A violência contra a criança vem despertando o interesse de estudos cada vez maiores, devido ser um problema de saúde pública que afeta negativamente a vida dos vitimados, com impactos no seu desenvolvimento, em sua integridade física, psicológica e social (RATESE et al., 2015), trazendo consequências a curto e em longo prazo. Como exemplos, as dificuldades de aprendizado, déficits de memória, baixa autoestima, depressão, entre tantos outros problemas que podem ser observados inclusive no ambiente escolar (ABRANCHES; ASSIS, 2011). Os maus-tratos contra crianças e adolescentes acontecem geralmente dentro do espaço do próprio lar da vítima, independentemente da situação socioeconômica, religiosa e financeira a qual os pais e responsáveis pertencem, tornando extremamente variável a construção de um perfil exato e diagnóstico do agressor (MASSONI, 2010). As crianças vítimas de violência doméstica apresentaram maior prevalência de cárie e níveis mais elevados nos índices ceo-d/CPO-D. Além disso, os dados de não procura por atendimento odontológico também foram elevados entre os vitimizados. Destaca-se que o quadro de maus-tratos relacionado à saúde bucal desses indivíduos está associado à não importância atribuída à dentição decídua, a má higienização oral e fatores externos como condições econômicas e educacionais dos cuidadores. Também se observou significativas taxas de extrações dentárias, acúmulo de placa bacteriana, dor ou infecção dental (NASCIMENTO, M. D. L., 2023) Neste contexto ressalta-se a atuação do cirurgião-dentista não apenas com métodos terapêuticos e curativos. Mas, na prevenção, identificação e notificação de autoridades competentes a partir da observação de sinais observáveis e indicativos de maus-tratos físic
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