A cavidade bucal é a primeira porta de entrada para microorganismos patogênicos que causam infecções sistêmicas, de acordo com o Manual de Odontologia Hospitalar (2012) uma condição bucal desfavorável interfere no prognóstico de pacientes com comprometimentos sistêmicos, onde as infeções bucais podem contribuir para a instalação de condições inflamatórias sistêmicas e servem como fonte de disseminação de microrganismos por via hematogênica, por vezes piorando o prognóstico do paciente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cuidado interprofissional, que inclui a Odontologia, é defendido como meio de melhorar o sucesso no tratamento dos pacientes e torna-se fundamental em serviços hospitalares com diferentes especialidades. Considerando-se que a má condição de saúde bucal de alguns pacientes internados e atendidos pelo SUS, pode ser relacionada a infecções respiratórias ou cardíacas e insucessos de tratamentos oncológicos ou transplantes, a atuação integrada de diversos profissionais é especialmente importante. O cuidado interprofissional deve, portanto, ser um apelo para educadores em todos os programas que formam profissionais da saúde (VARELLIS et al., 2018). Patologias bucais como a periodontite e outras condições do periodonto são foco de microorganismos de ação sistêmica e induzem a produção de citocinas inflamatórias. Nesses casos, pacientes necessitam de cuidados competentes e constantes, em razão de um quadro clínico caracterizado por imunodeficiência, o que pode tornar mais suscetível à instalação das infecções bucais ou sistêmicas, com potencial de agravo da condição de saúde inicial. Muitas dessas complicações provenientes de infecções orais podem ser evitadas com a realização das técnicas corretas de higiene oral e da c
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