. Ainda, um comportamento do morcego hematófago ainda não descrito foi relatado por entrevistados, que seria o ataque de morcegos à humanos em embarcações próximas a costa. A Reserva Extrativista (RESEX) Mãe Grande de Curuçá foi a localidade mais apontada como área propícia para agressão por isso as análises sorológicas foram conduzidas com indivíduos residentes do município de Curuçá. Estes indivíduos responderam um questionário epidemiológico no qual as respostas foram a base da análise descritiva do estudo. Essas pessoas tinham entre 03 e 69 anos, sendo a maioria de pescadores (60,4%) de áreas de mangue, do sexo masculino (75,4%). Dentre os indivíduos vacinados 100%,  apresentaram IgG contra o vírus da raiva e 55,5% deles apresentaram também IgM. O título de anticorpos neutralizantes (AcN) foi ≥0,5UI/mL em 50% dos indivíduos desse grupo, 81,8% foram agredidos uma vez na vida e 56,4% receberam esquema de vacinação incompleto (1-4 doses), sem aplicação do soro (37,5%). Já entre os não vacinados 35% apresentaram IgM e 90% IgG. Os AcN ≥0,5 UI/mL foram detectados em 7,5% deles, 17,5% tinham títulos entre 0,11 – 0,49 UI/mL e 75% apresentaram AcN ≤ 0,10 UI/ mL. Nesse grupo, 21,5% já tinham sido atacados mais de cinco vezes em sua vida, sendo que a última agressão tinha ocorrido entre 2 meses e 1 ano (55,9%, enquanto dormiam em choupanas (51,9%), durante a atividade de pesca. O fato de existirem indivíduos com títulos AcN para o vírus rábico (25%) não vacinados indica uma possível exposição ao vírus relacionada às sucessivas agressões pelos morcegos. No entanto, na maior parte destes casos (17,5%) essas exposições não tenham induzido uma resposta imune protetiva. Indivíduos não vacinados que apresentaram títulos protetores necessitam de maior investigação para afastar de forma inequívoca a possibilidade de uma vacinação que tenha sido omitida na entrevista. Este estudo propõe mudanças necessárias na ficha do SINAN para avaliar as áreas potenciais de ataques de morcegos na população humana no Pará, e assim, promover estratégias de intervenção profilática ou precoce para ajudar a minimizar os custos do tratamento e para evitar o ressurgimento da raiva humana na microrregião do Salgado no estado do Pará, Brasil

  • GISELE CRISTINE CASTRO SEADE
  • Estudo anatomopatológico e parasitário em cachalote – Anâ (Kogia Sima) oriundo de evento de encalhes no litoral do Pará, Brasil

  • Data: 27/11/2020
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  • Diversos agentes patogênicos podem ser mantidos na natureza por uma ou mais espécies reservatórias, na maioria animais silvestres. Recentemente, em virtude da ocorrência de surtos de enfermidades altamente virulentas, resultando na busca de hospedeiros desconhecidos, os morcegos passaram a receber atenção especial, pela constatação de que estejam envolvidos na transmissão de agentes de doenças emergentes. A grande diversidade e dispersão dos morcegos, associadas aos métodos de exploração da natureza pelo homem acabam por facilitarem o contato, desses animais, com seres humanos e seus animais domésticos, possibilitando cada vez mais a transmissão de agentes infecciosos. O presente estudo tem como objetivo, Realizar um estudo anatomopatológico e imuno-histoquímico que será realizado em morcegos provenientes de fragmentos florestais o que resultará na identificação de antígenos do Coronavirus (CoV). O presente estudo está sendo realizado em três fragmentos florestais do estado Pará pertencentes a três mesorregiões: Nordeste paraense, metropolitana e sudeste paraense. Os morcegos capturados foram submetidos a eutanásia, por conseguinte as amostras biológicas foram acondicionadas para congelamento e fixadas em formalina à 10% para o processamento histológico e para posterior analise imuno-histoquimica.

  • ELANE DE ARAUJO DE ANDRADDE
  • Fatores associados às práticas de adesão à vacinação antirrábica anual para cães e gatos no município de Curuçá, amazônia oriental

  • Data: 30/09/2020
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  • O ciclo urbano da raiva apresenta os animais de companhia como principais transmissores e, embora os casos de raiva canina e humana transmitidas por cão tenham diminuído nos últimos anos, no Brasil, a proximidade da população humana com esses animais faz com que os mesmos se tornem importantes fontes de infecção para o ser humano. A vacinação é considerada como o método mais eficaz no controle da enfermidade e preconiza-se que onde a raiva é endêmica a mesma alcance uma cobertura de 70% e que sua eficácia seja monitorada através da quantificação de anticorpos neutralizantes produzidos pelo organismo. O município de Curuçá pertence à microrregião do Salgado e é vizinha da região Bragantina, onde ocorreram casos de raiva humana transmitida por morcegos hematófagos em 2004 e 2005. A localidade apresenta relatos informais de agressão de morcegos em animais domésticos e tem o cão como principal agressor para o ser humano. Neste sentido o monitoramento da raiva canina neste município é imprescindível para um efetivo controle da doença nesse local. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo descrever os fatores epidemiológicos associados com a produção de anticorpos neutralizantes contra o vírus da raiva na população de cães e gatos de propriedade deste município. O cálculo de tamanho da amostra direcionou a busca de 352 cães, de forma aleatória. Os gatos (n=46) foram analisados nas residências que também tinham cães. Um questionário foi direcionado ao tutor do animal e uma amostra de sangue foi coletada para pesquisa de anticorpos neutralizantes A estimativa populacional de animais do município também foi calculada. Os animais eram em sua maioria machos, com idade entre 1-3 anos, que possuíam acesso irrestrito à rua. 48,8% dos cães e 32% dos gatos não foram vacinados na última campanha antirrábica e 4,7% dos cães já foram agredidos por morcegos. Dentre as amostras analisadas, apenas 21,1% apresentaram titulação ≥0,5 UI/mL. As variáveis espécie, cuidados veterinários e participação em campanhas anuais foram consideradas como risco para a não participação na última campanha (OR = 0,46, 2,55, 15,67 respectivamente). A população de animais foi estimada em 18.620 cães e 4.556 gatos. A relação homem: cão foi de 2,1:1 e homem: gato de 8,7:1. Esse estudo revelou que a estimativa de cães baseada no quantitativo da população humana está subestimado para comunidades na região amazônica. Foi possível quantificar pela primeira vez os cães que são agredidos por morcegos. A educação em saúde com ênfase em posse responsável e vacinação antirrábica periódica e semestral são recomendados para a região.

  • CLAUDINA RITA DE SOUZA PIRES
  • Sobrevivência e desenvolvimento de larvas infectantes de Haemonchus contortus em diferentes espécies de forrageiras na Amazônia Oriental

  • Data: 25/09/2020
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento e a sobrevivência de larvas de terceiro estágio de Haemonchus contortus em diferentes forrageiras na Amazônia Oriental. Foram utilizados quatro canteiros compostos por Brachiaria humidicola, B. brizantha cv. Marandu, Panicum maximum cv. Massai e P. maximum cv. Mombaça, formados por 13 parcelas cada. Fezes de ovino contendo aproximadamente 10.000 ovos de H. contortus foram depositadas em cada parcela. Cada parcela foi utilizada para uma amostra de capim, fezes e solo. As coletas foram realizadas no 7º, 15º, 30º dias pós contaminação (DPC) e cada 30 dias até o 330º DPC. Houve recuperação de larvas infectantes nas amostras de capim e de solo em todas as parcelas, desde o 7º até 330º DPC. A recuperação de larvas infectantes do capim foi superior entre o 7o ao 30o, 180o e 240o DPD e no solo entre o 7º ao 60º, 300º e 330o DPC. As forrageiras que apresentaram menor biodisponibilidade de larvas infectantes, neste estudo, são B. brizantha cv. Marandu e P. maximum cv. Mombaça.

  • JOELSON SOUSA LIMA
  • Métodos moleculares, físico-químico e microbiológico para a avaliação da qualidade e autenticidade de leite bovino, bubalino e caprino

  • Data: 22/09/2020
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  • O controle da qualidade e autenticidade do leite é de suma importância, devido principalmente ao amplo consumo desse alimento. Por isso, é fundamental o desenvolvimento e o aprimoramento de técnicas que identifiquem falhas e adulterações durante o processamento do produto. Os padrões para esse controle geralmente baseiam-se no leite bovino. No entanto, a procura por leite de outras origens, como bubalina e caprina, faz com que seja necessária também a análise de metodologias que possam ser aplicáveis a estas outras espécies. A incorporação do leite cru ao pasteurizado, de maneira intencional ou por falhas durante a pasteurização, pode propiciar a proliferação de micro-organismos patogênicos, dentre eles Salmonella spp. e Listeria monocytogenes que devem estar ausentes em alguns alimentos, dada a sua alta patogenicidade e os inúmeros surtos já relatados. Outra preocupação é a fraude por mistura de leite de diferentes espécies não relatada no rótulo do produto, que além de lesar o consumidor pode representar um risco a saúde dos indivíduos que possuem condições alérgicas. Desse modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar métodos para a análise da qualidade e autenticidade de leite diferentes espécies. Para isso, verificou-se a sensibilidade de metodologias para a detecção da fosfatase alcalina e, assim, o controle da pasteurização em leite bovino, bubalino e caprino. Avaliou-se a capacidade de detecção da fraude por adição de pequenas porcentagens de leite bovino incorporado ao bubalino por meio de uma Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Verificou-se a cinética de crescimento de microbiano em leite submetido a diferentes condições de processamento e armazenamento. E, além disso, padronizou-se uma PCR para detecção simultânea de DNA bovino, bubalino, Salmonella spp. e L. monocytogenes e a aplicação em amostras experimentalmente contaminadas e fraudadas. Dentre os testes usados para acusar a atividade residual da fosfatase alcalina, a metodologia proposta pela legislação brasileira foi a mais eficaz identificar a presença de pequenas porções de leite cru nas amostras, ao passo que os demais métodos foram menos sensíveis e ainda é necessário o aprimoramento para o uso em leites de outras espécies. A Reação em cadeia da Polimerase pode ser utilizada para a investigação da fraude por mistura de leites de diferentes espécies, bem como para a identificação de L. monocytogenes e Salmonella spp., diminuindo o tempo e o custo das análises. O leite é um alimento rico em nutrientes que favorece o crescimento de micro-organismos patogênicos em diferentes condições de armazenamento e, portanto, a garantia da inocuidade desse alimento é de fundamental importância.

  • NAYRA FERNANDA DE QUEIROZ RAMOS FREITAS
  • Avaliação da eficiência dos toxóides recombinante α e β de Clostridium perfringens na imunização de
    equinos

  • Data: 31/08/2020
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  • Clostridium perfringens tem sido classificado como principal agente patogênico gastrointestinal em potros com até 10 dias de idade, apesar dos quadros de enterocolites serem mais comuns em neonatos, animais jovens e adultos também podem ser acometidos. O quadro clínico que se manifesta na forma de cólica, diarreia sanguinolenta e evolui rapidamente para choque circulatório, é causado por ação da toxina β (CPB) de C. perfringens tipo C. Esse agente bacteriano também está associado a graves quadros de mionecrose, geralmente fatais, por envolvimento da toxina α (CPA) de C. perfringens tipo A. Para equinocultura, a importância dessas enfermidades deve-se a elevada mortalidade e a inexistência de vacinas comerciais, que garantam a imunização, principal forma de prevenção. Assim o objetivo deste trabalho foi ser o pioneiro em utilizar e avaliar a longevidade da resposta imune humoral no período de um ano, em equinos imunizados com diferentes concentrações (100, 200 e 400µg) de toxóides recombinantes CPA e CPB de C. perfringens tipos A e C, respectivamente, bem como comparar aos resultados obtidos em animais inoculados com toxóide comercial. Foram utilizados 50 animais da espécie equina, raça Mangalarga Marchador, de ambos os sexos, a partir de um ano de idade, sem histórico vacinal contra clostridioses. Os animais foram divididos aleatoriamente em cinco grupos de dez equinos: Grupo Vacina Recombinante 100µg (G1), Grupo Vacina Recombinante 200µg (G2), Grupo Vacina Recombinante 400µg (G3), Grupo Vacina Comercial (G4) e Grupo Controle Negativo (G5). Os equinos do G1, G2 e G3 foram vacinados com a vacina recombinante contendo diferentes concentrações dos toxóides recombinantes CPA e CPB 100, 200 e 400µg, respectivamente, G4 com vacina comercial e o G5 recebeu solução salina estéril (NaCl 0,9%). Todos os animais receberam duas doses de 2ml, por via intramuscular, na tábua do pescoço, nos dias zero e 28 após a primeira dose. As amostras de soro sanguíneo foram coletadas nos dias zero, 28, 56, 90, 120, 150, 180, 210, 240, 270, 300, 330 e 360 após a primeira vacinação. Os soros obtidos, após centrifugação foram submetidos a técnica de soroneutralização em camundongos. O teste de potência realizado no dia 56, demonstrou que as formulações de 200 e 400µg foram capazes de induzir resposta imune em todos os equinos inoculados, de acordo com os níveis exigidos na legislação, assim como, ao avaliar a longevidade (teste de eficiência) da resposta imune vacinal, as mesmas concentrações apresentaram níveis de anticorpos detectáveis até o dia 180, não havendo diferenças significativas entre os resultados obtidos. A vacina recombinante nas concentrações acima de 200µg foi capaz de estimular resposta imune humoral satisfatória em equinos.

     

  • ANDREIA FERREIRA DA SILVA
  • Aspectos epidemiológicos da leptospirose humana na América do Sul e no Pará

  • Data: 31/08/2020
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  • A leptospirose é uma enfermidade que acomete pessoas em vulnerabilidade
    socioeconômica e animais em todo o mundo, causando um problema de saúde
    pública. Desta forma, esse estudo objetivou realizar revisão sistemática de 10 anos
    sobre as situações que contribuem para o descaso na ocorrência da leptospirose
    nos países da América do Sul, caracterizar epidemiologicamente a ocorrência da
    leptospirose em pessoas residentes no estado do Pará (período de 2007 a 2017),
    assim como identificar a incidência da doença nos Centros Regionais de Saúde
    (CRS), e analisar o atendimento médico e perfil de evolução clínica de pacientes que
    evoluíram para a cura ou óbito por leptospirose no estado do Pará no mesmo
    período. Na revisão sistemática foram localizados 682 estudos, dos quais foram
    incluídos 88 artigos. Os países que mais apresentaram estudos foram o Brasil
    45,45%, seguido da Colômbia 21,59% e o Peru 11,36%, em detrimento da Bolívia e
    Suriname que não apresentaram resultados. Também foram investigadas as
    frequências de variáveis epidemiológicas referentes à leptospirose nos 13 Centros
    Regionais de Saúde, onde a média de incidência variou de 0 a 30,69 casos/100.000
    hab, cuja maior frequência ocorreu nos meses de janeiro a julho (71,95%), em
    homens (76,65%), na faixa etária de 20 a 39 anos (40.03%), escolaridade até o
    ensino fundamental (39,58%). A atividade ocupacional de estudantes (18,8%),
    contato/limpeza de local com sinais de roedores (63,61%) e ambiente de infecção
    domiciliar (46,70%) em áreas urbanas (88,17%) foram os mais frequentes.
    Adicionalmente, utilizamos a técnica Bayesiana para avaliar os casos de
    leptospirose humana em pacientes que tiveram cura ou evoluíram para a morte no
    estado do Pará (período 2007 a 2017). Identificamos que nos casos em que houve
    cura, foi mais provável a utilização de critério clínico laboratorial (80.91%), em
    detrimento dos que evoluíram para o óbito e tiveram diagnóstico clínico (51.72%).
    Apesar da maior probabilidade de ter sido menos de 14 dias nas etapas de
    assistência médica, os casos em que houve evolução para óbito apresentaram
    maior probabilidade de sintomatologias mais complexas como insuficiência
    respiratória (57.12%) e renal (49.85%). Em ambos os casos, a área mais provável
    de infecção foi a urbana, no ambiente doméstico, tendo sido mais provável o contato
    com local com sinais de roedores, e contato com água ou lama. Concluímos que a
    exposição à água ambiental, inundações e solos contaminados com a bactéria,
    assim como exposição por atividades ocupacionais e em ambiente com saneamento
    deficiente favorecem a infecção humana na América do Sul. No estado do Pará, a
    leptospirose está relacionada à deficiência do saneamento básico, à necessidade de
    capacitação dos profissionais de saúde na suspeita dos casos e confirmação
    laboratorial. Adicionalmente, é necessário reduzir o intervalo de tempo no
    atendimento de assistência à saúde e implementar a realização de diagnóstico
    clínico complementado pelo laboratório, para maior eficácia no tratamento
    terapêutico e redução dos óbitos. E por fim, sugerimos a adoção de políticas
    públicas no intuito de evitar o registro incompleto das informações no sistema
    brasileiro de notificação da leptospirose  e de políticas públicas eficazes contra a
    doença.


  • MARCIO ALAN OLIVEIRA MOURA
  •  Alterações vertebrais em botos-cinza, Sotalia guianensis, do litoral amazônico, Brasil

  • Data: 15/07/2020
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  • O presente estudo tem como objetivo descrever as alterações ósseas da coluna vertebral de 169 Sotalia guianensis da coleção osteológica de mamíferos aquáticos depositada de janeiro de 2005 a dezembro de 2017 na Coleção de Mamíferos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Os animais foram coletados no litoral do Estado do Pará, nos municípios de Soure, Salvaterra, Maracanã, Marapanim, Curuçá e Bragança. Os animais foram classificados em imaturos e maduros. A faixa etária foi estimada pela análise das vértebras, considerando que os imaturos apresentavam pelo menos uma sínfise não consolidada. As alterações macroscópicas foram classificadas em malformação (congênita), degenerativa (senil), inflamatória/infecciosa e hiperostose (remodelação óssea): Alterações congênitas foram observadas em 47 (27,8%), incluindo 24 animais maduros e 23 imaturos. Alterações degenerativas foram observadas em 7,7% (13/169) dos animais, todos na categoria madura. Lesões inflamatórias ou líticas estiveram presentes em 6,5% (11/169) dos S. guianensis, afetando 7 animais maduros e 6 imaturos. Alterações na remodelação óssea foram observadas em 4,1% (7/169), envolvendo 5 animais maduros e 2 imaturos. Dois desses casos eram compatíveis com lesão de origem traumática. As demais alterações desse grupo foram classificadas como hiperostose esquelética idiopática. Os achados deste estudo contribuem para um melhor entendimento das ameaças à saúde do boto-da-guiana da região Norte do Brasil, principalmente no que diz respeito às lesões vertebrais

  • MARIA DE NAZARE DA SILVA NASCIMENTO
  • Comparação das associações cetamina-meperidina-dexmedetomidina e cetamina-meperidina-xilazina nas respostas de parâmetros fisiológicos, períodos anestésicos e recuperação anestésica de macacos prego do gênero Sapajus Kerr, 1792 (Primates: Cebidae)

  • Data: 15/06/2020
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  • Este estudo avalia, comparativamente, os efeitos de dois protocolos anestésicos em macacos prego (Sapajus sp.), sobre as variáveis fisiológicas, qualidade da anestesia e recuperação anestésica. Participaram do estudo dezesseis espécimes de macacos prego, os quais foram divididos, aleatoriamente, em dois grupos experimentais: SX (10 mg/Kg de cloridrato de cetamina + 3 mg/Kg meperidina + 0,5 mg/Kg de cloridrato de xilazina) e SD (10 mg/Kg de cloridrato de cetamina + 3 mg/Kg de meperidina + 0,005 mg/Kg de cloridrato de dexmedetomidina). Mensurou-se os parâmetros fisiológicos durante 45 minutos no trans-anestésico: frequências cardíaca (FC) e respiratória (f), temperatura corpórea interna (TR), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), saturação periférica de oxihemoglobina (SpO2) e glicemia. Para os parâmetros referidos não foi possível observar alteração significativa entre os grupos SX e SD, p> 0,05. No entanto, houve diferença considerável entre os momentos anestésicos do grupo SX para a variável (FC) e do grupo SD para as variáveis (FC, f, TR, PAS e PAD), com regressão nos valores médios ao transcorrer das mensurações. Os parâmetros glicemia e Sp02 não apresentaram alterações fisiológicas expressivas intra e intergrupos. Para os primatas monitorados, o grupo SX apresentou maior período de latência (PL) e SD maior período de recuperação anestésica (PR). Foram acompanhados no retorno anestésico até o início da ambulação normal, não apresentando diferença (p> 0,05) intergrupos para os escores de recuperação propostos. Para dois espécimes, anestesiados com o protocolo SD, não foi possível realizar monitoração pela ausência de relaxamento muscular adequado, sialorreia e opistótono. A profundidade do plano anestésico foi satisfatória para execução de procedimentos seguros, de curta duração e não-invasivos, em quatorze indivíduos do gênero Sapajus sp., para os grupos SX e SD.

  • THAINAR LOPES LOBO
  • Avaliação da susceptibilidade à inseticidas em populações de Aedes aegypti (Diptera: culicidae) de Belém, estado do Pará, Brasil

  • Data: 31/03/2020
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  • No Brasil, o mosquito Aedes aegypti é o principal vetor do vírus Dengue, Chikungunya e Zika. Para impedir a transmissão desses vírus, a principal estratégia adotada é o controle vetorial por meio do uso de inseticidas, e o piriproxyfeno e os piretróides são os inseticidas mais frequentemente usados. Entretanto, o uso contínuo e disseminado desses compostos químicos pode induzir a ocorrência de populações de mosquitos resistentes. Diante disso, este estudo teve por objetivo verificar se as populações de Aedes aegypti da área do Parque Zoobotânico Mangal das Garças e Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna, duas áreas do município de Belém, Pará, são susceptíveis ao larvicida piriproxyfeno e ao adulticida permetrina. As coletas foram realizadas utilizando ovitrampas, e os bioensaios foram realizados de acordo com o preconizado pela OMS com piriproxyfeno em larvas no estádio L3 da geração F1 submetidas às concentrações de 0,05 ppm e 0,5ppm. No bioensaio para permetrina a dose-resposta foi determinada de acordo com as diretrizes do CDC e OMS, utilizando mosquitos adultos da geração F1 expostos à permetrina na concentração 15µl/ml. Os mosquitos capturados no Parque do Utinga apresentaram o maior índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) 91,67% (11/12) em comparação aos mosquitos do Parque Zoobotânico Mangal das Garças, que apresentaram IPO de 19,05%/ (4/21) e os mosquitos capturados no Parque Zoobotânico Mangal das Garças obteve o maior Índice de Densidade de Ovos 75,25 (301/4) em comparação ao Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna 20,82 (229/11). Ambas as populações de mosquitos testadas foram susceptíveis à permetrina. No entanto, em relação ao piriproxyfeno, ambas as populações se mostraram resistentes à dose indicada. Concluímos que os mosquitos Ae. aegypti das áreas estudadas são susceptíveis ao piretróide permetrina e resistentes ao piriproxyfeno.

  • ALLANA LAIS ALVES LIMA
  • Atividade antimicrobiana in vitro de Libidibia ferrea frente a bactérias formadoras de biofilmes

  • Data: 25/03/2020
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  • O uso indiscriminado de antimicrobianos e falhas na higienização e degermação de
    superfícies e equipamentos nos hospitais, favorecem a aderência de resíduos e
    proliferação de microrganismos, além do aparecimento de cepas multirresistentes.
    O biofilme é uma das formas estruturais, organizadas e funcionais que  os
    microrganismos  utilizam para garantir sua proliferação e proteção do meio externo.
    Essa forma de comunidade microbiana vem sendo estudada por ser possivel fonte
    de infecção de pacientes imunossuprimidos que realizam procedimentos em
    hospitais. Diante disso, o uso de fitoterápicos como alternativa para eliminação
    destes microrganismos tem se tornado mais comum. A planta Libidibia ferrea tem
    seu potencial já relatado com ação antifungica, anti-inflamatória e antibacteriana.
    Assim o  presente estudo teve como objetivo avaliar se extratos e frações de
    Libidibia ferrea apresentam atividade antimicrobiana contra microrganismos
    presentes em biofilmes formados em equipamentos hospitalares. Para obtenção do
    extrato as folhas e cascas de Libidibia ferrea foram coletadas e levadas ao
    Laboratório de Microbiologia da UFPA- Campus Castanhal, onde foram lavadas,
    sanitizadas e após secagem foram colocadas em solução alcóolica por sete dias,
    em seguida filtradas e o solvente retirado via rotaevaporador, em seguida foi
    realizada a prospecção fitoquímica e fracionamento de polaridade crescente. As
    amostras foram coletadas por meio da raspagem em equipamentos utilizados no
    centro cirúrgico do HOVET-UFPA e em seguida os microrganismos foram isolados.
    Para o perfil antimicrobiano as suspensões bacterianas foram padronizadas para
    0,5 na escala Mcfarland, os extratos e frações foram diluídos de 100 a 0,39 µg/mL
    e então foram realizados os testes por meio da difusão em microplacas. O estudo
    foi realizado em duplicata e foi utilizado clorexidina 2% como controle positivo. A
    leitura em espectrofotômetro foi realizada em 0hr e 24hr. Os resultados do perfil
    fitoquímico mostraram presentes as classes metabólicas de saponinas, esteroides,
    terpenos, purinas, açúcares redutores, antraquinonas e taninos catéquitos. Das
    amostras coletadas no HOVET foram isolados: Enterobacter sp. Enterbacter
    agglomerans Staphyococcus aureus Cronobacter sp. Salmonella sp. Serratia
    marcens bio. Shigella sp. Enterobacter aerogenes Klebsiella pneumoniae Yersinia
    enterocolítica. No perfil de sensibilidade antimicrobiana observou-se respostas
    significativas na inibição do crescimento destes microrganismos principalmente pelo
    extrato bruto da casca em todas concentrações, seguido de diclorometano da folha,
    fração álcool metílico da casca e folha, fração acetato de etila casca e fração hexano
    folha respectivamente, com CIM efetivas variando de 0,39µg/mL a 100µg/ml. De
    acordo com os resultados obtidos Libidibia ferrea pode ser uma alternativa de base
    para desenvolvimento de um produto eficiente na assepsia de equipamentos
    hospitalares, uma vez que apresentou atividade antimicrobiana similar  e em
    algumas vezes superior, quando comparada ao degermante utilizado como
    controle.

  • ALAN REIS DOS PRAZERES
  • Avaliação de diferentes protocolos de extração de DNA, de forma não letal visando a identificação das espécies de abelha Apis Melífera ligustica, Melipona Rufiventris e Melipona Fasciculata (Smith, 1858)

  • Data: 16/03/2020
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  • As abelhas são conhecidas por sua importância no processo de polinização e pela síntese dos diversos produtos apícolas. Todavia, são escassos os estudos com abelhas amazônicas, principalmente no que se refere as suas características genéticas. Nesse contexto, o estudo de métodos de extração de DNA não letais e principalmente a utilização de técnicas de biologia molecular para a identificação de espécies produtoras de derivados da apicultura e meliponicultura são de suma importância. Dessa forma, o presente trabalho objetiva propor um método de extração de DNA não letal de abelhas e uma PCR para a identificação das espécies Apis Melífera ligustica, Melipona Rufiventris e Melipona Fasciculata (Smith 1858). Para tal, o presente estudo utilizou abelhas já mortas e testou três métodos de extração. Para a padronização da PCR, foram desenhados dois iniciadores para identificação de espécie de Apis melífera e do gênero abelhas Meliponas. Os resultados obtidos demonstraram que os três protocolos de extração utilizados resultaram em DNA’s de baixa pureza e concentrações elevadas e que a PCR proposta foi eficiente para a detecção dos diferentes tipos de abelhas. Além disso, a partir das amplificações, foi possível observar que os melhores métodos para obtenção de material genético das abelhas foram os kits comerciais. Desta forma os kits comerciais forneceram DNA de melhor qualidade para obtenção de material genético das abelhas, sendo viável a utilização das abelhas já mortas. Já os iniciadores desenvolvidos nesse estudo, apresentaram-se eficientes para identificação das espécies estudadas, podendo também ser utilizados para autenticação de produtos produzidos pelas espécies amplificadas

  • ANDREA VIANA DA CRUZ
  • Análise do perfil sociodemográfico e percepção dos consumidores sobre a segurança alimentar em dois municípios no Arquipélago do Marajó, estado do Pará

  • Data: 28/02/2020
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  • O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil do consumidor de produtos lácteos de origem bubalina e bovina nos municípios de Soure e Salvaterra (Ilha do Marajó-PA), quanto ao perfil sociodemográfico, ao nível de conhecimento sobre qualidade higiênico- sanitária e sobre as fraudes nesses produtos. Para coleta dos dados foram aplicados questionários em voluntários, todos escolhidos ao acaso. Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva e posteriormente submetidos à análise de correspondência múltipla (ACM). A coleta de dados resultou em um total de 403 entrevistas. Nossos resultados demonstraram que para consumo de produtos de origem bubalina os entrevistados eram em sua maioria do sexo masculino, maiores de 40 anos, que consomem principalmente dos produtores rurais e os que consomem produtos bovinos eram mulheres com idades entre 21 a 30 anos, que consomem em estabelecimentos comerciais como supermercados e padarias. As principais fontes de proteína animal na região do arquipélago do Marajó são principalmente a partir da bubalinocultura, o que revela fator cultural da região

  • IROLEIDE SANTANA DE JESUS
  •  Prospecção fitoquímica e avaliação in vitro da atividade antibacteriana de extratos e frações da planta medicinal Libidibia ferrea sobre micro-organismos

  • Data: 28/02/2020
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  • O objetivo da pesquisa foi realizar a prospecção fitoquímica e avaliar in vitro a atividade antibacteriana de extratos brutos e frações da folha e casca do caule de Libidibia ferrea sobre micro-organismos isolados de otite e piodermite canina. Para tanto, folhas e cascas do caule de L. ferrea foram maceradas em solução hidroetílica a 70% em uma proporção de 10g da planta para cada 100mL da solução durante 7 dias e, concentradas em Rotaevaporador para retirada do solvente a uma pressão de 54mbar e temperatura de 39ºC. Os extratos brutos obtidos foram submetidos à prospecção fitoquímica e fracionamentos sequenciais por partição líquido/líquido com os solventes de polaridade crescente Hexano, Diclorometano, Acetato de etila e Metanol. Os micro-organismos utilizados para a determinação da CIM (Concentração Inibitória Mínima) foram: Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativa, Proteus vulgaris, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Hafnia alvei, Citrobacter amalonaticus, Enterobacter aerogenes, Enterobacter aglomerans e Shigella sonnei. Os resultados da análise fitoquímica identificaram Saponinas, Esteroides, Terpenos, Purinas, Açucares redutores, Antraquinonas e Fenóis e Taninos. Os resultados da atividade antimicrobiana, demostraram atividade antibacteriana sobre micro-organismos Gram positivos e Gram negativos. Portanto, o uso das folhas e cascas da espécie vegetal pode constituir-se como uma fonte promissora no desenvolvimento de novos fármacos com propriedades antibacterianas.


  • JOSYANE BRASIL DA SILVA
  • Avaliação da qualidade e autenticidade de amostras comerciais de méis da região nordeste do estado do Pará, Brasil e detecção molecular de Salmonella spp. em mel a partir de contaminação experimental

  • Data: 27/02/2020
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  • O mel é um produto bastante apreciado, devido suas propriedades nutricionais e terapêuticas, por ser um produto de fácil acesso e obtido de forma natural. Por características de produção e de mercado, esse produto pode ser alvo de contaminação física e microbiológica, além de estar exposto a diferentes ações fraudulentas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade de meis comercializados na região Nordeste do estado do Pará, bem como realizar a padronização de uma Reação em Cadeia da Polimerase para detecção Salmonella spp. no mel. Para tal, foram analisadas 14 amostras de méis, sendo sete produzidos por abelhas da espécie Apis melífera ligustica e sete da espécie Melipona fasciculata, provenientes dos municípios de Bragança, Capanema, Nova Timboteua, São João de Pirabas, Salinópolis e Tracuateua. As amostras foram avaliadas com relação autenticidade, as amostras foram submetidas as reações de Fiehe, Lund e Lugol, de acordo com a metodologia do Instituto Adolf Lutz, além da análise polínica. As amostras também foram subemetidas a analise microbiológica para à contagem de de bolores e leveduras (UFC/g), coliformes a 35°C (NMP/g) e contaminação física em nível macro e microscópico, para detecção de sujidades. Para detecção de Salmonella spp foi padronizada uma Reação em Cadeia de Polimerase proposta, partindo de uma contaminação experimental de uma mostra de mel com cepa de Salmonella Tiphymurium (ATCC 14028) e amostras do cultivo foram coletadas em horas distintas de zero hora de cultivo até 48 horas, posteriormente foi feita a coleta de amostras deste cultivo para realização de extração de DNA e contagem. Em seguida, as amostras foram submetidas à PCR, utilizando-se um par de iniciadores que amplificam um fragmento de 429 pb. Os resultados obtidos com a aplicação dos testes qualitativos de autenticidade, demonstraram que somente 21,42% (3/14) das amostras foram consideradas méis autênticos. Contudo, mediante a análise polínica, foi possível observar amostras adulteradas entre as consideradas autênticas e esse perceptual foi reduzido para 14,28% (2/14), uma vez que foi possível observar que uma amostra apresentava mistura proteica. Os resultados obtidos evidenciaram a presença de micro-organismos do grupo dos coliformes e de bolores e leveduras em desacordo com a legislação vigente, em 63,63% e 81,81% das amostras, respectivamente. Através da contaminação experimental do mel, foi possível observar a amplificação de Salmonella spp. a partir da sexta hora de experimento. As amostras de meis analisadas, apresentaram-se adulteradas mediante os resultados dos testes qualitativos e analise polínica, bem como apresentaram contaminação por micro-organismo indicadores mesmo que dentro do limite estabelecido pela legislação vigente, evidenciando falhas no processo higiênico de colheita, processamento e comercialização desse mel. Quanto a PCR proposta foi possível concluir que o método padronizado pode ser uma alternativa viável para a detecção de Salmonella spp. em mel.

  • KELLY KAROLINE GOMES DO NASCIMENTO
  • ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DA RAIVA CANINA NO ESTADO DO PARÁ, BRASIL, ENTRE 1994 E 2014

  • Data: 20/02/2020
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  • A raiva é uma doença neurológica viral zoonótica, que acomete todos mamíferos e caracteriza-se por um quadro clínico de encefalite aguda progressiva, que ocasiona a morte em quase a totalidade dos casos. Apesar de o ciclo urbano estar aparentemente controlado, não se descarta a possibilidade de o cão atuar como transmissor secundário da variante do morcego. Nesse contexto, o presente estudo teve por objetivo realizar uma distribuição espaço-temporal dos casos de raiva canina ocorrido entre os anos de 1994 a 2014. A partir dos dados a respeito dos casos de raiva canina por ano em cada município do estado do Pará procedeu-se com a análise descritiva dos dados. As análises espacial e temporal levaram em consideração a incidência por ano e a compreensão da distribuição do agravo se deu pelo método de interpolação. No período analisado foram analisadas 10.057 amostras de sistema nervoso central de cães, sendo que 3,3% (333/10.058) foram positivas para raiva. Verificou-se ainda uma redução de casos positivos no final do período estudado (2012, 2013 e 2014). Contudo, essa redução acompanha uma queda nos envios de amostras nestes mesmos anos. Dentre os 46 municípios com casos de raiva canina no período descrito, Marabá foi o mais recorrente com um total de 92 casos, foi também o município com maior número de amostras enviadas para análise (n=3.268). Outros munícipios com número elevado de material enviado para análise foram Belém (n=2.792) e Castanhal (n=694), embora casos de raiva canina tenham sido raros. A diminuição no envio de amostras e o número de municípios que não enviaram material biológico para diagnóstico laboratorial, sugerem subnotificação da doença, ocasionando possíveis falhas nas ações de controle e prevenção. Sendo assim, deve-se assegurar a coleta e o envio de material biológico para diagnóstico laboratorial de todos os animais suspeitos, a fim de se conhecer a real situação da raiva canina no estado possibilitando a implementação de ações fundamentais para o controle efetivo da doença.

  • DENIS YUKIO OTAKA
  • Avaliação da eficiência de toxóide recombinante contra botulismo em bubalinos

  • Data: 22/01/2020
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  • A criação de búfalos (Bubalus bubalis) no Brasil se consolida cada vez mais como
    importante fonte econômica alternativa a bovinocultura por suas características de
    rusticidade e adaptabilidade. O estado do Pará destaca-se por concentrar o maior
    rebanho bubalino brasileiro com um efetivo aproximado de 519 mil animais. O
    botulismo em bovídeos é uma doença de grande importância econômica e sanitária,
    sendo uma das principais causas de mortalidade de animais adultos no Brasil. A
    vacinação com os toxoides C e D de Clostridium botulinum é a forma mais efetiva de
    controle desta doença, contudo, apesar da eficiência, os toxoides botulínicos
    comerciais apresentam limitações no que diz respeito a sua produção industrial: i- C.
    botulinum produz baixos níveis de neurotoxina botulínica (BoNT) in vitro; ii- a
    produção em larga escala é laboriosa, onerosa e sua produtividade dificilmente
    previsível e; iii- a produção industrial exige a adoção de normas muito exigentes de
    biossegurança. Dentro dessa ótica as vacinas utilizando proteínas recombinantes
    vêm apresentando resultados promissores como ferramenta alternativa na
    imunização animal. Diante da importância da doença e das dificuldades na produção
    da vacina comercial este projeto teve como objetivo avaliar a eficiência de um
    toxóide recombinante contra botulismo em bubalinos estabelecendo a curva de
    anticorpos neutralizantes.
    Trinta e cinco búfalos adultos sem histórico de vacinação contra botulismo e
    níveis detectáveis de anticorpos contra BoNTs C e D foram agrupados
    aleatoriamente em cinco grupos de sete animais: Grupo Vacina Recombinante
    100µg (G1), Grupo Vacina Recombinante 200µg (G2), Grupo Vacina Recombinante
    400µg (G3), Grupo Vacina Comercial (G4) e Grupo Controle Negativo (G5). Os
    bubalinos do G1, G2 e G3 foram vacinados com a vacina recombinante contendo
    diferentes concentrações da proteína recombinante 100µg, 200µg e 400µg,
    respectivamente, G4 com vacina comercial e o G5 receberam solução salina estéril
    (NaCl 0,9%). Todos os animais receberam duas doses, num volume por dose de
    5ml, por via subcutânea, na tábua do pescoço, nos dias zero e 28 após a primeira
    dose. Foram realizadas coletas de amostras sangue nos dias 56, 90, 120, 150, 180,
    210, 240, 279, 300, 330 e 365. As amostras foram centrifugadas e os soros
    submetidos a técnica de soroneutralização em camundongos. No teste de potência
    aos 56 dias após a vacinação a formulação recombinante com concentração 400µg
    foi aquela que conseguiu induzir resposta imune humoral com os maiores títulos. No
    teste de eficiência (longevidade vacinal) a formulação de 200µg do ponto de vista
    custo/benefício, foi a mais eficiente para a produção em grande escala e, portanto, a
    formulação a ser escolhida.

2019
Descrição
  • ADRIELLI HELOISE DOS ANJOS LIMA
  • Hemocromatose em antas-brasileiras (Tapirus terrestris)

  • Data: 13/12/2019
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  • A Hemocromatose é uma doença que ocorre por acúmulo excessivo de ferro no organismo e afeta principalmente o fígado. A hemocromatose é descrita em diversas espécies animais, inclusive em humanos, mas é rara em antas. Embora seja uma espécie da fauna brasileira (Tapirus terrestris), há apenas um relato da enfermidade nesta espécie ocorrido em cativeiro na Austrália. No presente estudo são descritos dois casos de hemocromatose em antas-brasileiras oriundas de um criatório no sul do estado do Pará. As duas antas foram encontradas mortas, não sendo descritos sinais clínicos ou lesões macroscópicas. Na histopatologia ambas apresentavam lesões de hepatopatia crônica e acentuada, associada a intenso acúmulo de hemossiderina. A coloração de Perls demonstrou um acentuado acúmulo de ferro nos macrófagos no espaço porta, nas células de Kupffer e, em menor intensidade, nos hepatócitos na região periportal. Havia ainda acentuada fibrose portal evidenciada pelo tricrômico de Masson. Os achados demonstraram que esta enfermidade deve ser considerada em antas com insuficiência hepática, podendo levar a quadros clínicos severos. Os mecanismos patológicos da doença em antas ainda não estão bem estabelecidos. Tem sido sugerido que as antas podem ter mecanismos diferenciados de absorção e eliminação de Fe, sendo assim sensíveis a elevação nos níveis dietéticos deste metal. Assim, estudos relativos à enfermidade em antas mantidas nas áreas de origem dos animais deste estudo são importantes para investigar a possibilidade de afecção de outras antas.

  • JACQUELINE DA SILVA BRITO
  • Detecção de Brucella spp. em leite cru refrigerado e diferentes tipos de queijos de bovinos e bubalinos da Amazônia legal

  • Data: 10/10/2019
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  • A brucelose é uma importante zoonose infecto-contagiosa de caráter crônico,
    amplamente difundida no território brasileiro e que causa grandes perdas econômicas
    na cadeia produtiva de carne e de leite. Essa enfermidade causa distúrbios
    reprodutivos como o abortamento, retenção de placenta e infertilidade. A transmissão
    para o homem se dá principalmente pelo consumo de leite ou produtos lácteos que
    não passaram por tratamento térmico adequado O objetivo do presente trabalho foi
    avaliar a ocorrência de anticorpos anti-Brucella abortus em leite de rebanhos do
    estado do Pará, detectar a presença de B. abortus, B. melitensis, B. suis e da cepa
    vacinal B19 em leite e em queijos, e identificar possíveis fatores de risco a partir da
    aplicação de um questionário epidemiológico entre os resultados dos testes nas
    amostras de leite. As técnicas utilizadas foram o Teste do Anel do Leite (TAL) e a
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Foram obtidas 125 amostras de leite e 166
    amostras de queijo. Os resultados do TAL demonstraram que 13,6% (17/125) das
    amostras analisadas foram reagentes, já a partir PCR realizada 71,2% (89/125) das
    amostras de leite foram positivas para Brucella spp., destas, 19,1% (17/89) foram
    positivas para B. abortus. Em relação às amostras de queijo, 14,5% (24/166) foram
    positivas para Brucella spp., destas 33,3% (8/24) foram identificadas como B. abortus
    e 4,7% (1/24) como cepa vacinal B19. Observou-se também que não houve
    associação estatística entre os resultados do TAL (p>0,05) e da PCR com as
    respostas obtidas no questionário. Concluímos que leite e queijo da região estudada
    possuem DNA destas bactérias patogênicas e podem representar um risco para a
    saúde dos consumidores desses alimentos

  • JOSILEIDE ARAÚJO DA SILVA
  • Detecção de Trypanosoma cruzi, Leishmania infantum e Histoplasma capsulatum em morcegos (Mammalia: Chiroptera) no bioma amazônico, Pará, Brasil

  • Data: 10/09/2019
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  • Diversos agentes patogênicos podem ser mantidos na natureza por uma ou mais espécies reservatórias, em sua maioria, animais silvestres. A grande diversidade e dispersão dos morcegos, associadas aos métodos de exploração da natureza pelo homem acabam por facilitarem o contato desses animais com seres humanos e seus animais domésticos, possibilitando cada vez mais a transmissão de agentes infecciosos. O presente estudo teve como objetivo pesquisar infecções naturais por Trypanosoma cruzi, Leishmania infantum e Histoplasma capsulatum em morcegos de
    áreas urbanas e de fragmentos florestais que sofreram alterações antrópicas, e analisar os aspectos epidemiológicos que possam contribuir para a ocorrência dessas infecções em municípios do estado do Pará. A tese foi dividida em três artigos. O primeiro artigo objetivou pesquisar a infecção natural por H. capsulatum em morcegos de fragmentos florestais, e de áreas urbanas do estado do Pará. Amostras biológicasde 100 morcegos de 22 espécies, capturados em 18 municípios foram submetidas à Nested-PCR para amplificação do DNA de H. capsulatum. O segundo artigo propôs pesquisar a ocorrência de infecção natural por T. cruzi e L. infantum em morcegos de áreas urbanas de municípios do estado do Pará. Foram avaliados 69 morcegos de 15 espécies, capturados em 14 municípios. As amostras biológicas foram submetidas às PCRs para amplificação do DNA de L. infantum e T. cruzi. O terceiro artigo teve como objetivo pesquisar a ocorrência de infecção natural por T. cruzi e L. infantum em morcegos de fragmentos florestais. Foram avaliados 34 morcegos de três municípios pertencentes à mesorregião do nordeste paraense. As amostras biológicas foram
    submetidas a PCR para amplificação de DNA de L. infantum, e usando um protocolo nested PCR (24Sα rRNA) para amplificação de DNA de T. cruzi e ainda, amostras de sangue de 20 espécimes foram submetidas ao isolamento de tripanossomatídeos em meio de NNN/LIT e em quatro (20%) foram observadas formas parasitárias compatíveis com com as do subgênero Schizotrypanum. No primeiro artigo detectamos dois morcegos positivos para H. capsulatum, na nested PCR. Foi
    realizada a análise filogenética que evidenciou 99-100% de identidade apenas com H. capsulatum. No segundo artigo, tripanossomatídeos foram detectados em 7,2% dos morcegos analisados. Desses, 5,8% foram positivos para T. cruzi e 1,4% para L. infantum. O terceiro artigo mostrou que dos 34 morcegos analisados, em 5,9% foi evidenciado DNA de L. infantum. A frequência relativa da detecção de DNA de T. cruzi foi de 26,5%. As amostras positivas, para T. cruzi, foram submetidas ao
    sequenciamento, sendo possível análise das sequências obtidas de apenas quatro morcegos. Dessas, três sequencias quando comparada com as disponiveis no GenBank revelou que as amostras apresentaram 99-100% de identidade com T. cruzi marinkellei, e a sequência obtida de um morcego apresentou 99-100% de identidade com T. cruzi. Os resultatos mostram que H. capsulatum e tripanossomatídeos estão presentes em morcegos, nas áreas urbanas e de fragmentos florestais, da região estudada. Este fato mostra que os morcegos não devem ser excluídos como potenciais reservatórios para esses agentes infecciosos de interesse em saúde
    pública.

  • GABRIELLE VIRGINIA FERREIRA CARDOSO
  • Utilização da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) convencional e quantitativa (qPCR) para detecção de Trypanosoma cruzi em uma matriz alimentar

  • Data: 30/08/2019
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  • A Doença de Chagas é uma enfermidade parasitária transmitida pelo protozoário Trypanosoma cruzi, considerada de grande importância para a saúde pública, visto que os surtos por transmissão oral são cada vez mais frequentes. Sendo assim, o desenvolvimento de métodos eficazes para o diagnóstico do patógeno em alimentos, em especial em amostras de açaí, se torna necessário. Para o diagnóstico laboratorial da fase aguda da doença, os protocolos baseados na Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) se destacam, porém, estudos que abordem a pesquisa de T. cruzi pela referida técnica diretamente de amostras de polpa de açaí ainda são recentes e escassos. Pelo acima exposto, o objetivo do presente estudo foi validar uma PCR convencional e uma PCR quantitativa (qPCR) para a identificação e quantificação de T. cruzi diretamente de amostras de açaí contaminados experimentalmente e aplicar a técnica em amostras de polpa de açaí comercializadas na Amazônia Oriental. Para isso utilizou-se a Discrete Typing Units (DTU) TcI, contento 3,5 x 104 células/mL para a contaminação da polpa do fruto e realizou-se a extração de DNA para o uso na padronização das técnicas. Após, amostras de polpa de açaí, provenientes de estabelecimentos comercializadas nos estados do Pará e Amapá foram coletadas e avaliadas pela PCR convencional. O método de qPCR proposto mostrou boa eficiência e precisão para a detecção e quantificação do DNA de T. cruzi, além de especificidade e limite de detecção de 13,36 fg de DNA. Já a partir da técnica de PCR convencional foi possível detectar a presença de DNA de T. cruzi em polpas de açaí comercializadas nos estados do Pará e Amapá. Concluímos que as metodologias de PCR e qPCR aplicadas foram capazes de detectar T. cruzi em polpa de açaí, podendo ser utilizadas para realizar o diagnóstico rápido em surtos, servindo de medida de controle para Doença de Chagas ocasionada por transmissão oral.

  • FLÁVIA DE NAZARÉ LEITE BARROS
  • Epidemiologia da infecção por Trypanosoma cruzi em cães, gatos,reservatórios silvestres e em vetores oriundos de área com Doença de Chagas humana no estado Pará, Brasil

  • Data: 30/08/2019
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  • O objetivo do presente estudo foi analisar os aspectos epidemiológicos da infecção por T. cruzi em cães, gatos, reservatórios silvestres e em vetores oriundos de área com doença de Chagas humana no estado do Pará, Brasil. Foram realizadas capturas e identificação de triatomíneos e coletas de amostras biológicas de cães, gatos, marsupiais, ratos e vetores para pesquisa da infecção por T. cruzi. O diagnóstico da infecção por este agente foi realizado com auxílio do esfregaço sanguíneo, hemocultivo, cultivo da secreção das glândulas anais de marsupiais em meio NNN e LIT, exame histopatológico e Nested-PCR utilizando os iniciadores D75/D76 e D71/D72. As identificações das DTU’s de T. cruzi também foram realizadas pelas PCR’s com os iniciadores Tc1/Me (DTU TcI), Tc2/Me (DTU’s do grupo II-V-VI) e Tc3/Me (DTU’s do grupo III-IV). As espécies de triatomíneos R. pictipes, R. robustus, E. mucronatus, P. geniculatus, P. lignarius e P. rufotuberculatus foram capturadas na área de estudo. A infecção por T. cruzi foi detectada em reservatórios domésticos, silvestres e triatomíneos vetores, sendo observada a circulação das DTU’s TcI e do grupo II-V-VI na região. Pode-se concluir que a presença de mamíferos domésticos, silvestres e triatomíneos vetores infectados favorecem a circulação de T. cruzi na área estudado. Adicionalmente, a infecção por T. cruzi na secreção das glândulas anais de P. opossum e a detecção da DTU TcI em Oecomys cf. bicolor são relatadas pela primeira vez no Brasil.

  • FELIPE MARLON COSTA MACHADO
  • Estudo histoquímico convencional e com lectinas das lesões intestinais causadas pela intoxicação por feijão preto (Phaseolus vulgaris) em búfalos (Bubalus bubalis)

  • Data: 29/08/2019
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  • O feijão (Phaseolus vulgaris) é um grão comumente utilizado na alimentação humana e de animais monogástricos, que está ganhando espaço na nutrição de ruminantes em regiões tropicais. O Brasil é o maior produtor e exportador deste grão, o que torna o uso de excedentes de produção ou subprodutos na alimentação animal uma alternativa. P. vulgaris é uma leguminosa que possui elevado teor proteico e que tem um custo de produção menor em relação a proteína animal. Entretanto seus grãos apresentam alguns limitantes, como fatores antinutricionais em sua composição. Um destes fatores é a fito-hemaglutinina (PHA), uma lectina capaz de provocar intoxicação em humanos e animais. A intoxicação ocorre pela ingestão de grãos não processados, sendo a cocção o método mais empregado na desnaturação dos fatores antinutricionais como a PHA. A intoxicação é amplamente estudada em humanos e animais monogástricos, entretanto, estudos em ruminantes são escassos. O acompanhamento de um surto de intoxicação natural por P. vulgaris em búfalos há alguns anos possibilitou o presente projeto, que tem por objetivo aprofundar alguns aspectos histoquímicos e imuno-histoquímicos da intoxicação nesta espécie animal.

  • ROSEKELLY DE JESUS CARDOSO
  • Detecção de vírus Zika em roedores silvestres na Floresta Amazônica Oriental

  • Data: 29/08/2019
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  • O vírus Zika (ZIKV) foi detectado pela primeira vez no Brasil no ano de 2015, causando
    surtos de doença febril aguda com alterações neurológicas, como a síndrome de
    Guillain-Barré e microcefalia congênita em humanos. Pesquisas sobre a presença do
    vírus em possíveis reservatórios e/ou hospedeiros silvestres são escassas no país,
    havendo poucos relatos de detecção em primatas não humanos de vida livre. A
    circulação silvestre do ZIKV no Brasil poderia gerar um risco persistente de ocorrência
    de surtos em áreas urbanas. Embora os primatas não humanos tenham sido
    considerados os principais hospedeiros reservatórios para o ciclo de transmissão
    silvestre do ZIKV na África, outras espécies animais podem ser importantes na
    dinâmica de transmissão do vírus. Portanto, o objetivo deste trabalho foi pesquisar a
    presença de ZIKV em pequenos mamíferos roedores oriundos da Amazônia oriental
    por meio da técnica de imunohistoquimica. Para isso, foram utilizadas amostras de
    tecidos de 33 roedores de fragmentos florestais, localizados na região metropolitana
    de Belém e região nordeste do Pará, no período de março de 2014 a dezembro de
    2015. Fragmentos de diversos órgãos foram coletados em formol a 10% e
    processados rotineiramente para histopatologia. Foi realizada imunohistoquimica para
    o vírus Zika em fragmentos de pulmão, coração, fígado, estômago, rim e intestinos.
    As imunomarcações foram observadas no rim, no coração, no estômago, intestino
    delgado e grosso de sete (7) animais das espécies Echimys chrysurus, Makalata
    obscura, Oecomys paricola, Hylaeamys megacephalus e Proechimys cuviere. O
    presente trabalho demonstra a presença de antígenos do vírus Zika em tecidos de
    roedores silvestres, indicando que estes roedores podem albergar o vírus, podendo
    ser hospedeiros, reservatórios e/ou amplificadores do ZIKV. Os resultados do
    presente estudo fornecem uma indicação de circulação do vírus antes da primeira
    descrição em humanos no Brasil.

  • LUCIANE OEIRAS SOUSA
  • Bioatividade do extrato hidroalcoólico de folhas de Quassia amara L. contra Aedes aegypti (Diptera: Culicidae)

  • Data: 17/07/2019
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  • O mosquito Aedes aegypti faz parte do ciclo de diferentes arboviroses de importância global, e a principal forma de controle desses insetos levou a seleção de indivíduos resistentes a inseticidas químicos. Esse fator conduziu a busca de outros componentes para o controle desse mosquito, nesse contexto, Quassia amara L., uma planta nativa na Amazônia com outras atividades biológicas, surge como uma alternativa viável e ainda pouca estudada como inseticida. O objetivo deste trabalho foi verificar se o extrato hidroalcoólico das folhas de Q. amara L. tem alguma bioatividade contra larvas de Ae. aegyti. Foram testadas quatro concentrações do extrato bruto hidroalcoólico das folhas de Q. amara L. sobre larvas de Ae. aegypti, o extrato foi submetido a cromatografia líquida acoplada à detector de arranjo de diodos e espectrômetro de massas (UHPLC-DAD-ESI-MS) para identificar os metabólitos secundários. O extrato não teve atividade larvicida nas concentrações testadas, entretanto, as concentrações de 10ppm, 7,5ppm e 5ppm tiveram associação estatística com a mortalidade de larvas em 120 horas de exposição ao extrato (p<0,0001), houve também associação estatística entre as concentrações de 10ppm e 7,5ppm e a geração de adultos (p<0,0001), na análise fitoquímica foi identificado o quassinóide soulameanone como componente principal. Concluímos que extrato bruto hidroalcoólico de folhas de Q. amara L. apresentou bioatividade sobre Ae. aegypti em condições de laboratório.

  • MATEUS BORGES SILVA
  • Conhecimento, atitude e prática dos profissionais de saúde a respeito da raiva em comunidade amazônica vulnerável à agressão por morcegos

  • Data: 11/07/2019
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  • A Raiva é uma doença zoonótica causada por um vírus do gênero Lyssavirus, que é transmitido através da mordedura, lambedura ou arranhadura de um mamífero infectado, principalmente cães, gatos, morcegos hematófagos, além de outros mamíferos silvestres. O município de Curuçá, mesorregião Nordeste do Pará, tem numerosos relatos de agressão por morcegos hematófagos em humanos, trazendo a preocupação em relação à provável exposição desses cidadãos ao vírus rábico e reconhecendo a necessidade de ações de profilaxia e educação sobre raiva humana mais intensas. Para isso, conta-se com o auxílio dos profissionais de saúde da região, que são os maiores disseminadores de informações sobre a saúde da população e, portanto, precisam estar bem informados. Nesse contexto, este estudo teve por objetivo analisar o efeito de uma intervenção educacional sobre o Conhecimento, Atitude e Prática (CAP) de profissionais de saúde do município de Curuçá em relação à raiva. Para tanto, entrevistas com questionário semiestruturado foram aplicadas a 105 profissionais de saúde do município, com o intuito de obter informações demográficas, além de informações CAP em relação à raiva. Em seguida, foi oferecida uma capacitação à equipe na qual foram abordados aspectos sobre a o agente etiológico, formas de transmissão do vírus e medidas profiláticas através de palestras e oficinas. Seis meses depois o mesmo questionário foi aplicado a esses indivíduos. A análise descritiva dos dados foi desenvolvida no SPSS v24 e a análise Bayesiana foi aplicada para verificar os efeitos da intervenção a partir do score atribuído às respostas dos participantes e das variáveis que constavam no questionário. Os resultados indicam que a capacitação foi capaz de alterar o nível de conhecimento da maioria dos participantes (60,5%). Porém, como o CAP inicial foi considerado como insatisfatório (score 21,20) e 67,3% dos profissionais de saúde alcançaram um nível satisfatório (score maior que 31,00) após a intervenção. Os melhores resultados foram observados entre aqueles profissionais da faixa etária maior de 40 anos, com mais de 16 anos de tempo de serviço. A capacitação interferiu principalmente no Conhecimento desses indivíduos. Este estudo demonstrou que ações de capacitação continuada a respeito da raiva são necessárias para esses profissionais, e que palestras e oficinas são efetivas para aumentar o CAP desses profissionais. Outros estudos são necessários para verificar os efeitos dessas práticas no dia-a-dia das comunidades a longo prazo.

  • REGIANE FERREIRA FEITOSA
  • Padronização de uma PCR multiplex para detecção simultânea da presença de Salmonella spp. e da autenticidade de Salmo salar em pratos da culinária japonesa

  • Data: 02/07/2019
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  • O consumo mundial do pescado tem sofrido um crescimento significativo nos últimos anos, em decorrência do aumento populacional e da busca por alimentos mais saudáveis. Entre as formas mais consumidas desses produtos destacam-se as inspiradas na culinária japonesa, como os sushis e sashimis. Nesses pratos, o pescado de maior valor comercial e nutricional é o salmão, um salmonídeo pertencente à espécie Salmo salar, que pelo alto valor agregado tem sido alvo de fraudes por substituição. Outro agravante com relação a esse tipo de alimento é a sua susceptibilidade à contaminação microbiológica, como contaminações por Salmonella spp., devido serem alimentos altamente manipulados e consumidos crus. Por essa razão, o objetivo desse estudo foi padronizar uma PCR multiplex para a detecção simultânea de S. salar e Salmonella spp. e aplicar o referido protocolo em amostras de sushi provenientes de contaminação experimental, verificando sua eficiência e sensibilidade. Para a padronização, foram adquiridos pescados da espécie S. salar, autenticados a partir da técnica molecular de PCR, que foram utilizados como controle positivo, e cepa padrão de Salmonella spp. Para a padronização da metodologia proposta, foram testados vários tempos e temperaturas de desnaturação, anelamento e extensão, até que se obtivesse parâmetros comuns às duas espécies, possibilitando a detecção simultânea. Em seguida, lotes de sushis do tipo Makizushi foram produzidos e contaminados com cepa padrão de S. Typhimurium, a partir da inoculação de 1, 2 e 3 UFC. Amostras da infecção experimental foram colhidas nas horas 0, 6, 12 e 18. Concomitantemente, algumas diluições foram realizadas para detectar o limite de concentração da bactéria nos sushis produzidos. Os resultados demonstram que foi possível detectar Salmonella spp. a partir de 6h de inoculação e que o DNA de Salmo salar foi amplificado em todas as horas. Portanto, concluiu-se que o protocolo aqui apresentado é eficiente e pode ser uma ferramenta bastante confiável e rápida na detecção de fraudes e contaminações por Salmonella spp. em alimentos da culinária japonesa que utilizam Salmão em sua composição.

  • FRANCISCO ROMULO OLIVEIRA MAGALHAES
  • APLICAÇÃO DE PCR PARA DETECÇÃO DE SALMONELLA SPP. E ESCHERICHIA COLI EM AMOSTRAS DE FRANGO OBTIDAS EM MERCADOS MUNICIPAIS EM MICRORREGIÃO DO ESTADO DO PARÁ

  • Data: 14/06/2019
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  • As doenças transmitidas por alimentos são patologias que acometem a população mundial, causadas principalmente por micro-organismos patogênicos. Métodos moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase, têm sido cada vez mais utilizados para a detecção dos agentes responsáveis pelas doenças alimentares. Salmonella spp. e Escherichia coli são dois dos micro-organismos que figuram o topo dos causadores desse tipo de infecção. O objetivo desse estudo foi aplicar uma Reação de cadeia da Polimerase (PCR) para detecção de Salmonella spp. e Eschericia coli em amostras de frango coletadas em mercados municipais localizados em cidades pertencentes a Microrregião Bragantina, localizada no estado do Pará, visando fornecer uma alternativa mais rápida e eficiente, quando comparada a metodologia convencionalmente utilizada. Os resultados obtidos deram positivo para em algumas amostras para ambas bactérias. Sendo assim, a técnica de PCR mostra-se uma ferramenta eficiente na detecção desses micro-organismos

  • MARCELY KAREN SANTOS DO ROSARIO
  • Investigação molecular de Toxoplasma gondii em ostras (Crassostrea spp.) comercializadas em praias do estado do Pará

  • Data: 14/06/2019
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  • O estado do Pará abrange um imenso ecossistema, destacado pela sua grande biodiversidade, o que possibilita a implementação de atividades de desenvolvimento sustentável, tal como a ostreicultura. Essa atividade é executada por associações de ostreicultores localizados em municípios da mesorregião nordeste do Pará. As ostras produzidas são distribuídas e comercializadas em praias, sendo o seu consumo preferencialmente pela forma in natura. Ostras são moluscos bivalves considerados como bioindicadores ambientais devido a capacidade de filtração e bioacumulação, e as estruturas morfológicas, como brânquias e trato gastrointestinal, são capazes de reter agentes patogênicos durante o processo de filtração. O consumo de ostras in natura pode causar infecções em seres humanos e ocasionar doenças como a toxoplasmose, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Por esse motivo, o presente estudo teve como objetivo pesquisar DNA de T. gondii em ostras Crassostrea spp. comercializadas em praias do estado do Pará. A área do estudo compreendeu sete praias mais frequentadas do estado do Pará, localizadas na mesorregião metropolitana de Belém e mesorregião do nordeste paraense, dos quais as amostras foram adquiridas de vendedores ambulantes. Foram utilizadas no total de 60 pools de amostras de ostras, constituídas de 30 pools de tecidos de brânquias e 30 pools de trato gastrointestinal. As amostras foram armazenadas e acondicionadas até o momento da realização da extração de DNA, sendo utilizado a associação de dois kit de extração de DNA (Norgen® e o IllustraTM Tissue and Cell Prep Mini Spin kit-GE Healthcare®), e o produto extraído foi submetido a técnica de nested-PCR, utilizados os primers Toxo 3 e Toxo 4 para amplificação de 155 pb. A partir das análises moleculares concluiu-se que todas as amostras apresentaram resultado negativo para presença DNA de T. gondii em ostras oriundas da comercialização em praias.

  • RENATO ABRANTES DE OLIVEIRA
  • Avaliação gastroscópica dos efeitos adversos do firocoxib sobre a mucosa gástrica em equinos confinados e alimentados com 100% de concentrado da cavalaria da Policia Militar do Pará.

  • Orientador : PEDRO PAULO MAIA TEIXEIRA
  • Data: 25/04/2019
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  • O presente trabalho objetiva avaliar o efeito do anti-inflamatório Firocoxib na mucosa gástrica em equinos por meio de endoscopia, onde espera-se diminuir os fatores de risco provenientes do uso de antiinflamatórios não seletivos para Cox2 já utilizados na rotina da cavalaria. Os animais serão mantidos em regime totalmente confinados e alimentados apenas com ração peletizada e passarão por uma prévia avaliação clinica e endoscópica para verificação dos parâmetros fisiológicos e mucosa gástrica de cada animal. Serão utilizados 20 equinos divididos em dois grupos com quantidades iguais, o primeiro grupo utilizará Firocoxib uma vez ao dia por cinco dias consecutivos e o segundo grupo será o grupo controle que utilizará Flunixina Meglumina na mesma frequência e dias que o primeiro grupo. Todos participarão de quatro etapas: triagem dos animais, o inicio do tratamento com o anti-inflamatório, avaliação clinica e endoscópica após o término do tratamento e avaliação clinica e endoscópica 15 dias após o término do tratamento. Os animais serão avaliados quanto aos parâmetros fisiológicos, lesões gástricas ausentes ou presentes, grau de lesão, avaliação hematológica e pH gástrico. Espera-se que os equinos tratados com o Firocoxib não apresentem lesões gástricas pelo uso do fármaco, possibilitando estabelecer protocolos terapêuticos que dê mais qualidade de vida aos pacientes.

  • PEDRO HENRIQUE MARQUES BARROZO
  • Distribuição espacial de culicídeos (Diptera: Culicidae) em área urbana do município de Castanhal, estado do Pará, Brasil

  • Data: 15/04/2019
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  • Os culicídeos são mosquitos que possuem importância na transmissão e dispersão de patógenos que acometem os seres humanos e outras espécies. Por isso, se faz necessário a realização de estudos sobre a riqueza, abundância e distribuição geográfica dos culicídeos com o propósito de orientar na elaboração de formas de controle mais eficientes. O objetivo deste trabalho foi realizar a identificação e a distribuição espacial da fauna de culicídeos na área urbana do município de Castanhal. A captura de mosquitos foi realizada em 2.127 imóveis de 21 bairros. As coletas de larvas e mosquitos adultos foram realizadas por meio de busca ativa com o uso de pipeta Pasteur e puçá entomológico. Os exemplares foram armazenados, posteriormente identificados. Os criatórios foram identificados e os pontos de coleta foram georreferenciados para construção do mapa de distribuição das espécies. Foram encontrados culicídeos em todos os bairros estudados, sendo que o índice de infestação predial (IIP) geral foi de 19% (412/2.127). Foram identificados 3.346 espécimes de culicídeos pertencentes aos gêneros Aedes, Culex e Limatus. Os locais de reprodução dos mosquitos foram principalmente reservatórios artificiais de água mantidos a nível do solo. Concluímos que culicídeos estão presentes em todos os bairros estudados, sendo o gênero Aedes o mais abundante

  • NATALIA MAXINE FERREIRA PINHEIRO SARMENTO
  • Distúrbios digestivos associados ao consumo de fibra de dendê (Elaeis guineensis) em bovinos criados em regime de confinamento

  • Data: 28/03/2019
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  • Os distúrbios digestivos em bovinos são associados ao sistema de criação e o tipo
    de alimento fornecido aos animais. A compactação de abomaso está relacionada
    principalmente com a ingestão de forragens com elevados níveis de lignina, baixa
    qualidade e de difícil digestibilidade. O excesso de alimentos fibrosos na dieta pode
    levar a formação de fitobezoários que podem ser responsáveis por problemas de
    obstrução intestinal. O objetivo deste estudo foi descrever os aspectos clínicos e
    patológicos de um surto de distúrbios digestivos associados ao consumo de fibra de
    dendê (Elaeis guineensis). O surto acometeu um rebanho de 499 bovinos, criados
    em sistema de confinamento, após uma mudança na dieta que incluiu aumento na
    quantidade de fibra de dendê. Após a mudança, 40 (8,01%) animais apresentaram
    sinais clínicos de indigestão e regurgitação durante a ruminação e 21 (4,2%) animais
    morreram posteriormente. Os bovinos acometidos pelo problema apresentavam
    sinais de apatia, emagrecimento, desidratação, abdômen distendido, movimentos
    ruminais incompletos ou ausentes e mucosas congestas. Três animais foram
    submetidos à necropsia e observou-se rúmen e reticulo distendidos e com grande
    quantidade de liquido acastanhado, fibras vegetais longas e emaranhadas e
    presença de areias e pedras. Em dois animais, o omaso apresentava grande
    número de estruturas arredondadas, com cerca de 5 cm de diâmetro, constituídas
    de fibras vegetais (fitobezoários). No abomaso dos animais havia material
    semelhante ao do rúmen e um animal apresentou conteúdo compactado. Em dois
    animais foram observadas dilatação e obstrução total do lúmen do intestino delgado
    por fitobezoários. Durante o acompanhamento do abate de 76 bovinos, 15 (19,7%)
    apresentaram fitobezoários de diferentes tamanhos no abomaso e omaso. O
    aumento da quantidade de fibra de dendê na alimentação dos animais favoreceu a
    ocorrência de casos de compactação de abomaso e obstrução intestinal por
    fitobezoários, ocasionando perdas econômicas significativas.

  • ALEXANDRE DA SILVA CORRÊA
  • Gastroscopia em equinos da cavalaria da Polícia Militar do Pará, mantidos em dieta 100% concentrado com verde incorporado em regime de confinamento

  • Data: 22/03/2019
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  • As úlceras gástricas de equinos em muitos casos são assintomáticas, sem produzir
    manifestações clínicas evidentes. De causa multifatorial, entre os possíveis fatores
    estão a dieta, o tipo de manejo, o estresse e o uso de contínuo de AINEs. O objetivo
    deste estudo foi avaliar a mucosa do estômago de equinos da Cavalaria da Polícia
    Militar do Pará que possuem dieta exclusivamente de concentrado com verde
    incorporado, com a finalidade de encontrar possíveis alterações utilizando a técnica
    da gastroscopia. Assim, foram realizados os exames gastroscópicos de 30 equinos
    adultos, machos, escolhidos aleatoriamente em dois batalhões da Polícia Militar. A
    população do estudo foi dividida em dois grupos o Gconf. (n=20) com animais da
    Capital (Belém-PA) mantidos exclusivamente confinados e que receberam dieta
    somente de concentrado. O segundo foi o Gsemiconf. (n=10) com animais do
    Município de Castanhal-PA mantidos em regime de semi-confinamento recebendo
    concentrado e volumoso. Os animais foram submetidos a exame físico e
    comportamental, avaliando-se também a FC, FR, T, TPC, hemograma, PPT, VG, FB,
    escore corporal e de fezes, bem como o uso de AINes, e a ocorrência de cólicas.
    Apenas um animal apresentou alteração gástrica, classificada de grau leve e
    nenhum dos equinos apresentou ulceração gástrica. Embora o manejo empregado
    na PM-PA não seja considerado o ideal, o estudo mostrou que tanto a dieta, quanto
    o confinamento não foram determinantes para manifestações gástricas nos cavalos.

  • CARMEN SILVIA PANTOJA PEREIRA
  • Estudo retrospectivo de afecções traumáticas em aves de rapina atendidas no Hospital Veterinário da UFPA - Setor de Animais Silvestres – no período de 2013 a 2017

  • Orientador : PEDRO PAULO MAIA TEIXEIRA
  • Data: 21/03/2019
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  • falta

  • JOSE JONES PEREIRA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO COMPARATIVA DAS ASSOCIAÇÕES CETAMINA-BUTORFANOL-DEXMEDETOMIDINA E CETAMINA-BUTORFANOL-XILAZINA NAS RESPOSTAS DE PARÂMETROS FISIOLÓGICOS, ELETROCARDIOGRAMA, PERÍODOS ANESTÉSICOS E RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA DE CUTIAS (DASYPROCTA SPP.)

  • Data: 18/03/2019
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  • Contenção química de cutias (Dasyprocta spp.) comumente emprega dissociativos, dos quais, a cetamina combinada a opióides, benzodiazepínicos e agonistas α-2 adrenérgicos têm sido escolhidos, com foco na avaliação dos tempos anestésicos, parâmetros fisiológicos e eletrocardiograma. No entanto, a busca por protocolos mais seguros que promovam efeitos depressores mais brandos ou inexistentes e proporcionem melhor recuperação são desejáveis. O experimento em questão comparou os efeitos fisiológicos, qualidade da anestesia e recuperação anestésica de dois protocolos: CeBuDex - cetamina (20mg/kg) + butorfanol (0,02mg/kg) + dexmedetomidina (0,05mg/kg) e CeBuXi - cetamina (20mg/kg) + butorfanol (0,02mg/kg) + xilazina (1,5mg/kg), ambos por via intramuscular. Os parâmetros vitais, períodos anestésicos e eletrocardiograma computadorizado foram analisados e comparados entre os grupos. Os dois protocolos apresentaram período de latência rápido (PLATÊNCIA < 5 minutos). Período hábil médio para CeBuDex foi de 83,9 ± 32,9min. e para CeBuXi foi de 57,1 ± 10,78min. Períodos de recuperação total médios foram de 48,6 ± 35,3min. para CeBuDex e 44,1 ± 13min. para CeBuXi. Quanto à qualidade de recuperação, em CeBuDex os animais apresentaram retorno mais tranquilo, enquanto em CeBuXi os animais apresentaram retorno mais agitado. Para a frequência cardíaca houve diminuição progressiva e menores valores em CeBuXi. Quanto aos valores de SpO2 CeBuDex, apresentaram-se menores que em  CeBuXi, porém sem intercorrências como membranas mucosas hipocoradas e/ou cianóticas, tendo os níveis de saturação de oxigênio atingido valores acima de 90% a partir de 30 minutos após aplicação dos fármacos, em ambos os protocolos. Deve-se ter em consideração a ocorrência de possíveis complicações, como hipóxia total e necessidade de suplementação de oxigênio, ambos não presentes ao longo do experimento.

  • MIRIAN DA ROCHA ALBUQUERQUE
  • Pesquisa sorológica e molecular de infecção por Leptospira spp. em cães mantidos em canil municipal

  • Data: 08/03/2019
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  • Introdução: Em canis públicos e abrigos privados não é raro cães serem mantidos sob condições sanitárias inadequadas. Essas contribuem para um maior risco de exposição ou infecção por Leptospira spp. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi pesquisar a ocorrência de infecção por Leptospira spp. em cães mantidos no canil municipal de Belém, Pará. Métodos: Foram obtidas amostras de sangue total e soro de 145 cães sem sintomatologia clínica de leptospirose. As amostras de sangue total foram processadas pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e as amostras séricas pelo Teste de Aglutinação Microscópica (MAT). Resultados: Observou-se que 64,13% (93/145) dos cães foram sororreagentes para um ou mais sorogrupos de Leptospira spp. sendo os mais frequentes: Djasiman com 39,72% (29/73), Canicola 17,8% (13/73), Cynopteri com 12,32% (09/73), Icterohaemorrhagiae 9,59% (07/73) e Seramanga 6,85% (05/73). Os títulos sorológicos variaram de 100 a 6400. Todas as amostras de sangue total dos 145 cães apresentaram resultados negativos para DNA de Leptospira spp. na PCR. Conclusão: os animais do presente estudo apresentaram anticorpos anti-Leptospira spp. sugerindo contato com o agente bacteriano. Os resultados negativos para DNA de Leptospira spp. sugerem que estes animais não estavam em fase de bacteremia no momento da coleta das amostras. 

  • GLEICIANE SCHUPP DE SENA MESQUITA
  • Detecção molecular de Leptospira spp. em quelônios mantidos em cativeiro.

  • Data: 07/03/2019
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  • Pouco se relata na literatura sobre a epidemiologia de bactérias patogênicas em quelônios criados em cativeiro. Dentre essas bactérias, chama-se atenção para a Leptospira spp., um patógeno com ampla distribuição geográfica, de caráter zoonótico e com mais de 260 sorovariedades. Algumas espécies de quelônios são de habitat aquático e supõe-se que ficam mais expostos às leptospiras. O desenvolvimento da leptospira em animais de sangue frio e a resposta imunológica que essas espécies desenvolvem permanecem pouco elucidados na literatura. Dessa forma, esta pesquisa teve como objetivo pesquisar a infecção por Leptospira spp. em 148 amostras de sangue de quelônios, distribuídos em seis espécies diferentes (Podocnemis expansa, Podocnemis unicifilis, Podocnemis sextuberculata, Rhinoclemmys punctularia, Chelonoidis denticulatus, Chelonoidis carbonarius), mantidos em cativeiro no Bosque Rodrigues Alves. O método de escolha foi a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), utilizando os iniciadores Lep 1 e Lep 2, que amplificam 331 pares de bases, capaz de detectar o DNA de bactérias do gênero Leptospira usando como sequência alvo o Ribossomo 16S. Os resultados do presente estudo mostraram que nenhuma das amostras de quelônios do Bosque Rodrigues Alves foram positivas para detecção de Leptospira spp., fornecendo informações importantes sobre a sanidade desses animais criados em cativeiro, e dessa forma, contribuindo no estudo epidemiológico da leptospirose em quelônios.

  • MARCELA ROCIO ARIAS CAICEDO
  • Análise espaço-temporal da exposição à raiva humana na Colômbia (2007-2016): um desafio na implementação das políticas de inclusão social em sua vigilância e prevenção.

  • Data: 22/02/2019
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  • Historicamente, na Colômbia, casos de raiva humana ocorreram pela variante canina (v1) e diretamente relacionados à agressão por cães. A partir de 2004, as mortes por raiva humana causada por variantes de morcegos (v. Atípica, v3 e v4) começaram a ocorrer, com um total de 26 casos dos 33 ocorridos entre 2004 a 2016. Esta alteração se deu por conta de um intenso trabalho institucional e governamental no país para eliminar a raiva transmitida por cães para humanos. Apesar de se tratar de uma política geralmente eficaz, os surtos relacionados ás agressões por cães deram lugar aos surtos de raiva humana relacionada às agressões por animais selvagens, com variantes do vírus completamente diferentes das apresentadas em sua história e tendo como intermediário na transmissão dessas novas variantes, o gato doméstico. Em relação a esta situação, foram realizados alguns estudos sobre o seu impacto no nível agrícola, principalmente em herbívoros. Porém, pouco se sabe sobre a situação em humanos e animais de companhia. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo caracterizar a população humana agredida por animais potenciais transmissores da raiva de acordo com os aspectos de atenção clínica, socioeconômicos e demográficos que aumentem a possibilidade de adquirir o vírus da raiva por variantes atípica, v3 e v4, através de morcegos e gatos domésticos durante o período de 2007 a 2016. Para o estudo retrospectivo descritivo será utilizada à base de dados colhidos através do Sistema de Vigilância em Saúde Pública (SIVIGILA) do Instituto Nacional de Saúde (INS) e do Ministério da Saúde e Proteção Social (MSPS) da Colômbia. As análises estatísticas serão realizadas com auxílio do software SPSS Software v. 24, onde também será testada a associação entre a distribuição de pessoas atacadas pelo morcego e a distribuição de morcegos e felinos soropositivos para as variantes de morcego. A análise espaço-temporal será realizada com auxílio do sistema de informação geográfica QGIS v. 2.18.12. Como resultado parcial se observou entre janeiro de 2007 e dezembro de 2016, um registro total de 678.645 notificações de agressões por animais potencialmente transmissores de raiva. Em todos os anos a maioria dos agredidos era do sexo masculino 54,7% (n=370.923) do total de notificações. O cão foi o principal animal agressor, com o 86% (n=582.643), seguido do gato com o 10.8% (n=73.281), e o morcego foi responsável por 0.6% (3.051) do total das agressões notificadas. A faixa etária com maior notificação de agressões foi a de 5 a 9 anos com um total de 110.957 (16.3%) seguida de 10 a 14 anos com 90.114 (13.3%) casos. O departamento com maior notificação foi o departamento de Cundinamarca com um total de 153.503 (22,7%), sendo o departamento de Vaupés o maior relatado para as agressões de morcegos com 392 (0.05%) do total das notificações.

2018
Descrição
  • THAMIRYS DE SOUZA GONCALVES
  • Infecção natural por Theileria equi em Tapirus terrestris (Perissodactyla: Tapiridae) na Amazônia brasileira

  • Data: 29/10/2018
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  • As antas são consideradas um dos maiores mamíferos terrestres, adaptadas anatômica e fisiologicamente a quase todos os habitats e ecossistemas. Esses mamíferos são grandes dispersores de sementes, tendo papel importante na preservação e reconstrução de habitats. No entanto, sofrem grande pressão antrópica, o que representa riscos para a saúde desses animais. O presente estudo tem como objetivo detectar a infecção natural por Theileria equi e Rickettsia spp. e identificar as espécies de carrapatos em antas (Tapirus terrestris) na Amazônia brasileira. As capturas das antas estão sendo realizadas por contenção física e, quando necessário, por contenção química com auxílio de dardos anestésicos. Até o momento, foram coletadas amostras de sangue e confeccionados esfregaços sanguíneos de duas antas oriundas do Amazonas e Pará. A extração de DNA genômico das amostras de sangue está sendo realizada com um kit comercial e para a pesquisa de DNA de T. equi está sendo realizada uma PCR com os iniciadores BEC-UF2 e EQUI-R, que amplificam um produto de 392 pb, enquanto que para a pesquisa de DNA de Rickettsia spp. está sendo realizada uma Nested-PCR com os iniciadores 17K-5, 17K-3, 17KD1 e 17KD2, que amplificam um produto de 433 pb. O DNA de T. equi foi detectado nas amostras sanguíneas das duas antas. No entanto, não foi detectado o DNA de Rickettsia spp. nas amostras. As análises microscópicas dos esfregaços sanguíneos revelaram formas sugestivas de piroplasmídeos em ambos animais examinados. Não foi observada infestação por carrapatos nos animais estudados.

  • ELANNY GLICIA OLIVEIRA DA COSTA
  • O uso do geoprocessamento como instrumento para a vigilância da esquistossomose no estado do Pará

  • Data: 03/10/2018
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  • A saúde pública e o meio ambiente são influenciados pelo padrão de ocupação do espaço. Por isso, a utilização de técnicas de geoprocessamento na distribuição espacial dos problemas de saúde possibilita determinar áreas de risco que reúnem situações vulneráveis. A esquistossomose está entre as parasitoses mais disseminadas no mundo e representa um dos principais riscos à saúde das populações rurais e das periferias das cidades. O objetivo foi desenvolver modelos de análise, representação e construção de cenários espaciais que permitam a caracterização de fenômenos relacionados à distribuição dos caramujos Biomphalaria e da esquistossomose no município de Belém no estado do Pará. Foram obtidos os dados de caramujo do Laboratório de Parasitoses intestinais, Esquistossomose e Malacologia (LPIEM) do Instituto Evandro Chagas (IEC) e de esquistossomose da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (SESMA). O georreferenciamento foi feito com o uso de um GPS e da base georreferenciada da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (CODEM) e importados para um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Foi aplicada a Estimativa de Densidade Kernel (EDK) e realizada a regressão múltipla. O EDK aplicado nos focos de Biomphalaria mostrou a presença de três aglomerados de intensidade média/alta nos bairros Telégrafo, Sacramenta, Condor e Guamá. Foram obtidos 90 e 92 casos positivos de esquistossomose nos anos de 2015 e 2016, respectivamente com taxa de infecção de 1,16% e 1,58%. O modelo de risco usando a regressão mostrou que as principais variáveis foram a presença de B. glabrata infectados com S. mansoni; domicílios sem pavimentação; modelo digital de elevação e diferença de temperatura. O estudo mostra um relevante potencial na aplicação do SIG nas estratégias de controle e prevenção dos casos da doença no município de Belém indicando para a secretaria de saúde as áreas para serem monitoradas.

  • GEORGE TONHA DE OLIVEIRA
  • Efeito antimicrobiano de extratos etanólico de própolis frente a uma cepa de escherichia coli

  • Orientador : TALITA BANDEIRA ROOS
  • Data: 31/08/2018
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  • Falta

  • ROBERTA SALES SOUSA
  • Avaliação de uma Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) multiplex para detecção simultânea de fraude por acréscimo de carne bubalina em carne bovina e da presença de Salmonela ssp.

  • Orientador : CARINA MARTINS DE MORAES
  • Data: 30/08/2018
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  • Falta

  • THAMILLYS RAYSSA MARQUES MONTEIRO
  • Detecção molecular de toxoplasmas gondii em ostras Crassostrea spp. cultivadas na região estuarina do nordeste paraense.

  • Data: 28/06/2018
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  • A comunidade de Santo Antônio do Urindeua realiza a atividade de ostreicultura familiar e a comercialização de ostras ocorre principalmente em restaurantes, assim como em praias do estado. Sua principal forma de consumo é crua. Esses organismos realizam a alimentação por filtração, e na presença de ambientes contaminados podem reter micro-organismos, como o: Toxoplasma gondii. Este protozoário apresenta grande importância na saúde pública, podendo infectar animais e humanos, tendo como principal via de transmissão a oral, através de água e alimento contaminado. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo detectar a presença de DNA de T. gondii em ostras Crassostrea spp. de cultivo. Foi realizada a coleta de 400 ostras diretamente do sistema de cultivo fixo. Brânquias, trato gastrointestinal (TGI) e líquido intervalvar foram separados e agrupados em pools de 10 animais, tendo como resultado 40 amostras de cada tecido. Para a análise molecular, o DNA das amostras foi extraído e, posteriormente, foi realizada a nested-PCR baseada na amplificação de um fragmento de 155pb do gene B1 do parasito. As amostras positivas foram encaminhadas para sequenciamento nucleotídico para a determinação da identidade das sequências obtidas em relação às depositadas no GenBank. O DNA de T. gondii foi detectado em 5,83% (7/120) pools de ostras, sendo 7,5% (3/40) pools de TGI, seguida de 5% (2/40) de positividade em cada pool de brânquias e líquido intervalvar. As amostras apresentaram identidade e cobertura de 100% apenas com sequências de DNA de T. gondii. Desta maneira o trabalho conclui que o DNA do protozoário foi detectado em ostras do gênero Crassostrea spp. de uma área estuarina do nordeste paraense, sendo este o primeiro relato em ostras do estado do Pará.

  • ROBERT GUSTAVO SANCHEZ PRADO
  • Listeriose nervosa em búfalos.

  • Data: 28/05/2018
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  • A listeriose é uma doença que afeta várias espécies animais, incluindo o homem, e possui três formas diferentes de apresentação: nervosa, abortiva ou septicêmica. A forma nervosa é causada principalmente pela bactéria Listeria monocytogenes. No Brasil a doença já foi descrita em bovinos, ovinos e caprinos, mas não foram encontrados relatos desta doença em búfalos no Brasil e no mundo. O objetivo deste trabalho é descrever um surto de listeriose nervosa em búfalos no estado do Pará, Brasil. O surto ocorreu entre maio e julho de 2016, em uma propriedade localizada no município de Bujaru, na Amazônia Oriental. Três bubalinos de um total de 128 animais (casos 1, 2 e 3), menores de 40 dias, apresentaram um quadro clínico neurológico caracterizado por dificuldade de locomoção, paralisia dos quatro membros, diminuição da sensibilidade cutânea, decúbito lateral e morte. A morbidade foi de 6,38 % e a letalidade de 100 %. Na necropsia não foram encontradas lesões macroscópicas significativas. Amostras do sistema nervoso central foram coletadas, fixadas em formalina tamponada a 10 % e processadas rotineiramente para análise histopatológica. As principais alterações microscópicas observadas foram microabcessos unilaterais no tronco encefálico, compostos predominantemente por células mononucleares, com menor número de polimorfonucleares, e manguitos perivasculares compostos predominantemente por células mononucleares e poucos neutrófilos. Amostras dos búfalos 1 e 2 revelaram bactérias Gram positivas nas áreas de necrose na técnica de Gram. Amostras do búfalo 1 resultaram positivas na imuno-histoquímica (IHQ) para L. monocytogenes. O diagnóstico da forma nervosa da listeriose foi baseado nos dados epidemiológicos, no quadro clínico patológico e na imunomarcação para Listeria monocytogenes. Os dados do trabalho demostram que a listeriose deve ser considerada no diagnostico diferencial em bubalinos com sinais nervosos.

  • SAMARA MARIA MODESTO VERISSIMO
  • Comercialização de ostras (Crassostrea gasar) em praia do Nordeste Paraense: perfil dos vendedores e consumidores, análise microbiológica e fatores de risco

     

  • Data: 21/03/2018
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  • A comercialização de ostras vem crescendo no Brasil e vem se destacando como alternativa de renda para populações ribeirinhas uma vez que exige pouco ou nenhum investimento para seu desenvolvimento. Porém, para a sua expansão a observação das demandas da clientela local, assim como a averiguação da segurança para o consumo do alimento são de fundamental importância. O estudo teve como objetivo caracterizar o perfil dos vendedores e consumidores de ostras (Crassostrea spp) em praia do Nordeste Paraense, e consistiu da aplicação de entrevistas a vendedores e consumidores de ostras cruas na praia do Atalaia, município de Salinópolis a fim de traçar o perfil tanto dos indivíduos envolvidos quanto da atividade de venda. Aliado a isso o trabalho se propôs a investigar a contaminação das ostras comercializadas na praia por Salmonella spp, Staphylococcus coagulase positiva, Escherichia coli e Coliformes a 45° C (CTer). As entrevistas aconteceram nos períodos de feriados, assim como em alta temporada entre os meses de julho de 2016 e julho de 2017. Amostras de ostras foram compradas na praia em julho de 2017 e submetidas à análise microbiológica para a pesquisa de agentes além da reação em cadeia da polimerase (PCR) para a confirmação do gênero Salmonella, quando necessário. Quanto aos vendedores de ostras entrevistados (n=32) todos eram do sexo masculino. A maioria possuía uma jornada de trabalho de oito horas (78,1%), e nunca recebeu nenhum tipo de treinamento para exercer a atividade (90,6%). As ostras comercializadas eram obtidas através por extrativismo (96,9%), oriundas principalmente do município de Primavera (68,8%). A compra de um extrativista ou extração, quando o vendedor fazia a própria colheita, costumava ocorrer no dia anterior à venda (71,9%), sendo que 62,5% desses vendedores armazenavam os moluscos coletados em temperatura ambiente até o momento da venda. Os consumidores entrevistados (n=383) eram na maioria do sexo masculino (65,3%) e relataram consumir ostras esporadicamente (85,4%), na praia (95,8%). Inclusive, nesse estudo, 59,8% mencionaram estar dispostos a incluir as ostras em suas refeições diárias se houvesse oferta. A análise microbiológica da ostra comercializada revelou o crescimento de Salmonella spp. em 33.3% das amostras dos vendedores e esse resultado foi confirmado pela PCR. Todas as amostras analisadas estavam dentro do padrão para CTer e E. coli, conforme a legislação brasileira. Já para contagem de Staphylococcus coagulase positiva observou-se que 22,2% das amostras apresentaram valores acima dos padrões oficiais. Esse estudo revela que o extrativismo de ostras ainda é uma atividade muito comum na região mas que precisa de políticas públicas e melhoria da qualidade do produto comercializado, já que as ostras comercializadas na praia podem oferecer risco à população por questões que podem ser resolvidas a partir da capacitação dos extrativistas e vendedores de ostras.

  • ADRIANNE MARIA BRITO PINHEIRO DA ROSA
  • Padronização de uma Reação em Cadeia da Polimerase multiplex (mPCR) para detecção simultânea de fraude por adição de leite bovino e presença de Listeria monocytogenes em queijos bubalinos

  • Data: 20/03/2018
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  • Quando comparado ao leite bovino, o leite bubalino apresenta vantagens nutricionais, tais como altos níveis de gordura, proteínas e minerais. Devido ao alto valor agregado e da menor disponibilidade do leite bubalino, há ocorrência de fraudes em seus derivados por adição de leite bovino. Além disso, a riqueza nutricional do leite também favorece a proliferação de diversos micro-organismos, com destaque para Listeria monocytogenes, agente causador da listeriose, uma doença grave, que pode atingir principalmente gestantes, neonatos, idosos e imunodeprimidos. Entre os métodos de detecção de fraudes e de agentes microbianos, a PCR multiplex surge como uma ferramenta para a detecção simultânea de várias sequências de DNA diferentes, em uma única reação. Por esta razão, o objetivo do presente trabalho foi desenvolver uma PCR multiplex para a detecção simultânea de Listeria monocytogenes e de fraude em queijos bubalinos por adição de leite bovino, através da produção de queijos fraudados e contaminados experimentalmente. Para isso foram produzidos queijos com diferentes porcentagens de leite bubalino e bovino, os quais foram contaminação com cepa padrão de Listeria monocytogenes e que, posteriormente, foram submetidos a extração de DNA, a fim de se determinar o limite de detecção da mPCR proposta. Com os resultados obtidos, pode-se concluir que é possível a detecção simultânea das três espécies em uma única reação, sendo a metodologia proposta uma alternativa para a análise de queijos comercialmente disponíveis.

  • MYLLA CHRISTY DA SILVA DUFOSSÉ
  • Determinação das principais causas de condenação e análise histopatológica, microbiológica e molecular de frangos condenados por aerossaculite em um abatedouro fiscalizado pelo Serviço de Inspeção Estadual

  • Data: 20/03/2018
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  • O Brasil é o terceiro maior produtor e o primeiro exportador mundial de carne de frango. Visando garantir o aumento da produção, torna-se necessário o controle da sanidade avícola, lesões no sistema respiratório, como a aerossaculite, dificultam a dinâmica respiratória das aves e trazem risco de morte. A aerossaculite e septicemia que, na sua maioria, são alterações decorrentes de doenças respiratórias ocasionadas por infecção por Escherichia coli. Além do aumento da taxa condenações, aves com aerossaculite ocasionam risco de contaminação das carcaças com patógenos no processamento. Diante disso, o Serviço de Inspeção Estadual ADEPARÁ, desempenha um importante papel, o de garantir um produto de origem animal dentro dos padrões exigidos pela legislação. Com base no exposto, este estudo teve como objetivo verificar a relação existente entre a inspeção visual, a análise microbiológica, a fim de isolar e identificar E. coli, além de detectar genes de virulência de resistência sérica (iss) e hemaglutinação (tsh) através de uma multiplex PCR (Reação em Cadeia de Polimerase) em carcaças de frangos de corte, provenientes de um abatedouro avícola no estado do Pará. Os registros foram agrupados em tabelas tomando-se como base o número de aves abatidas mensalmente, de acordo com a natureza das condenações, apresentou um índice de 50,54 % e 60,45 % relacionadas a causas patológicas e as de origem não patológicas, corresponderam a 49,54 % e 39,55 %, nos anos de 2014 e 2015 respectivamente, indicando que ocorreram falhas no manejo sanitário nos plantéis de criação das aves. Das aves condenadas foram selecionas 30 carcaças oriundas de frangos condenados na linha de inspeção, com suspeitas de aerossaculite, pelo técnico do Serviço de Inspeção. Para o processamento das amostras, foram usados três órgãos de cada frango, sendo: traqueia, fígado e pulmão. Foram utlizados três técnicas de diagnósticos diferenciados: método convencional, PCR e exame histopatológico. Dos 30 frangos condenados, foram isolados E. coli em 100%, 97% e 80%, respectivamente amostras de traqueia, pulmão e fígado pelo método convencional. Após a confirmação da presença do agente nas amostras, foi realizada a pesquisa de genes, onde constatou com a utilização da mutiplex PCR, os genes tsh (670pb) e iss (720pb) devidamente amplificados, nos três órgãos das aves 1, 19 e 22, caracterizando uma infecção mista, assim como foram identificados 7/30 aves os dois fatores de virulência apenas nos órgãos respiratórios, o gene de virulência que apresentou mais frequência foi o tsh amplificando 670pb em 7/30 aves nos órgão respiratórios, não foram amplificados os genes pesquisados em 4/30 aves, mostrando ausência em todos os órgãos das mesmas, ressaltando que nos 17 figados estudados não houve amplificação de nenhum dos fatores de virulência, certificando que as aves não apresentavam quadro de septicemia. Os resultados demostraram que a técnica proposta para a pesquisa dos fatores de virulência foi eficiente, visto que os genes alvos foram detectados tanto nos controles positivos quanto nas amostras. Quanto à extração de DNA, a metodologia testada revelou-se apropriada para ser utilizada como etapa essencial de execução da m-PCR. Além disso, utilizando o diagnóstico histopatológico detectou-se a predominância de
    6
    heterófilos e mononucleares na traqueia (30/30), no pulmão (27/30) e no fígado (4/30), onde praticamente não foi diagnosticada nenhuma alteração, diferentemente dos órgãos respiratórios. Conclui-se, diante dos resultados obtidos, indica que a Multiplex PCR para os genes de virulência tsh e iss apresenta um grande potencial na caracterização de isolados de E. coli, com isso faz-se necessária a utilização de tecnologias para identificação e prevenção de E. coli nos aviários e matadouros avícolas.

  • ANDREIA SILVA DA SILVA
  • Padronização e aplicação de uma Reação em Cadeia da Polimerase multiplex (mPCR) para detecção simultânea de fraudes e Staphylococcus aureus em carne moída bovina

  • Data: 12/03/2018
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  • O presente estudo teve por objetivo padronizar e aplicar uma Reação em Cadeia da Polimerase multiplex (mPCR) para detecção simultânea de fraudes e Staphylococcus aureus em carne moída bovina e seus resultados serão apresentados na forma de artigo científico. Para a realização da técnica, primeiramente foi realizada a extração de DNA das carnes e cepa padrão de S. aureus. Para a padronização da mPCR, foram empregados iniciadores específicos para espécie B. taurus (12 SBT-REV2), B. bubalis (12 SBUF-REV2), para ambas as espécies (12 SM-FW) e para S. aureus (COAG2-FOR e COAG3-REV). Para determinar a sensibilidade da técnica foram realizadas diluições seriadas dos respectivos DNAs, que foram submetidas a mPCR. Também foram realizadas fraudes experimentais, com adição de diferentes proporções de carne moída bubalina em carne moída bovina e, adicionalmente, essas carnes foram contaminadas com S. aureus. Para a realização da contaminação, as misturas de carne e de UFCs de S. aureus foram homogeneizadas em 225mL de solução salina 0,1% peptonada (SSP 0,1%), em stomacher, por 60s e incubadas 36±1°C. Coletas de amostras das carnes inoculadas foram feitas a cada 8h, durante 48h, totalizando 6 coletas. Por fim, para avaliar a aplicabilidade da técnica, 99 amostras de carne moída comercialmente disponíveis nos municípios de Belém, Marabá, Marajó e Santarém, estado do Pará e Macapá, estado do Amapá foram coletadas e submetidas a metodologia proposta. Os resultados obtidos demostraram que a mPCR foi capaz de identificar simultaneamente a presença de DNA de S. aureus, B. taurus e B. bubalis em uma mesma reação, com amplificação de fragmentos de 800, 346 e 220 pares de base, respectivamente, apresentando boa sensibilidade, com limiar de detecção de 0,825ng/μL. Na fraude e contaminação experimental foi possível observar a presença de DNAs das 3 espécies a partir do incremento mínimo 5% de carne moída bubalina em carne moída bovina. A análise de amostras de campo demonstrou 8,08% (8/99) de fraude por adição, 3,03% (3/99) de fraude por substituição, 47,47% (47/99) de contaminação por S. aureus e 4,04% (4/99) de amostras com presença de DNAs das 3 espécies. Concluímos que a mPCR descrita foi eficaz em detectar a presença de fraude e de contaminação por S. aureus em carnes, podendo ser utilizada como ferramenta por órgãos de fiscalização e que tanto a fraude quanto a infecção por S. aureus ocorrem na região alvo do estudo.

  • ANA ESTELITA NASCIMENTO DE CARVALHO
  • Avaliação clínica e eletrocardiográfica de cães com Doença de Chagas naturalmente infectados.

  • Data: 28/02/2018
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  • O objetivo este estudo foi avaliar as alterações clínicas e eletrocardiográficas de cães naturalmente infectados com o T. cruzi, no município de Castanhal, Pará. Foram realizadas visitas domiciliares e avaliações clínicas e eletrocardiográficas trimestralmente durante o período de 24 meses. Não foram observadas alterações clínicas compatíveis com o desenvolvimento de doença cardíaca em nenhum dos
    animais, como também não foram identificadas alterações no exame eletrocardiográfico que indicassem a progressão da doença de Chagas.

  • DANIELLA KAISA DE OLIVEIRA BEZERRA
  • Avalição da técnica de biópsia hepática videoassistida com pinça babcock em cães

  • Data: 28/02/2018
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  • O objetivo do estudo é avaliar a biopsia hepática videolaparoscópica com pinça de manipulação babcock, em pacientes caninos com histórico de alteração hepática. As amostras foram coletadas com abertura de dois portais, inicialmente se fazendo uma laparoscopia exploratória, sendo avaliada a superfície do fígado e escolhendo o local a ser feito a biopsia. Com a pinça babcock o tecido foi apreendido, pressionado por 5 segundos, em seguida com auxílio da bainha do trocater se fazia a secção e retirada do fragmento do fígado, verificava-se se havia hemorragias ou outra intercorrência. As amostras foram submetidas a processamento histológico de rotina, sendo fixadas em formol e incluídas em parafina e nos cortes histológicos foi quantificada a área disponível para análise e avaliadas possíveis lesões induzidas pela técnica ou doença hepática de cada paciente. Os procedimentos ocorreram sem intercorrências e os fragmentos obtidos permitiram a adequada caracterização da lesão na histopatologia, mostrando a viabilidade da técnica utilizada.

  • ADRIANA ELIZABETH CORDEIRO BARBOSA
  • Avaliação óleo de andiroba (Carapa guianesis) como solução antiaderente em processos cirúrgicos do útero e ovário de ovinos.

  • Data: 27/02/2018
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  • O objetivo do presente trabalho foi avaliar o óleo de andiroba para prevenção de aderências intra-abdominais pós-operatórias. Foram induzidas aderências por diatermia monopolar no trato genital de oito fêmeas ovinas, posteriormente dois grupos experimentais foram formados: grupo controle, sem nenhum tratamento antiaderente; e grupo andiroba, onde foi aplicado seis gotas de óleo de andiroba em cada ponto de cauterização. Após 15 dias, foi realizada uma laparoscopia exploratória, e classificou-se quanto a presença, quantidade, local e tipo de aderências e órgãos envolvidos. Ocorreram aderências em 100% dos animais do grupo controle, e em 75% dos animais do grupo andiroba, sendo diferentes estatisticamente. Além disso, todas as aderências formadas no grupo tratado foram passíveis de adesiólise, enquanto as do grupo controle apresentaram apenas uma foi parcialmente possível. O óleo de andiroba não preveniu as aderências em todos os animais, porem contribui para a formação de aderências passíveis de adesiólise.

2017
Descrição
  • ANDREY CARLOS DO SACRAMENTO DE OLIVEIRA
  • Validação de diferentes métodos analíticos para autenticação de produtos de origem animal e análise de capacidade nutracêutica dos alimentos produzidos e comercializados na região amazônica

  • Data: 22/11/2017
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  • O presente trabalho teve por objetivo utilizar a Reação em Cadeia da Polimerase convencional, multiplex e em tempo real (qPCR) na autenticação de carne moída bovina e na pesquisa de Salmonella spp. em produtos cárneos. Os resultados da presente Tese de Doutorado estão apresentados por meio de quatro artigos científicos que, em conjunto, validaram de forma comparativa a eficiência da PCR quantitativa em tempo real (qPCR) e da PCR multiplex para autenticação de carne moída bovina e, simultaneamente, evidenciaram a capacidade de detecção de fraude pela identificação espécie-específica de Bubalus bubalis, Equus caballus e Equus asinus africanus e muares. Adicionalmente, foi avaliada a capacidade dessas técnicas na pesquisa de Salmonella spp. e na correlação entre a presença de fraude e uma possível contaminação microbiológica por esse gênero bacteriano. Concluímos que os diferentes métodos, apresentados aqui nos quatro artigos científicos, foram validados para autenticação de produtos de origem bovina, ao mesmo tempo em que se mostraram eficientes para detectar a presença de fraude e na pesquisa de Salmonella spp. Adicionalmente foi incluído um Relatório de Atividades Complementares relacionados às experiências vivenciadas junto ao Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior na Universidade de Pisa, Itália. Finalmente concluímos que embora os protocolos demonstrados sejam de extrema relevância, com elevada sensibilidade e especificidade, ainda se faz necessário que tais metodologias sejam aplicadas em alimentos comercialmente disponíveis, podendo vir a ser uma alternativa na rotina de fiscalização oficial desses produtos.

  • DANIELE PINA MONTAO
  • Intoxicação acidental por torta de mamona (Ricinus communis) em equinos

  • Data: 27/10/2017
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  • Ricinus communis é um arbusto da família Euphorbiaceae conhecido popularmente como “mamona” ou “carrapateira”. A planta é considerada oleaginosa e suas sementes têm sido utilizadas, principalmente, na produção de biodiesel. A extração do óleo pode ser mecânica ou com solventes, gerando, como subprodutos, a torta de mamona e a farinha de mamona, respectivamente. A ingestão acidental desses subprodutos pode causar intoxicação em animais e humanos, caracterizada por sinais digestivos devido à presença de uma toxalbumina chamada ricina. A toxidez das sementes varia entre as espécies animais, em equinos a dose letal de sementes é de 0,1g/Kg de peso vivo. Há vasta literatura sobre a intoxicação por R. communis em diferentes espécies animais e humanos. Em relação aos equinos os relatos são escassos e com poucas informações sobre os aspectos patológicos da intoxicação. Assim, os objetivos do presente estudo foram descrever os aspectos epidemiológicos, clínicos e patológicos observados de um surto de intoxicação acidental por torta de mamona em equinos. Os equinos eram suplementados com torta de dendê (Elaeis guianeesis), no entanto, na compra de uma nova partida, houve um erro no pedido sendo solicitada torta de mamona. Os quatro equinos que receberam a torta de mamona apresentaram sinais clínicos indicativos de cólica, que iniciaram cerca de 21 horas após administração. Três destes morreram, com evolução clínica 2 a 4,5 horas, o outro animal foi tratado com fluidoterapia intravenosa, antibioticoterapia e anti-inflamatório não esteroidal, recuperando-se em 5 dias. Na necropsia de dois destes equinos, as principais lesões foram encontradas no intestino delgado, sendo observadas mucosas com avermelhamento acentuado e recobertas por fina camada de material amarelado fibrinoso. No lúmen intestinal, havia grande quantidade de líquido sanguinolento. O estômago estava repleto com grumos escuros semelhantes às sementes trituradas da mamona em meio ao conteúdo. As adrenais de ambos equinos apresentavam congestão e hemorragias corticais. Na microscopia, a principal lesão foi uma enteropatia fibrino-necrótica, aguda, difusa e acentuada, afetando com maior intensidade o jejuno. O diagnóstico de intoxicação por torta de mamona foi baseado na evidência circunstancial de consumo do subproduto, sendo corroborado pelos aspectos clínicos e patológicos. Os resultados indica m que a torta de mamona vendida para fertilização do solo é extremamente tóxica quando ingerida, havendo a necessidade de detoxicação ou rotulagem adequada informando sobre a sua toxicidade.

  • JULIANA RAIYANNI SOUSA NETO
  • Estudo ecoepidemiológico da doença de Chagas no estado do Pará, 2007-2014

  • Data: 01/09/2017
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  • Falta

  • HERLLY NILTON FERREIRA ELERES
  • Prevalência de anticorpos anti-Leptospira spp. em animais e humanos residentes em área de fragmentação florestal no estado do Pará.

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 23/08/2017
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  • Falta

  • ANA PAULA PRESLEY OLIVEIRA SAMPAIO
  • Efeito da suplementação de Bacillus cereus var. Toyoi na resposta humoral de animais vacinados experimentalmente com antígeno particulado de Leishmania infantum chagasi

  • Data: 11/08/2017
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  • A imunização através da vacinação tem se mostrado uma alternativa eficiente no 9 controle sanitário. Porém apesar do grande avanço tecnológico, muitas vacinas são 10 pouco imunogênicas ou não oferecem uma resposta imune capaz de prevenir a 11 infecção, como no caso da Leishmaniose visceral canina. Uma alternativa possível 12 para a melhoria da eficiência destas vacinas através da modulação do sistema 13 imunológico por outros meios é o uso dos probióticos, que são micro-organismos vivos 14 que conferem benefícios a saúde do hospedeiro. Dessa maneira, esse trabalho teve 15 como objetivo avaliar o efeito imunomodulador do probiótico Bacillus toyonensis em 16 camundongos vacinados experimentalmente contra Leishmania infantum chagasi, 17 durante o período da administração dos probióticos e após a suspensão do mesmo. 18 Para tal foram utilizados 24 camundongos Balb/c, com 21 dias de idade, vacinados 19 experimentalmente contra Leishmania infantum chagasi, divididos em três grupos 20 experimentais. Um grupo sem suplementação (A) e os outros dois (B e C) 21 suplementados por via oral com Bacillus toyonensis, na concentração de 106UFC/g-1 22 incorporado na ração, em diferentes períodos. Para a investigação da cinética da 23 produção dos anticorpos foram coletadas amostras de sangue e os soros foram 24 submetidos ao Ensaio da Imunoabsorbância Ligado a Enzima indireto, utilizando 25 antígeno particulado como antígeno. Os animais de todos os grupos apresentaram 26 soroconversão de IgG total contra o antígeno utilizado, porém o grupo suplementado 27 com probiótico no período contínuo apresentou resultados de soroconversão de 28 IgG2a/IgG1 superior quando comparado ao grupo que foi suplementado antes e 29 depois de cada vacina e ao grupo que não recebeu o probiótico, mantendo o seu título 30 até o final do experimento, sugerindo assim que probiótico utilizado pode melhorar a 31 resposta imune humoral contra o antígeno vacinal utilizado no estudo.

  • OLGA ANGELICA MATOS BORGES
  • Detecção de fraudes por adição de produtos amiláceos em amostras de polpa de açaí in natura comercializadas no município de Castanhal-Pará

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 03/08/2017
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  • A polpa de açaí é um produto que, por seu alto valor nutritivo, ocupa lugar de destaque no mercado nacional e internacional. De acordo com a Instrução normativa n0 1 de 07 de janeiro de 2000, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) esse produto é extraído da parte comestível do fruto do açaízeiro (Euterpe Oleraceae Mart.), e deve estar livre de sujidades, parasitas e micro-organismos que possam deixá-lo impróprio para o consumo, e como ingredientes opcionais são permitidos apenas água e, em casos de polpas pasteurizadas, ácido cítrico. Entretanto, nos últimos três anos há relatos na mídia em geral de que substâncias espessantes contendo amido estariam sendo adicionadas a polpa de açaí in natura em municípios do estado do Pará, que é o maior produtor e consumidor do alimento, na intenção de deixá-la com uma qualidade aparentemente melhor e assim obter lucros ilícitos em detrimento da saúde do consumidor. Diante do exposto, a pesquisa objetiva detectar fraudes por espessantes a base de amido em amostras de polpa de açaí in natura comercializadas no município de Castanhal-Pará, utilizando a metodologia para detecção de amido proposta pela Instrução Normativa Nº 68 de 12 de dezembro de 2006 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) que oficializa os métodos oficiais físico-químicos para controle do leite e produtos lácteos, adaptado por Pantoja (2017). Foram coletadas 85 amostras de polpa de açaí in natura oriundas de estabelecimentos registrados e não registrados na Vigilância Sanitária do município, das quais 5,88% (5/85) apresentaram-se positivas na análise para detecção de compostos amiláceos, sendo três oriundas de estabelecimentos oficiais 8,10% (3/37) e duas 4,16% (2/48) de não oficiais o que deixa o município em uma posição de destaque quanto a não realização de fraudes por esse produto em questão, no entanto sem eximir a responsabilidade dos órgãos de Vigilância em fiscalizar esses e outros estabelecimentos, pois há possibilidades de fraudes com outros produtos.

  • RITA DO SOCORRO BRITO COROA
  • Análise do trânsito de bovídeos no estado do Pará

  • Data: 13/07/2017
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  • para a vigilância das doenças transmissíveis. O estado do Pará escoa gado vivo tanto para outros estados quanto para outros países. A dinâmica do trânsito desses animais tem sido descrita de forma escassa. Nesse contexto, foi realizado um estudo retrospectivo com dados do trânsito de bovídeos do estado do Pará, Brasil, nos anos de 2014 e 2015. Foram obtidos dados das Guias de Trânsito Animal emitidas no período de estudo e submetidos à análise descritiva e à análise de fluxo de rede. A base de dados foi composta por informações obtidas de 452.142 movimentações que transportaram 11.221.847 bovídeos. O estudo identificou cinco comunidades pecuárias (CPs), reveladas pelo comércio de bovídeos para diversas finalidades. As comunidades identificadas neste estudo revelaram um padrão geográfico no comércio entre os municípios. Foram identificadas três comunidades pecuárias que merecem observação da vigilância agropecuária: duas (CP1 e CP5) pelo montante de animais enviados para fora do estado, com destaque para Altamira, Uruará, Novo Progresso, Xinguara, São Félix do Xingu, Novo Repartimento e Marabá. E o município de Paragominas, localizado na CP4, pela grande concentração de animais oriundos de diferentes localidades do Pará com destino à exportação. O comércio ocorre prioritariamente dentro do Estado, especialmente entre municípios de uma mesma comunidade. Mais de 20 unidades federativas brasileiras mantêm relação comercial com as propriedades paraenses. O transporte se deu prioritariamente pela via rodoviária. O método observacional retrospectivo aplicado neste estudo foi eficiente para a caracterização da rede de trânsito agropecuário paraense. O estudo é de importância para melhorar o entendimento das relações nacionais e internacionais do comércio de bovídeos brasileiros.

  • BREENDA BAKER TAVARES
  • Interferência da anestesia de tumescência na técnica operatória de mastectomias realizadas em cadelas

  • Data: 28/06/2017
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  • As neoplasias mamárias são o tipo tumoral mais frequente em cadelas, sendo cerca
    de 70% de todas as neoplasias que acometem essa espécie. Aproximadamente
    50% destas são malignas, implicando em altos índices de mortalidade devido a
    recidivas e metástases. O tratamento mais indicado é o cirúrgico, e a mastectomia é
    a cirurgia de eleição. A dor pós-operatória de mastectomias apresenta efeitos
    deletérios sobre a recuperação do paciente, e nesse contexto a anestesia infiltrativa
    por tumescência é uma técnica anestésica local que tem sido utilizada de forma
    crescente, principalmente em mastectomias, por ser considerada uma prática segura
    e de fácil execução. Porém ainda há poucos estudos sobre os efeitos da anestesia
    por tumescência em mastectomias em cadelas, sendo a maioria envolvendo os
    efeitos anestésicos e analgésicos, não havendo relatos sobre a interferência desse
    procedimento anestésico sobre a técnica cirúrgica. Este estudo avaliou as margens
    cirúrgicas e a velocidade de execução de mastectomias unilaterais em cadelas
    portadoras de neoplasias mamárias, utilizando-se a técnica anestésica local
    infiltrativa de tumescência como protocolo anestésico adjuvante. Foram utilizadas 14
    cadelas acometidas por neoplasias mamárias, divididas em dois grupos de sete
    animais cada. No grupo controle (G1) foi realizada mastectomia sem anestesia local,
    e o grupo experimental (G2) realizou-se mastectomia utilizando-se anestesia de
    tumescência. A lesão provocada pela incisão cirúrgica foi mensurada em cm² e o
    tempo foi marcado em minutos. O diagnóstico do tipo tumoral foi pela técnica
    histopatológica convencional e as margens cirúrgicas profundas foram analisadas
    por histopatologia com coloração com nanquim. Obteve-se o percentual de 42,85%
    de comprometimento de margens cirúrgicas tanto no G1 quanto no G2, sendo que
    em todos os casos a neoplasia era maligna. Os dados obtidos foram analisados
    estatisticamente e concluiu-se que a técnica de tumescência não interferiu na
    qualidade da margem cirúrgica, não havendo também diferença significativa na
    velocidade de realização da técnica cirúrgica entre os grupos. O presente estudo
    demonstra que os benefícios do emprego da anestesia de tumescência podem ser
    obtidos com segurança por não haver prejuízo na qualidade da margem cirúrgica,
    nem interferência no tempo de cirurgia.

  • ANDRELY DE JESUS SOARES DA CRUZ
  • Ação larvicida do extrato de folhas de Clibadium surinamense sobre Aedes aegypti


  • Data: 12/06/2017
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  • Aedes aegypti representa uma grande ameaça à saúde pública, e o controle desses vetores é realizado por meio do uso contínuo de inseticidas sintéticos, o que tem provocado a seleção de populações de mosquitos resistentes aos diversos grupos químicos. Assim, os compostos derivados de plantas têm surgido como alternativa viável de combate aos vetores. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi de averiguar se o extrato de folhas de Clibadium surinamense tem ação larvicida sobre Aedes aegypti. Para isso, larvas de terceiro e quarto ínstar foram mantidas em recipientes contendo 99mL de água e um mL de extrato diluído em etanol nas concentrações de 1000ppm, 750ppm, 500ppm e 250ppm. O grupo controle continha 99mL de água e um mL de etanol. Foram realizados três ensaios em triplicata, e as concentrações letais (CL50 e CL90) em 24 horas de experimento foram de 713ppm e 1,247ppm, respectivamente, determinadas pela análise PROBIT (BioStat PRO – Versão 5.9.8). O extrato bruto metanólico das folhas de C. surinamense apresentou ação larvicida sobre Ae. Aegypti em condições de laboratório.

  • WANESSA RENDEIRO DA SILVA E SILVA
  • O EXTRATO HIDROALCOÓLICO DA RAIZ DE ACMELLA OLERACEA TEM AÇÃO INSETICIDA SOBRE AEDES AEGYPTI (DIPTERA: CULICIDAE)

  • Data: 05/06/2017
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  • Há décadas o controle de insetos vetores têm sofrido limitações devido à seleção da resistência em função do uso contínuo de inseticidas. As constantes investigações por alternativas viáveis demonstram que alguns extratos vegetais possuem compostos bioativos capazes de controlar a população de Aedes aegypti, como é o caso da Acmella oleracea, conhecida popularmente como jambu na região Norte. Esta hortaliça faz parte da culinária local, sendo as principais partes utilizadas: folhas, caule e flores, e apesar das raízes também possuírem compostos que podem apresentar atividade larvicida, ainda não há pesquisas com esta finalidade. Neste estudo testamos diferentes concentrações do extrato hidroalcoólico da raiz de A. oleracea sobre larvas de Ae. aegypti e observamos atividade larvicida em todas as concentrações testadas (p<0,0001), com CL50= 339ppm e CL90= 1003ppm, assim como houve associação estatística entre as três concentrações do extrato testadas e a quantidade de mosquitos adultos gerados (p<0,0001).

  • JOSE DE JESUS CORREA NETO
  • Enfermidades em peixes-bois (Sirenia: Trichechidae) oriundos de encalhes na Amazônia Oriental

  • Data: 15/05/2017
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  • No Brasil são encontradas duas espécies de peixes-bois, uma ocorre na zona costeira das regiões Norte e Nordeste, denominada de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e outra nos rios e estuários da Amazônia conhecido como peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). Essas espécies são consideradas criticamente ameaçadas por ações antropogênicas em todas as regiões onde elas ocorrem. O conhecimento sobre doenças que acometem peixes-bois vem crescendo e é constante. Este estudo tem como objetivo relatar enfermidades que levaram a óbito dois peixes-bois do gênero Trichechus oriundos de encalhes na Amazônia Oriental. Nos anos de 2014 e 2015, um exemplar de Trichechus spp. e um de Trichechus inunguis, peixes-boisr espectivamente, vieram a óbito. Fragmentos de diversos órgãos foram coletados em formalina a 10% e processados rotineiramente para histopatologia. As amostras foram incluídas em parafina, cortadas a 5 μm de espessura e corados por hematoxilina e eosina (HE). Nos achados para Trichechus spp. foi observado opacidade das córneas, além de lesões irregulares nas regiões torácica e ventral sugerindo dermatite micótica. Microscopicamente, foi observada degeneração mixomatosa nas válvulas cardíacas, revelando endocardiose e congestão pulmonar. Nos achados de necropsia da espécie T. inunguis foi observado que no ceco e terço inicial do cólon a mucosa apresentava conteúdo líquido amarelo claro e erosões parcialmente recobertas por uma camada de material amarelado e elástico (pseudomembranas de fibrina). O exame histopatológico evidenciou intensa colonização bacteriana no estrato córneo, caracterizada pela presença de cocos e bacilos basofílicos entre as lâminas de queratina e sobre a mesma. Havia ainda áreas de necrose com desnudamento das criptas margeada por infiltrado inflamatório misto, contendo eosinófilos. Foi estabelecido diagnostico de Tiflocolite necrotizante multifocal moderada associada com intensa colonização bacteriana na mucosa. A bactéria Salmonella enterica subsp. enterica (rugosa) foi isolada do conteúdo do ceco. O relato de casos de enfermidades em peixes-bois é de suma importância para ampliar o conhecimento sobre a biologia desses animais. Além disso, auxilia na elaboração de novas estratégias de conservação na natureza e em centros de reabilitação. Portanto, mais pesquisas nesse contexto devem ser realizadas no Brasil e em particular na região amazônica, onde as duas espécies do genêro Trichechus ocorrem em simpatria.

  • KARINA DA CRUZ PINTO NAHUM
  • Situação epidemiológica da agressão por morcegos em humanos na região do Nordeste Paraense no período de 2000 a 2015

  • Data: 05/05/2017
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  • O desafio para os países da América Latina é o desenvolvimento de uma estratégia comum para prevenção da raiva humana transmitida por morcegos em áreas remotas da região amazônica. Após o período de surto de 2004 e 2005 no Pará/Brasil não foram registrados casos de raiva humana no estado. Porém as agressões por morcegos são uma realidade constante na população da Amazônia, pois as pessoas residem em áreas favoráveis aos ataques dos morcegos hematófagos. Buscou-se compreender os surtos de raiva humana ocorridos nos municípios do 4º Centro Regional de Saúde do estado do Pará (4ºCRS/SESPA). nos anos de 2004 e 2005, analisando as agressões por morcegos na região antes e depois do surto a fim de dar subsídios à vigilância em saúde para prevenção de novos casos. O estudo é retrospectivo descritivo utilizando 7.747 fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) referentes atendimento antirrábico humano devido a agressão por morcegos no período de 2000 a 2015 dos municípios que pertencem ao 4º. CRS/SESPA. Os indivíduos agredidos eram na maioria crianças e adolescentes (60,4%), do sexo masculino (57,7%) e residiam em zona rural (89,6%). O tipo de exposição mais relatado pelos profissionais foi a mordedura (97,5%), localizada nos membros inferiores (57,9%), com ferimentos múltiplos (61,6%) e superficiais (73,4%). A procura pelo atendimento ocorreu em um período maior que 90 dias (44,2%) após a agressão. As notificações de agressão ocorreram após o ano de 2003, principalmente nos municípios de Viseu e Augusto Corrêa, sendo que a análise espacial por setores censitários revelou que os indivíduos residiam prioritariamente em áreas adjacentes aos manguezais da região. Com isso pode- se entender que a população da região de estudo não relacionava a raiva humana com a agressão por morcegos até o ano de 2003, quando as notificações foram iniciadas. Destaca-se a necessidade de ação de educação permanente para a população e para os profissionais de saúde para que ocorra a proteção principalmente das crianças de 5 a 9 anos destacadas como alvo da maioria das agressões nesse estudo.

  • TATIENE ROSSANA MÓTA SILVA
  • PESQUISA DE Plasmodium spp. EM PRIMATAS NEOTROPICAIS NA AMAZÔNIA OCIDENTAL

  • Data: 15/03/2017
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  • No Brasil, infecções naturais por Plasmodium spp. foram diagnosticadas em primatas não humanos em todas as regiões. Apesar da existência de uma grande diversidade de primatas neotropicais na Amazônia brasileira, estudos sobre infecções por esses agentes ainda são incipientes. Portanto, o objetivo do estudo foi pesquisar a frequência da infecção natural por Plasmodium spp. em primatas não humanos nascidos em vida livre e mantidos em cativeiro na Amazônia Ocidental. Amostras de sangue total foram coletadas de 98 primatas não humanos pertencentes às famílias Aotidae (n=1), Atelidae (n=40), Callitrichidae (n=3), Cebidae (n=49) e Pitheciidae (n=5). A extração de DNA genômico das amostras foi realizada com um kit comercial. A detecção de DNA de Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum foi realizada por Semi-Nested PCR. Os produtos amplificados foram purificados e sequenciados. As sequências consenso foram submetidas ao BLASTn para determinação da identidade das sequências obtidas em relação as sequências armazenadas no GenBank. Para confirmar a identidade das sequência de DNA, múltiplos alinhamentos foram realizados para construção de uma árvore filogenética. DNA de Plasmodium spp. foi detectado em 6,12% (6/98) dos primatas examinados, sendo que em 4,08% (4/98) foi detectado DNA de P. falciparum e 2,04% (2/98) de P. vivax. As maiores frequências de infecções por P. falciparum foram detectadas em calitriquídeos (33,33%), seguido por cebídeos (4,08%) e atelídeos (2,5%), enquanto que DNA de P. vivax foi observado somente em atelídeos (5%). Não foram diagnosticadas co-infecções nos primatas examinados. A busca por homologia utilizando o algoritmo BLASTn revelou 99% de identidade entre as sequências parciais do gene 18S rRNA dos dois isolados de P. vivax de Lagothrix cana do Amazonas e as sequências de isolados de P. vivax disponíveis no GenBank. As sequências parciais do gene 18S rRNA dos isolados de P. falciparum de Saimiri ustus, Saguinus bicolor, Sapajus sp. e L. cana revelaram identidades de 100%, 99%, 99% e 97%, respectivamente, com as sequências de isolados de P. falciparum disponíveis no GenBank. A análise filogenética demonstrou a homologia das sequências de P. vivax obtidas dos dois L. cana do Amazonas que foram agrupadas em um clado juntamente com outras sequências de P. vivax. As quatro sequências de P. falciparum obtidas no estudo agruparam em um mesmo clado com outros três isolados de P. falciparum. Pode-se concluir que os primatas não humanos estão infectados por Plasmodium spp. nas áreas estudadas, sendo relatada pela primeira vez a infecção por P. vivax em um primata não humano (L. cana) na Amazônia brasileira e a infecção por P. falciparum em S. bicolor. Estudos sobre os agentes etiológicos da malária são importantes não somente para a saúde pública, mas também para a conservação de espécies de primatas não humanos.

  • SIDNEY DO SOCORRO FARIAS SANTOS
  • PESQUISA DE Rickettsia spp. EM RATOS DE VIDA LIVRE ORIUNDOS DE FRAGMENTOS FLORESTAIS NA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Orientador : ALESSANDRA SCOFIELD AMARAL
  • Data: 15/03/2017
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  • falta

  • LORENA SAMARA GAMA PANTOJA
  • Padronização de uma metodologia analítica para detecção de fraude por adição de compostos amiláceos em polpa de açaí in natura, congelada e pasteurizada

  • Data: 06/03/2017
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  • A legislação brasileira define como polpa de açaí o produto extraído da parte comestível do fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, Mart.), não sendo permitida a adição de substâncias, além de água, à polpa in natura. Porém, no estado do Pará, importante produtor mundial deste alimento, há relatos da incorporação de agentes espessantes à polpa de açaí popular, para que esse se assemelhe ao açaí especial, visando maiores lucros. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi padronizar uma técnica eficiente para detecção de fraude em polpas de açaí por adição de agentes espessantes a base de amido, bem como mensurar seu limite de detecção. Para tal, amostras de açaí in natura, congeladas e pasteurizadas foram fraudadas experimentalmente pelo acréscimo de diferentes percentagens de amido, derivado de mandioca e trigo e foram submetidas a técnica de detecção de amido sugerida pela Instrução Normativa Nº 68, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, que Oficializa os Métodos Analíticos Oficiais Físico-Químicos para leite e derivados, com modificações. Os resultados obtidos demonstraram que a metodologia proposta foi eficiente, uma vez que o teste foi capaz de identificar percentagens de produtos amiláceos entre 1% e 7,5%, de acordo com o protocolo adotado e o espessante a ser testado. Concluímos que a metodologia proposta pode ser uma alternativa viável para a detecção de fraudes por incorporação de produtos amiláceos em polpas de açaí disponíveis comercialmente.

  • MARIA AUDILEIA DA SILVA TEIXEIRA
  • Aspectos patológicos e imuno-histoquímicos da poliserosite em búfalos (Bubalus bubalis)

  • Data: 03/03/2017
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  • Polisserosites são alterações inflamatórias das serosas viscerais e parietais das cavidades corpóreas. Um tipo especial destas alterações foi identificado em bubalinos abatidos para consumo nos anos 80, sendo associado a infecção por Chlamydia psittaci. Apesar da importância social e econômica da bubalinocultura no Brasil, do caráter zoonótico da infecção por C. psittaci e da possibilidade de envolvimento de outros agentes na afecção polisserosite de bubalinos, não houveram trabalhos desde este estudo pioneiro. Nesta dissertação amostras biológicas de coração, diafragma, fígado e pulmão, de bubalinos abatidos para consumo foram coletadas após serem identificadas como polisserosite pelo serviço de inspeção sanitária do matadouro de município de um estado do Brasi. Estas amostras foram coletadas e com objetivo de avaliar a frequência e origem dos casos. De um total de 2.887 bubalinos abatidos em um período de seis meses, foram detectados 48 (1,66%) casos de polisserosite, sendo coletados para análise material de 39 animais. Santa Cruz do Arari na Ilha de Marajó foi o município com maior frequência de casos, visto que 6,49% dos búfalos oriundos deste município apresentavam lesões. No entanto, 52,08% dos casos do presente estudo foram oriundos do município de Soure, na Ilha de Marajó, que forneceu cerca de 51% dos búfalos abatidos no período. Na macroscopia, as lesões se caracterizaram por áreas opacas, branco-amareladas, com espessamento das serosas, por vezes com franjas fibrosas na superfície dos órgãos. Na histopatologia foram encontradas projeções de tecido conjuntivo parcialmente revestidas por células mesoteliais pavimentosas com formas cuboidais. Frequentemente as projeções apresentavam um infiltrado mononuclear de intensidade variável, constituído predominantemente por células linfoides, com ocasional formação de folículos linfoides ectópicos ou terciários. Através da imuno-histoquímica foi considerado que havia um predomínio de linfócitos T em relação aos linfócitos B.

  • ELLEN PRISCILA DE MELLO GONÇALVES
  • Avaliação do uso de uma Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para a utenticação do Salmo salar utilizado em pratos da culinária japonesa e para a pesquisa de Salmonella sp. em amostras de salmão submetidos a infecção experimental

  • Data: 21/02/2017
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  • Dentre os pescados mais apreciados no mundo as espécies de salmão merecem destaque, estando entre os peixes mais consumidos como alimento cru, principalmente em pratos do tipo sushi e sashimi. Porém, apesar dos benefícios atribuídos ao salmão, o aumento do consumo deste alimento levou ao surgimento de surtos de infecção por agentes patogênicos. Dentre as bactérias patogênicas, as pertencentes ao gênero Salmonella sp. vem se destacando como as principais responsáveis por casos de infecções alimentares. Além da qualidade microbiológica, a autenticidade do pescado utilizado em pratos à base de salmão também tem sido alvo de estudo, visto que, devido à importância comercial do Salmo salar, muitas fraudes estão sendo praticadas por comerciantes. Portanto, o objetivo deste trabalho foi padronizar uma PCR para a detecção de Salmo salar, através da produção experimental de sushi e da análise de amostras comercialmente disponíveis e estabelecer o limite de detecção de uma PCR, para a identificação de Salmonella sp. em amostras de Salmo salar submetidas a etapa de pré-enriquecimento, bem como sugerir um método de extração de DNA adequado, que pode ser utilizado na pesquisa do referido agente em diferentes técnicas moleculares. Para isto, para o teste de autenticação do salmão, dois lotes de sushi foram produzidos experimentalmente e 38 estabelecimentos que comercializam comida japonesa e 10 peixarias na região metropolitana de Belém foram visitados, visando a coleta do sushi, temaki e do pescado pertencente à espécie Salmo salar. Já para a padronização de uma PCR para a detecção de Salmonella sp., uma contaminação artificial foi realizada em amostras de Salmo salar, com cepa padrão de Salmonella enteritidis. Tanto as amostras comerciais quanto as experimentais foram submetidas a um protoco de extração de DNA adequado, para que as amostras fossem posteriormente submetidas as reações de PCR propostas . Os resultados demostraram que a técnica proposta para a autenticação de Salmo salar foi eficiente, visto que a espécie foi detectada tanto nas amostras de sushi preparados experimentalmente quanto nas alíquotas de pescado isolados, utilizados para a preparação do sushi. Além do mais, foi possível confirmar a utilização da espécie Salmo salar no preparo das amostras de sushi, temaki e pescado analisadas. Já os resultados obtidos através da PCR para identificação de Salmonella sp. demonstraram a presença do agente em todas as diluições a partir da hora 18 de incubação, sendo a concentração bacteriana inicial mínima detectada de 1X100 UFC/mL. Quanto a extração de DNA, a metodologia testada revelou-se apropriada para ser utilizada como etapa essencial de execução da PCR. Conclui-se que a técnica utilizada para autenticação do pescado foi capaz de amplificar o DNA da referida espécie (Salmo salar) e o método apresentado para identificação bacteriana de Salmonella sp. mostrou ser uma alternativa confiável para detecção do agente em amostras de Salmo salar em um curto espaço de tempo.

  • DEBORA COSTABILE SOIBELMAN
  • Utilização do exame endoscópico e sua interface clínica-laboratorial em animais de companhia portadores de doenças gastrointestinais

  • Data: 14/02/2017
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  • As avaliações endoscópicas do trato digestório podem se dividir na avaliação do trato digestório superior, avaliando esôfago, estômago e duodeno; e avaliação do trato digestório inferior, avaliando reto e segmentos do cólon e ceco. A avaliação endoscópica do trato digestório também possui a função terapêutica como a retirada de corpos estranhos e, colocação de sonda enteral gástrica. Em ambos, o procedimento permite avaliar em tempo real a integridade das mucosas, observar a presenças de alterações, além da obtenção de fragmentos de biópsia para estudo histopatológico de forma segura e minimamente invasiva. Esse estudo histopatológico é considerado padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de doenças crônicas do trato gastrointestinal bem como neoplasias. As principais indicações em cães e gatos são a presença dos sinais clínicos de distúrbios gastrointestinais, sendo o vômito e a diarreia os sinais mais comumente reportados; seguido de dor abdominal, inapetência e perda de peso. Apesar de ser uma ferramenta de grande importância, há escassez de trabalhos sobre a ocorrência das doenças diagnosticadas. O objetivo do trabalho foi compilar os achados nos exames endoscópicos realizados em cães e gatos, com sinais clínicos compatíveis com doenças do sistema digestório, realizados entre Janeiro de 2014 e Junho de 2016, totalizando 182 exames. Para esse trabalho foram tabulados os achados macroscópicos e histopatológicos, além dos registros dos principais sinais clínicos reportados pelos tutores. A espécie em que se mais requisitou exames endoscópicos foi a canina com 86,3% (156 exames) dos casos. Dos 182 exames utilizados, 114 foram para finalidade diagnóstica (63%). Os animais acima dos sete anos de idade foram os que mais realizaram as endoscopias; sendo o paciente mais novo com dois meses e o mais idoso com 18 anos. Para finalidade diagnóstica, o sexo masculino (50,5%) foi um pouco mais representativo que o feminino. A êmese crônica foi o sinal clínico mais reportado pelos tutores, seguido de diarreia e perda de peso. Os pacientes sem raça definida, tanto na espécie canina como na felina foram os mais representativos. Na espécie canina, as raças Yorkshire, Bulldog francês e Poodle também tiveram boa amostragem. E na espécie felina, além dos sem raça definida somente a raça Siamês esteve presente. Hiperemia e edema foram as alterações mais observadas em estômago, duodeno e cólon sendo compatíveis com o diagnóstico endoscópico de inflamação crônica. Nas avaliações histopatológicas das amostras de biópsia o infiltrado linfoplasmocitário foi o mais diagnosticado. Através da endoscopia foi possível o diagnóstico histopatológico de Helicobacter spp em 17% dos estômagos avaliados, e o diagnóstico de linfangiectasia intestinal em 20% dos duodenos avaliados. O linfoma tipo MALT foi a neoplasia mais diagnostica pela histopatologia. E, através da endoscopia foi possível retirar os corpos estranhos em 79,6% dos casos sendo o tricobenzoar o material mais visualizado e retirado. A colocação de sonda gástrica enteral percutânea para alimentação enteral foi realizada em quatro pacientes.

2016
Descrição
  • JOELSON SOUSA LIMA
  • Efeito da suplementação com Saccharomyces boulardii sobre a resposta imune de camundongos vacinados experimentalmente contra Leishmania infantum chagasi

  • Data: 16/12/2016
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  • A leishmaniose canina é considerada um grave problema de cunho médico veterinário, em virtude das altas taxas de incidência, dos sinais clínicos e gravidade variáveis. Além disso, os mecanismos desenvolvidos por Leishmania spp. para evadir da resposta imunológica dificultam a elaboração de medidas profiláticas, sobretudo a formulação de vacinas eficientes. Entretanto, a associação com probióticos, ou seja, micro-organismos não patogênicos que conferem efeitos benéficos ao hospedeiro, parece ser uma alternativa para melhoria do efeito vacinal. Dessa maneira, avaliou-se a eficiência da utilização da levedura Saccharomyces boulardii para a modulação das defesas do hospedeiro quando estimulado com antígeno particulado de Leishmania infantum chagasi. Para isso, 16 camundongos BALB/c foram imunizados e divididos em dois grupos, sendo um controle (não suplementado) e o outro suplementado continuamente com o probiótico na ração diária. Foram coletadas semanalmente amostras de sangue dos animais para obtenção do soro e posterior analise da cinética de produção de anticorpos e a identificação das subclasses de imunoglobulinas produzidas. Para esse fim, adotou-se o Ensaio da Imunoabsorbância Ligado à Enzima (ELISA). Os resultados foram expressos em soroconversão e as médias comparadas pela análise de variância (ANOVA), com nível de significância de 5%. A modulação da reposta humoral foi detectada nos animais suplementados e se manteve mesmo com a parada da suplementação. Não foi detectada diferença estatística entre as soroconversões das IgG totais entre os grupos, porém o grupo suplementado apresentou uma maior elevação de IgG2a, evidenciado pela razão das soroconversões de IgG2a/IgG1. Tais resultados demonstram a eficiência de S. boulardii na modulação das respostas humorais do hospedeiro, em especial a elevação dos títulos de IgG2a que estão associados a uma resposta Th1, eficiente nos casos de leishmaniose.

  • KATARINE DE SOUZA ROCHA
  • Pesquisa de Leptospira spp. em fragmentos de fígado e rim de marsupiais e roedores de vida livre em fragmento florestal na Amazônia Oriental

  • Data: 14/11/2016
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  • A leptospirose é uma antropozoonose de ampla distribuição mundial causada por bactérias do gênero Leptospira, podendo causar infecção em animais domésticos, silvestres e o homem. Os roedores e marsupiais são considerados animais sinantrópicos e devido ao aumento do desmatamento das florestas, procuram abrigo e alimento próximo de residências, facilitando desta forma a aproximação destes animais com o homem e consequentemente servindo de carreadores de agentes patogênicos zoonóticos. Devido a isso, o trabalho teve como objetivo, diagnosticar Leptospira spp. em amostras de tecido de fígado e rim de marsupiais e roedores silvestres de vida livre em um fragmento florestal na Amazônia Oriental. A captura dos animais foi realizada no período chuvoso e seco utilizando armadilhas de contenção do tipo Sherman,Tomahawk e Pitfall dispostas em linha reta, com distância de 10 metros entre elas, permanecendo abertas por no mínimo 10 noites consecutivas com vistorias diárias pela manhã. Durante as duas expedições foram capturados 25 animais, sendo 11 marsupiais (Marmosops cf. parvidens n=7, Didelphis marsupialis n=3 e Metachirus sp. n=1) e 14 roedores (Oecomys sp. n=9, Holochilus sciureus, n=1, Echimys chrysurus n=1, Neacomys sp. n=1, Oligoryzomys sp. n=1 e Rattus rattus n=1) que foram devidamente anestesiados, eutanasiados e necropsiados para a coleta de fragmentos de fígado e rim obtendo-se no final um total de 47 amostras de tecido (25 fígados e 22 rins), pois não foi possível coletar tecido de todos os animais. A PCR foi realizada utilizando os oligonucleotídeos “A” e “B” específico para bactérias do gênero Leptospira e “LipL32” específico para espécies de leptospiras patogênicas. Observou-se positividade de 6,38% (3/47) em fragmentos de rim de dois marsupiais das espécies Didelphis marsupialis e Marmosops cf. parvidens capturados na borda do fragmento e uma amostra de fígado de um roedor da espécie Echimys chrysurus capturado no interior do fragmento florestal utilizando os iniciadores “A” e “B”. As mesma amostras foram submetidas a uma nova PCR usando-se os oligonucleotídeos “LipL32”, mas nenhuma amostra foi positiva. Conclui-se que foi possível verificar a presença de leptospiras não patogênicas em roedores e marsupiais, podendo desta forma essas espécies animais servirem com reservatórios silvestres de Leptospira spp.

  • GABRIELLE VIRGINIA FERREIRA CARDOSO
  • Análise sensorial, molecular e da composição centesimal de queijos bubalinos fraudados experimentalmente e de amostras de queijo bubalino comercializados na Ilha do Marajó, estado do Pará, Brasil

  • Data: 08/11/2016
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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência de fraude em queijos bubalinos através do incremento de leite bovino sob a composição desse queijo além de avaliar sua aceitação por parte dos consumidores. Adicionalmente buscou-se identificar se a frequência de fraude em queijos bubalinos comercializados no arquipélago do Marajó tem relação com o período de baixa produção leiteira e se esta acarreta alguma variação de composição centesimal nestes produtos. Para avaliar a percepção dos consumidores aplicou-se testes sensoriais do tipo afetivo e intensão de compra. A avaliação de composição centesimal se deu através de análises de lipídeos totais, mensuração dos teores de proteínas, determinação de cinzas, determinação de umidade, teor de carboidrato e valor energético, e para identificar possíveis adulterações foi realizado PCR multiplex, para a detecção de DNA das espécies Bubalus bubalis e/ou Bos taurus. Os resultados obtidos demonstraram que a maioria dos avaliadores declarou gostar muito do queijo misto e que o queijo fraudado experimentalmente foi nutricionalmente inferior ao queijo bubalino. Quanto aos queijos comerciais, os resultados obtidos demonstraram que não houve variação significativa quanto à composição centesimal e valor energético de queijos de búfala produzidos nos períodos chuvosos e de seca. No entanto, foi detectado um maior índice de fraude por incremento de leite bovino no período seco. Concluímos que, embora o queijo adulterado apresente diferenças físico-químicas significativas quando comparado aos queijos bubalino e bovino, esse pode ser um produto interessante em nível de mercado, uma vez que os consumidores demonstraram interesse pelo queijo misto produzido e que a sazonalidade, está relacionada ao índice de fraude por adição de leite bovino na produção de queijo bubalino comercializado na região amazônica.

  • NIVALDO VENÍCIUS GOMES DE LIMA
  • Avaliação da percepção do conhecimento, atitude e prática dos produtos rurais, relacionada à brucelose em propriedades rurais pertencentes a Regional de Capanema, Pará, Brasil

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 31/08/2016
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  • falta

  • ADRIANO MARCOS DE CARVALHO VILAR
  • Percepção de conhecimento, atitude e prática dos manipuladores de açaí in natura (Euterpe oleraceae Mart.) do município de Castanhal

  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 30/08/2016
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  • falta

  • HELYANNE DE SOUSA PEREIRA
  • Doença de Chagas em ambiente urbano e peri-urbano na região Amazônica: correlação entre hospedeiros sentinela, vetores e ambiente

  • Data: 29/08/2016
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  • A doença de Chagas é uma antropozoonose causada por um protozoário flagelado, Tripanosoma cruzi (T. cruzi), cujo ciclo enzóotico ocorre entre mamíferos e triatomíneos silvestres, sendo a Amazônia brasileira endêmica para esta doença. O nordeste Paraense é uma das áreas onde se concentram os maiores índices de desmatamento com consequente redução da população de animais silvestres que servem para o repasto sanguíneo dos triatomíneos, e por esse motivo, aproximam-se das habitações humanas para conseguir alimento. O presente trabalho tem como objetivo compreender a dinânima da infecção por T. cruzi em animais domésticos, silvestres e seus vetores no município de Castanhal-PA, considerando os aspectos da paisagem. Amostras sanguíneas foram coletadas de cães, gatos, marsupiais (Didelphis marsupialis) e um pequeno roedor (Rattus rattus) oriundos de quatro áreas no município de Castanhal. A necropsia, análise histopatológica e Imunohistoquímica de dois cães com histórico de morte súbita foi realizada no Laboratório de Patologia Animal-UFPA durante o período de estudo. O primeiro cão necropsiado apresentou ninhos na forma amastigota de T. cruzi na histopatologia e marcação positiva na imunohistoquímica. O segundo cão necropsiado não apresentou lesões histológicas e nem marcação na imunohistoquímica. Mas ambos apresentaram DNA de T.cruzi pela técnica de Nested-PCR no tecido cardíaco com os iniciadores específicos TCZ1, TCZ2, TCZ3 e TCZ4. Foram escolhidas quatro áreas para coleta de sangue de cães e gatos, captura de pequenos mamíferos e triatomíneos. A Nested-PCR, foi realizada em todas as amostras sanguíneas dos animais e no trato digestivo de triatomíneos. Na área 1, foram analisados um total de 25 animais domésticos (24 cães e um gato), dois marsupais, e dois triatomíneos (Rhodnius pictipes). Na área 2, foram analisados 11 cães e dois marsupais. Na área 3, foram analisados 74 animais domésticos (71 cães e três gatos), três triatomíneos (R. pictipes) e um marsupial. Na área 4, foram analisados dois cães e quatro marsupais. Na área 1, DNA de T. cruzi foi detectado pela Nested-PCR em 50% (12/24) dos cães e sendo o único gato também positivo (1/1), em 50 % da amostra dos marsupiais (1/2) e 100% dos triatomíneos (2/2) capturados. Na área 2, não foi detectado DNA de T.cruzi nos cães analisados e nem nos marsupiais capturados. Na área 3, foi identificado em 42,25% (30/71) dos cães e 66%(2/3) dos gatos, em 100% dos triatomíneos (3/3) e no único marsupial capturado (1/1). Na área 4, não foi identificado nos dois cães analisados (0/2), porém, um marsupial teve resultado positivo pela técnica Nested-PCR (1/4). Os dados encontrados revelam a importância da pesquisa em cães e gatos da Doença de Chagas em regiões como a Amazônia, que possui ecótopos contendo os reservatórios e vetores, além de animais domésticos capazes de participar do ciclo do T. cruzi. A proximidade do homem destes locais, alterando esses ambientes de fragmento florestais, pode estar contribuindo para o aumento do risco de transmissão da doença.

  • HUGO LUIZ CORDOVIL DE FREITAS
  • Identificação de pontos críticos em hábitos e atitudes de proprietários de cães em áreas de fragmentação florestal da Amazônia Oriental, Pará, Brasil

  • Data: 25/08/2016
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  • A criação inadequada cães pode colocar em risco, tanto a saúde do proprietário quanto a do animal. Problemas de saúde pública relacionados aos cães ocorrem em todo o mundo, em ambientes urbanos e rurais. Em zonas rurais, os cães tendem a entrar em contato com áreas de mata e com animais selvagens, o que pode representar grande risco para a transmissão de patógenos. Assim, o presente estudo buscou caracterizar aspectos demográficos de cães em áreas de fragmentação florestal na Amazônia Oriental, bem como analisar hábitos e atitudes de seus proprietários e dos cães a fim de identificar pontos críticos e suas contribuições para possíveis problemas de saúde. Para tanto, foram aplicados questionários semiestruturados aos proprietários de cães, em três comunidades situadas em área de fragmentação florestal nos municípios de Santa Bárbara do Pará, Peixe Boi e Viseu. Adicionalmente, os cães foram vistoriados para presença de ectoparasitos. Com os dados colhidos foram realizadas análise descritiva, análise a partir de um modelo linear generalizado (MLG). Foram coletados dados de 355 animais. Em sua maioria, os cães viviam soltos (58%), eram machos (58%), não eram castrados (91%), não tinham assistência veterinária (88%) e tinham contato frequente com animais selvagens. Foi observada uma forte correlação entre a presença de carrapatos parasitando os cães e as áreas de borda dos fragmentos florestais. Identificou-se ainda a ausência da vacinação antirrábica e da assistência veterinária em parte da população como pontos críticos na manutenção desses animais. Portanto, os animais desse estudo foram caracterizados prioritariamente como free roaming.

  • MILENA MARTINS DE ANDRADE FERNANDES
  • Padronização de uma Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para detecção de Salmonella spp. em carne de frango

  • Data: 28/07/2016
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  • O gênero Salmonella é um dos principais responsáveis por casos de infecções 9 alimentares. Nos alimentos processados ou que apresentem uma microbiota 10 competidora o crescimento deste micro-organismo é prejudicado, o que torna difícil a 11 sua detecção por métodos convencionais, além disso, essa técnica leva tempo para 12 a obtenção dos resultados, desse modo estudos que estabeleçam a detecção de 13 forma rápida e eficiente são de suma importância. Logo, o objetivo deste trabalho foi 14 padronizar uma técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para detecção 15 do gene invA do gênero Salmonella. a partir de amostras de carne de frango 16 contaminadas experimentalmente com Salmonella typhimurium. Para tal, preparou-se 17 três amostras com 25 g de carne de frango, inoculando-se na primeira amostra a 18 diluição 10-7, na segunda a 10-8 e na terceira a 10-9 de S.typhimurium, e em seguida 19 foram adicionadas 225 ml de água peptonada tamponada a 1% (APT) em cada 20 amostra, posteriormente foram homogeneizadas e incubadas a 37º C por 18 horas. A 21 pesquisa de Salmonella spp. foi realizada por dois métodos, o convencional e a PCR. 22 Para a realização da PCR, alíquotas da carne de frango e do cultivo em APT foram 23 coletadas de hora em hora, do momento da inoculação até as 12 horas e após 18 24 horas de incubação, paralelamente à análise de PCR foi realizada a pesquisa de 25 Salmonella spp. pelo método convencional preconizado pela Instrução Normativa nº 26 62 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, seguindo as etapas de pré-27 enriquecimento, enriquecimento seletivo, isolamento e teste sorológico. As duas 28 técnicas foram capazes de detectar na concentração mínima 3,6x102 UFC de S. 29 typhimurium inoculada em 25 gramas de carne de frango. Nas amostras de DNA 30 extraídos do APT foi possível a detecção do DNA a partir das 7 horas de incubação, 31 enquanto das amostras extraídas diretamente da carne, a amplificação foi possível 32 somente a partir das 11 horas de incubação. Concluiu-se que ambos os métodos 33 foram eficientes para a detecção de Salmonella spp. em alimentos contaminados 34 experimentalmente com uma concentração mínima de 3,6x102 UFC de Salmonella 35 typhimurium em 25 g de carne de frango, porém a PCR proposta foi mais eficiente, 36 detectando a presença de Salmonella spp. no período de análise de 48 horas, sendo 37 considerado um menor período, quando comparado com tempo de análise da 38 microbiologia convencional, que foi de aproximadamente 96 horas.

  • RAIMUNDA SUELY DA COSTA SÁ
  • Avaliação da fixação alcoólica como alternativa para diagnóstico histopatológico e imuno-histoquímico da raiva bovina e pesquisa de antígenos virais em tecidos periféricos

  • Data: 22/07/2016
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  • A raiva é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus do gênero Líssavirus que acomete tanto animais domésticos como silvestres, inclusive o homem. O diagnóstico padrão é baseado nos testes de imunofluorescência direta e prova biológica. Para tal são necessárias amostras resfriadas o que pode ser um desafio em regiões de clima quente e em áreas de difícil acesso. A possibilidade de diagnóstico em tecidos fixados em formol através da imuno-histoquímica (IHQ) tem sido demonstrada em diversos estudos e pode ser uma alternativa nestas situações. Entretanto, devido a sua toxidez e carcinogênese, o acesso a formalina têm se tornado cada vez mais restrito, particularmente nas cidades do interior. Além disso, a fixação em formol pode provocar limitações para técnicas IHQs e moleculares. No presente estudo foram avaliadas na histopatologia e IHQ amostras de tecidos neurais e extraneurais fixados em formalina e fixador coagulante a base de etanol para processamento histopatológico e IHQ. Os dados do presente estudo corroboram a aplicação da imuno-histoquímica em tecidos do sistema nervoso central e periférico fixados em formol para diagnóstico de raiva. O uso de fixador coagulante a base de etanol demostrou resultados satisfatórios na preservação da arquitetura histológica dos tecidos e na preservação dos antígenos virais, mostrando-se uma alternativa promissora para diagnóstico histopatológico e imuno-histoquímico da raiva em bovinos.

  • JOCELIA FERNANDES E SILVA
  • Caracterização dos sistemas de produção de ovinos e caprinos na microrregião de Castanhal, Pará

  • Data: 22/07/2016
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  • Foram realizadas visitas a 60 propriedades criadoras de ovinos e caprinos  da microrregião de Castanhal-PA, no período de março de 2014 a maio de 2015, a fim de caracterizar os sistemas de produção utilizados. Durante as visitas foi aplicado um questionário epidemiológico, elaborado para se obter dados relacionados ao manejo produtivo, nutricional, sanitário e reprodutivo do rebanho e dados referentes á infraestrutura e gerenciamento das propriedades. O tipo de criação era predominantemente extensivo, com sistema de pastejo continuo, sendo a suplementação mineral adotada em 46,6%  das propriedades. Poucas propriedades registravam os acontecimentos relacionados ao rebanho, como identificação dos animais, registro de pai e mães, registro de nascimento e taxa de mortalidade. Quanto ao manejo reprodutivo, em 93,3% das propriedades o reprodutor era mantido com as fêmeas durante o ano inteiro. Apenas em duas (3,3%) propriedades utilizavam estação de monta e em duas (3,3%) faziam monta controlada, não sendo registrada a utilização de nenhuma outra técnica, como inseminação artificial e uso de rufiões. Os problemas sanitários mais frequentes as parasitoses gastrointestinais (90%), as afecções podais (80%), a mortalidade de cordeiros (48,3%), a linfadenite caseosa (31,6%), as mastites (25%) e a dermatite alérgica á picada de insetos (20%). Outras alterações relatadas, com menos frequência, foram abortos (10%), problemas respiratórios em animais jovens (8,3%), alterações nervosas (8,3%), ceratoconjuntivite (13,3%) e ectima contagioso (13,3%). As praticas de manejos sanitários eram inadequadas para o controle das principais enfermidades que afetavam os rebanhos. Em todas as propriedades a caprino-ovinocultura era a atividade secundaria, sendo a bovinocultura a principal atividade desenvolvida. Além disso, também não era uma atividade comercial, já que 88% das propriedades não comercializavam animais para abate nem reprodutores. Os resultados deste trabalho  demostram que, na região estudada, o nível de organização das criações de pequenos ruminantes é precário. A maioria dos produtores não utilização técnicas de manejo adequadas, não possuem  assistência técnica e tem elevados índices de mortalidades devido, principalmente, ás parasitoses gastrointestinais e a problemas podais, que foram as doenças mais frequentemente relatadas

  • JANZEL GONZÁLEZ TRUJILLO
  • Intoxicação por etanol em bovinos alimentados com resíduo úmido de cervejaria

  • Data: 21/07/2016
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  • O presente trabalho descreve um surto de intoxicação por etanol que afetou um rebanho bovino de aptidão leiteira alimentado com o subproduto de cervejaria denominado bagaço de malte, resíduo úmido de cervejaria (RUC), resíduo de cevada maltada ou simplesmente “cevada”. O surto iniciou cerca de 24 horas após ao fornecimento de uma nova partida do subproduto que apresentava odor alcoólico. Análise cromatográfica e microbiológica de amostra deste subproduto confirmou a presença de etanol e Saccharomyces spp., respectivamente, indicando a adição de outro subproduto de cervejaria, a levedura de cerveja ou levedo. Os principais sinais clínicos observados foram diarreia, salivação, andar cambaleante e decúbito. A morbidade foi de 12,2% (5/41) e mortalidade de 2,4% (1/41). Uma vaca que morreu após um curso clínico de 3 dias foi necropsiada. Não foram observadas lesões macroscópicas significativas, mas na histopatologia havia rumenite necrosupurativa aguda, multifocal, moderada, com colonização bacteriana e fúngica secundária, indicando acidose ruminal concomitante. Em análise cromatográfica de amostras de conteúdo ruminal e fígado deste bovino foram detectadas quantidades variáveis de etanol. Os dados do presente estudo indicam que a possibilidade de intoxicação por etanol deve ser considerada em bovinos com sinais neurológicos e digestivos alimentados com RUC quando a este acrescentado levedura de cerveja.

  • ERICA LORENA MENDONÇA RAMOS RITTER
  • Comparação de fixadores alcoólicos com formalina para a conservação tecidual e preservação de DNA de caninos

  • Data: 13/07/2016
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  • O uso do formaldeído na fixação e preservação de tecido tem sido largamente
    utilizado a mais de um século nos estudos de patologia e histologia, por ser uma substância
    acessível e de fácil uso. No entanto, o uso do formol como fixador e conservante está
    passando por críticas crescentes por causa da toxicidade aos manipuladores e a poluição
    ambiental. Além disso, o uso de formalina causa a degradação de DNA e RNA tecidual,
    tornando as peças inadequadas para estudos moleculares retrospectivos. Com o propósito de
    substituir o formol, estudos vêm sendo realizados com fixadores a base de metanol e etanol,
    os quais têm demonstrado resultados promissores para estudos que investigam a relação da
    morfologia tecidual com dados moleculares tanto em tecido normais quanto às com alterações
    patológicas. O objetivo do presente estudo é preservação de DNA em tecidos de cães
    congelados e fixados em formol e fixadores alcoólicos. No presente estudo, a preservação do
    DNA extraído das amostras de tecidos congelado foram similares às amostras de tecido
    conservadas em metanol e etanol. Na laminas histológicas, a fixação em formol foi superior
    às amostras fixadas em metano e estas as amostras fixadas em etanol.

  • BARBARA CRISTINA AMORIM FERREIRA
  • Determinação da frequência de Salmonella sp. e Salmonella tiphymurium em amostras de carne bovina fraudadas comercializadas no município de Macapá, estado de Amapá

  • Data: 24/06/2016
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  • falta

  • DIANA MARIA DE FARIAS
  • Análise espacial e detecção molecular de tripanosomatídeos zoonóticos em ratos de vida livre oriundos de fragmentos florestais na Amazônia Oriental

  • Data: 29/02/2016
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  • Os ratos silvestres e sinantrópicos contribuem diretamente para a dinâmica e troca de energia dos ecossistemas, atuando como consumidores primários e bons dispersores de sementes. Estes mamíferos também podem ser reservatórios de agentes zoonóticos, servindo como fonte de infecção para o homem e para outras espécies animais. O presente estudo teve como objetivos detectar DNA de Trypanosoma cruzi e Leishmania spp. em ratos de vida livre oriundos de fragmentos florestais com diferentes graus de interferência humana e realizar a análise espacial nos municípios visitados no estado do Pará, Brasil. Ratos de vida livre foram capturados em fragmentos florestais dos municípios de Santa Bárbara do Pará, Peixe-Boi e Viseu, estado do Pará. Os animais foram identificados, eutanasiados e amostras biológicas analisadas para a pesquisa de DNA de tripanosomatídeos zoonóticos. Para a detecção de DNA de Leishmania infantum foi realizada PCR com os iniciadores RV1/RV2, enquanto que para a detecção de DNA das espécies do complexo Leishmania braziliensis e das espécies do complexo Leishmania mexicana foram realizadas PCR’s com os iniciadores B1/B2 e IR1/LM15, respectivamente. Para a detecção de DNA de T. cruzi foi realizada Nested-PCR com os iniciadores TCZ1/TCZ2 e TCZ3/TCZ4. Mapas de risco foram construídos segundo o estimador de densidade kernel de 250 metros. Nos ratos do município de Santa Bárbara do Pará foi detectado DNA de L. infantum e T. cruzi, enquanto que em Peixe-Boi e Viseu foi detectado DNA de T. cruzi. Os mapas de risco revelaram a presença de aglomerados em todos os locais de captura nos três municípios. Pôde-se concluir que os ratos estão infectados por tripanosomatídeos zoonóticos, servindo como elo entre os ciclos silvestres e peridomésticos nas áreas estudadas.

  • JULIANA DOS SANTOS CRUZ VIEIRA
  • Dinâmica da resistência a Benzimidazois em uma população de Haemonchus contortus em ovinos na Amazônia oriental

  • Data: 29/02/2016
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  • Dentre os nematódeos gastrintestinais de ovinos, Haemonchus contortus apresenta papel de destaque por ser o mais prevalente no Brasil. A Hemoncose é caracterizada por uma anemia hemorrágica aguda devido ao hábito hematófago de H. contortus, o que ocasiona severo comprometimento do animal e consequentemente grandes perdas econômicas. O controle desses nematódeos é baseado principalmente no uso de anti-helmínticos, como os Benzimidazois, que são muito utilizados pelo baixo custo e pela ausência de resíduos tóxicos. Entretanto, essa estratégia de controle tem sido um grande problema na criação de ovinos e caprinos, pois tem selecionado nematódeos resistentes às bases utilizadas. O presente trabalho objetivou realizar uma observação longitudinal sobre os níveis de resistência a Benzimidazois em uma população de H. contortus resistente, e que não foi exposta a esse grupo de anti-helmíntico no período de 22 meses. Procedeuse a análise fenotípica por meio da R-OPG e genotípica com AS-PCR, empregandose dois oligonucleotídeos iniciadores alelo inespecífico (PH1 e Pn2) e dois oligonucleotídeos iniciadores alelo específico (PH3 e PH4) em uma única reação. Os produtos amplificados de 250 pares de base (pb) e 600 pb, foram identificados como referentes aos alelos resistentes (r) e susceptíveis (S) respectivamente, e de 800 pb foram referentes à espécie H. contortus. O Albendazol se mostrou ineficaz no início do experimento (64%), revelando a presença da resistência na propriedade estudada. No total 150 parasitos foram genotipados e todos os genótipos foram detectados (SS, rS, rr), sendo 24,7% referentes ao genótipo resistente (rr), 63,3% ao genótipo heterozigoto (rS) e 12% referente ao genótipo sensível (SS). Os resultados mostraram que a população fenotipicamente resistente de H. contortus não retornou ao perfil de susceptibilidade mesmo após 22 meses sem a utilização de Benzimidazois

  • IZABELA MESQUITA ARAÚJO
  • Epidemiologia da paisagem para compreensão da distribuição de Amblyomma spp (Acari: Ixodidae) no estado do Pará, Amazônia Oriental, Brasil

  • Data: 26/02/2016
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  • A Floresta Amazônica possui a maior biodiversidade do mundo. Contudo, pouco se conhece sobre as espécies de carrapatos, principalmente na Amazônia Oriental. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo reconhecer a diversidade e estimar a abundância de carrapatos em fase de vida livre em áreas de fragmentação florestal do estado do Pará, Amazônia Oriental, onde comunidades humanas tem livre acesso, muitas vezes tornando-se vulneráveis a espécies de carrapatos vetores. A partir dessas informações, o trabalho ainda propõe um modelo para previsão da distribuição das espécies para todo o estado do Pará a fim de contribuir para a vigilância das doenças potencialmente transmitidas por eles. Três áreas de fragmentação florestal, situadas em Santa Bárbara do Pará, Viseu e Peixe-Boi foram investigadas. Cada fragmento florestal foi dividido em três tratamentos: (A) interior do fragmento, (B) borda do fragmento, (C) área urbano-rural adjacente ao fragmento. Para captura de espécimes em vida livre foram utilizadas as técnicas arrasto com flanela, perneira de flanela, armadilha de CO2 e busca ativa em cada tratamento. Ninfas e adultos foram identificados morfologicamente, utilizando-se chaves específicas, enquanto que as larvas foram submetidas à identificação molecular. Para prever o potencial de distribuição das espécies de carrapatos capturadas no território paraense, foi utilizado o software MaxEnt. Um total de 224 carrapatos em vida livre foram capturados nos fragmentos florestais. Em Santa Bárbara do Pará, foram capturados 16 carrapatos, distribuídos entre as espécies Amblyomma varium e A. humerale, presentes tanto no tratamento A como no C. Em Viseu, foram 174 carrapatos capturados, distribuídos em três espécies: A. cajennense sensu stricto, A. oblongoguttatum e A. ovale. O tratamento C foi o mais rico, apresentando todas as três espécies. A. cajennense s.s. foi a única espécie presente nos três tratamentos. Em Peixe-Boi, 34 carrapatos foram capturados, sendo compatíveis com seis espécies: A. naponense, A. cajennense s. s., A. calcaratum, A. humerale, A. varium e A. pacae. O interior foi o tratamento mais rico, apresentando quatro espécies. Além disso, três espécies estavam presentes em dois tratamentos: A. naponense, A. calcaratum e A. cajennense s.s. A análise de ordenação Non-Metric Multidimensional Scaling (NMDS) revelou não haver diferença significativa entre os tratamentos em relação à composição da amostra e à abundância de carrapatos. Apenas cinco espécies de carrapatos foram utilizadas para a predição de distribuição espacial no território paraense: A. cajennense s. s., A. calcaratum, A. humerale, A. naponense e A. varium. A mesorregião Nordeste Paraense é a mais adequada para a ocorrência das espécies, enquanto que nas regiões Sudoeste, Sudeste e Baixo Amazonas a probabilidade de ocorrência pode chegar a zero. As variáveis climáticas, a topografia e distribuição de hospedeiros principais foram discutidas para compreensão da distribuição das espécies no território paraense. A realização de estudos nas regiões sudoeste paraense e baixo amazonas se faz necessária para se conhecer a fauna de carrapato da região e prever o risco de transmissão de patógenos zoonóticos.

  • NAILDE DE PAULA SILVA
  • Caracterização da profilaxia pós-exposição da raiva humana em região da Amazônia Oriental, Pará, Brasil, no período de 2000 a 2014

  • Data: 26/02/2016
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  • A raiva é uma zoonose que envolve animais domésticos e silvestres. A transmissão ocorre pelo contato com material infeccioso, geralmente saliva, provenientes de mordida, arranhão ou lambedura de animais infectados. No Brasil, agressões ocasionadas por animais domésticos e silvestres devem ser registrados na Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Este sistema é empregado para investigar todas as possibilidades de exposição humana ao vírus da raiva. Este estudo foi realizado para caracterizar o atendimento antirrábico humano em 11 municípios da microrregião Salgado, estado do Pará, adjacente à microrregião Bragantina, onde a raiva humana foi relatada em 2004-2005. Foi realizado um estudo retrospectivo descritivo com base no atendimento antirrábico pós-exposição registrado no banco de dados do SINAN de janeiro de 2000 a dezembro de 2014. Durante este período, houve 13403 notificações. Observou-se uma tendência anual crescente no número de atendimento (Y=68.571x + 344,96). 2012 e 2013 representaram os anos de maior número de atendimentos antirrábicos. O município de Salinópolis registrou o número de atendimentos (27,0%), seguido por Vigia (16,1%) e Curuçá (13,5%). A maioria dos indivíduos que procurou tratamento eram do sexo masculino (59,6%) e pertencia ao grupo 1-19 anos de idade (48,7%). Os cães foram a espécie agressora mais freqüente (76,6%), seguida pelos morcegos (12,1%) e gatos (7,4%). A mordida foi o tipo de agressão mais freqüente e a região anatômica mais afetada foram os membros inferiores (39,6%). Este estudo demonstra que a agressão por morcegos foi a segunda razão para o atendimento antirrábico na região, nos últimos 14 anos. A baixa qualidade dos registros revela pontos frágeis na vigilância do atendimento antirrábico no estado do Pará.

  • ANDRE REBELO PANTOJA
  • AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DA PROTEÍNA C-KIT PROTO-ONCOGÊNCIA EM TUMORES MAMÁRIOS CANINOS

  • Data: 22/02/2016
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar o comportamento da expressão do c-kit em tumores mamários caninos benignos e malignos, através da imunoistoquímica. As amostras foram avaliadas quanto a sua intensidade de marcação, porcentagem de células marcadas, para obtenção do escore final. Para o controle positivo foi usada uma amostra de mastocitoma positiva para a expressão do c-kit. Foram utilizadas 32 amostras de carcinomas mamários e cinco amostras de tumores mamários benignos. Todos os tumores expressaram c-kit, com padrão citoplasmático. Dezesseis carcinomas apresentaram escore baixo de imunomarcação e 16 apresentaram escore alto. Todos os tumores mamários benignos tiveram escore de imunomarcação alto. A expressão de c-kit foi maior nos tumores benignos quando comparados aos tumores malignos. Os carcinomas anaplásico apresentaram escore final alto e grau III.

  • GISELE CRISTINE CASTRO SEADE
  • Estudo anatomopatológico em botos-cinza (Sotalia guianensis) oriundos de eventos de encalhe ou captura acidental no litoral do Pará, Brasil

  • Data: 22/02/2016
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  • Desde 2006, o Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), realiza o monitoramento de encalhes de mamíferos aquáticos em praias assim como capturas acidentais em portos pesqueiros do litoral Paraense, principalmente no arquipélago do Marajó, no município de Curuçá e na ilha de Algodoal. O GEMAM possui um amplo acervo de mastozoologia no MPEG e também tem desenvolvido estudos anatômicos, genéticos e biogeográficos dos mamíferos aquáticos da região amazônica. Exames post mortem e análise histopatológica de tecidos de mamíferos aquáticos oriundos de encalhes são escassos no Brasil, particularmente no Pará. A parceria entre o MPEG/GEMAM e o Laboratório de Patologia Animal (LPA) da Universidade Federal do Pará (UFPA) criou condições para realização de estudos com este enfoque. Estes estudos são importantes visto que alguns mamíferos aquáticos podem refletir as condições dos ambientes aquáticos e podem albergar diversos agentes patogênicos, alguns inclusive de importância zoonótica. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar macro e microscopicamente órgãos e tecidos de botos-cinza (Sotalia guianenses) oriundos de eventos encalhe e captura acidental no litoral paraense. Os resultados foram apresentados em dois capítulos. No primeiro foram apresentados resultados das análises macro e microscópicas de 16 botos-cinza, sendo sete botos provenientes de encalhes nas praias e nove capturados acidentalmente por pescadores e encaminhadas ao GEMAM. Registrou-se marcas de rede na pele de 93,75% (15/16) dos botos do presente estudo. Parasitas pulmonares morfologicamente compatíveis com Halocercus spp. foram encontrados na traqueia e brônquios de 25% (4/16) dos botos em infestação moderada. Baços acessórios foram observados 12,5% (2/16) dos botos. Um boto apresentou fratura na mandíbula 6,25% (1/16) e outro, lesões papilares na vulva. Na histopatologia dos animais com parasitas pulmonares (4/16) foram observados cortes dos parasitos adultos e larvas no lúmen de brônquios, bronquíolos e alvéolos, entremeados por infiltrado inflamatório misto, moderado, com predominância de eosinófilos. Focos de mineralização no parênquima pulmonar e submucosa de brônquios foram observados em três dos quatros botos que albergavam parasitos (18,75%). Um boto com a pneumonia parasitária apresentou hipertrofia da parede de arteríolas pulmonares concomitante. Congestão e/ou edema pulmonar moderados a acentuados foram observados em 56,25% (9/16) dos botos. Em um indivíduo (6,25%) com lesões vulvares, estas se caracterizavam por degeneração vacuolar do epitélio, com hiperplasia da camada basal e inclusões intranucleares. Esse boto-cinza também apresentou meningite não supurativa e necrose multifocal aleatória em linfonodos. No capítulo dois foi apresentado, na forma de relato de caso, os resultados macro, microscópicos e moleculares de um caso de infecção por herpesvírus em um boto-cinza oriundo de captura acidental no Estado do Pará. O diagnóstico deste caso foi baseado nos achados macro e microscópicos considerados típicos da infecção e confirmados através da PCR. O sequenciamento do DNA viral indicou se tratar de um gammaherpesvírus. A infecção de Sotalia
    guianenses por herpesvírus foi um achado inédito.

2015
Descrição
  • FRANCISCO DANTAS SAMPAIO JUNIOR
  • INFECÇÃO NATURAL POR Trypanosoma spp. EM MARSUPIAIS (DIDELPHIMORPHIA: DIDELPHIDAE) DE VIDA LIVRE EM ÁREA DE FLORESTA NA AMAZÔNIA ORIENTAL

  • Data: 30/09/2015
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  • Os marsupiais da família Didelphidae podem albergar diferentes espécies de
    Trypanosoma e por possuírem características ecológicas generalistas e oportunistas, têm sido considerados importantes reservatórios, podendo atuar como um elo entre os ciclos doméstico e silvestre desses agentes. Portanto, o presente estudo teve como objetivos pesquisar a infecção natural por Trypanosoma spp. e construir mapas de risco da infecção por T. cruzi em marsupiais de vida livre capturados em um fragmento florestal com diferentes graus de ação antrópica no município de Viseu, estado do Pará. Amostras de sangue total foram coletadas de 46 marsupiais capturados em um fragmento florestal no município de Viseu, estado do Pará. Esfregaços sanguíneos foram confeccionados em 39 animais para a pesquisa de formas tripomastigotas de Trypanosoma spp.. Para a detecção de DNA de T. cruzi foi realizada a Nested-PCR com os iniciadores TCZ1, TCZ2, TCZ3 e TCZ4. O mapa de risco foi construído segundo o estimador de densidade kernel de 500 metros. DNA de
    T. cruzi foi detectado em 60,9% (28/46) das amostras de sangue dos marsupiais e formas tripomastigotas de T. cruzi e de T. rangeli-like foram observadas em um exemplar de M. murina e em um P. opossum, respectivamente. O mapa de risco revelou a presença de três aglomerados, sendo o de maior intensidade observado na área de borda do fragmento florestal. Pode-se concluir que os marsupiais do município de Viseu estão infectados por T. cruzi e T. rangeli-like e a região de estudo é uma área de risco para a transmissão de T. cruzi.

  • ANDREY CARLOS DO SACRAMENTO DE OLIVEIRA
  • Avaliação e aplicação de uma PCR multiplex para detecção de fraude por adição de carne bubalina em carne moída bovina

  • Data: 25/09/2015
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  • O presente trabalho buscou avaliar a sensibilidade de uma PCR multiplex para detecção de fraude por adição intencional de carne moída bubalina em carne moída bovina e sua aplicação em amostras comercialmente disponíveis nos municípios de Belém e Santarém, estado do Pará e Macapá, estado do Amapá. Para tal, carnes moídas de bovinos contendo 0,01%, 0,1%, 1%, 5%, 10%, 25%, 50%, 75%, 90%, 95%, 99%, 99,9%, 99,99% de carne moída bubalina foram produzidas em triplicata com cinco réplicas, bem como carnes moídas exclusivamente de cada uma das espécies foram utilizadas como controle e Reação em Cadeia da Polimerase multiplex foi realizada, para cada tratamento. A fim de auxiliar a análise da sensibilidade do teste, percentagens conhecidas de DNA (0,01%, 0,1%, 1%, 5%,10%, 25%, 50%, 75%, 90%, 95%, 99%, 99,9%, 99,99%) das espécies Bos taurus e Bubalus bubalis foram diluídas e misturadas em um volume final de 10 μL e também foram testadas pela metodologia proposta. Adicionalmente, testou-se a hipótese da existência de fraudes pela venda indevida de carne moída bubalina em adição e/ou substituição à carne moída bovina em 91 amostras de carne moída comercializadas como sendo de origem bovina, em diferentes estabelecimentos na região norte do Brasil e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) multiplex proposta foi realizada. Os resultados demonstraram que a PCR multiplex proposta mostrou-se eficaz para a detecção simultânea de DNA de bovinos e bubalinos, com um limiar de 2,05ng de DNA bubalino e 0,41ng de DNA bovino, sendo capaz de identificar incrementos de 10% a 100% de carne bubalina em carnes moídas bovinas e incrementos de 0,1% a 100% de carne bovina em carnes moídas bubalinas, e que 17,5% das amostras coletadas continham carne bubalina. Concluiu-se que a PCR multiplex é uma de elevada precisão, capaz de detectar fraude por adição de carne bubalina em carne moída bovina e que esta adulteração ocorre na região alvo do estudo

  • CARLA CRISTINA SOARES TAVARES
  • Distúrbios digestivos associados ao consumo de feijão preto (Phaseolus vulgaris Lineu 1753) em búfalos

  • Data: 31/08/2015
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  • Os grãos de feijão (Phaseolus vulgaris) são uma fonte de alimento básico para os seres humanos. Há grande interesse no seu uso na alimentação de ruminantes, devido ao elevado teor de proteínas. Existem, porém, limitações no uso devido à presença de fatores antinutricionais como, lectinas, inibidores de proteases e α-amilases, saponinas, polifenóis e fitatos. As lectinas, principalmente as fito-hemaglutininas (PHA), são responsáveis pela maioria das manifestações toxicológicas de P. vulgaris. Relatos de efeitos adversos relacionados a ingestão de P. vulgaris em ruminantes são escassos e limitados a bovinos e ovinos. Neste estudo são apresentados os aspectos clínicos e patológicos de casos espontâneos de distúrbios digestivos em búfalos associados ao consumo de concentrado e volumoso contendo feijão preto (P. vulgaris) e de um caso experimental em ovino. Um grupo de 15 búfalos recebia um concentrado contendo cerca de 15% de feijão preto e, como volumoso, uma silagem de capim elefante (Pennisetum purpureum). Foi introduzido na dieta deste bubalinos uma silagem em que havia sido utilizado grãos de feijão como secante. Cerca de 3 dias após a introdução desta silagem dois búfalos apresentaram alterações digestivas caracterizadas por diarreia, apatia, anorexia e hipomotilidade ruminal. Um destes apresentou adicionalmente regurgitação. A silagem foi retirada da dieta e não ocorreram novos casos. Os búfalos afetados tiveram uma evolução clínica subaguda evoluindo ao óbito. À necropsia os principais achados no sistema digestivo foram avermelhamento da mucosa do intestino delgado e erosões esparsas nas papilas ruminais. Na histopatologia foram observadas no jejuno de áreas com necrose de coagulação em enterócitos das porções médias e superiores das vilosidades, com consequente desnudamento das mesmas ou revestimento por células cuboidais. No rúmen de um dos búfalos havia áreas ocasionais de erosão com exsudato fibrinoso leve. O búfalo com regurgitação apresentou ainda broncopneumonia por aspiração acentuada. Na reprodução experimental o ovino que recebeu feijão apresentou diarreia aquosa. O ovino foi submetido à eutanásia e não havia alterações macroscópicas dignas de nota. Na histopatologia as principais lesões estavam presentes na mucosa do duodeno e terço médio do jejuno, onde havia necrose de enterócitos nas porções médias e intermediárias das vilosidades, com fusão da lâmina própria das porções apicais das mesmas e revestimento por enterócitos cuboidais e pavimentosos. Os dados apresentados no presente estudo indicam que a utilização de feijão preto (P. vulgaris) na dieta de bubalinos em concentrações superiores a 15% da dieta pode estar associada a ocorrência de distúrbios digestivos e a lesões no intestino delgado.

  • MELINA DA COSTA PESSÔA
  • Avaliação microbiológica do sushi comercializado em restaurantes especializados nos municípios de Ananindeua, Belém e Castanhal, estado do Pará

  • Orientador : CARINA MARTINS DE MORAES
  • Data: 31/08/2015
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  • falta

  • FRANCISCO DANILO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Detecção dos principais herpesvirus de bovinos com doenças neurológicas através da multiplex PCR em amostras de encéfalo parafinadas

  • Data: 31/08/2015
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  • O presente estudo visou a utilização da PCR multiplex (mPCR) para diagnóstico dos principais herpesvírus que acometem o sistema nervoso de bovinos, herpesvírus bovino (BoHV) e herpesvírus ovino 2 (OvHV-2), em amostras parafinadas em uma única reação diminuindo o tempo e os custos da análise. Foram selecionados 33 bovinos, sendo analisadas quatro amostras de cada animal (preferencialmente: rede admirável, tálamo, mesencéfalo e cerebelo), recebidos pelo Laboratório de Patologia Animal (LPA) entre 2007 e 2014 independente da raça, sexo ou idade, que apresentaram a suspeita clínica inicial de Doença Nervosa, incluindo os casos confirmados de Raiva. As amostras foram divididas em dois grupos. O grupo 1 possuía 17 animais que apresentaram lesões histológicas e o grupo 2, 16 animais que não apresentaram lesões histológicas. O uso de amostras incluídas em parafina permite estudos retrospectivos em amostras arquivadas no LPA da Universidade Federal do Pará (UFPA) e estudos prospectivos em amostras fixadas enviadas pelos médicos veterinários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARA) ou por médicos veterinários autônomos para diagnóstico histopatológico. As dificuldades encontradas no transporte das amostras refrigeradas até o laboratório pelas distâncias e ausência de energia em muitas regiões do estado do Pará levam a necessidade de se estabelecer ferramentas de diagnóstico para auxiliar no Sistema de Defesa Sanitária Animal do Estado, dentro do programa de vigilância para a Raiva e outras encefalopatias. A possibilidade de diagnóstico nos casos negativos para raiva com encefalite traz benefícios aos criadores da região, pois fornece bases para a implementação de medidas sanitárias pelos médicos veterinários da defesa ou autônomos reduzindo prejuízos econômicos. Dos 33 animais submetidos à mPCR, em cinco detectou-se a presença de DNA para Herpesvírus. Dois animais (035/07, 083/12) apresentaram bandas específicas para BoHV e OvHV-2 (6,06%), dois animais foram positivos para BoHV (119/07 e 393/12), e um animal foi positivo somente para OvHV-2 (053/07). Somente o animal 119/07 (3,03%) apresentou lesões compatíveis na microscopia com a doença causada pelo BoHV apesar de quatro (12,12%) serem positivos para a presença do DNA deste agente. Destes, três apresentaram o DNA para OvHV-2 sem que se observassem lesões compatíveis com a doença (9,09%).

  • LEVY MENDES DA SILVA
  • Pesquisa de Staphylococcus Coagulase Positiva e Salmonella spp em polpa de açaí (Euterpe oleracea mart.) in natura comercializadas na Região Metropolitana de Belém

  • Data: 31/08/2015
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  • Neste estudo foi verificada a eficiência da técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) combinada com o ensaio microbiológico convencional estabelecido pela Instrução Normativa n.º 62, de 26 de agosto de 2003 para confirmar a presença de Salmonella sp. em polpas de açaí in natura produzidas e comercializadas por batedores tradicionais dos municípios localizados na Região Metropolitana de Belém. Também foi realizada análise de Staphylococcus coagulase positiva para verificar a qualidade higiênico-sanitária das polpas de açaí in natura adquiridas. Foram analisadas 300 amostras coletadas de diversos pontos de venda de açaí dos diferentes municípios da região estudada. Essas amostras foram analisadas por meio do ensaio de PCR combinado com a microbiologia convencional com o objetivo de substituir a etapa de confirmação sorológica realizadas nas colônias suspeitas de Salmonella sp. e também foram analisadas através da contagem de Staphylococcus coagulase positiva. Foi confirmado que 31% (93) do total de amostras pesquisadas apresentaram contaminação por este patógeno. O município de Castanhal foi o que apresentou maior prevalência de amostras contaminadas por Salmonella sp. com 92,85% (13/14), Marituba foi o município que se observou menor prevalência com 7,14% (1/14) de amostras contaminadas. O ensaio de PCR substituiu satisfatoriamente a etapa de confirmação sorológica, pois combinada com a técnica microbiológica padrão foi capaz de detectar e confirmar a presença de Salmonella sp. em mostras de polpas de açaí in natura. Quanto à contagem de Staphylococcus coagulase positiva observou-se que a maioria das amostras apresentaram resultados dentro do padrão estabelecido, contudo, em um número significativo de amostras houve a presença deste patógeno e 2,3% (7) das amostras apresentaram valores acima do limite para possível produção de enterotoxinas. Os resultados obtidos demonstraram que muitos pontos de venda de polpa de açaí in natura não fazem uso adequado dos procedimentos higiênico-sanitários estabelecidos pela legislação o que coloca em risco a saúde da população por causa da oferta de alimentos contaminados. Portanto, é imprescindível a aplicação de ferramentas de qualidade higiênico-sanitárias que reduzem o risco da oferta de polpas de açaí in natura contaminadas para os consumidores.

  • LEANDRO LOPES RAMOS
  • Diagnóstico histopatológico de enfermidades nervosas em herbívoros domésticos e diagnóstico imuno-histoquímico de raiva no estado do Pará

  • Orientador : GABRIELA RIET CORREA RIVERO
  • Data: 29/08/2015
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  • FALTA

  • JOSYANE BRASIL DA SILVA
  • Avaliação higiênico-sanitária de estabelecimentos comerciais e análise microbiológica de carne bovina in natura (coxão mole) comercializada em mercados públicos dos municípios que compõe a microrregião de Cametá, estado do Pará

  • Data: 25/08/2015
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  • A comercialização da carne bovina in natura na região norte do Brasil é comumente realizada em mercados públicos. Estes locais, em geral, apresentam deficiências quanto às condições de higiene e sanidade, visto que a exposição à venda e o armazenamento da matéria prima geralmente são realizados em condições inadequadas. Neste trabalho foram avaliadas as condições Higienico-Sanitaria de 64 (sessenta e quatro) boxes de comercialização de carne in natura, localizados nos mercados públicos de seis dos municípios que compõe a Microrregião de Cametá, no estado do Pará. Para tal, uma lista de verificação de conformidades (check list) foi aplicada nos diferentes estabelecimentos e amostras de carne in natura comercializadas nos mercados estudados, foram coletadas para a realização da determinação do Número mais Provável de Coliformes 35ºC e 45ºC e contagem de Staphylococcus coagulase positivo, de acordo com a Instrução Normativa nº 62, de 26 de agosto de 2003, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como da pesquisa de Salmonella spp., através da Reação em Cadeia da Polimerase. Os resultados obtidos através da aplicação do check list evidenciaram que todos os mercados públicos apresentaram condições higiênico - sanitárias insatisfatórias, sendo classificados como deficientes. As amostras de carne apresentaram Número Mais Provável de coliformes a 35°C e 45°C que variaram de 64 NMP/g à >1100NMP/g, sendo que 81,25% e 62,5% das amostras, respectivamente, apresentaram contagens de Coliformes a 35°C e 45°C superiores a 1100 NMP/g. As contagens de Staphylococcus coagulase positiva variaram entre e 1,8x10² UFC/g e 2,3 x 105 UFC/g. Para aos resultados obtidos através da Reação em cadeia da Polimerase (PCR), observou-se a presença de Salmonella spp. em  31,25% das amostras analisadas. Concluiu-se que os estabelecimentos avaliados não atenderam as exigências mínimas de higiene e sanidade e a carne comercializada nos seis municípios pesquisados possui elevada contagem de micro-organismos de importância para a Saúde Pública, podendo ocasionar riscos a saúde dos consumidores.


  • ROSY VIVIANE SILVA DA CONCEIÇÃO
  • Avaliação da expressão do marcador P53 em neoplasia de mama de cadela

  • Orientador : MILTON BEGERES DE ALMEIDA
  • Data: 30/06/2015
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  • falta

  • LAURA JAMILLE ARGOLO PAREDES
  • Febre catarral maligna em bovinos nos estados do Pará e Maranhão

  • Data: 26/06/2015
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  • Febre Catarral Maligna (FCM) é uma enfermidade infecciosa viral, aguda, pansistêmica, que acomete principalmente ruminantes domésticos e selvagens. A doença possui alta letalidade e no Brasil tem sido relacionada ao herpesvírus ovino-2. A doença é relatada em várias regiões do Brasil, porém não há dados da mesma na região norte do país e no estado do Maranhão. O objetivo deste trabalho foi descrever os achados epidemiológicos, clínicos, patológicos e moleculares de surtos de FCM ocorridos em bovinos de quatro propriedades rurais no estado do Pará e duas no estado do Maranhão. Em cinco propriedades foi observada a criação consorciada entre bovinos e ovinos. A taxa de morbidade variou de 0,07% a 37,14% em todos os surtos, enquanto a taxa de letalidade foi de 100% na maioria destes. Em apenas um surto, a letalidade foi de 99,5%, devido a recuperação de um animal. Os principais sinais clínicos incluíram hipertermia, opacidade de córnea, ceratoconjuntivite, secreção ocular e nasal, sialorreia, anorexia, diarreia, erosões e ulcerações na mucosa oral e desordens neurológicas. As principais alterações observadas nas necropsias foram lesões erosivas e ulcerativas nas mucosas da cavidade oral, da língua, da gengiva, do esôfago, da cavidade nasal e da traqueia. Adicionalmente foi observado exsudato catarral nas narinas, hiperemia e edema nos cornetos nasais, além de petéquias e hematomas na face central da língua e esôfago, respectivamente. Outros achados relevantes nos surtos foram aumento de volume de linfonodos e placas de Peyer, focos esbranquiçados no córtex renal, lesões ulcerativas e hemorrágicas na bexiga e hiperemia nas leptomeninges do encéfalo. Microscopicamente, o principal achado foi vasculite com necrose fibrinoide em artérias de pequeno e médio calibre de múltiplos órgãos. Outros achados frequentes foram necrose e inflamação de epitélios de revestimento em vários tecidos, hiperplasia linfoide, bem como, encefalite, nefrite, cistite e pneumonia intersticiais não supurativas. O DNA do herpesvírus ovino tipo 2 foi detectado pela técnica de reação em cadeia de polimerase (PCR) em tecidos fixados em formol e incluídos em parafina de bovinos de um dos surtos no estado do Pará e nos dois surtos no estado do Maranhão. Os dados do presente trabalho confirmam a ocorrência da FCM em rebanhos bovinos do estado do Pará e Maranhão e demonstram que a enfermidade deve ser considerada no diagnóstico diferencial de doenças neurológicas ou digestivas em bovinos em ambos estados.

  • EDIENE MOURA JORGE
  • DETERMINAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES DE CISTATINA C EM MACACOS DA NOITE (Aotus azarai infulatus)

  • Data: 21/05/2015
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  • falta

  • ALEXANDRE MOURA CHAGAS
  • Polimorfismo de códon 200 do gene β-Tubulina isotipo 1 em diferentes populações de Haemonchus contortus de rebanhos ovinos criados na Amazônia Oriental

  • Data: 22/04/2015
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  • Haemonchus contortus é o principal nematóide gastrointestinal de pequenos ruminantes em todo mundo e sendo responsável por importantes perdas econômicas e produtivas. O controle desse parasito é baseado na utilização de antihelmínticos como os benzimidazóis, no entanto, essa estratégia de controle seleciona parasitos resistentes. O objetivo do presente trabalho foi determinar a frequência dos genótipos associados à resistência à benzimidazóis em diferentes populações de Haemonchus contortus oriundos de infecções naturais em ovinos na Amazônia oriental, utilizando a PCR Multiplex. Exemplares de H. contortus foram coletados diretamente do abomaso de ovinos pertencentes a 12 propriedades rurais localizadas em nove municípios do estado do Pará. A identificação da espécie foi realizada com auxílio de microscópio óptico para posterior extração de DNA e análise molecular. Também foi aplicado um questionário sobre as práticas de manejo para os produtores de cada propriedade rural. A PCR Multiplex foi realizada empregando-se dois oligonucleotídeos iniciadores alelo inespecífico (PH1 e Pn2) e dois oligonucleotídeos iniciadores alelo específico (PH3 e PH4) em uma única reação. Os produtos amplificados de 250 pares de base (pb) e 600 pb, foram identificados como referentes aos alelos resistentes (r) e sensíveis (S), respectivamente. Também foi gerado um produto de 800 pb referente à espécie H.
    contortus. Os resultados demonstraram a presença de todos os genótipos (rr, Sr e SS), em um total de 305 parasitos, onde foram encontrados 30,82% de homozigotos resistentes, 37,05% de heterozigotos e 32,13% de homozigotos sensíveis. Os resultados demonstraram a existência de populações de H. contortus resistentes aos benzimidazóis na Amazônia oriental. Verificou-se também que as propriedades rurais avaliadas empregam uma série de práticas de manejo que favorecem o desenvolvimento da resistência a anti-helmínticos.

  • MICHELE BAHIA DO VALE SILVA
  • PESQUISA DA INFECÇÃO NATURAL POR HEMOPARASITOS ZOONÓTICOS EM PRIMATAS NEOTROPICAIS ORIUNDOS DA AMZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 17/04/2015
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  • O objetivo do presente estudo foi detectar a infecção natural por Trypanosoma cruzi e por Plasmodium spp. em primatas neotropicais oriundos da Amazônia brasileira. Durante o período de fevereiro de 2013 a julho de 2014, foram coletadas 112 amostras de sangue total de primatas neotropicais dos estados do Amapá (n=25), Amazonas (n=63) e Pará (n=24). Os animais pertenciam às famílias Cebidae (n=59), Callitrichidae (n=5), Aotidae (n=3), Atelidae (n=41) e Pitheciidae (n=4). A extração de DNA genômico das amostras foi realizada com um kit comercial. Para a pesquisa da infecção por T. cruzi esfregaços sanguíneos também foram confeccionados. Para a detecção de DNA de T. cruzi foi realizada a Nested-PCR, enquanto que DNA de Plasmodium spp. foi detectado por uma Multiplex PCR. DNA de T. cruzi e DNA de Plasmodium spp. foram detectados em 12,50% (14/112) e 10,71% (12/112) das amostras analisadas, respectivamente. Pelo esfregaço sanguíneo, não foram observadas formas tripomastigotas de T. cruzi. Pode-se concluir que primatas neotropicais albergam T. cruzi e Plasmodium spp. e podem atuar como hospedeiros nas áreas estudadas. A infecção por T. cruzi em Cebus olivaceus, Lagothrix cana, Ateles paniscus e Pithecia chrysocephala e a infecção por Plasmodium spp. em Saguinus bicolor são registradas pela primeira vez.

  • FLÁVIA DE NAZARÉ LEITE BARROS
  • INFECÇÃO NATURAL POR Trypanosoma cruzi: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E DETECÇÃO EM RESERVATÓRIOS DOMÉSTICOS E EM TRIATOMÍNEOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Data: 10/04/2015
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  • A doença de Chagas é uma enfermidade endêmica nas Américas e tem como agente etiológico o protozoário flagelado Trypanosoma cruzi, que infecta uma diversidade de mamíferos e tem como vetores os insetos triatomíneos. Cães e gatos são importantes reservatórios domésticos de T. cruzi e pelo contato direto com o homem e suas habitações são considerados sentinelas para a doença de Chagas humana. O presente estudo teve como objetivos detectar a infecção natural por T.
    cruzi em triatomíneos e reservatórios domésticos e analisar os aspectos epidemiológicos que possam contribuir para a ocorrência da infecção desse agente em São Domingos do Capim, estado do Pará. Foram coletadas amostras biológicas de 123 cães, 28 gatos e 85 triatomíneos. Para a pesquisa da infecção por T. cruzi foram realizados esfregaços sanguíneos de cães e gatos, xenodiagnóstico em triatomíneos vivos e Nested-PCR com iniciadores específicos em todas as amostras coletadas. A extração de DNA genômico das amostras foi realizada com kits comerciais. Pelo esfregaço sanguíneo, não foram observadas formas tripomastigotas de T. cruzi, no entanto o DNA desse agente foi detectado em 22,8% dos cães e 7,1% dos gatos. As espécies R. robustus (50,6%), R. pictipes (17,6%), P.
    geniculatus (27,1%) e E. mucronatus (4,7%) foram capturadas e o DNA de T. cruzi foi detectado em 63,5% desses triatomíneos. Pode-se observar que dos 18 triatomíneos positivos no xenodiagnóstico, 88,9% foram positivos na Nested-PCR, entretanto houve fraca concordância entre essas técnicas de diagnóstico (k= 0,3636). Quanto à análise de risco foram observados três aglomerados para os animais domésticos, com maiores intensidades localizadas na região nordeste e sul do município e dois aglomerados para os barbeiros, com maior intensidade na região nordeste. As características do ecótopo associadas à infecção por T. cruzi em cães, gatos e vetores, o histórico de picada por barbeiros nos moradores e moradias com luz artificial localizadas próximas de áreas de floresta servem como alerta aos órgãos de saúde para a ocorrência de surtos da doença de Chagas em humanos na região.

  • KEILA PATRÍCIA MOTA DE SOUZA
  • Avaliação do efeito imunomodulador de Bacillus cereus var. Toyoi em camundongos vacinados experimentalmente contra Leishmania infantum chagasi

     

  • Data: 27/03/2015
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  • A imunização através da vacinação é a alternativa comprovadamente mais eficiente no controle sanitário, uma alternativa possível para a melhoria da eficácia destas vacinas através da modulação do sistema imunológico pela suplementação de probióticos, que são micro-organismos vivos que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. Várias pesquisas tem demonstrado resultados do efeito imunomodulador dos probióticos. Dentre as doenças parasitárias veterinárias, a leishmaniose visceral canina é uma doença grave de difícil controle e profilaxia, uma vez que vacinas para cães existentes no Brasil não demostram eficácia esperada no campo. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito imunomodulador de Bacillus cereus var. Toyoi em camundongos vacinados experimentalmente contra Leishamania infantum chagasi, durante o período da administração dos probióticos. Para tal foram utilizados dois grupos de animais (suplementado e controle. O grupo suplementado recebeu ração com probiótico na concentração de 106 UFC.g-1 de ração e o grupo controle a mesma ração, exceto pela adição do probiótico. Todos os animais foram vacinados com o antígeno particulado de Leishmania infantum chagasi, e coletado sangue semanalmente para investigação da cinética da produção de anticorpos. Para avaliar o efeito dos probióticos na imunidade celular dos animais, foi utilizada amplificação de fragmentos de genes de citocinas (IL-12, IFN-, IL-10 e IL-4) em cDNA obtido de RNA dos esplenócitos, pelo método quantitativo da reação em cadeia da polimerase (qPCR). Os dados da sorologia e diferenças na expressão gênica foram analisados pela análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo Teste de Tukey (p<0,05). Durante o período de suplementação todos animais apresentaram soroconversão contra o antigeno utilizado, entretanto o grupo suplementado apresentou soroconversão média de 1,42 vezes superior quando comparada ao grupo que não recebeu probiótico na ração. No que coube a avaliação das citocinas, o grupo tratado apresentou maiores expressões de IL-12 e IL-4 e menores expressões de IFN-e IL-10, quando comparado ao grupo controle. Com base nos resultados e na literatura podemos sugerir que o probiótico Bacillus cereus var. Toyoi apresenta evidências na modulação do sistema imune e de respostas vacinais, assim podendo auxiliar na modulação da resposta vacinal adequada e eficiente para o controle da Leishmaniose canina.

  • ADLILTON PACHECO DE OLIVEIRA
  • Estudos morfológicos e moleculares de Hepatozoon spp. em serpentes da família Boidae na Amazônia Oriental

  • Data: 04/03/2015
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  • Os parasitos do gênero Hepatozoon são hematozoários de anfíbios, répteis, aves, e mamíferos. Contudo, a criação de serpentes em cativeiro pode gerar uma situação que contribua para a transmissão destes parasitos, favorecendo desse modo o aparecimento de sinais clínicos. O manuscrito 1 teve como objetivos estudar a prevalência de Hepatozoon spp. em serpentes da espécie Boa constrictor constrictor, e descrever a morfologia e morfometria das formas parasitárias observadas em serpentes mantidas em cativeiro em um criatório na Amazônia oriental. Para isso foram examinadas 11 B. c. constrictor, das quais foram colhidas amostras de sangue para confecção de esfregaços sanguíneos. A parasitemia foi determinada contando-se 10.000 células em campos homogêneos aleatórios. Os gametócitos encontrados foram analisados morfologicamente e morfometricamente utilizando-se um software de análise e fotodocumentação. Dentre as 11 serpentes examinadas, em sete (63,6%) detectou-se a presença de gametócitos semelhantes aos de Hepatozoon spp. no esfregaço sanguíneo. A parasitemia observada em 71.4%(5/7) dos animais infectados foi inferior a 1%, e nos outros 28.5%(2/7) infectados variou entre 1 a 2%. A análise morfológica revelou 12 tipos de gametócitos distintos, com morfometrias que apresentaram diferença em poucas variáveis estudadas. Desse modo conclui-se que protozoários do gênero Hepatozoon estão presentes em amostras de sangue de B. c. constrictor no estado do Pará, e se apresentam morfologicamente distintos. O manuscrito 2 objetivou determinar a ocorrência da infecção por Hepatozoon spp. em serpentes da família Boidae, e comparar o diagnóstico realizado através do esfregaço sanguíneo com a reação em cadeia pela polimerase (PCR) empregando-se diferentes oligonucleotídeos iniciadores, em serpentes da família Boidae. Foram examinadas 29 serpentes, destas 25 eram Boa c. constrictor e quatro Eunectes murinus. Foram colhidas amostras de sangue através de punção cardíaca ou paravertebral para confecção de esfregaços sanguíneos e extração de DNA. O diagnóstico da infecção e parasitismo foi dado de acordo com a metodologia proposta no manuscrito 1. As amostras foram submetidas à PCR utilizando-se cinco pares de oligonucleotideos, sendo três universais e dois desenhados para espécies do gênero Hepatozoon. Das 29 serpentes examinadas, em 23 (79,3%) detectou-se a presença de gametócitos intraeritrocitários semelhantes à Hepatozoon spp.. A parasitemia observada em 69,6% (16/23) dos animais infectados foi inferior a 1%, e nos outros 56,5% (13/23) infectados observou-se parasitemia entre 1,3% a 4,6%. Na PCR, os cinco pares de iniciadores testados amplificaram fragmentos de tamanho esperado, a maioria dos iniciadores apresentou boa ou excelente concordância com o teste parasitológico. Protozoários do gênero Hepatozoon infectam Boa c. constrictor e E. murinus, e ocorrem em alta frequência nos animais estudados, na Amazônia oriental. A técnica de PCR apresentou concordância boa ou excelente entre a maioria dos iniciadores avaliados e o teste parasitológico.

  • DALVARINA NAYARA LIMA DA CUNHA
  • Avaliação da expressão de cicloxigenase-2 e infiltração de macrófagos em carcinoma de células escamosas e tumor de células basais em cães

  • Data: 27/02/2015
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  • As cicloxigenases são enzimas que participam na conversão do ácido aracdônico em prostaglandinas e estão divididas em dois tipos: COX-1, que participa de processos fisiológicos normais do organismo e a COX-2, induzida por estímulos inflamatórios, mitogênicos e promotores de tumor. Os macrófagos são responsáveis por proteger o organismo contra infecções e lesões, no entanto, o microambiente tumoral pode manipular a resposta imune em prol do tumor, fazendo com que os macrófagos produzam citocinas que favoreçam o desenvolvimento deste. O objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão de cicloxigenase-2 e infiltração de macrófagos em carcinoma de células escamosas e tumor de células basais e relaciona-los com o comportamento biológico destes tumores. Os carcinomas de células escamosas apresentaram maior expressão de COX-2 e maior infiltrado inflamatório, de onde podemos sugerir que seu microambiente tumoral pode favorecer o comportamento mais agressivo deste tumor.

  • FRANCISCO DÉCIO DE OLIVEIRA MONTEIRO
  • Raiva em animais de produção no estado do Pará, Brasil: um estudo descritivo, 2004 a 2013

  • Data: 23/02/2015
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  • falta

2014
Descrição
  • JACQUELINE DA SILVA BRITO
  • Brucella abortus em queijos: diferenciação da cepa em vacinal (B19) ou infecção a campo

  • Data: 05/05/2014
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  • A brucelose é uma enfermidade infecto-contagiosa causadora de grandes perdas econômicas à cadeia produtiva da carne e do leite. Também considerada uma antropozoonose cosmopolita, tem como agente etiológico, bactérias do gênero Brucella, de grande importância para a saúde coletiva. Os objetivos deste estudo foram detectar DNA de Brucella spp. e diferenciar cepa vacinal B19 da cepa de campo em amostras de queijos artesanais, informais e fiscalizados provenientes da região norte do país. Foram adquiridas 66 amostras de diferentes queijos produzidas e comercializadas em três estados pertencentes a Amazônia Brasileira: Amapá (05), Pará (55) e Rondônia (06), somando 39 amostras de queijo de vaca e 27 de queijo de búfala. Deste total quatro eram produzidas em estabelecimentos sob fiscalização de Serviço de Inspeção Federal, nove eram produzidos em estabelecimentos com Serviço de Inspeção Estadual, cinco amostras possuíam rótulo de produto artesanal e as demais (48) eram provenientes de produção informal. A metodologia utilizada foi a reação em cadeia pela polimerase empregando os oligoiniciadores B4 e B5 para detecção de Brucella spp. e oligoiniciadores eri1 e eri2 para diferenciar cepa de infecção a campo da cepa vacinal B19. Foram encontrados 21,21% (14/66) de amostras positivas para Brucella spp. das quais 21,43% (3/14) das amostras foram positivas para B. abortus de campo e 7,14% (1/14) foram identificadas como cepa vacinal B19. Concluiu-se que a técnica da reação em cadeia da polimerase pode ser utilizada como ferramenta para identificação de Brucella spp. em queijos, além de diferenciar em amostra de infecção a campo ou cepa vacinal B19. Entretanto sugerimos que mais estudos sejam realizados para conhecermos a real situação epidemiológica destes agentes patogênicos em queijos.

  • ALICE DA SILVA LIMA
  • Levantamento soro-epidemiológico da infecção pelo agente etiológico Streptococcus equi subespécie equi, em propriedades de Cachoeira do Arari, Ilha do Marajó, PA.
  • Orientador : TALITA BANDEIRA ROOS
  • Data: 25/04/2014
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  • falta
  • HANNIELE ROSA MOREIRA
  • Ocorrência de Dirofilaria immitis em cães naturalmente infectados diagnosticados através de microfilaremia e PCR

  • Data: 11/04/2014
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  • O nematódeo filarídeo Dirofilaria immitis é o agente etiológico da dirofilariose canina, mais conhecida como doença do verme do coração do cão. O objetivo desse trabalho foi avaliar a ocorrência de cães naturalmente infectados por Dirofilaria immitis nas quatro vilas que formam o complexo da Ilha de Algodoal / Maiandeua, Pará. O local apresenta como principal atividade econômica, o turismo. O estudo ocorreu nos meses de julho e setembro de 2013 e foram analisadas amostras de sangue, obtidas por punção da veia cefálica, de 69 cães domiciliados das quatro vilas. Não houve predileção por raça ou sexo, e todos os animais apresentavam idades a partir de seis meses, sendo 41 cães de Algodoal, 12 cães de Fortalezinha, 10 cães de Mocooca e 6 cães de Camboinha. Para o diagnóstico, foram utilizadas técnicas para pesquisa de microfilaremia (Knott, gota espessa e sangue a fresco) e a reação em cadeia da polimerase (PCR). Foram detectados animais positivos em todas as vilas, e a ocorrência encontrada nas quatro vilas foi de 39,13% (27/69). A vila de Algodoal apresentou uma ocorrência de 51,21% (21/41), seguida por 25% (03/12) em Fortalezinha, 20% (02/10) em Mocooca e na vila de Camboinha foi encontrada uma ocorrência de 16,70% (1/6), sendo observada diferença estatística significativa (p=0,02) e os animais que residiam na vila de Algodoal apresentaram 3,85 mais chance de estarem infectados por D. immitis (odds ratio=3,85). Não foi detectada diferença estatística entre machos e fêmeas (p=0,06). Ao se estudar as idades dos cães, observou-se diferença estatística significativa entre os grupos estudados (p=0,01) e os animais maiores de um ano tiveram quatro vezes mais chance de apresentarem-se infectados (odds ratio = 4,09). Portanto conclui-se que Dirofilaria immitis está presente em cães de todas as vilas da Ilha de Algodoal, esse foi o primeiro estudo realizado em toda a extensão da Ilha, e que as técnicas da PCR e a detecção de microfilaremia utilizadas foram eficazes para o diagnóstico da infecção em cães, e a técnica da PCR, uma importante ferramenta para o diagnóstico da espécie Dirofilaria immitis

  • GUSTAVO AGUIAR SALES
  • ANÁLISE MICROBIOLÓGICA, MOLECULAR E DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CENTESIMAL DE QUEIJO BUBALINO COMERCIALIZADO NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO ESTADO DO PARÁ E EM MACAPÁ, CAPITAL DO ESTADO DO AMAPÁ
  • Orientador : CARINA MARTINS DE MORAES
  • Data: 31/03/2014
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  • FALTA
  • PAULO GEOVANI SILVA SOUSA
  • DETECÇÃO DA INFECÇÃO NATURAL POR Theileria equi E PESQUISA DE CARRAPATOS EM Equus caballus ORIUNDOS DA MICRORREGIÃO DO ARARI, MARAJÓ, ESTADO DO PARÁ, BRASIL

  • Data: 21/03/2014
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  • Os objetivos do trabalho foram detectar a infecção natural por Theileria equi através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em equinos oriundos da Microrregião do Arari, Pará, Brasil, identificar as espécies de carrapatos que infestam esses animais e pesquisar o DNA de T. equi em carrapatos coletados de equinos infectados. Foram coletadas amostras de sangue total de 442 equinos em cinco municípios da Microrregião do Arari, estado do Pará, Brasil. Os animais também foram inspecionados visualmente para a presença de carrapatos, sendo os exemplares desses ectoparasitos coletados manualmente e armazenados em frascos identificados. As amostras biológicas foram encaminhadas ao Laboratório de Parasitologia Animal da Universidade Federal do Pará para posterior processamento e análise. Os carrapatos foram classificados e as fêmeas acondicionadas em câmara de germinação para oviposição. Os ovos foram coletados e armazenados a 20ºC negativos, enquanto que os carrapatos foram armazenados em álcool absoluto. As extrações de DNA de sangue total, dos carrapatos coletados de animais positivos na PCR e seus respectivos ovos foram realizadas utilizando kits comerciais. Para pesquisa de DNA de T. equi foi realizada a PCR utilizando os iniciadores BEC UF e Equi-R. Das 442 amostras analisadas, DNA de T. equi foi detectado em 8,14%. Um total de 429 exemplares de carrapatos foram coletados, sendo identificados adultos de Dermacentor nitens (96 machos e 248 fêmeas), adultos de Amblyoma cajennense (6 machos e 3 fêmeas), ninfas (32 exemplares) e larvas (44 exemplares) de ixodídeos. Apenas três equinos infectados por T. equi estavam infestados por carrapatos, sendo encontrados 30 fêmeas e seis machos de D. nitens, e duas ninfas e 28 larvas de ixodídeos. Através da PCR destes exemplares e dos ovos obtidos das teleóginas não foi detectado DNA do agente pesquisado. Pôde-se concluir que na Microrregião do Arari T. equi infecta naturalmente equinos, D. nitens e A. cajennense infestam esses animais e o DNA de T. equi não foi detectado através da PCR em D. nitens e em ninfas e larvas de ixodídeos coletados de animais infectados.

  • RAFAELLE CUNHA DOS SANTOS
  • DETECÇÃO DA INFECÇÃO NATURAL POR HEMOPARASITOS EM FELÍDEOS SILVESTRES (CARNIVORA: FELIDAE) MANTIDOS EM CATIVEIROS NA REGIÃO AMAZÔNICA BRASILEIRA

  • Orientador : ALESSANDRA SCOFIELD AMARAL
  • Data: 21/03/2014
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  • Falta

  • BIANCA NASCIMENTO DE ALCANTARA
  • CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL CICATRIZANTE DO EXTRATO FLORAL DE Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen EM RATOS WISTAR

  • Data: 10/03/2014
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  • Acmella oleracea, popularmente conhecida como jambu, é uma espécie vegetal
    típica da região norte do Brasil, onde faz parte de pratos da culinária local. Na
    medicina popular é utilizada no tratamento de afecções da boca e garganta, como
    analgésico Na indústria, extratos deste gênero têm sido utilizados em produtos de
    higiene oral e em composições alimentícias como agente refrescante e
    aromatizante. Recentemente vem sendo utilizada em composições cosméticas como
    agente antissinais. Este vegetal é bastante estudado pelas ciências médicas em
    geral, no entanto, na medicina veterinária poucos são os estudos relacionados à sua
    utilização. A crescente utilização de produtos naturais na clinica de animais
    domésticos, buscando minimizar os efeitos colaterais dos fármacos industriais
    nestes animais demonstra a necessidade de pesquisas nesta área. Neste trabalho,
    foram feitos ensaios farmacognósticos, para padronizar o extrato produzido, via
    padrões de qualidade. Realizou-se a cromatografia em camada delgada (CCD) do
    extrato e de suas frações para indicar as classes de metabólitos secundários
    presentes, bem como, sugerir a presença de um composto majoritário entre as
    frações de baixa e média polaridade, reativo ao reagente de Dragendorff,
    possivelmente o espilantol. Além disso, foi feito um teste in vitro para avaliação da
    atividade antimicrobiana do extrato bruto desta espécie vegetal e de suas frações
    que produziu a inibição da Salmonella typhi, constituindo o capítulo um desta
    dissertação. Foram também realizados testes in vivo para avaliar a toxicidade oral
    aguda, a eficácia anestésica local e testar capacidade cicatrizante deste extrato
    floral. Tendo como objetivo avaliar a eficácia anestésica local e potencial cicatrizante
    do extrato floral de A.oleracea e suas frações em ratos wistar, de modo a sugerir sua
    utilização de maneira segura em animais domésticos.

  • DEISEANE GAIA FONTES
  • PERFIL HEMATOLÓGICO E BIOQUÍMICO DE BÚFALOS DA RAÇA MURRAH CRIADOS NA AMAZÔNIA ORIENTAL
  • Data: 28/02/2014
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  • falta
  • JOSILEIDE ARAÚJO DA SILVA
  • Trypanosoma evansi na lha do Marajó: estudo epidemiológico, patológico, molecular e imuno-histoquímico da infecção em equinos, na microrregião do Arari

  • Data: 27/02/2014
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  • São relatados dois surtos de tripanossomíase por Trypanosoma evansi em equinos no município de Chaves, Ilha de Marajó, Pará. O primeiro surto ocorreu em abril de 2011, afetando uma propriedade, onde de um total de 147 equinos, 47 (31,97%) adoeceram e 40 (27,21%) morreram. O segundo surto ocorreu em maio de 2012, afetando nove propriedades. De um total de 679 equinos, 209 (30,07%) adoeceram e 183 (26,97%) morreram. Os principais sinais clínicos observados foram emagrecimento, edema abdominal, arrastamento das pinças e atrofia da musculatura pélvica. Todos os proprietários relataram casos suspeitos de tripanossomíase em equinos e que, na estação seca muitas capivaras são vistas arrastando os membros posteriores ou são encontradas mortas. Foram necropsiados dois equinos, um em cada surto. No equino do segundo surto observou-se caquexia, palidez e icterícia, além de aumento de volume do baço com polpa branca proeminente ao corte. Na histopatologia do sistema nervoso central dos dois animais, havia encefalite linfoplasmocitária difusa, com células de Mott, variando de leve a acentuada. Na imuno-histoquímica para T. evansi foram demonstradas estruturas semelhantes a formas tripomastigotas. Entre novembro e dezembro de 2013 foi realizado ainda um inquérito epidemiológico nos municípios de Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Salvaterra, Soure e Chaves. Somente nos municípios de Santa Cruz do Arari e Chaves havia histórico da doença. Durante o inquérito foi coletado sangue de 243 equinos para teste de Woo e reação do polimerase em cadeia (PCR). Dos 243 equinos que participaram do inquérito, apenas um foi positivo no teste de Woo e 20 foram positivos na reação do polimerase em cadeia (PCR) para T. evansi. Desses 20 equinos, 14 amostras procedentes de Chaves e seis de Santa Cruz do Arari. Não foram encontrados equinos infectados nas propriedades de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, embora tenha sido relatada a presença de carrapatos e mutucas, além de espoliação por morcegos hematófagos. Os dados indicam que a tripanossomíase por T. evansi tem impacto importante na ilha de Marajó, particularmente em Chaves e Santa Cruz do Arari.

  • PAULO CESAR MAGALHÃES MATOS
  • DETECÇÃO DA INFECÇÃO NATURAL POR HEMOPARASITOS E PESQUISA DE CARRAPATOS EM PROCIONÍDEOS (CARNIVORA: PROCYONIDAE) NA AMAZÔIA ORIENAL
  • Data: 20/02/2014
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  • O objetivo do presente trabalho foi realizar o diagnóstico molecular de Hepatozoon sp., Leishmania infantum chagasi e Trypanosoma evansi e analisar a infestação por carrapatos em procionídeos dos estados do Amapá e Pará. Durante o período de fevereiro de 2012 a agosto de 2013, amostras de sangue total, esfregaços sanguíneos e fragmentos de pele foram obtidos de 54 procionídeos de vida livre e mantidos em cativeiro em mantenedores e Parques Zoobotânicos dos estados do Amapá e Pará. Os esfregaços sanguíneos foram processados e examinados para pesquisa de Hepatozoon spp., L. i. chagasi e T. evansi. Os carrapatos coletados foram mantidos em álcool etílico 70% para posterior classificação específica. O DNA das amostras de sangue total foi extraído e submetido a PCR utilizando-se os iniciadores Piro A1 e Piro B para pesquisa de DNA de Hepatozoon spp. e RoTat 1.2 F e RoTat 1.2ver para pesquisa de T. evansi, enquanto que os iniciadores RV1 e RV2 foram utilizados para pesquisa de L. i. chagasi nas amostras de pele. Através da PCR, DNA de Hepatozoon spp. foi detectado em 3,77% (2/53) dos procionídeos, enquanto que DNA de T. evansi foi diagnosticado em 18,52% (10/54), não sendo detectada infecção por L. i. chagasi nos animais estudados. Nas análises dos esfregaços sanguíneos, não foram detectadas formas parasitárias dos agentes pesquisados. Quanto a infestação por carrapatos, formas imaturas de ixodídeos foram obtidas em quatis de vida livre de ambos os estados (13,2%), sendo 6 ninfas de Amblyomma spp. e 49 larvas de ixodídeos. Pôde-se concluir que o quati e o jupará são reservatórios para Hepatozoon spp. na Amazônia Oriental, que quatis e mãos-peladas são reservatórios para T. evansi no estado do Pará e os quatis de vida livre são infestados por carrapatos ixodídeos nos estados do Amapá e Pará.
2013
Descrição
  • MICHELE DE SOUZA LIMA
  • FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii (NICOLLE E MANCEAUX, 1908) e DETECÇÃO DE OOCISTOS NAS FEZES ATRAVÉS DA REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE EM GATOS NO MUNICÍPIO DE BELÉM, PARÁ, BRASIL.

  • Data: 30/08/2013
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  • A toxoplasmose é uma doença bastante difundida mundialmente e existem registros de que a doença acomete mais de 70% da população mundial. A doença e causada por um protozoário intracelular obrigatório, Toxoplasma gondii, que foi descoberto em 1908 e, desde então, vários relatos da doença vem sendo atribuídos a esse agente. O presente estudo teve como objetivo avaliar a frequência de anticorpos anti-T. gondii, e detectar DNA em oocistos nas fezes de gatos domiciliados no município de Belém. Associados à colheita foi aplicado um questionário epidemiológico, para relacionar os resultados dos testes diagnósticos com as respostas dos proprietários. Foram colhidas 447 amostras de soro e 105 amostras de fezes de gatos oriundos dos oito distritos administrativos do município. Os soros foram testados pela Reação de Imunofluorêscencia Indireta (RIFI) utilizando como ponto de corte a diluição 1:16 (IgG) e as fezes pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). A frequência para anticorpos de T. gondii foi de 21,92% na RIFI e após o processo de extração do DNA, PCR e eletroforese foram encontrados 0,95% positividade nas fezes. Em relação a variável sexo observou-se 20,57% para machos e 22,79% fêmeas sororeagentes. Foi observado que não houve associação entre os hábitos comportamentais e nutricionais dos animais investigados em relação ao resultado da sorologia (P>0,05). Foi encontrada associação estatística significativa referente à faixa etária entre os animais com idade acima de um ano de idade e a sorologia (P˂0,01), onde no grupo até um ano observou-se 12,82% de animais reagentes e no grupo acima de um ano 26,80% de reagentes. De acordo com os resultados obtidos a partir de questionário aplicado aos proprietários, pode-se observar que 74,04% desconheciam a doença e 93,51% não conheciam as formas de transmissão. Pode-se avaliar que o grupo estudado de gatos do município de Belém apresentaram anticorpos anti-T. gondii e foi observada a carência de informações a respeito da doença e suas formas de contaminação, sendo que os proprietários desses animais não conhecem a toxoplasmose e desconhecem seus meios profiláticos efetivos

  • INDIRA NADJA VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • Avaliação hematológica e bioquímica sérica de cães naturalmente infectados com microfilárias de Dirofilaria immiti
  • Data: 23/07/2013
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  • dirofilariose, zoonose emergente e muitas vezes negligenciada, é causada pelo helminto Dirofilaria immitis que, além de cães e gatos domésticos e selvagens, acomete também focas, furões e leões marinhos. É transmitida aos cães durante o repasto sanguíneo de mosquitos do gênero Culex, Aedes, Anopheles, Mansonia e Psorophora. A infecção e a doença foram diagnosticadas em todos os continentes, sendo reconhecidas, sobretudo nos trópicos e subtrópicos e em zonas temperadas. Alterações causadas por D. immitis em caninos incluem alterações cardíacas, renais, hematológicas e bioquímicas, todas elas não patognomônicas para o diagnóstico da doença, porém indicativas. O objetivo do presente estudo foi relatar as principais alterações hematológicas e bioquímicas sérica de cães naturalmente infectados com microfilárias de D. immitis. Foram coletadas amostras de sangue de 82 caninos residentes na Ilha de Algodoal (Pará), dos quais 53 apresentaram microfilaremia e 29 não apresentaram microfilaremia, diagnosticados a partir da técnica de Knott. Os principais achados na hematologia foram anemia normocítica normocrômica, trombocitopenia, linfocitose e basofilia. Na bioquímica sérica apenas os valores de ureia estavam acima dos níveis de normalidade. Não foi possível identificar achados nos exames patognômicos da infecção nos cães. Entretanto, avaliações laboratoriais devem ser levadas em consideração para o diagnóstico e tratamento.
  • BARBRA AMANDA BEZERRA LOPES
  • Determinação da qualidade microbiológica da polpa in natura de açaí (Euterpe oleraceae Mart.) e da água utilizada na sua produção e avaliação microbiológica das mãos dos manipuladores que comercializam este produto no município de Ananindeua, Pará
  • Data: 07/06/2013
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  • falta
  • JULIANA DANIELE BRAGA PEREIRA
  • DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO E MOLECULAR DE LESÕES SUGESTIVAS DE TUBERCULOSE EM BÚFALOS ABATIDOS NOS MUNICÍPIOS DE MACAPÁ E SANTANA, ESTADO DO AMAPÁ

  • Data: 22/03/2013
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  • Foram coletadas amostras de tecidos com lesões sugestivas de tuberculose em 20 bubalinos abatidos em frigoríficos dos municípios de Macapá e Santana, no estado Amapá. As amostras foram divididas em duas porções, sendo uma fixada em formol tamponado a 10% e processada rotineiramente para avaliação histopatológica, sendo realizadas colorações de hematoxilina-eosina e Ziehl-Neelsen; outra refrigerada, utilizada para realização de reação em cadeia de polimerase (PCR) convencional para identificação de representantes do Complexo Mycobacterium tuberculosis (CMT) e M. avium (CMA) e reação em cadeia de polimerase em tempo real (RT-PCR) específico para M. bovis. Lesões macroscópicas sugestivas de tuberculose foram observadas nos pulmões, linfonodos mediastínicos, bronquiais, submandibulares, retrofaríngeos, fígado e pleura. Na histopatologia, todas as amostras avaliadas apresentavam lesões sugestivas de tuberculose, caracterizadas por granulomas compostos por infiltração de grande quantidade de células epitelióides, células de Langhans e linfócitos, margeando um centro necrótico, calcificado ou não, rodeado por cápsula de tecido conjuntivo fibroso. Na coloração de Ziehl-Neelsen havia bacilos álcool-ácido resistentes em somente três animais. Dos vinte bubalinos, treze foram positivos para o CMT e/ou M. bovis na Nested-PCR. Destes, seis reagiram positivamente ao CMT e M. bovis, um foi positivo somente para o CMT e seis amplificaram produtos somente para M. bovis na reação de PCR em tempo real.

  • CLEYZER LOPES SILVA
  • DETECÇÃO DE FRAUDE POR PCR E ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DO QUEIJO DE BÚFALA COMERCIALIZADO NA ILHA DO MARAJÓ E NOS MUNICÍPIOS DE BELÉM E CASTANHAL, ESTADO DO PARÁ

  • Data: 21/03/2013
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  • O leite de búfala quando comparado ao leite de vaca, oferece vantagens nutricionais como maiores teores em sólidos totais, gordura, proteína, cálcio e fósforo e, por seu valor nutricional, este produto torna-se de grande importância tanto para o consumo in natura, quanto para elaboração de seus derivados, principalmente o queijo. Por esta razão, a avaliação da qualidade organoléptica, microbiológica e físico-química e a utilização de métodos eficazes para detecção de fraudes tornam-se necessários, para evitar que os consumidores sejam lesados em relação aos valores agregados ao produto. O objetivo deste estudo foi verificar a eficiência da técnica de Reação em Cadeia pela Polimerase, para detecção de fraude por adição de leite bovino em queijo de búfala comercializado nos municípios de Belém e Castanhal e na Ilha do Marajó - estado do Pará e determinar o limite de detecção da técnica através da produção de queijos experimentalmente fraudados e avaliar a qualidade microbiológica dos diferentes queijos de búfala comercializados na região alvo do estudo. Os resultados obtidos demonstraram que os primers utilizados neste trabalho foram capazes de detectar o incremento de 10%, 25%, 50%, 75% e 90% de leite de vaca em queijos de búfala experimentalmente fraudados. Das 22 amostras de queijo de búfala coletadas, três estavam fraudadas por adição de leite de vaca, todas provenientes da ilha do Marajó. Já na avaliação microbiológica, nove amostras estavam em desacordo com a legislação vigente em relação aos coliformes 45°C e uma amostra apresentou presença de Salmonella spp. Concluiu-se que a PCR é uma técnica capaz de detectar fraude em queijo de búfala por acréscimo de 10%, 25%, 50%, 75% e 90% de leite de vaca, e que os queijos produzidos de forma artesanal na Ilha do Marajó podem estar fraudados com diferentes quantidades de leite bovino. Além disso, os queijos de búfala aqui analisados apresentaram crescimento de bactérias do grupo coliformes e a presença de Salmonella spp. em uma amostra, o que demonstra a deficiência higiênico-sanitária da produção destes alimentos.

  • ALINE TATIANE DA SILVA
  • Determinação e caracterização das populações de cães e gatos domiciliados em Inhangapi, Pará, Brasil

  • Data: 15/03/2013
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  • A estimativa do número de animais domiciliados assim como a caracterização das relações entre os proprietários e estes animais são fatores importantíssimos a serem levados em consideração antes de se estabelecer uma programação de vigilância. Além disso, existe a necessidade de se realizar estudos na região amazônica a respeito dessas relações, uma vez que a realidade nesta região difere de forma contrastante com a realidade das outras regiões do país onde estudos similares foram desenvolvidos. O presente estudo foi idealizado com o propósito de avaliar a importância da realização do censo animal diante da possível subestimação do número de animais (cães e gatos) existentes para a realização da campanha de vacinação antirrábica baseada na proporção estipulada pela OMS, bem como obter perfil epidemiológico destes animais e da relação entre eles e seus proprietários, visando obter informações importantes para subsidiar as ações de vigilância em saúde no município de Inhangapi. No período de junho a setembro de 2011 foram realizadas 1299 entrevistas com questionário semiestruturado nas quatro zonas que compõe o município de Inhangapi, estado do Pará, sendo as zonas do Patauateua e Pernambuco pertencentes a zona rural e as zonas da Vila Nova e Centro pertencentes a zona urbana do município. Para correlação dos dados foi empregado o modelo de rede Bayesianas através do sistema GENIE versão 2.0, onde foram contabilizados 3003 animais domiciliados sendo 76% cães (2282) e 24% gatos (721), a relação humano/gato foi de 13,9:1 e a relação humano/cão foi de 4,4:1, a média geral de cães por domicílio foi de 0,80 e de gatos 0,25 e a média de cães e gatos por domicilio com animais foi de 1,75 e 0,55 respectivamente. Pode- se concluir que, os valores para a população canina e felina baseados na população humana podem resultar em valores subestimados e quando a estratégia censitária é incorporada na avaliação da campanha de vacinação antirrábica, são observados padrões mais reais de cobertura vacinal. Além disso, o conhecimento da caracterização epidemiológica permite o melhor direcionamento das ações adequadas para planejamento e avaliação da campanha de vacinação.

  • CHRISTINE ALBUQUERQUE QUEIROZ
  • O uso de equídeos na vigilância sorológica para arbovírus de importância em saúde pública em seis microrregiões do Estado do Pará, Brasil.

  • Orientador : VALIRIA DUARTE CERQUEIRA
  • Data: 14/03/2013
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  •     Falta

  • VERUCIA MARIA DIAS ARAÚJO
  • Diagnóstico molecular da infecção por Ehrlichia canis e Anaplasma platys em cães do município de Belém, Pará

  • Orientador : GUSTAVO GOES CAVALCANTE
  • Data: 08/03/2013
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  • As doenças transmitidas por carrapatos constituem um amplo grupo de enfermidades que levam os proprietários de caninos às clínicas veterinárias. Ehrlichia canis e Anaplasma platys são rickettsias intracelulares que parasitam os monócitos e plaquetas respectivamente. Babesia canis vogeli é um parasita intraeritrocitário. Acredita-se que o carrapato Rhipicephalus sanguineus seja o principal transmissor destes agentes, sendo os mais encontrados em cães, presentes em regiões tropicais e subtropicais. O diagnóstico parasitológico ainda é a técnica mais utilizada,devido seu baixo custo e praticidade, porém pouco precisa em animais assintomáticos. Neste trabalho foram coletadas 300 amostras de sangue venoso de cães domiciliados e errantes na região metropolitana de Belém, sem distinção de sexo ou raça. Os animais foram divididos em dois grupos: 168 cães errantes capturados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) (Grupo A) e 132 cães domiciliados (Grupo B). Foi realizada extração de DNA das amostras e estas serão submetidas a Reação em cadeia pela polimerase (PCR) para verificação de Babesia spp., onde os positivos sofrerão uma nova PCR específica para B.c.vogeli e no caso das espécies E.canis e A.platys. serão utilizadas as técnicas de PCR para a primeira reação e Nested PCR para a segunda, onde esperamos encontrar uma alta incidência dos agentes, visto que existem muitos casos relatados em clínicas veterinárias e o carrapato é abundante na região.

  • SINEREY KARLA SALIM ARAGÃO DE SOUSA
  • DETECÇÃO MOLECULAR DE Mycoplasma ssp. E PERFIL HEMATOLÓGICO DE GATOS NATURALMENTE INFECTADOS NA CIDADE DE BELÉM, PARÁ.
  • Data: 01/03/2013
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  • Mycoplasma haemofelis, Candidatus Mycoplasma haemominutum e Candidatus Mycoplasma turicensis são os agentes causadores da micoplasmose felina, estes agentes são bactérias gram-negativas, pleomórficas, pequenas e que se aderem à superfície dos eritrócitos do animal acometido. Os sinais clínicos da micoplasmose felina são manifestações de anemia aguda ou crônica, ocorrendo perda de peso, anorexia, depressão, membranas mucosas pálidas, fraqueza, dores articulares, hiperestesia e, ocasionalmente esplenomegalia e icterícia, podendo o animal vir a óbito nos casos mais graves. O diagnóstico é baseado na detecção do parasita em esfregaços sanguíneos e também no diagnóstico molecular pela PCR. Objetivando determinar a ocorrência de Mycoplasma spp. em felinos domésticos da região de Belém-Pará, e as alterações hematológicas dos animais naturalmente infectados por estes parasitos, foram coletadas 201 amostras de sangue com EDTA para análise de hemograma e extração de DNA para realização de Reação em Cadeia pela Polimerase (PCR) bem como esfregaços sanguíneos de ponta de orelha para detecção do parasita na superfície do eritrócito. Foram encontrados 5,47% (11/201) de positividade no exame de esfregaço sanguíneo, sendo 1,47% (1/68) de machos e 7,51% (10/133) de fêmeas. O DNA de Candidatus Mycoplasma haemominutum foi encontrado em 7,96% (16/201) dos animais onde 16,17% (11/68) eram machos e 3,75% (5/133) eram fêmeas, já Mycoplasma haemofelis foi detectado em 1,49% (3/201) das amostras, totalizando 2,94% (2/68) de machos e 0,75% (1/133) de fêmeas. O hemograma mostrou alterações em eritrócitos, volume globular e hemoglobina apenas nos animais em que foi detectado DNA de Mycoplasma haemofelis.
  • YURI TEIICHI DA SILVA KOBAYASHI
  • POTENCIAL CICATRIZANTE DO EXTRATO ETANÓLICO DOS FRUTOS DE JUCÁ (Libidibia ferres) IN VIVO
  • Data: 01/03/2013
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  • Libidibia ferrea é uma planta muito utilizada popularmente para fins terapêuticos, inclusive para acelerar processos de cicatrização de feridas cutâneas. Apesar do seu extenso uso popular, o seu potencial cicatrizante ainda não foi comprovado. O presente estudo teve o objetivo de avaliar o potencial cicatrizante do extrato etanólico dos frutos de L. ferrea (Mart. ex Tul.) em ratos. Foram utilizados 24 ratos Wistar divididos em 4 grupos. Em todos os animais foi retirado um fragmento de pele do dorso e cada grupo recebeu um tratamento diferente: solução de NaCl 0,9%, digliconato de clorexidine 1%, extrato etanólico dos frutos de Libidibia ferrea 12,5% e 50%. O processo de cicatrização foi avaliado macroscopicamente e microscopicamente. O tratamento de feridas com extrato etanólico dos frutos de L. ferrea a 12,5% não influenciou de forma significativa o processo de cicatrização, quando comparado ao grupo tratado apenas com solução fisiológica. O tratamento com extrato etanólico dos frutos de L. ferrea a 50% foi inferior ao tratamento com solução fisiológica no processo de cicatrização.
  • VIVIAN TAVARES DE ALMEIDA
  • Estudo da ocorrência, sinais clínicos e laboratoriais da infecção natural por Trypanosoma cruzi (CHAGAS, 1909) em cães naturalmente infectados no município de São Domigos do Capim - Pará

  • Data: 28/02/2013
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  • A doença de Chagas, também conhecida como tripanossomíase
    americana, é uma zoonose causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi o qual pode
    infectar cães tornando-os sentinela da presença do parasito e um importante
    reservatório, sem necessariamente manifestar sintomas. Este trabalho teve como
    objetivo determinar a ocorrência de cães naturalmente infectados por T. cruzi no
    município de São Domingos do Capim, Pará. Foram coletadas amostras de sangue de
    113 cães domésticos provenientes de quatro comunidades, e analisadas por exame a
    fresco e hemoconcentração, hemocultura, Teste de Imunofluorescência indireta (RIFI)
    e Ensaio Imunoenzimático (ELISA). Uma amostra para hemocultura foi positiva e a
    mesma foi identificada como T. cruzi, DTU TcI. Além do cão com isolamento de
    parasitos, foram consideradas positivas todas as amostras soro reagentes para ambas
    as técnicas (RIFI+ELISA) somando 31% (35/113), distribuídos em quatro
    comunidades: (12/44) em Uricuriteua (19/40) em Cezaréia, (1/16) em Aliança e (3/13)
    em Catita. Os cães deste município podem ser considerados sentinela da infecção por
    T. cruzi, tendo sido expostos ao ciclo de transmissão, comprovando a ocorrência da
    infecção neste local.

  • WAGNER MARCELO SOUSA VINHOTE
  • Surto zoonótico de Vaccínia vírus na Amazônia Brasileira: um novo isolado

  • Data: 08/02/2013
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  • Surtos provocados por vírus pertencentes ao gênero Orthopoxvírus, principalmente variantes Vaccínia vírus tem sido comumente relatados nos últimos anos em diversas regiões do país. No presente estudo descreve-se um surto de infecções em bovinos e humanos no Estado do Pará. Os bovinos afetados apresentavam lesões vesiculares, crostosas e ulcerativas, principalmente nas fêmeas em lactação e nos bezerros lactentes. A doença apresentou caráter ocupacional e foi transmitida aos humanos através do contato direto com lesões dos bovinos enfermos. Houve queda na produção leiteira, além de promover um quadro de incapacidade temporária aos trabalhadores acometidos. O diagnóstico molecular através da reação em cadeia de polimerase (PCR) identificou como causador do surto uma nova estirpe de Vaccínia vírus, pertencente ao Grupo 1 do VACV-BR, o qual foi classificado como VACV-PARV. Esses achados comprovam a circulação do vírus na região Amazônica e revelam a necessidade de novos estudos a respeito da doença, uma vez que certamente outros surtos são sub-notificados na região.

2012
Descrição
  • MARINEIDE ROCHA DOS SANTOS
  • Ocorrência de anticorpos anti-Leishmania spp. em cães do município de São Domingos do Capim, estado do Pará

  • Data: 30/10/2012
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  • falta

  • MANOEL SOARES DAMASCENO NETO
  • Avaliação higiênico sanitária de açougues e análise microbilógicas da carne bovina comercializada nos municípios da microrregião Castanhal, Estado do Pará
  • Data: 31/08/2012
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  • Este trabalho teve como objetivo avaliar as condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos comercializadores de carne bovina “in natura” da microrregião Castanhal – Pará, assim como determinar a carga microbiana da carne comercializada nos municípios dessa microrregião. Para tal, avaliação higiênico - sanitária de 68 estabelecimentos foi realizada nos municípios de Bujarú, Castanhal, Inhangapí, Santa Izabel do Pará e Santo Antônio do Tauá, através de preenchimento de “chek list”, confeccionado de acordo com a RDC n° 216, de 15 de setembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Análises de Staphylococcus coagulase positiva, coliformes a 35°C e a 45°C, além de pesquisa de Salmonella spp. foram realizadas em 63 amostras obtidas nos estabelecimentos visitados nos diferentes municípios. Os resultados obtidos demonstraram que, em média, 88,23% dos estabelecimentos analisados apresentaram condição higiênico - sanitária insatisfatória, 8,82% dos locais foram considerados regulares e somente 2,94% foram considerados satisfatórios. A presença de Salmonella spp. foi detectada em apenas uma amostra coletada no município de Santo Antônio do Tauá e uma amostra coletada em Inhangapi. Das amostras de carne analisadas, 92% e 73% apresentaram coliformes a 35°C e 45°C, superiores a 1100 NMP/g, respectivamente, e as contagens de Staphylococcus coagulase positiva variaram entre < 1,0 x 101 e 8,4 x 102 UFC/g. A legislação brasileira preconiza somente a pesquisa de Salmonella spp. para carnes resfriadas comercializadas no país, sendo consideradas impróprias para o consumo humano aquelas amostras que apresentem presença deste microrganismo, mesmo quando se evidenciam altos índices de microrganismos indicadores e falhas nas condições higiênico – sanitárias dos estabelecimentos comerciais. Conclui-se que os estabelecimentos que comercializam carne bovina “in natura” na microrregião Castanhal apresentaram condição higiênico-sanitária insatisfatória, confirmada pelas altas contagens de microrganismos indicadores encontradas nas amostras estudadas.
  • DIOGO CRISTO DA SILVA E SILVA
  • Ocorrências de Anticorpos Ati-Toxoplasma gondii e Anti-Brucella abortus em estudantes ingressantes em Instituições Federais de Ensino de Belém e Castanhal, Pará
  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 31/08/2012
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  • Falta ser entregue
  • ALESSANDRA FABIANNY CUNHA DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO HIGIÊNICO SANITÁRIA DE ESTABELECIMENTOS QUE REALIZAM ABATE CLANDESTINO DE FRANGO NA MICRORREGIÃO CASTANHAL - ESTADO DO PARÁ E ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA CARNE PRODUZIDA E DA ÁGUA DE ESCALDAGEM PROVENIENTE DESTES LOCAIS
  • Data: 30/08/2012
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  • O abate de aves para consumo requer condições sanitárias adequadas e conhecimentos tecnológicos, caracterizando-se como uma atividade estritamente industrial. No estado do Pará, o frango in natura abatido informalmente tem aceitação por uma parcela significativa da população. Porém, informações a respeito da qualidade desta carne se existem não estão disponíveis e inexistem dados a respeito da qualidade microbiológica e sobre a realidade do abate clandestino. O objetivo deste trabalho foi avaliar a condição higiênico-sanitária de estabelecimentos que realizam abate clandestino de aves na microrregião Castanhal - estado do Pará e determinar o NMP de coliformes a 35°C e 45°C, realizar a pesquisa de Salmonella spp. e a contagem de microrganismo mesófilos aeróbios da carne produzida e na água de escaldagem utilizada nestes estabelecimentos. Para tal, foram visitados 49,2% dos estabelecimentos de abate clandestino de frango registrados junto as Secretarias de Vigilância Sanitária dos cinco municípios que compõe a microrregião Castanhal. Foram coletadas 31 amostras de frango nos estabelecimentos dos municípios que compõe a microrregião Castanhal e 22 amostras de água de escaldagem, somente provenientes de estabelecimentos localizados nos municípios de Castanhal e Santa Izabel do Pará. As análises microbiológicas foram realizadas de acordo com a Instrução Normativa n° 62 de 2003, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Das amostras de frango analisadas observou-se a contagem NMP acima de 103NMP/g em todas as amostras analisadas para coliformes a 35°C e em 90,3% das amostras para coliformes a 45°C, ausência de Salmonella spp. em todas as amostras e contagens de aeróbios mesófilos variando de <1.0x101 a 2,5x108UFC/g. Os resultados obtidos para água de escaldagem foram para NMP de coliformes a 35°C entre <3,0 e >1100 NMP/mL, de coliformes a 45°C entre <3,0 e 240 NMP/mL, a contagem de aeróbios mesófilos entre <1.0x101 e 3,0x107 UFU/mL e ausência de Salmonella spp. em todas as amostras. Os resultados demonstram que os estabelecimentos visitados não apresentam condição higiênico-sanitária satisfatória e que a carne fornecida e a água de escaldagem utilizada por estes estabelecimentos apresentaram níveis de crescimento de microrganismos indicadores acima dos limites aceitáveis. Concluiu-se que os estabelecimentos de abate clandestino de frango visitados não apresentaram condição sanitária adequada para funcionamento e que as amostras de frango analisadas foram consideradas inadequadas para o consumo.
  • ANDREY DO NASCIMENTO GUERREIRO
  • Ocorrência de rotavírus em aves migratórias neotropicais encontradas no litoral do Nordeste do Pará

  • Data: 30/08/2012
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  • Rotavírus é o principal responsável por gastroenterite em lactentes e crianças jovens em todo o mundo e também em diferentes espécies de mamíferos e de aves. O objetivo do presente estudo foi descrever a ocorrência de rotavírus em aves migratórias neotropicais encontradas no litoral nordeste do estado do Pará, Brasil e detectar os grupos circulantes nas amostras fecais desta espécie. Foram coletadas 23 amostras fecais individuais de aves migratórias das espécies Calidris pusilla (20 aves), Numenius phaeopus (1 ave) e Charadrius semipalmatus (2 aves), na praia da Corvina em Salinópolis, município do nordeste do estado do Pará. Suspensões fecais foram preparadas a partir das amostras colhidas para posterior extração do dsRNA, que foi submetido à eletroforese em gel de poliacrilamida (EGPA) e também à Reação em cadeia medida pela polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR), na qual foram utilizados primers específicos para amplificação dos genes NSP4 e VP6 de rotavírus dos grupos A e D, respectivamente. Todas as amostras fecais de aves migratórias testadas apresentaram resultado negativo na EGPA, não sendo detectado nenhum perfil eletroforético característico de algum grupo de rotavírus o que se confirmou posteriormente com a execução da RT-PCR, revelando que essas espécies migratórias neotropicais presentes na praia da Corvina, não albergam o referido vírus. Entretanto, estudos posteriores devem ser realizados com um maior número de amostras, grupos-alvo de diferentes idades e coletas em diferentes períodos do ano, afim de se esclarecer com maior precisão o real papel dessas espécies de aves na epidemiologia das rotaviroses no litoral do Brasil

  • ANTONIO OZEMIR FIALHO DA SILVA
  • Dermatite alérgica em ovinos Texel no município de Castanhal, estado do Pará
  • Orientador : GABRIELA RIET CORREA RIVERO
  • Data: 28/08/2012
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  • Falta entregar
  • AGATHA ROSSANNI ALVES DAMASCENO
  • Epidemiologia da Leishmaniose Visceral Canina e detecção de infecção natural por Leishmania infantum chagasi em cães de área de transmissão intensa de Leishmaniose Viceral Humana no Estado do Pará

  • Data: 24/08/2012
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  • O presente estudo objetivou contribuir com estabelecimento do perfil epidemiológico da leishmaniose visceral canina em áreas rurais do município paraense de São Domingos do Capim e realizar a detecção de infecção natural por L. infantum chagasi em cães. O estudo foi realizado nas comunidades rurais Monte D’ouro, Santa Luzia do Prata, Urucuriteua, Baixo Palheta, São João do Botafogo, SantíssimaTrindade, Catita, Canari e Nova Betel, localizadas no município de São Domingos do Capim, estado do Pará. Entre o período de janeiro de 2010 a janeiro de 2012, foram coletadas 264 amostras de sangue total e soro, sendo realizadas necropsias de 32 cães sororreagentes. Durante as coletas foi preenchido um questionário epidemiológico com informações sobre os animais e sobre alguns hábitos dos proprietários. Foram utilizadas as técnicas ELISA indireto, RIFI, imprint e PCR com iniciadores específicos para L. i. chagasi. Nas análises sorológicas foram detectados anticorpos contra Leishmania spp. em 44,31% (117/264) de cães assintomáticos e sintomáticos. Os principais sinais clínicos observados nos cães sintomáticos foram emagrecimento, lesões de pele e onicogrifose e o achado anátomo-patológico mais frequente foi o aumento de linfonodos. Em 100% dos cães sororreagentes necropsiados foram visualizadas formas amastigotas de Leshmania spp. nos imprints e através da PCR, DNA de L. i. chagasi foi detectado em 68,8% (22/32) destes animais. Em ambas as técnicas parasitológicas as amostras de linfonodo foram as mais positivas. A circulação do agente da leishmaniose visceral canina e da leishmaniose visceral humana, a grande disponibilidade de hospedeiros vertebrados, a proximidade dos domicílios com área de mata e a falta de informação da população sobre a importância das leishmanioses favorecem a manutenção do ciclo epidemiológico deste agente e serve de alerta para os órgãos de saúde competentes.

  • ROSSELA DAMASCENO CALDEIRA
  • Estudo da fauna flebotomínica (Diptera: Phychodidae) e pesquisa molecular de Leishmania ssp. em vetores capturados em Comunidades Quilombolas do município de Inhangapi, Estado do Pará.

  • Data: 17/08/2012
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  • Os flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) apresentam importância para o homem e para os animais por atuarem como vetores naturais de agentes etiológicos de doenças, como protozoários do gênero Leishmania, causadores das leishmanioses. O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo epidemiológico sobre a diversidade da fauna flebotomínica e pesquisar a infecção por Leishmania spp. em Lutzomyia flaviscutellata capturados em Comunidades Quilombolas de Inhangapi, município paraense com transmissão de Leishmaniose Tegumentar. As capturas de flebotomíneos foram realizadas nas Comunidades Quilombolas de Menino Jesus de Petimandeua e Itaboca no município de Inhangapi, Estado do Pará. Foram utilizadas armadilhas luminosas Hoover Pugedo instaladas no intradomicílio, peridomicílio e mata adjacente. As coletas foram realizadas mensalmente em quatro pontos fixos e 48 pontos móveis, durante o período de dezembro de 2010 a novembro de 2011. A pesquisa da infecção natural por Leishmania spp. em L. flaviscutellata foi feita em 65 fêmeas através da PCR com iniciadores específicos. Foram capturados 1118 flebotomíneos de 22 espécies do gênero Lutzomyia, sendo 320 espécimes oriundos da Comunidade Quilombola Menino Jesus de Petimandeua e 798 da Comunidade Quilombola da Itaboca. As fêmeas representaram 52% do total capturado e 48% foram machos. A maioria dos flebotomíneos foi capturada no peridomicílio (55%) e na mata (37%), sendo somente 8% capturados no intradomicílio. Dentre as espécies capturadas L. auraensis foi a mais abundante (34,4%), seguida por L. antunesi (24,5%). As espécies de importância médico-veterinária encontradas foram Lutzomyia flaviscutellata, vetor natural de Leishmania amazonensis, Lutzomyia antunesi, incriminada como possível vetor de Leishmania lindembergi e Lutzomyia complexus, vetor de Leishmania braziliensis, sendo que estas espécies de flebotomíneos foram encontradas na mata e no peridomicílio. Através da PCR não foi detectada a presença de DNA de Leishmania spp. nas fêmeas de L. flaviscutellata, contudo, a presença das espécies L. flaviscutellata, L. antunesi e L. complexus serve de alerta quanto ao risco de transmissão de Leishmaniose Tegumentar na área estudada.

  • ANDREIA FERREIRA DA SILVA
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS LEISHMANIOSES VISCERAL E TEGUMENTAR E DETECÇÃO DE Leishmania ssp. EM CÃES DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO MUNICÍPIO DE INHANGAPI, ESTADO DO PARÁ
  • Data: 17/07/2012
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  • O estudo objetivou contribuir com o estabelecimento do perfil epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar e da Leishmaniose Visceral em cães de comunidades quilombolas do município de Inhangapi, estado do Pará, utilizando diferentes técnicas de diagnóstico e amostras biológicas. O estudo foi realizado nas comunidades quilombolas Menino Jesus de Petimandeua e Itaboca, onde no ano 2011 foram coletadas amostras de sangue total, soro e pele íntegra de cães, sendo realizado também o preenchimento de questionário contendo informações sobre os animais e características sócio-econômicas e culturais dos habitantes. Foram utilizadas as técnicas ELISA indireto, RIFI, imprint de órgãos, histopatologia e PCR para L. i. chagasi, L. amazonensis e espécies do complexo L. braziliensis. Dos 143 cães examinados, 2,1% (3/143) foram sororreagentes para Leishmania spp. pelo ELISA indireto e pela RIFI, e 8,4% (12/143) foram positivos para L. i. chagasi na PCR. Os três cães sororreagentes não foram positivos nas PCR’s. Nas amostras positivas pela PCR de L. i. chagasi, houve amplificação em 8,4% (12/143) de amostras de pele íntegra e 1,4% (2/143) de sangue. Em nenhuma amostra de pele foi detectado DNA de L. amazonensis e de espécies do complexo L. braziliensis. No único cão sororreagente eutanasiado não foi detectado DNA das espécies de Leishmania. A presença de L. i. chagasi associada à dispersão de cães, às características ambientais, à ação antrópica e ao saneamento básico inadequado podem favorecer à disseminação do agente e a ocorrência de LV em humanos nas comunidades quilombolas Menino Jesus de Petimandeua e Itaboca, servindo de alerta aos órgãos de saúde.
  • WELTON SEABRA PRADO
  • Ocorrência de Ehrlichia canis, Babesia canis vogeli e Leishmania infantum chagasi em cães domiciliados do município de Castanhal, Pará

  • Orientador : GUSTAVO GOES CAVALCANTE
  • Data: 12/07/2012
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  • No Brasil é cada vez maior o número de cães atendidos na clínica de pequenos animais acometidos por doenças cujos agentes etiológicos são transmitidos por artrópodes. Dentre estas enfermidades pode-se destacar a erliquiose monocítica canina, a babesiose canina e a leishmaniose visceral canina, que são causadas pelas espécies Ehrlichia canis, Babesia spp. e Leishmania infantum chagasi, respectivamente. O objetivo desse trabalho foi detectar, através da reação em cadeia pela polimerase, a infecção natural por E. canis, Babesia spp. e Leishmania infantum chagasi em amostras de sangue coletadas aleatoriamente de cães domiciliados de área urbana e rural do município de Castanhal, Pará. Foram coletadas 349 amostras de sangue da veia cefálica de cães, sem distinção de sexo e raça e sem levar em consideração o estado clínico do animal, dessas 79,36% (277/349) eram de cães que viviam no ambiente urbano e 20,63% (72/349) na zona rural. O DNA foi extraído utilizando-se um kit comercial específico para a extração de DNA de amostras sanguíneas. Com a utilização da nested PCR foi possível detectar o DNA de E. canis em 28,65% (100/349) dos cães amostrados, sendo que 83% (83/100) desses eram de zona urbana e 17% (17/100) eram de zona rural. O DNA de Babesia spp. foi detectado através da PCR em 0,28% (1/349) das amostras testes, sendo a mesma caracterizada como Babesia canis vogeli. O DNA de L. infantum chagasi não foi detectado em nenhuma das amostras testadas. Assim, foi possível concluir que E. canis e B. canis vogeli estão presentes na população canina da região estudada, sendo essa a primeira caracterização molecular de B. canis vogeli em cães da região Norte. Além disso, os resultados nos permitem afirmar que a n-PCR é eficaz para diagnosticar a infecção pelo agente testado e que na região estudada não foi possível diagnosticar a infecção por L. i. chagasi através da PCR com amostras sanguíneas.

     

  • JOSÉ CARLOS RODRIGUES MALCHER
  • Eficácia de uma formulação aquosa contendo 10% de óleo de Nim (Azadirachta Indica) no tratamento de otite fúngica por Malassezia pachydermatis em cães
  • Orientador : JULIO ISRAEL FERNANDES
  • Data: 31/03/2012
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  • Falta ser entregue
  • CARLA DANIELLE CORDEIRO DA SILVA
  • Caracterização dos Processos de Cicatrização Cutânea em Bubalinos (Bubalus bubalus)
  • Data: 23/03/2012
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  • O processo cicatricial compreende uma sequência de eventos moleculares e celulares que interagem para que ocorra a restauração do tecido lesado. Desde o extravasamento de plasma, com a coagulação e agregação plaquetária até a reepitelização e remodelagem do tecido lesado o organismo age tentando restaurar a funcionalidade tecidual. Assim, este trabalho abrange os diversos aspectos celulares envolvidos no processo cicatricial da pele dos bubalinos (Bubalus bubalis) e bovinos (bovinae). Para tanto, utilizou-se bubalinos das raças Murah e Jafarabadi e bovinos mestiços, que foram submetidos à anestesia local para a confecção de ferimentos a serem cicatrizados por primeira intenção (grupo II) e segunda intenção (grupo I). No grupo I foi realizada uma incisão quadrangular de quatro cm2 de pele no flanco direito e esquerdo, e no grupo dois foram realizadas duas incisões lineares no flanco esquerdo, medindo seis cm de comprimento. Os animais foram avaliados macroscopicamente segundo o tempo de cicatrização, força de tensão e aparência da ferida cirúrgica e microscopicamente através de exame histopatológico dos fragmentos coletados durante a cicatrização. No presente trabalho observou-se uma redução diária média, da ferida, de 0,137cm2 nos bubalinos e 0,089cm2 nos bovinos, demonstrando um bom potencial de cicatrização. Este trabalho possibilitou a verificação de um processo orgânico ainda não conhecido na espécie bubalina e identificou a necessidade de estudos mais abrangentes com relação ao uso de cicatrizantes.
2011
Descrição
  • ANA PAULA VILHENA BECKMAN PINHO
  • Perfil Soroepidemiológico de Brucelose, Leptospirose e Toxoplasmose em Equideos de Tração da Ilha de Maiandeua - Estado do Pará"
  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 26/08/2011
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  • O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de brucelose, leptospirose e toxoplasmose em equídeos de tração da Ilha de Maiandeua/PA. Foram colhidas amostras sanguíneas de 86,67% (52/60) animais, de ambos os sexos e diferentes idades (2 a 17 anos), em dois períodos climáticos distintos da região amazônica, totalizando 104 amostras. Dos 52 animais examinados na prova de triagem pela soroaglutinação rápida em placa para pesquisa de anticorpo anti-B. abortus na primeira colheita, nenhum (0/52) animal foi reagente, entretanto na segunda colheita foram observados 5,76% (3/52) de animais sororeagentes na prova da triagem, que foram negativos na prova confirmatória de 2-Mercaptoetanol. Através da técnica de soroaglutinação microscópica (SAM) para pesquisa de anticorpo anti-Leptospira spp. foi utilizado uma coleção de antígenos vivos de 25 sorovares para análise das 52 amostras na primeira colheita, onde observou-se 23,07% (12/52) de animais reagentes e 15,38% (8/52) na segunda colheita, para um ou mais sorovares de Leptospira spp. com títulos entre 100 e 200. O maior percentual de reagentes na primeira colheita foi para o sorovar Autumnalis com 40%, seguido do Grippotyphosa 30% (3/10) e na segunda colheita 37,5% (3/8) também para o sorovar Autumnalis e 12,5% (1/8) para os sorovares Castelonis, Gripothyphosa, Pyrogenes, Hardjo e Wolffi cada um, na segunda colheita. Na análise da variável sexo, foi observado que os machos apresentaram reatividade de 25% (9/36) e 16,66% (6/36) na primeira e segunda colheitas, respectivamente. Enquanto que nas fêmeas observaram-se 18,75% (3/16) e 12,5% (2/16) de sororeagentes, respectivamente em ambas as colheitas. A positividade, das amostras em relação a faixa etária, foi de 27,78% (10/36) para o grupo 1 ( 2 a 7 anos) e 12,50% (2/16) de reatores para o grupo 2 (> 7 anos), na primeira colheita. Enquanto que na segunda colheita observou-se 13,89% (5/36) de sororeagente para o grupo 1 e 18,75% (3/16) para o grupo 2. Para a pesquisa de anticorpos anti-Toxoplasma gondii pela reação de imunofluorescência indireta (RIFI), observou-se 9,61% (5/52) e 17,31 % (9/52) que reagiram respectivamente na primeira e segunda colheitas, com títulos entre 64 a 512. Das amostras reagentes relacionadas com a titulação observou-se para o título 64, 20% (1/5) e 44,44% (4/9) e para o título 128, 40% (2/5) e 11,11% (1/9) na primeira e segunda colheitas respectivamente. Analisando-se a variável sexo em relação à reatividade no diagnóstico da toxoplasmose, foi observada positividade em 13,90% (5/36) dos machos em ambas as colheitas. Para as fêmeas, nenhuma foi positiva na primeira colheita, no entanto a frequência relativa de positividade foi de 25% (4/16) na segunda colheita. Em relação a faixa etária, a positividade, foi de 8,33% (3/36) e 16,67% (6/36) para o grupo 1, enquanto que no grupo 2 foi de 12,50% (2/16) e 18,75% (3/16), na primeira e na segunda colheitas. Pode-se concluir no presente estudo que na ilha de Maiandeua há circulação de Leptospira spp. e T. gondii, e provável ausência de Brucella spp., entretanto devem ser realizados outros estudos para conhecer a real situação dessas três doenças nos animais da ilha.
  • ANA PAULA VILHENA BECKMAN PINHO
  • Perfil Soroepidemiológico de Brucelose, Leptospirose e Toxoplasmose em Eqüídeos de Tração da Ilha de Maiandeua - Estado do Pará"
  • Orientador : CARLA CRISTINA GUIMARAES DE MORAES
  • Data: 26/08/2011

  • SUSIANE DE OLIVEIRA SOARES
  • Perfil dos produtores de leite e Caracterização técnica das propriedades leiteiras dos municípios de Rondon do Pará e Abel Figueiredo, estado do Pará
  • Orientador : JOSE DIOMEDES BARBOSA NETO
  • Data: 11/04/2011

  • AMANDA PANTALEAO DA S PRIEBE
  • OCORRÊNCIA DE NEOPLASIAS EM PEQUENOS ANIMAIS NA MESORREGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM".
  • Orientador : MILTON BEGERES DE ALMEIDA
  • Data: 18/02/2011

  • CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA JUNIOR
  • SINAIS CLÍNICOS, LESÕES E ALTERAÇÕES PRODUTIVAS E REPRODUTIVAS EM CAPRINOS INTOXICADOS POR Ipomoea carnea subsp. fistulosa (CONVOLVULACEAE) QUE DEIXARAM DE INGERIR A PLANTA
  • Orientador : GABRIELA RIET CORREA RIVERO
  • Data: 11/02/2011

2010
Descrição
  • NATALIA DA SILVA E SILVA
  • OCORRENCIA DE MASTITE EM BUFALAS (BUBALUS BUBALIS) DAS REGIOES METROPOLITANAS DE BELEM E NORDETE, ESTADO DO PARA.
  • Orientador : JOSE DIOMEDES BARBOSA NETO
  • Data: 11/11/2010

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