Em um contexto de crescimento da matrícula de estudantes neurodivergentes e de escassez de recursos acessíveis no ensino público, esta ação extensionista, desenvolvida no âmbito do Grupo de Estudos TEIA Tecnologia, Ensino, Inovação e Acessibilidade, propõe democratizar o ensino de Física por meio de tecnologias assistivas de baixo custo. O projeto visa desenvolver, aplicar e transferir tecnologias assistivas para o ensino inclusivo de Física em escolas públicas de Ananindeua (PA). As ações seguem um modelo de laboratório aberto em sentido pedagógico, como espaço itinerante de experimentação, formação e troca de saberes, sem caracterizar laboratório institucional físico. Serão criados protótipos multissensoriais (táteis, sonoros e vibrotáteis), baseados em plataformas abertas (Arduino), voltados a conteúdos de Mecânica, Eletricidade e Óptica, com foco em estudantes neurodivergentes. As ações ocorrerão em 10 escolas, envolvendo cerca de 300 estudantes e 50 professores. As oficinas itinerantes serão mediadas por discentes bolsistas da UFPA, articulando formação docente, intervenção pedagógica e transferência tecnológica, em consonância com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. O projeto alinha-se aos ODS 4, 9 e 10 da Agenda 2030 da ONU, ao promover acessibilidade, inovação pedagógica e inclusão educacional no ensino público. PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias assistivas; Neurodiversidade; Educação inclusiva; Ensino de Física; Formação docente.
Colaboradores, Bolsista e voluntário
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