Este projeto instrumentaliza as relações entre passado e presente e propõe a construção da consciência histórica de discentes da Educação Básica a partir de tradições ancestrais e referências biossocioculturais da região bragantina relacionadas à produção ceramista, tanto a arqueológica quanto a contemporânea. O diálogo de saberes entre conhecimentos do campo da História e da Arqueologia e conhecimentos locais, de mestras louceiras que mobilizam saberes-fazeres da argila, oportuniza possibilidades de Educação Patrimonial para a compreensão e reconhecimento ampliados da história local e da longeva tradição de fabricação de cerâmicas nessa região, sobretudo em comunidades como Vila-Que-Era, Camutá, Caratateua, Fazendinha etc. Articular tais conhecimentos entre as comunidades, as escolas e a Universidade visa aproximar ainda mais os alunos e alunas de realidades concretas do cotidiano, de modo a pensar em práticas de ensino-aprendizagem que se conectam com experiências locais por meio da cerâmica enquanto tecnologia social ancestral, com forte protagonismo feminino. Assim, as cerâmicas (arqueológicas e contemporâneas) são importantes instrumentos para a aprendizagem histórica e a afirmação da identidade local, na confluência entre cultura material, saberes imateriais e territorialidades, potencializando outras referências que desconstruam uma ideia de bragantinidade embranquecida e colonizadora. Diante disso, o projeto concentra suas ações em torno de saberes-fazeres cerâmicos e seus sentidos históricos e socioculturais para as comunidades, e as formas de socialização e diálogo intercultural dessas tradições com as escolas e a Universidade, fortalecendo práticas educativas colaborativas para uma sociedade mais justa, inclusiva, igualitária e sustentável.
Discentes da graduação em História do Campus de Bragança
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