Esse projeto visa os cuidados com a saúde coletiva de estudantes inseridos em processos intensos de trabalho, estudos e convivência com ambientes e padrões culturais distintos dos seus (no caso de quilombolas, indígenas e camponeses), desta forma integra a Yoga terapia e o uso de ervas e plantas medicinais em ações junto à estudantes que passam por choques culturais entre o saber institucionalizado e cultura acadêmica e o saber e cultura tradicionais típicos de territórios rurais negros, indígenas e camponeses. Se propõe integrar ações de extensão a processos de pesquisa com a dinâmica de aulas nos períodos ou etapas que chamamos de Tempo Universidade, trazendo para o currículo prático os saberes tradicionais no âmbito da saúde e do conhecimento de plantas e ervas que demarcam os pertencimentos socioculturais de nossos/as estudantes. Além disso, esse projeto se propõem realizar registro dos lugares de cultivo, das histórias socioafetivas envoltas às trajetórias de sujeitos cujos costumes tradicionais envolve plantas e ervas no trato da saúde, bem como as histórias e conhecimentos de mestres/as dessa vertente da cultura popular (benzedeiras, raizeiros, erveiras, parteiras etc). Tais saberes, costumes, histórias envoltas às práticas tradicionais se dão por meio de transmissão oral tendem a desaparecer, enfraquecendo sobremaneira as cosmografias que são potentes instrumentos de demarcação da territorialidade e identidades, caso não sejam criados espaços de troca, registro e dilvugação.
Estudantes dos cursos de graduação Etnodesenvolvimento e Educação do Campo; mestres e mestras da cultura popular nos territórios rurais de Gurupá e Altamira.
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