As comunidades quilombolas da Amazônia paraense enfrentam elevada vulnerabilidade socioambiental e dificuldades de acesso aos serviços de saúde, em um contexto marcado pela coexistência de doenças infecciosas e agravos genéticos. A presença de hemoglobinopatias associadas à hemoglobina S (HbS) e da deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) representa um desafio adicional em áreas endêmicas de malária, nas quais o uso de fármacos oxidantes pode desencadear eventos hemolíticos graves. Este projeto de extensão tem como objetivo desenvolver ações integradas de diagnóstico, prevenção e educação em saúde, voltadas à identificação de HbS, deficiência de G6PD e malária em comunidades quilombolas da Amazônia paraense. A metodologia inclui expedições multidisciplinares aos territórios, com realização de avaliação antropométrica, inquéritos de morbidade e diagnóstico de malária, associado à triagem laboratorial por meio dos testes de Brewer, eletroforese de hemoglobina e teste de falcização, com orientação clínica em campo. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, o projeto promove a biossegurança farmacológica no tratamento da malária, fortalece a interação entre universidade e sociedade, amplia o acesso equitativo ao SUS e contribui para a melhoria da qualidade de vida dessas populações.
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